Corazonando historias
COLOMBIA – BRASIL

2025-2026




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2025-2026




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Homenaje a Joyce Prado (In memoriam) Lab Corazonando Historias

Sua importância para o cinema negro brasileiro não se mede apenas pelos filmes que realizou, mas pela forma como esteve entre nós: formando, tensionando, acolhendo, abrindo caminhos.
Su importancia para el cine negro brasileño no se mide solo por las películas que realizó, sino por la forma en que estuvo entre nosotres: formando, tensionando, acogiendo, abriendo caminos.
“A TERRA É O MEU QUILOMBO. MEU
ESPAÇO, É MEU QUILOMBO. ONDE EU


“O que o negro em diáspora fez? Ele criou seu próprio mundo. E dentro desse lugar, que são os quilombos, ele cria essa nova identidade. Quando acabaram os quilombos em termos históricos, por causa da repressão, ele vem a ser simbologia. Aí entra o corpo e a memória; Quem carrega o quilombo são os próprios cor- pos negros”(BeatrizNascimento)


¿Quéhizoelnegroenladiáspora?Creósupropiomundo.Ydentrode ese lugar, que son los quilombos, él crea esta nueva identidad. Cuando acabaron los quilombos en términos históricos, por causa de la represión, él pasa a ser simbología. Ahí entra el cuerpo y la memoria; quien carga el quilombo son los propios cuerpos negros.”
(BeatrizNascimento)

p p coletivo. Seu sopro é intensidade, abre passagem, nos convoca à coragem de existirplenamente,emtodonossotamanho.
Somos feitos da dança entre brisas e rajadas, entre silêncios que acariciam e passos que estremecem o chão. Esse vento múltiplo tece a atmosfera que une nossas comunidades, atravessa fronteiras coloniais, costura Brasil e Colômbia, invoca o encontro das narrativas negras e afroindígenas que fazem do cinema nãoapenasimagem,mastambémrespiraçãopartilhada.
NaFOCO,seguimosacorrentedaventania.Ovento-borboletapousaemnossos ombros como cuidado, lembrando que toda história quer abrigo. O ventobúfalaabreclareirasdefuturo,sustentandoacoragemdequemescreve,dirige, sonha. Juntos, eles nos recordam que habitar o vento é habitar a memória, e que nossas narrativas, como sopros incapturáveis, são a respiração dos vientos negrosdeAbyaYala.
“Nãoqueremosoouroporquetemosavida!
Eotempopassa,semnúmeroecalendário…”
“¡Noqueremoseloroporquetenemoslavida!
Yeltiempopasa,sinnúmeronicalendario…”



As tutorias do Lab Corazonando Histórias foram construídas a partir da escuta como prática central do processo criativo. Mais do que orientar projetos rumo a soluções rápidas ou estruturas fechadas, o acompanhamento desenvolvido por Joyce Prado, Maíra Oliveira e Kariny Martins buscou criar um espaço onde cada narrativa pudesse amadurecer em seu próprio tempo, respeitando as singularidades de cada autora e autor.
Ao longo dos encontros, a escrita foi compreendida não apenas como construção dramatúrgica, mas como experiência atravessada por memória, território, afetos e pertencimento.
Las tutorías del Lab Corazonando Historias fueron construidas a partir de la escucha como práctica central del proceso creativo. Más que orientar los proyectos hacia soluciones rápidas o estructuras cerradas, el acompañamiento desarrollado por Joyce Prado, Maíra Oliveira y Kariny Martins buscó crear un espacio donde cada narrativa pudiera madurar en su propio tiempo, respetando las singularidades de cada autora y autor.
A lo largo de los encuentros, la escritura fue comprendida no solo como construcción dramatúrgica, sino como una experiencia atravesada por memoria, territorio, afectos y pertenencia.








faixa etária
20 a 59 anos expressão de gênero
12 feminino
9 masculino
1 não binário
22 pessoas negras
1 migrante
1 PCD

expresión de género
10 mujeres
12 hombres
21 personas negras
1 persona indígena
A aliança entre Brasil e Colômbia, que estrutura a FOCO desde sua origem, é um gesto político e cultural que vai além da formalidade de uma parceria. Ela responde a um chamado histórico de ambos os territórios: a necessidade de conectar lutas, experiências e saberes que foram sistematicamente separados pela colonialidade.
Mais do que uma escola de produção audiovisual, ela se consolidou como um território de encontro, escuta e fortalecimento de narrativas negras, afroindígenas e afrolatinas. Desde sua primeira edição, em 2023, a FOCO assumiu a responsabilidade de ampliar horizontes no campo do audiovisual e de marcar uma posição política: a formação e a circulação de histórias feitas por nós e para nós são parte fundamental do processo de democratização do cinema na América Latina.
O caráter transformador da FOCO está na forma como ela descentraliza o saber. Os professores e tutores não ocupam posições hierárquicas, mas se colocam lado a lado com os participantes, construindo um espaço horizontal, no qual a escuta é tão importante quanto a transmissão de conteúdo. Esse gesto é político porque rompe com modelos tradicionais de ensino e reafirma que a pedagogia negra e afrolatina nasce em gira, alimentada da partilha e da coletividade.
Na FOCO, a técnica nunca aparece isolada. Ela é convocada a dialogar com a memória, com a ancestralidade e com os territórios que sustentam nossas práticas de criação. Cada módulo, cada encontro, cada conversa é atravessado por uma perspectiva crítica que reconhece no audiovisual uma ferramenta de luta e de invenção. Essa escolha metodológica se torna ainda mais potente quando colocada em diálogo com o compromisso institucional das organizações que convocam a escola: APAN, Manos Visibles e IAMO.
A APAN, no Brasil, desde 2015 tem trabalhado pela valorização de profissionais negros no audiovisual, influenciando políticas públicas e promovendo iniciativas como o Festival Internacional do Audiovisual Negro (FIANB), o Laboratório Negras Narrativas, além da disputa contínua por políticas culturais que assumam a centralidade do audiovisual feito por pessoas negras. Manos Visibles é uma rede de lideranças e organizações de vanguarda que promove as transformações sistêmicas de que a Colômbia precisa para reduzir as desigualdades educacionais, tecnológicas e culturais, com uma perspectiva étnica e territorial. Em seus 15 anos de atuação, a Manos Visibles impactou mais de 30 mil pessoas, em 25 departamentos e 112 municípios da Colômbia. IAMO, sediado no quilombo do Coqueiro Grande, em Salvador, é um espaço de criação e pesquisa que coloca a reparação histórica no centro dos processos artísticos.
Essa tríplice aliança é o coração da FOCO. É ela que sustenta o projeto, que garante sua continuidade e que possibilita que ele se expanda para além das fronteiras nacionais.
Ao longo da segunda edição, a FOCO reafirmou a importância de se pensar o audiovisual como fer- ramenta política. Além disso, a FOCO II se destaca pelo processo de seleção dos participantes. O re- corte de raça, gênero e território garante a diversidade e a representatividade como princípios estruturantes. Esse cuidado reafirma o compromisso da escola com a equidade e com a democratização do acesso. Não se trata apenas de formar profissio- nais, mas de garantir que essa formação chegue a quem historicamente foi negado o direito de ocu- par esses espaços.
Esse é o espírito da FOCO: mais do que uma escola, ela é um movimento. E é isso que alimenta o Me- morial da FOCO II, um registro de uma experiên- cia coletiva, como testemunho de uma reparação em curso e como promessa de que o vento que nos guia con- tinuará soprando.
La alianza entre Brasil y Colombia, que estructura FOCO desde su origen, es un gesto político y cultural que va más allá de la formalidad de una asociación. Responde a un llamado histórico de ambos territo- rios: la necesidad de conectar luchas, experiencias y saberes que fueron sistemáticamente separados por la colonialidad.
Más que una escuela de producción audiovisual, se consolidó como un territorio de encuentro, escucha y fortalecimiento de narrativas negras, afroindígenas y afrolatinas. Desde su primera edición, en 2023, FOCO asumió la responsabilidad de ampliar horizontes en el campo del audiovisual y de marcar una posición política: la formación y circulación de historias hechas por nosotros y para nosotros son parte fundamental del proceso de democratización del cine en América Latina.
El carácter transformador de FOCO radica en la forma en que descentraliza el saber. Los profesores y tutores no ocupan posiciones jerárquicas, sino que se colocan al lado de los participantes, construyen- do un espacio horizontal, en el que la escucha es tan importante como la transmisión de contenido. Este gesto es político porque rompe con los modelos tra- dicionales de enseñanza y reafirma que la pedagogía negra y afrolatina nace en gira, alimentada por la compartición y la colectividad.
En FOCO, la técnica nunca aparece de manera aislada. Es convocada a dialogar con la memoria, con la ancestralidad y con los territorios que sostienen nuestras prácticas de creación. Cada módulo, cada encuentro, cada conversación está atravesado por una perspectiva crítica que reconoce en el audiovisual una herramienta de lucha y de invención. Esta elección metodológica se vuelve aún más potente cuando se pone en diálogo con el compromiso institucional de las organizaciones queconvocan la escuela: APAN, Manos Visibles e IAMO.
APAN, en Brasil, desde 2015 ha trabajado por la valorización de profesionales negros en el audiovisual, influyendo en políticas públicas y promoviendo iniciativas como el Festival Internacional del Audiovisual Negro (FIANB), el Laboratorio Negras Narrativas, además de la continua lucha por políticas culturales que reconozcan la centralidad del audiovisual hecho por personas negras.
Manos Visibles, Es una red de liderazgos y organizaciones de vanguardia que gestiona las transformaciones sistémicas que necesita Colombia para reducir las desigualdades educativas, tecnológicas y culturales con una perspectiva étnica y territorial. En sus 15 años
Manos Visibles ha impactado a más de 28 mil personas, en 25 departamentos y 112 municipios en Colombia. IAMO, ubicado en el quilombo Coqueiro Grande, en Salvador, es un espacio de creación e investigación que pone la reparación histórica en el centro de los procesos artísticos.
Esta triple alianza es el corazón de FOCO. Es ella la que sustenta el proyecto, la que garantiza su continuidad y la que permite que se expanda más allá de las fronteras nacionales.
A lo largo de la segunda edición, FOCO reafirmó la importancia de concebir lo audiovisual como una herramienta política. Además, FOCO II se destaca por el proceso de selección de los participantes. La atención a la raza, el género y el territorio garantiza la diversidad y la representatividad como principios estructurantes. Este enfoque reafirma el compromiso de la escuela con la equidad y la democratización del acceso. No se trata solo de formar profesionales, sino de garantizar que esa formación llegue a quienes históricamente se les ha negado el derecho a ocupar esos espacios.
Ese es el espíritu de FOCO: más que una escuela, es un movimiento. Y eso es lo que alimenta el Memorial de FOCO II, un registro de una experiencia colectiva, como testimonio de una reparación en curso y como promesa de que el viento que nos guía seguirá soplando.
A articulação entre APAN, Manos Visibles e IAMO evidencia a consolidação de uma rede afrodiaspórica de formação, criação e incidência cultural na América Latina. Mais do que promover intercâmbios institucionais, Foco II configurou um espaço de produção de pensamento crítico e de fortalecimento de epistemologias negras no audiovisual contemporâneo.
Durante o processo formativo, as discussões sobre curadoria, narrativas afrorreferenciadas, cinematografias africanas, dramaturgias documentais e sistemas narratológicos próprios articularam-se em uma crítica às estruturas hegemônicas de representação e na afirmação de novas formas de imaginar o mundo.
Nessa perspectiva, a escola é compreendida como um território de disputa simbólica e política, onde o cinema negro, afrodiaspórico e decolonial opera simultaneamente como prática estética, ferramenta de memória e estratégia de transformação social.
Nos encontros, cada conceito aparece como fundamento teórico e metodológico para pensar um audiovisual comprometido com a construção de futuros negros e com a reconfiguração das relações entre imagem, território e comunidade.
Essa cooperação entre Brasil e Colômbia revela como as práticas culturais afrodescendentes desenvolveram metodologias de criação, circulação e gestão cultural baseadas na colaboração, na escuta e no fortalecimento de redes. Nesse sentido, durante a Escola Foco II, entendemos que o audiovisual deixa de ser apenas um campo artístico para se tornar uma plataforma de incidência política, preservação da memória e produção de justiça racial.
La articulación entre APAN, Manos Visibles e IAMO evidencia la consolidación de una red afrodiáspora de formación, creación y incidencia cultural en América Latina. Más que promover intercambios institucionales, Foco II configuró un espacio de producción de pensamiento crítico y de fortalecimiento de epistemologías negras en el audiovisual contemporáneo.
Durante el proceso formativo las discusiones sobre curaduría, narrativas afroreferenciadas, cinematografías africanas, dramaturgias documentales y sistemas narratológicos propios se articularon en una crítica a las estructuras hegemónicas de representación y en la afirmación de nuevas formas de imaginar el mundo.
Desde esta perspectiva, la escuela se entiende como un territorio de disputa simbólica y política donde el cine negro, afrodiaspórico y decolonial opera simultáneamente como práctica estética, herramienta de memoria y estrategia de transformación social.
En los encuentros cada conceptos aparece como fundamento teórico y metodológico para pensar un audiovisual comprometido con la construcción de futuros negros y con la reconfiguración de las relaciones entre imagen, territorio y comunidad.
Esta cooperación entre Brasil y Colombia revela cómo las prácticas culturales afrodescendientes han desarrollado metodologías de creación, circulación y gestión cultural basadas en la colaboración, la escucha y el fortalecimiento de redes. En este sentido, durante la Escuela Foco II entendimos que el audiovisual deja de ser únicamente un campo artístico para convertirse en una plataforma de incidencia política, preservación de la memoria y producción de justicia racial.
Um dos eixos centrais dos encontros relaciona-se com a construção de epistemologias negras no campo audiovisual. As discussões sobre curadoria, cinematografias africanas e estruturas narrativas questionam a centralidade de modelos eurocêntricos de produção de conhecimento e imagem.
Conceitos como amefricanidade, o olhar de oposição e o Sistema Narratológico da Encruzilhada aparecem como ferramentas críticas para pensar outras formas de organizar a experiência estética e narrativa. Essas perspectivas propõem deslocar a lógica colonial que historicamente definiu quem pode narrar, como se narra e quais corpos são legitimados como produtores de imagens e memória.
A reflexão sobre os “cativeiros estéticos” evidencia que a disputa não ocorre apenas no plano dos conteúdos, mas também nas formas, metodologias e estruturas de criação audiovisual.
Uno de los ejes centrales de los encuentros se relaciona con la construcción de epistemologías negras en el campo audiovisual. Las discusiones sobre curaduría, cinematografías africanas y estructuras narrativas cuestionan la centralidad de modelos eurocéntricos de producción de conocimiento e imagen.
Conceptos como amefricanidad, la mirada de oposición y el Sistema Narratológico de la Encrucijada aparecen como herramientas críticas para pensar otras formas de organizar la experiencia estética y narrativa. Estas perspectivas proponen desplazar la lógica colonial que históricamente definió quién puede narrar, cómo se narra y qué cuerpos son legitimados como productores de imágenes y memoria.
La reflexión sobre los “cautiverios estéticos” evidencia que la disputa no ocurre únicamente en el plano de los contenidos, sino también en las formas, metodologías y estructuras de creación audiovisual.
As conversas sobre direção, fotografia, documentário e processos criativos permitiram compreender o cinema negro contemporâneo como um território onde estética e política são inseparáveis. Cada decisão formal, desde a composição visual até a direção de arte, implica uma tomada de posição ética sobre o mundo e sobre as formas de representação das subjetividades negras.
Nesse sentido, o cuidado aparece como princípio metodológico e político. As narrativas audiovisuais são pensadas não a partir da reprodução da violência, mas da possibilidade de produzir imagens de existência, desejo, memória e futuro.
A fabulação, a invenção e as narrativas não lineares são abordadas como estratégias capazes de romper com as estruturas tradicionais do relato e abrir espaço para experiências afrodiaspóricas, queer e latino-americanas historicamente marginalizadas.
Las conversaciones sobre dirección, fotografía, documental y procesos creativos permitieron comprender el cine negro contemporáneo como un territorio donde estética y política son inseparables. Cada decisión formal, desde la composición visual hasta la dirección de arte, implica una toma de posición ética sobre el mundo y sobre las formas de representación de las subjetividades negras.
En este sentido, el cuidado aparece como principio metodológico y político. Las narrativas audiovisuales son pensadas no desde la reproducción de la violencia, sino desde la posibilidad de producir imágenes de existencia, deseo, memoria y futuro.
La fabulación, la invención y las narrativas no lineales son abordadas como estrategias capaces de romper con las estructuras tradicionales del relato y abrir espacio para experiencias afrodiaspóricas, queer y latinoamericanas históricamente marginalizadas.
O programa também evidenciou que a criação audiovisual não pode ser separada das discussões sobre sustentabilidade, circulação e gestão cultural. A produção, distribuição e articulação de públicos negros são entendidas como dimensões fundamentais para garantir a permanência e o alcance das obras.
As estratégias colaborativas, as redes de advocacy e o fortalecimento institucional aparecem como mecanismos essenciais para disputar políticas públicas e ampliar as condições materiais de existência do audiovisual negro na América Latina.
Nessa perspectiva, o cinema deixa de ser apenas uma prática artística para se afirmar como ferramenta de incidência política, imaginação coletiva e justiça racial.
El programa también evidenció que la creación audiovisual no puede separarse de las discusiones sobre sostenibilidad, circulación y gestión cultural. La producción, distribución y articulación de audiencias negras son entendidas como dimensiones fundamentales para garantizar la permanencia y el alcance de las obras.
Las estrategias colaborativas, las redes de advocacy y el fortalecimiento institucional aparecen como mecanismos esenciales para disputar políticas públicas y ampliar las condiciones materiales de existencia del audiovisual negro en América Latina.
Desde esta perspectiva, el cine deja de ser únicamente una práctica artística para afirmarse como herramienta de incidencia política, imaginación colectiva y justicia racial.



O lançamento de Otro país: Horizontes Audiovisuales Afro e Indígenas en Colombia | Memorias Vanguardia, da Manos Visibles, marcou um momento especialmente simbólico dessa travessia. Mais do que a apresentação de um documento, foi a abertura de uma conversa urgente sobre reparação histórica, direito à imaginação e construção de um ecossistema criativo no qual vozes afro, indígenas e de povos originários possam criar, viver e se projetar plenamente a partir de suas próprias narrativas.
A exibição de Soñé su nombre, de Ángela Carabalí, reafirmou essa potência coletiva. A sala cheia não celebrou apenas um filme: celebrou a possibilidade de nos reconhecermos em imagens construídas a partir da experiência afrodescendente, da memória e do território. Nesse encontro entre Colômbia e Brasil, o cinema surgiu como ponte, arquivo vivo e horizonte compartilhado.
A imersão de escrita do Laboratório Corazonando Historias permitiu que cada projeto aprofundasse sua própria voz narrativa enquanto dialogava com outras experiências afro e indígenas latino-americanas.

As histórias desenvolvidas durante o laboratório revelaram que as memórias compartilhadas, as lutas territoriais e as buscas identitárias continuam sendo uma poderosa fonte de criação e transformação audiovisual.
Essa experiência, que reafirmou o audiovisual como espaço de memória, imaginação e construção política, não representa um ponto final. Pelo contrário, deixa abertas novas rotas de colaboração, circulação e criação coletiva. As perguntas que atravessaram esses encontros seguem pulsando: como imaginar futuros em que nossas histórias ocupem o centro? Como construir indústrias audiovisuais mais justas, sensíveis e diversas? Como sustentar imagens capazes de cuidar, transformar e projetar outros mundos possíveis?
Por enquanto, fica a certeza de que as narrativas afro e indígenas já não habitam as margens do cinema latino-americano. São, cada vez mais, o coração a partir do qual seus futuros estão sendo imaginados.

como puente, archivo vivo y horizonte compartido.
La inmersión de escritura del Laboratorio Corazonando Historias permitió que cada proyecto profundizara su propia voz narrativa
Por el momento, nos queda la certeza de que las narrativas afro e indígenas ya no habitan los márgenes del cine latinoamericano. Son, cada vez más, el corazón desde donde se están imaginando sus futuros.
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