Nome: Érick Jacquin Idade: 52 anos Nacionalidade: Dun-sur-Auron, Centro-Vale do Loire – França Principais trabalhos: Jurado do MasterChef, Brasil do MasterChef Júnior e do MasterChef Profissionais. E apresentador do “Pesadelo na Cozinha”
Nós temos tudo para que este país seja igual aos outros. A diferença é que nós começamos um pouquinho mais
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acquin chegou ao Brasil no ano de 1995 após receber uma proposta de trabalho. Já no país, foi eleito diversas vezes o “chefe do ano’’ no comando do “Le Coq Hardy”, em São Paulo. Atualmente, é responsável pela cozinha do Tartar&Co e consultor do La Cocotte Bistro. O chefe também é responsável pela gastronomia do Restaurante La Brasserie de la Mer, no bairro Ponta Negra, em Natal, no Rio Grande do Norte.
O chef Jacquin elogia a diversidade de ingredientes da cozinha brasileira, como a farinha, que tem variação de uma região para a outra
O dono do “tompero’’ Chef Jacquin é responsável pela cozinha do Tartar&Co e consultor do La Cocotte Bistro. O chefe também é responsável pela gastronomia do Restaurante La Brasserie de la Mer, em Natal *Mailson Prado
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Jacquin, como você vê a valorização dos produtos brasileiros em relação à gastronomia mundial? Parece que o Brasil tem vergonha, frente a outros, ou que somos atrasados. Temos bons profissionais, escolas, cursos e pessoas que sabem trabalhar. Não existe um país que tenha mais produtos naturais, como na Amazônia, é extraordinário. Nós temos tudo para que este país seja igual aos outros. A diferença é que nós começamos um pouquinho mais tarde que os outros. Qual seu prato brasileiro favorito? Depende. Eu vou te falar que, se for brasileiro, francês, italiano, para mim não faz muita diferença. Tem dois tipos de comida, a boa e a ruim. Eu preferiria falar que tem coisa que eu não gosto, que não como porque depende do momento... Pode ser uma feijoada hoje, amanhã um baião de dois, ou uma galinha, então depende muito do momento. A que você atribui o reconhecimento de ser uma das 25 celebridades mais importantes do Brasil? Eu não entendo isso, não sei por que, não sei como.
Elisana Sartori/Rede de Mídias Brasil
Elisana Sartori/Rede de Mídias Brasil
MESA FARTA
Jacquin admira setor gastronômico no Brasil por ter bons profissionais, escolas, cursos e pessoas que sabem trabalhar
O que você destaca na sua mudança da gastronomia francesa para a brasileira? Uma coisa que me surpreende muito são as regiões do Brasil que mudam a farinha. Farinha de mandioca, biju, tudo isso. Você vai a Manaus, tem uma farinha completamente diferente, mais dura e crocante, e isso é uma coisa que me surpreende muito, nós não temos o costume de comer farinha. Como é sua interação com as redes sociais? A gente vai aprendendo. Mas é muito perigoso, precisa prestar atenção. Eu acho que as redes sociais tira um pouco da personalidade das pessoas. Em sua opinião como chefe, o brasileiro está comendo melhor ou pior? O brasileiro come bem, gosta de comer. Falta um pouquinho de diversidade na comida do dia a dia, mas, para mim, ainda falta aquele sentido de sentar à mesa e dividir com outros. Nós vemos a família dividida, com a mãe no serviço, o pai trabalhando, filhos na escola. E perdem um pouco desse momento em família.
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