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Biografia Umberto Eco é o escritor italiano vivo mais famoso à escala do planeta. Nascido a 5 de Janeiro de 1932, licenciou-se aos 22 anos e, desde cedo na sua juventude, participou ativamente no movimento de ação católica. Curiosamente, durante os seus estudos universitários sobre Tomás de Aquino deixa de acreditar em Deus e abandona definitivamente a Igreja Católica. Formou-se em filosofia no ano de 1954, sob a orientação de Luigi Pareyson, com uma tese sobre a estética em S. Tomás de Aquino, momento em que aprofunda o seu conhecimento pela filosofia e cultura medievais. Em 1961, começa a sua carreira universitária, lecionando em várias universidades italianas e obtendo, em 1975, a cátedra de semiótica*. De 1959 a 1975, é codiretor da prestigiada editora italiana Bompiani. Ao longo da sua carreira universitária, Eco ensinou em várias importantes, tais como: UC-San Diego, New York University, Columbia University, Yale, Collège de France, École Normale Supérieure. Destaque ainda para os seus estudos sobre a influência dos média na cultura de massas e os seus trabalhos sobre a teoria da narrativa e da literatura. No campo literário, escreveu cinco romances aclamados pela crítica que o colocaram numa posição de destaque no cenário académico e literário, sendo um dos

poucos autores a conciliar o trabalho teóricocrítico com a produção literária, exercendo influência considerável nos dois âmbitos.

Bibliografia

Em 2007 retirou-se do ensino por atingir o limite de idade, mas continua o seu intenso trabalho, próprio de uma curiosidade intelectual que o tempo só tem feito aumentar. Umberto Eco tem hoje 80 anos (feitos no passado dia 5 de Janeiro de 2012).

O Nome da Rosa (Il nome della rosa, 1980); O Pêndulo de Foucault (Il pendolo di Foucault,1988); A ilha do Dia Antes (L'isola del giorno prima, 1994); Baudolino (Baudolino, 2000); A misteriosa chama da rainha Loana (La misteriosa fiamma della regina Loana, 2004). O Cemitério de Praga (Il cimitero di Praga, 2011)

*Ciência dos modos de produção, de funcionamento e de receção dos diferentes sistemas de sinais de comunicação entre indivíduos ou colectividades/grupos, nomeadamente nas suas relações com a “função” fabuladora do pensamento.

Romances


Bibliografia e edições portuguesas O signo.Lisboa: Presença, 1977 Como se faz uma tese em ciências humanas. Lisboa: Presença, 1980 A definição da arte. Lisboa: Edições 70, 1981 Leitura do texto literário. Lisboa: Presença, 1983 O Nome da Rosa. Lisboa: Difel, 1983 Diário Mínimo. Lisboa, Difel, 1984

1996 Cinco escritos morais. Lisboa: Difel, 1997 Kant e o Ornitorrinco. Lisboa: Difel,1997 Entre a Mentira e a Ironia. Lisboa: Difel, 2000 A Estrutura Ausente. Lisboa: Perspectiva, 2001 Sobre a Literatura.Lisboa: Difel, 2002 Baudolino. Lisboa: Difel, 2002 A misteriosa chama da rainha Loana.Lisboa,2004 História da beleza. Lisboa: Difel, 2004 (direção)

Viagem na irrealidade quotidiana. Lisboa: Difel,

História do feio. Lisboa: Difel, 2007 (direção)

1986

A passo de caranguejo.Lisboa: Difel, 2007

Os Três Cosmonautas. Lisboa: Quetzal, 1989

A obsessão do fogo. Lisboa: Difel, 2009

A Bomba e o General. Lisboa: Quetzal, 1989 Arte e Beleza na estética medieval. Lisboa,

[F31-janeiro 2012]

O cemitério de Praga. Lisboa: Gradiva,2011

Presença, 1989 Obra aberta, Difel, 1989 Sobre os espelhos e outros ensaios. Lisboa: Difel, 1989 O pêndulo de Foucault. Lisboa: Difel, 1989 O superhomem das massas. Lisboa: Difel, 1990 Apocalípticos e integrados. Lisboa: Difel, 1991 Porquê "O Nome da Rosa?" Lisboa: Difel, s.d. Semiótica e Filosofia da linguagem. Lisboa: Difel,

«O livro é um milagre da tecnologia

eterna, tal como a roda, o martelo, a frigideira ou a bicicleta.» Frase pintada na parede central da BECRE durante o mês de Janeiro de 2012

1991 Os limites da interpretação. Lisboa: Difel, 1992 O segundo Diário Mínimo. Lisboa: Difel, 1993 Interpretação e sobreinterpretação. Lisboa: Presença, 1993 A Biblioteca. Lisboa: Difel, 1994 Seis passeios nos bosques da ficção. Lisboa: Difel, 1995 A ilha do dia antes. Lisboa: Difel, 1995 A procura da língua perfeita. Lisboa: Presença,

(Alessandria/ Itália, 5 de Janeiro de 1932)

«O livro é criatura frágil, sofre a usura do tempo, teme os roedores, as intempéries, as mãos inábeis.»

Folheto Umberto Eco  

Folheto sobre o autor do mês