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MAGAZINE GLOBAL edição de Março

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Março MêsdasMulheres

MAGAZINE GLOBAL DE 2024
Simone de Beauvoir

8 DE MARÇO

feliz día daMulher

IMIGRANTES PELO MUNDO

Rayane Ribeiro (RR), Engenheira Civil Brasileira, Relata Experiência de Transição para a Dinamarca: Oportunidades e Desafios em Novo Capítulo Profissional e Cultural

MG - Gostaria que fizesse uma breve apresentação?

RR -Me chamo Rayane Ribeiro (RR), sou uma brasileira de São Paulo nascida e criada na zona sul no bairro Capão Redondo, tenho 31 anos e sou formada em Engenheira Civil, casada e tenho um filho de 14 anos.

MG - Por que a Dinamarca ?

RR - Por se tratar de um país que está em plena expansão e o mercado aquecido para engenharia e tecnologia,resolvi tirar um período sabático na minha carreira e a convite da minha irmã que atualmente mora e trabalha na Dinamarca resolvi viajar com minha família para Copenhagen.

MG -A quanto tempo vive na Dinamarca?

RR - Cheguei recentemente e completei hoje (31.03.2024) duas semanas.

MG -Como foi o processo de transição de uma vida no Brasil para se estabelecer na Dinamarca e quais foram os maiores desafios enfrentados durante essa transição? ?

RR - Em relação aos desafios posso elencar vários pontos Idioma, Choque cultural, Estilo de vida saudável e Reciclagem.

MG - Pode compartilhar algumas das diferenças culturais mais marcantes que notou entre o Brasil e a Dinamarca?

RR -Os dinamarqueses frequentam sauna juntos independente do gênero e após a sauna eles tomam banho no mar ou nos canais nus.

MG - Como tem sido a questão da Língua e qual a sua maior dificuldade ?

RR - Em relação ao inglês iniciei cursos com professora particular e aulas presenciais na igreja Bethesda localizada em Copenhagen, já o dinamarques será o segundo grande desafio na minha adaptação na Dinamarca..

MG - Como tem sido processo de adaptação ao mercado de trabalho dinamarquês o fato de seres Engenheira

Civil que impacto isso poderá ter e quais as diferenças em relação ao mercado de trabalho no Brasil??

RR - A percepção que eu tenho é que o mercado de trabalho na área de engenharia civil é muito promissor na Dinamarca, pois, constantemente é possível ver obras na cidade. Em relação ao processo de adaptação ao mercado de trabalho, posso dizer que para minha área não é necessária validação do diploma mas sim experiência na área. Sou formada em engenharia civil há 8 anos no Brasil e tenho amplo conhecimento em execução de obras, um ponto favorável na busca de uma recolocação no mercado dinamarques, entretanto, preciso aprimorar meu inglês.

MG - Em termos de educação e qualificações profissionais, precisou fazer alguma adaptação ou complementação para se ajustar aos padrões dinamarqueses?

RR - Até onde pesquisei para exercer a engenharia civil na Dinamarca não requer adaptação ou cursos complementares como mestrado..

MG - Como descreveria o ambiente de trabalho na Dinamarca em comparação com o Brasil? Existem diferenças notáveis em termos de cultura corporativa, estilo de gestão ou expectativas profissionais?

RR - Não posso opinar pois estou buscando uma recolocação na minha área.

MG - Já enfrentou alguma forma de discriminação ou preconceito no ambiente de trabalho ou na sociedade

dinamarquesa devido à sua origem brasileira? Se sim, como você lidou com essas situações?

RR - Em relação ao convivio que eu tive com os dinamarqueses até presente data não sofri nenhum tipo de preconceito ou discriminação

MG - Quais aspectos da vida na Dinamarca que mais aprecia? E quais são os aspetos que mais sente falta do Brasil?

RR - O que eu mais aprecio é a educação dos dinamarqueses, a pontualidade britânica dos transporte públicos, segurança e a variedade de opções de lazer gratuitas. O que mais sinto falta em relação ao Brasil é o clima.

MG - Que conselhos daria para outras pessoas que têm sonhos e expectativas de imigrar não apenas para a Dinamarca mas para outros países em busca de oportunidades?

RR - O que eu posso dizer é que não será facil, mas tambem não é impossivel nós somos donos dos nossos destinos então cabe a nós sair da zona de conforto e se abrir para novas possibilidades que o universo pode nos proporcionar, é corajoso cada um buscar o seu sonho.

Obrigado Rayane por partilhar a sua experiência com os nossos leitores, há mais alguma coisa que gostaria de partilhar ?

RR - Me sigam no instagram @pretaemcopenhagen

EntrevistaExclusivacomMaria

EduardaVieiraDiasdeCastro

Valente(MEV)SOBREOPAPELDAS MULHERESNAPOLÍTICAGLOBAL

“Efectivamente, nunca tivemos uma tal preponderância da mulher e ainda bem, porque a mulher tem o condão de organizar como se fosse a sua casa. E isso, diz tudo. Aplaca muitas situações de desumanidade, gere mais laços duradouros entre as ligações que estabelece.”

Maria Eduarda Vieira Dias de Castro Valente é uma figura proeminente na comunidade acadêmica e social de Angola Suas realizações educacionais e profissionais são notáveis:

Formação Acadêmica:

Doutoranda em Psicologia Clínica e da Saúde pela Fundação da Universidade Iberoamericana Funiiber

Mestre em História de Angola pela Universidade

Agostinho Neto, Instituto Superior de Ciências

Sociais de Angola.

Licenciada em Psicologia Clínica pela Universidade

Lusíada

Licenciada em Relações Internacionais pela Universidade Lusíada

Pós-graduada em Oncologia pelo Instituto Nacional do Cancro de Angola.

Pós-graduada em Estudos Psicométricos pelo Centro de Formação Aviação Civil de Angola

Diplomada em Agregação Pedagógica pela Universidade Agostinho Neto

Experiência Profissional e Atividades:

Professora universitária na Universidade Lusíada de Angola há mais de 16 anos

Diretora fundadora dos Mestrados da Universidade Lusíada de Angola.

Elaborou uma tese de mestrado sobre "O Impacto Social da Diamang em Angola (1913 - 1974)" durante a Licenciatura em Relações Internacionais

Ofereceu à Liga Africana um projeto de apoio social em dois Centros de Acolhimento desde 2022 até à data, utilizando teorias psicanalíticas e psicoterapêuticas.

Atua como Vice-Presidente da Liga Africana, com responsabilidades na área social

Concedeu uma entrevista à Magazine Global, onde discutiu o papel da mulher na política global.

Maria Eduarda Vieira Dias de Castro Valente demonstra um compromisso significativo com a educação, pesquisa e contribuições sociais em Angola.

MG - Como o aumento da participação das mulheres em cargos políticos influenciou as relações internacionais ao longo das últimas décadas?

MEV - A meu ver, enormemente. A perspectiva da Rússia querer ser império, e o domínio das mulheres na União Europeia e à volta do mundo cria-se um maior equilíbrio mundial nunca visto.

MG - Quais são os principais desafios enfrentados pelas mulheres que buscam ocupar posições de liderança

em organizações internacionais?

Os desafios são imensos. Ainda se vê a mulher como algo frágil. Há uma associação fisionomia e não mental. A todos os níveis. No futebol, a questão da discrepância nos pagamentos às mulheres futebolistas. Ao nível dos sectores da educação, nas repartições do estado, embora tendo melhorado, assiste-se ainda a questões de abuso por parte dos chefes a mulheres. Enfim. Ainda vai levar um tempo.

Qual é o impacto das políticas de igualdade de género nas decisões políticas e nas relações entre estados?

MEV - A meu ver neste âmbito, podemos verificar que os países com políticas mais civilizacionais se assim podemos dizer, são os países como a Suécia, a Noruega, a Dinamarca, a Finlândia, penso que o Canadá são um exemplo em que essas democracias se fundam em bases sólidas e onde a mulher exerce o seu papel e é respeitada.

MG - Como a representação feminina em instituições como a ONU, UA e União Europeia tem moldado a agenda global em áreas como direitos humanos e desenvolvimento sustentável?

MEV - Efectivamente, nunca tivemos uma tal preponderância da mulher e ainda bem, porque a mulher tem o condão de organizar como se fosse a sua casa. E isso, diz tudo. Aplaca muitas situações de desumanidade, gere mais laços duradouros entre as ligações que estabelece.

MG - Quais são os benefícios de se ter uma diversidade de gênero nas negociações diplomáticas e nos processos de tomada de decisão em nível internacional?

MEV - Os benefícios são enormes, há um maior racionamento, produz maior equilibrio, inclusive maior confiança. Basta dizer, que não há nenhum exército de mulheres a fazer guerra.

MG - Como as líderes femininas têm abordado questões-chave, como mudanças climáticas, segurança global e direitos das mulheres, de maneira diferente de seus colegas masculinos?

MEV - As mudanças climáticas antes de mais nada é necessário referir que são o mau resultado das políticas das empresas lideradas ao longo do tempo por homens multinacionais que buscaram durante décadas o lucro, desprezando a terra. Todavia o planeta não precisa do homem, o homem é que precisa do planeta. Daí que a intervenção da mulher, a empresária, aquelas que lutam por direitos têm quase sempre a ver com a família como um factor primordial de sobrevivência, ter um planeta para as novas gerações. Assim, quando os líderes abordam estas questões fazem-no pensando nas futuras gerações. Elas pensam global.

MG - Em que medida as mulheres políticas enfrentam desafios únicos, como discriminação de género e estereótipos, ao atuar no cenário internacional?

MEV - Ser mãe é um desafio único. O desafio multiplica-se quando se é política, se sofre descriminação de uma forma. Todavia, é um desafio que todas têm de ultrapassar, é a lei da vida.

MG - Quais são os países que têm liderado o caminho em termos de igualdade de género na política e como isso tem influenciado as dinâmicas globais?

MEV - Julgo ter respondido acima. Embora de forma ainda meio escondida a mulher em vários países, principalmente nos países europeus exerça mais o seu direito de ser e de estar.

MG - Como as organizações internacionais estão trabalhando para promover uma representação mais equitativa de gênero em suas estruturas de liderança?

MEV - Julgo que podemos ver na UA, na UE. Penso que naqueles países como o nosso, por exemplo, devia haver uma descriminação positiva na lei, de forma a poder combater e apoiar a mulher e famílias monoparentais em que a mulher é (90%) mãe e pai ao mesmo tempo. Isto permitirá ganhar a batalha do empoderamento da mulher.

MG - Qual é o papel das mulheres na prevenção e resolução de conflitos internacionais e na construção da paz?

MEV -Penso que mais ou menos se refelcte nas respostas acima. A mulher, não promove guerras e inserida no contexto das organizações e dos países, contribui grandemente para de forma assertiva promover, orientar como se fosse a sua casa, e para gerar bem-estar e por isso apoiar na paz..

MG - Como a ascensão de movimentos feministas globais têm impactado a política internacional e os esforços para promover a igualdade de género?

MEV -Os movimentos existem desde o século passado, aliás a Segunda-guerra mundial, veio abrir os olhos às mulheres e jamais ficou nada igual. Elas foram para as fábricas, tinham de tratar da família, filhos sozinhas e este período foi amadurecendo e a sociedade nunca mais foi a mesma. Ou seja, o respeito pela mulher e o seu trabalho, foi ganhando cada vez mais importância a todos os níveis. Se se olhar para os conflitos internacionais, podemos constatar que estes são o refluxo do que foi o ainda recente período colonial, em que os países africanos herdaram o desalinhamento dessas políticas, a ganância dos antigos colonizadores que só com as independências dos Estados africanos começa paulatinamente a refelctir-se nos governos africanos. Mas, ainda existe muito por fazer.

MG - Quais são os principais obstáculos que ainda existem para a plena participação das mulheres na tomada de decisões políticas em nível global e como podem ser superados?

MEV - Penso que esta questão é para se ir tratando. Primeiro julgo que os estados devem tomar consciência do papel importante da mulher, valorizando a escola para todos, a inserção obrigatória de meninas. O apoio sério de famílias monoparentais, para permitir, erradicar a pobreza, fomentar a educação e apoiar no fumdamento da democratização dos países como por exemplo, a habitação para todos e saúde para todos, como criar um Sistema Nacional de Saúde.

expressar mais uma vez nossa sincera gratidão pela sua participação nesta entrevista. Suas perspetivas e conhecimentos são inestimáveis e certamente enriquecerão o conteúdo. Há mais alguma coisa que queira acrescentar ?

MEV -Felicidades!!!!

Março Celebra a Diversidade de Eventos e Comemorações ao Redor do Mundo.

1 de março: Dia da Zero Discriminação

8 de março: Dia Internacional da Mulher

14 de março: Dia Internacional de Pi (π)

15 de março: Dia Internacional do Consumidor

20 de março: Equinócio de março (Início da Primavera no Hemisfério Norte e do Outono no Hemisfério Sul)

21 de março: Dia Mundial da Poesia e Dia Internacional da Síndrome de Down

22 de março: Dia Mundial da Água

24 de março: Dia Mundial de Combate à Tuberculose

26 de março: Hora do Planeta (evento ambiental)

31 de março: Dia Internacional da Visibilidade Transgênero

Essas são apenas algumas das datas celebres que ocorrem durante o mês de março, há muitas outras datas importantes em diversos países e culturas ao redor do mundo.

MG - Em nome da equipe da Magazine Global,
de
gostaria

Espaço Literário

Lourenço Mussango

LOURENÇO MUSSANGO nasceu em Luanda, a 12 de Agosto de 1987. Licenciado em Comunicação Social pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, é jornalista, editor e escritor. Estreouse na Literatura em 2020, com a publicação do livro Mulher Infinita. É autor da obra A Caricatura do Abandono. Tem crónicas, contos e poemas publicados em antologias, revistas e jornais. Membro do Movimento Litteragris, é director literário da Asas de Papel Editora e coordenador do projecto cultural Sambizanga Ritmo & Poesia.

O homem dos óculos de sol

João Pedro não hesitou em abandonar Portugal na primeira oportunidade. No auge dos seus 25 anos, a convite de um influente político angolano a quem prestava assessoria jurídica nas terras lusas, trocou Lisboa por Luanda. Ambientou-se facilmente no seio dos caluandas, gente acolhedora e festiva. Hoje, passados cinco anos, reconhece estar a viver a sua melhor fase em Angola. Ama estar na terra do mais belo pôr-do-sol. O calor deste país tropical remete-o para memórias de momentos vividos com a família em Moçambique, onde passou a infância devido às ocupações do coronel seu pai que tinha sido nomeado adido de Defesa da Embaixada de Portugal na capital daquele país do índico.

Nas ruas de Lisboa viveu a adolescência e parte da juventude com o obstinado anseio de se mudar para uma terra amiga do sol. Suspirava por dias ensolarados em praias arenosas povoadas por mulheres em trajes minúsculos. Nunca gostou do Inverno da sua Europa.

– O frio do continente é depressivo, mata-nos aos poucos – dizia, a sorrir, para os amigos. Em Angola, no seu primeiro ano, João Pedro desenvolveu o gosto peculiar por óculos de sol.

Colecciona-os, desde Rosso a Cartier, o que lhe rendeu a alcunha de “Mister Ray-Ban”, inventada por meninos de rua que o importunam sempre que abandona o escritório para ir à Chicala almoçar um fumegante mufete de Calafate. Os meninos de rua, exímios lavadores de carros da rua Rainha Ginga, gritam por ele, pela alcunha, quando o vêem sair do imponente edifício espelhado. Constrangido, sorri timidamente para os cinco empedernidos rapazes, dá-lhes gordos trocados para conquistar os seus corações e silenciá-los. Os meninos

empedernidos rapazes, dá-lhes gordos trocados para conquistar os seus corações e silenciá-los. Os meninos agradecem ostentando sorrisos alargados, mas não arredam pé. É mais divertido para eles estar à conversa com o homem generoso do que a lavar os carros de gente que não paga.

– Papoite, nunca galamos os teus olhos! Qual é a maka, és cafófu?! – Pergunta Bila Bila, o magrela do bando.

– Sim, canuco, tenho os olhos espatifados –responde João Pedro, bem-humorado, mas sem tirar os óculos de sol do rosto.

– Mister Ray-Ban, quês mbora tirá lugar do Anselmo Ralph. O nosso cupido – verbaliza Zé Laranja, que está sem camisa, com os olhos arregalados. Põem-se todos a gargalhar.

– Nada a ver, meu canuco. A verdade é que o sol de Luanda dá-me cabo dos olhos.

– Como assim?! – Indaga Bila Bila, curioso.

– Eu não uso óculos de sol por causa da banga. Desenganem-se. Foi no Centrooptico que descobri que a radiação ultravioleta estava-me a lixar a visão.

– Centrootipco?! – Questiona o rapaz descamisado.

– Txeeee, Zé, num dá bandeira. O papoite ‘tá falá daquela loja bem bala, onde vendem raybans filipadas.

– Isso mesmo, convém passarem por lá para uma consulta. Vocês estão com os olhos todos fodidos, a vermelhidão assusta. Até parecem vampiros – ri-se João, com grande àvontade.

– Txeeee, zema, num confarta a matanga. ‘Tás mbora pensá que somos boelos. ‘Spera ‘ntão, vamu te meté bem – diz Azarado, o mais velho do grupo, num tom inamistoso, cheira a liamba e a gasolina.

– Tem calma, não te enerves, canuco –apressa-se João a dizer, receando ser espancado.

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– Agora vê-se completamente cercado pelos rapazes que trazem consigo almas calejadas no abandono das ruas de Luanda. De repente, o mais velho do bando tira-lhe os óculos da face. Encara-o com malícia.

João treme todo e, em silêncio, reza para não perder o estiloso acessório da Tom Ford preso entre os dedos do menino colérico.

– Esses olhos são teus?! – Gritam os meninos, em coro.

Têm todos um ar de assombro estampado nos rostos imberbes, apreciam em silêncio a beleza dos olhos azuis de João Pedro, que sorri e se aproveita do aparente estado de encantamento para recuperar os óculos. Azarado não se opõe, agindo como se estivesse em paz. Bila Bila não consegue evitar, solta um assovio elogioso e a poesia se faz real.

Por: Lourenço Mussango

Lourenço Mussango

CONHEÇA LAURINDA GOUVEIA

Laurinda Manuel Gouveia é uma figura proeminente na batalha pelos direitos das mulheres e dos direitos humanos em Angola, tem uma jornada como ativista marcada por coragem e determinação, gentilmente cedeunos uma entrevista para partilhar a sua visão e experiência na luta pelos direitos humanos e pelo empoderamento das mulheres.

Entre vista

MG - Sua jornada como ativista é marcada por coragem e determinação. O que a inspirou a se tornar uma defensora do movimento Feminista e dos Direitos Humanos em Angola e além?

LG -O que me inspirou a defender a causa das mulheres foi o sentimento de exclusão que experimentei em vários espaços onde os homens estão presentes Por não ver o meu grupo, a Minha especie ISSO me inspirou a entender o logica sistemática do patriarcardo, o que cria a desigualdade entre as espécies é o fato de as mulheres serem intencionalmente excluídas dos espaços públicos e de poder, de forma que nós, mulheres, não nos reconheçamos como um coletivo Em Angola não existe um unico movimento , mas sim vários, alguns nem se intitulam feminista, existe Ondjango feminista, as Unidas somos mais fortes e MMDCP, que Vai se construindo como feminista, Apesar de compartilharem um território comum e convergirem em alguns pontos, especialmente na identificação da opressão patriarcal sobre mulheres, meninas e outros seres humanos, e reconhecendo a necessidade de justiça e equidade social, esses movimentos muitas vezes falham em estabelecer diálogos e traçar estratégias conjuntas. Cada organização feminista parece operar na sua própria toca, sem se entenderem como parte de um todo comum Cada organização feminista parece operar dentro de sua própria bolha, sem reconhecer-se como parte de um movimento coletivo unificado, apesar de partilharem ideias e objetivos semelhantes No entanto, é essencial que as feministas entendam e reconheçam as experiências únicas das mulheres, além da opressão patriarcal, ditatorial, sexista, misógina e neocolonial Existem questões específicas que afetam as mulheres e que merecem atenção exclusiva, sem ignorar ou minimizar a realidade Embora compreendamos a importância das estratégias, é crucial discutir abertamente como o sofrimento das mulheres, além do patriarcado, também é influenciado pelo contexto político, como é o caso do MPLA.

Por tanto, no contexto atual, o ser mulher é diferente na sua especialidade, questões mais elementar como a pobreza extrema, vunerabilidade das mulheres do muceques, as mulheres rurais e propriedade do corpo da mulher e meninas atrvessada pela cultura, educação religião, onde o Estado devia ser um estado de BEM de serviços e Distribuição bem estar Social, mais ao invês disso nos dão sambapito, nos matam, por estarmos a procura de alimento para sustentar as nossas familias, é o caso da Juliana Cafrique morta Pela policia nacional, Raquel Kulepa morta Pela policia nacional, Antonia Andre e sua filha morta Pela policia, várias mulheres que são mortas por omissao do Estado e pelo Estado directamente São varias as situaçães que não penso ser justo estar calada, ignorar Porque poderei ser a proxima vitima, assim como tenho sido apesar de uma postura que o senhor chamou de coarajosa, ISSO que todos, todas e todes, deviamos fazer., mais a Minha inspiração vem de todas essas frustraçães que todos, todas e todes vivemos. Escolhi lutar ao invês de ignorar e calar.

MG - Como vê o progresso do feminismo em Angola e quais são os maiores obstáculos que ainda precisam ser superados

LG - Vejo com bons olhos, porém, ainda existem varias barreiras por romper. Desde as nossas diferenças, do que é SER mulher, quem mais sofre.

Barreira da falsidade, ou desvio para simplemente se focar ao patriarcado, quando sabemos, que vivemos multiplas opressões, de modos diferentes, a primeiro delas é o autoritarismo instalado pelo MPLA, que muitas vezes não falamos devido ao medo de nos cancelarem nos espaços, ou perder algumas militantes, a luta que não querem falar por outro lado partidarismos como uma das pedras que devemos escambar também Numa sociedade autoritaria em que o Estado atráves do partido, que determina como as organizacães devem andar, sem independêcia dos poderes fundamentais, as nossas vidas e nossas lutas ficam entregue ao abismo Seria o Estado a nos proteger, mais o partido, inibi todas liberdades e iniciativas

Outra, é o facto de muitas organizações feministas não terem apoio, que apesar das organizações, e trabalhos impactantes de transformações SOCIAS para Mulheres e homens Temos sofrido bastante, na realização das nossas ações de conscencialização politica nas ruas Pobreza extrema que os movimentos e os seus membros passam, o facto de muitas vezes, lutadora pelos Direitos humanos, são alvo de perseguições, devido a ISSO muitas de nós não Temos emprego official, as vezes a solução, para não ser corrumpida é fazer negocio Vender no mercado, ou na internet Outra barreira é que não há uma base de apoio para as defensoras desses movimentos, sempre que sofrem qualquer ameaças, perseguições ou atentado não há apoio entre feministas, a solidariedade, ainda é um sonho O importante, é que o caminho foi avançado, agora precisamos é seguir com maior força e ausádia feminista

MG - O papel da mulher na sociedade tem passado por uma transformação global. Que opinião partilhas sobre esta evolução e qual é o papel das mulheres africanas nesse processo?...

LG - Pergunta muito sei la Acredito firmemente que todo ser humano tem um papel importante em qualquer sociedade No entanto, percebo que, ao abordar essa questão, especialmente no contexto da mulher africana, muitas vezes há uma carga maior de violência dirigida contra ela Isso ocorre porque a mulher é vista primeiramente como mulher e, em seguida, como africana, esperando-se que ela carregue todos os valores africanos, muitas vezes menosprezados pelos homens. Ela é encarregada de manter esses valores vivos, mesmo quando são os homens que ignoram sua existência como pessoa. Ao responder a essa pergunta, que confesso não gostar de fazer, minha reflexão é que não podemos separar a mulher africana das influências do ocidente, da mesma forma que não podemos isolar os homens Sempre que se fala da mulher africana, parece que é para sobrecarregá-la Não existe Africano totalmente genuino Assim sendo, a mulher no seu desenvolvimento na sociedade angolana, continua a ser relegada, apesar de todo empenho que teve na luta para desmatelamento do colonialismo de forma fisica,e espiritual, temos exemplos de rainha Nzinga, mafuta, Kimpa Nvinta, lucrecia paim, francisca e Deolinda Rodrigues São mulheres que muito deram para que hoje Podemos ter algum passo para mudança Elas nunca se claram diante da desigualdade, lutaram contra o Sistema patriarcal, contra jugo colonial, mais recente Podemos falar da Sizaltina Cutaia, Ermelinda Freita, Elsa Pato, Rosa Conde, Cesaltina Abreu, Elisabeth Campos, Rosa Condes, Âurea Mourzinho , Cecilia Kitombe mulheres rurais, Delma monteiro activista Pela igualdade de genêro, roque e liria de Castro, activista e feminista pelos Direitos LGBT, mulheres que não se calam, que continuam a dar o seu contributo, e outras tantas mulheres, que tem se batido para destrocar e denunciar o regime politico opressor e o patriarcardo em Angola As mulheres têm dado uma contribuição muito sigunificativa, hoje denunciam mais, correm atrás dos seus sonhos, pena que temos um governo totalmente ausente com fraco compromisso no BEM ESTAR social

MG - Simone de Beauvoir, uma figura icônica do feminismo, adorna nossa capa nesta edição. Como vê o legado de mulheres como ela na luta pela igualdade de gênero, e de que maneira isso inspira o seu próprio ativismo?

RR - Acho ser um elementos fundamental, para COMPREENDER e teorizar o próprio Feminismo, sobretudo numa perspectiva social,e sexual, reprodutiva , uma filosofa, nivel internacional que muito Impacto as decadas de 70 , com segundo sexo. Penso que a ela nos permitiu Fazer um caminho do privado e politico, a percepção de que o privado tem suas anuanciasses nos privado. Que necessário percebemos, a cultura, biologia, o que chamamde mulheres é fruto da criação, baseados nos papeis de genêro com sua origem no patriarcado parase eternizar.

MG - Além das manifestações e protestos, você também usa sua voz para promover mudanças através da educação e conscientização. Quais são algumas das iniciativas que você considera mais impactantes nesse sentido?

RR - As iniciativas que penso ser impactante é conscencialização a partir de “cursinhos”. Criei com apoio de colegas a Escola de Direitos humanos e liderança Comuntaria, que promove os direitos humanos para adolescentes, crianças e jovens nos Bairros e Municipios. Entendo que o conhecimento é a chave para qualquer revolution que Angola está a precisar.

Perder o medo de falar com servidores públicos a nivel dos nossos Bairros é o primeiro caminho, dou a Minha força, esse projectos existem desde 2021, com pequenas formaçoes para transformation social a nivel local, com pequenas ações, desde pequenas iniciativas.

Também só parte de outras inciativas para Mulheres, para uma mudança direcionada a mulheres dos muceques, naqual me identifico, porque sou uma delas. Penso que o importante é que cada mulher e menina erga a sua VOZ, possa falar ela mesma,, interpelar o servidor e propor soluções dos problemas que as afectam. Foi Assim comigo, entendo que devia ser para todos nós desde a base.

MG -Que desafios considera importante afim de garantir que todas as vozes sejam ouvidas e representadas?

LG - O primeiro desafio, criação de oportunidades para que as mulheres no seu proprio bairro passam entender que elas são a solução para o problema delas, mesmo. ISSO passa por considerar as suas experiências Próprios Estado se responsablizar por sizar politicas, que possam, sobretudo metigar as necessidades basicas, que as mulheres passam, aquelas mais pobres, e não só, Pensar que somos capazes de conviver, que os facto de uma ter uma maior experiência não o Faz superior. Estamos na Dita era da emancipation, mais a mesma só satfatiria, quando todas nos Podemos ter um mesmos acessos, me refiro aqui oas transport públicas, a saúde de qualidade, agua, nas nossas próprias residencia, a luz, um salario digno, modo de escoar nossos próprios negocios para Luanda, educação, para as meninas de forma a ter em conta as especialidade, segurança pública e creches pública Aí sim, se não tivermos essas condições é realmente dificuldades. Por fim, as proprias mulheres, é necessario a que as mulheres não olhem para o penis como o premio, de modo a se materem por conta deles, a lutarem por conta deles Entendemos que édessa forma que o patriarcado se mantem, mais precisamos fazer um esforço A cultura machistas e patriarcal que continuam a ver a mulher como ser segunda, que deve ser uma servical, que não tem nada bom No nosso contexto mais duro, porque nos vemos que até os paise envolvem com as filhas, os corpos das mulheres não é nada mais do que instrumentos de satisfaction dos homens e da sociedade, inibem existência de outros seres que não se enquadram ao padrao Outro desafio pobreza multidimensional, que afecta mais as mulheres e meninas, que não existe, vontande para sua melhoria, cada vez mais pesa para as mulheres. Devido a todas aoutras dimensions que humanas que ela carega e histórica. Partidarismos das consciências e lutas, com excessivo da força militar, que vivemos desde 75 , na limitação das participação da vida pública, das mulheres, sobretudo a partir de uma education desigual desde a base, condicionam as mulheres ao trabalho domestico, enquanto os homens ao espaço público, penso que também é um desafio descontruir o tipo de educação que as mulheres recebem, e não só

MG -À medida que continuamos a lutar por um mundo mais igualitário, qual é a sua visão para o futuro do feminismo em Angola e em todo o mundo, Como as pessoas podem se envolver e apoiar essa causa?

LG - Certamente, é lamentável, mas é uma realidade que toda e qualquer luta pode ser exaustiva Apesar dos avanços, ainda há sensação de estar a bater numa pedra Uma abordagem louvável, na minha opinião, seria a não responsabilidade do Estado em garantir os direitos humanos das mulheres e meninas em todos os setores, incluindo políticas reparatórias Tanto em Angola quanto no mundo, as mulheres sempre foram relegadas para os lugares mais marginais, sujeitas à opressão e à discriminação sistemática Isso tem sido uma constante ao longo da história, perpetuando uma dinâmica de subjugação e desvalorização das mulheres

MG -Foi detida várias vezes devido ao seu ativismo. Como essas experiências moldaram sua abordagem à defesa dos direitos humanos em Angola e como vê o impacto dessas detenções na consciencialização pública sobre as questões de liberdade de expressão e manifestação pacífica?

LG - Bem, as experiências causaram vários traumas psicologicos e fisicos também moduaram me, tornaram mais forte, me deram a certeza que estava no caminho certo uma vez que quase todos calaram Me fez pensar que objetivo não tinha sido alcansado Todas as violências que passei fortaleceram Minha visão de que necessário lutar para que tenhamos uma Angola equitativa socialmente para todos e todas..

MG -Sua jornada como ativista é marcada não apenas pelas suas próprias detenções, mas também por fazer-se acompanhar do seu filho em uma das detenções em Luanda. Como equilibra a responsabilidade familiar com o compromisso pelo o ativismo e qual é o impacto emocional e psicológico dessas situações para sua família e para si como mãe e ativista?

LG - Não é facil, por quase tudo que já escrevi acima, o meu filho esteve preso comigo em duas circunstancias, primeira foi quando saia de um encontro a representar o Ondjango feminista, em um encontro com outras organizações Quando descansava a mamentar o meu filho, estava com 6 meses de idade. Fui presa por uma mulher, comandante, que alegava que tinha ordem de me prender, porque estava acontecer uma manifestação; a outra foi esse ano, quando ia me manifestar com mais duas jovens enfrente ao edificio do Palacio da justiça, devido a detenção dos presos Politicos e a saúde da Neth Nara, presa injustamente, nem estava a me manifestar, estava a caminho de casa com o meu esposo e o bebê, como a policia e o governo da provincia na pessoa do Manuel homem deciram me prender Não tenho conseguido , porque a sociedade não esta preparada para assegurar as crianças, logo, eu enquanto mãe, sem condições de acesso a creche pública, porque essas tenho que pagar, então não tem outra solução se nao levar o meu filho para onde vou Temos um Estado ausente, Temos uma subcarga, enqunto mãe, esposa, depois tenho a sociedade e companheiras minhas que também me condenam, ou seja, deixam de pedir responsablidade ao estado que foi raptado pelo MPLA, para me criticarem, como SE eu pedisse para ser presa, como SE eu deveria ser uma presa A familia, tem reunido sempre comigo, para que eu abandone, eles preferem ignorar o País que temos todo estragado. Coisa que não consigo, nem, gostava de ter essa coragem, de ignorar o obvio, viver a vida como se estvesse num estado justo e igual para todos todes e todas

MG -Os direitos humanos são uma questão global e Angola está inserida nesse contexto. Como você vê a situação dos direitos humanos em Angola em comparação com outros países e regiões do mundo?

Quais são os principais desafios que ainda precisam ser enfrentados e como o ativismo local pode se conectar com movimentos globais para promover mudanças significativas?

LG - Vejo com mau olhos, em Angola não se respeita os Direitos Humanos, exemplo disso é como governo trata o sector da justiça, como olha para os sectorses chaves, saúde, educação, violências sistemática dos direitos dos cidadãos e cidadãs, desde os individual e Politicos No Estado de facto, não prendem pessoas por expressar uma critica ao president, não prendem e desviam prcessos por fazer manifestação Comparando aos outros estados, logica, os mais desevolvidos não temos como o fazer, já com regiao se calhar mais semelhante, a Mocambique, e outros Estados O ativismo muitas vezes requer sacrifícios pessoais e familiares

MG -Como encontra forças e apoio na comunidade e rede de apoio para continuar a sua luta pelos Direitos da mulhere e dos Direitos humanos e quais são as suas esperanças para o futuro, tanto para sua família quanto para o movimento que você representa?

LG -A força de minha determinação provém da vontade de testemunhar uma Angola justa. Entretanto, de maneira prática, reconheço que essa força também reside na disposição para fazer sacrifícios em prol desse ideal É necessário estar disposto a abdicar de confortos pessoais para contribuir para uma Angola que se equipare, no mínimo, aos padrões de Portugal, o que seria um sonho realizado. Infelizmente, os direitos mais básicos ainda são escassos em nosso país. Olhando para o futuro, vislumbro um cenário onde as mulheres continuam a lutar incansavelmente pela igualdade e justiça social. Acredito que, seja pela inevitável evolução da sociedade ou pela erosão do regime ditatorial do MPLA, as mulheres estarão mais empoderadas para expressar suas ideias e reivindicar seus direitos humanos Desejo que a dignidade seja o objetivo máximo para o futuro de Angola, e que tenhamos uma sociedade civil forte, com cidadãos e cidadãs engajados na luta por um país melhor. É essa convicção que alimenta a persistência de homens e mulheres na busca por uma Angola baseada no bem comum, com investimentos prioritários na dignidade humana

Simone de Beauvoir foi uma filósofa, escritora e teórica feminista existencialista francesa. Nascida em Paris, aos 9 de janeiro de 1908 e faleceu em 14 de abril de 1986 De Beauvoir é mais conhecida pela sua obra (livro) "O Segundo Sexo" (1949), considerado um discurso fundamental no feminismo moderno

No seu livro "O Segundo Sexo", Beauvoir analisa a condição das mulheres na sociedade, aborda questões como a opressão, a construção social do gênero e a luta das mulheres por igualdade Ela argumenta que as mulheres foram historicamente relegadas a uma posição de "outro" em relação aos homens, e que a liberdade das mulheres é fundamental para sua existência autêntica Uma das frases mais famosas de Beauvoir é: "Não se nasce mulher, torna-se mulher", o que destaca a ideia de que as identidades de gênero são construídas socialmente e não inatas

Além das obras filosóficas e feministas, Beauvoir foi uma escritora prolífica, produzindo romances, peças teatrais e autobiografias Sua relação pessoal e intelectual com Jean-Paul Sartre, outro influente filósofo existencialista, também é digna de nota e tem sido objeto de análise e debate

As contribuições de Beauvoir para o existencialismo e o feminismo têm um impacto duradouro, inspira gerações de pensadores e ativistas a desafiar normas de gênero, defender os direitos das mulheres e explorar questões de liberdade e autenticidade na existência humana. A relação entre Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre foi muito complexa e multifacetada Eles se conheceram enquanto estudavam na École Normale Supérieure em Paris, na década de 1920, e permaneceram próximos por toda a vida. A relação era caracterizada por uma combinação única de parceria intelectual, amor romântico, e compromisso emocional e político. ambos eram figuras centrais do existencialismo francês, e suas ideias muitas vezes se complementavam e influenciavam Partilhavam muitas preocupações filosóficas e políticas, incluindo o compromisso com o marxismo e o engajamento em questões sociais e políticas que se vivia na altura

Apesar de se envolverem romanticamente com outras pessoas ao longo de suas vidas, Beauvoir e Sartre mantiveram um relacionamento íntimo e profundo Eles mantinham uma relação de amor livre, onde cada um tinha liberdade para explorar outros relacionamentos enquanto permaneciam comprometidos um com o outro Beauvoir e Sartre colaboraram em muitos projetos intelectuais, trocavam ideias e influenciavam profundamente o trabalho um do outro, partilhavam as obras em progresso, discutiam questões filosóficas e políticas, e frequentemente viajavam juntos.

No entanto, relação também teve desafios e tensões Beauvoir às vezes se sentia sufocada pela intensidade do relacionamento, e ambos enfrentaram dificuldades emocionais ao longo dos anos porém, a ligação duradoura e significativa contribuiu para moldar tanto as suas vidas pessoais quantoos seus legados intelectuais

Por: Sofia Almeida

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Queremos expressar os nossos sinceros agradecimentos a Professora Mária Valente e à activista Laurinda Gouveia, por dedicarem tempo e acreditarem em uma revista que está em fase embrionária.

Um agradecimento especial ao escritor Lourenço Mussango, que gentimente cedeu-nos uma das suas Crônicas,nosso companheiro de Academia, Abel Ivan Guimarães, pelas trocas de impressões, pelas conversas e debates intermináveis e pelo seu apoio na materialização desta edição.

Agradecemos também ao Paulo Gaspar, à Maria da Purificação Bache Ngoio, a Rayanne Ribeiro que acabou por ser o rosto da rubrica "Imigrantes pelo Mundo" Temos a próxima edição prevista para o dia 30 de Abril. Lembrando que a Magazine Global trata-se de uma revista mensal que será lançada no final de cada mês. Estamos interessados em receber o seu feedback e sugestões pelos contatos acima mencionados.

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