Onde Estamos?
Diagnóstico e identificação de desafios e oportunidades
Se o planejamento pressupõe a capacidade de situar a organização em meio às transformações, a leitura do ambiente externo torna-se um exercício fundamental de análise estratégica, necessário para compreender os fatores, dinâmicas e tendências que influenciam e moldam o contexto de atuação da Umane.
Trata-se, portanto, de um esforço de interpretação visando reconhecer os grandes desafios estruturais e os movimentos de mudança que tendem a moldar os futuros possíveis.
O ambiente externo pode ser analisado à luz dos desafios que conformam a realidade e dos grandes drivers de mudança que a reconfiguram de forma contínua. Estes, não apenas alteram o presente, mas também dão origem a novos desafios, muitas vezes simultâneos, interdependentes e de difícil previsão.
Esse conjunto de tensões compõe um cenário complexo, no qual convivem novas necessidades e agravos persistentes. É diante desse quadro que a Umane precisa posicionar sua atuação de forma seletiva e estratégica.
O campo da saúde pública é, por natureza, um sistema dinâmico e em movimento permanente. Os desafios não se sucedem de forma linear, mas se acumulam. O que pressionava o sistema há vinte anos ainda pressiona. A ele se somam novos fenômenos. O resultado é um campo em constante reconfiguração, que exige leituras de contexto cada vez mais atentas e frequentes.
Percepção de um dos entrevistados sobre o Sistema de Saúde e seus desafios.
Para que essa visão se concretize, é fundamental estabelecer metas vinculadas aos qualificadores da visão de futuro para traduzi-la em objetivos mensuráveis.
As metas mobilizadoras explicitam a grande transformação com a qual a Umane está, de fato, comprometida e aproximam a visão de futuro de referências concretas, capazes de traduzir e quantificar, de maneira mais perceptível, o sentido das transformações desejadas.
A meta mobilizadora deve ser compreendida como um farol, e não como uma previsão exata. Ela não pretende estimar com precisão o valor que será efetivamente alcançado em 2036; expressa, antes, uma aspiração, o patamar que a Umane julga relevante perseguir para orientar e mobilizar o esforço de todos os atores envolvidos.
Por isso, o valor proposto é um ponto de convergência, e não uma cobrança idêntica para cada território. Ele sinaliza a direção para a qual a média dos territórios apoiados deve caminhar, funcionando como mensagem clara e mobilizadora, e não como exigência de que todos alcancem exatamente o mesmo número.
ATÉ 2036, NO CONJUNTO DE TERRITÓRIOS
APOIADOS PELA UMANE:
Reduzir em 40% a taxa de mortalidade prematura por doenças cardiovasculares e diabetes
Reduzir em 30% a taxa de mortalidade infantil a cada mil nascidos vivos
Reduzir em 40% a taxa de mortalidade materna a cada 100 mil nascidos vivos
FINALÍSTICOS
CRIA CAPACIDADES QUE QUALIFICAM A GESTÃO DO CUIDADO
Apoiar o fortalecimento das capacidades técnicas e institucionais necessárias para que a APS exerça plenamente seu papel de coordenadora do cuidado
MELHORA ACESSO E QUALIDADE DO CUIDADO
Ampliar o acesso, a eficiência e a qualidade da saúde, tendo a APS como coordenadora do cuidado com melhoria consistente dos indicadores de atenção à saúde
HABILITADORES
ESCALA SOLUÇÕES
Escalar iniciativas com potencial transformador, ampliando seu alcance e impacto sistêmico
1
6
Visão de futuro
2 5
3
INFLUENCIA O SISTEMA
Gerar mudanças concretas nas políticas e agendas de saúde por meio de advocacy e comunicação estratégica
4
DECIDE COM QUALIDADE, AGILIDADE E EFICIÊNCIA
Operar com governança mais ágil, integrada, eficiente e orientada à entrega de resultados
MEDE RESULTADOS, DESEMPENHO E IMPACTOS
Aumentar a efetividade da carteira de projetos, com maior alinhamento estratégico e mensuração clara de resultados
MELHORA O ACESSO E A QUALIDADE DO CUIDADO
1. Apoiar o desenvolvimento, a implementação, a sistematização e a escala de modelos de organização dos processos de trabalho e das linhas de cuidado, com foco em saúde materno-infantil e doenças cardiovasculares e diabetes;
2. Contribuir para a organização de redes regionais de atenção à saúde que integrem a APS à atenção especializada e hospitalar;
3. Apoiar o uso qualificado de dados, inteligência artificial e soluções digitais com foco na ampliação do acesso, eficiência e qualidade nas redes de atenção à saúde.
CRIA CAPACIDADES QUE QUALIFICAM A GESTÃO DO CUIDADO
4. Apoiar e escalar programas de atração, formação, retenção e reconhecimento de lideranças do SUS;
5. Fortalecer e institucionalizar a cultura de uso de dados e de monitoramento e avaliação através do fomento a ferramentas e disseminação de conhecimento que qualifiquem as decisões e alocação de recursos do sistema de saúde pelos gestores;
6. Fomentar iniciativas que aportem métodos de governança, planejamento orientado a resultados, uso de evidências, tomada de decisão baseada em dados e gestão de equipes no núcleo central das Secretarias Estaduais.
7. Fortalecer as capacidades institucionais e operacionais dos implementadores nos territórios, atuando como articuladora e integradora entre poder público, sociedade civil, lideranças locais e da saúde
8. Fomentar a produção e a disseminação de estudos e evidências sobre temas inovadores e emergentes para subsidiar políticas e intervenções e ampliar a adoção de soluções efetivas e estruturantes.
INFLUENCIA O SISTEMA
9. Fomentar a institucionalização do advocacy nacional em saúde em coalizão com organizações do campo;
10. Estruturar uma agenda de advocacy com foco em temas de alta relevância sistêmica, direcionada aos atores com poder de decisão e operada preferencialmente por meio de coalizões e apoio ao advocacy de parceiros;
11. Produzir, sistematizar e comunicar conhecimento que subsidie o debate sobre políticas públicas , ampliando a capacidade da Umane de pautar e influenciar decisores e formadores de opinião;
12. Desenvolver capacidade de comunicação estratégica segmentada por público traduzindo evidências técnicas em narrativas compreensíveis para gestores, mídia especializada e sociedade civil.
DECIDE COM QUALIDADE, AGILIDADE E EFICIÊNCIA
1. Aprimorar e simplificar o modelo de governança com revisão das instâncias, perfis, competências, responsabilidades e funcionamento entre associados, conselho, comitês e equipe executiva;
2. Atrair, engajar e reter associados , promovendo a comunicação interna e maior alinhamento sobre estratégia, prioridades, participação, resultados e critérios de atuação da organização;
3. Formalizar e sistematizar processos críticos de gestão, fortalecendo a gestão do conhecimento e a continuidade institucional;
4. Adequar a capacidade operacional da organização à ambição estratégica, com ganhos de eficiência.
MEDE RESULTADOS, DESEMPENHO E
IMPACTOS
1. Revisar e consolidar a carteira de iniciativas à luz das prioridades estratégicas, assegurando maior foco e coerência sistêmica entre os projetos apoiados;
2. Aprimorar os mecanismos de escolha, acompanhamento e monitoramento que permitam verificar se as iniciativas apoiadas estão, de fato, gerando mudanças estruturais no sistema de saúde.
3. Fortalecer um modelo ativo de indução e cocriação dos projetos apoiados, mobilizando o conhecimento acumulado para orientar o desenho das iniciativas apoiadas;
4. Consolidar uma teoria da mudança dando visibilidade às teorias específicas de cada eixo/programa e explicitando como cada iniciativa contribui para os objetivos finalísticos e para a transformação pretendida;
5. Aprimorar o sistema de avaliação de resultados e impacto da carteira , com base no Plano Estratégico.
ESCALA SOLUÇÕES
1. Estabelecer e operacionalizar critérios de priorização territorial que combinem componentes técnicos com componentes políticoinstitucionais
2. Ampliar parcerias com atores -chave do ecossistema CONASS, CONASEMS, outros institutos, fundações, poder público e o setor privado para aumentar o alcance das iniciativas apoiadas e fortalecer o posicionamento da Umane como referência no investimento social privado em saúde
3. Estruturar a gestão de risco das parcerias , com o mapeamento dos riscos de descontinuidade e a adoção de medidas de mitigação
4. Utilizar a mensuração dos resultados e as evidências robustas das iniciativas apoiadas para adoção pelo Estado e comunicação de narrativas à sociedade civil
NOSSO PROPÓSITO
Melhorar a saúde da população brasileira
Aprimorar a coordenação do cuidado
Foco da nossa atuação
Apoiar o fortalecimento das capacidades institucionais
VISÃO DE FUTURO 2036
Melhorar o acesso, a qualidade, a equidade e a eficiência do sistema de saúde e a promoção de ambientes saudáveis nos territórios apoiados, sendo um parceiro relevante para quem formula e implementa a saúde no Brasil.
Incidir em mudanças políticas e regulatórias
Nosso compromisso, até 2036, para o conjunto de territórios apoiados pela Umane
Reduzir em 40% a taxa de mortalidade prematura por doenças cardiovasculares e diabetes
Plano Estratégico Umane 2027 - 2031
Reduzir em 30% a taxa de mortalidade infantil
Reduzir em 40% a taxa de mortalidade materna a cada 100 mil nascidos vivos
OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
FINALÍSTICOS
MELHORA ACESSO E QUALIDADE DO CUIDADO
Ampliar o acesso, a eficiência e a qualidade da saúde, tendo a APS como coordenadora do cuidado com melhoria consistente dos indicadores de atenção à saúde
HABILITADORES
DECIDE COM QUALIDADE, AGILIDADE E EFICIÊNCIA
Operar com governança mais ágil, integrada, eficiente e orientada à entrega de resultados
CRIA CAPACIDADES QUE QUALIFICAM A GESTÃO DO CUIDADO
Apoiar o fortalecimento das capacidades técnicas e institucionais necessárias para que a APS exerça plenamente seu papel de coordenadora do cuidado
INFLUENCIA O SISTEMA
Gerar mudanças concretas nas políticas e agendas de saúde por meio de advocacy e comunicação estratégica
MEDE RESULTADOS, DESEMPENHO E IMPACTOS
ESCALA SOLUÇÕES
Escalar iniciativas com potencial transformador, ampliando seu alcance e impacto sistêmico 5
Aumentar a efetividade da carteira de projetos, com maior alinhamento estratégico e mensuração clara de resultados