COVID-19 Os 100 maiores municípios e a pandemia de covid-19 Março de 2021
Após mais de um ano do primeiro registro de covid-19 no território brasileiro, ao que tudo indica precisaremos conviver por mais um bom tempo com a doença. Com as análises a seguir, a Macroplan busca contribuir para o processo de atuação e de tomada de decisão na gestão da pandemia de covid-19, por meio de parâmetros objetivos e comparáveis entre as 100 maiores cidades do país. Para o enfrentamento da pandemia, a Macroplan sugere que sejam seguidas as orientações estritas dos órgãos competentes, no Brasil e no mundo. Ressalte-se que, para a avaliação completa dos riscos de mortalidade decorrentes da disseminação da doença, é preciso acrescentar outras variáveis, além dos dados apresentados neste estudo. É o caso das medidas de distanciamento social, da infraestrutura da rede de saúde no território, da qualidade das moradias, das medidas de prevenção em curso, entre outras. 01 2
COVID-19 Como estão os 100 maiores municípios nos indicadores de resultado da pandemia?
Esta seção apresenta, em forma de ranking, a situação dos 100 maiores municípios nos indicadores da doença: a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes, a taxa de letalidade (proporção de óbitos em relação ao número de casos confirmados) e a taxa de incidência por 100 mil habitantes. Esses dados devem ser analisados com cautela, pois sofrem influência da disponibilidade de testes em cada cidade. A subnotificação da incidência prejudica a acurácia das análises, pois a taxa de letalidade pode ser alta comparativamente com o resultado de um baixo índice de testagem. Embora a subnotificação seja um fenômeno mundial, o Brasil possui características marcantes quanto a essa questão. Há uma enorme dificuldade para entender a origem e a metodologia dos dados disponibilizados. 1 Possuir estimativas mais precisas de mortes é um importante desafio para a vigilância da doença, principalmente em regiões de baixa renda. Nestas, a letalidade da covid-19 é potencializada pela dificuldade de acesso à estrutura de saúde e pela incidência em grupos mais vulneráveis que não têm facilidade para realizar um distanciamento social efetivo. Estudo recente com participação de pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública (E n s p / F i o c r u z ) 1 i d e n t i f i c o u q u e a e l e v a d a p o r c e n t a g e m d e m o r t e s e x c e d e n t e s , d e m o r t e n ã o explicadas diretamente pela covid-19 e de mortes fora do hospital sugerem alta subnotificação de mortes por covid-19 e reforça a extensa dispersão da doença. https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2021000105014&tlng=pt 1
01 4
Entre as 100 maiores cidades do Brasil, duas do Nordeste exibem as menores taxas de mortalidade por covid-19: Petrolina (PE) e Taubaté (SP). Entre as cinco menores taxas, há ainda duas de MG (Ribeirão das Neves e Montes Claros) e Feira de Santana (BA).
1 - 50
Taxa de mortalidade de covid-19 – até 11/mar/2021 UF PE
Taxa de mortalidade 58,7
# 25º
Município Londrina
UF PR
Taxa de mortalidade 116,7
SP
72,4
27º
São José dos Pinhais
PR
116,9
MG
80,3
28º
São José dos Campos
SP
118,7
MG
82,3
29º
Itaquaquecetuba
SP
120,3
Feira de Santana
BA
84,2
30º
Bauru
SP
121,3
6º
Ananindeua
PA
84,8
31º
Pelotas
RS
121,8
7º
Belford Roxo
RJ
85,5
32º
Cascavel
PR
122,7
8º
Camaçari
BA
90,9
33º
Caruaru
PE
123,2
9º
Palmas
TO
97,3
34º
Ponta Grossa
PR
123,4
10º
Blumenau
SC
98,8
35º
Maringá
PR
127,7
11º
Santa Maria
RS
101,4
36º
Suzano
SP
129,7
12º
Vitória da Conquista
BA
101,9
37º
Nova Iguaçu
RJ
129,8
13º
Caxias do Sul
RS
102,6
38º
Caucaia
CE
131,7
14º
Mossoró
RN
106,9
39º
Joinville
SC
132,4
15º
Franca
SP
108,4
40º
Aparecida de Goiânia
GO
133,9
16º
Florianópolis
SC
113,0
41º
Carapicuíba
SP
135,7
17º
Belo Horizonte
MG
113,7
41º
Gravataí
RS
135,7
18º
Praia Grande
SP
113,8
43º
Diadema
SP
135,9
19º
Limeira
SP
114,3
44º
Piracicaba
SP
137,3
20º
Sumaré
SP
114,4
45º
São Luís
MA
137,6
21º
Betim
MG
114,7
46º
Maceió
AL
138,3
22º
Uberaba
MG
115,0
47º
São Gonçalo
RJ
140,1
23º
Sorocaba
SP
115,5
48º
Anápolis
GO
140,9
24º
Contagem
MG
116,1
49º
São João de Meriti
RJ
142,3
25º
Duque de Caxias
RJ
116,7
50º
Campina Grande
PB
145,9
# 1º
Município Petrolina
2º
Taubaté
3º
Ribeirão das Neves
4º
Montes Claros
5º
Fonte: Secretarias de saúde, disponível no site do Ministério da Saúde: https://covid.saude.gov.br/ e IBGE. Até o dia 11 de março de 2021. Nota: O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras, de acordo com a taxa de mortalidade da covid-19 por 100 mil habitantes.
5
Manaus (AM) e Rio de janeiro (RJ), duas capitais, apresentam as maiores taxas de mortalidade por covid-19 entre as 100 maiores cidades do Brasil 51 - 100 Taxa de mortalidade de covid-19 – até 11/mar/2021 # 50º
Município Curitiba
UF PR
Taxa de mortalidade 145,9
# 76º
Município Petrópolis
52º
Salvador
BA
146,2
77º
Ribeirão Preto
53º
Taboão da Serra
SP
148,1
78º
Uberlândia
54º
Juiz de Fora
MG
149,6
79º
55º
Campos dos Goytacazes
RJ
151,1
56º
Serra
ES
57º
Jundiaí
58º
Jaboatão dos Guararapes
59º
Paulista
60º
Guarulhos
61º 62º
UF RJ
Taxa de mortalidade 180,3
SP
188,1
MG
188,8
Guarujá
SP
189,1
80º
Recife
PE
190,4
152,1
81º
Goiânia
GO
190,8
SP
153,7
82º
João Pessoa
PB
192,3
PE
154,5
83º
São Bernardo do Campo
SP
192,9
PE
157,6
84º
Santo André
SP
193,7
SP
158,1
85º
Fortaleza
CE
194,1
São Paulo
SP
158,2
86º
Cariacica
ES
196,7
Olinda
PE
161,3
87º
Belém
PA
197,3
63º
Teresina
PI
163,0
88º
Vitória
ES
198,3
64º
Rio Branco
AC
164,2
89º
Canoas
RS
204,8
65º
Campinas
SP
164,7
90º
Santarém
PA
206,8
66º
Mauá
SP
165,8
91º
Governador Valadares
MG
212,9
67º
Natal
RN
167,9
92º
Niterói
RJ
225,5
68º
Osasco
SP
170,5
93º
Boa Vista
RR
231,0
69º
Mogi das Cruzes
SP
171,1
94º
Várzea Grande
MT
245,3
70º
São Vicente
SP
172,2
95º
São José do Rio Preto
SP
260,5
71º
Campo Grande
MS
172,5
96º
Santos
SP
260,8
72º
Macapá
AP
172,8
97º
Cuiabá
MT
269,4
73º
Aracaju
SE
173,4
98º
Porto Velho
RO
279,3
74º
Vila Velha
ES
176,2
99º
Rio de Janeiro
RJ
286,8
75º
Porto Alegre
RS
179,5
100º Manaus
AM
371,4
Fonte: Secretarias de saúde, disponível no site do Ministério da Saúde: https://covid.saude.gov.br/ e IBGE. Até o dia 11 de março de 2021. Nota: O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras, de acordo com a taxa de mortalidade da covid-19 por 100 mil habitantes.
6
Três das cinco menores taxas de letalidade se concentram em Santa Catarina (Blumenau, Florianópolis e Joinville), junto com Palmas (TO) e Petrolina (PE) 1 - 50 Taxa de letalidade da covid-19 – até 11/mar/2021 # 1º 1º 1º 4º 4º 6º 6º 8º 8º 8º 8º 12º 12º 12º 12º 16º 16º 16º 16º 16º 21º 21º 21º 24º 24º
Município Blumenau Florianópolis Palmas Joinville Petrolina Aracaju Boa Vista Cascavel Londrina Maringá Santa Maria Aparecida de Goiânia Montes Claros Taubaté Vitória da Conquista Bauru Camaçari Caxias do Sul Feira de Santana Piracicaba Serra São José dos Campos Uberlândia Ponta Grossa Vitória
UF SC SC TO SC PE SE RR PR PR PR RS GO MG SP BA SP BA RS BA SP ES SP MG PR ES
Taxa de letalidade 0,9 0,9 0.9 1,1 1,1 1,4 1,4 1,5 1,5 1,5 1,5 1,6 1,6 1,6 1,6 1,7 1,7 1,7 1,7 1,7 1,8 1,8 1,8 1,9 1,9
# 26º 26º 28º 29º 29º 31º 31º 31º 34º 34º 34º 34º 34º 34º 40º 40º 40º 40º 40º 40º 46º 46º 46º 46º 46º
Município Campo Grande Vila Velha Mossoró Curitiba Teresina Macapá São José do Rio Preto Uberaba Anápolis Belo Horizonte Franca Pelotas Rio Branco Sorocaba Belford Roxo João Pessoa Jundiaí Limeira Porto Velho São José dos Pinhais Caruaru Goiânia Maceió Porto Alegre Salvador
UF MS ES RN PR PI AP SP MG GO MG SP RS AC SP RJ PB SP SP RO PR PE GO AL RS BA
Taxa de letalidade 2,0 2,0 2,1 2,2 2,2 2,3 2,3 2,3 2,4 2,4 2,4 2,4 2,4 2,4 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,6 2,6 2,6 2,6 2,6
Fonte: Secretarias de saúde, disponível no site do Ministério da Saúde: https://covid.saude.gov.br/ e IBGE. Até o dia 11 de março de 2021. Nota: A taxa de letalidade corresponde pelo percentual de óbitos sobre o total de casos confirmados da covid-19. O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras, de acordo com a taxa de letalidade da covid-19.
7
Municípios da Região Metropolitana do RJ estão entre as maiores taxas de letalidade da covid-19 (São João de Meriti e Nova Iguaçu), além da capital do estado e de Petrópolis, na Região Serrana
51 - 100
Taxa de letalidade da covid-19 – até 11/mar/2021 # 46º 52º 53º 53º 53º 53º 57º 58º 58º 58º 61º 61º 63º 63º 65º 66º 66º 66º 66º 70º 71º 71º 73º 73º 73º
Município Sumaré Betim Campina Grande Cariacica Cuiabá Santos Gravataí Carapicuíba Natal Ribeirão das Neves Ananindeua Ribeirão Preto Campinas Canoas Taboão da Serra Praia Grande Suzano São Bernardo do Campo São Paulo Governador Valadares Contagem Santo André Belém Caucaia Diadema
UF SP MG PB ES MT SP RS SP RN MG PA SP SP RS SP SP SP SP SP MG MG SP PA CE SP
Taxa de letalidade 2,6 2,7 2,8 2,8 2,8 2,8 2,9 3,0 3,0 3,0 3,1 3,1 3,2 3,2 3,4 3,5 3,5 3,5 3,5 3,6 3,7 3,7 3,8 3,8 3,8
# 76º 76º 78º 79º 79º 79º 82º 83º 84º 85º 86º 86º 86º 89º 89º 91º 92º 93º 94º 95º 96º 97º 98º 99º 100º
Município Fortaleza Niterói Juiz de Fora Campos dos Goytacazes Recife Santarém Várzea Grande Olinda Mogi das Cruzes São Gonçalo Guarujá Osasco São Luís Itaquaquecetuba Mauá Manaus São Vicente Jaboatão dos Guararapes Guarulhos Duque de Caxias Paulista Nova Iguaçu Petrópolis Rio de Janeiro São João de Meriti
UF CE RJ MG RJ PE PA MT PE SP RJ SP SP MA SP SP AM SP PE SP RJ PE RJ RJ RJ RJ
Taxa de letalidade 3,9 3,9 4,0 4,1 4,1 4,1 4,2 4,4 4,5 4,7 4,8 4,8 4,8 5,1 5,1 5,3 5,4 5,5 6,0 6,7 7,4 8,3 8,5 9,1 10,4
Fonte: Secretarias de saúde, disponível no site do Ministério da Saúde: https://covid.saude.gov.br/ e IBGE. Até o dia 11 de março de 2021. Nota: A taxa de letalidade corresponde pelo percentual de óbitos sobre o total de casos confirmados da covid-19. O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras, de acordo com a taxa de letalidade da covid-19.
8
Três cidades na Região Metropolitana do RJ (São João de Meriti, Nova Iguaçu e Duque de Caxias) apresentaram os menores números de casos confirmados de covid-19. Esses dados devem ser analisados com cautela, pois sofrem influência da disponibilidade de testes em cada município 1 - 50 Taxa de incidência da covid-19 – até 11/mar/2021 # 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º 21º 22º 23º 24º 25º
Município São João de Meriti Nova Iguaçu
UF RJ RJ
Taxa de incidência 1.373,4 1565,4
26º 27º
Duque de Caxias Petrópolis Paulista
RJ RJ PE
1.729,1 2.128,4 2.134,6
28º 29º 30º
Itaquaquecetuba
SP
2.337,8
31º
Guarulhos Ribeirão das Neves Ananindeua
SP MG PA
2.639,8 2.714,9 2.778,2
32º 33º 34º
#
Jaboatão dos Guararapes
PE
2.789,1
35º
São Luís São Gonçalo Rio de Janeiro
MA RJ RJ
2.846,6 3.012,5 3.150,5
36º 37º 38º
Contagem
Município Mogi das Cruzes
UF SP
Taxa de incidência 3.772,9
SP MG
3.924,1 4.249,6
Sumaré Taboão da Serra
SP SP
4.354,5 4.375,4
Taubaté São Paulo
SP SP
4.420,1 4.494,4
Franca Carapicuíba
SP SP
4.497,3 4.563,4
Limeira Recife
SP PE
4.629,6 4.656,4
Caruaru
PE
4.712,9
RS PR MG
4.727,9 4.733,4 4.734,3
SP
4.890,8
MG CE MG
4.931,0 4.977,4 4.996,8
Guarujá Betim
Gravataí São José dos Pinhais Belo Horizonte
MG
3.173,4
39º
São Vicente Praia Grande Mauá
SP SP SP
3.217,1 3.276,8 3.280,5
40º 41º 42º
Belford Roxo Caucaia
RJ CE
3.403,6 3.441,1
43º 44º
Uberaba Fortaleza Montes Claros
Diadema Osasco
SP SP
3.535,9 3.572,6
45º 46º
Mossoró Feira de Santana
RN BA
5.019,9 5.056,3
RJ PE MG SP
3.641,6 3.671,5 3.745,5 3.752,9
47º 48º 49º 50º
Santarém
PA
5.074,1
Campinas Belém
SP PA
5.081,9 5.129,4
Petrolina
PE
5.140,8
Campos dos Goytacazes Olinda Juiz de Fora Suzano
Sorocaba
Fonte: Secretarias de saúde, disponível no site do Ministério da Saúde: https://covid.saude.gov.br/ e IBGE. Até o dia 11 de março de 2021. Nota: É importante levar em consideração o impacto da quantidade de testes feitos para a melhor precisão dos resultados. O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras, de acordo com a taxa de incidência da covid-19 por 100 mil habitantes.
9
Três capitais apresentavam as maiores taxas de incidência de covid-19 até 11 de março de 2021: Boa Vista (RR), Florianópolis (SC) e Aracaju (SE) 51 - 100 Taxa de incidência da covid-19 – até 11/mar/2021 #
Município Pelotas
UF RS
Taxa de incidência 5.173,4
Santo André Campina Grande
SP PB
5.272,0 5.283,2
Camaçari Maceió
BA AL
5.285,0 5.288,4
São Bernardo do Campo Salvador
SP BA
5.542,3 5.544,6
Natal Niterói
RN RJ
5.663,5 5.805,9
Anápolis Várzea Grande
GO MT
5.806,8 5.892,9
Governador Valadares
MG
5.926,0
Ribeirão Preto Caxias do Sul Jundiaí
SP RS SP
6.031,8 6.098,0 6.246,6
Canoas
RS
6.367,9
68º 69º
Vitória da Conquista Ponta Grossa Curitiba
BA PR PR
6.488,7 6.529,0 6.688,4
70º 71º
Santa Maria São José dos Campos
RS SP
72º 73º 74º 75º
Porto Alegre Cariacica Rio Branco Manaus
51º 52º 53º 54º 55º 56º 57º 58º 59º 60º 61º 62º 63º 64º 65º 66º 67º
#
UF SP
Taxa de incidência 7.122,8
Goiânia Macapá
GO AP
7.258,9 7.494,1
Teresina Londrina
PI PR
7.556,3 7.669,4
João Pessoa Piracicaba
PB SP
7.761,3 8.122,6
Cascavel Serra
PR ES
8.175,0 8.252,2
Maringá Aparecida de Goiânia
PR GO
8.398,6 8.412,8
Campo Grande
MS
8.704,0
Vila Velha Santos Cuiabá
ES SP MT
8.849,3 9.402,0 9.457,2
Vitória
ES
10.278,7
93º 94º
Palmas Uberlândia Blumenau
TO MG SC
10.378,9 10.509,4 10.661,3
6.704,9 6.739,9
95º 96º
São José do Rio Preto Porto Velho
SP RO
11.135,5 11.241,0
RS
6.803,5
SC
11.531,1
6.927,4 6.927,7
Aracaju Florianópolis
SE SC
12.118,5 12.614,9
AM
6.968,6
97º 98º 99º 100º
Joinville
ES AC
Boa Vista
RR
16.048,6
76º 77º 78º 79º 80º 81º 82º 83º 84º 85º 86º 87º 88º 89º 90º 91º 92º
Município Bauru
Fonte: Secretarias de saúde disponível no site do Ministério da Saúde: https://covid.saude.gov.br/ e IBGE. Até o dia 11 de março de 2021. Nota: É importante levar em consideração o impacto da quantidade de testes feitos para a melhor precisão dos resultados. O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras, de acordo com a taxa de incidência da covid-19 por 100 mil habitantes.
10
covid 19 Como estão os 100 maiores municípios nos indicadores de vulnerabilidade à doença?
Esta seção apresenta indicadores disponíveis para os 100 maiores municípios que podem estar relacionados à incidência da covid-19 e à mortalidade pela doença. A proporção da população idosa e os índices relacionados às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) são abordados por representarem os grupos com maior risco de desenvolver casos graves da doença. Analisamos também a proporção de domicílios em aglomerados subnormais, por captar condições inadequadas de moradias, elevada densidade habitacional e baixo acesso aos serviços públicos que representam empecilhos à prevenção. Em termos de infraestrutura de saúde, apresentamos disponibilidade de leitos, leitos em UTI e leitos em UTI para covid-19.
12 01
Cinco capitais do Norte possuem a menor concentração de idosos entre as 100 maiores cidades :Boa Vista (RR), Macapá (AP), Palmas (TO), Porto Velho (RO) e Manaus (AM) 1 - 50 Percentual de idosos de 60 anos ou mais – 2020 # 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 8º 10º 11º 12º 13º 13º 13º 16º 16º 18º 19º 20º 20º 22º 23º 23º 25º
Município Boa Vista Macapá Palmas Porto Velho Manaus Rio Branco Petrolina Camaçari Aparecida de Goiânia Santarém Itaquaquecetuba Ananindeua Caucaia São José dos Pinhais Várzea Grande São Luís Caruaru Serra Betim Feira de Santana Ribeirão das Neves Mossoró Teresina Taboão da Serra Maceió
UF
+60 anos
#
RR AP TO RO AM AC PE BA GO PA SP PA CE PR MT MA PE ES MG BA MG RN PI SP AL
6,9 7,1 7,3 8,1 8,3 8,5 8,7 9 9 9,9 10,1 10,4 10,5 10,5 10,5 11,1 11,1 11,2 11,5 11,6 11,6 11,7 11,9 11,9 12,1
25º 27º 28º 28º 30º 30º 30º 33º 34º 34º 36º 37º 37º 39º 39º 41º 42º 42º 42º 45º 45º 45º 48º 49º 50º
Município Diadema Guarulhos Carapicuíba Cuiabá Aracaju Vitória da Conquista Sumaré Mauá Fortaleza Montes Claros Jaboatão dos Guararapes Cariacica Suzano Belém Belford Roxo Anápolis João Pessoa Guarujá Goiânia Campina Grande Cascavel Ponta Grossa Joinville Salvador Duque de Caxias
Fonte: DataSUS, 2020. Nota: O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras, de acordo com o percentual de idosos (60 anos ou mais) sobre a população total.
UF
+60 anos
SP SP SP MT SE BA SP SP CE MG PE ES SP PA RJ GO PB SP GO PB PR PR SC BA RJ
12,1 12,2 12,3 12,3 12,4 12,4 12,4 12,7 12,8 12,8 12,9 13 13 13,3 13,3 13,4 13,5 13,5 13,5 13,6 13,6 13,6 13,7 13,8 13,9
13
No outro extremo, Santos (SP), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Pelotas (RS) e Petrópolis (RJ) têm as maiores concentrações de população com 60 anos ou mais 51 - 100 Percentual de idosos de 60 anos ou mais – 2020 # 51º 52º 52º 54º 54º 56º 56º 58º 59º 60º 61º 62º 63º 64º 64º 64º 64º 68º 69º 69º 69º 69º 73º 74º 74º
Município Contagem Natal Campo Grande Mogi das Cruzes Osasco Nova Iguaçu Blumenau Uberlândia Paulista Sorocaba São José dos Campos São Bernardo do Campo São Vicente Olinda Caxias do Sul Vila Velha Campos dos Goytacazes Taubaté Recife São João de Meriti Franca Gravataí São Paulo Governador Valadares Praia Grande
UF
+60 anos
#
MG RN MS SP SP RJ SC MG PE SP SP SP SP PE RS ES RJ SP PE RJ SP RS SP MG SP
14 14,2 14,2 14,3 14,3 14,7 14,7 14,8 14,9 15,1 15,2 15,3 15,4 15,5 15,5 15,5 15,5 15,7 15,9 15,9 15,9 15,9 16,1 16,2 16,2
76º 77º 78º 79º 79º 79º 82º 83º 84º 85º 86º 86º 86º 89º 90º 91º 92º 93º 93º 95º 96º 97º 98º 99º 100º
Município Canoas Curitiba Limeira Uberaba Ribeirão Preto São Gonçalo Piracicaba Campinas Maringá Florianópolis Vitória Bauru Jundiaí Londrina Belo Horizonte Santo André São José do Rio Preto Juiz de Fora Santa Maria Rio de Janeiro Petrópolis Pelotas Porto Alegre Niterói Santos
Fonte: DataSUS, 2020. Nota: O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras, de acordo com o percentual de idosos (60 anos ou mais) sobre a população total.
UF
+60 anos
RS PR SP MG SP RJ SP SP PR SC ES SP SP PR MG SP SP MG RS RJ RJ RS RS RJ SP
16,3 16,4 16,5 16,6 16,6 16,6 16,9 17 17,1 17,3 17,6 17,6 17,6 17,8 18,1 18,3 18,6 18,8 18,8 18,9 19,2 20,2 20,4 22,9 24,3
14
Principalmente cidades do Norte e Nordeste se destacam com menores taxas de mortalidade prematura por DCNT: Palmas (TO), Porto Velho (RO), Camaçari (BA), Aracaju (SE) 1 - 50 Taxa de mortalidade prematura por DCNT – 2019 # 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º 21º 22º 23º 24º 25º
Município Palmas Porto Velho Camaçari Aracaju Blumenau Macapá Santarém Caxias do Sul Montes Claros São Luís Betim Ribeirão das Neves Maringá Contagem Ananindeua Florianópolis Feira de Santana Belo Horizonte Salvador Curitiba Cascavel Fortaleza Aparecida de Goiânia Rio Branco Vitória
UF
Taxa de DCNT
#
TO RO BA SE SC AP PA RS MG MA MG MG PR MG PA SC BA MG BA PR PR CE GO AC ES
179,5 226,5 233,1 235,3 236,2 238,4 239,1 239,3 239,6 240,6 242,7 243 243,8 246,2 248,2 249,6 250 252 254,4 259,9 261,5 262,1 262,7 263 266,6
26º 27º 28º 29º 30º 31º 32º 32º 34º 35º 36º 37º 38º 39º 40º 41º 42º 43º 44º 45º 46º 47º 48º 49º 50º
Município Manaus Sumaré Goiânia Boa Vista Caucaia São José dos Campos Vitória da Conquista Uberlândia Belém Vila Velha Campinas Mossoró São José do Rio Preto Joinville Serra Uberaba Ribeirão Preto Londrina Piracicaba Petrolina Mauá Teresina São Bernardo do Campo Natal São José dos Pinhais
UF
Taxa de DCNT
AM SP GO RR CE SP BA MG PA ES SP RN SP SC ES MG SP PR SP PE SP PI SP RN PR
268,5 271,2 272,6 272,9 274,8 278,8 279,5 279,5 280,3 280,5 281 282,2 284 284,5 287,3 288,2 289,2 291 292,1 292,5 293,4 294,9 295 295,2 298,7
Fonte: DataSUS 2019. Nota: O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras de acordo com a taxa de mortalidade prematura (entre 30 e 69 anos) por doenças crônicas não transmissíveis.
15
Praia Grande (SP), Petrópolis (RJ), São Vicente (SP), Canoas (RS) e Guarujá (SP) têm o maior índice de mortes prematuras por DCNT entre as 100 maiores cidades 51 - 100 Taxa de mortalidade prematura por DCNT – 2019 # 51º 52º 53º 54º 55º 56º 57º 58º 59º 60º 61º 62º 62º 64º 65º 66º 67º 68º 69º 70º 71º 72º 73º 74º 75º
Município Suzano Campo Grande Várzea Grande Juiz de Fora Itaquaquecetuba João Pessoa São Paulo Caruaru Taubaté Cuiabá Gravataí São Gonçalo Anápolis Niterói Sorocaba Maceió Franca Jundiaí Porto Alegre Carapicuíba Recife Bauru Diadema Santa Maria Campina Grande
Fonte: DataSUS 2019.
UF
Taxa de DCNT
#
SP MS MT MG SP PB SP PE SP MT RS RJ GO RJ SP AL SP SP RS SP PE SP SP RS PB
303,3 304,7 305,3 305,4 305,5 305,8 307,5 307,7 308,1 314 317 324,1 324,1 325,3 325,7 325,8 328,4 329,9 331,7 336,7 340,3 342,3 346,8 347,4 349,2
76º 77º 78º 79º 80º 81º 82º 83º 84º 85º 86º 87º 88º 89º 90º 91º 92º 93º 94º 95º 96º 97º 98º 99º 100º
Município Jaboatão dos Guararapes Limeira Belford Roxo Ponta Grossa Santo André Campos dos Goytacazes Mogi das Cruzes Santos Guarulhos Governador Valadares Taboão da Serra Paulista Osasco São João de Meriti Rio de Janeiro Duque de Caxias Cariacica Pelotas Nova Iguaçu Olinda Guarujá Canoas São Vicente Petrópolis Praia Grande
UF
Taxa de DCNT
PE SP RJ PR SP RJ SP SP SP MG SP PE SP RJ RJ RJ ES RS RJ PE SP RS SP RJ SP
349,3 351,8 353,7 356,1 357,2 357,7 359 361,1 363,5 364,2 366,3 366,8 369,3 377,4 377,7 378,6 383,4 401 402,9 404,4 410,6 419 426,7 455,2 459,5
16
Palmas (TO) se destaca como a capital com o menor percentual de adultos com obesidade, enquanto Manaus (AM) apresenta o maior percentual de obesos entre as capitais Percentual de adultos com obesidade nas capitais Percentual de adultos com obesidade nas capitais – 2019 # 1º 2º 3º 3º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 10º 10º 10º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 19º 21º 21º 21º 24º 25º 26º
Município Palmas São Luís Teresina Vitória Florianópolis Salvador Curitiba Goiânia Belém Belo Horizonte Fortaleza Porto Velho São Paulo Maceió João Pessoa Aracaju Boa Vista Porto Alegre Recife Rio de Janeiro Campo Grande Cuiabá Natal Macapá Rio Branco Manaus
UF TO MA PI ES SC BA PR GO PA MG CE RO SP AL PB SE RR RS PE RJ MS MT RN AP AC AM
Percentual de adultos com obesidade 15,4 17,2 17,6 17,6 17,8 18,1 19,4 19,5 19,6 19,9 19,9 19,9 19,9 20,0 20,4 20,6 21,2 21,6 21,7 21,7 22,5 22,5 22,5 22,9 23,3 23,4
Fonte: Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde - 2019. Nota: O ranking apresenta as 26 capitais (excluindo Brasília) as menores incidências dos fatores de risco. Obs: Foi considerado obesidade pessoas com IMC equivalente ou superior a 30kg/m².
17 08
São Luís (MA) e Palmas (TO) se destacam com as menores incidências de hipertensão, já Recife (PE), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ) têm os maiores percentuais Percentual de adultos com hipertensão Percentual de adultos com hipertensão – 2019 # 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 14º 16º 17º 18º 19º 20º 21º 22º 23º 24º 25º 26º
Município São Luís Palmas Manaus Rio Branco Belém Porto Velho Boa Vista Curitiba Fortaleza Florianópolis Teresina Cuiabá Macapá Goiânia Vitória São Paulo Natal Campo Grande Aracaju Salvador João Pessoa Belo Horizonte Maceió Rio de Janeiro Porto Alegre Recife
UF MA TO AM AC PA RO RR PR CE SC PI MT AP GO ES SP RN MS SE BA PB MG AL RJ RS PE
Percentual de adultos com hipertensão 16,9 17,6 18,4 18,5 19,3 19,6 20,4 21,1 21,2 21,6 22,4 22,8 23,3 24,3 24,3 24,4 24,5 24,9 25,1 25,2 25,6 25,8 26,8 28,0 28,2 28,4
Fonte: Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde - 2019. Nota: O ranking apresenta as 26 capitais (excluindo Brasília) as menores incidências dos fatores de risco. Obs: Foi considerado adultos que referiram diagnóstico médico de hipertensão.
18 08
Porto Velho (RO) e Palmas (TO) apresentam as menores incidências de diabetes entre as capitais, enquanto Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ) têm os maiores percentuais Percentual de adultos com diabetes Percentual de adultos com diabetes – 2019 # 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 9º 11º 12º 13º 13º 15º 15º 15º 18º 18º 20º 21º 22º 23º 24º 25º 26º
Município Porto Velho Palmas Rio Branco Macapá Campo Grande Manaus Florianópolis Teresina São Luís Vitória Goiânia Salvador Belém João Pessoa Boa Vista Cuiabá Curitiba Aracaju Natal Fortaleza São Paulo Belo Horizonte Recife Maceió Rio de Janeiro Porto Alegre
UF RO TO AC AP MS AM SC PI MA ES GO BA PA PB RR MT PR SE RN CE SP MG PE AL RJ RS
Percentual de adultos com diabetes 4,6 4,7 4,9 5,2 5,9 6,0 6,1 6,3 6,4 6,4 6,6 6,7 6,8 6,8 7,0 7,0 7,0 7,3 7,3 7,4 7,9 8,0 8,1 8,2 8,3 8,6
Fonte: Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde - 2019. Nota: O ranking apresenta as 26 capitais (excluindo Brasília) as menores incidências dos fatores de risco. Obs: Foi considerado adultos que referiram diagnóstico médico de diabetes.
19 08
Maringá (PR), Franca (SP), Taubaté (SP), Limeira (SP) e Vitória da Conquista (BA) se destacam por não terem domicílios em aglomerados subnormais, segundo IBGE 1 - 50 Percentual de domicílios em aglomerados subnormais – 2019 # 1º 1º 1º 1º 1º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º 21º 22º 23º 24º 25º
Município Maringá Franca Taubaté Limeira Vitória da Conquista São José do Rio Preto Santa Maria Joinville São José dos Campos Bauru Aparecida de Goiânia Anápolis Campo Grande Sorocaba Uberaba Piracicaba Londrina Petrolina Mogi das Cruzes Juiz de Fora Cascavel Canoas Goiânia Ribeirão Preto Várzea Grande
UF
Aglomerados subnormais (%)
#
PR SP SP SP BA SP RS SC SP SP GO GO MS SP MG SP PR PE SP MG PR RS GO SP MT
0 0 0 0 0 0,11 0,42 0,84 1,02 1,03 1,37 1,42 1,45 1,45 1,47 1,65 1,67 2,18 2,26 2,35 2,41 2,41 2,47 2,80 2,82
26º 27º 28º 29º 30º 31º 32º 33º 34º 35º 36º 37º 38º 39º 40º 41º 42º 43º 44º 45º 46º 47º 48º
Município
UF
Aglomerados subnormais (%)
Gravataí Campos dos Goytacazes Boa Vista Nova Iguaçu São Gonçalo Uberlândia Sumaré Jundiaí Mossoró Montes Claros Caxias do Sul Suzano Camaçari Campina Grande São José dos Pinhais Governador Valadares Blumenau Curitiba Praia Grande Florianópolis Ponta Grossa Contagem Feira de Santana
RS RJ RR RJ RJ MG SP SP RN MG RS SP BA PB PR MG SC PR SP SC PR MG BA
2,99 3,10 3,31 3,46 3,46 3,64 3,73 3,77 4,31 4,37 4,51 4,96 5,86 6,00 6,06 6,23 6,47 6,49 6,61 6,81 7,08 7,15 7,18
49º
Palmas
TO
7,55
50º
Caruaru
PE
7,68
Fonte: IBGE 2019. Nota: O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras de acordo com o percentual de aglomerados subnormais.
20
Já em Cariacica (ES), Belém (PA), Ananindeua (PA) e Manaus (AM), mais da metade dos domicílios estão em aglomerados subnormais 51 - 100 Percentual de domicílios em aglomerados subnormais – 2019 # 51º 52º 53º 54º 55º 56º 57º 58º 59º 60º 61º 62º 63º 64º 65º 66º 67º 68º 69º 70º 71º 72º 73º 74º 75º
Município Pelotas São João de Meriti Duque de Caxias Santos Belford Roxo Ribeirão das Neves Cuiabá Osasco Campinas Santo André Belo Horizonte Porto Alegre Taboão da Serra João Pessoa São Paulo Natal Paulista Carapicuíba Porto Velho Rio Branco Betim Guarulhos Petrópolis Aracaju Niterói
UF
Aglomerados subnormais
#
RS RJ RJ SP RJ MG MT SP SP SP MG RS SP PB SP RN PE SP RO AC MG SP RJ SE RJ
8,20 8,49 8,76 8,85 9,22 9,54 9,74 9,97 10,88 11,23 11,46 11,66 11,95 12,49 12,91 13,00 13,07 13,43 13,56 13,69 13,73 14,25 15,02 15,78 16,01
76º 77º 78º 79º 80º 81º 82º 83º 84º 85º 86º 87º 88º 89º 90º 91º 92º 93º 94º 95º 96º 97º 98º 99º 100º
Município Caucaia Maceió São Bernardo do Campo Rio de Janeiro Recife Teresina Diadema Itaquaquecetuba Mauá Fortaleza Olinda Macapá São Vicente Santarém Vila Velha São Luís Vitória Guarujá Serra Jaboatão dos Guararapes Salvador Manaus Ananindeua Belém Cariacica
Fonte: IBGE 2019. Nota: O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras de acordo com o percentual de aglomerados subnormais.
UF
Aglomerados subnormais
CE AL SP RJ PE PI SP SP SP CE PE AP SP PA ES MA ES SP ES PE BA AM PA PA ES
16,06 17,32 18,15 19,28 19,52 19,54 20,55 22,03 22,85 23,56 23,97 24,13 26,11 27,67 29,98 32,42 33,16 34,75 36,31 36,65 41,83 53,38 53,51 55,49 61,07
21
Petrópolis (RJ), Recife (PE), Porto Alegre (RS), Vitória (ES) e São José do Rio Preto (SP) lideram o ranking de leitos por 100 mil habitantes entre as 100 maiores cidades 1 - 50 Taxa de leitos por 100 mil habitantes – jan/2021 # 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º 21º 22º 23º 24º 25º
Município Petrópolis Recife Porto Alegre São José do Rio Preto Vitória Goiânia Campina Grande Juiz de Fora Niterói Santos Maringá Teresina Natal João Pessoa São Luís Belo Horizonte Porto Velho Pelotas Campos dos Goytacazes Londrina Bauru Aracaju Santa Maria Fortaleza Boa Vista
UF RJ PE RS SP ES GO PB MG RJ SP PR PI RN PB MA MG RO RS RJ PR SP SE RS CE RR
Leitos por 100 mil hab. 609,1 529,0 457,8 451,6 450,7 439,0 437,8 423,4 423,0 420,4 406,4 398,4 395,9 389,6 385,4 354,3 342,6 336,6 334,1 332,5 331,7 327,4 326,4 324,5 321,5
# 26º 27º 28º 29º 30º 31º 32º 33º 34º 35º 36º 37º 38º 39º 40º 41º 42º 43º 44º 45º 46º 47º 48º 49º 50º
Município Palmas Florianópolis Maceió Ribeirão Preto Curitiba Salvador Cascavel Belém Anápolis Mossoró Canoas Cuiabá Caxias do Sul Uberaba Santo André Campo Grande Petrolina Caruaru Vitória da Conquista Rio de Janeiro São Paulo São Bernardo do Campo Rio Branco Feira de Santana Campinas
Fonte: DataSUS, janeiro/2021. Nota: O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras de acordo com o total de leitos por 100 mil habitantes.
UF TO SC AL SP PR BA PR PA GO RN RS MT RS MG SP MS PE PE BA RJ SP SP AC BA SP
Leitos por 100 mil hab. 318,3 311,7 311,0 308,2 304,6 299,5 288,6 285,7 279,5 272,1 271,7 269,7 269,0 268,5 263,8 258,5 255,7 251,3 247,7 240,8 235,6 228,1 227,4 227,1 221,3
22
As menores taxas de leitos por 100 mil habitantes se encontram sobretudo em Regiões Metropolitanas das capitais do Sudeste: São João de Meriti (RJ), Ribeirão das Neves (MG), Suzano (SP), Itaquaquecetuba (SP), além de São José dos Pinhais (PR), no Sul
51 - 100
Taxa de leitos por 100 mil habitantes – jan/2021 # 51º 52º 53º 54º 55º 56º 57º 58º 59º 60º 61º 62º 63º 64º 65º 66º 67º 68º 69º 70º 71º 72º 73º 74º 75º
Município São José dos Campos Montes Claros Aparecida de Goiânia Governador Valadares Sorocaba Mogi das Cruzes Vila Velha Uberlândia Franca Santarém Blumenau Jundiaí Joinville Taboão da Serra Ponta Grossa Várzea Grande Taubaté Betim Piracicaba Macapá Manaus Ananindeua Olinda Diadema Guarulhos
UF SP MG GO MG SP SP ES MG SP PA SC SP SC SP PR MT SP MG SP AP AM PA PE SP SP
Leitos por 100 mil hab. 218,7 217,7 214,9 209,2 207,2 205,4 203,5 203,4 199,2 199,0 192,3 192,2 190,1 182,9 182,6 181,6 174,0 169,1 166,0 162,2 156,7 154,8 153,9 150,4 143,7
#
Município 76º Paulista 77º Guarujá 78º Camaçari 79º Osasco 80º Praia Grande 81º Limeira 82º Jaboatão dos Guararapes 83º São Gonçalo 84º Duque de Caxias 85º Serra 85º Nova Iguaçu 87º Cariacica 88º Mauá 89º Contagem 90º Belford Roxo 91º Suzano 92º Sumaré 93º São Vicente 94º Carapicuíba 95º Caucaia 96º Gravataí 97º Itaquaquecetuba 98º São José dos Pinhais 99º Ribeirão das Neves 100º São João de Meriti
Fonte: DataSUS, janeiro/2021 Nota: O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras de acordo com o total de leitos por 100 mil habitantes.
UF PE SP BA SP SP SP PE RJ RJ ES RJ ES SP MG RJ SP SP SP SP CE RS SP PR MG RJ
Leitos por 100 mil hab. 140,0 134,8 132,8 132,3 129,1 127,4 124,6 120,4 119,1 111,1 111,1 91,2 84,2 80,6 78,5 73,2 68,8 67,3 67,0 66,5 66,3 65,9 51,4 43,2 35,1
23
Recife (PE), Petrópolis (RJ), Cuiabá (MT), Santos (SP) e São José do Rio Preto (SP) são as cidades com maior número de leitos em UTI em relação à população 1 - 50 Taxa de leitos UTI por 100 mil habitantes – jan/2021 # 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º 21º 22º 23º 24º 25º
Município Recife Petrópolis Cuiabá Santos São José do Rio Preto Vitória Serra Niterói Goiânia Porto Alegre Belo Horizonte Palmas Juiz de Fora Campos dos Goytacazes Mossoró Salvador Maringá Natal Porto Velho Campina Grande Rio de Janeiro Cascavel Ribeirão Preto Santo André Florianópolis
UF PE RJ MT SP SP ES ES RJ GO RS MG TO MG RJ RN BA PR RN RO PB RJ PR SP SP SC
Leitos UTI por 100 mil hab. 111,58 111,19 105,80 104,69 102,15 97,03 92,75 91,40 90,29 82,98 78,28 77,70 76,58 72,58 72,18 71,40 69,97 69,85 69,53 68,96 67,55 66,20 66,03 65,99 65,64
# 26º 27º 28º 29º 30º 31º 32º 33º 34º 35º 36º 37º 37º 39º 40º 41º 42º 43º 44º 45º 46º 47º 48º 49º 50º
Município Duque de Caxias Aracaju Vila Velha Londrina João Pessoa Campinas Campo Grande Vitória da Conquista Sorocaba São Paulo Bauru São Luís Curitiba Teresina Belém Uberlândia São Bernardo do Campo Montes Claros Santa Maria Canoas Betim Joinville Governador Valadares Caruaru Petrolina
Fonte: DataSUS, janeiro/2021 Nota: O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras de acordo com o total de leitos UTI por 100 mil habitantes.
UF RJ SE ES PR PB SP MS BA SP SP SP MA PR PI PA MG SP MG RS RS MG SC MG PE PE
Leitos UTI por 100 mil hab. 65,43 65,27 65,23 64,83 63,97 61,71 59,04 58,63 57,61 56,92 56,68 56,09 56,09 55,87 55,68 53,93 53,76 51,03 50,76 50,26 49,91 49,86 49,10 48,73 48,26
24
No outro extremo, Ribeirão das Neves (MG), Caucaia (SP), Gravataí (RS) e São Vicente (SP) possuem menos de 10 leitos de UTI por 100 mil habitantes 51 - 100 Taxa de leitos UTI por 100 mil habitantes – jan/2021 # 51º 52º 53º 54º 55º 56º 57º 58º 59º 60º 61º 62º 63º 64º 65º 66º 67º 68º 69º 70º 71º 72º 73º 74º 75º
Município Blumenau Piracicaba Caxias do Sul Mogi das Cruzes Uberaba Várzea Grande Pelotas São José dos Campos Maceió Limeira Aparecida de Goiânia Fortaleza Anápolis Jundiaí Ponta Grossa Manaus Feira de Santana Rio Branco Guarujá Taubaté Boa Vista Macapá Paulista Guarulhos Osasco
UF SC SP RS SP MG MT RS SP AL SP GO CE GO SP PR AM BA AC SP SP RR AP PE SP SP
Leitos UTI por 100 mil hab. 47,26 46,90 46,77 46,59 46,28 46,26 45,46 43,85 43,40 43,11 42,70 42,06 41,61 40,90 39,68 38,93 38,09 35,32 32,84 32,71 32,17 31,39 30,80 29,24 29,15
#
Município 76º Franca 77º Praia Grande 78º Santarém 79º Nova Iguaçu 80º Ananindeua 81º Contagem 82º Suzano 83º Diadema 84º Mauá 85º Sumaré 86º Olinda 87º São João de Meriti 88º Taboão da Serra 89º São Gonçalo 90º Jaboatão dos Guararapes 91º Cariacica 92º Camaçari 93º Belford Roxo 94º São José dos Pinhais 95º Itaquaquecetuba 96º Carapicuíba 97º São Vicente 98º Gravataí 99º Caucaia 100º Ribeirão das Neves
Fonte: DataSUS, janeiro/2021 Nota: O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras de acordo com o total de leitos UTI por 100 mil habitantes.
UF SP SP PA RJ PA MG SP SP SP SP PE RJ SP RJ PE ES BA RJ PR SP SP SP RS CE MG
Leitos UTI por 100 mil hab. 27,54 27,20 26,10 25,87 24,83 24,52 22,29 22,26 21,57 20,96 19,08 18,19 17,37 17,22 16,69 15,63 12,82 12,67 11,85 11,20 11,16 9,77 6,70 3,01 2,96
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Com relação aos leitos em UTI destinados à covid-19, as maiores taxas por 100 mil habitantes estão em: Serra (ES), Santos (SP), Recife (PE), Petrópolis (RJ) e São José do Rio Preto (SP) 1 - 50 Taxa de leitos UTI covid por 100 mil habitantes – jan/2021 # 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º 21º 22º 23º 24º 25º
Município Serra Santos Recife Petrópolis São José do Rio Preto Palmas Betim Várzea Grande Salvador Goiânia Cuiabá Ribeirão Preto Mossoró Teresina Aparecida de Goiânia Campina Grande Porto Velho Vila Velha Blumenau Governador Valadares Vitória da Conquista Curitiba Florianópolis Cascavel Porto Alegre
UF Leitos UTI covid por 100 mil hab. ES 45,52 SP 38,97 PE 37,19 RJ 32,28 SP 30,75 TO 30,69 MG 30,35 MT 27,82 BA 27,78 GO 27,47 MT 27,18 SP 26,41 RN 24,62 PI 24,42 GO 22,54 PB 21,85 RO 21,69 ES 21,54 SC 21,00 MG 20,64 BA 20,52 PR 19,81 SC 19,65 PR 19,26 RS 18,61
# 26º 27º 28º 29º 29º 31º 32º 32º 34º 35º 36º 37º 38º 39º 40º 41º 42º 43º 44º 45º 46º 47º 48º 49º 50º
Município Joinville Montes Claros Boa Vista Duque de Caxias Canoas Natal Rio Branco Petrolina Belo Horizonte Caruaru Santa Maria Maceió Macapá Juiz de Fora Campinas Campo Grande Caxias do Sul São Paulo São Bernardo do Campo Londrina Manaus Maringá Piracicaba João Pessoa Pelotas
Fonte: DataSUS, janeiro/2021 Nota: O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras de acordo com o total de leitos UTI covid por 100 mil habitantes.
UF Leitos UTI covid por 100 mil hab. SC 18,41 MG 18,38 RR 18,11 RJ 17,52 RS 17,52 RN 17,07 AC 16,93 PE 16,93 MG 16,50 PE 16,43 RS 15,86 AL 15,31 AP 15,21 MG 15,18 SP 15,08 MS 15,01 RS 14,88 SP 14,73 SP 14,09 PR 13,90 AM 13,88 PR 13,72 SP 13,51 PB 13,21 RS 13,11
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No outro extremo, há três cidades entre as 100 que ainda não disponibilizaram leitos em UTI para covid-19: Carapicuíba (SP), Suzano (SP) e Cariacica (ES) 51 - 100 Taxa de leitos UTI covid por 100 mil habitantes – jan/2021 # 51º 52º 53º 54º 55º 56º 57º 58º 59º 60º 61º 62º 63º 64º 65º 66º 67º 68º 69º 70º 71º 72º 73º 74º 75º
Município Aracaju Campos dos Goytacazes Feira de Santana Guarujá Sorocaba Rio de Janeiro Limeira Contagem Uberaba Santo André Mogi das Cruzes Ponta Grossa Franca São Luís Bauru Fortaleza Belford Roxo Praia Grande Olinda Guarulhos Camaçari Belém Sumaré Uberlândia Santarém
UF Leitos UTI covid por 100 mil hab. SE 13,08 RJ 12,72 BA 12,59 SP 12,39 SP 12,37 RJ 12,33 SP 11,99 MG 11,96 MG 11,87 SP 11,64 SP 11,54 PR 10,69 SP 9,83 MA 9,65 SP 9,49 CE 9,42 RJ 9,35 SP 9,07 PE 8,65 SP 8,55 BA 8,54 PA 8,47 SP 8,39 MG 8,30 PA 7,83
# 76º 77º 78º 79º 80º 81º 82º 83º 84º 85º 86º 87º 88º 89º 90º 91º 92º 93º 94º 95º 96º 97º 98º 98º 98º
Município Vitória Niterói Ananindeua São João de Meriti Taubaté Taboão da Serra Itaquaquecetuba São Gonçalo Paulista Anápolis Diadema Osasco Jaboatão dos Guararapes Gravataí Mauá São José dos Pinhais Ribeirão das Neves Nova Iguaçu São Vicente São José dos Campos Caucaia Jundiaí Cariacica Carapicuíba Suzano
Fonte: DataSUS, janeiro/2021 Nota: O ranking apresenta as 100 maiores cidades brasileiras de acordo com o total de leitos UTI por 100 mil habitantes.
UF Leitos UTI covid por 100 mil hab. ES 7,65 RJ 7,37 PA 6,72 RJ 6,34 SP 6,29 SP 6,13 SP 5,87 RJ 5,59 PE 5,38 GO 5,36 SP 4,69 SP 4,57 PE 4,24 RS 3,53 SP 3,35 PR 3,04 MG 2,96 RJ 2,55 SP 2,44 SP 2,19 CE 1,37 SP 1,18 ES 0,00 SP 0,00 SP 0,00
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covid 19 Considerações finais
Desde o início da pandemia, em março de 2020, o distanciamento social tem sido uma das medidas recomendadas pelas autoridades de saúde para o controle da disseminação do novo coronavírus. Há evidências de que essa medida e outras não farmacológicas, como o uso de máscara e a higienização frequente das mãos, são as mais eficazes para reduzir o contágio e, consequentemente, evitar o colapso do sistema de saúde, o que impacta diretamente na mortalidade. Há fatores considerados como de possível vulnerabilidade à doença, como a maior presença de idosos e de pessoas portadoras de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que estão associados ao maior risco de desenvolver a forma grave da doença. Contudo, há exemplos de cidades com elevado percentual de idosos que se saíram relativamente bem até o momento. Por exemplo, Pelotas (RS), com 20% da população com 60 anos ou mais, apresenta uma baixa taxa de mortalidade por covid-19 (121,8 por 100 mil habitantes). Já Manaus, com 8% de pessoas idosas, apresentou uma mortalidade de 371,4 por 100 mil habitantes, a maior entres as 100 maiores cidades. Manaus, contudo, tem o maior percentual de adultos com obesidade entre as capitais; e o Rio de Janeiro, com a segunda pior taxa de mortalidade por covid-19, tem a terceira maior prevalência de hipertensão e a segunda maior de diabetes entre as capitais. Já Palmas apresenta baixa prevalência dos fatores de risco (a menor incidência de obesidade, e a segunda menor incidência de hipertensão e diabetes) e exibe a menor taxa de mortalidade por covid-19 entre as capitais.
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Vale ressaltar que dados recentes revelam uma possível nova abrangência do grupo de risco de casos graves com o surgimento das novas cepas no Brasil. Segundo o Boletim Epidemiológico Especial¹, com base nos dados de hospitalização por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), entre as semanas epidemiológicas 4 (24 a 30 de janeiro) e 8 (21 a 27 de fevereiro), houve um aumento de 3,8 p.p. na participação de jovens (20 a 59 anos) sobre o total de hospitalizados confirmados com covid-19. A incidência de covid-19 e a mortalidade por essa doença passam também por fatores como a vulnerabilidade social. A população em aglomerados subnormais, com condições inadequadas de moradias e falta de acesso a serviços públicos, como saneamento, está mais exposta ao contágio da doença. Seja pela densidade (nas habitações e nos bairros em que vivem), seja pela impossibilidade de exercerem suas atividades remotamente, seja por necessitarem do trabalho no dia a dia para o seu sustento, seja pela dificuldade de adotar as medidas não farmacológicas recomendadas. De fato, nota-se que cidades com maiores percentuais de domicílios em aglomerados subnormais, isto é, em favelas, tendem a apresentar taxas de mortalidade por covid-19 mais elevadas². A disponibilidade de leitos e uma boa gestão da saúde são essenciais para tratar principalmente os casos mais graves da doença. Contudo, essas iniciativas não são suficientes para evitar elevados índices de mortalidade. Santos (SP), por exemplo, que possui a quarta maior taxa de leitos por UTI entre as 100 maiores cidades, teve a quinta maior taxa de mortalidade por covid-19 entre os 100 maiores municípios.
https://coronavirus.saude.gov.br/boletins-epidemiológicos, Como observado por Roubaud, François, et al. The municipios facing covid-19 in Brazil: socioeconomic vulnerabilities, transmisssion mechanisms and public policies. UMR LEDa, 2020), o efeito das moradias em favela é positivo e significativo sobre a mortalidade do coronavírus, e o efeito vai além do acesso aos serviços de água, perfil socioeconômico e densidade habitacional. 1 2
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Muitos estados e municípios realizaram investimentos estruturais no sistema de saúde, com o aumento de leitos permanentes e UTIs, a expansão de leitos temporários em áreas ociosas de hospitais ou transformação de unidades em “covidários”. No entanto, essas medidas são insuficientes para atender à demanda de leitos, se não houver uma redução da contaminação. A ampliação da oferta de leitos necessita de equipe capacitada e equipamentos, não acompanhando a demanda por leitos num cenário de contaminação descontrolada. É preciso, portanto, diminuir a circulação do vírus e a quantidade de novas infecções com a manutenção dos cuidados sanitários – uso de máscara, higienização e distanciamento social – e a ampliação, o mais rápido possível, da vacinação. Essa necessidade se reforça especialmente neste momento, quando o país vem alcançando novos recordes na confirmação diária de óbitos por covid-19, com um crescimento exponencial do contágio.
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