K. LUX E E
K .LUX EE
LW
URY W
1202 ed otsogA/9 oremúN/1 emuloV/1 onA
URY W
o o estilo estilo TOMMY TOMMY HILFIGER HILFIGER de de ser ser
2
06
09
A marca de THOMMY na moda
um nome na TIMES SQUARE
moda íntima & SENSUAL com NADAL
oirámuS
04
05
08
11
A PRAÇA é do POVO
as várias FACES da GRIFE
seguindo sempre em FRENTE & JUNTOS
3
EXPEDIENTE EXPEDIENTE EXPEDIENTE
NOTA NOTA DO EDITOR NOTA DO DO EDITOR EDITOR Thomas Jacob Hilfiger, o Tommy, começou como sacoleiro, daqueles que compram novidades num grande centro e levam para as cidades interioranas onde vivem para venderem, ganhando sobre o preço do produto. Uma história que se repete todos os dias, mundo afora. A diferença é que esse empreendedor percebeu, na largada, que a arte da venda é a satisfação do cliente e que atender os seus desejos amplia o relacionamento, abre portas para a fidelidade e a propaganda boca a boca. Fez mais: decidiu que era preciso tornar mais pessoal o que vendia, deixando a sua marca e, assim, se diferenciando e chegando a todos, pois se a praça é do povo e o céu é do avião, só assim voa-se mais alto. É preciso, portanto, ter trajes para homens, mulheres e crianças, ampliar o leque, ser uma marca desejada de mercado, com identidade. É a trajetória de Tommy o tema desta nona edição de LUXURY WEEK. Boa semana, boa leitura.
Luxury Week é uma revista semanal de variedades produzida pela Editora Olympia (editoraolympia.com.br) e distribuída gratuitamente em plataformas digitais por parceiros que também contribuem com conteúdo de qualidade e temas atuais e diversificados. Editor-chefe: Carlos Franco Editora internacional: Yume Ikeda Colaboradores: Marco Hiroschi, Christina Tavares, Rita Almeida, Maria Helena Guimarães, Paulo Thiago, Rodrigo Vidal , Tiago Ribeiro, Eduardo Silva Bernardt, Valdo Santos e Yacy Nunes. Imagens: Francisco Jr., Carlos Monteiro,Stúdio Mar Adentro, Pixabay, Freepick, Canva, grifes, assessorias de imprensa e agências de modelos e de publicidade. Diagramação: Paulo Pereira Diretor comercial: Hugo Lopes E-mail: redacao@luxuryweek.com.br
EDITORA OLYMPIA AVENIDA RONDON PACHECO,2300 SALA 65/ UBERLÂNDIA/MG/CEP 38408-404 editoraolympia@editoraolympia.com.br
Foto: Divulgação
4
o estilo THOMMY HILFIGER de ser Thomas Jacob Hilfiger, o Tommy, nasceu na pequena cidade de Elmira, distante 371 quilômetros de Nova York, que dá nome ao estado onde está situada, no dia 24 de março de 1951. Ano em que as vendedoras Avon, os carrões Oldsmobile, Buick e Cadillac, além das camionetes Studebaker, conquistavam as ruas e B.B. King as rádios. Foi nestes Anos Dourados que Tommy cresceu, vendo a moda usada pelos colegiais se tornar um estilo, o preppy. Da pequena Elmira, Tommy acompanhou ainda as mudanças que marcaram o final dos anos 1960, como a propagação do jeans e do American Way of Life bem como a rebeldia do rock'in'roll comportado de Elvis Presley e The Beatles invadir as festas e as telas de cinema. Decidiu, então, encurtar a distância que separa Elmira de Nova York oferecendo na sua cidade a moda do centro do mundo até que ele mesmo se tornasse grife de sucesso, representante de um estilo de ser e se vestir dos americanos estampado nas cores estilizadas da bandeira, as mesmas da França, centro da moda, e inspirada no H do Código Internacional de Navegação Marítima (CIS) e, é claro, no H de Hilfiger, que no código de navegação fonética do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é hotel e hasteada em alto mar significa que o comandante está a bordo. Tommy ancorou, assim, o seu estilo de ser e vestir a América.
5 A praça é do POVO e as roupas são de HILFIGER Aos 18 anos, quando a maioria dos americanos conclui o colegial e busca vaga em universidades, Thomas Jacob Hilfiger, o Tommy, decidiu pegar um atalho ao perceber que colegas da sua geração eram vidrados, como ele, no cinema e nas tendências de uma geração que queria mudar o mundo. Com US$ 150 na carteira e a bordo do pequeno carro, conquistado ao concluir o colegial e tirar a carteira de motorista - para os americanos o equivalente à de identidade -, Tommy partiu para Nova York. Investiu o dinheiro na compra de calças jeans quando a moda dos modelos com boca de sino explodia nos cinemas e nos programas de televisão, e as vendeu, na volta, aos amigos. Ganhou dinheiro e, como eram poucas, aceitou encomendas e passou frequentemente a viajar de Elmira a Nova York, acrescentando ao que comprava um detalhe aqui e ali para torná-las únicas, com sua marca. Fez isso por oito anos até descobrir que havia um mercado muito maior a ser explorado e que todos investem em vestuário seja para o trabalho, o lazer, as festas e, sobretudo, para a sedução. Então, com as vendas em alta e a necessidade de produtos com preços diferentes, abriu as portas de uma loja em Elmira, a People's Place e as lotou com peças para todos, não deixando de lado acessórios e atendendo pessoalmente clientes e também estabelecendo novos contatos em Nova York para suprir estoques. Abrigou pequenos shows e apresentações musicais na loja, se mantendo a par dos movimentos culturais da sua época, captando tendências e tornando-se referência. Sua loja, a praça do povo numa tradução literal, fez tremendo sucesso. Ele passou a encomendar mais e mais jeans e a colocar a sua marca nas peças. De uma loja tornaram-se dez no estado de Nova York. Os fornecedores apostaram nas suas compras, mas a crise do petróleo e a Guerra Fria atropelaram seus planos. Fez as malas e partiu para Nova York.
Fotos: Divulgação/Tommy Hilfiger
6 uma nova marca na TIMES SQUARE. Chegando em Nova York, a "big apple", a grande maçã americana, Tommy Hilfiger com a bagagem do sucesso de seu empreendimento, vítima da crise econômica que assolou os Estados Unidos, fez contato com seus antigos fornecedores. Conseguiu trabalho na Jordache, empresa criada em 1969 pelos irmãos israelenses Joe , Ralph e Avi Nakash com o objetivo de ofertar jeans premium e mais sensuais; rede da qual Tommy fora assíduo comprador. Ficou na Jordache de 1979 a 1985, quando, com o suporte financeiro do magnata indiano da indústria têxtil Mohan Murjani, fundou a Tommy Hilfiger Corporation para disputar o rico filão do vestuário. Hilfiger focou, então, no estilo preppy, o dos colegiais, e rapidamente conquistou espaço. A campanha de lançamento da grife em 1985 foi ousada e representou investimento de US$ 3 milhões. Um imenso painel na Times Square, em plena Broadway, o território novaiorquino de grandes lojas e espetáculos dizia: "Na maioria das famílias, os três primeiros nomes [Ralph Lauren, Perry Ellis e Calvin Klein] são palavras familiares. Prepare-se para outro. O nome dele (dica) é Tommy. O segundo nome não é tão fácil. Mas em poucos meses todo mundo na América vai conhecer um novo visual.” Para ilustrar um jogo da "forca" para que os nomes fossem completados. "Quando lançamos, me juntei a George Lois para fazer uma série de anúncios que me compararam a todos os designers que eu idolatrava por tanto tempo - Ralph Lauren, Perry Ellis, Calvin Klein", diz Hilfiger em seu livro "All- Americano" e completa. “Foi uma jogada corajosa (...). Funcionou". E ele nunca mais saiu de cartaz.
7 o piloto do estilo americano. A bandeira de navegação que inspirou a marca de Tommy Hilfiger representa a letra H, que quer dizer hotel e quando hasteada significa que o comandante do navio está a bordo, é a mais perfeita tradução das pretensões de Thommy Hilfiger em estar sempre no comando dos negócios. Foi ele quem iniciou a expansão da grife depois de ancorado em Nova York. Canadá e Panamá foram os primeiros alvos, depois Europa e a Ásia. A bordo de um estilo jovem de roupas, de linhas clássicas e genuinamente americana ele traçou sua rota. Teve o suporte da indústria do entretenimento, cinema, televisão e música, propagando o estilo preppy e seguiu na onda. Desde a pequena cidade de Elmira, em sua experiência com a People's Place, ele também aprendeu que se um comprador tem pouco dinheiro para uma calça, acaba comprando uma camiseta ou um acessório. Foi assim que, seguindo o modelo de concorrentes como Calvin Klein e Ralph Lauren levou a marca para outros itens de consumo além das peças de vestuário masculinas e unissex, femininas e infantis, para calçados, perfumes, cintos e tudo o mais que pudesse transformar em vendas. Tem dado certo e foi com habilidade que, ao perceber que estava ficando focado, nos anos 1980 no consumo apenas de "mauricinhos" e "patricinhas", a típica classe média americana, decidiu criar coleções com roupas mais largas e folgadas escalando o rapper Snoop Dogg que apareceu de moleton da marca humorístico de sucesso na televisão americana Saturday Night Live. As vendas estouraram e atingiram o objetivo de atrair novos consumidores, o que é fundamental para a sobrevivência de qualquer marca.
8 as várias faces de HILFIGER Desde os tempos da Place People’s em Elmira, Tommy Hilfiger aprendera que se relacionar com música, as canções do momento, era uma forma infalível de sucesso. Foi com isso em mente que ao lançar sua coleção em 1985 trouxe para a marca a cantora Aaliyah, que disparava nas paradas de sucesso e morreu tragicamente em um acidente aéreo em 25 de agosto de 2001 aos 22 anos (segunda foto ao lado), além de Kate Hudson, Nicole Richie e Tamia. Antenado com as tendências do público, sobretudo o jovem, a grife patrocinou turnês de Pete Townsend, em 1993, e de Britney Spears, em 1999, além dos shows de Aaliyah, que havia se tornado embaixadora da marca. Em 2003, contratou David Bowie e sua mulher, a modelo somaliana Iman Abdulmajid para campanha da linha H, de roupas mais clássicas. As fotos em preto e branco da alemã Ellen Von Unwerth fizeram imenso sucesso. E Tommy Hilfiger seguiu seus instintos, buscando agregar novas faces à grife como o tenista Rafael Nadal, o corredor de Fórmula 1 Lewis Hamilton, o cantor britânico James Bay e a modelo e influencer digital Gigi Hadid. Tommy Hilfiger sabe melhor do que ninguém agregar os fãs à marca por meio dos seus ídolos. É assim que tem mantido o estilo preppy americano na crista da onda, no mar da moda na qual navega com o posto de comandante de um negócio milionário hoje em poder do grupo PVC para o qual vendeu a marca, mantendo o seu poder de a ela emprestar o estilo e a imagem.
9 roupas ÍNTIMAS sensuais & que tais... Em 2014, com o crescimento do mercado underwear, de roupa debaixo numa tradução literal e mais apropriadamente peças íntimas, Tommy Hilfiger contratou o tenista espanhol Rafael Nadal para uma campanha para lá de sensual para exibir estas peças e um novo perfume. Fez enorme sucesso na mídia com o corpo perfeito do atleta conseguindo alto impacto nas vendas. É assim, com ousadia, ainda que comportada, que a marca vem conquistando o grand slam dentro e fora das quadras, também com camisas polo que concorrem com as da Lacoste. Nadal reforçou o conceito em voga de que marcas de peças íntimas, sobretudo cuecas, podem ser mostradas. Hábito que nasceu com o movimento hip hop e skatistas e ganhou terreno em bailes funks com roupas folgadas, bermudas ou calças com cinturas mais baixas, abrindo espaço para a exibição das peças íntimas, a sedução. É com perspicácia que o empresário tem entregue ao atual grupo PVC (anteriormente PhillipsVan Heusen Corporation) vigorosos resultados. Tommy Hilfiger, a grife foi venda em março de 2010, com ele permanecendo no comando criatio e estratégico, por volumosos US$ 3 bilhões. Hoje, figura dentro do grupo PVC ao lado de marcas como Calvin Klein, Izod e Arrow, assegurando presença em quase todos os países do mundo para onde o empresário leva este estilo de ser e se vestir como um americano.
10 MODA infantil é
Estabelcer diálogo com o público infantil é sempre uma árdua tarefa, mas é essencial para que marcas conquistem hoje os consumidores de amanhã, sejam por eles desejada e admirada, o que é condição para sua continuidade e permanência no mercado sempre inovador do consumo. Tommy Hilfiger, desde que optou pelo setor de vestuário, ainda adolescente, logo percebeu a importância desse consumidor mirim, pois se o encanta, o torna único e o conquista para sempre. Com isso em mente, a grife tem buscado inúmeras parcerias como a que fez com a ilustradora contemporânea Hattie Stewart que assina a campanha da primavera 2021 de Tommy Hilfiger Kids. A divertida campanha de efeito doodle (aqueles desenhos popularizados pelo Google em datas comemorativas, exala a energia e a vibração incorporadas à coleção, que já está disponível nas lojas online da marca. Para os pré-adolescentes, a aposta segue sendo os seriados de televisão e os personagens rebeldes que fazem a alegria daqueles que não são mais crianças, mas que ainda não são de todo adolescentes ou adultos. Para tal, a marca tem buscado acordos com grandes estúdios a exemplo do que fechou em junho deste ano de 2021 com ViacomCBS Consumer Products e Warner Bros. Consumer Products para coleção que celebra a longa história de colaborações da cultura pop de TOMMY JEANS, apresentando personagens icônicos e logotipos da Looney Tunes, Nickelodeon e MTV em uma variedade de camisetas, moletons e jaquetas unissex, sem deixar e lado o estilo preppy, marca registrada de Tommy Hilfiger.
Fotos: Divulgação
coisa SÉRIA
11
Fotos: Divulgação
seguindo em FRENTE & sempre JUNTOS Em setembro de 2020, Tommy Hilfiger anunciou sua campanha global AW20, 'Moving Forward Together'. O objetivo central é conectar-se com os consumidores por meio de ativações para "unir e inspirar", bem como desenvolver o compromisso contínuo de Tommy em criar moda que "não desperdiça nada e acolhe todos". Tommy Hilfiger disse em um comunicado: “Ao enfrentarmos desafios sociais e econômicos extraordinários, estarmos juntos é nosso caminho mais forte. Cada desafio é uma oportunidade. Pode levá-lo um passo mais perto de realizar seu sonho, revigorar seu senso de admiração e inspirar uma criatividade que você nunca soube que tinha". Por meio do Moving Forward Together, diz Hilfiger, "estamos em uma jornada para ajudar a reacender essa centelha criativa e oferecer ajuda onde é mais necessária."
O primeio objetivo da iniciativa é ajudar a indústria da moda e as comunidades criativas a se recuperarem da Covid-19. O movimento tem feito uso de redes sociais nas quais convida os consumidores a co-criarem digitalmente novas peças de roupa usando tecidos que sobraram e a repensar estilos de temporadas anteriores por meio de uma plataforma online. O que permite também à empresa conhecer e compartilhar com o seu público as novas tendências, de diferentes regiões e diferentes tipos de consumidores. Já com "Together with Local Heroes" (algo como junto com os heróis locais) a ideia é dar uma força ao contingente de pessoas que atua no setor da moda e foram impactados social e economicamente pela pandemia, que tem no Brasil um dos epicentros globais. A plataforma visa oferecer serviços de conserto em lojas da grife gratuitamente em qualquer peça de roupa em países selecionados, começando pela Alemanha, nas cidades de Dusseldorf e Hamburgo, e em parceria com alfaiates e artistas locais mais afetados pela crise atual. A ideia é chegar gradualmente aos outros países.
K. LUX E E
K .LUX EE
LW
URY W
Thommy Hilfiger e seu estilo de ser e se vestir como um americano. Foto: Divulgação
1202 ed otsogA/9 oremúN/1 emuloV/1 onA
Y W R U