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LUXURY WEEK, VOL. 1,ANO 1, NÚMERO 14, DEZEMBRO DE 2021

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K. LUX E E

Ano 1/Volume 1/Número 14/DEZEMBRO de 2021

Y W R U

RY W XU

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LW

CHRISTIAN DIOR visita os ALPES.


2 Sumário 07

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o homem que vestiu as MULHERES

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a ESTRELA da sorte

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esporte, LAZER & conforto

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a ESTRELA na neve dos ALPES

09

de VOLTA à GRÉCIA

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os TRAJES do CINEMA

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o perfume de DIANA

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o CORPO em EVIDÊNCIA


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NOTA DO EDITOR Depois de visitar a Grécia, a Maison Christian Dior, como os franceses chamam as casas, desembarcou nos Alpes Marítimos para saudar o inverno e o fim de ano, das festas e celebrações de Natal e Ano Novo. As cores frias do inverno - o branco da neve, o azul de um céu vigoroso e o vinho que aquece - estão presentes no conforto de roupas mais esportivas desse cruzeiro (cruise) 2022 que a casa que tem hoje no comando artístico a italiana Maria Grazia Chiuri apresenta. Primeira mulher a comandar a direção criativa de Christian Dior, Maria Grazia chegou à Maison em 2016 e vem, desde então, procurando modernizar a grife sem perder a extravagância impressa por Dior aos seus modelos, nem a poesia floral de suas coleções. Os modelos dessa incursão são leves, versáteis, mas carregados de detalhes que incorporam o gênio criativo de Dior como o pie-de-poule (traduzido como pé de galinha, perde todo o seu charme) que o estilista imprimiu em muitas de suas obras e que, duotônico, lembrando as patas de uma galinha estampou inclusive embalagens de perfumes da maison, outra paixão de Dior que cresceu numa casa cercada de rosas, cultivadas por sua mãe. Dos Alpes, Dior vê o mundo de cima e saúda a beleza fria do inverno, aquecendo-o com uma coleção que tem a sua marca, o registro da elegância e do conforto.

EXPEDIENTE

Luxury Week é uma revista semanal de variedades produzida pela Editora Olympia (editoraolympia.com.br) e distribuída gratuitamente em plataformas digitais por parceiros que também contribuem com conteúdo de qualidade e temas atuais e diversificados. Editor-chefe: Carlos Franco Editora internacional: Yume Ikeda Colaboradores: Marco Hiroschi, Christina Tavares, Rita Almeida, Maria Helena Guimarães, Paulo Thiago, Rodrigo Vidal , Tiago Ribeiro, Eduardo Silva Bernardt, Valdo Santos e Yacy Nunes. Imagens: Francisco Jr., Carlos Monteiro,Stúdio Mar Adentro, Pixabay, Freepick, Canva, grifes, assessorias de imprensa e agências de modelos e de publicidade. Diagramação: Paulo Pereira Diretor comercial: Hugo Lopes E-mail: redacao@luxuryweek.com.br

EDITORA OLYMPIA AVENIDA RONDON PACHECO,2300 SALA 65/ UBERLÂNDIA/MG/CEP 38408-404 editoraolympia@editoraolympia.com.br

Voilá. Boa leitura,


4 Foto oficial do site de Dior

CHRISTIAN DIOR, O HOMEM QUE VESTIU AS MULHERES.


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ESTAVA ESCRITO NAS ESTRELAS.

O homem que nasceu em Granville, na Normandia, na costa norte da França, em 21 de janeiro de 1905 estava predestinado ao sucesso. E acreditou na sua estrela para estampar uma história de êxitos que foi parar nas capas mais importantes de revistas, como a americana Time. É a confiança no futuro, o que sempre guiou os passos do estilista até a sua morte no dia 24 de outubro de 1957 na pequena Montecatini Val di Cecina, na italiana região da Toscana. E foi uma estrela que guardou quando tropeçou nela, em artefato de metal, numa rua, um dia de um encontro com Marcel Boussac, o empresário que, no pós-guerra, em 1946, havia se tornado “o rei do algodão” na França. Esta estrela (foto) o guiou e conduziu ao estrelato. Era um sinal. Naquele dia ele ensaiava o que diria a Boussac, ciente de que receberia alguma proposta do homem que, magnata, queria ver o algodão num patamar acima do que se encontrava na época, na linha dos tecidos mais nobres. Boussac então propôs a Dior assumir a direção da Maison Philippe et Gaston, para a qual tinha feito diversos desenhos. Dior hesita e diz que seu desejo é abrir a sua própria casa de alta costura. “O acaso sempre vem ao socorro das pessoas que desejam muito alguma coisa”, escreveria depois. Com o suporte de tecidos e o empenho em conseguir um imóvel, o número 30 da Avenue Montaigne, em Paris, onde está sediada até hoje a grife, Dior apresentou a sua primeira coleção individual no dia 12 de fevereiro de 1947, A sua estrela brilhou com trajes extravagantes, com muito tecido e distantes da tristeza do pós-guerra e da destruição de cidades europeias em reconstrução. Só que tinha um detalhe importante: apesar da quantidade de pano fornecido por Boussac, a coleção valoriza o corpo da mulher que mostra os tornozelos, com os vestidos encorpados, mas um pouco mais altos do que os tradicionais longos e motivos florais que, desde a infância, o encantava. Foi o suficiente para a jornalista de moda Carmen Snow, da prestigiada revista “Harper’s Bazar” classificar a inovação como “New Look”. Então, assim, na estreia. Dior já ganha espaço na mídia e atrai olhares e desejos. A atriz Marlene Dietrich, que assistiu ao primeiro desfile, o “Anjo Azul”, passa, então, a usar as criações de Dior nas telas e nas ruas. Por dez anos, Dior faz sucesso e, logo no início, buscando trazer o perfume das rosas que sua mãe cultivava, lança o perfume Miss Dior e os lírios-do-vale, que sempre amou, transforma no Diorissimo. No que seu coração para de bater, a Maison segue a sua revolução no mundo da moda por meio das mãos de outros estilistas como Yves Saint-Laurent, Marc Bohan, Gianfranco Ferré, John Galliano, Bill Gaytan, Raf Simons até chegarmos a Maria Grazia Chiuri que, desde 2016, mantém Dior na crista do mundo da moda. A estrela do homem que conquistou as capas de revistas do mundo continua brilhando. É uma escola de luxo e bom gosto.

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A BELEZA ESPORTIVA DOS ALPES.

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Uma ode à fuga e à magia das montanhas. É assim que a estilista da Maison Dior, Maria Grazia Chiuri, conceitua a nova coleção “DiorAlps” a qual empresta um lado lúdico, elegante e confortável para que se possa aproveitar o inverno e a neve que é a marca registrada dos Alpes. Os modelos vão para as encostas nevadas em ternos de esqui 'Dior Oblique', tricôs 'Dior Star' - revisitando a estrela da sorte de Dior combinada com a assinatura do estilista realçada por duas listras horizontais jaquetas pós-esqui chiques e algumas peças com estampa de onça para fugir ao padrão e dar maior intensidade ao inverno. A coleção conta ainda com botas de neve Mizza, combinando alta tecnologia, moda e diversão. Um convite para viver a vida com elegância. Divulgação


FOTOS: Divulgação

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FOTOS:Divulgação

A ESTRELA DE DIOR BRILHA NA NEVE


Fotos: Divulgação

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uma viagem de VOLTA À GRÉCIA Dior retornou este ano à Grécia para apresentar a sua coleção “Cruise 2022” assinada por Maria Grazia Chiuri em parceria com a americana Nike. O resultado foi de alto impacto e as peças buscaram, como nos trajes da Grécia antiga, o conforto e o uso do peplo, as túnicas-vestido drapeadas e que foram difundidas antes de Cristo e se espalharam pelo mundo. Só que, na modernidade, Chiuri optou por caimentos mais sensuais e transparentes. Também fez uso de estampas de utilitários gregos, como vasos, emprestando um ar mais contemporâneo aos trajes esportivos como as camisetas. Se Christian Dior (1905-1957) fotografou suas coleções inspiradas nas vestimentas gregas em 1951 tendo como pano de fundo o Partenon, Chiuri decidiu realizar o seu desfile no famoso Panatenaico, o estádio olímpico onde as competições eram realizadas na antiguidade e que também sediou a primeira Olimpíada da Era Moderna. Os trajes mostram a atualidade e versatilidade de cortes antigos com os modernos tecidos, calçados e acessórios que levam a assinatura de Dior.


10 Reprodução do YouTube

o eterno glamour das estrelas

Divulgação

Marlene Dietrich (1901-1992) foi a primeira grande estrela de uma constelação cinematográfica que usou as criações de Christian Dior. Esta atriz e cantora alemã arrebatou as telas no filme “O Anjo Azul”, de Josef von Sternberg, o que lhe valeu um contrato em Hollywood, pela Paramount Pictures, participando de Marrocos (1930), O Expresso de Xangai (1932) e Desejo (1936). Na Segunda Mundial, por dar abrigo e ajudar imigrantes que fugiam do nazismo de Adolf Hitler, teve o seu desempenho em favor da humanidade reconhecido nos Estados Unidos, França, Bélgica e Israel. Em 1947, já famosa, presenciou o primeiro desfile de Dior e passou a usar, nas telas e nas ruas, as suas criações, o que ajudou a difundir a arte do estilista. A bela Rita Hayworth (1918-1987) foi outra que encomendou uma série de vestidos a Dior em lista na qual também figuravam a eterna princesa de Mônaco e musa de Alfred Hitchcock, Grace Kelly (1929-1982) e Olivia de Havilland (19162020). Depois da morte de Christian Dior, suas criações e seu estilo continuaram a sustentar a casa de alta costura que criou e, em 1961, Elizabeth Taylor (19322011) ao ganhar o Oscar de Melhor Atriz por BUtterfield 8 subiu ao palco trajando uma criação de Dior. Outras estrelas, como Nicole Kidman, Charlize Theron, Jennifer Lawrence e Natalie Portman têm exibido ao longo dos anos todo o glamour com o qual o estilista vestiu as mulheres.


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O suave PERFUME da esperança

Flor preferida de Christian Dior (1905-1957), o lírio-do-vale deu origem, por simulação, ao perfume que foi o favorito da eterna princesa britânica Diana: o Diorissimo. Planta que floresce na primavera do Hemisfério Norte e da Ásia, preferencialmente nos vales, é altamente tóxica, tem um aroma suave e marcante e carrega o nome botânico de Convallaria majalis, a sua flor é conhecida também como mugué, muguet, muguete-do-vale e círio de Nossa Senhora. Encantado com sua beleza e aroma, Christian Dior, em parceria com o perfumista Edmond Roudnitska, criou em 1956 o Diorissimo. Este perfume simula o aroma do lírio-dovale. Dior, desde então, tem feito pouquíssima propaganda em torno do produto, hoje um clássico da perfumaria mundial, mantendo a sua luxuosa exclusividade. Diorissimo é a perfeita tradução do aroma da flor associada à esperança e, é claro, à paz que todos desejamos. Em tempos sombrios como os que vivemos, marcados pela pandemia Covid-19, a esperança por novos tempos nos move. Fica, assim, o desejo nesta virada de 2021 para 2022 que os lírios-do-vale nos tragam, de fato, esperança e esse aroma suave de vida em harmonia com a natureza, hoje também tão maltratada, especialmente no Brasil dos últimos três sombrios anos.


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