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ANO ZERO nº2

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2023-2024

“O LABORATÓRIO DAS PALAVRAS” Elvira Fernandes BULLYING DESTROI VIDAS Joana Tomás SOMOS ARTE Luana Gomes ALEM DAS PALAVRAS Alice Nair Santos PAULA OLIVEIRA (professora) Isabel Dias A URGÊNCIA DE SER Inês Mendes


RAFAEL GOMES 12ºI


Editorial

O início de um ano letivo representa sempre um momento de intensa atividade, em que a comunidade educativa se prepara para embarcar num novo ciclo. As sessões de boas-vindas que realizámos tiveram como propósito apresentar e reforçar os valores fundamentais que norteiam o Agrupamento de Escolas de Lousada, pois queremos continuar a fomentar um ambiente de respeito, de aprendizagem e de colaboração, e de fortalecer os laços que nos unem enquanto elementos da mesma comunidade escolar. Reconhecemos a importância da participação ativa dos alunos, dos pais, do pessoal docente e não docente, nas diversas estruturas do Agrupamento e acreditamos que o sucesso de cada um é uma conquista coletiva. Este novo ano letivo começou, também, com a atribuição de várias distinções, entre elas, a Certificação “Escola Sem Bullying|Escola Sem Violência”, o reconhecimento do Projeto “Eco-Escolas”, o “Selo Escola Saudável” e o “Selo de Escola eTwinning”. Estes projetos refletem bem o nosso compromisso, firme e consistente, com a promoção de um ambiente escolar saudável, seguro, inclusivo e sustentável, quer para o ensino e a aprendizagem, quer para o trabalho, e com o desenvolvimento de competências para participar e interagir num mundo global. Neste contexto, gostaríamos de elogiar a “Revista Ano Zero” que está a conquistar o seu espaço. Este projeto constitui-se como uma expressão de partilha, troca de opiniões e ideias, e de cultura. O entusiasmo demonstrado na sua concretização reflete o compromisso com a promoção do conhecimento e da expressão criativa. Estamos entusiasmados por continuar a trilhar um caminho de excelência, oferecendo aos nossos alunos um ambiente propício à aprendizagem, ao respeito mútuo e à constante inovação, preparando-os não só para os desafios do presente, mas também para aqueles que o futuro lhes reserva. Que a “Revista Ano Zero” continue a inspirar e a enriquecer a nossa comunidade, ao longo deste ano letivo! Filipe Silva DIRETOR DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE LOUSADA


O “Laboratório das palavras” e a leitura

Ler é viajar, sonhar, aprender, viver… Se quiséssemos elencar as vantagens da leitura, a lista seria infindável! Como diz a professora Emília Ferreira, “A ler, descobrimos tantos mundos em nós e aprendemos a ser um pouquinho mais dos outros, sem perdermos a nossa identidade!”. Por isso, com o intuito de levar os nossos alunos a desenvolver o gosto pela leitura e pela escrita, foi criado o projeto Laboratório das Palavras, no ano letivo de 2022/2023. No âmbito deste projeto, inicialmente, promovemos a leitura de textos de escritores que são também professores da nossa escola. Deste modo, os alunos foram desafiados a ler e comentar, no Fórum de Leitores, excertos da obra Contradições da Vida de um Poeta, da professora Emília Ferreira e eis algumas impressões de leitura: “Fiquei surpresa com o excerto da obra da professora Emília Ferreira. Posso dizer que, realmente, fiquei presa nas palavras do excerto e com vontade de ler mais. As constantes metáforas, as referências ao rio Tejo, ao poeta e as críticas impactaram, sem sombra de dúvida. As críticas tão atuais, tão verdadeiras, são precisas neste mundo, indo desde o marketing até ao capitalismo […].” (Ana Cunha) “Enquanto lia os excertos da obra Contradições da Vida de um Poeta, fiquei bastante emocionada e com vontade de ler mais. O narrador não só exprime a falta de tempo que as pessoas têm para ler, como também critica, pois hoje já não leem tanto como outrora liam. Os tempos mudaram e os interesses das pessoas também. Nunca é demais realçar que a escrita pode ser um refúgio como era para "o poeta", uma companheira que nos ouve e não nos julga à qual podemos dizer tudo o que quisermos sem sermos criticados. Por último, mas não menos importante, ler faz-nos bem e, como a professora Emília diz, "é dos sonhos que vamos construindo a nossa vida" e a leitura faz-nos sonhar.” (Rafaela Silva) Do professor Paulo César, os alunos leram o conto "Rato Mickey vai ao hipermercado", da obra Lobo Mau Ataca a República dos Três Porquinhos, e foram vários os comentários deixados pelos alunos, entre os quais: “[…] Acaba por não ser um texto óbvio, que se percebe à primeira leitura. É necessário refletir bastante sobre ele, de modo a compreendê-lo melhor, tanto quanto à sua intencionalidade como quanto à importante crítica inerente. A intenção de realçar a diversidade da língua portuguesa, com as suas diferentes palavras e significados, acaba por ser bastante relevante para a construção da crítica à xenofobia, que, infelizmente, continua muito presente na nossa sociedade. Quanto ao título, confesso que fiquei intrigado... […]” (Carlos Daniel Sousa) “Confesso que a interpretação das ideias apresentadas neste conto não foi, para mim, fácil. Porém, o exercício cognitivo que implicou, em grande parte, devido ao elevado número de jogos de palavras, foi, também, bastante interessante. No meu ponto de vista, o conto pode ser dividido em duas partes lógicas. Na primeira, é elaborado um possível cenário de convivência entre algumas das imensas palavras que compõem os dicionários da língua portuguesa. […]. Na segunda parte, usufruindo desta conexão de nomes, o narrador, ao enumerar as punições que aplicara ao "casal Xenofobia", que não gostava de outras palavras para além das gregas e que desprezava o Banzé, a Alcatra, o Banquete, o Bife e a Pastilha, elabora, subjetivamente, uma crítica social, denunciando os inexplicáveis hábitos e comentários xenófobos da população. Termino aqui o meu, já bastante longo, comentário. Boas leituras!” (João Pedro Gonçalves). Foram ainda lidos alguns poemas da obra Morrer na Luz da autoria da professora Conceição Brandão e, a título de exemplo, veja-se a seguinte impressão de leitura: “Gostei, particularmente, do poema “Morrer na Luz”. Repleto de recursos expressivos que, astutamente, embelezam esta composição poética, chamou-me a atenção. […] É, de facto, um poema muito bonito que representa o efeito que o amor pode ter em alguém, neste caso levando o poeta a ter dificuldade em expressar-se através dos versos. […] O “eu” poético diz ter procurado por todos os cantos aquilo que o inspirou, mas que não consegue encontrar, na minha opinião, devido a este alguém que o sujeito poético encontrou e que invadiu a sua mente, não lhe permitindo pensar em mais nada a não ser nele e deixando todos os outros pensamentos a "morrer na luz". Um belo e sonoro poema para os que gostam de escrever e ler poesia e cujos pensamentos se encontram invadidos pela sombra de alguém.” (Gabriela Magalhães)


Para o presente ano letivo, as propostas de leitura serão feitas pelos próprios alunos, membros ativos deste Projeto. Para já, aqui ficam algumas sugestões de alunos para alunos: - Charlotte Brontë, Jane Eyre “É inútil dizer que os seres humanos devem satisfazer-se com a tranquilidade - eles precisam de ação e, se não a encontrarem, criá-la-ão por si sós”. (Alice, 12.ºH) - Charlotte Brontë, Shirley “A demonstração da autocompaixão e independência desta personagem inspira qualquer um que lê esta obra; como diz Shirley, ‘um ser humano é livre, com uma vontade independente’”. (Diana, 10.ºH) - Karl Marx, Sobre o Suicídio “Este livro mudou a forma como observo a sociedade e as relações humanas”. (Elliot Ferreira, 12.ºH) - Mia Couto, A Confissão da Leoa “É uma obra que apresenta, sobretudo, o grito de liberdade das mulheres”. (Rafaela, 12.ºH) - Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray “A complexidade das personagens é o ponto forte desta obra e motivo mais do que suficiente para a ler. O autor presenteia o leitor com diversas reflexões sobre a sociedade inglesa do século XIX, particularmente a sobrevalorização da aparência e consequente futilidade e hipocrisia da mesma”. (Matilde, 12.ºH) - Stephen Chbosky, As vantagens de Ser Invisível “Uma representação crua, mas tocante da adolescência”. (Gabriela, 12.ºH) - Torey Hayden, Os Filhos do Afeto “É um livro marcante e interessante”. (Marta, 12.ºH)

Professora Elvira Fernandes


Bullying destrói vidas Por Joana Tomás E se te dissesse que o bullying pode realmente destruir vidas?! Várias pessoas ignoram este tema achando que não é algo relevante, mas a verdade é que é um assunto terrível e muito delicado.

Todos sabemos que o bullying pode ser físico (agressões, como pontapés, murros, etc.) ou, até mesmo, psicológico (julgando ou criticando o aspeto de alguém ou a sua personalidade, acabando por baixar a sua autoestima). Este é um problema que todos deveríamos evitar!! Hoje, iremos reportar uma história relacionada com este tema. Numa escola, na região de Évora, um caso foi reportado: um rapaz chamado Miguel falou sobre a sua própria experiência. Este rapaz sentia-se constantemente perturbado, mesmo quando estava em casa, devido a três outros rapazes da sua escola. Estes empurravam-no para o chão vezes sem conta, atiravam-lhe a comida para o chão e para o lixo e gozavam com ele “a toda a hora”. Estes comportamentos fizeram com que Miguel se sentisse constantemente triste. “Mal falava comigo, o que me fazia sentir horrível, pois eu via o quão triste ele estava”, divulgou a sua mãe. Certo dia, os rapazes atiraram os cadernos de Miguel ao chão, “Não aguentei mais, tive de o empurrar”, conta-nos Miguel. Os três rapazes correram atrás dele até à casa de banho, onde Miguel ficou encurralado. Estavam prestes a lutar, quando o seu professor entrou e impediu o conflito. Este professor entrou graças a uma menina que via constantemente aquilo a acontecer e tomou iniciativa de pedir ajuda. Os meninos foram castigados e, a partir desse dia, começaram a chamar Miguel para brincar. “Sinto-me muito melhor agora”, concluiu Miguel. Todos devemos ter a atitude de pedir ajuda para evitar este tipo de situações. Todos temos direito a ser respeitados! (Reportagem elaborada a partir de um vídeo.) Joana Rita de Melo Tomás; n.º8; 8.ºA


Oficina de cinema de animação A turma 6ºB da Escola Professor Marnoco e Sousa (E. B. Lousada Centro) participou na Oficina de Cinema de Animação realizada pelo Comendador Abi Feijó da Casa Museu de Vilar, com o patrocínio da Câmara Municipal de Lousada. Tudo começou no 2º Período com uma exposição na Biblioteca da escola onde os alunos puderam observar vários trabalhos realizados por outras escolas no âmbito desta oficina em anos anteriores e, no dia 9 de janeiro, o próprio Abi Feijó deslocou-se ao auditório da nossa escola para apresentar o seu trabalho a todos os alunos de 6º ano. Na manhã do dia 8 de março, os alunos do 6.ºB visitaram a Casa Museu de Vilar onde Abi Feijó nos abriu o portão e a porta principal acompanhado da sua assistente Iolanda que nos fotografou durante a visita. O museu, dedicado ao tema “Imagens em movimento”, mostra-nos uma perspetiva histórica da criação do cinema e, em particular, do cinema de animação. Aí observámos vários objetos relacionados com a animação incluindo taumatrópios e flipbooks. Vimos também desenhos dos filmes feitos pelo Abi Feijó e a sua companheira, Regina Pessoa, apresentações de alguns desses filmes, as diferentes técnicas e materiais utilizados entre muitos outros objetos que despertaram o nosso interesse e nos motivaram para a criação do nosso próprio filme de animação. Antes da preparação do filme de animação, na disciplina de Português, selecionámos o tema e escrevemos o texto que seria a nossa história, criámos os diálogos e, em Educação Visual, fizemos esboços do cenário e das personagens para o filme. Até que finalmente chegou o dia de tudo começar a ser trabalhado: 22 de maio de 2023. Inicialmente, Abi Feijó, escreveu resumidamente a nossa história com algumas imagens - o storyboard - com as nossas ideias do cenário, das personagens, dos diálogos e da música. Nesse momento, a Ana escreveu um texto em verso que resume a mensagem que pretendíamos transmitir. Nesta Oficina, nas aulas de Educação Visual e Educação Tecnológica, construímos todo o cenário e personagens com a reutilização de materiais: cartão, tecidos, botões, sisal, etc. e o Abi Feijó ensinou-nos, entre muitas outras coisas, as técnicas de articulação e movimentação das personagens e dos respetivos olhos e bocas necessárias para a montagem e sequência das cenas do filme. Cada um de nós contribuiu para a animação dos movimentos das personagens, construindo-se assim o filme de animação. Paralelamente, com a professora de Formação Musical, criámos e ensaiámos a banda sonora e, com a professora de Inglês, fizemos a tradução do texto. Depois das imagens estarem prontas, passámos à gravação do som que ocorreu na última sessão. A apresentação do filme teve lugar no dia 29 de junho, no auditório da Escola Secundária de Lousada onde tivemos a oportunidade de ver os filmes das outras escolas do concelho. Foi uma grande experiência e uma oportunidade única!

Ana, Mariana, Guilherme 6ºB


No ano letivo transato, vários alunos do Agrupamento de Escolas de Lousada participaram no Canguru Matemático. Dois destes participantes ficaram muito bem classificados a nível nacional e, por este motivo, tiveram direito a um prémio enviado pela Comissão Organizadora do Canguru Matemático. Os felizes contemplados foram: - Raquel Belarmino Mesquita na Categoria Benjamim - Pedro de Oliveira Rocha na Categoria Júnior. Parabéns a estes dois alunos que tão bem nos representaram a nível nacional.

Departamento de Matemática

DUAS NOVAS PARCERIAS PARA CIDADANIA E DESENVOLVIMENTO No domínio da Cidadania e Desenvolvimento do Agrupamento de Escolas de Lousada, no ano transato foram estabelecidas duas novas parcerias: uma com a Rede de Escolas da Amnistia Internacional e outra com a Associação Juvenil “Tudo Vai Melhorar” (It Gets Better Portugal). Rede de Escolas da Amnistia Internacional

A REAI reúne um conjunto de escolas e outros espaços educativos ou associativos que querem aprender mais sobre direitos humanos e mobilizar as pessoas para agir na sua promoção e defesa. Integrada no trabalho de educação para os direitos humanos da Amnistia Internacional, a Rede convida as suas entidades a agirem de formas concretas sobre situações de violações de direitos humanos, além de promover um maior conhecimento sobre estes direitos. Os membros da Rede recebem regularmente propostas de atividades AI para trabalharem com os seus públicos. Uma das atividades a desenvolver no futuro imediato (novembro e dezembro) será a participação na Maratona de Cartas para promover o respeito pelos direitos humanos. A Maratona de Cartas é o maior evento de direitos humanos organizado pela Amnistia Internacional. Nos últimos meses de cada ano, e com especial ênfase no mês de dezembro, são mobilizadas milhões de pessoas em todo o mundo para que atuem em defesa de pessoas e comunidades em risco. Os casos selecionados são previamente investigados, monitorizados e acompanhados pela Amnistia Internacional. Após a sua divulgação, milhões de pessoas aceitam fazer frente à injustiça e contribuir para um mundo mais justo: assinam petições, escrevem cartas, organizam eventos e juntam-se ao movimento. A Associação Juvenil “Tudo Vai Melhorar” ( It Gets Better Portugal)

A Associação juvenil “Tudo Vai Melhorar” (“It Gets Better” Portugal) – uma ONG que propõese a assegurar o projeto Arco-Íris ao Cubo, financiado pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, está assente em três pilares: (i) uma campanha digital de prevenção e combate ao bullying LGBTQIfóbico de um ponto de vista interseccional; (ii) um projeto de formação e capacitação de pessoal docente e não-docente para o conhecimento sobre a diversidade sexual e de género e a prevenção e combate ao bullying LGBTQIfóbico; (iii) uma mentoria que resulte na promoção de redes de apoio entre pares com efeito multiplicador entre pessoas LGBTQI+ e pessoas aliadas nas escolas. Para tal, haverá lugar à articulação com diferentes stakeholders, enquadrando cada fase do projeto em termos de espaço temporal, recursos e outcomes. Esta parceria foi estabelecida com o agrupamento e com o CFAE Sousa Nascente no final do ano letivo passado, estando prevista a realização de formações de curta duração para professores e funcionários já no decorrer do ano letivo de 2023-2024.

Filipa Pinto (Coordenadora de Cidadania e Desenvolvimento do AEL)


Projeto eTwinning Going to the Sustainable Future Em Cidadania e Desenvolvimento, os alunos do 7.º B participaram num projeto eTwinning sobre o futuro sustentável. Alunos e professores de Portugal, da Turquia, da Roménia e de Itália interagiram no sentido de promover a consciência ambiental, através dos temas da poluição, da reciclagem e de datas comemorativas. Neste projeto foram dinamizadas tarefas multifacetadas, otimizando as tecnologias de informação e comunicação. Os alunos elaboraram trabalhos referentes à comemoração do Dia Mundial das Zonas Húmidas (a 2 de fevereiro) e do Dia Mundial da Água (a 22 de março). O Programa BioEscola dinamizou atividades nas aulas que interligaram a educação artística e ecológica. A turma foi incentivada a refletir sobre a problemática da poluição e as medidas que pode implementar para um futuro sustentável, o que culminou na partilha de fotografias e de mensagens criativas, nas quais se expressaram sugestões/opiniões. Como agentes de mudança, os alunos recolheram tampinhas de garrafas na comunidade escolar, divulgando a redução, a reciclagem e a reutilização do plástico. Criaram trabalhos, com o plástico recolhido, que integraram a Exposição referente ao Dia Mundial do Meio Ambiente (a 5 de junho) e que foram desconstruídos para reciclar. O produto final das escolas parceiras consistiu na realização do filme comum, We have a message to the world. Este projeto procurou disseminar a consciência ambiental em prol de um futuro sustentável.

“Liga-te à vida!” No âmbito do projeto da disciplina de Psicologia B, sendo esta lecionada pela professora Graça Lopes, foi-nos proposta a realização de um projeto com o intuito de tratar de um assunto atual e preocupante. Em grupo, decidimos salientar a repercussão do mau uso das tecnologias nas crianças e no seu desenvolvimento. Atualmente, os principais meios de entretenimento das crianças passam pelo uso dos disposi�vos móveis, de forma constante e pouco monitorizada. Deste modo, pretendemos que o nosso projeto seja um bom contributo para que a taxa de u�lização da tecnologia em idade tenra diminua, pois segundo estudos um em cada três u�lizadores da internet é uma criança. O nosso projeto foca-se em duas vertentes: a primeira relaciona-se com a curiosidade de saber como a tecnologia afetará o futuro e a segunda consiste na tenta�va de sensibilização da comunidade juvenil. O público-alvo desta inicia�va são as crianças na faixa etária entre os 8 e 9 anos, pois acreditamos que é nestas idades que o assunto deve ser mais abordado. Até agora já realizamos algumas a�vidades, como jogos didá�cos, workshop de leitura e arte, workshop de culinária, a�vidades ao ar livre, a�vidade de conhecimento interpessoal e caça aos ovos. Estas a�vidades foram desenvolvidas com os alunos do 3º ano da Escola Básica de Cristelos.


Somos Arte Criatividade, essa palavra mágica, essencial e primordial no processo de aprendizagem da vida de um individuo. É através dela que as crianças começam a construir a sua identidade, criam o seu futuro, sem receio de sonhar alto, pois os pequenos, não têm medo de sonhar loucamente, de criar formidavelmente sem pensar duas vezes, de inventar nos seus pequenos grandes cérebros as mais peculiares criações, como histórias completas de soldados, mães, professoras, astronautas, advogadas e pintores com apenas a imaginação de um pequeno grande ser humano. Depois crescemos e enclausuramos em nós a espontaneidade, genialidade e curiosidade da criança que fomos considerando que somos e pensamos como adultos e devemos agir segundo os estereótipos definidos pela sociedade à qual pertencemos e, dessa forma, criamos mais cuidadosamente, sempre com a preocupação de “não sair da caixa” pois, nesta fase da vida, é estritamente importante “não sair da caixa”. Ah, afortunados os que têm a coragem de “sair da caixa”! quem sai da caixa é, possivelmente, mais feliz! O facto de terem “uma caixa” só para eles, única, individual e exclusiva, dá-lhes a possibilidade de a decorar com todas as cores que as suas cabecinhas, agora grandes, em todo o sentido da palavra, podem pensar. Todas as nossas construções, conhecimentos, vivências e sonhos que guardamos em nós ao longo do processo de crescimento, transbordam de nós em várias formas: uns começam a pintar, e guardam, outros escrevem, e guardam. Guardam todos tanto que quando passamos de pequenos para grandes, explodimos todo o que armazenamos através da imaginação e criação. Somos livres! temos “uma caixa” só nossa ou talvez só uma gaveta de vidro, muito frágil, extremamente frágil, uma vez que agora podemos ver as gavetas dos outros, tudo é transparente, o mundo já não tem um pano a cobrir a verdade, ela está ali e quase que conseguimos senti-la nos nossos dedos. Agora, mais crescidos, sentimos a verdade no fundo da nossa barriga em forma de uma dor angustiante. E no final, descobrimos que nós somos a verdadeira criação e tudo fica ali, parado à nossa frente, a arte da vida, tão bela, tão hedionda, mas tão maravilhosa. Somos arte, arte é criação, arte é tudo. Luana Gomes 11ºJ

Luana Gomes 11ºJ


No dia 9 de maio, a turma S-4 da EB/JI de Boavista Silvares foi à EB2/3 explorar o tema “Circuitos elétricos” com o professor Sérgio Fialho. A turma ficou maravilhada com as atividades que o docente preparou. Ela pôde manipular materiais da Ciência Viva com muita sabedoria! Aprender a fazer circuitos elétricos no 1º Ciclo é importante! É, sobretudo, uma forma de desenvolver o pensamento lógico e o pensamento matemático das crianças. Ao construir um circuito elétrico simples, os alunos precisam conectar os fios e componentes, identificar as polaridades e entender a relação entre tensão, corrente e resistência elétrica. Além disso, aprender a fazer circuitos elétricos pode despertar o interesse das crianças pela ciência e pela tecnologia, incentivando-as a explorar e experimentar novas ideias. Compreender como a eletricidade funciona e como é possível controlá-la para realizar tarefas específicas. O conhecimento sobre circuitos elétricos é cada vez mais relevante na sociedade atual, já que a eletricidade está presente em praticamente todos os aspectos da nossa vida, desde a iluminação e aquecimento das nossas casas até a tecnologia dos smartphones e computadores que usamos diariamente. Compreender os conceitos básicos de eletricidade e circuitos pode ajudar as crianças a tornarem-se consumidores mais conscientes e críticos em relação aos produtos e serviços elétricos que utilizam. Foi uma atividade prática, de metodologia ativa, muito enriquecedora e divertida que permitiu aos meus alunos desenvolver competências, habilidades, pensamento crítico, solução de problemas, comunicação e colaboração. Agradeço fortemente ao professor Sérgio pelo carinho com que nos recebeu e pelas atividades desafiantes que apresentou, permitindo aos meus alunos adquirir conhecimentos sólidos sobre circuitos elétricos! Muito obrigada!!


Simulação “Vulcão” No dia 11 de maio, a professora Ana Ferreira, da área de Biologia, veio à EB/JI de Boavista Silvares realizar uma atividade de metodologia ativa sobre a “Simulação de um vulcão” com as turmas do 2º ano e 4º ano. Os alunos seguiram o protocolo que a professora criou para o efeito, colocando os materiais nas medidas recomendadas e viram o resultado espetacular. Foi muito interessante, enriquecedor e divertido! Fazer simulação de vulcão na escola é uma forma de introduzir as crianças ao estudo da geologia. Através desta atividade, as crianças puderam aprender sobre a formação e erupção dos vulcões, bem como as consequências de uma erupção vulcânica na natureza e nas comunidades humanas. Esta aula de metodologia ativa ajudou os nossos alunos a desenvolver a curiosidade científica e o interesse pelas ciências naturais. Ela foi também muito importante e eficaz no desenvolvimento de conceitos científicos complexos! Obrigada, professora Ana Ferreira!!

No dia 27 de abril, a turma S-4 foi visitar o Museu de Geologia da escola secundária numa atividade concertada com o professor da área, António Alberto. Este docente preparou uma turma do 8ºano para dinamizar a visita, envolvendo todos os alunos numa atividade prática de metodologia ativa, ajudando os alunos a desenvolver habilidades de pensamento crítico, solução de problemas, comunicação e colaboração. A turma S-4 teve o privilégio de aprender mais sobre a história da Terra, uma vez que pôde ver a olho nu os exemplos de rochas em exposição, observar ao microscópio, tocar, experimentar, verificar o comportamento de alguns minerais na presença de um ácido, etc. É uma sorte termos um museu de geologia no nosso agrupamento, podendo este oferecer uma fascinante história do nosso planeta, desde a sua formação até aos nossos dias. Os meus alunos tiveram uma oportunidade única para aprender sobre a evolução da vida e das paisagens, e como os processos geológicos moldaram a Terra ao longo de milhões de anos. Não posso deixar de agradecer ao professor António Alberto e aos seus pupilos o carinho com que nos ajudaram a crescer um pouco mais em conhecimento sólido sobre o nosso Planeta. Muito Obrigada!!

Desporto Escolar - GOLFE No dia 5 de junho, decorreu a última prova da competição de Desporto Escolar de Golfe, realizada no Campo de Golfe do Aqueduto em Paredes. Nesta prova participaram apenas os 6 melhores classificados de cada escola, tendo em conta os resultados obtidos nas provas anteriores, com o objetivo de apurar os Campeões deste ano letivo, para os níveis 1 e 2 (N1 e N2). Participaram nesta prova 9 escolas e um total de 50 alunos em cada nível. Os nossos alunos apresentaram boas prestações, com destaque especial para o 1º lugar da Lohanne Silva do 11ºD, em N1. Por último e como avaliação final, para além dos resultados obtidos, quero realçar o excelente comportamento de todos os alunos que participaram nas várias provas do quadro competitivo, condizente com o exigido para a modalidade, e com uma representação exemplar e digna da nossa escola. Parabéns a todos! Professor Daniel Pacheco


No dia 27 de abril, a turma S-4 foi visitar o Museu de Geologia da escola secundária numa atividade concertada com o professor da área, António Alberto. Este docente preparou uma turma do 8ºano para dinamizar a visita, envolvendo todos os alunos numa atividade prática de metodologia ativa, ajudando os alunos a desenvolver habilidades de pensamento crítico, solução de problemas, comunicação e colaboração. A turma S-4 teve o privilégio de aprender mais sobre a história da Terra, uma vez que pôde ver a olho nu os exemplos de rochas em exposição, observar ao microscópio, tocar, experimentar, verificar o comportamento de alguns minerais na presença de um ácido, etc. É uma sorte termos um museu de geologia no nosso agrupamento, podendo este oferecer uma fascinante história do nosso planeta, desde a sua formação até aos nossos dias. Os meus alunos tiveram uma oportunidade única para aprender sobre a evolução da vida e das paisagens, e como os processos geológicos moldaram a Terra ao longo de milhões de anos. Não posso deixar de agradecer ao professor António Alberto e aos seus pupilos o carinho com que nos ajudaram a crescer um pouco mais em conhecimento sólido sobre o nosso Planeta. Muito Obrigada!!

VISITA A TULLE Os alunos número dois, Carolina Martins Carneiro, número três, Cláudia Isabel da Silva Magalhães, número seis, Manuel Henrique Ribeiro Neto e número onze, Pedro Miguel Nunes Ferreira da turma 12º CP estiveram presentes, a convite da Câmara de Lousada, na “ Biennale Européenne D’Histoire Locale” que decorreu em Tulle, entre treze e quinze de outubro, tendo sido acompanhados pela DT e por uma delegação da Câmara. Nas diferentes atividades em que estiveram envolvidos nomeadamente na receção aos convidados e na confeção de um prato português para os visitantes da Bienal, os alunos manifestaram muito empenho e profissionalismo, tendo o seu trabalho sido extremamente reconhecido pelos franceses que nos acolheram. No regresso a Lousada, os alunos foram unânimes em considerar esta experiência muito enriquecedora e gratificante. Toda a equipa, delegação da Câmara, Diretora de Turma e alunos, viveram dias intensos que, certamente, perdurarão nas suas memórias.


Inteiramente eu Como me posso descrever, Assim com este meu parecer, Um ser tão belo e perfeito, Que também carrega defeito. Magra, uns olhos azuis brilhantes, cristalinos e profundos como o mar, Que brincam com o clima em virtude de sua cor, Que qualquer um consegue conquistar; Um ser que também carrega amor, Sou Um ser enamorado pelo seu esplendor. Carão bicudo, nariguda, Cabelos longos, castanhos e brilhantes, Boca arredondada parecida com o coração, Pele amaciada semelhante ao algodão, Pezinho delicado tamanho trinta e quatro, Coroados: pezinhos de princesa. Amaldiçoado é o meu feitio, Teimosa, respondona, faladora, Dona da razão sempre e se alguém ousar contrariar, O diabo terá de enfrentar.

Difícil é compreender tudo o que me leva a ser, Ainda que no interior tenha muito a dizer. É comum ouvir, que doces olhos verdes que simpatia de ser, Curiosa e com vontade de aprender. Não muito faladora, Gosto de ouvir quem tem algo a dizer. Inteligente, pois, sou observadora, Prestar atenção ao mundo não me fará perder.

Pessoas com muito para contar Apesar da bela aparência que a mulher forte que sou apresenta, Levam-me para dentro das suas histórias. Não sou só beleza, mas também um poço de bipolaridade, Tento sempre me esforçar, Difícil de compreender, porém, prazeroso de conhecer. Privilegio as minhas vitórias. 10ºB Sou simples na confusão das minhas vontades, Mas complexa nas ideias que me assolam, Teimosa ao defender as verdades, Abraço sem medos os sonhos que me tomam. 10ºH

Sempre que me olho ao espelho vejo um ser dividido Ah! Que doce engano vivia jocosa Sem saber o quão rápido crescia, Vida bela e luminosa sentia Sem a adolescência pavorosa. Porém, chegou a hora de deixar, penosa, O doce lar para onde ia Onde os passarinhos a chilrear ouvia E poucos carros via na terra formosa. Entrei na escuridão Onde cada um dentro da sua prisão vive Sem harmonia no coração. Para me alegrar trago a recordação De todos os momentos, inclusive Aqueles que passei nas noites de verão. 10ºE

Autorretrato – proposta de escrita criativa nas turmas da professora de Português, Anabela Peixoto, 10ºB, 10ºE e 10ºH.


A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lousada (AHBVL) é uma instituição de voluntariado, fundada em 1926, que tem por missão principal prestar um serviço de socorro eficiente e eficaz a toda a população do concelho de Lousada. No âmbito da campanha de marketing, tradicionalmente levada a cabo na época natalícia, é habitual oferecer calendários da AHBVL. Neste âmbito, foi solicitada a colaboração das turmas de Artes do Agrupamento de Escolas de Lousada, que honrosamente acederam, desde o primeiro instante, ao nosso apelo. Neste seguimento, foi com muito orgulho que recebemos dezenas de propostas de trabalhos. Nesta nossa tarefa, o difícil foi selecionar os que seguiriam para impressão. Salientamos que foram escolhidas quatro propostas finais, nomeadamente as de Mariana Moreira, Joana Moreira, Tânia Martins e Rafael Gomes. Contudo, fica o compromisso de organizar uma exposição com todos os trabalhos rececionados, durante o mês de dezembro. A arte possui inúmeras variantes, já que é uma forma de expressão criativa, diversa diversificada e estética de ideias e emoções. Através dela, é possível ligar os seres humanos a causas. Com base nesta premissa, pedimos a colaboração dos jovens e apelamos à sua criatividade. Não sendo duas áreas que, à partida, pareçam estar ligados – ARTE/Bombeiros – foi possível, através dos trabalhos recebidos, perceber que a arte trouxe uma forma especial de homenagear os profissionais, representando a coragem e dedicação destas pessoas. Agradecemos publicamente a colaboração e parabenizamos todos os envolvidos, e apresentamos um especial agradecimento à Prof. Lúcia Oliveira e ao Prof. Luís Melo. A Direção da AHBVL


Além das palavras

Sinto o meu coração encher-se de angústia ao segurar a caneta e olhar para o livro à minha frente. É um volume pesado, mergulhado em tinta quase tão negra quanto a profundeza do mar, talvez até mais. Levei onze primaveras para escrevê-lo, e agora sigo para a última. Enquanto folheio as páginas, observo o amadurecimento da caligrafia. Um sorriso surge em mim quando leio a frase "Quando for crescida...". Recordo-me de sonhar com mundo, de ver astros. Hoje, sonho com os meus primeiros passos. É uma antítese curiosa: quero crescer quando sou pequena e mingar quando sou grande. Começo a escrever, questionando a mim mesma sobre tudo e nada. Encaro as próximas páginas com dúvida e receio. Divago brevemente, desviando o olhar para as flores ao meu redor. Admiro as pétalas delicadas, tão suaves como seda, antes de voltar ao livro. Escrevo mais meia dúzia de palavras, mas elas já me parecem vazias. Olho para o relógio no meu pulso e percebo que perdi a noção do tempo, talvez devido às inúmeras revisões ou à preocupação excessiva com as correções. Nem sequer posso riscar as páginas... De repente, o vento dança e levanto o olhar novamente. Que lugar gracioso! Perco-me, por um breve momento, com o velhinho que alimenta algumas pombas com pedaços do seu pão e sinto em mim a vontade de lhe falar. No entanto, devo continuar a escrever. A minha mente procura palavras: uma é demasiado vaga, a outra não transmite nada, esta não serve, nem sequer soa bem. A ânsia de escrever é quase como uma "coceira". Sinto sede, preciso de beber. Pego na garrafa e noto o banco vazio. Nem pão, nem pombas. Tento focar-me nos meus sentimentos, ouvir o bater do meu coração. Sinto tudo e não sinto nada. Finjo sentir, finjo escrever, finjo existir. O tempo passa, e parece fingir também. Estarei num paradoxo? Não terei eu teimosia suficiente para olhar ao meu redor e admirar estas efémeras flores? Ou conversar com aquele velhinho? Talvez eu tenha perdido demasiado tempo a debater-me com as palavras...

Alice Nair Ferreira Santos 12ºH


Leonor Silva 11ºJ


CONTRIBUTO PARA O JORNAL Alunos do CAA DA ESCOLA BÁSICA DE CRISTELOS Atividades de outono… As estações do ano são sempre um bom motivo para dar asas à imaginação e fazer belos trabalhos! O outono já chegou e os alunos que frequentam o Centro de Apoio à Aprendizagem da Escola Básica de Cristelos (1.º ciclo) já começam a realizar alguns trabalhos alusivos à época. As cores do outono e as folhas espalhadas pelo recreio inspiraram as crianças a elaborar trabalhos incríveis! Uma tarde na cozinha… No dia 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação, os alunos do Centro de Apoio à Aprendizagem da Escola Básica de Cristelos confecionaram uma deliciosa marmelada com os marmelos existentes no marmeleiro da nossa escola. Esta atividade constituiu uma oportunidade para que pudessem experimentar e contactar mais de perto com objetos variados, estimulando o seu desenvolvimento da autonomia através da prática de atividades culinárias. Esta atividade, para além de “saborosa”, foi bastante entusiasmante para todos! As docentes de Educação Especial: Bárbara Figueira e Marília Magalhães

Peça de teatro MEMORIAL DO CONVENTO - “A Voz que damos aos Livros” – 12ºB e D. Interpretar Memorial do Convento (obra de leitura obrigatória no 12º ano) é um desafio poderoso e, nesse sentido, encontrar novas fórmulas para aprofundar e compreender o romance de Saramago, é, por excelência, o motor da transformação de uma obra narrativa em texto dramático. Este é o objetivo do projeto “A Voz que damos aos Livros” – dar esta voz ativa e instigadora a um romance, também ele metafórico e interrogador de um tempo. Efetivamente, é o discurso direto das personagens, a voz de um narrador muito particular que não só narra como comenta, os cenários transfigurados pelo entrelaçamento anacrónico das ações, o humor e a comoção, que aproximam o texto dos alunos, colocando todos atrás de um reposteiro do palácio de D. João V, por vezes, na abegoaria onde Padre Bartolomeu, Baltasar e Blimunda constroem uma passarola que voará ao arrepio de um tempo de absolutismo despótico e de uma inquisição que vai queimando na fogueira a liberdade de pensar. É este olhar comprometido, provocador e interpretativo sobre a obra que a torna mais apelativa, conseguindo, de uma forma única, captar a essência das intenções de Saramago. No dia 6 de maio, no auditório da escola, o 12º B e D, com a participação especial de Dona Sandra (auxiliar da ação educativa da escola), dramatizou os momentos chave do romance de José Saramago, numa interpretação que procurou encontrar uma voz mais moderna, socorrendo-se da subversão e dos anacronismos tão ao gosto deste romancista. A plateia, que encheu por completo o auditório, aplaudiu entusiasticamente a interpretação que dela fizemos. No final, penso que todos compreendemos o sentido último da expressão das «vontades» que serve de espinha dorsal à obra: é a conjugação do sonho, do trabalho, da paixão e da criatividade que permitem VOAR e construir momentos tão enriquecedores na aprendizagem da literatura. Prof. Conceição Brandão


Clube Ciência Viva na Escola: Eco-Via, um percurso de Educação Ambiental e de compreensão do Universo Monitorização da Biodiversidade do Charco O charco da nossa escola foi construído no ano letivo 2017/2018 em colaboração com o Projeto Lousada Charcos do Município de Lousada com o qual mantemos a parceria através do apoio científico prestado pela bióloga Daniela Barbosa. Neste processo estiveram envolvidos 50 alunos, 4 professores, 1 assistente operacional e 2 biólogos. A construção do charco teve como principal objetivo a valorização dos jardins da escola, promovendo a sua biodiversidade através da criação de um espaço de aprendizagem ao ar livre. A utilização do charco para fins pedagógicos iniciou-se no ano letivo 2021/22 e daí em diante temos realizado saídas de campo em diferentes épocas do ano para a concretização dos seguintes objetivos: reconhecer o charco como habitat e zona de reprodução de animais como, anfíbios, répteis e invertebrados, e de alimentação e repouso para aves e mamíferos e desenvolver competências de investigação na área da ecologia através de um trabalho de monitorização da biodiversidade ao longo do ano. Apenas a tabua-larga (Typha latifolia) e a junção (Cyperus eragrostis) colonizaram naturalmente o charco. Com o intuito de proceder à renaturalização e restauro ecológico do charco e das suas margens foram introduzidas várias plantas aquáticas, provenientes dos viveiros da Câmara Municipal de Lousada. Atualmente podemos observar no charco e área circundante, as seguintes plantas: nome comum: hortelã-de-água nome científico: Mentha aquatica nome comum: junco-solto nome científico: Juncus effusus nome comum: lírio-amarelo-dos-pântanos nome científico: Iris pseudacorus nome comum: baldélia nome científico: Baldellia alpestris nome comum: colher-de-água nome científico: Potamogeton natans nome comum: erva-sapa nome científico: Lythrum junceum nome comum: patinha nome científico: Lithrum portula nome comum: nenúfar-anão nome científico: Nymphoides peltata nome comum: nenúfar-branco nome científico: Nymphaea alba Além da introdução de plantas aquáticas procedemos à identificação dos macroinvertebrados que vivem no charco. Na sua captura foram feitos varrimentos, com a duração de 5 minutos, do centro do charco para as extremidades, garantindo-se desta forma a recolha de macroinvertebrados que habitam o charco em diferentes profundidades. As colheitas são colocadas num tabuleiro e depois distribuídas em frascos com lupa para facilitar a sua observação e identificação, recorrendo para o efeito a chaves de identificação. Foram encontradas larvas de libélula, larvas de libelinha, caracóis de água doce, larva de mosquito (quironomídeo – mosquito não picador), larva de efémera e larva de tritão-marmoreado. Ao longo do ano são também realizadas ações de limpeza onde se procede à remoção de folhas que caem das árvores circundantes e ao controle da tabua-larga (Typha latifolia) e da junção (Cyperus eragrostis). Nas saídas de campo os alunos fazem o registo fotográfico com telemóvel e preenchem o Relatório da Saída de Campo. O entusiasmo dos alunos é especialmente evidente quando observam os primeiros voos das libélulas e libelinhas e fotografam as flores amarelas do nenúfar-anão e do lírio-amarelo-dos-pântanos, as flores roxas da hortelã-de-água e da erva-sapa e a flor branca do nenúfar-branco. Atualmente o charco é um espaço pedagógico de excelência! Coordenadora do Clube Ciência Viva: Céu Belarmino Escola Básica Professor Marnoco e Sousa

Feirinha do Halloween

11º CM/CP (Curso profissional Técnico Comercial e de Cozinha e Pastelaria)

Mais um momento de aprendizagem, de reflexão, e de participação que levaram os alunos a enriquecer os saberes das várias disciplinas da componente Técnica e a acrescentar novas experiências no seu percurso formativo.


Erasmus no AEL O Agrupamento de Escolas de Lousada encerrou, com sucesso, o ano letivo repleto de projetos Erasmus que proporcionaram uma experiência enriquecedora e intercultural. O Agrupamento abraçou a oportunidade de receber representantes de instituições de ensino de diversos países, nomeadamente da Roménia e de Espanha. Deu início a novos projetos, no corrente ano letivo, tendo já acolhido alunos e professores de escolas oriundas da Polónia e da Turquia. No âmbito do Programa Erasmus+ KA 120, seguindo as atividades de Job Shadowing, realizadas de 9 a 13 de maio de 2023, 36 alunos, acompanhados pelas docentes Angélica Solano, Cristina Blanco e Francisca Sanchez, da Escola Arroyo Harnina de Almendralejo, na Extremadura-Espanha, foram calorosamente recebidos pelo nosso Agrupamento. Este intercâmbio permitiu-lhes o desenvolvimento de competências linguísticas em Português Língua Estrangeira. Durante a sua estadia, os alunos, orientados pela Equipa Erasmus e pelos Professores Estagiários, participaram em diversas atividades desportivas, culturais e artísticas. Frequentaram aulas de Língua Estrangeira (Espanhol) e Língua Materna (Português), bem como de Biologia e Geologia e Físico-Química, tendo visitado, ainda, o Clube de Robótica. Participaram, também, em atividades no âmbito do projeto "BioEscola”. De 17 a 19 de abril, tivemos o prazer de acolher, em parceria com a “Associação Pátio Bravo” de Lousada, o Coro da Escola "Székely Mikó" de Sf. Gheorghe, Roménia, que, além de contactar com o nosso sistema de ensino, participou em atividades educativas e culturais. Este grupo, composto por 24 alunos e 4 professores, assistiu a algumas aulas de Inglês, Matemática e Música e, em colaboração com o Conservatório de Música do Vale do Sousa, organizou um workshop e apresentou um concerto à comunidade escolar, no dia 19 de abril. De 26 de setembro a 6 de outubro, o Agrupamento recebeu 22 alunos e 4 professores da Escola Brzeg Dolny da Polónia. Este grupo, além de ter realizado uma visita cultural pelas cidades de Vila Nova de Gaia, Porto e Vila do Conde, teve a oportunidade de, no nosso Agrupamento, assistir e participar em várias aulas, atividades desportivas e culturais e de interagir com os nossos alunos. De 17 a 19 de outubro, acolhemos um grupo de 9 professores, oriundos da Turquia, numa atividade de jobshadowing. Esta iniciativa promoveu a troca de conhecimentos e de experiências educativas. Durante estes três dias, os professores puderam interagir com os nossos docentes, partilhando ideias, metodologias e boas práticas pedagógicas. Todas estas atividades são o exemplo de como o Agrupamento de Escolas de Lousada está comprometido em promover a internacionalização e a partilha de conhecimentos. Acreditamos que estas experiências beneficiarão tanto os professores como os alunos, contribuindo para uma educação mais abrangente, diversificada e inclusiva. Cremos que estas parcerias continuarão a crescer e a florescer, fortalecendo a nossa identidade como cidadãos europeus. Fiquem atentos: as novidades estão a chegar! NOTA: Podes consultar todos os projetos já concluídos, acompanhar os que estão em desenvolvimento e as propostas de projetos futuros, na página seguinte:


Aos meus alunos do 12º CM Para vocês, meus eternos alunos: Agarrem o mundo! Deixem a vossa marca! Deixem que os vossos sonhos desabrochem num horizonte de esperança!

Manhã de primavera Tempo de despedidas, aconchegos e abraços! e sorrisos que rodopiam… e sonhos que desabrocham num horizonte de esperança.

Tempo de crescer entre a ânsia de ver mais longe e o medo de perder a infância do olhar.

Vislumbrar o mundo que espera segurar na alma instantes felizes prendê-los no tempo esse tempo que corre sem se querer…

28 de abril de 2023, Já!!!

Com muito carinho, um beijo da professora de Português. Alzira Silva "On the 4th October the students from 12H had a different English class. They organised. a Peddy Paper about Portuguese culture for welcoming the Erasmus students. It was a fabulastic intercultural happening where both cultures mingled for sharing experiences and socializing outside the classroom."


O Projeto de Educação para a Saúde, em ar�culação com a Biblioteca Escolar e o Grupo de Ciências Naturais, do Agrupamento Escolas de Lousada (AEL) associou-se à inicia�va Outubro Rosa do Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC). Foram desenvolvidas diversas a�vidades com o obje�vo de ampliar a literacia em saúde e criar uma Onda crescente de consciencialização rela�vamente ao cancro da mama, incen�vando à prevenção e ao diagnós�co precoce desta doença. As a�vidades visaram ainda alertar para a importância de uma alimentação saudável como forma primária de prevenção do cancro, comemorando o Dia Mundial da Alimentação. A�vidades de sensibilização desenvolvidas no AEL: - exposição de trabalhos dos alunos, designadamente de frases que alertam para a importância da alimentação saudável na prevenção do cancro; - par�lha de frutas da época; - construção de um laço “humano” na Escola Básica Professor Marnoco e Sousa, no dia 18 de outubro no intervalo da manhã, com a par�cipação de alunos, pessoal docente e não docente; - recolha de dona�vos para apoio da Liga Portuguesa Contra o Cancro, através da aquisição de merchandising outubro rosa. Mensagens Centrais Se diagnos�cado e tratado precocemente, o cancro da mama tem uma taxa de cura superior a 90%. A prevenção e diagnós�co precoce são fundamentais para o aumento da sobrevivência e manutenção da qualidade de vida da mulher. Há alguns comportamentos que devem ser promovidos, pois são fulcrais na prevenção do cancro da mama: → Alimentação saudável; → A�vidade �sica; → Manutenção de peso saudável; → Auto-avaliação da mama, consultando o médico caso verifique alguma alteração: nódulo, pele espessada, corrimento mamilar; → Rastreio do cancro da mama. A LPCC, em parceria com as ARS, disponibiliza mamografia de rastreio de 2 em 2 anos para o grupo etário entre os 50 e 69 anos. Todos temos um contributo na Prevenção do Cancro da Mama!

N c c a id E S e a q d m o im s "A a o c D q m a h


Dia Europeu do Desporto na Escola 2023

No dia em que a escola se uniu numa comemoração de desporto na escola, a energia contagiante tomou conta de todos. Sob o céu azul e o sol radiante, estudantes de todas as dades reuniram-se para comemorar o Dia Europeu do Desporto na Escola, inserido na Semana Europeia do Desporto 2023. O entusiasmo estava no ar quando os nossos alunos competiram em diversas modalidades que compõem a oferta dos diversos núcleos de desporto escolar do Agrupamento. Foi uma manhã repleta de diversão e aprendizagem, onde os alunos puderam experimentar a mportância da atividade física para uma vida saudável, dando mote ao tema da atividade: Alegria no Desporto". O evento não promoveu apenas a saúde física, mas também fortaleceu os laços entre os estudantes, professores e a comunidade escolar. O Dia Europeu do Desporto na escola foi um consciencializar de que o desporto não é apenas uma atividade, mas uma ferramenta poderosa para construir amizades, promover a saúde e desenvolver habilidades de trabalho em equipa. Grupo de Educação Física


No dia 19 de abril, no âmbito da disciplina de Português, os alunos do 12º ano do Curso Profissional, realizaram uma visita de estudo ao Palácio Nacional de Mafra. À chegada, os alunos foram divididos em três grupos e, então, tiveram o privilégio de fazer uma visita orientada por um guia que lhes proporcionou uma “ viagem” pela história de Portugal, incidindo sobretudo no reinado de D. João V e na história da construção do Convento. Depois do almoço, os alunos deslocaram-se ao Centro Olga Cadaval para aí assistirem à adaptação da obra “ Memorial do Convento” de josé Saramago pela Companhia de Teatro Éter. Tanto alunos como professores, consideraram este dia bastante gratificante, pois, para além de proporcionar momentos aprazíveis de convivio, permitiu aprofundar e solidificar aprendizagens acerca da obra “ Memorial do Convento”. Oa alunos foram acompanhados pelos professores Inês Fernandes, Goreti Oliveira, Pedro Araújo, Alzira Silva, Isabel Santos, Isabel Fachada, Márcia Melo, Tiago Jesus, GonçaloTeixeira e Fernando Barbosa.


«… a paixão por aquilo que fazemos sempre nos moverá e permitirá que sejamos capazes de “levar o barco a bom porto”.»

Prof. Paula Oliveira Paula Oliveira, docente de Educação Especial do nosso Agrupamento, aceitou o convite da revista AnoZero para par�lhar um pouco do seu eclé�co percurso e das suas experiências de ginasta, treinadora, juíza e dirigente despor�va. Apaixonada pela Ginás�ca Ar�s�ca, tem vindo a desenvolver diversas ações promotoras da modalidade, espelhando nelas o resultado de décadas de trabalho em vários clubes e diferentes projetos. AnoZero: - Como chegou à ginás�ca ar�s�ca? Prof. Paula Oliveira: - Comecei a fazer ginás�ca, no Sport Clube do Porto, aos 4 anos de idade, influenciada pela paixão do meu pai pela modalidade. Nessa época, chamava-se Ginás�ca Aplicada, a atualmente denominada Ginás�ca Ar�s�ca, conhecida na gíria por” aquela da Simone Biles”. Desde então, nunca mais deixei de entrar num ginásio. Fui atleta de Ginás�ca Ar�s�ca e, mais tarde, de saltos de minitrampolim, mas contam-se pelos dedos os lugares de pódio que ob�ve. AnoZero: - Com apenas 16 anos, estreou-se como treinadora e aos 18 anos fundou o seu primeiro departamento de ginás�ca, no Estrela e Vigorosa Sport. Durante a sua carreira de treinadora, foi também juíza nacional, função que exerceu durante 32 anos, e internacional durante 6 anos. A maternidade veio impor uma interrupção no exercício destas funções, que implicavam viagens internacionais. Fundou e coordenou cinco dos seis clubes por onde passou e, atualmente, é treinadora e Diretora da Academia de Ginás�ca de Lousada. Hoje, o que mais a apaixona no trabalho que desenvolve? Prof. Paula Oliveira: - O que sempre me apaixonou foi pisar um ginásio para ensinar. Hoje, apesar do percurso contar já com 58 anos de dedicação e do cansaço inerente, o que me mo�va é saber que as minhas ginastas, futuramente, irão aplicar o que aprenderam na ginás�ca, em termos técnicos, e mais do que isso: levam, sobretudo a dimensão humana que construíram, baseada na hones�dade, na cooperação e na amizade e estou certa de que a transmi�rão aos seus filhos. Por isso, quando vejo entrar no ginásio uma menina que me diz que já fui treinadora da sua mãe, sinto-me par�cularmente feliz, sinto que o meu sonho se realizou… AnoZero: - Trabalhar com ex-ginastas, com a própria filha, e testemunhar a evolução dos jovens atletas é, certamente, fonte de grande alegria para si… Num contexto profissional tão gra�ficante, o que poderia afetá-la nega�vamente? O que é que não tolera? Prof. Paula Oliveira: - Não tolero a imper�nência e a falta de educação. Não tolero que não haja cooperação entre os treinadores. AnoZero: - Fazendo uma retrospe�va da sua carreira profissional nesta área, faria alguma coisa de forma diferente? Prof. Paula Oliveira: - Não mudaria nada. A minha paixão por esta modalidade é enorme e sempre me organizei em função dela. Não me arrependo de nada, mesmo dos momentos menos bons, pois com eles tornei-me mais forte e consegui melhorar a minha prestação enquanto ser humano e a minha forma de ver e gerir o mundo gímnico. AnoZero: - Do seu vasto e rico percurso, que momento destacaria como o mais significa�vo? Prof. Paula Oliveira: - Vivi vários momentos inesquecíveis, mas destacaria como o mais marcante o momento em que representamos Portugal, nos Campeonatos da Europa e do Mundo do Special Olimpycs. A felicidade que experimentei nesse dia… é indescri�vel… não consegui conter as lágrimas, quando vi subir ao pódio os meus atletas, foi indiscri�vel… Conquistámos 14 medalhas, na primeira prova, e, lamentável e incompreensivelmente, não foi no�ciado nos media do nosso país… AnoZero: - Como vê o futuro da Ginás�ca Ar�s�ca em Portugal? Prof. Paula Oliveira: - Bem, agora passou-me uma rasteira… pergunta complicada, já que o futuro passa pela união da escola com o treino. Para termos ginás�ca de alta compe�ção é necessário um grande esforço e conjugar as aulas escolares com os treinos. Esta modalidade exige treinos bidiários, com duração mínima de 6 h, 6 vezes por semana. Portugal vai compe�r com ginastas estrangeiras que fazem da ginás�ca o seu modo de vida… são profissionais da ginás�ca. Para além disso, as seleções estrangeiras são escolhidas de entre um universo enorme de ginastas. Penso que seria necessário massificar esta modalidade, conferir-lhe caráter obrigatório desde o ensino pré-escolar. Desta forma, os clubes poderiam fazer uma seriação e melhorar o nível das nossas seleções. AnoZero: - O que lhe dá mais prazer fazer nos tempos livres? Prof. Paula Oliveira: - Tempos livres?! A família, a minha a�vidade de docente e as minhas atuais funções na área da ginás�ca ocupam todos os meus minutos. E, apesar de nem sempre sen�rmos reconhecimento em relação à nossa disponibilidade e dedicação, a paixão por aquilo que fazemos sempre nos moverá e permi�rá que sejamos capazes de “levar o barco a bom porto”. E foi com o enorme sorriso que a caracteriza que a professora Paula Oliveira par�lhou connosco que, se �vesse tempo livre, aproveitá-lo-ia para viajar.

Prof. Isabel Dias


Once upon a time, there was a book, a magical book, created by an ancient god named Odin.

It was created with the purpose of rewarding the Collins family for their remarkable deeds involving healing magic. The book was passed through generations until 1657, when the King of Romania demanded to burn down every witch and their properties. Nonetheless, Eleanor Collins, the witches’ matriarch was able to escape but unfortunately the book was left behind. Eleanor started a new life far away from Romania and witchcraft, but kept telling the story of the book through generations whilst encouraging them to do the same. Over the years no one really cared about the story nor the abilities given by the book, since they thought it was a lie. That was until Rachel Collins, the youngest girl of the family, started questioning her mom, Carol Collins, about a portrait on the wall of their living room. This portrait was a painting of Eleanor, the last witch who ever touched the book. After being told the story of her family, Rachel decided to go on a journey to find the long-lost book. Then, she traveled to a small village in Romania where it supposedly stayed for all these years. After talking with the locals, she found out that there was a historical place which was said to be haunted by the last witch who lived there. As soon as she arrived, Rachel felt a strange sensation guiding her body to a specific location. To her astonishment, the magical book was there. When Rachel opened it, she found images of the previous owners with their respective abilities, then, she turned the page and found her picture with “Time Travelling” written under it. Overwhelmed, not knowing what to do or say, Rachel just closed it and decided to go back home to her family. She tried to forget the book and the sealed destination that it brought within itself since it was so difficult to assimilate that she had a powerful and perhaps life-changing power. Regardless, one day Rachel felt the need to learn more about this magical book and this supposed power of hers. That was because she almost lost her life, and not knowing what the next day would bring, she decided to take advantage of her ability and live life to the fullest, even if it’s not on this timeline. With uncertainty about how her power worked, she grabbed the book and started to look for clues on how to activate her time-traveling ability. Whilst trying to concentrate, she closed her eyes and thought of a happy moment in her childhood and to her surprise, in a matter of seconds and not even being able to notice, she was there. After having some experience with her power, she decided to make good use of it and tried to find ways to help people with it. So, she started working on solving worldwide problems from the past and future, such as hunger, wars, and many other conflicts. She saved many people and prevented many disagreements. Of course, it changed several moments in history, but it was for a greater purpose. Nowadays, Rachel enjoys just sitting on the grass of her backyard, reading about her ancestors, and getting ready for more adventures and life-changing experiences. As Rachel would say: “Enjoy the present, don’t try and change the past or the future because you can’t, but I can.” Alice Santos Ana Ferreira (Elliot) Ana Barbosa Francisca Silva

ALICE SANTOS ELLIOT FERREIRA ANA BARBOSA FRANCISCA SILVA


I 14th February 2013. Aamira and her parents fled their home country, Syria, for Turkey. As they crossed the border, they came head-to-head with the Turkish authorities, who forced them to enter a refugee camp. Since they had nowhere else to live, submitting to those conditions was their only option. The Akcakale refugee camp in Turkey, situated in Sanliurfa, is one of the 15 camps built by the government of Turkey for Syrian families seeking refuge from the conflict in their homeland. Their hopes of a better life rapidly faded when they saw the horrible environment that was expecting them. Hunger prevailed among the refugees; a single tent sheltered many families, and the metal fences kept them inside the camp. In the middle of all that fuss, Aamira lost sight of her parents. Suddenly, two doctors grabbed her and took her away. That was the last day that Aamira saw her parents. The couple of doctors took Aamira home, saving her from the poverty of the Akcakale refugee camp. They explained that they saw her coming among the other refugees and felt pity for her, as she was only a child. They were trying to have a baby and saw Aamira as a possibility to fulfil that dream while saving her life. While they apologised for taking her away from her parents, they were sure they could give her a better life. She couldn’t do anything else but cry her eyes out. Aamira was grateful for the opportunity to live freely and receive a proper education, but she couldn’t take the feeling of missing her parents. She asked if she could ever see her family again. Both doctors said Aamira could wander in the metal fences to keep contact with her family but warned her of the danger of it. She risked getting caught by the Turkish authorities, who wouldn’t think twice about forcing Aamira into the camp. From that moment, she swore that she would study and work hard to free her parents from that camp. Aamira couldn’t dismiss such an opportunity, promising herself to be as kind-hearted as the couple of doctors who saved her. II Time passed by. Aamira grew up, but the longing for her family never passed. Aamira grew up to be a successful diplomat, as she had promised. Aamira studied in the best schools, enrolled in volunteer programmes, gave voice to humanitarian causes, and became the face of the fight for a better life for the refugees. But, for her, all this didn’t truly matter. Her goal in life was still getting her parents back. So, Aamira kept fighting. She went against all the politicians who tried to stop her, against all the people who made her parents and thousands of other refugees live in those conditions. Aamira organised strikes and countless marches that came alive in the Turkish streets. And when her hopes started to fade away, good news came. The Turkish government couldn’t take the strikes and the anger of its people anymore. The guards abandoned their positions at the camp, and the fences came down. Aamira saw and hugged her family for the first time in years. The family was together again, and Aamira felt true happiness for the first time. The end. Written by: João Pedro Vasconcelos, nº8 Matilde Pereira, nº11 Rafaela Cunha, nº13 Inês Ferreira, nº 20 12ºH


A urgência de ser Existe uma busca incessante dentro de todos nós, em ver, em ter, em sentir, em dizer, em fazer. Essa procura por algo insaciável, essa sede, é a urgência de ser, SÓ SER. É urgente aprender e procurar a libertação da ignorância e da futilidade que enche os espaços nos dias de hoje. É urgente ser ativo e manifestar as nossas inquietações interiores, sem medo de julgamentos ou vozes alheias. É necessário viver, e viver não é sinónimo de existir. Viver é ir atrás, lutar sem medo, levar a nossa existência com algum significado agregado e, se um dia a hora de partida chegar, recebê-la com valentia, com plenitude, sabendo que fomos e vivemos! É urgente atingir a liberdade, largar os ecrãs que tanto prendem a nossa alma e sugam o nosso tempo. É urgente dedicar tempo à família e ao lazer sabendo que a existência não se faz de solidão e de notícias sem conteúdo, a existência faz-se de amigos, de bons corações, de sonhos, de alegrias, de vivências e histórias engraçadas para contar aos netos na velhice. É urgente amar, é urgente ter tolerância, é urgente permanecer, é urgente rir, é urgente gritar, é urgente sentir. É urgente SER!

Inês Mendes 12ºI

MARIA MOTA 11ºJ

ANO ZERO Nº2

2023-2024 COORDENAÇÃO DA REVISTA: ALICE CARNEIRO LUIS MELO COLABORADORES: ISABEL DIAS ELVIRA FERNANDES ANABELA PEIXOTO MANUELA SÁ COSTA LUANA GOMES INÊS MENDES ALICE SANTOS ALZIRA SILVA CONEIÇÃO BRANDÃO ANA PAULA MENDES ENTRE MUITOS OUTROS


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ANO ZERO nº2 by Luís Alexandre R. Sampaio Melo - Issuu