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Camaleão 2015 2016 2º periodo final

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marรงo 2016

O Camaleรฃo


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Cor… é raro pensarmos nela e

Editorial

A Cores

no modo como dá “sabor” às

nossas

vidas.

Quem

pensa nela ao olhar o céu, ao sentir a luz do sol? Já imaginaram o vosso dia sem

cor? Como seria? Como viveríamos sem distinguir o amarelo do sol do azul do céu, o verde das árvores, o castanho da terra, o branco das nuvens…? O que seria o nosso dia sem o brilho dos raios de sol? E quando não há sol, apenas o cinzento da chuva e o negro do céu? Como seria encarar o trânsito sem distinguir o vermelho dos semáforos, o branco das passadeiras…? Seria certamente um mundo sem códigos, enfadonho e perigoso. As cores comunicam, suavizam, entristecem ou alertam! A cor pode ser também sinónimo de perigo e é usada como estratégia de defesa, ajudando na camuflagem de alguns seres vivos para assim escaparem ou iludirem os predadores. A Natureza comunica através de uma diversidade de cores! As cores nunca deixam de fazer sentido, ainda que interpretadas de formas diferentes e vistas por olhos distintos! Só o Homem a altera e perturba. Só o Homem a interpreta com maldade. Só o homem a descura e a estraga com o "negro” do lixo, da construção e da poluição que produz. Só o homem acinzenta a diversidade e a riqueza da cor, rotulando e segregando xenofobamente, pelo preconceito, pessoas e ideias... retirando à existência o que ela tem de mais belo: a paleta rica e inigualável da diversidade!.

Sumário Página 2: A cores Página 3: Há química no Amr Página 4: Notícias fresquinhas Página 5: Notícias fresquinhas Página 6: Todos diferentes todos iguais Página 7: Todos diferentes todos iguais Página 8: Orquídeas do Algarve Página 9: A insustentável leveza do ser Página 10: Mitos perdidos no tempo Página 11: Diversão Página 12: A história de Malala

Equipa Técnica Professores Helena Ramos Correia João Paulo Matos

Alunos Beatriz Valente Helena Varela Joana Pinto


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A ciência nas emoções

Há química no Amr? Da emoção à Ciência e os mitos da sala 21 m dos mitos que compõem a História da nossa escola envolve a disciplina mais linda que existe (sim, e todos sabem lá no seu íntimo que tenho razão). Rezam os antepassados, ou melhor, os antigos alunos que já ninguém consegue identificar, que num qualquer dia sombrio algures num tempo já passado, a professora Vera, num acesso de fúria, decidiu, com risco da própria vida, subir para uma mesa com ajuda de uma cadeira e arrancar a Tabela Periódica há quase uma década colada na sala 21. Quem presenciou, já há muito que foi embora, mas os ecos de tão inaudito acontecimento perpetuam até hoje ouvindo-se coisas do género: - “Acho que foi um professor que já não está cá que a arrancou…” - “Será que o Diretor sabe que se anda a destruir o material da escola???!!!!” - “Cá p’ra mim foi a professora Vera, que é a única que teria coragem para fazer uma coisa dessas!” E porque será tudo isto tão importante??? Porque só assim é que quem ainda não chegou ao 9º ano poderia ter uma ideia da importância de tal tabela, que, muito para além das combinações engraçadas ilustradas a seguir, consegue organizar todos os elementos químicos que existem no Universo, desde o mais leve – o hidrogénio – ao mais recente, sintetizado artificialmente – o ununóctio. Legenda: I – iodo; Lu – lutécio ; V – vanádio; U – Urânio; Cu – cobre; Te – telúrio; Eu – európio; Am – amerício; O – oxigénio.

As moléculas e a verdadeira ligação Depois da realidade desconcertante da ausência de uma Tabela Periódica, resta o estudo. O estudo exaustivo que pode levar à compreensão de que nos processos biológicos as moléculas formadas por átomos de vários elementos, ligados entre si, adquirem uma importância tamanha. Veja-se o caso da testosterona – C19H18O. Esta molécula constituída por 19 átomos de carbono, 18 átomos de hidrogénio e 1 átomo de oxigénio é produzida sobretudo pelos homens e tem um papel importante no enamoramento. Outras moléculas, como os estrogénios, a noradrenalina ou a serotonina são também responsáveis por vários fatores físicos e emocionais, que acontecem nos nossos corpos quando nos ligamos emocionalmente ou fisicamente.

A engenharia química e a revolução dos tempos modernos A vulcanização da borracha foi desenvolvida em 1839 por Charles Goodyear – o senhor dos pneus. Não fosse este americano e toda a fase de ligação – agora física e não química - pósenamoramento estaria em risco. É através deste processo que se consegue transformar o látex, presente em muitas espécies vegetais, numa borracha mais forte e com características que fazem com que seja adequada ao fabrico de preservativos. Atualmente existem no mercado outras opções como os preservativos feitos de poliuretano, totalmente sintéticos, que apresentam algumas vantagens em relação aos de látex (ver tabela seguinte). Fonte: wikipedia Preservativos de látex - Pode ser esticado até 800% antes de romper; - Deterioram-se quando estão em contacto com substâncias à base de óleo (ex. lubrificantes não aquosos); - Podem causar alergias; - Baratos.

Preservativos de poliuretanto Espessura inferior aos de látex; Menos elásticos; Conduz melhor o calor; Menos sensível à temperatura e UV (maior prazo de validade); Pode usar-se lubrificante à base de óleo; Causam menos alergias; Caros.


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Exposição sobre os continentes

Durante os meses de janeiro e fevereiro teve lugar na Biblioteca escolar uma exposição sobre os continentes, que consistiu em trabalhos em suporte digital e em maquetes, realizados pelos alunos dos 6ºs e 8ºs anos. Estes trabalhos foram elaborados no âmbito da disciplina de História e Geografia de Portugal e de História. Assim, os alunos construíram maquetes com pirâmides maias, mapas, caravelas e naus, entre outras construções. Procurou-se com estes trabalhos conhecer-se um pouco mais da cultura dos povos desses continentes.

Para celebrar os afetos Mais uma vez com a chegada de fevereiro, veio também o tempo de celebrar o amor e a nossa biblioteca escolar associou-se à disciplina de Espanhol, na comemoração do dia de San Valentín, com a exposição de pos-

No final desta exposição, as alunas Cláudia Martins, Jéssica Sousa, Lara Gonçalves e Lia Lopes, do 8º D, ofereceram o seu trabalho, reproduzindo uma caravela portuguesa, à biblioteca. Muito obrigado!

LCD novinho em folha A Biblioteca escolar adquiriu em fevereiro um LCD, para poder visionar filmes com mais qualidade de imagem e som. Na realidade, a televisão que servia este fim encontrava-se em “fim de vida”, apresentando uma imagem pouco nítida, pequena e um som “rouco” devido à idade. Assim, com dinheiro disponibilizado pela Rede de Bibliotecas Escolares, destinado à compra de equipamentos, conseguimos que os alunos agora não larguem os sofás e vejam continuamente filmes durante os intervalos e horas livres.

tais e cartas elaborados pelos alunos e subordinados ao tema

“Mi pareja ideal”.

Comunidades da Pré-História A biblioteca escolar proporcionou, por estes dias, uma exposição temporária sobre as “Comunidades da Pré-História” em que pudemos observar como cada aluno do 5º e 7º ano se esmerou a fazer, no âmbito das disciplinas de História e de História e Geografia de Portugal, belíssimos trabalhos, realizados individualmente ou em grupo, onde retratam a vida das comunidades naquela época.


Estão a chegar…

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Provérbios sem Passaporte Numa atividade em parceria entre a disciplina de Francês e a Biblioteca Escolar, surgiu este “pequeno” passaporte de provérbios/ expressões franceses e o seu equivalente em português. O resultado final será apresentado na Semana da Leitura que se avizinha e, como exemplo, deixamos este desafio:

Mieux vaut prévenir que guérir

Consegues descobrir como se diz em Portugal?

Fomos ao Teatro assistir à peça

O silêncio de Sara. No dia 16 de fevereiro, as turmas do 7º ano descocaram-se ao Teatro Lethes, para assistir à peça de teatro “O silêncio de Sara”. Esta peça (texto baseado num livro homónimo de Sarah Preston) com direção artística de Luís Vicente, é um monólogo baseado no testemunho pessoal de uma jovem, a qual foi vítima de abusos e violações no início da sua adolescência . A vítima, depois de quatro anos de abusos, encontrou finalmente coragem para dizer “Não!”. Esta vivência, contada na primeira pessoa, é um testemunho pessoal do sofrimento, mas também da força de cada um de nós nas piores situações. Sara, depois de tanto sofrimento, finalmente recupera a adolescência perdida, melhor, roubada. No final da peça houve lugar a perguntas e respostas sobre o tema em questão. Os nossos alunos mostraram muito interesse pela temática e não se fizeram rogados, colocando diversas questões. Boa iniciativa!


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A humanidade é uma múltipla e complexa diversidade. Essa complexidade é a essência e a riqueza da vida neste planeta, que se manifesta nas diferenças de género, raça, cultura, língua, religião, orientação sexual, de gerações, de maneiras de pensar e de sentir. É a aceitação desta diferença que nos torna seres capazes de viver em comum. Sem essa aceitação tornamos inviável a vida na Terra, pois esta tem na sua base a diversidade.

Igualdade de género Para que este conceito seja pleno e efetivo, é preciso que cada um de nós seja livre nas suas opções, independentemente do papel atribuído a homens e mulheres e que essa escolhas e opções sejam igualmente valorizados, seja eu homem ou mulher. Esta ideia da valorização do homem, em detrimento da mulher já se verificava na Grécia antiga e durante muitos séculos pensava-se que as mulheres nunca iriam conseguir atingir o nível de inteligência característico do sexo masculino. Durante a Revolução Francesa, a máxima era: “igualdade, liberdade e fraternidade”. Com isto em mente, as mulheres aspiraram à igualdade, mas foi “sol de pouca dura”. Acabada a revolução, voltaram ao seu lugar subalterno e a ser consideradas menos capazes que os homens. Durante o século vinte este papel foi sendo, progressivamente, mais visível e considerado. Se historicamente a m u l h e r desempenhava papéis relacionados com a educação dos filhos e com a manutenção do lar, Muitos famosos participaram a partir de numa campanha contra o premeados deste conceito e a homofobia. século a mulher trabalha fora de casa, estuda e tem, de igual modo, um papel ativo na política. Mas ainda não chegámos, infelizmente, a uma situação ideal e já estamos no século XXI. Na realidade, as mulheres ainda estão em minoria na chefia de cargos e, em muitos trabalhos, a sua remuneração é inferior à dos homens! Há que mudar!

Orientação sexual: um tabu secular Quando se fala sobre a adolescência, é impossível não falar sobre sexualidade. É na adolescência que as hormonas, o corpo e a cabeça viajam nesta mudança a uma velocidade vertiginosa, sendo impossível passar por cima deste assunto. No entanto, a adolescência não se restringe às mudanças corporais, sendo uma fase da vida em que o adolescente define a sua postura sexual, social, familiar. Sexo, ou assuntos relacionados com este, são temas imensamente frequentes entre adolescentes. A orientação sexual também o é. Assim, em termos muito claros, esclareçamos: Podemos definir a identidade de género como o sentimento de ser do género feminino (mulher) ou do género masculino (homem), independentemente da anatomia e expressão de género como os comportamentos, forma de vestir, forma de apresentação, aspeto físico, gostos e atitudes. Podemos ainda definir a orientação sexual como o que cada pessoa pensa e sente sobre si própria e sobre a sua afetividade e sexualidade. Assim, uma pessoa é considerada: - heterossexual, se se sente sobretudo atraída por pessoas de género diferente; - homossexual, se se sente sobretudo atraída por pessoas do mesmo género - bissexual, se se sente atraída por pessoas de ambos os géneros. A homossexualidade e a bissexualidade são somente outras variantes da sexualidade humana, tal como é a heterossexualidade. Normalmente durante a adolescência há a consciencialização de que se é homossexual ou bissexual. A definição dessa identidade é contudo, muitas


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vezes dura e feita na solidão. Enquanto muitas pessoas descobrem essa identidade na adolescência, outras só descobrem a sua orientação sexual quando chegam à idade adulta. Nesse processo, a discriminação e os estereótipos associados à homossexualidade e bissexualidade percecionados ou assumidos ainda são muito fortes na nossa sociedade. Assim, há quem aceite e assuma com alguma facilidade, mas há muitas outras que negam ou escondem a sua verdadeira orientação sexual. Citando a Associação para o Planeamento da família “É importante não sentir pressão na definição da própria orientação sexual. É um processo que leva o seu tempo. Aquilo que uma pessoa sentir que verdadeiramente é, é o que está certo

Choque de gerações Quando falamos de “choque de gerações” temos facilmente a ideia de que as novas gerações estão a viver um tempo de total rutura com aquele que os pais vivenciaram. Diz-se muitas vezes que os mais velhos não entendem os jovens de hoje e que os jovens acham que os mais velhos não conseguem acompanhar os tempos modernos e que por isso não os conseguem também acompanhar e entender. Nada de novo! Sempre foi assim ao longo da história da humanidade! Bem, é verdade, mas essa diferença está agora potenciada pela rapidíssima evolução tecnológica, pelas exigências laborais, que impedem um maior acompanhamento na educação dos filhos e pela nova estrutura familiar, diferente, muitas vezes da antiga. Os jovens de hoje questionam mais e procuram fazer valer mais as suas vontades. Em muitas famílias há, também, a inércia dos pais, para evitar problemas, acompanhada da falta de limites que se impõem na educação. Tudo isto dá um “cocktail” explosivo. Os jovens educados sem limites, valores, princípios são avessos a qualquer adversidade que lhes apareça, contrária às suas vontades (que sempre foram satisfeitas!).

A falta de autoridade só pode acarretar conflitos entre pais e filhos e comprometer a personalidade dos futuros adultos. Se preciso fosse, para constatar como essa falta de autoridade se faz sentir no quotidiano e nas mais diversas situações, bastaria ir a muitas escolas e observar muitos comportamentos de alunos e a vã tentativa de professores em lecionar as matérias. Em síntese, os valores e a consistência da sua aplicação na educação dos jovens é condição “sine qua non” na formação dos futuros adultos

Desigualdades sociais Este problema existe em todos os continentes. Há, no entanto, lugares em que é mais evidente, como por exemplo em África ou, ainda, no subcontinente indiano, entre outras. Mas as desigualdades sociais estão bem presentes, também, no nosso dia a dia, bem visíveis nos empregos, nos transportes, nas ruas da nossa cidade, na escola. Esta deve-se a fatores como a má distribuição da riqueza, a falta de investimento nas áreas sociais, a falta de oportunidades iguais e ainda a corrupção. Como consequências, temos a pobreza, a miséria, a fome, o desemprego, as diferentes classes sociais, a marginalização, o aumento de índices de violência e criminalidade. Na União Europeia, o país que apresenta maior desigualdade social é Portugal. Citando o secretário geral das Nações Unidas, a propósito da desigualdade: “Precisamos de soluções para as crises económicas e sociais que possam beneficiar todos”, disse. E acrescentou ser necessária “Uma abordagem inclusiva ao desenvolvimento sustentável; maiores esforços para erradicar a pobreza extrema e a fome; mais investimento na saúde, na educação, na proteção social e em trabalhos decentes – especialmente para os jovens”. A escola pode ser o primeiro e principal veículo para acabar com este problema. É com a igual oportunidade de formação que as diferenças sociais se podem esbater. Por isso, a escola deve ser vista como uma oportunidade e não uma chatice. Aproveitemos!


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Ecologia

Orquídeas do Algarve As delicadas orquídeas selvagens do Algarve florescem e deixam-se admirar por quem escolher passear e observar a natureza no início da Primavera. As orquídeas são um tesouro frágil e precioso. A sua existência pressupõe um delicado equilíbrio ecológico e muitas delas não suportam ser colhidas. Como uma preciosidade, as orquídeas selvagens são para ser admiradas como parte integrante da paisagem, onde devem permanecer intocáveis, para que no próximo ano possam florir e no futuro continuem a existir. Um dos locais mais belos para se descobrirem várias espécies de orquídeas é o Sítio das Fontes, em Estômbar, próximo de Lagoa. Aí será fácil encontrar a “flor do enforcado”, uma das espécies algarvias mais bonitas, ou uma outra que em tudo se assemelha a um inseto, atraindo, assim, os verdadeiros bichos que lhes facilitam a polinização. O acesso ao castelo de Paderne, em Albufeira, que se inicia junto a um açude de moinho, é mais um dos sítios onde vale a pena procurá-las. Já mais perto de Loulé, a caminho do Sítio de Benémola, integrado nos Sítios Húmidos classificados pela Rede Natura, nas margens da Ribeira da Malvana, por entre freixos e canaviais, também existem orquídeas. Um pouco mais selvagem, mas compensando o isolamento com uma paisagem ímpar, o Sítio da Rocha da Pena é outro esconderijo destas flores.

Projeto Erasmus + Escritor vem à Escola...

José Sequeira Gonçalves No passado dia 25 de fevereiro, os alunos do 8º ano assistiram a uma palestra sobre a intervenção de Portugal na 1ª Guerra Mundial, uma iniciativa desenvolvida no âmbito do Projeto Erasmus+. O historiador algarvio, José Sequeira Gonçalves, deslocou-se à nossa escola para falar das suas obras e em particular do livro A Cruz de Portugal e da pesquisa que realizou para escrever a obra. Entre outros aspetos, focou a falta de preparação do Corpo Expedicionário Português, uma vez que só teve três meses de treino e as armas utilizadas nessa altura, que nem correspondiam às que iriam depois utilizar em França. A falta de informação em relação às razões que levaram Portugal a intervir na Primeira Guerra Mundial, a pobreza e a falta de imaginação dos cartazes apelando ao alistamento dos soldados, a pouca adequação do vestuário utilizado pelos nossos soldados nas trincheiras (como é exemplo as botas não inadequadas ao tempo de chuva) foram outros aspetos revelados. O escritor explicou ainda a razão pela qual não há muita informação disponível sobre as condições de vida dos nossos soldados nas trincheiras, o que se deve ao facto da sua correspondência ser censurada, razão pela qual pouca chegava. Muitas vezes, tinham que arranjar estratagemas para que as notícias fossem fidedignas e chegassem aos seus entes queridos, por exemplo afirmando o contrário do que estavam a vivenciar. Uma aula diferente e apreciada pelos alunos que se envolveram no tema e aproveitaram a sua presença para colocar algumas questões.


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Ver a cor no cinzento

A inalcançável leveza de ser… (melhor)! A felicidade não é algo que se possa comprar em forma de embrulho ou cartuxo de pipocas em papel pardo. Ninguém se embrulha em felicidade e se entrega engalanado em mãos e em forma de presente celestial. Nenhum ser vai encontrá-la, por acaso, no bolso ou até em qualquer servidor ou rede social. Ninguém nasce predestinado ou banhado em felicidade. A felicidade é resultado do conjunto das experiências e aprendizagens que formataram o ser, se traduziram nas suas ações, pensamentos, palavras e escolhas. Quando todos estes pontos se mapeiam em harmonia, real e leve, conseguimos ser apenas e totalmente felizes. Um conceito bastante simples, mas discutível. Funciona e é experienciado quando nos dedicarmos a trabalhá-lo em nós mesmos, mas isso não quer dizer que a felicidade seja difícil, complicada ou inalcançável. Significa apenas que é preciso dedicação, vontade e força interna para preservá-la. A vida nunca será perfeita, mas pode ser boa, leve ... prazenteira. 1 ) Procurando um lugar no mundo Encontrar o seu lugar no mundo significa sermos nós próprios, fazer o que gostamos, estarmos onde nos sentimos completos e felizes. Para isso, precisamos arriscar, experienciar, aprender coisas diferentes, conhecer lugares e pessoas... e recomeçar várias vezes. Não existe um prazo para encontrarmos o nosso lugar e a única forma é procurar todas as oportunidades e possibilidades que surgirem e não se permitir desistir. 2 ) Aceitar diferenças Pais, irmãos, vizinhos, amigos, ou seja, todos aqueles com quem convivemos nunca serão completamente iguais e exatamente da forma que gostaríamos que fossem. Também erram, são teimosos e, muitas vezes, não pensam da mesma forma que nós. Conviver é complicado, exige esforço e aceitar. 3 ) O desapego O apego limita, é como uma corda invisível que prende e não nos deixa fazer muitas coisas que gostaríamos. Quanto maior a quantidade de apegos, mais cordas nos seguram. Precisar de muitos bens materiais amarra-nos e impede-nos de ir aonde não é possível ter tudo, perde-se assim a chance de conhecer as infinitas possibilidades e belezas de felicidade plena. 4 ) Aproveitar a vida ( sozinho... porque não?! ) Não o tempo todo, claro. Ter relacionamentos saudáveis, conversar e dividir afetos é essencial para a felicidade, mas o esforço para aprender a ser também feliz sozinho vale a pena e não é difícil. O importante é prestar atenção ao momento, desfrutar da atividade, da paisagem ou, simplesmente, do silêncio e do facto de estar ali.


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MITOLOGIA GREGA Tântalo O que tornou Tântalo célebre na mitologia foi o castigo que sofreu nos Infernos. Convidado pelos deuses para a sua mesa, Tântalo teria revelado aos homens os segredos divinos que se tinham falado livremente na sua presença. A sua punição ficou memorável. Estava colocado nos Infernos sob uma pedra enorme, sempre em risco de cair, mas permanecia eternamente em equilíbrio. Dizia-se que o seu suplício consistia numa fome e numa sede eternas: mergulhado na água até ao pescoço, não podia beber, porque o líquido fugia sempre que ele tentava mergulhar nele a boca; um ramo pendia sobre a sua cabeça, mas, se levantava o braço, o ramo erguia-se e ficava fora do seu alcance. Por isso, a expressão “suplício de tântalo” é usada para designar a condição de alguém que usualmente se vê condenado a abandonar o que está ao seu alcance, mesmo quando isso está prestes a ser alcançado ou concluído. Texto de Mariana Barão e Joana Pinto

Dédalo e Ícaro Dédalo era um construtor e um escultor muito competente de Atenas, que caiu em desgraça por ter assassinado Talo. Acolhido com amizade pelo rei Minos de Creta, Dédalo refugiou-se com o filho Ícaro, na Ática. Foi incumbido de construir um labirinto para guardar o terrível Minotauro, filho da Rainha Pasifae, mulher de Minos, e de um touro. Minotauro era portanto um monstro, metade homem e metade touro, que se alimentava de carne humana. O labirinto era tão perfeito que até Dédalo teve dificuldade em sair dele. O rei Minos, como castigo pelo facto dos Atenienses lhe terem matado o filho Androgeu, tomou a cidade de Atenas e impôs um tributo anual de sete rapazes e sete raparigas para alimentar o Minotauro. Ao fim do terceiro tributo, Teseu, filho do rei de Atenas, ofereceu-se como uma das vítimas, a fim de salvar a sua Pátria do flagelo que os atingia. Ao chegar a Creta, Ariadne, filha do rei Minos, apaixonou-se pelo jovem Teseu e, com a ajuda de Dédalo, deu ao jovem um novelo de fio que guiou o herói para fora do labirinto. Furioso com a traição de Dédalo, o rei Minos mandou-o encerrar, juntamente com o seu filho Ícaro, numa ilha de onde não podiam fugir sem autorização do rei. Dédalo começou então a imaginar uma fuga. Recolheu penas de aves e, unindo-as com cera, construiu asas para si e para o filho. Conseguiram assim voar até uma ilha vizinha, mas Ícaro, entusiasmado com o sucesso da experiência, continuou a voar cada vez mais alto, não dando ouvidos a Dédalo, que de terra o advertia para não voar alto de mais, por causa do sol. Como se aproximou demasiado do sol, este derreteu a cera das asas e Ícaro caiu no mar Egeu, afogando-se para grande desgosto de Dédalo, que mais não pôde fazer do que observar e chorar a morte do filho. A ilha, onde caiu o corpo do jovem Ícaro, recebeu o nome de Icária. http://www.infopedia.pt/$lenda-de-dedalo-e-icaro


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No dia 9 de outubro de 2012, Malala Yousafzai, então com 15 anos, regressava a casa vinda da escola, quando a carrinha onde viajava foi mandada parar e um homem armado disparou três vezes sobre a jovem. Nos últimos anos, Malala - uma voz cada vez mais conhecida em todo o Paquistão por lutar pelo direito à educação de todas as crianças, especialmente das raparigas - tornou-se um alvo para os terroristas islâmicos. Esta é a história, contada na primeira pessoa, da menina que se recusou baixar os braços e deixar que os talibãs lhe ditassem a vida. É também a história do pai que nunca desistiu de a encorajar a seguir os seus sonhos, numa sociedade que dá primazia aos homens e de uma região dilacerada por décadas de conflitos políticos, religiosos e tribais. Um livro que nos leva numa viagem extraordinária e que nos inspira a acreditar no poder das palavras para mudar o mundo. In http://www.fnac.pt/Eu-Malala-Malala-Yousafzai/a732537

Eis um livro importante! Este é um livro que fala de coragem, de determinação, de vontade em mudar mentalidades. Malala não entrega essa tarefa a outros, achando que mudar o mundo e as formas de pensar começa, antes de mais, por ela. Por isso, numa das últimas passagens do livro, ela diz “Sentar numa cadeira, ler os meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu.”, ainda que os talibãs achem que não e que as tradições seculares também lhe neguem esse direito. Malala é uma inspiração, para todos. Ela leva-nos a revalorizar algo tão quotidiano e rotineiro como o direito a estudar, a ser mulher com plenos direitos, a ser livre! A ler, sem dúvida! Viagem ao Mundo da Droga de Charles Duchaussois Editor: Bizâncio

Esta obra, já um clássico, é um relato apaixonante e simultaneamente arrepiante da extrema miséria a que o consumo de drogas pode conduzir. Um sério aviso a todos os que são «espicaçados» pela curiosidade. De Marselha ao Líbano, de Istambul a Bagdad, de Bombaim a Benares. De barco, a pé, de carro, Charles aproxima-se pouco a pouco de Catmandu, oásis do mundo da droga e paraíso dos hippies, num percurso repleto de aventuras, de acidentes e incidentes. Em Beirute, associa-se a traficantes de armas e participa na colheita do haxixe; no Kuwait dirige um bar; no Nepal é, por algum tempo, o «médico» e «cirurgião» dos camponeses dos Himalaias. Um percurso de vida marcado pelo consumo das drogas: o ópio e o haxixe que fazem planar, o flash da heroína e a «viagem» do LSD. Nunca um consumidor foi tão longe e, salvo in extremis, sobreviveu para relatar a infernal viagem ao mundo das drogas.


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Camaleão 2015 2016 2º periodo final by Ricardo Raposo - Issuu