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Dragoes de Real 6

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Nº 6

UM MITO FAZ 20 ANOS DE SPFC

O dia 7 de setembro não foi marcante apenas pela data histórica para o Brasil. É também uma data histórica para toda a nação são-paulina. Em 7 de setembro de 2010, nosso grande capitão Rogério Ceni completou 20 anos vestindo o manto sagrado tricolor. Ceni chegou ao Morumbi em 7 de setembro de 1990 e desde cedo já mostrava sua personalidade diferenciada, jogando nos juniores do Tricolor. Ceni é a personificação da alma são-paulina: é guerreiro, decidido, líder, raçudo e, acima de tudo, ama o SPFC como seu clube de coração. Os rivais dizem que ele é arrogante, mas é apenas inveja por não ter um jogador inteligente como ele. Todos os outros tem goleiros, só nós temos Ceni. Ceni é são-paulino sangue puro, já está cravado na história tricolor como o maior ídolo do SPFC de todos os tempos. Por isso a Dragões da Real lançou até uma camiseta em hopmenagem a ele. FICHA TÉCNICA DE CENI Período: 1990-2010 Estréia no time profissional: 25/06/1993 - Tenerife (Espanha) 1 x 4 São Paulo FC Partidas: 923 Vitórias: 488 Empates: 213 Derrotas: 222 Gols marcados: 90 Capitão por 686 jogos. Títulos pelo SPFC: 1990 - Campeonato Paulista Juvenil 1993 - Copa São Paulo de Futebol Júnior 1993 - Campeonato Paulista de Aspirantes 1993 - Libertadores da América 1993 - Troféu Cidade Santiago de Compostela 1993 - Recopa Sulamericana 1993 - Supercopa Sulamericana

1993 - Mundial Interclubes 1994 - Copa Conmebol 1995 - Copa dos Campeões Mundiais 1996 - Copa dos Campeões Mundiais 1996 - Copa Master da Conmebol 1996 - Copa Cristal (Chile) 1998 - Campeonato Paulista 1999 - Copa Euro-América 1999 - Troféu Cidade de Pachuca (México) 2000 - Campeonato Paulista 2001 - Torneio Rio-São Paulo 2002 - Supercampeonato Paulista 2005 - Campeonato Paulista 2005 - Libertadores da América 2005 - Mundial de Interclubes 2006 - Campeonato Brasileiro 2007 - Campeonato Brasileiro 2008 - Campeonato Brasileiro Ceni também já bateu dois recordes mundiais: é o goleiro que mais fez gols na história (90) e quem mais marcou gols de falta no mundo inteiro (51). Parabéns, Capitão!


SUB-SEDES: A FORÇA DA DRAGÕES O Brasil, meu amigo, é vermelho! O bom de ser são-paulino é que torcemos para um clube verdadeiramente brasileiro, sem “inspiração” em time inglês ou em fascistas italianos amiguinhos de Adolf Hitler. E hoje somos a terceira maior torcida do país, por isso, mais cedo ou mais tarde isso iria se refletir também no crescimento da Dragões da Real. Pois a hora chegou e hoje a Dragões já é uma realidade em termos de grandeza. Nesses três últimos anos, a torcida cresceu de forma espetacular e hoje podemos dizer com orgulho que o maior expoente desse crescimento é justamente o mais precioso patrimônio de uma torcida, além dos associados: as suas sub-sedes. Fazemos sempre questão de ressaltar o trabalho de todas elas que, mesmo com a distância, representam a nossa torcida e o nosso clube de coração em todos os cantos do país. São os guerreiros das sub-sedes que estão sempre viajando ou se encontrando para assistir aos jogos, fazendo projetos sociais e levando o nome da Dragões de uma forma diferente à sociedade. É graças ao trabalho das sub-sedes que a Dragões hoje tem a força que está mostrando. É graças ao trabalho das sub-sedes que hoje somos uma torcida diferenciada e reconhecida em todo

o território nacional. Onde o nosso Tricolor jogar, sempre terá uma sub-sede da Dragões da região para marcar presença. Hoje, o Brasil mudou de cor. O Brasil agora é vermelho! E por isso queremos aqui humildemente prestar a nossa homenagem a todos os guerreiros que levam o nome da Dragões e do SPFC por todo o mundo através das sub-sedes. A diretoria da Dragões da Real faz questão de parabenizar um a um de cada guerreiro, que é tão importante para nós. Independentemente dos bons ou maus resultados do nosso Tricolor, sempre vamos estar apoiando o time, com a força e a garra dos nossos irmãos das sub-sedes. Esses são os verdadeiros são-paulinos, que vão continuar pintando o Brasil de vermelho. No próximo jogo contra a gambazada, no dia 7 de novembro próximo, no Morumbi, vamos fazer a estreia de um bandeirão especialmente confeccionado para homenagear as sub-sedes da Dragões. Nosso eterno MUITO OBRIGADO!


O ASSASSINO CONTINUA SOLTO Eles acham que vamos esquecer. Não, nós não vamos. Vamos continuar levando a faixa ao estádio, vamos continuar indagando as autoridades, vamos continuar exigindo justiça. O assassinato cruel do nosso guerreiro César pela Polícia Militar de Brasília não vai ser esquecido por nós. Nunca! Nilton César de Jesus foi covardemente assassinado por um policial militar em dezembro de 2008, em Brasilia, enquanto se preparava para ver o último jogo do SPFC do Campeonato Brasileiro daquele ano, na capital federal. José Luiz Carvalho Barreto é o nome do assassino, um sargento da PM de Brasília, que continua solto e livre para matar mais pais de família como César. E porque ele está livre? Simples: porque não é filho de apresentadora da TV Globo, não é filho de deputado. É apenas um pai de família comum, assassinado covardemente por quem deveria proteger a população.

COMO TUDO ACONTECEU Naquele dia, a Dragões chegou para o jogo fazendo festa, com todos da caravana que veio da capital paulista muito tranquilos, em clima de alegria, pois o SPFC seria campeão naquele dia. A torcida entrou no estádio, colocou as faixas e esperava pelo jogo. O presidente André Azevedo e o presidente de honra Nilton César de Jesus cuidavam do lado de fora dos últimos preparativos para entrar, estacionando os ônibus, trazendo para dentro do estádio quem ainda fosse da Dragões e estivesse do lado de fora. De repente, um corre-corre do lado de fora, que é absolutamente normal em qualquer jogo de futebol do universo. André e César correram para ver se não havia alguém da Dragões no meio. Não havia. Mas havia um assassino mentalmente descontrolado: José Luiz Carvalho Barreto. O sargento da PM mirou em César e correu atrás dele. Ao perceber a perseguição, César parou, levantou os braços de costas e se rendeu. Não contente com a rendição, o assassino partiu com fúria animalesca e deu uma coronhada violenta que rachou o crânio de César. Para piorar, o incompetente deu a coronhada com a arma destravada, fazendo com que ela também disparasse na cabeça do são-paulino. César ficou alguns dias internado no hospital

de Brasília, mas a violência da coronhada causou uma inevitável perda de massa encefálica e o presidente de honra da torcida, pai de família, veio a falecer. Para surpresa de todos, a PM inicialmente disse que César estava armado e atacou o policial. Um vídeo da TV mostrou a mentira descarada da PM do Distrito Federal. Para proteger o soldado, o laudo médico inicial do neurocirurgião do hospital foi alterado e em vez de morte por causa da coronhada, a versão oficial é que ele morreu por causa do tiro. Como foi “tiro acidental”, o sargento foi solto sem sequer se julgado. E está à solta para matar mais pais de família inocentes. CADÊ A JUSTIÇA? Em 16/10/2009, ficou claro que a justiça não seria feita. A Corregedoria da PM do Distrito Federal (PMDF) decidiu, em julgamento naquele dia, “recomendar” a expulsão do sargento José Luiz Carvalho Barreto da corporação. E só. A platéia era formada basicamente por policiais e advogados. Segundo o corregedor da PMDF, coronel Francisco das Chagas Maia, a sentença não entraria em vigor imediatamente. A expulsão do policial militar só poderá ser autorizada com a homologação do comandante-geral da PMDF, coronel Luiz Sérgio Lacerda, que pode até decidir pelo contrário e mantê-lo no emprego. Após isso, o réu poderá ou não entrar com recurso para recorrer da decisão da primeira instância do processo administrativo. A Corregedoria autuou o sargento pelo crime de lesão corporal grave. Ele foi apenas afastado do serviço nas ruas. Em outras palavras: o assassino continua solto e pronto para matar mais um pai de família. E, enquanto isso, a família não recebeu nenhuma indenização, passa necessidade. A própria Dragões faz campanhas periódicas para arrecadar doações para a família e está sempre ajudando com doações o filho que César deixou, hoje com quatro anos. Mas a Dragões jamais esquece seus guerreiros. César é símbolo da torcida, um dragão imortal que jamais será esquecido. Saudades eternas, querido irmão!


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