Texto: nono ononon Ilustrações: Li Mendes
“No reino dos panos e das linhas” Na trama do fio que fia horizontes
Fortaleza - Ceará -2013
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Copyright © 2013 nonononononono Ilustrador: Li Mendes
Governador Cid Ferreira Gomes Vice-Governador Domingos Gomes de Aguiar Filho Secretária da Educação Maria Izolda Cela de Arruda Coelho Secretário Adjunto Maurício Holanda Maia Coordenadora de Cooperação com os Municípios Márcia Oliveira Cavalcante Campos Orientadora da Célula de Programas e Projetos Estaduais Lucidalva Pereira Bacelar
Coordenação Editorial Kelsen Bravos Preparação de Originais e Revisão Kelsen Bravos Túlio Monteiro Revisão de Prova Marta Maria Braide Lima Kelsen Bravos Projeto e Coordenação Gráfca Daniel Diaz
Conselho Editorial Maria Fabiana Skeff de Paula Miranda Leniza Romero Frota Quinderé Marta Maria Braide Lima Isabel Sofia Mascarenhas de Abreu Ponte Sammya Santos Araújo Vânia Maria Chaves de Castro Antônio Élder Monteiro de Sales Catalogação e Normalização Gabriela Alves Gomes Maria do Carmo Andrade
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) C387b Ceará. Secretaria da Educação. A bela dança da Lua e do Sol/ Flávio Marcelo; ilustrações de Ceci Shiki. – Fortaleza: SEDUC, 2012. (Coleção PAIC Prosa Poesia) 24p.; il. ISBN: 978-85-8171-028-0 1.Literatura infanto-juvenil. I. Título. CDD 028.5 CDU 37+028.1(813.1)
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Era uma vez um reino, hรก muito tempo atrรกs (tempo que nem se mede, porque mora na memรณria!), onde havia uma linda princesa-menina.
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Seu castelo é todinho de rendas, brocados e pedrarias. Bicos, bilros e dedais enfeitam suas torres. Torres altas, onde de lá ela vê o céu, o sertão, a serra e o mar. Mora em algum lugar entre o Norte e o Leste. Que Nortes são Estes? Norte, Este. Ah, sim, NordEste! Ela mora no Nordeste!
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Do alto de sua torre, enxerga, ao longe,caminhos, labirintos bem tramados que a chamam a passear. Tenho amigos em todas as direções... – ela diz. Posso ir a qualquer lugar, porque nunca estarei só. Carrego em mim a linha encarnada do meu coração. Desenrolo esse fo e alinhavo minha estrada de amor e união.
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No jardim onde ela visita as borboletas, um imenso tecido de chita apresenta suas fores gigantes. Chita bonita, colorida, onde de lá também se fazem alguns vestidos da princesa. — Eu prefro a chita azul! – diz Lia, sua amiga cirandeira. — Pois, olhe bem, Lia, cada for tem sua cor e elas enchem nossos dias de beleza e frescor. Todas são belas. Viva a vida furta-cor!
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Em volta do castelo, circulam montanhas estampadas de todos os verdes naturais: verde folha, verde musgo, verde abacate, verde serra. Ah, a serra! A serra que brinca de altos e baixos e que esconde segredos que costuram os pensamentos da menina.
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Do que é feita a teia da aranha? Como ela tece a sua trama? E, se ela tece a sua casa bela, é ela então a primeira tecelã do mundo? Os pássaros, então, que fam seus ninhos, costuram galhos, enrolam meadas a fo para formar suas moradas, eles inspiram os construtores dos castelos? São perguntas que os vagalumes clareiam na cabeça da menina.
Dali daquela serra bonita, desce a princesa uma estrada, olhando o verde da mata, conversando com a plantação. Vê milho, cuscuz e batata, vê macaxeira enterrada, vê banana e vê feijão. Vê chuchu, vê invernada e vai descendo pela estrada, vê boi magro e cansanção. (Já beira a menina o sertão.)
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E então, ela exclama: que linda paisagem! Mesmo seco esse chão.Vejo árvores esgalhadas, mandacaru e torrão; vejo água reservada, no poço, pocinho e poção. Vejo meu amigo Antônio. (Chega a menina ao profundo sertão.) Antônio me dá conselhos, meu amigo Conselheiro: vou resistir no meu chão!
Tem gente que pensa que terra seca não tem nada para dar, mas olhando bem, é da secura da terra que brotam pedras que brilham; porque parece que, quando a chuva não molha a terra, as estrelas se refetem no duro daquele chão. De dia,aquele sol quente esquenta tanto a gente, mas esquenta, também, a sementeque faz brotar do sertão tantas fores e comunhão.
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O sol do sertão esquenta também o café coado no pano bordado de fé e de gratidão. No pano do coador a sertaneja borda seus galhos, seus pássaros e Benjamins e borda também por ali uma linda for amorosa, for, de infnitas forescências, a mais prosa; é a Açucena mimosa, para menina levar na lembrança a doçura daquele ser, de ser o seu ser tão... um ser de puro algodão.
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O rio passeia por entre as pedras, entre pontes e cidades e cruza então avenidas para chegar todo faceiro num lugar que não tem fm. E em seu passeio encantado, com seus olhos a mirar, seguindo os seus nortes e lestes, chega a menina ao mar!
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Olhando aquele oceano,com ondas de sianinhas, com barcos e marezinhas, a menina deu-se conta que se afastou do castelo e o mundo continuou belo, apesar dos pontos e nós. E viu-se agora mocinha com tranças de linhas fnas a arrastar pela areia. Ali a estrela do céu, virou uma estrelado-mar. De longe ela parece ver um Dragão dentro das águas, que bonito, em sua jangada, vai conquistar sua rede, tramada em noites de lua para pescar o seu peixe e sua família alimentar. Era um Dragão do Mar.
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E a princesa agora brinca de achar o fo que fa o horizonte, porque ali ela quer chegar. Com suas agulhas certeiras, vai bordar as suas velas e seguir paro alto-mar, sabendo que o seu fo encarnado que tanto se desenrolou, vai lhe levar por outros mares, mas sempre vai lhe manter costurada ao divino criador.
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Li Mendes Nonoo nonono onononononoon ono no no no ono nono on on ononono no onon ono no on onono no no on onono no on ono no no no ono no no no no on ono nono ono no no no ono no no noo no no on ono no ono no ono no ono no ono no ono no ono noononono nonon ono no on ono no ono no no no ono no no ono nono on ono nono onono no ono noon oon ono no onono on ono nonono ononono ono no no ono no noon ono no ono non o no noono ono no no no ono oonoonononoononono no ono no no onono on ono onno ono nono on ononono no no.