EU, A LÍNGUA PORTUGUESA E A LITERATURA (vários autores)
Portfolio Digital
Quem somos? Acadêmicas do curso de Letras – Português e suas Literaturas – UNEB-UNEAD – UAB - 3º Semestre.
Isnelma Jacqueline Freitas
Isabela
Ligiane
Maria Sônia 3
Tamires
Oirentação
Professora formadora Jusceli
Tutoria Presencial Bruna Gabriela Andrade Queiroz.
de
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“Quando dominamos um gênero textual, não dominamos uma forma linguística e sim uma forma de realizar linguisticamente objetivos específicos em situações sociais particulares.” Marcuschi, 2002b)
SUMÁRIO
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APRESENTAÇÃO O
presente
PORTFÓLIOS
DE
CRIATIVIDADE E REAÇÃO ESCRITA, contém as produções textuais a partir das Memórias e reminiscências: “eu, a Língua Portuguesa e a Literatura”. Procurar reunir os textos das discentes: Isabela Cristina de Souza dos Santos,
Isnelma
Jacqueline
de
Souza
Carneiro
dos
Freitas,
Santos, Ligiane
Guimarães de Oliveira, Maria Sônia Moreira dos Santos Correia e Tamires Costa de Souza. As produções objetivam versar sobre a relação com a Língua Portuguesa e a Literatura, por meio de uma modalidade de expressão artísticas e literária considerando a diversidade gêneros textuais circulantes na sociedade multiletrada tais como: conto, cordel, poesia, relato, nuvem de palavras, dentre outros escolhidos. As produções selecionadas são autorais, expressam o olhar e percepção sobre as experiências de contato com o ensino da Língua Portuguesa.
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História de uma acadêmica em letras
Comecei a estudar a língua portuguesa quando tinha 6 anos de idade. Tenho lembranças da infância de quando a professora mandava eu assimilar as letras com os desenhos. Quando comecei a ler pequenas palavras, minha mãe me levava diariamente para o quintal de casa, sentava comigo embaixo do pé de árvore e tomava a leitura de várias palavrinhas. Na adolescência, me apaixonei pela literatura. Lia de dois a três livros por mês. Hoje, fazendo o curso de letras, já aprendi várias coisas que até então não tinha conhecimento.
O estudo da linguagem permite que possamos nos expressar através da escrita e das palavras de uma forma mais clara. Dominar o código linguístico é fundamental em muitos contextos, tanto para a execução de tarefas rotineiras quanto para um melhor desempenho na vida profissional. A minha paixão e o meu interesse por desvendar todos os mistérios da língua portuguesa só cresce a cada dia. É essa experiência que tento passar diariamente para os meus filhos, todos os dias separo um tempinho para lermos alguma coisa juntos. Por Isabela
Oh, Língua portuguesa!
Ó língua portuguesa! És tão linda e tão contagiante No começo tão complicada, Mas basta começar aprender Que se torna viciante Quanto mais busco, mas quero conhecer Pelo imaginário, aprender
uma
viagem
para
o
A ser, estar ficar ou permanecer Com a nossa língua podemos viajar em suas poesias seus contos, músicos, cordéis e muito mais Experiências com a Língua Portuguesa Quem não tem uma história por trás?!
Apesar de não ter acesso fácil a livros, Gosto muito de ler, Lia, tudo que via. Leio tudo que vejo Ainda com dificuldade na escrita Um passo aqui e outro ali, Vou me virando no manejo A gramática as vezes me deixava desanimada Por achá-la complicada. Mas quando se mergulha nesse oceano de conhecimento Vamos nos apaixonando E se torna muito mais fácil no aperfeiçoamento.
Pelo “Mais Educação” Tive minha experiência com a língua portuguesa. Com turmas de alunos de nove, dez e doze anos O desafio eu tinha que desvendar Ensinar ler e escrever Ajudar essas criaturas um sonho realizar. Da ordem alfabética, A junção de sílabas e construção de frases Foi difícil conduzir Um processo de paciência Que a Experiência Me permitiu contribuir. Por Jacqueline Freitas.
não sabe escrever, vai ter que aprender” Eis a minha motivação “Você
Meu contato com a Língua Portuguesa É uma relação importante Em outros tempos diria: “Começa com a minha entrada na escola.” Visito minha memória São fatos interessantes que saem da cartola. A Língua Portuguesa e a Literatura Está em todo canto, parece uma moldura No contexto histórico que me rodeia, Na relação com o outro, em casa e na rua Na igreja e nas brincadeiras Desde a tenra mamadeiras Mas narrarei o que for relevante
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Cada degrau garimpado Conto um momento aqui e ali Repouso no que será mais interessante. Demandaria de muito espaço e de tempo Para contar com requinte e miudeza Meu contato com a Língua Portuguesa Hei de pensar na escrita de um livro E contar com riqueza Com detalhes e grandeza Dos muitos outros eventos Cada um com seus lamentos Alegrias e tormentos.
A história é cruel, Desnecessária no detalhar Foram anos difíceis E a memória não deseja relembrar, A tristeza invadiria meu coração, Dessa parte não vale a recordação. Afinal sou eu, a Língua Portuguesa e a Literatura As narrativas de uma relação. Começo a navegar pelo mar ginasial Meus dez anos de idade, história legal Quinta série, ditadura militar chegando ao final Além dos fatos que marcaram a História do Brasil Guardo comigo uma triste recordação. De uma coisa tenho certeza Matemática não era bicho-papão,
Porém a pedagogia de uma professora Na disciplina de Redação, Ficou o trauma gravado no meu coração. Guardei a sorte De um dia tudo isso me livrar Ler muito, escrever bem para encantar Mas para isso acontecer Os ensinamentos da “tia” de Português Eu deveria submeter Ela sempre dizia: “Escreve bem, quem muito ler.” Isso nunca havia de esquecer Vida e saúde, Deus haveria de me permitir Para fazer meu pensamento fluir E eu nunca desistir.
Os anos se passaram E no Magistério me formei Essa relação com a Língua Portuguesa É bem mais interessante, isso eu guardei Como fator relevante De Dom Quixote, de Cervantes A Moreninha, Helena e A Mão e a Luva De Dom Casmurro, Quincas Borba e também Quincas Berro D’água Iracema, tantos personagens me apeguei Das leituras para as peças de teatro, eu apresentei Pelos clássicos me apaixonei. E as escolas literárias? Do Trovadorismo ao Modernismo A Literatura começou
Como não lembrar dos períodos do “além mar” Que o “cá” também abarcou? As leituras sobre a semana de Arte Moderna A juventude despertava A modernidade no Brasil se declarava Os “Andrades” e a quebra de paradigmas As atividades da escola, sem enigmas As aulas de Língua Portuguesa Literatura e Gramática No comando de S.O.S a nos ensinar Eis as façanhas da professora Maria do Socorro Um futuro certo eu teria para me vangloriar. Com sua Pedagogia Transmitir conhecimento A qualquer custo em sua metodologia Pensava e agia E os eventos aconteciam
No Magistério quem não a temia!? Vez ou outra cantarolando na sala Outros dias, amarga lecionaria. Se chegássemos atrasados, Ah! Ela não toleraria Teríamos que esperar a próxima aula De fora da sala, no pátio da escola Não tinha no relógio dela, a tal tolerância Ai de quem reclamasse! E ela nem daria importância, A turma também não perdoaria Se o contrário fosse um dia, A sala vazia, ela também encontraria.
Eu, tímida no fundo da sala Meu lugar preferido Mesmo assim não fugia Dos olhares da mestra Dos apontamentos que ela fazia Das leituras, dramatizações e desafios. Tive que engolir a timidez Mantive a altivez Se progresso eu desejasse E sob as honras do Português me fez Ao final da unidade letiva Todos os estudantes na expectativa O prêmio era demonstrado na classificação: Primeiro, segundo e terceiro lugar Uma dessas posições a me contemplar E no futuro uma boa professora me tornar Valeria o esforço e a dedicação.
Todo esse cortejo versado Embora resumido Me faz lembrar do passado “Você não sabe escrever, vai ter que aprender!” Assim que a professora de Redação dizia Na sua concepção um cinco eu valeria Era a média para não haver reprovação. Quando revejo essa fala Muito me enche de emoção Ao perceber a professora De Língua Portuguesa, que me tornei, Mesmo sem graduação “Tapa buraco”, assim era o jargão Pois ninguém queria o Português lecionar Muito menos a tal “Redação” O filme do passado, vinha à tona Ultimo round e o joguei na lona. No decorrer de minha profissão Agarrei oportunidades com unhas e dentes Muita leitura, criatividade e inovação, Não queria ser a professora bicho-papão
Compromisso, estudos e dedicação A primeira graduação foi realizada Não a que eu desejava Mas até chegar o que almejava Longos anos se passaram Parece que o sonho não se realizaria “Será meu Deus que acabarei o meu ciclo sendo ‘tapa-buraco’? Graças a UNEB-UNEAD, a mágica acontecia A oportunidade então surgia E a graduação em Letras – Português e suas Literaturas Eu ingressaria
Terceiro semestre... A relação de amor só aumenta O sonho de outrora, guardado na memória Vem se concretizando Na construção de minha história As chacotas não mais ouvirei Uma exímia professora De Língua Portuguesa, eu serei Recordo com amor, O que as amadas “Janda’s” me diziam: “Você é uma professora de Português, quiçá melhor que as diplomadas”. Eu ria, por considerar apenas um acalanto Hoje tomo posse, dos elogios das amigas Das falas que me aclamam como canto Muitos degraus galgados, Emociono-me e encanto
Olho para o céu e agradeço a Deus Aos meus alunos e alunas Por passar por esse remanso Fizeram parte desse processo Pois se tenho todo esse sucesso Para eles dedico esses singelos versos. Achatando-me ou impulsionando-me, As minhas professoras de Português e Literatura Elevo grandiosos elogios Digno de minha postura Elas com os métodos e técnicas para lecionar Motivaram-se a inovar, a acreditar Embriagando-me de conhecimentos E nesse navegar no mar de tantos eventos Para uma ótima professora eu me tornar. Na intenção de ser este texto um cordel Escrevo-o cantando Mesmo não sendo um menestrel Digo e repito: “A Língua Portuguesa e a Literatura Ainda tem muito o que fazer Na vida desta criatura!” Por Ligiane Guimarães de Oliveira
questão...eis um desafio.
Destra ou canhota? Eis a
Um desafio bem marcante em minha vida foi lidar com a não aceitação dos limites físicos. Ter que conviver com as projeções que gostariam que eu tivesse e fizesse. Os traumas que amarguram e ainda martelam
na
memória.
Sala
de
aula,
professora, colegas e o meu limite. Este ultimo repousava na forma de usar o lápis: mão esquerda, a qual eu tinha facilidade e conduzia
delineando
os
contornos
das
lições. Mas, criança não tem escolhas. Os tempos
de
outrora
enveredavam
pelo
ensino centrado no mestre: “manda quem pode obedece quem tem juízo”. E assim foi minha saga.
Formada cursando
em
Letras
Magistério
e,
hoje
Português
e
suas
Literaturas, na oportunidade de contar esse desafio, o qual me retoma uma história de vida
em
fase
escolar,
cujos
traumas
fincaram-se e amargam na memória. Há 35 anos atrás, aluna de uma escola Municipal, onde tive que enfrentar esse desafio na sala de aula, lidar com uma professora que nada pode contribuir para um sonho: ser uma boa professora. Espelhar-me e nas brincadeiras poder exercer o papel. Eis que o pesadelo não parecia ter. Aliás, começava.
A professora, a qual deveria dar-me zelo e carinho, ensinar-me ler e escrever queria mudar meu modo de ser, de escrever. Sendo canhota, ela não aceitava e assim do ensino, veio as frustrações. Estava no rol metodológico daquela professora que eu tinha de escrever com a mão direita, que a esquerda era errado. Dessa forma, ela pegava na minha mão e o lápis introduzia, dizendo com firmeza: “Deixa de ser burra. Esta é errada. Não se escreve com esta mão.” Aquilo soava como faca dando golpes e tentava de alguma forma dizer que eu só conseguiria se fosse com a esquerda, tudo era mais fácil.
A
professora
insistia
e
perdia
a
paciência. Começava puxa na minha orelha, as bochechas, recriminava e repetia sua indignação. A tristeza tomava conta de meu ser, principalmente porque os colegas riam e para alívio tinha o banheiro, que na hora do recreio escutava meu desabafo no som das Ao final de tudo isso, de toda essa segregação e falta de carinho, o resultado não foi outro: ler e escrever mais uma vez adiado.
Reprovada!
Eis
a
carta
de
condenação. O fato de não aceitar a minha a forma como eu manuseava o lápis ou caneta
me
lançou
para
mares
mais
profundo e na solidão de casa, foi treinando e
ali
o
pouco
que
sabia
fui
aperfeiçoando e concretizando sonhos.
me
Era assim que os momentos de férias eu preenchia. Ler já fazia parte de meu rol, agora restava saber se depois do retorno das aulas teria
novamente
o
contato
com
àquela
professora. Não. Os anos foram passando e outras vieram. Mais alegres e dedicadas, compreensivas e atentas. Assim como as marcas dos desafios ficaram, as boas vieram para ocupar o vazio. E foi nessa visão de professora
paciente,
a
qual
jamais
esquecerei...Auderiva me trouxe o sonho de volta, de professora eu me tornar. Caminhar no contato com a leitura e com a escrita e ser capaz de visualizar no olhar, no ser, na história de cada ser que se faz presente na sala de aula. Por Maria Sônia
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REFERÊNCIAS
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