Skip to main content

Revista Liga-te Nº 9

Page 1

Nยบ 9

MAI 2019

FUTEBOL

TOTAL


EDITORIAL

MELHOR ERA DIFÍCIL!

28

de julho de 2015. Uma data que mudou a minha vida e, estou certo, a do Futebol Profissional em Portugal também. Quatro anos depois, todos nos recordamos da realidade que encontrámos, então, com um modelo de gestão incompatível com as exigências atuais do Futebol, uma modalidade que nos apaixona, que vive de emoções, mas não pode ser apenas isso. Propusemo-nos a ter um Plano Estratégico, e também definir um modelo de equidade e de gerar mais valor para os stakeholders. Não esquecemos a aposta no digital, nas novas tecnologias, tendo como meta a transformação da Liga Portugal numa organização capaz de rentabilizar o espetáculo. A tentação fácil de colocar “concluídos” nesta “check list”, não nos desvia do que ainda há para fazer no Futebol Profissional, agora mais estável e equilibrado financeiramente. A Liga Portu-

www.ligaportugal.pt

gal é hoje uma instituição sem passivo e com capacidade de autossustentabilidade. Esta condição permite-nos olhar para o futuro, com a perspetiva de crescimento além-fronteiras, mas é uma realidade que só fará sentido em estreita cooperação com as Sociedades Desportivas e com a vontade de alcançarem um patamar de maturidade que lhes permita perceber que, juntos, seremos sempre uma marca mais forte, a do Futebol Profissional português. A internacionalização é irreversível na Liga Portugal, mas colocar a marca do Futebol português no mapa, por si só, não é suficiente para o reconhecimento e crescimento sustentado. Temos os melhores jogadores, treinadores e dirigentes do mundo e podem (devem!) ser ainda mais potenciados. Acrescentar-lhes valor e, consequentemente, às marcas do Futebol português só será possível com a entrada em massa e em força em pontos estratégicos e de forma concertada. Chegar até aqui, ao ponto de falar de 3

forma descomplexada de internacionalização, só foi possível porque há quatro anos tivemos aliados que nos ajudaram a alavancar um modelo de negócio sustentado. As importantes colaborações da Federação Portuguesa de Futebol, do Sindicato de Jogadores, da Associação Nacional de Treinadores de Futebol e da APAF ajudaram a tornar a Liga Portugal e o Futebol Profissional no que é hoje. Estagnação é palavra que não existe no vocabulário de quem trabalha nesta casa. É esta a Liga Portugal que, ao fim de quatro anos, e em final de mandato, apresentamos aos nossos clubes. E foi por eles que chegámos a este nível. O futuro será, inevitavelmente, aquilo que os nossos clubes quiserem que seja. O deles e, por consequência, o do Futebol Profissional.

Pedro Proença, Presidente da Liga Portugal.

LIGA-TE Nº9


LIGA-TE EM RESUMO 06/09 JORNADAS ANUAIS

PROPOSTA

CÓDIGO DE ÉTICA PARA A COMUNICAÇÃO NO FUTEBOL PROFISSIONAL

DIA INTENSO DE TRABALHO

Como profissional da Comunicação, você tem a capacidade de influenciar opiniões, comportamentos e afetar vidas. Este poder implica responsabilidades significativas. O presente código serve como um guia destinado a auxiliar na adoção de escolhas consistentes, responsáveis, éticas e legais em todas as comunicações no âmbito do futebol profissional português.

1. HONESTIDADE

6. CONSCIÊNCIA

Os profissionais vinculados a este código devem ser honestos, trazendo respeito e confiança ao cargo que desempenham.

Os profissionais vinculados a este código estão conscientes do impacto que a sua conduta tem na Sociedade Desportiva que representam, bem como na Liga Portugal e na imagem das competições profissionais de futebol e, portanto, devem comportar-se de maneira digna e ética e agir com total credibilidade e integridade em todos os momentos.

2. RESPEITO

Liga Portugal e Sociedades Desportivas apresentaram 26 conclusões, durante as Jornadas Anuais, que tiveram lugar no Estádio do Sport Lisboa e Benfica.

ASSISTA À REPORTAGEM COMPLETA NA LIGA TV

APOIO À DESPROMOÇÃO PARA A LEDMAN LIGAPRO

oficiais até ao segundo período de registo de con-

Seguindo o exemplo dos modelos europeus, relativamente aos apoios financei-

A

tratos, por acordo entre as partes, podendo o atleta atuar na “casa mãe” ou ser

ros para os clubes que são despromovidos, concluiu-se a apresentação de uma

transferido para outro clube e/ou liga, na segunda

proposta de apoio à despromoção para a LigaPro. O principal objetivo passa por

metade da mesma época (Jurídico).

impedir que as obrigações contratuais dos clubes despromovidos a divisões in-

De realçar também a sugestão do Grupo de Marke-

feriores não sejam cumpridas, contando com o apoio da Comissão de Auditoria para verificar os valores em causa e a

ting que, em conjunto com o Grupo de Prevenção e Segurança, quer a criação

elegibilidade das Sociedades Desportivas para os receber, até ao limite previsto.

de um setor sem cadeiras nos estádios, mas com lu-

De referir, ainda, que foram apresentadas mais de 20 alterações regulamen-

gares marcados, sendo este também um tema que

tares, além de mais de 27 alterações legislativas, na sessão que decorreu no

se encontra em apreciação no Parlamento.

Estádio do Sport Lisboa e Benfica, depois de ter acontecido no Estádio do Dragão (2017) e no Estádio Cidade de Coimbra

Por fim, propôs-se a elaboração de um documento na implementação da se-

(2018). Em 2020, as Jornadas Anuais terão lugar no Estádio José de Alvalade.

gurança digital, nas áreas de gestão, formação e

Estádio do Sport Lisboa e Benfica, foram o culminar de

também no encontro anual. Além do Manual de Licenciamento,

CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS

mais um ano de trabalho árduo e de grande compromisso das Sociedades

estas Jornadas Anuais tiveram mais três grandes conclusões, como o lança-

A disponibilização de consumo de bebidas com baixo teor alcoólico nos está-

Desportivas. Entre 17 de setembro de 2018 e 13 de março de 2019, realizaram-

mento do Código de Ética, que serve de guia à Comunicação do Futebol

dios é outro dos objetivos das Sociedades Desportivas e da Liga Portugal, tendo sido

Registe-se que todos os Grupos de Trabalho apresentaram conclusões impor-

consciencialização dos Recursos Humanos (Tecnolo-

-se seis reuniões dos Grupos de trabalho das Competições, Comunicação, Financeiro, Jurídico, Marketing, Pre-

Profissional. Assinado por muitos dos presentes durante as Jornadas Anuais [os primeiros a fazê-lo foram Pedro

apresentada uma proposta de alteração à atual Lei e que está em apreciação no

tantes, como a da profissionalização de todos os agentes desportivos, através de formação (Competições), ou a cria-

gia), ficando a conhecer-se a criação do Grupo de Trabalho da Responsabilidade

venção e Segurança e Tecnologia, e as conclusões foram apresentas neste

Proença e Luís Filipe Vieira, na qualidade de Presidente do clube anfitrião],

Parlamento. Este foi um assunto debatido no Grupo de Prevenção e Segurança,

ção de uma plataforma digital para a centralização do processo de acredita-

Social no próximo ano. O dia acabou com a apre-

encontro da Liga Portugal e Sociedades Desportivas, com vários parceiros.

num sinal público de compromisso de boas práticas, o mesmo é composto

onde foi idealizada a estratégia de intervenção para alteração legislativa. Com esta medida, a Liga Portugal e as

ções dos media (Comunicação). Neste momento há também uma articulação

sentação dos Planos Estratégicos da NOS, por parte

Em 2018-19 houve um recorde de participação no Grupos de Trabalho de 94% entre os clubes da Liga NOS e 86% na

por 10 valores. Todos os que trabalham no Futebol Profissional em Portugal regem-se agora por valores como os da

com a Federação Portuguesa de Futebol sobre um potencial aumento para os

de Rita Torres Batista, e da Allianz, feita por José Fran-

LEDMAN LigaPro, de onde resultaram 26 propostas, a implementar já a partir

honestidade, respeito, liberdade, verdade, fair-play, consciência, integrida-

clubes do valor recebido da receita proveniente dos jogos das ligas profissionais estrangeiras (Financeiro) e a proposta

cisco Neves e Ana Sereno, bem como o diagnóstico da EY sobre o Futebol Pro-

da temporada de 2019-2020. Além destas sugestões há ainda pontos impor-

de, ambiente positivo, privacidade e transparência.

de haver permissão para o regaste de um jogador cedido, que não tenha sido

fissional, enunciado por Miguel Farinha.

s Jornadas Anuais, que tiveram lugar a 3 de abril no

tantes a destacar e que foram devidamente debatidos ao longo dos meses e

LIGA-TE Nº9

Sociedades Desportivas pretendem que os adeptos possam desfrutar de bebidas de baixo teor alcoólico no interior do estádio, evitando que os excessos sejam cometidos em pontos de venda perto dos recintos desportivos e sem qualquer tipo de controlo.

6

Os profissionais vinculados a este código devem respeitar os direitos, a dignidade e o valor de todas as pessoas, não ofendendo a dignidade ou integridade de um país, sociedade desportiva, pessoa privada ou grupo de pessoas por meio de desdém, palavras ou ações discriminatórias ou que denigram por causa do clube, raça, cor da pele, etnia, nacionalidade, origem social, género, deficiência, linguagem, religião, opinião política ou qualquer outra opinião, riqueza, crenças, nascimento ou qualquer outra orientação ou motivo.

3. LIBERDADE Os profissionais vinculados a este código devem apoiar e respeitar os ideais de liberdade de expressão, liberdade de reunião e liberdade de media.

4. VERDADE Os profissionais vinculados a este código devem comunicar informações precisas, verdadeiras e baseadas em factos. Devem, também, corrigir prontamente os seus erros e/ou lapsos.

5. FAIR PLAY Os profissionais vinculados a este código devem praticar o fair play, demonstrando desportivismo, exibindo e promovendo o respeito por árbitros, adversários, treinadores, jogadores, dirigentes, funcionários e adeptos.

7. INTEGRIDADE

ÀS LIGAS NACIONAIS

8. AMBIENTE POSITIVO

Lars-Christen Olsson, Presidente da European Leagues lembrou, no final da Assembleia Geral, que decorreu em Lisboa, que os campeonatos internos são a “base do esquema competitivo”.

9. PRIVACIDADE

A

European Leagues (Associa-

ção Europeia das Ligas de Os profissionais vinculados a este código devem pugnar Futebol Profissional) realizou pelo respeito da privacia sua 38.ª Assembleia Gedade dos adversários e de ral Ordinária, no dia cinco de abril, no todos os restantes agentes Estádio do Sport Lisboa e Benfica, em envolvidos no jogo. Lisboa, numa sessão que contou com 10. TRANSPARÊNCIA forte adesão das Ligas associadas.

Os profissionais vinculados Com o intuito de debater questões a este código devem ser prementes no atual panorama do fuclaros na sua comunicatebol ção, evitando a difusão de europeu, os membros das ligas europeias encontraram-se numa reinformações ambíguas, descontextualizadas, incomunião magna, onde vincaram a nepreensíveis ou suscetíveis de cessidade de encontrar um patamar interpretação incorreta.

7

www.ligaportugal.pt

18

mos para segundo plano. E nós temos de perceber que tal não pode acontecer.

www.ligaportugal.pt

lientando “não estar feliz” com um sistema onde “12 equipas totalizam 39% do bolo de receitas em patrocínios e atividades de marketing, estando os restantes 61% divididos por todas as restantes equipas.” O Secretário Geral da European Lea-

o sueco Lars-Christen Olsson, “as competições mais importantes são

gues frisou, ainda, o facto de as receitas em 2018 “serem 90 vezes superiores a 1992, ano de arranque da UEFA Champions League” e como tal, é ne-

Association (ECA). Para este encontro estão convidados todos os clubes do cessário “haver uma distribuição mais igualitária para evitar que este fosso

boas competições internacionais.” A possibilidade de os fins-de-semana

brio, no interesse do bem comum, o futebol”, especificou.

Futebol Profissional, de modo a entrarem na discussão. No dia seguinte a este importante en-

competitivo continue a aumentar.” Pedro Proença fala em “pontos de

serem ocupados por jogos de competições internacionais mereceu,

No que toca ao impacto de uma possível alteração no modelo competitivo

contro, o Board da European Leagues reúne-se com o Comité Executivo da

equilíbrio” . De acordo com estas ideias está, tam-

igualmente, a atenção do Presidente da Liga Portugal e membro do board

das provas europeias, e do modelo de distribuição de receitas, o líder da

UEFA, de forma a discutir qual será o foco do futebol europeu depois de 2024.

bém, o Presidente da Liga Portugal, Pedro Proença, que vê a proteção das provas nacionais como “fundamental,

da European Leagues, que considera “em nada beneficiar o futebol portu-

Liga Portugal demonstrou a sua preocupação “sobre o impacto que essas

A European Leagues acredita que esta reunião será uma excelente oportunida-

guês.” “Há uma evolução natural, mas temos de encontrar pontos de equilí-

alterações possam ter numa liga de média dimensão, como é a Liga NOS.”

de para criar um diálogo transparente em benefício dos clubes profissionais.

pois só com boas ligas é possível ter

P

edro Proença, Presidente da Liga Portugal, e Fernando Gomes, Pre-

especial da EL, depois de na véspera ter participado no jantar de

sidente da Federação Portuguesa de Futebol, foram condecorados, mo-

boas-vindas, que decorreu no Castelo de São Jorge, em Lisboa.

mentos antes no início da Assembleia, recebendo uma lembrança das mãos

Nesta Assembleia Geral houve ainda tempo para tornar a Liga Nor-

de Lars-Christer Olsson, naquela que foi a segunda Assembleia da European

te-Irlandesa de Futebol Profissional no novo membro da European Lea-

Leagues a ter lugar em solo português, depois de em 2017 ter sido realizada no Estádio do Dragão, no Porto. Note-se

gues. O contingente passa, assim, a abranger 36 Ligas membros e Associações de Clubes de 29 países

que Fernando Gomes foi convidado

Europeus.

LIGA-TE Nº9

14

www.ligaportugal.pt

15

www.ligaportugal.pt

carreira de futebolista, já tinha conseguido fazer o 4º nível de treinador. Isto significa que quando ainda jogava já estava preparado para exercer a profissão. Ou seja, nós temos, também, de perceber o que é que pretendemos. Não é chegarmos ao final de uma carreira de futebolista e depois não estar preparado para os desafios que podem surgir.

Ricardo Monteiro na universidade. Tarantini nos relvados. Aos 35 anos, o médio do Rio Ave FC quer concretizar o raro feito de terminar o doutoramento a jogar, depois de ter completado duas licenciaturas e um mestrado. No final de 2018 recebeu o Prémio Ética no Desporto, graças ao projeto “A Minha Causa”.

Costuma partilhar essa preocupação com os seus jogadores? Falo muitas vezes com os meus jogadores e digo-lhes para se preparem para o futuro. Normalmente, quando somos atletas, não pensamos no dia de amanhã, focamo-nos apenas no dia a dia. Mas quando a carreira chega ao fim sentimos um vazio, uma indiferença em relação a tudo o que fizemos, e passa-

Os jogadores não podem sair do relvado, sair do balneário, sair do confronto diário, para um vazio para o qual muitos não estão preparados e acabam por não conseguir fazer outras coisas para além do futebol. Nesta edição da revista Liga-Te, o Tarantini, do Rio Ave FC, fala, precisamente, da necessidade de os jogadores prepararem, antecipadamente, o fim da carreira. Nomeadamente, aqueles que pensam em ser treinadores… Sim, em termos curriculares existe cada vez maior dificuldade para se tirarem os cursos obrigatórios da UEFA, e quem pensar em ser treinador terá que o fazer o mais rapidamente possível, porque, neste momento, são necessários são 10 anos para se tirar o 4º nível, o UEFA Pro. E depois há outras dificuldades. Mesmo que não seja no nosso mercado, há sempre outras opções, porque o treinador português, neste momento, é conceituado e abrem-se muitas portas no exterior. Eu, por exemplo, estive a treinar na Tunísia e lá eles exigiam a todos os treinadores que tivessem o 4º nível, pelo que os meus adjuntos tinham de estar preparados para isso. Eu sempre exigi trabalhar com treinadores de 4º nível. Neste momento, tenho o Paulo Sousa e o João Silva também com o 4º nível. Mas já tive

19

“QUERO TERMINAR O DOUTORAMENTO A JOGAR”

29/33 TARANTINI

A

frase foi escrita num dos muitos (tantos!) momentos de inspiração do jornalista/ escritor Mário Zambujal. “Cada página é um livro na montra, vê-se-lhe a capa, não o que se passa a páginas tantas”. No futebol, como nas páginas de tantas vidas, as capas cobertas de ouro e assim expostas nos escaparates das montras que nos entram olhos adentro, raramente permitem adivinhar o que acontece a seguir. E a páginas tantas…, o destino (será?) dribla o mais otimista dos sonhadores, atirando-o para uma realidade cruel que pensou ser impossível. É a lesão que ceifou o sonho como um pé em riste, a idade que já não deixa as pernas correrem como dantes, ou o inevitável fim de carreira que obriga a novas opções. Quando há… Tarantini, médio de 35 anos, defende as cores do Rio Ave FC há mais de uma década e cedo percebeu que o futebol é muito bonito – “a melhor profissão do mundo”, diz – mas é fundamental jogá-lo com os pés bem assentes na relva, mesmo quando a cabeça sonha voar muito alto.

LIGA-TE Nº9

34/37 OS EMBAIXADORES DA LIGA PORTUGAL

2018-19 29

www.ligaportugal.pt

LIGA-TE Nº9

38/41 FUNDO DE INFRAESTRUTURAS

HELTON PREPARA

FUTUROS GUARDA-REDES

Clinic de “A baliza é tua” volta a Vila Nova de Gaia, com antigo guarda-redes a ensinar o que melhor sabe: técnicas de baliza.

É

mais do que um ex-jogador, embora no mundo desportivo todos o conheçam como o guarda-redes que, durante 11 anos, vestiu a camisola do FC Porto, clube onde conquistou sete títulos de Campeão Nacional. Helton é hoje um dos Embaixadores da Liga Portugal, mas é também, entre outras coisas, o responsável pelo projeto ABT – A baliza é tua. Entre o amor ao futebol e a conhecida paixão pela música, Helton foi desenvolvendo um conceito que surgiu ainda quando representava o FC Porto. Foi em 2013 que o agora ex-jogador inaugurou o clinic de “A baliza é tua”, proporcionando a várias crianças e jovens (dos 8 aos 20 anos) viverem em ambiente de estágio. Este ano, o clinic vai ter lugar de 24 a 29 de junho, com os guarda-redes em potência a terem a possibilidade de viverem uma semana que promete ser inesquecível. A ideia de lançar este projeto em Portugal surgiu durante as férias do futebol e em todas as vezes em que Helton viajava para o Brasil. Nessa altura, e “juntamente com o tio e o compadre”, o Embaixador da Liga Portugal “visitava comunidades” em Niterói, estado do Rio de Janeiro. Este trabalho social fez despertar a vontade do jogador em “trazer o conceito para

FUNDO DE INFRAESTRUTURAS É PILAR NA LEDMAN LIGAPRO

N

ascido de um protocolo entre a Liga Portugal e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está em vigor, desde a época 2018-2019, a atribuição de um Fundo de Infraestruturas à disposição das Sociedades Desportivas (SD) participantes na LEDMAN LigaPro, que pretendam melhorar as condições dos seus estádios – as equipas B são a exceção. Este Fundo foi mais um passo importante para potenciar a prova e pretende continuar a dotar a LEDMAN LigaPro com estádios de qualidade e com a implementação de mecanismos que assegurem a segurança e comodida-

outras iniciativas, a FPF assegurou, numa primeira fase, o valor de 500 mil euros, com a Liga Portugal a garantir 292.896,60€ em apoios à remodelação de infraestruturas, cuja parcela é diretamente correspondente a 25% do resultado positivo da prestação de contas das competições profissionais. O incentivo a conceder a cada uma das Sociedades Desportivas corresponde ao valor de 35.214,00€ da responsabilidade da FPF e de €20.921,00 da responsabilidade da Liga Portugal. Para ter acesso a este Fundo, as Sociedades Desportivas candidataram-se, apresentando, junto da Liga Portugal,

de de todos os adeptos e agentes que,

projetos e plano de ação, contendo

dos projetos apresentados pelas SD. Por

os objetivos a alcançar, as medidas e as ações a desenvolver, o calendário de execução e plano e descrição dos

outro lado, compete à referida CTV o controlo e acompanhamento da execução dos projetos, bem como a inter-

para as transmissões televisivas e de streaming, uma melhor imagem da competição e dos seus intervenientes,

efeitos esperados, bem como um plano de investimento correspondente, suportado em memória descritiva e or-

locução com a sociedade desportiva beneficiária, sendo o parecer final notificado à candidata e à FPF pelo De-

bem como melhores condições de tra-

çamentos detalhados.

partamento Financeiro da Liga, após

balho para todos os agentes que participam na organização dos jogos. Parceira da Liga nesta e em muitas

Para poderem aceder a este fundo, as SD tiveram de remeter à Liga Portugal uma declaração de compromissos de

parecer emitido pela Diretora Executiva Coordenadora da Liga Portugal.

LIGA-TE Nº9

MELHOR JOGADOR MÊS LIGA NOS

BRUNO FERNANDES (SPORTING CP): Pela segunda vez distinguido com este

aceitação das vistorias de verificação da aplicação dos montantes atribuídos antes, durante e após a realização do projeto, assim como um comprovativo de inexistência de dividas vencidas e não pagas à FPF e à Liga Portugal e do cumprimento dos requisitos estabelecidos nos Pressupostos de Natureza Financeira (PNF) e respetivo Plano de Saneamento. A Comissão Técnica de Vistorias da Liga Portugal (CTV), apoiada sempre que necessário em entidades externas, eventualmente contratadas para o efeito, elaboram relatórios técnicos e proposta de parecer final após análise

de forma direta e indireta, participam e usufruem desta competição. Pretende-se garantir as melhores condições

PRÉMIOS MENSAIS

FEVEREIRO

38

www.ligaportugal.pt

da Madeira ante o rival CD Nacional. ......................................................................

miu-se como titular da equipa ajudou

Titular nos cinco jogos da formação serrana, e embalado pela fase invencível da sua equipa, Adriano Casta-

a impossibilitar golos adversários em dois de quatro jogos, revelando audá-

de bicicleta já dentro da grande área leonina, após a bola ficar plenamente à sua mercê. ......................................................................

EUROBIC GUARDA-REDES DO MÊS LIGA NOS

ODYSSEAS VLACHODIMOS (SL BENFICA): Dono e senhor da baliza das “águias”, o jovem guardião internacional grego, que demonstrou uma série de bons reflexos, sofreu apenas dois golos num dos quatro encontros disputados, mantendo as redes invioladas nos restantes três. ......................................................................

FEVEREIRO MARÇO MARÇO

consecutiva nesta categoria, o centrocampista verde e branco compro-

tentos – dois deles numa só partida –, algo que o tornou no goleador líder

DEFESA DO MÊS LIGA NOS

vou ser uma peça-chave no “coração” da formação de Marcel Keizer, com passes, desmarcações, recupe-

da competição desde então. ......................................................................

carnada, o lateral espanhol, protagonista de incursões sem fim em direção à área adversária, foi titular em quatro jo-

espaços a todo o cumprimento e largura do relvado. ......................................................................

ALEJANDRO GRIMALDO (SL BENFICA): Um dos “pulmões” da ala esquerda en-

gos e marcou e assistiu por uma vez, além de um registo disciplinar imaculado. ......................................................................

MÉDIO DO MÊS LIGA NOS

BRUNO FERNANDES (SPORTING CP): Naquela que foi a quarta distinção

rações de bola e preenchimento de

AVANÇADO DO MÊS LIGA NOS

TREINADOR DO MÊS LIGA NOS

BRUNO FERNANDES (SPORTING CP): O médio luso esteve, mais um mês, em grande plano pelo Sporting CP, ao acrescentar mais três golos à conta pessoal em quatro jogos disputados, valendo-lhe, com larga vantagem, o terceiro prémio nesta categoria na

das as quatro vitórias consecutivas na competição, com destaque para a go-

presente época desportiva. ......................................................................

leada expressiva ante o CD Nacional. No total, a equipa encarnada marcou

encontros. O internacional suíço teve enorme preponderância nos quatro jogos das “águias” ao marcar cinco

por 21 vezes e sofreu dois.

44

MELHOR JOGADOR MÊS LIGA NOS

BRUNO LAGE (SL BENFICA): O técnico português guiou o SL Benfica ao topo da liderança da Liga NOS, da-

SEFEROVIC (SL BENFICA): Golos atrás de golos… em todos os

44/45 PRÉMIOS MENSAIS LIGA-TE Nº9

MELHOR JOGADOR MÊS LEDMAN LIGAPRO

JUNIOR SENA (A. ACADÉMICA): As exibições do avançado cabo-verwww.ligaportugal.pt

DIOGO CALDAS

“DO LADO DA VSPORTS DEVE PREVALECER A OBJETIVIDADE”

cia e capacidade de posicionamento e antecipação para fazer desarmes, muitos deles, decisivos. ......................................................................

MÉDIO DO MÊS LIGA NOS

BRUNO FERNANDES (SPORTING CP): Foi o segundo mês seguido em que o centrocampista ofensivo “leonino” arrecadou, também, este prémio, em conjunto com o de MPV da Liga NOS.

Formado em Gestão Empresarial na Universidade Católica Portuguesa, Diogo Caldas é o atual Chief Executive Officer (CEO) da Sportinveste Multimedia, empresa detentora da plataforma de vídeo VSPORTS, criadora e veiculadora de vídeos dos jogos das competições profissionais.

Palavras para quê? Basta rever os quatro jogos disputados, nos quais marcou mais… três golos! ......................................................................

AVANÇADO DO MÊS LIGA NOS SOARES (FC PORTO):

A

A sua disponibilidade física e entrega inquestionável demonstradas em campo, aliando a isso dois golos e uma assistência em quatro jogos – três vitórias – destacou Soares, umas das principais opções de Sérgio Conceição, entre os avançados da Liga NOS. ......................................................................

diano, útil em qualquer posição no ataque, contribuíram para a ascensão classificativa da A. Académica, alimentando o sonho da promoção. Sena marcou por uma vez e cumpriu os noventa minutos nos quatro jogos realizados. ......................................................................

TREINADOR DO MÊS LIGA NOS BRUNO LAGE (SL BENFICA):

Mais quatro jogos sem sentir o sabor da derrota na competição. A equipa orientada pelo treinador luso, que foi distinguido nesta categoria pela segunda vez consecutiva esta época, venceu três encontros e empatou outro. Liderança, até aqui, preservada.

GOLO DO MÊS LIGA NOS EDGAR COSTA (MARÍTIMO M.):

O capitão da formação madeirense cobrou de forma exímia um pontapé livre direto – uma das especialidades do médio ofensivo – à entrada da grande

A votação recolheu as escolhas de cada treinador das respetivas equipas das Sociedades Desportivas. No que

área do CD Feirense, desferindo, sem muito balanço, um remate em arco indefensável para Caio Secco.

toca aos prémios de Golo do Mês, a votação, aberta ao público, foi feita no site da Liga.

45

www.ligaportugal.pt

LIGA-TE Nº9

apenas mostrado o amarelo. A jogada continuou e isso invalidou o rigor da

Por Duarte Gomes

sanção máxima. 4- Um cartão amarelo exibido por feste-

Laws of the Game

2019/20

At a Glance: Summary of the main changes The International Football Association Board March 2019

50

disponibilizados são muito importantes, mas felizmente a Liga Portugal tem toda

Acompanhar as constantes evoluções tecnológicas e equacionar constantemente como abordar os novos mode-

uma outra linha de produção que complementam e aportam uma visão menos conhecida. Passa por trazer mais infor-

los de distribuição. O outro desafio é

mação dos clubes, entrevistas e outros

dia ao Futebol Profissional, fomentada na época 2017-18, e os projetos digitais futuros para aumento da visibilidade da

assumir a complementaridade face à transmissão em direto, assumindo que a distribuição de clips de vídeos de

conteúdos exclusivos. Também estamos a estudar essa mesma oportunidade. Qual é a vossa estratégia de distribui-

modalidade e cativação de adeptos. Que papel tem a Sportinveste Multimedia junto do futebol profissional?

desporto é um serviço sucedâneo da transmissão televisiva, da ida ao estádio, ou mesmo do relato. É, também,

ção de vídeo? A nossa estratégia de distribuição de vídeo assenta na VSPORTS, uma plata-

Na Sportinveste Multimedia tentamos,

uma complementaridade que deve

forma centralizada de conteúdos com

hoje, aportar real valor à Liga Portugal, às Sociedades Desportivas, às marcas associadas e, claro, aos adeptos, pro-

valorizar a competição semanalmente e que leve os adeptos a manter ou até aumentar o interesse pela mesma.

várias extensões, podendo servir conteúdos numa rede alargada de parceiros, sendo os principais de distribuição

movendo as melhores experiências digitais possíveis, com foco no vídeo e

É importante haver boas relações entre os ‘players’…

a Liga Portugal, as Sociedades Desportivas e os parceiros media.

em soluções desmaterializadas de ticketing. Aqui, lideramos com frequência

A parceria com a Liga Portugal é tanto possível com os detentores dos direitos,

Adicionalmente, distribuímos conteúdos em redes sociais, websites ou em apps.

novas iniciativas e cruzo o conhecimento e a prática de gestão com as tecnologias digitais e o entretenimento.

SPORTTV e BTV, e com base na transmissão televisiva, podendo desenvolver a nossa estratégia de distribuição

Inicialmente, tínhamos um modelo de “one fits all”, por razões de otimização de recursos e pela dificuldade em se encon-

A bilheteira online seria uma boa for-

de conteúdos. Apesar destas empre-

trarem modelos de benefícios mútuos

ma de aumentar assistências? Juntamos sempre as duas perspetivas. Consideramos que o melhor conteúdo

sas assumirem os seus desafios digitais, acho que, hoje, servindo o mesmo público, encontramos espaços diferentes.

para quem detém os conteúdos e para os detentores próprios sites e redes sociais. Houve, então, alterações às quais se

vídeo é aquele que desperta a vontade de ver o jogo na televisão ou ir ao estádio. Por razões várias, nem o está-

Como analisa a abordagem de Pedro Proença à necessidade do desenvolvimento digital, “fundamental” para o

adaptaram… Hoje, as plataformas existem em maior número, evoluíram e, por tal, nos últi-

dio comporta todos os que querem ir,

engagement do público?

mos dois anos, mudámos de estraté-

sendo a TV o meio preferencial, mas o espetáculo televisivo beneficia, obviamente, de um estádio cheio. Por isso,

Diria que as duas visões se encontraram. A Liga Portugal tinha a vontade de apresentar esses conteúdos e a VS-

gia, assumindo o modo de atuação de cada uma delas. Acredito que os utilizadores escolhem a sua plataforma de

estamos a preparar uma iniciativa de

PORTS já os produzia. Fomos rápidos a

eleição, podem até utilizarem várias,

www.ligaportugal.pt

51

50/52 DIOGO CALDAS, CEO DA SPORTINVESTE MULTIMEDIA

LIGA-TE Nº9

O árbitro pode rever um lance (e pedir aos jogadores que regressem ao terreno, caso tenham saído) se, após o final de um qualquer período de jogo, for informado que, segundos antes, ocorrera lance passível de revisão. Caso se confirme o erro claro, será retificado como se o jogo não tivesse terminado.

passarão a ser punidos com aviso (ver-

LESIONADO PODE EXECUTAR PONTAPÉ DE PENÁLTI

Caso o executante de um pontapé de penálti se lesione antes da sua marcação, o árbitro deve permitir que ele seja

no momento da interrupção, a bola ao solo será efetuada para o guarda-redes que a defende. 2- Nos restantes casos, o lançamento será efetuado para um jogador da

Quando for evidente que não resultará golo direto de um pontapé livre indireto, o árbitro pode baixar o braço que o si-

equipa que a tocou em último lugar. 3- Em ambas as situações, os jogadores das duas equipas têm que estar a uma

depois do reinício é "contranatura".

distância mínima de 4m.

PAUSAS DEVIDO A CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

Se a bola tocar no árbitro e daí resultar

Nos pontapés livres dentro da área de penálti e a favor da equipa defensora, a

Serão permitidas duas pausas, se as condições climatéricas assim o justificarem: uma para hidratação (até 1m), outra para que

perda de posse de bola (para a equipa adversária), início de um ataque prometedor ou jogada de golo, a partida

bola passa a entrar em jogo assim que for pontapeada e se mover claramente. Acontecerá o mesmo com os pontapés

os jogadores refresquem (até 3m).

será interrompida e reiniciada com lançamento de bola ao solo, no local do

de baliza. Os adversários devem, na mesma, estar fora da área até ao recomeço.

contacto. Em todos os outros casos de contacto, a partida continua.

BARREIRAS NOS PONTAPÉS LIVRES

bal), cartão amarelo (advertência) ou cartão vermelho (expulsão), conforme o

reno de jogo pelo ponto mais próximo a que estiver da linha lateral (e não pela

tipo de ilícito em que incorram. Caso não seja possível identificar o infrator, será o

zona do meio campo, como até aqui). Exceção- O árbitro solicitar que ele o faça por outro local (só acontecerá em

"elemento técnico sénior" (regra geral, o treinador principal) a ser sancionado. 3- O árbitro pode adiar a exibição de

caso de lesão, por ser mais rápido ou por questões de segurança).

um cartão amarelo/vermelho se a equipa que sofreu a falta optar por executar

EXIBIÇÃO DE CARTÕES

o pontapé livre rapidamente (para criar oportunidade de golo). Nesse caso - e

1- O árbitro não pode mudar uma decisão técnica depois do jogo recomeçar,

se ainda não tiver iniciado o processo de punição -, a respetiva ação discipli-

escolher se dá o pontapé de saída ou se escolhe o meio-campo para o qual

mas pode exibir um cartão amarelo ou vermelho a um jogador por falta que

nar ocorrerá na paragem seguinte. Nota- Se o cartão a exibir for o verme-

pretende atacar.

1- Um guarda-redes não pode marcar

ocorra antes do reinício; 2- Os elementos dos bancos técnicos

lho por corte de clara oportunidade de golo, na paragem seguinte será

PROCEDIMENTO DE BOLA AO SOLO

golo na baliza adversária, arremessando a bola com as mãos;

www.ligaportugal.pt

SINAL NOS PONTAPÉS LIVRES INDIRETOS

visto e tratado dentro do terreno. É justo não privá-lo desse privilégio. Obrigá-lo a sair do terreno para só regressar

O substituído tem que abandonar o ter-

54

chegar a um entendimento sobre as duas visões e mais rápidos ainda a implementar um modelo de atuação. É óbvio que os conteúdos que agora são

Quais os principais desafios do desenvolvimento digital?

dou a ligação da Sportinveste Multime-

celebrar) mantém-se, mesmo que o golo venha depois a ser anulado pelo VAR.

VENCEDOR DO SORTEIO

A equipa que vencer o sorteio passa a

1- Se a bola estiver na área de baliza

BOLA QUE TOCA NO ÁRBITRO

GOLOS MARCADOS COM MÃOS/BRAÇOS

2- Qualquer golo marcado pelos avançados, com as mãos/braços - ainda que de forma involuntária ou acidental - será anulado como se a ação fosse

LIGA-TE Nº9

www.ligaportugal.pt

aproximar, na próxima época, a plataforma VSPORTS dos vários operadores e Sociedades Desportivas responsáveis pela venda de bilhetes.

em pleno “boom” deste meio cibernáutico de transação comercial. Agora, em entrevista à LIGA-TE, abor-

VAR APÓS APITO FINAL

O Kick Off quer que as nossas Sociedades Desportivas e adeptos do Futebol estejam sempre atualizados relativamente às recentes alterações às leis de jogo. Por isso, deixamos súmula das que entendemos serem as mudanças mais substanciais publicadas recentemente pelo IFAB. SUBSTITUIÇÕES

LIGA-TE Nº9

o longo da carreira concebeu várias soluções digitais, assumiu a gestão de projetos e prestou consultoria digital

e de sistemas de informação, além de fundar uma startup de e-commerce,

jos excessivos (como despir a camisola ou arrancar a bandeirola de canto para

O QUE MUDA EM 2019-2020

LIGA-TE Nº9

LIGA-TE Nº9

DEFESA DO MÊS LIGA NOS

ADRIANO CASTANHEIRA (SC COVILHÃ):

“leoninos”, bateu o guarda-redes Renan ao executar um vistoso pontapé

35

LIGA-TE Nº9

FERRO (SL BENFICA): Um dos mais recentes esteios defensivos das “águias”, o jovem Ferro assu-

MELHOR JOGADOR MÊS LEDMAN LIGAPRO

STIVAN PETROV (CD FEIRENSE): Perante o Sporting CP, o avançado búlgaro, mais rápido que os defesas

www.ligaportugal.pt

para conquistar três pontos – no dérbi

......................................................................

GOLO DO MÊS LIGA NOS

www.ligaportugal.pt

jogos disputados, mantendo a baliza

dos “leões” na Liga NOS. Foi, inclusive, decisivo, para o Sporting CP deixar o “castelo” da Feira com os três pontos.

......................................................................

39

www.ligaportugal.pt

34

EUROBIC GUARDA-REDES DO MÊS LIGA NOS

inviolada em dois deles. O principal destaque foi a sua exibição – vital

Covilhã em receção ao Varzim SC.

LIGA-TE Nº9

CHARLES (MARÍTIMO M.): O guardião brasileiro da baliza insular exibiu-se em grande nível nos quatros

prémio, o internacional português marcou quatro golos – fez um bis – e assistiu uma vez em três dos quatro jogos

nheiro marcou três golos e assistiu para outro neste período competitivo, tendo sido preponderante na vitória do SC

LIGA-TE Nº9

14/15 ASSEMBLEIA GERAL DA EL

errada, eu persisti, continuei a avançar, e quando tinha 33 anos, no final da minha

ções. Penso que há as mesmas responsabilidades em ambas, até porque os jogos na II Liga fizeram-me, também, crescer. O treinador costuma ser o primeiro sacrificado quando os resultados não surgem. Esta insegurança alguma vez o fez deixar de acreditar que seria possível manter-se na ribalta? É sempre importante nós sabermos quais são os riscos da nossa profissão. Não é fácil. Muito pelo contrário. É preciso estarmos preparados para as adversidades. É preciso vermos o que ela nos traz. Para além de ser de grande risco, também é uma profissão de grande desgaste emocional. Temos que estar preparados para este tipo de situações e saber vivê-las de uma forma o mais tranquila possível.

www.ligaportugal.pt

das nesta assembleia, onde, também, marcará presença a European Club

European Leagues, colocou o seu foco nas assimetrias no que toca à distribuição de receitas pelos clubes, sa-

a ser trabalhada desde os meus 24 anos, fazendo, na altura, o primeiro nível de

Aos 55 anos de idade, José Mota atingiu, na 29ª jornada da Liga NOS, o 400º jogo como treinador principal nesta competição. Numa entrevista de carreira, o atual técnico do GD Chaves dá-se a conhecer. Recorda os tempos de jogador, o ídolo de quem se tornou amigo para a vida, os jogadores que o marcaram, o “treinador de bancada” que lhe deu uma lição… E revela a ambição de um pai realizado.

ASSISTA À REPORTAGEM COMPLETA NA LIGA TV

LIGA-TE Nº9

European Leagues vai realizar em Madrid, nos dias seis e sete de maio,

nova reunião de trabalho, onde vai ser dada sequência às temáticas levanta-

ternacionais.” Já Georg Pangl, Secretário Geral da

Essa atitude também é, certamente,

O OBJETIVO DE TREINAR LÁ FORA”

C

A

gas nacionais poder “acontecer em simultâneo com as competições in-

nais de cada país e as competições europeias. Para o Presidente da European Leagues,

fruto da experiência. Como começou a preparar a sua carreira de treinador? A minha vida como treinador começou

treinador. Quando todos os meus colegas me diziam que isto era uma ideia

ompletou, na 29ª jornada da Liga NOS, os 400 jogos como treinador principal na I Liga. Que significado tem para si este número? É um marco importante para todos nós. Falo em nós porque incluo a minha família em todo este percurso. Sabemos que na nossa vida precisamos de ter essa estrutura familiar sempre presente, para que possamos trabalhar de uma forma tranquila. E se esta marca, no início da carreira, não era um objetivo, com o passar do tempo passou a sê-lo porque percebi que poderia, de facto, chegar a este patamar. Foram 400 jogos na I Liga. E muitos outros na II Liga também. Eu não gosto muito de separar as duas competi-

European Leagues, expressou, ainda, o desejo do desenvolvimento das li-

de equilíbrio entre as provas nacio-

CONVIDADO E UM NOVO MEMBRO DA EL

“TENHO

sendo, inclusivamente, o principal desejo dos seus adeptos.” O líder da

as provas internas, uma vez que estas são a base do esquema competitivo, LIGA-TE Nº9

FERNANDO GOMES

18/23 JOSÉ MOTA

REUNIÃO EM MAIO COM OS CLUBES

Os profissionais vinculados a este código devem contribuir para um ambiente positivo no futebol profissional, onde o respeito pelos adversários e restantes intervenientes do jogo não seja ofuscado pelo desejo de vencer.

utilizado em pelo menos 10% dos jogos

www.ligaportugal.pt

PROTEÇÃO

Os profissionais vinculados a este código devem obedecer às leis do país e aos regulamentos das competições; se violarem qualquer lei ou regulamento, devem agir prontamente para corrigir a situação.

4

PONTAPÉS LIVRES NAS ÁREAS E PONTAPÉS DE BALIZA

Sempre que existir uma barreira com o mínimo de três jogadores defensores, todos os jogadores adversários (atacantes) têm que estar a um metro de distância. No mínimo. Caso se aproximem antes, a sua equipa será punida com pontapé livre indireto.

EXECUÇÃO DE PONTAPÉS DE PENÁLTI

deliberada. 3- Qualquer jogada imediatamente an-

1- Os postes, barra transversal e redes não podem estar em movimento no

terior a golo, em que sejam usadas as mãos/braços dos avançados - ainda que de forma involuntária ou acidental

momento da execução dos pontapés de penálti. 2- O guarda-redes deixa de ser obri-

- será anulada como se a ação fosse deliberada.

gado a ter os dois pés sobre a linha de baliza, no momento da execução. Agora

ATRASOS DE BOLA AOS GUARDA-REDES

bastará que tenha apenas um (ou parte de um).

Se uma bola for atrasada (ou lançada) por um jogador na direção do seu GR e ele a pontapeie ou tente pontapear,

Os adversários do executante devem

pode agarrá-la com as mãos. O facto de demonstrar claramente que não ten-

estar a dois metros da linha lateral onde é executado o arremesso, mesmo que o

tou nem quis infringir, anula a eventual infração técnica a que estaria sujeito.

lançador o faça mais para trás (por exemplo, da zona onde existe pista tartan).

55

www.ligaportugal.pt

naliza. Isso acontecerá, sobretudo, nos reinícios por fora de jogo.

LANÇAMENTOS LATERAIS

LIGA-TE Nº9

54/55 KICK-OFF DUARTE GOMES

www.ligaportugal.pt


www.ligaportugal.pt

5

LIGA-TE Nยบ9


DIA INTENSO DE TRABALHO Liga Portugal e Sociedades Desportivas apresentaram 26 conclusões, durante as Jornadas Anuais, que tiveram lugar no Estádio do Sport Lisboa e Benfica.

A

s Jornadas Anuais, que tiveram lugar a 3 de abril no Estádio do Sport Lisboa e Benfica, foram o culminar de mais um ano de trabalho árduo e de grande compromisso das Sociedades Desportivas. Entre 17 de setembro de 2018 e 13 de março de 2019, realizaram-se seis reuniões dos Grupos de trabalho das Competições, Comunicação, Financeiro, Jurídico, Marketing, Prevenção e Segurança e Tecnologia, e as conclusões foram apresentas neste encontro da Liga Portugal e Sociedades Desportivas, com vários parceiros. Em 2018-19 houve um recorde de participação no Grupos de Trabalho de 94% entre os clubes da Liga NOS e 86% na LEDMAN LigaPro, de onde resultaram 26 propostas, a implementar já a partir da temporada de 2019-2020. Além destas sugestões há ainda pontos imporLIGA-TE Nº9

tantes a destacar e que foram devidamente debatidos ao longo dos meses e também no encontro anual. Além do Manual de Licenciamento, estas Jornadas Anuais tiveram mais três grandes conclusões, como o lançamento do Código de Ética, que serve de guia à Comunicação do Futebol Profissional. Assinado por muitos dos presentes durante as Jornadas Anuais [os primeiros a fazê-lo foram Pedro Proença e Luís Filipe Vieira, na qualidade de Presidente do clube anfitrião], num sinal público de compromisso de boas práticas, o mesmo é composto por 10 valores. Todos os que trabalham no Futebol Profissional em Portugal regem-se agora por valores como os da honestidade, respeito, liberdade, verdade, fair-play, consciência, integridade, ambiente positivo, privacidade e transparência. 6

CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS A disponibilização de consumo de bebidas com baixo teor alcoólico nos estádios é outro dos objetivos das Sociedades Desportivas e da Liga Portugal, tendo sido apresentada uma proposta de alteração à atual Lei e que está em apreciação no Parlamento. Este foi um assunto debatido no Grupo de Prevenção e Segurança, onde foi idealizada a estratégia de intervenção para alteração legislativa. Com esta medida, a Liga Portugal e as Sociedades Desportivas pretendem que os adeptos possam desfrutar de bebidas de baixo teor alcoólico no interior do estádio, evitando que os excessos sejam cometidos em pontos de venda perto dos recintos desportivos e sem qualquer tipo de controlo. www.ligaportugal.pt


PROPOSTA

CÓDIGO DE ÉTICA PARA A COMUNICAÇÃO NO FUTEBOL PROFISSIONAL Como profissional da Comunicação, você tem a capacidade de influenciar opiniões, comportamentos e afetar vidas. Este poder implica responsabilidades significativas. O presente código serve como um guia destinado a auxiliar na adoção de escolhas consistentes, responsáveis, éticas e legais em todas as comunicações no âmbito do futebol profissional português.

1. HONESTIDADE

6. CONSCIÊNCIA

Os profissionais vinculados a este código devem ser honestos, trazendo respeito e confiança ao cargo que desempenham.

Os profissionais vinculados a este código estão conscientes do impacto que a sua conduta tem na Sociedade Desportiva que representam, bem como na Liga Portugal e na imagem das competições profissionais de futebol e, portanto, devem comportar-se de maneira digna e ética e agir com total credibilidade e integridade em todos os momentos.

2. RESPEITO

APOIO À DESPROMOÇÃO PARA A LEDMAN LIGAPRO

Seguindo o exemplo dos modelos europeus, relativamente aos apoios financeiros para os clubes que são despromovidos, concluiu-se a apresentação de uma proposta de apoio à despromoção para a LigaPro. O principal objetivo passa por impedir que as obrigações contratuais dos clubes despromovidos a divisões inferiores não sejam cumpridas, contando com o apoio da Comissão de Auditoria para verificar os valores em causa e a elegibilidade das Sociedades Desportivas para os receber, até ao limite previsto. De referir, ainda, que foram apresentadas mais de 20 alterações regulamentares, além de mais de 27 alterações legislativas, na sessão que decorreu no Estádio do Sport Lisboa e Benfica, depois de ter acontecido no Estádio do Dragão (2017) e no Estádio Cidade de Coimbra (2018). Em 2020, as Jornadas Anuais terão lugar no Estádio José de Alvalade. Registe-se que todos os Grupos de Trabalho apresentaram conclusões importantes, como a da profissionalização de todos os agentes desportivos, através de formação (Competições), ou a criação de uma plataforma digital para a centralização do processo de acreditações dos media (Comunicação). Neste momento há também uma articulação com a Federação Portuguesa de Futebol sobre um potencial aumento para os clubes do valor recebido da receita proveniente dos jogos das ligas profissionais estrangeiras (Financeiro) e a proposta de haver permissão para o regaste de um jogador cedido, que não tenha sido utilizado em pelo menos 10% dos jogos www.ligaportugal.pt

ASSISTA À REPORTAGEM COMPLETA NA LIGA TV

oficiais até ao segundo período de registo de contratos, por acordo entre as partes, podendo o atleta atuar na “casa mãe” ou ser transferido para outro clube e/ou liga, na segunda metade da mesma época (Jurídico). De realçar também a sugestão do Grupo de Marketing que, em conjunto com o Grupo de Prevenção e Segurança, quer a criação de um setor sem cadeiras nos estádios, mas com lugares marcados, sendo este também um tema que se encontra em apreciação no Parlamento. Por fim, propôs-se a elaboração de um documento na implementação da segurança digital, nas áreas de gestão, formação e consciencialização dos Recursos Humanos (Tecnologia), ficando a conhecer-se a criação do Grupo de Trabalho da Responsabilidade Social no próximo ano. O dia acabou com a apresentação dos Planos Estratégicos da NOS, por parte de Rita Torres Batista, e da Allianz, feita por José Francisco Neves e Ana Sereno, bem como o diagnóstico da EY sobre o Futebol Profissional, enunciado por Miguel Farinha.

7

Os profissionais vinculados a este código devem respeitar os direitos, a dignidade e o valor de todas as pessoas, não ofendendo a dignidade ou integridade de um país, sociedade desportiva, pessoa privada ou grupo de pessoas por meio de desdém, palavras ou ações discriminatórias ou que denigram por causa do clube, raça, cor da pele, etnia, nacionalidade, origem social, género, deficiência, linguagem, religião, opinião política ou qualquer outra opinião, riqueza, crenças, nascimento ou qualquer outra orientação ou motivo.

3. LIBERDADE Os profissionais vinculados a este código devem apoiar e respeitar os ideais de liberdade de expressão, liberdade de reunião e liberdade de media.

4. VERDADE Os profissionais vinculados a este código devem comunicar informações precisas, verdadeiras e baseadas em factos. Devem, também, corrigir prontamente os seus erros e/ou lapsos.

5. FAIR PLAY Os profissionais vinculados a este código devem praticar o fair play, demonstrando desportivismo, exibindo e promovendo o respeito por árbitros, adversários, treinadores, jogadores, dirigentes, funcionários e adeptos.

7. INTEGRIDADE Os profissionais vinculados a este código devem obedecer às leis do país e aos regulamentos das competições; se violarem qualquer lei ou regulamento, devem agir prontamente para corrigir a situação.

8. AMBIENTE POSITIVO Os profissionais vinculados a este código devem contribuir para um ambiente positivo no futebol profissional, onde o respeito pelos adversários e restantes intervenientes do jogo não seja ofuscado pelo desejo de vencer.

9. PRIVACIDADE Os profissionais vinculados a este código devem pugnar pelo respeito da privacidade dos adversários e de todos os restantes agentes envolvidos no jogo.

10. TRANSPARÊNCIA Os profissionais vinculados a este código devem ser claros na sua comunicação, evitando a difusão de informações ambíguas, descontextualizadas, incompreensíveis ou suscetíveis de interpretação incorreta.

LIGA-TE Nº9


LUÍS FILIPE VIEIRA

NAS JORNADAS ANUAIS O

Líder do clube anfitrião recebeu agradecimento e pediu que o Futebol português se aproxime “do modelo de inscrições da UEFA” e deixou mensagem clara: “Não podemos bloquear a aposta no futebol português”.

LIGA-TE Nº9

Sport Lisboa e Benfica foi clube anfitrião das Jornadas Anuais 2018-19 e o Presidente dos “encarnados”, Luís Filipe Vieira fez questão de receber todas as Sociedades Desportivas, a quem deixou umas palavras, depois de receber, das mãos de Pedro Proença, uma placa comemorativa em forma de agradecimento pela recepção. O Presidente da Liga Portugal aproveitou a ocasião para entregar também ao líder das águias uma medalha comemorativa dos 115 anos do clube da Luz. Destacando a importância da “defesa do futebol português”, Luís Filipe Vieira afirmou que “há duas coisas que o SL Benfica defende, assim como a maioria das pessoas presentes (representantes de Sociedades Desportivas nas Jornadas Anuais), que é a aposta na formação e a proteção do jovem jogador português”. O Presidente benfiquista referiu, também, a grande aposta nos escalões jovens do clube, defendendo que “o SL Benfica é um dos maiores exemplos da 8

formação em termos europeus” e salientou que Portugal tem que se “aproximar do modelo de inscrições da UEFA, assim como na questão dos emprestados”. “Não podemos bloquear a aposta no futebol português”, frisou. Também o Presidente da Liga Portugal, Pedro Proença marcou presença no evento e deixou umas palavras de apreço ao SL Benfica “na pessoa do seu Presidente, e a todo o conjunto de profissionais”, pela oportunidade dada de juntar no Estádio do Sport Lisboa e Benfica “todos os representantes das Ligas internacionais”, durante três dias. “Queria depositar em si o agradecimento da Liga Portugal e de todas as Sociedades Desportivas”, concluiu Pedro Proença. Os dois homólogos dirigiram-se, depois, para o painel onde se encontrava o Código de Ética para a comunicação no Futebol Profissional, tendo sido os dois primeiros a assinarem, abrindo portas para um futuro mais íntegro nas relações entre Sociedades Desportivas e, consequente, evolução do Futebol português. www.ligaportugal.pt


AÍ ESTÁ O MANUAL DE LICENCIAMENTO PARA AS COMPETIÇÕES! Elaboração conjunta de documento estruturante resultou da última edição dos Grupos de Trabalho da Liga Portugal; Durante sete meses, as Competições, Financeiro e Jurídico trabalharam em documento inédito.

“C

onseguimos verter tudo no mesmo. Chamamos para patamares organizacionais superiores, clubes que até aqui estavam débeis, sempre com um espírito de entreajuda”, realçou Cláudio Couto, diretor financeiro da SAD do SC Braga, à margem das Jornadas Anuais da Liga Portugal, em Lisboa. Iniciada em setembro de 2018, e no âmbito da quarta edição dos Grupos de Trabalho, na qual “os clubes despiram as camisolas em prol (…) do futebol português”, a criação do inédito Manual de Licenciamento para as Competições acabou por acontecer e foi apresentado a 03 de abril. O estruturante documento, conclusão do trabalho conjunto das Sociedades Desportivas (SD) nesta época, tem mais de 60 páginas e contém, assentes em critérios desportivos, legais, infraestruturais e www.ligaportugal.pt

financeiros, os requisitos de participação nas competições profissionais na próxima temporada. Além disso, incluem-se as regras do procedimento de candidaturas das SD – e respetivos prazos – no Manual de Licenciamento, o qual explica que, em caso de incumprimento, cada emblema candidato tem duas épocas para regularização. O primeiro critério estipulado no documento prende-se com a performance futebolística da SD candidata, ou seja, a necessidade de uma classificação desportiva e deve ser reconhecida, a partir da época 2020-21, como uma entidade formadora pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Legalmente, o processo de candidatura divide-se em duas fases. Na primeira, deve ser apresentada a estrutura jurídico-societária de que faz parte, seguindo-se, já na segunda etapa, a exposição dos estatutos vigentes, do registo comercial e da ata da eleição dos órgãos sociais. Quanto aos clubes não-profissionais, promovidos através do Campeonato de Portugal, é-lhes exigida, logo à partida, a participação sob a forma societária desportiva e a inexistência de dívidas vencidas e não pagas à FPF. Ao nível infraestrutural, a Liga Portugal exige às SD candidatas o licenciamento do estádio – de acordo com o Regulamento de Infraestruturas –, a realização de vistorias ao recinto – com base no Regulamento de Competições – e uma estrutura para suporte televisivo e publicitário – localização de câmaras, TV Compound e publicitação homogénea. A Direção Executiva do organismo, por via regulamentar, pode, conforme descreve o Manual, impor a realização, se se justificar, de intervenções nas infraestruturas. Por fim, são expostas as datas de cumprimento do calendário de licenciamento de estádio de candidata de competição profissional e não-profissional. 9

O cumprimento dos critérios financeiros pelas SD obedecem, primeiro, à definição da entidade à qual se reporta, delineação das atividades futebolísticas – entre elas contratação de atletas, operações de financiamento ou uso e gestão de instalações; depois, solicita-se a identificação de revisor oficial de contas, a definição de orçamento, o compromisso de entrega de contas e inexistência de dívidas a SD, jogadores, treinadores, funcionários, além da Autoridade Tributária e Segurança Social. O Manual de Licenciamento – ao qual se acrescentam 12 anexos aos critérios financeiros – informa, também, que a SD candidata deverá cumprir o Programa de Sustentabilidade Económica e Financeira das SD. O documento refere, ainda, que “o incumprimento (…) constitui exclusão do procedimento de licenciamento”. Este foi um Manual elaborado conjuntamente pelos representantes dos Grupos de Trabalho da área Jurídica, Financeira e de Competições das SD e da Liga Portugal, que se reuniram ao longo de sete meses durante esta época.

LIGA-TE Nº9


FUTEBOL E RESPONSABILIDADE SOCIAL DE MÃOS DADAS Seminário organizado pela European Leagues e pela Fundação do Futebol-Liga Portugal teve lugar no Estádio do Sport Lisboa e Benfica e contou com a presença de vários convidados internacionais.

A

Responsabilidade Social no futebol esteve em debate, no passado dia 04 de abril, no Estádio do Sport Lisboa e Benfica, num seminário pioneiro, em Portugal, que contou com organização conjunta da Fundação do Futebol – Liga Portugal e da European Leagues, contando ain-

da com a parceria da Fundação Benfica, na condição de anfitriã. Numa sessão que contou com discursos de abertura dos presidentes dos respetivos organismos, Pedro Proença (Presidente da Liga Portugal) e Lars-Christer Olsson (Presidente da European Leagues), a ordem de trabalhos divi-

diu-se entre mesas redondas de debate e apresentações de responsáveis da Fundação do Futebol da Liga Portugal, Fundação Benfica e Fundação Barça. Nas mesas redondas marcaram presença os representantes de responsabilidade social: Nick Pechard (Premier League), Nicky Reid (Scottish Premier-

FUNDAÇÃO BENFICA A SUBIR PATAMARES J

orge Miranda, Diretor Executivo da Fundação Benfica, levou a cabo uma apresentação dirigida ao vasto auditório presente, no Estádio do Sport Lisboa e Benfica. A unicidade e a dimensão deste evento, foram motivos pelos quais a Fundação Benfica não pode deixar de se associar, sempre com o pensamento em “ajudar a reunir todos os clubes e realizar uma grande obra nesta área especial que é o desenvolvimento da solidariedade social, onde é mais o que nos une do que aquilo que nos divide.” Para sustentar esta tese, o responsável da Fundação Benfica usou o exemplo da mais recente campanha de recolha de bens do clube, que juntou 138 toneladas de bens para Moçambique e elogiou também a ação levada a cabo pela Fundação do Futebol- Liga Portugal, e que contou com adesão total das Sociedades Desportivas, muito pela “boa vontade dos portugueses, que operaram um verdadeiro milagre.” LIGA-TE Nº9

ASSISTA À REPORTAGEM COMPLETA NA LIGA TV

10

www.ligaportugal.pt


ship), Tarek Hegazy (Bundesliga), Adriano Orbea (La Liga), Sitjn Van Bever (Jupiler Pro League) e Jérôme Belaygue (Ligue 1), com o foco sempre colocado na partilha de experiências e apresentação de ideias, que possam aumentar o impacto da responsabilidade social no futebol internacional.

PODER E RESPONSABILIDADE

NA FUNDAÇÃO BARÇA

A

isha Al-Said Abella, Diretora de Inovação e Conhecimento da Fundação Barça, foi uma das convidadas e, visivelmente agradada com o evento, frisou o facto de estarmos num campo com www.ligaportugal.pt

grande exposição, sendo que “o futebol tem muito poder e quando há muito poder, é preciso ter muita responsabilidade.” Como tal, é preciso utilizar “esse poder com o devido respeito em todos os sectores que estão atentos a um clube desportivo.” O alcance global da marca FC Barcelona não foi esquecido pela representante do clube catalão, que salientou o trabalho desenvolvido para um contexto internacional: “Na Fundação Barça não trabalhamos apenas na Catalunha, mas em e para 59 países.” 11

A VISÃO DA UEFA E UM NOVO DESAFIO PARA A PRÓXIMA ÉPOCA

O

encerramento desta sessão ficou a cargo de Patrick Gasser, diretor de responsabilidade social na UEFA, que expôs todo o trabalho desenvolvido pelo organismo que tutela o Futebol Europeu neste âmbito, e que exprimiu o desejo de que esta área possa vir a ganhar cada vez mais importância e destaque no panorama do futebol europeu. Recorde-se que, a partir da próxima época, dando sequência ao sucesso e à importância desta área no futebol nacional, será criado um Grupo de Trabalho composto por membros das Sociedades Desportivas da Liga Portugal, onde os Valores no futebol, a Liga Ambiente e a Responsabilidade Social no Futebol serão alguns dos temas abordados. LIGA-TE Nº9


VENCEDORES DO CENTRO

DE ESTUDOS CHEGAM À LIGA, EY E SABSEG Diogo Sá, José Carlos Barbosa e Ricardo Pinheiro Gonçalves foram os premiados da primeira edição do projeto.

C

hegou ao fim a primeira edição do projeto Centro de Estudos, levado a cabo pela Fundação do Futebol – Liga Portugal, e que contou com o apoio da EY, SABSEG e da FADU (Federação Académica do Desporto Universitário). Após a apresentação dos trabalhos, na sede da Liga Portugal, no passado dia 22 de

PROPOSTA DE BILHETEIRA

Pinheiro Gonçalves, que, por sua vez, apresentou ao júri “Administração de Sociedades Desportivas: a «Corporate Governance e a Business Judgment Rule». Com o fito de “alertar para alguns problemas que se verificam em Administrações de algumas Sociedades Desportivas”, o estudante da Universidade do Minho vai, assim, ter direito a um estágio remunerado na SABSEG, por um período de seis meses, recebendo ainda 1.000,00€ (mil euros).

ONLINE VALEU PRIMEIRO LUGAR Num projeto com o propósito de levar alunos e ex-alunos do Ensino Superior a mostrarem as suas aptidões em áreas como a ciência e a tecnologia ao serviço do futebol, Diogo Sá acabou por ser o premiado com o primeiro lugar, graças ao trabalho: “I. TICKET – Bilheteira Online”, garantindo o valor pecuniário de 2.000,00€ (dois mil euros) e um estágio remunerado na Liga Portugal, com a duração de seis meses. O atual aluno da Pós-Graduação da Liga Portugal e da Universidade Católica do Porto considerou o seu trabalho como “promissor”, pelo facto de “atualmente não existir, a nível nacional, grande variedade de soluções para a venda de bilhetes online, podendo este ser um caminho importante no aumento do número de espetadores nos estádios.”

CONCRETIZAR DE UMA

estágio remunerado de seis meses na EY, bem como o valor pecuniário de 1.500,00€ (mil e quinhentos euros). O pódio ficou completo com Ricardo

GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO COMPLETAM O PÓDIO Na segunda posição ficou José Carlos Barbosa que apresentou o trabalho “Gestão Estratégica aplicada a uma Sociedade Desportiva de Futebol Estudo de Caso: AD Fafe – Futebol, SAD”. Com o objetivo “de ajudar os clubes a definir uma visão estratégica e potenciar ao máximo os seus recursos”, o estudante do Instituto Universitário da Maia logrou, assim, um LIGA-TE Nº9

março, a entrega de prémios aos trabalhos vencedores teve lugar durante as Jornadas Anuais da Liga Portugal, no dia 03 de abril, no Estádio do Sport Lisboa e Benfica. O vencedor conquistou o acesso a um estágio de seis meses na Liga Portugal, enquanto o 2.º classificado vai estagiar na EY, com o 3.º lugar a ficar atribuído à Sabseg.

12

“RESPONSABILIDADE PARA COM A SOCIEDADE PORTUGUESA”

No balanço à primeira edição do Centro de Estudos, Susana Rodas, Diretora Executiva de Marketing da Liga Portugal e responsável pela Fundação do Futebol, faz um balanço “muito positivo”, naquele que foi um projeto “que desempenhou muito bem a função de veículo para a entrada de novos talentos de diversas áreas, com capacidade para servir o futebol profissional”, cumprindo, assim, um “papel de responsabilidade que temos para com a sociedade portuguesa, ao nível do desenvolvimento da investigação.” Para além da Diretora Executiva da Liga Portugal, o restante júri, que avaliou os trabalhos, foi composto por Hermano Rodrigues (EY), Rui Romeiro (SABSEG), Manuel Veloso (FADU) e Sónia Carneiro (Diretora Executiva Coordenadora da Liga Portugal). www.ligaportugal.pt


PROTEÇÃO

ÀS LIGAS NACIONAIS Lars-Christen Olsson, Presidente da European Leagues lembrou, no final da Assembleia Geral, que decorreu em Lisboa, que os campeonatos internos são a “base do esquema competitivo”.

A

European Leagues (Associação Europeia das Ligas de Futebol Profissional) realizou a sua 38.ª Assembleia Geral Ordinária, no dia cinco de abril, no Estádio do Sport Lisboa e Benfica, em Lisboa, numa sessão que contou com forte adesão das Ligas associadas. Com o intuito de debater questões prementes no atual panorama do futebol europeu, os membros das ligas europeias encontraram-se numa reunião magna, onde vincaram a necessidade de encontrar um patamar de equilíbrio entre as provas nacionais de cada país e as competições europeias. Para o Presidente da European Leagues, o sueco Lars-Christen Olsson, “as competições mais importantes são as provas internas, uma vez que estas são a base do esquema competitivo,

FERNANDO GOMES

CONVIDADO E UM NOVO MEMBRO DA EL LIGA-TE Nº9

sendo, inclusivamente, o principal desejo dos seus adeptos.” O líder da European Leagues, expressou, ainda, o desejo do desenvolvimento das ligas nacionais poder “acontecer em simultâneo com as competições internacionais.” Já Georg Pangl, Secretário Geral da European Leagues, colocou o seu foco nas assimetrias no que toca à distribuição de receitas pelos clubes, salientando “não estar feliz” com um sistema onde “12 equipas totalizam 39% do bolo de receitas em patrocínios e atividades de marketing, estando os restantes 61% divididos por todas as restantes equipas.” O Secretário Geral da European Leagues frisou, ainda, o facto de as receitas em 2018 “serem 90 vezes superiores a 1992, ano de arranque da UEFA Champions League” e como tal, é ne-

P

edro Proença, Presidente da Liga Portugal, e Fernando Gomes, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, foram condecorados, momentos antes no início da Assembleia, recebendo uma lembrança das mãos de Lars-Christer Olsson, naquela que foi a segunda Assembleia da European Leagues a ter lugar em solo português, depois de em 2017 ter sido realizada no Estádio do Dragão, no Porto. Note-se que Fernando Gomes foi convidado

14

cessário “haver uma distribuição mais igualitária para evitar que este fosso competitivo continue a aumentar.” Pedro Proença fala em “pontos de equilíbrio” . De acordo com estas ideias está, também, o Presidente da Liga Portugal, Pedro Proença, que vê a proteção das provas nacionais como “fundamental, pois só com boas ligas é possível ter

especial da EL, depois de na véspera ter participado no jantar de boas-vindas, que decorreu no Castelo de São Jorge, em Lisboa. Nesta Assembleia Geral houve ainda tempo para tornar a Liga Norte-Irlandesa de Futebol Profissional no novo membro da European Leagues. O contingente passa, assim, a abranger 36 Ligas membros e Associações de Clubes de 29 países Europeus.

www.ligaportugal.pt


REUNIÃO EM MAIO COM OS CLUBES A

boas competições internacionais.” A possibilidade de os fins-de-semana serem ocupados por jogos de competições internacionais mereceu, igualmente, a atenção do Presidente da Liga Portugal e membro do board da European Leagues, que considera “em nada beneficiar o futebol português.” “Há uma evolução natural, mas temos de encontrar pontos de equilí-

www.ligaportugal.pt

brio, no interesse do bem comum, o futebol”, especificou. No que toca ao impacto de uma possível alteração no modelo competitivo das provas europeias, e do modelo de distribuição de receitas, o líder da Liga Portugal demonstrou a sua preocupação “sobre o impacto que essas alterações possam ter numa liga de média dimensão, como é a Liga NOS.”

15

European Leagues vai realizar em Madrid, nos dias seis e sete de maio, nova reunião de trabalho, onde vai ser dada sequência às temáticas levantadas nesta assembleia, onde, também, marcará presença a European Club Association (ECA). Para este encontro estão convidados todos os clubes do Futebol Profissional, de modo a entrarem na discussão. No dia seguinte a este importante encontro, o Board da European Leagues reúne-se com o Comité Executivo da UEFA, de forma a discutir qual será o foco do futebol europeu depois de 2024. A European Leagues acredita que esta reunião será uma excelente oportunidade para criar um diálogo transparente em benefício dos clubes profissionais.

LIGA-TE Nº9


SOLIDARIEDADE

EM EVIDÊNCIA NO ASSISTA À REPORTAGEM COMPLETA NA LIGA TV

Fundação do Futebol-Liga Portugal, Sociedades Desportivas e Parceiros da Liga Portugal unidos em campanha que redundou em sucesso.

A

Fundação do Futebol-Liga Portugal, contando com o apoio de todas as Sociedades Desportivas que participam nas competições profissionais e de diversos parceiros, não ficou indiferente e decidiu marcar a diferença pela positiva, em nova campanha de solidariedade, desta vez dirigida a um pais “irmão”, como é o caso de Moçambique. Após o Ciclone Idai ter atingido aquele país, deixando um rasto de destruição na zona da Beira, e de milhares de pessoas terem ficado desalojadas, a Fundação do Futebol-Liga Portugal decidiu associar-se aos diversos atos de solidariedade que se fizeram notar e enviar, também, o contributo para quem mais precisa. Para tal, na 27.ª jornada da Liga NOS e da LEDMAN LigaPro, foram recolhidas toneladas de bens e materiais de primeira necessidade, como alimentos, produtos de higiene, medicamentos ou roupa, em vários pontos de recolha, espalhados de norte a sul do país, passando, também, pelos arquipélagos da Madeira e Açores. Terminada a ronda, foi tempo de se juntarem todos os donativos e se realizar uma triagem, que aconteceu nas instalações facultadas pela União de LIGA-TE Nº9

Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, onde se separaram as roupas por tamanhos e faixas etárias [crianças e adultos], assim como todos os bens por categoria [alimentos, medicamentos, entre outros). O resultado terminou com um acumular de paletes cheias de ajuda para os mais necessitados. Foram várias as figuras representativas da Liga Portugal que participaram na triagem, entre as quais Sónia Carneiro, Diretora Executiva Coordenadora da Liga Portugal, Susana Rodas, Diretora Executiva de Marketing ou Helena Pires 16

Diretora Executiva das Competições. Rúben Ferreira, Coordenador da Fundação do Futebol-Liga Portugal, garante que a Instituição “vai cada vez mais trabalhar junto das Sociedades Desportivas”, a fim de “acrescentar valor nas comunidades locais, na comunidade nacional e, obviamente, a nível internacional” Com o apoio da Liga Moçambicana, da Helpo ONGD e da TAP Portugal, bem como dos Escoteiros e da Junta de Freguesia de Massarelos, a ajuda foi enviada e chegou até às vítimas da catástrofe que passou pelo continente africano. www.ligaportugal.pt


ASSISTA À REPORTAGEM COMPLETA NA LIGA TV

ALUNOS DA APPACDM VISITAM TREINO DO RIO AVE FC A

Fundação do Futebol – Liga Portugal proporcionou um dia inesquecível a 30 alunos da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM). Pela manhã e na semana que antecedeu a Páscoa, os alunos visitaram a sede da Liga Portugal, onde conviveram com os colaboradores da instituição, havendo partilha num pequeno almoço muito

www.ligaportugal.pt

animado. No fim da visita, foi-lhes oferecido equipamento desportivo e tirada uma fotografia de grupo, que eternizou o momento. A culminar o dia, foram até Vila do Conde, onde puderam assistir ao treino do Rio Ave FC, tendo visitado as instalações do clube. A animação foi visível no rosto de todos, e esse sentimento seria exponenciado no final do treino, onde todos

17

tiveram a oportunidade de conviver com os atletas, partilhando fotos, autógrafos e momentos para recordar. A APPACDM, organização sem fins lucrativos fundada em 1969, presta-se à solidariedade social, contando com a iniciativa voluntária de particulares no apoio a pessoas com atraso de desenvolvimento.

LIGA-TE Nº9


ASSISTA ร REPORTAGEM COMPLETA NA LIGA TV

LIGA-TE Nยบ9

18

www.ligaportugal.pt


“TENHO

O OBJETIVO DE TREINAR LÁ FORA” Aos 55 anos de idade, José Mota atingiu, na 29ª jornada da Liga NOS, o 400º jogo como treinador principal nesta competição. Numa entrevista de carreira, o atual técnico do GD Chaves dá-se a conhecer. Recorda os tempos de jogador, o ídolo de quem se tornou amigo para a vida, os jogadores que o marcaram, o “treinador de bancada” que lhe deu uma lição… E revela a ambição de um pai realizado.

C

ompletou, na 29ª jornada da Liga NOS, os 400 jogos como treinador principal na I Liga. Que significado tem para si este número? É um marco importante para todos nós. Falo em nós porque incluo a minha família em todo este percurso. Sabemos que na nossa vida precisamos de ter essa estrutura familiar sempre presente, para que possamos trabalhar de uma forma tranquila. E se esta marca, no início da carreira, não era um objetivo, com o passar do tempo passou a sê-lo porque percebi que poderia, de facto, chegar a este patamar. Foram 400 jogos na I Liga. E muitos outros na II Liga também. Eu não gosto muito de separar as duas competiwww.ligaportugal.pt

ções. Penso que há as mesmas responsabilidades em ambas, até porque os jogos na II Liga fizeram-me, também, crescer. O treinador costuma ser o primeiro sacrificado quando os resultados não surgem. Esta insegurança alguma vez o fez deixar de acreditar que seria possível manter-se na ribalta? É sempre importante nós sabermos quais são os riscos da nossa profissão. Não é fácil. Muito pelo contrário. É preciso estarmos preparados para as adversidades. É preciso vermos o que ela nos traz. Para além de ser de grande risco, também é uma profissão de grande desgaste emocional. Temos que estar preparados para este tipo de situações e saber vivê-las de uma forma o mais tranquila possível. 19

Essa atitude também é, certamente, fruto da experiência. Como começou a preparar a sua carreira de treinador? A minha vida como treinador começou a ser trabalhada desde os meus 24 anos, fazendo, na altura, o primeiro nível de treinador. Quando todos os meus colegas me diziam que isto era uma ideia errada, eu persisti, continuei a avançar, e quando tinha 33 anos, no final da minha carreira de futebolista, já tinha conseguido fazer o 4º nível de treinador. Isto significa que quando ainda jogava já estava preparado para exercer a profissão. Ou seja, nós temos, também, de perceber o que é que pretendemos. Não é chegarmos ao final de uma carreira de futebolista e depois não estar preparado para os desafios que podem surgir. Costuma partilhar essa preocupação com os seus jogadores? Falo muitas vezes com os meus jogadores e digo-lhes para se preparem para o futuro. Normalmente, quando somos atletas, não pensamos no dia de amanhã, focamo-nos apenas no dia a dia. Mas quando a carreira chega ao fim sentimos um vazio, uma indiferença em relação a tudo o que fizemos, e passamos para segundo plano. E nós temos de perceber que tal não pode acontecer. Os jogadores não podem sair do relvado, sair do balneário, sair do confronto diário, para um vazio para o qual muitos não estão preparados e acabam por não conseguir fazer outras coisas para além do futebol. Nesta edição da revista Liga-Te, o Tarantini, do Rio Ave FC, fala, precisamente, da necessidade de os jogadores prepararem, antecipadamente, o fim da carreira. Nomeadamente, aqueles que pensam em ser treinadores… Sim, em termos curriculares existe cada vez maior dificuldade para se tirarem os cursos obrigatórios da UEFA, e quem pensar em ser treinador terá que o fazer o mais rapidamente possível, porque, neste momento, são necessários são 10 anos para se tirar o 4º nível, o UEFA Pro. E depois há outras dificuldades. Mesmo que não seja no nosso mercado, há sempre outras opções, porque o treinador português, neste momento, é conceituado e abrem-se muitas portas no exterior. Eu, por exemplo, estive a treinar na Tunísia e lá eles exigiam a todos os treinadores que tivessem o 4º nível, pelo que os meus adjuntos tinham de estar preparados para isso. Eu sempre exigi trabalhar com treinadores de 4º nível. Neste momento, tenho o Paulo Sousa e o João Silva também com o 4º nível. Mas já tive LIGA-TE Nº9


Começou como adjunto, no FC Paços Ferreira, em 1996/97. Desde essa altura, o futebol mudou muito. Necessitou, enquanto treinador, de se transformar também muito para conseguir manter-se sempre a treinar? Sim, o futebol muda constantemente. Muda em termos de fisiologia. Em termos de métodos de treino. Mudou ao nível do gabinete médico, da visualização de vídeos. Há uma série de vertentes e de técnicos que, entretanto, foram introduzidos no futebol e que são uma mais-valia. É claro que nós temos de saber acompanhar toda essa evolução. Quais foram os seus treinadores de referência? Tive três referências importantes. O Vítor

outros adjuntos nessas condições, como o Nuno Manta Santos, o José Gomes, o Jorge Mendonça… Portanto, nós temos de perceber que o treinador responsável tem também que se responsabilizar pelos seus colaboradores e exigir que eles tenham as mesmas capacidades, pelo menos em termos de habilitações, que o treinador principal. Já agora, como se define enquanto treinador? Eu acho que sou rigoroso e exigente. Mas também gosto que os atletas estejam à vontade no relacionamento humano. Tenho feito e mantido, ao longo dos anos, amizade com inúmeros atletas. Costumo dizer que temos de sentir o que é esta profissão.

Oliveira, que foi meu treinador durante quatro anos e que tem uma forma de estar muito interessante. Ele lidera de uma forma com que me posso identificar um pouco. Foi uma pessoa que me abriu as portas e com quem mantenho uma amizade. Também o Jaime Pacheco, uma pessoa que idolatrava, que era um jogador fantástico e que, depois, foi meu treinador no Paços de Ferreira. Criamos uma relação muito forte. Esses foram os dois treinadores que mais me influenciaram enquanto jogador. Depois, já como treinador adjunto, há uma pessoa que foi responsável pela minha carreira. O Henrique Calisto. Era uma pessoa que gostava de ouvir e que me deu sempre aquela força, que me

z

LIGA-TE Nº9

20

www.ligaportugal.pt


disse que eu tinha condições para ser treinador. Foram três pessoas que me marcaram muito. O José Mota impõe o seu futebol às equipas que treina, ou prefere adaptar-se aos plantéis com que trabalha? Depende da situação. Por vezes, temos, efetivamente, que nos adaptar às equipas com que trabalhamos. Por exemplo, quando cheguei ao Grupo Desportivo de Chaves, sabia perfeitamente o que ia encontrar, e portanto não podia chegar a impor a minha ideia de jogo. Tive que me formatar um pouco às características dos jogadores e à ideia de jogo que estava construída. Se for possível alterar algo que achamos muito importante para que as coisas melhorem, claro que temos de

www.ligaportugal.pt

exercer o nosso cunho pessoal. Mas isto são situações diferentes, em que o campeonato está numa fase adiantada e é preciso trabalhar os aspetos psicológicos. Portanto, numa situação destas tenho que ser um treinador diferente daquilo que sou quando faço o início de época. Como treinador, fica inevitavelmente ligado às 10 épocas que passou no FC Paços de Ferreira. Houve alguma mais marcante, para si? Sim. Foi o primeiro título dos dois títulos de campeões da II Liga, em 1999-2000. Nunca vou esquecer esse primeiro título, para além, claro, de outros feitos como, por exemplo, atingir a Taça UEFA e os dois sextos lugares. Mas esse primeiro campeonato foi, realmente,

fantástico. É o meu primeiro ano como treinador, eu que acabava de substituir o Henrique Calisto, e a equipa acaba por ter uma prestação excelente e consegue ser campeã. Olhe, precisamente, ao vencer por 1-0 aqui em Chaves, no último jogo do campeonato! Acho que as pessoas de Paços de Ferreira nunca se vão esquecer, porque quando faltavam jogar 14 jornadas estávamos numa situação de descida. E, com 12 vitórias e dois empates, acabamos por ser campeões na última jornada e fomos promovidos à I Liga. No fundo, como jogador e treinador, passei 23 anos no Paços de Ferreira, com uma dedicação enorme, e que, portanto, me marcaram muito.

Que outros clubes o marcaram? O Leixões, por exemplo, onde conseguimos a melhor classificação de sempre. Onde estivemos em 1º lugar durante bastante tempo. Onde me deu um gozo enorme ouvir uma entrevista do Jesualdo Ferreira, então treinador do FC Porto, que incluiu o Leixões como candidato ao título. Foi das coisas mais marcantes que eu tive no futebol. Ainda hoje recordo e me dá vontade de rir. Quando estou com ele, de vez em quando, ainda falamos disso. Também lembro, claro, a final da Taça de Portugal, com o Desportivo das Aves, que vencemos. Foi um sonho de criança. Também a subida do Aves à I Liga. A subida do Feirense, etc.. Mas houve momentos menos bons, como a descida do Gil Vicente à II Liga, que me ajudaram muito a crescer como treinador. Falamos aqui de passado. Mas, e o futuro? Ainda tem objetivos por cumprir? Tenho. E eu vou revelá-los para conhecerem como é a minha forma de pensar e agir. Eu tenho o objetivo de treinar fora. Gostei da minha experiência na Tunísia e, portanto, estou a preparar-me para isso. Já tive algumas possibilidades, mas nunca o fiz porque tive sempre o papel de pai e de marido. Neste momento, tenho a vida estruturada, as minhas filhas têm o seu curso, trabalham, têm as vidas delas organizadas, e agora começo a pensar em dar esse passo. Quero conhecer o mundo enquanto tenho saúde e sou jovem como treinador. Conhecer outras culturas, outro futebol. E se esta profissão nos dá a possibilidade de podermos trabalhar em qualquer parte do mundo,

sendo um emigrante privilegiado, que é uma das benesses desta profissão, eu também quero beneficiar disso e saber como é o futebol noutros países. É uma ambição que tenho. Neste momento, começo a pensar muito seriamente nela. E em Portugal, qual a equipa que gosta mais de ver jogar? Gosto muito de ver o FC Porto jogar. Já o disse ao Sérgio Conceição. Porque é equipa que não só tenta jogar o futebol português, muito de apoio, mas que também tem uma vertente de jogo mais rápido, mais direto, com jogadores que conseguem chegar a uma zona de finalização de uma forma fácil, em dois/três toques. Isso é o que me seduz no futebol. Que jogador que gostaria de treinar? O Cristiano Ronaldo. Porque todos aprendemos muito com ele. Eu admiro-o não só pelos golos que faz, mas também pela forma como ele se envolve. A forma como lá chegou. No Sporting, quando o conhecemos, era um menino habilidoso, um jogador de drible. Jogava um pouco para o brilharete de bancada. Mas, se repararmos na evolução dele, o Cristiano não deixou de ter esse potencial, mas mudou a sua forma de jogar. Começou a olhar para o objetivo. Começou a ser uma máquina de golos. Quando ele percebeu onde poderia chegar, já no Manchester United, começou a ser um jogador que em vez de servir é servido, que olha muito para a finalização, a trabalhar aspetos em que não era tão bom, como o jogo aéreo. Ou seja, a trabalhar uma série de fatores que fizeram dele, para mim, o melhor jogador da história do futebol.

21

LIGA-TE Nº9


“O JAIME PACHECO SEMPRE FOI A MINHA GRANDE REFERÊNCIA” F

açamos uma viagem ao passado do José Mota. Começou a jogar futebol com que idade? Com 12 anos, no Aliados de Lordelo. Após esse período, estive um ano nos juvenis e outro nos juniores do FC Porto, onde joguei com jogadores como o Semedo e o Bandeirinha, que chegaram à Seleção. Fomos campeões nacionais. Recorda-se do primeiro treino no Aliados de Lordelo, com 12 anos? Recordo-me perfeitamente. Nunca vou esquecer. Na altura, eu tinha alguma habilidade, estava a estudar. Tinha alguns colegas que jogavam no Aliados de Lordelo e começaram a dizer-me “eh pá, tens que ir jogar para o Aliados, porque tu tens talento, podes ajudar-nos”. E então eu fui. O meu irmão também jogava no Aliados de Lordelo e acabei por lá ir treinar. Tinha talento e fiquei logo lá, a jogar. Quais eram, na altura, os seus jogadores de referência? A minha referência, na altura, era um jogador que também jogou no Aliados de Lordelo, que era da minha terra, e estava a dar cartas no FC Porto. Era o Jaime Pacheco. Adorava vê-lo jogar. Aquela criatividade que tinha, a forma como se entregava ao jogo de corpo e alma. Adorava o que ele fazia. O Jaime morava lá em Lordelo e via muitas vezes os nossos jogos. Desde aí começamos a ter uma relação muito forte. Depois, quando fui para o FC Porto, ele deu-me muitas vezes boleia e criamos uma amizade que nos fez estar sempre juntos. Dessa amizade com o seu ídolo nasceram muitas histórias para contar? Temos muitas. Por exemplo, quando ele foi jogar para o Sporting eu fui para a tropa em Lisboa. Por isso, ficava em casa dele. A nossa relação foi sempre uma LIGA-TE Nº9

coisa muito boa. De grande amizade. Uma amizade pura, que se manteve porque sempre soubemos respeitar as ideias de cada um. E o Jaime Pacheco foi sempre aquela minha grande referência. Até porque, se calhar, naquela altura eu já não olhava apenas para a técnica, e ele era um jogador tecnicamente muito evoluído, mas também para outros padrões. Recordo-me, por exemplo, que ele era um jogador insubstituível para a equipa. Com o José Maria Pedroto ele jogava na posição 6, mas se fosse preciso jogava a lateral esquerdo, lateral direito, na posição 8… Ou seja, era um atleta sempre preparado para ajudar a equipa naquilo que o treinador lhe pedisse. E isso passou-se um pouco comigo também. Eu sempre me identifiquei com esses jogadores que eram solidários, trabalhadores, exemplos que envergavam a camisola e a braçadeira com uma atitude muito digna. Eram jogadores que tinham um respeito muito grande dentro do balneário. E neste percurso como treinador, recorda algum jogador que tenha sido exemplar? Vários. Por exemplo, o Rafael, que foi um atleta que despontou no P. Ferreira e que foi para o FC Porto [ndr: terminou a carreira no Porto Alegre FC (Brasil), em 2011]. O Beto também, que jogou no Paços e depois esteve no Benfica. E com quem ainda falo [ndr: terminou carreira no Ypiranga FC (Brasil), em 2013]. Ou o Wesley, que ainda há uns dois meses esteve cá e a primeira coisa que fez foi ligar-me a convidar para jantar [ndr: terminou a carreira em 2013, no União Barbarense, Brasil]. Foram importantes na minha carreira. Certamente, viveu já muitos episódios insólitos como treinador. Há algum que possa partilhar? Alguns. Recordo-me, por exemplo, de uma história com o Renato Queirós. Num jogo da Naval, na I Liga, em que ele está no banco, mandei-o aquecer. Entretanto, ele entrou e fez golo. E o festejo dele foi vir a correr direto ao banco, e quando pensei que me vinha abraçar, fico com os meus braços abertos e ele desvia-se e senta-se no banco, no lugar onde estava. E disse assim para mim: “O meu lugar não é aqui!...”. Eu recordo-me que a minha reação foi pegar-lhe pelo cabelo, dar-lhe um pontapé no rabo e dizer-lhe “vai mas é lá para dentro fazer outro golo!”. Hoje em dia, lembramo-nos muitas vezes desse episódio. Era aquela relação que nós tínhamos. E era uma equipa fantástica. 22

www.ligaportugal.pt


“OS JOGADORES QUE NÃO JOGAM SÃO OS MAIS IMPORTANTES” N

uma equipa de futebol só podem jogar 11. Mas todos querem ser titulares. Como gere esta situação? É muito difícil. É claro que o jogador pensa sempre que é uma injustiça não jogar. O meu discurso com o grupo é dizer-lhes “posso ser mais amigo do A do que do B, mas garanto-vos uma coisa: eu vou tentar ser justo”. Portanto, tudo o que faço, faço-o com o sentido de justiça, dentro daquilo que acho melhor para a equipa e para o clube. Isso é muito importante para mim. Quando errar, quero errar sempre pela minha cabeça. Agora, nós percebemos que gerir um grupo de trabalho não é nada fácil. No dia a dia, como é que faz? Sempre tive uma grande preocupação. Eu sei que tenho que dar muita atenção aos que não jogam. Porque esses é que estão a precisar. Os que jogam, naturalmente estão contentes. Já me têm dito que, se calhar, não é a melhor opção, mas eu também não estou aqui para dizer se é ou não. Eu estou aqui para perceber aquilo que é o conceito de liderança e fazer os jogadores perceberem que estão a ser preparados para… Portanto, para mim, mais importantes do que os que jogam são os que não jogam. Se nós conseguirmos ter os que não jogam minimamente contentes, com certeza que as coisas serão sempre mais simples. O maior “inimigo” do treinador é o “treinador de bancada”. Toda a gente percebe de futebol, não há adepto que não tenha opinião sobre a equipa que deve jogar. Como lida com este fenómeno? Vou-lhe contar uma história de quando jogava. Penso muitas vezes nesse senhor, de quem me tornei, depois, grande amigo e que já faleceu. Era um adepto do Paços de Ferreira, que os próprios comentadores da televisão referiam como sendo um fanático com um grande vozeirão, que se ou-

www.ligaportugal.pt

23

via no estádio todo. Esse senhor tinha uma forma de estar que nós, jogadores, não gostávamos. Quando ele pegava num jogador, sabíamos que ia ser do primeiro ao último minuto. Um dia, chegou a minha vez. Ele levantava a voz e gritava – não era bem com estes termos… - “Ó Mota, tu não jogas nada”… E eu olhava para ele e pensava, “eh pá, eu vou dar cabo do senhor Alfredo”. E lá voltava ele outra vez, “Ó Mota, tu não jogas nada”. No jogo seguinte, o homem lá veio outra vez pegar no meu pé. Passadas umas duas semanas, encontro-o no café do estádio, vou ter com ele e digo: “desculpe lá, quero falar consigo”. E ele, “então? sobre?”… E eu disse-lhe que achava que não estava a ser correto comigo. E ele respondeu-me assim: “Olhe, Mota. Eu nunca lhe disse que você não trabalhava. Eu nunca lhe disse que você era um chulo”, disse-me com estas palavras. “Não, só lhe disse que você não estava a jogar nada. E isso é verdade”. E eu percebi, exatamente, o alcance daquelas palavras. Ou seja, nós podemos não jogar nada. Mas a nossa atitude tem que ser sempre grande. Temos que estar de corpo e alma preparados para o que der e vier. Foi uma lição… Percebi aquilo que ele queria dizer. Isto é, “eu tenho que dar sempre o meu máximo, eu tenho que estar sempre preparado para as adversidades, eu tenho que entrar e sair sempre pela mesma porta, em todo o lado onde trabalhe”. Porquê? Porque tenho de ter sempre a minha consciência tranquila. Saber que dei o máximo em prol do clube. Se eu o fizer, não vou ter problemas. As pessoas vão-me respeitar. Agora, claro que há dias menos felizes. Há momentos em que o trabalho não sai tão bem. Mas eu tenho que estar preparado para trabalhar sempre no meu limite e dar tudo o que tenho. E isso aconteceu em todos os clubes por onde passei. É uma honra para mim dizer que toda a gente me respeita em todos os clubes por onde passei. Sempre entrei e saí pela mesma porta. Independentemente dos resultados. E isto é muito mais importante para mim do que os títulos que ganhei, as descidas ou subidas que tive. É o respeito que sempre existiu pelo treinador José Mota e o respeito que eu sempre tive pelas instituições. Esta é, talvez, a “medalha” mais gratificante que tenho. LIGA-TE Nº9


LIGA-TE Nยบ9

24

www.ligaportugal.pt


Na reta final da temporada, a emoção toma conta de jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos. Uns de tristeza e outros de alegria. Só um vai ser Campeão Nacional, mas a certeza é grande quando falamos de competitividade das nossas provas. As indefinições ainda são muitas, mas a saudade do principal escalão do futebol português já toma conta de todos quantos gostam de futebol. Cairá a cortina em 2018-19 e levanta-se a da temporada 2019-20. Com protagonistas novos, mas as mesmas ambições.

www.ligaportugal.pt

25

LIGA-TE Nº9


LIGA-TE Nยบ9

26

www.ligaportugal.pt


O drama e a felicidade tomam conta das últimas jornadas da temporada. Uns não evitam a despromoção, mas sabem que o objetivo é voltar o quanto antes ao Futebol Profissional e, outros, vivem sentimentos opostos, de euforia com regressos à Liga NOS. O FC P. Ferreira, orientado pelo campeão das subidas, Vítor Oliveira, fica já na história do campeonato 2018-19 por ter sido o primeiro a celebrar, num escalão que promete luta até à 34.ª jornada. A LigaPro é, sem dúvida, um dos orgulhos do Futebol Profissional.

www.ligaportugal.pt

27

LIGA-TE Nº9


Ricardo Monteiro na universidade. Tarantini nos relvados. Aos 35 anos, o médio do Rio Ave FC quer concretizar o raro feito de terminar o doutoramento a jogar, depois de ter completado duas licenciaturas e um mestrado. No final de 2018 recebeu o Prémio Ética no Desporto, graças ao projeto “A Minha Causa”.

“QUERO TERMINAR O DOUTORAMENTO A JOGAR”

A

frase foi escrita num dos muitos (tantos!) momentos de inspiração do jornalista/ escritor Mário Zambujal. “Cada página é um livro na montra, vê-se-lhe a capa, não o que se passa a páginas tantas”. No futebol, como nas páginas de tantas vidas, as capas cobertas de ouro e assim expostas nos escaparates das montras que nos entram olhos adentro, raramente permitem adivinhar o que acontece a seguir. E a páginas tantas…, o destino (será?) dribla o mais otimista dos sonhadores, atirando-o para uma realidade cruel que pensou ser impossível. É a lesão que ceifou o sonho como um pé em riste, a idade que já não deixa as pernas correrem como dantes, ou o inevitável fim de carreira que obriga a novas opções. Quando há… Tarantini, médio de 35 anos, defende as cores do Rio Ave FC há mais de uma década e cedo percebeu que o futebol é muito bonito – “a melhor profissão do mundo”, diz – mas é fundamental jogá-lo com os pés bem assentes na relva, mesmo quando a cabeça sonha voar muito alto.

www.ligaportugal.pt

2018-19 29

LIGA-TE Nº9


Esta preocupação não só o motivou a apostar numa formação académica paralela ao futebol profissional, mas também a criar “A minha causa”, um projeto pessoal que visa o estudo e a identificação das lacunas na forma como os atletas de alta competição, em particular os futebolistas, encaram e preparam o seu futuro. Porque “as pessoas não podem ser o que não podem ver” (frase aqui roubada a Patty McCord, uma revolucionária da gestão de recursos humanos), Tarantini decidiu, também, assumir-se como um exemplo para os colegas de balneário e de profissão, bem como de muitos jovens que sonham com uma carreira brilhante de chuteira no pé. Às mais de 70 palestras motivacionais

em escolas, clubes, universidades e empresas, o médio do Rio Ave FC soma o livro “A minha causa”, onde aborda o problema das transições de carreira. Este é, também, o tema da tese de doutoramento em que está, atualmente, a trabalhar, depois de ter concretizado com sucesso duas licenciaturas – Ciências do Desporto e Educação Física e Desporto Escolar – e o mestrado na área do futebol, na Universidade da Beira Interior, na Covilhã. Um percurso desportivo, académico e humano que levou a Secretaria de Estado da Juventude e Desporto e o Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ) a distinguirem Tarantini com o Prémio Ética no Desporto, em dezembro de 2018.

Receber esta distinção foi, para o capitão do Rio Ave FC, “uma alegria enorme”, tanto mais porque culmina “um caminho de dois anos”, em que ouviu “muitos nãos de instituições e de parceiros”, o que o obrigou a “arregaçar as mangas” e “ir à luta” para concretizar o projeto em que tinha pensado. Foi quando leu a história da brasileira Bel Pesce, no livro “Faz Acontecer”, escrito pelo amigo André Leonardo, que Tarantini despertou para a necessidade de mostrar às pessoas a sua preocupação com a necessidade de preparar o futuro. Daí ao lançamento do projeto “A minha causa”, numa conferência de imprensa após um jogo, em Vila do Conde, frente ao Sporting CP, foi um passo.

“TENHO A MELHOR PROFISSÃO DO MUNDO” LIGA-TE Nº9

30

www.ligaportugal.pt


A sala encheu de jornalistas, a apresentação “teve algum impacto”, mas Tarantini confessa que, tratando-se de um jogador de futebol de primeira Liga, “acreditava que seria muito mais fácil” concretizar as suas ideias e conquistar, desde logo, parceiros para se associarem à causa. “Não foi nada disto que eu vivi. Portanto, tem sido uma luta muito árdua”, diz. A vontade de fazer a diferença fê-lo puxar pela criatividade e o projeto tem vindo a crescer alicerçado em “alguns pilares de comunicação”, designadamente as palestras, a investigação académica, o livro publicado em 2017 e, ainda, a ideia de produzir documentários que, para já, tem estado pouco em jogo por falta de tempo e dos meios necessários.

N

atural de Gestaçô, em Baião, terra situada entre serras que o viram nascer e crescer de bola colada aos pés, o miúdo Ricardo fez-se homem, tornou-se Tarantini – alcunha com que foi batizado por um treinador devido às parecenças com um astro do futebol argentino – e virou exemplo que motiva o orgulho dos seus congéneres. No passado dia 23 de março, nas Comemorações do Dia do Município, foi agraciado com a medalha de mérito desportivo pelo percurso desportivo e ações de cidadania que tem levado a cabo. “É o reconhecimento de uma carreira e é bom sentir que sou conhecido pelo meu valor”, confessa. “É sentir que as pessoas olham para o meu percurso e para aquilo que tenho feito e, essencialmente, para os valores que transmito aos mais novos. Quando falo com eles, em Baião, costumo dizer-lhes ‘façam, porque se eu consegui vocês também conseguem’. Gosto de transmitir essa força”. A verdade é que Tarantini, no tempo em que ainda era “só” o Ricardo, sonhava muito. “A minha ilusão era jogar em grandes palcos e com os meus ídolos. Nasci em Baião, numa terra onde não

www.ligaportugal.pt

31

havia grandes condições para a prática do futebol. E o meu sonho era ser jogador. Nem falava em dinheiro. O meu objetivo era estar no campo”, recorda. Se os números valem alguma coisa, o 24 pode ter tido, neste percurso, um significado especial na estreia de Tarantini na I Liga, num jogo frente ao SL Benfica, já com a camisola do Rio Ave FC. Aconteceu a 24 de agosto de 2008, quando o jogador recém-transferido do Portimonense tinha, precisamente, 24 anos… “Foi aquele momento em que eu disse ‘fogo, cheguei aqui!’. Foi a concretização de um sonho de pequenino”. Seguiram-se 11 anos no principal escalão do futebol português, dos quais recorda um momento mais alto do que todos os outros. “O que mais me marcou, sem dúvida, e me fez olhar para trás e sentir que tudo isto valeu e pena, todo o sacrifício, foi o jogo no Jamor, na final da Taça de Portugal, em 2014. Aí, sim, senti mesmo um poder enorme”. Neste trajeto profissional, Tarantini reconhece que o futebol é diferente do que imaginava quando ainda sonhava em ser jogador. Mas de uma coisa está certo: “Tenho a melhor profissão do mundo. Não haja dúvida nenhuma”. LIGA-TE Nº9


T MAIS DE 30% DOS INTERNACIONAIS TERMINAM A CARREIRA NO FUTEBOL AMADOR

LIGA-TE Nº9

rinta e quatro por cento dos futebolistas que alcançam a seleção nacional terminam a carreira em campeonatos não profissionais. Entre os jogadores internacionais, só mesmo 2,4 por cento diz adeus aos relvados nesse nível competitivo. Esta é uma das conclusões de um estudo desenvolvido por Tarantini, no âmbito da tese de doutoramento, com mais três investigadores da Universidade da Beira Interior e da Universidade Autónoma de Barcelona. O mesmo estudo, que envolve uma amostra de 10 mil jogadores, conclui que quanto maior o nível competitivo alcançado, maior é, também, a idade de

32

abandono da carreira desportiva. No entanto, o momento do fim de carreira é caracterizado por um declínio do nível competitivo para um grande número de futebolistas, com possíveis implicações na qualidade do abandono. No grupo dos não internacionais que alcançam a I Liga, 79,2 por cento terminam a carreira em campeonatos amadores. Esta percentagem situa-se nos 76,6 por cento no que respeita aos futebolistas que atingem a II Liga. Até que ponto estarão todos estes atletas preparados para um fim de carreira longe dos holofotes e dos salários “confortáveis” é o que Tarantini procura saber.

www.ligaportugal.pt


SEISCENTOS QUILÓMETROS PARA IR ÀS AULAS E

studar com o objetivo de cumprir o ensino superior sempre foi encarado por Tarantini como algo normal. A “pressão positiva” das três irmãs revelou-se decisiva, numa fase inicial, para terminar o secundário e seguir para a universidade. “As coisas começaram a complicar-se quando assinei o meu primeiro contrato como profissional, com o Sporting da Covilhã”, recorda. Frequentava já a Universidade da Beira Interior e, a partir desse momento, “começou aquela gestão [do tempo] quase à hora”. A inexistência de apoios específicos para atletas profissionais fez com que Tarantini tivesse de sacrificar os tempos livres de futebol em prol dos estudos e vice-versa... “Tinha que faltar a alguns treinos para ir a aulas importantes e a exames. Noutras ocasiões faltava às aulas para ir aos treinos”. Um exercício de gestão que sempre dependeu da compreensão de treinadores e professores. “Lembro-me, perfeitamente, de ir à aula das oito da manhã e, a seguir, ir para o treino, que era às 10. Depois, saía do treino e voltava para as aulas”, revela. Mais tarde, no mestrado, a rotina mudou. “Já estava no Rio Ave, tinha aulas na Covilhã, mas já lá ia só de vez em quando. Era um trabalho mais autónomo, feito em casa. Ocupava as tardes a

estudar e a ler, mais preocupado com a construção da dissertação”. Conforme o próprio confessa, este modo de vida obrigou Tarantini a fazer muitas escolhas. “Em vez de ir ao cinema, ficava em casa. Em vez de jogar playstation, estava a fazer outras coisas”. Concretizado este objetivo, em 2018 Tarantini lançou-se a novo desafio. O doutoramento! “Para mim é um desafio pessoal porque, em todo o mundo, quantos jogadores profissionais de futebol conseguiram ter um doutoramento enquanto jogam? É uma marca que também quero deixar”. Mais uma vez, aqui se fala de sacrifício e força de vontade. “No primeiro ano, que foi em 2018, acho que fui umas 10 vezes de Vila do Conde à Covilhã. Eram 300 quilómetros para lá e, depois, outros 300, no regresso, à noite”. Aproveitando o facto de folgar no Rio Ave FC à segunda-feira e ter aulas no mesmo dia, Tarantini lembra que saía de casa por volta das quatro da manhã. “Por vezes dei por mim a pensar ‘o que é que eu estou para aqui a fazer?’”, confessa. “Mas é , sem dúvida, algo que eu quero. Quero mesmo deixar esta marca e, acima de tudo, preparar-me, porque acredito que, no futuro, vai dar-me outras possibilidades. Tem muito de pessoal”.

Esta personalidade, pouco vulgar no futebol profissional, sempre fez de Tarantini uma exceção nos balneários por onde passou. Hoje em dia já não se sente um “ser estranho”, mas reconhece que os colegas o olharam, muitas vezes, como alguém diferente. “Hoje já é normal para mim. Mas, claro, durante todo este tempo essa abordagem sempre foi feita. Esse ser estranho no meio desta malta. Mas, acho que não tem um sentido negativo para mim, nem positivo para eles. Eu acho que, no fundo, olham para mim e pensam ‘devia ter esta força para conseguir fazer outras coisas’. Alguns já falaram, em entrevistas, naquele sentimento de impotência que sentem” para fazerem algo fora do futebol. A verdade é que Tarantini sempre foi diferente, mas também sempre foi compreendido, ao ponto de ser capitão, no Rio Ave FC, há várias épocas. As suas decisões “foram sempre aceites com todo o agrado”, nomeadamente pelos treinadores com que trabalhou. “É claro que, por vezes, temos de ter noção dos timings. Não vamos pedir para faltar a um jogo. Agora, no início da semana, pedir mais uma folga, isso sim. O treinador e o clube têm um papel fundamental, mas comigo sempre funcionou”, revela.

ASSISTA À REPORTAGEM COMPLETA NA LIGA TV

www.ligaportugal.pt

33

LIGA-TE Nº9


LIGA-TE Nยบ9

34

www.ligaportugal.pt


HELTON PREPARA

FUTUROS GUARDA-REDES

Clinic de “A baliza é tua” volta a Vila Nova de Gaia, com antigo guarda-redes a ensinar o que melhor sabe: técnicas de baliza.

É

mais do que um ex-jogador, embora no mundo desportivo todos o conheçam como o guarda-redes que, durante 11 anos, vestiu a camisola do FC Porto, clube onde conquistou sete títulos de Campeão Nacional. Helton é hoje um dos Embaixadores da Liga Portugal, mas é também, entre outras coisas, o responsável pelo projeto ABT – A baliza é tua. Entre o amor ao futebol e a conhecida paixão pela música, Helton foi desenvolvendo um conceito que surgiu ainda quando representava o FC Porto. Foi em 2013 que o agora ex-jogador inaugurou o clinic de “A baliza é tua”, proporcionando a várias crianças e jovens (dos 8 aos 20 anos) viverem em ambiente de estágio. Este ano, o clinic vai ter lugar de 24 a 29 de junho, com os guarda-redes em potência a terem a possibilidade de viverem uma semana que promete ser inesquecível. A ideia de lançar este projeto em Portugal surgiu durante as férias do futebol e em todas as vezes em que Helton viajava para o Brasil. Nessa altura, e “juntamente com o tio e o compadre”, o Embaixador da Liga Portugal “visitava comunidades” em Niterói, estado do Rio de Janeiro. Este trabalho social fez despertar a vontade do jogador em “trazer o conceito para www.ligaportugal.pt

35

LIGA-TE Nº9


Portugal, em moldes maiores.” O “A baliza é tua” vai já para a 6.ª edição e Helton orgulha-se das parcerias que tem feito ao longo da vida. Sobretudo em termos de relacionamentos pessoais. “Tenho amigos, antigos jogadores, que abraçaram esta causa e hoje são os meus treinadores”, explicou o antigo guarda-redes à “Liga-te”. Com os treinos a decorrerem no Estádio Municipal do Parque da Lavadeira e no Sport Clube de Canidelo, em Vila

Nova de Gaia, entre as 8h30 e as 17 h, os atletas serão acompanhados por profissionais qualificados na área da fisioterapia e nutrição. No fundo, os aspirantes a jogadores profissionais vão viver como se estivessem numa academia de alta competição e terão mesmo oportunidade de pernoitar no Parque das Lavandeiras, para sentirem o ambiente que se vive antes de um jogo de futebol. A aceitação tem sido “maravilhosa” e Helton viu-se obrigado a limitar em 30

o número de inscrições – “chegámos a ter 50”, desabafou – por forma a “dar prioridade à qualidade”, embora a quantidade lhe oferecesse outro tipo de garantias. “O valor das inscrições reverte para uma instituição”, lembrou, pelo que o aumento da periodicidade apenas poderá acontecer se aparecer “um parceiro que realmente ajude”. Até hoje, as despesas têm sido assumidas pelo próprio, no que diz respeito ao pagamento dos treinadores.

PLAYLIST’S SPOTIFY EMBAIXADORES LIGA PORTUGAL Helton • Oceano – Djavan • A Paixão (Segundo Nicolau de Viola) – Rui Veloso • Nem um dia – Djavan • Quem Não Quer Sou Eu – Seu Jorge • Foi Feitiço – André Sardet • O Sol – Vítor Kley • Smooth Operator - Single Version – Sade • The Sweetest Taboo – Sade • Hang On to Your Love – Sade • Paradise – Sade • Sunrise – Norah Jones • Pescador de ilusões – O Rappa • O que sobrou do céu – O Rappa • Clareou – Xande de Pilares • Deixa Acontecer – Grupo Revelação • Madrugada – Uzome • A Sua Boca – Vanessa Miranda • Romance Com Safadeza – Wesley Safadão, Anitta

LIGA-TE Nº9

Nuno Gomes • One – U2 • With or Without You – U2 • Fix You – Coldplay • In My Place – Coldplay • Somewhere Only We Know – Keane • Wonderwall – Oasis • Wish You Were Here – Pink Floyd • Patience – Guns N’ Roses • Sex On Fire – King of Leon • Certe notti – Ligabue • A Banda – Chico Buarque • Shallow – Lady Gaga, Bradley Cooper • Always Remember Us This Way – Lady Gaga • New Light – John Mayer • God’s Plan – Drake • X – Nicky Jam, J. Balvin • You Are The Reason – Calum Scott • I Like it – Cardi B, Bad Funny, J. Balvin • Circo de Feras – Xutos e Pontapés • Shape of You – Ed Sheeran • The Man Who Sold The World – Nirvana • Nothing Else Matters – Metallica

36

Neno • Hey (Spanish Version) – Julio Iglesias • Gozar La Vida – Julio Iglesias • Baila Morena – Julio Iglesias • La Carretera – Julio Iglesias • El Baño – Enrique Iglesias • Bailando (Spanish Version) – Enrique Iglesias • Duele El Corazon – Enrique Iglesias • Cuando Me Enamoro – Enrique Iglesias • El Perdedor – Enrique Iglesias • Esse Cara Sou Eu – Roberto Carlos • De Que Vale Tudo Isso – Roberto Carlos • Quién – Pablo Alborán • Recuérdame – Pablo Alborán • Desencuentro – Pablo Alborán • Você Não Me Ensinou a Te Esquecer – Ameritz Karaoke Português

www.ligaportugal.pt


ORGULHOSO

PELO CONVITE

COMO EMBAIXADOR

O

RAPAZES E MUITAS RAPARIGAS São dias de pura aprendizagem e companheirismo os que se vivem durante este clinic. O maior objetivo para o Embaixador da Liga Portugal é “levar os meninos e as meninas, que já são muitas e cada vez mais (!), a ficarem um pouco mais perto do sonho de serem guarda-redes.” É certo que nem todos seguem carreira no futebol, mas Helton sente-se “realizado” pela troca de experiências e en-

Ricardo Rocha • Remind Me to Forget – Kygo, Miguel • These Days (feat. Jess Glyne, Macklemore & Dan Caplen) • Happy Now – Kygo, Sandro Cavazza • Taste (feat. Offset) – Tyga, Offset • Mask off – Future • Me, Myself & I – G-Eazy, Bebe Rexha • Scared to Be Lonely – Martin Garrix, Dua Lipa • Without You (feat. Sandro Cavazza) – Avicii, Sandro Cavazza • Silence – Marshmello, Khalid • Bad Liar – Imagine Dragons • MIA (feat. Drake) – Bad Funny, Drake • God’s Plan – Drake • Unforgettable – French Montana, Swae Lee

www.ligaportugal.pt

sinamentos que, durante uma semana, possibilita aos seus alunos. Afinal, “todos sabemos as dificuldades que existem para se chegar a um clube profissional” e o antigo guarda-redes do FC Porto tenta “que as experiências sejam o mais aproximado possível daquilo que eles podem viver.” As contas e as emoções ficam para o fim, mas o Embaixador da Liga Portugal tem a certeza que a satisfação será a mesma das edições anteriores. “No final sinto-me sempre muito realizado!”

Chainho • Black – Pearl Jam • Vivir Sin Aire – Maná • Lágrimas Negras – Compay Segundo • Your Love – The Outfield • Who Made Who – AC/DC • “Heroes” - 2017 – David Bowie • Jaded – Aerosmith • Waiting In Vain – Bob Marley & The Wailers • Walk On – U2 • Animal – Def Leppard • Radar Love – White Lion • Rosa de Alejandria – Manolo Garcia • Wish You Were Here - 2011 – Pink Floyd • Bohemian Rhapsody – Queen • Primeiros Erros (Chove) – Capital Inicial • Civil War – Guns N’ Roses • Love Song – Tesla • Hotel California - 2013 – Eagles • Wild Horses – The Rolling Stones • Dear Mama – 2Pac • Blackbird - Remastered 2009 – The Beatles • Mr. Bojangles - Single Version – Sammy David Jr. • Nunca Me Esqueci de Ti – Rui Veloso • Alegria – Heróis do Mar • Jardins Proibidos – Paulo Gonzo

37

antigo guarda-redes, que chegou a Portugal em 2002-03 para vestir a camisola da U. Leiria (onde esteve três épocas), revela um “orgulho imenso” por ser, agora, Embaixador da Liga Portugal. No fundo, esta é uma forma de reconhecimento a uma carreira que terminou em 2016 no FC Porto, clube onde esteve 11 temporadas. “Recebi o convite com grande alegria, por ter sido o reconhecimento do meu trabalho durante todos os anos em Portugal”, disse Helton, recordando que soube da proposta “através do próprio Pedro Proença.” “Isso fez com que desse a resposta no imediato. Tenho todo prazer em representar o Futebol Profissional e a Liga Portugal”, acrescentou, deixando claro que, para os mais novos, estes projetos “são muito importantes, por darem uma visibilidade e incentivo muito grandes”. “Mostra-lhes que há sempre um reconhecimento. É possível ter apoio e essa é também uma boa mensagem que fica para eles.”

Alan • The Thrill is Gone – B. B. King, Tracy Chapman • Is This Love – Bob Marley & The Wailers • Crazy – Seal • Billie Jean – Michael Jackson • One – U2 • When a Man Loves a Woman – Michael Bolton • São Gonça – Seu Jorge • Mentira – João Pedro Pais • Ninguém é de ninguém – João Pedro Pais • Beat It – Michael Jackson • Um Resto de Tudo – João Pedro Pais • Um Amor Puro – Djavan • Oceano – Djavan • Tempo Perdido – Legião Urbana • Malandragem – Cássia Eller • Céu Azul – Charlie Brown Jr. • Down Under – Men At Work • Overkill – Men At Work • Written in The Stars – Tinie Tempah, Eric Turner • Sweet Child O’ Mine – Guns N’ Roses • Knockin’ On Heaven’s Door – Guns N’ Roses • Californication – Red Hot Chili Peppers

LIGA-TE Nº9


FUNDO DE INFRAESTRUTURAS É PILAR NA LEDMAN LIGAPRO

N

ascido de um protocolo entre a Liga Portugal e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) está em vigor, desde a época 2018-2019, a atribuição de um Fundo de Infraestruturas à disposição das Sociedades Desportivas (SD) participantes na LEDMAN LigaPro, que pretendam melhorar as condições dos seus estádios – as equipas B são a exceção. Este Fundo foi mais um passo importante para potenciar a prova e pretende continuar a dotar a LEDMAN LigaPro com estádios de qualidade e com a implementação de mecanismos que assegurem a segurança e comodidade de todos os adeptos e agentes que, de forma direta e indireta, participam e usufruem desta competição. Pretende-se garantir as melhores condições para as transmissões televisivas e de streaming, uma melhor imagem da competição e dos seus intervenientes, bem como melhores condições de trabalho para todos os agentes que participam na organização dos jogos. Parceira da Liga nesta e em muitas LIGA-TE Nº9

outras iniciativas, a FPF assegurou, numa primeira fase, o valor de 500 mil euros, com a Liga Portugal a garantir 292.896,60€ em apoios à remodelação de infraestruturas, cuja parcela é diretamente correspondente a 25% do resultado positivo da prestação de contas das competições profissionais. O incentivo a conceder a cada uma das Sociedades Desportivas corresponde ao valor de 35.214,00€ da responsabilidade da FPF e de €20.921,00 da responsabilidade da Liga Portugal. Para ter acesso a este Fundo, as Sociedades Desportivas candidataram-se, apresentando, junto da Liga Portugal, projetos e plano de ação, contendo os objetivos a alcançar, as medidas e as ações a desenvolver, o calendário de execução e plano e descrição dos efeitos esperados, bem como um plano de investimento correspondente, suportado em memória descritiva e orçamentos detalhados. Para poderem aceder a este fundo, as SD tiveram de remeter à Liga Portugal uma declaração de compromissos de 38

aceitação das vistorias de verificação da aplicação dos montantes atribuídos antes, durante e após a realização do projeto, assim como um comprovativo de inexistência de dividas vencidas e não pagas à FPF e à Liga Portugal e do cumprimento dos requisitos estabelecidos nos Pressupostos de Natureza Financeira (PNF) e respetivo Plano de Saneamento. A Comissão Técnica de Vistorias da Liga Portugal (CTV), apoiada sempre que necessário em entidades externas, eventualmente contratadas para o efeito, elaboram relatórios técnicos e proposta de parecer final após análise dos projetos apresentados pelas SD. Por outro lado, compete à referida CTV o controlo e acompanhamento da execução dos projetos, bem como a interlocução com a sociedade desportiva beneficiária, sendo o parecer final notificado à candidata e à FPF pelo Departamento Financeiro da Liga, após parecer emitido pela Diretora Executiva Coordenadora da Liga Portugal.

www.ligaportugal.pt


www.ligaportugal.pt

39

LIGA-TE Nยบ9


ÁREAS DE ATUAÇÃO PARA

VALORIZAR O ESPETÁCULO

A

utilização dos valores já referidos visa garantir a melhoria das condições das infraestruturas dos Estádios e das plataformas digitais das Sociedades Desportivas, de forma a permitir a realização da transmissão televisiva e streaming dos jogos da competição, com elevados padrões de qualidade. Desta forma, pretende-se contribuir para a uniformização dos conceitos audiovisuais de todos os estádios, a melho-

LIGA-TE Nº9

ria das infraestruturas e condições técnicas e de segurança dos estádios, assim como a evolução das estruturas de organização administrativa adstritas ao futebol profissional, em prol de um futebol profissional mais apelativo e valorizado.

MELHORIA DAS ESTRUTURAS AFETAS AOS MEDIA, EM ESPECIAL À TRANSMISSÃO TELEVISIVA E EM STREAMING

40

- Criação ou melhoramento das plataformas para o operador televisivo e operação de streaming, nomeadamente, com a criação de espaços para o efeito, com cablagem ou do TV Compound; - Adaptação dos Estádios ao novo e uniforme conceito audiovisual, permitindo assim que a imagem divulgada dos jogos seja a que melhor promova a competição, nomeadamente redefinindo o posi-

www.ligaportugal.pt


encontro às maiores necessidades de cada uma das equipas. São algumas as obras feitas e outras em andamento, o que vai mostrando o investimento que as SD têm estado a fazer. O Académico de Viseu FC, por exemplo, focou os gastos na remodelação dos balneários, painéis publicitários e zonas sociais, enquanto o Estádio Municipal de Coimbra, casa da A. Académica, será munido de painéis solares e de novos painéis publicitários. Já o Cova da Piedade investiu na melhoria das condições de CCTV e dos painéis publicitários, enquanto o CD Mafra avançou com a instalação de um sistema de bilhética e também num novo sistema de CCTV. O Estádio António Coimbra da Mota, casa do Estoril Praia, investiu na infraestrutura de TV, com a construção de uma pala de estádio, de modo a potenciar as qualidades da transmissão televisiva, e mais recentemente mudou

cionamento das câmaras e dos espaços que criam maior ruído audiovisual; - Melhoramentos das Tribuna e Sala de Imprensa, nomeadamente com as infraestruturas de wi-Fi e ligações de media; - Sistema de recolocação e uniformização de painéis publicitários e de promoção das Sociedades Desportivas e da competição.

MELHORIA DAS INFRAESTRUTURAS E CONDIÇÕES TÉCNICAS E DE SEGURANÇA DOS ESTÁDIOS - Encargos com a aquisição de sistemas de controlo e vigilância e infraestruturas que permitam a segregação de adeptos; - Encargos para melhoria das infraestruturas nas zonas técnicas, nomeadamente balneários e sala de apoio à organização de jogo, nas quais se incluem sala médica, antidopagem e sala de delegados; - Encargos com aquisição e instalação de painéis solares ou outras energias www.ligaportugal.pt

renováveis; - Encargos com equipamento para iluminação que garanta no mínimo 1.400 lux.

MELHORIA DAS ESTRUTURAS DE ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA ADSTRITAS AO FUTEBOL PROFISSIONAL - Encargos com infraestruturas de espaços administrativos de apoio ao futebol profissional; - Encargos com melhoria nas infraestruturas das zonas sociais dos Estádios.

FUNDO EM AÇÃO Durante a época 2018-2019, cada uma das 14 equipas a competir na LEDMAN LigaPro - equipas B não entram nesta contabilidade – irá receber 56.135,00€ em fundos de investimento, cuja aplicação, dentro dos padrões pré-definidos em coordenação com as SD, serão aplicados de várias formas, indo de 41

a estrutura da câmera master para o lado oposto à da tribuna presidencial, para garantir uma melhor qualidade de imagem para o exterior. Já o FC Arouca também concorreu e apostou na recuperação do relvado, assim como na renovação de painéis publicitários, da sua rede wireless, dos torniquetes e do sistema de videovigilância. Em Famalicão, foi colocado um novo relvado, assim como novos painéis publicitários, enquanto que em Paços de Ferreira, procedeu-se à renovação da iluminação, dos balneários da parte técnica, das zonas sociais, do CCTV, da segurança, bem como da pintura do pavimento. Por sua vez, o FC Penafiel dará início a uma remodelação da bancada poente, instalando ainda iluminação 1400 lux, enquanto o Leixões SC investiu em infraestruturas de publicidade, assim como nas máquinas e tratamento do relvado do Estádio do Mar. A lista de mudanças e melhorias é longa e o SC Covilhã instalou, no Estádio Santos Pinto, novos postes de iluminação, remodelando, por completo, os balneários, a sala de imprensa e a sala de organização de jogos. Já o SC Farense aumentou a plataforma TV, enquanto investirá na melhoria dos camarotes, das instalações sanitárias, da iluminação das torres e dos balneários. Por fim, a UD Oliveirense continua a trabalhar na remodelação do seu estádio, com a instalação de uma torre TV, para a câmara Master, sendo que o Varzim SC investiu nos seus balneários, zonas sociais, em painéis publicitários, e nas condições de segregação dos adeptos. LIGA-TE Nº9


NA LIGA PORTUGAL “SOMOS O FUTEBOL PROFISSIONAL” A música foi apresentada ao grande público durante a Final Four da Allianz CUP, que se disputou no passado mês de janeiro, no Estádio Municipal de Braga. “Somos o Futebol Profissional” é o hino oficial da Liga Portugal. Um tema que pretende unir os adeptos do desporto rei e aproximar as Sociedades Desportivas em torno de uma paixão por todos partilhada: o futebol. Márcio Silva e Nuno Melo são os responsáveis pela criação da letra. Músicos e amigos de longa data, partilham a paixão pelo “Reggae” e procuraram misturar o “léxico da gíria futebolística” com os valores pelos quais a Liga Portugal se rege: Rigor, Talento, Profissionalismo e Agregação… ou não estivéssemos a falar da “casa do futebol”. Mas quem são, afinal, os artistas por trás da letra e música e e como se desenvolveu a canção? A Revista Liga-te foi saber os pormenores do processo produtivo, desde os primeiros “toques”, aos amigos que vão “pendurar as chuteiras”.

C

omo foi escrever o Hino Oficial da Liga Portugal e onde se inspiraram? NM – A canção tem um tema específico, mas foi giro, porque juntamo-nos, de uma forma descontraída, lá em casa. Eu liguei ao Márcio, porque sei que é um compositor, também nato, e que, hoje em dia, uma grande parte da vida dele passa pela composição. Então, liguei-lhe, por saber que era mais simples se fossemos dois a pensar. E aconteceram duas tardes em casa, em harmonia, onde tivemos o exercício de fazer o léxico futebolístico e ligamos a um amigo nosso cujo vocabulário é praticamente gíria futebolística. MS – Ele (o amigo) usa expressões como “não entres a pés juntos”, “esta boca foi ao ângulo”, “aquele rapaz é falso lento”. Está constantemente nesse universo e nós aproveitamos o facto de poder fazer uma canção ou ter um tema tão específico para nos divertirmos com isso. Quais foram os maiores desafios e qual a mensagem que quiseram passar? LIGA-TE Nº9

MS – No fundo, tínhamos que aliar três planetas. O planeta futebolístico, o planeta “Liga” e toda a nomenclatura, e o planeta musical, onde nós estaríamos incluídos. E, no fundo, a parte mais difícil é servir de cicerone aí mesmo. Tentar aliar todas essas coisas, sem que nenhuma tenha mais força que as outras. Claro que estamos a falar de uma música e uma letra que as pessoas podem, ou não, gostar. Podíamos ter feito uma coisa com uma complexidade harmónica inacreditável, mas deixaria de ser um hino futebolístico e as pessoas não o iriam assumir como seu. Se fizéssemos a mesma coisa com a letra, seria a mesma coisa, passaria a ser “encriptado”, com noções muito rebuscadas. Então a coisa mais difícil, mas ao mesmo tempo o maior desafio de fazer uma canção, é aliar estes planetas e fazer com que os três respirem entre eles. Qual é a sensação de estar num estádio e ver e ouvir a música a ser reproduzida para milhares de pessoas, como aconteceu na Final Four da Allianz CUP? NM – Foi engraçado. Nós fomos ver um 42

jogo (SC Braga – Sporting CP) e já fomos também com o intuito de ouvir a canção e até ver como soava. Mas foi engraçado, ainda por cima tínhamos a letra. A letra que era tão nossa, escrita no caderno, em casa, e de repente a letra está a passar no ecrã gigante do estádio. Foi engraçado, claro que foi! Gostariam de ver o Hino ser tocado noutros palcos? MS – Era espetacular, de repente, podermos ser convidados para ver mais jogos de futebol (risos) e no intervalo passar a música. Isso era incrível, adorei a experiência. Seria brutal, de repente, ouvir essa música nos estádios, por aí fora, de Portugal. Se calhar o desejo maior seria, de repente, assim a sonhar muito, tocarmos a música numa final ou podermos estar ligados a uma final. Ou, de repente, poder ser o público de um estádio de futebol, ser o público ouvinte dessa canção. Isso é um sonho, não sei se muito rebuscado ou não, mas por acaso até já sonhei com isso e soube bem, soube bem (risos). www.ligaportugal.pt


LETRA

SOMOS O FUTEBOL PROFISSIONAL Soam apitos no fim-de-semana, Já estão engomados uniforme e cachecol, A bola é redonda nunca nos engana, Vai haver grande jogo de futebol. No tique-taque do desporto Rei, Na finta acrobática do famoso craque, O pé em riste não tem FairPlay, E a defesa ainda é o melhor ataque. O difícil como sabem não é fácil, Entra a pés juntos, socorro, homem ao chão, A lesão, a expulsão, bola na trave E desce a pique na classificação.

REFRÃO: O que seria se não fosse A nossa Liga Portugal, São contratos, são trivelas, Uma equipa sem igual, Há rigor e agregação, Somos a casa do futebol, Não há liga com mais talento, Somos o Futebol Profissional Numa vida de paixão. O objetivo é a bola na rede, E aí os cânticos sobem de tom, A defesa é uma parede, E o empate é um resultado bom, Mas entra a quente e com o pé direito, Finta passa para a desmarcação, Já na área recebe de peito, E sobe a pique na classificação.

REFRÃO: O que seria se não fosse A nossa Liga Portugal, São contratos, são trivelas, Uma equipa sem igual, Há rigor e agregação, Somos a casa do futebol, Não há liga com mais talento, Somos o Futebol Profissional Numa vida de paixão. www.ligaportugal.pt

43

LIGA-TE Nº9


PRÉMIOS

FEVEREIRO MELHOR JOGADOR MÊS LIGA NOS

BRUNO FERNANDES (SPORTING CP): Pela segunda vez distinguido com este prémio, o internacional português marcou quatro golos – fez um bis – e assistiu uma vez em três dos quatro jogos dos “leões” na Liga NOS. Foi, inclusive, decisivo, para o Sporting CP deixar o “castelo” da Feira com os três pontos. ......................................................................

MELHOR JOGADOR MÊS LEDMAN LIGAPRO

ADRIANO CASTANHEIRA (SC COVILHÃ): Titular nos cinco jogos da formação serrana, e embalado pela fase invencível da sua equipa, Adriano Castanheiro marcou três golos e assistiu para outro neste período competitivo, tendo sido preponderante na vitória do SC Covilhã em receção ao Varzim SC. ......................................................................

GOLO DO MÊS LIGA NOS

STIVAN PETROV (CD FEIRENSE): Perante o Sporting CP, o avançado búlgaro, mais rápido que os defesas “leoninos”, bateu o guarda-redes Renan ao executar um vistoso pontapé de bicicleta já dentro da grande área leonina, após a bola ficar plenamente à sua mercê. ......................................................................

EUROBIC GUARDA-REDES DO MÊS LIGA NOS

ODYSSEAS VLACHODIMOS (SL BENFICA): Dono e senhor da baliza das “águias”, o jovem guardião internacional grego, que demonstrou uma série de bons reflexos, sofreu apenas dois golos num dos quatro encontros disputados, mantendo as redes invioladas nos restantes três. ......................................................................

DEFESA DO MÊS LIGA NOS

ALEJANDRO GRIMALDO (SL BENFICA): Um dos “pulmões” da ala esquerda encarnada, o lateral espanhol, protagonista de incursões sem fim em direção à área adversária, foi titular em quatro jogos e marcou e assistiu por uma vez, além de um registo disciplinar imaculado. ......................................................................

MÉDIO DO MÊS LIGA NOS

BRUNO FERNANDES (SPORTING CP): Naquela que foi a quarta distinção LIGA-TE Nº9

FEVER MA consecutiva nesta categoria, o centrocampista verde e branco comprovou ser uma peça-chave no “coração” da formação de Marcel Keizer, com passes, desmarcações, recuperações de bola e preenchimento de espaços a todo o cumprimento e largura do relvado. ......................................................................

AVANÇADO DO MÊS LIGA NOS

SEFEROVIC (SL BENFICA): Golos atrás de golos… em todos os encontros. O internacional suíço teve enorme preponderância nos quatro jogos das “águias” ao marcar cinco 44

tentos – dois deles numa só partida –, algo que o tornou no goleador líder da competição desde então. ......................................................................

TREINADOR DO MÊS LIGA NOS

BRUNO LAGE (SL BENFICA): O técnico português guiou o SL Benfica ao topo da liderança da Liga NOS, dadas as quatro vitórias consecutivas na competição, com destaque para a goleada expressiva ante o CD Nacional. No total, a equipa encarnada marcou por 21 vezes e sofreu dois.

www.ligaportugal.pt


MENSAIS

EUROBIC GUARDA-REDES DO MÊS LIGA NOS

CHARLES (MARÍTIMO M.): O guardião brasileiro da baliza insular exibiu-se em grande nível nos quatros jogos disputados, mantendo a baliza inviolada em dois deles. O principal destaque foi a sua exibição – vital para conquistar três pontos – no dérbi da Madeira ante o rival CD Nacional. ......................................................................

DEFESA DO MÊS LIGA NOS

REIRO ARÇO MARÇO

MELHOR JOGADOR MÊS LIGA NOS

BRUNO FERNANDES (SPORTING CP): O médio luso esteve, mais um mês, em grande plano pelo Sporting CP, ao acrescentar mais três golos à conta pessoal em quatro jogos disputados, valendo-lhe, com larga vantagem, o terceiro prémio nesta categoria na presente época desportiva. ......................................................................

MELHOR JOGADOR MÊS LEDMAN LIGAPRO

JUNIOR SENA (A. ACADÉMICA): As exibições do avançado cabo-verwww.ligaportugal.pt

diano, útil em qualquer posição no ataque, contribuíram para a ascensão classificativa da A. Académica, alimentando o sonho da promoção. Sena marcou por uma vez e cumpriu os noventa minutos nos quatro jogos realizados. ......................................................................

GOLO DO MÊS LIGA NOS

EDGAR COSTA (MARÍTIMO M.): O capitão da formação madeirense cobrou de forma exímia um pontapé livre direto – uma das especialidades do médio ofensivo – à entrada da grande área do CD Feirense, desferindo, sem muito balanço, um remate em arco indefensável para Caio Secco. 45

FERRO (SL BENFICA): Um dos mais recentes esteios defensivos das “águias”, o jovem Ferro assumiu-se como titular da equipa ajudou a impossibilitar golos adversários em dois de quatro jogos, revelando audácia e capacidade de posicionamento e antecipação para fazer desarmes, muitos deles, decisivos. ......................................................................

MÉDIO DO MÊS LIGA NOS

BRUNO FERNANDES (SPORTING CP): Foi o segundo mês seguido em que o centrocampista ofensivo “leonino” arrecadou, também, este prémio, em conjunto com o de MPV da Liga NOS. Palavras para quê? Basta rever os quatro jogos disputados, nos quais marcou mais… três golos! ......................................................................

AVANÇADO DO MÊS LIGA NOS

SOARES (FC PORTO): A sua disponibilidade física e entrega inquestionável demonstradas em campo, aliando a isso dois golos e uma assistência em quatro jogos – três vitórias – destacou Soares, umas das principais opções de Sérgio Conceição, entre os avançados da Liga NOS. ......................................................................

TREINADOR DO MÊS LIGA NOS

BRUNO LAGE (SL BENFICA): Mais quatro jogos sem sentir o sabor da derrota na competição. A equipa orientada pelo treinador luso, que foi distinguido nesta categoria pela segunda vez consecutiva esta época, venceu três encontros e empatou outro. Liderança, até aqui, preservada. A votação recolheu as escolhas de cada treinador das respetivas equipas das Sociedades Desportivas. No que toca aos prémios de Golo do Mês, a votação, aberta ao público, foi feita no site da Liga. LIGA-TE Nº9


NOTICIAS

PROTOCOLO ENTRE LIGA PORTUGAL E CONFEDERAÇÃO EMPRESARIAL DA CPLP OFICIALIZADO

A

Liga Portugal e a Confederação Empresarial das Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) assinaram um protocolo de colaboração institucional entre ambos os organismos, com vista ao desenvolvimento e a profissionalização do futebol nos países que integram a CPLP.

JOSÉ MENDES REELEITO NO SC COVILHÃ

www.ligaportugal.pt

Pedro Proença, Presidente da Liga Portugal, falou da importância de entrar num mercado com “mais de 270 milhões de potenciais consumidores”, abrindo a possibilidade de “potenciar aquelas que são as nossas capacidades económicas”, no âmbito da política de internacionalização do organismo.

Também o Presidente da CE – CPLP, Salimo Abdula, viu o ato como “uma união à volta do futebol”, deixando o desejo “que possa culminar, depois de algum trabalho, numa liga da CPLP, e obviamente, aproveitar todo o know-how que a Liga Portugal tem, que possa ser transferida para outras ligas dos países da Comunidade”.

CENTRO DESPORTIVO DO SC FARENSE É PARA AVANÇAR O Presidente do SC Covilhã, José Mendes, foi reeleito para um sexto mandato à frente dos destinos do clube serrano, ao ser reconduzido por cerca de 50 sócios presentes na Assembleia Geral. Para o triénio que se segue, José Mendes tem como objetivo “manter a estabilidade financeira do clube”, a conclusão das obras de remodelação do Estádio Santos Pinto, o início das obras de construção da Academia e “tentar chegar à Liga NOS”. 47

O campo da pista de atletismo, situado na zona nascente da cidade de Faro, será palco do novo centro desportivo do SC Farense, num anúncio feito pelo Presidente do clube algarvio, João Rodrigues. Fruto do acordo com a Câmara Municipal de Faro, os trabalhos terão início em breve, de modo a que a equipa sénior farense possa utilizar as infraestruturas já na próxima época desportiva. Munido de um campo de treinos com relva natural, o centro desportivo terá ainda um posto médico, ginásio, entre outras melhorias. LIGA-TE Nº9


“TRATA-SE DE UMA APOSTA GANHA”

Direção Executiva da Liga Portugal promoveu o último curso de formação de Delegados do atual mandato. Sónia Carneiro e Helena Pires satisfeitas.

A

proveitando a mais recente pausa competitiva na Liga NOS e na LEDMAN LigaPro, motivada por compromissos de seleções, a Liga Portugal manteve-se ativa e promoveu, a 23 de março, o terceiro curso formativo de Delegados da época 2018-19, o nono do atual mandato da Direção do organismo. Em 2015, o elenco diretivo, liderado pelo Presidente Pedro Proença – presente nesta ação –, procedeu à implementação de um “distinto”, contínuo e criterioso modelo de formação de Delegados, o “rosto e a extensão” do organismo em dias de jogos, que culminou esta temporada. “O sistema ficou cimentado”, garantiu Helena Pires, Diretora Executiva de Competições. “Trata-se de uma aposta ganha, os novos moldes resultaram em pleno e, portanto, temos a melhor equipa de Delegados de sempre”, exaltou Sónia Carneiro, Diretora Executiva Coordenadora da Liga Portugal, durante o discurso de abertura, feito no auditório João Aranha. O “37.º plantel” do futebol profissional português, composto por 43 elementos cuja “imagem é imensamente diferente daquela que tinham em 2012”, reuniu-se, mais uma vez, no edifício-sede da Liga Portugal, no Porto. Na última ação de formação de Delegados promovida pela atual Direção do organismo, houve espaço para uma reflexão “profunda” sobre a evolução de competências e o fortalecimento das mesmas, sob a supervisão de Helena Pires e a coordenação técnico-pedagógica de João Pina e António Montiel. “O balanço é extremamente positivo. Esta reciclagem de conhecimentos é realmente importante para que, quando confrontados com diversos episódios, possamos ir LIGA-TE Nº9

ao encontro dos padrões de excelência exigidos”, reiterou o Delegado Nuno Pedro, 1.º classificado da época anterior. Na sessão, que durou cerca de oito horas e na qual houve um teste, reforçou-se o reporte “correto e conciso” de ocorrências “cada vez menos negativas” na plataforma e-Liga e a necessidade de pedagogia para com os demais agentes desportivos, além do domínio da regulamentação disciplinar e competitiva das competições da Liga Portugal. Além de tudo o mais, foi feito um enfoque nas ativações de marca da instituição e no enquadramento necessário para a defesa dos interesses comerciais das 32 Sociedades Desportivas (SD), assim como o fornecimento de informação sobre o panorama atual das infraestruturas e dos relvados das mesmas. O nono curso formativo dos Delegados serviu, também, para abordar a funcionalidade do ‘match center’, um sistema de monitorização “fundamental” para competições “cada vez mais rigorosas e organizadas” montado esta época, tendo, ainda, sido alertados para as “especificidades” das partidas das derradeiras jornadas da Liga NOS e da LEDMAN LigaPro. “Quando se faz bem, quer-se fazer melhor. Os clubes reconhecem desempenhos mais homogéneos. É uma realidade constatada por todos”, salientou Reinaldo Teixeira, coordenador dos Delegados, realçando, logo de seguida, que “todos estão disponíveis para passar uma imagem séria”. Com o propósito de se “organizarem competições ao nível do que melhor se faz”, “a classe é hoje, por força destas ações contínuas de formação, respeitada por todos e queremos continuar a contribuir para o prestígio do futebol profissional”, sublinhou o delegado Nuno Pedro. 48

www.ligaportugal.pt


ASSISTA ร REPORTAGEM COMPLETA NA LIGA TV

www.ligaportugal.pt

49

LIGA-TE Nยบ9


LIGA-TE Nยบ9

50

www.ligaportugal.pt


DIOGO CALDAS

“DO LADO DA VSPORTS DEVE PREVALECER A OBJETIVIDADE” Formado em Gestão Empresarial na Universidade Católica Portuguesa, Diogo Caldas é o atual Chief Executive Officer (CEO) da Sportinveste Multimedia, empresa detentora da plataforma de vídeo VSPORTS, criadora e veiculadora de vídeos dos jogos das competições profissionais.

A

o longo da carreira concebeu várias soluções digitais, assumiu a gestão de projetos e prestou consultoria digital e de sistemas de informação, além de fundar uma startup de e-commerce, em pleno “boom” deste meio cibernáutico de transação comercial. Agora, em entrevista à LIGA-TE, abordou a ligação da Sportinveste Multimedia ao Futebol Profissional, fomentada na época 2017-18, e os projetos digitais futuros para aumento da visibilidade da modalidade e cativação de adeptos. Que papel tem a Sportinveste Multimedia junto do futebol profissional? Na Sportinveste Multimedia tentamos, hoje, aportar real valor à Liga Portugal, às Sociedades Desportivas, às marcas associadas e, claro, aos adeptos, promovendo as melhores experiências digitais possíveis, com foco no vídeo e em soluções desmaterializadas de ticketing. Aqui, lideramos com frequência novas iniciativas e cruzo o conhecimento e a prática de gestão com as tecnologias digitais e o entretenimento. A bilheteira online seria uma boa forma de aumentar assistências? Juntamos sempre as duas perspetivas. Consideramos que o melhor conteúdo vídeo é aquele que desperta a vontade de ver o jogo na televisão ou ir ao estádio. Por razões várias, nem o estádio comporta todos os que querem ir, sendo a TV o meio preferencial, mas o espetáculo televisivo beneficia, obviamente, de um estádio cheio. Por isso, estamos a preparar uma iniciativa de www.ligaportugal.pt

aproximar, na próxima época, a plataforma VSPORTS dos vários operadores e Sociedades Desportivas responsáveis pela venda de bilhetes. Quais os principais desafios do desenvolvimento digital? Acompanhar as constantes evoluções tecnológicas e equacionar constantemente como abordar os novos modelos de distribuição. O outro desafio é assumir a complementaridade face à transmissão em direto, assumindo que a distribuição de clips de vídeos de desporto é um serviço sucedâneo da transmissão televisiva, da ida ao estádio, ou mesmo do relato. É, também, uma complementaridade que deve valorizar a competição semanalmente e que leve os adeptos a manter ou até aumentar o interesse pela mesma. É importante haver boas relações entre os ‘players’… A parceria com a Liga Portugal é tanto possível com os detentores dos direitos, SPORTTV e BTV, e com base na transmissão televisiva, podendo desenvolver a nossa estratégia de distribuição de conteúdos. Apesar destas empresas assumirem os seus desafios digitais, acho que, hoje, servindo o mesmo público, encontramos espaços diferentes. Como analisa a abordagem de Pedro Proença à necessidade do desenvolvimento digital, “fundamental” para o engagement do público? Diria que as duas visões se encontraram. A Liga Portugal tinha a vontade de apresentar esses conteúdos e a VSPORTS já os produzia. Fomos rápidos a 51

chegar a um entendimento sobre as duas visões e mais rápidos ainda a implementar um modelo de atuação. É óbvio que os conteúdos que agora são disponibilizados são muito importantes, mas felizmente a Liga Portugal tem toda uma outra linha de produção que complementam e aportam uma visão menos conhecida. Passa por trazer mais informação dos clubes, entrevistas e outros conteúdos exclusivos. Também estamos a estudar essa mesma oportunidade. Qual é a vossa estratégia de distribuição de vídeo? A nossa estratégia de distribuição de vídeo assenta na VSPORTS, uma plataforma centralizada de conteúdos com várias extensões, podendo servir conteúdos numa rede alargada de parceiros, sendo os principais de distribuição a Liga Portugal, as Sociedades Desportivas e os parceiros media. Adicionalmente, distribuímos conteúdos em redes sociais, websites ou em apps. Inicialmente, tínhamos um modelo de “one fits all”, por razões de otimização de recursos e pela dificuldade em se encontrarem modelos de benefícios mútuos para quem detém os conteúdos e para os detentores próprios sites e redes sociais. Houve, então, alterações às quais se adaptaram… Hoje, as plataformas existem em maior número, evoluíram e, por tal, nos últimos dois anos, mudámos de estratégia, assumindo o modo de atuação de cada uma delas. Acredito que os utilizadores escolhem a sua plataforma de eleição, podem até utilizarem várias, LIGA-TE Nº9


mas em determinado momento, estão num site ou numa rede social, e é lá que os temos de “apanhar”, servindo-os da melhor maneira. Qual a importância da app e site da Liga Portugal? Temos o princípio de que é fundamental estar onde os utilizadores estão. E não há melhor do que estar no site oficial da competição e veicular os conteúdos através da app oficial. Por outro lado, garantimos também uma solução de distribuição dos conteúdos nos sites oficiais das Sociedades Desportivas, bem como nos principais sites de informação nacional.

“ACREDITAMOS QUE PODEMOS FALHAR MAS SÃO POUCAS AS QUEIXAS” Diogo Caldas abordou, também, os “bastidores” da plataforma VSPORTS e como se procede à criação dos conteúdos vídeos de cada jogo da Liga NOS; os critérios aplicados pela sua própria equipa e… a consciência do erro. O responsável da Sportinveste Multimedia prometeu, ainda, novidades de acompanhamento da LEDMAN LigaPro na próxima época. Há, então, um foco claro nos conteúdos de futebol. Que especificidades têm? Essencialmente, rapidez na disponibilização em formato curto, tentando produzir o número certo de conteúdos e que representem da melhor forma um jogo de futebol. É um dilema permaLIGA-TE Nº9

nente da nossa atuação, mas temos o objetivo claro de ser o mais factuais possível. A emoção é fundamental mas deixamos essa componente para o adepto, enquanto do lado da VSPORTS deve prevalecer a objetividade, a produção de conteúdos e dotar as plataformas de grande capacidade de partilha. Como se processa a criação dos conteúdos durante os jogos? Os critérios de seleção não se consignam só à equipa. Acreditamos que podemos falhar, e, por essa razão, durante as 48 horas e após o término do jogo, mantemos um formulário aberto

nada deveria falhar ou escapar nenhum pormenor. Com base nessa informação é feita uma seleção de quais os lances e momentos que merecem ter um vídeo de ilustração. Quais os impactos para a visibilidade da Liga NOS e que estratégia de monetização têm? Foi, sem dúvida, um marco muito importante o momento em que, conjuntamente com a Liga Portugal passamos a dar um cunho oficial aos conteúdos veiculados pela rede VSPORTS. Todos saíram, certamente, beneficiados com esta parceria bem-sucedida. Assumimos um modelo de distribuição livre

aos utilizadores de forma a que possam deixar sugestões sobre lances eventualmente não tratados e outros que possam ser revistos. Felizmente, são poucas as queixas. Face a existência de tantos conteúdos, que refletem o que de mais importante se passou no jogo, optamos por produzir resumos os mais simplistas possíveis. Um dele dura exatamente 60 segundos, enquanto o outro resumo, sendo um pouco maior, acaba por não refletir todas as situações de jogo. Para uma análise detalhada existem, separadamente, todos os lances em vídeo. Qual a dimensão da equipa e o seu funcionamento em dias de jogo? Temos uma equipa alargada que, durante os jogos, faz uma observação muito atenta de todas as jogadas e produz, em forma de texto, o jogo ao minuto oficial da Liga Portugal. Em teoria, no acompanhamento ao minuto

dos conteúdos, suportada em publicidade. Mesmo assim, adotamos critérios moderados no que respeita à apresentação de publicidade, considerando que não somos demasiado intrusivos. Como tem sido o estabelecimento de parcerias com as Sociedades Desportivas? Olham, também, digitalmente para a LEDMAN LigaPro? As Sociedades Desportivas fazem, naturalmente, parte deste modelo, e, por isso, com a Liga Portugal, desenvolvemos canais VSPORTS para todas as equipas que participam na Liga NOS. Aí, é possível visualizar todos os conteúdos relativos aos jogos dos respetivos clubes na competição. Mas não podemos parar por aqui. Estamos também, em conjunto, a estudar um modelo de como poderemos, em breve, disponibilizar também os resumos dos desafios da LEDMAN LigaPro, o que seria outro marco.

52

www.ligaportugal.pt


Por Duarte Gomes

O QUE MUDA EM 2019-2020 O Kick Off quer que as nossas Sociedades Desportivas e adeptos do Futebol estejam sempre atualizados relativamente às recentes alterações às leis de jogo. Por isso, deixamos súmula das que entendemos serem as mudanças mais substanciais publicadas recentemente pelo IFAB. SUBSTITUIÇÕES

Laws of the Game

2019/20

At a Glance: Summary of the main changes The International Football Association Board March 2019

LIGA-TE Nº9

O substituído tem que abandonar o terreno de jogo pelo ponto mais próximo a que estiver da linha lateral (e não pela zona do meio campo, como até aqui). Exceção- O árbitro solicitar que ele o faça por outro local (só acontecerá em caso de lesão, por ser mais rápido ou por questões de segurança).

EXIBIÇÃO DE CARTÕES

1- O árbitro não pode mudar uma decisão técnica depois do jogo recomeçar, mas pode exibir um cartão amarelo ou vermelho a um jogador por falta que ocorra antes do reinício; 2- Os elementos dos bancos técnicos

54

passarão a ser punidos com aviso (verbal), cartão amarelo (advertência) ou cartão vermelho (expulsão), conforme o tipo de ilícito em que incorram. Caso não seja possível identificar o infrator, será o "elemento técnico sénior" (regra geral, o treinador principal) a ser sancionado. 3- O árbitro pode adiar a exibição de um cartão amarelo/vermelho se a equipa que sofreu a falta optar por executar o pontapé livre rapidamente (para criar oportunidade de golo). Nesse caso - e se ainda não tiver iniciado o processo de punição -, a respetiva ação disciplinar ocorrerá na paragem seguinte. Nota- Se o cartão a exibir for o vermelho por corte de clara oportunidade de golo, na paragem seguinte será

www.ligaportugal.pt


apenas mostrado o amarelo. A jogada continuou e isso invalidou o rigor da sanção máxima. 4- Um cartão amarelo exibido por festejos excessivos (como despir a camisola ou arrancar a bandeirola de canto para celebrar) mantém-se, mesmo que o golo venha depois a ser anulado pelo VAR.

VAR APÓS APITO FINAL

O árbitro pode rever um lance (e pedir aos jogadores que regressem ao terreno, caso tenham saído) se, após o final de um qualquer período de jogo, for informado que, segundos antes, ocorrera lance passível de revisão. Caso se confirme o erro claro, será retificado como se o jogo não tivesse terminado.

LESIONADO PODE EXECUTAR PONTAPÉ DE PENÁLTI

Caso o executante de um pontapé de penálti se lesione antes da sua marcação, o árbitro deve permitir que ele seja visto e tratado dentro do terreno. É justo não privá-lo desse privilégio. Obrigá-lo a sair do terreno para só regressar depois do reinício é "contranatura".

PAUSAS DEVIDO A CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS

Serão permitidas duas pausas, se as condições climatéricas assim o justificarem: uma para hidratação (até 1m), outra para que os jogadores refresquem (até 3m).

VENCEDOR DO SORTEIO

A equipa que vencer o sorteio passa a escolher se dá o pontapé de saída ou se escolhe o meio-campo para o qual pretende atacar.

PROCEDIMENTO DE BOLA AO SOLO

1- Se a bola estiver na área de baliza

no momento da interrupção, a bola ao solo será efetuada para o guarda-redes que a defende. 2- Nos restantes casos, o lançamento será efetuado para um jogador da equipa que a tocou em último lugar. 3- Em ambas as situações, os jogadores das duas equipas têm que estar a uma distância mínima de 4m.

BOLA QUE TOCA NO ÁRBITRO

Se a bola tocar no árbitro e daí resultar perda de posse de bola (para a equipa adversária), início de um ataque prometedor ou jogada de golo, a partida será interrompida e reiniciada com lançamento de bola ao solo, no local do contacto. Em todos os outros casos de contacto, a partida continua.

GOLOS MARCADOS COM MÃOS/BRAÇOS

1- Um guarda-redes não pode marcar golo na baliza adversária, arremessando a bola com as mãos; 2- Qualquer golo marcado pelos avançados, com as mãos/braços - ainda que de forma involuntária ou acidental - será anulado como se a ação fosse deliberada. 3- Qualquer jogada imediatamente anterior a golo, em que sejam usadas as mãos/braços dos avançados - ainda que de forma involuntária ou acidental - será anulada como se a ação fosse deliberada.

ATRASOS DE BOLA AOS GUARDA-REDES

Se uma bola for atrasada (ou lançada) por um jogador na direção do seu GR e ele a pontapeie ou tente pontapear, pode agarrá-la com as mãos. O facto de demonstrar claramente que não tentou nem quis infringir, anula a eventual infração técnica a que estaria sujeito. www.ligaportugal.pt

55

SINAL NOS PONTAPÉS LIVRES INDIRETOS

Quando for evidente que não resultará golo direto de um pontapé livre indireto, o árbitro pode baixar o braço que o sinaliza. Isso acontecerá, sobretudo, nos reinícios por fora de jogo.

PONTAPÉS LIVRES NAS ÁREAS E PONTAPÉS DE BALIZA

Nos pontapés livres dentro da área de penálti e a favor da equipa defensora, a bola passa a entrar em jogo assim que for pontapeada e se mover claramente. Acontecerá o mesmo com os pontapés de baliza. Os adversários devem, na mesma, estar fora da área até ao recomeço.

BARREIRAS NOS PONTAPÉS LIVRES

Sempre que existir uma barreira com o mínimo de três jogadores defensores, todos os jogadores adversários (atacantes) têm que estar a um metro de distância. No mínimo. Caso se aproximem antes, a sua equipa será punida com pontapé livre indireto.

EXECUÇÃO DE PONTAPÉS DE PENÁLTI

1- Os postes, barra transversal e redes não podem estar em movimento no momento da execução dos pontapés de penálti. 2- O guarda-redes deixa de ser obrigado a ter os dois pés sobre a linha de baliza, no momento da execução. Agora bastará que tenha apenas um (ou parte de um).

LANÇAMENTOS LATERAIS

Os adversários do executante devem estar a dois metros da linha lateral onde é executado o arremesso, mesmo que o lançador o faça mais para trás (por exemplo, da zona onde existe pista tartan). LIGA-TE Nº9


LIGA-TE Nยบ9

56

www.ligaportugal.pt


VISITA

RELVADOS

PORTUGUESES

www.ligaportugal.pt

57

O

Ligas é um simpático, que deixa miúdos e graúdos a sorrir e, por isso, a Liga Portugal tem desenhado passeios à medida para a sua mascote. De norte a sul – e até já passou pelo dérbi do Funchal, Marítimo M.-CD Nacional - da Liga NOS à LEDMAN LigaPro, muitos têm sido os locais visitados pelo menino com ar de rebelde, que adora futebol. E assim vai continuar até final da época. Falta pouco, mas o suficiente para o nosso Ligas continuar a espalhar magia.

LIGA-TE Nº9


FICHA TÉCNICA

LIGA-TE: EDIÇÃO 009 DIREÇÃO: Pedro Proença EDITORA: Vanda Cipriano REDAÇÃO: Hugo Lopes, João Nave, Nuno Teixeira, Pedro Bessa e Tiago Sá Pereira FOTOGRAFIA: Gualter Fatia e Pedro Trindade DIREÇÃO COMERCIAL E PATROCÍNIOS: João Medeiros Cardoso DESIGN E PAGINAÇÃO: Adriano de Carvalho IMPRESSÃO: Greca, Artes Gráficas TIRAGEM: 800 exemplares PERIOCIDADE: Bimestral


Rua da Constituição 2555 4250-173 PORTO

T: +351 228 348 740 www.ligaportugal.pt


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Revista Liga-te Nº 9 by Liga Portugal - Issuu