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Revista Liga-te | Thinking Football

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MAR 2019

LIGA PORTUGAL ENVOLVEU TODOS OS AGENTES EM REUNIÕES DE TRABALHO. DIRIGENTES, JOGADORES, TREINADORES E ÁRBITROS CHAMADOS À DISCUSSÃO SOBRE O FUTEBOL PROFISSIONAL. FUTECOM JUNTOU GABINETES DE COMUNICAÇÃO


CIMEIRA DE PRESIDENTES EM DIA DE MEIA-FINAL Plano estratégico da NOS, Lei da Violência e novo modelo de competições da UEFA para o ciclo 2021-24 foram os temas abordados

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ia 23 de janeiro de 2019. Foi esta a data em que se realizou a V Cimeira de Presidentes da Liga Portugal, mais curta do

que o habitual, até porque, horas depois, na mesma cidade de Braga, viria a ter a lugar o jogo entre Sporting CP e SC Braga, a contar para a segunda meia-final da Allianz CUP. Destaque para o facto de Frederico Varandas e António Salvador terem feito questão de marcar presença, mesmo em dia de encontro entre os dois clubes que lideram, o que

acabou por motivar uma saída antecipada da sala. Esta sessão, que foi incluída no programa “Thinking Football” da Final Four, contou com a presença da administradora da NOS, Ana Paula Marques, e do Diretor de Marca, Felipe Gomes. A responsável do principal patrocinador da Liga Portugal apresentou aos Presidentes e outros responsáveis ali presentes, o Plano Estratégico para o futuro da ligação entre a marca e as competições. Além de uma análise à Lei da Violência e ao que tem sido feito pela Liga Portugal, neste campo, os Presidentes abordaram também o novo modelo das competições para o ciclo 2021-24, ficando claro para todos que a proposta da UEFA não agrada aos clubes portugueses, aliás como Rui Alves, líder do Nacional deixou claro, no final do encontro. Durante a Cimeira foi Alberto Colombo, Secretário-Geral da Euro-

“CONSENSO GERAL”

pean Leagues (EL), quem revelou a versão apresentada à UEFA e que passa, essencialmente, por ter 32 clubes em cada umas das três competições – Liga dos Campeões, Liga Europa e Liga Europa 2 – causando um maior equilíbrio entre provas e clubes participantes. No final da reunião de trabalho ficou acordado que a próxima Cimeira de Presidentes terá lugar no dia 12 de junho, no Convento São ASSISTA À REPORTAGEM Francisco, em Coimbra. COMPLETA NA LIGA TV

Rui Alves, Presidente do Nacional, deixou claro, no final da reunião, a sua opinião em relação ao novo modelo competitivo da UEFA, que é de todo prejudicial e “ afeta e muito” os clubes do futebol profissional português. “ Portugal, fruto do lugar que ocupa no ranking, terá das Ligas mais afetadas e, dentro do que é possível junto da UEFA, a Liga está a fazer um esforço grande para que o fosso seja menor entre grandes e pequenos”, afirmou o líder do emblema da Choupana, para quem foi importante a “oportunidade de discutir alguns dos assuntos que preocupam o Futebol Profissional, nomeadamente as medidas de prevenção em relação à violência no desporto”. “Houve consenso geral em quase todas as matérias, não havia questões que nos dividissem e isso é muito bom”, acrescentou, despedindo-se com os votos de “parabéns à Liga Portugal pela organização extraordinária” da Final Four da Allianz CUP.


POR UM PERÍODO DE INSCRIÇÕES MAIS CURTO Do I Fórum de Treinadores do Futebol profissional saíram importantes reflexões para o futuro

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encurtados. Esta foi uma das conclusões do I Fórum dos Treinadores do Futebol Profissional, realizado no âmbito do Thinking Football, que este ano teve lugar no hotel Vila Galé, em Braga.

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s treinadores da Liga NOS e da LEDMAN LigaPro pretendem que os dois períodos de inscrições, atualmente em vigor no futebol português, sejam

Paralelamente às atividades da Fan Zone, decorreram estas atividades complementares que levaram a “pensar o futebol” e o rumo que queremos traçar para o mesmo. A conversa, que foi liderada por José Pereira, presidente

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José Pereira Presidente da ANTF

DIÁLOGO ABERTO OPINIÃO

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da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) e por João Martins, Diretor Executivo da Liga Portugal, durou

19, o primeiro período de inscrições teria terminado antes de 10 de agosto, dia em que arrancaram oficialmente as competições oficiais, com a realização do primeiro jogo da Liga NOS, na presente época.

AUMENTAR TEMPO ÚTIL

mais de duas horas e decorreu de forma bastante animada, com vários técnicos a lançarem ideias do que gostariam de ver ajustado. Os treinadores reunidos em Braga defendem que, por “forma a promover os jogadores, bem como preservar a estabilidade e rentabilidade das equipas que representam”, o primeiro período de inscrições de jogadores, que agora termina a 31 de agosto, deverá passar “a encerrar-se antes da 1.ª jornada, quer da Liga NOS, quer da LEDMAN LigaPro”, optando que também o período de inverno, que agora termina a 31 de janeiro, seja antecipado, como foi possível ler nas conclusões do encontro. Esta seria uma forma de proteger os clubes portugueses e, na prática, tendo como exemplo a temporada de 2018www.ligaportugal.pt

Outro dos pontos discutidos neste Fórum prendeu-se com aos mecanismos a implementar para aumentar o tempo útil de jogo, nas competições profissionais. Entre outras possibilidades, que serão analisadas posteriormente, os treinadores entendem que o registo de incidências deve “passar para o 4.º árbitro, libertando o árbitro principal desta função”, bem como deixaram expresso que devem ser definidas quais “as incidências que podem ser cronometradas como tempo perdido de jogo”. O I Fórum de Treinadores não terminou sem que os presentes tenham deixado palavras elogiosas em relação ao formato da Final Four, tendo este momento antecedido a leitura das conclusões por parte de José Pereira, que esteve ladeado por MaASSISTA À REPORTAGEM nuel Cajuda e Costinha. COMPLETA NA LIGA TV 5

urante a semana da Final Four, a Associação Nacional dos Treinadores de Futebol, não perdeu a oportunidade de reunir com os Treinadores dos campeonatos profissionais, na presença de representantes da Liga Portugal para abordar temas de grande relevo para os campeonatos profissionais nomeadamente: (1) Gestão da equipa – período de inscrições; (2) Mecanismos para aumentar o tempo útil de jogo; (3) Calendário futebolístico. Foi um diálogo aberto, sincero que a Liga deve aproveitar, para promover as alterações que estão ao seu alcance, para benefício do futebol. Também na sequência do que de há uns tempos a esta parte vem acontecendo, reuniu a comissão de Diálogo Social, constituída pela LIGA, ANTF, APAF e Sindicato dos Jogadores tendo tratado dos seguintes temas: (1) Violência associada ao desporto (2) Futebol Jovem profissional (3) Formação dos agentes desportivos. Também aqui de espirito aberto foram os temas propostos a discussão dirigidos atentamente, merecendo especial atenção a Violência associada ao desporto. Finalmente, a realização do CLINIC para Treinadores de todos os escalões, certificado pelo IPDJ IP e pela UEFA, Onde estiveram como palestrantes duas figuras importantes como Treinadores; Bernardino Pedroto e Carlos Carvalhal. Inquestionáveis estas apresentações que satisfizeram a quem a elas assistiu e promoveu o Futebol e os seus Treinadores. Vamos à próxima FINAL FOUR. LIGA-TE Nº8


FUTEBOL TRANSVERSAL Encontro ajudou a traçar caminhos e a realçar necessidade de maior cooperação entre o Futebol profissional e não profissional

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I Fórum das Associações Distritais foi também uma novidade no conceito Thinking Football e serviu, acima de tudo, para promover uma visão global do futebol, desde a formação à profissionalização, bem como os caminhos que devem ser seguidos para um desenvolvimento sustentado.

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Liderado por Manuel Machado, Presidente da AF Braga, e por João Martins, Diretor Executivo da Liga Portugal, este Fórum, no qual estiveram várias Associações deu lugar ao debate de vários assuntos importantes para a modalidade e, no final, ficou claro a necessidade de existir uma relação mais forte e estreita entre todas as entidades que tutelam o

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futebol português. Reconhecendo a “importância do trabalho de base desenvolvido pelas As-

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sociações para a elevação e projeção atual do futebol nacional no panorama internacional”, o Fórum alertou ainda para a “abordagem estrutural e conjunta” que deve ser aposta na” formação dos diversos agentes desportivos”. As regras de liderança associativa devem ser transversais e, por isso, foi indicado que deve ser “concretizado um plano estratégico de âmbito nacional”, focado em pontos como a “regularidade da situação dos clubes e sociedades desportivas perante a administração fis-

cal e segurança social”, a “estrutura e composição dos órgãos dos clubes e sociedades desportivas”, o “regime de incompatibilidades” e outras não me-

nos importantes, como a “sensibilização para o problema do tráfico de seres humanos no futebol” ou os “comportamentos antidesportivos”. Da mesma forma, este Fórum evidenciou que a relação entre o futebol profissional e o não profissional deve ser “mais solidária”, ficando ainda a proposta de elaboração de “um plano de formação de árbitros conjunto, de forma a possibilitar a participação ativa de jovens árbitros no futebol profissional”. Outra das conclusões de um Fórum que volta a realizar-se em janeiro de 2020 – como todos os restantes projetos do Thinking Football – passa pela reflexão em torno do processo de obtenção dos níveis de formação dos treinadores, que deve ASSISTA À REPORTAGEM ser “mais célere”. COMPLETA NA LIGA TV

MOMENTO DE PARTILHA

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oão Martins, Diretor Executivo da Liga Portugal, fez um balanço muito positivo do Thinking Football, um espaço de reflexão que “superou expetativas” em todas as ações que foram promovidas ao longo dos dias e que serão repetidas em janeiro de 2020. “O objetivo é que, ao longo da semana do futebol profissional, os agentes desportivos e as instituições com responsabilidades de organização possam partilhar aquelas que são as preocupações do futebol profissional e também do não profissional”, disse, ressalvando a existência de momentos “comuns” a ambas as realidades. O responsável acredita que, com estes Fóruns, o Futebol está “a preencher um espaço de partilha” e de entendimento, sobretudo no caminho que deve ser traçado desde o momento da “primeira ligação ao futebol”.

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DE OLHOS NO FUTURO

Match fixing em cima da mesa de uma reunião com diálogo aberto entre todos

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reinadores, Associações e também os Jogadores tiveram direito ao I Fórum de Capitães, numa sessão que foi liderada por Joaquim Evangelista, Presidente do Sindicato de Jogadores, e que contou com o acompanhamento de João Martins, Diretor Executivo Jurídico da Liga Portugal. Neste encontro, que também teve lugar no Hotel Vila Galé, em Braga, mar-

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caram presença os capitães de equipa de FC Famalicão, CD Mafra, UD Oliveirense, FC Porto B, Vitória SC B e SC Braga B, formações oriundas da LEDMAN LigaPro, assim como os de CD Nacional, CD Feirense, CD Aves, Vitória SC, Rio Ave FC, Moreirense FC, e Vitória FC, equipas que militam na Liga NOS. Com o foco colocado na melhoria do futebol, foram discutidas diversas pro-

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postas, algumas delas alusivas ao fenómeno do match fixing. A necessidade de promover uma cul-

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Joaquim Evangelista Presidente do Sindicato dos Jogadores

BALANÇO POSITIVO

OPINIÃO

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tura de consciencialização junto dos intervenientes no espetáculo futebolístico, salientando a importância de os jogadores perceberem que o seu papel principal passa por defender o seu grupo de trabalho e a competição, foram pontos unânimes junto dos capitães de equipa, que reforçaram ainda a necessidade de transmitir os valores essenciais do desporto junto das gerações mais novas.

Para complementar este último ponto, o Fórum dos Capitães defendeu, ainda, que as entidades que tutelam o futebol profissional devem redobrar esforços de modo a garantir a estabilidade dos plantéis e dos jogadores, precavendo assim situações críticas e de vulnerabilidade. Também o tempo útil de jogo mereceu atenção, com o foco colocado www.ligaportugal.pt

na procura de soluções que permitam aumentar o tempo de jogo efetivo nas competições profissionais de futebol, aliás, como já havia acontecido no encontro dos treinadores. Desde a cronometragem das paragens de jogo mais comuns, à agilização do procedimento de recurso ao VAR, foram várias as propostas que visam aumentar os números neste âmbito. Para além destes aspetos, foi igualmente destacada a necessidade de promover um maior equilíbrio competitivo entre as equipas em competição no futebol profissional, bem como a premência de melhorar substancialmente a qualidade dos relvados, sendo este um aspeto fundamental para o crescimento da modalidade. Ficou ainda estabelecido o compromisso de se organizarem ações de formação sobre a regulamentação desportiva e leis de jogo, tornando, assim, mais acessível a comunicação entre os vários agentes, acabando este por ser um processo indispensável no fuASSISTA À REPORTAGEM tebol atual. COMPLETA NA LIGA TV 9

Sindicato tem sabido manter com a Liga uma relação de diálogo e cooperação, na convicção de que muito embora os interesses divergentes, o futebol e as competições profissionais beneficiam com espaços de reflexão e aproximação. O Fórum de Capitães de equipa foi um desses momentos de aproximação e o balanço que faço é, naturalmente, positivo. Os temas definidos permitiram-nos sentir o pulso dos jogadores a dois níveis. Se o tema integridade e combate ao match-fixing serviu para fazer o ponto de situação sobre a qualidade da informação e sensibilização prestada, bem como debater as fragilidades que continuam a colocar Portugal num patamar de risco, a discussão sobre o tempo útil de jogo foi uma oportunidade para os protagonistas projetarem o futuro do jogo, em especial com a introdução de novas tecnologias. De forma natural, os capitães aproveitaram esta oportunidade para reforçar junto da Liga que uma competição mais forte depende de melhor e mais eficaz controlo financeiro sobre os clubes e de uma ação concertada para erradicar o ambiente de ódio e violência, em nome de um modelo competitivo capaz de defender e valorizar o que realmente interessa, os jogadores. Parabéns à equipa da Liga pela organização desta Final Four. LIGA-TE Nº8


“DEVEMOS ESTAR TODOS DO MESMO LADO" APAF promoveu Laboratório de Arbitragem 2020 no 'Thinking Football’ para debater estratégias futuras da associação no sector. Por uma arbitragem e futebol positivos

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ma associação de classe, mas integrada em todo o conceito de futebol positivo. É assim que Luciano Gonçalves vê a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) e é este o objetivo pelo qual trabalha diariamente. De qualquer

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forma, o líder do organismo reitera a necessidade de, cada vez mais, estar junto dos seus associados e foi esta a mensagem que deixou no Laboratório de Arbitragem 2020, uma iniciativa inédita e que juntou na mesma sala Luciano Gonçalves, Presidente da APAF,

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Luís Guilherme, ex-presidente da APAF e do CA da FPF e atual assessor de arbitragem da FPF, Hélder Neto, Diretor de Comunicação da APAF, Jorge Faustino, ex-árbitro, Cunha Antunes, ex-árbitro, Eduardo Coelho, árbitro internacional

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Luciano Gonçalves Presidente da APAF

MELHOR ATUAÇÃO EM PROL DA CLASSE

A de futsal, Nuno Silva, observador de futsal da FPF, Ana Amorim, árbitra de futebol, António Moreira, árbitro C2, Mário Tibério, árbitro de futebol distrital, e Tiago Bonjardim, árbitro jovem da AF Braga e árbitro com melhor desempenho na edição do ENAJ 2018. “A APAF está a trabalhar no seu reposicionamento pois entende que o fenómeno desportivo nos últimos anos assim o exige, pelo que queremos, cada vez mais, estar com os nossos”, afirmou Luciano Gonçalves à Liga TV, após o encontro. Foi isso que o responsável máximo da

APAF fez na manhã de 25 de janeiro, no Hotel Vila Galé de Braga: uma reunião para concertar a estratégia da entidade face às “próximas épocas”. A primeira edição do Laboratório de Arbitragem 2020, que se vai repetir em janeiro de 2020, durante a Final Four da Allianz CUP, foi subordinada ao tema www.ligaportugal.pt

“Posicionamento da Associação”, debatido durante mais de duas horas. “Queremos um futebol e uma arbitragem positivos. É nisto que acreditamos, devemos estar todos do mesmo lado. Todos merecem o maior respeito”, garantiu Luciano Gonçalves, presidente da APAF. Antigos e atuais árbitros de nível distrital e nacional, jovens juízes e, ainda, antigos e atuais dirigentes do setor, contribuíram para a criação de um documento contemplante de recomendações “de grande importância” para o futuro da arbitragem nacional. O Laboratório de Arbitragem 2020 foi levado a cabo no ‘Thinking Football’, ciclo de eventos que juntou, na ‘Semana do Futebol’, vários agentes desportivos e visou promover a reflexão, o debate e apresentação de propostas para o futebol profissional português. “Devemos, definitivamente, focar-nos em ser parte da solução e não do problema, pensando em contribuir para que os erros não aconteçam e não haver condenações públicas”, salientou Luciano Gonçalves, frisando, por fim, que “a APAF se disponibilizou para dialogar com outras instituições.”

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OPINIÃO

ssociação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) pretende promover, ao longo de 2019, com o claro objetivo de melhorar a sua governança e liderança e, por conseguinte, uma melhor atuação em prol da classe que representa. O Laboratório ocorrido no âmbito da iniciativa “Thinking Football” promovida pela Liga Portugal, durante a Final Four da Allianz Cup, serviu de piloto e de apresentação do modelo que será replicado a Norte, Centro e Sul ao longo do presente ano. Um Laboratório onde são utilizadas as metodologias Design Thinking e Human Centered Design. Metodologias centradas no ser humano, colaborativas, otimistas e experimentais através das quais pretendemos reunir com Árbitros em diferentes estágios… Ex-Árbitros, Árbitros desde a base até ao topo e jovens Árbitros com o objetivo de repensar a visão e o papel do Árbitro e da sua Associação de Classe. O tema abordado foi o Posicionamento da Associação, um trabalho de fundo que a Associação está a efetuar pois entende que a mudança do fenómeno desportivo, nos últimos anos, assim o exige pois quer cada vez mais estar com os seus. Com o contributo de todos os participantes, está a ser elaborado um documento contendo um conjunto de recomendações que serão de grande importância para o futuro da Arbitragem Nacional. LIGA-TE Nº8


UNIÃO NO COMBATE À VIOLÊNCIA Várias propostas foram discutidas para a mudança, entre as quais a abertura legal para a instalação de lugares nos estádios sem cadeiras

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Comissão de Diálogo Social do futebol profissional realizou a sua terceira reunião a 23 de janeiro, em Braga – esta sob a égide da Liga Portugal - tendo debatido e apresentado propostas

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destinadas ao combate à violência no desporto, à valorização do jovem jogador português e à formação dos agentes desportivos. O encontro, que decorreu no âmbito do ciclo “Thinking Football”, na sema-

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na da Final Four da Allianz CUP, voltou, assim, a juntar os presidentes da Liga Portugal, Pedro Proença, do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista, da Associação Nacional de Treinadores de Futebol, José Pereira, e da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, Luciano Gonçalves. Entre as conclusões, a Comissão destacou a importância da alteração ao regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espetáculos desportivos. A este propósito, defendeu a introdu-

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ção da sanção de interdição parcial dos recintos desportivos, bem como a aplicação da pena acessória de interdição de acesso aos mesmos, acompanhada do dever de apresentação e permanência junto a uma autoridade judiciária ou órgão de polícia criminal. Decidiu, ainda, avançar com propostas destinadas à abertura legal para a instalação de lugares nos estádios sem o assento tradicional, em pé ou com as diversas soluções já conhecidas e, também, à definição legal do conceito, requisitos, deveres e responsabilidades do Oficial de Ligação aos Adeptos (OLA). Face ao aumento dos episódios de vio-

lência em torno do fenómeno desportivo, a Comissão de Diálogo Social, além de repudiar este tipo de comportamentos, anunciou que irá promover, em breve, ações concertadas, envolvendo todas as entidades com responsabilidade no futebol. No que respeita à promoção e valori-

zação do jovem jogador português, a Comissão considerou que a II Liga é o espaço ideal para o cumprimento desse objetivo. Defendeu, por isso, o papel desempenhado por aquela competição, que é profissional, mas que tem sido, também, rampa de lançamento para muitos talentos. Manifestou, igualmente, especial preocupação com a necessidade crescente de profissionalização das Sociedades Desportivas, assumindo o compromisso de participar ativamente nesse desiderato, nomeadamente através da organização e apoio a ações de formação especializada e direcionada aos vários agentes desportivos. Propôs, ainda, a elaboração de um plano de formação transdisciplinar adequado à prossecução de carreiras inseridas nas diversas funções daqueles agentes. A Comissão de Diálogo Social voltará a reunir-se no próximo dia 30 de abril, no edifício-sede da Associação Nacional de Treinadores de ASSISTA À REPORTAGEM Futebol, em Lisboa. COMPLETA NA LIGA TV

UM “BASTA” DE TODAS AS ENTIDADES

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edro Proença foi o interlocutor da reunião de Diálogo Social, onde estiveram também, além dos presidentes dos quatro organismos, João Martins (Liga Portugal), Sérgio Araújo (ANTF), João Carvalho (SJ) e Hélder Neto (APAF), e deixou claro que a FPF será chamada à discussão de assuntos tão importantes, como o da violência. “Iremos fazer ações concertadas com a envolvência de todos, sem exceção. A Federação Portuguesa de Futebol, os quatro organismos e todas as demais entidades que se queriam agregar, fazem parte da discussão. É altura de dizer “basta”. O que temos visto nas últimas semanas não pode ser o sinal que queremos passar, o de um futebol positivo”, explicou o Presidente da Liga Portugal. Salientando que “na cúpula estará a FPF” – “certamente juntar-se-á a nós”, frisou – Pedro Proença destaca que “a reflexão será feita no tempo oportuno”, deixando claro que a ideia passa por “anunciar em conjunto as ações concretas” do que há para fazer. “Queremos a mobilização de todos para combater esta violência que não traz nada de positivo ao futebol. Não estamos a falar só de agressões aos árbitros, agressões aos treinadores e aos jogadores… Estamos a viver um período de comunicação demasiado agressivo, que não enaltece os princípios e os valores que norteiam esta comissão. Deixamos o sinal inequívoco que estas quatro entidades, e todas as outras que se queiram juntar, não se revêm neste quadro”, afirmou.

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O exemplo da estratégia de internacionalização da LaLiga e a ética na comunicação foi os dois temas fortes da primeira edição do FuteCOM – Encontro Nacional de Gabinetes de Comunicação e Imprensa do Futebol Profissional, que se realizou, a 24 de janeiro, em Braga. O evento contou com a participação de oradores nacionais e internacionais, entre os quais o Secretário de Estado da Juventude e Desporto,

de entretenimento global. Uma estratégia focada em mercados-chave como os Estados Unidos, a China e a Índia, entre outros. Joris Evers levantou o véu sobre a adaptação da comunicação da LaLiga aos diferentes mercados e levou ao FuteCOM alguns exemplos do trabalho rea-

INTERNACIONALIZAÇÃO DA LA LIGA E ÉTICA FORAM TEMAS FORTES DO FUTECOM No I Fórum de Treinadores do Futebol profissional saíram importantes reflexões para o futuro João Paulo Rebelo, o Presidente da Liga Portugal, Pedro Proença, e o Diretor de Comunicação Global da LaLiga, Joris Evers. Esta primeira edição, integrada no ciclo Thinking Football, contou com 105 participantes, tendo estado representadas, na audiência, 10 Sociedades Desportivas, entre outros convidados e estudantes das áreas da comunicação e do marketing. Antigo jornalista, o holandês Joris Evers, que foi vice-presidente da Netflix e responsável pela comunicação da McAfee, está em Espanha desde 2017. De então para cá, reorganizou toda a estrutura de comunicação da LaLiga. No FuteCOM explicou a estratégia que implementou, focando-se, sobretudo, no projeto de transformação da LaLiga e respetivos clubes num produto

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lizado e que posicionou já o campeonato espanhol como o segundo mais mediático do mundo, sendo objetivo assumido ultrapassar a Premier League nesse posicionamento. “Não queremos ser vistos pelos clubes como um mero sponsor ou regulador de competições. Nós somos parceiros, colegas que trabalham em parceria com eles para os ajudar a crescer”, sublinhou Joris Evers. O exemplo da LaLiga esteve, também, presente na mesa redonda sobre a relação, por vezes difícil, entre o fute-

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bol e os media. Moderado por Manuel Queiroz, presidente do CNID, o debate contou com as presenças do diretor do diário desportivo espanhol “Marca”, Juan Ignacio Gallardo, do diretor de informação da Sport TV, Nuno Ferreira, e do vice-secretário-geral da European Leagues, Alberto Colombo. Seguiu-se uma formação sobre a utili-

zação das redes sociais, ministrada por Vasco Marques (formador e CEO da Web2Business), onde foram apresentadas várias ferramentas que permitem otimizar a comunicação das empresas e instituições. A ética na comunicação do futebol profissional foi o tema que dominou grande parte da tarde, juntando ao Se-

cretário da Estado da Juventude e Desporto e ao Presidente da Liga Portugal dois investigadores da área da comunicação – Joaquim Fidalgo (Universidade do Minho) e Vasco Ribeiro (Universidade do Porto) -, num debate moderado por Luís Miguel Pereira, Coordenador de Programas da Sport TV. O tema foi introduzido por Gisela Gonçalves, investigadora da Universidade da Beira Interior e especialista no estudo da ética nas Relações Públicas, que considerou estar em causa uma questão de identidade profissional. “Os códigos de ética têm um importante papel aspiracional e educacional, podendo funcionar como um ideal regulador, auto e hetero disciplinador”, disse. Daniel Sá, diretor executivo do Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM), apresentou os resultados de um estudo recente sobre a comunicação do produto futebol em Portugal. A sessão de encerramento esteve a cargo de José Francisco Neves, membro do Comité Executivo da Allianz Portugal, que falou sobre as motivações da seguradora para o patrocínio da Taça da Liga.

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LUTAR

RESPONSABILIDADE SOCIAL

POR MAIOR IGUALDADE

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Responsabilidade Social da Liga Portugal teve um papel ativo durante a Final Four da Allianz CUP, com várias atividades centradas em dois grandes conceitos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como são a erradicação da fome e a redução de desigualdades. O desporto inclusivo e o programa de voluntariado foram duas grandes apostas para a Semana do Futebol Profissional e o balanço é claramente positivo, no entender dos responsáveis da Liga Portugal. Além da presença da Refood após os três jogos, de forma a recolher os excedentes, a Liga Portugal, por sugestão da Câmara Municipal de Braga, fez uma campanha de donativos a entregar ao Colégio São Caetano, segundo necessidades indicados pelo próprio. Os alunos desta instituição foram integrados no programa de voluntariado da Final Four e ocuparam espaços no stand da Fundação do Futebol – Liga Portugal. Também parte da receita da Corrida do Adepto reverteu a favor da instituição.

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“O feedback dado da participação dos jovens do Colégio São Caetano no programa de voluntariado foi muito positivo e, pelo que nos foi possível perceber, eles também gostaram imenso. Esta é a maior satisfação que podemos ter”, afirmou Margarida Miranda, Gestora de

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Responsabilidade Social da Liga Portugal. O desporto inclusivo é, também, uma das grandes apostas da Liga Portugal e, por isso, foi criado e divulgado um manual de acesso para adeptos com mobilidade reduzida. A estes adeptos, que receberam alguns bilhetes de oferta, foi concedido um ponto de desembarque e foram sentados numa zona perto de saída de emergência e onde existem instalações sanitárias adaptadas. Todos estes motivos, bem como a oferta de alguns bilhetes, de forma a proporcionar o acesso aos jogos, a associações e grupos vulneráveis ou em risco social deixam os responsáveis da Liga Portugal satisfeitos, até porque, no geral, a experiência “foi muito positiva”. “Ao contrário do ano anterior conseguimos alcançar mais parceiros, que nos apoiaram em várias causas. Vamos conseguir doar à instituição mais do que estava inicialmente previsto, no que diz respeito às necessidades apontadas por eles”, referiu Margarida Miranda.

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PARCEIROS

ENORME RETORNO MEDIÁTICO

ser monetizado, pelos detentores dos direitos televisivos e pelas marcar em específico. Desta forma, estes dois players, que transferem o valor para os clubes, estarão dispostos a fazê-lo enquanto o Futebol for em termos de retorno valioso para os mesmos. Desta forma, as grandes preocupações demonstradas estão relacionadas com a correta utilização dos nomes das competições profissionais portuguesas, assim como a ética na comunicação no desporto, em específico no Futebol Profissional.

Debatidas questões fundamentais para o sector do Futebol Profissional, numa perspetiva económica e de negócio

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o âmbito do “Thinking Football”, um conceito criado pela Liga Portugal na perspetiva de juntar os principais “players” do mercado para pensar e refletir as questões estruturais do Futebol Profissional português. Neste âmbito, e para fechar o ciclo dos 360º relacionado com os stakeholders da Liga Portugal, foi inevitável realizar um workshop de reflexão com os principais patrocinadores e parceiros das competições profissionais portugueses. O encontro, que decorreu no dia da grande final da Allianz CUP, serviu para debater aspetos fundamentais para

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o sector do Futebol Profissional numa perspetiva económica e de negócio, sempre com a elevação que o setor necessita para que as marcas estejam dispostas a investir no mesmo. É fundamental que o mercado entenda a cadeia de valor do Futebol Profissional, quem na realidade são os verdadeiros clientes, na demonstração de resultados dos clubes e da Liga Portugal, são quem adquire os direitos televisivos, os patrocinadores e no caso os clubes, a somar as transferências de jogadores. Este ciclo, depende dos adeptos serem expostos às marcas de quem patrocina, pois o valor dos adeptos só pode

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Neste encontro, onde esteve presente Pedro Proença, Presidente da Liga Portugal, foi apresentado o valor do retorno da competição Final Four Allianz CUP, que já se assumiu como segundo maior evento em termos de retorno mediático em Portugal, atrás da Volta a Portugal em bicicleta, assim como os objetivos estratégicos da Liga Portugal, para a mesma. A visita culminou com uma Fan Trip na Fan Zone da Final Four da Allianz CUP, seguido do jogo da Final, no dia 26 de janeiro de 2019.

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COOPERAÇÃO INTERNACIONAL LIGA PORTUGAL

CONHECIMENTO E EXPERIÊNCIA Internacionalização da Liga Portugal pelo seu posicionamento em países com forte ligação a Portugal

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om vista à cooperação no desenvolvimento dos melhores esforços de colaboração para a promoção de um futebol mais competitivo, mais profissional e mais íntegro dentro da comunidade dos países de língua portuguesa, a Liga Portugal tem vindo a celebrar memorandos de entendimento e tem estabelecido relações institucionais com diversas instituições futebolísticas dos países africanos de língua oficial portuguesa, nomeadamente, Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), a Federação Angolana de Futebol (FAF), a Liga Guineense de Clubes de Futebol (LGCF) e a Liga Moçambicana de Futebol (LMF). Ao longo dos últimos anos, a Liga Portugal angariou um relevante manancial de experiência nas diversas áreas em que atua no desenvolvimento do futebol profissional, seja diretamente, seja através de parceiros especializados, sendo hoje reconhecida a nível internacional como uma das melhores ligas do mundo a organizar e explorar as suas competições. Nesse sentido, estes novos parceiros pretenderam associar-se a esta liga profissional com a perspetiva de criarem, nos seus países, condições para o desenvolwww.ligaportugal.pt

vimento da prática futebolística, a nível de organização, capacitação e educação desportiva. As partes estão certas que este conhecimento especializado e experiência que a Liga Portugal adquiriu através da organização altamente profissional das suas competições, poderão ser úteis ao fomento do futebol no espaço da comunidade dos países de língua portuguesa e acreditam que esta modalidade pode constituir um forte elo de união entre os povos e um instrumento para a promoção da educação física, mas também intelectual, dos seus atletas. O estabelecimento de relações formais e regulares entre estas instituições resultará, inevitavelmente, num reforço da importância do futebol de expressão portuguesa junto das instituições internacionais da modalidade. No ponto de partida destas parcerias e

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com o intuito de fortalecer as bases criadas para uma desejada colaboração, a Liga Portugal endereçou um convite a estes parceiros para marcarem presença na cidade de Braga durante a semana do futebol, que foi muito para além dos três jogos realizados da Final Four da Allianz CUP. A adesão foi total, os diversos representantes das referidas instituições tiveram a oportunidade de testemunhar de perto a transformação da Final Four da Allianz CUP num grande espetáculo, integrado numa semana repleta de

eventos para os adeptos, as famílias e a população local. A internacionalização da Liga Portugal, dar-se-á pelo seu posicionamento em países com forte ligação cultural e económica a Portugal, onde o Futebol Profissional português é consumido de forma intensa e em países onde a modalidade se encontra em forte desenvolvimento, estando a Liga Portugal a desenvolver as suas relações com o mercado chinês. Adicionalmente, a Liga Portugal tem estruturado uma estratégia junto de Ligas mais desenvolvidas, como o caso da LaLiga, que permitem efeitos de arrastamento interessantes. LIGA-TE Nº8


CORRIDA DO ADEPTO BATEU RECORDES POR BRUNO RODRIGUES

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terceira edição da Corrida do Adepto, realizada no final de janeiro, em Braga, e inserida no programa de dinamização da Final Four da Allianz Cup, foi palco de dois recordes. Foi a corrida nacional com o maior número de participantes de uma só equipa, a Egoísmo Positivo - mais sobre eles umas linhas abaixo - com 361 atletas divididos entre a corrida de dez quilómetros e a caminhada de cinco. A segunda marca de relevo foi atingida com o recorde de participação no próprio evento, com um total de 1362 pessoas envolvidas, sendo que 852 delas o fizeram a correr, número que praticamente duplica os 460 da edição do ano passado. A numerosa equipa Egoísmo Positivo tem por base um movimento de voluntários que promovem e ajudam pessoas com deficiência motora ou psíquica, a participar em corridas ou caminhadas. Esse auxílio pode ser feito de várias formas, desde empurrar uma cadeira de rodas, fazer de guia a um invisual, por exemplo, ou o “simples” incitamento à participação. Este foi o terceiro evento do Egoísmo Positivo, movimento que teve uma estreia auspiciosa na Meia Maratona do Porto, em setembro de 2018, com um grupo de 120 intervenientes. Na corrida de hoje os 361 participantes representaram um rácio de voluntários/pessoas ajudadas de três para um.

VENCEDORES DA CORRIDA GANHARAM BILHETE PARA A FINAL

para o jogo da final e direito a uma camisola oficial do seu clube de coração.

Na vertente competitiva, Tiago Freitas, do Figueiredos Runner & Friends, venceu, tendo ganho uma vantagem de 16 segundos graças a um ataque desferido na última subida, alguns metros antes da entrada no relvado do Estádio Municipal de Braga. Esta é, aliás uma das originalidades desta prova, na qual os participantes têm a oportunidade de correr no relvado que vai albergou a final. Muitos foram os corredores que abrandaram o ritmo e tiraram uma selfies dentro do original recinto projetado por Souto Moura e que, recorde-se, foi distinguido com vários prémios de arquitetura. Selfies foi coisa com a qual Andreia Santos, vencedora nas mulheres, não perdeu tempo, apesar da generosa vantagem de cerca de um minuto sobre a segunda classificada Laura Silva, do Águias de Alvelos. Os três primeiros classificados, masculinos e femininos, tiveram como prémio um bilhete duplo

EQUIPA FAIR PLAY GANHOU DE GOLEADA

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As camisolas Fair Play (cor de laranja) recolheram 60% das preferências entre um naipe de 37 equipas disponíveis. O FC Porto foi a escolha mais popular (12%), ao passo que o Braga, a jogar em

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casa, foi a escolha de 9%. Benfica (8%) e o Sporting (4%) surgem logo a seguir neste ranking. De entre o pelotão de quase 1400, houve um total de dez nacionalidades representadas, para além de Portugal: participantes de França, Polónia, Itália, Eslováquia, Brasil, Venezuela, Estados Unidos, Chile, Bolívia e Indonésia ajudaram a dar um toque internacional ao evento.

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PEDRO PROENÇA DESTACOU FAIR PLAY Relativamente à idade, Óscar Loureiro e Felismina Carvalho, foram os mais experientes do pelotão, com 79 e 67 anos, respetivamente. “Estamos em crescendo. Estamos a juntar a tipologia do adepto normal de futebol aos atletas que também gostam do desporto em concreto. O futebol profissional tem um contexto próprio, mas há um conjunto de atividades complementares que são fundamentais para elevar o espírito de fair play”, defendeu Pedro Proença, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. O responsável sublinhou o papel do município de Braga no evento: “Desde a primeira hora a Câmara Municipal de Braga acreditou que era possível fazer

paralelos à Final Four: “Sabemos que a Final Four é um acontecimento que leva a um grande envolvimento de toda a comunidade. Assim aconteceu no ano passado e este ano temos mais experiência e ambição e esta iniciativa correspondeu por completo às nossas expectativas”.

ALAN: “CORRIDA OU BOLA? FUTEBOL É MAIS FÁCIL!” A pergunta já trazia provocação, mas Alan, ex-jogador profissional e que terminou a carreira no Braga, não adornou: “É mais fácil ser jogador de futebol do que corredor!” disse em tom bem-disposto o embaixador da Final Four. “Fizemos a corrida num tempo extraordinário, na companhia do nosso amigo Carlos Alves. Divertimo-nos imenso!”. O jornalista quis saber qual tinha sido a marca, mas Alan chutou para canto: “O tempo eu não lembro, mas importante foi participar!”, exclamou, entre gargalhadas.

ADESÃO DUPLICA A CADA ANO

desta competição um acontecimento transversal, onde podíamos incluir o futebol profissional e outras atividades suplementares que podem incluir toda a comunidade. O presidente Ricardo Rio fez uma aposta clara e vencedora e na qual nós conseguimos fazer muito mais do que os três jogos”, concluiu. Por seu turno, Ricardo Rio, edil de Braga, destaca a maior ambição da organização relativamente aos muitos eventos

CORRIDA COM VERTENTE SOLIDÁRIA Com forte componente solidária e o valor das inscrições, depois de descontados os custos da organização do evento, serão convertidos em bens e serviços para apoio ao Colégio de São Caetano, uma instituição de Braga que acolhe e educa crianças e jovens em risco. O Centro Novais e Sousa e a Associação de Pais-em-Rede, núcleo de Braga, foram os destinatários desta edição.

A Corrida do Adepto tem duplicado o número de participantes a cada edição, ano após ano. O número de atletas que percorreram as ruas de Braga foram o triplo dos que se correram a edição inaugural de 2017, decorrida na cidade de Faro. A cidade dos Arcebispos, recorde-se, vai albergar a Final Four durante mais um ano, pelo menos.

EDIÇÃO CIDADE

ATLETAS NA META (10K APENAS)

2019 Braga 2018 Braga 2017 Faro

852 460 239

CLASSIFICAÇÕES 10KM (852 ATLETAS NA META*) MASCULINOS (627 ATLETAS-74%) 1.º Tiago Freitas (Figueiredos Runner & Friends) 2.º Miguel Vieira (Juv. Merelinense) 3.º Orlando Neves (S. João da Serra)

35:20 35:36 35:45

FEMININOS (225 ATLETAS-26%) 1.ª Andreia Santos 2.ª Laura Silva 3.ª Filipa Gomes

37:53 38:43 44:25

(Run Tejo) (Águias Alvelos) (Dumiense Xallenge Runners)

* o evento contou ainda com uma caminhada de cinco quilómetros, com cerca de 500 participantes.

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“O LIGAS É UM ´TEENAGER´ QUE QUER VER UM BOM JOGO” Criadores da mascote da Liga Portugal – que foi apresentada na Final Four – falam num menino “fofo e rebelde”, que “gosta de jogar à bola na rua”. Susana Campanhã diz que, para o Ligas, “todos são iguais”

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usana Campanhã é cofundadora da Linha Limão. É profissional na área da escultura e produções há cerca de 27 anos. Juntamente com o sócio e colega de trabalho, Paulo Lage, designer gráfico, decidiram criar uma empresa, a fim de “juntar a parte gráfica com a escultórica”, unindo esforços, para colmatar um vazio no mercado. Com a junção de Linha, representativa “do traço, esboço, desenho” e Limão, das “formas orgânicas e da escultura”, chegaram ao nome “Linha Limão”. Uma empresa prestes a cumprir 19 anos de idade e que se encontra na vanguarda, no que toca à criação de mascotes de animação. Fundada em 2000, quem é a Linha Limão e como surgiu a ideia de criar a empresa? O meu sócio (Paulo Lage) e eu, achávamos que tínhamos que nos completar. A parte gráfica com a escultórica. Ele era o desenho, eu era a forma e as coisas conseguiriam desenvolver-se um pou-

co mais e conseguiríamos dar um pulo maior os dois juntos. A Linha Limão veio de nós os dois, foi-se desenvolvendo e foi criando. Como viram a oportunidade de criar a mascote da Liga Portugal? Com muita satisfação, claro. Todos os projetos que nós executamos na empresa são sempre de grande responsabilidade. Claro que há uns com maior mediatismo que outros e sabemos que, neste caso, a mascote o “Ligas” tem bastante “peso e medida”. Está à vista e na presença de milhares de pessoas, é uma responsabilidade muito grande.

E sabemos que as opiniões são sempre uma incógnita porque passam por uma série de pessoas e não se pode agradar a gregos e troianos. Mas é sempre uma responsabilidade. E esse mediatismo, que também já tivemos, noutros tempos, com outras mascotes, tipo uma “Popota” ou uma “Leopoldina”, que secalhar foram as que até impulsionaram este movimento das mascotes, habituou-nos a este tipo de feedback. Acabamos por ter a responsabilidade de saber que o Ligas ia ser protagonista, muito mediático e isso é sempre muito vantajoso para uma empresa como a nossa. LIGA-TE Nº8

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Como surgiu a ideia do Ligas? É sempre apresentado um briefing por parte do cliente, neste caso a Liga Portugal. São trabalhados os esboços e vão sendo apresentados, sempre em conformidade com o cliente. As opiniões são sempre muito importantes, a troca de informação, para saber se estamos a ir de acordo, em sintonia e harmonia. E o Ligas teve esse processo todo, como quase todas as mascotes têm.

Quem é o Ligas? É um desportista. Não é um menino muito novo, é um teenager, que gosta de futebol, que gosta de jogar à bola na rua, na escola com os amigos. Mas que também gosta de ouvir música, gosta de andar com o seu skate. Está ligado às redes, ligado a todos os amigos. Ligado a tudo, um bocadinho. Não é um amante de um clube nem de uma cor, é um amante de futebol, em geral. O que ele quer é ver um bom jogo de futebol, isso é que interessa. São todos iguais para ele, e, no fundo, tentamos transmitir isso através de uma mascote. www.ligaportugal.pt

Quais foram as maiores dificuldades no processo? Nós temos sempre dificuldades em to-

as dificuldades são facilmente ultrapassadas. Que tipo de reações recolheram do produto final? Eu penso que, de um modo geral, foram muito positivas. Foram boas, pelas redes sociais. Não somos pessoas que estamos muito dentro das coisas, mas conseguimos perceber em nosso redor que os feedbacks foram sempre muito bons. O Ligas é um boneco, uma mascote, muito agradável visualmente. Torna-se fofa e rebelde, ao mesmo tempo, e isso nem sempre se consegue expressar numa mascote. É difícil porque não é estático, mas não deixa de ser um boneco. E esse fofo e irreverente está lá. E acho que isso é o mais ASSISTA À REPORTAGEM positivo que nós temos. COMPLETA NA LIGA TV

das as mascotes que fazemos e esta não fugiu à regra. Depois de termos a maquete, a parte gráfica concebida, o desenho, temos que fazer um estudo constante de cores e de texturas. O nosso mercado não é assim tão extenso, então nós temos que andar à procura sempre daquela cor. Não pode ser esta ganga azul, tem que ser aquela mais escura um bocadinho. Existe sempre esta atitude de chegarmos ao pormenor, porque eu acho que o pormenor é que realmente conta. De uma forma geral, os pormenores são aquilo a que nós damos mais valor. E é um estudo sempre constante, não há uma dificuldade, é um conjunto. Mas é um processo que nós fazemos constantemente e, por isso, 23

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ALUNO DA PÓS-GRADUAÇÃO FOI DIRETOR DE SEGURANÇA DA FINAL FOUR

“A EXPERIÊNCIA MAIS DESAFIANTE”

Paulo Lopes já desempenha as funções no Rio Ave FC e foi convidado pela Liga Portugal para integrar a mega operação da semana do Futebol em Braga

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Pós-Graduação em Organização e Gestão no Futebol Profissional, a cumprir a sua terceira edição, tem sido reveladora de perfis capazes de servir o futebol profissional com talento, rigor, profissionalismo e agregação. Na edição deste ano da Final Four da Allianz CUP, Paulo Lopes, Coordenador e Diretor de Segurança do Rio Ave Futebol Clube, e atual aluno do curso promovido pela Liga Portugal e pela Escola de Direito da Universidade Católica do Porto, foi convidado a desempenhar as funções de Diretor de Segurança da prova, desafio que aceitou “sem pensar duas vezes”. Uma semana entre os funcionários da Liga Portugal, em plena operação da Final Four. Como surgiu a oportunidade de fazer parte da organização da Final Four da Allianz CUP? Essa oportunidade chegou através de um convite da Dr.ª Helena Pires, atual Diretora Executiva de Competições da Liga Portugal. Resultou do facto de eu ser Coordenador e Diretor de Segurança já há alguns anos, e também dar formações relativamente a essa área. Nesse sentido, a Liga Portugal, na pessoa da Dr.ª Helena Pires, achou que tinha o perfil adequado para trabalhar num evento como a Final Four. Foi uma proposta irrecusável, pelo que aceitei de imediato o convite, de forma a poder concretizar o sonho de trabalhar com a Liga num evento desta dimensão. Qual o balanço que faz desta experiência? Foi uma experiência muito boa, num evento com uma dimensão ímpar em Portugal, que contou com uma organiwww.ligaportugal.pt

zação excelente, e que representa, até hoje, a experiência profissional mais desafiante de que fiz parte. O que mais lhe surpreendeu na Final Four da Allianz CUP? Tenho de começar pela organização. Sou Coordenador e Diretor de Segurança de uma Sociedade Desportiva (SD), mas nunca tinha trabalhado diretamente com a Liga Portugal, e a conclusão que retirei é que a organização que a Liga tem é do melhor que pode haver numa empresa e no mundo do futebol. Foi tudo muito bem dividido, por seções, e cada profissional da Liga Portugal estava a par as suas funções, sempre num ambiente de grande coesão, e que apenas se verifica nas grandes organizações. Aqui está, a meu ver, o grande fator para que este evento tenha corrido tão bem, como a própria imprensa reconheceu. Até que ponto considera que as competências adquiridas no âmbito da Pós-Graduação tiveram influência no desempenho das suas funções? A Pós-Graduação acaba por ter um papel importante, na medida em que eu já tenho vários anos de experiência no campo, que são agora complementados com esta parte mais teórica, que é muito útil a quem quer fazer parte do mundo do futebol. Relativamente ao meu caso, acabei por usar muita da minha anterior experiência profissional na área, mas, sem dúvida, que os conhecimentos ad25

quiridos na Pós-Graduação foram um complemento muito útil, principalmente nas funções de articulação junto das forças de segurança. Uma experiência a repetir? Sem dúvida. Além disso, dá-me ainda mais vontade de me aplicar com mais dedicação na Pós-Graduação. Uma última palavra para a Liga Portugal, pela qualidade dos oradores e formadores que tem conseguido trazer à Pós-Graduação.

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