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Revista Liga-te | Nº2

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Nº 2

FEV 2018

MATURIDADE E INOVAÇÃO

PEDRO CORREIA "FINAL FOUR É UM PRODUTO ÚNICO" ESTRELAS DO FUTURO

AFONSO, O "MODRIC" DAS AVES


EDITORIAL

MODERNIZAÇÃO SUSTENTÁVEL A Liga Portugal celebrou 40 anos no passado dia 3 de fevereiro. Durante este ano, os momentos de celebração e evocação da relevância e da História da instituição terão vários momentos. Mas não estamos de parabéns só pela efeméride. Podemos, por muitas razões, celebrar a Maturidade no futebol profissional português.

Ao posicionarmos a nossa indústria como “Futebol com Talento” fomos ao encontro de uma constatação à escala mundial: somos uma forja de compewww.ligaportugal.pt

tências e de qualidades futebolísticas: jogadores, treinadores e árbitros. Mas também apostámos na exigência e no profissionalismo dos gestores de todas as áreas nas sociedades desportivas. A nossa principal competição nacional – a Liga NOS – bate-se constantemente pelas posições mais próximas dos campeonatos galácticos, pejados de “estrelas” cujo brilho começou por cintilar nos relvados portugueses. A LEDMAN LigaPro continua a “lapidar” os melhores dos mais novos e a encontrar soluções para a sua própria sustentabilidade. E a Taça da Liga, ao segundo ano do seu novo modelo competitivo, confirmou o sucesso previsto, garantindo a sua estabilidade nos calendários nacionais, a comunhão dos jogos com a festa dos adeptos e a afirmação do título de Campeão de Inverno, com o Sporting CP a suceder ao Moreirense FC. Neste particular, deixo uma palavra ao Município de Braga, ao Sporting de Braga e ao main sponsor CTT pela interpretação desta Semana do Futebol, 3

que será acolhida na capital minhota durante mais duas épocas. A época vai entrar no seu terceiro terço. Os dois campeonatos estão considerados como dos mais competitivos da Europa, e com a certeza de que serão disputadíssimos até ao final. É por isso que nos preparamos para divulgar as conclusões dos Grupos de Trabalho nas Jornadas Anuais, em março, altura em que apresentaremos o Anuário Financeiro do Futebol Profissional. Neste caminho de modernização sustentável, estamos a preparar um novo ciclo para as equipas B, mantendo a aposta na formação do jovem futebolista português, e a incrementar fórmulas para promover as boas práticas de governação na nossa indústria, com mais formação, quer para os agentes desportivos, quer para os que, um dia, trabalharão no futebol profissional.

LIGA-TE Nº2


ESPECIAL 40

POR UM FUTEBOL

COM TALENTO

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de fevereiro de 1978. Nascia a Liga Portuguesa dos Clubes de Futebol Profissional, através de escritura lavrada por Lídia Fontes, responsável pelo 5.º Cartório Notarial da cidade do Porto. Foram vinte os clubes que assinaram o documento que oficializou a fundação daquela que hoje se denomina Liga Portugal. FC Porto, SL Benfica, Leixões, Boavista, Riopele, Académico, Gil Vicente, SC Braga, Clube Oriental de Lisboa, Sp. Espinho, Vitória SC e Beira-Mar, com os respetivos representantes, bem como Sporting CP, Vitória FC, Estoril, Atlético, Juventude de Évora, todos representados por João Aranha, rubricaram a escritura. O Varzim, Belenenses e Farense Escritura da fundação

não compareceram no Cartório, por questões burocráticas, mas viriam a integrar a lista de clubes que fizeram parte da fundação da Liga Portugal. Em quatro décadas de história muito aconteceu no panorama futebolístico do país. A Liga Portugal rege-se, hoje, por valores importantes como o rigor, talento, o profissionalismo e a agregação, fazendo deles objetivos diários em prol do futebol profissional português. Mas, para aqui chegar, o organismo cresceu em cima de uma história que foi sendo consolidada ao longo dos anos. O modelo de governação foi-se alterando ao longo dos anos e, em 2018, durante a presidência de Pedro Proença a Direção da Liga é composta por 10 membros e são eles que, mensalmente, debatem e discutem o rumo que o futebol profissional deve levar. Por um futebol com talento.

10 PRESIDENTES DESDE 1978 João Aranha

1978-1980

Lito Gomes de Almeida 1980-1989 Valentim Loureiro

1989-1994

1996-2006

Manuel Damásio

1994-1995

Pinto da Costa

1995-1996

Hermínio Loureiro

2006-2010

Fernando Gomes

2010-2012

Mário Figueiredo

2012-2014

Luís Duque

2014-2015

Pedro Proença

2015-(...)


ESPECIAL 40

MEMÓRIAS...

... de Joaquim Queirós*

HÁ 40 ANOS

Pedem-me um pequeno texto sobre a celebração dos 40 anos da fundação da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, um pedido que é endereçado a quem já há muitos anos também se encontra não só afastado dos bastidores da modalidade mais bela do desporto mundial, não só como jornalista, mas, essencialmente, como dirigente desportivo que também foi, por muitos anos, com responsabilidade Integra

ção da

Liga na

FPF

até de presidência num clube respeitadíssimo no futebol e no desporto português – o Leixões Sport Clube. Foi em 1977, quando o glorioso clube de Matosinhos, sem dinheiro e sem dirigentes, com a II Divisão à bica, mobilizou o modesto associado para presidir a uma Comissão Administrativa que seria um “salva-vidas” no campo desportivo, mas não conseguiu ser um “salva-dívida”" no campo financeiro. E, já nesse tempo, só dois ou três clubes, tal como hoje, tinham dinheiro ao fim do mês para pagar a profissionais duma profissão difícil no cumprimento dos contratos entre aqueles e as entidades patronais. Falava-se no reaparecimento a sério duma entidade aglutinadora da gestão de todos os clubes com futebol profissional. Anos antes, em data que não conseguimos agarrar, houve um movimento para a concretização duma entidade reguladora dos clubes que possuíam futebolistas profissionais. E recordamos de ter sido um dos intervenientes na assinatura da escritura da formação dessa entidade, o que aconteceu num notário da rua dos Caldeireiros, na cidade do Porto, já não sabendo, nos tempos de hoje e já quando a memória fez a sua festa de despedida, quais os outros

companheiros que nos acompanharam, mas ainda temos a impressão de ter sido Valentim Loureiro, Américo de Sá, João Aranha, Fausto Pires e alguns outros. Mas a eficácia do novo organismo não duraria muito tempo, com a centralização das operações por Lisboa. Só mais tarde, então, é que também com Valentim Loureiro na liça é que aparece a Liga que agora festeja 40 anos, bem viva, embora discutida, sempre na corda bamba dos múltiplos interesses que correm paralelamente noutros fóruns futebolísticos, sempre com chapéu cardinalício da FPF e dos temporais desencadeados nas áreas da disciplina e da arbitragem. Nesta hora de festa, os votos do dirigente que foi jornalista ainda no tempo em que se jogava futebol para ganhar um laranjada e um sande de queijo, são que a bola cada vez seja mais redonda e mais leve para quem joga e para quem governa. E, desculpem, para quem apita.

*ex-dirigente e presidente do Leixões Sport Club, presente na escritura de fundação da Liga Portuguesa dos Clubes de Futebol Profissional. Jornalista profissional no Jornal de Notícias, O Comércio do Porto e Gazeta dos Desportos Notícia do jornal A Bola


ESPECIAL 40 e de resposta positiva a variadíssimos desafios nacionais e internacionais. Como membro da atual Direção, perspetiva-se o exigente desafio de procurar que a Liga continue a interpretar o seu papel no futebol profissional, conseguindo servir os seus clubes e de forma continuada desenvolver as suas competições, mas também como figura vital que é, procurar em cada momento auxiliar à evolução de todo o futebol português.” –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

deixar de destacar que coincide com a existência da Liga de Clubes o período de maior sucesso do nosso clube, com a conquista de sete troféus internacionais que muito orgulham e prestigiam o futebol português." –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

HERMÍNIO LOUREIRO

REPRESENTANTE FPF “Queria felicitar a Liga Portugal, que assinala 40 anos, de trabalho e dedicação ao futebol profissional, que precisa - e sempre o defendi - de uma Liga forte. Só assim o futebol português é mais forte. Por isso, acho que podemos ter orgulho no trabalho feito ao longo destes 40 anos, tendo confiança no presente que estamos a viver e, inclusive, esperança num futuro próximo.” –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

RICARDO MARTINS

REPRESENTANTE DO FC PORTO "A Liga de Clubes foi fundamental para a modernização do futebol português. Quatro décadas depois da sua constituição ainda há muito trabalho para

RUI CAEIRO

REPRESENTANTE DO SPORTING CP "No 40º aniversário da Liga Portugal importa sublinhar as melhorias que o actual modelo de governação permitiram introduzir no futebol português. A Liga Portugal é hoje, ao contrário do que aconteceu em alguns períodos do passado, um espaço de boa gestão dos recursos disponíveis e de criação de riqueza e valor. É esse rigor na gestão do negócio e no zelo dos interesses dos clubes profissionais que têm permitido a

PARABÉNS!

VOTOS DA DIREÇÃO DA LIGA PORTUGAL

LOURENÇO PEREIRA COELHO

REPRESENTANTE SL BENFICA “Ao celebrarmos os 40 anos da LIGA Portugal não estamos, necessariamente, a celebrar a sua ‘antiguidade’. Não é, ainda, uma Liga com uma história tão rica como o passado centenário de muitos dos clubes que a compõem. No entanto, é inevitável e muito segura a celebração do enorme impacto e influência da LIGA e do trabalho desenvolvido ao longo dos seus 40 anos de vida, na evolução, no desenvolvimento e porque não mencionar, sem receios, no sucesso do futebol profissional. Uma LIGA, desde a sua constituição em 1978, pontualmente marcada por fases de sobrevivência, de alguma agitação e indefinição naturais tal a rivalidade deste sector, mas mais, muito mais, períodos de sucesso e desenvolvimento, de organização interna, de maturidade LIGA-TE Nº2

A idade é a do amadurecimento e do crescimento em prol do futebol profissional. Pedro Proença é membro por inerência de uma Direção que traça aquelas que são as primeiras linhas de uma aposta estratégica e com rumo definido. A hora é de celebração mas, acima de tudo, de continuar a olhar em frente

desenvolver, mas é para todos claro que hoje temos um Futebol mais profissional, mais organizado e mais competitivo. Realço o facto de a Liga, durante a Presidência do nosso Presidente, ter passado a organizar os campeonatos. Os jogadores e os treinadores também saíram muito beneficiados, como se atesta pelo sucesso dos nossos profissionais para lá das fronteiras do país. Finalmente, pela parte do FC Porto, não posso 6

obtenção de resultados económicos e financeiros positivos no actual exercício. Convém por isso não ignorar o modelo de governação aprovado no actual mandato por todos os clubes e perceber que é também a ele que se devem os bons resultados obtidos até agora. Ao mesmo tempo, e porque chegar aos 40 anos implica, necessariamente, fazer balanços e, também, perspectivar o futuro, importa refletir sobre que papel www.ligaportugal.pt


ESPECIAL 40 deve ter a Liga Portugal nos próximos anos. Como o balanço nos demonstra, a vocação deste organismo deve ser o da gestão do negócio do futebol profissional nas suas mais diversas dimensões. E, nesse sentido, até porque uma das componentes essências de qualquer indústria é a sua reputação, não pode a Liga Portugal abrandar, um segundo que seja, na promoção e defesa da verdade desportiva e da integridade das competições que organiza. Quero saudar o Dr. Pedro Proença, Presidente da Liga Portugal, e, na sua pessoa, desejar os maiores sucessos a todos aqueles que trabalham neste organismo fazendo votos de que, neste 40º aniversário, haja inspiração suficiente para que, em conjunto, possamos continuar a trabalhar, de forma empenhada, em prol da modernização e melhoria constantes do futebol português. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

impactantes atividade desportivas e industriais da sociedade moderna. Parabéns LIGA e venham mais 40 anos." –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

ÓSCAR SANTOS

REPRESENTANTE DO GD CHAVES "Dar, obviamente, os parabéns a Liga Portugal pelos seus 40 anos e sublinhar a importância da mesma mantida a vários níveis, sempre com rigor. Congratulamo-nos por isso e desejo mais 40 anos de vida." –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

ANTÓNIO GOMES

JORGE SILVA

ACADÉMICO VISEU “Ao comemorar os seus 40 ano de existência a Liga Portuguesa de Futebol Profissional está de parabéns e apesar dos muitos obstáculos superados, mais do que nunca tem motivos para se orgulhar dos colossais objetivos alcançados, que acompanham o sentimento de que todo o esforço realmente valeu a pena e ganha considerável força a ideia de que podemos acreditar num futuro cada vez mais promissor, desde que a união que nos suporta e nos faz crescer, seja cada vez maior. Que venham mais 40 anos de vitórias em todos os aspetos! Parabéns e sucesso à LIGA e a todos os seus Clubes!” –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JORGE GONÇALVES

REPRESENTANTE DO CD FEIRENSE "Quarenta anos volvidos sobre a sua criação, a Liga Portugal - e as Sociedade Desportivas por ela representadas – deve sentir orgulho pelo caminho percorrido. De então até agora muito foi feito em prol da afirmação e dignificação do futebol profissional, numa perspetiva evolutiva bastante positiva. As muitas dificuldades foram sendo superadas, construindo-se uma imagem de isenção e idoneidade que em muito beneficia o desporto-rei. Mas o passado serve também como referência para o futuro e para os novos desafios que se perfilam no horizonte. As novas tecnologias, o reforço do futebol espectáculo, a melhoria das condições dos estádios, a atração de mais espetadores, a influência crescente da televisão são questões bem presentes e que não podem deixar de merecer profunda atenção e debate. Tudo para que a LIGA possa continuar a cumprir o seu desiderato de aglutinadora e dinamizadora de uma das mais www.ligaportugal.pt

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FILIPE SILVA

REPRESENTANTE DO UNIÃO DA MADEIRA "Em primeiro lugar, na qualidade de presidente do União da Madeira, gostaria de felicitar todos os seus presidentes e dirigentes que por aqui passaram e que enalteceram aquilo que é hoje uma das maiores industrias deste país. Um jogo de paixões que faz parte do quotidiano dos portugueses, afirmando-se como um produto de qualidade e cada vez mais forte na sociedade portuguesa. Tem sido um fator de dinamização do tecido económico e auguro um futuro brilhante, crescendo de forma sustentável, com verdade desportiva à semelhança dos últimos tempos. Sempre com orgulho no nosso futebol.” –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

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REPRESENTANTE DO FC FAMALICÃO "Gostava de fazer referência, desde logo, aos 40 anos de dedicação de tantas pessoas que cá trabalham. Na pessoa do presidente, gostaria de homenagear todos aqueles que fortaleceram o nosso futebol, fazendo com que os clubes sejam parte ativa na decisão. Deixo votos que, nos próximos anos, nos afirmemos cada vez mais, e que juntos, na Liga Portugal, levaremos o futebol a bom porto." –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

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RIGOR

FUNDO DE INFRAESTRUTURAS DA LIGA ARRANCA NA ÉPOCA 2018-19

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Liga Portugal vai colocar ao dispor das Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro, na época 2018-19, um Fundo de Infraestruturas para incentivar a melhoria contínua das condições dos estádios. No global, é expectável que este fundo ascenda a um milhão de euros. Os incentivos a atribuir têm como objetivo fundamental auxiliar as Sociedades Desportivas a cumprirem os requisitos mínimos definidos pela Liga Portugal no âmbito do Regulamento das Infraestruturas e Condições Técnicas e de Segurança dos Estádios, visando também, sempre que possível, ir ainda mais além do exigido. Na LEDMAN LigaPro, o Fundo de Infraestruturas resultará de um protocolo entre a Liga Portugal e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF). A FPF irá assegurar, numa primeira fase, o valor de 500 mil euros, e a Liga garantirá a verba restante, num valor até 500 mil euros dependente dos resultados financeiros de cada época. Antecipando os objetivos do protocolo, na época em curso foram já atribuídos

pela FPF incentivos num valor total de 500 mil euros destinados à melhoria dos estádios da LEDMAN LigaPro, tendo a Liga participado neste processo através da elaboração de pareceres sobre as candidaturas apresentadas. Em 2017-18 a totalidade das Sociedades Desportivas que disputam aquela competição apresentaram projetos, tendo todos eles merecido parecer positivo. O âmbito dos projetos a apoiar abrangem a melhoria das infraestruturas e condições técnicas e de segurança, a criação de melhores condições das estruturas de transmissão televisiva e, ainda, a valorização das estruturas de organização administrativa adstritas ao futebol profissional. Ao nível da melhoria das infraestruturas e condições técnicas e de segurança, são elegíveis despesas relacionadas com encargos com os relvados e campos de treino, a implementação de medidas de autoproteção, a aquisição de sistemas de controlo e vigilância, a melhoria das condições infraestruturas afetas aos órgãos de comunicação social e aos adeptos, a aquisição de instala-

ções elétricas, a aquisição e instalação de painéis solares ou outras energias alternativas e os custos relacionados com equipamentos para iluminação que garantam, no mínimo, 1400 lux. Desta lista de despesas elegíveis constam ainda os encargos com a aquisição de equipamentos para infraestruturas de apoio, designadamente equipamentos para gabinetes médicos e de reabilitação, enfermagem, posto médico, sala de primeiros socorros, controlo antidoping, instalações sanitárias e sala de organização de jogos. Ao nível da melhoria das estruturas para a comunicação social, em especial a transmissão televisiva, serão elegíveis despesas com instalações para os órgãos de comunicação social e com plataformas para o operador televisivo (bem como cablagem, TV Compound, Tribunal e Sala de Imprensa, Ligações de corrente e Internet). Para poderem usufruir destes incentivos, as Sociedades Desportivas deverão candidatar os respetivos projetos, a exemplo do que já foi feito na corrente época de 2017-18.


FEVEREIRO MARÇO ABRIAL

AGENDA 27/FEVEREIRO

EXPOSIÇÃO 40 ANOS DA LIGA

27/FEVEREIRO

ASSEMBLEIA GERAL DA LIGA PORTUGAL

28/FEVEREIRO

PAGAMENTO DE PRÉMIOS RELATIVOS À FINAL FOUR

7/MARÇO

FORMAÇÃO COM DIRETORES DE CAMPO E IMPRENSA

8/MARÇO

REUNIÃO DE DIREÇÃO

22-23/MARÇO

JORNADAS ANUAIS DA LIGA PORTUGAL

23/MARÇO

LANÇAMENTO DO ANUÁRIO FINANCEIRO

24/MARÇO

FORMAÇÃO DE DELEGADOS

MARÇO

LANÇAMENTO DA APP DA LIGA PORTUGAL

ABRIL

IMPLEMENTAÇÃO DO MATCH CENTER

6/ABRIL

DIA INTERNACIONAL DO DESPORTO

15/ABRIL

REUNIÃO DE DIREÇÃO www.ligaportugal.pt

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TALENTO

A LENTE DOS NOSSOS FOTÓGRAFOS Futebol é emoção, mas também muita espetacularidade. Um bom "disparo" pode eternizar e abrilhantar um momento, às vezes, banal. O grande nível de competitividade da Liga NOS está patente nas caras dos jogadores. São eles os nossos protagonistas!


TALENTO

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TALENTO

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TALENTO

A LENTE DOS NOSSOS FOTÓGRAFOS É o segundo escalão do futebol profissional português, mas tem jogadores aguerridos, com espírito de clube e que lutam pela camisola como ao mais alto nível. De Coimbra às ilhas; do Porto a Lisboa; de Arouca a Barcelos muitos são os motivos de orgulho jogo após jogo. Tudo pela festa do futebol.

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TALENTO

ENTREVISTA | JOÃO TOMÁS

“A PRIMEIRA VEZ QUE ENTREI NUM CAMPO DE FUTEBOL, FUGI...”

A

o longo de uma carreira de quase 20 anos como futebolista profissional, disputou mais de 450 jogos nas principais ligas de cinco países, em representação de 14 clubes. Nos relvados nacionais esteve várias vezes entre os melhores goleadores, mas nunca se livrou da “sombra” de avançados como Hulk, Falcão, Cardozo, Liedson ou Jackson Martinez. Terminou a carreira em 2014 com um objetivo claro: regressar à faculdade e terminar a licenciatura em Desporto que começara duas décadas antes. Nos estudos como no futebol, é um aluno aplicado e já frequenta o Mestrado em Treino Desportivo, sendo desde abril de 2017 o Diretor Desportivo do Famalicão FC. Aos 42 anos, a paixão pelo Futebol é o elemento que une tudo na vida de João Tomás.

BILHETE DE IDENTIDADE

NOME João Tomás DATA DE NASCIMENTO: 27/05/1975 (42 anos) NATURALIDADE: Oliveira do Bairro RESIDÊNCIA: Braga POSIÇÃO: Ponta de lança INTERNACIONALIZAÇÕES: 4 (1 golo) CLUBES COMO JOGADOR: Oliveira do Bairro, Aguinense, Anadia, A. Académica, SL Benfica, Real Bétis (Espanha), Vitória SC, SC Braga, Al-Arabi (Qatar), Al-Rayyan (Qatar), Boavista FC, Al-Sharjah (Emirados Árabes Unidos), Rio Ave FC, Recreativo de Libolo (Angola). CLUBES COMO TÉCNICO/DIRIGENTE: SC Braga, Famalicão FC. JOGOS: 445 GOLOS MARCADOS: 188

Depois de uma carreira de duas décadas, ainda se recorda da primeira vez que pisou um campo de futebol? Lembro, claro. Comecei aos 10 anitos, lá na minha terra, em Oliveira do Bairro. E como foi? [Ri-se] Fugi do treino. A primeira vez que entrei num campo de futebol, fugi!… Fugiu?! Como assim? Era miúdo, tinha 10 anos. Acho que, antigamente, os miúdos tinham muito menos à vontade do que agora. A primeira vez que entrei num treino organizado escondi-me, já não me lembro bem porquê, mas acho que tive medo, vergonha. No final, lembro-me de o meu pai perguntar ao treinador como é que tinha corrido e ele respondeu que eu não tinha aparecido. Devo ter levado umas palmadas, já não me lembro… [ri-se] Depois essa fase passou e foi por aí adiante. Estou a ver que há aí uma paixão pelo futebol que já vem de família… Sem dúvida. O meu pai também foi futebolista. Segundo rezam as crónicas, muito melhor do que eu, mas não quis ser profissional. Jogou sempre no Oliveira do Bairro, mas preferiu seguir a carreira de professor. Depois foi uma consequência. Hoje em dia discute-se muito sobre se herdamos ou não as capacidades. Há quem sustente que os jogadores se fazem e se transformam tendo em conta a exposição à prática. Eu acredito que seja verdade, mas tam14

bém acho que há uma grande dose de genética envolvida. Há algo que nasce com a pessoa e que a favorece. Quando é que percebeu que tinha, de facto, jeito para o futebol, ao ponto de poder ser um profissional de élite? Eu sou do tempo em que a nossa brincadeira preferida era jogar futebol na rua. Cresci numa pequena aldeia, onde a casa dos meus pais tinha um campo de futebol a 100 metros. E nós passávamos milhares de horas a jogar. Jogávamos todos os dias até de noite. Também não havia televisão como hoje, eram só dois canais e a emissão acabava à meia-noite. Eu fui uma criança dessas, que tinha a paixão de jogar. Essa foi a grande sensação que tive sempre, ao longo da minha carreira. A paixão pelo futebol, pelo jogo. Independentemente do clube, ou da divisão, o meu grande prazer sempre foi jogar. Ainda recordando esse início de formação, começou a jogar em campos pelados. Com as atuais condições para o futebol de formação, o João Tomás teria sido um jogador muito diferente? É subjetivo. Sem dúvida que tiraria vantagens das condições que existem agora. Mas a dureza das condições antigas também nos dava coisas muito boas. Não tenho dúvida que isso foi muito importante no meu crescimento. A dureza de treinar no pelado, com lama, com frio… No calor, quando estava o tempo seco, nós caíamos no pelado e esmurwww.ligaportugal.pt


TALENTO rávamo-nos todos. São coisas que nos ajudam a criar características próprias que depois, mais tarde, são extremamente úteis. Eu joguei toda a minha formação no pelado. Quando cheguei ao Anadia, a minha grande dificuldade foi adaptar-me à relva. Entretanto, como é que aconteceu depois a chegada ao futebol profissional? No final dos juniores, no Oliveira do Bairro, tal como ainda hoje acontece, eu e muitos colegas fomos dispensados e, pronto, fomos à guerra, à luta. Joguei dois anos na distrital de Aveiro, em dois

mister Vítor Oliveira, e ele decidiu-se pela minha contratação. Quando fiz a pré-época, em 1996-97, eu tinha a ideia de regressar ao Anadia, mas o mister Vítor Oliveira decidiu que eu tinha de ficar com eles. E fiquei. Ele foi, sem dúvida, o grande responsável pela minha entrada no futebol de élite. E eu penso que também lhe retribuí como jogador, com aquilo que fiz em Coimbra. Ainda mantém contacto com ele? Não falamos com regularidade, mas já nos cruzámos algumas vezes. Nós subimos de divisão, foi algo inesquecível, a

acabei por não concluir o curso e cancelei a minha inscrição quando fui jogar para Lisboa e depois para Sevilha. Entretanto, terminou a carreira, regressou ao ensino superior para terminar a licenciatura e já está a fazer o Mestrado em Treino Desportivo. Como é que isso aconteceu? Foi totalmente planeado. Decidi acabar o que comecei há 20 anos. Terminei a licenciatura em Desporto, em maio passado, no IPVC [Instituto Politécnico de Viana do Castelo], e avancei para o mestrado.

clubes diferentes, até chegar ao Anadia, na 3.ª divisão nacional, já com um projeto engraçado, uma coisa muito amadora mas que me deu muito prazer. Indepententemente da divisão e do clube, a paixão estava sempre lá. Depois surgiu o interesse da Académica. É quando começa tudo mais a sério… Sim, no final da época no Anadia fui prestar provas na Académica, com o

Académica é um clube que deixa marca. Naqueles tempos, era uma Académica com 10, 15 estudantes. Estou a lembrar-me… Era eu, o Pedro Roma, o Mika, o Rocha, o João Campos, o Rui Campos, o Tó Sá, éramos muitos estudantes universitários. O João Tomás era também estudante em Coimbra? Sim, estava a tirar Educação Física. Mas

E como é que foi o João Tomás chegar ao IPVC? Os seus colegas reconheceram-no? Sim, foi giro. Mas é como tudo. A partir de determinado momento passei a ser mais um. E eles também perceberam que era isso que eu queria. Quais são as características do João Tomás estudante? As mesmas que tinha como jogador.

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TALENTO Aplicado, profissional. Dediquei-me em exclusivo ao curso. Durante esse tempo desempenhei um trabalho como técnico de avançados, no Sporting de Braga, mas as pessoas do clube sabiam que era um part-time, embora me desse imenso prazer. O meu objetivo principal era terminar o curso. E consegui. Agora, com o mestrado é diferente. O mestrado passou a ser o meu part-time. Exige muito. É muito difícil conciliar com o trabalho no Famalicão. Perco muitas noites, abdico de muitas horas de sono para estudar e fazer trabalhos. Mas é para concretizar. Ser atleta ajudou-o no curso? Ajudou no rigor, na disciplina, nas aulas práticas. A ter regras, no fundo. Do ponto de vista da teoria, foi fácil para si, um ex-atleta profissional? Não. Eu pensava que sabia, mas não sa-

alguns, nalgumas modalidades, que conseguem conciliar os estudos com o desporto. E eu reconheço-lhes muito valor, mas no futebol é diferente. Não consigo explicar porquê. O foco é distinto, a envolvência, as verbas envolvidas, tudo isso influencia e faz do futebol um mundo muito diferente.

bia muito. Agora sei muito mais, consigo discutir temas com o meu departamento médico, com o meu departamento técnico, com os preparadores físicos. Agora sei o porquê das coisas. Quando foi jogador, se tivesse os conhecimentos que adquiriu agora, poderia ter sido um futebolista diferente? Não. O jogador de futebol vive num mundo à parte. Acho que todos os atletas vivem num mundo à parte. Há

treei-me num jogo amigável, em Braga, frente a Israel. Foi muito positivo. Não estava minimamente à espera quando recebi o telefonema do António Oliveira. Embora já tivesse um certo estatuto, como é ser recebido pela primeira vez no balneário da Seleção? Senti-me um caloiro. Senti muita emoção. Senti a grandeza dos meus colegas. Estamos a falar de Figo, Fernando Couto, Rui Costa, Pauleta, Nuno Gomes,

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“JOGAR NA SELEÇÃO FOI INDESCRITÍVEL”

Qual foi o momento mais alto da sua carreira? Quando fui internacional “A” por Portugal. Sem sombra de dúvidas. Foi uma emoção demasiado grande para poder descrevê-la. Tem quatro internacionalizações. Dessa primeira vez foi chamado por António Oliveira. Como foi? Estava no Benfica, foi uma convocatória inesperada por lesão do Sá Pinto. Es-

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Paulo Sousa, Vítor Baía, Quim, Capucho… Sou da geração desses craques todos. É diferente. Chegarmos e cumprimentarmos aqueles ídolos, que estamos habituados a ver só na televisão. E em termos de clubes. Consegue identificar um ponto mais alto da carreira? É difícil. Consigo identificar vários, mas em dimensões diferentes. Em termos dimensão clubística, não tenho dúvidas em dizer que o Benfica foi o ponto mais alto. Mas a Académica também teve um impacto muito grande naquilo que foi o meu crescimento, naquilo que significa para mim. Numa outra dimensão, o Rio Ave foi onde joguei mesmo por prazer. Isso tem a ver com o momento da minha carreira, cheguei lá com 34 anos e saí com 38. Fiquei na história do Rio Ave como o melhor marcador de sempre no campeonato nacional, um recorde que espero seja batido um dia. Em termos competitivos, por outro lado, o Sporting de Braga foi talvez onde eu terei conseguido render ao mais alto nível, lutámos dois anos seguidos pelo título. E houve ainda o Boavista, onde assinei para a primeira liga e acabámos a jogar na segunda. Mas ainda hoje gosto muito do clube e sei que as pessoas admiram-me muito pela minha entrega num momento bastante difícil. Ou seja, são sensações diferentes, todas elas com a mesma importância para mim. Em 2001 foi para a Liga espanhola, quando assinou pelo Bétis de Sevilha. Como foi essa experiência de dois anos? Espanha foi uma experiência muito positiva. Guardo excelentes recordações. A minha filha mais velha nasceu em Sevilha. Desportivamente, a primeira época foi extraordinária, o Bétis tinha acabado de subir e quase conseguimos ir à Liga dos Campeões. Conseguimos a qualificação para a Liga Europa. No segundo ano, tive que ser operado ao joelho duas vezes, parti um pé, foi complicado. Foi fácil sobreviver ao calor de Sevilha? Sim. É mais fácil sobreviver ao calor do que ao frio. Aliás, depois apanhei mais calor ainda no Qatar, em 2006. Aí foi tudo muito diferente, mas também muito positivo. É um país moderno, equipado com tudo o que há de melhor. O que o surpreendeu mais no Qatar? As condições que tinham para nós treinarmos e vivermos. Claro que o dinheiro ajuda muito. Mas, acima de tudo, não nos faltava nada. Levei a minha esposa e as minhas filhas, morámos numa casa disponibilizada pelo clube, tinhamos carro deles também. Foi tudo muito tranquilo e com muita qualidade. Tinhawww.ligaportugal.pt


TALENTO

“O MAIOR PASSO NA HISTÓRIA DO FAMALICÃO”

Em abril assumiu o cargo de Diretor Desportivo do Famalicão FC. Como tem sido esta experiência? Quando cheguei, apanhei um clube com projetos claros, bem definidos, firmes, que envolvem toda a criação de infraestruturas para a formação e o futebol sénior. Eu apanhei esse comboio numa fase já muito adiantada. Reconheço que o clube estava já muito bem projetado para o futuro. Eu ainda estou a aprender todos os dias. Qual é, neste momento, o maior projeto do clube? O Centro de Formação, que vai ficar pronto em fevereiro ou março. É o maior passo na história do Famalicão. Que orgulha toda a gente do clube e da cidade. É o caminho do futuro. Vai ter condições super modernas, atuais, para os miúdos, os treinadores e os diretores. É esse, no fundo, o seu projeto? Sim. O projeto é simples. Estruturar o clube de condições cada vez mais profissionais, fomentar a nossa formação, perceber que essas condições permitem ao clube crescer enquanto tal. Acho que esse é o grande trajeto do Famalicão nos próximos anos. Até onde pode ir o futebol sénior do Famalicão nos próximos anos? Eu acredito que tudo é possível quando trabalhamos com pessoas sérias, dedicadas. É isso que acontece aqui. A equipa tem dado respostas positivas este ano. Certamente vai haver sempre altos e baixos. Mas tudo é possível.

mos que respeitar os horários da escola, que era diferente de cá. Lá a escola começava às 7 da manhã e acabava à uma da tarde. E nos Emirados Árabes Unidos? Foi diferente. Estava em Sharjah, uma cidade muito pertinho do Dubai. Aí morei sozinho, num aparthotel. Mas também não tive qualquer tipo de problema. A equipa era orientada pelo mister Manuel Cajuda, tinha mais jogadores portugueses e, como é nosso hábito, adaptamo-nos muito bem. Terminou a carreira no Libolo, em Angola. E essa experiência, que tal? Completamente diferente de tudo o resto. Foi uma passagem difícil. Realidades totalmente distintas de tudo aquilo que já tinha vivido. Gostei muito do país, da cultura, adaptei-me fácil em circunstâncias difíceis. Mas o nível competitivo é muito diferente. Não gosta de recordar Angola? Pelo contrário, gosto muito. Conheci pessoas excelentes, gente portuguesa, gente nativa. Uma cultura africana muito diferente da nossa. Gostei muito desse aspeto da experiência. Agora, em termos competitivos falta muita coisa.

“O BAS DOST É O MAIS PARECIDO COMIGO”

Ao longo destes anos todos, recorda algum defesa particularmente difícil? Defrontei muitos. O nível em Portugal sempre foi muito bom, quer em termos atacantes quer defensivos. Apanhei excelentes defesas portugueses e estrangeiros, mas não quero individualizar. www.ligaportugal.pt

Sem individualizar em Portugal, no estrangeiro então… Recordo [ri-se]. O Naybet, que jogou no Sporting. Conhecia-o do campeonato português, depois foi para o Deportivo da Corunha… Guardo dele uma imagem muito curiosa, num jogo entre o Bétis e o Deportivo, em Sevilha, em que um fotógrafo felizardo conseguiu captar o pé do Naybet à altura da minha cabeça, aqui ao lado da minha orelha. Só isso já é significativo da dureza dos encontros com ele. Eram muitas mazelas no fim dos jogos? As mazelas são diárias. Quem anda no desporto de alta competição sabe que não há um único dia em que não tenha nenhum tipo de dor. Não tenho dúvidas. Agora, claro que nós, enquanto atletas de élite, profissionais, sabemos lidar com isso. Aprendemos a lidar com a dor, a distinguir os vários tipos de dor que vamos sentindo… Não estou a falar de lesões, estou a falar dessas tais dores diárias. Ao longo da minha carreira, pancada aqui, pancada ali, o desgaste do jogo, que é difícil, enfim, é o dia a dia que temos de ultrapassar. Recorda algum jogo com especial carinho, pelos golos ou pela exibição? Muitos, felizmente. E não acho que seria justo individualizar. Foram muitos jogos e muitos golos. Se me perguntar se poderia ter marcado mais, claro que sim. O que faltou? (ri-se) Eh pá, devia ter sido menos azelha, nalguns momentos, pelo menos. Esteve várias vezes perto de ser o me17

lhor marcador do campeonato português, mas acabou sempre atrás de outros grandes avançados estrangeiros. Era um objetivo? É sempre. Mas há objetivos alcançáveis e há objetivos que temos a consciência de que são difíceis de alcançar. E esses eram difíceis. Agora, reconheço que, em determinados momentos, isso mexia mesmo comigo. Era aquela ansiedade de ter que somar, de marcar golos. Identifica, atualmente, alguém em Portugal parecido consigo? Sim. O Bas Dost. Claro que com mais qualidade do que eu [ri-se]. É um goleador que trabalha para a equipa, que está ali para concretizar. Eu era igual. Eu só dependia dos meus colegas, porque, de resto, se quisesse fintar, fintava quem? Às vezes lá me enganava… Mas era forte. Aliás, a minha grande vantagem foi sempre isso. Ter consciência das minhas limitações e perceber onde é que eu era mesmo bom. E concentrar-me nisso. Dentro de campo era inteligente ao ponto de perceber o que me beneficiava. Os meus colegas sabiam disso e quando tive mais rendimento foi quando tive colegas ao meu lado que percebiam bem as minhas características. Tal como com o Bas Dost, também ninguém lhe pede que ande a fintar no meio do campo.. Ele é um finalizador, após um, dois toques. Já o Jonas, por exemplo, é capaz de driblar dois ou três adversários e marcar golo. São jogadores muito diferentes. Eu era muito mais o estilo do Bas Dost. LIGA-TE Nº2


TALENTO

DEZEM DEZEMBR

PRÉMIOS MENSAIS DEZEMBRO

MELHOR JOGADOR MÊS SAMSUNG LIGA NOS JONAS (SL BENFICA): Autor de três golos em três jogos no mês de dezembro, o avançado brasileiro ajudou os “encarnados” na conquista de sete pontos, espalhando classe e qualidade técnica nos relvados da Liga NOS, razões pelo qual volta a receber este prémio. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– MELHOR JOGADOR MÊS SAMSUNG LEDMAN LIGAPRO RUI COSTA (FC FAMALICÃO): Depois da distinção em outubro e novembro, o jovem português volta a vencer este prémio, mercê de dois golos e duas assistências para os companheiros de equipa. O FC Famalicão não perdeu nas partidas em que Rui Costa marcou ou assistiu. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– GOLO DO MÊS SAMSUNG LIGA NOS DRÁUSIO (MARÍTIMO M.): O golo de pontapé de bicicleta frente ao Moreirense FC ajudou o Marítimo M. na conquista de um ponto na deslocação a Moreira de Cónegos e premiou o central da formação madeirense com o melhor tento do mês de dezembro. Jogo: Moreirense FC - Marítimo M. - Jornada 19, 02/12/2017 ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– LIGA-TE Nº2

GUARDA-REDES DO MÊS EUROBIC LIGA NOS JOSÉ SÁ (FC PORTO): O internacional português sofreu apenas um golo nas três partidas que o FC Porto disputou, em dezembro, na Liga NOS. As exibições seguras de José Sá ajudaram os “dragões” a conquistar sete pontos em nove possíveis e valem-lhe, também, este prémio. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– DEFESA DO MÊS LIGA NOS JÉRÉMY MATHIEU (SPORTING CP): Nas três partidas disputadas pelos “leões” na Liga NOS, a equipa do central francês sofreu apenas um golo. O Sporting CP venceu os três jogos, com Mathieu a assistir em dois dos golos marcados. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– MÉDIO DO MÊS LIGA NOS DANILO PEREIRA (FC PORTO): Imponente no meio campo, o internacional português foi peça fundamental na conquista de duas vitórias e um empate por parte dos “dragões” em dezembro. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– AVANÇADO DO MÊS LIGA NOS MOUSSA MAREGA (FC PORTO): O avançado maliano continuou a sua senda de golos marcados, ao fazer o gosto ao pé por quatro vezes no mês de dezembro: duas contra o Vitória FC (e uma assistência) e duas contra o Marítimo M. 18

Pergaminhos que fizeram dele o avançado em melhor forma em dezembro. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– TREINADOR DO MÊS LIGA NOS SÉRGIO CONCEIÇÃO (FC PORTO): Duas vitórias e um empate. Sete pontos em nove possíveis. O FC Porto de Sérgio Conceição terminou o mês de dezembro na liderança da Liga NOS. Tudo isto fez do treinador dos azuis e brancos o melhor neste período.

JANEIRO

MELHOR JOGADOR MÊS SAMSUNG LIGA NOS JONAS (SL BENFICA): Exibições de grande nível, frieza nas finalizações e preponderância no último terço do terreno. O avançado brasileiro teve desempenhos notáveis no mês de janeiro, levando para casa este prémio pelo quarto mês consecutivo. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– MELHOR JOGADOR MÊS SAMSUNG LEDMAN LIGAPRO CHIQUINHO (A. ACADÉMICA): O “motor” do meio-campo da A. Académica tem espalhado talento nos relvados da LEDMAN LigaPro. Chiquinho é um dos grandes responsáveis da sensacional campanha dos “estudantes” na prova. O médio fez um golo e duas assistências nos quatro jogos que participou, ajudando a equipa a conquistar 10 dos 12 pontos em disputa. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– GOLO DO MÊS SAMSUNG LIGA NOS BRAHIMI (FC PORTO): Entrando com o controlo da bola na grande área vimawww.ligaportugal.pt


TALENTO

RO JANEIR JANEIRO ranense, o avançado argelino do FC Porto tirou Jubal do caminho com um drible curto e, à saída do guardião do Vitória SC, picou a bola por cima de Douglas, fazendo aquele que é o golo do mês de janeiro. Jogo: FC Porto - Vitória SC - Jornada 17, 07/01/2018 ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– GUARDA-REDES DO MÊS EUROBIC LIGA NOS RUI PATRÍCIO (SPORTING CP): Tendo sofrido apenas dois golos em cinco jogos no mês de janeiro, o guardião da Seleção Nacional juntou um conjunto de grandes defesas à liderança da defesa na conquista de 11 em 15 pontos possíveis. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

DEFESA DO MÊS LIGA NOS ALEX TELLES (FC PORTO): Um autêntico dínamo ofensivo, o brasileiro assinou duas assistências em cinco partidas disputadas na Liga NOS no mês de janeiro, ajudando o FC Porto a conquistar três vitórias e um empate em quatro jogos. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– MÉDIO DO MÊS LIGA NOS FABRÍCIO (PORTIMONENSE): Quatro golos em quatro jogos. Dono de um pé direito de grande qualidade técnica, o brasileiro do Portimonense destacou-se dos restantes pelas suas exibições repletas de classe. Assinou também uma assistência para golo. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

AVANÇADO DO MÊS LIGA NOS JONAS (SL BENFICA): O camisola 10, com cinco jogos, seis golos e uma assistência foi eleito o melhor avançado do mês de janeiro. Um autêntico finalizador nato e um perigo constante para as balizas adversárias. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– TREINADOR DO MÊS LIGA NOS RUI VITÓRIA (SL BENFICA): Com a conquista de 11 pontos em 15 possíveis, Rui Vitória aproximou o SL Benfica da liderança da Liga NOS, fazendo dos “encarnados” um dos principais candidatos ao título. Nestes cinco jogos, a sua equipa marcou 10 golos e sofreu apenas três. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

A votação para os prémios Samsung foi levada a cabo na plataforma votenosmelhores.pt e votenosmelhores.liganos.pt, juntamente com as escolhas de cada treinador das respetivas equipas das Sociedades Desportivas. No que toca aos prémios da Liga Portugal (Guarda-Redes do Mês EuroBic, Defesa, Médio, Avançado e Treinador do Mês), a votação foi feita no site da Liga, sendo aberta ao público.

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TALENTO

J

unho de 2010. Um dos jogos mais esperados dos oitavos de final do Mundial da África do Sul opõe as seleções de Alemanha e Inglaterra. Nas bancadas, as vuvuzelas envolvem o estádio numa imensa cacofonia. O jogo corre a preceito para os germânicos, que rapidamente chegam a uma vantagem de 2-0. Aos 37 minutos, Upson responde com um remate de cabeça a um centro desenhado com precisão por Steven Gerrard e os britânicos reduzem a desvantagem. Tudo pode agora acontecer. O jogo está numa fase de grande intensidade e, menos de um minuto depois, surge um lance que fica para a história pelos piores motivos. Frank Lampard “abre o livro” e, na sequência de um rápido contra-ataque, não se atemoriza com a pressão dos defesas e oferece ao mundo um “chapéu” à medida do guarda-redes Neuer. A bola choca com a trave, bate uns bons dois metros dentro da baliza, regressa à trave e “morre” nas mãos do gigante alemão. A equipa de arbitragem nada diz. O jogo prossegue. Lampard olha em volta incrédulo. Desesperado, coloca as mãos na cabeça. No banco, o selecionador Fabio Capello festeja com os punhos serrados, mas, segundos depois, abre a boca de espanto. De nada lhe vale. O golo foi “fantasma”! A Inglaterra termina o jogo goleada por 4-1 e o sonho britânico desmorona-se. Lampard, Gerrard, Rooney, John Terry e restante equipa fazem as malas e regressam a casa cabisbaixos. Tudo poderia ter sido diferente se aquele golo genial de Lampard tivesse sido visto pelos árbitros em campo. Quase oito anos depois, no relvado do Estádio Municipal de Braga, palco da Final Four da Taça CTT, Frank Lampard grava um vídeo promocional para a “Goal Control”, empresa pioneira na implementação da tecnologia da linha de golo e liderada por Simon Rolfes, antigo internacional alemão.

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ENTREVISTA | FRANK LAMPARD

“É TEMPO DE AJUDAR OS ÁRBITROS COM O SUPORTE DA TECNOLOGIA”

À “LIGA-TE”, Lampard recorda como aquele momento, no Mundial da África do Sul, o afetou. “Sonhei muitas vezes com aquele golo, ou melhor, com o não golo”, confessa o antigo internacional inglês, que terminou a carreira no final da época 2016-17. “Primeiro fiquei muito desiludido e zangado com a decisão, porque eu vi e soube de imediato que tinha sido golo”, explica Frank Lampard. O lance afetou toda a equipa. “Fomos para casa

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desiludidos, vimos o lance na televisão aí umas 100 vezes”, recorda. Mas, se por um lado aquele momento marcou para sempre as carreiras dos jogadores envolvidos, a verdade é que foi decisivo para que a FIFA autorizasse a introdução da tecnologia da linha de golo. “Fiquei desapontado, especialmente após o jogo, mas acabou por ser positivo numa visão mais ampla. Aquele golo não foi bom para a Inglaterra, contudo levou os responsáveis a falarem de futebol e penso que isso foi importante. Para os adeptos, para os clubes, para os jogadores e para todos os envolvidos”, refere Lampard. O antigo ídolo do Chelsea é, aliás, um defensor acérrimo da utilização da tecnologia no futebol. Por esse motivo, www.ligaportugal.pt


TALENTO

PALMARÉS

LIGA DOS CAMPEÕES: 1 (Chelsea FC, 2011-12) LIGA EUROPA: 1 (Chelsea FC, 2012-13) CAMPEÃO INGLÊS: 3 (Chelsea FC, 2005, 2006, 2010) TAÇA DE INGLATERRA: 4 (Chelsea FC, 2007, 2009, 2010, 2012) TAÇA DA LIGA DE INGLATERRA: 2 (Chelsea FC, 2005, 2007) SUPERTAÇA DE INGLATERRA: 3 (Chelsea FC, 2005, 2006, 2010) PARTICIPAÇÕES EM MUNDIAIS: 3 (2006, 2010, 2014) PARTICIPAÇÕES EM EUROPEUS: 1 (2004) FUTEBOLISTA DO ANO (INGLATERRA): 1 (2005) INTERNACIONALIZAÇÕES “A”: 106 (29 golos) TOTAL DE JOGOS POR CLUBE:

859

TOTAL DE GOLOS POR CLUBE:

257

CLUBES REPRESENTADOS: West Ham United (1995); Swansea City FC (1996); Chelsea FC (2001); Manchester City (2014); New York City FC (2015).

desde que surgiu a tecnologia da linha de golo, Lampard tem estado envolvido na sua promoção. “Um ponto positivo para mim é que aquele golo mudou o futebol”, afirma o antigo jogador. “Temos a tecnologia nos nossos dedos e temos de a usar”, defende Lampard. “É tempo de ajudar os árbitros com o suporte da tecnologia”, acrescenta, manifestando-se “esperançoso” com o sucesso do VAR que, “em Inglaterra está ainda numa fase muito inicial da sua utilização”. “O único problema é que no futebol há muitas opiniões, é muito subjetivo. Algumas decisões não são preto ou branco. Situam-se no meio. Portanto, penso que é importante ajudar os árbitros o mais possível. Os adeptos entendem as boas decisões, seja a favor ou contra a sua equipa", salienta, assegurando que "é importante uma decisão acertada." "Por isso, é fundamental encontrar a melhor solução”, analisa Frank Lampard.

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“TALVEZ UM DIA REGRESSE AO FUTEBOL”

Frank Lampard brilhou nos relvados ao longo de duas décadas, numa carreira que conheceu o ponto mais alto durante o tempo em que vestiu a camisola do Chelsea, sagrando-se campeão com o técnico português José Mourinho. Aos 39 anos, o antigo internacional inglês decidiu arrumar as chuteiras e dar um novo rumo à sua vida. Menos de um ano volvido, Lampard confessa que ainda sente falta dos relvados. “Quando caminho num estádio como este [Estádio Municipal de Braga], quando vejo um jogo na televisão, ou ao vivo, claro que sinto saudades”, admite. Considerado um dos melhores jogadores de sempre do futebol inglês e mun21

ASSISTA À REPORTAGEM COMPLETA NA LIGA TV

dial, o londrino olha as bancadas vazias, na véspera da final da Taça CTT, e confessa: “Não consegues afastar-te e esquecer de repente. O futebol é a minha vida. Mas, ao mesmo tempo, estou muito contente. Sinto-me honrado e com sorte por ter tido uma longa carreira ao mais alto nível”. Atualmente, Lampard dedica-se às funções de comentador em órgãos de comunicação social ingleses, encontrando-se a tirar o curso de treinador. “Talvez um dia regresse ao futebol”, admite, despedindo-se com um sorriso e uma frase que traduz o seu estado de espírito: “estou muito contente e agradecido pela carreira fiz”.

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TALENTO

ENTREVISTA | SIMON ROLFES

TECNOLOGIA DA LINHA DE GOLO VOLTOU A SER USADA NA FINAL FOUR Simon Rolfes, antigo internacional alemão, acredita que este é realmente o futuro

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Final Four da Taça CTT, que decorreu no passado mês de janeiro, no Estádio Municipal de Braga, voltou a contar com a utilização da tecnologia da linha de golo. Implementada com sucesso na final da Taça da Liga de 2014-15, o recurso a esta tecnologia repetiu-se na final da edição de 2015-16 da mesma competição e na Final Four da Taça CTT de 2017-18. Na edição de janeiro passado, o sistema desenvolvido pela Goal Control (GLT) foi implementado no Estádio Municipal de Braga, tendo sido utilizado nos encontros das meias-finais (Vitória FC UD Oliveirense e Sporting CP - FC Porto)

e da final entre Sporting CP e Vitória FC. Simon Rolfes, antigo internacional alemão, é o “Chairman” da Goal Control, empresa pioneira no desenvolvimento de sistemas de análise de imagens em tempo real para eventos desportivos. Na opinião de Rolfes, “a tecnologia é o futuro do futebol”. Em conversa com a Liga-te, defendeu que “a tecnologia da linha de golo funciona como um seguro”. E explicou: “eventualmente, podemos nunca precisar dele na nossa vida, mas temos de o ter para prevenir o que possa acontecer”. É precisamente isso que sucede com esta tecnologia. Na última edição da Final Four da Taça CTT não houve ne-

nhuma situação de golo, mas um lance ocorrido na final entre Sporting CP e Vitória FC poderia, eventualmente, ter suscitado dúvidas sobre se a bola teria ultrapassado a linha de baliza, com o guarda-redes Trigueira a fazer uma primeira defesa mesmo em cima da linha, na jogada que culminaria com a grande penalidade assinalada a favor dos leões. “É muito importante ajudarmos o árbitro a tomar a decisão acertada e, por isso, acho que teremos cada vez mais tecnologia no jogo para auxiliar a sua decisão”, afirmou Simon Rolfes.

A TECNOLOGIA

Um “golo” apontado pelo médio inglês Frank Lampard, no Mundial da África do Sul, frente à Alemanha, e não assinalado pelo árbitro apesar de a bola ter ultrapassado claramente a linha de baliza, foi o pontapé de saída para que a FIFA aceitasse a possibilidade de adotar a tecnologia da linha de golo.

DA SELEÇÃO ALEMÃ AO MUNDO EMPRESARIAL

Antigo internacional alemão, Simon Rolfes terminou a carreira em julho de 2015, depois de ter representado clubes como o Werder Bremen – onde foi campeão da Bundesliga e venceu a Taça da Alemanha, na época 2003-04 – e o Bayer Leverkusen, clube onde se notabilizou ao longo de uma década e cuja equipa capitaneou durante largos anos. Contando com 26 internacionalizações e dois golos pela seleção, defrontou Portugal nos quartos-de-final do Europeu de 2008, em Basileia (Suíça), formando a linha média germânica com Hitzlsperger, Ballack e Schweinsteiger. A entrada na Goal Control, enquanto líder do grupo empresarial, aconteceu na sequência de um “conjunto de circunstâncias” que ocorreram após o final de carreira, geradas pelo facto de a sede da empresa estar localizada “muito perto de casa” do antigo jogador. A aventura empresarial define-a como “muito interessante”, pois permitiu-lhe manter a ligação ao futebol e, simultaneamente, entrar no mundo da tecnologia que, na opinião de Rolfes “será usada, no futuro, cada vez mais no futebol”. O antigo capitão do Bayer Leverkusen está, por isso, convencido de que, para ele, este novo modo de vida “é o início de um longo período”.

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TALENTO Em junho de 2016, o IFAB (The International Football Association Board), organismo que determina as leis de jogo, acabaria por aprovar o uso de árbitros assistentes de vídeo, abrindo em definitivo a possibilidade de utilização de meios técnicos para determinar instantaneamente se a bola cruzou ou não a linha de golo. A principal exigência do IFAB foi que esta tecnologia não fosse “intrusiva” no desenrolar do jogo, pelo que a solução desenvolvida permite que a informação sobre se a bola cruza a linha de golo é transmitida no espaço de um segundo para o relógio do árbitro, garantindo que este reaja de imediato. Esta tecnologia baseia-se na captura de vídeo, com recurso a câmaras de alta velocidade. Na Final Four da Taça CTT o sistema implicou a instalação, para cada baliza, de sete daquelas câmaras, posicionadas de forma a permitir a produção de 500 sequências de imagens por segundo. O sistema produz 4,5 GB de dados por segundo, que são transmitidos para computadores de alta performance. Com base nestes dados e em cálculos que adicionam a velocidade da bola às coordenadas tridimensionais produzem, no final, uma imagem 4D capaz, sem qualquer sombra de dúvida, detetar aquilo que, muitas vezes, o olho humano não é capaz.

“EXPERIÊNCIA FANTÁSTICA” Simon Rolfes esteve em representação da Goal Control, durante quatro dias, em Braga, acompanhando de perto a Final Four da Taça CTT. Uma “experiência fantástica”, disse, para a qual contribuiu o facto de a competição

ter sido “muito interessante, com jogos emocionantes, disputados até ao fim e decididos, apenas, através de grandes penalidades”. Pelo meio, teve ainda a oportunidade de participar no tradicional Jogo das Lendas da Final Four, juntando-se a vários antigos internacionais portugueses. www.ligaportugal.pt


DESTAQUE

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Final Four da Taça CTT terminou no passado dia 27 de janeiro. Que balanço faz deste segundo ano do novo modelo competitivo? O balanço é muito positivo. Isto pode ser medido por diversos ângulos. Do ponto de vista competitivo há a realçar o facto de termos tido na Final Four dois dos três primeiros classificados da Liga NOS (Sporting CP e FC Porto), que arrastam multidões. Por outro lado, tivemos uma equipa (UD Oliveirense) que no ano passado estava num campeonato não profissional, competiu logo na 1ª fase, ultrapassou todas as etapas, inclusive a 3ª, com equipas da Liga NOS, conseguiu chegar à Final Four e realizou um bom jogo frente ao Vitória FC. Um outro dado importante teve a ver com o share de televisão. Há muitos anos que não havia, por exemplo, um Sporting-FC Porto em canal aberto e isso permitiu alcançar audiências muito interessantes, com picos acima dos dois milhões de pessoas a verem, em simultâneo, esse jogo. Posso ainda referir o facto de, graças à boa vontade das sociedades desportivas, ter sido possível, este ano, que não houvesse outras competições a decorrer. Isso fez com que tivéssemos um foco maior na Taça da Liga. Por outro lado, fizemos um forte investimento no conceito da Semana do Futebol, com a criação de uma Fan Zone no centro da cidade de Braga, onde decorreram atividades complementares e que registou uma adesão muito acima das nossas expetativas, com mais de 100 mil pessoas a passarem por lá. Tentámos e conseguimos fazer a ligação à cidade, atrair públicos diferentes, jovens e famílias, que não vão habitualmente ao estádio e consomem o futebol de outra maneira. Isso resultou, também, num maior impacto comercial? Sem dúvida. Os relatórios que já recebemos da Cision, empresa especializada na avaliação do retorno do investimento na ativação de marcas, comprovam o sucesso também a esse nível. Posso referir, por exemplo, que a Taça da Liga significou, esta época, um retorno superior a 262 milhões de euros, dos quais 95 milhões dizem respeito ao período da Final Four. Se compararmos, por exemplo, com os 53 milhões de euros de retorno da Final Four do ano passado, concluímos que se verificou um acréscimo de 75%, o que é muito positivo. Graças à reformulação do modelo competitivo da Taça da Liga, mesmo sendo uma LIGA-TE Nº2

competição mais pequena do que a I Liga, o retorno por euro investido revelou-se muito interessante e, diria até, superior. Só para termos uma ideia da dimensão positiva dos resultados, foram publicadas quase sete mil notícias sobre a competição deste ano, tendo havido uma exposição em televisão superior a 137 horas. A título de curiosidade, posso ainda revelar que se estima que 42% da população portuguesa foi exposta à mensagem da Final Four pelo menos uma vez. Isto são resultados excelentes e com grande impacto no sucesso comercial da competição. Este sucesso garante uma identidade própria à Taça da Liga? Precisamente. A reformulação da competição da Taça da Liga resultou na criação da Semana do Futebol. E isto acaba por transformar a Final Four num produto único e consolidado. Qual foi o grande trunfo para o sucesso da Fan Zone? Para fazermos uma Fan Zone precisamos de ter algo que atraia as pessoas. Há sempre um tema de futebol inerente, o que obriga a termos grande imaginação na criação de atividades complementares. Fizemos, por exemplo, uma aposta grande nos eSports, promovendo a primeira competição na Europa, senão no mundo, de Pro Clubs em formato presencial. Fizemos concursos de freestyle, tivemos espetáculos de entretenimento com figuras do panorama nacional, promovemos uma série de atividades digitais que estiveram a acontecer em permanência, com animação e oferta de brindes, demos visibilidade às sociedades desportivas através de uma espécie de memorial da Taça da Liga, com as camisolas das equipas das sociedades desportivas, dados estatísticos, etc.. Além disso, organizámos clinics com parceiros, desde a associação nacional de treinadores, sindicato dos jogadores, lendas do futebol português, a APAF... Apostamos em ações de caráter social, promovendo e ajudando, através do futebol, o desenvolvimento do trabalho de instituições de Braga, trabalhamos com o desporto escolar e promovemos ações com os nossos parceiros, como foi o caso do Holmes Place. Tentamos ainda atrair outros públicos, designadamente através de iniciativas como a Corrida do Adepto, onde participaram pessoas que não estão, necessariamente, associadas ao futebol. Foi esta diversidade que acabou por resultar num grande sucesso. 24

Nesse aspeto houve uma evolução do modelo relativamente à primeira edição da Final Four, em 2017? Sim. Desde logo ao estar envolvida apenas uma câmara municipal, ao passo que em 2017 estivemos, simultaneamente, com Faro e Loulé, acabando por desperdiçar recursos. Mesmo assim, há ainda quem critique o modelo competitivo adotado, considerando que favorece os chamados “grandes” em detrimento das equipas com menos recursos. Concorda com esta crítica? Há aqui aspetos diferentes. Primeiro, isto não é um modelo inédito. Noutros países também há competições com o critério dos cabeças de série. Até na própria Taça de Portugal isso acontece. Por outro lado, não sendo uma coisa inédita, obviamente, a Taça da Liga é uma competição que pretende, também, gerar mais receitas e, através de uma distribuição solidária, beneficiar todos os clubes. Portanto, nós temos aqui sempre ângulos de análise diferentes. Há, também, que ter em conta o lado comercial e, nesse sentido, há clubes que, objetivamente, arrastam mais adeptos e garantem maiores audiências em termos de televisão. Mas, apesar disso, a verdade é que nas duas edições da Final Four, o Moreirense ganhou a primeira e este ano contamos com a presença da Oliveirense entre os quatro semi-finalistas. Ou seja, não perdemos de vista o lado comercial, que é importante para ter espetadores, gerar receitas e atrair patrocinadores, mas também conseguimos assegurar maior equilíbrio competitivo. Tendo em conta o balanço feito, o que é preciso melhorar para a próxima edição da Final Four? Há sempre aspetos a melhorar, não se deve dormir sobre o que se alcançou. Do ponto de vista da organização da competição, os profissionais da Liga estão rotinados e, portanto, o que haverá serão melhorias marginais. Agora já conhecemos o estádio, que não é muito funcional em termos de operação, o Sporting de Braga também já conhece melhor como a Liga opera. E, portanto, neste aspeto, as melhorias serão apenas no que se refere à segregação de adeptos. Por exemplo, tivemos um Sporting – FC Porto, o que num estádio neutralizado cria todo um conjunto de situações imprevistas. Nesse aspeto há coisas a melhorar. De resto, acaba por ser a operação normal. Em termos de atividades complementares, ou seja da


DESTAQUE

“FINAL FOUR TRANSFORMOU-SE NUM PRODUTO ÚNICO E CONSOLIDADO” Pedro Correia, Diretor Executivo Coordenador da Liga Portugal e líder do projeto da Final Four da Taça CTT, faz o balanço da competição, que decorreu em Braga. Fan Zone, aí sim. Poderemos começar a trabalhar com bastante mais tempo de antecedência, pensar num cartaz que atraia ainda mais pessoas e encontrar novas fórmulas para conseguirmos “puxar” as pessoas da Fan Zone para o estádio.

“A recompensa é, no fim, as sociedades desportivas, bem como os diferentes parceiros, ficarem contentes, gerarmos e distribuirmos receitas” A Final Four é, sem dúvida, um grande desafio para a Liga. Este nível de esforço e de envolvimento vale a pena? O esforço vale sempre a pena quando é a favor das sociedades desportivas. O esforço em termos profissionais é muito grande. A Liga tem mais de 700 jogos por ano, em que não é o promotor mas onde faz um acompanhamento permanente. Ou seja, há jogos em vários dias da semana e, portanto, os funcionários da Liga acabam por estar a trabalhar semanas seguidas. E, pelo meio, não há uma paragem para organizar a Taça da Liga. Portanto, as pessoas têm que organizar este evento e, em paralelo, continuar a fazer o seu trabalho do dia a dia. Mesmo assim nós ouvimos elogios que compararam a organização desta Final Four a um nível de uma final da Liga dos Campeões. Acaba por ser um acréscimo de trabalho muito grande. A recompensa é, no fim, as sociedades desportivas, bem como os diferentes parceiros, ficarem contentes, gerarmos e distribuirmos receitas, conseguirmos ter retorno e dar visibilidade à competição e a todos eles.


DESTAQUE

CONTINUIDADE EM BRAGA PERMITE POUPAR 200 MIL EUROS POR ÉPOCA Braga voltará a acolher a Final Four nos próximos dois anos. Que significado tem isto em termos de organização e promoção da competição? Esta decisão foi tomada, obviamente, fazendo uma ponderação dos prós e dos contras. Do ponto de vista competitivo fica claro que dá estabilidade à competição. Basta lembrar que em 2016, devido à exigência dos calendários desportivos, a Taça da Liga esteve em risco por causa das dificuldades em marcar uma data para a final. Ao termos já uma data marcada, com um ano de antecedência, tudo fica mais transparente e a competição sai favorecida. Por outro lado, há uma maior racionalização em termos de gestão operacional da prova. Isto vai permitir à Liga implementar a Final Four de uma maneira mais eficiente, ou seja, basicamente, com menos custos. Por exemplo, a nossa estimativa é que vai permitir à Liga poupar cerca de 200 mil euros por época. Pode exemplificar essa poupança? Sim. Por exemplo, com a utilização da tecnologia da linha de golo, que tem sido apanágio desta competição e que já foi usada por duas vezes nesta Final

Four. Só aí haverá uma poupança de cerca de 70 mil euros, porque o sistema está instalado, já está armazenado em Braga e, portanto, já não temos de ir para outro estádio e fazer a implementação toda de novo.

A continuidade em Braga significa, também, que houve uma boa cooperação entre a Liga e a Câmara Municipal? Sem dúvida. Hoje em dia é muito difícil concretizar um produto como a Semana do Futebol sem a colaboração de uma câmara municipal. Eu não estou a falar só da cedência de um espaço

nobre como é a Avenida Central de Braga, mas em termos da colaboração dada pela autarquia, assumindo certo tipo de responsabilidades, designadamente de serviços e financeiras. Foi também inexcedível o nível de envolvimento do seu staff. Temos, portanto, que dar uma grande palavra de agradecimento à Câmara Municipal de Braga, a quem pertence uma parte do sucesso, não esquecendo também que esta foi a primeira grande atividade no âmbito da Cidade Europeia do Desporto. Agradecemos, ainda, pelo facto de acreditar e estar disposta a investir e, eventualmente, alargar a sua colaboração para as próximas edições. Isso é extremamente gratificante e importante, porque nos permite fazer, desde já, um planeamento diferente. O SC Braga foi, também, um dos anfitriões. Significa que, neste particular, o balanço é, igualmente, positivo? Claro que sim. Devemos dar, aliás, uma palavra de agradecimento ao Sporting Clube de Braga, que foi um dos anfitriões. Noutros anos em que a Liga organizou esta final, fê-lo em estádios onde, infelizmente, não havia um clube residente. É, por isso, preciso perceber que o SC Braga demonstrou a flexibilidade necessária e fez um grande esforço na cedência do estádio onde a sua equipa joga, alterando rotinas para que os profissionais da Liga lá pudessem estar e organizar esta final.

CTT E RTP FORAM PARCEIROS FUNDAMENTAIS Esta foi a última edição da Taça da Liga que contou com os CTT como naming sponsor. Isto representa um novo desafio? Este foi um fim de ciclo com os CTT. Agradecemos por terem acreditado na competição. É o fim de ciclo de um produto que se tornou muito apetecível. Vamos entrar numa rotina nova, provavelmente de três anos, e há uma série de oportunidades de associação a novos parceiros, a diferentes níveis de patrocínios, de um novo naming sponsor, de patrocinadores municipais e, também, de novos parceiros para a Fan Zone, ao nível das atividades e de locais específicos. Portanto, se por um lado acaba um ciclo de uma maneira muito positiva, por outro abre-se um novo com grande potencial e para o qual a Liga Portugal está à procura de parceiros que se enquadrem nos nossos valores e nos da competição. A RTP foi outro dos parceiros. Como avalia esta colaboração? Foi muito boa. Tivemos este ano e no ano passado uma grande cobertura, mesmo a partir da Fan Zone. A estimativa aponta para cerca de 25 horas de programação adicional, ou seja, além da transmissão dos jogos. E, obviamente, num mundo em que cada vez mais o futebol é transmitido em canal fechado, a promoção da competição feita pela RTP, até em termos de conteúdos inovadores, é muito interessante. Estamos a falar, por exemplo, de um share de 37%, que é qualquer coisa de inaudito e que só está ao nível das grandes competições como campeonatos europeus ou do mundo. Portanto, acho que teve um retorno muito grande para a RTP e a Liga, para a competição e para todos os parceiros. LIGA-TE Nº2

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DESTAQUE

PASSAGEM DE TESTEMUNHO CAMPEÃO DE INVERNO

AUGUSTO INÁCIO

“Podemos ganhar se houver rigor, concentração e união. O treinador não é um herói, quem ganhou foram os jogadores” 2016-17

A sexta vitória de Jorge Jesus na Taça da Liga coincidiu com a primeira do Sporting CP na competição, 10 anos depois da equipa leonina ter estado na primeira final, também para defrontar o Vitória FC. Na altura, tal como agora, o vencedor foi apurado através da marcação de pontapés da marca de grande penalidade, mas, então, a vitória sorriu à formação que viajou desde o Bonfim. A 27 de janeiro de 2018 foi o conjunto de Alvalade quem saiu de Braga de Taça na mão, e com o título de campeão de Inverno. Jorge Jesus sucedeu a Augusto Inácio, que um ano antes, no Estádio Algarve, havia levantado o troféu ao serviço do Moreirense. Uma passagem de testemunho entre dois treinadores com historial no futebol português e numa Taça da Liga que tanto mudou e cujo atual modelo mereceu elogios por parte do treinador do Sporting CP. Momentos após a consagração, Jorge Jesus confessou que venceu o sexto título da Taça da Liga “com o mesmo entusiasmo e motivação”. Era um treinador satisfeito aquele que venceu o Vitória FC, por 5-4, no desempate por pontapés da marca de grande penalidade. “O Sporting saiu vitorioso não só pelo troféu. Saiu vitorioso pela demonstração da grandeza de um clube nacional em relação aos adeptos”, disse frisando ainda que “com a conquista de títulos começa a criar-se uma identidade de campeão, não só nos jogadores mas também nos adeptos”. Já Augusto Inácio, que até esteve em Braga a convite da Liga Portugal, recordou, em declarações à LIGA-TE, a meia-final de 2016-17, na qual deixou JORGE JESUS para trás o SL Benfica, e também a forma como escolheu Caué para marcar o penálti diante “O Sporting saiu vitorioso do SC Braga, na final. Uma aposta na experiência. não só pelo troféu. Um ano depois, Inácio recordou as palavras que disse aos Saiu vitorioso jogadores antes dessa final. pela demonstração “Podemos ganhar se houver rigor, concentração e união. O treinador não é um herói, da grandeza de um clube quem ganhou foram os jogadores, nacional em relação ao fazerem exatamente aquilo aos adeptos” que o treinador pediu. 2017-18 Desenharam em campo as ideias que tivemos no balneário”, salientou.


DESTAQUE

P

edro Proença, Presidente da Liga Portugal, foi o anfitrião de notáveis e adeptos do futebol profissional, que não quiseram perder a oportunidade de assistir ao Vitória FC-Sporting CP, da final da Taça CTT. Tiago Brandão Rodrigues, Ministro da Educação, e João Paulo Rebelo, Secretário de Estado da Juventude e Desporto, marcaram presença na Tribuna presidencial do Estádio Municipal de Braga, tal como o Presidente-Executivo dos CTT, Francisco de Lacerda, o Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes e o Presidente do SC Braga, António Salvador. Também o patrão da Olivedesportos, Joaquim Oliveira, assistiu a um jogo que vários líderes de Sociedades Desportivas quiseram seguir ao vivo. No final, a emoção tomou conta de todos, com o desafio a decidir-se no desempate por grandes penalidades (5-4), após o 1-1 nos 90’, com golos de Gonçalo Paciência e Bas Dost (g.p.). A festa terminou com a Taça nas mãos de Rui Patrício.

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LIGA-TE Nº2


DESTAQUE

VITÓRIA FC - UD OLIVEIRENSE 2-0

SPORTING CP - FC PORTO 0-0 (4-3)

VITÓRIA FC: 88 Pedro Trigueira; 91 Patrick Vieira (7 Arnold 45’); 29 Semedo; 14 Pedro Pinto; 16 André

SPORTING CP:

1600 ESPETADORES

Sousa (27 Pedrosa 45’); 6 Podstawski; 10 João Teixeira; 11 Costinha (33 Allef 58’); 21 Nuno Pinto; 24 João Amaral; 9 Gonçalo Paciência.

UD OLIVEIRENSE:

1 Júlio Coelho; 11 Alemão; 4 Sérgio Silva; 13 Mathaus; 5 Ricardo Tavares; 12 Sérgio Ribeiro; 6 Filipe Gonçalves; 10 João Mendes (22 António Oliveira 74’); 15 João Amorim (40 Fabian 80’); 27 Diogo Valente (23 Serginho 64’); 9 Brayan Riascos.

GOLOS:

1-0: Gonçalo Paciência (27’); 2-0: Allef (90+2’)

26536 ESPETADORES

1 Rui Patrício; 92 Piccini; 4 Coates; 22 Mathieu lho; 77 Gelson Martins (16 Battaglia 43’); 7 Rúben Ribeiro (2

FC PORTO:

1 Casillas; 21 Ricardo Pereira; 5 Marcano; 28 Felip 11'); 27 Sérgio Oliveira (18 Waris 80’); 11 Marega; 29 Soares

PENALIDADES:

Alex Telles (0-1); Bas Dost (1-1); Ivan Marca (3-2); Waris (3-3); Coates (falha); Aboubakar (falha); William

ESTÁDIO MUNICIPAL DE BRAGA

MEIA-FINAL 23 | JAN | 20H45

CONTRARIAR BOA ENTRADA DA UD OLIVEIRENSE

O

Vitória FC e a UD Oliveirense foram as primeiras equipas a entrarem em campo na Final Four da Taça CTT, numa semana inteiramente dedicada ao futebol, que teve como palco Braga, a Cidade Europeia do Desporto em 2018. O primeiro golo desta meia-final surgiu aos 27’, por intermédio de Gonçalo Paciência, avançado português e, então, a principal figura da formação sadina, numa altura em que a UD Oliveirense já havia desperdiçado várias oportunidades para marcar. Três minutos depois, o emblema de Oliveira de Azeméis beneficiou de uma grande penalidade. No momento da conversão, Diogo Valente, infeliz, rematou com força à barra da baliza de Trigueira, guarda-redes sadino. Já em tempo de compensação, Allef aproveitou bem uma falha defensiva da UD Oliveirense para estabelecer o resultado final. Apesar da excelente réplica dada pela equipa da LEDMAN LigaPro, que se estreou nesta fase da prova, e que foi reconhecida por todos os que estiveram no Estádio, a equipa da UD Oliveirense acabou por ficar pelo caminho, abrindo espaço aos sadinos para chegarem à final da prova, que se viria a realizar quatro dias depois. Note-se que este resultado permitiu ao Vitória FC atingir a final da competição pela segunda vez na sua história, tendo, inclusive, vencido a primeira edição da prova, em 2008, na altura frente ao Sporting CP.

LIGA-TE Nº2

ESTÁDIO MUNICIPAL DE BRAGA

MEIA-FINAL 24 | JAN | 20H45

DOIS À PROCURA DA PRIMEIRA TAÇA

de Alex Telles. À meia hora de jogo, o FC Porto volta a tentar de longe a sua sorte, e mais uma vez por Sérgio Oliveira, também com o mesmo desfecho do primeiro remate. Aos 35’ foi o momento de alegria azul e branca nas bancadas, com a bola no fundo das redes da baliza de Rui Patrício. Soares rematou de forma certeira, mas o lance viria a ser anulado

A

segunda meia-final opôs o Sporting CP ao FC Porto, duas equipas cujo objetivo era simples: conquistar um troféu que nunca tinham vencido. E a disputa em campo demonstrou bem a vontade de ambas as equipas em dar um passo em frente no cumprimento desse objetivo. Numa partida altamente aguerrida e jogada a um ritmo elevado, o FC Porto foi a primeira equipa a ameaçar a baliza contrária, com um remate de Sérgio Oliveira, que saiu por cima do travessão de Rui Patrício. A resposta do Sporting CP não se tardou a fazer sentir, com um cruzamento de Fábio Coentrão a encontrar Bruno Fernandes na grande área portista, que rematou para corte 30

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DESTAQUE

u; 5 Fábio Coentrão; 8 Bruno Fernandes; 14 William Carva20, Bryan Ruiz 78’); 28 Bas Dost; 9 Acuña; (40, Montero 78’).

pe; 13 Alex Telles; 8 Brahimi; 16 Herrera; 22 Danilo (10 Oliver (9 Aboubakar 68’).

ano (1-2); Bruno Fernandes (2-2); Herrera (falha); Mathieu m Carvalho (falha); Brahimi (falha); Bryan Ruiz (4-3)

pela equipa de arbitragem, que assinalou fora-de-jogo na referida jogada. Já na segunda-parte aconteceu o lance de maior perigo para a baliza do FC Porto. Um cruzamento de Fábio Coentrão na esquerda, para a cabeça de Sebastian Coates, que cabeceia a bola na direção do poste esquerdo e acaba de forma caprichosa nas mãos do guarda-redes portista. Aos 72’, Aboubakar interceta um passe de Mathieu, tentando, de pronto, alvejar a baliza de Rui Patrício, mas o guardião campeão europeu defenderia o remate de longe do artilheiro camaronês. No minuto seguinte, uma arrancada pela direita do lateral Ricardo Pereira, fletindo para o meio do terreno, resultou num remate à figura de Rui Patrício. Antes do final dos 90 minutos, o maliano Marega, do FC Porto, alvejou a baliza sportinguista, mas sem sucesso, fazendo com que a partida terminasse a zero. Seguia-se a marcação por grandes penalidades. Com grandes penalidades marcadas e falhadas, o remate ao poste de Brahimi para o FC Porto e o tento certeiro de Bryan Ruiz para o Sporting CP mandou a equipa de Jorge Jesus para a final, ao eliminar a de Sérgio Conceição, ao fim de 12 grandes penalidades, por 4-3.

ESTÁDIO MUNICIPAL DE BRAGA

FINAL

27 | JAN | 20H45

GLÓRIA NAS GRANDES PENALIDADES

O

Vitória FC queria ser a segunda equipa a vencer este trofeu por mais que uma vez, enquanto o Sporting CP, não só queria “vingar” a derrota de há dez anos (2007-08), como queria tornar-se, pela primeira vez, vencedor da Taça CTT. Mas o jogo não começou no dia 27 de janeiro. Começou no dia anterior, nas conferencias de antevisão da partida. E tudo em volta de… Gonçalo Paciência. A escolha de Jorge Jesus não poderia ter sido mais… acertada: na antevisão ao encontro, o técnico dos “leões” admitiu que, se pudesse, tiraria Gonçalo Paciência das escolhas de José Couceiro. Ora, foi mesmo o avançado português

a inaugurar o marcador, ao minuto 4, numa bela iniciativa individual. Logo aos quatro minutos, Gonçalo Paciência, solto de marcação, conseguiu bater Rui Patrício – que bem se esticou – com um remate rasteiro à entrada da área, entrando junto ao poste direito da baliza “leonina”. O Vitória FC aguentou a sua vantagem – e o ímpeto ofensivo “leonino” – até aos 78 minutos. Trigueira, guarda-redes sadino, protagonizou uma dupla defesa, após cabeceamentos de Fábio Coentrão e Bas Dost, em plena pequena área, num momento de grande espetacularidade. Porém, no seguimento do lance, o árbitro Rui Costa assinalou uma grande penalidade, após um corte da bola de João Teixeira com o braço, que o “leão” holandês Bas Dost não desperdiçou. Terminado o tempo regulamentar com uma igualdade a um, a partida decidir-se-ia na marcação de grandes penalidades, tendo William Carvalho garantido o triunfo, por 5-6. Desta forma, o emblema de Alvalade conquistou a 11.ª edição da Taça CTT, a primeira no seu historial, e a respetiva denominação de Campeão de Inverno, sucedendo assim ao Moreirense FC.

VITÓRIA FC - SPORTING CP 1-1 (4-5) 24137 ESPETADORES

VITÓRIA FC: 88 Pedro Trigueira; 7 Arnold; 13 Vasco Fernandes; 14 Pedro Pinto; 21 Nuno Pinto; 29 Semedo; 6 Podstawski; 10 João Teixeira (27 Pedrosa 83’); 11 Costinha (91 Patrick Vieira 88’); 24 João Amaral (36 Edinho 90+2’); 9 Gonçalo Paciência. SPORTING CP: 1 Rui Patrício; 92 Piccini; 4 Coates; 22 Mathieu; 5 Fábio Coentrão;

8 Bruno Fernandes; 14 William Carvalho; 7 Rúben Ribeiro (9 Acunã 45’); 20 Bryan Ruiz (16 Battaglia 45’); 40 Montero; (88 Doubmia 64’); 28 Bas Dost.

GOLOS:

1-0: Gonçalo Paciência (4’); 1-1: Bas Dost (gp 80')

PENALIDADES:

Gonçalo Paciência (1-0); Bas Dost (1-1); Patrick Vieira (2-1); Bruno Fernandes (2-2); Podstawski (falha); Mathieu (3-2); Edinho (3-3); Coates (3-4); Arnold (4-4); William Carvalho (4-5).

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LIGA-TE Nº2


DESTAQUE

JOGOS EMPATES

JOGOS COM GOLOS DE AMBAS AS EQUIPAS

26 115 2,61

GOLOS MÉDIA DE GOLOS

Equipa com mais remates

44 18

Equipas com mais jogos

6

Mais faltas cometidas Mais faltas sofridas por jogo por jogo

83

24

––––––––––––––––––– Mais remates por jogo

Mais cruzamentos

25

104

20,8

Equipa com mais golos

Equipa com mais cantos por jogo

––––––––––––––––––– Mais faltas cometidas

––––––––––––––––––– Mais cruzamentos por jogo

10

118

––––––––––––––––––– Mais cantos

––––––––––––––––––– Mais faltas sofridas

34

10,3

26,3

120

––––––––––––––––––– Mais remates defendidos

22

MELHOR MARCADOR Gonçalo Paciência

MAIS JOGOS A TITULAR Diogo Valente

5

6

Vitória FC

UD Oliveirense

MAIS REMATES Brayan Riascos UD Oliveirense

15

MAIS REMATES POR JOGO Rafael Costa

MAIS CANTOS Raphinha

Moreirense FC

6,5

Vitória SC

25

MAIS DEFESAS Trigueira

Vitória FC Chastre União da Madeira

18

MAIS FALTAS COMETIDAS Acuña Sporting CP

16

MAIS FALTAS SOFRIDAS Rúben Ribeiro Sporting CP Rio Ave FC

25

% RATING

# RATING (000)

% SHARE

MEIAS-FINAIS 23JAN Vitória FC - UD Oliveirense 24JAN Sporting CP - FC Porto

8.7 18.4

838.2 1 786.0

17.5 36.9

FINAL 27JAN Vitória FC - Sporting CP

15.2

1 472.8

32.4


DESTAQUE Direção da Liga Portugal

JUNTOS PELO FUTEBOL

A

Final Four, além de desporto, competitividade e futebol, foi também um momento de agregação único no panorama do futebol profissional no nosso país. A Liga Portugal orgulha-se (e muito!) de ter levado a Braga pessoas do país inteiro, das mais diversas áreas, todas elas, claro, com ligação ao nosso desporto de eleição. Num organismo diferente, a inovação está sempre na ordem do dia e, por isso, nada como proporcionar aos membros da Direção uma reunião invulgar, que decorreu no Camarote 55 do Estádio Municipal de Braga, com vista para o relvado, onde horas mais tarde viria a realizar-se a primeira meia-final entre o Vitória FC e a UD Oliveirense. Um encontro que foi seguido de uma visita à Fan Zone, onde Joaquim Oliveira, patrão da Olivedesportos se juntou ao grupo. As surpresas não se ficaram por aqui e,

Rolando Oliveira e Joaquim Oliveira

no dia seguinte, foi a vez de um grupo de jornalistas, comentadores e outras entidades com ligação ao futebol – onde se encontrava Augusto Inácio,

que naquela altura ainda era o campeão em título, José Leirós e José Peseiro, também ele vencedor da Taça da Liga em 2012-13 – serem convidados da Direção da Liga Portugal para assistirem ao clássico entre Sporting CP e FC Porto, aproveitando também para uma visita aos balneários do estádio e ao espaço idealizado para os adeptos no centro da cidade. Para o ano há mais. E com mais inovações, certamente!

Manuel Queiroz, Augusto Inácio e Ricardo Quaresma

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LIGA-TE Nº2


DESTAQUE

UM SUCESSO É assim que se pode traduzir a Fan Zone da Final Four da Taça CTT, que durante uma semana animou o centro de Braga. A Praça da República foi ponto de passagem obrigatório para adeptos do futebol e não só, que coloriram o mini-estádio e a tenda do adepto. Foram 100 mil as pessoas que entre os dias 20 e 27 por ali passaram, contribuindo – e muito! – para uma animação constante. As atividades diurnas foram várias, desde Freestyle, a torneio inter-escolas, teqball, workshops da APAF, da Associação Nacional de Treinadores de Futebol e do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol, entre outras. À noite foi o cartaz da música que alegrou e uniu Braga à volta da Fan Zone. Ora, se Herman José inaugurou a tenda do adepto, com um animado espetáculo, foi Anselmo Ralph quem a encerrou, dia 26, num espaço cheio de fãs desejosos de ver o músico africano. Depois do sucesso desta edição, e da resposta positiva dada pela população de Braga, a Liga Portugal promete mais para 2019, numa festa que terá um maior envolvimento das marcas e da qual o conceito Final Four sairá, garantidamente, fortalecido.

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DESTAQUE

U

ma entrada épica, num imenso jogo de luz no mini-estádio da Fan Zone, naquele que foi um dos momentos que levou Braga ao rubro. Helton, Jorge Andrade, César Peixoto, Frechaut, Barroso, Simon Rolfes, Ruben Amorim, Hugo Viana, Moreira, Luís Boa Morte, Nuno Gomes e Alan (cap.) constituíram a equipa treinada por Augusto Inácio, que defrontou a equipa da Câmara Municipal de Braga no Jogo das Lendas. Para a história fica a boas disposição evidenciada por todos, com especial incidência para Ruben Amorim e Jorge Andrade, que animaram o “balneário” numa noite que acabou em convívio a convite da Câmara Municipal. VERSÃO ORGINAL

O

utro dos momentos altos da Fan Zone (e foram muitos!) foi o torneio e-Taça CTT by Allianz que levou centenas de pessoas às bancadas do mini-estádio. José “run run” Soares foi o grande vencedor da final do torneio, que decorreu a 27 de janeiro, horas antes da final da Taça CTT. O homem da tarde recebeu o prémio das mãos de Pedro Correia, Diretor Executivo Coordenador da Liga Portugal.

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LIGA-TE Nº2


Crédito Habitação

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DESTAQUE

U

ma manhã de sol para aquecer todos os que aceitaram o desafio da Liga Portugal. Pelo segundo ano consecutivo a Corrida do Adepto saiu à rua, desta vez a norte, em Braga, com os atletas a enfrentarem um percurso difícil, mas que teve como atrativo a passagem pelo interior do Estádio Municipal de Braga, onde horas mais tarde o Sporting CP viria a conquistar a Taça CTT, ao vencer o Vitória FC. Foi Sameiro Araújo, vereadora da Câmara Municipal de Braga, e a antiga conceituada atleta Aurora Cunha, que deram o tiro de partida da corrida que teve a duração de 10 quilómetros cronometrados e cinco quilómetros de caminhada. Os participantes vestiram a camisola - aqui foi a do FC Porto que levou vantagem - e Pedro Proença, Presidente da Liga Portugal, não hesitou em escolher a laranja do fair play. Com muitos adeptos e uma saudável rivalidade foi Ricardo Vale do SC Braga que cortou a meta na primeira posição, seguindo de Rui Borges, ambos com o tempo de 31:45m. Nas senhoras foi Hortense tenda, do Centro de Atletismo do Porto, que chegou na 1.ª posição com 39:43m. A Corrida do Adepto regressa em 2019, também em Braga.

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LIGA-TE Nº2


DO

PROFISSIONALISMO

liga portugal

POR UMA SOCIEDADE

MAIS JUSTA E SOLIDÁRIA

A

Final Four da Taça da Liga, além da verdadeira semana do futebol e da família, foi também o momento de lançamento da Fundação do Futebol-Liga Portugal, cujo principal objetivo passa pelo desenvolvimento de ações no âmbito da responsabilidade social. Os protagonistas do desporto com maior número de adeptos em Portugal servirão para alavancar um conceito especial e que está assente em quatro “chaves”

de atuação: a inclusão social, as grandes causas humanitárias, a proteção de valores e a ciência e tecnologia ao serviço do futebol. No âmbito do lançamento da Fundação do Futebol-Liga Portugal, que aconteceu dia 20 de janeiro durante o arranque da Final Four, no centro da cidade de Braga, Pedro Proença visitou duas instituições de solidariedade social a quem serão, agora, entregues bens e serviços de acordo com as necessidades evidenciadas, e que resultaram dos donativos recolhidos durante a semana do futebol. O mealheiro social foi inaugurado simbolicamente pelo Presidente da Liga Portugal, Pedro Proença, pelo Presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e pelo Diretor de Marca e Comunicação dos CTT, Miguel Salema Garção. Durante os sete dias em que o futebol animou Braga, muitos foram os que passaram pela Tenda do Adepto, na Fan Zone, aproveitando para deixar contributos, de forma a ajudar o Centro Novais e Sousa e a Associação Pais em Rede, instituições que o líder da Liga Portugal visitou acompanhado do vice-presidente da edilidade bracarense, Firmino Marques, e da vereadora Sameiro Araújo. O mealheiro social “viajou” mesmo por vários locais e os adeptos foram correspondendo. Mas as ações não se ficaram por aqui. Também parte da receita da Corrida do Adepto e das entradas do Jogo das Lendas vão reverter para estas instituições de solidariedade social, bem como os fundos recolhidos através do leilão solidário. A Fundação do Futebol-Liga Portugal conta com o envolvimento das sociedades desportivas, stakeholders e adeptos em geral. A agregação é um dos valores que a Liga Portugal exibe e aquele que melhor exemplifica um projeto estruturado, embora ainda esteja a dar os primeiros passos. Estando certos do espírito solidário, a Fundação do Futebol-Liga Portugal aposta em iniciativas que possam ajudar a tornar a sociedade portuguesa mais justa e mais equilibrada.

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PROFISSIONALISMO

RESULTADOS DA AÇÃO NA FINAL FOUR RECOLHA REALIZADA PELA REFOOD

ÁREAS DE ATUAÇÃO Grandes Causas Humanitárias

Inclusão Social

EXCEDENTES ALIMENTARES RECOLHIDOS

476, 04 kg

Proteção de Valores

Essência da Fundação do Futebol Liga Portugal

1.ª MEIA-FINAL | Vitória FC - UD Oliveirense

169,87 kg

A Ciência e Tecnologia ao serviço do Futebol

2.ª MEIA-FINAL | Sporting CP - FC Porto

140,14 kg

A Final Four da Taça CTT foi palco de várias ações solidárias por parte da Fundação do Futebol-Liga Portugal. Uma das que maior impacto imediato teve, porque permitiu a distribuição de alimentos, foi a recolha feita pela Refood de Braga, que mobilizou 15 voluntários para trabalhar durante os três dias de jogos no Estádio Municipal de Braga, bem como por ocasião do jantar oficial, que decorreu a 26 de janeiro, véspera da final. Foram quase 500 quilos de excedentes alimentares recolhidos nas quatro ocasiões, o que permitiu ajudar 104 pessoas carenciadas de Braga, correspondentes a 47 famílias. Estes são números que orgulham a Liga Portugal, mas o espírito solidário é contagiante e a Fundação do Futebol promete muitas ações próprias ou em parceria para os próximos meses. Por uma causa nobre, por um futebol mais solidário.

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JANTAR OFICIAL

10,91 kg

FINAL | Sporting CP - Vitória FC

155,12 kg

FAMÍLIAS APOIADAS

47

NÚMERO TOTAL DE PESSOAS APOIADAS

104

LIGA-TE Nº2


PROFISSIONALISMO

POR UM FUTEBOL AINDA MAIS PROFISSIONAL

Pós-graduação em Organização e Gestão nasce de uma parceria entre a Universidade Católica e a Liga Portugal. Um fórmula de sucesso a prometer continuidade.

A

Liga Portugal e Universidade Católica Portuguesa apostaram, pelo segundo ano consecutivo, numa pós-graduação de Organização e Gestão no futebol profissional. O sucesso do primeiro ano levou a uma reedição, com a formação a ser lecionada também no Centro de Alto Rendimento do Jamor, em Lisboa, devido a uma parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). As ações decorrem de forma paralela com as que se realizam no Porto, e que têm lugar nas instalações da Universidade Católica, onde estão 36 formandos, que se juntam aos 21 de Lisboa. A pós-graduação, que teve início a 22 de setembro de 2017, tem respeitado o plano de estudos inicialmente traçado, embora tenham existido algumas sessões de temática extra, como a que aconteceu, a 26 de janeiro, no mini-estádio da Fan Zone, em Braga, no âmbito da Final Four da Taça CTT. Essa foi uma sessão para os formandos de Lisboa e Porto, na qual foi possível debater o “atual estado do futebol” e que decorreu em modo de mesa reLIGA-TE Nº2

donda. Maria de Fátima Ribeiro, coordenadora do curso, juntou-se a Pedro Proença, Presidente da Liga Portugal, Tarantini, jogador do Rio Ave, António Magalhães, Diretor do jornal Record, José Manuel Ribeiro, Diretor de O Jogo e Gonçalo Guimarães, Chefe de redação adjunto de A Bola. Sónia Carneiro, Diretora executiva da Liga Portugal

também esteve presente, num debate moderado por Manuel Queirós, jornalista e Presidente do CNID. Esta pós-graduação tem quatro planos de estudo (ver infografia) com variados assuntos que têm motivado os formandos, sendo que tem uma parte prática

Marketing e comunicação

Clubes e sociedades desportivas

Comercialização no desporto

Gestão e Contabilidade

TEMAS

Relação laboral desportiva

Justiça desportiva

Ética desportiva

Administração e responsabilidades nas sociedades desportivas 40

Organização das competições profissionais

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PROFISSIONALISMO bastante vincada). São muitas as Sociedades Desportivas a contribuírem de forma ativa com a dispensa de colaboradores que abordam as temáticas das respetivas áreas junto dos formandos. A professora catedrática, e coordenadora deste curso, Maria de Fátima Ribeiro acredita que, através desta pós-graduação, será possível dotar os responsáveis pelas Sociedades Desportivas de mais e melhores ferramentas técnicas em áreas fundamentais a quem

quer entrar ou reforçar a sua posição no futebol. Já Pedro Proença, presidente da Liga Portugal, espera que este curso ajude a uma “mudança de paradigma” no futebol profissional, que deve caminhar para um patamar de “excelência”. Por tudo isto, e por uma aposta rumo à profissionalização, o dirigente espera que esta pós-graduação fique “na história do futebol profissional português”. E para o ano há mais!

PLANOS DE ESTUDO

ORGANIZAÇÃO DAS COMPETIÇÕES PROFISSIONAIS I. Definição e enquadramento das competições profissionais II. Licenciamento de sociedades desportivas para participação nas competições profissionais III. Organização e gestão das competições profissionais IV. Interligação com outros agentes e organizações: clubes, autoridades, agentes de arbitragem e outros [LPFP] V. Impacto e aplicação das tecnologias [LPFP] a) Tecnologia aplicada à gestão de Clubes b) Tecnologias aplicadas ao scouting c) Tecnologias aplicadas à análise de jogo d) Novas tecnologias aplicadas à Arbitragem e) e-liga MARKETING E COMUNICAÇÃO I. Modelo de Marketing

MARIA DE FÁTIMA RIBEIRO*

II. Marketing Insights a) Insights dos consumidores b) Insights da Empresa c) Insights dos concorrentes d) Segmentação

III. Estratégia de Marketing a) Posicionamento b) Criação de Valor c) Marketing Mix d) Blended Marketing - o digital

IV. Comunicação institucional ENQUADRAMENTO JURÍDICO I. Clubes e sociedades desportivas (SAD e SDUQ) II. A comercialização do desporto a) Direitos de propriedade intelectual b) Apostas desportivas (incl. apostas online) III. Direitos de transmissão televisiva IV. Justiça desportiva a) Tribunal Arbitral do Desporto b) Regulamentos da LPFP

Qual a importância da pós-graduação em Organização e Gestão no futebol profissional para a Universidade Católica? E para o futebol português? A Universidade Católica Portuguesa tem densificado a sua oferta formativa em áreas que apresentam cada vez mais relevância social, mutidisciplinariedade e contributo para a formação ética. Esta Pós-Graduação integra-se claramente nesta estratégia. Por outro lado, ao nível do futebol português, ela vem responder, do modo mais adequado possível, às crescentes necessidades de profissionalização que se fazem sentir ao nível de organização e gestão. Mas são necessidades que não se sentem apenas em Portugal. De resto, posso adiantar em primeira mão que a UCP vai, precisamente, oferecer uma Summer School de carácter internacional, no próximo mês de Junho, intitulada “The Governance of Sports”. A adesão tem sido a esperada? A adesão tem ultrapassado o esperado. Trata-se de uma área na qual a necessidade de evolução já se faz sentir - e atravessa várias classes profissionais, uma vez que a procura inclui, nomeadamente, gestores, advogados, ex-jogadores, árbitros, jornalistas e estudantes. A aposta é para manter? Sim, a aposta é para manter, por muitas razões, de entre as quais posso destacar o facto de a mudança que se impõe, ao nível da profissionalização, não ser possível sem que a formação consiga atravessar gerações. Sendo a Universidade Católica um estabelecimento de referência, qual tem sido o feedback em relação a esta pós-graduação? O feedback tem sido muito positivo. E a experiência, para os professores e para mim, que ensino e sou responsável pela coordenação científica, tem sido muito gratificante. Esta adaptação a uma realidade de ensino “diferente” exige muito de um professor universitário, como facilmente se percebe, mas a receptividade dos nossos formandos e o seu sucesso têm feito com que esse esforço valha claramente a pena. Professora da Universidade Católica – Coordenadora da pós-graduação

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V. Ética desportiva a) Disciplina desportiva (regulamentação nacional, da UEFA e da FIFA) b) Lei antidopagem no desporto profissional – ADOP c) Corrupção no desporto profissional VI. Relação laboral desportiva a) Contrato de trabalho do praticante desportivo: CCT dos jogadores profissionais de futebol b) Contratação e transferência de jogadores de futebol (incl. fundos de investimento no futebol profissional) c) Contrato de trabalho dos treinavdores de futebol: CCT dos treinadores de futebol d) A condição jurídica dos árbitros de futebol e) Administração e responsabilidades nas sociedades desportivas (Deveres dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização (incl. na crise da empresa) f) Responsabilidade dos membros dos órgãos de administração (incl. gestores de facto) e de fiscalização (incl. na insolvência) g) Responsabilidade do sócio controlador e do sócio único das sociedades desportivas GESTÃO E CONTABILIDADE I. Comportamento organizacional a) Desafios da gestão de pessoas b) Liderança de equipas de trabalho c) Motivação, incentivos e satisfação d) Liderança e condução da mudança II. Compreensão do negócio a) Modelo de negócio b) Propósito estratégico (missão, visão, valores) III. Contabilidade e finanças empresariais a) O sistema de informação contabilística b) Análise Financeira i. Interpretação das principais demonstrações financeiras ii. Medidas de performance financeira IV. Contabilidade e controlo de gestão a) Conceitos e sistemas de custeio (produtos e serviços) b) Orçamentação (elaboração e execução) c) Centros de decisão e responsabilidade contabilística

LIGA-TE Nº2


PROFISSIONALISMO

EQUIPAS B CONFIRMARAM TALENTO E DERAM VISIBILIDADE À LEDMAN LIGAPRO PLANO B: Balanço positivo de 2012-2017

A

Liga Portugal apresentou, no início de fevereiro, o estudo “Plano B”, onde conclui pelo elevado sucesso, a todos os níveis, do ciclo 2012-2017 das equipas B, quer ao nível da formação e da proteção do jovem jogador português, quer em capítulos como a sustentabilidade da LEDMAN LigaPro e a rentabilização dos planteis das sociedades desportivas que “emprestaram” os seus emblemas à competição.

Este ciclo começou com seis equipas – SL Benfica, Sporting CP, FC Porto, Vitória SC, SC Braga e Marítimo M. –, com a particularidade de os “dragões” teLIGA-TE Nº2

rem conquistado o título nacional desta competição em 2015-16, contrastando com as despromoções dos vimaranenses (2012-13, mas regressados em 201415) e dos funchalenses (2014-15). A presença de emblemas de maiores dimensões na LEDMAN LigaPro conferiu mais visibilidade e retorno à competição e às marcas associadas, nomeadamente em termos mediáticos, com mais jogos transmitidos pela SportTV e pelos canais desses clubes. Aliás, o indicador AVE (Advertising Equivalent Value), que mede em função do que uma entidade teria que gastar em publicidade para se mostrar, é de cerca de 4,5 milhões de euros nos jogos que envolveram equipas B. Mas, focando apenas o desempenho desportivo e competitivo, após cinco anos de “Plano B”, conclui-se facilmente que o Talento do jovem jogador português foi potenciado por estas equipas: quase metade dos jogadores que foram campeões europeus em 2016, em França, passaram pelas equipas B. O contexto competitivo profissional, por ser mais exigente, foi estimulante para os futebolistas em final de formação e início de carreira profissional. Aliás, a média de idades dos jogadores das equipas B em 2016-17 foi de 20 anos. E em cada três, dois eram portugueses. 42

Por outro lado, fazendo-se as contas em euros, foram 375 milhões movimentados em transferências para o estrangeiro, nomeadamente para o top-3 das ligas europeias. Em 2016-17, 72 dos 365 jogadores em competição na Liga NOS jogaram nessas formações. Números contrastantes com o panorama em meados de 2012, no qual oito dos dez clubes europeus com maior percentagem de extracomunitários eram lusos, dado a procura no mercado sul-americano. Dentro de portas, e desde então, transferiram-se 159 atletas oriundos das equipas B, assim como a cedência por empréstimo de 172. A aposta no jovem jogador português repercutiu-se. Na época anterior, os plantéis profissionais secundários compunham-se por 66,5 por cento de portugueses.

EXIGÊNCIA PROFISSIONAL Este tipo de integração colocou promissores futebolistas a competirem sob uma regulamentação e um nível de exigência profissionais, em infraestruturas com um grau de desenvolvimento superior. Para as sociedades desportivas, a redução salarial, o fim de voláteis empréstimos, uma célere assimilação de ideologias clubísticas e a possibilidade de se www.ligaportugal.pt


PROFISSIONALISMO incluírem nos plantéis A assumiram-se como atrativos. A média de idades destes conjuntos tem diminuído, fixando-se, agora, nos 20 anos. Por isso, o número de inscritos sofreu uma redução – menos jogadores estrangeiros – aumentando o tempo de competição do “produto da casa”. E se falarmos em assimilação, os principais planteis A foram “alimentar-se” dos B com um nível bem interessante de aproveitamento: Vitória SC: 17, Sporting

CP: 14; SC Braga: 11, SL Benfica: 9, Marítimo M: 9 e FC Porto: 7. O SL Benfica é, por outro lado, o emblema que mais rentabilizou os seus jogadores. Só com nomes que passaram pela sua equipa B, os “encarnados” chegaram, durante esse ciclo, ao 213 milhões de euros em transferências, seguidos pelo Sporting CP (82) e FC Porto (41). Na LEDMAN LigaPro, destaca-se ainda um título de campeão do FC Porto B,

20 DOS 21 CONVOCADOS DA SELEÇÃO NACIONAL DE SUB-20, Que disputou em 2017 o Mundial na Coreia do Sul em 2017, jogavam em equipas B.

JOGOS TRANSMITIDOS DA LEDMAN LIGAPRO ÉPOCA

NÚMERO

JOGOS

JOGOS ENTRE EQUIPAS

JOGOS COM

EQUIPAS B

TRANSMITIDOS

DE NATUREZA

PARTICIPAÇÃO

DE 2ª LIGA

DE EQUIPAS B

2007-08 0

28

0

28

2008-09 0

29

0

29

2009-10 0

60

0

60

2010-11

56

0

56

2011-12 0

60

0

60

2012-13 6

112

36

76

2013-14 5

97

21 76

2014-15 6

110

19 91

2015-16

5

119

20 99

2016-17

5

126

41 85

0

em 2014-15, e cinco presenças dos seus “bês” no Top 5 da tabela classificativa. Por fim, dos 23 jogadores que se sagraram Campeões da Europa, em França, em 2016, nove passaram pelas formações B. Nas seleções mais jovens, em 2017, nove dos convocados para o Campeonato da Europa de sub-21, na Polónia, estiveram nos “bês”. No Campeonato do Mundo de sub-20, na Coreia do Sul, também no ano passado, dos 21 eleitos para a prova, apenas um não tinha estado numa equipa B. Nos sub-19, mais dez elementos.

FLUXO DE SUCESSO: CAMPEÕES DA EUROPA 2016

Do lote de 23 jogadores que se sagraram Campeões da Europa em França, em 2016 nove passaram pelas equipas B na etapa de integração no futebol profissional.

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EDUARDO

JOÃO MÁRIO

RAFA

JOSÉ FONTE

CRISTIANO RONALDO

VIEIRINHA

RICARDO QUARESMA

ANDRÉ GOMES

RENATO SANCHES

Equipas B

LIGA-TE Nº2


PROFISSIONALISMO

GIL VICENTE FC E "OS BELENENSES"

SELAM ACORDO HISTÓRICO GILISTAS NA LIGA NOS EM 2019-20

A

pós mais de uma década entre recursos judiciais comuns e desportivos, o Gil Vicente FC e Os Belenenses assinaram, na sede da Liga Portugal, um princípio de acordo que permitirá à sociedade desportiva de Barcelos a promoção automática à Liga NOS na época 2019-20. O acordo foi subscrito pelos presiden-

tes das duas sociedades desportivas, Francisco Dias da Silva e Rui Pedro Soares, respetivamente, sob o testemunho do Presidente da Liga Portugal, Pedro Proença. “Trata-se de um acordo histórico, que põe fim a um diferendo que durava há 12 anos. A boa vontade de ambas as sociedades desportivas foi notória e a Liga Portugal irá monitorizar todos os

passos, de ora em diante, no sentido da resolução definitiva nas várias instâncias”, resumiu, então, o presidente do organismo que tutela o futebol profissional. Para Pedro Proença, o entendimento entre o Gil Vicente FC e Os Belenenses “fecha uma página do passado do nosso futebol e é a prova das capacidades agregadoras da Liga de hoje”.

COMISSÃO DE INSTRUTORES CONCLUIU 18 PROCESSOS EM MÊS E MEIO A Comissão de Instrutores da Liga Portugal concluiu, no período compreendido entre 15 de dezembro e 30 de janeiro, um total de 18 processos, designadamente 10 processos disciplinares e oito processos de inquérito. Por comparação face aos períodos homólogos das épocas anteriores e tendo por referência a data de 30 de janeiro, verifica-se um acréscimo no número total de processos instaurados, concretamente de 58% face à época 2016-17, de 94% face à época 2015-16 e de 183% face à época 2014-15. A 09 de fevereiro, data da consulta dos dados para inclusão na presente notícia, a Comissão de Instrutores tinha já concluído 75% do número total de processos instaurados na presente época desportiva.

58%

94%

face à época 2016-17

face à época 2015-16

183%

face à época 2014-15


AGREGAÇÃO

AFONSO, O “MODRIC” DAS AVES


AGREGAÇÃO

Q

“Eu foco-me no Modric. É o meu jogador favorito. Acho que, na forma de jogar, somos um pouco parecidos. (...)"

uando o conceituado internacional croata Luka Modric foi descoberto, há 10 anos, pelo scouting do Tottenham, o que mais impressionou no então médio do Dínamo de Zagreb foi a sua capacidade para forçar os adversários a passarem a bola para o lado ou para trás e, também, o facto de o seu primeiro toque ser quase sempre para o espaço. Anos mais tarde, o dirigente responsável pela contratação do jogador pelo clube londrino, Damien Comolli, reconhecia em entrevista que as capacidades de Modric não eram avaliáveis pelos dados estatísticos com que habitualmente analisava a qualidade dos jogadores. Afinal de contas, o atual médio do Real Madrid fazia poucos golos e não se destacava pelo número de recuperações. O maior talento de Modric, indetetável pelo melhor dos estatísticos, estava no seu posicionamento a meio campo e o resultado era um talento invulgar para concretizar passes para a frente. Por essa altura, o Afonso teria apenas três anos de idade. Uma década passada, o jovem capitão da equipa de sub-13 do Clube Desportivo das Aves não hesita quando se trata de identificar o seu ídolo. “Eu foco-me no Modric. É o meu jogador favorito. Acho que, na forma de jogar, somos um pouco parecidos. Jogamos na mesma posição e temos as mesmas referências. Eu sou um jogador que gosta mais de dar a marcar do que de marcar. Portanto, acho que sou um jogador de distribuição”, diz à LIGA-TE, no final de mais um treino no Centro de Formação clube da Vila das Aves. Entre os cerca de 300 atletas que integram as 16 equipas dos escalões de formação do CD Aves, desde os Petizes (sub-6 e sub-7) até aos Juniores “A” (sub-19), o Afonso destaca-se não só pela qualidade enquanto futebolista, mas também por ser, entre todos, o que melhores resultados escolares apresenta. Frequenta o 7º ano e, “para ele, uma nota abaixo de 5 é negativa”, explica o pai, Manuel Correia. Daí que a quantidade de cincos transformem a pauta numa louvável monotonia. E o futebol não é fator de distração, bem pelo contrário. “É aquela alegria que eu tenho, dá vontade de fazer tudo e fico feliz ao fazê-lo, o que me dá mais felicidade para o resto do dia e para os estudos”, confessa o Afonso.

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AGREGAÇÃO

PROJETO “PLAY AVES”

DISTINGUE MÉRITOS DOS ATLETAS

O

desempenho escolar dos seus jovens atletas é, aliás, uma prioridade na política de formação do CD Aves que criou, em 2014, um projeto-programa denominado “Play Aves”, com implementação prevista até 2020 e que visa a educação cívica e a promoção do desenvolvimento de atitudes e valores desportivos, pessoais e sociais. Uma das novidades deste programa foi a introdução de um Quadro de Mérito

Joaquim Neves Vice-Presidente

Miguel Marques

Coordenador da Formação

Desportivo, que anualmente distingue com um prémio um atleta de cada escalão que se tenha destacado naquelas qualidades, conforme explica o coordenador-técnico da formação, Miguel Marques. “No nosso regulamento interno, todos os atletas são obrigados a entregar uma fotocópia das notas escolares, para nosso controlo. Porque defendemos que não interessa apenas www.ligaportugal.pt

a parte desportiva, mas também as atitudes, os valores e o desempenho escolar”, que para Miguel Marques deve ser prioritário nestas faixas etárias. Além disso, é estabelecida “uma relação com as escolas onde os atletas estudam”. O objetivo é, através de um contacto permanente entre o clube, os diretores escolares e os encarregados de educação, “melhorar casos com mais dificuldades” nos estudos. Paralelamente, o CD Aves tem vindo a investir no apoio à formação, que se traduz também na criação e melhoramento das infraestruturas desportivas. Joaquim Neves, antigo jogador de futebol e atual vice-presidente, destaca o facto de o clube ter conseguido, nos últimos sete anos, “elevar os patamares da formação”, ao ponto de, atualmente, ter a equipa de Juniores “A” (sub-19) a disputar a primeira divisão nacional. “Conseguimos criar condições para pôr o projeto da formação de pé e ser consistente”, sublinha. Num dos dois relvados sintéticos do Centro de Formação, o treinador da equipa de sub-13, Carlos Fernandes, explica que o trabalho feito neste escalão tem como principal objetivo aproveitar as capacidades de rápida aprendizagem dos atletas nesta idade. “É um escalão onde trabalhamos ao nível da adap47

tação ao espaço”, na transição do futebol de 9 para o de 11, bem como “princípios ofensivos e defensivos básicos”. A nível técnico, o treino foca-se na “relação com a bola, a nível de fintas e de coordenação, e na bilateralidade”. Afonso, que elege a Matemática como disciplina favorita, compreende bem estas necessidades. E estabelece até uma relação entre a disciplina e o futebol: “É a forma como eu penso. Tem tudo a ver. Ler o jogo, tentar ler o exercício e procurar resolvê-lo. É como o futebol”. Carlos Fernandes Treinador da Equipa de Sub 13

ASSISTA À REPORTAGEM COMPLETA NA LIGA TV


AGREGAÇÃO

“TEMOS UMA ESTRUTURA

DIFERENTE E COMPETENTE” Tornar o Rio Ave FC mais reconhecido e profissional tem sido o grande objetivo de António Silva Campos, o presidente que nasceu há 56 anos em Vila do Conde

Q

ual o momento mais marcante desde que assumiu a direção do seu clube? O momento mais marcante foi aquele jogo que ditou a passagem à fase de grupos da Liga Europa, no jogo com o Elfsborg, aqui em nossa casa. Aquele minuto 92, com o golo do Esmael... foi a maior alegria que tive. Poucos anos antes o nosso objectivo era a manutenção. Havia aquela “tradição de ao fim de dois anos na primeira Liga o Clube descer de escalão. Alterar esta “cultura” de lutar pela manutenção (havia até um prémio de manutenção), definir novos objectivos que passam pela afirmação na primeira metade da tabela e espreitar os lugares europeus e depois ver a equipa a chegar ao playoff e passar à fase de grupos foi... algo LIGA-TE Nº2

difícil de descrever. Depois recordo o ambiente fantástico num estádio cheio naquela noite, com o golo... aquela explosão de alegria... indiscritível. O que diferencia o Rio Ave FC dos demais? Temos um caminho próprio, objetivos bem definidos, um clube sustentado e que, nos últimos anos, trabalhou para ter uma organização profissional. Não menosprezando as anteriores direções, o Rio Ave FC era um clube que vivia o momento e geria as dificuldades. Continuamos a viver com dificuldades, mas criámos uma estrutura organizacional diferente e competente e os resultados começaram a aparecer. Fomos melhorando passo a passo todos os departamentos e as instalações e isso tem-nos dado essa diferenciação. 48

E como vê o daqui a cinco anos? Gostaria de ver o Rio Ave FC daqui a cinco anos com umas instalações condignas e muito melhoradas onde os sócios se sentissem confortáveis nos jogos e a acompanhar a vida do seu clube. Neste momento o nosso estádio tem mais de 30 anos, com pouco conforto, ventoso e pouco cativante para os sócios. O futebol é um desporto de inverno e nos dias mais frios e chuvosos gostaria de poder ter outras condições mais confortáveis para eles nos acompanharem mais. Quais os grandes objetivos do Rio Ave FC para esta temporada? Os objetivos já vêm do projeto de há uns anos. Conseguir ficar nos 8 primeiros lugares para solidificar este estatuto de clube de referência na 1ª Liga. Procurar sempre espreitar a possibilidade de chegar aos lugares de acesso à Europa para solidificar um estatuto de respeito lá fora e encarar todas as competições www.ligaportugal.pt


AGREGAÇÃO

como objetivo positivo e com ambição. Que passos podem ser dados para promover uma maior sustentabilidade e competitividade da competição? Para ser mais competitiva tem de haver mais igualdade e equidade entre as equipas que estão no campeonato. Há uma diferenciação muito grande entre os ditos três grandes e os outros, até com esta nova definição de G15 ou G13 ou o que seja. São essas desigualdades, que se discutem no momento, que devem ser ultrapassadas. Tenho a consciência que não nos podemos equiparar totalmente aos ditos grandes ou até a outros, como o Vitória SC ou SC Braga na dimensão das suas massas associativas ou até de marca, mas não pode existir tanta desigualdade. Basta constatar que os valores dos contratos dos direitos televisivos conseguem ser dez a quinze vezes superiores deles para os restantes. É uma disparidade enorme. Tem de haver um regime mais proporcional para www.ligaportugal.pt

debelar essa desigualdade. É certo que cada clube negociou o seu contrato. Não foi possível na altura a concentração dos direitos, porque cada um resolveu negociar individualmente e isso acabou por originar este fosso tão grande, o que não acontecerá tanto se existir um equilíbrio na distribuição das verbas dos direitos televisivos. Isto irá garantir mais sustentabilidade e consequentemente mais competitividade a este campeonato, porque permite outra gestão de contratações de profissionais com mais qualidade, por exemplo. Depois haverá outros pormenores que estão a ser discutidos para serem levados a sede de Assembleia Geral e que poderão ser importantes para eliminar as desigualdades. Complete a seguinte frase: tendo como marca que o distingue o talento, o futebol português deve, a médio/longo prazo, caminhar para o Sucesso

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RIO AVE FC Fundação: 10/05/1939 (78 anos) Estádio do Rio Ave Futebol Clube Inaugurado a 13/10/1984 Lotação: 8957 lugares

PALMARÉS

1 1 1 1

2.ª divisão de Honra (1995-96) II Liga (2002-03) 2.ª Divisão B (1985-86) 3.ª Divisão (1976-77) LIGA-TE Nº2


AGREGAÇÃO

“SANTA CLARA E OS AÇORES DÃO DIMENSÃO HUMANA AO FUTEBOL”

Q

ual o momento mais marcante, desde que assumiu a direção do seu clube? O momento mais marcante foi o da minha eleição, numa altura que lutamos pela democracia, e poder devolver o clube aos sócios. Foi duro. Cresci a ver o Santa Clara a jogar. Eu, o meu pai, o meu tio, e vários amigos íamos a pé, desde São Roque, ver os jogos ao Estádio de São Miguel. Era um momento de convívio. A minha mãe trabalhava no Estádio, e eu ajudava a arrumar as cadeiras e a limpar as mesas. Cresci a sentir este clube, a amar a minha Região. Uma honra e um orgulho ser o Presidente deste clube quase centenário. Depois, tivemos a difícil manutenção da equipa há dois anos, num ano que desceram 5 equipas, o voltar dos sócios e simpatizantes ao Estádio, a homenagem a antigas glórias do clube votadas ao esquecimento. Os clubes vivem das pessoas, dos adeptos... os açorianos adoram o futebol (estamos no Top 3 de assistências daLEDMAN LigaPro). O que diferencia o Santa Clara dos demais? Quando joga o Santa Clara, jogam os Açores, jogam os açorianos e as açorianas. O Santa Clara, enquanto instituição, tem uma cultura de respeito e de amizade com todos, sendo acarinhado por todos os clubes, dirigentes e demais massa associativa do futebol português. Mais do que um Clube, o Santa Clara é o embaixador de uma Região. 9 Ilhas de Portugal, 220 mil pessoas incluindo as milhares e milhares de pessoas que nos acompanham na diáspora e em Portugal continental. O Santa Clara e os Açores dão geografia e dimensão humana ao futebol português. O futebol português precisa da presença, nas competições profissionais, de clubes de todo o País. Do Norte a Sul, do interior profundo, passando pelo Arquipélago da Madeira e dos Açores. E como vê o daqui a cinco anos? Em primeiro lugar, O Santa Clara e os Açores terão de estar na Primeira Liga. O futebol português só se tornará, um pouco mais completo quando isso acontecer. Há que trabalhar intensamente e de forma humilde para tornar este objectivo realidade. Já passaram muitos anos em que, também, por culpa própria, fomos votados ao esquecimento. Mas nós estamos aqui. Iremos escrever a nossa história: os Açores na Primeira Liga. Em segundo lugar, os Açores precisam, com urgência, de criar uma Academia de Apoio ao Futebol e www.ligaportugal.pt


AGREGAÇÃO ao atleta açoriano, dotado de campos relvados e um conjunto de infraestruturas desportivas de apoio que permitirá, por um lado, reter talento regional das nove ilhas (que temos muito!), e por outro a realização de estágios internacionais nos Açores. Além disso, podemos desenvolver a vertente educacional dos jovens açorianos, complementando também a oferta em termos de medicina desportiva. Já sensibilizámos o Governo Regional dos Açores e a autarquia de Ponta Delgada, neste sentido. A verdade é que o novo Pauleta anda por aí, feliz, a jogar à bola, num pedaço de ilhéu, olhando a imensidão do mar, à espera que o encontremos. Da nossa parte tudo faremos para que os Açores e os açorianos apanhem este comboio: a criação de jovens talentos açorianos. Quais os grandes objetivos do Santa Clara para esta temporada? Os grandes objetivos do Santa Clara para esta época são: 1.º - a consolidação do nosso processo de saneamento financeiro; 2.º - o reforço da credibilização juntos dos seus sponsors, adeptos e sócios; 3.º - a subida de divisão; 4.º - lançar as bases sociais para o nosso projeto de Academia em parceria com o Governo Regional dos Açores. Que passos podem ser dados para promover uma maior sustentabilidade e competitividade da competição? 1. Consolidação do processo de reformulação do quadro competitivo com 18 equipas; 2. Melhoramento das infraestruturas dos Clubes; 3. Reforço do “compliance” financeiro junto dos Clubes/SAD’s; 4. Internacionalização da Competição; 5. Criação de um canal para transmissão dos jogos da 2ª Liga; 6. Manutenção das Equipas B. Condição essencial para a sustentabilidade da 2º Liga. Complete a seguinte frase: tendo como marca que o distingue o talento, o futebol português deve, a médio/longo prazo, caminhar para:

SANTA CLARA Fundação: 21/06/1927 (90 anos) Estádio do São Miguel Inaugurado em 1930 Lotação: 12.500 lugares

PALMARÉS

1 1

II Liga (2000-01) 2.ª Divisão (1997-98)

Rui Melo Cordeiro assumiu a presidência do Santa Clara em 2015 e tem um objetivo bem claro: voltar a colocar o arquipélago no mapa principal do futebol português

PACIFICAÇÃO E UNIÃO Os talentos só se desenvolvem, plenamente, num clima de paz. Os Clubes, além de formar atletas profissionais, também, ajudam a formar Homens. Os jovens talentos de hoje serão os Homens de amanhã. Os presidentes e dirigentes, dos Clubes têm de dar o exemplo. Rivalidade sim. Ódio não. O futebol serve para unir.

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AGREGAÇÃO

NOTÍCIAS EM PARCERIA ESTRATÉGICA A Liga Portugal e a consultora EY estabeleceram uma parceria estratégica com vista à elaboração de um anuário sobre a sustentabilidade do Futebol Profissional em Portugal e à elaboração e monitorização do Plano Estratégico e do Business Plan da Liga para o horizonte temporal dos próximos 2+4 anos. O anuário, cuja primeira edição, relativa à época desportiva 2016-17, será apresentada em março, tem como principal objetivo a análise, numa perspetiva global, do setor do Futebol Profissional português. Esta análise será baseada na informação financeira e na sua respetiva evolução e apresentará, ainda, uma avaliação da evolução dos principais indicadores das sociedades desportivas e as principais tendências do setor. O documento pretende apresentar os indicadores competitivos e financeiros das três competições organizadas pela Liga Portugal (Liga NOS, LEDMAN LigaPro e Taça CTT), inteirando-se sobre dados como a evolução das fontes de receita e despesa, do saldo de transferências, do lucro das sociedades desportivas, da estrutura de capital e dos rácios financeiros. O relatório fará ainda uma avaliação dos indicadores económicos da Liga NOS, analisando o seu valor acrescentado, a criação de emprego, o impacto fiscal dos clubes e jogadores, o apoio social e comunitário e os impactos indiretos desta competição. Este estudo sobre a real dimensão do Futebol Profissional português, em números, tem como objetivos principais a promoção de uma maior transparência financeira, contribuir para tomadas de decisão informadas por parte dos stakeholders-chave do setor e atrair um maior número de investidores estrangeiLIGA-TE Nº2

ros com base na criação de uma informação financeira com um nível mais elevado de detalhe. No âmbito da mesma parceria estratégica, a EY vai também apoiar a Liga Portugal na preparação do seu Plano Estratégico e Business Plan para o horizonte temporal dos próximos 2+4 anos, bem como na monitorização da sua implementação.

LEDMAN “BATIZA” A LIGAPRO HÁ DOIS ANOS 11 de fevereiro de 2016 marca a data em que a LigaPro, competição que dá acesso ao escalão primodivisionário português, foi “apadrinhada” pela LEDMAN, tornando-se “naming sponsor” da prova, que se passaria a chamar LEDMAN LigaPro. A multinacional tecnológica chinesa da área da optoelectrónica patrocina a competição há mais de dois anos, num acordo que garante um valor superior àquele angariado nos últimos 15 anos de competição. A ligação entre a Liga e a LEDMAN pretendia promover a valorização da prova, quer a nível financeiro, quer a nível mediático, e os resultados estão à vista de todos. Alicerçada num novo modelo competitivo, a LEDMAN LigaPro tem sido um caso de sucesso, com o aumento do número de transmissões televisivas, com o aumento do interesse mediático na prova, assim como pela revelação dos novos talentos do futebol nacional. Esta parceria fomentou a abertura do futebol profissional português a um grande mercado de 1,3 biliões de pessoas, que pretende valorizar as competições, os jogadores, treinadores e árbitros portugueses. O acordo é uma fortíssima prova da vitalidade da Liga, das competições e do futebol português, pois tem permitido aos nossos clubes um contributo significativo para a sua sustentabilidade e credibilização. 52

SELEÇÃO NACIONAL DE FUTSAL

CONQUISTA A EUROPA A Seleção Nacional de futsal sagrou-se, a 10 de fevereiro, Campeã Europeia da modalidade, ao vencer a Espanha, por 3-2, em Ljubljana, na Eslovénia, alcançando o primeiro título europeu do currículo. Ricardinho, considerado o melhor jogador do Campeonato da Europa, adiantou os portugueses aos 59 segundos da primeira parte, com a igualdade espanhola a surgir a um minuto do intervalo, por Tolrá. Na segunda parte da final, a heptacampeã Espanha efetuou a reviravolta no marcador, com um golo de Lin, mas Bruno Coelho, perto do final do tempo regulamentar, fez o seu primeiro tento no jogo, o segundo de Portugal. O jogo decisivo da prova decidiu-se no último minuto do prolongamento, com um “golo de ouro” de Bruno Coelho, que, na cobrança de um livre direto, bisou. Em Ljubljana, na Eslovénia, a Seleção Nacional conquistou, pela primeira vez, o Campeonato da Europa de futsal, no qual participaram 12 equipas, distribuídas, inicialmente, por quatro grupos. Até chegar à final, Portugal derrotou, na fase de grupos, a Roménia (4-1) e a Ucrânia (3-5), seguindo-se o Azerbaijão (8-1), nos quartos-de-final, e a Rússia, nas meias-finais da prova (2-3).

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AGREGAÇÃO Por Duarte Gomes

m ano zero, nunca é demais aproveitar cada oportunidade para esclarecer o mundo do futebol sobre os vários aspetos relacionados com o Projeto Videoárbitro.

pé de pénalti). Por outro lado, estão dispensados de o fazer se o erro detetado for objetivo, factual (por exemplo, defesa que evita claramente um golo com a mão).

tecer, embora esteja previsto no protocolo) ou seguir a tal recomendação do VAR. 3) Qualquer jogador que faça o sinal do écran com as mãos, tentando induzir o árbitro à consulta, tem que ser advertido (cartão amarelo). Acontecerá o mesmo ao jogador que tente espreitar as imagens, que se aproxime da zona de visionamento a curta distância ou que tente influenciar o árbitro a decidir num determinado sentido. Perante as mesmas circunstâncias, os treinadores e demais elementos técnicos também estão sujeitos à ação disciplinar. 4) Em princípio, um jogo não será anulado ou repetido devido a falha do sistema tecnológico ou a errada aplicação do protocolo (por ação ou omissão), por parte do VAR ou do árbitro. Isso só aconteceria em situações de exceção (resultado de um erro de direito). Quer isso dizer que se, por exemplo, um

Ficam algumas dicas sobre questões previstas no protocolo, que ainda podem suscitar algumas dúvidas: 1) O VAR só recomenda ao árbitro que altere uma decisão ou que reveja as imagens junto ao relvado se, na sua opinião, este tiver cometido um erro claro e evidente. Os árbitros têm instruções para rever as imagens se o lance for subjetivo ou de pura interpretação (por exemplo, carga nas costas passível de eventual ponta-

2) O árbitro que está no terreno de jogo tem sempre que tomar uma decisão (de punir ou não punir). Não pode parar o jogo e esperar que o VAR lhe diga o que fazer. Por exemplo, num lance de dúvida numa área, não é permitido que interrompa a partida e peça apoio ao colega que está na Cidade do Futebol. Tem que decidir primeiro e, tendo dúvidas, fazer depois uma de duas coisas: ver a imagem por sua iniciativa (raro acon-

árbitro decidir recorrer ao VAR para exibir um cartão amarelo ou assinalar um pontapé livre (situações que fogem ao protocolado), não pode haver recurso, por se tratarem de eventuais erros de facto. 5) O projeto não prevê que os treinadores solicitem ao árbitro a video-revisão de um incidente, porque só são analisados os lances de erro claro e evidente e esses não podem ser vistos, “in loco”, por quem dirige uma equipa. Esse é o

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Ainda o VAR... LIGA-TE Nº2

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AGREGAÇÃO argumento defendido pelo IFAB ao impedir, nesta fase, essa opção. 6) Por regra, e como já aqui se sublinhou em artigo anterior, os incidentes do protocolo devem ser revistos desde o momento em que começou a posse de bola atacante que conduziu ao lance. Recentemente o IFAB esclareceu aos árbitros portugueses que a "fase de ataque" consiste numa jogada que vá rapidamente em direção à baliza adversária. Esta clarificação terá surgido como resposta às equipas que praticam o estilo de jogo que conhecemos como "tiki taka" (vários minutos sucessivos de posse de bola). Nesse sentido, esclareceram ainda que uma equipa que esteja de posse de bola e escolha atrasá-la para o seu próprio meio-campo, elimina - para efeito de revisão - as infrações ocorridas até então. É como se nova jogada começasse a contar a partir de nova saída para o ataque. Já se sabia, mas reforça-se: se na fase de construção atacante, o guarda-redes adversário defender um remate, a bola ressaltar/tocar num defesa ou este cortá-la (aliviá-la) e esta não chegar/não for controlada por outro colega, considera-se que estamos perante a mesma jogada. Entende-se aí que a equipa defensora tocou na bola mas não a controlou, não a teve em sua posse. Claro está que, quando a equipa que defende fica com posse de bola efetiva, começa nova jogada (para efeitos de revisão do lance, via VAR). 7) Há um momento em que não é ne-

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cessário rever todo o lance: quando se trata de jogada passível de cartão vermelho direto (por conduta violenta ou falta grosseira). Nesses casos de exceção só a infração em si é revista (o enquadramento/legalidade de toda a jogada são irrelevantes face à gravida-

de fora-de-jogo nem pode consultar as que constam nesse écran. Quer isso dizer que jamais poderá intervir em matéria de foras-de-jogo (em lances que resultem em pontapés de penálti ou golo), a menos que o erro cometido pelo árbitro assistente tenha sido

de disciplinar do ato em si). 8) O VAR tem acesso a todas as imagens de todas as câmaras disponibilizadas pelo operador, para cada jogo. No entanto, embora disponha de uma TV que disponibiliza imagens do jogo tal como ele é emitida ao público, não tem acesso oficial a linhas tecnológicas

óbvio e evidente para si. De outro modo, valerá sempre a decisão que a equipa de arbitragem tomou em campo. Voltaremos em breve para mais esclarecimentos.

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AGREGAÇÃO

SOCIEDADES DESPORTIVAS FILIPE SILVA REELEITO LÍDER DO U. MADEIRA

Filipe Silva foi reconduzido, a 31 de janeiro, para um segundo mandato enquanto presidente do Conselho de Administração da SAD do U. Madeira até ao ano 2020, sociedade desportiva que compete, atualmente, na LEDMAN LigaPro. O dirigente português foi o único a candidatar-se ao cargo, recebendo 69 por cento dos votos dos sócios do emblema insular, aos quais Filipe Silva revelou as linhas mestras dos próximos três anos. Uma “aposta forte na formação e no merchandising, de forma a obter receita”, a “estabilização da tesouraria” e a “entrada de um investidor com o qual já existem negociações avançadas”, são os desejos estruturais do responsável, visando um “grande” objetivo desportivo, que passa por levar “o U. Madeira de novo à Liga NOS [em 2018-19].” O Conselho de Administração do emblema insular, liderado então pelo presidente reeleito, será composto por Aurélio Sousa, na área financeira, e Tomás Faustino, na vertente administrativa. Na mesa da Assembleia Geral da So-

ciedade Desportiva permanecem o presidente Estanislau Barros e o vice-presidente Miguel Freitas, sendo Danilo Melim o novo vogal. Desde 2013 que Filipe Silva preside ao clube madeirense, tendo como principal feito a subida à Liga NOS em 2014-15, 20 anos após a última participação nesse escalão.

VARZIM SC RENOVA O ESTÁDIO

O Conselho Varzinista, órgão do Varzim SC, consentiu, a 9 de fevereiro, um projeto diretivo de alterações estruturais no estádio da sociedade desportiva, empreitada “prevista para as próximas épocas desportivas”. O planeamento das intervenções foi divulgado após uma reunião do órgão consultivo do emblema poveiro – composto por sócios –, necessitando, de uma ratificação em Assembleia-Geral. "Foi dado o primeiro passo para o futuro do Varzim SC. Com a disponibilidade de todas pessoas e a sua confiança, acredito que vai ser um projeto muito bonito

MUDANÇA DE TREINADORES NA LEDMAN LIGAPRO

Alexandre Santos

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à imagem deste clube", afirmou Pedro Faria, presidente do Varzim SC. Além da recuperação e transformação das bancadas, balneários, zonas de imprensa, acessos e áreas públicas, o projeto contempla ainda a construção de uma área comercial e habitacional no campo de treinos contíguo. Também na mesma reunião do Conselho Varzinista se conheceu a idealização da academia própria do clube, prevendo a construção de três campos relvados, áreas de treino e uma unidade de alojamento para os jogadores da sociedade desportiva.

A época é longa no futebol e por vezes, é necessária a injeção de “sangue fresco” na orientação das equipas. Novos objetivos, novos projetos, novos desafios, ambições renovadas. Nos últimos meses foram cinco os novos timoneiros de equipas da LEDMAN LigaPro. Vasco Seabra apresentou-se ao serviço do FC Famalicão, depois de ter orientado o FC Paços de Ferreira. Francisco Chaló chega ao Leixões SC, depois de ter orientado o Académico de Viseu, 56

SC Covilhã, FC Penafiel e CD Feirense. Manuel Cajuda viria a substituir Chaló no cargo de treinador do conjunto viseense, regressando a Portugal depois de uma passagem pelo futebol da China, dos Emirados Árabes Unidos e pela Tailândia. Alexandre Santos conseguiu a sua oportunidade de treinar uma equipa principal pela primeira vez, tendo o Real SC aberto a porta dessa possibilidade, depois de ter sido adjunto no SC Braga, FC Porto e no Al-Ahly do Egito. Já Paulo Alves regressa a uma casa que conhece bem, a Barcelos, onde é o novo treinador do Gil Vicente FC.

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PARCEIROS BITMAKER NO TOP-25 DE EMPRESAS SCALE-UP EM PORTUGAL A Bitmaker, empresa portuguesa de software, design e negócio, foi considerada, pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia, como a 13.ª melhor scale-up no país, em 2017, num restrito ranking de 25. A distinção surgiu no âmbito do programa “Building Global Innovators” do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, dos Estados Unidos da América. Parceira da Liga Portugal na criação do ecossistema e-Liga, a Bitmaker trabalha com empresas de diversos países, entre elas a norte-americana Cisco, a britânica Foehn, a alemã Adlicious e a Sodexo, de França.

Fruto dessa parceria, a Liga Portugal é detentora de uma plataforma mundialmente inovadora de gestão das competições profissionais e do próprio jogo. A Bitmaker direciona-se para o desenvolvimento, através do uso da tecnologia e software, de modus operandi de organizações e empresas, com vista ao melhoramento de performances e rentabilidade de processos.

do desporto, uma das mais importantes áreas económicas e sociais da vida. Embora seja indiscutível que as questões desportivas deveriam ser regidas sob a autonomia privada das associações desportivas, existem numerosas áreas onde a interseção entre o interesse pú-

blico e autonomia privada tem ou já desencadeou formas de intervenção pública ou levantaram as reivindicações de maior escrutínio público. Isso cria desafios importantes para todos os envolvidos na gestão específica: associações desportivas, equipas, empresas, jogadores, agentes e aqueles que os supervisionam.

BRAVER PARCEIRO NA FINAL FOUR Parceiro da Liga Portugal na elaboração dos mais variados conteúdos de vídeos produzidos na Final Four da Taça CTT, a Braver prestou um serviço de excelente qualidade na captação e edição dos melhores momentos da semana do futebol.

Foram mais de 30 horas de gravação que, depois de editados, foram capazes de transmitir, a quem assistia, a festa que se viveu naquela semana na cidade de Braga. A Braver é um grupo de media que interage com milhões de pessoas em todo o mundo. O seu sucesso resulta de seus funcionários, atividades diversificadas e compromisso com a excelência. A empresa oferece uma gama de serviços, tais como a criação de soluções tecnológicas, gestão de atletas de elite, a promoção de grandes concertos e festivais de música, assim como a produção de conteúdo de media para empresas e eventos em todo o mundo.

UNIVERSIDADE CATÓLICA LANÇA CURSO DE VERÃO A Universidade Católica Portuguesa, através da Summer School, vai oferecer a oportunidade de conhecer uma variedade de questões de gestão pública e privada no desporto: desde questões éticas ou de direitos humanos à arbitragem; de gestão de equipas ou questões de concorrência ao desenvolvimento e aplicação de princípios de boa gestão. As aulas serão dadas por um grupo de palestrantes entre os melhores e mais experientes no mundo da gestão www.ligaportugal.pt

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FICHA TÉCNICA

LIGA-TE: EDIÇÃO 002 DIREÇÃO: Pedro Proença EDITORA: Vanda Cipriano REDAÇÃO: António Barroso, Pedro Bessa, Nuno Teixeira e Hugo Lopes FOTOGRAFIA: Hernani Pereira, Gualter Fatia e Luís Vieira DIREÇÃO COMERCIAL E PATROCÍNIOS: Susana Rodas DESIGN E PAGINAÇÃO: Adriano de Carvalho IMPRESSÃO: Grega - Artes Gráficas TIRAGEM: 500 exemplares PERIOCIDADE: bimestral


Rua da Constituição 2555 4250-173 PORTO

T: +351 228 348 740 www.ligaportugal.pt


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