2aedição Época 2017-18
Anuário do Futebol Profissional Português ey.com #anuario201718
Conteúdos 04
Mensagem do Presidente da Liga Portugal
05
Mensagem da EY
06
Época 2017-18 Revista
08
Capítulo 1: Liga Portugal
18
Capítulo 2: Impacto do Futebol Profissional
26
Capítulo 3: As Competições da Liga Portugal
66
Capítulo 4: Futebol hoje
PREFÁCIO
(R)EVOLUTION O Anuário do Futebol Profissional é um documento fundamental para percebermos a realidade desta indústria em Portugal e os respetivos impactos económicos e financeiros no país. Compreender o passado e o presente é a melhor forma de anteciparmos o futuro.
A Indústria do Futebol
Pedro Proença Presidente da Liga Portugal
4
Pelo segundo ano consecutivo, a Liga Portugal apresenta este Anuário, desenvolvido pela EY, uma das maiores consultoras do mundo, que analisa o Futebol Profissional português numa perspetiva económica e financeira, permitindo-nos, também, compreender a dimensão deste setor e o seu posicionamento na economia nacional, na época 2017-18. Aqui estão refletidos os impactos das competições profissionais – Liga NOS, LEDMAN LigaPro e Taça da Liga – que vão muito para além da sua crescente competitividade e da promoção do Talento, designadamente de jogadores, treinadores e restantes agentes desportivos. Este documento é o resultado de uma aposta da atual Direção da Liga Portugal, no sentido de ser disponibilizada informação de forma organizada e sistematizada acerca desta indústria geradora de riqueza e criadora de cerca de dois mil postos de trabalho em todo o país. A Liga olha hoje para o futuro com otimismo fundamentado pois, além do mais, assegurámos a excelência na organização, refletida no facto de ser a única liga europeia certificada pela norma ISO 9001:2015.
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Foi, ainda, possível manter a capacidade de autorregulação das Sociedades Desportivas no Futebol Profissional, que demonstraram com exímia disciplina o caminho que os leva a ser cada vez mais profissionais e cumpriram os rigorosos Pressupostos de Natureza Financeira, instrumento, em geral, promotor do equilíbrio desta nossa indústria e, em particular, da sustentabilidade financeira de cada uma das Sociedades Desportivas profissionais e a concorrência leal entre elas. Vivemos um momento desafiante para o Futebol Profissional – e não só em Portugal – que impõe uma abordagem profissional e competente das tendências globais estruturantes para este setor. Temos, por isso, que estar atentos aos desafios que se avizinham, nomeadamente aqueles que possam decorrer de novos modelos competitivos que se anunciam para o futebol europeu. O Futebol Profissional português deve posicionar-se desde já no pelotão da frente, continuando a apostar na sua vitalidade e sustentabilidade. É esse o desafio para esta indústria em crescente produtividade!
Na época 2017-18, o Futebol Profissional em Portugal revelou a dependência financeira de uma estrutura de receitas com potencial comercial pouco explorado
É com orgulho que a EY apresenta a segunda edição no Anuário do Futebol Profissional Português. O objetivo deste projeto é dar uma imagem da evolução económica e financeira do Futebol Profissional Português, concentrando-se a análise nas competições organizadas pela Liga Portugal.
Florbela Lima
Corporate Finance Strategy Partner da EY
Neste documento, poderemos observar que o Futebol Profissional em Portugal, representado pela Liga Portugal e pelas Sociedades Desportivas, contribui com mais de 396 milhões de euros para o Produto Interno Bruto (PIB) e é responsável por pelo menos 1.958 postos de trabalho. O valor apresentado fica, no entanto, aquém do real impacto desta indústria, uma vez que além de outras organizações que se dedicam à modalidade não estarem contempladas, existem ainda impactos indiretos e induzidos do futebol que não se encontram calculados neste anuário. O Anuário do Futebol Profissional mostra também os momentos chave do ano no futebol “espetáculo e competição”, que é parte da visão geral que temos do futebol, e da componente emocional associada ao desporto. Neste anuário olhamos ainda para as diferentes competições sob duas perspetivas: competitiva e financeira.
Este ano, constatamos uma redução de receitas das Sociedades Desportivas da Liga NOS, em particular no que se refere a distribuição destas receitas pelas diferentes Sociedades Desportivas. Novamente vemos uma concentração de receitas nos três primeiros classificados, com montantes associados a transferências e presenças em competições internacionais, representando um peso significativo destas receitas. As restantes Sociedades Desportivas, estão muito dependentes dos direitos audiovisuais. Estes números estão alinhados com as conclusões que a EY e a Liga Portugal obtiveram no diagnóstico estratégico levado a cabo durante este ano. Deste diagnóstico surgiram 11 desafios onde o Futebol Profissional se deverá focar, de forma a voltar a ser uma das cinco maiores ligas europeias. Por fim, voltamos a olhar para o futebol hoje, focando-nos nos temas que marcam o Futebol Profissional nacional, levantando o véu para tópicos que estão e devem ser discutidos para permitir uma evolução desta indústria e uma aproximação das competições portuguesas ao que de melhor existe no panorama europeu.
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
5
SINOPSE
Época 2017-18 Revista Os novos desafios do Futebol Profissional e os resultados financeiros das Sociedades Desportivas indicam um fim de ciclo no Futebol Profissional. Perante o cenário atual será imperativo que a Liga Portugal evolua como a entidade de apoio à profissionalização e estruturação das Sociedades Desportivas.
O Anuário do Futebol Profissional Português foi criado com o intuito de democratizar e aumentar a transparência no setor. Na edição deste ano, fica claro a necessidade de repensar o Futebol Profissional. A Liga Portugal, entidade que garante a gestão e a regulamentação do Futebol Profissional em Portugal, apresentou pelo terceiro ano consecutivo, resultados líquidos positivos, tendo distribuído cerca de 3 milhões de euros às Sociedades Desportivas. No entanto, as suas receitas têm abrandado, evidenciando um claro esgotamento do atual modelo em termos de novas oportunidades comerciais. O modelo de governação que cumpriu o seu papel num quadro de estabilização económico financeira, requer agora evolução para um modelo mais inclusivo, que seja facilitador de uma maior eficácia na tomada de decisões estruturantes, que vão de encontro do atual estágio estratégico da organização. Novamente, a contribuição do Futebol Profissional Português na sociedade portuguesa revelou-se de grande impacto, gerando vários benefícios económicos, sociais e culturais. As estimativas de impacto económico calculadas, representam apenas uma porção do total de impactos na economia, existindo outro leque de indústrias da economia nacional que saem beneficiadas com a atividade profissional de futebol. A ação social saiu cimentada com a criação da Fundação do Futebol-Liga Portugal, que ambiciona tornar-se numa referência a nível nacional. A influência de ganhos com a transação de direitos de atletas nas
6
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
receitas, revelou-se grande sobretudo nos primeiros classificados. No entanto, os direitos televisivos são a componente de receita que se revela mais impactante nas receitas das restantes Sociedades Desportivas de Liga NOS e na LEDMAN LigaPro. Torna-se assim fundamental garantir que a receita televisiva seja potenciada permitindo uma melhor distribuição por todos, para melhorar a capacidade financeira e consequentemente a atratividade de todas as competições.
“Vivemos um momento desafiante para o Futebol Profissional que impõe uma abordagem profissional e competente das tendências globais estruturantes para este setor. O Futebol Profissional português deve posicionar-se desde já no pelotão da frente, continuando a apostar na sua vitalidade e sustentabilidade.” Pedro Proença
Presidente da Liga Portugal
Por último, a Liga Portugal e a EY, identificaram os temas do futebol de hoje, com a perspetiva de reaproximar novamente o Futebol Profissional Português das principais ligas europeias. A centralização da comercialização dos direitos audiovisuais, a internacionalização do Futebol Profissional e outros temas figuram como os principais agentes da referida aproximação.
A Liga Portugal e as Sociedades Desportivas presentes na Liga NOS e LEDMAN LigaPro contribuíram com:
MAIS DE
€24m EM IMPOSTOS 2017-18
MAIS DE
MAIS DE
1.958
€396m PARA O PIB 2017-18
POSTOS DE TRABALHO 2017-18
MAIS DE
4,4m €607m ASSISTÊNCIA TOTAL 2017-18
DE VOLUME DE NEGÓCIOS 2017-18
MAIS DE
UTILIZAÇÃO MÉDIA DOS ESTÁDIOS 2017-18
€626m EM RECEITAS 2017-18
58%
JOGOS TRANSMITIDOS 2017-18
31%
MAIS DE
MAIS DE
€639m
MAIS DE
€1.312m
€1.329m EM PASSIVO 2017-18
EM GASTOS 2017-18
EM ATIVO 2017-18
1 O cálculo do volume de negócios, não contempla receitas não operacionais (ex: subsídios à exploração e juros e rendimentos similares obtidos). Subtraiu-se também ao volume de negócios, receitas da Liga Portugal provenientes de Sociedades Desportivas como multas, penalidades e outras contribuições.
CAPÍT
ULO 1 Liga Portugal
A Liga Portugal e o seu trabalho A Liga Portugal garante a gestão e a regulamentação do Futebol Profissional em Portugal, sendo responsável pela organização das competições Liga NOS, LEDMAN LigaPro e Allianz CUP.
2018
O marco histórico 40 anos de fundação e 22 anos de organização profissional de competições
2017
O novo modelo Introdução do modelo de Final Four na Taça da Liga, designando o “Campeão de Inverno”
2007 1997
A nova competição Início da Taça da Liga, terceira competição do Futebol Profissional Português
A revisão estatutária Torna-se numa associação de direito privado apresentando quatro fins principais.
1995
A responsabilidade Campeonatos Nacionais da I Divisão e Honra, organizados pela primeira vez pela Liga.
1978
A fundação A Liga Portuguesa dos Clubes de Futebol Profissional é fundada e os seus estatutos publicados
Competições profissionais
22
PRIMEIRA LIGA
12
22 LIGAPRO
TAÇA DA LIGA
Número de provas organizadas pela Número de provas organizadas Liga Portugal desde a sua fundação
pela Liga Portugal de Sociedades Desportivas a data da sua fundação
10
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
LIGA PORTUGAL
Futebol em Portugal
Futebol Profissional
Uma realidade repartida por duas entidades com áreas de ação complementares
FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL
Futebol não Profissional Arbitragem e Conselho de Disciplina
Representação das Sociedades Desportivas
Organização e exploração de propriedades da Taça de Portugal
Organização e direitos audiovisuais e comerciais da Taça da Liga Organização e exploração de propriedades das competições profissionais Liga NOS e LEDMAN LigaPro Outras tais como formação dos agentes desportivos, controlo financeiro das Sociedades Desportivas e integração das equipa B
Organização de competições não profissionais, sub-23, futebol feminino e Seleções Nacionais Outras variantes do futebol, tais como o futsal e o futebol de praia
Quais os objetivos principais da Liga Portugal?
01
02
03
04
05
Organização e regulamentação de competições de natureza profissional
Promover a defesa de interesses comuns e gestão de assuntos inerentes à organização e prática do futebol profissional
Exercer funções de controlo disciplinar e de supervisão, relativamente aos seus associados
Exercer as competências de organização, direção e disciplina, relativamente às competições profissionais
Promover a formação em matérias de organização, gestão e integridade nas competições profissionais e a organização de eventos e atividades conectadas
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
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Estrutura organizacional da Liga Portugal A Liga Portugal é uma associação de direito privado assente num modelo de governação parlamentarista. Foram introduzidas as Cimeiras dos Presidentes com o objetivo de uma maior participação das Sociedades Desportivas através dos seus Presidentes. Um novo modelo em perspetiva
A Liga Portugal admitiu publicamente o desejo de juntar à mesma mesa todos os líderes das Sociedades Desportivas na análise, debate e decisão de temas do Futebol Profissional. A introdução de um novo órgão deliberativo composto pelos Presidentes da Liga Portugal e das Sociedades Desportivas foi estudado e proposto aos associados.
Cimeira de Presidentes
Grupos de trabalho
Os assuntos fulcrais para o desenvolvimento do Futebol Profissional foram discutidos entre os Presidentes das Sociedades Desportivas.
Os Grupos de Trabalho compostos por elementos da Liga Portugal e representantes das Sociedades Desportivas discutiram diferentes temáticas ao longo da época.
Coimbra
ALTERAÇÕES REGULAMENTARES E LEGISLATIVAS
MANUAIS, EVENTOS E ACORDOS
NOVOS PROJETOS E PROGRAMAS
• I Cimeira: 7/03/2018 • II Cimeira: 9/05/2018 Iniciaram a 18 de Setembro de 2017 e apresentaram as principais conclusões nas jornadas anuais a 23 de Março de 2018.
12
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Como se organizou a Liga Portugal na época 2017-18?
ASSEMBLEIA GERAL Órgão deliberativo supremo constituído por todos os associados ordinários a competir profissionalmente.
DIREÇÃO ESTRATÉGICA Órgão executivo e deliberativo político constituído pelo Presidente, Associados e Federação.
DIREÇÃO INTERNA Órgão executivo e deliberativo presidencial, constituído por um Presidente e quatro Diretores.
2
1
Liga NOS
VOTOS/SOCIEDADES DESPORTIVAS
LEDMAN LigaPro
VOTOS/SOCIEDADES DESPORTIVAS
18
Sociedades Desportivas
15
Sociedades Desportivas
71
% dos votos
29
% dos votos
5
3
Liga NOS
VOGAIS
LEDMAN LigaPro
VOGAIS
Três por mérito desportivo que cooptam mais dois anualmente.
Três por eleição anual sendo os mandatos irrepetíveis.
PRESIDENTE
DEPARTAMENTOS
Pedro Proença
Financeiro
Diretora executiva coordenadora Sónia Carneiro
Competições Jurídico e inscrições e registo de contratos Marketing
DEPARTAMENTOS
Diretores executivos Helena Pires
Comunicação Tecnologia
João Martins Órgãos executivo e de acompanhamento do plano de atividades delineado para cada época desportiva.
Susana Rodas
Departamento de Apoio à Direção Executiva
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
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Os resultados financeiros Na época 2017-18, a Liga Portugal alcançou pelo terceiro ano consecutivo um resultado líquido positivo devido a acordos comerciais estabelecidos com parceiros. O modelo atual encontra-se no limite em termos de novas oportunidades comerciais.
Qual a estrutura de receitas da Liga Portugal? Milhões de euros
20
5%
15 4,6
4,8
4,9
31%
Atividades comerciais
€15,6m
10
Associativos
2017-18
5 0
10,1
10,0
10,7
2015-16
2016-17
2017-18
69%
Fonte: Liga Portugal
Principais acordos comerciais obtidos em 2017-18
3
Competições*
3
Liga Portugal
11
Patrocinadores oficiais das competições da Liga Portugal
Patrocinadores oficiais da Liga Portugal
Parceiros oficiais Parceiros oficiais da Liga Portugal
* Na presente época 2018-19 foi realizado contrato com a Allianz
14
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Resultados 2017-18
€1,2m
3ºano
€3,0m
RESULTADO LÍQUIDO
COM RESULTADO POSITIVO
DISTRIBUÍDOS A ASSOCIADOS
Fonte: Liga Portugal
Qual a estrutura de gastos da Liga Portugal? Milhões de euros
20 8%
15 10 5 0
2,9 4,2
10%
2,8
3,0
3,9
3,4
2,2
3,7
4,9
2015-16
2016-17
2017-18
23%
6% Estrutura da Liga
€13,4m 2017-18
36%
Arbitragem Apoio às Sociedades Desportivas Órgãos sociais Outros gastos
25%
Fonte: Liga Portugal
Apoios às Sociedades Desportivas Taça da Liga
€2,1m
Distribuições diversas
€0,6m
Prémios e gastos operacionais
Bolas, quotas equipas B e direitos comerciais
Serviços prestados
€0,1m
Anti-Doping
€0,1m
Total de apoios a Sociedades Desportivas
€3,0m
Vigilância nos estádios e bilhética
Controlos durante a época desportiva
Fonte: Liga Portugal
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
15
O plano estratégico Na fase de diagnóstico no âmbito do plano estratégico da Liga Portugal em parceria com a EY identificou-se 11 desafios. Fica claro que o Futebol Profissional precisa de uma nova forma de planear o futuro e que os direitos audiovisuais serão o centro das atenções nos próximos anos.
Liga Portugal - EY A parceria entre a Liga Portugal e a EY começou com a elaboração do Anuário do Futebol Profissional Português. A primeira edição foi apresentada com o principal objetivo de analisar, numa perspetiva global, o setor. No âmbito da mesma parceria, a EY apoiou a Liga Portugal na preparação do seu Plano Estratégico e Business Plan.
16
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Evolução Estratégica da Liga Portugal I. Pilares estratégicos
2015-16 Sustentabilidade
2016-17 Consolidação
2017-18 Desenvolvimento
II. Os onze desafios identificados
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11
Centralização dos direitos audiovisuais Competitividade e equilíbrio competitivo Internacionalização Sustentabilidade financeira das Sociedades Desportivas
Resposta à mudança tecnológica
Integridade das competições Resposta à mudança do perfil do consumidor Qualificação e valorização do espetáculo Diálogo social
Alteração do paradigma cultural
Novo modelo de governação
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
17
CAPÍT
ULO 2 Impacto do Futebol Profissional Econรณmico, cultural e social
Impacto do Futebol Profissional O Futebol Profissional é um pilar impactante da Sociedade Portuguesa, sendo capaz de gerar benefícios sociais, culturais e económicos. Os últimos traduzem-se na economia através de impactos diretos, indiretos e induzidos.
O futebol tem impactos relevantes para a Sociedade Portuguesa
Existe uma concentração do Futebol Profissional no Norte e na AML
O futebol é linguagem universal, capaz de inspirar e unir as comunidades, tendo assim uma dimensão social, cultural e económica. Neste anuário, iremos dar um maior ênfase à sua dimensão económica, calculando os impacto das contas agregadas da Liga Portugal e Sociedades Desportivas.
Numa análise territorial, é possível verificar uma alta concentração de Sociedades Desportivas no Norte e na Área Metropolitana de Lisboa (AML). De facto, apenas 9 das 33 Sociedades Desportivas (27%) se encontra situada nas outras regiões.
Dimensão social
Dimensão económica
73%
27%
Norte e Área Metropolitana de Lisboa
Ilhas, Centro e Algarve
Dimensão cultural
17 5 7
4 Fonte: Análise EY
Impactos na economia O Futebol Profissional Português produz impactos diretos, indiretos e induzidos na economia. No entanto, neste anuário, apenas foram calculados os impactos diretos das Sociedades Desportivas e da Liga Portugal:
Drivers de impacto
Impactos diretos
Impactos indiretos
Impactos Induzidos
Liga NOS
Vendas e serviços prestados;
LEDMAN LIgaPro
Fornecimentos e serviços externos;
Liga Portugal
Saldos de transferências;
Atividade económica gerada pela cadeia de valor, como resultado dos impactos diretos do Futebol Profissional. Tome-se como exemplo os gastos em restauração em dias de jogo.
Atividade económica suportada por aumento do consumo na economia, devido a impactos diretos e indiretos do emprego gerado pelo Futebol Profissional.
Outros resultados operacionais; Postos de trabalho; Impostos pagos.
Fonte: Análise EY
20
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Em 2017-18, a Liga Portugal e as Sociedades Desportivas, tiveram uma contribuição total para o PIB português de 396 milhões de euros.
Liga NOS
18 Sociedades Desportivas
2017-18
% total
€376m
95%
€16m
4%
€4m
1%
LEDMAN LigaPro 15 Sociedades Desportivas
Liga Portugal 1 Entidade organizadora Fonte: Liga Portugal
Evolução da contribuição total para o PIB¹ Milhões de euros
600
-13%
450 300 150 0 2014-15
2015-16
383m
316m
Liga NOS LEDMAN LigaPro Liga Portugal
2016-17
2017-18
455m
396m
0,20%
Contribuição anual do futebol para o PIB
Contribuição para o PIB
€396m
Diminuição de 12,8% em 2017-18
“Contribuição do futebol revela-se oscilante” A Liga Portugal e as Sociedades Desportivas analisadas geraram cerca de 607 milhões de euros em volume de negócios, que contribuiu com cerca de 396 milhões de euros para o PIB português¹ (0,2%) em 201718. No entanto, o peso seria maior se tivessem sido somados os impactos indiretos e induzidos do futebol na economia. A diminuição observada prende-se sobretudo por uma descida global do saldo de transação de direitos de atletas na Liga NOS, que desceu cerca de 52% comparativamente à época anterior, de 167 para 80 milhões de euros. No entanto, a Liga NOS é ainda responsável por 95 cêntimos por cada euro que é gerado no Futebol Profissional, contribuindo com 376 milhões de euros para o PIB.
Fonte: Liga Portugal 1 A nossa análise teve como ponto de partida a informação disponível mais recente. Para maior detalhe ver secção de metodologia de estudo
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
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Emprego e contribuições fiscais O Futebol Profissional fomenta a criação de oportunidades de trabalho e produz receitas avultadas para os cofres do Estado, apesar de se registar uma ligeira redução face à temporada passada.
Postos de trabalho
Em 2017-18, a Liga Portugal e as Sociedades Desportivas, geraram os seguintes postos de trabalho:
1.958
Diminuição de 2,3% em 2017-18
“Menos atletas com maior remuneração”
Total de emprego
Total de salários
Total
1.212
692
54
1.958
€255m
Jogadores
943
528
-
1.471
€198m
Treinadores
135
82
-
217
€28m
Funcionários
134
82
54
270
€29m
Fonte: Liga Portugal
A Liga Portugal e as Sociedades Desportivas analisadas foram responsáveis diretamente por 1.958 postos de trabalho¹. A maior parte dos postos de trabalho provêm das Sociedades Desportivas da Liga NOS, que empregam 1.212 trabalhadores (943 são jogadores, 135 são treinadores e 134 são funcionários afetos às áreas de suporte, gestão e administração do futebol). As Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro e a Liga Portugal empregam 692 e 54 trabalhadores, respetivamente. A produtividade média anual dos profissionais de futebol (atletas, jogadores e funcionários) foi de 202 mil euros. Os atletas foram os agentes desportivos com maior remuneração auferindo um valor total agregado em salários de cerca 198 milhões de euros, seguidos dos funcionários e dos treinadores das equipas.
Evolução do número de postos de trabalho¹ Número de postos de trabalho
2.800
-2%
2.100 1.400 700 0
2014-15
2015-16
2016-17
2017-18
1.898
2.004
2.047
1.958
Jogadores Treinadores Funcionários
€202 mil Produtividade média anual dos profissionais
Fonte: Liga Portugal
1 A nossa análise teve como ponto de partida a informação disponível mais recente. Para maior detalhe ver secção de metodologia de estudo
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Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Em 2017-18, Liga Portugal e as Sociedades Desportivas, contribuíram com os seguintes impactos fiscais:
Liga NOS
18 Sociedades Desportivas
2017-18
% total
€22,3m
92%
€1,4m
6%
€0,5m
2%
LEDMAN LigaPro 15 Sociedades Desportivas
Liga Portugal 1 Entidade organizadora Fonte: Liga Portugal
Evolução das contribuições fiscais¹ Milhões de euros
40
-17%
30 20 10 0
2014-15
2015-16
2016-17
2017-18
€19m
€22m
€29m
€24m
Segurança Social Imposto IRC
Fonte: Liga Portugal
16 mil
Salários mensais de funcionários públicos pagos pelo Futebol Profissional
Contribuição fiscal
€24m
Diminuição de 16,5% em 2017-18
“Menor base tributável nas receitas” O Futebol Profissional Português produziu 24 milhões de euros para o Estado em impostos¹ . A Liga NOS contribuiu com cerca de 22 milhões de euros, tendo um peso de 92% nos impactos fiscais. A LEDMAN LigaPro e a Liga Portugal contribuíram com cerca de 2 milhões de euros, tendo um peso de 6% e 2%, respetivamente. Registe-se ainda que a quebra dos impactos fiscais é explicada por uma quebra agregada das receitas das Sociedades Desportivas, diminuindo a base tributável do imposto IRC. No entanto, fruto de gastos com pessoal crescentes, os encargos sobre as remunerações continuam a aumentar. Os valores calculados apenas incluem impostos como a componente de Segurança Social que cabe às Sociedades Desportivas e o imposto IRC. Outro tipo de impostos, tais como o IRS, o IVA e a Segurança Social dos trabalhadores não entram para o cálculo por falta de informação, mas preveem-se de alto impacto nas receitas fiscais do Estado.
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
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Responsabilidade social A Fundação do Futebol - Liga Portugal foi desenhada com o objetivo de intervir na Sociedade Portuguesa do Futebol Profissional, atuando como elemento agregador de agentes desportivos, utilizando as competições em prol de causas sociais.
Agregação
Os alicerces de uma fundação para o futebol Uma das ambições da atual direção executiva da Liga Portugal era cimentar as ações de responsabilidade social desenvolvidas. A Fundação do Futebol – Liga Portugal foi assim criada tendo como visão: tornar-se numa das entidades de referência nacional na área da responsabilidade social empresarial, focando a sua intervenção na sua essência e, considerando o destaque atribuído ao futebol na Sociedade, pretende desenvolver ações criadoras de valor para a Sociedade Civil.
Compromisso
Tolerância
VALORES
Educação
Respeito
Áreas de atuação da Fundação do Futebol As atividades poderão ser realizadas autonomamente pela Fundação do Futebol – Liga Portugal ou em colaboração com organismos públicos e privados, com especial incidência nas seguintes áreas:
24
Inclusão social
Grandes causas humanitárias
Conceção, organização, apoio e promoção de projetos de inclusão social de grupos socialmente vulneráveis.
Apoio e promoção de grandes causas humanitárias, tendo sempre por base a indústria do futebol.
Proteção de valores
Ciência e Tecnologia
Promoção do desporto e dos valores subjacentes à sua participação e organização.
Potenciar a investigação no setor do futebol e dinamizar conferências, palestras, encontros. Apoio à criação de novas ideias tecnológicas e empresariais Atribuição de prémios e bolsas de investigação.
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
CAPÍT
ULO 3 Competiçþes da Liga Portugal Desportivo e financeiro
28
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
J
V
E
D
DG
PT
FC Porto
34
28
4
2
+64
88
SL Benfica
34
25
6
3
+58
81
Sporting CP
34
24
6
4
+39
78
SC Braga
34
24
3
7
+45
75
Rio Ave FC
34
15
6
13
-2
51
GD Chaves
34
13
8
13
-8
47
Marítimo M.
34
13
8
13
-13
47
Boavista FC
34
13
6
15
-9
45
Vitória SC
34
13
4
17
-11
43
Portimonense SC
34
10
8
16
-8
38
CD Tondela
34
10
8
16
-9
38
Belenenses
34
9
10
15
-13
37
CD Aves
34
9
7
18
-15
34
Vitória FC
34
7
11
16
-23
32
Moreirense FC
34
8
8
18
-21
32
CD Feirense
34
9
4
21
-16
31
FC P.Ferreira
34
7
9
18
-26
30
Estoril Praia
34
8
6
20
-32
30
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
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Liga NOS Um campeão nacional com números históricos numa época de grande competitividade O FC Porto, liderado por Sérgio Conceição, conquistou o 28º título da sua história, igualando o recorde de 88 pontos de Sociedades Desportivas detido pelo SL Benfica desde a época 2015-16. A indefinição na luta pelos lugares de acesso às competições europeias manteve-se até à derradeira jornada. Foram cinco as Sociedades Desportivas que entraram na última jornada com o futuro por definir, com os resultados acabando por ditar a descida do FC P. Ferreira e Estoril Praia.
88 pontos
Record igualado pelo FC Porto na presente época
58,6% Utilização dos recintos desportivos
826
Golos marcados
3,7m
Assistência total nos estádios
€1.166m Valor da exposição mediática da competição em espaço editorial
A Liga NOS vista à lupa
87
Jogos realizados na competição
Golos marcados na competição
826
1.330 Cartões amarelos mostrados
Cartões vermelhos mostrados
52%
67%
54%
25%
Vitórias da equipa visitada
Primeiro marcador saiu vencedor
Golos marcados na segunda parte
Golos marcados nos últimos 15 minutos
306
63
32
23
33
Média de ataques por jogo
Média de cruzamentos por jogo
Média de remates por jogo
Média de faltas por jogo
Melhor ataque do campeonato
Melhor defesa do campeonato
Mais golos marcados na primeira parte
Mais golos marcados na segunda parte
Fonte: Liga Portugal
Golos e mais golos O número de remates certeiros aumentou quase em 100 golos quando comparado com a temporada passada. A média de golos marcados por jogo também aumentou assim de 2,4 para 2,7.
34 Golos Jonas Gonçalves SL Benfica
12 Assistências Alex Telles FC Porto
1-0
Resultado mais repetido
125
Jogos com três ou mais golos
2,7
Média de golos por jogo
8,5
Média de remates por golo marcado
Fonte: Liga Portugal
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2016-17
31
O espetáculo visto das bancadas A assistência aos jogos no estádio voltou a aumentar atingindo a marca mais alta dos últimos anos, sendo que cerca de três quartos da mobilização ocorre em jogos que participam os três primeiros classificados.
Assistências aos jogos no estádio Espetadores
Média
% Utilização
Sporting CP
43.623
87,1%
FC Porto
42.674
85,3%
SL Benfica
53.193
82,3%
CD Feirense
3.907
72,3%
Marítimo M.
7.072
66,7%
16.015
53,4%
Portimonense
3.130
52,2%
CD Aves
2.635
48,4%
CD Tondela
2.373
47,5%
Rio Ave FC
3.889
42,9%
GD Chaves
3.627
40,3%
11.706
38,7%
FC P. Ferreira
3.507
38,6%
Moreirense FC
2.264
36,8%
Estoril Praia
2.421
30,3%
Vitória FC
4.111
22,1%
Boavista FC
5.623
18,7%
Belenenses
3.344
16,8%
11.951
58,6%
Vitória SC
SC Braga
Liga NOS
3,7m Assistência total nos estádios
59% Utilização da capacidade do estádio
11.951 Assistência média nos estádios
76% Assistência total dos jogos dos três primeiros
x
63.526 Jogo com maior assistência
“O jogo que decidiu o vencedor da época 2017-18” Fonte: Liga Portugal
32
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Horário e dias dos jogos
Assistência média e horário dos jogos
Os jogos com maior assistência média aconteceram no horário entre as 18 e as 19 horas e depois das 21 horas. Dos 306 jogos, apenas 26% se realizaram antes das 18 horas. Sexta-feira, Sábado e Domingo foram os dias das semana com mais jogos realizados, mas foi a meio da semana, à terça e à quarta feira, que os jogos tiveram maior assistência média.
Milhares de espetadores 25 20
18
17 14
15 10
9
7 4
5 0
<17h
17-18h
18-19h
19-20h
20-21h
>21h
79
2
71
24
107
23
Jogos
Fonte: Liga Portugal
Assistência média e dia dos jogos Milhares de espetadores 20 15
15 10
14
13
12
7
7
5 0 3 a/ 4 a
5a
6a
Sab
Dom
2a
18
4
36
95
111
42
Jogos
Fonte: Liga Portugal
Preço médio dos bilhetes Em média, a diferença entre o preço mais alto e o mais baixo cobrado foram 23 euros. FC Porto, Vitória FC, SL Benfica, Sporting CP e Vitória SC foram os que apresentaram maior disparidade de preços médios por cada jornada. Jogo com preço médio mais elevado
x Fonte: Liga Portugal
€65
Preço médio
Máximo
Mínimo
Diferença
FC Porto
61
10
51
Vitória FC
65
14
50
SL Benfica
56
15
41
Sporting CP
58
22
35
Vitória SC
48
15
33
Liga NOS
36
13
23
Fonte: Liga Portugal
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
33
Os craques que geram audiências A televisão e o online são os meios de comunicação sociais que geram mais valor na exposição da competição. A Sport TV e a BTV são os canais responsáveis pela transmissão dos jogos da Liga NOS.
Transmissão de jogos na televisão
6%
A transmissão dos jogos da Liga NOS é feita por dois canais, Sport TV e BTV. A Sport TV transmite todos os jogos da competição à exceção dos jogos em casa do SL Benfica, que fica à responsabilidade do canal da Sociedades Desportiva. Atualmente a negociação dos direitos audiovisuais é feita individualmente com as Sociedades Desportivas.
Horário dos jogos com transmissão
306
Número de jogos transmitidos
JOGOS
120
94%
80
104 79 61
40
289 jogos 17 jogos
0
0 <17h
2
0
10
23
20 1
3
17-18h 18-19h 19-20h 20-21h
3 >21h
Fonte: Liga Portugal
O retorno mediático da competição O AVE (Advertising Value Equivalence) é o valor do espaço editorial ocupado pela ação da competição. A televisão e o online foram os principais meios geradores de valor, seguidos da imprensa escrita e da rádio. Milhões de euros
2.000 1.600
400 0
818
691
281
416
475
2015-16
2016-17
2017-18
Portirede
652
NOS
Restante competição
Fonte: CISION Impact Report 2017-18
34
Naming
23%
1.200 800
Principais propriedades exploradas pela Liga Portugal criadoras de valor
5%
-6%
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
72%
Flash Interview Cam carpet
Televisão
Online
Imprensa
Rádio
A consagração das estrelas Melhor jogador
Melhor treinador
Melhor jovem jogador
Melhor golo
Bruno Fernandes
Sérgio Conceição
Rúben Dias
Rodrigo Pinho
Melhor guarda-redes
Melhores defesas
Melhores médios
Melhores avançados
Rui Patrício
Ricardo Pereira
Bruno Fernandes
Moussa Marega
Sebastian Coates
Héctor Herrera
Jonas Gonçalves
Felipe Monteiro
Pizzi
Gelson Martins
AlexTelles Fonte: Liga Portugal
“Os verdadeiros protagonistas da época desportiva 2017-18”
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
35
O mercado de transferências As Sociedades Desportivas da Liga NOS revelaram-se ativas na compra, venda e empréstimo de jogadores, privilegiando o mercado de Verão e mercados estrangeiros para reforçar os seus planteis e negociar ativos.
Saídas de jogadores¹ Num total de 402 saídas de jogadores, 74 foram para outra Sociedade Desportiva da Liga NOS (18%), 90 foram para a LEDMAN LigaPro (22%) e 164 para um campeonato estrangeiro (41%). A média de idades do jogador saído ronda os 25 anos, sendo que os pontas de lança foram os que mais vezes tentaram a sorte noutro contexto. Cerca de 297 saídas ocorreram no Verão e 105 ocorreram no Inverno.
Liga NOS
LEDMAN LigaPro
Outras
Estrangeiro
Saídas para a Liga NOS
Saídas para a LEDMAN LigaPro
Saídas para campeonatos não profissionais
Saídas para campeonatos estrangeiros
18% Total
74
Saídas
25,3
Idade média
22% Total
90
Saídas
25,1
Idade média
18% Total
74
Saídas
21,9
Idade média
41% 164 Total
Saídas
24,9
Idade média
Fonte: Transfermarkt
Principais dados sobre as saídas
€40m Maior saída
€335m Total saídas
Ederson Moraes
SL Benfica
Man.City
74%
17%
44%
Mercado mais ativo
Posição mais transferida
País mais comprador
Verão
Ponta de Lança
Inglaterra
Fonte: Transfermarkt
1 Os movimentos de entrada e de saída de jogadores de Sociedades Desportivas da Liga NOS incluem transferências e empréstimos de jogadores. Não foram consideradas saídas de jogadores que acabaram a sua carreira desportiva.
36
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
623 402
Os números globais
Total de movimentos
Saídas de jogadores
295
Entradas de jogadores
Entradas de jogadores¹ Liga NOS
LEDMAN LigaPro
Outras
Estrangeiro
Entradas provenientes da Liga NOS
Entradas provenientes da LEDMAN LigaPro
Entradas provenientes de campeonatos não profissionais
Entradas provenientes de campeonatos estrangeiros
25% Total
74
Saídas
25,3
Idade média
19% Total
57
Saídas
23,4
Idade média
5%
Total
16
Saídas
22,1
Idade média
50% 148 Total
Saídas
24,6
Idade média
Num total de 295 entradas de jogadores, 74 vieram de outra Sociedade Desportiva da Liga NOS (25%), 57 da LEDMAN LigaPro (19%) e 148 de um campeonato estrangeiro (50%). A média de idades do jogador que entrou rondou os 24 anos, sendo que os pontas de lança foram os que mais vezes tentaram a sorte na Liga NOS. Cerca de 233 entradas ocorreram no Verão e 62 ocorreram no Inverno.
Fonte: Transfermarkt
Principais dados sobre as entradas
€20m Maior entrada
At. Madrid
FC Porto
Oliver Torres
25%
15%
79%
País mais vendedor
Posição mais transferida
Mercado mais ativo
Espanha
Ponta de Lança
Verão
€95m Total entradas
Fonte: Transfermarkt
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
37
Demonstração de resultados As receitas totais das Sociedades Desportivas da Liga NOS diminuíram em 2017-18, emergindo como principais fontes de receita, os ganhos com a transação de direitos de atletas nos primeiros e a receita de direitos televisivos nos restantes.
Receitas totais
€581m Diminuição de -12,1% em 2017-18
“Ganhos com direitos de atletas e receita televisiva” As receitas totais das Sociedades Desportivas da Liga NOS foram de 577 milhões de euros¹, uma diminuição de 12% face à temporada anterior. A receita evidenciou concentração nos primeiros classificados. Os ganhos relacionados com direitos de atletas e os valores de contratos de direitos televisivos tiveram o maior impacto, pesando cerca de 34% e 25% da receita total. Os prémios de participação atribuídos às equipas atingiram um valor de 87 milhões de euros, impulsionado pela participação do FC Porto na Liga dos Campeões em 2017-18. Os contratos estabelecidos com patrocinadores de camisolas, fornecedores de material desportivo e comercialização de camarotes atingiram os 68 milhões de euros.
Evolução das receitas agregadas das Sociedades Desportivas¹
75% Receitas Posição 1-3
Milhões de euros
800
-12%
600
8%
400 200 0
2014-15
2015-16
2016-17
2017-18
€550,1m
€512,5m
€661,4m
€581,2m
Direitos de atletas
Direitos televisivos
Atividade comercial
Outros rendimentos
Receitas Posição 4-6
Competições
17%
Fonte: Liga Portugal
Receitas Posição 7-18
1 A nossa análise teve como ponto de partida a informação disponível mais recente. Para maior detalhe ver secção de metodologia de estudo
38
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Principais rendimentos Em 2017-18, as Sociedades Desportivas da Liga NOS geraram os seguintes rendimentos: 2017-18
% total
2016-17
Direitos de atletas
€198m
34%
-30,3%
Direitos televisivos
€144m
25%
+4,2%
Competições
€87m
15%
-3,8%
Atividade comercial
€68m
12%
+0,1%
Ganhos na transação e cedência
Venda de direitos dos jogos em casa
Participação em provas europeias
Patrocínios, publicidade e corporate
Fonte: Liga Portugal
Saldos positivos de transação de atletas impactam resultados
Direitos televisivos são fulcrais para Sociedades Desportivas de menor dimensão
As transações de atletas têm um impacto material nos resultados das Sociedades Desportivas. No gráfico, é possível observar a dependência de altos ganhos na transação de diretos de atletas para a apresentação de um resultado líquido agregado positivo. Foi possível também verificar que os três primeiros classificados geram cerca de 76% da receita de transação de direitos de atletas.
Os direitos televisivos são de vital importância para as Sociedades Desportivas ainda a cimentar a atividade no principal escalão. O gráfico mostra uma forte dependência de receita televisiva dessas Sociedades Desportivas, representando em média quase 50% da receita total em 2017-18. Se os direitos televisivos fossem centralizados em Portugal, o seu peso na receita seria ainda maior.
Impacto das transferências nos resultados
Impacto dos direitos televisivos nas receitas Percentagem média do total de receitas de cada Sociedades Desportiva
Milhões de euros 300 200 100
285 215 156 58
54
(100)
198
(36)
(59)
2014-15
2015-16
Ganhos direitos de atletas
Fonte: Liga Portugal
2016-17
2017-18
60%
51%
40%
32%
20%
16%
46%
47%
46%
35%
32%
33%
17%
21%
22%
0% 2014-15 Posição 1-3
Resultado liquído
2015-16
2016-17
Posição 4-6
2017-18 Posição 7-18
Fonte: Liga Portugal
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
39
Demonstração de resultados Os gastos das Sociedades Desportivas da Liga NOS aumentaram em 2017-18, devido a gastos com pessoal cada vez maiores com salários de jogadores e treinadores dos plantéis e funcionários das Sociedades Desportivas.
Gastos totais
€595m Aumento de 2,8% em 2017-18
“Gastos com pessoal em crescimento nos últimos anos” Os gastos totais das Sociedades Desportivas da Liga NOS foram de 595 milhões de euros¹ em 2017-18, um aumento de 3% face à época anterior. Os gastos evidenciaram concentração nos primeiros classificados. O perfil de gastos com pessoal foi de 222 milhões de euros com jogadores dos plantéis (75%), 34 milhões de euros com treinadores das equipas (12%) e 34 milhões de euros com outros funcionários das Sociedades Desportivas (11%). Quanto a gastos relacionados com direitos de atletas, foram amortizados 104 milhões de euros de passes de atletas, cerca de 88% da rúbrica. Relativamente aos fornecimentos e serviços externos e aos encargos com dívida financeira foram de 121 e 41 milhões de euros, respetivamente.
Evolução dos gastos agregadas das Sociedades Desportivas¹
78% Gastos Posição 1-3
Milhões de euros
800
+3%
600
8%
400 200 0
Gastos Posição 4-6 2014-15
2015-16
2016-17
2017-18
€476,2m
€550,3m
€578,5m
€594,6m
Pessoal
FSE
Juros e similares
Outros gastos
Fonte: Liga Portugal
Direitos de atletas
14% Gastos Posição 7-18
1 A nossa análise teve como ponto de partida a informação disponível mais recente. Para maior detalhe ver secção de metodologia de estudo
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Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Principais despesas
Em 2017-18, as Sociedades Desportivas da Liga NOS incorreram nas seguintes despesas: 2017-18
% total
2016-17
Gastos com pessoal
€292m
49%
+8,9%
FSE
€121m
20%
-3,5%
Direitos de atletas
€118m
20%
-0,1%
€41m
7%
-1,8%
Atletas, treinadores e outros
Fornecimentos e serviços externos
Perdas na transação e amortizações
Mercados financeiros Juros e outros gastos similares Fonte: Liga Portugal
Uma aposta crescente nos jogadores profissionais de futebol
O peso médio da massa salarial na receita total aumentou
Os gastos das Sociedades Desportivas com pessoal atingiram os 292 milhões de euros em 2017-18, um aumento de 9% face ao ano passado. Os jogadores têm sido os principais responsáveis por esse aumento conforme evidencia o gráfico em baixo. O salário médio do jogadores da Liga NOS aumentou cerca de 16 mil euros anuais nos últimos quatro anos.
A diminuição da receita total, devido a menores ganhos na transação de direitos de atletas, traduziu-se num maior peso da massa salarial na receita. Por outro lado, os gastos com pessoal crescentes, não têm contribuído para a diminuição deste rácio. No gráfico, é possível observar que em anos de receitas totais mais elevadas, o peso da massa salarial na receita diminui.
Evolução dos gastos com pessoal
Peso médio dos salários na receita total
Milhões de euros
Jogadores
300 200 100 -
222
210
178
156
Restantes
45
56
58
70
2014-15
2015-16
2016-17
2017-18
201,1m Fonte: Liga Portugal
233,3m
268,2m
292,1m
% da receita total
Milhões de euros
120%
900
80%
600
40%
59%
55%
50%
62%
0%
300 -
2014-15
2015-16
Receitas totais
2016-17
2017-18
Peso da massa salarial
Fonte: Liga Portugal
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
41
Posição financeira O total do ativo e do passivo das Sociedades Desportivas da Liga NOS aumentou em 2017-18, sendo os ativos intangíveis a conta com maior peso no ativo e os financiamentos obtidos a rúbrica mais impactante do passivo.
Total do ativo
€1.274m Aumento de 3,7% em 2017-18
“Maior capacidade dos primeiros classificados” O total do ativo das Sociedades Desportivas da Liga NOS foi de 1.274 milhões de euros¹, um aumento de 4% face à temporada anterior, com uma forte concentração nos primeiros classificados. Os ativos intangíveis atingiram os 528 milhões de euros, representando um peso no valor total do ativo de 41%. O valor estimado dos plantéis foi de 336 milhões de euros, mais 25% do que na temporada anterior. As dívidas de clientes resultantes da atividade corrente fixaram-se nos 269 milhões de euros, cerca de 16% do total do ativo. As propriedades de investimento detidas pelas Sociedades Desportivas para obter rendas ou valorização de capital foram avaliadas em 154 milhões de euros.
Em 2017-18, as principais componentes do ativo das Sociedades Desportivas da Liga NOS foram as seguintes: 2017-18
% total
Ativos intangíveis
€528m
41%
Clientes
€269m
21%
€154m
12%
Valor dos atletas e outros
Pagamentos a receber de clientes
Propriedades de investimento Detidas pelas Sociedades Desportivas Fonte: Liga Portugal
Evolução da estrutura do ativo das Sociedades Desportivas¹
84% Ativo Posição 1-3
Milhões de euros
1.600
+4%
1.200
7%
800 400 0
Ativo Posição 4-6 2014-15 €991,2m
2015-16
2016-17
2017-18
€1.015,6m €1.227,6m €1.273,5m
Ativos intangíveis
Clientes
Prop. de investimento
Ativos financeiros
Outros ativos
Fonte: Liga Portugal
9% Ativo Posição 7-18
1 A nossa análise teve como ponto de partida a informação disponível mais recente. Para maior detalhe ver secção de metodologia de estudo
42
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Em 2017-18, as principais componentes do passivo das Sociedades Desportivas da Liga NOS foram as seguintes:
Financiamentos obtidos Bancos e instituições de crédito
Fornecedores
Montante por pagar a fornecedores
2017-18
% total
€533m
42%
€219m
17%
€70m
6%
Empréstimos obrigacionistas Subscritos por investidores Fonte: Liga Portugal
86% Passivo Posição 1-3
Evolução da estrutura do passivo das Sociedades Desportivas¹ Milhões de euros
1.600
+7%
1.200
5%
800 400
Passivo Posição 4-6
0
2014-15 €966,5m
9% Passivo Posição 7-18
2015-16
2016-17
2017-18
€1.057,3m €1.203,0m €1.283,3m
Financiamentos
Outras contas a pagar
Fornecedores
Emp. obrigacionistas
Total do passivo
€1.283m Aumento de 6,7% em 2017-18
“A importância da obtenção de financiamentos” O total do passivo das Sociedades Desportivas da Liga NOS foi de 1.283 milhões de euros¹, um aumento de 7% face à época passada. Os empréstimos bancários e obrigacionistas destacaram-se como principal fonte de financiamento com cerca de 603 milhões de euros, representando um peso de 47% no total do passivo. As dívidas a fornecedores resultante da atividade corrente ascenderam a 219 milhões de euros, cerca de 17% do passivo. O rácio de solvabilidade, divide o capital próprio pelo passivo, sendo a média da solvabilidade das Sociedades Desportivas 30% em 2017-18. O mesmo rácio tinha sido na época anterior 23%.
Outros passivos
Fonte: Liga Portugal
Resultado líquido das Sociedades Desportivas
As Sociedades Desportivas da Liga NOS apresentaram um resultado líquido agregado negativo de 36 milhões de euros, menos 94 milhões de euros que na temporada passada. No total, apenas 7 das 18 Sociedades Desportivas apresentaram resultados líquidos positivos.
Sociedades Desportivas com resultado líquido positivo
20
Fonte: Liga Portugal
-
15 10
13
15 7
5 2015-16 2016-17 2017-18
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
43
J
V
E
D
DG
PT
CD Nacional
38
19
14
5
+27
71
Sta. Clara
38
19
9
10
+15
66
Ac. Viseu
38
17
13
8
+10
64
A. Académica
38
19
6
13
+19
63
FC Penafiel
38
17
11
10
+12
62
FC Arouca
38
16
11
11
+5
59
FC Porto B
38
18
4
16
-5
58
Leixões SC
38
14
14
10
+7
56
CD C. Piedade
38
14
9
15
-3
56
Varzim SC
38
13
11
14
0
51
Vitória SC B
38
14
8
16
-5
50
UD Oliveirense
38
13
10
15
-2
49
SL Benfica B
38
14
7
17
-6
49
FC Famalicão
38
13
9
16
-3
48
SC Covilhã
38
12
11
15
-9
47
SC Braga B
38
10
14
14
-4
44
U. Madeira
38
12
8
18
-9
44
Sporting CP B
38
11
9
18
-19
42
Gil Vicente FC
38
8
12
18
-16
36
Real SC
38
8
8
22
-14
32
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
45
LEDMAN LigaPro Um campeonato feito de conquistas em alto mar com incertezas até ao cair do pano O CD Nacional com o cunho do treinador Costinha carimbou o regresso à Liga NOS, erguendo de forma inédita o troféu de vencedor da competição a oito rondas do final. O Santa Clara seguiu uma rota paralela até ao escalão superior recuperando o segundo lugar a três rondas do final e terminando como vice-líder. O União Madeira, conjuntamente com o Sporting CP B, Gil Vicente FC e Real SC, na descida, não conseguiram assegurar lugar na LEDMAN LigaPro 2018-19.
2002-03 Última presença do Santa Clara no escalão principal
12,2%
Utilização dos recintos desportivos
947
Golos marcados
0,4m
Assistência total nos estádios
€185m Valor da exposição mediática da competição em espaço editorial
A LEDMAN LigaPro vista à lupa
113
Jogos realizados na competição
Golos marcados na competição
947
1.752 Cartões amarelos mostrados
Cartões vermelhos mostrados
46%
61%
56%
24%
Vitórias da equipa visitada
Primeiro marcador saiu vencedor
Golos marcados na segunda parte
Golos marcados nos últimos 15 minutos
380
58
29
20
33
Média de ataques por jogo
Média de cruzamentos por jogo
Média de remates por jogo
Média de faltas por jogo
Melhor ataque do campeonato
Melhor defesa do campeonato
Mais golos marcados na primeira parte
Mais golos marcados na segunda parte
Fonte: Liga Portugal
Finalizadores de alto nível A redução do quadro competitivo não impediu que 16 futebolistas, marcassem mais de dez golos esta época. A média de golos por jogo aumentou de 2,4 para 2,5.
22 Golos Ricardo Gomes CD Nacional
11 Assistências Ludovic Pereira FC Penafiel
1-0
Resultado mais repetido
182
Jogos com três ou mais golos
2,5
Média de golos por jogo
8,0
Média de remates por golo marcado
Fonte: Liga Portugal
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
47
O espetáculo visto das bancadas A assistência total aos jogos no estádio diminuiu fruto de uma redução do quadro competitivo, registando também uma menor utilização da capacidade do recinto desportivo que o principal escalão do Futebol Profissional Português. Assistências aos jogos no estádio Espetadores
Média
% Utilização
907
36,3%
CD Nacional
1.924
34,5%
FC Famalicão
1.728
32,6%
Real SC
494
26,7%
UD Oliveirense
378
26,4%
CD C. Piedade
784
22,4%
SL Benfica B
594
21,9%
Sporting CP B
226
19,2%
FC Arouca
992
17,7%
Varzim SC
1.230
16,9%
FC Penafiel
846
16,2%
A. Académica
4.803
16,1%
Sta. Clara
1.842
14,7%
Leixões SC
1.272
13,0%
Ac. Viseu
978
12,1%
SC Covilhã
358
10,2%
Gil Vicente FC
962
8,0%
FC Porto B
502
6,1%
Vitória SC B
1.591
5,3%
SC Braga B
363
1,2%
1.139
12,2%
U. Madeira
LEDMAN LigaPro
0,4m Assistência total nos estádios
12% Utilização da capacidade do estádio
1.139 Assistência média nos estádios
33% Assistência total dos jogos dos três primeiros
x
20.446 Jogo com maior assistência
“O jogo com entradas para estudantes” Fonte: Liga Portugal
48
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Horário e dias dos jogos
Assistência média e horário dos jogos
Os jogos com maior assistência média aconteceram no horário entre as 16 e as 17 horas e depois das 18 horas. Dos 380 jogos, apenas 3% se realizaram depois das 18 horas. Sábado e Domingo foram os dias da semana com mais jogos realizados. Com maior sobrecarga de jogos do que a Liga NOS, mais partidas ocorreram durante a semana.
Número médio de espetadores 2.000 1.500
1.257
1.185
1.005
1.000
1.429 1.094
382
500 0 <12h
12-15h
15-16h
16-17h
17-18h
>18h
57
4
136
142
30
11
Jogos
Fonte: Liga Portugal
Assistência média e dia dos jogos Número médio de espetadores 2.000 1.500
1.285
1.136 1.000
1.096
1.036
737
756
4a
5a
6a
Sab
Dom
2a/ 3a
42
9
10
117
186
16
500 0
Jogos
Fonte: Liga Portugal
Preço médio dos bilhetes Em média, a diferença entre o preço mais alto e o mais baixo cobrado foram 2 euros. U. Madeira, Sta. Clara, A. Académica, Leixões SC e Vitória SC B foram os que apresentaram maior disparidade de preços médios por cada jornada. Equipas com bilhetes gratuitos nos jogos
3 Fonte: Liga Portugal
Preço médio
Máximo
Mínimo
Diferença
U. Madeira
10
0
10
Sta. Clara
10
2
8
Académica
8
0
8
Leixões SC
7
0
7
Vitória SC B
8
2
6
LEDMAN LigaPro
7
5
2
Fonte: Liga Portugal
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
49
O talento ainda sem transmissão A grande maioria dos jogos da LEDMAN LigaPro não tem transmissão televisiva e torna-se fulcral criar um veículo de divulgação do talento que no futuro irá vingar ao mais alto nível do Futebol Profissional.
3
Transmissão de jogos na televisão A transmissão dos jogos da LEDMAN LigaPro não é aproveitada da forma como acontece na Liga NOS. Dos 380 jogos, apenas 25% tiveram transmissão televisiva. Este valor é potenciado pelos canais de Sociedades Desportivas com equipas B presentes na competição, que aproveitam a aderência televisiva e a atual legislação para transmitir os seus jogos em casa. Durante esta época, foi acordado que na época de 2018-19 todos os jogos sejam transmitidos na televisão ou via streaming.
O retorno mediático da competição A LEDMAN LigaPro decresceu em valor de espaço editorial face ao ocorrido na temporada passada devido a uma menor publicação de notícias sobre a competição e a um menor número de jogos realizados. A televisão e o online foram os principais meios geradores de notícias.
Canais das Sociedades Desportivas a transmitir jogos
47 jogos 12%
380
17 jogos
5% 4% 4%
15 jogos
JOGOS
15 jogos
75%
285 jogos
Sem emissão
Fonte: Liga Portugal
Milhões de euros
300 -15%
240
12%
180 120
168
196
172
29% 59%
60 0
18
22
2015-16
2016-17
LEDMAN
Restante competição
13 2017-18 Televisão
Online
Imprensa
Rádio
Fonte: CISION Impact Report 2017-18
Principais propriedades criadoras de valor Naming Publicidade 1a linha
50
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Flash Interview
A consagração das estrelas Melhor jogador
Melhor treinador
Melhor jovem jogador
Melhor golo
Ricardo Gomes
Francisco Costa
Francisco Machado
Ricardo Ribeiro
Equipas B
36
Valorização dos jovens talentos Rodagem competitiva
Equipas principais
Encaixe com vendas
Seleções Nacionais
Uma alavanca financeira importante Alguns jogadores que passaram por equipas B foram transferidos e permitiram encaixes avultados às Sociedades Desportivas, muito importantes para o seu equilíbrio financeiro.
Transferências de jogadores da Equipa B (2012-18) SL Benfica 86
Sporting CP
85
SC Braga
22
Jogadores aproveitados para a equipa principal
20
Média de idades das equipas B
45
229
FC Porto
Média de jogadores por equipa B
Jogadores nas seleções jovens
36
Vitória SC
19 0
100
200
57%
300 Milhões de euros
Fonte: Transfermarkt
O SL Benfica foi quem conseguiu maior volume financeiro em transferências de jogadores que passaram por equipas B.
Jogadores portugueses nas equipas B
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
51
Demonstração de resultados O valor médio das receitas das Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro aumentaram mais do que os seus gastos médios, maioritariamente devido a maiores ganhos com direitos televisivos e direitos de atletas.
Receitas totais
€29,6m Aumento médio de 37,4% em 2017-18 por Sociedade Desportiva
“A importância da receita de direitos televisivos” As receitas totais das Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro foram de 29,6 milhões de euros¹. O valor médio das receitas tem vindo a aumentar, sendo de 2,0 milhões de euros em 2017-18. A descida do Nacional e FC Arouca, com presenças em várias épocas na Liga NOS, contribuiu para esse aumento. Os valores de direitos televisivos dos jogos em casa e ganhos relacionados com direitos de atletas foram as suas principais fonte de receita, pesando 28% e 22% do total de rendimentos, respetivamente nas Sociedades Desportivas analisadas‘. Registe-se ainda a necessidade de receber apoios do Estado, autarquias e outras entidades de mais de 2,6 milhões de euros para cobrir os gastos da época.
Em 2017-18, as Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro geraram rendimentos em mais de: 2017-18
% total
Direitos televisivos
€5,1m
28%
Direitos de atletas
€4,0m
22%
€2,6m
14%
Venda dos direitos dos jogos em casa
Ganhos na transação e cedência
Subsídios/apoios Estado e outros entes públicos, Liga Portugal e outros donativos Fonte: Liga Portugal
Evolução do valor médio de receitas por Sociedade Desportiva¹
21% Receitas Posição 1-3
Milhões de euros
2,8
+37%
2,1
21%
1,4 0,7 0,0
Receitas Posição 4-6 2014-15
2015-16
2016-17
2017-18
€1,0m
€1,2m
€1,4m
€2,0m
Direitos de atletas
Direitos de atletas
Subsídios/contrib.
Atividade comercial
58%
Outros rendimentos Fonte: Liga Portugal
Receitas Posição 7-20
1 A nossa análise teve como ponto de partida a informação disponível mais recente. Para maior detalhe ver secção de metodologia de estudo
52
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Em 2017-18, as Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro geraram despesas em mais de:
Gastos com pessoal Atletas, treinadores e outros
2017-18
% total
€20,8m
70%
€7,9m
25%
€0,8m
4%
FSE
Fornecimentos e serviços externos
Direitos de atletas
Gastos na transação e amortizações Fonte: Liga Portugal
25% Gastos Posição 1-3
Evolução do valor médio de gastos por Sociedade Desportiva¹ Milhões de euros
2,8
+10%
2,1
23% Gastos Posição 4-6
1,4 0,7 0,0
€1,2m
53% Gastos Posição 7-20
2014-15
2015-16 €1,5m
2016-17
2017-18
€1,9m
€2,0m
Pessoal
FSE
Direitos de atletas
Juros e similares
Gastos totais
€30,6m Aumento médio de 9,7% em 2017-18 por Sociedade Desportiva
“Investimento nos planteis para subir de divisão” Os gastos totais das Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro foram de 30,6 milhões de euros¹. O valor médio dos gastos também aumentou mas menos que o valor médio das receitas, sendo 2,0 milhões de euros em 2017-18. Os gastos com pessoal foram de 20,8 milhões de euros, registando um aumento médio de 13% por sociedades desportiva, que assim investiram mais nos seus plantéis para atingir o objetivo da subida à Liga NOS. Relativamente a fornecimentos e serviços externos e a gastos relacionados com direitos de atletas, foram pagos 7,9 e 0,8 milhões de euros, respetivamente.
Outros gastos Fonte: Liga Portugal
Menor exposição mediática
As Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro apresentaram rendimentos operacionais sem transferências, em média 200 mil euros menores que os gastos com pessoal. Esta diferença evidencia o impacto que a menor exposição mediática de uma competição pode ter ao nível no interesse de operadores televisivos e na posição negocial com patrocinadores e fornecedores de material desportivo.
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
53
Posição financeira A solvabilidade financeira das Sociedades Desportivas continua preocupante mas melhorou em relação à temporada anterior, registando-se um aumento do valor do ativo médio e uma estabilização do passivo médio. Em 2017-18, as principais componentes do ativo das Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro foram as seguintes:
Total do ativo
€28,1m
% total
Clientes
€4,4m
16%
Ativos intangíveis
€2,3m
8%
Ativos fixos tangíveis
€0,7m
3%
Pagamentos a receber de clientes
Valor do plantel e outros
Aumento médio de 13,8% em 2017-18 por Sociedade Desportiva
“Estádios não pertencem às Sociedades Desportivas”
2017-18
O total do ativo das Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro foi de 28,1 milhões de euros¹, registando uma maior dispersão por todas as Sociedades Desportivas. O valor médio do ativo tem aumentado ano após ano, fixando-se nos 1,9 milhões de euros na época 2017-18. Os ativos intangíveis atingiram os 2,3 milhões de euros, sendo que o valor dos plantéis foi de mais de 1,3 milhões de euros, em média menos 16% do que na temporada anterior. As dívidas de clientes, resultantes da atividade corrente fixaram-se nos 4,4 milhões de euros, cerca de 16% do total do ativo. Registe-se ainda que muitos municípios cedem estádios e centros de treinos às Sociedades Desportivas, à semelhança do que acontece com as Sociedades Desportivas da Liga NOS.
Detidos pelas Sociedades Desportivas Fonte: Liga Portugal
43%
Evolução do valor do ativo médio por Sociedade Desportiva¹ Milhões de euros
Ativo Posição 1-3
+14%
2,4
1,6
13%
0,8
Ativo Posição 4-6 0,0
2014-15
2015-16
2016-17
2017-18
€1,2m
€1,4m
€1,6m
€1,9m
Ativos financeiros
Clientes
Ativos intangíveis
Ativos tangíveis
Outros ativos Fonte: Liga Portugal
44% Ativo Posição 7-20
1 A nossa análise teve como ponto de partida a informação disponível mais recente. Para maior detalhe ver secção de metodologia de estudo
54
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Em 2017-18, as principais componentes do passivo das Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro foram as seguintes: 2017-18
% total
€12,2m
31%
Estado e outros públicos
€5,2m
13%
Fornecedores
€5,0m
13%
Financiamentos obtidos Bancos e instituições de crédito
Dívida a entidades públicas
Montante por pagar a fornecedores Fonte: Liga Portugal
32% Passivo Posição 1-3
Evolução da valor do passivo médio por Sociedade Desportiva¹ Milhões de euros
+0%
3,2 2,4
20%
1,6 0,8
Passivo Posição 4-6
0,0
48%
2014-15
2015-16
2016-17
2017-18
€1,9m
€1,9m
€2,6m
€2,6m
Outras contas a pagar
Financiamentos
Estado e outros pub.
Fornecedores
Outros passivos
Passivo Posição 7-20
Total do passivo
€39,4m Aumento médio de 0,1% em 2017-18 por Sociedade Desportiva
“Estabilização do passivo depois de um forte crescimento” O total do passivo das Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro foi de 39,4 milhões de euros¹. O valor médio do passivo estabilizou nos 2,6 milhões de euros depois de um aumento de 31% em 2016-17. Os empréstimos bancários destacaram-se como principal fonte de financiamento com cerca de 12,2 milhões de euros, representando um peso de 31% no total do passivo. Dívidas a fornecedores resultante da atividade corrente foram de 5,0 milhões de euros. O rácio de solvabilidade, divide o capital próprio pelo passivo, sendo a média da solvabilidade das Sociedades Desportivas -1% em 2017-18. O mesmo rácio foi melhorado desde de a temporada anterior (-15%).
Fonte: Liga Portugal
Resultado líquido das Sociedades Desportivas
As Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro apresentaram um resultado líquido agregado negativo de 2 milhões de euros, uma melhoria agregada de 5 milhões de euros em relação ao ano passado. No total, apenas 6 das 15 Sociedades Desportivas apresentaram resultados líquidos positivos.
Sociedades Desportivas com resultado líquido positivo
8
Fonte: Liga Portugal
-
6 4 2
6 2 2015-16
3
2016-17
2017-18
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
55
A
V
E
D
DG
PT
Vitória FC
2
1
0
+2
7
SL Benfica
0
3
0
0
Portimonense
0
2
1
SC Braga
0
2
V UD Oliveirense
B
V
E
D
DG
PT
Sporting CP
1
2
0
+6
5
3
Marítimo M.
1
2
0
+1
5
-1
2
Belenenses
0
3
0
0
3
1
-1
2
U. Madeira
0
1
2
-7
1
E
D
DG
PT
V
E
D
DG
PT
1
2
0
+3
5
FC Porto
2
1
0
+4
7
Moreirense FC
1
2
0
+1
5
Leixões SC
1
1
1
0
4
CD Feirense
0
2
1
-1
2
Rio Ave FC
1
1
1
-2
4
Vitória SC
0
2
1
-3
2
FC P. Ferreira
0
1
2
-2
1
C
D
MF1
Vitória FC
2-0
MF2
UD Oliveirense
Sporting CP*
0-0
FC Porto
*vitória 4-3 após grandes penalidades
Vitória FC
FINAL
1-1
Sporting CP* *vitória 5-4 após grandes penalidades
Sporting CP
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
57
Taça CTT Uma competição com emoções únicas que culmina numa semana de futebol total O Sporting CP, comandado por Jorge Jesus, conquistou a sua primeira Taça CTT, batendo os seus opositores na marcação de grandes penalidades. O Vitória FC, com destaque para Gonçalo Paciência, que marcou cinco golos na prova, foi a equipa com o melhor ataque da competição. A UD Oliveirense com uma sólida prestação na prova, tornou-se na segunda equipa da LEDMAN LigaPro a atingir uma meia-final na competição.
2007-08 Este ano repetiu-se a final da primeira edição da competição
30,9%
Utilização dos recintos desportivos
115
Golos marcados
0,3m
Assistência total nos estádios
€267m Valor da exposição mediática da competição em espaço editorial
A Taça CTT* vista à lupa
44
115
209
7
Jogos realizados na competição
Golos marcados na competição
Cartões amarelos mostrados
Cartões vermelhos mostrados
39%
36%
50%
20%
Vitórias da equipa visitada
Primeiro marcador saiu vencedor
Golos marcados na segunda parte
Golos marcados nos últimos 15 minutos
44
22
16
25
Média de ataques por jogo
Média de cruzamentos por jogo
Média de remates por jogo
Média de faltas por jogo
Melhor ataque do campeonato
Melhor defesa do campeonato
Mais golos marcados na primeira parte
Mais golos marcados na segunda parte
Fonte: Liga Portugal
Jovens protagonistas A idade média dos jogadores utilizados foi inferior à das restantes competições. Os jovens jogadores responderam com mais remates certeiros, tendo a média de golos por jogo aumentado de 2,2 para 2,6.
5 Golos
Gonçalo Paciência Vitória FC
3 Assistências João Mendes UD Oliveirense
1-1
Resultado mais repetido
23
Jogos com três ou mais golos
2,6
Média de golos por jogo
6,2
Média de remates por golo marcado
Fonte: Liga Portugal * Atual Allianz CUP
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
59
O espetáculo visto das bancadas A competição é cada vez mais um sucesso tanto no campo desportivo como nas bancadas do estádio, tendo registado o terceiro aumento de assistência total consecutivo desde a introdução do novo modelo de fase final.
Assistências aos jogos no estádio Espetadores
Média
% Utilização
1a fase
934
10,2%
2a fase
1.842
16,8%
Fase de grupos
7.568
31,7%
Meias-finais
14.068
46,5%
Final
24.137
79,7%
5.883
30,9%
Taça CTT
Interesse crescente dos adeptos
A assistência total dos jogos tem vindo a aumentar desde a introdução do modelo de fase final. Milhares de espetadores
6%
360 270 180
245
259
2016-17
2017-18
185
0,3m Assistência total nos estádios
31% Utilização da capacidade do estádio
5.883 Assistência média nos estádios
20%
90 0
2015-16
Assistência total dos jogos da Final Four
Fonte: Liga Portugal
x
27.911 Jogo com maior assistência
“O primeiro jogo da fase de grupos” Fonte: Liga Portugal
60
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Horário e dias dos jogos
Assistência média e horário dos jogos
Os jogos com maior assistência média aconteceram no horário entre as 20 e as 21h horas e depois das 21 horas. Dos 44 jogos, apenas 43% se realizaram depois das 19 horas. Sábado e Domingo foram os dias da semana com mais jogos realizados. No entanto, os jogos a meio da semana foram os que registaram maior assistência média.
Milhares de espetadores 20 16
14 11
12 8
8 4 0
2
1
<17 h
17-18 h 18-19 h 19-20 h 20-21 h
17
Jogos
2
1
7
5
>21 h
8
6
Fonte: Liga Portugal
Assistência média e dia dos jogos Milhares de espetadores 20
16
16 12
10
10
8 4
4
5 1
0
Jogos
3a
4a
5a
6a
sáb
dom
5
5
3
6
11
14
Fonte: Liga Portugal
Preço médio dos bilhetes Em média, a diferença entre o preço mais alto e o mais baixo cobrado foram 2 euros. Sporting CP, U. Madeira, Belenenses, Moreirense FC e Rio Ave FC foram os que apresentaram maior disparidade de preços médios por cada jornada. Preço dos bilhetes da Final Four
€10 Fonte: Liga Portugal
Preço médio
Máximo
Mínimo
Diferença
Sporting CP
€24
€10
€14
U. Madeira
€15
€3
€12
Belenenses
€15
€6
€9
Moreirense FC
€15
€6
€9
Rio Ave FC
€14
€8
€7
Taça CTT
€11
€8
€3
Fonte: Liga Portugal
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
61
O mediatismo crescente da prova A Taça da Liga é um evento desportivo consolidado de mediatismo crescente, exponenciado por um modelo competitivo que agrega a família do futebol em torno dos atuais craques e velhas glórias em múltiplas atividades.
3
Transmissão de jogos na televisão A Taça CTT foi a única competição do Futebol Profissional com transmissão de jogos em canal não pago. Dos 44 jogos, cerca de 46% teve transmissão televisiva mas apenas em fases adiantadas da competição. Nas primeiras duas fases de acesso à fase de grupos apenas ocorreu uma transmissão televisiva no jogo Portimonense SC x GD Chaves.
Sociedades Desportivas com mais jogos transmitidos em canal aberto
54%
32%
44
6
jogos
14 jogos
JOGOS 14%
24 jogos
sem transmissão
Fonte: Liga Portugal
O retorno mediático da competição Milhões de euros
360
A Taça CTT aumentou o seu valor em espaço editorial face ao ocorrido na época passada, essencialmente fruto de uma maior exposição mediática da fase final, com a semana da Final Four. A televisão e o online foram os principais meios geradores de notícias.
+48% 9%
270 180
196
90 0
33%
128
2015-16 CTT
52
71
2016-17
2017-18
Restante competição
58%
Televisão
Online
Imprensa
Rádio
Fonte: CISION Impact Report 2017-18
Principais propriedades criadoras de valor
62
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Naming
Publicidade 1a linha
Conferência de imprensa
Badges nos equipamentos
A semana para toda a família Jogo das lendas
Final Four
Torneio eSports
Concertos ao vivo
Os ingredientes do sucesso Semana do futebol
Atuais jogadores
Velhas glórias
Adeptos eternos
2016-17
2017-18
14.967
52.273
Participantes na corrida do adepto
1.473
Vitória FC x Oliveirense UD
838 0
100 845
1.786
Sporting CP x Vitória FC
Staff compund para jornalistas
Milhares de visitantes na fan zone
Audiência televisiva dos jogos Sporting CP x FC Porto
4m
Audiência aos jogos em canal aberto
270
Consolidação da atratividade A assistência ao estádio na Final Four aumentou em cerca de 40 mil de adeptos em relação ao ano passado.
Corrida do Adepto
1.000 2.000 Milhares de espetadores
Fonte: RTP
O jogo Sporting CP x FC Porto foi o jogo da fase final com maior número de espectadores, com um share de 36,9.
100
Voluntários na organização
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
63
Prémios distribuídos A Liga Portugal voltou a distribuir receita para as Sociedades Desportivas fruto da participação na Taça da Liga, sendo os prémios tanto maiores quanto melhor a performance desportiva na competição.
Distribuição de receitas da competição As receitas distribuídas pela Liga Portugal às Sociedades Desportivas aumentaram de 1,5 para 1,8 milhões de euros. A Final Four foi a fase onde o montante distribuído foi maior por por Sociedade Desportiva participante: Milhares de euros
2.400 +22%
Primeira fase
1.800
Segunda fase
Fase de grupos
€184.500 €295.200 €830.250
1.200 1.845
1.506
600
Meia-final
€276.750 €258.300
0 2015-16
2016-17
2017-18
Fonte: Liga Portugal
Fonte: Liga Portugal
As equipas da Liga NOS arrecadaram um valor maior fruto de uma melhor performance:
Primeira fase
184
Segunda fase
192 103
Liga NOS LEDMAN LigaPro
156
675
Fase grupos
208 69
Meia final
258
Final
0
300
600
900
Milhares de euros Fonte: Liga Portugal
64
Final
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Pódio dos recebimentos As Sociedades Desportivas que asseguraram presença na fase final receberam cerca de 43% das receitas distribuídas pela Liga Portugal. O Vitória FC fruto da participação em mais rondas da competição foi a equipa que mais lucrou financeiramente com a competição.
265
Vitória FC
250
Sporting CP
149
UD Oliveirense
121
FC Porto
0
100
200
300
Milhares de euros Fonte: Liga Portugal
Receitas de bilheteira A venda de bilhetes para jogos da Taça CTT esteve a cargo das Sociedades Desportivas em todos os jogos, exceto na Final Four, que se realiza em campo neutro e por essa mesma razão está a cargo da Liga Portugal.
Milhares de euros
4.000
+25%
3.000
523 149
2.000 1.000
2.051
2.427
0 2015-16
2016-17
Restantes fases
2017-18 Final Four
Fonte: Liga Portugal
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
65
CAPÍT
ULO 4 Futebol hoje EstratĂŠgico
Temas do futebol hoje Os temas do futebol hoje estão identificados para reaproximar novamente o Futebol Profissional Português das principais ligas europeias.
Na presente edição do anuário foram identificados os seguintes temas:
01 02 03 04 05 06 07 08 09
Centralização da comercialização direitos audiovisuais Controlo financeiro das Sociedades Desportivas Introdução de um novo modelo de governação Promoção do futebol transparente
Utilização da tecnologia no futebol Revisão periódica dos modelos competitivos Internacionalização do Futebol Profissional Assistências e segurança nos estádios Mudanças no consumo e no perfil do consumidor
01
Centralização da comercialização dos direitos audiovisuais A centralização dos direitos audiovisuais é uma realidade na Europa do futebol, tendo nestes casos demonstrado gerar um valor de venda superior à sua comercialização individualizada. Em Portugal, única liga analisada com a negociação individual dos direitos audiovisuais pelas Sociedades Desportivas, é também a que regista maior desigualdade na sua distribuição pela classificação. Assim sendo, é possível observar que as assimetrias entre os primeiros classificados e os restantes se acentuam, recebendo estes cerca de 15,9 vezes mais em receita audiovisual do que os classificados a meio da tabela. Em Portugal, a criticidade da situação levou a Autoridade da Concorrência já em 2019 a emitir um parecer, pronunciando-se a favor de um modelo de comercialização conjunta dos direitos para os campeonatos profissionais. A mesma entidade recomendou ao Governo, uma intervenção de cariz legislativo que promova a regulamentação do modelo de comercialização dos direitos de transmissão, permitindo a sua venda em leilões trianuais, à semelhança do que aconteceu com o Real Decreto de Ley em Espanha. Como é possível verificar no gráfico ao lado, o Futebol Profissional espanhol saiu beneficiado com a comercialização centralizada de direitos audiovisuais em leilões também eles, trianuais.
Distribuição de receita de direitos televisivos Rácio UEFA que expressa a desigualdade entre valores médios distribuídos aos primeiros e aos classificados a meio da tabela 16
15x
12 8
7x
6x 4x
4
5x 3x
3x
1x 1x
0
2x
3x
3x
2x
3x
2x
3x
2x
2x
2x n.a.
ING
ESP
ITA
ALE
€2.910m €1.250m €1.055m €820m
FRA
TUR
POR
BEL
RUS
UKR
€617m
€295m
€126m
€64m
€44m
n.a.
Rácio de desigualdade de distribuição de receita televisiva em 2007-08 Rácio de desigualdade de distribuição de receita televisiva em 2016-17
Fonte: European Footballing Benchmark, UEFA
Evolução dos direitos televisivos das cinco principais ligas Valores da receita de direitos televisivos em milhões de euros Premier League (ING):
Serie A (ITA):
1.920
2.160
2.271
2013-14
2014-15
2015-16
2.910
2016-17
734
2013-14
2014-15
937
2015-16
2014-15
2015-16
2016-17
751
820
2015-16
2016-17
2016-17
2013-14
2014-15
Ligue 1 (FRA): 617
509
499
502
2013-14
2014-15
2015-16
2016-17
111
50
Liga NOS (POR):
53
45
4 2017-18
2013-14
649
148 145
0
1,055
577
154 145
21
1,013
1.250
Impacto da centralização nas Sociedades Desportivas:
32
953
Bundesliga (ALE):
La Liga 1 (ESP): 741
888
8
92
102
122
126
2013-14
2014-15
2015-16
2016-17
2015-16
Fonte: European Footballing Benchmark, UEFA
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
69
02
Controlo financeiro das Sociedades Desportivas O futebol como indústria obriga a uma profissionalização das Sociedades Desportivas e dos seus quadros. É cada vez mais importante a compreensão de que o controlo financeiro, importante em qualquer negócio, tem um papel fundamental da competitividade e na capacidade das Sociedades Desportivas se afirmarem. A importância é tal que levou a que o fair play financeiro e os seus indicadores assumissem um papel de relevo nas condições de participação nas competições profissionais. A Liga Portugal tem vindo a desafiar os seus associados com o incentivo à normalização do reporte e o rigor de reporte das demonstrações financeiras que implicam um esforço conjunto das Sociedades Desportivas. Uma evolução das regras atuais está prevista com a introdução do fair play financeiro 2.0, que passará a definir dois novos indicadores: um nível de endividamento máximo em relação ao EBITDA e um saldo máximo entre gastos e vendas durante uma janela do mercado de transferências. Sem controlo financeiro, não é possível sustentabilidade nem competitividade nas competições.
Peso das transferências 2016-17 Em percentagem de receitas operacionais POR
76%
UKR
66%
BEL
53%
ITA
53%
FRA
22%
ALE
21%
ESP
16%
ING
16%
RUS
10%
TUR
9%
0%
50%
100%
Fonte: European Footballing Benchmark, UEFA
03
Introdução de um novo modelo de governação A Liga Portugal é uma das entidades a nível europeu com mais anos de existência, tendo sempre as Sociedades Desportivas como associadas. O modelo de governação vigente cumpriu o seu papel num quadro de estabilização económico financeira. No entanto, o modelo de governação deverá estar alinhado com o atual estágio de desenvolvimento e a sua estratégia de futuro. Um modelo de governação inclusivo, que seja facilitador de uma maior eficácia e agilidade na tomada de decisão, sem comprometer o controle, vai ao encontro das exigências do atual desenvolvimento estratégico. Os associados passam a ter uma voz mais ativa e paritária nos destinos estratégicos da Liga Portugal com a criação de um órgão deliberativo, como um Conselho de Presidentes. Em conjunto terão a capacidade de tratar de assuntos estruturais, como a importância de diminuição da carga fiscal e dos prémios de seguros. A Liga, como entidade no apoio à profissionalização e estruturação das Sociedades Desportivas, irá garantir uma maior agilidade e eficácia, decorrente de uma maior funcionalidade na gestão quotidiana e intervenção junto dos órgãos do Estado.
70
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
História da entidade organizadora Anos de existência TUR
95
FRA
85
POR
40
ESP
34
ING
26
ALE
18
RUS
17
BEL
13
UKR
10
ITA
8
0 Fonte: European Leagues
50
100
04
Promoção do futebol transparente A transparência é um ativo crítico em qualquer competição, sem o qual o espetáculo perde o fator emoção. As práticas de match-fixing que têm ensombrado o futebol europeu, lançando o descrédito em torno de competições, Sociedades Desportivas e jogadores. Os fatores de risco do match-fixing como a exposição de defesas à influência no resultado, a existência de jogadores com salário em atraso ou competir sem objetivos numa fase do campeonato deverão então ser mitigados e acompanhados.
A aposta numa forte monitorização e numa política de tolerância zero torna-se fundamental no combate efetivo e na promoção da transparência no futebol. Plataformas de denúncias de corrupção são também fundamentais para o alerta. É no entanto importante não esquecer que o mercado das apostas desportivas é, tal como qualquer outro mercado associado ao futebol, um mercado em crescimento que contribui para o aumento do valor da competição.
05
Utilização de tecnologia no futebol O recurso às novas tecnologias, como o VAR e a goal line technology mitiga o erro humano, reforçando o rigor e equidade desportiva ao futebol, à semelhança do que ocorre em outros desportos. O tempo médio perdido com a paragem para revisão é reduzido e o seu grau de acerto alto, justificando a sua utilização. No entanto, um dos desafios passa agora por conseguir que um número mínimo de câmaras e de ângulos, sejam cobertos em todos os jogos. Fora do campo, as redes sociais e internet têm um papel importante no engagement com o adepto.
Implementação de tecnologia Ligas europeias com VAR
Fonte: International Football Association Board
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
71
06
Revisão periódica dos modelos competitivos O equilíbrio competitivo, a incerteza dos resultados dos jogos e da própria competição são um fator essencial à atratividade das ligas. As ligas mais competitivas e imprevisíveis tendem a resultar num espetáculo melhor e mais emotivo, aumentando a sua atratividade, traduzida num aumento do número de seguidores. Na última década, as primeiras divisões europeias à exceção das cinco com maior receita, têm vindo a encurtar os seus quadros competitivos e a introduzir novos formatos. As Sociedades Desportivas e a Liga Portugal têm reunido frequentemente de forma a analisar os atuais modelos competitivos e identificar sugestões de melhoria.
Histórico de vencedores Campeões diferentes no últimos 20 anos FRA
8
RUS
5
BEL
5
ALE
5
ITA
5
ESP
5
ING
5
POR
4
TUR
4
UKR
2
0
5
10
Fonte: Análise EY
07
Internacionalização do Futebol Profissional A globalização ditou que o Futebol Profissional, à semelhança do que ocorre noutras indústrias, se orientasse para mercados externos. As melhores práticas europeias mostram que os casos de sucesso usaram uma marca forte e agregadora da liga no estrangeiro, no caso português a Liga Portugal. A Premier League e a LaLiga, por exemplo, têm sido inexcedíveis no fortalecimento da sua marca além fronteiras, retirando receita adicional para as suas Sociedades Desportivas. Por outro lado, ligas como a Série A, não têm ainda conseguido capitalizar todo o interesse na competição noutros mercados. Os países CPLP pela ligação histórica e cultural ao nosso país, poderão constituir um primeiro passo para o desafio da internacionalização. Sobretudo, Brasil, Angola e Moçambique, países com elevada população e que ainda vibram com o futebol português à distância deverão ser estudados e acompanhados como mercados de internacionalização potenciais.
72
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
Receita televisiva em 2016-17 Valores em milhões de euros 1.588 1.990
ING
180
ALE
1.150
185
ITA
1.067
632
ESP
33
FRA
0
1.031
727
1.500 Mercados internacionais
Fonte: European Leagues
3.000 Mercados nacionais
08
Assistências e segurança nos estádios As assistências nos recintos desportivos do Futebol Profissional Português estão a aumentar, no entanto, ainda existe espaço para crescer até níveis de utilização da capacidade do estádio, tais como verificados na Premier League e na Bundesliga. A medida governativa que impôs IVA máximo sobre a bilhética teve impacto no preço dos bilhetes. Entradas mais económicas com maior percentagem de receita para as Sociedades Desportivas, está na génese do sucesso do futebol alemão. Os horários dos jogos, a bilhética (com venda online) e facilitação dos acessos, a promoção dos jogos e a profissionalização de estruturas das Sociedades Desportivas são outros temas com um impacto positivo nas assistências aos estádios. O ênfase no conforto e experiência dos adeptos e o reforço crescente da segurança dentro e fora dos estádios torna-se fundamental para atingir o objetivo traçado de futebol para as famílias.
Assistência média em 2017-18 Milhares de espectadores ALE
46
ING
38
ESP
27
ITA
25
FRA
23
RUS
14
TUR
13
POR
12
BEL
12
UKR
4
0
20
40
60
Fonte: European Footballing Benchmark, UEFA
09
Mudanças no consumo e no perfil do consumidor Na realidade atual, torna-se necessário introduzir uma maior adaptação na forma como os conteúdos audiovisuais são preparados e apresentados. A geração millenial, é atualmente a maior geração de consumidores. Estes gostam de interagir com as marcas e pessoas e são heavy users das redes sociais. São também adeptos das experiências e comparam múltiplas ofertas antes de efetuar uma compra. Para se relacionar com este novo tipo de consumidor deve-se adotar uma postura autêntica e que gere confiança e reciprocidade. As redes sociais permitem assim criar engagement com o adepto, atrair e conquistar a sua atenção, sendo meios privilegiados para a promoção como meio de informação institucional informal e de posicionamento. No entanto, o perfil de adepto de futebol atual ainda não foi traçado tornando muitas vezes difícil a reflexão estratégica em torno deste novo segmento. É urgente uma análise e estudo concreto do posicionamento do novo perfil do adepto.
Atividades de entretenimento Percentagem de interessados
TV online
38% 26% 18%
Social media
37% 35% 23%
Message/Chat
10%
Videojogos
Gen X Boomers
45% 31%
27% 16%
0%
Millenials
50%
50%
100%
Fonte: Goldman Sachs
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
73
Metodologia e conteúdos
O presente anuário foi realizado pela EY com base em informação cedida pela Liga Portugal e pelas Sociedades Desportivas. A EY não efetuou uma análise sobre a qualidade da informação tendo dado como correta a informação recebida.
74
01. A ► informação financeira das Sociedades Desportivas foi fornecida pela Liga Portugal para as épocas 2014-15, 2015-16, 2016-17 e 2017-18 em dois formatos distintos: (i) agregação dos Relatórios e Contas das Sociedades Desportivas para as épocas referidas, (ii) detalhe fornecido pelas Sociedades Desportivas para as épocas referidas. Privilegiou-se sempre que possível o uso do ficheiro agregador de Relatórios e Contas. 02. Para a Liga NOS foram obtidos para a época 2017-18, os ficheiros (i) e (ii) do ponto 1 para todas as Sociedades Desportivas, à exceção do Belenenses SAD, em que se assumiu o ficheiro (ii) da época 2016-17; 03. Para a LEDMAN LigaPro foram obtidos para a época 2017-18, os ficheiros (i) do ponto 1 para todas as Sociedades Desportivas, à exceção do U. Madeira, em que se assumiu o da época 2016-17; 04. Para a LEDMAN LigaPro não foi recebido para a época 2017-18, o ficheiro (ii) do ponto 1 de quatro Sociedades Desportivas.
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
05. Não foram recebidos os ficheiros (i) do ponto 1 de cinco, quatro e quatro Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro, nas épocas 2014-15, 2015-16 e 2016-17, respetivamente; 06. Não foram recebidos os ficheiros (ii) do ponto 1 de sete, seis e quatro Sociedades Desportivas da LEDMAN LigaPro nas épocas 2014-15, 201516 e 2016-17, respetivamente; 07. A análise económica do Futebol Profissional incidiu sobre o impacto direto da atividade da Liga Portugal e das Sociedades Desportivas participantes da Liga NOS e LEDMAN LigaPro na economia portuguesa; 08. A informação sobre postos de trabalho, carga fiscal e remunerações foi disponibilizada. Para a LEDMAN LigaPro, o envio de informação não foi total, faltando uma, quatro, três e três Sociedades Desportivas nas épocas 2014-15, 2015-16, 2016-17 e 2017-18, respetivamente;
09. A fórmula contemplada para o cálculo do valor acrescentado bruto (VAB) foi a metadata do INE, que subtrai do valor de produção aos seus consumos intermédios. Adaptou-se a fórmula ao setor do futebol; 10. O valor acrescentado bruto das Sociedades Desportivas da Liga NOS e LEDMAN LigaPro resulta do somatório de vendas e prestações de serviços, outros rendimentos e ganhos, saldos de transação de direitos de atletas, custo das mercadorias vendidas, fornecimentos e serviços externos, outros gastos e perdas e variações de inventário no período analisado. O valor acrescentado bruto do futebol foi comparado ao valor do PIB da economia portuguesa em 2018, segundo os dados do INE; 11. O volume de negócios das Sociedades Desportivas da Liga NOS e da LEDMAN LigaPro resulta do somatório de vendas e prestações de serviços, outros rendimentos e ganhos e saldos de transação de jogadores, enquanto o volume de negócios da Liga Portugal, resulta do somatório de vendas e serviços prestados e outros rendimentos excetuando as receitas com as próprias Sociedades Desportivas;
12. A informação sobre transferências dos jogadores das Sociedades Desportivas da Liga NOS foi obtida no site de futebol Transfermarkt, incindindo a análise sobre a entrada e saídas de jogadores das Sociedades Desportivas; 13. A informação sobre os horários, assistências nos estádios e transmissão televisiva dos jogos foi fornecida pela Liga Portugal para a época de 2017-18. 14. As rúbricas agregadas totais de receitas, gastos, ativo e passivo, foram calculadas a partir de ficheiros de Relatórios e Contas das Sociedades Desportivas para as épocas referidas no ponto 1, com as restrições de informação referidas no ponto 2, 3 e 5. 15. Os gastos com pessoal, fornecimentos e serviços externos, gastos com juros e outros similares, componentes do ativo e do passivo, resultado líquido e rácio de solvabilidade também foram calculados a partir do mesmo ficheiro, com as mesmas restrições.
16. O cálculo de detalhe de rendimentos, tais como ganhos na transação e cedência de direitos de atletas, direitos televisivos e atividade comercial foi feito a partir de ficheiros enviados pela Liga Portugal para as épocas referidas no ponto 1, com as restrições de informação do ponto 2, 4 e 6. 17. O cálculo de detalhe de gastos, tais como gastos na transação e amortização de direitos de atletas, remunerações de atletas, treinadores e funcionários foi feito a partir de ficheiros enviados pela Liga Portugal no ponto 1, com as restrições de informação enviada referidas no ponto 2, 4 e 6..
Anuário do Futebol Profissional Português Época 2017-18
75
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