O falecimento editorial levou-me a direccionar toda a temática desta edição no mórbido vocabulário presente no doce acto de perecer, de passar para outro lado, de findar algo… De modo que, sangue, fantasmas, cemitérios e demais defuntos assuntos vêm à baila, nesta sangrenta despedida plastificada…
!NTRO:
PAD ~ Funeral dos Doces AMOR ELECTRO ~ Barco Negro PAD ~ Fantasmas de Cemitério PAD ~ Raridade
Músicas portuguesas igualmente mórbidas vinham mesmo a calhar…
PLAYL!ST:
Amor Electro são talvez o projeto recente mais interessante da música portuguesa. Sob uma atmosfera rock, adocicada pelas letras melodiosas e sôfregas divagam no extenso universo da lusofonia, e aquecem não só os corações de Viana, como os de todos nós… É fulminante a energia da cativante e teatral Mariza Liz em palco… A certa altura senti-me intimidado com a forma como ela, se fixava nas objetivas que apontavam para ela… O “Barco Negro” foi o último tema lançado antes do encore, e o último que assisti na primeira fila,e neste derradeiro adeus à Plast!c mag soou-me bem revelar algumas imagens deste poderoso concerto made in Portugal… Não caiu o Carmo nem a Trindade, mas a Máquina (acordou) Viana.
RARIDADE
Ou fuga tépida à vaidade…
Uma exposição que transcende o limiar das conexões cerebrais e das sinapses derramadas por segundo, enquanto se tritura cada traço mais ou menos, carregado de um quadro. Paula regou-nos com obras subtilmente seleccionadas da colecção British Council, 87 no total, díspares, sem nenhum fio condutor aparente, simplesmente… Deambulamos por um espectro eclético de obras de arte, que oscilam entre desenhos, gravuras, pinturas e fotografias de artistas sonantes, ou desconhecidos. E de vez enquanto petrificamos com uma Natureza Morta de Madame Yevonde ou um Mapa de Nenhures de Grayson Perry, tamanha absorção culmina numa apneia estética de ideias e inspirações, muito diversas, a elas associadas.
Patente até 23 de Outubro na Fundação EDP no Porto.