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Ser Jovem Hoje (9789896931896)

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Margarida Gaspar de Matos

SER JOV EM Ser Jovem Hoje

HOJE

Margarida Gaspar de Matos Ana Cerqueira Catarina Noronha Cátia Branquinho Fábio Botelho Guedes Marta Raimundo Sónia Albuquerque

Coautores:

Ana Cerq ueira I Catarina Noronha Cátia Branq uinho I Fábio Botelho Guedes Marta Raimundo I Sónia Albuq uerq ue w w w. p a c t o r. p t Investigadores do Projeto Aventura Social


spar de Matos A Arte de Viver no Século XXI

ER V EM

A Arte de Viver

SE JOV

Uma coleção descomplicada, mas com fortes raízes na Psicologia.

PARA JOV ENS ADULTOS

OJE

Autoconhecimento Emoções Desafios Saúde física Saúde mental

HO

Margarida Gaspar de Matos

Tens entre 1 Entrar na vida adulta Psicóloga, psicoterapeuta

e professora universitária. Então este l Há mais de 40 anos que estuda a saúde mental, o bem-estar e a pressão para ter suc osEntre desafios de crescer, nas redes sociais, as dúvida ajudando crianças, de encontrares o teu lugar adolescentes e jovens a viver que nem sempre te com mais satisfação, mais saúde e mais qualidade de vida. Este livro mostra-te que n para viveres melhor. Com in baseadas na psicologia, e em prática, vais descobrir com idade com mais equilíb

Família Amizades Amor Futuro

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Índice

Os Autores.......................................................................................V Testemunhos de quem leu o livro.............................................VII Introdução......................................................................................XI 1. Que Tipo de Pessoa És...........................................................1 2. Aceitar, Agir e Equilibrar.....................................................21 3. Curiosidade, Abertura e Flexibilidade Psicológica..........31 4. Selecionar, Otimizar e Compensar.....................................39 5. Serendipidade: Aproveitar as Surpresas............................41 6. Qual é o Teu DNA?..............................................................45 7. O Corpo Ideal.......................................................................49 8. A Família é Importante........................................................57 9. Ser Estudante........................................................................67 10. O Mundo das Amizades......................................................77 11. É Normal Sentires-te Triste.................................................83 12. É Normal Sentires Ansiedade.............................................91

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13. O Mundo dos Amores.........................................................95 14. O Superpoder dos Avós.....................................................101 15. O Envelhecimento dos Teus Pais......................................109 III


Ser Jovem Hoje

16. Lidar com a Doença...........................................................119 17. O Luto e as Perdas..............................................................125 18. A Tua Vida é o Presente.....................................................137 19. O Futuro e os Desafios.......................................................143 20. Seres Agente da Mudança.................................................155

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Para Saberes Mais........................................................................161

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Testemunhos de quem leu o livro

Como estudante de psicologia, ensinaram-me a importância da flexibilidade psicológica, e vejo a sua necessidade ao estar com os meus colegas. Uma licenciatura está repleta de desafios, e sem flexibilidade psicológica torna-se difícil adaptarmo-nos às situações adversas e de stresse que temos pela frente. Mas a verdade é que um jovem não precisa de estudar psicologia para aplicar este conceito. Como jovem de 19 anos, sinto-me por vezes perdida, e de certeza que me vou sentir assim durante mais uns anos. Vão surgir discussões, dificuldades na vida social, desafios profissionais, e mesmo crises de identidade, porque é esta a realidade dos jovens.

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Nesta altura atribulada, em que ora temos vergonha de tudo, ora achamos que estamos no topo do mundo, ora achamos que o mundo está a desabar, precisamos de ter flexibilidade psicológica. Precisamos de várias perspetivas para nos equilibrarmos. Precisamos de nos conhecer, de saber no que acreditar e o que nos representa. Para isso, temos de nos adaptar a todo o tipo de situações e contextos, saber ouvir o outro e ter empatia. Nesta altura caótica, em que pensamos em todos menos em nós, ou em que pensamos em ninguém, sem ser em nós próprios, precisamos de saber ser flexíveis, para nos melhorarmos em todas as oportunidades que surgirem. Mas, na verdade, será que é só nesta fase que sentimos isto? Será que nos vamos sentir sempre sem rumo e como se não nos conhecêssemos? Ou será que melhora? VII


Ser Jovem Hoje

O que me dizem é que sim. Hei de lá chegar para descobrir. O que sei é que estes são os anos que me vão servir de base para o resto da vida. Sei que ao passar pela experiência única de ser jovem aprendo a adaptar-me. E, na verdade, acho que todos temos jovens dentro de nós, e que temos de continuar a esforçar-nos para melhorar e ter pensamento flexível. É assim que conseguimos o mais importante: amor próprio e amor ao próximo. Espero que este livro sirva de guia para quem deseja moldar os seus pensamentos e emoções, para quem deseja ter uma mentalidade mais construtiva, flexível e empática. Esta leitura é essencial, independentemente da idade, para quem quer interagir com o mundo e consigo próprio de forma mais construtiva, com mais amor. DIANA AVELAR DIAS, 20 anos, estudante de Psicologia, Seixal

Hesitamos, muitas vezes, quando nos cruzamos com este tipo de livro. Quando uma obra se propõe a explorar a autorreflexão, é fácil colocá-la na categoria, tantas vezes pejorativa, de “autoajuda”. Não sei se será o termo mais adequado aqui, mas há algo que importa lembrar: um bom livro, independentemente da sua categoria, é aquele que nos faz crescer, sentir e olhar para o mundo com outra perspetiva.

É um exercício de pausa num mundo que nos empurra constantemente para respostas rápidas e padrões pré-concebidos. Aqui, somos incentivados a pensar e a decidir por nós mesmos. Ser jovem é também assumir a responsabilidade de se construir como indivíduo. Uma sociedade e um mundo mais justos e dignos pode VIII

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Ao longo das páginas deste livro, somos estimulados a olhar para nós mesmos e para as nossas relações. Este livro convida a sentarmo-nos connosco próprios, ou até mesmo a ir dar uma volta. Funciona como uma caixa de ferramentas, que auxilia na autonomia emocional e psicológica. Pode ser um primeiro passo para abrir a reflexão sobre as nossas resistências e inquietações.


começar de dentro para fora. Acredito que livros assim podem ser um incentivo para isso mesmo. Este não é um livro com respostas prontas ou soluções universais e, sejamos francos, os jovens não precisam disso. Não dita regras nem caminhos, mas apresenta ideias e ferramentas que podem ser adaptadas às necessidades de cada um. Para quem está a iniciar o contacto com a psicologia, serve como uma introdução prática e intuitiva. Para aqueles com maior experiência na área, aqui está uma boa forma de traduzir o conhecimento teórico em ferramentas úteis no quotidiano. Não se limita a ensinar conceitos, mas incentiva a sua aplicação de forma concreta e transformadora no dia a dia. Distingue-se por não oferecer soluções rápidas ou receitas prontas. Convida-nos a refletir e a questionar, ajudando-nos a desenvolver uma relação mais consciente connosco próprios. Num mundo acelerado, onde a pressa pelas respostas prevalece, é um lembrete sobre a importância de fazer pausas, repensar escolhas e explorar os nossos próprios caminhos. As perguntas certas podem ser o ponto de partida para grandes mudanças. PEDRO PEIXOTO, 26 anos, Técnico de Intervenção Social, Covilhã

Após leitura dou por mim envolvido em sentimento de emoção agradável e feliz. Em olhar pensativo e concentrado. Fazendo a ligação “Ser Jovem Hoje”. Bem dentro de mim também disse: “Que riqueza de Conteúdos!”. Passei pelo nome das pessoas. Verdadeiros artistas de estudo do desenvolvimento humano.

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Depois, perguntei-me: “E tu, agora, que dizes a isso?” As minhas quase oito décadas de existência, na minha lucidez e capacidade de interpretação e reflexão, levaram-me para uma viagem no tempo para dizer e confirmar a verdade e realidade dos IX


Ser Jovem Hoje

conteúdos elaborados e construídos pelos brilhantes e categorizados artistas. Na viagem olhei para as imagens da memória da infância, adolescência, da idade adulta e para aquela em que me encontro e pergunto-me: “Como foi a tua viagem nas etapas da vida percorridas?”. Pensei na escola familiar, doméstica, da rua, religiosa, escola pública primária, liceal e de magistério, escola do trabalho na terra e vida do pai, militar, escola profissional, do voluntariado, ensino aprendizagem, ações de formação, de programas, projetos, iniciativa, programação, escola de animação…. Voltei aos conteúdos a pensar e confirmar que muitos fomos no passado autênticos autodidatas em muitas e muitas áreas do nosso desenvolvimento humano. Por isso, pretendo aqui deixar o registo de homenagem e louvor pelo trabalho desenvolvido nesta área de tão relevada importância para o desenvolvimento humano, em especial ao excecional grupo de trabalho que se sente, que para além do seu percurso na carreira académica e profissional, se apresenta a um nível humano preenchido e revestido de grande empenho, interesse, amor, dedicação e de objetivos de longo alcance para dar o seu contributo a uma causa de elevada nobreza que implica o futuro de todos nós com um alerta e desafio, em especial para os jovens, apresentando e sugerindo caminhos a seguir em vista à construção nas diferenças de um mundo melhor. Vejo no Jovem uma arte da natureza. Que o mesmo saiba saborear esta grande proposta de arte psicopedagógica. Um livro enciclopédico. Excelente caminho de procura e realização no âmbito do crescimento a todos os níveis.

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ÁLVARO FEIJÓ, 80 anos, Aposentado ao serviço dos séniores, Ribeira Grande

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Introdução

Vives num tempo acelerado, cheio de possibilidades, mas também de pressões. As redes sociais parecem ditar quem deves ser, as escolhas de futuro surgem cedo, relações intensas e, muitas vezes, a sensação de que precisas estar “sempre bem”. Mas a verdade é que ninguém está sempre bem. E tudo bem com isso. Este livro é um convite para olhares de forma diferente para ti mesmo e para o mundo à tua volta. Não te vamos apresentar fórmulas mágicas ou frases motivacionais vazias, mas sim ferramentas práticas, baseadas nas chamadas “terapias de terceira geração”. Estas abordagens da psicologia não querem “consertar” quem tu és. Pelo contrário, ajudam-te a conheceres-te melhor, a aceitares as tuas emoções e a viveres melhor. O bem-estar psicológico não significa eliminar a ansiedade, a tristeza ou o medo. Significa aprenderes a relacionar-te de outra forma com esses sentimentos, sem que eles ditem o rumo da tua vida. E isso pode ser transformador: em vez de ficares preso ao que te dói, passas a criar espaço para o que realmente importa.

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Este livro foi pensado para ti, jovem adulto, que procuras equilíbrio no meio do caos do dia a dia. É um guia, mas também uma conversa. Não te diremos o que fazer ou quem deves ser. Vamos caminhar contigo, explorando formas de cuidares da tua saúde psicológica com abertura, flexibilidade e curiosidade. Porque o bem-estar não é um destino, mas um caminho. E esse caminho começa agora. XI


Ser Jovem Hoje

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Nota importante

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Escrevemos este livro usando o masculino genérico como forma de referência ao longo dos textos, por razões de clareza, fluidez e coerência editorial. Mas queremos que saibas: esta opção, amplamente utilizada na norma padrão da língua portuguesa, não tem carácter excludente e deve ser entendida como abrangendo todas as pessoas, incluindo-te a ti, seja qual for o teu género. Procuramos, assim, promover uma linguagem acessível e consistente, sem qualquer intenção de discriminação.

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O Corpo Ideal Durante a tua adolescência, passaste por transformações profundas: o corpo mudou, a mente ficou mais curiosa e até as amizades se alteraram. Algumas destas mudanças são comuns a todos os jovens, como o crescimento ou a alteração da voz, mas cada um vive esse processo de forma única, ao seu próprio ritmo. Nem sempre cresceste ao mesmo tempo que os teus amigos e isso pode ter-te trazido comparações e inseguranças. Mas o desenvolvimento não é uma corrida: cada corpo segue o seu caminho.

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Essas transformações não foram apenas físicas. O turbilhão hormonal da adolescência mexeu também com as emoções e com a forma de pensar. É normal teres tido fases de maior stresse, sentires-te irritado, questionares quem és ou preocupares-te mais com a aparência. Essa procura por identidade faz parte do processo. O mais importante, agora que és um jovem adulto, é perceberes que as mudanças da adolescência foram apenas o ponto de partida, que te ajudaram a moldar não só o corpo que tens hoje, mas também a forma como te vês e como te relacionas com os outros. Entender esse percurso é um passo essencial 49


Ser Jovem Hoje

para aceitar quem és e continuares a crescer, por dentro e por fora. Voltemos agora um pouco atrás no tempo, até à fase da infância. Nessa altura começaste a perceber que somos todos diferentes. Umas crianças tinham o cabelo curto, outras comprido, umas tinham o cabelo liso, outras encaracolado, umas tinham os olhos verdes e outras azuis, entre tantas outras diferenças. Foi aí que começaste a ter noção das tuas características e daquilo que te distingue dos outros. Foi assim que começaste a ter uma ideia ou imagem de como é o teu corpo. No entanto, à medida que foste crescendo, tornou-se normal pensares sobre o teu corpo, a ter também pensamentos e sentimentos associados a este. A essa ideia de como é o nosso corpo, o que pensamos e sentimos sobre ele, chamamos de imagem corporal. A imagem corporal que temos de nós próprios pode ser mais positiva ou mais negativa, e pode ir mudando ao longo do tempo, e estudos recentes1 demonstram que, tanto no género masculino como no feminino, uma má imagem do corpo é meio caminho andado para uma perceção de infelicidade e muitos jovens sentem-se descontentes com a sua aparência, ou porque acham que deviam ser mais magros, ou mais musculados, ou mais altos. Isto leva-nos a uma questão.

A forma como lidas com a tua aparência é muitas vezes moldada por aspetos culturais e sociais. No teu dia a dia, lidas com muitas situações nas quais é exigido um determinado padrão corporal, quer seja através do que vês nos media ou nas redes 1

HBSC da OMS em www.aventurasocial.com. 50

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O que é que define gostares mais ou gostares menos da tua aparência?


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A Família é Importante A família vai desempenhar, ao longo da tua vida, um papel essencial e ocupar um lugar central nas tuas experiências e aprendizagens. É esperado que as relações familiares despertem em ti uma variedade significativa de emoções, como por exemplo, a alegria, a compreensão, o amor, mas também a tristeza e a frustração. Na verdade, a família é o primeiro contexto onde aprendes a relacionar-te com os outros e, por isso, é natural que, por vezes, sintas emoções fortes e contraditórias.

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Atualmente, as famílias podem ter várias constituições e formas que traduzem uma diversidade crescente, tanto na sua composição, quanto nas dinâmicas entre os seus membros. Para além do modelo tradicional de família nuclear, surgiram novas estruturas familiares que refletem às mudanças sociais e culturais. Entre essas formas, encontramos as famílias em união de facto, as famílias recompostas (com filhos de relações anteriores), as famílias monoparentais, as famílias homoparentais e as famílias adotivas. Cada uma destas configurações mostra que não há um único modelo de família, mas sim múltiplas possibilidades de relações e vínculos afetivos que se adaptam às necessidades e realidades contemporâneas. 57


Ser Jovem Hoje

Toma Nota! Independentemente da tua configuração familiar, é importante compreenderes que as relações familiares não são perfeitas. É normal existirem momentos de conflito, de silêncio e até de afastamento. Afinal, cada pessoa é única e traz consigo pensamentos, sentimentos e necessidades diferentes. Mas, apesar destes desafios, a família tem um papel importante e fundamental na construção da tua identidade (quem és tu afinal?). Desde bebé, foi no seio da tua família que aprendeste valores importantes, como a empatia, a cooperação e a capacidade de resolver conflitos. As relações familiares são uma base de segurança, onde em geral te sentes aceite pelo que és, independentemente dos erros que possas cometer ou dificuldades e desafios que possam surgir. No entanto, como em qualquer outra ligação importante, as relações familiares exigem tempo e esforço para se manterem saudáveis e fortes. Saber comunicar é essencial. E é natural que te sintas frustrado ou magoado quando passas por desentendimentos. Mas é importante recordares que todas as relações enfrentam desafios e que, por exemplo, através do diálogo, podes resolver alguns desses conflitos. Toma Nota!

Assim como acontece com as emoções, as relações familiares também mudam ao longo do tempo. Conforme foste 58

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Pedir desculpa ou ser capaz de ouvir com atenção a outra pessoa pode ser difícil, mas são aspetos importantes para fortalecer laços.


A Família é Importante

Esta atividade convida-te a observar os pensamentos como eventos mentais, não como verdades absolutas. E vai ajudar-te a perceber que os pensamentos são palavras que podem “aumentar” ou “diminuir”, sem precisares de acreditar neles. No contexto familiar, aprender a criar essa dinâmica permite que cada elemento acolha os próprios pensamentos sem se fundir com eles, escolhendo como agir de forma mais consciente. Assim, é possível lidar com os desafios familiares com mais flexibilidade, evitando reações automáticas e promovendo uma convivência mais harmoniosa. DESAFIO 18 A caixa das emoções 1. Começa por arranjar uma caixa de cartão (pode ser usada) e junta a tua família nesta atividade. Traz também algum material de pintura e desenho e pede ajuda para decorar a caixa. Dá-lhe o nome de “Caixa das emoções da família” e decora livremente a mesma. 2. De seguida, sugere que sempre que alguém da tua família experimente uma emoção significativa/forte (agradável ou desagradável) escreva ou desenhe essa emoção e o que sentiu com ela num papel, colocando esse papel dentro da caixa. 3. Escolhe em família um dia e um momento da semana (por exemplo, sábado ou domingo à tarde) para abrirem juntos a caixa. A ideia é que falem abertamente sobre as emoções presentes na caixa, sem julgamentos. Coloquem as seguintes questões uns aos outros e reflitam sobre as mesmas: © PACTOR

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A Arte de Viver

no Século XXI

SER JOV EM HOJE

Tens entre 16 e 30 anos? Entrar na vida adulta tem sido desafiante? Então este livro é para ti! Entre a pressão para ter sucesso, a constante comparação nas redes sociais, as dúvidas sobre o futuro e a vontade de encontrares o teu lugar no mundo, é normal sentires que nem sempre tens tudo sob controlo. Este livro mostra-te que não precisas de ser perfeito para viveres melhor. Com inúmeras estratégias práticas baseadas na psicologia, e com 48 desafios para pores em prática, vais descobrir como lidar com as mudanças da tua idade com mais equilíbrio, coragem e confiança.

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99 789896 789896 931841 931896

ISBN 978-989-693-189-6

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