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Cidade Viva n. 30 (Digital)

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d i g i t a l s i nt r a O JORNAL COM NOTÍCIA S • DIRECTOR: LUÍS GALRÃO • ANO 3 • QUINZENAL • 4 D E J U L H O D E 2 0 0 8 •

Consultas em Massamá adiadas para a próxima semana A extensão de Massamá do centro de saúde de Queluz foi inaugurada esta quinta-feira, mas os utentes só poderão começar a marcar consultas na próxima semana. “Se recebermos o que falta esta sexta-feira, podemos começar na segunda, caso contrário só depois”, admitiu António Frazão, director de uma das duas Unidades de Saúde Familiar (USF) que irão funcionar nas instalações.

N.º 30

SINTRA VAI TER UM NOVO CANIL MUNICIPAL A Câmara aprovou a abertura do concurso público para a empreitada de execução das novas instalações do Gabinete Médico Veterinário Municipal. O novo complexo tem um prazo de execução de oito meses, numa empreitada que inclui a concepção e a construção. “Estou convencido que com algum optimismo conseguiremos ter a obra pronta dentro de um ano”, acredita o vereador Luís Patrício.

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LAGO PERIGOSO PREOCUPA MORADORES NO ALGUEIRÃO Os moradores da Rua de Santo Estêvão, no Algueirão, queixam-se dos mosquitos e reclamam do perigo de viver junto a um lago artificial que fica paredes meias com as suas casas. O lago surgiu nas fundações de uma obra embargada há alguns anos pela autarquia e é um perigo para as crianças da zona.

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MIRA SINTRA JÁ TEM UMA CASA DA CULTURA A freguesia de Mira Sintra conta desde Domingo com um novo espaço cultural chamado Casa da Cultura. O edifício foi inaugurado com pompa e circunstância no Dia do Município e o auditório foi pequeno para tantos quantos quiseram assistir ao evento. “È o reconhecimento do município e vem premiar a actividade cultural que se desenvolveu durante décadas no bairro”, considera Rui Pinto, presidente da Junta de Mira Sintra.

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Aprovada construção de novo canil Municipal Abandono “escandaloso” de animais

O Executivo da Câmara aprovou na última reunião a abertura do concurso público para a empreitada de execução das novas instalações do Gabinete Médico Veterinário Municipal. “A Câmara assume a construção de uma obra que tarda 25 anos”, considerou o vereador responsável. Para Luís Patrício,

trata-se de “uma questão de civismo e a rectificação de um erro antigo, que são as actuais instalações”. O novo complexo do Canil Municipal tem um prazo de execução de oito meses, numa empreitada que inclui a concepção e a construção. “Estou convencido que com algum optimismo conseguiremos ter

a obra pronta dentro de um ano”, referiu. As novas instalações serão construídas no mesmo local do actual canil, que será demolido. A obra vem dar resposta a questões como o bem-estar dos animais, a higiene, a salubridade e a protecção do ambiente. “Aquele canil foi sempre uma adaptação, nun-

ca teve condições para poder albergar animais nas condições desejáveis, e à luz da legislação actual não tem mesmo”, admite o vereador. Mas dentro de um ano, “vamos ter condições que superam o que a Lei exige e penso que será um equipamento de referência no país”, refere Luís Patrício

As obras não irão, no entanto, resolver o problema mais grave: o abandono de animais. “É um problema com dimensão proporcional à dimensão do concelho”, afirma. O próprio presidente da Câmara, Fernando Seara, ironizou sobre o assunto na reunião de Câmara. “Por questão não de civismo, mas de cidadania, [há munícipes que] abrem as portas dos carros e deixam os animais a respirar o ar da Serra, enquanto eles vão respirar o ar do Algarve”, um problema próprio das “questões da cidadania contemporânea”, considerou. A autarquia afirma que no Verão “há claramente um aumento de animais errantes na rua, que pelo seu aspecto e comportamento se verifica que estavam habituados a estar em casa, e não nasceram já na rua”. Mas pior do que isso, assegura Luís Patrício, “é a autêntica proliferação de abandonos

de animais de raças utilizadas para a caça”. O abandono de animais no final da época de caça “é enorme e escandaloso”, denuncia o vereador. Esta é, aliás, “uma das situações preocupantes em termos de abandono de animais”. Apesar de a Câmara assegurar “que todos os chips que são aplicados são devidamente registados na base de dados nacional”, muitos dos animais capturados “não têm registo, ou têm chip, a que corresponde um número, mas que não têm registo correspondente na base de dados”. O vereador desconhece o “esquema” usado pelos proprietários. Podem ser chips colocados antigamente ou noutros locais e quando são feitas as fiscalizações, o leitor detecta o chip mas não consegue confirmá-lo na base de dados. “Aliás, numa das duas bases de dados, uma coisa curiosa neste país”, refere. Luís Galrão

Alunos inauguram azulejos no Tribunal de Sintra À segunda foi de vez e os alunos do Curso de Pintura e Decoração Cerâmica da Escola EB 2,3 Mestre Domingos Saraiva, no Algueirão, conseguiram inaugurar o trabalho de muitos meses. O muro da escadaria do Tribunal da Comarca de Sintra está agora ilustrado com um painel de azulejos sobre a Justiça, planeado e executado por um grupo de finalistas. Ao mote, “É fácil ser bom, o difícil é ser justo”, de Victor Hugo, uma das frases do novo painel azulejar, acresce um dos objectivos do projecto. Através da arte, os docentes esperam que os alunos “olhem estas instituições com outro olhos”. “Pretendemos que os alunos entrem em contacto com instituições em que muitas vezes não entram pela porta da frente, até porque há per-

fis muito característicos que determinam o insucesso escolar e até alguns incidentes”, explica Marília Rocha, coordenadora do curso. O Tribunal de Sintra é o terceiro local a receber trabalhos desta escola, depois da antiga esquadra da GNR em Mem Martins (actual PSP) e da Escola EB1 de Agualva. O painel é assinado por cinco alunos, mas o trabalho é colectivo. “É um trabalho que começou há dois anos, com a colaboração da turma e dos professores”, explica Mello Xavier, agora com 19 anos. O ex-aluno diz estar “orgulhoso”, mas recorda os tempos difíceis dos últimos meses. “Houve uma primeira tentativa de inauguração em Outubro, mas devido a um problema com a colocação dos painéis parte dos azulejos caíram”, conta. “Foi mais

duro e mais difícil fazer tudo de novo”, admite o aluno, que ainda não decidiu se segue artes ou informática. Para a coordenadora do projecto, a professora Lígia Duvergé, a iniciativa “correu muito bem”, apesar do contratempo. “Foi uma recuperação morosa devido aos problemas com a primeira colocação e foi necessário refazer parte do trabalho”. Os alunos chegaram a “ficar tristes e desmotivados”, mas no final “fizeram um trabalho excelente”, diz. O grupo estudou os direitos humanos e a justiça ao longo dos tempos e apresentou uma interpretação “daquilo que para eles é a justiça”. O curso que frequentaram tem dupla certificação, ou seja, dá-lhes uma equivalência ao 9º ano e um certificado profissional de nível II. “O curso foi pensado

para que os alunos vejam o seu trabalho reconhecido e façam uma ligação mais célere com a comunidade”, explica Marília Rocha. Também presente na inauguração, Fernando Sea-

FICHA TÉCNICA

ra considerou tratar-se de “uma expressão de arte pública extremamente motivadora, porque tem origem numa escola”, um espaço que deve “servir para dar sentido de vida”. O próximo

trabalho ainda não está definido, mas a turma que irá entrar no segundo ano de curso no próximo ano lectivo, terá de apresentar o projecto até Outubro. Luís Galrão

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Lago perigoso preocupa moradores no Algueirão

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B R E V E S PSP apreende 10 quilos de heroína na linha de Sintra No final de Junho, o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa apreendeu 10 quilos de heroína e deteve quatro suspeitos entre os 41 e 50 anos, acusados de se dedicarem ao tráfico de droga na linha de Sintra. A operação incluiu buscas a quatro residências em Mem-Martins, Agualva-Cacém, Rio de Mouro e Buraca (Amadora), e foi “o culminar de uma investigação de cerca de ano e meio pelo crime de tráfico de droga”. A PSP apreendeu também 200 gramas de cocaína, quatro automóveis de passageiros, duas caçadeiras de canos serrados, duas pistolas, um revólver, 187 peças em ouro, 11 telemóveis e munições e ainda cerca de 5000 euros em dinheiro.

Câmara faz melhoramentos em Terrugem e Queluz

Os moradores da Rua de Santo Estêvão, no Algueirão, queixam-se dos mosquitos e reclamam do perigo de viver junto a um lago artificial que fica paredes meias com as suas casas. “Com o calor começam os mosquitos e é impossível abrir uma janela”, reclama Mário Monteiro, um dos moradores que se prepara para mudar de casa. O lago surgiu nas fundações de uma obra embargada há alguns anos pela autarquia, porque a construção foi feita sobre uma linha de água. Agora, o problema maior, diz, é o perigo para as crianças da zona. “Esta rua é usada todas as tardes por dezenas de crianças e jovens que não têm outro local onde brincar” e como “a rede da vedação parece uma baliza eles usam-na como tal”, explica. Ainda esta semana, o Cidade VIVA encontrou no local um grupo de três jovens que tentavam recuperar bolas perdidas. “Caem quase todas para lá”, queixa-se Francisco, de 12 anos. Juntamente com Tomás, de oito, e Bica, de 13, o jovem passa facilmente pelo buraco da vedação e entra no terreno. Para chegar às bolas que caem na água, o grupo improvisou uma rede de passadiços de madeira sobre a vegetação e o lixo flutuante. “Costumam mandar os mais novos, porque são mais leves, mas ainda há dias o meu filho Tomás caiu lá dentro e ficou todo fedorento”, conta Mário Monteiro. Apesar do perigo, não há registo de um acidente grave, mas o morador considera que é uma questão de tempo. “Já enviámos queixas para todo o lado, mas ninguém fez nada. Devem estar à espera que morra alguém”, desabafa. Há um ano, conta, o caso chegou a ser denunciado na televisão, mas nada mudou. “Algumas entidades chegaram ao cúmulo de sugerir que fizéssemos um abaixo-assinado”, refere indignado.

A situação foi denunciada há mais de uma semana na reunião de Assembleia de Freguesia, através de uma recomendação do Bloco de Esquerda. Os autarcas locais lembram que a situação se arrasta há anos e pedem “medidas urgentes antes que seja necessário fazer votos de pesar”. No documento, o BE recorda o afogamento recente de um jovem numa lagoa abandonada não muito longe dali. Contactado pelo Cidade VIVA, o presidente da Junta de Algueirão-Mem Martins diz estar seguro de que o assunto será resolvido “de imediato”. O autarca assegura que “na segunda-feira esteve lá a fiscalização da

Câmara, que irá notificar o proprietário a aterrar o lago”. Caso não o faça, “tenho garantias de que a autarquia irá fazê-lo, imputando as despesas ao proprietário”, acredita o autarca. O Cidade VIVA aguarda ainda uma reacção da Câmara, mas esta quarta-feira, a situação pouco tinha mudado. “Fomos nós que trocámos parte da vedação, substituindo a rede furada por outra sem buracos para podermos jogar à bola”, explica um dos jovens que continua a adoptar aquela rua como local de encontro e recreio. Luís Galrão

“As freguesias de Queluz e Terrugem vão ser alvo de obras de beneficiação de arruamentos e colectores”, informa a autarquia. Na Terrugem, as obras arrancaram a 30 de Junho, enquanto em Queluz irão tr inicio a 14 de Julho, com o reperfilamento do arruamento, a execução de parques de estacionamento longitudinal em calçada grossa de vidraço e passeios na Rua Gomes Freire. Irá proceder-se também à remodelação da rede de abastecimento de água, numa obra com um prazo de execução de 4 meses orçada em 100 mil euros. Já na Terrugem, a intervenção na Rua Manuel de Oliveira consiste na repavimentação da via e execução da drenagem de água pluvial superficial. A obra está orçada em 60 mil euros e tem um prazo de execução de 1 mês.

Parque das Merendas do Magoito vai ser renovado O Parque das Merendas do Magoito vai ser totalmente renovado e melhorado, “de modo a proporcionar melhores condições de utilização”, informa a Câmara de Sintra. Trata-se de um espaço vocacionado para lazer e refeições ao ar livre, localizado numa área de pinhal da freguesia de São João das Lampas, com oito mil m2. Os trabalhos consistem no reordenamento e substituição dos equipamentos da zona de merendas (mesas, bancos e churrascos colectivos), podendo ser utilizados por mais de 350 pessoas em simultâneo. Todo o parque será dotado de pinos dissuasores, papeleiras, bebedouros, estando também prevista a colocação de ecopontos e contentores de lixo orgânico. A obra abrange também a substituição do edifício de cafetaria por uma estrutura nova, que irá agrupar a cafetaria, com esplanada interior e exterior e respectivas estruturas de apoio. A obra, orçada em 923.688,41€, tem um prazo de execução de um ano.


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Noite de glamour no Sintra Fashion Moda e música animaram na noite de dia 27 de Junho o Largo do Palácio da Vila, com o Sintra Fashion 2008. O espectáculo, considerado pela Câmara como o “ponto alto” dos festejos de S.Pedro, trouxe à passerelle as novas colecções dos estilistas Augustus, Dores Ozório, Tony Miranda e Carlos Gil. Apesar do atraso de uma hora, o desfile teve inicio com uma homenagem a Yves Saint Laurent, o famoso estilista francês falecido recentemente. As modelos entraram na passerelle vestidos de preto prestando assim o seu luto, ao som de Vangelis. O Sintra Fashion foi apresentado por Sofia Cerveira, apresentadora da SIC, que nunca descurou o auxílio do guião nas suas intervenções e a cada uma delas envergou um vestido diferente com honras da Veste Couture. O evento, realizado e produzido pelo empresário Carlos Castro, apresentou também a nova

colecção de jóias de Gil de Sousa. A música, tocada ao vivo, acompanhou todo o desfile. O grupo de percussão, “As Tucanas”, ajudou a aquecer o espaço e o Quarteto de Paula Oliveira (professora do programa Operação Triunfo) trouxe o jazz até ao recinto. O quarteto fez interpretações muito próprias de clássicos da música portuguesa como “E depois do adeus”, de Paulo de Carvalho. O expoente musical deuse já a terminar, com a entrada da fadista Kátia Guerreiro que, ao ser pano de fundo do desfile da colecção de Carlos Gil, lhe dedicou, no final, a música “Rosa Vermelha”. Carla Matadinho, Orsi Fehér, Isabel Figueira, Filipa Gonçalves e Cláudia Borges foram algumas das modelos mais conhecidas a desfilar. Perto de mil pessoas assistiram a este evento da moda nacional que para o presidente da Câmara Mu-

nicipal de Sintra, Fernando Seara, constituiu “ a chegada a Sintra das grandes caravelas da moda portuguesa”. Apesar da brisa fria que corria, figuras ilustres como

Manuel Luís Goucha, Cristina Ferreira ou Clara de Sousa, não deixaram de marcar a sua presença no Largo do Palácio da Vila.

um espaço aberto para a praça que separa a Casa da Cultura do Centro Paroquial”, explica Luís Patrício. O espaço irá funcionar de terça a sexta-feira entre as 10h e as 20h, e aos fins-desemana das 14h às 20h. “É um virar de página e um salto qualitativo naquilo que se pretende que seja a actividade cultural de Mira Sintra”, reforça Rui Pinto. O edifício representou um investimento de perto de dois milhões de euros e reflecte o tipo de aposta da

autarquia. “Não se pretende replicar um equipamento do género do Olga Cadaval, porque é um equipamento que deve existir um por concelho com esta dimensão, até pelo custo de manutenção, mas devem ser criados pequenos espaços, pequenos auditórios onde possam funcionar companhias de teatro locais, que vivem profissionalmente”, defende o vereador Luís Patrício. A cerimónia de inauguração incluiu ainda a entrega de medalhas de mérito da

autarquia a cidadãos e instituições referenciadas pelo Executivo municipal como de referência e excepcionais. A Câmara quis atribuir “o reconhecimento de mérito a munícipes e instituições que se destacaram pelo seu trabalho, pelas suas ideias ou pela sua arte, para o engrandecimento do nosso concelho”, referiu Fernando Seara. “Precisamos do talento e do engenho de todos”, reforçou o presidente da Câmara.

Filipa Galrão

Mira Sintra já tem uma Casa da Cultura A freguesia de Mira Sintra conta desde Domingo com um novo espaço chamado Casa da Cultura. O edifício foi inaugurado com pompa e circunstância no Dia do Município e o auditório foi pequeno para tantos quantos quiseram assistir ao evento. “É uma obra simbólica, numa freguesia que esteve esquecida muitos anos, mas que nos últimos cinco viu

esse cenário alterado e tem hoje um conjunto de equipamentos muito apreciável”, considerou o vereador da Cultura em declarações ao Cidade VIVA. Para Luís Patrício, a Casa da Cultura é mesmo “a cereja em cima do bolo” para Mira Sintra. O edifício “representa o reconhecimento do município e vem premiar a actividade cultural que se de-

senvolveu durante décadas no bairro”, considerou por seu lado Rui Pinto, Presidente da Junta de Mira Sintra. A autarquia irá celebrar protocolos de cedência de salas com a Sociedade Filarmónica de Mira Sintra, com o Sintra Estúdio de Ópera e com a Associação Cultural Teatromosca. O espaço “candidata-se a ser um novo polo cultural do concelho, ao mesmo tempo que será virado para a comunidade local, a qual terá prioridade”, refere. O equipamento conta com algumas valências, designadamente: sala polivalente, espaço internet, leitura de periódicos, biblioteca itinerante, salas multiusos, exposições, teatro e música. “É um espaço muito flexível, desde logo porque o auditório tão depressa é uma galeria, como um auditório, ou

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Centro de Saúde de Massamá abre na próxima semana

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B R E V E S Montelavar distinguida em concurso de boas práticas A Freguesia de Montelavar recebeu uma menção honrosa pelo projecto “Definição e Implementação de um Sistema de Qualidade”. O prémio foi entregue pelo secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita. “O esforço do Executivo e de todos os funcionários da autarquia permitiu que o modelo de administração autárquica e modernização fosse um exemplo para as autarquias locais de todo o País, não só freguesias mas também municípios”, refere a Junta de Freguesia. O prémio é motivo de satisfação para a presidente Lina Andrês, que agradece “o exemplo da equipa” que lidera. “já que sem o seu espírito de coesão e a determinação para alcançar os objectivos, este reconhecimento público não teria sido possível.”

Agualva promove curso de português

A extensão de Massamá do centro de saúde de Queluz foi inaugurada esta quinta-feira, mas os utentes da freguesia só poderão começar a marcar consultas na próxima semana. “Se recebermos o que falta esta sextafeira, podemos começar a trabalhar na segunda, caso contrário só depois”, admitiu António Frazão, director de uma das duas Unidades de Saúde Familiar (USF) que irão funcionar nas instalações. O edifício está pronto desde Agosto de 2006, mas um conjunto de “problemas de natureza técnica e administrativa” atrasou a abertura, explicou o secretário de Estado da Saúde. Manuel Pizarro preferiu saudar a abertura das USF número 137 e 138 e considerou que “o exemplo de Sintra deve ser estudado e aprofundado”. Apesar do optimismo dos políticos, os técnicos asseguram que subsistem alguns

constrangimentos. “A rampa de oxigénio ainda não está ainda municiada. Se vier um asmático faço o quê? Sopro-lhe na boca ou mandoo para o hospital?”, desabafou um dos médicos. A nova unidade custou 4,5 milhões de euros, pagos pela autarquia, no âmbito de um protocolo com a Administrração Regional de Saúde (ARS). “Foi uma parceria por vezes silenciosa, outras irónica, mas perseverante”, garantiu Fernando Seara. O presidente da Câmara de Sintra diz que não se importa de emprestar dinheiro à Administração Central porque acredita que “quem quer melhor qualidade de vida dos cidadãos tem de estar disponível”. E o autarca garante estar disponível para continuar a apoiar as USF, “baixando o IMI”, por exemplo O edifício, situado no Casal do Olival, dispõe de dezasseis gabinetes de consulta,

quatro gabinetes de enfermagem, quatro salas de tratamento, uma sala de vacinação, salas de espera, instalações sanitárias adaptadas para deficientes, uma zona de higiene para bebés, rouparia e arrecadações. A área abrangida pelo Centro de Saúde de Queluz contabiliza 127 mil utentes, dos quais 36 mil não têm médico de família. Desses, “sete mil deverão ser abrangidos pelas novas unidades durante o próximo ano”, assegura a directora Clara Pais. As duas USF terão um total de 17 médicos, 14 enfermeiros e 14 administrativos. A responsável aponta também a próxima semana para o arranque do trabalho dos médicos. “Vamos trabalhar como até agora, quase 20 horas por dia, e a partir de segunda-feira estamos cá”, diz. L.G.

Seara quer novo Hospital ainda este ano O presidente da Câmara aproveitou a inauguração da extensão de Massamá para lembrar que continua disponível “para ajudar a pensar na urgência de um hospital público em Sintra, em razão da dimensão do concelho”. Fernando Seara admitiu ter ficado “preocupado” com uma resposta da ARS que explicava que um estudo elaborado em 2006 pela Escola de Gestão do Porto não considerou como prioritário esse equipamento. “Preocupa-me ver estudos de escolas de gestão com base nos censos de 2001, quando ainda esta semana recebi o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e constatámos que 15% dos imigrantes legais em Portugal, nos últimos cinco anos, residem em Sintra”. São dados que “não estão nos censos mas são capazes de estar nas urgências do Fernando da Fonseca e estarão com certeza à porta destas duas USF”, garante. O secretário de estado da Saúde admite que “é evidente para todos os decisores políticos,

A Junta de Freguesia de Agualva vai promover vários cursos de língua portuguesa para Imigrantes, em parceria com a Escola Secundária Ferreira Dias. Os cursos destinam-se a todos os imigrantes com mais de 18 anos e pretende dar acesso à aprendizagem da língua portuguesa e aperfeiçoamento das competências pessoais e sociais. Serão constituídas turmas de vários níveis, mediante os conhecimentos dos inscritos. Cada turma terá aulas de 90 minutos, em regime pós laboral, duas vezes por semana. Os cursos têm certificação da DREL Direcção Regional de Educação de Lisboa. As inscrições decorrem até dia 15 de Setembro, nas instalações da Junta.

Century 21 abre novas agências na Linha de Sintra A Catisol junta-se à Century 21 e acaba de abrir duas lojas, completamente remodeladas e sob a nova insígnia. As novas unidades de negócio da rede de mediação imobiliária denominam-se Century 21 Catisol Monte Abraão e Century 21 Catisol Massamá e mantêm as suas localizações na Avenida D. António Correia de Sá, junto à Estação de Monte Abraão e na Rua Dona Dulce de Aragão, em Massamá Norte junto ao jardim central. As novas Century 21 vão aumentar as suas equipas de 4 para 10 angariadores imobiliários. O responsável da Century 21 Catisol Massamá, Isidoro Alves e a responsável da Century 21 Monte Abraão Graça Alves, presentes no mercado imobiliário da Linha de Sintra há mais de 9 anos, optaram por se juntar à rede imobiliária da Century 21 “numa perspectiva de fazer crescer o seu negócio e de o tornar ainda mais profissional”. A Century 21 opera em Portugal desde 2004, contando já com 56 franquiados em actividade somando mais de 430 colaboradores.

nomedamente ao nível do Ministério da Saúde, que é necessário um novo hospital em Sintra” e que “o hospital Amadora-Sintra está subdimensionado para a população que atende”. Manuel Pizarro promete “trabalhar para criar as condições para que Sintra venha a ter uma unidade de saúde que dê resposta ao aumento da procura”. O autarca apelou ao empenho do político para que “a questão do hospital seja uma realidade ainda este ano, antes do Natal, porque isso seria uma grande prenda para os sintrenses”, referiu Seara.


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Algueirão luta pelo título no basquetebol em Cadeira de Rodas

A equipa de basquetebol em cadeira de rodas da delegação de Algueirão-Mem Martins da Associação Portuguesa de Deficientes, disputa no próximo Sábado o último jogo dos playoffs do campeonato nacional. Se vencer a equipa de Leiria, os sintrenses revalidam o título de campeão nacional da modalidade. O jogo decorre no Pavilhão Municipal de Maceira, em Leiria, onde a equipa da casa contará com o apoio natural dos associados. O encontro é destacado no blogue

do Vereador Marco Almeida, que considera que “independentemente do resultado, importa valorizar os clubes e as associações que promovem o desporto para deficientes, permitindo dessa forma a ocupação qualificada de tempos livres, o aumento dos níveis de integração social e de reabilitação.” O autarca admite que “em Sintra, como aliás na generalidade do país, poucos são os clubes que desenvolvem modalidades desportivas para deficientes.” Ape-

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sar disso, diz, “Portugal tem tido excelentes prestações, nos torneios internacionais, destacando-se claramente nos últimos jogos paralímpicos pelo número de medalhas conquistadas.” É nesse contexto que o vereador e vice-presidente da Câmara valoriza “a actividade da delegação da APD de Algueirão-Mem Martins, fundada em 1980, no apoio aos cidadãos deficientes a nível jurídico, acompanhamento social e desenvolvimento desportivo.”

BTT percorre rota das aldeias São João das Lampas recebe a partida de mais um passeio de BTT organizado pela Câmara Municipal de Sintra, com o mote “Rota das Aldeias”. O encontro está marcado para as 9 horas de Sábado, dia 5 de Julho, no Largo do Coreto. O passeio tem dois níveis de dificuldade e pretende “proporcionar uma selecção de itinerários que abarcam alguns dos melhores locais

da Serra de Sintra, do litoral e da zona rural, satisfazendo, assim, novos públicos interessados na prática de uma actividade física saudável que possibilita um estreito contacto com o património natural de Sintra.” Os percursos, ambos circulares, estão divididos em dois grupos distintos, o nível I com uma extensão de cerca de 15 km e duração de duas horas e meia, passa por

Peddy Paper na Serra de Sintra A Serra de Sintra serve de palco para um peddy paper promovido pela Associação Juvenil Ponte. Com o tema “A Outra Margem”, o peddy paper realiza-se no próximo dia 5 de Julho, com início nos jardins da Biblioteca Municipal de Sintra, pelas 9 horas. A organização espera cerca de 300 participantes neste 15º peddy paper “A Outra Margem”, tema que se adequa ao lema da associação, que tem como fim tornar o mundo mais unido. A prova parte da Biblioteca de Sintra - Casa Mantero e termina novamente na biblioteca onde haverá um lanche e entrega de prémios.

locais como S. João, Catribana, Praia da Vigia, Assafora, Cortesia, Amoreira e Bolelas. O nível II com cerca de 30 km de extensão e duração de três horas e meia estende-se também à zona de S. Julião, Foz do Lizandro, Santa Susana, Peroleite e Areias. Os interessados poderão inscrever-se neste passeio através da Divisão de Desporto (21 922 6720).


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Greenpeace publica lista vermelha de peixe

A Greenpeace apresentou, no final de Junho, em Lisboa a lista vermelha de peixes que têm sérios riscos de serem provenientes de pescas ou de viveiros insustentáveis e que são comercializados em Portugal. A publicação foi distribuída por activistas da Greenpeace a consumidores de supermercados em Lisboa, mostrando as quinze espécies que se encontram em pior situação, como, por exemplo, o bacalhau do Atlântico. A lista vermelha de peixes (www.greenpeace.pt/peixe) é uma ferramenta fácil e eficaz tanto para os consumidores, como para a indústria e todos os sectores interessados em garantir o futuro da pesca. “Os supermercados têm o poder de gerar a procura de peixe

sustentável e de mudar a oferta aos consumidores e, desta forma, garantir que os nossos oceanos não sejam destruídos”, explica Beatriz Carvalho, responsável pela campanha do peixe sustentável da Greenpeace em Portugal. “Para algumas espécies, há a possibilidade de obter peixe sustentável, por isso, o consumidor tem o direito de ser informado correctamente sobre a proveniência e a sustentabilidade do peixe que adquire. Está na altura de escolher o peixe e não morder o anzol”, sublinhou Beatriz Carvalho. Por este motivo, a Greenpeace já enviou um inquérito aos supermercados sobre as políticas de compra e comercialização de peixe por eles praticadas.

Entre as 15 espécies da lista, encontra-se o bacalhau do Atlântico, cuja maioria dos stocks registam sobrepesca. Na Terra Nova, por exemplo, a pesca comercial está encerrada desde 1993 e os stocks ainda não recuperaram. “Os portugueses sempre estiveram ligados ao mar e têm uma tradição culinária intrinsecamente relacionada com o peixe, contudo não têm conhecimento do estado dos oceanos e da pesca. O povo português tem um papel importante na tarefa de ajudar a pressionar os supermercados para que mudem e, com isso, garantir o peixe para o futuro”, concluiu. A lista vermelha de peixe é fruto de uma investigação que os cientistas da Greenpeace, junto com activistas portugueses realizaram, desde o ano

passado, acerca do estado dos stocks das espécies comerciais presentes no mercado português. Para a elaboração da lista, a Greenpeace desenvolveu, juntamente com cientistas, uma metodologia para avaliar o estado dos stocks e das técnicas utilizadas na pesca, ou na produção de espécies pesqueiras em Aquacultura. A Greenpeace faz campanha internacional para que 40% dos oceanos sejam classificados como Reservas Marinhas como a solução a longo prazo para a sobrepesca. A organização ecologista considera que a situação do mares e oceanos do planeta é grave. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, FAO, três quartos dos stocks de peixe estão totalmente explorados, sobre explorados ou esgotados. E segundo dados da Comissão Europeia, 80% dos stocks das águas comunitárias estão esgotados em todas as espécies. Os cientistas Ranson A. Mayers e Boris Worm – Departamento de Biologia da Universidade de Dalhousie, Halifax, Nova Escócia, Canadá, publicaram um artigo científico que mostra que cerca de 90% dos stocks de grandes peixes predadores (como o atum, o bacalhau e o peixe espada) estão esgotados. Greenpeace

Que pede a Greenpeace aos supermer cados? supermercados? A Greenpeace pede aos supermercados que deixem de vender as espécies na lista vermelha e que ao mesmo tempo desenvolvam uma política de compra sustentável. Para a Greenpeace, uma política de compra de produtos pesqueiros sustentável deve basear-se nos seguintes princípios: 1. Retirar o pior: · Deixar de comercializar todas as espécies de peixe que estejam a vermelho segundo a metodologia desenvolvida pela Greenpeace (ou equivalente); 2. Apoiar o melhor: · Aumentar a oferta de peixe com garantia de ser sustentável; 3. Melhorar o resto: · Trabalhar com os fornecedores de forma a obter peixe proveniente das melhores zonas disponíveis e das espécies que não estão na lista vermelha da Greenpeace. Trabalhar em conjunto com o governo, indústria, organizações não governamentais e científicos para melhorar a gestão, sustentabilidade e equidade das pescas das quais os distribuidores se abastecem. · Deixar de vender peixe proveniente de pescas e fornecedores que se recusem a mudar para métodos mais sustentáveis, ou que não estejam dispostos a fazer acordos mais justos com os países costeiros para aceder aos seus stocks. · Vender apenas peixe com proveniência comprovada até ao barco e com verificação de que a captura desse peixes está dentro das quotas e recomendações estabelecidas. 4. Apresentar e promover práticas sustentáveis e equitativas: · Promover junto dos consumidores a compra de produtos da pesca sustentáveis e equitativos. · Etiquetar todos os artigos que contenham produtos pesqueiros com o nome comum, nome científico e informações sobre o método de pesca ou de aquacultura através do qual foram produzidos. Apresentar informações detalhadas sobre os métodos de pesca ou de cultivo utilizados. · Apoiar iniciativas sustentáveis · Tornar pública a política de compra sustentável e realizar um acompanhamento e avaliações da implementação da mesma. · Dar formação aos técnicos e vendedores para ajudar aos consumidores a escolher produtos de pesca sustentáveis.


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Festival de Teatro em Algueirão-Mem Martins Até 28 de Julho, decorre em Algueirão-Mem Martins o festival Segundo Teatro’08, um evento organizado pela Byfurcação e pela Junta de Freguesia local, com o apoio do Cidade VIVA, entre outros. A mostra reúne dez companhias que apresentarão os seus mais recentes trabalhos ao público, que terá a oportunidade de assistir a onze espectáculos em quatro palcos da freguesia: Recreios Desportivos do Algueirão, Espaço 2M, Floresta Center e Mem Martins Sport Clube. Já na segunda edição, o Segundo Teatro cresceu: “a Byfurcação ousou dar um pequeno passo em frente na organização deste Festival, que no passado ano teve uma óptima aceitação por parte dos intervenientes, assim como dos espectadores”, afirma Paulo Cintrão, um dos organizadores. “Procurámos tornar o evento mais diversificado na oferta e também mais envolvente, para assim chegar a um ainda maior número de espectadores”, afirma a organização. Além das companhias convidadas, oriundas da área metropolitana de Lisboa, o Segundo Teatro ‘08 integra também uma série de trabalhos de companhias locais. Os espectáculos decorrem de 28 de Junho a 28 de Julho, aos sábados e segundas-feiras, sempre às 22h e com entrada gratuita. Mais informação em www.byfurcacao.com.

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Sintra viaja no tempo através das Feiras

Sintra regressa ao tempo dos gladiadores, jograis, malabaristas, videntes, cuspidores de fogo e artesãos através da “Rota das Feiras”, uma iniciativa que teve início a 28 de Junho, prolongando-se durante todo o mês de Julho. Nesta Rota serão recriadas feiras romanas, medievais, torneios medievais a cavalo e uma feira setecentista. Depois da feira romana que decorreu em Junho no Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, Sintra vai recuar no tempo e receber em S. Pedro, no Largo D. Fernando II, uma Feira Medieval, entre 4 e 6 de Julho. Seguem-se os torneios medievais a cavalo, a 12 e 13 de Julho, no Largo do Palácio Nacional de Sintra. No local irá recriar-se um acampamento militar do séc. XII, onde decorrerão torneios a cavalo e a pé e onde actuarão malabaristas, acrobatas, cuspidores de fogo, jograis, mendigos e videntes. A encerrar esta Rota das Feiras, realizar-se-á a Feira Setecentista, entre 25 e 27 de Julho, no Largo do Palácio Nacional de Queluz. A ideia é recriar uma feira do séc. XVIII, com artesãos, muita animação e pequenos espectáculos teatrais e musicais.

À descoberta do Parque

Alerta de férias

Teatroesfera, Queluz, até 13 de Julho

Parque da Liberdade, Sintra, até 31 de Julho

Palácio Nacional de Queluz, em Julho

Descobrir o Parque da Liberdade através de jogos, caça ao tesouro ou patinagem é a proposta da autarquia para crianças e jovens que queiram passar um dia diferente e vestirem a pele de exploradores. Até 31 de Julho o parque transforma-se em palco de aventuras lúdicodesportivas. “À Descoberta do Parque” é um projecto que procura oferecer um maior contacto com a natureza, ao mesmo tempo que sensibiliza os mais jovens para as questões ambientais. As inscrições devem ser feitas através do telefone 91 240 31 19 ou do e-mail: okmania@sapo.pt, com custo de 3 euros por criança, sendo que cada instituição é responsável pelo transporte e pelo lanche para o piquenique. Recomenda-se aos participantes o uso de protecção para a cabeça e de calçado confortável.

O Palácio Nacional de Queluz recebe uma das mais brilhantes Operas de sempre, La Traviata, de Giuseppe Verdi. Com direcção musical de Giovanni Andreoli, encenação de Carlos Avillez e Concepção artística da OP Companhia Portuguesa de Ópera, La Traviata encena-se com uma representação romântica nos Jardins do Palácio de Queluz, retratando o glamour e a decadência da aristocrática cidade de Paris do século XIX. Ópera de três actos, quatro cenas e de enredo dramático é uma obra de Giuseppe Verdi, o mais importante compositor de óperas do século XIX, conhecido por melhor representar “o espírito nacional do seu povo”. Baseada no romance A Dama das Camélias, estreou-se em 1852 no Teatro La Fenice, em Veneza. Bilhetes na Ticketline (707 234 234).

Continua em cena a peça “Em Chamas”, de Charlotte Jones, uma encenação de Rui Luís Brás. Trata-se de um texto “brilhante e inventivo de Charlotte Jones, um trabalho original que mistura o passado e o presente, o humor e a dor, a compaixão e a ironia”. É uma “escrita forte, poética e letalmente divertida. Os corações ateiam-se quando histórias e segredos de família se revelam, e o passado e o presente colidem. Uma visão polémica do decorrer de um século que aparentemente trouxe ás mulheres mais oportunidades, progresso e uma independência que estas até então não tinham experimentado”. A cenografia é de Luiz de Freitas, os figurinos de Rafaela Mapril, e a música de Pedro Bargado.

Folia, Tu és isso

“Meu Caro Ferreira de Castro”

“Corpo e Matéria – Cinco Artistas da Madeira”

Museu Ferreira de Castro, até 19 de Outubro

Sintra Museu de Arte Moderna – Colecção Berardo, até 30 de Novembro

Em 2007, o Teatro TapaFuros apresentou o espectáculo Folia nos Jardins da Quinta da Regaleira. Apesar do sucesso alcançado, o grupo acredita que a proposta não se esgotou e propõe-se revisitar o texto de Paulo Borges, com encenação de Rui Mário. Novamente com a parceria da Fundação CulturSintra e apoio da Câmara de Sintra, o TapaFuros aposta na renovação do elenco e numa nova parceria na área da cenografia para criar esta nova Folia e atrair novos públicos. O espectáculo entra em cena de quinta a sábado, às 22h e aos domingos às 20h. O “Folia” tem carácter volante e decorrerá ao ar livre, pelo que é aconselhável levar agasalho e calçado confortável. Os bilhetes vão custar 16 euros. Reservas e informações: 707 234 234 ou geral@tapafuros.com.

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“Em Chamas”

Palácio Nacional de Queluz, 10, 12 e 13 de Julho, pelas 21h30

Quinta da Regaleira, Sintra, até 14 de Setembro

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O Museu Ferreira de Castro, em Sintra, recebe uma exposição temporária sobre a correspondência do escritor, intitulada “Meu Caro Ferreira de Castro”. O acervo do Museu conta, entre os seus espécimes mais significativos, com os manuscritos, como os originais dos livros do escritor, mas também uma secção importante de correspondência activa e passiva. Esta última, é constituída por mais de 20 mil cartas de cerca de 5 mil correspondentes, enviadas ao longo de sete décadas. Nela encontramos escritores, poetas, artistas, políticos, cientistas, diplomatas e leitores anónimos, nacionais e estrangeiros. De Raul Brandão a Jorge Amado, de António Botto a Eugénio de Andrade, de Stefan Zweig a Mircea Eliade. O Museu Ferreira de Castro fica situado na Rua Consiglieri Pedroso, nº34, em Sintra.

A exposição da Colecção Berardo reúne o trabalho de vários artistas madeirenses, aos quais se junta a obra da artista convidada Bridget Jones, fotógrafa inglesa radicada na Ilha da Madeira. Segundo o Comissário Romaric Sulger Büel: “Cinco artistas apresentam cinco caminhos diferentes, cinco explorações, às vezes opostas, mas sustentados pela mesma relação. Esses cinco (na realidade seis) têm um denominador comum, uma terra, um espaço: entre o céu e o mar. Desta ilha eles desenvolvem um trabalho, cada um com suas especificidades, compondo e recompondo um corpo em questão, um corpo, que cada um deles recria através da sua própria visão artística”. Mais informações em www.berardocollection.com.

Com o intuito de ocupar os tempos livres dos mais novos, o Palácio Nacional de Queluz, organiza durante o mês de Julho um conjunto de actividades, distribuídas em módulos semanais. Visitas temáticas, música, animação histórica, jogos e oficinas são algumas das actividades que as crianças entre os 6 e os 10 anos poderão desenvolver. Para efectuar a inscrição basta contactar os Serviços de Educação e Extensão Cultural através do número 21 434 38 60. O valor da inscrição é de 35€/ participante.

Ateliers no Museu Sintra Museu de Arte Moderna – Colecção Berardo

Integrados na exposição “Corpo e Matéria – Cinco Artistas da Madeira”, o Museu de Arte Moderna vai realizar ateliers artísticos durante os meses de Julho e Agosto, com o objectivo de desenvolver um conjunto de acções centradas na expressão artística. As actividades propostas para a aprendizagem abrangem múltiplas dimensões, sensibilizando os participantes para os processos construtivo e criativo no campo das artes plásticas. O público alvo são as crianças a partir dos 4 anos. Contactos para inscrição: telf: 21 924 81 70/tlm: 91 472 71 71/ fax: 21 924 81 77/e-mail: joana.abrantes@sintramodernart.com. Mais informações em www.berardocollection.com.

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Em Mira Sintra «só os grandes investimentos é que avançam»

Numa visita realizada esta semana a Mira Sintra, a CDU apontou alguns problemas existentes na freguesia. “Mira Sintra tem sido inegavelmente, ao longo dois últimos mandatos, a freguesia que tem tido o maior e mais elevado investimento em todo o concelho”, refere a CDU. Contudo, os comunistas defendem que “a gestão da freguesia não se pode limitar às grandes intervenções, mas requer um cuidado e uma preocupação diárias”. O estado de “abandono” do mercado e “os jardins bem tratados apenas na avenida principal” foram as situações levantadas pela delegação da CDU. Os autarcas criticaram a ausência da política de mercados que resultou no abandono progressivo da actividade a que este estava destinado, bem como a degradação dos diversos espaços verdes. “O espaço do mercado tem vindo a ser abandonado pelos vendedores. Esta situação levou a que quase todo o mercado fosse encerrado, gerando efeito de ‘bola de neve’ em que menos vendedores levam a menos clientes e vice-versa”.

No que respeita aos espaços verdes, “apenas os existentes na avenida principal estão tratados, enquanto os restantes se encontram em estado de abandono”, referiu António Vasconcelos. “No mesmo estado está o parque urbano que, devido à falta de manutenção põe em perigo a integridade física dos seus utilizadores”, refere a CDU. Alvo de crítica foram, igualmente, os acessos para a estação de Mira Sintra/Meleças. “Está prevista uma via

de ligação, ainda por concretizar, facto que prejudica todos os utentes, que são obrigados a tomar caminhos mais longos. Os que se deslocam de carro têm que dar uma volta de 4km, quando poderiam ter um acesso mais curto. Por sua vez, os peões têm que descer uma escada íngreme, que dificulta o acesso a pessoas com mobilidade reduzida ou com carrinhos de bebé”, afirmaram os autarcas. “O objectivo desta visita foi denunciar os problemas existentes na freguesia”, ex-

plicou Rui Monteiro, elemento da concelhia. Em declarações ao Cidade Viva, o Presidente da Junta de Freguesia de Mira Sintra, Rui Pinto, afirmou “não ter dado conta da visita da CDU visto que esta não teve grande adesão popular”. O autarca referiu ainda que “todas as forças partidárias são bemvindas à freguesia, desde que colaborem na sua limpeza e não a conspurquem”, numa alusão aos cartazes colados pela CDU. Andreia Fernandes e Sara Lajas

Assembleia Municipal repudia «Directiva de retorno» Os deputados municipais de Sintra manifestaram esta quinta-feira o seu repúdio pela aprovação da “directiva de retorno”, considerando que esta representa “um ataque aos Direitos Humanos, à Liberdade e à Livre Circulação, valores em que se funda a União Europeia”. A Assembleia Municipal aprovou uma moção apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE) com os votos favoráveis da CDU e do PS, dividindo-se a bancada da Coligação Mais Sintra entre abstenções e votos contra. A directiva, aprovada no parlamento Europeu no passado dia 18, determina que os e as imigrantes sem papéis que sejam detidos em solo europeu, poderão passar até 18 meses em centros de deten-

ção, sem qualquer culpa formada, aguardando a decisão judicial da sua expulsão. O BE refere que “uma vez expulsos, estes cidadãos e cidadãs, não poderão voltar à União Europeia durante cinco anos. Mais chocante ainda, é o facto destas medidas poderem ser aplicadas a menores de 18 anos não acompanhados.” No inicio da semana, por iniciativa do BE, as Assembleias de Freguesia de Monte Abraão e de Queluz já haviam aprovado por unanimidade recomendação às respectivas Juntas no sentido de desenvolverem campanhas de esclarecimento para promover a participação eleitoral dos cidadãos imigrantes com direito a voto nas autárquicas e dos cidadãos nacionais descendentes de imigrantes.

Mercado do Cacém vai ser requalificado O Executivo da Câmara de Sintra aprovou por unanimidade, na última reunião de Câmara, a abertura de um concurso público para a reabilitação do Mercado Municipal do Cacém, o qual apresenta algumas deficiências a nível estrutural e funcional. O Mercado encontra-se integrado num edifício construído no ano de 1991 que apresenta actualmente algumas deficiências ao nível do seu funcionamento. A Divisão de Gestão de Mercados, em parceria com o Departamento de Obras Municipais,

desenvolveu um projecto com vista à requalificação do edifício, o qual, a par da instalação de serviços públicos no piso 1, irá contar com um novo espaço de Mercado localizado no piso 0. Com a reabilitação do mercado, clientes e comerciantes vão beneficiar de um espaço moderno e totalmente novo e de um parque de estacionamento com 250 lugares. A autarquia prevê que o custo total das obras atinja os 1600 mil euros e que o prazo de execução de construção seja de 10 meses.

Executivo aprova revisão do Plano de Urbanização de Sintra O Executivo da câmarário aprovou por unanimidade a revisão do Plano de Urbanização de Sintra (PUS), datado de 1949. A revisão “vai ter em atenção a elaboração da carta de condicionantes, um levantamento das infra-estruturas e equipamentos e, ainda, a programação de uma rede flexível que sirva de suporte a actividades ao mais alto nível.” O PUS foi elaborado pelo arquitecto Etienne de Groer

e abrange 406 hectares, incluindo área Património Mundial. “Considerando que todas as disposições legais e regulamentares evoluíram, a aplicação do PUS encontra, cada vez mais, dificuldades na sua aplicação e execução, não por estar de forma alguma obsoleto, mas porque todo o enquadramento que envolve as operações urbanísticas subsequentes evoluiu, tornando-se mais exigente”, explica a autarquia.


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