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O JORNAL COM NOTÍCIAS • DIRECTOR: LUÍS GALRÃO • ANO 3 • QUINZENAL •
21 DE JUNHO DE 2008 • N.º 29
D I S T R I B U I Ç Ã O G R AT U I TA
Sintra já tem duas praias acessíveis a todos
ALAGAMARES PEDE A REABERTURA DE SETEAIS A associação cultural Alagamares renovou as críticas ao encerramento dos jardins e miradouro de Seteais e pede uma “uma solução intermédia que não prive por tempo indeterminado os visitantes duma das mais belas vistas de Sintra”. As obras no Hotel de Seteais estão previstas até ao final do primeiro semestres de 2009, mas têm sido várias as entidades a pedir a reabertura antecipada dos jardins.
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TRIBUNAL QUER CONHECER NEGOCIAÇÕES DA ALTA TENSÃO O Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra notificou a Câmara de Sintra a informar o colectivo de juízes sobre “o curso das negociações sobre a linha de muito alta tensão Fanhões-Trajouce”. A decisão foi considerada “surpreendente” quer pela Rede Eléctrica Nacional (REN), quer pela autora do processo judicial, a Junta de Freguesia de Monte Abraão.
Notícia
Depois da praia da Adraga, a praia das Maçãs ostenta a partir deste Verão a bandeira de “Praia Acessível, Praia para todos”, uma uma iniciativa destinada a garantir o acesso ao mar em segurança às pessoas com mobilidade reduzida. O projecto foi lançado pela Câmara de Sintra em 2002 e promete novidades em 2009, com o alargamento à praia de S. Julião.
INAUGURAÇÕES MARCAM DIA DO MUNICÍPIO A Câmara de Sintra promete comemorar o Dia do Município, assinalado a 29 de Junho, com um conjunto de iniciativas que incluem uma “Câmara Aberta”, um desfile de moda e a inauguração da Casa da Cultura de Mira Sintra, entre outras. A efeméride coincide com os festejos de S. Pedro, o padroeiro do município, que começam este fim-de-semana.
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Utentes criam Comissão para a Mobilidade Sustentável As Comissões de Utentes do IC19 e da Linha de Sintra uniram-se numa nova Comissão para a Mobilidade Sustentável no Concelho de Sintra (CMSCS). “Não faz sentido continuar com a Comissão de Utentes do IC19 dado que os problemas de mobilidade do concelho se prendem também com os transportes públicos, pelo que vamos extinguir-nos e juntarmo-nos a esta nova Comissão que irá tentar resolver problemas que sempre levantámos”, explicou Adelina Machado, durante a apresentação da nova Comissão que decorreu numa área de serviço do IC19, no Cacém. Para a Comissão de Utentes da Linha de Sintra, grupo que se mantém como entidade autónoma, “a presença nesta nova Comissão
é fundamental para poder ter uma palavra nas questões da mobilidade, onde a Linha de Sintra funciona como uma espinha dorsal”, salientou Rui Ramos. A CMSCS saudou o anúncio do Governo, este mês, da criação das Autoridades Metropolitanas de Transportes (AMT) mas defende a sua instituição urgente. “Estamos satisfeitos, mas se formos pesquisar nos recortes de jornais desde que o Governo tomou posse, esta notícia já foi dada várias vezes e continuamos sem AMT”, explicou por seu lado Guadalupe Gonçalves, porta-voz da CMSCS. E ex-vereadora do Ambiente de Sintra critica “a ausência de uma política de transportes na Área Metropolitana de Lisboa, nomeadamente para Sintra”, onde
Comissão para a Mobilidade queix a-se de «sabo tagem» queixa-se «sabotagem» A Comissão para a Mobilidade Sustentável (CMSCS) considerou que o buzinão de dia 17 de Junho foi “um êxito” apesar da “sabotagem” que a iniciativa sofreu. “Podemos afirmar que a adesão foi boa tendo em conta que 6 das 8 faixas colocadas nas passagens superiores do IC 19 foram roubadas durante a noite por quem de forma propositada pretendeu sabotar o buzinão”, queixam-se. A CMSCS marcou o arranque das suas actividades com a adesão da à iniciativa nacional organizada pelo Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) e organizou um buzinão no IC 19 entre as 7h45 e as 8h. A iniciativa pretendeu alertar o Governo para a necessidade de “uma política de transportes de qualidade, uma estratégia de mobilidade que permita um desenvolvimento sustentável, e da criação da Autoridade Metropolitana de Transportes.”
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não há “coordenação nos transportes nem um tarifário equilibrado”. A Comissão pede “transportes públicos de qualidade, mais baratos que o transporte individual e que apelem à sua utilização”, uma exigência reforçada “nesta fase mais gritante de aumento dos combustíveis, uma situação incomportável”. “Não podemos continuar a ter uma situação em que o transporte individual é mais barato que o transporte público, em que demoramos 40 minutos a chegar à Linha de Sintra, nem a ter os parques de estacionamento junto dos interfaces a serem tarifados de uma forma incomportável”, acrescenta. Para os utentes, uma mobilidade mais sustentável em Sintra passa pela “conclusão de todas as obras rodoviárias necessárias, nomeadamente do IC16 e do IC30 sem portagens e das circulares nascente e poente ao Cacém”, vias que depois de construídas “irão descongestionar o interior das freguesias, permitindo a reformulação do trânsito e a construção de faixas BUS para que os autocarros possam escoar e chegar ao comboio”, reforça. A Comissão aponta o dedo à falta de ordenamento do território: “Sintra é o segundo concelho do país,
com cerca de 500 mil habitantes e uma malha urbana densamente povoada e desordenada, que cresceu para longe da linha de comboio e do IC19”. Guadalupe Gonçalves defende que as cidades devem ser repensadas de forma a reduzir os movimentos pendulares. As vias cicláveis, uma das reivindicações dos utentes, “poderão dar pequenas respostas dentro do concelho, sobretudo entre freguesias”, acrescenta. Em termos estratégicos, a ex-vereadora defende que Sintra deve assegurar “o prolongamento da linha do metro da Falagueira (Amadora) para a zona Norte do concelho mais afastada da Linha de Sintra (Idanha, Belas, Agualva), de preferência com um interface no Cacém, e que seja feita a ligação entre as duas linhas ferroviárias de Cascais e Sintra através de um modo de transporte de grande capacidade, como um metro de superfície”. Apesar de se tratar de obras de grande envergadura, a CMSCS afirma que “importa olhar não apenas para este custo, mas sim comparar com os custos de médio e longo prazo da utilização do transporte individual no incumprimento das metas de Quioto”. Luís Galrão
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Editorial No final de 2005, criámos um jornal com enfoque numa localidade da Freguesia de Algueirão – Mem Martins, a Tapada das Mercês. Acreditámos que era possível com o apoio exclusivo da iniciativa privada conceber uma publicação que fosse não só uma alavanca para a dinamização social, cultural e comercial, mas também que tivesse uma postura positiva sobre o que de bom acontecia nesse local. Foi com este espírito que nasceu o então Jornal Mercês Viva – O Jornal da sua Rua. Fruto do trabalho desenvolvido e das achegas dos leitores do jornal, evoluímos naturalmente para um âmbito mais alargado. Em Junho de 2006, passámos a Jornal Cidade Viva – O Jornal da Freguesia de Algueirão – Mem Martins e novamente por evolução natural, extravasámos esse exclusivo conceito territorialista em Abril de 2007, alargando horizontes para um Jornal com notícias, da sua rua, da sua freguesia e do seu concelho. O concelho de Sintra e os Sintrenses à muito que mereciam um jornal assim! Desde então, o Cidade VIVA chega até si através de uma edição mensal de 16 páginas, com distribuição gratuita no concelho de Sintra. Apostámos também numa presença na internet com actualização diária em www.cidadeviva.pt. E é na internet que continuamos a inovar. Semana após semana, às quintas, remetemos uma newsletter com os últimos destaques e sugestões de fim-de-semana para todos os que se registam no site (já ultrapassámos os 11 mil endereços de email). No início deste mês mudámos a direcção do jornal e voltámos a inovar através do lançamento da primeira edição quinzenal, exclusivamente digital, em formato pdf. Trata-se de uma edição pensada para que a possa descarregar para o seu computador ou imprimir apenas as páginas que lhe interessam. O formato é idêntico à edição impressa, que continuará a ser publicada uma vez por mês, na segunda quinzena. Em papel ou em formatos digitais, as páginas do Cidade VIVA continuarão a trazer-lhe as actualidades locais, das freguesias e do concelho, informação desportiva, actividades de lazer, página das empresas, entrevistas, espaço opinião, saúde, página verde, aconselhamento sobre livros e leituras, espaço da comunidade, página jovem, agenda cultural, classificados gratuitos e muito mais. Com esta diversidade, o Cidade VIVA assume-se não só como um órgão de comunicação de proximidade, mas também como uma excelente ferramenta de promoção de marcas e produtos onde o factor diferenciação se privilegia. Com uma relação custo/benefício bastante favorável são muitos os que já incluem este jornal no plano de comunicação empresarial a desenvolver. Junte-se a nós! Cidade Viva é uma marca registada, propriedade da empresa Ideia Prima, Lda.
Director: Luís Galrão – director@cidadeviva.pt | Redacção: Filipa Galrão, Luís Galrão, Ricardo Nascimento – redaccao@cidadeviva.pt | Colaboradores: Carla Major, Paula Barbosa, Paulo Firmino, Raquel Ferreira, Victor Botelho | Fotografia: Francisco Nunes, Luís Galrão, Ricardo Nascimento | Concepção Gráfica: Carla Serra | Página Web: Jorge Pinto – webmaster@cidadeviva.pt | Direcção Comercial: Avelino Barbosa – publicidade@cidadeviva.pt | Propriedade: Ideia Prima, Lda. – Contribuinte n.º 506 047 903 | Redacção: Rua João Maria Magalhães Ferraz, Lote 3, Loja 3 – 2725-338 Mem Martins | Telefone: 21 922 59 43 | Fax: 21 922 59 44 | email: geral@cidadeviva.pt | Periodicidade: Mensal | Registo INPI: 405089 K | Registo ERC: 125138 | Depósito Legal: 236 659 105 | Tiragem: 10 000 exemplares | Impressão: Gráfica Funchalense – Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, n.º 50 - Morelena – 2715-029 Pêro Pinheiro – Pero Pinheiro Os artigos de opinião são da responsabilidade dos seus autores.
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Praias de Sintra mais acessíveis este Verão
A praia das Maçãs já ostenta a bandeira de “Praia Acessível, Praia para todos”, uma iniciativa destinada a garantir o acesso ao mar em segurança às pessoas com mobilidade reduzida. “É importante para os cidadãos de Sintra, quer sejam deficientes ou não, porque o projecto destina-se a todos os que têm dificuldades ou limitações na sua mobilidade”, explicou ao Cidade VIVA o vice presidente da Câmara. O projecto foi lançado pela autarquia em 2002, na praia da Adraga, mas Marco Almeida garante ter metas mais ambiciosas. “No próximo ano avançaremos com a candidatura para a praia de S. Julião e o objectivo é abrir todos os anos mais uma praia acessível”, disse. O autarca não quis revelar o montante do investimento camarário, mas assegurou que “tendo em conta as vantagens que os cidadãos retiram, o investimento não é significativo”. Até agora, já usufruiram gratuitamente do “Praia Acessível a Todos” 552 banhistas, que puderam banhar-se com a ajuda dos tiralós, as cadeiras de rodas de praia que possibilitam a deslocação na areia e o acesso ao mar, sempre com o acompanhamento de monitores (ver caixa). Estas cadeiras anfíbias não têm férias: fora
do Verão, a Divisão de Saúde e Acção Social da autarquia coloca-as nas piscinas municipais ao serviço das associações de apoio aos cidadãos deficientes. Em Sintra, o “Praia Acessível a Todos” irá funcionar até 16 de Setembro, entre as 9h e as 13h, e das 15h às 19h, nas praias da Adraga e Maçãs. O projecto será assegurado por monitores dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme e de Colares, no âmbito de um protocolo assinado com a autarquia. É
o caso de Elisabete Jacinto, de 24 anos, voluntária nos Bombeiros de Colares desde Janeiro. “Decidi inscrever-me porque sempre gostei de ajudar os outros”, conta ao Cidade VIVA. A autarquia assegura todos os encargos, incluindo as despesas com a remuneração, subsídio de refeição e seguro dos monitores. A nível nacional, o “Praia Acessível” estará disponível em 134 praias, mais 39 em relação que no ano anterior. Luís Galrão
Sintra ainda ttem em barreiras O vento e a bandeira vermelha não permitiram que o Hugo fosse ao banho com a ajuda do tiraló, a cadeira de rodas anfíbia, mas durante este Verão a praia das Maçãs será a segunda “Praia Acessível” a que pode aceder no concelho. O projecto foi lançado pela autarquia em 2002, na praia da Adraga, e adoptado em 2004 pela Comissão Nacional de Coordenação para o Ano Europeu das Pessoas com Deficiência. “Fomos dos primeiros em 2002 e agora temos mais uma escolha”, explica satisfeito o pai, Vitor Torres, enquanto puxa o tiralo pela areia molhada. “É uma iniciativa muito útil para os pais”, acrescenta. O Hugo tem 19 anos e um problema cromossomático que lhe provoca dificuldades motoras. Mas nem sempre tem esta facilidade de acesso devido às barreiras arquitectónicas e à falta de civismo. “A fiscalização devia estar mais atenta às novas construções”, defende o pai, que ainda se lembra quando tinha de carregar o filho até ao primeiro andar do Centro de Saúde antigo. Agora, o principal problema é o estacionamento junto a casa, no Cacém. “É frequente não respeitarem o lugar reservado para deficientes e muitas vezes temos de chamar a polícia”, queixase. O ideal, defende, seria a colocação de um pino móvel naqueles lugares. Estas dificuldades são conhecidas da autarquia. “Sintra está incluída num projecto nacional para a eliminação de barreiras arquitectónicas no espaço público, mas há muito a fazer, fruto de muitos anos em que essa não era uma preocupação de quem licenciava e fazia a gestão urbanística”, admite Marco Almeida. No entanto, o vice-presidente da Câmara garante que “o município está a fazer um esforço na eliminação de barreiras arquitectónicas nos serviços municipais, sobretudo nos serviços de apoio ao munícipe, porque são a primeira linha de contacto com os cidadãos”.
Utentes fazem avaliação negativa da Linha de Sintra O questionário efectuado recentemente pela Comissão de Utentes da Linha de Sintra (CULS) para avaliar os novos horários que foram implementados após a reabertura do Túnel do Rossio, revela que 79% dos utentes estão descontentes com as alterações e apenas 19% fazem uma avaliação positiva. Além disso, 82% afirmam que são necessárias alterações nos horários. A CULS distribuiu os questionários em diversas estações da linha de Sintra, nos meses de Abril e Maio, nas horas de ponta da manhã e à noite. Dos utentes questionados, 19,1 % fizeram chegar as suas opiniões e preocupações à CULS relativamente aos horários e outros problemas que os afectam na Linha de Sintra, como a falta de segurança.
A Comissão está convicta que “as respostas são representativas e demonstrativas dos problemas existentes na Linha de Sintra, o que só vem confirmar as sucessivas tomadas de posição da CULS sobre os problemas que urge resolver nesta linha.”
Dos utentes que responderam, 22% queixam-se de comboios muitos cheios e da necessidade de mais comboios para Sintra e Meleças em horas de ponta da tarde, enquanto 19% pedem mais comboios directos e semidirectos de Sintra para Entrecampos.
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Polícia Judiciária detém grupo que assaltava em Sintra A Polícia Judiciária (PJ) deteve três indivíduos que realizavam assaltos à mão armada, na zona de Sintra. A detenção ocorreu durante uma operação denominada "Restauração II". O grupo dedicava-se maioritariamente “ao assalto à mão armada a estabelecimentos de restauração no Cacém, Matarraque, Sabugo, Barcarena e Rio de Mouro.” Nos assaltos, eram utilizadas uma caçadeira de canos serrados, uma pistola de calibre 9 mm e armas brancas. Os detidos foram ainda identificados como autores de assaltos a duas estações dos CTT (Sabugo e Forte da Casa), a um Posto de Abastecimento de Combustíveis em Matarraque, a uma ourivesaria na Linha de Cascais, a um hipermercado em Montelavar e a um quiosque de venda de jornais e revistas em Santa Iria de Azóia. Os assaltos tiveram início em finais de 2007, com a “sua maior expressão” em Março passado, com recurso a viaturas previamente furtadas.
PCP entrega assinaturas contra a precariedade Uma delegação da comissão concelhia de Sintra do PCP entregou esta semana mais de duas mil assinaturas ao Ministério do Trabalho, “exigindo ao governo um mudança radical nas política de emprego”. O abaixo-assinado, recolhido junto de empresas do concelho, pede ao Governo que “aumente os salários acima dos valores da inflação, por forma a repor o poder de compra perdido nos últimos anos de políticas de direita” e que crie medidas para a “passagem à efectividade de todos os trabalhadores que exerçam funções permanentes nas empresas”. A iniciativa do PCP pretende ingualmente que haja controlo e fiscalização das situações de trabalho temporári e que o Governo crie condições para a regularização da situação dos trabalhadores com falsos contratos de prestação de serviços, convertendo-os em vínculos efectivos.
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CDU aponta problemas em ronda pelas freguesias
Documento Único Automóvel acessível em Sintra A Conservatória do Registo Comercial de Sintra já tem à disposição dos munícipes o serviço de "Documento Único Automóvel", bem como de todos os assuntos relacionados com automóveis num único balcão de atendimento. Este serviço é mais célere, porque "é mais rápida a emissão do documento único automóvel" e "menos burocrático, porque permite visualizar de imediato toda a informação registal sobre veículos", explica a Câmara de Sintra. O serviço é também "mais barato porque evita demoras em deslocações aos postos de atendimento da Direcção Geral de Viação" e "mais seguro, dado que a Administração Fiscal, a Segurança Social e as Autoridades fiscalizadoras de trânsito passam a ter novos mecanismos de controlo." O DOU também está disponível on-line no site www.automovelonline.mj.pt.
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A CDU visitou este mês várias freguesias de Sintra e denunciou os problemas que encontrou. O caso mais polémico foi Monte Abraão, que já motivou uma resposta da Presidente da Junta de Freguesia (ver caixa). Na visita ao Bairro 1º de Maio, realizada “a pedido da associação de moradores”, a CDU observou “o estado de abandono em que se encontra o Bairro”, queixam-se os eleitos locais. As críticas da CDU vão para “a falta de manutenção dos espaços verdes, com o acumular de lixos e de mato, incluindo o depósito de entulhos de obra na Rua Pêro Escobar, com o perigo eminente provocado pelo facto de estes resvalarem para a estrada”, lêse num comunicado. O Vereador da CDU Baptista Alves recebeu um caderno reivindicativo dos moradores e “assumiu o compromisso levantar as preocupações apresentadas na Câmara Municipal de Sintra e na Assembleia de Freguesia de Monte Abraão”. Na visita a Massamá, a CDU considerou “gritante a situação de abandono e desleixo a que a Câmara Municipal vota a freguesia” Entre situações relatadas pela população e verificadas pela delegação, a CDU destaca “o estado de abandono do parque urbano de Massamá, onde a erva e o lixo pontificam e onde continua sem acesso à população a estufa nele existente, bem como o tanque de aprendizagem que continua sem utilização.” Os comunistas apontam também a paragem há mais de dois anos das obras do Centro Lúdico, que “apresenta já evidentes sinais de degradação”. A CDU defende “a conclusão das obras de um equipamento tão importante, não só pelas suas características mas também pela inexistência de outro em toda a cidade é fundamental para a melhoria das condições de vida dos habitantes de Massamá.”
Já na Idanha, freguesia de Belas, a CDU recolheu assinaturas exigindo a construção de um novo centro de saúde em Belas. Na iniciativa, onde participaram eleitos locais, activistas e simpatizantes do PCP e da CDU, foram recolhidas mais de quatro centenas de assinaturas. Segundo o PCP, “foram muitas as vozes de populares da Idanha que se levantaram quanto ao estado de abandono a que está votado este lugar da freguesia de Belas”. As queixas vão sobretudo para a ausência de espaços verdes e de equipamentos desportivos e lúdicos. Existem também “carências ao nível da rede de equipamentos escolares, que é insuficiente para as necessidades da localidade.”
SMAS têm «obra feita» A CDU visitou também algumas obras recentes dos Serviços Municipalizados de Sintra (SMAS) e salientou o trabalho feito nos seis anos de Presidência CDU no Conselho de Administração dos Serviços, transformando-os num “modelo de referência ao nível do saneamento e distribuição de água pública”. A visita foi guiada pelo vereador da CDU e presidente dos SMAS, Baptista Alves, que elencou os investimentos efectuados neste período: “Abastecimento de água a 100%, saneamento a 99% do concelho, são indicadores do excelente desempenho destes serviços municipalizados”, assegura. A delegação passou também pelo reservatório do Mucifal, a rede de drenagem da Praia Grande e sua estação elevatória, bem como a ETAR de Negrais, obras “que vão resolver alguns dos mais graves problemas ambientais do Concelho”, afirmam. Para os comunistas, “seis anos de CDU nos SMAS permitiram atingir e ultrapassar as metas do PEAASAR II, melhorar a qualidade do serviço prestado e melhorar as condições de trabalho de todos os trabalhadores”.
«O vvereador ereador ‘e xtrat errestre’» ‘extrat xtraterrestre’»
Os eleitos pelo Partido Socialista na freguesia de Monte Abraão, encabeçados pela autarca Fátima Campos, não gostaram das críticas da CDU e reagiram através de um texto de quarto páginas intitulado “O vereador extraterrestre”. Nele, acusam o “indisfarçável afã eleitoral da CDU a pouco mais de um ano das eleições autárquicas”. Sobre as críticas efectuadas pelo vereador Baptista Alves, aquando da visita ao Bairro 1º de Maio, o PS afirma que “o relato das muitas insuficiências existentes é verdadeiro e carece, de facto, de resolução”. No entanto, os socialistas questionam-se como é que “um homem de Sintra, candidato por diversas vezes à Câmara Municipal, a exercer um cargo na autarquia há oito anos só agora descobre a realidade do Bairro 1º de Maio”. Para os socialistas, “é inadmissível que um vereador eleito democraticamente use este seu estatuto para fazer uma visita de carácter despudoradamente eleitoralista”. A presidente da Junta, Fátima Campos, garante que tem feito “inúmeros apelos e intervenções para que as condições do Bairro sejam melhoradas” e considera “chocante o ‘sacudir a água do capote’ do vereador”. A autarca lembra que “o âmbito de competências e meios atribuídos às Juntas de Freguesia não permite ir mais além” e que “é à Câmara Municipal de Sintra que estão atribuídas as competências e os meios financeiros que enquadram as diversas lacunas relatadas na visita da CDU”. Nesta matéria, Fátima Campos considera mesmo que o vereador é co-responsável: “Se há função, que serve até para usar como “título” numa visita eleitoralista, há, necessariamente, trabalho correspondente. O facto de não ter pelouro não pode servir de álibi ao vereador Baptista Alves”, diz Fátima Campos refere ainda que no mesmo dia da visita da CDU voltou a haver interrupção de fornecimento de água na freguesia, uma situação “repetida e com durações muito prolongadas nos últimos meses.” A autarca lamenta que o vereador, que também é presidente do Conselho de Administração do SMAS, “não se tenha inteirado do sucedido e do incómodo causado à população, que esteve três dias sem água, devido a mais uma ruptura.” L.G.
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Festejos de S. Pedro prometem cumprir tradição Começaram na sexta-feira os tradicionais festejos de S.Pedro, que se realizam na freguesia do concelho de Sintra com o mesmo nome, e prosseguem durante mais de uma semana até ao próximo domingo, 29, dia daquele que é o padroeiro do concelho. Este ano, os festejos terão uma visita especial: o Vespa Clube de Sintra, criado recentemente pelo Hockey club de Sintra, vai levar o II Passeio Saloio de Vespas até o recinto da festa. A cumprir a tradição vão estar os espectáculos de música e animação e as habituais tasquinhas de comes e bebes. Com uma tasquinha já “reservada”está o Moto Clube de Sintra que, pelo segundo ano consecutivo, marca a sua presença. Os pratos a servir são a tradicional sardinha
assada que, segundo Feliciano Mendes, do Moto Clube, “é a melhor de todo o recinto”, mas não vão faltar também a febra e a entremeada grelhada, as moelas e os caracóis, “tudo regado com um bom vinho ou sangria”. Embora em época de crise, os festejos de S.Pedro atraem sempre muita gente e, nem os preços desmobilizam aqueles que optam por comer e beber no recinto da festa. Na tasca dos “motards” os preços vão manter-se os mesmos. No entanto, Feliciano Mendes considera que começa a haver uma “paranóia por parte das entidades fiscalizadoras” que só contribui para que, aqueles que teriam gosto em participar nos festejos com uma tasquinha, se vejam tentados a não o fazer. Feliciano teme mesmo que a continuar assim “ou acabam os festejos populares ou temos que montar restaurantes de cinco estrelas para podermos cumprir com todas as exigências.” Para o motard, as expectativas para os festejos não são, por isso, as melhores. “O povo não está muito para festas”, diz, referindo mais uma vez a crise interna do país como principal causa desta situação. Opinião contrária tem a junta de freguesia de S. Pedro, que aguarda, como sempre, “muita adesão, em especial na noite do santo”, que este ano calha a um Sábado e tem como atracção principal a actuação do artista Fernando Correia Marques. Filipa Galrão
Pr ograma de ffestas: estas: Programa
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Sábado, 21 15H30 - Danças Africanas do Pendão - Grupo da Santa Casa da Misericórdia de Sintra 22h00 – Baile com o conjunto, Português Suave
Domingo, 22 22h00 – Baile com o conjunto, Tino de Rans
Segunda- feira, 23 22h00 - Banda GURL, Música Popular Portuguesa
Terça-feira, 24 22h00 – Baile com o conjunto, Boogie Brothers
Quarta-feira, 25 22h00 - Baile com o conjunto, Jaimão e os Rabinhos do Bosque
Quinta-feira, 26 22h00 – Baile com o conjunto, Latinos D’Ouro
Sexta-feira, 27 22h00 – Baile com o conjunto, Quadrilha
Sábado, 28 15h00 - Actuação do Grupo Coral Primavera do Linhó 16h00 - Actuação do Grupo Coral Vozes da Abrunheira 22h00 – Actuação do artista, Fernando Correia Marques
Domingo, 29 10H00 - Missa Campal 11h00 - Visita ao recinto da festa do II Passeio Saloio de Vespas 15h00 - Actuação da Banda da Sociedade Filarmónica “Os Aliados” 22h00 – Baile com o conjunto, Tempos D’Ouro
Rio de Mouro organiza colónia de férias infantil A Junta de Freguesia de Rio de Mouro está a organizar uma colónia de férias para crianças e jovens dos 7 aos 17 anos de idade. As inscrições para a ‘3ª Colónia de Férias Infantil’ estão abertas até dia 27 de Junho e o destino deste ano é a Vila de Serpins, no Concelho da Lousã. A iniciativa terá lugar “em plena Serra da Lousã, um santuário da natureza, onde entre o abundante verde, os seus inumeros rios, riachos e cascatas e as incriveis paisagens encontramos alguns dos mais bonitos locais em Portugal”, assegura a autarquia. A Junta propõe “uma viagem de conhecimento e aventura a este maravilhoso paraíso durante cinco dias, tendo como base a Vila de Serpins.”
Noites do Renascimento em Odrinhas O Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas realiza de 21 de Junho a 20 de Setembro, entre 21h e as 24h, as "Noites do Museu" de 2008. A temática deste ano versa o período do Renascimento e os visitantes podem realizar “uma visita sensitiva à colecção, que será guiada por figuras da renascença, apenas iluminadas pela luz trémula dos candelabros e archotes.” Findo o percurso, os visitantes poderão repousar na Taberna e provar algumas iguarias preparadas de acordo com o Livro de Cozinha da Infanta D. Maria: vinho quente com especiarias, queijadas de leite, pão-de-ló. A entrada custa oito euros, mas o museu garante um desconto de cinquenta por cento a munícipes, estudantes, professores e reformados.
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Alagamares insiste na reabertura de Seteais
A associação cultural Alagamares, sedeada em Colares, juntou-se ao coro de protestos contra o encerramento ao público dos jardins e miradouro de Seteais e defende que “Sintra é dos e para os sintrenses”. No dia 18, a associação juntou munícipes e visitantes às portas do jardim, e defendeu “uma solução intermédia que não prive por tempo indeterminado os visitantes duma das mais belas vistas de Sintra, espaço público consagrado em escritura desde 1801 e imposto como tal aos sucessivos proprieários do Palácio e concessionários do Hotel.”
Num apelo publicado na página internet, a Associação justifica que o encerramento dos jardins tem provocado alguns incómodos a escolas e turistas. “Temos tido conhecimento do desagrado pela situação, pelos muitos mails que nos têm sido enviados, alguns de escolas secundárias que vieram de propósito para visitas desde o interior”, denuncia. As obras no Hotel de Seteais estão previstas até ao final do primeiro semestres de 2009, tendo os jardins sido encerrados por motivos de segurança. Mas a Alagamares acredita que “pode ser
criado um percurso que sem colidir com as obras”, por forma a “não tirar aos muitos visitantes de Sintra o panorama ímpar da vista quer para o palácio quer para a várzea, num dos enquadramentos mais conhecidos e mais belos de Sintra”. A associação propõe que esta solução, “dentro dum critério de segurança e não perturbação” possa ser encontrada entre o IGESPAR, a Câmara Municipal e o Grupo Espírito Santo, concessionário do Hotel. Para a associação, “urge repor a legalidade”, porque “muitos sintrenses lutaram
e 1934, apoiados pelos respectivos presidentes da Câmara da altura”, recordam, assegurando que “não se trata de um capricho ou de uma embirração”, mas sim de “honrar a vontade daqueles que nos precederam”. A Alagamares espera que a re-
cente aprovação pela Assembleia Municipal de Sintra de uma moção exigindo a reabertura do espaço público “possa ajudar a ultrapassar a questão, não obstante os supostos entraves técnicos que estão por demonstrar.”
PAULO ESCOTO
PAULO ESCOTO
durante dois séculos para que permaneça franco o acesso e as obras em curso, com as devidas medidas de segurança, são perfeitamente compatíveis com a continuidade das visitas”, defende. O Grupo Espírito Santo, que inclui a rede de hotéis Tivoli, “é apenas concessionário do palácio”, recorda. A Alagamares quer que “seja cumprida a obrigação quarta da escritura de aforamento de 1801 que diz expressamente que: “as sobreditas portas francas e publicas do referido gradeamento do mesmo campo que derem serventia para a entrada e sahida do dito paceio publico serão construidas de tal forma que sem dependência alguma possam entrar e sahir por ellas todas as pessoas que delle se quizerem servir e utilizar, sem nunca em tempo algum estarem fechadas com chave, ferrolho, cadeado ou outro fecho semelhante.” “Foi para que este direito lhes não fosse negado que se bateram os habitantes da Vila de Sintra em 1801, 1897
Utentes promovem passeio pela Saúde A Comissão de Utentes da Saúde de Sintra e a Junta de Freguesia de Massamá organizam este Domingo, 22 de Junho, pelas 9h30 horas, a primeira CicloSaúde do Concelho de Sintra. O passeio de bicicleta pretende “alertar os responsáveis da saúde para a grave situação em que se encontra a prestação de cuidados de saúde no Concelho” e lembrar que “a população do concelho exige cuidados de saúde e ser respeitada”. Segundo a Comissão, existem dados preocupantes, como “o facto de existirem centros de saúde com um rácio médico/utente superior a 3000 utentes”. Além disso, “mais de 85 mil utentes do concelho não têm médico de família”, o que é sinónimo de que “mais de 22% da população do concelho não está habilitada a ser atendida por um médico de família”. Os utentes consideram que o estado da saúde em Sintra é “calamitoso e indig-
no de existir no segundo maior concelho do País em termos populacionais”. Ao quadro negro de carências de médicos e enfermeiros, juntam-se as carências de infra-estruturas, nomeadamente de Centros de Saúde. A Comissão defende que “Sintra e a sua população precisam de cuidados de Saúde condignos, incluindo uma Unidade de Urgência Básica, de um Hospital Público e mais centros de saú-
de, médicos e enfermeiros.” Os responsáveis da Comissão de Utentes da Saúde de Sintra esperam ajudar a denunciar a situação percorrendo parte do concelho em bicicleta. “Vamos pedalar e alertar a população de Sintra para a necessidade de ver resolvida toda esta situação”, referem. A iniciativa terá início em Massamá, junto do Centro de Saúde da avenida 25 de Abril e terminará em Sintra.
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Tribunal quer conhecer negociações da muito Alta Tensão O Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra notificou a Câmara de Sintra a informar o colectivo de juízes sobre “o curso das negociações sobre a linha de muito alta tensão Fanhões-Trajouce”. Num despacho datado de 4 de Junho, a juíza Ana Celeste Gomes deu 10 dias para a autarquia “juntar aos autos todos os elementos documentais” que permitam ao Tribunal conhecer todos os factos posteriores ao início do processo movido pela Junta de Freguesia de Monte Abraão. Em resposta ao Tribunal, a Rede Eléctrica Nacional (REN) considera este pedido “surpreendente” e alega que o que está em causa “não é o mérito técnico da solução [o enterramento], mas exclusivamente a questão da legalidade do licenciamento da linha”, facto contestado pela Junta de Freguesia. A defesa da REN esclare-
ce que “o que a Câmara tiver para informar nada tem que ver com o apuramento da verdade dos factos, uma vez que os factos que interessam para o desfecho da causa resultam da resposta à base instrutória, dada por acórdão já produzido.” Também a presidente da Junta de Freguesia, Fátima Campos, reagiu com “surpresa”a este pedido do Tribunal, dado que em Março a autarquia tentou (sem sucesso) uma decisão idêntica, pedindo a suspensão temporária do processo até que a REN e o Ministério da Economia e Inovação informassem o Tribunal sobre as ne-
gociações anunciadas em Dezembro pelo Ministro da Economia Manuel Pinho. O julgamento da acção principal movida por Monte Abraão decorre desde Outubro, mas aguarda a leitura da sentença. Em Março, após ponderar as provas apresentadas, o colectivo de juízes não considerou provado que a linha acarrete problemas de saúde para quem vive junto aos postes, nem que leve à degradação do ambiente e prejudique a qualidade de vida das populações. A REN considera a demora na decisão final “altamente lesiva dos interesses públicos” e lembra o Tribunal que os efeitos da providência cautelar “não podem perpetuarse indefinidamente”. O Cidade VIVA tentou confirmar obter declarações junto da Câmara de Sintra, mas tal não foi possível até ao fecho desta edição. L.G.
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Sintra preside a movimento contra Linhas de Alta Tensão O Movimento Nacional Contra as Linhas de Alta Tensão em Zonas Habitadas é desde este mês presidido por Helena Carmo, uma representante dos cidadãos de Sintra afectados pela linha Fanhões-Trajouce. O grupo integra ainda moradores de Almada, Amadora, Batalha, Guimarães, Odivelas, Panafiel, Seixal e Silves. No dia 14 de Junho, juntaram-se cerca de 70 pessoas em Serzedelo, Guimarães, para discutir o futuro do movimento e eleger os órgãos sociais. Foram igualmente eleitos como vice-presidentes, representantes dos moradores de Serzedelo, Celeiro e Rebordosa. A próxima iniciativa ficou marcada para Outubro, na Batalha, onde será realizada uma acção de sensibilização dos presidentes das juntas de freguesia afectadas pelas linhas. A ideia é “encontrar soluções que minimizem o impacto negativo das linhas de
alta tensão na vida das pessoas”, explicou Manuel Silva, um dos vice-presidentes. A escolha de Serzedelo para a primeira reunião ficou a dever-se à “forma anormal como convivem moradores e cabos de alta tensão” naquela localidade. “Serzedelo é um exemplo paradigmático da realidade portuguesa”, referiu Helena Carmo. Segundo o levantamento realizado por moradores, foram registados
em Serzedelo 76 novos casos de cancro nos últimos dez anos. A delegação de saúde pública de Guimarães está já a fazer um estudo epidemiológico, que deverá ficar concluído em Julho, no sentido de analisar se existe uma relação entre as radiações das dezenas de cabos de alta tensão e vários problemas de saúde que afligem a população. Cidade VIVA/Lusa
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página jovem
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Candidato à Juventude Socialista apresenta-se em Sintra que, segundo Duarte Cordeiro, é “ uma bandeira muito própria” da JS. O objectivo dos jovens socialistas é convencer o PS a aprovar uma lei que permita o casamento entre pessoas do mesmo sexo, tal como na vizinha Espanha. Para o candidato, poder ganhar esta luta significa estar na vanguarda do combate às desigualdades.
JS Sintra apoia Duarte Cordeiro
O Palácio Valenças recebeu no dia 16 de Junho o até agora único candidato à liderança da Juventude Socialista (JS), Duarte Cordeiro, que veio a Sintra apresentar as suas ideias aos jovens mili-
tantes do concelho. O candidato quer “focalizar o trabalho em objectivos simples” e acredita na importância determinante da JS no apoio ao seu partido nos próximos actos elei-
torais, entre eles as eleições legislativas já em 2009. Para além de querer esclarecer as pessoas, especialmente os mais novos, em relação ao trabalho desenvolvido pelo governo socialista, o
objectivo principal do candidato centra-se sobretudo na preocupação com as desigualdades sociais. Neste campo emerge a necessidade de justificar em que medida o actual governo tem contribuído para reduzir estas mesmas desigualdades. Na opinião de Duarte Cordeiro, “foi feito um esforço mas é preciso fazer mais”. À JS cabe o papel de incutir um esforço adicional para corrigir as desigualdades entre os mais jovens. Manuais escolares gratuitos e um reforço dos estágios profissionais fazem parte do esforço requerido pela JS. O reforço do horário pós laboral nas universidades públicas, que possa integrar jovens que só podem estudar se trabalharem em simultâneo, é uma das ideias que, segundo o candidato, também deve ser tida em conta pelo governo. Como são os jovens aqueles que a JS representa é no ensino que se debruçam as principais preocupações de Duarte Cordeiro. “A escola não é um espaço que vive à parte da sociedade”, afirmou, sendo as disciplinas de educação sexual e educação cívica as que considera cruciais para um ensino que deve ter como factor adicional “educar contra o preconceito”. É nesta matéria que surge o combate à homofobia. Luta
Presente na apresentação de candidatura de Duarte Cordeiro, esteve também o presidente da JS Sintra, Bruno Parreira, que demonstrou o seu apoio incondicional ao candidato. Pessimista quanto ao futuro do país, Bruno Parreira admitiu que a conjuntura internacional e a crise interna de Portugal não contribuíram para o sucesso do governo do PS, mas
que a JS tudo fará para ajudar a contornar esta crise de cariz particularmente social. O presidente da JS Sintra mostrou maior desagrado no que diz respeito ao regime de estágios não remunerados, e apontou o dedo ao governo, alertando para a urgência de se mudar este regime que atenta contra os direitos do cidadão e cujos principais prejudicados são os mais jovens. No que diz respeito à coesão entre os núcleos da JS, tanto Bruno Parreira como Duarte Cordeiro concordaram que é necessário a esta organização política uma maior descentralização. Ambos consideram fundamental o uso do blogue/site da juventude socialista para dinamizar por todo o país aqueles que são os objectivos e a participação política da JS. Filipa Galrão
CRÓNICA
Por que é que os jo eressam cada vvez ez orque jovvens se int interessam menos pela vida política? Nas últimas comemorações do 25 de Abril, o Presidente da República, Cavaco Silva, proferiu um discurso polémico, fazendo referência ao crescente desinteresse e falta de participação dos jovens na política. Cavaco Silva baseou-se num estudo encomendado pela Presidência ao centro de sondagens da Universidade Católica, cujos resultados foram pouco satisfatórios. As respostas revelaram que os jovens dos 15 aos 17 anos não sabem quem foi o primeiro presidente eleito após o 25 de Abril e a maioria dos jovens até aos 29 anos não sabe por quantos estados é formada a União Europeia. Perante estas e outras constatações, Cavaco Silva realizou um encontro com os líderes jovens das principais organizações partidárias, académicas, de voluntariado, sindicais e empresariais, para debater este tema, num encontro que não passou disso mesmo. Os jovens tendem a ser cépticos em relação à eficácia da sua participação política e é difícil mudar essa mentalidade. Tornase, no entanto, imperativo perceber como se pode motivar os jovens para uma maior participação em actividades cívicas e políticas. O estudo provou que a informação política veiculada pelos meios de comunicação social está longe de ser apelativa e não é de fácil compreensão para a maioria dos jovens, sendo estes a classe social com menores níveis de conhecimentos políticos. É preciso entender que para a política chegar aos jovens tem impreterivelmente de estar onde os jovens estão e comunicar da mesma forma que eles comunicam. Porque os jovens de hoje são os políticos de amanhã e é preciso mais do que um encontro para lhes fazer ver que o futuro da governação do país depende deles. F.G.
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comunidade
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Festival de Teatro leva 11 espectáculos a Algueirão-Mem Martins Arranca no dia 28 de Junho o festival Segundo Teatro’08, um evento organizado pela Byfurcação e pela Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins, e com o apoio do Cidade VIVA, entre outros. O espectáculo «Escudos Humanos», da companhia Reticências, abre esta mostra no palco do Espaço 2M. Até 28 de Julho serão dez as companhias que apresentarão os seus mais recentes trabalhos ao público, que terá a oportunidade de assistir a onze espectáculos em quatro palcos da freguesia: Recreios Desportivos do Algueirão, Espaço 2M, Floresta Center e Mem Martins Sport Clube. Já na segunda edição, o Segundo Teatro cresceu: “a Byfurcação ousou dar um pequeno passo em
frente na organização deste Festival, que no passado ano teve uma óptima aceitação por parte dos intervenientes, assim como dos espectadores”, afirma Paulo Cintrão, um dos organizadores. “Procurámos tornar o evento mais diversificado na oferta e também mais envolvente, para assim chegar a um ainda maior número de espectadores”, afirma. Além das companhias convidadas, oriundas da área metropolitana de Lisboa, o Segundo Teatro ‘08 integra também uma série de trabalhos de companhias locais. Os espectáculos decorrem de 28 de Junho a 28 de Julho, aos sábados e segundasfeiras, sempre às 22h e com entrada gratuita. Mais informação em www.byfurcacao.com.
Pr ogramação Programação Reticências | Escudos Humanos 28 de Junho | Espaço 2M (C.C. Bela Vista, Av. Vitorino Nemésio, Mem Martins)
Animateatro | Valsa da Papoilas... a Sequela 30 de Junho | Recreios Desportivos do Algueirão (Estrada do Algueirão, nº 140)
Absurdo | Viver Apenas para Morrer 5 de Julho | Floresta Center (Rua António Ferreira Gomes, Lote 1-B, Tapada das Mercês)
O Grito | Huit Clos (Sem Saída) 7 de Julho | Floresta Center
Lordes do Caos | Fernando... talvez Pessoa 12 de Julho | Espaço 2M
Animateatro | Yerma 14 de Julho | Espaço 2M
Grupo 373 | Os Olhos da Fortuna e o Mundo 21 de Julho | Floresta Center
Kalpa | O Canto da Rosa 26 de Julho | Mem Martins Sport Clube (Largo Rossio da Fonte, nº 6, Mem Martins)
Crinabel | Antes de Começar 26 de Julho | Mem Martins Sport Clube
O grupo de Teatro da Leal da Câmara Nasceu em 1995 da necessidade de dar continuidade ao trabalho realizado pelos grupos TapaFuros e Parte II. Os actores são exclusivamente alunos da Escola Secundária Leal da Câmara, em Rio de Mouro. Chama-se Teatro Reticencias e em cada ano lectivo tem apresentado o seu trabalho à comunidade escolar e participado em iniciativas dinamizadas pela Câmara Municipal de Sintra e pela Culturgest. Ao Cidade VIVA, o encenador Rui Mário revelou que “no início do ano, são cerca de quarenta as pessoas envolvidas no projecto, embora apenas vinte e cinco terminem o trabalho”. O grupo conta ainda com dois professores, um encenador e todo o sistema de produção da própria escola, que são cerca de seis alunos. Os ensaios são realizados no auditório do Centro Paroquial de Rio de Mouro, local que possui um “palco bastante amplo” e onde existem “condições para todo o trabalho de formação e de apresentação do espectáculo”. Com vários trabalhos já realizados, Rui Mário revela que o sucesso “não estava na ordem do dia”, embora garanta que todo o trabalho é feito com grande profissionalismo por parte do elenco e das pessoas que orientam o grupo.
“Temos a perfeita noção que um grupo de teatro escolar vive acima de tudo da entrega pessoal e do tempo disponível, que são cerca de quatro horas semanais, que depois se traduzem em resultados bastante bons”, conta o encenador. O sucesso do grupo “advém do trabalho sério e comprometido que desenvolvemos”, afirma. O Reticências tem atraído a atenção do público, nomeadamente de pais, amigos e alunos da escola. “Mesmo sendo um público combinado, são pessoas que aderem muito bem aos nossos espectáculos”. Além de todo o trabalho artístico desenvolvido, o Teatro Reticências não se limita apenas ao espectáculo. “Nós sabemos que um grupo de teatro escolar tem as suas incumbências, daí também prestarmos apoio às disciplinas e às restantes áreas de trabalho da escola”, assegura.
Embora os apoios se cinjam praticamente às verbas que a escola disponibiliza, a contratação do encenador é suportada pela associação de pais com o objectivo de garantir a qualidade artística. “O teatro mostrou-me e ensinou-me aquilo que sou capaz de fazer. Foi um privilégio trabalhar com estas pessoas fantásticas e apesar de este ter sido o meu último ano na escola e no grupo, eles eram como uma segunda família para mim”, conta Fábio Ventura, aluno e actor. Anualmente o grupo realiza diversas performances na escola, como sessões poéticas, festa de natal e sensibilização para diversas problemáticas. Convidados pela Associação Cultural Byfurcação a participar no festival Segundo Teatro ‘08, o grupo vai subir ao palco do Espaço 2M com “Escudos Humanos”, no próximo dia 28 de Junho, às 22 horas. A peça de Patrícia Portela já subiu ao palco do Grande Auditório da Culturgest em Lisboa e do Centro Cultural Vila Flor em Guimarães. No futuro, o desejo “é continuar o trabalho até aqui desenvolvido e participar no PANOS 2009, um projecto da Culturgest, onde já subimos ao grande palco por três vezes”. Ricardo Nascimento
Cateatro | A Porta do Medo 28 de Julho | Mem Martins Sport Clube
Byfurcação | Capuchinho Encarnado, nem todos os Lobos são maus 28 de Julho | Mem Martins Sport Clube
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desporto
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Lourel e Sintrense vencem Sintra Cup 2008
Sintra recebe Campus Internacional de InLine Hockey Decorre de 29 de Junho a 5 de Julho um Campus Internacional de InLine Hockey nas instalações do Hockey Club de Sintra, em Monte Santos, Sintra. Participam neste evento cerca de 80 atletas, entre portugueses e espanhóis, a partir dos 8 anos de idade. Durante este Campus, os atletas vão trabalhar toda a parte técnica de patinagem, técnica individual, treino específico para hockey, preparo físico, regras e re-
Terminou no passado dia 15 de Junho o torneio de futebol infantil Sintra Cup 2008. Os grandes vencedores da fase final do torneio, que decorreu a 14 e 15 de Junho no campo do União Mucifalense, foram o Lourel no escalão de escolas e o Sintrense em infantis. O evento, organizado pela Câmara Municipal de Sintra, teve como finalidade “proporcionar aos jovens munícipes a prática desportiva em ambiente festivo e em salutar convívio com os adversários”. O torneio pretendeu “contribuir para o desenvolvimento da modalidade e para a socialização dos jogadores e demais agentes desporti-
vos” , revela fonte ligada à vereação do desporto. Em tempo de paragem da época desportiva, esta foi uma prova que “possibilitou aos jovens atletas a ocupação dos seus tempos livres, num período em que não existe quadro competitivo oficial”, acrescenta. Com a presença de 800 atletas, divididos por 48 equipas de dois escalões, escolas e infantis, o Sintra Cup 2008 atingiu as expectativas da organização. “O número de equipas e de atletas que participaram vem ao encontro das expectativas que tínhamos antes da organização do Sintra Cup”. R.N.
gulamentos de jogo, nutricionismo e fair-play. Vão também ter actividades lúdicas e de lazer, a fim de fortalecer o conhecimento pessoal, bem como os laços de amizade. O grupo de monitores/treinadores é constituído por dois portugueses, dois polacos, um checo e cinco espanhóis, sendo a responsabilidade técnica de Hélder Rui da Silva, treinador e jogador de InLine Hockey em Espanha.
No dia 4, pela 20 horas, disputa-se um jogo de InLine Hockey entre os atletas participantes: Portugal – Espanha. No dia 5, pelas 12 horas realiza-se o jogo das Estrelas: os mais votados pelos participantes jogarão contra os monitores/treinadores. Este evento tem a organização conjunta de “21Campus” e “OkMania -Escola de Patinagem”. Fonte: FPDG
Sintrense tem nova direcção O Sport União Sintrense, clube que este ano garantiu a permanência na III Divisão Nacional de Futebol, tem desde o passado dia 30 de Maio uma nova direcção para o biénio 2008/2010. Joaquim Neto Filipe venceu o acto eleitoral com 89% dos votos, com 68 votos a favor, 7 votos em branco, um voto nulo e uma abstenção. O anterior líder do clube, Joaquim Veríssimo Reis, é agora presidente da mesa da assembleiageral.
Numa altura em que o clube passa por grandes dificuldades financeiras, o novo presidente fez questão de revelar que os seus objectivos passam pela “resolução dos processos que se desenrolam em tribunal com a Optimus e a Caixa Crédito Agrícola”. A nova direcção pretende também “apostar significativamente na formação, através de captação de novos potenciais atletas e promover o desenvolvimento e comercialização da
marca Sintrense, de modo a promover pela visibilidade da marca, retorno de investimento publicitário”. No entanto, o principal objectivo desta nova direcção é “avaliar a situação contabilística e financeira, e preparar um orçamento equilibrado em termos de exploração de modo a que possa ser equacionado o orçamento da formação e futebol sénior, bem como de outras modalidades.” R.N.
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saúde
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Inibição intelectual Por: Paula Barbosa – Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta São inúmeros os casos de dificuldades de aprendizagem, favorecendo um quadro comum de insucesso escolar. Sabemos que muitas crianças têm dificuldade em aprender as matérias escolares, mas nem sempre compreendemos as suas verdadeiras causas, e tal parece acontecer pela determinação que se faz do seu potencial intelectual, ou seja, a consideração de que o não aprender derive do facto de ser pouco inteligente.
Na verdade, pode considerar-se que todos nascemos igualmente inteligentes, apenas nos diferenciamos consoante a presença de estímulos que motivem para o pensar os factos e os sentimentos. A aprendizagem começa deste modo muito antes da entrada para a escola. Começa pela curiosidade e pela descoberta do mundo, antes da aprendizagem formal. Entre as causas para a presença de dificuldades de
LEITOR INFORMADO Tem dúvidas? Quer saber mais acerca destes temas? Remeta-nos um mail (geral@cidadeviva.pt), ou escreva-nos (Rua João Maria Magalhães Ferraz, Lote 3, Loja 3 – 2725-338 Mem Martins).
aprendizagem, apenas o défice cognitivo poderá implicar uma permanência da incapacidade, e estes são os casos menos frequentes. A maior parte das crianças que revela distúrbios instrumentais, tais como a dislexia, ou distúrbios emocionais, como as problemáticas de comportamento ou a inibição intelectual, não é compreendida pelos educadores na intercorrelação entre os dois factores. A criança com inibição intelectual é frequentemente percepcionada como alguém que se encontra aquém das suas potencialidades, pelo que são de estranhar os baixos resultados que apresenta nos testes escolares. Trata-se de um medo de aprender, traduzido no evitamento e não na incapacidade de elaboração intelectual. Nos antecedentes da inibição intelectual, encontrase usualmente um ambiente familiar confuso e desorga-
nizado, a par com vivências traumáticas e atitudes permissivas dos pais que impedem o contacto com o sentimento de frustração inerente às experiências da vida. Enquanto cresce, a criança deverá ser capaz de se questionar sobre o que acontece na realidade, confrontando-se com as dúvidas, dificuldades, frustrações e demais sentimentos, em suma, o que a vida traz de negativo ou difícil. São naturais os medos, inseguranças, tristezas ao longo deste percurso, e principalmente sofridos se a razão do sofrimento estiver na família. Passam então a ser os seres mais significativos os que destabilizam, ao invés da protecção e referências identificatórias seguras que deles deveriam partir. Quebra-se o processo do pensar na medida da passagem ao simbólico, ou seja, a carga afectiva das experiên-
cias não ganha uma representação interna, mas assume-se como algo perigoso, que não pode emergir. Resumese a não pensar e questionar as matérias escolares, para garantir que pensamentos carregados de afectos negativos insuportáveis não acedam à consciência. Não se sabe, não se pensa, não se questiona, para não sofrer. Guarda-se a solidão, o vazio, o medo, a raiva num esconderijo interno a que nem o próprio pode aceder. Nestes casos, precisam-se educadores disponíveis para a criança, no sentido de encontrarem meios como histórias, filmes ou conversas, nos quais os elementos que vivam as situações sejam outros que não ela, para que possa entrar em contacto, de forma protegida, com o que a assusta. Também será fundamental a compreensão de que a realidade poderá ser sentida como violen-
tos alimentares e em comer de forma saudável, é inevitável a associação à dita dieta dos “cozidos e grelhados”. A verdade é que, para além da insipidez e da falta de cor destes pratos, nem sempre, em termos calóricos, podemos considerar que sejam a melhor opção. Uma vez que em termos de paladar estes tipos de confecção pouco têm para nos oferecer, é inevitável temperá-los com azeite. E se é um facto que o azeite é a gordura mais saudável, também é verdade que continua a ser uma gordura e, como tal, fornecedor de muitas calorias. Façamos contas: para temperar o peixe, as batatas e os legumes cozidos não é muito difícil utilizar o equivalente a 3 colheres de sopa de azeite, num só prato, o que representa também mais 300 kcal extra. Se a ideia é realizarmos refeições de baixa densidade ca-
lórica e que ao mesmo tempo que nos proporcionem uma elevada saciedade, sem vermos diminuído o prazer da mesa, então talvez seja melhor explorar outras técnicas culinárias. Os estufados, as jardineiras, as caldeiradas, os ensopados, as açordas, o arroz ou massinhas de peixe malandrinho são opções a considerar com muita atenção. Vejamos porquê: na sua base está o famoso refogado de cebola, alho e tomate. Desde que se limite o azeite a 1 colher de sopa (para 4 pratos) e não se deixe fritar a cebola, não há qualquer inconveniente em fazer dessa a base principal dos nossos cozinhados. Depois, é sabi-
ta para a criança e não para o adulto e que, naturalmente, o que a assuste no contacto com a vida não se possa assemelhar ao que traga medo aos outros. Em suma, não se pode abandonar a criança que não aprende ou que falha sucessivamente nas provas escolares, pois em todas existe um potencial intelectual que poderá estar comprometido por razões afectivas e emocionais, tratáveis por técnicos especializados.
pcrb@clix.pt dialogicos.lda@dialogicos.pt
Na próxima edição: Vencer na vida
“Entrei em Dieta
– a partir de hoje só cozidos e grelhados!” Por: Raquel Ferreira – Dietista Esta frase é um lugar comum que, a par com tantos outros lugares comuns do despertar da Primavera, faz parte do ritual de preparação dos corpos para uma maior exposição ao sol. A tomada de consciência de
que temos de fazer - ou que deveríamos fazer… - alguma coisa em prol do nosso bem-estar, não meramente por razões estéticas mas principalmente por questões de saúde, é sempre positiva.
O desafio reside na escolha das estratégias que nos permitam alcançar os nossos objectivos e, seguramente, essas estratégias definem em parte o sucesso dos resultados. Quando se fala em perder peso, em corrigir hábi-
do que os métodos culinários que incluem uma adição considerável de água na sua confecção não só resultam em refeições com menor densidade calórica e elevado poder saciante durante a refeição, como tendem também a diminuir a ingestão calórica nas refeições seguintes. Assim sendo, reconsidere: diminua a gordura de adição, opte por confecções ricas em água e que incluam vegetais e leguminosas, e não se esqueça das potencialidades das especiarias e das ervas aromáticas. Quero controlar o peso. Vai uma caldeirada? Associação Portuguesa de Dietistas www.apdietistas.pt
opinião
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Apontamento Por Vítor Botelho Na minha qualidade de descendente desse mítico rei-pastor que descansaria das terríveis desfeitas que infligia aos romanos trincando umas fatias de queijo dos Montes Hermínios (então, ainda e felizmente, sem as ameaças da ASAE e de uns quantos patetas instalados em Bruxelas), confesso que ando de peito feito, esperançado em que a selecção nacional de futebol me permita dizer ao psiquiatra que não preciso dele para nada. E deixemo-nos de tretas: agora, estou-me borrifando para se o tal senhor de Santa Comba Dão, o que criava galinhas no jardim, adormecia a malta com o F disto e o F daquilo. Embora não coloque o meu calejado traseiro num estádio, mas porque entendo que até a histeria tem limites, vivo um joguinho de futebol
tal e qual condeno os media pelo tempo e espaço que dedicam a essa poluidíssima indústria desportiva. Dito isto, hoje, 10 de Junho, dia em que teclo estas palavras, ocorre-me, certamente fazendo eco ao pensamento de muitos compatriotas, quão necessário seria que a turma chefiada por Scolari prosseguisse, tanto quanto possível, uma caminhada vitoriosa. Sim, já sei, já sinto o incómodo de certos intelectuais de pacotilha, já ouço murmúrios, já adivinho o indecente oportunismo de politiqueiros acusando a selecção de estar feita com o Governo! Ah, infelicidade, maldição divina, mas quando deixaremos de ser um Povo que, mesmo que seja pela via do futebol, mesquinhamente se envergonha de gozar uns instantes de satisfação?
Sim, também já sei que a vida está pelas horas da morte, que os pescadores, os agricultores, os camionistas, etc., etc., atravessam momentos particularmente difíceis. Já sei de tudo isso, do mesmo modo que não desconheço o clima de “terror” que - em nome de soluções milagrosas nunca reveladas certos dirigentes de bancada querem à viva força instalar. Não tenhamos ilusões: para certos “patriotas”, o melhor que poderá acontecer é que os nossos craques não passem à segunda fase do Euro 2008 e que o País murche definitivamente. Desse modo, será mais fácil reforçar e (politicamente) explorar um clima depressivo colectivo, fenómeno que vem grassando, essencialmente a partir de factores
(Direito de Resposta)
«Recinto Desportivo Vandalizado» Na edição de Maio do Jornal Cidade Viva, publica de autoria de Paulo Firmino, um artigo sobre o estado em que se encontra um parque desportivo na Tapada das Mercês, o qual carece do seguinte esclarecimento:
A Urbanização da Tapada das Merces, onde se localiza o citado parque desportivo, ainda não foi recepcionada pela Câmara Municipal de Sintra pelo que a responsabilidade da manutenção de toda a urbanização é da pertence ao urbanizador, ou seja a Empresa Cintra Urbanizações, SA. Só depois de feita a recepção por parte da CMS é que esta fará um protocolo de delegação de competência para a Junta de Freguesia, ficando a partir desse momento a Junta responsável pela manutenção e conservação de toda a zona verde e dos parques desportivos, se esta for a opção da CMS. A Tapada das Merces, tem vários problemas no âmbito de requalificação e de espaços verde, que gostaríamos de os ver resolvidos, mas estamos impedidos de o fazer, pelos motivos legítimos, já referidos. Julgo que brevemente a situação estará resolvida, na medida em que a Assembleia Municipal, já aprovou em 2007 a urbanização da Tapada das Merces, pelo que brevemente o assunto fique resolvido. Com os meus cumprimentos Manuel do Cabo Pesidente da Junta Freguesia Algueirão Mem Martins
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exógenos a que se juntam outros de fabrico próprio e que anteriores (e actuais) faltas de visão política não souberam ou não tiveram a coragem de prevenir. Pessoalmente, sem hipocrisia, não estou pendente da boa ou má prestação da nossa selecção para definir se devo andar alegre ou triste. Enquanto cidadão, sei, ou julgo saber, a realidade em que vivo e mentiria se dissesse que estou optimista, inclusive quanto ao futuro desta Europa e deste Mundo globalizado e falho de verdadeiros líderes. Todavia, não me passa pela cabeça que uma equipa representativa de um País não tenha orgulho em ultrapassar as dificuldades que, muitas vezes, não decorrem de trabalhar a bola melhor ou pior – o árbitro pode sempre marcar
uma grande penalidade inexistente, um bandeirinha pode sempre anular um golo limpo. Mas mesmo considerando a possibilidade de serem os artistas a baixar os braços, a verdade é que, como todos bem sabemos, existe sempre a tentação de os maus momentos serem ultrapassados como quem cospe para o ar, isto é, substituindo o treinador, o responsável pela táctica que cada um tem o dever de aplicar. Como já disse, estou a escrever 24 horas antes do jogo entre Portugal e a República Checa. Será que o chefão vai ser vaiado? Ou os craques acabam endeusados?
Entretanto, vou ter de decidir entre ligar a televisão e ver o embate Espanha Rússia ou procurar um livro. Opto pelo segundo. Ora deixem ver o que melhor se aplica ao meu estado de espírito: “Ensaio Sobre a Lucidez” ou “O Último Voo do Flamingo”? E se for a “Exortação aos Crocodilos”? Ah, não, este livro não! “Cão Como Nós” não! Sinto muito fortemente já ser tempo de respeitar os cães…
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AG E N DA J U N H O 2 0 0 8
livro do mês
A Cova do Lagarto Filomena Marona Beja Sextante Editora
Feira do Livro e Artesanato de Queluz
Festival Internacional de Coros de Sintra
20 a 29 de Junho, no Parque Urbano Felício Loureiro
26 de Junho, 21h, Palácio Nacional de Queluz
Jornadas Poéticas de Sintra 18 de Julho, 21h, Palácio Valenças
Folia, Tu és isso Quinta da Regaleira, Sintra, de 3 de Julho até 14 de Setembro
A escolha deste mês recai, naturalmente, sobre “A Cova do Lagarto”, último livro de Filomena Marona Beja, escritora residente em Rio de Mouro e que venceu, no passado dia 6 de Junho o Prémio Romance e Novela APE de 2007. De acordo com o júri, “A Cova do Lagarto” foi escolhido por unanimidade, de entre os 117 romances e novelas editados em 2007 e apresentados a concurso.
A Câmara Municipal de Sintra em parceria com a Junta de Freguesia de Queluz, promove de 20 a 29 de Junho a Feira do Livro e Artesanato de Queluz. A iniciativa conta com a participação de dezenas de expositores e também com espectáculos musicais todos os dias. A Feira do Livro e Artesanato realiza-se de segunda a quinta-feira das 17h às 23h, sextas das 17h às 24h, Sábados, Domingos e Feriados das 15h às 24h.
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Por: Carla Major
I G H B A C D F E
I G H B A C D F E
A D F H I E C G B
Foram 20 anos de pesquisa postos ao serviço da pena literária de Filomena Marona Beja (que trabalhou como documentarista nos ministérios das Obras Públicas e da Educação) que acaba por dar ao prelo este livro de forma mais rápida do que é habitual e com a mestria que nos habituou e que este Prémio vem comprovar. A “Cova do Lagarto” é a quinta obra literária de Filomena Marona Beja, juntando-se a «A Duração dos Crepúsculos» (2006), «A Sopa» (2004), «Betânia» (2000) e «As Cidadãs» (1998).
O Palácio de Queluz recebe dia 26 de Junho, quinta-feira, o Festival Internacional de Coros de Sintra. O programa inclui actuações do Grupo Coral de Queluz, do Coral Allegro, do Grupo Coral ARS Música, do Coro de Câmara de Setúbal, do Coro Lira e do Coro Leal da Câmara. A Entrada é livre. Mais informações: 21 434 38 60 ou e-mail: pnqueluz@ippar.pt.
A D F H I E C G B
«Nascera em Loulé. A dezanove de Abril, nos fins do século. 1899, vem no assento de baptismo. - Mil e novecentos – afirmou ele algumas vezes. Pareceria mais moderno, já século XX. Mas não era. E ninguém como o próprio Duarte o saberia com tanto rigor. Não deixava, no entanto, de provocar o jogo. - Se há quem afirme que sou demasiado novo para os cargos que tenho exercido… Para que hei-de eu perder tempo a rectificar a data da certidão? Perder um ano de vida».
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“A Cova do Lagarto” é um romance biográfico sobre Duarte Pacheco editado em 2007 pela Sextante Editora e que nos apresenta o retrato de “um homem verdadeiramente brilhante que foi ministro de um ditador medíocre e teimoso” (nas palavras da autora), o mítico e misterioso ministro das Obras Públicas, apaixonado pelo seu tempo, que foi buscar Salazar a Coimbra e o acompanhou durante duas décadas, até morrer tragicamente num desastre de automóvel; e de uma época sob o governo do Estado Novo, a transformação urbana do país, com o novo traçado da capital e a sua modernização.
A Casa das Cenas - Educação pela Arte realiza mais uma sessão das Jornadas Poéticas de Sintra com o objectivo de lançar novas edições e estreitar o relacionamento do público interessado com os agentes culturais ali presentes ou representados. O evento inclui o lançamento do livro infanto-juvenil "O Grilo que Queria Ser Amarelo" uma obra criada a partir de histórias do escultor Anjos Teixeira, com texto de Carlos de Melo e ilustrações de Jorge Cardoso. A participação nas Jornadas Poéticas de Sintra é livre e é direccionada para miúdos e graúdos. Para mais informações contactar 93 9392193 ou casadascenas@gmail.com.
Em 2007, o Teatro TapaFuros apresentou o espectáculo Folia nos Jardins da Quinta da Regaleira. Apesar do sucesso alcançado, o grupo acredita que a proposta não se esgotou e propõe-se revisitar o texto de Paulo Borges e encenação de Rui Mário. Novamente com a parceria da Fundação CulturSintra e apoio da Câmara de Sintra, o TapaFuros aposta na renovação do elenco e numa nova parceria na área da cenografia para criar esta nova Folia e atrair novos públicos. O espectáculo entra em cena de quinta a sábado, às 22h e aos domingos às 20h. O “Folia” tem carácter volante e decorrerá ao ar livre, pelo que é aconselhavel levar agasalho e calçado confortável. Os bilhetes vão custar 16 euros. Reservas e informações: 707 234 234 ou geral@tapafuros.com.
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“Câmara Aberta” no Dia do Município
A Câmara de Sintra promete comemorar o Dia do Município, assinalado a 29 de Junho, com um conjunto de iniciativas que incluem uma “Câmara Aberta”, um desfile de moda e a inauguração da Casa da Cultura de Mira Sintra. A efeméride
coincide com os festejos de S. Pedro, o padroeiro do município, que começam este fim-de-semana. O “ponto alto”, diz a Câmara, será o Sintra Fashion 2008, no dia 27 de Junho, pelas 21h30, no Largo do Palácio Nacional de Sintra.
Trata-se do desfile das novas colecções de Augustus, Júlio Torcato, Carlos Gil, Dorez Ozório, Pedro Mourão e jóias de Gil de Sousa, com apresentação de Jorge Gabriel. No mesmo local, mas dia 29, pelas 22h, as escadas do Palácio recebem um concerto com Luís Represas, Pedro Abrunhosa e Mafalda Arnauth, igualmente de entrada livre. Antes, a 28 e 29 Junho, entre as 15h e as 23h30 o Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas recebe uma Feira Romana inserida no “Rota das Feiras”. Também no fim-de-semana de 28 e 29, a autarquia abre as portas dos Paços do Concelho, transformando o edifício numa “Câmara Aberta”. Entre as 15h e as 22h, os munícipes poderão assistir a seis concertos de música clássica. “O edifício estará devidamente ilumina-
do e decorado a preceito, e pelas ruas irão passear-se pares românticos que irão animar o centro histórico da Vila de Sintra”, garante a autarquia. Na manhã de Domingo, Dia de S. Pedro e feriado municipal, pelas 10 horas, o hastear da bandeira nos Paços do Concelho será feito ao som da Banda da Sociedade Filarmónica e Recreativa de Pêro Pinheiro. Mais tarde, pelas 11h30, é inaugurada a Casa da Cultura de Mira Sintra (ver caixa). Serão também inauguradas duas exposições: os trabalhos de final do ano lectivo 2007/08 do Curso de Pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes, na Quinta Nova da Assunção; e a exposição “100 Anos da Região Demarcada de Colares”, na Adega Visconde de Salreu.
Mira Sintra vvai ai tter er Casa da Cultura A freguesia de Mira Sintra vai ganhar um novo espaço cultural no Dia do Município. A Casa da Cultura, com inauguração marcada para 29 de Junho, será “um local de convívio onde a população poderá reunir-se e praticar diversas actividades” e onde algumas entidades culturais irão encontrar espaço de trabalho. A autarquia conta celebrar protocolos de cedência de salas à Sociedade Filarmónica de Mira Sintra, ao Sintra Estúdio de Ópera e à Associação Cultural Teatromosca. O equipamento vai contar com várias valências, designadamente: sala polivalente, espaço internet, leitura de periódicos, biblioteca itinerante, salas multiusos, exposições, teatro e música. Para assinalar a abertura da Casa da Cultura ao público, decorrerá um concerto e um recital de música, bem como exposições de pintura e escultura. O espaço irá funcionar de terça a sexta-feira entre as 10h e as 20h, e aos fins-de-semana das 14h às 20h. Além da nova Casa da Cultura, “os espaços verdes exteriores foram também reestruturados, assim como a Praça adjacente à Igreja”, salienta a autarquia.