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O JORNAL COM NOTÍCIAS • DIRECTOR: LUÍS GALRÃO • ANO 3 • QUINZENAL •

24 DE OUTUBRO DE 2008 • N.º 36

D I S T R I B U I Ç Ã O G R AT U I TA

Atraso no túnel prejudica comércio em Agualva

CÂMARA AUTORIZA FEIRA DAS MERCÊS COM SEGURANÇA “MUSCULADA” A Câmara de Sintra recuou na proibição da edição deste ano da tradicional Feira das Mercês, em Rio de Mouro, após ter obtido garantias de “uma segurança muito musculada em condições de qualquer ocorrência”. Para evitar os problemas de há um ano, serão mobilizados meios da Polícia Municipal e perto de 200 agentes da PSP, que irão patrulhar “o recinto, o trajecto até à estação e as principais rotundas, assim como os transportes públicos de acesso às Tapada das Mercês”.

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OBRAS DO IC16 ISOLAM BAIRRO DO GRAJAL

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Os moradores do Grajal, em Agualva, foram surpreendidos pelo corte do principal acesso ao bairro, no âmbito da construção auto-estrada A16/IC16. Actualmente, parte da rua que serve o bairro do lado de Agualva, apenas permite um sentido de trânsito. “É o único acesso que temos e não dá garantias a bombeiros e ambulâncias”, reclamam os moradores, que já tiveram o apoio do Bloco de Esquerda e da CDU.

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BOMBEIROS DE AGUALVA-CACÉM TÊM NOVO COMANDANTE O novo comandante dos Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém explicou ao Cidade VIVA que pretende “arrumar a casa”. Luís Pimentel acredita que os 130 bombeiros necessitam de “disciplina e de liderança” e garante que apesar de alguma falta de meios está disponível “de alma e coração para ajudar os bombeiros e dar o máximo”.

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Trabalhadores das confecções Alva aceitam despedimento colectivo

Apenas quatro dos 61 trabalhadores despedidos pela empresa de confecções Alva, de Mem Martins, recusaram o acordo que a Federação dos Sindicatos Têxteis negociou com a administração. “Já podem ir todos para casa, só regressando à empresa para levantar a carta de despedimento e para receber a indemniza-

ção”, explicou António Marques. A empresa aceitou indemnizar os 57 trabalhadores acima do previsto na Lei, pagandolhes além do mês de salário por cada ano de trabalho (incluindo o subsídio de refeição), mais 415 euros e parte do salário de Outubro. “A maioria irá receber cerca de quatro mil euros, porque têm poucos anos de casa”, refere o sindicato. “Sentimos regozijo por se ter encontrado uma solução que liberta os trabalhadores da pressão a que estavam sujeitos e garante-lhes os di-

reitos”, diz. No entanto, o sindicalista lamenta a ausência do representante do Ministério do Trabalho nas negociações, que alegou “estar de férias”. A administração queixase da crise no sector automóvel, nomeadamente na Volvo, o principal cliente dos airbags que fabrica. “A empresa quer manter o centro de decisão em Portugal, deslocalizando parte da produção para a Tunísia, onde diz ter custos 30 por cento mais baixos”, explica. Apesar dos resultados negativos dos últimos dois anos, o sindicato sabe que a Alva “tem resultados transitados positivos na ordem dos seis milhões de euros, que garantem o pagamento as

indemnizações” e a viabilidade dos 144 postos de trabalho em Portugal. A Alva-Confecções foi fundada em 1965 como empresa de confecções para senhora. A primeira grande crise ocorreu nos anos 90 com a automatização de parte das linhas de produção e mais tarde devido à crise do têxtil. A empresa foi forçada a adaptar-se a novos produtos e em 1998 surgiu a primeira linha de produção de airbags. Em 2006, exportava sobretudo para Espanha, Suécia, Índia, Malásia, Turquia e Tunísia, onde já tem uma fábrica com 430 trabalhadores. Actualmente, produz quase seis mil airbags por semana, o que a torna líder de mercado em Portugal. Luís Galrão

Jovem admite autoria de duplo homicídio em Rio de Mouro O jovem Edgar Furtado, de 17 anos, admitiu em Tribunal a autoria dos disparos do duplo homicídio de Rio de Mouro ocorrido em Janeiro. Na primeira sessão do julgamento que decorreu a 14 de Outubro no Tribunal de Sintra, várias testemunhas explicaram que os conflitos entre os dois grupos rivais de Rio de Mouro e Cacém começaram numa festa em Dezembro. Nessa data, “o grupo do Cacém bateu em mim e num amigo meu e depois deramme uma facada no ombro”,

contou Muhamad Baldé, pertencente ao grupo de Rio de Mouro. O jovem admitiu que no dia do duplo homicídio tinha tirado um chapéu a um dos rapazes do Cacém, o que, horas mais tarde, desencadeou os incidentes. “Tirei o chapéu ao Evandro porque ele não me quis dizer quem é que me deu a facada. Mais tarde combinámos ele ir a Rio de Mouro buscar o chapéu”, explicou. O encontro premeditado teve lugar perto das 21h30, nas imediações do Mini-Preço. “Quando chegámos, o

A S S I N AT U R A Subscreva e receba todos os meses, durante 1 ano, em sua casa, o Cidade Viva. Destaque este cupão e faça-o acompanhar de um cheque no valor de 8€ à ordem de Ideia Prima, Lda. e envie para Rua João Maria Magalhães Ferraz, Lote 3, Loja 3 – 2725-338 Mem Martins.

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Destaques

da edição digital de Outubro O Cidade VIVA tem desde Junho duas edições: a que está a ler, impressa, e uma edição digital, exclusivamente em formato pdf. Assim, pode ler-nos na primeira quinzena do mês em www.cidadeviva.pt e na segunda quinzena, em papel. A edição digital foi pensada para que a possa descarregar para o seu computador ou imprimir apenas as páginas que lhe interessam. O formato é idêntico à edição impressa. Estes são alguns dos destaques da última edição digital:

Movimento Cívico ameaça com novos protestos O Movimento Cívico Contra a Alta Tensão em Zonas Habitadas juntou mais de 100 moradores de Belas, Agualva e S. Marcos no passado dia 26 de Setembro, num debate público promovido no Salão dos Bombeiros de Agualva. A presidente do Movimento, Helena Carmo, lembrou que ainda não foi julgado o processo colocado pela população, “por um grupo de cidadãos e uma associação ambientalista”, cuja marcação de julgamento deverá ocorrer até ao final do ano.

Polícia Municipal suspende despejos em Colaride Depois da intervenção da Polícia Municipal, a Câmara de Sintra negociou com a Pimenta e Rendeiro a suspensão dos despejos de terras e entulhos que estavam a ter lugar no Alto de Colaride. A autarquia quer apurar como foi possível fazer um aterro numa zona destinada ao Parque Natural de Colaride.

BE debateu Sintra em Jornadas Autárquicas Edgar nem nos deu tempo para falar e começou logo aos tiros”, afirmou o jovem Celso “Pequeno”, um dos membros do grupo de Rio de Mouro. Edilson Mendonça, um dos amigos do arguido, reconheceu ter sido ele o autor do esfaqueamento em Dezembro e adiantou ter levado duas facas para o encontro entre os grupos. “O outro grupo também tinha facas. Só tirámos a pistola quando os outros mostraram as facas, as pedras e as garrafas”, disse. Segundo este testemunho, o primeiro jovem assassinado, Osvaldo, de Rio de Mouro, levou um tiro na cabeça “quando simulou que ia tirar qualquer coisa do bolso”. Depois do disparo, os jovens fugiram em direcção à estação de comboios. Mas

durante a fuga, um dos elementos do grupo, Francisco, foi baleado acidentalmente e acabou por morrer. Na primeira sessão ficou concluída a audição a dez testemunhas. Na segunda sessão do julgamento, decorrida a 21 de Outubro, o Ministério Público (MP) pediu 17 anos de prisão para Edgar. O jovem foi acusado de duplo homicídio qualificado, mas o MP acabou por propor que este seja condenado por homicídio qualificado especialmente atenuado, dado que tinha 16 anos quando cometeu os crimes. Edgar voltou a mostrar arrependimento. “Quero pedir desculpa aos pais das vítimas. Eu estou a sofrer mas eles estão a sofrer muito mais”, referiu. A sentença será conhecida a 3 de Novembro.

FICHA TÉCNICA

As Jornadas Autárquicas do Bloco de Esquerda de Sintra juntaram no dia 28 de Setembro perto de 60 pessoas, entre autarcas, activistas e representantes de associações e organizações do município. O encontro debateu temas como a educação, o ordenamento do território, a cultura e a imigração.

CDU defende faixa de protecção à Vila de Sintra Quatro ex-autarcas da CDU enviaram a Fernando Seara um documento com contributos para o processo de elaboração da revisão do Plano de Urbanização de Sintra. Na missiva, lembram que “a Vila não poderá ser transformada num centro administrativo, mas sim num lugar de repouso” e defendem uma faixa de protecção que separa a zona urbana do centro histórico.

Associações pedem turismo sustentável no Parque Natural O Movimento Cívico em Defesa do Parque Natural de Sintra denuncia “o deturpado conceito de turismo que grassa” nesta área protegida e apela ao Governo e aos presidentes das Câmaras de Sintra e Cascais “que se comprometam na defesa do Parque face aos lobbies dos sectores do imobiliário e do turismo”.

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B R E V E S Rotary Club de Sintra entrega 40 cadeiras de rodas O Rotary Club de Sintra realizou no dia 18 a cerimónia de entrega de 40 cadeiras de rodas adquiridas com os fundos obtidos em resultado do projecto de sensibilização para a reciclagem de tampas de plástico, designado “Dê uma tampa à indiferença”. Este projecto resulta da venda das tampas para reciclagem, usando-se o produto dessa venda na aquisição de cadeiras de rodas para serem entregues a instituições ou a pessoas com graves carências económicas e sociais.

Galheteiros regressam aos restaurantes de Sintra A Associação Empresarial do Concelho de Sintra (AESintra), saúda a decisão do Ministro da Agricultura, que permitiu retomar o velho habito de os galheteiros poderem vir de novo à mesa da restauração. “Esta decisão permite um ganho na medida em que os preços praticados com as garrafas de um quarto de litro de azeite inviolável eram demasiado elevado em relação ao preço do azeite vendido em garrafa de litro”, refere Manuel do Cabo, presidente da AESintra.

«Nem Bancos, nem Pedras, escaparam» O presidente da Junta de São Martinho denuncia actos de vandalismo no Carrascal e na Ribeira, onde “os vândalos deixaram um rasto de destruição”. Na Ribeira, partiram as tábuas dos bancos do Jardim João das Barbas e junto ao parque infantil, enquanto no Carrascal, além de partirem as tábuas dos bancos do Jardim de São Martinho, também furtaram o Báculo da Imagem do São Martinho. “Não contentes ainda, furtaram pedras, sim pedras e foram muitas, que estavam colocadas no Jardim, limitando o caminho do relvado”, afirma Adriano Filipe. “Quando nem as pedras escaparam, o que escapará no futuro?”, questiona.

Mais uma ruptura em Monte Abraão A Junta de Monte Abraão denunciou recentemente mais uma “grande ruptura numa das condutas de água”. Desta vez foi na Av. Capitão António Gomes Rocha, por volta das 6h da manhã. “O piquete do SMAS foi logo alertado através de chamadas feitas por moradores, mas às 9h ainda não tinha aparecido”, lamenta a autarca Fátima Campos. “Após intervenção da presidente, contactando directamente um dos administradores do SMAS, o piquete apareceu por volta das 9h30, tendo desligado a água a essa hora. O grande caudal já chegava às bombas da REPSOL, na Av. Gen. Humberto Delgado (junto ao Rio Jamor)”, revela. A autarquia recorda que “a população continua a aguardar que a tal empreitada de substituição das condutas na Freguesia, há tanto publicitada, seja uma realidade num futuro bem próximo.”

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Feira das Mercês vai ter segurança “musculada” A Câmara de Sintra recuou na proibição da edição deste ano da tradicional Feira das Mercês, na freguesia de Rio de Mouro, após ter obtido garantias de “uma segurança muito musculada em condições de qualquer ocorrência”. Este ano deverão ser mobilizados meios da Polícia Municipal e perto de 200 agentes da PSP, que irão patrulhar “o recinto, o trajecto até à estação e as principais rotundas, assim como os transportes públicos de acesso às Mercês”, explica o vereador com a Divisão de Licenciamento das Actividades Económicas. Há um ano registaram-se vários incidentes relacionados com a feira e em Agosto, a autarquia emitiu um despacho onde não autorizava a sua realização devido à “ausência de condições mínimas de nível técnico, sanitário e de segurança”. Os “meios musculados” previstos para este ano “são a única forma de poder assegurar que a feira saloia decorra em segurança”, afirma João Lacerda Tavares. “São meios em número e dimensão que o comando da PSP entendeu como suficientes”, reforça. O recuo da Câmara de Sintra ocorre após duas semanas de reuniões com uma comissão de feirantes. “A partir do momento em que foram asseguradas todas condições, decidimos autorizar a realização da feira, evitando a quebra de uma tradição”, explicou. Entre as alterações acordadas com os feirantes, estão reduções no calendário e no horário. Aquela que é “provavelmente a feira saloia mais antiga do concelho”, deverá começar no próximo Sábado, dia 25, uma semana depois da data tradicional, e terminar dia 2 de Novembro. O horário será reduzido, passando a fechar pelas 21h30, “com alguma tolerência até às 22h”. Os primeiros comerciantes começaram a ocupar os terreiros na segunda-feira, em preparação para as fiscalizações previstas para esta sexta. “A Associação Social de Solidariedade das Mercês, a entidade que organiza a feira, irá cobrar uma taxa que no final permita saldar todas as despesas”, adianta o vereador, afastando a hipótese de ser a autarquia a suportar os encargos com a segurança acrescida.

Parque Urbano sem data marcada O vereador João Lacerda Tavares, em funções há poucas semanas, admite que “a Câmara aprovou um plano de intervenção há mais de um ano, que infelizmente ainda não andou”. O Cidade VIVA tentou, sem sucesso, apurar qual a situação deste projecto junto do Departamento de Obras Municipais. Em 2005, a obra chegou a ter conclusão prevista para o final de 2009, mas ainda não saiu do papel. Segundo um dirigente da ASSM, duas funcionárias da autarquia que estiveram esta semana no local, afirmaram que o projecto de execução está em fase de conclusão e só depois será aberto o concurso público. “É uma intervenção em três fases, que passa pela recuperação da casa pombalina, transformando-a num museu etnográfico, na melhoria do terreiro da feira, instalando saneamento e instalação eléctrica, e nos arranjos na área verde anexa, instalando ali alguns equipamentos desportivos”, conta Alfredo Costa.

O futuro parque urbano abrange uma área entre as freguesias de Algueirão-Mem Martins e Rio de Mouro, mas os feirantes recordam que as obras estavam prometidas para o início do ano e temem que o processo se arraste no tempo. Mário Loureiro, presidente da Associação para o Desenvolvimento das Actividades em Portugal de Circos, Divertimentos e Espectáculos (APAPCDE), disse ao Cidade VIVA que a associação “concorda com a realização de obras no espaço da feira e com uma melhor regulamentação do seu uso”, desde que os feirantes não sejam prejudicados. O dirigente saúda o projecto de Regulamento de Feiras de Sintra, que está em apreciação pública e que considera “provavelmente o melhor” que já viu. No entanto, em relação à actuação da autarquia no processo da feira, é peremptório: “Houve arrogância e prepotência quando foi decidido suspender o evento, porque esta é uma feira de 17 dias que se realiza numa altura do ano em que não há muitas alternativas”. Luís Galrão


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B R E V E S Galopim de Carvalho lamenta atraso em Carenque O professor jubilado Galopim de Carvalho, conhecido em Portugal por divulgar e proteger os vestígios dos dinossauros, assume como uma das suas lutas “mais dramáticas” a preservação das pegadas de dinossauros de Carenque. Aos 77 anos, o geólogo lamenta que o projecto de musealização das pegadas continue “parado” há sete anos, altura em que foi aprovado pela autarquia de Sintra. A confissão foi feita esta semana em declarações à agência Lusa, horas antes da apresentação da sua autobiografia, “Fora de Portas - Memórias e Reflexões”, editada pela Âncora. “O projecto foi feito e apresentado à Câmara, acabou por ser aprovado em 2001 mas parou, está nos arquivos à espera de financiamento”, lamenta. O professor afirma que “há muito que a jazida devia estar protegida” e avisa que “o tempo não perdoa e corre-se o risco de perder as pegadas”. Na autobiografia, o ex-director do Museu de História Natural critica a “insensibilidade de muitos administrativos do Estado, empresas e instituições” em relação à salvaguarda do património geológico.

Câmara beneficia acessibilidades em Sintra A Câmara de Sintra anunciou que vai ser construída uma rotunda no cruzamento da EM 604 com a EM 604-1, na povoação de Cabriz. A obra insere-se no âmbito da empreitada de reparação e beneficiação de arruamentos e colectores na Freguesia de Santa Maria e São Miguel e a intervenção visa melhorar a rede viária através do ordenamento de tráfego no actual cruzamento. Os trabalhos consistem na execução da rotunda, com 9 metros de diâmetro, faixa de rodagem com 6.50 metros, bermas com 1 metro e um passeio galgável com 2 metros de largura, de modo a facilitar as manobras dos veículos pesados. A obra, que inclui ainda a rede de drenagem pluvial, pavimentação e colocação de sinalização horizontal e vertical, está orçada em 100 mil euros (mais IVA) e deverá ficar concluída dentro de 3 meses. Também na Freguesia de Colares os arruamentos vão ser alvo de beneficiação, com reforço de pavimento em camada de desgaste de betão betuminoso, valetas e passeios no troço com cerca de 2,6 km de extensão na Rua Principal, Rua Júlio Dinis Firmino, Estrada do Vidal, Rua Cândido dos Reis e Rua do Tanque Novo (Penedo). A obra vai custar 160 mil euros e deverá ficar concluída dentro de 3 meses.

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Sintra recebe I Festival Internacional de Marionetas A companhia Chão de Oliva prepara-se para dar início ao I Festival Internacional de Marionetas de Sintra, uma iniciativa que vai decorrer entre 8 de Novembro e 21 de Dezembro no auditório António Silva, no Cacém. A mostra de companhias portuguesas e espanholas de marionetas, pretende “afirmar o FIMS no calendário dos festivais de marionetas”, revela o Chão de Oliva. O Festival arranca com a peça “o Segredo de um Rio” do grupo “Fio d’Azeite”. Trata-se de um trabalho baseado num texto de Miguel Sousa Tavares, com data de apresentação prevista para dias 8 e 9 de Novembro (sábado às 16h e domingo às 11h). Mais informações: www.chaodeoliva.com.

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Obras apressadas na A16 ameaçam património arqueológico O PCP teme que “o calendário eleitoral prejudique o património cultural de forma irreversível” com a destruição de vestígios arqueológicos descobertos no traçado da futura auto-estrada A16, em Sintra. “O afã com que a obra está avançar não é bom conselheiro”, alertou há uma semana o deputado António Filipe durante uma visita às escavações arqueológicas em curso no Telhal. Em causa estão vestígios do período tardo-romano e muçulmanos, cuja preservação está ameaçada pela construção dos pilares da via. “Existe perigo, nomeadamente quanto às soluções que forem encontradas para a localização do aterro e com as pressas podem cometer-se erros irreversíveis”, reforçou o deputado, aludindo ao prazo revisto para a conclusão da obra, 30 de Setembro de 2009. Apesar de admitir que se trata de “uma obra muito rápida, em que o construtor tem várias frentes em simultâneo”, António Filipe acredita que é possível conciliar a empreitada com a salvaguarda do património, “É ne-

cessário preservar estes vestígios arqueológicos, cuja importância está comprovada, sem que isso ponha em causa a construção da A16”. As soluções passam, por exemplo, pelo aumento do vão do viaduto, ou pela escavação minuciosa dos espaços cuja destruição não seja possível evitar. “Não estamos perante uma estação arqueológica perdida, pelo contrário, existe mais que uma possibilidade de a preservar”, disse. O grupo parlamentar do PCP pediu entretanto esclarecimentos ao Governo sobre “que medidas extraordinárias tenciona adoptar para garantir a preservação do património para além das escavações que estão a ser feitas”, mas ainda não obteve resposta. Também o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o Ministério das Obras Públicas, alertando que “a comunidade arqueológica mostra-se preocupada com a metodologia seguida nas escavações e há quem aponte o dedo à destruição parcial de sepulturas”. O BE quer saber se o Governo está “na disposição de garantir condições para um estudo mais

demorado e apurado deste vestígios arqueológicos, mesmo pondo em causa o fim da empreitada em Setembro de 2009”. Luís Galrão

Bairro de Agualva isolado pelas obras do IC16 Apesar de se tratar de um bairro de génese ilegal, os moradores garantem que têm lutado pela legalização. “Andamos há 30 anos a tentar que o processo avance, mas só conseguimos resolver uma parte”, explica José Pereira. O processo diz, aguarda agora a conclusão das obras da A16. Até lá, os quase 600 moradores pedem uma alternativa, nomeadamente a reabilitação da restante rua Tomé de Barros Queiroz. “Se arranjassem aqueles 300 metros de terra batida, ficávamos servidos”, explica Fátima Antunes. “É um caminho público que está alcatroado do lado de Agualva, mas está cortado há quase dois anos”, lamenta. O PCP também visitou o bairro e considerou que esta alternativa “é perfeitamente exequível”, porque “a estrada já existe e apenas necessita de ser melhorada ao nível do piso, através de colocação de asfalto”.

Progresso Clube elege nova direcção João Paulo Teixeira é o novo presidente da Direcção do Progresso Clube. O jornalista foi eleito por unanimidade na Assembleia-Geral da colectividade de Algueirão Mem–Martins, que se realizou na sexta-feira, 10 de Outubro. Excepto o novo presidente, que é director do Clube desde 1997, os restantes elementos da recente Direcção são novos nos órgãos sociais da colectividade. Uma “aposta na juventude e num novo rumo para esta instituição” fundada em 1942, afirmou João Paulo Teixeira. O novo presidente quer “combater as graves dificuldades financeiras, que o Clube atravessa, apostar em novas áreas e consolidar as existentes, nomeadamente, as artes marciais que prestigiam o Clube a nível nacional e internacional”. Os lugares de presidentes da Assembleia-Geral e do Conselho Fiscal continuam a ser ocupados, respectivamente, pelo vereador Luís Patrício e pelo Administrador-Delegado da Agência Municipal de Energia de Sintra, Adriano Santos.

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Os moradores do Grajal, em Agualva, foram surpreendidos pelo corte do principal acesso ao bairro, no âmbito da construção auto-estrada A16/IC16. “Soube no início do mês, quando regressava a casa e já não consegui passar”, conta José Pereira. Segundo o morador, o empreiteiro “cortou a rua Tomé de Barros Queiroz, o principal acesso e deu como alternativa uma rua estreita onde só cabe um carro”, queixa-se. De facto, conforme é possível constatar no local, parte da rua do Grajal, que serve o bairro do lado de Agualva, apenas permite um sentido de trânsito. “É o único acesso que temos e não dá garantias a bombeiros e ambulâncias, por exemplo. No último inverno, a rua ficou bloqueada com a queda de um muro e com o transbordo da ribeira. Se isso se repetir, ficamos isolados”, avisa. A situação foi também denunciada pelo Bloco de Esquerda. “Vamos pedir explicações

à Câmara e ao Ministério das Obras Públicas”, garantiu André Beja. A rua agora cortada, permitia a ligação à N250-1, a estrada entre a Venda Seca e o Algueirão. “Agora nem a pé conseguimos passar para chegar aos autocarros”, lamenta Fátima Antunes, proprietária de um café. O projecto da A16 prevê uma passagem superior para o local, mas a obra irá demorar meses. “Os trabalhadores falam em oito meses, mas estes prazos demoram sempre o dobro”, queixa-se outro morador. Fátima Antunes lamenta a “falta de respeito” das autoridades, que “não avisaram a população”. “Só nos disseram que deixaríamos de ter autocarro”, conta. Com o corte da via , “dois fornecedores já deixaram de cá vir, porque têm carros grandes e não conseguem entrar e há dias em que a recolha de lixo também não é feita pelas mesmas razões”, reclama.

Luís Galrão

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Comerciantes queixam-se dos atrasos no Túnel do Polis

As obras da passagem inferior sob a linha de Sintra, em Agualva, inseridas no projecto Cacém Polis, vão mudar de mãos. Recentemente, a CDU questionou a Câmara de Sintra sobre um alegado “abandono” dos trabalhos pela Construtora do Tâmega. O presidente da autarquia não esclareceu o assunto, mas a Sociedade Cacém Polis confirma que irá haver uma “mudança de empreiteiro devido a questões burocráticas”, explica o porta-voz Tiago Nascimento. A versão que se ouve na avenida dos Missionários, a principal artéria afectada, é a de que “a Tâmega ameaçava insolvência e foi abandonando a obra, porque os trabalhadores diziam que a Polis não pagava”. No início do mês eram visíveis no local apenas pequenas intervenções, não existindo qualquer maquinaria pesada em funcionamento. No entanto, garante a Cacém Polis, “a obra não vai parar”. Este revés não surpreende os comerciantes da zona, que temiam a situação desde Julho. “Já andavam a trabalhar a conta-gotas”, recorda o cabeleireiro Filipe Maricoto. Os lojistas lamentam o atraso e criticam o corte do trânsito na avenida, que os deixou “isolados entre a linha de comboio e o rio”, queixa-se o oculista Joaquim Macedo. Neste caso, o comerciante denuncia também danos na estrutura da loja. “Desde que começaram as obras fiquei com as paredes cobertas de fendas”, diz o proprietário, que já pediu à Cacém Polis uma vistoria do LNEC. As queixas repetem-se em todas as lojas. “Faço muito

pouco ou nada desde que começaram as obras”, afirma Micaela Hilário. Na pequena retrosaria que explora há quase 30 anos, o ambiente é de desânimo. “Passo a tarde inteira sentada”, lamenta. Ao lado, no talho, António Rodrigues deixa o mesmo lamento. “Já não ganho nem para as despesas. Chego a estar aqui uma hora sem ver ninguém e só mantenho o talho aberto por carolice”, desabafa. A situação já levou ao encerramento de algumas lojas e preocupa os mais de 20 comerciantes da avenida. “Não sabemos quando terminam as obras, só sabemos que temos muitos prejuízos”, lamenta Joaquim Macedo. O prazo inicial previa a conclusão da empreitada em Outubro, mas este prazo “está fora de questão, até porque a primeira empresa já tinha pedido a sua prorrogação”, explica Tiago Nascimento. Além do incómodo das obras, os lojistas temem que

depois de concluída a empreitada, a situação não melhore. “O que está nesta versão do projecto não nos ajuda, porque desvia os peões para onde não há comércio e impede o acesso a viaturas às lojas”, queixa-se o oculista. Segundo diz, a zona vai perder estacionamento e algumas lojas “vão ficar atrás de um muro, sem acesso a viaturas, incluindo para cargas e descargas ou emergências”. Uma delegação de lojistas já reuniu com a autarquia, de onde saiu com algumas promessas. “Foi-nos dito que a Câmara irá negociar algumas alterações com o novo empreiteiro, que deverá retomar a obra em Novembro, mas vem aí o Inverno e tememos inundações”, conta. No local decorrem agora obras para a “reposição provisória da circulação” na avenida, numa tentativa de minimizar os incómodos para comerciantes e moradores. Luís Galrão

Agualv a esclarece que obra do túnel vvai ai continuar gualva A Junta de Freguesia de Agualva publicou uma nota de esclarecimento onde informa que “devido a desentendimentos entre a Cacém Polis e o empreiteiro da obra, a Construtora do Tâmega”, o contrato para a construção do túnel sob a linha de Sintra “foi rescindido”. O projecto insere-se na intervenção do Programa Polis e deverá ser implementado no local da antiga passagem de nível da Refer, encerrada em 2003. Apesar deste contratempo, a autarquia avança que “a obra será executada por outro empreiteiro”. Segundo informação da Cacém Polis, “está garantida a continuidade da obra e a sua conclusão dentro do prazo previamente estipulado”, refere a Junta de Freguesia.

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Famílias reclamam documentação para mover acção judicial irmãs caiu à ribeira do Jamor, em Belas, na sequência do mau tempo e das cheias que atingiram esta localidade do concelho de Sintra. A queda de um muro que separa o rio da Estrada Nacional 117 provocou o arrastamento, por força das águas, do veículo onde seguiam as duas irmãs. Sara Gomes foi recolhida já sem vida de dentro do carro e o corpo de Zíbia Coimbra continua desaparecido, após as autoridades terem realizado intensas buscas durante 15 dias.

Segurança social retoma apoio Depois da denúncia do advogado e dos amigos da família da vítima desaparecida de que a Segurança Social tinha cortado o abono de família aos seus quatro filhos, esta entidade veio esclarecer que os abonos já se encontram disponíveis com retroactivos desde Janeiro. Em nota emitida à Lusa, a Segurança Social garante que o

progenitor dos menores apenas entregou os documentos necessários para o abono de família a 28 de Agosto, tendo sido processados a 15 de Setembro, com retroactivos a Janeiro, enviados por transferência bancária, encontrando-se já disponíveis. A Segurança Social informa ainda que, relativamente aos subsídios por morte a que os menores têm direito, o requerimento por parte da família deu entrada a 11 de Março, tendo a Segurança Social requerido ao viúvo vários documentos, “não tendo sido recebida resposta”. “A 16 e 17 de Junho foram remetidos novos ofícios a insistir na entrega dos documentos necessários. Apenas a 18 de Setembro deu entrada a certidão do Ministério Público sobre as circunstâncias do acidente, bem como outros documentos”, refere a nota. A Segurança Social refere ainda que “apesar de não se ter conseguido obter a certidão de nascimento da fa-

lecida, o processo está pronto para que sejam processadas, a titulo provisório, as prestações para Novembro”.

Local do acidente continua igual Carlos Nunes, amigo da família, lamenta que o local onde ocorreu o acidente

continue degradado e que o corpo de Zíbia Coimbra continue por encontrar. “Andaram há pouco tempo ali no rio com máquinas a fazer limpezas e o corpo não apareceu. No entanto, oito meses depois a estrada está igual e o muro também [por arranjar]”, disse. Segundo Carlos Nunes, o facto de o corpo de Sara Gomes ter sido encontrado

permitiu à sua família a obtenção de subsídios, o que já não acontece no caso da sua irmã. As famílias destas duas mulheres anunciaram que vão processar a Câmara de Sintra e a Estradas de Portugal por homicídio por negligência e o mandatário judicial está já a reunir documentação para iniciar o processo.

Assaltantes queriam fugir de bicicleta no Lourel Os dois homens que na tarde de dia 15 assaltaram o minimercado Crisflor, no Lourel, planeavam fugir a pedalar, mas a intervenção de populares obrigou-os a desistir das bicicletas. “Foram perseguidos e acabaram por fugir a pé para uma zona de mato”, explica fonte da GNR. Um dos assaltantes acabou detido, enquanto o outro conseguiu fugir com pouco mais de 100 euros. O assalto ocorreu já depois das 17h e não havia clientes na loja. “Entraram dois homens de cara tapada, vieram direito a mim, apontaram-me uma pistola e pediram-me o dinheiro”, conta Adelina Silva, de 55 anos. Assustada com o primeiro assalto desde que ali trabalha, há oito anos, a proprietária ainda tentou gritar, mas um dos homens tapou-lhe a boca. “Disseme para não gritar porque só queria o dinheiro”, conta, já mais calma.

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Passados oito meses do acidente que vitimou duas irmãs no rio Jamor, em Belas, o advogado das famílias continua a reclamar documentação da Câmara de Sintra e das Estradas de Portugal para iniciar a acção judicial contra aquelas instituições. “Falta-me ainda reunir alguns documentos como a licença do projecto de construção de um prédio que destoa do traço arquitectónico da zona e que foi implantado ali sem qualquer critério”, disse à agência Lusa Antonio Pragal Colaço. O advogado adiantou que aguarda também documentação relativa a licenças de obras na zona e de reparação da Estrada Nacional 117, documentação solicitada às Estradas de Portugal e à Câmara de Sintra e que, oito meses depois, ainda não recebeu. ”Provavelmente vou ter que interpor uma acção para intimação” das duas instituições, exigindo os documentos em falta, disse. A 18 de Fevereiro, um automóvel onde seguiam duas

Foi então que reparou que a chave da caixa estava caída no chão. “Estava muito nervosa, mas lembrei-me de dizer que não conseguia abrir a caixa e sugeri que a levassem”, explica. Os assaltantes não hesitaram: “pegaram nela e fugiram e eu saí para a rua a gritar”, conta. Os gritos alertaram os clientes do café em frente, que “ainda foram atrás deles, mas acabaram por desistir quando viram que tinham uma arma”. A perseguição levou-os a abandonar as bicicletas e a fugir a pé. Mas a rápida intervenção da GNR de Sin-

tra, que mobilizou 15 militares, resultou na detenção de um suspeito e na recuperação de duas armas e da caixa registadora, já aberta e abandonada a 700 metros da loja. “Foi detido um homem com 42 anos, já com antecedentes criminais por furto e tráfico de estupefacientes e encontradas uma arma branca e uma pistola adaptada, bem como uma pequena parte do dinheiro”, confirmou fonte da GNR. O caso continua a ser investigado pela Polícia Judiciária. Luís Galrão


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Sintra recebe Bandeira Verde

O município de Sintra foi distinguido com o prémio «Cidades Limpas 2008», na categoria dos concelhos com uma população residente de

mais de 100 mil habitantes. A cerimónia de entrega das bandeiras verdes às instituições premiadas decorreu no XIII Encontro Nacional de Saneamento Básico, realizado na Universidade de Beira Interior, Covilhã. O diploma e a Bandeira Verde premeiam o trabalho de limpeza e tratamento do município, e em particular da empresa municipal Higiene Pública – HPEM. De entre as seis candidaturas ao grupo dos municípios mais populosos a nível nacional, foi a HPEM a vencedora. A HPEM formalizou a candidatura ao concurso su-

bordinada ao tema «A gestão integrada de resíduos urbanos», destacando-se na recolha de resíduos sólidos urbanos e limpeza pública do concelho de Sintra e sobretudo pelo esforço na recolha selectiva dos resíduos recicláveis. O mérito da HPEM no recebimento desta distinção deve-se ainda à sua acção pioneira em diversas actividades de preservação ambiental. A empresa municipal de Higiene Pública iniciou a sua actividade em Maio de 2000, tendo já demonstrado ser um exemplo para outras empresas que actuam na mesma área. Foi a HPEM que em Portugal começou a recolha e aproveitamento de óleos domésticos usados para produção de biodiesel, sendo a empresa precursora na total conversão da sua frota para este combustível. A avaliação das propostas foi feita por um júri destacado de diversos organismos, incluindo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental (APESB).

O Diário do Ambiente é um manual de conselhos práticos sobre as inúmeras contribuições que cada pessoa pode dar para melhorar o ambiente. A publicação resulta de uma parceria entre o Continente e a Quercus e é um convite à participação da população, porque um Ambiente sustentável exige o empenho pessoal de cada um de nós. O manual insere-se no programa Hipernatura Continente, uma iniciativa de responsabilidade social que propõe a requalificação de 20 espaços verdes em 20 cidades portuguesas. O Diário do Ambiente é um convite à mudança de atitudes e comportamentos, ajudando a construir Cidades saudáveis, ecológicas e criativas.

O que posso fazer?

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A má qualidade do ar interior é responsável por 2.7%das doenças a nível global? Em todo o mundo, mais de um milhão de pessoas morre anualmente de cancro do pulmão, sendo que 1.5% dessas mortes são causadas pela poluição do ar interior? Os europeus passam 85% a 90% do seu tempo emambientes fechados, ficando mais vulneráveis a alergias e infecções pulmonares? A poluição do ar interior dos edifícios é muitas vezes2 a 5 vezes superior à poluição do ar exterior? O Síndrome do Edifício Doente ocorre quando os ocupantes de um edifício apresentam sintomas relacionados com a sua estadia no mesmo?

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Autarquia entrega troféu ambiental e manual pedagógico A Câmara de Sintra lançou um Manual Pedagógico de Apoio ao Professor e procedeu à entrega dos troféus às escolas galardoadas com a Bandeira Verde, no âmbito do Programa Eco-Escolas. Sintra foi, no passado ano lectivo (2007/2008), o concelho que, a nível nacional, mais escolas teve galardoadas com a Bandeira Verde (32 para um total de 38 inscritas), alimentando a esperança de que outras sigam este exemplo, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida. Para desenvolver todos estes projectos a autarquia garante apoio financeiro (100 euros às escolas que se inscreverem até 31 de Outubro e 500 euros às que vierem a ser certificadas pela ABAE/ FEEP) e apoio técnico através da Divisão Técnica de Ambiente. No âmbito do Programa Municipal de Sensibilização Ambiental, as escolas aderentes podem usufruir de um

diário do

QUALIDADE DO AR INTERIOR Sabia que

É importante arejar a casa ou escritório com regularidade, a menos que viva numa zona de muito trânsito e portanto sujeita a elevados níveis de poluição atmosférica. Se for comprar casa, evite esse tipo de zonas. Opte por caixilharias com grelhas de ventilação. Facilitam a renovação do ar e asseguram a salubridade interior dos edifícios, evitando humidades. Quanto aos aparelhos de ar condicionado, é importante limpar filtros e condutas com regularidade, para evitar o surgimento de fungos ou bactérias. Escolha produtos de limpeza pouco perfumados e coloridos, pois tendem a ser menos tóxicos. Evite ambientadores e produtos aromáticos, uma vez que muitos contêm elementos nocivos à saúde.

Fonte:

Conselhos práticos para viver o seu dia a dia em equilíbrio com a natureza.

conjunto de actividades de sensibilização ambiental dinamizadas quer pela autarquia, quer por outras entidades (AMES, HPEM, SMAS, SUMA e Tratolixo). É neste contexto que foi criado o Manual Pedagógico de Apoio ao Professor que agrega todas as

actividades disponíveis de forma a serem avaliadas as que melhor se adequam a cada escola. Organizado por temas – Energia, Biodiversidade, Florestas, Água, Resíduos - o Manual consagra um conjunto de mais de 400 actividades. Fonte: CMS

Últimos dias para ajudar a «Reutilândia» O dia 30 de Outubro marca o final de mais um giro da unidade móvel “Reutilândia” pelo Concelho, culminando a 4ª visita a cada uma das freguesias, onde recolheu objectos que, para uns já não são necessários mas que, para outros, podem ser um precioso recurso. De 22 de Abril a 30 de Outubro, este autocarro com 13 metros percorreu todas as freguesias do concelho de Sintra à procura de objectos usados que, ainda, estejam em boas condições. Porque é da entrega de objectos que o projecto vive, para os poder redistribuir a quem deles necessite, é fundamental informar os sintrenses do calendário das próximas passagens nas seguintes Freguesias, sempre das 14h30 às 19h30: Almargem do Bispo (Largo do Campo da Bola), a 25 de Outubro e Algueirão Mem-Martins

(Igreja do Algueirão), a 30 de Outubro. A Reutilândia alia a vertente ambiental e social, uma vez que promove a reutilização de recursos, ajudando quem mais precisa, ao mesmo tempo que reduz a produção de resíduos. Tratase de um projecto de características únicas que confere novas utilizações a objectos. Ao longo do ano de 2007, a unidade móvel já havia percorrido todas as 20 freguesias do concelho, tendo recolhido 16 mil objectos, dos quais 11.500 foram redistribuídos. Participaram 8.500 pessoas, num total de 243 dias em que o projecto se cumpriu. Este projecto do Grupo SUMA, em colaboração com a Câmara de Sintra e com as 20 freguesias do concelho, foi lançado em 2006, no Dia Mundial do Ambiente. Fonte: CMS


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CASSAPO

“É cada vez mais difícil ser cantor em Portugal” Ser cantor a solo em Portugal não é fácil. A cantar em português as coisas complicam-se, mas o Cassapo já está nestas andanças há alguns anos e sabe o que é preciso para ganhar o seu espaço. Aparecer na televisão ajuda, mas tocar nas principais rádios nacionais seria muito melhor. Aquele momento é o primeiro single do seu quarto álbum de originais, e o videoclip começa a passar na MTV já no próximo mês. Quem é o Cassapo? O Cassapo sou eu. Canto em português e gravei o meu primeiro álbum há oito anos. Cheguei a cantar em inglês mas mantive sempre o mesmo estilo, o rock. E porquê essa mudança? Essencialmente porque sou português e é essa a minha língua. Desde que comecei a compor em português nunca mais parei. Apesar de ser mais difícil do que em inglês, prefiro assim. Componho as músicas e faço as letras, mas muitas vezes estou dois meses para encaixar uma letra numa música. Em inglês, conseguia fazer três, quatro músicas por semana. E que tipo de apoios tens no processo de gravação das músicas? Até hoje tive sempre editoras, agentes e também todas as pessoas essenciais, como técnicos e músicos.

Para além de músico a solo, tens uma banda de tributo aos Nirvana. O que é que significa para ti enquanto músico prestar tributo a um ícone do rock? Não vou mentir. Claro que me marca bastante. Quando os Nirvana apareceram foi uma coisa do arco da velha, era um novo tipo de som, simples mas bom. Hoje em dia já não acho que tenha uma voz assim tão parecida com a do Kurt Cobain mas, no início, fazia os possíveis por parecer, porque era uma influência muito forte. Ser cantor em Portugal, só por paixão, ou é uma profissão viável? É cada vez mais difícil ser cantor em Portugal. Cada vez existem menos apoios… não dá sequer para viver dos discos, como se sabe. Acabam por ser os concertos a maior fonte de

LINKS www.cassapo.com www.myspace.com/cassapo

lucro dos cantores, mas com a crise que está, e como cada vez existe menos dinheiro para a cultura, é difícil seguir esta profissão. Eu próprio não vivo só do facto de ser cantor. Faço outros trabalhos, também ligados a música, mas não dá para ser apenas cantor. O 4º disco de originais sai em 2009. Após três discos de originais, sentes que já tens o reconhecimento merecido? Claro que não. É muito difícil. O facto de aparecer em programas de televisão, como me acontece, ajuda mas não é suficiente. A rádio é muito mais importante, porque quando vamos a um programa aparecemos naquele momento mas no programa seguinte já ninguém se lembra de nós. Na rádio é diferente, porque não passa a música apenas uma vez, mas sim diariamente.

Tens uma parceria com a marca de roupa Lois, que vai distribuir um single com temas do novo álbum. Como é que isso surgiu e quais as vantagens para ti desta parceria? A Lois já me veste há oito anos. Consegui esta parceria por intermédio de uma amiga, a Quica dos Blackout, que também chegou a ser patrocinada pela Lois. Depois, houve uma altura em que eles não tinham nenhuma banda

para patrocinar e aí surgi eu, até hoje. Trouxe vantagens, até porque não tenho necessidade de comprar roupa [risos]. Em relação ao single que eles vão distribuir, vai ter quatro músicas, inclusive duas novas, uma música antiga regravada em versão acústica, dois videoclips e o catálogo da marca. Vai estar disponível em todas as lojas que vendam Lois. A malta compra uma peça e leva o single com tudo isto incluído.

O que é que o público pode esperar deste novo disco que aí vem? São tudo músicas novas, bem mais trabalhadas dos que as dos álbuns anteriores, ainda que dentro do mesmo estilo. E a partir do próximo mês o videoclip do single “Aquele Momento” vai começar a passar na MTV. Filipa Galrão


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KUMPANIA ALGAZARRA

“A nossa música dá para crianças até aos oitenta” Dizem que são músicos saltimbancos, fazem de cada concerto um arraial e vivem somente da música. Depois de nascerem em Sintra, em 2004, já estiveram nos cartazes do Festival Andanças, no Avante e até já fizeram uma tournée pela Eslovénia. A sua música é uma mistura bem conseguida que vai desde as origens da música árabe e cigana até ao punk-rock actual. Apoiantes de causas sociais, a algazarra desta kumpania veio para ficar. CV-Vocês têm todos gostos diferentes e resolveram compor isso num grupo ou, pelo contrário, há uma união em termos de gostos musicais e daí se terem juntado? KA- É um pouco as duas coisas. Vivíamos todos no mesmo sítio, frequentávamos as mesmas festas, ouvíamos o mesmo estilo de música… Tudo começou porque todos queríamos fazer uma banda para tocar na rua, dentro da onda dos saltimbancos. Obviamente temos muitos gostos em comum, como a música de leste, o jazz, a música africana. Ficamos todos a ganhar uns com os outros, porque depois cada um trouxe para o grupo a sua própria influência. CV- Qual é o segredo para harmonizarem um grupo com tantos elementos e com tantos instrumentos diferentes?

KA- Tem dias [risos]. É um processo humano bastante intensivo, e exigente em certos aspectos, mas acaba sempre por ser positivo. Cada um tem as suas características pessoais e o processo de harmonização faz parte daquilo que é ser uma banda. É um desafio de qualquer banda. A nossa sempre teve ligada a uma grande preocupação social e quisemos reflectir isso em nós, na nossa procura de construir alguma coisa juntos.

CV- E a principal mensagem da vossa música, qual é?

CV-Como é que definem a vossa música?

CV- Fizeram uma tournée pela Eslovénia? Isso soame a uma completa aventura. Como é que surgiu essa oportunidade?

KA- Miscelânea, kumpania e algazarra [risos] CV- Já agora, porquê o nome Kumpania Algazarra? KA- Kumpania penso que é romeno, é linguagem cigana e significa caravana, família, clã. Algazarra é português e é óbvio, porque somos algazarra em tudo o que fazemos.

KA- A nossa música dá para crianças até aos oitenta, acho que isso define tudo. CV- A vossa primeira aparição com maior relevo foi em 2004 no Festival Andanças. Como correu? KA- Correu bem demais. Havia muita poeira no ar, era difícil de respirar e não estávamos à espera. Tocamos lá três anos consecutivos.

KA- Foi através de contactos de uns amigos que temos lá. Arranjamos vários concertos e fizemos uma viagem. Passamos por Espanha, também, e foi uma aventura em todos os aspectos. Demoramos três dias a lá chegar, mas depois tocamos de norte a sul da Eslovénia. Fomos sete numa carrinha sem parar, chegamos lá em quarenta horas. Tivemos uns problemas na alfândega por causa dos instrumentos, mas superamos tudo isso. Foi incrível! CV- Vocês têm um certo posicionamento interventivo em questões relacionadas com a guerra e várias causas de solidariedade. KA-Sim, somos pessoas que acreditamos em certas causas e somos activos no que toca a certos problemas sociais. Imaginamos o mundo

de certa forma e tentamos que ele se torne um pouco melhor. É uma mensagem não só do grupo, mas de cada um de nós individualmente. Não tentamos cair muito na situação política, mas temos uma identidade comum e isso constata-se nalguns dos trabalhos que já fizemos para apoiar causas. CV- Como por exemplo? KA- Já tocamos em prisões, contra a guerra do Iraque, pela solidariedade imigrante, para os toxicodependentes, em bairros sociais e também para angariar fundos para uma criança doente. São inúmeros os concertos que já demos a favor deste tipo de causas. Estamos muito abertos a isso e isso também leva a que nos convidem a participar. CV- Nunca se identificaram ou tiveram como referência os Gogol Bordello? O conceito do grupo é muito similar ao vosso…

KA- Por acaso não. Costuma ser mais com Emir Kusturica. Nós já existimos muito antes dos Gogol, mas como agora toda a gente os conhece é normal que façam comparações. Mas é parecido, isso é. É preciso ver que agora é que estamos a abrir as nossas próprias portas. Por exemplo, estivemos em Espanha num concurso de bandas de rua e, por incrível que pareça, ganhamos o concurso em Barcelona e isso já significa muito, já é uma porta aberta para um maior reconhecimento. CV- Os Kumpania conseguem viver só da música? KA- Neste momento sim. Apesar de termos outros

projectos e de alguns de nós estarem a estudar, estamos todos no projecto a tempo inteiro. O músico evolui como a evolução do próprio ser humano só é preciso dedicação e tocar muito juntos. Somos um projecto muito independente, não estamos ligados a nenhuma editora, nem queremos estar (para já) e isso também faz com que tenhamos que ser nós a pensar e a fazer coisas, o que contribui para essa evolução. É óptimo podermos ser nós a decidir sobre o projecto. É muito mais difícil trilhar o caminho sem o apoio de uma editora mas acreditamos que um dia todas as bandas vão ter essa liberdade. Filipa Galrão

LINK http://www.myspace.com/kumpaniaalgazarra


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comunidade

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Bombeiros de Agualva-Cacém têm novo comandante

Os Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacém (BVAC) têm desde há uma semana um novo comandante. Em entrevista ao Cidade VIVA, Luís Pimentel admite que “é um desafio muito grande” mas irá tentar “arrumar a casa e preparar a sucessão”. O bombeiro diz ter “muita fé” de que é capaz de desenvolver um bom trabalho. “Assim a equipa me ajude”, afirma. Aos 55 anos, Luís Pimentel conta já com 41 anos de bombeiro, parte dos quais no Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, de onde se aposentou há cinco anos da função de chefe de 1º Classe (ver caixa). “Andavam várias corporações a namorar-me, mas o convite do presidente da direcção da Associação dos BVAC, de quem sou amigo pessoal, fez-me decidir”, conta. Apesar de não ser de Agualva, o novo comandante tem uma relação antiga com os bombeiros locais. “Há trin-

ta anos, em visita a um tio aqui no Alto da Bela Vista tive uma hemorragia fortíssima que não se conseguia estancar. O meu tio meteu-me num carro e trouxe-me aqui aos bombeiros. Acabei por cair à entrada, a carteira saltou-me do bolso e ficou com o cartão de bombeiro à vista. Recordo que um bombeiro chamando Coutinho correu e disse: ‘trás aí a ambulância que é um colega nosso’.” Foi um gesto que lhe salvou a vida. “Em S. José, um médico disse-me que a celeridade dos bombeiros foi crucial para me safar”, conta. Mais tarde, depois de recuperado, regressou ao quartel. “Vim cá agradecer e acabei por ficar amigo do então comandante Artur Lage”, conta. Agora, poucos dias passados da tomada de posse, admite ainda estar em fase de adaptação. “Conheço parte dos problemas, porque são públicos, e fui tendo conhecimento de algumas dificuldades através de vários bombeiros”, revela.

No entanto, diz-se preparado para o desafio. “Tenho sentido uma necessidade muito grande da imposição de disciplina e de liderança”, conta, embora opte por não fazer críticas aos antecessores. “Abomino guerras entre bombeiros”, refere. Para Luís Pimentel “há duas formas de trabalhar: com e sem disciplina, mas no segundo caso não contam comigo”, diz. “Depois, há a disciplina consentida, que é aquela que gosto, em que o grupo trabalha e tudo o que fizer bem feito, é do grupo, e tudo o que fizer mal, eu tenho de assumir, porque senão não sou o líder. E ainda a outra disciplina, que é imposta e coerciva, que eu também sei fazer, embora evite. Só faço quando me obrigam”, reforça. Por enquanto, o trabalho que faz nos BVAC ainda é voluntário, mas diz ter a promessa da criação de condições para passar a profissional. “Com o ritmo da nova legislação e com a ne-

cessidade de emissão de pareceres e acompanhamento da corporação, é impensável ser apenas voluntário”, diz. Até lá, vai “sofrer” por não poder dedicar-se totalmente aos bombeiros. “Estou sempre em pulgas para estar aqui”, conta. Quanto ao futuro, tudo depende da corporação. “Se amanhã entender que não tenho capacidades para fazer desta casa aquilo que eu penso que sou capaz, afasto-me. Mas não depende só de mim, depende de conseguir congregar a equipa, que tanto quanto me estou a aperceber, está um pouco desunida”, revela. Apesar de viver no Forte da Casa, diz que como profissional faz “o mesmo trabalho aqui como em qualquer lado. “Estou aqui de alma e coração para ajudar os Bombeiros e dar o máximo nesta área de actuação até porque sou um bombeiro sem fronteiras”.

Mais meios e melhor organização O novo comandante quer “apostar na formação técnica, sobretudo na área de prevenção e combate a incêndio” e dar mais atenção ao uso de equipamento de protecção individual. Outra ideia é celebrar protocolos com as empresas da região. “Vamos às instalações avaliar as condições de segurança, os pequenos pormenores que complicam numa situação de catástrofe, e emitimos um parecer, com o qual as empresas podem emendar as não conformidades e ter reduções nos prémios de seguro, por ter uma segurança

acima da média”, explica. No fundo, “será uma espécie de prestação de serviço em troco de uma contribuição, que as empresas ainda poderão deduzir nos impostos”. Quanto a equipamentos, diz, “nenhum comandante tem meios suficientes”. Os BVAC têm perto de 130 homens, mas cobrem uma área com mais de 200 mil habitantes, incluindo Agualva, Cacém, S. Marcos, Mira Sintra, parte de Rio de Mouro, Belas e Monte Abraão. “Para aquilo que entendo normal, não tenho de forma alguma meios suficientes”, reforça. Apesar de ainda não conhecer o estado das viaturas, sabe que a auto-escada “já tem alguns anos e ainda agora esteve parada porque se avariou uma peça”. A nível de veículos de combate a incêndios urbano, o que existe “é razoável”, mas “há necessidade de um veículo de características especiais, de grande porte, para situa-

ções que requerem meios mais evoluídos e mais potentes, como os incêndios em zonas industriais”. A viatura florestal também precisa de um reforço. “Precisamos um carro polivalente, que possa ajudar nos incêndios urbanos e florestais rurais, porque só temos um e se estiver envolvido em alguma ocorrência deixamos de poder acorrer a Sintra ou participar nas colunas de reforço a nível nacional”, explica. Outra necessidade coloca-se ao nível do carro de desencarceramento. “As vias rodoviárias estão a aumentar, com a A16 e as futuras circulares ao Cacém e temos ainda um troço ferroviário de grande importância, pelo que importava ter uma viatura maior, com uma boa grua”. Há ainda que ter em conta o desgaste das ambulâncias. “Há carros que não param o dia todo e fazem-se velhos muito depressa”, garante. Luís Galrão

Chiado vvaleu-lhe aleu-lhe louv or louvor Luís Pimentel começou aos 14 anos nos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras. Aos 18 concorreu ao então Batalhão de Sapadores Bombeiros de Lisboa, onde ingressou em 1972. Passou por todos os postos até chefe de 1ª classe. “No dia 25 de Agosto de 1988 estava de chefe de turno às 05h14 quando se deu o incêndio do Chiado. Fui um chefe de turno feliz porque tinha um dos melhores turnos e como tinha muito conhecimento dos bombeiros tive algum à vontade na mobilização dos meios para a cidade de Lisboa”, conta. Por esse trabalho, foi uma das duas pessoas a receber um louvor individual. Também chefiou o quartel de Monsanto e deu instrução. “Já dei formação a mais de 20 corpos de bombeiros”, assegura. Em 1998 foi comandar o destacamento do Regimento de Sapadores Bombeiros na Expo 98 e mais tarde a 1ª Companhia de combate. Recentemente formou e coordenou o Destacamento de Intervenção em Catástrofe, cuja primeira intervenção foi o auxílio às vítimas do sismo da Argélia, em 2003. Ao mesmo tempo, o hobby principal foi ser bombeiro voluntário. Além de Torres Vedras, passou por Samora Correia. Actualmente é técnico comercial de uma empresa de segurança contra incêndios, técnico europeu de segurança e projectista na área de segurança.


empresas

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Novo Ford… em Fiesta Foi com pompa e circunstância que no passado dia 16 de Outubro a Carfor, representante da marca Ford com concessionários na Amadora e em Sintra, realizou a festa de lançamento do Novo Ford Fiesta. O local escolhido para o acontecimento foi a fábrica da Pólvora, em Barcarena. Foram muitos os curiosos que não resistiram a espreitar este novo modelo, incluindo inúmeros estudantes universitários. A Carfor não fez o evento por menos e aproveitou os espaços que tinha para proporcionar momentos agradáveis a todos

aqueles que decidiram aparecer. No espaço exterior estavam em exposição três modelos do Novo Ford Fiesta, um dos quais foi utilizado como tela para que os visitantes pudessem assinar. Os dois espaços interiores tinham um ambiente envolvente e criativo que apelava à diversão. Contudo, o melhor da noite foi, sem dúvida, a possibilidade de experimentar a mais recente criação da Ford com um test-drive no local. “Com este evento pretendemos atingir pessoas de duas faixas etárias distintas: os jovens e os adultos de meiaidade. Por isso a escolha da

Fabrica da Pólvora. Queremos mostrar que estamos presentes e em força”, refere com entusiasmo Paulo Marques, responsável da Carfor. Depois de um fantástico evento de lançamento, a Carfor abriu as portas ao público durante todo o fim-de-semana para que todos pudessem desfrutar da experiência de conduzir o Novo Ford Fiesta. “Este modelo é sem dúvida uma forte aposta no segmento B onde se concentra a maior quota de vendas nacional”, remata Paulo Marques. Andreia Fernandes

classificados > EMPREGO >PROCURA CONTABILIDADE | PROFISSIONAL LIBERAL, TRATA DA SUA CONTABILIDADE, IRC, IRS, IVA E SALÁRIOS, APOIO FISCAL. | 964520187 | andreia.alves@live.com.pt Motorista Particular | Motorista Particular | 44 anos; 11º ano de escolaridade; honesto; educado; polivalente; total disponibilidade; dáse referências | 932 567 567 | zpalex@netcabo.pt

>OFERTA CONTABILISTA | PROFISSIONAL LIBERAL, TRATA DA SUA CONTABILIDADE, IRC, IRS, IVA E SALÁRIOS, APOIO FISCAL. | 964520187 | andreia.alves@live.com.pt

Centro de Emprego 587582191 | Ajudante de Cabeleireiro | m/f | Varge Mondar | 04ºano | Com experiência mínima de 6 meses 587548484 | Ajudante de Cozinha | m/f | Linhó | 09ºano | Com ou sem experiência / Carta de Ligeiros | | 587570361 | Ajudante de Cozinha | m/f | Linhó | - | Com experiência | 587582464 | Ajudante de Cozinha | m/f | Arneiro dos Marinheiros | 04ºano | Com experiência /

Transporte próprio 587587569 | Ajudante de Cozinha | m/f | Sintra | 04ºano | Com experiência 587588573 | Ajudante de Cozinha | m/f | Vale Flores | - | Com experiência mínima de 12 meses | | 587558697 | Ajudante de Electricista | m/f | Serra das Minas | 09º | Com ou sem experiência / Carta de Ligeiros 587570594 | Ajudante de Farmácia | m/f | Algueirão | 12ºano | Com ou sem experiência | 587587914 | Ajudante de Lar | m/f | Sintra | - | Com experiência / Carta de Ligeiros 587593295 | Ajudante de Lar | m/f | Mira-Sintra | 09º | Com experiência / Carta de Ligeiros | |

m/f | Linhó | 12ºano | Com experiência minima de 60 meses.

mínima de 36 meses / Carta de Ligeiros | |

587581584 | Analista de Sistemas Informáticos | m/f | São Marcos | 12ºano | Com experiência | |

587564036 | Cabeleireia/o | m/f | Portela de Sintra | 04ºano | Com experiência mínima de 12 meses / Cortes técnicos | |

587576557 | Assistente Comercial | m/f | Linhó | 12ºano | Com experiência | | 587581855 | Assistente Comercial | m/f | Linhó | 09ºano | Com experiência / Carta de Ligeiros/ Conhecimentos de Inglês e Electricidade | | 587593473 | Assistente Dentária/o | m/f | Cacém | 09ºano | Com ou sem experiência | | 587581648 | Auxiliar de Limpeza | m/f | Linhó | 04ºano | Com experiência | |

587593535 | Ajudante de Lar | m/f | Rio de Mouro | - | Com experiência

587583550 | Auxiliar de Limpeza | m/f | Mem Martins | 09ºano | Com experiência

587587285 | Ajudante de Mecânico | m/f | São João das Lampas | 09ºano | Com experiência para efectuar reparação de empilhadores / Conhecimentos de Electricidade / Carta de Ligeiros | |

587589607 | Auxiliar de Limpeza | m/f | Algueirão | - | Com experiência / Carta de Ligeiros | | 587591386 | Auxiliar de Limpeza | m/f | Cacém | - | Com experiência / Carta de Ligeiros | |

587593499 | Ajudante de Serralheira/ o Civil | m/f | Rio de Mouro | - | Com experiência em alumínio / Carta de Ligeiros | |

587592487 | Auxiliar de Limpeza | m/f | Rio de Mouro | - | Tempo Parcial com experiência | |

587570592 | Ajudante de Serralheiro | m/f | Rio de Mouro | 04ºano | Com experiência / Carta de Ligeiros 587589005 | Analista de Sistemas |

587593550 | Auxiliar de Limpeza | m/f | Rio de Mouro | - | Com experiência | | 587592280 | Bate-Chapas | m/f | Colares | 04ºano | Com experiência

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587581156 | Caixeira/o | m/f | Tapada das Mercês | - | Com experiência mínima 60 meses em pronto-a- vestir de senhora | |

587555885 | Electromecânica/o | m/ f | Algueirão | 12ºano | Com experiência ou formação profissional / Carta de Ligeiros

587584170 | Caixeira/o | m/f | Cacém | 09ºano | Com experiência em arranjos de flores / Carta de Ligeiros | |

587589827 | Empregada Doméstica | m/f | Sintra | 06ºano | Com experiência / Conhecimentos de Inglês

587590019 | Caixeira/o | m/f | Tapada das Mercês | 09ºano | 1º Emprego ou D.L.D. | |

587591835 | Empregada/o de Armazém | m/f | Rio de Mouro | 09ºano | Com experiência / Condução de Empilhadores

587587739 | Calceteira/o | m/f | Odrinhas | 06ºano | Com ou sem experiência | | 587562862 | Carpinteira/o de Limpos | m/f | Almoçageme | 04ºano | Com experiência | | 587580909 | Carpinteira/o de Moldes | m/f | Terrugem | - | Com experiência mínima de 24 meses | | 587592673 | Condutor/a de Empilhador | m/f | Rio de Mouro | 04ºano | Com experiência | | 587576832 | Cortador/a de Carnes Verdes | m/f | Rio de Mouro | - | Com experiência | | 587592504 | Cortador/a de Carnes Verdes | m/f | Algueirão | - | Com experiência mínima de 12 meses | | 587572471 | Cortador/a de Chapa de Pedra | m/f | Maceira | 04ºano | Com experiência | 587591035 | Cortador/a de Papel | m/f | Rio de Mouro | - | Com ou sem experiência 587587769 | Cortador/a de Tecidos | m/f | Linhó | - | Com experiência | 587588016 | Cozinheira/o | m/f | Rinchoa | 06ºano | Com experiência e conhecimentos de grelha | | 587591567 | Desenhador/a Criador Industrial | m/f | Linhó | Bacharel | Com ou sem experiência 587589169 | Despenseira/o | m/f | Mem Martins | 12ºano | Com experiência 587519048 | Distribuidor/a | m/f |

587560872 | Empregada/o de Balcão | m/f | Sintra | 09ºano | Com experiência 587578470 | Empregada/o de Balcão | m/f | Rio de Mouro | - | Com experiência mínima de 12 meses | | 587592431 | Empregada/o de Balcão | m/f | Mem Martins | 11ºano | Com experiência 587556001 | Empregada/o de Mesa | m/f | Linhó | 09ºano | Com experiência 587591750 | Engenheira/o Civil | m/ f | Mem Martins | Licenciado | Com experiência mínima de 24 meses / Carta de Ligeiros

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OUTUBRO DE 2008

Inversão de papéis Por: Paula Barbosa – Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta Quase todos querem ser pais. Pelo menos, quase todos o acabam por ser e, quando não o são, é quase sempre por condicionalismos fisiológicos, genéticos ou de saúde em geral. Com isto, torna-se importante pensar o que será ser “pai”, entendido para ambos os progenitores. Por definição, um pai é alguém que tem filhos. Compreende-se que este conceito reduz o papel pa-

rental à condição biológica. Pai é também aquele que desempenha um papel parental, ou seja, cuidador, ao longo da vida de alguém, ou seja, dar tudo o que um pai dá, menos os genes. Poderemos, porém, pensar se aqueles que se tornam pais o querem ser de facto, isto porque sê-lo implicaria cuidar de alguém, e não o contrário. Coloca-se a pergunta: para que servem os filhos? E ouvimos respostas diversas,

LEITOR INFORMADO Tem dúvidas? Quer saber mais acerca destes temas? Remeta-nos um mail (geral@cidadeviva.pt), ou escreva-nos (Rua João Maria Magalhães Ferraz, Lote 3, Loja 3 – 2725-338 Mem Martins).

nem sempre assumidas pelos próprios com facilidade, não só perante os outros, mas também perante si mesmos. Os filhos são precisos para se conseguir uma integração no convencionalismo exigido pela sociedade. São os conceitos de igualdade comparativa e de estatuto social que imperam. Imaginemos agora alguém que, pela vida fora, se sentiu permanentemente inferiorizado e incapaz de definir a sua utilidade para o mundo. Ter um filho é como sair a sorte grande, pela possibilidade de provar todas as suas capacidades enquanto pessoa. É o pai que parece que cuida demais. Enquanto pequeno, o filho recebe todas as atenções e cuidados de forma exemplar, e tudo parece ajustado. Começando a crescer e a procurar naturalmente a sua individualidade e autonomia, estas se-

rão negadas pelo pai, que se demonstra rejeitado ou tido como um inútil, pois a representação de si incidia unicamente na função parental e em nada individual. Ao invés de um equilíbrio no investimento em si e na função parental, este pai só consegue gostar de si se o filho se deixar cuidar por ele, porque somente assim prova a si próprio que é capaz de fazer algo bem, ou seja, que tem potencialidades enquanto pessoa. Outro exemplo é o pai que sente a vida vazia. Na prática, não tendo um filho para cuidar, não tem nada para fazer ou, no caso de se sentir insatisfeito nas relações que estabeleça, a ausência do filho implica solidão e tristeza, pelo que o filho é eleito como o cuidador afectivo. Naturalmente, o filho perderá direitos de convívio com os amigos ou namorados, porque os

sentimentos do pai serão inferidos como os mais importantes de todos. E, como as razões para se ter filhos são muitas, temos ainda aqueles que, enquanto pais, repõem a justiça face às suas vivências do passado. Tendo crescido perante pais autoritários, agressivos e castradores, agora podem assumir a posição de poder perante alguém pelo que, estranhamente, impõem aos filhos igual sofrimento àquele que sentiram quando eram filhos de alguém. Parecem depositar o alívio na consciência de que, assim, não serão os únicos a viver tais experiências. Dito isto, poderíamos ainda acrescentar os casos em que se aumenta o número de

filhos para se ver crescer um subsídio estatal qualquer, ou para que estes sirvam de mão-de-obra e sustento financeiro da família. Em conclusão, os filhos cuidam e narcisam os pais, suprimem-lhes necessidades afectivas que não lhes pertencem, entre tantas outras funções. Não deveria ser ao contrário? Não estarão os pais centrados no que necessitam, negligenciando as necessidades dos filhos? Não estarão invertidos os papéis?...

getais as leguminosas são os melhores fornecedores de proteína vegetal. Em média, possuem entre 20 a 25% de proteínas. 3. Ao contrário de outras fontes proteicas, as leguminosas têm um baixo teor de gordura e não contêm colesterol. Incluílas na alimentação é uma boa forma de diminuir o consumo de carne. 4. Fornecem hidratos de carbono complexos e são excelentes fontes de fibra. Consumir leguminosas contribui para maiores níveis de saciedade (ajudando a uma melhor gestão do peso), para manter os níveis de açúcar no sangue (desejável nos diabéticos), para a diminuição do colesterol sanguíneo e a um melhor funcionamento do trânsito intestinal (previne-se a obstipação) 5. São fontes de vitaminas e minerais como o ácido fó-

lico, potássio, ferro, magnésio, tiamina (vit. B1), zinco, fósforo. 6. Vários estudos indicam que o consumo de leguminosas diminui o risco de doenças cardiovasculares e de vários tipos de cancro. 7. A partir de 1 ano de idade as leguminosas devem fazer parte da alimentação das crianças, dada a sua riqueza nutricional. 8. Demolhar as leguminosas durante várias horas antes de serem cozinhadas e em diferentes águas ajuda a que libertem as substâncias naturais que podem provocar flatulência e dificuldades digestivas em pessoas susceptíveis. 9. Se utilizar a panela de pressão a sua cozedura é mais rápida. E pode sempre optar pelas leguminosas en-

latadas, que são cozidas dentro da lata apenas em água e sal, sem corantes nem conservantes. 10. São baratas.

pcrb@clix.pt dialogicos.lda@dialogicos.pt

Na próxima edição: Medo de sentimentos

Leguminosas

Um alimento para o futuro Por: Raquel Ferreira – Dietista É pena, mas a verdade é que as leguminosas perderam lugar à mesa. Alimentos como o feijão, o grãode-bico, as lentilhas, as favas, o feijão de soja, as ervilhas, eventualmente por serem “pequeninos”, são muitas vezes esquecidos. Contribui para tal o facto de se continuar a pensar que

as leguminosas engordam; que são “pesadas”; que não são adequadas a crianças e que, portanto, não vale a pena incluí-las nas refeições familiares; que as leguminosas secas têm uma preparação demorada porque têm de ser demolhadas e apresentam um elevado tempo de cozedura; porque têm

um sabor pouco agradável ou não sabem a nada… Vamos à contra-argumentação? 1. As leguminosas proporcionam uma combinação única de proteínas, hidratos de carbono, fibra, vitaminas e minerais. 2. De todos os produtos ve-

Se já estiver convencido, experimente consumi-las, pelo menos, 3 vezes por semana: 1 Em sopas, quer em puré ou inteiros. 2 Nas suas saladas. 3 Para enriquecer os seus pratos: nas jardineiras, arroz de feijão, massada de grão com legumes, frango estufado com lentilhas, ervilhas com ovos, feijoada de choco, feijãofrade com atum, grão com bacalhau ou soja à bolonhesa. Associação Portuguesa de Dietistas www.apdietistas.pt


opinião

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dailygalaxy.com

Apontamento Por Vítor Botelho Não sei se gosta de anedotas. Mesmo assim, arrisco utilizar este espaço para contar uma: era uma vez um jovem casal, trabalhadores agrícolas casadinhos de fresco, que na compreensível e saudável ânsia de não desperdiçar um único chamamento amoroso e dado que nem sempre laboravam juntos, adoptaram um código de aproximação: imaginativos, sempre que ele tinha um ataque daqueles que certos felizardos ainda sentem, ripava da espingarda e disparava um tiro; no silêncio da paradisíaca planície, ela, boa também de tímpano, localizava o estrondo e logo deixava foice e martelo, correndo para os braços do amante. Mas como não há bem que sempre dure, sucedeu que, no meio de tanto entusiasmo, eles não se aperceberam que abria a época da caça. E o resultado, não tendo sido fatal, deixou indeléveis e dolorosas marcas a partir do instante em que começou o tiroteio às lebres, com a jovem a correr, desvairada, de um lado para o outro, em demanda do romance interrompido. Adivinho que o vosso pensamento me manda às urtigas, considerando que a anedota não tem graça nenhuma

(assistir-lhe-á razão, mas compreenda que não posso, aqui, imitar o Herman José…). De qualquer modo, sou tentado a compartilhar esta anedota a pensar na impressionante barafunda que grassa por esse Mundo afora e que dá pelo nome de crise financeira (e económica), fenómeno cíclico com que nem economistas e políticos fazem muita questão de aprender. Na verdade, olhando um nadinha para trás, todos os responsáveis se davam conta de uns tirinhos aqui e ali, mas, no seu dourado pedestal, optaram por achar que era o noivo a chamar a noiva. E, enquanto o coito se mantivesse aprazível… Enfim, contrariando o Vaticano, é caso para dizer que é sempre bom usar preservativo! Façam o favor de não (me) perguntar quando é que a guerra vai acabar e qual o número de espécies abatidas. Já vivi o suficiente para saber que o Homem tem memória curta, uma insuficiência agravada com o facto da cultura da impunidade e da ganância ter passado a perna à cultura de Cannabis, planta que, como se sabe, cada vez mais é utilizada com efeitos socialmente criminosos.

Desejando que as réplicas do atentado não se prolonguem por muito tempo, ainda sou tentado a recomendar um pouco de pudor, o refrear da demagogia e da mentira. Percebo que (politicamente) se tente aproveitar as muitas e detestáveis fissuras do Capitalismo para pôr as máquinas de lavagem da História a funcionar, à mistura com lamentos à queda do Muro de Berlim. Mas há limites! Felizmente - ao contrário do que, por demasiados e tristes anos, sucedeu para lá de uma horrenda parede -, agora e aqui, na democracia de que alguns se servem mas que não digerem, todos são livres de tentar vender o peixe que quiserem. O que abomino é que jamais tenham a coragem de reconhecer que o pescado já morreu de podre, e sem glória. E toda a gente intelectualmente honesta reconhecerá que, mais condenável do que a lavagem de dinheiro, é a tentativa de lavagem das memórias… Confesso que não era esta a conversa que tinha em mente para hoje. Propunhame abordar o empenho da Juventude Socialista, do Bloco de Esquerda e de Os

Verdes em que se legisle sobre casamentos homossexuais. Quiçá me emprestaria um toque de modernidade. Todavia, dispenso tais toques: frontalmente, não atino com a fusão - sob o cheirinho de flor de laranjeira -, de pilinhas com pilinhas ou de rachinhas com rachinhas. Cada um faça o que quiser, defenda os seus interesses, mas já chega de pôr o Mundo de pernas para o ar. Sou

retrógrado? Sim, com muito prazer. Termino com outra anedota, esta oferecida pelo presidente da Área Metropolitana do Algarve, quando recentemente criticou a falta de legislação nacional sobre protecção de piscinas privadas. Mas, meu caro Macário Correia, o senhor ainda é daqueles que pensam que a morte de cinco crianças em piscinas privadas no Algarve,

durante este Verão, se ficou a dever à falta de leis? Em vez de andar aos tiros, não seria mais inteligente, mais decente, abordar a questão pelo lado da ausência de cuidados por parte dos pais? Ou será que um dia destes, mesmo os que não têm piscina, ainda terão de pagar para que os donos de tais luxos usufruam de um guarda municipal a fazer de ama-seca? Era só o que faltava…


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lazer

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Luz sobre a Arte

Numa tentativa de inovação, a loja Brilho da Luz conciliou durante 1 e 15 de Outubro, pintura e iluminação. Luiz Manni, um artista brasileiro, expôs as suas obras num ambiente totalmente diferente. Com uma técnica muito artesanal e através dum processo muito delicado Luiz Manni “desenha a chapa, recortando o verniz e aplicando os materiais” que precisa para a peça final. Enquanto conduzia o Cidade VIVA numa visita guiada à sua exposição, explicou que “cada quadro foi feito por uma razão”, o de Veneza teve uma influência familiar, visto a sua avó paterna ter sido de Veneza, pintou o quadro sem “nunca ter estado na cidade”. Londres e Tóquio foram feitos “por encomenda”. O primeiro foi “pedido por um escritório de advogados que comemorava 50 anos” e o segundo foi pedido por um amigo que vive na cidade e que lhe enviou fotografias panorâmicas da cidade de maneira a que Luiz

Manni conseguisse realizar a sua obra da melhor forma. Da sua cidade natal, o Rio de Janeiro, tem vários quadros, no entanto, consideraa uma calamidade por todas as mudanças que sofreu ao longo dos tempos. “Contrariamente a Lisboa”, diz o artista, “que faz lembrar todos os momentos em que brincava no jardim de minha casa”. A Associação de Água Forte em Portugal ajudou o artista a divulgar o seu trabalho. Uma das suas mais novas obras é uma vista panorâmica sobre o rio Tejo, onde se pode ver a ponte 25 de Abril e que o artista fez a partir do Cristo Rei. Confessa que “este trabalho foi feito em tempo recorde”. Decidiu fazer esta exposição na loja Brilho da Luz, aconselhado por uma amiga. Assim como quando expôs na Fábrica de Braço de Prata e no restaurante Orixás, cujo tema foi “Rio de Janeiro: Sintra Brasileira”, por lembrar o nosso

Núcleo Empresarial da Abrunheira, Terra do Forno, Zona 2, Armazém 24/25 2635 ALBARRAQUE / RIO DE MOURO Tels.: 21 925 82 72/3

concelho na sua vegetação e floresta. O artista e o responsável pela loja revelaram ao Cidade VIVA que “foi uma boa experiência”, por aliarem num mesmo espaço duas áreas tão diferentes, a pintura e a iluminação. Sara Lajas

AGENDA OUTUBRO 2008 “Do Clássico ao Jazz” – Uma Fusão de Linguagens

Teatro e visita nocturna em Odrinhas

25 de Outubro, Centro Cultural Olga Cadaval

25 de Outubro, Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas

No próximo dia 25 de Outubro, o Sintra Estúdio de Ópera em coprodução com o Centro Cultural Olga Cadaval, apresenta um recital de guitarras por Régine Campagnac e João Santos. Este recital terá lugar às 17h no Olga Cadaval, em Sintra. O recital, de carácter experimentalista pretende, de uma forma descontraída, apresentar os pontos de união e clivagem das diversas linguagens musicais, nomeadamente, a Clássica, o Jazz, a Bossa Nova ou mesmo o Samba. Este primeiro ciclo, aposta na diversidade estilística, em termos de programas e na originalidade de algumas das formações que se apresentam. Mais informações através do telefone 219107110.

Estamos em 1543. Dois grupos de humanistas ligados à Corte d’el Rei D. João, o terceiro de seu nome, percorrem o termo de Sintra em busca das antiqualhas deixadas pelos Romanos. É assim que se inicia a peça de teatro que, na noite de 25 de Outubro, pretende recriar a busca incessante de D.João III por vestígios arqueológicos da presença romana na Península Ibérica. Durante uma noite é possível assistir a esta peça de teatro e, simultaneamente, realizar uma visita nocturna ao Museu Arqueológico de S.Miguel de Odrinhas. São dois em um por 8€/visitante, com marcação prévia. Três sessões, às 21h, 22h e 23h. Marcações: 21 960 95 20.

Palhaçada no Arcos Shopping 25 de Outubro, Algueirão

Figuras públicas partilham recordações de infância em Sintra Museu do Brinquedo, até 28 de Fevereiro

No próximo Sábado, dia 25, pelas 16 horas o Arcos Shopping /E.Leclerc em Algueirão, vai animar com a palhaçada do palhaço Riso. O palhaço resolveu fazer uma visita aos seus amigos de palmo e meio e ajudá-los a escrever ou desenhar as suas cartas para o Pai Natal! Pois,o Pai Natal, assimque se aproxima Dezembro, a quadra natalícia, fica mais atarefado. Mas como não podia deixar de ser, pelo meio de tanto papel e desejos e palavras, o Palhaço Riso está sempre preparado para a palhaçada e brincadeiras com a criançada.

Carlos do Carmo, João Lobo Antunes, Luís Represas, Marcelo Rebelo de Sousa, Camané e muitas outras figuras públicas “emprestaram” os seus brinquedos de infância para a exposição “Brinquedos Personalizados”, inaugurada a 19 de Outubro, no Museu do Brinquedo. Livros, bonecas, comboios, soldadinhos, jogos, construções, peluches, etc, são algumas das recordações da infância de figuras públicas portuguesas. Simultaneamente, será exibido um DVD com depoimentos dessas mesmas pessoas sobre a história e sua relação com o brinquedo exposto. Esta exposição estará patente ao público até 28 de Fevereiro de 2009.


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J O R N A L

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OUTUBRO DE 2008

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Obras junto a Seteais continuam sem aviso

As obras de reconstrução da Quinta de Vale dos Anjos, frente ao palácio de Seteais, em Sintra, continuavam esta quarta-feira sem qualquer informação no local. “De um dia para o outro desapareceu o aviso obrigatório, depois da notícia sair nos jornais”, queixa-se João Cachado, professor aposentado. A propriedade pertence ao empresário Miguel Pais do Amaral, que também é administrador da empresa que está a efectuar a obra. O aviso do alvará número 405/2008, a cuja fotografia o Cidade VIVA teve acesso, informava que a empresa Quifel - Administração de Imóveis irá ali construir até 17 de Julho de

2011, um prédio de habitação com uma cércea de 5,2 metros., O projecto de arquitectura foi aprovado em 28 de Janeiro de 2008 e prevê uma área de 872,81 m2 acima da cota da soleira, mais 443,70 m2 abaixo. A destruição da habitação que existia no local foi denunciada esta semana por alguns munícipes. “A casa já só é visível nas imagens aéreas disponíveis na internet”, lamenta Fernando Castelo. A obra actual pode ser vista desde a Rua Barbosa du Bocage, que dá acesso a Monserrate, ou através da Azinhaga de Vale dos Anjos, que dá acesso pedonal à Pena e que está agora parcialmente obstruída.

“Não está certo que em plena serra, num local património da Humanidade, se esteja a proceder a este tipo de movimento de terras”, afirma o munícipe, enquanto observa o aterro de vários metros de altura mesmo ao lado da estrada. Segundo fonte do Instituto de Conservação da Natureza, a Comissão de Gestão do Parque Natural Sintra-Cascais deu parecer positivo ao projecto em 2005. “A quinta insere-se em área de protecção parcial 1, podendo ser autorizadas reconstruções (que incluam demolição do existente), desde que o projecto não ultrapasse a área anterior”, explica o ICNB. A mesma

fonte informa que “a obra foi fiscalizada já esta semana, não tendo sido detectadas discrepâncias com o projecto aprovado”. O ICNB explicou ainda que “não compete ao Parque dar parecer sobre questões arquitectónicas”, que são analisadas em sede de licenciamento camarário. “O Parque limita-se a avaliar o projecto em termos de conservação da natureza e de volumetria, e neste caso, a área bruta em projecto é cerca de 50 metros inferior à área pré-existente”, acrescenta. Quanto ao aterro, diz a mesma fonte, “é uma situação normal”. Até ao momento não foi possível obter qualquer esclarecimento por parte da Câmara de Sintra, um problema que João Cachado também lamenta. “A Câmara devia estar preocupada com o património cultural que existe. Quero que expliquem o que foi autorizado para este local, mesmo que esteja tudo certo”. Também a Associação de Defesa do Património de Sintra esteve no local “a investigar o estado da obra”, mas reserva qualquer posição para “após consulta ao registo predial de Sintra”, avança Adriana Jones. Luís Galrão

Sintra recicla óleos usados e ajuda AMI A Câmara de Sintra e a Assistência Médica Internacional (AMI) assinaram esta semana um protocolo para a reutilização de óleos domésticos usados ao abrigo do qual a organização não-governamental recebe 12 cêntimos por cada litro reciclado, noticia a Lusa. Proteger o ambiente e fomentar a utilização do biodiesel a partir de óleos domésticos usados são, segundo os presidentes da Câmara de Sintra e da AMI, os principais objectivos do projecto. O presidente da AMI, Fernando Nobre, defendeu que o biodiesel “só tem razão de ser se for produzido sem recurso a solos ou a alimentos própri-

os para os seres humanos ou animais”. O protocolo envolve a Higiene Pública, Empresa Municipal e a Agência Municipal de Energia de Sintra, aproveitando um programa de reutilização de óleos alimentares iniciado em 2005, referiu o presidente Fernando Seara. Com 23 oleões instalados no concelho, a autarquia já recolheu 97.647 litros de óleos usados desde 2005, transformando-os em biodiesel para uso em veículos municipais. A verba recebida pela AMI destina-se aos quatro projectos sociais: Centros Porta Amiga, Equipas de Rua, Apoio Domiciliário e Abrigos Nocturnos.

CDU lança abaixo assinado em defesa de mais Saúde em Sintra A CDU lançou um abaixo-assinado onde exige “a resolução das graves carências existentes no concelho” em matéria de saúde. Numa conferência realizada na quartafeira, o vereador Baptista Alves reforçou a análise crítica do sistema de saúde do concelho, que diz estar em “ruptura”. “Existem mais de 100 mil utentes sem médico de família” e há carência de enfermeiros e pessoal administrativo e auxiliary, uma “situação inaceitável”. A CDU teme que o Governo não esteja a planear quaisquer investimentos em equipamentos, “tal como se comprova pela inexistência na

proposta de PIDDAC para 2009”. As carências estendem-se aos centros de saúde, que “funcionam sem as condições necessárias”. Quanto ao Hospital Fernando da Fonseca, “tem sido demonstrado o erro que constituiu a modelo de Gestão adoptado, estando finalmente em resolução esta situação que tantas dificuldades e aborrecimentos trouxe à população. No entanto, a alteração do modelo de gestão não é suficiente para fazer face às necessidades de assistência médica de uma população de mais de 600 mil pessoas”, pelo que “é fundamental e urgente um novo hospital.”

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