Skip to main content

/35

Page 1

d i g i t a l s i nt r a O JORNAL COM NOTÍCIA S • DIRECTOR: LUÍS GALRÃO • ANO 3 • QUINZENAL • 7 D E O U T U B R O D E 2 0 0 8 •

N.º 35

Polícia Municipal suspende despejos em Colaride Depois da intervenção da Polícia Municipal, a Câmara de Sintra negociou com a Pimenta e Rendeiro a suspensão dos despejos de terras e entulhos que estavam a ter lugar no Alto de Colaride. A autarquia quer apurar como foi possível fazer um aterro numa zona destinada ao Parque Natural de Colaride.

CDU DEFENDE FAIXA DE PROTECÇÃO À VILA DE SINTRA Quatro ex-autarcas da CDU enviaram a Fernando Seara um documento com contributos para o processo de elaboração da revisão do Plano de Urbanização de Sintra. Na missiva, lembram que “a Vila não poderá ser transformada num centro administrativo, mas sim num lugar de repouso” e defendem uma faixa de protecção que separe a zona urbana do centro histórico.

Notícia

pág. 5

ASSOCIAÇÕES PEDEM TURISMO SUSTENTÁVEL NO PARQUE NATURAL O Movimento Cívico em Defesa do Parque Natural de Sintra denuncia “o deturpado conceito de turismo que grassa” nesta área protegida e apela ao Governo e aos presidentes das Câmaras de Sintra e Cascais “que se comprometam na defesa do Parque face aos lobbies dos sectores do imobiliário e do turismo”.

Notícia

Pág. 3

pág. 6


digital

PÁG

2

O JORNAL COM NOTÍCIAS

•

notícias

7 DE OUTUBRO DE 2008

do

concelho

Movimento Cívico ameaça com novos protestos

O Movimento Cívico Contra a Alta Tensão em Zonas Habitadas juntou mais de 100 moradores de Belas, Agualva e S. Marcos no passado dia 26 de Setembro, num debate público promovido no Salão dos Bombeiros de Agualva. A presidente do

Movimento, Helena Carmo, lembrou que ainda não foi julgado o processo colocado pela população, “por um grupo de cidadãos e uma associação ambientalista”, cuja marcação de julgamento deverá ocorrer até ao final do ano.

Apesar de se tratar de “uma luta desigual”, Helena Carmo pediu aos moradores que “não desistam”, porque “o compromisso da Câmara vai ter de ser cumprido e sê-lo-á se não ficarmos em casa”, diz. O evento contou com a presença da presidente Fátima Campos,

Inaugurado novo terminal do Eléctrico

A Vila Alda, na Estefânia, é desde o início do mês a Casa do Eléctrico de Sintra. O edifício renovado foi inaugurado no dia 2 de Outubro, numa cerimónia que contou com a presença do presidente Fernando Seara. “Fiz questão que a inauguração acontecesse no dia em que termina a II Conferência da Aliança das Paisagens Culturais para dar um sinal de que a Câmara é um agente da reabilitação urbana de Sintra”, referiu. A autarquia espera que o novo espaço “possa ser o primeiro local de encontro com o eléctrico, mas mais do que isso, um agradável local de espera, já que as vetustas

máquinas e respectivo equipamento, não comportam nem corridas nem horários apertados.” No local, estará patente uma exposição sobre o eléctrico de Sintra e uma mostra etnográfica subordinada ao tema “Sintra Saloia”. Fernando Seara sugeriu que se seguissem exposições rotativas, como por exemplo “uma sobre a rota das procissões e outra sobre a história dos bombeiros”. A reabilitação da Vila representou um investimento de 500 mil euros, que o presidente espera venha a ser “um espaço da memória também do povoado, espaço de cultura aberto, de comunhão com o Museu de Arte Moderna e

o Centro Cultural Olga Cadaval”. Questionado pelo Cidade VIVA sobre o atraso na reabertura do troço de eléctrico entre a Ribeira e a Praia das Maçãs, Fernando Seara reforçou a necessidade de respeito pelas normas de segurança. “A Câmara irá proceder à abertura de um concurso público para uma empreitada de requalificação da linha”, diz. Apesar de não se comprometer com datas, Seara espera que as obras estejam prontas “antes do Verão”. Presente na iniciativa, o vice-presidente do Clube de Entusiastas do Caminhode-ferro tentou obter informações sobre as obras, mas uma falha na divulgação da autarquia fez com que chegasse uma hora após a inauguração. “Queremos que sejam claros e digam o que se passa, porque é evidente que o inverno deteriora a linha, mas isso não é novidade e a Câmara sabe bem que isso acontece e que tem de fazer revisões permanentes da linha”, referiu José Pinheiro. L.G.

que garantiu que apesar de ter perdido a última batalha jurídica, a Junta de Monte Abraão continuará a recorrer a instâncias superiores. Também André Beja, do Bloco de Esquerda, apelou à mobilização dos moradores. “Na última Assembleia Municipal questionei o presidente da Câmara e pela primeira vez ele veio de imediato responder que a Câmara assumia o enterramento da linha aquando da construção da circular nascente ao Cacém. Fiquei contente porque finalmente houve uma resposta, mas não fiquei satisfeito porque tenho a nítida sensação de que se a população e os autarcas esmorecerem a pressão sobre a Câmara, a REN e o Ministério da Economia, eles vão desviar-se à primeira escapatória e evitar o enterramento da linha”, afirmou.

À semelhança de vários intervenientes, o deputado municipal acredita que o processo de contestação à linha Fanhões-Trajouce “transformou-se numa luta histórica que só pode terminar com a mudança da linha e com a mudança da Lei”. Para António Santos, do Movimento Cívico, os moradores “não perderam, ganharam, porque as empresas estão a mudar a forma como estão a projectar estas linhas”. Agora, diz, “vamos ter que lutar, porque em Cascais e na Amadora estas linhas são enterradas”. A terminar, outro elemento do Movimento deixou uma garantia: “à mais pequena dúvida voltamos a manifestar-nos frente à REN até nos ser dada uma garantia total, porque sabemos que a REN tem vergo-

nha de nos ter à porta”, assegurou Manuel Miranda, que no final da noite agradeceu o empenho da autarca Fátima Campos. Dias depois, os moradores foram recebidos numa reunião na Câmara, onde o presidente e o vereador das obras municipais, Luís Duque, voltaram a garantir que a linha será enterrada com a construção da circular nascente. Noutra reunião, desta feita na Divisão de Obras Municipais, os moradores puderam ver o projecto do traçado proposto. “Está conforme pedido pela população, havendo somente a necessidade de fazer uma pequena alteração na zona do Colaride, em Agualva, que será feita”, explicou o porta-voz Paulo Lopes. L.G.

Vereadores da Coligação absorvem pelouros do PS Os pelouros devolvidos pelos vereadores socialistas a Fernando Seara foram distribuídos pelos vereadores da Coligação Mais Sintra. Apesar da insistência, o Cidade VIVA ainda não recebeu o despacho oficial, nem a autarquia actualizou a informação disponível na página internet. No entanto, é possível

avançar que a Divisão de Desporto e o Gabinete de Juventude foram atribuídos ao vice-presidente Marco Almeida, enquanto o vereador Luís Patrício recebe a Divisão de Turismo. João Lacerda Tavares regressa aos pelouros com as divisões de Licenciamento das Actividades

Económicas e de Gestão de Mercados. E o vereador Lino Ramos assume a divisão Administrativa-Financeira, de Planeamento e de Aprovisionamento enquanto Fernando Seara mantém o Serviço Municipal de Informação ao Consumidor, pelouro que esteve na origem da crise com o PS.

BE aponta problemas nos semáforos da Portela O Bloco de Esquerda denunciou o “trânsito caótico das manhãs de Sintra e as avarias nos semáforos da Portela” durante a última Assembleia de Freguesia de Santa Maria e S. Miguel. Segundo o BE, “na zona da Portela de Sintra e da Estefânia, nomeadamente na Avenida do Movimento das Forças Armadas e na Avenida Dr. Desidério Cambo-

FICHA TÉCNICA

urnac existem vários semáforos que estão a necessitar de uma reparação urgente, visto apresentarem várias lâmpadas que não funcionam.” A Assembleia de Freguesia mandatou a Junta para solicitar às conseguir às entidades competentes uma vistoria aos semáforos de toda a freguesia. “Por outro lado, todas as manhãs, du-

rante a hora de ponta verifica-se grande engarrafamento de trânsito na Avenida Álvaro de Vasconcelos na Portela, pelo que a Assembleia mandatou também a Junta para desenvolver esforços no sentido de garantir a presença de um agente das forças de segurança que possa contribuir para um melhor escoamento dos veículos”, divulga o BE.

Cidade Viva é uma marca registada, propriedade da empresa Ideia Prima, Lda.

Director: Luís Galrão – director@cidadeviva.pt | Redacção: Filipa Galrão, Luís Galrão, Ricardo Nascimento – redaccao@cidadeviva.pt | Fotografia: Luís Galrão | Concepção Gráfica: Carla Serra | Página Web: Jorge Pinto – webmaster@cidadeviva.pt | Direcção Comercial: Avelino Barbosa – publicidade@cidadeviva.pt | Propriedade: Ideia Prima, Lda. – Contribuinte n.º 506 047 903 | Redacção: Rua João Maria Magalhães Ferraz, Lote 3, Loja 3 – 2725-338 Mem Martins | Telefone: 21 922 59 43 | Fax: 21 922 59 44 | email: geral@cidadeviva.pt | Periodicidade: Quinzenal | Registo INPI: 405089 K | Registo ERC: 125138 | Depósito Legal: 236 659 105 Os artigos de opinião são da responsabilidade dos seus autores.


notícias

do

concelho

O JORNAL COM NOTÍCIAS

•

7 DE OUTUBRO DE 2008

PÁG

3

digital

Aterro de terras e entulhos suspenso em Colaride A Câmara de Sintra negociou com a Pimenta e Rendeiro a suspensão dos despejos de terras e entulhos que estavam a ter lugar no Alto de Colaride. “Houve disponibilidade por parte da empresa e foi combinado suspender as descargas até averiguarmos tudo”, explicou ao Cidade VIVA o vereador do ambiente. Marco Almeida garante que a Câmara continua interessada na preservação do local e promete para breve a apresentação do projecto do Parque Natural de Colaride. Os despejos dos últimos meses estavam a ser feitos no âmbito de um projecto de requalificação ambiental da antiga pedreira. O processo estava autorizado pela Comissão de Coordenação Regional (CCDR), que garante ter informado a Câmara, embora a autarquia negue ter conhecimento (ver caixa). “É importante perceber o que aconteceu ali, porque fomos apanhados de surpresa”, garante o vereador. No final da semana, o Presidente Fernando Seara “enviou um ofício à CCDR a dar conta que se encontra em curso para o local o projecto do futuro Parque Natural de Colaride, pedindo ao mesmo tempo que fosse facultada à Câmara toda a informação disponível sobre o assunto”. Desta forma, a autarquia espera que não aconteçam novos licenciamentos para aquela zona. O local do aterro deverá agora ser visitado pela empresa que está a desenvolver

o projecto. “Vamos avaliar se aquele enchimento de terras prejudica aquilo que eram os objectivos traçados para o Parque”, explica. A Polícia Municipal continuará também a acompanhar a situação no terreno, enquanto o Departamento do Urbanismo regressa às negociações com o proprietário. Nesta matéria, foram também iniciadas as negociações com os restantes proprietários. “Foi finalmente foi nomeado um único interlocutor com a Câmara, porque até agora havia um problema de partilhas e não havia um interlocutor”, avança Marco Almeida. A autarquia está também a planear uma acção de limpeza em articulação com a

empresa e promete para breve “uma acção de sensibilização”, assim como “a apresentação pública do projecto de vários milhões de euros” previsto para Colaride.

Polícia Municipal suspende descargas Há uma semana, no dia 30 de Setembro, a Polícia Municipal de Sintra ordenou a suspensão das descargas na zona do futuro Parque de Colaride. Segundo alguns camionistas, os despejos foram ordenados pela empresa Edifer, responsável pelas obras de alargamento da Linha de Sintra e pela construção das novas estações de Massamá e do Cacém.

Os agentes identificaram condutores e camiões de duas empresas, a Freiplana – Empreiteiros de Obras Públicas e a Pimenta e Rendeiro, ambas de Sintra, por suspeita de se tratar de um aterro ilegal. Cada camião chega a transportar 23 metros cúbicos (40 toneladas) e algumas das guias mostradas aos agentes já tinham cerca de uma dúzia de viagens só naquela manhã. Além de terras e entulhos, eram visíveis desperdícios de construção, como tintas, diluentes e vedantes, assim como resíduos de jardinagem. No entanto, o vigilante do aterro, um funcionário da Pimenta e Rendeiro, assegura que só aceita terras. “Não temos aqui lixo, podem é cá vir de noite, embora tentemos bloquear a entrada”, conta. A Polícia Municipal fotografou várias senhas verdes com o carimbo da empresa Pimenta e Rendeiro, a proprietária do terreno e de alguns dos camiões. “Temos de entregar um em cada descarga”, explica outro motorista, avançando que a empresa cobra cerca de 40 euros por descarga. No entanto, durante a tarde desse dia, a empresa fez chegar à autarquia e à Edifer uma licença emitida pela Comissão de Coordenação Regional. “A empresa garantenos que tem uma licença de recuperação ambiental de uma antiga pedreira”, expli-

ca Dinis Silva, director de comunicação da Edifer. De manhã, uma equipa do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR identificou também

dois camionistas, mas não os impediu de descarregar terras. “A lei não nos permite embargar o aterro”, lamentou um dos guardas. No local estiveram também elementos da Câmara, no âmbito de “um processo de averiguações” iniciado após denúncias da associação Olho Vivo. “São toneladas de lixo e entulhos despejados há meses a um ritmo assustador e que vai transformar toda a área”, queixase a presidente Flora Silva. Entretanto, depois de ter também denunciado a situação na reunião de Assembleia Municipal (conforme noticiado na edição digital do Cidade VIVA), o Bloco de Esquerda pediu a implementação urgente do “Parque Natural e Cultural de Colaride, um espaço determinante para a sustentabilidade ambiental do município e a qualidade de vida das populações de Agualva-Cacem e Queluz”. Luís Galrão

Empresa possui aut orização autorização para «recuperação paisagística» A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR) garante ter informado a Câmara de Sintra sobre a autorização de enchimento da pedreira do Alto de Colaride, junto a Agualva, embora a autarquia mantenha que desconhecia o processo. A autorização da CCDR decorre da apresentação de um “Plano de Recuperação Paisagística” por parte da empresa Pimenta e Rendeiro. “Por ofício de 13 de Setembro de 2007, foi autorizado o enchimento como forma de recuperação da pedreira abandonada”, explica fonte da CCDR. Na mesma data “foi enviado ofício à Câmara de Sintra com as condições do enchimento, bem como um exemplar do plano de recuperação, que prevê que seja respeitado um conjunto de condições.” Segundo a CCDR, este tipo de enchimento só pode ser feito com “rochas e solos não contaminados, ou seja, resíduos inertes que não contaminem o terreno e não coloquem em causa usos futuros”. No entanto, a GNR garante que irão ser “levantados de contra-ordenação porque foram encontrados resíduos que não podem ser depositados ali”. A actuação das autoridades só ocorreu após repetidas denúncias de despejos ilegais por parte do Bloco de Esquerda, da associação Olho Vivo e de autarcas de Agualva. Segundo a GNR, “são frequentes as situações de pequenos despejos de resíduos ao longo dos caminhos, mas nunca foi detectado um aterro com estas dimensões”. A mesma fonte confirma que “a empresa proprietária foi alvo de vários autos de contra-ordenação no passado, devido a situações semelhantes”. Nesta matéria, a CCDR lembra que “o dono da pedreira é totalmente responsável pelo cumprimento das condições impostas” e avisa que apesar de não ter recebido qualquer reclamação “irá agir em conformidade se se verificar algum tipo de incumprimento”. Nos contactos mantidos com a CCDR, a autarquia foi informada da existência de mais 12 processos de licenciamento para a requalificação ambiental de pedreiras. A Câmara, assegura Marco Almeida, “pediu muita cautela e maior articulação no âmbito destes novos licenciamentos”.


digital

B R E V E S

PÁG

4

O JORNAL COM NOTÍCIAS

•

7 DE OUTUBRO DE 2008

notícias

Ampliação de pedreira de Morelena em consulta pública Decorre até dia 22 de Outubro o período de consulta pública do projecto de ampliação da pedreira de calcário “Carrascal nº. 10”, situada em Morelena, freguesia de Pêro Pinheiro. O Estudo de Impacte Ambiental, incluindo o resumo não técnico pode ser consultado na sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) ou na Câmara de Sintra. O resumo não técnico está também disponível na Junta de Freguesia de Pêro Pinheiro ou através da página www.ccdr-lvt.pt. O licenciamento do projecto só poderá ser concedido após Declaração de Impacte Ambiental favorável ou condicionalmente favorável, emitida pelo Secretário de Estado do Ambiente. O assunto foi discutido na última Assembleia Municipal, onde foi apresentada uma proposta da autarquia para “reconhecer o interesse público municipal da ampliação”. No entanto, por sugestão do Bloco de Esquerda, a proposta não foi votada e desceu à Comissão de Ambiente para análise, dado que “contraria o PDM” e “implica a destruição de uma zona de Montado”.

A construção do A16/IC16 colocou em risco “uma importante estação arqueológica no Telhal, onde já haviam sido referenciados vestígios romanos.” O alerta foi lançado há uma semana na Archport, uma lista de discussão de arqueologia. “São testemunhos tardo-romanos e islâmicos numa área bastante mais vasta do que aquela que inicialmente se supunha, de que parte já foi destruída quando se procedeu à remoção mecânica de uma primeira camada de terreno”. Segundo José d’Encarnação, da Universidade de Coimbra, houve mesmo “sepulturas de época islâmica parcialmente destruídas e crânios cortados”. No local, “há também restos de muros e silos cheios de materiais arqueológicos, o que tudo indica estarmos perante um património do maior interesse, que urge preservar”, reforça. O autor garante ter “informações fidedignas” de que “haverá uma indicação oficial para que tudo se aterre com a maior brevidade possível, para que a comunidade arqueológica não desperte e a rodovia possa avançar sem percalços”. O Cidade VIVA questionou o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) mas continua a aguardar resposta.

Parques de Sintra são «exemplo a seguir» O ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território acredita que a empresa Parques de Sintra é um modelo a seguir, pois permite “conciliar a componente de conservação com a de desenvolvimento da visitação e do turismo”. Para Nunes Correia, “Sintra tem uma componente de visitação muito forte e é preciso fazer a exploração dos recursos turísticos numa lógica de protecção desses valores”. Em declarações proferidas durante a segunda conferência da Aliança das Paisagens Culturais Património Mundial que decorreu em Sintra, o governante afirmou que a Parques de Sintra e Monte da Lua “é um modelo a seguir pelas outras paisagens culturais portuguesas distinguidas pela Unesco”, as zonas do Douro vinhateiro e a ilha do Pico, nos Açores. “Como há uma componente de visitação muito forte é preciso fazer a exploração dos recursos turísticos numa lógica de protecção desses valores. A criação de uma sociedade com esse objectivo vem dar eficácia a este processo”, reforçou.

Câmara apaga grafittis no Parque de Lazer do Cacém O Parque de Lazer do Cacém está de “cara lavada”, depois de terem sido apagados todos os vestígios de grafittis que tinham sido feitos nos muros e equipamentos de um dos espaços centrais da freguesia. A autarquia procedeu-se à lavagem e repintura das inscrições que tinham sido indevidamente colocadas, um pouco por todo o parque.

concelho

Alagamares debate Plano de Groer Joel Canavilhas/Alagamares

Obras da A16 ameaçam sítio arqueológico no Telhal

do

Realizou-se no dia 1 de Outubro o jantar debate promovido pela Alagamares para discutir a revisão do Plano de Sintra, de 1949, bem como o futuro do Centro Histórico. Numa semana em que reuniu em Sintra a Aliança das Paisagens Culturais, a reunião ficou enquadrada no espírito preconizado na Declaração de Aranjuez do ano passado que criou esta estrutura: diálogo com a sociedade civil, participação e massa crítica são precisos. E há vozes que querem ser escutadas, pois o património é de todos e é nos fruidores dos bens culturais que se deve beber o sentir e as preocupações com a Civitas. Do explanado, que será resumido em documento a enviar à CMS e aos técnicos que têm em mãos o processo de revisão, realce para a necessidade de harmonizar as entidades e os instrumentos de gestão territo-

rial que incidem sobre aquela parcela de território e para a a definição objectiva das funções e meios de acção da Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) criada. Igualmente relevante é a busca de mecanismos de promoção de habitação e comércio na zona, sob pena de desertificação e abandono, bem como a promoção duma rede de parques periféricos de estacionamento que levem os visitantes em mini bus para a Vila, restringindo o estacionamento a moradores. A preocupação fundamental é a manutenção do pitoresco e da poética da Vila como especificidade e marca de referência. O novo Plano deve ser pró-activo e não passivo ou reagente e poderá passar pela promoção de uma agência municipal de investimentos que capte financiamentos e aja em articulação com uma entidade a uma só voz.

É também importante definir uma estratégia de reabilitação urbana identificada e com cronograma de actuação e potenciar espaços de estacionamento na Estefânia e Portela, com reconversão de espaços existentes ou a criar de novo. É evidente que tudo isto tem de ser enquadrado na conformidade com outros planos já aprovados, como o PDM, o PROTAML, etc e sem descurar as fases de auscultação pública, para que não se torne semanticamente um upgrade com roupagem de 2008 do plano anterior. Manter a matriz mas pensar para o futuro. Necessário se torna evitar os conceitos indeterminados, para evitar casos como o do Hotel Bristol, bem como definir quem tem o papel dominante na gestão urbanística posteriormente - a SRU ou a Câmara. Igualmente importante se torna definir opções a níveis da tributação daqueles que promovam projectos de reabilitação com qualidade e integração na envolvente, explorando as vantagens competitivas dum espaço único e perene, imprimindo celeridade ás decisões e promovendo activamente e em tempo útil a auscultação das forças vivas de Sintra, para que a comunidade seja participativa e cada vez mais comunidade A Alagamares aguarda contributos e participações, sem protagonismos estéreis ou presunções pessoais na definição dum quadro real propulsor de progresso para uma Sintra de que tenhamos cada vez mais orgulho. Fernando Gomes/Alagamares

BE debateu Sintra em Jornadas Autárquicas As Jornadas Autárquicas do Bloco de Esquerda de Sintra juntaram no dia 28 de Setembro perto de 60 pessoas, entre autarcas, activistas e representantes de associações e organizações do município. O encontro debateu temas como a educação, o ordenamento do território, a cultura e a imigração. No painel dedicado ao ambiente, João Silva caracterizou “os anos da desgraça” em Sintra, nomeadamente todo o processo que culminou com a aprovação do Plano Director Municipal em 1999. “É um documento que deixou descontente as associações, que lhe chamaram o ‘PDM dos empreiteiros’, porque possibilita um contínuo urbano de Queluz à Portela da Sintra”, afirma. O bloquista criticou também o atraso na divulgação do Plano Verde, um documento apresentado “num frenesim de planos em 2004/2005, em que se gastaram milhares de euros e ainda hoje não viram a luz do dia”. O BE defende a instrumentos que garantam a sustentabilidade ambiental e a contenção

do urbanismo e da ocupação selvagem do espaço. Como prioridades, João Silva defendeu a revisão do PDM, que deverá absorver a estrutura ecológica metropolitana e identificar uma estrutura ecológica municipal. “É preciso criar um corredor verde de Monsanto à Serra de Sintra e daí à Serra da Carregueira e à várzea do Trancão”, defende. No debate foram também levantadas questões como o estado de degradação de Colaride e o esquecimento das ciclovias anunciadas em 2003 pela autarquia. Noutro painel, Flora Silva, da Associação Olho Vivo, traçou um panorama negro do estado da imigração no município. A activista lembrou que os imigrantes enfrentam as mesmas dificuldades que os outros munícipes (pobreza, desemprego, limitação no acesso a serviços como a saúde ou educação), agravados pelas condições de exclusão associadas à condição de migrantes. “Há pobreza e exclusão social

em Sintra em resultado do trabalho precário”, denunciou. Além disso, as respostas sociais são insuficientes face a problemas como o abandono escolar. “É preciso um plano de emergência para combater a pobreza em Sintra, e que o Estado e a Câmara olhem com olhos de ver e tomem medidas relativamente à habitação social e à rede pública de escolas e jardinsde-infância”, defendeu. No encerramento, Miguel Portas fez uma reflexão sobre a relação da Esquerda com o poder, relembrando que “o objectivo do BE passa pela repartição do poder, fazendo com que chegue àqueles que dele podem fazer um melhor uso”. O deputado municipal deixou também um comentário à recente crise política entre o presidente e os vereadores do PS. “Não houve preocupação sobre se os cidadãos ficam melhores ou piores, foi pura política no que a política tem de pior, e isso chama-se politiquice”. L.G.


notícias

do

concelho

O JORNAL COM NOTÍCIAS

•

7 DE OUTUBRO DE 2008

PÁG

5

Ex-autarcas defendem faixa de protecção à Vila de Sintra Grandes hotéis fora da zona de protecção

Quatro ex-autarcas da CDU enviaram a Fernando Seara um documento com alguns contributos para o processo de elaboração da revisão do Plano de Urbanização de Sintra. Na carta enviada ao presidente da Câmara no âmbito da discussão pública, Fernando Cortez Pinto, Guadalupe Gonçalves, Jaime da Mata e Lino Paulo defendem uma revisão “norteada pelas principais directrizes do Plano de Etienne de Groer, no que se refere à salvaguarda, recuperação, e requalificação da Vila de Sintra, conciliadas com os actuais conceitos de património e ambiente com vista a um desenvolvimento sustentável da Vila.” Na missiva, a que o Cidade VIVA teve acesso, os ex-autarcas lembram que “devese a este arquitecto, considerado um vanguardista para a época no que respeita aos conceitos de valorização do Património e Ambiente o facto da Vila de Sintra conservar ainda o seu ar pitoresco e o património, tendo por isso sido classificada pelo Unesco.” O Plano de Urbanização (PU) de Sintra foi elaborado, nos anos quarenta do século passado, por Etienne Groer, que planeou para a Vila de Sintra uma espécie de cidade-jardim. “Desde a execução do PU que os conceitos relativos à revalorização e preservação do património e do Ambiente sofreram muitas evoluções, hoje, são muito mais exigentes e globalizantes. Por isso, este Plano agora em revisão, não pode ser considerado como um “Plano normal” como se incidisse sobre um aglomerado qualquer”, defendem. Os termos de referência do Plano a propor, apontam que este deve manter as directrizes principais definidas em 1949, e que são: a conservação do carácter pitoresco de Sintra; protecção da sua rica vegetação; protec-

ção e preservação das suas vistas panorâmicas e das suas paisagens; salvaguarda das suas recordações históricas (onde se inclui a protecção patrimonial). “Todas estas directrizes devem ser executadas, mas tal como é indicado no PU, ou mesmo no Plano Estratégico, a Vila não poderá ser transformada num centro administrativo, mas sim num lugar de repouso. Etienne Groer referia, na memória descritiva do Plano que a Vila de Sintra deveria ser um “lugar fora do formigueiro das massas urbanas”, onde o seu limite e extensão deveria ser limitado e cujo turismo deveria ser controlado.” No capítulo da “rica vegetação”, traduzida ou manifestada principalmente, pelas matas, parques urbanos e quintas que se encontram no meio do aglomerado, “apresentando um magnífico manto verde, que lhe dá o seu aspecto pitoresco e verdejante e a diferencia dos outros aglomerados”, os ex-autarcas defendem que “o regulamento destas áreas e os índices de construção têm de ser enquadrados para que o conceito de Quinta prevaleça”. “Não pode existir o desmantelamento das Quintas, através de destaques ou loteamentos, salvo situações plenamente justificadas ou que se encontrem já assentem e os índices de construção têm de continuar a ser diminutos”, recomendam Outro aspecto importante são as zonas non-aedificandi, “não só devido ao local onde estão inseridas, como às vistas panorâmicas que se usufruem delas. De acordo com os actuais conceitos ambientais estas zonas têm de ser acauteladas e ampliadas, como por exemplo áreas onde as inclinações são superiores a 25% e áreas com solos importantes sobre o ponto de vista da biodiversidade.”

Quanto às vistas panorâmicas, o PU previa essencialmente as vistas “de e para o Palácio da Vila”. “Hoje, estas vistas panorâmicas são muito mais abrangentes, quer sob o ponto de vista de paisagem, quer sob o ponto de vista histórico. As vistas do Castelo dos Mouros para a Vila e seus arredores (zona rural), como a vista da zona rural para a Vila, assumem valores importantes no património e ambiente.” Ainda relativamente às vistas panorâmicas do Castelo, “é importante, a salvaguarda da separação da Vila dos outros aglomerados que entretanto foram crescendo e que, hoje, quase que visualmente estabelecem uma mancha urbana contínua com a Vila.” Etienne Groer, propunha uma faixa rural de protecção à Vila de Sintra que rodeava esta e que ia, por exemplo, até Mem-Martins, Várzea, Carrascal. “Hoje, essa proposta tem cada vez mais lógica, porque Sintra, quase se liga visualmente e urbanisticamente à mancha urbana de Mem-Martins e zona rural.” Para concretizar essa protecção e enquadramento visual, de forma a não criar uma mancha urbana, “terá que se repensar no crescimento urbanístico das áreas consideradas urbanas da própria Vila e desses aglomerados.” Além disso, “para que o turismo, não afecte a Vila sob o ponto urbanístico e de paisagem, os novos ou antigos estabelecimentos turísticos, a sua superfície coberta e a altura dos seus edifícios, não podem ir além dos respectivos índices construtivos máximos autorizados para cada zona em que o estabelecimento turístico é situado.” Os ex-autarcas consideram que dentro da vila de Sintra devem localizar-se pequenas unidades hoteleiras como estabelecimentos de turismo rural, eco-turismo ou hotéis de charme (até 20 quartos). “As unidades hoteleiras de maior dimensão localizar-se-ão fora da zona de protecção do Plano Groer, na faixa compreendida entre este, a costa e a zona rural, enquadrados ambientalmente na paisagem e salvaguardando os locais e os planos de vista da Serra de Sintra.” O grupo considera que “tem de ser tido em conta o facto do PDM ter sido elaborado há mais de 8 anos, sem preocupações de carácter patrimonial e ambiental”. Como exemplo, citam “os espaços urbanizáveis de usos predominantemente habitacionais na zona da Estação da Portela, que no plano elaborado por Etienne Groer se localizam áreas de Quintas”. Outra situação prende-se com a construção da Circular Interna Nascente de Sintra, “também dentro dos limites do PU e que suscita algumas dúvidas relativas ao impacto que esta Circular poderá provocar na paisagem envolvente a Sintra”.

digital

B R E V E S Monte Abraão assinala Dia Internacional do Idoso A Junta de Freguesia de Monte Abraão comemorou no passado dia 1 de Outubro o Dia Internacional do Idoso, com “Dose e Meia de Culinária, junto de crianças e idosos de Monte Abraão.” A iniciativa pretendeu “favorecer a interacção e convívio entre jovens e seniores, enaltecendo e valorizando, com traquinices a dois tempos, todo o conhecimento e experiência de vida dos “avós” e “netos” fictícios de Monte Abraão. A motivação traduziu-se na confecção de diversos pratos e sobremesas, durante uma manhã recheada de curiosidade e afectos.” Os jovens integrados no Projecto Raízes surpreenderam ainda os utentes integrados no Centro de Convívio da 3.ª Idade, da Igreja de Nossa Sra. Da Fé, alguns trabalhos e uma moldura alegórica ao Dia Internacional do Idoso.

Socialistas de S. Pedro criticam novas taxas A última Assembleia de Freguesia de S. Pedro, realizada em 29 de Setembro, ficou marcada pela polémica em torno do Projecto de Regulamento das Taxas da Freguesia. Segundo o PS, “a discussão pública foi realizada durante o mês de Agosto e só recebeu sugestões de um cidadão e bancada do PS”. Apesar de admitir ter efectuado um estudo de alteração das taxas no anterior mandato, o PS considera que não podem ser os cidadãos a “pagar a crise de má gestão da coligação PSD/CDS/CDU”. Os socialistas não aceitam “aumentos brutais como os que se verificam no Cemitério, onde o valor de uma inumação, para sepultura temporária, aumenta de 14,95, para 60 euros”, por exemplo. Além disso, o PS entende que a Assembleia não estava em condições legais para aprovar o referido projecto, dado que “a aprovação prévia em Reunião de Executivo, não constava da acta minuta” entregue. A mesa esclareceu que se tratava de “um erro dos serviços” e decidiu submeter a proposta a votação. “Perante tal situação de manifesta ilegalidade o PS abandonou a sala em protesto”, tendo o Regulamento sido aprovado com os votos da Coligação Mais Sintra (PSD/CDS), da CDU e do Bloco de Esquerda.

Algueirão-Mem Martins entrega novas viaturas A Junta Freguesia de Algueirão-Mem Martins ofereceu uma nova ambulância como prenda de 48º. aniversário aos Bombeiros Voluntários da freguesia. A viatura Mercedes, no valor de 60 mil euros, está equipada com os mais modernos e eficazes apoios de pronto-socorro aos doentes. “Trata-se de uma ambulância moderna capaz de responder às solicitações de quantos necessitarem da prestação de este importante auxílio de transporte ao hospital ou centro de saúde”, refere a autarquia. A Junta assinou também um protocolo com a Associação Fieis Diakonia, “através do qual é concedida uma viatura de transporte de mercadorias para o uso da instituição, no apoio aos carenciados da nossa freguesia”. Trata-se de “mais um importante investimento na área social, sector onde nos últimos meses vem registando uma procura muito acentuada, face à crise que o país está a viver”, refere a Junta.

Dia da Alimentação assinalado em Mira Sintra A Câmara Municipal de Sintra, em colaboração com a Unidade Alpha Mouro do Centro de Saúde de Rio de Mouro, realizam dia 18 de Outubro na Casa da Cultura de Mira Sintra, o 1º Forum para a promoção e educação da sáude em idade escolar. Inscrições e mais informações através da Divisão de Educação da Câmara Municipal de Sintra (telf. 21 923 6130/1 ou email dedu@cmsintra.pt).


digital

B R E V E S JS solidária com vereadores socialitas A Juventude Socialista concelhia de Sintra demonstrou a “total solidariedade política para com os vereadores Domingos Quintas, Eduardo Quinta Nova, Rui Pereira e João Soares”, na sequência da devolução dos pelouros que ocupavam na CâmaraMunicipal de Sintra por “falta de condições políticas”. “Os vereadores do PS merecem o nosso reconhecimento público pelo espírito de entrega e dedicação que empregaram no exercício das suas funções, tendo assumido, ao longo destes três anos, uma postura construtiva e responsável no cumprimento dos seus compromissos, colocando sempre em primeiro lugar os interesses dos Sintrenses”, afirma a JS. A concelhia de Sintra faz questão de destacar “o excelente trabalho desenvolvido pelo Gabinete da Juventude, nomeadamente, pela ex-vereadora Susana Ramos e pelo seu sucessor, vereador Eduardo Quinta Nova.” Segundo a JS, “foram muitos, e de grande importância, os projectos desenvolvidos pelos vereadores do PS e suas equipas, em prol de uma melhor qualidade de vida, da formação profissional e da criação de mais oportunidades para os jovens”. Como exemplos do trabalho desenvolvido, a JS destaca “a implementação do Cartão Jovem Municipal, o Programa de Estágios Ocupacionais Sintra Estagia, a abertura de espaços de Juventude em várias Freguesias e o apoio às organizações de juventude.” Para o futuro, os socialistas entendem que “é preciso estar vigilante para que não se perca o muito que até aqui se construiu” pelo que a JS promete manter-se “atenta e empenhada na defesa dos interesses dos jovens do concelho.”

PSP detém três pessoas em Mem Martins A Divisão de Sintra da PSP deteve esta segundafeira três homens no âmbito da operação “Pega Dôdo”, durante a qual apreendeu diverso armamento. Segundo o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa a operação teve lugar no âmbito da investigação de uma “onda” de roubos com recurso a armas de fogo no concelho de Sintra. Após emissão de mandados de detenção, a PSP realizou várias buscas domiciliárias na zona de Mem Martins, tendo detido três homens e identificadas outras seis pessoas. Na operação foram apreendidas 3 caçadeiras, 1 revolver, 3 armas de calibre 6.35, 250 Munições de armas de caça e várias munições de calibre 6.35 mm e .28 mm. Foram também apreendidos vários gorros e luvas, uma arma branca, uma arma denominada “besta”, vários documentos relacionados com o roubo recente de viatura através do método de carjacking usada posteriormente em roubo a ourivesaria, assim como telemóveis e vários sacos com o logótipo de instituição bancária contendo diversas moedas.

Noite de Sábado marcada por três assaltos à mão armada Belas e Massamá foram palco de três assaltos à mão armada no passado sábado à noite. Segundo fonte da PSP de Lisboa citada pela Lusa, não há registo de feridos. O primeiro assalto ocorreu em Idanha, Belas, às 21h55, quando dois indivíduos com um capuz e duas armas brancas assaltaram um restaurante, tendo levado o dinheiro que se encontrava na caixa registadora, fechando o proprietário e o empregado na casa de banho. Segundo a PSP, um outro assalto registou-se às 22h00 num café em Massamá, em que sete a oito encapuzados com uma pistola furtaram um TV plasma e a máquina registadora, tendo ainda atirado o proprietário do estabelecimento ao chão. O terceiro assalto ocorreu às 23h15 em Belas, onde cinco indivíduos com casacos de capuz, uma pistola e um revólver roubaram duas pessoas que circulavam na rua. Os assaltantes, que se deslocavam num Honda Civic vermelho, levaram duas playstations e dois computadores portáteis, adiantou a mesma fonte. De acordo com a PSP, que ainda não dispõe de dados sobre o dinheiro roubado, todos os assaltantes puseram-se em fuga.

PÁG

6

O JORNAL COM NOTÍCIAS

•

7 DE OUTUBRO DE 2008

notícias

do

concelho

Turismo sustentável «é um mito» no Parque Natural Sintra-Cascais preendimento “tem vindo, cada ano que passa a alargar clandestinamente a sua área de implantação sobre zona classificada como “Prioritária para a Conservação da Natureza” no Plano de Ordenamento do Parque.” Ainda neste concelho, é referido o empreendimento de Monte Santos, “um loteamento resultante de uma parceria entre a Câmara e vários proprietários, reunidos num fundo de investimento”. A proposta, alegam, “aponta para a construção de um hotel, trinta moradias e um espaço comercial em zona verde fronteira ao centro histórico de Sintra, nas imediações do Palácio Nacional.”

Sintra precisa de “turismo de natureza”

O Movimento Cívico em Defesa do Parque Natural de Sintra denuncia hoje, Dia Mundial do Turismo, “o deturpado conceito de turismo que grassa nesta Área Protegida”. Em simultâneo, “apela ao Governo e aos Presidentes das Câmaras de Sintra e Cascais, para que se comprometam na defesa desta Área Protegida face aos lobbies dos sectores do imobiliário e do turismo”. As organizações e cidadãos que integram o Movimento lamentam que os concelhos de Cascais e no de Sintra não apostem num turismo de excepção, ao contrário do que anunciam. “Na verdade, ano após ano, assistimos ao desbaratar continuado das características únicas que fizeram de Cascais e Sintra destinos de eleição, transformados que estão em ‘produto’ descartável, destinados, quiçá, a turismo de negócios, mas pouco perene”, alegam. Em comunicado, o Movimento denuncia que “paulatinamente, a paisagem natural de Cascais e Sintra tem vindo a ser delapidada, ano após ano, pela construção desmesurada e desenfreada, da vila de Sintra, à Praia das Maçãs, da Malveira da Serra e do Abano ao Raso e a Oitavos, da Areia e Charneca à Quinta da Marinha.” Para os ambientalistas, “os mega-empreendimentos turisticos que têm sido aprovados e edificados são totalmente incompatíveis, pela descaracterização que provocam na

envolvente, e pela inadequação em termos de investimento e de conceito de turismo que encerram”. Como exemplo de que é possível outro tipo de estratégia, citam o caso de uma albergaria familiar do Funchal, com apenas 35 quartos, que foi considerada este ano o “melhor hotel do mundo”. Já entre os maus exemplos apontados, apontam casos como o Abano, onde “a actual maioria camarária, nunca cumpriu os compromissos pré-eleitorais de fazer implodir as construções ilegais e continua, ao invés, a aprovar novas construções na zona Norte”. O Movimento recorda que os projectos urbanísticos aprovados para este local “excediam os limites da área de construção admitidos na autorização de localização, e as tipologias violavam o disposto no regulamento geral das edificações urbanas”. Na zona de Oitavos, está em construção um Hotel da familia Champallimaud, onde “nem o obrigatório aviso com a identificação do alvará se encontrava afixado, tendo o Movimento feito a devida participação à Camara Municipal de Cascais”. Em Sintra, no caso do Convento de S. Saturnino, “a unidade hoteleira construída ilegalmente e em pleno funcionamento entre o Guincho e o Cabo da Roca, é bem exemplo da permissividade que grassa no PNSC”, afirmam. Apesar dos embargos, afirmam, o em-

O Movimento lamenta que continuem ao abandono “formas de alojamento turístico com menos impactos ambientais, como os parques de campismo, nomeadamente o da Praia Grande, encerrado há mais de 3 anos depois de 25 em funcionamento”. Ao mesmo tempo, “floresce no local uma Área Urbana de Génese Ilegal com diversas moradias já construídas e um aparthotel (Quinta da Vigia) instalado sobre uma arriba instável, entre a Praia Pequena e a Praia das Maçãs”, revela o Movimento. Apesar do Turismo ser um sector estratégico prioritário para o País, “o desenvolvimento da oferta turística ser feito à custa da delapidação das áreas protegidas”, sobretudo “sendo o turismo de natureza, cultural e paisagístico parte integrante dos ‘dez produtos turísticos estratégicos’ previstos no Plano Estratégico Nacional do Turismo aprovado no ano passado”. Por isso, “os projectos a promover no segmento de Turismo Natureza deverão ser consentâneos com aqueles objectivos e assegurar uma actividade turística responsável e sustentável, com respeito pelas capacidades de carga e de acolhimento da área protegida do Parque e da Paisagem Cultural de Sintra, como previsto na Carta de Turismo Sustentável (Declaração de Lanzarote-1995)”. O Movimento Cívico integra cidadãos em geral e as associações GEOTA, QUERCUS, LPN, OLHO VIVO e GEC.


O JORNAL COM NOTÍCIAS

•

7 DE OUTUBRO DE 2008

Sintra vai poupar 600 mil litros de água nos edifícios municipais A Câmara de Sintra assinalou o Dia Nacional da Água, 1 de Outubro, com a implementação de um conjunto de medidas de racionalização do consumo de água nos edifícios municipais. A primeira fase consiste na instalação de economizadores de água no edifício do Departamento de Urbanismo. Através da colocação de 22 eco-torneiras de segurança e 17 eco-WC, a autarquia irá economizar 30% da água das torneiras (no mínimo) e até 40% nos autoclismos, sem que seja necessário proceder à troca de torneiras ou sistemas de autoclismos. Para isso, basta colocar um simples adaptador. Numa segunda etapa, esta medida irá ser alargada a outros edifícios municipais e às 31 Eco-Escolas que, este ano, receberam os galardões no âmbito do Projecto Bandeira Verde, pelo trabalho realizado em termos ambientais.

A eco-torneira (adaptador de torneira universal) irá permitir regular o caudal em seis litros por minuto, independentemente da pressão da água da rede, o que permite poupar 30% de água. O eco-WC funciona como um “dique” que bloqueia a saída de quatro a seis litros de água de cada vez que se utiliza o autoclismo, sem alterar a pressão da água e mantendo a eficácia na lavagem, em termos de poupança, são 40% de água poupada. Com a colocação destes economizadores no Departamento de Urbanismo, estima-se que a autarquia irá poupar cerca de 632 mil litros de água, o que corresponde aproximadamente a 600 euros por ano. Desta forma, além de reduzir a factura da água, a Câmara dá o exemplo e contribui para a preservação de um bem natural, que é cada vez mais escasso.

PÁG

7

digital

Escolas de Sintra hasteiam

«Bandeira Verde»

Trinta e uma ecoescolas de Sintra receberam recentemente a Bandeira Verde, um estandarte atribuído no âmbito do Projecto Eco-Escolas. O galardão premeia os estabelecimentos de ensino que adoptam boas práticas ambientais e Sintra é o concelho com maior número de bandeiras, onde dos trinta e oito estabelecimentos de ensino que se candidataram, trinta e um foram galardoados. Segundo a Câmara, “para este resultado contribuiu o apoio prestado pela autarquia que ao longo do ano ajudou a nível técnico as escolas-candidatas.” O Programa Eco-Escolas, implementado em Portugal desde o ano lectivo de 1996/ 97, é um programa internacional promovido anualmente pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), criado com o objectivo de incentivar e reco-

nhecer o trabalho realizado pelos estabelecimentos de ensino no âmbito da educação ambiental. Numa primeira etapa, as escolas candidataram-se ao programa e estabeleceram acções de sensibilização junto da comunidade, divulgando boas práticas ambientais onde foram abordados temas como a água, resíduos, energia e alterações climáticas. No ano lectivo de 2007-08 estiveram inscritas no programa mais de 750 escolas de todos os graus de ensino, prevendo-se a atribuição da Bandeira Verde Eco-Escolas a cerca de 500 estabelecimentos de ensino.

Campanha vai estudar impacto humano no Litoral

A Campanha “Coastwatch”, lançada em Sintra no dia 27, vai monitorizar e caracterizar a situação da faixa costeira do concelho, sensibilizando as populações para a defesa e importância do litoral e para a recolha de dados sobre as características costeiras. A iniciativa destinada a caracterizar a faixa costeira ao nível ambiental, será desenvolvida durante os meses de Outubro a Dezembro (período pós-balnear). O objectivo

final destina-se a criar uma base de dados nacional e internacional que será, anualmente, comparada e actualizada. A campanha, que irá decorrer em simultâneo com outros países europeus que aderiram ao projecto, surgiu na Irlanda, em 1988. Desde então, vários países têm aderido ao projecto com um objectivo comum: alargar conhecimentos sobre a faixa costeira europeia.


digital

PÁG

8

O JORNAL COM NOTÍCIAS

•

7 DE OUTUBRO DE 2008


O JORNAL COM NOTÍCIAS

Agente autorizado HELLO KITTY

Promova aqui a sua empresa

mrpar ty.pt

Tudo para festas Loja 1: Praceta dos Astronautas, Loja 1-C – 2710-351 LOUREL-SINTRA Loja 2: Rua Barbosa do Bocage, n.º 28 – SERRA DAS MINAS – SINTRA

Tel./Fax: 21 924 16 06 | E-mail: misterparty.filipe@gmail.com

•

7 DE OUTUBRO DE 2008

PÁG

9

digital


digital

Casas de

Sintra

PÁG

O JORNAL COM NOTÍCIAS

COMPRA 102.500€

T3 AGUALVA

10

Totalmente remodelada, central, soalheira, boas áreas. Tecto falso, cozinha equipada, vidros duplos, estores térmicos. Areas: quartos 12/13/13,5 sala 24, hall 6, corredor 15, wc 6 e 2,5. Condomínio m/económico. 966732700 | amelia_mcsilva@clix.pt

T3 – RIO MOURO

|

•

7 DE OUTUBRO DE 2008

VENDA 104.000€

SÃO MARCOS

Estação de Barcarena (linha de Sintra) a 5 minutos a pé, Fábrica da Pólvora, Tagus Park, Comércio Nuno Almeida - 911986453 | nuno.almeida@sisdesk.com

MORADIA T4 – JANAS-COLARES

Apartamento com suite, duas casas de banho, sala com 40 m2, muito bem localizado 964 777 185 | lu2002@sapo.pt

CACÉM - CASAL COTÃO

550€ (arrendamento)

LOJA 70m², remodelada, muito bem localizada 918226491 - 214377513 administracao@luxgreen.pt | www.luxgreen.pt

TO | ARRENDAMEN

T4 QTA. BELOURA

450.000€

Casa isolada,3 pisos,4 quartos (1 suite),3 WC's, área 280m2. Cozinha equipada,armários, aspiração central e aquecimento,música ambiente,alarme.Sotão com luz natural,Estores eléctricos,janelas basculantes,rega automática,portão automático. Óptima exposição solar. 965498223 | marcoscavaleiro@gmail.com

635.000€

€104.840€

Apartamento c/110m², muito bem localizado, sala c/36m², Box c/20m² e portão eléctrico 918226491 - 214377513 administracao@luxgreen.pt | www.luxgreen.pt

MORADIA T6 – CARRASCAL

550.000€

T1 – ALGUEIRÃO - MEM MARTINS

80.000€

t1 em r/c com áreas equilibradas, vista para a serra de sintra, proximidade de autocarros, comboio e escolas. possue aquecimento central e cozinha semi-equipada. 964876692/966738526 | paulofisher@sapo.pt

T3+1 CABRELA - TERRUGEM

Moradia como nova. Área de 380m2, Terreno com 1.160m2. Excelente exposição solar, muita privacidade. Ribeirinha de Colares – Lic. 6789 Imoribeirinha@sapo.pt

T2 – MASSAMÁ

| PERMUTA

309.000€

Moradia, isolada, Terreno 593m2, habitada há 2anos. Ar condicionado plasmacluster, alarme intrusão, sistema de rega entre outros... área de logradouro disponível aprox.500m2.Espaço reservado para piscina com sol todo o dia. 964441294 | ana.bernardo@bes.pt

T2 MERCÊS/MEM MARTINS

185.000€

NOVO, Duplex, Apartamento Muito Moderno, c/ terraço, bem localizado 5m da estação CP, cozinha em wengué totalmente equipada, ar condicionado e aspiração central. 918226491 - 214377513 administracao@luxgreen.pt | www.luxgreen.pt

T2 MASSAMÁ NORTE

143.840€

apartamento luxo c/120m², ar condicionado, aquecimento central, sala 34m² c/lareira e varanda fechada, cabine hidromassagem, parqueamento e arrecadação. 918226491 - 214377513 administracao@luxgreen.pt | www.luxgreen.pt

QUINTA – T5 – VARZEA DE SINTRA

T1 – VÁRZEA DE SINTRA

126.000€

Apartamento T1, como novo, vistas deslumbrantes, óptima exposição solar. Ribeirinha de Colares – Lic. 6789 Imoribeirinha@sapo.pt

MASSAMÁ

90.000€ (trespasse)

Café-Pastelaria-Gelataria, c/61m² (12 mesas) + 31m² de esplanada, excelente 918226491 - 214377513 administracao@luxgreen.pt | www.luxgreen.pt

720.000€

Quer vender,comprar, ou permutar imóveis?

www.casasdesintra.pt é a solução!

Moradia em óptimo estado conservação. Excelente exposição solar. Vista deslumbrante para a Serra de Sintra.

Ribeirinha de Colares – Lic. 6789 Imoribeirinha@sapo.pt

Quinta com área de 4.100m2, construção com 300m2, T5. Zona sossegada, vistas deslumbrantes. Ribeirinha de Colares – Lic. 6789 Imoribeirinha@sapo.pt

geral@casasdesintra.pt | 96 608 74 35


ital digveículo lazer Faça deste meio 11o seu para divulgação dos seus produtos e marcas.

O JORNAL COM NOTÍCIAS

cidade

O

J O R N A L

C O M

®

N O T Í C I A S

A G E N D A

•

7 DE OUTUBRO DE 2008

PÁG

Basta ligar telf.21 922 59 43, fax 21 922 59 44 ou remeter um email para publicidade@cidadeviva.pt

O U T U B R O

2 0 0 8

Teatroesfera estreia «O Menino e o Mar» O Espaço Teatrosfera estreia a 11 de Outubro a peça «O Menino e o Mar», de Teresa Faria. Trata-se de uma história de amor que se passa entre dois mundos – o mar e a terra, baseada na “A Menina do Mar” de Sophia de Mello Breyner. “Um escritor passeia pelas praias, deixa palavras com histórias dentro, com cheiro a maresia, e escreve «O menino e o mar» para quem quiser sonhar. Um rapaz vive na praia, adora o mar, quer mergulhar nos seus mistérios e maravilhas. Um dia, conhece uma menina do mar e seus amigos – caranguejo, peixe e polvo. O Rapaz e a Menina gostavam de se conhecer melhor. A menina é bailarina da Rainha dos Mares, a grande Raia, e esta proíbe-a de ir ter com ele e manda-a para uma terra distante. Será que os dois se vão encontrar? Será que alguém os ajudará? Haverá algum rei diferente? Procura-se a paz, a liberdade e o amor. O menino e o mar é um hino à amizade.” O espectáculo insere-se na criação regular de espectáculos infanto-juvenis, um dos objectivos do Teatroesfera. “De uma forma geral estas produções têm entre outras preocupações os Direitos Humanos, defender a Natureza, desenvolver novas linguagens através do humor e pensar sempre nos mais novos como inteligentes, com sentido crítico”, revela a companhia. O menino e o mar faz parte de um projecto sobre o tema “A Água como recurso a preservar” que o Teatroesfera tem em parceria com a Câmara de Sintra e os Serviços Municipais de Água e Saneamento de Sintra. A peça, com duração de 60 minutos, estará em cena até 2 de Novembro, aos Sábados às 16h e aos Domingos às 11h. De terça a sexta, às 11h e às 15h consoante marcação das escolas. O bilhete normal custa 7,50 €, mas há descontos para munícipes de Sintra, amigos Teatroesfera, estudantes, crianças até 10 anos, e reformados, que pagam apenas 6 €. Em horário escolar o bilhete custa 4€ por aluno. Reservas: 21 430 34 04.

Espaço Teatroesfera Rua Cidade Desportiva, Monte Abraão 2745 – 012 Queluz (Junto à Estação de Monte Abraão/antiga de Queluz/Massamá)

«Em Chamas» do Teatroesfera em Lisboa

“A história do grilo que queria ser amarelo”

Banda Sinfónica do Exército e Corvos

1º Aniversário do “Amália para sempre"

De 8 a 26 de Outubro, Teatro da Comuna, Lisboa

Outubro, quintas-feiras, Museu Anjos Teixeira

10 de Outubro, 22h, Auditório Jorge Sampaio do CC Olga Cadaval

11 de Outubro, Associação Cultural, Social e Recreativa de Cabriz

O Teatroesfera vai apresentar o espectáculo «Em Chamas» no Teatro da Comuna, em Lisboa, de 8 a 26 Outubro. «Em Chamas» é uma peça brilhante e inventiva de Charlotte Jones, com encenação de Rui Luís Brás, num trabalho original que mistura o passado e o presente, o humor e a dor, a compaixão e a ironia; uma escrita forte, poética e letalmente divertida. Os corações ateiam-se quando histórias e segredos de família se revelam, e o passado e o presente colidem. A peça foi um enorme sucesso em Londres no Bush Theatre e no The New Ambassadors Theatre (West End). O espectáculo tem encenação de Rui Luís Brás e cenografia de Luiz de Freitas. Estará em cena no Teatro da Comuna, Praça de Espanha (tel: 93 4154006), de quarta a sábado, às 21h30 e aos domingos às 16h. Os bilhetes custam 10€ (7,50€ com desconto). Às quartas e quintas o bilhete custa apenas 5€.

A Casa das Cenas – Educação pela Arte, através do Grupo Acusa Teatro, apresenta no mês de Outubro, todas as quintas-feiras, "A história do grilo que queria ser amarelo", no Museu Anjos Teixeira. O autor, Carlos de Melo, inspirado livremente na obra escrita para crianças do Mestre-escultor Anjos Teixeira "Os amigos Grilos" (1989) e "Memórias de um Grão de Trigo" (1985), publicados pelas Edições Rolim-Cacém, criou um conto cénico-plástico denominado “História Do Grilo Que Queria Ser Amarelo”. O projecto tem como principal objectivo divulgar a obra e dinamizar o Museu Anjos Teixeira. Às 10h e 15h das quintas-feiras em Outubro. Informações: casadascenas@gmail.com ou 93 9392193.

A Banda Sinfónica do Exército junta-se à banda Corvos, banda incomum do panorama da música portuguesa, que alia o virtuosismo instrumental dos seus elementos e a excelência das composições, arranjos e interpretações intemporais, para em conjunto comemorar o Dia do Exército e os 20 Anos do Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1 . Com uma participação intensa nas cerimónias militares ou de protocolo de Estado, a Banda Sinfónica do Exército actua em desfiles militares, representa o Exército em festivais militares, exibindo-se isolada ou em conjunto com outras bandas congéneres. Os 105 elementos juntam-se no dia 10 aos Corvos, num concerto a não perder no Centro Cultural Olga Cadaval. O bilhete custa cinco euros.

O musical "Amália para sempre" de Paulo Taful comemora no próximo dia 11 de Outubro de 2008, o primeiro aniversário de representações. Estreado no dia 6 de Outubro de 2007, dia de aniversário de morte da grande diva portuguesa, este musical tem atraído à pequena sala de espectáculos de Cabriz, vários milhares de pessoas, que aplaudem entusiasticamente este grande sucesso. Um ano de representações esgotadas é quase inédito no que toca a espectáculos levados à cena por companhias amadoras, sendo de louvar o esforço, empenho e dedicação de toda a Companhia de Teatro da Associação Cultural, Social e Recreativa de Cabriz. No próximo dia 11 de Outubro, às 21h30, será o espectáculo comemorativo do 1º aniversário de representações (reservas: 919 371 048).

Concerto para 3 irmãs

O que se vê no ABC

Até 19 de Outubro, Casa de Teatro de Sintra

13 de Outubro, Palácio Valenças

Galeria Municipal mostra pintura de Tom Bund

Sintra presta homenagem a Lima de Freitas

Até 22 de Outubro

Até 26 de Outubro, na Quinta da Regaleira

A pintura de Tom Bund estará patente até dia 22 de Outubro na Galeria Municipal de Sintra. A obra do pintor permite viajar para vários universos, percorrer várias técnicas e formas de expressão. Pintar o real, pintar o que os olhos vêem e despertar todos os sentidos, através da pintura a fuga à realidade torna-se possível. São pinturas realistas onde não há lugar para o abstrato, onde o tema dita a escolha do meio e do método e onde o estilo não está, previamente, determinado. A Galeria Municipal de Sintra fica situada no Edifício do Turismo, Praça da Republica, em Sintra. Horário: Terça a Sexta, das 09h00 às 12h00 e 14h00 às 18h00. Sábados, Domingos e Feriados, das 14h30 às 19h00. O trabalho do pintor pode ser espreitado em www.tombund.com.

A Câmara de Sintra promove até dia 26 de Outubro um ciclo de comemorações a José Lima de Freitas, dez anos depois do seu desaparecimento. Exposição de pintura, ciclo de debates, visitas guiadas e um colóquio são algumas das actividades propostas para ver na Quinta da Regaleira. Personalidade marcante e incontornável da vida cultural e cívica do passado século XX, Lima de Feitas foi o pintor incómodo, o estudioso das tradições imaginais de Portugal, da Europa e do Mundo. Entre os dias 11 e 18 de Outubro decorre um ciclo de debates, animado pelo testemunho de personalidades que conheceram de perto José Lima de Freitas. O ciclo termina com a realização de um Colóquio Internacional, de carácter científico, de 24 a 26 de Outubro, subordinado ao tema: Lima de Freitas – A Emergência do Imaginal, em que serão apresentados estudos e trabalhos de investigação efectuados nos últimos anos. Mais informações: Palácio e Quinta da Regaleira, Rua Barbosa du Bocage, tel. 21 910 66 50.

A Casa de Teatro de Sintra vai receber a peça “Concerto para 3 Irmãs”, pela Companhia de Teatro de Sintra/Chão de Oliva. Olga, Masha e Irina, são filhas de um antigo general do czar, que morreu e as deixou numa existência monótona numa pequena cidade provinciana. Desde a infância, todas sonham com o regresso a Moscovo, a grande cidade sempre presente nas suas recordações. A peça irá realizar-se às Quintas e Sábados, às 21h30 e Domingos às 16h. O preço dos bilhetes é de 10€ por pessoa; 7,50€ por duas ou três pessoas e 5€ por mais de 4 pessoas.

“O que se vê no ABC” é o título do livro da autoria de Daphne W. Rocha e ilustrações de Danuta Wojciechowska, que será lançado em Sintra no próximo dia 13 de Outubro, pelas 18h00 no Palácio de Valenças. A apresentação está a cargo do psiquiatra Luís Gamito. A ideia de fazer este livro surgiu duma brincadeira entre mãe e filha, dirigindo-se à criatividade, à fantasia e à imaginação dos mais pequenos, este livro pretende ser também um auxiliar para a aprendizagem. O livro da Editorial Caminho é recomendado para crianças dos 4 aos 7 anos, pais, educadores de infância e professores do 1º ciclo.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
/35 by Luis Galrão - Issuu