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O JORNAL COM NOTÍCIAS • DIRECTOR: LUÍS GALRÃO • ANO 3 • QUINZENAL •

28 DE AGOSTO DE 2008 • N.º 32

D I S T R I B U I Ç Ã O G R AT U I TA

Mês de assaltos em Sintra Agosto fica marcado por uma onda de assaltos em várias freguesias de Sintra. Mem Martins, Tapada das Mercês, S. João das Lampas e Queluz foram alguns dos locais com mais ocorrências. O ritmo crescente dos assaltos e dos actos de vandalismo já levou a presidente da Junta de Freguesia de Monte Abraão a exigir mais polícias nas ruas da cidade de Queluz.

Casas de

Sintra

COMPRA | VENDA | ARRENDAMENTO | PERMUTA

FÁTIMA CAMPOS QUER ALTA TENSÃO DESLIGADA A Junta de Freguesia de Monte Abraão pediu ao Tribunal de Sintra que intime a Rede Eléctrica Nacional a desligar novamente a linha de muito alta tensão FanhõesTrajouce. Apesar de ter perdido a acção principal que estava a ser julgada em Sintra, a autarca Fátima Campos considera que o “efeito suspensivo da providência cautelar não caducou e a linha só poderia ser reactivada depois de esgotadas todas as vias de recurso”.

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CHAMAS CONSOMEM FLORESTA NA SERRA DA CARREGUEIRA O incêndio que deflagrou no fim-de-semana junto ao Belas Clube de Campo, na Serra da Carregueira, acabou por ser controlado em poucas horas graças ao trabalho de mais de 300 bombeiros, apoiados por 88 veículos e dois helicópteros. O vento dificultou o combate às chamas e aproximou o incêndio de algumas habitações e armazéns na Serra de Casal de Cambra. A origem do incêndio ainda não é conhecida, mas a Polícia Judiciária esteve no terreno devido ao número de ocorrências seguidas no mesmo local.

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INSTEAD “REFUGIAM-SE” EM SINTRA E LANÇAM PRIMEIRO ÁLBUM São quatro, às vezes cinco, e ensaiam numa garagem anónima perto de Sintra. Os Instead situam-se algures dentro de uma subcategoria do rock e há um mês lançaram o álbum Wake Up from Your Slumber, um apelo ao despertar da dormência colectiva. Mais do que um trabalho de intervenção, o CD é uma espécie de auto-crítica, explicou o grupo ao Cidade VIVA.

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Praia das Maçãs “invadida” por animais de papel

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Parque EXPO vai realizar estudo estratégico para Sintra

mais funcionais, principalmente por causa das crianças. Deviam ter uma estrutura sólida para não tombarem”, sugere. O autor cobriu cada peça com fibra de vidro, revigorando a estrutura e protegendo o papel dos rigores do tempo, mas as peças não deixam de ser frágeis. Os mais pequenos são aqueles que mais atenção dão aos 15 animais de grande porte, alguns dos mais selvagens do planeta, incluindo um elefante, um rinoceronte ou uma girafa, mas também outros menos exóticos, como um burro, um um touro ou

uma galinha. “São engraçados!”, diz Lourenço. “Gostava que estivessem aqui mais vezes”, remata. O projecto teve inicio em Julho de 2007, aquando a comemoração do 70º aniversário do Parque da Liberdade, situado na Vila de Sintra, local onde habitualmente podem ser encontradas estas obras de arte. O autor, Gandhy Piorsky, é um especialista na técnica da papietagem. A 1 de Setembro as peças regressam ao local de origem, terminando esta aventura na praia. Andreia Fernandes

Vila acolhe Aliança das Paisagens Culturais da Humanidade A Vila de Sintra vai receber a II Conferencia Internacional da Aliança das Paisagens Culturais da Humanidade, um encontro onde entre 30 de

Setembro e 2 de Outubro vão ser discutidos temas que se colocam quotidianamente aos gestores de Património da Humanidade.

A S S I N AT U R A Subscreva e receba todos os meses, durante 1 ano, em sua casa, o Cidade Viva. Destaque este cupão e faça-o acompanhar de um cheque no valor de 8€ à ordem de Ideia Prima, Lda. e envie para Rua João Maria Magalhães Ferraz, Lote 3, Loja 3 – 2725-338 Mem Martins.

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Vasco Magalhães, responsável pela segurança das esculturas, concorda. “É uma iniciativa muito engraçada mas os animais deviam ser

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Até 31 de Agosto o areal da Praia das Maçãs estará colorido pelas esculturas de papel do artista plástico Gandhy Piorsky. A exposição “Os bichos de visita à praia” mostra como é possível reutilizar o papel de um modo criativo através de esculturas cheias de cor e vida. “É uma ideia fora de série, mas o material não permite que as crianças brinquem”, lamenta uma veraneante. Maria, avó de Lourenço e Margarida, defende que “deviam ter escolhido outro material para as crianças poderem brincar. Afinal de contas as iniciativas não são só para ser vistas mas também para podermos usufruir delas”, diz.

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E-mail: ______________________________________________________________________________

A Aliança foi lançada em Dezembro de 2007 por um grupo de promotores que inclui Sintra, Aranjuez e Ibiza, em Espanha. Depois do primeiro encontro, realizado há quase um ano em Aranjuez, “cabe agora a Sintra a organização desta II Conferencia Internacional da Aliança, promovendo um fórum alargado de diferente tipo de problemas, posições de especialistas internacionais e recomendações de organis-

mos como a UNES CO, ICOMOS e outros”. Em paralelo à Conferência irão decorrer trabalhos específicos da Aliança, como a aprovação dos Estatutos, estrutura e a realização de uma Assembleia. Serão ainda definidos o funcionamento e o modo de adesão de outras Paisagens Culturais. Para mais informações e inscrições consulte a página www.2conferenciaalianca.odline.com.

FICHA TÉCNICA

A Parque EXPO anunciou este mês que vai elaborar um Estudo de Enquadramento Estratégico para Sintra, nomeadamente para o centro histórico da vila. Mas segundo o Cidade VIVA conseguiu apurar, o anúncio foi feito de forma prematura, dado que o processo deverá ser acompanhado pela Sintra Património, a nova sociedade de reabilitação urbana (SRU), que ainda não iniciou funções. A empresa municipal Sintra Património foi aprovada em Março pelo executivo e ratificada pela maioria da Assembleia Municipal, mas “a entidade aguarda ainda o visto do Tribunal de Contas”, explica o vereador Domingos Quintas. Só depois poderá acompanhar este processo, que deverá “permitir operacionalizar e assegurar a reabilitação e revitalização urbana da Vila”, refere por seu lado a Parque EXPO. O Estudo de Enquadramento Estratégico irá custar 200 mil euros terá a duração de cinco meses. Os traba-

lhos incluirão “a análise do território e das suas potencialidades, a caracterização do território físico, ambiental e socioeconómico e a análise dos projectos de urbanização e edificação.” Será “um verdadeiro plano operacional da intervenção de regeneração e revitalização da Área Crítica de Recuperação e Reconversão Urbanística (ACRRU) de Sintra, integrado nas orientações regionais e nacionais que reclamam de Sintra a crescente assumpção de um papel de centralidade relevante, no quadro das orientações e planos da nova política de cidades e das orientações estratégicas referentes à valorização do território que enformam o actual Quadro de Referência Estratégico Nacional”, refere a Parque EXPO. A Sintra Património assumirá as funções do extinto gabinete do Projecto de Recuperação do Centro Histórico e terá como zona de intervenção a ACRRU da Vila velha.

Cidade Viva é uma marca registada, propriedade da empresa Ideia Prima, Lda.

Director: Luís Galrão – director@cidadeviva.pt | Redacção: Filipa Galrão, Luís Galrão, Ricardo Nascimento – redaccao@cidadeviva.pt | Estagiárias: Andreia Fernandes, Sara Lajas | Fotografia: Andreia Fernandes, Luís Galrão, Filipa Galrão | Concepção Gráfica: Carla Serra | Página Web: Jorge Pinto – webmaster@cidadeviva.pt | Direcção Comercial: Avelino Barbosa – publicidade@cidadeviva.pt | Propriedade: Ideia Prima, Lda. – Contribuinte n.º 506 047 903 | Redacção: Rua João Maria Magalhães Ferraz, Lote 3, Loja 3 – 2725-338 Mem Martins | Telefone: 21 922 59 43 | Fax: 21 922 59 44 | email: geral@cidadeviva.pt | Periodicidade: Quinzenal | Registo INPI: 405089 K | Registo ERC: 125138 | Depósito Legal: 236 659 105 | Tiragem: 10 000 exemplares | Impressão: Gráfica Funchalense – Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, n.º 50 - Morelena – 2715-029 Pêro Pinheiro – Pero Pinheiro Os artigos de opinião são da responsabilidade dos seus autores.

L.G.


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Fátima Campos volta a exigir suspensão da Alta Tensão

A autarquia defende que o “efeito suspensivo da providência cautelar não caducou” e o Tribunal deve ordenar o seu cumprimento, “se necessário com recurso à força pública”, lê-se no requerimento. “A decisão do Tribunal Central Administrativo do Sul de considerar procedente a providência cautelar interposta pela Junta de Monte Abraão para a suspensão do funcionamento da linha de muito alta tensão ainda não transitou em julgado e tal só acontecerá quando transitar em julgado a decisão que ponha termo ao processo principal, o que ainda não aconteceu”, explica a autarca. Fátima Campos acusa a REN de “restabelecer a corrente apressada e atrevidamente, quando não o podia fazer”. Para a presidente, “esta atitude viola a Lei, ignora grosseiramente os mais básicos princípios do Direito e é passível de responsabilidade civil, criminal (crime de desobediência) e disciplinar”, diz. A REN, por seu lado, considera que “o Tribunal de

Sintra julgou totalmente improcedentes as pretensões requeridas pela Junta de Monte Abraão e concluiu que a linha Fanhões-Trajouce se encontra devidamente licenciada e cumpre todos os requisitos, normas de segurança e recomendações sobre o transporte de energia, respeitando assim os direitos fundamentais ao ambiente e qualidade de vida e à saúde.” A empresa explica que ligou a linha “actuando em conformidade com as suas obrigações de serviço público” e porque entende que infra-estrutura “é fundamental para a segurança de abastecimento de energia a centenas de milhares de pessoas na região ocidental da Grande Lisboa”. A providência cautelar em causa foi interposta em Dezembro de 2006 e decidida favoravelmente à Junta em Julho de 2007, num recurso apresentado ao Tribunal Fiscal e Administrativo do Sul. Mas a linha só foi desligada a 18 de Dezembro, depois da REN ver recusados vários pedidos de recur-

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Linha ligada vvolta olta a incomodar moradores

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A Junta de Freguesia de Monte Abraão pediu ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra que intime a Rede Eléctrica Nacional (REN) a desligar novamente a linha de muito alta tensão Fanhões-Trajouce. Apesar de ter perdido a acção principal que estava a ser julgada em Sintra, a autarca Fátima Campos considera que “a linha só poderia ser reactivada quando o processo principal estivesse encerrado, ou seja, esgotadas todas as vias de recurso”. Esta nova batalha judicial surge após ser conhecido o acórdão de 28 de Julho, onde o Tribunal de Sintra considerou “improcedente por não provada” a acção administrativa especial interposta pela Junta de Monte Abraão contra a REN e o Ministério da Economia (ver caixa). Na sequência desta vitória, a empresa ligou a linha dois dias depois, após mais de sete meses de suspensão, numa atitude que a autarca apelida de “irresponsável, autista e ilegal”.

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so a instâncias superiores e já durante o julgamento da acção principal. Luís Galrão

A reentrada em funcionamento, na noite de 31 de Julho, da linha de muito alta tensão Fanhões-Trajouce apanhou de surpresa os moradores do bairro da Xutaria e fez regressar os receios pelos eventuais efeitos da radiação electromagnética na saúde. “Não estava à espera, parece que aproveitaram as férias para a ligar”, queixa-se Cristina Ramos, que vive debaixo da linha que estava desactivada desde Dezembro por ordem judicial. “Nota-se logo que está ligada devido ao zumbido”, conta a moradora, que confessa não ter ficado tranquilizada com a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra no âmbito do processo movido pela Junta de Monte Abraão. No acórdão, o colectivo de juízes considerou que não ficou provado que a linha acarrete problemas de saúde para a população. Mas Cristina Ramos não acredita: “Se fosse como dizem não havia as 14 mortes no bairro da Encosta de S. Marcos, em Sintra, nem as dezenas de pessoas doentes em Serzedelo”. A presidente Fátima Campos garante que vai recorrer ao Tribunal Central. “Tenho esperança nesse recurso, porque somos lutadores e a presidente da Junta tem demonstrado ser também uma lutadora e só lamento que os outros autarcas não tenham feito o mesmo”, diz Cristina Ramos. Também o Movimento Nacional Contra a Alta Tensão em Zonas Habitadas saudou “o empenho” de Fátima Campos e demonstrou esperança nos tribunais. “Até ao fim dos recursos as decisões são reversíveis”, considera Helena Carmo. O Movimento insiste “na necessidade de alteração da lei que regulamenta a alta tensão” e defende “o princípio da precaução, mesmo que a lei ainda não obrigue”. O Movimento de moradores afectados pela linha Fanhões-Trajouce avisa que “não aceita que se volte atrás” na intenção de enterrar um troço da linha. “Acreditamos na boa-fé do presidente da Câmara de Sintra e do ministro da Economia, que assumiram que a linha será enterrada entre a Xutaria e S. Marcos, numa distância de 3 km, mas vamos pedir uma reunião urgente”. A ideia é articular o cabo com a construção da futura circular poente ao Cacém, ainda sem data marcada. Os moradores recordam também que ainda não foi julgada a acção popular que entregaram ao Tribunal de Sintra em Dezembro de 2006. “Continuamos à espera de marcação de audiência, o que não deixa de ser estranho”, lamenta Helena Carmo.


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Monte Abraão quer mais polícias na rua LG

B R E V E S

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Agualva tem nova área de lazer A Quinta da Fidalga, na freguesia de Agualva, tem uma nova área de lazer equipada com um circuito de manutenção, inaugurada no dia 12 de Agosto, pelo Presidente da Câmara. A obra de requalificação urbana, modelada em socalco num espaço que antes era um morro onde a vegetação espontânea imperava, “foi um desafio em matéria de modelação, exemplarmente ultrapassado pelo operador de máquinas pesadas Abel Francisco Lopes dos Santos, funcionário da Câmara”. Como forma de homenagear o seu extraordinário empenho, a autarquia decidiu atribuir o seu nome a este espaço, surgindo, assim, a “Área de Lazer Abel dos Santos”.

Parque da Liberdade recebe jardim Japonês O centro histórico de Sintra tem agora mais um motivo para novas visitas à Vila Velha: trata-se de um jardim japonês que pode ser apreciado gratuitamente no Parque da Liberdade, situado na Volta do Duche. Com centenas de plantas japonesas, na sua maioria Bonsai, este jardim luxuriante é o recanto ideal para quem procura tranquilidade, relaxamento e harmonia, já que, tradicionalmente, os jardins japoneses escondem, nas suas linhas serenas, símbolos e mensagens de paz. Os Bonsai que o compõem são criados a partir de métodos que fazem com que uma árvore, arbusto ou trepadeira, que poderia atingir metros de altura, não ultrapasse alguns centímetros, mantendo a beleza e o volume do seu porte original. O espaço pode ser visitado de Segunda a Sexta, das 10h às 12h30 e das 14h às 18h, encontrando-se encerrado aos fins-de-semana e feriados.

Obras em Almargem do Bispo A Rua dos Campos, em Almornos, na Freguesia de Almargem do Bispo, será alvo de obras de melhoramento, com a execução de um muro de suporte e de beneficiação da rede viária. Segundo a Câmara Municpal de Sintra, estes trabalhos, no valor de 104 mil euros, implicam demolições, movimentos de terra, drenagem, alvenarias, pavimentação e a execução de um muro. As obras “terão uma duração de quatro meses e não provocarão qualquer condicionamento de tráfego automóvel no local”.

Autarquia investe um milhão e meio em arruamentos A Câmara de Sintra informa que vai investir mais de um milhão e meio de euros em obras de beneficiação de arruamentos e colectores em várias freguesias do Concelho, para “aumentar a segurança e fluidez do trânsito”. Em Casal de Cambra já estão concluídos os trabalhos de reparação na Rua Duque de Saldanha, reparação parcial de pavimentos na Av. Inglaterra e o reperfilamento da Av. Pedro Álvares Cabral. Em Setembro serão desenvolvidos trabalhos de reparação de pavimentos na Rua Angra do Heroísmo. Na freguesia de São João das Lampas serão construídas valetas em Betão na Estrada de A-dos–Eis/Bolembre de Baixo, enquanto na freguesia de São Martinho será desenvolvida uma empreitada na Rua do Camejo onde será colocado um tapete betuminoso. Em Mira Sintra, irá ser beneficiado o acesso à Escola EB 2/3 D. Domingos Jardo e recuperados os espaços públicos de lazer e zonas verdes. Também a Rua do Pocinho, a principal da localidade do Penedo, na Freguesia de Colares, irá ser totalmente remodelada.

O clima de insegurança não é novidade em Monte Abraão, na cidade de Queluz, mas o ritmo dos assaltos e dos actos de vandalismo está a aumentar. A denúncia é da presidente Fátima Campos, que se queixa da falta de policiamento. “Os meios da PSP não são suficientes para dar apoio a uma cidade com cerca de 150 mil habitantes”, reclama. Numa mensagem enviada a 19 de Agosto ao Ministério da Administração Interna e ao Comando Metropolitano da PSP, a autarca dá conhecimento do “aumento da vaga de assaltos na Freguesia de Monte Abraão” e em nome dos autarcas eleitos e da população exige mais policias na rua. “Não polícias apeados, mas sim viaturas da PSP em circulação, com bastante frequência, dia e noite, como forma de intimidação”, refere. Segundo Fátima Campos, o tipo de ocorrências mais frequentes são “os assaltos ‘por esticão’ a idosos quando vão levantar as suas míseras reformas e os assaltos e actos de vandalismo a automóveis durante a noite”, conta. Nem a viatura da Junta de Freguesia escapa, tendo já sido vandalizada duas vezes consecutivas. “Roubam espelhos retrovisores, faróis e pneus, deixando as viaturas assentes em tijolos. Outras vezes partem os

vidros pára-brisas, furam e rasgam pneus, por puro vandalismo”, lamenta. Apesar das denúncias, “os assaltos e o vandalismo aumentam de dia para dia”. Ultimamente, têm sido as casas comerciais as maiores vítimas desses criminosos. “Penso que poucos estabelecimentos comerciais haverão na parte baixa de Monte Abraão que não tenham sido assaltados mais que uma vez. Alguns deles até já encerraram as suas portas e venderam-nos. Os transeuntes também são assaltados com frequência, à luz do dia”. Os assaltos deixaram de se registar apenas à noite, passando a acontecer também durante o dia. “A maior parte das pessoas tem receio de intervir e a PSP, quando chega, já lá não encontra os meliantes, que todos todos sabermos quem são”. Além disso, queixa-se, “se são apanhados, levam-nos para a esquadra, para serem soltos pouco tempo depois”. Numa madrugada recente, “um grupo de jovens conseguiu pôr uma retroescavadora a funcionar e alertaram um comerciante que estava ainda a fazer limpeza. Assustado, o homem accionou o alarme da loja e o grupo fugiu, caso contrário sabe-se lá o que poderiam ter feito”, conta ao Cidade VIVA. “Há salões de cabeleireiro que trabalham com a porta fechada com receio desses me-

liantes e há cerca de um mês, uma jovem foi esfaqueada num braço, perto das instalações da Junta, só pelo prazer de lhe fazerem mal. Nada lhe roubaram”, conta indignada”. Outro problema, diz, é que “os agentes têm receio de intervir, pois se algum dos criminosos for atingido ou agredido por um polícia, quem é penalizado é o próprio agente e não o meliante. Esta situação é surreal e não podemos permitir que continue a acontecer”, defende Fátima Campos. A esta situação, acresce a falta de meios da PSP: “Parte das viaturas nem sequer podem circular e a Junta já tem ajudado nos arranjos e na compra de pneus”, diz. “As vias normais não garantem uma resposta rápida”, justifica. A presidente da Junta diz-se “cansada de escrever e-mails para todo o lado”, sem que nada seja feito. “Não podemos continuar a assistir, impávidos e serenos a este aumento de criminalidade. O Governo tem de tomar medidas”, defende. “Não queremos esquadras de polícia com os agentes sentados à secretária a receber queixas. Queremos agentes na rua a actuar e com autoridade.” Até ao fecho desta edição a autarca aguardava ainda uma resposta do Ministério da Administração Interna. Luís Galrão

Onda de assaltos em Sintra O mês de Agosto foi marcado por uma onda de assaltos a estabelecimentos, viaturas e dependências bancárias em várias freguesias de Sintra. Só no dia 26, foram assaltadas dois bancos. No início do mês, a 4 de Agosto, o BPI de Ouressa, em Mem Martins, foi assaltado à mão armada. Segundo fonte policial, um jovem de 16 anos entrou no banco de arma em punho e cara tapada e exigiu que lhe fosse entregue todo o dinheiro da caixa. Apesar de ter estado no no interior da dependência durante meia hora, o jovem conseguiu concretizar o assalto e acabou por fugir a pé com dois sacos de dinheiro. No dia 26, dia marcado por vários assaltos à mão armada na área de Lisboa, a dependência do Millennium BCP na Tapada das Mercês foi assaltada por dois homens armados. “Estávamos cinco clientes e três funci-

onários quando eles entraram de cara tapada e armados. Foram muito calmos e não houve qualquer tipo de agressão”, contou ao Cidade VIVA Sónia Teixeira, uma das clientes surpreendidas pelo assalto. “A Polícia não demorou a chegar”, conta, mas fonte da PSP confirmou que os assaltantes conseguiram roubar 750 euros e fugir a pé. Quase à mesma hora, outros dois homens armados assaltaram o banco Santander Totta em São João das Lampas. Segundo testemunhas, os dois homens entraram de cara destapada e de armas na mão e forçaram os dois funcionários e os três clientes a entrar numa pequena arrecadação. Uma quarta cliente foi depois ameaçada com uma arma encostada à cabeça ao entrar no banco. Segundo a GNR, os assaltantes terão conseguido roubar perto de 7500 euros das caixas e de um dos cofres e fugido em carros separados.

Ambos os casos foram entretanto entregues à Policia Judiciária. Ao longo do mês foram também registados vários assaltos a estabelecimentos comerciais e postos de combustível. Há uma semana, três homens armados com caçadeiras de canos serrados e encapuzados roubaram a Ourivesaria Margarido, na rua dos Combatentes da Grande Guerra, em Queluz. Pouco depois, há registo de um assalto à bomba da Galp de Mem Martins e do roubo por ‘carjacking’ de um Mercedes SLK em Rio de Mouro. Na quarta-feira, três indivíduos armados entraram na churrasqueira Happy Grill da Tapada das Mercês e levaram uma quantia em dinheiro ainda por apurar. Antes de se colocarem em fuga, os assaltantes tiveram ainda tempo para levar alguma comida. L.G. (com Andreia Fernandes)


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Fogo ameaça Serra da Carregueira

LG (Foto de Arquivo)

O incêndio que deflagrou no fim-de-semana junto ao Belas Clube de Campo acabou por ser controlado antes do cair da noite de Domingo, graças ao trabalho de mais de 300 bombeiros de 40 corporações. O fogo foi dado por circunscrito pelas 19h40 mas os bombeiros foram forçados a permanecer no local devido ao vento forte.

entanto, devido “a algumas projecções”, as chamas acabaram por aproximar-se de algumas habitações e armazéns na Serra de Casal de Cambra. Durante toda a tarde, a nuvem de fumo provocada por este incêndio foi visível a dezenas de quilómetros de distância, como na Margem Sul, e as cinzas chegaram a cobrir algumas zonas de Lisboa com um manto cinzento. No terreno estiveram ainda agentes das várias polícias, quer para controlar o trânsito, quer para investigar as causas do incêndio. “A Polícia Judiciária esteve no local porque nos últimos dias houve outros dois focos de incêndio mais ou menos no mesmo local”, explicou o presidente da Câmara. SIC Notícias

sobretudo junto à zona da Serra de Casal de Cambra, onde houve um perigo relativo”, acrescentou. O incêndio, que chegou a lavrar em frentes activas, foi dado como extinto já perto das 23h, mas o rescaldo continuou madrugada fora. “É preciso cuidado com o rescaldo pois está muito vento”, explicou também o presidente da câmara de Sintra, Fernando Seara. Segundo a Protecção Civil, o incêndio teve início cerca das 16h50, junto à Quinta da Fontareira e ao Belas Clube de Campo, mas Manuela Donato, directora do empreendimento, assegurou que as habitações nunca estiveram em perigo, tendo apenas ardido mato junto ao campo de golfe. No SIC Notícias

Segundo a Autoridade Nacional para a Protecção Civil foram mobilizados 88 veículos e dois helicópteros, incluindo um helibombardeiros pesado Kamov que actuou até o incêndio estar controlado. Ao final do dia foram também accionados dois aerotanques pesados Canadair e um veículo de planeamento, coordenação e comando. “O vento foi o grande adversário dos bombeiros”, explicou o comandante do Centro Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Lisboa. Elísio Oliveira salientou que as rajadas chegaram a atingir 70 quilómetros por hora, com mudanças súbitas de direcção. “Perante estas condições a prioridade foi a defesa das habitações,

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saúde

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Depressão ping-pong Por: Paula Barbosa – Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta Muito se fala de depressão. As estatísticas demonstram seu aumento significativo e a sua disseminação entre adultos e também crianças, ao mesmo tempo que a toma de medicamentos psicotrópicos se tem tornado uma vulgaridade. Quais serão os limites para se considerar que está deprimido? E como saber se estão resolvidas as questões inconscientes que construíram a depressão? A depressão caracteriza-se pela permanência de

sentimentos profundos de tristeza, aliados ao desinteresse pela vida em geral. No entanto, estar triste não é só por si estar deprimido. Quem já passou por uma depressão, sabe que é frequente que os outros o observem, dando um alerta geral nos dias mais tristes ou de maior indisponibilidade, e surge o “Estás pior?” ou “Nunca mais te pões bom!”, juntando aos sentimentos de tristeza os do medo de estar

LEITOR INFORMADO Tem dúvidas? Quer saber mais acerca destes temas? Remeta-nos um mail (geral@cidadeviva.pt), ou escreva-nos (Rua João Maria Magalhães Ferraz, Lote 3, Loja 3 – 2725-338 Mem Martins).

dominado por uma doença incurável. Ser saudável, do ponto de vista emocional e afectivo, é saber reconhecer os seus sentimentos e a sua manifestação fisiológica, assim como aceder e permitir-se expressar diversas representações sentimentais. Por outro lado, entendese por doença a incapacidade de ter domínio sobre a vida afectiva e, pelo contrário, ser avassalado por ela, e que tal se prolongue inalterado durante um período considerável de tempo. Existem também depressões ocultas, mais desestruturantes porque derivam do vazio e da incapacidade de reconhecimento dos sentimentos, mesmo que estes lá estejam, porque se manifestam através de desconfortos, como ansiedade, angústia, tensão, pânico ou manifestações psicossomáti-

cas, entre elas as dores de cabeça frequentes, as náuseas e desarranjos intestinais, entre outras, e não de modo directamente compreensível. O sofrimento é percebido pelo indivíduo, mas este sente-se incapaz de encontrar o seu porquê ou o seu significado, e frequentemente de definir qual o sentimento presente. Enquanto técnica de saúde mental, apercebo-me que vivemos um fenómeno de depressões ping-pong. Os doentes deprimidos acreditam estar curados quando se sentem melhor e, porque tal não é verdade, voltam a deprimir. Aguentar não é, portanto, estar curado. As intervenções psicoterapêuticas ajudam o doente a conhecer-se melhor, de modo a auto-regular o seu estado de humor. Porém, estes são processos que implicam, nos primeiros meses, uma desconstrução dos arran-

jos psicopatológicos, para que se dê lugar à reconstrução de mecanismos saudáveis e reguladores. Impera compreender que, interrompido o processo a meio, só se possa esperar uma nova manifestação da doença, visto não ter havido tempo e espaço à estabilização, ou mesmo transformação, internas. Tal terá que partir da decisão do técnico, que possui ferramentas de análise clínicas que determinam a segurança da interrupção do acompanhamento. Não será um momento triste que fará uma depressão, como também não serão alguns momentos de alegria que a terão curado definitivamente, ou seja, para além do

sintoma, que é o observável, existem processos internos e inconscientes que necessitam de mudança para curar um estado depressivo. É como um antibiótico: ao quarto dia estamos visivelmente melhores mas, se pararmos a toma, a infecção voltará, mesmo que parecesse já lá não estar. É possível resolver a depressão. Não deixe por isso que ela o visite periodicamente ao longo de toda a sua vida.

pcrb@clix.pt dialogicos.lda@dialogicos.pt

Na próxima edição: Provas de amor

De volta à rotina… Por: Raquel Ferreira – Dietista Ainda que o Verão não tenha acabado – se é que chegou a começar! – , para muitas famílias as férias terminaram. Depois de dias de descanso e lazer e de eventuais permissividades alimentares (porque as férias acarretam também o prazer gastronómico, aliado a um ou outro copo extra, muitos gelados e entremeadas na brasa), eis-nos de volta à casa, ao trabalho, ao dia-a-dia. A somar à “depressão” pós-férias, junta-se a crua ver-

dade da balança, porque afinal os excessos deixaram marcas, as crianças que teimam em não comer a sopa, porque afinal ainda estão de férias, e as baterias carregadas que parecem esvaziarse, nesta simples adaptação à rotina. No que toca às questões alimentares a simplicidade é sempre o melhor caminho. Tome nota das sugestões que se seguem e retome as rotinas com calma.

1. Ida ao supermercado Muitas vezes, após as férias, frigoríficos, congeladores e despensa encontram-se vazios. Faça uma lista de compras e seja comedido nas escolhas alimentares. Leite, iogurtes, queijo meio gordo, vegetais frescos e/ou congelados, fruta, aves, carne magra e peixe, ovos, massas, arroz, batata, pão e bolachas do tipo Maria, enlatados diversos (leguminosas, atum em água,

milho) são o suficiente para se alimentar nos próximos tempos. Resista aos refrigerantes, aos gelados, chocolates, aos pré-cozinhados e outros fritos. Se não prescinde de um mimo opte por gelatina ou iogurte com sabor a straticiella. Para os pais a recomendação cresce em significado.

2. Reocupe a cozinha

3. Lentamente, retome os horários das refeições

Apesar de ser um alimento por excelência, a sopa é muitas vezes preterida, particularmente nas férias. Nada melhor para aconchegar o estômago e a alma na reentré. Aproveite o tomate maduro da época e inicie-se pelos cremes aveludados, perfumados com coentros ou hortelã, tornando até mais fácil a reabituação dos mais novos à sopa. Não desarrume a fritadeira e prefira os pratos simples e rápidos de preparar: carne e peixe assado ao natural no forno, saladas com massa e vegetais, saladas de peixe, tortilhas e quiches de legumes e salada. Lembre-se que o organismo precisa de se desintoxicar dos excessos.

O pequeno-almo-jantar habitual das férias faz bem ao espírito. Contudo, uma vez regressados à rotinha, é importante retomar os horários habituais das refeições, procurando não omitir, em particular, o pequeno-almoço. Para além disso, é meio caminho andado para que as crianças não passem o dia a petiscar e que as fitas à mesa diminuam. Aproveite também para começar a levar pequenos lanches para o trabalho: fruta, iogurte, bolacha Maria, barras de cereais com pouco açúcar – o suficiente para não passar tantas horas sem comer e resistir ao cheiro dos pastéis de nata da pastelaria mais próxima.

4. Resolução de férias: aumentar a actividade física Há duas alturas no ano ideais para mudanças de vida: após as férias de Verão e no Ano Novo. Como para o novo ano ainda faltam uns meses, aproveite já a energia acumulada e inscreva-se num ginásio. Não é preciso ser um ginásio de elite, daqueles pagos a peso de ouro. Há muitas associações (bombeiros, clubes desportivos) que apresentam várias modalidades a preços simpáticos. Se mesmo assim acha que a carteira não aguenta, procure companhia e institua a caminhada colectiva 2 a 3 vezes por semana: desenferrujam-se os músculos e a língua. Bom regresso, Associação Portuguesa de Dietistas www.apdietistas.pt


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AMI recolhe Óleos Alimentares Usados Desde meados de Julho é mais fácil dar um destino adequado aos óleos alimentares usados em Portugal. A AMI lançou um projecto que conta com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais. Em Sintra participam os estabelecimentos Quinta Santo António da Barôta , Sent´Aki, café O Sagres, Quintinha da Agualva, Quinta da Beloura 3 e café Rubrisa

“É um projecto que dá continuidade à aposta da AMI no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo

com a Organização Mundial de Saúde”, refere a organização. Os cidadãos que queiram entregar os óleos usados, poderão fazê-lo junto das entidades aderentes. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes cuja listagem poderá ser consulta-

da no site www.ami.org.pt. Este projecto “permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, ou quando é efectuada a sua deposição em aterro”. Os óleos alimentares usados podem ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis e contribuindo para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação. Portugal produz todos os anos 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corres-

ponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil. “A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar das populações.” Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução das emissões de GEE através da aposta nas energias renováveis e nos biocombustíveis. A UE determina que os EstadosMembros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Ja-

neiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010. As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no finan-

ciamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida. Fonte: AMI

Adira à Reciclagem! O óleo alimentar que não serve para si pode ainda ajudar muita gente. Por isso é importante que pense bem antes de o deitar fora. Até hoje, o principal destino dos óleos usados em Portugal tem sido o despejo na rede de esgotos e este é um dos maiores erros que pode cometer. Porquê? Porque, quando lançados nas redes de drenagem de águas residuais, os óleos poluem e obstruem os filtros existentes nas ETAR’s, tornando-se assim um grande obstáculo ao seu bom funcionamento. Simples gestos fazem a diferença. Ao aderir ao projecto de Recolha de Óleos Alimentares Usados não só evita a poluição da água como está a transformar o óleo em Biodiesel, uma fonte renovável de energia que diminui as emissões de CO2. Além disso, cada litro de óleo será transformado num donativo para ajudar a AMI na luta contra a exclusão social em Portugal. Os restaurantes ou entidades que pretendam participar deverão utilizar o número de telefone 800 299 300 (chamada gratuita).

Sintra “mais limpa” sem beatas A Câmara de Sintra lançou em Agosto o projecto “Sintra Mais Limpa”, um esforço que pretende combater a proliferação de pontas de cigarro nos areais das praias do concelho. Nas praias com Bandeira Azul foram distribuídos eco cinzeiros portáteis que permitem guardar as pontas de cigarros e funcionam também como isqueiros. Numa segunda fase vão ser distribuídos eco cinzeiros no centro histórico da Vila de Sintra A iniciativa é uma parceria da Câmara Municipal de Sintra com a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE) e a empresa Tabaqueira II, S.A. “Este projecto de intervenção ambiental é essencialmente educacional, promove a limpeza, procurando fomentar boas práticas neste domínio. O desafio consiste em incentivar os fumadores a contribuírem para um ambiente mais cuidado, apagando os seus ci-

garros em cinzeiros, evitando que pontas de cigarro sejam atiradas para o chão”, refere a autarquia. Numa terceira fase, prevista para Outubro, vão ser instalados eco cinzeiros para uso colectivo junto a edifícios onde funcionam serviços da administração local e central e no centro histórico da Vila, tendo em conta legislação proibitiva do acto de fumar em locais públicos fechados. De fora, para já, ficam objectivos anti-tabágicos, apesar de o tabaco, como factor único, estar na origem de cinco milhões de mortes por ano, um número que deverá duplicar até 2020.


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INSTEAD «Criticamos a globalização mas somos os primeiros a ter um iPod»

João Nuno (bateria)- Rock alternativo… É difícil de definir porque as subcategorias de rock são tantas e varia de pessoa para pessoa. Mas é rock. Baeta (Guitarra)- Até porque temos duas guitarras e seria difícil fazer outra coisa.

Mas com duas guitarras também podiam fazer reggae e não rock, por exemplo. Quico (Guitarra) - Acho que a razão porque não fazemos reggae é precisamente por não ser esse o nosso background, os nossos gostos. Há qualquer coisa na voz do João [Guerreiro] que me faz lembrar a voz do Matt Bellamy dos Muse. Os Muse são uma influência?

João Guerreiro- Para mim pessoalmente são. João Nuno- Eu discordo que seja parecida. Não sei se os Muse serão uma influência. Mas oiço Muse e gosto. Nesse caso a que fontes foram beber inspiração para a vossa música? Q- Eu oiço muito Muse, de facto, mas também oiço outro tipo de bandas como Strokes, Placebo, Arctic Monkeys, tudo um bocado

aquele Indie Rock que se faz muito hoje em dia. É o tipo de som que gosto de consumir, logo é difícil obviamente dizer que nós somos influenciados por isso, mas também é difícil não dizê-lo. JG- Eu acho que há uma grande diferença entre influências conscientes e inconscientes. Quando estamos a criar acabamos por estar a reciclar coisas que interiorizamos quando estamos a ouvir outras bandas, sem sequer termos noção que estamos a ser influenciados por isso. As influências conscientes são as que tentamos evitar, ou seja, nunca tentamos criar algo de modo a que fique parecido com o que já existe. Daí que se me perguntares, Instead é parecido com o quê, eu não te sei dizer. Tenho, aliás, muita curiosidade em perguntar a quem nos ouve se a nossa música lhes faz parecer alguma coisa, porque para nós não são notórias semelhanças com o que quer que seja. Mas actualmente é muito difícil ser original. JN- Acima de tudo procuramos identificação e não originalidade. É procurar uma voz, independentemente de ser original ou não. É termos uma voz, que é a “nossa”. Falem-me do vosso primeiro álbum, Wake up from your slumber. O título parece trazer uma mensagem forte. A intenção é despertar as pessoas para algum tema em especial? G- A ideia para o nome do álbum nasceu porque é uma frase do refrão da If it makes a difference. Na minha opinião, essa música é a que tem

uma mensagem mais interventiva e mais forte. Wake up from your slumber é, em tradução quase literal, acordar da dormência. Uma dormência que é geral e na qual nós não temos pretensão de nos excluir. É humano, fruto da sociedade globalizada em que vivemos. Uma sociedade cheia de pressões para entrares em padrões mecânicos, esperados e pré-convencionados, que levam o ser humano cada vez mais a assemelhar-se a uma máquina. És um tijolo de uma construção da qual não decidiste fazer parte. A intenção é que as pessoas ao ouvirem a vossa música saiam um pouco dessa mecanização imposta? JG- Acho que a mensagem sobretudo é: se queres ser

um tijolo, pelo menos pensa nisso. E que seja tua a decisão sobre o tijolo. Acorda da dormência, pensa, decide e reage. JN- Ainda assim é uma mensagem superficial. Não é nada de muito exaustivo. Até mesmo pelas letras, não queremos fazer nenhuma entrada interventiva, nenhuma politização. A mensagem é também para nós. Uma espécie de auto-crítica. B- Até porque criticamos a globalização mas somos os primeiros a ter um ipod. Porquê um álbum totalmente em inglês? É pelo cliché habitual de que a língua inglesa chega a mais gente? JN- Não, de forma nenhuma. Agora até se está a verificar o contrário, nota-se uma nova onda de música

Filipa Galrão

Dentro do imenso panorama musical onde se cruzam inúmeros estilos, onde se inserem os Instead?

Filipa Galrão

Algures dentro de uma subcategoria do rock estão os Instead. Quatro rapazes (às vezes cinco) que ensaiam numa garagem alugada no concelho, cujo local exacto estamos impedidos de divulgar. Compreensível. Afinal, se não gostam de tirar fotografias é natural que também não gostem de mostrar ao mundo o seu refúgio. Próximos da originalidade, deram à luz Wake Up from Your Slumber no mês passado. Na sua primeira entrevista demonstraram que são uma banda em ascensão que veio para quebrar regras. A primeira foi quebrada connosco. Resultado: quinze fotografias.

L I N K S http://instead.ws/ http://insteadmusic.blogspot.com/ http://myspace.com/insteadmusic


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Como banda recente, o que é mais importante para os Instead: os discos ou os concertos? JN- São duas coisas distintas. A materialização de um CD é sempre uma conquista muito agradável. Por outro lado, é muito importante tocar ao vivo. Eu sempre senti que fui feito para tocar ao vivo, é a minha praia e para mim isso vai ser o feedback do disco. Em Portugal é dada a atenção necessária às bandas que queiram dar o salto para um maior reconhecimento?

Filipa Galrão

portuguesa cantada em português e eu apoio-a totalmente. No nosso caso, por preferência, nós sentimos que nos exprimimos melhor em inglês. Não temos pretensões de nos igualar ao que vem lá de fora, mas sentimos que conseguimos passar para a música mais facilmente em inglês tanto a nível musical como harmónico e métrico. JG- Muitas vezes as palavras que vou pondo quando estamos a compor vêm logo em inglês e acho que isso é a maior prova que o sentido da música e a sua envolvência nos puxa logo para o inglês. Neste tipo de som, não fazia sentido cantar em português, parecia desgarrado.

JG- Acho que em Portugal não é dada atenção a nada do que seja cultura. Nada que não tenha como fito o lucro rápido é considerado. Então qual é a vossa opinião acerca de iniciativas como o Rock-Rendez Worten ou o programa KM zero que pretendem promover projectos musicais nacionais?

J- Parecem-me bem e é sempre louvável, mas é pena só aparecerem agora. Há muitas bandas, e boas, que não têm oportunidades e não é de maneira nenhuma a aparecerem em programas em horas um bocado fora e com conteúdos que não têm que ver com música, que elas se vão autopromover de alguma maneira. Para mim, esse tipo de oportunidades é um engano. Acho que faltam programas sobre música onde se fale re-

almente de música. Não me chega o Top +, que ainda por cima é manipulado. B- Acho que quando falamos em como uma banda dá um salto não falamos em televisão temos é que falar em Internet, que nesse aspecto, caiu do céu. Nós pomos uma música nova no nosso MySpace e um minuto depois no Japão já a estão a ouvir. Não há nada que consiga igualar o papel da Internet neste aspecto. Como é que os Instead querem ficar conhecidos? Q- Eu gostava que ficássemos conhecidos como uma banda ao vivo, que é aquela banda que as pessoas dizem: “Epá, aqueles gajos ao vivo são bué de fixes!” [risos]. Porque eu acho que é aí que nós nos sentimos bem em termos de partilha com as pessoas. Em ter-

mos de profissionalismo e entrega. É o que nós gostamos mesmo de fazer. Montar um espectáculo com uma cadência, um início, meio e fim e proporcionar esse tipo de sensações que, em parte estão no disco, mas que só estão a 100% ao vivo. JN- É complicado fazer a imagem da banda só no disco. Para nós foi difícil neste disco fazer passar a vibração que nós tínhamos ao vivo, porque logisticamente é complicado. Se calhar se tivéssemos um produtor, ele conseguiria fazer connosco um disco exactamente com a mensagem que queríamos passar, e isso foi um grande obstáculo. Ao vivo nós conseguimos passar a mensagem bem mais facilmente. Vocês têm todos outros projectos, na maioria de

covers. Como é que conseguem diferenciar e conciliar esses projectos com os Instead? Q- Diferenciar é fácil. Nós fazemos questão de não cantar originais quando estamos noutros formatos, e essa é uma facilidade para as pessoas que nos vêem, para não se confundirem. Em termos de conciliarmos, já foi mais fácil (risos). Para mim, a prioridade agora é tocar ao máximo com Instead e isso trás um compromisso anexado, que implica tocar menos com os outros projectos. É uma questão de gerência da minha própria vida em consonância com a dos outros elementos. G- Se este espaço partilhado das nossas vidas fosse totalmente ocupado por Instead eu achava perfeito. Filipa Galrão


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desporto

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Praia Grande volta a receber Surf Pro Júnior nas ondas de Sintra o Mundial de Bodyboard

Começou ontem, dia 27 de Agosto, a mais concorrida e premiada prova de Bodyboard a nível internacional. A 13ª edição do Sintra Portugal Pro realiza-se na Praia Grande e conta com a presença de mais de 180 bodyboarders vindos de todas as partes do mundo. Entre eles encontram-se nomes sonantes da modalidade em Portugal como Silvano Lourenço, Manuel Centeno, Hugo Pinheiro, Rita Pires e Teresa Duarte, entre outros. O Sintra Portugal 2008 é organizado pela Federação Portuguesa de Surf e conta com o apoio da Câmara Municipal de Sintra entre outros. O primeiro dia de prova contou com “vento fraco, formações quase perfeitas a alcançarem os dois metros e céu encoberto mas a abrir progressivamente” e muita gente no areal da Praia Grande. Uns vinham para ver as acrobacias dentro de água, outros simplesmente para aproveitar o sol e o mar. Pedro, Zé e Fernando, três amigos adeptos do Surf dizem que “já é costume vir

para a Praia Grande, não foi por causa do evento”. Já Pauline e Vera, duas jovens interessadas no desporto acreditam que “é uma boa iniciativa que devia ter lugar mais vezes”. No que respeita ao comércio Maria da Conceição, proprietária da Surf Shop, refere que “o movimento é bom mas ao nível das vendas não há grande alteração, embora os restaurantes e os cafés lucrem mais com este tipo de iniciativas”. Esta ideia é confirmada por Florbela, empregada de um dos cafés da praia. “Há mais trabalho, que nós agradecemos, mas agradecíamos mais se o Parque de Campismo estivesse aberto porque assim tinhamos trabalho o ano todo”, diz. O encerramento do Parque de Campismo foi uma das críticas mais ouvidas devido ao impacto negativo que tem nas iniciativas desenvolvidas na praia. No entanto, segundo o assessor de imprensa do Portugal Sintra Pro, Miguel, a competição não foi prejudicada pois “não faltam condições aos participantes. Não é

por o parque estar fechado que os bodyboarders deixam de vir”, assegura. Para breve, diz, está a “criação de Centros de Alto rendimento para a modalidade.” Para uma das concessões da Praia Grande a competição “vai dinamizar o bar e os participantes também vão usufruir porque a alimentação é toda feita no bar da concessão e têm direito aos toldos”. “Tudo isto acaba por nos promover”, refere o responsável, Renato. “E não é só bom para a concessão, é bom para a economia local, gera movimento”, acrescenta. “O que não está bem é a falta de apoio da Câmara Municipal no que respeita à limpeza da praia”, queixa-se Renato. A festa final da competição terá lugar no Village Praia Grande, em Colares, no próximo Sábado, dia 30 de Agosto, depois das 23 horas. Para garantir a animação, vão estar presentes “nomes na linha de One Love Family, Nu Bay, Big Badda Boom e os incontornáveis Irie Crew, tidos como a grande sensação do momento”, refere a organização. O Portugal Sintra Pro pode ser acompanhado através da Internet em www.portugalbodyboard.com, onde os interessados encontram informações sempre actualizadas, comunicados de imprensa, imagens bem como emissão em live webcast. A prova termina Domingo, dia 31, com a atribuição dos prémios no total de 60 mil dólares. Andreia Fernandes

Nos passados dias 15 e 17 de Agosto teve lugar na praia grande o Circuito Nacional de Surf Lightning Bolt Pro Júnior. Esta etapa foi a terceira e penúltima do campeonato que visa preparar os surfistas sub20 para uma carreira europeia e contou com a presença de grandes figuras da modalidade como é o caso de Francisca Sousa, Frederico Morais e Nicolau Von Rupp. Além do campeonato houve outras iniciativas como aulas de surf. “É bom que estas iniciativas continuem a decorrer aqui na Praia Grande pois dinamizam muito o comércio local”, diz Lurdes, uma das frequentadoras assíduas desta praia. “As aulas de Surf são muito boas e os professores são muito simpáticos”, conta João, de 13 anos. A loja da Lightning Bolt também esteve presente no local, atraindo alguns compradores curiosos como Sofia, uma jovem de 17 anos amante do desporto. “Estes eventos trazem sempre coi-

sas boas à praia e a Sintra. Apesar de talvez roubar um pouco a clientela ao comércio local penso que é importante os jovens tenham acesso a um grande número de escolhas, como é o caso.” Em termos de resultados o titulo feminino foi para Francisca Sousa ficando Catarina Duarte em segundo e Marina Macedo

em terceiro. No que respeita a resultados masculinos, Josch Schmeltzer conquistou o primeiro lugar, seguido de Filipe Jervis e Frederico Morais em terceiro lugar. A próxima etapa e última, onde serão decididos os títulos definitivos, terá lugar nos dias 24, 25 e 26 de Outubro na Costa da Caparica. A.F.


desporto

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Fim-de-semana de Atletismo em Setembro Uma meia maratona e um grande prémio, ambos no mesmo fim-de-semama, vão a animar as estradas de S. João das Lampas e de Queluz nos próximos dias 13 e 14 de Setembro. Segundo o vereador do Desporto, trata-se de “uma coincidência de calendário, que acontece em alguns anos, e que é da exclusiva responsabilidade das entidades organizadoras”. de importância de ser uma das mais antigas meias maratonas do país”, refere o vereador Rui Pereira. Desde a sua primeira edição que a Meia Maratona de São João das Lampas conta com a presença de grandes nomes do atletismo, destacando-se nos últimos anos os atletas Quenianos, quer em femininos, quer em masculinos. Na edição de 2007, Peter Korir do Quénia estabeleceu a melhor marca do percurso em 1h04m58s. Em femininos, venceu a também Queniana Flora Kendie, atleta que estabeleceu a melhor marca neste sector com o tempo de 1h06m20s. O percurso da prova, que tem partida e chegada em São João das Lampas, passa por A-do-Longo, Areias, M.Cabeça, Alvarinhos, Odrinhas, Amoreira, Monte Arroio, Bolelas, S. João das Lampas (contorno do Largo e passagem pela Rua do Poço e Rua da Farmácia), Sacário, Pernigem, Fachada, Chilreira, Codiceira, Alfaquiques e S. João das Lampas. Em simultâneo realiza-se a 5ª Mini Maratona, iniciativa com a extensão de 5,5 km que visa incentivar a participação de um maior número de participantes. As inscrições deverão ser efectuadas no site oficial da prova (www.lampas.org) até ao dia 7 de Setembro.

Queluz promove VII Grande Prémio O Grupo de Dinamização Desportiva de S.João das Lampas realiza dia 13 de Setembro, pelas 17 horas, a “32ª Meia Maratona de S. João das Lampas”, uma prova de atletismo de estrada englobada no Projecto Sintra-aCorrer da Câmara Municipal de Sintra. A iniciativa é a segunda prova da especialidade mais antiga que se realiza em Portugal e tem um percurso com a extensão de 21097 metros. Segundo a organização, poderão participar atletas de ambos os sexos, com idade superior a 20 anos, desde que se encontrem de boa saúde e com preparação física apta a esforços prolongados. “É uma das grandes apostas da Câmara, que faz um grande investimento porque reconhece à prova a gran-

No dia seguinte, em Queluz, a Junta de Freguesia realiza o VII Grande Prémio Cidade de Queluz. A iniciativa em o apoio da Câmara Municipal de Sintra, da Comissão Nacional de Estrada e Corta Mato, da Associação Atlética de Pego Longo e da Associação de Atletismo de Lisboa. A partida está marcada para as 10 horas junto ao Palácio Nacional de Queluz e segundo a organização, “a prova conta com a participação de vários atletas de renome do atletismo nacional”. O Grande Prémio tem uma extensão de 10 quilómetros, mas paralelamente decorre uma mini-prova e uma caminhada com uma extensão de apenas 3,5 km, para que todos possam participar. Mais informações através do telefone 21434 6610 ou do email jfqueluz@mail.telepac.pt.

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Atletas de Sintra pontuam nos Olímpicos Dois atletas da Juventude Operária de Monte Abraão (JOMA) estiveram em destaque nos Jogos Olímpicos Pequim 2008. António Pereira terminou os 50 quilómetros de marcha em 11º, enquanto Vera Santos entrou no grupo das 10 primeiras na marcha olímpica, ao classificar-se em décimo lugar com um tempo de 1h28m14s na prova de 20 quilómetros. Apesar de ter batido o seu recorde pessoal, o resultado da atleta de Santarém foi o segundo melhor entre as portuguesas. À frente de Vera Santos, de 26 anos, ficou Ana Cabecinha, que alcançou o oitavo lugar da classificação, com 1h27m46s, batendo o recorde nacional. “A marcha portuguesa está em grande forma. É das melhores do mundo. Recordo que fomos segundas na Taça do Mundo”, lembrou a atleta no final da prova.

Já António Pereira, conseguiu bater o recorde nacional de marcha, percorrendo os 50 quilómetros da prova em 3h48m12s, marca que lhe valeu o 11º lugar. O marchador do JOMA, de 33 anos, conseguiu a sua melhor classificação de sempre em grandes competições e retirou 3,48 minutos à anterior melhor marca nacional, na posse do ausente João Vieira (CN Rio Maior).

O atleta de Alfena (Valongo) que tinha com objectivo ficar nos 16 primeiros, terminou a 11,03 minutos do italiano Alex Schwazer, medalha de ouro e novo recordista olímpico (3h37m09s). Ao todo, estiveram em Pequim quatro representantes da JOMA, dado que Naiel d’Almeida e Celma Graça representaram a delegação de São Tomé e Príncipe. O primeiro terminou em oitavo lugar numa das eliminatórias da prova de 400 metros planos masculinos. O corredor são-tomense chegou à meta aos 49,08 segundos, quatro segundos depois do vencedor da eliminatória. Já Celma Graça Bonfim, a atleta porta-estardarte de São Tomé, classificou-se em 16º lugar na primeira eliminatória da prova de meiofundo dos 5000 metros, com 17m25s99, batendo um novo recorde nacional. Luís Galrão (com Agências)

Beach Tennis na praia A Praia Grande vai receber uma etapa do circuito nacional do Beach Tennis Portugal Tour e Beach Tennis Kids, num fim-de-semana onde o público poderá também entrar em torneios da modalidade e experimentar a sensação de jogar com os melhores especialistas nacionais, Este torneio, organizado pela Câmara Municipal de

Sintra em parceria com a Federação Portuguesa de Beach Tennis e com o apoio da Federação Internacional de Beach Tennis, terá lugar nos próximos dias 6 e 7 de Setembro, entre as 10h e as 18h. O Beach Tennis é praticado num campo semelhante ao voleibol de praia, com regras muito semelhantes ao

do ténis tradicional e disputa-se nas variantes de singulares femininos e masculinos, pares femininos e masculinos e mistos. A participação nas várias actividades previstas é aberta a todos os veraneantes, entre os 10 e os 90 anos, devendo a inscrição ser efectuada no local de implantação dos campos.


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Sintra

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O JORNAL COM NOTÍCIAS

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«Chama-me Fado» no Palácio da Vila O largo do Palácio Nacional de Sintra vai ouvir “Falar de Fado através da dança” no próximo dia 6 de Setembro. “Chama-me Fado” é o nome do espectáculo da Companhia de Dança Contemporânea de Sintra, produzido pelo Ai! a Dança Atelier. A entrada é livre. Em palco estarão quatro bailarinas e cinco músicos, dando vida a uma interpretação do Fado, não só enquanto música, mas também enquanto sentimento, forma de estar e viver. “Ao longo do espectáculo cada um dos intérpretes quer dizer ao público, pede ao público: Chamame Fado, porque é aquilo que eu sou!”, refere a organização. O espectáculo “é uma interpretação do viver, amar e sofrer que só nós portugueses entendemos. É o ouvir das canções que sempre nos acompanharam, e acrescentar aos poemas que compõem as suas letras, a linguagem do corpo e da dança”. As bailarinas que participam neste espectáculo são Joana Mestre, Lucília Baleixo, Marta Martinez e Sara Cala-

lazer

AGOSTO DE 2008

Festa em Honra de Nossa Sra. da Natividade A Junta de Freguesia de Algueirão Mem Martins irá realizar entre os dias 6 a 14 de Setembro a Festa em Honra de Nossa Senhora da Natividade, no Largo da Capela em

Mem Martins. Trata-se de “uma Festa com muita tradição e grande impacto para a freguesia”, refere a autarquia. A Junta tem tentado melhorar esta iniciativa, indo ao

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zans, actuando ao som dos músicos de Maria Lua: Lara Afonso na voz, Carlos Lopes no acordeão, Manú Teixeira na percussão, Rui Silva no contra-baixo e Tiago Oliveira na guitarra. As coreografias são de Joana Mestre, Lucília Baleixo e Marta Martinez, a direcção artística de Lucília Baleixo, a direcção musical de Manú Teixeira e a direcção de Produção do Ai! A Dança Atelier. A Companhia de Dança Contemporânea de Sintra foi fundada em 2002 pela mão da sua directora artística Lucília Baleixo e tem sido responsável por produções em todo

o território de Portugal. “É das poucas companhias portuguesas a trabalhar continuamente para o grande público, com base numa filosofia de “democratização” da Dança. A missão é retirar a dança do seu elitismo e transformála numa arte acessível e compreensível ao grande público”, lê-se na página oficial. As próximas exibições do “Chama-me Fado” estão marcadas para dia 27 de Setembro, no Europarque de Santa Maria da Feira e para dia 4 de Outubro no CineTeatro da Estarreja. Mais informações em: http:// companhia.aiadanca.pt/.

6 de Setembro (Sábado)

9 de Setembro (Terça-Feira)

15H - Inauguração da festa e desfile da Fanfarra dos Bombeiros

15H às 17H – Baile do idoso no Mem Martins Sport Clube com o Grupo ‘Tempos D’ Ouro’

15H30 – Festival de Folclore

21H às 22H – Grupo Coral da Comunidade Cristã do Algueirão

21H às 24H – Banda ‘Segredos da Lua’ 24H às 02H – Baile nas instalações no Mem Martins Sport Clube com o Grupo ‘Tempos D’ Ouro’

10 de Setembro (Quarta-Feira) 21H às 23H – Quim Barreiros

7 de Setembro (Domingo)

11 de Setembro (Quinta-Feira)

15H às 19H- Eucaristia Campal Seguida de Procissão

21H às 23H – João Pedro Pais

22H às 02H – Baile nas instalações no Mem Martins Sport Clube com o Grupo ‘Tempos D’ Ouro’

12 de Setembro (Sexta-Feira) 21H às 22H30 – Tributo aos Xutos

8 de Setembro (Segunda-Feira) 21H às 23H – Karaoke

classificados > EMPREGO >OFERTA Centro de Emprego 587562105 | Adjunto de Chefe de Oficina Auto | m/f | Rio de Mouro | 12ºano | Com experiência nas funções 587574150 | Ajudante de Canalizador | m/f | Cacém | 04ºano | Com ou sem experiência 587548484 | Ajudante de Cozinha | m/f | Linhó | 09ºano | Com ou sem experiência; Carta de Condução 587570361 | Ajudante de Cozinha | m/f | Sintra | . | Com experiência 587570594 | Ajudante de Farmácia 7 Técnico de Farmácia | m/f | Algueirão | 12ºano / Licenciatura |

Com ou sem experiência / Obrigatório Formação 587574114 | Ajudante de Pintor de Mobiliário | m/f | Montelavar | 09ºano | Obrigatório conhecimentos de lacagem em madeira 587570592 | Ajudante de Serralheiro | m/f | Rio de Mouro | 04ºano | Com experiência 587575350 | Ajudante de Serralheiro | m/f | Vila Verde Com ou sem experiência / Carta de Ligeiros 587553382 | Ajudante Familiar | m/f | Rio de Mouro | 06ºano | Com exp.mínima de 3 anos / Disponibilidade para turnos / 587568373 | Ajudante Familiar | m/f | Sintra | 04ºano | Com experiência em Apoio Domiciliário / Carta de Condução

587572511 | Ajudante Familiar | m/f | Mem Martins | 09ºano | Com experiência / Carta de Ligeiros 587573146 | Ajudante Técnico de Frio | m/f | Terrugem | 09ºano | Com ou sem experiência 587558697 | Aprendiz de Eectromec/ /Serralheiro/Electricista | m/f | Serra das Minas | 09ºano | Carta de Condução / Com ou sem experiência 587544815 | Aprendiz Telecomunicações | m/f | São Marcos | 09ºano | Com ou sem experiência. Trabalho implica subida a grandes alturas 587575398 | Assistente Comercial | m/f | Mem Martins | 12º ano | Experiência mínima de 3 anos em facturação automóvel / conhecimentos de informática e inglês 587573172 | Auxiliar de Acção Educativa | m/f | Rio de Mouro |

09ºano | Com ou sem experiência 587567713 | Auxiliar de Limpeza | m/f | Sintra | 06ºano | Com experiência / Carta de Ligeiros 587566245 | Auxiliar Limpeza | m/f | Rio de Mouro | 04ºano | Com experiência minima 6 meses 587575386 | Bilheteiro | m/f | Sintra | 12ºano | Bom inglês / Conhecimentos de informática / transporte próprio / Com experiência de atendimento ao público 587564036 | Cabeleireira/o | m/f | Terrugem | 04ºano | Com experiência / Prática em Técnicas e Cortes 587564107 | Cabeleireira/o | m/f | Rio de Mouro | 04ºano | Com experiência em trabalhos técnicos e Brushing 587532928 | Cafeteiro | m/f | Algueirão | 09ºano | Com ou sem experiência / 1º Emprego ou DLD 587576628 | Caixa de Comércio | m/ F | Colares | 06ºano | Com ou sem experiência / Conhecimentos de excel 587549411 | Caixeira/o | m/f | Mem Martins | 06ºano | Com experiência; Carta de Condução 587572507 | Caixeira/o | m/f | Pero Pinheiro | 09ºano | Com experiência 587574253 | Caixeira/o | m/f | Mem Martins Conhecimentos de informática / Part-time 587574146 | Canalizador | m/f | Cacém | 04ºano | Com experiência mínima de 1ano ou formação 587537498 | Carpinteiro de Limpos | m/f | Rio de Mouro | . | Com experiência

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encontro dos gostos e preferências da população. Este ano estão assegurados os comes e bebes e muita animação diária, com participação de vários artistas onde se destacam: Quim Barreiros, João Pedro Pais, Nucha, Fernando Pereira, Tributo aos Xutos, Segredos da Lua. Também será realizada uma Mostra de Artesanato Tradicional, de alguns artesãos do Concelho, expondo produtos com Selo de Qualidade. No último dia, a tarde será inteiramente dedicada aos mais pequenos, com a Festa da Criança. No local haverá jogos, insufláveis, malabaristas, artista fantasiados, dois Ateliers, espectáculos de magia e malabaristas.

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AGOSTO DE 2008

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AG E N DA S E T E M B R O 2 0 0 8

livro do mês

À Volta de Cândido Barbosa

Toca & Segue 2008 Dias 6 e 7 de Setembro, Escola Secundária Leal da Câmara, Rio de Mouro

Feira de Sabores 2008

Folia, Tu és isso

Paulo de Carvalho apresenta «DoAmor»

Até 14 de Setembro, Quinta da Regaleira, Sintra

Dias 13 e 27 de Setembro, Agualva

26 de Setembro, Centro Cultural Olga Cadaval

António Ferreira e Carlos Flórido Guerra e Paz Editores, colecção Figura de Estilo

Depois do sucesso das edições anteriores, a Junta de Freguesia decidiu deliciar a população de Agualva com as 4ª e 5ª edições da “Feira de Sabores”. A iniciativa realiza-se no Largo da República, nos dias 13 e 27 de Setembro, a partir das 15h00. Podem participar todos os cidadãos e instituições que tenham jeito e gosto pelas artes culinárias, nomeadamente na confecção de doces e salgados. As inscrições devem ser efectuadas junto da autarquia ou através da página www.jf-agualva.pt.

O Olga Cadaval recebe dia 26 de Setembro, pelas 22 horas, o mais recente trabalho de Paulo de Carvalho. “DoAmor” presta homenagem a tudo o que nasce do amor, num espectáculo que celebra o tempo presente sem esquecer o passado. O espectáculo contará com a presença dos convidados Mafalda Sacchetti, Agir e Otis. “DoAmor” marca o regresso aos palcos e aos temas inéditos de uma das vozes mais marcantes do panorama musical português. Os bilhetes custam 20€ na 1ª Plateia e 15€ na 2ª Plateia. Mais informações: www.ccolgacadaval.pt.

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jovens aos treinos dos corredores profissionais, passando pela preparação de sprints, controlo de fugas, regras básicas para etapas de montanha e de contra-relógio e muito mais. Mais do que uma autobiografia, este é um contributo meu para o ciclismo, dedicado a todos aqueles que sempre me apoiaram”, reforça Cândido Barbosa. O trabalho é assinado pelos jornalistas Carlos Flórido e António Ferreira e tem prefácio de Eduardo Marçal Grilo, ex-Ministro da Educação. "O livro dá-nos uma perspectiva das corrida por dentro, vistas pelo olhar de um protagonista que descreve os êxitos e os inêxitos, as vitórias e as derrotas com a mesma tranquilidade e com um desportivismo que definem a personalidade e a grandeza do atleta que sabe que numa competição só pode haver um vencedor", conta.

A Escola Secundária Leal da Câmara vai receber mais uma edição do concurso 'Toca & Segue'. Nos dias 6 e 7 de Setembro, a partir das 16 horas, a escola enche-se de muita animação, Dj's, tendas e um artista convidado: Cassapo. A entrada é livre e a final realiza-se no dia 13 de Setembro. A organização do evento está a cargo da Junta de Freguesia de Rio de Mouro e do Gabinete da Juventude da Câmara Municipal de Sintra, e tem o apoio, entre outros, da Escola Secundária Leal da Câmara.

Em 2007, o Teatro TapaFuros apresentou o espectáculo Folia nos Jardins da Quinta da Regaleira. Apesar do sucesso alcançado, o grupo acredita que a proposta não se esgotou e propõe-se revisitar o texto de Paulo Borges e encenação de Rui Mário. Novamente com a parceria da Fundação CulturSintra e apoio da Câmara de Sintra, o TapaFuros aposta na renovação do elenco e numa nova parceria na área da cenografia para criar esta nova Folia e atrair novos públicos. O espectáculo entra em cena de quinta a sábado, às 22h e aos domingos às 20h. O “Folia” tem carácter volante e decorrerá ao ar livre, pelo que é aconselhavel levar agasalho e calçado confortável. Os bilhetes custam 16 euros. Reservas e informações: 707 234 234 ou geral@tapafuros.com.

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Cândido Barbosa é um dos mais completos ciclistas portugueses dos últimos tempos, sendo também um dos mais populares. Possui um invejável palmarés, do qual faz parte 99 vitórias em diversas provas, tendo representado prestigiadas equipas de ciclismo nacionais e internacionais. A obra “À Volta de Cândido Barbosa” evoca na primeira pessoa variados aspectos do ciclismo profissional, desde as questões mais técnicas dos treinos e das corridas até à importante dimensão psicológica, abordando também as peripécias de algumas das Voltas a Portugal mais disputadas em que participou, sem esquecer temas controversos como o doping, esta é a sua história. “Não olhem para este livro como uma mera autobiografia. É um pedido que vos faço. Quem o ler ficará a conhecer-me, descobrirá inclusive alguns dos meus segredos, mas, com a ajuda de dois amigos jornalistas, Carlos Flórido e António Ferreira, procurei ir mais longe. Nesta obra irão também perceber como se disputaram e decidiram as últimas três Voltas a Portugal. Vistas pelos meus olhos, é certo, mas essa será uma análise de quem esteve tão por dentro que até as terminou sempre no pódio”, revela o atleta. “Ficarão ainda a saber o que é o ciclismo, desde a formação de


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