Visão
Ano 1 - Edição 03 agosto/2014
Anápolis
Uma lente viajante e o ser humano na cena do esporte O fotógrafo Geovaine de Oliveira registra momentos mágicos do esporte em várias partes do mundo. Ele observa atentamente a presença do homem nos bastidores das competições mais importantes do esporte mundial e usa a sua máquina fotográfica para eternizar instantes que se mostram únicos e não são percebidos pelos torcedores. A cobertura de competições paralímpicas mudou a sua forma de entender a vida tornando-o uma pessoa melhor, como ele mesmo afirma de maneira convicta.
CIDADE
Planetário Digital é atração cultural e instrumento educacional
A inauguração do Planetário Digital e Observatório Astronômico tem propiciado a milhares de alunos e moradores a oportunidade de conhecer de perto a Astronomia e os avanços tecnológicos. Moradores de cidades próximas consideram o espaço da ciência situado no Bairro Jundiaí como um ponto de lazer e de conhecimento científico. Página 5
ENTREVISTA O superintendente da estação aduaneira do Porto Seco CentroOeste, em Anápolis, Edson Tavares, concede entrevista e faz uma previsão otimista do futuro e da capacidade logística local. Sem meias palavras o empresário considera que o anapolino pode ser beneficiado com melhores oportunidades de crescimento pessoal desde que acredite no seu potencial e invista em sua qualificação profissiona.
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CIDADE
COMUNIDADE
Trabalhador quer melhores condições de trabalho Melhores condições de trabalho e s e g u ra n ç a n o d e s e m p e n h o funcional são reclamados por sindicalistas do setor da construção civil. A valorização salarial também faz parte de uma base satisfatória que pode proporcionar melhor qualidade de vida profissional. Página 4
DESTAQUE ESPORTIVO
Dia Municipal da Jaiara é comemorado por moradores
Zatopek é destaque no atletismo goiano
ESPORTES Os atletas anapolinos confirmaram o favoritismo nas diversas provas realizadas com promoção da Federação Goiana de Atletismo reafirmando os melhores índices e resultados dos últimos quatro anos nas provas estaduais.
Edição 2014 dos Jogos da Primavera movimenta a cidade A 43ª edição dos Jogos da Primavera, a mais tradicional competição do esporte especializado de Anápolis , reúne milhares de atletas e é promovida pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. Página 6 Sempre presente nos eventos que movimentam a cidade.
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Gente&Fatos
M i l h a r e s d e m o r a d o r e s de agosto homenageia o corretor bairro situado na região norte da comemoram festivamente o Dia imobiliário Luiz Caiado de Godoy, cidade. Municipal da Jaiara. A data de 21 pioneiro na ocupação urbana do Página 5
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Colunas Meio Ambiente
Filosofia
Vetor
José Augusto Paralovo critica o enriquecimento ilícito e, talvez, a falta de conhecimento que promoveram o maior extermínio da história do bioma Cerrado ocorrido na década de 70.
O filósofo Marcos Delson convida para refletir sobre a alienação do trabalho estendendo-se para a alienação do consumo.
Jane Evangelista mostra a insatisfação dos vereadores nas relações de trabalho com alguns secretários municipais.
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PAINEL EMPRESARIAL A proposta empresarial em um novo contexto de comunicação visual. Para ser lido e consultado sempre que você for exercitar o seu espírito de consumidor consciente. Página 9
impressão digital A nossa qualidade vai deixar você com uma ótima impressão TELEFONES ÚTEIS
§Polícia Militar 190
§SAMU: 192
§Hospital Municipal de Anápolis: (62) 3902-2610
§DETRAN: (62) 3313-2099
§Postura: (62) 3902-1066
§Bombeiros: 193
§Delegacia da Mulher: 180
§Hospital de Urgências: (62) 3311-9100
§SINE: (62) 3324-1740
§Juizado de Menores: (62) 3324-8342
Visão
02 GERAL
Anápolis, agosto/2014
EDITORIAL
Registro Histórico Família do Sr Rozendo Cardoso da Silva
Precisamos cuidar das nossas riquezas NEWTON RODRIGUES Preparando o nosso terceiro número, coletamos p r e l i m i n a r m e n t e d ive r s o s depoimentos de leitores preocupados com a qualidade do material que leem diariamente. Muitos gostariam de receber um conteúdo voltado para temas que cotidianamente fazem parte de nossos problemas e merecem, segundo eles, um espaço maior na mídia impressa. O projeto do jornal Visão Anápolis tem como proposta principal, em sua linha editorial, focalizar assuntos e pessoas que estejam ligados diretamente à n o s s a r e a l i d a d e. M u i t o s anapolinos em várias partes do mundo reclamam a presença nas pautas dos jornais locais de matérias que abordem a cidade e a sua gente. Um jornal mensal exige uma visão atemporal do material veiculado para que permaneça atualizado durante um período maior de tempo. O leitor não merece receber notas, matérias ou reportagens especiais que pereçam com muita rapidez. Portanto, quando direcionamos nossos propósitos de comunicar com qualidade, optamos por assuntos que facilitem essa perspectiva permanente de situações reais que avaliamos merecer o destaque devido. Um fato tem motivado a definição da nossa linha editorial: Um grande número de anapolinos são destaques em diversas áreas de atuação e não são conhecidos em nossa cidade. N ã o c o n s e g u e m e s t e s, a valorização do reconhecimento e perde, a população, uma preciosa oportunidade de ser beneficiada com os talentos que são reconhecidos fora de Goiás e em outras partes do mundo. Mais uma vez, apresentamos
um talento que pode ser encontrado nas esquinas da cidade e não ser percebido pelo anapolino menos atentos. A reportagem especial na página 3, a exemplo das edições passadas, mais uma vez mostra aos nossos leitores que precisamos de um olhar criterioso e menos crítico. Uma visão ampla e menos preconceituosa. Um respeito mais valorizador e menos obrigatório – isto é liberdade. E, acima de tudo, reconhecer no outro uma capacidade de realização que às vezes nos falta, mas não nos torna menores – isto é consciência. Anápolis acolhe cidadãos de várias cidades de Goiás e de outras partes do mundo. Oferece a estas pessoas a mesma oportunidade de, neste solo a n a p o l i n o, s e t o r n a r e m profissionais de destaque. Incoerentemente damos valor a muitos que nada fazem por nós, anapolinos. Ocupam nossos postos de trabalho e servem aos interesses de pessoas de outras cidades que aqui vislumbram u m a m a n e i r a d e enriquecimento. Este enriquecimento é social, financeiro, profissional e político. Não têm nenhum compromisso com nossa cidade e muito menos com os filhos, desta terra – e deles também, às vezes. Resumindo, mantemos o nosso objetivo de mostrar anapolinos de valor reconhecido em outros países, mas, ofuscados pela visão de muitos outros anapolinos que entregam nossas parcas riquezas nas mãos de forasteiros desonestos e oportunistas. Cuidado, pois um deles pode estar ao seu lado agora!
Ética e cidadania são dois conceitos fulcrais na sociedade humana. A ética e cidadania estão relacionados com as atitudes dos indivíduos e a forma como estes interagem uns com os outros na sociedade. Ética é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A palavra ética é derivada do grego, e significa aquilo que pertence ao caráter. A palavra “ética” vem do Grego “ethos” que significa “modo de ser” ou “caráter”. Cidadania significa o conjunto de direitos e deveres pelo qual o cidadão, o indivíduo está sujeito no seu relacionamento com a sociedade em que vive. O termo cidadania vem do latim, civitas que quer dizer “cidade”. O sociólogo britânico T.H. Marshall afirmou que a cidadania só é plena se for dotada de direito civil, político e social. Fonte: www.significados.com.br
OPINIÃO Exemplo de comércio atuante
Av. Fernando Costa
Chácara de Achiles de Pina
Primeiro corretor na Jaiara
Av. Fernando Costa
Cia Goiana de Fiação
Jaiara, um bairro de amor! SÍRIO MIGUEL Morador da V. Jaiara e Diretor de Turismo de Anápolis
O ano era 1982, o país estava triste com a derrota da seleção canarinho para a seleção italiana o que a eliminaria da Copa da Espanha (nada comparado com o vergonhoso 7 X 1 sofrido para a seleção alemã na última copa). Mas para uma criança de apenas 10 anos de idade com certeza, igualmente triste. Nossa família retornava à Vila Jaiara, de onde tínhamos saído alguns anos antes para que meus irmãos mais velhos pudessem dar sequência aos estudos. Alí encontrávamos uma vila que apesar de promissora, tinha como referências a violência, poeira, ausência completa de serviços públicos. Mas o que mais nos incomodava e até nos constrangia era a distância do centro de Anápolis o que para muitos era motivo de depreciação do nosso bairro. Não demorei a perceber que poderia “fazer do limão uma limonada”. Passei então em todas as oportunidades que tinha nas atividades políticas junto ao movimento estudantil secundarista, universitário e também dentro das comunidades de base da Diocese de Anápolis a me apresentar e me identificar como representante da Vila Jaiara. Sempre com bom humor recebia os comentários. O que era uma brincadeira, passou a ser uma referência. Reconheço aí a descoberta de minha vocação e a disposição em participar da vida política de nossa cidade. Mais tarde, chegando à Câmara Municipal tive a oportunidade de apresentar um projeto de Lei que institui o “Dia Municipal da Vila Jaiara” (Lei no 3.307, de 30 de julho de 2008). Hoje ao comemorarmos 66 anos e realizarmos pela sexta vez consecutiva nossas atividades festivas me sinto orgulhoso de
participar deste momento da história da nossa comunidade, reconhecendo que antes de nós, muitos vieram e abriram as estradas que hoje percorremos, Homero Ferreira da Cunha, primeiro vereador da região, José Vieira da Silva nosso representante por várias legislaturas na Câmara Municipal e até um filho adotivo ilustre que aqui entre nós viveu os últimos anos de sua vida: Henrique Santillo, isso mesmo!!! Uma das principais referências políticas não só de Anápolis, mas de Goiás que teve participação destacada na vida pública e que ainda hoje nos enche de saudade. Seus ideais continuam vivos entre nós e presentes em nosso bairro. Todavia, tenho absoluta certeza e, todos concordam, que o mais importante para que nossa Vila Jaiara seja o que é hoje, foi fruto do trabalho de tantos pioneiros anônimos ou não, que por aqui passaram e ainda deixam diariamente o suor do seu trabalho. No início apenas um projeto, um sonho de Luiz Caiado de Godoi, mas que se materializou na junção do nome de dois de seus filho Jairo e Yara (JaYara) e que hoje se concretiza no reconhecimento de toda sociedade anapolina pela importância que tem hoje no cenário de Anápolis, seja do ponto de vista político, econômico ou social. Portanto a Vila Jaiara tem história, tem tradição! Mas, sobretudo tem a esperança estampada no olhar e no sorriso de cada criança que aqui vive. Dias melhores estão por vir. De uma região projetada para abrigar uma simples vila operária hoje atraímos as atenções de todos os setores da sociedade anapolina na certeza de que ao longo de 66 anos de existência contribuímos com o desenvolvimento de nossa querida Anápolis. Queremos fazer de cada dia “o Dia da Jaiara”. Salve 21 de agosto, Dia Municipal da Vila Jaiara!
De vila operária a um grande centro comercial e universitário AIRES CARDOSO Professor Universitário e Radialista
Quem conheceu a Jaiara no início da década de 60 e passa por nossa vila nos dias de hoje, com certeza, faz uma viagem no tempo. No início, a ocupação urbana surgiu como vocação industrial, instalando-se nos arredores da antiga fábrica têxtil Anatex. Quem iniciou tudo isto foi uma colônia chinesa que se instalou por aqui. Alguns anos mais tarde um grupo de empresários paulistas assumiu os negócios mudando o nome da empresa para Grupo Vicunha, que em 1999 transferiu seu parque industrial para o Nordeste brasileiro. O pior momento da Vila Jaiara aconteceu na década de 70, quando a empresa Anatex teve sua falência decretada ocasionando muita apreensão por parte de todos os moradores, pois havia uma dependência dos empregos gerados na citada fábrica. A tranquilidade veio com a chegada do grupo Vicunha que expandiu mais ainda o parque industrial e c h e g o u a e m p r e ga r 1 . 5 0 0 funcionários de forma direta. Muitas famílias foram responsáveis diretamente para o crescimento e a consolidação da Vila Jaiara. Podemos destacar a família Pedro de Souza, nas pessoas dos irmãos Serafim, Geraldo (loza), Noel, Divino, Sebastião e João Pedro e a única mulher Bárbara. Outra família que muito ajudou foi a de Homero Ferreira da Cunha.
Abro aqui um espaço pra citar também a pessoa de meu pai, João Paulino Cardoso, que trabalhou muitos anos nas fabricas têxteis e abriu depois o conhecido “Bar do Paulino”, que estava localizado em frente à entrada principal da fábrica. Juntamente com minha mãe Irondina Tobias Cardoso, utilizou o seu trabalho para criar os filhos: Aires, Ailton e Arlete. Este bar transformou-se no principal ponto de encontro de todos. O cardápio era uma atração à parte: Torresmo com mandioca, frango frito, pastelão, coxinha e muitas outras iguarias. O Anatex foi campeão anapolino amador em 77 e este título foi comemorado no Bar do Paulino. Um detalhe merece menção: Meu pai fez parte de todos os cargos no clube: Jogador, treinador, presidente e outros. A história da Jaiara se confunde com minha própria história, visto que nasci em 66 já morando na Jaiara e até hoje não passo dois dias ausente. Quando transito pela Avenida Fernando Costa um filme é reavivado em minha mente e muitas saudades aceleram o meu coração. Quantas pessoas boas perdemos, quantas pessoas novas vieram e hoje, fazem parte de nossa vila. Sou muito feliz por continuar fazendo parte da história da Jaiara e a ideia de escrever este artigo tem o objetivo de relembrar, aos antigos moradores e aos leitores deste jornal, da velha e boa imagem do Bar do Paulino. Falta maior do que o Bar do Paulino só mesmo a ausência do meu pai e herói: João Paulino Cardoso..
ELIANE RODRIGUES
Um comércio forte e um povo trabalhador. Quem visita a Vila Jaiara percebe estas duas características de imediato. Aliás, há muitas décadas que, em tom de b r i n c a d e i r a é c l a r o, o comentário de autonomia política do setor tem provocado algumas polêmicas. Segundo estatísticas recentes, a Vila Jaiara é o bairro mais populoso de Anápolis, portanto alvo de debates que mostram a importância para a economia anapolina. Escolhemos, nesta edição, direcionar nossa atenção para os eventos comemorativos ao “Dia Municipal da Jaiara”. Nossa intenção é servir de incentivo a outros setores também importantes – para q u e i nv i s t a m n a i n d e pendência da comunidade local em diversas áreas. A economia da Vila Jaiara é sólida, pois está baseada no crescimento comercial resultante dos investimentos feitos por empresários que acreditam no poder aquisitivo da comunidade local. Um comércio forte atrai novos empresários e dão aos
moradores da Vila Jaiara a tranquilidade de comprar ali grande parte dos produtos que necessitam. O sentimento de autoestima elevada está presente na tradição dos eventos que não são vistos em outros setores. O “Dia Municipal da Jaiara” é um exemplo disso e a participação popular assistindo o desfile cívico militar mostrou que, na Jaiara, a família está presente e unida. É o bairrismo delimitador do espaço físico mostrando que a Vila Jaiara ocupa uma área muito valorizada. Isto acontece porque sua gente sabe o que tem nas mãos, mesmo que necessite alterar a vocação operária original substituindo-a por atividades comerciais, universitárias e industriais. Finalizando, cumprimentamos a comu-nidade local e desejamos que o s e n t i m e n t o c o mu n i t á r i o permaneça e a população mantenha o exemplo de que é possível ser bairrista, feliz e autossuficiente. São 66 anos marcantes na história da cidade de Anápolis.
Qualquer identificação é mera coincidência MARCOS DELSON Filósofo, professor universitário e escritor
Com a Revolução Industrial a questão social ganhou destaque. O trabalhador era explicitamente explorado em jornadas de trabalho que duravam mais de 14 horas por dia (sem exceção de mulheres e crianças), os salários e as instalações dos trabalhadores, que imigraram do campo para a cidade, eram precários. Diferente do antigo modelo, o trabalho era fragmentado, assalariado, com jornadas e ritmo de trabalho estipuladas por forças alheias.
Karl Marx, ao criticar este novo modo de produção, afirmou que este tipo de trabalho é alienado. O trabalhador deixa de ser o centro de si próprio e se aliena a outrem, tornando-se estranho na produção de algo que não lhe pertence, trabalha insatisfeito para satisfazer necessidades fora do trabalho. Ao vender sua força de trabalho mediante um salário, o operário torna-se uma mercadoria. Isto ocorre porque dentro da lógica de mercado, típica da economia capitalista, tudo tem um preço. Assim, acontece o fetichismo da mercadoria e a reificação do trabalhador. O fetichismo acontece quando a mercadoria ganha “vida”, fazendo com que a relação entre os trabalhadores torne-se relação entre mercadorias. A reificação é a coisificação do homem. Desse modo, a mercadoria se “humaniza” e o homem se desumaniza. A alienação do trabalho estende-se para
a alienação do consumo. A produção desenfreada de mercadorias tende ao consumo desenfreado. Dentro desse processo de venda de produtos, a mídia tem um papel essencial de gerar necessidades, vontades de consumo na pessoa e meios para que isso aconteça. Quem não tem o produto da moda sente-se inferior, triste e infeliz. Mas é fácil conseguir o produto e ser feliz: você quer em dez vezes ou à vista? Horkheimer afirma que a razão nasceu da necessidade de dominar a natureza. Esse esforço de dominar a natureza demonstra o esforço do homem para dominar o próprio homem. Acredito que essa dominação acontece através da alienação do trabalho e do consumo, que são prisões invisíveis da contemporaneidade, por gerar a sensação de liberdade nas pessoas que estão presas pela necessidade de trabalhar sempre mais para saciar a vontade de consumir ainda mais.
EXPEDIENTE O JORNAL VISÃO ANÁPOLIS É UMA PUBLICAÇÃO MENSAL DA CONCEITO VISUAL End: R. Brasil Caiado, Qd. L2 - Lt. 17 - V. N. Shª D´Abadia - Fone: (62) 3313-2267 Anápolis - Cep: 75.120-430 - CNPJ 16.644.507/0001-18 - email: conceitovisual1@hotmail.com Editor-chefe: Newton Rodrigues MTE 2453/GO Projeto Gráfico: Samuel Santana Departamento Comercial: Eliane Rodrigues (62) 9227-1651 Departº Jurídico: Dr. Carlos Alberto de Lima OAB/GO 8394 Reportagem: Jane Evangelista Fotografia: Leonardo Moreira, Paulo Geovanni, Secom, Câmara Municipal Articulistas: Marcos Delson, José Augusto Paralovo, Richelson Xavier e Kevin Nogueira. Redação: Av. Miguel João nº 400, Vila Jussara Fone: (62) 3313-6058 - Anápolis/GO
Coordenação Editorial: Euro Representações & Publicidades Ltda. Distribuição dirigida: ADM Assessoria em Vendas e Comunicação. Cidades: Anápolis, Teresópolis, Goianápolis, Nerópolis, Jaraguá, Goiânia, Brasília, Alexânia, Abadiânia, Campo Limpo de Goiás. Tiragem: 5.000 exemplares O jornal não se responsabiliza por opiniões de seus articulistas, sendo destes a responsabilidade com o conteúdo e correspondentes observações emitidas pelos mesmos.
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Visão
FOTOGRAFIA 03
Anápolis, agosto/2014
A fotografia essencial do esporte A cobertura dos eventos esportivos mais importantes do planeta leva um anapolino ao desenvolvimento de projetos que têm, na fotografia, a ferramenta ideal para mostrar o lado humano das competições de alto rendimento NEWTON RODRIGUES A fotografia é uma arte. O esporte em muitos países também é considerado uma arte. A beleza plástica de muitas modalidades esportivas tem fascinado fotógrafos em todo o mundo e o registro instantâneo pode representar uma tela de moldura esmerada mostrando a capacidade do profissional da fotografia retratando momentos mágicos do esporte. O anapolino Geovaine de Oliveira, 41 anos, consegue retratar momentos inesquecíveis do esporte acompanhando de perto o desempenho de atletas de alto rendimento em eventos internacionais cobiçados por todos os grandes profissionais da fotografia esportiva. Ele garante que o seu trabalho não está limitado somente ao “click” fotográfico. O fator humano, para ele está sempre presente não só nos locais de competição, mas também sob a perspectiva da mobilidade urbana. Gosta, sobretudo, de fotografar as pessoas nas comunidades que abrigam os jogos. Os meios de locomoção nas zonas urbanas e o comportamento das pessoas que os utilizam são argumentos que o deixa intrigado resultando em fotografias espetaculares. A história de Geovaine inclui uma boa dose de persistência e de vontade para realizar seus sonhos. No início, a câmera emprestada por um tio foi responsável pela sua iniciação. Aos 15 anos, à medida que as dificuldades para inserção no mercado de trabalho se mostravam evidentes, na outra ponta o jovem fascinado pela fotografia, de maneira autodidata, permanecia fiel ao sonho de viver da fotografia. Seu primeiro evento internacional foi nos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro em
2007. Como voluntário auxiliou a comissão organizadora nos comitês de imprensa. Observou atentamente a movimentação dos fotógrafos credenciados e definiu que estaria presente nos Jogos Olímpicos de Pequim no ano seguinte. E como fotógrafo. Montou o projeto e seis meses depois com o apoio do presidente da Associação Chinesa do Brasil, Fernando Ou, conseguiu hospedagem em Pequim. Vendeu o seu carro, um Pálio WeekEnd, comprou os bilhetes de viagem e os ingressos, sobrando um valor suficiente para investir em equipamentos que pudessem garantir um trabalho profissional. As primeiras impressões de Pequim se mostraram recorrentes nas viagens posteriores. Os meios de transporte e o povo chinês chamaram a sua atenção. Mesmo sem credenciamento foram mais de 100 mil fotos que resultaram em um livro que pretende publicar no Brasil, já que tem o apoio da Lei Rouanet e procura empresas interessadas em apoiá-lo. Ao todo, três livros de fotografia esportiva aguardam patrocinadores. Fazendo esporte na universidade A sua formação tem uma importância fundamental nessa estreita ligação entre esporte e fotografia. Ao retomar o curso de bacharelado em Esportes pela Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, e criticado pelos colegas de academia quando trancou a matrícula um ano antes da conclusão do curso para viajar, ele percebeu que tinha avançado bastante no universo esportivo graças à sua experiência chinesa. Curiosamente, toda a impressão antecipada que tinha dos chineses caiu por terra à medida que interagia com o povo local. “Eu fui
PARTICIPAÇÕES BRASILEIRAS EM EVENTOS PARALÍMPICOS RECENTES ŸJOGOS PARAPANAMERICANOS DE 2007, NO RIO DE JANEIRO Em 2007 o Rio de Janeiro recebeu os Jogos ParapanAmericanos, que se transformou em um marco na história do esporte paralímpico nacional. Pela primeira vez os Jogos Pan (ODEPA) e Parapan (APC) foram realizados na mesma cidade, locais de competição, vila e pelo mesmo comitê organizador. A delegação brasileira foi composta por 238 atletas e 121 dirigentes e o país terminou a competição em primeiro lugar geral, sua melhor colocação, com um total de 228 medalhas, sendo 83 de ouro, 68 de prata e 77 de bronze. ŸJOGOS PARALÍMPICOS DE 2008, EM PEQUIM Nos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008, o Brasil seguiu com sua escalada de sucesso e alcançou o nono lugar no quadro de medalhas com 47 conquistas, sendo 16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes. A delegação verde e amarela foi composta por 188 atletas (133 homens e 55 mulheres), a maior da história do Brasil nos Jogos até então. O esporte que mais trouxe medalhas para o país foi a natação, com 19 conquistas, seguido de perto pelo atletismo, com 15. O Brasil subiu ao pódio em mais seis modalidades em
ENTREVISTA GEOVAINE DE OLIVEIRA Bacharel em Esporte - CREF GO-6698 Fotógrafo - FENAJ 2897/GO - FIJ BR14588
geovainedeoliveira@exportt.com.br www.facebook.com/GeovainedeOliveira
Pequim, com destaque para as medalhas inéditas na bocha, hipismo, remo e tênis de mesa. ŸJOGOS PARAPANAMERICANOS DE 2011, NO MÉXICO O Brasil competiu nos Jogos Parapan-Americanos de 2011 em Guadalajara, no México. A delegação brasileira nos IV Jogos Parapan-Americanos foi composta por 231 atletas, sendo a maior delegação dos jogos, superando inclusive o país anfitrião. O país terminou os jogos com o bicampeonato, tendo conquistado duas medalhas de ouro a menos que seu melhor resultado da história, conseguiu inclusive uma média de medalhas quase igual a de atletas.. Algumas competições serviram de seletivas para os jogos Paraolímpicos de verão de 2011, em Londres, na Grã-Bretanha. ŸPARALIMPÍADAS DE SOCHI 2014, NA RÚSSIA O Brasil participou pela primeira vez com Fernando Aranha e André Cintra. Eles estiveram dentre os 547 atletas de 45 países. Veteranos de guerra, atletas de 14 a 63 anos, deficientes rejeitados que viraram campeões, histórias diferentes que servem de inspiração. Que estarão de volta em 2018, nas Paralimpíadas de PyeongChang, na Coreia do Sul
JVA – O que é a fotografia para você? Geovaine de Oliveira – Particularmente a fotografia é a minha vida. É uma grande parte da minha vida e da minha história. O que eu sou hoje e, sobretudo aquilo que eu escolhi pra mim. Além da minha profissão é um meio pelo qual realizo os meus projetos, não só na área da fotografia, mas também os meus projetos de vida. JVA – O evento esportivo pode ser observado de variadas formas. O que é importante para você e de que forma você consegue captar através de sua lente tudo aquilo que oferece um grande evento esportivo? Geovaine de Oliveira – O esporte não é só o movimento, exercício físico, a competição ou o jogo. O esporte tem um lado cultural e artístico. Tem a sua história e todo um contexto que o define. Como exemplos: o futebol, a natação, vôlei, beisebol, softbol, bocha e tantos outros esportes que existem pelo mundo afora e a gente não faz ideia de que existam. O que eu procuro
com uma mentalidade préformada de um sistema fechado e muito conservador”, afirma. O choque de uma cultura milenar e a modernidade apresentada na chegada, dentro do maior terminal aeroportuário do mundo, em Pequim, resultou em fotos impactantes. “O respeito entre eles põe ordem no caos do trânsito. O comportamento, a diversidade cultural, os hábitos e costumes, além do jeito de ser dos chineses são marcantes. Trabalham muito, mas, não excedem o limite físico”, complementa admirado. Na sequencia, outras competições internacionais exigiram do fotógrafo anapolino a mesma determinação em conseguir dinheiro suficiente para cobrir as despesas de viagens e hospedagens. Nos Jogos Panamericanos do México fez permuta de serviços de fotografia para pagar a hospedagem. As Olimpíadas de Inverno em Sochi 2014, na Rússia e a Copa do Mundo de Futebol no Brasil são as últimas competições de Geovaine. O frio de 30 graus abaixo de zero em sua chegada a Moscou mais uma vez não significou um empecilho ao seu trabalho. Nessa ocasião deixou de ir de avião a Sochi para mais uma vez compartilhar da companhia de pessoas que utilizavam o trem e assim, registrar flagrantes interessantes para o seu estudo empírico do comportamento humano através da fotografia. O lado humano do esporte Os Jogos Paralímpicos recebem de Geovaine um espaço maior em seus projetos a partir do momento em que os registros de atletas portadores de necessidades especiais serviam como exemplos de superação. Curiosamente a palavra superação sempre esteve presente em seus projetos desde o primeiro instante. “É a maior lição de vida
com a fotografia esportiva é registrar e mostrar esse lado cultural e artístico do esporte. De tudo que envolve o esporte. Os atletas, os bastidores da organização, a arte que tem na estrutura de um ginásio ou estádio, os costumes e os hábitos das pessoas que vivem naquela cidade ou país da realização dos jogos. Essa panorâmica vai muito além do que é visto no campo esportivo. JVA – O que te chama à atenção quando você chega a um país para fotografar um evento esportivo? Geovaine de Oliveira – Não foram tantos eventos assim. Eu gostaria que fossem mais. Falamos de alguns eventos e muitos outros ficaram no meio do caminho. Uma coisa que tem chamado a minha atenção, que tem despertado a minha consciência é a descoberta da semelhança que existe entre qualquer ser humano do planeta. Temos nossas diferenças culturais, regionais, climáticas, de hábitos, de culturas, de alimentação, etc. Mas são diferenças tão pequenas e insignificantes diante das semelhanças que temos. Mesmo sendo
quando você vê um atleta superar as técnicas mais ela-boradas para o alto rendimento. Os Jogos Olímpicos são um grande evento, mas o lado humano nas Paralimpíadas supera tudo”, observa convicto. Na Copa do Mundo de Futebol deste ano, no Brasil, ele aprimorou a sua visão do homem que está em todos os estágios e cenários de um grande evento esportivo. Algumas impressões somam-se a muitas imagens coletadas nos estádios brasileiros. Quando afirma que “o brasileiro não é o povo que mais gosta de futebol e sim da festa que
uma língua aparentemente incompreensível descobrimos que temos muito mais singularidades comuns que nos tornam iguais. Os mesmos sonhos, os mesmos problemas, mesmos projetos, as mesmas alegrias e as mesmas decepções. Isso faz com que quebremos um monte de preconceitos e paradigmas que limitam a nossa visão de mundo, de vida e de planeta. JVA – O esporte é uma poderosa ferramenta para a humanidade? Geovaine de Oliveira – Sim. Eu acredito que é uma grande ferramenta para promover a paz e a união entre os povos do planeta, porque num evento internacional você tem contato com pessoas do mundo inteiro. Nações e povos diferentes. Alguns considerados politicamente inimigos, mas que no momento da confraternização do esporte as armas e os escudos caem por terra. É um momento de reconhecer que na verdade nós somos uma única e grande família. A família humana. Somos seres humanos com muito mais igualdades do que diferenças. Nenhum
envolve o esporte”, Geovaine fala com propriedade: “O estádio é uma panela de pressão. O torcedor uma válvula de escape. No evento olímpico o torcedor é mais organizado e infelizmente o futebol perdeu a sua essência sendo um grande evento financeiro”. Hoje, ele se dedica exclusivamente à fotografia e confecção de telas e quadros fotográficos, mas procura apoio para seus projetos cuidadosamente planejados e que aguardam respostas positivas de grandes empresas brasileiras. Segundo ele, o maior ensi-
outro acontecimento ou evento tem esse poder de reunir um enorme número de nações e pessoas de diferentes partes do mundo. É o poder do esporte em fazer isso. JVA – Qual a diferença entre olimpíada e paralimpíada? Geovaine de Oliveira – São dois extremos, eu acredito. Um evento olímpico tem mais prestígio, mais glamour, muito mais interesse por parte da mídia com mais repórteres fazendo a cobertura. Por outro lado, um evento paralímpico tem o lado da sensibilidade humana, a presença e a preocupação com a pessoa em primeiro lugar. É uma lição de vida infinitamente maior do que é percebido num evento olímpico. JVA – A fotografia e o esporte têm proporcionado a você uma melhor visão da sua própria vida como ser humano? Geovaine de Oliveira – Eu costumo dizer que aquilo que acontece de bom no mundo do esporte está dentro do campo de jogo. Hoje existem muitos
namento que não o deixa ficar desmotivado é o fato de presenciar o esforço de atletas de diversos países nas paralímpiadas e ter a certeza de que o ser humano se faz presente nas competições de alto rendimento. Resume em frases a satisfação que tem com a atividade profissional que o leva a várias partes do mundo: “O fotógrafo é um andarilho, um viajante. Aliás, a vida é uma eterna viagem de volta para casa. Carregamos dentro de nós as nossas raízes familiares, a nossa cidade, o nosso berço”, finaliza emocionado.
excessos na organização. Quero dizer que existem muitos interesses que vão além da prática esportiva. Muito além do que é a participação ou a conquista de um troféu ou de uma medalha. Um atleta ser um campeão olímpico ou uma equipe sagrar-se campeã do mundo não significam mais estar no auge do mundo do esporte. São muitos interesses obscuros. JVA – Qual o grande segredo de conhecer novas culturas e da arte de fotografar? Geovaine de Oliveira – É a sensibilidade. A percepção é o principal componente da fotografia. Muito mais até do que os aspectos técnicos, do que a própria luz. É ter a capacidade de perceber detalhes, momentos e interagir no ambiente que se está inserido. Ter a humildade de deixar os preconceitos e fazer parte daquele povo, aprendendo a língua, aceitando a comida e como eles se comportam. Não é deixar de ser você mesmo, mas tentar aprender sempre.
Visão
04 NEGÓCIOS
Anápolis, agosto/2014
ENTREVISTA
EDSON TAVARES
EMPRESÁRIO E SUPERINTENDENTE DO PORTO SECO CENTRO-OESTE S/A A visão vanguardista serve ao empresário para destacá-lo em meios aos demais. Acreditar na viabilidade de um empreendimento exige certa dose de ousadia e não está disponível a todos aqueles que sonham com uma empresa competitiva no mercado internacional. O NEWTON RODRIGUES JOSÉ AUGUSTO PARALOVO JVA – O Porto Seco Centro-Oeste é resultado de uma visão logística, econômica ou empresarial? Edson Tavares – Na verdade é uma fusão dos três. A Receita Federal apresentou um estudo de viabilidade econômica e umas dezesseis empresas retiraram esse Edital, mas no dia da licitação só aparecemos nós, goianos, porque muito visualizaram que não tinha v i a b i l i d a d e e co n ô m i ca . N ó s acreditamos. Dois anos depois sobrou para mim a gestão, pois colocávamos
dinheiro e a viabilidade econômica não aparecia. Existia um perfil que faríamos muitas exportações e na verdade a exportação de zonas secundárias é complicada. Assumi e fomos atrás de parcerias com o Estado, a prefeitura nos ajudou muito no início e buscamos incentivar para que as empresas viessem para cá. O Porto Seco é uma concessão pública federal, porém administrada pela iniciativa privada. A Receita Federal faz a sua parte na fiscalização, não interferindo em nossa gestão, nem nós na deles; a Anvisa e o Ministério da Agricultura são órgãos distintos e uma empresa com uma visão diferente. Na minha visão, porto – seja seco, molhado, aeroporto ou fronteira - não é local para armazenar carga por longos períodos. Esta tem que passar por aqui e o empresário ter a liberdade de levá-la para onde quiser. Depois de quinze anos os
empresário anapolino Edson Tavares, à frente de uma estação aduaneira no centro-oeste brasileiro, tem visitado várias partes mundo buscando um conhecimento maior do segmento empresarial que tem na logística uma nova arma estratégica para antecipar lucros. Mesmo assim, não
outros portos querem seguir essa nossa tendência. Quando iniciamos, éramos o 64º porto, hoje somos o terceiro, encostado no segundo, e tem horas em que batemos o primeiro. JVA – No cenário mundial a logística brasileira não está bem ranqueada no momento. De que forma o Porto Seco Centro-Oeste se mantém em rota ascendente na logística brasileira e também no âmbito internacional? Edson Tavares – Essa queda para nós foi uma grande surpresa, pois o Brasil melhorou muito na infraestrutura.
Mas ainda é pouco. Eu fui à Ásia e aos Estados Unidos, mas me inspirei nos modelos alemão, holandês e belga que são os destaques hoje nas logísticas de ferrovia, de rodovia e o aquaviário. Recentemente fiquei 22 dias conhecendo portos e aeroportos nesses países. Temos só quinhentos anos de existência e o Brasil ainda tem muito para contribuir e colaborar. Somos um país ainda verde e eles bem amadurecidos. Em Anápolis, nós acreditamos e fomos buscar tecnologia, por isso não somos surpreendidos. Estamos na vanguarda tecnológica. Buscamos máquinas e equipamentos, módulos, métodos operantes diferentes do restante do Brasil. Somos referência para a nossa Associação cujos diretores, recentemente, nos visitaram à frente de grandes empresas do segmento portuário brasileiro, principalmente de Santos,
Vetor Político JANE EVANGELISTA §Histórias - O concurso “Contadores de
Histórias” promovido pela Secretaria Municipal de Educação contou com a participação da vereadora Profª Geli Sanches (PT) como jurada. O evento aconteceu no auditório do Senac. Os melhores colocados receberam kits de livros infantis e no primeiro lugar ficou Douglas Vinícius Borges Rodrigues da Escola Presbiteriana Filadélfia. §Conselho tutelar - Projeto de lei apresentado na Câmara, neste mês, de autoria do vereador Wederson Lopes (PSC) visa tornar obrigatória a comunicação imediata das instituições hospitalares instaladas no município, sejam elas públicas ou privadas, ao Conselho Tutelar ou ao Ministério Público, sempre que houver registro de entrada de crianças ou adolescentes em razão do uso de álcool ou drogas. § Reprovado - Outro projeto de Lei que chegou à Câmara Municipal de autoria do executivo, solicitava a autorização do Legislativo para que “áreas inservíveis” pudessem ser alienadas. Após inúmeros questionamentos dos parlamentares, inclusive em reunião com o Procurador Geral do Município, Dr. Edmar Silva, o projeto foi retirado por não indicar quais seriam as áreas. O mesmo será refeito e apresentado novamente na casa de Leis. §Desatenção 1 - vereadores lamentam a pouca atenção por parte de secretários municipais aos requerimentos do Legislativo. O vereador Jakson Charles (PSB) em várias ocasiões
abandona a influência telúrica de quem sabe de onde veio e para onde vai no mundo dos negócios. Em entrevista ele valoriza a cidade de Anápolis e mostra, de maneira otimista, que é possível ocupar um espaço no globalizado universo empresarial sem sair de sua cidade natal.
São Paulo, da Bahia, do sul do país. Eles vieram conhecer o que fizemos de diferente. Um exemplo disso: Quando criamos aqui uma estação de convivência para os motoristas com tratamento digno e respeitoso. Eles têm à disposição: Lan House, cinema, brinquedoteca, restaurante, área de lazer e playground. Quando chegam aqui, já sabem que serão respeitados. É um investimento nosso na valorização do ser humano. Outro exemplo: Buscamos parcerias com instituições de ensino médio, tecnológico e superior. Nós formamos a nossa mão de obra e quando vamos contratar buscamos pessoas que tenham uma ou mais formações. Na hora de uma crise, aquele que tem mais funções será preservado. JVA – O que falta para a consolidação do polo logístico aqui em Anápolis? Edson Tavares – Falta muito pouco. Até porque falamos dessa plataforma logística multimodal há mais de dez anos. A ferrovia levou 27 anos para conclusão. A infraestrutura está aqui praticamente pronta. No aeroporto de cargas estão terminando a pista, mas ainda falta muita coisa. Tem que fazer hangar, armazéns e toda a infraestrutura de movimentação e os prédios. Falta muita coisa ainda. Eu considero a pista equivalente a 30 %. Os outros 70 % podem passar para a iniciativa privada que nós fazemos. Nós temos a gestão e a condição de fazer muito rápido. Precisamos virar essa página de centro de convenções, aeroporto e plataforma e partir para outras reivindicações pertinentes à cidade. JVA – Neste tipo de investimento é possível diferenciar o que é da competência do governo ou da iniciativa privada? Edson Tavares - Sim. No mundo inteiro quem administra aeroportos é a iniciativa privada. Até nos países comunistas. Nos Estados Unidos até hoje o controle das ferrovias está nas mãos da iniciativa privada. A cabotagem e a navegação também. O
cobrou do secretário de Esportes, Ademir Marinho, a instalação de banheiros públicos nas proximidades dos campos de várzea, mas ainda não teria obtido resposta positiva. §Hora certa - Jerry Cabelereiro que luta incansavelmente para proteger o meio ambiente e fiscalizar os rios e nascentes contra contaminações, terá mais tempo para dedicar-se a esta causa. O vereador era candidato a deputado estadual e no dia 13 de agosto último comunicou a retirada de sua candidatura alegando não ser este o momento ideal para projetos políticos mais ambiciosos. §Pauta - Dois assuntos mereceram destaques frequentes nas pautas dos vereadores nas sessões ordinárias da Câmara Municipal de Anápolis, em agosto: Falta de abastecimento de água na cidade e lentidão na execução de obras públicas. Principalmente nas intervenções na Avenida Universitária e no Bairro Jk. Lógica - Para os vereadores Jakson Charles § (PSB), Mauro Severiano (SD), e Jean Carlos (PTB), a solução dos problemas relacionados ao abastecimento de água requer paciência da população e do próprio parlamento. Estes acompanharam o vereador do PSB na reunião com o governador Marconi Perillo e dirigentes da Saneago, quando a garantia de solução do problema foi assegurada por parte do governo estadual. Segundo o vereador Jakson Charles, o transtorno dos últimos dias será compensado a partir do momento em que não mais faltar água nas residências anapolinas. §Desatenção 2 - O vereador Jean Carlos (PTB) também está descontente. Ele ressalta que os vereadores são cobrados pela população, e que geralmente buscam repassar tais cobranças aos órgãos competentes. Entretanto, de modo corriqueiro as solicitações não tem andamento, segundo o parlamentar.
governo deve ficar com a fiscalização, com a regulação. Eu espero que o centro de convenções, o aeroporto, a plataforma logística e as rodovias fiquem nas mãos da iniciativa privada para que o governo possa fazer o seu papel que é fiscalizar. JVA – Quando o senhor fala dessa maneira, significa que a iniciativa privada tem mais competência para administrar? É a visão correta de investimento como todo negócio deve merecer? Edson Tavares – A iniciativa privada ao longo dos tempos tem mostrado uma melhor gestão. Ela sabe comprar, sabe vender e consegue administrar com um custo muito menor.
“Na minha visão, porto – seja seco, molhado, aeroporto ou fronteira - não é local para armazenar carga por longos períodos”. JVA – O que vai ser discutido a partir de agora em termos de logística? Quais são as demandas que exigem uma mudança de postura na gestão e administração empresarial? Edson Tavares – Primeiro é necessário definir o modelo de gestão. Se através de concessão ou permissão, se será um condomínio ou polo. Definindo isso, a iniciativa privada age e o Estado vai dar os incentivos. Não é só termos uma boa infraestrutura. Precisamos tem um diferencial para ser usado como atração. Isso só acontece com benefícios. Quando tentam eliminar os benefícios - os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro já ofereceram muitos benefícios – e veem a região Centro-Oeste com Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, e mais Pernambuco, Ceará, Pará, Amazonas, Santa Catarina e Espírito Santo crescendo, eles se sentem incomodados. A política do “café com leite” é centenária, é tradicional. O Brasil não é só São Paulo, Rio e Minas Gerais como eles pensam. Precisamos interiorizar o crescimento para que ocorra um desenvolvimento
sustentável na educação, na saúde. É através da indústria que vem a riqueza e você faz o social. É com o dinheiro do capital que vamos transformar o social. As novas demandas, eu apresento aqui em primeira mão: Vou começar a cobrar assim que a ferrovia Centro-Atlântica começar a operar - juntamente com plataforma logística e aeroporto uma nova visão de saída. Precisamos encontrar alternativas para o transporte rodoviário e ferroviário. O aquaviário é uma dessas alternativas. Por exemplo: o transporte rodoviário é caro para quem paga, barato para quem recebe e muito ruim para a nação brasileira.
“O mundo inteiro utiliza contêineres e o Brasil ainda bate carroceria de caminhão. Podemos colocar essa carga no contêiner”. JVA – Que futuro pode ser previsto ou vislumbrado em termos de logística? Edson Tavares – No momento estamos ao lado de um futuro centro tecnológico. Precisamos de áreas para acomodar mais indústrias. O que é o desenvolvimento? É ter mais produtividade com o menor custo de produção. E temos este perfil. Nós vamos ligar os portos do norte e economizar quatro mil quilômetros, e isso pode acontecer agora. Vou dar um exemplo de sustentabilidade e de redução de custos: A região de Anápolis, de Aparecida e de Goiânia têm grandes atacadistas. Principalmente Anápolis, que lidera no ramo de atacado. Esse atacadista precisa de uma nova logística de transporte que é a ferrovia. E o novo modal que é o transporte em contêineres. O mundo inteiro utiliza contêineres e o Brasil ainda bate carroceria de caminhão. Podemos colocar essa carga no contêiner. Ele dá mais agilidade, mais segurança e redução de seguro e as cargas que vão levar alimentos ao norte do Brasil podem seguir em contêineres e no retorno trazer mercadorias da Zona
Franca de Manaus. O contêiner é o meio de transporte mais seguro e melhor do mundo porque leva e traz ca rga . E sta m o s fa ze n d o u m a experiência com motocicletas. Vamos trazê-las de Manaus em dezembro ou janeiro de 2015. O que for para Anápolis será distribuído por aqui e o restante segue para Sumaré, em São Paulo. De lá volta carregado de peças, insumos, máquinas, equipamentos e matériaprima para nossa região e outras que já citei. JVA – A geografia foi generosa com Anápolis cabendo agora somente uma boa gestão? Edson Tavares – Eu costumo falar que da Estação Orbital no espaço você vê a Muralha da China e também Anápolis entre duas capitais. Temos que aproveitar melhor essa geografia que nos favorece. A Base Aérea não está aqui por acaso. Os militares viram que a logística para interceptação de aeronaves é perfeita. Por falar em aviação, vamos lutar para trazer a montagem dos caças Gripen NG de tecnologia sueca para Anápolis. Estar ao lado de uma base aérea, uma estação aduaneira, um aeroporto civil com a pista longa são condições muito interessantes. Vamos aproveitar melhor esse privilégio de estar entre essas duas capitais.
“O transporte rodoviário é caro para quem paga, barato para quem recebe e muito ruim para a nação brasileira”. JVA – De que forma o investidor estrangeiro percebe a cidade de Anápolis? Edson Tavares – Ele quer saber da posição estratégica, da capacidade de ensino e da segurança. A capacidade logística é perfeita. A capacidade de ensino com os cursos, as várias faculdades, universidades e centros universitários garantem outra vantagem. Os diversos cursos técnicos e tecnológicos também acrescentam. E a boa qualidade de vida de um povo feliz. Acabamos de receber o título de cidade feliz e um povo feliz. Isso se chama qualidade de vida. O fato de estarmos entre duas capitais, Brasília e Goiânia, ampliam as opções de lazer além do clima agradável de uma cidade gostosa de viver. Em resumo: É uma cidade que realmente faz a diferença.
Trabalhador da construção civil quer compromisso social
ELIANE RODRIGUES
Um dos grandes desafios na atualidade é garantir ao trabalhador brasileiro o resgate do compromisso social que possibilite uma melhor qualidade de vida no trabalho. Três pilares, segundo especialistas em gestão de pessoas, são responsáveis para que o ambiente profissional corresponda aos anseios da massa trabalhadora. Mencionase: Condições de trabalho, valorização salarial e reconhecimento do ser social que desenvolve qualquer atividade. O presidente do Sindicato dos Empregados nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Anápolis, Dr. José Gonçalves, avalia que há um distanciamento enorme nas relações profissionais para que o trabalhador seja respeitado como um ser social. “O Sindicato tem lutado para que o empresário, o governo e o trabalhador fiquem mais pertos. O salário está longe do ideal; não Uma demonstração do uso indevido do equipamento de segurança é ainda o que o trabalhador e s t r u t u r a i s o f e r e c i d a s, a contrato de trabalho ou o registro m e r e c e. N e s t e c a s o f a l t a segurança no trabalho merece e m c a r t e i r a p r o t e g e o especialização por parte dos um a a tenç ã o espec ia l no t r a b a l h a d o r ” , m e n c i o n a colaboradores para que os níveis mercado da construção civil. As Gonçalves. salariais melhorem. Falta uma observações recaem sobre aquele O dirigente classista finaliza visão profissional”, destaca. trabalhador informal que não afirmando que os colaboradores No aspecto social, Dr. José está sindicalizado e que, assim do Sindicato dos Empregados Gonçalves obser va que o f a z e n d o, p o s s a r e c e b e r a nas indústrias da Construção e trabalhador precisa ser tratado proteção do sindicato da sua do Mobiliário de Anápolis estão como um ser humano merecedor categoria. “O trabalhador é a aptos na orientação e no de um espaço social digno de ser parte mais interessada com a sua encaminhamento de denúncias ocupado. Um problema, na segurança e a garantia de seus para que o poder de fiscalização e atualidade tem preocupado o direitos. Esta segurança passa de autuação seja exercido com sindicalista e mencionado por pela contratação formal. O rigor, se assim for necessário. ele como um aumento responsável pela perda de qualidade profissional de trabalhadores na construção Segundo estimativas da OIT – Organização Internacional do civil. “O problema da droga Trabalho, de um total de 2,34 milhões de acidentes mortais de p r e c i s a s e r e n f r e n t a d o. trabalho a cada ano, somente 321 mil se devem a acidentes. As Campanhas precisam ser feitas restantes 2,02 milhões de mortes são causadas por diversos para que o trabalhador não trilhe tipos de enfermidades relacionadas com o trabalho, o que um caminho de vícios que só o equivale a uma média diária de mais de 5.500 mortes. prejudica”, indigna-se. (Fonte: http://www.onu.org.br/) Quanto às condições
Visão
POLÍTICA / MEIO AMBIENTE 05
Anápolis, agosto/2014
Moradores da Vila Jaiara dão exemplo de cidadania DA REDAÇÃO Em alusão ao Dia Municipal da Jaiara instituído em 21 de agosto de 2008, os moradores da Vila Jaiara promoveram diversas atividades comemorativas reunindo milhares de pessoas em eventos promovidos pela Associação de Moradores com o apoio da prefeitura de Anápolis e diversas instituições goianas. Localizada na região norte da cidade, a Vila Jaiara tem o reconhecimento histórico da população anapolina e segundo dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é o bairro mais populoso de Anápolis. Há 66 anos, a industrialização teve papel importante na formação urbana da região. As fábricas de tecidos Companhia Goiana de Fiação, Tecelagem do Algodão e Vicunha S/A impulsionaram o crescimento do setor e quando desativadas foram substituídas por um comércio forte, que hoje sustenta a economia local. O bairro, na atualidade, reúne condições favoráveis para a autonomia dos moradores oferecendo faculdade, hospital, clubes e associações, comércio variado, empresas p r e s t a d o ra s d e s e r v i ç o s e indústrias de médio porte. O Dia Municipal da Jaiara é realizado na mesma data de nascimento do engenheiro Luiz Carlos de Godoy, considerado o fundador e incentivador da ocupação imobiliária da região. O nome Jaiara, inclusive, recebeu este nome em referência aos filhos Jairo e Yara. A programação teve início no dia 19 de agosto com a realização do tradicional “Festival de Viola” n a s e d e d a A s s o c i a çã o d e Moradores. Duplas locais e outras convidadas apresentaram um vasto repertório da autêntica música sertaneja. A secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Agricultura realizou o Salão de Negócios dos Empreendedores do Microcrédito de Anápolis no feirão
coberto do bairro. A promoção faz parte do programa “Anápolis Acredita” oferecendo aos m o ra d o r e s d a r e g i ã o u m a exposição de produtos e serviços com atrações culturais, desfiles de moda e palestras. Realizado entres os dias 22 e 24 últimos, o evento em sua décima edição, recebeu elogios da população da Vila Jaiara mostrando o acerto da iniciativa. Va n t u i r A n t ô n i o C â n d i d o , presidente da Associação de Moradores da Vila Jaiara, faz um balanço altamente positivo da exposição: “Um sucesso total. A g ra d e c e m o s o a p o i o d o s comerciantes locais e dos órgãos parceiros possibilitando a realização da exposição que queremos incluir no calendário de eventos da Vila Jaiara para os próximos anos”, garantiu. O diretor de Indústria e Comércio do município Márcio Jacob destacou a realização de uma exposição de trabalhos de microempresários atendendo a uma nova proposta de descentralização de atividades da secretaria e observou: “Milhares de pessoas presentes e os expositores satisfeitos com a repercussão dos trabalhos e serviços apresentados na Vila Jaiara garantem o sucesso das ações desenvolvidas”. O prefeito João Gomes também prestigiou a exposição e ao lado da Primeira Dama, Lucimar Gomes, visitou os stands conhecendo de perto os trabalhos expostos. João Gomes também compareceu ao café da manhã oferecido à comunidade no Restaurante Popular no domingo, dia 24, quando oficialmente acompanhou um desfile cívico militar na Avenida Fernando Costa. Participaram do desfile as unidades do Colégio Militar, escolas da região e o público mais uma vez deu lições de cidadania ao acompanhar os minutos finais com a participação da Banda Lira de Prata.
Projeto do SESC leva biblioteca aos bairros DA REDAÇÃO
Uma biblioteca sobre rodas com aproximadamente três mil obras é oferecida à população anapolina pelo Serviço Social do Comércio. O projeto BiblioSesc tem como principal objetivo promover a leitura de livros aos moradores de bairros periféricos. O projeto em parceria firmada com a prefeitura de Anápolis por intermédio das secretarias municipais de Cultura e de Educação também terá no acervo da biblioteca um grande números de títulos de escritores anapolinos que fazem parte do projeto “Anápolis em Letras, Fatos e Imagens” e visitará as escolas da rede municipal de ensino. A solenidade de entrega do veículo adaptado para servir de ponto de leitura contou com a presença de autoridades, gestores
do SESC, professores e membros da União Literária Anapolina e da Academia Anapolina de Letras. Para ter acesso aos empréstimos é preciso se inscrever gratuitamente, apresentando o documento de identidade e um comprovante de endereço. Os empréstimos são realizados por 15 dias, podendo ser renovados após esse prazo. Durante o lançamento o diretor regional do Sesc Goiás, Giuglio Settimi Cysneiros, ressaltou a importância do incentivo à leitura. “A s n o s s a s e s c o l a s e a s comunidades periféricas são carentes de bibliotecas. O grande foco do trabalho do BiblioSesc é despertar o gosto pela leitura nas crianças, assim estamos garantindo o f u t u ro d e l a s ”, d e c l a ro u mostrando enorme satisfação.
Um grande público compareceu ao salão de negócios no feirão da Vila Jaiara.
O desfile Cívico militar contou com a presença de bandas marciais de escolas de Anápolis
O prefeito João Gomes e a primeira dama Lucimar Gomes ARTIGO
CULTURA
Planetário é atração educacional Com cerca de 1.200 m² de área construída, o Planetário Digital de Anápolis conta com três espaços. O primeiro é o Planetário Digital – Espaço Imersivo Multidisciplinar onde são realizadas as projeções digitais fulldome e conta com uma cúpula em formato hemisférico de 10 metros de diâmetro com capacidade de acomodar até 70 pessoas em confortáveis poltronas em um espaço que possibilita a apresentação dos mais diversos espetáculos visuais. Foram instalados equipamentos tecnológicos de projeção digital e astronômicos de última geração. Além de sua função didática, o Planetário Digital é também uma excelente sala de espetáculos virtuais, que pode se tornar uma atração turística e cultural de grande interesse do público em geral. O secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Fabrízio Ribeiro avalia que os objetivos propostos com a construção de um
espaço de divulgação e popularização da ciência tem superado as expectativas. “Este é um espaço de educação não formal. O que o aluno vê de forma mais teórica nas escolas e na universidade, aqui no Planetário ele tem a oportunidade de vivenciar uma experiência diferente. O grande objetivo nosso é despertar no estudante o interesse de forma geral pela ciência, tecnologia e inovação. É uma grande revolução. Vale mencionar que os agendamentos para os próximos dois meses já estão lotados”, observa o secretário. O Planetário e Observatório Astronômico tem parcerias com a Agência Espacial Brasileira, o Museu de Astronomia do Rio de Janeiro, a Universidade Federal de Goiás e a Universidade Federal de Brasília. Disponibiliza também horários programados com sessões de filmes na cúpula aos alunos das escolas de Anápolis e região e também à população anapolina.
As modernas instalações do Planetário Digital e Observatório Astronômico
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1973, o ano perdido JOSÉ AUGUSTO PARALOVO Biólogo e ambientalista
Todo mês de junho, quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, surgem as mais diversas denúncias com a grande mídia promovendo um estardalhaço sensacionalista e, depois, são ignoradas as agressões diuturnas com o meio ambiente, ou quando muito, tímidas intervenções jornalísticas. Incrível! A ganância, o desrespeito, o enriquecimento ilícito e, talvez, a falta de conhecimento, promoveram o maior extermínio da história do bioma Cerrado no Estado de Goiás, em 1973. Os governos federal e estadual criaram o programa Goiás Rural que incentivou o desmatamento do Cerrado para formação de pastagens e produção agrícola. O processo desenvolvimentista da época, sem planejamento ambiental, foi um desastre do ponto de observação dos ambientalistas para com o meio ambiente. Porém, os generosos incentivos vindos do Banco do Brasil, cuja hora-trator subsidiada em 50%, era “mamão com açúcar”. Em 1975 e 1979, o governo federal criou, respectivamente, o POLOCENTRO e o PRODECER, ambos destinando recursos com subsídios nunca vistos (de pai para filho), promovendo o enriquecimento de “coronéis” proprietários de alguns latifúndios para o desmatamento. E a biodiversidade do bioma cerrado? Ahhh! Fala sério né! Será que tem alguma consequência hoje - chuvas irregulares, desabastecimento, temperaturas instáveis, aquecimento global, etc - na intervenção dos 500 tratores desmatando com “correntões” em 1973? Vale registrar que o IBAMA baniu o uso de correntes. Será? Como sempre, naquela época surgiram denúncias de desvio de dinheiro público para a compra de apartamentos em praias, aquisição de veículos, viagens, etc. etc. etc! Os tempos mudaram. Hoje, encontramos um pouco mais de resistência e consciência com o meio ambiente, mesmo assim, o “rei” Roberto Carlos manda um recado a todos os “caras pálidas” com um trecho da música “O ano passado” que diz o seguinte: “Diante da economia, quem pensa em ecologia, se o dólar é verde, é mais forte do que o verde que havia, o que será do futuro que hoje se faz...”. Oohh meu Jesuszinho, Ajuda “Nóis”!
Visão
06 ESPORTE
Anápolis, agosto/2014
Anapolina empata com a seleção da Etiópia
Jogos promovem o esporte especializado NEWTON RODRIGUES
O zagueiro Cris, de cabeça, marca o primeiro gol da Anapolina no amistoso com a Etiópia
DA REDAÇÃO O amistoso internacional da Rubra com a Seleção da Etiópia terminou empatado em 2 a 2. A diferença de estilo de jogo não possibilitou uma grande apresentação das duas equipes, fato que não agradou ao pequeno público que acompanhou a partida no Estádio Jonas Duarte. Os gols do time colorado foram marcados por Cris e Raphael Luz, um em cada tempo. A Seleção Etíope encerrou um período de treinamentos no Brasil contra equipes de médio porte e
não obteve resultados expressivos. Mesmo com a ausência dos três melhores jogadores, o técnico português Mariano Barreto avalia que os seus jogadores fizeram um bom intercâmbio de conhecimentos com o futebol brasileiro. A Seleção da Etiópia quase veio ao Brasil para a disputa da Copa do Mundo de 2014. Foi desclassificada pela Nigéria, fora de casa, na segunda partida do play off decisivo ao ser derrotada por 2x0, tendo a vantagem do empate.
O técnico Edson Júnior acredita que a padronização tática que pretende implantar só pode ser alcançada a partir do trabalho constante nos treinamentos. O t r e i n a d o r fe z u m e s t á g i o recentemente no futebol português para conhecer de perto os métodos de treinamentos empregados pelos clubes europeus. O treinamento intenso com jogadas de repetição, segundo o treinador, aprimora um forte esquema tático e é utilizado por diversos clubes da Europa.
Até 1963, a seleção da Etiópia era uma das Seleções mais fortes da África, mas o boicote promovido pelas outras equipes do continente em protesto ao número de vagas oferecidos pela FIFA durante as Eliminatórias da Copa de 1966 enfraqueceu a Etiópia, que até 1982 não disputava a CAN (se classificou para a edição de 2013, mas acabou eliminada na primeira fase, com um ponto ganho no grupo C), e que nunca atuou em Copas do Mundo em sua história. (Fonte: http://pt.wikipedia.org)
A comunidade esportiva de Anápolis recebe mais uma vez os Jogos da Primavera. A 43ª edição da competição tem a abertura marcada para o dia 19 de setembro, no Estádio Jonas Duarte e deve reunir milhares de atletas competindo em 11 modalidades esportivas. Os jogos e provas utilizam as instalações esportivas do Colégio Galileu, da Universidade Federal de Goiás, Unievangélica, além dos ginásios Carlos de Pina e Internacional Newton de Faria. A escolha da rainha dos Jogos da Primavera é o grande evento que antecede a abertura e acontece no dia 12 de setembro. A diretora de Esportes da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, Simone Pereira, faz uma observação importante aos dirigentes das equipes inscritas: “O regulamento exige a presença das delegações no
O handebol é uma das modalidades esportivas dos Jogos da Primavera
desfile de abertura. A participação, portanto é obrigatória”. Outro ponto mencionado pela diretora diz respeito ao alcance esportivo em termos regionais. “Proporcionalmente é o maior evento do esporte especializado do Estado de Goiás. Em 2013, aproximadamente 6 mil atletas participaram em suas diversas modalidades”, menciona. A competição está no calendário
esportivo obrigatório do município ao lado dos Jogos Abertos e da Minimaratona 31 de julho e é promovida pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. Oferece ao público esportivo jogos e provas individuais nas modalidades: Futsal, volei, handebol, basquete, atletismo, tênis de Mesa, natação, capoeira, karatê e judô.
A edição 2014 dos Jogos da Primavera reúne diversas equipes nos esportes coletivos
Equipe Zatopek é destaque no atletismo goiano DA REDAÇÃO O Campeonato Goiano de Atletismo de 2014 mais uma vez destacou a força da equipe de Anápolis Zatopek / Ipiranga / Unievangélica / CPMGo. Dos cinco campeonatos regionais deste ano, quatro títulos de primeiro lugar e um de vice mantêm a hegemonia da equipe anapolina nas pistas de atletismo em Goiás. Os atletas a n a p o l i n o s co nf i r m a ra m o favoritismo nas diversas provas realizadas com promoção da Federação Goiana de Atletismo reafirmando os melhores índices e resultados dos últimos quatro anos nas provas estaduais. O coordenador pedagógico do Núcleo de Excelência em Atletismo Escolar do Projeto Zatopek, Markus Bonfim, aponta que os resultados são frutos de um trabalho planejado e que busca na formação dos técnicos da equipe a base teórica fundamentada para competições de alto rendimento. “As clínicas oferecidas aos treinadores em Anápolis atendem reivindicações dos próprios técnicos interessados. Recentemente quem esteve em Anápolis para orientação de técnicos fundistas e meio-fundistas foi Adauto Domingues, da seleção brasileira de Atletismo”, observa. Outro ponto destacado por Bonfim diz respeito à certificação
MUNDO DA BOLA Richelson Xavier & Kevin Nogueira §Diálogo - O Bom Senso FC e a CBF discutem a Lei de
Atletas do Núcleo de Excelência em Atletismo Escolar do Projeto Zatopek de seis técnicos da equipe Zatopek pela entidade máxima do atletismo mundial, a IAAF – International Association of Atlhetics Federations. “Com o apoio da prefeitura de Anápolis dentro do Programa “Esporte para Todos” conseguimos melhorar o nível técnico e participar das principais provas em todo o país. Temos atletas descobertos no Zatopek e que hoje integram projetos de formação de atletas para as Olímpiadas de 2016 como o Juliano Silva, de 19 anos que está na equipe IVL, do Vicente Lenílson , medalhista olímpico, na cidade de Cuiabá. A atleta Andrielly Lorrainne, 16 anos é destaque nos 100 metros rasos
JOSÉ AUGUSTO PARALOVO A Liga Anapolina de Desportos que também agrega equipes de futebol de cidades vizinhas realiza um bom campeonato amador na atual temporada. O tradicional e organizado Avaí faz a melhor campanha da competição até o momento, sendo campeão do primeiro turno e um forte concorrente a repetir a dose no segundo. Por outro lado, membros da diretoria do clube questionam o atual formato de disputa do campeonato. Segundo eles, todo o brilhantismo da equipe pode cair por terra nos confrontos na fase decisiva. O Avaí pode ser o melhor nos dois turnos e não
levar o título de campeão amador de 2014. O atual regulamento prevê que as oito agremiações melhores classificadas passem à próxima fase. Caso o Avaí empate uma e perca a outra, estará fora da competição. O indicado é que no próximo conselho arbitral outra fórmula possa ser discutida por todos os dirigentes visando um formato ideal que beneficie a todos os participantes. O que deve prevalecer nessa reunião é o diálogo amplo, saudável e dentro do âmbito esportivo. A união da LAD com os dirigentes amadores é altamente benéfica para o futebol anapolino.
e também já foi convidada por clubes de outros estados e em projetos que visam os jogos olímpicos. Markus Bonfim menciona que espera que o núcleo de excelência que hoje conta com 65 atletas possa ser ampliado na atual gestão para continuar beneficiando a população e descobrir mais talentos. “É a complementação da formação do ser humano nas áreas esportiva e educacional. Cito como exemplo a atleta e monitora da eq u ip e Gab riela Mo ta, h o j e acadêmica de Educação Física, quando foi acolhida pelo projeto fazia parte de um grupo em situação de vulnerabilidade social”, finaliza o coordenador.
Markus Bonfim e os troféus do Campeonato Goiano 2014
FUTEBOL AMADOR
O Avaí é forte concorrente ao título máximo de 2014
Responsabilidade Fiscal do Esporte. O presidente do bloco que defende o atleta profissional no Brasil, Ricardo Borges Martins esclarece: “O principal é que a gente não prejudique o campeonato que está em jogo. Tiramos perda de pontos para não correr o risco para ele ir para o tapetão. Punições desportivas são futuras. Se um clube não cumpriu um critério, ele é rebaixado no ano seguinte. E rebaixamento é sempre a última punição, tem de errar por muito tempo para ser rebaixado. Há punições diferentes em cada caso”. §Respeito - Um jovem torcedor do Yokohama F Marinos foi banido do estádio para sempre pelo próprio clube japonês por ter mostrado uma banana para o jogador brasileiro Renatinho, do Kawasaki Frontale. A partida era válida pelo Campeonato Japonês. A diretoria do Yokohama no ultimo dia 24 de agosto, emitiu uma nota oficial à imprensa internacional informando da punição. §Desencanto – Agosto é um mês para ser esquecido pelo Goiás. A folga por conta da Copa do Mundo parece que não fez bem ao time esmeraldino. O time do técnico Ricardo Drubscky sofreu cinco derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro. Mesmo assim o treinador afirmou que o trabalho está sendo bem feito e que os bons resultados vão aparecer. No Brasil nenhum treinador garante o seu próprio emprego com tantas derrotas seguidas. §Herança - A empresa contratada pela Alemanha para construir e administrar o CT usado pela seleção campeã na Copa do Mundo do Brasil negocia com credores e culpa o Banco Central por atrasos nos pagamentos. “Gostaria muito que isso fosse esclarecido. Admito o atraso, mas tivemos problemas com o fluxo de caixa e a liberação do dinheiro pelo Banco Central. Houve um problema de câmbio. Posso garantir aos credores que tudo será pago”, afirmou o empresário alemão Tobias Junge, um dos sócios da empresa gestora do empreendimento no povoado Vila de São José, em Santa Cruz Cabrália, na Bahia. §Campanhas - O Campeonato Brasileiro da Série B deste ano não está fácil para os clubes goianos. O Atlético/GO e o Vila Nova parece que acordaram. O Tigre, no inicio assumiu a lanterna da competição e para permanecer precisa trabalhar muito. A reação com vitórias, surpreendendo times como Vasco e ABC fora de casa, alegrou o torcedor colorado. Será que agora vai? Já o Atlético que no inicio da competição ficou um bom tempo na zona vermelha sofre com a alternância de bons jogos e outros decepcionantes.Também precisa trabalhar muito. §Primavera - A primeira fase da Série D termina em setembro e a Anapolina só depende dela para garantir a classificação à próxima fase da competição. Os trabalhos são intensificados, pois a diretoria quer a presença da Xata na terceira divisão brasileira em 2015. A liberação de atletas é uma coisa normal para enxugar o elenco e aliviar a folha de pagamento. O torcedor precisa continuar cobrando fora de campo para que os resultados sejam favoráveis no gramado.
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IMÓVEIS 07
Anápolis, agosto/2014
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“Parabéns aos moradores da V. Jaiara pelos 66 anos de conquistas!”
“Parabéns aos moradores da V. Jaiara pelos 66 anos de conquistas!”
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08 SOCIAL
Anápolis, agosto/2014
Gente&Fatos Por Eliane Rodrigues
Deus é Fiel!
O empresário Munir Caixe foi agraciado com a comenda Gomes de Souza Ramos em julho último. O representante comercial Divino Pires, aniversariante do dia 17 de agosto, ao lado da esposa Rosimar Rodrigues.
Aniversariantes no mês de agosto: Thiago Santos ao lado da esposa Cassiana
Ana Carolina Carnielo, bela e feliz, comemorando seus 15 anos no último dia 16 de agosto.
Aniversariante no último dia 9 de agosto, Dr. Hebert Santos ao lado da esposa Izaura Ingried.
Fernando Santana ao lado da esposa Patrícia que aniversariou no mês agosto.
Soraya Stanichesque de Sousa comemorou seus 15 anos com amigos e familiares em Brasilia-DF
Geovanna Pereira, aniversariante em 27 de agosto comemorou a data ao lado da família.
O editor-chefe do jornal Visão Anápolis, Newton Rodrigues na noite de autógrafos do seu quarto livro.
O empresário e escritor Mauro Hugo de Azevedo Lima, liderança política em Abadiânia-GO
Ester Louise, no dia 30 de julho último, comemorou com graciosidade seu aniversário no salão de eventos da Turminha Esperta com o tema “Rapunzel”.
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GERAL 09
Anápolis, agosto/2014
TIRAGEM: 5.000 UNID. CNPJ - JORNAL Nº 16.644.507/0001-1 - VALOR R$ 300,00
Departamento comercial: Eliane Rodrigues (62) 9227-1651 - e-mail: elianerodrigues-2012@hotmail.com
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Anápolis, através da atuação da sua categoria nestes 76 anos, tem uma parcela de contribuição para o crescimento desta importante região da cidade. Cumprimentamos todos os seus moradores na comemoração dos 66 anos da Vila Jaiara.
CONSTRUTORA
ESCAVAÇÕES
Praça das Mães nº 112 - Centro - Fone: 3324-6859 A USTRA (União Sindical dos Trabalhadores Anapolinos) e seus afiliados lamentam o falecimento do candidato à presidência da república, Eduardo Campos. Os brasileiros perdem uma liderança política para um futuro melhor do nosso país, do seu povo e de esperança da classe trabalhadora.
Limpeza de lote Areia Terraplanagem Brita Cascalho Lagos Escavações Aterros Represas LOCAÇÕES DE MÁQUINAS P/ HORA
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Rua Jaraguá, Lt 188 Qd. 14 - V. Jaiara Monitorado por VIA SATÉLITE
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Saúde a toda população da Vila Jaiara pelos seu 66 anos de progresso e ao seu povo ordeiro e trabalhador.
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10 GERAL
Anápolis, agosto/2014
EMPREENDEDORISMO
INOVAÇÃO
Ex-fazendeiro fatura mais de R$ 3 milhões com espetos de churrasco movidos a pilha
Jovem de 19 anos cria projeto para limpar oceano em uma década O holandês Boyan Slat desenvolveu o The Ocean Cleanup", uma solução para limpar o mar
Há dois anos, o administrador e fazendeiro Luciano Kaefer, 49 anos, decidiu abandonar agricultura e pecuária, arrendar sua propriedade e investir no próprio negócio: a EspetoFLEX, empresa que fabrica espetos de churrasco movidos a pilha. Gaúcho, Kaefer encontrou essa oportunidade para lucrar alto por acaso. No verão de 2012, Kaefer e a família estavam na praia, em Atlântica, litoral norte do Rio Grande do Sul. O administrador, que já tinha um espeto elétrico giratório, deixou as carnes rodando na churrasqueira e foi brincar com as filhas. Ao retornar, porém, descobriu que o espeto estava desligado pela falta de energia e as carnes, torradas. “Fiquei
bastante frustrado ao perceber que eu tinha um espeto giratório que não me servia para nada”, diz. “Passei a tarde toda tentando achar uma solução caseira que fizesse meu espeto girar sem ter que depender da energia elétrica.” Após desenhar o protótipo do espeto na cabeça, já com as quatro pilhas AA dentro do cabo motor e a chave ligadesliga, o empreendedor montou as peças e viu o resultado. “Os espetos funcionam durante 60 horas com até 6 kg de carne. Durante os testes, vendi 100 peças. Depois 300 e 700”, diz o empresário, que, até chegar a mil unidades do produto, terceirizava a produção. Ao perceber que a ideia tinha dado certo, Kaefer registrou a marca no Instituto Nacional da
Propriedade Industrial (INPI) e decidiu abrir uma empresa. Com um investimento inicial de R$ 10 mil de capital próprio, criou a EspetoFLEX. “Investi em fábrica, comprei equipamentos e arrumei mão de obra”. Segundo o empresário, todo dinheiro que entrava era investido no negócio. Atualmente, o ex-fazendeiro fatura R$ 300 mil por mês vendendo dois mil espetos. “Já exportamos para a China, Japão, Dubai, EUA, Inglaterra e Dinamarca”. Até dezembro, ele espera aumentar o faturamento para R$ 800 mil por mês, vendendo cinco mil unidades do produto. “Para isso, preciso dobrar os investimentos e aumentar o número de funcionários”, afirma. Fonte: http://revistapegn.globo.com
O sistema limparia o lixo plástico do Oceano Pacífico em dez anos
Mergulhando em águas gregas, Boyan Slat, 19 anos, encontrou mais do que esperava. No lugar de peixes e outros animais marinhos, o jovem holandês se deparou com garrafas e sacolas de plástico. O que era para ser um passeio de verão foi a inspiração que o estudante da Universidade de Delf, na Holanda, precisava para limpar os oceanos. The Ocean Cleanup (A limpeza do oceano, em português) é o projeto desenvolvido por Slat. A tecnologia limparia o lixo do Oceano Pacífico em cinco anos por meio de barreiras
que funcionam como grandes redes. Para locomovê-las, o jovem conta com a ajuda das próprias correntes oceânicas. Com isso, o custo seria reduzido, não haveria prejuízo às vidas marinhas e todo o material indesejável se juntaria no mesmo local. Em testes com protótipos, o sistema coletou resíduos em até três metros de profundidade e mostrou capacidade para remover 65 metros cúbicos de lixo diariamente. Slat apresentou as informações em um TEDx na Holanda, em 2012, mas teve de responder a críticas.
Ele e uma equipe de pesquisadores então desenvolveram um relatório de 530 páginas explicando a viabilidade da invenção. O holandês busca financiamento coletivo para botar seu projeto em prática com uma plataforma piloto. A arrecadação começou no início de junho, com objetivo de levantar US$ 2 milhões em cem dias. Em duas semanas, The Ocean Cleanup conseguiu 30% da meta.
Fonte: http://revistapegn.globo.com
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GERAL 11
Anápolis, agosto/2014
INSPIRAÇÃO
Professor de música fatura R$ 1 milhão vendendo aulas em DVD Há alguns anos, havia duas maneiras de se aprender a tocar um instrumento: a primeira era procurar uma escola de música. A outra era ir a uma banca de jornal e comprar uma das dezenas de revistas disponíveis no mercado. Nos primeiros anos da internet, era possível encontrar cifras em sites especializados. Só que é difícil aprender a tocar sem um professor, tanto no analógico quanto no digital. Com o surgimento do YouTube, a vida dos autodidatas ficou mais fácil: começaram a aparecer aulas gravadas na rede. Até existem pessoas que conseguem ganhar dinheiro com conteúdo próprio no YouTube, mas a grande maioria dos usuários continua com os bolsos vazios. No Rio de Janeiro, um professor ensina a distância com qualidade, usa o YouTube como chamariz e ainda ganha um bom dinheiro: ele é Heitor Castro, 45 anos. Com vídeos no YouTube, o carioca estimula a compra de videoaulas em DVD. Juntando o valor das vendas à receita de suas quatro escolas, Castro conseguiu faturar R$ 1 milhão no ano passado. Castro aprendeu os segredos da música soxinho. Formou-se em informática pela PUC-Rio e foi analista de sistema por mais ou menos dois anos, mas percebeu que queria mesmo era viver como músico. Em 1994, Foi estudar guitarra nos Estados
Unidos. Na volta, abriu uma escola própria: a Mais Que Música, que hoje tem quatro unidades, todas no Rio. O músico foi um dos pioneiros na postagem de conteúdo didático no YouTube, em 2006. Ele gravava sequências curtas, com dicas para iniciantes. A iniciativa deu certo e Castro sentiu que poderia fazer vídeos de aulas completas e vendê-los em DVDs. A princípio, ele apostou no lançamento de uma revista, que trazia o DVD como encarte. Posteriormente, decidiu focar apenas nos DVDs. Com o avanço do YouTube, Castro passou a postar trechos das videoaulas, a fim de estimular os usuários a comprar os DVDs. Atualmente, Heitor Castro vende, em média, 2,1 mil DVDs
por mês. Os vídeos ensinam a tocar violão, guitarra e piano. Também há videoaulas de canto e de harmonia e percepção. A maior parte dos clientes é do Brasil, mas ele também envia os produtos para países lusófonos e com comunidades significativos de brasileiros. Em 2013, juntando as videoaulas e a receita das unidades da Mais Que Música, Castro faturou R$ 1 milhão. Para este ano, ele não detalhou o que espera em relação a ganhos, mas afirma que está trabalhando na criação de DVDs de outros instrumentos. O site da escola tem mais informações sobre o empreendedor e a compra dos discos. Fonte: http://revistapegn.globo.com
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12 GERAL
Anápolis, agosto/2014
FINANÇAS
EMPRENDEDORISMO SOCIAL
Como conseguir crédito em bancos Dicas para quem sonha em ser um empreenderor na área social para acelerar o seu negócio Etapa 1: Definir a estratégia e o conceito de crescimento (Duração média indefinida) A primeira coisa é fazer o plano de crescimento e definir os conceitos que conduzirão a operação a partir daí. Há, basicamente, dois moldes para a captação de recursos: o project finance e o corporate finance. No primeiro caso, a empresa busca recursos para financiar um projeto específico. Nesse caso, o empréstimo será pago com a geração de caixa do um projeto, que ainda não existe, e por isso é preciso fazer previsões de fluxo de caixa o mais acuradas possível – o que mostrará quanto poderá ser pago ao longo dos anos, deixando claro quanto poderá ser tomado emprestado. Quando se faz um corporate finance, a empresa toma recursos para financiar a si mesma. Por isso, as garantias vêm de um fluxo de caixa já existente e patrimônio acumulado, o que ajuda a comprovar um risco menor para os donos do recurso. Considere contratar assessores para ajudá-lo nesta etapa. Eles levam à empresa uma abordagem profissional para o processo de definição da estratégia. Etapa 2: Estruturar o projeto (Duração média de 45 a 60 dias) Esta é a etapa em que você deve definir a estratégia de captação. Isso inclui a quantia necessária de recursos a ser pleiteada, listar as garantias que a empresa tem para oferecer, definir o prazo, carência, condições contratuais preliminares e conferir sua capacidade de honrar as dívidas no longo prazo. O pagamento do crédito vai caber na geração de fluxo de caixa prevista? O endividamento será um problema? Se você perceber que há falhas no negócio que não podem ser corrigidas no curto prazo, busque outra forma de acessar capital, com fundos de investimento, por exemplo. Muitas vezes, empresas de menor porte podem perceber que precisam, num primeiro momento, obter recursos com investidores para, só depois, conseguir construir as
garantias que abrirão o caminho aos bancos. Etapa 3: Abordar os agentes (Duração média de 30 a 60 dias) Faça um mapeamento dos bancos que têm objetivos condizentes com o plano da empresa – de acordo com setor, tipo de investimento e tipo de empresa, por exemplo. Essa análise também indicará quais deles apresentam as condições que se enquadram no projeto da empresa, como a quantia disponível ao empréstimo, as exigências e garantias, as taxas e os prazos. A partir daí, é preciso encontrá-los, apresentar o projeto e aguardar as respostas. Caso você não ache um número satisfatório de bancos interessados, inverta a lógica: em vez de encontrar aquele que melhor se encaixa nos planos da empresa, altere o projeto de forma a atender aos requisitos do banco que sobrou. Ainda assim, existe o risco de não encontrar ninguém interessado em financiar o projeto. Uma possível razão para isso é o mercado estar de “mau humor” – nesse caso a solução é adiar o plano ou buscar outras formas de captação, como com fundos de investimento. A outra causa pode ser, simplesmente, que o projeto não cativou ninguém. Quando isso acontece, é preciso voltar à etapa 2 e, ou redefinir o projeto. Etapa 4: Negociar as condições e fechar o contrato (Duração média de 180 a 240 dias) Escolhido o banco, é hora de sentar à mesa para negociar as condições. Nessa etapa, o assessor é
fundamental, pois você precisa ter um conhecimento profundo tanto da empresa quando de quais variáveis que os bancos costumam inserir nos contratos. Nesse momento, não é uma questão de apenas negociar taxas e prazos. É preciso discutir tudo o que limita a retirada de caixa e tudo o que pode gerar incerteza quanto ao pagamento do empréstimo. Essa lógica deve nortear toda a negociação. Ainda assim, há algumas cláusulas específicas dos contratos que podem ser flexibilizadas, quando é feita uma boa negociação. Por exemplo, para a cláusula bastante frequente que proíbe que novas dívidas sejam contraídas, o empreendedor pode pedir que, uma vez respeitadas todas as condições e não desrespeitando nenhum dos covenants, tenha o direito de buscar mais recursos. Assim, é preciso ler atentamente o contrato para identificar se há cláusulas que é melhor não aceitar ou tentar tornálas mais flexíveis. Etapa 5: Acompanhamento das condições e dos resultados (Enquanto durar o empréstimo) De tempos em tempos o banco vai pedir informações sobre as finanças da empresa para saber se tudo anda conforme o ideal. Nesse caso, será preciso ser transparente e se comunicar. Conforme o tempo passa e a empresa mostra sua solidez, saúde financeira e compromisso com o contrato, o relacionamento melhora, o que pode aumentar o leque de benefícios no longo prazo. Fonte: http://revistapegn.globo.com
A Vila Jaiara completa 66 anos de história. História vivida por trabalhadores fortes e honestos. Um povo que acredita que amanhã pode e deve sempre ser melhor que hoje.
Parabéns!
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“De
Goiás, por
Goiás, e para
Goiás”
Confira, abaixo, dicas levantadas durante a palestra e descubra como o conteúdo dessa plataforma pode agregar informações importantes para quem deseja empreender socialmente: Reconheça seu papel como cidadão. As empresas são formadas por pessoas que fazem parte da sociedade e que, como usuárias da infraestrutura dos locais aonde vivem, podem contribuir para solucionar problemas diversos. Identificar demandas sociais que incomodam o empreendedor como cidadão é um passo importante na aplicação de ideias que geram benefícios para todos. O empreendedor Irineu Costa Junior, por exemplo, abriu a empresa Desenhe Plante inspirado pela ideia de dar vida aos espaços cinzentos de sua cidade. Costa é morador de Sorocaba, município do interior paulista. De olho na tendência dos jardins verticais, ele aproveita materiais reciclados para criar novos designs de produtos que já estão sendo comercializados em outras regiões do país. Privilegie os interesses da
comunidade. Depois de avaliar suas experiências próprias, tenha em mente que é preciso olhar os espaços como um todo. Ações focadas em necessidades comuns têm maiores chances de encontrar adeptos. Por isso, procure esclarecer dúvidas sobre o andamento das políticas públicas de cada município para identificar as áreas mais promissoras para a sua atuação. No site do Programa Cidades Sustentáveis, por exemplo, é possível ter acesso a indicadores variados. Qualquer cidadão que se conecte à plataforma pode encontrar dados dos municípios que mantém seu cadastro atualizado. Saber se o setor educacional vai bem ou mal ou se é preciso investir em melhorias para a preservação do meio ambiente pode ser um primeiro passo na escolha por um setor específico. Busque inspiração em modelos que deram certo. Disseminar conhecimento sobre ideias que foram testadas em outros países também faz parte do trabalho desenvolvido pelo
Programa Cidades Sustentáveis. Em Londres, por exemplo, uma criação inovadora visa reduzir em até 40% o número de mortes por atropelamento até 2020. Por meio do uso de sensores e câmeras de vídeo, calçadas inteligentes detectam de forma automática quantos pedestres estão esperando para atravessar. Se o número de pessoas é muito grande, os sinais de trânsito são ajustados para permitir um tempo maior de travessia. Além disso, o semáforo fecha para os carros com maior rapidez. No Brasil, caso o governo ou algum empreendedor propusesse essa solução, é possível que a iniciativa desse certo? Fonte: http://revistapegn.globo.com
Sindicato dos Oficiais Alfaiates, Costureiras e Trabalhadores na Indústria de Confecção de Roupas no Estado de Goiás
O Sindicato dos Oficiais Alfaiates, Costureiras e Trabalhadores na Indústria de Confecção de Roupas no Estado de Goiás, juntamente com toda diretoria, felicita a população da Vila Jaiara pelos seus 66 anos de crescimento e progresso.
DELEGACIA ANÁPOLIS (62) 3324-0107 Rua 15 de Dezembro nº 135 - Centro - Sala 502