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Antologia


Dilercy Aragão Adler Leopoldo Gil Dulcio Vaz (ORGANIZADORES)

Antologia

São Luís

2013


Copyright © 2013 by EDUFMA A presente obra está sendo publicada sob a forma de coletânea de textos fornecidos voluntariamente por seus autores, com as devidas revisões de forma e conteúdo. Estas colaborações são de exclusiva responsabilidade dos autores sem compensação financeira, mas mantendo seus direitos autorais, segundo a legislação em vigor. Prof. Dr. Natalino Salgado Filho Reitor Prof. Dr. Antonio José Silva Oliveira Vice-Reitor DIRETOR DA EDUFMA E PRESIDENTE DO CONSELHO EDITORIAL Prof. Dr. Sanatiel de Jesus Pereira CONSELHO EDITORIAL Prof. Dr. André Luiz Gomes da Silva, Prof. Dr. Antônio Marcus de Andrade Paes, Prof. Dr. Aristófanes Corrêa Silva, Prof. Dr. César Augusto Castro, Bibliotecária Luhilda Ribeiro Silveira, Prof. Dr. Marcelo Domingos Sampaio Carneiro, Profa. Dra. Márcia Manir Miguel Feitosa, Prof. Dr. Marcos Fábio Belo Matos Capa e Editoração Eletrônica Roberto Sousa Carvalho Arte da Capa Ever Arrascue Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Biblioteca Central da Universidade Federal do Maranhão

Antologia mil poemas para Gonçalves Dias / Dilercy Aragão Adler, Leopoldo Gil Dulcio Vaz (Organizadores). – São Luís: EDUFMA, 2013. 753 p.: il. ISBN 978-85-7862-305-0 1. Literatura brasileira – Antologia poética. I. Adler, Dilercy Aragão. II. Vaz, Leopoldo Gil Dulcio. CDD 869.808 8 CDU 821.134.3(081.1)(81)

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INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO MARANHÃO FEDERAÇÃO DAS ACADEMIAS DE LETRAS DO MARANHÃO SOCIEDADE DE CULTURA LATINA DO ESTADO DO MARANHÃO

“e o nosso nome voará de boca em boca – de pais a filhos – até às mais remotas gerações e o esquecimento não prevalecerá contra ele” Gonçalves Dias


Agradecimentos Ninguém sobrevive sozinho, ninguém faz nada sozinho. Assim, temos muito a agradecer a inúmeras pessoas pela realização desta grande homenagem a Gonçalves Dias: aos autores de cada poesia e de cada texto, bem como a cada Instituição que deu o seu aval a este Projeto. À Profa. Maria Cícera Nogueira, por sua efetiva participação no momento da definição do nome do poeta nacional a ser homenageado neste Projeto. Ao Prof. Dr. Natalino Salgado Filho, Magnífico Reitor da Universidade Federal do Maranhão - UFMA, que abraçou o Projeto Gonçalves Dias, mostrando simpatia desde o início, o que possibilitou a continuidade da batalha para conseguirmos as demais condições, necessárias ao desenvolvimento desta empreitada, com o brilhantismo merecido pelo poeta Gonçalves Dias, que esperamos venha realçar a galhardia desta Atenas Brasileira. Os Organizadores


À Guisa de Apresentação Ao prefacear “As poesias completas de Gonçalves Dias da Coleção grandes poetas do Brasil”, publicada pela Editora Científica, no Rio de Janeiro, em 1965, Josué Montello afirma: “O culto a um poeta implica numa atitude mais complexa do que um simples ato de fé; exige o nosso exame, o estudo atento da mensagem que nos deixou.” Precisamos, sim, cultuar a nossa memória coletiva... a nossa história... e os homens que mais marcaram as suas presenças, que mais dedicaram as suas inteligências, as suas forças, as suas ousadias e potencialidades para engrandecer a imagem do nosso Brasil. Uma Pátria se faz com homens e feitos. Claro, que todos os brasileiros fizeram e fazem essa história, de forma diferenciada e específica. Desde aqueles que construíram com os seus braços e muito suor os monumentos, os casarões, as avenidas, os viadutos e calçadões, milhões de anônimos que fizeram de São Luís Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, entre outras cidades brasileiras. Mas alguns se firmam com traços mais visíveis e terminam por representar os demais, até porque sem o aval dos demais ninguém se firmaria. Diz ainda Josué Montello no mesmo prefácio: E é isto que se pretende seja feito, com esta nova publicação das Poesias de Antônio Gonçalves Dias. Elas constituem, inegàvelmente, o primeiro documento considerável da sensibilidade brasileira traduzida em versos duradouros. Quarenta e oito anos depois (1965-2013), pedimos emprestadas essas palavras para Josué Montello, objetivando continuar o culto necessário ao nosso grande poeta Antônio Gonçalves Dias, que, neste momento, é traduzido através desta grande homenagem configurada em 1000 poesias de poetas renomados imortais, poetas renomados contemporâneos, poetas neófitos, poetas e pessoas de várias pátrias, de várias idades e diferentes escolaridades, para reavivarmos a memória, reacendermos a chama e ratificarmos a importância de empreitadas desse gênero. Desse modo, é isto que se pretende seja feito com esta nova publicação de poesias em homenagem a Antônio Gonçalves Dias: vivificar a Fé, a memória e novos estudos


das mensagens deixadas por esse grande nome das letras brasileiras, Antônio Gonçalves Dias. São Luís, 1º de janeiro de 2013 Dilercy Aragão Adler

Presidente da SCL do Brasil e do Estado do Maranhão IHGM Cad.nº 01


Apresentação 1 Quando a Dilercy retornou do Chile (2011), onde participou do lançamento da antologia dedicada a Pablo Neruda nos trouxe, ao Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão – IHGM o desafio de ‘cometer’ algo parecido. Fui contra. Disse na ocasião que caberia à academia de letras reunir poesias sobre o poeta gonçalvino; que a ideia fosse levada àquela instituição, ou à Academia de Letras de Caxias. Ao IHGM caberia um estudo sobre a vida e a obra, especialemnte do historiador-pesquisador, e não uma reunião de poetas e suas poesias em homenagem a Gonçalves Dias. Voto vencido, pela defesa da ideia, feita pelo Confrade Álvaro Melo, a Assembléia decidiu levar adiante a proposta... Foi necessário um projeto, encaminhado à AGO, que o aprovou; mais, seria incorporado às comemorações dos 400 anos de São Luís e estabelecido o “Ano de Gonçalves Dias”, agosto de 2012 - agosto de 2013, por ocasião das comemorações dos 190 anos do nascimento do ilustre caxiense. Além da Antologia, seria estimulado a produção de estudos sobre a vida e obra do ilustre poeta... O que foi feito! Após alguns meses de intensa troca de correspondência, tanto institucionais quanto pessoais, viu-se que em 2012 as obras não estariam completas... tínhamos a alternativa de ‘levar’ para 2013. Mais um ano de provocações, de buscas, de reuniões, de muito trabalho. Os três entes comprometidos com a realização da obra - Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão sob a presidência da profa. Dra. Telma Bonifácio dos Santos Reinaldo; a Federação das Academias de Letras do Maranhão, presidida, então, pelo confrade Álvaro Urubatan Melo; e a Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão, à frente a Poetisa Dilercy Aragão Adler, não mediram esforços, nem economizaram nas tintas e nas correspondências eletrônicas, buscando adesões, cumplicidades... De primeira hora, nosso Confrade Reitor da Universidade Federal do Maranhão Natalino Salgado Filho; nosso confrade Arthur Almada Lima Filho, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Caxias; a ilustre Professora Erlinda Maria Bittencourt, da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA/Caxias, do poeta Wybson Carvalho, presidente da Academia Caxiense de Letras e por último, nosso compa-


nheiro de jornada Weberson Fernandes Grizoste, do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos, da Universidade de Coimbra - Portugal. Nesse ultimo ano, dedicamo-nos ao Projeto Gonçalves Dias. Como dito, buscando parcerias, apoios, adesões... Buscamos a Secretaria de Educação de Caxias, a Academia de Letras de Caxias, a Prefeitura Municipal de Guimarães e sua Camara Municipal, onde encontramos guarida no entusiasmado Vereador Osvaldo Luiz Gomes; e o Instuituto de Desenvolvimento de Promoção Humana - IDEPA... Durante a divulgação do Projeto em escolas de São Luís, a Escola Paroquial Frei Alberto atendeu-nos prontamente, realizando um evento dedicado a Gonçalves Dias, do qual saíram poesisa belissimas; mesmo se deu em relação ao C. E. Nossa Senhora da Assunção, de Guimarães; em nossas buscas pela Internet, encontramos o Projeto ‘Mas Quem Foi Gonçalves Dias?”, da EMEF “Gonçalves Dias”, da cidade de Canoas – RS; do Colégio Conhecer, de Porto Alegre/RS;  Dos alunos da Profa. Silvana Morelli, da cidade de Bebedouro – SP... A Antologia Mil poemas para Gonçalves Dias é a quarta organizada nesse sentido, em todo o mundo. A nossa, em homenagem ao ilustre maranhense, reuniu poetas do: Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Equador, Peru, Venezuela, Uruguai, Portugal, Moçambique, México, Canadá; Panamá/USA, Espanha, França, Bélgica, Áustria, Japão. Do Brasil, diversos estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Paraíba, Goiás, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Distrito Federal, Paraná, Piauí, Sergipe, Alagoas, Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Espírito Santo, Rio Grande do Norte. Do Maranhão, a cidade de São Luís foi representada por 89 poetas, seguida de Caxias; Esperantinópolis, Guimarães, São Bento, Sambaiba, Carolina, Balsas. Palmeirandia, Pinheiro, Pedreiras, São Vicente de Ferrer, Vitoria do Mearim, Codó, Paraibano, Turiaçú, Lago da Pedra, Coroatá, Pio XII, Dom Pedro, Cururupu, Presidente Dutra, São Francisco do Maranhão, Itapecuru-Mirim, Viana, Barra do Corda, Vargem Grande, São João batista, São Bernardo, Barão do Grajau. Ainda há outros participantes sem identificação de país e/ou estado brasileiro. Não que não procuremos identifica-los e localiza-los, mas foi impossível, ou não mandaram seus dados, mesmo com nossas reiteradas correspondências. Depois de quase dois anos de trabalho, de muitas discussões e ponderações, reconheço que Dilercy tinha razão... caberia, sim, ao IHGM levar adiante esse trabalho... São Luís, maio de 2013 Leopoldo Gil Dulcio Vaz

Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão - Cad. nº 40 Universidade Estadual do Maranhão -UEMA/ Departamento de Educação Física e Esportes


Apresentação 2 A Federação das Academias de Letras do MaranhãoFALMA, instituição que congrega as academias de letras e afins de municípios do Estado, no pleno exercício de suas atribuições programáticas, entre as tais, ser pujante no resgate e na preservação das memórias dos maranhenses que pelos seus méritos se distinguiram nos mais diversos ramos que atuaram, e se tornaram insignes brasileiros. É exatamente, nesse tirocínio que abraçamos os patrióticos anseios do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão - IHGM, do Instituto Histórico e Geográfico de Caxias, no esplendente movimento literário denominado Antologia – “Mil Poemas para Gonçalves Dias”, inspiração da obcecada guerreira poetisa Dilercy Adler, líder inconteste que conquistou a resoluta adesão de bravos representantes das letras maranhenses, os quais, certamente, ela os nomeará em seus agradecimentos. Desses, com seu beneplácito, antecipo os confrades Leopoldo Gil Dulcio Vaz, e a presidente Telma Bonifácio dos Santos Reinaldo, Natalino Salgado Filho. Com o forte entusiasmo com que os chilenos foram vitoriosos com os “Mil Poemas de Pablo Neruda”, - 2011; os peruanos, os espanhóis fizeram com seus maiores literatos, os brasileiros faremos com o nosso indianista Gonçalves Dias, figura extraordinária que, como o reflexo de sua inteligência dignificou o Maranhão pelo Brasil, e elevou nosso país, consagrando-o em todas as missões exercidas no estrangeiro. Este justo e reconhecido preito que seus coestaduanos lhes tributam, não se restringe   apenas pela  sua consagrada reputação de expoente do Romantismo;  seu valor não se resume por seus  tantos poemas;  pelo conhecido amor a Ana Amélia, expresso no tão declamado  Ainda uma vez adeus. Celebrizou-se como emérito advogado, brilhante professor, pesquisador histórico e festejado dramaturgo. O Brasil cumpre sua obrigação de louvar seu grande filho. A Federação sente-se honrada  por esta parceria. São Luís, maio de 2013. Álvaro Urubatan Melo Ex-Presidente


Sumário POESIAS....................................................................................................................................................................35 As Artes São Irmãs...........................................................................................................................................36 A. J. C..........................................................................................................................................................................40 Aaron Paul Arsene Pestana Torma.......................................................................................................40 Abilio Kac..............................................................................................................................................................41 Ada Barcelo........................................................................................................................................................42 Adalberto Caldas Marques.......................................................................................................................43 Adélia Einsfeldt................................................................................................................................................44 Adelia Josephina de Castro Fonsêca....................................................................................................45 Adilson Roberto Gonçalves......................................................................................................................47 Aglaure Corrêa Martins.............................................................................................................................48 Agostinho Lázaro Pimenta Filho ..........................................................................................................51 Agostinho Pereira Reis.................................................................................................................................51 Agrario de Menezes.........................................................................................................................................52 Aidil Araújo Lima.............................................................................................................................................53 Alanna Verde Rodiguês................................................................................................................................53 Albaneide Bezerra da Silva.........................................................................................................................54 Albertina Carneiro Arruda......................................................................................................................55 Alda Inácio..........................................................................................................................................................56 Alexander Man Fu do Patrocínio...........................................................................................................57 Alexandra Galvão da Rocha ..................................................................................................................58 Alexandre Cezar da Silva............................................................................................................................58 Alexandro Henrique Corrêa Feitosa - Alex Feitosa....................................................................59 Alfred Asís............................................................................................................................................................61 Aline Fernanda Moraes da Silva Cantanhede................................................................................63 Aliquanto............................................................................................................................................................64 Allan Santana Santos (DuSanto).........................................................................................................65 Almerinda Abrantes Gomes Ricard.......................................................................................................66 Aloisio Andrade...............................................................................................................................................67 Aluizio Rezende..................................................................................................................................................68 Álvaro Urubatan Melo.................................................................................................................................68 Amâncio Ferreira Silva Júnior.................................................................................................................69 Amanda Suely Brito de Sousa...................................................................................................................69 Amélia Marcionila Raposo da Luz - Amélia Luz..............................................................................70 Ana Claudia........................................................................................................................................................71


Ana Cristina Mendes Gomes - Cris Dakinis..........................................................................................71 Ana Issa Oliveira..............................................................................................................................................72 Ana Luiza Almeida Ferro..............................................................................................................................73 Ana Luiza Fernández Alves.........................................................................................................................77 Ana Luiza Nazareno Ferreira....................................................................................................................77 Ana Maria Costa Felix Garjan..................................................................................................................81 Ana Maria da Silva..........................................................................................................................................85 Ana Maria Marques........................................................................................................................................86 Ana Néres Pessoa Lima Góis.........................................................................................................................87 Anderson Braga Horta................................................................................................................................90 Anderson Caum.................................................................................................................................................93 Anderson Henrique Klein............................................................................................................................96 André Anlub®.....................................................................................................................................................97 André da Costa Nogueira - (Medeiros da Costa)...........................................................................99 André Foltran.................................................................................................................................................100 André Gómez Giuliano.................................................................................................................................100 André L. Soares................................................................................................................................................101 André Luiz Greboge.......................................................................................................................................101 André Mascarenhas.....................................................................................................................................102 André Roczniak Azevedo...........................................................................................................................103 André Schwambach Almeida ..................................................................................................................103 André Telucazu Kondo...............................................................................................................................104 Andrew Veloso................................................................................................................................................106 Ane Braga...........................................................................................................................................................107 Angela Guerra ................................................................................................................................................109 Angela Maria Chagas Araújo.................................................................................................................111 Angela Maria Gomes Pereira ..................................................................................................................112 Anna Cristina R. Oliveira Ramos...........................................................................................................113 Anônimo .............................................................................................................................................................114 Antonia Epifania Martins Bezerra......................................................................................................114 Antonia Miramar Alves Silva - Miramar Silva...............................................................................116 Antonieta Araújo.........................................................................................................................................117 Antonio Ageu de Lima Neto.....................................................................................................................119 Antônio Baracat Habib Neto..................................................................................................................120 Antonio C. de Berredo.................................................................................................................................121 Antonio Cabral Filho.................................................................................................................................124 Antônio Carlos Ferreira de Brito - Cacaso...................................................................................124 Antonio Carlos Pinheiro..........................................................................................................................125 Antonio de Mello Moniz Maia................................................................................................................126 Antonio Fernando Sodré Júnior..........................................................................................................127 Antônio Joaquim Pereira Filho..............................................................................................................128 Antônio Luiz M. Andrade - Almandrade...........................................................................................138 Antonio Maria Santiago Cabral.........................................................................................................138 Aparecida Gianello dos Santos............................................................................................................139 Aparecido Bi de Oliveira ............................................................................................................................140 Arão Filho..........................................................................................................................................................142 Arlete Trentini dos Santos.....................................................................................................................144


Arlindo Nóbrega............................................................................................................................................144 Armando Azcuña Niño de Guzmán .....................................................................................................146 Arquimedes Viegas Vale..............................................................................................................................146 Arthur rabut...................................................................................................................................................148 Aryane Ribeiro Pereira.................................................................................................................................149 Augusto de Miranda....................................................................................................................................149 Aurineide Alencar de Freitas Oliveira..............................................................................................151 Aymoré de Castro Alvim.............................................................................................................................154 Bartyra Soares................................................................................................................................................154 Beatrice Palma.................................................................................................................................................155 Beatriz Branco da Cruz..............................................................................................................................156 Belmiro Ferreira.............................................................................................................................................156 Benvinda da Conceicao Maia de Melo Lopo ..................................................................................157 Maia de Melo Lopo.........................................................................................................................................157 Bernardo Joaquim da Silva Guimarães.............................................................................................159 Beto Acioli.........................................................................................................................................................165 Bianca Braga de Carvalho - Lady Viana .........................................................................................166 Bianca Melo.......................................................................................................................................................168 Bruno Fossari de Souza..............................................................................................................................168 Caio Henrique Solla.....................................................................................................................................170 Cairo José Gama Bezerra............................................................................................................................170 Camila Nascimento.......................................................................................................................................171 Carla Isabel Baldez......................................................................................................................................171 Carla Ludimila Oliveira Araujo............................................................................................................172 Carla Ribeiro....................................................................................................................................................172 Carlos Arturo Llanos Solis....................................................................................................................174 Carlos Bancayán Llontop.......................................................................................................................175 Carlos Cintra..................................................................................................................................................178 Carlos Drummond de Andrade – 1945..................................................................................................178 Carlos Eduardo Pinto Leitão.................................................................................................................180 Carlos Eugênio Costa da Silva..............................................................................................................180 Carlos Gomes....................................................................................................................................................181 Carlos Lúcio Gontijo...................................................................................................................................182 Carmen Lezcano Aranda...........................................................................................................................182 Carollini Assis.................................................................................................................................................183 Casimiro José Marques de Abreu - Casimiro de Abreu................................................................184 Cecy Barbosa Campos...................................................................................................................................185 Ceferino Daniel Lazcano ..........................................................................................................................186 Célio Jota Betini Junior..............................................................................................................................187 Celso Correa de Freitas.............................................................................................................................187 Cesar Augusto Marques............................................................................................................................188 César William...................................................................................................................................................189 Christian Keniti Asamura Hukai - Christian K. A. Hukai..........................................................190 Christiano Ferreira Nunes.......................................................................................................................191 Cintia Cirino da Silva Santa....................................................................................................................192 Clarindo Santiago - São Luís, 1941........................................................................................................193 Clauber Pereira Lima....................................................................................................................................194


Cláudia Duarte da Silva............................................................................................................................197 Cláudio da Cruz Francisco......................................................................................................................199 Cláudio Gonçalves da Silva....................................................................................................................199 Cleberson Filadelfo Maria.......................................................................................................................200 Cleiton Reis Felix............................................................................................................................................201 Clélia Aparecida Souto e Couto...........................................................................................................202 Clevane Pessoa de Araújo Lopes............................................................................................................203 Cleyton Domingos dos Santos Campos............................................................................................205 Conceição Santos.........................................................................................................................................206 Corujinha...........................................................................................................................................................211 Cristiane Branco da Cruz.........................................................................................................................212 Cristiano Mendes Prunes da Cruz.........................................................................................................212 Cristy Elen Rocha Pereira.........................................................................................................................212 Cynthia Theodoro Porto.........................................................................................................................213 D. da Silva............................................................................................................................................................214 D. Freitas..............................................................................................................................................................215 Daisy Maria dos Santos Melo ................................................................................................................217 Dalciene Santos Dutra..............................................................................................................................219 Daniel Ely Oscar Noé....................................................................................................................................220 Daniel Victor Adler Normando Romanholo................................................................................220 Daniela Wainberg..........................................................................................................................................221 Danielle Adler Normando ......................................................................................................................221 Danielle Granjeira de Moura..................................................................................................................222 Darlan Alberto T. A. Padilha - Dimythryus.....................................................................................222 Débora Luciene Porto..................................................................................................................................223 Deidimar Alves Brissi....................................................................................................................................224 Dely Thadeu Damaceno..............................................................................................................................228 Dena Guimarães..............................................................................................................................................229 Denise Alves de Paula...................................................................................................................................230 Dércia Sara Feleciana Tinguisse - Deusa d’Africa.......................................................................231 Deuzimar Costa Serra.................................................................................................................................234 Dhiogo José Caetano ..................................................................................................................................234 Diana Menasché..............................................................................................................................................237 Diana Paim de Oliveira................................................................................................................................240 Diego C. Soares Ribeiro................................................................................................................................240 Diego de Souza Santana - Diego Sant’anna...................................................................................241 Dilercy Adler....................................................................................................................................................243 Dinacy Mendonça Corrêa.........................................................................................................................246 Dionnatan Pereira Sousa..........................................................................................................................248 Domingos Tortato........................................................................................................................................249 Dora Oliveira...................................................................................................................................................249 Douglas Mateus..............................................................................................................................................250 Dyonatan Fonseca Silva ...........................................................................................................................252 Edinaldo Reis....................................................................................................................................................252 Edna Lima de Mendonça.............................................................................................................................256 Eduardo Bechi..................................................................................................................................................258 Eduardo de Almeida Cunha.....................................................................................................................259


Eduardo Silva Bordignon.........................................................................................................................260 Edvaldo Fernando Costa - Fernando Nicarágua......................................................................260 Edweine Loureiro...........................................................................................................................................262 ElaIne Cristina P. de Araujo......................................................................................................................263 Elenice de Souza Lodron Zuin.................................................................................................................263 Eliane Silvestre...............................................................................................................................................264 Elias Daher Junior.........................................................................................................................................265 Eliete Costa.......................................................................................................................................................266 Elisabeth Rosa Soares.................................................................................................................................269 Elísio Miambo....................................................................................................................................................270 Elizeu Arruda de Sousa..............................................................................................................................271 Ellen dos Santos Oliveira........................................................................................................................271 Elva González García..................................................................................................................................272 Elvandro burity..............................................................................................................................................273 Emerson Thiago Sousa de Araújo - Emerson Araújo.................................................................274 Emmanuel Soares de Almeida .................................................................................................................274 Eric Tirado Viegas (Ponty)........................................................................................................................275 Érica Guedes Martins ..................................................................................................................................279 Erick Gonçalves Cavalcante..................................................................................................................280 Erlinda Maria Bittencourt.....................................................................................................................281 Ernestina Ramírez Escobar......................................................................................................................283 Euclides José Maciel Marques.................................................................................................................284 Eugênio Palma Avelar.................................................................................................................................284 Eulália Cristina Costa e Costa.............................................................................................................286 Eulàlia Jordà-Poblet...................................................................................................................................287 Eva Maria de Cougo Souto.......................................................................................................................289 Evelin Katiane Izauro..................................................................................................................................289 Evilene Soares de Araújo...........................................................................................................................290 Fabiana da Costa Ferraz Patueli..........................................................................................................291 Fabiula Fernanda de Abreu......................................................................................................................292 Feliciano Caliope Monteiro de Mello ...............................................................................................292 Feliciano Mejía.................................................................................................................................................295 Felipe Cardoso Wilasco..............................................................................................................................298 Felipe Hack de Moura...................................................................................................................................298 Felipe Yonamine Costa.................................................................................................................................299 Fernanda Azevedo Morais........................................................................................................................300 Fernanda Resende..........................................................................................................................................301 Fernando Braga.............................................................................................................................................302 Fernando Catelan........................................................................................................................................304 Fernando Paganatto..................................................................................................................................305 Flávia Costa do Carmo..............................................................................................................................305 Franciane Cristyne.......................................................................................................................................306 Francisca Regina Rodrigues Neto........................................................................................................307 Francisco Antônio Vale............................................................................................................................308 Francisco Carlos Soares Magalhães................................................................................................309 Francisco de Assis Carvalho da Silva Junior - Carvalho Junior.......................................310 Francisco Gaudêncio Sabbas da Costa.............................................................................................311


Francisco Gomes de Amorim....................................................................................................................312 Francisco Grácio Gonçalves - Francisco Kablianis .................................................................320 Francisco José da Silva...............................................................................................................................324 Francisco Junior Xavier.............................................................................................................................326 Francisco Nelson Filho - Chico da Mata..........................................................................................326 Frederico Ferreira de Souza ...................................................................................................................330 Frederico Guimarães - ................................................................................................................................331 Frutuoso Ferreira.........................................................................................................................................332 Fuad Bakri..........................................................................................................................................................334 G. dos Reis............................................................................................................................................................334 G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira (RJ).....................................................................................335 Gabriel Azevedo Scholze...........................................................................................................................336 Gabriel Rocha da Silva...............................................................................................................................336 Gabriel Rubim da Silva.................................................................................................................................337 Gabriel Wendermuller P. Amaral..........................................................................................................338 Gabriela Fernandes de Freitas...............................................................................................................338 Gabriela Mendes Prunes da Cruz...........................................................................................................339 Gabriele Loureiro Bruschi........................................................................................................................339 Gabrielle Souza Marchisio.......................................................................................................................340 Gentil Homem de Almeida Braga – Flavio Reimar .......................................................................341 Geovane Alves dos Reis...............................................................................................................................343 Geraldo Trombin............................................................................................................................................343 Gerardo Molina..............................................................................................................................................345 Germain Droogenbroodt..........................................................................................................................346 Gerson Augusto Gastaldi - Emaday Luz............................................................................................346 Gilmar Campos.................................................................................................................................................347 Giovanni Brunet Alencar e Silva..........................................................................................................349 Girlene Monteiro Porto ...........................................................................................................................349 Graça Graúna..................................................................................................................................................351 Graziela Costa Fonseca.............................................................................................................................351 Guilherme de Almeida..................................................................................................................................352 Haroldo Augusto Moreira......................................................................................................................354 Helena Amaral................................................................................................................................................355 Helena Fernandes Machado...................................................................................................................356 Helena Schons Lotti....................................................................................................................................357 Helenice Maria Reis Rocha........................................................................................................................357 Helenice Priedols...........................................................................................................................................360 Heleno Cardoso..............................................................................................................................................361 Hélio Ricardo Fonseca Cerreia..............................................................................................................362 Hélio Sena...........................................................................................................................................................363 Hélio Soares Pereira.....................................................................................................................................363 Hélio Soares Pereira Junior......................................................................................................................366 Hemeterio José dos Santos.......................................................................................................................366 Herotildes de Souza Milhomem.............................................................................................................367 Hilda Maria Vieira Lacerda.....................................................................................................................369 Hilton Fortuna...............................................................................................................................................370 Hino do Sabiá Futebol Clube...................................................................................................................371


Horacio Anizton............................................................................................................................................372 Horacio Daniel Sequeira...........................................................................................................................372 Hugo Omar Torres.........................................................................................................................................373 Iane Giselda de Cougo Souto..................................................................................................................374 Iara Almansa Carvalho............................................................................................................................374 Igor Chiappetta Fogliatto......................................................................................................................375 Ilda Maria Costa Brasil.............................................................................................................................376 Ima Feitosa.........................................................................................................................................................377 Irandi Marques Leite....................................................................................................................................378 Irismarqueks Alves Pereira......................................................................................................................380 Irsemes Wiezel Benedick .............................................................................................................................381 Isabela Brandt................................................................................................................................................382 Isabela Moraes de Faria.............................................................................................................................385 Isabella Gonçalves.......................................................................................................................................386 Isabelle Palma..................................................................................................................................................387 Ismari Marcano..............................................................................................................................................387 Iva da Silva.........................................................................................................................................................388 Ivan Carrasco Akiyama..............................................................................................................................388 Izabel Eri Camargo........................................................................................................................................390 Izabella Muraro de Freitas......................................................................................................................391 J. Auto Pereira..................................................................................................................................................391 J. B. Xavier.............................................................................................................................................................393 J. de C. Estrella.................................................................................................................................................402 J. R. D’Oliveira Santos...................................................................................................................................403 J. Ramos Coelho...............................................................................................................................................404 Jackson Douglas Silva ...............................................................................................................................407 Jackson Franco...............................................................................................................................................408 Jacqueline Collodo Gomes.......................................................................................................................409 Jacqueline Salgado......................................................................................................................................410 Jacy Gonçalves Ribeiro...............................................................................................................................410 Jainara Martiny..............................................................................................................................................411 Jailton Silva Matos.......................................................................................................................................411 Jamil Damous ...................................................................................................................................................412 Jandy Magno Winter....................................................................................................................................413 Jane Rossi ............................................................................................................................................................417 Janete Henrique Serralvo.........................................................................................................................418 Jania Souza da Silva.....................................................................................................................................418 Janio Felix Filho..............................................................................................................................................419 Jaqueline Maria Ribeiro..............................................................................................................................421 Jean-Paul Mestas.............................................................................................................................................421 Jeanne Cristina Barbosa Paganucci...................................................................................................423 Jefferson Reis de Santana - Infeto.......................................................................................................425 João Carlos Marcon....................................................................................................................................425 João Elias Antunes de Oliveira - Elias Antunes...........................................................................426 João Fernando Gasparotto Steigleder............................................................................................426 João Gomes da Penha Filho .....................................................................................................................427 João Marcelo Adler Normando Costa. ...........................................................................................427


João Nepomuceno Silva..............................................................................................................................428 João Nery Pestana.........................................................................................................................................429 João Pedro Estrela Gonçalvez..............................................................................................................432 João Pedro Mandarino Lopes .................................................................................................................432 João Rodrigues de Oliveira Santos ....................................................................................................433 João Vitor de Souza Bastos.....................................................................................................................434 Joaquim José Teixeira...................................................................................................................................435 Joaquim Maria Machado de Assis.........................................................................................................435 Joaquim Ribeiro Gonçalves......................................................................................................................439 Joaquim Vespasiano Ramos - Vespasiano Ramos...........................................................................442 Joaquim Vila Neto - Quincas Vilaneto..............................................................................................442 Jonas Batista Neto........................................................................................................................................443 Jonatan Algorta Soares...........................................................................................................................444 Jorge Antonio Soares Leão – Jorge Leão .........................................................................................444 José Britto Barros.........................................................................................................................................446 José Carlos Mendes Brandão..................................................................................................................447 José Carlos Serufo.........................................................................................................................................451 José de Castro .................................................................................................................................................454 José E. Teixeira de Sousa..............................................................................................................................455 José Francisco das Chagas- José Chagas .........................................................................................458 José Itamar Lima da Silva - Itamar Lima............................................................................................459 José Lissidini Sánchez...................................................................................................................................459 José Luís Alves Pestana................................................................................................................................461 José Menezes de Morais - Menezes y Morais.......................................................................................461 José Oswald de Sousa Andrade – Oswald de Andrade ............................................................462 Jose Paulo Paes - 1973......................................................................................................................................462 José Renato Hauck Junior.........................................................................................................................463 José Ribamar Ferreira - Ferreira Gullar...........................................................................................463 José Ribeiro de Sá Vale, ...............................................................................................................................464 Journey Pereira dos Santos ....................................................................................................................465 Juan Carlos Flores Aparicio....................................................................................................................465 Juçara Valverde.............................................................................................................................................466 Júlia Báu Schmitt...........................................................................................................................................466 Juliano Cincinato Cadore Fernandes...............................................................................................467 Julio Mesquita..................................................................................................................................................467 Julliano César Rodrigues Vicente.......................................................................................................468 Juraci da Silva Martins...............................................................................................................................469 Jussára Custódia Godinho.......................................................................................................................469 Justina Cabral ................................................................................................................................................470 Kálison Costa Nascimento......................................................................................................................470 Karine Salton Xavier...................................................................................................................................471 Karline da Costa Batista..........................................................................................................................471 Kaylla Kaith Lopes Gonçalves................................................................................................................472 Kayron Torma Oliveira..............................................................................................................................472 Kedma Kessia Pinheiro Bernardo..........................................................................................................473 Keila Maria Veras Soares Silva .............................................................................................................474 Keules Diene Rocha da Silva....................................................................................................................475


Laura Druck Becker......................................................................................................................................476 Leidiane dos Santos Vitoriano ............................................................................................................477 Leila Marisa de Souza Lima Silva...........................................................................................................478 Lena Ferreira....................................................................................................................................................479 Lénia Aguiar......................................................................................................................................................479 Leomária Mendes Sobrinho......................................................................................................................480 Lenon Silva Alves - John Lennon Smith .............................................................................................481 Leonardo Coronel Machado Andreolla........................................................................................481 Leonardo Hugo Berger...............................................................................................................................482 Leônidas de Souza - Tiko Lee.....................................................................................................................482 Leticia Herrera...............................................................................................................................................484 Levi Mota Muniz ..............................................................................................................................................485 Lidia Funes Bustelo.......................................................................................................................................486 Lindalva Silva Quintino dos Santos..................................................................................................487 Lívia Porto Zocco..........................................................................................................................................488 Lohana Kárita Teixeira .............................................................................................................................488 Lorena Moreno Castro .............................................................................................................................489 Lorenzo Gomes Bacin...................................................................................................................................489 Lucas......................................................................................................................................................................490 Lucas Dias Miranda.......................................................................................................................................490 Lúcia Amorim Castro ..................................................................................................................................491 Lúcia Barcelos.................................................................................................................................................491 Lúcia Helena Pereira....................................................................................................................................492 Luciano Garcez...............................................................................................................................................494 Luciano Ortiz...................................................................................................................................................495 Lucivani Vitoriano ......................................................................................................................................496 Luís Artur Severo da Silva........................................................................................................................497 Luis Henrique Insaurrauld Pereira.....................................................................................................498 Luis Lima/Luzenice Macedo........................................................................................................................499 Luís Mário Oliveira........................................................................................................................................500 Luiz Cordeiro de Melo - Luiz Cordelo.................................................................................................502 Luiz Guilherme Libório Alves da Silva.................................................................................................506 Luiz Penha Pinós Bissigo ............................................................................................................................507 M. A. Lima Barata - 10 de Agosto de 1872.............................................................................................508 Madalena Müller...........................................................................................................................................510 Maiara Gonçalves de Oliveira...............................................................................................................512 Manoel Alexandre de Santana Sobrinho – Manoel Sobrinho............................................513 Manoel Bezerra...............................................................................................................................................515 Manoel de Páscoa Medeiros Teixeira – Professor Passarinho............................................515 Manoel Lúcio de Medeiros - Malume...................................................................................................516 Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho - Manuel Bandeira.........................................518 Manuela Ferreira...........................................................................................................................................518 Marcelo de Oliveira Souza......................................................................................................................519 Marcelo Moreira...........................................................................................................................................520 Márcia da Silva Sousa.................................................................................................................................520 Marcia de Oliveira Gomes.........................................................................................................................521 Márcia Etelli Coelho...................................................................................................................................521


Márcio Dison....................................................................................................................................................523 Márcio Moraes................................................................................................................................................524 Marco Aurélio Baggio................................................................................................................................524 Marco Aurélio Maurer Dalla VecchiA.............................................................................................526 Marco Aurélio Sousa Mendes................................................................................................................526 Marcos Paulo de Oliveira Santos .......................................................................................................527 Marcos Rodríguez Leija..............................................................................................................................528 Marcos Samuel Costa da Conceição ................................................................................................530 Marcos Vinicius Lopes Serejo .................................................................................................................530 Marcos Vinicius Mota Kliemann...........................................................................................................531 Mardilê Friedrich Fabre.............................................................................................................................532 Maria Angélica dos Santos - Bilá Bernardes................................................................................534 Maria Aparecida Araujo Moreira- Mora Alves.............................................................................535 Maria Apparecida S. Coquemala............................................................................................................535 Maria Cecília Lima de Oliveira Castro..............................................................................................536 Maria da Assenção Lopes Pessoa - Assenção Pessoa.................................................................536 Maria da Glória Jesus de Oliveira........................................................................................................539 Maria das Neves Oliveira E Silva Azevedo – Neves Azevedo ..................................................540 Maria de Fátima Batista Quadros.......................................................................................................541 Maria de Fátima Oliveira - Fátima Oliveira...................................................................................542 Maria de Jesus Silva Amorim ....................................................................................................................543 Maria de Lourdes Otero Brabo Cruz - Malu Otero ...................................................................545 Maria de Lourdes Schenini Rossi Machado.....................................................................................546 Maria do Socorro Menezes.....................................................................................................................547 Maria Eduarda Cabral da Silva............................................................................................................547 Maria Eduarda Pires Sousa......................................................................................................................548 María Estela Arnoriaga............................................................................................................................548 Maria Fernanda Reis Esteves...................................................................................................................549 Maria Helia Cruz de Lima - Hélia Lima................................................................................................550 Maria Hortense Martins Nunes.............................................................................................................553 Maria Isabelle Palma Gomes Corrêa...................................................................................................553 Maria Lúcia Nunes da Rocha Leao.......................................................................................................554 Maria Lucilene Medeiros do Nascimento Nogueira – Malu Medeiros.............................556 Maria Reginalda da Silva..........................................................................................................................556 Maria Silva Cabral........................................................................................................................................557 Maria Stela de Oliveira Gomes...............................................................................................................557 Mariana Damásio da Silva........................................................................................................................558 Mariano Augusto Serrão Chagas - Mariano Chagas............................................................559 Marietta Cuesta Rodríguez.....................................................................................................................559 Marilza Albuquerque de Castro - Carvalho Branco..............................................................560 Marina Moreno Leite Gentile - Marina Gentile............................................................................561 Marina Nicodemo da Rosa........................................................................................................................562 Marinaldo Lima..............................................................................................................................................562 Mario Filipe Cavalcanti de Souza Santos.......................................................................................566 Mario Gonçalves Dias Junior .................................................................................................................567 Mário Helder Silva Ferreira ....................................................................................................................571 Mário Martins Meireles..............................................................................................................................572


Mario Quintana..............................................................................................................................................575 Marisa Schmidt...............................................................................................................................................575 Mark Pizzato Machry ..................................................................................................................................576 Martha Elsa Durazzo..................................................................................................................................576 Martins D’Alvarez..........................................................................................................................................579 Mateus Comodo .............................................................................................................................................581 Matheus Fabrício Pereira Madeira......................................................................................................582 Mayara da Silva Jorge.................................................................................................................................582 Mayara Sousa Gonçalves..........................................................................................................................583 Mhário Lincoln Félix Santos .................................................................................................................583 Michael Jackson Coelho da Silva.........................................................................................................584 Michelle Adler Normando de Carvalho.........................................................................................585 Michelle Fonseca Coelho..........................................................................................................................585 Miguel Marques - São Luís, 7 de Setembro de 1873..........................................................................586 Mikaelle Cristina dos Santos Cantanhede ...................................................................................588 Mikaely Fernanda Rodrigues ..................................................................................................................589 Milena Adler Normando de Sá...............................................................................................................589 Miriam Porras  Adame….............................................................................................................................590 Moacir Lopes Poconé Neto.......................................................................................................................591 Moacir Luís Araldi.........................................................................................................................................591 Monique Rocha Passos................................................................................................................................594 Moysés Barbosa ..............................................................................................................................................594 Murilo Monteiro Mendes – Murilo Mendes .....................................................................................595 Mylene dos Santos Siqueira....................................................................................................................596 Nadir Silveira Dias.........................................................................................................................................596 Naraene Miranda da Silva........................................................................................................................597 Natália Bueno Dias ......................................................................................................................................598 Nathalia Ribeiro Lopes ...............................................................................................................................598 Nathália Rodrigues Barbosa.................................................................................................................599 Nédia Sales de Jesus.......................................................................................................................................599 Nelmara Silva...................................................................................................................................................600 Nereu Bittencourt........................................................................................................................................601 Niedja Soares Pereira...................................................................................................................................603 Nieves Merino Guerra..................................................................................................................................603 Nijair Araújo Pinto........................................................................................................................................606 Nilza Caum..........................................................................................................................................................607 Nivânia Carvalho..........................................................................................................................................608 Norma Rincón Mendoza.............................................................................................................................608 Núbia Cavalcanti dos Santos................................................................................................................609 Odone Antônio Silveira Neves...............................................................................................................610 Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac - Olavo Bilac........................................................611 Olimpio Coelho de Araujo.........................................................................................................................611 Onã Silva.............................................................................................................................................................613 Orlinda Ferreira de Souza........................................................................................................................617 Orpheu Luz Leal...............................................................................................................................................618 Oswaldo Névola Filho................................................................................................................................618 Pablo Rios............................................................................................................................................................620


Patrícia Carlos de Sousa ..........................................................................................................................623 Paulo Acácio Ramos.....................................................................................................................................623 Paulo Pereira Fontes Martins ...............................................................................................................624 Paulo Reis............................................................................................................................................................626 Paulo Roberto Walbach Prestes...........................................................................................................626 Pedro Ely Oscar Noé......................................................................................................................................627 Pedro Peruzzo Mibielli.................................................................................................................................628 Pietro da Costa Rodrigues.......................................................................................................................628 Querubino Lagoa...........................................................................................................................................629 Rachel Alves - KeKa .......................................................................................................................................630 Rafael Büger Ruiz...........................................................................................................................................631 Rafael Güntzel Orizenco...........................................................................................................................631 Rafael Sânzio de Azevedo.........................................................................................................................632 Rafael Severo Meira.....................................................................................................................................632 Rafael Zen...........................................................................................................................................................633 Rafaela Machado Longo – Rafaela Malon...................................................................................634 Railde Masson Cardozo.............................................................................................................................635 Raimundo Carneiro Corrêa.....................................................................................................................635 Raimundo Nonato Barroso de Oliveira .........................................................................................641 Raimundo Nonato Campos Filho..........................................................................................................641 Ramon de Figueiredo Leandro................................................................................................................642 Raquel Campos Pereira...............................................................................................................................643 Raquel Ferraz Sokolnik.............................................................................................................................644 Raquel Oliveira Sá........................................................................................................................................644 Rayron Lennon Costa Sousa...................................................................................................................649 Regina da Conceição Madeira Gôda - (Estrela Radiante).....................................................649 Regina Xavier....................................................................................................................................................651 Renata Soares Porciúncula....................................................................................................................652 Renate Gigel......................................................................................................................................................652 Renato Cesar de Alvarenga Filho .......................................................................................................654 Renato Lima de Souza..................................................................................................................................654 Rene Aguilera Fierro....................................................................................................................................656 Reynaldo Machado de Almeida Gomes..............................................................................................657 Ricardo Oyarzábal Rodriguez...............................................................................................................658 Rita B. S. Velosa................................................................................................................................................658 Rita Dayrã Murada de Sousa...................................................................................................................659 Robert Allen Goodrich Valderrama ................................................................................................659 Roberta Beckmann Hoffmann................................................................................................................661 Roberth Fabris.................................................................................................................................................661 Roberto de Freitas Ribeiro Filho...........................................................................................................662 Roberto Ferrari..............................................................................................................................................663 Robinson Silva Alves....................................................................................................................................663 Robson Leandro Soda - Lótus Sidartta............................................................................................667 Rodrigo Guimarães Pena...........................................................................................................................668 Rodrigo Nunes Camargo...........................................................................................................................670 Rodrigo Octavio Pereira de Andrade ...............................................................................................670 Rodrigo Zuardi Viñas..................................................................................................................................671


Rogério Araújo (Rofa).................................................................................................................................671 Ronyere Silva Lima ........................................................................................................................................672 Rosana Lazzar.................................................................................................................................................673 Rosane Salles Silva Souza.........................................................................................................................674 Rosemeire Joanadarc Dias - Rose Dias...............................................................................................674 Rosineide de Sousa Machado..................................................................................................................675 Rozelene Furtado de Lima ........................................................................................................................676 Rui Miguel Dias Carvalho..........................................................................................................................677 Samuel Cantoaria Ferreira.....................................................................................................................678 Samuel Cavero Galimidi.............................................................................................................................679 Samuel de Sá Barreto..................................................................................................................................682 Saulo Barreto Lima Fernandes .............................................................................................................685 Saulo Daniel dos Anjos Leite...................................................................................................................685 Sebastião Luiz Alves......................................................................................................................................687 Selmo Vasconcellos.....................................................................................................................................689 Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki........................................................................................................689 Sérgio Gerônimo Alves Delgado...........................................................................................................690 Sergio Ryan Abreu Silva-.............................................................................................................................691 Sergio Santos...................................................................................................................................................691 Sidclei Nagasawa Costa............................................................................................................................693 Sidiney Breguêdo............................................................................................................................................693 Silvana Maria Moreli...................................................................................................................................694 Simone Pinheiro...............................................................................................................................................695 Sinésio Lustosa Cabral Sobrinho – Sinésio Cabral ....................................................................698 Homenagem Póstuma de Dilercy Adler.............................................................................................699 Solange de Aragão.......................................................................................................................................700 Sonia Nogueira................................................................................................................................................700 Sophia Braga.....................................................................................................................................................702 Stella Maris Taboro....................................................................................................................................703 Suelen Cristina Liberato...........................................................................................................................704 Susy Morales Coz............................................................................................................................................706 Talles Cardoso Machado.........................................................................................................................706 Tatiana Alves...................................................................................................................................................707 Tatiane Paulo de Oliveira.........................................................................................................................708 Taysa Leite Lima...............................................................................................................................................708 Teresa Cristina Cerqueira de Sousa...................................................................................................709 Teresinka Pereira ..........................................................................................................................................710 Terezinha Erna Brandenburger............................................................................................................710 Terezinha Oliveira........................................................................................................................................711 Thaís Matos Pinheiro...................................................................................................................................712 Thaise Santos...................................................................................................................................................712 Thiago Jefferson dos Santos Galdino..............................................................................................714 Tiago Duarte Cordeiro..............................................................................................................................716 Tiago Klein Maciel.........................................................................................................................................718 Um Maranhense...............................................................................................................................................719 Valdeck Almeida de Jesus...........................................................................................................................720 Valentina Kroeff Sperb...............................................................................................................................721


Valmir Sales Borges......................................................................................................................................721 Valquíria Araújo Fernandes De Oliveira.........................................................................................722 Valquiria Imperiano.....................................................................................................................................723 Vanda Lúcia da Costa Salles..................................................................................................................725 Vander Lima Silva de Góis..........................................................................................................................728 Varenka de Fátima Araújo.......................................................................................................................728 Vera Rocha........................................................................................................................................................730 Victor Parussini Todt.................................................................................................................................731 Vitor Alibio.......................................................................................................................................................732 Vitor da Rosa Martins................................................................................................................................732 Vitor Teixeira de queiroz..........................................................................................................................733 Vitória Maria Galvão Coqueiro ..........................................................................................................735 Viviane Maria dos Santos.........................................................................................................................735 Wanda Recker...................................................................................................................................................736 Weberson Fernandes Grizoste................................................................................................................736 Weslley Sousa Silva Costa........................................................................................................................739 Wilson de Oliveira Jasa..............................................................................................................................740 Wilson Pires Ferro.........................................................................................................................................741 Wilson Rosa da Fonseca............................................................................................................................744 Wybson Carvalho..........................................................................................................................................746 Yanni Mara Tugores Tajada....................................................................................................................747 Yasmim Victoria dos Santos Cantanhede.......................................................................................747 Zara Maria Paim de Assis ...........................................................................................................................748 Zazy Grazyelly..................................................................................................................................................749 Zelia Maria Fernandes da Silva..............................................................................................................750 Zenaide Radanesa dos Reis........................................................................................................................751 Zidelmar Alves Santos................................................................................................................................751 Zulma Trindade de Bem...............................................................................................................................752 Zulmar Pessoa de Lima Tamburu............................................................................................................752


Prefácio “Nós vos convidamos a marchar conosco e a conosco transformar não somente uma das leis da Terra, mas a lei fundamental. Quando tiverdes melhorado o mundo, melhorai este mundo melhorado! Abandonai este mundo melhorado! Quando melhorando o mundo tiverdes completado a verdade, completai essa verdade completada. Abandonai-a! Quando completando a verdade tiverdes transformado a humanidade, transformai essa humanidade transformada. Abandonai-a! E, transformando o mundo e a humanidade, transformai-vos. Sabeis abandonar-vos a vós mesmos”.

(Bertold Brecht) O desafio de elaborar uma coletânea em homenagem à Antônio Gonçalves Dias foi assumido com muita dedicação pelos membros do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão – IHGM -, Sociedade de Cultura Latina do Maranhão – SCLMA , Federação das Academias de Letras do Maranhão – FALMA -, com o apoio da EDUFMA da Universidade Federal do Maranhão, da Academia Caxiense de Letras – ACL, sob a coordenação da psicóloga, poeta e antologista Dilercy Aragão Adler, que muito tem trabalhado para o avivamento e divulgação da memória literária do grande poeta maranhense, como obra importante ao conhecimento de várias gerações, estabelecendo relação entre o passado, o presente e o futuro. De igual modo, deve-se o resultado desta publicação ao Acadêmico Leopoldo Gil Dulcio Vaz, que se dedicou à análise e organização dos textos literários sobre a obra de Gonçalves Dias. Assim, o trabalho conjunto da Acadêmica Dilercy e do Acadêmico Leopoldo na produção final desta obra merece destaque especial, entre tantos outros colaboradores empenhados na realização deste inédito projeto literário. Para os mais jovens leitores dessa coletânea, tanto como para os leitores mais versados no universo literário, o conteúdo da obra Mil Poemas para Gonçalves Dias permite percorrer-se um longo túnel que liga o tempo histórico e literário passado ao tempo presente, dando-nos a oportunidade de procurar conhecer, com mais profundidade, as obras desse poeta imortal, sem a intenção de reproduzi-lo.

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Através das leituras e releituras feitas pelos autores dos poemas e textos contidos nesta Antologia Literária, pode-se entrever os temas, os gêneros literários e os campos do conhecimento que foram percorridos por Dias, durante sua produção realizada, predominantemente, em condições muito limitadas, porém por ele ultrapassadas, na prática da arte de escrever poemas, textos literários, peças de teatro e relatórios de caráter científico, que fortalecia o seu espírito combativo. De fato, Gonçalves Dias pode ser considerado um intelectual que, de modo precursor, foi tecendo no conjunto de seu trabalho literário um forte liame entre a História e a Literatura. Em período recente de renovação da escrita da História, no exterior e no Brasil, essa relação entre esses dois campos tem se tornado mais consolidada, como nos aponta Kodama (2007) 1 em tese de doutorado defendida na PUC do Rio de Janeiro. A pesquisadora em História Social da Cultura nos desvela as relações do trabalho etnográfico de Gonçalves Dias, para atender à solicitação de programa criado pelo Imperador Pedro II, no Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro, entre 1850 e 1853, por meio do qual deixa entrever o modo como entendia a questão da língua, da cultura indígena e da nacionalidade. Foi ao escrever Brasil e Oceania (1867), apesar de certo desagrado ao cumprir a tarefa que lhe foi destinada por Dom Pedro II, conforme carta enviada a Alexandre Teófilo (04.04.1850), que deixou fluir a sua visão de “historiador poeta” e “historiador político”, expressões por ele mesmo cunhadas no artigo História Pátria, publicado na Revista Guanabara, vol.1, t. 1, de fevereiro de 1853. Kodama nos ajuda a entender esse trabalho etnográfico do poeta, ao mostrar o modo como ele relacionou sua visão indianista literária com os estudos sobre os índios. Segundo a autora, o interesse de Dias era: “1) o despontar de uma preocupação com o lugar do índio na História do Brasil, e que a geração romântica defenderia a partir de uma criação de um passado mítico brasileiro através do índio, ponto este que nos indica uma convergência entre literatura e história, presente naquela geração, como já foi ressaltado por autores como Antonio Candido; e 2) o de relevar sua preocupação com a língua portuguesa no Brasil, sua diferenciação com a língua portuguesa de Portugal, a partir da influência do Tupi” ( Kodama, 2007, p. 3- 4). Temos aí o adensamento do trabalho do poeta que desejava, principalmente, escrever uma história do Brasil com realce para a questão indígena, motivo poético e político, para suas poesias, como ele mesmo afirmava: Convinha [...] que nos descrevesse os seus costumes, que nos instruísse nos seus usos e na sua religião, que nos reconstruísse todo esse mundo perdido que nos iniciasse nos mistérios do passado como caminho do futuro, para que saibam donde 1 KODAMA, Kaori. Fênix – Revista de História e Estudos Culturais, Julho/ Agosto/ Setembro de 2007 Vol. 4 Ano IV no 3, ISSN: 1807-6971. Disponível em: www.revistafenix.pro.br


e para onde vamos: convinha enfim que o poeta se lembrasse de tudo isto, porque tudo isso é poesia; e a poesia é a vida do povo, como a política é o seu organismo. (Dias, 1850).

Ainda citando o seu artigo, destaca-se a relação entre história e literatura: [...] quem quer que for bom historiador deve ter uma destas duas coisas: ser político ou poeta”. O primeiro [...] resume todos os indivíduos em um só indivíduo coletivo, generaliza as idéias e os interesses de todos, conhece os erros do passado e as esperanças do futuro, e tem por fim – a nação. O historiador poeta, [...] resume as nações em uma só nação, simpatiza com todas as suas grandezas, execra todas as suas torpitudes, e generalizando todos os sentimentos, todas as aspirações do coração humano, tem por fim a humanidade. ( Dias, 1850)

Temos assim uma visão sintética dos interesses de Antonio Gonçalves Dias entrelaçados entre a História, a Literatura e a Política, de tal forma que as nuances de certa ingenuidade romântica encontrada em seus poemas de amor, vão sendo ladeadas por outras características afinadas com a visão de história de Humboldt, também afeita a uma leitura romântica da história, na busca de verdades autênticas. Na dimensão política, o que parecia estar em pauta, na visão de Dias, era o destaque dado aos povos não-europeus que começaram a ser estudados durante o século XIX, sendo objeto de pesquisas etnográficas já realizadas por estudiosos da Europa, a partir dos quais ele também incursionou para escrever seu trabalho Brasil e Oceania, publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro. Por que falar dessas faces do poeta maior, apesar dos cuidados necessários, para entendê-lo no seu tempo (século XIX), que não é o nosso tempo (século XXI)? Principalmente para destacar seu interesse por tantas questões que podem aparecer, na atualidade, como sendo isoladas, quando de fato, desde a sua origem estão fortemente entrelaçadas, de modo que o literato, o historiador e o político estão diante do mundo com olhos que miram o seu entorno e dele retiram a sua inspiração para escrever, refletir e, também, atuar no seu tempo-espaço, seja no Instituto Histórico Geográfico, seja nas Academias de Letras, seja nas Universidades onde se reúnem estudiosos da Filosofia, História, Geografia, Etnografia, Antropologia e da Literatura. Há que se pensar, inspirando-nos em Dias, mesmo que se reconheça a sua visão romântica, que o realismo que nos exige a história presente, pode ser interpretado com pensamentos e sentimentos capazes de nos fazer mais sensíveis às questões do século em que vivemos e que atingem milhões de seres humanos, considerados “invisíveis” para a grande maioria dos dirigentes das nações, destacando-se entre esses os povos indígenas. Com Gonçalves Dias, destacou-se a condição original dos índios, primeiros habitantes do Brasil, hoje, praticamente dizimados e desterrados de seus territórios. A

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Língua Tupi, considerada por ele como sendo a principal matriz linguística do Português do Brasil, tornou-se diluída no processo de evolução da língua nacional, esta tendo sido ampliada pela importação de palavras de línguas estrangeiras nem sempre compreendidas pelas pessoas mais simples e menos letradas do nosso país. A Amazônia, considerada pelo poeta como a “Judéia” dos indígenas, tem sido explorada e devastada, de modo a comprometer o território em que se encontra a mais rica biodiversidade do Brasil, já identificada por cientistas brasileiros e de vários países. Se era conservadora e, de certo modo ingênua, a visão mítica acerca do indígena estudado por Dias, nos seus trabalhos etnográficos, foi a partir deles que se fortaleceu e sobressaiu o índio por ele cantado nos seus poemas indianistas. Não desprezemos a visão do historiador - poeta, porém não a adotemos para não reproduzirmos uma visão ingênua do mundo atual. O tempo presente nos pede isso sim, para deixarmos Gonçalves Dias e todos os poetas românticos ocuparem o lugar de destaque que merecem ter na história da literatura nacional, indicando-nos, entretanto, que é preciso ir além, fazendo da memória literária e histórica o ponto inicial de reconhecimento das origens da literatura brasileira, cuja evolução poderá ser mais aprimorada por cada um de nós e por todos juntos: historiadores, educadores, literatos e políticos dedicados à democratização das letras, da cultura e da ciência. Que essa Antologia Poética, através de todos os seus autores, possa nos permitir vislumbrar a diversidade de estilos e temas que nos instigam, principalmente, a fazer uma leitura contrastante entre o passado e o presente, para avançarmos em direção ao futuro, como o próprio Gonçalves Dias dizia: “generalizando as aspirações do coração humano, que tem por fim a humanidade”. Essa finalidade, certamente será fortalecida com a realização do atual projeto, que ora materializa nossa homenagem a Antônio Gonçalves Dias, que foi inspirado em projeto similar realizado no Chile, cujo homenageado foi Pablo Neruda, e que também se reproduziu no Peru, tendo como destaque o poeta peruano Cesar Vallejo. Atualmente, está em desenvolvimento o projeto da Antologia “1000 Y UN POEMAS PARA ANDRÉS ELOY BLANCO”. A idéia primeira de “Mil Poemas para Pablo Neruda”, idealizada a princípio pelo poeta Alfred Asís, em 2011, sensibilizou grupos de países da América do Sul, Central e da Europa. Estão envolvidos nesse movimento: Chile, Peru, Espanha, Brasil, Venezuela, Cuba, Bolívia e Honduras. A Antologia Mil Poemas para Gonçalves Dias é a 4ª a ser organizada, com os seguintes países participantes através dos seus poetas: Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Equador, Peru, Venezuela, Uruguai, Portugal, Moçambique, México, Canadá; Panamá/USA, Espanha, França, Bélgica, Áustria, Japão.


O Brasil se faz representar através de seus poetas de diversos estados. Inicialmente, Maranhão, sendo que a cidade de São Luís foi representada por 89 poetas, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Paraíba, Goiás, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Distrito Federal, Paraná, Piauí, Sergipe, Alagoas, Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Espírito Santo, Rio Grande do Norte. Ainda há outros participantes sem identificação de seu país e estados brasileiros. Desde a primeira coletânea tem se constituído uma prática de reconhecimento dos grandes autores que engrandeceram a literatura de seus países e também projetaram suas obras além das suas fronteiras. Na realidade, esse tipo de projeto de registro da memória literária do passado e do presente, permitiu que se instalasse um circuito literário internacional, de elevada relevância para a valorização de escritores e leitores dedicados ao cultivo das letras e da arte da estética literária. Há que se destacar na Antologia ‘Mil Poemas para Gonçalves Dias’ que a participação de representantes de diversos países e estados do Brasil, proporciona uma tessitura singular para esse texto escrito por um grande conjunto de mentes e corações, reunidos numa ciranda de estudantes que adentram pela primeira vez esse universo literário, jovens poetas que vêm se destacando pelas suas produções e poetas que alcançaram a maturidade de suas obras, algumas delas já consagradas internacionalmente. Buscando estabelecer diálogos com as temáticas da obra gonçalvina, os poetas desta antologia buscaram elementos de sua vertente indianista e romântica, fazendonos recordar parte de sua existência, seus amores, seus temores, sua inebriante dedicação à literatura e à história. Identifica-se uma produção em que ocorre a intertextualidade como a forma mais primorosa de comunicação entre os seres humanos que, muito embora não se conheçam, estabelecem forte movimento de sinergia de interesses em torno de um personagem da história da literatura brasileira. Por todas essas manifestações de convergência e de expansão do universo da literatura de Antônio Gonçalves Dias, são justas e merecidas as homenagens a todas as pessoas responsáveis pela produção da Antologia Mil Poemas a Gonçalves Dias, publicada nesta segunda década do século XXI. Que esse trabalho, sem dúvida, árduo, e ao mesmo tempo prazeroso, possa atrair ainda mais as novas gerações de poetas para a positiva atuação, como intérpretes das aspirações compartilhadas com outros seres humanos, em todos os continentes, pela construção da paz, para que possamos realizar a travessia dos oceanos, disseminando idéias poéticas como deve fazer o artista “que tem que ir aonde o povo está.” (Milton Nascimento). Fortaleza - CE, Brasil, 06 de maio de 2013 Ana Maria Costa Felix Garjan

Diretora dos Grupos ARTFORUM Brasil XXI

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Poesias O IMORTAL MARABÁ2 Mário Martins Meireles

[...] Entre os brancos será nossa gloria, Pois que gloria dos brancos será; Dos timbiras a fama guerreira Nos seus cantos o Mundo ouvirá! E o poeta será como nunca Entre os brancos se viu ou verá, Pois seus cantos serão inspirados Quais se fossem do próprio Rudá! O seu nome será venerado, Pois o quer, por vingança, Tupá: O maior dos poetas brancos Será nosso – há de ser marabá![...]

2 Poema de Mário Meireles, decalcado da Canção do Piaga, de Gonçalves Dias, e inspirado no quadro da morte do Poeta, da autoria do pintor maranhense Eduardo de Sá, existente no salão nobre do Palácio do Governo do Maranhão.

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As Artes São Irmãs3 HOMENAGEM A GONÇALVES DIAS Variantes entre tantos pensamentos, Sentidos mais dispersos, suas somas Permite este mosaico aonde tomas As tuas decisões; dores e alentos. Te entregando sem medo aos temporais Verás neles lições para o que resta Da vida mesmo quando mais funesta Navegação ensina onde há um cais. Assim nas discrepâncias se concebe O ser que em ti agora se percebe. 3 “Idéias do prazer — do mal no olvido” Enquanto a dor se torna mais presente, Assim quando do gozo a vida ausente Permite imaginar-se tão sofrido.

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Mas quando uma alegria nos invade, Decerto se esquecendo pouco após, O rio se perdendo noutra foz, Lembramos do que fora tempestade. Não deixe que isto faça com que tudo Pareça bem diverso, noutro fato, Se em dores tão somente eu me retrato, Deveras, sobre a vida eu já me iludo. Caminho sobre brasas; sei das dores, Mas também sei colher, da vida, flores... 4 “Em sons cadentes, que derramam n’alma” Encontro uma real satisfação, Vivendo claramente uma estação, Realidade dói? Também acalma. As cores de um outono, invernal frio, Primaveril beleza, imenso sol, O quanto se transforma este arrebol, É como perceber um desafio. 3 Do Blog Cantos do Sepulcro - As Desventuras de um Dom Quixote no Terceiro Milênio, disponível em http:// valmarloumann.blogspot.com.br/2010/03/as-artes-sao-irmas-homenagem-goncalves.html, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


Envelhecer com arte e galhardia, Saber da mocidade com fulgor, Matizes tão diversos de um amor, Que a cada novo tempo, sempre guia. E ter uma certeza nesta vida Cada etapa terá que ser cumprida. 5 “Ou lânguida na lira se transforma”, Ou trágica se faz a cada passo, O quanto muitas vezes me desfaço, Impede que se tenha a mesma forma. Dicotomias trago em cada passo, E nelas a melhor das decisões Por vezes bem diversa do que expões, Nem sempre o melhor rumo, ainda traço. E vivo sem temer as tempestades, Nefastas? Muitas vezes redentoras, As horas mais doídas, sofredoras Aquelas que nos dizem mais verdades. Servindo de repasto para a dor, Um novo amanhecer saber propor... 6 “Dá linguagem sublime à estátua muda,” Cada momento aonde se entregando Não sei se em temporal ou ar mais brando, O tempo tão instável se transmuda. E quando aprendo dele sem terrores Amadureço em mim a própria morte, E nela algum descanso que conforte No renovar da vida, risos, dores. Existo e sei que basta esta existência, Se dela eu perceber quem mesmo sou, Já sei qual o destino pr’onde vou, O fim é do começo, a conseqüência. Renova-se destarte eternidade Gerando com fulgor, diversidade... 7 “Do rosto nas feições o brilho interno,” Diverso do que às vezes se aparenta,

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Aonde se diz paz é violenta E aonde se diz glória, pleno inferno. Somar as nossas tantas variantes, Seguir por vezes mitos ledos, falsos, Comuns na caminhada tais percalços, Mudamos nosso rumo por instantes. E quando se aproxima o fim da história, O quanto nós já fomos, padecemos, Permite ao marinheiro tantos remos, Ou traçando uma linha merencória. Às vezes num sorriso, lacrimejo, E em lágrimas sacio o meu desejo... 8 “Guia a mão do pintor quando debuxa” A soma de fatores mais diversos, Assim quando eu componho tantos versos, É como se imergisse em vária ducha.

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Ourives da palavra, um escritor, Usando seus disfarces nos permite, Se acreditar além de algum limite, Nas tramas deste insano sonhador. O corte se bem dado do buril, Traçando com beleza uma escultura, Mas quando a mão se mostra fria e dura, Por vezes o cenário se faz vil. Não creia no que digo, mas me creia, A mão traça diversa ou una teia. 9 “A mesma inspiração, que acende o estro,” Por tantas vezes traça o desespero, E quando noutra sanha me tempero, Por vezes verdadeiro ou mais canhestro. Se o peso do que vivo influencia Talvez o que não viva pese mais, Criando do vazo, os temporais, Palavra dita a norma e cadencia. Apego-me ao não ser enquanto sigo, E sigo sem saber quem mesmo sou, Errático caminho se mostrou Deveras muitas vezes meu abrigo.


Ilusionista, sim, porém nem tanto, Retratando minha alma quando canto? 10 “Perante o mesmo altar, coroam-se, ardendo” Demônios, querubins, várias figuras, Palavras que clareiam sendo escuras, Momento doloroso ou estupendo. Nefastas maravilhas, luzes tantas Bebendo desta imensa liberdade, O quanto do vazio que me invade, Permitem ser profanas, créus e santas. Ecléticos caminhos num só rumo, As cores se misturam neste prisma, E quando vez ou outra uma alma cisma, Nem sempre um andarilho, eu tudo aprumo. A queda prenuncia a redenção, Assim como um amor dita o perdão... 11 “Do fogo criador nas mesmas chamas,” Encontram-se diversas fantasias E quando delas novas tu recrias, Revives do passado, luzes, dramas. Tramas se entrelaçando, atemporais, Existem desde quando existe o sonho, O todo muitas vezes eu componho Dos dias mais dispersos, tantos cais. Apátrida emoção, vívida luz Nas trevas a beleza incomparável, Assim como um reflexo do tocável Efeito tão complexo reproduz. Nas crenças, ódios, medos e rancores, Nos sonhos, nos anseios, nos amores... 12 “As artes são irmãs, e os seus cultores” Transformam qualquer forma num tesouro, Das tantas emoções quando me douro, Permito cultivar diversas flores. E mesmo nas daninhas, meu alento, Transito entre o fantástico e o real,

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Portanto se feroz, tolo ou venal, Nas tantas variáveis me sustento. E bebo em goles fartos, outros dias, Trafego em dissonantes maravilhas Porquanto novos mundos sempre trilhas Sabendo desde o eterno as melodias. Infinitas verdades num só passo, Num limitado espaço o mundo eu traço.

A. J. C. AO INSIGNE POETA ANTONIO GONÇALVES DIAS4 SONETO Dias filho de Apollo, às Musas dado; Hés do Pindo Ornamento, varonil: Tu honras o Império do Brasil, Como tem estro sublime; e delicado. 40

Teu nome no Parnaso está gravado, Ali, serio teu Merito, de buril; Atama o sculpio, com mãos subtil; E ficou por memória, Eternizado. Tem teu estilo, o cunho da grandeza. Teu canto tem, á suave mellodia; Reanimas com graça, a natureza, Força de imaginação, com harmonia, Ingenho, suavidade e delizadeza; Expreção que arrebata, que extazia.

Aaron Paul Arsene Pestana Torma5 Canção do exílio Porto Alegre e Genebra, mundos diferentes. Continentes; 4 Publicador Maranhense – Maio 1849, Edição 813, Poesias compiladas por Leopoldo Gil Dulcio Vaz. 5 Aaron Paul Arsene Pestana Torma – Genebra - Suíça - 03 de maio de 1995. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Secretário Social e Membro Efetivo da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS, Cadeira 22, Patrono: Alberto de Oliveira; Associação Internacional dos Poetas del Mundo; Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores; Balneário Camboriú/SC, Liga dos Amigos do Portal CEN, Praia Grande/Portugal. Coautor do Romance Interativo “Uma história de amor!”. E-mail: tormiaaron@hotmail.com


aromas; olhares... Belezas distintas, distantes. Pessoas... longe; cabeças mudadas; cabeças conservadoras; cabeças liberais. América... Europa... Aqui e Lá, riqueza e batalha; virtudes e atitudes; não muito, todos somos gente.

Abilio Kac6 ANTES E DEPOIS Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá... Poetava Gonçalves Dias. Nos dias de hoje, se vivesse, mudaria sua poesia: Minha terra tinha palmeiras onde cantava o sabiá... Devido a queimadas, desmatamento, palmeiras se vão a cada momento e o sabiá, triste ao relento, á não consegue mais cantar! ETERNAS HOMENAGENS No Maranhão, sua terra-natal, bem como em outros estados, Gonçalves Dias foi homenageado. Seu nome encontra-se em ruas, avenidas, praças e até mesmo em navio. Gonçalves Dias , imortal, está no coração do povo e na alma da Literatura Nacional!

6 Abilio Kac - Rio de Janeiro – Rio de Janeiro – Brasil - 01/09/1937. Poeta, trovador, sonetista, cronista, contista e escritor. Possui 20 livros publicados e trabalhos literários em numerosas antologias. pertence a várias entidades literárias no Rio de Janeiro, sendo o atual Presidente da União Brasileira de Escritores (UBE). Oportunidade de contribuir e agradecer por me fazer lembrar os tempos de criança, onde de calças curtas na escola pública declamava as poesias de Gonçalves Dias, o maior Poeta Brasileiro.

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Ada Barcelo7 A ANTONIO GONCALVES DIAS Desde hace siglos perdura intemporal, sin fronteras, aquella voz que murmura sobre el viento en las palmeras. Romántico ipé amarelo que en su exilio ha convertido en canto, lo que sufrido en sus noches de desvelo. Y en una dulce elegía, la revive al susurrar a su Amelia en el cantar de la más honda poesía. A Brasil y a su mestiza estirpe que siempre honró, en sus obras se divisa lo que el tiempo no borró. 42

Bajo ocaso carmesí, se menean lisonjeras en Maranhao las palmeras, cuando canta antonio allí. “Hoy ha muerto un Poeta” A Antonio Concalves Dias, Poeta de Brasil Ha muerto un poeta, y sus versos en solitario son pájaros desesperados buscando en el silencio seguir sus pasos mutilados. El incendio de sus pensamientos ha caído por siempre en la indiferencia del tiempo vencidos y cansados. Los obreros del campo, los niños, los humildes se quedaron sin la voz 7 Ada Barcelo - San Javier – Misiones - Argentina - 15 de febrero de 1947. Radicada en Mendoza. Obras poéticas publicadas: Canto a la ternura l, ll y lll, Paisajes Interiores, Antología Poética y Tiempo de Luz. Obras narrativas: Agridulce, Huellas. Ha obtenido premios provinciales y ha sido jurado de concursos provinciales. Ha participado en ferias bibliográficas provinciales, nacionales e internacionales. En el 2011 obtuvo el premio Mujer del Año en Letras, Houston Texas, EE UU. Página oficial: Adabarcelo.com Facebook, Ada Barcelo Escritora.


del hombre enamorado del canto a su Amelia del romance truncado. Hoy ha muerto el poeta Don Antonio Concalvez Diaz misterio el de su destino partir solo con su muerte y sus versos prendidos de su pecho quieto. Fatal naufragio, y sus palabras rotas se acallan en los rincones de un cuarto en penumbras. Huérfanos de presentes se han dormidos sus versos mientras vuelven a su tierra sus pasos lentos. Tal vez en su entrega, prendidos de una estrella entre palmeras dormidas, los duendes aquietados de la noche alimente en sus versos silvestres la sal de su existencia vuelva el verbo a crecer en la piel de otros poetas reflejo de su destino.

Adalberto Caldas Marques8 CANÇÃO DE MARTÍRIO Minha terra tinha palmeiras Onde cantava o sabiá Hoje elas viraram mesa Em uma sala de jantar. As aves que aqui gorjeavam Agora gorjeiam por lá Pois a mata foi devastada E não tem mais onde morar.

8 Adalberto Caldas Marques - Rio de Janeiro – RJ – Brasil - 07 de março de 1979. Tem textos publicados em alguns sites literários e participação em diversas antologias, sendo um dos ganhadores do II Prêmio Literário Canon de Poesia 2009. Lançou seu primeiro livro solo “Brincando de Poesia” durante a Bienal Internacional do Rio de Janeiro de 2009. e-mail: adal.rj79@gmail.com .

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Nos riachos de águas claras Aonde guri ia me banhar Hoje parece que por milagre Sobre suas águas posso andar. Com meu filho me preocupo Que futuro ele terá? Se continuarmos desse modo Onde nós vamos parar?

Adélia Einsfeldt9 Gonçalves Dias Na lira do teu canto encanto da bem amada de olhos verdes além-mar

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diz por onde andas busca entre as ondas no canto das sereias o teu amor como flor na dor machucada apertada entre dedos esquecidos de viver.

9 Adélia Einsfeldt, Porto Alegre – RS – Brasil - 13/04/1934. Membro vitalício da IWA – International Writers and Artists Association (USA). Lançamento do seu livro infantil “Animais se Divertem” na Feira do Livro de Porto Alegre – RS em 2011. Sócia efetiva da Sociedade Partenon Literário. Participação em várias antologias e vencedora de concursos literários. Integrante de grupos de poesia e performance.


Adelia Josephina de Castro Fonsêca10 Ao Snr. Dr. Antônio Gonçalves Dias11 Lendo teus versos mimosos, Primos cantos maviosos, Ao Senhor graças rendi; Sim, fiquei-lhe agradecida Por dar-te o berço da vida No país onde eu nasci.

No teu canto há tal brandura, Há tão melíflua doçura, Que do céu vindo parece; Parece dele emanado Esse gênio sublimado, Que á tua mente esclarece. Eu, Poeta, te bendigo Por seres fiel amigo Da terra do meu amor; Por louvares as palmeiras E as aves brasileiras, Eu te bendigo, Cantor. Bendigo a voz soberana Dessa lira americana, Que o prazer me infiltra n’alma, Quando diz que, na lindeza, Essa terra portuguesa Á de Cabral cede a palma. Da nossa pátria querida, Pintas nos bosques mais vida, Nas várzeas pintas mais flores; Pintas no céu mais estrelas, E nossas vidas mais belas, Mais abundantes de amores. No teu canto há tal brandura, Há tão melíflua doçura, Que do céu vindo parece; Parece dele emanado, 10 Adelia Josephina de Castro Fonsêca – Salvador – BA – Brasil - 24 de Novembro de 1827 e faleceu no Rio de Janeiro em 9 de Dezembro de 1920. Publicava poemas em periódicos e livros e foi colaboradora do “Almanach de Lembranças Luso-Brasileiro”, lançou em 1866 o livro “Echos da minh’ alma”. Foi para Adelia que Gonçalves Dias dedicou o poema “A uma poetisa”, publicado entre os “Cantos” de 1857. Que foi republicado pela poetisa nos seus “Echos da minh’alma”. 11 FONSÊCA, Adelia Josephina de Castro, Echos da minh’alma, Salvador, Typ. Camillo de Lellis Masson, 1866, 4347.Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil - 27 de Junho de 1984.

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Esse gênio sublimado, Que á tua mente esclarece. Esse autor da –Harpa do Crente, Que nos diz tão docemente Do desterrado as tristezas; Esse Poeta estrangeiro, Louvor teceu verdadeiro De tua musa às lindezas. Ele, ó Vate, conheceu Que tinhas no livro teu Toda a tu’ alma entornado; Ora ardente, impetuosa, Ora sentida e queixosa, Carpindo azares do fado. Eu creio que Deus te ensina Essa linguagem divina, Em que aos anjos soe falar; Só Ele o gosto te inspira, Com que vibras essa lira, Que tanto sabe encantar. 46

Torrentes de poesia, De suave melodia, Das cordas dela derramas, Descrevendo os atrativos De olhos negros, expressivos, D’esses olhos que tu amas; D’esses olhos, que de amores Dizem tão lindos primores, Faliam com tanta paixão; Ás vezes quedos brilhando; Outras vezes abrasando, Qual incendido vulcão! Esse teu canto gentil Tenho lido vezes mil, Vezes mil tem-me encantado; E bem feliz me sentira, Si, como tu, possuirá Engenho tão elevado. Si ouvisse Deus minha prece, Si conceder-me quisesse Um engenho igual ao teu, Voz como a tua tão pura,


Que deixa ouvir na doçura As harmonias do céu; Quando o teu gênio, Poeta, Visse, veloz como a seta, Do céu as portas transpor; Quando unisses lá teus hinos A esses cantos divinos, Que se entoam ao Senhor; Teria, como desejo, Seguido o rápido adejo De teu estro na amplidão; Transbordando de alegria, Com ele penetraria De Deus na sacra mansão! Lá co’os anjos entoara, Em voz, como a d’eles, clara, Mil louvores ao Senhor; Depois, ao teu gênio unida, Cantara a pátria querida, A terra do meu amor. 47

Adilson Roberto Gonçalves

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Palmeiras que se espraiam Goethe inspirou-te a cantar a terra das palmeiras citando a Itália de brilho, de sol, de cítricos. Mas ele queria para lá fugir das germânicas asneiras, mesmo que valorizassem seu trabalho, os críticos. Teus versos inspiraram em além-mar o hino; brasileiros os cantam sem perceber talvez que na inspiração os bosques não estavam a sol a pino e ao sul, nos desejos do alemão, tiveram vez. Os fatos tirariam hoje o torpor da trigueira noção? No exílio recente, na plúmbea ditadura do pesar, imagine quantos cantaram esta tua canção, cantando as saudades do falar e do livre pensar.

12 Dilson Roberto Gonçalves - Pedreira - SP – Brasil - 5/6/1967. Residente em Lorena-SP, Brasil. Professor universitário, membro da Academia de Letras de Lorena e do Clube dos Escritores Piracicaba. Possui poemas, contos e textos curtos publicados em antologias. Escreve uma coluna semanal no Jornal Guaypacaré de Lorena sobre ciência, tecnologia, educação e questões ambientais.


Aglaure Corrêa Martins13 ENCANTO Os olhos da noite deitados no mar tão negros os teus olhos me pus a mirar encanto terreno, de céus , os teus olhos são negros segredos que quis desvendar. Um porto, um cais, os teus olhos negros negrume que embala eu nau ao luar desperta desejos os teus negros olhos e afagam os sonhos que vivo a sonhar. Olhos tão negros os teus belos olhos tão doces, serenos, que vivo a fitar estrelas que bailam na pele do mundo reluzem teus olhos um mágico olhar. Olhos que cantam a ode mais perfeita em harpas e flautas e sopros celestes olhos de amante de musa faceira n’alma a poesia que o olhar enternece. 48

PÁTRIA AMADA É Terra de amores de campos floridos do canto de pássaros, do sabiá canoro do verde mais verde e do anil infinito gorjeio tão puro que é homilia que oro. É Terra de encantos e de noites mil de palmeiras que adornam as várzeas da vida de estrelas garridas q’enfeitam os céus minha Terra Brasil é beleza infinita. TRAJETÓRIA Foi no mês de agosto lá no Sítio Boa Vista Que nasceu Gonçalves Dias o poeta indianista Maranhense literato, advogado e professor Renomado escritor, competente jornalista Estudou em Portugal foi um grande romancista Ainda participou de grupos medievistas. À pátria retornou, morou na capital Lá conheceu um amor sem igual Ana Amélia foi à musa que tanto o inspirou 13 Aglaure Corrêa Martins - João Pessoa – Pb – Brasil - 16 de agosto de 1966. Fisioterapeuta graduada pela Universidade Federal Da Paraíba – UFPB, especialista em Fisioterapia Neurológica e especialista em Educação Infantil, atua na área de neuropediatria. Poeta de alma e coração, publicou em 2008 REVELAÇÕES seu primeiro livro de poesias.


Mas foi por preconceito q’esse amor fracassou A família da eleita, pedido refutou O poeta entristeceu e por ele não lutou. No Rio de Janeiro no mesmo ano casou Olímpia da Costa sua esposa se tornou Nos quatro anos seguintes p’ra Europa viajou Voltando ao Brasil para o Norte ele rumou O poeta adoeceu, voltou ao estrangeiro Foi à saúde tratar esse grande escudeiro. No navio Ville de Boulogne viajava o poeta Vinha frágil e acamado, era longa a espera O navio naufragou na costa brasileira Perto do Maranhão, chorou nossa bandeira Exceto o poeta, a tripulação se salvou Preso ao leito esquecido a morte agonizou. O poeta não morreu porque poeta é eterno Gonçalves Dias sempre será bem lembrado Nordestino letrado é nosso vivo legado Orgulho de nosso povo, é irmão confraterno Poeta indianista, da poesia memória viva É o nosso mais nobre laço, ser coeterno. 49

LAMENTO Ah meu doce encanto quanto te quis e não pude venho velando meu pranto nesse martírio tão rude. Só Deus sabe o que sofri quantas lágrimas derramei noites e dias me perdi nunca mais me encontrei. Amor perdoa se pequei não foi por covardia foi tão grande a agonia meu coração quebrantei. Quis te proteger, senhora de toda maledicência como sofri nessa hora quanto bradei por clemência. Não me ignore, imploro eu nunca te esqueci ainda por ti eu choro pois quase enlouqueci.


Amar-te foi meu pecado? O meu sonho, meu algoz? O que fiz de tão errado? P’ra silenciar minha voz? Ah como te sonho ainda nós embalados ao vento n’uma alegria infinda sem a dor cruel do lamento. Amanajé14 A vida nos laça meu bravo guerreiro o tempo nos caça como bicho feroz. Com arco e flecha coragem e raça a alma é tocha é garra e luz. Nas matas, o norte tacape na mão desbrava a morte guerreiro irmão.

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Tamoios, Aimorés E Nação Tupí, dança o Toré exalta Jací. Pesca Guarací com seus puçás nutri curumim com viva angá. Oh bravo auá sobrevoa o mundo com lança em punho liberta eçá. 14

Auá: homem, mulher, gente, índio. Angá: afeição, ternura. Amanajé: mensageiro. Camuá: palmeira de caule flexível, cheia de espinhosos. Curumim: criança Eçá: Olho. Os olhos. Ver. Espiar. Guaraci: O sol. Jaci: A lua Puçá: de rede de pesca para siri ou camarão. Tupi (1): povo indígena que habita(va) o Norte e o Centro do Brasil, até o rio. Toré : Dança indígena‑


Agostinho Lázaro Pimenta Filho 15 Filósofo Gonçalves Dias Onde estavas Gonçalves Dias; Quando desejastes ser querido dum rosto formoso? Planejando uma conquista, ou mentalmente no fundo do poço? Onde estavas tu quando dissestes: Eu amo a noite solitária e muda? Atormentado pelo sol de uma paixão, ou em depressão profunda? Tens saudade da tua terra com palmeiras onde canta o sabiá? As aves daí não cantam, Não gorjeiam como as de cá? De uma coisa tenho certeza, e isso até posso afirmar, Quando pediste ao anjo do sono que preside tranqüilo, Que ao anjo da terra não cedesse o lugar; Certamente estavas em um sonho, na guarida do peito de sua querida Sem querer acordar! Oh ilustre Gonçalves Dias, se a vida é combate que aos fracos abate, Certamente aos guerreiros, militares ou enfermeiros, Aos poetas ou carpinteiros, na verdade brasileiros que são bravos e fortes, Só pode exaltar!

Agostinho Pereira Reis16 GONÇALVES DIAS 17 Certo que não morreu. Na realidade, Embora o corpo seu descess ao Nada, Vice sua alma palpitante em cada Estrofe qie legou à humanidade. Ainda ouço a vibrar, na imensidade, A lira do Brasil mais afinada; - Ora cantos risonhos de alvorada, Ora sentidos cantos, cantos de saudade.

15 Agostinho Lázaro Pimenta Filho - São Luís – MA - Brasil. Fisioterapeuta, pós-graduado em Saúde da Família, Bombeiro Militar, etc. Amo escrever pensamentos, poemas e música, tenho algumas poesias publicadas no Recanto das letras inclusive nos livros Antologia dos Poetas Brasileiros nº 71 e nº 73, escrevi algumas músicas, e arranjos para instrumentos de sopro... 16 Agostinho Pereira Reis - Alcantara – MA - Brasil. Jornalista e Poeta brilhante. Foi Tipografo e Funcionario Publico. Trabalhou em O Federalista, Campanha, sendo por ultimo redator e gerente da Pacotilha. Fundou com José de Castro e Edgar Matos a Revista Paroplia. Polemista de largos recursos, vigoror e sereno. Foi membro da oficina dos Novos. 17 MORAIS, Clóvis. TERRA TIMBIRA. Brasília: Senado Federal, 1980, p. 67; Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão.

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Como se fora terno passarinho Que canta, que solouça espaço em fora, E recolhe silente ao pobre ninho, Ele dorme, nos mares afinal descansa! Dorme, poeta, a casta luz da aurora, Que o teu nome nos viva na lembrança.

Agrario de Menezes Pela noticia da morte do poeta18 Poetas! Daí ouvi lós ao lamento Qu em montanhas de espuma as nossas plagas Vem trazer, entre accentos dolorosos, As gemedoras vagas! Traduzi a linguam desses threnos, Desse carpir infausto e sobrehumano: Endentedei a expressão desses gemidos Arraqncados ao seio do oceano!

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Adevinha o profundo sentimento Que a natureza em anciãs denuncia, Como se das entranhas lho voassem Os prantos de agonia! Fallai às turbas, á nação, ao mundo, Que já se presentil-o se inquieta; Dizei que – remontou-se á Eternidade O brazileiro inclyto Poeta! Lá jaz no pego! Sepultura immensa, Para esse immenso vate se offerece, Como si outro sarcophago mais digno Alhures não houvesse! Assim o rei dos astros, caminhando, Em despedida ao CEO, á terra, aos ares, Procura e alcança os marcos do occidente Na funda eterna vastidão dos mares Ahi deve existir algum encanto... Quem sabe? Ahi mais puro e mais (?) É talvez o caminho que se abre Aos pés do Omnipotente. 18 O Publicador Maranhense, agosto 1862. Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


Ah! Recebe-o Senhor!... Ou cedo ou tarde, O genio é teu, aspira á tua glória! Poetas, celebrai seu nome ilustre, Erguiei-lhe um moimento, uma memória!

Aidil Araújo Lima19 Efêmero gozo Eu vi o teu desejo por mim E soube que mentia Na minha agonia não atinei pra nada Desejos intensos não se demoram Vão se desfolhando pela noite Desfazendo o silêncio da terra Que se esconde sem testemunhar Este meu sonho de engano As flores acalentam Com cheiros delicados A manhã que se anuncia solitária O amor que pensei que tu sentias Foi como o orvalho Que se desfaz ao sol Despejando sêmens que perecem E o amor onde encontro Talvez seja o que Gonçalves Dias tenha dito Oiço aí pronunciar Essa palavra de modo Que não sei o que é amar.

Alanna Verde Rodiguês20 Futuro de magia O amanhã ia além de dormir e acordar! Era um futuro de magias. Que ele expressava em cada poesia. Retratava seus ideais seus Encantos, seu amor por sua Terra os olhos verdes da amada Em versos e melodia. 19 Aidil Araújo Lima - Cachoeira – Bahia – Brasil - 17 de dezembro de 1958. Professora aposentada. Recebeu o título de Menção Honrosa do Concurso Literário “CLEBER ONIAS GUIMARAES”. 3º lugar do concurso literário Arti-manhas. Concurso internacional primavera – 3 contos selecionados em 3º lugar. Concurso Literário Guemanisse – 3 contos premiados. E-mail – aidilaraujolima@gmail.com 20 Alanna Verde Rodiguês – São Luís – MA – Brasil - 26/09/2001. Pelo prazer de viajar no mundo mágico das poesias e o mundo conhecer! Cursando: 5º Ano – Turma: C -EPFA Profª Shirle Maklene.

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Em terra de grande batalha Caxias saía vitoriosa, mas A maior de suas conquistas nascera Ainda ia! Um simples homem se tornaria Mas o acaso da vida! Em águas reluzentes sua vida sumiria.

Albaneide Bezerra da Silva21 Olhos verde-amar São verdes esses olhos São verdes olhos de amor Seus olhos tão verdes Me dizem que estou Mais que apaixonada Pela cor esmeralda Desse teu verde amor

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São verdes teus olhos e eu aqui a pensar Na imensidão desse Teu verde olhar No espelho desses olhos Contemplo-te com calma O límpido espelho de tua alma Que ora reflete o céu Em suas límpidas manhãs Ora reluz como fogos Rasgando da noite a escuridão Sãos verdes,sim teus olhos tão ternos de amor São cor de esperança Em dias de bonança Cheiram a verde-mar Por isso, a ti confesso Estou imersa em teus olhos Inebriada com teu verde- amar

21 Albaneide Bezerra da Silva. Santa Luzia – PB - Brasil – 31 anos. Quanto a literatura possui as seguintes publicações :Águas que saciam e No coração de Deus literatura evangélica, Brasil , 2 0 0 9 e 2010 s o b o pseudônimo de Albaneide S Moraes. Participação em antologias p u b l i c a das: Antologia da Adoração e Palavras Sem Fronteiras Email : baneide@hotmail.com / neidinha.bsm@gmail.com


Ah,afoguei-me na cor desse verde mar E ainda que o Gonçalves em seus Dias A mim viesse falar que haveria Outros olhos Mais verdes que o teu mar Por certo, não me importaria Ainda que fossem outros verdes olhos, Não importaria, nem esperança teria A não ser com esses teus ternos E doces olhos, da cor verde Do verde-amar Alguns Dias do Gonçalves O Romântico Gonçalves em seus Dias Também se pôs a poetizar Longe de sua terra e de sua amada e em peito se pôs a mirar Os encantos de sua terra Repletas de palmeiras a balançar Então seu coração Se enche de novo Ao ouvir de novo O canto do pequeno amigo sabiá Em sua alma ele voltava ao regaço de sua terra Enquanto seu peito anelava Ainda mais por sua Amélia Ah, os versos arrancados, a alma ferida A dor de tanto e tanto ter amado Sufocada pelo peso do Adeus Ainda assim ele estava a poetizar Mesmo Distante de sua amada e do povo seu Seus sentimentos o traziam de volta Sim, ele estava sempre a voltar Porém as ondas do cruel e bravio mar Ao poeta abraçaram Não o deixando A sua terra retornar Porém de longe ainda se ouve um canto De todos aqueles que estão a voltar Ao regaço de sua terra e sentem sua alma cantar “Minha terra tem palmeiras onda canta o sabiá Oh,meu Deus tu não permitas que eu morra sem a essa Terra voltar”

Albertina Carneiro Arruda22 Última Viagem “Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá.” Voltaste. Aqui estás de frente pro mar no Largo dos Amores. Ah! Os teus amores em versos soubeste cantar! 22 Albertina Carneiro Arruda – Esperantinópolis –MA – Brasil - 21.05.1952. Graduada em Ciências Contábeis, Letras e Filosofia. Poetisa, já publicou “Poesia- Canto da Alma” e Viagem a Caminho de Belém pro Círio de Nazaré (em ritmo de cordel. É membro fundadora da Academia Esperantinopense de Letras, Presidente para o bienio 2012-2013.

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Amor à pátria, à amada, à natureza, à raça! Cantaste o Maranhão em toda beleza que existe as palmeiras, as aves, o céu estrelado, os bosques, as flores e tantos amores! Voltaste para ouvi o canto do sabiá lá do alto das palmeiras com o vento a balançar! Querias encontrar I Juca Pirama “guerreiro bravo e forte, filho das selvas, do Norte da tribo Tupi”. Voltaste continuas presente a nos inspirar o poeta não morre, vira estrela, seu brilho jamais acabará! 56

Alda Inácio23 Canção da pátria Minha terra tem pomares, Tem cascata e sabiá; O povo que aqui vive, É feliz aqui, ou lá. Nosso céu tem mil estrelas, Nos jardins têm muitas flores; Nos bosques têm rica fauna, Nos corações os amores. Fico pensando nas noites, No prazer que tenho aqui; Minha terra, que alegria! Onde canta a juriti.

23 Alda Inácio - Senador Canedo – GO – Brasil - 05/12/1952. Tenho 60 anos, sou gaúcha residente em Goiás, acabo de publicar meu primeiro livro solo com o título “A vida na Bélgica” consequente aos 12 anos que vivi naquele país. Tenho publicações de crônicas e poesias em algumas antologias. A última foi a poesia “Opus Magnum da Serra” em homenagem aos 450 anos da cidade de Mogi das Cruzes em São Paulo. Atualmente estou com trabalhos participando em concursos literários, livros infantis e romances. Email – alda_inacio@ hotmail.com


Minha terra tem de tudo, Pau-brasil e maricá; Tem raça de gente boa, Que prazer isto me dá; Minha terra tem florestas, Tem madeira jatobá Deus deu tudo a este povo, Sob o céu azul anil; Pra desfrutar a beleza, Desta terra varonil, Que nos deu Gonçalves Dias, O poeta do Brasil.

Alexander Man Fu do Patrocínio24 Terra de Gonçalves Dias Oh! Maranhão... Solo fértil Paisagem bela Horizonte amplo Lençóis de águas... Deserto mágico Natureza que se completa.   Caxias, a princesinha do Sertão Terra de Gonçalves Dias Nos seus versos O amor, a esperança e os gestos Deságuam nos abismos das experiências...   Ah! Grande poeta... Caxias terra da cultura. Ah! Grande poeta... Naquelas terras Sob os acordes do sabiá... Poetaste.

24 Alexander Man Fu do Patrocínio Rio de Janeiro – Brasil - 19 de maio de 1972. Pós-Graduado em Psicopedagogia – Graduado em Pedagogia pela UNISUAL – Membro do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais (InBrasCI) – Member d’Honneur da Diviné Academie Française dês Arts Lettres ET Culture.

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Alexandra Galvão da Rocha 25 CANÇÃO DO EXÍLIO Para o meu Brasil Quero um dia voltar Aqui nesse país, preso, Oh! meu Deus, não quero ficar. Admirar o céu azul A minha família poder encontrar Estou com saudades de tudo, de todos, Muita farra para farriar! Essa saudade no meu peito Um dia vai acabar Ela me pegou de jeito E não há como escapar. Adeus país triste, Para o meu Brasil quero voltar, Ouvir o canto dos passarinhos E deixar a vida me levar! 58

Alexandre Cezar da Silva26 Dias do povo Querido leitor Quero lhes apresentar Um grande poeta brasileiro Me dar orgulho de falar Ele foi um dos primeiros A encantar o Brasil inteiro Com uma poesia sem par. Por aqueles dias de agosto Nasce o grande poeta nacional De nome Gonçalves Dias Outro o Brasil não teve igual Nasceu na cidade de Caxias Surgiu como um messias Dono de uma poesia original.

25 Alexandra Galvão da Rocha - Bebedouro – SP – Brasil. Aluna da 7ª. Serie da Profa. Silvana Morelli - http://silmoreli.blogspot.com.br/2009/09/cancao-do-exilio.html; Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão 26 Alexandre Cezar da Silva - Ocara – CE - Brasil – 18 de fevereiro de 1985. Desde a infância encontrou na poesia uma fuga do marasmo da labuta diária. E-mail: alfa-romeo@bol.com.br.


Foi estudar em Portugal Ainda na mocidade Nunca esqueceu o lar natal. Isso é uma grande verdade Canção do exílio é magistral A pura literatura nacional O que nos enche de vaidades. De Ana Amélia se enamorou Isso pode-se confiar Nunca puderam assumir Que iriam sempre si amar. Dias Viveu nesse eterno afligir Pois nunca soube omitir O desejo de com Amélia casar. Soube como nenhum outro Cantar o Brasil em poesia Se nossa terra tem palmeiras e sabiá Também Gonçalves dias Faz parte da cultura popular Fez nossa terra brilhar Enchendo-nos de Alegrias 59

Alexandro Henrique Corrêa Feitosa - Alex Feitosa

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MINHA CANÇÃO DO EXÍLIO – lembrando e dedicando a Gonçalves Dias Na penumbra desta noite-ausência contemplo-te uma vez mais distante Oh! minha amada São Luís... Minha terra de Gonçalves Dias! Faço de mim pensamento e viajo na brisa/carícia que me chega do teu mar tuas ladeiras telhados e azulejos escadarias e becos teus (en)cantos... tudo ares benfazejos.

27 Alex Feitosa - Alexandro Henrique Corrêa Feitosa - São Luís – MA – Brasil - 14. 11. 1970. Graduado em Psicologia (UFMA-1997), pós-graduado (em nível de Especialização) em Gestão de Pessoas (Uniasselvi-2010). Estudante de Direito (CEST). Classificado/premiado em concursos de poesia (Rotary Club, Aliança Francesa), redação (Fundação Bradesco, Fundação Joaquim Nabuco), e pesquisa estudantil (FAE-Fundação de Assistência ao Estudante). Atualmente, labora na área de RH.


São Luís... Tu estás em mim como eu estou em ti. Aqui deste mirante interior do cimo desta ladeira/sobrado/eu mesmo as estrelas me refletem em São Marcos... A lua me cintila em saudades... E abro os braços para te acolher abraçada ao meu peito, Ilha querida... Minha terra de Gonçalves Dias! Calhau, Ponta d’Areia, Olho d’água... Teus bairros, ruas e praças... Rostos amigos – o Sousa, no Reviver... lembranças que não esqueço e em mim sempre hão de viver. Parece ontem – ainda lembro pequeno, criança de calção empoeirado. O Parque XV de Novembro – a extinta vila... Olhei em teus olhos, Beira-Mar dos meus Amores... me vi em ti espelhado e te dei... Mais uma vez Adeus!

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Lembras... de quando nos conhecemos? Estavas LINDA, bronzeada ao sol da tarde. Corrias conosco até à Pracinha e marulhavas no Cais... frente ao Palácio. Eu? Eu era todo alegria... Minha terra de Gonçalves Dias! Naquele tempo... Até teus abandonos me eram tudo Poesia! Na calmaria de um banzeiro que quebrava lá pista de asfalto por baixo daquela ponte... Eu entregue às brincadeiras de menino...

Meu peito ainda acelera: é a tua voz que me chama que me encanta que me inflama... Tu me amas E eu te amo


Quero ser teu. Eternamente teu. Que os meus olhos te sintam sempre LINDA! Minha pele saboreie o orvalho de tuas noites e o meu ser se extasie na sinfonia de tuas manhãs... Sou teu filho, sou teu fã. Protegido em teus mistérios me abandono em teu regaço. E ao tocar tuas mãos/nuas/ruas... seguro firme em teu (a)braço. E assim sentindo O calor de tua presença/ausência/saudade... Aspiro que sejamos a um só tempo o mesmo peito, a mesma paz e alegria... Oh! minha terra de Gonçalves Dias.

Alfred Asís28 Naufrago Naufragaste un día incierto mas, tus letras quedaron por siempre Fuiste a navegar entre letras y el mar y germinaron en la montaña en las selvas y en el alma de la creación... Los escenarios se abrieron para dar paso a tu obra Cuantos que te amamos al conocer tus letras hechas palabras que resuenan en las praderas imaginarias de nuestros sueños...   Una a una tus escenas fueron naciendo después de tu muerte quedando para las generaciones postreras 28 Alfred Asís – Santiago - Chile - 1951. Después de 40 años viajando por Chile, investigando y versando en las escuelas del país, se transforma en sedentario, instalándose a vivir en Isla Negra, junto al espíritu de Neruda. Desde ahí se comunica con los cinco continentes en la red mundial de Poetas con los cuales lleva adelante proyectos mundiales, solidariamente para generar oportunidades a los emergentes en las letras, junto a los niños y consagrados. Al terminar tres obras mundiales en conjunto ya trabaja en la cuarta convocatoria para generar un libro de más de mil páginas que llevará el homenaje a MIGUEL HERNÁNDEZ, Poeta del pueblo de España. Tiene 16 libros editados. Clama por eliminar los egos de quienes creen que el mundo es solo para ellos, generando instancias de partición incondicionalmente por una humanidad mejor.

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que hoy en día alaban tus escritos y siguen resonando en los ámbitos estelares para el placer de una mirada que atiende a tu perseverancia más allá de las distancias más allá de las fronteras. Llegaste a las costas del sur después de tu travesía por Europa Besaste las arenas del mar en tu último suspiro El océano dejó tus palabras en sus olas agitadas para albergarlas por siempre desde el ocaso a la alborada.

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Gonçalves Dias Poeta de verde bandera como verde las esperanzas y el verde de tu amazonas… Transitaste caminos difíciles No cejaste en tu cometido Tus letras nacieron y alumbraron tu sendero mientras, elevaste plegarias al cielo. Poeta Gonçalves De obra romántica no perecible De batallas concebibles Maestro Irradiado por acústicas del tiempo Devoción y estudio determinado Evidente ante el amor, ante la muerte Sollozado por amantes dispersos De semblante duro seducido y ofrendado Poeta, singular universal en la palabra de nuestras manos…


Último viaje En Brasil En Portugal Estudios y un vendaval Poeta constelado cuanto mar, cuantas lunas cuantos tiempos lejanos se escondieron en la bruma Cuantas brisas marinas y tu lecho de muerte Cuantas esperanzas peregrino del amor sucumbieron tempranas… Cuantas ilusiones en tu equipaje del alma y cuantas letras que hoy te acompañan… VERSASÍS I Poeta del mar a tu gesta para siempre aquí estar Siembras generosas, tus letras cosechas del tiempo como retretas viento.

Aline Fernanda Moraes da Silva Cantanhede29 GONÇALVES DIAS Gonçalves Dias ele era poeta É assim que se liberta. Gonçalves Dias é o nosso interesse É a nossa saudade é uma paisagem. Gonçalves somos nós E você lutando para o Maranhão crescer. Gonçalves era um escritor Trabalhava com paz e amor. Gonçalves é orgulho É a nossa paixão, Ta no coração E no Maranhão

29 Aline Fernanda Moraes da Silva Cantanhede - São Luís – MA – Brasil - 13/11/2000. Motivo da participação: Eu gostaria de participar da antologia para prestar uma homenagem a Gonçalves Dias que é poeta do Maranhão que tem riquezas e belezas impressionantes

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Aliquanto30 Ao povo maranhense No dia da inauguração da estátua do seu maior poeta lírico Antonio Gonçalves Dias em 7 de Setembro de 1873 «Comme l’age future jugez les monuments» (Lemercier) I Não, ele não morreu: seu gênio e glória, remidos do letal esquecimento, irão em duradouro monumento dos evos á mais longínqua história. Enquanto de seus versos a memória o povo conservar no pensamento, seu nome soara como um portento nas tubas de alta fama meritória. Não, - ele não morreu:- na pedra dura em que o ides ver, qual sempre foi, não se pode cavar a sepultura.

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N’esse mármor que o tempo não destrói, exemplo às gerações, – lição futura, o vale viverá sagrado herói. II Eia pois – a vida! – sus! Corra-se o tétrico véu, e venha a nós o poeta na luz que nos vem do céu. …………………………… III Ei-lo erguido na peanha que o amor nosso lh’ergueu contemplando o céu e sol das terras em que nasceu! Ei-lo revendo as palmeiras onde canta o sabiá, desfrutando esses primores que só encontrava cá.

30 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p. 564-566. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil


Ei-lo ali no duro mármor, que o tempo voraz não rói; vede-o, e dizei aos evos – não morreu; - sagrou-se herói. IV E vós, palmeiras da pátria, estrelas, várzeas e flores, bosques em que ele achava maior vida e mais amores; e noites em que cismando mais prazer sentia cá, – sede propícios ao mármor do cantor do sabia. V E tu, estátua, que mostras D’este povo a gratidão, vive e perdura enquanto perdurar o Maranhão.

Allan Santana Santos (DuSanto)31 Memórias de Juca pirama Sabia lá Que pela estribeira Haveria de encontrar O saudoso sabiá A cantar da sua palmeira? Foi Marabá Lá no meio da pavuna Que com sorte e fortuna Encontrou a meditar O grande chefe Itajuba Em pé-de-guerra Debruçado num regato Itajuba ali parado Pede trégua ao Gamela Que deseja o pai vingado

31 Allan Santana Santos (DuSanto) – São Félix – BA – Brasil. Foi militar, professor, gestor e empreendedor, mas foi nas artes, sobretudo a literatura, a linguagem que escolheu para se expressar. Livre pensador, passou a assinar DuSanto, como forma de despersonalizar sua obra e atribuir-lhe uma opção estética que tende à reflexão e ao intimismo.

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Ainda lá Como que num vaticínio O sabiá canta o exílio Em dueto com Croa Consolando o chefe índio Já Gurupema Desejando guerrear Vê na morte despertar O fantasma de Coema Que não cansa de esperar Mas Itajuba Que não perde a temperança Tem na morte a esperança De rever a tribo junta Na sonhada pindorama

Almerinda Abrantes Gomes Ricard32

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A Gonçalves Dias Volta, Poeta! A saudade falou mais forte Do que tudo o mais Em terras estranhas! É fundo o teu exilio! No pensamento e na saudade Escutavas o cantor de teus sabias Inovando melodias, Acompanhando teus versos de amor A dançarem no farfalhar saudoso De milhões de palmas verdejantes Desta terra que ouviu os teus primeiros vagidos E pensavas... E repensavas... Teu tudo está aqui! E vieste! Doentinho... Quisestes deixar teus últimos suspiros No teu Brasil querido! Por acaso... o mar... Este imenso mar de belezas e de amarguras Acolheu-te no seu seio, 32 Almerinda Abrantes Gomes Ricard - Guimarães – MA - 24 de julho de 1930, é professora aposentada e mora em Victoriaville, na Província do Quebec, Canadá há 40 anos. Já escreveu três livros, “Fala-me de Alice”, “ Recordando Monsenhor Estrela” “ Lembranças “ além de autos de Natal, poesias, poemas e crônicas.


Embalando teus derradeiros ais Nas águas do teu Maranhão, Num cantinho de minha cidade – Guimarães Lá na Ponta dos Atins Entre o trinar mavioso desses pássaros Que enchem o espaço de novos rebentos Saindo em revoada Alegrando a natureza! Dali teu espirito voou para Os braços de Deus! Para Ele tu cantas Sua grandeza O seu amor Num agradecimento profundo Pelo precioso acervo em versos Que legaste ao mundo Versos que nos falam de ti Enobrecendo teu solo pátrio Do qual te orgulhas. É a tua memoria Solidificando gerações!

Aloisio Andrade33 ALVÍSSARAS PARA GONÇALVES DIAS Selva versos românticos Indianista primeiro cordelista Brasileiro Brasil pátrio canta Quando estandarte eleva-se Nossos bosques têm Mais vida Nossas vidas mais Amores Guerreiro Gonçalves sabiá Todos os dias você

33 Aloisio Andrade - Ubaitaba- BA – Brasil - 10/04/1957. Autor,ator e Diretor. Participou da antologias Cacimba I e II  São Paulo.” Antologia Os novos poetas da Bahia,”  Publicou: “ Cantiga de Rosa e Diário do Interior” .Atualmente escreve, dirige e atua em curtas.

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Aluizio Rezende34 Juca Dias De Gonçalves não quero os dias, quero a vida toda que I-Juca-Pirama levou, até que o invasor a tirou (pra matar) Dias terra o poeta não pode ser apenas sangue, suor e lágrimas, tem que ser terra, de “palmeiras onde canta o sabiá”

Álvaro Urubatan Melo35

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GONÇALVES DIAS Tu cantaste um povo puro Habitante das florestas Generoso, sem perjuro Na labuta, como em festas. Se tupis, tupinambás Pouco importa fosse a raça Exaltaste com a graça Dos que são de Jabotás.   Defensor intransigente Com impávido labor Promoveste nobre gente.   Tu notável bravo vate  Ensinaste com ardor  Que se vence com combate 34 Aluizio Rezende - Rio de Janeiro – Brasil - 14/09/1947. Cursou Letras e depois Engenharia Civil. Livros publicados: Esperar Ainda Uma Vez (2005), Desejos Descalços (2006), Descaminhos (2007), Fui no Tororó... Beber Água, o Sonho Achei (2008), EntreCantos (2009), 14 Versos (2010) e Espasmos e Espumas (2012). Publicado em antologias de prosa e de poesia e várias vezes premiado em concursos literários. Fundou o Movimento Cultural POVEB (Poesia, Você Está na Barra) que existe há 6 anos no Rio de Janeiro, Brasil. 35 Álvaro Urubatan Melo – São Bento – MA – Brasil - 14 de abril de abril de 1940. Autodidata, cursou o primário no Grupo Escolar “Mota Júnior”, São Bento – MA; e o ginásio incompleto- Colégio São Luís – MA. Como atividade profissional, foi funcionário concursado do Banco do Estado do Maranhão S.A, exercendo subgerência de São Bento, gerências de Zé Doca (instalador), Pedreiras, Timon (instalador), João Paulo e São Francisco, aposentado na última letra.


Amâncio Ferreira Silva Júnior36 Cais da saudade Suspiros à beira do cais De saudades Gonçalvianas Poeta eterno na morada do amor No Largo do amor e da dor Por que partir se tua alma é tudo o que existe aqui? Ilha bela como o sol Horizonte marcado de amor Corações vestidos de sol Amor que se põe no peito Sol que pulsa na vida Sente a vida, brilhando Contempla o sol, amando Ilha bela como vida Corações marcados de amor Horizonte vestido de sol

Amanda Suely Brito de Sousa37 O POETA E SUA HUMILDADE Um simples poeta nasceu com o coração cheio de sentimento, era humilde, mas tinha força e muita garra, estudou para um dia varias poesias criar e em nosso coração pudesse ficar. Poeta de verdade para sempre ser lembrado, como homem, cidadão caxiense e amante da vida e da sua terra!Sua vontade de criar, poesias para demonstrar belezas, amores, futuro e o modo certo de amar! Morreu! Mas muitas saudades ficaram um grande poeta foi e poesia deixou. Poesia verdadeira para serem lidas com carinho em nossa mente ficou!

36 Amâncio Ferreira Silva Júnior - São Luís – MA – Brasil - 15/05/1984. O autor é Bacharel em Ciências Sociais e Licenciado em Sociologia pela Universidade Federal do Maranhão / UFMA. 37 Amanda Suely Brito de Sousa - Sãon Luís – MA – Brasil - 6/09/2001 - É o amor por criar poesias e expressar o que sinto. Cursando: 5º Ano Turma: C – Profª Shirle Maklene

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Amélia Marcionila Raposo da Luz - Amélia Luz38

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Um poema para Gonçalves Dias Da tua boca tirarei o verbo e me embriagarei das tuas emoções e metáforas... Da tua garganta tirarei a vida e beberei o sonho, o desejo, a canção, o sumo, a tua multiplicidade em profundezas... Tirarei a cena, o palco, as luzes o sentimento, o riso e a lágrima: o teatro! Seremos então, nós mesmos, eu e a tua fala, o teu gemido, o teu discurso que tua alma exala... Ouvirei palavras dispersas vejo-te, no reflexo delas, águas cristalinas que fluem lapidando pedras disformes... Afundarei num mar de emoções desconhecidas, balbucios, sussurros, confissões e sermões. Amanhã, o outro lado verei, a lenda, o conto, a página, o drama, a poesia! Viajarei na imprensa contraditória de cada dia buscando-te sempre a companhia! Silêncio... Há um vento estranho Trazendo nas asas mistérios do norte: “Guerreiros, descendo da tribo Tupi Meu canto de morte, Guerreiros, ouvi.”... É preciso reviver a palavra que brotou na madrugada nos lábios inocentes do poeta que partiu, girassóis de alegria, depois do despontar do dia que arranca a treva das mãos da noite celebrando e soletrando versos e rimas... Eis a herança enraizada do fundamento Que ora me deixas na expressão lírica, Indianista, saudosista, religiosa, Medieval ou épica das nossas puras tradições. Poeta, “Ai, não me deixes, não!” Que eu seja a tua flor e tu a força da correnteza, Leva-me nas tuas águas, ah! (afundo), “Não me deixaste, não”!

38 Amélia Marcionila Raposo da Luz – Pirapetinga - MG – Brasil. Escreve contos, crônicas e poesias com premiações em concursos literários em vários estados do Brasil, em Portugal, na Espanha, Itália e França. Participa de antologias literárias e pertence a muitas entidades literárias. Trabalha na sua oficina abusando das palavras, criando e recriando a vida. Formada em Pedagogia é professora.


Ana Claudia39 OH! QUE DIAS! Eis que de tanto sofrer, de amor, de viver, ordenei, Vou sobreviver à custa da incauta poesia, Palinódia, efêmera e precária, a qual patenteei, Vida, essa inútil chama, que a alma invade e angústia. Tesouros em verso, que no papel, escondo e revelo, Quando em meu peito, as dores silenciam seu grito, Então são os dedos que exprimem todo o apelo, Para que o coração não estanque mediante tamanho acinte. Ó, que naqueles dias, poderia ter da vida, dos homens, descrido, Do amor, que foi dito ser o enlevo d’alma, ter dele me perdido, Mas entre todas as mais vis tragédias, não haveria pior do que essa, Pois desistiria de quem eu sou, se por medo, desistisse de lutar tal guerra. Não, não poderia ser por mim mesmo vencido, não há morte pior que essa. Como tantos, tive nas mãos a mordedura do ingrato, No seio a sangrar, a desilusão dos que fingem o amor verdadeiro, Como poucos, saber vencer a infâmia de quem tem rendido por assalto, Os motivos mais sinceros, e que ainda assim, tem, de fato, A coragem dos que ousam ser eles mesmo, por inteiro.

Ana Cristina Mendes Gomes - Cris Dakinis40 PARECE-ME QUE SABIAS... Parece-me que sabias... Quando singravas em cantos O doce enlevo do mar... No versejar amoroso À musa e à pátria, saudoso, Poeta Gonçalves Dias, Parece-me que sabias... Que partirias no mar! 39 Ana Claudia – Nanuque – MG – Brasil - 28 de junho. Jornalista, professora, pós-graduada pela ECA/USP Mulher, negra, escritora, apesar de nunca ter publicado uma única obra, escrevo por que essa é minha maior fortuna. 40 Ana Cristina Mendes Gomes (Cris Dakinis) - São Pedro da Aldeia – Brasil - 13 de dezembro. Cris Dakinis é o nome artístico de Ana Cristina Mendes Gomes, autora dos livros “Por Arte de Magia”, “Aos Distraídos!” e “Tá Feliz por quê?”. Premiada por textos e livros no Brasil e no exterior, acadêmica correspondente da Academia de Letras de Arraial do Cabo / RJ, escreve para sua página: www.crisdakinis.com

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Viveste grande paixão Por tua terra, tua amada, Mas o mar corre mundos... É água salgada, não doce, Como se lágrima fosse Recheio de poesia! Parece-me, que sabias... Poeta Gonçalves Dias, Que constelar desilusão Multiplica honrarias Para além da terra-mãe E se a Terra faz-se nação, O mar recolhe a canção... Em teu exílio constante, D’alma, de poeta, de amante... Parece-me que sabias, Poeta Gonçalves Dias, Que partirias no mar!

Ana Issa Oliveira41

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Finalmente adeus A última carta de Ana Amélia a Gonçalves Dias Escrevo-te hoje minha despedida e meu coração parece em frangalhos, tamanha a tristeza que antevê a saudade. Tu, por tantas vezes, me observavas e, depois de julgado, sentenciavas... Crês que eu não faria o mesmo contigo? Pois agora sentencio eu, a tua amada, a exilada de teu amor, para que não repitas os mesmos erros de antes, para que não te julgues maior que a dor. Que seja então: Preserva-te, protege-te, cuida para que não te machuques porque — ao contrário do que insistem os néscios — tu tens uma alma. E nobre. E a nobreza é frágil no meio desta selva em que nos enredamos. Não te deixes iludir — como todos nós forasteiros bem o fazemos mais hora, menos hora — pelo suave delírio de liberdade que esse lugar proclama: não é de verdade. Se te iludires, em pouco tempo estarás bebendo todos os dias e, daí, é um passo para a corrupção dos valores pelos quais optaste reiteradas vezes em tua vida. Cuida para evitar as pedras travestidas de humildade e sedução: ainda assim são pedras e te impedirão de caminhar sem agravos... Mesmo tão vivido tu não estás imune ao ressentimento.

41 Ana Issa Oliveira - São Paulo – SP - Brasil - 12 de junho de 1963. Cientista política na primeira graduação; Graduada em Letras; Pós-graduada em Teoria da Comunicação; Profissional de redação e crítica de teatro infantil no Caderno Letras da Folha de São Paulo, 1990; Micro empresária do setor de divulgação de títulos junto à mídia impressa, 1991; Professora de criação e redação literária até 2011; Preparadora editorial da Editora Novo Conceito.


Cuida para escapar de propostas extravagantes e de ideias afetadas: são só delírios de mentes esvaziadas pelos excessos e preenchidas pelo interesse. E sempre que estiveres no meio do turbilhão (tu hás de entender o que quero dizer com turbilhão), pois bem, sempre que tu estiveres lá, volta ao teu silêncio, aos teus livros, às tuas lembranças e sossega. Faz isto por ti para que não te culpes depois por traíres a ti mesmo. Faz isto por mim que sou brasa do teu mesmo fogo: se te machucares, machucas a mim. Lembra-te de que nosso tempo não existe e de que nosso sentido está na memória, então eu sou contigo, sem lugar e sem hora. Mas, caso este falatório não te sirvas de nada, caso tua experiência te falte, caso te deixes levar — como eu mesma fiz por ti — e caso a dor torne-se insuportável, por favor, não te transformes num tolo. Não fiques resmungando e criticando as gentes. Aquieta, porque a terra a que retornaste não é a mesma que tua fantasia criou. Não te irrites comigo porque escrevo palavras duras e não me pareço mais com tua doce Ana. Tu, teu amor e toda a vida me tornaram nisso... Enfim, limito meu rancor, agora, e acalanto teus ouvidos com um pedido se, afinal, é possível fazer de um sonho um pedido; peço-te que, apesar de todo o adeus, não te esqueças de mim. Guarda-me neste canto que tomei em teu coração e me retoma, às vezes, para espargir, com teu olhar, o brilho para meus olhos. (E quem há de dizer que não vivemos um grande amor!).

Ana Luiza Almeida Ferro42 Ó MARANHÃO Naquela taba perdida no tempo Numa terra de muitas palmeiras Ainda vive um velho timbira Em meio às sombras rasteiras. Naquela taba sagrada de sangue O timbira conservou a memória Da coragem do guerreiro tupi, Que do pranto se cobriu de glória. Naquela taba encantada de morte Encontro a vida que não vejo cá, E o timbira reconta a narrativa Dos feitos olvidados por lá. 42 Ana Luiza Almeida Ferro - São Luís – MA - Brasil - 23.05.1966. É Doutora e Mestre em Ciências Penais (UFMG), licenciada em Letras (UFMA), Promotora de Justiça, Professora do UNICEUMA, Presidente da Academia Maranhense de Letras Jurídicas, Membro da Academia Caxiense de Letras, Sócia do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão e Membro de Honra da Sociedade Brasileira de Psicologia Jurídica. É autora de vários livros, entre os quais Quando: poesias (2008) e Crime organizado e organizações criminosas mundiais (2009).

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Naquela taba envolta em poesia Não sei se ainda luta o moço, Não sei se ainda canta o sabiá, Mas lá não se abriu o fosso. Ó Maranhão, Tu não viste no horizonte o dejeto Nas tuas praias inclemente aportar? Tu não ouviste nas ruas o desvalido Por um pouco de pão reclamar? Ó Maranhão, Por que dormes, terra tupi, Por francos e lusos adotada, Quando o sonho cabia em ti? Não sabes o que leva o vento, O que procura o mar encobrir, O que se transforma em tormento?

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Ó Maranhão, Ó gigante de pedra e areia, Que jazes no bosque a dormir Como a presa inerte na teia, Desperta de teu sonho distante, Desce do mirante para a ceia. Ó Maranhão, Escuta o velho timbira na taba Teu passado aos meninos lembrar; Revive os dias de Gonçalves, Teu poeta maior, sem par; Sê brioso Como o moço guerreiro; Sê laborioso Como o luso sobranceiro; Sê garboso Como o gaulês altaneiro, Que um dia te quis Possuir por inteiro. Ó Maranhão, Ó gigante de pedra e areia, Desperta para o combate! Conquista teu maior galardão! Ouve o velho timbira A inspirar o moço vate Naquela taba de viva paixão.


O GIGANTE DO LARGO DOS AMORES O que contemplas, ó vate divino? o que procuras em cada sol poente? nosso céu mais uma estrela ganhou nossa vida, mais beleza, nossa prosa, mais poesia o coreto mais cobiçado ficou a baía já se rende a teus pés mas a tarde não traz refrigério a noite sua mudez revelou os sinos ainda dobram por ti a marabá mais sozinha está e o mar penitente se agitou ao naufrágio de certo navio nos baixios dos Atins. O que divisas, ó mestre divino? o que persegues em meio às alturas? não viste as nuvens pesadas o rosto do astro ocultar? acaso não ouves o canto do guerreiro os sons da trompa, as vozes em toadas o canto do índio, a canção do tamoio? acaso olvidaste o canto do Piaga o rugir das tempestades carregadas? não guardaste a lembrança do moço tupi na taba timbira? não sofreste cruas ânsias fundadas? não ensinaste que a vida é combate que os fortes apenas pode elevar? O que cismas, ó artífice divino? o que inspira a tua mão? as visões do valente Tabira? os maracás e os manitôs? és agora o gigante de pedra arrebatado de contida ira quem há que te iguale? quem há que te exceda? quem há que te fira? descansas em eterna vigília não podes dizer derradeiro adeus mil arcos se retesam em mira mil setas se cruzam em tributo mil poemas se doam em memória.

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O que especulas, ó arauto divino? o que buscas no incerto horizonte? és mais alto que as altivas palmeiras onde cantava o magistral sabiá mais alto que a bela mangueira onde se aconchegam as frutas useiras mais alto que o Morro do Alecrim onde muito bravo pereceu estás bem diante das beiras no centro da praça encantada a cortejar Maria Aragão tão longe das capoeiras tão dentro do Olimpo tão perto de Tupã.

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O que eleges, ó favorito da Musa? o que esperas da brisa inconstante? afasta a tentação da mãe d’água liberta-te do cruel Anhangá desce do alto da palmeira deixa para trás tua frágua e vem cá desfrutar os primores que não encontraste por lá volta à era do corpete, da anágua quando se morria de amor vem desposar Ana Amélia há cura para toda mágoa no Largo dos Remédios no Largo dos Amores. Ó Gigante do Largo dos Amores de pés imponentes sobre o mar ouve meu canto, meu lamento retoma a pena, fecunda o papel põe a máscara, dedilha a lira volve teus olhos sem tento e desce para tornar a encher com teus últimos cantos meio paz, meio tormento no leito de folhas verdes nossa vida de mais beleza ao sabor de cada momento nossa prosa de mais poesia nossos dias de mais Gonçalves.


Ana Luiza Fernández Alves43 Canção do exílio Minha terra tem palmeiras e, também, muitas estrelas que, em outras cidades não há. Minha linda Porto Alegre não nos permite compará-la com outra cidade qualquer. Ela, além de ser charmosa, é maravilhosa, pois exibe-nos um pôr do sol inigualável.     Na capital gaúcha, muitos sabiás cantam e encantam. Como aqui, não há nenhum lugar!

Ana Luiza Nazareno Ferreira44 ONDE CANTA O SABIÁ? Ah, meu poeta, minha terra não tem mais palmeiras, nem sabiá para cantar. Só ficou a saudade de tudo que um dia podíamos lá encontrar. O progresso chegou, destruiu nossos bosques, nossas várzeas ficaram sem flores, e morreram nossos amores. O que fazer, meu poeta, na terra que tanto amavas? Nas noites iluminadas não mais pelas estrelas, nem lampiões a gás, só a luz elétrica fria, escondendo a luz da lua. Viramos exilados em nossa própria terra. Nossos filhos não conhecem 43 Ana Luiza Fernández Alves - Santa do Livramento – RS – Brasil - 12 de fevereiro de 1993; reside em Porto Alegre/RS. Filha de Rossana Fernández Rosa e Edson Ferreira Alves. Estudante. Membro Efetivo da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS, Cadeira 47, Patronesse: Dinah Silveira de Queiroz; Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; Associação Internacional dos Poetas del Mundo; e, Liga dos Amigos do Portal CEN. E-mail: aninha_loka_93@hotmail.com 44 Ana Luiza Nazareno Ferreira – Sambaiba – MA – Brasil - 1º/02/1949. Professora Licenciada em Letras pela Universidade Federal do Maranhão; Especialização em Semiologia Aplicada ao ensino da Língua e Literatura; Professora de Português, Inglês e Francês em diversas escolas e cursinhos. Professora do PROCAD (Projeto de Capacitação Docente) e PQD/UEMA –Curso de Letras. Professora do Curso de Especialização em Literatura Infanto-Juvenil – UEMA

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as belezas do teu tempo. Aquela terra querida que te enchia de orgulho, cheia de palmeiras onde cantava o sabiá, ficou num passado bem longe. Só nos restou o amor por tudo que existiu, e a esperança de um dia encontrar novas palmeiras onde cante o sabiá.

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MEUS AMIGOS, EU VI... Meus amigos eu vi as lágrimas do poeta molharem o chão ressecado da tristeza, da falta de ação, do horror da miséria, da violência ferina, em um terra que outrora, tão bela e tão fina, gerava os amores em uma simples canção. Meus amigos, eu vi os sonhos do poeta virarem poeira, zanzando perdidos em nossas ladeiras, soterrados no asfalto, quebrando azulejos, cavando nos mangues pra achar caranguejos, que o mar escondeu em uma triste canção. Meus amigos eu vi seu nome virar praça, cidade e rua; praça sem trato, palmeiras e lua; cidade sem brilho, pequena e sofrida; só o nome do poeta lhe dá um pouco de vida, a enche de graça em doce canção.


Meus amigos eu vi, os sonhos do poeta que veio de Caxias, na certidão marcada como Gonçalves Dias, virarem cantigas, histórias de guerra, poesias, romances, saudades de sua terra, cantando os amores em grandes canções. Meus amigos eu vi, e não me esqueci. ENTRELAÇOS Saudade, exílio, amores, favores; índios guerreiros, Tupã Piaga timbiras tamoios. Ainda uma vez adeus e paixão, amor solitário não se morre de amor. Y Juca Pirama guerreiros ouvi o canto de morte, meninos, eu vi. Lágrimas, vida, luta, combate, abate o fraco, exalta o forte, o bravo. Poeta, índio, romance, teatro, hinos, cantos de amor.

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O belo, o grande, filho do pensamento, meditação. Ana Amélia, amor perdido, ainda uma vez adeus Gonçalves salve Dias, poeta primeiro verdadeiramente maranhense. Não me deixaste, não!

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GONÇALVES DIAS E UM POUCO DE SUA OBRA A saudade da terra, “Canção do Exílio”; O amor que não teve, “Se eu morrer de amor”; A paixão que se foi. “Olhos Verdes”, A despedida do amor, “Ainda uma vez Adeus”. A luta do guerreiro “Y Juca Pirama”, “O Canto do Piaga” é “Meditação” para “Os Timbiras” na “Canção do Tamoio”. “Um Anjo”, “Beatriz Cenci”, cantou “Marabá”, no “Leito de Folhas Verdes”. “Meu Anjo, Escuta”, meu “Canto de Morte”, “O Canto do Índio” que “Seus Olhos” não viram. “Se te amo, não sei”, só sei que sem ti já não sei mais viver. Os Primeiros, Segundos e Últimos Cantos ainda se ouvem no vento que passa pelas palmeiras de minha terra, onde cantam sabiás, bem-te-vis e curiós.


Ana Maria Costa Felix Garjan45 PORTO DE LÁGRIMAS Naquela noite escura, naquele ‘Porto de Lágrimas’ O poeta Gonçalves Dias já muito doente ainda sonhava: No horizonte desejava avistar sua amada terra natal E sentia sua alma esvaindo-se em lágrimas de saudade. Era imensa sua solidão, era grande seu amor, sua paixão. Em dois de novembro de 1864 avistou seu sonho: As terras do Maranhão já estavam perto do seu olhar, E lágrimas suas eram tantas, que desejou logo chegar, Mas fortes ventos eram como facas cortantes em seu peito. O príncipe dos poetas não suportava mais tantas dores... E desejou escrever últimos poemas de amor à sua terra. Em sua alma brasileira havia lembranças e amores perdidos Lembrou-se de sua vida de sonhos e realizações já findas... E desejou ancorar ao seu porto natal, antes do amanhecer. Em seu leito de frio e visões o poeta foi levado a outro destino: Na madrugada de três de novembro o navio bateu nos Atins, E em águas próximas à vila de Guimarães o navio naufragou Levando para além do horizonte seus sonhos de homem poeta. Gonçalves Dias tornou-se imortal por seus singelos e fortes poemas Deixou seu legado erudito nas letras, nas artes, em sua vida; Representou o Brasil em delegações oficiais no estrangeiro, E escreveu um dos mais belos poemas, entre tantos de sua poesia: “Ainda Uma Vez, Adeus”. GONÇALVES DIAS, UM BRASILEIRO, UM POETA Herdeiro do legado do velho mundo nos oitocentos O poeta maior do romantismo nacional dialogou Com vozes ecoadas no céu da nova América, Superando o infantilismo da simplória métrica Reproduzida sob auspícios da corte no salão imperial Atraindo aplausos da crítica e olhares invejosos Fez emergir os visíveis e invisíveis contrastes da colonização. Com olhar nativo, sereno e altivo de etnia subjugada Embora tenha sido peregrino em terras de além-mar Fez-se ouvir em longínquas plagas com o canto do seu exílio Entoado como hino de amor à sua pátria amada Traduzindo do imaginário gentil e ingênuo Cores, aromas, mar, natureza e palmeiras das terras do Brasil. 45 Ana Maria Felix Garjan - Caxias – MA – Brasil - Membro da Academia Caxiense de Letras – ACL, ocupante da cadeira de número 15, tendo como patrono Antônio Gonçalves Dias.

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Sua visão do paraíso foi construída em verso e prosa Destacava as belezas naturais elevadas pelos patriotas Em símbolo da identidade nacional, e do índio escravizado Ampliando como grandes ondas, em mar aberto e em portos As notícias do patrimônio da bela terra dos gentios e degredados Como forma de sedução e curiosidade para os europeus. Dos viajantes estrangeiros derivou sua inspiração primeira Dos escritores consagrados recebeu belos ensinamentos E os Primeiros Cantos encantaram gregos e troianos Mesmo sendo filho de família humilde, pobre, sem berço. De poeta viajante por tantas terras a dramaturgo iniciante Alcançou o apogeu com seu talento, humildade e teimosia Em declarar-se o primeiro poeta das letras brasileiras Compostas como canto à nação e aos amores intangíveis. Dedicou-se aos estudos e pesquisas na terra de Camões Apreciou a arte dos franceses e também dos alemães E se deixou seduzir pelos cantos dos sabiás e rouxinóis.

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Em sua obra havia indícios de brasilidade bem amalgamados Com elementos europeus da época dos oitocentos aos novecentos. O poeta seguiu a rota dos navios negreiros sem alcançar porto seguro Mergulhou em sono profundo levando consigo uma grande dialética Entre o localismo e o cosmopolitismo de tantas outras terras Onde deixou suas marcas em corações e almas sensíveis e patriotas. TRIBUTO À ‘CANÇÃO DO EXÍLIO’, DE GONÇALVES DIAS Onde havia teus pássaros, belas aves e palmeiras cantadas por ti, Gonçalves Dias, Há queimadas, tuas palmeiras já morreram, os teus sabiás estão quase mudos; Nosso céu está cinzento, a poluição é grande no Maranhão e no nosso planeta Mas ainda vemos estrelas que miram os seres da terra; imaginamos o teu céu; Nossos bosques estão desmatados, nada pode ser feito, não há lei, não há paz; As leis não impedem queimadas das florestas, e os homens maltratam os animais; Eu também fico a cismar, até onde o homem destruirá nossa natureza, teus Sabiás... Ainda há várzeas, rios, palmeiras onde cantavam as aves que gorjeavam aqui, e lá; Nossas vidas, nossos amores estão na corrida contra o tempo das contradições, Dias! Os prazeres dos homens são perigosos para os inocentes, há muita violência no mundo; Os governos, as religiões, pessoas, grupos e instituições sofrem perturbações O mundo está confiante na renovação, não queremos guerras, pedimos paz às nações;


Em nossa terra ainda buscamos ‘primores’, desejamos ouvir o canto dos teus Sabiás, Queremos que mil poemas corram o mundo, que haja tempo de renovar tua memória! O teu ‘Canto do Exílio’ é uma declaração de amor e respeito à natureza daqui e de lá. Tua vida, nossas vidas estão escritas neste livro, onde poetas cantam versos para ti! Que Deus permita que possamos viver nossos amores e artes, ao som de ventos e brisas E que possamos renascer e contribuir com a natureza, para salvarmos nosso planeta! Caxias segue seu destino, há teus seguidores que cantam e morrem de amores! São Luís completou 400 anos, e teu nome e histórias fazem parte da cultura brasileira. Há muitos escritores, poetas e artistas que cantam novas ‘canções do exílio’, como eu. E Deus escutou tua prece... “Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá’. E ainda avistastes as terras e palmeiras do teu Maranhão. Que Deus não permita que haja mais violência nas florestas, vilas, ruas e cidades! Que possamos sempre voltar para nossa casa; Que no mundo haja justiça e paz para a humanidade! CARTA A ANTONIO GONÇALVES DIAS, MEU PATRONO NA A.C.L. Eterno poeta Gonçalves Dias, Quis o tempo da vida que fôssemos leoninos do primeiro decanato; Quis a arte da minha infância que eu estudasse no Grupo Escolar Gonçalves Dias; Quis meu sonho realizar o ‘Projeto Galeria Gonçalves Dias’, em tua homenagem Onde por um tempo reuniu artistas, poetas, escritores, cantores e estudantes No Palácio Cristo Rei da Universidade Federal do Maranhão, em São Luís Bem em frente ao teu obelisco, na praça com teu nome, que é o Largo dos Amores. São Luís em seus 400 anos de história, cultura e arte te homenageou, em 2012-2013 E de forma delicada e silenciosa foram surgindo ‘mil poemas para ti’, meu poeta maior! Escrevi poesia, agora escrevo essa carta de louvor à tua infinitude de poeta Desenho alguns dos teus versos em telas, com cores vivas da tua natureza e dos sabiás. Na trajetória da vida sou poeta, escrevo sonhos, amo a natureza, trabalho pela paz Desenho sonhos nas nuvens, obedeço a arte da vida e suas leis fundamentais: Defendo os seres vivos da Terra, defendo os direitos humanos e os dos animais.

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Assim, meu patrono, na Academia Caxiense de Letras, tento honrar teu nome E nunca será em vão essa grande oportunidade cultural onde minha vida floresce Desde o nascer do dia às noites onde aparecesse inspiração para sonhar e criar. O grande senhor do tempo, Deus do Universo. foi testemunha do teu viver e sofrer Mas ele não desejou teu final nas águas do Maranhão; foi um destino da tua época Foi uma armadilha infeliz de tuas desventuras amorosas, de tua dor e solidão. Para finalizar esta carta, grande poeta brasileiro, rendo-me à tua sensibilidade Presto à tua memória minha eterna homenagem, continuarei saudando teus sentimentos, Estarei em silêncio, e soltando a voz na poesia que herdei da vida E compartilhando poemas e versos humanistas de paz e amor. ‘E na nossa terra ainda há palmeiras, e vez em guando canta um Sabiá’... 84

ENCONTRO DE AMOR, UM DESTINO ALÉM DO HORIZONTE Que sonhos Gonçalves Dias, filho mestiço, sonhava em Coimbra? Qual amor desejava o estudante de direito que estava longe do Brasil? Filho de pai português ele escreveu versos, esteve com poetas medievistas Formou-se em 1844, regressou ao Maranhão, e conheceu um grande amor. Deixou-se levar pelo encanto de uma mulher: Maria Amélia Ferreira do Vale Que lhe inspirou os poemas: “Seus Olhos”, “Mimosa e Bela”, “Leviana”, E por último, após tanto penar de amor escreveu: “Ainda uma Vez, Adeus”. Oh! Meu poeta Gonçalves Dias, que destino o esperava através de tua vida? Professor de latim, jornalista e escritor no Rio de Janeiro, teve outros sonhos... Como poeta sensível, tua obra lírico-amorosa e indianista foram consagrados. Tornou-se teatrólogo, escreveu temas etnográficos e historiográficos, eternizou-se: Primeiros Contos, Segundos ou Novos Cantos, Sextilhas de Frei Antão, Leonor de Mendonça, Últimos Cantos, Os Timbiras, Dicionário da Língua Tupi, Obras Póstumas... Cartas, e tantos escritos formam tua imortalidade brasileira. Como não nos lembrarmos de Y Juca Pirama? De tuas viagens à nossa Amazônia? Da expressão social de tua poesia, de teus laços de afeto à família e aos amigos? Olympia tua esposa, e Joana tua única filha foram herdeiras de dedicação amorosa Foram muitas as cartas escritas de diversos países à Olympia, que o compreendia.


Dias, teu destino nem estava escrito nas estrelas... Ou sempre esteve? Mas por quê? Será que o naufrágio do navio “Ville de Boulogne” ceifou mesmo teu último sonho? Após tua morte, nas águas da tua amada terra, sobraram páginas de tristeza e solidão Restaram pequenos objetos que representaram teu último desejo e sonho na vida: Chegar à tua terra maranhense e morrer nos braços de um amor possível... ‘Minha Terra tem Palmeiras... Onde canta o Sabiá’, Gonçalves Dias! Tantas cartas e papéis velhos foram enviados ao Jornal do Comércio, no Rio. Gonçalves Dias escreveu sua primeira carta a Olympia, de Paris, em 15/10/1856 A segunda carta foi de Colônia, a terceira escreveu de Dresde, e muitas outras; E nessas datas não podia imaginar seu último suspiro, nas águas do seu mar... O centenário de sua morte foi em 1864; A data de seu nascimento, 10 de agosto. Sua herança corre nas veias dos poetas e escritores que não o deixam sozinho. Sua herança e legado estão bem guardados e vivos na alma e coração do Brasil! Esteja em paz eterna, meu poeta das Palmeiras, Aves, e dos teus belos Sabiás!

Ana Maria da Silva46 GONÇALVES DIAS Minha terra tem escolas Para o cidadão estudar Mas o autor Gonçalves Dias Não quis a elas adentrar Resolveu ir para a Europa Em Coimbra estudar. Nosso estado tem estrelas Na literatura secular Uma delas é Gonçalves Dias Que fez a academia brilhar. Em cismar, sozinho à noite Mais prazer encontro eu cá Minha terra ainda tem palmeiras Aos 400 anos completar. 46 Ana Maria da Silva - Carolina – MA – Brasil – 08/07/1960

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Parabéns São Luís, por Gonçalves Dias homenagear Minha terra tem escritores Que nos fazem orgulhar A Caxias seus louvores Por um poeta nos dar.

Ana Maria Marques47 LEMBRANÇAS Guardo a lembrança Da terra – minha Majestosa – rainha . Em pensamentos reais Sobressai tua imagem Numa moldura de cores ... Então – suspiro dessa saudade Da terra que nasci – Meu amado Brasil .

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ANA AMÉLIA Aqui sem você Vejo um céu diferente Vontade de andar em busca de ti . Nesses dias , longos dias ... Sem teu amor - acabrunhado Dos teus olhos afastado . Aqui em Portugal - suspiro , sussurro Peço a Deus - um dia por acaso te encontrar . O POETA INDIANISTA Antônio Gonçalves Dias Cantou sua pátria em Canção de Exílio Majestoso país em terra de Tupã Poeta Indianista da geração romântica – advogou seu amor Num brado de liberdade em mãos da natureza Brasil – foi seu conto em linda flor . Da saudade da terra natal Compôs sua Nostalgia em Portugal . 47 Ana Maria Marques - Recife – PE – Brasil - 21 de Novembro de 1958 . É licenciada em Pedagogia e Pós –Graduada em Educação Especial Inclusiva . A poesia esteve presente em sua vida desde criança , mas só em 2009 começou a divulgar parte de seus escritos numa comunidade do Orkut “ Brincando com as Letras “, hoje “ NOP “ . Por admirar as obras de Antônio Gonçalves Dias – gostaria de fazer parte da Antologia 1000 poemas em sua homenagem . hana-mary@hotmail.com


SAUDADES Oh ! que saudades Do meu céu azulado Mesclado de luzes reluzentes . Lembranças Das palmeiras , mangueiras , pitangueiras , açucenas Mares , rios , fontes , cachoeiras ... Nessas horas de saudade - Queria ouvir o canto do sabiá na laranjeira . MELANCOLIA Na rua a caminhar Paira uma melancolia em mim Uma saudade sem fim . Na imaginação Um cenário do meu Brasil Terra bela – verde amarelo azul anil . Quero hoje revestir-me de brasilidade Para resistir a ausência – que dói de verdade 87

Ana Néres Pessoa Lima Góis

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Sina Se o amor sufoca costumes Pra depois se deixar sufocado Se o orgulho pesa a entrega E o sofrer tem por fiel o seu fardo Se o protesto é criar asas Buscar além do oceano um fado Enraizar sem os coqueiros das matas Mas sem que o papel permaneça calado E se esquecer é lembrar de longe Tentar seguir para além do tormento Se se encontrar é sofrer novamente Se relembrar é reviver o lamento Escrito sob o signo de sangue Com a sorte espalhada ao vento Em versos eternos que se prolongue E a sina nunca seja o esquecimento

48 Ana Néres Pessoa Lima Góis - Esperantinópolis – MA – Brasil - 30 de junho de 1974. Licenciada em Letras, especialista em docência, educadora, poeta e cronista. Ocupa a cadeira nº 9 como membro fundador na Academia Esperantinopense de Letras.


Se o amor não se concretizou Se venceu a sina de não o ser Que se concretize a poesia do amor Nas ruas dos séculos do querer Na praça a despedida que ficou Tatuada nos azulejos a viver E hoje nem se sente que foi dor O amor que a poesia fez permanecer Profecia Amas a Ana que te laçou além do olhar Ama, e sonha com o dia em que a terás E que não seja anátema a tua maneira de amar Amas com amor que unigênito te será Fita-a por instantes alongados, prolongados Que há agouro, conspiração além do mar Amas fora de alcance, como que não se canse E que a poesia esteja a te guardar, pois amas... Ama, somente ama, pois em tempo não te entregarás

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Ama, antes que o orgulho venha a ti tomar Vive a presença e depois a sentença Da dama a quem amas e não terás por alcançar Não, não se morre de amor Não... Não se morre de amor De amor nos condenamos Nos martirizamos... Como sementes que se doam Deixamos nossas vidas Para renascermos em outras Não... Não se morre de amor O amor não mata a matéria Não sangra a carne Somente a vontade de viver Não consegue exterminar a rotina Somente os sonhos e adornos Não... Não se morre de amor Mas se faz poesia para acalentar A vida que velou o amor... Não! De amor não se morre Pois o destino quis que O amor morresse primeiro...


Se se morre de amor? Por Deus! De amor não se morre E se naufragamos enfim Mesmo entre mortos e feridos Todos sobrevivem! E depois compõem versos... Homenagem O vento sopra em tom de cantoria Com notas de cantos magistrais Por entre as folhas harpas sabedoria De nossas florestas nichos tropicais O som do vento canta uma saudade Que vaga expressa entre os coqueirais De um tempo em que canta a vaidade De versos ontem e nem nunca banais Da pena que o mar não calou E hoje repousa entre corais Faz poemas de um outrora amor Tesouros sem par de nossos anais De legítimo sangue brasileiro Levou sua verve a outros cais Poeta maior de oficio primeiro Cantou nosso ninho como outro jamais Berço Não há no mundo Paisagem mais vistosa Que da palmeira o vulto Rumo ao infinito Nem lugar no mundo Mais emocionante Pra deitar meus olhos E espalhar meu grito Minha terra berço Meu principio e fim Melhor só o céu Para viver sem fim Minha raiz finquei De agora e para sempre Pois já flori de amor E já me fiz semente.

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Anderson Braga Horta49 NO CAMPO DA GLÓRIA Preito juvenil a Gonçalves Dias Sobre a taba de bravos guerreiros Anhangá fez-se um dia sentir: inimigo cruel, de outros mares, cai-lhe em cima, raivoso tapir. Moços, velhos, são todos escravos, presos todos às forças do mal. Hoje zomba do piaga e seus numes sanguinário, faminto animal. Por seus dentes de fogo abrasada, leva a taba malditos grilhões. Os tacapes, potentes outrora, jazem quedos nos ínvios sertões. Arco e flecha tombados, partidos, a vergonha estampada no olhar, chora a tribo outras eras mais gratas, quando a terra era um hino a cantar. 90

Lembra as guerras, as longas caçadas, quando os cantos não eram de dor, quando a inúbia troava nos ares, quando a noite era um hino de amor. Ontem – livres, robustos e ousados, hoje – escravos, malditos, pariás, derrotados, submissos vivendo, já sem plumas e sem maracás! Ontem – belos, cobertos de penas, hoje – negros, cobertos de pó! o invasor lhes atira a saliva do desprezo, sem raiva e sem dó. Mas horror ao destino infamante alça o peito dos brônzeos varões, e eis que, inermes, as clavas de fogo desafiam das brancas legiões.

49 Anderson Braga Horta – Carangola – MG – Brasil - 17/11/1934. Sua poesia publicada entre 1971 e 2000 está reunida em Fragmentos da Paixão; também de 2000 são Pulso e Quarteto Arcaico; Antologia Pessoal, Brasília, 50 Poemas Escolhidos pelo Autor, Rio de Janeiro, e Soneto Antigo, Brasília, saem entre 2003 e 2009; Elegia de Varna (bilíngue), trad. Rumen Stoyanov, em Sófia, 2009; Signo: Antologia Metapoética e De Viva Voz, com o selo da Thesaurus, em Brasília, 2010 e 2012.


Exclamavam: “Morrer é mais belo que viver vida torpe e servil!” E tombaram no campo da glória. E Tupã no infinito sorriu. A GONÇALVES DIAS Canta, sabiá, a tua canção triste, com a melancolia e o ardor da raça. O painel sonoríssimo que abriste, não o apaga do tempo o vício e a traça. E, com a força das ânsias que sentiste, dos sonhos que tiveste (embora a massa do olvido hoje te roube a claridade), teu canto emergirá numa outra idade. A noite desce. O céu é limpo e claro, com a cadência lânguida de um verso que tu gemesses. Só, de raro em raro, toldam algumas nuvens o olhar terso de uma estrela que fita o oceano amaro, – debruçada em seu canto de universo –, como se fosse o rosto desse velho a face impessoal de um grande espelho.  

O mar, entanto, em ânsias estremece, com saudade de tua voz maviosa, e ergue espumas ao céu em rude prece pela volta da flauta melodiosa com que pascias suas vagas. Cresce da natureza a fala dolorosa. E tudo clama, do oceano aos sóis, pela ressurreição de teus heróis. Chora-te a ausência a tua pátria, aquela terra de sol e plácidas palmeiras, onde era luz a tua voz singela, e onde habitam aves estrangeiras. (Não rouxinóis de voz serena e bela, porém águias e gralhas gritadeiras.) Falta de teu carpir o doce acento, e de teus índios falta o ouvido atento. De certas aves abismais o impuro canto corrompe o nosso sangue novo. Os sãos ideais são postos contra o muro. Nasceram novos vendilhões do povo. E a pátria imerge neste lodo escuro, nesta miséria de que me comovo! É hora de lutar! Seja-lhe morte, ao inimigo, o nosso canto forte!

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Falam estranha língua em nossa terra as estrangeiras aves cobiçosas, e ao nativo cantar empreendem guerra, de nossas fontes virgens sequiosas. Mas a paz voltará que a luz encerra, e de novo será tempo de rosas. E, se hoje dura e opaca é a realidade, teu canto emergirá numa outra idade! Rio de Janeiro, agosto de 1956 Canto Índio Sou índio. Sou bravo, sou forte, sou filho das matas que vão sendo destruídas com seus bichos, seus frutos, suas fontes, seus aromas, seu mistério. Sou índio. Sou íntimo da Lua e do Sol e das águas. Sou amigo de todos os seres da Terra. Sou um com a natureza. 92

Sou índio. Tenho a pele vermelha. Canto e danço, sinto e penso, amo e poemo. Venero os meus mortos, reverencio os espíritos, adoro o Grande Deus. Que mais querem saber para concluir que sou homem? Já estava aqui quando os outros vieram. Mas não é isso o que importa. A natureza tem todas as cores. E a terra é de todos os homens. Sou índio. Sou um com a natureza. Conclamo o Saci, a Iara, o Boitatá, o Curupira, todos os espíritos, Tupã e os homens de qualquer cor para velar por estas matas e por estes rios. A Terra é de todos.


Anderson Caum50 Para onde vão os pensamentos? Algo sempre me intrigou Pois nunca ficam presos Teriam asas como a da cegonha? Talvez muito leves para partir com o vento Não sei dizer ao certo Sei dizer apenas que ficam presos Não se pode encontrar nos túmulos Tão pouco encontra-se no opressor Mas vão ao longe os pensamentos do oprimido E sempre encontram um consolador Não se pode segurar Tão pouco ser acorrentado Pois séculos se passaram Mas os pensamentos! Esses nunca ficam presos Este está vivo nos poetas Pois estes nunca morreram Gonçalves Dias se foi Mas nunca morreu o pensamento Um homem sonhador Que sonhou a liberdade E ainda hoje se perpetua Muito provavelmente para toda eternidade Sonhou que toda raça Um dia seria liberta Das correntes e das amarras Ainda não podia as libertar Mas já sabia Que o pensamento ninguém podia segurar Escreveu seus pensamentos Que ainda hoje se faz analisar Mesmo sem estar presente Muita coisa ajudou a mudar Tudo isso me faz pensar Para onde vão os pensamentos? Talvez nunca alguém possa explicar Mas uma coisa Gonçalves deixou clara Este, ninguém pode segurar 50 Anderson Caum - Vinhedo – SP – Brasil - 36 anos. Residente em Jundiaí/SP. Trabalho - Jornal Correio Polular de Campinas/SP

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Eu sei quem sou Quem leu os seus poemas? Quem pode entender seus pensamentos? Quantos homens se passaram? E quantos vivem este momento? Homenagem justa a quem se declarou Ser mestiço e brasileiro Em uma época em que se julgou Não ser de estirpe o mestiço e brasileiro Gonçalves Dias não se acanhou Se mostrando um homem muito além de seu tempo E a pergunta que ficou Onde estão os homens que julgou? Não ser de estirpe o mestiço e brasileiro Hoje muitos conhecem seus poemas E sua história é lembrada Gratidão por sua obra Que há muito é contada

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Lembranças de um poeta Que nos leva a indagar Se precisamos de um futuro Então é preciso imaginar Que para hoje ser história Todos temos que sonhar Sonhar um mundo diferente Bem melhor pra todos nós E fazer da história do poeta Homens que saibam sonhar Saber que não a diferenças E os homens são iguais Que talvez as diferenças Seja somente a maneira de pensar Antes de algo mudar É preciso se perguntar Sabes dizer quem você é? Se sabe então já podes sonhar Sonhar em fazer parte de algo Que um dia vai mudar Mudar para melhor Com muitos poetas e poesias Falando de um mundo que com certeza Ira sempre melhorar


Ainda a homens que choram O dia está quente Sinto minha pele queimar O sol entre grandes prédios Que não fazem sombra pra gente descansar Pelas ruas pessoas apressadas Rostos fechados e amedrontados Um vai e vem de gente Que parece nunca ter chegada Uma paisagem feia de letreiros Barulho de tratores abrindo estradas Pessoas desvairadas e desanimadas Mas principalmente apressadas Ninguém se da conta Que ali já vivera um rei Comandava homens com honra E por isso era rei O índio brasileiro fora quase dizimado Mas são guerreiros E por isso sobreviveram Ainda assim suas almas são caçadas Um homem escreveu sobre sua opressão Ainda hoje se fala do seu feito Mas quem deu crédito a ele? Talvez poucos Muitos preferiram o dinheiro Gonçalves Dias falou muito sobre os índios Defendeu o legítimo brasileiro Seus poemas ainda são ouvidos Sua voz ecoa nos teatros brasileiros Muitos ainda insistem nas usinas Hoje constroem mais um túmulo brasileiro Destruindo mais um grande rio Por mais algum punhado de dinheiro O cacique vendo isso chorou Seu choro não se ouviu O homem branco abafou Anunciando o progresso do Brasil

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O homem branco não aprendeu Que os rostos amedrontados São almas cativas Pela alma guerreira dos índios brasileiros Mas ainda a esperança De um homem que não se deixa enganar Assim como Gonçalves Dias Suas vozes irão ecoar Vozes que dizem sem temor Que um dia essas pessoas irão pagar Pelas vozes dos que choram Os tambores ainda voltarão a tocar

Anderson Henrique Klein51

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Canção do Exílio Minha terra tem mais cantos, mais lugares a visitar. As músicas que aqui se cantam, não se cantam lá. Nosso horizonte tem mais luzes; nossos parques têm mais flores; nossa vida, mais amores. Em jogar - sozinho, à noite, mais prazer encontro eu la; Minha terra tem Net, onde pega 3G Max. Minha terra tem primores, que não encontro cá, Em jogar - sozinho, à noite, mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem Net, onde pega 3G Max. Não permita que eu morra, sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores, Que não encontro cá; Sem qu’inda viste as barrinhas de a wireless soar.

51 Anderson Henrique Klein - Porto Alegre – RS – Brasil - 17 de dezembro de 1993; Filho de Glicéria Celita Klein e Sinécio Jacobus Klein. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante dos Projetos Literários “Tabuleiro de xadrez lírico”, 2011; e “Porta copos poéticos”, 2012. Toca teclado e guitarra; curte computador e gameplayer. E-mail: imperior.imperor.lordis@hotmail.com


André Anlub®52 Canduras - (dedicado a poesia de Gonçalves Dias) Há algo doce no ar algo simplesmente belo não possui preconceitos nem tampouco orgulhos voa por si só e pousa por receber amparo. Cheio de valores e com aroma tranquilo segue impetuoso impregnando prosperidade. Jamais rejeitado, sua presença beira um salutar vício jamais desmentido, pelo simples fato de ser a verdade. Há algo majestoso no seu olhar posso ver no espelho rondando pelas entranhas contagiando o sangue fazendo os pés saírem do chão as mãos tocarem o céu invalidando qualquer pensamento malfazejo. Tempo de ser poeticamente coreto Lá estavam eles, no centro da praça aproveitando a reforma do coreto pintado com belo azul turquesa imponente beleza de madeira de peroba. O poeta recitava tão doce e bela obra um soneto de Gonçalves Dias das estirpes de outrora. De tanto encanto e sonoridade alcançou sensíveis ouvidos buliu mil verves afora. Surgiram os novos poetas com composições próprias dando mais vida ao feitiço vivenciando o agora.

52 André Anlub® – Rio de Janeiro – RJ – Brasil - (Jan/1971) – Site: poeteideser.blogspot.com – Paixões: escrever, artes plásticas, fotografia, música e boxe – Artista Plástico e Protético Dentário formado pela SPDERJ – Tem uma obra (tela) no Acervo Permanente do Museu de Arte Contemporânea (MAC) da Bahia.

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Eram novos Toninhos e Joãos Zés, Fernandos e Pessoas envernizando o coreto abrilhantando a alma. Grande Toninho Grande poeta Toninho permita-me chama-lo assim? Trovador das palmeiras dos pássaros, as aves, as letras dos sentimentos e afins. Poeta do Maranhão bumba meu boi e babaçu amor evidenciado na carne no cerne e linhas dos versos que habitam entre o céu e o mar. Grande bardo Toninho tem toda nossa veneração almejamos espalhar esse preito pro povo cantar seu versar. 98

Salve, salve, Gonçalves. Nos primeiros cantos expõe com nitidez enaltecendo a inspiração como tambores rufando com o encanto das palavras. Nos segundos cantos conhecimento e afinação há tentativa de união e consolação nas lágrimas. Todo poeta é alteza que exibe sua emoção também nos conta a memória páginas realmente vividas como nos fala em “Os Timbiras”. E a memória não morre escorre e percorre as folhas em bolhas de um puro folclore que é a mais verdadeira verdade. Salve, salve, Gonçalves.


Nau que jamais afunda Poesia do amor é colossal Vive mil afetos e paixões Indizíveis nas puras emoções Faz da amada a imortal. Navega em lugar desconhecido Na nau do porvir inesperado Sentimento na quimera ancorado Cobiça o anseio correspondido. Face e sorriso na essência Delírio da memória registrada Afeto que se perde na estrada. Mas se há ínfima clemência Refaz-se o mar antes navegado Renascendo o amor desamparado.

André da Costa Nogueira - (Medeiros da Costa)53 Orfeu Tupi - A Gonçalves Dias. O Olimpo criou para o homem da deusa Europa seu bardo; Também de Ásia, do primeiro homem, deus enviou o cantor; E das várias vidas da Índia, nas páginas do Righ-Veda, o poeta inesquecível deixou suas estâncias. Entretanto Zeus inquieto não conseguia compreender Os ecos do além-mar. Em sua circunferência, Como lhe ensinara o nobre Tales, Resumia-se o restante do Mundo A uma imensa toalha d’água estendida até os confins do Universo. Porém um conto já foi ouvido por desbravadores, Que novos cavalos de Tróia lançaram ao espelho d’água desconhecido. Compreenderam ser música, Pois sabiam dos livros do passado, Os acordes poderosos de Orfeu. Era uma música que falava de um novo homem, O tupi; de uma nova terra, Brasilis, Entoado por um cantor, Que banhando o rosto nas oceânicas e sagradas águas ibéricas, 53 André da Costa Nogueira - Aracati – CE – Brasil – 14 de fevereiro de 1981. Escreve desde os onze anos quando, pela primeira vez leu um livro, Vinte Mil Léguas Submarinas, por Júlio Verne. Leitor onívoro, de lá para cá, tem se aprofundado nas mais diversas esferas do Conhecimento, nomeadamente, Literatura, História, Filosofia, Teologia, Física e Matemática. Casado, atualmente é funcionário público municipal na cidade de Fortim.

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Resistiu aos encantos da deusa Europa, Para compor os hinos de seu Édem, E de seus primitivos habitantes. O guerreiro de Ásia, de Europa, de África e da Índia, Agora acrescentam a seus exércitos o cântico de guerra, Do guerreiro tupi, E do panteão, Virgílio e Homero estendem a mão para enaltecer a lira de Gonçalves Dias.

André Foltran54 POEMINHO Reparei que todo sabiá que é de gaiola pela manhã antes de tudo canta a Canção do exílio. 100

André Gómez Giuliano55 CANÇÃO DO EXÍLIO Aqui, no Rio de Janeiro tem praias e muitos locais bonitos; no meu Rio Grande do Sul também. As mulheres de lá são bem mais bonitas que as daqui. As curvas que vemos nas montanhas do Rio, vemos nas mulheres do Sul. Comida tropical... Tudo aqui é mineral, mas nada é melhor que um bom churrasco, churrasco de gaudério com espetos no chão. Praias, qualquer lugar tem; verdes campos e chimarrão numa velha cuia, só no Rio Grande do Sul. 54 André Foltran - São José do Rio Preto – SP – Brasil - 8 de janeiro de 1996. Escreve contos, mas não é contista; escreve crônicas, mas não é cronista; escreve poemas, mas não é poeta - ainda. Não tem livros publicados, só coisas espalhadas pela internet, e em talvez uma ou duas antologias. Atualmente mantém um caderno virtual onde, as vezes, publica algum poema. É estudante e sonha, um dia, poder se dizer escritor e viver de literatura. 55 André Gómez Giuliano - Porto Alegre/RS – Brasil - 16 de março de 1998. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”. Curte jogos eletrônicos. E-mail: dedegiuliano@hotmail.com


No Rio, o calor é de matar e o frio não existe; no Rio Grande do Sul, o calor é ameno e o frio é intenso; por isso gosto muito do meu estado. Frio no Rio Grande do Sul... café pela manhã; chimarrão à tarde; vinho tinto à noite; e, a companhia de uma magnífica gaúcha, às 24 horas do dia.

André L. Soares56 SONETO PARA GONÇALVES Então tua voz, soou bem mais alta e forte, calando a todos, como faz o mar,... pela saudade, a tua Amélia a esperar, por esse amor perdido além do norte. De tua palavra então, se fez o corte e tu cantaste as aves desse lar, em desafio a quem queira sufocar esse Brasil, que é teu berço e teu aporte. E tanta falta sentem os sabiás, da voz que chora o exílio das palmeiras, por não mais ver as luzes do arrebol,... que em teu regresso vem, enfim, a paz, louvar o poeta, em terras brasileiras, que agora dorme, tendo o mar como lençol.

André Luiz Greboge57 Semper Brasilis O que ele pensaria, Sobre hoje? Seu país, de certo, Não é mais este lugar

56 André L. Soares - Brasília - DF – Brasil - (1964). Mora em Guarapari (ES). 2004: monta a peça Livre Negociação. 2006: os textos O Bárbaro e Dinheiro são inseridos na peça Ritual dos Sete. 2007: o texto O Menino de Beirute vence concurso Navegante nas Estrelas. 2008: o texto Mulher Carioca vence concurso da grife Branca Maria. 2008: é eleito Cônsul de Guarapari, pelos Poetas Del Mundo. 2011: livro Gritos Verticais. 2012: Torna-se membro da Academia de Artes, Cultura e Letras de Marataízes (ES). É grande estudioso da obra de Gonçalves Dias 57 André LUIZ Greboge - Curitiba – Pr – Brasil - 26 de julho de 1993. licenciando em música pela UFPR. É leitor por paixão e vocação.

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Salve Antonio, Do direito e do teatro Sentimos tua falta Mas somos-lhe gratos Degustamos, Por tuas palavras, A fadiga da guerra E o amor sem amar Também por teus modos, Sentimos saudades, De tempos que nunca Vivemos E que não voltarão Quem dera ser poeta, Assim como ti, Tão delicado, Quanto uma agulha, Que ao mesmo tempo, Aponta, fere e une 102

Gênio de olhos verdes, 15 de Bilac, Nossa honra, É ter tido a ti Com 41 anos, Partiu ao exílio final, De onde mais nenhuma canção, Nos pode chegar

André Mascarenhas58 AUTO-ELEGIA Com salves dias, guias e maresias Mergulhou-se nos oceanos da poesia Nadou na margem, da sociedade Como qualquer artista Fundou paisagens, da nacionalidade Sob o foco de sua vista, E ondulado em seu próprios dias Versado no mar do poetar 58 André Mascarenhas – Sorocaba – SP – Brasil - 05/02/1986. Autor de poesias, contos, poemas, peças de teatro, escritos técnicos na área de artes em geral, estudante e/ou tradutor de Espanhol, Francês, Inglês e Italiano. Com dois livros publicados: “Stop!”, sobre a História de Literatura Infantil e “G”, com contos de temáticas polêmicas. Experiência em artes plásticas, música, teatro, em artes em geral.


Tornou-se personagem de própria elegia Elegendo um naufrágio para seu epílogo A vida real tornou-se fantasia Em sua densa e ritmada biografia

André Roczniak Azevedo59 Canção do exílio Minha terra tem teatro, onde cantam quero-queros. De minha terra, vejo um dos principais símbolo de Porto Alegre, o Laçador, Monumento localizado próximo ao Aeroporto Salgado Filho. Em minha terra, voam aviões da Base Aérea tal qual voam na capital gaúcha. Dentre as suas muitas belezas, temos a Igreja Matriz São Luiz Gonzaga, Padroeiro da Cidade, onde, quando bebê, fui batizado. Minha terra tem teatro, onde cantam quero-queros.

André Schwambach Almeida 60 CANÇÃO DO EXÍLIO Na minha terra tem muitas árvores, onde ficam os passarinhos. Às vezes, o tempo não está bom; noutras, temos um doce ventinho. Na minha terra, o sol nasce num céu azul. Nela há muita beleza e, também, graciosa natureza, a qual pode ser vista, sentado à mesa, lendo uma boa revista. 59 André Roczniak Azevedo - Porto Alegre – RS – Brasil - 26 de novembro de 1991. Reside em Canoas/RS. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Membro Efetivo da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS, Cadeira 41, Patrono: Vianna Moog; Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; Associação Internacional dos Poetas del Mundo; e, Liga dos Amigos do Portal CEN, Portugal. Coautor do Romance Interativo “Uma história de amor!”. E-mail: aroczniakazevedo@ig.com.br 60 André Schwambach Almeida - Porto Alegre – RS – Brasil - 17 de junho de 1992. Secretário Cultural e Membro Fundador da Academia de Letras Machado de Assis, de Porto Alegre/RS, Cadeira 25, Patrono Eduardo Guimarães; Membro Efetivo da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; da Liga dos Amigos do Portal CEN, de Portugal; e da Associação Internacional dos Poetas del Mundo. Coautor dos Romances Interativos: “Fantástica história de um mundo além da imaginação” e “Um Enigma”. É músico e gosta de tocar cavaquinho. E-mail: andrealmeida_poa@hotmail.com

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No entanto, onde, hoje, encontro-me, não tenho certeza do que vejo, pois o céu é escuro e cinzento. E assim, diante deste cenário triste, encho-me de desejo de a minha querida terra voltar. Não consigo ver aqui, os encantos de lá. Nesta terra há muita poluição e ruas descuidadas e sujas, pois seu povo tem por hábito jogar lixo no chão. Qual é a tua irmão? Assim, os turistas de tua terra não mais aqui pisaram e para lá irão. Minha terra tem belezas que aqui não há.

André Telucazu Kondo61

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Cartão de biblioteca Percorro estantes de horizontes verticais, Cruzo fronteiras por prateleiras demarcadas, Vejo paisagens de livros em relevo. E em enciclopédicos países: Viajo! O cartão da biblioteca é o passaporte, Para um mundo de possibilidades infinitas... Com ele, Viajo ao centro da terra e a mil léguas submarinas Na sexta-feira, velejo e visito Crusoé Vou pescar, com o velho e o mar. Fumo cachimbo em Baker Street Caminho com o tempo e o vento Passeio pela terra de palmeiras onde canta o sabiá Aventuro-me nas veredas de um grande sertão Com Quixote, luto até contra moinhos. E viajo a tal ponto, que já não sei se sou ou não sou. Na dúvida a esta questão Encomendo ao Bruxo do Cosme Velho uma poção Para me fazer ser, muito mais do que turista! Pois daqui não quero ir. Mas se tiver que partir, Como espuma flutuante, 61 André Teluscazu Kondo - Santo André - SP – Brasil - 07 de Maio de 1975. filho de imigrantes japoneses, nasceu no Brasil Autor dos livros Além do Horizonte, Amor sem Fronteiras (Prêmio UBE-RJ), “Contos do Sol Nascente” (Prêmio Bunkyo) e “Cem pequenas poesias do dia-a-dia (Prêmio UNIFOR). Morou no Japão e na Austrália, sendo pós-graduado pela University of Sydney. Viajou por 60 países. www.andrekondo.blogspot.com kondoandre@gmail.com


Vou-me embora pra Pasárgada Farei dela minha morada, Porque lá – sou amigo do bibliotecário – E para sempre posso, viajar... Terra do poeta O poeta enterra o dia e faz brotar luas em um chão de estrelas Terra do poeta, que a realidade lavra – no colo da noite – e infinitos sonhos colhe O poeta fecha os olhos para os contornos do dia – do dia-a-dia – pois só ele sabe: O sol é apenas uma estrela – que apaga milhões... Falsos poemas Não quero que meu grito caia Em ouvidos moucos Prefiro o silêncio Dos loucos Restam vozes poucas De palavras roucas Prefiro o sussurro engajado Do grão de areia À indiferença gritante Do deserto Prefiro a pétala branca – sincera Que cai ao vento À primavera dissimulada Que engana em cores Prefiro o beijo surdo Aos beijos das musas Cantadas em verso Prefiro a verdade que morre lá fora À eterna mentira deste E de todos os outros Falsos poemas

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Se eu morrer Se eu morrer Não tenha dó de mim... Posso não ter deixado muitas pegadas, Mas meus passos foram firmes. Posso não ter tido muitos amores, Mas amei a todos como um. Se eu morrer Não permita que o relógio pare em mim Mas que os ponteiros sempre apontem Para a felicidade que vivi Quando eu partir Não diga adeus pra mim Deseje-me sim Uma boa viagem como fim

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Sequer pranteio pelos erros Que cometi pelo caminho Pois foram eles que fizeram Nossas vidas paralelas Se encontrarem por aí E se hoje morri Foi apenas mais um erro Do qual não tenho medo Pois eu digo e repito Que vivi Muito mais do que morri.

Andrew Veloso62 OS DIAS DO DIAS O Dias que nasceu em Caxias Os dias em que o Dias escrevia suas poesias O dia em que o Dias deixou de escrever as suas poesias Foi o dia em que o Dias deixou de viver

62 Andrew Veloso - Balsas – MA – Brasil. URE – Balsas - Centro de Ensino Médio Dom Daniel Comboni. Professora: Marcia Meurer Sandri


Ane Braga63 A breve vida de Gonçalves Dias I No sítio de Boa Vista Em terras de Jatobá Nasceu Gonçalves Dias Para o mundo declamar II Advogado de formação Foi poeta de coração E com muita devoção Entregou-se à paixão III Sua musa era tão bela Não havia mais etérea Abalava-lhe os sonhos O seu nome era Ana Amélia IV Tão sublime e tão singela Suspirava só por ela Com o espírito ardente O amor era-lhe correspondente V Com aval e proteção Foi pedir-lhe a mão Encantado de emoção Suspirando de paixão VI Mas a vida nem sempre é justa Preconceito humilha, insulta Só por causa de sua raça Foi tachado de inferior casta VII Com orgulho e honradez Foi embora de uma vez Renunciou ao amor Conservou a altivez

63 Ane Braga - São Paulo – Brasil - 02.08.1973. Descendente de árabes e portugueses herdou da família o gosto por livros e literatura. Formada em Administração de empresas e Pós Graduanda em Gestão Pública, participou em diversas antologias e já publicou livros infantis e juvenis. Em 2011 recebeu menção honrosa pelo conto Folha Seca, Folha Afogada do Concurso Novo Milênio de Literatura.

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VIII Dona Ana por capricho Casou-se com outro, igual ao quisto Dilacerado em sua dor Dias escreveu versos de amor IX Mas dor de amor não sara Versos tristes são inclementes Uma vez tocado pela paixão Nunca mais retoma o coração X Fatigado de emoção A doença foi sua amiga Quem diz que mal de amor não dói Jamais amou nessa vida XI Acamado e deprimente Num naufrágio foi descansar Sua alma foi para Ana Amélia Seu corpo, para o mar 108

Ville de Boulogne Que dor era aquela lhe oprimia o peito Arrancava-lhe a alma De um jeito contrafeito? Que poderia ele em sua dor amarga Esperar da amada Que um dia tanto lhe quis? Teria sido a dor a inimiga Ou derradeira amiga Que lhe ficara ao partir? Teria sido diferente Se ele de repente Vestisse-se de coragem Em sua simplicidade Em seu grande esplendor? Teria encontrado a felicidade A eterna liberdade Nos braços de seu amor? Ou seu destino já estaria selado A morte teria mesmo lhe abraçado Num veleiro movido a vapor? Talvez jamais saibamos a resposta Mais dói a dor da derrota De estar nos braços de outro amor.


O coração de Dias Morte, aflição, espaço, tempo Qual o peso de um pensamento? Raio de luz percorre o luar Perturba o vento Espera o humilde Nem sempre alcança Nem tudo que se quer Se pode ter Por amor partiu Dias, sem coração E fez Ana Amélia sofrer Da dor de amor também Dias padeceu Partiu sem coração e deixou outro partido Soubesse ele o quanto iria padecer Teria o oponente combatido Nem tudo são honras e glórias Quanto pesa um coração sofrido? O pesar é mais o cair da agulha A espera de um grito Se for eterna a dor é terna a lembrança Nenhum clamor supera o lamento Mais vale morrer de amor e sofrer Do que viver uma ilusão sem ter vivido 109

Angela Guerra

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Pesadelo ecológico - (jamais imaginado por Gonçalves Dias...) Minha terra tem palmeiras e outras tantas espécies, onde canta o sabiá, até que o nosso irmão acabe de devastar e nada mais: árvore, ninho permaneça, então, por cá... As aves que aqui gorjeiam partirão para, em outras plagas, quem sabe, talvez, gorjear... Nossos bosques, já sem vida, não nos permitirão respirar e morreremos à míngua, sem esperança de nos salvar... 64 Angela Guerra - Rio de Janeiro – RJ - Brasil – 12/05/44. Prof.-Mestra (inglês): Michigan, FCE, CPE, Higher Oxford. Kleines Sprachdiplom (alemão). Poeta, trovadora, desenhista. Academias: ACLERJ, ANLA, Académie de Mérite et Dévouement Français; UBT, APPERJ, Literarte; Artilheiro da Cultura; Centro Expressões Culturais Museu Militar Conde Linhares. Livros: Vinho e Rosas e Meu Jardim de Trovas (ilustrações da autora). Participação: Revistas, Periódicos, Antologias (tb, bilíngues)e Anuário literários. Premiações. angela_gdeandrade@yahoo. co.uk


Acorda o teu irmão! Acorda, tu, também! Há tempo de salvar essa terra, que é o bem que Deus nos entregou, em confiança!... Amém.

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Gonçalves Dias – um romântico... Gonçalves Dias – um romântico nostálgico, apaixonado por seu torrão natal: “não permita Deus que eu morra, sem que eu volte para lá...” Gonçalves Dias – um romântico feliz, apaixonado por sua Ana Amélia, “dos olhos tão negros, tão belos, tão puros; olhos que falam de amores com tanta paixão”...   Gonçalves Dias – um romântico escorraçado, vítima do preconceito  de raça e casta, não por ela, mas por seus familiares... Não luta, desiste, e revolta a bela, que,  por despeito e/ou vingança,  à revelia da família, com outro se casa – de raça e casta como a dele... MINHA TERRA TEM PALMEIRAS Minha terra tem palmeiras e outras tantas espécies, onde canta o sabiá, até que o nosso irmão acabe de devastar e nada mais: árvore, ninho permaneça, então, por cá... As aves que aqui gorjeiam partirão para, em outras plagas, quem sabe, talvez, gorjear... Nossos bosques, já sem vida, não nos permitirão respirar e morreremos à míngua, sem esperança de nos salvar...


Acorda o teu irmão! Acorda, tu, também! Há tempo de salvar essa terra, que é o bem que Deus nos entregou, em confiança!...

Angela Maria Chagas Araújo65 Meu Poeta Brasileiro Meu Poeta Brasileiro Como eu gosto de você Tinha mãos abençoadas E escrevia como ninguém E dedos repletos de encantos mil... Meu Poeta Brasileiro Venho te homenagear Nesta terra encantada Do meu Brasil, meu além-mar. Meu Poeta Brasileiro Que vivia neste lugar Numa terra natural Com os verdes das matas, E paisagens sem igual... Ah! Meu Poeta, amado. O importante é respeitar Tudo que é aqui cultivado Tudo que é do lugar... Fica por cá! Ah! Meu Brasil querido De brancos, negros, mulatos, Amarelos, vermelhos até, índios. É essa pluralidade que faz o solo mais rico! Meu Brasil Brasileirinho Tradições, costumes, valores, Crenças, educação, enfim, indicam um novo caminho. Apoiado pela criação divina...

65 Angela Maria Chagas Araújo - Rio de Janeiro – RJ - Brasil. Funcionária Pública, a vontade de escrever veio à tona, com o incentivo do Professor de Língua Portuguesa e Literaturas num curso de Contabilidade. Hoje aposentada, decidiu realizar o seu desejo, ou seja, estudar Letras e Literaturas. Por intermédio de comunidades da internet, começou a observar outros poetas, foi aos pouquinhos aumentando o seu circulo de amizades, inclusive participando de “Saraus”.

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Meu Brasil Brasileirinho Terra abençoada, patrimônio de todos. Muitas saudades dos seus fulgores! Terra sem igual, que plantando tudo dá. Tem o amarelo do ouro Flores, frutos, louros, futebol, e carnaval. E nesta terra abençoada, tem ainda o azul do Céu, O branco da sabedoria da busca pela Paz! Oh! Meu Poeta Brasileiro Que nasceu e morreu em uma terra abençoada, Livre e desejada. Terra que têm palmeiras, Iracema, Samba no pé e o lindo canto do sabiá!

Angela Maria Gomes Pereira 66

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O quebrador de Sonhos Na terra das palmeiras, Onde não cantam as quebradeiras, As crianças não plantam bananeiras, Nem pensam em brincadeiras, Esta que vi, tem apenas cinco anos, E já não pode mais brincar, Só muita casca tem a quebrar, Que bom que pode cedo começar, Para quando adulto muito sonho realizar, Mas que sonhos seriam esses, se a cocos rachar, Não pode nem piscar, que dirá sonhar, Nunca sonhos terá, Pois faz hoje, aos cinco, O que muitos, aos cinquenta, não querem fazer; Sentar, e em vez de brincar de viver, A casca quebrar, E expor as sementes que devemos em solo fértil plantar, Não quero com isso mensagem de revolta passar, A verdadeira mensagem eu tento esconder; É um tesouro precioso, Que meu egoísmo, estupendo, monstruoso, Com ninguém repartirá, Pois dessa casca grossa, não consegui ainda me livrar, Ou não estaria vendo uma criança como adulto viver e falar, Eu, que mil livros já li, filmes assiti, Peças teatrais, danças e musicais, De repente percebo que nada aprendi, 66 Angela Maria Gomes Pereira - Caxias – MA – Brasil - 7/07/1963. Iniciei minhas aventuras poéticas em 2004, ao cursar pela sengunda vez o ensino médio, o primeiro havia sido técnico, e nada pude estudar sobre literatura, pelo menos não no colégio. Hoje sou aluna de letras, mas tarde talvez serei interpréte ou crítica literária.


Que de nada adiantou Pois essa criança de brincar já deixou, Para quebrar os cocos que das palmeiras arrancou, Das palmeiras que o poeta tanto falou e exaltou, È pena, mas o canto do sabiá, Ela nunca escutou, Apenas o canto do machado, Que os cocos quebrou.

Anna Cristina R. Oliveira Ramos67 No canto do sabiá Grande poeta Gonçalves Dias que sabe “onde canta o sabiá”. Nasceu na bela cidade de Caxias, em agosto, nas terras de Jatobá. Ana Amélia foi o seu grande amor. tinha o poeta em grande estima. Por ela só lhe restou compor estrofes pela sua dor e sina. Quando pequeno foi um caixeiro Ajudando seu pai com a lida. Chegou a Portugal, o brasileiro, tomando novo rumo na sua vida. Suas obras começaram a se formar. “Primeiros Cantos” foi o início do Poeta que para sempre ficará, marcado na história pelo ofício. “Canção do Exílio” é a saudade da sua terra natal tão distante. Terra essa que com muita vontade, pedia a Deus voltar o quanto antes. Lembrava-se das estrelas no céu e no prazer que encontrava cá. Na terra de lá se sentia ao léu pensando na terra “onde canta o sabiá”.

67 Anna Cristina r. Oliveira Ramos - Rio de Janeiro – RJ - Brasil – 7 de dezembro de 1962. Livro recentemente publicado pela Biblioteca 24 horas intitulado Sentimentos (ISBN 978-85-4160-109-2) onde coloquei em poesias meus sentimentos durante 30 anos, participação em duas Antologias poéticas pela Câmara Brasileira de Jovens escritores.

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Anônimo68 Gonçalves Dias Oferecido à digna comissão encarregada da inauguração da estátua «Ao capitólio d’arte ascende entre a alegria, Entre os vivas da lusa e da brasília gente; Se um sepulcro não tens, do berço teu florente, Qual fênix imortal, ressurge n’este dia.» De Setembro ao sol fecundo (realce à primazia!), Jubiloso um povo te proclama – ingente. E na imagem augusta, levantada em frente, Saúda aqui nos trópicos, – o rei da poesia. Da pátria as bênçãos, das letras os gemidos; O hino, a estrofe, as pompas – o tom das harmonias Um céu risonho, o mar esplêndido, os bosques floridos; Cortejo d’homenagens – qual só tu merecias!... Depois – o som dos vivas aos versos repetidos: Salve! Salve! A glória do cantor Gonçalves Dias! 114

Antonia Epifania Martins Bezerra69 Cordel a Gonçalves Dias Antonio Gonçalves Dias Advogado foi a sua formação Conhecido como poeta etnógrafo Foi de grande relevância ao Maranhão Filho de Brasileiro com Portuguesa Resultado dessa bela união Estudou com o professor José Joaquim de Abreu Trabalhou como caixeiro em escrituração Autor de várias obras Canção de exílio foi inspiração Primeiros cantos, Beatriz de Ceci e outras Embasaram sua ascensão

68 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 575. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil 69 Antonia Epifania Martins Bezerra - Palmeirândia - MA - Brasil. Resíduo em Pinheiro desde 07 de setembro de 1979. Licenciada em Geografia pela UEMA e Ensino Religioso pela FASSEM. Professora concursada da rede Municipal e Estadual. Pós graduação em Educação Ambiental pela AVANTIS


Casado com Olímpia da Costa Sofreu preconceito e humilhação Por ter origem brasileira Resultante da miscigenação Impedido de viver seu grande amor Sofreu grande humilhação Pois seus pais não permitiram o relacionamento Apesar de terem a ele grande consideração Inspirado nesse amor Escreveu Uma vez adeus e Retratação Explicitando seu lamento E sua grande paixão Preconceito maldito Encravado na alma de nossa nação Destruiu vida amorosa de poeta Ainda arraigado em nossa população Lamento das Terras das Palmeiras onde Cantava o Sabiá Sua terra teve palmeira Teve também sabiá Hoje só tem sujeira E nós ainda por cá Sua terra tem muita droga Quase não tem sabiá A população enlouqueceu Está destruindo tudo por cá Os brilhos das estrelas diminuíram Cortaram plantas e flores Perguntamo-nos cadê os amores Foram junto com o sabiá Dormir em paz a noite É difícil, nem pensar Os ladrões não dão sossego Já roubaram o sabiá Corrupção, desvio, destruição Fácil encontrar por cá O que está em extinção É o belo sabiá

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Antonia Miramar Alves Silva - Miramar Silva70 Pelos Caminhos do Poeta Poeta pequeno, mestiço, nome santo, de essência imensurável, Filosofia vasta, inspiração profunda, inesgotável. Que nos aconselha a não chorar, pois viver é lutar E A Vida- é combate, que os fracos abate. Poeta que numa das noites de criação literária, Ensaiava o verso - meninos eu vi! Declarou nas poesias forte amor à musa real Ana Amélia, E no seu íntimo sussurrava os versos – Enfim te vejo! Enfim posso, curvado a teus pés, dizer-te que Não cessei de querer-te, pesar de quanto sofri! No silêncio, com profunda e ofegante respiração, desejava confessar Seu amor à bela musa com o singelo verso como eu te amo! Em meio a delírios, suplicava pela coragem de sua amada - Ó meu anjo, Vem correndo lançar-te nos braços meus. 116

Tão sensível aos sentimentos que foi capaz de perceber que a sua musa Amava a solidão, o silêncio, o sussurro das águas. Poeta que sentiu seu amor não ser concretizado e chorou os dias Tão sentidos, tão longos, tão amargos. De tanto, tanto sofrer pensava em Deus, na morte, e como seria a sua vida Se fosse querido de um rosto formoso. E mesmo com tantas desilusões, não acreditava que alguém pudesse Morrer de amor, quando este é fascinação que surpreende, De ruidoso sarau entre os festejos; Quando luzes, calor, orquestra e flores assomos de prazer. Só se morre quando o almejado amor permite - conhecer o prazer E a desventura, no mesmo tempo, e ser no mesmo ponto O ditoso, o misérrimo dos entes, amor é vida, É ter constantemente alma sentidos, coração – abertos. Poeta de sentimentos e vida intensa, de coragem ao confessar Aos pés de Deus que mentia porque o adorava Revelara-se inconstante ao se comparar com a fugaz borboleta Vagando em mar de amores, 70 Miramar Silva - Antonia Miramar Alves Silva - Caxias – MA – Brasil - 09 de agosto de 1970. Graduada em Letras pelo CESC/UEMA, especializou-se em Língua Portuguesa pela Universidade Estadual do Piauí – UESPI. Publicou artigos em jornais e livros, dentre eles: Língua e Literatura: Interfaces da Linguagem (2008) e O Jogo do Texto: Perspectivas Linguísticas e Literárias (2010), publicados pelo Departamento de Letras do CESC/UEMA, tendo organizado o último.


Poeta do amor, do povo indígena, dos caxienses, dos brasileiros, Que suplicava aos Guerreiros da Taba Sagrada, da Tribo Tupi, Que ouvissem seus cantos e as suas divindades Reclamava de grande pudor e medo, percebidos no comportamento De sua amada, revelados nos versos - É belo o pudor, mas choro, E deploro que assim sejas tão medrosa. Cantou os fantasmas, o alegórico, as desventuras de I- Juca Pirama, Exaltou em sua mais nobre Canção do Exílio as palmeiras, os bosques, Os sabiás, as belezas naturais de sua terra querida. E no mais forte sopro de criação, declarou amor à sua graciosa Caxias És bela, no deserto, entre montanhas, derramada em vale de flores perenais, És a flor que despontaste livre por entre os troncos de robustos cedros. Admirou a beleza feminina, da amada, da natureza, da vida sagrada, Poeta fiel aos seus sentimentos, à Pátria, aos ancestrais, Incentivador dos amigos, de escritores e pesquisadores do Maranhão, De estilo moderno, talento para o teatro, para as descobertas de palavras, De culturas, de maestria ao lidar com a língua, com a arte da escrita. Criador dos primeiros, segundos, novos cantos, de poesias americanas, Diversas, de hinos, dicionários da língua Tupi, das Sextilhas de Frei Antão De incontáveis obras que não caberiam neste nosso trilhar. Poeta de especiais talentos perceptíveis apenas num adorável gênio Assim se fizera Gonçalves Dias: tão amante da natureza, da vida. Contemporâneo, criador de um universo literário maravilhoso! Um grande homem, inesquecível conterrâneo, notável escritor brasileiro, Clássico dos clássicos, que conquistou a crítica e ultrapassou fronteiras. Oh, sempre admirado, imortal - Antônio Gonçalves Dias!

Antonieta Araújo71 Louvor ao imortal poeta Gonçalves Dias Ele herdou do lado paterno O desejo de estudar E o ideal sempiterno De as letras cultuar.

71 Antonieta Araújo - Minas Gerais - Brasil. “Licenciada em Letras no Centro pedagógico de Três Lagos, hoje, UFMS/Campus de Três Lagoas e Pós-graduada em Administração Escolar nas Faculdades Integradas Rui Barbosa, Andradina/SP. publicou cinco livros É autora do Hino Oficial da Cidade de Três Lagoas e publicou o conto “La Aurora” no anuário de escritores 2000 da Litteris Editora e Casa do Novo Autor”.

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O pai era lusitano Que viera ao Brasil Em busca do sonho ufano De ouro sob o céu de anil. De sua pátria, distante, O luso encontrou idílio Com mestiça fascinante Que lhe deu bonito filho. Chamou-se Gonçalves Dias O filhinho natural, Pois de fato não havia Um casamento legal. No Maranhão, veio à luz. Em Portugal, estudou. Até hoje nos seduz Com os versos que deixou.

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Emociona saber Por seu ”I Juca Pirama” Que o herói deve morrer Pela pessoa a quem ama... Desprezo no amor sofreu Por ter sangue da cafuza Misturado ao europeu De seu pai de raça lusa. Mas ele era orgulhoso De ter mistura de raça E tornou-se tão famoso Que sua glória não passa. Com seu sentimento nobre Claro na Literatura, Mostrou que embora pobre Possuía alma pura. Seu nome é conhecido Aqui e além do Atlântico, Como poeta querido Do Período Romântico.


Antonio Ageu de Lima Neto72 I-Juca-Pirama (O que há de ser morto) Salve bravura dos guerreiros descendentes tupis De bravuras mil das quais não ouso medir De coragem arrebatadora e nossa amiga de glórias Salve bravos guerreiros de sangue tupi Mas teu sangue não nega, tens medo E do medo não se alimenta nossa tribo. Não descende o fraco do forte E já não queremos isso para os valentes aimorés Salve guerreiro impotente, mostra honra, mas descende de impotência Tupã não honra aquele que desiste da luta E assim o fraco não dignifica o forte Então considerado maldito o és. No exílio Minha terra tem muita alegria, e há um sorriso indescritível no povo Saudades de minha terra, meu Brasil rebento Do calor da mulata, da ginga do malandro e do suingue das crianças. Terra de malícia e de samba. Minha terra tem carimbó, xaxado e forró E as dançarinas daqui não são tão belas como as de lá Deus sabe que morro de saudades E não permita que eu morra Sem que eu volte para lá. Canção do meu exílio Saudades de minha terra das palmeiras, Minha terra tem palmeiras, onde cantava o curió e o pardal E sinto saudades de goiabas e cajus do pé. E sinto falta da cocada da velha preta E das conversas de João Malandro Deus sabe que morro de saudades Da infância no Recife e das aventuras Brasil afora, E não permita que eu morra Sem que eu volte para lá. Agora entro nesse trem,  E minha vida muda de estação. E já me volto para lá.

72 Antonio Ageu de Lima Neto - Recife – PE – Brasil - 26 de Dezembro de 1988. Autor de Escrito Com O Próprio Sangue e O Código.

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LIRISMO CONFESSO Na turva, no obscuro, no rompante silencioso da madrugada Eis que surge um lirismo confesso De quem usa do ritmo e da rima. E no silêncio turbante da alvorada O autor brinca e se diz espesso E recria um galante típico clima De mistério e sovina Onde apenas os corajosos têm voz e verso E aqueles que não despojam de coragem São aqueles que jamais desistem Porque hão de encontrá-la bem dentro de si. E coragem não falta, Porque o autor é um guerreiro confesso. Legítimo guerreiro tupi.

Antônio Baracat Habib Neto73

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Gonçalves Dias Dizem que Gonçalves Dias morreu. Mas, Isso não é verdade, Não é verdade, meu Deus !... Sua alma inocente que deus modelou, Sua alma inocente foi ver as cigarras, Cigarras que cantam no reino de luz, Mirando nas noites seus olhos profundos, Seu olhos profundos e cheios de amor !...  Gonçalves Dias Com as cigarras voou !...   Asas de ouro, Voz de mel, Gonçalves voou !... As vestes bordadas com rosas da lua, Na concha do céu pintado de anil, Gonçalves flutua E nas noites acenda O Cruzeiro do Sul, 73 Antônio Baracat Habib Neto - Itabuna – BA – Brasil - 13/02/1987. Tenho 25 anos, e a mais de 10 anos comecei a escrever..., sem nenhuma pretensão, no começo não mostrava a ninguém, tinha vergonha, até que um dia resolvi enviar um dos meus poemas para um concurso em minha cidade e ganhei em primeiro lugar, daí em diante, comecei a participar de concursos literários, já tive poema premiado em Portugal, e agora espero que gostem deste Poema que envio.


Para ver lá do alto Soberba e viril, A terra morena do imenso Brasil !.. Asas de ouro, Voz de mel, Gonçalves voou !... E foi De alpercata, Chapéu de couro e gibão, Na sarabanda dos astros, Pra vaquejar lá no céu. Gonçalves Dias Com as cigarras voou !...

Antonio C. de Berredo74 A memória do insigne poeta Antonio Gonçalves Dias Entre uma ideia nobre, um pensamento Quando fecundo, e ao mesmo tempo santo, Entre as ondas de um povo entusiasta, Para exaltar-te o nome hoje reúne Do Maranhão a flor nas ordens todas, Longe embora da cena grandiosa, Ser não pode meu peito indiferente; E apesar da distancia ativa parte Tomo oh! Dias! em ledo e puro júbilo Da memória imortal na honrosa festa. Minha alma exulta imaginando a pompa, Com que o presente às gerações futuras Envia-te a lembrança afetuosa, A inicial do mármore, e do bronze, Que a eternizar-te o vulto se destina, Como os teus lindos versos eternizam-te A voz, a inspiração, e o sentimento. E a própria lira que em silêncio triste, Por estranhos cuidados, muitas vezes, Pende esquecida da mangueira a um ramo, Do Éolo pátrio agora bafejada, Estremecendo as cordas, me convida Uma oferenda a depor no templo augusto. Digno porém de ti que canto acaso Posso entoar que grato te pareça Nas regiões ao gênio destinadas? 74 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 553-556. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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Cisne do vale ameno, ah! quem me desse As tuas asas nítidas, pujantes Para soltar galhardo um voo altivo, Que chamasse a atenção por longas eras! Oh! quem me dera um estro onipotente! Si escutado n’est’hora o meu desejo, O poder ao querer igual me fosse, À profusão total meu preito unindo Em carmes de um encanto inexaurível, Suaves, como as auras matutinas, Tristes, como a saudade enternecida; Que partindo do mundo nos deixaste E no entanto brilhantes, qual no estio Do nosso sol a luz resplandecente, Das tuas mesmas flores apanhadas Aqui, ai no teu jardim mimoso, Uma formosa c’roa entretecera, Que o teu martírio e glória recordasse! Da corte que te cerca pressurosa N’essa oração ardente a proclamar-te, Espontânea e sincera, um benemérito, O animado sussurro ouvindo atônitos, De eterno, frio gelo repassados Perguntarão, quem sabe?! os que não sentem Da mágica poesia o doce enlevo: – Em tão curta viagem esvoaçando, Que fez o rouxinol americano Para atrair, que fez, tamanho afeto?! O que fez?! eu direi – Cantor: seu fado Era cantar até perder o alento! E cantou como o anjo nas alturas; De harpa divina, acompanhando as vozes: Bom disse da virtude; a palinódia Proferiu contra o vício desprezível; As dores adoçou com sons sublimes, E alegrias criou também com eles. Si a ventura real do bem procede, Quem mais que o vate amor e simpatia, E gratidão merece sobre a terra?! O eleito do Céu por um mistério Não é seu, não, pertence à mão que o rege, Que a inspiração nos lábios lhe derrama, Que na vontade a devoção lhe acende! Da humanidade a marcha é uma epopeia Pelo punho de Deus em leis escrita Com caracteres vivos, indeléveis, Do coração nas fibras melindrosas,


E na essência subtil, que não perece; Tão vasta como o mundo em que passa, Tao bela como a origem d’onde emana, Começou com a existência do universo, E há de acabar… Quem pode achar um termo? E o limite assinar do indefinido! Com as baixas turbas que não tem um nome Varões ai notáveis aparecem E da obra imensa o pessoal completa. O rei segue orgulhoso o seu destino A si quanto conhece referindo: O guerreiro o poder da força exerce, Com os triunfos se apraz apregoados, Que em sangue a seus irmãos nadar obrigam, E de espólio, e conquistas se enriquece: D’ouro o seu cofre o explorador repleta, E nos prazeres ao depois se embebe, Como em líquido a esponja a saciar-se Os poros todos repassando ansiosa: Até o folião que nada ocupa, Que corre inútil procurando gozos Lucra da vida que ao sabor lhe volve!... Mas ao triste poeta, em seu proveito, No geral movimento, o que pertence?! Ao fanatismo apenas escapando, Porque audaz a verdade proclamava, Orfeu instrui a Grécia, e acaba mísero Em mãos que só amor reger devera; Vem ao depois Homero memora-la Que cego esmola o pão de cada dia, Como um proscrito, peregrino, errante Dante exilado inda condena o arbítrio De Florença a favor que ingrata o enjeita; Camões se sacrifica pela Pátria, E indigente sucumbe n’um hospício So do seu Jau fiel acompanhado; E tu, Dias, também do lar ausente, Das mil belezas suas na colheita, Morres servindo o teu país querido, E lhe legas ainda as harmonias Que o mar roubar não quis venerabundo!... Assim a fonte límpida não brota Para si o licor que a sede aplaca! Assim o evablo dá seu doce néctar! Assim a flor entorna o seu perfume!...

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Antonio Cabral Filho75 TROVAS POR GONÇALVES DIAS “Minha terra tem palmeiras!” Bradou-me o poeta a cantá-las; mas pra cantar às palmeiras, precisamos replantá-las. & Camões e Gonçalves Dias jamais brigaram à língua, mas Caetano vive em vias de contrair uma íngua... & Palmeiras da minha terra brindaram Gonçalves Dias, porém, com o poeta se encerra todo o esplendor dos seus dias.

Antônio Carlos Ferreira de Brito - Cacaso76

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Jogos Florais I 77 Minha terra tem palmeiras onde canta o tico-tico Enquanto isso o sabiá vive comendo o meu fubá Ficou moderno o Brasil ficou moderno o milagre a água já não vira vinha vira direto vinagre Jogos Florais II 78 Minha terra tem palmares memória cala-te já Peço licença poética Belém capital Pará 75 Antonio Cabral Filho, Frei Inocêncio – Brasil - 13 de Agosto de 1953. Moro no Rio desde a passeata dos cem mil, Email letrastaquarenses@yahoo.com.br - Blog http://letrastaquarenses.blogspot.com. 76 Antônio Carlos Ferreira de Brito - Cacaso – Uberaba – MG – Brasil - 13 de março de 1944. Seu primeiro livro, “A palavra cerzida”, foi lançado em 1967. Seguiram-se “Grupo escolar” (1974), “Beijo na boca” (1975), “Segunda classe” (1975), “Na corda bamba” (1978) e “Mar de mineiro (1982). Em 1985 veio a antologia publicada pela Editora Brasiliense, “Beijo na boca e outros poemas”. Em 1987, no dia 27 de dezembro, o Cacaso é que foi embora. Um jornal escreveu: “Poesia rápida como a vida”. 77 http://www.moinhoamarelo.com/2011/07/serie-cancoes-do-exilio-cacaso.html por Gilberto Araujo | Twitter: @gilbert_araujo, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão 78 http://www.moinhoamarelo.com/2011/07/serie-cancoes-do-exilio-cacaso.html por Gilberto Araujo | Twitter: @gilbert_araujo; Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


Bem, meus prezados senhores dado o avanço da hora errata e efeitos do vinho o poeta sai de fininho. (será mesmo com esses dois esses que se escreve paçarinho?)

Antonio Carlos Pinheiro79 SEM TITULO Foram tantos os tropeços que viveste, Sobraram desventuras no caminho, E, talvez, sirvam de estímulo como este O relembrar-te a vida, o torvelinho Que foi o teu passar, vivendo neste Mundo atroz de amor em desalinho: Ana Amélia te negaram, e tu viveste Com a Olímpia, um amor diminutinho.   Foste grande demais, subiste o Olimpo, De coroa de louros foi tua rama, Pode haver maior assim algum idílio?   Se mais procuro, cato, se garimpo: Herculano exalçou a tua fama, Tu te confundes com CANÇÃO DO EXÍLIO. SEM TITULO “Não me deixes!”, “Delírio”. “Lira”, “O mar” São um pouco do muito do seu estro, Da sua rima, do seu versejar, Que igual regia qual fosse um maestro. Com a Poesia era um linguajar Fosse o tema qual fosse, sempre destro, A tradução no verso, no cantar, Tinha a leveza do que foi adestro. Só me explique, Poeta, sem mais rogo, Que sei, pra tanto não requer de auxílio, E por ser complacente – seja altivo:

79 Antonio Carlos Pinheiro - 10 de janeiro de 1946.  Brasil. Bancário, advogado, poeta, ensaísta e articulista.

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Como é que em tantos versos, grande jogo De palavras, sua “Canção do Exílio” Não possui – um sequer – adjetivo?

Antonio de Mello Moniz Maia80 O anjo da glória, o poeta e a pátria - Visão À memória de A. Gonçalves Dias O ANJO DA GLÓRIA Quem és, que buscas da memória o templo, Só destinado aos eleitos meus? Quem és, que vens ao Panteão sublime Onde colheste os divinais troféos? Tenho na dextra chamejante gladio Para obstar aos desvarios teus, Si no recinto penetrar quiseres, Onde só vivem imortaes… e Deus!

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O POETA Quem quer que és, aparição ou encanto, Venhas do céu, ou a um rancor profundo Princípio sejas condenado e ao pranto Consente que do mundo Rompa minh’alma esta prisão sombria, E como o fogo presto s’irradia. Nos seios do tufão, do lodo imundo Livre, se remonte a imensidade, Que dos gênios habita a potestade! Quais são os meus troféus? de nobre povo São da saudade os soluçados prantos. E de harmonia inexaurível fonte, É um livro imortal, são os meus cantos. Quem quer que seja… o que importa? quero Seguindo o impetuoso furacão, Dos orbes todos percorrer a esfera, De luz encher o espaço, a vastidão. Inda que role pelo abismo fundo E sobre mim o raio o céu desprenda, Deixa que fite o criador do mundo, E que o meu em seu espírito acenda. 80 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 562-564. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil


Si ele no cabos modelou a ordem, Si ante a sua feitura se extasia, Do belo eterno a substância, a força O meu gênio exprimiu na poesia. O ANJO DA GLÓRIA Criatura rebelde, tu revelas N’este arrojo de orgulho irreverente D’alma o desvario, o desatino Do pensamento teu soberbo, ingente! Mas é isto o poeta! Ora terrível Rubro clarão a mente lhe ilumina, Quer reunir possível e impossível, Ultraja o próprio Deus, tudo fulmina! Ora a ternura, a pálida tristeza Lhe enche o peito, lhe motiva os prantos, E o doce-amargo da saudade inspira Lânguidos versos de suaves cantos. Vem; tu recordes pelo orgulho insano Ser descendente de Caim maldito, Mas é teu coração mundo de afetos, E n’alma tens o cunho do infinito! Marcou-se teu destino lá no empíreo, Para o teu nome tem lugar a história; Ergo a cortina ao Panteão dos gênios... Entra, poeta, conquistaste a glória! A PÁTRIA Para ti, ó anjo, o poeta, Para ele a eternidade. A mim somente o que fica?... O ANJO DA GLÓRIA Os seus cantos e a saudade.

Antonio Fernando Sodré Júnior81 CANÇÃO PARA GONÇALVES Dos poetas brasileiros, Maior ritmo, altivez, eloquência não há Orgulho nosso, teu nome é Gonçalves A voz da terra onde canta o sabiá. 81 Antonio Fernando Sodré Júnior - São Luís – MA – Brasil - 1982, onde vive atualmente com a família. Incentivado por professores e amigos, começou a escrever na adolescência, mas apenas em 2011, decidiu compartilhar seus textos. Tem contos, crônicas e poemas publicados em antologias.

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O poeta cantou o sonho, A natureza, o amor ingrato Fez rimas para dos índios, a bravura E da terra natal, a saudade... E com paixão, o homem e o poeta se entregaram O primeiro, aos olhos negros de Ana Amélia O segundo, ao engenho criativo Os dois, ao amor, à Arte... Quisera eu ter tanto talento Escrever versos tais Cheios de encanto e da maestria Do filho de Jatobá, do sítio Boavista As águas profundas te levaram Mas ecoa vivo o teu canto A cada letra do teu nome Nosso querido poeta, Gonçalves Dias.

Antônio Joaquim Pereira Filho82 128

CORDEL-TRIBUTO A GONÇALVES DIAS!... (SEQUENCIAL I) 1ª FASE (INFANTO-JUVENIL) Oh! Senhoras. Oh! Senhores, Casta de ilustres leitores, Pretendo homenagear: -A um vate LUDOVICENSE, Que o PANTEON MARANHENSE, Tempo algum há de olvidar!... Porque sua nobre figura, Entre o povo, inda fulgura, De forma tão altaneira? -É que ele, também fez parte, Do clã que montou, com ARTE, Nossa “ATENAS BRASILEIRA!”… Sabem onde ele nasceu? E em toda a infância, cresceu? -Num sítio, próximo à CAXIAS; Neste tempo (que se esvai), Na venda, ajudou seu pai, O Português, MANUEL DIAS!... 82 Antônio Joaquim Pereira Filho – Aracoiaba – CE – Brasil - 14 Setembro/1944. Fortaleza/CE: Dirigente (Membro-Conselheiro) Sócio/Cultural das seguintes Agremiações: Em S.J de Ribamar: ACREQ e INCULCAAR (Clube do Cordel). Em São Luís: AFCEAG (SEBRAE/MA), AAA (Associação Atlética Alumar), AMC Associação dos Moradores do COHATRAC), PROCONTÁBIL (CRC/MA) e AMCC (Academia Maranhense de Ciência Contábeis).


Teve a infância atribulada, Tristonha, por ser marcada, No verdor de sua inocência; Já que tal golpe ocorreu, Quando, precoce, perdeu, Sua mãe, Dona VICÊNCIA!... Eis que obteve, aos seis anos, Um acalanto aos desenganos, Vendo a mãe bem sucedida; Porque o pai, logo casou, E Dona ADELAIDE, herdou, O lugar da mãe querida!... Teve bom início escolar, Predispondo-se a estudar, Tudo, em FILOSOFIA; Como em FRANCÊS e LATIM, Tendo por precípuo fim: -Obter SABEDORIA!... Quem foi o ilustre, ESCRITOR? -Não digo o nome do AUTOR, Só suas obras geniais; Que o levou, com GALHARDIA, À seleta GALERIA, Dentre os SÁBIOS mundiais!... Não pensem que eu sou cruel, -Sou somente um MENESTREL, Com um segredo a omitir; E se isto, assim, o faço, É pro LEITOR, passo-a-passo, Tudo, aos poucos, descobrir!... (SEQUENCIAL II) (ADOLESCÊNCIA)/ Quando o básico terminou, Com o pai dele viajou, De seu sítio à Capital; Pois, iriam navegar, Só não foram ao além-mar, Por um destino fatal!... Morreu seu pai, tão doente, Em sua fase adolescente, Porém, no ano a seguir: -Partiu, rumo à PORTUGAL, Em busca ao grande ideal, (Razão de seu existir)!...

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Nas ARTES, iniciu-se, Quando, pra LÓIOS, mudou-se, E, em COIMBRA, fez bem mais; Em meio à experiências, Bacharelou-se em CIÊNCIAS, JURÍDICAS E SOCIAIS!... E um ano, logo, depois, “CANÇÃO DO EXÍLIO”, compôs, No mundo inteiro, famosa; E, faço outra arremetida: -Talvez não fosse tão lida, Se estivesse escrita em prosa!... Pelo estilo literário, Pelo sentimento vário, Pela PÁTRIA-MÃE GENTIL; Pelo texto, bem urdido, Pelo que foi inserido, Até no HINO BRASIL!...

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Pela silábica escanção, Pelo expresso em tal canção, Pelo rítimo e sua rima; Pelo conjunto da obra, Eu lhes afirmo, com sobra: -Esta é sua OBRA-PRIMA!... E, doze meses depois, “SEUS OLHOS”, ele compôs, Para a jovem ANA AMÉLIA; Em sua volta à São Luís, Quando o destino só quiz, Brincar de Cravo e Bromélia!... E, em CAXIAS-MARANHÃO, Escreveu “MEDITAÇÃO”, Neste ano, iluminado; Mas, sua peça livre-sonsa, Fo i“LEONOR DE MENDONÇA”, Que escreveu no RIO, amado!... (SEQUENCIAL III) (PLENITUDE VITAL) Quando aos vinte e nove anos, Confirmou seus desenganos, Relacionados à amada; Para RECIFE, mudou-se, Com Dona OLÍMPIA,casou-se, Tendo sua vida, arrumada!...


Na Escola PEDRO SEGUNDO, Teve um prazer, neste mundo, Porque queria ensinar; Já no INSTITUTO de HISTÓRIA, Tornou-se honra e glória, Em seu CONSELHO exemplar!... Com sua vida, em rebuliço, Também, esteve a serviço, Do GOVERNO EMPERIAL; Quando fez reedições, E inéditas edições, No BRASIL e em PORTUGAL!... Também fez divulgações, De suas publicações, Na FRANÇA, bem como ESPANHA; Também o fez na INGLATERRA, E noutras Nações da Terra, Como BÉLGICA e ALEMANHA!... Dos “PRIMEIROS” aos ÚLTIMOS CANTOS”, E incontáveis outros, tantos, Qual “SEXTILHAS À SANTO ANTÃO”; “OS TIMBIRAS”, “DICIONÁRIO”, “LÍNGUA TUPÍ” e “GLOSSÁRIO”, “MARABÁ”, “DEPRECAÇÃO!... Com usos de SINAFIA: _-“BRASIL E OCEANIA”, “QUINQUAGÉSSIMA VISÃO”; Assim como em seus “PRÓLOGOS”, “OBRAS PÓSTUMAS” e “MONÓLOGOS”, E em “ADEUS, AO MARANHÃO!”… Só quem tem, na mente, o dom, Para escrever “POSSEIDON”, “PATKULL”, “BEATRIZ CENCI”; Na categoria drama, Já o mito “I-JUCA PIRAMA”, É um ÉPICO, emTupí!... Sua “CANÇÃO DO TAMÓIO”, Ele editou, sem apoio, Apesar de ser uma SAGA; E, em “MEMÓRIAS DE AGAPITO”, Seu estilo, segue o rito, De “O CANTO DO PIAGA!...

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SEQUENCIAL IV) 4ª FASE (O POETA E SEU LEGADO)/ Em “UM ANJO”, ele antenou-se, E, em “SONETOS”, tornou-se, Mui lembrado, em todo o mundo; Quanto à “SÁTIRAS”? -Jocosa! E “BOABDIL”? -Mui famosa! Feitas pelo AUTOR, Fecundo!... No PERU, como Emissário, Pesquisou, pro Régio-Erário, Crença em Deuses e Madonas; E, escreveu, em tal paisagem: - “HISTÓRIA PÁTRIA” e “VIAGEM, PELO RIO AMAZONAS!”... Logo após sua existência, Lhe editaram “ADVERTÊNCIA”, Mui seleta e genial; E, noutra peça divina, Como “A NOIVA DE MESSINA”, Ganhou fama mundial!... 132

Por iniciativa sua, Editou “O MAR” e a “LUA”, Como “A TARDE” e “MINHA TERRA!”; Além de “O SONO” e “MEMÓRIAS”, “LEVIANA” e mil HISTÓRIAS, Que em sua obra, se encerra!... Em “LEITO DE FOLHAS VERDES”, Glosa em “POR QUE NÃO ME VEDES?”, (De uma Obra de Camões); E, pra manter DECASSILABOS, Usa, em seus HENDECASSÍLABOS, Figuras de SUPRESSÕES!... E, em “OLHOS VERDES”? –Vertigem!, Como em “A CONCHA É A VIRGEM”, (Simplesmente surreais)! Nas quais, as muitas DIÉRESES, Se contrastam, com AFÉRESES, Tornando as RIMAS, sem iguais!... Fez-se “APÓCOPE”, no drama, Da peça “I-JUCA PIRAMA”, E, em “DESEJO”, e “A TEMPESTADE”;


Sendo esta, fenomenal, Com narrativa, sem igual, Imitando à realidade!... Se inicia com um DISSÍLABO, Logo após, vem um TRISSÍLABO, Que aumentam, na sequência; Atingindo ao DECASSÍLABO, Findando no HENDECASSÍLABO, E, junto, tal imponência!... (SEQUENCIAL V) 5ª FASE (O POETA E SEU ESTILO Tem aves que imitam a nós Com o timbre de nossa voz, Como a filha, à mãe querida; E a NATUREZA, irritada, Foi, no POEMA, imitada: -Como a ARTE, imita à VIDA!... O nosso HERÓI, inquieto, Dinâmico, e jamais quieto, E, com extrema maestria; Fez uso, em suas TEMÁTICAS? -Das figuras de GRAMÁTICA, Com as regras da POESIA!... “BRAVO NÃO TEME DA MORTE!” Que belo estilo – por sorte, “CANÇÃO DO TAMOIO” tem; Por que tal preposição? Se não existe precisão? É só pra REALCE! -Amém!... Isso veio a acontecer, Por manobras, no tecer, Devido à questões de MÉTRICA; Eis que tal FIGURA surge, E, sempre que ela ressurge, A chamamos de HIPERMÉTRICA!... E tal CANÇÃO nos anima, Pois, aconselha e ensina: -Lutar pra sobreviver; Porque: “A VIDA É COMBATE, QUE SÓ OS FRACOS ABATE, E FAZ QUEM É FORTE, VIVER!”...

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E, na mesma POESIA, Notou-se que covardia, Também tem seu lado astuto; Na frase: - “O FORTE, O COVARDE, TE SENTE INVEJA” –Que alarde! Deu-se ai, um ANACOLUTO!... Mas, em “I-JUCA PIRAMA”, Num ESTILO que o proclama, Rei, em FIGURA adequada: -Como ELIPSE contraída, Ligação SUBENTENDIDA, Numa epígrafe AFAMADA!... Só assim, ouviu feliz, De MACHADO DE ASSIS, Um elogio, o qual traduz: -Que sua OBRA escoaria, Na língua, que dia-a-dia, Ao nosso rumo, conduz!”...

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(SEQUENCIAL VI) 6ª FASE (O GÊNIO E SUA CULTURA SÍNCOPE E EUFEMISMO, Usou-se no ROMANTISMO, E METONÍMIA, também; Pois, a MARCA já diz tudo, Que o POETA, em tal ESTUDO, Soube aplicar muito bem!... “A TEMPESTADE”, nos traz, HERCULANO, e outros mais, Como CASTILHO e GARRET; Cujo LEMA epigrafou, E, nele, pontificou, O ROMÂNTICO, que ele é!... Em“A LUA” e “ATARDE” O POETA ,se malarde, Citou-lhes, em cada lote: _Lord BYRON, na primeira, E, de forma lisonjeira, Na segunda: _CESAROTTI!... METASTÁSIO apareceu, Porque ele mereceu, Estar na obra “DESEJO”; E, em “SEUS OLHOS” e “O MAR”, Quiz o POETA saudar, O TURQUETY, neste ensejo!...


Entretanto, em “A TARDE”, Elogio: -Quanto alarde! ODORICO, em igual TEMA; Semelhante ao texto seu, E, porisso, agradeceu, Ao POETA e seu POEMA!... Se ao POETA, ligações, E estreitas relações, Nos unissem, no existir: -Pediria ao ODORICO, Seu POEMA, bem mais rico, Permitindo-me imprimir!... Mas, seu orgulho profundo, Talvez, o maior do mundo, Se deu quando ele escolheu; Citar GOETHE, na OBRA-PRIMA, Cujo TEMA, MOTE e RIMA, Foi o que, melhor, escreveu!... Em seu texto “NÃO ME DEIXES”, Não há por onde se queixes, Em busca à Glória e Ventura; E, em “AINDA U’A VEZ -ADEUS”, Ele, até, roga ao bom DEUS, Abolir sua desventura!... (SEQUENCIAL VII) 7ª FASE (A MORTE DE UM IMORTAL Um lamento é natural, Mesmo em alguém genial, Também sujeito ao conflito: -Seria egoismo? Tal ser, Ter anseios por viver? Sempre em paz, e nunca aflito? Todos diriam que não, Mas, na profetização, Cismava em vaticinar; E, em seus ESCRITOS, temia, Que, seu barco, um belo dia, Fosse, com ele, naufragar!... Pediu à Deus, perecer, Na Patria, que o viu nascer, E se sepultar por cá; Rogou que tal não lhe ocorra:

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-“NÃO PERMITA, DEUS, QUE EU MORRA, SEM QUE EU VOLTE PARA LÁ!”… Na vida, constantemente, Ele, ESTILISTICAMENTE, Fez versos PARNASIANOS; Escandindo RÍTIMO e RIMA, Que criou no TEMA, um CLIMA, Emotivo, a nós, humanos!... Como estimara o AUTOR, Consumou-se o seu temor, Já em águas MARANHENSES; Onde o “BOULOGNE” afundou, Neste mar, que seputou, O Rei dos ATENIENSES!... E, pensar que publiquei, Versos, nos quais me inspirei, Em volumoso ALMANAQUE; Nas últimas seis edições, Situei-me em posições, Entre AUTORES de destaque!... 136

Fiquei, deveras, contente, Constando, seguidamente, De edições PARNAIBANAS; Tendo SOUZÂNDRADE, ao lado, Como TRIBUZZI, Laureado, ODYLO (e as “PARNASIANAS”)!... Salve! JOSUE MONTELO, Pelo culto ao ESTILO belo, Tal qual FERREIRA GULLAR; ANTÔNIO HENRIQUES LEAL, Frei CONDURU – GENIAL, ODORICO e JOMAR!... (SEQUÊNCIAL XVIII) 8ª FASE (HOMENAGEM A UM SER GENIAL ANTÔNIO LOBO e CATULO, Deram origem ao casulo, De tão nobre GALERIA; E tal dueto pioneiro, Com o ALBERICO CARNEIRO, Ao meu lado -Quem diria? O FÉLIX AYRES, também, E o José Chagas -Convém,


Falar de brio, em meus ais; Ladeando ao “MEU TORRÃO”, Constante dessa edição, NASCIMENTO DE MORAES!... GRAÇA ARANHA e JOÃO LISBOA, Que exaltam a TERRA boa, De NAURO e COELHO NETO; Com ALUÍSIO AZEVEDO, Conviví desde bem cedo, Em tal grupo tão seleto!... Meu poema “PIRILAMPOS”, Colado a HUMBERTO DE CAMPOS, Em meio aos seus ESCRITOS; Tal qual, ARLETE NOGUEIRA, Com sua OBRA alvissarreira, Ao meulado? –Bradei gritos!... E em setenta, eu escrevi: “MEU SERTÃO” e conseguí, Editar ao lado dele; Porisso, eu quero saudar, Este POETA exemplar, Com um CORDEL sobre ele! Salve, oh! Imortal AUTOR, Teu legado me inspirou, Entre RIMAS, me expressar; Salve, oh! Herói Nordestino, Quiz a força do destino, Sepultá-lo em nosso mar!... Mas, quem é ele, afinal? Tido como genial, Por formosas POESIAS? Já descobriu O LEITOR? Que este insigne AUTOR: -É… ANTÔNIO GONÇALVES DIAS? Salve, oh! Ilustre POETA, Por tua OBRA completa, Envolta por alegrias; Salve, oh! Grande Maranhense, Salve, oh! Príncipe Ateniense, Deus, salve! Gonçalves Dias!...

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Antônio Luiz M. Andrade - Almandrade83 GONÇALVES DIAS Terra pavimentada e sem palmeira ainda distante calaram o sabiá lembrança exílio sem sair do País uma saudade e um poema na memória o romantismo de Gonçalves Dias a poesia sobrevive.

Antonio Maria Santiago Cabral84

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LOUVAÇÃO A GONÇALVES DIAS (Contribuição poética para a Antologia em homenagem ao genial poeta maranhense) “Enfim, te vejo! Enfim, posso, curvado aos teus pés dizer-te, ... que não cessei de querer-te, pesar de quanto sofri!” ......................................... Muito antes que alguém, em face de ler uns tantos rabiscos meus, e, generoso, de poeta me chamasse, o poema “Ainda Uma Vez - Adeus!” já me habitava, na lembrança jamais apagada da pungente cena de amor, descrita nos seus quatro versos iniciais.... Foi esse poema - o canto da paixão que nunca morre a história de Gonçalves Dias e Ana Amélia - que deu cor lírica à minha veia poética, de onde escorre o caudal de todos os meus versos de amor... 83 Almandrade - (Antônio Luiz M. Andrade) – São Felipe – BA – Brasil - 1953. Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano, poeta e professor de teoria da arte das oficinas de arte do Museu de Arte Moderna da Bahia e Palacete das Artes.  84 Antonio Maria Santiago Cabral – São Luís – MA - Brasil – 26/04/2013. Professor e bancário aposentado, poeta, escritor e ensaísta. Já publicou 8 livros impressos e mais de 1.300 textos em sites literários. E-mail: amscabral. ma@gmail.com


Que as musas digam a Gonçalves Dias - eis o meu apelo que, se foi por sua inspiração que me tornei poeta, é certo que jamais deixarei de sê-lo!

Aparecida Gianello dos Santos85 Dias de glória Pelos Primeiros Cantos, pelos Segundos Cantos, e pelos Últimos Cantos... Mil salvas para Gonçalves! Salve Gonçalves! Tem coisas que não entendo, ou, não me entendem estas. Das coisas que entendo, só entendem os Poetas. Dias e noites Dias de exílio, noites a fio... Alma cativa se segurando a um fio de vida, que se multiplica em versos – diversos! – sobre a velha escrivaninha. Dias de exílio... E, de repente, o que era triste, ganha vida com o verde das palmeiras e o brilho das estrelas. Sob o pincelar mágico da inspiração tudo é mais belo. Dias de exílio, noites a fio... 85 Aparecida Gianello dos Santos - Guaíra – PR – Brasil - 24 de janeiro de 1973. Sua formação escolar é o Ensino Fundamental (incompleto). Autodidata, descobriu-se nesse mundo maravilhoso das palavras depois de vencer um concurso de frases, o que resultou em seu primeiro livro, “Pensando Bem... Mil pensamentos para inspirar seu dia a dia”; e a partir deste, reforçada pela seleção de duas de suas Crônicas para o V CLIPP, dá início a uma árdua dedicação em outros gêneros.

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Dias e noites a tecer um poeta que jamais será esquecido; inda que voe o tempo e por mais efêmeros que sejam os dias.

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Da Imortalidade Gonçalviana Em meio ao gorjeio das aves, às flores das várzeas e ao verde das palmeiras, – nos primores de cá! – Deus lançou sementes... E nasceu Gonçalves! E morreu...? Não. Apenas disse adeus – para sempre! – ao seu exílio. Está agora livre! Eis que agora vive no brilho das estrelas... – outra vez! – ...pois, dos Poetas, só se vão os dias, nunca a poesia. Quem foi Gonçalves Dias Gonçalves fez do exílio poesia e do preconceito falou com arte. Por fim, meteu-se lá com as estrelas e, Poema Eterno, avivou nossos Dias.

Aparecido Bi de Oliveira 86 POEMA EM HOMENAGEM AO POETA ANTONIO GONÇALVES DIAS Baseado e inspirado em seu poema “Canção do Exílio” Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; teve também um poeta, melhor que ele não há. 86 Aparecido Bi de Oliveira – Indaiatuba – SP – Brasil - 08 de março de 1952. Participou das antologias a saber: Mogi das Cruzes 450 anos, Eu amo Vinhedo, Descubra um poeta dentro de Você/Associação dos Aposentados de Jundiaí, Antologia dos Clube dos Escritores de Vinhedo e do Livro o “Galo de Rocinha”


As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá; Gonçalves Dias como jornalista, foi um dos melhores por cá Nosso céu tem mais estrelas, nossas várzeas tem mais flores; como teatrólogo escreveu peças, para a interpretação dos atores. Nossos bosques tem mais vida, nossa vida mais amores; na vida sentimental e pessoal, sentiu muito dissabores. Em cismar, sozinho, à noite, mais prazer encontro eu lá; estudou no Velho Continente, trouxe conhecimento para cá, Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá, Juca-Pirama, os Timbiras, Era uma vez-Adeus... Versos lindos como este! Será que há? Não permita Deus que eu morra, sem que desfrute os primores, de homenagear este poeta e seus valores, que não quis morrer sem vir para cá, e avistar mais uma vez as palmeiras, onde alegremente canta o sabiá. POEMA ACRÓSTICO EM HOMENAGEM AO POETA ANTONIO GONÇALVES DIAS Glorioso literário do romantismo, também advogado e jornalista, Orgulho de nosso povo gentil e hospitaleiro, Notório etnógrafo e teatrólogo brasileiro. Concluiu seus estudos secundários em Portugal, Adentrou e bacharelou-se na Universidade de Coimbra tão renomada, Longe se inspira para escrever a “Canção do Exílio” da pátria tão amada. Voltando para o Brasil, conheceu e apaixonou-se pela jovem Ana Amélia, Eterna musa inspiradora de “Ainda uma vez”-Adeus!, Palinódia e Retratação, Sendo um amor platônico, perpetuou sonhos em seu coração. Deve muito a literatura ao ilustre versificador, Indianista e nacionalista, um poeta por excelência com imensurável valor. As suas outras obras como: Juca-Pirama, os Timbiras, Os primeiros cantos... São preciosidades que nos fazem mergulhar na magia de seus encantos.

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IMAGINANDO VOLTAR NO TEMPO DE GONÇALVES DIAS Imaginei-me vivendo nos dias de Antonio Gonçalves, usufruindo sua amizade e convivência. Interagindo com seus ideais e perspectivas, colaborando no contexto deste poeta por excelência. Eu via a tranquilidade das ruas da cidade, um pouco escura mesmo com lampiões e lamparinas. As mulheres desfilando com seus vestidos elegantes, o vento calmo e sereno soprando nossas narinas. O ponto de encontro eram as sofisticadas confeitarias, e ali eu estava na companhia do poeta e demais escritores. No meio da conversa nos dizia do seu amor por Ana Amélia, cuja rejeição dos pais dela ao namoro causava dissabores. Era o tempo que reinava em absoluto o romantismo, a poesia e os contos afloravam-nos com magnitude. Éramos impulsionados ao romantismo insensato, muitas vezes exagerado no auge de sua plenitude.

Arão Filho87

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Cantos de Gonçalves Dias Nasceu em uma terra abençoada; No sítio Boa Vista, lá em Caxias; Trazendo em su’alma a poesia, Deixando-a para o mundo, ofertada... Cantou os nossos índios, os belos dias; Os frutos, nossas árvores, a mata; As aves emplumadas, as cascatas; Cantou este Brasil e sua alegria!!! Naqueles tempos idos, já distantes, Cantou em belos versos deleitantes, A terra das palmeiras e das aves... Com versos d’esplendor, Gonçalves Dias, Criou com ledas letras, poesias, Pousando-as pelas pautas bem suaves...

87 Arão Filho - Teresina – PI – Brasil - 11.01.1965. Veio para são Luís aos dez anos de idade. Casado com Sílvia Maria e pai de Vinícius Aarão e Abel Aarão.Atualmente é professor adjunto IV do Departamento de Tecnologia Química e Coordenador do Curso de Química Industrial da UFMA. Em 2012 publicou dois livros de sonetos na 64ª SBPC, “Efúgios” e “Nos Quintais de São Luís” além de outro livro de poesias em parceria com o autor João Gomes, intitulado “Enlace”, todos pela editora Clube de Autores. Publicou nos anos anteriores em algumas coletâneas nacionais de Editoras de São Paulo e do Rio de Janeiro.


Ao poeta do Brasil, Gonçalves Dias. Poeta! Ó poeta encantado, De versos tão líricos, lindos, Sonhando um Brasil tão amado, Com índios, crianças sorrindo!... Nasceu o poeta adorado, No seu Maranhão, tão infindo, De mares, de aves nos prados, Pau d’arcos tão lindos, florindo... Criou seus poemas de amor, Cantou a saudade e a dor, Da pena abraçada nos dedos... Nos cânticos finos, singelos, Deixou sua vida nos elos, Dos versos suaves e ledos... Ana Amélia, o amor do poeta... Velado este amor tão grandioso, Volvendo a alma e o peito do poeta, Amélia, sua musa tão dileta, A dona desse amor esplendoroso... Mas, eis que o destino enganoso, Cavou uma armadilha, lançou seta, Trancou a sua alegria em cafuleta, Deixando-o tão triste, tão choroso... Por ser um homem pobre, um mulato, Não quis lhe permitir o casamento, O pai da sua donzela tão amada... Chorou. Ó que destino tão ingrato! Morreu o fino vate em sofrimento, No corpo e em sua alma naufragada!... Naufrágio do Ville de Bologne* Naquela tarde triste, tarde quente, O Ville de Boulogne naufragava, Nas costas maranhenses, tristemente, Então, Gonçalves Dias lá chorava... > Não conseguiu sair, pois, já doente, Enfermo, moribundo, agonizava, Morreu, então, o ilustre maranhense... Nas águas de Tutóia... Lá findava!... >

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Deixou rico legado, os belos versos; Tão cândidos, profundos, tão imersos, Na alma que partiu consigo eterna... > Poemas inspirados, tão diversos, Ficaram registrados, sim, egressos, Ao mundo, sua verve, linda e terna!...

Arlete Trentini dos Santos88 GONÇALVES DIA MINHA INSPIRAÇÃO Eu me lembro era pequena E teus versos declamava Achava tudo tão lindo Não entendia que choravas. Nem sabia o que era exílio Não conhecia a saudade Penso que foi só maldade O que fizeram a ti.

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Meu grande poeta exilado Tua poesia nos deixa encantados És do século passado És venerado , e por mil poemas lembrado Quem a Deus fez um pedido Rever o solo querido O chão de onde foi banido . Mas nos versos foi acolhido

Arlindo Nóbrega TRIBUTO A GONÇALVES DIAS Eu ainda era menino, tempos do grupo escolar, veja como as coisas são. Minha vida era estudar, pois meus pais assim queriam, só que eles não sabiam, que eu precisava brincar. Era de casa para a escola e da escola para casa, 88 Arlete Trentini dos Santos – Dona Emma – SC – Brasil - 16/05/1952. Um poeta que marcou a minha vida. Tudo começou na infancia e olhe que já se passaram muitos anos. E em nossa terra, os sabias cantam alegremente, assim como antigamente.Assim como lembrava o poeta quando estava no exilio.


de segunda a sexta-feira, e isso quase me arras., Mas no meu pouco entender, era tudo para eu crescer, hoje meu peito extravasa. De tudo aprendi um pouco e por algo me apaixonei. Da primeira namorada, juro, quase nada sei, mas da bendita poesia, que na minh’alma já ardia, eu jamais esquecerei. Quando A Canção do Exílio, um colega declamou, meu coração exultante, simplesmente disparou, abarrotado de emoção. Pedi calma ao coração, que de pressa me escutou. Ela foi que me abriu a porta da poesia para mim e comecei a fazer versos, lá num banco de jardim. Espero, meu Deus do céu, ainda que viva ao léu, isto jamais tenha fim. O autor desta obra-prima, nasceu lá em Caxias, interior do Maranhão. Bambambam nas poesias, aventureiro amoroso, um vate muito famoso, o grande Gonçalves Dias. Aplausos para SCLB, que com imenso vigor, lembra o dez de agosto, do poeta/trovador. Celebremos o aniversário, seu primeiro centenário, com muito brilho e louvor. Ele é um dos mais festejados, poetas do meu Brasil. Impetuoso nas arrancadas, porém, bastante gentil.

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Ao também grande imortal, neste meu ponto final, minhas homenagens mil.

Armando Azcuña Niño de Guzmán 89

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A GONCALVES  DIAS,  Antonio  Desde tu tierna infancia empezaste a escribir, Con la fortaleza  de tu amplio espíritu De tu gran capacidad, de tu inteligencia, Con mil latidos en concierto Afianzaste tu dedicación a las letras, Orgulloso por tu sangre Amalgamada en una sola, La blanca, la india y la negra; Eres una luminaria De la poesía brasileña. La dulzura de tus palabras Enternecen los corazones, Has volcado tus vivencias En Europa y otros lares, Por ello eres el más grande. Naciste cerca de  la villa de Caxias, Ni los grandes problemas financieros Pudieron impedir tu  merecido ascenso, Lograste al fin tu formación En la universidad de Coímbra De la república de Portugal Para luego desempeñar Importantes cargos públicos En favor de la educación.

Arquimedes Viegas Vale90 ENCONTRANDO GONÇALVES DIAS O primeiro poeta que conheci foi Gonçalves Dias.

89 Armando Azcuña Niño de Guzmán - Puno – Perú - 27 de abril de 1948. Es Profesor.músico y bailarín, fundador de la Asociación Cultural Brisas del Titicaca en 1962, en Lima la Capital de La República del Perú, hoy reconocido socio Honorario; es miembro del colectivo cultural Capuli Vallejo y su Tierra, de la Sociedad Universal de Artistas y Literatos (S.U.A.L.).Está dedicado al estudio, investigación y difusión de la poesía en el Idioma de los Incas, el RUNA SIMI mal denominado quechua. Ha participado en innumerables Encuentros Literarios Nacionales e Internacionales, en los que ha sido distinguido con sendas certificaciones 90 Arquimedes Viegas Vale - São Bento – MA – Brasil - 22 de julho de 1949. É Médico e Professor Universitário. Membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – MA e ex-presidente e atual vice-presidente da Academia São-bentuense de Letras. Poeta e contista é autor do livro de poesias “Resíduos Cartesianos”.


Meu pai, diante de adversidades, suas ou de outrem, dizia: “a vida é combate” Nas sessões literárias, às quintas feiras, no Grupo Escolar Motta Júnior a “Canção do Exílio” era sempre declamada e as palmas haviam como vento nas palmeiras. Guerreiros Tupis, Tamoios e Timbiras de cobre e cores investidos e seus belos cocares de guerra, foram os meus primeiros heróis - não choraram em presença da morte – brasileiros fortes que habitavam os livros velhos da minha infância. Sentimental deplorei o amor, por Gonçalves Dias curvado aos pés do impossível dizendo mais uma vez adeus. Adeus pela raça, pela pele, pela prata que não teve do útero de onde veio. Poeta que passa poesia que grassa saudade doendo saúde perdendo para crescer o sofrimento que lhe escapou pelas mãos na forma de letras das quais me vali para completar a frase do meu pai - “que aos fracos abate e aos bravos e forte só pode exaltar” UM DIA HOUVE UM GONÇALVES DIAS Um rosto nos planetas, nas enciclopédias, nas praças.

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Um poema no coração da gente de I-Juca Pirama de Ana Amélia. Sofrimento no peito. Distância nos olhos. Mares de Atins espuma branca sufocante sepultante. Canção dias de saudade exaltação aos bravos vitória para fortes nos combates da vida.

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Que fecunda raça! Que raça de poeta! Entre amores e desamores o desafio do eterno. O plantio de sua gente que virou palmeira e ainda aguarda o sabiá na Praça onde se alevantou.

Arthur rabut91 GONÇALVES DIAS Teu gênio feculdo a irradiar fulgores Na belezxa invulgar do teu estro divino, Deui-nos “Canção do Exílio”, a gema de ouro fino, A sítese real dos teus grandes primores! Teu próprio indianismo é belo e adamantino Romântico e audaz, repleto de esplendores, Ness “Y Juca Pirama” – a ode de alto lavores Quem mais que uma canção é portentoso hino! Tu viveste a espalhar os teus “Cantos! Sublimes, Chegado como vate às dobras do infinito Tanto, tanto é o fulgor que teus versos imprimes.

91 MORAIS, Clóvis. TERRA TIMBIRA. Brasília: Senado Federal, 1980, p. 65, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


E desse pedestal onde soberbo estás, Esperas com fervor, com majestoso rito, Este teu sabiá que não vem nunca mais!.

Aryane Ribeiro Pereira92 CANÇÃO DO EXÍLIO Minha Terra tem riqueza, Onde encantou o sabiá Lá eu conheço todo lugar. Nós não temos mais bosques, Pela poluição Mas eu tenho fé em São José e São João. Em cismar sozinho à noite, Pois à noite eu vou à praia Apreciar a Beira-Mar, Pois minha Terra tem riqueza, Onde encantou o sabiá.

Augusto de Miranda93

Português, autor dos Primeiros Cantos. À morte do poeta brasileiro G. Dias Ai do que a sorte assinalou no berço Inspirado cantor, rei da harmonia. S. P. Nas horas em que a flor balança o cálix, Também o balançaste, e n’um suspiro, Tua lira, semelhante à de Belmiro, Batida num tufão ao fim deixaste… Oh! não sabes a dor, que por ti sinto!.. Não conheces como a ira me devora, Vendo as ondas do mar cobrir agora O gênio, que criaste!.. Qual meteoro no espaço tu surgiste; Como o sol tu brilhaste – sem ocaso; De mágoas tendo sempre o peito raso, O teu saudoso canto era divino. Ó! Brasílico cisne, os teus gorjeios,

92 Aryane Ribeiro Pereira - São Luís – MA - Brasil - 10/07/2001. Motivo da participação: Eu gostaria de participar da antologia para ser reconhecida pela poesia que fiz. 93 MIRANDA, Augusto, Primeiros Cantos, Coimbra, Imprensa de Coimbra, 1866, 17-20. Compilador: Weberson Fernandes Grizoste. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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No Amazonas soltaste… e o Tejo ainda Corre ouvi-los à campa – a dor infinda Do teu triste destino… Não foras tu poeta sobre a terra!.. Não subisses ao céu em doce canto!.. Teus brandos hinos não soltasses tanto Verias como os anos se alongavam!.. Mas o gênio em ti transbordava; Rescendia na terra qual magnólia, Tinhas um estro grande uma harpa eólia, Que os anjos te invejavam… Do mundo junto a Deus já tu subiras, Nas asas da harmonia encantadora, De teu gênio com a chama abrasadora Mil coroas lhe teceste de louvores… E um foco de amargura foi-te a vida, ‘Té cheio de luz subiste aos céus, Puseste a lira sob os pés a Deus Deixando prantos… dores!.. Gênio do Brasil, que lhe escutastes, Tristes endeixas de seu puro amor, Já que a fronte de loiros lhe adornastes, Cinge-lh’a agora de mortal palor. Vinde dos bosques, ressurgi das selvas, Soltai um hino ao céu p’ra lá onde voou E suspirando divagai, nas trevas, Que o cantor doce, já morreu – findou. E quando o sol se alevantar no oriente, Quando os raios vos mandar valor, Chorai-vos todos pelo gênio ardente, Chorai a morte do infeliz cantor; E em vez de coros, de doirados sonhos, Que lhe inspirastes e que tanto amou, Dai-lhe só prantos, divagai tristonhos Que o cantor doce, já morreu – findou. Sabiá canoro, que lhe ouviste as mágoas, Vem tomar parte nesta imensa dor; E tu Alcion, pela amplidão das águas, Lamenta a sorte do infeliz cantor. Filhos de lusos, a saudade agora Me abrasa o peito que também o amou; Sentirei sempre, e vós chorai nest’ora, O cantor doce, que morreu – findou.


Aurineide Alencar de Freitas Oliveira94 Versos na memória Tanta emoção! Transborda meu coração Quando estou a escutar. “minha terra tem palmeiras “Onde canta o sabia”! Aprendi desde menina Os versos que me fascina! Ainda tão jovem Subiu para o céu! Deixou a semente Plantada na mente Cumpriu seu papel! Ficando sua obra Talento de sobra Ninguém esqueceu! Os versos que ele Assim escreveu! Os poemas! Alguns de amor Que para compôr Com tanta magia! Apenas ele O poeta seria! Gonçalves dias! Paixões O mestiço! Como feitiço Segue o destino! Ainda menino Pelas letras Se apaixonou! O pai! Depressa notou, Na escola em seguida O matriculou!

94 Aurineide Alencar de Freitas Oliveira - Catolé do Rocha – PB – Brasil – 27/08/1965. Professora do Ensino Fundamental, séries iniciais, concursada no estado de Mato Grosso do Sul, cordelista, formada em Letras na UNOESTE e Especialização em Metodologia do Ensino Superior na FIFASUL.

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Menino crescido Bem pouco vivido Se apaixonou! Conhece Ana Amélia! Tão linda! Tão bela! Bem pouco durou Momento amoroso Que inspirou! É Olímpia da costa Que dele assim gosta. Casa-se e pronto! Dando-lhe alento! Apoio! Sustento! Até um rebento! Para alegria De Gonçalves Dias!

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Último suspiro Como um pássaro A voar o mundo! No último segundo Suspirou! As palavras! Juntou Emocionado! Para sempre ficou O vento espalhou Por todos os lados! A morte! Que veio tão cedo Desfez o enredo! Momento de angustia Ao padecer! Sentia a dor No adoecer! Provou o destino Que não vai mudar E quis do menino A vida podar!


O mundo escurece Como noite sem estrelas! Gonçalves Dias? Sozinho falece No fundo do mar! Saindo a matéria Fica a memória Ou ler ou declama! Resta-lhe a fama Que ficou para sempre Guardada na historia! Origens Mãe cafuza, Pai português, Unindo-se três raças Um garoto fez! Orgulho? Talvez! Levando consigo O sangue contido Que forma o Brasil! Coincidência ou não Foi nesta nação Que ele surgiu! Sua origem! Nunca negou! O indígena Idealizou Tornando poesia! Formado em direito Professor perfeito Também foi um dia! Redator! Escritor! Entre tantos Ser poeta escolhia! No seu sentimento Às vezes lamento! Naquele momento Sentia alegria!

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Refletindo sua alma Mostrando a calma! Até o fim de seus “Dias”!

Aymoré de Castro Alvim95 UMA CANÇÃO A GONÇALVES DIAS Canta, oh! Bardo caxiense, Canta tuas lembranças e saudades. Canta teus amores quando daqui partiste. Canta teu povo, teus índios, Canta as palmeiras e os sabiás. Canta, oh! Grande trovador, Canta a tua amada que imortalizaste nos teus versos. Canta as imagens que vislumbraste, na tua angústia, ao te aproximares da terra natal. Canta a esperança e as alegrias do teu coração combalido por retornares ao teu rincão. Canta a paisagem derradeira que, na tua dor, contemplaste do Bologne antes de Netuno te conduzir ao teu destino final. 154

Descansa, agora, oh! bardo caxiense, Nas águas que te abraçam, eternamente, Dos mares da tua terra, o Maranhão.

Bartyra Soares96 NENHUMA VEZ - ADEUS Poeta! Ainda uma vez e tantas outras mais, nunca será tempo de te dizer adeus. Não importa se o naufrágio do navio Ville Bologna, perto dos Lençóis maranhenses levou o teu corpo para o coração das águas da terra onde nasceste.

95 Aymoré de Castro Alvim - Pinheiro – MA – Brasil - 13 de maio de 1940. Aos 12 anos de idade, em São Luís – Ma., estudou no Seminário de Santo Antônio onde participou, ativamente, da Academia Literária D. Francisco de Paula e Silva. Aí começou a escrever seus primeiros versos e suas primeiras crônicas que eram publicadas no Semanário da sua terra natal: “O Cidade de Pinheiro”. 96 Bartyra Soares - Catende – PE – Brasil - 7 de junho de 1949. Atualmente reside no Recife. Publicou 10 livros entre poesia e contos. É detentora de 14 prêmios literários. Participou de dezenas de antologias, inclusive no exterior. Pertence à Academia de Letras e Artes do Nordeste - ALANE.


Águas que palpitam, gemem, choram ao recitar teus versos de amor, de saudade, de súplica, até hoje implorando: “Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá...” Para o Brasil, vindo do distante Portugal. Oh! Antônio Gonçalves Dias! Homem vindo á luz no sítio Boa Vista, no solo nordestino, maranhense. Jamais será tempo de te dizer adeus. Tua “Canção do Exílio”, nunca te degredará da poesia romântica brasileira, do indianismo que fez parte de tuas inspirações, jamais te desterrará de tua pátria, de teu berço: teu Maranhão! Tua amada, Ana Amélia, copiou com o próprio sangue as estrofes que a ela, com ardor, dedicaste: “Ainda Uma Vez - Adeus”. Mas, tua gente, Gonçalves Dias, que na alma mestiça como foste tu, sabe que mesmo séculos após séculos jamais se apagará o teu nome da história literária do Brasil e nunca te dirá: grande poeta, adeus!

Beatrice Palma97 Solidão Um homem... um dia a uma mulher se apaixonou. mas não podiam ficar juntos. Esse mesmo homem, um dia então... ficou doente. Uma doença de tristeza na qual a cura estava bem longe. Foi pra lá e encontrou a mulher que um dia tinha se apaixonado. Este homem voltou de navio, mas sofreu um naufrágio... e teve que partir... o único esquecido, doente, sozinho...

97 Beatrice Palma – Curitiba – PR – Brasil - 25 de julho de 2002. Tem 10 anos, é estudante do 6º ano do Ensino Fundamental e foi vice-campeã do Projeto de Soletramento do Governo Municipal de Guarapuava/Pr. Adora literatura e escreve textos poéticos.

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Beatriz Branco da Cruz98 Dias de Saudades Foste tão cedo! Partiste pelas águas do Maranhão E agora o Brasil sente saudades Daquele em cujas veias corria paixão! Paixão por ser brasileiro, Paixão por ser de três raças, Paixão por ser poético, Paixão por ser parte de nossa vida! Gonçalves Dias, homem da terra das palmeiras, Onde canta o sabiá, Homem de sabedoria, Homem que tinha muita história pra contar! Ah, Gonçalves Dias! Por que partiste? Hoje o sabiá canta triste E a mulher que tu amaste Continua a te esperar!!! 156

Belmiro Ferreira99 MINHA TERRA Parodiando tema de “Canção do Exílio”de Gonçalves Dias Minha terra tem Palmeiras, Corinthias, Vasco da Gama... Tem Flamengo, Madureira... Um Maracanã de fama! Minha terra tem primores, Como não vejo eu cá: Tem fraudes de senadores, Salários de marajá, Tem sequestros e horrores, Que até fugi de lá! 98 Beatriz Branco da Cruz - Teresópolis – RJ - Brasil - 25/10/1997. Poetaluna do 9.º Ano da E. M. Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ, e, há tempos, destaca-se nas produções textuais feitas dentro e fora da escola. Professor orientador: Carlos Brunno S. Barbosa. 99 Belmiro Ferreira da Silva - Japuíba - Cachoeiras de Macacu – RJ. Diplomado pela Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio de Janeiro; Universidade de Michigan; produtor-apresentador de programas culturais na Rádio Imprensa; membro da Assoc. dos Diplomados da ABL Dez livros publicados, dentre os quais: Juiz ou Papagaio?- Minhas Essências - Ao Sabor da Malucuras - Cidadania, uma Conquista Solidária - Fragmentos do Amor Maior - No País do Vale Tudo - Tempo de mor. Produtor do CD Caminhadas e autor desta música.


Nosso céu se poluiu, Nossas várzeas se queimaram. O governo bom sumiu; Só vigaristas ficaram. Minha terra, sem valores, Já não tem mais sabiá; Dos pardais fez seus cantores, Promovidos por jabá*. Virou foi tudo uma zorra! Tomara que não ocorra Que eu volte para lá.

Benvinda da Conceicao Maia de Melo Lopo Maia de Melo Lopo100 LONGA SOMBRA António Gonçalves Dias Por ti António, Coimbra de capas negras chorou o amor na saudade da tua dor, o fado estilhaçou no rosto, guitarras em luto chamaram o desgosto, brisa tépida, vozes, cantares á luz das velas, guincharam cordofones, tremem pandeiretas, alegre estudantina universitária, vinho tinto, cerveja, tremoços, maçãs reinetas. Tunas musicais paródia e copos, no fundo mágoas, penumbra, paixões, destroços, bela noite, fonte dos amores, quinta das lágrimas, saudoso ilustre, longa sombra, perdida no banjo triste a viola, andorinhas negras dançaram, voaram asas em corte, afundou o ar agonizante, choupal de amante sem amada e tu amando até á morte. Sangue índio, negro, branco, respiraste briza de Portugal, sonhaste história, mundo, ao longe beijaste a longa sombra, sei, tão amiga te deu muito não duvidou querer-te, em carícias se envolveu contigo, seguiu o Inferno da glória e logo te retirou o tapete, fascinado olhar profundo, catástrofe do romance, disparou o coração, aroma no peito. 100 Maia de Melo Lopo - Benvinda da Conceicao Maia de Melo Lopo - Lisboa – Portugal - 25 de Janeiro de 1954. Artista Plástica e está representada em Museus Nacionais e Internacionais, Como poetisa publicou poemas em Coletâneas no Brasil e ainda em Chile em Mil poemas a Pablo Neruda de Alfred Asís. Condecorada pela FALASP- S. Paulo e Academia de Ciencias de Lisboa. Autora em Portal CEN. Poetisa do Movimento Internacional Poetas del Mundo. Embaixadora Universal da Paz-Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix-France & Genève Suisse. E-mail: lmb2425@gmail.com

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Penso em ti a perguntares ao céu, porque parou teu leve sono na imensidão da noite, afinal na insónia todas ilusões perdidas, aventuras de prazeres, só na solidão do leito, devoram-nos os fingidores do amor, envergonhado fingiste ser amado e aí sofreste, sem esqueceres onde nasceste, a paixão alucinada e mortal, sem dó te deu um açoite.

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Adormeceste no pulmão Brasil, Caxias, amores-perfeitos roubaram-te o sonho, deserto é cor, encanto das trevas, viste o dragão cair na sombra dos teus passos, a sombra perdida no dilúvio do teu olhar, tremeu a alma da aurora em cansaços, tudo foi tormenta e medonho, ouviste guizos do mar, febre do amor quiseste amar. Ai, a tempestade ferida balançou de pranto, raivosa uivou tão feroz como um cão, raio de luar, lâmpada frouxa de luz, sombrio óleo divino, suaves pétalas das estrelas, doçura celeste, a montanha em desvelos vestiu a ladra sombra e ao sentir-se só, tratou os espinhos, fez mimos, cercou em ternos carinhos o teu infeliz coração. Derradeira sombra, oh, despedaçou o ferro do teu peito, grade na prisão da alma, soluçaste um choro desfeito, lágrimas pálidas e amargas descansaram na face, a liberdade marchou flamejante, doente viajou o chacal, sangue no aço da agonia, ceifou os matagais de cristal com lanças soltas ao vento, vida, manto da noite fria. Tumba de vidro, silêncio esbranquiçado em convulsões, lei nua, poema enlace, o génio do medo sonhou, ouviu monstro numa risada gelada, calma voz cortasse, fitou olhos exaustos em brasa, Senhor, voou a sombra escura em plumas de chuva, eco ao longe, murmurou o reino do corpo, fezes em aspirais, frémito vómito soluça. Sombra no cemitério do mar criminoso, vê partir oração do fim, última lembrança, trémula voz sorriu aos pais, doce harpa flutua no céu, grito de bronze, feliz triunfo, anjos répteis, na jaula te abraçaram, beijaram o hino dos lábios na concha da loucura, beijos bebem fogo penetrante, o lodo casou bocas de peixes, sofrem rosas do Universo. Maranhão terra distante, disperso, ânimo, suspiros, solidão, línguas de água, abandono, Amor sombra foi catedral, caixão secreto da morte, naufragou no trono teu último sono, Gonçalves Dias, o navio abrigou tragédia mortal, no íntimo cintilou o adeus do horror, grinaldas de espuma lutaram em ondas de prata, num tesouro o sacrário guardou o amor.


Bernardo Joaquim da Silva Guimarães101 Morte de Gonçalves Dias102 Canto elegíaco I Que fado o teu, Gonçalves!... que desdita!... Ai! quantas agonias Vieram conturbar-te a mente aflita Nos derradeiros dias, Quando no meio das tormentas bravas O teu formoso espírito exalavas!... Qual alcion dormindo sobre o ninho Das vagas balouçado, Às vagas entregaste - tão sozinho O teu corpo alquebrado, E vinhas ver, atravessando os mares, Pela última vez teus pátrios lares. Cruel doença as fontes te secava Da débil existência, E já quase do vaso se entornava Essa imortal essência, O sopro, que dos lábios de Deus sai, E que, quando lhe apraz, a si retrai. Ah! que saudade, que palpite ansioso No peito lhe ofegava, Quando pelo horizonte nebuloso As praias lobrigava Da doce pátria, e os coqueirais viçosos, Que de longe acenavam-lhe saudosos. Já da vida, que esvai-se, o extremo alento No peito lhe lateja; Mas à luz da esperança ainda um momento Sua alma se espaneja, Que já lhe trazem virações fagueiras Os aromas da terra das palmeiras. Ei-la! - do ocaso lá na linha extrema, A pátria; ei-la acolá!... E os palmares, por onde vaga a ema 101 Bernardo Guimarães – Bernardo Joaquim da Silva Guimarães - Ouro Preto – MG – Brasil - 15 de Agosto de 1825 e faleceu em 10 de Março de 1884. Foi romancista e poeta brasileiro. Sua obra prima é A escrava Isaura (1875). 102 Guimarães, 19--. Neste poema Guimarães critica a Assembleia Constituinte que se recusou a prestigiar uma homenagem ao poeta Gonçalves Dias. O poema foi escrito em 1869. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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E canta o sabiá! Ei-la, a formosa terra dos amores, Ninho viçoso de verdura e flores. Ah! não permita o céu que ele sucumba Sem ver a pátria amada! Possa ele vê-la, embora encontre a tumba Por seus pés cavada; Ver a pátria, e morrer beijando a terra, Que os ossos de seus pais no seio encerra, Ai! uma hora, ó Deus! uma só hora Deixa-o ainda viver; Deixa-o na doce pátria, por quem chora, Entre os seus ir morrer, Não pereça tão junto aos lares seus, Sem poder lhes dizer o extremo adeus! II Mas da borrasca as núncias temerosas, Densas nuvens, se estendem pelos céus, E o mar levanta em vagas alterosas Medonhos escarcéus. 160

Das ondas e dos ventos embatido, Qual bravio corcel, Que as rédeas arrebenta de insofrido, O trépido batel, Ora do firmamento segue o rumo, Ora aos abismos quase desce a prumo. Por entre os estertores da borrasca O navio aos boléus estala e range; O medonho tufão, que os mastros lasca, Os mais valentes coraçoes confrange. Bem perto em fúria o mar ali rebenta Entre as pontas de horríficos abrolhos, E da morte a figura macilenta Do nauta surge aos olhos. Mas Gonçalves não ouve a orquestra irada, Em que convulsa a natureza arqueja; Já sobre sua fronte laureada Da morte o sopro adeja. A doença, e o oceano turbulento A nobre, infeliz vítima disputam, E, para lhe arrancar o extremo alento, Como à porfia lutam.


E enquanto fora o furacão restruge E quebra ao lenho o mastro escalavrado, Enquanto em torno o mar referve e ruge, Mostrando ao nauta o abismo escancarado, No estreito camarim Dentro e fora de si o bardo sente, Que o destino inclemente Dos dias seus está marcando o fim; E entre as cenas horríveis, que o compungem, Sozinho, abandonado, o ilustre vate De duas mortes, que de perto o pungem, Sofre o tremendo embate. Contra o furor insano da tormenta Labuta em vão o soçobrado esquife, Já nos parcéis esbarra, e enfim rebenta Nas pontas do recife; E navio e poeta o abismo torvo Num só momento os engoliu d’um sorvo. Entre os roncos medonhos da procela, Liberta já da mórbida prisão, Voou ao céu aquela alma tão bela Nas asas do tufão. Da tempestade o brado pavoroso Foi seu hino de morte; O oceano o sepulcro glorioso, Que deparou-lhe a sorte. Sobre ele estende o pego tormentoso Mortalha d’alva espuma; E assim do vate o fado lastimoso Na terra se consuma. E a vaga, que o tragou no bojo horrendo, Estourando nas broncas penedias, Veio na praia murmurar gemendo: - Morreu Gonçalves Dias! – III E tão perto, - na extrema do horizonte A pátria lhe sorria; E para lhe adornar a ínclita fronte Novos lauréis tecia. Ela ansiosa e sôfrega, esperava, E às vagas do oceano perguntava Por seu filho querido;

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E no meio do horríssono bramido Das ondas irritadas, Aos uivos das rajadas Estas sentidas vozes exalava: “- Onde te foste, filho muito amado?... Ah! por que deixas o teu pátrio ninho, E a longes terras vais afadigado, Tão fraco, tão sozinho, Longe dos lares teus buscar descanso Que só podes achar no seu remanso? Saudoso sabiá destas florestas, Que nas sombras tranqüilas te aninhavas, E nas ardentes sestas Com teus lindos gorjeios me embalavas, Saudoso sabiá, por que fugiste? Por que voaste além? Por que deixaste tão sozinha e triste, Quem tanto te quer bem?

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Por que deixaste, filho aventureiro, De tua mãe o tépido regaço, Para entregar ao pego traiçoeiro O teu porvir escasso, Trocando a paz serena de teus lares Pelo baloiço perenal dos mares? Temerário alcion, que destas plagas Mudaste o ninho em hora de bonança, Por que confias às traidoras vagas Tua última esperança? Vem, que te aguardo aqui saudosa, inquieta, Corre, corre a meu seio; Vem, não mais te demores, meu poeta, Que mata-me o receio, Cruel receio de não ver-te mais, Nem mais ouvir teus cantos imortais. Vem pendurar à sombra da palmeira Inda uma vez a tua errante maca; E enquanto d’alva praia pela beira Ferve e ronca a ressaca, Enquanto a brisa tépida farfalha No tope dos coqueiros, E pelos ares mansamente espalha Aromas lisonjeiros, Canta ainda uma vez essas cantigas, Que fazem recordar eras antigas.


Suave alívio ao teu padecimento Só podes encontrar no seio meu; Ao teu peito alquebrado dar alento Quem pode senão eu? Ainda aqui meneiam as palmeiras Seus trêmulos cocares; E as viçosas, floridas laranjeiras Suave aroma espalham pelos ares; A luz destes formosos horizontes, O eco destas fontes Ainda te farão cismar de amores, E da lira extrair aqueles hinos Doces, enlevadores, Quais só sabem cantar coros divinos. Destes vergéis entre as virentes comas, Onde perene a primavera brilha Alentarei teu peito com aromas De jambo e de baunilha, E para acalentar teus sofrimentos Saudoso sabiá, A tardinha com lânguidos acentos Teu sono embalará. Mas ah! se não me é dado ver-te mais, Nem mais ouvir teu canto; Se mais não podes escutar meus ais, Nem enxugar meu pranto, Ah! se já sobre a terra está marcado O termo de teu giro, Vem ao menos soltar, ó filho amado, No seio meu teu último suspiro”. IV Ele entreouvia estas doridas vozes No meio das borrascas, Nalma e corpo a sofrer dores atrozes Da agonia nas vascas. E ao rebentar de vagalhão medonho, Aos solavancos doidos da procela, Entre escarcéus de espuma, Como em miragem de afrontoso sonho Da pátria lhe sorria a imagem bela Envolta em negra bruma. Ele a escutava, nesse transe extremo, A mãe, que em ais rompendo o seio terno Mal pode soluçar o adeus supremo Ao filho que se vai a exílio eterno.

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E o bardo ilustre... ó Deus! que fatal sorte! Que sina desastrada! Dentro de si e fora via a morte Erguer-se para ele duplicada; Uma o mirrado coração gelava, A outra a fronte augusta lhe esmagava. Estrela errante no seu triste giro No oceano apagou-se entre as borrascas; Ninguém lhe ouviu o último suspiro Da agonia nas vascas. Nenhum jazigo os restos seus consome Na terra dos seus pais; Do grande vate só nos resta o nome, E os cantos imortais. Doou-lhe o céu inspiração divina, Engenho alto e pulquérrimo; Mas ah! fadara-o sua triste sina Dos entes o - misérrimo –

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V Nem uma cruz à beira do caminho, Nem uma cova em pobre cemitério, Lhe permitiu o fado seu mesquinho Por esse vasto império, Cujas glórias cantou na lira d’ouro, E a quem legou de glórias um tesouro. A pátria pede um monumento ao vate Que tanto a distinguiu, E seus brados no peito dão rebate Do povo que os ouviu; Uma pedra sequer, que diga à história, Que diga aos estrangeiros: “- Este padrão erguemos à memória Do primeiro dos vates brasileiros. Mas aqui seu cadáver não repousa Está vazia esta singela lousa. O céu e o oceano, Imagens do infinito, reclamaram E para si guardaram Os despojos do vate americano. Do firmamento aos páramos formosos Um nos roubou sua alma para Deus, Outro lá nos abismos temerosos Esconde os restos seus.


Mas se a terra seus ossos não consome Teve em partilha a glória de seu nome.” Mas ó vergonha! ó crime! Glória, gênio, infortúnio, nada vale Ao poeta sublime! Pede o pejo, e o decoro que se cale Tão feia ingratidão. Mas ah! não posso, não; que a meu despeito Nos lábios ferve a voz do coração, E rompe-me do peito, Como um eco de horror descompassado, Da indignação o brado. Esses, que às pátrias glórias refratários De um nobre povo crêm-se mandatários, Negam uma homenagem A quem já vive na posteridade, A quem tem por pregão a eternidade, E o mundo por mensagem. Ah! registre o Brasil em seus anais Mais este exemplo novo! Falsos depositários desleais Da vontade do povo Nestes nefastos, miserandos dias, Um simples preito ao gênio recusaram, Ao monumento de Gonçalves Dias Uma pedra negaram.

Beto Acioli103 Outros Dias Salve Gonçalves Dias! Meus dias não são os mesmos que tu viveste outrora Muitas palmeiras secaram E os sabiás foram embora As aves que gorjeavam Muitas nem existem mais Nosso céu está mais cinzento Nem sombras dos sabiás

103 Beto Acioli - Olinda – PE – Brasil - 18/09/1965. Poeta , blogueiro e artista plástico autodidata, residente em Recife/PE, participa de algumas Antologias pelo Grupo Editorial Beco dos Poetas ( À Deriva, Dois corações e ums só batida, Nos meus tempos de criança era assim..., Por detrás da cortina e Folhas em Branco) e Editora Literacidade (Versos Enamorados e Cidades - vol 9). http://betoacioli.blogspot.com.br/

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Finaram-se as verdes várzeas Bosques desapareceram Por falta de amor, o homem destruiu as verdes matas Tangeu os sabiás pra longe Permita o Senhor que eu morra Antes de tudo acabar E ainda ouça o canto raro Dos saudosos sabiás

Bianca Braga de Carvalho - Lady Viana 104 Canção do Exímio [país] I Minha terra tem palmeiras, mas onde Canta o Sabiá? As aves, que lá gorjeiam, Não as escuto gorjear!

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II Nosso céu sem mais estrelas, Nossas várzeas sem mais flores, Nossos bosques temem a vida, Nessa vida sem amores. III Em lamentar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, mas onde canta o Sabiá? IV Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em lamentar - sozinho, à noite Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, mas onde canta o Sabiá?

104 Bianca Braga de Carvalho - Lady Viana - São Paulo – SP – Brasil - 30 de março de 1996, a escritora de 16 anos é louca por livros sobrenaturais, paranormais, fantásticos e poesias. Grande conhecedora da área de design, ela mesma cria as capas de seus livros e ilustrações. Além de escrever, o que faz desde os 12 anos, tem como hobby fotografar.


V Não permita Deus q’eu morra, Sem q’eu volte para lá; Para visitar Alcântara, Passagem Franca, Jatobá. VI Sem que desfrute os primores As frutas doces, O guaraná. Coisas essas de louvor Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste uma vez, Dona Amélia, o Sabiá. Carta à querida Olívia I Olívia, querida Queria dizer que ao desposar-te O meu coração doente, No momento não presente, Outrora havia sido feito em partes. II Perdoa-me pela carta em teus dedos, Pelas flores, Pelo metro de belarte, Presentes para esconder tuas dores, Por nunca ter sido amada de verdade. III Minha querida Olívia, Perdoa-me por não estar em teus braços, Mas tropecei em teus passos E não pude me levantar. IV Finalmente, Olívia, entenderei perfeitamente se Rasgares esse maldito papel em maço Quero mais que siga com tua vida Sem enfados, sem percalços E que um dia tires da memória Tudo que houve de ruim Quero que esqueças, Olívia Que um dia esqueças de mim.

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Bianca Melo105 GONÇALVES DIAS Homem dos nossos dias Com pureza e amor Que encanta a natureza Onde beija o beija-flor No cantar dos pássaros No raiar da esperança Vem contar em seus contos Que o sabiá cantou Gonçalves Dias poeta Valente, carente e contente Que incendeia seus versos Com contos estrelados Que busca no rosto cansado A alegria dos enamorados

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Gonçalves Dias nasceu em Caxias Na sua terra querida Se formou na universidade Para mostrar sua qualidade Com amor no coração Onde busca a paixão Na terra onde tem palmeiras Vem dizendo bela natureza Com alegria e pureza Escreveu poesia Falando da beleza do Maranhão Com orgulho no coração.

Bruno Fossari de Souza106 CANÇÃO DO EXÍLIO Quando fui a Portugal, muitas belezas lá encontrei, mas as que temos no Brasil, lá não encontrei. No entanto, sempre me lembrarei do que lá vi, 105 Bianca Melo - São Luís – MA - Brasil – 04/06/2002. Motivo da Participação: Em mostrar minha poesia a todos, além de homenagear o nosso Poeta. 106 Bruno Fossari de Souza - Porto Alegre – RS – Brasil - 29 de novembro de 1997. Estudante do Ensino Fundamental do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Banners Poéticos”, 2012. Curte música e jogos eletrônicos. E-mail: brunofossari@hotmail.com


pois guardo comigo, também, as lembranças de meus pais. Lá ou cá, doces recordações! C. AMELIA Á MEMORIA DE ANTONIO GONÇALVES DIAS107 Morreo! Não existe O bardo, o tocante Poeta gigante Do nosso Brasil, Aquelle que a pátria Do CEO aos altares Nos longos cantares Levou tãso febril. Vagando distante, No lar estrangeiro, Soltava fagueiro Seu doce trinar, Sonhava, ferido Dos males da vida, A terra querida Que o vio embalar. Transido de dores, De taes soffrimentos, Nos dias cruentos, Do exílio cantava; E tal como a rola, Carpindo o esposo, O pátrio repouso Tristonho chorava. Agora pungente, Lamenta oh! Brasil O astro gentil Que viste sofrer... Por entre agonias No mar... esquecido, Cahindo exhaurido Só pode morrer! Ceará – 16 de Novembro de 1864 C. Amela. (Pedro II) 107 Jornal O Paiz, 1864, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão

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Caio Henrique Solla108 Seu canto ficará

És o poeta primeiro A cantar divinamente Verso puro e brasileiro Aclamando nossa gente. Teu suspiro derradeiro Não impede de ir em frente Teu sublime cancioneiro Nosso imortal presente. Já cantou o sabiá E que saudade nos dá Do nosso Gonçalves Dias! Todos vamos para lá Mas o canto ficará Para além do fim dos dias.

Cairo José Gama Bezerra109 170

ETERNOS DIAS Contava das belezas do índio, da natureza regional detalhando para o mundo a beleza nacional. Saudade e amor à sua terra estava em seus poemas Saudades do povo brasileiro Amor tudo daqui, era seu maior tema. Gonçalves Dias, Maranhense sim senhor! Muito mais que um poeta um servo da natureza e do amor.

108 Caio Henrique Solla - Sorocaba – SP – Brasil - 7 de maio de 1993. Está no 4° semestre do curso de Letras: Português e Inglês da Universidade de Sorocaba (UNISO). Ganhou seu primeiro concurso de contos em novembro de 2011. Participou em 2012 da antologia Arabescos do movimento VirArte e ganhou também o primeiro lugar e mais uma menção honrosa no I Concurso de Contos Machado de Assis, realizado pelo grupo Coesão Poética, de Sorocaba. 109 Cairo José Gama Bezerra – Balsas – MA – Brasil. URE – Balsas - Centro de Ensino Médio Dom Daniel Comboni. Professora: Marcia Meurer Sandri


Camila Nascimento110 O POETA DE SONHOS Conheci um cara, li um cara Que não era a minha cara, Mas da sua terra, a das palmeiras! Suas dores, seus amores de mulheres Ceci, Lucíola e Senhora, não sei do quê. Conheci sua vida, sua praça, seus índios, A Iracema dos lábios de mel. Da América, ameríndia, sol e lua Das terras de onde eu vim Do português, da tribo e do pajé Da lenda nasceu, viveu e morreu E Moacir, o filho seu, também é meu É teu, é nosso, porque fruto da terra Terra que o poeta sabia O Maranhão, o Ceará, o Brasil... Seria terra de todos ou terra de ninguém?

Carla Isabel Baldez111 Orgulho de ser Maranhense Vivo um presente cenário de ilustres momentos Dos sons das maquinas às psicodélicas cores  mas é do passado que vem os ecos que tangem  minh’Alma e me levam ao mais profundo êxtase Trago em meu ser, na minha memória, contos e obras deixadas  Busco lá na história de nossos antepassados  uma grande prova  do saber deste povo Neste nascer do sol conheci mais um pouco  sobre o que sou, como amar esta terra acompanhada na sintonia  dos pássaros baseada na história de um formoso conterrâneo,“Gonçalves Dias”  sua origem e sua simples história, construída de derrotas e conquistas destacadas pelo seu talento alienígena. Um grande incentivo para nossa nação brotando de uma fonte inesgotável de todo conhecimento. E neste vento frio que me abraça, aqui estou  rodeada de livros, dobrando as páginas da vida,  e conhecendo de cada linha a essência das palavras 110 Camila Maria Silva Nascimento. Milagres-CE. É doutoranda em Ciência da Literatura. É Professora do Curso de Letras da universidade Estadual do Maranhão-UEMA. Publicou Dilercy Adler: a tecelã de Eros nos trópicos maranhenses em 2011. 111 Carla Isabel Baldez- São Bento –MA – Brasil- 17 de junho de 1997. Estudante do Centro de Ensino Médio e Profissionalizante “Newton Bello Filho”   CEMP.  Membro fundadora da Academia da Cultural da Juventude Sambentuense “ACJS”. Participante do projeto “A HORA DAS LETRAS”, tendo texto selecionado para laçamento de um livro promovido pelo Viva-Cidadão Unidade São Bento-MA.

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Hoje é o Maranhão que guarda a tua história, eterno Literário, que se foi e nos deixou um exemplo eterno Nos passos de nossos habitantes, no riso de uma criança, no olhar de orgulho,  na nossa Cultura e em nossa Literatura, deixamos gotas de agradecimentos,  tornastes o nosso Maranhão um espaço rico,  onde plantamos esperanças e colhemos histórias fabulosas  assim como esta.

Carla Ludimila Oliveira Araujo112 O meu rio poluído O meu rio poluído agora, ta muito Mais se parássemos de poluir, Não poluía nunca mais. As árvores tão caindo, Se esbarrando pelo chão, se cuidarmos dela Teremos boa alimentação. Minha vida é poluída, O chão é muito mais, Como vou fazer pra cuidar dos animais.

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Carla Ribeiro113 Ville de Boulogne Quando todos se salvaram, menos tu Por não ter forças já o corpo agonizante E porque as almas em volta do abismo Não pensavam senão na própria salvação… Quando as ondas rasgaram a veste do navio Em que a doença já te consumia E o próprio tempo esquecia, Poeta, a agonia Da tua presença no meio dos homens. Do tempo em que o presente te esqueceu Fica o fantasma Da tragédia pairando sobre as águas Mas fica, para o futuro das memórias, A obra e o nome e as musas do teu mundo Para narrar aos deuses a tua vida.

112 Carla Ludimila Oliveira Araujo – São Luís – MA – Brasil - 30/08/2011; Eu gosto muito das poesias de Gonçalves Dias. E adoro poesias e gostaria de lançar a minha. 113 Carla Ribeiro - S. Martinho de Mouros – Portugal - 20 de Julho de 1986. Licenciada em Medicina Veterinária Colaboradora ocasional em algumas antologias e outras publicações literárias, e com alguns livros publicados em géneros tão diferentes como a poesia e o romance fantástico, sendo os mais recentes Pela Sombra Morrerão (Antagonista Editora) e Senhores da Noite (Fronteira do Caos). Email: carianmoonlight@gmail.com


Amélia E renunciarás à musa Mesmo que o coração te sangre em amor e versos E a memória da mulher nunca desfaleça Nos confins do coração. Guardarás o seu nome na memória E escolherás a honra sobre a ousadia De negar as horas do mundo, Pois a sina é, também ela, mulher E os olhos dos homens olham, em desgraça, As sombras da divergência Em cada raça. Amarás sempre, mas em eterno silêncio, Ciente, talvez, de que outros desafiaram A lei que não contestaste, Mas guardarás o adeus da dama amada E seguirás no teu próprio romance De sonhos e de sombras E de mar, enfim, No fim… Reencontro com a Musa Voltar a ver-te e à dor nunca esquecida Que gravarás também com sangue teu… Eis, alma de poeta consumida Como a mulher que o coração perdeu. Lamento do que não aconteceu, Disposta a musa, dura a despedida, Paira sobre ambos dor que não morreu, Que, olhando, se desperta em nova ferida. Eis-te, mulher, a sangue transcrevendo Versos de um coração que vai morrendo Na dor de um perene arrependimento. E eis-te, poeta, ante o olhar perdido De um passado que não foi consentido. Adeus, oh, outra vez, mais um momento! Retrato de Gonçalves Falas de raças, de terras, de amor, Da pátria de um romance universal E amas, a cada verso, a cada mal De amar num coração cheio de dor.

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Louvas as glórias de um país maior E a graça do coração magistral Que assombra as ânsias da escolha final E que te veste de honra sem temor. Falas de Amélia, apaixonante musa, Na sombra da tua própria recusa De lealdade imensa, abençoada. De ti, cabe falar à eternidade Para recordar a suave majestade Da obra eternamente recordada… Leal Eles te recusavam. Bem sabias Que era romper com vida e liberdade Seguir, por todo o resto de teus dias, A paixão que te apelava à vontade. Escolherias de amor a imensidade, Mas a vozes maiores afrontarias. Deste-te, pois, ao ventre da amizade Para lamentar, no adeus, que te perdias. 174

Da musa admiravas graça e beleza, Suaves traços de etérea juventude No núcleo do coração preservados. Mas falava mais alto que a tristeza A honra, sempre máxima virtude, E os sonhos de amor seriam negados…

Carlos Arturo Llanos Solis114 Homenaje a Gonçalves Dias Te toco vivir fuera de tu patria, y sufrir la nostalgia de estar lejos de ella. Pero en tu pecho amante el calor de la madre tierra, latía anhelante en la espera.

114 Carlos Arturo Llanos Solis - Río Hablador, en Lima - Perú - 21 de Marzo de 1949. Mi niñez y juventud transcurrió a orillas del Océano Pacifico, en el hermoso balneario de Barranco, un hermoso Distrito al Sur de Lima. A la fecha tengo publicados los siguiente libros: “Un Poema de Amor” (1995) - “Anhelo, Amor y Pasión” (1998) y “Un Poema Para el Mundo” (2011). Y ya me encuentro trabajando en mi nuevo libro titulado: “Mi Vida En Un Poema”.


Con el tiempo, volviste a la patria y al Brasil le diste tu credo: poesía, literatura y amor por la crianza. Romántico poeta fuiste y a Amelia le diste tu amor, pero por ser plebeyo, pecado, matrimonio no pudiste dar. Con el corazón destrozado quedaste, y a Amelia tuviste que olvidar. Pero el tiempo que todo lo cura, a Olimpia, trajo a tu vivir. Y con ella formaste tu hogar culminando tu sueño de varón, y así junto a ella compartiste tu hogar, y el lecho matrimonial. Con el tiempo el destino certero, de tu tierra te hubo de alejar. Por males que minaban tu ente, tu Brasil, tuviste que dejar. Tu mal, ya no tenia cura, y tu corazón sufría aun mas, por estar lejos de la tierra y en el “Velle de Boulogne” te hiciste a la mar. Cuando puerto se avistaba a tu sino, nuevamente el destino fatal: te llevo de esta vida en tu lecho, y en tu mar del Brasil, rendiste tu final.

Carlos Bancayán Llontop115 NACISTE VESTIDO DE VERDE “No permita Dios que muera Sin que vuelva para allá, Sin que disfrute los primores Que no encuentro por acá, Sin que aviste las palmeras Donde canta el Sabiá”.

115 Carlos Bancayán Llontop – Chiclayo - Perú. Tiene seis libros publiados, entre poesía, ensayo y narrativa. Practica también el periodismo cultural e integra diferentes instituciones literarias, peruanas e internacionales.

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Antonio, naciste vestido de verde, del verde follaje de tus selvas, donde levantan tus indios timbiras sus limpias miradas cuando pasas regando con la savia de tu sangre tu cálido follaje, tu fronda caudalosa… Naciste señalado para ser un poeta amador de tu raza, de tu ancestro materno, puro por ser de arcilla, de jaguares y pájaros.

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Cuando joven amaste con el amor de niño que por siempre quedaste. Ana Amelia fue musa de tus primeros versos, de tus primeros viajes en el velero de Eros, de flores y plumajes; pero el monstruo paterno de prejuicios oscuros desoyó la ternura de tus años tan mozos; retornando a tu Río de Janeiro, por tanto, colmaste con Olimpia anhelos amorosos. San Luis de Marangao, al pedir de gobierno te vio indagar problema de educación, la base de humano desarrollo, y también a Europa enviáronte, sapiente, con el mismo propósito. Pero quiso tu sino, y el de tu pueblo hermoso que a tu regreso fueras invitado a explorar el norte de Brasil, cálido y fragoroso.


Allí te reencontraste con tu savia materna, allí te saturaste de palmeras y fronda, de coloridos pájaros, de paisajes nocturnos preñados de rumores antiguos, venerables, morados, insondables… ¿Fue tu selva luctuosa donde te laceraste? ¿Fue la entraña nativa, la que te dio la vida, la que te inoculara también hacia la muerte? Antonio, muerte y vida Antonio, muerte y vida (tú, poeta, lo sabes) son líneas paralelas hacia el mar infinito de garúas y pléyades, de luceros y vientos… Si por amar tu sangre ee árbol, de magnolia, de palmera amapola, de reptil emplumado fue que también moriste, sacrificio sagrado sería el de tu muerte. Cristalino tu féretro, naufragó tu envoltura terrenal, pero quedan tus Cantos, Meditaciones, de Sextillas sus Ojos y un diccionario vivo de tus indios tupíes, de tus manes timbiras; así, tu ser alado, como los colibríes, permanece en tu pueblo, en jaguar y en rocío, pues naciste de verde y moriste de río.

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Carlos Cintra116 Aos dias de Gonçalves Teus dias brancos, a cor suave, Da leve pena com que escrevias... Poemas, e poesias; Nos teus dias Gonçalves... E são tão feitos de alma, Que a leve pena na palma Espalmada em tua mão Deu ao mundo sua versão Nos versos escrevestes... Nos dias brancos... Nos brancos dias... Dias de Gonçalves Gonçalves eternos Dias...

Carlos Drummond de Andrade – 1945 117 Nova Canção do Exílio118 Um sabiá na palmeira, longe. 178

Estas aves cantam um outro canto. O céu cintila sobre flores úmidas. Vozes na mata, e o maior amor. Só, na noite, seria feliz: um sabiá, na palmeira, longe.

116 Carlos Cintra - Recife PE – Brasil - 02/10/1967. Atualmente mora em Petrolina PE; Participar desta antologia é marcar com a poesia uma grande homenagem a Gonçalves Dias. 117 Carlos Drummond de Andrade - Itabira do Mato Dentro – Minas Gerais – Brasil - 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por “insubordinação mental”. De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro. http://www.releituras.com/drummond_bio.asp 118 http://www.moinhoamarelo.com/2011/07/serie-cancoes-do-exilio-carlos-drummond.html; Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


Onde tudo é belo e fantástico, só, na noite, seria feliz. (Um sabiá, na palmeira, longe.) Ainda um grito de vida e voltar para onde tudo é belo e fantástico: a palmeira, o sabiá, o longe. Europa, França e Bahia Meus olhos brasileiros sonhando exotismos. Paris. A torre Eiffel alastrada de antenas como um caranguejo. Os cais bolorentos de livros judeus e a água suja do Sena escorrendo sabedoria. O pulo da Mancha num segundo. Meus olhos espiam olhos ingleses vigilantes nas docas. Tarifas bancos fábricas trustes craques. Milhões de dorsos agachados em colônias longínquas formam um tapete para sua Graciosa Magestade Britânica pisar. E a lua de Londres como um remorso. Submarinos inúteis retalham mares vencidos. O navio alemão cauteloso exporta dolicocéfalos arruinados. Hamburgo, umbigo do mundo. Homens de cabeça rachada cismam em rachar a cabeça dos outros dentro de alguns anos. A Itália explora conscienciosamente vulcões apagados, vulcões que nunca estiveram acesos a não ser na cabeça de Mussolini. E a Suiça cândida se oferece numa coleção de postais de altitudes altíssimas. Meus olhos brasileiros se enjoam da Europa. Não há mais Turquia O impossível dos serralhos esfacela erotismos prestes a deslanchar. Mas a Rússia tem as cores da vida. A Rússia é vermelha e branca. Sujeitos com um brilho esquisito nos olhos criam o filme bolchevista

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e no túmulo de Lenin em Moscou parece que um coração enorme está batendo, batendo mas não bate igual ao da gente... Chega! Meus olhos brasileiros se fecham saudosos. Minha boca procura a “Canção do Exílio”. Como era mesmo a “Canção do Exílio”? Eu tão esquecido de minha terra... Ai terra que tem palmeiras onde canta o sabiá!

Carlos Eduardo Pinto Leitão119 Um grande poeta Gonçalves Dias um grande escritor. Homem de muitas riquezas nos deixou. Poeta que desperta saudades dos versos de amor.

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No mundo sempre escrevia suas emoções. Suas emoções ele expressava. Homem de muitas viagens. Em cada verso o amanhã sorria!

Carlos Eugênio Costa da Silva120 Um canto a Gonçalves Dias Na cidade de Caxias, situada no Maranhão nasceu quem seria então um ícone do Indianismo. Semeava o civismo através de suas poesias e a nossa literatura cresceu com a arte e cultura de Antônio Gonçalves Dias.

119 Carlos Eduardo Pinto Leitão – São Luís – MA – Brasil - 21/02/2002 - Motivo da Participação: Homenagear um homem que hoje esta sendo reconhecido através de suas poesias é gratificante. Cursando: 5º Ano Turma: C – Profª Shirle Maklene. 120 Carlos Eugênio Costa da Silva - Vacaria – RS – Brasil - 11 de dezembro de 1968. Graduado em Letras pela Universidade Católica de Pelotas. Leciona Literatura em Cursos Pré-Vestibular em Pelotas e Canguçu. No ano de 2010 recebeu o Título de “Cidadão Pelotense” outorgado pela Câmara de Vereadores por sua divulgação do Município através da arte poética. Campeão Gaúcho em Poesia Inédita 2003 possui quatro livros publicados e mais de duzentas premiações em concursos literários.


Consolidou o Romantismo com sua lírica inspirada, e em Portugal fez estada a fim de cursar Direito, saudade apertando o peito não ofuscou o seu brilho e a nostalgia e tristeza foram temas pra beleza de sua “Canção do Exílio”. De sua lavra fazem parte a obra “Primeiros Cantos”, e outros escritos tantos da Primeira Geração, “Sextilhas de Frei Antão” de medievalismo forte também “I-Juca Pirama” aonde o índio clama: ...ouvi meu canto de morte. Valorizou em seus versos o patriotismo pujante que era tema constante de sua pena, sem igual. Criou o herói nacional cheio de honra e valentia. Cantou tristeza e saudade, frustrações, felicidade, amor e melancolia. Haverá de ser eterna sua obra, sua memória que orgulha a nossa história através das gerações. Felizes são as nações que às letras dão valor e assim, por sua essência constroem com inteligência um futuro promissor.

Carlos Gomes SÃO LUÍS DO MARANHÃO Minha cidade querida Oh meu amado torrão Dos sobradões de azulejos A fonte do Ribeirão... Teus mares são tão férteis A beleza predomina

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No interior do sertão O babaçu que domina Oh sabiá de gorjeios harmoniais Teu canto é mais bonito Nas folhas dos palmeirais... O poeta Gonçalves Dias Em poesias narrou Essas terras bonançosas Que tanto admirou Aqui encerro esses versos Que guardo no coração Também nasci nesta terra São Luís do Maranhão

Carlos Lúcio Gontijo121

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Gonçalves Dias O sabiá esvoaçante onde canta? Aonde chega o alto-falante de seu canto? Manto flamejante em forma de som Que aos ouvidos somente encanta Numa promessa de constante tempo bom Sem a dor lacrimejante da solidão que espanta Tornam-se afeitas as esperanças mais arredias E vivo se nos apresenta o poeta Gonçalves Dias!

Carmen Lezcano Aranda122 CÍCLICO GONCALVES DIAS A los ojos de la noche, cantas Romancero Tíldate las pieles, en claves de navío meciendose estan, acaso en amor callado, en mar abierto de silencio dormido.   Ocaso de la briza, ausentaba tus versos en blanco vestido, coronando tú voz a destierro de sueños, por destino de arcos y flechas, reino de TUPÍ.

121 Carlos Lúcio Gontijo - Santo Antônio do Monte – MG – Brasil - 27 de abrill de 1952. Secretário de Cultura (2013/2017). Jornalista, foi revisor e editor de Opinião do jornal Diário da Tarde, em Belo Horizonte, além de ter trabalhado nos jornais Tribuna de Mariana, Diário de Minas, Jornal de Minas e Hoje em Dia. Autor de 15 livros, Desde o ano de 2005, mantém no ar um site de livre acesso (www.carlosluciogontijo.jor.br), no qual disponibiliza toda a sua obra literária.  122 Carmen Lezcano Aranda - Lambayeque - Perú. 6 de febrero de 1952. De profesión especialista dental, adherente a la poesía y autodidacta de pintura y escultura.


linial palabra, vuelo de gaviotas, lecho de espuma bajo el cielo azul, y tus pies desnudos frente a los traidores en la prosapia busqueda, fuiste  salvador.   Con el germen conciente de ser Nacionalista, con valentía y sin demora esparces al redíl Abanican las palmeras y el retorno del exilio en un tronar mestizo que el “sabiá” en su cantar   acrecienta el trueno al “alba de rejas” ruje el Pacifico, en “osa mayor” y aquel destierro de cíclico sino ni en tierra, ni en mar , callará tú voz.

Carollini Assis123 Canção Livre para Ana Amélia Ainda uma vez – adeus Durmo nos braços d´água De onde tira-me a Yara, Para dançar guarânias. A beleza de tuas escamas E do canto guarani Faz-me voltar ao tempo de ti E do amor ofertado. Que sereia! Que seria! Dormir em teus seios, poderia O mestiço escritor? Eis que atravessa o oceano Busca a cura além Mas a morte quando visita Não manda flores nem fita A alma agoniza Na canção de bem querer. Para quem nada restou Só as letras e o amor Compor, escrever louvor Foi a rota escolhida.

123 Carollini Assis - Velença – BA – Brasil. Jornalista formada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), pós-graduada em Roteiros para Tv e Vídeo pela Unijorge. Sua formação audiovisual também deriva da Escuela de Cine Y Tvde San Antônio de Los Baños, em Cuba, onde cursou Realização Cinematográfica. Atualmente é Diretora Institucional da Associação Baiana de Cinema e Vídeo (ABCV). 

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Definida está a vida Nunca seria ao seu lado Embora carregue o fardo Do amor jamais consumado. Ana Amélia, doce virgem Das terras do Maranhão - que chores, não de saudade. A morte não nos tem piedade.

Casimiro José Marques de Abreu - Casimiro de Abreu124 Canção do Exílio125 Eu nasci além dos mares: Os meus lares, Meus amores ficam lá! – Onde canta nos retiros Seus suspiros, Suspiros o sabiá!

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Oh! Que céu, que terra aquela, Rica e bela Como o céu de claro anil! Que seiva, que luz, que galas, Não exalas, Não exalas, meu Brasil! Oh! Que saudades tamanhas Das montanhas, Daqueles campos natais! Que se mira, Que se mira nos cristais! Não amo a terra do exílio Sou bom filho, Quero a pátria, o meu país, Quero a terra das mangueiras E as palmeiras E as palmeiras tão gentis! Como a ave dos palmares Pelos ares Fugindo do caçador;

124 Casimiro José Marques de Abreu – Brasil. Silva Jardim, 4 de janeiro de 1839 - Nova Friburgo, 18 de outubro de 1860); foi um poeta brasileiro da segunda geração romântica. 125 Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


Eu vivo longe do ninho; Sem carinho Sem carinho e sem amor! Debalde eu olho e procuro... Tudo escuro Só vejo em roda de mim! Falta a luz do lar paterno Doce e terno, Doce e terno para mim. Distante do solo amado – Desterrado – a vida não é feliz. Nessa eterna primavera Quem me dera, Quem me dera o meu país!

Cecy Barbosa Campos126 CANÇÃO DO MEU EXÍLIO A casa da minha avó tinha um extenso quintal, tinha flores, tinha frutas e perfume sem igual. Os passarinhos cantavam numa árvore frondosa enfeitada do amarelo de carambolas maduras que dançavam, suavemente, ao sabor de doce brisa que amenizava o calor. Jaboticabas redondas, abraçadas, bem juntinhas, cobriam troncos e galhos aguardando o seu destino. Bocas gulosas se abriam e na suculenta explosão o doce caldo escorria. As crianças com alegria lambiam com sofreguidão as pontas dos dedos melados 126 Cecy Barbosa Campos - Juiz de Fora – MG – Brasil - 26/06/1938. Bacharel em Direito e licenciada em LetrasIngles Mestre em Letras pela UFJF onde lecionou Lingua Inglesa e Literaturas de Lingua Inglesa. Tem trabalhos publicados em revistas especializadas, anais de congressos, antologias literárias e os livros The iceman cometh: a carnavalização na tragedia; O reverso do mito e outros ensaios; Recortes de vida(contos e criticas ) e Cenas(poemas).

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e riam, com satisfação. Ao relembrar com saudade a casa da minha avó, sinto cheiros, tenho sonhos, com aquilo que eu tinha lá. Queria voltar no tempo, a tudo poder retornar, chupar as jaboticabas e os pássaros escutar. Foi-se tudo, só lembranças trazem de volta os primores que não mais encontro eu cá.

Ceferino Daniel Lazcano 127

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Capitán de naufragios Tal vez sea ése el destino de los poetas: morir solo y hundido, abandonado a su suerte. En tus retinas, en tu memoria te habrás llevado el cielo con sus estrellas las mujeres hermosas e inocentes de ojos negros, el amor abismo encendido en tu corazón, el parpadeo verde del ecuador los sublimes perfumes de la dicha y del dolor las palabras trabajadas con esmero los versos cincelados con fervor la amargura, el misterio, el perdón. Para mí que no has muerto, Antonio Goncalvez: Tal vez seas el único sobreviviente de aquel navío… tus poemas y tus libros te han traído a esta orilla de tierra firme y luz. Vivir no es sólo respirar.

127 Ceferino Daniel Lazcano - Bolívar, provincia de Buenos Aires, Argentina - 05 de Marzo de 1967. Licenciado en Comunicación Social por la UNICEN (Universidad Nacional del Centro de la provincia de Buenos Aires). Escritor, corrector literario y coordinador de talleres literarios.


Célio Jota Betini Junior128 Todos dias são Gonsalves Mil poemas para Gonçalves dias. E se fosse Gonçalves noites? Ou talvés Gonçalves tardes; Sendo dias, noites ou tardes, Gonçalves, um baloarte na noite e em tardes; Dos dias, que tem as chaves, várias chaves; Que me encontram para dizer; O presente é uma dadiva, nunca pode esquecer. Muito bem representado, um mucado de passado. Jamás tarde. Salve! Todos Dias são Gonçalves.

Celso Correa de Freitas129 GONÇALVES DIAS Primeiras poesias Cantou Sabia seu canto Absorvendo cultura Enriquece sua alma brasileira Em Coimbra Sua solidão desperta sentimentos Doloroso exílio Retorna para suas palmeiras Sofrendo preconceitos Eterniza seu adeus, perece! No mar.

128 Célio Jota Betini Junior - Teixeira de Freitas – BA – Brasil - 15/09/1988. Casado, estudante de Direito e escritor. Residiu na Europa durante quatro anos, hoje mora em sua cidade natal. 129 Celso Correa de Freitas – Itaperuna – RJ – Brasil - 26 de Agosto de 1954. Atual Presidente da Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande-SP, gestão 2007/2013. Membro de diversas entidades culturais brasileira. Colaborador ativo nos jornais e demais meios de comunicação (Blogs e Sites). Participante, prefaciante e Organizador de Antologias. Criador do OVERTRIP (Celso.correadefreitas@gmail.com;

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Cesar Augusto Marques130 Discurso em nome dos caxienses131, 132 Caxias, bela flor, lírio dos vales, Gentil senhora de mimosos campos,

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… então mais forte do que ele, tua alma, Desconhecendo o temor, o espaço e o tempo, Quebrou n’um relance o circulo estreito Do finito, e dos Céus! Então, entre miríades de estrelas, Cantando hinos de amor nas harpas d’anjos, Vem correndo Lançar-te nos braços nossos. Mais veloz que o ligeiro pensamento, Vem depressa, urge o tempo, vem dar calor ………………..aos membros gelados, Talhados a golpe de hábil buril, Vem dar movimento Aos braços no peito cruzados, Pede cantos aos ledos passarinhos Pede clarão ao sol, perfume às flores, Às brisas suspirar, murmúrio aos ventos, E o sol, a ave, a flor, a brisa, os ventos E as fontes que murmuram docemente, Na festa de tua alma hão seguir-te; As grinaldas gentis, de que a toucaram Donzéis loução, enamoradas virgens, Uns versos de prazer entre soluços! Nesta doce mudez, neste silencio … que tanto amou, – e que amou-o tanto, Cuja presença lhe escaldava a mente

130 César Augusto Marques - Caxias – MA – Brasil –12 de dezembro de 1826 — falceu em Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1900); foi um médico, professor, escritor, tradutor e historiador. Estudou, em Coimbra, Matemática e Filosofia (1844-8). Ingressou no Corpo de Saúde do Exército. Arquivista da Câmara Municipal, secretário da Inspetoria Geral de Instrução Pública e Secundária da capital federal. Sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1888), Academia Imperial de Medicina (1874), Conservatório Dramático da Bahia (1866), Instituto Arqueológico e Geográfico Pernambucano (1864). 131 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 524-527. 132 Serve de título. Os versos foram declamados entremeados entre cada estrofe com um discurso em nome dos caxienses. A autoria não é especificada, senão o nome do orador. Não foi apurado se se tratam de versos feitos para entremear a exposição, ou se foram recolhidos doutros autores, ou se se trata de uma miscelânea de poesias do orador ou de outrem. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil


Cuja voz o encantava, Cujo silêncio lhe falava n’alma, Essa mulher – tão terna – e amante e pura;

Já que não quiseram Um dia as vagas … os teus restos rejeitar na praia D’onde tão novo te partieste, e onde Devia a cinza fria achar jazigo –

………………… o afeto Que se gera e se nutre em almas grandes, Que não acaba e nem muda, antes cresce Firme na base, intacta, e sempre bela Seja padrão de glória entre nós outros.

Em gélido sudário De neve alvi-nitente Rainha veneranda Trajando sedas e veludos, Vive com Deus na glória E no nosso coração tua memória.

César William133 AINDA UMA VEZ, AINDA UMA VEZ Tributo a Gonçalves Dias Não foste vate de uma época apenas tua obra ecoará sempre como canto guerreiro tupi nos corações de uma nação de leitores que continuam se inebriando com teus versos.

133 César William - São Luís – MA – Brasil - 22/05/1967. Autor do livro de poemas, “O Errante” (1988) e “Oficina das Palavras – Dicas Imprescindíveis da Língua Portuguesa” (3ª edição,2013). Tem participação em antologias locais e nacionais e colaboração em vários jornais. É graduado em Letras pela Uema e pós-graduando em Língua Portuguesa e Literatura pelo Iesf. Atua na rede pública de ensino de Paço do Lumiar e em pré-vestibulares de São Luís.

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Amélia vive em milhões de corações sob teu canto “eterno alvo à população” de gerações e gerações que entoam tuas canções. Tuas palmas de altas virtudes ainda despertam os que choram de paixões no mundo inteiro “Enfim te vejo! – enfim posso, Curvado a teus pés dizer-te” foste o último romântico a ser tão inteiro

Christian Keniti Asamura Hukai Christian K. A. Hukai134 O Outro lado Sabia que viria o dia, A minha querida partia e restava-nos que então citar o exílio e sua canção. 190

Auxílio aos filhos deixados, trancados nesta terra enquanto minha mulher exilada era forçada a abandonar-nos. Arrancar-nos corações, lamentações, roucos implorando seu pouco permanecer e nos lembrarão sem brilho no outro lado dessa “Canção do Exílio”. As Palmeiras Gonçalves sonhava nestes Dias sadios saciava esses vazios que agora arrasados nessa zorra atual. As palmeiras que as via já não há mais; Permanecer aqui o cidadão queria, E agora? Viver em Portugal, abandonar a pobreza e 134 Christian Keniti Asamura Hukai-Christian K. A. Hukai – São Paulo – SP – Brasil - 02 de Abril de 1996 Email: christian.hukai@gmail.com


este governo imoral? Deixando a corrupção dentre as muitas, seja a qual? Sim, sim: Portugal não é perfeita. Não fede nem cheira, Ainda assim, qualidade de vida boa, E meu afim, fugindo pra outra rota, logo sem maldade soa antipatriota. ,Amor e saudades sempre terei onde for. “Brasil na veia” doesn’t matter onde esteja. Mas nunca esquecerei dos meninos sem meias, aqueles sonhos inspiradores que ninguém almeja, ou também dos ladrões: desde de rua à barões de cerveja. Ó Brasil... Com barril do petróleo caro, olho as riquezas e pobrezas ao lado desigualdade, este nosso fardo. Acabando com o verde, agora já que o ouro, no bolso dos poucos já fora roubado.

Christiano Ferreira Nunes135 SONETO PARA GONÇALVES DIAS Quero falar de um talentoso poeta Que nasceu no Estado do Maranhão Seus escritos tocam o coração Com toda a certeza atingiu sua meta. Viveu na época do romantismo Poetizou como se fosse exilado E ali escreveu versos inspirados Com uma tal maestria e especial lirismo. Sua Terra de palmeiras não é lá Em lindo versejar, bela poesia Homenagem donde canta o sabiá. Quem é esse que nos deu tanta alegria? As aves gorjeiam no lado de cá É o grande Antônio Gonçalves Dias. 135 Christiano Ferreira Nunes. Sou formado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Paraná. O primeiro poema que li foi Canção do Exílio e me empolguei. Escrevo romances, contos,crônicas, poesias e outros.

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POETA GONÇALVES DIAS Quero falar desse poeta Que nos deu tantas poesias Antonio Gonçalves dias As suas obras seletas. Seu poema me maravilho Coisa mais linda não há Cá onde canta o sabiá Sua bela canção do exílio. Nossas várzeas inda há flores E ele vivo continua Inspirando pela rua Nas poesias tem mais amores. Esse herói por aqui passou Exemplo de inspiração Nascido no Maranhão Mas um naufrágio o ceifou.

Cintia Cirino da Silva Santa136

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Gonçalves Dias Você que fez o mundo aplaudir seus encantos Fascinando os lugares por onde passava Sela o tempo com suas historias Observando tudo com seu olhar puro e brilhante Rabiscava em um papel sem saber que depois tornaria imortal Transformando o simples em poesia Com sua mente indianista exaltava a natureza Valorizado a essência do homem Independente da sua raça ou crença Sabia o significado da palavra amor Que não se resumia apenas em quatro letras Crescia em seu coração de poeta para voar, nos campos infinitos da imaginação Podia ver além dos olhos dos ignorantes Enxergava no brilho dos olhos alheios o espelho que refletia a alma e suas emoções Formando assim um compromisso com o universo literário Que não significava obrigação era apenas afeto um ato de amor completo Existia verdade em seus sentimentos Desligou-se da terra que todos chamavam de mãe Foi para o céu deixando saudade Um pensador silencioso doava a todos que desejasse seus conhecimentos Sua essência exala a sabedoria 136 Cintia Cirino da Silva Santa - Aracaju - SE – Brasil - 21/05/1981. Sou apaixonada por livros de boa qualidade, nas minhas horas vagas eu escrevo no meu blog é uma coisa que faço sem obrigação só por amor. Fala sobre Gonçalves Dias para mim é um grande privilegio seus poemas mim encantam. MSN: escritoresdealma@ hotmail.com – Site: http://www.escritoresdealma.com/


Hoje se procuro não mais encontro Procuro parte de te... Não sei se perdi ao nascer ou depois que vivi O que procuro não tem forma É apenas lembranças tão grandes quanto o universo Não daria para carrega nas mãos É uma aurora reluzente causa-me cegueira Essa poesia que só existia em você Induz-me a voar, escreve com a alma ate hoje mim faz chora Quando imagino o exílio minha terra quase não mais tem palmeiras muitos menos sabiá Ás aves que aqui deixou a civilização moderna matou Pois são poucas as pessoas que amam essa terra como você amou.

Clarindo Santiago137 - São Luís, 1941 SINFONIA INACABADA138 Quem hoje no Maranhão venha romeiro, W repre o seu ar tristonho e pensativo, Terá de lhe auscultar o coração cativo Da grandeza passada, o seu tesouro inteiro. A capital circunda a estatua do si divo, A baia recorda o perdido veleiro. É raro um sabiá cortar o céu, ligeiro, E a pasiagem perdeu o encanto primitivo. O ruído do arvoredo é um soluçar de palmas, A Sinfonia só de Schubert comparado, Infinita orquestração de prnto em nossas almas... Triste vate que o mar tragou, nas suas iras, É o Maranhão que chora o canto inacabado, A eterna inconclusão do poema dos Timbiras!...

137 Clarindo Santiago - São Luís – MA – Brasil - 12 de agosto de 1893. Foi membro efetivo do IHGM, onde fundou a cadeira 4, tendo como Patrono Simão Estácio da Silveira; na AML ocupou a cadeira 13, patroneada pelo jornalista José Candido de Moraes e Silva, proprietário e redator principal do “Farol Maranhense”, o primeiro jornal liberal de nosso Estado. Graduou-se em Medicina, exercendo a profissão com sucesso, optando também pelo Magistério, literatura, jornalismo e poesia. Tinha forte inclinação de ensaísta, sentindo prazer em elevar o nome daqueles de sua terra que se destacavam culturalmente. Escreveu O Solitário da Vitória. Ensaio critico. In Revista da ABL, Rio de janeiro, 1932; e Comemorações do 1º Centenario do nascimento do poeta Sousa Andrade. Grafica Renascença, Paraíba, 1937; O poeta nacional. A escola mineira e suas fases; Rumo ao sertão; João Lisboa; Neto Guterres – o medico dos pobres. No Magisterio, além de professor, foi diretor do tradicional Liceu Marenhense e da Instrução Publica. Faleceu ainda novo, de morte trágica, em novembro de 1941, nas águas to Tocantins. 138 MORAIS, Clóvis. TERRA TIMBIRA. Brasília: Senado Federal, 1980, p. 66, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão

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Clauber Pereira Lima139 ANA AMÉLIA SENTE SAUDADES! Ana Amélia sente saudades! Quando Gonçalves Dias viajou, Ana Amélia não resistiu e chorou. Sentiu saudades! Andou e divagou pelos mares. A saudade foi tão grande, Que ela se recolheu por um momento, E recolheu suas mãos num abraço em si própria relaxando toda a tensão. Depois, partiu a correr e a gritar: - Eu preciso encontrar a paz, Necessito imaginar o seu retorno. Pensando assim os dias seguem, dando voltas sem fim E, no dia em que ele chegar Eu vou sorrir e chorar.

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Os dias passam e a noite vem, A noite vem e os dias passam. Ana Amélia sempre triste, Fica a sós e não resiste; Seus olhos estão encharcados, Seu coração e sua vida em prantos. Não há mais do que sorrir; A vida parece não existir. Mas, eis que um dia chega uma carta; Ele não se esqueceu afinal. A alegria volta radiante, Seu coração agora está pulsante. A espera de qualquer notícia Doeu como o espinho do limoeiro na cabeça da jovem cabocla. Mas a dor passou, O amor voltou. Ana Amélia está feliz; Passa os dias sem nada dizer. 139 Clauber Pereira Lima - Pedreiras – MA – Brasil - 26 de dezembro de 1962. Sacerdote E Pesquisador. Licenciado em Teologia pelo CENTRO TEOLÓGICO DO MARANHÃO e Licenciado em Filosofia pela turma de 1998.2 na Universidade Federal do Maranhão – UFMA. Mestrado em Antropologia Social e Cultural pela Université Catholique de Louvain Bélgica; Mestrado em Teologia pela Université Catholique de Louvain – Bélgica. Membro da Discernment of Spirit Commission junto ao bispo de Calgary, Alberta, Canadá. Colaborador junto ao Tribunal Diocesano de Calgary, Alberta, Canadá. LIVROS PUBLICADOS = Sartre e a questão da Transcendência, Recife, Editora Livrorapido, 107 p. 2003. Skype: clauberl E.mail: clauberlima@gmail.com


Fica apenas a sentir, A dar valor à vida, a sorrir de tudo. Aquele que ela tanto ama Escreveu e pensa em regressar; Não deu prazos e nem hora. Resta apenas contar os dias, Um a um com alegria e acreditar que o reencontro mesmo inusitado é possível de acontecer. RETALHOS DE UMA VIDA: GONÇALVES DIAS E OLÍMPIA Tenho no meu íntimo uma grande emoção, Descobri sem querer que você é importante. No meu dia a dia você está resolutamente presente; Sei que não foi sua culpa; Me amar não te quero obrigar Siga o teu caminho e me deixe por cativar. Não foi também minha culpa tentar querer o teu coração. Por isso sejamos bons amigos, sem desculpas. O que poderia ter acontecido conosco? Amarmo-nos um ao outro até cair na rotina. Não quero expô-la a isso. Quero para ti somente uma vida a dois, em enlevos de amor eterno. Sei que fui ousado em te querer. Mas, segui meus impulsos E o que fiz foi te perder. O amor é mesmo injusto. GONÇALVES DIAS EM SEUS ÚLTIMOS MOMENTOS EM BUSCA DE AMOR E DE PAZ Naquele vapor a encher-se d’água Gonçalves Dias poderia ter vivido esta emoção entre Céu e Mar: Luz, muita luz me envolve Esplendor e muita cor. Sinto a tua querida presença Ana Amélia e, com isto me alegro Vejo-te se aproximar e me entrego. Em pensamentos vistosos me enlevo Vagando na imensidão, e me deixo levar Ao lugar da paz sonhada Onde a encontro perfeita e pura. Desperto para a realidade Tento mudar esta fatalidade Da vida em volta: Guerras, peste, fome e caos social. Tu me poderás ajudar

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Dando-me forças. Sendo assim, contribuirei para uma mudança extrema Distribuindo amor, sossego e pão. Pra nós será fácil. Pelo menos tentaremos! Enquanto isto a água leva o corpo do querido poeta romântico Mas fica a sua lembrança E nós os seus amigos continuaremos com passos firmes a construir o Brasil que confere a todos as mesmas chances de educação e humanidade. MARANHÃO, ESTOU CHEGANDO! Cai a tarde lá no Maranhão As folhas murcham e a noite vem. O pôr-do-sol lá é bonito, O sol se esconde por entre as palmeiras de babaçú. Com o seu vermelho ele se mostra, Até sumir. A natureza se ressente; Com a sua ausência ela descansa. 196

Pela tardinha Os passarinhos se agasalham, Procurando seus ninhos em cada árvore, Indo dormir pelo poente. De manhãzinha a passarada Acorda feliz e a cantar; Correm sobreiros por sobre as nuvens, Como se fossem caminhos no ar. O nascer e o pôr-do-sol, Lá no Maranhão, terra querida, É mais belo que no Canadá; É emocionante! É o começar e o terminar de atividades. No Maranhão, o tempo importa O viver cedo inicia. Vai-se ao curral tirar o leite; Vai-se ao pasto levar o gado. O trabalho é cansativo; Não há prá onde escapar; Ou se trabalha com toda força Ou vai-se embora a terras outras.


Ao fim de cada dia a família se reúne; Fala-se sobre o roçado até à hora do jantar. Depois do mesmo, a conversa se prolonga E ouve-se de lendas e costumes; de lobisomens e boi tatá. Dorme-se tarde e bem cedo se acorda. No Maranhão tem aquela paz... Como se o mundo fosse só ali. Não há discórdias e quando as há Firma-se a voz e se discute. Foi nessa terra que nasci Nessa vivência de caboclos. Eu vim de lá e sou caboclo Irei pra lá quando morrer. Nas muitas terras do Maranhão Há muitos Rios, Riachos e Igarapés. É gratificante banhar em suas águas; Sentir que há vida na terra fértil. Em minhas veias e em minha vida O Maranhão se compenetra, Firma-se em mim e eu não o nego Sou filho desta terra Tupinambá. Sinto-me bem ao tocar em seu chão; Solto gritos e risos ao rumar pro Maranhão. Vejo que a terra sente que a amo E grito mais forte: - Maranhão, estou chegando!

Cláudia Duarte da Silva A Terra De Gonçalves Dias É A Minha Terra Minha terra tem Poetas, em cantos de sabiá, tem aves que aqui gorjeiam o que não gorjeiam por lá. Tem céu azul estrelado, águas na imensidão; florestas purificando o ar; terra gestando o grão. Minha terra tem riquezas que só existem aqui, tem poemas apaixonados, tem voo de bem-te-vi.

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Caminho todo enfeitado pela lida do cidadão que trabalha noite e dia, ritmando a construção. Minha terra tem um povo que crê e é feliz, que é mestre...é aprendiz, que reza...agradece...bendiz. Tem folguedos...cantorias, enfeitando nossas ruas. São crianças brasileiras, soltando pipa na lua. Bordam o verde das matas, com o amarelo ouro brilhante; o azul desce em cascatas; lenço branco flamejante. Gritos ecoam das tribos, saúdam pajés redentores. Índios dançam pedindo: - Respeitem a vida, Senhores! 198

Nosso sangue é obreiro, vertente de muita emoção. Em cada verso, uma história nascida no coração. Deus permita que os Poetas consigam eternizar os Poemas que Gonçalves criou para ensinar: amar a terra é virtude que nem todos possuem, mas os que amam sabem: amar requer atitude. Bendita a terra que tem o canto do sabiá, tem aves que gorjeiam e flores para enfeitar. Tem matas...tem céu estrelado, águas na imensidão, terra gestando o grão e versos na multidão.


Assim, é a minha terra, feita de encantos mil. Uma terra iluminada que Deus abençoou_ Brasil.

Cláudio da Cruz Francisco140 PROEZAS DE UM POETA Gonçalves Dias com teus dons mágicos Abriu carinhosamente as nuvens Colheu imagens moldadas pela luz E delas fez versos iluminados Encantando com amor quem passeia De mãos dadas com a poesia. MENINOS DA LITERATURA Meninos tímidos descansam suas faces Pelas veias, circulam um conjunto de letras Sentimentos inéditos no coração iluminado Um corpo saudável, sensível e inteligente Meninos cheios de histórias para compartilhar Quem se habilita delicia tamanho privilégio Curtem uma viagem fruto da amizade Entre o escritor, linguagem e inspiração.

Cláudio Gonçalves da Silva141 GONÇALVES DIAS: POESIA, CORPO E ALMA Eternas são suas poesias, obras primas de natureza ímpar Doces são suas palavras que encantam a alma dos poetas Apaixonados de várias gerações Simples e modesta, a forma com que nos apresentou Obras de arte transformadas em palavras, frases, versos, sentimentos Suaves palavras, de uma época que cativa E que enobrece a alma de um simples poeta contemporâneo

140 Cláudio da Cruz Francisco - Belo Horizonte – MG – Brasil - 08/06/1980. É graduado em Ciência da Informação (Puc Minas). Escreve artigos e crônicas para jornais. Trabalha no Jornal Estado de Minas no setor de Documentação e Informação. Trabalha com fotografia de eventos e tratamento de imagens. Está finalizando os primeiros livros de romance e poesia. 141 Cláudio Gonçalves da Silva - Itumbiara - GO – Brasil - 12 de Julho de 1973. Publicou em março de 2010 o livro de poesias intitulado: Poesias de Minha Alma pela Câmara Brasileira dos Jovens escritores. Tem poesias publicadas no Livro de Ouro da Poesia Brasileira Contemporânea (2009); Poemas Dedicados (2009); Poesia de corpo & Alma (2009) e Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos, 55 e 57 (2009); 87; 88; 89; 90; 91; 92; 93; 94 e 95 (2012).

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Entre tantos caminhos, o dom de escrever Um anjo, mago na transformação de palavras Cujas poesias me encantam e pacificam meu coração Em um tempo dito moderno, mas sem amor, sem paixão O romantismo puro, ingênuo deu origem a outros sentimentos Hoje, ódio, desconfiança, o sangue derramando do corpo Um corpo sem alma, sem vida, sem lugar para repousar Sem suas palavras é assim que me sinto, um eterno VAZIO O nada toma conta de meu peito e domina meu ser Um ser que não se sabe seu próprio caminho Apenas tropeçando e caindo sobre pontiagudos espinhos Espinhos que encontro pelas palavras não escritas Pelas frases não ditas Pelos sentimentos que não podem ser expressos Poesia, que admiro e confesso por quem estou apaixonado Onde entrego meu corpo Cujas palavras doces e compostas enobrece minha alma

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Em cada linha escrita, expresso um sentimento verdadeiro Frases perfeitas que acalentam meu coração Um ser como eu, simples, mas que busca em suas palavras. A verdadeira inspiração Para que meus dias possam ser mais ensolarados Para que possa observar o azul do céu E o brilho de seus olhos Por quem confesso: estou apaixonado.

Cleberson Filadelfo Maria142 A UM HOMEM QUE AMOU Foi poeta, advogado, jornalista, Homem multi-função Foi inspirado por sua terra, Amante da pátria, herói da nação. Foi etnólogo e teatrólogo, Homem de intelecto sem comparação, Foi senhor do seu destino, Viajando ao velho mundo atrás de conhecimento e inspiração. 142 Cleberson Filadelfo Maria - Paranaguá – PR – Brasil - 26 de fevereiro de 1977. Coordenador de Projetos e escritor amador, atualmente trabalha e reside em Joinville, SC. Como autor iniciante, iniciou recentemente participações em concursos literários com o seu livro de contos “Trufas de Chocolate”, além de enviá-lo as mais diversas editoras para análise. Atualmente está escrevendo um novo livro, de poesias, tendo como foco o amor. E-MAIL: cleberson.maria@gmail.com


Foi mestiço, de origem simples, Homem de sentimento e paixão, Foi sujeito aos preconceitos da sua época, Amando sua musa, mas sem poder concretizar a união. Foi em frente, e sua vida de estudos continuou, Homem de coragem e inquietação, Foi sujeito às mazelas da saúde do seu tempo, Morreu esquecido, doente, afogado em seu colchão. Gonçalves Dias, poeta tão estudado Memorável é tua contribuição, a este país tão injustiçado. Serás sempre referência e fonte de inspiração Pois escreveste coisas notáveis, vindas do coração. Aqui deixo a minha homenagem Por tudo que fostes e representou Pois para escrever estes versos, estudei a sua vida e obra, E isso sobremaneira me deslumbrou

Cleiton Reis Felix143 O Cantar Gonçalvino

Terra de valorosos frutos nordestinos De cultura curiosa e divertida Donde o poeta se inspira a escrever E o riso do seu povo me faz entender Que Gonçalves está aqui. É poder contemplar o verde dos campos Ouvir dos pássaros o cantar de alegria Ver a beleza dessa terra querida, Cantada por Gonçalves Dias. Poeta dessa ilustre terra Que se faz lembrar pela obra criada De ricos versos e rimas perfeitas Dedicadas à Pátria amada. Sob a lua de agosto em Caxias Nasceu Antonio Gonçalves Dias Poeta que marcou a literatura clássica Cantou e encantou- nos com seus amores e paixões Seus versos e estilo carrego no peito Sua honra, cultura e respeito.

143 Cleiton Reis Felix – Caxias – MA – Brasil - 09/05/1988. Estudou o ensino fundamental na UI. Pres. Costa e Silva e o ensino médio no CE. Aluísio Azevedo, ambas na cidade de Caxias-MA. Atualmente é aluno do curso de Licenciatura Plena em Geografia, no Centro de Estudos Superiores de Caxias – CESC da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. Reside em Caxias-MA no Bairro Campo de Belém, é também cantor e compositor.

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TERRA ‘GONÇALVIANA’ Aqui eu canto aqui eu danço Eu vejo o grilo pular, o sapo canta no açude Não vejo mais o sabiá. Mas vejo ainda as palmeiras Macaúba, Tucum e Babaçu Também tem o açaí, pouco vejo por aqui Nessa terra de primores Riachos e rio para refrescar Minhas flores são de caju, manga, goiaba e cajá. Ainda sou feliz aqui, os pássaros com os seus acordes Bigode, fogopagô e bem-te-vi. Lá do alto do meu morro Lágrimas de felicidades eu chorei. Avistei um lindo cerrado De grandes árvores a torcer Acampando por lá a noite, um céu estrelado eu pude ver Degustei um bom vinho Desta noite não me esquecerei. 202

Minha terra é rica em cultura Ainda esculto o velhinho tocar Sua viola canta a sua tristeza E na sua alegria vejo-o dançar.

Clélia Aparecida Souto e Couto144 GONÇALVES DIAS NÃO MORREU Lençóis de areia maranhense... Dunas ao léu esvoaçantes desfazem-se em segundos ao sopro dos ventos uivantes. Acolá, coqueiros balançam as folhas levantando poeira do chão como índios sapateando em dança de festa guerreira na mata.

144 Clélia Aparecida Souto e Couto - Santo Antônio do Monte – MG – Brasil - Junho de 1936. Atuou como professora até 1969. Graduou-se em Letras pelo INESP de Divinópolis em 1979. Até 1983 foi vice-diretora da E.E. “Dr. Álvaro Brandão”. Autora de A Casa Grande & Clareiras de Clélia - relatos e poemas. Pertence à ACADSAL( Academia Santantoniense de Letras) e se orgulha muito desta honra.


A natureza encobrindo a imensidão deixa pássaros revoltos rasgarem o céu em bailados leves e soltos no espaço vazio do solo brasileiro. Cortando a terra como se arado fossem rios, cachoeiras deixam cair suas águas como cascatas de brilhantes raros. Misturando algo divino ao humano numa cadência louca e repetida a natureza aplaude estarrecida. Terra, quinhão dado a quem nela habita, abre-se em perfume e beleza com ritmo suave e forte das poesias cantadas pelo poeta Gonçalves Dias.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes145 A Gonçalves Poeta -saudoso, agônico, voltas à terra natal Frágil, trêmulo, febricitante, Mas com relembranças fortes A plenificar-te a alma de energia Embora estejam enfraquecidas as esperanças... Queres chegar a São Luiz do Maranhão, Chegar e andar pelas ruas estreitas, Pelas calçadas de pedras, Da ilha de praias singulares Cujo areal extenso É lambido pelo mar cor de rio, Cuja extensão vai dar nas terras de Portugal... Queres rever pessoas, ouvir os sons Dos sinos das igrejas, da siringe dos sabiás festivos Que não esqueceste em teu exílio. A mulher amada acode-te em teu delírio, a rememória faz-se musa e te inspira versos que não mais escreverás... Um piedoso anjo de cristal,que parece orvalho, Cheirando a rosas e à maresia, Faz com que olvides as razões de teu martírio Pela separação cruel e indevida Da mulher amada... 145 Clevane Pessoa de Araújo Lopes - Brasil. Psicóloga,riograndensedonorte, radicada em MG.Escreve e desenha desde a infância.Cadeira O5, Cecília Meireles, na AFEMIL(BH-MG) eCad. 11 Laís Corrêa de Araújo,na ALACIB, entre outras.Membro da IWA(EstUnidos) e da Academia PreAndina de Artes, Cultuta y Heráldica..Nasceu em 16 de julho de 1947. Y Heráldica.Morou em S.Luiz, MA,nos Anos 80.10 livros solo e mais de cem participações em antologias.

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Que culpa tens por teu sangue a correr nas veias Brasileiras, é mestiço,a gerar tantos preconceito . Súbito, a vida se esvai, a breve vida

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As águas em movimento, frias ao teu corpo ardente Sereias de prata conduzem-te ao Absoluto, O desconhecido –assustador, por ignoto, Até que se chegue aos portais dessa outra dimensão. Teu anjo estelas, que tantas vezes desceu à Terra para consolar-te e enxugar-te as lágrimas, ampara-te, e tomando-te pela mão, leva-te ao gênese de tua essência,, pelo túnel pleno de magnífica luminescência... As asas angelicais, energia em movimento, Criam mil arco-iris deslumbrantes, o que te encanta na passagem...   Percebes que enfim, estás livre De qualquer sofrimento e provação Não tens cor-de pele que te torne um rechaçado, Carne alguma, cuja carnação de mulato Marque tua destinação! Nada que te faça um auto-exilado... Súbito, ouves risos e canções. Outros poetas estão à tua espera, Gonçalves Dias. Ajudam-te, dizem-te teus próprios versos e os deles, Convincentes de que todos os bardos são iguais de alma Abraçam-te, cordifraternalmente. Nem em todas as tuas fantasias, Te imaginaste assim, igual entre iguais, diferente entre diferentes, quais o são todas as criaturas de um mesmo Criador... Percebes que nesse mundo , não há preconceitos E que aqui, experenciarás um espaço de estar para ser... Leve, em pianíssimo, , sentindo uma felicidade inusitada À tua vida antes tribulada, tributada de preços que não podias pagar, deixas-te conduzir ,em agonia agora. Seria o fim, mas é um recomeço Afinal, poetas não devem morrer -não se sua Poesia permanecer Após sua délivrance ao contrário. Para sempre, teus versos serão lembrados, Enquanto houver sabiás, enquanto a serpente dormitar Enroscada no contorno da Ilha . Teus poemas  são o retrato de teu talento, De teu perfil, de tua história... O mar foi o derradeiro abrigo de teu corpo. A alma...continua em expansão!


Cleyton Domingos dos Santos Campos146 Porque escrever “a exemplo de Gonçalves” “Tinta gasta. Papel rasgado. A inutilidade da feitura contrasta com a utilidade das palavras” Que deve ser dito? Tudo me é licito As palavras não bastam. Não me cabem. São meras sombras que em si guardam A forma daquilo que as projetam. A essência, a cor, a textura não são idéias De fato existem. Permanecem. Não são lembranças Que facilmente são esquecidas ou postas no papel Porque fazer muitos livros?Não serei lembrado Não viverei para ver nem a eternidade. Se amanha de mim falarem - estarei surdo. Hoje é o dia, amanha é tarde - que digam hoje. Se de muitos ainda falam, é enfado da carne Já dormem e daqui apouco estarei em igual estado. Não importa o que faziam; se bem ou mal Porem estou aqui e me importo, talvez por vaidade. Desperdiço algo que não pode ser poupado E usado amanha.Porque me importo. Se surdo, mudo ou intangível, minhas palavras restarão Perdidas,talvez,na face imutável do tempo. Por que te importastes? Nada mais havia para esquecer que se “vive” (e se morre)? Mulheres, bebidas, caçadas, amigos, salas de bate-papo... Era “moda”, centelha divina, falta do que fazer com a vida? Ou como eu: um desafio, a procura por um titulo? Faz 189 anos. Ossos brancos. Mas ainda vive: Em muitas ruas, praças, escolas, lojas, academias (aqui) Eterno onde importa: na memória e na ponta da língua Não apenas em livros. Não por palavras indignas Mas por entre as linhas. Nos olhos de quem contempla o sabiá E as aves que aqui gorjeiam. No coração de quem ama seu torrão E sente no peito e na alma a coisa misteriosa e eterna E se importa,mesmo que seja uma fração insuficiente o que diz E sente aquilo que nos faz esquecer de Londres,Berlim,Paris... E nos faz querer estar no nosso cantinho amado. Para isso, talvez o tempo não exista. Que direi que não fora dito?Que não disseram? Em cada verso engastarei a rima?Usarei redondilhas?

146 Cleyton Domingos dos Santos Campos - São Vicente Ferrer – MA- Brasil estudante, morando atualmente na cidade de São Bento, aluno do C.E Dom Francisco; incentivado a participar deste ilustre projeto pela professora Maria Auxiliadora e tendo consciência da importância deste homem para a literatura maranhense,brasileira e mundial, dedica estas poucas e insuficientes palavras a este grande vulto da História.

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Procuro uma estrofe que me torne eterno Primo, alteio,limo,enfim;colho espinhos... Procuro a poesia,não quero ser achado(estou errado) Gasto as horas criando falácias (mais inúteis ainda) Faz 189 anos. Não fostes esquecido. Um daqueles que nos fazem pensar e acreditar Que a imortalidade existe ou possa existir E nos faz dizer: deixa disso moço;é Deus em cada gota de orvalho E nos olhos de quem ver Talvez as coisas não sejam tão inúteis E o tempo tão tirano e implacável assim Se depois de um século ainda falamos de ti É por que vale a pena.Tudo vale a pena quando se tem uma alma. (desconfio que disse algo) Para Gonçalves

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GOTHE BYRON HONORÉ EÇA LAMARTINE FLAUBERT VICTOR HUGO POE SHAKESPEARE DANTE ORACIO CAMÕES ASSIS

Conceição Santos147 O sonho... Quando eu enxerguei o mundo foi através de você, das belas palavras “simples”, carregadas de ternura, de sentimentos profundos Oriundos do seu ser.

147 Conceição Santos - Sergipana – Brasil. Graduada e pós-graduada em Letras: Português/Italiano pela UFRJ. Atualmente é professora de Língua Portuguesa na FAETEC em Quintino Bocaiúva. É Acadêmica Efetiva da ALAP –Academia de Letras e Artes de Paranapuã e Acadêmica Correspondente da ALAB, ALAV e ALAF. Como escritora já lançou dois livros solo e como coautora participou de várias antologias Contatos: Conceicaosantos37@ yahoo.com.br www.conceicaosantos.recantodasletras.com.br


Cresci ouvindo e também recitando a linda canção do exílio que tanto fez-me sofrer, pensando em alguém distante e dele só restou o semblante envolto em tramas de névoas Tecidas ao amanhecer. E, assim, buscando o alguém envolvi-me nessa trama avancei floresta a dentro sem ao menos perceber que os meus passos me levavam a uma certa mangueira cuja altiva copa encobria um Leito de “bem viver”. Esse leito era de folhas como fazem os passarinhos que por serem “miudinhos” na floresta, são difíceis de se ver por isso demonstram todo fervor, usando as folhas verdes, tecendo com muito carinho seu belo Ninho de amor. Continuei avançando a buscar o que eu queria, na verdade, não sabia o que poderia encontrar. Então, avistei uma tribo de fortes e bravos guerreiros, lutando em Desespero para o seu povo defender. Nesse meio havia um moço de nobres gestos e bravura que destemido lutava, mas a luta veio a perder. Foi aí que ele chorou, mostrando o medo de morrer. Pulei da cama, Gritando: Juca Pirama: é você? Ao poeta Um dia na mata ouvi um cantar no galho da palmeira avistei a sabiá que cantava feliz para seu par encantar.

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Naquele momento voltei ao passado lembrei-me do poeta que muito inspirado cantou a sua Pátria e seu povo amado. Seus versos eram mágicos sua beleza sem igual Gonçalves era Dias de palavras gentis, mas seu tom era forte em defesa do “Norte” e de todo o País. Exaltou as florestas e riquezas naturais seu índio era o bravo homem varonil Gonçalves foi poeta do Romantismo brasileiro para defender suas ideias usou de muito esmero. 208

Saudades... Um dia o grande poeta, estando só a pensar a quilômetros de distância do seu imenso Brasil a saudade apertando, em seu peito gritando e ele “chorando” cantou exaltando a pátria querida, a mãe amável e gentil. Lembrar a terra consola o coração em pedaços, da saudade que tinha sentia-se exilado, não por imposição, mas pela situação de ter de se ausentar da pátria amada, por Deus abençoada para poder estudar. Isso se fez necessário para se aprimorar. Lá conheceu escritores com idéias arrojadas que cultuavam a Idade média com a qual ele simpatizava


daí veio o interesse pelo índio brasileiro, representante vivo do nosso “medieval” passado que o poeta desenvolveu com o brilhantismo que recebeu do supremo Deus para ele enviado Bons tempos... (poema inspirado na Canção do exílio, de Gonçalves Dias) A terra que tinha palmeiras Também tinha o sabiá As aves que cantavam aqui Cantavam diferente de lá. O céu que era cheio de estrelas Agora, já não existem tantas assim A derrubada das matas para se fazer “queimadas” leva as árvores ao fim. Mas ainda tem primores Um pouco de ouro, prata e amores Certamente, tem beija-flores Para o néctar das rosas sugar. Lembrando ainda a canção, Saudades eu sinto de cá Da terra que tinha índios, com Palmeiras verdejantes para a sabiá cantar. Um grande amor Antônio Gonçalves Dias nascido no Maranhão, após os primeiros estudos Direito foi estudar, na Universidade de Coimbra do outro lado do mar para cumprir seu destino e seu país exaltar. Alguns anos depois, já de volta ao Brasil, sua produção literária intensifica e os amores também, mas nenhum o fez esquecer a jovem Ana Amélia que a ele tanto queria bem.

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Seu amor por essa jovem muito o fez sofrer, pois com ela quis se casar, porém, a família da moça sua mão veio a negar, tendo por base às origens mestiças. Estas, impediram o poeta da sua amada desposar Gonçalves sentiu-se triste, contudo, era homem de brio e lealdade, resolveu se afastar, abrindo mão da sua paixão para preservar a amizade e com isso, ela não concordou, embora existisse o amor, começou, aí, a “rivalidade”.

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Ao ter seu pedido refutado, o poeta seguiu seu caminho. Casou-se com Olímpia da Costa para esquecer daquele amor que um dia ele não soube “querer”. Ana Amélia não se conformou e a família desafiou, casando-se com um “plebeu” que também era de cor. Da decisão que tomou, mais tarde, se arrependeu. Após encontrar-se com ela, na cidade de Lisboa em uma de suas avenidas, e esse encontro reabriu-lhe antigas feridas. Ana Amélia nunca conseguiu entender a atitude “sensata” que o amado pode ter e o futuro dos dois ele não “quis” defender. Abatido pela dor e pela desilusão que o destino lhe impôs, pondo no meio dos dois a razão, aniquilando a emoção para depois separá-los. O poeta, sentindo-se amargurado, despediu-se da amada, dizendo: - “Ainda uma vez – adeus” que foi copiado por ela com o sangue que lhe corria nas veias e com o amor que Deus lhe deu.


Corujinha148 Um amador das Musas mandou-nos pelo correio esta parodia a uma das partes da famosa poesia de Gonçalves Dias. Por ser inoffensiva, publicamo-la para desopilar os nossos leitores (DIÁRIO DE São Luís, 23 DE MARÇO DE 1921) O CANTO DO “PIAGA” Offerecido aos activos representantes do Povo, no Congresso Legislativo. Porque dormes, ó Piaga bovino? Começou-me a razão a fallar: Porque dormes, Escuta a miséria Implacavel, a voz levantar! Tu não vista “a moção” do enfrossa Da verdade a luz offuscar! Não ouviste o seu Tasso, de dia, Este povo querer debochar? ! Tu não viste o commercio parado, Sem arame, verrgar e gemer E ainda o Fisc0o medonho por cima Qual abutre sua garra abater ? ! Tu não vês a Lavoura a Industria, A chicote tratados, sem dó? E a cobreira que dellas arrancam Voar toda em sonhares, e só? Tu não viste a cobreira guardada Crear azas, voar e voar... E tornar-se em ... autos faustosos Que a Insania nos vem ostentar? Tu não viste “Tupan” já sem “cobre” Trinta escolas fechar de uma vez! E tratar as crianças tão pobres Tal e qualo trataria... uma rez! Tu não vês o teu boi lazarento Este povo indefeso matar? E tu gaurdas os cobres, sedento, Para La no teu poocker... augmentar! Mas... tu dormes, ó Piaga bovino! E Anhanga te prohibe enxergar A verdade cruel e terrível Que te os cegos já podem palpar! Março de 1921. Corujinha. 148 Diário de São Luís, 23 de março de 1921, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão

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Cristiane Branco da Cruz149 Pois é, Gonçalves Dias Gonçalves Dias, homem independente e de bom caráter, Homem brasileiro, mestiço das três raças, Homem de fé, poeta de garra, Lutou até o fim da sua vida. Homem fiel, poeta amigo, companheiro, Suas palmeiras sadias e os sabiás ali nele viviam, Amor não correspondido e tristeza lhe invadiam, Seu passado sofrido, em nossa vida ele está vivo. Pois é, Gonçalves Dias, Você se foi, mas nos deixou um pedaço de história De um brasileiro de verdade. Pois é, Gonçalves Dias, Você se foi, mas nos deixou um bocado de saudade!

Cristiano Mendes Prunes da Cruz150

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CANÇÃO DO EXÍLIO Porto Alegre é uma cidade alegre, onde há muito que fazer. Lá, há dois times famosos e, em dia de GRENAL, o Rio Grande do Sul é todo vermelho e azul. Aqui, tudo foi projetado; e há pouco calor humano.

Cristy Elen Rocha Pereira151 POETA DA VIDA Alegria, beleza e cor Gonçalves Dias escritor conta a história do Brasil com todas as coisas que descobriu.

149 Cristiane Branco da Cruz – Teresópolis – RJ – Brasil - 26/01/1996. poetaluna do 9.º Ano da E. M. Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ, e apaixonada por poesia. Professor orientador: Carlos Brunno S. Barbosa 150 Cristiano Mendes Prunes da Cruz - Porto Alegre/RS – Brasil - 20 de abril de 1997 -. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”. Curte futebol, pescar e jogos eletrônicos. E-mail: cristianoprunes2012@hotmail.com 151 CRISTY ELEN ROCHA PEREIRA – Balsas – MA – Brasil. URE – Balsas - Centro de Ensino Médio Dom Daniel Comboni; Professora: Marcia Meurer Sandri


Gonçalves Dias é poeta da nossa querida terra que com amor contou as culturas que lhe inspirou. Mas, Gonçalves Dias nos deixou E o Brasil que lhe encantou Hoje chora com muita dor a perda de um grande autor.

Cynthia Theodoro Porto152 AINDA UMA VEZ... O AMOR ETERNO SEM ADEUS... (Soneto para o poeta Gonçalves Dias) Querido amigo poeta... é uma pena, aquele adeus à musa inspiradora... nem mesmo o sabiá com cantilena, foi como alegria consoladora... Da palmeira, a verve cantadora, quiseste um doce amor, em paz serena, tiveste, assim, paixão acolhedora, mesmo indo embora, o coração perena... Morria-se de amor naquele antanho, porque nasceste em tempo vil e errado, e, como todo vate, foste estranho... Não se podia amar, nem ser amado, a humanidade – sofredor rebanho, mas, hoje... o amor é lei e consagrado...

152 Cynthia Theodoro Porto - São Paulo SP – Brasil. Cursou Letras na USP (Português/Inglês e Hebraico) e Direito nas Faculdades Metropolitanas Unidas, sem contar os cursos de línguas e os profisisonalizantes. Escreveu e publicou em 2005 o seu primeiro livro chamado “A LIRA DE AQUÁRIO”, uma antologia de sonetos e outros versos. Para contatos, o seu endereço eletrônico é: cynthiatheporto@gmail.com

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D. da Silva153 - 7 de Setembro de 1873 Gonçalves Dias Por ocasião de inaugurar-se a sua estátua (Ao dr. Antonio Henriques Leal) Ei-lo talhado na pedra – tando o dorso do mar, o leito d’alvas espumas onde se foi repousar; sobre a lira reclinado o filho das harmonias ouve as doces melodias que a vaga vem entoar. O bardo tem a seus pés – o povo que mais amou, sobre a cabeça – este cáu que seu verbo eternizou. As turbas tecem-lhe c’roas, o céu alegre o festeja, a brisa que rumoreja pelos palmares passou. 214

Doces beijos traz das rosas abertas ao alvorecer, um suspiro da açucena que começa a enlanguescer; do sabia os gorjeios, da juriti terno arrulho, do lago brando marulho a brisa vem-lhe trazer. Saudemos todos no bardo o gênio da inspiração, n’aquela estátua de pedra voltada para a amplidão! N’ela a pátria reconhece o senhor das melodias, – o grande Gonçalves Dias – a glória do Maranhão! –

153 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 566-567. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil


D. Freitas154 - São Luís, 6 de Setembro de 1873 Ante a estátua - À memória de Gonçalves Dias Le Génie est un dieu tout de glorie et de flamme; L’harmonie est sa voix, la nature est son âme. Son vol n’est limité ni des rieux ni des mers; Les ailes, ses regards, embrassent l’univers. Lebrun, Le Génie. Aquela fronte espaçosa, Que vedes resplandecer, Onde as musas vão beber Áurea luz da inspiração: É do Deus das melodias, O astro das harmonias, Que surgiu como um vulcão Deus disse «gênio caminha «Segue do Pindo a estrada «Que tua fronte inundada «De luz sempre há-de brilhar, «Aclara dos céus a terra «E tudo que n’ ela encerra, «E ligeiro volta a teu lar.» ………………………….. Não vedes ali um monarca A um povo tiranizar, Nem vedes subjugar Do culto povo a vontade: Que essas púrpuras… esses terrores Quais romanos imperadores . Tendo aos pés a «liberdade»! Vedes do gênio a estátua De flama c’roada a fronte Que inunda o prado e o monte De pura luz divinal! O gênio nunca arrefece, E o mundo jamais se esquece Do seu cantor imortal! Passado bem curto espaço Se cumpriu a profecia, Iluminou mais que o dia Da terra té junto aos céus; O gênio não demorou-se, 154 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 576-578. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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Da vida a luz apagou-se Voltando ao seio de Deus. Dos céus a terra ilumina Esse astro tão brilhante, Poisou na terra um instante Deixou luz p’ra toda idade; Essa luz não se limita, Ela por Deus foi predita, A rival da divindade! A sorte mais que propícia Marcou-lhe mais bela fada, Entre os prismas d’alvorada Lhes apontou a amplidão. Em tudo resplandecia, Seu estro brilhou mais que o dia, Que a cratera d’um vulcão.

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O grato povo ergue o trono Para um culto venerando, Vejo a Europa memorando Que junto ao culto s’ acurva; Todos os sóis escurecem, Todos planetas arrefecem, Aquele nunca se turva! Um ser como és, bem vê-se, Não pode ter outra sorte Pois um Deus depois da morte Sempre tem tais condições, Tal foi o mártir da cruz, Derramando intensa luz Libertou as gerações. O buril deixa em granito De toda a idade a memória Em áureas páginas a história Aponta suas melodias, A briza seu canto entoa Tais são as per’las da c’roa Que cinge Gonçalves Dias!


Daisy Maria dos Santos Melo 155 Gonçalves nossa estrela O mar não tem saber Se tivesse jamais desejaria Ter consigo aquela culpa De levar Gonçalves Dias Poeta mui destemido Muitas dificuldades passou O pai perdera cedo Amigos o sustentou Amou a mulher errada? Ou errado foi fraquejar Diante d’uma sociedade Que não o queria aceitar? Fugira pra não sofrer Sua dor só aumentou Caminhos despedaçados Isso também é amor Doente e debilitado A vida se esvaindo Mas não era pra ser o mar Seu algoz, se assassino Agora que já se foi Deve cantar a beleza Em alguma constelação Porque poetas, ah os poetas! Estelas sempre serão! Dias nos meus dias Quem és tu poeta Que grandes lutas abraçou Cantou a nossa nação O índio sempre exaltou Orgulho da raça mestiça Orgulho brasileiro Ao lado de Alencar No Brasil foi pioneiro

155 Daisy Maria dos Santos Melo – Maceió – AL – Brasil - 02/06/1983. Formada em gastronomia, atualmente estuda crítica literária na UFPE. Ilustradora, venceu o prêmio “Mágica Especial” em 2010. Possui um artigo publicado com o título: “O cordel como instrumento de interesse nas escolas”. Além de poesia, adora escrever prosa ficcional, contos, crônicas...

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Por muitos rejeitado Falta de compreensão Tido como abusado Onde sobrava presunção. Sofreu dor de amor Preconceito e depressão Mas em tudo quanto vivido Não manteve o olhar no chão Sempre em grande compostura Exaltando seu país Quisera tantos mil “Dias” em meu Brasil! MEUS VINTE E POUCOS ANOS Vinteanos! Perdi-os nas tuas mãos Algozes, ferozes. Suprimiramtodo meu ser. Tantossonhos perdidos Num peito que só te amou Vinte anos! Ah, se voltassem Cruzariaa calçada. 218

OLHARES Um encontro Um reencontro Saudade Desespero mudo Todo meu ser Naquele teu olhar Um que eu jamais voltarei a ver CANÇÃO AO MARANHÃO Meu Maranhão tem palmeiras Tem também terras vermelhas As aves são das mais belas Você há de concordar Nosso céu é mais brilhante Olhe só por um instante Os bosques mais radiantes Sigo a vida exultante Sozinho eu penso à noite Como é lindo esse lugar Tanta saudade eu tenho Só quero pra lá voltar


Minha terra é só sabores Somente encontro por lá Sozinho eu penso à noite Como é lindo este lugar Tanta saudade eu tenho Só quero pra lá voltar Deus não queira que eu morra Sem que eu volte a pisar Na terra dos babaçus Que não encontro por cá Sem que veja uma palmeira Só quero pra lá voltar.

Dalciene Santos Dutra156 GONÇALVES DIAS Filho de Português com cafuzo Nasceu de uma união não oficializada Por isso sua mãe foi abandonada por seu pai que foi morar Com outra amada. Gonçalves Dias Tinha alegria tinha amor o dom que Deus criou Escreveu poesias Com muitas sabedorias Para nossa alegria. Poeta do Maranhão Despertava muita emoção Para o povo desta nação com sua dedicação. Tenha orgulho de nascer Na terra de Gonçalves Poeta do povo maranhense Levou os encontros da gente Para o mundo conhecer. Viva Gonçalves Dias! Eterno poeta do amor Na Academia de letras Eternizado com descido valor.

156 Dalciene Santos Dutra - São Luís – MA - Brasil – 12/03/ 2002. Motivo da Participação: Reconhecer a importância da poesia na vida dos seres humanos como ferramenta de divulgação dos sentimentos e comportamento da sociedade onde está inserido

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Daniel Ely Oscar Noé157 CANÇÃO DO EXÍLIO Estados Unidos e Brasil contrastam quanto ao físico de seus habitantes. Lá, muitos gordos; aqui, muitos magrelas. As comidas de lá são bem mais gordurosas que as daqui. Lá, durante o dia, ouvi-se o ruído dos carros; aqui, ouvimos o canto dos pássaros.

Daniel Victor Adler Normando Romanholo.158

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A ANTÔNIO GONÇALVES DIAS Chorou de tristeza Ao perder a filha querida Ao ausentar-se da terra natal Ao perder o amor da sua vida!!! Com tanta criatividade, deixou muitas saudades... nunca iríamos esperar sua ida. Pois é: Choramos hoje a sua partida Mas nos alegramos por tê-lo tido entre nós!!! Obrigado Gonçalves Por ter deixado milhares de emoções Com seus poemas e Canções...

157 Daniel Ely Oscar Noé - Capão da Canoa – RS – Brasil - 13 de maio de 2000. Estudante do Ensino Fundamental do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Banners Poéticos”, 2012. Integra a equipe de velejadores, Categoria Infantil, do Clube dos Jangadeiros, de Porto Alegre/RS. E-mail: dandan.oscar@gmail.com 158 Daniel Victor Adler Normando Romanholo. São Luís-MA – Brasil - 23/10/1998. Mora em São Carlos-São Paulo e cursa o 9º ano no Colégio Interativo. Tem participação em “ASAS DE UM SONHO por um mundo melhor”, obra coletiva dos alunos da EMEB Angelina D. de Melo e EMEB Ermantina C. Tarpani, São Carlos-SP, 2008. É co-autor (juntamente com João Marcelo Adler Normando Costa e Dilercy Aragão Adler), do livro Infantil, “Uma história de Céu e Estrelas, São Luís-MA, 2011.


Daniela Wainberg159 CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem mais vida, nossa vida mais amores. Nela há pássaros, montanhas, vales de flores e caminhos nos jardins. Em minha terra, vejo bosques, onde a natureza tem beleza, borboletas e gaivotas. Não permita Deus que eu morra sem a certeza de que voltarei; nem que seja por momentos; pois, se não lá voltar, sequer, um instante, não estarei voltando ao meu mundo, mundo este onde canta lindos pássaros.

Danielle Adler Normando 160 POR UM GRANDE AMOR Suspiraste não por um nome apenas A chama de um grande amor em ti -se fez viva eternamente-... Não pudeste encontrá-lo na vida terrena -é certoMas na tua alma e no tempo perduraram e perduram para sempre... Como esperaste esse amor por toda a tua vida!... Como esperaste com toda calma e desespero que nele cabiam Como esperaste em todas as entrelinhas das tuas dores e alegrias... Ah como o esperaste!... Esperaste até no teu suspiro último de amor Nas águas doces do abraço de Ana Amélia Na última valsa amorosa do impiedoso mar que te tragou Mas amorosamente-quanta ironiapara a imortalidade te levou!

159 Daniela Wainberg - Porto Alegre – RS – Brasil - 30 de janeiro de 1991. 1ª Bibliotecária e Membro Fundador da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS, Cadeira 9, Patronesse Lila Ripoll; Membro Efetivo do Clube Infanto-Juvenil “Erico Verissimo”, da Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves, Porto Alegre/ RS; Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; Liga dos Amigos do Portal CEN, de Portugal; e Associação Internacional dos Poetas del Mundo. Coautora dos livros “Olhares - Crônicas Escolares” e “Palavras, A Linguagem da Vida”. Cursa Pedagogia, no Centro Universitário Metodista IPA-RS. E-mail: danielawainberg@hotmail.com 160 Daniielle Adler Normando - São Luís – MA – Brasil - 10 de março de 1974. Reside em São Carlos/São Paulo desde 2001. É graduada em Pedagogia (1996). Autora de várias poesias inéditas e tem participação nas Antologias: Oficina Cadernos de Poesia (21), Rio de Janeiro-RJ, 1993 e I Coletânea Poética da Sociedade de Cultura Latina do Maranhão- LATINIDADE, São Luís-MA, 1998

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Danielle Granjeira de Moura161 GONÇALVES DIAS Em 10 de agosto de 1823 No esplendoroso dia Nascia Gonçalves Dias Na pequena cidade de Caxias. Um grande escritor Com saudades escrevia Do Brasil que sempre descrevia A natureza e a pátria. A mistura das raças Sempre destacou Em um grande naufrágio A nossa terra ele deixou Assim, a vida acabou De um grande escritor.

Darlan Alberto T. A. Padilha - Dimythryus162 222

Canção de Exílio Minha Terra tem palmeiras derrubadas, onde escondem-se os últimos sábias; as aves, que aqui gorjeavam, cá não vejo mais cantar. Nosso céu encobre estrelas, nossas várzeas poluição, nossos bosques, hoje becos nossas vidas celeradas.  Em cismar sozinho à noite, temeroso, encontro eu lá minha Terra tem chacinas, execuções, choro e lágrimas.

161 Danielle Granjeira de Moura – Balsas MA – Brasil. URE – Balsas - Centro de Ensino Médio Dom Daniel Comboni. Professora: Marcia Meurer Sandri 162 Dimythryus –Darlan Alberto T. A. Padilha, Licenciado em Letras pela Faculdade UNIESP-SP, Embaixador da Paz, título que lhe fora atribuído pelo “CERCLE UNIVERSEL DES AMBASSADEURS DE LA PAIX – SUISSE – FRANCE (Genebra – Suíça). Entre suas premiações destacam-se o “Prix Francophonie” a Menção Honrosa (Diplôme d’honneur) no 10é Concours International de Litterature Regards 2009 (Nevers – France) e 6º Concurso Poético O Cancioneiro Infanto-Juvenil para Língua Portuguesa na Prática Educativa (Almada – Portugal). Além de colaborar com os Sites: Blocos OnLine, Garganta da Serpente e Meio Tom, pratica a divulgação cultural através de e-mail’s de pouco mais de 1000 contatos.


Minha Terra de políticos, marolinha e mensalão não bastasse Rosimary as barbas do deus cego, vem o legado de uma estrela, enrubescida e humilhada. Não Permita Deus que eu morra; sem que mudanças hajam lá; sem que a justiça abra os olhos, sem que a democracia, democratize-se, seja todos e não alguns; Minha Terra tem Palmeiras, na segunda Divisão

Débora Luciene Porto163 I-Juca-Cafuche No meio das ruas de grandes senhores, Rodeados por grades — e por roedores, Veem-se os sem-teto, deitados no chão; Alguns andarilhos, culpando suas sortes, Outros cansados, aguardando suas mortes Vivem do lixo, cobertos por papelão. São tristes, saudosos, homens com história, E que apenas imploram qualquer coisa simplória, Já rudes não entendem o que não é dor: São todos desvirtuados, homens doentes! Seus nomes esquecidos por todas as gentes, Escondidos pelos vícios, sujeira e fedor! Nas casas vizinhas, sem fome e sem frio, Estão os julgando, se importando com o brio, A polícia defende os seus marajás: Medrosos donos de terras que não lhes pertencem, Que pagam tributos aos que tudo vendem, Dizendo que isto é em nome da paz. No cordão da calçada, próximo ao bueiro, Onde cães urinaram, onde existe mau cheiro, Passa a senhora e passam os vis: E eles, sentados, não lembram da hora, Não passam, nem ficam, não podem ir embora, Vivendo aquilo o que ninguém quis.

163 Débora Luciene Porto – Gravataí – RS – Brasil - 21 de outubro de 1987. professora de Língua Portuguesa, graduada em Letras pela UFRGS.

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Quem são? — ninguém sabe: mas querem seus votos, Dizendo que a culpa é de um governo remoto: Indecentes e espertos — num povo servil; Só assim esses homens fazem parte do plano, Tornando distinto o feitor do engano, Fazendo sua fortuna multiplicar-se por mil.

Deidimar Alves Brissi164 O MAIOR SOFRIMENTO DO POETA Entre tantos amores sufocados pelo preconceito, Separados com crueldade, deixando vidas vazias. Tantos amores sofreram, separados sem direito E por Ana Amélia sofreu tanto Gonçalves Dias! O arrogante que quer separar um grande amor, Nunca conheceu o amor romântico ou fraterno. O amor está acima da crença, raça, poder e cor. É indestrutível, nos aproxima de Deus, é eterno!

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Casamentos arranjados, com o amor esquecido, É uma das tristes faces da prostituição humana. Prostituição social, igual, a fazer sexo vendido. Engana os hipócritas, mas, o amor não engana! No céu, onde não existe falsidade e hipocrisia, Vivem felizes todos os amores aqui separados. Ali a maldade humana diante do Pai se esvazia E Gonçalves e Ana se encontram enamorados! A VISÃO DO EXPLORADO Para Gonçalves Dias Ó mar salgado Quantos índios não viram De tristes praias Em apocalípticos dias Seus irmãos serem levados pelos caris?

164 Deidimar Alves Brissi - Cosmorama – SP - Brasil - 20/08/1972. Casado, 3 filhos, professor; Licenciado em Física pela UNESP/Campus Rio Claro; Mestre em Física e Astronomia pela UNIVAP/Campus de São José dos Campos. Professor de Ensino Médio na Rede Estadual do Estado de São Paulo; Professor de Ensino Médio de escolas particulares de São José dos Campos; Professor Titular do Instituto Federal de Educação de São Paulo/Campus Birigui


Para quê? Para serem exibidos como bichos, Trabalharem como bestas, E as belas e puras moças, Serem abusadas por bestiais marujos E “respeitados” ricos! Quantas cecis choraram seus membiras, Quantos curumins em vão clamaram por Tupã! Quantas abaíbas ficaram por casar Para quê? Para que fosses vosso, ó mar? Valeu a pena? Nada valeu a pena Pois quem explora seu irmão Quem destrói um povo Tem a alma pequena! Ó mar salgado A maior parte de teu sal São das lágrimas Dos Goytacazes e Tupinambás, Dos Tamoios e Aimorés, Dos Charruas e Potiguáras, Dos Carijós e Tremembés Dos Tupiniquins e Tabajáras, Dos Temiminós e Caetés Não são, não são... Não são lágrimas de Portugal! ÚLTIMA CANÇÃO DO TAMOIO Morreu o último tamoio! Com ele morreu a bravura. Silêncio ficou no arroio. Triste ficou a saracura. Agora ficou esquecido: O que lhes dizia o téu-téu, Das plantas o aprendido, O que enxergavam no céu. Foi embora a dignidade, Que hoje anda esquecida. Sua história deixou saudade, Nossa história ficou ferida.

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A destruição deste povo É uma história medonha, Que cantando aqui de novo Só exalta nossa vergonha! Mas a eles nós devemos, Nas praias, vales e serras, Honrar o que recebemos, Amar e proteger suas terras! O SABIÁ Para Gonçalves Dias O sabiá voou para cima da casa E começou a cantar: “MIiha querida! Minha querida! Eu canto para ti nesta antena Porque sou um sabiá da cidade Porque o amor vale a pena

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Sofre um sabiá com saudade Procurando a noite inteira Mesmo com tanta vontade Não se acha uma laranjeira Minha querida! Minha querida!”


A PALMEIRA DE GONÇALVES DIAS

GONÇALVES DIAS SABIÁ

TERRA

Brasil saudade Sabiá Timbiras povo Caxias Amor saudade sofrimento naufrágio Coimbra morte América Navio doença Índio Juca-Pirama Teatro fé Escravo justiça amor terra sabiá natureza Flores poesia poemas timbiras terra Brasil palmeiras gorjeiam pássaros amor Pátria preconceito amor terra canção exilo piaga canto honra bravura vida guerreiro musa índio tupi guarani teatro poesia DEUS hino despedia morte fé Maranhão terra Tupã taba Marabá saudade tempestade adeus morte amor Bosques natureza Ana Amélia hipocrisia exílio honra taba mata Vida soneto justiça Injustiça negro índio povo gente Fé Tupã Ana taba mata floresta estrelas Tejo noite Cacique tribo Ana Amélia casamento Tristeza terra viajem guerreiro Grito triste boré Anhangá deuses Coruja cipó filho Sertão treva dor Sofrimento beijo cor Prazer amar Brasil mar 1823 chão

ANA AMÉLIA CAXIAS MARANHÃO BRASIL TERRA

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Dely Thadeu Damaceno165 SEU IDÍLIO Homenagem a Gonçalves Dias No seu exílio muito cantastes, Com lindas e carregadas epifanias Grande poeta Gonçalves Dias, As belezas saudosas de sua terra, Que o enchia de alegrias. Lembravas então das frutas do campo Mas também de suas amadas serras Das lindas palmeiras que aqui há Onde as verdes colinas encerra. Abrigando constantemente em galhos O lindo e tão cantante sabiá... Que orgulha o homem do campo Enchendo os olhos de orvalho. Seu doce idílio, de muita paixão Saudades dessa terra morena, Onde sua cabocla enfeitada Com lindas róseas flores de verbena, Faz bater forte o seu saudoso coração... 228

HOMENAGEM A GONÇALVES DIAS166 No seu exílio muito cantastes, Com lindas e carregadas epifanias Grande poeta Gonçalves Dias, As belezas saudosas de sua terra, Que o enchia de alegrias. Lembravas então das frutas do campo Mas também de suas amadas serras Das lindas palmeiras que aqui há Onde as verdes colinas encerra. Abrigando constantemente em galhos O lindo e tão cantante sabiá... Que orgulha o homem do campo Enchendo os olhos de orvalho. Seu doce idílio, de muita paixão Saudades dessa terra morena, Onde sua cabocla enfeitada Com lindas róseas flores de verbena, Faz bater forte o seu saudoso coração... 165 Dely Thadeu Damaceno - Patrocínio MG – Brasil - 12 de Outubro de 1953. Professor de Sociologia na Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo. Sou amante da Literatura e das letras em geral. Faço parte de portais como: Poetas Del Mundo do Chile, do Portal CEN “Cá Estamos Nós” de Portugal. http://www.encontrodepoetaseamigos.ning.com 166 Publicado no Blog Recanto das Letras, Shimon Goldwyn Piracicaba/SP – Brasil. Enviado por Shimon Goldwyn em 12/02/2013 Código do texto: T4136107 disponivel em http://www.recantodasletras.com.br/ homenagens/4136107, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


Dena Guimarães167 Gonçalves Dias in memoriam Passeaste pelo mundo Sobrepondo as verdades Casos rudes e encantos Em teus versos tu citaste Flores, espinhos encontrou Lindos sonhos e desamor Florescendo em seu peito Relatando o que o inspirou Amarguras estreitaram Teus sentimentos machucados Por esta vida que a ti causou Tanta dor por tanto amor Pois caminhaste por lindos sonhos Terras indígenas em esplendor Cenário azul em tons vibrantes Neste chão você pisou Entretanto não viveu Lindas Histórias de Romeu Dedicou ao nacionalismo Este universo era seu Retratou também o belo Benevolência e mar de amor O teu alvo foi sincero Escreveste o que enxergou Não vivendo somente encantos Foi remando e navegando Das tuas idéias nasceram poemas O papel foi seu recanto Rompeu o tempo a tua morte Entristecendo o Sul e o Norte Deixando uma herança o seu legado Ser poeta foi seu forte

167 Dena Guimarães - Dionísio – MG – Brasil - 02/03/69. atualmente é artista, cantora, poeta, compositora e professora. Começou a compor suas músicas e escrever poesias aos 15 anos, onde seu talento resplandeceu sua vida artística. Em 2011 foi classificada entre os 20 colocados no Festival Cristo Redentor - RJ, em 2012 entrou para a coletânea: Música Minas e foi chancelada no concurso literário da Editora Litteris, livro-antologia “Lâmpada do coração” a ser publicado no final de 2013.

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Aqui no âmago do meu ser Fisguei a luz do meu querer “Gonçalves Dias” sinto agora Tua essência a me envolver Amo teus livros e tuas histórias Tu és pra sempre vida e glória Enriqueceste nossa cultura Colorindo-nos in memoriam

Denise Alves de Paula168 HOMENAGEM AO POETA À Antonio Gonçalves Dias Poeta, romancista e escritor Que sua obra literária Escreveu com muito amor. Presto aqui minha homenagem A esse homem de talento Que tão cedo nos deixou Mas não caiu no esquecimento. 230

De sentimento nacionalista Esse mestiço fantástico Tinha orgulho de sua raça Seu universo era bem vasto. Incorporou à nossa escrita Temas antes nunca vistos Verdadeiras obras primas Tudo o que deixou escrito. De grande riqueza temática Sua arte consigo não naufragou Com versos citados em nosso Hino todos os dias é lembrado Pois o Brasil o imortalizou.

168 Denise Alves de Paula - Barra de São Francisco – ES – Brasil - 23 de Fevereiro de 1957. Atualmente mora em Vitória, Capital do Espírito Santo. Gosta de ler, escrever e pintar. 2012 - Participou da “Antologia Café com Verso” e “Antologia Mulheres Fascinantes”; 2013 - Participando da “Antologia Café com Verso II” e “Antologia Voar na Poesia”


Dércia Sara Feleciana Tinguisse - Deusa d’Africa169 Gonçalves Dias Também Queria Ser Gente O nome do romântico maranhense Consta na história brasileira Alegando que queria ser gente. Ora vejamos: Dias, tinha o sangue americanamente primitivo, Tendo descoberto o fogo, Nos olhos da Don’Ana Enquanto os friccionava com os seus. Seu nome, consta na lista dos vivos, Porque dizem que é também gente. Dias, tinha sangue lúgubre Consternando vilipendiosamente Sua paupérrima casta Mas também, era gente como a Don’Ana. Dias, tinha sangue nublado Promissor duma terra Ébria de fartura Antídoto do agoiro não auspicioso Daqueles dias em que Dias, só queria ser gente. Dias, tinha um mar patriótico, Efervescente em seus olhos, que desvanecia nas rochas em terra, que pertenciam a Don’Ana. Dias, era um intelectual, Que sonhava em ser gente Expirando o mar maranhense Que formara brisas matinais. Mas, o povo queria mais de si, Não queria apenas as brisas, Mas sim que o Dias, fosse o mar maranhense Alegando que o canonizaria como gente. Contudo, Dias se tornara o mar maranhense E nunca fora gente como se lhe prometera Mas também, um poeta nunca é gente, Um poeta é apenas um singelo poeta!

169 Deusa d’Africa - Dércia Sara Feleciana Tinguisse - Xai-Xai - Gaza – Moçambique - 05 de Julho de 1988. Licenciada em Contabilidade e Auditoria, e exerceu a profissão de contabilista na UDEBA-LAB (Unidade de Desenvolvimento do Ensino Básico e Laboratório), Docente de Contabilidade no Instituto Médio de Comercio gestão e finanças.

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A Antônio Gonçalves Dias Enquanto a vida me vituperava Minhas palavras erguiam mares Eu me tornava um homem honrado Ou apenas uma ponte entre as tribos. De amor, a vida se me fora saqueada Comutando-me num mamífero Cujas entranhas pigarreavam por um anjo Que nunca o mereci pela minha loquacidade mesquinha. Sou um cão raivoso Injectando meu veneno Em qualquer outro mamífero Uma vez que, a vida me furtara, Um osso, a que me havia sido destinado. Ana Amélia Ferreira Vale, é um osso Que soletrado, arrasta-me à úlcera Que me faz babar o meu veneno.

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Mil Dias Para Mil Palavras Que dizer dos dias sem o Dias, Apenas o taciturno, o vácuo e a penumbra Que interferem a luz luzente Cobrindo os dias de névoa, de incertezas e perdição, Num inferno, onde as palavras olvidadas, São abusadas sexualmente, No seu lar, sem camisinha, nem legislação que as tutele. Vivência Oh! Vivência, que vivas e aos teus sempre salves, Sem que te apartes Da graça genuína do Gonçalves Cure a sua alma, que as artes Se desalentam com toda a anfetamina Que seu organismo injuriara perante a sua alma. Não come, mas bebe a sua sina Anémica, melancólica e vivalma, Com seus os olhos de sangue, Que colorem o mar vermelho. Nem que o homem me zangue, Tenho que te falar do teu fedelho, Pois, nenhuma palavra, nem prece o poupa Dessa acerba enfermidade Que afecta ate a sua roupa Destruindo a sua própria personalidade Onde a medicina alega Que a sua cura Seja apenas um beijo que nega à Don’Ana de casta pura.


Mar Maranhão Mar Maranhão Vampiro das letras Choupana dos carnívoros e canibais Destruidores das empreitadas dos seus amores. Gonçalves, amava o mar e a Ana Mas a Ana podia ser a Ana sem ele Contudo, o mar não podia ser o mar sem ele. Ele amava a Ana e o mar Ele não seria ele sem ela Todavia, ela era uma sereia Cujos raios dos seus cabelos, anunciavam O dia, enquanto os olhos proclamavam, A noite fulgente Das rochas na sua face Às lúnulas dos seus pés Delgados e salgados Pelas águas que apaziguaram A ele eternamente. CANÇÃO PARA GONÇALVES DIAS Canto e me encanto, citando teus versos, Gonçalves Dias Sentindo tua presença, revolucionando-me por dentro Sempre que passeio pelas ruas e praças de Caxias. Bravo poeta que com seus versos encantou muitas nações, Exaltando a Terra das Palmeiras, onde canta (va) o sabiá Eternizando a Canção maior no coração de mil gerações E ensinando que o melhor da vida é mesmo amar. Poeta da felicidade, que viveu o amor em plenitude De memórias narradas por um mar de inspiração Soprando em almas anseios e dores em pura atitude Entoando cantos com a sinfonia do coração. A Princesa do Sertão por tua causa adotou todos nós Somos gonçalvinos e o mundo inteiro disso é sabedor Porque ainda está aqui e ficará eternamente sua voz Atiçando com saudade o que escrevia sobre amor. Nativo de Jatobá, filho de Caxias das Aldeias Altas, a Princesa do Sertão Caxias uma cidade referencial por excelência Ecoando sua voz ao mundo, elevando sempre o Maranhão Expondo de gerações a gerações cada poema com a essência deste chão.

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Deuzimar Costa Serra170 CANÇÃO PARA GONÇALVES DIAS Canto e me encanto, citando teus versos, Gonçalves Dias Sentindo tua presença, revolucionando-me por dentro Sempre que passeio pelas ruas e praças de Caxias. Bravo poeta que com seus versos encantou muitas nações, Exaltando a Terra das Palmeiras, onde canta (va) o sabiá Eternizando a Canção maior no coração de mil gerações E ensinando que o melhor da vida é mesmo amar. Poeta da felicidade, que viveu o amor em plenitude De memórias narradas por um mar de inspiração Soprando em almas anseios e dores em pura atitude Entoando cantos com a sinfonia do coração. A Princesa do Sertão por tua causa adotou todos nós Somos gonçalvinos e o mundo inteiro disso é sabedor Porque ainda está aqui e ficará eternamente sua voz Atiçando com saudade o que escrevia sobre amor.

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Nativo de Jatobá, filho de Caxias das Aldeias Altas, a Princesa do Sertão Caxias uma cidade referencial por excelência Ecoando sua voz ao mundo, elevando sempre o Maranhão Expondo de gerações a gerações cada poema com a essência deste chão.

Dhiogo José Caetano 171 Eternamente Dias Muito obrigado, Gonçalves dias! As suas obras são recheadas de ideias e informações, Literatura, arte e expressão, Uma arte expressivamente arte. Um trabalho transformador e ricamente literário. Poemas, versos e livros...

170 Deuzimar Costa Serra - São João Batista – MA – Brasil - Graduada em Pedagogia pelo CESC/UEMA, Especialista em Orientação Educacional (PUC/MG), Avaliação Educacional (UnB), Educação de Jovens e Adultos (UnB) e Docência do Ensino Superior (UFRJ); Mestrado em Educação pelo Instituto Pedagógico Latinoamericano Y Caribeno, IPLAC/CUBA, reconhecido pela UFC (Universidade Federal do Ceará); Doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará. Professora assistente II, lotada no Centro de Estudos Superiores de Codó (CESCD) da Universidade Estadual do Maranhão; Autora e Coordenadora do Projeto Intergeracional; Atualmente, Secretária de Educação de Caxias-Maranhão. 171 Dhiogo José Caetano – Uruana – GO – Brasil - 24/11/1988. Artista revelação 2011 prêmio organizado pela Interarte juntamente com Academia de Letras de Goiás, ganhador do prêmio cultural Interarte 2012, correspondente da ACLAC, membro da AVSPE Academia Virtual Sala dos Poetas, Escritores, membro do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico do Grande ABC e Senador da FEBLACA. E-mail: dhiogocaetano@hotmail.com


Hoje meditando um pouco... Resolvi escrever estes versos para agradecer a sua contribuição, As suas publicações, seus versos, prosas, trova, poema de arrepiar. Que o tempo não esqueceu! A rede está cheia de informações, mas falta a dinâmica literária. A força das palavras que bravamente foram narradas por Dias. Um poeta que de forma precisa mudou a cara da nossa literatura brasileira. Momento Dias Um homem ou um gênio? Um ser que transparece a permanência na fantasia de um mundo quase perfeito. Conhecer você é romper com os conceitos e padrões... É vivenciar a plenitude do nada, concretizando a plenitude da existência. Tornando vivo a espiritualidade da escrita e dos versos eternos Um ser iluminado pelo saber. Uma criatura de “outro” mundo. Eternamente Dias... OS VERSOS DE GONÇALVES DIAS Quando tu apareceste na minha vida vazia. Eu era completamente infeliz. Vivia sem o brilho de um sorrir. Só havia dor, solidão, saudades. Na alma a desilusão do viver e a vontade de morrer. Mas tudo se fez novo quando li os seus versos, poemas... Chegaste à luz para clarear a minha vida vazia. Minhas noites perdidas. Minha vida que não mais existia.   Meu lótus, eu te agradeço... Por tudo que fizeste por mim. Vossa luz me transformou em um clarividente. A sua mensagem libertou a minha alma. Obrigado meu Deus! Salve, Salve Dias... Salve, salve Gonçalves Dias! Ser que possui uma vasta bagagem intelectual. Sabedoria e talento se misturam em um único ser. Poeta por natureza. Escritor pelo destino. Intelectual memorável, perspicaz e aguçado em seu trabalho. O senhor das palavras.

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Um homem conhecedor do mundo e dos sentimentos a sua volta. Um ser maioral e com propriedade para falar de seus ideais. Um talento brasileiro, que traz emoção e muita sabedoria em cada obra eternizada. Todos ou a maioria admira seus escritos. Eu me classifico como parte desta maioria. Ter o dom da palavra é um privilegio de poucos e Dias faz parte desta minoria que utiliza o dom de falar para mudar o mundo e as pessoas á sua volta. Dias, salve, salve Dias...

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Quando crescer quero ser um Gonçalves Dias Um homem que de forma literária descreveu os momentos em versos, sentimentos, poemas... Sua arte o eternizou ou vice-versa. Um poeta do Brasil, no entanto reconhecido no mundo todo. Nos seus belos textos ele deixou registrado a sua sincera cortesia e nobreza de espírito... Ao longo da sua existência cultivou o amor e assim colheu o respeito, reconhecimento e sucesso. A sua obra lírica é plenamente recheada de emoção e marcada por um acentuado romantismo. De forma plena manifestou a solidariedade com a humanidade e lutou pelos direitos dos mesmos. Transformando a sua vida em versos, prosas, rimas, poemas, duetos, acrósticos e liberdade de expressar os sentimentos. Sentimentos vividos de forma coletiva e profundamente partilhados no dia a dia. Uma trajetória ricamente literária. Quando eu crescer, quero ser um Gonçalves Dias. Um homem que divinamente poematizou os momentos, sonhos, medos, ideias, lembranças e mundos. Um escritor que marcou a sua geração, os seus valiosos escritos são verdadeiros testemunhos do tempo e das emoções de uma grande poesia. Dias, de forma ricamente falando revolucionou a arte de poematizar. Construiu uma história poética e narrou o existir através dos poemas. Indubitavelmente quero ser um Gonçalves Dias. GONÇALVES DIAS O POETA DOS SÉCULOS A sua poesia é rica de sentimentos; sentimentos que se concretizam em um mosaico de emoção e aliteração. Meu mestre você representa a incursão da arte de expressar através das letras. Você ajuda promover este mosaico literário. Um ser que se entrega por completo ao mundo das letras, dos sentimentos, dos saberes e das inúmeras formas de se apreender. Um contexto construído através da dilaceração das experiências. Diálogo transcrito, descrito na individualidade da escrivaninha. Sentimento que parte do individual e se alastra até a coletividade do ser.


Palavras que são lançadas ao léu, que pairam no tempo e tornam-se elementos, signos, estilhaços, cordéis, simulacros das vozes dos vários peomistas. Um encontro de alma, sentimentos, emoção e literatura. Palavras que são profundamente eternizadas na memória e na sua majestosa escritura. Versos, poemas, poemia, poesia, boêmia e o retrato da expressão verbalizada em suas palavras. O profundo desejo de escrever e alimentar o eu poético. A fórmula de construir um mundo ativo que interage, emociona, ensina e influência no outrem. Gonçalves Dias este poema simplesmente representa você e o seu papel como artista literário ao longo dos séculos.

Diana Menasché172 DE QUE ADIANTA?173 Como o pássaro perdido que não espera mais rever o bando, abandonado eu mesmo de mim, tendo cruzado por fastio o oceano De repente com uma dor esmagadora No ventre da aurora Vejo-te. cruzando o trilho do trem esquecida do tempo certamente esquecida de mim (e quiçás pensando em alguém) Mas de que adianta ainda ver-te se não eres minha, e além de não poderes vir a ser, te fizeste rainha de quem com paixão preferiria eu jamais houvesse nascido?… De que adianta ainda ver-te se cada passo teu é uma tormenta à minha mente, por saber que passos estes não levarão tua pessoa até mim? 172 Diana Menasché - Rio de Janeiro – RJ – Brasil - 16/04/1983. Nascida na cidade do Rio de Janeiro, é formada em Comunicação Social (Jornalismo e Cinema) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, e é mestre em Letras Hispânicas pela University of Massachusetts at Amherst.” (www.dianamenasche.blogspot.com)” (www.poetrybydiana.weebly.com). 173 O poema “De que adianta?” dialoga com “Ainda Uma Vez Adeus”, de Gonçalves Dias. Apesar de eu (Diana) não ser um homem, tentei imaginar-me naquela situação que Gonçalves Dias tão francamente retratou: a de um homem revendo uma mulher amada no passado, mas então já casada com outro:

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Por que vejo-te e revejo-te na memória se tua imagem não pode inspirar-me ao futuro e apenas me leva a lamentar uma história que não se repetirá? Ai, de que me adianta ainda lembrar-me de ti, donzela que nunca minha será… Se um navio não terá orderns de aportar Melhor que não veja o porto e mais facilmente contente-se com a solidão do alto-mar. ANTES EU NÃO A VISSE! 174 Como o pássaro perdido que não espera mais rever o bando, abandonado eu mesmo de mim, tendo cruzado por fastio o oceano De repente com uma dor esmagadora No ventre da aurora Vejo-te.

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cruzando o trilho do trem esquecida do tempo e certamente esquecida de mim (quiçás pensando em alguém) Mas de que adianta ainda ver-te se não és minha, e além de não poderes vir a ser, te fizeste rainha de quem com paixão preferiria eu jamais houvesse nascido?… De que adianta ainda ver-te se cada passo teu é uma tormenta à minha mente, por saber que passos estes não levarão tua pessoa até mim? Por que vejo-te e revejo-te em memória se tua imagem não inspira futuro e me leva apenas a lamentar a triste história enterrada num velho porão escuro? 174 O poema “Antes eu não a visse!” dialoga com “Ainda Uma Vez Adeus”, de Gonçalves Dias. Apesar de eu (Diana) não ser um homem, tentei imaginar-me naquela situação que Gonçalves Dias tão francamente retratou: rever a mulher amada no passado, mas então já casada com outro:


Ai, de que me adianta ainda lembrar-me de ti, donzela de ontem que nunca minha será… Se está num navio sem orderns de aportar, é melhor que o marinheiro nem veja o porto. Sem vê-lo, mais em paz poderá aceitar do alto-mar a eterna solidão e desconforto… Olhas para outro lado… 175 É bom demais amar-te infinitamente neste segundo perfeito. Olhar-te e saber: nada mais existe nada há que possa mais encantar-me que tua face dourada, perfeita. Nada nos céus, nos rios ou nas florestas compete contigo. Nem a estrela d’alva altaneira nem o Rio Amazonas iluminado pela lua, que só para te ver até aqui veio… As flores da Amazônia e os sabiás desaparecem de nosso meio Pois quando tu estás junto a mim nada clama por minha atenção. Nada mais me chama além de tua face, a única e derradeira. Aqui estou para ti: para ver-te, e ouvir-te. Estou para ti sem receios Feito espectador em concerto vidrado no palco, perdido na canção Inteiro a admirar-te, como quem aplaude na ilusão. Mas não… Eis que descubro… Teus olhos se voltam para outro alguém! Teu coração não está aqui, mas noutro mundo e por isso teus labios se afastam dos lábios meus… O espetáculo se esvazia… Resta-me o silêncio de uma sala fria o descobrir-me desiludido, estando como se estivesse contigo, mas sabendo-me tão completamente sem ti…

175 O poema “Olhas para outro lado…” é inspirado no poema “O desengano”, de Gonçalves Dias.

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Diana Paim de Oliveira176 Descolorida Minha vida tinha cores, mesmo que eu não pudesse ter você. Eu até possuía mais amores, mas, sem você, ando até descolorida. Em você me inspirei, mas, quando você se foi, eu apenas errei. Em você eu acreditei, pois sabia como eu me sinto. E agora meus poemas vivem sem sentido... Ah, Gonçalves Dias! Não sei mais em que me inspirar...

Diego C. Soares Ribeiro177 Canção do expatriado Intertexto com o poema de Gonçalves Dias, “Canção do Exílio”.

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Minha terra tem porta estreita Onde todos são chamados, Mas poucos os escolhidos, que desfeita! Para desperdiçar tanta graça só para os tapados No céu cintila a luz dos santos, As santas exalam o cheiro das flores, As várzeas guarnecem os amores Devotados ao Santo dos santos. Em cismar, no meu desterro, sozinho, via O meu pensar, seja à noite, seja ao dia; Mais prazer, certamente, encontrarei lá, Já que aqui só canta o sabiá. No meu céu não cabe mais primores, Tais quais nunca os vi por cá, Torno a pensar que nem o canto do sabiá, Far-me-á desistir do Senhor dos senhores. 176 D iana Paim de Oliveira – Teresópolis – RJ – Brasil - 12/12/1997. poetaluna do 9.º Ano da E. M. Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ, e vem se dedicando aos diversos gêneros da arte escrita (da crônica a poesia). Tem diversos textos publicados nos blogs “Palavras do coração” e “Diários de Solidões Coletivas”. Professor orientador: Carlos Brunno S. Barbosa 177 Diego C. Soares Ribeiro - Bom Jesus do Itabapoana – RJ – Brasil - 17 de junho de 1992. vive na Terra dos Escritores, São José do Calçado, desde tenra idade. Concluiu o Ensino Médio no Centro Educacional Santa Rita de Cássia, lá se enamorou da Literatura na 7ª série. Converteu-se ao catolicismo em 2009 e procura viver os preceitos cristãos a partir de então. Recebeu “Menção Honrosa na Maratona Escolar Joaquim Nabuco – 2009, para alunos do Ensino Médico das redes pública e particular com abrangência no território nacional”. Em 2010, sua redação ficou entre as dez melhores do Estado do Rio pela Fundação CECIERJ (PVS).


Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as almas santas, Que louvam melhor que o sabiá.

Diego de Souza Santana - Diego Sant’anna178 Hino Gonçalves Dias Gritas em silêncio ao vento que é livre teu coração. Sem fronteiras, sem nação, Sem credos nem religião. E opinas que a honestidade São os sapatos com que se deve andar. E por bússola teus sonhos caminham com lealdade. Com passos firmes, sabendo onde chegar. Tu buscas na educação uma arma para ser melhor. E que não te adestrem ou te domem com um “não”. A água que te banha é de te próprio suor Para que nunca de acusem de malfeitor ou ladrão. E nos livros buscas um pretexto, Para escrever um verso ou pintar um coração. Que em tuas atitudes nunca fuja do contexto De teus conceitos e visão. Gonçalves Dias: O Escultor de Almas Podes arrancar meu coração do peito E converter em murmúrio tênue minha voz. Achar meu modo de vida suspeito, Por ser diferente de vós. Podes dar opinião sarcástica a meu respeito, Criticar meu trabalho e dizer que não é produtivo. Mal dizer minha índole e botar defeito. Me difamar com seu bafo opressivo. Pode a chuva cair sobre o céu estrelado. Um cego ver o dia amanhecer. Que na noite cante o galo da manhã estressado. Que o mar, confundido, vá a um rio morrer. 178 Diego Sant’anna - São José dos Campos – SP – Brasil - 07 de Janeiro de 1988. Diego de Souza Santana (Diego Sant’anna) jé teve seu trabalho literário reconhecido em vários concursos como: Mostra Joseense de Cultura e Mapa Cultural Paulista. Aos 25 anos, poliglota, estudante de Letras, faz parte de Movimento dos Poetas do Vale. No ano de 2012, participou do Festival Literário da Mantiqueira, ganhou os concursos de poesia das universidades: UNIVAP (Universidade do Vale do Paraíba) e UNITAU (Universidade de Taubaté).

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Vivo com a paixão à flor da pele em tudo o que faço, Entre estrofes encontrarás meu lar. Desafio o tempo e o espaço, Numa incrível ânsia por desbravar. Busquei no caminho todas as respostas E me dei conta de que elas estão em mim, Escalei montanhas e cruzei rios de margens opostas. Num auto resgate sem fim. Condutor de sensações à sua pele, um comunicador de sonhos quero ser. Fabrico as memórias, Que você liga com nostalgia às minhas histórias. Sou escultor de almas por lazer. No Tempo de Gonçalves Dias Naquele tempo Os dias estavam mais claros. Jardins estavam florescendo. As noites tinham mais esperança. No silêncio O amor estava nascendo. 242

Naquele tempo Desejos estavam sussurrando. O tempo estava lá, Mas sem significado. Uma voz me chamando. Um sentimento inesperado. Naquele tempo Os sonhos se realizavam. O vento soprava forte. Os caminhos se cruzavam. Os dias se foram. Jardins ficaram desertos. As estrelas não brilham mais. Desejos tão ocos. Seguindo em caminhos incertos. Meu amor agora Descansa em paz. Os Olhos de Gonçalves Dias Meus olhos viajantes, Imigram por todo parte. Expressivos, insinuantes. Observando os declives,


Os sembrantes. Buscando os perdizes, Os instantes. Contemplando os sorrisos, Os amantes. Meus olhos de diamante, Examinam toda arte. Contemplativos, exuberantes. Procurando novos caminhos, Novos horizontes. Navegando entre os rios, Subindo entre os montes. Cruzando trilhas, Atravessando pontes. Gonçalves Dias Anacrônico Ainda açoitado aguardo ansioso Ando atento, ávido, anacrônico. Assim asbesto audacioso. Amorfo, atônito, agônico. Aceito amor antagônico, Antiviril, acrítico, amniótico. Aderindo, aceitando, afônico. Ático, atópico, afórico. Acabo afogando adentro. Ascendendo a áspide alma. Álibi, amar-te ardendo. Ao agir abúlico acalma.

Dilercy Adler179 VILLE DE BOULOGNE E GONÇALVES DIAS Ville de Boulogne carrega em seu abraço um corpo ilustre embora alquebrado... no seu físico estão - em ferro e fogotodas as marcas 179 Dilercy (Aragão) Adler - São Vicente Férrer – MA – Brasil - 07/07/50. É Psicóloga-CEUB/DF, Doutora em Ciências Pedagógicas-ICCP/CUBA, Mestre em Educação, Especialista em Pesquisa em Psicologia e Especialista em Sociologia. Publicou nove livros de Poesia. Três livros acadêmicos, um biográfico e um de história infantil. Titular da Cadeira Nº 1 do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão - IHGM. Presidente fundadora da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão_SCL-MA e Senadora da Cultura do Congresso da SCL do Brasil. -mail: dilercy@hotmail.com

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do tempo da doença dos dissabores de uma vida amarga... Nem só amargura se vislumbra nessa vida vida tão pródiga cheia de carinhos plenos que são entregues às águas inquietas de um oceano que o abraça em sua última agonia.... Ville de Boulogne entrega-o precocemente ao balanço das ondas do mar pátrio revolto e acinzentado que assim talvez o embale com carinho no sono eterno de poeta apaixonado...

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- quem sabe - assim sua acre-doce poesia se irradie para o cosmo etéreo em finita e humana eternidade! GONÇALVES DIAS Gonçalves Dias te imagino milhas e milhas distante da terra querida da mulher amada de toda uma vida! um Gonçalves Dias sem fé sem guarida –que vida!Gonçalves Dias te imagino também ensimesmado dias e dias curtindo insólita solidão em dias de pleno verão sol e calor mar e luar... a ruminar saudades sem nenhuma ilusão1


oh! –afrodisíaca ilhasó tu tens poder de enfeitiçar a dor embelezar o adeus materializar o mais doce e dorido poema da mais pura e lírica despedida de amor! GONÇALVES DIAS - O NACIONALISTA Cantas os povos em seu esplendor unes os homens em laços de amor... a glória do índio a força do negro a tradição do europeu são por ti decantadas em versos e versos de Brasil brasileiro como crente ou ateu! com gritos de guerra ou súplicas de amor -quanta heresia!fazem-se os homens mortais e imortais poesias! AMOR E AGONIA Paz amor agonia na vida de Gonçalves Dias paz no amor correspondido agonia no amor proibido devoção à terra querida amargor na distância por alheias razões impingidas... alegria no reencontro em Lisboa agonia do último adeus nessa hora!

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paz amor e agonia na vida profícua do nosso tão amado e inesquecível poeta maior entre os mortais imortal Gonçalves Dias! ACRÓSTICO – GONÇALVES DIAS G ozaste o júbilo dos justos O uviste memoráveis gorjeios N adaste imóvel no abraço das ondas Solu Ç aste ao sabor de amarga saudade A maste como deus -não como mortalL evaste a desesperança tanto tempo no peito Voaste entre as nuvens -de olhos fechadosE nquanto no Olimpo S onhavas atento às coisas da terra! D ias e dias I maginando e desejando intensamente A amar sem medo ou fronteira S emeaste -com certeza- muito amor nesta terra! 246

Dinacy Mendonça Corrêa180 (EN)CANTO GONÇALVINO Meu poeta das palmeiras Mavioso sabiá Quisera em teus gorjeios Meu estro cadenciar... Na unção do teu carisma Na tua verve e magia Em quatrocentos acordes A minha lira vibrar... Pra São Luís exaltar! Oh! minha musa cidade Nem consigo imaginar Consumindo-me em saudades Coração dilacerado Quando distante de ti... 180 Dinacy Mendonça Corrêa - arariense-vitoriense – Brasil. Licenciada em Letras (UFMA) e Mestre em Teoria Literária (UFRJ). Professora estadual (SEEDUC/UEMA) em plena militância. Ensaísta, pesquisadora da literatura e cultura maranhense, com alguns trabalhos premiados e publicados na área. Atualmente, cursa doutorado em Ciência da Literatura (UFRJ). Membro da Academia Arariense-Vitoriense de Letras (AVL).


Como o nosso Gonçalves Dias Na sua Canção do Exílio Quero voltar para ti! Como esquecer doce Ilha Teu contorno litorâneo Teu perfil beiramarinho Os teus ipês coloridos Toucando a clara manhã... E a humilde chanana Alegre, viva, rasteira A florir, mesmo entre pedras, Sorrindo em verde-amarelo Num constante renascer... A nutritiva Jussara... Como anoitecer, doce Ilha, Sem teu bordado de estrelas Teu luar emoldurado Na sacada, na janela... Refletido em azulejos Nos soberbos casarões Teus coloniais telhados Com seus beirais em jardim... Quero poder sempre estar Pisando em tuas calçadas Ladeiras e escadarias Tuas pedras de cantaria Ruas estreitas e becos E sempre a te contemplar Em tuas tardes macias Noites de idílio e magia Céu junino constelado Em “hora de guarnicê”... E sempre a me alegrar Por teu folclore bonito Tua Capoeira de Angola Tambor de São Benedito Tuas caixas do Divino... No balé de tuas danças Portuguesas e francesas Indígenas e Africanas...

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Caroço, Coco, Mangaba Bambaê, Cacuriá Tambor de São Benedito Le-le-lê e São Gonçalo Bumba-boi, Samba-lelê E outras e outras mais... Te amo, cidade-vida Por meu pão, por minha estrada Meus afetos, nossa história Nossas glórias do passado Esperanças do porvir... Nossa razão de existir! O concerto dos teus pássaros Na alvorada do teu dia Que se ergue de mansinho Desenhando em teu céu límpido Cores mil... Teu mar azul...

Dionnatan Pereira Sousa181 248

POESIA DE (GONÇALVES DIAS) Gonçalves Dias foi um professor, Um poeta um escritor. Fazendo poesia com Paixão e muito amor. O pai dele foi comerciante, Educado e um bom ajudante, Que se chama João Manuel Gonçalves Dias ele era português. Num país de paixão do coração Gonçalves Dias nasceu no Maranhão No estado de amor e paixão Vai sentir saudade e paixão, Do que ele viveu no Maranhão.

181 Dionnatan Pereira Sousa - São Luís – MA – Brasil - 01/07/2002. Motivo da Participação: Eu gostaria de participar da antologia porque eu quero ser conhecido pela escola e outros lugares.


Domingos Tortato182 Saudoso Antônio Foi enlaçado em primores só forçado em timidez e excessiva honradez entre outros pormenores. És poeta honorário e de estória aventureira, monumento literário da história brasileira. Superou sem revelia das tragédias do amor, fez da bela Ana Amélia sua mais singela dor. Bem-quisto em águas dormentes àspalmeiras retornado fundo em lençóis maranhenses, num percurso naufragado, jaz sozinho entrementes em seu leito afogado.

Dora Oliveira183 O EXÍLIO DA POESIA Nestes dias acinzentados, De almas opacas. Nossas florestas quase raras. Já não ouvimos os pássaros Que gorjeim por cá E nem sabemos Se ainda canta o sabiá. Falta-nos poesia no olhar, No apreciar. A poesia de Gonçalves dias.

182 Domingos Tortato - Londrina - PR - Brasil – 03/02/1986. Estudou os cursos de História e Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina e, atualmente, é aluno do Curso de Direito na mesma universidade. 183 Dora Oliveira - Ipatinga – MG – Brasil. É autora do romance “No canto escuro do coração”. Possui trabalhos publicados em várias antologias, sendo as mais recentes: contos de caminhoneiros; contos Luís Jardim, 2007/2008; poesias da Universidade Federal de S João Del-Rei, 2007; contos da Academia de Letras de Niterói; “Poesias”, vol 3 e 5, organizada por Valdeck A. de Jesus; Contos Vol 1 e 2 Gráfica Belacop; poesias de Colatina/ ES. Bog: www.doraoliveira.blogspot.com .

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Nestes dias De câmeras voltadas Para o norte da América E a Europa distante, Precisamos nos redescobrir, Pisar o nosso chão E falar a mesma língua. Como Gonçalves Dias Que mesmo além-mar, Levava no coração e na poesia, Os nossos primores, As nossas palmeiras E o canto do sabiá. Nestes dias efêmeros De vidas sem amores E amores sem poesia, O cismar e a saudade são descartáveis.

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Falta poesia em nosso sentir, Em nosso viver. A poesia de Gonçalves Dias.

Douglas Mateus184 NOVELO TE EU???... Bordais o calcitramento do poético-osso Despossuintes agulhares, rendas ou cosentes, Senão passadelas e talentices-crentes, Senão imerções do vosso genialíssimo todo...! Possuíais do dadival seu autárquico infindo Pecaminoso ao distribuinte e mentor do apregoado, Sabido o valoroso quando outrora o palato:Gonçalves terás conosco o que nunca teu parido!!!   Dantes poder-vos-ia versejo o encalcado Amiúde vossos caracteres fenecidos no arbitrário, O que dera aos imortais seus esquecidos (...) 184 Douglas Mateus – Fraiburgo – SC – Brasil - 22/12/1987. Brasileiro nato é autor de doze livros, além dos cinco organizados Comendador pela Ordem Nobiliárquica de Kastoria, Embaixador da Paz e Doutor Honoris Causa em Literatura; medalhas Carlos Scliar, Ordem Zumbi dos Palmares e Comenda Palma Dourada; Imortal à  Academia de Letras do Brasil, da Academia de Artes de Cabo Frio, da Academia de Letras e Artes de Fortaleza, da Academia de Artes e Letras de Iguaba Grande e da Academia de Letras do Brasil, Seccional Suíça, além da União brasileira de Escritores, da Academia Virtual Salão de Poetas e Escritores e da Associação Internacional (LITERARTE).


Vagastes ao torpe dos vossos vinhos E n’oje encantos distribuíeis nos degustáveis Quando adegas as vossas obras vêm meus citáveis...! ANTÔNIO... Calado sou a tumba fria das tuas vísceras Que aspergem o sanguinolento devasso... Nelas, vermes sendo, as sacio sem pecado, Intransponível também as tuas crias...! Calado sou teu ataúde, que friamente estando Recebe-te condizente e que mórbido sacode, Inimplorável tuas concessões, avais ou sorte, Senão gélida a tua família : Nela quando???   Calado sou o teu sorriso inexistido, inacontecido, Incalculado (...) jazes co’a promiscuidade espirada,  A mesma que na Gonçalvina tua o subalterno...   Calado não me forjes, se que ‘inda vivalidade o supremo, Se que ‘inda zelador da tua afrodisíaca fragranciada, Se que ‘inda amares-te por me só sadiamente deixado...! PODER-TE É UMA SONHADELA... E não me sei se é o instante atrocidador O máximo,no tim d’um translucidar; Duvido-o desde o teu ao meu amar, Desde vi-me o porquê eu versos,feitor...!   Cotim o nosso, hemo-nos modelação, Postumamente poder-me-ás poeta, Antiga autoria, que vez experta E gravatada,matrimônio da nossa comunhão...!   E patriarca convicciono influência de meu felicitar... Nossos prenomes indivisíveis a se aclararem, Façamo-las que as más bocarras nos clamem   Conseguinte ao terreal n’um deles, este missionar...! Duvidades tens, que nascemos acúleo à rosa??? Duvidades tens nosso Amor passar nunca???

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Dyonatan Fonseca Silva 185 O naufrágio do amor gonçalvino Gonçalves Dias Poeta de Caxias Que trouxe alegria e harmonia Com seus poemas e fantasias. Ele fez muito sucesso Contentou leitores e autores Mas não imaginara Que prestes estava a viver horrores. Conheceu Ana Amélia E logo se apaixonou E em um amor proibido Ele não se aventurou. Viajou para Portugal E nos estudos ingressou Mas o amor de Ana Amélia Em seu coração continuou. 252

Foi um aluno excelente, um profissional renomado Mas no amor se martirizou E na viajem de Portugal ao país amado Com o amor por Ana Amélia naufragou.

Edinaldo Reis GONÇALVES DIAS Em mil oitocentos e vinte três Provavelmente no dia dez de agosto Deus presenteava a nossa cultura Com um dos maiores astros talentosos Nascia nas terras de Jatobá O nosso grande poeta Gonçalves Dias Isto no estado do Maranhão No esplendido município de Caxias Não imaginaria ele que o destino Preparava surpresas na sua história E suas imensas inspirações literárias Tornariam-se uma estrela notória Descendente de um pai português 185 Dyonatan Fonseca Silva - Caxias –MA – Brasil - 1º de Julho de 1997. Tenho 14 anos. Sou filho de Maria Vera Lúcia Fonseca Silva e de Francisco Alves Silva. Fiz curso de computação na Compumaster em Caxias. Estudei na U.E. João Lisboa desde o 3º período do primário até o 9º ano. Atualmente estudo no C. E. Thales Ribeiro Gonçalves e faço o 1º ano do Ensino Médio.


E de uma brasileira cafuza Genuinamente ele era mestiço Decorrente desta linda mistura Orgulhava-se o poeta brasileiro Em ter o sangue das três raças Que formava a nossa sociedade E os traços de toda essa massa Trabalhava na loja de seu pai Apenas como um simples caixeiro E depois passou a estudar Outros idiomas estrangeiros Em mil oitocentos e trinta oito O jovem embarcou para Portugal Levando consigo a saudade Da sua amada terra natal Estudou na universidade de Coimbra E se formou em Bacharel Sempre se dedicou em arte literária Conquista que lhe rendeu laurel Exilado da pátria querida Fez o poema Canção do exilio Que em todo território brasileiro Notabilizou-se em grande prestigio Mil oitocentos e quarenta e cinco Retornou ao colosso Brasil Seu coração palpitava de desejo Pela amada terra gentil E logo conheceu Ana Amélia A musa de sua grande paixão Para algumas de suas obras românticas Ela foi motivo de muita inspiração Mas não casou-se com ela Devido a preconceito familiar Por ser um mestiço brasileiro Ele precisou o seu amor renunciar Apaixonado foi-se ao Rio de janeiro Onde conheceu Olímpia da costa E movidos pela força do destino Entrelaçaram união amorosa Era e é admirado por todos Em todas áreas fora bem sucedido Lendo os seus poemas parece Que a sua voz ainda estamos ouvindo Conhecedor da cultura europeia Obteve ali reconhecimento Os nobres da sociedade portuguesa Aplaudiram seu brilhante talento Fez um excelente trabalho Num pouco espaço de tempo

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Aproveitando os ensejos da vida Na mola do desenvolvimento Destacou-se em negócios políticos Ocupando alguns cargos influentes Na comissão cientifica de exploração Destacou sua habilidade competente Escreveu muitas peças românticas Poemas, poesias e cantos. Relíquias deixadas pelo poeta Que nos enche de ternura e encanto Fez sua ultima viagem a Europa Quando estava seriamente doente Em busca de restaurar sua saúde E não obteve êxito lamentavelmente Após dois anos retornou ao Brasil Em estado ainda mais deplorável Sua jornada estava perto do fim A sorte malvada era imperdoável Embarcou no navio Ville Boulogne E pelas ondas vinha ele rompendo Mil oitocentos e sessenta e quatro No dia três de novembro Na costa brasileira maranhense O navio acabou naufragando Perto da vila Guimaraes no Maranhão Quando a rota já estava findando Todos tripulantes conseguiram se salvar Exceto o poeta que ficou esquecido No seu pobre leito ali agonizando Pelas águas do mar fora então acolhido Mas sua inspiração e talento Virou literatura nacional Suas obras foram eternizadas Pra sempre gravadas no nosso mural Sua obra canção do exilio Foi sua deslumbrante poesia Lida e relida por todos brasileiros Que amam e lembram dele todos os dias O poeta Gonçalves Dias É diamante da nossa cultura Realçando os valores da nossa historia Monumento importante desta literatura Salve, Salve, Gonçalves Dias Astro, Astro, que sempre irradia Brilhas, Brilhas, no nosso céu Tuas poesias, é o nosso troféu.


Terra das palmeiras Sou da terra Das palmeiras Dos vales e ladeiras, Das matas dos cocais De riquezas naturais, Dessa terra enluarada Dos riachos e cascatas Dessas dunas de areia Dessa amada cultura Que o ambiente e pessoas Fazem a desenvoltura Sou da terra Das palmeiras, Da cultura brasileira Sou; Eu sou; Aqui do Maranhão Amante dessa terra De vales e serras, Esses lençóis maranhenses Atração para toda a gente Sertanejo na strada Vai tocando a boiada, O vento soprando Nas tuas palmeiras Sou dessa terra Da mulata reggaeira. NOSSO MARANHÃO! Região de palmáceas Onde está nossa história Houve tempo de lutas De conquistas e glórias Quando pingou no chão Suor dos nossos heróis Desbravando o caminho Dando vida pra nós Ter título maranhense É a nossa pujança Ter uma estrela no céu Da cor da esperança Maranhão é tradição Cultura e denotação Vivenda feliz! De quem sabe viver Maranhão é alegria É o nosso aprazer

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Oásis brasileiro Difusão de coqueiro Maranhão; maranhão. O negro, o branco, e o índio Destes traços de raça Formou nossa massa Bumba meu boi Pra tua gente dançar No toque do tambor O povo vai balançar. Quem vem de fora Pode ver tua beleza O mar maranhense E suas correntezas Teus lençóis de areia Que a vida permeia Tuas vastas palmeiras São típicas da região Só tem mesmo aqui Em nosso maranhão!

Edna Lima de Mendonça186 256

A CORRENTEZA E A FLOR (Relembrando Gonçalves Dias) Pediu, a flor, às águas do riacho, muito tristonha, em sua solidão: “Fica comigo ou leva-me contigo para outros rios, para grandes mares, eu quero conhecer outros lugares, não me deixes não!” Mas a corrente ia levando as águas, lambendo as pedras, com sofreguidão. “Vivo tão só, posso ser tua amiga”, dizia a flor, como buscando abrigo, e suplicava: “Leva-me contigo, não me deixes não!” A correnteza, alheia ao sofrimento daquela humilde flor, negou-lhe a mão. Sequer olhava para a pobrezinha, em sua trajetória, prosseguia, enquanto a flor, morrendo, inda pedia: “Não me deixes não!” 186 Edna Lima de Mendonça - Espírito Santo – Brasil. Poeta e Escritora, formada em Pedagogia, com licenciatura em Administração Escolar e Magistério. Possui curso de Jornalismo, e estudou Desenho Artístico, possuindo outros cursos como: Português e Redação Oficial, Marketing em Biblioteca e Contador de Histórias.


MINHA TERRA TEM PALMEIRAS (Ode a Gonçalves Dias) Fez sua estreia na carreira literária com o poema dedicado à coroação do Imperador Pedro II, no Brasil. Fora de sua pátria, sempre recordou suas belezas: palmeiras, sabiás, bosques, mares, o verde das matas, o gorjeio das aves, e o céu de anil. Foi pesquisador do IHGB, viajando pelo Brasil e pela Europa, sem esquecer a terra de quem era filho. Romântico, indianista e patriota, escreveu algo que até hoje encanta aos poetas e, também, aos não poetas: o belo poema “CANÇÃO DO EXÍLIO”. Um dos grandes trovadores da primeira geração do Romantismo Brasileiro, era, além de romântico, bairrista. Ajudou a formar, com José de Alencar, uma literatura de feição nacional com seus poemas de temática patriótica e, também, indianista. Era assim que escrevia o Grande Gonçalves Dias. MINHA PÁTRIA (Homenagem a Gonçalves Dias) Andei por algumas terras, as quais pude apreciar, mas nelas não vi o encanto como aqui posso encontrar. Não vi as belas palmeiras, nem ouvi o sabiá cantando, feliz, seu canto que tanto escuto por cá. O tom dos céus de outras terras não lembra nosso infinito. Aqui são muitos caprichos e o azul é mais bonito.

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O verde das nossas matas é mais verde, com certeza. Em tudo aqui há mais graça, mais cuidados, mais beleza. Lá nem havia os primores que tanto vejo por cá, nesta terra onde há palmeiras onde canta o sabiá.

Eduardo Bechi187 O MAR POESIAS PRECISARA O oceano foi seu exílio, Foi seu ultimo e triste canto. Deixara órfãos e em prantos Sua bela obra – seus filhos! Foi-se por Deus permitido, Antes de voltar a terra Onde o sabiá encerra, O canto de seu exílio? 258

Palmeiras já não teria visto... Desespero, grito e pavor: Acabaram seus primores... Se poesias o mar precisara, Em Gonçalves Dias se fartara Com seus cantos e amores! FUNESTA VISÃO Da tribo Tupi que ali havia; No seio da antiga floresta: O guerreiro Piaga vivia Empunhando seu arco e flecha. Pois certa noite, mal sabia; Uma visão mal e funesta... Por Manitôs o que seria Que estragaria a tribo em festa? Um medonho monstro horrível; Que desgraçaria a sua tribo; Foi a visão que veio anunciar... 187 Eduardo Bechi - Videira, SC – Brasil - 10 de março de 1984. É autor de cinco livros de poesias e sonetos, tais: “A toda velocidade na contramão” de 2004/2009, “As folhas que não caíram no inverno” de 2007, “Imortal” de 2009, “Reticências e Et Cetera” de 2009, “Sonetos de Eduardo Bechi” de 2010


Roubando suas mulheres, Seus guerreiros e seus filhos, À tribo Tupi arruinar.

Eduardo de Almeida Cunha188 CANÇÃO DE TRANSIÇÃO Minha terra tem histórias E pessoas que vou citar: Preto Cosme, João do Vale, Gonçalves Dias e Ferreira Gullar. Minha terra tem palmeiras: Tucum, babaçu, buriti, Tem também macaúba, marajá e açaí. Aqui choram Farinha e Flores: Munim e Itapecuru, Balsas e Preguiças E o indígena rio Grajaú. Nossa fauna gorjeia a encantar: Garrincha, cibiti, xoró E o gavião carcará. Nossa flora é de transição: Tem carrasco e cocais, Campos e restingas, Tem também o cerradão. Minha terra é pura Geografia: Climas, solos e relevos População e hidrografia. Minha terra tem mais Rosas, Marias e Josés, Josés de que não vou falar. Minha terra tem palmeiras E Josés de Ribamar.

188 Eduardo de Almeida Cunha – Caxias – MA – Brasil - 30/05/1975 . Professor com Geografias vivenciadas, especialista em Metodologias do Ensino de Geografia. Atuou em todos os níveis de ensino desde a Educação Infantil (execução do projeto: Quintal Ambiental) à universidade (nos anos de 2011 e 2012 no CESC/UEMA). Atua na rede Municipal de Caxias-MA desde 2000. dudumaranhensedm2@gmail.com

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Eduardo Silva Bordignon189 CANÇÃO DO EXÍLIO

No Brasil, temos maravilhosas paisagens como na Espanha. Aqui, falta-me o carinho da família e dos amigos; pois esses lá se encontram. Todo dia... toda noite... penso na hora de para lá voltar e nos braços de minha mãe cair. Aqui, há música e mulheres bonitas mas não como as dela.

Edvaldo Fernando Costa - Fernando Nicarágua190 260

Um cordel para Gonçalves Dias Foi na “terra das palmeiras” Mil oitocentos e vinte e três Nosso poeta maranhense Deus lhe concebeu a vez E Dele recebeu graças Em teu sangue as três raças Da mestiça e o português Orgulhoso brasileiro Logo moço é bem estudado Vai aprender filosofia Em francês e latim é letrado Por Coimbra é bacharel Homem de caráter fiel Em Direito é graduado

189 Eduardo Silva Bordignon - Porto Alegre – RS – Brasil - 25 de outubro de 1994. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: 2011 - “Canecas e Camisetas Poéticas”; 2012 - “Caixas Poéticas”. Curte natação e basquete. Curte futebol e festas. E-mail: dudu.bordi@gmail.com 190 Edvaldo Fernando Costa - Fernando Nicarágua – São Paulo – SP – Brasil - 19/05/1970. Trabalha como bancário e escreve cordéis como hobbie, após ter ajudado o filho nas atividades escolares. Passou então a inscrever-se nos concursos literários, divulgando seus trabalhos.


Gonçalves Dias eu trovo Neste cordel inocente Homem culto e educado Criativo em sua mente Da inspiração, o amor Deste jovem trovador Surge o verso expoente Sua pátria ufanou Grande poeta romancista E criou linguagem própria De temática indianista Cantou para o guerreiro Tamoio, índio brasileiro Verso etnografista Cantou a tribo Timbira Que fez tremer o inimigo Destinou jovem Tupi Lacrimoso com o castigo Ele é “O que será morto” Fez da valentia seu porto Que livrou-lhe do perigo Magnífico poeta Que do índio bem cuidou Também forte era inspirado Pela mulher que amou À Ana Amélia o sentimento Fez da ode monumento Nas palavras que cantou Pois é dela os seus olhos “Tão negros, belos, tão puros” Que ao poeta fez sonhar Como arrebentar os muros Da paixão que abriu ferida Por tradição proibida De preconceitos tão duros Por Don´Ana seu amor Foi fadado ao desalento “Dos teus olhos afastado” Em poemas seu argumento “(S)eus versos d’alma arrancados, D’amargo pranto banhados,” Por tamanho sofrimento

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Seu amor transcrito em versos Trouxe grande aprendizado À futura geração Que seu fruto tem apanhado A quem nem trágica morte Pôde tirar-lhe a sorte Dos poemas, seu legado

Edweine Loureiro191 O INDIANISTA É festa na tribo dos Tupinambás: celebra a Nação à conquista da paz. No centro da aldeia, guerreiros e curumins fazem uma dança e cantam assim:

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“Eu sou um índio guerreiro, que vou para mata caçar. Quando chego àquela serra, Vejo as araras voar.” Dança o Cacique, dança o Pajé: Agradecem a Tupã nesse Rito de Fé. E a tudo isso observa o escritor, enquanto faz versos da Aldeia em Louvor. Salve o Literato Antônio Gonçalves Dias: O Filho das Três Raças fez do Índio sua Poesia.

191 Edweine Loureiro - Saitama – Japão - 20/09/1975. nasceu em Manaus. É advogado, professor de Literatura e Idiomas, e reside no Japão desde 2001. Em 2005, obteve o Mestrado na Universidade de Osaka (Japão). Premiado em diversos concursos literários, é autor dos livros: Sonhador Sim Senhor! (Ed. Litteris, 2000), Clandestinos [e outras crônicas] (Clube de Autores, 2011) e Em Curto Espaço (Ed. Multifoco, Selo 3x4, 2012). É membro-correspondente da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências (RJ).


Elaine Cristina P. de Araujo192 MINHA TERRA Minha terra precisa de preservação O homem tem destruído Sem nenhuma compaixão. As aves que ainda restam aqui Voam sem descansar Com pavor do caçador A sua vida tirar. Nossa vida falta paz Nossos céus quantas estrelas! Nossos jarros faltam flores! Para os homens faltam amores. Gonçalves Dias Poeta inteligente Pena que morreu Antes de ver sua gente Mais deixou suas poesias Para nos ver feliz e contentes. 263

Elenice de Souza Lodron Zuin193 CANÇÃO A GONÇALVES DIAS Minha terra viu nascer Antonio Gonçalves Dias, Nos braços do Maranhão, poetizando a vida. Esse mestiço amou intensamente o Brasil E Ana Amélia, sua musa querida. Ao espírito destemido, já nos Primeiros Cantos, Tupã outorgou grande poder Para que suas eternas palavras Terras e mares pudessem percorrer. Adentrando pelas selvas, com tacape, Piaga, I-Juca-Pirama, em versos, eu vi. O Poeta dos índios, de Marabá, do Tamoio Exaltou os Timbiras e o grande povo Tupi.

192 Elaine Cristina P. de Araujo - São Luís – MA – Brasil - 04/07/2001. Escola Paroquial Frei Alberto. Motivo da participação: Eu quis participar dessa homenagem porque Gonçalves Dias é Maranhense como eu. Ele falou todos os seus sentimentos nas suas poesias e morreu deixando tudo isso para nós por isso quero homenageá-lo 193 Elenice de Souza Lodron Zuin - Belo Horizonte – MG – Brasil. Professora da PUC Minas, doutora em Educação Matemática, integrante do Coral Agbára - Vozes D’Africa e do Grupo Vocabilis. Atua também como musicista; é autora de diversas músicas e poesias.


Minha terra teve Antonio Gonçalves Dias Lembrado sempre aqui e além-mar. Das estrelas, com seu maracá, sorri e se alegra Aquele que, em estrofes, cantou como o sabiá. O QUE TRANSCENDE E O QUE FALTA EM TI Gonçalves Dias, Do deus Apolo se cumpriu a profecia De que de tuas mãos brotaria Incessantemente a mais pura poesia No silêncio das horas tristes Com saudades, buscas a sombra da serra Tentando ouvir o canto do teu Sabiá Na memória, só os perfumes e o luar da tua terra Tua aldeia corre em tuas veias Embora estejas em outra aldeia Nenhuma beleza merece o teu olhar Só te interessa a que mora do outro lado do mar

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Aquilo que te falta, dentro da alma procuras Até onde alcançam a luz dos olhos teus Amenizas a dor, criando figuras Em múltiplos versos que brilham no breu Sem conhecer quaisquer fronteiras Tuas palavras, com o vento, se espalharam E verdejantes, por todo canto, brotaram Teatro, poema, prosa, canção Amor, riso, meditação, Ruína, algemas, indignação, Liberdade, consciência, redenção, Mágoa, grito, protesto, oração.

Eliane Silvestre194 Gonçalves em Dias de Paz Os sabiás daqui continuam a cantar, Há mais de cem anos Sem Dias para apreciar. As palmeiras, com mãos espalmadas, São oração e poesia entrelaçadas. A Deus, por Gonçalves, pedem Que haja poemas seus, nas nuvens que seguem. 194 Eliane Silvestre –Rio de Janeiro/RJ Brasil - 23/03/1969. Atriz, Publicitária, Poetisa, Membro da Academia de Letras de Taguatinga/DF, eliane_silvestre@uol.com.br http://elianesilvestreatriz.blogspot.com/


Sua poesia nunca foi exilada, Desde sua morte, circula alardeada. “- Poeta, pode seguir em paz Que sua poesia não jaz! Jamais! Jamais!”

Elias Daher Junior195 O chamado da praia Gonçalves escreveu em Paris e até na Coimbra, de Portugal o céu, as aves e plantas a saudade de sua terra natal As palmeiras frondosas e as aves, mais de cem a terra de Gonçalves é minha também Antônio os conhece: são dele No sítio Boa Vista, nas terras de Jatobá a 14 léguas de Caxias o berço do jornalista Também veio de lá com uma timidez discreta um diploma de Advogado e uma alma de poeta do naufrágio, o único que não se salvou Os olhos não viram, mas o coração sentiu Herdou do pai, o espírito aventureiro Da mãe mestiça, o amor por seu país tinha o sangue das três raças do povo brasileiro Na Europa, a saudade como martírio onde produziu sua canção do exílio Não se casou com Ana Amélia, de quem ele realmente gosta preferiu viver infeliz ao lado de Olímpia da Costa 195 Elias Daher Junior - Brasília – DF – Brasil - 16 de setembro de 1964 Professor Universitário, de Marketing e Economia. É o atual Presidente do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal, em segundo mandato e membro da Academia de Letras do Brasil,

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Eliete Costa196

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GONÇALVES DIAS Nascido de Dona Vicência, Criado por Dona Adelaide Tornou-se das letras alcaide, E poeta por excelência. Trazendo mestiço no sangue, No nome, na inspiração, Fez do indianismo paixão Pela qual viveu, langue.   Para Amália teceu versos Dotados de pura emoção, Mas os desejos do coração Platonicamente imersos.   Pelos humores de então Teve seu amor rechaçado. Sentindo-se o rejeitado, Desposa Olímpia – consolação.   De flerte com a depressão, Com Olímpia não foi feliz; À Amália eternamente quis, E fez sua amante a solidão. DEPRECAÇÃO DO GUERREIRO Meu anjo, escuta! A canção do mar, A canção da noite, A canção da tarde, A canção do amor. Espera! Meu anjo, escuta! A minha Rosa, Minha Terra, Minha vida e meus amores. Se sofri já, não mo perguntes; Se se morre de amor, não mo perguntes; Como eu te amo e se te amo, Não sei! Como! És tu? Sempre ela: A concha e a virgem, A rosa no mar, 196 Eliete Costa – Rio de Janeriro – RJ – Brasil – 21/04/19... autora do livro de contos “A Intimidade Deles” e do livro de poesias “Poesia do Amor Bandido”.


A escrava Zulmira dos olhos verdes - Seus olhos desejo Sobre o túmulo de um menino no leito De folhas verdes no jardim. Então,  Meu anjo, escuta! A deprecação do soldado espanhol, A retratação do gigante de pedra -  Palinódia de amor! Delírio – engano, No canto do guerreiro em delalento. Canto a canção do exílio, Soneto da lira quebrada, Ainda uma vez – Adeus! É o que mais dói na vida, Porque sei amar. Mas se te amo, não sei! Meu anjo, escuta! Espera! Não me deixes! O NAUFRÁGIO Prepara-te, filho! Que o mar, soberano, Te veio buscar. Desata o grilho Do branco, profano, Tu és marabá.   Que creiam ateus! E tu, daí, travoso, Escutam o roncar. O ronco de Deus, Tupã, poderoso, Te veio buscar.   Não sou a vingança, Clamou Deus Tupã, Não sou punição. O guerreiro não cansa. É útil e não vã Tua determinação.   És nativo no jeito De índio, negrilho, De corpo inteiro. Tu trazes no peito Orgulho, meu filho, De ser brasileiro.

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Ergue a cabeça De índio, de preto, Nagô, tupinambá. Tua veia é espessa; Teu objetivo, correto; E te ri do Anhangá. Não fora Anhangá que tomou da mãe seu filho? Não fora Anhangá que tomou da amante o amado? Não fora Anhangá que tomou do corpo são a saúde? Apenas o mal tornaria versos empecilho A atormentar a mente do poeta acamado. Anhangá tornou a cama do poeta ataúde.   Cantaste do sol o brilho, O rubro resplandecente – Ora, se faz rubro maracá. Logo, prepara-te, filho! A cor do sangue teu Te veio buscar.   Deus não permitiu Que tu morresses, Sem que voltasses pra cá. A palmeira já te viu, Tal qual pássaros esses: Sanhaço, saíra, sabiá.   Te veem, ansioso, No tombadilho, Ouvem teu cantar. Tupã, misericordioso, Diz: “Prepara-te, filho! Te venho buscar, Tu és marabá”. REUNIÃO DE TÍTULOS DE ALGUNS POEMAS DE GONÇALVES DIAS: Meu anjo, escuta! Canção O mar A noite A tarde O amor Espera! Minha Rosa Minha Terra Minha vida e meus amores Se sofri já, não mo perguntes


Se se morre de amor Como eu te amo Se te amo, não sei! Como! És tu? Sempre ela A concha e a virgem A rosa no mar A escrava Zulmira Olhos verdes Seus olhos Desejo Sobre o túmulo de um menino No leito de folhas verdes No jardim Deprecação O soldado espanhol Retratação O gigante de pedra Palinódia Amor! Delírio – engano Canto do guerreiro Desalento Canção do exílio Soneto Lira quebrada Ainda uma vez – adeus! O que mais dói na vida Sei amar Não me deixes!

Elisabeth Rosa Soares197 ITINERÁRIO Deus, natureza, índio, amor, temas recorrentes do vate imortalizado exalta um Deus “que vai do abismo aos céus” em versos de louvor à criação: tarde, brisa, tempestade, céu aurora cor-de-rosa, raios, estrelas. Cadê Timbiras? Tamoios? I-Juca-Pirama? falam os deuses nos cantos do Piaga, troam guerreiros da tribo Tupi E morrendo de amor em cada esquina ergue versos de amor a sua amada, 197 Elisabeth Rosa Soares. São Luís – MA – Brasil - 10.06.1950. Licenciada em Letras pela UFMA. Professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. E-mail: elisabeth.rosa@hotmail.com

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à mimosa e bela Ana Amélia, de belos olhos negros, “meigos infantes”, amor definhado em mar de preconceitos. Saudosismo no cruel exílio, duras penas, lembrança das “palmeiras onde canta o Sabiá”. Tentativa frustrada de voltar à pátria: morre o homem; renasce o poeta. Arte densa que os séculos atravessa e hoje alcança os quatrocentos anos da capital da Terra das Palmeiras que ele tanto exaltara nos seus versos.

Elísio Miambo198

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Viagem ao Maranhão pela Canção de Exílio Hoje estou com a alma febril. Padeço de querenças gonçalvinas. Em meu rosto rodopiam tiras de água, Por vezes são lágrimas, por vezes é suor… Choro e esforço-me incansavelmente Em meio a um sol de assar as entranhas. Endoideci: quero estar no Maranhão, A terra que tem palmeiras onde canta o Sabiá! Os Xiricos199 que aqui gorjeiam, Gorjeiam lindamente como as aves de lá… Mas eu vou! Ah, sim! Eu vou… Quero inalar ares que recitem purezas No leito do meu nariz. Quero afagar-me com o cheiro de mato, Claro! Aqueles bosques que têm vida! Porque sei que por lá, Um Rouxinol cantará coisas lindas Que farão jus àquela Canção de exílio Como se recebesse ordens De um Tupã, de Orixá ou de Febo… Ah! Já estou com a canoa pronta… Mas não sei a quem rogar a protecção E incumbir o dever de me guiar 198 Elísio Miambo - Xai-Xai - Província de Gaza – Moçambique - 17 de Julho de 1992. Filho de pai ma-chope e de mãe ma-changana, ele considera-se fruto da mistura destas duas etnias, embora tenha nascido numa sociedade patrilinear, e que nessa perspectiva, tenha que ser considerado ma-chope., é estudante (do curso de Licenciatura em Ensino de Português na Universidade Pedagógica __ Delegação de Gaza) e, colabora como colunista literário, em blogues relativos à literatura (tais como: Rectasletras.blogspot.com onde é autor e administrador; xitende.blogspot.com do Grupo cultural Xitende, do qual faz parte. 199 Nome pelo qual é conhecida em Moçambique a espécie de ave canora Sirinus mozambicus.


Aos braços da Floresta dos Guarás. Tupã, Orixá e Febo sugerem-me Gonçalves Dias e a sua canção de exílio: É com Ele que eu vou navegar até ao Maranhão. Nesta viagem que faço pelo Índico Numa canoa de 1000 de gigabytes!

Elizeu Arruda de Sousa200 Gonçalveando Dias O tempo vestiu-se de genuína poesia, O sol um  afinado coro de sabiás acordou, O povo encheu-se de inebriante alegria, A vida mais romântica e faceira ficou. Exaltar o  poeta das palmeiras  virou mania.  Essas novidades o afoito vento espalhou.  Transformações para um caxiense homenagear. Amante e amigo fidelíssimo da literatura, Seu fazer poético conseguiu se imortalizar, Seu papel social em legado se configura. Os Dias nunca deixarão de Gonçalves se lembrar  E na união  do pensamento com o sentimento seu nome perdura. 271

Ellen dos Santos Oliveira201 Canção para Gonçalves Dias Minha terra já não tem tantas palmeiras, Nem Gonçalves Dias, também; Mas a Canção de Exílio que cantam hoje, Essa eu sei que tem. Foi o poeta que mais viu: Estrelas em nosso céu. Foi o que mais se deslumbrou, Com nossas flores e bosques, E foi o que mais amou, Nossos campos e nossos bosques. 200 Elizeu Arruda de Sousa – Teresina – PI – Brasil – 22 dee novembro de 1970 - é Professor Assistente III do Departamento de Letras do CESC/UEMA, Técnico-Pedagógico da Unidade Regional de Educação de Caxias, Especialista em Língua Portuguesa- FIA/SP, Mestre em Estudos Literários-UFPI. Na vertente das produções literárias, é coautor da obra Sociedade das Letras: prosa, poesia & Cia (2002), autor dos livros infanto-juvenis Contrarecer (2008) e Riso adotado, viver transformado (2011; escreveu peças teatrais, como A casa maluca, Porliticaria, A princesinha cega, A morte quer que eu viva. 201 Ellen dos Santos Oliveira - Ferraz de Vasconcelos – SP – Brasil - 07 de Abril de 1984. Aos quatro anos idade vem morar em Aracaju/SE. É funcionária pública do estado de Sergipe desde outubro de 2008. É graduanda em Letras Português e suas respectivas Literaturas da Faculdade São Luiz de França, onde foi militante e fundadora do Centro Acadêmico de Letras Vinícius de Moraes. Foi executiva sergipana dos Estudantes de Letras/ ExNEL (Gestão 2011-2012).


Ele cantou como sabiá, Exilado e sozinho, Triste como um passarinho Que só queria voltar pro ninho... Só queria voltar pra cá. Graças a Deus que ele voltou, Tão culto e tão índio, Cultivando em seus poemas, A cultura brasileira. E cantou, como ninguém, a natureza brasileira Tão virgem, tão pura... que pena que dá Pois, minha terra já não tem tantas palmeiras, Onde canta o Sabiá Viva! Se o índio era selvagem, isso eu não sei Só sei que ele era herói quando próximo ao Português. Viva ao nosso índio... Palmeiras, estrelas, céu, bosques e flores Viva a Gonçalves Dias E como ele diria... Viva àquilo que é nosso, Índio, Terra, ouro e mar!

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Elva González García202 ACROSTICO G randeza que te envuelve mas allá de los tiempos O rgullo de tu Patria, que en un poema pintaste N íveo y dolido sentir, … a la posteridad dejaste. C atarsis de un grande desnudando sentimientos. A urora en la noche tu palabra alumbra L uz en tus desires, de tu breve viaje V ivencias nos traen de amor y coraje E ternas cadencias ,que cada día te encumbran S eñor, poeta  enamorado, que corta fue tu vida,…                                                que pronto, tu partida  

202 Elva González García - Córdoba- Argentina - 29 de Octubre de 1942. Escritora y Poeta. Presentadora de Libros y Conferencias. Miembro de la SOCIEDAD VENEZOLANA DE ARTE INTERNACIONAL –SVAI. Actual Secretaria Nacional de la SOCIEDAD ARGENTINA DE LETRAS ARTES Y CIENCIAS NACIONAL – SALAC NACIONAL


D uro y acelerado anduviste tu camino I Juca-Pirama, un Himno más que poema    A brazaste las letras como la más preciada gema S enda que has marcado eternamente,…                                              a pesar de tu sino.

Elvandro burity203 POT POURRI Como és tu? Não me deixes Zulmira Como eu te amo Amor! Delírio engano Meu anjo, escuta Do exílio A canção do exílio O canto do guerreiro O canto do Piaga Se muito sofri... Espera! Amanhã Recordação Oh! Que acordar Canção Rosa A minha Rosa Rosa do mar Minha Terra! Minha vida meus amores Se se morre de amor! O mar Leito de folhas verdes Ainda uma vez – Adeus

203 Elvandro Burity - Rio de Janeiro – Brasil – 26 de setembro de 1940. Membro Efetivo da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro (ACLERJ) - Cadeira no 3 patronímica de Carlos de Laet. Medalha de Ouro e Prata em Concursos Literários. Teve o primeiro livro lançado em 1987. Detentor várias condecorações Civis, Militares, Acadêmicas no Brasil e no Exterior. Atual 2ovice-presidente do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais (InBrasCI). Mantém um blog em http://elvandroburity.blogspot.com.br

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Emerson Thiago Sousa de Araújo - Emerson Araújo204 ALMAR (Á Gonçalves Dias) Sob céu pesado dorso As águas luzidias cantam Para embalar Em tapetes de sal e espuma Sustem-se mudas sereias Cosendo lágrimas salgadas Ao ocre perfume do mar Ah, quantas vezes sonhara, Ouvindo as encanterias Deitar sobre as cantarias Teu leito de novo cantar O Boqueirão, no entanto, sabia: Maldosas ou sábias ondas Já não traria teu peito, de mármore carrara, Ao trino dos sabiás 274

Teus olhos, em sonho, avistara O findar de tantas odisseias Rever camélias, bromélias Amélias a te perfumar Mas amar sobre toda a vontade Não finda a tempestade Entrega ao mar o teu tempo Descansa tua alma “almar”!

Emmanuel Soares de Almeida 205 Gonçalves dias nos nossos dias Na canção a liberdade De ser Mineiro de ter a oportunidade Sigo o teu exemplo Por isso o orgulho de ser Mineiro... 204 Emerson Thiago Sousa de Araújo - São Luís – MA – Brasil - 15 de fevereiro de 1985. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão. Comunicólogo, ator e poeta. Atualmente compõe o quadro de pesquisadores da Fundação José Sarney, trabalhando na catalogação e organização do acervo do Museu da Memória Republicana do Brasil. 205 Emmanuel Soares de Almeida - Juiz de Fora – MG – Brasil - 05/dezembro/1958. Na minha inspiração sempre aquela canção que me comove. Desde criança essas mensagens me vêm com carinho e sinto a necessidade de colocar tudo isso no papel e poder assim falar ao mundo do que sinto, do que sei.


Cantar bem alto Inspirado no teu exílio O exemplo da tua criação, da tua obra Teatro, Jornalismo, Poeta e o orgulho de ser Brasileiro Lisonjeiro A estimada saudade Do país da criatividade E a Poesia cantada e assobiada Na tua anistia O grande Poeta Brasileiro Gonçalves Dias

Eric Tirado Viegas (Ponty)206 Réquiem em fuga em Sol maior para Gonçalves Dias Introduzione: Adagio molto Suas naus que cediças cobertas de glória, Os pródigos nadam navios com finória, Os meigos se fundem à voz do marmor: São todos tão tíbios, certeiros contentes! Sua marca lá toa na boca dos crentes, junção de prodígios, de fúria e louvor! No feito das lápides marmo verdores, herdado das ondas — cobertos de ardores, volteiam-se nos tetos d’altiva ilusão; São muitos seus navios, nos ânimos fortes, Temíveis a pedra, que em densos dos nortes Espantam-nos navios à imensa ilusão. Nos quartos vizinhos, silentes, sem brio, que crentes quebrando, lançando sombrio, Incenso aspiraram em liras que traz louvores das terras que os fortes descendem, vultosos tributos herdados dependem, das naus certeiras suspeitas que jaz. No centro da tábua se estende certeiro, adorna se aduna o conspícuo carneiro, Do limbo penhora, dos lodos mais vis: Os corpos deitados praticam na aurora, E os jovens inquietos, restando penhora, Derramam-se em choro dum dia infeliz.

206 Eric Tirado Viegas (Ponty) – São João del-Rei – MG - Brasil – 1968. Escritor. A Voz do Poeta. 50 Poemas Escolhidos pelo Autor Galo Branco n45 (RJ). Antologia Mineira do Século XX Poesia Sempre; Órion – Revista de P. do Mundo de Língua Portuguesa (Brasil/Portugal),Poesia Para Todos (RJ).As Vozes na Paisagem 2 (RJ)Trad. Cemitério marinho de Paul Valéry e Música de Câmara, Poemas Maças de James Joyce. - Baleia Azul (Cortez Ed.2011) Projeto prosa da língua portuguesa 4 ano da editora Saraiva. ericponty@bol.com.br

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Por certo — ninguém diz: pavor lhe é ignoto, Seu chefe não diz: — que de um mar que revolto Precinte por certo — da tábua tão frágil; Assim lá na terra do extrato mundano formavam distinto do vil mais humano que formas perfeitas do nobre de ardil. Acaso da terra padeceu parceiro, Nos vãos dos carneiros: — na extensa palmeira Assola-se é certo, tiveram missão; Convidam a gente dos nautas credores, Silentes se incumbem do acaso das flores, são vários apreços da honrosa punção. Conservam cabelos no brio das palmeiras, Entesa-se a corpo beleza faceira, Adorna-se o ventre com cenas gentis: A lousa, entre as vaga, uma freira na beira, nutrir-se memória, dobrando matiz, murmuro do murmuro mar contradiz. A Paz espaçosa a que cedo traz medo, pascido do olhar densas sombras tão cedo, alçada da agora da voz que silente, pascia na terrestre da oculta vertente. 276

Palmeira tão calma, que pasce na glória, no vento de humilde da voz Circe cria, nas vagas do monte longínquo do pássaro, nos tinham nas mágoas que d´águas tão raros. Ó tempo de ensejos caídos dos rostos, de negas gemidas noites dos gostos, nublava na nuvem a fria à boca de hálito, que crânios falantes em verves dos ritos. Labuta da sina dos tempos minguados, ninguém lhe tecia do rezado ousa lados, erguiam-se das aves, do quê; diziam pedras; trazer-lhes do santo do parvo de exedras. E singram além das camoecas distâncias, das gradas fortunas mar cobriam-lhe ânsias, após, de tão frágil, que sombra à tez templo, vertente que esmaga da folha do exemplo. Lembranças dos vivos, dos grãos enchem gosto, em tíbio do gesto que escrito cai postos, se sabem sós selvas, que dores sem serpes, estepes do oceano que correndo escarpes.


D´água que dos amplos do rio avisava, sossego da calma na luz nego cava, tremente que atrás homens flama trespassam, eiras fadadas das frontes dão em passa. Parques dos vividos dos céus luzes rés, bradados do Carmo dos ingênuos das três, de quem se sentou só nas vaga acéns postas, bradada na curva da voz chora às costas. Murmúrio chegam sós palavras da lei, sombrio que retorna na margem do rei, chamar El Rei da raiz prima treva, de quem o viver curvou verde à selva. Estio que fez rio coragens dos pajens, secada ribeira que abrange das margens, o lume movido culmina dos serros, memórias d´águas frementes dos erros. A chispa relâmpago ao sol murmurar, sussurro em sussurro em sussurro do mar, murmúrio murmuro rumor do marulho candente da chispa do raio engulho. Menuetto: Moderato e grazioso Entre palmeiras, sabiá, ser de tão simples gorjeia, na tíbia terra envolve o dia que pálidas aves passeiam, donde decantam floreiam lúgubres bosques já sem vida, de ardores arderam lida, das dores tíbios céus das flores sustem-se na sua descaída, em sombras das aves sofridas, que em silente silêncio na eira, muros de adobe da ramagem, que olvidam na plumagem vista ao lugar mais alto já crista. Entre palmeiras, expõe céu, às plumagens das nuvens véus, supõe o gesto nítido léus, é barulho das juntas ossos, da vida carcomida fossos, em crânios cravejados sós, donde gorjeiam os vermes réus,

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barulho porta cemitério, bravio som pesado mistério, das aves das sombras dos seus, suprimida vida critérios postados manhãs tíbias Deus, expõe o diamante no luar, sombra das nuvens soltas ar, noturnos hábitos olvidam, donde gorjeiam corujas dão vozes aos sapos e dos grilos, que passeiam dura terra filos, donde longe garrido toa em passos vorazes à toa, que almas dos mais simples ressoa, gestos firmes longe pessoas, não gorjeiam mais como lá.

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Em cismar, sozinho, à noite, procuramos naufrágio açoite, vozes gorjeiam surdos mar, de suas lembranças pia luar, enclausurados nós pascemos, carregados em luto, temos, olhar benigno duma freira, apercebe-lhe nau sem eira, afundar pétreo marmor mar. Presto con fuoco Venho presenciar esquiva, veludo humílimo griva, há crescer do marmor mar, ânfora nau junto lar, há de ser langor visão, almas, entregue ilusão, parto perfeito deságua, na fonte do rumor d´agua, densas sombras que se afogam, naufragam imensos vão. Ó jovem poeta que parte, Musas silentes alardes, há de nos conter à lágrima, infinitas tumbas cima, conduz à luz travessia da dádiva anestesia, quando certo dia ramagem d´águas postaram plumagem, já esquiva na luz amarga,


visão minha pasce alarga, terá enfim sombra macia, de cuja nau pétrea esguia no marmor da lousa fria, morre assistir findo dia. Atravessa, ó Poeta, à vida dos abismos sermos lida, escuta estranho colher, funda mais razão pascer, cálido assopro desvão, suave visita e sermão, alegre corpo terrível que mais viva ave sabiá, vagas palmeiras entreabrem terrível pasce à voz ave, que não gorjeia à vista suave, em sopro cálido anúncio, tíbias garridas dobram fios; deixem; deixem brônzeos sinos imenso oficio brônzeos hinos. Atravessa, ó Poeta, à lida, sacrifício do naufrágio, existência sem presságios, pétreos marmos luz do Carmo, fará enfim poema da vida. Adagio Não posso falar marmor, Não posso dizer da lida.

Érica Guedes Martins 207 QUANDO TUDO FOR LEMBRANÇA208 Que saudade da minha Terra Que saudade do meu Brasil Que saudade da natureza E do céu azul-anil. Brasil: Quando tudo for lembrança sobre Deus, onde estarei Mesmo com toda distância Eu jamais o esquecerei. 207 Érica Guedes Martins - Bebedouro – SP – Brasil. 208 Aluna da 7ª. Serie C da Profa. Silvana Morelli - http://silmoreli.blogspot.com.br/2009/09/cancao-do-exilio. html, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão

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Saudade é o que tenho no coração, Solidão! Ah! Solidão Ir embora para o meu Brasil, Essa é a solução. Brasil: A distância permite a saudade Mas nunca o esquecimento Por mais longe que eu esteja, Sempre estará em meu pensamento. As estrela nascem no céu, As flores no jardim, Eu queria ter um papel e poder escrever para todos que sentem saudades de mim.

Erick Gonçalves Cavalcante209 Sobre a Canção do Exílio Minha terra tem poetas, poetas, Onde cantam seus amores, amores, altares No exílio lembram-se de sua terra, terra, lugares Veem o mundo com seus olhos, olhos, olhares 280

Nosso céu tem mais estrelas, estrelas, poeta Ilumina nossos bosques, bosques, ares Com mais vida, mais amores, amores, lares Na canção de uma saudade, saudade, pesares Minha terra tem primores, poeta, primores Que gorjeiam seu exílio, exílio, amores Com saudade de sua terra, palmeiras, sabores Onde canta um sabiá, poeta, Gonçalves ... A Gonçalves Dias Não permita Deus que eu morra Sem que discorra do poeta Que exilado em seus dias Tão só como uma ilha Inventou uma maneira De descrever uma palmeira De encurtar cada milha Com palavras de poesia Encantar com maravilha Nossas vidas de tristeza Com a sua alegria 209 Erick Gonçalves Cavalcante - Tubarão – SC – Brasil – residente em Capivari de Baixo. Graduado em Redes de Computadores, Pós-Graduando em Segurança da Informação pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Escritor, roteirista, músico, amante de histórias em quadrinhos e livros. E-mail: erickgcavalcante@ gmail.com / erickgcavalcante@hotmail.com


Erlinda Maria Bittencourt210 POESIA EM PROSA A GONÇALVES DIAS Quem é esse homem, que tendo nascido há 190 anos, após sua morte física, Vivo está em sua alma e nela permanece fortemente presente entre nós? Quem é esse caxiense, que superou os limites das matas maranhenses, para os países de 1º mundo? Quem é esse homem de saúde tão frágil, que encantava, conquistava e seduzia inúmeras mulheres? Quem é esse homem tão lírico, encantadoramente épico e admirável dramaturgo, que tão bem soube cantar sua terra, seu povo e que infeliz no sentimento pela mulher amada, fez de sua dor a mais linda poesia de amor? Quem é esse homem sensível, romântico e culto a quem poetas e poetas choraram sua partida? Quem é esse homem a quem o mar, ao sabê-lo em suas águas, o tragou para não mais deixá-lo escapar? Eu diria que: É um poeta que cantou a mais profunda saudade de seu povo, de seus amigos, dos céus e da terra caxiense, do seu lar; Que muito amou e foi correspondido, mas com o seu verdadeiro amor não pôde ficar. Sobre a ousadia do oceano, falaria que: o poeta do exílio no fundo do mar é poesia eternizada; Um cidadão caxiense que representava o país e por competência, assumia altos cargos na Europa, Frequentava a côrte era amigo do imperador, mas sempre voltava para cá; Um verdadeiro poeta que não só produzia textos, mas sentia-os ao escrevê-los. Para alguns, poeta do exílio, para outros, cantor dos Palmares, para muitos, cantor dos Timbiras e cantor de marabá. Eu o defino apenas como: poeta terra, poeta povo, poeta raça, poeta saudade, Gonçalves dias: o poeta do amor.

210 Erlinda Maria Bittencourt - Caxias – MA - Brasil – 07/05/1958. Professora do Departamento de Letras – CESC/ UEMA. Especialista em Língua Portuguesa pela PUC/MG e em LIBRAS pela Athenas - MA; Mestre em Ciências da Educação UEMA/IPLAC-UFC. Membro Fundador do Instituto Histórico e Geográfico de Caxias – IHGC, Diretora de Cultura da Academia Sertaneja de Letras, Educação e Artes do Maranhão – ASLEAMA, Diretora de Relações Públicas do Rotary Club de Caxias.E-mail: erlindabittencourt@yahoo.com.br

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PÁTRIA GONÇALVINA De origem Brasileira, Do Estado do Maranhão, Gonçalves Dias é filho de Caxias, Da denominada “Princesa do Sertão. Que estudou a linhagem literária, De clássicos portugueses, À românticos franceses, Um advogado, Um teatrólogo, Um historiador, Ousado nacionalista, Um crítico inovador.   Mestre da língua e da fonética indígena, GD  buscou uma nova dicção poética, Doce, rítmica, idílica, apaixonante, Poeta de fase efervescente, criativa E de sangue tricolor.   Se fez refém da fidelidade, Porém algoz e vítima do próprio amor, Pois recusou viver sua romântica aventura E platonicamente, nela se encarcerou.   Foi elegante, foi guerreiro, Foi de raça, Com o branco, o índio e o negro Nas veias, bebeu apaixonado e solitário sua taça,                                                            tal qual ourives, lapidou a escrita,                         feito escultor, delineou poemas,                         feito poeta,  sentimentos vários suspirou, Regados a goles etílicos e  lágrimas em lugar chamado” Roncador,”   Sua história fez de muitos contadores, De seus romances, vários prosadores, De sua paixão, vasta literatura, De seus conhecimentos, nosso orgulho   Com Ana Amélia e a Nação no coração A terra das palmeiras e o amor ele os exaltou.


Ernestina Ramírez Escobar211 Sueños que duelen. Desejar coisas vãs, viver de sonhos, Correr após um bem logo esquecido, Sentir amor e só topar frieza, Cismar venturas e encontrar só dores. ANTONIO GONÇALVES DIAS  Naces y escribes sueños creces y gozas ensueños no importa que el pan te falte con soñar es suficiente. La naturaleza amable sostiene lo indispensable pero llega la inmundicia con tosquedad te acaricia, ya  no te alcanza pan y agua, se abre todo un parteaguas en tu idílica existencia, se divide la conciencia pues el mundo material opacando tu ideal te sumerge en lo profundo del sentir más infecundo donde todo el costumbrismo se hace parte de ti mismo siendo vanas ilusiones y permean las traiciones; tu alma llena en amargura, pierde toda esencia pura dotada desde el  origen donde el pensamiento virgen se reintegra de proscrito aún cuando estaba escrito que serías un guerrero de la pluma y lapicero escribes con la pasión de Ana Amélia en corazón porque el amor que retumba es el que lleva a la tumba mas dejas en poesía tu dolor y melancolía.

211 Ernestina Ramírez Escobar – Hermosillo – Sonora - México - 07 de Noviembre de 1963. Poeta y Escritora, Mediadora de Sala de Lectura, Coordinadora de Tertulias Culturales semanales (Tertulias Criollas

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Euclides José Maciel Marques212 Ó Mar Ó mar caudaloso de forte furor Dá-me de volta o GIGANTE DE PEDRA, Pois o tempo não se encarrega De extirpar, parar a dor. Que será do lençol de água cristalina NO SEU LEITO DE FOLHAS VERDES, Sem o acalanto do filho ilustre Tragado com triste sina. Ó mar revoltado, sem coração Saiba que SE SE MORRE DE AMOR, Imagina de saudades, Não há comparação. Que será do sertão, doce caatinga Onde se ouve o CANTO DO GUERREIRO, Sem o menino caixeiro, Como baralho sem coringa.

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Ó mar grandioso de onda pujante NÃO ME DEIXES por ti nutrir rancor A audácia de nos tomar Gonçalves foi atitude arrogante. Que será de vós, sem os cantos Sem OS CANTOS que será de vós Oceano terrível, pélago revolto Menos nobres nomes quantos?

Eugênio Palma Avelar213 I-JUCA PIRAMA DA VILA DE SÃO JOSÉ Tinha por mãe, Maria, o Juca do arraial, consagrado a José – o santo protetor. Esgueirou-se em silêncio - sem dom maternal; desceu até São Paulo, ao seu interior. II Constatou – em horror – não existir colheita. Foi feito prisioneiro de algum traficante. 212 Euclides José Maciel Marques – Juazeiro – BA – Brasil – 31 de Março de 1972. Poeta Amador. Dedica-se principalmente à “matemáticas das letras” compondo poesias na sua maioria formada por anagramas, palíndromos, acrósticos entre outros. 213 Eugênio Palma Avelar – Montes Claros – MG – Brasil - 04 de janeiro de 1958 . Uma rústica cidade brasileira encravada no semiárido mineiro. Como escritor acadêmico, possuo uns poucos trabalhos registrados em meu Currículo Lattes, onde destaco o artigo “Diversidade Cultural e Escola”. Mas há anos, brinco de escrever poesia e prosa em comunidades virtuais ou não.


Jugo, fardo e ameaça aquele pobre aceita. Ao chorar sua sorte, o destino infamante: III ser jogado no asfalto em trajes de mulher que de um bravo guerreiro, o choro não se quer -; desprezível cordeiro para o sacrifício. IV Vilipêndio sem gala, retorna ao seu lar. Ganha da mãe, consolo: viver é lutar. Que ela seja renhida; teu bem, teu suplício. SABIÁ DESTERRADO Minha casa tem telhado, que observo do sofá. Às vezes sou visitado buliçoso sabiá, II que não encontra palmeira onde possa gorjear: reino d’árida sequeira não há por onde escapar. III E por isso, o passarinho não encontrando lugar -, fez do telhado seu ninho; não se cansa de cantar. IV Não permita Deus que eu morra, nas garras do latifúndio. Sem qu’eu debele a camorra: quero morrer no gerúndio. IV Em cismar – sozinho, à noite – só enxergo madeireira. Meu tacape, meu açoite; acabo com a bandalheira. V Planto na terra, palmeira onde canta o sabiá-; até que o bichinho queira seu silvestre cafuá. Não permita Deus que eu morra, quietinho em meu sofá.

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AS BODAS DE ERNST LANZER E LEONOR DE MENDONÇA I Nas bodas sem amor; o militar e a dama. Há consciência de si no eu antagonista. A linhagem do homem, herdeiro reclama; A família da outra; social reconquista. II Marido inapetente - à procura da guerra, suplicando a terceiro, lúbrico favor: - retira, o amigo Antônio, da noiva o pudor! - Toma teu rijo falo e colha aquela flor! III Logo adiante, mais tarde, fingindo estupor; Exagera o flagrante; exagera o negror: assassina sem dó o ser angelical. IV Foge em raio o comparsa: aguarda o desenlace. Súbito, chega o amigo após sinistro impasse. Dão-se: infreme prazer; oblação bestial. 286

SENRYU N. 01 - LEONOR DE MENDONÇA do seu toucador abandonada duquesa penteia su’alma SENRYU N. 02 – CÂNTICO DA VITÓRIA Timbiras, eu vi a fome, a guerra, a incerteza fui, vi e venci

Eulália Cristina Costa e Costa214 Um grito de um poeta Um canto ecoa ao longe, é para despertar É o combate da vida Que aos fracos abate, Que aos fortes, os bravos conseguem exaltar! Onde a terra querida, São Luís do Maranhão, Jamais esquecida, Mesmo exilado consegue demonstrar O quanto à ama e ama lhe amar 214 Eulália Cristina Costa e Costa - São Bento – ma – Brasil - 04/09/1981. Graduada em Enfermagem e Obstetrícia pela UEMA, pós-graduada em Saúde da Família, Funcionária Pública Federal e Escritora.. Possui alguns artigos científicos publicados.


Na canção do exílio Um poeta saudosista, Com muitas histórias, lutas e amores Tornou um simples grito em defesa de uma ideologia Em primeiros cantos ao longe ecoar Tornaram-se eternizados pela literatura Hoje são lembrados, Seja na leitura dos poemas do grande poeta Gonçalves Dias Ou na viagem que seus versos podem proporcionar Resistindo ao tempo, Permeando aos amantes da escrita, O convite ao chamado para o combate da vida Ainda que não se queira dizer: Ainda uma vez - Adeus! POETA SONHADOR Se se morre de amor, Ou se ficamos mais inteligentes com a dor Pensativo Gonçalves Dias ficava, Pois sendo poeta sonhador Defendia a bandeira do amor e do seu lugar Seja aqui ou acolá Sempre estava a poetizar! Desvendando a essência da imensidão de um ser E os mistérios da arte de amar, Cada vez que elevava o seu olhar Para as maravilhas que este sentimento o fez capaz de criar Nós, laços, correntes Tudo que queria por vontade própria. Aprofundar-se em teu mar, ilha do amor, Pois só assim sabia que poderia alcançar: Um intenso e verdadeiro amor Digno de um poeta sonhador!

Eulàlia Jordà-Poblet215 A mim me vem (tributo a Gonçalves Dias – 2) Gonçalves, Gonçalves, são saudades tuas letras que leio, e através do tempo, eu, bucólico, 215 Eulàlia Jordà-Poblet - Belo Horizonte – MG – Brasil - maio de 1958. Sou médica otorrinolaringologista. Pertenço ao círculo dos médicos escritores da Sobrames. Escrevo ensaios para jornais como “O Tempo”. Participo de encontros e saraus para leituras de poemas próprios e de outros escritores em vários locais da cidade de Belo Horizonte.

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me entendo. Nas noites, nos dias, tua leitura me enobrece: és Gonçalves quanto  Dias, e  nunca a tarde entardece. Nos dias outros que se sucedem, os olhos de quem  dizes, amam o amor mais  romântico... oh  Poeta, depois  de ti, nada será como antes! E o teu século a mim me vem, amo também, Poeta eterno 288

Canção sem exílio ( Tributo a Gonçalves Dias) Gonçalves, sente a brisa, do teu gênio, que se eterniza... Os vales escuros da morte, roubam-te da nossa mão, mas da nossa memória, teus poemas, ao menos, não. E se teus sabiás escutamos, nas palmeiras em idílio, é que estás conosco Poeta, em nós nunca terás exílio! Tempos outros - (Tributo a Gonçalves Dias) Homem que escreve, eu respeito: Gonçalves Dias,


no peito E é tão sereno sonhar, nos olhos que ele diz amar E em tempos outros voltar, para ser sinhô, ser sinhá.

Eva Maria de Cougo Souto216 Gonçalves Dias Em terras de Jatobá, dia 10 de agosto de 1832, nasci! Talvez nasci do amor de um branco com uma mestiça. Vinha em meu sangue a força e a vontade de lutar. Via que nos estudos estava o meu futuro. Fui crescendo e alimentando-me do saber. Latim, Francês, Filosofia. No amor minha pele gritou mais alto, o preconceito me apunhalou. Sai, deixei o meu Brasil, Um dia volto! Em terras estranhas não fraquejei, segui minha luta pelo saber. ”Minha terra tem palmeiras Onde canta o sábia... ’’ Eu disse que voltaria, voltei, para onde fui não sei!

Evelin Katiane Izauro217 Trecho da “Canção do Exílio” Homenagem á Gonçalves Dias Ao andar sobre o luar A luz paira sobre as telhas Não pude deixar de notar NOSSO CÉU TEM MAIS ESTRELAS Repousando em meio a terra Vejo a beleza das cores Mesmo que razão não queira NOSSAS VÁRZEAS TÊM MAIS FLORES 216 Eva Maria de Cougo Souto – Florianópolis – SC – Brasil - Do lar E-mail: soutoeva@gmail.com 217 Evelin Katiane Izauro – Joinville – SC – Brasil - 25/04/1989. Escritora (Poeta) e Professora de Artes. Único livro publicado “Viva Poesia!... com todas as suas rimas” em 13/01/2012.

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Quantas árvores ao meu redor Com raízes profundas e ricas Com galhos avantajados NOSSOS BOSQUES TÊM MAIS VIDA Não vou calar a emoção Vou cantar como os cantores Resume-se ao coração NOSSA VIDA MAIS AMORES

Evilene Soares de Araújo218

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O ilustre caxiense Gonçalves Dias No sítio de Boa Vista Em terras de Jatobá Nascia um magnifico poeta Que fez sucesso além-mar Gonçalves Dias grande poeta Um caxiense consagrado, Era poeta e etnógrafo Além de bom advogado Filho de mestiça e comerciante Filosofia, francês e latim estudou Em meio a muitos gigantes Na faculdade ingressou O grande romantista Descrevia em suas poesias Paisagens do Brasil Especialmente de Caxias Com talento inigualável Teve por inspiração O amor de Ana Mélia E da boa imaginação Ana Mélia seu grande amor Roubou seu coração Com sua beleza e juventude Correspondeu a sua paixão A família da linda moça Rendida pelo preconceito Recusou qualquer aproximação Que lhe dizia respeito Então o jovem Gonçalves Dias Para Portugal partiu Ana Mélia se casou E no amor não persistiu 218 Evilene Soares de Araújo - Teresina-PI – Brasil - 28 de abril de 1997, é brasileira, filha de João de Deus da Silva Araújo e Eva Soares Borges de Araújo, tem dois irmãos João Victor Soares de Araújo e Matheus Vinícius Soares de Araújo é estudante do 1º ano C do Centro de Ensino Thales Ribeiro Gonçalves


Durante uma viagem O inesperado aconteceu Após um grande naufrágio O nosso poeta morreu Porém deixou conosco Um pouco do seu sentimento Sensações e desilusões Que invadiram seu pensamento Com a canção do exílio Caxias homenageou E como é bom ser caxiense Em nossas lembranças deixou Não se abateu pelas decepções Que a vida pode lhe dar Em vez disso as transformou Em poesias de emocionar. Com talento inigualável Teve por inspiração O amor de Ana Mélia E da boa imaginação.

Fabiana da Costa Ferraz Patueli219 Terra minha Fabulosa Maranhão, Terra de Nosso Senhor! Revigorante águas de seus lençóis. Ventos que ressoam em pedras e areais. Ocultados nos ouvidos de tolos, Pois os sábios as revelam em melodias. Como doces cações de mãe a embalar-nos a noitinha. Natureza de sublimes flora e fauna, Cujos pássaros que vem do imenso azul Que sustentam em suas asas a bravura humana. Como partir de seu barro acobreado, sem voltar-se ao céu estrelado. Parte de seu mangue, não se separam as riquezas de seu povo. Torno-me sua lamparina ao pôr-do-sol. E à aurora ofereço-me como guia. Da tristeza e amargura de ter lhe deixado, Viro histórias de ter sido seu um dia. Terra minha! 219 Fabiana da Costa Ferraz Patueli - Rio de Janeiro –RJ – Brasil - 07/02/1983. Mestre em Letras (Universidade Federal Fluminense-UFF). Colaboradora do Laboratório de Ecdótica da UFF.

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Fabiula Fernanda de Abreu220 Pensando bem Pensando bem em tudo Que vemos, Vivemos, Ouvimos E pensamos, Não existe a pessoa certa... Existe talvez, Se você parar para pensar, A pessoa errada... Quem sabe por que a pessoa certa Seja muito certinha, Chegando na hora certa, Falando as coisas certas... Talvez também não se espere o certo, Mas apenas o errado Ou incerto... 292

E provavelmente porque as coisas certas Não pareçam realmente certas...

Feliciano Caliope Monteiro de Mello221 Perante a estátua Maranhenses, esta estátua É tributo muito honroso, Porém ele merecia Tributo mais grandioso. Devia ser monumento De mais amplo pedestal A surgir d’entre palmeiras Na sua terra natal. Todo o Brasil lh’o devia, Todo o Brasil, não só vós; Ele ao Brasil pertencia, Pertencia a todos nós. 220 Fabiula Fernanda de Abreu - Jd. Ubirajara – São Paulo – SP – Brasil - 27/09/1999. ESCOLA: EMEF Antenor Nascentes; DIRETORA: Denise Ribeiro de Carvalho; PROFESSORA RESPONSÁVEL: Adenilza Almeida Lira. E-MAIL DA ESCOLA: emefanascentes@prefeitura.sp.gov.b 221 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 534-537. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil


Não consultado as províncias, Sabei-o: fizeste mal; Que esta glória brasileira Não é glória maranhense, É glória nacional… Devíeis voltar-lhe a face Para a terra, p’ra o mar, não, Porque este grande invejoso Já teve o melhor quinhão, E sento forte e tão rico, Portou-se como vilão: Vendo que pouco restava-lhe No correr da vida o trilho Roubou a terra o consolo De ter no seio seu filho… Entre um grupo de Timbiras Devia-se o ver ali, Escutando a lenda nobre Do nobre velho tupi; N’uma campina virente Devíeis vê-lo acolá Praticando docemente Co’a formosa marabá. Chorando a linda Coema Devia-se ver depois Em desespero Itajuba, Co’o arco partido em dois… Devia ter muitas faces A vasta, altiva peanha Impotente miniatura De brasileira montanha; Mil faces; em cada face Um quadro de melhor fama, E um dos mais primorosos Vos dera – I Juca-Pirama. O quadro insano honroso Do Gamela e do Timbira… Originais e vivazes Mil quadros da sua lira;

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D’aquela lira mimosa Que Deus a muitos não dá; Que canta com tanto acerto As bondades de Tupá, Como a fúria inquebrantável Do tenebroso Anhangá! Sobre os quadros, entre flores, Cascatas, bosques e rios, Animais de toda a espécie, Domesticados, bravios. D’entre tudo então se erguera Rijo tronco de palmeira, E a ele encostado, o gênio D’esta glória brasileira; E sobretudo, no ápice, Já quase as nuvens tocando, A figura do poeta A doce lira empunhando.

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Assim a imagem querida Se veria em muitas partes, Aliada ao nobre esforço Da mais prestável das artes… Não consultando as províncias. Sabei-o, fizeste mal; Que esta glória brasileira Não é glória maranhense, É glória nacional! II Sim, maranhenses, muita glória mente; Há muita glória de falaz origem, Glórias criadas por um vão presente, Vultos que engendra a popular vertigem. São meteoros que dá vida à morte Um só instante, ou pouco mais, terão; D’essas não quero, não lh’invejo a sorte, Nem me deslumbra o seu fugaz clarão. Mas quando a glória no fatal declive Prende-se às folhas de algum livro-flor… Curvai-vos, grandes! Essa glória vive, Pois’stá dotada de eternal vigor!


Nobres! Venceu-vos o plebeu modesto! Ricos! O pobre mais que vós já tem! Curvai-vos todos! Que ao fatal aresto, Que lavra o gênio, não se escusa alguém… III Perdão, senhores, se na alheia festa Estranho ousei me apresentar intruso; Se impertinente já vos vai molesta Minha palavra que tanto abuso. Bem quis conter-me; mas conter-me como? Se entusiasta d’este gênio eu sou! Se ao ver-lhe a imagem com febril assomo O fogo santo dentro em mim lavrou?... Perdão, senhores! Do perdão careço D’essas palavras de valor baldias. Perdão, senhores! Eu perdão mereçoPerdão, senhores!... por Gonçalves Dias!

Feliciano Mejía222 CARTA AL HERMANO BRASILERO DESDE LOS PIES DEL HUASCARÁN Gonçalves, pasan los minutos y los años y la patria queda rota con el rostro ensombrecido. Aún. Rayas de odio y avidez trozaron y aún dilaceran nuestro Continente, haciendo extraño y aún un Otro desvaído al hermano; y al amor entre todos, un fruto rancio.   Gonçalves, dime: ¡qué hora es del día!, dime: ¡¿llegó el instante del grito?!, dime: ¿Cuándo le diremos al Hombre que la noche entre nosotros es una tahalí enmohecido  y que ya no se soportan las correosas fronteras que cuadriculan nuestros rostros?

222 Feliciano Mejía Hidalgo – Abancay – Apurímac – Perú - 1948. Escritor de nacionalidad peruano-francesa E-mail:feliciano.mejia@gmail.com – www. iespana.es/felicianomejia E-mail: feliciano.mejia@gmail.com

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Gonçalves de Maranhao ¡dime si aún debemos aprender de nuevo a pronunciar nuestros nombres! Gonçalves Días de Maranhao, ¡dime: debo dejar de afilar el machete! Gran Hermano Gonçalves Días de Maranhao del siglo XXI, ¿llegó ya el momento de sacar nuestros corazones de la Sombra y lanzarlo en un alarido lenitivo, como un pañuelo, para todo el Orbe? Gonçalves, Gonçalves Días, Gonçalves Días de Maranhao, Gonçalves Días de Maranhao del Brasil, ahora sólo sé que ha llegado la hora de encender la pira y de abrasarte para siempre, hermano… CARTA A GONCALVES DIAS A RITMO DE QAYLLY ABANQUINO DEL PERÚ

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Aragois, dile a Dilercy, que le diga a Goncalves Días que ya llego con dos mochilas de poemas, más pesadas que dos mochilas repletas de dinamita. Acá, en donde vivo y padezco la mordedura diaria de la carroña, y se espeluznan mis días y miradas con la sevicia de la Hiena, desde acá, Aragois, te digo, yo no tengo, yo no tengo derecho, yo no tengo derecho a la risa, yo no tengo derecho a la vida y a la sonrisa, pues acá en este país llamado Perú, de 31 millones de hombres, mujeres y niños y ancianos, acá, de 1 millón 225 mil km2 de tierra patria mueren cada año 62 mil niños que no llegan a un año de edad de hambre o de simple gripe (muerto es de mal viento dicen las madres del campo); y no me quejo, es el avatar de la historia, desde el odio de Pizarro y la gorda biblia y la bandera española de 1532. Y no me quejo: grito con una caliente ira repleta de rabia


para que me oigan todos los oídos de Goncalves y todos los poros de los hombres y mujeres nobles del Brasil. Aragois, dile a Dilercy que aquí tiemblo de fiebre ante este genocidio. Debe saberlo Goncalves. Debe, aunque a veces se me agria un poema y se me hace postema la poesía que recojo a paladas en estas latitudes. Goncalves, óyeme, acá el odio raigal del dinero se encostra en el 9% de la población peruana y el 91% restante arrastra la cadena de la odiosa servidumbre. Luego leguito de arrojados por la guerra de los pobres del Perú, los españoles, vinieron con sus picas los cerdos de Francia y de Inglaterra (y también a punta de humildad bélica fueron arrojados de aquí); y al instante, cínicos y perentorios, aparecieron – llaga, lepra e insaníalos barcos y cañones de los Norteamericanos sin nombre ni apellidos, que hoy felizmente agonizan en el mundo y en todo Producto Bruto Interno del orbe. Aragois, mira lo que estoy mirando: Un río de sangre diaria fuera de los pulmones del Perú; y no me quejo. Te repito: Avatares de estos tiempos sobre un pueblo milenario desde antes de los Incas, avatares que ya se alejan paso a paso y diente a diente desde que, ay, felizmente, se alzó en armas el Partido Comunista del Perú, una mañana de sol de 1980 hasta ayer y hoy día en un lugar hermoso y triste, (en ese entonces) llamado Chuqchi, para acabar por fin y para siempre con estos 500 años de la historia histérica de la patria aún encadenada. Sí, una mañana con sabor a limón, piña y taperibá, a las 11 am en un pueblito llamado Chuqchi y luego en todo el Perú, 11 am., 11am., que llega hasta este instante que me lees y me escuchas desde mi patria aún aherrojada, en esta milésima de segundo en que te escribo para tocar la puerta del corazón de Consalves Días quien respira feliz junto a mí. Aragois, dile a Dilercy que ya llego, ya estoy llegando

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a las lindes del Brasil para romper la frontera portuguesa y amarnos como sólo amamos los poetas que saben lo que pesa un fusil.

Felipe Cardoso Wilasco223 CANÇÃO DO EXÍLIO

Minha terra é cheia de glória como jamais vi aqui. Onde estou, os cavalos andam preguiçosamente; enquanto lá, eles galopam com muita energia. Nossos parreirais são mais vivos; nossos campos, mais verdes; nosso vinho, mais saboroso, sabor conquistado com muita dor.

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Lá, o som das botas, ao cair da noite, é mais suave que o vento; aqui é algo muito barulhento. Minha alma é celeste como o azul do céu de lá; azul bem mais azul do que o visto cá.

Felipe Hack de Moura224 A GONÇALVES DIAS As selvas mudaram, as matas caíram Os urros de guerra não são mais ouvidos O sangue guerreiro desfez diluído Às marcas da História o thymus morreu Brasil brasileiro de pele vermelha

223 Felipe Cardoso Wilasco - Porto Alegre – RS – Brasil - 23 de setembro de 1995. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto Literário “Caixas Poéticas”, 2012. Curte esportes e, há alguns anos, estuda teoria musical e guitarra na ASES – Escola de Música. E-mail: felipelpwilasco@hotmail.com 224 Felipe Hack de Moura - Porto Alegre – RS – Brasil - 01/06/1993. Participei da oficina literária com o professor e escritor Charles Kiefer. Nessa mesma oficina, em um concurso interno de contos, fiquei em primeiro lugar. Estudo Letras na UFRGS.


Morreu pela cruz do brasil europeu Banal é louvar os guerreiros do Norte De estirpe tão nobre, de braço tão forte Não feitos de carne, mas feitos de tinta A raça pensada, tão bem acabada Perfeita, inumana, jamais existiu Na sombra da honra notável e magna Cresceu tal nação descendente do fraco Que falha ao manter tal orgulho intacto Não fossem teus versos de forma sublime Ao povo restasse sonhar em ser bravo

Felipe Yonamine Costa225 CANÇÃO DO EXÍLIO

Aqui, em Florianópolis, vejo muita beleza; mas prefiro as de Porto Alegre. Lá, no ar, há um divino perfume de flores; o céu é muito azul e o pôr do sol muito especial. Tanto lá como aqui, tem-se boa qualidade de vida e altos índices de desenvolvimentos social e cultual. No entanto, é lá que o meu coração bate mais forte e com um estilo bem colorido. Aqui, tenho o mar como teto; lá, um céu brilhante e estrelado. Florianópolis e Porto Alegre, paixões diferentes.

225 Felipe Yonamine Costa - Porto Alegre –RS – Brasil - 28 de maio de 1995. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: 2011 “Canecas e Camisetas Poéticas”; 2012 - “Caixas Poéticas”. Curte jogos eletrônicos e cursa inglês no Uptime. E-mail: felipeyonaminecosta@hotmail.com

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Fernanda Azevedo Morais226

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Poesias Não sou poeta com O CANTO DO GUERREIRO, Faço A CANÇÃO DO EXILIO, Canto O AMOR maior do mundo inteiro. MINHA VIDA MEUS AMORES, Que O MAR leve as minhas dores, Para um fim eterno que deixe apenas a RECORDAÇÃO, Faça as belas palavras escritas numa CANÇÃO. SE TE AMO, NÃO SEI! Sei que esse sentimento é forte, Apenas espero que a vida me traga sorte. Não sei escrever SONETO, Mas meus sentimentos são sinceros, Que esse amor é o meu amuleto. Antes não tinha certeza, Hoje sei COMO EU TE AMO, Porque nas noites fria pelo o seu corpo que eu chamo. Mas seus OLHOS VERDES não corresponderam aos meus olhos de paixão, O QUE MAIS DOI NA VIDA é a desilusão, Morrerei com a imensa decepção. E no leito de minha morte SE MUITO SOFRI JÁ, NÃO ME PERGUNTES. SOBRE O TUMULO DE UM MENINO apaixonado, Diante as suas lagrimas de dor, Terá certeza que SE MORRE DE AMOR! SEUS OLHOS foram que levou ao sofrimento, Ao um sofrimento insuportável até para o tempo. AINDA UMA VEZ- ADEUS, E quando for me visitar não esqueça A MINHA ROSA, Para demostrar o teu carinho enquanto chora. O meu nome estará cravado, Junto com O GIGANTE DE PEDRA, Um gigante do romantismo, Que as poesias de GONÇALVES DIAS expirem e simbolizem um homem apaixonado. O poeta e a sua musa O amor do poeta nasceu no primeiro olhar Nascendo junto as mais lindas inspirações, De um poeta que encontra a sua musa para adorar. Ana Amélia, moça com virtudes encantadoras, Com uma beleza admiradora. Que fez Gonçalves Dias, o poeta escrever as mais majestosas palavras. Um encanto que se fez paixão ardente, 226 Fernanda Azevedo de Morais – Itaituba – PA – Brasil - 31 de janeiro de 1989. Trabalha na Biblioteca Publica Municipal de Porteirão Santa Genoveva. Mora em Porteirão. Formou-se em Letras pela Universidade de Rio Verde ( Fesurv).


Nascendo um sentimento dolente. Não bastou amor verdadeiro, Porque não tinha casta, Do seu imenso amor se afasta. Deixou a sua musa triste por respeito Um intenso amor que não tinha como acontecer Aos olhos do injusto preconceito Por respeito foi sacrificado A felicidade do casal apaixonado, Porém a vida o trouxe um arrependimento amargo, Por sua amada não ter lutado. Ah, poeta covarde, Que o peito de sua musa arde, A saudade de um amor não concretizado, Que ficou preso no passado, Por não ter sido enfatizado. O reencontro estava marcado, Pelo destino dos eternos enamorados. A rejeição de sua musa inspiradora, Despedaçou a alma do poeta apaixonado. Através de versos eternizou, Esse forte amor que a sociedade da época castigou, Que o ultimo verso e ainda uma vez, Sua musa tenha compaixão Da covardia do poeta que um dia despedaçou seu coração, O amor nos versos tem aclamação e adoração, Mas na realidade busca de sua musa compaixão e compreensão. A renuncia do poeta apaixonado não foi porque o amor revogou, Sofreu também por perder a mulher que tanto amou. Os teus corpos nunca ficaram unidos, Mas em alma esse amor prevaleceu O que em vida foi oprimido. Um amor feroz e idealizado Que na história foi eternizado.

Fernanda Resende227 Sou Gonçalves Dias Em suas mãos A escrita ganhou cor Os versos mais sabor As estrofes se deliciaram em poesia

227 Fernanda Resende – Coromandel – MG – Brasil - 20 de abril de 1987. Escritora, jornalista e pós-graduada em Docência. Atualmente mora em Uberlândia/MG. A escritora tem poesias publicadas nos livros “Emoção Repentina” e “Sensações da Alma”. Ela já ganhou vários prêmios de nível nacional com suas escritas. Fernanda Resende possui uma menção honrosa no 5º Concurso Crônica e Literatura.

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O amor foi além do sentimento Ganhando forma Modificando o intocável Superando as rimas presentes O lirismo deixou de ser singelo Envolvendo-se em uma herança clássica Capaz de transformar choro em riso E renovar o romantismo adormecido O sentimentalismo foi além dos rabiscos O pessimismo pediu licença O individualismo embarcou na estrutura A insatisfação também quis se fazer presente nos versos Os sentimentos se uniram Fizeram um pacto poético Herdando um pouco ‘dele’ E repassando muito para ‘nós’

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Ele foi do lírico ao épico Do antigo ao moderno Dizendo sim a inspiração Separando-se da razão Deixou legado De mocinho da poesia Bandido da rotina Herói das escritas Ele é o poeta! É Gonçalves Dias... Brasileiro de alma e coração Poeta que encanta com emoção

Fernando Braga228 DO EXÍLIO, A GONÇALVES DIAS!... Ah meu amado poeta, tu ficaste nos baixios dos Atins, junto ao “Ville de Boulogne”, nas costas de São Luís... Ao longe, as palmeiras 228 Fernando Braga (dos Santos) São Luís – MA – Brasil - 29 de maio de 1944, é um poeta e ensaísta brasileiro, tendo também a nacionalidade portuguesa pelo princípio do juris sanguinis. Publicou estes livros de poesias: Escreveu, ensaios na área jurídica e político - cientifica: Fernando Braga é advogado com banca montada e servidor aposentado do Senado Federal.


serenas a te esperar, eriçadas aos ritmos e métricas do teu derradeiro canto... Ah meu poeta timbira, a capa talar desce-te dos ombros, e a lira do poema, e a máscara da tragédia, quedam-te aos pés... Quatro séculos de São Luís te contemplam, como os medalhões que te rodeiam, em tributo à poesia, ao pensamento, à ciência e à gramática. Ah meu amado poeta, Ah meu Poeta da Raça!... SEXTILHAS Dos baixios das praias  Em rimances antigas,  Os teus versos do exílio  Revividos em Portugal,  Sextilharam o Antão  Em cismadas cantigas.  “É MENTIRA! NÃO MORRI!” Do Morro das Tabocas Na nossa velha Caxias, O derradeiro baluarte Das armas portuguesas, Assistiram-te chegares Na Fazenda Jatobá... E partiste enfermo para Portugal... ... e tua morte fora anunciada Que escreveste em tom de blague Ao teu amigo Antônio Henriques Leal: “É mentira! Não Morri! Nem morro nunca mais!” Mas um dia, poeta, Morreste de verdade, Ao avistar de longe as palmeiras!...

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Fernando Catelan229 NO VILLE DE BOULOGNE Eu, Gonçalves Dias, balouço com esta nau, à deriva, rastro prova de jungidos mundos Quem dera não mais que um presságio mau, mas dor rói vísceras não só de vis imundos! Sim, eu da Europa chego trazido de regresso, qual se além, alhures, lograsse termo à chaga, e, antes ao corpo, desenganada a alma, peço, se ora alucino, já desdenhem obra esta vaga! Vão ao mar se o Ville de Boulogne só desce, e fortuna alguma espero eu, reles agonizante, ciente cá na cabine, cripta, feneço em prece, ou a pena vergo a quem quis perene amante! Ah, priscos encantos naquele meu Maranhão se, amor a passar ao largo, me foi tudo ridente Saía-me mesmo sem sequer um leve arranhão desfeiteando o tal amar lá contento da gente! 304

Queria eu sim, nas noites de luzes coruscantes, perder o olhar no espaço e reluzisse um poema, para um dia chegar o meu verso aos infantes, verso que meu Brasil espelha e bem emblema! A vida, essa a nos trazer não um só caminho, quis em Portugal justo eu fosse cursar Direito, e não é, pois, que lá aos românticos me alinho, que da verve me brota tudo conciso e perfeito! Havia por um bom tempo estagiado na Europa, quatro anos na vida minha ressentida ausência Canção do Exílio, que Brasil peito preme, dopa, faz tal sucesso que já me é outra a consciência! Tido, enfim, naquele Brasil por escritor notório, fastígios, porém, pouco ou nada dizendo à alma Levem meu esquife seis assíduos a meu velório e donde entronado eterno reitero jazer na calma!

229 Fernando Catelan - Catelan das Letras. Há 15 anos é articulista do jornal O Diário. é membro, entre outras agremiações de respeito, da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias (Rio de Janeiro-RJ), da Academia de Letras de Teófilo Otoni (Teófilo Otoni-MG), da Real Academia de Letras (Porto Alegre-RS) e do Clube dos Escritores Piracicaba (Piracicaba-SP)., integra a International Writers and Artists Association (IWA) com sede em Toledo, Ohio. Também musicista, é membro de várias fraternidades e maçom. Engenhario Mecânic, com MBA em Marketing Empresarial e de Serviços e-mail: catelandasletras@ig.com.br


Mas Ana Amélia, se quase me prendeu no laço, a vi vez mais em São Luís, realçada a formosura Esse singular frêmito só deterei eu se lhe abraço, mas ensejo os votos e dos pais vem repulsa dura! O Ville de Boulogne ‘inda detém um náufrago, eu, na peleia rosnando à água não dê cabo disto Enquanto o meu derradeiro cigarro célere trago, sei, fugi a instar, se Amélia o amor mais quisto!

Fernando Paganatto230 Ressuscitar O filho eminente do Maranhão, Que o orgulho em seu povo fez brotar, Esquecido, épico, na imensidão, Tornou-se irônica Rosa no mar. Quando perguntarem de onde venho Não responderei com elegias. Direi: Minha terra, apesar do menosprezo É onde, um dia, cantou Gonçalves Dias. E permita deus, que ele volte – Permita deus! – em meu desfrute, De cada verso, cada estrofe Declamada, sobre os primores de sua arte. E assim será ressuscitada A memória do poeta, Mil vezes mais, Numa Palinódia mais que apropriada Dos meus versos, das estrofes iniciais.

Flávia Costa do Carmo231 Gonçalves Dias A emoção e o encanto do olhar, pois quando eu te vi pela primeira vez logo percebi que Você era meu grande amor, Que com clamor se declarou e me irradiou.

230 Fernando Paganatto - São Paulo – Brasil - 13 de fevereiro de 1985. escritor e redator freelancer. Poeta com publicação em vários sites e antologias. Primeiro colocado no Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus, edição 2008. Editor do blog Poesia e Escrita 231 Flávia Costa do Carmo - Fortaleza-CE – Brasil - 26/03/1977. Sou formada em Análise e desenvolvimento de sistemas. Atualmente sou professora de informática do Centec..

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Assim como Gonçalves Dias que era um poeta romântico e Idêntico que nos inspira e nos apaixona com os seus poemas, dessa forma somos inspirados pelo romantismo meu amou, pois você me encantou no primeiro instante que te vi. Você talvez meio sem jeito, mas que bom sem defeito, Com beleza e pureza me deixando boba e naquela canção que era pura emoção, Estava me fazendo se sentir a mais bela, e você sem perceber meu amou nem notou, Que tocou e encantou mais uma vez com toda emoção o meu coração. E com aquela paisagem bonita do nosso Ceará, toda a beleza do lugar, com o mar mais lindo a brilhar, e a poesia de Gonçalves Dias a nos encantar, e eu ali estava sem ir, nem querendo partir, mas por dentro era um tormento, E dizendo que tola porque não conversar e encarar, Mas algo dizia que não seria o momento, E naquele instante como não sendo o bastante, eu ia justificando e me afastando, E por mim jamais sairia de perto de ti. Olhe que sim, ficaria ao seu lado, pois era irado, E o seu olhar a me devorar, e eu a apreciar, Ficávamos um olhando pro outro, e sem perceber íamos pode crer nos devorando, Era mesmo irado, eu a sentar do seu lado, sem muito falar só nos olhávamos. Era mesmo uma tentação mas com muita emoção, Nos aproximávamos e ficávamos a nos embalar Sem mesmo foçar nos amávamos.

Franciane Cristyne232 GONÇALVES DIAS Vamos lá minha gente Vamos todos escutar As poesias deste homem que Eu vou apresentar Gonçalves Dias é um poeta Era também muito legal Quando ele pegava a caneta Escrevia a poesia genial. Estudou em Portugal Passou por necessidade Mas nunca desistiu Por seu grande ideal. 232 Franciane Cristyne - São Luís – MA - Brasil – 09/ 11/2001. Motivo da Participação: Divulgar a importância das obras de Gonçalves Dias como meio de divulgação e valorização da cultura brasileira


Voltou para o Brasil Trabalhou em um jornal Escreveu cantos e teatros De forma nunca igual. Denunciava as injustiças Na poesia falava Do navio negreiro Quando a gente chorava. Falava do amor Da sua terra natal Onde canta o sabiá E as pessoas sabem amar. Grande Gonçalves Dias Poeta do meu lugar Maranhense berço de ouro Onde canta o sabiá.

Francisca Regina Rodrigues Neto233 REENCARNAÇÃO Já que aqui me encontro agora Na herança de meu tempo, Não deixo de perceber O trabalho e seu alento Desse povo livre e solto Senhor das próprias terras Que produz ainda revolto Sobre o pouco que os encerra A eles os prometeram Liberdade e independência Mas só trocaram o senhor Fora falta de prudência? Entretanto ainda convivem Com mazelas do passado Qualquer um que se disponha Já as tinha solucionado Irmãos que avançam juntos Sob esplendor de nova era Não esqueçam a compaixão 233 Floriano – PI – Brasil - 08/03/1960 - Graduação Universidade Federal do Piauí e Pos- Graduação Universidade Federal de Viçosa - Minas Gerais. Professora da Universidade Estadual do Maranhão; Membro do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Caxias - MA ; Membro Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Caxias MA ; Membro da Academia de Letras Educação e Artes do Estado do Maranhão.

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Pois com ela se fizera Grandes reinos e palácios Por vocês também fará Meu coração convosco bate E some toda a minha esfera Pois minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá.

Francisco Antônio Vale234 A GONÇALVES DIAS “Não permita Deus que eu morra Sem que eu volte para lá; ... ... Sem q’uinda aviste as palmeiras Onde canta o Sabia”

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I Vou ao Cais da Sagração Pegar um barco encantado Para encontrar em alto mar Nossos poetas do passado. Quero com eles aprender A viver um sonho versejado Que se canta e se declama Qual um poeta e namorado. Eles cantavam seus amores Pelas ruas, ás janelas dos sobrados E nós ainda estamos cantando Seus belos versos inspirados. Entre eles viveu aquele Mais que todos aclamado, Cantor das terras gonçalvinas, Bardo por Deus abençoado. II Foi distante daqui e cantou Como o sabiá das palmeiras; Versejou a luta dos nativos Destas plagas brasileiras.

234 Francisco Antônio Vale - Caxias – MA – Brasil - 22/02/1944. Formado em economia, aposentou-se pela Fundação IBGE. Em 1912 publicou o livro NA LINHA DO HORIZONTE, no qual reuniu suas primeiras poesias.


Quando ansioso ele voltava Para sua terra querida Foi envolto pelas águas Que lhe encerraram a vida. Descansa, poeta, e sonha Com Amélia, em teu sono profundo A lira revive teus versos Desde aqui e por todo o mundo. Quisera cantasse o povo Como cantastes nos teus dias, Mais feliz seria nossa gente, Haveria mais vida, mais alegria.

Francisco Carlos Soares Magalhães235 “Selva de Pedra” Tenho saudades da minha cidade, repleta de palmeiras; O canto das aves de outrora, não soa mais tão belo na aurora, pois, as palmeiras foram alimentar as caldeiras, para o homem saciar a sua ambição cheia de ferocidade. As estrelas não estão mais felizes no nosso céu, as flores murcharam nas nossas várzeas, a vida não encontra mais os nossos bosques, os amores de nossa vida precisam de retoques, a nossa sociedade se escondeu em um escuro véu. Sozinho, de dia ou de noite, em andança, sinto os olhares transpassar-me como uma lança, não tenho mais prazer da minha cidade desenhar, pois, não tem mais palmeiras para o sabiá livre cantar. A minha cidade não tem mais rios límpidos, as suas ruas são de uma só cor pintada, pouca árvore plantada, os sonhos de nossas crianças não são mais coloridos. Os olhos da minha cidade não seguem uma regra, a de conservar a natureza, isso vai levá-la com certeza, a se transformar numa Selva de Pedra.

235 Francisco Carlos Soares Magalhães - São Luís - MA – Brasil - 11/10/1968. Obra: Livro Renovemo-nos

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Francisco de Assis Carvalho da Silva Junior Carvalho Junior236 NOSSOS OLHOS TÊM MAIS VIDA TRIBUTO A GONÇALVES DIAS li, no olho de uma palmeira, um verso tão belo como a serenata do sabiá... a vida só existe se se morre de amar! do olho d’água, mais um verso tirei... ó olhos de vivo luzir, sem o vosso brilho sobre o túmulo de um menino morrerei! minha vida e meus amores enciúmam os olhos teus epopeias e tragédias banhadas em mares de ilusão... uma vez que se encontraram os nossos meigos infantes sons de sonhos, cantos guerreiros se ouviu do coração!

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sou a concha e a virgem em viagem pelo mar o índio que nasceu para em teus braços morrer nesse leito de folhas verdes, não me abandones... hoje, dos teus olhos, ainda um adeus quase ouvi! olha e escuta, anjo, meu grito verde-mar de afeto sem fim salve o “vate das américas”, os olhos da lua sorriem pra mim. CANÇÃO DE UM FILHO - HOMENAGEM A CAXIAS DO MARANHÃO E AO ETERNO GONÇALVES DIAS minha terra não tem Bandeira mestre Drummond também não é de cá mas os poetas que aqui nasceram do mesmo modo sabem encantar nossas estrelas também conversam nossos pássaros sabem mesmo voar nossas matas têm gonçalvinas e verdes palmeiras nossas musas sabem “verde-doira-mente” inspirar o solar da tardinha, a lua da noite... que quadro de impressionar! minha terra tem morenas, pardinhas... e quando vejo minha branquinha: bem-te-vi! vou logo querendo beijar! minha terra tem sabores sabores que não te posso revelar só eu, juntinho, à noite desse prazer posso desfrutar minha terra tem certas coisas 236 Francisco de Assis Carvalho da Silva Junior - Carvalho Junior - Caxias – MA– Brasil. Educador e literato. É autor das obras Linguichistes: poemas em portuglês (2008) e Mulheres de Carvalho (2011). É membro efetivo da Academia Sertaneja de Letras, Educação e Artes do Maranhão (ASLEAMA), onde conquistou o título de “O Sol da Sabedoria”.


que nesse poema não posso contar não permita Deus que eu morra que eu morra noutro lugar se tenho que tornar ao pó que seja nesse pedaço de chão quero morrer à sombra dessas palmeiras cantando e fazendo versos com a majestade: o sábio e sibilante sabiá.

Francisco Gaudêncio Sabbas da Costa237

Sabbas da Costa - Maranhão, 7 de Setembro de 1873 Soneto a Antonio Gonçalves Dias238 Em memória do Poeta laureado O Brasil quis erguer um monumento! E tão grande e sublime pensamento Foi em fino granito consumado.

Um tributo que ao gênio só e dado, Vem render a nação n’este momento! Ao futuro legando um documento, Que o presente lhe oferece do passado. As musas n’esta festa nacional Rendem cultos, em hinos de harmonias Àquele que deixou nome imortal! Ó cantor de inspiradas melodias, Que na lira seu estro divinal Pelo orbe espalhou: Gonçalves Dias.

237 Francisco Gaudêncio Sabbas da Costa - São Luís – MA – Brasil - 25 de novembro de 1829, e aqui falecido, em outubro de 1874, o escritor não teve vida longa, tendo perecido ainda jovem, aos 45 anos. Obras, tidas como as principais de sua lavra: (1)Francisco II ou a Liberdade na Itália, drama em 5 atos, 1861(1881); (2)Pedro V ou o Moço Velho, drama em 5 atos, 1862; (3)A Buena-Dicha, comédia em 2 atos, prólogo e epílogo, 1862; (4)O Escritor Público, comédia em 1 ato, 1862; (5)Garibaldi ou o seu Primeiro Amor(6)O Barão de Oyapock, drama em 3 atos e prólogo, 1863; (7)Beckman, drama histórico em 7 atos, 1866; (8)Anjo do Mal, drama, 1867; (9)Os Bacharéis, comédia em 3 atos, 1870; (10)O Amor Fatal, (11)Rosina, romance; (12)Revolta, romance histórico; (13)Os Amigos, romance, em 25 capítulos; (14)Jovita, novela, em 3 capítulos; (15)Jacy A Lenda Maranhense, esboço de romance, em 14 capítulos. Outras obras publicadas em jornais da época também podem ser destacadas: (a)O Encontro; (b)Teatro de São Luís; (c)Como Nasce o Amor; (d)Simão Oceano; (e)A Madrugada; (f) Maria do Coração de Jesus; (g)O Baile; (h)O Dote; (i)O Adeus; (j)Não Brinques; (k)Sinfrônio; (l)O Homem do Mal; e (m)Encontro de Ronda com a Justiça; entre as que foram possível mapear. 238 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 576. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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Francisco Gomes de Amorim239.240 Memento (A Rodrigo José de Lima Felner) Em memória de alguns amigos241 Philosophe modeste, ami sincère et tendre, Qui méritez la gloire et n’osez y prétendre, Artiste, recevez ce fruit de mes loisirs. Millevoye. I Amigo : na viagem que fazemos Por este encapelado mar da vida, Bom é que de conserva naveguemos Até ao ponto extremo: à despedida. A largos anos, por fortuna minha, Encontrei-o fugindo da procela; E, como igual derrota me convinha, Mareei pela sua a minha vela.

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Unidos sempre desde então vagamos, E eu creio firme no feliz presságio De que iremos, no bordo que tomamos Fiéis até as praias do naufrágio. Mas que triste viagem, meu amigo, Por tão diversos, tão sinistros portos! O meu livro de bordo e um jazigo, Um registro de vinte amigos mortos! II Tudo mudou em dez anos! E que profunda mudança! Fé, mocidade, esperança, Prazeres, tudo acabou! Menos a triste doença, A velhice prematura, A saudade e a amargura, Porque a morte as rejeitou. E, por maior infortúnio, Á sorte do peregrino Liga o bárbaro destino 239 Amorim, 1866, 343-360. 240 Francisco Gomes de Amorim - Aver-o-Mar - Póvoa de Varzim 13 de Agosto de 1827 e faleceu em Lisboa a 4 de Novembro de 1891. Foi um poeta e dramaturgo português, sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa. Viveu dez anos no Brasil. 241 Informação do compilador. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil


Uma família infeliz! Não basta a dor do passado; Ao presente mal seguro, Vem cuidados do futuro, Com que a existência maldiz! Oh! que Deus perdoe às almas Que a dor transvia um momento! Neste mundo de tormento Cada qual tem sua cruz. Feliz quem sobe o calvário Sem ter soltado um só grito! Mas ao pecador contrito Não será negada a luz! III Lembra-lhe aquele quarto, onde, a quinze anos, Em volta à minha banca de estudante Se reuniam ás noites tantos homens, Tão ilustres nas artes ou nas letras ? Oh! que saudades d’esse belo tempo! D’esses serões alegres e instrutivos, De que o Garrett, o mestre de nós todos, Foi sempre o laço, a inspiração, a alma! Que joviais conversas! que bons ditos! Que verdadeira graça portuguesa Naquelas reuniões! Eu, tão humilde, Ver ali agrupados no meu quarto Esses grandes da imprensa e da tribuna, Das letras e das artes! nesse tempo, Todos afetuosos, tão amáveis, Descendo complacentes das alturas Em que os pusera a merecida fama Até aos mais modestos, que tratavam, Como simples mortais, por tu e amigo!... IV Oh! bons tempos!... e, até na maior parte, Bons amigos também!... Mas em dez anos Foram-se todos!... Todos? não, amigo; Que nós, e mais uns três, vivemos inda Dos vinte que então eramos. Os outros Morreram todos, ou, pior do que isso, Fizeram-se ministros e viscondes, Pares, embaixadores, e até bispos! V Foram onde os levava seu destino, Sua ambição, seu gênio, sua audácia…

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Ou seu descaramento! Não se lembra D’um, que foi lá republicano austero, Declamador feroz contra a nobreza; E que hoje pelas ruas de Lisboa Passeia a sua estulta nulidade Em ricas equipagens, onde brilham Os brasões do vilão enobrecido? Pois esse é um, dos tais, dos que se foram, D’esses que a minha vã credulidade Julgou outr’ora amigos! Quando o vejo Passar, levado em rápidos cavalos, Salpicando de lama as mãos que d’antes Foram algumas vezes valedoras, Ele, menos cortês que os seus lacaios, Nem me tira o chapéu! não me conhece!...

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VI E esse outro democrata façanhudo Que, depois de correr por vários mares Em busca da fortuna, alfim pescou-a; E hoje quando me encontra (ó asco! ó nojo!) Trata-me por senhor, dá-me excelência! Oh! como a posição transforma os homens! Como o dinheiro e os títulos descobrem Essas almas vilãs que vão subindo Na escada social! Que importa, amigo? Como dizia o nosso grande mestre: «Deus e a virtude restam; consolai-vos.›› VII Ai do que nasce neste mundo infame A Despido d’ambições, modesto, humilde, Bico de coração, amando a todos, A amizade fiel, honrado, e crente! Ai! sobre esse infeliz com mão de ferro Há-de pesar um bárbaro destino! Que importa que seu ânimo esforçado Afronte, sem queixar-se, a desventura Da mais cruel doença? Há-de vence-lo A ingratidão que desconsola e mata. Para tais corações, para essas almas, Não há dor que mais trave, não h’a perda Que se compare a perda d’um amigo. VIII Amigo?!.... os que perdi, os que se foram Levados pelos ventos da vaidade, Da ambição, do poder, que me esqueceram Apenas a fortuna os bafejara,


Eram acaso amigos? Não; fingiam A amizade sincera, como agora Fingem ser grandes homens. Felizmente, Quando esses tais as máscaras tiraram, Os que me eram fiéis, os que não tinham Usurpado esses títulos, vieram Rodear-me nas horas de infortúnio; E mandou-me a divina Providência Outros, inesperados, numerosos, Verdadeiros amigos na desgraça, Que ainda os há por bem da humanidade! IX Mas eu não choro dois ou três ingratos Que os acasos da vida engrandeceram, E que lá das alturas não enxergam Quem também ajudou a levanta-los. Eu choro, meu amigo, os que morreram Nos últimos dez anos. Ai! por estes É justíssimo o pranto da saudade! X Mil oitocentos e cinquenta e quatro, No seu mês derradeiro, Arrebatou-nos o imortal Garrett, O amigo verdadeiro, O mestre glorioso de nós todos, O meu primeiro guia! O seu talento iluminou minh’alma Como os meus olhos ilumina o dia. Grande espirito foi! Por mais que o tempo Devore a eternidade, Jamais outro verá maior no gênio, Mais fiel na amizade. Não era d’esses astros de luz tíbia Que passam nas alturas: O sulco luminoso de seus passos Há-de guiar as gerações futuras. XI Foi o primeiro golpe aquela morte Dado em meu coração. Hás depois, como as chuvas copiosas Sucede a inundação, Após aquelas lágrimas primeiras Outras muitas recordo. Siga-me neste rumo, que eu vou lendo O meu livro de bordo:

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XII Extinta jaz a luminosa chama Que a cena enchia de vivaz fulgor! Um leve sopro dissipou a flama; A voz da morte emudeceu o ator! Quebrou-se o encanto que prendia as almas, E fazia chorar as multidões; Caíram secas as colhidas palmas; A saudade brotou dos corações. Quem há-de agora na lutuosa arena Encaminhar a contristada grei? Quem há-de, ousado, sobre a pátria cena Erguer o cetro d’esse artista-rei?

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De Epifânio não resta outra memoria, D’essa alma nobre e pura, Senão dias de fama transitória Coados d’amargura! E um afeto de pai resume a história Que tão cedo o levou à sepultura: Amava ternamente Um filho que a doença lhe roubou; E o triste, amigo e pai, ao frio corpo Abraçou-se, e expirou! História grande e simples! Ninguém há-de Ouvi-la sem chorar! Descansa em paz, amigo, que o mereces, Porque soubeste amar! XIII Seguiu-se a este o jovial Gonçalves, Espírito engraçado, culto, e fino, Que nas mais negras horas que passávamos Nos ensinava a rir do mau destino. Infeliz! quando ao fim de largos anos Começava a vencer a desventura, A doença, inimiga da fortuna, Atirou-o sem dó á sepultura! E Deus sabe se acaso Lhe não foi boa a morte prematura!... XIV Após este, o Metrass, outra alma nobre; Pela paixão da arte devorada, Que numa rola triste e solitária Deixou sua existência debuxada!


XV Outro, que a «sorte assinalou no berço, Inspirado cantor, rei da harmonia» Enquanto o mundo o proclamava eterno, Ele esgotava o cálix da agonia! Foi Soares de Passos! O seu gênio Prometia-lhe vida gloriosa; Mas consumiu-o a «chama abrasadora» No princípio da via dolorosa! XVI Depois, Passos Manoel, alma romana, Que na tribuna demonstrou cem vezes Como a eloquência e a virtude antigas, São adornos também dos portugueses! VII E quasi sempre a minha dor e luto Eram a dor e o luto da nação; Ela perdia do porvir o fruto; Eu, a consolação. Três príncipes, modelos de virtudes, (E já um dera pela aflita grei As provas mais sublimes e mais rudes Que jamais pode dar a um povo um rei!) Uns após outros caem Da púrpura no pó! Entre os comboios fúnebres que saem Do palácio real envolto em dó, Distam apenas hora! Se um príncipe adoece, Já não dá que esperar por vãs melhoras; Fatalmente perece! Porque? O povo assusta-se e murmura, Maldiz as duras, misteriosas leis, Que lançaram na mesma sepulturas Três filhos dos seus reis! Caiu no trono a maldição celeste? Serão isso castigos temerosos Para aqueles que a púrpura reveste, Porque vivem soberbos e orgulhosos?

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Oh! Míseras crianças! Modestos, como os filhos do seu povo, De quem eram florentes esperanças Do mais velho ao mais novo! Não davam em seu peito Cabimento à soberba ou à vaidade Nenhum dos três; e a demonstrá-lo afeito Já estava o que tinha a majestade. Nobre mancebo e nobre rei! Se os anos Tão curtos que viveu fossem sobrados, Se tivesse aos primeiros desenganos Os d’uma longa vida acrescentados, Daria à sua pátria lustre e glória Para fazer inveja às mais nações Ainda guardam todos na memória Uma das suas últimas lições:

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Foi quando a epidemia Devastava Lisboa. Ele, por entre a turba que fugia Buscando os sítios que o terror povoa, Vai para os hospitais! Sublime exemplo, Modesto para a história! Se a gratidão lhe não ergueu um templo, Não há tempo que o risque da memória! XVIII Depois, como a torrente Que desce da montanha, E tudo quanto apanha No curso espedaçou, Como a revolta vaga Pelo areal extenso Leva, no rolo imenso, O que ao subir topou, Assim eu vi a morte, Rugindo furiosa, Na onda lutuosa Levando os que eu amei! Arrasta, confundidos, Poetas, jornalistas, Os sábios, os artistas. Dois príncipes, e um rei!


Antonio de Cabedo, Passos José, Lousada, E D. José D’Almada, Todos na onda vão! Depois, Gonçalves Braga, Bordallo, e Paganino, Envolve-os o destino No mesmo turbilhão! E Marcellino Mattos, Com Evaristo Bastos, Nestes funéreos fastos Inscrevem-se também! Até José Estevão, Esse orador sublime, Caiu, quebrado vime Que já raiz não tem! E Lopes de Mendonça, De quantos hei citado O mais desventurado, De mais pesada cruz! Ó Deus! que sorte a d’ele! Pobre alma adormecida No torvo mar da vida, Como farol sem luz! Enfim, Gonçalves Dias, Poeta brasileiro, E amigo verdadeiro. Fecha o comboio feral. Da sua terra amada Junto às amenas plagas Foi receber nas vagas Sepulcro e funeral! E só eu fico vivo Ante o furor da morte! Escapo à dura sorte De vinte amigos meus! Em menos de dez anos!... Eu, que padeço tanto, A todos, com espanto, Escuto o extremo adeus!... Porque, Senhor? Acaso Me poupas por castigo, Até que um só amigo Não possa já contar?

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Oh! não! Expio a culpa D’um erro cometido; E, d’entre os que hei perdido Fiquei para os chorar! Mas quando eu caia exânime No meu dormir profundo, Não deixarei no mundo Amigos corações? Ai! Que também me chorem Almas afetuosas! Que lágrimas saudosas Valem por orações!

XIX É tempo de parar co’a fúnebre escritura; Tenho chorado assaz, não posso agora mais. Enxergo atrás de mim tão vasta sepultura, Que um mosaico direis de pedras sepulcrais!

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Filósofo modesto, amigo verdadeiro, Que, ocultando o saber, o coração revela, A sombra do seu gênio honrado e justiceiro Acolha esta canção da lira mais singela. Bem sei quanto o magoei, trazendo-lhe à memória, Co’a imagem dos que amou, e que perdeu como eu, As páginas fatais da sua própria história, Recordações d’um luto em tudo igual ao meu; Porém é sempre doce aos corações saudosos Buscar consolações no seio da amizade! Se a morte nos deixou da mesma dor queixosos, Partamos entre nós os prantos da saudade!

Francisco Grácio Gonçalves - Francisco Kablianis 242 AO ILUSTRE SÁBIO GONÇALVES DIAS Sente-se o cheiro aqui, Da tal brisa que foi realeza. Os odores fortes e secos, Ainda perduram nessa alma, 242 Francisco Grácio Gonçalves - Francisco Kablianis - Lisboa – Portugal - 21 de Outubro de 1971; iniciou a sua atividade profissional em 1994, tendo ainda sido e ao longo do seu percurso, responsável por vários projetos no âmbito dos serviços educativos e de extensão cultural de Museus, bem como pela coordenação e organização de diversas atividades de dinamização cultural. Desempenhou funções docentes no ensino básico, secundário e no ensino superior e funções técnicas nas áreas da educação e da cultura. É autor e colaborador em obras e artigos de carácter científico, pedagógico e literário.


Desenleado na tal carta Do ilustre sábio. As pombas brancas, Que correm ágeis Na ria fresca Que também é anil, Voltam ao sopro De mais um dia. Os quadros despidos De cor e lhaneza, Já não se asseveram, No rubor da cividade, Coberta de laivos De pobreza e luxúria. Este ar que se transpira Foi já análogo outrora, Quando tudo era, Quando tudo foi Tão mais indiscutível, Límpido, verídico e insaciável. Ouve-se ali, além e aquém, A música, o canto conhecido, A sonância famosa e familiar Do regresso deveras almejado Dos excêntricos pescadores, Do mantimento ambicionado. O perfume característico Destas fragrâncias isentas Que não se transmutaram, Arreiam à terra orvalhada, Cotejando-nos a sensação Da erudição conhecida. O SONHO ACORDADO Ainda que os ventos fortes Experimentem que durmas Neste sonho inerente, Perdurarão na tua essência As tais rememorações Daqueles enleios, De comunhão violenta e exclusiva, Dos corações elementares e puros, De simplicidade extrema, Que te ensinaram…

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A conhecer o hálito E a transformar… Todos os instantes Em notáveis sentimentos Minha amada Ana Amélia.

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TEMPOS DE ENTÃO Quando, por fim, A janela se fechou, Ana Amélia Deixando para trás Toda esta água, Este mar cerúleo, Assomou-se a chaga Da melifluidade eterna, Que perdurou E estremeceu, Incessantemente. A despedida, O adeus, A ferida, A dor, A mágoa, Será sempre Recordada Neste novo amanhecer, Nesta luta De manter aberta A tal janela, Que teimou Em se encerrar. A VOZ SALGADA DE ANA AMÉLIA Ouve-se ao longe A voz salgada, Em grande silêncio. O sussurrar da chuva, A aragem elegante e gélida Que corta a música Genuína e clara, Encaminhando a melancolia, A alguém que se distancia, Que já não se encontra, Aqui, em terra. O silêncio permanece Na água plena. E a voz salgada Voltará somente


Ao seu cântico, À sua pigmentação, Ao seu rubor, Ao seu mestre, Quando, Depois de muita faina, Tudo tiver acontecido. Este mar que me leva A água que me cobre. A despedida que não terei, O amor que deixei. A minha amada que perdi, O sonho que levo. O seu rosto que não esquecerei Este amor… Que nunca morrerá Apesar de eu próprio Já ter sucedido. A MÚSICA QUE ELA ME CANTA Ao alvorecer, No acordar, Ouve-se a voz sabida, Que canta a melodia Emblemática e forte, Que é esporeio e afoiteza. Ao som melodioso Das suas promessas, Vestem os barquinhos, Cuidadosamente, Com desembaraço, Extraordinário e certeiro. Os vestidos rede E toda a vestimenta, Inerente e enxuta, Para a labuta quotidiana, De que se ensoberbecem, Desde a puerícia, É traçada ao detalhe, Sem uma única omissão. Os sorrisos encarnados, Trajados de encanto, Daquela gentil-mulher Que harmoniza toscamente, Convoca a sua realeza, Com o seu timbre ligeiro.

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E da volta, Faz sempre parte O tal devaneio Do êxito desejado, O acertar do passo, Na cadência da dança, Da água espinhada, No sucesso da chegada. Deste amor, Que é meu Mas também seu.

Francisco José da Silva243 O Poeta Maior Um homem de fino trato: Graduou-se em Portugal Apesar do estrelato Regressou à Terra Natal

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Antônio Gonçalves Dias Precursor do Romantismo Deu vida às fantasias Novo rumo ao lirismo O espírito solidário Tocou-lhe o coração E fez deste emissário Guerreiro da abolição O seu feito é imortal Ficará sempre na história. A igualdade racial Definiu sua trajetória. Pátria Amada Jamais em tempo algum Houve igual brasilidade Gonçalves Dias é mais um Brasileiro de verdade. O amor à Terra Natal Fez dele um exilado Mesmo estando em Portugal 243 Francisco José da Silva - Bom Jesus do Galho – MG – Brasil - 19/01/55. Publicações: Ecos do Coração (pensamentos e poesias); S.O.S Sacramento: a agonia de um rio documentátio histórico-científico). Ocupante da Cadeira nº 6 da ABLA (Academia Bonjesuense de Letras e Artes); Membro Correspondente da ALTO (Academia de Letras de Teófilo Otoni)


Sentiu-se enclausurado. De volta à Pátria amada Assim quizera o destino Ofertar como morada O manso mar nordestino. Talvez obra do acaso Quem sabe, falta de sorte Porém, a costa, mar raso Seria seu leito de morte. Partira do Velho Mundo De Volta ao seu Maranhão Fraco, já moribundo Se foi, mas deixou a lição. Amor Platônico Ainda convalescente da saudade Que o fizera refém em Portugal Gonçalves Dias conhece esta beldade: Jeito de mulher; rosto angelical.        Ana Amélia, o nome desta fada  Seu primeiro e único amor  Paixão intensa, louca e desvairada  Que não floresceu; foi só espinho e dor. Por ser mestiço, fora renegado E a musa se foi, tal e qual o vento Deixando o pobre moço  desolado... Pasmo, perdido em seus pensamentos Só lhe restou aquele amor platônico Fruto das diferenças raciais Ou herança de um destino irônico Salpicado de dor e tantos ais. Mas nada ofuscaria seu grande brilho Seu nome já estava na história Em que o autor de CANÇÃO DO EXÍLIO Já alcançara o ápice da glória.

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Francisco Junior Xavier244 Exílio da canção Sem a terra Sem as palmeiras Sem o canto dos sabiás Sem fauna nem flora brasileira No exílio a se lembrar Céu de poucas estrelas Campos com poucas flores Vida com pouca vida Vida sem muitos amores Viajando no pensamento Voltando para encontrar A terra das grandes palmeiras Onde canta o sabiá A terra de muito encanto É melhor que o exilar! Viajando no pensamento Voltando para encontrar A terra das grandes palmeiras Onde canta o sabiá 326

A morte encontra nas águas Sem nunca mais se encontrar Sem a terra das grandes palmeiras Sem o canto do sabiá Sem o encanto da terra primeira Que no exílio não há.

Francisco Nelson Filho - Chico da Mata245 CONTEMPLAÇÃO DE SÃO LUÍS Contemplando os planetas selestiaes De um coreto admirei muito feliz Em densas trevas cintilada pelas luzes A majestosa cidade de São Luís. 244 Francisco Junior Xavier - Ibaiti – PR – Brasil - 22 de maio de 1991. Graduando dos cursos de Filosofia, pelo Seminário de Filosofia Rainha da Paz e Letras Literatura pela Universidade Estadual do Norte do Paraná, ambos em Jacarezinho. PR. E-mail: fcojrxavier@hotmail.com 245 Francisco Nelson Filho - Chico da Mata - Alto Longá PI – Brasil - 17.03.1917; faleceu em São Luís-2000. Filho de lavradores, alfabetizado em casa pelo padrinho, ele mesmo diz: “minha escolaridade vai só mesmo até o paleógrafo que li dois livros”. Sanfoneiro, por 20 anos, no Piauí, muda-se com a família para o Maranhão (1968), fixando residência em São Luís (Cruzeiro do Anil – Rua Boca da Onça, casa 25), onde passa a atuar como vendedor de bilhetes de loteria pelo centro comercial da Cidade, sempre a recitar, nas horas vagas, seus “verços” (escritos, em geral, a noite), por entre os companheiros de trabalho, merecendo destes toda a admiração e respeito. Amante da leitura, também recitava, de cor, poemas de Gonçalves Dias, Camões, Olavo Bilac, Raimundo Corrêa...


Era tarde, as istrelas fassinantis Rebrilhavam os seus raios no Oriente Minha musa ordenou-me a discrever Imagens e emoções desse momento. Tarde da noite e nos braços de Morfeu Muitos humanos se achavam adormecidos E na doçura da aragem matutina Lanço a vagar pelo mundo meu sentido. Sobre as asas de um dom que me foi dado Pus-me a compor este singelo poema À terra amada, capital nunca isquicida Torrão simbólico do grande Gonçalves Dias. Dei meu amor a esta terra abençuada Que jamais poderá ser preterida Na memória e coração da nossa gente Terra fértil, generosa e tão garrida. Que puetas, patriotas, grandes nomes Têm nascido nesta terra prazenteira Este rincão benfazejo agraciado Filho dileto desta pátria brasileira. Antepassados já se foram desta vida Para este mundo morreram, se acabaram Foi-se a matéria ao túmulo consumir-se Mais os nomes, estes se imortalizaram. Outros mais que existem no presente Substituem os que passaram pela morte Continuando a defender este torrão O pavilhão de um Brasil honroso e forte. Velhos prédios recordando os velhos tempos Estreitas ruas, as ladeiras que pisaram Nossos puetas a cantarem combatentes A liberdade que o país tanto ansiava. São Luís do Maranhão – pai da pobreza! Acolhedor dos pobres necessitados Dos retirantes que tangidos pela seca Chegam aqui e logo são amparados. Estado rico, bom, onesto, generoso Hospitaleiro e com grande coração Haverás de a cada dia progredir Bela terra, chão airoso, Maranhão!

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Brasileiro que te ame e considere De coração, não haverá mais do que eu Minha alma, minha vida a ti entrego No teu regaço meu amor é todo teu. Teu litoral de belas praias esplanadas A leve brisa me traz uma sensação Enquanto muitos se divertem, se distraem Em mim se opera tão grata recordação. Regozijo-me em olhar as fortes ondas Considerando o puder da natureza Magnífica é a sua competência Abstrativo santuário de beleza. Que sentimentos de mim se apuderam Não ser formado, não ter feito um curço bom Fortifico-me em saber que não é a letra Mais o berço é quem dá ao homem o dom.

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Se um dia desta terra eu for embora Em saudades me verei noites e dias Até que volte novamente sem demora Para abraçá-la decantada em Poesia. O meu peito em saudade se arderá Meu coração taciturno e melancólico Ficará se algum dia eu a deixar Com seus prédios de beleza tão simbólica. São Luís, minha fé, minha esperança Terra amada, tão querida e benfazeja Viverás para sempre na lembrança Deste pueta que só o bem te deseja. Contemplando os planetas celestiais De um coreto admirei muito feliz Em densas trevas cintilada pelas luzes A majestosa cidade de São Luís. Era tarde, as estrelas fascinantes Rebrilhavam os seus raios no Oriente Minha musa ordenou-me a descrever Imagens e emoções desse momento. Tarde da noite e nos braços de Morfeu Muitos humanos se achavam adormecidos E na doçura da aragem matutina Lanço a vagar pelo mundo meu sentido.


Sobre as asas de um dom que me foi dado Pus-me a compor este singelo poema À terra amada, capital nunca esquecida Torrão simbólico do grande Gonçalves Dias. Dei meu amor a esta terra abençoada Que jamais poderá ser preterida Na memória e coração da nossa gente Terra fértil, generosa e tão garrida. Que poetas, patriotas, grandes nomes Têm nascido nesta terra prazenteira Este rincão benfazejo agraciado Filho dileto desta pátria brasileira. Antepassados já se foram desta vida Para este mundo morreram, se acabaram Foi-se a matéria ao túmulo consumir-se Mais os nomes, estes se imortalizaram. Outros mais que existem no presente Substituem os que passaram pela morte Continuando a defender este torrão O pavilhão de um Brasil honroso e forte. Velhos prédios recordando os velhos tempos Estreitas ruas, as ladeiras que pisaram Nossos poetas a cantarem combatentes A liberdade que o país tanto ansiava. São Luís do Maranhão – pai da pobreza! Acolhedor dos pobres necessitados Dos retirantes que tangidos pela seca Chegam aqui e logo são amparados. Estado rico, bom, honesto, generoso Hospitaleiro e com grande coração Haverás de a cada dia progredir Bela terra, chão airoso, Maranhão! Brasileiro que te ame e considere De coração, não haverá mais do que eu Minha alma, minha vida a ti entrego No teu regaço meu amor é todo teu. Teu litoral de belas praias esplanadas A leve brisa me traz uma sensação Enquanto muitos se divertem, se distraem Em mim se opera tão grata recordação.

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Regozijo-me em olhar as fortes ondas Considerando o puder da natureza Magnífica é a sua competência Abstrativo santuário de beleza. Que sentimentos de mim se apoderam Não ser formado, não ter feito um curso bom Fortifico-me em saber que não é a letra Mais o berço é quem dá ao homem o dom. Se um dia desta terra eu for embora Em saudades me verei noites e dias Até que volte novamente sem demora Para abraçá-la decantada em Poesia. O meu peito em saudade se arderá Meu coração taciturno e melancólico Ficará se algum dia eu a deixar Com seus prédios de beleza tão simbólica. São Luís, minha fé, minha esperança Terra amada, tão querida e benfazeja Viverás para sempre na lembrança Deste poeta que só o bem te deseja. 330

Frederico Ferreira de Souza 246 CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem amor como não existe noutro lugar. Sua comida tem sabor, levando-nos a sonhar. Um dia teve lagos e cachoeiras; Hoje, prédios e asfaltos. As crianças brincam com máquinas; não há sequer um pequeno mato. Em minha terra, temos prazer em desafios. Não tememos qualquer problema, Embora digam que estamos por um fio e ser tudo muito difícil. Eu, graças aos desafios, trago no peito um emblema que comprova, não ter caído, no desvio e ter aprendido que, com persistência, tudo fica mais fácil. 246 Frederico Ferreira de Souza - Porto Alegre-RS - Brasil - 1º de junho de 1994. Membro Fundador da Academia de Letras Machado de Assis, de Porto Alegre/RS, Cadeira 32, Patrono Álvaro Moreira; Membro Efetivo da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; da Liga dos Amigos do Portal CEN, de Portugal; e, da Associação Internacional dos Poetas del Mundo. Coautor do Romance Interativo: “Fantástica história de um mundo além da imaginação”. Atualmente, está estuda na Inglaterra. E-mail: fredericoferreiradesouza@hotmail.com


Frederico Guimarães247 Gonçalves Dias - À digna comissão de inauguração do monumento ao poeta, no grande dia 7 de Setembro Non omnis moriar Horácio Nobre vulto! egrégio vate, Ergue a altiva fronte agora; Que tua fama se dilate, De Setembro a linda aurora. Não é acaso ao reclamo Do teu nome grandioso. Que se congrega gostoso, N’este lugar tanto povo!? É sim, este o povo altivo Do galhardo – São Luís, Que vem dar-te sinal vivo De quanto amou e te quis; Que vem pressuroso alegre, Render seus preitos augustos; Ante a efígie e ante os bustos De brasileiros ilustres. Apollo, Minerva, Marte?! E vós Musas, também, sim; Desenrolai o estandarte Auriverde de cetim; Vinde insuflar nova vida Ao cisne tão popular, Que tanto soubera amar O berço que o Céu lhe deu. Dai vida também a esse Que se chamou Odorico, No qual, Virgílio quem lesse, Saudaria um estro rico; Dai vida a João Lisboa, Historiador – eminente, Que mesmo seria ingente Se a parca o não retraísse.

247 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 573-575. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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Dai vida ao grande Sotero, Vulto de fundo saber; Nobre, caráter austero, Onde há muito que aprender; Dai vida a Gomes na Sousa, Sol, que raiou no Brasil Inda em anos, juvenil: Dai vida a tantos luzeiros! E depois prestai ouvidos Ao Cantor dos Timbiras; Que d’essa tuba os soídos Acordem suaves liras. Vindes ouvi-lo? Pasmai! Pasmai, que Gonçalves Dias, Criou novas ousadias Co’ estro que Deus lhe deu.

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Jazia como dormido Seu estro ardente e fugaz; Mas este dia – querido Novo impulso hoje lhe traz, Ouvi-o, pois, em concerto Com esses vultos da história, E saudai, hoje a memória Do cantor – rei da harmonia.

Frutuoso Ferreira248 AO IMORTAL CANTOR DOS TIMBIRAS Sirenas do Além-Mar, castelos e princesas... Sou Atlântida, em flor, querendo o encantamento Do império de Cristal... Por sobtre o irradiamento Do Gênio escukltural que afaga estas turquesas. Eu venho m’embalar nos fastos dos Timbiras,´ No canitar que ensombra as frontes dos Guerreiros, Na voz dos Maracás, nas mãos dos Feiticeiros... Cantai, bosques em flor, Piagas... Currupiras...

248 RAMOS, Clovis. ROTEIRO LITERÁRIO DO MARANHÃO – Neoclássicos e Romanticos. Niteroi: Clovis Ramos, 2001, p.309-311, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


Espirito do Mar... Oh Êxtase infinito, Tu que acordas o Azul e que meu entro expandre Na tumba do Cantor por etas noites grandes, Tu que ascendes à noite a flama do aerólito, Vai abrir os salões dos encantados deuses, Guardados por Dragões d´espadas e de arneses. II Oh Noite... Eternidade!... Oh Êxtase infinito... Eu – Atlântida, em flor, nas vagas dos Cruzeiros, Venho acordar o Sol das plagas dos Guerreiros, No vortilhão do Azul que traz seu nome escrito. Pompas monumentais do túpico arrebol, Erguei-vos dos cristais dos mares constelados... Virgens que estás sonhando os faustos dos noivados... Liras que estais dormindo... aí vem o vosso Sol: É o Sol do coração que acende o Sentimento, Rubro como o coral dos lábios de Iracema, Veste a luz auroral que doira o firmamento; Por entre os madrigais das mágicas safiras, Vinde saudar o Sol que o vosso Deuz emblema, Oh glórias marciais dos válidos Timbiras! III No êxtase a palpitar nessa Visão dos Andes, Nas noites tropicais das terras brasileiras, Aqui acordam Trovões o Gênio das palmeiras, Embuçado no azul destes abismos grandes... No azul?... que direi eu? – as gemas ondulantes Do seio ardente, em flor, de Aniaras Colossais; E entre arminhos d’espuma e aurélias doudejantes, Jorram astros, a fluz, ``a tona dos cristais. Brame, Y-Juca Pirama... acorda os teus cantares, Quero ver os Astrais nas Óperas dos Mares, Nas danças festivais ao som de seus borés... Brame, Y-Juca Pirama... acorda os teus cantares, Derrama a tua epopeia à luz desses luares, Sejam as noites – Visões... as vagas... os Pajés.

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Fuad Bakri249 Canção do exílio Brasileiro e Palestino, duas nacionalidades bem diferentes. De um lado, um país muito liberal; do outro, um bastante conservador. Aqui, temos mais amor; Lá, as pessoas são super discretas. Aqui, a vida tem mais sentindo; Lá, temos que viver a rotina de nossos ancestrais. Aqui, a vida é vivida; não nos deixamos reger pela cultura, raça ou cor; corremos atrás de um objetivo maior, a felicidade.

G. dos Reis

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GONÇALVES DIAS 250 Desde a hora fatal que a malsinada meiga Eloah seguindo o seductor, archanjo mau rebelde e trahidor, foi que elle no abysmo arremessada, aí! Nunca mais na célica morada na divina mansão do Creador. Em profunda trstisa margulhada Repercutiram cânticos de amor! Um dia Jehovah dessa tristesa, Entendeu libertar-se e com grandesa, Quis o Empyreo cheio de harmonias. Mas aonde encontral-as com prestesa? Subito chama aos cerus Gonçalves Dias O bardo genial das melodias!

249 Fuad Bakri - Porto Alegre-RS – Brasil - 24 de dezembro de 1994. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Secretário de Edição e Publicação e Membro Efetivo da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS, Cadeira 31, Patrono: Castro Alves; Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; Associação Internacional dos Poetas del Mundo; e, Liga dos Amigos do Portal CEN, Portugal. E-mail: fuad.bakri@hotmail.com 250 Diário de São Luiz, 10 de agosto de 1923, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira (RJ)251

Autor(es): Comprido, Leléo e Zagaia Samba Enredo 1958 - Canção do Exílio Clássico da nossa poesia É a canção do exílio De Gonçalves Dias Poemas de sublime inspiração De amor e ternura Em sua confecção Lamento De um coração soturno De um poeta taciturno Que em versos escreveu Todo drama Do arfante peito meu Este poema nasceu Da saudade Do seu Brasil distante Das suas campinas verdejantes Com suas flores multicores Suas estrelas Ornamentando um vasto céu Como sofria O saudoso menestrel É s uma estrofe De saudade e de amor Na qual suplicava ao senhor Não permita Deus que eu morra Sem que eu volte para lá Sem que reveja As palmeiras Onde canta o sabiá

251 Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira - Rio de Janeiro – RJ – Brasil – Fundada em 28 e abril de 1928 é uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro e uma das mais populares do mundo. Foi fundada em 28 de abril de 1928, no Morro da Mangueira, próximo a região do Maracanã por Carlos Cachaça, Cartola, Zé Espinguela, entre outros. Atualmente sua quadra está sediada na Rua Visconde de Niterói, no bairro do mesmo nome. A Mangueira foi a escola que criou a ala de compositores e a primeira a manter, desde a sua fundação, uma única marcação do surdo de primeira na sua bateria. No símbolo da escola, o surdo representa o samba; os louros, as vitórias; a coroa, o bairro imperial de São Cristóvão; e as estrelas, os títulos http://pt.wikipedia.org/wiki/GRES_Esta%C3%A7%C3%A3o_Primeira_de_Mangueirav

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Gabriel Azevedo Scholze252 CANÇÃO DO EXÍLIO

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Minha vida é Porto Alegre, onde temos um pôr do sol que não para de brilhar. Aqui, somos diretos, lá, não param de enrolar. Lá, o sabiá canta; aqui, o quero-quero não para de gritar. Aqui, o suculento churrasco; lá, a peixada que não mais conseguimos aguentar. Aqui, orgulhamo-nos do Laçador; lá, eles, do elevador. Aqui, fandango a noite inteira; lá, a capoeira não para de rolar. Aqui, o Guaíba; lá, o marzão. Aqui, temos orgulho da Terra; lá, dá Festa de Nosso Senhor do Bom Fim, ocasião em que ocorre a lavagem das escadarias, com participação do povo. Aqui, apreciamos o chimarrão; Lá, a água de coco é bebida de galão. Aqui, Erico Verissimo é o Grande Escritor; Lá, Jorge Amado é o Redentor. Aqui, Porto Alegre/Rio Grande do Sul; lá, Salvador/Bahia!

Gabriel Rocha da Silva253 CANÇÃO DO EXÍLIO

A minha terra é bem mais linda que a terra onde estou. Lá, o céu é de um azul envolvente tal qual o azul mar. As diferenças, talvez, tenham a ver

252 Gabriel Azevedo Scholze - Porto Alegre-RS – Brasil - 29 de janeiro de 1999. Estudante do Ensino Fundamental do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Banners Poéticos”, 2012. Curte natação e jogos eletrônicos. E-mail: simonescholze@hotmail.com 253 Gabriel Rocha da Silva - Porto Alegre/RS – Brasil - 25 de abril de 1997. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Caixas Poéticas”, 2012. Cursa inglês no Wizard e curte esportes. E-mail: gabirs97@hotmail.com


com a saudade que invadiu meu coração. A dor que nele habita, não me permite enxergar as belezas que aqui existem, apenas as de lá.

Gabriel Rubim da Silva254 MINHA TERRA TEM SUJEIRA Minha Terra tem sujeira onde cantava o sabiá, Os pássaros que encantavam a aurora Não encantam mais agora. A paz que existia antes, Agora é zoada de ambulantes, A harmonia que existia na pista Agora é acidentes, com pedestres e motoristas. A vida do povo sem confusão Agora existe briga e poluição Ao pensar sozinho à noite, Cadê a paz no Maranhão. Paz e Bem aos maranhenses Que guardo no coração, Terra de povo sofrido, mas alegre eu te digo, Maranhão minha Terra de Paixão. O POETA DA MINHA TERRA O poeta da minha Terra de proezas Faz poesias sobre suas belezas Lutou para o bem dos Índios Respeitou sua mãe e a tratou com carinho. Um poeta que admiro Com muita saudade do Maranhão Fez a “Canção Do Exílio” Na vinda de Portugal perdeu sua vida, Em uma viagem marítima Poeta de garra e paixão que amava, Sua Terra, o Maranhão.

254 GABRIEL RUBIM DA SILVA - São Luís – MA : Brasil – 15/07/2001. Motivo da participação: Eu gostaria de participar da antologia porque gosto muito e acho interessantes as poesias de Gonçalves Dias e me interesso muito por poesia e tenho certeza que minhapoesia é muito bonita e que a população brasileira vai achar bonita.

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Nunca largou a poesia, Lutou pelos Índios até o fim de sua vida O Poeta da minha Terra me trás muita alegria, Ele é Gonçalves Dias Que me fez fã da poesia.

Gabriel Wendermuller P. Amaral255 GONÇALVES DIAS Gonçalves Dias foi um professor de Latim, Ele escrevia suas poesias com muito amor, Ele foi um exemplo de cidadão Que iluminou o Maranhão. Ele foi filho de um comerciante, Com sete anos virou estudante, Com doze anos saiu de casa foi para faculdade Formou-se em autoridade, Ganhou a décima quinta cadeira em atividade.

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O pai dele era João que comia arroz com feijão Para seu filho nascer fortão, Sua mãe era doméstica, Quando era aniversário dos seus filhos Fazia muita fantasia.

Gabriela Fernandes de Freitas256 CANÇÃO DO EXÍLIO No Brasil, embora a paisagem natural, em alguns pontos, já tenha sido modificada pelo homem, o cenário continua belíssimo, havendo pontos louváveis de admiração e encantamento. Nos Estados Unidos, boa parte da paisagem foi substituída por imensas construções e os seus costumes são bem diferentes dos nossos. No Brasil, orgulhamo-nos de nosso pais; 255 Gabriel Wendermuller P. Amaral - São Luís – MA : Brasil – 08/01/2002. Motivo da participação: Eu gostaria de participar da antologia porque eu quero ser reconhecido pelo meu trabalho que fala sobre minha capital. 256 Gabriela Fernandes de Freitas - Porto Alegre/RS – Brasil - 20 de março de 1995. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Membro Efetivo do Projeto “Vida, Amor e Paz”, do “Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, Suisse/France”. Integrante dos Projetos Literários “Tabuleiro de xadrez lírico”, 2011; e “Porta copos poéticos”, 2012. Curte música e festas. E-mail: gabrielafernandesfreitas@hotmail.com


aqui, o povo parece desprovido de emoções. O Brasil, com suas cachoeiras, montanhas, lagos, praias e campos repletos de árvores e flores, é lindo, maravilhoso!

Gabriela Mendes Prunes da Cruz257 Canção do Exílio Em Porto Alegre tem pouca poluição; Aqui, há em grande quantidade. Nesta metrópole há muitos carros; Lá, nem tantos. Aqui, tem muitos pontos turísticos e comerciais; Lá, poucos. No litoral sul-riograndense, há belas praias  tais quais no paulistano.  Lá, encontro amigos;  Aqui, desconhecidos. Nas ruas de Porto Alegre não circulam muitos turistas; Aqui, deparo-me com milhões deles.  No entanto, no troco, de jeito algum, minha cidade por outra qualquer. Lá, há pontos negativos e positivos que fazem de nós um povo diferente.

Gabriele Loureiro Bruschi258 CANÇÃO DO EXÍLIO No Brasil não há conflitos religiosos, sociais e políticos; em Israel tem em abundância. Aqui, homens e mulheres 257 Gabriela Mendes Prunes da Cruz - Porto Alegre/RS – Brasil - 14 de fevereiro de 1995. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Vice-Presidente do Centro Estudantil do Colégio Conhecer, de Porto Alegre/RS. Membro Efetivo do Projeto “Vida, Amor e Paz”, do “Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, Suisse/France”. Integrante dos Projetos Literários “Tabuleiro de xadrez lírico”, 2011; e “Porta copos poéticos”, 2012. Coautora do E-book “Haikais”, postado no site Teia dos Amigos, de Sonia Orsiolli, Sorocaba/ SP. Cursa inglês no Uptime. E-mail: gaba.prunes@gmail.com 258 Gabriele Loureiro Bruschi - Porto Alegre/RS – Brasil - 18 de maio de 1998. Estudante do Ensino Fundamental do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Banners Poéticos”, 2012. Membro Efetivo do Projeto “Vida, Amor e Paz”, do “Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, Suisse/France”. Poetisa Idealizadora e Coordenadora do Projeto Poesia Inclusiva. E-mail: gabrielebruschi@hotmail.com

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têm direito a palavra; lá, a mulher é bastante submissa. Em alguns lugares, elas não podem estudar e são forçadas a fazer trabalhos escravos. No Brasil, as mulheres, a cada dia, conquistam mais e mais espaços importantes na sociedade

Gabrielle Souza Marchisio259 CANÇÃO DO EXÍLIO Sou muito mais da minha terra. De onde vim, quero ficar. Quando sai de Lá, percebi que foi Lá que aprendi a amar.

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Esta terra onde me encontro; não é tão bela, calorosa, nem tão minha quanto aquela de Lá.   Na minha terra, a grama é mais verde; o sol traz mais calor; o céu é mais azul; e há muito mais amor.   É bom partir, viajar, mas nada se iguala a sensação de para casa voltar.

259 Gabrielle Souza Marchisio - Porto Alegre/RS – Brasil - 19 de julho de 1996. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, de Porto Alegre/RS. Presidente do Centro Estudantil do Colégio Conhecer, de Porto Alegre/RS. Coautora do E-book “Haikais”, postado no site Teia dos Amigos, de Sonia Orsiolli, de Sorocaba/SP. Integrante dos Projetos Literários “Tabuleiro de xadrez lírico”, 2011; e “Porta copos poéticos”, 2012. E-mail: gabriellemarchisio@hotmail.com


Gentil Homem de Almeida Braga – Flavio Reimar 260 Gonçalves Dias261 «O hálito de Deus tocou-lhe a fronte, E lhe formou em torno uma coroa: Arco de luz no cimo de alto monte, Beijo do gênio dado em uma alma boa. Feitura humilde, ao Criador defronte Logo se pôs, e um cântico ressoa... Era o poeta feito em um momento, Grande no verbo e grande em pensamento. Apóstolo novo aos povos enviado, Falou sublime à gente americana, Em frase culta, em ritmo elevado Como o cantor da raça lusitana. A voz no timbre puro e afinado É quase angelical, mais do que humana; Evangelho de amor e de poesia Era o que a terra em sua voz ouvia. Do seu talento o voo altivo e nobre Liga ao presente as pósteras idades, E no passado um mundo ele descobre Belo, rico de seiva e heroicidades. Nada ao olhar do poeta o tempo encobre; Dá vida a um povo morto, ergue cidades; D’alma o sentir, do coração as dores Traduz em sons de pérolas e flores. Soberbo evocador de um século extinto, Ei-lo do nada a vida levantando, Luz na imaginação e o pincel tinto Na cor que o sol no céu nos mostra quando Roxo de um lado e d’outro azul retinto, Mil caprichosas formas desenhando, Une os togues de alvura resplendente Da opala ao brilho lácteo e transparente. Foi-lhe dura a missão! Foi sacrifício, Que ele soube cumprir com força e crença! De confissão constante fez oficio, Cantou do coração a dor imensa. 260 Gentil Homem de Almeida Braga - Flávio Reimar - (São Luís – MA – Brasil - 1834 — faleceu em São Luís em 1876). Promotor Público (entre 1855 e 1858) de Codó, Caxias e Alto Mearim (São Luís Gonzaga. foi um jurista, poeta e escritor. Trabalhou com folhetins o que o tornou bastante popular. Entre eles destaca-se o poema conhecido como Clara Verbana. É um dos patronos da Academia Maranhense de Letras 261 Extraído de Clara Verbena, pg. 9. In ROMERO, Silvio, História da Literatura Brasileira, Rio de Janeiro, B. L. Garnier, 1888, 1126-1128. Compilador: Weberson Fernandes Grizoste. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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Trouxe consolação por benefício Aos que sofrem no amor e na descrença. Rasgando o peito, e, novo pelicano, Dando vida em seu sangue ao lábio humano! Fez em si mesmo a crude autópsia Da ideia e do sentir ainda em vida; Em cada canto o coração gemia, Em cada verso a alma era despida. Nada ocultou; a musa não mentia Na voz da queixa extreme e dolorida, No riso triste, no prazer de instantes, Rápido gozo d’almas sempre amantes. Privilégio do gênio! em seus cantares Fez mais nossa que sua a excelsa glória No culto expressa, em múltiplos altares, Que erguidos são no templo da memória. Se foi-lhe a vida um quadro de pesares, Fica do vate a peregrina historia, Pondo em relevo a desejada coroa De um talento brilhante e uma alma boa. 342

E viveu, e cantou! no sofrimento A própria inspiração deu-lhe amargura; E a luz, que o aclarava em pensamento, Fez-lhe a sorte infeliz, áspera e dura. A distinção do gênio é um tormento; A flor da glória é uma sombra escura; Raio de amor na fronte ao escolhido, E’ um cântico d’anjos n’um gemido. E até na morte a pálida desdita De perto o acompanhou na anciã extrema; Cantou-lhe uma canção triste, infinita Nas aflições de um gélido poema. O mar ouviu-lhe uma oração bendita... Quem há que não se enlute e que não gema, Ouvindo o estertor de uma agonia Sufocada no mar pela onda fria?! Vede-o no estreito esquife abandonado, Sem um prece de amor na última hora! Vede o corpo na areia sepultado, E o branco alcíon da praia, que inda chorai E o mar, cruel, ressona sossegado A’ luz da tarde ou aos clarões da aurora, Rindo ao fresco terral, ao frio vento, Ao som de um triste e fúnebre lamento!


Dorme em paz La frieza do sudário, Descansa agora da penosa lida! Por ti do século nosso o enorme horário Fez ouvir a pancada estremecida. Do mar a profundez é o teu sacrário, Guarda de uma existência mui querida, E o monumento erguido á tua gloria Guardará de teus cantos a memória.»

Geovane Alves dos Reis262 Não é todo dia que é dia de Dias Não é todo dia que nasce um herói, Mas, no dia 10 de agosto de 1883, esse fato aconteceu. Não é sempre que 3 tipos de raças se unem a uma só formando um poeta que ama o lugar onde ele nasceu. Um advogado que protege o seu país, foi ele quem disse que a nossa pátria é a mais feliz. Ele também notou que o sabiá, que canta melodias aqui, não cantava lá. Se hoje estivesse vivo, Gonçalves Dias, com certeza, ele diria que o sabiá, que aqui vive a cantar, em outro país nem sabe assoviar. Mas um naufrágio acabou levando o nosso herói, que tinha o poder de proteger e de amar; ele dormiu encoberto próximo aos seus Lençóis... No dia 3 de novembro de 1864, essa história veio a findar Mas, orgulhoso, ele morreu na terra onde canta o sabiá!

Geraldo Trombin263 AH! INDA BEM QUE TEM DIAS Nossa terra tem fogueiras Matando bicho e piá. As aves não mais gorjeiam, Pois viver aqui não dá. 262 Geovane Alves dos Reis - Teresópolis/RJ Brasil - 25/02/1998. Poetaluno do 9.º Ano da E. M. Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ, e já traz um vasto currículo literário, incluindo a Medalha de Bronze no XXII Concurso de Poesias da ALAP, no Rio de Janeiro/RJ. Criou, em 2012, o blog “Palavras do coração”, onde posta poemas de sua autoria e de outros amigos poetas que ele admira. Professor orientador: Carlos Brunno S. Barbosa 263 Geraldo Trombin – Americana – SP - Brasil – 01.04.1959. É publicitário, membro do “Espaço Literário Nelly Rocha Galassi” (Americana, SP - 2004/2012) e colunista da revista eletrônica ContemporArtes (desde 2010). Lançou em 1981 “Transparecer a Escuridão”, produção independente de poesias e crônicas, e em 2010 “Só Concursados - diVersos poemas, crônicas e contos premiados”. Tem mais de 350 classificações conquistadas em inúmeros concursos realizados em várias partes do país e trabalhos editados em mais de 105 publicações.

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Nossa terra tem Brasília, Capital do mau exemplo. É da falcatrua a ilha, Da política o seu templo. Nossa terra tem cadeia, Mas em cana só vão pobres! E quando o rico falseia, Não é lugar para nobres! Furtaram nossas estrelas, Pisotearam nossas flores, Roubaram a nossa vida Com essa onda de horrores! Nossa terra era tão bela, Agora só dissabores! O que fizeram com ela? Devolvam nossos sabores! Ainda bem que há poesias: Minha terra tem Antônio, Tem Gonçalves e tem Dias Pra afastar tanto demônio! 344

CANÇÃO DO MARTÍRIO Minha terra tem coleiras Acorrentando animais. Tevê divulgando asneiras Em muitos dos seus canais. No banco, gente em fileiras, E até mesmo em hospitais. Aqui também tem lameiras Nas páginas dos jornais. Tem criança nas “carreiras” E nos trabalhos braçais. Vida fazendo besteiras, Perdida em dolos banais. Falta d’água nas torneiras E crimes ambientais. Tem políticas rampeiras Desde os nossos ancestrais. Quantas manchas e sujeiras, Que nem OMO limpa mais!


Gerardo Molina264 PRÍNCIPE DEL VERSO A Antonio Gonçalves Dias I Soñaba tu romántica apostura América, lueñe luz de los siglos, tres razas se unieron en tu sangre señalando la unión desde el principio. Porque fuera tu voz la redentora de su orfandad, del clamor de sus pueblos, la América dolida, la irredenta, te consagró su príncipe del verso. II Nao permita Deus que eu morra, sem que eu volta para lá, enfermo, solo, tan lejos, se oía su voz clamar. III Olha-e bem que sou eu!... Nao te esqueci, eu to juro: sacrifiquei meu futuro vida e gloria por te amar. Tus verdes ojos, mi cielo, fueron mi luz de romántico toda tú, sol de mi cántico, y tu sonrisa, mi altar. IV Vivir e lutar, a vida é combate. Todo lo diste como buen hidalgo y a tu Ana Amélia, trémulo, ofreciste tu corazón, tu verso enamorado. V Comprender o infinito, a inmensidade, e a naturaleza e Deus; gostar dos campos, ser capaz de aventuras imposibles y ante su ara morir crucificado.

264 Geraldo de Molina - Los Cerrillos, Canelones - Uruguay - 19 de octubre de1938. Profesor de Idioma Español. Ex Director del Liceo de Las Piedras No.2 y del Liceo de Santa Lucía. Poeta y ensayista, ha sido laureado en certámenes nacionales e internacionales. Ha dictado conferencias y ofrecido recitales de su poesía en Uruguay, Argentina, Chile, Perú, Brasil, Francia, España e Italia. gerardomolina@adinet.com.uy

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Dar la vida y el alma a un sentimiento, encenderse en ternuras y fervores, ser gentil, apasionado, bueno: isso é amor, e desse amor se more! Nota. Los versos en negrita y cursiva pertenecen a Antonio Goncalves Dias.

Germain Droogenbroodt265 A UMA ROSA266 Recordando el poema “A minha rosa” de Antonio Gonçalves Dias APELO Não venhas como luz que potente demais ofusca o olhar Não venhas tampouco como a impalpável escuridão 346

Vem, sim como o espinho que anuncia a rosa está ao alcance.

Gerson Augusto Gastaldi - Emaday Luz267 ACROSTIGEANDO GONÇALVES DIAS Aingente lira nasce no Maranhão, em Caxias. Filha de português e mãe cafusa. Na juventudesubmerge-seàs letras e parte para Portugal, Coimbrao Phanteão Trasmontano. Natristeza e solidão,saudades da verdePátria, adquiriu a gestalt. Orgulhoda forma e inspiração: compôs a canção do Exílio, obra genial,profusa. Na minha terra tem palmeiras e primores:vervelatinado jovem poeta de insight Imaginação.Além de professor, teatrólogo ejornalista, viu nasrimasa profissão Orgulhosade fé. Publicou Olhos Verdes, Não me Deixes,Que me Pedes, musa. 265 Germain Droogenbroodt - Belga, residente en España. Ha publicado 10 libros de poesía propia, la última obra poesía filosófica. Su poemario “el Camino” (leer TAO) ha sido publicado ya en 22 países. E-mail:elpoeta@point-editions.com 266 Tradução de Ivo Korytowski e Flora Ferreira. 267 Emaday Luz - Gerson Augusto Gastaldi – São Paulo – SP – Brasil - 09/02/1949. Fez os 2 primeiros ciclos de estudos em S. José dos Campos, SP., de 1965 a 1974. Cursou Filosofia, Ciências e Letras na Faculdade de Comunicação e Letras de Araras, SP. (78 a 82). De 83 a 2010, atuou em S. Paulo nas áreas didática, editorial, gráfica, jornais e revistas; militando em diversas empresas da Capital. Já publicou 2 livros de Contos e aprecia a Literatura Nacional de estilo ficcionista. E-mail: gagcid2011@hotmail.com


Grado caxiense das matas do jatobá; sangue timbiras e gamelas, espírito valente. Ousado filho das Aldeias Altas, este indianista de nobre estipe e afamada fibra, Nunca abdicou doseu talento, os Primeiros Cantosdesta alegre lira, potente, iÇaramolaurel no Pavilhão das Letras. Em Caxias das Aldeias Altas, vibra Acentelha do sonhador naCanção do Tamoio enoCanto do Guerreiro. Laços de amor por Ana Amélia: Seus Olhos, Mimosa e Bela, Leviana, Viram sua paixão cair por terra. Mas adignamissão de cancioneiro, Embeleceuem versos oíndio: o Canto do Piaga e I-Juca-Pirama, Se se Morre de Amor o poeta,seja O Homem Forte,o brasileiro. Do seuengenholiterário,compôs dramas e romances: na Meditação, Igual Beatriz Cenci,Patkul, Leonor de Mendonça, Memórias de Agapito, Além de Um Anjo. Mas os exímios mestres não perecem.Apenas se vão Sem ver o fim. No Leito de Folhas Verdes, Ainda uma vez -Adeus,eu grito!

Gilmar Campos268 CONFIDÊNCIAS DE UM TIMBIRA Por alguns Dias conheci Os Timbiras Especialmente nasci um timbira Por isso trago as mãos frias De todos os dias dos meus verdes anos. Dias de manhãs gélidas Com medo dos caras-pálidas, Que pela floresta adentravam, E das armas que o fogo cuspia... ................................................... Agonizava a floresta e os timbiras. A frialdade dos mortos que na floresta jazia, Contrastava com a tez curtida ao sol, Sem pêlos, sem apelos e sem planos, Somente o de viver o afã de cada dia. Por isso trago as mãos vazias De todos os dias, de todos os anos E compreendo a dor dos sem teto, Dos sem terra e a desventura dos ciganos.

268 Gilmar Campos – João Pessoa – PB – Brasil - 13/09/63, Gama-DF – Brasil. Ainda criança “regressei” com meus pais à sua terra natal, no Sertão de Piancó-Pb, onde conheci as primeiras letras, sonhos e poemas. Já na capital, peregrinei pelo deserto universitário, mas foi na Mística que encontrei “sombra e água fresca” para minh’alma sedenta. Contudo, a veia poética pulsa em mim e já participei de 3 coletâneas de autores paraibanos, sendo premiado com a crônica: O sorriso da serpente.

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Por isso sou guerreiro Orgulhoso do verde, da verdade 10% de verde nas florestas 90% de verde nas almas timbiras 1% de almas sinceras 99% de mentiras......................... ............................................................... E a dor de ver o verde que havia, A vida errante que levaram os timbiras Só me leva a cantar com Gonçalves Dias: “Ó guerreiros, meus cantos ouvi...” Antes nos perseguiam o ‘ilustre peito lusitano’ Hoje a FUNAI negocia com aos americanos, Tocai os tambores, guerreiros resisti, Estudai o Dicionário da Língua Tupi Falai a língua dos anjos que viviam aqui... Ou será que eu I-Juca piramos?

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CANÇÃO DO NATIVO (O Regresso) Minha terra tem Zéu Palmeira Pra julgar ou conciliar Os patrões que aqui gorjetam Não pagam como os de lá. Minha terra tem “Cachoeira”, E “roupa suja” pra lavar Os políticos que aqui propinam Não vão presos como lá. Nessa terra sem cultura Onde nóis num sabe votar Honestidade é loucura E o asilo é seu lugar. Nossos sertões têm mais vilas Nossas cidades mais clamores Os hospitais têm mais filas Nossas filhas têm mais dores. Ao penar com os açoites Mais tristeza encontro eu cá Um Zumbi no mêi da noite Esperando o sol raiá. Minha terra tem peneira Para a massa preparar O cuscuz, a macaxeira E o leite pra nóis tomar.


Lá na Serra de Teixeira Onde canta os “carcará” As gaiolas em mêi de fêra Faz calar os sabiá. Não permita Deus que eu corra Depressa desse lugar Sem o verde da bandeira Na terra seca se espaiá Sem que eu veja outra palmeira Onde cante um sabiá.

Giovanni Brunet Alencar e Silva269 Canção do exílio Lá, as ruas brilham com o verde das árvores; o rio brinca com o azul do céu porto-alegrense. Em nossos parques, crianças jogam felizes, assim como nas calçadas, as quais nos deram boas cicatrizes. Lá, aprecio floridos jardins; gloriosos palmares;  todos, lugares lindíssimos, que mais parecem nossos lares. Aqui, a beleza natural foi ofuscada pela poluição.

Girlene Monteiro Porto 270 Ondas Incessantes Não há moinhos de vento Que me afastem de ti E nem poderia a mesquinha sensatez Ser mais esperta que a loucura 269 Giovanni Brunet Alencar e Silva - Porto Alegre/RS – Brasil - 11 de maio de 1994. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Faz trabalho voluntário, duas vezes na semana, com crianças, dando aulas de xadrez. Integrante dos Projetos Literários “Tabuleiro de xadrez lírico”, 2011; e “Porta copos poéticos”, 2012. Coautor do E-book “Haikais”, postado no site Teia dos Amigos, de Sonia Orsiolli, Sorocaba/SP. E-mail: giovanni.basic@hotmail.com 270 Girlene Monteiro Porto - Vitória – ES – Brasil - 06/08/1980. Formada no curso técnico em Administração pelo colégio secundário Estadual do Espírito Santo, formada também no curso Técnico em Segurança do trabalho pelo colégio São Gonçalo de Vitória, profissão na qual atua, e acadêmica do curso de direito, escritora e poetisa. Participou do projeto de incentivo a leitura o Um poema em cada árvore, além de ter seus poemas publicados também na revista eletrônica Varal do Brasil.

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Do amor que sinto e que me dá forças Para lutar contra tempestades em alto mar. Mar que me leva a viajar Para distantes terras, mas mesmo cansado do caminho, Sempre volto louco para o seu amor, meu amor. E quando de ti me aproximo Eis que tenho minha nau engolida pelas ondas incessantes. Cerram-se meus olhos para sempre meu amor, Mas, meus poemas, estes viverão eternamente. Me inspirei no naufrágio onde morreu Gonçalves Dias, voltando da Europa para sua amada pátria Brasil Jamais eu ei de te esquecer O meu sonhar de poeta é seu Oh! Formosa rosa do meu jardim Este dom que desde sempre é meu Porém, se as rimas sem fim, Que outrora este poeta escreve Expondo tanto amor e tantas dores Fores para ti pouco, tudo, pesa-me. A vida, o amor, a paixão, tudo já é seu. 350

Oh! Iluminada estrela do meu céu Venero-te, adoro-te e, caio-te aos pés. Choro, se choras, enxugo o pranto que te molha a tez. E ponho no lugar um sorriso de felicidade Amando-te eternamente para te fazer ver Que eu jamais ei de te esquecer. Para escrever este poema, tentei me inspirar no poema A Leviana. Fica sempre um triste adeus. O que mais marca das lembranças que ficam é o momento do adeus. Nessa hora eu não sei o que fazer, eu não sei o que dizer. Sei que com o tempo essas marcas vão cicatrizando, Mas, nunca desaparecem de vez. A saudade que abraça o tempo não deixa, eu sei que nunca vou esquecer. Às vezes eu ainda gosto de conversar com as flores Flores de plástico não morrem, mas o perfume é artificial, E com o tempo some, por na verdade nunca terem tido vida. As flores quando morrem ainda exalam perfume e mesmo quando secam deixam seu aroma gravado na lembrança. Eu tenho a esperança, As flores que conversam comigo, Vão formar jardim no céu. Um dia vou rever as flores


E matar a saudade que abraçada ao tempo caminha comigo. No fundo eu adoro conversar com as flores No fim fica sempre um triste adeus.

Graça Graúna271 FEITURA DE TUPÃ ao poeta Gonçalves Dias Quando Marabá deixou a tribo não foi por querer sendo filha de quem é enfrentou as duras penas de ser o que é Filha da mistura Marabá, apenas. Se acaso feitura não é de Tupã, quem define a história dessa índia-meio-branca dessa branca-meio-índia? Quem há de querer de Marabá as penas?

Graziela Costa Fonseca272 ESQUINA TROPICAL (Dedicado ao poeta maranhense – Gonçalves Dias) Esquina tropical Verdadeira aquarela, Em tons abundantes, variações Serpenteados, Ao farfalhar dos coqueiros, Transformando-se em alegria Cantando como as sereias Um som que já não se ouvia... Mãos suaves, acariciantes Cheiros do mar, Maresias, manguezais Parecendo as  Marias 271 Graça Graúna - Recife – PE – Brasil. Indígena do povo potiguara (RN); radicada em Recife, onde atua como professora Adjunta de literatura, na Universidade de Pernambuco (UPE). Membro do grupo de escritores indígenas.. Pós-doutorado em Literatura, educação e Direitos Indígenas, pela UMESP. Vários livros publicados em poesia e prosa. O mais recente é a narrativa indígena “Criaturas de Ñanderu”, Ed. Amarilys/SP. http://ggrauna. blogspot.com/ 272 Graziela Costa Fonseca - 20 - 02- 1935.

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Rezando em romarias. Enfeitiçadas, talvez, Pelo litoral que inebria Por tudo que é sagrado Todas essas iguarias, Tudo veio como um sonho Liberdade e sabedoria, Desejo de expressar O que via e sentia Em telas, prosa e poesia. De uma esquina tropical.

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“Canção do expedicionário”274 Você sabe de onde eu venho ? Venho do morro, do Engenho, Das selvas, dos cafezais, Da boa terra do coco, Da choupana onde um é pouco, Dois é bom, três é demais, Venho das praias sedosas, Das montanhas alterosas, Dos pampas, do seringal, Das margens crespas dos rios, Dos verdes mares bravios Da minha terra natal. Por mais terras que eu percorra, Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá; Sem que leve por divisa Esse “V” que simboliza A vitória que virá: Nossa vitória final, 273 Guilherme de Almeida (G. de Andrade e A.) – Campinas – SP – Brasil - 24 de julho de 1890, e faleceu em São Paulo, SP, em 11 de julho de 1969. Terceiro ocupante da Cadeira 15 da ABL, eleito em 6 de março de 1930, na sucessão de Amadeu Amaral e recebido pelo Acadêmico Olegário Mariano em 21 de junho de 1930. Recebeu o Acadêmico Cassiano Ricardo. Filho do jurista e professor de Direito Estevam de Almeida, estudou nos ginásios Culto à Ciência, de Campinas, e São Bento e N. Sra. do Carmo, de São Paulo. Cursou a Faculdade de Direito de São Paulo, onde colou grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1912. Dedicou-se à advocacia e à imprensa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foi redator de O Estado de São Paulo, diretor da Folha da Manhã e da Folha da Noite, fundador do Jornal de São Paulo e redator do Diário de São Paulo 274 O Hino Nacional Brasileiro consta entre as poesias a Gonçalves Dias. Queria saber se o mesmo consta em virtude das frases da “Canção do Exílio”, porque se for assim, então temos de agregar a “Canção do Expedicionário” do Exército Brasileiro, porque alguns dos versos foram tirados da mesma canção, vejam quais: “Por mais terras que eu percorra, Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá;” A autoria é de Guilherme de Almeida, abaixo envio o hino completo. Um abraço, Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil


Que é a mira do meu fuzil, A ração do meu bornal, A água do meu cantil, As asas do meu ideal, A glória do meu Brasil. Eu venho da minha terra, Da casa branca da serra E do luar do meu sertão; Venho da minha Maria Cujo nome principia Na palma da minha mão, Braços mornos de Moema, Lábios de mel de Iracema Estendidos para mim. Ó minha terra querida Da Senhora Aparecida E do Senhor do Bonfim! Por mais terras que eu percorra, Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá; Sem que leve por divisa Esse “V” que simboliza A vitória que virá: Nossa vitória final, Que é a mira do meu fuzil, A ração do meu bornal, A água do meu cantil, As asas do meu ideal, A glória do meu Brasil. Você sabe de onde eu venho ? E de uma Pátria que eu tenho No bôjo do meu violão; Que de viver em meu peito Foi até tomando jeito De um enorme coração. Deixei lá atrás meu terreno, Meu limão, meu limoeiro, Meu pé de jacaranda, Minha casa pequenina Lá no alto da colina, Onde canta o sabiá. Por mais terras que eu percorra, Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá; Sem que leve por divisa Esse “V” que simboliza A vitória que virá: Nossa vitória final, Que é a mira do meu fuzil,

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A ração do meu bornal, A água do meu cantil, As asas do meu ideal, A glória do meu Brasil. Venho do além desse monte Que ainda azula o horizonte, Onde o nosso amor nasceu; Do rancho que tinha ao lado Um coqueiro que, coitado, De saudade já morreu. Venho do verde mais belo, Do mais dourado amarelo, Do azul mais cheio de luz, Cheio de estrelas prateadas Que se ajoelham deslumbradas, Fazendo o sinal da Cruz ! Por mais terras que eu percorra, Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá; Sem que leve por divisa Esse “V” que simboliza A vitória que virá: Nossa vitória final, Que é a mira do meu fuzil, A ração do meu bornal, A água do meu cantil, As asas do meu ideal, A glória do meu Brasil.

Haroldo Augusto Moreira275 MONÓLOGO AO POETA Em uma data qualquer em pleno mês de novembro, caminhando pensativo pela praia, ainda me lembro, olhando para o mar sereno e de espumas brancas, senti que as portas da procela liberaram as trancas. Quantos mistérios envolvidos no leito deste gigante a inquietar-me os sentidos da imaginação itinerante. Com passos lentos e compassados à beira do oceano, pés molhados na água quente e a brisa do mar ufano sentia a sensação de ouvir nas entrelinhas, sussurros, lamentos enigmáticos e oriundos de acalantos puros. No idioma dos poetas, ouvia no meu linguajar aprendiz, textos poéticos, primores de rimas que jamais fiz. Versos românticos e apaixonados para um grande amor 275 Haroldo Augusto Moreira - Minduri – MG – Brasil - 07/12/144. Natural de. Diretor Geral do Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE) – Campus de Francisco Beltrão – PR Embora com dezenas de poemas escritos, sendo alguns publicados na mídia local, me considero ainda neófito.


mal compreendido e com ressentimentos da futura dor, mensagens indígenas sofridas pelas críticas e obsessões de homens incrédulos na paz e decididos nas separações. Onde está Dias nas alucinantes magias destas noites? O assédio das marés nos meus pés fere-me como açoites! Incendeia-me a mente sensível pelos seus anseios, há muito, lidos em versos e considerados como alheios. Lá na linha do horizonte onde a água encontra-se com o mar, contemplo a sua filosofia que necessita de tanto amar, como se fosse à canção do exílio a afundada no naufrágio e tantas obras-primas reais, longe de qualquer presságio que possa nos equivocar na relevância da sua contribuição cultural, intelectual e social para a grandeza da nossa nação. Estou retornando imediatamente aos textos de sua autoria. Quero revê-los e reaprender o que não aprendi com euforia. Deliciar estas pérolas que a sua arte as tornou em lavras nas mãos de quem sensibiliza e acredita no poder das palavras. Quando alguém agonizante sucumbe no mar revolto, no abandono do sobrevivente apressado que se julga solto, diante da tragédia impiedosa e de sobressalto, é porque o temor da mortalidade própria falou mais alto. Tudo isto é natural diante da necessidade da sobrevivência, Mas a nossa memória é imortal e depende da evidência Que a mente preserva e cultiva pelo valor do que se acredita. É por isto que a história de muitos célebres se precipita. Os tempos mudam e para tudo, novas tendências chegam mas o bom gosto, o bom senso e as tradições continuam.

Helena Amaral276 GONÇALVES DIAS Gonçalves Dias! No Maranhão, nasceu. Destinado a ser gigante entre seus pares, E, amado e lembrado Como o mais brasileiro dos poetas! Sob céus portugueses gritou e chorou sua saudade Do azul sem fim e do verde das palmeiras, E do medo de morrer sem rever sua casa, Tudo que, volta e meia, o obcecava. I- Juca- Pirama é a briga humana Entre deixar a vida com honra Ou viver repudiado... Como herói, o índio é retratado. 276 Helena Amaral - Rio de Janeiro – Brasil – 22 de Março de 1962. Poeta, tradutora de francês, com curso de especialização de tradução de francês de Daniel Brilhante de Brito e, traduziu “As Flores do mal”, de Charles Baudelaire.

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Mas, bem cedo, a água levou o poeta Nos baixios de Atins, Como a donzela que corria atrás da rosa e por fim, Perdeu-a e perdeu-se no mar. Vate Imortal Gonçalves Dias, que fez do povo seu herdeiro, Ao contar suas histórias Em versos guardados de memória Por gerações de brasileiros. Se hoje, já passados mais de cem anos, Sua poesia ainda emociona, É que foi traçada com tinta que encobre Todo o sentimento que ia em sua alma nobre. Se descobriu-se que o sabiá não canta nas palmeiras... Que importância tem a ciência verdadeira Diante da imagem que a mente fabrica? Poesia é sonho, disto ele entendia, E também o público que o lia, Que sabendo-o morto dizia: “ É mentira. Ninguém acredita.” 356

Helena Fernandes Machado277 CANÇÃO DO EXÍLIO Apesar de Santa Catarina ser um estado muito bonito, cheio de praias gostosas e bonitas; lá, no Rio Grande do Sul, as praias são mais alegres e charmosas. O clima daqui é tão quente quanto ao de lá. Aqui, as mulheres gostam de tomar banho de sol tais quais as de lá, mas para lá quero voltar.

277 Helena Fernandes Machado - Porto Alegre/RS – Brasil - 06 de setembro de 1997, Estudante do Ensino Fundamental do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Banners Poéticos”, 2012. Gosta de festas e de passear em shoppings. E-mail: le_fmachado@hotmail.com


Helena Schons Lotti278 Canção do exílio No Rio Grande do Sul há muitos elementos que fazem a sua essência. Aqui, não há tal essência, pois os elementos não são tão belos e naturais.   Cada estado tem suas características que iluminam a sua cultura. Aqui, as características não são tão luminosas como as do meu estado.   Aqui, as pessoas transpassam sofrimento e tristeza; Lá, felicidade e alegria.   Cada estado tem seu nodo de vida e vários pontos turísticos. Aqui, a poluição ofusca a natureza; Lá, a natureza saúda seu turista.

Helenice Maria Reis Rocha279 O Exílio Sambado Esta flor que vos fala já sambou todos os rítmos batizou todos os ritos desfolhou todas as pétalas Onde anda Mariazinha!!!!Que já nasceu exilada!!! por falta de bom marido!!!!por falta de vida casada!!!!!! O sabiá que sobrou come na mesa do Rei um alpiste duvidoso por muito que foi traído por muito ter sido enganado!!!! Brincadeirinhas a parte 278 Helena Schons Lotti - Porto Alegre – RS – Brasil - 1º de maio de 1993. Filha de Regina Cézar Schons e Humberto Giacomo Lotti. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Membro Efetivo da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS, Cadeira 40, Patrono: José Joaquim de Campos Leão (Qorpo Santo); e da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; e, Liga dos Amigos do Portal CEN, Portugal. E-mail: leninha_lotti@hotmail.com 279 Helenice Maria Reis Rocha - Belo Horizonte – MG – Brasil- 1955. Estudei música de sete anos até vinte e sete,vinte oito anos Comecei estudando acordeon,dos sete aos onze anos.Prossegui estudando violão clássico com os professores Nelson Piló e Walter Alves O professor Nelson Piló foi compositor e assistente de Villa Lobos e Radamés.Trabalhei também a vida toda com meu pai, o concertista de Harmônica de Boca (Gaita) Aluísio Rocha Graduei-me em Letras (licenciatura plena) pela Universidade Federal de Minas Gerais Fiz Mestrado na mesma universidade   

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longe da mesa do Rei Hei de comemorar entre irmãos a volta aos meus quintais à epifania de irmãos à linda memória dos pais Ao aguardado retorno da filha

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Minha Terra Minha terra tem batuques cantigas de roda e calundus Tem Gonçalves,tem Dias também Um certo Oswald de Andrade Um jeito de querer bem Minha terra tem feitiços que nenhuma outra terra tem tem ,tem,tem um jeito de querer bem que vem lá da Bahia e vem de Minas também Vem da Avenida Brasil do sol a pino na praça da raça que o povo tem tem,tem,tem Um certo Gonçalves Dias E uma certa Maria Que muito lhe quer bem bem,bem,bem, num dia de sol a pino e assovio de trem O Sentido do Exílio O navio negreiro exilou o samba alegrou os tristes fez chorar a África Eu,mama lelê de udigrudi e subúrbio Canto meu próprio exílio Com todo o respeito que tenho a todos os exilados De Gonçalves a Zumbi Passando por Nossa Senhora Senhora nossa do Rosário Divina mãe do terço cantado Cantando nas avenidas as ladainhas das praças a antena de todas as raças Do Guarani ao Maculelê


POEMA A GONÇALVES DIAS Tão exilada de mim mais não podia assim em terra firme com todos os sabiás bem te vis e até as palmeiras da Avenida Brasil e que Brasil,me perdoe amigo Gonçalvez o exílio é aqui,onde o preço de um poema é o nó górdico entre a vida,a morte e este entrelugar solo pátrio de estangeiros de nós mesmos que somos vítimas inocentes de crimes alheios reféns de custos que não geramos À luz silenciosa de nossas estrelas O exílio é aqui,querido Doce fim de mundo que nos expulsa a cada dia A Canção de Exílio soa em nossos quintais SAMBALELÊ E GONÇALVEZ Samba lelê ta doente tem a cabeça quebrada por falta de sabiás comprou ben te vis na estrada bem te vi,bichinho esperto fugiu,que fugiu da gaiola Sambalelê pôs se a chorar mas não parou de sambar mesmo sem barra de saia Cantou o canto do Exílio chorado,sozinha no meio da sala e o dia amanheceu claro e alto Em pleno exílio chorado Sem Marias,sem Josés apenas passarinhos,passarada

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Helenice Priedols280 O que tu dirias, Gonçalves Dias? Tupã desenhou um emaranhado de rios no grande verde brasileiro espalhou pássaros pelo ar bichos grandes e pequenos gente colorida pela paisagem gente que planta, caça e pesca gente que dança e bate os pés na terra gente que tem poesia no nome Xavante Guarani Kayapó Canela Kaiabi Waiwai Kuikuro Yanomami Timbira Guajajara Karajá Avá-Canoeiro Tupi Makuxi o rio canta os mantras dos ancestrais a floresta é a mãe que abraça valentes guerreiros sábios xamãs filhos das matas “meninos, eu vi!”

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meninos, eu vi o homem da cidade matar e excluir desmatar e destruir os rios e os homens das florestas eu vi o homem da cidade com o brilho da cobiça no olhar “Tupã, ó Deus grande! descobre o teu rosto” eu te peço e imploro “por este sol que me aclara” pela pátria que mora em meu peito pelos irmãos pelas matas pelos rios abre os olhos dos homens vazios homem napëpë escuta as vozes das árvores que choram o assovio da morte protege a riqueza do chão da água do ar respeita a floresta e os animais

280 Helenice Priedols – São Paulo-SP, Brasil - 24-07-1957. Tradutora de formação, poeta por imposição da alma. Vive atualmente no interior paulista, onde trabalha como funcionária pública do Judiciário. Em 2010 publicou seu primeiro livro de poemas: Poeticalmamente. Em 2012 participou da Antologia do Clube dos Escritores de Vinhedo. Selecionada no 12° Prêmio Escriba de Poesia, participando da Antologia organizada pela Biblioteca Pública de Piracicaba/SP.


homem branco deixa o rio fluir deixa o índio em paz

Heleno Cardoso281 HOMENAGEM PÓSTUMO: ANTONIO GONÇALVES DIAS (Baseado trecho da história de sua vida)   Quem diria nesse dia Pudesse unir a idolatria Com minhas rimas e alegrias Falar de Gonçalves Dias Golpeado ao longo da vida, Entristecido, foi deslumbrante O amor à mulher Desse fascínio surgiu a inspiração, Falava da maneira graciosa e juvenil Daquela sua amada Mas, colocava a felicidade sob suspeita, Risco da separação Sem leviandade e muita coragem O poeta vencedor, Percorreu em mar de lágrimas Na exploração dos sentimentos do coração Com seus versos suntuosos Cuja imaginação permeou pela natureza Sem sofisma, celebra com cantar de paz : “Nesse céu tem mais estrelas, As várzeas tem mais flores, Os bosques tem mais vida E na vida, mais amores...” Assim, Antonio Gonçalves Dias Solidifica no meu coração O bem-estar literário, Caracterizado pela sua importância Na  História Cultural Brasileira No leito, defronte com enfermidade, Sua alma mergulha no vácuo profundo, Atrás vem a morte 281 Heleno Cardoso - Santos/SP – Brasil- 19 de junho de 1949. membro de: “ Poetas Del Mundo” - Indicação Sandra Galante.

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Deixa a vida terrena Para poetizar em céu de estrelas Na terra natal ficaram saudades E permanente silêncio...   Maranhense que não deixou vazio, Apesar das tristezas...   Deixou sim, Um Brasil de primores Com seus versos de amores E o cantar do sabiá

Hélio Ricardo Fonseca Cerreia282 A ESCRAVA PÁTRIA Hoje te escrevo meu brilhante poeta e ouso perturbar a tua paz infinita. Naquela velha e tua canção, bendita, viajo no pesadelo que me inquieta. 362

A tua outrora pátria de amor repleta, Sonho passado que na alma habita, Sangra o meu coração... Chora... Palpita! Sou a sombra duma escuridão completa! E mesmo não tendo teu eterno brilho, o verso com a mágoa que carrego, faz em lágrima o soneto que trilho: Abandonado e renegado o filho, no seio do próprio lar a que me entrego, eu também canto a tua canção do exílio!

282 Hélio Ricardo Fonseca Cerreia - Rio de Janeiro – Brasil – 02 de outubro de 1958. Poeta amador por convicção, amante de Castro Alves, Olavo Bilac, Gonçalves Dias, Mário Quintana, Cecília Meireles, Henriqueta Lisboa e Vinícius de Morais entre outros. “Fiz o meu poema em homenagem a Gonçalves a partir da “Canção do Exílio” que tenho como um dos mais belos poemas produzidos até hoje”. E-mail: albathross@msn.com


Hélio Sena283 HUMÍLIMA CANÇÃO DO EXÍLIO agora tô por cá mas meu coração ficô por lá lá, lá, lá lá é só cantá em parceria com o sabiá já cá é só chorá cá, cá, cá oh! preciso voltá pra lá pois a vida, cá tá difícil suportá tá, tá, ta

Hélio Soares Pereira284 No Cais do Porto No cais do porto recebo a brisa no rosto Abraço as ondas revoltas sem medo de me afogar No cais do porto me lembro ainda como o poeta dizia -Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá No cais do porto mora o desgosto que causou esse mar - o grande poeta não pôde desembarcar

283 Hélio Sena - Massapê-Ceará – Brasil - 12/09/1975. Figura em dezenas de coletâneas de contos e poemas. Colabora no site Concursos Literários. Expõe seus trabalhos nos blogs Entre Palavras e Minicontos. Recebeu, entre outras distinções, o Troféu Macunaíma no XIV Festival Literário de Imperatriz (MA) e o 1º. lugar em concurso de crônicas promovido pelo programa Papo Literário, da TV Ceará (Fortaleza). E-mail: heliosena@rocketmail. com / Twitter: @helyosena 284 Hélio Soares Pereira - Teresina – PI – Brasil - professor pelo UNICEUB, DF. Duas pós-graduações: Fundador da Academia de Letras de Taguatinga, Sindicato dos Escritores do DF e UBE(SP/DF). Prêmios em antologias e verbete em dicionários de escritores (PI/DF). Bibliografia (poesias): Onde o Horizonte vem Esconder-se (1982); Poesia com Chantilly (1993); Carícias que as mãos e os lábios tecem (1993); No Laço da Opressão (1998); Eclipse das Mentes (1998); Para que não reste o silêncio (2007).

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Todos correram Ninguém se lembrou tirar Gonçalves Dias daquele leito de dor De Volta ao Tempo Vi Gonçalves Dias ainda criança nas ruas de Caxias De manhã escola lancheira sua tia Menino franzino olhos castanhos timidez sem tamanho

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Depois do dever brincadeira de peteca com o filho da vizinha Na adolescência o parque festejos da igreja canoinhas carrossel algodão doce caldo de cana pastel Um dia a viagem... Aceno... Embarque rumo ao navio Nas pedras do cais família adeus - e meu despertar do sonho


Na Praça do Poeta Na praça do poeta que nos oferta seu olhar existem palmeiras mas não existe sabiá Na praça o romântico indigenista me auxilia nesta dor Fonte de inspiração para meus poemas de amor Na praça Gonçalves Dias os dias não passam simplesmente Os dias nos abraçam 365

Alguém... Alguém no cais de São Luís faz poemas de amor Alguém recebe no rosto o vento - lamento de dor Inspira-se no poeta que nas águas do mar se afogou


Na Praça Gonçalves Dias Amei Jurei amor eterno Veio o inverno e afogou meu coração na dor desta paixão

Hélio Soares Pereira Junior285 QUANDO DE TUA PARTIDA Em tua casa Gonçalves Dias há uma cama vazia No canto de teu quarto uma vela ilumina o poema que fizeste pra ela

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A dor da separação dilacerou teu coração Nos olhos negros de Ana ficou a espera da primavera que nunca chegou

Hemeterio José dos Santos286 Canto ao Píndaro Brasileiro287 Dorme, é lutador, teu sono eterno; Mas sobre a lousa do sepulcro humilde, Como na vida foi, surja o teu busto Austero e glorioso. Gonçalves Dias. A Grécia vetusta – no sul da Turquia Dormindo embalada — por sã poesia, 285 Hélio Soares Pereira Junior, BrasilIA – DF- - Brasil. cursando História no UNICEUB (DF). É poeta, letrista, compositor e autor de histórias infantis. Tem alguns livros inéditos. E-mail: helioperry@hotmail.com 286 Hemeterio José dos Santos – Codó – MA – Brasil. Professor e Filologo.Bibliografia: Gramatica da Lingua Portuguesa para o Curso Superior 287 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 541-542. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil


Ergueu a Homero — um vulto imortal; O Império Romano por altas conquistas, Trazendo a ciência dos homens nas vistas Ao monte Piério — fiel colossal. Simulacros equestres em praças romanas, Erguidos a bravos de grandes campanhas, Não vimos — não vimos à Marte sagrar; Estátua marmórea a Dias Apolo, Que ao orbe pasmou e da Lísia o solo, É sim o que vimos aqui tributar. A pátria natal — soberba nas artes— De sábios augustos — grandíloquos martes — Espalha a memória — d’um filho imortal; A um filho eloquente — egrégio na terra — Orgulhoso no mar, o peito que o encerra, Nós todos só damos insígnia real. Foi príncipe, foi sábio nas letras do mundo, A Lira pasmou — e a Pedro o segundo Transpondo das artes soberbos umbrais; Foi rei — e não rei — qual foi Bonaparte — Gaulês orgulhoso — discípulo de Marte — Que d’ossos cingiu — seus tempos reais. Louvores e honras —, que cedo se esquece, No meio d’este povo — que breve fenece, Não levam — não dizem ao povo vindouro O nome, o gênio do grande cantor, Por isso, ó estátua, d’outro séc’lo o albor Alcança — proclama — que és um tesouro.

Herotildes de Souza Milhomem288 ANTENA DO TEMPO O menino maroto da época Fez-se advogado e professor Gonçalves Dias, poeta latente Vislumbrou a elevação de sua gente Tentando humanizar o amor. Numa tríade vertente, vivia Se de um lado a injustiça atiçava Do outro era humanizado o Amor Embora em alguns brotasse o ódio 288 Herotildes de Souza Milhomem - Paraibano - MA – Brasil – 06/10/48. Professora Aposentada. Infância e adolescência em Barra do Corda -Maranhão. Passou a residir em Brasília desde 1968. onde formou-se professora e administradora de Escola - Possui um grande acervo de trabalhos literários. . E-mail: xheromil@hotmail.com 

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Em “Antena do tempo” se tornou. Em mil oitocentos e cinquenta e um Para uma” Missão “ em São Luís O governador da época o escolheu E a “instrução Pública”, ora um problema Após seus estudos, ele resolveu. RASTROS DE UM POETA De uma união não oficial Com uma mestiça, cafuza brasileira Mistura das três lindas raças Nasce uma criança brejeira. Em plenas terras de Caxias Município do Maranhão Nasceu Antônio Gonçalves Dias Para orgulho desta nação. Ele ainda muito jovem Em Portugal foi estudar Com bacharelado em direito

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Em sua pátria veio atuar Professor de história e latim No D. Pedro II, foi lecionar. TRÊS GRANDES PILARES Nascido em Caxias- Maranhão Em mil oitocentos e vinte e três De uma união mestiça, cafuza Com um fidalgo português. Tinha como descendência As três raças mais populares Com orgulho as ostentava Como seus grandes pilares. Por achar-se muito tempo Fora de sua pátria altaneira Escreveu “canção do exílio” Como sua paixão primeira Enaltecendo o gorjeio do sabiá Cantando numa palmeira. A MUSA Gonçalves Dias dedicou Seus folhetins e peças teatrais À sua” Musa” inspiradora Publicados até em Jornais.


Ana Amélia era seu nome A sua grande inspiração Descrevia seus Cantos e devaneios Tendo por ela uma paixão. Nenhuma relação de amor Está livre de causar desgosto Quando não correspondido Aí, e que sofremos por gosto E Gonçalves Dias defendeu na época O movimento do romantismo proposto. A BUSCA A tua vasta e gentil sabedoria Contrastam com o desafio constante Nacionalista e defensor dos povos Da vida foi verdadeiro amante. Gonçalves Dias, de voz altaneira Via romantismo nas praças e colibris No vai e vem das folhas da palmeira Nos pingos de cristais e de rubis. Do Rio de Janeiro para a Europa Em “busca “ de saúde ,ele partiu Deixando Olímpia , sua amada esposa  Em vigília  a lhe esperar no Brasil De volta após quatro anos ,ainda doente Num naufrágio , morre dentro do Navio.

Hilda Maria Vieira Lacerda289 Terra querida Em terras longínquas, Um sabiá sem palmeira, Gorjeia a procurar, Léguas... Léguas... Muitas léguas... Um poeta sensível, Em missão quase impossível Estava a imaginar, Bosques, Flores, 289 Hilda Maria Vieira Lacerda – Alagoas – Brasil. Pedagoga, Fotográfa, Poetisa.

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Vidas... Noites frias, Céu estrelado. Ao seu lado papel e pena, Lágrimas serenas, O coração a palpitar, Sua terra querida! Com sabiás e palmeiras, De braços abertos Estava a lhe esperar.

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AMADA MINHA... Sua doce lembrança Açoita meu mundo Ancorando-se num adeus profundo, Saudade sufocada Coração dilacerado Onde estão teus beijos? Quase enlouqueci de tanto desejo. Não me queres? Sou eu, seu poeta apaixonado, Que faz versos para te encantar, Meu peito em chamas clama por ti, Saudade Saudade No transe das minhas emoções Minha alegria esvaiu-se sorrateiramente... Partirei sem ti, Na bagagem só saudade.

Hilton Fortuna290 GONÇALVES DIAS Melhor que a pedra e o bronze eterno, Do que tudo melhor: Há de os sec´los vencer grande e superno, O teu canto de amor! Não pode o tempo a glória aniquilar-te Nem teu nome olviar! A terra em que nasceste há de te adorar-te, Ouvindo o teu cantar! Da raça de guerreiros descendeste, Tão forte e tão viril, Tu vives, grande mestre, inteiramente, No sabngue do Brasil! 290 MORAIS, Clóvis. TERRA TIMBIRA. Brasília: Senado Federal, 1980, p. 66, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


Hino do Sabiá Futebol Clube291 Sou Sabiá O time mais popular. Sou campeão Da princesa do sertão. Fundado em 2007 Por um grupo de amigos Para ser campeão! Eis o tricolor mais forte; Verde, branco e amarelo Como é tão belo! Saiu da poesia Das palmeiras; Do poeta Gonçalves dias Pra vencer nos gramados Com brilho e muita raça Eu sou é Sabiá Sou Sabiá O time mais popular. Sou campeão Da princesa do sertão Sabiá vai voar alto E conquistar grandes vitoria No maranhão. Vamos lá Sabiá Conquistar o céu de anil Do meu Brasil. Tua bandeira E um manto sagrado Que tremula, Quando pisa no gramado Cada gol, cada jogada Faz a galera gritar; Eu sou é Sabiá.

291 Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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Horacio Anizton292 Un acróstico para el poeta de Brasil Antes que las palmeras de tu Maranhäo Natal, estiraran sus verdes alargados, Tu espacio de poeta y periodista O tus secretos de plumajes y de selvas, Nacían cada día hablando de tu magia de luz Inédita, para trazar tus paisajes O tus silencios y volver a los caminos como el viento. Grandes fueron tus escritos como tu país de alegrías O los soles que besaron tu frente y encendieron tu mirada. No tenías otro lenguaje que la propia vida. Ç (Saltabas-Contabas) amaneres y te refugiabas en los ocasos, Amabas el mar cuando la luna tocaba las olas. Latía tu pecho con tus visiones inspiradas. Valía tu río interior sembrando poemas, Entre líneas de palabras estrenabas la belleza, Sabías acercar tu mirada a los sueños.

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Donde vivías en tu niñez hay un himno Igual a un canto de acuarelas que crece, Antes que la noche se duerma en la memoria Sentirán que en todos los rincones se repite tu nombre.

Horacio Daniel Sequeira293 Um Poema para Gonçalves Dias O saudoso Poeta do exílio europeu, Sobre o amor verdadeiro soube escrever, Sua própria raiz não pode esquecer, De sangue indígena mestiço nasceu. Foi por mestiço que o amor perdeu, O mar muitas vezes testemunhou sua dor, Escreveu sobre as idas e vindas do amor, Do preconceito rude golpe recebeu.

292 Horacio Anizton - Mendoza – Argentina - 23 de febrero del año 1978, Novelista, guionista y actor.. Creador del estilo “novel-movie” (fusión entre literatura y cine 293 Horacio Daniel Sequeira - Buenos Aires, Argentina - 20/ 09/ 1959. Atualmente residindo em Ilhéus, Bahia. Formado como Tecnólogo em Processos Gerencias. Professor de Idioma Espanhol do ensino Fundamental, Curso Médio e cursos de idiomas. Escritor de contos e eventualmente poesias. Obra publicada: Conto “Os Vizinhos da Rua Lago”, Antologia Concurso Literário Bahia de todas as letras, 4ª edição. Editoras: Editus e Via Litterarum. 2009. ISBN: 978-85-98493-59-6


Por amizade ao amor renunciou, Sua escolha até o fim foi seu estigma, Cicatriz que o tempo não apagou. Esquecido no navio naufragou, ‘Ainda uma vez — adeus!’ Sem saber amar, amou.

Hugo Omar Torres294 “Hoy ha muerto un Poeta” A Antonio Concalves Dias, Poeta de Brasil Ha muerto un poeta, y sus versos en solitario son pájaros desesperados buscando en el silencio seguir sus pasos mutilados. El incendio de sus pensamientos ha caído por siempre en la indiferencia del tiempo vencidos y cansados. Los obreros del campo, los niños, los humildes se quedaron sin la voz del hombre enamorado del canto a su Amelia del romance truncado. Hoy ha muerto el poeta Don Antonio Concalvez Diaz misterio el de su destino partir solo con su muerte y sus versos prendidos de su pecho quieto. Fatal naufragio, y sus palabras rotas se acallan en los rincones de un cuarto en penumbras. Huérfanos de presentes se han dormidos sus versos mientras vuelven a su tierra sus pasos lentos.

294 Hugo Omar Torres - Maipú Mendoza – Argentina - Presidente de S.A.D.E (2008 – 2011). Fundador del Grupo Maipú Letras; Publicaciones en distintas revistas literarias, en distintas Provincias. Participación en Antología Provinciales, Nacionales e Internacionales hugoomartorres@yahoo.com.ar

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Tal vez en su entrega, prendidos de una estrella entre palmeras dormidas, los duendes aquietados de la noche alimente en sus versos silvestres la sal de su existencia vuelva el verbo a crecer en la piel de otros poetas reflejo de su destino.

Iane Giselda de Cougo Souto295 Gonçalves Dias Brilhante poeta, Dos índios nos contou; Das terras do Brasil as histórias, Informou. Nasceu no Maranhão. E o guardou no coração, Viajou por muitos lugares, O Brasil ficou na recordação. 374

Relatou sobre o mar, Falou também do amor, Não se esqueceu do cantar. Morreu no mar, Mas deixou a saudades. E o eterno contar.

Iara Almansa Carvalho296 Homenagem a Gonçalves Dias Gonçalves Dias - mago do romantismo - o grande lírico protetor dos índios. Em Portugal aprimorou as letras que iluminaram sua mente descortinando uma potencialidade poética 295 Iane Giselda de Cougo Souto - Florianópolis SC – Brasil - 18-10-1962. Professora. Poemas no site http://camarabrasileira.com. Obras com participação: Antologia de Poemas volume noventa e nove: Caminhos contos; Brasilidades volume sete. O motivo que me fez participar é o desejo de perpetuar a memória de tão ilustre poeta no Brasil e no mundo. 296 Iara Almansa Carvalho - Cachoeira do Sul/RS – Brasil - 01/11/1944, professora universitária, Bacharel em Direito, membro da Academia Criciumense de Letras- ACLe, de Criciúma/SC. e da Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves, de Porto Alegre/RS.. Tem quatro livros publicados, participações em antologias e prêmios literários. Rua XV de Novembro n° 260, apart. 601, Criciúma/SC. CEP: 88 801 140 - e-mail: iac1944@hotmail. com


dominada pelos sentimentos à flor da pele que explodem na sua criação literária. Como jornalista fez ouvir seus lamentos frente aos grilhões das minorias humilhadas pela servidão e pelo descaso. Na advocacia entoou sua voz num clamor por justiça que atravessou os oceanos. Frustrado no amor cantou seu afeto proibido onde o preconceito de raça falou mais alto. Pela segunda vez abre mão do amor extravasando as lágrimas no poema “Ainda Uma Vez – Adeus” ressuscitando na pele “A Canção do Exílio”, a Europa o deprimiu demais! Com o coração ferido, o filho volta ao berço natal, em viajem pelos mares turbulentos deixa-se levar para sempre respirando a última seiva de ar da costa do seu Maranhão, a morte sossega o seu espírito contrariado, finalmente, reencontra a paz ouvindo o canto dos sabiás e sentindo a brisa das folhas das palmeiras embaladas pelo vento do seu Estado junto a tudo que amara na sua terra e que por direito de nascimento levou consigo. O Brasil venera seu filho de braços abertos acolhendo-o na galeria de seus imortais.

Igor Chiappetta Fogliatto297 CANÇÃO DO EXÍLIO Sou natural do melhor estado do Brasil e do mundo. Lá, temos excelentes praias e várias paisagens naturais. No seu interior, há muitos fazendeiros; no litoral, alguns portos, donde são exportados vários produtos; no oeste, a fronteira com o Uruguai; mais para o sul, a minha cidade natal, Porto Alegre, a qual tem muitos shoppings, 297 Igor Chiappetta Fogliatto - Porto Alegre/RS – Brasil - 27 de março de 1996. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”. Curte skate, música e jogos eletrônicos. E-mail: igor_fogliatto@hotmail.com

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monumentos, museus e acesso à Lagoa dos Patos pelo Guaíba. Aqui, há belezas e lazeres, mas nada se compara com as dela.

Ilda Maria Costa Brasil298

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Gonçalves Dias Poeta indianista que deu um tom nacional à nossa literatura. Sua história, da infância a vida adulta, foi difícil e dura. Seu pai era de origem portuguesa; sua mãe, mestiça. Quando garoto, estudou francês, língua, para ele, postiça. Tinha, no aprendizado da Filosofia, uma verdadeira premissa. Latim, para alguns, caminhos obscuros; para ele, doce aventura. Fixado em Coimbra, produziu poesia nacionalista pura.   É considerado um dos nomes mais expressivo da lírica brasileira. Em Portugal, poemas escreveu ao observar uma jovem fagueira, que trazia no rosto um intenso brilho e sempre estava faceira.   Por ser mestiço, foi impedido de desposar Ana Amélia; triste desventura. Anos depois, apaixonado, casou-se com Olímpia, jovem graciosa e segura.   “Seu nome, sua voz — ouvia-os Sempre no gemer da parda rola, No trepido correr da veia argêntea... Que da noite o silêncio realçavam, Os ares e a amplidão divinizando...”*   Minha CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem dunas, onde circulam restinguenses e turistas. As aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá. Nosso céu tem pouquíssima poluição, nossas várzeas estão secando, nossos verdes campos desaparecendo para dar espaço a muitas construções. Nossa vida repleta de projetos e de esperanças. 298 Ilda Maria Costa Brasil - Restinga Sêca - RS - Brasil - 04 de março de 1949. Presidente da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC, e Academia Regional de Artes e Letras Condorcet Aranha, Restinga Sêca/RS; Embaixadora do Cercle Universel de la Paix, Genève-Suisse/France; Membre Bienfaiteur da Societe Academique d’Education et  d’Encouragement, Paris/França; Vice-governadora pela Governadoria do Estado do Rio Grande do Sul para a Associação Internacional dos Poetas Del Mundo”.   E-mail: ildamaria. brasil@gmail.com

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