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“…Estou tão feliz, tão feliz, tão feliz! Pensei que nunca mais te ia ver. Sem ti o mar, apesar de todas as suas anémonas, parecia triste e vazio. E eu passava os dias inteiros a suspirar”.


A Menina do Mar Sophia de Mello Breyner Andresen

“Foi um livro cuja história me fez sonhar…como seria o fundo do mar e todos os peixes que o povoavam. E as grutas de baixo de água? Haveria luz lá em baixo? Mas a história em si, a relação da menina com o rapaz, lembro-me que me fez chorar… Foi tal a excitação da menina que eu era, que dei comigo todos os intervalos a “viver” a história que ouvira da professora, às 4.ªs f.ªs de manhã. Tinha conseguido transformar a história numa brincadeira de dramatização à qual se juntaram todas as colegas de escola e claro, eu era a menina do mar…” Maria Albertina Carvalho Fortunato Docente


Viagem ao Centro da Terra Júlio Verne

“Como vários outros livros de aventuras e ficção, Viagem ao Centro da Terra marcou-me particularmente, porque nos anos subsequentes fiquei apaixonado por esses ambientes e experiências imaginados de verdade, sempre procurando mundos desconhecidos no interior do visível/real, como nesse livro. Como cresci no interior, em contacto muito próximo com a natureza, eram fáceis e frequentes as oportunidades de aventuras com os amigos co-exploradores” Nuno Miguel Lourenço Neves Renca Docente


“Nossas disposições para a noite eram bem simples; um cobertor de viagem, no qual nos enrolávamos, era toda a nossa roupa de cama. Não tínhamos por que temer o frio ou visitas inoportunas. Os viajantes que se embrenham pelos desertos da África, ou pelas florestas do Novo Mundo, são obrigados a montar guarda durante as horas de sono. Aqui, solidão absoluta e segurança completa. Não precisávamos ter medo de nenhuma raça malfeitora, selvagem ou de animais ferozes.”


“As gaivotas pairam sobre as ondas. Quase não há vento. O oceano parece respirar suavemente, como um grande animal adormecido. A noite cai. Ao longe, sobre o mar, passeiam nuvenzinhas cor-de-rosa. Estão à espera de que as estrelas acordem, para irem embora. O sol mergulha nas ondas, vermelho e enorme como um balão.”


Anita em Viagem Gilbert Delahaye, Marcel Marlier

“Foi um dos primeiros livros que recebi (senão mesmo o primeiro), que me mostrou como era bom viajar através das palavras.Por ter uma linguagem simples, permitiu-me lê-lo logo no início da escolaridade, fazendo com que desse ainda mais valor à função da escola e das aprendizagens aí alcançadas! Esperei muito tempo para conseguir decifrar o código impresso naquelas páginas, mas a compreensão do que lá estaria já há muito tinha sido feita, especialmente através das inferências que as ilustrações de Marcel Marlier me proporcionavam. Para além de tudo isto, tornou-se um desafio e um enorme desejo, ler todos os livros da colecção que me foram acompanhando ao longo de anos e que ainda hoje guardo com ternura!” Catarina Mangas Docente


Novas flores para crianças Fernando Cardoso “O meu primeiro contacto com este livro foi através de uma amiga de infância. Na altura tinha cerca de oito anos e eram várias as histórias que preenchiam o meu mundo de imaginação, desde o Pinóquio, a Branca de Neve, a Bela Adormecida, entre outros contos de fadas. Por isso, não é fácil eleger apenas UM livro que marcou a minha infância. Há dias, lembrei-me desta obra Novas Flores para crianças que conseguia reunir Adivinhas, Curiosidades, Anedotas, Enigmas, Canções, Jogos, Contos, Magia, Fábulas, Pensamentos, Lendas, Provérbios, Poesia, Trabalhos Manuais e Teatro. Ao todo, estes 15 temas preencheram os meus tempos de infância, quer nos momentos em que estava sozinha quer com os amigos, oferecendo diversas actividades como, por exemplo, a leitura dos contos ou a elaboração de alguns trabalhos manuais, pequenos passatempos que me entretinham.” Susana Ferreira Santos Docente


“Meu pequeno-grande leitor […] Tu descobrirás que cada uma destas “flores” tem sua cor e aroma. E que umas são mais alegres do que outras. Mas todas “flores”. E necessárias! Se uma anedota tem a alegria e a exuberância de uma rosa, uma poesia pode ter a tristeza-mistério de uma violeta. De cada uma, tu saberás inteligentemente respirar-lhe o perfume […] Se estas “flores” tiverem a seiva e o vigor esperados, jamais secarão dentro de ti. Frutificarão! E o jardineiro que as lançou à terra sentir-se-á recompensado. E feliz como uma criança brincando.”


A Curiosidade Premiada Fernanda Lopes de Almeida e Alcy Linares

“Desde a capa onde encontramos uma menina com os olhos muito arregalados a olhar para uma borboleta numa flor até as inúmeras questões que esta criança colocava à todos fez com que eu em criança me identificasse com a história pois estava a passar pela fase da curiosidade, fase esta que a maior parte das crianças passa” Maria Eunice Luduvice de Almeida Técnico Superior


A Princesa Ratona Vai Casar António Torrado “Foi-me oferecido um exemplar deste livro na minha infância e penso que o elegi por duas ordens de razões. Em primeiro lugar porque está ilustrado de uma maneira simples mas cativante, evocando exóticos cenários de pinturas orientais (o conto é baseado numa história tradicional japonesa) e isso era uma novidade para quem como eu estava mais acostumado às ilustrações mais tradicionais dos livros infantis. Em segundo lugar pela temática da história, que passa pela procura do Rei Ratão I de um noivo à altura da sua vaidade para a sua filha, a princesa Ratona. O irónico é que os noivos escolhidos – o Sol, o Nevoeiro, o Vento e o Muro – vão gradualmente retirando as ilusões ao rei quanto à sua medida de grandeza até o remeter para um consorte cujo grande poder reside na humildade. A grande lição, sempre actual, a tirar deste conto é que não há ninguém pequeno demais para não ser importante, nem há ninguém demasiado grande que não se esqueça disso, até que se lho recorde.” Pedro Simões Machado Lila Assistente Técnico


“Ratão I decidiu que era boa altura de casar a princesa sua filha. Com quem? A dificuldade estava aí. Haveria em todo o Japão ou em qualquer parte do mundo algum rico herdeiro, algum fidalgo, algum grande senhor que merecesse a gentil patinha da bela princesa? A vaidade do rei era imensa. Só aceitaria para genro alguém de muita importância, de muitíssima importância.”


O Rato Dentinho El-Ratón-Pérez

“este livro foi-me lido numa fase que estava no hospital com 5 anos e como não via porque tinha sido operada aos olhos construi as imagens na minha imaginação que permanecem até hoje.” Dora Alexandra de Jesus Gonçalves Estudante


O Inverno Já é Tempo Velho Maria Isabel César Anjo

“Quando li este livro logo me fez lembrar o meu tempo de criança que andava descalça, e com o pingo no nariz. Laurinda Vindeirinho Fiúza Gomes Assistente Técnico


“O inverno é tempo mau das meninas e meninos descalços que andam sempre com as mãos e o nariz roxos de frio”


“De entre as patas de um Leão um rato saiu aturdido. O Rei dos animais, na circunstância, mostrou o que era, poupando-lhe a vida. Aquele favor não foi perdido. Quem teria jamais pensado que um Leão de um Rato dependeria? Ora sucedeu que ao sair da floresta o Leão caiu nas malhas de uma rede que seus rugidos não podiam desatar. Senhor rato acorreu, e tanto fez com os dentes que a malha roída desfez toda a trama. Paciência e tempo largo Podem mais do que força e gana.”


As Fábulas de Esopo Jean de la Fontaine

“As histórias contadas têm sempre uma mensagem, o que para uma criança torna a história ainda mais atractiva.”

Alexandra Pereira Bibliotecária


O Meu Pé de Laranja Lima José Mauro de Vasconcelos

Foi um livro que li numa só noite e que me fez pensar muito e chorar também. Tinha ouvido dizer que o livro não era para a minha idade. Arrisquei, transgredi, gostei e aprendi. Aprendi muito. Aprendi a cantar para dentro. Aprendi a ser resiliente, muito antes de conhecer o conceito. Ricardo Manuel das Neves Vieira Docente


- Jandira me pegue no colo que eu vou ler ali. - Deixe de invenções, Zezé. Estou muito ocupada. Pois me pegue e veja se eu não sei ler. - Olhe Zezé, se você estiver me aprontando alguma, você vai ver. Me colocou no colo e me levou bem atrás da porta. - Então, leia. Quero ver. Aí eu li mesmo. Li a oração que pedia aos céus, bênção e protecção para a casa e afugentasse os maus espíritos.


O Cordeirinho Perdido C. de Ségur

“A luta de uma menina de pequena pelos seus ideais e pelas suas convicções com uma família pobre e uma mãe doente.”

Ana Maria Nunes Noivo Assistente Técnica


15 Histórias Para Ti Margaret Kendall

“Foi o meu primeiro livro: o livro que recebi, quando a minha mãe quis premiar o facto de eu já saber ler e de estar a revelar gosto pela leitura. Até aí, lia as histórias que estavam nos manuais da escola e pedia as revistas e jornais ao meu avô. Quase que adivinho que foi o meu avô quem lhe disse que eu já merecia receber um livro para mim. E foi no regresso de uma ida da minha mãe à vila, onde havia uma livraria, que eu recebi estas “histórias para mim”. Luís Barbeiro Director da ESECS


“Era uma vez um peixinho. Vivia no mar azul. — Que bonito que é o mar! — pensava o peixinho. — É tão azul, tão grande, tão salgado. Vivem no mar tantas coisas lindas: os sargaços, as conchas, peixinhos de tantos tamanhos e feitios. E as ondas brancas que rolam na areia são tão belas! Quem teria feito o mar? Vou perguntar!”


“A capa do livro já era chamativa para mim. Lembro-me de pegar nele e levá-lo ao pai ou à mãe para que pudéssemos jogar e aprender.”


O Meu Primeiro Dicionário Ángeles Llamazares Álvarez

“Com este livro, os meus pais mostravam-me as imagens, diziam os nomes e os sons que eles faziam, perguntavam-me de seguida e eu lá ia respondendo e imitava o som. Foi assim que comecei a aprender o vocabulário, a partir dos meus 3 anos de idade. Mais tarde já mãe, fiz o mesmo com as minhas filhas.”

Margarida Isabel V. Quintela Bonita Não Docente


As Fábulas La Fontaine

“Recordar a infância é sempre encantador e não há nada melhor que um livro para nos levar a “reviver” os bons momentos da nossa infância. Recordo-me, principalmente de todos aqueles que passava com os meus avós, em férias escolares. Havia sempre uma história para ouvir, e cada história parecia que se tornava real, cada fábula surgia sempre de acordo com o momento. O que era fabuloso era sentir e acreditar que os animais falavam mesmo, tudo mudava, era muita emoção, era um mundo fantástico, que me levava para além da realidade que hoje conheço. E é essa magia que fica entre o imaginário e a vivência das emoções que me ajudou a “crescer”. Lina Manuela Lopes Henriques Rosálio Estudante


“Não lhe restando migalha Que trincasse, a tagarela Foi valer-se da formiga, Que morava perto dela. Eu cantava oite e dia, a toda a hora. – Oh! Bravo! – torna a formiga – Cantavas? Pois dança agora”


“A escolha deste livro marca não só a minha infância como acabaria também por influenciar a minha própria personalidade. O desrespeito pela diferença e a valorização excessiva dos bens e do “berço” de nascença, são algumas das razões pelas quais fiz esta escolha. O excerto abaixo apresentado representado demonstra alude à salvação de Quasimodo, que aquando da troça que sofria por parte do público apenas seria salvo pela bela cigana Esmeralda. A única que até à data o aceitava exactamente como ele era.”


O Corcunda de Notre Dame Victor Hugo

“A escolha deste livro marca não só a minha infância como acabaria também por influenciar a minha própria personalidade. O desrespeito pela diferença e a valorização excessiva dos bens e do “berço” de nascença, são algumas das razões pelas quais fiz esta escolha. O excerto abaixo apresentado representado demonstra alude à salvação de Quasimodo, que aquando da troça que sofria por parte do público apenas seria salvo pela bela cigana Esmeralda. A única que até à data o aceitava exactamente como ele era.”

Kelly Pereira Rodrigues Estudante


O Pinóquio Carlo Collodi A escolha deste livro deve-se ao facto da sua história estar ainda tão presente na minha memória, diversas cenas e personagens que jamais foram esquecidas, como o nariz do “mentiroso”, a enorme baleia e o grilo falante. Gosto especialmente desta história, porque transmite uma mensagem simples e óbvia para as crianças, isto é, a história demonstra que para as pessoas alcançarem os seus desejos, devem agir com base na verdade, humildade, com esforço e valentia. Neste caso, Pinóquio, como tantos outros meninos, era ingénuo, desobediente, não ouvia os conselhos dos mais velhos e preferia divertir-se em vez de ir à escola. Na história, podemos observar que estes comportamentos foram desfavoráveis para realizar o seu desejo (ser um menino de verdade) e que só o conseguiu mudando de atitude. Ana Vieira Ferraz Estudante


“-Perdoa-me, papá - suplicou Pinóquio muito arrependido.E a partir daí mostrou-se tão dedicado e bondoso que a Fada Madrinha, no dia do seu primeiro aniversário, transformou-o num menino de carne e osso... Num menino de verdade.”


“E o Rei do Mar estava sentado no seu trono de nácar, rodeado de cavalos marinhos, e o seu manto de púrpura nas águas.”


A Menina do Mar Sophia de Mello Breyner Andresen

“Esta obra marcou, indubitavelmente, as minhas leituras de infância. Lembro-me de ter pensado que os escritores, neste caso concreto Sophia, sabiam palavras mágicas que faziam o mundo brilhar com imaginação e beleza. As frases e as expressões musicais, harmoniosas eram criadoras de um mundo incrivelmente belo aos olhos sonhadores de uma criança como eu. Lembro-me de, no Verão seguinte à leitura da obra, na praia, tentar encontrar uma gruta bonita que pudesse servir de casa à Menina do Mar. Coitado do meu pai…que paciência! Lembro-me de querer conhecer todos os seres da história, o Rei, o polvo, o caranguejo…todos. Hoje…continuo a saborear o som do mar, o silêncio que antecede o rebentar de cada onda, o vaivém da água que leva e traz as minhas memórias como ninguém… Pergunto-me, se a Menina do Mar ainda continua a falar com rapazitos!?...É possível.” Paula Cristina Ferreira Docente


O Capuchinho Vermelho Ricardo Alberty

“Foi uma história em que me identifiquei. Pois em criança não “via mal nenhum” e todos eram meus amigos, mesmo quando eu não ao conhecia. Brincava com qualquer criança/adulto sem qualquer problema.” Célia Maria Oliveira Santos Estudante


“Para onde você vai? - Vou à casa da avozinha, que está muito doente, levar-lhe um presente da minha mãe. - Onde fica a casa de sua avó? - Fica a uns 15 minutos daqui. A casa dela fica debaixo de três grandes carvalhos e é cercada por uma sebe de aveleiras.”


“Pelos campos fora, o soldado João era a vergonha dos batalhões. Trazia uma flor ao peito, punha as mãos nas algibeiras, coçava o nariz, não acertava o passo. E, para cúmulo, assobiava ou cantava modinhas da sua aldeia.”


O Soldado João Luisa Ducla Soares

“ Esta história marcou a minha infância porque este soldado era diferente de todos os outros,” Liliana Gonçalves Não Docente


What color is your world? Bob Gill

Um livro que descobri já adulto. Para todas as crianças e adultos que procuram aprender a cada instante. Leonel Brites Técnico Superior / Docente


Livro Infantil  

As propostas da comunidade ESECS–IPL para as Comemoraçoes do Dia Internacional do Livro Infantil.

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