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POR JÉSSICA CRISTINA
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10/06/2019
EDITORIAL
E aí, leitor! Você já parou para pensar nos avanços tecnológicos no Brasil? Ainda não? Não tem problema! Vem com a Plugue-se, porque tem muita coisa legal rolando. Nesta edição, será possível se aproximar e conhecer algumas das mudanças e avanços que estão correndo no país, mas que se mostram distantes do nosso dia a dia. A Plugue-se possui como objetivo oferecer os melhores conteúdos para você que é apaixonado por tecnologia, visando sempre a disseminação do conhecimento de uma forma descontraída. Nós sabemos que existe aquele pensamento que o Brasil está sempre atrasado, que em outros países têm robôs falantes e, logo mais, carros voadores, mas essa tecnologia nunca chegará aqui. Não é bem assim. O Brasil possui um longo caminho a percorrer neste setor, contudo, está em um processo contínuo de evolução. Desde 2017, o espaço tecnológico vem crescendo no país, mantendo-o entre as dez maiores potências neste quesito. Esse desenvolvimento resul-
ta em uma grande representatividade no PIB e na movimentação de bilhões na economia. Essa informações nos ajudam a entender a situação no geral, mas como essa inovação está na prática? Para responder essa questão, a Plugue-se buscou pelos avanços técnicos em diversas áreas. Há novidades na área educacional, na comunicação, no setor automobilístico e no entretenimento que não ficaram de fora dessa edição. Começando pelo sistema educacional, a substituição de cadernos e lápis por telas e teclados já fazem parte da realidade de algumas escolas no Brasil e toda essa mudança não é fácil não, ainda mais, porque aparelhos eletrônicos exigem custos maiores. Agora, imagina só realizar a aquisição de inúmeros tablets através da comercialização de ‘latinhas’. A escola EMEB Maurício Caetano De Castro II, em São Bernardo do Campo, realizou esse feito a partir da iniciativa dos próprios alunos que se esforçaram no processo de arrecadação. Outras instituições de ensino também estão
Boa leitura! EQUIPE PLUGUE-SE
nessa vibe e alguns professores e alunos contaram um pouquinho de como a tecnologia muda a rotina escolar. Agora, caso você se interesse por velocidade e motores, vai gostar de saber como o mundo se modernizou e invadiu o campo automobilístico. Talvez os carros voadores estejam mais próximos do que nós imaginamos, mas com toda essa modernidade e os benefícios agregados, os valores aumentam. E como isso afeta a economia? Principalmente no Brasil que está super por dentro das inovações e, aliás, possui uma grande capacidade de produção neste ramo. Essa relação entre o desenvolvimento automotivo e as mudanças no sistema de mercado, só poderia estar em uma matéria interessantíssima. Ufa! Acho que depois de toda essa introdução, deu para perceber que a modernização está com tudo no Brasil, certo? Então, não perca tempo! Vire a página e plugue-se nesta edição recheada de conteúdos e notícias sobre o assunto que você gosta.
FOTO: ACERVO PESSOAL
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SUMÁ RIO
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ARTIGO | O FUTURO DO JORNAL
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MUITO MAIS QUE JOGOS VIRTUAIS
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SEÇÃO | MITOS E VERDADES
CONEXÃO DE BOLHAS
ESTAÇÃO PARAÍSO DOS ROBÔS
RESENHA | O FUTURO JÁ COMEÇOU ONTEM
EXPE DIENTE
PRODUZIDA POR
ORIENTADORES Flávio Mesquita Renata Malva Viviane Félix Aguinaldo Pettinati
UNINOVE Curso: Jornalismo Campus: Vila Prudente Período: Noturno Sala: 404
Gabriela Freitas
Jéssica Cristina
Larissa Bento
Laura Souza
Leonardo Lira
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JORNAL: QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ? POR GABRIELA FREITAS E JÉSSICA CRISTINA
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á quanto tempo você, leitor, não pega um jornal para ficar por dentro dos assuntos do momento? Acredita que isso já é ultrapassado, que só acontecia no tempo dos seus avôs? Pois é, você não está sozinho nessa! Pesquisas realizadas pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC) em 2018, revelam que cada vez mais o interesse do público pelo material impresso está diminuindo. E isso é preocupante para o setor econômico, quando percebemos uma redução da quantidade de tiragens. Entretanto, a tecnologia tem uma forte participação nesse setor que possibilita estarmos cada vez mais interligados e conectados. Então como os meios de comunicação lidam com essas mudanças? Com a internet, a continuidade do jornal impresso se tornou um risco, já que esse modelo não segue a velocidade constante de publicações como os sites de notícias. O processo de evolução para a era digital faz com que o modelo tradicional de um jornal passe a migrar para outros veículos como portais da web, por exemplo, ou até mesmo através do uso de redes sociais/YouTube, sendo esses os porta-vozes da galera, que vêm disputando um espaço mais consolidado em relação ao impresso. É muito mais fácil e cômodo no
dia a dia, atualizar um site ou o perfil de uma das páginas de notícias que você dá um like, a qualquer instante. Assim em alguns cliques você está antenado sobre os acontecimentos mais “bombados” nas mídias. Há alguns anos, isso só seria possível levando um pouco mais de tempo, esperando o material impresso chegar nas manhãs seguintes na sua casa. Para acompanhar as rotinas instantâneas que as tecnologias proporcionam no processo de comunicação, foram necessárias algumas mudanças na forma que os jornais convencionais utilizam para se manterem atualizados com o público. Seguindo a linha de pensamento de Warren Breed com a Teoria Organizacional, a qual coloca a instituição à frente da notícia, ou seja, determinando o conteúdo de acordo com seus interesses, um jornal passa a ser um produto no mercado que visa o seu papel econômico garantido muitas vezes por espaços vendidos para a publicidade e propaganda. Como o jornalismo consegue manter seu trabalho lado a lado da galera em meio às transformações tecnológicas, é uma questão que traz a tona o futuro dessa profissão. Tudo indica que essas mudanças estão apenas começando, além de ficar claro o comporta-
mento e estilo dos leitores, que cada vez mais estão a procura de uma maneira ágil e fácil de estarem informados. E isso acaba colocando em questionamento a sobrevivência das reportagens com fontes verdadeiras - será que tudo divulgado nas redes realmente aconteceu? É claro que não! Com as famosas fake news, teremos a necessidade de reinventar a forma de levar os acontecimentos do momento e de quem os levam. Em 1950, David Manning White estudou a Teoria de Gatekeeper explicando que essas escolhas são definidas por um “porteiro”, responsável por definir quais conteúdos serão divulgados. Mas afinal, quem são os novos jornalistas dessa era? YouTubers? Blogueiros? Esses influenciadores conseguem levar informações concretas? A facilidade da internet transforma qualquer pessoa em um belo escritor da noite para o dia. Porém, eles podem te levar a acreditar em algo que não existe, ao apresentar falsas notícias. Desta forma, o jornalismo impresso, além de se reinventar, precisa desenvolver o trabalho coletivo dentro das agências de comunicação, ao unir um time de repórteres de peso, para garantir o compromisso com a verdade que cada vez mais conecta o leitor às informações.
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MUITO MUITOMAIS MAISQUE QUE JOGOS JOGOS VIRTUAIS VIRTUAIS POR LARISSA BENTO E LAURA SOUZA
FOTO: Timo Verdeil/ESL
Seja por diversão ou profissão, mercado de games proporciona desenvolvimento de habilidades e movimenta a economia
Final do campeonato Counter-Strike: Global Offensive Major, realizado na Polônia.
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pesar de grande parte dos consumidores considerarem os jogos como um passatempo, há aqueles que encontraram neste universo uma oportunidade para
desenvolver habilidades, obter novos conhecimentos e, até mesmo, construir uma carreira profissional. Segundo pesquisa realizada pela Newzoo, empresa fornecedora de análise de jogos e e-sports, no
ano de 2018, os mais de 75 milhões de gamers ativos no Brasil seriam responsáveis por gerar cerca de US$ 1,5 bilhão em negócios no país. Aventurar-se em um mundo pós-
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Tem muito espaço para quem quer trabalhar com games no Brasil. Há oportunidades de crescimento e destaque, só é necessário ter dedicação e paciência. Precisa de uma galera que entre para ajudar a moldar. - Roque Marques, jornalista especializado em Games.
FOTO: Timo Verdeil/ESL
apocalíptico repleto de zumbis em Resident Evil ou embarcar em uma jornada pela mitologia grega cheia de batalhas junto ao Kratos em God Of War, são apenas algumas das diversas experiências que os games proporcionam. Escapar da sua própria realidade e desbravar novos reinos, onde personagens como heróis, vilões, caçadores, deuses e guerreiros são controlados por você é um dos motivos que podem explicar o crescimento e a popularidade que esse mercado adquiriu nos últimos anos. Contudo, o crescimento não é apenas no setor financeiro. Profissionais que atuam nesse mercado, em variados segmentos, a cada ano encontram mais oportunidades de desenvolvimento e aperfeiçoamento. “Tem muito espaço para quem quer trabalhar com games no Brasil. Há oportunidades de crescimento e destaque, só é necessário ter dedicação e paciência. Precisa de uma galera que entre para ajudar a moldar”, comenta o jornalista especializado em games, Roque Marques. Mesmo existindo há cerca de 20 anos, e muitas pessoas não considerem os games como um esporte, os campeonatos profissionais viraram uma febre pelo território nacional, o que acabou abrindo portas para jogadores brasileiros
Emoção durante final do campeonato CS: GO Major Championship em edições internacionais. Porém, ainda que os campeonatos proporcionem momentos de glória e conecte pessoas que até então só se conheciam via internet, a representatividade de mulheres no setor ainda é relativamente baixa. “Existe a representatividade através das ligas femininas, contudo, a competição não é igualitária, mas não por questão de capacidade e sim por quantidade. O número de mulheres competindo profissionalmente é muito pequeno. As oportunidades são mais ofertadas aos homens. Existe um ou dois times femininos brasileiros que conseguem se manter só com os jogos”, ressalta Roque Marques. Aqueles que estão inseridos no universo dos videogames sabem que, apesar da associação dessa prática à violência, os jogos proporcionam conhecimentos educa-
cionais, como por exemplo, melhora a sua comunicação, fortalece o relacionamento de trabalho em equipe, reforça capacidades que exigem reflexo e atenção. Além disso, você pode aproveitar o momento para upar a sua fluência em outras línguas, uma vez que a maioria dos jogos são fabricados por empresas internacionais. “O papel dos games é muito benéfico, pois é uma ferramenta que, quando usada da maneira certa, você pode desenvolver habilidades, como por exemplo, o inglês. Eu aprendi a falar inglês praticamente pelos videogames”, ressalta Roque. É importante ressaltar que, como qualquer outra atividade, utilizar jogos e games requer moderação. Os benefícios só podem ser adquiridos quando o uso não é excessivo.
mitos e verdades PLUGUE-SE PLUGUE-SE || 8 8
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lguma vez você já ficou em dúvida sobre a história que nossa mãe ou avó contava de ser perigoso ficar mexendo no celular enquanto ele carregava? Vamos esclarecer agora essa e outras curiosidades sobre o mundo da tecnologia e sanar de uma vez por todas essas crenças muito compartilhadas.
Usar rede wi-fi pública expõe o seu aparelho aos hackers? VERDADE!
No instante em que você conectar seu laptop, tablet ou smartphone em uma rede de internet pública, ele começa a se comunicar automaticamente com serviços que precisam da conexão para funcionar em seu dispositivo. Se essa comunicação não estiver devidamente protegida, qualquer pessoa com certo conhecimento em computação poderá espionar o que você está fazendo.
Carregar o celular por muito tempo pode viciar a bateria? MITO!
Hoje em dia, os smartphones têm baterias cada vez mais resistentes comparada com os dispositivos antigos que não tinham muita vida útil, então deixar o celular mais tempo na tomada não vai causar nenhum dano. Fique tranquilo!
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Arroz cru pode salvar um celular que caiu na água? VERDADE!
Arroz não serve apenas para comer e ele pode ajudar a absorver a umidade do aparelho, portanto não se desespere caso o seu celular foi por água abaixo, basta colocar ele em um pote fechado com muito arroz dentro. Só cuidado para não deixar nenhum grão entrar no celular, hein!
Preciso mesmo desligar o celular no voo? VERDADE!
Os sinais de um celular podem atrapalhar as transmissões da aeronave com a torre de controle então essa é hora de ativar o modo avião de uma vez por todas, até porque não queremos que aconteça nenhum acidente, certo?
A primeira recarga da bateria de um celular tem que ser a mais demorada? MITO!
Um celular novo não precisa carregar antes de ser usado e isso não vai atrapalhar o desempenho do sistema no futuro, então pode se animar e já sair da loja conectado ou pronta (o) para falar com aquele crush.
É perigoso usar o celular enquanto ele carrega? VERDADE!
Os sinais de um celular podem Embora seja um hábito comum no dia a dia, essa prática pode elevar a temperatura do aparelho e sobrecarregar a bateria. É melhor ter paciência e esperar mensagem de “100% carregado” aparecer na tela. Tenha calma, se você esperou vários meses para nascer, o @ pode esperar também.
VOCÊ IMAGINA, CRIA
POR LEONARDO LIRA
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A EDUCAÇÃO VIA WI-FI
POR GABRIELA FREITAS JÉSSICA CRISTINA LARISSA BENTO LAURA SOUZA LEONARDO LIRA
Segundo dados da pesquisa TIC Educação, divulgada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação (CETIC), 94% dos professores, da rede pública e privada do ensino no Brasil, acreditam que a tecnologia na sala de aula pode proporcionar acesso a conteúdos mais diversificados e de melhor qualidade. Porém, a falta de infraestrutura nas escolas ainda é um obstáculo neste processo de avanço.
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pesar de muitos associarem a transformação digital a um assunto exclusivo do pessoal de TI, ela também acaba impactando outros setores, como é o caso da Educação. Em uma linguagem bem simples, podemos defini-la como um processo que melhora o desempenho de atividades por meio do suporte tecnológico. Não só acontece uma alteração na es-
trutura organizacional da instituição, como também é criada uma cultura diferenciada. É nesse contexto que a Educação 4.0 foi colocada em prática. Essa proposta chegou com a missão de preparar os jovens para o mercado de trabalho do futuro, prometendo englobar diversos recursos digitais que estão vindo com tudo, como a Inteligência Artificial e os robôs. A base dessa filosofia se dá pelo “Learning by doing”, ou como diríamos no bom e velho português: é fazendo que se aprende. E para que o aluno consiga colocar a mão na massa, é necessário o desenvolvimento de ambientes inovadores para que ele crie seu próprio estilo de aprendizado. A ideia de unir a educação e os avanços tecnológicos se tornou realidade em algumas escolas do Brasil e essa iniciativa pretende
revolucionar o sistema de ensino. Você está se perguntando como isso é possível? Simples: um pouco de luz projetada em uma lousa interativa com slides dinâmicos, para ensinar a matéria, ao mesmo tempo que a galera acompanha a aula, através de tablets e computadores conectados em uma super rede de wi-fi, são alguns dos ingredientes que compõem a fórmula dessa renovação educacional. A jornada da transformação digital é um caminho longo a se percorrer, principalmente nos países em desenvolvimento, como o Brasil. Porém, temos alguns exemplos de instituições que aderiram a esse processo e iniciaram projetos para a inserção soluções tecnológicas como uma didática para ampliar a interação entre aluno, professor e conteúdo.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Você deve lembrar de como os professores tratavam os celulares como verdadeiros inimigos. Se você pegasse no aparelho para ver as horas, que seja, já era um reboliço – com direito a suspensão e tudo. Quem diria que os avanços tecnológicos uniriam educadores e telefones móveis no aperfeiçoamento da aprendizagem? Pois é, caro leitor. Não só os aparelhos foram adotados como ferramentas educacionais, como aplicativos também. Na Escola Infantil Monte
Castelo, por exemplo, o WhatsApp se tornou um aliado na comunicação entre educadores e responsáveis. “Tudo começou com os grupos dos pais no WhatsApp. Nós usamos essa rede social para passar alguns recados e enviar lembretes de assuntos inseridos nas agendas e que não tivemos retorno - o contato se tornou mais ágil. Por exemplo, se uma criança está doente conseguimos avisar os pais no mesmo instante, uma vez que esse meio de contato se tornou mais viável para eles”, comenta a professora de Educação Infantil, Flávia Baldini.
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As instituições estão indo muito além, pensando cada vez mais na interação. Você pode pensar “É só uma rede social”, mas não para por ai não. As organizações de ensino brasileiras estão plugadíssimas na modernização. Na escola Liceu Jardim, do ABC Paulista, o processo de transformação digital começou no ano de 2016, como teste em uma única turma, mas de repente, BOOM! A conexão se espalhou por toda a unidade. Hoje, está equipada com iPads, lousa virtual, data show, agenda virtual e muitos outros dispositivos - inclusive o contato com os pais se tornou tecnológico. “Qualquer tipo de recado que a gente tem, é pela agenda virtual. Tem um espaço na agenda que é sobre ‘Saúde’ e você deixa anotado a medicação que a criança precisa tomar e todas as professoras têm acesso; no aplicativo ‘Filho Sem Fila’, os familiares usam para avisar que já estão a caminho da escola para pegar o filho sem sair do carro. Quando chegam, o aluno já está esperando”, explica a professora da unidade, Bruna Toledo. Toda essa estrutura recebe apoio de uma parceria com a empresa gigantesca e expert nesse assunto: a Google. “A escola é vinculada com eles, então todo o sistema é Google. Nós utilizamos algumas
Crianças utilizam a Engenhoteca do colégio Liceu Jardim como um espaço recreativo e para criação de projetos. ferramentas como o Google Drive. Na Engenhoteca, os alunos fazem trabalhos magníficos, tipo robôs; nenhuma professora precisa ficar cortando papel. Tem uma máquina que você leva o molde e ela corta quantos pedaços você quiser da mesma forma”, complementa Toledo. Um outro exemplo é a escola Cas-
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Alunos da Castanheiras utilizam aplicativos e softwares para aprender conteúdos.
tanheiras, localizada em Alphaville-SP, que vem mudando a rotina dos estudantes por meio do Núcleo TEC - Tecnologia da Educação Castanheiras. Além do laboratório de informática equipado com computadores de última geração, os alunos do Ensino Fundamental I e II contam com chromebooks e iPads. A partir do oitavo ano e seguindo para o Ensino Médio, a escola colocou em prática o “Bringing Your Own Device”, uma política que muitos espaços educacionais passaram a adotar, em que os estudantes trazem seus próprios dispositivos, na maioria das vezes notebooks. “É muito natural, sabe? Eu só uso o caderno em matérias que eu realmente tenho que escrever tipo matemática e física, que são fórmulas, e o resto é só computador por ser mais fácil”, comenta a aluna do terceiro ano do Ensino Médio, Diana Varoli. Para apoiar essa mudança, a escola preparou um treinamento para formar os professores no uso do Google Classroom, pla-
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Castanheiras aposta é no uso de aplicativos e softwares durante as aulas. Com o apoio dos chamados Especialistas em Tecnologia da Educação, os professores conseguem encontrar as melhores ferramentas que podem ser usadas
nas disciplinas. “Um professor de matemática é expert nessa área, mas não necessariamente conhece quais aplicativos podem ser usados para engajar os alunos”, explica a Especialista em Tecnologia na Educação, Aline Gomes.
VAMOS FALAR DE SUSTENTABILIDADE - Ivo da Silva, diretor da EMEB Maurício Caetano de Casto II
tes voltados para a realização de pesquisas. “Cada educador tem liberdade para fazer o trabalho que acha melhor, mas sempre com foco na parte pedagógica. Não basta a criança ter o aparelho por ser uma coisa legal, ela tem que aprender com ele”, afirma o diretor da escola, Ivo da Silva. Apenas com o processo de reciclagem, foram comprados 19 tablets, além de mais 11 aparelhos adquiridos através de recursos municipais. “O tablet vem como
complemento de toda ação da escola, que já é bem focada na questão de proporcionar para os alunos uma educação de qualidade. Ele é uma ramificação de tudo o que a gente faz”, ressalta Ivo. Os benefícios de trabalhar questões de sustentabilidade desde os primeiros anos da infância refletem não só na escola, mas em toda a comunidade envolvida na ação, através da principal lição do projeto, que é a transformação de um pensamento mais ecológico.
FOTO: GABRIELA FREITAS
Se você acha que é impossível alinhar tecnologia com um mundo mais sustentável, está muito enganado. A escola EMEB Maurício Caetano De Castro II, em São Bernardo do Campo, iniciou em 2017 o trabalho de arrecadar ‘latinhas’ para a compra de tablets por meio da reciclagem, com o intuito de utilizar os eletrônicos dentro da sala de aula como auxílio no papel educacional. Sabe o que eles conseguiram? Até o começo de 2019, recolheram mais de dois mil quilos. Mas o que isso significa? Cada quilo representa cerca de 75 latinhas, ou seja, aproximadamente 150 mil unidades fora das ruas. O projeto iniciou com os alunos que fazem parte do Conselho Mirim - grupo que já desenvolve ações desde 2013 - com idade de 6 a 10 anos, e buscam trazer novas ideias e melhorias ao ambiente escolar. A partir desses trabalhos, buscaram, de alguma forma, realizar uma inclusão digital, visando uma didática nova. “A gente não sabia o que comprar com as latinhas, aí surgiu a ideia de comprar tablets”, explica a representante do Conselho Mirim, R. S., 10 anos. As aulas são preparadas pelos professores e cada um deles utilizam os aparelhos, seja pelo uso de aplicativos como o Kahoot, vídeos interativos no Youtube ou si-
O tablet vem como complemento de toda ação da escola, que já é bem focada na questão de proporcionar para os alunos uma educação de qualidade. Ele é uma ramificação de tudo o que a gente faz
Uma tabela para acompanhar o progresso da coleta de latinhas e a compra dos tablets foi criada pela escola.
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POUCO DE EQUILÍBRIO A tecnologia se mostrou capaz de modificar todo o status global, mudar nossas rotinas, melhorar as mais diversas áreas e setores, além de contribuir para a qualidade de vida dos seres humanos, como também, a preservação ecológica. No ensino educacional, observamos como essa mudança agregou para todos os integrantes do ambiente escolar. E assim como qualquer outro processo de transição, algumas reflexões não poderiam ficar de fora. Há uma grande chance de você ter ouvido, ou até mesmo ter falado, sobre como as crianças de hoje são mais experts no uso de alguns dispositivos do que os adultos. Isso pode até ter uma porcentagem de verdade, mas depende muito do ponto de vista. “Existe um mito de que essas crianças já nasceram sabendo usar a tecnologia, mas não. O que elas sabem é brincar com joguinhos e isso não é conhecer o mundo digital. Não sabem pesquisar uma palavra-chave, montar uma apresentação, citar fontes nem onde encontrá-las”, afirma Aline. Os aparelhos mais modernos e avançados não têm o poder de transformação sem orientação
É muito subjetivo dizer que a ferramenta melhora o aprendizado, pois ela é apenas um meio para potencializar o que o aluno já tem. A minha fala é sempre: o professor precisa ter um propósito, além de entender a necessidade do aluno. Não é a tecnologia que revoluciona a educação, são os educadores. - Aline Gomes, Especialista em Tecnologia da Educação
e preparo daqueles que os utilizam. Aliás, o acervo tecnológico, muitas vezes, serve como ferramenta para a disseminação da má conduta, assim como para o preconceito, a difamação e discriminação. “O meu papel é fazer elas entenderem como lidar nesse mundo, porque as crianças têm um comportamento online diferente da realidade. O uso de linguagem indevida nas redes sociais, o ciberbullying e tudo o que você não falaria pessoalmente feito como se não tivesse punição são exemplos disso”, complementa Aline. As escolas, não apenas como disseminadoras de conteúdos básicos, possuem também o papel de transformação social, de orientação para formação de cidadãos, além da relevância para o desenvolvimento e progresso de um país. A tecnologia entra nesse contexto como uma aliada para alcançar esse propósito. Porém, mesmo que ela facilite alguns processos, ainda é um meio que pode ou não se adequar aos seus usuários. “É muito subjetivo dizer que a ferramenta melhora o aprendizado, pois ela é apenas um meio para potencializar o que o aluno já
tem. A minha fala é sempre: o professor precisa ter um propósito, além de entender a necessidade do aluno. Não é a tecnologia que revoluciona a educação, são os educadores”, finaliza Gomes. Atualmente, mesmo com todas essas mudanças, não é uma competição entre a escola raiz versus a escola nutella. O ensino educacional mantém seus princípios e propósitos com a aprendizagem das crianças e jovens e como reafirmação disso, as instituições estão passando por uma revolução, aderindo a aparelhos, modificando didáticas e políticas, antes ditas como base, para acompanhar a modernização e os anseios das novas gerações. As tecnologias chegaram para agregar na educação, não só no Brasil, mas em todo o mundo. A grande sacada é que as escolas compreendam o propósito da tecnologia inserida dentro de uma sala de aula: se tornar uma ferramenta invisível, que está ali para ser um complemento sem interferir no foco do aluno e utilizada apenas para objetivos pedagógicos. Uma vez que isso acontece, sem tempo para retrocessos, irmão.
Conexão de bolhas PLUGUE-SE PLUGUE-SE || 15 15
POR LEONARDO LIRA
Empresa cria equipamento com ampla cobertura e possibilita uma melhora na comunicação pública
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roblemas de conectividade ficaram evidentes no Brasil, especialmente quando o país não atingiu uma boa posição no ranking mundial de internet 4G – e piorou recentemente segundo resultado do mais recente relatório da empresa OpenSignal. Apesar de a pesquisa revelar que o território nacional fica em 52° lugar no ranking de velocidade de redes, é possível notar esse fraco desempenho de conexão em situações cotidianas. Quem nunca sofreu com as oscilações do 4G ao entrar no vagão do metrô e só conseguiu responder o @ quando conseguiu sinal? Para resolver esses problemas ligados à conectividade, empresas multinacionais do ramo de telecomunicação procuram desenvolver soluções para resolver esses obstáculos. Durante a edição de 2019 da Latin America Aerospace and Defence (LAAD), a maior Feira de Segurança e Defesa Pessoal da América Latina, realizada no Rio de Janeiro, a Motorola Solutions, que desde 2011 é uma divisão da marca Motorola, divulgou o seu mais novo lançamento: o LTE Tático. Conhecido como uma espécie de “bolha” 4G, o equipamento é capaz de criar uma cobertura mais enfática, dedicada especificamente à segurança pública. cresceu gradativamente no setor de radiocomunicação e investimentos tecnológicos. A Paraíba, por exemplo, vem tendo o auxílio do equipamento que já está em funcionamento no Estado, reforçando o contato instantâneo
FOTO: LEONARDO LIRA
Modelo do LTE Tático apresentado durante a LAAD 2019. entre as forças de Segurança com outras bases, complementando a comunicação de voz com dados e conteúdos de multimídia. Para entendermos melhor a funcionalidade deste dispositivo, vamos usar a imaginação e nos teletransportamos para um show, onde haveriam milhares de pessoas. Muita gente, certo? E como funcionaria a comunicação de todos os funcionários ali presentes caso falte, por exemplo, algum alimento na lanchonete daquele local ou algum espectador passasse mal e necessitasse de atendimento médico? De imediato, o contato entre os colaboradores poderia ser feito através de aparelhos celulares, mas, algumas intervenções aconteceriam, impossibilitando a comunicação entre eles. Com tanta gente conectada usando
os dados móveis de forma simultânea naquele mesmo ambiente, essa troca de informações falharia, sem dúvidas alguma. É nesse instante que o LTE Tático entra em ação, reforçando a conexão, permitindo uma comunicação mais ágil entre os funcionários, além de transferir dados confidenciais e criptografados de alta segurança para a central de escolta responsável por esse evento – que é a Segurança Pública (Polícia Militar de São Paulo). De quatro a cinco equipamentos são distribuídos ao redor de todo o estádio, sendo eles interligados e conectados entre si, com sinais disparados diretamente aos rádios de comunicação. Dessa maneira não haverá preocupações e você poderá curtir o show do seu artista preferido em total segurança. Let’s enjoy in!
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PRÓXIMA PARADA:
ESTAÇÃO PARAÍSO DOS ROBÔS POR GABRIELA FREITAS, LARISSA BENTO E JÉSSICA CRISTINA
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á parou para pensar como os carros mudaram em tão pouco tempo? Com tantas evoluções no processo de locomoção da sociedade, o meio automotivo foi um dos mais modificados, se tornando cada vez mais modernos através da implantação de soluções tecnológicas. No decorrer de décadas, foi considerado o xodozinho dos brasileiros, uma vez que muitos pais mantinham a tradição de repassarem seus carros para os filhos. Para ter uma noção dessa paixão, o Brasil produziu cerca de 2,5 milhões de unidades em 2018, ficando na 5° colocação do Ranking Mundial, conforme pesquisa realizada pela Federação Nacional Distribuição Veículos Automotores (FENABRAVE). Apesar desse alto consumo, devido às crises financeiras do país
nos últimos anos, o mercado tem sofrido déficits em sua produção. “Deu uma queda, principalmente por conta da crise. As vendas que aconteceram em 2012 não são as mesmas que temos hoje. Todas as montadoras perderam um pouco de mercado na América do Sul”, comenta o engenheiro de processos da Volkswagen, Gabriel Dutra. Um dos principais problemas destacados pelos produtores para aumentar as vendas no Brasil é a quantidade de impostos e a mão de obra com preço um pouco elevado, quando comparado aos outros países. “A cadeia de impostos aqui é muito alta, então você paga 30% na venda de um carro e ainda agrega a esse valor os custos de produção, chegando a quase 70% nos preços dos veículos”, comenta Hernane Faria, que trabalhou
durante dez anos como gerente de Marketing e Produto na Volvo Cars. No intuito de manter o mercado aquecido, as indústrias automotivas procuraram se destacar em inovação com a criação de designs diferenciados, investimentos em equipamentos que otimizam o tempo de produção, implantação de potências nos motores e acessórios eficientes. Para gerar mais conforto ao público, muitos fabricantes estão reestruturando seus modelos como uma estratégia de conquistar novos nichos. As empresas perceberam, por exemplo, que os jovens da geração Z estão mais conectados à tecnologia e, por isso, atribuíram, em todas as categorias de veículos, sistemas de espelhamentos dos aparelhos eletrônicos.
PLUGUE-SE | 17 “Hoje, as multinacionais, como Volvo e BMW, são referências no mercado. Já na esfera nacional, nos últimos três ou quatro anos, a GM e a Ford, até por atacarem o público jovem, começaram a usar muita tecnologia, especialmente na área de multimídia, como o painel digital, que faz o pareamento com o celular, evoluindo a tela para touchscreen. Mas todos hoje buscam sempre estar inovando’’, relata Faria. Esse setor da economia se enquadra no sistema oligopólio, em que uma empresa dominante controla os seus concorrentes. Ficou confuso? Vamos pensar no seguinte esquema: a FIAT, que comprou recentemente a Jeep e Renault, está alinhada ao grupo da Chrysler. Essa fusão pode resultar no terceiro maior grupo do ramo que, para o mercado, significa a venda anual de 8,7 milhões de veículos.
MOTORISTA INVISÍVEL Focadas em reduzir os custos e o tempo de produção, as grandes marcas trouxeram suas fábricas e se distribuíram em ambiente nacional, até pela facilidade nas barreiras de entradas. Essas empresas vêm se tornando cada vez mais robotizadas, exigindo uma mão de obra cada vez mais qualificada e especializada para o ramo. “A nova plataforma do carro, que auxilia na montagem como Legos, reduz o tempo de produção e custos com ferramentas. Também trocamos mão de obra por robôs. Antes, tínhamos o KuKa e agora o Fanuc, um modelo japonês que aumenta a velocidade da produção”, explica Dutra. Desta forma, o processo de fabricação “carroceria, motor e acessórios” possui alta engenharia na composição do veículo. Além de toda a parte visual, os fornecedores estão investindo em comodidade e segurança. “Os carros de luxo estão cada vez mais
seguros, contendo sistemas de trações, menores cilindradas dos motores, além de detectores de pedestres, sensores de rés e sinalizações de placas. Sem contar a novidade do momento que a Volvo Cars lançou recentemente: o carro autônomo’’, completa Faria. Esses carros autônomos serão uma grande aposta para o futuro. A Volvo Cars pretende ter um terço das vendas, até 2025, focada nesses modelos que podem atingir um valor no mercado de US$ 285 bilhões até 2030 - isso representa um aumento de oito vezes. Mas, como nem tudo são flores, a questão de segurança desses veículos ainda coloca em risco a confiança dos usuários. Isso porque, após um acidente envolvendo um carro teste do Uber no Arizona, Estados Unidos, que teve uma vítima por atropelamento, as empresas sentiram a necessidade de trabalhar mais no desenvolvimentos desses automóveis.
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VIAJE COM OS APPS Não foram apenas as fabricantes que aproveitaram a tecnologia para melhorar a experiência do consumidor. Nos últimos anos, diversas startups criaram alternativas para oferecer praticidade aos usuários, como é o caso dos aplicativos de transporte privado. Vários questionamentos podem trazer ao mercado automobilístico a influência dos motoristas autônomos, uma vez que muitos indivíduos estão incorporando essas plataformas cada vez mais em sua rotina, seja para se locomover até o trabalho, a faculdade ou para voltar de uma saída com os amigos. “Hoje muitas empresas estão buscando carros autônomos, ou seja, alinhar esses modelos a um aplicativo que acione um carro que não tenha nenhum motorista. Isso quer dizer que, unindo essas duas tecnologias, os usuários terão acesso a um serviço que oferece comodidade por um preço reduzido”, diz Hernane. É possível que em um futuro próximo, tirar uma carteira de motorista se torne desnecessário - nos Estados Unidos, na cidade de Phoenix, por exemplo, foi anunciada, no
início do mês de maio deste ano, a existência de protótipos de carros manobrados sem a interferência humana, desenvolvidos pela empresa Waymo. A criação da plataforma que dispensará condutores, Lyft, futura concorrente da Uber, tem uma perspectiva de chegar a US$ 26 bilhões no valor de mercado e espera um retorno positivo no seu faturamento após abrir capital na bolsa. Os veículos utilizados pela Lyft são carros elétricos, ou seja, movidos a baterias recarregáveis. Um estudo científico publicado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de Munique comprova que esses modelos poluem mais em relação aos abastecidos a diesel. “Seria legal se a gente conseguisse produzir e armazenar energia de forma limpa. Porém, o custo é caro, pois ela é radioativa e você precisa de um aterro apropriado”, ressalta o engenheiro da Volkswagen. Os desafios desse setor serão unir os próximos estilos de vida com as novas tendências dos meios de transporte alinhados à sustentabilidade. Toda essa praticidade não
pode substituir os seres humanos, pois os sistemas robotizados nunca terão a sensibilidade para escapar das situações diárias de maneira ágil, já que agem sob o comando de computadores e a falha desses equipamentos pode ser fatal. É necessário, antes da aplicação nas ruas, passarem por mais testes. Além disso, problemas com a questão ambiental gera preocupação sobre os descartes das baterias, sendo necessário o desenvolvimento de energia limpa e sustentável para a locomoção desses veículos. Mas e aí leitor, depois dessa aula futurista, já se imaginou vivendo nessa realidade? FOTO: PIXABAY
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E
O FUTURO JÁ COMEÇOU
aí, devoradores tecnológicos, já assistiram ao recente lançamento original da Netflix? A frase ao lado é um grande destaque logo no início do filme. Ambientado nos dias atuais, o filme “A Gente Se Vê Ontem” retrata a vida e cotidiano de dois jovens – Claudette ‘CJ’ e Sebastian – que moram no bairro de Flatbush, Brooklyn, Nova York. Essa produção da Netflix traz nomes de peso não apenas no campo da atuação, mas também, na direção, com Stefon Bristol e o fera do Spike Lee (Infiltrado na Klan). Nem precisamos duvidar da qualidade impressa aqui, pois o cara, recentemente, ganhou um Oscar e foi ovacionado por todos aqueles que estavam na plateia, enquanto realizava o seu discurso de agradecimento. Bem, voltemos ao foco, que é o filme! Como não é de se espantar, quando há o olhar do Lee por trás das lentes, questões raciais são abordadas em 1h02 de filme, nos trazendo a reflexão de que o preconceito ainda é constante não só nas ruas de NY, mas como em qualquer outro lugar do mundo. A misoginia também é um assunto abordado nos primeiros minutos da película. A grande jogada é mostrar dois alunos hiper talentosos, que estão no dia 25 de junho de 2019 e estão dispostos a voltar ao dia anterior, tudo isso por meio de duas mochilas que possuem em suas composições moléculas, prótons, entre outros equipamentos fundamentais para que o experimento dê certo. Vale ressaltar que eles trabalham em uma assistência técnica chamada “Orange”, realizando o conserto de celulares, tablets
POR LEONARDO LIRA
e notebooks - isso já mostra o amor deles por toda e qualquer tecnologia existente. As aventuras são hilárias e preparem-se para vários loopings acontecerem. É claro, há momentos mais delicados na qual mostra que o passado jamais poderá ser reversível, quer a gente queira ou não. Qualquer semelhança com filmes como “De Volta Pro Futuro” ou “Uma Odisséia No Espaço”- esse último citado no filme não são meras coincidências. Não tenha medo de dizer, após assistir, que ele é uma versão mais entusiasmada em relação aos outros dois citados anteriormente. Ele envolve tudo, desde questões sentimentais à lutas por reconhecimentos, sejam eles pessoais ou sociais - como uma cena em que CJ e Sebastian almejam conquistar bolsas de estudos em Harvard, por exemplo. O final pode parecer confuso e vazio, mas é perceptível que a trama não teria fôlego para continuar por mais alguns minutos ou por mais uma hora. O desfecho deveria ser mais trabalhado. No quesito atuação, há química entre a CJ e Sebastian, mas nada tão surpreendente, ainda por serem atores jovens e que ainda não tiveram um blockbuster no currículo para receberem grande visibilidade. Ele pode não se tornar um filme cult com o passar dos anos, porém, dentre os recentes lançamentos sobre temas cibernéticos e experimentais, ele, sem dúvidas, detém agora o troféu do primeiro lugar e pode servir como referência para futuros cientistas - e também admiradores.
NOTA
FICHA TÉCNICA Filme: A Gente Se Vê Ontem (See You Yesterday) Direção: Stefon Bristol Produção: Spike Lee Roteiro: Stefon Bristol e Fredrica Bailey Elenco: Eden Duncan-Smith, Danté Crichlow, Marsha Stephanie Blake
“SE VIAJAR NO TEMPO FOSSE POSSÍVEL, SERIA O MAIOR ENIGMA FILOSÓFICO E ÉTICO DA ERA MODERNA”
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POR LEONARDO LIRA