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Revista - ComuniQ

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| EXPEDIENTE

EDITORIAL Caro leitor, Muitos acham que o termo comunicar remete somente à escrita. Sim, é a principal forma de transcrever tudo aquilo que está dentro do seu interior e da sua mente. Porém, a mensagem que você quer passar - para algum público específico ou com alguma finalidade - também possui outras vertentes além da escrita e oralidade, como já conhecemos. Pensamos, atenciosamente, em matérias para você que já é um comunicólogo, ou que está pensando em ingressar na área, mas ainda está receoso e não sabe exatamente o que irá encontrar nesse universo amplo e fascinante conhecido como comunicação. O que se passa e como funciona uma transmissão ao vivo de um programa, em uma emissora de rádio? Fizemos essa visita nos estúdios da Rádio Mix, em São Paulo, para mostrarmos a magia por trás das ondas sonoras do seu aparelho de som. Já pensou que um um livro de poemas pode passar muito mais do que simples palavras, mas sim, fazer com que você possa viajar o mundo com as emoções ali escritas, sem necessariamente precisar comprar passagens aéreas e realizar translados para algum outro país? No campo publicitário vamos mostrar a entrevista que fizemos com Ângelo Vieira - diretor publicitário da Farmarcas, como também um artigo de opinião sobre a publicidade de uma funerária que lida com a morte de maneira cômica, atraindo grande destaque nas redes sociais, com pessoas de todo território nacional.

Jéssica Cristina RA: 3017201635 Jornalismo Redatora

Larissa Ardenghi RA: 3017202958 Jornalismo Redatora e Fotógrafa

Larissa Bento RA: 3017108640 Jornalismo Redatora Chefe

Leonardo Lira RA: 3017201334 Jornalismo Diretor de Arte e Fotografia e Redator

Rafaela Fernandes RA: 3007201769 Publicidade e Propaganda Diretora de Criação e Publicidade e Redatora

Um jornalista deve gostar de publicidade e entender de fotografia, assim como um publicitário deve gostar de fotografia e estar atento ao jornalismo. Todos têm de render trabalhando em equipe e cada vez mais interagir com os avanços tecnológicos que nos cercam com o passar dos anos, com um único intuito: informar. Um abraço, Equipe ComuniQ

Uninove Campus Vila Prudente Turma A - Sala 326 - Noturno

AGÊNCIA ID

Professores orientadores: Adriano Miranda Cláudio Henrique Maurício Mattos COMUNIQ | 3


05 | ARTIGO DE OPINIÃO

Existe um limite para a forma que as marcas realizam sua publicidade?

FOTO: LARISSA ARDENGHI

SUMÁ RIO

06 | JORNALISMO ESPORTIVO

Aprenda mais sobre o que é preciso para se dar bem nessa área tão disputada do Jornalismo!

FOTO: LEONARDO LIRA

07 | UM MIX DE COMUNICAÇÃO

Leia a entrevista exclusiva concedida pela jornalista Karina Andrade e pelo radialista Diego Barone, e descubra como um programa de rádio é realizado!

11 | ENTREVISTA

Ângelo Viera, diretor publicitário da empresa Farmarcas, conta um pouco sobre como é trabalhar no varejo farmacêutico.

13 | REPORTAGEM

Saiba tudo sobre o lançamento do livro #ME.

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14 | INFOGRÁFICO

Saiba quais são os 7 passos da produção literária.


ARTIGO DE OPINIÃO

O LIMITE DOS LIMITES: A LINHA TORTA QUE DIVIDE O SUCESSO DO PROCESSO. POR RAFAELA FERNANDES

IMAGEM CEDIDA PELO CJFLESH

Com o avanço das redes sociais, que hoje vão muito além de socializar, as campanhas publicitárias precisaram evoluir e se adequar de forma rápida para atrair os consumidores. Uma ação publicitária em especial vem ganhando destaque, recentemente, nas redes sociais. O Cemitério Jardim da Ressureição, localizado em Teresina, no Piauí, costumava utilizar sua página no Facebook para compartilhar posts motivacionais e mensagens reflexivas. Porém, com o feedback baixo, o cemitério decidiu mudar sua estratégia de postagens. “Brincar com a morte”, através de memes, foi a maneira inusitada que a agência de publicidade CFLESH, encontrou para reposicionar a página. “O primeiro post que ganhou uma repercussão nacional, sendo citado em alguns blogs e sites especializados, foi o Purpurina, de 26/01/15. Ele fazia menção à aprovação do casamento gay nos EUA.”, contou Cyntia, sócia do CJFLESH, em entrevista por e-mail. Ilustrar a morte, que costuma causar tanta dor e sofrimento, de forma cômica, com certeza, foi uma estratégia arriscada da agência. “No começo, sim, ficávamos receosos com todo conteúdo que fazíamos. Mas hoje é mais tranquilo porque já conhecemos melhor o público, sabemos o que eles gostam e o que querem ver, até onde ir.”, explicou Cyntia. A publicidade também vem quebrando barreiras nesse sentido. A mensagem transmitida através

de uma propaganda, além de refletir a personalidade de seu consumidor, traz novos questionamentos para que diferentes conceitos sejam transmitidos. “Hoje em dia não cabe mais mensagens ofensivas, que promovam o preconceito e a discriminação. Se você fizer isso nas redes sociais, vai perder seguidores e ser questionado. As pessoas estão mais conscientes e atentas.” – Continua Cyntia. É nítido que com a velocidade de informações e a resposta quase que imediata dos consumidores, a famosa “polêmica” vem ganhando força. Estamos em uma fase vital da comunicação, em que não existem limites para as ideias, embora elas precisem deles para que o público não se sinta ofendido. Um dos exemplos disso foram as campanhas realizadas pela Almap BBDO, para a C&A (2016), enfatizando a liberdade de gêneros – assunto que irritou muitos religiosos, entre eles, a cantora gospel Ana Paula Valadão que tentou fazer uma campanha de boicote à marca.

Polêmicas vendem, ofendem ou são uma junção de ambos os fatores que levam à divulgação e vários processos. Não existe uma “receita” para criar um case de sucesso – o famoso clichê “pensar fora da caixa”, na verdade, nos faz pensar o que é essa caixa. Ela está dentro da minha cabeça? Ela significa parar de seguir os padrões de comportamento sociais? Seria ela a própria caixa de Pandora? Vivemos um tempo em que tudo o que é comunicado é questionado, todas as palavras parecem ter duplo e triplo sentido, as pessoas podem chegar diretamente às mídias e dizer como se sentem em relação ao que foi publicado. E essa tendência cresce junto com os desafios de criação, entre eles, a rapidez necessária para criar o que é postado diariamente nas redes sociais, o chamado de real timing. A comunicação está em constante mudança e ter a reação direta e imediata dos consumidores, em relação ao que é propagado, é de extrema importância para essas transformações. Acredito que essa interação só traga benefícios futuros, até mesmo porque o target está ali funcionando como um termômetro preciso para que ajustes sejam feitos quase que imediatamente, mesmo que nem sempre seja possível.

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COLUNA

FAÇA DA SUA CARREIRA A PRIMEIRA PÁGINA POR JÉSSICA CRISTINA Já imaginou fazer a cobertura de um grande evento, como a final de uma Copa do Mundo? Estar em grandes premiações do esporte como os Jogos Olímpicos? Pois então, o Jornalismo Esportivo pode te levar a presenciar grandes momentos como estes. Vivemos em um país no qual existe uma influência em várias modalidades esportivas. É claro que, em qualquer lugar do mundo, quando citamos o Brasil, se faz uma associação muito grande ao futebol – este que constitui um mercado que movimenta milhões e consagra grandes profissionais. Entretanto, podemos citar, por exemplo, outras categorias esportivas que também nos trouxeram títulos de campeões olímpicos e nos tornaram temidos pelos demais países, como a natação e o vôlei. Muitos estudantes de comunicação possuem uma grande paixão pelo esporte, e não sabem como conciliar esta paixão à sua profissão. Por isso, reunimos algumas informações para que você conheça mais sobre essa área.

O que é o Jornalismo Esportivo? O Jornalismo Esportivo é uma especialização do jornalismo, na qual profissionais trabalham com notícias relacionadas ao esporte. Como se tornar um Jornalista Esportivo? Como não existe uma graduação específica, as pessoas formadas em áreas relacionadas à área da saúde, comunicação e esporte podem complementar seu conhecimento através de uma pós-graduação em jornalismo esportivo, aprimorando seus estudos para a categoria desejada, se tornando assim um profissional mais qualificado Como se destacar? Um bom jornalista, independente da especialidade, precisa estar atualizado e ter muito conhecimento sobre a área que ele for trabalhar. No caso do profissional esportivo, é ideal que conheça fatos históricos, curiosidades, evoluções e tenha bons contatos para alcançar todas as informações necessárias para o seu trabalho.

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Áreas de atuação Trata-se de uma área muito extensa, pois tem início na redação, passando pela narração, edição, assessores de imprensa, fotojornalistas, cinegrafistas, especialistas em conteúdo para as redes sociais, produtores, documentaristas, comentaristas, correspondentes internacionais, entre outros. Principais Pautas As principais pautas estão relacionadas às instituições que geram produtos e fatos (comitês olímpicos, federações esportivas, clubes e torcidas); políticas públicas (Ministério do Esporte e Secretaria do esporte); cobertura de eventos (jogos olímpicos, copa do mundo dentre outros campeonatos); dia a dia do setor esportivo com suas mudanças e atualizações diárias. A primeira capa é a porta de entrada dos leitores em uma revista. Desta forma, o profissional deverá associar sua paixão pelo esporte com a Comunicação Social, adquirindo uma capacidade de exploração de informações, prendendo a atenção de seu público ao assunto, para ganhar chances de chegar às matérias principais. FOTO: LEONARDO LIRA


MATÉRIA DE CAPA

UM MIX DE COMUNICAÇÃO POR LARISSA BENTO E LEONARDO LIRA

FOTO: LEONARDO LIRA

V

ocê liga o rádio na sua estação favorita, se apaixona mais uma vez pela voz do(a) locutor(a), ri das piadas, canta as músicas escolhidas, se informa e debate sobre determinado assunto – tudo isso em, geralmente, uma horinha do dia. Mas já parou pra pensar na trabalho que organizar um programa assim deve dar? Ser criativo e atualizado para criar pautas diferenciadas, se preocupar em não falar nada precipitado e ter jogo de cintura suficiente quando algum imprevisto acontece são alguns dos requisitos que trabalhar nessa área pede. Pensando nisso, nós fomos em busca de profissionais que pudessem nos explicar melhor como esse mundo movido à frequências funciona. Karina Andrade e Diego Barone foram os escolhidos para nos contar um pouquinho sobre o dia-a-dia de uma jornalista e um radialista, res-

pectivamente. Essa dupla dinâmica é responsável por dar vida ao Mix Tudo – um programa da Rádio Mix, que vai ao ar de segunda a sexta, à partir das 20h. Nossa visita ao estúdio aconteceu no dia 20 de outubro, por volta das 19h50. Nós entramos na sala, que a magia acontece, e logo vimos Diego atrás da mesa de som, com seus inseparáveis fones de ouvido, e Karina sentada numa cadeira próxima à ele, tomando conta das redes sociais e checando a pauta. O tema daquela sexta-feira era #AmorNoMixTudo, em comemoração ao dia do poeta. O programa aconteceu como de costume, e no final os dois toparam bater um papo com a gente. Ficou curioso pra saber o que conversamos? É só virar a página!

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K A R I N A

A N D R A D E

Quando você decidiu que queria ser jornalista? Eu sempre gostei muito de ler e escrever, então eu falava pra minha mãe que eu queria uma profissão que desse pra fazer isso. Com 11 anos de idade, eu resolvi criar um jornalzinho do quintal. Eu pegava uma folha de almaço e escrevia as coisas que iam acontecendo na rua, tipo “o cachorro da tia Neide sumiu”. Depois, eu tirava cópias no papel carbono e passava por debaixo da porta dos vizinhos. Eu tinha na minha cabeça que eu queria tratar de vários assuntos. A partir daí eu percebi que eu queria passar as notícias.

Além de diretora do Mix Tudo, você também faz parte da editoria da rádio. Como é a sua rotina como jornalista? Uma das melhores partes de fazer jornalismo, é que não existe rotina. Como aconteceu nessa semana, eu tava voltando pra casa depois de um programa do Mix Tudo e o meu chefe me chamou e disse assim “olha eu tô fechando uma entrevista com o Bono, provavelmente amanhã cedo”. As notícias elas são e surgem assim. Não tem rotina e é meio maluquice, mas essa é a melhor parte.

Quais dicas você daria para os estudantes que pretendem ingressar na área da comunicação? Primeiro, você tem que amar muito o que você faz. A gente sabe que comunicação não dá dinheiro. Tá, mas por causa disso nós vamos ser mau profissionais? Muito pelo contrário, a gente vai se especializar cada vez mais. Então, se eu pudesse dar um conselho seria para que nunca parem de estudar e se especializarem o máximo que puderem. Se torne o melhor professional que você puder, independente se a profissão não é valorizada ou se você vai perder feriados, porque você vai colher os frutos lá na frente.

Estudos dizem, que no futuro, a comunicação será desempenhada somente pela tecnologia. Qual a sua opinião sobre isso? Existem sim estudos de inteligência artificial na produção de matérias, mas a comunicação, no geral, tem um negócio que tecnologia nenhuma vai conseguir criar, que é a subjetividade e a experiência de vida de cada um. Não tem como. É lógico que a comunicação vai mudar, porém eu acho que o que vai mudar é a forma como você consume a informação e como ela será entregue à você. Mas não que ela vai ser substituída pelas máquinas. COMUNIQ | 8


Em qual momento da sua vida você decidiu que queria ser radialista? Desde criança eu sabia, mas eu realmente não entendia nada disso. Eu me apresentava na frente do espelho, chamava o meu irmão para ser a minha cobaia. Fazia shows de mágicas para a família e até mesmo imitações de algumas pessoas famosas. O que eu sempre gostei foi de entreter as pessoas e eu, desde pequeno, sou apaixonado por rádio e andava para todos os lados com o meu walkman.

D I E G O

B A R O N E

Fale um pouco a respeito da sua função e como teve início a sua carreira. Meu primeiro estágio foi na Rádio Transamérica. Outros estagiários e pessoas contratadas perguntavam o que eu gostaria de ser lá. De imediato, respondia: “Eu quero ser locutor”. Três pessoas diziam que eu jamais seria locutor. Não só fui locutor de lá, como fiquei por quatro anos e fiz todos os horários de lá. Estou na Mix há pouco mais de cinco anos.

De qual forma são elaboradas as pautas? São as ideias verdes de uma cabeça madura ou, são as ideias maduras de uma cabeça verde (risos). Muitas vezes os assuntos surgem do nada – alguém fala alguma besteira durante uma conversa aleatória.

O que esperar da área da comunicação e quais as suas dicas? Ame muito aquilo que você faz. Vocês podem ser o que quiserem e jamais aceitem o não de pessoas menores e que acham que podem falar o que bem entenderem. O talento sempre vence, o esforço sempre vence e a dedicação sempre vence. Pensem fora da caixa e principalmente fora da bolha. Foco e estudo também fazem parte dessa jornada.

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FOTO: LEONARDO LIRA

COMO TUDO COMEÇOU... O Mix Tudo - que completou dois anos em junho - surgiu de uma forma inesperada. O diretor artístico, Marcos Vicca, sentiu que a emissora não tinha um programa que falasse com o público e, até então, a programação consistia apenas em músicas, vinhetas e comerciais. Por ser locutor, Diego foi o primeiro a ser escalado para conduzir o programa, e logo de cara avisado de que o faria sozinho. Após um tempo, Caco de Castro passou a integrar a equipe, com toda a sua versatilidade e carisma que adquiriu ao apresentar o No Break, na Mix TV. Karina, por sua vez, trabalhava apenas na parte do editorial da rádio, selecionando entrevistas, fazendo pautas para o programa e lendo comentários e tweets. Aos poucos, foi fazendo pequenas participações ao vivo e chamando a atenção de toda a equipe. Durante esse período, o todo poderoso (apelido que os apresentadores deram ao Vicca) a elegeu diretora do Mix Tudo. O programa já estava no ar sendo comandado pelos três, porém não tinha um nome definido. Então foi aberta uma votação para que os ouvintes ajudassem com a escolha, que resultou no atual nome do programa. “Os ouvintes disseram que, por falarmos de inúmeros assuntos, seja de música, filmes, questões políticas e histórias cotidianas, o nome do programa deveria ser Mix Tudo”,

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relatou Karina. Em relação às pautas, Diego nos disse que não há uma receita pronta e que os assuntos surgem de várias maneiras – seja de forma aleatória, alguma besteira que foi dita entre eles ou por conversas no grupo do Mix Tudo, no WhatsApp. Porém, quando o tema é escolhido a partir de alguma data comemorativa, eles precisam interligar as músicas e os convidados com a pauta central daquele dia. Quando perguntamos se já teve algum assunto que tenha causado desconforto, tanto aos convidados quanto aos ouvintes, eles nos disseram que não. No entanto, para que não ocorra tal eventualidade, eles se preocupam em serem cuidadosos na forma que vão falar e o que vão ler – por isso uma seleção dos tweets, antes de serem lidos. Eles apenas mostram o fato, sem se posicionar, e deixam que

o público tirem as suas próprias conclusões. Por ser um programa ao vivo, imprevistos sempre acontecem como a vez que o microfone deu pane minutos antes de entrarem ao vivo e o áudio não estava tendo retorno. Diego comentou que ao invés de entrarem em pânico, eles brincam com o ocorrido diretamente com os ouvintes e até tiram sarro entre eles. As dificuldades também ocorrem quando algum convidado não está, provavelmente, em um dia bom ou fala pouco, usando respostas curtas, evitando interatividade, fazendo com que tentem, de alguma forma, quebrarem o gelo e trazê-lo mais ainda para dentro das duas horas em que o Mix Tudo está no ar.


COMUNIQ COM Ângelo Vieira POR RAFAELA FERNANDES

ENTREVISTA

FOTO: LEONARDO LIRA

Trabalhar com publicidade é ter um campo vasto em diversos segmentos, afinal, já diz o velho ditado: A propaganda é a alma do negócio. Partindo desse princípio, convidamos Ângelo Vieira – diretor publicitário da empresa Farmarcas, que administra agrupamentos farmacêuticos e redes associativas vinculadas a Febrafar – para um bate papo sobre comunicação.

Nos fale um pouco sobre a sua carreira: como você começou a trabalhar com publicidade na área farmacêutica? Sou formado em administração de empresas, mas a minha carreira vinculada à publicidade começou na minha adolescência, quando eu comecei a trabalhar na empresa de um amigo, com silk screen. Foi aí que eu comecei a entender um pouco mais sobre marcas e publicidade, ainda que de uma maneira amadora, e me interessei pelo assunto. Eu comecei a cursar Publicidade e Propaganda, porém, por questões adversas, não concluí o curso. Depois comecei a trabalhar em uma rede de farmácias chamada Drogal - no interior de São Paulo. Me aproximei de Oswaldo, gerente de marketing da rede, e com o tempo, começamos a pensar que tudo aquilo que era feito para a rede, podia ser feito para outras redes. Alguns anos depois, ele se desligou da Drogal, com a intenção de abrir uma agência de publicidade e design, mas ele não tinha nenhuma estrutura para abri-la e nenhum cliente. Fomos convidados para uma reunião com a Rede Farma VIP, em Piracicaba, para eleger o novo presidente. Edison Tamascia, que era um dos fundadores, assumiu o cargo, e, imediatamente decidiu contratar uma agência de publicidade. Como o Oswaldo já o conhecia, nós fomos para essa reunião, e, foi o histórico com a Rede Drogal que abriu essa porta. Estruturamos o escritório, contratamos duas pessoas e montamos a agência O² Propagandas para atender a Farma VIP. A primeira campanha que fizemos foi a do agasalho, que foi veiculada no começo do ano 1999. Ganhamos o ouro regional e viemos representando o interior na ação estadual. Com isso, a agência ga-

nhou visibilidade, e outras redes nos procuraram. A partir daí nos especializamos cada vez mais no marketing farmacêutico.

Como é realizada a publicidade da Farmarcas para adquirir novos associados? O nosso trabalho em si é focado na captação de novos empresários que venham a se vincular nas marcas que são filiadas. Há três anos começamos a estruturação do departamento e cerca de dois anos começamos a fazer, realmente, um trabalho de divulgação mais intenso, porque tínhamos todo um dever de casa a ser feito como construir site, concluir a elaboração do nosso material de comunicação online e off-line, desenvolver os padrões de peças de comunicações que utilizamos. Quando concluímos a comunicação básica, começamos a estruturar os ambientes digitais. Nós selecionamos algumas mídias sociais que iriamos trabalhar e que fizessem sentido com nosso negocio (Instagram, Facebook e LikedIn), além do site oficial da Farmarcas, para dizer o que nós somos

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e o que fazemos. Então, temos todo um trabalho na construção da imagem da empresa no sentido da gente se tornar uma referência na gestão do varejo farmacêutico. No caso das redes, a gente constrói a identidade de cada uma delas, já que temos tipos diferentes: redes que focam em preços, em serviço, etc. – pra cada uma delas, existe uma estratégia de comunicação divergente.

tamanho do evento, o número de stands, a quantidade de participantes, tudo isso já é dimensionado com bastante antecedência.

O Encontro de Associados Farmarcas é considerado o maior evento de varejo farmacêutico do país. Fale um pouco sobre como esse evento é planejado e executado.

Empenho é necessário em qualquer profissão ou objetivo de vida, entretanto, a comunicação é extremamente ampla e possui vertentes. É preciso fazer algo em que se sinta bem. Eu entendo que, muitas vezes na juventude, isso pode ser algo que não está claro na mente das pessoas. A sugestão que eu daria é que a pessoa consiga identificar – a partir de testes de vocacionais – as características que ela tem e se elas são apropriadas para profissão que ela deseja exercer; porque quanto mais cedo conseguir encontrar essa identidade, mais facilmente ela vai se empenhar. O principal é ter múltiplas frentes de absorção de conteúdo, como livros, filmes, relações sociais. O estudo é importante para entender que o curso tem uma regra, uma disciplina, porém a sua própria carreira é uma construção diária.

Não tem uma regra. A premissa básica é criar um evento melhor que o anterior. Antes mesmo do evento do ano acabar, nós nos juntamos com o departamento de marketing, o Édison (presidente) e a agência de eventos que nos auxilia, para pensar em melhorias para o próximo, através de brainstormings, referências de outros eventos e férias que nós participamos. A partir disso, nós escolhemos o tema – o último evento, por exemplo, teve o tema “Realização” – e criamos as atividades em cima dele. A própria estrutura física, o

Qual o conselho que você daria para quem quer trabalhar na área da Comunicação?

FOTO: RAFAELA FERNANDES

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REPORTAGEM

Autora israelense lança seu primeiro livro no Brasil POR LARISSA BENTO E LARISSA ARDENGHI

FOTO: LEONARDO LIRA

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o amor existe – é uma questão de tempo, luta e paciência até que ele venha, mas ele há de vir.

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O(a) escritor(a) é, de certa forma, um comunicador. Qual a sua opinião sobre o papel do escritor na comunicação? Qualquer artista trabalha em se expressar – ou seja, se comunicar com o público. O escritor tem um papel dominante, pois é ele que sabe pôr ordem nos sentimentos e narrá-los, para que os leitores não só se relacionem, mas também aprendam a partir das informações que estão contidas nos livros, independente do gênero.

Por que #ME? O nome inicial do livro era “O amor há de vir”, porque eu decidi que cada página desse livro se tra-

ta da ideia que o amor existe – é uma questão de tempo, luta e paciência até que ele venha, mas ele há de vir. Só que eu não sentia que esse nome refletia o espírito do livro, que é contemporâneo. Precisava de um nome mais comunicativo, mais imediato. A #me é porque cada um se acha aqui, se enxerga aqui – todo mundo sente ou já sentiu o que eu conto.

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FOTO: LEONARDO LIRA

O ser humano, durante toda a sua existência, passa por experiências que o levam a despertar os mais variáveis tipos de sentimentos. Ainda que a maioria acabe trancando esses sentimentos dentro de si próprios, existem aqueles que decidem colocá-los no papel, para quem sabe, com um golpe de coragem, compartilhá-los com outros. E foi isso que a autora israelense Merav Bender de Safdié – ou Vavi, para os mais próximos – resolveu fazer. O dia 26 de outubro foi a data escolhida por Vavi para lançar seu primeiro livro, uma coletânea de poemas e contos que ela têm escrito desde os oito anos de idade, chamado #ME. Com a ideia de seguir o tom intimista transmitido em seus poemas, o evento, que foi realizado na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, recepcionou os amigos, familiares e fãs da autora. Num determinado momento daquela noite, Vavi conduziu seus convidados, que estavam no terceiro andar da livraria, a se sentarem e com sua voz carregada do sotaque israelense, recitou o primeiro conto do livro - Uma Prostituta Se Olhando No Espelho Na Madrugada. Depois de ser aplaudida e elogiada, Meravi iniciou a sessão de autógrafos, e a fila que começou pequena, foi se expandindo a cada minuto. No final do evento, a autora concedeu uma entrevista exclusiva e respondeu algumas perguntas.


FOTO: LEONARDO LIRA


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