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Revista leiasff n.º 32

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Número 32 Janeiro/ Abril 2011

Núcleo de Música 19-02-02

Distribuição Gratuita


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nestaedição: FICHA TÉCNICA Nr. 32 - Janeiro/ Abril 2011

Directora: Doutora Dina Jardim

Coordenação: Gualter Rodrigues Lígia Faria

Revisão:

Conceiçãp Silva Teresa Pereira

Colaboração: Cristina Simões Ecker Sommer Fátima Andrade Fátima Gomes Gilberto Basílio Jorge Paiva JRA Rita Rodrigues Sara Boto Susana Rodrigues Teresa Neves

Aconteceu O Natal do Núcleo de Música

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A Arte de Todos

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Comemorações do Centenério da República

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Alterações Climáticas Causas e Efeitos

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Parabéns Projeto JRA

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A Química é Divertida

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Dias Memoráveis

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Finalistas 2010/ 2011

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Patrocinadores: O Liberal

Impressão: O Liberal, Empresa de Artes Gráficas, Lda Tiragem: 500 exemplares Contactos: Escola Secundária de Francisco Franco Rua João de Deus, 9 9054-527 Funchal esffranco@madeira-edu.pt leiasff@madeira-edu.pt Tlfn. - 291202820 Fax - 291230342

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Opinião AIDAmar, um nome dado por um aluno da Francisco Franco ao novo navio da AIDA cruises

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Em torno do património barroco da cidade do Funchal

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Clonagem - Uma análise crítica

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Visita à exposição “Prolongada à Luz”

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Dom Duardos (e uma ida ao teatro)

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Funchal La Rochelle

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Doutora Dina Jardim Diretora do Conselho Execurivo

É com enorme satisfação que lhe apresentamos mais uma edição da Leia SFF, a revista da comunidade educativa da Escola Secundária de Francisco Franco. Uma vez mais, à semelhança do que tem acontecido com as edições anteriores, em cada página desta publicação, pode-se ver, ler e sentir um pouco da muita dinâmica que faz da ‘Francisco Franco’ uma escola ímpar no contexto educativo regional. Quando falo do dinamismo da escola, refiro-me naturalmente à vitalidade, à energia e à diligência das ‘pedras vivas’ que a constituem: os alunos, os funcionários, os professores. A disponibilidade criadora que cada um coloca ao serviço da comunidade é, de facto, uma marca distintiva desta escola. É a idiossincrasia da ‘Francisco Franco’. É a nossa imagem. Cientes disso, temos pugnado para que este seja um espaço, cada vez mais reconhecido, de competência, de dedicação e de trabalho, temperado com humanismo, tolerância e compreensão. A vitalidade das instituições – hoje mais do que nunca – depende da excelência protagonizada por cada membro que a compõe. Caro leitor, esta edição, que agora tem em mãos, mostra-lhe apenas uma pequena parcela da imensa realidade que nos caracteriza. Apesar de não querer secundarizar nenhuma das temáticas abordadas ao longo destas páginas, porque todas reflectem a escola que somos, há, porém, duas rubricas que gostaria de sublinhar: a Bênção das Capas e os artigos de apreciação crítica dos alunos. A Bênção das Capas é, por excelência, o ponto mais alto da vivência escolar de qualquer estudante do Ensino Secundário. É um momento mágico. Um dia de sonho que também nos contagia. Porque os belos momentos do itinerário da vida devem ficar imortalizados, a Leia SFF deixa-lhe alguns flashes desse dia/noite festivo(a) que os nossos ‘Finalistas’ tão dignamente souberam comemorar. Para eles, em particular, aqui fica o tributo da minha simpatia e gratidão. Gostaria de realçar também a colaboração daqueles que apresentaram textos de opinião. De facto, o exercício da cidadania exige-nos que sejamos leitores críticos e conscienciosos do mundo que nos rodeia. É importante, por isso, que cada um partilhe, escrevendo, a sua opinião. A escrita é um espaço de ‘visão’ de que nunca devemos abdicar: hoje, amanhã, sempre. Continuemos a fazer da Leia SFF um traço de união entre a comunidade educativa da nossa escola.

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O Natal do Núcleo de Música na música, da professora Carmo Marques, ganham asas, revelam-se prendas para amigos músicos, docentes e não docentes, ou com a música no coração, que de longe vêm (con)viver (com) o Natal Madeirense. O nosso natal progride, semanalmente, entre textos, acordes e acertos musicais, entre vozes a várias vozes que se destacam no NM e outras que crescem na aprendizagem animada e reforçada positivamente, entre músicos experientes e outros prontos a aprender mais. Alguns, já nem alunos da escola são. Todos se doam pela causa - cantam, tocam, percutem, dedilham, bamboleiam atentos às pautas sorridentes na exigência dos compassos. Em casa, no carro, algures, o Natal, cedinho, é uma canção dentro de cada um de nós… O nosso natal teve pinheiro decorado com simples e alegre festa. Os instrumentos musicais saíram nervosos dos seus aposentos, engalanados de esperança e coragem para (en)cantar e regressaram à sua humilde casa, então varrida e lavada, pronta para o último, festivo e produtivo encontro do primeiro período (as canções para o Concerto da Amizade, em Fevereiro, foram, aí, seleccionadas). Mas antes receberam, com gratos sorrisos e esquecidos cansaços, o caloroso aplauso da comunidade educativa. Assim nasceu o nosso natal, cresceu, acendeu-se de notas e melodias e, na data prevista, humilde, pronto e agradecido, brilhou, cintilou, na heterogénea sinfonia.

Fátima Gomes Profª de Português

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nosso natal começa em finais de Setembro, integrado no plano anual de actividades do Núcleo de Música da nossa escola, a crescer musicalmente, já ultrapassadas as duas décadas de vida. O plano esboçado para o Concerto de Natal brevemente está pronto, fruto do trabalho sábio e do diálogo entre os professores e os alunos. Torna-se programa e cartaz, dentro e fora do horário curricular. Compõe-se de títulos que se revêem, já outrora interpretados, logo, em arquivo. Compõe-se de outras canções para as quais se buscam as letras e se recriam as músicas. Compõe-se de um saber específico, sensível e amante de músicas universais, adaptadas ao pulsar daqueles que abraçam o NM como uma criança que embalam, educam no amor, no ludismo e nas regras, labutam, sorriem - tudo vale a pena por ela. Entram, então, no repertório, músicos conhecidos ou redescobertos e letras e pautas que nascem do amor pela arte, fruto de um percurso de vida, desde cedo (per)seguido, tornado possível no NM, sonho timidamente concretizado mas aplaudido pelos colegas e pelos alunos, os antigos e os novos que integram o grupo e, depois, na escola, no dia do concerto: 12 de Dezembro de 2010. A partir daí, “O Natal da Gente” e “My Bluesy Christmas”, originais, na escrita e

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A Arte de Todos nardes, correspondente do Diário de Notícias de Lisboa, do jornalista da TSF Nicolau Fernandes e dos professores Teresa Jardim e Carlos Nó, a mesa redonda sensibilizou não só os membros da Academia Francisco Franco como a comunidade educativa em geral para a necessidade de olhar o mundo lá fora com atenção redobrada. Isto porque, sob a aparência banal das coisas, se esconde a arte à espera de ser (re)descoberta por nós, comuns mortais. A Academia Francisco Franco, refira-se, é um projecto coordenado pelas professoras Eker Sommer e Susana Rodrigues que aposta em duas vertentes: por um lado, o apoio aos alunos lusodescendentes e estrangeiros que frequentam a nossa escola; e, por outro, a sensibilização dos discentes em geral para a arte literária através de um espaço de escrita criativa

Eker Sommer Susana Rodrigues Profas de Português

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Academia Francisco Franco promoveu uma mesa redonda sobre “A Arte do Quotidiano”. Tratou-se de uma iniciativa que juntou, na Sala de Sessões da nossa escola, jornalistas, professores e alunos para debater a forma como o quotidiano pode transformar-se em arte. De “Calçada de Carriche”, de António Gedeão, até ao Evangelho Segundo Jesus Cristo, de José Saramago, passando pelo visionamento de imagens do dia a dia que corporizam manifestações artísticas espontâneas, o encontro possibilitou uma profícua troca de opiniões que teve como denominador comum a inegável assumpção de que a arte é realidade e a realidade arte. Contando com as participações de Lília Ber-

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Comemorações do Centenário da República Grupo de História

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Grupo de História da Escola Secundária Francisco Franco associou-se às Comemorações do Centenário da República promovendo um projecto constituído por diversas actividades, nomeadamente uma exposição e várias conferências alusivas ao tema, destinado à comunidade educativa e, particularmente, aos alunos. Enquadrando-se esta problemática na nossa História recente, tem a ela associada um riquíssimo e vasto manancial de informação que, apesar de estimulante, não nos permitiu, por razões óbvias, tratar em detalhe. Assim, seleccionámos e enfatizámos aspectos Fg. 2

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que integram os conteúdos programáticos dos 11.º e 12.º anos de escolaridade, de forma interessante, mas não abdicando do rigor histórico. A viagem pela 1.ª República foi percorrida através de uma mostra de caricaturas da imprensa portuguesa, com uma explicação do contexto histórico a que se refere. O período trabalhado medeia entre as últimas décadas do século XIX e o ano de 1926, fim do sonho da 1.ª República. Neste percurso, destacámos: - o Ultimato Britânico e a questão do Mapa Corde-Rosa (1890), (Fgs 1 e 2); - a Instabilidade Política e Económica em que se encontrava o nosso país, desde meados do século XIX (Fgs. 3 e 4); - a Monarquia Agonizante de D. Carlos e o Regicídio (Fgs. 5 e 6); - a Revolução do 5 de Outubro e a Fuga da Família Real (Fgs. 7 e 8); - o Governo Provisório e a sua acção (Figs. 9 e 10); - a Constituição de 1911 e os Governos Constitucionais (Fg. 11);

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- o Desrespeito pelos Princípios Liberais: Igualdade, Liberdade e Fraternidade (Fg.13); - o Presidente-Rei – Sidónio Pais (1918) e o desfazer do sonho da 1.ª República (Fig.14) 6


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o Secretário Regional de Educação e Cultura, Doutor Francisco Fernandes. Nesta exposição, além da viagem pelas caricaturas, a que já fizemos referência, foi também nosso objectivo partilhar, com rigor e isenção: - os símbolos adoptados pelo novo regime político – os símbolos da República: o busto, a bandeira, o hino nacional (a Portuguesa) e a moeda (o escudo), já desenvolvidos na ante-

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rior Leia SFF (número 31, de Outubro/Dezembro de 2010); Não podendo deixar de integrar a História Regional na História Nacional elaborámos uma sucinta pesquisa histórica sobre: - a República na Madeira, destacando as personalidades republicanas com importante acção no contexto político da Região, nomeadamente o nosso

- o Fim da República e a Instauração da Ditadura – o Movimento Militar de 28 de Maio de 1926 (Fg.15). A exposição, intitulada da Monarquia à República, foi instalada na Galeria Francisco Franco e inaugurada no dia 4 de Outubro de 2010, por Sua Excelência 7


Outubro, Campo do Almirante Reis (como homenagem ao comandante das operações militares que conduziram à queda da Monarquia – Almirante Carlos Cândido dos Reis) e Praça da República, actual Avenida Arriaga; - a imprensa local e a sua reacção face ao novo regime.

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conterrâneo Dr. Manuel Gregório Pestana Júnior; - a toponímia alterada pelo novo regime político, designadamente as anteriores Rua da Princesa, Rua do Príncipe, Campo de D. Carlos I e Praça da Constituição que, a partir do início de Novembro de 1910 foi alterada pela Comissão Admininistrativa da Câmara Municipal do Funchal e passaram a designar-se, respectivamente, de Rua 31 de Janeiro (em homenagem à fracassada revolta do Porto, para implantação da República, de 31 de Janeiro de 1891), Rua 5 de

Para uma maior reflexão, interactividade e participação do público foram realizadas várias conferências, desde o dia 6 de Outubro de 2010 a 27 de Janeiro de 2011. Umas, de âmbito nacional, e outras, de âmbito regional, permitiram um maior conhecimento e enriquecimento a todos quantos a ela(s) assistiram. Este ciclo de conferências iniciou-se com a Conferência/Debate “Monarquia Vs República”. Foram 8


Dr. Rui Mendonça sobre o Hino Nacional e o Escudo e o Dr. Rui Amador sobre a Bandeira Nacional. “Ética Republicana?” foi o tema analisado pelo Dr. Manuel Filipe Correia de Jesus, deputado à Assembleia Nacional. A Conferência “Crescimento e afirmação do Ensino Técnico no Funchal” foi apresentada pela Dr.ª Fátima Abreu, docente da ES Francisco Franco. “A Madeira: alguns efeitos da 1.ª Guerra Mundial e da experiência da Ditadura de Sidónio Pais (191718)” proferida pela Dr.ª Fátima Freitas Gomes, docente da ES Jaime Moniz. Da nossa parte, gostaríamos de, mais uma vez, agradecer a todos quantos tornaram possível a concretização deste projecto. O Grupo de História da ESF. oradores o jovem monárquico Dr. João Martins, docente, destacado no Arquivo Regional, e a republicana, neta do Dr. Manuel Gregório Pestana Júnior, Dr.ª Isabel Pestana, docente da ES Jaime Moniz. A Conferência “Os Símbolos da República”, foi sobretudo destinada aos alunos e teve duas realizações. A primeira para os alunos dos Cursos CEF e a segunda para os alunos de História dos 11.º e 12.º anos, cuja temática se integra nos conteúdos programáticos destes anos de escolaridade. Foram oradores os docentes desta escola, Dr.ª Urânia Gaspar, com uma intervenção sobre o Busto da República,

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ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS CAUSAS E EFEITOS Professor Doutor Jorge Paiva Investigador do Jardim Botânico de Coimbra

não sabe. Actualmente, é impressionante a velocidade de destruição das florestas do Globo. Devido à enorme quantidade de madeira que a pluvisilva possui, este tipo de floresta (Amazónia, África Equatorial, Malásia, Filipinas e Papuásia) está a ser incendiada e derrubada, muitas vezes de maneira indiscriminada e estúpida, a uma velocidade “diabólica”, desaparecendo, por cada período de 10 segundos, uma área correspondente à superfície do relvado de um campo de futebol, calculando-se que, a continuar este ritmo, não haverá pluvisilva no Globo quando se atingir a segunda metade deste século. Assim, estamos a diminuir drasticamente a absorção de CO2, numa contribuição para o “Aquecimento Global” muito mais relevante do que a industrial e veículos motorizados, e a diminuir o volume de oxigénio na atmosfera, o que é um elevado risco para a sobrevivência das gerações futuras. Praticamente toda a gente tem alguma consciência do que está a acontecer no Globo Terrestre, com o consequente risco de sobrevivência da nossa espécie, mas, a maioria das pessoas, não só não tem a educação ambiental necessária para entender o que se está a passar, como também não percebe que tem, forçosamente, de mudar a sua maneira de estar na Terra. É fundamental parar ou regulamentar para que este desastre não continue. Isso é possível. Apenas são necessários políticos conscientes, assim como vontade política.

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ntre as plantas, há enormes diferenças na quantidade de biomassa que produzem e no volume de gás carbónico (CO2) que retiram da atmosfera e o de oxigénio (O2) que produzem. As árvores são as que maior volume de CO2 absorvem e maior volume de O2 libertam e, entre elas, as que maiores valores conseguem, são as árvores da floresta tropical de chuva (pluvisilva), por se encontrarem nas zonas equatoriais, com o Sol praticamente na vertical e luminosidade diária uniforme durante todo o ano. É, pois, nestas florestas que não só se encontram os maiores seres vivos terrestres (árvores até cerca de 6000 toneladas), como também são as florestas de maior biomassa vegetal. Portanto, são as florestas que podem alimentar não só os maiores herbívoros terrestres (elefantes), como grandes manadas de outros herbívoros e uma enorme diversidade de organismos. As florestas tropicais são, pois, os ecossistemas terrestres de maior biodiversidade; são o maior “pulmão” do Globo, por ser aí que se produz o maior volume de O2; e são a região com maior acção “purificadora” do ar, por ser aí que as plantas absorvem o maior volume de CO2. Há países que sabem viver da floresta, mantendo sempre a mesma área global de floresta, mas a enorme maioria deles, tal como Portugal,

Um comentário à conferência: “Alterações Climáticas” proferida pelo Prof. Jorge Paiva Hernâni Correia, nº 11, 12º19

Apesar de, naturalmente, estar minimamente sensibilizado para a problemática do “Aquecimento Global”, ao longo da conferência, o meu entendimento acerca do tema em questão aumentou. Cada vez mais, este se afigura como o desafio mais hercúleo com que alguma vez a humanidade se deparou ou deparará e, como tal, é urgente uma consciencialização e uma tomada de posição por parte, não de alguns, mas de todos nós.

Para que o supracitado se concretize é estritamente necessário que se divulgue informação acerca dos efeitos colaterais das “Alterações Climáticas”, sendo a realização desta conferência um excelente meio para atingir este fim. Para concluir, posso afirmar que os cerca de 60 minutos dedicados à referida palestra foram muito produtivos no sentido em que me diverti ao ouvir o orador, mas acima de tudo porque aprendi ainda mais acerca desta matéria. 10


Parabéns Projecto JRA Sónia Maria Pena Morgado Mateus Profª. Biologia Ana Cristina Nunes Rodrigues Joana Carolina Carvalho Mendonça Ricardo José Dinis de Sousa

Quando a natureza se revolta No dia 20 de Fevereiro a excepcional pluviosidade que se abateu sobre a ilha da Madeira fez despoletar uma tragédia. A cidade do Funchal é recortada por três ribeiras, a de São João, a de Santa Luzia e a de João Gomes. Estas reúnem outros cursos de água mais pequenos e atravessam toda a cidade. Ao longo da História da Ilha da Madeira sempre existiram exemplos de cheias que resultaram em perdas de vida e prejuízos avultados, no entanto os leitos das ribeiras continuaram a ser canalizados, aumentando assim o risco de transbordar em dias de forte pluviosidade. Depois do aluvião de 1803 o governo Nacional enviou para a ilha o engenheiro militar Brigadeiro Oudinot, para este superintender e dirigir as obras de construção de muralhas protectoras e de encaminhamento da água nestas três ribeiras que atravessam a cidade do Funchal. As secções destas ribeiras foram, então, alargadas e construiu-se taludes de alturas elevadas, calculadas tendo em conta a última

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o ano lectivo de 2009/2010, o projecto JRA participou no concurso” Melhor artigo, fotografia e vídeo 2010. Dos trabalhos enviados a concurso o projecto JRA foi contemplado com o 3º lugar na categoria de melhor artigo 2010, com o artigo “ Quando a natureza se revolta”. O projecto JRA (Jovens repórteres para o ambiente), é um projecto educativo promovido a nível internacional pela Fee (Fundação para a educação ambiental), cuja secção portuguesa a Abae (Associação Bandeira Azul para a Europa) coordena o projecto a nível nacional. Da comissão nacional de acompanhamento deste projecto fazem parte os ministérios do ambiente e da educação, jornalistas e outras entidades relacionadas com a educação ambiental. A Escola Secundária Francisco Franco aderiu pela primeira vez a este projecto no ano lectivo de 2003/ 2004 e já conta com alguns prémios atribuídos.

Foz das três principais ribeiras que atravessam a baixa do Funchal (Google earth)

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aluvião. Estas obras pretendiam evitar tragédias como a aluvião de 1803. Então o que correu mal para que no dia 20 de Fevereiro de 2010 outra aluvião acontecesse? Alguns especialistas culpam o mau ordenamento do território e a construção desenfreada que tem vindo a ser feita ao longo dos leitos da ribeira, por esta catástrofe. Nas imediações das ribeiras assistiu-se ao longo dos últimos anos a uma crescente construção na baixa citadina, algumas secções das ribeiras sofreram estreitamentos e encanamentos mal dimensionados dos cursos de água, os leitos de cheias das ribeiras foram ocupados por casas, estradas e centros comerciais com estacionamentos abaixo da superfície que conduziram à impermeabilização do solo e do subsolo, sendo estes alguns exemplos de mau planeamento urbanístico. Na sequência da construção subterrânea na baixa do Funchal ao longo destes anos, muitos estudos foram feitos sobre o impacte ambiental, nos quais concluí-se que construir nos locais em questão teria um impacte negativo para o ambiente e seria uma ameaça para os cidadãos, uma vez que se situavam nas imediações de ribeiras que tiveram, no passado, episódios de cheias e aluviões, tendo sido um erro de planeamento e ordenamento do território efectuar a construção deste tipo de edifícios. No entanto, o presidente do Governo Regio-

nal, o Dr. Alberto João Jardim, contesta estas “teorias” de culpabilização lembrando que, devido à morfologia singular da Madeira, que torna impossível a construção na grande maioria da ilha, é necessário colocar 75% da população em 35% do território, pelo que as construções efectuadas eram necessárias, sendo que algumas dessas construções, como o Mercado dos Lavradores, foram efectuadas há muitos anos, quando ainda não existia ordenamento do território, tendo-se tornado símbolos emblemáticos da cidade do Funchal. Na última década verificou-se, também, a retirada do gado caprino e ovino das serras do Funchal e procedeu-se a uma intensiva florestação, que visava a diminuição do risco da ocorrência de outra catástrofe. No entanto, a excepcional quantidade de chuva que se verificou no dia 20 de Fevereiro fez com que solos das zonas altas se soltassem e, devido à orografia acentuada da ilha, se precipitassem em derrocada pelas ribeiras em direcção à foz. Os inertes, lama e rocha foram-se acumulando e os taludes das ribeiras, apesar de extremamente elevados, foram insuficientes, ficando entupidos, e a água, lama e rocha abandonaram o seu leito normal, inundando as ruas próximas da foz. Até os socalcos construídos ao longo das ribeiras, com o intuito de diminuir a velocidade

Rua João de Deus dia 21 de Fevereiro de 2010, um dia depois da aluvião

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ras sem interrupções, num esforço unido para limpar os inertes acumulados nas ribeiras pelo aluvião de sábado. É um trabalho vital para a segurança do Funchal e dos seus cidadãos, já que o assoreamento da foz das ribeiras afectadas pelo aumento do caudal é uma bomba relógio iminente, caso volte a chover. Os inertes pedras, lamas e destroços estão a ser retirados e depositados em locais próximos e seguros, evitando grandes viagens e demoras. Desta desgraça é preciso retirar lições, repensar as atitudes, “limpar”o que está errado e depois reconstruir de acordo com um plano de ordenamento do território adequado à situação.

das águas, não foram suficientemente eficazes. Todas as ruas abaixo da cota quarenta onde se situa a Escola Secundária Francisco Franco foram bacia de sedimentação da lama e dos inertes transportados pelas ribeiras. A escola, que se situa entre duas das ribeiras, a ribeira de João Gomes e a ribeira de Santa Luzia, escapou ilesa, só as ruas completamente entupidas de destroços impediram o acesso e a retoma normal das aulas. Desde o dia 20 de Fevereiro que as maiores empresas de construção civil que trabalham na Madeira têm meio milhar de homens e mais de uma centena de máquinas e camiões nos trabalhos de limpeza das ribeiras 24 sobre 24 ho-

A Flora da Madeira Foi o título da conferência proferida pelo Doutor Raimundo Quintal na Escola Secundária Francisco Franco no passado dia 12 de Fevereiro de 2011. Inserida no tema aglutinador da Escola –A Juventude e a Floresta- e no tema da Área de Projecto dos alunos do 12º Ano, turma 18, « Valorizar a Madeira- valorização dos recursos naturais madeirenses», a palestra salientou a importância da preservação das florestas e, no caso, da flora madeirense, na sustentabilidade da nossa «Ilha Afortunada». Ao longo da viagem realizada pelas diversas

espécies da Flora da Madeira, percebemos que algumas delas, sobretudo as que travam a erosão, foram muito danificadas pelos incêndios de Agosto de 2010. A Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, empenhada em recuperar a biodiversidade nos píncaros da Ilha, conta com a participação de todos na plantação de espécies indígenas, nomeadamente, com um grupo de alunos do 12º Ano da Escola Secundária Francisco Franco que prontamente se disponibilizou para o efeito.

Laurisilva - A Floresta da Madeira

Urveira, uma planta endémica da Madeira que poderá ter desaparecido definitivamente da macaronésia com os encêndios de Agosto de 2010

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Teresa Neves Profª. Fìsica e Química

MICA É DIVERTIDA” está especialmente desenhado para o público jovem (desde o jardim-de-infância até ao ensino secundário). O projecto “A QUÍMICA É DIVERTIDA” insere-se no âmbito das actividades de divulgação da ciência, levadas a cabo pelo Centro de Química da Madeira (CQM). Os alunos foram muito pontuais e não se esqueceram de levar máquina fotográfica e material de registo e as provas estão aqui à vista !! Esperemos que gostem das experiências experimentadas pelos mesmos… Divirtam-se pois a QUÍMICA É MESMO DIVERTIDA!

No dia 26 de Novembro, pelas 14 h, os alunos das Turmas 5 e 8 do 10º Ano, acompanhados pela professora de Física-Química Teresa Neves e pelo Técnico de Laboratório Humberto Macedo, participaram no evento “ A QUÍMICA É DIVERTIDA” na UMA. O projecto “A QUÍMICA É DIVERTIDA” tem o objectivo geral de divulgar e promover a cultura científica nas áreas da Química e da Bioquímica e, em particular, de fomentar o interesse dos jovens pelo seu estudo. É, de facto, conhecido o decréscimo de vocações nas áreas científicas, situação relativamente à qual a Química e a Região Autónoma da Madeira não são alheias. Assim, embora as actividades a desenvolver sejam abertas ao público em geral, o projecto “A QUÍPresépio

Bolas de Natal Procedimento Experimental * Construir um presépio feito com materiais de vidro de laboratório (os balões de fundo redondo, balões volumétricos, provetas e outros) e também com figuras usando papel e outros materiais num local escuro.

Pr ocedimento Experimental: * Adicionar 1 mL de solução amónia 25% a 30 ml de solução de AgNO3 0,1 M (nitrato de prata) agitando o balão. O precipitado formado é dissolvido adicionando mais 1 mL de solução de amónia. Adicionar a esta mistura 2 mL de solução de glucose. * Esta mistura é colocada num balão de fundo redondo que é imerso num banho de água a 70ºC. Após 2 minutos a superfície interior do balão fica revestida com um espelho de prata.

Explicação: Estas figuras, estando sob a luz negra ultravioleta, ficavam visíveis e fluorescentes. Solução aquosa de FLUORESCEÍNA. A fluoresceína é um xanteno, uma classe de compostos largamente utilizados como corantes.

Explicação: Os iões prata (Ag+) reagem com OH- presentes na solução aquosa de amónia produzindo um precipitado de AgOH de cor castanha que é dissolvido pela adição de um excesso de amónia aquosa com formação de [Ag(NH3)2]+. A diamina de prata é reduzida pela glucose formando-se prata no estado sólido. A glucose é oxidada a ácido glucónico.

Árvore de Prata Procedimento Experimental: * Fazer uma árvore com um fio de COBRE e mergulhar numa solução de NITRATO DE PRATA 2%, Explicação: A reacção que ocorre forma a DEPOSIÇÃO de PRATA METÁLICA, dando este aspecto.

Bolas Saltitonas Procedimento: * Juntar 150 ml de vinagre a 150 ml água destilada. * Colocar 3 bolas de naftalina e adicionar 2 espátulas de bicarbonato de sódio. Explicação: As bolas de naftalina vão para o fundo porque são mais pesadas do que a água. As bolhas de gás são produzidas pelo bicarbonato e pelo vinagre.

A equação química que traduz a reacção é a seguinte: Cu (s) + 2 Ag+ (aq) → Cu2+ (aq) + 2 Ag (s)

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Algumas dessas bolas agarram-se a superfície rugosa das bolas de naftalina e comportam-se como bóias, trazendo as bolas para a superfície. Quando as bolas chegam à superfície, algumas bolas soltam-se a as bolas descem para recolher outras bolhas que as farão subir de novo.

O lenço arde com uma chama azul mas não é danificado. Explicação: O arrefecimento por evaporação rápida previne que o lenço pegue lume e não se queime. O que está a queimar é o vapor do álcool.

Vela Mágica Procedimento Experimental: * Colocar uma vela num prato fundo. * Adicionar ao prato água com corante. * Acender a vela. Colocar um copo sobre a vela, tapando-a. A vela apaga e a água sobe.

O Jardim de Sílica Material e Reagentes: - Copo de vidro; - Vidro de relógio para tapar o copo; - Microespátula comprida; - Solução de silicato de sódio comercial; Cristais de vários sais hidratados (tantos quanto possível): CuCl2 (verde claro), Ni(NO3)2 (verde claro), MnCl2 (branco e cor de rosa pálido), FeCl3 (laranja acastanhado), Fe(NO3)3 (laranja acastanhado), Co(NO3) (desenvolve-se azul escuro), Zn(NO3)2 (branco). - Luvas de protecção - Óculos de segurança.

Explicação: A vela apagou-se porque para que haja chama tem de haver oxigénio e, como durante a reacção química o oxigénio foi consumido, a chama acabou por se apagar. A água subiu para o interior do copo onde ocorreu a combustão da vela, porque a pressão no interior do copo diminuiu e a água existente no exterior foi empurrada para dentro, porque a pressão no exterior passou a ser superior à pressão no interior do copo, logo a água passou a ocupar o espaço deixado pelo oxigénio. Encher Balões Procedimento Experimental: Colocar cerca de 50 mL de vinagre dentro do balão volumétrico e de seguida juntar 3 colheres de chá de bicarbonato de sódio ao balão de festa e depois colocá-lo no gargalo do balão volumétrico de 250 mL. Observa-se que o balão de festa enche.

Procedimento experimental: * Diluir a solução de silicato de sódio comercial com igual quantidade de água destilada. * Colocar a solução resultante num copo de vidro. Distribuir, com uma espátula, cristais coloridos de vários sais hidratados no fundo do copo de vidro. Após alguns minutos observar-se-á um jardim colorido com uma vegetação luxuriante.

Explicação: O ácido acético do vinagre reage com o bicarbonato de sódio libertando dióxido de carbono. À medida que se forma mais gás, a pressão dentro da garrafa aumenta e o balão enche. A equação química que traduz a reacção é a seguinte: NaHCO3(s) + CH3COOH(aq) → CH3COONa(aq) + H2O(l) + CO2 (g)

Explicação: A reacção dos iões metálicos dos sais com o ião silicato da solução resulta na formação de uma membrana semi-permeável em torno do cristal. Uma vez que a concentração do sal no espaço entre os cristais e esta membrana é mais elevada que no exterior da membrana, a água envolvente difunde-se para o seu interior. A pressão aumenta e a membrana rompe-se. O “buraco” assim formado é imediatamente preenchido pelo sal metálico ocorrendo a formação de uma nova membrana. Este processo repete-se e, à medida que se formam novas membranas, surgem formações semelhantes a plantas que crescem a partir dos cristais.

Fogo frio

Qual é a água Tónica?

Procedimento Experimental: * Mergulhar completamente um lenço num líquido (mistura de 2-propanol:água destilada). Mistura de 2-propanol:água (50:50).

Procedimento Experimental: * Colocar água normal gaseificada em um gobelé e água tónica em outro gobelé. * Usar a luz ultravioleta e demonstrar a diferença de cor que se

* Torcer o lenço e afastar um pouco, acender um fósforo no lenço.

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Azoto

pode visualizar entre as águas. Explicação: Isso acontece devido a presença de QUININO na água TÓNICA. O sulfato de quinina é o quinino. É extraída da quina. Quinina (C20H24N2O2) é um alcalóide de gosto amargo que tem funções antitérmicas, antimaláricas e analgésicas. É um Estereoisómero da quinidina. A quinina, pó branco, inodoro e de sabor amargo, é uma substância utilizada no tratamento de malária e arritmias cardíacas. Além de ser um fármaco é utilizada como flavorizante da água tónica.

Procedimento experimental: Fazer a demonstração utilizando flores, frutas, garrafa de plástico e marshmallows. Explicação: O azoto está a uma temperatura tão baixa, a -196ºC que congela a água existente nas frutas e flores, fazendo com que estas se partam. No caso da garrafa de plástico, devido às baixas temperaturas ocorre a condensação do vapor de água que existe no ar e, desta forma o volume ocupado dentro da garrafa diminui, fazendo com que a garrafa encolha. No caso dos marshmallows, como não possui água na sua constituição, estes não sofrem nenhuma alteração quando mergulhados no azoto.

Fogo de Artifício Material: * Ácido sulfúrico concentrado * Permanganato de potássio * Álcool etílico * Tubo de ensaio largo * 2 pipetas e tetinas Procedimento experimental: * Adicionar a um tubo de ensaio 2 ml de ácido sulfúrico concentrado, com o auxílio de uma pipeta. * Adicionar cuidadosamente igual quantidade de álcool etílico, de forma a que não se misturem. * Adicionar seguidamente uns cristais de permanganato de potássio.

Cola Instantânea

Procedimento experimental: * Adicionar num gobelé, 1,5g de tiocianato de amónio e 1,5g de hidróxido de bário. * Colocar o gobelé sobre papel de filtro húmido que se encontra em cima de uma placa de esferovite. * Misturar os dois reagentes; após bem misturados (cerca de 2-3 minutos) levantar o gobelé e verificar que este está colado à esferovite.

Explicação: Na superfície de separação observa-se a formação de pequenos estalinhos luminosos. É visível a energia libertada na reacção do KMnO4 e H2SO4 com o álcool sob a forma de pequenas explosões.

Experiência com microondas

Explicação: A reacção que ocorre é uma reacção fortemente endotérmica que o calor absorvido do gobelé e do papel de filtro molhado levou a temperatura do sistema abaixo de zero graus. Isto fez com que a esferovite ficasse colada ao gobelé por uma placa de gelo. A equação química que traduz a reacção é a seguinte: Ba(HO)2.8H2O(s) + 2NH4SCN(s) → Ba2+(aq) + 2SCN(aq) + 2NH3(aq) + 10H2O(l)

Procedimento experimental: Dois balões, num coloca-se ÁGUA normal (torneira), liga-se o microondas (mais ou menos por um minuto). A água aquecida libera vapor e assim o balão começa a encher. Noutro balão coloca-se PARAFINA LÍQUIDA, faz-se o mesmo procedimento, e o balão não enche. Explicação: Isso acontece devido a polaridade. ÁGUA É POLAR.

Formas Geométricas de Sabão Procedimento Experimental: * Mergulhar as formas geométricas feitas com fio de cobre num-

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A equação química que traduz a reacção é a seguinte: NaHCO3(s) + CH3COOH(aq) → CH3COONa(aq) + H2O(l) + CO2 (g)

solução com detergente. * Ao ser retirado rapidamente da solução, aparecem formas de sabão no interior das formas geométricas que foram mergulhadas.

Garrafa Azul Procedimento Experimental: * Diluir 3,5g de Hidróxido de sódio em 180 ml de água destilada. * Juntar 6 g de glucose à solução de hidróxido de sódio. * Juntar 4 mL de azul de metileno (0,1% em H2O). * Verter a mistura para uma garrafa de plástico transparente. * Agitar o frasco e deixar repousar. A solução passa de azul escuro para transparente. Ao voltar a agitar o frasco fica azul…

Explicação: O detergente adicionado à água faz com que a força de coesão entre as moléculas de água diminua, fazendo com que a tensão superficial também diminua e fazendo com que a bolha de água e sabão estique mais. Nas formas geométricas construídas, as películas formam-se ocupando a menor área possível. Esta situação também se deve à tensão superficial que faz com que o espalhamento da água seja o mínimo possível. Coluna de Espuma

Explicação: A glicose em meio alcalino é lentamente oxidada pelo oxigénio dissolvido em solução, formando ácido glicólico. A equação química que traduz a reacção é a seguinte: CH 2 OH-CHOH-CHOH-CHOH-CHOH-CHO+ 1 / 2 O 2 →CH 2 OHCHOH-CHOH-CHOH-CHOH-COOH Na presença de hidróxido de sódio, o ácido é convertido em gliconato de sódio. O azul de metileno catalisa a reacção porque actua como um agente de transferência de oxigénio. Ao oxidar a glucose, o azul de metileno reduz-se a leuco-metileno, tornando-se incolor. O leuco-metileno reoxida-se rapidamente enquanto houver oxigénio no sistema e a solução volta a tornar-se azul.

Coluna de Espuma Procedimento Experimental: * Deitar um pouco de detergente numa proveta. * Adicionar cerca de 10 ml de vinagre e adicionar uma colher cheia de soda. Explicação: O ácido acético do vinagre reage com o bicarbonato de sódio libertando dióxido de carbono. À medida que se forma mais gás, e com a adição de detergente obtemos uma coluna de espuma.

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família e a explorarmos o mundo à volta. Permitem também treinar maneiras de ser de um modo mais descontraído e irmos mais além da pessoa que éramos antes (pode estar aqui uma das preocupações das famílias). Até ao dia, em que temos de ser capazes de nos relacionarmos com estranhos (que não nos embalam). É através dos amigos que escolhemos que sabemos que a sociedade nos aceita e que nos dá valor.

Cristina Simões Psicologa

A

Adolescentes

adolescência deverá ser entendida como uma oportunidade.Há autores que até consideram que é o segundo momento de organização de toda a personalidade (o primeiro – a infância). Com essa reorganização, espera-se que o adolescente seja produtivo e feliz e modifique o mundo para melhor. Em jeito de notas soltas, escolhi algumas das grandes temáticas: os amigos, o amor, a autonomia, a depressão, a expressão, os outros, o sexo e os valores. Começo por identificar o que há de novo neste período - as temáticas que referi, aparecem pela primeira vez na vida, e seria importante que o adolescente compreendesse que estão todas ligadas. Por exemplo, as relações com os amigos afectam a auto-estima. O mesmo para as más escolhas, que podem comprometer todas as áreas. Outra novidade é que ocorrem todas ao mesmo tempo, e num período de alguns anos, tal como a necessidade de estudar e escolher um curso, sem esquecer fazer amigos, e de entre eles, talvez alguém. Estão de tal modo ligadas que é importante que na mente do adolescente se crie um sentido coerente de quem é. Dos amigos – ajudam a nos desligarmos da

Do amor – Pode parecer imoral dizer, mas para saber amar é preciso treinar ou experimentar (que palavras frias). E ser criativo. Experimenta-se um modo pessoal de se fazer notar, e até de comunicar sentimentos positivos, mas também os negativos fruto das decepções. Não amar (ainda), ou “amar um e outro/a”, amar perdidamente, ou amar sem que o outro/a se dê conta, podem ser sinais de desenvolvimento saudável. Absorvidos pelo romance, nem sempre o adolescente se dá conta que este pode estar ligado a outros assuntos, tal como a “quota” que se adquire junto do grupo de amigos. Mas o maior desafio do adolescente, neste campo, é ser capaz de aprender a amar o/a outro/a, mesmo com os seus defeitos, ou que ele/ela nos “tire do sério” - amar com sentimentos protectores. Assim como acreditar que o amor é frágil. Outro desafio é criar expectativas positivas, que merecem ser amados (e bem tratados). As relações amorosas instáveis e de curta duração podem ser um obstáculo para treinar estas competências. Da autonomia – entendida como uma das principais conquistas da adolescência, é a ca-

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pacidade de nos esforçarmos por vivermos de acordo com as nossas necessidades e interesses. Mas o problema é que nem sempre sabemos o que nos convém. Seja como for, é importante correr riscos. Por isso, devemos ter diversas experiências dentro da escola e fora. E claro, educar os pais com provas de que merecemos confiança e sabemos para onde vamos (mais ou menos). Pelo que não há autonomia sem capacidade de auto-análise (quem somos e o que pretendemos). Como de resto, tudo. Da depressão – o aborrecimento e a vontade de nada fazer, a acontecer, não é depressão. Contudo, a depressão é um risco na adolescência. Sentir-se no coração dos pais e merecer a sua confiança, são factores que protegem. O sentido de ser competente em alguma coisa, também. É importante ser capaz de pedir ajuda em caso de aflição, e ser levado a sério. Da expressão – dar utilidade à poderosa energia criadora (o cérebro está mais desenvolvido que nunca), na sua linguagem preferida, é uma boa ideia. Poderá ser útil para lidar com o stress. Dos outros – que o nosso comportamento

para com todos, e em particular para com os que não são amigos nem familiares, não prejudique a imagem positiva que temos de criar de nós próprios. Do sexo – pela primeira vez começam a sentirem-se sexualmente atraídos por alguém. Tal como em relação a outros assuntos, os adolescentes são já sexualmente maturos, podem ter bebés, mas são emocionalmente imaturos. É este desequilíbrio, em conjunto com a curiosidade em experimentar, que é fonte de preocupação dos adultos. É também com o tempo que se vão apercebendo que amor e o sexo podem ou não,coincidir, e que se pode fazer sexo por diversas razões. Descobrem também que o outro pensa e sente de modo diferente e que a imaginação pode fazer milagres - o órgão sexual está no cérebro - e não onde julgavam que se encontrava. Um dos maiores desafios da adolescência, será ser capaz de ligar a ternura à sexualidade. Dos valores – as satisfações que a maior parte das pessoas procura na vida, poderá levar a aderir a um grupo (ou rede social), mas será com o propósito de criar os próprios valores.

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Dias Memoráveis e os respectivos apoiantes/colaboradores. “E salta A, e salta A, olé, olé” (sim, é verdade sou apoiante da lista A, se calhar seria mais justo deixar de lado as listas, mas vou-vos contar como foi a minha experiência, logo tenho de falar da lista A) e “A Probabilidade de A, sabendo que é da turma 3, é 100%”. Ainda não eram oito horas do dia 26 de Outubro e a comissão já estava na porta da escola

Carolina Teixeira 12º 3

C

omo Fernando Pessoa diria: arte é fazer os outros sentir aquilo que sentimos, e é isso que vou tentar fazer, em relação aos dias da campanha para a comissão de finalistas. Seguindo a teoria do POETA, é necessário encontrar um sentimento comum a todas as pessoas para que todos os que leiam este texto possam entender como foi esta vivência. Acho que a forma mais fácil de explicar isto será assim: imaginem um jogo entre a Selecção de Portugal e a Selecção de Espanha (estão a imaginar?) então Patrício defende um remate fortíssimo, passa a Moutinho, Moutinho passa a Coentrão, Coentrão finta dois jogadores, cruza para Meireles, Meireles remata e a bola bate na trave, entra Ronaldo na área recebe a bola falhada, remata e é GOLOOOOOOOOOO. Bem, a campanha foi como uma espécie de amplificação da festa deste golo. Foram dias de luta, lealdade, empenho, festa, convivência, confiança, organização, amizade, apoio, imaginação, um toque de loucura, uma pitada de rivalidade, respeito, união, muita transpiração, aproximação, cooperação, amizade, e acima, de tudo dias que permitiram a criação de laços, principalmente entre as comissões

a distribuir as suas t-shirts pelos seus colaboradores e a informar que a campanha seria apenas no primeiro intervalo. Dá o toque de saída das nove e quarenta e cinco, sai tudo disparado, a música entoa pelos corredores e os gritos de apoio ouvem-se por toda a escola: “Eu não sei, mas ouvi dizer que a lista A vai vencer! Lista, lis-

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ta AAAA”, é certo que perdemos a eleição, mas neste momento o que importava era expor a garra da nossa lista, mostrar optimismo e força e por isso a festa continuou: “Mas quem será, mas quem será a lista vencedora? É a “lista A, é a lista A” e o motor de serra eléctrica, ligado ao guiador da mota da Natacha, apoiava-nos desalmadamente. No segundo intervalo a lista B faz a sua campanha. Na parte da tarde a história repete-se, ou seja, dá o toque das quinze e quinze e a família da lista A, comandada pelo nosso candidato a presidente, ouve-se por toda a escola. No segundo intervalo a lista B faz de novo a sua festa. No dia 27 a campanha era só de manhã e na porta da escola, da Rua das Hortas, passavam alunos com t-shirts vermelhas com a garra de “Arrebentar” com tudo” e com t-shirts brancas de todos para todos. E assim foi no primeiro intervalo, a lista B mostrou o que valia e no segundo a BOMBA explodiu. E explodiu quase literalmente, quer dizer nós explodimos todos - o Jota e o Cotrim como rastilho e todos os apoiantes como efeitos da BOMBA. E foi até aí a nossa festa: bandeiras, A’s, motores de motosserra, cartazes com uma amostra dos colaboradores da lista, brigadeiros, vuvuzelas e

a garra de cada um dos apoiantes. O suspense invadiu o dia 28 e ao fim da tarde soubemos que perdemos a eleição, mas como alguém disse “ganhámos imenso”. Alguém tem de perder não é verdade? O que é certo é que estes dias foram memoráveis e talvez os melhores deste ano lectivo. Mas este é o nosso ano, pessoal! Somos finalistas e é essencial vivermos ao máximo esta oportunidade única. Dia 26 de Novembro seremos “príncipes e princesas” que desfilam até à Sé e mais tarde dançam no seu baile. Este dia ficará marcado para sempre nas nossas vidas, por isso vamos aproveitá-lo. Parabéns à Comissão vencedora e boa sorte…

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Finalistas 2010 / 11 A comissão de Finalistas Anita Sousa, 12º 4, nº 5 Tiago da Mata, 12º 8, nº 7 Carolina Vieira, 12º 11, nº 4 Marco Santos, 12º 11, nº 12 Valter Ramos, 12º 11, nº 25

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a nossa escola, cerca de 700 jovens terminam, este ano lectivo, uma etapa muito importante nas suas vidas. É o culminar de 12 anos de esforço, de alegrias, de expectativas, de conquistas e de aprendizagens e de alguns momentos menos bons, mas que constituíram também uma oportunidade para se superar. Junho será, para alguns, o final da vida escolar e, para outros, a viragem, a passagem para outros níveis. Assim, todos ambicionam um ano calmo, profícuo, memorável e digno do esforço que acompanha cada passo. Com esta finalidade, formaram-se duas lis-

tas para disputar a liderança e eleger a comissão de finalistas 2010/2011, a qual iria representar os discentes durante todo o ano lectivo. A campanha, que teve lugar nos dias 26 e 27 de Outubro, decorreu de forma pacífica, sempre com respeito e consideração por todos os envolvidos. Após uma noite onde imperou a insónia e os nervos, saiu vencedora do escrutínio a Lista B. Os elementos que a integram agradecem o apoio e a confiança neles depositada, por parte de todos os alunos, que tornaram possível esta vitória, a qual querem honrar. Tal como preconizava o nosso slogan: “De todos para Todos”, pretendemos representar da melhor forma todos os finalistas, proporcionandolhes um ano tranquilo, inesquecível e proveitoso. Trabalharemos de forma a envolver todos os alunos e colaboradores no nosso projecto, pois todos são parte fundamental do mesmo, juntos somos um todo. Orgulhamo-nos do dia 26 de Novembro, dia da celebração da Bênção das Capas. Apesar da chuva, aquela sexta-feira foi radiante e repleta


de emoções. Cerca das 14:30h, o sol “brindou-nos” com “o ar da sua graça” e permitiu-nos desfilar de forma digna e elegante, desde a escola até à Sé do Funchal, precedidos pela madrinha dos finalistas, a doutora Mercedes Sousa, que nos honrou com o seu sorriso sincero e com a sua presença. O frio e a chuva foram minimizados e substituídos pelo sorriso espontâneo e constante dos finalistas, pelo calor e pelo carinho de todos os professores, familiares e amigos que nos acompanharam nesta jornada e que contribuíram para esta efeméride. Sentimo-nos lisonjeados por termos sido presenteados com a presença de sua reverência, o Senhor Bispo, D. António Cavaco Carrilho, que se prontificou a celebrar a eucaristia da “Bênção das capas”. Tal como frisou o senhor Bispo na homilia, desejamos que todos se empenhem para alcançar com sucesso os seus objectivos e que se mantenham fiéis aos seus “ideais” e aos “valores da vida”. Agradecemos a todos os professores, familia-

res e amigos que nos acompanharam no jantar, no Casino, e também no baile, no Copacabana, pois agraciaram-nos e honraram-nos com a sua presença e disponibilidade. Julgamos ter conseguido parte dos nossos objectivos: proporcionar a todos os finalistas um dia abarrotado de emoções felizes, com um jantar agradável e acessível, um cortejo bonito e digno da nossa escola, uma celebração eucarística especial e um baile extraordinário e inolvidável. Em suma, um dia feliz que será recordado sempre, com carinho e felicidade. No entanto, o trabalho ainda não terminou. Falta organizar a viagem de finalistas, a Canárias ou a LIoret de Mar. Desejamos que um grande número de alunos tenha a oportunidade de nos acompanhar na viagem, a qual marcará o final da nossa longa caminhada. Continuaremos a preparar e a organizar o ano lectivo, promovendo a união, a amizade, o respeito e o convívio entre todos os finalistas e almejando a todos um ano cheio de sucessos. Um bem haja a todos!


Benção das Capas Finalistas 2010/ 2011


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AIDAmar, um nome dado por um aluno da Francisco Franco ao novo navio da AIDA Cruises Jorge Spínola Ferreira é um jovem entusiasta, estudante da Francisco Franco, que deu o nome AIDAmar ao novo navio da Aida Cruises. Acompanhe-nos nesta sua história. uma máquina fotográfica de 12.1 megapixel, provocando assim uma melhor colecção e qualidade de fotografia. Neste mesmo ano, Jorge visita o primeiro navio de cruzeiro, o navio “Aida Luna”, sendo esta a primeira de muitas visitas a bordo efectuada por ele. Neste mesmo ano, Jorge funda o seu espaço na internet, um espaço que hoje conta com várias parcerias em todo o Mundo, com inúmeros visitantes diários, consegue fazer parte da revista “cruzeiros”, e acima de tudo consegue ganhar conhecimentos internacionais, um dos principais com o Presidente da companhia Aida Cruises, e com a presidência da companhia de cruzeiros Alemã Phoenix Reisen. Jorge trava inúmeras amizades com importantes entusiastas de navios começando assim o seu percurso até a actualidade. AIDAmar, um nome dado por um aluno da Francisco Franco ao novo navio da AIDA Cruises Jorge Spínola Ferreira é um jovem entusiasta, estudante da Francisco Franco, que deu o nome AIDAmar ao novo navio da Aida Cruises. Acompanhe-nos nesta sua história.

RELAÇÃO COM OS NAVIOS DA AIDA CRUISES Aida Cruises é um nome que significa muito para

COMO COMEÇOU ESTA PAIXÃO PELOS NAVIOS DE CRUZEIRO Jorge Ferreira é um jovem entusiasta de navios de cruzeiros que estuda na nossa escola, a escola Secundária de Francisco Franco. Aos três anos de idade, começou a demonstrar uma especial atenção aos navios de cruzeiro, começando inicialmente por saber os nomes dos navios de cruzeiro que pelo Funchal passavam. Com o passar do tempo, esta paixão pelos navios de cruzeiro foi crescendo, até um pico que nunca ninguém imaginaria. Em 1999 começa a fotografar os navios de cruzeiro, inicialmente com uma antiga câmara fotográfica Nikon. Depois de ter as fotografias Jorge revelava-as numa loja fotográfica, coleccionando assim muitas fotografias. Com o passar do tempo, em 2004, consegue uma câmara fotográfica de 1.3 megapixel num telemóvel Nokia 3660, onde começa a tirar mais fotografias. Esta paixão pela fotografia cresceu e continua a crescer na actualidade. 2009 foi o ano impulsionador na carreira de Jorge Ferreira no Mundo dos cruzeiros. Consegue comprar

Jorge Ferreira. Desde o ano que começa a fotografar os cruzeiros em 1999 Jorge Ferreira tem uma relação próxima com os navios da Aida, sendo que começa a fotografar principalmente a mais antiga estrutura da companhia, o navio Aida Cara. Uma curiosidade interessante é que uma das primeiras escalas do navio Aida Cara no Funchal marca o sexto aniversário de Jorge, guardando esse momento com uma fotografia sua, com o plano de fundo aquela enorme boca e 38


aquele olho, característicos dos navios AIDA.

mento, e que em principio irei estar na cerimónia de inauguração do navio em Hamburgo a se realizar a 12 de Maio do próximo ano.” PORQUE O NOME AIDA MAR? “ O nome Aida mar não surgiu assim do nada, tive de pensar um pouco antes de dar este nome e relacionar com os restantes navios. Ora bem, a Aida Cruises já detinha os nomes Aida Cara, Aida Vita, Aida Aura, Aida Diva, Aida Bella, Aida Luna, Aida Blu, e Aida sol, e porquê o próximo não ser Aida Mar? Ponderei a hipótese de colocar o nome mar em Inglês, Aida Sea, sugestão essa que já me tinha sido dada anteriormente, mas queria colocar um nome na língua de Camões, constituindo então os nomes Aida Cara, Diva, Sol e Mar.”

ATRIBUIÇÃO DO NOME AIDA MAR A UM NAVIO DA AIDA CRUISES A Atribuição do nome Aida mar a um navio AIDA foi o maior feito de Jorge Ferreira no Mundo dos cru-

QUE PROJECTOS SE SEGUEM? “ Eu ainda não estou satisfeito com o que consegui até agora. Quero fazer mais, muito mais pelos cruzeiros, estou a escrever um livro sobre os navios que passavam por cá e já não passam, ou porque já foram desmantelados, ou porque estão baseados noutros continentes, e estou muito satisfeito porque já consegui muitas ajudas e já conto muitas pessoas empenhadas a colaborar comigo. Há pouco tempo lancei o primeiro site alguma vez feito em português dedicado única e exclusivamente a notícias dos navios de cruzeiro, e estou a fechar novas parcerias com sites de relevância a nível Internacional. QUAL O TEU NAVIO FAVORITO? O QUE TE DESPERTA NELE? “Apesar de eu ter dado o nome ao navio Aida Mar, o meu navio favorito é um cruzeiro que muito raramente passa por cá. Chama-se Albatros. O que mais me fascina neste navio são os seus interiores luxuosos, aquele design dos navios da classe Royal Viking, e por aqueles tons esverdeados característicos da Reisen. No entanto, aprecio outros navios . Posso dar exemplos como o Norwegian Jewel, o ex. Vangog actual Salamis Filoxenia, Aurora, Ocean Dream, alguns navios da Carnival e por incrível que

zeiros, sendo assim o primeiro Madeirense a dar o nome a um navio de cruzeiro, o primeiro Português a dar o nome a um Navio da Aida Cruises e um dos raros elementos a dar um nome a um navio de cruzeiro. Ele conta-nos como tudo se passou: “Tudo começou com a ideia de colocar uma sondagem no meu blog sobre o futuro nome de um navio AIDA. Entre os nomes figuravam, Aida Eye, Aida Vénus, Aida Mítica, Aida Rose e Aida mar sendo este último dado por mim. Enviei esta sugestão para o meu grande amigo Michael Thamm, presidente da Aida Cruises, o qual mostrou interesse em algum daqueles nomes. Em Janeiro, recebo uma carta da Aida Cruises a anunciar que o nome Aida mar foi o nome escolhido para o seu novo navio da Aida Cruises, ou seja que tinha sido eu a dar o nome ao navio Aida Mar. Como tal fiquei muito emocionado com aquele aconteci-

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pareça eu gosto de um navio que a maioria dos entusiastas não gosta, o Norwegian Epic”.

quer assunto que tenha a ver com os navios de cruzeiro.”

O ENTUSIASMO PELOS CRUZEIROS A paixão deste jovem entusiasta pelos navios é imensa, dedica grande parte do seu tempo livre à beira-mar, a ver os navios de cruzeiro, a vê-los manobrar, as operações portuárias, e a apreciar aqueles resort’s flutuantes. Para Jorge, este entusiasmo nunca terá fim, e será sempre um fiel entusiasta de navios como nos conta: “ Este meu entusiasmo pelos navios nunca terá fim, e estou pronto sempre para participar em qual-

QUANTO AO TEU FUTURO PROFISSIONAL? PRETENDES SEGUIR ALGUMA CARREIRA RELACIONADA COM OS CRUZEIROS? “Quanto ao meu futuro já sei o que quero, mas uma coisa é garantida estou pronto para o que a maré me trouxer”. Concluiu com um sorriso cruzeirosjorge.blogspot.com maremadeira.no.comunidades.net

No final do ano lectivo de 2009/2010, e tendo em atenção o facto de estar próxima a data em que a República Portuguesa comemora um século de existência, os professores de História pediram aos seus alunos que elaborassem um texto de opinião no qual se procurasse dar uma resposta à seguinte questão “Se eu pudesse escolher, optava pelo regime republicano ou pelo regime monárquico? “ Perante a riqueza assinalável no que diz respeito à qualidade e sentido crítico dos textos produzidos, e tendo em atenção a pertinência e oportunidade da problemática, achou-se por bem partilhar com a comunidade escolar o trabalho produzido por duas das alunas que estiveram envolvidas na actividade. Pretende-se, desta forma, proporcionar um momento de reflexão, que culminará com a realização de uma conferência subordinada ao tema “Monarquia versus República”, a decorrer na nossa escola, na Sala de Sessões, no dia 6 de Outubro, pelas 10 horas. A mesma terá por oradores o Dr. João Martins e a Drª Isabel Pestana. Na República tudo é diferente. A República, quando foi implantada, foi quase como uma “salvadora” para muitos portugueses e voltar à moSimone Faria narquia seria andar para trás na História. A Re11º 26 no ano lectivo de 2009/2010 pública trouxe consigo mais igualdade entre as pessoas de todas as classes, aproximando-as, ao mesmo tempo que o poder passou a estar Na minha opinião o regime político mais jusdistribuído nas mãos de todos nós. Igualdade e to, mais completo e mais eficaz para o nosso República caminham juntas. Por isso gosto tanpaís é a República. É assim que eu gosto que to dela. Portugal seja. Seria uma anarquia total se, actualmente, Não consigo imaginar-me a viver numa épocom os valores contemporâneos que defendeca em que a monarquia vigorasse. Considero-a mos, retornássemos à monarquia em Portugal. profundamente desigual e profundamente injusE a República hoje, não só é um regime, como ta. Nela existe um rei/rainha que julga estar num já assumiu o carácter de valor completamente patamar superior, e que por isso não se assuestabelecido e completamente inquestionável. me como uma pessoa banal, igual a todos nós. Para mim é verdadeiramente impensável viver Porque nasceu em “berço de ouro”, pensa estar em Portugal sem República. Nem tudo é belo e acima de tudo e de todos. Discordo profundaperfeito na República, mas por enquanto contimente das sociedades actuais que ainda posnuo a preferi-la à monarquia, talvez por ter sido suem reis e rainhas, apesar de não terem poder tão esperada… por ter sido uma esperança… quase nenhum. São meros símbolos que, para por ter sido uma conquista na História… ou talmim, nada significam, apenas preocupados em vez por, simplesmente, ser mesmo o melhor regastar fortunas e manter a imagem e a aparêngime político até agora posto em prática. cia, evidenciando o seu estatuto superior. 40


de máquinas fotográficas. Será um monarca diferente? Não. Para além disto, a questão da hereditariedade e da educação que um monarca recebe desde criança, para o preparar para o seu papel futuro, faz-me crer que um monarca será a figura ideal para chefe de Estado - aliado ao poder da tradição, à imparcialidade na política e à ideia de símbolo da união de um país, quer nos momentos bons, quer nos momentos mais difíceis. (…) Claro que quando penso na hipótese de um monarca para Portugal, gostaria que fosse um monarca com mais algum poder efectivo, com mais liberdade para emitir a sua opinião e mais possibilidade para defender o seu povo quando algo de mal lhe acontece. Não quereria ter um monarca inflexível, preconceituoso, medroso, facilmente influenciável, mas sim um monarca com uma mente aberta e espírito crítico, algo que acredito que o século XXI proporcionará às casas reais europeias existentes. Resumindo, entre um presidente e um monarca não há diferenças concretas e radicais, o que há é uma pessoa que lidera uma nação e que representa um país. Então, porquê viver com uma pessoa diferente de cinco em cinco anos, quando se pode viver com a mesma pessoa a vida inteira?

Ana Filipa Botelho 11º 26 no ano lectivo de 2009/2010

Se eu pudesse escolher, o meu país seria uma monarquia constitucional porque o cargo de chefe de Estado implica, hoje em dia, independentemente do regime, os mesmos direitos e deveres (pelo menos na maior parte dos actuais países), assim como o estatuto de figura simbólica, o cumprimento de um protocolo e um comportamento majestoso e cerimonial. Para mim, um monarca e um presidente têm um igual nível de poder: se compararmos o rei de Espanha, Juan Carlos I, por exemplo, ao presidente Aníbal Cavaco Silva, não haverá muitas diferenças, excepto o processo de tomada do poder e a preparação exigida para desempenhar o cargo. Um presidente da República, hoje em dia, é meramente uma figura simbólica; preside às mais diversas cerimónias; acolhe e é recebido por outros chefes de Estado; visita instituições públicas; a nível político tem o poder de passar ou vetar uma lei, simplesmente; em alguns casos é chefe das forças armadas e mecenas da cultura; e entre outras características, é estimado pelo seu povo que o recebe com flores, pequenas bandeiras e com “flashes”

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Em torno do património barroco da cidade do Funchal: Os baixos-relevos de Abraão e Melquisedec, Arca da Aliança, Agnus-Dei e Visão e vocação de Isaías, hoje no Museu de Arte Sacra do Funchal madeirense, que visitou a nossa ilha em 18531854 tendo anotado no seu diário os costumes e tradições da Ilha da Madeira: “Na Quinta-Feira Maior fomos ver o altar em que fica depositado o Santíssimo até ao dia seguinte, e que era magnífico: atingia quase o tecto da Sé e ocupava todo o transepto meridional, formava uma pirâmide, com degraus na parte da frente e estava coberto de centenas de círios acesos, entremeados de flores, imagens pequenas, roupagens e guarnições de ouro e prata, sendo tudo sobreposto de um cofre de prata com as partículas, e ao lado do altar ficavam soldados de baionetas que representavam os soldados romanos guardando o sepulcro” . Inicialmente, Isabella de França julgava que os soldados tivessem por função afastar e controlar a multidão, mas tratavam-se, afinal, de figurantes . As cenas do Antigo Testamento representadas nestes baixos-relevos remetem para prefigurações eucarísticas, ou seja, temas que anunciam antecipadamente a morte e ressurreição de Cristo. Cada cena encontra-se representada no centro de um painel envolvida por cercaduras ou frisos e separadas por pilastras. A cercadura ou friso superior está decorado com folhas de acantos organizadas por dois módulos, repetidos alternadamente, sendo um composto por duas folhas e um vaso e o outro por duas folhas. Os dois frisos inferiores apresentam rosetas e formas espiraladas, organizadas e compostas através de jogos de simetria. As quatro pilastras que separam os painéis são rigorosamente iguais, encimadas por um enrolamento e suportadas na base por uma cabeça de leão bem expressiva, com boca aberta e enormes garras, que se adapta ao terminus da pilastra para assentá-la firmemente no chão, enquanto no centro observamos uma grande folha de acanto bem lavrada e relevada, de ponta enrolada e levantada, com marcação das nervuras . Entre o enrolamento e a folha de acanto encontram-se cinco formas ovaloides, meramente decorativas. O enrolamento, a folha de acanto e o leão formam superfícies côncavas e convexas de acentuadas saliências e cavidades que criam

Rita Rodrigues* Coordenadora Dep. Exp. Artísticas

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ntraram, em 1955, para o espólio do Museu de Arte Sacra do Funchal quatro baixos-relevos em madeira estofada e dourada, Abraão e Melquisedec, Arca da Aliança, Agnus-Dei e Visão e vocação de Isaías, obras do século XVII (1648-1654) do imaginário e entalhador madeirense Manuel Pereira, activo na Ilha da Madeira entre 1624 e 1679 . Têm o registo MASF8, MASF9, MASF10 e MASF11. Estes quatro painéis eram montados nas escadas que ladeavam o tabernáculo da Última Ceia, peça também incorporada no citado museu em 1995 (MASF346), e faziam parte de um antigo camarim da Sé do Funchal que era montado na Semana Santa com grande esplendor. A primeira descrição que conhecemos deste camarim é do século XIX e foi escrita por Isabella de França, senhora inglesa casada com 42


leituras diferenciadas de luz e claro-escuro. Lateralmente estas pilastras são decoradas com elementos florais. Embora as folhas de acanto (acanthus mollis) sejam elementos decorativos nestes painéis, porque representadas nas cercaduras, a sua presença evidenciada, especialmente nas pilastras, pela sua dimensão, poderão “indicar que as provações da vida e da morte, simbolizadas pelos espinhos da planta, tinham sido vencidas” , sendo também símbolo de triunfo. O mesmo sucederá à figura do leão, animal conotado com a força e braveza desde os tempos da Antiguidade. O leão poderá simbolizar Cristo, “o leão de Judá” porque “Judá é um leãozinho” (Gn 49, 8) , e a sua ressurreição, atendendo que enquanto dorme o leão mantém os olhos abertos como “también Jesús dormía en la cruz y en seu sepulcro, pero su naturaleza divina velaba” . É também a encarnação do poder, sabedoria e justiça. Contava, ainda, uma lenda antiga que a leoa dava à luz filhotes mortos que ressuscitavam passados três dias, como “Cristo [que] morreu pelos nossos pecados (…); foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras” (I Cor 15, 3-4) Nos homens adultos (profeta, patriarca, reisacerdote, povo), como também na figura de Cristo, os cabelos são longos, as barbas fartas e pontiagudas. Os cabelos e as barbas são texturados com linhas serpentiformes, criando efeitos em forma de caneluras, cuja técnica foi igualmente aplicada nos cabelos dos anjos, nos animais para identificar os pelos (leão da pilastra, boi do cortejo, touro e leão alados), na representação da água e do fogo, como ainda nas cordas da harpa, aqui segundo uma orientação rectilínea. Para a representação da lã (carneiros, Agnus-Dei), o imaginário recorreu à modelação de caneluras idênticas às anteriores, procedendo, no entanto, a acentuados enrolamentos e formas espiraladas que constituem pequenas superfícies esféricas, contribuindo para uma melhor leitura tridimensional das mesmas. Idêntica solução técnica foi aplicada nas nuvens, embora aqui evidenciando e acentuando as configurações espirais e o dinamismo. As alusões a arbustos representados de formas agressivas, pontiagudas e quase triangulares, repetem-se em Visão e vocação de Isaías e Abraão e Melquisedec, sendo o tri-

ângulo isósceles repetidamente usado no nimbo e auréola de Cristo, Agnus-Dei, sol e tiara do reisacerdote, isolado ou em camadas sobrepostas criando ricos efeitos rítmicos. São também de grande riqueza formal as coroas, turbantes, capacetes ou outros elementos que cobrem as cabeças dos diferentes personagens pela variada modelação, drapeados e efeitos decorativos com linhas ondulantes. Na generalidade, a expressão dos homens é severa e grave, e conjuntamente com os anjos e querubins apresentam alguma plasticidade ingénua e certa rigidez formal. Robert Smith afirmou que as “estátuas um tanto toscas do retábulo da capela-mor do colégio estão relacionados com os anjos e crianças dos restos do camarim da sé” , apontando, assim, para o mesmo autor todas estas obras. A perspectiva, escala e profundidade são apontadas através da variação do tamanho das figuras, colocadas em planos anteriores e posteriores, como pelo relevo e saliência das mesmas. As nuvens em formas volumosas e espiraladas, as texturas e formas das copas das árvores, os frutos e as fitas, como os raios que coroam o Cristo, envolvem o sol e o cordeiro, repetem-se no terceiro e quarto painéis, Agnus-Dei e Visão e vocação de Isaías, criando uma linguagem decorativa comum e uniformidade no conjunto. Em todos os painéis, as asas dos anjos, querubins e animais alados apresentam formas desenhadas segundo o mesmo geometrismo formal e iguais escalonamentos das camadas de penas. O segundo, terceiro e quatro painéis, Arca da Aliança, Agnus-Dei e Visão e vocação de Isaías, caracterizam-se por grande profusão de figuras, espaços totalmente cheios, enquanto o primeiro painel apresenta maior economia de elementos composicionais e é o único que envolve a cena em cartela. No que concerne aos temas dos painéis, Manuel Pereira seguiu gravados ilustrativos dos textos bíblicos do Antigo Testamento. Através dos tratamentos escultóricos aplicados nas nuvens e nas copas das árvores, como em alguns elementos decorativos, parece o imaginário conhecer alguns gravados de Virgil Solis (15141562) ou dos seus seguidores . Todos os temas representados nestes pai 43


néis remetem para textos bíblicos: 1. Abraão e Melquisedec: “encontro de Abraão quando este voltava vitorioso da batalha contra os reis” (Hb 7, 1); Melquisedec prepara pão e vinho para oferecer a Abraão. 2. Arca da Aliança ou Entrada da Arca da Aliança em Jerusalém: a origem, construção, simbologia e desaparecimento da Arca da Aliança vem descrito no Êxodo (Ex 25, 10-22 e 37, 7-9); esta arca era venerada pelos hebreus onde se guardavam os Dez Mandamentos ou Tábuas da Lei, a Vara de Aarão e o Vaso de Maná, os três elementos representativos da aliança de Deus com o povo de Israel, ou seja, a autoridade de Deus e o alimento dos homens, por isso, era entendida como o próprio Deus. 3. Agnus-Dei: é umas das representações simbólicas de Cristo referidas no Antigo e Novo Testamentos; representa a Visão e vocação de

Isaías, profeta que anunciou o sofrimento de Cristo: “Todos nós estávamos perdidos como ovelhas, cada qual seguia o seu caminho, e Javé fez cair sobre ele os crimes de todos nós. Foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; tal como o cordeiro, ele foi levado para o matadouro. (…) Foi preso, julgado injustamente” (Is 53, 6-8). 4. Visão e vocação de Isaías: representa textualmente as palavras escritas por Isaías (Is 6, 1-13): “(…) vi o Senhor sentado num trono alto e elevado. (…) De pé, acima d´Ele estavam serafins, cada um com seis asas: duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés, e com duas voavam” (Is 6, 1-3) . Contam com mais de três séculos e meio de vida e história estes painéis, outrora na Catedral do Funchal, cumprindo a sua função cultual, e hoje no Museu de Arte Sacra do Funchal, merecendo um olhar atento dos visitantes.

A Clonagem - Uma análise crítica Carolina Teixeira 12º 3

Mas o que é a clonagem? A clonagem é um conjunto de procedimentos biotecnológicos ou de processos biológicos que permitem a produção de organismos, de genes ou de células semelhantes geneticamente aos organismos, genes ou células que lhes deram origem. A clonagem está entre as diversas técnicas que pressupõem manipulação de material genético. Existem principalmente duas vertentes da clonagem: a clonagem terapêutica e a clonagem reprodutiva. A clonagem reprodutiva implica a produção de seres, enquanto que a clonagem terapêutica consiste na produção de tecidos ou órgãos. A clonagem tornou-se mais popular entre a comunidade científica em geral quando em 1997 foi anunciada a primeira clonagem com sucesso de um mamífero - a ovelha Dolly. No entanto, esta ovelha envelheceu muito depressa, tendo falecido em pouco tempo. A principal causa de debate em torno da clo-

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a aula de Psicologia do dia 15 de Outubro de 2010 assistimos ao documentário «Clonagem» da National Geographic Society. Foi-nos proposto realizar uma análise crítica do tema.

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nagem são os princípios éticos e morais. A base da nossa sociedade é a família e com a clonagem o conceito de família deixaria de ser o que até hoje está estipulado; por outro lado, mexeria com o conceito da espécie humana, pois já não seria necessário um homem e uma mulher para que houvesse descendência. Temos ainda que a ideia de clonagem para grande parte da população remete para a imagem de grupos de zombies e monstros ou até mesmo a ideia de que após a clonagem as crianças clonadas possam ser usadas como objectos ou ainda o facto da clonagem poder gerar a ideia de raça superior. Será correcto criar um ser para posteriormente matá-lo e usar os seus órgãos noutro? Não são já os gémeos clones ou réplicas geneticamente idênticos? Será correcto escolher as características da descendência no momento da fecundação? Será correcto numa família a filha ser completamente igual à mãe e não ter ligação genética com o pai, ou pelo contrário o filho e o pai serem geneticamente idênticos e este não ter qualquer ligação genética à mãe? São questões como estas que criam tanta discussão em torno da clonagem. O desenvolvimento da clonagem leva ao desenvolvimento da genética e sendo o Homem um ser com comportamento imprevisível é difícil imaginar onde este desenvolvimento nos levaria, quando atingiria os seus limites ou se a humanidade saberia quando já não estava a agir para o bem da espécie ou até mesmo para o bem do planeta. Por outro lado, este processo causa polémica dentro da própria ciência pois não só a igreja se opõe, como existem também cientistas que não concordam com a clonagem. Os argumentos a favor da clonagem são o

facto de esta ser vista como uma esperança para os doentes com diabetes, insuficiência renal, artrite, Parkinson, Alzheimer, lesões na coluna, sida e outras doenças que até aos nossos dias não têm cura ou tratamento possível e por outro lado serviria como método de substituição de processos como a fecundação in vitro, nos casais inférteis. Para além de ter efeitos directos no ser humano, a clonagem poderá ser a esperança de algumas espécies em vias de extinção (como no caso dos bisões, apresentado no documentário), animais já extintos ou até mesmo na produção de animais mais propícios ao consumo como, por exemplo, as galinhas perfeitas do geneticista Rob Etches. Concluindo, em termos gerais, sou contra a clonagem, principalmente a clonagem reprodutiva. Isto porque não acho correcto a criação de um ser humano geneticamente igual a outro que já existe. No caso dos gémeos geneticamente idênticos, são gerados simultaneamente e segundo um processo relativamente natural enquanto que no caso da clonagem trata-se de um processo artificial de produção de seres. Em relação à clonagem terapêutica, acho que é importante que se invista nela, pois como no exemplo referido no documentário acerca da clonagem de porcos com órgãos propícios à utilização no ser humano é importante chegar a terapias, tratamentos e curas de doenças que matam população das variadas faixas etárias no nosso planeta. É verdade que o porco também é um ser vivo, mas se matamos porcos e outros animais para a nossa alimentação, estes «novos porcos» seriam um investimento na área da medicina

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Visita à exposição “PROLONGADA À LUZ” Museu de Arte Contemporânea do Funchal

Arte Contemporânea do Funchal, é um espaço de cultura, de exposições temporárias e de divulgação da arte, contudo levanta algumas questões, nomeadamente o espaço em si, ou seja, será que esse local está apto a receber obras de grandes dimensões e determinadas características que apresenta a arte contemporânea? Mas sendo um museu um espaço de exposição, divulgação e promoção da arte, com espólio próprio e realizando ciclicamente exposições, com responsabilidades de preservação e conservação das obras, então o Museu de Arte Contemporânea do Funchal cumpre as suas funções sociais e culturais. Com as alterações ocorridas na arte, essencialmente a partir dos anos 60 do século XX como o surgimento de produções nas áreas dos Happenings, Performances, Instalações, Novo Realismo, Land Art entre outros, os museus tiveram de utilizar estratégias de modo a conseguir acolher esta nova arte (novas linguagens, suportes, materiais e dimensões). Com isto surgiram os museus de arte contemporânea criados de raiz que na Madeira remete para o caso do Centro das Artes – Casa das Mudas (Calheta) da

Daniel Faria, Juan Fernando e Paulo Jorge 11º 13 – Curso de Artes Visuais/ História da Cultura e das Artes

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que hoje conhecemos por Museu de Arte Contemporânea do Funchal foi anteriormente um forte que servia de defesa à cidade do Funchal contra os ataques piratas. O Forte de São Tiago nasceu na sequência da construção do muro da cidade do Funchal. Teve início em 1614 e em 1620 já estava concluído. A sua traça deve ser atribuída a Jerónimo Jorge, que era fortificador e mestre das obras reais na Madeira, mas a conclusão coube a Bartolomeu João, seu filho, em 1654. Esta fortaleza sofreu obras no século XVIII sob a direcção de Francisco Tossi Columbina, engenheiro, que se encontrava no Funchal para dirigir as obras do porto da cidade, durante a governação de José Correia de Sá. Serviu também de acolhimento às tropas britânicas durante as invasões napoleónicas. No século XIX o forte de São Tiago sofreu novas obras e já no século XX, em 1901, foi ornamentado para receber a visita do rei D. Carlos, único rei português a visitar a Madeira. Serviu de quartel até 1992. A partir desta data foi cedido ao Governo Regional da Madeira para organizar o Museu Militar e se aproveitar o edifício e instalações para fins culturais. Assim, o Forte de São Tiago foi adaptado a uma nova realidade. Com o passar dos anos deixara de ter as principais funções de outros tempos e passara a ser um local de referência cultural. O seu espólio foi formado a partir do prémio de Artes Plásticas da Cidade do Funchal que teve lugar em 1966 e 1967, e hoje conta com obras de conceituados artistas como Pedro Cabrita Reis, Ana Vidigal, Gäetan, Eduardo Batarda, Daniel Blaufuks, Miguel Branco, Calapez, Pedro Casqueiro, Álvaro Lapa, João Vilhena, Pedro Proença, Fernando Calhau, António Palolo, Lourdes Castro, João Queiroz, Michael Biberstein, etc. O Forte de São Tiago, ou seja, o Museu de

Hugo Olim Sync (da serie Trailers) Retroprojector e película cinematográfica Dimensões variadas 2010

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o que observamos na exposição “PROLONGADA À LUZ” dos artistas madeirenses Carlos Valente, Vítor Magalhães e Hugo Olim (Novembro e Dezembro de 2010). “PROLONGADA À LUZ” é uma exposição que abarca instalação, vídeo, fotografia, cinema e multimédia. O aproveitamento do espaço do Forte de São Tiago para esta exposição, em concreto, é inteligente, pois foram aproveitados os espaços de menor intensidade luminosa provocando, assim, a sensação de estarmos no cinema, porque as obras expostas estão directamente relacionadas com materiais e técnicas usados na projecção dos filmes. A transformação do Forte de São Tiago para museu foi benéfica embora nem todo o tipo de peças possa ser exposto naquele espaço, limitando-se a pequenas instalações e obras de pequeno formato. É sem dúvida uma mais valia para a cidade do Funchal possuir um espaço cultural no qual se possa apreciar arte contemporânea realizada quer por artistas madeirenses, continentais ou estrangeiros. Permite ampliar os nossos conhecimentos, em determinados aspectos, e direccionar o público para novas realidades e visionamentos. A utilização do Forte de São Tiago, como um espaço dedicado a exposições de obras diversas, é uma óptima oportunidade para relacionar o passado com o presente. Com efeito, um edifício histórico do séc. XVII que sofreu várias transformações e que integra o património regional, é importante conservar, preservar e, agora, reutilizar como espaço cultural.

Hugo Olim Película cinematográfica, 2 ecrãs 15,4’’ e inversor. 69 x 22 cm 2010

autoria do arquitecto madeirense Paulo David, que já apresenta outras preocupações de modo a abranger as mais diversificadas obras contemporâneas. Por isso, o Museu de Arte Contemporânea do Funchal, deve ser entendido como um espaço cuja função foi alterada e, por isso, há uma adaptação das obras ao espaço/museu. É Carlos Valente Circuito – Instalação (vídeo: captação directa, gravação e tratamento analógico; equipamentos de edição e leitura; cabos diversos) 2010 Fotos: Daniel Faria

Bibliografia e sitografia http://www.guiadacidade.pt/portugal/poi/18366/31/forte-de-sao-tiago-museu-de-arte-contemporanea http://pt.wikipedia.org/wiki/Fortaleza_de_S%C3%A3o_Tiago_do_Funchal Roteiro histórico turístico da cidade do Funchal, coord. por Rui Carita, Funchal, C.M.F. / 500 Anos Cidade do Funchal, 2004, pp.35-37

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RÓTULOS gros, ciganos, aldrabões, criminosos, bêbados, drogados, inúteis, ricos, pobres, homossexuais, mendigos, supérfluos, entre muitos outros que seriam impossíveis de enumerar. Preconceitos e estereótipos estão associados aos rótulos que atribuímos. Mas, quando o fazemos, esquecemo-nos que o «rotulado» é uma pessoa tal como nós com sentimentos e emoções e que os podemos ferir com este hábito fútil de marcar as pessoas como um mero artigo de supermercado. È verdade que o exterior diz muito acerca do que somos, mas há coisas que só podem ser desvendadas com o tempo. As palavras não dizem o que somos. Mas serão os rótulos assim tão maus? Sim, não, talvez. O rótulo, apesar das controvérsias, é uma forma de defesa. Caberá então a cada um de nós pesar ambos os lados e decidir em plena consciência o melhor a fazer.

Daniela Silva 10º 1

A

credito que todos nós temos o péssimo hábito de olhar para alguém que passa por nós e classificá-lo, de algum modo, mesmo que não o manifestemos. Instintivamente , inserimos esse determinado alguém numa determinada categoria atendendo a uma certa ideia pré-concebida meramente baseada numa determinada forma de vestir ou num determinado comportamento. Não é que o façamos de propósito, é natural. Por mais que neguemos, a primeira impressão vale muito. Achamos retardados os que têm raciocínio mais lento que o nosso, inúteis os deficientes físicos, inconveniente quem diz as verdades quando não dá jeito. Dividimos, assim, a sociedade em que vivemos em grupos: marrões, ne-

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DOM DUARDOS (e uma ida ao teatro) particularmente de História da Cultura e das Artes temos consciência dos diferentes factores que determinam ou condicionam a formação dos nossos alunos como potenciais fruidores: desde o factor social, onde a educação informal e familiar pode diferir da educação escolar gerando diferentes níveis de educação e instrução; do factor económico, que condiciona o acesso aos bens culturais; do factor cultural, que acentua a diferenciação dos níveis de comunicação criando limiares confusos e ténues no papel primordial da escola: educação, instrução e/ou certificação?; do factor geográfico, que contribui para a integração da escola e do aluno num ambiente sócio-cultural profícuo e a acessibilidade aos bens culturais (bibliotecas, teatros, cinemas, salas de espectáculos, museus, galerias…); do factor regional (ou local), onde se considera a localização da escola (espaço urbano ou rural) como a relação dos estímulos culturais da escola com os estímulos culturais dos alunos ou ajuste ou desajuste entre a proposta cultural da escola e a vivência cultural do aluno; e do factor psicológico, ou seja, o que determina a formação da personalidade, das vocações, das aptidões, dos gostos … Apesar de todas as condicionantes e limitações, continuamos a acreditar e a sonhar (enquanto não inventarem um imposto que nos afaste desta realidade) que a educação artística contribuirá pouco a pouco, pedra a pedra, para a construção de uma escola mais cultural, porque a alfabetização (cultural) contribuirá para a construção de uma sociedade mais feliz (infelizmente, ainda, distante dos propósitos iluministas!). Não entendemos a escola como um atelier estereotipado, de formas velhas e arcaicas, onde cada indivíduo é ensinado a seguir o caminho do vizinho, mas pelo contrário, um espaço dinâmico e interactivo, onde cada “um”, no seu “eu individual” aprende, num processo construtivo, a ser crítico (e auto-crítico), activo, interventivo e criativo. Mas perante a realidade de alguns programas escolares somos obrigados, ainda, a

Rita Rodrigues* Coordenadora Dep. Exp. Artísticas

Pensa-se, ou deviam pensar, numa escola cada vez mais cultural, mas a exigência de programas extensos, de exames que pretendem aferir mais o trabalho dos docentes do que a verdadeira experiência de ensino-aprendizagem vivida pelos alunos ou da sua real dimensão na aquisição e assimilação de conhecimentos e sua praticabilidade, afastam os docentes da envolvência em actividades extra-curriculares ou de acompanhar os jovens em visitas de estudo, actividades culturais, etc. Apesar desta realida-

Fotos: Estúdio Quatro Duarte Rodrigues

de, deve-se referir que a nossa escola apresenta uma dinâmica significativa, e de visibilidade social, no que concerne à sua participação em projectos, clubes, actividades extra-curriculares ou de complemento curricular, que abarcam áreas diversas como a música, artes plásticas, fotografia, teatro, escrita, ambiente, informática, desporto, etc. Como docente do Curso de Artes Visuais e 49


partilhar a opinião de Carl Rogers quando afirma que em educação tendemos para formar indivíduos conformistas, estereotipados, quando deveríamos apostar na formação de pensadores livres. Por isso, sempre que possível facultaremos (ou incutiremos) uma visita de âmbito cultural a um museu ou galeria de arte, ou ida ao teatro, espectáculo …

co: Celina Pereira, do grupo de Biologia, que interpretava a personagem Maimonda; Maria José Assunção, do grupo de Português, que representava Constança Roiz, mulher do hortelão; e São Gonçalves, do grupo de Artes Visuais, responsável pela cenografia, guarda-roupa e direcção artística. Aqui ficam as opiniões de alguns alunos: A ida ao teatro Baltasar Dias foi agradável pois convivemos com os colegas e professores. A parte que mais valorizei foi o momento do espectáculo com o fogo que antecedeu à peça e da música que se adequava ao tempo encenado. A peça Dom Duardos foi muito cómica, mas um pouco maçadora (parte em que uma personagem entrava em palco, várias vezes, sem falar e todas as atenções centravam-se nesse momento). As minhas personagens preferidas foram os camponeses, pois foram os que deram graça ao espectáculo por serem atrevidos e um cavaleiro com a sua amada. Também gostei da personagem Dom Duardos pois era um cavaleiro humilde, trabalhador que queria aprender a ser melhor e apaixonado. Espero que se façam mais visitas ao teatro e a lugares educativos para aumentar o nosso gosto cultural.

Fotos: Estúdio Quatro Duarte Rodrigues

Acompanhamos um grupo de alunos do 11º. 12ª. do Curso de Artes Visuais ao Teatro Municipal Baltazar Dias, no dia 19 de Novembro, pelas 21.30h, para assistir à peça DOM DUARDOS, uma tragicomédia de Gil Vicente, encenada por Duarte Rodrigues e co-produção da Companhia Contigo Teatro e do Grupo Mímica e Teatro Oficina Versus. «‘Dom Duardos’ foi escolhida numa tentativa de contribuir para a divulgação da obra vicentina, “reconhecendo a sua intemporalidade e universalidade”. Gil Vicente é estudado nas escolas, mas pouco, daí que, “tendo consciência da importância que o teatro tem enquanto veículo de divulgação dos nossos clássicos que os currículos escolares nem sempre contemplam com a projecção que merecem, preparámos este espectáculo para o público escolar do 3º. Ciclo e do Ensino Secundário (...)”, refere a organização. A peça narra a paixão do cavaleiro Dom Duardos por Flérida, por entre outras peripécias, onde inclusive se escarnece do artificialismo do amor cortês» . Do elenco desta peça faziam parte três professoras da Escola Secundária Francisco Fran-

Grécia Matos, 11º.-12ª Quando falamos em teatro muita gente pensa logo em “seca”, pois devo dizer desde já que não o é. Teatro, para quem realmente sabe apreciar, é lindíssimo e por muitas vezes mais divertido que o cinema, tanto a fazê-lo como a vê-lo. Eu gostei imenso de ver a peça “Dom Duardos” no Teatro Municipal Baltazar Dias. Achei que estava tudo óptimo, o cenário, a iluminação, as roupas, a maneira como as personagens realmente representavam é de louvar. Actores excelentes criaram uma peça excelente, que foi o caso de Dom Duardos. Ana Paula Neto, 11º.-12ª.

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Gostei da ida ao teatro, especialmente do cenário, as cores, a iluminação e a indumentária dos actores. Michele, 11º.-12ª Eu gostei imenso da peça especialmente do espectáculo com fogo antes da peça e das partes cómicas... A peça foi espectacular visto não ter sido sempre monótona e até incluíram umas partes cómicas... Para além disso gostei dos cenários... Emerson

Foto: Grécia Matos

LÓGICA Carina Gouveia 11.º 11

princípios, com a nossa opinião. E se as nossas acções determinam o nosso carácter, aquilo que somos, nada há de mal no pensamento de Parménides. Mas se, por outro lado, considerarmos não um ser racional, mas um ser irracional, então teremos outra situação. Estes seres agem por instinto, não são capazes de pensar, não têm noção do certo e do errado. Eles são aquilo que os instintos os levam a ser. Será correcto, então, considerar, nesta situação, que pensar e ser são equivalentes? Os seres irracionais existem, logo são, e, nessa mesma lógica, seriam o que pensam, ou seja, seriam de acordo com aquilo que fazem. Pois, não são aquilo que pensam. Se considerarmos os seres racionais, aqueles que pensam, ao pensar recorrem necessariamente à lógica, na medida em que esta disciplina da filosofia é indispensável na construção do pensamento e da linguagem. Se um ser racional agir instintivamente, o que também pode acontecer, consequentemente, as suas acções não serão ponderadas, não serão coerentes com o seu pensamento. Logo, não poderá ser julgado pelo que fez, porque aquilo que fez não foi aquilo que pensou. Assim, encontro mais uma prova de que a afirmação de Parménides não poderá estar correcta na sua totalidade. Concluindo, de acordo com os exemplos acima apresentados, eu não posso concordar plenamente com o pensamento de Parménides.

A lógica é uma disciplina da filosofia que estuda argumentos a fim de saber se estes são ou não válidos. A importância que a lógica desempenha na vida humana consiste em nos ajudar a pensar com coerência, fazer-nos pensar de uma forma correcta, podendo assim tirarmos conclusões correctas, quando nos são apresentados argumentos no nosso dia-a-dia. Com a lógica, podemos ver se as conclusões que nos são apresentadas diariamente fazem realmente sentido e, se, em geral, tudo funciona em conformidade. Podemos também analisar e ficar a saber se, do encadeamento das premissas dos nossos argumentos, podemos realmente obter as conclusões a que chegamos. Assim, a lógica permite-nos analisar e corrigir situações do nosso dia-a-dia, tornando-se muito importante na vida humana. Sara Patrícia 11.º 10

“O mesmo é pensar e ser”. Ora, por exemplo, tal como o nome indica, um ser racional é capaz de pensar. Logo, Parménides, ao afirmar que ser e pensar são a mesma coisa, na minha opinião, está correcto. Porquê? Porque nós somos o que pensamos. Agimos de acordo com os nossos 51


Os alunos e as professoras coordenadoras do Projecto FraNET participaram numa actividade de intercâmbio, no decurso do ano lectivo de 2009/2010, entre a Escola Secundária de Francisco Franco e os Lycées de Valin e Antoine de Saint-Exupéry, em La Rochelle, em França. Este intercâmbio surgiu da iniciativa da professora Linda Baracchini, que, em conjunto com as professoras Frédérique Richer e Colette Leviel, entraram em contacto com as professoras coordenadoras do Projecto FraNET da E.S.F.F., projecto de complemento curricular que interliga o ensino/aprendizagem

da língua francesa e as novas tecnologias. Os alunos e as professoras coordenadoras do FraNET, Luísa Chaves, Teresa Sousa e Sara Jardim, abraçaram este projecto com todo o entusiasmo e embarcaram numa odisseia de diligências para poder levá-lo a bom porto: apresentação do projecto de intercâmbio aos órgãos da escola, planificação dos vários momentos, contacto com diversas instituições, correspondência entre todos os participantes, angariação de fundos, etc. Nos finais do mês de Março, o grupo de três professoras e dezoito alunos franceses visitaram a ilha da Madeira, onde, durante sete dias bem

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preenchidos, puderam apreciar a beleza da ilha, mergulhar na sua cultura e desfrutar da hospitalidade das famílias madeirenses. Puderam igualmente constatar o quanto já havia sido recuperado após a catástrofe que nos assolou em Fevereiro. Ao longo da semana, o programa compreendeu inúmeros passeios, nomeadamente, ao Monte, à Ribeira Brava, à Calheta, à Camacha, ao Santo da Serra, a Machico, a Santana e passeios a pé pela cidade do Funchal. Os alunos e professoras franceses visitaram igualmente o Jardim Monte Palace da Fundação Berardo, a Câmara Municipal do Funchal e o Salão Nobre e Paços do Concelho, o Jardim Botânico, o Hotel Reid’s Palace, Palácio de São Lourenço, o Museu Madeira Wine Company, o Golden Gate Grand Café, o Centro Cívico Cultural de Santa Clara – Universo de Memórias João Carlos Abreu, o IVBAM (Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira), o Forte de São Tiago e Museu de Arte Contemporânea, o Museu Story Centre, o Engenho do Mel, o Centro das Artes – Casa das Mudas, o Cen

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professores da Escola Secundária de Francisco Franco visitou locais de interesse histórico e cultural, museus e monumentos, parques e jardins, contactou com escolas, bibliotecas e instituições locais, deslocou-se às ilhas de Ré eAix, tendo crescido em conhecimento e vivências, numa aprendizagem intercultural de identidades e diferenças.

No dia 14 de Maio, fomos acolhidos em La Rochelle de forma calorosa, pela professora Linda Baracchini e pelas famílias anfitriãs, tendo sido os alunos encaminhados para os respectivos lares. No dia 15, sábado, algumas famílias e seus correspondentes passaram o dia prazeirosamente no Marais de Poitevin, desfrutando da calma e da beleza desta «Veneza» francesa. Outras famílias optaram por outros passeios e actividades, nomeadamente, o circuito mundial de saltos ornamentais de rochedos e passeios pela bonita região de Poitou-Charentes. À noite, a maioria dos participantes aderiu às iniciativas desenvolvidas em torno da «Noite dos Museus». No dia 16, domingo, cada família responsabilizou-se pelo seu correspondente, proporcionando-lhe um dia diferente de convívio e lazer. No dia 17, segunda-feira, o grupo de alunos e professores portugueses visitaram o Lycée Antoine de Saint-Exupéry, designadamente, os diferentes espaços administrativos e de recepção, as salas de aula, o internato, a enfermaria, os espaços consagrados ao desporto e o CDI, entre outros. Alguns dos alunos portugueses tiveram a oportunidade de assistir às aulas dos seus correspondentes, o que lhes permitiu entrar em contacto com disciplinas comuns ao seu próprio currículo, mas na língua estrangeira em estudo, o Francês. Depois de almoçar na can-

tro do Vime e o Parque Temático da Madeira. Dois meses depois, coube ao grupo de alunos e professores portugueses ser acolhido em La Rochelle, uma importante cidade francesa situada na região de Poitou-Charentes. Com mais de mil anos de história, o coração de La Rochelle é formado por lindíssimos prédios de calcário, por belas ruas ladeadas de arcadas e pelo antigo porto, que data de séculos passados em que o comércio de conhaque, sal e vinho trouxe prosperidade à cidade. Durante uma semana, o grupo de alunos e

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espécies marinhas e pela arquitectura particular, e a Médiathèque Michel Crépeau, espaço de cultura que surpreendeu pela inovação e diversidade.

No dia 19, quarta-feira, os alunos e professores usufruíram de um cruzeiro inter-ilhas, passando pelo Forte Boyard, construído no século XVII para proteger dos ataques da marinha inglesa junto com as demais fortificações, o Arsenal Marítimo de Rochefort, e de um passeio a pé pela ilha d’Aix. Neste espaço paradisíaco, os alunos desfrutaram de um piquenique à beira mar e de um passeio de bicicleta. No dia 20, quinta-feira, o grupo reuniu-se na Praça de Verdun e partiu para ilha de Ré, onde passou um dia maravilhoso, numa ilha onde a natureza, os pântanos, as florestas e as dunas misturam e declinam os perfumes do oceano. Em La Flotte, os alunos portugueses foram desafiados para um jogo-questionário sobre o mercado pitoresco desta povoação. Este dia possibilitou ainda um passeio a pé em Bois-Plage de Ré e um piquenique em Saint-Martin-de-Ré.

tina da escola, o grupo passeou pela belíssima cidade de La Rochelle, tendo sido gentilmente guiados através do velho porto e do centro histórico da cidade. Foi-nos ainda proporcionada a visita ao Musée du Nouveau Monde. No dia 18, terça-feira, a manhã foi passada no Lycée Antoine de Saint-Exupéry, onde almoçámos. Na parte da tarde, visitámos o Aquarium de La Rochelle, que deslumbrou pela variedade de

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No dia 21, o grupo reuniu-se pela última vez no Lycée Antoine de Saint-Exupéry para uma despedida sentida, após uma semana de convívio saudável e enriquecedor. Este intercâmbio não teria sido possível sem o apoio e a dedicação de muitas pessoas e instituições que tornaram estas semanas memoráveis. A nossa sincera gratidão à Direcção Regional de Turismo, à Direcção Regional de Florestas, à Direcção Regional dos Assuntos Culturais, à Direcção Regional da Educação, à Escola Secundária de Francisco Franco, à Escola Básica e Secundária de Machico e à Escola Básica e Secundária da Calheta. Um agradecimento especial à Câmara Municipal do Funchal, à Câmara Municipal de Santana, à Junta de Freguesia de Santa Luzia e ao Consulado da França na Madeira. Um agradecimento sincero

ao IVBAM, à Fundação Berardo, ao Centro Cívico Cultural de Santa Clara (Universo de Memórias), ao Centro das Artes – Casa das Mudas, ao Museu de Arte Contemporânea, ao Madeira Story Centre, ao Museu da Madeira Wine Company e ao Palácio de São Lourenço. O nosso profundo agradecimento ao Hotel Reid’s e ao Golden Gate Grand Café. Esta menção estende-se igualmente às empresas Porto Santo Line, Aquagym, House & Craft, Teresa Spínola Cabeleireiros, Salão Cabeleireiro Unisexo Graça, Grafimadeira, Pereira d’Oliveira, Vinhos Barbeito Madeira e Justino e Henriques e Filhos. Finalmente, agradecemos de todo o coração a musicalidade contagiante do Dr. Mário André e a generosidade incansável da Dra. Margarida Camacho, sem a qual nada teria sido possível.

J ’ai t out aimé, sur t out le beau t emps, Pour moi, l’échange s’est t r ès bien Un voyage la plage, les f amilles et la bonne passé. À Madèr e, le paysage est inoubliable! (A ur élie humeur ! I noubliable! (Mélanie Ronsin) magnif ique mais les r out es Pichar d) danger euses. I ci les per sonnes savent S uper , à r ef air e! (E lsa r ecevoir et nous met t r e à l’aise. Poisbeau) Une végét at ion T r ès bien, mais S ur t out ne changez r ien! (Clar a VE RT E , une mer c’ét ait t r op cour t ! Lef ay) BLE UE , un soleil J ’ai bien aimé les (J or dan T eix eir a) J A UN E ,…de la baignades sur les belles couleur , t ouj our s de plages. I l f ait t ouj our s J ’espèr e r evenir à la couleur et encor e beau et chaud! Les gens C’est le meilleur Madèr e mais cet t e f ois de la couleur ! E u sont super gent ils! C’est voyage de t out e ma avec ma f amille! (Claudia volt o! (Colet t e Leviel) une île super belle avec vie! (Léa Phelippeau) Dr apeau)

T r ès bien, mais t r op cour t ! (Gabr ielle Vet eau)

Les madér iens mangent beaucoup, des plat s délicieux . Une t r ès bonne ent ent e ent r e t ous les cor r espondant s! (Mélanie Cor r eia)

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des paysages var iés et un climat par f ait ! (Romane Mendes da S ilva)


S i possible, j ’aimer ais r evenir à Madèr e avec mes amis et ma f amille. (Max im Pr évot )

O int er câmbio f oi o melhor que podia t er acont ecido, ador ei imenso. F icar á par a sempr e na minha memór ia (A nia)

Gost ei de t udo, da f or ma como f ui r ecebido, da f amília, do clima, das paisagens e das f r ancesas! (Valt er ) A dor ei! F ant ást ico! Uma ex per iência inesquecível! (Paula)

Gost ei de t udo mesmo... das paisagens, do convívio, das pessoas, da f amília de acolhiment o... (Micas) J ’ai bien aimé même si au dépar t j ’avais le blooz e (blues). J e ne veux plus par t ir ! (É lodie Labr egèr e)

Gost ei t ant o que quer o j á volt ar amanhã! (E ma)

De la génér osit é, du savoir vivr e, de la convivialit é…que de bons ingr édient s ! (F r édér ique Richer )

A dor ei! F ant ást ico! Uma ex per iência inesquecível! (Paula)

O int er câmbio f oi a melhor ex per iência da minha vida, e agr adeço aos meus pais a opor t unidade que me der am. (F ilipa)

O s hábit os f r anceses são dif er ent es mas int er essant es! Gost ei de apr ender coisas novas! (H ugo)

S e eu gost ar ia de volt ar à La Rochelle? S em dúvida nenhuma, ia j á no pr óx imo avião! (Belinda) A dor ei as pessoas e o local! (Mar iana)

F oi t udo muit o bom. A mei as biciclet as e a liber dade pr opor cionada aos seus habit ant es. A chei um aut ênt ico cenár io de f ilme, quando via pessoas a andar de biciclet a com as suas baguet es acabadinhas de compr ar no cest o. (A na Chaves)

Uma ex per iência unicament e posit iva. A cho que nos ensinou a t odos a ser mos mais r espeit osos e a t er mos uma ment alidade mais aber t a no que diz r espeit o a hábit os e cult ur as dif er ent es. A j udou- nos a cr escer como pessoas... conhecemos não só sít ios novos mas t ambém pessoas que j amais ser ão esquecidas. A lém de agr adecer aos meus pais por me t er em pr opor cionado est a viagem... agr adeço às pr of essor as pela iniciat iva! (Kaylene)

Daniela Silva Cândida Emma Petra 11º 18

Era o paraíso

Mágico lugar aquele Onde teus olhos vi Neles encontrei o que sempre quis Ai! Era o paraíso! Tua pele, suave doçura Teu seio ardente Onde envolvido me encontrei Ai! Era o paraíso!

Eras luz divina Eras minha alma Minha vida a ti entreguei Ai! Era o paraíso! Mas a luz desvaneceu Meu coração se perdeu E a minha vida? Em deserto se transformou! Ai! Onde está o meu paraíso?

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Oh! Meu amor Daniela Freitas 11º 18

Não te quero, não te amo. És um engano, Um engano profano! Oh! Meu amor, oh! Meu amor!

Será amor? Será tentação? Não sei não. Só, nesta perdição! Oh! Meu amor, oh meu amor!

Não quero o teu amor, Não me faz falta. És fogo, fogo que tenta! Oh! Meu amor, oh! Meu amor! 58


Passatempos Horizontais: 1- Foi proclamada em Lisboa a 5 de Outubro de 1910. 7- Interjeição designativa de espanto ou repulsão. 8- Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares. 10- Elemento de formação de palavras que exprime a ideia de ovo. 11- Grupo musical. 14- Batráquio. 15- D. (…) II, último rei de Portugal que partiu para a Inglaterra com a restante família real, ficando aí a viver no exílio. 16Espécie de assento que os monarcas e o papa ocupam em ocasiões solenes. 17- Cortar rente. 20-Símbolo do rad (Física). 22- Orçamento Geral do Estado. 23- Concelho (Câmara Municipal de Lisboa), proclamou a instauração da República. 27- Que tem por costume ou hábito fazer alguma coisa. 29- Contracção de “a” com “o”. 30- Avançar. 31- Perverso. 33- A minha pessoa. 34- Dar uma sova em. 37- Teófilo (…), primeiro presidente da República, mas foi apenas presidente do Governo Provisório até às eleições. 39- Pega. 40- Segundo. 41- Paixão. Verticais: 1- Corto e trituro com os dentes. 2- Interjeição designativa de surpresa, admiração e chamamento. 3- Nome do sétimo planeta do sistema solar, cuja órbita decorre entre a de Saturno e a de Neptuno. 4- Chefe, dirigente ou guia de qualquer tipo de acção, empresa ou ideal. 5- Cento e um em numeração romana. 6- Manuel de (…), foi eleito, em 1911, como primeiro Presidente de Portugal. 7- A (…), hino oficializado em 1911, depois da implantação da República (com música escrita por Alfredo Keil e letra por Henrique Lopes de Mendonça, ainda antes da revolução). 9- Que tem saúde (fem.). 11- (…) Nacional, substituiu a Bandeira da Monarquia Constitucional a 19 de Junho de 1911, depois de se implantar a República. 12- Sem ornatos. 13- Metade de um batalhão. 15- Redução de maior. 18- População em geral. 19- Suar ou transpirar muito. 21- Som de canhão. 24- Elas. 26- Nome feminino. 28- Nódoa na fruta, que começa a apodrecer. 32- Prefixo (oposição). 33- Elemento de formação de palavras que exprime a ideia de “eu”. 35- Eles. 36- Graceja. 38- Antes do meio-dia (abrev.). 59


O clube Desportivo da Escola Francisco Franco Agradece a todos os seus patrocinadores o apoio que lhe tem sido disponibilizado

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