Distribuição Gratuita
Número 17 Abril/Junho 2005
nesta edição: Desporto Escolar: FICHA TÉCNICA N.º 17 - ABRIL/JUNHO DIRECTORA EXECUTIVA DRA. DINA JARDIM COORDENAÇÃO DRA. ALEXANDRA FONSECA (5º/17) DR. CRISTÓVÃO PEREIRA (8ºA) DR. GUALTER RODRIGUES (5º/17) DR. RUI COELHO (11ºB) COLABORAÇÃO CLUBES ESCOLARES DRA. FÁTIMA ABREU DR. ANTÓNIO JORGE ANDRADE DR. JOÃO COSTA E SILVA GILBERTO BASÍLIO GRUPO DE EDUCAÇÃO FÍSICA PROJECTOS ESCOLARES S.A.J.
Entrevista
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Padrinho
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Modalidades
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Nacionais
16
Destaque
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Curso Superior
22
Espaço de Memória
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Clubes & Projectos Semana dos Clubes
30
Fotografia
PATROCINADORES: O LIBERAL
Desenho/Artes Plásticas
CARTONADA
Barbusano Patrimonia
IMPRESSÃO: O LIBERAL, EMPRESA
DE
ARTES
GRÁFICAS, LDA
Inter-Gerações Filosofia Teatro Rádio Inglês Música Matemática Informática Física
Edição 17 Alusão aos desportistas da escola, bem como aos clubes e projectos que a integram.
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Sugestão de Leitura
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Passatempos & Humor
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Serviço de Apoio ao Jovem
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Editorial
Abril/Junho 2005
Dr. António Pires Vice-Presidente do Conselho Executivo
A sociedade sempre depositou na Escola grandes expectativas. Se no passado havia uma identificação relativamente objectiva dessas expectativas, hoje é mais difícil definir o que deve a Escola oferecer. Se no passado se esperava que na Escola se repetisse a clássica fórmula do aprender a ler, a escrever e a contar, eventualmente as bases para o exercício de uma profissão, hoje cada vez se exige mais, se espera mais da Escola. Para além da formação académica na sua versão humanística, artística, científica e técnica, hoje é moda a educação para a cidadania, a aquisição de competências, de valores, muito para além dos conteúdos. Hoje, exige-se muito, todos os sectores sociais exigem cada vez mais, os empresários, os políticos, os pais, todos esperam cada vez mais da Escola. Mas as sucessivas reformas, revisões, planos de formação alternativos, parecem não satisfazer ninguém e o número de alunos que abandona a Escola antes de concluir os vários ciclos de estudo é, desde há anos, o resultado mais visível do fracasso do nosso sistema de ensino. Hoje, a Escola parece ter dificuldades em cativar os alunos, tem dificuldades em responder às expectativas que nela se depositam, sabemos que é essencial encontrar forma de garantir a escolarização de toda a população, sabemos que o nosso sucesso enquanto sociedade integrada numa competição global depende disso, mas não sabemos bem como consegui-lo, ou se sabemos, não sabemos como implementá-lo. Mas se nos planos curriculares as
incertezas são muitas, todos reconhecemos a importância das actividades de Complemento Curricular e do Desporto Escolar na formação integral dos alunos, no domínio afectivo, na socialização, na abertura para outras formas de interpretação, compreensão e expressão do mundo, para a vivência de outras realidades. A formação de um cidadão esclarecido, interventivo, bem formado, passa não só pela conclusão com sucesso do seu plano curricular de estudos, mas também pela aquisição de outras competências que se adquirem na variadíssima oferta de actividades de complemento e no Desporto. Sem querer subverter o papel da Escola, não podemos deixar de valorizar, de incrementar e de reconhecer o papel determinante destas actividades na formação de um cidadão verdadeiramente bem formado, não apenas de um cidadão com muitos conhecimentos, mas com uma boa preparação para a vida na sua dimensão mais ampla, mais rica, mais multifacetada. E se no domínio desportivo não chegarmos a ter campeões olímpicos, atletas de alta competição, praticantes federados nas várias modalidades, pelo menos que tenhamos cidadãos activos que reconhecem na prática desportiva um elemento fundamental na promoção da saúde na sua dimensão mais ampla. Hoje a escola não é só espaço de aulas, é também espaço de convívio, de lazer, de cultura, de desporto, de vida na sua dimensão mais plena, mais completa e mais complexa.
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Aconteceu... Ensaio à Panaceia “Ensaio à Panaceia” foi o título de uma exposição que Américo Olival, Luís Miguel Gonçalves, Severino Camacho e Tiago Mendonça, alunos do 11º anos, realizaram na Galeria de Arte Francisco Franco na primeira quinzena de Março. Na exposição de carácter intimista e de técnicas diversificadas, aqueles alunos procuraram mostrar que “a amizade, a empatia, a confiança, o próprio amor não passam de ilusões químicas agradáveis, mas são o melhor que posssuímos, e termos consciência daquilo que são, não as torna menos intensas, interessantes ou reais”. E ainda que é “o equilíbrio entre o gosto e o desgosto que adocica a vida e a busca do remédio é o próprio remédio.” Arte por Computador “Arte por Computador com Animação em 3 Dimensões” foi o tema de uma acção de divulgação que os professores de História da Arte e Arte e Design realizaram no dia 14 de Março. Dinamizada pela Mestre Evangelina Sirgado Sousa, a acção procurou alertar os alunos para as possibilidades que o computador oferece na animação a três dimensões nas obras de arte. O interesse manifestado pelos alunos foi grande, a que não terá sido alheia a facilidade de comunicação patenteada pela convidada. Visita à CGD Nos dias 11 e 13 de Abril, nós, alunos das turmas: 10º 24 e 10º 25, visitamos as instalações da Caixa Geral de Depósitos (CGD), no âmbito das disciplinas técnicas (Técnicas Administrativas e Contabilidade) do nosso curso (Tecnológico de Administração). Eram 15 horas e15 minutos quando nos reúnimos na Avenida Arriaga para darmos início à nossa actividade. Ao chegarmos, fomos gentilmente recebidos pela Dr.ª Paula Cristina Oliveira, pelo gerente Sr. Melo e pelo sub-gerente Sr. Alberto. Guiados pela Dr.ª Paula Cristina percorremos todos os espaços da CGD, desde o R/C ao 3º andar, onde nos foram explicando a função de cada um e os tipos de serviços que podemos usufruir em cada um deles, como por exemplo: activar o serviço da caixa directa; fazer depósitos; utilização dos cartões de crédito e débito; funcionalidades do “espaço azul”, etc. De seguida tivemos o privilégio da presença do Dr. Duarte Drumond, Director Regional de Agências – Madeira, que proferiu um pequeno discurso sobre tudo aquilo que tinha sido explicado e nos deu alguns conselhos para o nosso futuro. A opinião com que todos ficamos é que foi um dia muito proveitoso, de convívio e aprendizagem, no sentido de enriquecer o nosso futuro profissional. Gostaríamos, para terminar, de agradecer aos responsáveis da CGD por nos terem proporcionado uma visita de estudo excepcional e, claro, às nossas professoras, pois sem a sua iniciativa e empenho não teria sido possível a sua realização.
Exército novamente na escola O exército português voltou a fazer no passado dia 10 de Maio mais uma campanha promocional com vista a atrair maior número de jovens para o serviço militar, agora em regime de voluntariado. Desta feita, o exército movimentou para a escola Francisco Franco um vasto aparato militar que permitiu aos alunos conhecerem e experimentarem material bélico, praticarem desportos radicais, além de ainda poderem ouvir uma pequena actuação da Banda Militar da Madeira.
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Letra para o hino António Castro, professor da Escola Bartolomeu Perestrelo, foi o grande vencedor do concurso para a criação da letra do hino da nossa escola. O vencedor foi distinguido no passado dia 10 de Maio, numa cerimónia realizada na sala de Sessões da Francisco Franco, presidida pelo Senhor Secretário Regional da Educação, com um pémio monetário no valor de 5 mil euros. (A fotografia testemunha esse momento) Lídio Araújo e Teresa Pereira apresentaram propostas de letras que mereceram, por parte do júri, menção honrosa.
Exposição - ‘Metamorfose’ ‘Metamorfose’ foi o tema de uma exposição, patente ao público entre 23 de Maio e 3 de Junho, na Galeria de Arte Francisco Franco, realizada no âmbito das disciplinas de Oficina de Artes e Materiais de Expressão Plástica, que envolveu alunos do 11º ano, turmas 9,10 e 11 do Agrupamento 2 - Artes. Integrada no plano anual de actividades da escola, ‘Metamorfose’ teve como principal objectivo valorizar a vertente artística, cultural e lúdica dentro da comunidade educativa. Coordenaram pedagogicamente a exposição os docentes Nélio Cabral, Susana Cabral, Paula Sousa, Graça Berimbau, Lília Diogo e Marco António Figueira.
Formação para docentes A Comissão de Formação da E.S.F.F. promoveu um conjunto de acções de formação com vista a melhorar e complementar a formação dos seus docentes nas respectivas áreas de leccionação, conforme requerido pelos grupos disciplinares. “Organização laboratorial e tratamento de resíduos” (foto ao lado), “Análise química e bacteriológica da água”, “Adolescência” e “Geologia do Arquipélago da Madeira” foram algumas da acções recentemente dinamizadas.
Projecto Jovens Repórteres do Ambiente (JRA) Os JRA da nossa escola apresentaram o trabalho desenvolvido no ano lectivo anterior, assim como as actividades levadas a cabo este ano. Palestra e Exposição realizada pelo Parque Natural e Visita de Estudo ao Parque Ecológico foram algumas das actividades efectuadas, todas elas relacionadas com o tema escolhido, “Água”. No passado mês de Novembro, num seminário em Sever do Vouga, foram entregues os prémios de melhores fotos e artigos de 2004, tendo os nossos alunos recebido pelo terceiro lugar na categoria de Fotografia uma Máquina Fotográfica Digital, uma Impressora, uma assinatura da National Geographic e uma asssinatura de um jornal digital diário. A Directora Executiva surpreendeu os JRA com a afixação do certificado do Prémio na Biblioteca da nossa escola. No próximo ano lectivo, a missão internacional decorrerá na RAM, estando a nossa escola empenhada na participação.
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Desporto Escolar
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Grande Objectivo do Desporto Escolar:
MENTE
SÃ EM C O R P O S Ã O
As escolas da Região Autónoma da Madeira, juntamente com algumas delegações de comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo, proporcionaram no início do mês de Maio mais um momento desportivo ímpar: a Festa do Desporto Escolar. A propósito, a Leia SFF ouviu o coordenador e grande dinamizador do evento, o Professor António Jorge Andrade, que, há 22 anos, dedica o seu entusiasmo à causa do desporto escolar. Fomentar a prática desportiva a fim de que o lema latino da ´mens sana in corpore sano' (mente sã em corpo são) seja também uma realidade nos nossos dias é um dos grandes objectivos do Desporto Escolar, segundo o nosso entrevistado. leia S.F.F. - Acabámos de viver mais uma edição do Desporto Escolar madeirense. Qual é a grande finalidade desta Festa? António Jorge Andrade - O Desporto Escolar é uma actividade de complemento curricular, não obrigatória para os alunos, que serve de complemento à actividade das aulas de Educação Física. Pretende, sobretudo, consciencializar os alunos para que, quando saírem da escola, possam compreender que a actividade física é um instrumento importante para a sua saúde. leia S.F.F.- Tem por objectivo, portanto, fomentar uma vivência física saudável? António Jorge Andrade - Sim. De há muitos anos a esta parte, procurámos que toda a população escolar faça uma prática regular da actividade física, através da escolha da modalidade que mais aprecia e, além disso, compreenda que a exercitação física nos deve acompanhar durante toda a vida para bem da
nossa qualidade de vida. Quanto melhor a escola trabalhar neste domínio, tanto maior será o seu contributo para a criação de uma sociedade evoluída e saudável. leia S.F.F.- O Desporto Escolar destina-se a todos os alunos. Os que praticam desporto como federados também podem participar? António Jorge Andrade - Também podem participar, desde que não seja na modalidade em que se encontram federados. E porquê? Porque se competissem nessa modalidade haveria resultados desportivos muito desnivelados uma vez que esses alunos têm mais horas de treino. Na verdade, não conseguiremos ganhar adeptos para a prática desportiva e para a actividade física se os resultados forem muito díspares, além de que, em termos pedagógicos, se torna muito penalizante competir em situações de desigualdade
Todos os anos, tem sido preocupação nossa – SRE, DRE e GCDE – fazer do programa do Desporto Escolar, uma constante e importante motivação para os nossos alunos. Este ano, dados os passos significativamente importantes que, quer através da introdução de novas modalidades desportivas, bem como da construção de novas infra-estruturas, podemos iniciar um novo ciclo de afirmação e de desenvolvimento. Temos a consciência que as dificuldades são imensas, no entanto, acreditamos na capacidade de todos, por forma a transformar e motivar toda a nossa juventude para a cidadania. A Região Autónoma da Madeira, pelo esforço de vários anos e a adequação de projectos ao serviço dos nossos alunos, tem sabido ser exemplar. É nossa obrigação, das escolas, dos professores e dos alunos, uma participação séria e responsável. António Jorge Andrade, in “Apresentação”
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leia S.F.F.- Os alunos, professores e Direcções Executivas manifestam efectivo interesse pelo Desporto Escolar? António Jorge Andrade - A significativa evolução registada é fruto desse interesse, mas a princípio as dificuldades foram imensas. Não foi fácil chegarmos ao nível a que chegamos, porque o desporto era considerado uma actividade menor. A força do desporto como elemento social de grande importância para a educação e para a saúde, porém, fez com que alcançasse o nível que atingiu. A afirmação do Desporto Escolar está ligada à crescente procura dos alunos pela prática desportiva e ao interesse e motivação demonstrado pela maioria das Direcções Executivas. Todas as escolas se têm organizado da melhor forma a fim de proporcionarem aos seus alunos as melhores condições possíveis para a prática desportiva. leia S.F.F.- As escolas não devem/podem fomentar apenas o Desporto Escolar...? António Jorge Andrade - Sem dúvida que sim. A escola deve, dentro do possível, no âmbito da gestão dos interesses existentes dentro das várias áreas disciplinares, possibilitar aos alunos uma prática acrescentada à actividade curricular. Por isso mesmo, cada vez mais, há espaços para o desporto, música, biologia, matemática, teatro, através dos clubes que se criaram. A escola existe para servir os alunos e não os professores. Dentro dessa lógica, todas as motivações que os alunos apresentem nas diversas áreas devem merecer uma positiva 8
resposta. O desporto e a actividade dos clubes são uma boa maneira para fazer com que os alunos gostem de aprender os conteúdos curriculares com vista a uma conveniente formação académica. leia S.F.F.- Como reage a população civil perante o fenómeno desportivo escolar? António Jorge Andrade - A Festa do Desporto Escolar - que considero o maior acontecimento desportivo da Madeira - tem um reflexo social ímpar. A presença maciça de pessoas no Estádio dos Barreiros (ali vão os avós, pais, irmãos, tios dos alunos) é a prova disso. De facto, o tema abordado e a beleza estética que se desenvolvem naquele espaço maravilhoso, reflectem não só a importância do desporto como também o trabalho feito nas escolas, uma vez que o que ali se vê é fruto de várias áreas disciplinares. leia S.F.F.- Os alunos das Comunidades madeirenses também participam neste evento? António Jorge Andrade - Sim. Participam jovens de vários países onde há emigração madeirense: Brasil, Canadá, Venezuela, África do Sul, Namíbia, Alemanha, Bélgica, França, Alemanha. Gostaríamos de ter representantes doutros lugares, mas há dificuldades em alguns países de os alunos poderem participar. Cada delegação faz-se representar em função da importância da comunidade. Do Brasil, África do Sul e Venezuela vêm cinco alunos e dos restantes países três.
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leia S.F.F.- Como reagem esses luso descendentes? António Jorge Andrade Muitos deles apenas conheciam a Madeira por aquilo que ouviam dos seus avós ou pais e, quando cá chegam, ficam surpreendidos, porque, em vez das limitações do tempo dos seus familiares, encontram um desenvolvimento que não imaginavam. Esta vertente do desporto como factor de conhecimento também é muito importante. leia S.F.F.- A Madeira dispõe de boas infraestruturas para a prática desportiva? António Jorge Andrade - Excelentes. A visão política da Madeira neste aspecto foi decisiva. A construção de infra-estruturas junto das escolas é um valor acrescentado, sem o qual não seria possível fazermos o que fazemos. Depois da construção de polivalentes e pavilhões, no último ano surgiram várias piscinas e a adesão tem sido significativa. leia S.F.F.- Prevê novas modalidades desportivas para o Desporto Escolar? António Jorge Andrade - Além das tradicionais, que fazem parte de um quadro competitivo regular, este ano introduzimos o badminton, judo e natação. Isto, contudo, não quer dizer que outras não possam fazer parte. Por exemplo, neste momento, já temos protocolos com a Associação de Vela e Canoagem para que os nossos alunos possam
aprender vela e canoagem. Daí a serem inseridas no Desporto Escolar ainda vai um longo caminho, porque a nossa filosofia é esta: não podemos dar um passo maior que as nossas pernas; quando avançarmos para novas modalidades, temos de ter uma estrutura bem organizada. leia S.F.F.- Acha que as escolas poderiam ter clubes desportivos? António Jorge Andrade - Tendo em conta as características da nossa região, onde as instalações desportivas se encontram junto dos estabelecimentos de ensino, penso que as escolas, desde que lhes dessem garantias financeiras, poderiam possuir os seus clubes, não só para a prática federada, como para o exercício amador da sua população. Uma tal organização evitava, por exemplo, a perda de tempo nas deslocações de um lado para o outro. leia S.F.F.- Porquê "Entre Céu e Mar - Nós"? António Jorge Andrade - Este foi o tema deste ano do Desporto Escolar, por sugestão do Presidente do Governo Regional. Através dele, procurámos abordar a Madeira: falámos das suas lendas, do seu passado, da importância da Revolução de Abril para a ilha e como ela se transformou graças à mudança operada no país. Uma vez mais, tudo isto só foi possível devido ao trabalho interdisciplinar registado nas escolas.
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Uma honra ser padrinho no Desporto Escolar
Chamo-me Carlos Almeida, tenho 16 anos e frequento a turma 1 do 10º ano. Pratico natação há 12 anos e “fui encontrado” numa escola de natação pelo meu treinador, altura a partir da qual passei a praticar a actividade no Clube Desportivo Nacional. Sou campeão nacional dos 1.500 metros livres em piscina de 25 metros e vice-campeão nacional na mesma distância, mas em piscina de 50 metros. Sou também vice-campeão nacional na prova dos 400 metros livres e consegui ainda o terceiro lugar, a nível nacional, na prova dos 400 metros estilos e 200 mariposa, nos últimos campeonatos nacionais. Apesar de nadar a prova dos 400 metros estilos a nível nacional, o que engloba todos os estilos, tenho, porém, dois nos quais me consigo destacar: o de livres e o de mariposa, principalmente em provas de fundo, que são as que requerem grande resistência. Ser convidado para padrinho do Desporto Escolar e representar a Escola Secundária de Francisco Franco foi para mim muito gratificante e importante, pois a escola tem tantos alunos e fui logo eu o escolhido. Foi a primeira vez que representei uma escola no Desporto escolar e também a primeira vez que desfilei no campo dos Barreiros perante milhares de pessoas, mas, como em tudo, há sempre uma primeira vez… Pelo facto de ter sido o padrinho, fiquei a conhecer mais alunos da escola, principalmente aqueles que andam nos desportos.
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DESPORTO ESCOLAR Modalidades - Classif icações
Juvenis Masculinos
Pedro Gonçalves; António Fernandes; Diogo Pita; Diogo Rodrigues; Edward Moniz; Flávio Lourenço; Hugo Jesus; Hugo Pereira; José Aguiar; Nuno Abreu; Octávio Jesus; André Sousa; João Lucas
Juvenis Femininos
Catarina Monteiro; Andreia Correia; Carlota Andrade; Diana Freitas; Joana Nunes; Maria Silva; Marisa França; Sara Gonçalves; Telma Ferreira; Joana Ferreira
Árbitro - Paulo Silva
Juniores Femininos Equipa: Lisete Gonçalves; Mariana Mendonça; Ana Pereira; Nicole Neves; Lisandra Pereira; Anna Capelo; Bárbara Freitas; Bárbara Pereira; Tânia Gomes; Vanessa Escórcio; Vânia Fernandes; Décia Gonçalves; Lígia Teixeira; Marta Martins; Ana Fernandes
Árbitro - José Rafael
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Juniores Masculinos A
Juniores Femininos
Renato Soares; Gonçalo Xavier; Carlos Serra; Miguel Carvalho; Renato Campos; José Silva; Roberto Nóbrega; Nuno Freitas; Cláudio Pimenta; Fernando Martins; José Fernandes; Marco Oliveira; Richard Camacho
Dina Abreu; Cláudia Caires; Fabiana Silva; Sara Silva; Rubina Rebelo; Dina Gouveia; Filipa Vieira; Petra Gonçalves
Juvenis Femininos
Cátia Figueira; Delta Figueira; Alexandra Sousa; Joana Ferreira; Catarina Faria; Joana Gaudêncio; Ana Baptista; Tânia Teixeira; Sara Gonçalves
Árbitros - Joana Mendonça; Nuno Sousa; Telmo Lima
Individual Juvenis Femininos Débora Barros; Magda Santos; Cátia Figueira; Delta Figueira Individual Juvenis Masculinos Jorge Ramos
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Juvenis Masculinos Énio Teixeira; José Silva; Pedro Pita; Luís Freitas; André Rodrigues; João Santo; Carlos Pita Juniores Masculinos Pedro Nóbrega; Élvio Henriques; Luís Rego; Bruno Vieira; Rúben Moniz; Luís Sousa; Sílvio Franco; Alexandre Azevedo
Árbitro - Nuno
Individual Juvenis - Nível Avançado
João Pereira e Luís Silva Mara Silva, João Figueiroa, José Sousa e Valter Gonçalves Carina Silva, Lucy Silva e Bárbara Santos
Luís Silva:
100 Mts Estilos
50 Mts Livres
50 Mts Bruços
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GINÁSTICA ACROBÁTICA
Par Misto Júnior Carla Gonçalves; Hélder Freitas
Trio Feminino Júnior Ana Catarina Freitas; Ana Silva; Ana Vanessa Spínola
GINÁSTICA ARTÍSTICA Juíza - Andreína Andrade
GINÁSTICA RÍTMICA
Nível II Carla Gonçalves; Ana Catarina Freitas; Ana Silva; Ana Vanessa Spínola; Catarina Garcês; Carina Sousa; Bárbara Sousa
GINÁSTICA AERÓBICA Nível I Nádia Ponte; Ana Pleno; Ana Camacho; Lisandra Macedo; Sara Jardim; Ana Gordo
Juízas Cláudia Andreia Gordo
Nível II Susana Sousa; Joana Abreu; Rita Brites; Marta Caldeira; Nadine Camacho; Débora Sousa; Cláudia Rebolo; Helena Gomes
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Equipa Juvenis Femininos Individual Juvenis Femininos Lília Gonçalves 3º Lugar Letícia Freitas Marina Gonçalves Helena Gomes Individual Juvenis Masculinos Diogo Rodrigues Henrique Santos Xico Santos Celso Fernandes Lília Gonçalves; Letícia Freitas; Marina Gonçalves
Individual Juvenis Femininos Patrícia Neto
Cat. Classificação -52 kg Individual Juniores Femininos
Sara Tomé
Mara Franco
Catarina Franco Individual Iniciados Femininos Marilisa Nunes
Cat. Classificação
-52 kg Cátia Câmara
-70 kg
Sofia Teixeira
-70 kg
Ana Martins
-70 kg
-90 kg
-90 kg
Cat
Classificação Individual Juniores Masculinos
Cat
Classificação
-52 kg Juan Vieira
-90 kg
Diogo Gomes
-90 kg
Tiago Vieira
-90 kg
Equipas Juvenis/Juniores Mistas Troféu Técnico Juvenis 2º Lugar Juniores 1º Lugar
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Alunos da Francisco Franco vencem nacional de Ginástica Acrobática Realizaram-se no fim-de-semana de 12, 13 e 14 de Maio, na cidade de Viana do Castelo, os Campeonatos Nacionais de Desporto Escolar, que contaram, em representação da Região Autónoma da Madeira, com as equipas e modalidades vencedoras dos Campeonatos Regionais de Desporto Escolar nas diversas modalidades. A Escola Secundária de Francisco Franco participou com a equipa de juvenis Masculinos de andebol da Professora Ana Rita e as classes de Ginástica Acrobática, Rítmica nas vertentes de par misto, classe de rítmica e grupo de Aeróbica das professoras Carla Afonso e Carla Pestana, respectivamente. A comitiva madeirense foi chefiada pelos Professores do Gabinete Coordenador do Desporto Escolar da Região Autónoma de Madeira no que respeita às modalidades de andebol e ginástica. Fizeram ainda parte da comitiva os professores Joaquim Pereira (pelo andebol) e as Professoras Carla Afonso (ginástica acrobática e rítmica) e Carla Pestana (ginástica aeróbica). A representação madeirense ficou instalada na Escola Secundária de Santa Maria, em Viana do Castelo, e na Escola Básica 2/3 de Caminha, Ancorensis Cooperativa Ensino.
MODALIDADE GINÁSTICA ACROBÁTICA - Par Misto:
CLASSIFICAÇÃO 1º Lugar
Hélder Freitas; Carla Gonçalves GINÁSTICA RITMÍCA
2º Lugar
Ana Catarina Freitas; Ana Silva; Ana Vanessa Spínola; Catarina Garcês; Carina Sousa; Bárbara Sousa
Ginástica Acrobática (foto de cima) e Ginástica Rítmica (foto de baixo)
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GINÁSTICA AERÓBICA
2º Lugar
ANDEBOL - Juvenis Masculinos:
6º Lugar
Pedro Gonçalves; António Fernandes; Diogo Pita; Diogo Rodrigues; Edward Moniz; Flávio Lourenço; Hugo Jesus; Hugo Pereira; José Aguiar; Nuno Abreu; Octávio Jesus; André Sousa; João Lucas
E OS VENCEDORES SÃO...
Ginástica Aeróbica na apresentação
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Nadadores batem recordes A representação madeirense na modalidade de Natação, na fase final nacional do Desporto Escolar, no escalão de juvenis, foi composta pelos alunos da nossa escola, Bárbara Santos, João Paulo Pereira, Luís Silva e Valter Gonçalves, orientados pelo professor Nuno Ribeiro. Todos os nadadores tiveram uma boa prestação, dado que todos eles bateram os seus melhores tempos. De referir que o nosso aluno Luís Silva, ganhou a medalha de "bronze", ao conseguir o terceiro lugar na prova de 100 metros estilos. Brilhante também foi a prestação na prova de estafetas, 4x25metros estilos, onde os alunos Colin Ferreira (E.S. Jaime Moniz), Luís Silva (E.S. Francisco Franco), João Sousa (E.S. Jaime Moniz) e Juan Costa (E.S. Ponta do Sol) conquistaram o segundo lugar, depois de já no dia anterior terem conseguido o pódio na outra prova de estafeta masculina.
Luis Silva (à direita) conquistou a medalha de bronze na natação
A delegação do Judo: De pé: João Faria, Profª Sandra Godinho, Catarina Silva, Mara Franco, Prof. Hugo Ferreira. Em baixo: Sara Sofia Tomé, Patrícia Neto e Marilisa Nunes Podium: Quarteto de alunos madeirenses que conquistou o 2º lugar em 4x25 estilos, juntamente com os outros vencedores.
Equipa de Judo e Natação com os respectivos treinadores
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Educação Física dinamiza basquetebol No dia 15 de Abril, realizou-se na Escola Secundária de Francisco Franco,numa dinamização do Grupo Disciplinar de Educação Física, mais uma actividade da Fase Escola do Projecto Compal Air 3X3, com o objectivo de fomentar a prática do basquetebol entre a comunidade educativa.
A actividade foi organizada pelo Grupo de Educação Física e contou, desde o primeiro momento, com o apoio da Direcção Executiva. Apesar de esta escola só ter alunos dos escalões de juvenis e juniores, inscreveram-se mais de 30 equipas e participaram cerca de 100 alunos.
Como prova do gosto da comunidade escolar pela modalidade, a actividade decorreu com muito fair-play e camaradagem.
A arbitragem ficou a cargo dos próprios alunos participantes.
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A equipa vencedora do escalão de juniores masculinos desafiou os professores para um "3x3". Estes aceitaram o desafio!
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Fase Regional Escolar de 3X3 No dia 29 de Abril, realizou-se na Escola Secundária Francisco Franco (E.S.F.F.), a Fase Regional da Ilha da Madeira do Projecto Compal Air 3X3 nas Escolas. A referida actividade contou com a presença de 15 escolas que prontamente aderiram ao projecto. Envolvendo cerca de 500 alunos que participaram quer como jogadores, formando um total de 70 equipas nos diversos escalões, quer como árbitros ou ainda como animadores da actividade, particularmente os alunos da Rádio-Escola da ESFF, que permitiram uma forte dinamização da actividade. A classe docente esteve também fortemente empenhada, pois foram cerca de 50 os professores envolvidos. Alguns tiveram
funções de acompanhamento das respectivas equipas e outros colaboraram na organização do evento, nomeadamente o Grupo de Educação Física da E.S.F.F. . A actividade contou, desde logo, com o apoio absoluto, da Direcção Executiva da Escola Secundária de Francisco Franco, e do Prof. Rui Cunha, da Secretaria Regional de Educação, responsável pela logística dos transportes, apoios que foram imprescindíveis para a realização da actividade. Seguidamente apresentamos as classificações finais e alguns momentos do evento.
Infantis Femininos 1º EB 2,3 Bartolomeu Perestelo 2º EB 2,3 Dr. Horácio B. Gouveia 3º EB/Sec. da Calheta
Juvenis Femininos 1º Sec. Dr. A.A da Silva 2º EB/Sec. da Calheta 3º E.Sec. Francisco Franco
Infantis Masculinos 1º EB 2,3 / Sec. do Carmo 2º EB/Sec. da Calheta 3º EB/Sec. do Porto Moniz
Juvenis Masculinos 1º E.Sec. Jaime Moniz 2º E.Sec. Francisco Franco 3º EB/Sec. da Calheta
Iniciados Femininos 1º EB 2,3 dos Louros 2º EBI de Santo António 3º EB 2,3 / Sec. do Carmo
Juniores Femininos 1º E.Sec. Francisco Franco 2º E.Sec. Jaime Moniz 3º EB 2,3 / Sec. do Carmo
Iniciados Masculinos 1º EB 2,3 dos Louros 2º EB 2,3 Dr. Horácio B. Gouveia 3º E. Salesiana de Artes e Ofícios
Juniores Masculinos 1º E.Sec. Francisco Franco 2º EB/Sec. da Calheta 3º E.Sec. Jaime Moniz
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Destaque
O ‘nosso’ Bombeiro Chama-se Roquelino Matos. De há três anos a esta parte, é um dos porteiros de serviço da nossa escola. Além de vigiar diariamente os milhares de rostos, que passam pela porta que controla, para segurança da nossa escola, presta ainda um relevante serviço à comunidade: é Bombeiro. É o número 274 dos Voluntários Madeirenses.
“Entrei há dois anos para a corporação dos Bombeiros Voluntários Madeirenses” começou por nos dizer Roquelino Matos, para quem ser bombeiro sempre foi um desejo, depois de conhecer o funcionamento da instituição por dentro, graças ao serviço lá prestado por um seu irmão. Antes, até aos 18 anos, dedicou-se ao Escutismo. Passado um ano na corporação, foi promovido a Bombeiro de terceira, tirou a especialidade de Transporte Ambulância de Socorro (TAS), uma espécie de ‘Enfermeiro’ de bordo e, quando houver novo curso, espera especializar-se em Montanha e Alto Risco. “De cinco em cinco dias vou à corporação prestar serviço e, nos outros dias, em casos excepcionais, também lá vou”, referiu, salientando, de seguida, que a sua saída mais marcante foi para socorrer um jovem vítima de ‘overdose’. “Marcou-me imenso porque vi o jovem, muito jovem ainda, quase a morrer, mas conseguimos salválo. É que sempre era um jovem, com um longo caminho à frente, que ali estava prestes a morrer…”. “As saídas mais frequentes, porém, são para socorrer pessoas que sofreram quedas, que foram vítimas de paragens cardíacas e, neste domínio tem havido um grande aumento, talvez devido à vida que levam. Também temos saídas para acidentes. Este ano, e ainda estamos em Maio, tem havido mais mortos na estrada que em anos anteriores.” Questionado se a nova Lei da Estrada não estava a dar os frutos desejados, Roquelino Matos frisou que os jovens, quantas mais restrições sentem mais transgressões fazem. E explicou, em face do conhecimento que possui, que cada vez é
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maior o número dos que vêem a sua carta apreendida, assim como os que apresentam uma maior taxa de alcoolemia no sangue. Saídas para fogos florestais também fazem parte da vida deste Bombeiro. “Neste domínio, sublinha, estamos muito melhor que no Continente. Aqui está tudo mais controlado, talvez devido à prevenção que é feita. A aposta na limpeza das matas dá os seus frutos.” Os fogos urbanos aparecem igualmente de vez em quando no dia a dia da corporação. “Acontecem, sobretudo, por distracção. São as panelas que ficam ao lume, frigideiras…”. Quanto ao seu trabalho na nossa escola, Roquelino Matos disse que não é fácil ser porteiro porque os alunos nem sempre aceitam identificar-se, quando solicitados. Ainda assim, refere, “já houve alunos mais problemáticos que os de agora. Os novos alunos já estão habituados a esta prática e não causam problemas.” Interpelado se conhecia os milhares de alunos da escola que por dia passam por si, respondeu: “Passados uns dois meses já conheço a face de todos. Não sei o nome deles mas sei que são alunos da Francisco Franco. Além disso, também conheço quem não é aluno e com que intenção pretende entrar na escola.” “Se gosto de ser porteiro? Do que eu mais gostava era de um serviço mais activo, mais dinâmico, mas não desgosto do que faço”, respondeu. A concluir, Roquelino Matos quis deixar um apelo aos jovens da nossa escola: inscrevam-se numa associação de voluntariado e ajudem o próximo!
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Continuas entre nós, José António A notícia tão inesperada quanto cruel chegou: morreu José António Gonçalves. A partida deste homem bom da cultura madeirense deixou sentido pesar e profunda tristeza entre nós, porquanto sempre encontramos nele um profundo entusiasta da causa da educação e, sobretudo, um dedicado artífice da palavra. Faz agora aproximadamente dois anos que esteve na nossa escola. A convite da Leia SFF e na sequência do seu texto “Sede de Aprender”com o qual colaborou no número 8 da revista, deixou em todos os que o ouviram um vivo sentido de admiração, tal era a franca abertura, o genuíno desinteresse e a singela sinceridade com que a todos motivava para a plena vivência da vida. Não obstante a partida física, a figura de José António Gonçalves vencerá as fronteiras do tempo e no espaço da filantropia, que tanto prezava, terá sempre um lugar entre nós. Se recordar a obra é dar vida ao homem, ouçamo-lo no seu poema “O Pássaro morreu”. Cristóvão Pereira
O pássaro morreu. Finou-se em pleno voo. Foi um mal que lhe deu. E foi-se. As asas não caíram primeiro. Pois primeiro caiu o silêncio nos olhos da tarde. Derradeiro foi o seu esgar. O Sol, afinal, desconhecedor, apenas arde. Uma profunda tristeza tomou conta do vasto azul celestial. Não deu para distinguir a sua cor. Estonteado pelo dia, viu a lua nos seus ímpetos espertos de pardal. E depois o seu corpo de penas assomou o verde da terra e amalgamou-se. Ninguém escreveu a notícia. Ninguém se importou. Mas a verdade é que neste fim de tarde um pássaro morreu. Finou-se. E o Sol, desconhecedor, apenas arde.
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Curso Superior Arquitectura, o curso e a profissão Dr. João Costa e Silva Director do Gabinete do Ensino Superior 1. O curso O curso de Arquitectura tem o grau académico de licenciatura. Conforme o estabelecimento de ensino superior onde é ministrado poderá ter a duração de 5 ou de 6 anos. Nos casos em que a duração do curso é de seis anos, o último ano destina-se à realização do estágio. No ensino público a prova de ingresso fixada para este curso é na maior parte dos casos a de Geometria Descritiva, havendo, no entanto, alguns estabelecimentos que fixam, também, a de Matemática. No ensino privado, o leque de provas
ENSINO PARTICULAR E COOPERATIVO
ENSINO PÚBLICO Estabelecimento Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa Universidade da Beira Interior Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra Universidade de Évora Universidade do Minho Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa Universidade dos Açores (preparatórios)
Quadro 1
de ingresso fixadas é mais variado, existindo por vezes diversas alternativas, para além das provas de Geometria Descritiva e de Matemática. Obviamente que uma eventual candidatura a este curso, ou qualquer outro, obriga a uma consulta cuidada das condições de acesso fixadas por cada estabelecimento de ensino. O curso de licenciatura em Arquitectura é ministrado em vários estabelecimentos de ensino superior público e privado. Nos quadros 1 e 2 estão indicados os estabelecimentos que ministram este curso no presente ano lectivo.
Cidade Lisboa Covilhã Coimbra Évora Braga Porto Lisboa Lisboa Ponta Delgada
Estabelecimento Universidade Autónoma de Lisboa Luís de Camões Universidade Lusíada
Cidade Lisboa Lisboa
Universidade Lusíada Universidade Lusíada de Vila Nova de Famalicão Universidade Independente Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias Escola Superior Artística do Porto
Porto
Universidade Moderna
Lisboa
Universidade Moderna Dinensino – Ensino, Desenvolvimento e Cooperação, CRL Escola Universitária das Artes de Coimbra
Porto
V. N. Famalicão Lisboa Lisboa Porto
Setúbal
Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes
Coimbra Castelo Viegas Coimbra Portimão
Universidade Católica Portuguesa
Viseu
Escola Universitária Vasco da Gama
Quadro 2
A arte baseia-se na vida, porém não como matéria mas como forma. Sendo a arte um produto directo do pensamento, é do pensamento que se serve como matéria; a forma vai buscá-la à vida. A obra de arte é um pensamento tornado vida: um desejo realizado de si-mesmo. Como realizado tem que usar a forma da vida, que é essencialmente a realização; como realizado em si-mesmo tem que tirar de si a matéria em que realiza. Fernando Pessoa, in 'Ricardo Reis - Prosa'
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2. A profissão Os arquitectos encontram no ambiente construído pelo homem e no ordenamento do espaço as suas áreas de actuação. As principais actividades que os arquitectos podem desenvolver são: Arquitectura Urbanismo Planeamento e Gestão Urbana Consultadoria e Peritagem Gestão e Direcção de Obras Arquitectura de Interiores Design Industrial e Design Gráfico Desenho Assistido por Computador Cenografia No entanto, apesar desta diversidade de actividades, existem dados que nos indicam que a principal actividade dos arquitectos está mais identificada com a área da construção civil, quer ao nível de obras públicas, quer de obras de iniciativa particular. Os arquitectos idealizam e acompanham a construção das obras por si projectadas, obras que vão desde as casas e prédios de habitação e de escritórios, hotéis, centros comerciais, hospitais, centros de saúde, escolas, universidades, igrejas e até complexos desportivos, como é o caso recente dos novos recintos construídos em Portugal para o Campeonato da Europa de Futebol. Apesar de uma actividade mais concentrada na área da construção civil, cabe aos arquitectos, também, desenvolver projectos de urbanismo, onde se destacam os conjuntos habitacionais, complexos turísticos, parques industriais, espaços para feiras, entre outros. A gestão e o planeamento urbano, algumas áreas do design, o restauro e a conservação de edifícios antigos, bem como a decoração de interiores, são, também, algumas das áreas de actuação dos arquitectos. Na elaboração de um projecto de qualquer edifício, os arquitectos preocupam-se não só com os aspectos de ordem estética mas também com aspectos que têm a ver com a harmonia do edifício e o meio que o envolve. Um enquadramento adequado no espaço e ambiente envolvente é fundamental para garantir o sucesso de qualquer projecto. Os arquitectos concentram a sua actividade em duas fases. Uma primeira fase que tem a ver com o aspecto criativo, momento em que estes profissionais idealizam e projectam a obra pretendida. Uma segunda fase em que os arquitectos acompanham a execução da obra, exercendo uma actividade de assistência e fiscalização, como forma de garantir que a obra
seja executada segundo o projecto. Os arquitectos desenvolvem a sua actividade em gabinetes, individualmente ou em parceria com outros colegas, por conta própria ou por conta de outrem. Neste caso, podem trabalhar para empresas do sector privado, como são o caso de empresas do sector imobiliário, de construção e de engenharia, ou em entidades ligadas à administração central ou local, como são os casos dos ministérios ligados às obras públicas e das câmaras municipais. Muitas vezes os arquitectos trabalham em regime por conta de outrem, para garantir alguma estabilidade de emprego, acumulando, no entanto, essa actividade com trabalho independente. Os seus principais clientes são privados, pessoas particulares e empresas, por isso cerca de 80% dos projectos de arquitectura dizem respeito a obras particulares. Os arquitectos raramente trabalham sós. Na maior parte dos casos, os arquitectos desenvolvem a sua actividade em conjunto com outros profissionais ligados à construção civil, nomeadamente, engenheiros, urbanistas, designers de interiores, arquitectos paisagistas, construtores civis, mestres e encarregados de obra e operários.
Restaurar edifícios antigos é também uma das funções de que o Arquitecto está incumbido.
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3. O reconhecimento e a acreditação A Ordem dos Arquitectos considera que existe o título académico, aquele que é atribuído pelas Universidades, e o título profissional que se obtém apenas através da inscrição na Ordem. Por isso, a Ordem determina que só os profissionais inscritos na Ordem dos Arquitectos podem usar o título profissional de arquitecto e praticar os actos próprios da profissão. A admissão e certificação da inscrição são da competência da Ordem mediante a realização de provas de admissão e de estágio profissional. São reconhecidos pela Ordem dos Arquitectos os cursos em que se verifica o
cumprimento das condições mínimas da formação. No entanto, os licenciados em arquitectura cujo curso esteja apenas reconhecido têm de realizar as provas de admissão para efeitos de inscrição na Ordem. Após uma análise aprofundada dos conteúdos dos cursos, meios humanos, físicos e documentais, das condições de funcionamento e visitas às instituições, a Ordem dos Arquitectos pode acreditar os cursos quando, simultaneamente, estes já estejam reconhecidos e tenham completado um ciclo de licenciatura. Os licenciados em cursos acreditados estão dispensados das provas de admissão. Em 2004, encontravam-se reconhecidos e acreditados os cursos de arquitectura dos seguintes estabelecimentos :
CURSOS RECONHECIDOS
CURSOS ACREDITADOS
Instituto Superior de Matemática e Gestão
Faculdade de Arquitectura de Lisboa
Universidade Independente
Faculdade Ciências e Tecnologia de Coimbra
Universidade Autónoma Luís de Camões
Faculdade de Arquitectura do Porto
Instituto Superior de Matemática e Gestão
Universidade do Minho
Instituto Superior Técnico
Universidade Lusíada
ISCTE
Escola Superior Artística do Porto Universidade Moderna Escola de Tecnologias Artísticas de Coimbra Universidade Lusófona de H. e Tecnologias
O restauro e a conservação de edifícios antigos, bem como a decoração de interiores, são, também, algumas das áreas de actuação dos arquitectos.
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PL AN O DE ES TUDOS DO CURSO DE ARQUITECTURA DISCIPLINAS CURRICULARES
Tal como a duração dos cursos, também as disciplinas do curso de arquitectura variam de estabelecimento para estabelecimento. Nos quadros seguintes apresenta-se os planos de estudo do curso de arquitectura de duas faculdades de arquitectura públicas: Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa 1º ano Arquitectura I Desenho I Geometria Descritiva I C.A.D. I Materiais I Estática I (Estát. e Matemática) História de Arte I História da Arquitectura I 2º ano Arquitectura II Desenho II Geometria Descritiva II C.A.D. II Materiais II História da Arquitectura II História de Arte II Estática II 3º ano Projecto I Desenho Urbano Construções I Análise do Solo Teoria da Arquitectura I História da Arquitectura III
4º ano Projecto II Construções II Estruturas I Geografia Ambiente Urbanismo I Teoria da Arquitectura II 5º ano Projecto III Construções III Estruturas II Recuperação Arquitectónica Urbanismo II Sociologia Economia do Projecto Deontologia 6º ano Estágio e Relatório
Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto 1º Ano Antropologia do Espaço Teoria Geral da Organização do Espaço Projecto I Desenho Geometria 2º Ano Geografia História da Arquitectura Antiga e Medieval Projecto II Desenho da Arquitectura Interpretação dos Sistemas Construtivos Métodos e Linguagens da Arquitectura Contemporânea 3º Ano Urbanística Contemporânea Desenho Assistido por Computador Projecto III História da Arquitectura Moderna Espaço Habitável e Formas de Residência Sistemas e Materiais de Construção
4º Ano Planeamento Urbano História da Arquitectura Portuguesa Projecto IV Sistemas Estruturais Espaço Público e Formas dos Equipamentos Controlo Ambiental Redes e Instalações 5º Ano Economia Urbana História da Arquitectura Contemporânea Projecto V Território e Formas Urbanas Infra-Estruturas e Redes Urbanas Patologia da Construção Paisagismo (a) História da Cidade Portuguesa (a) História da Arquitectura e Cidade Brasileira Projecto Assistido por Computador 6º Ano Estágio anual - mínimo de 6 meses Prova Final
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Reapreciação das provas de exame Possibilidade de reapreciação das provas - É admitida a reapreciação das provas de exame de cuja resolução haja registo escrito ou produção de trabalho tridimensional. - Têm legitimidade para requerer a reapreciação da prova o encarregado de educação ou o próprio examinando, quando maior. Consulta da prova - O requerimento de consulta da prova é dirigido ao presidente/director e entregue, nos dois dias úteis imediatamente a seguir ao da publicação da respectiva classificação, nos serviços de administração escolar do estabelecimento de ensino onde foram afixados os resultados. - Cada requerimento não pode respeitar a mais de uma prova. - O estabelecimento de ensino deve, nos dois dias úteis seguintes, facultar a consulta da prova, dos enunciados com as cotações e dos critérios de correcção e classificação da mesma, podendo ser fornecidas fotocópias desta documentação mediante o pagamento dos encargos. - A consulta do original da prova só pode ser efectuada na presença de um elemento do órgão de gestão da escola ou de um membro do secretariado de exames. Requerimento de reapreciação - Se, após a consulta, o interessado pretender a reapreciação da prova, deve entregar nos serviços de administração escolar, nos dois dias úteis seguintes à data em que a prova lhe foi facultada, requerimento nesse sentido, acompanhado obrigatoriamente da alegação justificativa e fazendo, no acto da entrega e mediante recibo, depósito da quantia de 15 . - O requerimento referido no número anterior é feito em impresso normalizado e dirigido ao presidente do JNE. - A alegação deve indicar as razões que fundamentam o pedido de reapreciação, as quais apenas podem ser de natureza científica ou de juízo sobre a aplicação dos critérios de classificação, ou existência de vício processual, não podendo conter elementos identificativos do aluno ou referências à sua situação escolar ou profissional, nestes se incluindo a referência a qualquer estabelecimento de ensino frequentado, ao número de disciplinas em falta para completar a sua escolaridade, às classificações obtidas nas várias disciplinas, bem como à classificação necessária para conclusão do ensino secundário e para acesso ao ensino superior, sob pena de indeferimento liminar do processo de reapreciação.
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- A prova é reapreciada sempre na sua totalidade, independentemente do número de questões invocadas pelo requerente. - Se o requerimento de reapreciação incidir exclusivamente sobre erro na soma das cotações, não há lugar à apresentação da alegação nem é devido o depósito de qualquer quantia. - A quantia depositada é arrecadada no cofre da escola até decisão do processo de reapreciação, sendo restituída ao requerente se a classificação resultante da reapreciação for superior à inicial, passando a constituir receita própria da escola nos restantes casos. exigida para acesso à segunda prova, considera-se para todos os efeitos igual a essa classificação mínima. Decisão dos requerimentos de reapreciação - Compete ao estabelecimento de ensino onde foi apresentado o requerimento de reapreciação promover a correcta organização do respectivo processo e enviá-lo no dia útil imediatamente a seguir para os serviços competentes do JNE. - A reapreciação da prova é assegurada por um professor relator, a designar pelo JNE, e incide sobre toda a prova. - O professor relator não pode ter corrigido e classificado a prova que é objecto de reapreciação. - Em sede de reapreciação, é legítima e procedente a rectificação de eventuais erros que o professor relator verifique na transcrição das cotações e/ou na soma das cotações da totalidade dos itens da prova. - Ao professor relator compete propor e fundamentar devidamente a nova classificação (inferior, igual ou superior à inicial) a atribuir à prova, justificando, nomeadamente, as questões alegadas pelo aluno e aquelas que foram sujeitas a alteração por discordância com a classificação atribuída pelo corrector. - A classificação resultante da incorporação da proposta do professor relator passa a constituir a classificação final da prova, após homologação pelo presidente do JNE. - A classificação final da reapreciação pode ser inferior à classificação atribuída aquando da correcção da prova, não podendo, no entanto, implicar em caso algum a reprovação do aluno quando este já tiver sido aprovado com base na classificação inicial, caso em que a classificação final da reapreciação será a mínima necessária para garantir a aprovação na disciplina. Mais informação em: www.deb.min-edu.pt/avalexam/avregul.asp
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COMO SE OBTÉM APROVAÇÃO NUM CURSO DO ENSINO SECUNDÁRIO? (Estudantes dos cursos do ensino secundário - 12.º ano dos cursos gerais e dos cursos tecnológicos)
?
Para concluir um curso do ensino secundário os alunos têm de obter aprovação em todas as disciplinas do respectivo plano de estudos. A aprovação nas disciplinas destes cursos não sujeitas à realização de exame final nacional pode obter-se por frequência (alunos internos) ou por exame de equivalência à frequência (alunos externos e alunos autopropostos). A aprovação nas disciplinas sujeitas a exame final nacional pode obter-se por frequência mais exame final obrigatório (alunos internos) ou unicamente pela realização do exame final nacional (alunos externos e alunos autopropostos). Considera-se aprovado numa disciplina o aluno que na respectiva Classificação Final da Disciplina (CFD) obtenha, pelo menos, 10 valores (numa escala de 0 a 20). Como se calcula, então, a Classificação Final de uma disciplina? Nas disciplinas anuais (10º ou 11º anos), a Classificação Final da Disciplina (CFD) é a Classificação Interna anual (CI): CFD = CI Nas disciplinas bienais (10º + 11º anos), a classificação final da disciplina é a média aritmética simples das duas classificações internas anuais: CFD = 0,5 CI10º + 0,5CI11º Nas disciplinas anuais do 12º ano não sujeitas a exame final nacional, a Classificação Final da Disciplina é a Classificação Interna anual: CFD = CI Nas disciplinas trienais (10º + 11º + 12º anos) não sujeitas a exame final nacional, a classificação final da disciplina é a média aritmética simples das classificações internas obtidas em cada um dos três anos:
Nas disciplinas anuais do 12.º ano sujeitas a exame final nacional, a Classificação Final da Disciplina é uma média aritmética ponderada da Classificação Interna e da Classificação de Exame (CE): CFD = 0,7CI + 0,3CE Nas disciplinas trienais (10º + 11º + 12.º anos) sujeitas a exame final nacional, a classificação final da disciplina é uma média ponderada da média das classificações internas obtidas em cada um dos três anos e da classificação de exame: CFD = 0,7 ((CI10º + CI11º+ CI12º) / 3) + 0,3 CE Para os alunos externos e autopropostos, a Classificação Final da Disciplina é a obtida em exame: CFD = CE
CFD = CI10º + CI11º + CI12º 3
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Espaço de Memória S. Tiago e o 1º de Maio no Funchal Dra. Fátima Abreu Professora de História No Funchal, o 1º de Maio, tem comemoração cívico-religiosa, em memória de um facto que remonta aos primeiros tempos da colonização. Dois flagelos, a peste e a fome, alastraram na cidade com dois surtos muito fortes: 1521 e 1538. Durante esse tempo, todos os anos houve casos de peste na cidade e os doentes eram afastados para fora como nos explica o Auto da eleição do Padroeiro e dos Sanctos Protectores da Cidade do Funchal que noticia estes factos. Numa população sem meios, a grande aflição, desencadeou uma onda de piedade e devoção com apelo à protecção e ajuda divina. Em 1523, o Capitão donatário Simão Gonçalves da Câmara, vereadores e oficiais da Câmara, responsáveis pelos destinos do povo, e mais Cidadãos, e Mesteres, e outro muito povo; o senhor Deão, e cabido e todo o clero, decidem organizar um escrutínio em que seria tirado à sorte, de entre os nomes de todos os Apóstolos, de S. João Baptista, de Nossa Senhora e Cristo, escritos em papelinhos, e deitados num saco, aquele que haveria de tornar-se o protector da cidade. Prepararam-se para essa eleição, que se fez na Sé, com um dia de jejum, e prometeram honrar com devoção e levantar um templo àquele que fosse o eleito. Uma criança tirou o papelinho que continha o nome de São Tiago. A doença acabou e prometeram fazer todos os anos, no 1.º de Maio, uma procissão solene, com saída da Sé para o templo começado a levantar a 21 de Julho, junto à Cidade onde também prometeram vésperas solenes. No ano de 1538, no segundo dia de Janeiro a terra tremeu muito e até ao mês de Maio adoeceram e morreram muitos de peste. No dia do Santo protector, foram chamados todos os doentes e os sãos para irem juntamente misturados ao templo. Por motivo desta nova aflição o Guarda-mor da Saúde declarou-se incapaz de o resolver e nesse dia entregou a S. Tiago a sua vara. Os outros vereadores depositaram também as suas no altar. Os vereadores usavam, então, varas de madeira vermelha, símbolo do poder que lhes havia sido conferido por eleição. Na cidade desapareceu a doença e a fome foi superada pela chegada de embarcação com mantimentos.
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As comemorações mantiveram-se ao longo dos tempos, conforme o prometido mas a documentação vainos dando notícia de faltas de comparência popular e das entidades. O Diário de Notícias do Funchal, de 1 de Maio de 1878, dá-nos conta da realização da Procissão do Voto, como ficou conhecida. Com a secularização das instituições e dos costumes, a República vai definir o distanciamento entre o civil e o religioso. Foram suprimidas as práticas que entenderam demonstrar essa ligação. A revolução de 5 de Outubro de 1910 acabou, por isso, com essa comemoração que já não se realizou em 1911, mas foi restabelecida em 1918, na presidência de Sidónio Pais. Em 1921, como testemunha o autor do Elucidário, a procissão apenas percorria o adro da Sé e a Câmara não tinha nela qualquer interferência. Esta festa votiva ao padroeiro da cidade reduziu-se a um acto apenas religioso. Com o Estado Novo e a presidência da Câmara Municipal do Funchal do Dr. Fernão de Ornelas (Dezembro de 1935 a Outubro de 1946), por deliberação camarária, renova-se aquela solenidade em Maio de 1942, com imponência religiosa e civil e da qual tomavam parte todas as autoridades munidas das varas de madeira vermelha que, no ano seguinte foram substituídas por outras de prata. Os vereadores passaram a usar capas pretas forradas de seda branca. Voltou a ser feito o antigo percurso. À época ir da Sé a São Tiago era "sair da cidade". Desde então esta festividade tem vindo a alternar períodos de total esquecimento, como por exemplo o de 1971 e 1972, com outros de mobilização - 1982 e 1988. Hoje, muito poucos se apercebem dela. Daquele último ano até ao presente tem vindo a realizar-se ininterruptamente. O percurso foi tornado mais curto: parte da Capela do Corpo Santo indo pelo Campo D. Carlos e toma o caminho do templo do Santo, Igreja de São Tiago ou do Socorro, pela Rua de Santa Maria e é acompanhado por autoridades civis, religiosas e militares, pelo povo que se lhe reúne e por música de fanfarra. Assim, muito antes de conhecerem as transformações sociais que iam pelo mundo e vieram a resultar numa comemoração de luta internacional dos trabalhadores pelos seus direitos, o povo madeirense guardava o dia 1.º de Maio em nome de uma memória de tempos difíceis que se foi perdendo no tempo… e na memória dos homens, talvez porque nesse mesmo dia, provavelmente por influência das festas cívicas dos revolucionários franceses, na Madeira começaram a comemorar também o início da primavera, solenizado em toda a Europa moderna, com a plantação de árvores. Isso tornou-o num dia de festa campestre e os edis não estiveram alheios a essa mudança, pois adicionaram os colares de Maio àquela indumentária solene.
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Clubes e Projectos O IMPORTANTE É QUE NOS OUÇAM Dra. Cristina Simões Psicóloga Sou entusiasta dos Clubes Escolares e de todas as actividades de complemento curricular. Mas, podemos aqui conversar sobre outro assunto qualquer. Contudo, penso que os Clubes Escolares, pelos seus objectivos e dinâmicas que imprimem, integram "todos os assuntos". Assim sendo, pretendo deixar alguns apontamentos a favor da participação nos Clubes Escolares e nas outras actividades de complemento curricular. 1) O PODER - Para os jovens, julgo que um dos atractivos dos Clubes Escolares relaciona se com o facto da decisão de aderir ou não, a esta oferta da escola e às suas actividades, ser de livre escolha, e reflecte a expressão dos interesses de cada um. A decisão, de permanecer ao não, resulta das afinidades com as actividades e com o grupo que integra o Clube. O mesmo não se passa com a escolha dos colegas da turma, a qual não depende da decisão do aluno. Estas condições atribuem ao jovem poder, assunto este muito importante nesta fase da vida. Poder escolher, poder decidir, ter afinidades com os outros, fortalece o sentido de pertença ao grupo, à escola, ao social, e a ligação com o social favorece o crescimento. 2) A LIBERDADE - Os Clubes, para os jovens e professores que os dinamizam, são espaços de experimentação activa, de construção de relações interpessoais, sem receitas pedagógicas, psicológicas…o que só pode ser estimulante. 3) O ABORRECIMENTO - Os Clubes, pela natureza das suas actividades, ajudam a combater o sentir frequente na adolescência, chamado aborrecimento ou tédio, definido em comentários do tipo: "Quando era mais pequeno(a) tinha sempre coisas para fazer, para pensar… agora não me apetece fazer nada". É o sentimento que se observa em alguns jovens, de desvalorização do que o meio oferece, o qual é classificado por estes,
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como pobre, pouco estimulante e sem interesse. 4) OS LIMITES - O experimentar o corpo, as suas novas capacidades, os seus limites (não é este um dos atractivos dos desportos radicais, saber até onde o corpo aguenta?), a voz, os sentidos, o espaço, o brincar, "o fazer de conta”, estimulados pelo teatro... música… rádio…, favorecem o auto-conhecimento, a identidade: "quem sou, de que sou capaz; até onde pode ir a minha criatividade…" 5) A COMUNICAÇÃO - As ideias na adolescência são radicais, põem em causa o equilíbrio que o mundo dos adultos tanto se esforçou por construir (será verdade ?). Por isso, às vezes, ao ouvi-los, sentimos desconforto, e temos de recuperar as memórias de quando tínhamos aquelas idades. Mas precisam de ser radicais, para ouvir do outro uma comunicação verdadeira, autêntica: nem sempre sabemos as respostas e o mundo que nós, adultos, construímos é também contraditório, injusto e violento. Assim, integram a realidade, as questões sociais, constroem interpretações pessoais sobre o mundo, sobre o património cultural… e organizam-se, a pensar e a experimentar. Por isso nos dizem, de várias maneiras: "É importante que nos ouçam". E os Clubes são espaços privilegiados de comunicação. 6) OS OUTROS - Os Clubes que promovem as relações gratificantes entre gerações, o colocar-se no lugar do outro, ajudam a estimular o altruísmo, a compaixão e o reconhecimento das diferenças. Julgo que também, na base de um acto criativo, qualquer que ele seja, está a compreensão dos outros. O prazer de criar, de ser apreciado pelos outros, de ser aceite no grupo, e identificar-se com ele, reforçam os factores de protecção à vida. É também pela existência dos Clubes que a escola se assume como um factor de protecção.
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Fotografia - escrita da luz Dra. Domingas Pita Coordenadora do Clube "(...) Fazer fotografia é contar histórias. Em oposição à ideia difundida de que a fotografia é o reflexo espontâneo do real, sempre pensei a imagem produzida pela máquina fotográfica como uma construção. O meu trabalho é uma espécie de escrita (...)" Joan Fontcuberta
O Núcleo de Fotografia procura fomentar o desenvolvimento da sensibilidade inerente à linguagem visual criativa, possibilitando um crescimento pessoal e de grupo. É no desenvolvimento das actividades do clube, que se criam condições positivas para promover a união e a comunicação, facultando ainda espaço à emergente capacidade de relacionamento e ao desenvolvimento pessoal. Encontra-se então um espaço maravilhoso para desabrochar as aptidões técnicas relativas à fotografia. Os trabalhos decorrem da tomada de vistas, ou seja, de registo de imagens com a câmara fotográfica e o seu processamento pela impressão ou sensibilização dessas imagens sobre o papel fotossensível, mediante o manuseamento de materiais e equipamentos específicos. Os fotogramas introduzem o trabalho de laboratório. As histórias são muitas e as imagens criadas também. O trabalho foi trabalho, partilha, convívio, inter-ajuda e aprendizagem integrada, promovendo o conhecimento e a valorização da Escola. Fica aqui registado um exemplo.
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Dra.s Teresa Jardim e Graça Berimbau Coordenadoras do Núcleo de Desenho/Artes Plásticas As actividades desenvolvidas no Núcleo de Desenho/Artes Plásticas definem este projecto de enriquecimento curricular como um espaço de convívio, de educação formal e informal, de expressão e comunicação visual, com base em objectivos tão precisos, quanto integradores das descobertas ocasionais, e das sugestões e sensibilidade de cada utente. Deste modo configura-se como um âmbito de liberdade expressiva, comunicativa e vivencial, aberta ao desenvolvimento da sensibilidade estética, poética e lúdica, como também à experimentação artística, ao domínio dos materiais e técnicas e ao conhecimento informal da História da Arte e de outras linguagens artísticas. No presente ano lectivo o clube funcionou às terças feiras com duas horas nos turnos da manhã e da tarde, sendo frequentado por alunos e professores, ao nível da iniciação e aprofundamento. Os trabalhos aqui dados a ver foram coligidos tendo como base a exemplificação técnica e expressiva no domínio da expressão bidimensional - pintura, sendo que alguns já foram apresentados na exposição da X Edição da Semana dos Clubes, na Galeria de Arte Francisco Franco. De futuro esperamos encontrar mais candidaturas à frequência do clube, motivadas para o domínio da construção tridimensional e da escultura.
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As casas as casas as casas Este conjunto de textos (das professoras Maria do Carmo Marques e Teresa Jardim), pinturas a aguarela (da professora Ana Lomelino e dos alunos Ana Gomes, Carina Mendonça e Maria Carla Gonçalves) e fotografias (dos alunos Carla Patrícia, Gonçalo Rodrigues, João Pedro Nóbrega, Miguel Gomes e Sofia Laura Neves) resultam de um trabalho de articulação das actividades do Clube de Desenho/Artes Plásticas e da actividade curricular de um conjunto de alunos do 11º ano, da Turma 9, da Disciplina de Materiais e Técnicas de Expressão Plástica, sob a coordenação da professora Graça Berimbau. Este projecto teve como motivação primeira uma aguarela realizada no Clube de Desenho/Artes Plásticas pela professora Ana Lomelino, e que remete para uma casa, entretanto demolida, existente à rua João de Deus, nº32. Com base nesta aguarela, Maria do Carmo Marques e Teresa Jardim procederam à realização de poemas, dando sequência a experiências anteriores, de colaboração mútua no domínio da ilustração. Com base nesta imagem, acrescida de um poema de Ruy Belo (“oh as casas as casas as casas”), como também de uma pesquisa em torno do património popular edificado, um grupo de alunos do 11º 9, realizou fotografias e pinturas a aguarela, das quais apresentamos aqui alguns exemplos do bom trabalho efectuado. A Casinha de Prazeres Sonho feito pedra Em esquina de rua Concha de segredos Bordados no linho De lânguidas tardes de estio Búzio de sussurros e risos De súbito abertos Pelo eco dos passos ansiados Pela rua a aproximar Ah! os corações disparados Por pudicas malícias Apenas adivinhadas As faces que se acendiam Em rubores indiscretos Disfarçados nos folhos De punhos rendados No abraço cúmplice da buganvília encarnada Assim se espreguiçavam as tardes Longas na espera do encontro Do momento a acontecer Da casinha de prazeres Espaço que o tempo fez partir Foram-se os risos e os segredos Foram-se as rendas e os ecos e Até a buganvília encarnada Já confusa de memórias Deixou de resistir Foi-se o sonho, foi-se a vida A alma, essa ficou ... Guardou-a o pintor No silêncio da sua tela Poema para a casinha de prazeres, pintada pela Ana
Há corações com casas a Teresa (avó materna)
Imóveis, presas aos quintais pelas raízes das árvores, as casas que dizíamos nossas tinham muitas coisas: número de porta, alpendre, varandas casota de cão, muros caiados, chaminé; no interior a cozinha, o cheiro a pão com manteiga e café quente. Lembro-me das tuas mãos de linho da terra assomando à janela, o tapassol entreaberto; lembro-me da leveza com que pisavas o chão calcetado com calhaus rolados e folhas secas para não acordar as flores da sua beleza para não alterar a sequência das estações ou a fidelidade da Primavera às redacções escolares: “Na Primavera os passarinhos fazem os seus ninhos”... ...ou agora também compram a crédito em imobiliárias publicitadas nos jornais? Quando as árvores das casas são cortadas à força, as casas não resistem muito tempo. Mas, antes de morrerem, as casas refugiam-se como podem, onde pressentem o amor. Há corações com casas: há corações que são casas, onde ainda é possível deixar a guardar bens preciosos: os medos e os segredos mais resistentes; colecções de selos, caixas de fósforos, mãos bonitas, asas de insectos; tudo o que vai restando da troca de afectos; a memória das coisas nos seus devidos lugares.
Teresa Jardim (Professora do 5º Grupo)
Mª Carmo Marques (Professora do 9º Grupo)
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Pintura a aguarela de Ana Lomelino (Professora do 9º Grupo)
OH AS CASAS AS CASAS AS CASAS Oh as casas as casas as casas as casas nascem vivem e morrem Enquanto vivas distinguem-se umas das outras distinguem-se designadamente pelo cheiro variam até de sala pra sala As casas que eu fazia em pequeno Onde estarei eu hoje em pequeno? Onde estarei aliás eu dos versos daqui a pouco? Terei eu casa onde reter tudo isto ou serei sempre somente esta instabilidade? As casas essas parecem estáveis mas são tão frágeis as pobres casas Oh as casas as casas as casas mudas testemunhas da vida elas morrem não só ao ser demolidas elas morrem com a morte das pessoas As casas de fora olham-nos pelas janelas Não sabem nada de casas os construtores os senhorios os procuradores Os ricos vivem nos seus palácios mas a casa dos pobres é todo o mundo os pobres sim têm o conhecimento das casas os pobres esses conhecem tudo Eu amei as casas os recantos das casas Visitei casas apalpei casas Só as casas explicam que exista uma palavra como intimidade Sem casas não haveria ruas as ruas onde passamos pelos outros mas passamos principalmente por nós Na casa nasci e hei-de morrer na casa sofri convivi amei na casa atravessei as estações respirei – ó vida simples problema de respiração Oh as casas as casas as casas Ruy Belo (1933-1978) (in “Obra Poética”, volume 1, Editorial Presença, Lisboa,1984”)
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Clube de Ecologia Barbusano O Clube de Ecologia Barbusano, no seu décimo sexto ano de actividade, continua a desempenhar um importante papel na educação ambiental e cultural da comunidade educativa. Das actividades desenvolvidas destacam-se: as saídas de campo/visitas de estudo, acções de formação, o concurso de fotografia e a realização de conferências. Saídas de campo/visitas de estudo realizadas: 23/Out. Poço da Neve - Levada da Negra - Barreira (foto 1) 27/Nov. Bica da Cana - Levada da Bica da Cana - Cascalho - Levada das Rabaças - Encumeada (foto 2) 22/Jan. Poiso - Chão das Feiteiras Levada da Serra do Faial - Lamaceiros Folhadal - Serrado - Porto da Cruz (foto 3) 26/Fev. Raposeira - Levada Nova da Calheta - Ponta do Pargo 9/Abr. Boca da Corrida - Casa Florestal da Trompica - Fontes - Espigão Levada do Norte - Boa Morte (foto 4) Da Boca da Corrida à Boa Morte A norte do Estreito de Câmara de Lobos, entre os 700 e os 850 m de altitude, localiza-se a freguesia do Jardim da Serra, assim chamada por se tratar de um lugar pitoresco. Pequenas casas salpicam a paisagem com os seus jardins e campos agrícolas bem cuidados, onde se destacam as cerejeiras, que, nesta época do ano, se cobrem de flores brancas. Nesta freguesia, é de realçar a Quinta do Jardim, cuja construção foi iniciada na primeira metade do Séc XX por Henry Veitch, cônsul da Inglaterra. Actualmente está transformada num hotel de luxo. A 4 Km acima do Jardim da Serra, junto ao pico da Malhada, aos 1203 m de altitude, fica a Boca da Corrida e a casa florestal, rodeada por espécies exóticas e indígenas (castanheiros, nogueiras, pinheiros, cedros, giestas). Daqui, observa-se a freguesia do Curral das Freiras, depressão escavada pelas águas de escorrência na cabeceira da Ribeira dos Socorridos. À nossa frente avista-se a Eira
do Serrado, aos 1020 m, e o Pico Grande, aos 1657 m de altitude. Pelos interflúvios, espalham-se os vários sítios. Numa pequena plataforma da margem esquerda da ribeira, aos 650 m, no sítio das Casas Próximas, a igreja concentra o principal povoado. O percurso a pé inicia-se junto à casa florestal por um caminho que nos leva ao montado dos Aviceiros, contornando a cabeceira da Ribeira das Eirinhas, a norte da Quinta Grande, até chegarmos à casa do Dr. Alberto, situada num local paradisíaco. Uma vereda estreita, mas não perigosa, corta a cabeceira da Ribeira do Campanário, atravessando um coberto vegetal bastante pobre, vítima do contínuo pastoreio de cabras e de ovelhas e dos sucessivos fogos, e conduz-nos ao posto florestal da Trompica, aos 1180 m de altitude. Uma nova vereda penetra numa mata de castanheiros e leva-nos ao sítio das Fontes, um dos aglomerados populacionais das terras altas da freguesia do Campanário. Por entre poios ainda cultivados, descemos, aos poucos, até atingirmos o caminho recentemente asfaltado que nos liga ao sítio do Espigão, já na freguesia da Ribeira Brava. Aqui, as casas alcandoradas no meio de uma grande escadaria de poios foram mantidas isoladas, durante muitas décadas, da vila da Ribeira Brava. Descemos, inicialmente na vereda que liga à Meia Légua, para, logo de seguida, apanharmos a levada do Norte, aos 600 m de altitude. Mais adiante, atravessamos a Eira do Mourão, onde as casas se estendem na crista soalheira do interflúvio. Daqui, podemos avistar, do outro lado do vale da Ribeira Brava, as Furnas e o Pomar da Rocha. Continuando a levada, esta corta o vale da Ribeira Funda, cujas margens estreitas se cobrem de densa floresta: restos da flora indígena constituída por vinháticos, faias e marmulanos cobrem as vertentes abruptas. Aos poucos, o espaço vai sendo repartido pelas acácias, eucaliptos e pinheiros, que acabam por formar um pinhal e nos conduzir ao sítio da Boa Morte.
Foto 1
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Concurso de Fotografia "Ruralidades" O Clube promoveu o décimo quinto concurso de fotografia sobre o Tema "Ruralidades", envolvendo trinta e três participantes com um total de 132 trabalhos, que estiveram expostos na Galeria de Arte da Escola e que testemunham um olhar atento sobre o rico património natural e construído da região. (foto 5) Conferência "Arquitectura popular como suporte da paisagem cultural e do desenvolvimento sustentável" O conferencista, o Arquitecto Victor Mestre, procurou mostrar a arquitectura popular portuguesa na interligação com a sua funcionalidade e como factor dinamizador de actividades económicas e sociais, na defesa do desenvolvimento do país que se pretende
sustentável. Segundo o orador, a arquitectura popular denuncia as actividades que nela ocorrem. Logo, este património anónimo é também património histórico e é fundamental para ajudar a explicar a fixação das populações e os seus modos de vida. É preciso saber lê-lo e saber compreendê-lo para evitar a sua destruição. O que resta do património rural poderá ser reaproveitado, mesmo que adaptado a novas funcionalidades. Victor Mestre cativou a assistência e, certamente, o testemunho do trabalho que tem realizado em Portugal Continental e Regiões Autónomas será um incentivo à investigação nesta área, particularmente para o elevado número de jovens que participaram na conferência.
Acções de Formação "Água, Fonte de Vida"
Centro Psico-pedagógico da Sagrada Família
Alunos do Colégio do Bom Jesus
Visita à Quinta do Til (em parceria com o Clube Patrimonia)
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PATRIMONIA Dra.s Fátima Abreu e Márcia Diniz Coordenadoras do Clube PATRIMONIA nasceu no grupo de professores de História, disciplina com responsabilidade no desenvolvimento da cidadania, onde se insere o respeito pelo património. Este núcleo organizou-se com base nos princípios das actividades de complemento curricular nas quais se aprende recreando-se. Desde o início temos procurado o conhecimento do património construído da cidade do Funchal, calcorreando-a… Chamámos-lhe ‘Percursos pela cidade do Funchal’. Procurámos edifícios que foram a imagem da cidade em cada século. Começámos olhando o que restou do século XVI, depois do XVII, iniciámos os séculos XVIII e XIX… Também temos lembrado datas importantes para a nossa memória colectiva, como fizemos no princípio do ano com os bombardeamentos da cidade do Funchal, na 1.ª Guerra Mundial. Entretanto, a Escola Secundária Francisco Franco tornou-se exclusivamente secundária, como no seu nome e… a vida dos clubes tornou-se um pouco mais difícil. Hoje PATRIMONIA, não tendo abandonado o seu projecto inicial, pratica-o de forma menos sistemática, em actividades sujeitas a inscrição: PhotographiaMuseu "Vicentes", Teatro Municipal, Instituto do Vinho da Madeira - Museu do Vinho. Abraçou um outro projecto, que pode ser considerado uma parte do primeiro, conhecer as Quintas da Madeira, aquelas que se encontram na área do Funchal, numa parceria com o Clube Barbusano, que cuida do património natural. Deixamos nestas páginas, aos alunos que continuam nesta escola no próximo ano lectivo, um convite a que olhem com carinho a possibilidade de se inscreverem neste clube. Estamos na altura própria para o fazer. Sabemos que as dificuldades apontadas para a inscrição nos clubes são verdadeiras: muito que estudar, horários completos, explicações... Mas sabemos também que os alunos que arriscam experimentar acompanhar-nos têm gostado muito. Para além de imagens de lugares visitados ou a visitar, fica aqui o testemunho de uma aluna que nos acompanhou no final do ano transacto, à Quinta da Palmeira.
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Uma visita à Quinta da Palmeira Ana Sofia 11.º 16 Os Clubes Patrimonia e Barbusano realizaram, no passado dia 7 de Maio, na "Semana dos Clubes" e integrada num plano de conhecimento das "Quintas Madeirenses", uma visita à Quinta da Palmeira, propriedade particular. Eu não estava inscrita nesses clubes mas achei o projecto interessante e, como nessa semana não tínhamos aulas e as inscrições eram abertas, inscrevi-me. Foram também outras colegas da minha turma. Esta quinta fica a norte da rua da Levada de Santa Luzia, ocupando uma área de 30 mil metros quadrados. Neste espaço existem várias casas de habitação das quais se destaca um palacete urbano, de influência britânica, com a fachada virada para os jardins e debruçada sobre a baía do Funchal. Em frente à casa e a envolvê-la um grupo muito antigo de árvores forma uma ampla zona verde. Percebe-se que é o grupo mais antigo pelo tamanho delas. Para sul, e depois deste, há espaços ajardinados, em socalcos, com passeios calcetados, fontes, lagos e bancos de jardim que dão as boas vindas aos visitantes. Há também um bonito relvado. Dele ficámos a saber que era onde antigamente proprietários e visitantes jogavam croquet, jogo muito conhecido e divulgado entre famílias, amigos e visitantes, no século XIX. Ao longo do passeio na quinta, pudemos conhecer várias árvores, apreciar algumas pelas suas flores, outras características pelos seus frutos, por exemplo a pitangueira e uma outra, desconhecida para mim, um medronheiro, cujo fruto serve para fabricar aguardente. O ponto alto da visita deu-se quando, numa zona do jardim bastante mais baixa do que a casa, avistámos a "Janela de Colombo" que é uma importante peça manuelina (da qual já ouvira falar), lavrada em cantaria cinzenta da região, que pertenceu à casa, que já não existe, de um importante mercador do açúcar do final do século XV, João Esmeraldo. Foram duas horas bem passadas na companhia de professores e amigos, num ambiente de boa camaradagem onde a diversão e a boa disposição estiveram sempre presentes.
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Inter-Gerações Joana Ribeiro e Nancy Castro 10º 1
As nossas idas ao Lar As nossas idas ao Lar do Vale Formoso foram muito enriquecedoras a nível cultural e humano. Ao longo das visitas, recolhemos diversas histórias, anedotas, adivinhas e receitas de culinária, que os idosos nos transmitiram com orgulho e alegria. Durante as duas horas semanais que passávamos na sua companhia, ouvimo-los falar das suas vidas, e, com os olhos a brilhar, recordar os seus melhores e piores momentos, os amores e dissabores. Por vezes, não se lembravam onde estavam, nem quem éramos, mas conseguiam descrever os seus momentos mais marcantes com imagens de uma exactidão impressionante, sem nunca esquecer qualquer pormenor. No entanto, não era só para a conversa que visitávamos este lar. Muitas vezes, íamos também dar apoio na sala onde os idosos aprendiam a ler e a escrever. Fizemos ditados, corrigimos operações matemáticas, ajudámos a desenhar e a pintar, a recortar e a colar. Estas pequenas actividades faziam-nos sentir úteis e davam-lhes alguma ocupação. Dava-se também muita importância às épocas festivas, que eram sempre festejadas de acordo com a tradição. Estas lembravam aos idosos a sua infância e juventude e eram, por isso, preparadas com muito cuidado e afinco. Ajudámos várias vezes a fazer broas de mel e participámos nos Autos de Natal e missas do parto. Nas vésperas dos Santos Populares, fazíamos os enfeites e disfarçávamo-nos para a festa do Carnaval. De todas as vezes que saímos do Lar, invadia-nos uma maravilhosa sensação de realização pessoal e de bem-estar psicológico. Por estas razões, recomendamos vivamente uma participação mais activa na sociedade, por parte dos jovens.
As fotos a seguir reproduzidas mostram alguns dos momentos do convívio entre alunos e idosos do Lar do Vale Formoso.
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Flávia Melim 10º 1 Foi no Lar Vale Formoso Que alguns amigos descobri, Um mundo maravilhoso Foi amizade o que senti. Já lá vão quatro anos, Desde que tudo começou. Antes eram estranhos Mas agora tudo mudou. O tempo formou uma aliança Que a vida não há-de levar Àqueles idosos sem esperança O coração sempre quis alegrar. Com os mais pequenos gestos A intenção foi sempre ajudar, Pois com os mais simples manifestos Os sorrisos eram prémio a ganhar.
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FILOSOFIA Dra.s Agostinha Nóbrega e Filomena Trindade Coordenadoras do Clube de Filosofia
No decurso do ano lectivo 2004/2005, o Clube de Filosofia tem promovido e realizado um conjunto de actividades de natureza diferente, de acordo com os objectivos do Clube, desde a lúdica, a artística, passando pela investigação científica até à intervenção cívica. Com o objectivo de promover uma aplicação lúdica de conteúdos, propusemos aos alunos a elaboração de uma Banda Desenhada apresentada mensalmente. Considerando que o Clube está vocacionado para despertar e desenvolver a aptidão reflexivo-crítica própria da Filosofia, concluímos que esta actividade proporcionaria um maior empenho e interesse sobre a matéria e que estas actividades despertariam os nossos alunos para as potencialidades artísticas, criativas, críticas. Neste sentido, no início de cada mês, exprimiram uma Banda Desenhada, um dos temas do programa, apresentada no placar e na vitrina contígua à sala do 10º grupo B. A comunidade escolar não fica indiferente: frequentemente, os alunos abordam-nos tecendo considerações sobre os tais trabalhos.
Será que és o que pareces? Maria João 10º 12
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que é a moda? São apenas tendências, de acordo com a época em que são criadas, a que as pessoas dão imenso valor. As pessoas, muitas vezes, são julgadas pela roupa que vestem, ou se têm um pircing aqui ou ali. Por vezes, pessoas com pircings ou tatuagens não são aceites para determinados trabalhos, o que não quer dizer que sejam menos eficientes que as pessoas que os não têm. São deixadas para trás simplesmente pela aparência. A roupa que alguém veste pode ser motivo para um sujeito se aproximar ou se afastar da mesma. Uma pessoa que se veste de forma
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atrevida demonstra que não é tímida; pelo contrário, se se ‘tapa’ de cima a baixo, é reservada e, provavelmente, está relacionada com o Satanismo. Através destes exemplos, podemos concluir que a Moda poderá reflectir uma parte da pessoa. Um estilista que cria moda reflecte sempre qualquer coisa: o que sente, a mentalidade de determinada época; o mesmo se passa com a roupa, com a “moda” de cada um, pois poderá manifestar alguma coisa por parte de quem a veste. Daí que a nossa sociedade lhe dê tanto valor.
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Mas será que tanto valor não cairá em desvalor? Ao julgarmos as pessoas pelo que aparentam, não está certo que nos aproximemos ou afastemos apenas pelo que vestem ou pela maneira como usam o cabelo, ou se têm algum pircing ou tatuagem. Há pessoas que se vestem muito bem, que andam dentro da moda mas podem ser muito
piores que as que andam mal vestidas ou que simplesmente não aderem à moda, por qualquer razão. Uma pessoa que ande toda esfarrapada pode ter uma personalidade fantástica embora possa não aparentar. Nunca tires conclusões à primeira vista, passa além das aparências!
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A L uz do Teatr o Dra. Cristina Pestana Coordenadora da Oficina de Teatro “Corpus”
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oi-me pedida a agradável mas difícil tarefa de escrever sobre o Teatro (Oficina de Teatro “Corpus”); entendi que haveriam muito mais pessoas que teriam uma palavra a dizer sobre o assunto. E como o Teatro é feito de pessoas, por pessoas e para pessoas, achei por bem trazer à luz da ribalta a pessoa que personifica o teatro nesta escola. Esta pessoa estará, assim, à boca de cena deste texto e, nos bastidores, todos aqueles que são testemunhas do seu trabalho. Antes de mais, permitam-me proceder à enumeração das peças de Teatro já encenadas no currículo teatral desta escola (não pretendo maçá-los pela exaustão, mas entendo que deve ser feito pelo seu merecimento e valor): The Nightingale and the Rose, Oscar Wilde; Nunca Nada é de Ninguém, Luísa da Costa Gomes (*Prémio de Melhor Actriz); As Bruxas, Roald Dahl; Middlemarch, George Elliot; O Conto da Mulher de Dahl, Chaucer; As Troianas, Eurípides (tradução de Jean-Paul Satre) (*Prémio de Melhor Encenação); D. Inês de Castro (*Menção Honrosa); The Martian Chronicles, Ray Bradbury; A Última Flor, Tradução The Last Flower, James Thurber (*Prémio de Melhor Encenação); Alice in Wonderland, Lewis Carroll; Os Três Reis Magos, Vitorino Nemésio; Romeo and Juliet, The Taming of the Shrew (excertos), Shakespeare; The Selfish Giant, Óscar Wilde; Mowgli, Rudyard Kipling; Heaven’s Edge, Romesh Gunesekera, O Colar, Sophia de Melo Breyner Andresen (*Prémios atribuídos pelos Festival Regional de Teatro). O Teatro é, realmente, um jogo de luz e sombra. Regra geral são iluminados apenas aqueles que dão vida às personagens. Ao fim desta “peça” de 12 anos, chamo agora à luz (spotlight) e ao aplauso quem sempre permaneceu na penumbra: Teresa Jardim de Freitas. Deixemo-nos de crepúsculos nas palavras e iluminemos nossas ideias e emoções; sejamos o contra-regra dos nossos pensamentos. Ao contrário do teatro, no sentido académico, que é uma epopeia de fingimentos, de máscaras, de enganos e desenganos, neste simples escrito pretendese uma verdade tão alva como tão-somente é a Verdade: Os alunos do grupo de teatro são unânimes em afirmar que a Professora Teresa é uma grande força (Ana Isabel Visinho; Diana), uma lutadora com um sorriso contagiante (Manel), uma pessoa de espírito aberto para as novas gerações, de mente aberta; uma “mãe” para todos (Ricardo). Para o Manel (actor da peça Heaven´s Edge – “Marc”), em particular, existem duas Teresas:” durante os ensaios e até começar a peça - uma Teresa embirrenta, nervosa, teimosa e até um pouco chata; no fim da peça a por aí adiante -uma Teresa super-simpática, alegre, divertida, desfeita em elogios, orgulhosa, de uma personalidade segura e forte. Mas a existência desta dupla personalidade apenas vem fazer com que o seu trabalho tenha mais valor e perfeição.” A Pica (Margarida) agradece em nome de todos e pede que continue, por favor. Para estes alunos, o Teatro “é um mundo onde podemos ser de outro século, pertencer a outra realidade, ser alguém completamente diferente, podendo sempre pôr algo de nós”(Diana – “Vanina” d’O Colar); “é a arte de muitas faces, é poesia, cantoria, vida e morte; improviso; Tudo acontece!” (Ana Isabel – Bailarina d’O Colar) Professora Ana Maria Lomelino (actriz na peça O Colar; “Condessa Zetti”) “De muito perto vivo ainda as emoções da estreia de “O Colar” de Sophia de Mello Breyner (11 de Maio de 2005). Pude assim apreciar “por dentro” o trabalho que neste núcleo se desenvolve, desde a escolha da peça até à sua apresentação em cena, e tenho de salientar a sensibilidade, dinamismo e coragem com que a sua coordenadora se dedica à orientação do projecto. Antes disso, já muitas vezes me sentara na sala de sessões da nossa escola ou no auditório da RDP, cheia de expectativa e algum nervosismo, para assistir a muitas das inesquecíveis realizações dramáticas do Grupo de teatro da Escola, algumas delas incluídas na Quinzena do Escritor do Ano (todas as peças em Inglês).
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Renovo o meu aplauso para todas elas, não só pelo prazer que me proporcionaram mas também pela consciência que tenho da importância vital do teatro na escola – pela educação do gosto artístico, pelo trabalho de equipa, pela educação da voz, expressão corporal e emoções, e pelos momentos de excelente convívio, entre muitas outras coisas. Felicito todos os que mantêm viva esta chama, em particular a coordenadora do Grupo, Prof. Teresa Jardim.” Professor Miguel Costa (actor na próxima peça The King who was and will be) Tem sido uma experiência muito gratificante participar no trabalho desenvolvido pelo grupo de teatro da escola. Obrigado Teresa por me guiares até a um mundo tão bonito e diferente. Professora Carmo Marques (actriz na próxima peça The King who was and will be) Falar do grupo de teatro desta escola é falar de dedicação, de busca permanente de perfeição, de atenção ao detalhe, de persistência mesmo em horas em que apetece desistir; de trabalho realizado com seriedade, carinho e entusiasmo. Falar do grupo de teatro é também falar de partilha de ensinamentos múltiplos, de camaradagem e de amizade. Falar do grupo de teatro é falar de quem em si congrega e de quem emanam todos este princípios e atitudes – professora Teresa Jardim, que sonhou este projecto e que ao longo dos anos tem conseguido fazer desabrochar o talento e brio de tantos alunos que no palco ou nos bastidores têm oferecido momentos inesquecíveis a todos os que, como eu, tiveram a sorte de os poder vivenciar. Professor Gualter Rodrigues (actor da peça O Colar ; “Comendador Zorzi”) Teatro,teatro,teatro... lutadora, lutadora, lutadora... sonhadora,sonhadora, sonhadora... exigente, exigente, exigente... compreensiva, compreensiva, compreensiva..., amiga, amiga, amiga... Onde está a chave? Professor António Pires Pode considerar-se verdadeiramente feliz o profissional que tem o privilégio de ter como profissão a sua paixão. A dedicação da prof. Teresa Jardim ao Grupo de Teatro da Escola configura uma entrega absoluta àquilo que se assume como uma verdadeira vocação, uma paixão que se transmite e se sente no resultado final dos seus trabalhos e no desempenho dos actores amadores que têm o privilégio de poder contar com a sua orientação, a sua dedicação, a sua entrega. Correu-se a cortina, mas a peça continua amanhã. Teresa, desculpa-me esta “traição” de amiga, mas há muito que já era merecido. Próxima peça a ser apresentada: King Arthur; The king who was and will be (Freely adapted from Kevin Crossley-Holland’s The Seeing Stone, At the Crossing Places, and King of the Middle March, and various other sources by Teresa Jardim). P.S. Lamento que nem todos os que te admiram tenham podido escrever umas palavras; com certeza di-las-ão em pessoa.
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Microfone soa vida Dra. Fátima Diogo Coordenadora da Rádio Escola Não! A rádio não é só sonho. É a realidade de viver a informação dia a dia, ou seja, 24 horas de segunda a domingo e assim sucessivamente. Não engrandeça ninguém a ideia de que passados quatro ou cinco anos na universidade, será bom jornalista. Aquele que tudo sabe e conhece e só tem facilidades não existe. Não é charmoso o que fala. Ponto. Cada palavra. Ponto. Logo a seguir. Ponto. Para dar. Ponto. nfase. Ponto. Porque nada disto é correcto. A beleza e a riqueza da rádio estão na simplicidade da comunicação. Quanto mais acessíveis forem as palavras, fluente a linguagem, diversificado o vocabulário, melhor passa a mensagem. Depois, a rádio é uma escola para a vida. Aos alunos a quem se destina, aos homens e mulheres que têm que se relacionar com os outros. Porque a globalização é este tempo que estamos a viver, o nosso dia a dia, aqui e ali. Sobre tudo é preciso opinar, reflectir, emitir ideias.
RÉ - FF
E se os professores não chegam aos alunos pela oralidade, não são os outros meios sofisticados, da informática e demais tecnologias, que os aproximarão das pessoas. A rádio tem este condão. De ser um meio de comunicação social quente. Mais próximo do ouvinte, humana e logisticamente falando. E aquele que está do outro lado está atento, espera e ouve. Cuidado: o microfone amplia a sinceridade, engrandece a emoção, torna visível o mentiroso, o indeciso e as gafes. Porque a voz não engana. E o homem/mulher da rádio cultiva a firmeza de carácter, define uma personalidade. Goza da confiança do auditório e faz por merecer esse voto sempre que abre a boca. O comunicador é um agente activo e vivo, actual e presente sempre à procura da verdade. Pode não ser o companheiro, mas é a companhia. Imparcial, dá voz e sente o coração bater mais forte quando a contagem do tempo é decrescente para o bip do sinal horário.
Os Homens da Rádio Escola 46
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Visita à TSF A Rádio Escola, mais conhecida por RÉ-F.F., e a Professora Coordenadora organizaram uma visita de estudo aos estúdios da TSF Madeira e à redacção do Diário de Notícias. O Manel e o Vítor Rodolfo falam-nos da experiência.
Foi uma ocasião para analisar o verdadeiro trabalho da rádio que é feito sem se ver: a coordenação, o programa, os instrumentos de trabalho, a voz que ouvimos dia após dia… Manel
A visita à TSF foi muito instrutiva. Pudemos ver como realmente funciona uma rádio por detrás dos auscultadores, ou seja, nos seus bastidores. Vítor Rodolfo
“Rádio, para quem?” A Rádio é um mundo, um Meio de Comunicação amplo, que “chega” a todos, sem que precisem saber ler ou escrever para entenderem o que se passa lá fora. Mencionei que este grande universo é tão completo que há estações radiofónicas para todos os gostos: a Rádio onde trabalho, por exemplo, a Rádio Jornal da Madeira, é de inspiração cristã, e divulga todo o tipo de música, mas tem também, por outro lado, vários espaços de informação regional, desportiva, religiosa, cultural. Mas há outras rádios para públicos específicos. Sem querer ser redutora, a TSF é uma Rádio essencialmente de Informação, assim como a Antena 1 é generalista. Já a Antena 3 e a Rádio Clube estão mais viradas para um público jovem onde a música é o condimento forte. Na região há ainda as Rádios locais (Rádio Santana, Rádio Calheta ou Rádio Praia), que transmitem uma informação mais centralizada na zona onde se inserem. Daí o meu fascínio pela Rádio, pela sua riqueza, por poder ser um meio de informação, ou simplesmente para ouvir boa música, e relaxar, depois de um dia de trabalho ou estudo. Na conversa que tive com os alunos da Professora Fátima tentei explicar o meu “bichinho da Rádio”, enquanto Jornalista, e enquanto ouvinte. Notei que estes rapazes e raparigas partilharam comigo o entusiasmo pela Rádio, pois fizeram várias perguntas e acabámos por ter uma conversa descontraída e interessante. Um encontro que passou rápido porque o que eu esperava que durasse 30 minutos acabou 1 hora e meia mais tarde. Isso porque falar de Rádio é falar sobre tudo e mais alguma coisa.É um mundo que cabe em caixinhas pequeninas ... e está lá para quem o quiser escutar... sempre ... PS: Apreciei a sessão giradisquista apresentada pelo Carlos Branco, da RÉ-F.F. Sofia Lacerda, Jornalista
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Dra.s Anabela Pereira e Nadina Castro Fernandes Coordenadoras do Clube de Inglês Retrospectiva de algumas das actividades:
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Clube de Inglês conta já com quase uma década de existência, cinco anos com as actuais coordenadoras, e tem como objectivo principal incutir nos alunos o interesse pela Língua e Cultura Anglo-Americana. Talvez pelo facto de o Clube tentar incentivar nos alunos o gosto por actividades de carácter lúdico-educativo embora num contacto permanente com a língua, cultura e história destes países, tem-se notado de ano para ano um aumento no número de alunos inscritos. No corrente ano lectivo, o Clube de Inglês deu mais uma vez continuidade a actividades iniciadas anteriormente mas não podia deixar de assinalar, através de exposições, algumas épocas festivas com maior dimensão e repercussão a nível da escola, tais como o “Halloween”, o Natal e o Dia de São Valentim. A exemplo de anos anteriores, também este ano o Clube decidiu introduzir uma actividade diferente e prestar uma homenagem a um país que, apesar da sua pequena extensão, tem uma história e cultura invejáveis – o País de Gales. Todo o moroso trabalho de pesquisa culminou numa bem conseguida exposição. Em cooperação com o 9º Grupo, e como motivação para a Quinzena do Escritor, o Clube de Inglês dinamizou um Concurso Literário que este ano incidiu sobre Kevin Crossley-Holland, e que foi extensível a toda a Comunidade Escolar. No âmbito da Semana dos Clubes, para além da participação na exposição que teve lugar na Galeria de Arte Francisco Franco, o Clube de Inglês organizou o Chá dos Clubes como actividade de encerramento da Semana dos Clubes, que serviu para um alegre convívio entre Coordenadores dos Clubes, alunos e diversas entidades da Escola. O Clube tem-se pautado por um bom relacionamento interpessoal e o sentido de responsabilidade é sempre muito positivo. O esforço e a dedicação são fundamentais mas a criatividade e a imaginação dos nossos membros têm ocupado um lugar de destaque.
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MÚSICA O Núcleo de Música é um espaço onde eu passo a maior parte do meu tempo livre, se não mesmo todo. Participo em alguns grupos do núcleo; pode parecer egoísmo da minha parte, mas acho que participo em quase todos. Foi no núcleo que evolui muito como músico, como pessoa, culturalmente, etc. Acho que é o melhor núcleo existente na escola, que me perdoem os que pensam diferente de mim, mas é a minha opinião. Sou também da opinião que este núcleo merecia mais atenção da parte dos superiores, não exigindo nada de mais, mas um pouco mais de atenção, porque temos muito trabalho, não desfazendo os outros núcleos. Poderiam melhorar alguns aspectos de som, mas por experiência própria sei que é material caro e que a escola carece de fundos. Tenho que agradecer às pessoas que dirigem este núcleo, nomeadamente o prof. Borges e o prof. Mário André, sem desprezo de nenhum dos outros professores. E colegas!!! Graciano Caldeira 12º 23
O Núcleo de Música é a minha segunda casa… É onde passo quase todo o meu tempo fora de aulas. Graças ao núcleo, ganhei muitas amizades, muitas alegrias e aprendi muito a nível musical. Aprendi a gostar de todo o tipo de estilos, desde o jazz, pop, funk, blues, etc. Creio que a relação entre núcleo e alunos é muito boa, pois temos sempre grande aceitação por parte do público escolar. Pessoalmente acho que, apesar de não haver muitas verbas, o material de som deveria ser renovado de forma a podermos mostrar em melhores condições o trabalho realizado com tanto esforço e dedicação. Bem-haja, Núcleo de Música! Alina Nóbrega 11º 17
Para mim o Núcleo de Música da Escola Secundária de Francisco Franco é um meio interessante e divertido de passar o tempo, de aprender e de obter mais conhecimentos musicais. Gosto de lá passar o meu tempo livre e de participar nos programas realizados durante o ano lectivo. Apesar da experiência e conhecimento que os professores coordenadores nos transmitem, também gosto imenso do convívio entre todos os membros. Ruben Gonçalves 12º 11
O Núcleo de Música é uma actividade extracurricular que reúne professores, alunos e funcionários da escola. Reúnem-se para se divertir enquanto aprendem a cantar ou a tocar um instrumento musical. Através deste grupo, os seus alunos obtêm uma experiência única que os pode encaminhar para uma futura vida musical. Nós que aprendemos com muito gosto o que os professores coordenadores têm a ensinar, só temos que lhes agradecer pela sua paciência, compreensão e amizade, o que torna as horas passadas no núcleo momentos muito especiais que ficarão recordados no nosso pensamento. Vítor Barros 12º 11
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MATEMÁTICA Dra. Paula Cró Coordenadora do Clube de Matemática O Clube de Matemática é um projecto de natureza lúdica, cultural e formativa e tem por objectivo principal facilitar a formação e realização pessoal dos alunos através de várias actividades. No decurso deste ano lectivo, o Clube promoveu um conjunto de actividades, tais como: a “Adivinha do Mês”, o “Desafio Mensal”, jogos didácticos (xadrez, abalone, cartas, jogos lógicos, ...) e pequenos trabalhos de investigação subordinados ao tema “Matemática Aplicada à Astronomia”. O Clube também colaborou nas XXIII Olimpíadas Portuguesas de Matemática. Muitos dos jovens participantes nestas Olimpíadas visitaram, no dia 18 de Março, o Clube de Matemática e ficaram a conhecer as actividades desenvolvidas e os materiais existentes na sede (salão polivalente). Tal como todos os outros clubes/núcleos, o Clube de Matemática participou na X Edição da Semana dos Clubes (02 a 13 de Maio). A conferência “Investigando/Estudando Matemática com a calculadora gráfica”, proferida pelo Prof. Dr. Orlando Freitas foi realizada no âmbito das comemorações dessa semana (dela falaremos em próxima edição da revista).
OLIMPÍADAS DE MATEMÁTICA
Dra. Ana Paula Jardim Responsável Regional pelas Olimpíadas de Matemática Este ano a Matemática esteve em destaque na nossa escola. Tal como no ano anterior, alguns alunos (este ano em maior número!) aceitaram o desafio de participar em duas competições matemáticas: as Olimpíadas e o Mat12 e conseguiram, conjuntamente com um grupo de professores, levar o nome da nossa escola além fronteiras. O empenho demonstrado por estes alunos mostra que afinal a matemática não é o tal “bicho-desete-cabeças” que muitos dos alunos e, infelizmente, a sociedade, difundem constantemente… É importante que se diga o que se faz de bom e se mostre a essa sociedade que afinal tudo se resume a um pouco de atenção, de empenho e de trabalho, e que são essas capacidades que devemos incrementar nos nossos alunos para que no futuro possamos ter cidadãos responsáveis e empenhados na sua profissão.
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Abril/Junho 2005
Cartaz vencedor para as Olimpíadas 2005/2006 Maurílio Oliveira 12º17
Os alunos que participaram nas competições trabalharam e esforçaramse, não porque disso dependia a sua “nota” na disciplina, mas porque gostam de desafios e são capazes de os aceitar e levar a bom porto. Só com este tipo de objectivo conseguiremos alcançar os nossos sonhos… Gostaria de deixar aqui um apelo a todos os alunos: não desistam das vossas “paixões”, as “pequenas pedrinhas” que atrapalham o vosso percurso são apenas isso: “pequenas pedrinhas” que todos vós sois capazes de ultrapassar!!! Espero que no próximo ano o número de alunos cresça exponencialmente (um pouco de matemática não fica mal!...) e se consiga dar o salto para uma matemática que, embora implique esforço, não deixa de ser um desafio constante! Cá vos deixo com algumas fotos das Olimpíadas que decorreram na nossa escola. De facto a Escola Secundária de Francisco Franco, como escola anfitriã, recebeu os participantes das Olimpíadas (60 alunos e 13 professores universitários) com várias actividades e esmerou-se para que os alunos, que por cá passaram, levassem uma boa imagem da nossa escola. As fotos mostram algumas das inúmeras actividades desenvolvidas durante esses dias.
Momentos de prova e momentos de glória com a entrega de prémios que decorreu na Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira
Momentos de lazer: jogar xadrez, os passeios pela ilha: ao Jardim Monte Palace e às grutas de S. Vicente, a descida dos cestos (em cima) e a boa disposição e animação nos jantares (à esquerda).
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M ATEMÁTIC A D A F RAN CISC O F RAN C O VEN CE NA M ADEIRA E N O C ONTINENTE Um grupo de alunos de Matemática da nossa escola, coadjuvado pelos seus professores, ganhou a competição regional do Mat 12 e conseguiu três lugares no pódio a nível nacional, na competição final realizada na cidade de Aveiro. Na competição regional MadeiraMat12, que se realizou na Escola Secundária de Jaime Moniz, participámos com dezassete equipas (pares), e conseguimos arrebatar os quatro primeiros lugares e ainda o prémio de melhor escola! As duas melhores equipas do Madeira Mat12 deslocaram-se a Aveiro para disputar a final nacional e conseguiram, num universo de 90 escolas e de 490 equipas, amealhar três prémios: 3º prémio na classificação geral, 2º prémio para a melhor equipa do 12º ano e 3º lugar para a melhor escola.
O Mat12 não é para ‘cromos’ Desde o 10º ano que, por esta altura, a minha professora de matemática me pergunta a mesma coisa “Isabel, não queres participar no Mat12?”, e a minha resposta vinha sendo sempre a mesma: não. Até que este ano, nem me perguntou... Inscreveu-me logo! A razão por que nunca queria participar era esta: imaginava o Mat12 como (desculpem-me a expressão) uma camada de cromos que só vê matemática à frente...e agora eu era um deles! Mas isto é o que acontece quando falamos sem experimentar primeiro. Agora que já passei pela experiência, posso dar a minha opinião. O Mat12, tal como a Matemática, é um jogo, e, como tal, é preciso praticar para aperfeiçoar e apreender mais. Com esta minha participação apreendi novos conceitos e relembrei matéria que já tinha dado no ciclo e no secundário. O jogo é o seguinte: temos 35 minutos para concluir 20 questões de escolha múltipla (cada uma com 4 frases, verdadeiras ou falsas), e em cada pergunta temos duas vidas (não acumulativas). Para jogar e participar basta
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ter um companheiro de equipa e aceder ao site, pela internet, pois o Mat12 é um jogo online. Existem duas competições: a Regional e a Nacional. Os dois primeiros lugares vão à final nacional que se realiza na Universidade de Aveiro (U.A.), instituição organizadora, representar a Região. E foi o que nos aconteceu: a mim, à Diana (a minha companheira), ao João e ao Edgar. Na competição final estavam 90 escolas de todo o país, ou seja, muitas equipas...mas mesmo assim conseguimos três prémios, um deles de “terceira melhor escola”! Nesta visita à U.A., tivemos ainda oportunidade de visitar o departamento de Eng. Civil, que é simplesmente deslumbrante! Podia continuar a falar desta minha experiência, mas vou ficar por aqui. Antes, queria deixar um apelo: participem! Não se vão arrepender. E já agora… o Mat12 não é para cromos que só vêem Matemática à frente, é para quem gosta de desafios. Ana Isabel - 12º8
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Fantástico, o Mat 12
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antástico! Quem diria, que, afinal, aquela história de “aprendermos mais quando estamos a brincar” é verdade?! Isto, a propósito do concurso Mat12, um concurso com o objectivo de promover o gosto pela matemática. “O quê?! A matemática? Quem é o Cromo que há-de querer entrar nessa coisa?” Pois é, mas fiquem sabendo que acabou por ser das coisas mais giras que já alguma vez me aconteceu; (e olhem que a minha vida não é exactamente monótona!) Apenas duas equipas (uma de duas alunas, e a outra de dois alunos) foram apuradas para ir à final em Aveio, e tive a honra de fazer parte de uma delas. A melhor coisa nem foi o ganhar propriamente dito, mas o ambiente que se fez sentir. Falávamos todos uns com os outros, quer no Liceu Jaime Moniz, quer em Aveiro, mesmo com pessoas que, normalmente, não teríamos falado! Havia ali qualquer coisa que nos unia, e, por mais esquisito que possa parecer, era a matemática! Era capaz de vos contar todas as coisas que nos aconteceram na viagem, mas seria demasiadamente extenso! Contudo, para resumir basta dizer que foi tão divertido, que nos rimos desde que chegámos à escola no dia da partida, até regressarmos ao Funchal, na noite do dia seguinte. As viagens de avião foram divertidas e interessantes. A visita a Aveiro foi muito elucidativa. Já tinha feito uma breve passagem por Aveiro, e feito até uma visita
rápida à Universidade, mas desta vez foi muito mais emocionante. Participámos no concurso, mostraram-nos o departamento de engenharia civil e a cerimónia da entrega dos prémios foi giríssima, com muito barulho, muita brincadeira e muita animação! Posso acrescentar que para o ano não participarei, porque já cá não estarei, mas espero que mais pessoas participem neste concurso, nem que seja só para se divertirem tanto quanto eu me diverti. Por último, mas não menos importante, gostaria de agradecer ESPECIALMENTE à Professora Aldina Abreu (que foi connosco a Aveiro) e à Professora Ana Paula Jardim – que foram quase obrigadas a “puxar-nos as orelhas” para que participássemos – primeiro, por toda a ajuda e apoio que me deram e, segundo por serem não só excelentes professoras, mas especialmente por serem boas pessoas e minhas amigas. Já agora, aproveito para dizer que acho que o mérito foi tanto delas como nosso. (E, ao contrário do que possam estar a pensar, acreditem ou não, não estou a “dar manteiga” – aliás já tenho boas notas a Matemática!). A participação no Mat12 e a ida a Aveiro serviram também para ficar a conhecer melhor os outros colegas e a professora, que também foram a Aveiro, e proporcionou óptimos momentos de convívio. Diana Gavazzo - 12º 6
Uma memória especial
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em, que poderia eu falar desta experiência? Antes de mais foi um evento em que não estava planeada a minha participação, só devido à teimosia da professora Aldina é que os “Losers” (eu e o Edgar) lá se inscreveram, no último dia do regulamento. Ao fim de alguns contratempos chegámos a Aveiro, onde tive então oportunidade de conhecer tanta coisa nova, de contactar verdadeiramente com aquilo que nos espera
no ensino superior. Foi uma experiência magnífica, e fico com pena de não ter participado mais cedo neste projecto que pela sua importância e dinâmica merecia um maior destaque, e um maior apoio por toda a comunidade educativa. Com certeza que esta participação no Mat12 será aquela memória especial do meu 12º ano que jamais poderei esquecer. João Luís Silva - 12º 6
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SEMANA DA INFORMÁTICA Na semana de 2 a 6 de Maio realizou-se na escola a Semana da Informática. Programa:
2 de Maio
3 de Maio
Peddy Paper
Peddy Paper;
36 alunos do 10.º ano, em equipas de quatro elementos, realizaram um conjunto de provas por toda a escola. Todos os elementos tinham uma insígnia que os identificava, que traziam ao pescoço. No final, as três equipas melhor classificadas tiveram direito a prémios, disponibilizados pelas empresas MCI, Informania e Rem Data.
Exposição de trabalhos elaborados pelos alunos; Entrega de prémios do Peddy Paper; Linux Party;
4 de Maio
Sessão de jogos informáticos;
Provas: Pesca de material informático; Pesquisa na Internet; PowerPoint: apresentações dinâmicas; Caça ao tesouro; Questionário de TIC; Fotografia da equipa; Linguagem dos chats.
Formação: Excel, PowerPoint; Linux Party; 5 de Maio
Sessão de jogos informáticos; Formação: Publisher, Excel, PowerPoint; Linux Party;
6 de Maio
Sessão de jogos informáticos; Formação: Publisher, Excel;
Primeiros classificados Cláudia Rodrigues 10.º Alexandra Rodrigues 10.º Ana Velosa 10.º Joana Ribeiro 10.º
1 1 1 1
Segundos classificados Francisco Silva 10.º João Paulo Costa 10.º Diogo Pereira 10.º Carlos Almeida 10.º
1 1 1 1
Terceiros classificados Diogo Pita 10.º João Valente 10.º Ricardo Fernandes 10.º Cláudio Emanuel 10.º
Jogos didácticos Decorreu nos dias 4, 5 e 6 de Maio na sala B44 e consistia na resolução de uma série de questões que colocava à prova os conhecimentos, em 5 grupos diferentes de questões, que variavam desde a Informática até à Cultura Geral. Foi registada uma afluência de cerca de 40 participantes por dia. Aqui fica a lista de vencedores em cada uma das categorias: Tema Informática Desporto Português Geografia Cultura Geral
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Vencedor Luís Pedro (10.º 33) Graciela Rubina (12.º11) Rute Pereira (12.º 13) Andreia Gordo (12.º 13) Priscila (12.º 13)
Participantes do peddy papper
Formação de docentes Nos dias 4, 5 e 6 de Maio decorreu na Escola Secundária de Francisco Franco a formação em Office 2003, nomeadamente Excel 2003, PowerPoint 2003 e Publisher 2003. Nesta formação participaram aproximadamente nove professores em cada aplicação. Os participantes gostaram e agradeceram a realização da mesma.
31 31 31 31
Abril/Junho 2005
ANO MUNDIAL DA FÍSICA NA FRANCISCO FRANCO Dr. Rui Afonseca Delegado de Física O ano de 2005 corresponde ao centésimo físicos, não menos importantes na história da aniversário do “ano milagroso” (annus mirabilis) Física e da ciência em geral. da produção científica de Albert Einstein, em Nos laboratórios de Física e Química que publicou os artigos que forneceram a base decorriam actividades experimentais realizadas para o desenvolvimento de três campos de por alunos e professores sobre os mais variados grande importância para a Física: a Teoria da temas que se enquadram na Física e nas Ciências Relatividade, a Teoria Quântica e a Física Atómica Físicas. e Molecular. Ainda, no âmbito das actividades relacionadas Os professores que leccionam a disciplina de com o Ano Mundial da Física, as turmas 10º1, Física e Química da Escola Secundária de 12º6 e 12º8 efectuaram uma visita de estudo a Francisco Franco decidiram um planetário montado numa organizar um conjunto de das salas da Biblioteca Pública actividades experimentais que Regional da Madeira. envolvessem um grande número de alunos e professores. Este Passaram nos laboratórios de tipo de actividades, que também Física e Química, durante os dias se enquadraram no Plano Anual 2, 3 e 4 de Maio, cerca de de Actividades do 4º grupo A e B, duzentos alunos. As portas decorreram nos dias 2, 3 e 4 de estiveram abertas a toda a Maio, nos laboratórios de Física comunidade escolar. e Química da nossa escola. As É de salientar a visita, aos actividades levadas a efeito nossos laboratórios, de alunos tinham como principais do 1º Ciclo do Ensino Básico, “...a curiosidade pelos fenómenos científicos” objectivos: comemorar o Ano onde a curiosidade e o desejo de Internacional da Física; incutir nos alunos o experimentar, visível nos seus rostos era muito gosto e a curiosidade pelos fenómenos grande. científicos; mostrar que a Física até é muito Conseguimos mostrar, principalmente aos divertida; aumentar o interesse público pela mais jovens, que a Física até tem muito interesse Física; estimular uma maior apetência dos jovens e é divertida e, esperamos que a escola tenha para prosseguirem a sua formação na área da contribuído para incutir nos jovens o gosto pela Física. Física. A abertura do programa de actividades teve início com uma conferência cujo tema era “Alterações à Lei do Ruído” da responsabilidade de dois técnicos da Câmara Municipal do Funchal. Deste programa também constava uma exposição de trabalhos, sob a forma de cartazes, patente no corredor do último piso do bloco central, onde se destacava a personagem carismática de cientista Albert Einstein e, outros
Alunos do Externato Bom Jesus
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Sug es tão de Leitur a Vítor Magno Pereira 11º 1
O livro que li, intitulado REPORTAGEM – uma antologia, foi escrito por José Vegar e publicado pela editora Assírio & Alvim. A participação de José Vegar neste livro limitou-se ao prefácio, às notas e à selecção das várias reportagens aqui publicadas. Vegar, natural de Luanda, Angola (1969), iniciou a sua carreira profissional em 1988. Trabalhou como jornalista nas revistas “Sábado” e “Grande Reportagem” e nos jornais “Semanário”, “Expresso” e “24 Horas”. Actualmente, é redactor do “Independente”. Ao todo, são 20 reportagens da década de 90, escolhidas pelo autor e que, segundo este, estão imunes a todas as deficiências presentes no jornalismo português. Os repórteres editados neste livro criaram o seu próprio percurso, sempre em busca da excelência, e, por isso, os seus textos mereceram ser antologiados. Uma questão que o autor faz questão de esclarecer logo no princípio do seu livro e que incluiu no seu prefácio é a diferença entre a reportagem e os outros textos jornalísticos. A reportagem é o único texto jornalístico que consegue tratar um assunto “com profundidade e espessura”, que é capaz de educar e fazer o leitor pensar de um modo mais completo. E como este
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género jornalístico é, infelizmente, “a excepção e não a regra em Portugal”, o autor decidiu reunir as melhores reportagens da década de 90 neste livro, para demonstrar o que de maior qualidade se produziu no jornalismo português. Por isso, a escolha das notícias presentes neste livro não foi baseada no quanto interessantes ou relevantes eram, mas apenas na sua qualidade jornalística. Nas notícias publicadas, abordam-se vários temas, como as guerras, problemas sociais ou acontecimentos importantes, personagens ou factos da História contemporânea e até política. Uma das reportagens que mais me despertou a curiosidade e o interesse, situada dentro dos problemas sociais, foi a dos gangs juvenis. Este texto, intitulado “Corvo, um herói da Periferia”, foi escrito por José António Cerejo, repórter do “Público” desde 1990. Escolhi esta reportagem porque difere das outras, sobretudo, na forma como foi elaborada. Aposta num discurso mais narrativo e factual do que as outras reportagens, contém acção mais diversificada e uma sequência de acontecimentos que consegue manter elevado interesse no texto.
Abril/Junho 2005
Esta reportagem centra a sua acção à volta do líder de um gang juvenil e das dificuldades que ele tem que ultrapassar juntamente com os seus amigos. O Gheto não era mais do que um grupo de amigos, que se reuniam para enfrentarem os seus problemas juntos e para se divertirem. Só que o grupo começa a sofrer com as pressões exteriores. À medida que o tempo vai passando, e depois de “visitar” a prisão algumas vezes, o Beto, jovem líder do Gheto, começa a perceber que “ser membro de um gang juvenil só dá maus resultados” e decide enveredar por um caminho melhor para si e para os seus amigos. Por isso, para além de sair do seu gang, faz com que os outros membros também percebam a sua decisão: sobretudo, tentar acabar com as rivalidades que já existiam entre os diferentes gangs. O objectivo era esgotar as confusões entre os bandos e juntá-los contra um inimigo comum: a droga e as injustiças. Nesse sentido decide começar a espalhar boatos que atacavam indistintamente vários membros dos diferentes grupos; aos poucos foram ganhando grandes proporções, o que acabou por reunir vários bandos à procura desse indivíduo, que se apelidava de “Corvo”. Deste modo, Beto consegue provar que as diferenças entre os gangs não são assim tantas e que todos podem juntar-se para resolver problemas realmente sérios, como era o caso da droga, que já fazia vítimas dentro de alguns
desses grupos. Assim, Beto, cuja família era imigrante de Cabo-Verde, conseguiu refazer a sua vida e ajudar outros também a saírem do mau caminho “a tempo”. No final, o Ministério da Educação pediu a sua colaboração para organizar actividades extra curriculares na Escola Secundária de Massamá e foi também convidado para o grupo de Jovens da Igreja da mesma localidade. Há ainda outros dois textos jornalísticos, que se apresentam no mesmo livro, e que também me cativaram mais do que os restantes. Um com o título “Bola Baixa” falanos sobre os bastidores do mundo futebolístico e sobre todas as acções “mafiosas” que convivem com o mesmo. Outro, um texto de puro jornalismo de viagem, descreve uma digressão pelo ao continente isolado da Austrália. O título é “Alice no país dos Camelos”. Em geral, a leitura deste livro despertou-me interesse e penso ser uma obra indispensável a todos os que pretendam seguir o jornalismo e os que se importam ou interessam veementemente com a qualidade deste em Portugal. Esta publicação preenche uma lacuna de um género sem grande tradição no nosso país e, ao mesmo tempo, apresenta bons exemplos de como escrever reportagens com valor e profissionalismo.
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Passatempos e Humor P ala vr as Cr uzadas Horizontais 1 – Interpretarei. Soar, repercutir-se. 2 – Ausência (Pref.). Queixa-se em voz alta. Nome de letra. 3 – Relação, lista. Interjeição designativa de dor, o m. q. ui!. Rio europeu. 4 – Cacete. Esconda. 5 – Uma das peças do talher (pl.). Cumpre ordens superiores. 6 – Congreguem. Sulcam. 7 – Nome de homem. Dialecto que outrora se falou no norte da França. Nome de mulher. 8 – Abalava. Quebradiças. Duas vogais. 9 – Acalmai. 10 – Conhece. Porcaria (infant.). 11 – Exala, nasce. Tomar alimento.
Verticais 1 – A casa de habitação. Escapasse. 2 – Paixão ou mania do vinho. Antes do meio-dia (abrev.). 3 – Localidade. Margem de rio. 4 – Era Cristã (abrev.). Caminho (abrev.). Assim seja! 5 – Arquipélago. Vazia. 6 – Ouro (s.q.). Área destinada a jogos públicos, na antiga Roma. 7 – Ponha em circulação monetária. Pequeno poema cantado pelos jograis na Idade Média. 8 – Nesta terra. Mau cheiro (Bras.). Bolsa, cavidade. 9 – Limalha. Abalavam. 10 – Diz-se dos tecidos que imitam baeta. Nome de letra. 11 – O m.q. raer. Acalmar, afroixar.
O professor pergunta aos alunos qual a coisa mais velha do mundo. Como ninguém sabe, ele explica que é o tempo. Nisto, levanta-se um aluno, e diz: - Senhor professor, eu sou mais velho que o tempo! - O quê? Isso não pode ser! - Pode sim, senhor professor. Os meus pais dizem que eu nasci antes do tempo!
Um bêbado ao contemplar o cadáver de um afogado diz: - Vejam ao que conduz o abuso da água!!!
Uma família típica portuguesa vai ao jardim zoológico. Em frente a uma jaula diz o filho mais novo: - Olha um 'trigue'! O irmão mais velho responde indignado: - Não é nada um 'trigue, é um 'leopoldo'! A mãe surpreendida pela inteligência comenta: - Pior a ementa que o cimento! O pai para concluir tanta inteligência: - Quem sai aos seus não é de Genebra.!
Teste de Filosofia Num teste a pergunta era: "Como define coragem?" O aluno só preencheu o cabeçalho, deixou o teste em branco e teve 20.
(SOLUÇÕES 16)HORIZONTAIS: 1-Lerei. ecoar. 2-Na. Clama. Be. 3-Rol. Hui. Aar. 4-Moca. Tape. 5-Facas. Acata. 6-Unam. C. Aram. 7-Gil. Oil. Ada. 8-Ia. Acras. Oi. 9-S. Amaciai. N. 10-Sabe. O. Caca. 11-Emana. Comer. VERTICAIS: 1-Lar. Fugisse. 2-Economia. Am. 3-R. Local. Aba. 4-Ec. Cam. Ámen. 5-Ilhas. Oca. A. 6Au. Circo. 7-Emita. Lai. C. 8-Ca. Aca. Saco. 9-O. Apara. Iam. 10-Abaetado. Ce. 11-Rer. Amainar.
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S e r v i ç o d e A p o i o a o J o v e m
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A primeira vez Luísa Pereira; João Macedo Enfermeiros do S.A.J.
Não há uma idade preconizada para um casal de namorados iniciar as relações sexuais. Se entre o teu grupo de amigos já alguém teve a sua primeira relação sexual, isso não significa que te sintas pressionada(o) a fazer o mesmo. A maioria das pessoas nunca esquece a primeira vez em que tiveram relações sexuais. Por vezes, este momento não corresponde às expectativas de ambas as partes. Poderá ser um momento agradável e memorável, como também poderá provocar más recordações. Nos relacionamentos amorosos, as emoções dos adolescentes encontram-se ao rubro devido, em parte, a elevados níveis de hormonas e, por esta razão, adoptam por vezes comportamentos um pouco precipitados ou de risco. Antes de decidir o dia em que pretendem iniciar as relações sexuais, o casal deve ponderar muito bem acerca dos seus
afectos/sentimentos (amor, amizade) e respeitar os valores morais e culturais de cada um. Ou seja, planear e dialogar sobre este momento que é especial na sua vida. Quando os jovens não planeiam com antecedência as relações sexuais, correm o risco de uma gravidez não desejada, de contrair infecções sexualmente transmissíveis, bem como sentimentos de culpabilidade, de baixa auto-estima, entre outros. Para que seja um momento memorável, convém que ambos estejam preparados, sentindo que esta é a ocasião e a pessoa certa e utilizem um método contraceptivo seguro. Só desta forma irá permitir a vivência da sua sexualidade saudável e responsável. Para isso, todos os jovens podem recorrer ao Serviço de Atendimento ao Jovem, que garante apoio na área da sexualidade.
Linha SOS Adolescente (gratuita) n.º 800204125, disponível nos dias úteis, das 8 às 20 horas
Envia anedotas, humor, palavras cruzadas, passatempos, ‘pics’ engraçadas da tua preferência para:
leiasff@madeir a-edu.pt
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CALENDÁRIO DE
EXAMES NACIONAIS 2005 1º fase Horas
09h00
11h30
15h00
Sexta-feira, 17 de Junho
Segunda-feira, 20 de Junho
Terça-feira, 21 de Junho
Quarta-feira, 22 de Junho
Segunda-feira, 27 de Junho
Quinta-feira, 30 de Junho
Terça-feira, 5 de Julho
Quarta-feira, 6de Julho
Psicologia Mat. e Téc. de (140) Expressão Ciências do Plástica Ambiente (136) (103) Int. Des. Desenho Técnico Económico Social de Mecânica (128) (210)
Química (142) Introdução ao Direito (129)
Desenho e Geometria Descritiva A (408) Alemão (201-301)
Biologia (102) História (123)
Filosofia (114) Psicossociologia (141-241)
_
Francês (217-417-517) Desenho e Geometria Descritiva B (409)
Est. Org. Tratamento de Dados (113) Teoria do Design (146-246)
Espanhol (247-347)
Grego (122) Teoria da Arte e do Design (145)
História da Arte (124)
Inglês (250-350-650)
_
_
_
Física (115)
_
Matemática (435) Latim (132)
_
Português A (138)
Geologia (120) Sociologia (144)
Comunicação e Difusão (105)
_
Sistemas Digitais (143) Desenho Téc.de Const. Civil (110)
_
Português B (139-239)
Quinta-feira, 23 de Junho
2ª fase Terça-feira, 19 de Julho
Quarta-feira, 20 de Julho
Português B (139-239)
Biologia (102) História (123) Desenho Téc. de Const. Civil (110)
11h30
Português A (138)
Teoria do Design (146-246) Comunicação e Difusão (105)
15h00
Química (142) Sistemas Digitais (143) Teoria da Arte e do Design (145)
Inglês (250-350-650)
História da Arte (124) Grego (122)
17h30
Sociologia (144)
Psicologia (140)
Introdução ao Direito (129)
Horas
09h00
“O
Quinta-feira, 21 de Julho
Sexta-feira, 22 de Julho
Segunda-feira, 25 de Julho
Matemática (435) Latim (132)
Francês (217-417-517) Desenho e Geometria Descritiva A (408)
Mat. e Téc. de Expressão Plástica (136) Ciências do Ambiente (103) Espanhol (247-347)
Psicossociologia (141-241)
Geologia (120) Est. Org. E Tratamento de Dados (113)
Alemão (201-301)
Filosofia (114) Física Desenho e (115) Geom.Descritiva B Int. Desenv. (409) Económico Social Desenho Técnico de (128) Mecânica (210)
_
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ESTUDO É UM TRABALHO EM QUE SOMOS OBRIGADOS A
PÔR TODA A NOSSA VONTADE PARA O REALIZAR COM O MAIOR RENDIMENTO POSSÍVEL .”
T HOMAS A TKINSON