Distribuição Gratuita
Número 14 Setembro/Outubro 2004
“É preciso aprender a escrever, mas também a viver, mas também a sonhar.”
Ary dos Santos
SUMÁRIO: FICHA TÉCNICA N.º 14 - SETEMBRO/OUTUBRO
Editorial
3
DIRECTORA EXECUTIVA DINA JARDIM
Enfermagem - o Curso a Profissão
14
2003/2004 - Avaliações
18
Matrículas 2004/2005
22
Francisco Franco
25
Energias Renováveis
34
Escola Amiga
36
Como (a)sentar com prazer...
42
Momentos
44
Freud...
51
Adolescência Família e Amigos
55
COORDENAÇÃO CRISTÓVÃO PEREIRA (8ºA) GUALTER RODRIGUES (5º/17) RUI COELHO (11ºB)
COLABORAÇÃO JOÃO COSTA E SILVA SAJ ALEXANDRA FONSECA (5º/17)
PATROCINADORES: CARTONADA O LIBERAL IMPRESSÃO: O LIBERAL, EMPRESA DE ARTES GRÁFICAS, LDA.
C A PA: Pormenor do Mural representando os quatro agrupamentos da escola
2
Outubro 2004
EDITORIAL
Dina Jardim Presidente da Direcção Executiva
BEM VINDOS!
No início de mais um ano lectivo, queremos começar por dar as boas vindas a todos aqueles que entraram nesta escola pela primeira vez, durante o corrente ano, e desejar um bom regresso a todos os que já fazem parte da casa. Detentora de um prestígio inegável no contexto do ensino da Região, nomeadamente no domínio técnico-tecnológico e artístico, a nossa Escola não tem contudo ficado prisioneira desse passado; pelo contrário, tem vindo ao longo dos anos a adaptar-se aos novos tempos e às novas exigências de uma sociedade multifacetada e pluridimensional, mercê do seu quadro de pessoal, dos alunos que nos prestigiam e do investimento em novos equipamentos e metodologias. Neste ano, que agora começa, temos pela frente mais um desafio: a aplicação dos novos curricula no 10º ano de escolaridade, assim como os blocos de 90 minutos. Estamos convictas de que, uma vez mais, a Escola saberá dar a devida resposta a este desafio e não deixará de dar o seu contributo para a formação de jovens íntegros, ajudando-os a crescer para a plenitude da sua cidadania. Além deste, existem outros desafios que todos temos, uma vez mais, que enfrentar: exigir que cada um dê o seu melhor na sua função, dentro das suas competências e potencialidades; fazer da Escola um verdadeiro local de aprendizagem e formação, dando aos nossos alunos os instrumentos necessários, as aptidões e competências que façam deles seres responsáveis, empreendedores, adaptados a um mundo crescentemente sem fronteiras e globalizado. E se a Escola que temos é a Escola que todos nós fazemos, também esta Revista será aquilo que nós quisermos que ela seja. Por isso, fica aqui, mais uma vez, um apelo à participação de todos com trabalhos, com sugestões, para que ela se torne um verdadeiro veículo de informação e divulgação no seio da nossa Comunidade Educativa.
3
Aprender a crescer studar é muito importante,
E
mas pode-se estudar de várias maneiras... Muitas vezes estudar não é só aprender o que vem nos livros. Estudar não é só ler nos livros que há nas escolas. É também aprender a ser livres, sem ideias tolas. Ler um livro é muito importante, às vezes, urgente, mas os livros não são o bastante para a gente ser gente. É preciso aprender a escrever, mas também a viver, mas também a sonhar. É preciso aprender a crescer, aprender a estudar. Aprender a crescer quer dizer: aprender a estudar, a conhecer os outros, a ajudar os outro, a viver com os outros. E quem aprende a viver com os outros aprende sempre a viver bem contigo próprio.
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Não merecer um castigo é estudar. Estar contente consigo é estudar. Aprender a terra, a prender o trigo e ter um amigo também é estudar. Estudar também é repartir, também é saber dar o que a gente souber dividir para multiplicar. Estudar é escrever um ditado sem ninguém nos ditar; e se um erro nos for apontado é sabê-lo emendar. É preciso, em vez de um tinteiro, ter uma cabeça que saiba pensar, pois, na escola da vida, primeiro está saber estudar. Contar todas as papoilas de um trigal é a mais linda conta de somar que se pode fazer. Dizer apenas música, quando se ouve um pássaro, pode ser a mais bela redacção do mundo... Estudar é muito mas pensar é tudo!
José Carlos Ary dos Santos
Outubro 2004
ESPAÇOS ESCOLARES
A
Leia S.F.F., neste primeiro nœmero do ano lectivo, faz uma visita guiada a alguns dos espaos vitais da nossa escola para que os alunos, sobretudo os que aqui chegam pela primeira vez, melhor possam conhecer este vasto edifcio que vªo frequentar. AlØm das salas de aulas, existem outros espa os na organiza ªo da estrutura escolar que sªo fundamentais na vida quotidiana do aluno. E porque conhecŒ-los Ø importante, vamos divulgar alguns deles.
AlguØm sabe onde fica o Bar???
Onde posso comprar o passe?
TÆ-se mm a ver k na leste a LeiaSFF!!!
E TU, J` LESTE A TUA???
;-) LeiaSFF,A REVISTA DE TODOS! :)) :)):))
5
Direc ªo Executiva
Dina Jardim Presidente da Direcªo Executiva
Gaby Ornelas
Ant nio Pires
Vice-Presidente da Direcªo Executiva
Vice-Presidente da Direcªo Executiva
Francisco Nunes
Victor Mendes
Acessor para o Ensino Recorrente
Acessor para os Cursos Tecnol gicos
Nocturno (ERN)
6
Outubro 2004
Secretaria dos Alunos Neste espaço os alunos encontram atendimento personalizado para: efectuar matrículas; anular matrículas; requerer certidões; entregar justificações de faltas; pedir transferências; obter informações
Horário de funcionamento: 10 – 16.30 horas 19 – 21.00 horas
Funcionários: Conceição Mota; Paula Soares; Margarida Barros; Elisabete Espírito Santo; Conceição Esteves; Luís Alberto (ERN) E STE A N O
LECTIVO O S
ALUNOS DISP EM D E U M ATENDIMENTO PERSONALIZADO PELOS FUNCION`RIOS D A SECRETARIA.
ACABARAM
OS
GUICH˚S
7
Cantina Neste espaço, que serve apenas almoços, os alunos encontram: - um prato de carne ou de peixe (alternadamente); - um prato de sopa; - pão, fruta, água ou sumo.
Horário de funcionamento: 11.30 – 14.00 horas
As senhas devem ser compradas de véspera ou em cartões mensais. Adquiridas no dia têm um acréscimo de 0,30 . ResponsÆvel: Margarida Homem de Gouveia
Bar Nesta secção, renovada no último ano escolar, os alunos encontram: - bebidas quentes: café, chá, leite... - sandes, bolos, chocolates,... -fruta - bebidas - iogurtes - gelados Os alunos do Ensino Recorrente Nocturno, além daqueles géneros, podem, caso o desejem, comer aqui uma sopa, cujo custo é 1 . Pre Ærio: Os preços de todos aqueles produtos encontram-se fixados no ecran electrónico. ResponsÆvel: Teresa Gomes
8
Horário de funcionamento: 8.45 – 18.00 horas 19.00 – 21.50 horas
Outubro 2004
Biblioteca Neste espaço escolar, que possui normas gerais de utilização, os alunos podem: - pesquisar em documento livro ou documento virtual (internet); - estudar; - tirar fotocópias de documentos consultados; - requisitar livros para leitura domiciliária; - ler imprensa diária regional (três diários); - consultar revistas de especialidade; - ver filmes (videoteca); - jogar (ludoteca).
Horário de funcionamento: 8.00 – 22.00 horas
Técnicos de Biblioteca: Eduardo Paulino; Maria José Abreu; Teresa Macedo.
Reprografia Nesta secção escolar os alunos podem tirar fotocópias e acetatos;
Horário de funcionamento: 8.00 – 21.00 horas
Responsáveis: Sabina Anita Aurélio Nóbrega Pre Ærio: Fotocpia A4 - 0.05 Fotocpia A3 - 0.08 Fotocpia A4 (frente e verso) - 0.08 Fotocpia A3 (frente e verso) - 0.10
Papelaria Neste espaço os alunos encontram: todo o género de material escolar; livros da Acção Social Escolar.
Horário de funcionamento: 8.00 – 21.00 horas
Responsáveis: Julieta Cabral Celiciano Marques
9
Ac ªo Social Escolar Neste local os alunos podem: comprar senhas para almoço; adquirir os passes; tratar do seguro escolar; obter cartões para os lanches.
Horário de funcionamento: 9.30 – 11.30 horas 14.30 – 16.00 horas
Responsáveis: Margarida Homem Gouveia (cantina); Teresa Gomes (bufete); Júlia Sousa (apoio individual aos alunos); Rui Pinto (passes); Ana Pestana (apoio geral)
Suplemento alimentar (bar) cartªo mensal: Classe 1 - grÆtis; Classe 2 - 3,00 ; Classe 3 - 7,00
10
PreÆrio para almo o (cantina): Preo geral 1.55 Classe 1 grÆtis; Classe 2 0,40 ; Classe 3 1,00 Prof./ Func. 3.00
Outubro 2004
Sala de Directores de Turma
Sala de Directores de turma e sala de atendimento aos Encarregados de educaªo
A sala de Directores de Turma e de atendimento aos Encarregados de Educação está permanentemente ao dispor dos alunos e seus responsáveis educativos, conforme o ano e a turma em que estão inseridos.
Galeria de Arte
ResponsÆvel: Gualter Rodrigues
A Galeria de Arte Francisco Franco (GAFF) está receptiva a todos os que queiram expor neste local. Espaço por excelência para a divulgação da criatividade e do trabalho de cada um, pode-se encontrar aqui um canto íntimo, uma ponte de ligação entre as margens da individualidade e da comunidade circundante.
11
ESTUDANTES
FAZEM
UNIVERSIDADE
EM C A S A
P
erto de uma centena de estudantes que concluiu o Ensino Secundário na Francisco Franco e ingressou, na primeira fase, no Ensino Superior, optou por continuar a estudar ‘em casa’. Concretamente são 88 os alunos que vão frequentar cursos ministrados na Universidade da Madeira e cinco vão prosseguir a sua formação na Escola Superior de Enfermagem também na Madeira. É de sublinhar que dos 259 alunos da nossa escola que apresentaram candidatura ao ensino superior 220 conseguiram colocação na primeira fase, o que perfaz uma percentagem de 85 por cento de colocações. Relativamente aos cursos do ensino superior mais procurados, Engenharia Informática com 17 colocações, Engenharia Civil com 11 e Enfermagem com 10 ocupam as primeiras posições.
Estabelecimentos de Ensino Superior
12
Universidade da Madeira
88
Universidade Técnica de Lisboa - Faculdade de Arquitectuta
7
Universidade Técnica de Lisboa - Instituto Superior Técnico
5
Universidade de Lisboa - Faculdade de Belas-Artes
5
Escola Superior de Enfermagem da Madeira
5
Universidade dos Açores - Ponta Delgada
4
Universidade do Algarve- Faculdade de Economia
4
Universidade de Aveiro
4
Universidade da Beira Interior
4
Escola Náutica Infante D. Henrique
4
Universidade de Coimbra - Faculdade de Psicologia e C. da Educação
3
Universidade de Évora
3
Universidade do Porto - Faculdade de Arquitectura
3
Instituto Politécnico de Coimbra - Escola Superior de Educação
3
Instituto Politécnico de Coimbra - Instituto Superior de Contabilidade
3
Outubro 2004
Curso de Ensino Superior
Nº alunos
Engenharia Informática
17
Engenharia Civil
11
Enfermagem
10
Design/Projectação
9
Ciências da Cultura
8
Comunicação, Cultura e Organizações
8
Arquitectura
7
Economia
7
Gestão
7
Psicologia
6
Engenharia de Telecomunicações e Redes
6
Educação Física e Desporto
5
Engenharia Mecânica
5
Medicina
5
Engenharia Mecânica
4
Nœmero de alunos que entraram nestes cursos.
Colocados por op ªo Totais gerais Alunos Inscritos para exame
835
Tenccionavam candidatar-se
689
Apresentaram candidatura
259
Foram colocados na 1ª fase
220
13
A Enfermagem, o Curso - a Profissão
João Costa e Silva Director do Gabinete do Ensino Superior
P
romover a saúde, prevenir a doença, assegurar o tratamento, a reabilitação e a reintegração social das pessoas são alguns dos objectivos dos profissionais da saúde. Manter, melhorar e recuperar o bem-estar físico e psíquico das pessoas estão na lista de prioridades destes profissionais, dos quais se podem destacar alguns como é o caso dos médicos e dos enfermeiros mas, também, dos fisioterapeutas, dos dietistas, dos higienistas orais, dos ortoptistas, entre outros. Na edição nº 11 desta revista tive a oportunidade de destacar o curso de medicina e a respectiva profissão. Hoje irei prestar algumas informações sobre outros cursos e profissões da área da prestação de cuidados de saúde, como são o caso da enfermagem e das profissões resultantes da frequência dos cursos superiores ministrados nas escolas de tecnologias da saúde.
14
OS CURSOS O curso de licenciatura em enfermagem, com a duração de 4 anos, é ministrado em estabelecimentos de ensino superior públicos e privados, localizados em todas as capitais de distrito do continente e nas Regiões Autónomas. Na Madeira existem dois estabelecimentos de ensino, a Escola Superior de Enfermagem da Madeira (pública) e a Escola Superior de Enfermagem de S. José de Cluny (privada). Para além do curso de enfermagem, foram criados em Portugal, recentemente, um conjunto de cursos superiores bietápicos na área da saúde que, na sua maioria, são ministrados nas Escolas Superiores de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Lisboa e Porto, nalgumas Escolas Superiores de Saúde e, também em estabelecimentos de ensino superior privado, como é o caso da Escola Superior de Saúde do Alcoitão.
Outubro 2004
Estes cursos têm a particularidade de serem ministrados em duas etapas ou ciclos. No final do 3º ano conclui-se o grau de bacharelato do curso, podendo desde logo começar-se uma actividade profissional. Mais um ano de escola e conclui-se a licenciatura. CURSOS DAS ESCOLAS DE SAÚDE: AN`LISES CL˝NICAS E SA DE P BLICA A N ATOMIA PATOL GICA, CITO L G I C A E TA N ATO L G I C A AUDIOLOGIA CARDIOPNEUMOLOGIA DIET TICA FARM`CIA FISIOTERAPIA MEDICINA NUCLEAR NEUROFISIOLOGIA O RT PTICA RADIOLOGIA RADIOTERAPIA SA DE AMBIENTAL TERAP˚UTICA D A FALA TERAP˚UTICA O C U PACIONAL
Ainda na área da tecnologia da saúde, a Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa ministra, para além do curso de Medicina Dentária, dois cursos com o grau de bacharelato: Higiene Oral e Prótese Dentária. ENFERMAGEM, A PROFISSÃO No âmbito de cuidados gerais, os enfermeiros observam, avaliam, e registam sinais, sintomas, reacções e progresso dos doentes; tratam e administram medicamentos prescritos pelos médicos; prestam cuidados de higiene, conforto e alimentação. Num contexto mais prático, os enfermeiros medem a tensão arterial, a temperatura, a respiração e o pulso, preparam os doentes para a cirurgia, efectuam pensos, e administram injecções, vacinas, transfusões de sangue e soros. Os enfermeiros podem exercer a sua actividade ao nível de cuidados mais específicos, normalmente de acordo certas áreas de especialização e actuação, dos quais se podem destacar alguns:
Médico-cirúrgica
Prestaªo de cuidados prØ e ps-operatrios Controlo e interpretação dos sinais vitais do paciente Intervenção em situações de alteração dos sinais vitais Apoio psíquico do doente e da família
Reabilitação
Presta ªo de apoio aos doentes no desempenho das suas tarefas diÆrias Participação nos programas de reabilitação e reintegração sócio-profissional do doente
Saúde Comunitária
Promo ªo de cuidados de saœde primÆria em contextos de altos riscos
Saúde materna e obstetrícia
Acompanhamento da grÆvida desde a fase prØ-natal fase do ps-parto Realização de partos
Saúde infantil e pediátrica
Presta ªo de cuidados de saœde a menores de 18 anos
Saúde mental e psiquiátrica
Promo ªo da autonomia de pacientes com problemas mentais e psquicos
Docência
Lecciona ªo em estabelecimentos de ensino superior, nomeadamente escolas de saœde.
15
EMPREGO Quer os enfermeiros, quer os técnicos de saúde exercem a sua actividade profissional nos hospitais, nos centros de saúde, nas clínicas, em centros de enfermagem e de fisioterapia, em lares de idosos, creches, em escolas enquanto docentes e em empresas especializadas na prestação de serviços de saúde ao domicílio. O mercado de trabalho para estes profissionais encontra-se numa fase positiva, dado que o número de diplomados é inferior às necessidades do país. É do conhecimento público que já existem muitos profissionais estrangeiros a trabalhar em Portugal e, também se sabe que muitos destes profissionais exercem a sua actividade por diversos locais, acumulando funções em instituições públicas e privadas. Na Região Autónoma da Madeira, a situação do emprego para estes profissionais é mais ou menos idêntica à que se passa no Continente. Porém, segundo informações recentes da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, poderei adiantar que as carências da Região acentuam-se mais nas seguintes áreas: enfermagem, terapia ocupacional, análises clínicas, fisioterapia, radiologia, terapia da fala, cardiopneumologia e farmácia.
OS PLANOS DE ESTUDO DOS CURSOS A escolha de um curso superior é, por vezes, um processo em que muitos estudantes têm alguma dificuldade. A oferta é muito variada, os cursos apesar do mesmo nome nem sempre são iguais, as saídas profissionais são algo complicadas, enfim, todo um conjunto de situações difíceis de lidar. Pessoalmente, e tenho-o dito por todas as escolas por onde tenho passado, parece-me que a escolha do curso deve ser feita em função dos interesses, dos valores, da motivação e das aptidões e vocação de cada um. Mas é preciso, também, conhecer-se o curso. E isso passa por conhecer os objectivos da sua criação, os seus ramos e especializações mas também os seus planos de estudos, as disciplinas. No Gabinete do Ensino Superior, na Rua das Hortas, e na Internet (www.madeiraedu.pt/dre/ges) é possível aceder a este tipo de informações. Seria interessante disponibilizar informação sobre os planos de estudo de cada um dos cursos aqui apresentados, mas tal não é possível por falta de espaço, como facilmente se pode compreender. A título de curiosidade apresento os planos de dois cursos de Enfermagem e de um de Fisioterapia. E relativamente aos cursos de Enfermagem veja-se como as disciplinas são diferentes de Escola para Escola.
Na próxima edição, concluiremos a divulgação deste curso, destacando os Técnicos de Saúde. Não o fazemos neste número por falta de espaço.
16
Outubro 2004
ENFERMAGEM DISCIPLINAS CURRICULARES Escola Superior de Enfermagem da Madeira 1º Ano 1º Semestre Fundamentos de Enfermagem Psicologia I Sócio-Antropologia da Saúde Anatomia/Fisiologia e Química Humana Microbiologia Informática Nutrição Epidemiologia 1º Ano 2º Semestre Bioestatística e Epistemologia da Investigação Fundamentos de Pedagogia Opção: Inglês ou Técnicas de Comunicação Estágio I 2º Ano 1º Semestre Enfermagem na Maternidade, na Infância e na Adolescência Farmacologia e Terapêutica Ética Estágio II 2º Ano 2º Semestre Enfermagem do Adulto e Geronte I Fisiopatologia I Psicologia II Estágio III 3º Ano 1º Semestre Enfermagem no Adulto e Geronte II Fisiopatologia II Estágio IV 3º Ano 2º Semestre Enfermagem no Adulto e Geronte III Enfermagem Pediátrica Pediatria Estágio V Estágio VI 4º Ano 1º Semestre Enfermagem Psiquiátrica Psicopatologia Investigação Estágio VII 4º Ano 2º Semestre Enfermagem da Comunidade Enfermagem - Integração à Vida Profissional Estágio VIII Estágio IX
Escola Superior de Saúde de Aveiro 1º Ano – 1º Semestre Anatomia e Fisiologia I Bioquímica e Biofísica Fundamentos Enfermagem I Informática O Profissional de Saúde Psicossociologia 1º Ano – 2º Semestre Anatomia e Fisiologia II Ensino Clínico I Ética Farmacologia Fisiologia Aplicada Fundamentos Enfermagem II Introdução à Patologia Microbiologia e Parasitologia 2º Ano – 1º Semestre Bioética Enfermagem Comunitária I Ensino Clínico II (Seminários e Prática Clínica) Epidemiologia e Bioestatística Gestão e Economia da Saúde Organização de Sistemas de Saúde Socioantropologia da Saúde 2º Ano – 2º Semestre Educação e Formação em Enfermagem Enfermagem Comunitária II Ensino Clínico III (Seminários e Prática Clínica) Estilos de Vida e Necessidades Especiais Psicologia do Desenvolvimento Saúde Ambiental e Internacional Tecnologias em Saúde 3º Ano – 1º Semestre Enfermagem Médica Ensino Clínico IV (Seminários e Prática Clínica) Patologia Psicologia Relacional Terapêutica Farmacológica 3º Ano – 2º Semestre Cuidados Continuados Enfermagem Cirúrgica Enfermagem Pediátrica Enfermagem Psiquiátrica Ensino Clínico V (Seminários e Prática Clínica) Investigação na Prática Profissional 4º Ano – 1º Semestre Ensino Clínico VI (Seminários e Prática Clínica) Ética e Deontologia Profissional Sistemas de Informação na Saúde 4º Ano – 2º Semestre Ensino Clínico VII (Seminários e Prática Clínica)
17
Avaliações 2003/2004 (3ºPeríodo)
C
onclumos, de uma forma sinptica nesta revista, as avaliaıes obtidas pelos alunos da nossa escola no œltimo ano lectivo. Depois de ao longo das anteriores ediıes da Leia S.F.F. termos publicado os resultados do primeiro e do segundo perodos, apresentamos agora os resultados do derradeiro trimestre do œltimo ano lectivo.
9º ano Um balanço final às notas obtidas no terceiro período pelos alunos da nossa escola no último ano lectivo permite-nos concluir que a menor percentagem de aproveitamento aconteceu nas disciplinas relacionadas com as Línguas. Inglês, Francês e Português registaram a maior percentagem de negativas, se bem que o aproveitamento global, retirando a Línguas inglesa, tenha sido francamente positivo. As disciplinas de maior sucesso foram a Educação Física, Educação Moral e Religião Católica e Educação Tecnológica com um aproveitamento final pleno.
1º Período
3º Período
Nº Positivas
Nº Negativas
% Positivas
% Negativas
Nº Positivas
Nº Negativas
% Positivas
% Negativas
Nº Positivas
Nº Negativas
% Positivas
% Negativas
E.M.R.C.
7
0
100%
0%
7
0
100%
0%
7
0
100%
0%
Edu. Tecn
5
0
100%
0%
5
0
100%
0%
5
0
100%
0%
Edu. Físi
91
7
93%
7%
86
11
89%
11%
95
0
100%
0%
Ed. Visual
92
6
94%
6%
93
4
96%
4%
94
1
99%
1%
Fis-Química
72
26
73%
27%
85
12
88%
12%
88
7
93%
7%
Geografia
81
17
83%
17%
79
18
81%
19%
87
8
92%
8%
Matemática
80
18
82%
18%
81
16
84%
16%
85
10
89%
11%
História
70
28
71%
29%
77
20
79%
21%
83
12
87%
13%
Ling Portug.
68
30
69%
31%
81
16
84%
16%
83
12
87%
13%
L.II. Francês
65
28
70%
30%
77
15
84%
16%
73
17
81%
19%
L.I. Inglês
68
30
69%
31%
64
33
66%
34%
63
32
66%
34%
TOTAIS
699
190
79%
21%
735
145
84%
16%
851
99
90%
10%
Disciplina
18
2º Período
Outubro 2004
10º ano Os alunos do 10º ano conseguiram, em termos globais, no conjunto das disciplinas da componente geral, específica e técnica, um aproveitamento de 79 por cento de positivas no final do terceiro trimestre. No conjunto destas disciplinas houve seis (Aplicações de Informática, Desenho Tecnológico, Introdução às Tecnologias de Informática I, Oficina de Design, Aplicações de Electricidade I e Educação Moral e religião Católica) cujos resultados foram totalmente positivos. Já no plano oposto, Electricidade e Matemática foram as disciplinas com menos sucesso a ponto de registarem negativas acima dos 50 por cento. Em baixo deixamos o quadro de aproveitamento dos alunos do 10º ano ao longo dos três períodos, destacando apenas, por uma questão de espaço, as disciplinas de formação geral e específica.
1º Período Disciplina
Nº Positivas
Nº Negativas
2º Período
% Positivas
% Negativas
Nº Positivas
3º Período
Nº Negativas
% Positivas
% Negativas
Nº Positivas
Nº Negativas
% Positivas
% Negativas
E.M.R.C.
15
1
94%
6%
16
0
100%
0%
16
0
100%
0%
Edu. Físi
537
49
92%
8%
540
17
97%
3%
531
6
99%
1%
M T E Plas
76
1
99%
1%
69
4
95%
5%
71
1
99%
1%
Fran. Ini
67
3
96%
4%
58
10
85%
15%
59
7
89%
11%
Port. B
396
202
66%
34%
433
137
76%
24%
470
79
86%
14%
C.T.V.
138
61
69%
31%
132
56
70%
30%
154
28
85%
15% 17%
Latim
7
0
100%
0%
5
1
83%
17%
5
1
83%
His Arte
86
24
78%
22%
82
25
77%
23%
87
18
83%
17%
Int Eco
109
25
81%
19%
99
35
74%
26%
102
25
80%
20% 21%
Port. A
51
25
67%
33%
53
23
70%
30%
56
15
79%
C. Fis Qui
220
139
61%
39%
225
112
67%
33%
252
69
79%
21%
D G Desc A
97
32
75%
25%
79
44
64%
36%
93
28
77%
23%
História
49
55
47%
53%
60
44
58%
42%
75
24
76%
24%
L.I. Ingl
5
6
45%
55%
6
4
60%
40%
6
2
75%
25%
Geografia
78
51
60%
40%
93
32
74%
26%
89
30
75%
25%
Francês N4
87
55
61%
39%
90
44
67%
33%
97
34
74%
26%
Int Filoso
363
313
54%
46%
370
278
57%
43%
453
165
73%
27%
L.II. Fran
35
26
57%
43%
34
25
58%
42%
41
15
73%
27%
Inglês N6
247
221
53%
47%
249
196
56%
44%
284
141
67%
33%
Alemão Ini
31
9
78%
23%
22
17
56%
44%
23
12
66%
34%
Matemática
278
300
48%
52%
200
330
38%
62%
242
258
48%
52%
2.972
1.598
65%
35%
2915
1434
71%
29%
3206
958
79%
21%
TOTAIS
19
11” ano Os alunos do 11º ano terminaram o ano lectivo 2003/2004 com um sucesso de aproveitamento na ordem dos 87 por cento, fruto de 3354 positivas no conjunto das disciplinas de formação geral, específica e técnica. Neste nível de escolaridade em 18 disciplinas o aproveitamento foi cem por cento positivo e houve disciplinas como Geografia, Português A, História e Introdução à Filosofia, para enumerar apenas algumas, que andaram pelos 90 por cento de positivas. Alemão foi a disciplina que registou mais negativas. 69 por cento de negativas foi o total alcançado nesta língua, frequentada por 13 alunos. Sistemas Digitais, Introdução à Economia e Matemática registaram negativas na casa do 30 por cento. Seguem-se os resultados globais, ao longo dos três períodos, do aproveitamento dos alunos nas disciplinas de formação geral e específica.
1º Período
3º Período Nº Positivas
Nº Negativas
% Positivas
% Negativas
0%
4
0
100%
0%
8%
51
0
100%
0%
93%
7%
15
0
100%
0%
7
98%
2%
430
1
99%
1%
72
11
77%
13%
78
1
99%
1%
11%
40
2
95%
5%
42
1
98%
2%
88%
13%
43
15
74%
26%
52
4
93%
7%
15
79%
21%
56
13
81%
19%
60
6
91%
9%
374
101
79%
21%
381
74
84%
16%
405
41
91%
9%
65
26
71%
29%
69
20
78%
22%
79
10
89%
11%
Nº Positivas
Nº Negativas
% Positivas
% Negativas
Nº Positivas
Nº Negativas
% Positivas
% Negativas
Latim
4
0
100%
M T E Plas
54
1
98%
0%
4
0
100%
2%
48
4
92%
E.M.R.C.
16
0
100%
0%
14
1
Edu. Físi
445
7
98%
2%
430
Geografia
70
17
80%
20%
Port. A
41
5
89%
Francês N2
56
8
História
55
Int Filoso Francês N5
Disciplina
D G Desc A
78
24
76%
24%
80
18
82%
18%
85
11
89%
11%
Port. B
313
133
70%
30%
321
105
75%
25%
365
50
88%
12%
L.II. Fran
29
8
78%
22%
30
5
86%
14%
28
5
85%
15%
L.II. Ingl
5
2
71%
29%
5
2
71%
29%
5
1
83%
17%
Inglês N7
200
107
65%
35%
200
90
69%
31%
223
52
81%
19% 20%
His Arte
60
11
85%
15%
54
16
77%
23%
55
14
80%
C.T.V.
101
44
70%
30%
101
41
71%
29%
100
37
73%
27%
C. Fis Qui
167
99
63%
37%
175
79
69%
31%
179
72
71%
29%
Matemática
205
195
51%
49%
221
152
59%
41%
248
104
70%
30%
Int Eco
56
36
61%
39%
57
34
63%
37%
58
31
65%
35%
Alemão N2
4
13
24%
76%
7
9
44%
56%
4
9
31%
69%
2.398
852
74%
26%
2408
698
78%
22%
2566
450
85%
15%
TOTAIS
20
2º Período
Outubro 2004
12” ano A taxa de maior sucesso de aproveitamento no terceiro trimestre foi conseguida pelos alunos do 12º ano. 93 por cento foi o total de positivas conseguidas pelos alunos Finalistas da Francisco Franco, eles que já nos períodos precedentes tinham sido quem melhores resultados alcançara. De entre as disciplinas de formação geral, específica e técnica os alunos do 12º ano conseguiram terminar 23 disciplinas com resultados totalmente positivos. 13 disciplinas registaram aproveitamento na casa dos 90 por cento e em 9 as positivas rondaram os 80 por cento. Para mais tarde recordar, deixamos a globalidade dos resultados obtidos no último ano lectivo, uma vez mais nas disciplinas de formação geral e específica, por uma questão de espaço.
1º Período Disciplina
Nº Positivas
Nº Negativas
% Positivas
2º Período % Negativas
Nº Positivas
Nº Negativas
% Positivas
3º Período % Negativas
Nº Positivas
Nº Negativas
% Positivas
% Negativas
Inglês N3
3
0
100%
0%
3
0
100%
0%
3
0
100%
0%
Int Dir
31
13
70%
30%
30
12
71%
29%
39
0
100%
0%
Filosofia
8
0
100%
0%
8
0
100%
0%
8
0
100%
0%
I D E Soc
88
22
80%
20%
82
23
78%
22%
98
0
100%
0%
Latim
3
0
100%
0%
3
0
1005
0%
3
0
100%
0%
L.I. Ingl
16
3
84%
16%
13
5
72%
28%
17
0
100%
0%
L.II. Ingl
3
8
27%
73%
6
4
60%
40%
10
0
100%
0%
D G Des B
13
2
87%
13%
15
0
100%
0%
14
0
100%
0%
E.M.R.C.
12
0
100%
0%
12
0
100%
0%
12
0
100%
0%
Edu. Físi
437
24
95%
5%
451
4
99%
1%
446
4
99%
1%
Sociologia
98
16
86%
14%
92
19
83%
17%
103
1
99%
1%
M T E Plas
52
0
100%
0%
52
0
100%
0%
51
1
98%
2%
História
65
21
76%
24%
69
15
82%
18%
74
2
97%
3%
Port. B
353
79
82%
18%
346
76
82%
18%
396
19
95%
5%
Química
157
45
78%
22%
146
42
78%
22%
156
16
91%
9%
Alemão N3
23
13
64%
36%
24
8
75%
25%
26
4
87%
13%
Física
74
78
49%
51%
86
47
65%
35%
93
15
86%
14%
Matemática
258
95
73%
27%
216
116
65%
35%
252
41
86%
14%
Port. A
46
13
78%
22%
42
12
78%
22%
42
7
86%
14%
Psicologia
155
85
65%
35%
169
59
74%
26%
180
31
85%
15%
D G Desc A
71
27
72%
28%
60
29
67%
33%
72
13
85%
15%
His Arte
79
5
94%
6%
66
15
81%
19%
68
13
84%
16%
Biologia
122
50
71%
29%
104
55
65%
35%
120
25
83%
17%
Francês N3
28
15
65%
35%
25
14
64%
36%
29
9
76%
24%
24
13
65%
35%
19
17
53%
47%
22
11
67%
33%
2.219
627
78%
22%
2139
572
80%
20%
2334
212
92%
8%
L.II. Fran TOTAIS
21
MATRICULAS: 2004/2005
A
Escola Secundária de Francisco Franco contava com 2099 alunos matriculados até ao passado dia 15 de Setembro, data em que a Direcção Executiva nos forneceu os dados que serviram para a elaboração deste texto. Deste total de alunos, 1829 estavam repartidos pelos três anos do Ensino Secundário diurno, enquanto o Ensino Recorrente registava, na ocasião, 270 inscrições.
10º ano O 10ºano era o nível de escolaridade que em 15 de Setembro contava mais alunos matriculados. Eram 701 repartidos por 34 turmas. O Curso Geral de Ciências e Tecnologias com 244 matrículas foi o que teve maior procura. O Curso Geral de Artes Visuais seguiu-se na preferência dos alunos com 83 inscritos. Eis, em síntese, o número de turmas e de alunos (em 15 de Setembro) inscritos no 10º ano:
Curso Curso Geral de Ciências e Tecnologias Curso Geral de Artes Visuais Curso Geral de Ciências Sócio-Económicas Curso Geral de Ciências Sociais e Humanas Curso Geral de Línguas e Literaturas Curso Tecnológico de Informática Curso Tecnológico de Electrotecnia/Electrónica Curso Tecnológico de Administração Curso Tecnológico de Multimédia
22
Alunos 244 83 57 52 32 93 63 45 32
Turmas 10 4 4 3 2 4 3 2 2
Outubro 2004
11º ano Com 505 alunos matriculados, o 11º ano era, em 15 de Setembro, o nível de escolaridade que menos alunos contava. Aquele número de alunos estava repartido por 26 turmas. O Agrupamento 1 – no 11º e 12º anos ainda se mantém a antiga terminologia curricular – tinha matriculados 141 alunos, sendo o Agrupamento mais procurado, seguido pelo Agrupamento 2. Relativamente aos Cursos Tecnológicos, o de Informática, à semelhança do 10º ano, foi o que registou maior adesão de candidatos. O Curso Tecnológico de Administração seguiu-se nas preferências. Segue-se uma apresentação sinóptica do alunos e turmas do 11º ano de escolaridade para o ano lectivo em curso.
Curso Agrupamento 1 Agrupamento 2 Agrupamento 3 Agrupamento 4 Curso Tecnológico de Informática Curso Tecnológico de Administração Curso Tecnológico de Mecânica Curso Tecnológico de Design Curso Tecnológico de Electrotecnia/Electrónica
Alunos 141 79 68 51 54 36 32 24 20
Turmas 7 4 4 3 2 2 2 1 1
23
12º ano 623 alunos repartidos por 25 turmas é a forma como estão distribuídos para este ano lectivo os alunos finalistas da nossa escola. Do total de turmas há a sublinhar a existência de 4 destinadas a alunos repetentes. Os Agrupamentos com mais alunos matriculados em nada diferem do verificado no 11º ano. O Agrupamento 1 praticamente possui tantas turmas quanto os restantes Agrupamentos. O panorama dos Cursos Tecnológicos do 12º ano é, igualmente, em tudo semelhante ao que se passa no 11º ano. Observe-se, então, a distribuição dos alunos por agrupamento, curso tecnológico e turma.
Curso Agrupamento 1 Agrupamento 2 Agrupamento 3 Agrupamento 4 Curso Tecnológico de Informática Curso Tecnológico de Administração Curso Tecnológico de Electrotecnia/Electrónica Curso Tecnológico de Mecânica Curso Tecnológico de Design
Alunos
Turmas
229 107 74 57 67 31 23 20 15
10 4 3 2 2 1 1 1 1
Ensino Recorrente Nocturno (ERN) Entretanto, em termos de Ensino Recorrente nocturno existem 8 turmas que continuam a funcionar no antigo formato e 6 iniciam os novos módulos capitalizáveis, de acordo com os novos cursos do 10º ano. Nos antigos moldes do Ensino Recorrente há duas turmas de 3º ciclo: uma para o 8º e outra para o 9º ano; as restantes seis, relativas ao Ensino Secundário, são de Contabilidade, Secretariado e Informática/Electrónica. Nos novos módulos capitalizáveis de 10º ano existe uma turma para cada um dos seguintes cursos: Curso Geral de Ciências Sócio-Económicas, Curso Geral de Ciências Sociais e Humanas, Curso Tecnológico de Electrónica, Curso Tecnológico de Informática. O Curso Tecnológico de Administração conta com duas turmas.
24
Outubro 2004
OS BOLSEIROS DE PARIS
Mestre CARLOS VALENTE Assistente na Universidade da Madeira / Arte e Design
Francisco Franco, escultor
Busto de uma Polaca
oram três os madeirenses que personificaram, na primeira metade do séc. XX século, a única experiência artística moderna, ou modernizante, no contexto regional. Francisco Franco, o seu irmão Henrique e Alfredo Miguéis são ainda hoje amplamente reconhecidos embora pouco estudados, exceptuando Francisco Franco, sobre o qual existe uma considerável bibliografia, contudo não exaustiva. Nos primeiros anos do Século XX, os três partiram para o continente e daí como bolseiros para Paris, destino incontornável para os artistas portugueses naquela época. Não podemos deixar de concordar com a opinião do pintor e professor Jorge Marques da Silva , pois ela resume claramente a situação artística regional no primeiro quartel deste século, quando afirma: "Evidentemente, Alfredo Miguéis ou Francisco e Henrique Franco não teriam sido quem foram se não tivessem deixado a ilha em busca de novos conhecimentos." .
Sem dúvida que a falta de instituições culturais na Ilha funcionava como um obstáculo à realização dos sonhos "... uma espécie de filtro ao direito da evolução das capacidades individuais" . Na década de 20 os três artistas expuseram no Funchal, realizando assim a primeira exposição de pintura e escultura moderna na Madeira. O pacato ambiente cultural cedo esqueceu esta exposição. Os valores tradicionais continuariam a dominar na sociedade funchalense.
F
Francisco Franco Dos três artistas, Francisco Franco foi aquele que conquistou maior projecção nacional, graças à carreira que seguiu como "estatuário" e que o consagrou - no contexto da arte oficial do Estado Novo - como "o maior escultor português", como afirmara o seu biógrafo e amigo Diogo de Macedo, também ele escultor.
25
Cabe a de mulher, Paris 1923 Desenho Aguarelado
N
ascido na Madeira, Franco iniciou os estudos de Desenho com seu pai, Francisco Franco, mestre de marcenaria e carpintaria na Escola Industrial do Funchal. Matriculou-se na antiga Academia Real de Belas Artes de Lisboa em 1902, onde frequentou o Curso de Escultura, que concluiu em 1909, tendo tido como mestres os escultores Simões de Almeida (tio), Condeixa e Alberto Nunes. Dos seus tempos de aluno, e ainda trabalhando de modo académico, recebeu duas menções honrosas. Em 1909 seguiu para Paris com uma bolsa do Legado Visconde de Valmor, acompanhado por Dórdio Gomes, José Campas e Santa-Rita. Na "Cidade Luz" foi discípulo do escultor A. Mercier, junto do qual aprofundou os conhecimentos que já tinha demonstrado dominar enquanto aluno, em Portugal. Em 1911 fez uma viagem de estudo por Espanha, Bélgica e Holanda, enriquecendo assim o seu já vasto repertório de informações e experiências. Diogo de Macedo, o seu biógrafo, refere as influências que sobre Franco exercera, sobretudo, o escultor Auguste Rodin: "Nesses tempos, mau grado a explosão de tantas outras modernidades, Rodin era um ídolo da juventude escolar. Francisco Franco sofrera a influência dessa
26
atracção, particularmente no drama formal dum realismo audaz, mas de um sentimento romântico". Obrigado a regressar à Madeira em 1914, por causa da guerra, realizou aqui as primeiras encomendas, que se destacam nitidamente da restante e escassa escultura pública então existente no Funchal. Com influências de Rodin bem patentes no seu trabalho, encontramos neste período um conjunto de obras que, embora pautadas por referências naturalistas, denotavam já a segurança e o vigor de execução que definirão a sua carreira de escultor. As obras desta época reflectem uma expressividade e liberdade de execução inéditas na escultura portuguesa de então. Influenciado por um simbolismo teatralizante, executou em 1914 a que seria a sua primeira escultura de João Gonçalves Zarco, antes da segunda e paradigmática estátua de 1928. Trata-se de um busto em bronze do descobridor da Madeira para os jardins de um restaurante panorâmico, nos arredores do Funchal. A figura de Zarco, acentuada de forma expressiva, contrasta fortemente com o pedestal em pedra tosca .
Outubro 2004
Com os auspícios do banqueiro Henrique Vieira de Castro, Franco executou o monumento para o túmulo da família Rocha Machado, um "anjo implorante" (1916) de singular dramatismo e onde os volumes já não se definem classicamente; um monumento em bronze datado de 1917, para o cemitério das Angústias, dedicado às vítimas dos torpedeamentos alemães de 3 de Dezembro de 1916; a maqueta para o monumento a Gonçalves Zarco, encomendada pela Junta Geral; a maqueta para o monumento a Cristóvão Colombo, nunca realizado; o busto do então presidente da República, Sidónio Pais; e o monumento em bronze consagrado aos aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral, para o Jardim Municipal do Funchal (1921). Nesta última escultura é bem visível o avanço proposto por Cabe a de mulher, Paris 1923 Francisco Franco no panorama escultórico Xilogravura português. A opção de não retratar os aviadores, mas de optar por uma solução simbolista para um tema também ele pouco "clássico", alia-se a uma execução despojada e totalizante, informada por premissas rodinianas. Voltando a Paris em 1919, estaria de novo na Madeira em 1922 para participar na primeira exposição de arte moderna do Funchal, e um ano mais tarde será um dos "Cinco Independentes" e m
Lisboa. Participante das tertúlias fechadas do café Golden, Francisco Franco será mestre na Escola Industrial do Funchal, continuando a profissão do seu pai. Outras encomendas realizadas para o Funchal nesta época foram os bustos do Manuel Gonçalves (1919) e de Henrique Vieira de Castro (1924), seu amigo e mecenas. Mais liberta das funções de homenagem, Franco criara uma escultura de grande força expressiva, talhada em madeira e conhecida como "O Velho", que foi exposta no Funchal, em 1922. Ainda outras obras de pequenas dimensões, de marcado cunho pessoal, serão criadas nesta altura . A partir dos anos 30, Francisco Franco seguirá carreira em Lisboa e a sua actividade na Madeira cessa, cessando também por algumas décadas a expressão escultórica de importância na Região.
27
Saudades da D. Blandina
E
ntrou ao servio na Escola Industrial em Maio de 1968 e 36 anos depois deixa-nos por fora da sua aposentaªo. Falamos de Maria Blandina Franco ou, se quiserem, da D. Blandina, que durante largos anos espalhou o seu sorriso pela escola. Na hora da aposentaªo, a Direcªo Executiva da Francisco Franco reconheceu o seu empenho e dedica ªo, homenageando-a no Dia da Escola. Para saber como foram os 36 anos ao servio da educaªo, a Leia S.F.F. pediu-lhe um testemunho.
28
Outubro 2004
“Fico com muita pena de sair, mas há sempre muitas coisas para fazer em casa. Agora vou ter mais tempo para a família, para os netos”, começou por nos dizer a D. Blandina no Laboratório de Biologia, onde nos últimos anos passou grande parte do seu tempo. Recordando um pouco a sua entrada ao serviço na escola, disse: “Entrei aqui com 26 anos, na altura com dois filhos pequenos, um ainda bebé e com um horário de 48 horas semanais de trabalho. Conciliar o trabalho de casa e o da escola foi muito, muito difícil, mas ainda aqui estou”, referiu com natural alegria. Já com alguma nostalgia, a D. Blandina falou-nos daquilo que mais gostava de fazer. “Era o serviço de aulas, pois tinha contacto com os alunos. Lembro-me do tempo em que a escola tinha 27 turmas de 7º ano e à volta de quatro mil alunos. Eu gostava de lidar com eles” “Hoje, confidenciou, depois que acabou o 7º e 8º anos, parece que já não tenho tanta utilidade. Eu gostava era de trabalhar com os mais pequenos!” Com agir perante tantos alunos?, perguntámos. “Tínhamos que ser suaves com eles para que eles também o fossem
connosco”, respondeu, mas, “às vezes, chegava a casa tão cansada que nem tinha cabeça para aturar os meus”. O contacto com os alunos foi, realmente, marcante na vida da D. Blandina, como ela nos diz: “Tenho alunos que ainda hoje me dizem que a senhora foi uma segunda mãe. Eu, realmente, naquilo em que os podia ajudar ajudava-os. Noutros tempos havia alunos com muitas necessidades que não conseguiam apoios e eu, na medida do possível, procurava ajudá-los porque me metiam pena.” Em jeito de conclusão, a D. Blandina fez questão ainda de afirmar: “Os 36 anos de serviço passaram rápido. Eu posso dizer que corri esta escola toda. Servi em praticamente todo o lado e, quando não sabia alguma coisa, como aconteceu várias vezes, perguntava, porque a minha vontade era ajudar.” As palavras finais quis deixá-las para a Direcção Executiva e para o Grupo de Biologia. À hierarquia da escola agradeceu todo o apoio e confiança dados, aos docentes de Biologia deixa um bem haja pelo “fantástico” ambiente e amizade.
29
Estudar pelo prazer de aprender - o conselho de Helena Conceição, a melhor aluna do 10º ano
E
studar!! É a palavra mais utilizada pelos professores e a mais odiada pelos alunos. Esta palavra é a chave deste pequeno texto. Não sei se é bom ser considerada a melhor aluna do 10ºano. Nem sei bem como o consegui. Acho que foi graças a essa acção: estudar. É este o nosso segredo, o segredo que todos nos tentam arrancar quando perguntam: - Como conseguiste tirar tão boas notas? É um pouco difícil de o explicar. Não é preciso um estudo rigoroso, nem muito demorado, basta ouvir com atenção, e estudar pelo prazer de aprender algo novo. O apoio dos pais e dos professores também
é muito importante. Confesso que este ano foi um pouco difícil pois saí do Porto Moniz e vim estudar para o Funchal. Tive de deixar os meus pais e as minhas coisas. Sendo eu praticante de basket com treinos quase diários, o tempo para estudar foi muito limitado. Fico muito grata à escola pelo reconhecimento do meu trabalho. Espero que para o próximo ano sejam outras pessoas a serem reconhecidas pois mostrará que, na nossa escola, existem outros jovens empenhados e com vontade de aprender.
A coisa mais dif cil do mundo Ø dizer pensando o que os outros dizem sem pensar. (Alain)
30
Outubro 2004
Sabe sempre bem ser reconhecida! - diz Adriana Rocha, melhor aluna do 12º ano
F
oram várias as vezes que tive a agradável oportunidade de escrever para a “Leia S.F.F.”. É com grande alegria que volto a fazêlo! A Escola Secundária de Francisco Franco tem o excelente hábito de reconhecer aqueles alunos que se destacam em cada ano de escolaridade. Foi para mim uma surpresa e, simultaneamente, um misto de honra e de responsabilidade ser a melhor aluna do 12º ano do ano lectivo 2003/2004. Numa oportunidade semelhante a esta, escrevi e reitero: “Certamente existem outros alunos que também se destacaram. Espero poder representar com muita dignidade todos esses que poderiam estar no meu lugar.” Reconheço que a “pêra doce” acabou (como diziam os professores), contudo a vida continua e novos amigos, professores, disciplinas, exigências, praxes nos esperam. Sermos bons alunos depende muito de nós, mas não apenas de nós. Assim sendo, contíguo ao nosso empenho e persistência deve estar o apoio de todos aqueles que nos rodeiam, desde os professores, familiares e amigos, gerando um ambiente propício para o nosso sucesso; juntamente com um pouco de brincadeira. Portanto queria agradecer a todos aqueles que deram o seu contributo para o meu sucesso: os meus familiares, professores e
amigos. Aproveito também para felicitar a Escola Secundária de Francisco Franco pelo seu bonito gesto, que serve de estimulante tanto para os alunos reconhecidos com também para os restantes, que vêem o seu trabalho aplaudido. Sabe sempre bem ser reconhecida! Na minha opinião, a “Industrial” é uma boa escola, na qual passei três importantes anos da minha vida, enriquecendo-me técnica e humanamente para o novo rumo a seguir: o ensino superior. Como conclusão, faço um apelo a todos os alunos para que façam valer o seu estatuto de estudantes: alimentem-se do saber divertindo-se, juntando, assim, o útil ao agradável!
AlØm da Helena Raquel Concei ªo e Adriana Rocha, melhores alunas, respectivamente, do 10” e do 12” anos, de quem apresentamos depoimentos, a Leia S.F.F. tentou contactar tambØm Ana Raquel Velosa, melhor aluna do 9” ano e Lus Miguel Pereira, melhor aluno do 11” ano, para lhes pedir um testemunho, sem, contudo, o conseguir.
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Alunos vencem divulgação das Selvagens
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o dia 4 de Junho, quatro alunos da Escola Secundária de Francisco Franco, sendo dois do 9º 1, Joana Ribeiro e Flávia Melim, e dois do 11º 23, Diogo Gomes e Francisco Branco, participaram no concurso de actividades lúdico-pedagógicas de divulgação das Ilhas Selvagens, tendo ganho o primeiro lugar. Organizado pelos Serviços do Parque Natural da Madeira, no âmbito da divulgação das Ilhas Selvagens, o concurso, que decorreu no Centro de Informação do S. P. N. M., versou as seguintes temáticas: fauna, flora, geografia, geologia e história das Ilhas Selvagens. Esta actividade, dinamizada na Escola pelo Clube de Ecologia "O Barbusano", contou com a colaboração dos professores Diamantino Santos, Natividade de Jesus, Alcino Nunes e Helena Marques.
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JRA TRAZ PRÉMIO PARA A NOSSA ESCOLA Os Jovens Repórteres para o Ambiente (JRA) venceram o 3º prémio do concurso nacional JRA no escalão B - fotografia, conseguindo os seguintes prémios: 1 Máquina fotográfica digital 1 Impressora 2 Assinaturas de revistas 1 Assinatura de jornal diário Eis a foto vencedora:
Nesta foto visualizámos uma derrocada que aconteceu numa saída de campo dos JRA à Deserta Grande (Madeira). Esta saída centrou-se no estudo das energias renováveis aplicadas nesta ilha, ou seja, o funcionamento e uso do sistema híbrido local. Estas derrocadas são devidas ao intenso processo erosivo agravado pela antiguidade geológica e à introdução de várias espécies de roedores que eliminaram o coberto vegetal. O Parque Natural da Madeira tem combatido a erosão, eliminando os roedores, para restabelecer o coberto vegetal que protege a ilha da erosão. No passado dia 5 de Junho ocorreu uma derrocada que causou a destruição do sistema híbrido que subsistia grande parte dos aparelhos na casa dos vigilantes da Reserva Natural das Desertas. Como se observa claramente na foto o perigo iminente, os JRA da Escola Secundária Francisco Franco efectuaram uma das últimas visitas à Deserta Grande antes do seu encerramento, por questões de segurança. Carlota Andrade; João Martins; Mariana Pestana; Vítor Pereira
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Energias Renováveis: só vantagens? Victor Magno 10º 1 (2003/2004)
O futuro energØtico encontra-se nas energias renovÆveis ou energias alternativas. Mas, serÆ que estas tambØm nªo tŒm as suas desvantagens e problemas?
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ada vez mais, se torna mais evidente o fim, próximo, das energias fósseis, como o carvão e o petróleo. Como tal, o Homem vê-se obrigado a encontrar novas soluções para o problema energético. Essa mudança gradual já teve início; aos poucos novas formas de energia têm sido descobertas e implementadas, por todo o Mundo. No Arquipélago da Madeira, o primeiro passo foi dado em 1983, ao ser instalado um sistema fotovoltaico na Selvagem Grande, que na altura se tratou de um projecto pioneiro, visto ser o primeiro painel fotovoltaico do país. A partir daí, para além de novos sistemas fotovoltaicos, também têm sido instalados aerogeradores e alguns sistemas híbridos, por todo o arquipélago. Contudo, várias dificuldades surgiram nas várias instalações dos diferentes sistemas energéticos renováveis das ilhas. As principais dificuldades são impostas pela própria Natureza: declive acentuado, vales profundos e locais de difícil acesso são apenas algumas das dificuldades encontradas pelos vários engenheiros insulares que tentam aproveitar ao máximo o potencial energético da ilha,
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tentando a transformar num exemplo a seguir. A exposição solar do nosso arquipélago é umas das melhores da Europa, e como tal, a energia solar tem sido fortemente adaptada e implementada nas diferentes ilhas Madeirenses. Tendo sido a vir instalada tanto por habitações madeirenses, como pelo Parque Ecológico do Funchal e algumas unidades fabris. Um exemplo disso, é uma pequena indústria funchalense, que usa energia fotovoltaica, cujo objectivo é a desidratação da banana, de modo a produzir a popularmente chamada "banana passa".
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Apesar da grande vontade em dinamizar mais a energia solar, nem sempre isto é possível devido às condicionantes naturais, que impedem a exposição solar em certos locais isolados, onde a energia solar seria a melhor opção a tomar. Em muitos lugares das nossas ilhas, existe barreiras físicas como elevados montes e montanhas, vales profundos ou ainda alguma densidade florestal, que dificultam a exposição solar e tornam complicada a aplicação de algum sistema solar.Quando nem a exposição solar, nem o vento são suficientes para instalar um sistema fotovoltaico ou um aerogerador, recorre-se por vezes a uma solução intermediária, um sistema híbrido que aproveita tanto a energia solar como a força do vento. Esta alternativa foi aplicada, por exemplo, na Deserta Grande (nas Ilhas Desertas) e também no Fanal (na Ilha da Madeira), locais específicos em que a utilização de apenas uma energia renovável não seria suficiente, e muito menos rentável. A instalação de energias renováveis requer sempre estudos de prospecção, durante um mínimo de 2 a 3 anos, tendo como principal objectivo avaliar as potencialidades desse local quanto à aplicação de energias
renováveis. No entanto, esses estudos podem, muitas vezes, não ser conclusivos por algumas vezes se trataram de 2 ou 3 anos excepcionalmente bons ou negativos e que não correspondem às condições naturais habituais. Embora as condições naturais condicionem a aplicação de energias renováveis, tem-se tentando ao máximo arranjar soluções e alternativas para cada caso, de forma a preservar a beleza natural da Pérola do Atlântico, preservando e tornando-a cada vez mais independente das energias poluentes, fósseis, que trazem grandes desvantagens e problemas para o Ambiente…
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MELHOR DO QUE TER UM AMIGO NA ESCOLA É TER UMA "ESCOLAMIGA" Ricardo Alves Professor de Educação Física (Caniço)
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rovavelmente estará você a pensar em qualquer coisa do género: Mas que título mais esquisito foram arranjar para este artigo!!! Escolamiga!? Para começar está mal escrito (não se escreve tudo junto) e depois nunca ouvi falar em escolas amigas! Ter amigos na escola, sim; fazer amigos na escola, sim... Agora ter uma escola amiga!? Francamente....! Imaginem-me a dizer a alguém que a minha melhor amiga é a Escola Francisco Franco! Internavam-me num instantinho! Um amigo proporciona-nos momentos bons e divertidos, um amigo faz-nos sentir bem; um amigo aceita-nos tal como nós somos e respeita a nossa diferença; um amigo trata bem da nossa saúde; um amigo ajuda a que ocupemos o nosso tempo de forma divertida e saudável; um amigo ajuda-nos a ter mais amigos; um amigo proporciona que façamos o que gostamos, que passeemos por lugares que gostamos, que visitemos locais interessantes; um amigo dá-nos oportunidade de realçarmos as nossas qualidades e aprendermos a viver
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com os nossos defeitos. Pode lá uma escola ser nossa amiga! Mas espera aí... Pensando melhor... Olha que isto pode não ser assim tão estúpido como parece! Uma escola pode proporcionar muitas destas coisas...! Mas então afinal o que é uma escola? É um monte de blocos de cimento em cima uns dos outros, forrados e pintados em que se somam umas janelas para dar claridade, entrar ar e em que dentro colocam-se umas carteiras e cadeiras para a malta se sentar e ouvir informações transmitidas por professores? Ou será algo mais? Será que a escola também não será cada um de nós, cada um dos nossos amigos, cada um dos nossos colegas, cada um dos funcionários, cada um dos professores...? Não será também toda esta gente que convive, que comunica, que ensina e aprende, que educa e é educada, que faz e sente, que ajuda e é ajudado...? Resumindo, não será um conjunto de pessoas que interage?
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Pois é meus amigos, às vezes nem tudo o que parece ser é. E nem tudo o que não parece ser não é... Deixem que vos diga uma coisa: "Escolamiga" é o nome de um projecto. É um projecto que está a ser desenvolvido numa escola, que tal como todas as outras é verdadeiramente amiga dos alunos, ou seja, que quer o melhor para os seus alunos e, como tal, apoia projectos que contribuam para que eles se sintam mais felizes. Afinal o que há melhor do que ser feliz e fazer os outros felizes? Não será este o grande objectivo da nossa vida?... Que pena muitas pessoas não se apercebam de algo tão simples e importante... Voltemos ao "Projecto Escolamiga", Projecto de Educação para a Saúde da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço. Como todos sabemos, o papel da escola é educar. E educar para a saúde também é educar. Saúde que, tal como defende a Organização Mundial de Saúde (OMS), deverá ser entendida como o bemestar físico, psicológico e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade. Ao educar para a saúde, tentamos proporcionar algumas das coisas que um amigo pode proporcionar, algumas das quais estão referenciad as na parte inicial deste artigo. Para tal, desenvolvemos diversas actividades semanais com os três núcleos de alunos que fazem parte do "Escolamiga" (dois núcleos constituídos por alunos que pertencem à escola e um outro, que funciona aos sábados de manhã, do qual fazem parte alunos que já não estão a estudar na Escola do Caniço, mas que pertenceram ao
projecto - é o caso de alguns alunos que estão na Francisco Franco). As actividades vão desde os debates sobre diversas questões que são do interesse dos jovens, visualização e debate sobre filmes, jogos lúdicos, exercícios de relaxamento e dança até ao trabalho das competências pessoais e sociais, das quais se destacam a dinâmica de grupo, a comunicação não verbal, a assertividade, a auto-estima e autoconfiança, o respeito pela diferença, a cooperação, a empatia e o espírito de solidariedade, entre outros. Além disso, desenvolvemos diversas actividades aos fins-de-semana e nas férias, das quais se destaca uma viagem anual ao Porto Santo, acampamentos, caminhadas a pé, piqueniques, visitas de estudo, convívios, festas, acções de formação, cursos, etc. A participação activa dos alunos no p l a n e a m e n t o , organização e avaliação das diversas actividades e do próprio projecto são uma aposta forte, assim como a educação pelos pares (alunos a educar alunos). Para terminar, gostaríamos de realçar que este projecto pretende envolver mais jovens de outras escolas, pelo que convidamos todos os interessados (vivam no Caniço ou não) a fazer parte do nosso grupo. Estamos à vossa espera.
* Professor responsável pelo Projecto Escolamiga (Projecto de Educação para a Saúde da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos do Caniço)
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CAMPEONATOS NACIONAIS DE DESPORTO ESCOLAR
Fernando Alves Professor de Educação Física
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iveram lugar nos passados dias 14, 15 e 16 de Maio na cidade de Castelo Branco, no pavilhão da Escola Secundária do Fundão, os Campeonatos Nacionais Gímnicos do Desporto Escolar. Em representação da Região Autónoma da Madeira, participaram os campeões e vice-campeões regionais nas modalidades de ginástica acrobática, aeróbica, rítmica e artística, apurados. À Escola Secundária de Francisco Franco coube a árdua tarefa de competir na disciplina de par misto júnior/sénior na acrobática e com um conjunto composto por onze elementos na aeróbica. A competição propriamente dita decorreu ao longo de todo o dia 15, à tarde, tendo os alunos da nossa escola alcançado na acrobática um honroso 1º lugar e na aeróbica um não menos importante 3º lugar. Tais classificações ficaram a dever-se ao empenho demonstrado durante a competição bem como ao trabalho desenvolvido ao longo de todo o ano lectivo, pelas professoras Carla Afonso e Carla Pestana.
DESPORTO É VIDA PARTICIPA NO DESPORTO ESCOLAR
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JÁ TENS CLUBE PARA ESTE ANO LECTIVO?
No arranque de mais um ano lectivo, são muitos os Clubes, enquanto actividades de complemento curricular, que a Escola Secundária de Francisco Franco oferece aos seus alunos. Responsáveis, em cada ano que passa, por grande parte do dinamismo escolar, são vários, uma vez mais, os Clubes e Núcleos à disposição dos alunos para 2004/2005. É só escolher!
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Novos ‘toques’ de entrada
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om a entrada em vigor dos blocos de 90 minutos para os alunos do 10º ano de escolaridade, surgem, a nível da organização escolar, pequenas alterações relacionadas com o horário de começo das aulas. Os novos ’toques’ de entrada acontecem apenas para os alunos do 10º ano, enquanto os de 11º e 12º anos mantêm as horas de entrada e de saída tradicionais. Para que, no entanto, não haja equívocos e, acima de tudo, impere a pontualidade, aqui ficam os novos (e os velhos) horários.
10º ano 08.15 – 09.45 10.00 – 11.30 12.00 – 13.30 13.15 – 14.45 15.00 – 16.30 17.00 – 18.30
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11º/12 anos 08.00 – 08.50 09.00 – 09.50 10.00 – 10.45 11.00 – 11.50 12.00 – 12.50 13.00 – 13.50 14.00 – 14.50 15.00 – 15.50 16.00 – 16.45 17.00 – 17.50 18.00 – 18.50
19.00 – 20.20 20.30 – 21.50 22.00 – 23.20
A pontualidade é uma arte, que tem menos a ver com a cortesia do que com a modéstia. Apenas grandes personalidades se podem dar ao luxo de pensar que os outros vão esperar por si.
Anita Brookner
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Exposição - Espaço Interior Nélio e Susana Cabral Professores do Agrupamento 2
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spaço Interior foi o título de uma exposição que os professores e alunos do 11º ano, turmas 9,10 e 11 do Agrupamento 2, organizaram no âmbito das disciplinas de Oficinas de Arte e Materiais e Técnicas de Expressão Plástica, entre 18 e 24 de Maio, na Galeria de Arte Francisco Franco. Sob a coordenação pedagógica dos professores Nélio e Susana Cabral e Paula Sousa, esta exposição teve como principal objectivo a valorização da vertente artística, cultural e lúdica dentro da comunidade escolar. No prospecto que divulgava a exposição, como nota introdutória, Susana Cabral afirmava que Espaço Interior é um "Espaço Íntimo, espaço coração das coisas, âmago, onde se vai buscar lá dentro a própria seiva vital, onde se pode fazer crescer as formas, as coisas, as flores". E continuava: "Da libertação deste espaço interior, nascem novos entendimentos, novas visões do mundo, brotam novos frutos", para concluir que ao "trabalhar a Arte, esta reabastecenos de Amor à Vida, à Humanidade e à Terra, liberta-nos a personalidade e aguça as percepções, de modo que na observação da Vida é a intenção
interior que nos move tão profundamente..." Deram corpo a esta exposição os alunos da turma 9: Carolina Fernandes, Cláudia Elena, Cláudia Ochôa, Cláudia Patrícia, Dinarte João, Elisa Freitas, Eulália Calaça, Fabiana Ornelas, Fabíola Cardoso, Filipe Andrade, José Alexandre, José Pedro Diniz,Cristina Martins, Marifátima França, Nuno Freitas, Susana Azevedo, Vanessa Andrade, Vanessa Cristina e Tânia Telo. Expuseram pela turma 10: Ana Luísa, Andreia Gonçalves, Carla Patrícia, Catarina Filipa, Catarina José, Cátia Liliana, Décia Pereira, Elton Camacho, Ernesto Pestana, Eduardo Pinto, Márcia Menezes, Patrícia Encarnação, Rita Rodrigues, Sara Andreia, Sara Catarina, Sara Micaela e Vanessa Faria. Finalmente a turma 11 teve trabalhos de: Adriana Henriques, Ana Cristina, Ana Luísa, Bernardete Andrade, Cátia Vares, Cláudia Pestana, Débora Martins, Dulcinda Silva, Estefânia Jorge, Helena Margarida, Pamela Sousa, Pedro Gomes, Rafaela Sousa, Rosa Andrade, Sónia Sousa, Vladimiro Gonçalves e Luís Miguel Fernandes.
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Após o 12º ano Como “(a) sentar” com prazer...
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omo ‘(a) sentar com prazer” foi o tema de uma conferência e de uma exposição dinamizadas pela professora Ana Paula Sousa com o objectivo de sensibilizar os alunos e Encarregados de Educação para os diversos cursos existentes a nível académico. A conferência em si decorreu no dia 1 de Junho, pelas 16 horas, na Sala de Sessões, e contou com a presença dos seguintes prelectores: João Costa e Silva, Director do Gabinete do Ensino Superior; Paulo David, Arquitecto; Nini, Designer de Interiores; Hugo Santos, Estilista e Ricardo Veloza, Escultor. Os trabalhos expostos, criados pelos alunos do 11º ano, turma 9 (2003/2004), no âmbito da disciplina Oficina de Artes e Materiais e Técnicas de Expressão Plástica, estiveram patentes à população escolar até ao dia 4 de Junho Além do já mencionado, houve também outros objectivos que nortearam a realização deste evento: divulgar as disciplinas de acesso e respectivas médias solicitadas; proporcionar a partilha de diferentes experiências profissionais, a troca de saberes e de projectos: Artes Plásticas, Design, Arquitectura e Moda; promover um debate clarificador de dúvidas, que torne possível a escolha do futuro com prazer, após o secundário, para os alunos de Artes. Um derradeiro objectivo desta acção foi mostrar uma variedade de objectos/instalação (cadeiras) criados pelos alunos do 11º 9 nas disciplinas de Oficinas de Artes e Materiais e Técnicas de Expressão Plástica. Com o apoio da Escola Secundária de Francisco Franco e Gabinete do Ensino Superior, esta iniciativa foi coordenada pedagogicamente pela docente Ana Paula Sousa, que contou com a colaboração dos alunos do 11º ano, turma 9.
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Breve comentário à Instalação Como (a)sentar com prazer...
ap s 12”ano
Gualter Rodrigues Artes Plásticas/Pintura
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sta pequena mostra inaugurada no dia 1 de Junho de 2004, orientada pela Prof. Ana Paula Sousa, que à primeira vista parecia desinteressante foi, no entanto, uma das exposições de maior cariz contemporâneo e de enorme pertinência na formação dos jovens dos dias de hoje por ter apresentado uma temática que vem preocupando a humanidade, desde o início da revolução industrial (e não só), com particular ênfase a partir da década de sessenta nos países então desenvolvidos, particularmente USA e Inglaterra. A mostra apresentava alguns objectos de uso quotidiano (cadeiras principalmente) construídos com o aproveitamento de desperdícios e desmontagens (Reutilização), construídos com algumas matérias primas artesanais tradicionais, matérias primas não industrializadas (REDUÇÃO), que adquiriam formas, por vezes simples, despojadas e minimalistas, por vezes extremamente decoradas e algo "pirosas" ao gosto kitsch pós-moderno, constituiu, a meu ver, uma exposição de alto nível pelas ilações que dela se podiam tirar, tanto mais numa escola que procura preparar futuros estudantes universitários competentes, altamente críticos e preparados para o entendimento da questão essencial da indústria dos nossos dias: REDUZIR - poupando energias e matérias primas, REUTILIZAR - usando materiais já mortos em funções anteriormente exercidas e RECICLAR transformando objectos mortos em novas matérias primas. Essa trilogia, para a qual muitas autarquias nos vêm sensibilizando, são a grande chave do futuro da sobrevivência humana enquanto modelo consumista, que não poupa as suas próprias fontes, nem as de terceiros de onde extrai as matérias primas. Muito pouco participada, esta exposição criou apenas o interesse de alguns encarregados de educação, dos alunos envolvido e poucos mais, e de muito poucos professores que infelizmente ainda não entenderam a importância das artes (numa escola de artes) na criação e produção do objecto industrial e, sobretudo, na formação da pessoa humana. Não admira! Os próprios artistas plásticos só entenderam (?) a verdadeira dimensão das artes no quotidiano das pessoas, após cerca de duzentos anos de revolução industrial quando finalmente, pondo de parte os seus preconceituosos conceitos artísticos, e perante a completa incompetência das indústrias na produção de bens estético-funcionais, resolveram descer do pedestal e colaborar com esta fazendo surgir o Designer de que a Deutsche Werkbund e a Bauhause foram pioneiros. Os objectos que eram então concebidos sob inspiração orgânico-naturalista passam a ter inspiração puramente conceptual. FOI DISSO QUE TRATOU A INSTALAÇÃO “(a)sentar ”! PARABÉNS! E não se julgue que isto é apenas uma brincadeira de escola! A tentar demonstrá-lo seguiu-se uma conferência em que foram intervenientes personalidades Madeirenses de sucesso e valor internacional reconhecido, ligados à problemática artística em diversas das suas componentes: O Escultor Ricardo Velosa, a Designer Nini, o Arquitecto Paulo David e o Estilista Hugo Santos. Madeirenses de sucesso, repito, que vivem e exercem a sua actividade na Madeira! Com trabalho feito e galardoados nacional e internacionalmente, para além do Dr. João Costa e Silva, Director do Gabinete de Acesso ao Ensino Superior.
Nini Designer
Paulo David Arquitecto
Ricardo Velosa Escultor
Hugo Santos Estilista
João Costa e Silva Dirct.Gab.Acs.Ens.Sup.
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MOMENTOS MURAL, MODA, MOSTRA DE ARTES & MAIS POESIA
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e 9 a 25 de Junho, esteve patente na Galeria de Arte Francisco Franco a Exposição Colectiva de Fotografia e Artes Plásticas intitulada Momentos. Exposição que apresentou parte do trabalho de projecto realizado por cada aluno de 12º Ano, durante o Ano Lectivo 2003/04, no âmbito das Disciplinas de Oficina de Artes e Materiais e Técnicas de Expressão Plástica, sob a orientação das professoras Teresa Jardim e Graça Berimbau. Nesta mostra participaram cinquenta e três alunos, do Curso Geral, Agrupamento 2 - Artes, da Escola Secundária Francisco Franco, com trabalhos realizados segundo diferentes procedimentos técnicos e tecnológicos. Foi uma mostra que pretendeu de forma sucinta, representar cada participante, procurando uma coerência de conjunto e de elucidação quanto a outras acções desenvolvidas. No primeiro andar da Galeria foi apresentado um núcleo significativo de fotografia a cor e a preto e branco, remetendo para o domínio do retrato, do auto-retrato, da fotografia exploradora da realidade envolvente e do corpo enquanto modelo e suporte de actuação plástica; a fotografia de apontamentos do quotidiano e a fotografia com preocupações documentais, nomeadamente as que registavam outras actividades promovidas e realizadas por grupos de alunos. Quer no rés-dochão, quer no segundo andar, houve lugar à instalação, ao desenho, à pintura (óleo, acrílico, pastel), técnicas-mistas, escultura e exercícios de aproximação ao design e à arquitectura.
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"C A S T I N G
PARA
MODELOS "
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14 de Maio aconteceu um "Casting para Modelos" (projecto de Moda, aberto à participação da comunidade escolar, com a organização de uma sessão fotográfica /reportagem e posterior criação de propostas de vestuário, de maquihlagem e de fotografia de moda) realizado na Galeria de Arte Francisco Franco
A T E L I Ê
I N F A N T I L
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2 de Junho aconteceu a iniciativa “ Artistas de Palmo e Meio - Ateliê de Expressão Plástica Infantil” como forma de comemorar o dia mundial da criança.
ONDE ESTÁ A POESIA
?
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e 2 a 30 de Junho surge por alguns recantos da Escola “Onde está a Poesia”: actividade de Incentivo à leitura, realizada no âmbito do projecto artístico das disciplinas de Arte e Materiais e Técnicas de Expressão Plástica.
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M U R Visto sermos jovens, com espírito de mudança e inovação, tudo o que não é útil ou está degradado causa-nos algum desagrado, logo, perante isto, as ideias começam a fermentar. Esta foi a base idealizada para o melhoramento do mural junto do qual todos passam a acham pouco estético. Na verdade, já foi muito valorizado e esteticamente agradável, noutros tempos. Agora não.
Em 1987, a Marca-Madeira organizou um festival de Arte Contemporânea na nossa escola que contou com a presença de vários artistas. Para além das galerias, alguns dos artistas participantes tiveram a oportunidade de deixar os seus registos na parede do pátio central da nossa escola, tendo estes sobrevivido até aos nossos dias. Embora degradados, não podemos esquecer que são marca de uma época de grande importância para a Escola Secundária de Francisco Franco. Sabemos também que não basta passar uma lixa e ignorar o que lá está.
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R A L É necessário tomarmos consciência da importância histórica que teve aquele mural e nesse sentido pretendemos organizar pelo menos uma conferência (com a presença do senhor Francisco Faria Paulino) com o propósito de dar a conhecer à comunidade escolar a origem do mural que actualmente perdura e o contexto em que se insere.
Perante isto, estamos mais à vontade para desenvolver um novo projecto para aquele espaço. As ideias fluíram através de um “Brain Stroming”, realizado a 23 de Março de 2004, e chegámos a dois temas nucleares: “Silhuetas e Quatro elementos quatro agrupamentos”. A escolha destes temas relaciona-se com o facto de vivermos numa comunidade escolar que nos ajuda diariamente e que nos forma continuamente para a vida. É de salientar também que é na escola que passamos a maior parte do nosso tempo, juntamente com outras pessoas diferentes de nós.
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Sensibilização para a Multimédia
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professor Nélio Cabral promoveu, no dia 9 de Junho, na Sala de sessões da escola, no âmbito das disciplinas de Oficina de Artes e Materiais e Técnicas de Expressão Plástica, uma acção de sensibilização multimédia para alunos. Alertar para a importância das novas tecnologias multimédia nas artes em geral e dar a conhecer algumas das suas possibilidades no tratamento de imagens foi o mote de fundo desta acção. Vídeos profissionais de moda; animação em fotografia digital de modelos de passerelle e de modelos fotográficos; desenho vectorial
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aplicado a trabalhos escolares; desenho para publicidade; demonstração de montagem fotográfica profissional; demonstração de pequenos trabalhos de animação em três dimensões, e animação musical foram algumas das potencialidades divulgadas que as novas tecnologias multimédia oferecem. Para a realização do evento, o professor dinamizador da actividade, Nélio Cabral, contou a gentil colaboração da empresa Infor Stúdio Multimédia, nas pessoas de Nélson Camacho e Marco Rodrigues, e do Órgão de Gestão da escola.
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Chegou à janela Luís Carlos Santos 10º 1
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hegou à janela. Ao aproximar-se, afastou a cortina de cor verde e encostou-se ao vidro. A princípio, não conseguia ver o que se passava lá fora, pois a sua respiração embaciava os vidros da janela de guilhotina. O parapeito da janela vira a sua tinta branca descascar ao longo dos anos e certas partes haviam criado caruncho. Ela descansou as mãos brancas e leves no parapeito e subiu a vidraça. Era incrível! Algo de surpreendente e maravilhoso, que ela só conhecia dos livros e de fotos de viagens passadas que amigos haviam feito, acontecera. O prado que rodeava a sua casa estava coberto por um grosso manto de neve fofa e macia que cobria os arbustos e a relva. O rebanho de ovelhas, vestido com grossos casacos de lã fofa, que no Verão seria tosquiada, agrupavam-se e aqueciam-se mutuamente, enquanto esperavam que o tapete de erva adjacente ao manto branco irrompesse de novo com o sol da manhã, para então se alimentarem. Os corvos negros que por ali
passavam e que antes eram invisíveis, estavam agora perfeitamente visíveis, pois a sua plumagem cor de carvão desenhava-os no fundo branco da paisagem. Imediatamente abaixo da janela, o canteiro com as últimas hortênsias da estação via-se agora vazio e triste, com musgo nas bermas, pois a geada fria e cortante havia dizimado as últimas sobreviventes de tempos mais quentes. Para além do prado, recortava-se uma floresta escura, de altos abetos que desenhavam padrões natalícios com as suas pontas brancas. De repente, um vento nortenho, frio e cortante varreu a zona e a neve dos pinheiros foi deitada abaixo de imediato, enquanto o vento cavalgava veloz, na direcção de Margarida. Atingiu-a como uma bofetada fria e ela enrolou-se no seu robe-de-chambre. Ao voltar-se para dentro do quarto para desviar a face do vento gelado, olhou o despertador. Eram 8:30h, estava atrasada!
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Um autêntico dia de Inverno Marta Caldeira 10º1 (2003/2004)
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ra um autêntico dia de Inverno. O céu, carregado de nuvens cinzentas, adivinhava a intensa tempestade que iria ocorrer nesse dia depressivo. O nevoeiro que se havia instalado era tão branco, que nem as casas vizinhas se conseguia avistar. O único sinal de vida provinha de uma casota, muito pequenina e antiga, que se encontrava mesmo debaixo do meu nariz. Situava-se a dois, no máximo três metros da minha casa e começava a degradar-se aos poucos e poucos. Nesse dia lembro-me de ver os tapassol a baterem ferozmente um contra o outro, visto a intensidade do vento ser tanta que quem permanecesse na rua, seria levado certamente. Era pintada de creme, encontrava-se cercada com arame farpado, que na minha opinião, roubava a vivacidade que esta sustentava. Ao lado da casota, encontrava-se um parque infantil, onde se ouvia o guinchar dos baloiços, que balançavam como se vida própria tivessem. Por fim, a chuva começou a cair, e com ela enormes bolas de neve. Depressa o chão se cobriu de neve tão ofuscante, tão luminosa, que até feria a vista. Era uma linda imagem, única penso eu, mas também muito deprimente, que me deixava completamente arrasada e sem vontade de fazer nada, nem mesmo de me vestir para ir trabalhar. Voltei para a cama, com o intuito de adormecer novamente, e tendo viva, na minha mente, a esperança de que ao acordar tudo o que vira não passasse de uma mera ilusão e que aquela verdade fosse substituída por outra mais alegre, por outra que me desse vontade de viver.
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SEMANA DA FILOSOFIA André Sousa Delegado do 10º GRUPO B
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e 17 a 21 de Maio de 2004 decorreu a "Semana da Filosofia" na Escola Secundária de Francisco Franco.. Para o efeito, o grupo do 10º B delineou um programa de actividades diversificado sendo de destacar a Exposição final de trabalhos concretizados ao longo de todo o ano lectivo no âmbito do respectivo grupo disciplinar. O grupo de Filosofia pretendeu fazer uma modesta homenagem ao grande filósofo e mestre da Antiguidade - Platão - denominando a sobredita exposição : " A Caverna ". Em dois compartimentos distintos, numa clara alusão à famosa " Alegoria da Caverna", foram expostos os trabalhos dos alunos de acordo com a temática desenvolvida. No interior da Caverna - o mundo da DOXA - figuraram trabalhos de teor sensitivo - perceptivo desde provérbios, rifões ... assim como um levantamento dos principais poblemas do mundo contemporâneo. Já no exterior da Caverna - o mundo da EPISTEME - um conjunto de expositores patenteava diversos trabalhos desenvolvidos com um certo rigor científico evidenciando, em contraposição ao " mundo das sombras", um outro modo de ver a realidade bem mais profundo e racional. A milenar Alegoria da Caverna, ainda hoje tem servido de inspiração nos mais diversos domínios, nomeadamente na literatura. Daí a razão de ser da conferência " A Caverna de Platão e de Saramago " protagonizada pela Drª Lígia Faria e Dr. Alcino Rodrigues. Ambos os
prelectores elucidaram a plateia, maioritariamente constituída pelo corpo discente da Escola Secundária Francisco Franco, dessas duas visões, filosófica e literária, tendo como referência Platão e o prémio Nobel da Literatura, José Saramago. Já no dia 18 de Maio, pelas 14:00 horas, um grupo de alunos do 11º ano de escolaridade, recorrendo a meios audiovisuais , desenvolveu uma reflexão em torno dos valores, tema privilegiado do 10º ano de escolaridade da disciplina de Filosofia. Nos restantes dias da Semana da Filosofia foram organizadas várias sessões cinematográficas versando uma temática criteriosamente seleccionada por forma a vincar os temas dos trabalhos expostos no Polivalente assim como temas consagrados nos conteúdos programáticos de Filosofia do 10º e 11º anos de escolaridade. A título meramente exemplificativo, foram exibidos : " Relatório Minoritário", " Favores em Cadeia", "Planeta Vermelho"... Refira-se a propósito que, no recinto da Exposição, alguns filmes temáticos podiam ser visualizados pela comunidade educativa , como complemento aos trabalhos expostos. A finalizar, será da máxima justiça tecer um louvor e agradecimento públicos a todos os intervenientes ( professores, alunos e funcionários ) que colaboraram directa ou indirectamente na organização da Semana da Filosofia e na momtagem da referida exposição. Um muito obrigado a todos.
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F R E U D . . . Agostinha Nóbrega Professora de Filosofia
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o âmbito da "Semana dos Clubes", o Clube de Filosofia desenvolveu o tema:" Freud: O descobridor do Mundo subterrâneo: O Inconsciente." onde, numa exposição apresentou a vida, obras e uma breve síntese do seu pensamento com o intuito de dar a conhecer o grande conquistador/explorador de um território (o Inconsciente) que veio revolucionar o modo de conceber o ser humano. Freud foi de facto o grande explorador da mente humana sobretudo a parte mais obscura/inconsciente, aliás, sendo ele formado em Medicina, especializado em Neurologia onde trabalha as perturbações psíquicas como a histeria e, em contacto com os grandes cérebros da época, chega à conclusão que esta nada tem a ver com lesões anatómico-fisiológicas mas é sim uma doença provocada pela retenção no Inconsciente de lembranças traumáticas. Este será o postulado fundamental da nova Ciência: a Psicanálise. Ou seja, há um Inconsciente dinâmico no qual são organizados os complexos recalcados devido à censura. Freud descobre como que um código que permite decifrar o sentido desse novo continente que é o Inconsciente possibilitando uma outra terapia com base única e exclusivamente na Palavra do paciente. A Psicanálise será, simultaneamente, um método de investigação, uma técnica terapêutica assim como um corpo teórico de conceitos e ideias do homem, da cultura, da civilização. Com efeito, é um Outro Rosto do
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Homem e um outro modo de conceber a Cultura que a Revolução freudiana trará. O Homem, já não é esse rosto claro e iluminado por uma Razão que seria deusa, mas um rosto que essa mesma razão escondeu/esqueceu, obscuro, caótico, onde o eu é dominado por forças que o ultrapassam, não mais domina mas é dominado, não é mais autor mas actor de um jogo de forças que o transcende. O eu dilacerado da Psicanálise vai influenciar profundamente as artes desde a literatura passando pelas artes plásticas, nomeadamente o surrealismo que aí se inspira.
Outubro 2004
A exposição foi complementada pela conferência proferida pela professora Agostinha Nóbrega subordinada ao tema:" Freud, hoje: Não exprima, reprima!". Foram apresentados os conceitos básicos da Psicanálise revelando o quão importante constituiu o pensamento freudiano para a compreensão da célebre questão: "Quem sou eu?", mostrou também algumas críticas dos diferentes teóricos (Psiquiatras, psicólogos e filósofos), nomeadamente questionam a ideia freudiana de levar o paciente a reviver/recordar e exprimir os seus traumas. Segundo estes, isso só levaria a um maior sofrimento do paciente, pois uma consciência mais lúcida e mais dramática da sua personalidade não lhe traria qualquer equilíbrio mental e muito menos felicidade. Assim sendo, seria melhor esquecer, reprimir, recalcar. Esta crítica recorda-nos aquela ideia de que a ignorância dá felicidade. Mas será
mesmo? Freud nunca subscreveria semelhante ideia. A psicanálise é, apesar de tudo, uma "aventura iluminista", "ousa saber", mesmo que esse saber traga algum sofrimento. "Conhece-te a ti mesmo", continua o fim da psicanálise. Com a certeza porém, que essa tarefa é interminável porque o inconsciente é inultrapassável, como se o se humano fosse portador de uma falha estrutural/um" buraco negro". Em síntese, o ser humano, assim como toda a civilização humana seria como uma espécie de puzzle onde falta sempre uma peça, e, é precisamente essa peça faltante que joga e nos joga num jogo sem termo definitivo. A felicidade e o equilíbrio perfeito do eu, a lucidez absoluta: eis a utopia humana... todavia continua a movê-lo, a inspirá-lo.
“As analogias não resolvem nada, é verdade, mas podem fazer-nos sentir mais à vontade.” Sigmund Freud
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POESIA Laura Sousa 12º 16 (2003/2004)
FLUTUAR SOBRE O CONHECIMENTO
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eira do Livro!
Que nome tão simples para algo tão complexo... É uma mistura de sonhos, visões, Movimentos, sensações; Pairam fadas e Cinderelas Aos olhos das crianças. Cientistas e filósofos Para os mais intelectuais. Aos que amam a poesia, O romance, A ficção, Há do melhor. São livros ondulantes Por entre as mãos dos curiosos Que os tocam, olham e saboreiam, Como um doce interminável na nossa boca, Um doce que mata a sede da sabedoria, Que nos faz flutuar sobre o conhecimento, Que fantasia! Por entre as barracas de madeira, Templos de ocasião, Passa todo o tipo de gente, Desde o prestigiado poeta Ao simples pagão, Que não resiste a olhar Para tal sublime montanha de sonho.... Homens atropelam-se, Crianças puxam a saia das suas mães, Rapazes contam o dinheiro do bolso, Para quê? Para conseguirem todos o tesouro Que os fará sonhar essa noite...
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O livro... Para mim que só observo É um arco-íris... Capas coloridas Tentando captar A atenção de quem passa, Imagens chamativas que suplicam Que alguém os agarre Para fazer jus ao seu autor. É uma efémera confusão. São só alguns dias Que a atenção está nos livros Porque depois, tristes e abandonados, Voltam às húmidas prateleiras Onde são esquecidos... Mas não... não é para isso Que existe a Feira, mas sim Para nos adoçar o sonho de ler, Voar por entre as histórias e Descobrir novos mundos. Passar cada folha, Como um pedaço de chocolate, Devagar, com calma, para nunca acabar... Assim é o mundo da leitura e do conhecimento, Algo misterioso e infinito, Por isso basta esperar Para ver o que o próximo ano nos reserva, Novos sonhos, novas histórias, Mais tesouros p'ra minha colecção.
Outubro 2004
S ERVIÇO DE A TENDIMENTO AO J OVEM
João Macedo e Ana FÆtima Pita Enfermeiros do SAJ
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a adolescência, a par das alterações
começa a reduzir em detrimento do aumento
que ocorrem a nível corporal e
da convivência com os amigos, no entanto, a
psicológico, intensificam-se os contactos
família continua a ser o primeiro e principal
sociais com os amigos do grupo de pertença.
grupo disponível para apoiar o jovem em todas
Este grupo é muito importante para o
as etapas da sua vida.
Adolescente, uma vez que nele, o jovem
Por vezes, os conflitos existentes entre
desenvolve sentimentos de pertença, auto-
filhos e pais devem-se ao facto de o
estima,
o
adolescente sentir que os seus pais continuam
desenvolvimento da identidade e aquisição de
a tratá-lo como uma criança; esta situação é
regras, entre outros. Para além disso, os
normal pois estes têm dificuldade em se
colegas são muito importantes para o jovem
adaptar às rápidas mudanças. Portanto, os
porque são pessoas com experiências de vida
pais precisarão de tempo para permitir que se
muito semelhantes, têm muitas vezes as
adaptem a todas as transformações que o seu
mesmas preocupações, as mesmas ideias, os
filho ou filha está a passar.
para
além
de
promover
mesmos valores, objectivos de vida e, para
Para concluir, é fulcral que no ambiente
além disso, e mais importante, estão
familiar o adolescente possa exprimir os seus
disponíveis para conversar e ouvir sobre as
sentimentos e dialogar abertamente acerca
coisas que os preocupam, daí ser comum,
das coisas que o preocupam. Todavia, é de
nesta idade passar muito tempo ao telefone ou
realçar que tanto os pais como os filhos devem
a enviar mensagens.
estar receptivos a esta situação. Assim,
O convívio com a família na adolescência
desfrutarão de um ambiente familiar saudável.
LINHA SOS ADOLESCENTE (gratuita) N.º 800204125, disponível nos dias úteis, das 8 às 20 horas A Leiasff é a revista da tua escola e, por isso, a tua revista. Opinião, poesia, reportagem, entrevista, desenho, caricatura, pintura, fotografia, são algumas, entre tantas outras áreas, em que podes participar. Podes enviar os teus trabalhos para: leiasff@mail.pt ; entregá-los pessoalmente a qualquer membro da equipa coordenadora da revista; deixá- los na recepção da escola ao cuidado dos responsáveis pela revista ou pedir ao teu professor de Português que os faça chegar até nós.
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C I N E M A
LOIRAS Á FORÇA Título original: A.I. - Artificial Intelligence Realizador: Keenen Ivory Wayans Actores: Marlon Wayans, Shawn Wayans, Rochelle Aytes, Jennifer Carpenter, Jessica Cauffie Ano:2004 Duração: 1 h 37 min Género: Comédia País de Origem: EUA
Apesar de todos os seus esforços, os agentes Marcus e Kevin Copeland (Marlon e Shawn Wayans) conseguiram descer ao patamar mais baixo do FBI. A sua última missão foi um fiasco e os empregos estão por um fio. Quando se descobre um plano para raptar as irmãs Brittany e Tiffany Wilson - loiras e herdeiras da alta sociedade -, cabe aos agentes Marcus e Kevin encarregarem-se do caso, assumindo as identidades das excêntricas irmãs. Mas será possível a dois homens negros passarem convenientemente por duas mulheres muito, muito brancas?
O DIÁRIO DA NOSSA PAIXÃO Título original: Notebook Realizador: Nick Cassavetes Actores: Ryan Gosling, Rachel McAdams, James Garner, Gena Rowlands Ano:2004 Género: Drama, Romance País de Origem: EUA
Baseado no romance best-seller de Nicholas Sparks, O Diário da Nossa Paixão é uma história sobre oportunidades perdidas, amadurecimento e a força de um amor eterno. Todas as manhãs ele lê para ela, de um caderno desbotado pelo tempo, uma história de amor que ela não recorda nem compreende. Um ritual que se repete diariamente no lar de idosos onde ambos vivem agora. Pouco a pouco, ela deixa-se envolver pela magia da presença dele, do que ele lhe lê, pela ternura dele… E o milagre acontece. A paixão renasce, transpõe o abismo do tempo, o abismo da memória, e por instantes ela volta para ele…
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Outubro 2004
I V E T E
S A N G A L O
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Brasileira Ivete Sangalo canta no pr ximo dia 29 aqui na regiªo no mbito do programa Madeira Regiªo Europeia 2004. A fim de conhecermos um pouco mais esta cantora, aqui fica um breve percurso biogrÆfico desta artista, retirado do seu stio na Internet, (ww.ivetesangalo.com.br/) naturalmente escrito em PortuguŒs do Brasil. “Ivete Sangalo nasceu em Juazeiro, interior da Bahia, numa família de músicos. Começou a cantar ainda criança e, no colégio, aproveitava os intervalos para tocar violão. Nos saraus familiares, encarregava-se da percussão. Veio morar em Salvador aos 17 anos, tendo trabalhado como modelo, mas não resistiu à paixão pela música que sempre foi seu sonho. Começou, como a maioria, tocando em barzinhos e, em seguida, realizou alguns shows em cidades do interior da Bahia, chegando a apresentar-se em Pernambuco. Na cidade natal, recebeu convite para abrir o show de Geraldo Azevedo, no teatro do centro de cultura João Gilberto. De volta à capital baiana, foi convidada a participar de uma micareta na cidade de Morro do Chapéu. Lá conheceu o produtor Jonga Cunha, fundador do Bloco Eva. Estava iniciado o reinado de Ivete na Banda Eva, com a qual lançou seis álbuns, vendendo mais de quatro milhões de cópias.Atualmente Ivete Sangalo com a carreira solo atinge a marca de 6.500.000 discos vendidos ate agora. Antes, em 1992, a artista ganhou o troféu Dorival Caymmi de melhor intérprete. A carreira solo começou oficialmente ao final da quarta-feira de cinzas de 1999, último carnaval dela com a Banda Eva. Entre abril, maio e junho daquele ano, ela gravou as 14 faixas do CD solo de estreia, “Ivete Sangalo”. Em seguida, lançou “Beat Beleza”, começando a turnê nacional por Salvador - ela sempre começa pela capital baiana como faz questão de frisar - no mesmo parque de exposições, onde no final de 2001 lançou o terceiro cd solo, “Festa”. Em agosto de 2003 lançou o quarto CD solo, “Clube Carnavalesco, Inocentes em Progresso”. Em março de 2004 lançou o cd MTV ao Vivo Ivete Sangalo.”
Dá-nos Música... A Leia S.F.F. espera a tua colaboração musical ao longo deste ano lectivo. Neste espaço, que também é teu, podes e deves divulgar os teus artistas preferidos, as músicas da tua eleição, alguma banda de que faças parte... No fundo o que queremos é que nos dês música!...
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Passatempos Resolve as palavras cruzadas com os adjectivos correspondentes aos substantivos abaixo indicados. 1. Ambição 2. Angústia 3. Beleza 4. Coragem 5. Crença 6. Crueldade 7. Desespero 8. Ferocidade 9. Gratidão 10. Lealdade 11. Maldade 12. Perspicácia 13. Poder 14. Preocupação 15. Respeito 16. Riqueza 17. Robustez 18. Ternura 19. Tristeza 20. Valentia 21. Violência
Tanta ciência, tanta sabedoria... Procura emparelhar cada ciência com o respectivo objecto de estudo. 1. astrologia 2. ecologia 3. morfologia 4. enologia 5. hagiologia 6. fisiologia 7. arqueologia 8. etimologia 9. gnosiologia 10. bromatologia 11. etnologia 12. fitopatologia 13. litologia 14. hidrologia 15. mitologia 16. ictologia 17. gerontologia 18. filologia 19. espeleologia 20. pedologia 21. entomologia 22. genealogia 23. teologia 24. cosmologia 25. herpetologia
fenómenos que afectam as pessoas idosas exploração de grutas e cavernas divindades e heróis do paganismo leis gerais que regem o universo insectos vida dos santos língua e literatura nela expressa águas e suas propriedades doenças das plantas peixes origem das palavras religião, coisas divinas formação e transformação das palavras solos e suas características preparação e conservação do vinho caracteres psíquicos e culturais dos povos répteis monumentos e vestígios de civilizações antigas alimentos relações dos seres vivos com o seu ambiente natural génese e propriedade das rochas possibilidades e valor do conhecimento humano predição dos acontecimentos por meio dos astros funções orgânicas dos seres vivos pesquisa da origem e filiação das famílias In PortuguŒs
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L ngua Viva
Outubro 2004
Anedotas / Humor Um sujeito vai visitar um amigo deputado e aproveita para lhe pedir um emprego para o filho, que tinha acabado de completar o 12º ano. - Eu tenho uma vaga para assessor, só que o salário não é muito bom... - Quanto é, doutor? - Pouco mais de mil contos! - Mil contos? Mas é muito dinheiro para o rapaz! Ele não vai saber o que fazer com esse dinheiro todo, doutor! Não tem uma vagazinha mais modesta? - Só se for para trabalhar na Assembleia. Meio tempo. E eles estão a pagar quinhentos contos! - Ainda é muito, doutor! Isso vai acabar por habituar mal o rapaz! O senhor não tem para aí um emprego que pague aí uns cem ou até cento e vinte contos? - Ter, até tenho. Mas aí é só por concurso e para quem tem um curso superior em Engenharia, Administração, Medicina, Economia, Direito ou Contabilidade, etc. E ainda tem que ter bons conhecimentos em Informática, além de ter que falar e escrever Inglês, Francês e Espanhol fluentemente!
Um homem estava encostado num muro de uma escola, vendo as crianças a sair.Chegou uma mulher perto dele e perguntou: -Está à espera de alguma criança? -Não, sou barrigudo há muito tempo.
- Pedrinho , de cada vez que te portas mal fazes-me crescer um cabelo branco! - Ó mãe,deves ter sido terrível! Olha para os cabelos da avó! A professora de Português pergunta ao Zezinho: - Ora diga-me lá se calças é uma palavra singular ou plural. - É singular em cima e plural em baixo...
O universitário escreve para casa ao irmão: "Chumbei o ano. Tirei negativa a todas as cadeiras. Tive zero a Matemática. Na Queima conheci uma miúda. Está grávida. Prepara o pai." Resposta do irmão: "Pai preparado. Prepara-te tu".
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