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Leitura Estratégica 11

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11 DEZ 2021

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EDITORIAL

NOVO CICLO DA LEITURA ESTRATÉGICA LEANDRO RESENDE CEO e Diretor de Redação

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ecordo-me claramente de dizer a quem sondava o futuro da Leitura Estratégica: “Após a edição 10, respondo essa pergunta.” E qual era a pergunta? Na verdade, eram perguntas, sobre qual o modelo de negócio adotaria a Leitura Estratégica, se continuaria sem aceitar recursos públicos, se o nosso projeto caberia um sócio ou se iríamos forte para digital. Apostei que dez edições seriam um ensaio. Foi um bom ensaio – na área de startups chama de MVP, que é a sigla em inglês para Minimum Viable Product (ou Produto Mínimo Viável). Partimos agora para um novo ciclo, o de mercado, que deve durar desta edição (11ª) à 20ª. Agora a meta é avançar em nosso território, ampliar frequência de publicações, o que inclui o digital, transformando-se em multiplataforma, ou seja, ser menos um produto artesanal de conteúdo de negócios, com intervalos longos de lançamento, para um modelo mais industrial, o que exige mudanças maiores no produto. Mantém o mesmo espírito: missão de ser essencial aos tomadores de decisão, com foco em entrevistas e análises relevantes sobre dados, negócios, projetos e regulamentações. A 11ª revista Leitura Estratégia, que você tem em tela (e não em mãos – a impressa perdeu força na pandemia e optamos por investir forças na plataforma digital) já traz uma boa carga de mudança do novo ciclo. Novo projeto gráfico, que evolui a primeira fase – concluída com sucesso, e traz mais uma proximidade com projetos que foram ganhando força no mercado editorial nacional e internacional. No ciclo que abre, ganha em convergên-

cia e interatividade com outras mídias, como podcast, vídeos e webséries, que cada vez mais farão parte do nosso conteúdo. O site migrou do modelo mais institucional para o jornalístico, com layout mais amplo. O anterior atendia bem ao formato revista de intervalos longos. Mas era fixo. Não justificava tê-lo na playlist de informações diárias dos executivos. Agora, não pode faltar. Vamos nos posicionar como leitura de estratégia. Para o novo modelo, teremos a aposta na publicação diária de notícias exclusivas sobre negócios em todo Centro-Oeste mais Tocantins. Aguarde e confira a partir da primeira semana de janeiro a nova dinâmica diária. É uma virada. Então, não será mais o site da revista. Será o site da Leitura Estratégica com uma revista, nosso produto premium e com intervalos bem menores (meta de ser, em 2022, bimensal), mas focado na dinâmica diária do jornalismo setorial: carreira e negócios. Sua empresa é a nossa notícia. Seu pensamento, nossa pauta. Vai navegar, a partir de agora, em milhares de diretorias de empresas de cinco unidades da Federação. Somos pioneiros: O STG News, portal que tem o site da revista e mais uma rede de oito sites em cidades estratégicas da região, é único neste segmento do jornalismo empresarial. É o começo. Quanto às antigas perguntas: ainda sem resposta para entrada de sócios, não é prioridade a não ser que seja para um grande salto para nosso leitor; sobre recursos públicos, a resposta é a mesma, ‘não aceitamos de maneira alguma’; e, quanto ao modelo de negócios, mudanças já serão perceptíveis a partir de agora. Obrigado. 9


EDIÇÃO

SUMÁRIO 11 DEZ 2021

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INFLAÇÃO CORRÓI RENDA DE BAIXO PARA CIMA. POBRES PAGAM A CONTA PRIMEIRO ipea aponta que mais pobres sentem até 10 vezes mais a inflação que as famílias mais ricas, que continuam consumindo forte, ignorando os preços altos

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EXPEDIENTE 14 | SUPPORT AUTOMAÇÃO A expansão do setor industrial em Goiás tem como suporte o fortalecimento da automação 26 | ENTREVISTA Ricardo Teodoro revela a estratégia de expansão do Sicoob Lojicred para 2022 40 | LUTO EMPRESARIAL Em tempos de pandemia e perdas, luto e saúde emocional afetam o mundo dos negócios 42 | SELL AGRO O uso de adjuvantes é a solução para otimizar a dose de defensivos agrícolas no plantio da safra 44 | FUJIOKA Grupo lança atacarejo inédito no País e oferta mais de 3 mil produtos tecnológicos ao consumidor 46 | BELCAR Concessionária chega a 28 anos com sete lojas e quatro marcas e se destaca regionalmente 50 | UNICENTRO BR Sicoob UniCentro Br inaugura agência voltada para o agro e deve dobrar de tamanho no próximo ano 53 | BRASIL-CHINA-GOIÁS Câmaras de Comércio e de Arbitragem Brasil-China assinam acordo com Romanhol Associados 56 | G500 Grupo goiano de saúde privada, recém-formado, pode ganhar em 2022 o sexto membro 62 | PLANALTO INDÚSTRIA Empresa goiana cresce 67% e já supera o ritmo pré-covid. Expande liderança nacional

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+ MATÉRIAS 12 | AGREGO 14 | HUMOR 18 | JORNALISMO 59 | EMPRESAS DO NORDESTE 65 I WAM BRASIL 74 I AGREGA 77 I ESG 80 I GENNESYS 83 | MEMÓRIA

CEO E DIRETOR DE REDAÇÃO Leandro Resende TEXTOS e REVISÃO Ana Manuela Arantes Iara Nunes Izabella Pavetits Gustavo Paiva Leandro Resende Thaylline Rodrigues

PROJETO GRÁFICO Wendel dos Reis ILUSTRAÇÃO Antônio Carlos Schonarth

+ COLUNAS 19 67 84 86 88 90 91 92 93 94 95

| Diretoria | Especialistas | Veículos | Executivos | BSB.Negócios | Negócios.Entorno | Negócios.MT | Negócios.MS | Negócios.TO | Negócios.Rio Verde | Negócios.Anápolis

FOTOS E TRATAMENTO Jota Eurípedes Joãozimar Oliveira DIGITAL Equipe STG News APOIO OPERACIONAL Lorena Resende SITES stgnews.com.br goianiaempresas.com.br rioverdeempresas.com.br anapolisempresas.com.br brasiliaempresas.com.br entornoempresas.com.br palmasempresas.com.br rondonopolisempresas.com.br campograndeempresas.com.br CONTATOS Redação - (62) 99111-7715 goiania@stgnews.com.br

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+ OPINIÕES 96 | PEDRO BITTAR 97 | RUBENS FILETI 98 | JOSÉ M. SCHREINER 99 | LUIZ A. DE SIQUEIRA 100 | REGINALDO GARCIA 101 | LUÍS ALBERTO PEREIRA 102 | GETÚLIO FARIA

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A Leitura Estratégica é uma publicação da Leandro Resende Publisher, marca da Contemporânea, parte do portfólio da rede STG News. O conteúdo dos artigos e colunas são de responsabilidade dos autores.

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AGREGO

PLANO DIRETOR DA INDÚSTRIA GOIANA SETOR PRODUTIVO INTEGRA PROGRAMA AGREGO, VOLTADO PARA O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL EM GOIÁS PARA UMA DÉCADA

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ançado no início de julho pelo governador Ronaldo Caiado, o programa AgreGO tem recebido ampla participação do setor produtivo goiano. Dezenas de indústrias já aderiram e participam da fase de estudos. O plano de ações que visa promover o desenvolvimento industrial da próxima década, em Goiás, foi idealizado pela Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado (ADIAL), com apoio do Fórum das Entidades Empresariais e do Governo do Estado, mas foi repassado para condução do governo estadual. Ao descrever a iniciativa, o governador aponta que planejamento é fundamental. “Não acredito em improvisação. Algo para dar certo tem de ser muito bem estudado. Governo pode muito, mas não pode tudo, tem de ter parceiros, pessoas experientes, com vivência”, pontua o governador. Para o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, a parceria entre o setor produtivo e o Executivo goiano visa aumentar a atração de novos negócios para o Estado, com amparo em estudos científicos que avaliem as demandas, gargalos e projeções futuras de crescimento de importantes segmentos da economia goiana. O projeto se encontra na fase de mapeamento de cenários prospectivos e os trabalhos estão sendo executados pela Magno Consultores. “Somos procurados por empresas que querem contribuir com o levantamento de dados e oferecerem a sua participação ao estudo. Percebemos, com isso, o quanto o setor necessita participar do processo de implementação de melhorias”, explica CEO da Magno Consultores, Roberto Lima, que destacou a participação do setor empresarial. Uma equipe de cinco consultores se dedica ao levantamento de dados junto às empresas representantes dos principais setores industriais do Estado e também junto a diferentes 12

secretarias governamentais. O objetivo é formular, com bases fundamentadas, propostas de avanço ao setor produtivo, que poderão ser incorporadas às políticas públicas adotadas pelos próximos dez anos. Para o presidente do Conselho de Administração da ADIAL, José Garrote, os avanços no segmento só serão alcançados quando coordenados junto ao governo goiano. “Vimos que seria de fundamental importância levantar, com fundamentação técnica, os riscos e gargalos que impedem o desenvolvimento dos segmentos contemplados e, a partir disso, criar de maneira articulada entre o setor público e privado, medidas e políticas que estimulem a agregação de valores, empregos, renda e oportunidades nas cadeias produtivas”, define. O estudo tem como escopo os segmentos mais representativos do setor produtivo goiano. Para isso, foi feita a divisão para abordagem das seguintes áreas: avícola, bovina, suína, lácteos, fármacos, soja, milho seco, dentre outros. “Com esse recorte conseguimos mapear demandas, gargalos e projeções futuras de expansão que são perfeitamente aplicáveis aos demais setores industriais”, explica Roberto Lima. O AgreGo conta com o apoio do Fórum Empresarial, com Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg); Federação do Comércio (Fecomércio-Go); Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias (Facieg); Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL); Associação Pró-Desenvolvimento Industrial (ADIAL); e Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg), além do apoio do Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária em Goiás (Fundepec) e do Sistema da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).

AVANÇOS Para o presidente do Conselho Administrativo da ADIAL, Zé Garrote, Goiás aposta na integração dos setores para novo ciclo industrial do Estado


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HUMOR

SR. SCHONARTH

DIÁLOGO Envie sua opinião, críticas e sugestões para a publicação. Ver canais ao lado. Informe ainda seu nome, cidade onde mora, cargo e empresa. Por motivos de clareza ou espaço, os textos poderão ser publicados resumidamente. Para contatos comerciais, use também o WhatsApp (62 99111-7715).

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FALE COM A LEITURA ESTRATÉGICA @leituraestrategica RUA 14, 50, SETOR OESTE, GOIÂNIA-GO CEP - 74.000-00 redação@leituraestrategica.com.br

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NEGÓCIOS

A FORÇA DA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL EXPANSÃO CONTÍNUA E INVESTIMENTOS EM AUTOMAÇÃO EXPLICAM O CRESCIMENTO INDUSTRIAL GOIANO NAS ÚLTIMAS DÉCADAS

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oiás é um dos Estados emergentes que mais expandiu a indústria nas últimas décadas no Brasil. De 2003 a 2020, o Estado acumulou uma expansão de 51,2%, ficando atrás apenas do Pará, que puxado pela Vale, cresceu 88,7%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Mapa Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Goiás tem o sétimo maior parque industrial do País, com mais de 15 mil indústrias. O diferencial de Goiás é sua diversificação e distribuição territorial – não tem uma dependência ou concentração em apenas um segmento ou região. A expansão continuada e os grandes investimentos sempre levam à busca por novos processos e linhas de produção que ofereçam ganho de produtividade, segurança, desempenho e maior competitividade do produto final. O engenheiro Gabriel Franco, diretor da Support Automação Industrial, aponta que a procura por soluções integradas com automação é uma realidade sem volta em Goiás. “Já estamos em uma fase avançada de amadurecimento, pois o empresário e executivo já experimentaram alguns processos e buscam evolução e novas tecnologias. Os polos industriais de Anápolis, Rio Verde, Itumbiara, Goianésia e Catalão são regiões onde as indústrias já possuem um nível de automação muito elevado, estão mais presentes, apesar de ser uma realidade de todo Estado." Para Gabriel, a busca dessas indústrias é por automação de processos baseados em conceitos da indústria 4.0, que englobam soluções de inteligência artificial, cybersegurança e até realidade aumentada, ou seja, tecnologia de ponta. “Muitas indústrias goianas estão investindo na digitalização de seus processos, na qual os 16

Gabriel Franco, da Support Automação Industrial, aponta que empresários querem ferramentas ágeis para tomar decisões estratégicas

dados são utilizados de uma maneira mais eficiente, rápida e segura, trazendo as análises de dados como objetivo para uma correta tomada de decisão”, destaca. A Support, explica ele, é distribuidora pioneira na região, com 25 anos de mercado, e atua com marcas globais líderes em automação industrial. "Além de oferecer uma gama extensa de produtos fabricados em sua sede em Aparecida de Goiânia, como painéis elétricos e os chamados CCMs (centro de controle de motores), com um time de engenheiros especialistas para suporte na pré-venda para especificação de projeto, conversão de itens obsoletos em retrofits (processo de modernização de equipamento já considerado ultrapassado ou fora da norma) e expansões industriais." “A busca por tecnologia de ponta e parcerias que garantam o funcionamento dos processos e soluções em automação são fundamentais para que as indústrias goianas cresçam mais rápido que a média nacional”, aponta o diretor da Support.


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JORNALISMO

COMUNICAÇÃO REGIONAL EM PAUTA LEITURA ESTRATÉGICA REFORÇA VALORIZAÇÃO DO CONTEÚDO REGIONAL E INICIA PRODUÇÃO DIÁRIA COM FOCO NAS EMPRESAS E EXECUTIVOS. SISTEMA DE ASSINATURAS DEVE ESTREAR ATÉ ABRIL

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roposta jornalística mantida e modelo de cobertura mais dinâmico. É com essa pegada que o publisher e editor-chefe da Leitura Estratégica, Leandro Resende, apresenta o novo site. "Não é simplesmente uma troca de site, é uma evolução do nosso modelo de cobertura. Vamos manter os princípios que nosso leitor já compreendeu e adicionar ao projeto uma redação fixa, com matérias autorais, novos colunistas e frequência diária. A Leitura avança agora também no conceito, de um produto impresso para, de fato, digital", comentou. A proposta do novo modelo, explica, é de implantação gradativa. Em dezembro, o foco é a edição 11. "Para janeiro, inauguramos a redação fixa, com produção de conteúdo autoral e estreia de vários novos colunistas. Teremos ma-

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Novo site da Leitura Estratégica tem perfil mais factual e abertura para assinatura. Veículo terá redação fixa e matérias próprias diárias

térias com empresas e executivos regionais. "A meta são 10 matérias semanais, mais de 500 exclusivas por ano", ressalta, apontando ainda que está previsto para até abril a inserção do modelo de assinatura, já preparado no atual site. "Não adianta apressar e fazer tudo de uma vez. Não é nosso estilo, somos mais orgânicos. Muitas novidades podem atropelar o sentimento de 'rede' que temos com nosso leitor, ou seja, gostamos de implantar e ir adaptando o conceito à experiência do usuário. Então, primeiro a revista, com novo projeto gráfico e focar na sua divulgação e nos resultados. Em seguida a redação fixa, que, considerando nosso território de cinco unidades da Federação (Estados do Centro-Oeste mais Tocantins) e a complexidade do tema, vai exigir um ciclo de ajustes, e, por fim, a implantação da assinatura, que, além de tudo, entra no conceito de e-commerce, dos contratos à LGPD, são modelos que estão prontos, assim como a adaptação do site, mas é preferível que tenhamos tempo para trabalhar sua estratégia com foco prioritário", destacou Leandro. Com relação aos princípios, estão mantidos. "A Leitura Estratégica faz parte da rede STG News, que além da revista, tem oito sites regionais em nosso território. O foco empresarial é o mesmo, por isso, vamos continuar a não faturar, de maneira alguma, qualquer órgão, empresa ou nota fiscal que tenha envolvimento com setor público. Nosso jornalismo é empresarial e não tem qualquer risco de desenvolver dependência com agentes públicos."


DIRETORIA DIRETORIA

LEANDRO RESENDE E REDAÇÃO

MINAÇU E A EXPLORAÇÃO DO AMIANTO CRISOTILA

STJ SUSPENDE DECISÃO DA JUSTIÇA E SAMA VOLTA A PRODUZIR AMIANTO EM MINAÇU O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que paralisou as atividades minerárias de extração do amianto crisotila pela SAMA, em setembro. Após a suspensão, a empresa, que atua no município de Minaçu, em Goiás, voltou a explorar o minério. O Ministério Público Federal ingressou com ação civil pública requerendo a paralisação da mineração, a qual foi deferida, em 1º grau, pela Justiça Federal. Contudo, o município de Minaçu interpôs apelação no STJ alegando que "a atividade de mineração é extremamente relevante, por ser sua principal fonte de receitas e geração de empregos". Além disso, o município de Minaçu argumentou que não foi constatada nenhuma ocorrência de pessoas doentes em decorrência da exploração minerária de amianto crisotila, tendo o laboratório francês Eurofins reportado, em um estudo independente, que o ar respirável na cidade não possui nenhuma diferença com o de outros locais do País.

PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES O relator da decisão, ministro Humberto Martins, presidente do STJ, entendeu que no caso está caracterizada a lesão à ordem pública, considerando que o Judiciário desconsiderou a presunção de legitimidade do ato administrativo, interferindo e substituindo o Executivo ao intervir na execução da política pública minerária. "Destaque-se que, segundo o princípio da separação dos Poderes, não pode haver interferência indevida do Judiciário na competência do Executivo, sem a caracterização de flagrante ilegalidade ou desvio de finalidade, que poderia justificar uma tomada de decisão substitutiva. Deve-se assegurar o Estado Democrático de Direito", afirmou Humberto Martins. Dessa forma, o magistrado julgou que não houve prática de ação administrativa ilegal por parte do município de Minaçu que pudesse justificar uma intervenção corretiva do Judiciário. "Ao interferir na legítima discricionariedade da administração pública, o Poder Judiciário acaba por substituir o legítimo processo de construção especializada da política pública escolhida por aqueles que foram eleitos pelo povo justamente para fazer esse tipo de escolha."

Minaçu nasceu por causa da mina, tanto que seu nome significa “Mina Grande”, em Tupi Guarani. A cidade possui um dos maiores depósitos naturais de amianto do mundo, tornando a empresa SAMA, única exploradora do minério na região, a 3ª maior produtora do amianto crisotila, responsável por 20% de toda a fibra produzida no mercado. Atualmente, a mineradora emprega diretamente 370 funcionários e outros 60 trabalhadores terceirizados. Segundo o prefeito da cidade, Carlos Alberto Leréia (PSDB), a SAMA é responsável por 30% da economia de Minaçu. Após a proibição da exploração e da produção de amianto crisotila pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2017, por indícios de que o minério pode causar sérios problemas à saúde, a SAMA suspendeu suas atividades por 5 meses. A produção de amianto só foi retomada após o sancionamento da Lei Estadual nº 20.514, em julho de 2019, que autorizou a empresa a continuar suas atividades no Estado de Goiás com fins exclusivos para exportação. "A cidade desvalorizou. Tivemos desemprego, perdemos habitantes, impactou a economia e a sociedade como um todo", disse Leréia, que na época se preparava para disputar o cargo de prefeito da cidade. O procurador geral do município, Márcio André Luiz Ferreira, disse que essa vitória no STJ foi apenas uma parte da batalha, mas que a guerra ainda está longe do fim. “Nesse momento de pandemia e crise social, uma abrupta perda de empregos e de arrecadação certamente nos levaria a um estado de calamidade”, explicou. Márcio se mantém otimista, ainda que o embate continue nos tribunais, e acredita que dias melhores virão para a empresa e para a cidade. “O município continuará defendendo os interesses locais, pois a defesa da SAMA é essencial para a nossa existência aqui no norte do Estado”. (Gustavo Paiva) 19


DIRETORIA

GUERRA DAS FERROVIAS As duas gigantes do setor ferroviário brasileiro, VLI Multimodal e Rumo Logística, estão em campo com grandes pacotes de investimentos e, em alguns casos, saindo faíscas quando os batentes das mesmas se cruzam. Com R$ 15 bilhões no bolso, a VLI, controlada pela Vale, vai priorizar o chamado Arco Norte, entrando em novos mercados de cargas, como Mato Grosso, e expandindo no Maranhão – terreno fértil da Rumo. No total, deve construir mais 1 mil quilômetros, sendo a metade no Mato Grosso, entre Água Boa e Lucas do Rio Verde.

CONTRAGOLPE A Rumo respondeu e protocolou pedido no trecho Água Boa-Lucas do Rio Verde. No local pretende chegar com a ampliação da Ferronorte, a partir de Rondonópolis. A empresa é a base de uma gigante plataforma multimodal no Estado, que está interligada a Goiás – com terminais em Rio Verde e São Simão, além da Ferrovia Norte-Sul, que liga São Paulo ao Maranhão. A VLI é muito forte no Pará e Minas Gerais (foco da sua controladora) – que usa trecho na Norte-Sul no Maranhão. 20

BATIDA DE FRENTE O trecho de Lucas do Rio Verde e o de Chaveslândia (MG), na divisa com Goiás, a Uberlândia, com 276 km, colidiram de frente com a concorrente, Rumo, do Grupo Cosan. A VLI aponta vem analisando investimentos voltados ao Arco Norte e entrada em Goiás desde 2018. Após perder a Norte-Sul para Rumo, estes projetos colocariam de novo a VLI forte no CentroOeste – dominado pela concorrente.

GRÃOS No centro da disputa, o mercado de cargas de grãos de Goiás, Mato Grosso e Maranhão. A Rumo já tem a Norte-Sul, que rasga todo território. Os ramais internos nos Estados serão decisivos. A VLI tem sua estrutura do Pará a Itaqui montada. Se conseguir se estruturar nestes trechos vai lutar, por safra, por 6 milhões de toneladas no Maranhão (trecho Balsas-Porto Franco), por 30 milhões de toneladas no Mato Grosso (trecho Água Boa a Lucas) e por 15 milhões de toneladas em Goiás (trecho das mineiras Chaveslândia e Uberlândia), usando os trilhos da FCA, outra empresa que opera no setor, para levar as cargas ao Sudeste.


DIRETORIA Cristiano Borges

SETOR DE EVENTOS: do break à retomada As empresas de eventos estão entre as mais afetadas pela pandemia. Por grande parte de 2020 e 2021, a maioria dos governos estaduais decretou medidas rígidas para evitar a aglomeração de pessoas, na tentativa de frear o avanço do coronavírus. Hoje, com a expansão da vacinação, a retomada já começou e boa parte das restrições foi retirada. “Quando saiu a notícia da pandemia, nós ficamos uns 40 dias sem saber o que iria acontecer, como seriam as coisas dali pra frente”, conta Lucíola Vieira, sócia da Tree Eventos, empresa de Goiânia que atende toda a Região Centro-Oeste e é especializada em eventos corporativos. Segundo ela, a empresa ficou praticamente parada de março a julho, quando criaram uma solução para voltarem a produzir eventos. “Ficamos pensando o que poderia ser feito. Nós tínhamos oito eventos aprovados que não foram executados porque se estendiam os decretos. Então surgiu a ideia de fazer um drive-in, um formato que foi trazido de volta no Brasil, para suprir essa falta de entretenimento, de eventos.” A história se repete na GPX7, outra empresa goiana do segmento de eventos corporativos e congressos, especializada em som e iluminação, que também ficou parada por quatro meses. “Nos primeiros 15 dias fizemos um trabalho de preparo interno na empresa, pensando que esse momento duraria de 30 a 60 dias, no máximo”, lembra Leo-

nardo Mundim, sócio-diretor da GPX7. “Passados 45 dias do lockdown, e sem perspectivas de curto prazo, entramos em trabalho interno para montagem de um estúdio para lives.” O drive-in foi um evento feito pela própria Tree e contou com sessões de filmes, como uma forma de testar novas alternativas e mostrar para seus clientes que ela ainda era capaz de produzir grandes cerimônias. Leonardo Mundim diz que, além do estúdio para lives, a GPX7 contou com a locação de equipamentos empresariais. “Na pandemia, explodiu a demanda de computadores e notebooks para home-office. Um dos pontos que trabalhamos mais, durante o fechamento, foi esse”. Em termos de mercado, a empresa de Mundim abriu as portas para o segmento híbrido. “Em novembro passamos a atuar presencialmente, fazendo eventos de 400 pessoas e agora iniciaremos eventos para mil pessoas. Depois de um break de 23 meses.” A Tree Eventos também está em um momento de retomada dos trabalhos. “Hoje já estamos em um momento que tanto meu cliente está mais seguro em investir quanto o público está mais seguro em participar. As pessoas gostam do presencial, de interagir, de vivenciar. No evento corporativo, o networking é muito importante. Mas houve uma mudança positiva com a integração do digital nos eventos, que pra mim é um caminho sem volta”, disse Lucíola. (Gustavo Paiva)

Lucíola Vieira (da Tree Eventos) e Leonardo Mundim (da GPX7) apontam que eventos híbridos vieram para ficar

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DIRETORIA

JALLES MACHADO BRF: FÁBRICA INTELIGENTE O pacote de novas tecnologias implantadas no Projeto 4.0 da BRF na fábrica de Buriti Alegre (GO), que envolve automação, internet das coisas, computação em nuvem e análise de dados, receberá R$ 8 milhões em investimentos. A companhia, dona das marcas Sadia e Perdigão, aposta na ampliação da eficiência da operação e em reduzir custos.

A goiana Jalles Machado anunciou que investirá R$ 94 milhões para desenvolvimento de projeto de produção de biogás. A proposta usa o resíduo da destilação do etanol, a vinhaça, e será em parceria com a Albioma, produtora independente de energia. A parceria durará até 2033 e os ativos estão sujeitos à opção de compra ao final da relação entre as duas companhias.

BRASIL TECPAR

UFG E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL A Universidade Federal de Goiás (UFG), instituição responsável por criar o primeiro curso superior de bacharelado em Inteligência Artificial (IA) do Brasil, inaugurou uma nova infraestrutura de tecnologia focada em executar projetos de IA para pesquisa e indústria em outubro. O Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), uma unidade Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação), é responsável pela iniciativa e conta com investimento de R$ 1,4 milhão. Para possibilitar esse avanço, a nova infraestrutura inclui a aquisição da NVIDIA DGX A100, o sistema universal para todas as cargas de trabalho de IA. 22

O grupo gaúcho Brasil TecPar comprou quatro provedores de Internet no Centro-Oeste, chegando a um total de 14 aquisições em nove meses. São três com sede no Mato Grosso e um no Mato Grosso do Sul. As aquisições são: a Primatec (Primavera do Leste); a TW Telecom (Rondonópolis); a Evo Internet Rápida (Sinop), ambos no Mato Grosso; e a Rede TjNet (Coxim), no Mato Grosso do Sul. No total, a base é de quase 80 mil clientes.


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DIRETORIA

LARCO RENOVA COM GOIÁS PARA SÉRIE A Considerada uma das dez maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil, a Larco continua apostando forte na Região Centro-Oeste. Isso porque, além de investir R$ 20 milhões na construção de uma nova base própria no município de Senador Canedo e impulsionar a economia local com a geração de mais de 100 empregos diretos e 150 indiretos, a empresa renovou, recentemente, o patrocínio oficial ao Goiás Esporte Clube. Tendo o esporte como uma de suas principais causas, a empresa comemora a volta do time à Série A. A Larco, por mais um ano, vem se destacando em um dos rankings mais importantes do País. Elaborado pelo jornal Valor Econômico, no Anuário Valor 1000, na atual edição, a empresa teve excelente desempenho a nível nacional no setor de petróleo e gás, ocupando o 1º lugar entre as 10 em rentabilidade, critério que mensura porcentualmente o lucro líquido sobre o patrimônio líquido, sendo seguida por Sulgás, Vibra Energia, CEG e Gasmig, entre outras. Ainda na classificação geral do setor, a marca alcançou a 4ª posição e ficou na 12ª colocação entre as 50 maiores empresas do Nordeste. A distribuidora Larco, que é da Bahia, avançou 16 posições e agora ocupa a 180ª colocação no ranking da publicação que elege anualmente as mil empresas mais influentes do Brasil por receita líquida. Além disso, a distribuidora foi eleita a 3ª maior empresa com sede na Bahia, atrás apenas da Braskem e da Suzano. Dessas, é a única com origem baiana, já que as outras duas foram fundadas em São Paulo.

CARAMURU A Caramuru Alimentos fechou os primeiros nove meses de 2021 como uma das maiores empresas nacionais, com faturamento de R$ 5,5 bilhões no período – alta de 21%. Em grande parte, a alta se deve aos preços das commodities e aos ganhos cambiais. A empresa tem uma operação agroindustrial completa, que envolve da produção, armazenagem e industrialização (Sinhá Alimentos) à logística, da exportação ao biodiesel. Sem parar de crescer, deve estrear no mercado de etanol de soja. Em 2020, a empresa faturou R$ 6,4 bilhões.

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AEROPORTO ‘QUASE’ INTERNACIONAL DE GOIÂNIA Em meio à pandemia, em agosto de 2020, foi inaugurada a área internacional do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia. Apesar do terminal já oficializado pela Agência Nacional de Aviação (ANAC) a receber voos de outros países, nada aconteceu. Naturalmente, no primeiro momento, as companhias não anunciaram os voos diretos para Goiânia por conta da pandemia. Mas, com a retomada e mais de um ano depois, fica a pergunta, quando o terminal goiano vai entrar na rota dos voos internacionais? Na medida em que as companhias aéreas que operam no Brasil vão anunciando suas novas malhas de voos – domésticos e internacionais – percebe-se que Goiânia, quando traz alguma novidade, aqui ou ali, são apenas nas operações internas, mas em nenhum voo internacional. Especialistas apontaram que a atual pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Goiânia, com 2,5 quilômetros, acaba sendo um limitador. O ideal seria a pista ter pelo menos 3 quilômetros, que comporta aeronaves ‘wide-body aircraft’ (aeronaves de fuselagem larga), como Airbus A330. Por exemplo, a TAP opera o A330 para Guarulhos, Brasília, Confins; além de operar com A321 as rotas menores como Belém, Manaus, Fortaleza, Recife. A LATAM atua com o B767 os voos, entre outros, do Brasil para Johanesburgo, só para citar um exemplo. Todos estes voos, são com aviões que precisam de pistas de, pelo menos, 3 quilômetros. Por enquanto, a liberação internacional do aeroporto serve a voos executivos – jatos privados. Para atrair os voos comerciais internacionais, possivelmente dependa de investimentos, como ampliar a pista e elevar o finger (as plataformas do terminal não estão na altura correta dos aviões maiores que operam voos internacionais para o devido acoplamento, além do espaço para deslocamento – asas são maiores – sem risco de colisões). Segundo a Anac, o Santa Genoveva tem capacidade para 6,3 milhões de passageiros por ano. Em 2019 (pré-pandemia), mais de 29 mil voos movimentaram 3 milhões de passageiros. Com uma pista de 2,5 quilômetros, o terminal tem capacidade para receber aeronaves de porte do Boeing 737. A Gol tem algumas operações internacionais com este modelo nos países das Américas (do Sul, Central e Norte) e seria uma das opções, mas, a recente atualização da sua malha, Goiânia só entrou nas operações domésticas. A esperança está na ação ativa do novo concessionário, a companhia CPC (do Grupo CCR), que já assinou a concessão de 30 anos.

SOLUTI A Soluti desenvolveu, em seu laboratório de inovação que mantém em parceria com o Instituto Federal de Goiás (IFG), a sua própria tecnologia de identificação facial com o uso de Inteligência Artificial. A empresa goiana, especializada em identidade digital e assinaturas eletrônicas, vai incorporar a tecnologia a diversos produtos. De acordo com Alexandre Torres, CIO da Soluti, um dos exemplos é o login sem fricção, ou seja, sem necessidade de digitar senha.

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COOPERATIVISTA À FRENTE DA LOJICRED POR IARA NUNES

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lgumas marcas são deixadas em nós bem cedo. O presidente do Conselho de Administração do Sicoob Lojicred, Ricardo Teodoro Souza, foi marcado pelo cooperativismo em casa, ainda jovem. Seu pai, Francisco Teodoro Neto, foi um dos fundadores de uma cooperativa de criadores de rãs entre as décadas de 1970 e 1980, a Cooper Rã. Na época, o mercado de rãs não decolou em Goiás, o que inviabilizou a cooperativa que tinha como principal objetivo o abate e beneficiamento dos animais. A produção do seu pai se manteve no mercado por aproximadamente 15 anos, até que um súbito aumento nos custos de exportação inviabilizou a operação. Mas a ideia de que para crescer era preciso estar próximo a outras pessoas com o mesmo objetivo se manteve. Outra influência do executivo foi o escotismo. A vida sempre lhe aproximou de projetos que envolviam a coletividade, de forma que no início dos anos 2000, abriu sua primeira conta em uma cooperativa. Aos 20 e poucos anos, Ricardo Teodoro era membro da Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem (CDL Jovem). Foi assessor jurídico, vice-presidente, depois presidente por dois mandatos. Foi ainda presidente de Comissão na OAB-GO, a Comissão de Direito Notarial e Registral e Diretor Financeiro da Associação Comercial Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg). Os acontecimentos se deram de forma muito natural e, em 2020, Ricardo foi eleito presidente do Conselho de Administração do Sicoob Lojicred. O Sicoob Lojicred tem 20 anos de existência e conta como área de ação todo o Estado de Goiás. Em novembro de 2021, foi inaugurada a agência do Shopping Gallo. Antes mesmo do início da sua inauguração, a unidade já contava com mais de 70 contas abertas em duas semanas de atendimento. A ideia é que sejam inauguradas pelo menos duas agências na Região Metropolitana de Goiânia ainda no primeiro semestre de 2022 e outras duas no interior. Cidade de Goiás e Planaltina de Goiás estarão contempladas já nos primeiros meses de 2022. A expectativa do presidente é de que sejam abertas pelo menos mais dez agências até 2023. Hoje a Lojicred conta com 5.400 cooperados, assistidos por 99 pessoas entre colaboradores e estatutários e R$ 200 milhões em ativos. Leia, nas próximas páginas, os principais trechos da entrevista de Ricardo Teodoro à Leitura Estratégica.

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Como você enxerga a atual situação do Sicoob Lojicred? Ricardo: O Sicoob Lojicred se encontra em um cenário de franca expansão. Nós somos uma das únicas cooperativas que tem todo o território de Goiás para atuar, independentemente de ter ou não agência naquela localidade. Com esse recuo por parte das instituições financeiras clássicas, estamos vendo um espaço onde os correntistas estão ficando carentes de atendimento. No município de Bonfinópolis, onde abrimos uma agência há cerca de três anos, somos a única instituição financeira estabelecida na cidade. Precisamos abraçar essa realidade, mais uma vez com foco nas pessoas! O cliente hoje está mais educado ao mobile, está muito mais digitalizado. Ainda há espaço para essa relação direta olho no olho? Ricardo: Na verdade, isso é muito mais que só educação, tendência ou cultura. No mercado o que mais vemos são empresas aumentando a competitividade, o que implica em reduzir custos, e dentre outros, as pessoas (trabalhadores) tendem a ser substituídas por equipamentos e softwares. Uma transformação que teve início há muitos anos com a extinção das funções, como foi com o cobrador de ônibus, e criação de novas, o programador de sistemas, por exemplo. Só que quando isso é feito em uma escala desequilibrada, e a rotina passa por uma digitalização massiva e instantânea, e a pessoa, o ser humano é retirado da equação, a ação perde o sentido, o efeito. O ônus passa a ser maior que o bônus. O nosso objetivo é manter um padrão em que consigamos atender bem, com excelência, seja no on-line, seja no off-line. Nosso aplicativo mobile está há diversos anos consecutivos com a melhor avaliação dentre outros app´s do sistema financeiro no Play e Apple Store. Mas priorizamos, ao mesmo passo, estarmos próximos aos nossos cooperados. Sempre buscando o equilíbrio. Quando você assumiu em julho do ano passado, o Lojicred tinha quantos cooperados? Ricardo: Aproximadamente 4.800 cooperados. Hoje somos aproximadamente 5.400. Um bom número. E a nossa meta para fechar 2023 é 10 mil cooperados com aprimoramento da eficiência da estrutura atual e a abertura das novas agências. E como definir locais de novas agências? Ricardo: Nós, da Lojicred, queremos atender onde há espaço e necessidade. Não é simplesmente disputar uma esquina e fazer política de farmácia, que abre uma em cada lado da mesma 28

esquina. Nosso objetivo é estar onde podemos disseminar o cooperativismo e apresentar soluções e ferramentas para a comunidade empreendedora. Recentemente vocês inauguraram uma agência no formato de escritório de negócios no Shopping Flamboyant com um modelo inovador, mais condensado, diferente. É a tendência? Ricardo: Nós temos três tipos de atendimento. O primeiro é a agência tradicional com atendimento gerencial e caixas físicos, o segundo é o escritório de negócios, que conta com atendimento gerencial e eletrônico (seja mobile, seja caixa eletrônico), como a do Flamboyant, e o terceiro e ainda mais inovador é a agência virtual, onde o cooperado faz todo seu autoatendimento on-line, desde a abertura da conta até a assinatura de contratos de crédito ou aplicação. Mas independente de toda digitalização ele pode contar com um atendimento presencial e efetivo caso seja necessário, e sem nenhuma dificuldade. O segundo e terceiro modelos são vantajosos para o público que está habituado, uma vez que além reduzir os custos com espaço físico, permite ao cooperado um atendimento imediato. Toda a operação é otimizada e os resultados têm sido muito positivos. Os escritórios de negócios são uma novidade no Sicoob Lojicred. Eles começaram no Rio de


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O SISTEMA SICOOB DE UMA FORMA GERAL É EXTRAORDINÁRIO, PORQUE QUANDO HÁ MOMENTOS DE CRISE, ELE CRESCE. "

Janeiro, buscando atrair pessoalidade, ambientes confortáveis e intimistas, e nós implantamos a primeira agência neste formato no Shopping Flamboyant e estamos muito satisfeitos. Como está sendo esse contato com o empresário nos últimos meses, o que modificou durante a pandemia? Ricardo: Na pandemia, a Lojicred emprestou tudo o que tinha de linha de crédito com juros baixos garantidos pelo Pronampe. Apesar da incerteza de que a pandemia seria revertida, nós seguimos a ideia de que precisaríamos atender os nossos cooperados. Fomos criados com essa finalidade de atender os empresários em todos os momentos, os bons e os não tão bons assim, como ocorreu durante os picos da pandemia. Ao virem até nós, vimos que muitos tinham um plano eficaz para sair daquela situação. Claro que houveram propostas negadas, infelizmente as pessoas ou empresas já estavam fora de um índice permissível pela legislação e normativas nacionais. Conseguimos esgotar R$ 5 milhões em três dias, pedimos mais R$ 2 milhões, isso na primeira tranche, depois esgotamos a segunda e terceira. Entre as cooperativas da nossa Central Sicoob Uni, fomos a terceira que mais emprestou via Pronampe. Qual o perfil dos empresários atendidos hoje? Sabemos que muitos são mais digitalizados e querem ser mais dinâmicos, mas ainda há espaço para aqueles que desejam maior integração entre o gerente e gestor da empresa? Ricardo: Dentro desse universo, têm todos os públicos. Há o empresário mais conservador, que gosta de ir até a agência, vão pelo menos uma vez por semana. Em cidades como Trindade, Inhumas e Bonfinópolis, há muitos que vão para conversar, para serem aconselhados pelo nosso time de colaboradores. Aqui em Goiânia também lidamos com esse cooperado, principalmente na região de Campinas. Em outro giro, um público composto de jovens empresários, e também de empresários mais experientes que engajaram o mundo digital, já são mais dinâmicos, interagem sim pessoalmente, porém optam pelos canais digitais, utilizando o WhatsApp ou Skype, e ainda nossas interfaces como App Sicoob, Sicoob Net Empresarial, e o nosso revolucionário Sicoob Moob, em que a

interação entre cooperados se torna possível e eficaz para realização de negócios. Como tem sido a transformação para você como executivo, empresário, um líder setorial na Presidência do Conselho da Lojicred? Ricardo: Bom, na verdade quando se assume uma missão desse tamanho, principalmente em se tratando de uma entidade, com uma importante finalidade social como é o caso do Sicoob Lojicred, que detém mais de cinco mil cooperados, tem primeiro o lado do cuidado, ser extremamente responsável e cauteloso para que as coisas continuem dando certo. Sabemos que no sistema financeiro conhecimento e dedicação são indissociáveis do equilíbrio, e equilíbrio em entidade financeira é tudo. A Lojicred conta 20 anos de existência de crescimento, de sucesso, e de excelência no cumprimento das metas. Então, quando eu assumi pensei: eu preciso trazer mais oxigênio para a cooperativa, ampliar os horizontes, inovar. Tive muita cautela para convidar os Conselheiros e a atual Diretoria Executiva para que implantássemos uma linha de crescimento planejado e estratégico sem perder a essência do cooperativismo. E convenhamos, que time! Esse time me ensina diariamente que a “pessoa jurídica” é a reunião de “seres humanos”, e essa humanidade deve prevalecer sempre. O dia que qualquer instituição deixar de valorizar as pessoas como seu maior ativo, ela fracassou. Fazer cooperativismo e se manter cooperativo são grandes desafios, principalmente em tempos de Covid, em que as incertezas são constantes. Aqui peço licença para me tirar da equação e dizer que, em pouco mais de um ano da atual gestão, fico muito confortável em afirmar que este coletivo cooperativo é o “Dream Team” da história do Sicoob Lojicred, grandes transformações ocorreram e ocorrerão, muita coisa boa está por vir, aguardem! É um segmento muito cobrado, precisa de muita responsabilidade para mexer com crédito, com o dinheiro depositado... Ricardo: O nosso nível de controle é extremamente eficaz. Passa desde os grupos internos, funcionários específicos para isso (agente de controles internos, compliance, entre outros), e ainda há ainda auditorias cooperativas (interna) e externa, além de monitoramento em tempo real pela nossa Central Sicoob Uni e pelo o Banco Central. Esses parâmetros de vigilância e controle, confesso, me deixaram extremamente confortável para assumir, há algum tempo, em meados dos anos 2000, quando ingressei no sistema cooperativo, os níveis de controle eram bem menores e manuais, hoje 99% é sistêmico e automatizado, o que inva29


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riavelmente traz segurança para todos... Como você vê hoje a concorrência com o mercado de Fintechs? Ricardo: Vou fazer uma brincadeira. Você já ouviu falar em comida de mãe, podemos comer em qualquer lugar, seja um restaurante francês ou fast food, mas comida de mãe é comida de mãe. E o que o Sicoob faz é comida de mãe. Então podem vir novidades, novos produtos, alguns com forte apelo de marketing, e que ficarão no mercado durante algum tempo como “unicórnios”, porém acreditamos que haverá uma estabilização e todos terão o seu lugar ao sol. Estamos sempre analisando os movimentos de mercado, mas no geral eles ainda não são uma concorrência direta, pelo menos, eles ainda não exercem uma concorrência direta. Tomam uma fatia do mercado geral, mas nosso público é composto de pessoas que acreditam no cooperativismo, e como sócios do negócio acreditam nisso como algo que trará o melhor para sua comunidade empreendedora. A Lojicred surgiu dentro da CDL Goiânia. Vocês têm foco em outro segmento? Ricardo: O sistema Sicoob em sua origem nasceu segmentado, e isso traz um pouco de identidade para os dias atuais, mas no geral, hoje não faz mais sentido atender um grupo só. O Sicoob Lojicred começou como cooperativa dos comerciantes de confecção. Na sequência passou para atendimento aos empresários, deixando de atender um nicho específico e passando a abranger todo empresariado do Estado. E nessa gestão optamos por requerer ao Banco Central a livre admissão, e a operação com crédito rural de repasses de fundos de programas governamentais. Passamos a atender com excelência os produtores rurais, que passaram a encontrar em nossa cooperativa todos os produtos para o plano safra, custeio pecuário, investimentos, enfim, tudo que ele precisa para produzir mais e melhor. No geral, ainda há muito potencial para explorar, tanto internamente, quanto aqueles que ainda não se cooperaram. Estamos firmes no propósito de disseminar o cooperativismo e ampliar nossa família cooperativa. Para 2022, quais são as previsões? Ricardo: É nítida uma retomada econômica, por mais que os efeitos demorem a impactar os indicadores, sabemos que nada resiste ao trabalho. Na dificuldade extrema o cooperado pensa: “preciso confiar em alguém”. Neste momento ele pensa invariavelmente no Sicoob Lojicred, por saber que ao chegar, encontrará do lado de cá, atrás do 30

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ATENDEMOS DESDE AQUELES QUE PRECISAM DE R$ 5 MIL ATÉ OS QUE PRECISAM DE R$ 5 MILHÕES. " balcão, calor humano, pessoas como ele, empresários e empreendedores, e isso gera identidade. Em solicitando algo, os conselheiros, que também são empreendedores, e entendem a necessidade ou a dor. Ali se torna um lar, o Sicoob Lojicred é a casa financeira do empreendedor goiano. Existe uma frase que diz: “quando está tudo tranquilo, céu limpo, o banco te oferece um guarda-chuva, mas quando começa a chover, o banco toma o guarda-chuva”. No caso, o Sicoob continua dando o guarda-chuva? Ricardo: Sim, na verdade é a nossa função. Não podemos ceder às políticas econômicas que não dão soluções. Diversas vezes chegaram propostas de cooperados que não estavam com o risco muito bom, já estavam na faixa limítrofe de risco, mas quando atendemos e vemos que há um projeto e um plano palpável nós atendemos, e além disso ajudamos os cooperados a se posicionar melhor dentro do sistema financeiro. Ajustes mínimos no dia a dia de uma empresa podem melhorar sua classificação de risco de forma impressionante. No afã de atender o máximo de cooperados possível, mesmo quando os foundings eram poucos (a exemplo do Pronampe) e se esgotavam muito rápido, houveram momentos que as esquipes saíam já de madrugada para atender o máximo de cooperados possível no menor tempo possível. A crise deu mais ensinamentos ou trabalho... Ricardo: Basta pegar a carteira hoje e fazer uma análise do período pré-covid. A carteira é extremamente saudável. Aqueles empresários que tiveram o cuidado de entender o projeto e o que estavam fazendo, em sua grande maioria, persistiu, sobreviveu bem, e hoje está administrando as dívidas com juros justos e prosperando em seus negócios


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INFLAÇÃO

É MAIS MANSA COM OS RICOS ESTUDO DO IPEA MOSTRA QUE INFLAÇÃO É ATÉ DEZ VEZES MAIOR PARA QUEM GANHA POUCO E DEPENDE DE SALÁRIO

Por Leandro Resende

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só quem vive de salário que sabe o desafio que é começar e fechar o mês comprando tudo que tem de comprar com o dinheiro que sabe, antecipadamente, que vai ter no bolso. Com inflação sob controle, fica até fácil. Mas viver de salário em períodos inflacionários é que são elas. Muitos brasileiros já tinham até esquecido de como é desgastante lutar contra a corrida de altas de preços diárias ostentando no contracheque o mesmo salário o ano todo e a cada ida no supermercado, uma surpresa a cada gôndola.

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Pois é, bem-vindo à nova realidade. Inflação chegou, estacionou e não tem hora para ir embora. E, esmiuçando o indicador, encontram-se detalhes, como, por exemplo, os dados de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre inflação por faixa de renda, que registrou aceleração dos preços em todas as classes pesquisadas no País, têm mostrado que a variável dói diferente em cada classe social e a pancada é bem maior para uns que para outros. Existem duas realidades distintas – e nenhuma é boa. A do trabalhador, que sofre essa pancada da inflação sem chance de reagir – pois não é “dono” do seu salário, não define seu ganho mensal – e a do empresário, que consegue se blindar e, mesmo afetado pela alta nos custos de produção ou de compra dos produtos que revende, ainda consegue corrigir, mesmo que parcialmente, os preços dos produtos e serviços. Apanha na despesa, mas recupera parte da receita corrente – diferente do trabalhador, que na maioria, só mexe (sobe) a despesa. Este estudo do Ipea aponta que a inflação para famílias mais pobres é 10 vezes maior que para mais ricas. O dado é do fechamento de 2020 e apesar de não ter concluído ainda este ano, sabe-se que não mudou muita coisa – pois a inflação em 2021 foi maior que no ano passado. A explicação para essa diferença no peso da inflação para famílias ricas e pobres está principalmente no aumento expressivo de preços de alimentos nos últimos dois anos. Alimentação, habitação, transporte, educação e saúde representam mais de 80% das despesas de uma família mais pobre. São estes os grandes vilões da inflação atual. Para uma família de alta renda, estes custos de bens essenciais são menos representativos, não são eles que vão deixar o orçamento no aperto – ou seja, reclama, mas compra. Na casa da família mais pobre, a situação é outra: escolhe. Corta um pouco na comida, corta no remédio, atrasa o aluguel... e vai sobrevivendo. Com os principais aumentos concentrados nestes itens, o orçamento arrochou e vários itens foram cortados da lista, explica o economista Cláudio Henrique. Ele fala que o empresário sofre de uma forma diferente o enfraquecimento da renda do trabalhador. “O primeiro sofre de imediato. O empresário vê seu negócio perder o fôlego aos poucos, independente do setor, pois o motor da economia vai freando como um todo. Uma hora atinge todos. O motor da economia sempre vai ser o bolso do consumidor.” “Na situação atual, com a renda menor, é preciso escolher entre comprar menos ou se endividar. Complica para os dois lados, pois ao escolher reduzir na comida, a família fica menos nutrida; ao cortar o remédio, eleva riscos para saúde; mas também afeta a economia: farmácias e supermercados vão vender menos. Nos últimos dozes meses, o IBGE apontou queda de 0,6% do comércio em Goiás. Seguindo o exemplo: a indústria de alimentos e medicamentos, dois pilares do

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A RECUPERAÇÃO DA RENDA DO TRABALHADOR PODE DEMORAR DE DOIS A TRÊS ANOS. O PROCESSO É LENTO. PARA O EMPRESÁRIO, A RECOMPOSIÇÃO É MAIS DINÂMICA, ESTÁ VINCULADA AOS PREÇOS" Cláudio Henrique, economista


CARROS PREMIUM tiveram reajustes de 70% a 90% nos últimos dezoito meses, ainda assim revendas não têm unidades suficientes para clientes

setor no Estado, vão desacelerar. Em dez meses fechados, o setor teve sete quedas e três altas. Efeito da inflação.” COMPRANDO SEM PARAR Mas, para algumas famílias, a inflação não parou o consumo. Mesmo com o preço praticamente tendo dobrado desde setembro de 2020, as vendas de carros premium, aviões, relógios e imóveis de luxo, entre outros, continuam nas alturas. Segundo Adriane do Val, gerente da Reis Motors, revenda de carros premium seminovos em Goiânia, há mais procura do que veículos em loja para vender. “Os preços dos carros subiram, no último ano, de 70% a 90%, para todos modelos que vendemos. No entanto, o comportamento do consumidor também mudou. O preço maior não inibiu a procura. Pelo contrário, aumentou. O ticket médio que era na faixa de R$ 150 mil, hoje está na faixa de R$ 400 mil. Mas hoje falta carro premium para vender. Se tivesse mais, vendia. Não se consegue atender todos os clientes que chegam na loja”, disse ela. Especialistas observaram que não ocorreu apenas a alta do ticket médio, mas também uma mudança no padrão do segmento de seminovos, ampliando o leque de carros premium mais vendidos, que há dois anos estava mais concentrado nos carros de entrada da BMW e Mercedes, para também Porsches e Land Rovers. “A inflação afeta todos, mas o perfil do cliente de produto premium, como nossos carros, é aquele empresário ou uma pessoa que de alguma forma consegue corrigir sua renda no dia a dia, ajustando seu ganho à correção dos preços”, aponta Adriane. O raciocínio da gerente Adriane está correto. Mas o economista Cláudio Henrique aponta que é importante o empresário se blindar parcialmente, ser cauteloso e não arriscar neste momento de instabilidade. “Aparentemente se sente protegido e que até capitalizado – muitos

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acabam quebrando lá na frente. A economia está em desequilíbrio, a demanda do seu negócio pode desacelerar; custo do dinheiro sempre em alta; é bom medir se não está entrando no capital de giro e de investimento da empresa, ou até que ponto está comprometendo estes valores, para compra de imóveis, carros e viagens particulares, por exemplo. São custos que não voltam para o caixa e podem representar um risco maior para a principal fonte de renda da sua família. No primeiro momento não, pois parece que ter mais dinheiro entrando, mas essa é a armadilha.” Mas não foi só nos carrões que o dinheiro que sobrou no bolso dos que têm um pouco mais foi gasto. Aviões, imóveis e objetos de luxo também estão na lista. Segundo Leandro Tadeu, gestor comercial da Quick Aviação, empresa goiana que faz manutenção, compra e revende aeronaves executivas, os aviões também tiveram altas fortes durante a pandemia. “Todos os modelos de aeronaves no mercado de revenda sofreram reajustes, nos mais variados porcentuais, e mesmo com a alta, o mercado se mantém altamente aquecido, provocando também uma escassez de produto, certos tipos de aeronaves quase não se encontram hoje no mercado.” A dificuldade e necessidade de locomoção de empresários durante a pandemia provocou uma procura maior para aquisição e troca de aeronaves, aponta Leandro. “Todos os perfis estão aquecidos, tanto para aquisições de novas ou de revenda, além do público que já estava preparado para ingressar no mundo da aviação executiva, que acelerou o processo de compra.” Leandro Tadeu aponta que a aviação executiva é mais do que uma fatia do setor de alto padrão. “O perfil é voltado para o trabalho. Antes de mais nada ela é uma ferramenta. Muitos dos empresários brasileiros usam a aviação executiva como meio para os seus negócios, isso faz com que se tome a decisão de ter ou de fazer um upgrade, baseado na necessidade e não somente no valor”, disse, destacando que todo tipo de aeronave executiva tem sua importância, e muito disso é decidido não só pelo valor monetário, mas também pelo tipo de missão. “Aeronave mais adequada vai de acordo com o segmento, como aeronaves a pistão, turbo hélices ou jatos. Mas, de um modo em geral, aeronaves com Baron, Seneca, King Air, são aeronaves com altíssima procura”, destaca Leandro. O agronegócio é puxador de vendas. O executivo fez uma simulação, em dólar, de uma aeronave que vende bem no mercado, levando-se em consideração o fato de que estamos sofrendo escassez de aeronaves. “Apesar de todos os setores estarem aquecidos, uma das aeronaves mais procuradas, como um King Air C90, ano 1998, que antes deste pico inflacionário, com boa disponibilidade de horas e em bom estado e procedência, seria comercializada em torno de US$ 1,2 milhão. Essa mesma aeronave hoje não seria negociada por menos de US$ 1,7 milhão”, estima. Se jogarmos em reais, o preço subiu quase R$ 3 milhões em um ano – e falta produto. Já em setembro, matéria do Valor apontava que o mercado de luxo estava aquecido não apenas em Goiás, mas em toda Região Centro-Oeste. A inflação já não amedrontava os consumidores de alta renda destes Estados. Matéria aponta forte demanda por produtos de luxo, imóveis, carros, aviões e restaurantes caros – com destaque para Goiânia – e coloca o bom desempenho das gigantes do agronegócio e toda cadeia de riqueza que contribuíram para sustentar as boas vendas. “Essa renda extra sempre existiu, mas não havia uma explosão dos preços e encurtamento da renda. Esse fenômeno destaca ainda mais quem consegue comprar hoje”, diz o economista Cláudio Henrique à Leitura Estratégica.

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O King Air C90 é um dos aviões mais procurados na Quick Aviação, que atua na manutenção e também comercializa aeronaves: preço maior não assusta clientes

JET PHOTOS

Vários índices apontam que imóveis e loteamentos da Região Centro-Oeste valorizaram mais que o dobro da inflação. Em Goiânia, tanto FlipZap quanto o Imobles mostram alta de dois dígitos nos primeiros dez meses do ano em média, com algumas regiões da cidade passando fácil de 20%. Mas o aumento dos valores é generalizado, não sendo reflexo da valorização de apenas um setor ou tipo de apartamento. A inflação da construção ficou em 16,4%, dando ganho real de pelo menos 4% no preço dos apartamentos de Goiânia. Para o diretor da GPL Incorporadora, Guilherme Pereira Lima, o mercado imobiliário está aquecido e a inflação não tem sido a preocupação maior do consumidor. “O comprador de imóvel hoje procura segurança para seus investimentos. Temos casos de loteamentos que tiveram o dobro de valorização e casos de até o triplo em um médio prazo. Temos casos de venda de todo loteamento antes do pré-lançamento (Jardins Londres)”, disse Guilherme, observando que o momento se dá pelo comportamento do consumidor, que confia no mercado imobiliário. O momento de inflação em alta não só movimentou o mercado de luxo como também criou uma certa expectativa sobre o comportamento do consumidor. É que o câmbio também explodiu com a desvalorização da moeda nacional. Assim, com dólar alto, as pessoas que fazem viagem de alto padrão para o exterior têm as despesas elevadas com primeira classe, vinhos caros, hotéis cinco estrelas e outros serviços. O foco da viagem tem sido mais lazer que compras, como aponta o empresário do mercado de luxo Flávio Lima, proprietário da Danglar Luxury Store, loja de joias e relógios de luxo no Flamboyant Shopping Center, agente oficial das marcas Rolex, Mont Blanc e Tag Heuer. “O mercado de luxo explodiu na pandemia, mesmo com preços maio-

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CAPA Relógios de luxo tiveram alta de venda no País. Antes, parte relevante era comprada no exterior. Lojas estão sem estoque de Rolex

res dos produtos, que ocorreu em todos setores. Já vinha em uma tendência de alta de vendas anterior. A Rolex tem produção anual hoje bem menor que a procura. Com demanda maior, tenta suprir a demanda, mas é crescente no mundo todo. MontBlanc e TagHeuer, a mesma coisa. Hoje não tem estoque na loja, temos de comprar e esperar. O que chega, já chega tudo vendido”, diz o empresário. Um relógio lançamento da marca Rolex pode ultrapassar R$ 100 mil. Flávio Lima diz que a procura cresceu bastante durante a pandemia. O empresário aponta questões também comportamentais, como não poder viajar por longo tempo (barreira sanitárias e quarentena) para comprar no exterior o produto destas marcas; elevação da despesa da viagem após a liberação de voos; o próprio medo da morte. “Com a doença, acabou que as pessoas se permitiram mais. Melhor viver o hoje, realizar seus sonhos, que são motivos fortes para crescer o mercado de consumo.” Esse hiato no mercado de luxo, que o brasileiro sempre se destacou por ser um comprador avulso de viagem ao exterior, foi uma grande oportunidade para empresários do Brasil mostrarem diferenciais nos serviços de atendimento e conquistar este cliente, aponta Flávio. “Em grande parte, pesquisas mostram que, estas compras vão continuar no Brasil. As diferenças de preços, quando têm, no mercado de luxo no Brasil e no exterior, são pequenas. A inflação ocorreu aqui e lá. O comprador de produto de luxo vai ter como comparar futuramente. Acredito que o brasileiro dê mais valor na viagem buscando melhor hospedagem, melhores voos, restaurantes melhores, spas, buscando mais com experiências e serviços, e menos compras de luxo. Isso ele tende a fazer no mercado interno. Além de tudo, ainda tem o risco de alfândega. Tudo isso é desnecessário.”

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NO MERCADO DE ALTO PADRÃO TEM OCORRIDO UMA VALORIZAÇÃO MUITO RÁPIDA DO INVESTIMENTO. ALÉM DE MAIS SEGURA,TEM MAIOR GANHO DO QUE QUALQUER APLICAÇÃO." Guilherme Lima, Diretor da GPL


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LUTO EMPRESARIAL

A DOR NA EMPRESA COMO REAGIR ÀS DIFICULDADES QUE O LUTO TRAZ PARA A GESTÃO DAS EMPRESAS? PSICÓLOGA DEFENDE A IMPLEMENTAÇÃO DE PROGRAMAS DE SAÚDE EMOCIONAL NO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Gustavo Paiva

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oje eu percebo que a gente está tentando seguir com esse projeto de vida que meu pai construiu, com muita dificuldade”, conta Flávio Resende, filho mais novo do empresário Orédio Alves de Rezende, proprietário da primeira autopeças de Brasília, a Induspina Autopeças. Orédio morreu em abril de 2020, aos 85 anos, vítima do coronavírus. Natural de Pires do Rio, ele começou na Induspina como funcionário, em Anápolis. Quando se mudou para onde hoje é Brasília, em 1957, ajudou a levar a empresa, antes mesmo do lançamento da cidade. Logo Orédio se tornou um sócio do negócio e depois de um tempo acabou comprando a autopeças. Apesar de Orédio estar já há algum tempo afastado da empresa, Flávio narra as dificuldades de lidar com o luto de seu pai e, ao mesmo tempo, com os obstáculos trazidos por essa doença. “Para mim, esses dois últimos anos têm sido os mais desafiadores da minha vida. Por mais que ele (meu pai) não estivesse tão envolvido no processo do dia a dia, ele tinha a vivência, a experiência”. Para a psicóloga Marilene de Araújo Martins Queiroz, diretora do Instituto Habiens, de Neurociência e Comportamento, a nossa cultura empresarial é indiferente ao luto, falta acolhimento do tempo necessário para processar a dor da perda. “Se a pessoa foge da dor, por não ter segurança para expressar sua angústia e sofrimento, isso refletirá no desempenho e consequentemente nos resultados da empresa. Sem cuidar da sua dor a pessoa vai adoecer e não vai estar inteira no ambiente de trabalho”, explica. 40

Por outro lado, o nosso sistema econômico não dá esse espaço para o empresário cuidar do seu luto. Se o empresário para, a empresa também para e os riscos de isso influenciar as finanças são extremamente grandes. “Nós temos passado por momentos, empresarialmente falando, muito desafiadores. Mas eu acho que o maior desafio é o pessoal. Dar conta do que a vida exig e de mim, do que o negócio exige de mim, com tantas perdas. Sejam elas emocionais, sejam elas econômicas”, diz Flávio, que destaca que sua mãe já cuidava da parte administrativa da Induspina, enquanto seu irmão ficava por conta da parte comercial. Após a morte do pai, ele passou a ajudar na gestão dos imóveis deixados para a família. FOTO DO INÍCIO DA INDUSPINA AUTOMÓVEIS E DE ORÉDIO REZENDE, mais recente


MARILENE DE ARAÚJO MARTINS QUEIROZ psicóloga e diretora do Instituto Habiens, de Neurociência e Comportamento: "Se a dor do luto não for tratada pode levar à depressão, a outros problemas emocionais que vão impactar na criatividade, na produtividade e levar prejuízos à empresa."

A PRESSÃO DA PANDEMIA Flávio Resende é jornalista, proprietário da agência Proativa Comunicação, focada em comunicação corporativa, publicidade e assessoria de imprensa. Uma de suas maiores dificuldades foi lidar com a pressão do mercado, que deixou de reagir durante a pandemia. “Pelo menos no meu segmento, tem sido um mercado difícil de trabalhar, em contraposição a essas questões pessoais, que tiram a gente do eixo”, comenta. “Elas comprometem nosso equilíbrio pra conduzir os negócios. “São os amigos e familiares que perdemos, são as empresas tradicionais da cidade, do País, que vimos fechar as portas nesse período mais crítico." Flávio explica que ao mesmo tempo que o mercado não reage, se a empresa não se desenvolve, ela acaba sucumbindo. “Desde o ano passado eu tenho pensado em formas de reestruturar minha empresa. É difícil, porque você precisa fazer isso faturando menos, num contexto adverso, em que o mercado ainda está muito parado."

LIDANDO COM O LUTO “O luto é um processo natural da condição humana e está relacionado à perda de alguém ou de algo significante à nossa vida. Viver o luto é um processo necessário e todos precisam experienciar isso”, entende Marilene. “Quando acontece esse rompimento, nós precisamos nos ajustar à nova realidade trazida pela perda, para nos reajustar psicologicamente e reorganizar a nossa vida." A psicóloga conta, ainda, que existe um estigma muito grande relacionado ao luto quando tratamos de um empresário ou uma empresa, de modo que não se dá muita atenção aos problemas emocionais dos indivíduos. “Existe uma pressão para que essa dor não seja experienciada, por ser entendida como um sinal de fraqueza. Isso é muito sério, porque a dor não tratada pode levar à depressão, outros problemas emocionais, que vão impactar na criatividade, na produtividade e levar prejuízos à empresa”, diz a diretora do Instituto Habiens. Para Marilene, o caminho ideal é implementar a saúde emocional no planejamento estratégico das empresas, oferecer política e benefícios de assistência psicológica. “Criar a cultura do acolhimento dentro da empresa, de modo em que a saúde emocional seja abordada, trazer as questões de saúde, colocar isso na pauta das estratégias da empresa. E é lógico, contratar especialistas”. 41


AGRONEGÓCIO

DEFENSIVOS AGRÍCOLAS: PLANEJAMENTO E RESULTADOS COM O INÍCIO DO PLANTIO DA SAFRA, USO DE ADJUVANTES É A SOLUÇÃO ENCONTRADA PARA OTIMIZAR DOSE DE DEFENSIVOS

C

om a chegada das chuvas e o início da safra 2021/2022, a atenção dos produtores se volta para a aplicação dos defensivos agrícolas necessários para o manejo das pragas e para a garantia de produtividade das lavouras. Do preparo da calda até a sua aplicação, existem vários desafios a serem superados: incompatibilidade entre os diferentes produtos misturados; espuma formada no processo de mistura; dureza da água; condições climáticas desfavoráveis, escorrimento pela chuva, entre outros. A junção desses fatores adversos reduz drasticamente a performance requerida dos defensivos, e a solução encontrada é a adição de adjuvantes apropriados no preparo da calda. Marcelo Hilário, químico da Sell Agro, explica que os adjuvantes possuem em sua formulação componentes com funções específicas, que atuam desde o preparo da calda até a interação da gota pulverizada com as folhas na lavoura. "A utilização dos adjuvantes corretos garante a homogeneidade da mistura e padroniza as propriedades da calda, assim como aumenta a disponibilidade dos defensivos aplicados sobre as culturas. Com isso, os adjuvantes evitam problemas operacionais, reduzem perdas econômicas e também os custos de aplicação dos defensivos. Fazer mais com menos, garantindo a estabilidade e as propriedades da calda, aumentando a disponibilidade do defensivo para a cultura, esse é o propósito dos adjuvantes." 42

Sell Agro aposta no contato direto com produtores para levar as demandas das lavouras para o laboratório

O especialista explica que a estratégia da Sell Agro é objetiva: diálogo direto com o produtor, transformando seus desafios e problemas em soluções tecnológicas que geram ganhos de produtividade. "Melhoria contínua dos adjuvantes, otimização de resultados para o produtor rural, desenvolvimento de tecnologias que solucionem os desafios do agronegócio. Esse é o dia a dia da Sell Agro.” A empresa foi criada em 2007, em Rondonópolis (MT), e se consolidou na formulação e produção de adjuvantes agrícolas. Esses produtos são criados para resolver problemas específicos dos produtores agrícolas. Desde então, a equipe planeja e sistematiza todas as ações para assegurar que o seu produto atenda aos requisitos definidos de qualidade e confiança, mantendo-se presente no maior número de pontos de venda e, principalmente, atendendo às expectativas do agronegócio. A Sell Agro é composta por engenheiros agrônomos e engenheiros químicos espalhados na região central do Brasil. Marcelo aponta que, na empresa, os componentes das formulações são selecionados após estudos criteriosos que indicam os melhores resultados para cada uma das funções dos adjuvantes. A escolha final de cada um dos ingredientes, selecionados sob medida para cada um dos adjuvantes, contempla não somente a melhor molécula em termos de performance e estabilidade, mas também a que seja ambientalmente mais favorável. Em seguida, fornecedores são identificados e amostras são solicitadas para testes em laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Após passarem nos testes de bancada, as formulações são produzidas em lotes piloto e enviadas para testes no campo, para então serem aprovadas e fabricadas em escala industrial.


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EXPANSÃO

FUJIOKA

LANÇA ATACAREJO INÉDITO NO PAÍS SEGMENTO GANHA ESPAÇO COM CONSUMIDORES PELA OFERTA DE PRODUTOS MAIS BARATOS. NOVA UNIDADE, NA ASSIS CHATEAUBRIAND, TEM 3 MIL PRODUTOS TECNOLÓGICOS

D

a mesma forma que os consumidores têm preferido fazer a compra da casa em atacarejos, devido à variedade de produtos e preços mais baratos, tal mudança de hábito de consumo também é perceptível no comércio de artigos tecnológicos. De olho nesse segmento em expansão no Brasil e no mundo, o Fujioka Distribuidor, maior atacadista do Brasil de produtos de tecnologia, inova ao inaugurar nova loja conceito, inédita no País no formato atacarejo especializada em soluções e produtos de tecnologia com ênfase em informática, na Avenida Assis Chateaubriand, em Goiânia. O Fujioka saiu na frente e percebeu que formatar o negócio para o atendimento especializado à demanda de consumidor com CNPJ é um diferencial. Os resultados já podem ser comprovados pela alta de 50% do volume de negócios do Fujioka Distribuidor, desde 2018, com telefonia, informática, televisores, câmeras, projetores, cuidados pessoais, áudio e ar-condicionado. Atualmente, a maior fatia de negócios do Fujioka é o segmento atacado-distribuidor. A venda por esse modelo já representa cerca de 80% do faturamento, com uma carteira de mais 44

Para o diretor comercial do Grupo Fujioka, Dvair Borges, a nova unidade é uma tendência inaugurada pela rede goiana


EXPANSÃO

de 30 mil clientes com CNPJ ativos com entregas efetivadas para 70% dos municípios brasileiros. Esses números posicionam a marca entre as 1.000 maiores empresas do mercado, com R$ 2,1 bilhões em volumes de vendas somente em 2020. O atacado de autosserviço, mais conhecido como atacarejo, é um setor que vem crescendo com grande força no mundo inteiro e cada vez mais no Brasil. O conceito, focado em preços baixos, se aproveita da mudança do hábito de consumo e já atraiu tanto pequenos varejistas, que buscam produtos para revenda, quanto os consumidores finais, que já registram presença em massa nas lojas do segmento. Por conta da estrutura de custo operacional mais baixo do que a de supermercados/hipermercados, o modelo é mais atrativo. Os atacarejos conseguem repassar o ganho operacional para o preço final dos produtos, tornando a maioria das mercadorias mais barata, o que conquistou o grande público que busca preços baixos. Este cenário se fortaleceu com a queda na renda das famílias. O modelo de negócio vem mudando a estratégia de grandes redes como Extra, Walmart e demais hipermercados que estão em migração para o atacarejo. CONCEITO INOVADOR Das 54 lojas físicas em Goiás e no Distrito Federal, a nova unidade do Fujioka Distribuidor será a terceira voltada ao atendimento por atacado — público CNPJ. Agora são duas em funcionamento em Goiânia, localizadas nas avenidas Independência e Assis Chateubriand, e a outra em Anápolis (Avenida Brasil). O diferencial desta nova loja ficará por conta da especialidade no atendimento e pela robustez da linha completa de produtos dos principais fabricantes, como: JBL; Asus; Motorola; Positivo; Samsung; Sandisk; LG; HP; Lenovo; Gama; Sony; Alcatel; Epson; Philips; Taiff; Panasonic e Intelbras. Outro diferencial da nova unidade será a qualificação do atendimento. De amplo espaço, a loja vai contar com ambiente reservado às marcas, como a Epson, HP, Intelbras, Samsung e LG. O destaque será a repartição dos games, cuja demanda cresceu fortemente desde o começo da pandemia. Dentro dessa nova dinâmica comercial, o Fujioka disponibilizará a seus clientes um consultor técnico que dará assessoria e análise de performance dos produtos, principalmente os da linha de informática. De acordo com Dvair Borges Lacerda, diretor comercial do Grupo Fujioka, o novo conceito surge com foco no atendimento do consumidor CNPJ que busca produtos de tecnologia que outras lojas

Setor atacadista e distribuidor brasileiro registrou crescimento em 2020 de

5,2% 287,8 BILHÕES Em termos nominais, foi o faturamento a preço de varejo

51,2% Foi a participação registrada no mercado nacional (R$ 562,3 bilhões no ano passado)

de varejo não têm, principalmente de informática e automação. “Não existe atualmente no Brasil uma loja de atacado voltada a produtos de tecnologia e temos itens que tradicionalmente o consumidor tem dificuldade de encontrar. É como se uma pessoa que pretendesse abrir ou fazer a modernização de seu negócio, nos procurasse para ter toda a solução desejada”, ressalta. Segundo Francisco Rainer, diretor de Distribuição do Fujioka, a pandemia fez com que a necessidade por produtos de tecnologia aumentasse. Ele argumenta que, com a nova realidade de trabalho em casa, reuniões de negócios e ensinos remotos, o Fujioka Distribuição enxergou nessa nova realidade uma oportunidade ímpar de negócios. “A tecnologia na vida das pessoas deixou de ser luxo e passou ser uma necessidade. Nosso foco para o atacado surgiu dessa demanda absurda”, revela. “Cito o exemplo da procura de monitores no qual temos dificuldade ainda em suprir, levando em consideração que somos o maior distribuidor desse produto no País”, conclui Francisco Rainer. Depois da abertura da unidade da Praça Tamandaré, Francisco Rainer adianta que está no plano de expansão do Fujioka levar esse conceito de negócio para outros municípios goianos, e o Distrito Federal, para então avançar pelo restante do Brasil. Francisco afirma que o atendimento ao público pessoa jurídica é um caminho sem volta, portanto, há necessidade de remodelação de negócio para se manter competitivo. “Podemos dizer que a pandemia acelerou essa tendência? Sim, Principalmente no site de distribuição. Fizemos uma série de ajustes nessa plataforma, como engenharia tributária para atender a todas unidades da federação. Portanto, não faz sentido o Fujioka ser o maior distribuidor atacadista do Brasil de produtos de tecnologia se não tem um referencial nas suas casas, que são Goiás e Brasília”, ressalta o executivo.

W

O setor é hoje o que mais cresce no País com mais de

O atacarejo é um importante empregador, com mais de

650

75

espalhadas por todo o território nacional

postos de trabalho diretos e outros milhares indiretos

lojas

mil

Fonte: Ranking ABAD/Nielsen 2021 – ano base 2020, realizado pela ABAD – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores em parceria com a consultoria Nielsen.

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VEÍCULOS

BELCAR FIAT na BR-153 é parte da recente expansão da marca

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VEÍCULOS

BELCAR EXPANDE MARCAS, LOJAS E CLIENTES DE FUNCIONÁRIOS A EMPRESÁRIOS, COM SETE LOJAS E QUATRO MARCAS, BELCAR CHEGA A 28 ANOS EM ALTA. SETOR TEVE ONDA DE FALÊNCIAS Por Iara Nunes

A

década de 90 foi marcada pela maior diversificação do setor industrial em Goiás, com expansão de fábricas de medicamentos, veículos e produção de etanol - além de forte avanço do agronegócio que já ostentava bons números. Na área comercial, muitas empresas aproveitaram essa expansão. A Belcar Veículos é uma das empresas que despontaram nessa época. Quem acompanhou o seu surgimento não imaginaria que após 28 anos a empresa contaria com faturamento de R$ 556 milhões (acumulado de janeiro a setembro deste ano), e comercializaria, em média, 20 veículos por dia. E também não apostaria todas suas fichas que um gerente comercial e uma gerente administrativo-financeiro teriam, em Goiânia, sete concessionárias. São três lojas da Volkswagen, duas da Fiat, uma Mitsubishi e uma Yamaha, com dois pontos-de-vendas. Voltando no tempo, naquele 1º de abril de 1993 era inaugurada, no Setor Norte Ferroviário, a primeira unidade da Belcar. Bem menor do que a estrutura de hoje, a concessionária já contava com todos os departamentos de vendas, pós-vendas, peças e administrativo. Alugado, o espaço não era adequado para acomodar bem os colaboradores. No quadro societário da empresa, o mesmo desde a sua fundação: Shirley Leal e Claudionor Rodrigues. No início, os dois arriscaram alto: Venderam todo o seu patrimônio e juntaram as suas economias como funcionários da Govesa para montar a Belcar. O tempo passou e a empresa pôde expandir. Em 1996 os empresários inauguraram a sua primeira sede própria. “Era um espaço bem mais amplo, com 6.220 m², e seguia todos os rigorosos padrões internacionais da Volkswagen”, conta a empresária. Se manter tantos anos no mercado foi possível, segundo Shirley, devido a alguns diferenciais específicos frente à concorrência. “Sempre oferecemos atendimento personalizado. Estar próximo ao cliente, fazer negociações diferenciadas, priorizar qualidade de atendimento e estrutura são nossas prioridades desde o início”. A soma disso, continua Shirley, resultou em credibilidade e responsabilidade dos dias atuais. A Belcar sempre atuou com seminovos, e conta, desde 2012, com a Belcar Investcar. “O cliente quer a facilidade de vender o seu carro e já comprar outro no mesmo lugar. Além disso, o segmento seminovos responde por 9,5% do faturamento da Belcar." 47


VEÍCULOS

UMA HISTÓRIA DE RECONHECIMENTO Em 1997, a Belcar conquistava pela primeira vez o prêmio Maiores do ICMS e a certificação ISO 9001. Os negócios continuavam a prosperar e em 2003 a empresa se tornava o Grupo Belcar, com a inauguração da Belcar Motos, a maior concessionária Yamaha da região. Em 2007 a empresa completou a sua primeira década. Já nos primeiros meses daquele ano, a participação nas vendas de Goiás superou os 30% e no primeiro semestre a oficina atingiu a marca de 14 mil veículos atendidos, obtendo o primeiro lugar do Estado em peças e acessórios. Foi nesse mesmo ano que o grupo inaugurou a Belcar Detran, com moderna estrutura de atendimento e ainda conquistou pelo primeiro ano o Diamond Pin, comenda mundial da VW. Shirley conta que ela e o sócio viram a oportunidade de consolidar a marca VW em Goiânia e investiram na área que tinham conhecimento: concessionária. “Com isso abrimos três lojas e mesmo com o fechamento da Govesa, fizemos questão de mostrar à montadora que daríamos conta do recado e atender a praça juntamente com a outra concessionária da marca na capital." Em 2008, a Belcar conquistou mais um prêmio: foi eleita a Melhor Concessionária do Brasil pela Revista Carro - repetindo o feito em 2010 e 2012. Desde então, a empresa frequenta o TOP 10 Volkswagen, figurando entre as 10 melhores revendas do Brasil no ranking VW, e obtendo o Diamond Pin pelo segundo ano consecutivo - o que repetiria várias vezes nos anos seguintes. Novas metas e oportunidades impulsionaram o crescimento do grupo, e, em 2011, foi inaugurada a Asuka Motors. Ainda em 2013, foi inaugurada a Belcar Veículos Portal. Seguindo a tradição de prêmios Belcar, a Asuka Motors conquistou o prêmio profissional 3 Diamante em apenas um 48

“

SEMPRE OFERECEMOS ATENDIMENTO PERSONALIZADO. ESTAR PRÓXIMO AO CLIENTE É A HISTÓRIA DA BELCAR"

ano de funcionamento, prêmio este concedido pela Mitsubishi Motors. Em junho de 2017 foi a vez de inaugurar a Belcar Motos Santos Dumont e, logo um ano depois, abrir as portas da nova Belcar Motos Cidade Jardim. Desde 2015, enquanto a Belcar acelera sua expansão, o segmento de concessionários de veículos em Goiás passava por grande crise. Em menos de cinco anos, pelo menos sete grandes marcas fecharam as portas. A Belcar, uma das mais jovens, manteve seu ritmo de expansão.

Shirley Leal, diretora do Grupo Belcar

E DE 2017 A 2021? Sobre expandir os negócios para outras cidades do Estado, Shirley Leal tem os pés no chão. “Temos todas as lojas em Goiânia, por questão de administração, logística e planejamento. Acreditamos no potencial da nossa cidade, e por isso não temos interesse em outros mercados regionais”, conta. A previsão para 2022 é de que haja reformas nas lojas existentes. “Vamos renovar nossos ambientes para melhor atender nossos clientes, adequando as estruturas e novos padrões exigidos pelas fábricas." De todas as mudanças que o novo coronavírus trouxe em 2020, poucos ecossistemas passaram por tantas adaptações quanto o automotivo. Das montadoras que tiveram de suspender a produção de carros novos aos aplicativos de transporte compartilhado, passando pelo ato de vender e comprar automóveis, todas as empresas precisaram se preparar para novos desafios.


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ESTRATÉGIA

NOVO CICLO DE EXPANSÃO DO SICOOB UNICENTRO BR COOPERATIVA ABRE AGÊNCIA VOLTADA PARA AGRONEGÓCIO E PROGRAMA ABERTURA DE MAIS DE 50 UNIDADES EM 2022

A

gronegócio está no radar do Sicoob UniCentro Br. Aliás, não apenas este segmento. O plano de expansão de 2022 contempla um crescimento exponencial da cooperativa, que já é uma das maiores do Sistema Sicoob com mais de 59 mil cooperados e mais de 50 agências em Goiás, São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Tocantins. A Leitura Estratégica esteve com o diretor presidente da cooperativa, Raimundo Nonato Leite Pinto, que falou do posicionamento e crescimento do UniCentro Br. “Enquanto diversos setores do mercado brasileiro sofreram retração financeira com o avanço da pandemia, as cooperativas se mantiveram firmes e aumentaram suas linhas de créditos e serviços para atender as necessidades de cada setor. Os cooperados surgem com o papel de aproximar os produtores rurais das novas tecnologias do chamado ‘agro 4.0’ e ainda com maior regionalização dos produtos”, afirma Nonato sobre a abertura de uma unidade com perfil agronegócio em Goiânia. A agência fica na Avenida Castelo Branco, no Setor Rodoviário, onde se concentram as maiores empresas do segmento agro – como casas agropecuárias, distribuidoras de produtos, sementes, grãos e as grandes revendas de máquinas agrícolas. “Temos dentre os nossos cooperados, produtores rurais morando na capital, onde os

50

“

O cooperado não quer apenas o produto, mas quer saber o diferencial, quer vantagens e, acima de tudo, confiança” RAIMUNDO NONATO LEITE PINTO, presidente do Sicoob UniCentro Br


ESTRATÉGIA

grandes negócios são fechados. Por isso, acreditamos que essa agência terá um foco melhor no atendimento, com um tempo mais voltado para discutir sobre as demandas e os produtos voltados para o agro, como créditos, investimento, linhas do BNDES, entre outros”, reforçou Nonato. O agronegócio está posicionado como um dos principais eixos que fazem a economia do Brasil se movimentar. Após fechar 2020 com aumento de 9% na participação do Produto Interno Bruto (PIB) e de 17,4% no Valor Bruto da Produção (VBP), o agronegócio caminha para um crescimento estimado de 3% em 2021 e segue na esteira dos mais importantes da cadeia produtiva nacional. Os dados são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o robusto crescimento vai ao encontro das operações do setor no cooperativismo. De acordo com informações do Anuário do Cooperativismo Brasileiro de 2020 realizado pela Organização de Cooperativas Brasileiras (OCB), as cooperativas de agro já somam 1.223 unidades em todo o País e 992.111 cooperados.

AGÊNCIA AGRO DA UNICENTRO BR na Avenida Castelo Branco: Carteira do segmento cresceu 107% no último ano

EXPONENCIAL No Sicoob UniCentro Br, sem uma agência específica para atendimento em Goiânia no passado, a carteira de agro do período de 2019 a 2020 foi de R$ 132 milhões, e de 2020 a agosto de 2021, o número foi para R$ 273 milhões, o que representa um crescimento exponencial de 107%. Em relação ao número de cooperados, o crescimento foi de 51,2% da carteira. Segundo Sandra Helena Ducarmo Leite, gerente da nova agência UniCentro Agro, a unidade tem excelentes resultados. "Além de dezenas de cooperados, formou-se uma cadeia de relacionamento do agronegócio e viramos uma referência entre eles", destaca ela, ressaltando grande procura por crédito para operações de custeio agrícola e pecuária, aquisição de propriedade e para financiamentos de máquinas e equipamentos. 51


ESTRATÉGIA

DOBRANDO TAMANHO EM 2022 O executivo do Sicoob UniCentro Br, Raimundo Nonato Leite Pinto, revelou à Leitura Estratégica que os planos para 2022 são maiores, com uma abertura de agências que deve mais que dobrar o número atual da cooperativa. “Vamos abrir mais de 50 agências em 2022”, prevê Nonato, apontando que é um plano de expansão ousado, mas muito bem planejado e estrategicamente estudado pela diretoria. “Uma parte maior desta expansão de unidades será em São Paulo, onde entramos mais recentemente e temos oportunidades que ainda não exploramos, mas teremos crescimento em todo a nossa área de atuação, para manter equilíbrio do negócio. Teremos muitas novidades no próximo ano.” Números positivos, não faltam. Em 2020, a cooperativa distribuiu mais de R$ 105 milhões 52

Em 2020, a cooperativa distribuiu mais de R$

105

milhões do seu resultado financeiro entre os cooperados

do seu resultado financeiro entre os cooperados e chegou a R$ 4 bilhões em ativos. Em 2021, já superou R$ 4,7 bilhões. Fundada em 1992, inicialmente era voltado a médicos, atualmente o Sicoob UniCentro Br é aberto a todos os segmentos e profissionais – tanto que expande a outros segmentos, como agronegócios e empresarial. “O cooperativismo tem se consolidado cada vez mais como uma alternativa sólida e eficaz para os diversos setores do mercado brasileiro. No último ano, mesmo em meio à crise desencadeada pela pandemia, a cooperativa apoiou o crescimento em vários setores, como o agronegócio, infraestrutura, saúde, dentre outros, graças a uma gestão sólida e atenta às necessidades do cooperado e da comunidade onde a cooperativa está inserida”, completa Nonato.


COMEX

CÂMARA BRASIL-CHINA EM GOIÁS TANTO ARBITRAGEM COMO CÂMARA DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA DESEMBARCAM EM GOIÁS PARA AGILIZAR COMÉRCIO EXTERIOR DE GOIANOS COM CHINESES

O

presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), Charles Tang, debateu em 9 de dezembro com dezenas de empresários e executivos goianos a situação de comércio exterior internacional e as previsões para os próximos anos. Durante o evento, que ocorreu em Goiânia, foi lançada a representação a Comissão Internacional de Arbitragem da Economia e Comércio da China (Cietac), e deverá atender especificamente contratos Brasil-China, em Goiás, que terá a coordenação do executivo e consultor Wellington Romanhol que organizou o evento, e também foi anunciado como parceiro de negócios da CCIBC em Goiás. O objetivo da iniciativa de ter uma instituição de arbitragem é ampliar a segurança jurídica em eventuais disputas entre investidores e empresários brasileiros e chineses. O tribunal arbitral vai atuar em parceria com a principal câmara nacional chinesa. Segundo Charles Tang, a parceria é importante para garantir maior segurança e conforto durante a resolução de cada conflito. Charles Tang destacou, durante sua palestra “Investimento Chinês, Tendências e Oportunidades” que a corrente de comércio exterior do Brasil com China superou US$ 100 bilhões neste ano, com superávit de quase US$ 40 bilhões a favor do Brasil. “Não compreendo ainda como no Brasil se ataca a China. Ao fazer isso estão atacando interesses do Brasil a troco de nada”, citando o exemplo do Austrália, que tem acumulado perdas comerciais por ter entrado em conflito diplomático com os chineses e enfrenta hoje problemas em vários setores. Desde 2012, a China é o principal parceiro comercial do Brasil. Enquanto todos demais países parceiros tiveram retração no período

ROMANHOL E CHARLES TANG, firmam parceria de negócios que beneficiam empresas goianas

da pandemia, os negócios do País com a China cresceram – hoje é o dobro o segundo lugar. “São 68 bilhões de dólares em exportação e mais de 38 bilhões em importações. É uma corrente de comércio relevante. Não existe um executivo ou empresário no Brasil que não enxergue isso”, diz Tang. Para o advogado Wellington Romanhol, a parceria da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China com a Romanhol Advogados vai proporcionar uma abertura sem precedentes para empresários goianos com o mercado chinês. “Charles Tang é um dos maiores especialistas no mundo de comércio chinês atuando fora da China e tem um conhecimento de mais de quatro décadas de Brasil, morando aqui. Vamos abrir caminhos com uma plataforma completa de negócios internacionais de soluções para os empresários, de feiras e missões à aproximação de produtos e serviços”, cita Wellington Romanhol. 53


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NEGÓCIOS

PONTO

AS GRANDES DO NORDESTE JÁ ESTÃO AQUI A chegada da distribuidora baiana de combustíveis Larco consolida um caminho de negócios que já foi feito por outros grupos nordestinos no Centro-Oeste, entre eles, Hapvida e Drogaria Pague Menos. 57 a 59

54 GRUPO G500 PODE GANHAR MAIS UM MEMBRO 60 PLANALTO INDUSTRIAL: LÍDER NACIONAL 55


SAÚDE PRIVADA

G500

PODE GANHAR MAIS UM MEMBRO

INTEGRAÇÃO DE CINCO HOSPITAIS GOIANOS FORMOU UMA NOVA EMPRESA AVALIADA EM R$ 1,2 BILHÃO. GRUPO DEVE CRESCER Por Iara Nunes

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E

m meados deste ano, foi anunciada a criação do G500, grupo fundado após cinco tradicionais hospitais de Goiás iniciarem a integração de suas operações. Na oportunidade, formaram o grupo, que nasceu como um dos maiores do Centro-Oeste, o Hospital da Criança, Hospital do Coração, Hospital de Acidentados, Hospital Santa Mônica e Ela Maternidade. A expectativa é que, para os próximos meses, possa ocorrer a integração de um sexto membro, que ainda não teve o nome divulgado e é guardado a sete chaves. Uma consultoria especializada levantou, na época do anúncio da integração, que a união dos cinco grupos criou um negócio avaliado em mais de R$ 1,2 bilhão. O G500 gera de mais de três mil empregos e atua há mais de quatro décadas em Goiás. Integrações desse porte acontecem no mundo dos negócios e são cada vez mais frequentes. Uma onda de fusões e aquisições, IPOs e outras transações bilionárias tem movimentado o setor de saúde privada no Brasil, inclusive o de Goiânia – mas não com tantos grupos consolidados, na mesma cidade e sem uma âncora comprando as demais, sendo o G500 um formato considerado inovador por estas características e pelo porte da operação. Analistas do mercado e representantes do setor afirmam que esse movimento, que vem ocorrendo mais fortemente desde 2019, não deverá parar tão cedo. “Desde então todos nós fomos abordados por grandes grupos em diferentes momentos”, afirma o presidente do Conselho de Administração do G500, Clidenor


Gomes Filho. Como resposta, e para fortalecer o segmento em Goiás, optou-se pela integração. “Hoje se tem grandes empresas, grandes grupos, fundos entrando no setor de maneira muito agressiva, fazendo com que os pequenos hospitais fiquem mais vulneráveis a esse tipo de assédio dos grandes”, pondera Paulo Jardim, diretor do Hospital do Coração. O mercado está mais competitivo. Operadoras de saúde, laboratórios e redes hospitalares convergem numa mobilização de ganho de escala, profissionalismo e qualidade que promete dar maior sustentação ao sistema de saúde não apenas goiano, como nacional. “Não podemos ser simplistas, pois o processo envolve diversos fatores. Com a injeção de capital, uma grande estrutura de rede e know-how, as compras e vendas em grandes escalas que aconteceram em diversos setores chega-

Anúncio da fusão do G500 foi destaque nacional do setor

ram na saúde”, destaca Haikal Helou, diretor do Hospital Santa Mônica. Neste sentido, o G500 surge, segundo Paulo Jardim, como uma forma de proteger as operações já existentes nos hospitais. “O setor de saúde está muito aquecido, existe muita especulação e assédio em termos de compra e venda de unidades hospitalares. Queremos proteger os nossos negócios e deixar que funcionem com segurança." Para Paula Pires de Souza, diretora clínica do Hospital da Criança, o maior ganho para o corpo clínico é a segurança de uma rede goiana, de que não vai haver mudança expressiva nos valores destes hospitais. "Nós queremos as melhores condutas, os melhores profissionais e atender melhor os nossos pacientes com base nas diretrizes de cuidados da sociedade e das especialidades", disse Paula, destacando a que o G500 fortalece o legado da Medicina regional. 57


SAÚDE PRIVADA Segundo levantamento realizado pela RGS Partners, boutique de M&As que atua em todas as fases de processos de fusões e aquisições, o setor de Saúde concentrou mais de 60 fusões e aquisições em 2020 no Brasil, movimentando quase US$ 2 bilhões. Todas essas negociações trouxeram mudanças significativas para o setor. Olhando para Goiás, grande parte das empresas de saúde goianas tem perfil familiar. “Goiânia talvez seja um dos últimos locais em que se registrou uma entrada tão expressiva das grandes redes. Registramos, por exemplo, duas grandes aquisições este ano, a do (Hospital) Neurológico e a do Cebrom”, diz Paulo Jardim. Segundo a Agência Nacional da Saúde Suplementar (ANSS) há no Brasil 959 operadoras com beneficiários. Já os hospitais privados, conforme a Confederação Nacional da Saúde (CNSaúde), superam 4 mil. Com a expressividade, o mercado está cada vez mais competitivo. Para Sérgio Daher, do Hospital de Acidentados, esse aporte de grandes grupos vem transformando a saúde no País, o que gera um resultado positivo. “Com investimento você transforma os hospitais com recursos e oferece à população soluções melhores, mais resolutivas. É preciso ficar claro que a qualidade do setor é própria do crescimento científico e acadêmico, já essas negociações influenciam a nível de gestão e negócio”, diz Daher. Com a nova empresa e a implantação de novos processos, a previsão é a ampliação de 30% da capacidade de leitos hospitalares privados do grupo, que hoje é próximo a 500 leitos; a geração de centenas de empregos na área de saúde; a ampliação de recursos para projetos de qualidade; e, muito importante para o Estado, realizar novos investimentos em infraestrutura. A previsão é de que os investimentos totais ultrapassem R$ 100 milhões na primeira fase do projeto. Internamente, dentro dos hospitais, a notícia foi bem recebida. É o que conta Sérgio Daher. Segundo o médico, isso se deu devido a uma comunicação robusta e transparente. “É preciso colocar para os profissionais dos hospitais que todos temos a ganhar. Será possível oferecer mais tanto para eles quanto para todos os pacientes. Se há espaço para melhorar, nós vamos fazer isso. A receptividade foi muito boa, estão todos empolgados”, conta. 58

A ORIGEM DO GRUPO HOSPITALAR G500

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Clidenor Gomes Filho

esde outubro de 2020, em plena pandemia, tive conhecimento de vários movimentos empresariais entre os hospitais de Goiânia. Tratava-se de propostas de aquisição oriundas de fundos de investimento e de grupos consolidadores de outras regiões do Brasil. No final de dezembro, recebi a visita de Dickson Tangerino, um consultor com experiência neste gênero de negócios, abordando a possibilidade de preparar a Ela Maternidade para futura alienação. Falamos sobre a possibilidade de agregar alguns hospitais, que pudessem obter ganhos de escala ou atingir um porte que tornasse a alienação mais atraente para o mercado. Nos feriados de final de ano pensei bastante sobre o assunto e resolvi desenvolver um projeto diferente. A ideia principal era constituir uma empresa de participações (holding), controladora dos hospitais participantes, para obter ganhos de qualidade e de eficiência, por meio de sinergias entre si. Em janeiro, procurei inicialmente o colega Sérgio Daher, sócio do Hospital de Acidentados, para apresentar a ideia. O Dr. Sérgio é um destacado ortopedista, referência como cirurgião de coluna vertebral, pessoa de excelente reputação, e tem grande liderança empresarial e no terceiro setor. Não me surpreendi com o seu entusiasmo e acolhimento da ideia. Procurei também o Dr. Haikal Helou, sócio do Hospital Santa Mônica e destacada liderança na área hospitalar, e resolvemos agregar o nosso respectivo entusiasmo. Conversei também com o Dr. Paulo César Veiga Jardim, do Hospital do Coração de Goiás, que foi meu professor na graduação, e com Gustavo Suzin Clemente, administrador do Hospital da Criança. A ideia tomou corpo e agregamos as participações dos colegas Vardeli Alves de Moraes, Válnei Luiz da Rocha, Paula Pires de Souza, Miguel Luis Eliam, Alexandre Vieira de Moraes e Frederico Mesquita Gomes. Foi constituído um grupo de trabalho que, com reuniões semanais na Ela Maternidade, fez evoluir o projeto. De início, assinamos um termo de confidencialidade elaborado pelo Dr. Paulo César e, em 08 de abril de 2021, assinamos um documento com o esboço do projeto, para ser apreciado pelos controladores dos hospitais participantes. Após aprovação, decidiu-se divulgar o projeto para o corpo clínico e funcional de cada hospital. Em seguida, foi feito o lançamento público, que se deu no dia 28 de junho de 2021, em evento para a imprensa realizado no Castro´s Park Hotel, em Goiânia.


NEGÓCIOS

EMPRESAS DO NORDESTE EXPANDEM OPERAÇÕES PARA O CENTRO-OESTE

LARCO DESEMBARCA EM GOIÁS COM PESADOS INVESTIMENTOS NA REGIÃO COM O MELHOR DESEMPENHO ECONÔMICO ENTRE MACRORREGIÕES BRASILEIRAS NOS ÚLTIMOS 40 ANOS

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século XX ainda começava quando a Marcha para o Oeste deu início ao processo de expansão da atividade econômica no Centro-Oeste brasileiro. Com a fundação de Brasília, esse crescimento se consolidou e, nas últimas quatro décadas, o PIB da região saltou de 3,8% em 1970 para 10% em 2016. A rapidez no crescimento se deu, inicialmente, com a produção agropecuária em grandes extensões de terra. Na década de 1980, a produtividade aumentou exponencialmente com a soja à frente desse movimento.

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NEGÓCIOS

Em 2020, enquanto o PIB nacional caiu 4,1%, maior tombo desde 1990, o da Região Centro-Oeste cresceu 0,2% graças à forte atuação no agronegócio, único setor que avançou no período. Atentas a essa tendência, empresas como a Larco, da Bahia, uma das dez maiores distribuidoras de combustível do País, e a Hapvida, do Ceará, operadora de planos de saúde presente em todo País, estenderam suas operações para a região, a exemplo de outras grandes empresas, reforçando a sua posição de extrema importância na economia brasileira. Diretor-executivo da Larco, Alberto Costa Neto diz que a empresa sempre deu suporte ao segmento do agronegócio, com destaque para o Oeste da Bahia, e entendeu que precisava aumentar esse comprometimento com o setor. “Goiás, então, passou a ter uma importância grande para nós, seja pelo mercado que apresenta, seja pela sua posição estratégica dentro de nossa logística. Estamos muito felizes com essa ampliação e continuaremos com fortes investimentos na região para atendermos cada 60

LARCO está investindo R$ 25 milhões em Senador Canedo

vez melhor nossos clientes”, destaca o executivo. Com a construção da base própria em Senador Canedo, investimento orçado em R$ 25 milhões, a empresa pretende aumentar a operação e gerar mais emprego e renda por meio de contratações diretas e também pela contratação de serviços terceirizados. De acordo com o diretor, apesar da Larco ser uma empresa genuinamente baiana, já atua em nove Estados e tem uma capacidade de adaptabilidade muito grande, respeitando as culturas e povos locais. “Não chegamos para passar uma temporada, chegamos para ficar e sermos mais um agente catalisador e impulsionador da economia local. Goiás, assim como a Bahia, possui tradições muito enraizadas e devemos apenas respeitá-las e dar nosso toque de 'dendê'”, brinca, apostando no fortalecimento das raízes da empresa na terra do arroz com pequi. Em relação ao crescimento da companhia na região, a diretoria da Larco, que já tem operações em Mato Grosso e estuda ampliar suas atividades em Goiás, além das fronteiras de Senador


NEGÓCIOS

“

NÃO CHEGAMOS PARA PASSAR UMA TEMPORADA, CHEGAMOS PARA FICAR E SERMOS MAIS UM AGENTE CATALISADOR E IMPULSIONADOR DA ECONOMIA LOCAL."

Canedo, vê um cenário promissor, com diversos segmentos em alta e que vêm novamente se solidificando com a retomada da economia. “Temos um planejamento de crescimento muito bem elaborado e vamos segui-lo. Não se trata nem do que podemos esperar, mas do que já estamos vivenciando, uma demanda cada vez mais forte, que estava reprimida pelas dificuldades que tivemos com a pandemia da Covid-19, mas que felizmente começamos a superar e voltamos a patamares pré-pandemia. É muito gratificante para a Larco fazer parte desse processo e poder contribuir diretamente para essa retomada da região e do País”, comemora. E o plano de expansão já engloba mais estados do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, regiões onde a Larco já atua e nas quais pretende apoiar ainda mais os clientes e fortalecer sua atuação, investindo em caminhões, tanques, pessoas, processos e sistemas. “Afinal de contas, quem vai com Larco, vai mais longe”, pontua. Presente em Goiás desde o fim de 2019,

Alberto Costa Neto, diretor-executivo da Larco quando adquiriu oficialmente o Grupo América, o Sistema Hapvida se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde privada do Brasil e da Região Centro-Oeste, gerando emprego e renda para a sociedade. Com mais de 249 mil clientes, atua com mais de dois mil colaboradores diretos envolvidos na operação e mais de 750 médicos em sua rede de atendimento nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis. Atualmente, fazem parte do sistema as operadoras RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, Grupo Promed, Premium Saúde, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Ao todo, são três hospitais, dois prontos atendimentos, 14 clínicas médicas e 13 unidades de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial distribuídos, não só na cidade de Goiânia, como também nas regiões vizinhas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta e de constantes investimentos na região, tanto em Goiânia quanto em Brasília. 61


INDÚSTRIA

PLANALTO CRESCE 67% E JÁ SUPERA RITMO PRÉ-COVID INDÚSTRIA GOIANA, QUE COMPLETOU 30 ANOS, É LÍDER NACIONAL, COM 40% DO MERCADO, E MONTA 750 DE CAMINHÕES COMPACTADORES POR ANO Por Izabella Pavetits

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ascida para enfrentar grandes desafios, a Planalto Indústria Mecânica completa neste ano seu trigésimo aniversário e, hoje, a empresa goiana é uma das mais completas indústrias para desenvolvimento e fabricação de equipamentos de coleta e transporte de resíduos sólidos no País, atendendo clientes no mercado nacional e internacional, como América Latina e África. A Planalto Indústria é líder do segmento de compactadores nos últimos cinco anos e atualmente possui 40% do mercado. A empresa destaca que a produção tem se mantido em evolução. Em 2019, entregou 650 compactadores. Com a pandemia e uma forte desaceleração dos negócios, em 2020, mesmo assim, manteve a liderança nacional do segmento, com 450 equipamentos entregues. O ritmo de 2021 já supera inclusive o do pré-pandemia, com 750 compactadores previstos – um crescimento de 67%. Com parque industrial de mais de 50 mil metros quadrados e planta localizada em Goiânia, a Planalto trabalha com equipamentos para descarte de resíduos sólidos domiciliares, industriais e/ou infectantes. Além da sede na capital goiana, também possui filiais em São Paulo e Pernambuco (onde comercializa e oferece assistência técnica) e conta com equipe comercial própria em cada 62

um dos Estados brasileiros. Segundo o diretor presidente da Planalto, Alberto Nunes Neto, o Beto, a participação de mercado da empresa no mercado – por volta de 40% – pode crescer em 2022, na faixa de mais 10%. O executivo conta que a preocupação das companhias com questões ambientais refletiu diretamente na demanda por caminhões de coleta de resíduos sólidos e a tendência é que o movimento siga em alta. “Estamos muito otimistas e bem posicionados para essa expansão”, comentou. A especificidade nesta área de atuação requer atenção a critérios técnicos a fim de garantir a qualidade do serviço e, por consequência, a saúde pública e a sustenta-


QUATRO GERAÇÕES

bilidade. Nesse sentido, “um dos diferenciais da Planalto Indústria Mecânica é justamente o esforço para o desenvolvimento, fabricação e venda de equipamentos que não apenas obedeçam a todas as obrigatoriedades, mas também sejam de fácil operação, longa vida útil e baixa manutenção.” Mas o verdadeiro DNA da empresa, orgulha-se Beto, é a proximidade do relacionamento com os compradores e todas as pessoas envolvidas no processo. “Visito com frequência nossos clientes, conheço desde executivos em altos cargos até os trabalhadores que operam os caminhões nas ruas, é fundamental que saibamos as necessidades de cada um”, conta.

Alberto Nunes Pereira é um nome que tem história na área empresarial de Goiás. Vejamos. O primeiro de que se tem registro foi um empreendedor português, um dos primeiros empresários da cidade de Goiás a acreditar no desenvolvimento da nova capital e migrar para cá, e nos anos 1930, tocar seu negócio aqui. Em 1937, já estava em pleno funcionamento com seu Cine Bar Campinas, e marca seu nome na história de setor empresarial goiano a ceder o espaço para realizar as primeiras reuniões dos 'negociantes' locais para fundar a Acieg, primeira entidade da nova capital. A segunda geração, Alberto Pereira Nunes Filho logo viria. Com destaque em vários setores, entres eles imobiliário, varejo e máquinas agrícolas, com a Planalto (desde os anos 1960). Foi destaque na economia e fortaleceu o aspecto de inovação e empreendedorismo da família. Na terceira geração, Alberto Pereira Nunes Neto (foto), e a quarta, Alberto Pimentel Nunes e Murilo Nunes, pai e os dois filhos, são representas hoje deste legado de quase 100 anos de uma família empresarial. Beto, como é conhecido, já tem mais de quatro décadas de estrada, e uma trajetória que se destaca a Planalto Industrial, além do agronegócio, varejo (Shopping Galo), entre outros empreendimentos, e a preparação para uma gradativa transi63 ção à quarta geração dos Nunes. (Leandro Resende)


INDÚSTRIA

Fábrica da Planalto Indústria Mecânica que completou 30 anos em 2021. Na foto ao lado, vários equipamentos saindo para serem entregues a cliente

“Buscamos excelência com atendimento personalizado e investimentos contínuos no pós-venda”, afirma o executivo. Há cerca de 25 anos no comando da indústria goiana, Beto acredita que a liderança no mercado nacional se tornou possível com o esforço conjunto para oferecer o serviço desde o desenvolvimento da tecnologia até a produção, venda e assistência técnica. “A Planalto nasceu do sonho de um idealista inovador (meu pai) e se mantém grande no mercado com o mesmo espírito de descoberta”, complementa. Nos planos para o futuro estão uma nova planta, dessa vez no interior de Goiás, e ampliação no atendimento de clientes internacionais - ambos adiados nos últimos anos pelas intempéries pandêmicas. A Planalto Indústria Mecânica atende clientes fora de Goiás desde o início e o processo de internacionalização começou pela Angola, passando pelo México, Guatemala e assim em diante, com dezenas de clientes no exterior. “Apesar de a alta do dólar ser positiva para exportação e existir sim a demanda, temos enfrentado dificuldades no último ano para atender ao mercado exterior pelo fechamento de fronteiras motivado pela pandemia da covid-19. A situação vem melhorando aos poucos, é um processo burocrático e lento, mas estamos otimistas para os próximos capítulos”, conta. “Contribuímos a cada dia com a preservação do meio ambiente e desenvolvimento social, fomentando a industrialização do nosso País, respeitando nossos parceiros e satisfazendo todos os 64

MÁQUINAS DA PLANALTO

Conheça os carros-chefes da Planalto: n Coletores compactadores: indicados para coleta em grandes e médias cidades e coleta industrial; n Lava contêineres LVP: inovação exclusiva da empresa - para lavar contêineres de 2 e 4 rodas, um processo fundamental para eliminar vetores de transmissão de doenças; n Caçamba basculante tipo satélite (com e sem compactação): adequada para coleta seletiva e operação em sistema de transbordo; nPoliguindastes simples e duplos: adequados para transporte de cargas múltiplas; n Compactadores estacionários: promovem eficiência, baixo custo e produtividade na coleta de resíduos sólidos; n Compactador de carga lateral: produto exclusivo no Brasil, fabricado em parceria com a italiana Farid. nossos clientes e colaboradores”, finaliza Alberto Nunes Neto. A experiência e tradição da empresa goiana se traduzem na longevidade e alcance dos negócios: é a tecnologia de Goiás para o mundo.


TURISMO

WAM JÁ RETOMA O CRESCIMENTO

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e acordo com a Organi1 bilhão para o ano Marcos Freitas, COM OPERAÇÃO DE 16 zação Mundial do Turisseguinte. Com a pan- sócio da WAM, mo, o turismo mundial HOTÉIS, 6 MIL UNIDADES demia da covid-19 e detalha recuperação registrou seu pior ano todos decretos de quaHABITACIONAIS E TRÊS da história em 2020. No Brasil, rentena, restringiu-se a circulação segundo o Instituto Brasileiro de PARQUES AQUÁTICOS, A de pessoas e os planos precisaram Geografia e Estatística (IBGE), mudar. “Assim que começou a pano índice de atividades turísticas GOIANA WAM SUPERA PIOR demia, em março de 2020, as vendespencou 36,7% em relação a caíram drasticamente e chegaMOMENTO DA PANDEMIA E das 2019. Entretanto, em meio às inram a zerar em abril. Mas foram se certezas do cenário socioeconôJÁ PROGRAMA MAIS NOVE recuperando aos poucos até que, mico provocado pela eclosão da em outubro, novembro e na priEMPREENDIMENTOS pandemia, houve quem consemeira quinzena de dezembro, os guisse segurar as pontas em um números já superavam ao mesmo dos setores mais afetados. período de 2019. A expectativa era retomar os A goiana WAM, que administra 16 hotéis, no bons resultados em uma curva no formato de ‘V’ total de 6 mil unidades habitacionais; 3 parques e alcançar, em 2021, o melhor verão de todos os aquáticos e está construindo mais 9 empreenditempos - previsão que, com a segunda onda de mentos de multipropriedade pelo País, sofreu infecções, não se concretizou.” com os reflexos das medidas de isolamento soFreitas explique que a WAM enfrentou a cricial, mas evitou quedas significativas no fatuse e as dificuldades gestão de caixa, “olhando ramento e enfrentou 2020 e início de 2021 sem para o próprio umbigo, cortando custos e gordispensar nenhum dos seus aproximadamente duras”. Ao final de 2020, a empresa teve uma re4.000 colaboradores, com apontou o sócio do ceita líquida de R$ 573 milhões - menor do que o grupo, Marcos Freitas Pereira, em entrevista exdo ano anterior, entretanto, superior ao de 2018. clusiva à Leitura Estratégica. Além disso, somou mais de 22 mil contratos Em 2019, o melhor ano em resultados desde vendidos. Qual o segredo? a fundação da empresa, o grupo de multipro“Para quem não sabe, com a missão de ofepriedade alcançou R$ 720 milhões de receita recer soluções imobiliárias e turísticas intelilíquida e projetava rendimentos na casa de R$ gentes, a WAM opera em cinco unidades de 65


TURISMO negócios: incorporação imobiliária; comercialização; clube de viagens e vantagens; gestão do cliente e administração hoteleira. E aí é que se esconde o pulo do gato.” O executivo aponta que o objetivo da empresa goiana é estar presente em todo o ciclo de vida do negócio, desde a venda na planta do imóvel, passando pelo uso do clube de férias, até a estadia no hotel. Assim, mesmo que uma das frentes tenha resultados mais tímidos, as lacunas são preenchidas pelas demais. “O Grupo WAM acompanha toda a jornada do cliente proporcionando experiência de férias por toda a sua vida. O setor é o imobiliário-turístico. Vende-se experiência, compartilhamento. Não simplesmente comercializa-se imóvel, vende-se lazer, qualidade de vida, férias. Esse é o conceito de ser, a concepção de negócio.” O desempenho da WAM em 2020 pode ser considerado estrategicamente superior ao de 2019, pois, segundo Freitas, mesmo com todas as perdas sofridas nas frentes de hotelaria e comercializadora, a carteira de incorporação imobiliária não deixou de dar resultados. Esse é o diferencial que ajuda a segurar a empresa durante a crise. É uma unidade de negócio que tem um ciclo maior (entrega e vende em até 72 meses) e não foi afetada em 2020 porque, durante o ano, repercutiram resultados de vendas de anos anteriores. Em 2021, desde maio, após o arrefecimento da segunda onda da covid-19 que iniciou-se na segunda quinzena de dezembro de 2020 e se estendeu até o final de abril de 2021, a WAM vem novamente se recuperando não em forma de ‘V’ tradicional e sim em forma de ‘V’ com a segunda parte alongada. Em 2020, mesmo em meio a toda instabilidade, a WAM destacou-se, pelo terceiro ano consecutivo, nos rankings promovidos pelas publicações empresariais: IstoÉ Dinheiro, Valor 1000 e Época Negócios divulgadas nos meses de setembro e outubro de 2021.“A expectativa é de que a WAM feche o ano de 2021 com receita líquida de R$ 1 bilhão”, revelou Freitas. A empresa goiana colecionou premiações no período 2019-2020. A WAM foi listada em 2º lugar na categoria recursos humanos e também em 2º na categoria inovação e qualidade no setor Serviços Especializados e em 643ª no ranking geral do anuário “As Melhores da Dinheiro”. Já no Anuário Época Negócios 360°, no setor de Serviços, a WAM ficou em 5º lugar na categoria Desempenho Financeiro e em 335º lugar geral dentre todas as empresas do ranking. Nos destaques por região, alcançou o 15º lugar no Centro-Oeste. Já na Revista Valor 1000 a WAM 66

EMPRESA PREPARA INTERNACIONALIZAÇÃO E IPO No início de 2020, a WAM tinha três grandes objetivos estratégicos: internacionalização, entrada de um novo sócio investidor e com isso, futuramente, fazer a oferta pública inicial na bolsa de valores (IPO). Com os solavancos da pandemia, o planejamento precisou ser revisto, mas nada foi cancelado, apenas adiado. Será lançado até o final do ano o 1º projeto internacional em Orlando (nos Estados Unidos), além dos projetos de Maceió e Fortaleza. Até esse momento do ano, aponta Marcos Freitas, lançou-se o projeto de Pirenópolis, em parceria, com o Grupo Villas e foram entregues 5 empreendimentos condominiais hoteleiros, Praias do Lago (Caldas Novas); Ondas (Porto Seguro); Solar Pedra da Ilha (Penha); Golden (Gramado) e Solar das Águas (Olímpia). O Grupo WAM hotelaria já figura entre as maiores redes de administradoras de hotéis do Brasil. “Se tem um setor que sofreu com a pandemia, foi o turismo. Mas, se tem um setor que vai sair dela voando é o turismo também. Ninguém mais aguenta ficar em casa, as pessoas estão doidas para viajar. A obrigação do Grupo é sobreviver às adversidades, mas, passando isso tudo, virão os resultados. A WAM se prepara para levantar voos altos e expandir sua presença no mercado Nacional e Internacional”, comentou o executivo. destacou-se como a 4ª colocada em margem da atividade do setor de serviços especializados e 10ª como margem de Ebitda. Além dos grandes especialistas do mundo corporativo, a WAM também é certificada pelo seu público interno e pelo quarto ano seguido conquistou a certificação GPTW, o Great Place To Work, o que a coloca entre as melhores empresas para se trabalhar no Brasil. A empresa possui planos ambiciosos para o futuro.


ESPECIALISTA RESPONDE

RESPOSTA RÁPIDA AOS EMPRESÁRIOS EXPORTAÇÃO MARCONDES BRAGA

comércio RONDINELLY LEAL

proteção de dados VIVIANA MELLO

justiça OTÁVIO HENRIQUE DE CASTRO BERTOLINO

gestão ROGÉRIO BRETAS

Consultores de renome e experientes, de áreas distintas, respondem questões relevantes para empresas levantadas por editores da Leitura Estratégica. 58 a 63


ESPECIALISTA RESPONDE

EXPORTAÇÃO

QUAL O RISCO DE COLAPSO NO COMÉRCIO EXTERIOR E AS CONSEQUÊNCIAS NO MERCADO INTERNO?

E MARCONDES BRAGA DE MORAES Profissional com carreira consolidada na área estratégica empresarial, em empresas de grande porte, atuando em todo o processo de planejamento estratégico e Negócios Internacionais. MBA´s em Gestão Comercial e Gestão Empresarial pela FGV; Master em Negociação pela Harvard Business School; e Finanças para Executivos pela Indiana State University

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sse tema vem sendo ventilado há 50 mil. O quadro mundial impacta diretaalgum tempo este ano. Após a cri- mente diversos setores da economia, esse vivida em decorrência da pan- pecialmente o agronegócio brasileiro, que demia da Covid-19, os negócios vê a disparada das tarifas e a retenção de aqueceram novamente. O que ninguém produtos em todos os portos do País. contava é que o translado de mercadorias Um frete da China para o Brasil, que por contêineres e navios não consegui- custava aproximadamente US$ 2 mil ria acompanhar essa alta (equivalente a R$ 10 mil) da demanda, resultando hoje custa em torno de US$ em aumento do preço do 15 mil (mais de R$ 75 mil). frete e alongamento dos Da Europa ou dos EUA, dos prazos de importação e mesmos US$ 2 mil, o valor exportação de produtos. já ultrapassa os US$ 10 mil. Em alguns lugares, há filas Assim como tudo em ecocom mais de 50 navios esnomia, a cadeia está interperando para aportar. Não ligada de forma que toda é o caso do Brasil, mas por a linha de produção acaba É QUANTO SUBIU O FRETE aqui não se encontra consendo impactada. O consuDA CHINA PARA O BRASIL. FOI têineres para transportar midor acaba sendo afetaDE US$ 2 MIL PARA US$ 15 MIL suas mercadorias. do, pois é quem irá pagar Chegamos a um ponto caro no final. tão crítico que a chamada Assim como o coronacrise dos contêineres amevírus não atingiu apenas o aça recuperação econômiBrasil a crise dos contêineca também no Brasil. Aperes também não o fez. Pasar do aumento esperado íses como China, Estados de 30% no número de conUnidos, Inglaterra e Emitêineres no próximo ano, a rados Árabes enfrentam a expectativa é de que a situmesma situação. Com isso, É A PREVISÃO DE AMPLIAÇÃO ação seja normalizada apevemos grandes transportaNO NÚMERO DE CONTÊINERES nas em meados de 2022. doras lucrarem com a criNO MUNDO. E NÃO DEVE SER Isso porque é quando se esse, algumas tarifas tiveram SUFICIENTE pera que a navegação munaumento de até 500%. dial comece a encontrar o A crise está sendo obseu equilíbrio nas suas diversas rotas. servada em Brasília. A frente parlamentar Não teria como uma situação tão grave da agropecuária se reuniu com os ministénão impactar no preço dos contêineres. rios da Economia, da Infraestrutura e da Antes da pandemia, empresas alugavam Agricultura. Vamos aguardar os próximos cada unidade por aproximadamente R$ capítulos e torcer para que a situação seja 8 mil. Agora são necessários mais de R$ normalizada o quanto antes.

13 MIL DÓLARES

30%

EXTRA


ESPECIALISTA RESPONDE

COMÉRCIO

COMO A CURVA DE JUROS E INFLAÇÃO AFETA O DIA A DIA DO VAREJO?

C RONDINELY LEAL Executivo com 20 anos de experiência em gestão, com atuação em grupos nacionais e multinacionais. Contador por formação com especialização em análise e auditoria, MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria. Professor e consultor

omo já dizia o velho ditado: varejo tenha que se adaptar a esse novo “Hoje o mar não está para pei- consumidor que busca por alternatixe”. Assim o consumidor enca- vas, promoções, marcas menos conhera o dia a dia de suas aventuras cidas, mas com qualidade, algum tipo por qualquer localidade desse Brasil de de vantagem por ser fiel ao produto, dimensões geográficas imensas. segmento ou alguma marca. A inflação e a escalada de juros básiEsse discurso da inflação ganhou cos deixaram tudo mais grande destaque no caro. O consumidor senfechamento dos relate o drama da mudantórios financeiros de ça dos preços na hora grandes redes varejistas de comprar itens tidos no fechamento do 3º tricomo básicos como gás, mestre/2021, todas conabastecimento, quitar sideraram a corrosão do a energia elétrica ou na poder de compra da poida ao supermercado. A pulação brasileira como inflação medida pelo Ínfator fundamental para É O ACUMULADO DA INFLAÇÃO dice Nacional de Preços queda de receita e estoOFICIAL NO BRASIL ATÉ OUTUBRO ao Consumidor Amplo ques altos. (IPCA), acumula alta de A demora na aprova10,67% nos 12 meses feção de reformas estruchando em outubro. Os turantes como a tribupreços ligados à alimentária e administrativa, tação nos domicílios a preocupação com o brasileiros acumulam “furo” do teto de gastos alta de 14,65%. públicos que aumentam No caso dos juros as incertezas no País, básicos, é só dizer que, NO ENTANTO, O PRINCIPAL GASTO colaboram com a baisaímos de 2% ao ano em DAS FAMÍLIAS, QUE É ALIMENTOS, xa no otimismo da pojaneiro de 2021, e já espulação, afugentam os SUBIU MUITO ACIMA DO IPCA tamos em 7,75% ao ano, investidores externos e ao que tudo sinaliza e ligam todos os sinais vamos comemorar o réde alerta para possível veillon com a taxaem 9,25%. Os analis- recessão. tas projetam 11% para 2022. O ano de 2022 já está batendo a porta Com menos dinheiro no bolso, re- e a população brasileira faz as contas e dução no poder de compra do consu- pede para Papai Noel uma linha de crémidor e escassez de linhas de crédito dito especial para não faltar a tradiciopara fomentar a economia em função nal ceia de natal e ainda sobrar algo para de juros fora do contexto, faz com que o os compromissos de início de ano.

10,6% DE IPCA

14,65%

NOS ALIMENTOS

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ESPECIALISTA RESPONDE

PROTEÇÃO DE DADOS

QUANTO TEMPO AINDA POSSO ADIAR PARA ALINHAR MEU NEGÓCIO À LGPD?

S VIVIANA MELLO Advogada, DPO certificada pela Exin, LGPD Essencials pela Exin, membro da IAPP, professora, palestrante e consultora em Proteção de Dados

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e o tema Lei Geral de Proteção de tivos, todos esses se tornam necessários. Dados Pessoais – LGPD ainda é É uma demanda alta de investimento. E desconhecido para grande parte da nem se mencionou os custos com uma população no Brasil, não é possível consultoria especializada. Mas é claro que dizer o mesmo sobre o meio empresarial. tudo pode ser feito gradativamente, de forHá um elevado número de empresários ma planejada. que demonstram ter conhecimento soEsse custo poderia ser menor, se houbre a existência da lei. Talvez seja em ra- vesse uma cultura de, anualmente, se zão dos esforços empreendidos, por suas investir em equipamentos e softwares associações, em levar o tema a estudo e tecnológicos, bem como treinamentos criar estratégias, a fim de evitar grandes corporativos. A sua falta gera um passiprejuízos em seus setores de vo mediante a atualização atuação. diária das tecnologias e a Isso pode ser visto na impossibilidade de compepesquisa realizada entre jatir com uma performance neiro e abril de 2021, com obsoleta num mercado em uma amostra de 997 partiefervescente transformacipantes, sendo 60% delas ção digital. microempresas, liderada Olhando para tudo isso, pela RD Station - Pesquisa a resposta ao título acaba Empresas e LGPD: veja o cese tornando secundária ESTÃO DESPREPARADAS PARA nário brasileiro em que 93% na mente de quem preciLIDAR COM AS EXIGÊNCIAS dos entrevistados disseram LEGAIS DA LGPD, POR FALTA sa tomar decisões diárias ter ouvido falar na lei. para que seu negócio não DE INVESTIMENTO Faz sentido, afinal, uma somente sobreviva, mas das fortes razões para aprescontinue com competitivisar a promulgação da LGPD foi a possibi- dade. A pergunta principal passa a ser “se” lidade de trazer mais competitividade às faz sentido prosseguir sem se adequar à empresas brasileiras, diante da crescente LGPD. pressão de mercado, em todo o mundo É claro que a estratégia de vender o ale principalmente na União Europeia, de moço para comprar a janta não costuma controle do uso e acesso a dados pessoais. ser efetiva. No entanto, assim como se é Para que uma empresa esteja de acor- comum fazer financiamentos a fim de do com a LGPD é necessário empreender investir em estruturas físicas, expansão mudanças na forma de realizar todos os do negócio, hoje se faz premente investir processos que envolvem dados pessoais. em tecnologias, processos e pessoas que, Regras e documentos internos, Seguran- apesar de não serem exatamente o que ça da Informação, tecnologias usadas, se vende, têm sido o que pode salvar uma eliminação do uso de softwares piratas e empresa em tempos de tantos perigos dimáquinas obsoletas, treinamentos educa- gitais e incertezas.

77%

das empresas


ESPECIALISTA RESPONDE

JUSTIÇA

COMO AS EMPRESAS PODEM DIMINUIR O VALOR DA CONTA DE ENERGIA ELÉTRICA?

C OTÁVIO HENRIQUE DE CASTRO BERTOLINO Sócio de VFVB Advogados (www.vfvb.adv.br), atuou por 14 anos como advogado tributarista no Pinheiro Neto Advogados em SP; Conselheiro de Assuntos Tributários da FIEG/GO e membro da Comissão de Direito Tributário da OAB/SP e da OAB/GO

om o aumento do preço da energia elétrica que já acumula alta de quase 25%, segundo dados do IBGE, a inflação neste ano disparou e o poder de compra do brasileiro diminuiu. Não resta alternativa aos empresários a não ser reduzir custos na tentativa de manter suas margens de lucro para permanecer competitivos no mercado. Existem três teses jurídicas relacionadas à cobrança do ICMS na fatura da energia elétrica que são objetos de discussões nos Tribunais Superiores e que podem gerar economia aos contribuintes. Recentemente, em 22 de novembro, o STF julgou o RE 714.139, tema 745 das repercussões gerais, que discute o alcance do art. 155, § 2º, III, da Constituição Federal, que prevê a aplicação do princípio da seletividade ao ICMS. Neste julgamento foi reconhecido a inconstitucionalidade das leis estaduais que aplicam alíquotas majoradas na energia elétrica. A título ilustrativo, o quadro comparativo com as alíquotas cobradas por alguns Estados: Estado

Alíquota Energia Elétrica

Alíquota Padrão

Goiás 29% 17% Tocantins 25% 18% Distrito Federal 25% 18% Mato Grosso 25% a 27% 17% Mato Grosso do Sul 25% 17%

O Mato Grosso já se antecipou e, em 7 de dezembro, antes da conclusão do julgamento pelo STF, promulgou a Lei Complementar nº 708/2021 ajustando a alíquota da energia elétrica para 17%. Vale ressaltar que a Suprema Corte está analisando, entre os dias 10 e 17 de dezembro, a sugestão de modulação de efeitos, ou seja, a possibilidade de

se restringir a eficácia temporal da decisão, proposta pelo Ministro Dias Toffolli, para que a decisão produza efeitos a partir de 2024, ressalvando as ações ajuizadas até a data do início do julgamento de mérito (5 de fevereiro de 2021). A segunda tese jurídica está relacionada à impossibilidade da incluir na base de cálculo do ICMS os valores cobrados a título de tarifas, conhecidas como Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) e Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) e outros encargos setoriais – pesquisa e desenvolvimento – bandeiras (vermelha e amarela). Essa tese será objeto de análise pelo STJ, ainda sem previsão de data, quando do julgamento do tema 986 dos recursos repetitivos. Os Tribunais de Justiça dos Estados têm concedido liminares suspendendo a cobrança do ICMS sobre as tarifas e os encargos setoriais, o que representa uma economia em torno de 8% do valor da fatura. Por fim, a terceira tese jurídica está restrita às empresas que adquirem energia no mercado livre. Em 24 de abril de 2021, o STF ao julgar o RE 593.824-7/SC, tema 176 das repercussões gerais, decidiu que o ICMS deve ser cobrado apenas sobre o fluxo de energia consumida, tendo em vista que a demanda de potência não é passível de cobrança de ICMS. Alguns Estados já adaptaram sua legislação. Porém, muitos Estados, como Goiás, continuam desrespeitando a decisão do STF. Diante dessas três teses jurídicas, as empresas que não se creditaram do ICMS pago nas faturas da energia elétrica devem buscar assessoria jurídica para análise da viabilidade de ajuizamento de medida judicial pleiteando além de liminar para redução das contas futuras, a devolução dos valores pagos indevidamente dos últimos cinco anos. 71


ESPECIALISTA RESPONDE

GESTÃO

COMO VAI SE COMPORTAR A CARGA TRIBUTÁRIA BRASILEIRA EM 2022, ANO DE ELEIÇÕES MAJORITÁRIAS E COM O SUPOSTO FIM DA PANDEMIA?

T ROGÉRIO BRETAS Sócio da Valloriza Consultoria e Gestão de Negócios para o Centro Oeste e Triângulo Mineiro. Atua há 26 anos em Consultoria contábil e tributária. Contador, formado na UFMG

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ratar de tributos no Brasil é sempre assunto complexo que envolve muitos fatores e que promove um grau de incerteza grande na tomada de decisões. Essa incerteza se amplifica na medida em que, para o ano de 2022, tem-se potenciais aumentos de gastos públicos, motivados especialmente pelo recém-criado Renda Brasil, pela PEC dos Precatórios com ou sem estouro do teto, gastos com a Pandemia de Covid-19, impactando no costumeiro déficit primário brasileiro que tem se transformado em regra, quando sequer deveria ser exceção. Lembrando que o déficit primário, resumidamente, é o total de arrecadação do tesouro menos o total de gastos antes dos juros da dívida pública. Ou seja, o que se arrecada não paga o que se gasta no Brasil. Infelizmente, não dá pra descer da “nave brasilis”, esperar a crise passar e voltar na sequência. É preciso enfrentar esse cenário para sair fortalecido dele. Voltando à carga tributária, estudo divulgado pelo Tesouro Nacional em maio deste ano, mostrou uma arrecadação de tributos total da ordem de 32,51% do PIB em 2019 e uma estimativa de 31,64% do PIB para 2020. Este montante arrecadado não possibilitou pagar as contas. Então, uma primeira resposta possível para o comportamento da carga tributária é que não vai ter alívio. Ela deve continuar no patamar de um terço do PIB. A esperada reforma tributária não vingou e já saiu da agenda do ano que se encerra. Importante termos a consciência que a melhor reforma seria aquela que simplifica o sistema, diminuindo as horas

necessárias para o cumprimento das obrigações principais e acessórias, mitigando conflitos tributários oriundos de interpretações da lei e permitindo aos empresários focar no negócio e na livre concorrência. Também não é razoável ter que ajuizar ações judiciais ou administrativas o tempo todo para tentar conter a ânsia arrecadatória. Isso só demonstra o nível de insegurança jurídica com a qual convivemos. Sem falar que o tempo de resposta para estes processos é lento. A tese do século (ICMS na base do PIS e da COFINS) tramitou por 30 anos e ainda deixou sequelas. Outras teses já estão aí, como decisão recente do STF quanto a alíquota do ICMS incidente sobre serviços de telecomunicações (25% a 30%, dependendo dos estados). A suprema corte formou maioria para determinar que a alíquota não poderia ser superior àquela aplicável na comercialização de produtos em geral (17% ou 18%). Resultado: rombo estimado de R$ 27 bilhões nos cofres dos estados e do distrito federal. Para 2022, o melhor é focar no planejamento e na gestão. Trabalhar o orçamento, rever premissas tributárias que impactam o negócio, decidir sobre tributação antecipadamente (lucro real, presumido, caixa/competência, inovação tecnológica, incentivos, entre outros) e acompanhar os indicadores de gestão com atenção para, se necessário, tomar decisões tempestivas sobre os tributos. Faça sua parte e busque todas as formas lícitas de conter a carga tributária. Certo é que haverá pressão para mais gastos públicos e, se não melhorarmos a eficiência dos nossos gastos, não haverá carga tributária que resista. Boa sorte!


GESTÃO

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PONTO

VOCÊ JÁ DOMINA O ASSUNTO OU OUVIU FALAR? Desta vez não é modinha do jornalismo de negócios. A pauta ESG é bem mais que marketing ou matéria, vai ter peso em decisões e promete mudar as empresas por dentro. 75 a 77

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AGREGA: MERCADO DE FUSÕES ESTÁ AQUECIDO

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UMA NOVA JORNADA DA GENNESYS E CRIPTOMOEDAS 73


GESTÃO | M&A GESTÃO

AGREGA: "GOIÁS TEM JOIAS QUE INTERESSAM O MERCADO DE FUSÕES E AQUISIÇÕES" TRANSAÇÕES DE M&A BATERAM RECORDES EM SETEMBRO E TOTAL, ATÉ AGORA EM 2021, JÁ SUPEROU TRANSAÇÕES DE 2020 Por Gustavo Paiva

O

ano de 2020 foi da sobrevivência. Mas este ano, das oportunidades. O que não faltou foram negócios entre empresas. O ano de 2021 chega ao fim com recorde no número de fusões e aquisições (M&A na sigla em inglês). Dados divulgados em dezembro pela consultoria KPMG mostram que nos três primeiros trimestres do ano foram realizadas 1.361 operações, 21,8% a mais que em todo ano passado. Os valores são os maiores da série histórica iniciada em 2003. O empresário Marcelo Catunda, sócio da empresa Agrega, focada na gestão e preparo de empresas para o mercado de M&A, descreve que, apesar de 2020 ter sido mais calmo, ele afirma que “2021 está sendo fantástico, com recorde atrás de recorde em transações nos diversos segmentos”. Marcelo Catunda vê o Centro-Oeste como uma jazida de joias, repleto de empresas que estão se desenvolvendo muito, principalmente nos setores de indústria, saúde privada e prestação de serviços. Ele conta que Goiás tem se tornado um atrativo para fusões e aqui74

sições. Contudo, esse mercado não é simples. “A venda da companhia é o último capítulo da novela”, entende o empresário. “Normalmente as empresas, que são verdadeiras joias, são muito boas de negócio, tem um core business bastante interessante, mas normalmente estão não estão estruturadas para a venda. Elas não geram informações, não estão com um nível adequado de governança, o que uma boa transação requer”, disse. Para o consultor, o maior erro dos empresários é querer vender a empresa no momento errado e não saber quantificar o preço exato da companhia – seja para mais ou para menos. Esse é o papel para uma empresa especializada, destaca Catunda, que aponta que o preço não pode surgir sem estudos aprofundados. “A Agrega, por exemplo, se especializou em trabalhar e melhorar as informações das empresas, elevando o nível da governança, ajudando-as a fazer o dever de casa. Dessa forma as companhias terão uma gestão econômica mais organizada e melhorará sua performance, além de se conhecerem melhor.” “Se você não sabe aquilo que você é, como é que vai mostrar pra quem quer te comprar”, indaga Marcelo Catunda. “Tem muita empre-

EQUIPE AGREGA: Os sócios Raul Marcílio, Marcelo Catunda e Felipe Catunda


sa grande que ainda se administra pelo caixa e pelo estoque. Não sabe para onde vai o dinheiro, o que aconteceu, o que gerou de resultado. E ela cresceu assim. É cultural, mas não se aplica em mercado de aquisição de empresas. E, até por isso, essas empresas não conseguem mostrar no mercado o seu valor real”, explica. Para ele, a empresa precisa estar ligada no movimento de mercado e ter dados reais e atualizados, entre eles, o valor de venda, para conseguir uma boa negociação. Catunda diz que essa organização do negócio tem de ser feita com boa antecedência do início das negociações. “Por exemplo, se uma empresa quer entrar no mercado do Centro-Oeste, às vezes ela irá pagar mais por uma empresa que já tem um mercado sob controle, já tem carteira consolidada. Eu costumo dizer que máquina e equipamento o dinheiro compra, mas o mercado você não compra.”

Marcelo Catunda ensina ainda que a governança é o que mais agrega valor a um negócio. Ter boas demonstrações financeiras, profissionalizar a empresa, ter bons parceiros, ter um plano de sustentabilidade é essencial para valorizar a companhia. “A marca, o branding, é a alma do negócio, é o que dá sustentação. Então, você tem de ter uma boa gestão por trás disso, para que grandes negócios não acabem da noite para o dia”, afirma. Além disso, o consultor aponta que o empresariado goiano é muito rápido nas respostas e não fica atrás dos empresários dos grandes centros brasileiros. “Encontramos aqui em Goiás verdadeiras maravilhas em termos de empresas, de gestão e de governança. O empresariado goiano não fica atrás de nenhum outro. Ele está atualizado em informações e está sempre buscando melhorar, estruturar, mostrar dados e controle das informações.” 75


GESTÃO | M&A GESTÃO PONTO ESTRATÉGICO O empresário goiano tem uma vantagem muito forte para auxiliar na valorização do seu negócio. Seu posicionamento geográfico. Segundo Marcelo Catunda, hoje, o maior custo das empresas é com logística. “E o Brasil, que é um País gigantesco, tem Goiás no centro”, aponta. Apesar de estar ao lado de Brasília, ele acredita que a capital não é um potencial rival nessa esfera. “Brasília ainda é a corte, ainda é uma sede administrativa. Em termos de logística, acho que Goiás, agora com os investimentos em ferrovia, tendo Anápolis como um forte Porto Seco, isso tudo ajuda demais”, explica. SETOR DE SAÚDE EM ASCENSÃO Para Marcelo Catunda, a janela da saúde se abriu em Goiás e vai continuar por um bom tempo. “Eu costumo dizer que em M&A existem janelas. Você vê recentemente, aqui em Goiás, a aquisição do Anima pelo grupo Santa, em Anápolis. O Hospital Órion pelo grupo paulista Albert Einstein. O Cebrom e CTR, que a gente assessorou, pela Oncoclínicas e, recentemente, o anúncio de uma negociação do Instituto Neurológico com o Grupo Kora”, aponta. “O mercado brasileiro de saúde, principalmente dos hospitais, é focado em médio e pequenos hospitais. É por isso que existe no mercado algumas empresas que são consolidadoras de negócios. Você pega a Oncoclínicas, ela já adquiriu mais de 70 empresas no setor de oncologia e quimioterapia no Brasil”, descreve o empresário. Marcelo ressalta, ainda, que o Grupo Kora e a Oncoclínicas também realizaram seus IPO’s (sigla em inglês para Oferta Pública Inicial) no mês de agosto. “Então é um mercado muito nervoso, que as coisas estão acontecendo com uma velocidade muito grande”, afirma.

A HEGEMONIA DO TI E O MUNDO DAS STARTUPS As empresas de Tecnologia da Informação têm movimentado quase metade das transações de M&A no Brasil e, segundo Marcelo Catunda, essa é uma janela que não tem previsão para fechar. No período de janeiro a agosto, o mercado de TI realizou 547 transações, um aumento de 243 transações, em relação ao mesmo período em 2020. Outro ponto importante é o mercado de startups. De acordo com Marcelo, hoje existem empresas que monitoram mais de 50 mil startups no Brasil. “Todo problema já possui uma solução mais ou menos desenhada e desenvolvida”, explica, e por isso, quando você tem um problema, às vezes vale mais a pena ir no mercado ver se alguém já trabalhou a solução. “Então você vai no mercado e procura nas prateleiras uma solução já desenvolvida, que são as startups. Aí você consegue fazer esse negócio crescer”, conta. Marcelo acredita que ano que vem o crescimento do mercado de M&A será ainda maior. “Acho que o momento está muito oportuno. O mercado está muito líquido, tem muito dinheiro no mundo. A taxa de juros no Brasil nunca esteve tão baixa, e isso faz com o que o dinheiro saia para trabalhar."

CLEVERVIEW: POR DENTRO DOS DADOS DA SUA EMPRESA Para ajudar as empresas em sua organização e na visualização de resultados, a Agrega desenvolveu a ferramenta Cleverview. “A gente sentiu a necessidade de desenvolver uma ferramenta de gestão que fosse mais prática, para despertar no empresário o poder de análise e do diagnóstico, com maior controle dos números. Que é o grande segredo do negócio”, conta Raul Marcílio, sócio da Agrega. O Cleverview tem o objetivo de preparar essa base de informações da 76

empresa, que começa através de uma contabilidade bem feita, auxiliando nas tomadas de decisão dos empresários. Para isso, ela se utiliza de recursos gráficos, análises verticais, conciliações Caixa x Ebitda (lucro da empresa, sem contar investimentos financeiros, empréstimos e impostos), sempre comparando as performances passada, planejada e real. O aplicativo conta ainda com outra ferramenta, o Gestor de tarefas, que permite o fácil controle de planos de

ação, para que as metas traçadas sejam atingidas de forma mais rápida, com transparência e eficiência. “A Agrega tem sido muito procurada para preparar empresas nos diversos segmentos para a busca de um sócio investidor ou para uma venda estratégia. O segredo está em preparar a empresa para apresentar demonstrações financeiras confiáveis, reduzir custos e despesas e focar na melhoria de resultados e geração de caixa”, explica Raul.


GESTÃO | SUSTENTABILIDADE GESTÃO

ESG

DEVE SER ALGO GENUÍNO DA EMPRESA, NÃO PEÇA DE MARKETING ESPECIALISTA MARCELO DE AQUINO APONTA QUE METODOLOGIA TRARÁ GRANDES MUDANÇAS NOS NEGÓCIOS

E

SG, a sigla para environmental, social andgovernance, ou, em português, ambiental, social e governança (ASG), nos últimos anos passou a ficar em destaque no cenário nacional e internacional, na mídia e nas pautas das empresas e dos investidores e credores. Em linhas gerais, esse conjunto de letras é usado para mostrar como negócios de diferentes segmentos e portes cuidam do meio ambiente, abordando questões como poluição, utilização de energias renováveis e reciclagem, entre outros; do social, que abrange cuidado com os colaboradores, impacto social, direitos humanos, inclusão e diversidade, entre outros e da governança, como a empresa é gerida, qualidade dos conselhos, existência de código de conduta e combate a atos ilegais, entre outros. Esse acrônimo surgiu pela primeira vez em um relatório de 2005 denominado “Who Cares Wins” (“Ganha quem se importa”, na tradução livre). Na época, 20 instituições financeiras de MARCELO DE AQUINO: “Somando-se essas letrinhas (ESG) é esperado que se gere e se preserve valor das empresas no longo prazo."

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GESTÃO | SUSTENTABILIDADE nove países diferentes, incluindo o Brasil, desenvolveram recomendações sobre como incluir questões ambientais, sociais e de governança na gestão dos ativos. De acordo com o sócio da Planning, Marcelo José de Aquino, responsável pela prática de governança corporativa, embora não se tenha uma data precisa, essa demanda ficou mais forte com a carta de Larry Fink, CEO do fundo BlackRock, em 2020, informando aos seus acionistas que não iria mais aportar recursos financeiros em empresas que não olhassem as questões de ESG. A gestora global de ativos inclusive se desfez de investimentos em negócios relacionados a combustíveis fósseis. “Uma declaração dessa vinda de um fundo que administra trilhões de dólares em investimentos chama a atenção do mercado e da sociedade e talvez esse seja um dos melhores enforcements para que as empresas e o mercado, no mínimo, pensem sobre o assunto”, destaca. Pesquisa da Global Sustainable Investment Alliance (GSIA) aponta que foram movimentados US$ 35,3 trilhões em 2020, relacionados aos investimentos sustentáveis, o que demonstra a força que essas letrinhas devem impor no curto prazo. Na avaliação de Aquino, a pandemia da Covid-19, os diversos casos de agressões aos direitos humanos, os riscos ambientais e atos ilegais praticados por empresas, entre outros, também fizeram esse tema entrar no debate aqui no Brasil. “Soma-se a isso à necessidade das empresas em ajudar a sociedade e os mais vulneráveis que, embora seja uma responsabilidade dos governos, é visível pelos governantes a falta de vontade política e também ausência de recursos suficientes”, pondera. Dados do Sistema B Brasil referentes ao Movimento B, uma comunidade global de líderes que usam seus negócios para a construção de um sistema econômico mais inclusivo, equitativo e regenerativo para as pessoas e o planeta, apontam existir 213 empresas no Brasil que integram o movimento e 4.073 em todo o mundo. E a tendência é que esse tema não seja passageiro. “Talvez ele veio para unificar questões relevantes que já estavam ou deveriam estar sendo praticadas pelas empresas”, avalia Aquino. Os recursos naturais são finitos e “se não bem aproveitados, não teremos um futuro adequado”. “É bem provável que em poucos anos não estaremos falando mais sobre essas letrinhas, pois já farão parte do dia a dia das empresas”, complementa. Sobre a governança corporativa, destaca que os índices da bolsa de valores, estudos acadêmicos, avaliações de rating e de créditos demonstram o impacto das boas práticas. 78


CUIDADO COM O ‘GREENWASHING’ Segundo Marcelo Aquino, uma das preocupações com o tema ESG é que isso possa ser uma peça de marketing, denominada de greenwashing (lavagem/ maquiagem verde, em português) e “não algo genuinamente da alta administração”. “Estamos convictos que não se trata de um produto, de ter apenas uma imagem bonita no mercado, mas algo que vai ajudar a termos uma sociedade melhor e uma empresa mais humanizada, sem perder a geração e preservação do seu valor ao longo do tempo” afirma. Existe uma preocupação ainda quanto aos relatórios de sustentabilidade em que são divulgadas apenas as coisas boas e não as ruins. “Não adianta uma empresa de varejo dizer que tem boas práticas de ESG se não se preocupa com o retorno da embalagem que entrega seus produtos, ou aquela empresa que cuida dos colaboradores, mas despeja volumes de esgoto sem tratamento nos rios, ou que cuida do meio ambiente e das pessoas, mas tem no seu DNA sonegar impostos, praticar atos ilegais com agentes públicos ou privados, ou uma empresa que trabalha com fornecedores que utiliza trabalho infantil e/ou escravo ou que claramente contribui com desmatamento.” Não ser fiel à essência e verdade da empresa é apontado como um erro pela presidente do conselho consultivo da Global Reporting Iniciative (GRI) no Brasil, Sonia Consiglio Favaretto. Durante participação em live do Valor Econômico, em meados de outubro, Sonia destacou que ESG não é uma agenda paralela e deve estar na agenda estratégica. “O que está sendo feito tem que fazer sentido para você como empresa, para seus públicos de relacionamento e para o valor que você vai agregar”, disse. A live teve como um dos destaques o estudo desenvolvido pelo Conselho Consultivo da GRI, em parceria com a Resultante Consultoria e Walk4Good, que chegou a uma lista de 14 empresas mais transparentes no país na divulgação de informações sobre sustentabilidade. Publicada em outubro, a lista é resultado de uma avaliação que foi iniciada a partir de uma relação das 100 maiores empresas no Brasil. Depois de retirar as companhias que não tinham relatório ESG no País, o levantamento seguiu com a análise dos relatórios produzidos por 73 empresas. Entre os critérios considerados na avaliação estiveram: tempestividade e confiabilidade, entre os princípios eliminatórios, e clareza e equilíbrio, entre os classificatórios. Glaucia Terreo avalia que melhorar a transparência das empresas pode contribuir para atrair mais investimentos para o Brasil. “Assim como algumas empresas que estão nessa lista, enfim, elas têm uma credibilidade, uma reputação entre investidores, que independe da insegurança jurídica do País”, disse. 79


GESTÃO | INVESTIMENTOS

UMA NOVA JORNADA DA GENNESYS CONSULTORIA FAZ DO BPO À GESTÃO DE INVESTIMENTO DOS ACIONISTAS. CRIPTOMOEDAS TAMBÉM ESTÃO NA PAUTA Por Gustavo Paiva

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Gennesys Consulting nasceu em 1995, em Goiânia, como uma empresa para gestão de investimentos de clientes brasileiros no exterior, dada a experiência do sócio fundador em gestão de ativos offshore, Dov Gilvanci Levi Najman, que logo revolucionou a matriz de negócios, criando a divisão de Business Process Outsourcing (BPO) para terceirização de Processos de Negócios. Hoje a empresa possui unidades em Goiânia, São Paulo, Brasília, Recife e Curitiba, atuando em 18 Estados. “Nós começamos a entrar nas empresas e fazer a terceirização contábil, fiscal, do departamento pessoal, TI, entre outros serviços especializados. Identificávamos onde poderia existir gargalos, verificávamos o que poderia ser feito para reduzir custos e despesas e assim o cliente começava a investir conosco", disse Dov. Com o tempo, a Gennesys começou a ampliar sua atuação no BPO e hoje já realiza assessoria estratégica, auditoria, seguros e terceirização da área jurídica, por meio de um escritório de advogados parceiro. Além disso, a empresa possui uma divisão de Wealth Management (gestão de patrimônio), representada pela Zahav Investments, gestora sediada nas Ilhas Virgens Britânicas (jurisdição inglesa) e pela Gennesys Agente Autônomo de Investimentos, vinculada ao banco BTG Pactual, passando a cuidar de todo patrimônio pessoal dos acionistas. “No final, nosso objetivo é fazer com que o empresário cresça”, ressalta Dov. “Com este crescimento, automaticamente o lucro distribuído para o acionista cresce. Passamos a atuar também nesta outra ponta, que já era uma vertente de outra empresa do grupo, para cuidar do investimento desse acionista”, aponta. O executivo explica que, se a empresa eventualmente sofrer com algum insucesso, o acionista terá um patrimônio acumulado suficiente para viver confortavelmente durante o período de crise e resgatar a situação financeira da empresa. “Nosso core no final do dia é cuidar do patrimônio do acionista, usando todas as ferramentas de BPO e gestão de investimentos”, esclarece. 80


DOV GILVANCI (D) E DANILO OLIVEIRA (E) comemoram crescimento e valorização da equipe

RITMO NORMALIZADO Com a redução dos casos de Covid-19 e o aumento das vacinações, Dov Gilvanci resolveu voltar à rotina normal. “Não tem jeito, onde tudo acontece é nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia”, explica. “Nós pretendemos, em 2022, levar um cliente pra fazer um IPO. Então, estamos preparando essa companhia, implantando governança. É um marco muito importante para a Gennesys, conseguir fazer esse IPO. Isso vai dar liquidez aos sócios e, ao mesmo tempo, colocar a companhia em outro patamar.” “Muito possivelmente, eu devo ficar fora do Brasil uma boa parte de 2022, justamente para desenvolver parcerias estratégicas”, conta Dov. “A gente criou uma divisão, que já está finalizando, que será uma gestora de criptomoedas. Eu já invisto nesse mercado desde 2014, e agora eu trouxe isso para o portfólio dos clientes brasileiros. O plano é a gente ter essa gestora no Brasil, funcionando a todo vapor.” Além disso, Danilo reforça que a Gennesys quer ser uma referência para as empresas fora do mercado Rio-São Paulo. “Principalmente empresas familiares. Hoje temos na casa de oito operações junto a fundos, para compra e venda de empresas. Então a gente quer continuar auxiliando as empresas, sendo referências para trazerem elas ao mercado, sendo um braço de estruturação das famílias, seja no Brasil, seja globalmente.”

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GESTÃO | INVESTIMENTOS

EXPANSÃO DE 38% NA PANDEMIA Um dos pontos que a Gennesys mais se preocupa é com o crescimento profissional da sua equipe. Dos nove sócios da empresa, somente dois vieram de fora da empresa. “São sócios que se desenvolveram aqui dentro e, hoje, tanto faz eu estar aqui, em Singapura, em Genebra ou em qualquer lugar, a Gennesys não vai parar por minha causa. Com isso, quero dissociar essa imagem de que a Gennesys é só o Dov, quando na verdade tem um time aqui de retaguarda, que fazem a coisa acontecer”, afirma Dov. Danilo Lopes de Oliveira, um dos sócios da empresa, conta que, para 2022, a Gennesys vai montar um dreamteam. “Estamos tratando com mais dois executivos do mercado, para fazer sociedade, mas nosso DNA é fazer a formação dentro de casa. E a gente vem investindo muito nesse formato”, explica. “Tinha 24 anos que eu não ficava mais de um mês em um país só”, diz Dov. “Eu ficava 15 dias no Brasil e 15 dias fora, mas a pandemia acabou com isso”. O empresário narra que, antes da pandemia, ele sugeria a alguns clientes para fazer reuniões de videoconferência, mas que havia muita relutância, para que fosse “olho no olho”. “Isso era um sofrimento, porque às vezes eu tinha que fazer uma viagem de dois dias pra encontrar um cliente e fazer uma reunião de 5 horas, e depois voltar”, lembra. Então, com a pandemia, Dov relata que o custo da empresa com viagens reduziu em 85% e só a partir de outubro a equipe voltou a viajar, seguindo os protocolos de segurança. “Mas, nesse sentido, foi importante pra quebrar uma série de tabus que existiam. O time começou trabalhando de home office e aqui a gente tem essa liberdade. Quem quiser trabalhar de casa, pra mim nem precisa vir aqui, só precisa entregar resultado.” No primeiro momento da pandemia, Dov mostrou preocupação. “A gente achou que ia impactar muito forte nossos clientes, principalmente os que possuem dependência de presença física, como as universidades. Então teve três meses onde o impacto foi mais forte, mas a gente não perdeu receita, pelo contrário.” Em 2021, no auge da pandemia, a Gennesys cresceu 38%. Muitas empresas precisaram acelerar o processo de digitalização dos negócios, uma área que a Gennesys possui parceria, o que levou a mais demandas. 82

CRIPTOMOEDAS

COMO OPORTUNIDADE DE INVESTIMENTOS

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POR DOV GILVANCI LEVI NAJMAN

esde 2017, as criptomoedas cresceram de forma exponencial, estimuladas principalmente pelo Bitcoin (BTC) e o Etherium (ETH). Além das ofertas iniciais de moedas (ICOs), existem agora muitos novos tipos de produtos de investimento em blockchain, desde finanças descentralizadas (DEFI) até tokens não fungíveis. Muitos entusiastas da moeda digital acreditam que esses investimentos poderiam produzir um novo lote de milionários (ou bilionários) da moeda digital. Mas aqueles que ainda não investiram no espaço da moeda digital podem estar se perguntando se há motivos convincentes para começar agora. A seguir, consideraremos alguns dos motivos pelos quais as pessoas podem querer comprar moedas digitais, bem como algumas outras considerações antes de investir. 1. Principais Vantagens I. As criptomoedas foram descritas como uma tecnologia transformadora que poderia revolucionar uma série de setores. II. Como não podem ser impressos ou apreendidos, as criptomoedas podem fornecer uma reserva segura de valor. III. Mas, as criptomoedas permanecem altamente especulativas e não há garantia de que atingirão o uso comum. IV. Existem protocolos de segurança complexos que devem ser seguidos antes de comprar criptomoeda. 2. Uma tecnologia transformacional? A tecnologia blockchain subjacente ao bitcoin e outras criptomoedas tem sido aclamada como um trocador de jogo potencial para um grande número de indústrias, de transporte e cadeias de suprimentos a bancos e saúde. Ao remover intermediários e atores confiáveis das redes de computadores, os livros-razão distribuídos podem facilitar novos tipos de atividade econômica que antes não eram possíveis. Esse potencial é um investimento atraente para pessoas que acreditam no futuro das moedas digitais. Para as pessoas que acreditam nessa promessa, investir em criptomoeda representa uma maneira de obter altos retornos e, ao mesmo tempo, apoiar o futuro da tecnologia. 3. Uma reserva de valor estável e resistente à censura Compartilhando Nathan Reiff, outro motivo comum para investir em criptomoeda é o desejo de uma reserva de


valor confiável e de longo prazo. Ao contrário da moeda fiduciária, a maioria das criptomoedas tem um estoque limitado por algoritmos matemáticos. Isso torna impossível para qualquer órgão político ou agência governamental diluir seu valor por meio da inflação. Além disso, devido à natureza criptográfica das criptomoedas, é impossível a um órgão governamental tributar ou confiscar tokens sem a cooperação do proprietário. Essa propriedade torna a criptomoeda atraente para pessoas que estão preocupadas com eventos hiperinflacionários, falências de bancos ou cenários de desastre. O Bitcoin, em particular, tem atraído a atenção devido às suas propriedades deflacionárias e resistentes à censura, levando os proponentes a descrevê-lo como 'ouro digital'. 4. Potencial ou especulação? Embora muitos defensores acreditem que as moedas digitais possam se tornar parte da vida diária, o mercado de criptomoedas é dominado atualmente pelo comércio especulativo. Estudos da atividade de blockchain mostram que as negociações de câmbio continuam sendo o uso mais comum para criptomoedas - e são responsáveis por muito mais atividades econômicas do que as negociações e compras comuns. Céticos da criptomoeda, incluindo Warren Buffett, Bill Gates e o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, alertaram sobre um potencial bolha de nestes ativos. As criptomoedas não são as únicas sujeitas a manias especulativas e exuberância irracional. Outros ativos, como ações de cannabis, ações de tecnologia, metais preciosos e até mesmo casas estão sujeitos a bolhas de mercado, que acabaram mal para muitos investidores, como ocorreu na crise do subprime nos EUA em 2008. Como uma nova tecnologia, algum comportamento especulativo é esperado no espaço das criptomoedas, especialmente à medida que a tecnologia blockchain amadurece. No entanto, os novos investidores devem ser cautelosos para não cair em armadilhas psicológicas, como o instinto de rebanho, o medo de perder ou a falácia do grande tolo, que podem fazer toda a diferença entre um risco calculado e um tolo. 5. Roubos, fraudes e outras perdas Um dos aspectos mais impressionantes e únicos da criptomoeda também é uma responsabilidade significativa. Como a criptomoeda não depende de um intermediário central, cabe ao usuário armazenar com segurança as chaves criptográficas que controlam seu endereço de blockchain. Os investidores que optam por explorar o espaço da moeda digital devem estar cientes de que uma série de medidas especiais de segurança são absolutamente necessárias e que mesmo

essas medidas podem não proteger suficientemente seus acervos contra hackers que trabalham constantemente para aprimorar suas técnicas. O roubo continua sendo uma das ameaças mais comuns aos usuários de criptomoedas, e os hackers roubaram tokens no valor de bilhões de dólares de bolsas, software de carteira e usuários comuns. Além disso, existem vários esquemas para induzir os usuários a desistir de seus tokens, como golpes de duplicação, engenharia social, manipulação de mercado e até ICOs falsos. Mas outra grande ameaça são os próprios usuários. Ao contrário de outros aplicativos, a maioria das carteiras digitais não pode ser redefinida se você esquecer a senha. Os usuários perderam centenas de milhões de dólares em criptomoedas devido a senhas esquecidas ou dispositivos perdidos. 6. Conclusão Embora seja claro que há muitos motivos para se duvidar das moedas digitais, muitos investidores tradicionais foram conquistados para a nova classe de ativos. O espaço do blockchain é frequentemente descrito como uma indústria transformadora, com potencial para perturbar o mundo da mesma forma que a internet fez na década de 1990. Isso é uma ameaça que atinge especialmente a burocracia (com blockchain os cartórios não serão mais necessários para registro de transações e haverá substancial redução nos custos de estruturação de ofertas públicas (IPO) e captação de recursos via dívida usando essa tecnologia. Temos investidos de 1% a 5% do portfólio de investimentos numa carteira de criptomoedas com aproximadamente 25 ativos, adequando esse porcentual conforme o perfil do cliente. O racional é que se ele está confortável com um risco de 2% (se tudo virar pó!), é esse o limite de alocação. Esses 1% alocados em fevereiro de 2017 se tornaram 228% do portfólio em 25 de novembro, ou seja, quem investiu R$ 1 mil em fevereiro de 2017 teria atualmente algo em torno de R$ 228 mil. E esse mercado agora que começou a se mover, já que no mundo há cerca de 39,5 milhões de pessoas que mantêm BITCOIN nas carteiras, ou seja, menos de 10% dos 500 MM de investidores que já alocam seus recursos no mercado tradicional de renda fixa e renda variável. Em nossa gestora offshore já são USD 328 MM alocados nessa classe de ativo, resultante de um investimento original de USD 2.2 MM efetuados entre setembro de 16 e novembro de 17. Visualizamos que isso é apenas o início de uma grande transformação tecnológica e costumo brincar que esse é o maior programa de inclusão social voltado para o cidadão comum... para entrada no clube dos milionários (ou seriam bilionários).

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VEÍCULOS O BUG DOS CARROS DE LUXO

LEGADO CAOA A compra malsucedida de um Ford Landau mudou a história da indústria automobilística brasileira. Começa assim. Um médico, entra em uma concessionária na Paraíba, em 1979. Olha um carro. Olha outro. Pensa. Escolhe o Ford Landau. Pronto. Paga e vai embora – esperando o veículo chegar, pois não tinha na loja. Não chegou. A loja faliu. Para não ficar no prejuízo. O dr. Carlos Alberto – o médico da história, aceitou o desafio, depois de muito discutir, ficou com a loja. Ninguém, nem nas mais otimistas das previsões, iria prever que dali sairia um império (dizem que se especula superar R$ 100 bilhões). Um resumo rápido. Em 1992, se tornou importador exclusivo da Renault do Brasil. Em 1998, rescinde com a Renault e assina com a Subaru. Em 1999, o pulo do gato: assina com a coreana, então desconhecida, Hyundai. Se tornou o maior vendedor de carro do País, puxado pela Ford, imbatível. O caminho natural era a produção, importar era uma etapa... Em 2007, investe R$ 1,2 bilhão e inaugura a sua fábrica em Goiás, em Anápolis. Em 2012, é eleito o distribuidor do ano pela marca coreana, como o melhor do mundo da Hyundai – entre 179 países em todo mundo. Em 2013, Carlos Alberto deixa a presidência do Grupo Caoa e vai para o conselho. Em 2017, já em leves a moderados conflitos contratuais com a Hyundai, grupo cria a Caoa Chery, joint venture com montadora chinesa Chery. Hoje produz Chery e Hyundai em Anápolis. Depois de construir um legado incomparável na indústria nacional, o fundador da Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, morreu, em meados deste ano, aos 77 anos. 84

A pesquisa foi feita na China, mas é boa, serve para abrir os olhos dos consumidores de todo o mundo quando o assunto é qualidade e preço. Aliás, principalmente quando se paga muito mais caro para se ter algo muito melhor. A JD Power, uma consultoria internacional, revelou que os carros de luxo são os que mais dão dor de cabeça aos proprietários, reduzindo assim a margem de qualidade em comparação com os carros de marcas tradicionais. Verificou-se que a distância entre os carros de luxo e os comuns diminuiu muito nos últimos anos.

RENAULT KWID SERÁ O CARRO ELÉTRICO MAIS BARATO DO BRASIL Quem disse a frase acima foi o CEO global da Renault, Luca de Meo, em visita ao Brasil em outubro, durante visita à fábrica em São José dos Pinhais (PR), que a versão elétrica do Kwid chegará ao Brasil em 2022, será, possivelmente, o carro mais barato do País na categoria. Isso: o carro elétrico mais barato do País. “Ainda será um produto caro para boa parte dos brasileiros, mas também será a oportunidade de muitos terem contato com carros elétricos”, disse. O concorrente será o JAC e-JS1, na faixa de R$ 150 mil. Como o foco da montadora são os elétricos e de valor agregado maior, já anunciou o fim da produção de modelos de entrada como o Sandero e Logan.


VEÍCULOS

O CARRO MAIS CARO DO BRASIL GREAT WALL, A OUTRA CHINESA Mais um carro chinês vai desembarcar aqui e deve ocupar as ruas brasileiras nos próximos anos – e não deve ser o único. Para o Brasil, é importante atrair novos players, pois fábricas como Mercedes, Audi e Ford fecharam suas fábricas aqui. Quem está chegando é a chinesa Great Wall, que comprou, aliás, a fábrica da Mercedes, em São Paulo, e chegou para ficar. A unidade fica em Iracemápolis (SP), em um terreno de 1,2 m2, levando junto com os prédios e equipamentos de produção – fábrica moderna e enxuta. A Great Wall disse, em comunicado, pretende transformar a nova fábrica em uma “base global de produção de automóveis para centros urbanos”. A empresa chinesa não recebeu nenhum incentivo do governo do Estado de São Paulo. É uma decisão diferente da Chery, que aqui se ancora na brasileira CAOA. A Great Wall é jovem. Foi criada em 1984. Mas é a maior fabricante de utilitários esportivos e picapes, da China. A empresa tem uma pequena linha de produção no Equador, de onde abastece mercados da região, como Uruguai e Chile. Em 2020, a Great Wall vendeu mais de um milhão de veículos, a maioria no mercado chinês. Eles iriam montar na Índia. Deu ruim lá. Vieram pra cá. Melhor.

Todo mundo pergunta quanto custa seu carro? Quanto você pagou? Quanto é o seguro? Pois é. Tem poucos, mas tem alguns endinheirados no Brasil que ostentam o carro mais caro do País. Dos carros colocados à venda no Brasil, o mais caro é o Lamborghini SVJ Roadster. Ele tem motor V12, com 770 cavalos, faz de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos e alcança 350 km/h de velocidade máxima. A pesquisa é do CanalTech (lá você ainda confere a lista do Top 5). Como traz a publicação, a Lamborghini aponta que criou o Aventador SVJ “para enfrentar os desafios de frente, combinando tecnologia de ponta com design extraordinário, sempre se recusando a fazer concessões”. Ah, preço? R$ 8,2 milhões.

PORSCHE DESENVOLVE SUV 100% ELÉTRICO COM 7 LUGARES Não é para breve, mas a Porsche terá um SUV 100% elétrico com 7 lugares. Projeto já está no forno. A marca se consolida como sendo a premium que melhor trabalha sua linha de produtos e pensar no SUV, deste porte, elétrico, já demonstra sua visão de mercado. No geral, se trabalha o híbrido, como a própria gigante alemã o faz. A matéria, apurada pela Automotive News, aponta que a Porsche já finalizou o desenvolvimento de um SUV 100% elétrico de sete lugares, algo inédito na história da marca. O veículo já estaria em apresentações aos concessionários revendedores da empresa na Alemanha e em outros locais da Europa. Existe a possibilidade (grande) de expansão futura aos produtos Volkswagen, já que a empresa é dona da Porsche e usa a mesma plataforma de produção. Nada ainda foi revelado do novo carro, mas a aposta é em um visual futurista, com carroceria que mesclaria conceitos de carros sedãs e crossovers, algo bem parecido com o que a marca já fez com o Porsche Panamera Hybrid e o Taycan Turismo Cross. 85


EXECUTIVOS

NovoMundo.Com

WAM Planejando investir mais de R$ 4 bilhões em novos projetos para 2022 e despontando no mercado de turismo com oito braços de atuação, a WAM Group segue reforçando seu time de executivos e agora anuncia a contratação do CEO Marcos Bicalho. Ele será responsável por liderar as estratégias e a gestão dos negócios, além de ser o principal elo de comunicação entre as operações e os acionistas da marca. Natural de Belo Horizonte (MG), Marcos Bicalho é graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Possui 40 anos de experiência como executivo em âmbito nacional e internacional, em funções de direção e no Conselho de Administração de empresas de grande porte de diferentes segmentos: telecomunicações, hotelaria, agroindústria, entre outros.

BIO SCIE A Bio Scie contratrou a profisssional Elizabeth Junqueira, que foi diretora de Recursos Humanos do Laboratório Teuto, onde atuou por cinco anos, e coordenava mais de 3 mil colaboradores. Antes, havia atuado na PepsiCo (na época, Mabel) e na Ramasa. A BioScie é uma empresa Grupo Las do Brasil.

VITER Desde outubro, Marcelo Giuliano de Sousa é o novo gerente geral da Viter, que é a unidade de negócio de insumos agrícolas da Votorantim Cimentos. Nesta posição, Marcelo será responsável pela operação comercial, produção, marketing e desenvolvimento de portfólio nas linhas de corretivos e nutrição de solo, bem como proteção solar de folhas e frutos da marca Viter (Calcário Itaú, CalFértil, Optmix e Sungard). Marcelo é formado em Agronomia pela USP, possui MBA Executivo pela Fundação Dom Cabral. A Viter é especialista na renovação do solo e líder na comercialização de calcário agrícola no Brasil e é a única empresa com presença nacional. A produção de insumos agrícolas da Viter tem oito fábricas no Brasil. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, há operações nas cidades de Xambioá (TO), Nobres (MT) e Sobradinho (DF). 86

A rede varejista NovoMundo.Com, um dos principais players do Centro-Norte do País, mudou em cargos de Gerência e de Supervisão Regional. A Gerência Comercial de Móveis passa a ser de João Silva, que atuou como Gerente Regional e Gerente de Móveis. João também passa a participar da Diretoria da empresa com o novo cargo. Já Emerson Mendes, que atuava na varejista como Gerente Regional de Operações, passa a ser Gerente de Operações Móveis. E Adriano Lúcio da Silva assumiu a Supervisão Regional de Goiânia.

BOA SAFRA A Boa Safra Sementes contratou Felipe Pereira Marques para o cargo de Diretor Financeiro e Diretor de Relações com Investidores. A escolha foi aprovada em reunião do conselho de administração, e o executivo terá um mandato unificado de dois anos. Marques é graduado em Economia, possui segunda Graduação em Contabilidade, Mestrado em Gestão de Negócios, MBA pela Fundação Getúlio Vargas e Educação Executiva em Implementação de Estratégia e em Fusões e Aquisições pela University of Pennsylvania (EUA). Conta com mais de 17 anos atuando em funções executivas, com passagens por Bank Boston, Itaú, Elektro, Olam International e Brasilagro.

AVIVA Alessandro Cunha assumiu, em outubro, como novo CEO da Aviva, empresa detentora do Rio Quente Resorts (GO), Hot Park (GO) e Costa do Sauípe (BA). O executivo tem 19 anos na empresa e atuava como diretor de Experiência em Estratégia e Desenvolvimento de Negócios. Alessandro se destacou à frente das áreas de Estratégia e Inovação, liderando projetos como a aquisição da Costa do Sauípe em 2018.

APROSOJA GOIÁS O produtor rural Joel Ragagnin assumiu, em meados do ano, a presidência da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO) e comanda a entidade até 2024. Engenheiro agrônomo trabalha com a família em propriedades em Jataí, Caiapônia e Montes Claros de Goiás, produzindo soja, milho e feijão. Joel é natural de Frederico Westphalen (RS). A Aprosoja-GO tem cerca de 500 produtores associados, com uma área de soja próxima a um milhão de hectares.


MEMÓRIA.+ As histórias da maioria das empresas se perdem, quase nunca são contadas. Exemplo evidente de um País que pouco ou em nada valoriza suas empresas. Esta coluna resgata boas experiências e lembranças de clientes, funcionários e proprietários, que citam marcas que permanecem em sua memória décadas depois. Conheça os relatos de quatro personalidades do mundo dos negócios sobre empresas que fizeram parte de suas vidas, em momentos diferentes.

MARIANA MAIA, Diretora de Marketing Grupo Saga

"Como é bom voltar à minha infância pra lembrar de algumas empresas que me marcaram. A primeira que eu me lembro é a Leite Gogó. Lembro-me que fizemos uma excursão lá quando eu tinha cinco anos. Mas a experiência foi tão legal que me marcou. E a outra, foi a Watch Watch, que era uma empresa da minha mãe e da minha tia. Achava lá o máximo."

"Quando recebi a proposta de fechar os olhos e pensar na primeira empresa que vinha à minha memória foi uma tarefa fácil e quase terapêutica. Seguramente foi a empresa Eletrônica Ninomiya, empresa fundada pelo meu pai, Akira Ninomiya, na década de 70. A empresa ficava na Rua 3 no setor Central de Goiânia. Cresci nesta empresa em meio aos aparelhos eletrônicos, aprendendo a reconhecer as peças, a usar o multímetro, o soldador, entre outras coisas. Foi ali que despertei minha paixão por tecnologia."

AKIRA NINOMIYA JÚNIOR, presidente da Ninomiya Corporation

MARCO ANTÔNIO CHUAHY, publicitário e consultor

DILZE PERCÍLIO, diretora da APOIO Negócios

"Minha primeira memória é a Unitintas, que ficava bem em frente a nossa casa. Meu pai, Engenheiro Civil de Obras, sempre ia lá fazer orçamento, e nós, bem pirralhas, não perdíamos a oportunidade de ver aquele lugar tão colorido. E as memórias não ficaram só na infância, pois quando voltei da faculdade comecei meu estágio em RH, na empresa fundada pela minha mãe, Eli Cleusa Percílio, pioneira do RH no Centro-Oeste. Na década de 90, nossa empresa, a APOIO Negócios, fechou um trabalho de Seleção de profissionais e um Cliente Oculto, é lá estáva eu e meu pai simulando uma compra para avaliar o atendimento da Unitintas. Anos se passaram e a Unitintas continua sendo nossa cliente."

"A primeira memória que me surge é dos Cobertores Parahyba. Naquela época, eles tinham uma posição fixa na TV Tupi de São Paulo, hoje o SBT. Todos os dias, exatamente às 9 da noite, entrava um desenho animado dos bonequinhos dos Cobertores Parahyba, que começava assim: 'Já é hora de dormir, não espere mamãe mandar... Era um momento marcante, e as crianças daquela época já eram condicionadas a irem pra cama. O segundo momento passa por um programa chamado Patrulheiros Toddy. Era um enlatado americano, também na Tupi, patrocinado pelo Toddy, que era o único achocolatado daquela época. A gente pressionava a mãe a comprar Toddy, que nos fazia sentir valentes e patrulheiros." 87


NEGÓCIOS.BSB

ARGO ENERGIA A Argo Energia, empresa que tem parte do capital colombiano, comprou a Rialma Transmissora de Energia III. A vendedor é a Rialma Administração e Participação, que tem sede em Brasília, atua nos segmentos de energia, agropecuária e mineração, e tem como presidente do grupo, o empresário Emival Ramos Caiado Filho, primo do governador goiano Ronaldo.

AVANÇO COLOMBIANO É a segunda empresa recente que os colombianos entram forte no País. Antes, havia desembarcado no grupo goiano, com atuação regional na área de segurança, Tecnoseg.

O OIPO DO BRB BRB teve seu maior lucro em anos e

vai aproveitar o momento para ir à Bolsa (B3) e na emissão de títulos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Com um lucro líquido de R$ 456 milhões (2020), uma alta de 10,5%. O banco estatal informou que vai usar a captação de recursos para na expansão da carteira de crédito (75%) e investimentos em tecnologia (25%). A operação será coordenada por Itaú BBA, BTG Pactual e Citi.

BANCO DE VAREJO O BRB é o único banco estadual da Região

Centro-Oeste e informou ao mercado que a instituição busca fortalecer sua participação como banco de varejo e fomento no DF e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF).

LGPD MACKENZIE BRASÍLIA Laboratório de Estudos Direito e Transformação Digital daFaculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília (FPMB) tem feito em 2021 trabalhos voltados à proteção de dados e os impactos da Reforma Tributária sobre os negócios digitais. Grupo de pesquisa acompanham cientificamente a adequação dos grandes e pequenos negócios à Lei Geral de Proteção de Dados, além de se dedicar a compreender os impactos das propostas de Reforma Tributária sobre o setor de tecnologia. 88

RICARDO ALMEIDA, NO LAGO SUL A grife do estilista paulista Ricardo Almeida, especializada em moda masculina, tem mais um endereço no DF. A primeira atende no Shopping Iguatemi Brasília. A nova é na QI3 do Lago Sul, ao lado da Magrella, com espaço de 450 m2 – o que inclui um bar interno. A unidade ficará sob o comando da empresária Cleuza Ferreira. “Nosso atendimento é outro diferencial, já que ele é realizado por consultores de imagem, o que proporciona uma experiência customizada aos consumidores de Brasília”, diz Ricardo Almeida.


VOLTA DAS BIKES

CEB A Companhia Energética de Brasília (CEB), recém-privatizada para a Neoenergia, exerceu o direito de preferência na aquisição de ações da Companhia Brasiliense de Gás (CEBGas) detidas pela Gaspetro, da Petrobras. Com a operação, a CEB passa a deter 56,2% das ações ON da CEBGas e 9,3% das PN, numa participação combinada de 25,0% da empresa de gás. A Termogas é detentora dos outros 75% da CEBGas.

Nos próximos anos, as bicicletas compartilhadas devem se= fortalecer. Essa segunda onda é fortalecida pela alta dos combustíveis, mas principalmente pelos investimentos. A Crescera Capital investiu US$ 80 milhões na Tembici, que já retomou operação em Brasília. A startup quer ir além: foco é toda América Latina – com mais tecnologia e parceria B2B.

JUROS VERDES

Para investir na Tembici, a gestora brasileira de venture capital e de privateequity Crescera Capital terá direito a taxas menores atreladas ao alcance de algumas métricas de impacto e sustentabilidade.

HAPVIDA COMPRA HOSPITAL VIVENTI Por R$ 22 milhões, a Hapvida levou a Viventi Hospital Asa Sul, em Brasília. Para a operação, usou a subsidiária Ultra Som Serviços Médicos. Além do hospital, a Hapvida comprou o imóvel onde está a unidade. A aquisição da propriedade de 6,6 mil m2 de área construída será no valor de R$ 200 milhões. O Viventi tem capacidade para até 114 leitos e contará com centro cirúrgico, serviço de quimioterapia e hemodinâmica, e unidade de diagnósticos.

MERCADO ABERTO Os números são favoráveis a uma grande expansão da Hapvida-Viventi no DF. De uma população de 3 milhões de habitantes, cerca de 930 mil têm planos privados de saúde. A carteira a companhia é de cerca de 21 mil vidas – com rede credenciada. A margem para crescer é bem favorável.

EXPANSÃO DA UNIÃO QUÍMICA

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem qualquer restrição, a venda da Schering do Brasil, que pertencia à alemã Bayer, para o Grupo União Química – que tem unidade de produção no DF. Na compra, vem as marcas e uma unidade fabril, que fica em Cancioneiro (SP) e faz parte do seu projeto de expansão para América Latina.

ANTICONCEPTIVOS

O negócio, da União Química com a Schering, abrange ainda o repasse, pela Bayer, de algumas conhecidas marcas de contraceptivos femininos - Femiane, Microvlar, Miranova, Neovlar e Triquilar.

YOURB

Aplicativo de mobilidade urbana é uma realidade, mas têm muito a melhorar. É a aposta do Yourb, app lançado em Brasília, que ataca nas duas pontas. Aos motoristas, com descontos em postos de gasolina e taxa de 12% fixa. Com os passageiros, a novidade é em uma área bem relevante, a segurança: conta com botão de pânico (para os dois, motorista e passageiro) e agendamento. App já roda em São Paulo. 89


NEGÓCIOS.ENTORNO

ODERICH COMPRA COMISA/BSF A Oderich, companhia gaúcha que atua no setor alimentício, comprou a fábrica de comida em conserva da Comisa (Comercial Mineira S.A), com aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).A fábrica pertenciaa BSF e tem ativos consistentes, com planta industrial localizada na cidade de Luziânia, com maquinário e equipamentos próprios para fabricação de conservas de legumes e outros vegetais. Região é listada no ranking das cinco mais de vários legumes e grãos.

PARADAS A BSF é uma empresa não operacional e sem atividade, bem suas marcas de alimentos que não estavam sendo utilizadas. Com a aquisição da BSF, segundo a Oderich, possibilitará a expansão de sua atividade de produção de conservas, com nova planta industrial e possibilidade de exploração de novas marcas.

TRIGO NO CERRADO EMPREGO Entre os nove munícipios goianos com mais empregos formais no Estado de Goiás gerados em 2021 (até setembro), uma parte relevante são de cidades goianas da região do Entorno do DF: Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Valparaíso de Goiás e Formosa. 90

O Brasil sempre ostentou a autossuficiência em várias lavouras, mas o trigo nunca esteve nesta lista. A alta produtividade no Cerrado pode ajudar o Brasil nessa difícil meta, alcançada com trigo irrigado e trigo de safrinha na região. O trigo irrigado BRS 264 , desenvolvida pela Embrapa e que ocupa 70% da área cultivada com trigo na região, bateu novamente o recorde mundial de produtividade diária: 9.630 kg/ha, isto 80,9 kg/ha/ dia, ou 160,5 sc/ha, colhidos pelo produtor Paulo Bonato, de Cristalina (GO).


NEGÓCIOS.MT

BRASILAGRO VENDE FAZENDA POR R$ 589 MILHÕES A BrasilAgro vendeu a Fazenda Alto Taquari, em Mato Grosso, por R$ 589 milhões, na maior negociação da história da companhia, à medida que os preços de commodities agrícolas, especialmente da soja, impulsionam os negócios imobiliários da empresa. O comprador realizou pagamento inicial no valor de R$16,5 milhões. A fazenda tem 3.723 hectares. Ainda esse ano, haverá pagamento adicional de R$ 31,4 milhões e o saldo remanescente é indexado em sacas de soja com pagamentos anuais com prazo médio de 3,9 anos. A companhia continuará operando as áreas até a entrega da posse.

SORRISO, LÍDER DO AGRO Dos 50 maiores municípios do agronegócio brasileiro, metade estão no Mato Grosso. De todos, Sorriso é o destaque. Com crescimento de 35,5% frente ao ano anterior e gerando R$ 5,3 bilhões, o município mato-grossense segue como o município brasileiro com maior valor da produção agrícola, seguido por São Desidério (BA), destaque na produção de soja, milho e algodão. Os dados são o consolidado de 2020 do IBGE.

PAÍS DA SOJA Em 2019, o Brasil se tornou o maior produtor de soja do mundo, ao ultrapassar os Estados Unidos e, em 2020, se manteve no topo do ranking. Com as boas condições climáticas, Mato Grosso, maior produtor nacional de soja, somou 35,1 milhões de toneladas (28,8% do total). Entre as culturas que mais impactaram o valor da produção estão a soja, o milho, o café e o algodão, todos com recorde de produção no ano.

ENERGISA INVESTE EM RONDONÓPOLIS A Energisa finalizou as etapas para ampliar a capacidade de distribuição de energia para Rondonópolis, no sul de Mato Grosso. O investimento é de R$ 10 milhões e o objetivo da empresa é tornar a rede ainda mais estável, garantindo a capacidade de crescimento da região e melhorando a qualidade do fornecimento de energia. Rondonópolis, a segunda maior economia do Estado, tem hoje cerca de 240 mil habitantes. 91


NEGÓCIOS.MS

FÁBRICAS DE PAPEL O setor de celulose passa por um boom no Mato Grosso do Sul. Eldorado Brasil e Suzano apostam na produção e construção de fábricas, com investimentos sem precedentes. A Eldorado Brasil possui uma fábrica em Três Lagoas e mais de 200 mil hectares de florestas plantadas no Estado, conta com a força de trabalho de 5,2 mil colaboradores. Já a Suzano anunciou recentemente que vai construir uma nova fábrica em Ribas do Rio Pardo, que irá demandar investimentos de R$ 14,7 bilhões e vai gerar 3 mil empregos diretos.

EUCALIPTO É AGRO Em Três Lagoas (MS), a Suzano tem duas fábricas e a Eldorado, uma – que geram 12 mil empregos. Mato Grosso do Sul tem atualmente 1,240 milhão de hectares de área plantada de eucaliptos, a segunda maior do país. Produção não está restrita a celulose, pois gera, entre outras, produção de chapas de MDF e energia renovável. Só a nova unidade da Suzano tem capacidade de gerar 180 MW médios ao sistema elétrico nacional – e será uma unidade livre de combustível fóssil.

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SEBRAE NOS BAIRROS O Sebrae, em Campo Grande, tem unidades espalhadas em bairros para atender empreendedores. Recentemente, inaugurou o Sebrae Nova Lima e o Sebrae Parati/Aero Rancho. As duas unidades integram a estratégia de descentralização do atendimento do Sebrae em direção aos bairros, que apresentam uma dinâmica própria de comércio. Unidades têm infraestrutura para apoiar os pequenos negócios, com a oferta de locais de coworking, que mediante agendamento prévio, os empresários podem utilizar de forma gratuita para reuniões com fornecedores, clientes ou colaboradores, treinamentos, entre outros.


NEGÓCIOS.TO

40 ANOS DE HISTÓRIA DOS TOCANTINENSES DO GRUPO TABOCÃO Com anúncio de R$ 150 milhões em investimentos do Grupo Tabocão no Estado do Tocantins, o empresário Edison Dutra, o Edison Tabocão, também lançou a nova campanha publicitária da empresa. A campanha foi denominada de ‘Quilômetros de História’. A campanha publicitária marca as comemorações dos 40 anos do Grupo Tabocão, empreendimento que começou no Tocantins e hoje está presente também em Goiás, Pará, São Paulo e uma distribuidora de combustível matriz em Senador Canedo (GO), com filiais de distribuição em Uberlândia (MG), São Luiz (MA), Ribeirão Preto (SP) e Porto Nacional (TO).Entre os novos investimentos estão a construção de novos postos de gasolina em Araguaína, Araguatins, Colinas do Tocantins, Gurupi e Palmas, num total de R$ 35 milhões investidos; e uma nova filial de distribuidora no município de Tabocão com capacidade de armazenamento de 2 milhões de litros de combustível. Essas unidades somam investimento total de R$ 15 milhões. O empresário também anunciou a compra de 40 novos caminhões para atender o Tocantins.

TABOCÃO TERÁ ESCRITÓRIO NOS EUA O grupo anunciou que está previsto também a abertura de escritório na cidade de Houston, Texas, EUA, para importação de combustível para o Tocantins, com investimento total de R$ 15 milhões. O combustível virá por navio até Belém (PA) e depois seguirá de barco até Praia Norte, região do Bico do Papagaio no Tocantins.No total, o plano de expansão do Grupo Tabocão prevê recursos na ordem de R$ 150 milhões, sendo 50% de capital próprio e 50% oriundos de financiamento junto ao Banco da Amazônia. Os investimentos vão gerar 500 novos empregos diretos. O grupo tem, atualmente, mais de 2 mil colaboradores.

LAGO CENTER A cerimônia de lançamento do Lago Center Shopping foi realizada em 18 de novembro em Araguaína. O evento teve como foco apresentar a estrutura do empreendimento para os lojistas e empreendedores da cidade, além de trazer atualizações sobre o cenário nacional do varejo em Shopping Centers com o Talk Show, mediado pelo jornalista Luiz Alberto Marinho. Em nome dos sócios do empreendimento – Grupo ABL Prime, Grupo Campelo, Grupo JDemito, Flavisi Pecuária, Grupo Concrenorte e Acácio Assessoria Contábil, o diretor da ABL Prime, Marcos Mineo Nakamura, falou sobre as negociações em andamento. O Grupo Cinépolis e âncora C&A estão fechados. A estimativa é que, durante a construção do shopping, 700 empregos diretos sejam gerados e, após a inauguração, mais de 1 mil pessoas estejam empregadas diretamente. Para a construção do Lago Center Shopping, serão investidos mais de R$ 140 milhões. O projeto prevê um hotel no shopping e diversos outros empreendimentos imobiliários na região de entorno.

VACCINAR INAUGURA SUA UNIDADE FABRIL EM ARAGUAÍNA Depois de implantar o Centro de Distribuição (CD) em fevereiro deste ano em Araguaína, a Vaccinar inaugura sua unidade fabril no município. Construída em um terreno de 40 mil m², a fábrica irá produzir produtos para atender o segmento de bovinos de corte. A planta tem capacidade produtiva instalada de 100 mil toneladas/ano (considerando dois turnos), gerando inicialmente 36 postos de trabalho, mas esse número tende a crescer com a expansão comercial prevista para a região. “Durante 2021, a equipe comercial tem atuado fortemente na região e agora com a nova fábrica, a nossa expectativa é que essa velocidade seja ainda maior”, destaca o diretor de negócios de ruminantes, Amaury Valinote. 93


NEGÓCIOS.RIO VERDE

CEREAL O Grupo Cereal, complexo industrial de fábricas com tecnologia de ponta para esmagamento de soja e nutrição animal, foi autorizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a instalar uma produtora de Biodiesel na cidade de Rio Verde, respeitando todas as exigências ambientais previstas na legislação brasileira. A decisão foi publicada no dia 06 de outubro de 2021. O grupo também atua no ramo de exportação (trade) e produção de Biodiesel.

EXPANSÃO SICOOB CREDI-RURAL COMIGO RENOVA CERTIFICAÇÕES Os processos de recebimento e armazenamento de soja em grãos; produção e venda de farelo de soja, óleo de soja bruto degomado e óleo de soja refinado; e, produção de embalagem tipo PET para óleo refinado e engarrafamento de óleo refinado de soja, foram auditados aprovados como de alta qualidade na planta industrial da COMIGO, em Rio Verde, pela certificadora SGS, que renovou o certificado ISO 9001:2015 até 2024. Grupo possui certificação de qualidade desde 2009. 94

O Sicoob Credi-Rural inaugurou novo espaço para atendimento exclusivo de cooperados Pessoa Jurídica (PJ), em Rio Verde (GO). A agência está localizada na Avenida Presidente Vargas, Jardim Goiás. Antônio Chavaglia, atual presidente da Comigo e que presidiu a cooperativa de crédito por 30 anos, também prestigiou a inauguração e ressaltou a gratidão em passar o bastão a pessoas competentes e compromissadas.

INSTITUTO BRF: ECCO COMUNIDADES O Instituto BRF, responsável pelos investimentos sociais da BRF, em parceria com o Quintessa e o Prosas, selecionou oito startups de impacto socioambiental para fazerem parte da primeira edição do Ecco Comunidades. O programa tem como objetivo apoiar soluções que atuam na redução de perdas e desperdícios de alimentos, além de promover o desenvolvimento territorial a partir da aceleração e implementação de suas soluções em cinco municípios onde a empresa está presente: Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG).

RECURSOS Cada iniciativa receberá até R$90 mil e terá, ao longo de 4 meses, o apoio do Quintessa na implementação dos pilotos e das OSCs locais com atuação relevante nos territórios para que possam acompanhar e apoiar o desenvolvimento dos projetos, trazendo legitimidade e articulação local.


NEGÓCIOS.ANÁPOLIS

HYPERA ATACA MERCADO DE ANTICOAGULANTES O segmento de anticoagulante entrou no radar da gigante Hypera Pharma, que tem seu parque industrial em Anápolis. Essa classe terapêutica vendeu, de janeiro a agosto, R$ 871,9 milhões no País, alta de 43% sobre o mesmo período do ano passado. O remédio em questão é o rivaroxabana, hoje liderado pela alemã Bayer, que tem a marca de referência (Xarelto). No entanto, o medicamento tinha a patente até 2022, mas por força da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que acabou este ano com o artigo 40 da Lei de Patentes, a proteção foi retirada. O nome do produto da Hypera será Vabam. A Hypera fechou o primeiro semestre com R$ 2,7 bilhões de receita líquida. “Temos mais de 30 projetos de alto potencial já mapeados com a decisão do STF. Estamos trabalhando para acelerá-los, assim como foi feito para a rivaroxabana. Inclusive, já protocolamos pedido para uma versão genérica dessa molécula”, disse presidente da empresa, Breno Oliveira.

CHILENA COMPRA FÁBRICA DE ANÁPOLIS A empresa chilena CMPC, que tem com subsidiária a Softys Brasil, comprou a brasileira Carta Fabril por cerca de R$ 1,14 bilhão. Fato relevante foi publicado no mercado de capitais chileno com este valor. A Carta Fabril fechou, em 2020, investimento de R$ 600 milhões para expandir a capacidade produtiva e de portfólio, focando em se consolidar como uma empresa de consumo, disputando o também concorrido mercado de higiene e cuidados pessoais. A Carta Fabril tem fábrica em Goiás (Anápolis) e Rio de Janeiro (Piraí) e é dona das marcas Cotton, Coquetel e Baby Looney Tunes – com faturamento anual superior a R$ 1 bilhão, tem duas fábricas.

CÃES E GASTOS: MADE IN ANÁPOLIS A Champion aponta que a pandemia da covid-19 levou muitas famílias a adotarem cães, foco novo da empresa – que agora também desenvolve produto para gatos. A empresa prevê que os produtos devem chegar aos EUA e México em até três anos – a meta é chegar a 15 países em cinco anos. O mercado brasileiro de produtos de saúde animal para pets segue a crescer dois dígitos e já movimenta R$ 1,65 bilhão por ano. A empresa goiana Champion Saúde Animal criou divisão de negócios especializada em pets. O movimento faz parte do plano de expansão da empresa, que, nos últimos dois anos, acumulou crescimento superior a 50%.

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OPINIÃO

PEDRO BITTAR

Empresário e presidente da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA).

A VOZ DE IRIS REZENDE

I

ris ministro, Iris governador, Iris prefeito, Iris vereador, Iris senador. Iris era só Iris. Iris era amigo. Iris povo, no sentido real, não no populismo barato ou pejorativo. A sua trajetória sempre foi ascendente, mas ele nunca esteve longe de quem ele gostava e de quem gostava dele. Fosse quem fosse. A porta de Iris Rezende nunca esteve fechada. Isso o fez tão forte por tanto tempo, motivado por tantas décadas. Iris Rezende era movido pelo desenvolvimento social. E, por isso, investiu forte na industrialização. Acertou. O melhor caminho para fortalecer uma sociedade é dar força para todos produzirem. Empreendedores e trabalhadores ganhando por meio do trabalho. A indústria agrega valor ao que a região produz, fortalece o empreendedorismo, atrai negócios, forma empresários, exige e qualifica mão de obra para profissões que nem mesmo existiam na região, fortalece as cadeias produtivas. Produz para o local, exporta o excedente. Iris não era da época de grandes programas de transferir renda. Investiu em programas que deram condições para empresas e trabalhadores crescerem. Desde então, milhares de empresas e milhões de trabalhadores foram beneficiados. Quantas marcas fortes hoje nasceram dos programas de incentivos criados em sua época. Esse ciclo de crescimento é da Escola de Iris Rezende, é um legado reconhecido e valorizado por todos. O nome de Iris Rezende entra, como foi Pedro Ludovico e Mauro Borges, para a história de Goiás entre os mais representativos líderes, pois atravessou as décadas de 1960 até 2021 sempre como protagonista, seja na situação ou oposição, contribuindo para construir e con-

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A porta de Iris Rezende nunca esteve fechada"

solidar a economia goiana em seu período de maior evolução, sendo determinante, com seus projetos e suas obras, em vários momentos. Iris, Goiânia e a Acieg nasceram juntos. Praticamente na mesma época. Iris e Goiânia, em 1933. Acieg, em janeiro de 1937, mas a capital muda para Goiânia, em maio deste ano. Iris veio jovem para Goiânia. Estudou, entre outras, na Escola Técnica do Comércio de Campinas, fundada pela Acieg no fim dos anos 1940, aliás, entre os fundadores, estavam seu Hegesipo de Campos Meirelles, pai do amigo Henrique Meirelles. A história de Iris e da Acieg foram se cruzando desde então. Presidi a Acieg e, na época, Iris era prefeito de Goiânia. Por várias vezes, ele fazia questão de despachar da entidade. Na minha gestão, o fez. Nas seguintes, também. Ele gostava de gente por perto. Esse era o amigo Iris, que exercitava uma das grandes virtudes que os políticos de hoje perderam: saber ouvir. Iris sabia que ouvir era importante para ele. Dava ouvidos a todos com atenção e conseguia construir da leitura própria, como fazem os grandes líderes, para ter uma voz que a todos represente. Iris foi por muitas décadas essa voz.


OPINIÃO

RUBENS FILETI Empresário e presidente da Acieg

OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO

U

ma das lições ensinadas pela covid-19 foi a necessidade de inovar e de se adaptar às adversidades e circunstâncias. Eu, como chefe (líder) de uma entidade representativa do empresariado goiano, e como empresário, faço questão de aproveitar todas as oportunidades de crescimento. No mês de novembro, a Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) levou cerca de 50 empresários ao Web Summit, a maior conferência de tecnologias da Europa, em Portugal. Esta é a quinta edição que participamos. Sabe o que mais me impressionou? Ver o brilho nos olhos dos empreendedores, sua resiliência, sua força de fazer acontecer, sejam eles donos de pequenas "startups", proprietários de empresas consolidadas com faturamentos bilionários, ou até mesmo aqueles que ainda se encontram na fase de "vender" suas ideias. Esta edição pós-pandemia contou com uma mudança no perfil dos participantes, que teve 50,5% do público feminino, nos mostrando a força da mulher e sua competência no mundo dos negócios. A troca de conhecimento com empreendedores que frequentam a feira oferece um vislumbre dos sucessos e das dificuldades enfrentadas diariamente em diversos países quando são trazidas discussões universais, como burocracia, impostos e ambiente de investimentos a longo prazo. A feira é um dos epicentros do que há de mais inovador e tecnológico no mercado mundial. Técnicas, experiências e cases foram apresentados e discutidos nos quatro dias de evento. Os números são impressionantes, estiveram presentes mais de 42 mil

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Eu faço questão de aproveitar todas as oportunidades de crescimento"

pessoas, cerca de 700 palestrantes, mais de 1.500 startups, mais de 850 investidores em busca de inovação e do seu "unicórnio", mais de 1.850 profissionais de comunicação e mais de 200 patrocinadores. Estiveram representados quase 130 países, impressionante. Ouvir tendências, opiniões e cases marcou, e muito, esse momento, assim como acompanhar palestras de personalidades renomadas como Frances Haugen, Ayo Tometi, Sir Tim Berners-Lee (o pai da internet), Brad Smith, dentre tantos outros nomes de peso. Isso nos faz pensar fora da caixa, mesmo que não concordemos com o que está sendo exposto, nos leva a um momento de reflexão para sermos melhores e mais resilientes. Funciona como um verdadeiro ponto de equilíbrio entre o pessoal, profissional e a saúde. Foi muito bom sentir que as outras pessoas, assim como eu, querem que essa pandemia acabe e que tenhamos mais conexões de negócios, networking, olho no olho, troca de cartões (mesmo que sejam virtuais) e que possamos ter nos olhos o brilho da certeza que não teremos novamente momentos tão incertos em relação ao nosso futuro. 97


OPINIÃO

JOSÉ MÁRIO SCHREINER Presidente do sistema FAEG/SENAR, vice-presidente da CNA, Deputado Federal e produtor rural

LEITE: PREÇOS ELEVADOS AO CONSUMIDOR E QUEDA DE PREÇOS AO PRODUTOR

A

pesar da queda de preços imputada aos produtores de leite de Goiás, por parte dos laticínios, de até R$ 0,40/litro nos meses de agosto e setembro/2021, observa-se que os preços não caíram para os consumidores. Pelo contrário, nos últimos 02 meses, os preços dos principais produtos lácteos comercializados nos principais supermercados em Goiânia aumentaram. O leite longa vida (litro) teve aumento de 1,5%, queijo mussarela (kg) de 1,4% e creme de leite (lata 300 g) 6,0%, segundo pesquisa semanal de preços dos principais derivados lácteos realizados em Goiânia, por uma Central de Cooperativas de Leite de Goiás. Enquanto no mesmo período os preços recebidos pelos produtores, considerando uma baixa média de R$ 0,25/litro nos meses de agosto e setembro/2021, caiu mais de 10%. Outro fato importante, é que no período de agosto/2021 a setembro/2021 ao invés de queda, indicou uma leve recuperação do consumo, visto que o nível de dias de fabricação dos principais produtos lácteos comercializados nos supermercados de Goiânia caiu. Como exemplo podemos citar o leite longa vida (UHT), que em agosto/2021 foi comercializado, em média, nos principais supermercados de Goiânia com prazo de 59 dias de fabricação. Já em setembro/2021 esse prazo caiu para 52 dias em média. Em outras palavras, demonstra redução do estoque nos supermercados, o que retrata pequena reação no consumo. Portanto, não se pode justificar a queda de preços aos produtores de leite de Goiás, nesse período de agosto a setembro/2021, em virtude de uma queda no consumo. O próprio índice da cesta de derivados lácteos, que é calculado pelo Instituto Mauro Borges e que retrata o comportamento dos preços dos principais produtos lácteos que é comercializado pelas indústrias de Goiás à rede varejista, e que é discutido e validado na reunião da Câmara Técnica de Conciliação da Cadeia Láctea,

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Os produtores de leite estão sendo expulsos da atividade"

que tem participação tanto dos produtores quanto dos laticínios, foi positivo em 0,68% no acumulado de agosto e setembro/2021, demonstrando que não há justificativa para queda de preços aos produtores. Em virtude dessa situação, os produtores de leite de Goiás e de inúmeros outros Estados brasileiros estão sendo expulsos da atividade por conta da inviabilidade de continuar produzindo. Pois, além dessa baixa de preços, tiveram aumento nos seus custos em mais de 40% nos últimos 12 meses. Só o item alimentação, que tem peso de mais de 50% nos custos de produção, aumentou mais de 68% no período. Essas reduções drásticas nos preços estão levando milhares de produtores a uma situação de prejuízos e insolvência, levando-os a saírem da atividade, ocasionando a cada mês redução no volume produzido. E isso influenciará diretamente na mesa da população pela redução drástica da produção e na economia de milhares de famílias e municípios, com a redução de milhares de empregos e da renda oriunda dessa atividade. É urgente que os laticínios revertam essa queda de preços, e que haja o cumprimento e o estabelecimento de políticas que garantam aos produtores de leite a redução dessas altas instabilidades de preços porque passam todos os anos.


OPINIÃO

LUIZ ANTÔNIO DE SIQUEIRA Advogado da Siqueira e Fawzie Advogados e contador

O FISCALISTA É SEM GRAÇA

S

e discute muito no Brasil para não se mudar nada. Décadas de tempo, dias, páginas de jornal, palestras e seminários e livros sobre reformas de tributos, para avanços míseros. E, depois de três décadas, acelerar a reforma tributária durante a maior crise fiscal da história do País em décadas (iniciada em 2015 e só aprofundada) é uma injustiça com o contribuinte. Se já seria um jogo que o empate seria um bom resultado – nem aumentar nem reduzir impostos – imagino que neste caos fiscal brasileiro, uma reforma agora o empate seria o resultado mais inimaginável. O contribuinte ia entrar em campo para ouvir muito discurso, narrativas de modernização, simplificação, avanço de leis de 50 anos (o mesmo blábláblá de sempre) para depois uma ‘facada’ certeira em todos ou alguns setores produtivos específicos, para sangrar um pouco mais seus caixas e carteiras. Governos não brincam em serviço. O mundo ficou mais triste com o fiscalismo vencendo o jogo – na última década. Ministérios, secretárias de Fazendas e de Finanças ficaram aglomerados deles. Com todo respeito e pequenas liberdades, o fiscalista é, por natureza, burocrata, leitor de artigos, regrado, aquele cara que no fim da festa quer dividir até os centavos da conta. O modelo fiscalista não nos deu, em todo Brasil, um caso que surpreenda, que a gente possa em duas décadas lembrar (favoravelmente). Só ajusta. Economiza. Amassa. Aperta. Arrocha. Cobra. Multa. Refis. Cobra. Multa. Ajusta. Economiza. Corta. Para o executivo, clima de tensão. Os fiscalistas aprontam um terror fiscal. Regra número 1: Pavor total no ‘chefe’. Sempre assim. Fá-

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O burocrata não olha o outro lado da rua"

cil: poucos entendem do tema. Geralmente, compram a cartilha do ajuste fiscal rigoroso. Regra 2: Cortar todos os desenvolvimentistas do time ou colocá-los na reserva. Só jogam os fiscalistas. Aí é mamão com açúcar. Regra 3: Vender a salvação depois de um ou dois anos. Caixa cheio, recuperado, gestão eficiente, salvou da insolvência. O burocrata não olha o outro lado da rua. Ele não quer atravessar a rua. A meta é manter – ele joga para dentro, para o sistema interno, sem riscos. O desenvolvimentista é que constrói legado, faz história. Ele atravessa a rua, mesmo correndo riscos. Cidades que deram passos além foram as que correram riscos, assim como Estados. O desequilíbrio do duelo promovido pelos executivos em mais de uma década, sempre privilegiando (por opção ou medo) os fiscalistas em detrimento de desenvolvimentistas – que quando o tinham em sua equipe, eram de fachada, elementos decorativos, é o grande motivo de termos pouco a acrescentar de novo a história da gestão do setor público brasileiro – nos âmbitos federal, estadual e municipal. Faltou equilíbrio, não fiscal, mas de ideias. 99


OPINIÃO

REGINALDO GARCIA Empresário, diretor da Acieg e presidente eleito da Associação dos Lojistas do Flamboyant Shopping Center (Aslof)

OS DESAFIOS DO COMÉRCIO GOIANO

A

sina do empresário é esperar. Esperamos em 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021. Ano após ano esperamos uma resposta da economia. Estagnação, recessão, paralisação, pandemia, inflação e, agora, estagflação. Já vamos caminhando para uma década sem solução, sem um pico decente de crescimento. Empresários e trabalhadores vendo seus ganhos diluindo para pagar impostos ou juros. Não somos de reclamar. Não acordamos cedo todos os dias, arriscamos nosso patrimônio, deixamos muitas vezes de conviver com a família, para ficar jogando pedras em quem quer seja. Nosso foco é trabalhar. E, aliás, quem aguentou aberto ou empregado até agora merece só elogios. São sete anos enxugando gelo, sendo criativos, buscando soluções às vezes onde nem existem para manter o negócio aberto. Toda essa introdução é para dizer que 2021 não será diferente. Será um ano negativo – ou muito perto disso. Até outubro, último dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o acumulado de doze meses estava no vermelho, negativo em 0,6%. Outubro, que era para ser um divisor de águas e havia boa expectativa por parte dos comerciantes, foi um tombo, segundo a pesquisa: tombo de 10,3% em comparação a outubro do ano passado – que havia mais restrições que atualmente. Boa parte do agravamento da crise no comércio está no achatamento da renda do consumidor. A cada mês, a situação se complica mais no orçamento familiar. Com uma inflação sem controle, o poder de compra é corroído a cada mês. Um dado mostra isso claramente. No comércio goiano, a atividade de hipermercados e supermercados, um termômetro de vendas, cai pelo 15º mês seguido. É a fotografia exata do bolso do consumidor sendo corroído. Sem essa renda forte, sem consumidor, não teremos comércio. Logo, não teremos força

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Em 2022, precisamos pensar soluções diferentes para sairmos melhor do que vamos entrar. Precisamos apoiar o comércio"

industrial. Veja nossa indústria, já caiu também. Ou temos um plano de socorro dos governos, municipal, estadual e federal, para recuperar empregos e renda, ou vamos afundar a economia. O comércio tem sobrevivido de datas. Mas, sabemos que não é assim. Precisamos de pensar de forma ampliada. Quando falamos em comércio, não estamos falando apenas dos setores mais vistos e comentados que envolvem segmentos de presentes e festas - que representam a maior força destas datas e também sofrem com o impacto destas quedas do comércio. Mas ampliamos o radar, falamos também dos comerciantes de bairros, do interior, das pequenas lojas familiares e estão, no dia a dia, atrás do balcão, esperando o consumidor, que nem sempre vem ou quando vem traz apenas moedinhas para comprar picado ou fiado. Essa realidade incomoda muito pois ao mesmo tempo que chega esse consumidor pobre, chegam diariamente boletos e boletos, impostos e taxas. Essa realidade bate na porta de todos, é uma realidade triste do comércio, que está muito pressionado. Não podemos perder o otimismo nem a esperança. Temos como reverter, unir forças e repensar soluções. Vamos unir lideranças do setor privado e público, vamos repensar soluções e fazer um ano diferente. Esse é o desafio do comércio goiano para 2022.


OPINIÃO

LUÍS ALBERTO PEREIRA presidente do Sistema OCB/GO

GOIÁS É CADA VEZ MAIS COOP

O

cooperativismo tem grande parcela de contribuição no forte desenvolvimento econômico, social e ambiental das últimas seis décadas de Goiás. Isto só foi possível com a superação das dificuldades enfrentadas no passado, pois quando a OCB Goiás foi constituída, há 65 anos, o modelo de negócio cooperativista não tinha uma imagem consolidada e agregar confiança e credibilidade a esse conceito foi o maior desafio a ser superado pelos pioneiros do cooperativismo. Nos governos de Getúlio Vargas (1951-1954) e de Juscelino Kubistchek (1956-1961) a ocupação do Brasil Central foi incentivada. A região oferecia aos trabalhadores a oportunidade de melhores salários; vastas extensões de terras para os agricultores e pecuaristas e um mercado novo para empreendedores da indústria e do comércio, a partir do qual já se podia vislumbrar um amplo cenário de desenvolvimento e de produção de riquezas. Foi nesse contexto que grandes expoentes da sociedade goiana tomaram a iniciativa de criar a União das Cooperativas do Estado de Goiás (UCEG), em outubro de 1956. Muitos anos depois, em 1971, a Lei n° 5.764/71 institucionalizou o Sistema de Representação do Cooperativismo Brasileiro. A partir desse marco legal, a recém-criada OCB promoveu a organização das associações estaduais, tornando-se a representante única do cooperativismo em âmbito nacional. Com isso, as cooperativas filiadas passaram a se enquadrar num modelo empresarial, o que permitiu sua expansão econômica e a consequente expansão dos benefícios sociais que caracterizam o setor. No final dos anos 80, o cooperativismo goiano reunia cerca de 90 cooperativas registradas. A partir deste período os ramos de crédito e

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Já somos o sexto maior do País em número de cooperativas, cooperados e postos de trabalho"

de saúde ganharam grande impulso, tornando-se altamente competitivo. Nos anos 90, principalmente a partir da efetiva instalação do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP/GO), no dia 28 de outubro de 1999, experimentamos uma nova fase de evolução do cooperativismo goiano. Mas os desafios agora são ainda maiores. O cooperativismo continua em franca expansão em Goiás. Já somos o sexto maior do País em número de cooperativas, cooperados e postos de trabalho. Somente neste ano aumentamos em quase 40% o número de novas cooperativas associadas à OCB/GO, superando o recorde histórico de 2007. Continuamos empenhados na missão de congregar e defender os interesses do cooperativismo e do desenvolvimento econômico sustentável no Estado, promovendo a intercooperação, a qualificação, as ações sociais e ambientais e os negócios de quase 300 cooperativas no Estado e seus mais de 13 mil colaboradores. Temos o compromisso de ajudar Goiás e o Brasil a se recuperarem dos graves efeitos da pandemia de Covid-19. Vamos, de forma planejada e com a ajuda de parceiros, promover a criação de mais cooperativas, mais empregos, mais renda e bem-estar social no nosso Estado. 101


OPINIÃO

GETÚLIO FARIA Advogado atuante no Direito Público, Empresarial e Proteção de Dados e Privacidade e sócio da Faria, Franco e Cicari Advogados Associados e da Expert Brasil Soluções Corporativas.

SEGURANÇA DIGITAL NAS EMPRESAS

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cada dia que passa, as relações humanas e comerciais têm se projetado cada vez mais nos ambientes virtuais, em decorrência do exponencial crescimento da comunicação digital, importante vetor de desenvolvimento nos diferentes setores sociais, possibilitando novas oportunidades de relacionamentos e negócios entre pessoas e empresas em todo o mundo. As atividades dos governos, empresas e indivíduos no ambiente digital se tornam cada vez mais expressivas, inclusive impulsionando a competitividade entre corporações e países, com mais eficiência em uma economia altamente conectada. E como consequência da expansão do comércio e serviços concretizados no ambiente online, dados são transferidos, acessados e armazenados o tempo todo, de modo que governos, empresas e indivíduos estão sujeitos à ameaças e vulnerabilidades decorrentes do ambiente digital, cujos riscos obrigam a adoção de uma adequada segurança digital. Neste cenário de ameaças, como importante segmento da Tecnologia da Informação (TI), a segurança digital tem como foco bloquear as ameaças presentes no ambiente virtual, propondo medidas protetivas e ferramentas que devem ser implementadas para mitigar os riscos da violação de dados pessoais e corporativos como mecanismo para vitimar tanto pessoas físicas quanto jurídicas. As interfaces online, como sites, e-mails, softwares digitais e redes sociais, que podem ser acessados 24h e de qualquer lugar por smartphones, tablets e computadores devem ser protegidas continuamente, com o uso não apenas de softwares e hardwares mais seguros, mas também a intervenção humana deve ser devidamen102

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Gestão de Risco Digital se torna indispensável para a continuidade das atividades de uma organização"

te orientada e treinada para lidar com as ameaças, vulnerabilidades e incidentes, se ocorrerem. Por isso, uma Gestão de Risco Digital se torna indispensável para a continuidade das atividades de uma organização, por meio de um processo contínuo para identificação e redução de riscos a níveis aceitáveis, adotando medidas de segurança conforme o tipo de ameaça e possíveis danos, com estratégias de seguranças conforme as necessidades do caso concreto. Mais importante que agir quando o problema acontecer, muitas vezes sem possibilidade de reparação e com gravíssimos prejuízos, é atuar preventivamente, com análise das vulnerabilidades, ameaças e probabilidade de danos aos ativos, implementando medidas técnicas e organizacionais, como antivírus atualizado, firewall, controle de acesso e sistema de controle de incêndio. Assim, garantir um ambiente digital seguro, onde a organização possa realizar suas atividades com mais tranquilidade e os clientes tenham mais segurança, não deve ser colocado em segundo plano, mas sim elevado ao status de prioridade número, sob pena das ameaças se tornarem danos efetivos que muitas vezes podem ensejar o fim para a organização.


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Sabor e Requinte bem no seu caminho.

RESTAURANTE Rua C-263 - Setor Nova Suíça, Goiânia - GO

BISTRÔ


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