www.adial.com.br
REVISTA DE NEGÓCIOS DA ADIAL
Dezembro de 2021 - ANO XIII
JOSÉ
GARROTE
ASSUME NOVO CICLO DA ADIAL
Empresário será o 6º presidente da entidade e busca conexão entre setores, além de valorizar o legado das diretorias anteriores.
131
EDITORIAL 2021: UMA ODISSEIA FRUSTRADA O desfecho de 2021 não vai ser tão melhor do que o de 2020, como se esperava, para a Economia e, principalmente, para a indústria. O setor amarga, até outubro (último dado divulgado) um encolhimento na faixa de 4%, em média, isso em se considerando que o tombo de 2020/2019 foi de 4,5%. O que frustrou é que o sinal já estava invertido no final do ano passado para um viés de alta – pois apesar do tombo –, acumulava oito altas (pequenas, na verdade) seguidas, mas que se apostava muito em uma aceleração dessa sinalização neste ano que agora fecha, com o inverso: em vez de seguir o viés e subir, perdeu força, anulou movimento e embicou para baixo, caminhando para o segundo ano de queda forte. Goiás, que se protegeu razoavelmente em 2020, tendo bons números até setembro e liderando crescimento, desta vez, não teve jeito. Quando a queda era só pela covid-19, a indústria goiana veio acima da média nacional – pois concentra parte da produção em bens de consumo essenciais, que foram poupados dos cortes no orçamento familiar e tinham grande saída no período – mas quando entrou a inflação, Goiás penou. A inflação não escolhe setor, afeta todos. Reduzir o poder de consumo de uma sociedade é minar o potencial de crescimento. A alta generalizada de preço já deu sinal de ser mais que um repique em meados de 2020 – por vários motivos, como falta de insumos industriais, alta descontrolada do câmbio que afetou produtos importados relevantes na cadeia produtiva, como o petróleo e derivados, à forte exportação de alimentos. Se tudo ficou muito caro e a renda não subiu, o consumidor começou a selecionar o que comprar e o que não comprar ou reduzir o consumo. Neste caso, a indústria brasileira, que tem foco no mercado interno, viu sua clientela mais pobre e seletiva. E, se para a covid-19, uma vacina resolve; para a inflação, tem de ser outro remédio – que nem sempre é rápido e eficaz. O remédio que os governos usam sempre é elevar a taxa de juros. Já está chegando em dois dígitos e, mesmo assim, o vírus inflação resiste, tranquilo. 2021 não foi a odisseia esperada para a Economia. 2022 começa com sinal trocado, quem sabe não termina positivo. Boa leitura, Leandro Resende.
SUMÁRIO
DEZEMBRO 2021 Nº 131 ANO XIII
EDITORIAL 2021, uma odisseia frustrada// CAPA Abre um novo ciclo com a 6a Diretoria 3-7.// TRABALHO - ADIAL quer ampliar projeto com TRT 8-9.// MEIO AMBIENTE - CPR Verde entra na pauta da entidade 1011// LOGÍSTICA - Agriclusters abre possibilidades 12-13.//ECONOMIA - Propostas para a retomada 14.// M&P Bouduelle, Nestlé, Perdigão, Gatorede, Sadia, Kibon e Comigo 16-17.//SOCIAL Taça das Favelas, Natal Cufa-ADIAL e Painel Legislativo 18-17.// LEITURA 20.//FOCO NA ENERGIA 21.// OPINIÃO Edwal Portilho "Tchequinho" e José Garrote 22-23.// 2
EXPEDIENTE Presidente do Conselho de Administração José Carlos Garrote de Souza Vice-Presidente Financeiro Otávio Lage de Siqueira Filho Conselho Nato Cyro Miranda, José Alves Filho, Alberto Borges, Cesar Helou e Otávio Lage de Siqueira Filho Presidente-Executivo Edwal Portilho "Tchequinho' CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Cesar Helou, Alberto Borges de Souza, Ananias Justino Jayme, Angelo Tomas Landim Junior, Carlos Luciano Martins Ribeiro, Heribaldo Egídio da Silva, Antônio Benedito dos Santos, Olímpio José Abrão, Paulo Sérgio Guimarães Santos, Evaristo Lira Baraúna, Luciano Araújo Carneiro, Rodrigo Melo, Pedro Alexis Suris Sacramento, Glorivan Parreira França, Julio Cezar Albieri, Oziris Ribeiro Silva, Eduardo Zuppani, Francisco Tomazini, Vanderlan Cardoso, Domingos Villefort, José Roberto Amoroso, José Vitti, Rivas Rezende, José Alves, Sandro Mabel, Pedro Roberto Silva Pinto, Luiz Antônio Nogueira. CONSELHO FISCAL – EFETIVOS André Luiz Baptista Lins Rocha, Romar Martins Parreira, Sebastião Osmar Albertini, Helena Romeiro de Araújo CONSELHO FISCAL – SUPLENTES Eduardo de Oliveira, Carmem Perillo, Geraldo Magela, Georges Hajjar Filho Produção e Edição Leandro Resende Ana Manuela Arantes Izabella Pavetits João Paulo Nogueira ANÚNCIOS: (62) 3922-8200 e (62) 99111-7715
PRÓ-INDUSTRIAL
No discurso de posse, Zé Garrote destacou o papel histórico da ADIAL na industrialização de Goiás
ADIAL ABRE NOVO CICLO COM A 6a DIRETORIA COM O EMPRESÁRIO ZÉ GARROTE NA PRESIDÊNCIA, NOVA DIRETORIA MANTÉM FOCO NAS AÇÕES DE EXPANSÃO DO SETOR, ALÉM DE INTEGRAÇÃO COM POLÍTICAS PÚBLICAS, SOCIAIS E AMBIENTAIS
ADIAL
Uma noite de celebração de conquistas, parcerias e de projetos de defesa e desenvolvimento para as indústrias goianas: com a presença de empresários, associados, autoridades políticas, colaboradores e outros convidados, a 6ª Diretoria da Associação PróDesenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL) - 20212024, tomou posse, no dia 8 de novembro, em evento no espaço Memoratto, em Goiânia (GO), com a liderança de José Carlos Garrote como o novo presidente do Conselho de Administração da ADIAL, no lugar de Otávio Lage de Siqueira Filho. A cerimônia de posse foi iniciada com a palavra do apóstolo César Augusto, que deu a bênção à nova diretoria, e com o discurso do presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho "Tchequinho", que ressaltou ser motivo de orgulho participar das diretorias da entidade que dão condições de atuar para avanço da competitividade industrial, gerando empregos de qualidade. "Vamos continuar com parcerias com o governo estadual, órgãos federais, municipais, assembleias legislativas, promotorias públicas e demais, de mãos dadas, construindo um futuro cada vez melhor para Goiás", afirmou. Em seguida, os convidados puderam participar de uma palestra com o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, que fez um panorama do cenário macroeconômico do País. “São nas associações pró-desenvolvimento industrial que aparecem as ideias de inovação para reforçar as reformas e pavimentar o crescimento de longo prazo”, salientou. A diretoria do banco esteve presente em peso. 4
Otavinho (acima) e Tchequinho lembraram, em seus discursos, conquistas da 5a Diretoria
GESTÃO DE DESAFIOS O empresário Otávio Lage de Siqueira Filho, que continua na 6ª Diretoria como vice-presidente do Conselho de Administração, fez discurso na cerimônia de posse e comentou que durante o mandato como presidente, expandido por causa da pandemia, vários desafios foram enfrentados, como os debates sobre incentivos fiscais, mas que com diálogo franco e muita transparência, conseguiram alinhar projetos
de mútuo desenvolvimento que valorizam a industrialização. Também falou sobre as parcerias implantadas com o Governo do Estado, como o AgreGO, programa que dá mais condições de promover a industrialização, e o desenvolvimento do ProGoiás, programa de incentivo fiscal. Otávio ainda lembrou sobre a conquista da vaga no Conselho da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg). "Na economia enfrentamos, PRÓ-INDUSTRIAL
durante todo o mandato, ora estagnação, ora recessão, sem ter um ano de grande expansão do PIB. Enfrentamos ajustes fiscais em 2017 e 2019, greve dos caminhoneiros em 2018, pandemia de covid-19 em 2020 e 2021, com alta taxa de desemprego e a volta da inflação, entre outros percalços. Mas no fim de tantas batalhas enfrentadas, conseguimos nos reinventar e entregar à ADIAL algo maior, com novos associados, mantendo a credibilidade da entidade, com vários projetos finalizados ou em plena execução". Destacou também o movimento em defesa ao desenvolvimento dos empregos, em 2019, quando a ADIAL, junto com o Fórum Empresarial, promoveu seminários nas principais cidades industriais do Estado, em conjunto com centrais e sindicatos dos trabalhadores, defendendo a industrialização de Goiás. "Momento importante para amadurecer as políticas para o setor industrial goiano, o que também possibilitou maior integração da Adial com universidades, agentes sociais e agentes laborais, sempre com boa convivência com o setor público", ressaltou. Para finalizar, explanou sobre o fortalecimento da ADIAL-Log, o Clube de Compras da ADIAL e o ADIAL Talentos, programa que facilita a comunicação entre as indústrias e as pessoas que buscam vagas de trabalho. Agradeceu ao Fórum Empresarial a parceria na defesa de interesses da iniciativa privada, aos ex-presidentes da Adial e aos membros do Conselho de Administração da Associação. "Procuramos fazer uma gestão enxuta e agradeço a todos dessa ‘PRÓ-INDUSTRIAL
Governador Ronaldo Caiado (acima) e apóstolo Cesar Augusto falando aos industriais
equipe que dedicaram de corpo e alma à causa da Adial. Tenho muito orgulho. Chegamos ao 7º lugar na lista dos Estados mais industrializados do Brasil, com aproximadamente 15 mil indústrias em Goiás, gerando 350 mil empregos diretos, e 1,5 milhão de colaboradores em toda as atividades envolvidas. Desejo muito sucesso ao novo Conselho, fico honrado de passar ao Zé Garrote a nova gestão. A Adial continuará unida pela competitividade das
empresas, geração de empregos e desenvolvimento do Estado de Goiás". GERAÇÃO DE EMPREGO O governador Ronaldo Caiado acompanhou todo o evento de posse e defendeu a geração de emprego como o melhor programa social de um governo ao participar. “A responsabilidade sobre a saúde, educação e programas sociais vem, indiscutivelmente, alicerçada por aquilo que vocês 5
ADIAL
produzem e pelo que pagam em forma de impostos”, reconheceu. “Tenho tanto respeito pela classe empresarial e costumo deixar claro que não existe nenhum programa social mais forte e resolutivo do que o emprego. É a ferramenta e única forma de tirar a pessoa da dependência da mão do Estado e transformá-la em um indivíduo com cidadania e condições de exercer sua função de chefe de família”, defendeu. Ainda durante o discurso, o governador afirmou aos empresários que a economia goiana está em recuperação. “É uma das primeiras a apresentar, no trimestre anterior, um crescimento de 4,2%, bem acima da média de outros estados”, frisou. “Goiás não vai ser entrave no crescimento do País. “Se o prognóstico de 2022 é de apenas um percentual de 1% para o Brasil, Goiás vai trabalhar para estar bem acima desta média”, acrescentou. “Não há tempo para reclamações. Como diz Bruno e Marrone: quando quer mais vem pra Goiás. Quando você quiser ver um Estado que dá certo, onde as coisas acontecem com competência, dedicação e respeito. Esse é o lugar certo”, concluiu o chefe do Executivo estadual. NOVA GESTÃO A cerimônia de posse teve continuidade com a palavra do novo presidente da Adial, José Garrote. O empresário goiano disse ser um "momento ímpar" assumir a presidência da entidade e falou sobre como o efeito indústria, em qualquer lugar, envolve desenvolvimento e responsabilidade social, com 6
Economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, palestrou. Diretoria da XP prestigiou
geração de emprego, lucro, renda e bem-estar. Lembrou o público no evento sobre o legado de exgovernadores: Otávio Lage de Siqueira, produtor rural, político e industrial. "Com seu bom exemplo, na sua época, fez com que o Estado desse o primeiro passo para a industrialização. E foi além, pois fez sucessão e história, um homem além do tempo".
O outro governo citado foi de Maguito Vilela, que segundo José Garrote, com ferramentas diferentes do seu período e implantação de política de industrialização, trouxe duas importantes indústrias para Goiás - Perdigão e Mitsubishi. "Quando a Perdigão chegou ouvi muito dizerem que eu iria 'quebrar'. Mas vejam o que é uma política bem feita, serviu para PRÓ-INDUSTRIAL
todos, recebendo os que vinham de fora e guardando os que aqui estavam. Com essas referências, quero lembrar que não há desenvolvimento para uma região se não tivermos políticas préestabelecidas para as indústrias. Tudo passa pela industrialização", afirmou. Também falou sobre a importância de se ter parcerias para o desenvolvimento industrial. "A ADIAL sempre trabalhou pelos benefícios fiscais, são necessários para dar equilíbrio, força para competitividade. Na nossa gestão, assim como do Otavinho, vamos trabalhar por incentivos, nunca com abuso, mas com diálogo com o poder público, com o Governo, para que todos alcancem o mesmo objetivo de crescimento, além de parcerias com diferentes instituições como o Fórum Empresarial, entre outras. Não poderia deixar de citar também o projeto AgreGO, do Estado em parceria com a ADIAL, que melhorará nossas vidas, futuras gerações", destacou. ESG A posição geográfica de Goiás foi exaltada pelo presidente da ADIAL, durante o discurso, como vantagem competitiva. Para aproveitar esse cenário, José Garrote citou o trabalho realizado pela ADIAL-Log, dizendo que investirá para fazer ainda mais pelo setor logístico. Outro ponto que será trabalhado pela nova diretoria, segundo ele, será o uso das práticas de ESG (ambiental, social e governança, em português), com o envolvimento das associadas. "ESG está entre os temas ‘PRÓ-INDUSTRIAL
Cantor Leonardo fez apresentação surpresa e descontraiu transição da 5a para 6a Diretoria
mais importantes, não adianta termos espaços industriais sem sustentabilidade", comentou. O novo presidente também elogiou o legado deixado pelos expresidentes da ADIAL. "Precisamos caminhar juntos, poder público e poder privado, como sempre foi. Depois de tanto sofrimento com a pandemia,
empresas fechando, pessoas perdendo seus empregos, acredito que, agora, isso será página virada e vamos fazer com a nossa Associação faça mais pelo nosso Estado". A cerimônia de posse foi encerrada com jantar para convidados e um rápido show do cantor Leonardo, que fez uma homenagem ao novo presidente da ADIAL. 7
TRABALHO
ADIAL U Q ER AMPLIAR PROJETO COM TRT PROJETO CAFÉ SEGURO PERMITE ENCONTRO DE JUÍZES, EMPRESÁRIOS E TRABALHADORES NO CHÃO DE FÁBRICA. ADIAL QUER LEVAR INICIATIVA PARA INDÚSTRIAS ASSOCIADAS Uma iniciativa que une o poder judiciário e setor privado pode fazer a diferença quando se trata de prevenção a acidentes e doenças de trabalho na indústria: o projeto Café Seguro, promovido pelo Tribunal
Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18) e que recebe o apoio da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), leva até as indústrias e empresas uma programação de palestras vol-
José Garrote, ADIAL e SSA Hugo Garrote: CEO SSA
Daniel Viana Júnior: TRT
tada para colaboradores e direção, e permite que o tribunal se aproxime dos cidadãos por meio visitas presenciais e muito diálogo. A 10ª edição do projeto foi realizada no dia 29 de novembro, na
Welington Peixoto: TRT
Tiago Cabral: MPT
O projeto Café Seguro, promovido pelo TRT, na SSA, em novembro, aproxima Poder Judiciário do setor privado: palestras e visitas técnicas
8
PRÓ-INDUSTRIAL
indústria São Salvador Alimentos (SSA), unidade de Nova Veneza (GO), com participação de equipe da Adial e AdialLog, Ministério Público do Trabalho (MPT) e entidades sindicais. O presidente do Conselho da Administração da Adial, José Carlos Garrote, esteve no evento e falou sobre a intenção de ampliar o alcance do projeto Café Seguro para que também seja realizado nas indústrias e empresas associadas à Adial. "Queremos trabalhar mais a metodologia ESG na entidade, sabemos a importância da responsabilidade social, da sustentabilidade, e esse evento se encaixa bem nisso. Buscamos conhecimento aqui e vamos levar as informações até nossos parceiros", afirmou. O desembargador Welington Peixoto, coordenador regional do Programa Trabalho Seguro, comentou o sucesso do projeto na difusão de conhecimento e aproximação da Justiça do Trabalho das empresas e trabalhadores. “Para nós, magistrados, conhecer o chão de fábrica, conhecer os trabalhadores é fundamental, pois são o nosso maior patrimônio”, declarou. O presidente do TRT-18, desembargador Daniel Viana Júnior, agradeceu a direção da indústria por abrir as portas ao programa Trabalho Seguro. “Nenhum acidente é tolerável, nenhuma vida que se perde ou diminui, por uma perda de um membro, é tolerável e é importante que a Justiça do Trabalho e o MPT venham à empresa para que vocês saibam o quão importante é que cada um faça a sua parte, a empresa e o trabalhador”, disse o desembargador. O procurador do trabalho, Tiago Cabral, presidente do Fórum de Saúde e Segurança no Trabalho do Estado de Goiás (FSSTGO), falou do projeto Café Seguro como “algo primoroso” e destacou o crescimento e a evolução da SSA em ações de saúde e segurança no trabalho. Ele contou que o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) realizado entre ‘PRÓ-INDUSTRIAL
rador de energia e o prédio social, onde estão localizados os vestiários, lavanderia, refeitório, salas de treinamento e descanso. Em todo o trajeto, técnicos explicaram o funcionamento das unidades e toda a estrutura necessária para manter a fábrica em atividade 24 horas por dia.
Marina Cançado, psicóloga do TRT, foi uma das palestrantes na São Salvador Alimentos
o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a empresa teve tanto sucesso que virou modelo e foi replicado em outras indústrias. “Saúde e segurança no trabalho se fazem no dia a dia e leva a um direito inalienável que é o direito à felicidade”, afirmou. O presidente da SSA, Hugo Garrote, também discursou durante a realização do evento e lembrou que o encontro já era para ter ocorrido em 2020, mas por causa da pandemia foi adiado. Ressaltou que a indústria está sempre de portas abertas para fazer o que for necessário para melhorar a segurança e qualidade de vida de seus colaboradores, e que investem em prevenção, educação, treinamento e desenvolvimento de seus colaboradores. "Aqui dentro aceitamos a responsabilidade, somos responsáveis uns pelos outros", disse. Como parte da programação, as equipes do TRT e do MPT também visitaram alguns ambientes da indústria, como a Casa de Máquinas, responsável pela refrigeração do abatedouro, a caldeira, o grupo ge-
PALESTRAS Uma das palestrantes do evento Café Seguro foi a psicóloga do TRT-18, Marina Cançado, que falou sobre a necessidade de preservar a saúde mental, principalmente com a pandemia. Para ela, saúde física e mental vivem juntas e a causa de muitos acidentes não é a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), mas a raiva, o estresse, o medo. "Estamos passando por um período de intolerância, precisamos lembrar que quem está ao nosso lado no trabalho tem de ser nosso amigo, nosso parceiro. O trabalho tem de ser cooperativo. É diferente se você vem trabalhar e ao seu lado tem uma pessoa que você confia, é isso que precisamos cultivar." O engenheiro de Segurança do Trabalho e coordenador de Gestão no Senai de Tecnologia em Automação, Joel Mário de Souza, também foi palestrante e abordou a saúde e segurança focadas na prevenção. Primeiro tratou da hierarquia das medidas de controle, que são as proteções coletivas. Depois falou sobre as medidas administrativas e sobre os EPIs. Segundo Joel, o Brasil, infelizmente, ainda apresenta números alarmantes de acidentes de trabalho, não só em mutilações como em mortes, e encontra-se na 4ª posição mundial em número de acidentes. “É preciso falar da importância do acidente zero porque cada vida é única, irrepetível e tutelada pela Constituição Federal e por nossas normas legais e infralegais”, concluiu. 9
MEIO AMBIENTE
CPR-VERDE ENTRA NA PAUTA DA ADIAL SOMA SUSTENTABILIDADE E GLOBAL FORREST PROPÕEM PROJETOS DE CPR-VERDE PARA EMPRESÁRIOS DA ADIAL O presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho Tchequinho, recebeu, na última semana de novembro, apresentação de uma proposta de CPR-Verde por meio da Soma Sustentabilidade, representada pelo economista Marcus Vinícius de Faria Felipe, e pela Global Forest Bond (GFB), representada pelo seu Senior partner, Wilson Tomanik. O presidente convidou os representantes da Soma Sustentabilidade e da Global Forrest Bond para uma nova exposição para a diretoria da ADIAL, realizada no dia 13 de dezembro. O economista Marcus Vinícius ressaltou que após a COP26, em Glasgow, na Escócia, cuidar do meio ambiente, evitar o desmatamento, ter responsabilidade social e adotar as melhores práticas de governança tornou-se obrigação das empresas e uma exigência maior de investidores e consumidores. “A solução ESG via CPR-Verde pode posicionar Goiás como 10
Reunião da ADIAL com a Soma Sustentabilidade teve participação de Wilson Tomanik, da Global Forrest Bond, via zoom: Nova ferramenta foi regulamentada pelo governo federal
Estado ambientalmente correto, com uma produção sustentável. Imaginemos a cadeia do agrobusiness goiana sendo a solução para a crise hídrica nas grandes cidades, através de uma parceria com os produtores rurais de sua cadeia de produção? Isto terá repercussão local e mundial, com ganhos em escala do ponto de vista econômico e do marketing”, observa. CPR-VERDE A CPR-Verde é uma ferramenta, ESG (Environmental, Social and Governance), de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), regulamentada pelo Presidente
Jair Bolsonaro, por meio do Decreto Federal nº 10.828/01/10/2021. A CPR-Verde foi apresentada na COP26, com estimativa do governo de que o título movimente negócios no valor de R$ 30 bilhões nos próximos quatro anos. A Cédula de Produto Rural é um instrumento amplamente conhecido no agronegócio, como um título de promessa de entrega de produtos rurais: grãos (soja, milho) ou proteína animal (bois, aves e suínos). Já a CPR-Verde considera a área de preservação das propriedades rurais (mata em pé), como produto ou commodity para o Pagamento por Serviços PRÓ-INDUSTRIAL
Ambientais (PSA). O conceito de Pagamento por Serviços Ambientais nasceu da experiência da cidade de Nova Iorque que, no início da década de 1990, sofria com escassez hídrica semelhante ao que existe hoje em São Paulo, Brasília e Goiânia. Qual foi a solução encontrada pela cidade de NY? Pagar para que fazendeiros protegessem as matas que cercavam os mananciais de água que serviam ao Rio Hudson e seus afluentes, garantindo o fluxo hidrológico para a maior metrópole do planeta. Resultado política: Nova Iorque tem hoje água em abundância e de qualidade.
CPR-Verde paga por área preservada A reserva legal já é prevista em Lei Federal nº 12.651/2012, que no caso do cerrado goiano, estabelece que 20% das matas nativas da propriedade sejam preservadas. O produtor rural, no entanto, não recebe nenhum dividendo por isto. A CPR-Verde estabelece esta possibilidade de pagamento pelos serviços prestados pelo produtor rural, que oferece como commodity a “mata em pé” para as empresas que precisem se adequar às novas exigências ESG. Em Goiás, a parceria Soma/GFB performa uma CPR-Verde para um grande grupo empresarial de Cristalina. A Agrícola Wehrmman é a maior produtora de alho e batata do Estado, tem entre seus clientes grandes multinacionais de processamento de alimentos. O estudo inicial feito para a Wehrmmann pode ser replicado para outras empresas do agrobusiness goiano da cadeia leiteira, de proteína animal, do complexo soja, alimentícia, farmacêutica ou automobilística. ‘PRÓ-INDUSTRIAL
COMO FUNCIONA A CPR-VERDE Wilson explica que com a CPR-Verde, as empresas comprovam que agiram de forma contundente nos três aspectos ESG:
Ambiental: o ativo é gerado pela comprovação do desmatamento evitado de biomas nativos brasileiros e do estímulo ao reflorestamento de áreas nativas e proteção hidrológica; Social: o ativo remunera pequenos e médios produtores rurais, parceiros na cadeia de produtiva como os sojicultores, produtores de leite, de tomate e hortaliças ou granjeiros de frango e suínos, por exemplo, gerando uma nova fonte de renda e estimulando a economia local; Governança: o ativo é o comprovante de que as empresas cumpriram com uma obrigação de fazer constitucional imposta pelo Art. 225 (CF/88), a obrigação de manter o meio ambiente equilibrado para esta e as futuras gerações.
Ferramenta de ESG, título é aceito pela B3 e pelo sistema financeiro Wilson Tomanik, da Global Forest Bond, enfatizou que a CPR-Verde é uma excelente ferramenta ESG que também agrega valor econômico às empresas, através de ganhos reais, pois a empresa pode atrelar o valor ambiental no processo produtivo e também no abatimento fiscal para empresas de lucro real. O executivo salienta que a CPR-Verde já é aceita pela Bolsa de São
Paulo B3, dando segurança jurídica e contábil às empresas. Wilson esclarece ainda que a GFB desenvolve projetos em parceria com os bancos Safra e Bradesco, que têm interesse na aquisição e até no financiamento de partes do projeto, como por exemplo, despesas com CAR e georreferenciamento das propriedades rurais, necessárias à certificação dos projetos, com pagamento através das CPR´s. 11
LOGÍSTICA
Ferrovia Norte-Sul, que liga o Centro-Oeste aos portos do Nordeste e Sudeste, fortalece regiões onde terá ramais e terminais, como em Goiás
AGRICLUSTER
ABRE OPORTUNIDADES
2º FÓRUM DE DESENVOLVIMENTO DO SUDOESTE GOIANO REVELOU GRANDE POTENCIAL DE NEGÓCIOS PARA A REGIÃO O presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho "Tchequinho", foi convidado pela Associação Comercial, Industrial e Serviços de Rio Verde (Acirv), para ser palestrante do 2º Fórum de Desenvolvimento do Sudoeste Goiano, evento realizado no dia 25 de novembro, em Rio Verde 12
(GO). O tema abordado durante a palestra foi “Os impactos e as oportunidades para os municípios do sudoeste goiano, com o início das operações da ferrovia Norte-Sul”, quando o presidente-executivo da Adial pode falar sobre a formação dos "agriclusters" - aglomerado de
empresas ligadas ao agronegócio, em mesmo ambiente geográfico, atuantes na cadeia logística de valor, visando obter competitividade e desenvolvimento local de forma integrada.Termo já utilizado por especialistas do setor para a região de Rio Verde (GO) e Quirinópolis (GO) PRÓ-INDUSTRIAL
Tchequinho fala para dezenas de empresários de Rio Verde e região: "De maneira orginizada, podemos atrair muitos investimentos"
(GO), por possuir vários modais e plataformas logísticas (ferrovias, rodovias, hidrovias, aeroportos), em um raio de 1,5 mil quilômetros. Para falar mais sobre o tema, Edwal Portilho, mostrou ao público do Fórum números que exemplificam a força do Estado de Goiás: 9º lugar no Produto Interno Bruto (PIB) estadual, brasileiro, superando R$ 200 bilhões; 7º parque industrial do País, montado em menos de quatro décadas; possui dez setores estratégicos diversificados, distribuídos em 200 cidades, o que garante renda para aproximadamente 1,5 milhão de goianos. Sobre as cidades da região Sudoeste, o presidente-executivo da Adial apontou ainda que Rio Verde (GO) e Jataí (GO) ficaram na 2ª e 4ª posição como os municípios de maior desenvolvimento econômico de Goiás, segundo o Instituto Mauro Borges (IMB). Santa Helena de Goiás (GO) e Mineiros (GO) são destaques emergentes e podem alcançar as 10 maiores com o avanço do cluster logístico. Portilho ainda apresentou os principais parques logísticos multimodais e exemplo de cluster, como o caso das região das cidades de ‘PRÓ-INDUSTRIAL
Hesse e Valônia, na Alemanha. "Trata-se de um setor em transformação, com muitas oportunidades. Os agriclusters logísticos devem passar por ampla expansão no País, com novas regras e maior concorrência privada. A destacar recente política ferroviária, estabelecido na MP 1.065/2021, que trata sobre a exploração do serviço de transporte ferroviário", ressaltou. Para consolidação do cluster logístico na região Sudoeste, o presidente-executivo fez algumas ponderações. "É preciso ter sinergia entre os envolvidos, alinhamento de propósitos. Sugiro a constituição de mais fóruns para tratar o assunto, união para elaboração de planejamento estratégico e implantação de projetos executivos. De maneira de organizada e profissional, podemos atrair muitos investimentos, trazer movimento econômico, gerando emprego e novos negócios." O 2º Fórum de Desenvolvimento do Sudoeste Goiano teve como objetivo a união, o fortalecimento, a capacitação e o compartilhamento de experiências entre as associações comerciais e o poder público, com vistas ao desenvolvimento econômico
da Região Sudoeste do estado de Goiás e também de apresentar uma nova ótica sobre oportunidades de crescimento, retomada da economia e ações para estimular o desenvolvimento de nossa região. O evento contou com a presença de várias autoridades políticas dos municípios da região sudoeste, secretários municipais, representantes de entidades e empresários. Além da palestra do presidente-executivo da Adial, o vice-presidente da Federação das Associações, Comerciais, Industriais, Empresariais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), Márcio Luís, ministrou palestra sobre “Caminho para a retomada econômica”. O presidente da Acirv, Eduardo Lobo, em seu discurso na abertura do evento, explanou sobre a importância da união e do pensamento coletivo para fortalecimento da região como um todo.“Quando unidos, falamos enquanto região, e temos mais força para buscar melhorias, para atrair investimentos e para nos posicionarmos melhor, inclusive na construção de soluções para problemas comuns e nas demandas do dia a dia”, afirmou. 13
ECONOMIA
PROPOSTAS PARA A
RETOMADA EM EVENTO PROMOVIDO PELA CNI, EMPRESÁRIOS ENTREGAM DOCUMENTO A BOLSONARO COM 44 PROPOSTAS
A diretoria da ADIAL, representada pelo presidente do Conselho de Administração, José Garrote, e do presidente-executivo, Edwal Portilho "Tchequinho", participou no dia 7 de dezembro, em Brasília (DF), de encontro de empresários, de todo o Brasil, com o presidente Jair Bolsonaro e ministros, em evento promovido pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). Na ocasião, foi entregue a Bolsonaro um conjunto de 44 propostas para a retomada da indústria e geração de emprego. Entre as recomendações defendidas pela indústria e entregues, estão: fortalecer o financiamento público às exportações; regulamentar a nova Lei do Gás Natural; privatizar as administrações portuárias públicas; implementar o Sistema de Rastreabilidade da Madeira; acelerar a conclusão e a internalização de acordos comerciais; autorizar o trabalho aos domingos e feriados para todas as atividades industriais; instituir programa de parcelamento de débitos com a União e fazer a reforma administrativa e regulamentar o teto remuneratório dos servidores. 14
Diretoria da ADIAL esteve presente em evento em Brasília para acompanhar debate nacional da retomada da Economia
O documento de propostas foi elaborado com base em subsídios das federações, associações, MEI e de reuniões com empresas durante o ano e refinados em reuniões dos Fóruns e Conselhos Temáticos da CNI e do FNI. Na avaliação do presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, expressada durante o evento, o Brasil não voltará a crescer mais de 3% ao ano de forma sustentada sem uma indústria forte, competitiva, sustentável e internacionalizada. Para o presidente da ADIAL, José Garrote, a entrega do documento ao governo federal é um passo significativo para o plano de retomada do crescimento econômico. Segundo ele, os números são claros: a indústria, grande indutora do crescimento da economia brasileira, tem encolhido ano a ano. Em uma década, perde 1,6% ao ano. "São milhões em empregos e impostos. São milhares de empresas fechadas. Se não
reagirmos, estes números tendem a piorar", alerta. Entre as propostas apresentadas pela CNI, "Tchequinho" afirma que a Adial concorda com a maioria e defende sua forma na íntegra. Mas em casos como a Reforma Tribuária, sugere que a discussão seja ampliada. "Pela proposta que se encontra hoje no Congresso, a reforma concentraria a força industrial em São Paulo e Região Sudeste." A entrega do documento ao presidente Jair Bolsonaro teve ainda como objetivo propor a redução do Custo Brasil e, por conseguinte, aumentar a competitividade da indústria brasileira como um todo. Não foram incorporadas propostas de caráter setorial, apenas as com alcance geral. As primeiras 19 são propostas poderiam ser adotadas diretamente pelo governo e as demais 25 propostas envolveriam a participação do Congresso. PRÓ-INDUSTRIAL
NOTA DE RECONHECIMENTO PÚBLICO A ADIAL reconhece o protagonismo do Governo de Goiás, na aprovação do convênio ICMS nº 206, de 09 de dezembro de 2021, para o biodiesel. A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL) vem a público reconhecer a liderança e ar�culação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, no CONFAZ, representado pela secretária da Economia, Cris�ane Alkmin Junqueira Schmidt, e sua equipe técnica, na aprovação do convênio de ICMS para o biodiesel, solucionando a questão tributária no novo modelo de comercialização no Brasil. Destaca o trabalho e esforço coopera�vo das associações nacionais de biodiesel: ABIOVE, APROBIO E UBRABIO. No decorrer dos anos, a produção de biodiesel no Estado de Goiás tem fortalecido o preço da soja em grão para o produtor rural, e, paralelamente às exportações de grãos in natura, tem reforçado o mercado de soja. No Brasil, são milhões de litros produzidos de biodiesel, e Goiás se encontra na terceira posição no ranking por estado. A repercussão da solução para a questão tributária no novo modelo de comercialização do biodiesel é posi�va para todos os agentes da cadeia: produtores rurais, produtores de biodiesel, refinarias, distribuidoras e governos estaduais. Sem esquecer que o biocombus�vel é totalmente limpo e renovável, o que proporciona ganhos ambientais para todo o planeta, pois reduz, na atmosfera, até 70% de emissão de gases poluentes, ¾ monóxido de carbono, enxofre e material par�culado (fuligem) ¾, causadores do efeito estufa.
‘PRÓ-INDUSTRIAL
Parabéns, Governo de Goiás, pela atenção e diálogo constante com os empresários - representados pela ADIAL - os quais levam assuntos para serem discu�dos de forma franca e aberta e, acima de tudo, resolvidos. Sendo o úl�mo exemplo, o convênio ICMS 206, inédito e neutro tributariamente, e que permite a manutenção e compe��vidade do setor de biodiesel, não só em Goiás, mas em todo o Brasil.
15
MARKETING & PRODUTOS
Bonduelle
Nestlé
A Bonduelle anuncia o lançamento da sua primeira linha de produtos licenciados no Brasil, em parceria com a Disney. A novidade traz o casal Mickey e Minnie nas latas de milho e ervilha, respectivamente, itens que integram a linha de Especialidades da Bonduelle (que engloba também Palmitos, Azeitonas, Champignons e Conservas Importadas). A escolha dos personagens, que marcaram diversas gerações, tem relação direta com o público-alvo dos produtos: adultos e jovens que cozinham, possuem uma memória afetiva com a Disney e, dessa forma, se sentirão encorajados a incluir mais vegetais na sua alimentação.
A Nestlé apresenta a nova identidade visual de Nesquik. De acordo com a companhia, o rebranding tem como objetivo ressignificar a marca, mantendo toda a memória afetiva que conquistou ao longo de sua história. “A nova identidade visual apresenta traços modernos e irreverentes que ressaltam ainda mais o conceito de diversão e alegria”, diz Abner Bezerra, Head de Marketing de Nescau e Bebidas da Nestlé Brasil. Com o mote “Alegria no Seu Leite”, a mudança de Nesquik é visível no Quik Bunny, personagem da marca, além da inclusão de moranguinhos nas embalagens, dando aspecto de movimentação e animação.
Perdigão
Gatorade
A Perdigão apresenta dois produtos para as festas de final de ano, com edição limitada. A marca identificou que 38% da população fez churrasco na ceia de fim de ano em 2020, segundo estudo da Kantar. Por isso, traz ao mercado Coxa e sobrecoxa e Filé de peito da marca Chester e Na Brasa Perdigão, que estão disponíveis desde novembro, e foram desenvolvidas especialmente para a época. Os lançamentos são cortes do tradicional Chester Perdigão, que os brasileiros já saboreiam nas ceias de final de ano, agora em formatos ainda mais adequados para churrasco. Cada pacote, seja de Coxa e sobrecoxa ou de Filé de Peito, contém quatro pedaços de ave da marca Chester.
A Pepsico lança no Brasil uma edição limitada do isotônico Gatorade no sabor MorangoMelancia. “Depois de um período sem comunicar, Gatorade apresenta um novo sabor ao mercado brasileiro. O lançamento vem junto de um grande empenho da marca em construir cada vez mais campanhas e ações que aproximam o esporte e Gatorade dos atletas amadores e profissionais”, diz Tatiana Brito, Head de Marketing de Gatorade. “Para essa construção, realizamos um grande trabalho de marca por meio de campanhas de educação e identificação, para que os nossos consumidores se sintam inspirados a seguirem em busca de seus objetivos pessoais no esporte."
16
PRÓ-INDUSTRIAL
Kibon A Kibon, marca da Unilever, lança no Brasil o sorvete líder em vendas do seu portfólio kids no mundo: Twister, um picolé que chama a atenção por seu formato de espiral e que traz uma combinação de sabores de limão e abacaxi e recheio cremoso de morango. O sorvete, que já é vendido em mais de 30 países, é feito com suco de fruta, sem lactose, sem corantes ou aromas artificiais, trazendo muito sabor para os consumidores, incluindo aqueles que buscam opções de alimentação mais equilibradas.
Sadia A BRF lança o primeiro frango plant based carbono neutro do Brasil, o Veg Frango 100% Vegetal, da linha Sadia Veg&Tal. As emissões são neutralizadas do grão à mesa por meio de conservação florestal. Com o anúncio, realizado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), a Companhia cumpre um dos seus compromissos divulgados em 2020, que previa a disponibilização de linha carbono neutro até o final de 2021. Também foi desenvolvido pela BRF e certificado pela SGS o “Selo Carbono Neutro”, que poderá ser usado em outros itens futuros. Espaço de divulgação de ações de marketing e lançamento de produtos e serviços de empresas associadas. Para participar, envie texto e imagens para proindustrial@adial.com.br.
‘PRÓ-INDUSTRIAL
adialgoias @adialgoias @adiallog adial
@adialgoias @adiallog adialgoias
REDES SOCIAIS DA ADIAL
Acompanhe a ADIAL nas redes sociais. Além do Facebook, onde ADIAL e ADIAL-LOG já estão presentes há quase dois anos, passa agora a contar com o Instagram e LinkedIn, com a proposta de divulgar mais as ações, reuniões e eventos da entidade e da Diretoria, além dos benefícios alcançados com o Clube de Compras da ADIAL, ADIAL Corretora de Seguros, ADIAL Negócios e ADIAL Social. Siga, curta e compartilhe nosso conteúdo e fortaleça o setor industrial.
17
SOCIAL
REFORMA
Taça das Favelas é destaque de ação em prol do esporte CAMPEONATO TRAZ AOS JOVENS INCLUSÃO POR MEIO DO ESPORTE. 2ª EDIÇÃO DO CAMPEONATO TEVE O APOIO DA ADIAL COM A PARTICIPAÇÃO DE 93 EQUIPES. TV TRANSMITIU FINAL AO VIVO No dia 11 de dezembro, o público goiano pôde acompanhar, no estádio Olímpico, em Goiânia (GO), os jogos finais, categoria masculina e feminina, da segunda edição das Taças da Favelas, evento esportivo promovido pela Central Única das Favelas (Cufa Goiás) e que recebeu o apoio da ADIAL, por meio do programa ADIAL Talentos. Na final feminina, o time Carolina Parque foi o campeão, e, na final masculina, a equipe do Santa Luzia foi a vencedora. Durante o campeonato, os uniformes entregues aos participantes levaram o nome do programa ADIAL Talentos, assim como de empresas associadas à ADIAL. Ao todo, 93 equipes começaram no torneio, no final do mês de outubro de 2021. Os jogos ocorreram nos campos de treinamento do Goiás em Goiânia e Aparecida de Goiânia, no Centro Olímpico Municipal e também nos Centros de Treinamento (CTs) do Vila Nova e Atlético Goianiense na capital e a semifinal no Estádio Annibal Batista de Toledo. O coordenador do Adial Talentos, Alfredo Santana, acredita que a taça das favelas é uma grande mobilização social, por meio do esporte, para gerar oportunidade aos jovens das periferias.
PAINEL LEGISLATIVO 18
ADIAL apoiou desde o início a Taça da Favelas, promovida pela Cufa Goiás: Sucesso
"Experimentam inclusão social, usando a ferramenta e a linguagem universal do futebol", afirma. Para o presidente da Cufa Goiás, Breno Cardoso, o campeonato proporciona a visibilidade a pessoas invisíveis, o que é um dos principias papéis da instituição. “A Taça das Favelas veio para
incentivar o esporte, promover integração e oportunidade de revelação aos novos talentos para o futebol. Os jovens da periferia não têm as mesmas condições de lazer e esporte que muitos outros jovens. Eles jogam em campos de terra, a qualquer custo, e sabemos que podemos mudar essa realidade”, explica Breno Cardoso. PRÓ-INDUSTRIAL
Natal da Cufa-Adial leva alegria para celebrações de fim de ano em ocupação Famílias da ocupação Norberto Teixeira, em Aparecida de Goiânia (GO), participaram, no dia 20 de dezembro, do Natal da Central Única das Favelas (Cufa Goiás), evento realizado em parceria com a Adial, com o objetivo de contribuir para que os moradores da região tenham um final de ano mais feliz e digno. A surpresa foi a chegada de helicóptero do Papai e Mamãe Noel para alegrar as crianças presentes, momento em que também participaram da distribuição de cestas, brinquedos e itens de ceia de fim de ano. A data do evento foi escolhida para que as famílias tenham a possibilidade de organizar as suas respectivas ceias, na busca de um Natal mais inclusivo para aqueles que se encontram em desfavorecimento social. MÃOS DADAS O presidente do Conselho de Administração da Adial, José Garrote, participou do evento, ao lado do presidente-executivo da entidade, Edwal Portilho “Tchequinho”, e do empresário idealizador da parceria Cufa-Adial, Dr. Zanone Alves de Carvalho. “É uma satisfação participar de ações como essa, encanta nossos corações. A Adial, suas indústrias associadas estão sempre de mãos dadas com o social, de forma direta ou indireta, para contribuir com um mundo melhor”, afirmou Garrote, durante a realização da ação em Aparecida de Goiânia. Para o presidente da Cufa Goiás, Breno Cardoso, a Adial
Presidente da ADIAL, Zé Garrote, destaca a organização e relevância do evento
contribuiu para a alegria e emoção de centenas de crianças, famílias, que nunca tiveram uma experiência como a ação no dia
20 de dezembro. “Isso é muito digno. Parabéns Adial, todo meu reconhecimento por iniciativas tão nobres como essa”, declarou.
PAINEL LEGISLATIVO RELATÓRIO SEMANAL Projetos de Lei - Assembleia Legislativa 06/12 a 10/12/2021
PROJETO 2021009159
2021009102
AUTOR (A)
EMENTA
TRAMITAÇÃO
Permite o restabelecimento dos incentivos FOMENTAR, 07/12 – Publicado Lissauer Vieira PRODUZIR e seus subprogramas que indica, inclusive 08/12 – Recebido na Comissão Mista (PSB) MICROPRODUZIR, bem como o enquadramento no 09/12 - Distribuído ao Relator Deputado Wilde Cambão programa PRODUZIR, nas situações que especifica.
Governo estadual
Propõe o ajuste da base de cálculo do ITCD, a forma de avaliação dos bens e dos direitos indicados, a possibilidade de parcelamento do imposto em até 48 vezes, a instituição de mecanismos de maior celeridade para o processamento da declaração do ITCD e a adequação das penalidades aplicáveis às infrações praticadas, entre outras modificações
07/12 – Publicado 07/12 – Recebido na Comissão Mista e distribuido Relator Deputado Wilde Cambão 07/12 - Processo relatado e devolvido pelo Relator Deputado Wilde Cambão 07/12 – Pedido de vista solicitado por: Dep. Antônio Gomide, Dep. Delegado Humberto Teófilo, Dep. Sérgio Bravo, Dep. Delegado Eduardo Prado, Dep. Major Araújo, Dep. Helio de Sousa 09/12 - Vista devolvida sem manifestação 09/12 - A Comissão Mista aprova o parecer do Relator Favorável à Matéria 09/12 – Aprovado em 1º votação
A equipe técnica da ADIAL acompanhará tramitação de Projetos na Assembleia Legislativa e vai atualizar a cada mês neste painel que trará detalhes do projeto, autor, ementas e tramitação. Siga nossa coluna na revista.
‘PRÓ-INDUSTRIAL Página 1 de 1
19
LEITURA EMPRESARIAL O NOVO VAREJO
O varejo vem assumindo uma importância crescente no panorama empresarial do Brasil e do mundo. Notícias sobre varejo aparecem quase diariamente nos cadernos econômicos dos principais jornais brasileiros. À medida que as empresas varejistas se expandem, passam a adotar avançadas tecnologias de informação e de gestão e desempenham papel cada vez mais importante na modernização do sistema de distribuição e da economia brasileira.
DINHEIRO É PSICOLÓGICO?
O dinheiro é a causa do seu estresse? Você se preocupa com o fato de estar gastando demais? Talvez suas finanças estejam equilibradas, mas você ainda não consiga controlar sua ansiedade em relação ao dinheiro. Talvez as desavenças sobre os gastos o estejam afastando de seu cônjuge, ou, quem sabe, você tenha dificuldade em falar sobre dinheiro com seus filhos ou outros membros da família. Quer você esteja enfrentando problemas em lidar com seus investimentos ou apenas lutando para que o salário dure até o fim do mês, saiba de uma coisa: você mão é o único.
VALUATION: GUIA PRÁTICO
Um livro prático sobre avaliação de empresas. Valuation – Guia Fundamental e Modelagem em Excel® traz técnicas aplicadas na avaliação de empresas e ensina a montar um modelo de avaliação a partir de uma planilha em branco, mostrando as etapas da produção.Além das técnicas, Ricardo Goulart Serra e Michael Wickert demonstram os diversos aspectos práticos referentes à implementação, limitação e peculiaridades da avaliação de empresas no mercado brasileiro, tudo exemplificado por meio de exemplos práticos aplicados a quatro casos reais e um caso teórico que contextualizam os leitores na dinâmica real de valuation.
ASDAFSDFASDFASD REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, PROMESSAS E PERIGOSFDASDF Sasafdsds A Quarta Revolução Industrial é diferente de tudo o que a humanidade já experimentou. Novas tecnologias estão fundindo os mundos físico, digital e biológico de forma a criar grandes promessas e possíveis perigos. A velocidade, a amplitude e a profundidade desta revolução estão nos forçando a repensar como os países se desenvolvem, como as organizações criam valor e o que significa ser humano. Como fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab esteve no centro dos assuntos globais por mais de 40 anos.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: PREPARADO?
Kai-Fu Lee já foi presidente da Google China e é considerado um dos maiores especialistas em inovação tecnológica no mundo. Em Inteligência artificial, ele explica tanto para leitores leigos quanto para aqueles que já dominam o assunto, como o desenvolvimento sem precedentes da IA já está alterando as nossas vidas e expõe quais são as mudanças que podemos esperar nos próximos anos. O autor argumenta que, assim como outras grandes revoluções ocorridas na história da humanidade, a IA apenas mudará a forma como trabalhamos. 20
PRÓ-INDUSTRIAL
FOCO NA ENERGIA
Paulo H. Magalhães
LEILÕES DE ENERGIA EM DEZEMBRO O mês de dezembro deste ano foi apelidado pelo Ministério das Minas e Energia como “Energy Weeks”, devido à série de leilões que estão acontecendo entre os dias 03 e 21 deste mês. Pelos cálculos estimados, os investimentos privados decorrentes dos leilões podem ultrapassar a marca de R$ 200 bilhões e gerar mais de 150 mil empregos. Além de contratos de geração de energia e linhas de transmissão, também farão parte do certame os excedentes da cessão onerosa de petróleo no pré-sal nos campos de Sépia e Atapu, só este último poderá superar os R$ 120 bilhões e gerar mais de 120 mil empregos diretos e indiretos. Estes projetos são importantes não só para diminuir o gargalo de infraestrutura aumentando a capacidade de geração e transmissão de energia, mas também pelo fato de que serão implantados em diversos estados do país, o que auxiliará na retomada da economia “pós pandemia”. TEMA 745 DO STF – ICMS ACIMA DA MÉDIA É INCONSTITUCIONAL Por maioria dos votos em recente decisão plenária o STF decidiu favoravelmente ao contribuinte (Lojas Americanas) e definiu ser inconstitucional a cobrança, pelo Estado de Santa Catarina, de ICMS superior à alíquota de 17% para serviços de telecomunicações e energia elétrica por ser um serviço essencial. Em SC, estes serviços são taxados em 25%, alíquota muito superior à da maioria absoluta das operações estaduais, incluindo itens como bebidas alcoólicas e cigarros. Por ser uma ação de repercussão geral, pois atingirá todos os estados, o STF ainda definirá a modulação da decisão quando e como passará a vigorar e pelos votos divergentes apresentados pelos Ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Tudo leva a crer que o entendimento que poderá ser firmado é o de que a redução das alíquotas passe a vigorar somente a partir de 2024. Interessante é a leitura da tese apresentada pelo Estado de Santa Catarina na defesa da manutenção da alíquota de 25% que, em resumo, alega que o ICMS dos serviços de energia elétrica e telecomunicações no patamar muito acima da média das demais operações se dá para que se evite o desperdício e o exagero do consumo! RETROSPECTIVA 2021 – MAIS DO MESMO Com exceção da pandemia que assola o país pelo segundo ano seguido, no setor de energia não houve nenhuma novidade: 1 - Passamos por mais um ano de crise energética e hídrica, gerada pela estação das secas que assola o país todos os anos de maio a outubro; 2 - Reservatórios com níveis abaixo do mínimo, mas dessa vez batendo recordes negativos. 3 - Para evitar o colapso do sistema todas as usinas térmicas disponíveis foram acionadas, o que eleva significativamente o custo operacional do sistema; 4 - Importamos mais energia de países vizinhos; 5 - Como alguém paga a conta, a elevação dos custos foi repassada para os consumidores; 6 - E para concluir, se você tem ou pensa em implantar seu projeto de energia solar, saiba que estamos propondo a “taxação do sol”... Pausa para reflexão!!!
‘PRÓ-INDUSTRIAL
21
OPINIÃO
Emprego é vida para a economia Os números do ano não são favoráveis para a Economia brasileira, muito menos para a indústria. O setor, em Goiás, que em 2020 escapou do tombo nacional de 4,5%, esse ano, até o momento, com dados atualizados de outubro, deve registrar encolhimento na mesma proporção de queda do ano passado, na faixa de 4%. E a queda será no local e no nacional. O problema já está precificado – como dizem os especialistas em mercado financeiro –, não tem reversão. O ano frustrou principalmente porque se esperava uma recuperação do fraco desempenho do ano anterior. Quando a base de comparação é fraca, crescer é quase uma obrigação. Era natural uma expansão de pelo menos 3% depois de um tombo como foi o ano passado – o que tem tornado o resultado de 2021 ainda mais preocupante. Mas, neste cenário desastroso, alguma esperança pode sinalizar no horizonte? Sim: O emprego. Os últimos dados sinalizam com uma recuperação. É uma mudança de rumo, ou seja, estava ampliando a cada trimestre dos últimos dois anos, mas, no último dado divulgado, teve uma queda até forte, acima do esperado para tanto número desfavorável. Vamos aos números: Segundo dados do IBGE, da Pnad Contínua, Goiás teve um recuo do desemprego no terceiro trimestre de 2021: A taxa de desemprego fechou em 10% no terceiro trimestre de 2021. O dado anterior, era 12,4%. Se o ponto de avaliação for o mesmo trimestre de 2020, a situação era pior: 13,5%. Em trabalhadores, tivemos 22
uma grande virada. Caminhávamos rapidamente para 500 mil goianos desempregados, em 2020, e pelo último dado, estamos com 375 mil – uma redução superior a 21%. Em uma “conta de padeiro”, se todos estes novos trabalhadores que voltaram para o mercado de trabalho em Goiás ganharem um salário mínimo – o que só serve para efeito ilustrativo – tivemos um ganho mensal de renda circulante na economia de R$ 125 milhões (e anual de R$ 1,6 bilhão). Como o salário médio em Goiás é o dobro do salário mínimo, essa conta anual supera fácil R$ 2,5 bilhões de incremento de renda. Emprego é isso. Não tem programa social – bolsa ou auxílio – que entrega 1% do que um emprego entrega. Se empregos são sinônimo de prosperidade e crescimento da empresa e geram receitas tributárias, os programas de auxílio, seja ele qual for, sangram as contas públicas. Pode-se argumentar que são relevantes em períodos de crise, mas são caros. Deveriam ser emergenciais, quando não se consegue gerar empregos naturalmente. No Brasil, são eternos. No Brasil, não é de hoje, têm-se mais programas de repasse de renda do que para geração de empregos. Vai entender. E o que representa estes mais de R$ 2,5 bilhões ou mais de 100 mil novas carteiras assinadas em Goiás na economia? Uma sobrevida para empresas e trabalhadores, pois a inflação real dos últimos 24 meses deixou empresas e trabalhadores com poder de compra/consumo
de 20% a 30% menor. Ou seja, encolhemos ou empobrecemos nessa proporção. Essa renda extra, repõe parte desta perda enquanto ela se recupera gradativamente – o que deve levar um tempo pois a reposição da renda é bem mais lenta que a dos preços, que ainda nem se estabilizaram. O emprego é essencial nesse equilíbrio da economia. Essa reserva de renda mantém a economia ativa. A ADIAL, desde o ano passado, tem trabalhado forte no tema. Percebemos que mesmo com a crise instalada, o industrial não estava demitindo. O que já era um bom sinal. Mas quando ia ao mercado, contratar, não achava a mão de obra qualificada. Entramos em campo com o a ADIAL Talentos. O programa é um facilitador para os dois lados, empregadores e empregados, se conectarem, via aplicativo, sem custos, e, com cruzamento de informações de demanda e oferta de vagas. Cruzamos milhares de currículos cadastrados, com centenas de vagas que surgem mensalmente. Mostramos para o empresário que tem na sua região ou em outra – o que é comum – o perfil que ele procura. A missão é realizar este contato, que depois de localizado, fica a cargo das duas partes se acertarem. No futuro, o ADIAL Talentos tende a se expandir para novas ações de capacitação, pois temos demandas do setor industrial e logístico, ao mesmo tempo que centenas de informações relevantes coletadas. Importante usar estes dados a favor da melhoria da economia.
EDWAL PORTILHO 'TCHEQUINHO', presidente-executivo da ADIAL PRÓ-INDUSTRIAL
OPINIÃO
Uma visão de futuro para a indústria A industrialização de Goiás é um processo recente e pode ser considerada um fenômeno por ter feito o Estado saltar das últimas posições entre os Estados industrializados do País no fim dos anos 1960 para, atualmente, o 7º maior parque fabril. É uma vitória inegável e histórica, mas é uma página já escrita. O que vamos escrever daqui para frente? A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL) sabe que parte desta revolução industrial goiana se deve ao planejamento estratégico do Estado, a busca constante da maior produtividade e aos incentivos fiscais. E sabe que vamos ter sempre de lutar por produzir com preços que possam chegar competitivos em mercados consumidores distantes, como o das Regiões Nordeste, Sudeste e Sul. O produto Made in Goiás tem um custo extra de operação logística que o fará chegar em outros Estados mais caro que o produzido lá, na própria região. E boa parte de nossas operações fabris são gigantes, com capacidade de produção nacional e não apenas regionais. Hoje, os incentivos fiscais conseguem, pelo menos, equilibrar essa relação de custos e fazer com que industrializar fora dos grandes centros consumidores seja possível. Essa equação descentralizou a produção industrial brasileira e possibilitou a uma política industrial regional Brasil afora. Essa política reequilibrou as forças produtivas, gerou empregos e receitas tributárias para os Estados emergentes. A atual reforma tributária, por exemplo, destrói essa lógica e tende em poucos anos a desestimular a indústria regional e a fortalecer que as ‘PRÓ-INDUSTRIAL
indústrias migrem para cidades vizinhas aos grandes centros urbanos. Esta reforma, as anteriores e outras que possam vir caso essa não vingue, são patrocinadas por governos com grandes centros consumidores, que veem neste caminho, a forma de recuperar as indústrias que perderam e manter as que estão insatisfeitas. As propostas trazem sempre um discurso de antiguerra fiscal, mas, na verdade, é mais um capítulo da disputa entre Estados que lutam para se desenvolverem com independência e soberania, pois com a carência histórica e o abandono das políticas de desenvolvimento regional federais e sua eterna limitação de recursos, transformaram os Estados periféricos em pedintes e mendigos de verbas federais. Criar fundos para substituir hoje a autonomia do ICMS é dar mais um pires nas mãos dos Estados para no futuro mendigar mais recursos – vide a Lei Kandir e outras. Para abrir um novo ciclo de expansão, o AgreGO, programa inicialmente idealizado pela ADIAL, apoiado incondicionalmente pelo Fórum Empresarial, encampado e conduzido pelo Governo Estadual e executado pela Magno Consultores, fará esse papel de revisar nossos conceitos industriais, pensar e repensar caminhos produtivos, medir, consolidar e desmistificar ideias, e, no fim, traçar um plano diretor para trilharmos por uma década. Tudo isso com apoio científico, construído a várias mãos, que inclui grandes planejadores, executivos e economistas com experiência de décadas de indústria regional e nacio-
nal. É uma parada técnica necessária, que neste volume de informações e decisões que diariamente tratamos, tanto setor público quanto privado, jamais teríamos condições de fazermos por conta própria. Em 2022, daremos novos passos. O ciclo do AgreGO evolui de planejar para as primeiras etapas de implantação. São dez anos. É um plano central, diretor, mas em paralelo, entidades e governos vão complementar com medidas que vão nele se basear. É como uma ferrovia, fazendo uma analogia simples: como você sabe o traçado, objetivos, começo, meio e fim, já se pode basear nela para construir ramais e terminais. A ADIAL, baseada o AgreGO, acredito que o mesmo ocorrerá com as co-irmãs, vai traçar seus projetos, como ESG, ADIAL Talentos, ações sociais e demais projetos, seguindo o traçado do AgreGO, pois maximizaremos resultados de todo ecossistema industrial goiano. E não apenas as entidades, vamos transmitir as informações abertas e necessárias para que nossas indústrias compreendam o tamanho deste plano diretor e por ele se orientem – o que nos vai abrir caminho para expansões e também atrair novos investimentos. Esta disseminação é um ciclo virtuoso de evolução da indústria, pois fortalece na base, do chão de fábrica à cúpula do planejamento estratégico do Estado. O AgreGO é revolucionário também neste sentido, pois pode se tornar um divisor de águas e dar competitividade à produção industrial goiana.
JOSÉ GARROTE,
presidente do Conselho de Administração da ADIAL
23
24
PRÓ-INDUSTRIAL