Skip to main content

PRÓ-INDUSTRIAL 130

Page 1

Pró www.adial.com.br

130

REVISTA DE NEGÓCIOS DA ADIAL

Outubro de 2021 - ANO XIII

ADIAL FORTALECIDA OTAVINHO ENCERRA MANDATO NA ADIAL COM ALTA REPRESENTATIVIDADE E ZÉ GARROTE ASSUME 6a DIRETORIA


EDITORIAL INDÚSTRIA: LEGADO ADIAL A ADIAL amadurece e amplia suas parcerias e projetos a cada novo ciclo. O ciclo da 5ª Diretoria, presidida pelo empresário Otávio Lage de Siqueira Filho, foi muito competente em todas áreas que atuou. Manteve o legado de conquistas e credibilidade da entidade, conquistado nas gestões anteriores, e deu sua contribuição por manter uma defesa ativa do setor industrial goiano. Foram várias conquistas que estarão resumidas nas páginas desta edição especial da Pró-Industrial, que traz também uma longa entrevista com empresário José Garrote, que assume a presidência da ADIAL em novembro. Nela, exploramos os projetos, como AgreGO, e a visão de negócios e futuro que deve prevalecer na 6ª Diretoria da ADIAL, que abre um novo ciclo na entidade, que comemorou mês passado, 26 anos. O empresário Zé Garrote destaca bem na entrevista o papel da atual diretoria de consolidar o leque de relacionamentos da entidade com o setor trabalhista, academia, organizações sociais e culturais, além de governos. A ADIAL é um agente de desenvolvimento, com acesso a 85% do PIB industrial do Estado, que são membros ativos da entidade. Um agente de transformação tem seu papel econômico e também social. A ADIAL hoje vai aproveitar esse caminho trilhado por diretoria anteriores e incrementar ações de ESG, por exemplo, que é uma realidade hoje da economia, com valorização e metrificação das ações de governança, social e ambiental. Os resultados serão sentidos em pouco tempo, pois a prática dessas ações já é comum nas indústrias, tendo agora metodologia reconhecida para qualificar, quantificar e certificar. Vamos falar muito nesta edição sobre o legado ADIAL para a industrialização de Goiás. Legado construído desde os primeiros dias da entidade e serão reforçados e ampliados nos próximos anos. Otavinho marcou seu nome na história da entidade e passa agora o bastão para Zé Garrote e sua Diretoria. Uma transição bem feita é sempre uma vitória para a entidade. Boa sorte para a 6a Diretoria. Boa leitura, Leandro Resende.

SUMÁRIO

OUTUBRO 2021 Nº 130 ANO XIII

EDITORIAL O legado da ADIAL 2.// CAPA Gestão Otavinho, Indústria fortalecida 3-7.// ENTREVISTA - José Garrote 8-11.// ENERGIA Biodiesel, indústria em risco 12-13// ECONOMIA PIB industrial avança 14.// EMPREGO ADIAL Talentos em expansão 15.// M&P GSA, Coca-Cola, Nestlé, Heinz, BRF e Cargill 16-17.//SETORIAL Dia Mundial da Alimentação, economia criativa e Painel Legislativo 18-17.// LEITURA 20.//FOCO NA ENERGIA 21.// OPINIÃO Edwal Portilho "Tchequinho" e Otavinho 22-23.// LOGÍSTICA Preço dos combustíveis 24.// 2

EXPEDIENTE Presidente do Conselho de Administração Otávio Lage de Siqueira Filho Conselho Nato Cyro Miranda, José Alves Filho, Alberto Borges e Cesar Helou Presidente-Executivo Edwal Portilho "Tchequinho' Vice-Presidente Financeiro Cesar Helou CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Otávio Lage de Siqueira Filho, Cesar Helou, José Carlos Garrote de Souza, Alberto Borges de Souza, Ananias Justino Jayme, Angelo Tomas Landim Junior, Carlos Luciano Martins Ribeiro, Heribaldo Egídio da Silva, Antônio Benedito dos Santos, Olímpio José Abrão, Paulo Sérgio Guimarães Santos, Evaristo Lira Baraúna, Luciano Araújo Carneiro, Rodrigo Melo, Pedro Alexis Suris Sacramento, Glorivan Parreira França, Julio Cezar Albieri, Oziris Ribeiro Silva CONSELHO FISCAL – EFETIVOS André Luiz Baptista Lins Rocha, Romar Martins Parreira, Sebastião Osmar Albertini, Helena Romeiro de Araújo CONSELHO FISCAL – SUPLENTES Eduardo de Oliveira , Francisco Tomazini, Geraldo Magela, Georges Hajjar

Produção e Edição Leandro Resende Ana Manuela Arantes Izabella Pavetits João Paulo Nogueira ANÚNCIOS: (62) 3922-8200 e (62) 99111-7715

PRÓ-INDUSTRIAL


HISTÓRIA

GESTÃO OTAVINHO, INDÚSTRIA FORTALECIDA

DIRETORIA ENFRENTOU DESAFIOS COMO GREVE NACIONAL DE CAMINHONEIROS, AJUSTE FISCAL, PANDEMIA E CINCO ANOS DE ECONOMIA RECESSIVA, MAS ENTREGA ENTIDADE MAIOR E MAIS UNIDA

A ASSOCIAÇÃO COMEMOROU EM SETEMBRO SEU 26O ANIVERSÁRIO COM RECONHECIMENTO DA COMUNIDADE EMPRESARIAL E CENTENAS DE ENTREGAS HISTÓRICAS. REVISITAMOS AS LUTAS E VITÓRIAS DA ENTIDADE


ADIAL

O trabalho da 5ª Diretoria da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL), iniciado em 2017, tem como partida o discurso de posse do empresário Otávio Lage de Siqueira Filho, que então, destacou: “A industrialização é nossa bandeira. A desindustrialização, nosso temor. Temos de lutar diariamente para manter nossa diversificação e expansão do setor industrial. Os incentivos fiscais são nosso motor de crescimento”, disse o empresário em sua posse. Comemorava naquele momento a convalidação dos incentivos fiscais no Congresso Nacional. “Passamos anos difíceis na defesa dos nossos programas de incentivos. Com unha e dentes, com união e força, com uma articulação histórica e contra previsões negativas, mantivemos nossos programas. Méritos da ADIAL, do governo estadual, dos parlamentares, dos trabalhadores e do Fórum Empresarial.” Mas a recessão iniciada em 2015 se aprofundaria. Em 2017, na véspera, a expectativa era de retomada do crescimento e dos investimentos. Mas a recessão aprofundou no País. Quando ensaiou uma retomada, a greve 4

Durante a posse, em 2017, Otavinho defendeu a força histórica e de união da ADIAL

nacional dos caminhoneiros deu um novo baque, em 2018. O desajuste nas contas públicas transformou a expectativa de um deslanchar dos incentivos, com mais segurança jurídica para investidores, em grandes debates internos, revisões de questões fiscais técnicas, enfrentamento de uma CPI – que só deu mais transparência para os incentivos, mas atrasou em um ano, afugentando investidores. Quando não, 2019, estava acabando e nada da Economia crescer. A 5ª

Diretoria da ADIAL, já calejada com os conflitos, mas vitoriosa, pois a indústria goiana expandia e liderava na geração de empregos no Estado. Com um novo programa de incentivos como opção para os empresários, o ProGoiás, e projetos da ADIAL prontos para lançar na área de empregos e planejamento, começa 2020. No primeiro trimestre, uma “bomba” sacode o mundo: a pandemia da Covid-19. Ali, todos os projetos mudaram. Governos, empresas, entidades, PRÓ-INDUSTRIAL


famílias e pessoas. A rota do mundo estava mudada. Quarentena, decretos, protocolos de proteção, falta de UTIs e oxigênio, recorde de vítimas e de contaminados diaa-dia, perdas de diretores, amigos, colaboradores e parceiros. Desde então, mesmo a transição de posse para uma nova Diretoria ADIAL foi adiada, a pedido do Conselho de Administração, por questão de emergência sanitária e também institucional, pois a atual diretoria já estava ciente da gestão e dos encaminhamentos dos processos da entidade. A ADIAL migrou de hub de negócios, provisoriamente, para um hub de apoio social e buscando nas indústrias associadas maneiras de aproximá-las do centro das discussões e de suporte para o combate à pandemia. Tivemos centenas de êxitos e a indústria goiana se mostrou uma grande aliada da sociedade, além de ser exemplo em proteção à saúde de seus colaboradores - praticamente, não registrou surtos ou maiores problemas de contaminação nas fábricas goianas. Estivemos unidos em todos movimentos que lutaram contra a pandemia. "Hoje, aos 26 anos, a Associação cumpre sua missão e entrega bem mais, sendo atualmente, além de uma referência maior na defesa dos incentivos fiscais, um hub de intermediação e execução de negócios industriais", disse o presidente do Conselho de Administração da ADIAL, Otávio Lage de Siqueira. Mais de uma centena de indústrias de médio e grande portes representam suas forças que, somadas, respondem por mais de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial de Goiás. Alguns números trazem um ‘PRÓ-INDUSTRIAL

"Ter presidido a ADIAL é um motivo de grande orgulho para qualquer empresário. Nossa diretoria defendeu todas as bandeiras da industrialização e do fortalecimento da economia. Nos orgulhamos por gerar empregos e levar um forte desenvolvimento para cerca de 200 municípios goianos. Nossa missão foi entregue, enfrentamos crises inimagináveis, como a maior ciclo recessivo da história, embates envolvendo questões fiscais, crise acirrada ora pela greve dos caminhoneiros ora pela pandemia. E, no fim, entregamos a ADIAL, como é sempre a meta de um presidente, maior do que recebeu.É um trabalho coletivo e divido com todos envolvidos na entidade. Sucesso à 6a Diretoria e vamos estar juntos. OTÁVIO LAGE DE SIQUEIRA FILHO, presidente do Conselho de Administração da ADIAL

5


ADIAL

pouco da força industrial – que a ADIAL, orgulhosamente, atua há 26 anos na formação. Vamos a alguns deles: Goiás se tornou a 9ª maior economia do País; tem o 10º maior PIB per capita nacional; tem o 7º maior parque industrial do País; o PIB industrial saltando de 20% para 28% na participação geral; maior polo industrial de medicamentos do País em volume de produção e o 2º em faturamento; o 2º maior parque industrial sucroalcooleiro; o 5º maior parque automotivo do País; é um dos seis Estados que mais geram empregos formais no País há anos; as 15,8 mil indústrias em Goiás recolhem 45,5% de todo Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) arrecadado no Estado; as 532 indústrias incentivadas respondem por 59,8% deste total; a arrecadação dos principais municípios com foco na indústria cresceu muito acima da média do Estado, em alguns casos acima de 2.000%; são alguns números que, sem indústria forte, seriam bem inferiores, com menor ou nenhuma representatividade. Para o presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho Tchequinho, a entidade tem um papel determinante, pois atua diuturnamente em defesa do setor produtivo, ampliando nossa força 6

Movimento em Defesa do Emprego e dos Investimentos foi destaque em várias cidades

de atuação com outros setores empresariais e trabalhistas. Durante o mandato, destaca Otavinho, a ADIAL liderou um movimento de integração de projetos e ideias para o desenvolvimento para vários segmentos da sociedade. "Atuamos diretamente com as centrais e sindicais de trabalhadores, com a universidades, agentes sociais e culturais, entre outros, para buscar sinergia e convergências. Foi um

sucesso. Hoje, ampliamos a parceria e o número de parceiros", disse Otavinho. A FORÇA DA INDÚSTRIA O Movimento em Defesa do Emprego e dos Investimentos, organizado pela ADIAL, divulgou um raio-x sobre a participação da indústria no desenvolvimento econômico de Goiás nas últimas décadas, com base em dados consolidados. Estudo apontou PRÓ-INDUSTRIAL


o quanto a industrialização foi fundamental para que Estado se modernizasse e conseguisse crescer acima da média nacional. Trabalho foi realizado por economistas da Adial, juntamente com especialistas da Unialfa. O raio-x agrupou dados oficiais (IBGE, Instituto Mauro Borges e outros) que demonstram os degraus que Goiás vem escalando na conjuntura nacional desde os anos 1980, com uma diversificação econômica que ajudou o Estado a enfrentar com mais segurança as últimas crises nacionais - quando conseguiu manter um índice de emprego e crescimento relativamente melhor que a média nacional - e colocou o Estado entre os dez mais pujantes do País. Dados como o crescimento de 271,6% do PIB entre 2004 e 2017 - acima da média nacional, de 235,1% - puxado em larga medida pelo crescimento industrial, que foi de 251% (a média nacional no período foi de 131,1%), denotam a importância de políticas consistentes de estímulo ao crescimento. Goiás conta hoje com o 7º maior parque industrial do País, com 15,8 mil indústrias ativas, o que se traduz em melhoria na média da qualidade de vida da população. Essas ‘PRÓ-INDUSTRIAL

Cyro Miranda

Alberto Borges

José Alves Filho

Galeria de ex-presidentes da ADIAL, inaugurada em dezembro de 2012, logo terá o quadro do empresário Otávio Lage de Siqueira Filho (2017-2021). Já fazem parte da galeria: Cyro Miranda G. Júnior (1995 – 2006); José Alves Filho (2006 – 2007); Alberto Borges de Souza (2007 – 2011) e Cesar Helou (2011 –2017)

Cesar Helou

indústrias recolhem 45,5% do ICMS arrecadado pelo Estado, sendo que as 532 indústrias incentivadas são responsáveis por 59,8% desse montante. Outra pesquisa de opinião Fortiori/Adial mostrou que a esmagadora maioria da população goiana enxerga o processo de industrialização como peça fundamental para o desenvolvimento socioeconômico e a criação de um ambiente de melhores oportunidades nos municípios. Dos entrevistados em todo Estado, 74,3% defendem que

o governo adote programas de incentivo à industria para garantir maior competitividade econômica e atrair novos investimentos em Goiás. Esses estudos e pesquisa, aponta Otavinho, são uma marca da ADIAL, que busca informações e trazer embasamento para suas defesas. "Sempre com fontes sérias e inquestionáveis, apresentamos aos agentes públicos e privados a realidade da economia goiana. Em nosso mandato, reforçamos essa característica da entidade, que fortaleceu nossa autoridade." 7


ENTREVISTA

ADIAL ABRE NOVO CICLO NOVA DIRETORIA DA ADIAL ASSUME A PRESIDÊNCIA EM 8 DE NOVEMBRO, COM O COMPROMISSO DE ATUAR NA DEFESA DA INDÚSTRIA Em 1981, José Carlos Garrote, ou Zé Garrote, como é conhecido, estreava na avicultura. Anos depois, a empresa construiu a Avícola São Salvador. Em 1991, fundaram o Abatedouro São Salvador. Nunca parou de crescer e sempre focado em buscar as melhores práticas de gestão industrial e alcançando o reconhecimento nacional e premiações recentes como a categoria de melhor indústria de aves e suínos do País, no Ranking da Revista Globo Rural, além de ampliar o mercado internacional de carnes de aves e suína. Em 2021, um novo desafio: assumir a presidência da 6ª Diretoria da ADIAL. “Estou muito feliz e me sinto preparado.” A seguir, os principais trechos da entrevista à Pró-Industrial: Qual a expectativa de ser o presidente da 6ª Diretoria da ADIAL? A expectativa é muito positiva, pois é um grande desafio – que 8

sempre encaro com muita responsabilidade. A minha vida é pautada por desafios. Para mim é uma honra e fico muito feliz que os associados tenham confiado essa missão para nós, pois assumo junto com um grupo forte de industriais experientes e de grande valor para o setor no Estado. É uma missão coletiva. Espero em Deus que possamos fazer o melhor trabalho possível, que atenda a todos, sendo sempre verdadeiro e transparente. Tenho fé e esperança que vai dar tudo muito certo. A ADIAL tem um legado na industrialização em Goiás. São 26 anos da entidade justamente no ciclo de maior expansão do setor. Hoje, já se pode dizer que Goiás é um Estado industrial? Goiás ganhou forte relevância na área industrial, nas últimas décadas. Aliás, isso ocorreu por vários motivos, entre eles, o espírito empreendedor do nosso empresário e também pela capacidade dos nossos colaboradores. Em todo o Brasil, nós goianos somos reconhecidos como um povo trabalhador. A ascensão da indústria em Goiás é prova disso e, destaco, se deu pelo trabalho. Estes 26 anos de atuação da ADIAL são, de fato, o principal ciclo de expansão da industrialização em Goiás de todos os tempos. A entidade tem peso importante nesta construção. Neste período, consolidou-se a profissionalização e também

nacionalização – em alguns casos, até internacionalização – do nosso setor. Alcançamos um ponto alto de reconhecimento nos segmentos farmacêutico; no agronegócio, como, só para citar alguns, açúcar, etanol, soja, leite, carnes; mineração; segmento logístico, um braço fundamental da indústria, entre tantos outros. Foi um movimento extraordinário ao longo desses 26 anos. Trabalho bem feito conjuntamente com os governos vigentes, que, independentemente de partido, todos se mostraram desenvolvimentistas e ajudaram a escrever essa história, juntamente com respostas dos empresários para que isso pudesse ocorrer. Seja pelas mãos dos goianos ou dos empreendedores de fora que vieram investir aqui, o Goiás industrial deu certo. Por outro lado, acredito que ainda há muitas oportunidades para desenvolver, por sua posição geográfica, por sua riqueza de recursos naturais, por sua aptidão. Segundo o IBGE, Goiás tem o sétimo maior polo industrial do País – e um dos mais diversificados. Eu penso diferente. Quero olhar daqui para frente. Na minha visão, Goiás é ainda um Estado que pode avançar muito mais. Podemos dobrar nossa indústria em uma década. A ADIAL quer e vai se envolver para atingir essa meta. A Gestão do Otavinho teve uma atuação de forte na defesa da inPRÓ-INDUSTRIAL


"A ADIAL concentra 85% do PIB industrial do Estado, além de ser a voz de mais de 15 mil indústrias e 1,5 milhão de pessoas que, segundo dados da Rais, têm alguma ligação com o setor em Goiás. Esse é o tamanho da nossa responsabilidade" ZÉ GARROTE

‘PRÓ-INDUSTRIAL

9


ENTREVISTA

dústria goiana, na busca de maior competitividade para o setor. Como pretende que a nova diretoria siga estes passos? A ADIAL continuará defendendo o desenvolvimento como nas outras diretorias, como na gestão do amigo e empresário Otavinho. Uma defesa forte da indústria goiana, da competitividade do setor, na defesa dos incentivos fiscais, assim como os programas de financiamento, como o FCO, FTCO e outros. Dessa forma, fazer com que as empresas possam operar com mais e mais eficiência, pois o diferencial no futuro não serão os incentivos ou apenas os incentivos, mas os ganhos de produtividades alcançados. Os incentivos tendem a ser finitos ou nivelados entre Estados, então precisamos de implantar a melhor cultura de gestão e práticas industriais para nos dar novos ganhos competitivos. Com isso, queremos criar condições de qualificar ainda mais a mão de obra, melhorar as formas de trabalhar, fazer o que o mundo hoje pede: por meio da educação, do conhecimento, formando as pessoas. E qual o papel da entidade neste processo? Fundamental. A ADIAL vai trabalhar no sentido de viabilizar o sucesso das nossas indústrias. E também que possa gradativamente expandir. Seguir no sistema Kaizen de melhoria contínua: ‘hoje melhor que ontem, amanhã melhor que hoje’. E levar os ganhos para todos os segmentos que acharem que Goiás é viável pare seus negócios. Com nossa posição geográfica, cabe aqui qualquer tipo de indústria. Temos hoje por volta de 200 municípios que têm indústrias no Estado. Nossa meta é zerar, fazer com que todos os munícipios goianos tenham pelo menos uma indústria. 10

A logística é determinante neste modelo industrial? Como disse, Goiás é o Estado mais central do Brasil. Em um raio de mil quilômetros, acessa uma dezena de Estados e interliga quatro regiões das cinco do País. Já avançamos com a ferrovia no terminal de Rio Verde (GO), na hidrovia Tietê-Paraná com porto em São Simão (GO), e é só o começo nesta retomada das ferrovias em alta escala. Por isso temos a ADIAL-Log, braço de inteligência logística em Goiás. Mas sempre me preocupo com o que falta, sem me acomodar com o que já temos. Precisamos de mais interligações, oferecer todas as condições para que investidores escolham Goiás nos seus projetos de expansão. Temos de oferecer e garantir, dar segurança, inclusive, jurídica, de que ao escolher Goiás, fez a melhor escolha da sua vida.

sociais e culturais, as universidades têm muito a acrescentar em um projeto industrial maduro. Não basta governos e industriais decidirem. Com uma indústria forte, o ganho é de toda sociedade. E, para isso, precisamos aprofundar o debate, as ações, a estratégia. Entendemos que são parcerias de extrema importância para que possamos unir forças, compreendendo cada vez mais o papel de cada um. Queremos mostrar para a todos como a indústria trabalha, abrir nossas portas, nossas fábricas. Vamos mostrar a nossa realidade, o que precisamos, para também contribuir para moldar as leis, levar e ouvir reivindicações, e ajudar nas demandas da nossa sociedade. Buscar o bem social, a melhor distribuição de renda. Na questão sociocultural, temos a importância da sustentabilidade das nossas empresas, temos o pilar cultural, que historicamente sempre apoiamos. A ADIAL é catalisadora. Recepciona os projetos e os transmite, internamente, a suas associadas. Todas as parcerias que contribuam de forma direta ou indireta com as indústrias são bem-vindas. Aprofundar com as parcerias é o que vamos fazer. Quanto mais entidades estiverem ligadas conosco, melhor será a forma de aprendermos, das pessoas nos conhecerem, de trabalharmos, alcançar sucesso mútuo. É um caminho sem volta.

A Gestão Otavinho também marca uma forte aproximação com setores importantes, como sindical trabalhista, agentes sociais e culturais, com a universidade, entre outros. A nova gestão vai aprofundar estas parcerias? Continuaremos com essa aproximação forte com setores estratégicos para a nova Economia. Os sindicatos trabalhistas, os agentes

A retomada da Economia virá no próximo ano? Goiás hoje é competitivo para atrair grandes investimentos do setor? Acredito que a economia para o próximo ano não terá uma grande retomada, pelo contrário, acho que passará por um processo de PIB menor, em detrimento da inflação, juros altos. O que temos de fazer é verificar a motivação dos

NOSSA DIRETORIA QUER ABSORVER O LEGADO DE CYRO MIRANDA, JOSÉ ALVES, ALBERTO BORGES, CESAR HELOU E OTAVINHO, LÍDERES REFERENCIAIS

PRÓ-INDUSTRIAL


industriais para desengavetar novos investimentos – e o momento que vai ocorrer. Precisamos estar presentes, mostrando as vantagens de Goiás para disputar os grandes investimentos. Diante do quadro de "ano político", que é mais complicado, devemos ter um ambiente mais hostil – de incertezas e insegurança. Mas, mesmo assim, vamos criar situações em que possamos driblar essas dificuldades, buscando alternativa para que possamos crescer no mesmo ritmo. Vamos dar força aos nossos associados, buscar conhecimento para fazer isso e tirar projetos da gaveta para executar o que queremos da forma mais correta, rápida e com sucesso. O programa AgreGO é mais um diferencial para mostrar mais segurança ao investidor quanto a boa relação dos setores público e privado? O AgreGO é um diferencial forte. Mostra ao investidor de fora que Goiás tem um programa, um plano setorial organizado, com estudos e projetos de expansão para toda a próxima década. Não tem margem para improvisos na industrialização competitiva que temos hoje no Brasil. Profissionalizamos e agora temos um plano diretor industrial. Dessa forma, o investidor pode conhecer melhor o seu setor dentro do programa e daí buscar alternativa de diálogo com o governo para que possa desenvolver seu projeto. Isso é fantástico. Com o AgreGO, ninguém trabalha no escuro – reduzem-se os riscos. É tudo às claras. Até por isso, é muito importante o setor público e privado estarem juntos. A ADIAL tem de estar do lado do governo para desenvolver programas de crescimento, de industrialização. E saber que é natural qualquer divergência, pois são agentes diferentes, ‘PRÓ-INDUSTRIAL

mas, juntos, buscam o mesmo objetivo. Por isso é muito importante que o governo tenha o setor privado ao seu lado para entender melhor as demandas, saber como funciona. A quatro mãos se constrói um futuro melhor para nós goianos. O AgreGO vem para acertar isso. Até na escolha do nome, o projeto foi muito feliz. O poder de agregar nos dará todas as melhores oportunidades de desenvolvimento.

JUNTO AOS NOSSOS CONSELHEIROS, VAMOS DISCUTIR UM PROJETO ESTRATÉGICO, VAMOS DEBATER QUAIS TEMAS RELEVANTES HOJE NA INDÚSTRIA DE GOIÁS A carência de mão de obra qualificada já é um gargalo atualmente e tende a piorar com a expansão? O mundo está numa velocidade muito alta, mas algumas coisas acabam se acomodando. Temos, ao mesmo tempo, carência de mão de obra qualificada e taxa de desemprego recorde. O que fazer? Temos de criar um ambiente de parceria com entidades envolvidas com a formação. Levar também para o governo nossas dificuldades, interligar essas demandas com escolas técnicas, faculdades e pós-graduações. Existe uma forte concorrência com o mundo digital. As pessoas podem estar aqui ou trabalhando da China, Estados Unidos ou Europa, recebendo em euro ou dólar. É um tema de soluções difíceis, mas importantíssimo, que requer muita atenção, e

terá na ADIAL. Só se resolve, de vez, com educação e formação técnica. Devemos aproximar as empresas da academia. E também fazer com que as lideranças industriais, os CEOs, entendam a importância da gestão de gente. Investir em pessoas capacitadas na área de RH, para que possam entender o seu complexo, seus colaboradores e desenvolver um bom plano de trabalho. Vamos abrir os olhos dos industriais para investir em gente. É o melhor recurso que temos. Tenho no meu vocabulário sempre: Deus e gente! Então, com Deus em primeiro lugar e com gente capacitada e treinada, vamos sobrepondo as dificuldades. Adoção e o estímulo a práticas como ESG devem estar presentes neste novo ciclo? A metodologia ESG para mim é o tema mais importante no mundo hoje. São os três pilares: da governança, do social e do ambiente. Não vale só para as indústrias, mas para toda a população. Dentro do tema meio ambiente, existe o clima. Não adianta expandirmos, se não tivermos um ambiente favorável para os seres humanos. Consolidar essa consciência é fundamental para a virada no modelo produtivo mundial. Então, a primeira coisa: temos de construir o ambiente adequado, confortável, com segurança para que as pessoas possam viver bem por longos anos. Em breve, as empresas não vão conseguir investimentos, vender ações na bolsa, entre outras iniciativas, se não adotar um projeto ESG. No social, não é olhar somente doações e caridade, mas se pode fazer por meio da educação e alcançar um projeto social extraordinário. Quanto à governança, precisamos, entre outras coisas, combater a corrupção; adotar balanço e transparência. 11


ENERGIA

BIODIESEL indústria em risco

REPRESENTANTES DA INDÚSTRIA ALERTAM SETOR PÚBLICO DOS RISCOS DA ALTERAÇÕES DE REGRAS NO SETOR, QUE É ALTAMENTE EMPREGADOR Empresários goianos do setor de biodiesel têm recebido apoio da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) para articular diálogo com o governo estadual, no intuito de atender reivindicações da categoria diante de recentes decisões do governo federal que alteram a porcentagem de mistura do biodiesel no diesel e também o sistema de comercialização do biocombustível. Medidas que, de acordo com a categoria, inviabilizam a produção das indús12

trias do setor. Reuniões para tratativas e busca de soluções foram realizadas com o governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado, equipe técnica da secretaria da Economia do Estado de Goiás, e também com a presença de representantes municipais de sete cidades goianas que têm unidades de produção de biodiesel e são diretamente afetadas com as mudanças: Formosa (GO), Anápolis (GO), Palmeiras de Goiás (GO), Porangatu (GO), Ipameri (GO), São Simão (GO) e Rio Verde (GO). No mês de setembro de 2021, os empresários do setor de biodiesel foram surpreendidos pela Resolução nº 16, de 06 de setembro de 2021, do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que estabeleceu a redução do teor de mistura obrigatória do biodiesel no óleo diesel fóssil de 13% para 10%. Por meio do Ministério de Minas e Energia, o governo federal, que deveria aumentar a participação do biodiesel a 15% até 2023, diminuiu o porcentu-

al, o que tem gerado insegurança ao setor. A obrigatoriedade da mistura com o biocombustível entrou em vigor em 2008, legalmente, obrigatória de 2% (B2), em todo o território nacional. Com o amadurecimento do mercado brasileiro, esse porcentual foi sucessivamente ampliado pelo CNPE até o atual percentual de 13%, seguindo legislação pertinente ao mercado, com a realização de leilões públicos. A justificativa atual do governo federal para diminuir o porcentual seria a valorização do custo do óleo de soja nos mercados brasileiro e internacional, a fim de evitar o incremento excessivo no preço final do diesel ao consumidor final. Entretanto, para os produtores de biodiesel, o argumento é infundado, uma vez que o aumento recorde do preço do petróleo é o fator primordial ao preço do diesel, e traz efeitos negativos para o setor. O presidente do Conselho de Administração da Caramuru Alimentos, Alberto Borges de Sousa, PRÓ-INDUSTRIAL


Mercado de combustíveis passa por momento crítico: Mudança de regras é risco

explica que o aumento de 1% ao ano na composição do diesel foi definido como critério de longo prazo para trazer segurança aos investidores. "As indústrias aumentaram sua produção de biodiesel com essa garantia. Nossa reivindicação é que se aplique o que consta na legislação original", ressalta, apontando que a produção do biodiesel contribui ainda com o aumento de renda de produtores da agricultura familiar e das comunidades onde as usinas estão localizadas, com a criação de empregos e consequente desenvolvimento econômico. SUSTENTABILIDADE O empresário também destaca a relevância da mistura do biodiesel no diesel como um pilar de sustentabilidade, já que trata-se de biocombustível limpo e renovável, a partir de matéria orgânica de origem vegetal ou animal, substituindo fontes de origem fóssil, o que proporciona ganhos ambientais - pode reduzir na atmosfera, até 70% de gases poluentes, causadores do efeito estuda. Estudo elaborado pelo professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Paulo ‘PRÓ-INDUSTRIAL

Saldiva, aponta que em 2028, com a adição de 20% de biodiesel (B20), aproximadamente 13 mil mortes prematuras seriam evitadas. COMERCIALIZAÇÃO O Governo Federal definiu, a partir de janeiro 2022, a mudança no sistema de comercialização do biodiesel, com modelo que substituirá os leilões públicos pela venda direta pelos produtores do biocombustível para as distribuidoras. No dia 28 de outubro, a diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a resolução que irá regulamentar essa nova dinâmica de mercado. Para os produtores que têm recebido apoio da ADIAL, a medida traz efeitos negativos com implicações que podem inviabilizar o negócio, se não houver ajustes na regulamentação. Há 15 anos, o biodiesel é comercializado via leilões públicos, com vendas das usinas às refinarias (Petrobras), com Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) próprio recolhido pelos produtores. Em caso de venda direta às distribuidoras de combustíveis, o

tributo seria diferido, o que prejudica a competitividade das usinas no mercado de biodiesel. Lembrando que, segundo legislação, o ICMS sobre biocombustível pertence aos Estados produtores (origem), já o ICMS dos combustíveis fósseis pertence aos Estados consumidores (destino). Entre os efeitos negativos para o setor de biodiesel: acúmulo de crédito de ICMS nas usinas, já que os insumos seriam adquiridos parcialmente; perda de incentivos fiscais, parcialmente repassados nos preços do biodiesel, uma vez que as usinas concorrem, em nível de preço, com o diesel fóssil; paralisação de indústrias de biodiesel no Estado e, por decorrência, paralisação das indústrias processadoras de soja, comprometendo empregos gerados, e perda de atração de novos investimentos. Nos encontros dos produtores, tem-se discutido a necessidade de sincronia dos governos estaduais e federais para equilíbrio desse cenário com a nova dinâmica de comercialização. São propostas do setor: a manutenção do recolhimento do ICMS próprio pelas usinas, dentro do que já é praticado nas vendas para as refinarias, e não adesão à Cláusula 21ª do Convênio ICMS 110/07, em que os Estados e Distrito Federal podem conceder o diferimento ou suspensão do ICMS próprio nas operações internas e interestaduais com o B100 quando destinado à distribuidora de combustíveis. Para o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho "Tchequinho", esse é grande debate que ocorre neste momento e merece atenção, pois implica em fechamento de empregos e redução de investimentos em uma cadeia produtiva muito forte em Goiás. "Estamos, na Adial, atentos à discussão, dando apoio regional e dialogando com as principais entidades do setor no País", finaliza Tchequinho. 13


ECONOMIA

PIB

Boletim da Economia Goiana, elaborado pelo Instituto Mauro Borges (IMB), mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) goiano cresceu 4,4% no segundo trimestre de 2021, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O estudo aponta sinais de recuperação do processo produtivo no Estado, alavancado pelo melhor desempenho de setores como pecuária, indústria, serviços e

ANÚNCIO EXIMIA FINAL.pdf 1 29/10/2021 16:13:46

14

INDUSTRIAL GOIANO AVANÇA

comércio, em relação aos meses de abril, maio e junho de 2020, início da pandemia de covid-19. O segundo trimestre de 2021 mostrou um crescimento de 0,7% da indústria goiana, em paralelo ao mesmo período do ano passado, alavancado pelos serviços industriais de utilidade pública, a indústria extrativa e, principalmente, a construção civil.

De acordo com o IBGE, quatro atividades da indústria acumularam resultados positivos em 2021: fabricação de veículos automotores; de produtos minerais não metálicos; de produtos químicos e extrativa. O crescimento da fabricação de produtos minerais não metálicos demonstra que o setor da construção civil começa a dar sinais de recuperação.

PRÓ-INDUSTRIAL


INCENTIVOS FISCAIS MERCADO DE TRABALHO

EMPREGO ADIAL TALENTOS EM EXPANSÃO

USO DO APLICATIVO DA ENTIDADE É GRATUITO Com quase meio milhão de desempregados em Goiás e, ao mesmo tempo, carência de mão de obra especializada no Estado, a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial) criou e tem investido, desde o segundo semestre de 2021, no programa Adial Talentos. Um aplicativo, com o mesmo nome do programa, foi criado, ferramenta gratuita, para que os trabalhadores que procuram emprego possam se cadastrar. Na outra ponta, as empresas associadas à Adial também fazem o cadastro das vagas de trabalho que têm disponíveis. O aplicativo cruza os dados, de oferta e demanda de vagas, e informa à empresa o que tem disponível. Junta o contratante com o futuro contratado – mesmo que um esteja em uma ponta do Estado e o ‘PRÓ-INDUSTRIAL

outro, na outra. Para impulsionar ainda mais essa iniciativa, na última semana, de outubro, a ADIAL comemorou algumas parcerias – com setores público e privado – em prol do emprego. A Unialfa, um centro universitário de formação profissional e executiva, agora atuará lado a lado da Adial nessa questão do emprego. É um salto e aproximação com a mão de obra qualificada. A ADIAL participou de uma importante solenidade de entrega da agência do programa Mais Emprego, dentro do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). A medida, articulada pela Secretaria da Retomada, e que conta com o apoio à entidade, por meio do Adial Talentos, irá captar as vagas de emprego nas indústrias instaladas no Distrito

Agroindustrial. O objetivo é receber currículos, captar vagas, prestar informações e matricular interessados em cursos de capacitação e qualificação profissional oferecidos pelos colégios tecnológicos e parceiros. Na oportunidade, foi assinado um termo de cooperação entre a Retomada e a Adial, para intermediação de oportunidades nas indústrias do Daia. Um mundo novo do emprego está surgindo. A ADIAL Talentos caminha junto com este avanço e estar sempre próximo do trabalhador e do empregador. Cadastrem suas vagas e seus currículos, sem custo, em nossa plataforma, que pode ser baixada em qualquer celular pela loja de aplicativos do Google Play ou na Apple Store. Simples, rápido e prático. 15


MARKETING & PRODUTOS

GSA

Os personagens do humorista Marco Luque, a doméstica Mary Help e o motoboy Jackson Five, são a cara da nova promoção da Sandella. A marca da GSA Alimentos vai sortear mais de 500 prêmios para os consumidores. A Promoção segue até o dia 29 de janeiro de 2022 e pode premiar o consumidor que levar para casa cinco produtos Sandella. Os participantes da Promoção Show de Prêmios Sandella podem levar para casa um ano de compras grátis no valor de R$ 300 mensais e três caminhões de prêmios para mobiliar a casa com geladeira, televisão, bicicleta, máquina de lavar roupa, ventilador e muito mais, até com a casinha para o cachorro.

KitKat A versão vegana do chocolates KitKat chega ao Brasil, em edição limitada. A novidade, já lançada no Reino Unido, na Polônia, na Estônia, na Letônia e na Lituânia, traz apenas ingredientes à base de plantas na composição. “Sem dúvida, um dos pedidos mais comuns que recebemos pelas redes sociais é pelo KitKat V, a versão vegana do produto. Ele foi desenvolvido por especialistas em chocolate no centro de produtos da Nestlé em York, Reino Unido, a casa original da marca”, explica Patricia Nacamuta, gerente de marketing de KitKat.

Coca-Cola Fanta lançou uma edição especial de Halloween, com novo design dos rótulos das latas de alumínio e garrafas de PET. Para cada sabor foi criado um design diferente. O desenho de uma abóbora representa a Fanta Laranja, o abominável homem das neves a versão uva e o Ogro está presente nos rótulos do sabor guaraná. O design das embalagens foi desenvolvido em conjunto pela agência DOT e pelo time de marketing da Coca-Cola. Além das embalagens especiais, a marca apresenta um “sabor misterioso” para este Halloween. O produto tem embalagem completamente preta e ficará no mercado por tempo limitado. 16

Nespresso

A Nespresso traz ao Brasil a edição limitada Festive – Gifts of the Forest. A coleção natalina de cafés teve as embalagens criadas pela estilista de moda colombiana Johanna Ortiz. Composta por acessórios e cafés exclusivos, Gifts of the Forest é inspirada na magia das florestas. A proposta é homenagear as florestas. Para isso a Nespresso apresenta os sabores Forest Fruit Flavour e Forest Almond Flavour, que aliam a profundidade da natureza ao ambiente em que o café é cultivado, e Forest Black, o primeiro café sombredo da Nespresso, cultivado sob a copa das árvores da Amazônia colombiana. PRÓ-INDUSTRIAL


Heinz Com o objetivo de mostrar às pessoas que o ketchup Heinz é feito com ingredientes 100% naturais e que o tomate vem sempre em primeiro lugar, a marca lança a campanha campanha “Primeiro Tomate”. Desenvolvida pela Agência Africa durante o ano, a proposta uniu diversas ações que reforçaram o posicionamento da marca de colocar sabor e qualidade sempre em primeiro lugar. Os tomates Heinz foram aprimorados durante muitos anos para resultar na principal matéria-prima do ketchup mundialmente conhecido.

BRF Claybom, marca da BRF, amplia seu portfólio com a versão de 1 quilo da margarina sabor manteiga, com foco no mercado de embalagens econômicas. “O objetivo do lançamento é ampliar a presença de Claybom nos mercados brasileiros. Agora, as pessoas podem contar com três tipos de embalagem da margarina sabor manteiga: 250 gramas, 500 gramas e 1 quilo, uma para cada tipo de necessidade. Nosso portfólio está aumentando e a opção de uma embalagem econômica facilita e reforça a versatilidade do uso dessa margarina“, afirma Aline Alexandrino, gerente executiva de Claybom.

adialgoias

Cargill Influenciados pela tendência de gourmetização e pelas restrições sociais do último ano, muitos consumidores passaram a experimentar novos sabores e receitas que trazem mais equilíbrio e maior naturalidade aos pratos. Este cenário está no radar da Cargill Foods, que acaba de lançar a versão Passata Rústica para a linha Pomarola Chef. Espaço de divulgação de ações de marketing e lançamento de produtos e serviços de empresas associadas. Para participar, envie texto e imagens para proindustrial@adial.com.br.

‘PRÓ-INDUSTRIAL

@adialgoias @adiallog adial

@adialgoias @adiallog adialgoias

REDES SOCIAIS DA ADIAL

Acompanhe a ADIAL nas redes sociais. Além do Facebook, onde ADIAL e ADIAL-LOG já estão presentes há quase dois anos, passa agora a contar com o Instagram e LinkedIn, com a proposta de divulgar mais as ações, reuniões e eventos da entidade e da Diretoria, além dos benefícios alcançados com o Clube de Compras da ADIAL, ADIAL Corretora de Seguros, ADIAL Negócios e ADIAL Social. Siga, curta e compartilhe nosso conteúdo e fortaleça o setor industrial.

17


SETORIAL

REFORMA

DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO ADIAL E CUFA DISTRIBUEM CESTAS BÁSICAS DE ALIMENTO NO DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO EM AÇÃO DE ENFRENTAMENTO À FOME No Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, famílias da ocupação do Parque Santa Rita, em Goiânia (GO), tiveram uma manhã de acolhimento e solidariedade ao receberem cestas básicas de alimentos, em ação de parceria da Central Única das Favelas (Cufa Goiás) e da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL). A iniciativa teve o objetivo de contribuir com o enfrentamento à fome e com a luta contra o desfavorecimento social em cidades do Estado de Goiás. Para o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho “Tchequinho”, o setor empresarial está atento às dificuldades enfrentadas pelas famílias goianas, em cenário que ainda precisam lidar com as consequências econômicas e sociais trazidas pela pandemia da covid-19. “A indústria goiana é muito ativa em realizar ações sociais e apoio as suas comunidades. Boa parte apoia mais de um projeto, além dos próprios. A adesão à iniciativa da Cufa Goiás para doações de cestas básicas foi muito bem recebida, pois a compreensão do quadro econômico atual é de grande preocupação, pois temos aumento do custo de vida, elevação do desemprego e redução dos valores do auxílio de proteção contra a pandemia, que tem neste mês sua última parcela. O trabalho da Cufa é uma referência no País”, afirmou Tchequinho, que acompanhou pessoalmente a entrega das cestas básicas. 18

PAINEL LEGISLATIVO

Lideranças da ADIAL e da Cufa acompanharam a entrega de centenas de cestas

Idealizador da iniciativa e que também esteve presente no evento, o sócio-fundador da Halex Istar, Zanone Alves de Carvalho, afirma que o intuito é que a ação cresça e que todas as indústrias associadas à Adial possam contribuir com a distribuição de cestas básicas no Estado. "O brasileiro precisa ter consciência, precisa ajudar. Ficamos sensíveis ao ver as famílias carentes e com o apoio das indústrias podemos fazer mais", ressaltou. De acordo com o presidente

da Cufa Goiás, Breno Cardoso, a ação em parceria com a Adial, no Parque Santa Rita, mostrou responsabilidade social numa data simbólica, o Dia Mundial da Alimentação. “Estamos passando por uma enorme crise de insegurança alimentar, em que 80% das famílias que moram em território de periferia no Brasil dependem de doações para fazer suas três alimentações diárias. No dia 16, chamamos a atenção da sociedade, como um todo, para essa situação caótica”, disse. PRÓ-INDUSTRIAL


Economia criativa: filme 'Horizonte' O apoio de empresas goianas às iniciativas ligadas à cultura tem efeito positivo para a economia criativa em Goiás. Prova disso é que mesmo em meio a pandemia de covid-19, o cineasta goiano Dostoiewski Champangnatte produziu um filme longametragem, rodado em Aparecida de Goiânia (GO), a partir da cooperação de empresas da região, que assim como a Associação PróDesenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), enxergam o cenário cultural valioso para movimentar a economia. Gravado nos meses de setembro e outubro de 2021, o filme “Horizonte” conta com nomes de peso da cena brasileira no elenco, como Raymundo de Souza, Ana Rosa, Suely Franco e Alexandra Richter. O filme tem previsão de estreia nos cinemas de todo o Brasil para julho de 2022 e foi dirigido por Rafael Calomeni e escrito e produzido por Dostoiewski. “Horizonte” conta a história de um casal na terceira idade que se conhece em uma Vila para idosos e que viverá a primeira história de amor de suas vidas. “É uma história de amor para toda família”, explica Dostoiewski Champangnatte, que optou por gravar o filme em Aparecida de Goiânia tanto pelo desejo de realizar uma obra audiovisual em Goiás, como por alguns de seus patrocinadores estarem presentes no polo industrial da cidade. “O patrocínio da Supera Farma e os apoios da BRK Ambiental e do Costa Atacadão foram de suma importância para conseguirmos realizar esse filme e são empresas que têm base em Aparecida de Goiânia”. Além disso, “Horizonte” também tem o Apoio Cultural da Rizzo Imobiliária e Acril Plus Tintas e Apoio Logístico da Remo Incorporadora, todas empresas ‘PRÓ-INDUSTRIAL

goianas.“A abertura para o diálogo com todos esses empresários e a percepção de que realizar cinema é uma forma abrangente e eficaz de promover o marketing da empresa foi o diferencial de nosso patrocinador e apoiadores”. Dostoiewski Champangnatte também destaca que os empresários precisam conhecer mais sobre os benefícios fiscais ao patrocinar e apoiar um filme. Confira matéria completa e como apoiar no site da ADIAL.

Diretor Rafael Calomeni dirige o ator Raymundo de Souza em Aparecida

PAINEL LEGISLATIVO

A equipe técnica da ADIAL acompanhará tramitação de Projetos na Assembleia Legislativa e vai atualizar a cada mês neste painel que trará detalhes do projeto, autor, ementas e tramitação. Siga nossa coluna na revista. 19


LEITURA EMPRESARIAL O SEGREDO POR TRÁS DAS EMPRESAS

Após se debruçar sobre os elementos necessários para desenvolver e otimizar as organizações, agora é preciso descobrir também como torná-las infinitas e criar ciclos de perpetuidade que permitem manter a relevância no mercado e alcançar uma posição de destaque frente aos concorrentes. Neste livro, estratégias para que você aprenda o que é essencial para garantir a perpetuidade de sua empresa.

BACHA: DA INFÂNCIA AO PLANO REAL

Sócio-fundador e diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças e um dos responsáveis pela implantação do Plano Real no Brasil, Edmar Lisboa Bacha alia duas vocações que não é de regra coexistirem com excelência: as ciências econômicas e as letras. Na esteira dessa combinação bem-sucedida, surge o livro de memórias No país dos contrastes ― uma reconstrução dos anos de formação e da carreira desse que é um dos mais importantes intelectuais do país, cuja contribuição ajudou a forjar o pensamento econômico brasileiro.

LÍDERES COMPLEXOS E SUAS ARMAS

Neste livro, Andrew Roberts volta seu olhar para nove grandes nomes da

O Ministério das Minashistória e Energia reforçou moderna, da Revolução Francesa à Guerra Fria: Napoleão Bonaparte, Horatio Nelson, Winston damente a campanha de Consumo Consciente Churchill, Adolf Hitler, Ióssif Stálin, George C. Marshall, de Gaulle, Dwight D. Eisenhower e Margaret Thatcher. Líderes compleEnergia e Água, lançadaCharles em janeiro de 2021. xos que enfrentaram a guerra com táticas e armas diversas, mas com o objetivo o momento da criação da campanha ainda comum do sucesso na batalha. a a expectativa de que as chuvas pudessem ompor boa parte dos reservatórios, mas a ectativa foi frustrada pelo pior período de ASDAFSDFASDFASD dos últimos 90 anos. O material de caráter FDASDF cativo, que está no ar nos sites oficiais e redes BATENDO O MERCADO Sasafdsds ais do MME e Governo Federal, foiPeter dirigido Lynch, um dos maiores gestores financeiros da história, mostra neste best-seller mundial como montar uma carteira de investimentos vencedora e, com ela, bater o mercado. consumidores residenciais, apresentando O grande es práticas do dia a dia que podem auxiliarlegado na desse gênio do mercado foi o de desenvolver estratégias muito poderosas, com altas taxas ução do consumo principalmente nos horários de retorno e, ao mesmo tempo, acessíveis ao investidor comum. maior demanda.

KOTLER: MARKETING 5.0

Com sua habilidade de tornar os grandes temas do marketing claros para o grande público, Philip Kotler mostra neste livro como as novas tecnologias podem criar valor, atender às necessidades dos clientes e fazer a diferença no mundo. Atento às transformações sociais e tecnológicas da última década, ele explica como integrar a evolução digital às drásticas mudanças de comportamento dos consumidores.

20

PRÓ-INDUSTRIAL


FOCO NA ENERGIA

Paulo H. Magalhães

A ENERGIA DA TECNOLOGIA Em um mundo globalizado totalmente integrado com comunicação instantânea de dados, o uso exponencial de tecnologias se torna cada dia mais importante, ao ponto que mudaram permanentemente nossas vidas, nos tornando dependentes. Basta nos atentarmos em nossa rotina diária no trabalho e em casa, e mensurarmos a quantidade de vezes que utilizamos os gadgets e aplicativos dos celulares, computadores, e TVs. A tecnologia está presente em quase todos os ambientes físicos, espaços públicos e privados, nos veículos e até mesmo nos elevadores. Em vários casos também, substituindo os ambientes físicos, como as lojas virtuais, agências bancárias por aplicativos e reuniões presenciais por videoconferências. Mas nada disso seria possível sem a energia elétrica, o insumo mais importante que dá vida às tecnologias. Para se ter uma ideia, em nossas faturas residenciais de energia elétrica, o carregamento de celulares já corresponde a quase 10% do consumo mensal. Pouco a pouco o chuveiro elétrico e os refrigeradores estão deixando de ser os vilões do consumo. Sem contar que um dos próximos passos para a redução das emissões de poluentes, senão o principal, será a substituição dos veículos movidos a gasolina e diesel por veículos elétricos, nesse caso teremos a necessidade de ampliar ainda mais a oferta de energia elétrica em todo o País. Estamos preparados? CONSUMO DE ENERGIA PER CAPITA – BRASIL OCUPA A 85ª POSIÇÃO Segundo informações publicadas no The World Factbook, portal do Governo dos EUA, o Brasil ocupa a 85ª no ranking mundial do consumo de eletricidade per capita, com 2,4 kWh por habitante, perdendo para países que passam por severas crises econômicas, sociais e humanitárias. Para se ter uma ideia, na Islândia que ocupa a primeira colocação neste ranking, cada cidadão consome 50,4 kWh, já na 83ª posição temos a Venezuela com 2,5 kWh por habitante. Considerando apenas a América do Sul, o Brasil ocupa a 7ª posição. Nossa posição poderia ser pior, não fossem os estados da Região Sudeste, região que concentra o maior consumo do País. MEDIDA DO CONSUMO Nada melhor do que a representação gráfica do consumo de energia na linha do tempo em GWh, para entendermos o impacto prático causado pela crise econômica que se iniciou em meados de 2014, tendo seu auge em 2016, quando se deu o início da retomada até o novo impacto da pandemia da COVID-19 no ano de 2020. Os números de 2021, ainda em curso, indicam a recuperação do crescimento com registro de novos recordes de consumo. É torcer e esperar pra ver!

‘PRÓ-INDUSTRIAL

21


OPINIÃO

União pelo social e pelo emprego A ADIAL é uma das entidades mais técnicas no aspecto tributário e fiscal do País. Além de consultores e advogados reconhecidos, atua com uma dinâmica preventiva e sempre antecipando questões relevantes com ações judiciais e estudos técnicos. Mas, além de manter essa característica que marca sua atuação, a entidade a ampliou. Passou a dar mais destaque a outras áreas convergentes com a indústria, como a área logística – que iniciou os trabalhos diretos com a ADIAL-Log, há sete anos –, área social, setor cultural e a empregabilidade. A prática de ações sociais é uma recorrência dos negócios industriais. A ADIAL sempre acompanhou de perto as ações de seus associados. Durante a pandemia, ficou bem evidente a atuação direta dos industriais e o engajamento e resposta dos projetos sociais. O setor industrial é um dos poucos que tem, em seu organograma, diretoria e gerência voltadas para responsabilidade social e ambiental. É forte a evolução agora do ESG, uma sigla em inglês que traduz Governança Ambiental, Social e Corporativa, que, na prática, é uma avaliação da consciência coletiva de uma empresa em relação aos fatores sociais e ambientais. Além da sigla se referir às melhores práticas ambientais, sociais e de governança de um negócio, pode ser também um critério para investimentos. A metodologia que certifica, por meio dos dados coletados, o grau de envolvimento com 22

práticas sociais e ambientais, além de sua interação com a sua comunidade. Em pouco tempo, as empresas não vão lutar apenas por resultados financeiros, mas também por metas de sustentabilidade. Já um critério para atrair investidores, agrega valor na Bolsa e, sem dúvida, será avaliado até para liberação de incentivos, financiamentos e projetos de parceria público-privada. E, futuramente, no consumo? Também. O consumidor prefere empresas que engajadas em políticas sociais e ambientais. Um estudo da consultoria BCG mostrou que empresas que adotam melhores práticas passam a ter diversos impactos positivos, como maior lucratividade e até uma melhora em seu valor de mercado ao longo do tempo. Em outra pesquisa divulgada no ano passado, 87% dos consumidores apontaram que, ao escolher, preferem empresas com práticas sustentáveis e sociais. É uma realidade. A indústria já faz isso há décadas. A metodologia vai agora dar passos mais firmes para certificar e validar os projetos. A ADIAL estimula, desde sua fundação, as boas práticas nestas áreas. A entidade mantém espaço fixo de divulgações em suas publicações, como revista e redes sociais, e realiza aproximação entre projetos e empresas. Uma parte relevante das reuniões na entidade é dedicada para apresentação de projetos sociais, culturais, educacionais, esportivos e ambientais.

É uma cultura já estabelecida, pois sabem que a ADIAL se envolve e divulga estas práticas. Em outubro, estivemos envolvidos em mais uma ação com a Central Única da Favelas (Cufa) de Goiás. É um projeto embrionário, no qual vamos doar centenas de cestas de alimentos para moradores de uma região carente de Goiânia, abrangendo todas casas do Parque Santa Rita. Temos muito respeito pelos missionários que se dedicam às causas tão nobres. Ajudamos dentro de nossas possibilidades, mas sempre ajudamos fazendo a ligação dos projetos com as indústrias – que além de se envolverem, têm em sua estrutura, dezenas de projetos próprios. A ação mais importante é a de estar presente, ter compromisso social. Ajudamos diretamente com impostos, empregos e nossos projetos. Mas o empresário sempre faz mais do que suas obrigações. Sabemos que a pandemia ampliou a pobreza e a dificuldade de obter renda, a inflação afeta mais fortemente as famílias de baixa renda. A ADIAL acredita que essas sequelas sociais da pandemia não vão acabar com o sucesso da vacinação ou redução de mortes ou hospitalização. As sequelas sociais vão persistir por anos. Temos de manter a união do País e ajudar, é uma mensagem que passamos a todos parceiros e associados. A ADIAL está unida em várias ações e se mantém firme em apoiar práticas sociais.

EDWAL PORTILHO 'TCHEQUINHO', presidente-executivo da ADIAL PRÓ-INDUSTRIAL


OPINIÃO

Viramos uma página da nossa história Neste mês, a 5ª Diretoria da ADIAL encerra seu mandato – que de fato já havia finalizado durante a pandemia e a entidade optou por alongar o ciclo, por situação de emergência, para que se fizesse uma transição em um momento de maior segurança. Encerramos o ciclo da atual diretoria com mais vitórias do que frustrações. Enfrentamos desafios de grande porte, como embates e debates fiscais, alguns desgastantes, com o Executivo e com o Legislativo, até que o diálogo franco e corajoso nos possibilitou alinhar um projeto mútuo de desenvolvimento que valorizasse a industrialização. Na Economia, enfrentamos durante todo o mandato, ora estagnação ora recessão, sem ter sequer um ano de grande expansão do PIB. Durante o mandato, enfrentamos ajuste fiscal (2017 e 2019), greve nacional dos caminhoneiros (2018), a pandemia da Covid-19 (2020), alta do desemprego (2021), a pavorosa volta da inflação (2021), entre outros percalços, e, no fim de tantas batalhas, conseguimos entregar a ADIAL maior, mais associados, credibilidade intacta e vários projeto finalizados ou em plena evolução. É um orgulho para nossa diretoria chegar hoje aqui e encontrar tantos amigos – depois de termos vividos os piores e mais sofridos anos em várias gerações por conta da pandemia. Nada nem ninguém passou pelo que passamos sem traumas e perdas. Nós, como pessoas, nos reinventamos. Revisamos conceitos, reavaliamos atitudes. Precisamos sair muito melhores desta jornada do que entramos. A ADIAL, posso dizer, também ‘PRÓ-INDUSTRIAL

tem se reinventado naturalmente. Os braços da ADIAL, com a logística e a gestão de custos, estão cada vez mais profissionais, assim como projetos novos estão sendo implementados, como o ADIAL Talentos, um aplicativo da entidade que une empresas que estão contratando a um banco de currículos que cresce a cada dia. Detalhe é que esta aproximação ocorre sem custos para os dois lados. Outro ponto é que muitas vezes a vaga surge em uma região do Estado, mas a mão de obra está em outro município – e muito raramente, saberia desta vaga. O AgreGO, outra solução pensada dentro da ADIAL, aprovada pelas co-irmãs do Fórum Empresarial, e depois entregue ao governo estadual para gerir este que é o plano diretor industrial de Goiás para o ciclo de uma década, formatado por especialistas renomados da indústria brasileira. Será o novo marco industrial de Goiás - assim como foram os programas de incentivos. Cito também projetos executados com sucesso, como o Movimento de Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos, realizado em 2019, quando a ADIAL realizou uma dezena de seminários nas principais cidades industriais de Goiás, além de manifestação nas ruas, em conjunto com uma dezena de centrais e sindicatos dos trabalhadores, defendendo a industrialização do Estado. Momento importante para amadurecer as políticas para o setor e que, entre outros projetos, alguns já citados, representam um legado da nossa Diretoria para a história da ADIAL. Hoje, esta-

mos mais integrados com as universidades, agentes sociais e culturais, entidades laborais, sempre mantendo nossa boa convivência e relação com o setor público. Tenho muito orgulho da nossa Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás. Neste longo período que estive à frente da ADIAL, muito aprendi, muito somamos para a entidade. Por isso, posso dizer, não é texto de despedida, pois todos que ocuparam este cargo no passado, incorporaram uma responsabilidade de estar sempre à disposição da nova diretoria e das seguintes para, unidos, manter fortalecida a ADIAL e, por consequência, a indústria. Por muitas vezes repeti nos meus textos que a indústria goiana hoje é madura, o sétimo parque fabril do País, mais de 1,5 milhão de pessoas envolvidas direta e indiretamente com o setor no Estado. E, assim como podemos afirmar que Goiás é um Estado agro, temos absoluta certeza que não erro ao dizer que Goiás é um Estado industrial. A cultura já estabeleceu e isso é uma vitória para várias gerações. O novo ciclo se inicia com uma Diretoria forte, experiente, liderado por um empresário que muito nos representa, o Zé Garrote, um ser diferenciado, conhecedor de gestão e muito preparado para assumir a ADIAL. Fechamos com chave de ouro: gestão de trabalho e de resultados e uma sucessão à altura da entidade. Agradeço aos filiados, aos colaboradores e aos nossos consultores, que unidos, fazem grande a nossa ADIAL.

OTÁVIO LAGE DE SIQUEIRA FILHO,

presidente do Conselho de Administração da ADIAL

23


TRANSPORTE

Aumentos sucessivos estão levando o setor de transporte no Brasil a um gargalo e um problema estrutural, com operação fechando negativa

DIESEL AUMENTO RECORDE DO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS IMPACTA CUSTOS DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE

Lideranças de empresas de transportes em Goiás estão apreensivas com o futuro dos negócios, devido ao aumento do preço dos combustíveis. Na última semana de outubro, o diesel foi reajustado para 9,1% e a gasolina 7%. No ano, o diesel acumula alta de 65%. As empresas de transporte teriam de aumentar o preço do serviço, mas correm o risco de perder clientes. Dados compilados em setembro de 2021 pelo monitor de preços do Observatório Social da Petrobras (OSP), entidade de pesquisa ligada ao Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) e ao Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos (Ilaese), mostram que, em relação ao Diesel S-10, usa24

COM PREÇO PROIBITIVO

do em veículos, especialmente em caminhões de carga, o preço médio desse combustível chegou ao maior valor do século, com o litro sendo vendido em média a R$ 4,77 no País. Além do reajuste dos combustíveis, o custo de produção do serviço de transporte como pneus, manutenção, entre outros, também aumentou, o que tem gerado instabilidade financeira nas empresas. O diretor da Alfa Transportes e também conselheiro da Adial Log, Júlio Albieri, afirma que antes a empresa tinha como custo de combustível, no faturamento, até 45%. Hoje o número chega a 53% e não conseguem repassar aos clientes essa diferença, com casos que ainda foi necessário abaixar o valor dos fretes, ao invés de aumentar, para confirmar o trabalho. "Não estamos conseguindo repassar. Principalmente no agronegócio, o que manda é a lei da oferta e da procura. Falo que o diesel virou o sócio majoritário do nosso negócio, pois a alta impactou muito, o preço do custo está sendo absorvido por nós". Para exemplificar, Júlio afirma que com os custos atuais,

os serviços com um caminhão que deveriam dar lucro, agora a conta fecha "zero a zero" ou negativa. "É um valor muito alto, consumimos 250, 300 mil litros por mês. Um real a mais que sobe o litro do combustível não conseguimos passar. Estamos falando de R$ 300 mil por mês de custo que não conseguimos repassar, temos de absorver. Não só o diesel, pneu, a parte de manutenção aumentou muito. E o frete não acompanhou nada", ressalta. Segundo trecho da análise divulgada pelo OSP, o maior problema observado nestas altas históricas dos preços dos combustíveis é a política da Petrobras. Conforme a organização, o programa de Preço de Paridade de Importação (PPI) seria o vilão da alta. Com o PPI, a Petrobras passou a reajustar o valor final dos combustíveis de acordo com as cotações internacionais destes produtos mais os custos que os importadores têm, como transporte e taxas portuárias. Uma prática internacional para commodities, com preços indexados em dólar. PRÓ-INDUSTRIAL


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
PRÓ-INDUSTRIAL 130 by Leandro Resende - Issuu