Setembro de 2021 - ANO XIII
ANOS
PRÓ-DESENVOLVIMENTO A associação comemora em setembro seu 26º aniversário com reconhecimento da comunidade empresarial e centenas de entregas históricas. Revisitamos as lutas e vitórias da entidade
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EDITORIAL A DINÂMICA DA ADIAL
O setor industrial acende a luz amarela. O baixo crescimento – oscila entre pequenos saltos de aparente retomada a recaídas sequenciais – e a volta da inflação não são temas conjunturais. Nesta edição vamos entrar um pouco em cada um. Vamos falar de reforma tributária, que não tomou o rumo desejado e corre dois riscos: ter uma reforma “remendo”, cheia de riscos e limitações, perfil fiscalista ou não ter nada, adiar de novo – talvez uma ou outra fatia passe, como a do Imposto de Renda. Mas na edição da Pró-Industrial 129, trouxemos a visão de especialistas que dão um norte factual, pois a cada semana se atualiza e temos novos contornos, mas, de fato, nada de um desenho definitivo. Importante também ficarmos atentos à análise do artigo do presidente Edwal Portilho "Tchequinho", que joga na mesma “panela” os dados recentes da produção, custos de produção (inflação do setor) e emprego, mostrando que o primeiro semestre não “entregou” uma retomada e revelou, em vez de um segundo semestre promissor, um novo ciclo de dúvidas e interrogação. Até mesmo no ano que devemos crescer 4% (anulando as perdas de 2020, sem, de fato, um crescimento real nos 24 meses), não se tem um brilho nos olhos dos empresários e trabalhadores de que dá para se ter esperança na sustentabilidade desta recuperação. Fechamos o semestre com desaceleração na produção e aceleração violenta no custo de produção. Em 6 meses, inflação no custo industrial acima de 21% (sem considerar impostos e fretes). Em 12 meses, a pancada foi de 35%. São dados do IBGE. Destes reajustes, o que fica para a margem de lucro? Nada. Só elevação de insumos e matéria-prima, influenciados pela depreciação do câmbio. Importante destacar que a indústria, uma da âncoras do emprego formal do País hoje, já está no limite. Setores que evitaram demissões e, mesmo sem crescer, até contrataram, tiverem mais um semestre fraco – como tantos nos últimos cinco anos – podem entrar em um ciclo perigoso de redução de quadros. A situação agora é diferente porque tem se perdido o elo com o consumidor. Como a indústria brasileira monetiza essencialmente no mercado interno, a perda do poder de compra do trabalhador brasileiro vai acertar em cheio o caixa das empresas. Boa leitura, Leandro Resende.
SUMÁRIO
AGOSTO/SETEMBRO 2021 Nº 129 ANO XIII
EDITORIAL A Dinâmica da ADIAL 2.// HISTÓRIA ADIAL comemora 26 anos 3-10.// MARKETING Dante apresenta projeto para SuperLiga A 11.// TRIBUTOS Que reforma devemos esperar 12-13// NEGÓCIOS CAOA, o legado de um líder 14-15.//AGROINDÚSTRIA - SJC 10 anos de expansão 16-17.// // NEGÓCIOS CAOA, o legado de um líder 14-15.// TRABALHO Empregos: cadastre sua vaga e seu currículo 18.// PLANEJAMENTO AgreGO tem governança definida 19.//M&P BRF, Kibon, Seara, Heinz, Nestlé, Coca-Cola e GSA 20-21.//SETORIAL Unidos pela Vacina, Painel Legislativo e Encontro com Sindicatos 22-23.// CULTURA Caminho de Cora 24.//FOCO NA ENERGIA 25.// LEITURA 26.// OPINIÃO Edwal Portilho "Tchequinho" 27.// LOGÍSTICA Escassez global de contêineres 28.// 2
EXPEDIENTE Presidente do Conselho de Administração Otávio Lage de Siqueira Filho Conselho Nato Cyro Miranda, José Alves Filho, Alberto Borges e Cesar Helou Presidente-Executivo Edwal Portilho "Tchequinho' Vice-Presidente Financeiro Cesar Helou CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Otávio Lage de Siqueira Filho, Cesar Helou, José Carlos Garrote de Souza, Alberto Borges de Souza, Ananias Justino Jayme, Angelo Tomas Landim Junior, Carlos Luciano Martins Ribeiro, Heribaldo Egídio da Silva, Antônio Benedito dos Santos, Olímpio José Abrão, Paulo Sérgio Guimarães Santos, Evaristo Lira Baraúna, Luciano Araújo Carneiro, Rodrigo Melo, Pedro Alexis Suris Sacramento, Glorivan Parreira França, Julio Cezar Albieri, Oziris Ribeiro Silva CONSELHO FISCAL – EFETIVOS André Luiz Baptista Lins Rocha, Romar Martins Parreira, Sebastião Osmar Albertini, Helena Romeiro de Araújo CONSELHO FISCAL – SUPLENTES Eduardo de Oliveira , Francisco Tomazini, Geraldo Magela, Georges Hajjar
Produção e Edição Leandro Resende Ana Manuela Arantes Izabella Pavetits João Paulo Nogueira ANÚNCIOS: (62) 3922-8200 e (62) 99111-7715
PRÓ-INDUSTRIAL
HISTÓRIA
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ANOS PRÓ-DESENVOLVIMENTO
DA INDUSTRIALIZAÇÃO 26 ANOS A ASSOCIAÇÃO COMEMOROU EM SETEMBRO SEU 26O ANIVERSÁRIO COM RECONHECIMENTO DA COMUNIDADE EMPRESARIAL E CENTENAS DE ENTREGAS HISTÓRICAS. REVISITAMOS AS LUTAS E VITÓRIAS DA ENTIDADE
HISTÓRIA
Em setembro de 1995, um grupo de empresários criava a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL), uma entidade sem fins lucrativos, cujo compromisso principal era trabalhar continuamente para o crescimento da economia goiana, buscando a consolidação do seu parque industrial através do fortalecimento dos seus programas de desenvolvimento industrial. Do jeito que se planejou, se realizou. "Hoje, 26 anos depois, a Associação cumpre sua missão e entrega bem mais, sendo atualmente, além de uma referência maior na defesa dos incentivos fiscais, um hub de intermediação e execução de negócios industriais", disse o presidente do Conselho de Administração da ADIAL, Otávio Lage de Siqueira. Mais de uma centena de indústrias de médio e grande portes representam sua força que, somadas, respondem por mais de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial de Goiás. Ao longo do tempo a ADIAL, juntamente com as entidades que compõem o Fórum Empresarial, manteve-se como importante elo das empresas com o setor público na busca do desenvolvimento econômico e social do Estado, objetivando favorecer o bem estar, não só dos empresários, mas de toda a população goiana, buscando prosperidade econômica e social para o Estado de Goiás. Os resultados são vistos na superfície e na estrutura da nossa economia. Alguns números trazem um pouco da força industrial – que a ADIAL, orgulhosamente, atua há 26 anos na formação. Vamos a alguns deles: Goiás se tornou a 9ª 4
"Hoje, 26 anos depois, a Associação cumpre sua missão e entrega bem mais, sendo hoje, além de uma referência maior na defesa dos incentivos fiscais, um 'hub' de intermediação e execução de negócios industriais. A industrialização transformou a economia goiana em poucas décadas" OTÁVIO LAGE DE SIQUEIRA FILHO, presidente do Conselho de Administração da ADIAL maior economia do País; tem o 10º maior PIB per capita nacional; tem o 7º maior parque industrial do País; o PIB industrial saltando de 20% para 28% na participação geral; maior polo industrial de medicamentos do País em volume de produção e o 2º em faturamento; o 2º maior parque industrial sucroalcooleiro; o 5º maior parque automotivo do País; é um dos seis Estados que mais geram empregos formais no País há anos; as 15,8 mil indústrias em Goiás recolhem 45,5% de todo Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) arrecadado no Estado; as 532 indústrias incentivadas respondem por 59,8% deste total; a arrecadação dos principais municípios com foco na indústria cresceu muito acima da média do Estado, em alguns
casos acima de 2.000%; são alguns números que, sem indústria forte, seriam bem inferiores, com menor ou nenhuma representatividade. Nessa história escrita a milhares de mãos, alguns líderes tiveram a missão de presidir a entidade, a quem a Pró-Industrial faz questão de destacar. O empresário Cyro Miranda Gifford Júnior, que comandou o ciclo inicial, de 1995 a 2006; foi sucedido pelo empresário José Alves Filho, de 2006 a 2007; o empresário Alberto Borges de Souza foi o terceiro presidente, de 2007 a 2011; na sequência, vieram os empresários Cesar Helou, de 2011 a 2017, e Otávio Lage de Siqueira Filho, que assumiu em 2017 e é o atual presidente do Conselho de Administração. PRÓ-INDUSTRIAL
HISTÓRIA
Confira a seguir, alguns dos trechos importantes da história da ADIAL nestes 26 anos de história, batalhas, projetos e vitórias: 11 DE SETEMBRO DE 1995 – FUNDAÇÃO DA ADIAL Entidade industrial sem fins lucrativos, cujo compromisso principal é trabalhar continuamente para o crescimento da economia goiana, buscando a consolidação do seu parque fabril através do fortalecimento dos seus programas de desenvolvimento e incentivos da expansão industrial. 1995 – CAPTAÇÃO DE EMPRESAS Uma das forças da ADIAL é, nestes 26 anos, desde seus primeiros dias de criação, divulgar o Estado, convidar empresas e estar ao lado do setor público para atrair investimentos industriais. Acumula centenas de empresas, dezenas de milhares de empregos e bilhões em investimentos produtivos. 1996 – LEI KANDIR X INCENTIVOS ADIAL atua fortemente junto à Comissão Especial da Reforma Tributária na Câmara Federal, quando da aprovação da Lei Kandir, garante a continuidade dos incentivos fiscais ao conseguir que o Presidente da República vetasse o artigo que poria fim aos incentivos. 1996 – AJUSTES NO FOMENTAR Desde sua fundação e durante duas décadas, envolve-se em debates da compensação e alongamento do programa. Conseguiu redução de juros do programa, parcelar emolumentos e articular os leilões para quitar débitos das empresas. 1997 – TERCEIRIZAÇÃO Em 1997 foi incluído no incentivo do FOMENTAR o ICMS decorrente da operação com produtos fabricados por encomenda e ordem. Isso foi adotado no PRODUZIR e depois no ProGoiás. Foi um avanço na época, porque a “terceirização” ainda era novidade por aqui. 1998 – LEILÕES DO FOMENTAR ‘PRÓ-INDUSTRIAL
O FOMENTAR foi criado nos anos 1980, mas foi consolidado na década de 90, com alterações fortes na legislação. Os leilões, por exemplo, instituídos em dezembro de 1998. 1998 – PRODUZIR Entidade participa do debate de criação do novo programa de incentivos. 1999 – FÓRUM EMPRESARIAL ADIAL é fundadora do Fórum de Entidades Empresariais de Goiás, juntamente com Fecomércio, Faeg, Fieg e Acieg. Entraram em seguida, FCDL e Facieg, e, mais recentemente, OCB-GO. 1999 – TRANSFERÊNCIA Associação conseguiu autorização para transferência de incentivos do FOMENTAR e do PRODUZIR para empresa sucessora ou adquirente de empresa beneficiária dos Programas. 2000 – CD PRODUZIR A ADIAL, via de ações de sua Diretoria, conquistou assento no Conselho Deliberativo do FOMENTAR, sendo membro nato do Conselho Deliberativo do PRODUZIR, passando posteriormente a compor definitivamente a Comissão Executiva deste. 2007 - REVISTA PRÓ-INDUSTRIAL Com 129 edições, a Revista PRÓ-INDUSTRIAL é o hoje um dos mais fortes canais de informação, comunicação e manifestação da indústria goiana, sendo lida há quase 15 anos por milhares de empresas de vários setores da economia, tornando-se, como aponta o mercado de revista, um veículo de influência e posicionamento. 2011 – DIREÇÃO-EXECUTIVA Conselho da ADIAL aprova Edwal Freitas Portilho “Tchequinho” para direção-executiva da ADIAL, em meados de 2011. Em 2020, nomenclatura muda para presidente-executivo. 2011 – GUERRA DE AÇÕES Guerra no STF e STJ para barrar os incentivos fiscais. Batalha terminou favorável a Goiás e ADIAL atuante novamente – vários Estados tiveram 5
HISTÓRIA
programas barrados. STF vota contra 23 normas estaduais que concediam incentivos. Programas goianos são poupados. 2011 – PROCONTAS Governo estadual tenta criar o ProContas, programa da Sefaz que suspenderia 100% dos incentivos por 02 anos. Medida foi abortada por negociação com a ADIAL. 2011 – INSCRIÇÃO ESTADUAL A pedido da ADIAL, lei unifica inscrição estadual, antiga reivindicação do setor. É uma forma de desburocratizar, permitindo ao industrial explorar atividade agrícola, mineral ou fóssil com uma única inscrição para propriedades localizadas no mesmo município. 2012 – SÚMULA VINCULANTE 69 O STF publicou, em 24 de abril de 2012, proposta de Súmula Vinculante (SV) 69, sobre incentivos fiscais, que sem o aval do Confaz, em qualquer hipótese, seriam ilegais. Criou maior insegurança no setor produtivo goiano. ADIAL realizou várias reuniões com agentes privados e públicos, buscou apoio no Congresso e nos governos estaduais, para que as manifestações junto ao STF. No período, foram 78 manifestações, 72 contra a súmula, uma abstenção e cinco, a favor. 2012 – PARCELAMENTO ADIAL solicita e consegue parcelamento mensal de débitos de incentivos do Produzir e Fomentar. Em maio de 2012, pedido foi atendido. 2012 – CND PREVIDENCIÁRIA Uma discussão antiga, ADIAL 6
quebra a exigência da apresentação da Certidão Negativa de Débito (CND) Previdenciária mensal. Entidade conseguiu negociar com o governo e revogar a suspensão de incentivos de 77 empresas – punição ligada à CND, que deixou de ser exigida mensalmente para ser a cada seis meses (valor legal do documento). 2012 – GALERIA DOS PRESIDENTES Em dezembro de 2012, a ADIAL inaugurou a galeria dos presidentes. Nos quadros, estavam ali os empresários que presidiram a entidade: Cyro Miranda G. Júnior (1995 – 2006); José Alves Filho (2006 – 2007); Alberto Borges de Souza (2007 – 2011). Veio posteriormente, Cesar Helou (2011 – 2017).
Cyro Miranda
Alberto Borges
José Alves Filho
Cesar Helou
2013 – CONTRA-ATAQUE ADIAL entrou na Justiça paulista e no STF, no início de 2013, contra cobrança de ICMS do Estado de São Paulo de produtos de empresas outros Estados que usam de benefício fiscal. Mais uma vitória. 2013 – GOIANOS INVADEM BRASÍLIA
A Reforma do ICMS avançou no Senado. ADIAL esteve amplamente envolvida na realização de mobilização em Brasília em maio. Neste dia, os goianos foram destaque nacional, com 20 mil pessoas protestando em Brasília, em frente aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Uniram-se empresários, trabalhadores e governos. Praticamente, marcou o fim da reforma do ICMS, que não avançou. Mobilização foi maior ato de união dos setores produtivos goianos e setor público pelos incentivos. 2014 – PRORROGAÇÃO DOS INCENTIVOS Em dezembro de 2013, o governo estadual concordou em prorrogar os incentivos fiscais goianos até 2040. Fruto de uma negociação contínua da ADIAL durante três anos, medida foi muito bem recebida por industriais e investidores. A prorrogação do prazo de fruição dos programas Fomentar e Produzir foi publicada em janeiro de 2014, contou com regras de adesão com pagamento de 4% do valor incentivado por um prazo de 30 meses. ADIAL sempre na luta por aprimorar e alongar prazo de fruição dos incentivos, inicialmente de apenas 05 (cinco) anos em 1984 (Fomentar), foi alongado sucessivamente para 10 e 15 anos, para até dezembro de 2015 (inclui também o Produzir), e, depois, 2020, estendendose atualmente até dezembro de 2032 PRÓ-INDUSTRIAL
HISTÓRIA
(inclui PROGOIÁS). 2014 – CENSO DOS INCENTIVOS O estudo do Instituto Mauro Borges (IMB) revela que os incentivos possibilitaram que Goiás crescesse acima da média nacional nas duas últimas décadas em razão dos programas. Em média, Goiás cresceu 4,3% ao ano. Isso de 1985 a 2012. Ainda sobre o Censo dos Incentivos, foram 1.669 projetos até 2012 (no Produzir e no Fomentar), com a geração de 200 mil empregos diretos e R$ 41 bilhões em investimentos. 2014 – NOVO VISUAL Na confraternização tradicional de fim de ano da diretoria da ADIAL, foi apresentada a nova logomarca da entidade – aprovada por todos no evento. Nova identidade é base para novo site, serviços e revista PRÓ-INDUSTRIAL. 2014 – ADIAL-LOG A aprovação da Lei do Caminhoneiro foi um dos motivos para se criar um grupo de trabalho na ADIAL para debater a questão logística do Estado e sua relevância para a indústria. Em maio, este grupo se tornaria um braço relevante da ADIAL, a ADIALLOG, com presidente, o empresário Rivas Rezende, e ações para solucionar o gargalo do setor. 2015 – FEF Governo criou o Fundo de Equilíbrio Fiscal, no entanto, se recuou da medida após intensa reação negativa da ADIAL e de diversos segmentos das cadeias produtivas em Goiás. Medida previa uma redução de 10% dos incentivos. Ensaio do PROTEGE. ‘PRÓ-INDUSTRIAL
2015 – MEMBRO DO PRODUZIR Vitória importante da ADIAL foi a inserção da entidade como membro permanente da Comissão Executiva do Produzir. 2015 - CFO PROGRAM A ADIAL passou a implantar, em abril de 2015, o programa da Deloitte CFO Program, uma ferramenta internacional da consultoria para aperfeiçoamento profissional. Em 2017, foi realizada a 3ª edição do programa. Ação deu origem ao pool de compras da ADIAL. 2015 – LOGÍSTICA A ADIAL-LOG já movimenta no seu início de atuação e consegue viabilizar uma ação para reemplacamento de veículos e articula aproximação com auditores do Ministério do Trabalho, buscando levar mais informações aos empresários do setor de transportes. 2015 - MOTORISTA PROFISSIONAL Em maio, ADIAL-LOG realizou 1º Simpósio Goiano Sobre a Lei do Motorista Profissional. O encontro, realizado junto ao Insituto Goiano do Direito do Trabalho (IGT), foi repetido nos anos seguintes. 2015 – CRÉDITO OUTORGADO ADIAL tem pedido atendido. Em julho de 2015, virou lei a simplificação da cessão de crédito outorgado de ICMS para indústria de produto agrícola em Goiás. 2015 – ADIAL CORRETORA DE
SEGUROS ADIAL passa a ter nova unidade de negócios, que é a corretora de seguros. Novo projeto beneficia associado que tem descontos e vantagens diferenciadas. Assim como as demais, ligadas à ADIAL Negócios. No portfólio, seguros de cargas, vida, empresarial, D&O, automóvel, frotas, entre outros. 2016 - A BATALHA DO FUNEFTE ADIAL abre 2016 com um tenso debate com o governo estadual quanto a criação de um fundo estadual que recolhia 10% dos incentivos fiscais para ajuste fiscal do governo. Alegando quebra de contrato com as empresas, ADIAL mostrou – depois de longa e difícil negociação – que medida afastaria indústrias de Goiás e provocaria desemprego. Entidade conseguiu reverter a medida. 2016 – ACORDO DO FUNEFTE Em uma negociação dura, governo estadual e o Fórum Empresarial – com a ADIAL na linha de frente das negociações – fecharam um acordo para acabar com o Funefte. Da forma que foi acordado, garantia um incremento extra de R$ 450 milhões nos cofres estaduais via Protege, mas sem um efeito direto na perda de empresas e demissões, além de garantir a segurança jurídica dos incentivos. 2016 - CARTA ABERTA DO GOVERNO Após polêmica envolvendo o posicionamento da Secretária da Fazenda e ADIAL quanto a visão do Estado sobre os incentivos fiscais, o governo estadual publicou nota 7
HISTÓRIA
Nas próximas páginas, relembramos alguns momentos de várias Diretoria da ADIAL em mais de duas décadas, com alguns de nossos líderes, diretores e associados
esclarecendo que apoia integralmente os programas de incentivos Produzir e Fomentar. Secretária da Fazenda e governador assinaram nota. 2017 – CLUBE DE DESCONTOS ADIAL lança novo serviço ao associado. Depois de amadurecer o produto no pool de compras do CFO Program, a ADIAL Negócio buscou parceiros e soluções especializadas. O Clube de Descontos ADIAL é uma gestora da central de compras, com tecnologia e experiência para reduzir gastos das empresas com compras em larga escala. 2017 – DIA D (STF) Quase duas décadas de 8
defesa dos incentivos – na Justiça, no Executivo e no Legislativo – esteve por um fio de acabar em votação do STF, em março de 2017. Nos minutos finais, com pauta em plenário, os goianos (que inclui a ADIAL) articularam para paulistas tirarem processo – que era certo de derrota. Definições ficaram para o Congresso. ADI movida pelo Estado de São Paulo voltou para a gaveta. Em 2021, ação foi extinta. 2017 – DIA D (CONGRESSO) Nos meses seguintes, no Congresso Nacional, os goianos foram fundamentais na convalidação dos incentivos fiscais. Fato histórico. O desfecho foi favorável com a LC 160/17, da qual a ADIAL foi ativa defensora.
2017 – TCE Associação defende os incentivos fiscais tecnicamente no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que buscava a redução dos programas apresentada pela Secretaria da Fazenda. Mais uma vitória da ADIAL e mais uma certificação de transparência dos programas para a sociedade. 2019 – PROTEGE Novo PROTEGE, desconto nos incentivos promovido pelo governo, é implantado e, desde então, ADIAL promoveu ações para sua redução gradual. Conseguiu minimizar seu alto impacto na competitividade dos incentivos em 2019 e redução temporária entre outubro (2020) a junho (2021). PRÓ-INDUSTRIAL
HISTÓRIA
2019 – SEMINÁRIOS DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO Com atuação ampla e conjunta com sindicato dos trabalhadores e apoio de outras entidades de todo Estado, ADIAL realizou dezenas de seminários e manifestações públicas, inclusive nas ruas, em prol da política de desenvolvimento regional de Goiás – e em defesa dos incentivos fiscais. 2019 – CPI ADIAL realiza atuação técnica a favor das empresas em CPI na Alego, que encerra sem qualquer consequência para industriais e fortalece legalidade dos incentivos. ‘PRÓ-INDUSTRIAL
2020 – PROGOIÁS Entidade atua diretamente nas tratativas e debates para criação do novo programa de incentivos. É integrante do Conselho Consultivo do ProGoiás. 2021 – REFORMA TRIBUTÁRIA Desde os anos 1990, ADIAL participa de debate de mais de uma dezena de projetos de reforma dos tributos no Congresso, buscando justiça tributária, promovendo e financiando estudos que evitem eliminar os incentivos fiscais-financeiros. 2021 – FIM DE UMA ERA Quase duas décadas de defesa dos incentivos – na Justiça,
no Executivo e no Legislativo – esteve por um fio de acabar em votação do STF, em março de 2017. Nos minutos finais, com pauta em plenário, os goianos (que inclui a ADIAL) articularam para paulistas tirarem processo – que era certo de derrota. Definições ficaram para o Congresso. ADI movida pelo Estado de São Paulo voltou para a gaveta. Em 2021, ação foi extinta. 2021 – ATUAÇÃO TÉCNICA A ADIAL mantém atenção constante ao associado e presta assessoramento quase diário – há mais de duas décadas – junto à Sefaz e a outros órgãos governamentais, buscando evitar, entre outras medidas, a redução dos incentivos (antecipações 9
HISTÓRIA
de pagamento do ICMS e sua devolução/FUNEFET/PROTEGE). Já se contabilidade milhares de ações em favor dos empresários. Entre consultas e ações, são mais de 50 atendimentos semanais que vão de dúvidas mais simples, como documentação ou legislação, a consultas para instalação de empresa no Estado e ações que demandam semana ou meses de atuação jurídica. 10
2021 – ADIAL TALENTOS ADIAL lança APP para cadastro de currículos de trabalhadores e vagas de empresas, gratuitamente, para reduzir o impacto da dificuldade de preencher os empregos em aberto no mercado estadual. Plataforma une empresas de todo Estado de forma abrangente.
2021 – IDEALIZAÇÃO DO AGREGO ADIAL busca soluções estratégicas de planejamento estratégico profissional e apresenta ao Governo Estadual, que adotou e assume a condução do AgreGO, plano diretor industrial para o ciclo 20212030. Projeto tem amplo apoio do Fórum Empresarial. PRÓ-INDUSTRIAL
MARKETING
Dante apresenta projeto da Série A do vôlei para indústrias Com mais de duas décadas dedicadas ao voleibol profissional, o ex-jogador goiano Dante Amaral iniciou em 2018 um novo desafio, que hoje já alcança resultados expressivos. Há três anos, Dante criou a Associação Esportiva Vôlei Pró (AEVP), que é uma equipe de alto rendimento no voleibol. Disputou a Superliga B entre 2019 e 2021 e, ainda neste ano, após conquistar o 3º lugar na temporada, será representante goiana na Superliga A – agora com o Goiás Esporte Clube. Nas edições passadas, atuava como Anápolis Vôlei e agora como Goiás Vôlei. O atleta esteve com presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho “Tchequinho”, agora em setembro para apresentar o novo projeto e levar aos filiados da entidade e demais indústrias o potencial de marketing de participar como um dos patrocinadores da equipe goiana na competição.
outras ações de marketing e sociais que podemos desenvolver”, disse Dante. “A ADIAL acompanha a trajetória do Dante, um dos atletas goianos de mais sucesso nas últimas duas décadas, e que deu muito orgulho para Goiás dentro das quadras. Começou sua trajetória de formação dentro dos projetos da indústria do Estado, nas escolas esportivas do Sesi, e tem desenvolvido uma carreira de sucesso como dirigente esportivo. Vamos disponibilizar, aos nossos associados interessados, o mídia kit, que tem várias contrapartidas interessantes e pode ser usado com leis de incentivo ao esporte, legislação que não tem complexidade, dá grande visibilidade e que ainda o empresário local usa pouco – 100% dedutível no Imposto de Renda da empresa”, disse o presidenteexecutivo da ADIAL.
"É um sonho antigo, ver Goiás na elite do voleibol nacional. Defendi a seleção brasileira e conquistei três medalhas olímpicas, um ouro e duas pratas, três Copas do Mundo e sete ligas mundiais. Mas quero fortalecer o Vôlei, no social e no esportivo de alto desempenho, pelo meu Estado"
COMPETIÇÕES Além do campeonato nacional, o Goiás Vôlei disputará o Campeonato Goiano da modalidade e tentará se classificar, por meio da Copa Brasil de Voleibol, para o Campeonato SulAmericano de Clubes. “Vai ser um ano com muitas competições e queremos levar conosco marcas goianas, aproveitando os espaços que teremos nas TVs abertas e fechadas, canais na internet, jornais, programas de esportes, além de interagir com a empresa por meio de palestras, visita entre
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TRIBUTOS
QUE REFORMA TRIBUTÁRIA SE PODE ESPERAR? TRIBUTARISTAS AVALIAM A EVOLUÇÃO DA REFORMA TRIBUTÁRIA E APONTAM 'ARAPUCAS' FLÁVIO RODOVALHO
A falta de diálogo com os setores envolvidos e de clareza sobre quais textos entrarão em votação têm criado um clima de incerteza sobre a reforma tributária proposta pelo Governo Federal. No dia 9 de setembro, de acordo com a Agência Câmara Notícias, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que os parlamentares estão discutindo a segunda etapa da reforma tributária, que unifica em um único imposto, a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), mas não adiantou quando o texto será votado. “A CBS tem suas repercussões, e agora vamos começar a sentar para 12
"A sociedade tem ansiado por uma reforma tributária que simplifique, destrave investimentos e que seja neutra do ponto de vista de alta de carga tributária, gerando mais renda para a nossa economia, aspectos que não são percebidos, por exemplo, no Projeto de Lei (PL) 3.887/2020 que prevê a instituição da CBS, e altera a legislação tributária federal"
ver o texto e atender as demandas e fazer o mais adequado para o País”, disse ele. Questionado se a Reforma Tributária que está no Congresso pode avançar por completo ou apenas alguma fatias, o conselheiro da Adial e tributarista, Flávio Rodovalho, acredita que, a partir dos comentários que têm
sido feitos e das discussões que tem observado, mesmo a reforma fatiada do governo federal, baseada na apresentação de projetos de lei, tem encontrado resistência na sociedade, justamente pela pouca discussão com os setores e com as entidades de classe. Para ele, a evidente oneração da cadeia produtiva que se tem com o projeto da reforma pode ser considerada uma armadilha dos textos propostos. Setores seriam prejudicados com a retirada das desonerações presentes na legislação do PIS e da Cofins, com a vedação da manutenção de créditos no caso das saídas isentas e com a redução dos créditos presumidos que oneram significativamente a cadeia produtiva. Sobre os incentivos estaduais, Rodovalho lembra que não há, até o momento, PLs apresentando interferência em Goiás. "Principalmente porque até agora versam sobre tributos de competência federal. Por outro lado, nas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 45 e 110, em virtude da unificação dos tributos sobre o consumo, a previsão é de reduzir substancialmente os incentivos fiscais, restringindo-os para produtos essenciais, como prevê a PRÓ-INDUSTRIAL
TRIBUTOS
PEC 110, e zerando-os como prevê a PEC 45". Na visão do tributarista, nenhuma das propostas existentes hoje, sejam elas as PECs 45 e 110, ou esses projetos de lei, são reformas aceitáveis. "A proposta de unificação do PIS e Cofins na CBS, de longe, consegue simplificar a sistemática de tais tributos, a começar pelo projeto de lei que possui 54 páginas de alterações normativas. O PL 2.337/2021 que visa reformar o imposto de renda, de todos, é o menos urgente a ser reformado e, mesmo assim, conseguiu o feito de desestimular investimentos, afastando-se do pretendido modelo desenvolvimentista", ressalta. SEM AVANÇOS A revista Pró- Industrial também ouviu a opinião dos tributaristas Sidney Pimenttel e Fernanda Terra sobre qual reforma tributária pode se esperar. Pimentel acredita que não haverá avanços nos textos propostos. O salto dado pela reforma do Imposto de Renda na Câmara, por exemplo, não se repetiria no Senado, e as outras fatias provavelmente não avançarão de forma significativa. "Reforma tributária é, por sua natureza, um arbitramento de perdas e ganhos. Quem irá lidar com esse arbitramento? Não acredito que um governo carente de funcionalidade, liderado por um presidente que fabrica crises semanais, possa assumir esse papel", aponta. Para ele, existem muitas armadilhas para o setor produtivo diante do que pode entrar em votação. A manutenção de um modelo em que mantém dois "impos‘PRÓ-INDUSTRIAL
FERNANDA TERRA
SIDNEY PIMENTEL
"Até agora, ninguém sabe ao certo qual texto foi aprovado. O que temos notícia é tributação de 20% dos dividendos, imposto de renda iria para 18%, CSLL para 1%, o que só traz aumento da carga tributária".
"Porque a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) é um imposto de renda disfarçado de contribuição social, apenas para que estados e municípios não tenham acesso a ele."
tos de renda" apenas para evitar a partilha de um deles é uma delas. Outras "arapucas" seriam o incentivo ao fatiamento das empresas, para mitigar a tributação dos dividendos; e a redução na autonomia dos Estados membros, ao centralizar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Aliás, esse é um dos obstáculos maiores à própria reforma", afirma.
sação; fundo de desenvolvimento regional, essas coisas que nunca funcionaram, até que os governadores, no começo da década de 80 resolveram bancar a chamada 'guerra fiscal'. Ocorreram distorções? Sim. Mas foi a única política de desenvolvimento que efetivamente chegou onde deveria", diz. A tributarista Fernanda Terra também não acredita que passará algum texto da reforma neste ano. A pouca transparência é, para ela, uma dificuldade sobre o tema. Segundo Fernanda, o que se sabe é que a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS) teria o corte de 1 ponto percentual, sairia de 9 para 8, a depender dos cortes de benefícios fiscais de PIS e COFINS e da compensação com a contribuição de mineração.
ESPECTADORES Segundo o tributarista, na hipótese de passar essa fatia com a centralização do ICMS no pacote geral da tributação sobre o consumo, os Estados podem passar a meros espectadores do sistema tributário nacional, atuando no simples papel de arrecadadores. "Fala-se em políticas de compen-
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NEGÓCIOS
Carlos Alberto Oliveira Andrade, um nome para a história do setor automobilístico brasileiro. Fábrica em Goiás é um marco na história da CAOA
CAOA,
O LEGADO DE UM LÍDER CONSELHO DO GRUPO AUTOMOBILÍSTICO CAOA TEM NOVA LIDERANÇA, APÓS MORTE DO FUNDADOR No dia 14 de agosto de 2021, a indústria em Goiás e no Brasil recebeu uma triste notícia: o falecimento do fundador e presidente do conselho do grupo Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade. Com 77 anos, 14
o empresário estava com a saúde debilitada e faleceu durante o sono, ao lado da família. Mas sua história deixa muitos legados para o desenvolvimento industrial e empreendedorismo no País. Foi ele quem atraiu importantes marcas para o portfólio da empresa, como a Ford, a Hyundai, a Caoa Chery e a Subaru. Em Goiás, inaugurou a primeira fábrica montadora Hyundai no País, localizada em Anápolis (GO), em 2007. A Caoa Montadora está estrategicamente localizada no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) para escoamento da produção para uma emergente cadeia
produtiva. É resultado de um investimento inicial de R$ 1,2 bilhão, com capital 100% próprio. São mais de 174 mil m² de área construída, e 1.500.000 m² de área total. Desde 2017, a Hyundai e a Caoa Chery, empresas internacionais, passaram a dividir a mesma estrutura, trazendo mais produtividade e riqueza para o Estado. NOVA LIDERANÇA Izabela Molochesi de Oliveira Andrade é a nova presidente do conselho do grupo automobilístico Caoa. Formada em direito pela Faculdade de Direito do Largo de São PRÓ-INDUSTRIAL
NEGÓCIOS
INCENTIVOS FISCAIS
Francisco, Izabela já tinha participação ativa junto ao conselho, segundo a empresa. Em nota divulgada, ela diz que dará continuidade ao legado do Carlos Alberto, investindo em todos os processos e operações que a marca vem desenvolvendo e com o apoio de mais de 6 mil colaboradores trabalhando para o crescimento da empresa. "Acredito que o fato de eu ser mulher e presidir o conselho será um marco importante para a Caoa e para as mulheres do mercado", afirmou Izabela, que terá ao seu lado no Conselho de Administração, a família e o corpo executivo da empresa. Mauro Correia segue como presidente executivo do grupo, dono de 130 concessionárias das marcas Ford, Hyundai e Subaru, além de ser importador exclusivo das marcas Hyundai e Subaru no Brasil. Seguirá com a responsabilidade de coordenar a gestão de negócios de toda a empresa e seus departamentos operacionais, fazendo o elo com o Conselho de Administração. “Ter Izabela na liderança é algo que tem um impacto maior que o nosso negócio. Acelera uma transformação para o qual a Caoa está preparada. Estamos prontos para seguir este caminho de sucesso, mantendo nossos investimentos no Brasil e seguindo o cronograma de lançamentos, além de toda a estratégia de crescimento estruturada”, comentou o CEO da Caoa. Na Caoa Chery, o CEO permanece sendo Marcio Alfonso. A montadora sino-brasileira disputa atualmente a 10ª posição no mercado de automóveis de passeio e comerciais leves. ‘PRÓ-INDUSTRIAL
LINHA DO TEMPO 1979 - O médico Carlos Alberto de Oliveira Andrade, fundador da Caoa, começa suas atividades no setor automotivo ao adquirir um Ford Landau na concessionária Ford de Campina Grande (PB). A revenda faliu e ele não hesitou em propor que lhe fosse repassada para compensar o pagamento do veículo. Funda, então a Caoa. 1985 - Inaugura suas operações em São Paulo, tornando-se a maior revendedora Ford do País. 1992 - Torna-se importadora oficial e exclusiva da marca Renault no País, após a abertura da importação de veículos, que até então era proibida. 1998 - Passa a ser importadora e distribuidora oficial da Subaru. 1999 - Início da parceria com a Hyundai. 2006 - Torna-se a maior revendedora Ford de toda a América Latina. Importadora e distribuidora exclusiva das marcas Subaru e Hyundai no território nacional. 2007 - Inaugurada a primeira fábrica Hyundai no Brasil: a Caoa Montadora de Veículos, localizada em Anápolis (GO). 2012 - Carlos Alberto de Oliveira Andrade recebe o título de "Distribuidor do Ano" pela matriz sul-coreana Hyundai Motor Company. Primeira vez que o título é concedido a um distribuidor fora da Europa. 2015 - Inauguração do Centro de Pesquisa em Eficiência Energética (CPEE), na planta da Caoa Montadora em Anápolis (GO). Também é inaugurado o primeiro show room de pós-venda, da Caoa Hyundai Premium Services. 2017 - Engenheiro Mauro Correia assume a presidência do grupo. Lançamento da Caoa Chery, nova montadora 100% nacional. 2019 - Caoa Chery fecha o primeiro ciclo de lançamentos e comemora apresentação de quatro novos veículos ao mercado brasileiro em menos de um ano - Tiggo 2, Arrizo 5, Tiggo 5x e Tiggo 7. 2021 - Caoa expande sua atuação empresarial com a Caoa Locadora, ampliação de negócios na área de seguros e lançamento de óleo lubrificante com sua marca, o Supremus.
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AGROINDÚSTRIA
SJC
10 anos de investimentos e empregos
EMPRESA COMPLETA 10 ANOS NO MERCADO AGROINDUSTRIAL, EMPREGANDO MAIS DE 4 MIL PESSOAS E ATUANDO EM VÁRIOS SETORES
Processamento de 10 milhões de toneladas equivalentes de cana-de-açúcar (safra 2020-2021), mais de 4 mil pessoas nas áreas agrícola, industrial e administrativa, somados ao comprometimento com segurança, sustentabilidade e ética formam a história da SJC Bioenergia, que em setembro de 2021 comemora 10 anos. A SJC tem modelo operacional de usinas flex, com processamento de cana-de-açúcar e de milho como matéria-prima para a produção de etanol. É uma das maiores empregadoras e indutoras de desenvolvimento do Sudoeste de Goiás, pagando faixas salariais acima da média na região e oferecendo um pacote atrativo de benefícios. A empresa foi fundada em 2011 e atua com duas usinas: São Francisco, localizada em Quirinópolis (GO), e Rio Dourado, em Cachoei16
SJC Bioenergia é uma das maiores empregadoras do Sudoeste de Goiás
ra Dourada (GO). Foi em 2005 que o Grupo São João construiu a Usina São Francisco, o embrião da empresa. Em 2011, criou-se a SJC Bioenergia, uma Joint Venture entre a multinacional Cargill e o grupo São João. Para entender melhor a história da empresa, o diretor-geral da SJC Bioenergia, Abel Uchoa, explica uma tradição da empresa desde 2014 de nomear as safras de acordo com valores da empresa, como: Segurança, Ética, Compromisso com resultados, Credibilidade, Sinergia e Senso de Propriedade. "Tudo isso consolida nossa missão de transformar cana-de-açúcar e grãos em fonte sustentável de energia e alimento, promovendo o desenvolvimento dos funcionários, clientes, instituições e gerando lucro para os
acionistas. Desta forma, não tenho dúvida, de que estamos prontos para os novos desafios que o futuro nos reserva!", acredita. Para aperfeiçoar o controle e o combate ao fogo no campo, a SJC investe em um projeto de monitoramento remoto das áreas agrícolas para detectar e eliminar imediatamente os princípios de incêndio. Um aplicativo permite atuação em tempo real para detectar o foco de incêndio no início e, assim, tornar mais ágeis e precisas as ações a serem tomadas. “Realizamos treinamento de uma equipe especializada para operar o sistema com equipamentos de última geração, câmeras com alta resolução, visão noturna e zoom óptico digital de até 100 vezes que PRÓ-INDUSTRIAL
AGROINDÚSTRIA
permite o alcance de até 30km”, explica o coordenador de Processos Agrícolas da empresa, Carlos Alberto Rodrigues. A SJC também implantou um novo aplicativo - APP de geolocalização para dispositivos móveis. Essa tecnologia permite visualizar, acompanhar e gerir, em tempo real, as informações relacionadas aos talhões, realizar medições de área e distância, coletar pontos com formulário e é uma ferramenta utilizada para classificar solo, totalmente utilizável no campo de forma off-line. Por meio do GPS do dispositivo, o software permite, com precisão, estabelecer a localização do usuário. QUALIDADE E INOVAÇÃO Tecnologia aliada à inovação contribui para o sucesso da SJC Bioenergia. Um exemplo desse cenário é programa Operador Mantenedor, que capacita os colaboradores com treinamento on-line, no formato de um webinar. O coordenador de Processos de Gestão de Pessoas da SJC, João Paulo Ribeiro do Carmo, afirma que orientar os motoristas sobre a tecnologia embarcada nos caminhões, direção segura e outros tópicos traz redução de custos e melhoria de performance durante a safra. No último ano, a SJC Bioenergia também adquiriu três novas tecnologias focadas no aperfeiçoamento dos processos de contratação e desenvolvimento de funcionários. A Lista de Treinamento Integrada – LTI, software de gerenciamento de treinamentos internos; a Twigo, um ambiente EAD para cursos e treinamentos, e a Gupy, plataforma que faz contratações utilizando inteli‘PRÓ-INDUSTRIAL
SJC tem modelo de usinas flex, com processamento de cana e de milho
gência artificial, de maneira ágil e assertiva. Outro destaque é a recomendação da SJC Bioenergia para a Manutenção da Certificação da ISO9001:2015 multi-site. “Receber, mais uma vez, a recomendação de certificação demonstra o nosso comprometimento com a qualidade dos processos da empresa”, afirma Marise Longhi, supervisora de Qualidade. No mês de agosto, o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho "Tchequinho", ao lado do secretário-geral do Governo, Adriano da Rocha Lima, e do presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), André Rocha, realizaram uma visita técnica em todas as instalações da Usina São Francisco, da SJC Bioenergia, em Quirinópolis (GO). Oportunidade em que puderam ver de perto o volume de
emprego criado pela empresa com colaboradores de várias cidades da região do Estado e os programas adotados para qualidade dos produtos. Segundo o presidente-executivo da Adial, além do todo trabalho já executado, estão previstos novos investimentos a serem realizados pela empresa, o que significa mais agregação de valor para a indústria em Goiás. "Quirinópolis era uma região de solo, de pastagens degradas anos atrás. De lá pra cá, com a cana-de-açúcar, há uma produtividade bastante alta, com rendimentos muito bons de açúcar e etanol", conta Edwal, que também destaca a produção de etanol na empresa por meio do milho. "Ficamos impressionados, aquele milho que seria exportado e vendido para outros Estados sem agregação de valor, com pouca arrecadação nas vendas interestaduais, transformado em um produto que tem uma alíquota alta, o etanol, e que gera milhares de emprego." Outra produção que chamou a atenção do presidente-executivo da Adial é do DDG (dry distillers grains, ou grãos secos por destilação), co-produto gerado a partir do etanol de milho e concentrado de proteína usado para alimentação de animais, como bovinos, de leite ou de corte, aves e suínos. "Pela própria vocação da região, o DDG tem atraído um número grande de confinamentos de bovinos de corte, quase 200 mil bois, o que não era viável antes dessa possibilidade de alimentação. Esse tipo de indústria, que agrega valor, é o que precisamos continuar atraindo para Goiás". 17
TRABALHO
EMPREGOS
CADASTRE O CURRÍCULO NO APP DA ADIAL Lançado no segundo semestre de 2021, o programa Adial Talentos está em fase de captação de currículos. Ao fortalecer o banco de dados, a Associação atuará como uma ponte entre as indústrias goianas, que têm vagas abertas de trabalho e precisam de profissionais capacitados, e os trabalhadores de diferentes áreas de atuação. Os interessados podem cadastrar os currículos para concorrer às vagas de mais de 100 empresas associadas à Adial, por meio do aplicativo Adial Talentos, disponível para celulares dos sistemas iOS e Android. Segundo o coordenador do programa, Alfredo Santana Rocha, mais de 200 trabalhadores fizeram o cadastro no aplicativo e os encaminhamentos para as vagas de trabalho foram iniciados. A intenção é contribuir, de forma ágil e eficaz, com os processos de recrutamento e seleção das indústrias associadas à Adial. No mês de agosto e setembro, o programa foi apresentado a alunos e professores de unidades Sesi Senai, parceiros do Adial Talentos. No dia 16 de agosto, a apresentação foi realizada na unidade Sesi Senai Dr. Celso Charuri, em Aparecida de Goiânia (GO), para 52 alunos e professores. Já no dia 1º de setembro, o coordenador Alfredo Santana esteve na unidade do Senai, em Anápolis (GO), para repassar 18
COMO CADASTRAR? 1. Baixe o aplicativo Adial Talentos, disponível para IOs e Android. 2. Na página inicial, será solicitado CPF, telefone e campo para gerar uma senha. Após o envio de SMS de confirmação, o cadastro é aprovado. 3. Edite seu perfil e clique em "procurar emprego". Será necessário apontar o cargo pretendido, de acordo com lista da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). 4. Selecione em qual cidade deseja atuar (lista de 246 municípios goianos). 5. Preencha o campo em que descreverá sua experiência profissional, comprovada ou não em carteira. - No caso das empresas que irão cadastrar as vagas, o mesmo processo será realizado, com identificação do cargo a ser oferecido, se a vaga é destinada à Pessoa com Deficiência (PcD), cidade e se há necessidade de experiência.
informações sobre o programa aos estudantes e corpo docente dos cursos de mecânica industrial, processos químicos, automação e técnicos em segurança do trabalho.
As palestras nas unidades Sesi Senai fazem parte de uma série de ações programadas para ampliação do banco de currículos. "Atenderemos duas demandas: das indústrias goianas, que precisam preencher as vagas de trabalho com mão de obra qualificada, e das instituições técnicas de ensino, que precisam inserir seus alunos no mercado como profissionais", ressalta Alfredo. O presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho "Tchequinho", explica que o Adial Talentos foi desenvolvido para ser suporte ao Recursos Humanos (RH) das indústrias e cumpre a missão da entidade de atuar na redução de gargalos apontados por seus associados, como a dificuldade de contratação para segmentos industriais, como de automação e tecnologia da informação. Ele destaca que as indústrias são o segundo setor em carteiras assinadas no Estado, com aproximadamente 305 mil empregados. "Se considerarmos que o setor de serviços, primeiro lugar, terceiriza pelo menos 100 mil trabalhadores para a indústria, temos mais de 400 mil famílias ligadas ao emprego industrial em Goiás. Vagas preenchidas vão contribuir para esse número aumentar ainda mais", afirma. PRÓ-INDUSTRIAL
PLANEJAMENTO
AGREGO
TEM GOVERNANÇA DEFINIDA
Planejado para agregar valor e desenvolver o setor industrial de Goiás nos próximos 10 anos, o programa AgreGO já tem seu modelo de governança definido, encabeçado por um comitê executivo e por lideranças do projeto. O AgreGO foi instituído pelo Governo de Goiás no mês de julho de 2021 com a cooperação da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado (Adial), das demais entidades do Fórum das Entidades Empresariais e é desenvolvido em parceria com a Magno Consultores. Esta que tem o objetivo identificar gargalos e ‘PRÓ-INDUSTRIAL
propor soluções de curto, médio e longo prazos para aumentar a atração de novos negócios para o Estado. O Comitê Executivo do AgreGO será composto pelo Governador do Estado de Goiás, quatro secretários do governo estadual, quatro empresários, dois representantes do Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária em Goiás (Fundepec Goiás) e por um sócio-diretor da Magno Consultores. O empresário, Nelson Vaz Hacklauer, o secretário-Geral de Governo de Goiás, Adriano da Rocha Lima e o presidenteexecutivo da Adial, Edwal Portilho
"Tchequinho" serão as lideranças do projeto. Também será estabelecido um Project Management Office (PMO), dirigido pelo subsecretário-Geral da Governadoria, Leonardo Lopes Saad, e pelo consultor da Magno, Roberto Kunioshi. De acordo com o modelo de governança definido, o Comitê Executivo e as lideranças terão equipes dedicadas de apoio interno do setor privado e do Estado, assim como uma equipe da Magno Consultores. No caso setor privado, a equipe dedicada será composta por representantes do Fórum de Entidades Empresariais que atuam em segmentos como o sucroenergético, fármaco, soja e milho e também por representantes do Fundepec Goiás, ligados aos produtores de aves, lácteos, suínos e bovinos. O AgreGO prevê ações a serem executadas até 2030, por meio de plano estratégico, com objetivo de estruturar, de maneira sustentável, avanços para geração de renda e emprego em todo território goiano. A linha de atuação prevê identificação das competências regionais e de análise dos fatores determinantes para a competitividade dos setores escolhidos. Serão analisados também os índices de risco para a realização de investimentos e aporte em programas governamentais de ações que visam ampliar a competitividade das empresas, para assegurar o aumento da sua participação no cenário nacional e global. 19
MARKETING & PRODUTOS
Coca-Cola
Qualy Qualy, marca da BRF, firmou o compromisso de compensar 100% de seus potes de margarina e manteiga. A marca se compromete com o seguinte: para cada pote de Qualy que vai para a mesa do consumidor, a mesma quantidade do material da embalagem é reciclada. Para viabilizar a iniciativa, a marca conta com parceria da Eureciclo, maior certificadora de logística reversa de embalagens do Brasil, e juntas preveem coleta de oito mil toneladas do material por ano.
A Fanta quer exaltar o espírito do Halloween ao falar de magia e mistério. Para isso, a marca apresenta uma edição especial, com novo design dos rótulos e um “sabor misterioso”. O desenho de uma abóbora representa a Fanta Laranja; o Yeti (abominável homem das neves) representa a versão uva; o Ogro está presenta nos rótulos do sabor guaraná. O fantasma representa a nova Fanta Mistério, com um sabor ainda não divulgado. A novidade tem embalagem totalmente preta em latas (310ml e 350ml)e garrafas de PET (500ml e 600ml), e ficará no mercado por tempo limitado. “Fanta vem construindo uma conexão muito forte com a diversão”, diz Pedro Abondanza, diretor de Marketing da Coca-Cola Brasil.
Kibon A Kibon apresenta seu primeiro sorvete vegano em pote, o Kibon Deliciosamente Vegano, sabor chocolate com pedaços de avelã. O lançamento chega ao mercado em embalagens de 800 mililitros. O produto é zero lactose e conta com o selo da Sociedade Brasileira Vegetariana (SVB), garantindo que é livre de ingredientes de origem animal. "Kibon é uma marca que há mais de 80 anos está em constante inovação, conectada com o paladar dos brasileiros. Deliciosamente Vegano atende à crescente demanda por produtos saudáveis e que buscam cada vez mais um sorvete diferenciado e único”, diz Giovanna Aranha, gerente de Kibon para categoria de potes. 20
Seara A Seara lança uma nova linha de edição limitada, a Seara Super Picante. Com seis opções, a marca foi buscar as melhores pimentas do mundo para criar pratos com picância especial. A linha tem diferentes graduações de pimenta,uma nova opção no segmento de pratos prontos congelados, empanados e salsicha. Lasanha Bolognesa com Jalapeño, Mac & Cheese Calabresa com Jalapeño, Pizza Calabresa com Jalapeño, Iscas de frango com Mix de Pimentas, Burrito TexMex com Chilli e Salsicha Chipotle Dog surpreendem com pimentas originárias do México, Brasil, África e continente indiano. PRÓ-INDUSTRIAL
Nestlé
A Nestlé lança a primeira bebida láctea com leite condensado. Moça Frapê Sabor Morango chega ao mercado no centenário da marca no Brasil. A novidade tem edição limitada, com distribuição nacional para completar o portfólio de bebidas sazonais da Nestlé. “Moça Frapê é a combinação perfeita do sabor inigualável de Moça com leite e morango”, conta Daniele Mendonça, Gerente de Bebidas Prontas da Nestlé.
GSA
A Dona Raiz, marca da GSA Alimentos, amplia a linha de temperos em pó em potes. A pedido do consumidor as versões carne saborosa e alho e cebola ganham novas embalagens, que permitem mais facilidade e agilidade no momento de servir, com um dosador e uma porção maior. Os produtos são comercializados em potes de PET com 50 gramas cada e são sem gordura e sem glutamato. Segundo o gestor da marca, Murilo Spada, os temperos são um incremento nas receitas do dia a dia e esse formato facilita o uso. “O brasileiro gosta de comidas bem temperadas”, explica.
adialgoias
Heinz
Pensando em evidenciar o principal ingrediente do ketchup, a Heinz convida os consumidores a conhecerem parte do seu sabor em casa um rótulo do produto. O rótulo traz as “Heinz Seeds”, sementes dos tomates Heinz. A ação faz parte da campanha “Primeiro Tomate”, desenvolvida pela Agência Africa. Espaço de divulgação de ações de marketing e lançamento de produtos e serviços de empresas associadas. Para participar, envie texto e imagens para proindustrial@adial.com.br. ‘PRÓ-INDUSTRIAL
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REDES SOCIAIS DA ADIAL
Acompanhe a ADIAL nas redes sociais. Além do Facebook, onde ADIAL e ADIAL-LOG já estão presentes há quase dois anos, passa agora a contar com o Instagram e LinkedIn, com a proposta de divulgar mais as ações, reuniões e eventos da entidade e da Diretoria, além dos benefícios alcançados com o Clube de Compras da ADIAL, ADIAL Corretora de Seguros, ADIAL Negócios e ADIAL Social. Siga, curta e compartilhe nosso conteúdo e fortaleça o setor industrial. 21
REFORMA SETORIAL
Jalles Machado e Sifaeg em ações pelo "Unidos pela Vacina" INTEGRANTES DO MOVIMENTO UNIDOS PELA VACINA, EMPRESAS E ENTIDADES GOIANAS FAZEM DOAÇÕES A MUNICÍPIOS DO INTERIOR Empresas goianas têm participado ativamente do Unidos pela Vacina, movimento da sociedade civil que reúne centenas de entidades, empresas, associações e ONGs, unidas por um único propósito: tornar viável vacinar todos os brasileiros. A mobilização surgiu por iniciativa do Grupo Mulheres do Brasil, liderado pela empresária Luiza Helena Trajano, para engajar a sociedade, em conjunto com empresários de todo o Brasil. Em Goiás, a Jalles Machado integra o movimento e, no mês de agosto, para apoiar a vacinação, realizou a doação de equipamentos hospitalares para quatro municípios: Goianésia (GO), Vila Propício (GO), Santa Rita do Novo Destino (GO) e Santa Isabel (GO). Foram entregues unidades de álcool em gel, leitores de temperatura, oxímetros e ventilador cardiorrespiratório. Os municípios goianos informaram ao movimento os insumos que precisavam e a Jalles, entre as empresas participantes, conseguiu atender parte das demandas. “A Jalles Machado, sempre com esse olhar social, vem contribuir com a comunidade. Estamos felizes em apoiar as prefeituras da nossa região na vacinação, porque acreditamos que a vacina é o melhor caminho para vencermos essa pandemia”, ressaltou o diretor-presidente, Otávio Lage de Siqueira Filho, 22
PAINEL LEGISLATIVO 16
Jalles Machado atende demanda de municípios por insumos para vacinação
também presidente do Conselho de Administração da ADIAL. O secretário municipal de Saúde de Goianésia, Rafael Cardoso, agradeceu a doação: “Esse apoio é importante para o município. Recebemos da Jalles muitos insumos de combate à covid-19, aparelhos caros, grande quantitativo de álcool 70 que vai beneficiar toda a população. Agradeço à empresa pela parceria”, reconheceu. APOIO À COMUNIDADE O Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg), que representa as usinas sucroenergéticas em Goiás, também participa efetivamente a campanha de vacinação contra a Covid-19 no Estado, por meio de doações de equipamentos como termômetros, seringas, agulhas, caixas térmicas, máscaras e
câmaras de refrigeração. Parceiro do movimento Unidos Pela Vacina, o sindicato tem o intuito de atender demandas apresentadas por prefeituras das regiões onde as usinas estão instaladas. São aproximadamente 70 municípios beneficiados. O presidente-executivo do Sifaeg, André Rocha, ressalta que a doação é mais uma iniciativa das usinas goianas em apoiar efetivamente a comunidade. “Temos um grande desafio para vencer essa pandemia e nossas associadas estão atuando para ajudar a dar aos municípios a estrutura necessária para avançar na vacinação da população. Além desses equipamentos e artigos hospitalares, desde o começo da pandemia até agora já doamos mais de 700 mil litros de álcool 70% para o governo do Estado e prefeituras”, afirmou. PRÓ-INDUSTRIAL
Encontro de líderes sindicais na ADIAL
Líderes sindicais trabalhistas estiveram na ADIAL para conhecer o aplicativo
A ADIAL recebeu, no dia 13 de setembro, líderes e representantes de sindicatos, federações e centrais de trabalhadores para apresentação de dois programas: o ADIAL Talentos - ferramenta que auxilia as empresas associadas à ADIAL na seleção e recrutamento de profissionais, a partir de um
banco de currículos, em que qualquer pessoa pode fazer o cadastro gratuitamente; e o AgreGo - lançado pelo Governo de Goiás com apoio do Fórum de Entidades Empresariais para agregação de valor para o setor industrial de Goiás, identificando gargalos e propondo soluções aumentar a
PAINEL LEGISLATIVO
A equipe técnica da ADIAL acompanhará tramitação de Projetos na Assembleia Legislativa e vai atualizar a cada mês neste painel que trará detalhes do projeto, autor, ementas e tramitação. Siga nossa coluna na revista.
atração de novos negócios para o Estado. Participaram do encontro representantes da Fessmego, FTIEG, CTB Goiás, STIAG e Força Sindical Goiás, com a presença também do presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho “Tchequinho”, e equipe de colaboradores da associação. "Parabenizo a iniciativa Adial Talentos. Em momento de crise econômica, grande índice de desemprego no País, uma oportunidade para o fomento ao emprego de trabalhadores e trabalhadoras do nosso Estado, do nosso País" - Railton Nascimento Souza, presidente da CTB Goiás. "Parabenizo pelo maravilhoso projeto do Adial Talento que vem convergir com a dificuldade que temos hoje no Brasil e no Estado de Goiás que é a ocupação dos postos de trabalho. Estamos firmes com a Adial neste projeto" - Rherman de Souza Pires, secretário-geral da Força Sindical Goiás. "O ADIAL Talentos vem ao encontro à necessidade dos trabalhadores. As empresas tem os empregos, mas os trabalhadores têm dificuldade em encontrá-los. A Adial nos convidou e com certeza, vamos participar" - Adilson Santana, diretor da FTIEG. "Vamos colaborar com o que for possível com essa integração do trabalhador à procura de uma colocação, encontrando essa vaga de trabalho. Será muito proveitoso para quem está desempregado. Ótima oportunidade,estamos juntos" - Ana Maria da Costa e Silva - representante da STIAG. "Parabenizar a Adial pelo trabalho de inclusão social com o Adial Talentos, de colocar nossos trabalhadores nas empresas para trazer o progresso para o Estado de Goiás" - Sandro Valverde, presidente da Fessmego.
‘PRÓ-INDUSTRIAL PRÓ-INDUSTRIAL
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CULTURA
EXPEDIÇÃO NA TRILHA CAMINHO DE CORA REFORÇA AÇÕES PARA FORTALECIMENTO DA ECONOMIA De 13 a 21 de agosto de 2021, a "Expedição Desafiando Limites", realizada na trilha Caminho de Cora, mostrou que é possível fortalecer a pequena e média empresa com políticas públicas e suporte do setor produtivo que deem autenticidade à economia local. Com apoio da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), de outras entidades e empresas goianas, o Governo de Goiás convidou o ultramaratonista Márcio Villar - Recordista do Caminho de Santiago de Compostela, em 2017 - para percorrer a pé mais de 300 quilômetros do Caminho de Cora e ministrar palestras por oito municípios pelos quais passa a trilha, contando sua história de superação no esporte. Durante a passagem do ultramaratonista, foram realizadas ações sociais nos municípios e povoados visitados, em uma soma de união de diversas pastas da administração do Governo de Goiás e de parceiros como as empresas La Terre, Picaranjuba, Enel, Boua, Praya, SuperFrango, além do Sebrae Goiás. Diversas equipes também visitaram produtores rurais e empreendedores da região para cadastro em linhas de crédito da Goiás Fomento. Outra ação foi a realização de cursos de capacitação, voltados para negócios e cultura, com temas como de produção de laticínios, de horticultura, empreendedorismo, gestão de negócios, envolvendo 24
Empresas filiadas à ADIAL estão entre apoiadoras do projeto, que fortalece a região
CAMINHO DE
CORA pastas estaduais como a Goiás Turismo, Secretaria-Geral da Governadoria, Secretaria da Retomada, Cultura e Emater. Foram também realizados serviços de atendimento, consultoria, cadastro e treinamento de artistas e trabalhadores da área de cultura sobre os novos editais da Lei Aldir Blanc, além de uma busca ativa de proponentes das regiões que queiram pleitear o recurso. "As empresas de grande porte são de fato muito importantes para formar um ambiente de negócio mais consolidado, atrair centenas de negócios no seu ecossistema, gerar milhares de empregos. Convergente a esse desenvolvimento industrial temos centenas de políticas de expansão que fortalecem a pequena e média empresa e, outras, vão além, engradecem a economia local, ao Estado. Iniciativa como as ações realizadas no Caminho de Cora é
uma delas", acredita o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho 'Tchequinho'. A implementação do Caminho de Cora, homenagem à poetisa Cora Coralina, foi retomada em 2017 pela Goiás Turismo, viabilizando a inclusão dos Parques Estaduais e outras Unidades de Conservação no roteiro, mobilizando as comunidades locais. O roteiro Caminho de Cora Coralina se encontra, em 2021, consolidado, atendendo aos caminhantes e ciclistas com pousos e alimentação ao longo de todo o seu percurso. Foi também formalizada a Associação Caminho de Cora Coralina com mais de 30 empreendedores, colaboradores e voluntários que oferecem apoios em diversas áreas, cumprindo a missão de transformar o Caminho de Cora Coralina num roteiro de história, natureza, gastronomia e poesia. PRÓ-INDUSTRIAL
FOCO NA ENERGIA
Paulo H. Magalhães
CRISE HÍDRICA E ENERGÉTICA Passamos pela pior crise hídrica dos últimos 91 anos, com reservatórios batendo recordes de menores volumes registrados, superando o “apagão” do ano de 2001. O temor é que as medidas não sejam suficientes para atender a demanda decorrente da retomada da economia pós-vacina e pelo aumento sazonal do consumo de energia que ocorre sempre a partir do mês de agosto. A atual situação de crise hídrica e energética do País é tão séria que há risco real de sofrermos apagões e racionamento compulsório no mês de novembro deste ano, tanto que novas medidas emergenciais foram sugeridas e estão sendo implantadas pelos órgãos responsáveis na tentativa de conter o pior cenário. Faço aqui uma analogia para expressar a atual situação por que passamos: imagine que você esteja com seu automóvel em uma rodovia cujo destino esteja a 1000 km de distância, o próximo posto de combustível está a 100 km e seu carro tem autonomia de apenas 90 km. Imediatamente você começa a adotar medidas para alcançar o posto, desliga o ar-condicionado, desce os declives em “banguela”, viaja à noite pois o consumo é menor, contando até com a fé e a ajuda divina para chegar ao destino e para que o próximo posto tenha combustível para reabastecer seu veículo. MEDIDAS EXCEPCIONAIS No último dia 24 de agosto, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), órgão criado e pelo MME e ANEEL, afirmou que há relevante piora das condições hídricas e dos reservatórios do País, sendo necessário manter as medidas em vigor e adotar novas excepcionais, a fim de evitar o racionamento. Temos até aqui as como principais ações sugeridas pelo CMSE: Uso dos estoques hídricos armazenados; Flexibilização de operação e dos limites de armazenamento dos reservatórios e vazão das usinas hidrelétricas; Flexibilizações temporárias das regras de operações; Flexibilização dos limites de segurança das linhas de transmissão do Norte e Nordeste para transportar mais energia para o Sudeste e Centro-Oeste; Programa de incentivo e compensação financeira para que grandes consumidores e eletrointensivos desloquem seu consumo para fora do horário de ponta; Programa de incentivo e desconto financeiro para consumidores residenciais; Acionamento de termelétricas adicionais e sem contratos vigentes de comercialização; Previsão de contratação de usinas reservas; Aumento de importação de energia do Uruguai e Argentina. VOLUME MORTO Informações do Operador Nacional do Sistema (ONS) apontam que se todas as medidas emergenciais adotadas forem bem sucedidas, os reservatórios do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste chegarão a 10,3% de capacidade em novembro, caindo para 7,5% caso não sejam efetivas. Este Subsistema além de possuir o maior consumo de energia, é responsável por 70% da geração do país, e nele estão os reservatórios com níveis mais críticos incluindo os da Bacia do Rio Paraná.
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LEITURA EMPRESARIAL CASE AMAZON
O que faz da Amazon a empresa recordista em crescimento e lucratividade? Seu sistema de gestão. Neste livro, você aprenderá que também pode adotá-lo, não interessa o tamanho do seu negócio ou a sua posição dentro de uma empresa. O autor best-seller Ram Charan e a coautora Julia Yang mostram que, a partir de seis fundamentos básicos, você pode aplicar o Sistema Amazon, o método definitivo que gera valores extraordinários tanto para clientes quanto para investidores.
DEDIQUE-SE DE CORAÇÃO
A história da Starbucks não é apenas um registro de crescimento e sucesso. Ela conta também como uma empresa pode ser construída de maneira diferente. Em Dedique-se de Coração percebemos que uma empresa pode, sim, funcionar com o coração, nutrir a alma e ainda dar lucros. Neste livro, vemos que é possível, a longo prazo, oferecer valor aos seus acionistas sem sacrificar a crença central de que se deve tratar os funcionários com respeito e dignidade, tanto porque a Starbucks tem uma equipe de líderes que acreditam que isso é o certo, quanto porque essa é a melhor forma de se fazer negócios.
COMUNICAÇÃO: O DESAFIO
O vasto painel desta obra que examina o fenômeno da comunicação
O Ministério das Minas e Energia inclui osreforçou aspectos não verbais, os da persuasão, os sistemas e canais dos animais, a arte teatral e a de falar em público, entre outros temas espedamente a campanha de Consumo Consciente cialmente em nossos dias. Energia e Água, lançada em janeiro de importantes 2021. o momento da criação da campanha ainda a a expectativa de que as chuvas pudessem ompor boa parte dos reservatórios, mas a ectativa foi frustrada pelo pior período de ASDAFSDFASDFASD a dos últimos 90 anos. O material de caráter FDASDF cativo, que está no ar nos sites oficiais e redes DO DINHEIRO PSICOLOGIA Sasafdsds ais do MME e Governo Federal, foiA forma dirigido como lidamos com o dinheiro ― finanças pessoais, investimentos, decisões de negócios ― costuma ser explicada como um campo puramente matemático, no qual dados consumidores residenciais, apresentando e fórmulas nos dizem o que fazer. A verdade, porém, é que grandes decisões monetárias não es práticas do dia a dia que podem auxiliar na são tomadas diante de uma planilha, mas durante jantares com a família e reuniões com os ução do consumo principalmente nos horários colegas de trabalho. Além disso, cada decisão é um reflexo da história pessoal e das dificuldamaior demanda. des enfrentadas pelo indivíduo que a tomou.
GERÊNCIA E QUALIDADE NA INDÚSTRIA
Hoje, qualidade não é mais um diferencial competitivo, mas condição fundamental para se manter no mercado. Este livro aborda o tema qualidade com foco na indústria alimentícia, criando uma sinergia entre os conceitos de gerenciamento de qualidade total (TQM) e análise de perigos e pontos críticos de controle (APPCC).
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PRÓ-INDUSTRIAL
OPINIÃO
Avanços do AgreGO e o olhar no futuro Cada sociedade se forma e desenvolve com suas forças e com sua capacidade de produzir. Opções de modelos mais complexos, que envolvem educação e tecnologia, como os Tigres Asiáticos, exigem muitas décadas de estruturação cultural voltada para alta complexidade econômica. Outros modelos e mais tradicionais, como ocorre no Brasil, se dão por força das suas vocações econômicas, no início, e vão se aprofundando. Goiás é um exemplo claro. Com forte produção agropecuária, formou sua história econômica em volta de produtos que vinham do campo, grãos e carnes, principalmente. Por mais de um século, só plantava, colhia, consumia uma parte e vendia a outra. Produtos in natura e pouco elaborados geram pouca receita para reinvestir na produção. Nas últimas décadas, dois fenômenos fortes em Goiás: primeiro, a industrialização, e, em seguida, a exportação. São duas revoluções na economia goiana. O fluxo de comércio internacional (exportação mais importação) é do mesmo tamanho ou maior que o comércio interno, e a indústria goiana hoje responde por quase um quarto do PIB e mais de 1,6 milhão de empregos diretos e indiretos. Goiás foi beneficiado por sua política interna de incentivos fiscais, que profissionalizou nossa produção, gerou empregos de maior valor agregado e mais qualificação, atraiu faculdades e interiorizou o desenvolvimento econômico. Em volta das grandes indústrias, cidades foram reinventadas. ‘PRÓ-INDUSTRIAL
Mas já são quase cinco décadas de incentivos fiscais (começaram nos anos 1970, no governo Leonino de Ramos Caiado) e, desde então, o processo de produção e expansão contínuo foi se dando com indução e união dos setores público e privado, mas sem um plano diretor que programasse o futuro – mesmo porque a factualidade era proeminente por conta da necessidade de consolidação dos programas e das disputas judiciais, legislativas e executivas entre Estados. É uma evolução continuada. Da década de 1970, indústria incipiente, à sétimo maior parque industrial do País e quinto maior em geração de empregos, passou muita água debaixo da ponte. Se reinventar e dar passos disruptivos na indústria é nossa característica. O AgreGO é o novo passo. Um projeto pioneiro no Brasil em que um Estado toma a atitude de realizar sua política industrial de longo prazo, um plano diretor da indústria. O Agrego vai planejar, profissionalmente, com especialistas mais renomados do País, o setor industrial de Goiás no ciclo 2021-2030. Apesar de muito recente, pois foi anunciado no início de julho pelo governador Ronaldo Caiado, o projeto já tem números robustos e animadores. O AgreGO, idealizado pela ADIAL em conjunto e apoiado em peso pelo Fórum Empresarial de Goiás, e conduzido pelo governo estadual, que é o agente econômico responsável por planejar e direcio-
nar o desenvolvimento do Estado, já tem mais de 50 empresas do setor produtivo goiano integradas aos estudos do programa. A iniciativa encontra-se na fase de mapeamento de cenários prospectivos e trabalhos estão sendo executados pela Magno Consultores. Nesta fase de Estudos, que vai até o início de 2022, os consultores vão destrinchar todos os números do setor e coletar informações e dados detalhados por segmentos, tanto no setor privados quanto público. Todos os dados serão comparados com a realidade estrutural da economia goiana e também com a realidade de cada setor no âmbito nacional. Serão identificados potenciais ganhos de empregos, investimentos, tributos e competitividade da produção local para oito macro-setores. Isso é planejar com várias mãos, pensar com várias cabeças. É a transformação (espírito maior da indústria) de ideia em valor. Vamos poder nos conhecer melhor, dialogar com inteligência, superar pequenos e baixos debates e desvencilhar de tabus e preconceitos. Se a Coreia do Sul tivesse deixado de evoluir um dia sequer, não teria direcionado, como o fez, a indústria com suas inovações em vários setores de tecnologia e automotivo. Vamos seguir modelos grandes e alcançar o melhor para nossa sociedade. O AgreGO abre a janela do futuro e nos dá condições de escrever uma história de uma sociedade que acredita no seu futuro, na sua gente.
EDWAL PORTILHO 'TCHEQUINHO', presidente-executivo da ADIAL
1927
TRANSPORTE
Falta contêiner no mercado: preço médio para aquisição subiu de US$ 1,8 mil, preço do ano passado, para valores de US$ 7 mil a US$ 8 mil
FRETE E OS ENTRAVES PARA
EXPORTAR
ESCASSEZ GLOBAL DE CONTÊINERES ATINGE OPERAÇÕES DE INDÚSTRIAS BRASILEIRAS
Desde o início da pandemia de covid-19, em 2020, as frequentes paralisações de operações têm resultado em uma crise internacional dos portos. Empresas e indústrias enfrentam dificuldades em encontrar contêineres para o transporte de insumos e mercadorias, devido às interrupção de algumas rotas marítimas, e consequentemente, à desorganização no processo logístico mundial, resultado de alta demanda por medicamentos, mercadorias e equipamentos hospitalares, o que modificou a rotina do 28
mercado. O setor de agropecuária, por exemplo, é afetado diretamente na exportação de carnes, que depende de contêineres refrigerados. Com o mercado aquecido e a alta demanda, os custos também aumentaram significadamente. Segundo previsão da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o preço médio para aquisição de um contêiner atualmente é de US$ 7 mil a US$ 8 mil ante US$ 1,8 mil em igual período do ano passado. Para o CEO do Fórum Nacional de Logística e Infraestrutura Portuária - Brasil Export, Fabrício Julião , a escassez de contêineres, o aumento dos fretes marítimos e os reflexos negativos causados pela pandemia colocaram em alerta os profissionais que atuam no universo da navegação e da logística no mundo todo. "No Brasil não é diferente, e os desdobramentos são assuntos
recorrentes nas conversas que mantenho com as lideranças do setor." O assunto foi tema das atividades do Encontro Nacional de Autoridades Portuárias e Hidroviárias (ENAPH), que faz parte da programação do Fórum Brasil Export, realizado em Brasília (DF), nos dias 28 e 29 de setembro. Além de dirigentes portuários, o evento contou com a presença de integrantes da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Segundo Julião, os reflexos dessa crise já podem ser notados no dia a dia dos brasileiros, na prateleira do supermercado. "As rotas de importação foram muito impactadas e o custo do transporte chega a ser três vezes maior do que o valor custeado antes dessa crise. Precisamos dialogar e atuar nos entraves que estão ao nosso alcance." PRÓ-INDUSTRIAL