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REVISTA DE NEGÓCIOS DA ADIAL
Julho de 2021 - ANO XIII
Aplicativo Adial Talentos oferece a oportunidade de cadastro de currículo de forma gratuita e contribui para que processos de seleção e recrutamento de mais de 100 empresas associadas à Adial ocorram de forma mais ágil e eficiente, a partir do direcionamento de profissionais qualificados.
EDITORIAL A DINÂMICA DA ADIAL
A economia é dinâmica e podemos dizer, cada vez mais, a ADIAL segue no mesmo dinamismo. Nesta edição da Pró-Industrial, a 128ª, a distribuição da pauta de julho mostra o quanto a entidade tem caminhado ao lado do empresário, fazendo a leitura correta de suas necessidades e demandas. Entre outras ações, temos conteúdo que destacam a ADIAL Talentos, estudo sobre a CBS, avanços do AgreGO, participação no Fórum de Exportação em Rio Verde, entre outras demandas tributárias e desenvolvimentistas que a entidade atuou durante todo mês. A matéria de capa é sobre a aplicativo ADIAL Talentos, um gargalo que a entidade identificou e, de forma autônoma, desenvolveu uma solução que contribui para minimizar a dificuldade de localizar e encaminhar mão de obra qualificada. A alta taxa de desemprego esconde uma realidade, quando tem vagas com maior nível de qualificação, estas ficam abertas por muito tempo. Com o aplicativo, sem custo para as empresas e para os trabalhadores, cruzam-se demandas do mercado de trabalho com currículos cadastrados em todo Estado, identificando e aproximando os profissionais que buscam empregos das empresas que estão com vagas em aberto. Outro ponto alto da revista é o Caderno Especial sobre os impactos da reforma tributária que está no Congresso Nacional e seus efeitos para setores importantes na economia goiana quanto ao emprego, receitas, tributos e até mesmo riscos reais de desindustrialização. Em um trabalho inédito, com números elaborados por cada setor, estudo da ADIAL contou com um trabalho de arte da Cantagalo, entregando um conteúdo diferenciado sobre o tema. Entre tantos assuntos importantes no mês e na edição 128, destaca-se também o a participação da ADIAL no Fórum Centro-Oeste Export, ocorrido em Rio Verde, cidade que completou na última semana 173 anos e se mantém há décadas como destaque nacional da agroindústria brasileira. Na sequência, ADIAL aproveitou para participar da inauguração do terminal da Rumo na cidade, que recebeu investimentos de R$ 390 milhões nesta fase de construção, para a operação logística de grãos e farelo de soja. São aproximadamente 200 quilômetros de trilhos entre os terminais de Rio Verde e São Simão. São passos importantes para Goiás e para a economia goiana que a ADIAL acompanha a cada avanço. Enfim, essa é a ADIAL que nunca para, sempre em prol do empresário goiano. Boa leitura, Leandro Resende.
SUMÁRIO
JULHO 2021 Nº 128 ANO XIII
EDITORIAL A Dinâmica da ADIAL 2.// ADIAL TALENTOS O emprego na ponta dos dedos 3-7.// COMEX Fórum Centro-Oeste e Logística 8-9// LOGÍSTICA Rumo investe R$ 390 milhões 10// INDÚSTRIA Goiás fecha fábricas e dobra aposta no AgreGO 11-12//CADERO ESPECIAL - Reforma e Distorções 13-18// M&P BRF, Nestlé e GSA 19//SETORIAL Investimento em Ferrovia 20.// FOCO NA ENERGIA 21.// LEITURA 12.// OPINIÃO Edwal Portilho Tchequinho 23.// AUTOMAÇÃO A Força da Automação na Indústria Goiana 24.// 2
EXPEDIENTE Presidente do Conselho de Administração Otávio Lage de Siqueira Filho Conselho Nato Cyro Miranda, José Alves Filho, Alberto Borges e Cesar Helou Presidente-Executivo Edwal Portilho "Tchequinho' Vice-Presidente Financeiro Cesar Helou CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Otávio Lage de Siqueira Filho, Cesar Helou, José Carlos Garrote de Souza, Alberto Borges de Souza, Ananias Justino Jayme, Angelo Tomas Landim Junior, Carlos Luciano Martins Ribeiro, Heribaldo Egídio da Silva, Antônio Benedito dos Santos, Olímpio José Abrão, Paulo Sérgio Guimarães Santos, Evaristo Lira Baraúna, Luciano Araújo Carneiro, Rodrigo Melo, Pedro Alexis Suris Sacramento, Glorivan Parreira França, Julio Cezar Albieri, Oziris Ribeiro Silva CONSELHO FISCAL – EFETIVOS André Luiz Baptista Lins Rocha, Romar Martins Parreira, Sebastião Osmar Albertini, Helena Romeiro de Araújo CONSELHO FISCAL – SUPLENTES Eduardo de Oliveira , Francisco Tomazini, Geraldo Magela, Georges Hajjar
Produção e Edição Leandro Resende Ana Manuela Arantes Izabella Pavetits João Paulo Nogueira ANÚNCIOS: (62) 3922-8200 e (62) 99111-7715
PRÓ-INDUSTRIAL
ADIAL TALENTOS
EMPREGO
na ponta dos dedos
APLICATIVO ADIAL TALENTOS OFERECE A OPORTUNIDADE DE CADASTRO DE CURRÍCULO DE FORMA GRATUITA E CONTRIBUI PARA QUE PROCESSOS DE SELEÇÃO E RECRUTAMENTO DE MAIS DE 100 EMPRESAS ASSOCIADAS À ADIAL OCORRAM DE FORMA MAIS ÁGIL E EFICIENTE
ADIAL TALENTOS
Quando se trata de emprego, a maioria conhece a premissa: há muito mais pessoas procurando trabalho do que vagas disponíveis. Mas o setor produtivo tem lidado com uma realidade diferente dessa proposição diante da necessidade de contratação de mão de obra técnica, especializada. Vagas nas indústrias goianas ficam semanas abertas, o que demanda tempo das equipes de Recursos Humanos (RH) e, principalmente, travam o processo de produção, que não pode ficar parado. A oferta de mão de obra qualificada se torna, então, um gargalo da economia. Diante desse cenário, a Associação PróDesenvolvimento do Estado de Goiás (ADIAL) lançou, no mês de julho, o programa ADIAL Talentos, um braço da associação, desenvolvido para atuar como ponte entre empresas associadas e os melhores candidatos do mercado de trabalho. Por meio do aplicativo que recebeu o mesmo nome do programa, disponível para download nos sistemas Android e iOS -, de forma ágil e eficiente, qualquer trabalhador poderá cadastrar seu currículo. No outro lado, mais de 100 empresas associadas à ADIAL colocam à disposição suas vagas de trabalho. Os currículos do banco de dados são, então, filtrados e escolhidos estrategicamente para o processo de seleção. O programa também tem a proposta de estabelecer comunicação direta com as empresas para modernizar e adequar as ações de qualificação e formação de pessoal, de acordo com 4
"Com o desemprego a 14%, a oferta de mão de obra é alta. Mas quando a vaga aberta tem maiores exigências técnicas pode ficar aberta por meses. O ADIAL Talentos é uma ferramenta para reduzir este gargalo", OTÁVIO LAGE DE SIQUEIRA FILHO, presidente do Conselho de Administração da ADIAL
as necessidades existentes. Para o presidente-executivo da Associação, Edwal Portilho 'Tchequinho', a ADIAL sempre busca mediar as relações entre o setor privado e público com o objetivo de minimizar os impactos para o setor produtivo e obter ganho de competitividade para as empresas. E foi temendo enfrentar, no futuro, um" apagão do emprego industrial", que o Adial Talentos foi elaborado. " O emprego é um termômetro para nossa economia. Quem está empregado traz mais renda para economia, estimula novos investimentos. Quando existe a vaga
de emprego, mas não tem candidato, é a empresa que sofre. Família que tem uma pessoa empregada traz segurança, estabilidade para o lar. Quando temos mais de uma pessoa empregada, duas, três, conseguimos elevar muito mais qualidade de vida e aquecer a economia. Há indústrias que abrem contratação para áreas específicas e estas ficam sem ocupação por semanas, sem encontrar um profissional disponível e capacitado para ocupá-la. Em áreas como logística, automação, tecnologia da informação, escritório, comércio exterior, entre outras", exemplifica. Segundo ele, com o aplicativo PRÓ-INDUSTRIAL
ADIAL TALENTOS
Como cadastrar? 1. Baixe o aplicativo ADIAL Talentos, disponível para IOs e Android. 2. Na página inicial, será solicitado CPF, telefone e campo para gerar uma senha. Após o envio de SMS de confirmação, o cadastro é aprovado. 3. Edite seu perfil e clique em "procurar emprego". Será necessário apontar o cargo pretendido, de acordo com lista da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). 4. Selecione em qual cidade deseja atuar (lista de 246 municípios goianos). 5. Preencha o campo em que descreverá sua experiência profissional, comprovada ou não em carteira. No caso das empresas que irão cadastrar as vagas, o mesmo processo será realizado, com identificação do cargo a ser oferecido, se a vaga é destinada à Pessoa com Deficiência (PcD), cidade e se há necessidade de experiência.
Como funciona? No cadastro, filtros são estabelecidos, e se as informações do trabalhador e da vaga de trabalho forem compatíveis, uma equipe de recursos humanos da ADIAL fará uma avaliação inicial, uma pré-triagem do candidato, de acordo com as exigências das empresas. Se atender às exigências, o currículo é direcionado para a empresa, que finalizará, então, o processo seletivo.
Adial Talentos, as vagas das indústrias e os melhores candidatos do mercado de trabalho serão identificados, desonerando a empresa dessa primeira fase do processo de contratação. O programa também teria um caráter ‘PRÓ-INDUSTRIAL
social, pois todo processo de cadastramento pode ser realizado de forma gratuita por qualquer trabalhador. As associadas à Adial também poderão fazer o cadastro das vagas sem custo. "Mais de 100 indústrias e empresas
logísticas distribuídas pelo Estado e conhecidas como altamente empregadoras, respondendo por mais de 200 mil vagas de trabalho formais e diretas, representando as principais marcas e setores de Goiás, informarão as vagas de trabalho", 5
ADIAL TALENTOS
"O ADIAL Talentos está na fase de formação de parcerias e formação do cadastro de currículos e empresas, no entanto, já tem vagas novas sendo ocupadas no mercado com o uso do aplicativo", ALFREDO ROCHA, coordenador do ADIAL Talentos
afirma Edwal Portilho. A proposta de criar o ADIAL Talentos sempre foi um objetivo da associação. Com a contribuição de parceiros, o aplicativo foi lançado neste segundo semestre de 2021 e a primeira etapa do programa, de cadastro tanto dos currículos para o banco de dados, como das empresas associadas à ADIAL, está em andamento e apta para já dar 6
prosseguimento aos processos de Recrutamento e Seleção. De acordo com o coordenador do ADIAL Talentos, Alfredo Santana Rocha, a expectativa é ter 25 mil currículos cadastrados no aplicativo. Ele explica as vantagens que serão obtidas com o programa: auxílio às empresas associadas nos processos de recrutamento e seleção; diminuição dos custos
das empresas com recrutamento e seleção; diminuição do tempo e resposta para preenchimento de vagas; diminuição da rotatividade de pessoal; Avaliação permanente das necessidades de treinamento e qualificação profissional; e, estabelecimento de rede de desenvolvimento e educação de RH com empresas associadas à ADIAL. Segundo Alfredo, há inúmeras oportunidades que podem surgir com o programa. Neste momento inicial de lançamento e cadastro de quem está em busca de emprego, parcerias serão peçachave para o sucesso da iniciativa. Entre os parceiros firmados e que contribuirão com o levantamento de currículos, o programa terá o apoio da Secretaria de Estado da Retomada e das entidades regionais do Sistema S - Sesi, Senac, Senai e Sest Senat. "Vamos fortalecer o nosso banco de dados, atendendo às duas necessidades: a das instituições técnicas e de ensino que precisam colocar seus alunos no mercado de trabalho, e a do setor produtivo de preencher as vagas com mão de obra qualificada. Também vamos buscar novas parcerias com universidades, cursos de pós-graduação e de nível técnico, divulgação geral", ressalta o coordenador, que acredita que a ação será um diferencial do programa Adial Talentos. Quando as vagas de trabalho são abertas, há cargos específicos que apresentam mais dificuldade para serem preenchidos. No caso da indústria, o coordenador da Adial Talentos aponta as profissões ligadas à automação e tecnologia da informação como PRÓ-INDUSTRIAL
ADIAL TALENTOS os grandes gargalos das empresas na contratação. Segundo ele, mesmo com vários cursos dessas áreas disponíveis em Goiás, há dificuldade em encontrar os profissionais para suprir as vagas das indústrias no Estado. Situação que, de acordo com Alfredo, até as empresas que fornecem serviços para as indústrias e precisam de mão de obra qualificada têm problema na contratação. "Por motivos como esses, vamos trabalhar com duas frentes no ADIAL Talentos: a formação de um banco de currículos para ajudar no recrutamento e seleção das empresas; e o levantamento de informações, a partir dos dados coletados no ADIAL Talentos, para verificar quais são as principais dificuldades das empresas na área de Recursos Humanos e de treinamento", afirma. EMPRESAS O entrave da contratação é confirmado por Rosimeire David Araújo Pinheiro, coordenadora Gestão de Pessoas da Jaepel Papéis e Embalagens - associada à ADIAL com fábrica sediada em Senador Canedo (GO). Para ela, entre as maiores dificuldades encontradas ao abrir as vagas nessa região do Estado, estaria a própria comunidade local, que apresenta pouca mão de obra qualificada. Principalmente para vagas consideradas mais estratégicas, haveria empecilhos em encontrar candidatos dentro do perfil, o que demandaria uma média de 15 dias para preenchimento. Por outro lado, as vagas operacionais necessitam de menos critérios para ‘PRÓ-INDUSTRIAL
25 mil
currículos cadastrados é a meta do ADIAL Talentos, reduzindo, em muito, a dificuldade das empresas encontrarem, com agilidade e sem custos, profissionais que estão disponíveis no mercado. serem atendidas, com recrutamento mais rápido, e são cargos com mais rotatividade dentro da empresa. Segundo a coordenadora, a forma de captação dos currículos também influencia o processo seletivo: ocorre, na maior parte, via e-mail ou entrega física na portaria da fábrica. "Buscamos na parceria com a ADIAL a recepção de currículos mais direcionados às nossas necessidades. Isso tornaria o processo mais ágil", acredita ela. A analista de Recursos Humanos, Maria Laura Parreira Mendonça, da Volga - empresa de soluções elétricas e automação, também associada à ADIAL enfrenta condição semelhante para a seleção de colaboradores. "Nosso segmento é muito específico, o que exige qualificação em áreas que são fundamentais na produção dos nossos produtos, como solda e pintura. Encontrar candidatos com bom perfil comportamental também estão entre as dificuldades", explica. Questionada ainda se a recepção de currículos, mais direcionada, com atendimento aos requisitos exigidos, contribuiria
com os processos de recrutamento e seleção da empresa, Maria Laura respondeu de forma positiva: "Uma vez que os currículos cheguem de forma triada, de acordo com o perfil da vaga solicitada, facilitará e otimizará o tempo do recrutador de seleção, permitindo mais facilmente a contratação ideal para o cargo". No caso da empresa Volga, a área que demanda mais a abertura de vagas de emprego, segundo a analista de RH, é o próprio "chão de fábrica", local onde se encontra as linhas de produções e as equipes que transformam as matériasprimas em produtos acabados. "Temos um tempo hábil de 15 dias para fecharmos as vagas solicitadas a partir da data de abertura", afirma. Conhecendo esse cenário, é que o coordenador da ADIAL Talentos vê a oportunidade de realizar um diagnóstico, raio-x, das áreas de recursos humanos das indústrias em Goiás e, a partir dos dados obtidos com o programa, contribuir de forma direta para suprir os gargalos que impedem o desenvolvimento e a competitividade dessas empresas. "A ADIAL tem associadas de vários segmentos. Se fizermos, por exemplo, o diagnóstico de 30 empresas de transporte, provavelmente serão apontados problemas de todo o segmento. Com essas informações, poderemos atuar junto aos players para que ofereçam cursos, treinamentos, adequados às nossas necessidades. Seguindo as mudanças e habilidades que o mercado está exigindo. Trabalho em rede, várias mãos, parcerias. A experiência com qualificação contribuirá com o desenvolvimento industrial." 7
COMEX
Edwal Portilho Tchequinho, presidente-executivo da ADIAL, durante debate sobre clusters logísticos e verticalização do agronegócio no Centro-Oeste
LOGÍSTICA,
INFRAESTRUTURA E AGRO EM PAUTA RIO VERDE RECEBEU O FÓRUM CENTRO-OESTE EXPORT. ADIAL PARTICIPA E DEBATE LOGÍSTICA E INDÚSTRIA O município de Rio Verde (GO) foi palco, nos dias 26 e 27 de julho, do Centro-Oeste Export - Fórum Regional de Logística e Infraestru8
3 mil toneladas/hora são a capacidade de carregamento ferroviário do novo terminal de Rio Verde. Ou seja, consegue carregar 120 vagões em menos de 8 horas tura Portuária, que reuniu as principais lideranças e especialistas do
setor. A programação do evento foi em formato de palestras e painéis, com a abordagem de temas como transporte multimodal, desenvolvimento econômico, investimentos em infraestrutura, potencialidades regionais, indústria goiana, agronegócio, entre outros. Representando a Associação Pró-Desenvolvimento do Estado de Goiás (Adial), o presidente-executivo da entidade, Edwal Portilho 'Tchequinho', e o diretor-executivo da ADIAL-Log, Eduardo Alves, participaram presencialmente do PRÓ-INDUSTRIAL
COMEX
INCENTIVOS FISCAIS
Fórum nos dois dias da programação, ao lado de empresários do setor e autoridades políticas, como o prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, governador Ronaldo Caiado, e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. “Os investimentos virão. Nós temos um governo comprometido, que colocou a infraestrutura como uma questão de Estado ao estabelecer pilares muito claros para o desenvolvimento do setor com a transferência de ativos para a iniciativa privada. (...) Cabe à nossa geração a responsabilidade de transformar o nosso país”, destacou o ministro, durante palestra no Centro-Oeste Export. CLUSTERS No segundo dia do evento (27), o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho 'Tchequinho', apresentou o painel "Clusters logísticos e verticalização do agronegócio no Centro-Oeste", quando fez referência à importância do município de Rio Verde como um "agricluster", conglomerado de inúmeras atividades em prol da industrialização, da geração de emprego e renda, da produção do campo e da tecnologia aplicada aos processos produtivos. "Tema muito relevante para várias regiões do País. Discutimos sobre como os clusters agregam valor, contribuem para o desenvolvimento social, econômico e humano. Rio Verde, por exemplo, passou por todas essas etapas, desde a fundação da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), a industrialização na década de 80. Depois nos anos 2000, com a inau‘PRÓ-INDUSTRIAL
Setores público e privado acompanham inauguração oficial do terminal da Rumo
1,7
bilhão era a massa salarial de Rio Verde em 2019, apresentou Tchequinho, para mostrar a evolução ante 2006, que era R$ 369 milhões guração das plantas industriais da Perdigão (BR Brasil Foods), transformou-se em um verdadeiro "agricluster". A massa salarial de Rio Verde em 2006 era de 369 milhões por ano. Em 2019, já pulou para R$ 1,760 bilhão. Isso é dinheiro que chega com dignidade a quem trabalha, aplica no comércio, gasta no serviço e que faz a economia girar", afirmou. Edwal Portilho também destacou, durante a apresentação, a im-
portância dos atores econômicos para avanço das oportunidades de negócios e do desenvolvimento. "Tudo isso não ocorre da noite para o dia. Há necessidade de muita sinergia entre os entes públicos, sejam federais, estaduais ou municipais, assim como da iniciativa privada, e de entidades como a Adial e o próprio Fórum Centro-Oeste, que fazem a mediação dessas negociações e planejamentos", ressaltou. Foram ainda expositores do painel, o presidente do Grupo Cereal, Adriano Barauna, o presidente da Comigo, Antonio Chavaglia, que ressaltaram o valor dos incentivos fiscais para competitividade das empresas; e o CEO da Magno Consultores, Roberto Lima, que apresentou detalhes do Programa AgreGO. Cesar Meireles, conselheiro do Centro-Oeste Export, foi o moderador do painel. 9
LOGÍSTICA
TEM RUMO!
EMPRESA INVESTE R$ 390 MI EM GOIÁS Como parte da programação do Fórum Centro-Oeste Export, a tarde do dia 27 de julho também foi marcada pela visita técnica e inauguração do Terminal Rodoferroviário de Rio Verde, da Rumo Logística, mais uma etapa de operação do tramo central da ferrovia Norte-Sul (Malha Central). A Rumo investiu R$ 390 milhões na construção desta fase do terminal, para operação de grãos e farelo de soja. O trecho de aproximadamente 200 quilômetros de trilhos entre o terminal de Rio Verde e o terminal de São Simão (GO), inaugurado em março, está em fase de comissionamento de operação. De acordo com o vice-presidente comercial da Rumo, Pedro Palma, a concessionária está atendendo uma expectativa do Sudoeste goiano que começou em 1986, quando a região passou a vislumbrar a ferrovia como uma opção logística por conta da Ferrovia Norte-Sul. O investimento está alinhado ao fato da região já despontar como uma importante fronteira agrícola na produção de grãos, farelo de soja e biocombustíveis, como etanol de milho. Para o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho "Tchequinho", iniciativas frente à nova realidade modal, que é o transporte ferroviário, e a inauguração da plataforma da Rumo, chegam para trazer 10
Terminal de Rio Verde da Rumo está interligado à Ferrovia Norte-Sul, Malha Central: são 200 quilômetros entre a cidade e São Simão
competitividade industrial. "E custo mais baixo para vender nossos produtos lá fora. Muito orgulho dessa oportunidade no nosso Estado." A eficiência operacional é o principal diferencial da nova unidade. Concebido como um projeto 100% greenfield, sua engenharia viabilizou processos de recebimento e carregamento de alta capacidade e velocidade. O terminal de Rio Verde será um dos mais produtivos e eficientes da Companhia em todo o Brasil. O terminal será eficiente desde o recebimento rodoviário até a expedição ferroviária, com capacidade de carregar um trem de 120 vagões em menos de 8 horas. Operando 24 horas por dia e 7 dias por semana, conta com acessos rodoviário e infraestrutura ferroviária, além de armazéns, silos, moegas e estruturas de recebimento rodoviário e carregamento ferroviário
com o mais moderno sistema de automação. Nesta fase, a unidade vai movimentar soja, milho e farelo de soja, com uma capacidade projetada de 11 milhões de toneladas por ano, para atendimento de todo o estado de Goiás e o leste do Mato Grosso. Nessa primeira etapa, o terminal de grãos vai operar em fase de comissionamento e, em paralelo, está em curso a obra do terminal de fertilizantes, em parceria com a Andali, e que tem previsão para começar a operar no primeiro semestre de 2022, com uma capacidade de 1,5 milhão de toneladas por ano. Para o carregamento ferroviário, o terminal conta com uma tulha com capacidade para 3 mil toneladas/hora, o que permite carregar um trem de 120 vagões em menos de 8 horas. Já no recebimento rodoviário, são oito tombadores, sendo seis para grãos e dois para farelo. PRÓ-INDUSTRIAL
INDÚSTRIA
Apesar da retração na última década e perda de fábricas e empregos, Goiás ampliou sua liderança nacional de industrialização de óleo de soja: responde por 18,6% da produção de óleo de soja refinado do País
INDÚSTRIA ENCOLHE. DOBRA APOSTA NO
AGREGO
NÚMERO DE INDÚSTRIAS EM GOIÁS É O MENOR EM NOVE ANOS, DIZ IBGE. EM 2019, ESTADO PERDEU QUATRO FÁBRICAS POR SEMANA O balanço da última década para a indústria goiana não é positivo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Industrial Anual – 2019 (PIA), foram identificadas 6.377 unidades locais de empresas industriais com cinco ou mais pessoas ocupadas em Goiás. É o menor número nos últimos nove anos. Quando comparado com 2018, observa-se uma diminuição de 215 unidades, ou uma variação negativa de 3,3%. É o mesmo que dizer que a cada semana, Goiás perde quatro indústrias. As 6.377 fábricas existentes em Goiás geraram R$ 114,9 bilhões de receita líquida de vendas e paga‘PRÓ-INDUSTRIAL
ram um total de R$ 7,6 bilhões em salários, retiradas e remunerações a um contingente de 227 mil pessoas ocupadas – nesta conta, não inclui a indústria da construção, que ampliaria o poder do setor nos itens, empregos, impostos e receitas líquidas. Além disso, essas unidades em Goiás geraram um valor bruto de produção industrial de R$ 109 bilhões, ao passo que tiveram R$ 72,5 bilhões em custos das operações industriais. “Esses números são oficiais – os bons e os ruins – e são os números que lutamos para melhorar diariamente. Perder indústrias é perder empregos, receitas e impostos. Perder ativos. Goiás reduziu sua força
indústria na última década e não pode se dar ao luxo de outra década, a que começou em 2020, de chegar menor em 2030. O AgreGO, que o governo estadual felizmente trata como aposta certa de transformação da indústria goiana, é o melhor remédio que temos para estancar essas perdas, digo mais, para crescer nossos negócios industriais, o que reflete em melhorias econômicas e sociais”, disse o presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho “Tchequinho”, que trata do tema em seu artigo nesta edição. A atividade industrial goiana gerou um total de R$ 36,5 bilhões de valor de transformação industrial em 2019 – essa é uma média geral 11
INDÚSTRIA
dos últimos anos. Seria o mesmo que dizer, se continuarmos a perder indústrias, vamos perder essa agregação industrial, perdem todos setores, público e privado, destaca Tchequinho. “Todos Estados ligados ao agronegócio sonham com nosso nível de industrialização setorial. Todos os Estados industriais sonham com nossa produção agropecuária. Temos as duas pontas e precisamos amarrá-las e agregar à Goiás o ganho que todos querem mas não alcançam. É questão de oportunidade. Essa década perdida serve para nos mostrar que a perda de mais uma década será irreversível e de proporções maiores que nossa sociedade consegue hoje captar. Goiás não pode regredir e o AgreGO, nossa política industrial que está sendo construída com empenho dos dois lados, setores público e privado, pode reverter o cenário retracionista”, disse Tchequinho. 12
Se compararmos com 2010, observa-se um aumento de 286 unidades, um avanço de 4,7%. Mesmo assim é muito pouco para uma década completa. É praticamente o que perdemos nos últimos 18 meses. Em nível nacional, em 2019, havia 183.798 unidades locais industriais com 5 ou mais pessoas ocupadas, número 2% menor que em 2018 e 3% menor que em 2010. O ritmo de perda de fábricas em Goiás, atualmente, é bem maior que o nacional: 3,3% em Goiás, ante 2% no nacional. Como se observou acima, menos fábricas, menos empregos. Verificou-se em Goiás uma diminuição de 3,1% na quantidade de pessoal ocupado, passando de 234.456 pessoas ocupadas em 2018 para 227.195 em 2019. De novo, é bom observar: Em um ano, perdemos 7.261 vagas na indústria goiana – ou seja, quase 20 empregos por dia, nas fábricas do Estado, ‘desapareceram’.
Mesmo com essa perda de mais de 7 mil empregos, a massa salarial da indústria cresceu, assim como a receita líquida. Com relação à participação industrial na Região Centro-Oeste, Goiás detém o primeiro lugar, com 51,9% das unidades locais, 50,5% do pessoal ocupado, 51,5% dos salários, retiradas e outras remunerações, 48,2% do total da receita líquida de vendas na região, e 47,3% do valor da transformação industrial. As perdas de participação de Goiás em relação às demais unidades federativas do Centro-Oeste, quando comparados 2010 e 2019, ocorreram em todas as variáveis estudadas, exceto no número de unidades locais que subiu 1,0 p.p., saindo de 50,9% para 51,9%. Já a participação de pessoal ocupado diminuiu 1,2 p.p., saindo de 51,8% para 50,5%, a de salários, diminuiu 0,3 p.p., saindo de 51,8% para 51,5%. PRÓ-INDUSTRIAL
CADERNO ESPECIAL
REFORMA e suas distorções ADIAL PREPAROU UM ESTUDO MOSTRANDO OS EFEITOS NEGATIVOS DA APROVAÇÃO DA REFORMA TRIBUTÁRIA PARA SETORES ESTRATÉGICOS EM GOIÁS. CONFIRA SETOR A SETOR NAS PRÓXIMAS CINCO PÁGINAS
Imagem: CNI Notícias
NEGÓCIOS
IMPACTOS NEGATIVOS DA APROVAÇÃO REFORMA
TODA A CADEIA
AMEAÇADA em razão do evidente aumento da carga tributária das indústrias em caso de aprovação da PL nos moldes apresentados.
AVICULTURA
PIB de R$ 80 bilhões Mais de 4 milhões de postos de trabalho U$ 8,5 bilhões exportados em 2019 50 mil produtores integrados dedicados à avicultura.
FALTA DE PREVISÃO SOBRE RESSARCIMENTO DE CRÉDITOS A falta de previsibilidade do ressarcimento dos créditos, bem como atualização deste, a um setor altamente exportador, aumentando a insegurança jurídica e a previsibilidade orçamentária e de caixa das empresas.
REDUÇÃO DOS CRÉDITOS PRESUMIDOS Redução expressiva de 57% dos créditos presumidos, com potencial de aumento geral de carga tributária do setor.
IMPOSSIBILIDADE DE MANUTENÇÃO DE CRÉDITOS implicando no aumento de custo, não sendo a lógica a que se pretende com o benefício da cesta básica, bem como a não inclusão do ovo nessa lista. C
M
CONSUMIDOR FINAL
INFLAÇÃO DOS ALIMENTOS
Impacto relevante do aumento de preços nos produtos alimentícios derivados de aves e suínos.
PREMISSAS FUNDAMENTAIS DO SETOR PARA QUALQUER REFORMA TRIBUTÁRIA
IImunidade das
Exportações – As exportações dos produtos de aves, suínos e ovos não podem ser sujeitas à incidência tributária. Tal princípio tem como finalidade resguardar a competitividade do setor no mercado internacional. Atualmente o setor é o líder mundial na exportação de aves, 4º maior exportador de suínos e o 7º na exportação de ovos
II Desoneração da Cadeia
de Exportação – Este princípio deve ser atingido mediante a criação de mecanismos eficientes e 14 efetivos que garantam a desoneração da cadeia de
exportação. Seja mediante a concessão de diferimentos, isenções e/ou créditos presumidos ao longo da cadeia, garantindo assim a recuperação dos resíduos tributários existentes na longa cadeia de produção de aves, suínos e ovos
III Devolução dos créditos
existentes ao final do sistema tributário atual Assegurar a devolução dos créditos remanescentes do sistema tributário atual quando de sua extinção. Os mecanismos para isso devem estar previstos em lei, garantindo a sua efetividade
IV Desoneração da cadeia de
integração e produção rural - O início da cadeia produtiva começa no campo, o produtor rural integrado seja de grãos ou de criação de aves e suínos hoje não é contribuinte do imposto, mas possui um regime de integração de modo que as agroindústrias concentram a tributação. Este sistema deve ser mantido no futuro sistema tributário a ser criado. Isto visa garantir que haja uma desoneração da cadeia produtiva de integração, garantindo que todos os créditos tributários gerados sobre os insumos dessa cadeia possam ser mantidos e aproveitados pelos integradores e agroindústrias, para
posterior compensação com débitos gerados pelos mesmos por ocasião da comercialização da produção advinda do sistema de integração e produção rural, garantindo, assim, justa tributação sobre o valor agregado e a não cumulatividade, sem onerar o produtor rural.
V Tributação diferenciada
para alimentos – Por princípio, os alimentos não devem estar sujeitos à tributação seletiva ou adicional de qualquer natureza. A tributação ordinária dos produtos alimentícios deve levar em consideração reduções necessárias em função da essencialidade desses
produtos para a população e para diminuir os impactos sobre as classes sociais com menor renda. Independentemente dos alimentos, em especial as carnes de aves, suínos e os ovos terem redução da carga tributária ou eventual isenção, é mandatório que seja garantida a manutenção dos créditos tributários oriundos das aquisições de bens e serviços para sua produção.
VI Desoneração da Folha de
Pagamento – É fundamental a redução dos tributos sobre a folha de pagamento, visando aumentar a competitividade e a geração de emprego e renda no setor que PRÓ-INDUSTRIAL é considerado como um dos maiores em empregabilidade do país.
Y
CM
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CY
CMY
K
NEGÓCIOS
LEITE
IMPACTOS NEGATIVOS DA APROVAÇÃO
1,171 MILHÃO
DE PRODUTORES RURAIS, SENDO 93% DE PEQUENOS PRODUTORES Insatisfação dos Agricultores
RETORNO DA TRIBUTAÇÃO SOBRE INSUMOS AGRÍCOLAS
ENCARECIMENTO DE
12% NO CUSTO DE PRODUÇÃO DE LEITE e consequente perda de competitividade pelo retorno dos impostos sobre os insumos de produção, tais como: fertilizantes, corretivos, vacinas, sementes, defensivos e etc.
CONSUMIDOR FINAL
INFLAÇÃO DOS ALIMENTOS
Impacto relevante do aumento de preços nos produtos alimentícios derivados de leite.
PROPOSTA DO SETOR ‘PRÓ-INDUSTRIAL
pela criação de impostos de
0% para 12%
FIM DO PROGRAMA
MAIS LEITE SAUDÁVEL
Descontinuidade do Programa de apoio técnico aos mais de
79 mil pequenos produtores distribuídos em 2.257 municípios participantes em parceria com 596 empresas.
QUEDA DA PRODUÇÃO NACIONAL Tendência de incremento significativo nas importações de lderivados de leite para suprimento do Mercado Interno Proporcionado pela cumulatividade de créditos da CBS nas indústrias lácteas saindo dos atuais
13,8% para 61,3%, tirando totalmente a competitividade da indústria nacional.
MANUTENÇÃO DO STATUS-QUO
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IMPACTOS NEGATIVOS DA APROVAÇÃO
5.300 RECICLAGEM
EMPRESAS DE RECICLAGEM Insatisfação do empresariado pelo impacto adicional de 12% na carga tributária.
800 MIL
EMPREGOS DE BAIXA QUALIFICAÇÃO 330 MIL catadores de rua ou de lixão 470 MIL nas cooperativas e associações
EMPRESAS DE RECICLAGEM
PERDA DE COMPETITIVIDADE e REDUÇÃO DRÁSTICA dos INVESTIMENTOS prejudicando toda cadeia produtiva.
2,8 MILHÕES DE PESSOAS
OCUPADAS PELA CADEIA DE RECICLAGEM 330 mil catadores individuais 2.600 cooperativas e associações 470 MIL ASSOCIADOS 350 mil depósitos familiares e 1,4 milhão de empregos 5.300 empresas de reciclagem e 630 mil empregos SETOR DE RECICLAGEM
ESTAGNAÇÃO DO PROCESSO DE EXPANSÃO DA RECICLAGEM NO BRASIL com aumento do DESEMPREGO DE PESSOAS.
PROPOSTA DO SETOR
ISENÇÃO DOS TRIBUTOS PIS E COFINS COMO É ATUALMENTE
RESULTADO ESPERADO para o futuro
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A reciclagem no Brasil aumentou 1% em 2019 e 1% em 2020, sendo este ritmo acelerado, pois ainda recicla-se apenas 4% de todo o lixo gerado. Um entrave neste momento levará o País a uma situação bastante precária, pois no ritmo atual ainda levará 96 anos para atingir uma possível meta de 100%, o que seria o PRÓ-INDUSTRIAL ideal para o País e para o mundo.
PL-3887 PROPOSTA ORIGINAL CBS
(CONTRIBUIÇÃO DE BENS E SERVIÇOS)
IMPACTOS NEGATIVOS DA APROVAÇÃO
1,4 MILHÃO
SOJA
DE EMPREGOS EM RISCO o projeto de lei 3887 propõe aumento de imposto por meio da redução do crédito presumido de Pis Cofins no biodiesel de 45% para 15% e no óleo/farelo de 27% para 15%. Essa proposta reduzirá a industrialização no país. Hoje o Brasil industrializa 36% de sua produção agrícola. Com isso a industrialização reduzirá para 24% da produção agrícola. Essa proposta vai onerar os óleos vegetais, o biodiesel, o frango e o suíno consumido pela população brasileira.
BRASIL QUEDA NA INDUSTRIALIZAÇÃO
de 36%
243 MIL PRODUTORES RURAIS
para 24%
Queda significativa dos percentuais de industrialização sobre a produção agrícola, dos atuais 36% para 24%, estimulando a exportação de soja em grãos.
INSATISFEITOS pela criação de impostos de
0% para 12%.
EXPORTAÇÕES DE INDUSTRIALIZADOS
CONSUMIDOR FINAL
ZERARMOS
DOS ALIMENTOS E COMBUTÍVEIS
TENDÊNCIA DE as exportações de derivados industrializados de soja.
INFLAÇÃO
Impacto relevante do aumento de preço do biodiesel e dos produtos alimentícios: derivados da soja (óleo comestível), lácteos e carnes (aves e suínos).
PROPOSTA DO SETOR
Ampliação do crédito presumido, desde que a industrialização seja no Brasil, com melhora do emprego e renda, além de maior oferta de derivados de soja no Brasil e com isso menor preço nos óleos vegetais, frangos e suínos.
RESULTADO ESPERADO
R$ 21,7 BILHÕES em 48 novas indústrias de esmagamento e 59 usinas de biodiesel.
Industrialização de
PROJETADO PARA 2030
50% da produção agrícola.
Fonte: estudo elaborado pela APROBIO/UBRABIO e ABIOVE, esse estudo foi elaborado em 2016 por ocasião da aprovação do Renovabio.
17.900 89.500
‘PRÓ-INDUSTRIAL
NOVOS EMPREGOS DIRETOS NOVOS EMPREGOS INDIRETOS
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PL-3887 PROPOSTA ORIGINAL CBS (CONTRIBUIÇÃO DE BENS E SERVIÇOS)
ROVAÇÃO
DA AP IMPACTOS NEGATIVOS
RETORNO DA TRIBUTAÇÃO SOBRE INSUMOS AGRÍCOLAS
SUCRO ENERGÉTICOS CONSUMIDOR FINAL
INFLAÇÃO
ENCARECIMENTO DE 13,64%
no custo de aquisição de insumos e consequente aumento no custo de produção de cana-de-açúcar e perda de competividade pelo retorno da contribuição sobre aquisição destes insumos (adubos, fertilizantes, defensivos, corretivos, etc).
DOS ALIMENTOS
Impacto relevante do aumento de preços nos produtos alimentícios que possuem açúcar no seu processo de fabricação.
PRODUTORES RURAIS INSATISFEITOS Os produtores rurais serão penalizados pelo retorno da tributação das contribuições sobre os insumos agrícolas.
PROPOSTA DO SETOR
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Crédito da CBS sobre Óleo Diesel Manutenção do Crédito do Simples Nacional nos moldes do PIS e da COFINS Crédito do CBS sobre as despesas de aluguel de locações Manutenção de Crédito da CBS sobre as Operações com Açúcar Crédito da CBS sobre encargos de depreciação
PRÓ-INDUSTRIAL
MARKETING && PRODUTOS MARKETING PRODUTOS
Nestlé
BRF
Qualy, marca da BRF, lança a versão para uso individual em blister – embalagem de 10 gramas – da margarina tradicional com sal. O objetivo é atender ao mercado de food service, principalmente hotéis, restaurantes, hospitais, e padarias. O novo produto pode ser adquirido em caixas com 192 unidades. A embalagem possui fácil abertura. “A embalagem blister é prática e adequada às necessidades do segmento de food service, que exige melhores soluções para delivery e de uso individual em buffets, por exemplo. Já oferecemos a marca Sofitelis”, afirma Aline Alexandrino, gerente executiva da marca.
Até setembro, todos os pontos de vendas no País já terão as novas garrafas de iogurtes Nestlé feitas de PET reciclado pós-consumo (PET-PCR). Os consumidores encontrarão nas gôndolas a linha de iogurtes Nestlé em garrafas de plástico reciclado de diferentes tamanhos das marcas Nesfit, Molico, Ninho, Neston e Nestlé. A iniciativa pioneira na categoria de iogurtes é trazida pela Iogurteria Nestlé por meio da DPA Brasil, joint-venture formada pela Nestlé e a cooperativa neozelandesa Fonterra. De acordo com a multinacional suíça, uma ampla pesquisa foi realizada com o consumidor para entender a importância da transição das garrafas.
adialgoias
GSA
Pesquisas mostram que 96% da população consumiu algum snack nos últimos meses e outros 38% têm interesse em lanches feitos de produtos mais saudáveis. Pensando nisso, a goiana Dona Raiz traz ao mercado os snacks Bora!, produzidos à base de lentilha, ervilha e grão de bico, o que agrega valor nutricional ao produto. Os salgadinhos são assados, não possuem glúten e são livres de transgênicos. A novidade chega às gôndolas com seis sabores: peito de peru, páprica com pimenta malagueta, jalapeño com limão, cream cheese, marguerita e ervas finas. As embalagens flexíveis são coloridas e descoladas e contêm 35 gramas cada.
‘PRÓ-INDUSTRIAL
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REDES SOCIAIS DA ADIAL
Acompanhe a ADIAL nas redes sociais. Além do Facebook, onde ADIAL e ADIAL-LOG já estão presentes há quase dois anos, passa agora a contar com o Instagram e LinkedIn, com a proposta de divulgar mais as ações, reuniões e eventos da entidade e da Diretoria, além dos benefícios alcançados com o Clube de Compras da ADIAL, ADIAL Corretora de Seguros, ADIAL Negócios e ADIAL Social. Siga, curta e compartilhe nosso conteúdo e fortaleça o setor industrial. 19
SETORIAL
Investimento em tecnologia ferroviária Governos estadual e federal assinaram, no dia 15 de julho de 2021, Memorando de Entendimento (MoU) para implantação do Centro de Excelência em Tecnologia Ferroviária (CETF), em Anápolis (GO). Projetado para ser o maior da América Latina, o complexo deve entrar em operação ainda neste semestre com suporte financeiro das empresas do ramo. A previsão é que a estrutura receba investimentos superiores a R$ 60 bilhões em 10 anos. Para a o ato de assinatura do documento, participaram o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na presença de outras autoridades políticas e empresários. Com o Centro de Excelência em Tecnologia Ferroviária, a expectativa é de que sejam criadas, em território goiano, soluções para a eficiência do transporte sobre trilhos de todo o País, assim como ocorram a geração de novos empregos, formação qualificada e atração de investimentos. No local, serão desenvolvidos testes acelerados e padronização de tecnologia ferroviária, além de treinamentos e de pesquisas científicas. O complexo ficará no Centro de Convenções de Anápolis, local estratégico sob ponto de vista logístico por estar às margens da BR-060, próximo ao Distrito
PAINEL PAINEL LEGISLATIVO LEGISLATIVO 20 16
Agroindustrial de Anápolis (Daia) e da ferrovia Norte-Sul. “Não tem lugar melhor. Aqui não terá só o apoio acadêmico, mas da indústria, que muitas vezes recorre aos laboratórios do exterior para fazer seus ensaios. Não será mais preciso, pois vamos trazer essa estrutura para cá”, definiu o ministro Tarcísio de Freitas. Para o presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho, as ferrovias voltam a ser destaque na economia goiana com os trilhos direcionando investimentos e fazendo renascer terminais de grande porte – como os de São Simão e Rio Verde – atração de empresas e empregos. "O potencial real da Norte-Sul ainda não foi nem 5% explorado em Goiás, seja para transportar para o Norte-Nordeste ou para o Sudeste do País. Goiás é o hub do País. E se consolida nessa posição para as próximas décadas, com este Centro de Excelência em Tecnologia Ferroviária. O pensamento logístico do País estará em Goiás", afirma.
PROGRAMA DA ADIAL SOBRE INDÚSTRIA GOIANA COM FOCO SETORIAL E PODCAST NO SITE A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL) passou a ter, desde agosto de 2020, um espaço bi-semanal (às quartas e sextas-feiras), às 11 horas, na Rádio Difusora Pai Eterno, de Goiânia. O programa se chama Desenvolvimento Industrial e tem como convidado semanal o presidente-executivo da entidade, Edwal Portilho "Tchequinho", que debate industrialização, emprego nas fábricas, questões de preço e de câmbio, exportações, entre outros temas industriais e econômicos. A partir deste programa, foi ampliada a parceria aos sites Goiânia Empresas (Goiás) e STG NEWS (Centro-Oeste) para produzir podcasts com os áudios já transmitidos na Difusora para abastecer também os sites com podcasts. "A ADIAL se movimenta em prol do setor", disse Tchequinho.
OPERAÇÃO Com a assinatura do MoU, o Governo de Goiás cede o espaço dentro do Centro de Convenções de Anápolis para a instalação do CETF, enquanto o Ministério da Infraestrutura ficará responsável pela gestão. A estrutura poderá atender todas as concessionárias do Brasil, como a Rumo e a Vale do Rio Doce.
equipe técnica da ADIAL acompanhará tramitação de Projetos na AsEm razãoAdo recesso parlamentar, a equipe sembleia Legislativa e vai atualiazar a cada mês neste painel que trará detatécnica da ADIAL informa que a coluna que lhes do projeto, autor, ementas e tramitação. Siga nossa coluna na revista. acompanha a tramitação de Projetos na Assembleia Legislativa retorna na próxima edição. PRÓ-INDUSTRIAL PRÓ-INDUSTRIAL
FOCO NA ENERGIA
Paulo H. Magalhães
CONSUMO CONSCIENTE O Ministério das Minas e Energia reforçou timidamente a campanha de Consumo Consciente de Energia e Água, lançada em janeiro de 2021. Até o momento da criação da campanha ainda havia a expectativa de que as chuvas pudessem recompor boa parte dos reservatórios, mas a expectativa foi frustrada pelo pior período de seca dos últimos 90 anos. O material de caráter educativo, que está no ar nos sites oficiais e redes sociais do MME e Governo Federal, foi dirigido aos consumidores residenciais, apresentando ações práticas do dia a dia que podem auxiliar na redução do consumo principalmente nos horários de maior demanda.
ONS INICIA PROCESSO PARA CONTRATAÇÃO EMERGENCIAL DE ENERGIA
Seguindo a autorização contida nas Portarias Normativas N. 5/21, N. 13/21 e 17/21 publicadas pelo Ministério das Minas e Energia, o Operador Nacional do Sistema abriu processo para recebimento de propostas de energia de geradores de fonte termelétrica que não possuem contrato de comercialização de energia elétrica. A contratação se dará em caráter excepcional e temporário (6 meses) visando suprir eventual déficit de energia causado pelo baixo volume dos reservatórios. Os agentes geradores interessados devem se atentar às regras estabelecidas nas portarias publicadas e enviar suas propostas através do Portal de Relacionamento com os Agentes SINtegre do ONS.
SIN REGISTRA AUMENTO DE 8,1% EM JUNHO
O Sistema Interligado Nacional divulgou
PRÓ-INDUSTRIAL
boletim informativo de carga referente ao mês de junho, apresentando crescimento de 8,1% comparado ao mesmo mês do ano passado. Essa elevação do consumo foi puxada principalmente pelo setor industrial, pela retomada da economia e o cenário mais otimista causado pela confiança dos setores de comércio e serviços devido o avanço da vacinação pelo País.
AGOSTO – BANDEIRA VERMELHA PATAMAR 2
Conforme já previsto, o mês de agosto terá a manutenção da Bandeira Tarifária no seu nível mais elevado, Patamar 2, que após o aumento do último mês passou a ser de R$ 94,92 para cada 1 MWh consumidos. O Patamar 2 foi mantido devido às afluências nas principais bacias hidrográficas estarem no período mais crítico registrado, somado aos reservatórios também em níveis muito baixos, sendo necessário o acionamento de praticamente todas as usinas térmicas disponíveis, tornando o custo da energia bastante elevado.
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LEITURA EMPRESARIAL PLANEJAMENTO: CONTABILOMETRIA
Este livro apresenta as possibilidades de se adicionar ao planejamento econômico e orçamentário as principais técnicas de métodos quantitativos às demonstrações financeiras ou contábeis - a contabilometria - adequadas ao processo geral de planejamento econômico e financeiro das empresas. A obra tem como ponto de partida o planejamento estratégico, aprofundando-se em seguida no planejamento econômico e orçamentário.
DIVIDENDOS SEM MISTÉRIO
O livro mostra como qualquer pessoa pode usar a estratégia baseada em dividendos para garantir uma aposentadoria segura e confortável. No mundo todo, essa estratégia é utilizada por milhares de investidores, que recorrem aos dividendos e ao princípio dos juros compostos para construir fortunas por meio das Bolsas de Valores.
LIÇÕES DE VIDA E EFEITOS NA ECONOMIA
Inúmeras são as lições a serem retiradas desta pandemia de Covid-19, que virou nossas vidas de cabeça para baixo. A crise em que ora nos encontramos, sem precedentes nos últimos dois séculos, revela-se múltipla: econômica, filosófica, ideológica, social, política e ecológica. Assim, para evitar que as crianças de hoje sofram com a pandemia aos 10 anos, uma ditadura aos 20 e um desastre climático aos 30, o economista e escritor francês Jacques Attali propõe que passemos, sem demora, da economia da sobrevivência para a economia da vida.
DESIGN: ATO DE COMUNICAÇÃO
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Sasafdsds Por que alguns produtos satisfazem os consumidores, enquanto outros os deixam completamente frustrados? Em O design do dia a dia, o especialista em usabilidade Donald A. Norman analisa profundamente essa questão, mostrando que a dificuldade em manipular certos produtos e entender seu funcionamento não é causada pela incapacidade do usuário, mas sim por uma falha no design do que foi fabricado. Para o autor, design é mais do que dar uma bela aparência a alguma coisa: é um ato de comunicação, que transmite a essência da operação do objeto e implica o conhecimento do público para o qual ele foi criado.
INDÚSTRIA 4.0
Nos últimos anos, em especial no final da década de 2010, um novo modelo de indústria começou a ser desenvolvido, com base na preferência do cliente, na produção enxuta, no cuidado com o meio ambiente e no controle remoto de todo o processo produtivo, que ganharam prioridade e tornaram-se fundamentais para que a indústria ganhasse competitividade. A partir dessa inovação, teve início à Quarta Revolução Industrial, conhecida como Indústria 4.0, hoje uma tendência mundial.
OPINIÃO
A indústria antes e depois do AgreGO Alguns números retratam o que aconteceu ontem. Outros, no mês. Mas os melhores números são aqueles que abrangem longos períodos, ano ou até década. Estes sempre nos dão motivos, sem contraindicações, para ajustar discursos e estratégias. A divulgação da Pesquisa Industrial Anual (2019), a PIA, nos mostra claramente o que percebemos nas reuniões com empresários, nos encontros setoriais e nos balanços das empresas. Estamos perdendo fábricas e vagas no mercado de trabalho em um ritmo muito preocupante. Dos anos 1980 até 2010, acumulamos fábricas. Expandimos nosso parque fabril de um mero coadjuvante a protagonista na indústria brasileira – com liderança em alguns setores e diversificação respeitada por ser uma jovem indústria, de 40 anos, chegando ao cenário que os maiores já ultrapassavam o primeiro centenário da sua revolução industrial. Em Goiás, começou nos anos 1970 e ganhou forma a partir dos anos 1980, com bons ciclos. Só para comparar, nos Estados do Sudeste, essa revolução ainda foi no século anterior entre os anos de 1880 a 1920. Uma diferença brutal. Somos a jovem indústria brasileira. Mas a jovem indústria brasileira deu um repique que incomoda na última década. O número de unidades locais de empresas industriais com pelo menos cinco pessoas ocupadas é o menor nos últimos nove anos em Goiás. Veja o que nos preocupa: foram identificadas 6.377 unidades locais de PRÓ-INDUSTRIAL
empresas industriais com cinco ou mais pessoas ocupadas em Goiás. Quando comparado com 2018, observa-se uma retração de 215 indústrias a menos, encolhendo nosso parque fabril em 3,3%. Ou seja, durante o último ano, por semana, perdemos cerca de quatro fábricas. É um movimento perigoso. E precisamos salvar nossas indústrias. Os números a seguir, oficiais (do IBGE) mostram o quanto é forte o impacto industrial em Goiás. As 6.377 indústrias instaladas no Estado (considerando apenas as que têm mais de cinco funcionários e sem contabilizar a indústria da construção civil) geraram quase R$ 115 bilhões de receita líquida de vendas e pagaram um total de R$ 7,6 bilhões em salários para 227 mil pessoas ocupadas. São números robustos. Lembrando que nosso Produto Interno Bruto (PIB) é de R$ 200 bilhões. Veja a influência da industrialização no PIB: o valor bruto de produção industrial de R$ 109 bilhões, sendo que tem ainda R$ 72,5 bilhões em custos das operações industriais – que são repasses e contratações de serviços e compras para abastecimento no comércio interno e externo. É fantástico o peso industrial em Goiás. Esses números são oficiais – os bons e os ruins – e são os números que lutamos para melhorar diariamente. Perder indústrias é perder empregos, receitas e impostos. Perder ativos. Goiás reduziu sua força indústria na última década e não
pode se dar ao luxo de outra década, a que começou em 2020, de chegar menor em 2030. O AgreGO, que o governo estadual e o Fórum de Entidades Empresariais (FEE) têm como aposta certa de transformação da indústria goiana para a próxima década, é o melhor entre todos os remédios que temos para estancar essas perdas (esse sangramento). Digo mais, o AgreGO é caminho natural para crescer os negócios industriais goianos, o que reflete, de imediato, em melhorias econômicas e sociais. Menos fiscalismo, mais ações desenvolvimentistas. Menos desemprego, mais vagas. Mais arrecadação sustentável e segurança jurídica, mais confiança. O AgreGO é um projeto integrador, une os dois lados do balcão por um projeto maior. Sempre que setores público e privado caminharam pelo desenvolvimento, todos ganharam. O AgreGO já dá passos firmes nos últimos 30 dias na política estratégica e será referência nacional de plano diretor da industrialização e teremos menos manchetes sobre desindustrialização. Perder quatro fábricas por semana é uma desindustrialização gradativa e lenta. Perder mais de 7 mil vagas de empregos nestas fábricas que foram fechadas ou transferidas é atacar nosso futuro com desemprego e empobrecimento. O AgreGO revisará estes números em um ou dois anos, passando de fechamento às inaugurações.
EDWAL PORTILHO 'TCHEQUINHO', presidente-executivo da ADIAL
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AUTOMAÇÃO
A FORÇA DA AUTOMAÇÃO
INDUSTRIAL
A EXPANSÃO DA AUTOMAÇÃO É UMA DAS EXPLICAÇÕES DO CRESCIMENTO INDUSTRIAL DE GOIÁS
Goiás é um dos Estados emergentes que mais expandiu a indústria nas últimas décadas no Brasil. De 2003 a 2020, Goiás acumulou uma expansão de 51,2%, ficando atrás apenas do Pará, que puxado pela Vale, cresceu 88,7%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Mapa Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Estado tem o sétimo maior parque industrial do País, com mais de 15 mil indústrias no Estado. O diferencial de Goiás é sua diversificação e distribuição territorial – não tem uma dependência ou concentração em apenas um segmento ou região. A expansão continuada e os grandes investimentos sempre levam a busca de ampliar processos e linhas de produção que dão ganho de produtividade, segurança, desempenho e maior competitividade no produto final. O engenheiro Gabriel Franco, diretor da Support Automação Industrial, aponta que a procura por soluções integradas com automação é uma realidade sem volta em Goiás. “Já estamos em uma fase de amadurecimento, pois o empresário 24
e executivo já experimentaram alguns processos e buscam evolução e novas tecnologias. Os polos industriais de Anápolis, Rio Verde, Itumbiara, Goianésia e Catalão são as regiões onde as indústrias já possuem um nível de automação mais elevado, estão mais presentes, apesar de ser uma realidade de todo Estado." Para Gabriel, a busca dessas indústrias é por automação de processos baseados em conceitos da indústria 4.0, que englobam soluções de inteligência artificial, cybersegurança e até realidade aumentada, ou seja, tecnologia de ponta. “Muitas indústrias goianas estão investindo na digitalização de seus processos, onde os dados são utilizados de uma maneira mais eficiente, rápida e segura, trazendo como resultados análises desses dados para uma correta tomada de decisão”, destaca. A Support, explica ele, é distri-
Gabriel, da Support Automação Industrial, aponta que empresários querem ferramentas ágeis para tomar decisões estratégicas
buidora de marcas globais líderes em automação industrial, além de oferecer ao mercado uma gama extensa de produtos fabricados em sua sede em Aparecida de Goiânia, como painéis elétricos e os chamados CCMs (centro de controle de motores), com um time de engenheiros especialistas para suporte na pré-venda para especificação de projeto, conversão de itens obsoletos em retrofits (processo de modernização de equipamento já considerado ultrapassado ou fora da norma) e expansões industriais. “A busca por tecnologia de ponta e parcerias que garantam o funcionamento dos processos e soluções em automação são fundamentais para que as indústrias goianas cresçam mais rápido que a média nacional.” PRÓ-INDUSTRIAL