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Pró-Industrial 127

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EDITORIAL NOVOS PASSOS DA ECONOMIA Algumas décadas atrás, a indústria goiana era modesta. Poucos números, grande dependência. Era incipiente, pouco representativa e o Estado importava boa parte do que consumia, sem praticamente enviar nada para fora de industrializado. Hoje, podemos dizer que somos industrialmente superavitários – exportamos produtos para todo País e até exterior que compramos. É uma realidade de números grandes, segundo dados oficiais recentes divulgados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais), com mais de 1,5 milhão de pessoas envolvidas, entre trabalhadores, empresários, fornecedores e coligados. A indústria goiana, considerando que cada família tem duas a três pessoas, afeta diretamente como renda mais de 1,5 milhão de chefes de famílias, o que podemos dizer facilmente, 3 milhões de pessoas – ou seja, praticamente metade da população do Estado – tem algum tipo de relação de dependência do setor. Deste total, cerca de 400 mil são empregos diretos e com carteira assinada. São números de hoje. E os números de amanhã? Foi nessa perspectiva que a ADIAL deu os primeiros passos para pensar o que viria a ser o AgreGO, que pelo tamanho do projeto que começou a ser desenhado, exigiu um reforço de ideias e mãos. Trouxe o Fórum de Entidades Empresarial, que topou repensar e planejar o setor. Com a adesão da Magno Consultoria, o novo caminho, dando ao poder público a missão de organizar e conduzir o processo, pois a função de planejador econômico cabe ao governo estadual que fez a leitura correta e aderiu prontamente ao projeto. Como diz o presidente-executivo da ADIAL, Edwal Tchequinho, a indústria goiana é um ativo do Estado de Goiás. O lançamento do AgreGO, no início deste mês, representa uma ponte de transformação de potencialidade em um programa que pensa, projeta e dará as diretrizes da indústria goiana de 2022 a 2030. Neste segundo semestre, consultores, empresas e governo vão se debruçar e compreender o melhor formato para alcançar a expansão e o ritmo que se dará, estando os agentes econômicos cientes que os novos cenários exigem que se construa uma política industrial de longo prazo, que será base de uma política regional de desenvolvimento, que na verdade, é a base do plano integrado de expansão da indústria goiana na próxima década. Esse novo passo tem nome: AgreGO. Boa leitura, Leandro Resende.

SUMÁRIO

JUNHO 2021 Nº 127 ANO XIII

EDITORIAL Novos Passos da Economia 2.// AGREGO O Futuro da Industrialização 3-7.// INDÚSTRIA Visita Técnica da ADIAL a fábricas em Rio Verde 8-9// REFORMA ADIAL debate reforma com Ministério da Economia 10// NEGÓCIOS Piracanjuba é líder nacional de captação 11// M&P GSA, BRF, Minuano, Coca-Cola, Heineken, Qualy, Nestlé e Bunge 12-13//SETORIAL Cufa, Aprobio, Produção, Facilita e Painel Legislativo 14-16.// FOCO NA ENERGIA 17.// LEITURA 18.// OPINIÃO Edwal Portilho Tchequinho 18-19.// LOGÍSTICA Gigantes do Agro entram na logística 20.// 2

EXPEDIENTE Presidente do Conselho de Administração Otávio Lage de Siqueira Filho Conselho Nato Cyro Miranda, José Alves Filho, Alberto Borges e Cesar Helou Presidente-Executivo Edwal Portilho "Tchequinho' Vice-Presidente Financeiro Cesar Helou CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Otávio Lage de Siqueira Filho, Cesar Helou, José Carlos Garrote de Souza, Alberto Borges de Souza, Ananias Justino Jayme, Angelo Tomas Landim Junior, Carlos Luciano Martins Ribeiro, Heribaldo Egídio da Silva, Antônio Benedito dos Santos, Olímpio José Abrão, Paulo Sérgio Guimarães Santos, Evaristo Lira Baraúna, Luciano Araújo Carneiro, Rodrigo Melo, Pedro Alexis Suris Sacramento, Glorivan Parreira França, Julio Cezar Albieri, Oziris Ribeiro Silva CONSELHO FISCAL – EFETIVOS André Luiz Baptista Lins Rocha, Romar Martins Parreira, Sebastião Osmar Albertini, Helena Romeiro de Araújo CONSELHO FISCAL – SUPLENTES Eduardo de Oliveira , Francisco Tomazini, Geraldo Magela, Georges Hajjar

Produção e Edição Leandro Resende Ana Manuela Arantes Izabella Pavetits João Paulo Nogueira ANÚNCIOS: (62) 3922-8200 e (62) 99111-7715

PRÓ-INDUSTRIAL


AGREGO

O futuro da

INDÚSTRIA

PLANO DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL GOIANO ATÉ 2030 UNE SETORES PÚBLICO E PRIVADO NA ADOÇÃO DE AÇÕES DE PLANEJAMENTO, ESTRATÉGIA E INTELIGÊNCIA DE MERCADO


AGREGO

Agregar valor. Nada representa melhor a industrialização que esta expressão. E nada melhor para nomear um plano de desenvolvimento industrial que uma variação deste nome: AgreGO. As famosas e escassas políticas industriais, lançadas a cada cinco ou dez anos por várias gestões do governo federal, e revisadas durante sua execução, davam um norte para a expansão do setor no País. Este modelo de política estratégica setorial foi praticamente abandonado neste longo ciclo de recessão e estagnação da economia brasileira, iniciado em 2015. Goiás, por ser um pioneiro na industrialização dos Estados emergentes com os incentivos fiscais, deu um passo que o diferencia novamente. O passo inicial desta nova caminhada tem nome: o projeto de agregação de valor para o setor industrial de Goiás (AgreGO). Lançado no último dia 1º, propõe fortalecer o setor produtivo por meio de ações articuladas entre Governo de Goiás e Fórum de Entidades Empresariais. Acordo de cooperação técnica, assinado pelo governador Ronaldo Caiado durante solenidade no Palácio das Esmeraldas, tem vigência até 2030 e visa, entre outros objetivos, melhoria na geração de renda, incremento na arrecadação e equilíbrio fiscal. O AgreGO tem a cooperação da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado (Adial) e das demais co-irmãs do Fórum das Entidades Empresariais e é desenvolvido em parceria com a Magno Consultoria, que terá como objetivo de identificar gargalos e 4

"Objetivo é fazer com que a população goiana tenha os benefícios que possam ser gerados em decorrência de todos os investimentos a serem feitos", RONALDO CAIADO, governador de Goiás

propor soluções de curto, médio e longo prazos para aumentar a atração de novos negócios para o Estado. O AgreGO, articulado pela Secretaria-Geral da Governadoria (SGG), prevê ações a serem executadas até 2030, por meio de plano estratégico, com objetivo de estruturar, de maneira sustentável,

avanços para geração de renda e emprego em todo território goiano. O programa tem viés intersetorial e contempla a atuação de outras pastas, como Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) e da Economia. “Não acredito em improvisação. Algo para dar certo tem de ser muito bem estudado”, afirma governador. PRÓ-INDUSTRIAL


AGREGO

"A indústria entrega, além de produtos, centenas de milhares de empregos e bilhões em impostos anualmente em Goiás", OTAVINHO, presidente do Conselho de Administração da ADIAL Segundo o governador, o planejamento é fundamental. “Assim que conheci a iniciativa, dei todo apoio. Se o condicionante para que o projeto dê certo é a parceria do Estado, terão meu aval com o objetivo de fazer com que a população goiana tenha os benefícios que possam ser gerados em decorrência de todos os investimentos a serem feitos”, ‘PRÓ-INDUSTRIAL

pontuou e ainda reforçou: “Digo aos meus secretários: governo pode muito, mas não pode tudo, tem de ter parceiros, pessoas experientes, com vivência.” EXECUÇÃO O AgreGO é executado em etapas. A primeira delas, de seis meses, são as entrevistas setoriais e, em paralelo, com as secretarias

do setor público. A linha de atuação do programa prevê identificação das competências regionais e de análise dos fatores determinantes para a competitividade dos setores escolhidos. Serão analisados também os índices de risco para a rea-lização de investimentos e aporte em programas governamentais de ações que visam ampliar a competitividade das empresas, para assegurar o aumento da sua participação no cenário nacional e global. O AgreGO passa a ser integrado ao planejamento estratégico do Estado. A meta é promover mudanças para garantir resultados efetivos na geração de renda, incremento da arrecadação e equilíbrio fiscal. Ao encerrar o ciclo de entrevistas e análises, inicia uma etapa de execução. De 2022 a 2024, o objetivo do planejamento é otimização da base industrial atual, com ações de expansão do parque e fortalecimento das cadeias produtivas. De 2025 a 2028, o AgreGO prevê a ampliação da base atual, com projetos que serão focados na atração de negócios. E, por fim, em 2029 e 2030, o foco na implantação de novos setores. O AgreGO foi apontado pelo presidente do Conselho de Administração da ADIAL, Otávio Lage de Siqueira Filho, como uma “página valiosa para a indústria goiana”. “O Governo de Goiás com o nosso apoio, do Fórum Empresarial e da Magno Consultoria inaugura no País uma política industrial estadual, que une setores público e privado na elaboração de um documento estratégico para 5


AGREGO uma década. No País é inédito, algo que será referência, copiado Brasil afora”. Para Lage, Caiado inaugura esse modelo “sem vaidade”, iniciativa que será a maior contribuição para transformar a próxima década no Estado em vários setores econômicos. “O AgreGO traz vários ganhos competitivos, pois vamos fortalecer a industrialização no Estado de produtos, entre eles, agropecuários, pois não nos falta matéria-prima, como milho, soja, leite, cana-deaçúcar, entre outros. A indústria entrega, além de produtos, centenas de milhares de empregos e bilhões em impostos anualmente em Goiás. Acelerar este movimento, vamos ampliar geração e distribuição de renda privada e, por meio dos impostos, benefícios sociais”, destaca Otavinho. O presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho Tchequinho, destaca o papel de integração que fortalece historicamente a indústria em Goiás. “O diálogo franco e transparente entre setores público e privado é determinante para o sucesso da industrialização em Goiás. O AgreGO é uma abertura dos dois lados para que seja pensado de forma inteligente, prática e produtiva o futuro da industrialização no Estado. É usar estudos e ferramentas de gestão para criar processos que levem ao desenvolvimento industrial.” Para o secretário-geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima, o AgreGO vem para dar embasamento e encontrar formas mais qualitativas para industrializar o Estado. Vai dar respostas sobre condições que precisam ser criadas para que efetivamente isso aconteça, 6

"Não tenho dúvida de que esse plano vai dar certo. Todos com o mesmo objetivo: gerar renda e empregos de renda produtiva", JOSÉ MÁRIO SCHREINER, deputado Federal e presidente da FAEG

"Espero que, em breve, tenhamos nossos primeiros resultados desse trabalho em conjunto", ADRIANO ROCHA LIMA, secretário-geral da Governadoria

Entidades apoiadoras Associação Comercial, Industrial e de Serviços (Acieg) Associação Pró-Desenvolvimento Industrial (ADIAL) Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) Federação do Comércio (Fecomércio-Go) Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias (Facieg) Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) Sistema da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) PRÓ-INDUSTRIAL


AGREGO

“para que a gente saia desse achismo de simplesmente dizer que é importante seguir por esse ou aquele caminho. Trará elementos necessários para que se consolide uma política que possa tornar isso mais viável”, ponderou. Rocha Lima ressaltou, ainda, que o governo sempre ouve o setor empresarial e, dentro do possível, adapta as políticas públicas com o que vem de encontro a um maior desenvolvimento do Estado de forma mais acelerada. “Espero que, em breve, tenhamos nossos primeiros resultados desse trabalho em conjunto”. O CEO da Magno Consultoria, Roberto Lima, diz que o importante em um plano é ter prioridades e fazer escolhas e que esse processo começou com o lançamento do AgreGO. “Se queremos grandes empresas, elas trabalham fundamentalmente com planejamento, não aproveitam oportunidades, criam. E como realizo isso? Fazendo escolhas, desenvolvendo cenários, resolvendo conflitos e, principalmente, dando prioridades”, pontuou. Segundo Lima, a prioridade do plano é o crescimento dos setores industriais nos próximos anos. A atuação conjunta no AgreGO foi descrita pelo deputado federal e presidente da Federação Goiana de Agricultura (Faeg), José Mario Schreiner, como um momento especial, que é relevante para o Estado e toda população. “Podemos avançar com o que nos une: convergência. Essa é a palavra chave para todos nós que militamos em vários setores. Não tenho dúvida de que esse plano vai dar certo. Todos PRÓ-INDUSTRIAL

"Se queremos grandes empresas, elas trabalham fundamentalmente com planejamento, não aproveitam oportunidades, criam", ROBERTO LIMA, CEO da Magno Consultoria

com o mesmo objetivo: gerar renda e emprego”, afirmou. Estiveram presentes na solenidade os secretários de Estado José Vitti (Indústria, Comércio e Serviços), Cristiane Schmidt (Economia), César Moura (Retomada), Andréa Vulcanis (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) e Tony Carlo (Comunicação); o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), Renato de Castro; o superintendente de Produção Rural Sustentável, Donalvam Moreira, que representou o secretário de Agricultura, Pecuária

"O AgreGO é uma abertura dos dois lados para que seja pensado de forma inteligente, prática e produtiva o futuro da industrialização no Estado", EDWAL P. TCHEQUINHO, presidente-executivo da ADIAL

e Abastecimento, Tiago Freitas de Mendonça; o presidente executivo da Adial, Edwal Portilho; os presidentes André Rocha (Sifaeg), Valdir Ribeiro da Silva (FCDLGO), Rubens José Fileti (Acieg); o representante do conselho da Facieg, Ubiratan da Silva Lopes; o diretor da Fecomércio, Ricardo Rodrigues Gonçalves; representantes da ADIAL, Cesar Helou, Alberto Borges e os conselheiros Paulo Sérgio Guimarães, Heribaldo Egídio da Silva, Hugo Garrote, Oziris Ribeiro Silva; e conselheiros da Magno Consultores, Nelson Vas Hacklauer e Vitor Bernardo Madeira.

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INDÚSTRIA

VISITA ADIAL à Cereal e à Comigo, em Rio Verde ADIAL REALIZA VISITA TÉCNICA À INDÚSTRIAS EM RIO VERDE. SECRETÁRIOS PARTICIPAM DE COMITIVAS Visitas às plantas industriais do Estado estão entre as atividades estratégicas da Associação Pró-Industrial do Estado de Goiás (Adial) para verificar de perto a realidade da indústria goiana, seu progresso e necessidades. No dia 22 de junho, o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho 'Tchequinho', esteve em duas grandes empresas: na Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), onde pôde acompanhar os procedimentos do novo parque fabril de rações, com a utilização de tecnologia 4.0; e no Grupo Cereal, que atua com a expansão do biodiesel. Projetos que merecem atenção especial dos setores privado e público. “Importante conhecer e destacar novos investimentos industriais, avanços de tecnologia e geração de empregos e produtos com cada vez maior valor agregado", afirma 'Tchequinho'. 8

Diretoria da Comigo apresentou novos investimentos da empresa em fábrica de rações para comitiva da ADIAL: mais de 140 formulações de alta qualidade

7 mil Cooperadorados e 2,8 mil empregos, o complexo da Comigo é um dos mais relevantes de Goiás. Cooperativa tem unidades em 15 cidades Como parte de integração e estudos do projeto AgreGO - um planejamento macro do desen-

volvimento industrial de Goiás -, também estavam na comitiva das visitas técnicas, a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) e a Secretaria-Geral da Governadoria (SGG), ambas com seus secretários, José Vitti e Adriano Rocha Lima, respectivamente. "Parceiros que compreenderam a relevância de fortalecer as várias cadeias produtivas em atividade no Estado”, completou o presidente-executivo da Adial. Na Comigo, a comitiva foi recePRÓ-INDUSTRIAL


INDÚSTRIA

INCENTIVOS FISCAIS

Comitiva da ADIAL participou de visita às dependências da matriz da Cereal, administrativas e produção. Grupo tem 12 unidades

bida por toda diretoria e pelo presidente da cooperativa, Antônio Chavaglia. A empresa possui mais de 7 mil cooperados, gera mais de 2.800 empregos, é atualmente um complexo industrial em Rio Verde (GO), além de ser o centro de operação de toda produção de um total de 15 unidades em várias cidades. A nova fábrica de rações produz mais de 140 formulações com alta qualidade e tecnologia de automação e produção industrial. Durante a visita ao Grupo Cereal, empresa destaque na industrialização de grãos e energia do Sudoeste Goiano, foi apresentado mais de perto o projeto de biocombustíveis da empresa, uma planta com capacidade de processar mais de 600 mil litros por dia, sustentável, não-poluente e que gera e agrega renda ao produtor local. A empresa conta com 12 unidades armazenadoras localizadas no ‘PRÓ-INDUSTRIAL

600 mil

litros de biocombustível diariamente. Essa é a capacidade de produção do Grupo Cereal, fortalecendo a geração de emprego regional. Sudoeste Goiano, além de transportadora própria, o que garante agilidade no processo de originação dos grãos. O Grupo Cereal está presente nos estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo, a matriz do é situada em Rio Verde. “O complexo industrial da Cereal é composto por fábricas com tecnologia de ponta para esmagamento de soja (produção de farelo e óleo degomado) e nutrição

animal (rações, proteinados e sais minerais). Atua também no ramo de exportação (trade) e produção de biodiesel. É um case de sucesso e nos deixa sempre impressionados a cada visita”, destacou Tchequinho, que a todo momento foi acompanhado na visita pelo fundador e pelo presidente do Grupo Cereal, respectivamente, Evaristo Baraúna e Adriano Baraúna. No encontro com os executivos das duas empresas a pauta foi a definição de projetos e de ações comuns, entre os setores privado e público, para fortalecimento de toda a cadeia produtiva da soja com o fim de gerar ainda mais empregos e renda para os goianos. Vitti disse que o governo está atento às demandas do setor que pode crescer ainda mais. Adriano destacou que as parcerias são fudamentais na promoção do crescimento econômico do Estado. 9


REFORMA

TRIBUTOS

na pauta com Ministério da Economia

ADIAL DISCUTIRÁ REFORMA TRIBUTÁRIA COM EQUIPE DO MINISTÉRIO DA ECONOMIA Após encontro com o presidente Jair Bolsonaro, em Anápolis, há um mês, quando a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL) manifestou a sua grande preocupação com os caminhos da reforma tributária, o presidente solicitou que fosse marcada uma audiência em Brasília, que envolvesse também o Ministério da Economia, quando a associação poderia detalhar suas preocupações e até sugerir soluções. "As condições econômicas dos últimos 12 meses pioraram para o empresário. O ambiente de juros está mais restritivo – saímos de uma taxa de piso histórico de 2% ao ano para mais que o dobro, pois nesta semana, o Banco Central a elevou para 4,25%. É preciso aprovar uma reformulação tributária do País que estimule a economia, e não o contrário", disse o presidenteexecutivo da ADIAL, Edwal Portilho Tchequinho. AADIAL, atendendo ao convite 10

Atendendo a convite da Presidência da República, ADIAL deve debater Reforma Tributária com equipe do Ministério da Economia

da Presidência da República, deve apresentar suas preocupações em uma reunião do seu corpo técnico e diretivo com a equipe econômica. "Vamos levar nossos estudos e preocupações do cenário tributário com as medidas reformistas e caminhos que devem levar a economia dos Estados emergentes ao colapso. Aproveitaremos para tocar na questão dos juros, pois a Política Monetária adotada segue um caminho de combater a inflação, mas precisa ser acompanhada de arranjos e soluções", disse. Para ADIAL, "que se dê veneno contra a inflação, mas que também se dê remédio para o crescimento econômico." Tchequinho aponta que para combater a inflação, não se tem permissão para explodir o desemprego, a desigualdade social e a falência de empresas. "Esse troféu nenhum governo quer levantar."

Nesta reunião, diz o presidenteexecutivo da ADIAL, vamos deixar claro que tememos muito o modelo fiscalista que o Brasil e os Estados têm se direcionado. "Já são mais de cinco anos de puro fiscalismo e o Brasil afundou mais e mais. O efeito colateral da covid-19 na economia encobre outros desastres. Nossa pandemia é também tributária. Estamos sufocados. Sem condições de trabalhar, desenvolver, gerar empregos e tributos. Se a economia privada falir, a público afunda junto", reforça. Tchequinho acredita que o diálogo é fundamental. "A ADIAL defende ações que promovam o crescimento e o desenvolvimento. A economia deslanchando, teremos mais empregos, investimentos produtivos e mais tributos - que precisa vir com a expansão, não apenas da reforma." PRÓ-INDUSTRIAL


NEGÓCIOS

PIRACANJUBA é líder nacional de captação de leite PELA PRIMEIRA VEZ EM 24 ANOS, A NESTLÉ FICA FORA DO RANKING. LEVANTAMENTO É DA ABRALEITE Pela primeira vez a dona da marca Piracanjuba, empresa goiana Laticínios Bela Vista, supera a Nestlé e lidera o ranking de captação de leite no País. O levantamento feito anualmente pela Leite Brasil, associação de produtores incorporada pela Abraleite, está na 24ª edição e a Nestlé liderou o ranking das 23 anteriores. A Bela Vista, que estava na segunda posição em 2019, em janeiro do ano passado, adquiriu três unidades que pertenciam à Nestlé – São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul - e assumiu a liderança, com aumento de 23% na captação, para 1,8 bilhão de litros em 2020. A empresa também ampliou a capacidade nesses locais para fabricar leite condensado, creme de leite e achocolatado. No ano passado, a empresa registrou faturamento de R$ 6,5 bilhões, um aumento de 54% ante o ano anterior. Para este ano, a expectativa de expansão é de 10%. ‘PRÓ-INDUSTRIAL

Laticínios Bela Vista é uma das quatro maiores indústrias de laticínios do Brasil e tem recebido importantes premiações e reconhecimentos nacionais e internacionais

De acordo com o vicepresidente da Abraleite, Roberto Jank Jr., a lista de 12 participantes, que responderam por 7,5 bilhões de litros captados no ano passado, aponta concentração setorial, um movimento que vem se notando ano a ano. Enquanto as indústrias captaram 4,2% mais do que em 2019, o número de fornecedores cresceu 1,3%, para 29 mil. Cada produtor entregou, em média, 480 litros, um aumento de 2,8%. LATICÍNIOS BELA VISTA O Laticínios Bela Vista possui um portfólio com mais de 180 produtos, distribuídos nas marcas Piracanjuba, Pirakids, LeitBom,

ChocoBom e MeuBom. Mantém duas grandes parcerias: Blue Diamond (cooperativa americana produtora de amêndoas), para produção e comercialização da marca Almond Breeze; e Nestlé, para a produção e comercialização das marcas Ninho e Molico, na modalidade leite UHT. A empresa reúne sete Unidades Fabris, localizadas em Bela Vista de Goiás (GO), Governador Valadares (MG), Maravilha (SC), Sulina (PR), Araraquara (SP), Três Rios (RJ) e Carazinho (RS). Juntas, as fábricas têm capacidade de processar mais de 6 milhões de litros de leite por dia, mobilizando mais de 3,4 mil colaboradores diretos. 11


MARKETING & PRODUTOS

Heineken

Minuano As marcas de produtos para a casa e roupas Minuano e Assim, ambas da indústria nacional Flora, estão ampliando seus portfólios com o lançamento de novos tamanhos de embalagens para lava-roupas em pó. As embalagens flexíveis no formato bag têm as versões de 450 gramas, 900 gramas, 2,7 quilos e 4,5 quilos. Para a Flora, as opções atendem a uma crescente demanda dos consumidores por embalagens menores, que exigem um menor desembolso, e do tipo tamanho família, que entregam uma maior economia por quilograma de produto.

O grupo Heineken anunciou em julho seu principal lançamento do ano. A cerveja puro malte Tiger, uma das principais marcas globais do grupo, chega ao Sul do País em julho e em agosto nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil. “O mainstream é hoje o maior segmento do mercado brasileiro de cerveja, responsável por cerca de 62% do volume. No último ano, as marcas puro malte ganharam mais espaço e relevância, crescendo 39% ”, diz Maurício Giamellaro, CEO do Grupo Heineken.

Bunge

Nestlé

A Bunge, maior compradora e processadora de trigo no Brasil, anunciou a retomada da operação de moagem no Moinho de Brasília, cujas atividades de processamento estavam suspensas há cerca de três anos. Com capacidade para o processamento de 300 toneladas por dia, a unidade atenderá o mercado nacional produzindo farinha de trigo para panificação, indústrias, consumo final, além de farelo de trigo. Inaugurado em 2000, o moinho operava apenas o Centro de Distribuição (CD) desde 2018, quando a moagem foi suspensa para estudos de adequação. Incluindo o CD, a unidade emprega agora mais de 60 funcionários.

O Leite Moça, da Nestlé, completa um século no Brasil e substitui a personagem camponesa que estampa as latas do produto por ilustrações de seis mulheres brasileiras. A ação faz parte da campanha “Leite Moça 100 anos. Tudo que pode dar certo vai dar certo”, criada pela FCB Brasil. A edição especial é ilustrada por Débora Islas e traz os desenhos de Dona Sônia, Bia, Gabriela, Angela, Tia Bena e ainda a mãe Terezinha com a filha Amanda. Depois de pesquisa realizada pela jornalista Adriana Terra, 100 histórias de brasileiras cujas vidas foram impactadas pela marca foram escolhidas. Outras narrativas estão sendo relatadas nas redes sociais de Leite Moça.

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PRÓ-INDUSTRIAL


BRF

A Sadia, marca da BRF, anuncia o lançamento de edição especial de embalagens para seus produtos, celebrando o primeiro ano da parceria da marca com a NBA. Itens como nuggets, pizzas, lasanhas congeladas, a linha Hot Pocket, Mac’N’Cheese, Salamitos e Coxinhas da Asa ganham nova roupagem, com os símbolos dos principais times da liga americana de basquete, além do logotipo da NBA. Cada produto terá um “representante” entre os times da NBA: os nuggets, por exemplo, trazem em sua embalagem o logo dos Denver Nuggets, consagrada equipe do Colorado.

Coca-Cola Após quase 10 anos sem comunicação direta com o consumidor, o guaraná Kuat lança “Curta seu sabor, viva seu lugar”, que irá homenagear as peculiaridades de diversas regiões brasileiras. “Kuat é uma marca de 23 anos, que sempre foi conhecida como irreverente, jovem e ousada, mas que não se comunica com o consumidor há bastante tempo. Agora, queremos celebrar a pluralidade das culturas regionais brasileiras, que tem tudo a ver com guaraná, mantendo nosso tom irreverente e divertido”, diz Pedro Abbondanza, diretor Sênior de Marketing da The Coca-Cola Company.

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Qualy

A Qualy lançou sua nova campanha promocional “Casa nova Qualy” estrelada por um dos casais mais queridos do Brasil: Taís Araujo e Lázaro Ramos. Até 26 de setembro, os consumidores de todo o território nacional poderão participar da ação que sorteará diariamente vales-compra de R$ 3.600,00 e, ao final, uma casa, no valor de R$ 300 mil. Espaço de divulgação de ações de marketing e lançamento de produtos e serviços de empresas associadas. Para participar, envie texto e imagens para proindustrial@adial.com.br. ‘PRÓ-INDUSTRIAL

@adialgoias @adiallog adial

@adialgoias @adiallog adialgoias

REDES SOCIAIS DA ADIAL

Acompanhe a ADIAL nas redes sociais. Além do Facebook, onde ADIAL e ADIAL-LOG já estão presentes há quase dois anos, passa agora a contar com o Instagram e LinkedIn, com a proposta de divulgar mais as ações, reuniões e eventos da entidade e da Diretoria, além dos benefícios alcançados com o Clube de Compras da ADIAL, ADIAL Corretora de Seguros, ADIAL Negócios e ADIAL Social. Siga, curta e compartilhe nosso conteúdo e fortaleça o setor industrial. 13


SETORIAL

Heinz e Transzilli participam de ação da Cufa Goiás A Central Única das Favelas (CUFA-GO) realiza a distribuição de 264 toneladas de alimentos em Goiás, que beneficiará 13,3 mil famílias goianas. A entrega foi feita à lideranças para que elas distribuam os donativos à comunidade. A ação conta com apoio dos clubes de futebol (Goiás, Vila Nova e Atlético) e também contou com doadores master, doadores de prata e apoiadores. A campanha teve também parceiros importantes como as empresas Assaí Atacadista, Volvo Car, Carrefour Brasil, VR Benefícios, Gol Linhas Aéreas, Kraft Heinz e Transzilli que apoiam a campanha nacionalmente. A ação ocorreu no Estádio Serra Dourada, onde lideranças da CUFA de todo Goiás buscaram os donativos, em sistema drive-thru para distribuir à comunidade. Os alimentos serão distribuídos em 52 cidades do Estado. A quantidade arrecada é o resultado da Campanha Nacional Mães da Favela Futebol Clube, em que mais de 200 times de futebol de todo o País se mobilizaram para arrecadar alimentos para as pessoas que moram em periferias e favelas. O objetivo da distribuição desses alimentos por meio das lideranças comunitárias é que os alimentos cheguem às famílias que estão em desfavorecimento social, mas que a aglomeração seja evitada por conta da pandemia da Covid-19. “Tivemos a preocupação de evitar aglomerações nesse momento, mas ao mesmo tempo, atender a

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Em campanha que contou com clubes de futebol e empresas, CUFA distribuiu 264 toneladas de alimentos em Goiás e beneficiou 13,3 mil famílias

essas mães que estão sentindo os impactos da pandemia em suas casas”, explica o presidente da CUFA Goiás, Breno Cardoso. Essa mesma ação aconteceu simultaneamente em diversas capitais do Brasil. O ato encerrou a campanha Nacional Mães da Favela Futebol Clube que envolveu a CUFA, a Frente Nacional Antirracista e os mais de 200 clubes de futebol brasileiros em um ato sem rivalidades e por um único objetivo que é a arrecadação de alimentos para famílias vulneráveis de todo Brasil. Ao todo no Brasil, serão mobilizadas mais de 5 mil toneladas de alimentos em um único dia. Isso é um fato marcante e histórico e mostra a força da mobilização. “As pessoas

sabem que estamos atravessando um momento difícil e tem se mostrado muito solidárias, mas também percebemos que essa percepção do povo aliada ao apoio dos representantes de uma paixão nacional, que é o futebol, engaja muita gente a doar”, afirma Celso Athayde, fundador da CUFA. “Quando unimos as forças com os maiores clubes de futebol do Brasil sabíamos que a campanha seria promissora. Juntamos uma ação humanitária com a paixão nacional. Isso mostra o quanto às pessoas são solidárias e podem colaborar, sobretudo nesse tempo de pandemia onde temos grandes impactos nas periferias que sofre tanto”, destacou Breno Cardoso. PRÓ-INDUSTRIAL PRÓ-INDUSTRIAL


PROGRAMA DA ADIAL SOBRE INDÚSTRIA GOIANA COM FOCO SETORIAL E PODCAST NO SITE

Francisco Turra discursa durante posse na Aprobio, acompanhado pela diretoria

Turra assume Aprobio, Alberto Borges é vice O empresário Alberto Borges de Souza, diretor da Caramuru, assumiu a vice-presidência da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). A entidade será comandada pelo ex-ministro Francisco Turra, que assume a presidência do Conselho de Administração. A solenidade ocorreu no último dia 30, no Clube Naval, em Brasília. A formação do novo Conselho de Administração acontece quando a Aprobio completa 10 anos de existência. Durante esse período, a entidade foi liderada pelo empresário Erasmo Battistella. Fundada em 2011, a Aprobio atualmente conta com oito associadas. Juntas, essas empresas reúnem 12 usinas que somam capacidade produtiva anual equivalente a 2,67 milhões de m³ de biodiesel – apro-

ximadamente 24% do parque fabril nacional. Dois ministros prestigiaram o evento, Bento Albuquerque de Minas e Energia e Milton Ribeiro, da Educação. Em seu discurso, Francisco Turra afirmou que a entidade está investindo em novos biocombustíveis, "para deixar um legado a nossos filhos e netos e um mundo mais sustentável para as futuras gerações. Nosso propósito é verde, é sustentável, é Brasil", disse. A Aprobio representa um setor que vive significativa expansão. O Brasil desenvolveu uma cadeia qualificada, tornando-se líder global em biocombustíveis. O biodiesel emprega mais de 1,5 milhão de pessoas no Brasil, entre agricultores familiares, produtores rurais, agroindústrias e indústrias de insumos químicos.

A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL) passou a ter, desde agosto de 2020, um espaço bi-semanal (às quartas e sextas-feiras), às 11 horas, na Rádio Difusora Pai Eterno, de Goiânia. O programa se chama Desenvolvimento Industrial e tem como convidado semanal o presidente-executivo da entidade, Edwal Portilho "Tchequinho", que debate industrialização, emprego nas fábricas, questões de preço e de câmbio, exportações, entre outros temas industriais e econômicos. A partir deste programa, foi ampliada a parceria aos sites Goiânia Empresas (Goiás) e STG NEWS (Centro-Oeste) para produzir podcasts com os áudios já transmitidos na Difusora para abastecer também os sites com podcasts. "A ADIAL se movimenta em prol do setor", disse Tchequinho.

Goianos entre 100 maiores do setor

OTÁVIO LAGE DE SIQUEIRA FILHO RÓ-INDUSTRIAL ‘PPRÓ-INDUSTRIAL

O empresário Otávio Lage de Siqueira Filho (Grupo Jalles Machado) e o executivo André Rocha (Sifaeg/Sifaçúcar e Fórum Nacional Sucroenergético) estão entre 100 Mais Influentes da Energia da Década no Brasil. É o que mostra votação aberta realizada no site do Grupo Mídia e pesquisa de mercado feita este ano.

ANDRÉ LUIZ ROCHA

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SETORIAL Facilita termina com R$ 2 bi negociados O Programa de Regularização Fiscal Facilita, realizado pelo Governo de Goiás por meio da Secretaria da Economia, refinanciou a dívida de 130 mil contribuintes, somando R$ 2,4 bilhões. “Superou nossa expectativa, principalmente neste período de crise econômico-sanitária”, frisou a secretária da Economia, Cristiane Schmidt. Do total negociado, R$ 837,4 milhões foram à vista e R$ 1,54 bilhão, parcelado. Os contribuintes tiveram 150 dias para regularizar débitos com descontos de quase 100% nas multas e juros. Na reta final, a ADIAL ainda pleiteou e conseguiu ampliar até 30 de junho.

PAINEL LEGISLATIVO

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Grupo Transzilli compra centro logístico no ES

Produção industrial no vermelho

O Grupo Transzilli, operador logístico de Aparecida de Goiânia, adquiriu o Terca Armazéns Gerais, Centro Logístico e Industrial Aduaneiro (Clia) instalado há 25 anos em Cariacica. A operação prevê investimentos de R$ 65 milhões em dois anos, atração de novas empresas para o Espírito Santo e a abertura de 100 novos empregos diretos. Os primeiros investimentos, segundo o CEO da Transzilli, Osvaldo Zilli, serão para melhorar a infraestrutura do Terca, o que deve ser concluído nos próximos meses. “Com esse novo investimento no Terca, novas empresas se instalarão", disse o executivo.

A margem de expansão que a produção industrial em Goiás acumulou na primeira fase da pandemia acabou e o indicador - avaliando os últimos 12 meses - está no vermelho. Em abril, a queda em Goiás foi de 8,7%, em comparação com o mesmo período de 2020. O dado é da Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) divulgada pelo IBGE em junho. Na comparação entre abril e março deste ano, a queda foi menor: 3,6%. Na comparação com mesmo mês do ano passado, o Estado com maior queda na produção foi a Bahia (-10%). Em seguida vem Goiás (– 8,7%) e Mato Grosso (-2%).

A equipe técnica da ADIAL acompanhará tramitação de Projetos na Assembleia Legislativa e vai atualiazar a cada mês neste painel que trará detalhes do projeto, autor, ementas e tramitação. Siga nossa coluna na revista.

PRÓ-INDUSTRIAL PRÓ-INDUSTRIAL


FOCO NA ENERGIA

Paulo H. Magalhães

BANDEIRA VERMELHA PATAMAR 2 Diante da crise hídrica e energética instalada, com reservatórios registrando índices alarmantes para o período e com todas as usinas térmicas disponíveis em funcionamento para suprir a demanda de energia, ingressamos no mês de julho com a Bandeira Tarifária em seu nível mais elevado, denominado Patamar 2. Lembrando que em razão desta crise, a ANEEL aprovou o reajuste de 52% no valor da bandeira tarifária vermelha patamar 2. Outras medidas, como aumento no valor das tarifas e publicidades educativas aos consumidores, estão sendo tomadas para frear o consumo de energia elétrica, justamente no momento em que a pandemia começa a dar sinais de redução nos índices de contaminação e perdas de vidas em função da evolução da vacinação pelo país. Quando seria necessário choque de medidas positivas para retomada acelerada da economia, corremos o risco real de racionamento de energia no país!

E AGORA ? Falando nisso, com a evolução da vacinação e a melhora dos setores comercial, serviços e industrial, o mês de junho registrou crescimento da carga de energia comparando com o mesmo período do ano de 2020, sendo que para o mês de julho o ONS prevê 4,7% de crescimento, podendo chegar a 66.286 MWmédios. E OS RESERVATÓRIOS ? Com um dos piores índices de chuvas já registrados, os relatórios do ONS apontam que os reservatórios do Susbsistema Sudeste/CentroOeste, onde se concentram mais da metade da capacidade de armazenamento, chegarão ao PRÓ-INDUSTRIAL

final do mês de julho com 26,6% de EAR (energia armazenada), nível inferior ao registrado em 2001 quando enfrentamos racionamento de energia. GESTÃO DA CRISE Apesar de negar o risco de racionamento de energia, o Ministério das Minas e Energia e o ONS emitiram alerta de risco hídrico e divulgaram anunciaram medidas para evitar um novo “apagão”, e o Governo Federal publicou Medida Provisória nos últimos dias do mês de junho, centralizando a gestão da crise no Ministério das Minas e Energia (MME) e criando um comitê de crise com o objetivo de monitorar diariamente os indicadores de geração, transmissão e distribuição de energia.

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LEITURA EMPRESARIAL A TRIGONOMETRIA DO INVESTIMENTO

A base dos processos de investimentos da gestora de recursos Trígono Capital está detalhada neste livro, que reúne uma sucessão de resenhas com dados, conceitos e importantes insights para aqueles que desejam ampliar conhecimentos em educação financeira.

ESTATÍSTICA E NEGÓCIOS

Estatística aplicada à administração e economia apresenta uma introdução conceitual à estatística e suas aplicações. Orientado à análise de dados e de metodologia estatística, o texto oferece uma boa preparação para o estudo de material estatístico. Apresenta uma didática muito bem estruturada, com exercícios que exigem que os alunos utilizem fórmulas e material do capítulo em situações reais. O conteúdo desta edição apresenta-se reduzido quando comparado com o da edição original, em inglês. A adaptação foi feita usando como referencial técnico o conteúdo abordado pelas disciplinas em que o uso da Estatística é mais presente.

AS DEZ EQUAÇÕES QUE REGEM O MUNDO

Relacionando a temas do dia a dia, David Sumpter mostra como a matemática está presente em nossas vidas e nos dá uma perspectiva diferente para encará-la. As dez equações que regem o mundo é sobre as fórmulas que fazem nossa vida se mover. Elas são essenciais para tudo ― desde fundos de investimento a sites de apostas e fenômenos da mídia social ― e podem ajudar você a aumentar sua chance de sucesso, se proteger de perdas financeiras, viver com mais saúde e enxergar além do medo. Pré-venda: será lançado em 16 de agosto.

DENTRO DA CAIXA

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Sasafdsds Em direção oposta ao que comumente a sabedoria empresarial afirma ― que para forjar uma solução original e poderosa para os problemas, devemos pensar fora da caixa ―, Drew Boyd e Jacob Goldenberg mostram, com base em sua experiência nos mundos corporativo e acadêmico, que esta não é necessariamente a melhor solução. Embora pareça contraintuitivo, a inovação e a criatividade são o resultado de trabalhar com o que nos é familiar (sim, dentro da caixa), usando uma série de modelos que canalizam o processo criativo de maneira a nos tornar mais – e não menos – criativos.

OS BASTIDORES DO INSTAGRAM

Nestas páginas, Sarah Frier, jornalista da Bloomberg, revela como o Instagram se tornou o aplicativo do momento, transformando nossa cultura e economia no processo. Sem filtro explora como o Instagram mudou a maneira de fazer negócios no mundo todo, criando uma nova economia de influenciadores e encabeçando um modelo que vende um estilo de vida. O livro analisa os efeitos do aplicativo na cultura popular, como ele redefiniu o conceito de celebridade e colocou pressão para ficarmos on-line – ao ponto de deformar nossa percepção da realidade.


OPINIÃO

AgreGO, um passo desenvolvimentista A industrialização é um caminho para o desenvolvimento. Goiás deu passos firmes neste sentido. A indústria goiana é um ativo do Estado de Goiás. De fábricas incipientes e produção insuficiente para o próprio consumo, nos anos 1970, Goiás se tornou um Estado industrializado em 40 anos, destaque nacional em vários segmentos do setor. No último dia 1o, Goiás deu mais um passo importante rumo ao desenvolvimento, com o lançamento do AgreGO, um programa que pensa, projeta e dará as diretrizes da indústria goiana de 2021 a 2030. Se formos explicar, em poucas palavras, o AgreGO é de fato a base para construção de uma política industrial de longo prazo, antes, comum no governo federal, mas que durante este longo ciclo de estagnação e recessão, desde 2015, pouco se falou em plano integrado de expansão da indústria. Novamente, Goiás sai na frente. Se inauguramos a industrialização dos Estados emergentes com os programas de incentivos fiscais, com o AgreGO vamos dar um salto no planejamento setorial estratégico via governos estaduais. O governo de Goiás adotou o AgreGO, com apoio irrestrito do Fórum Empresarial, com ação direta da ADIAL na construção deste amplo projeto. Goiás, novamente, será copiado por estar na vanguarda dos PRÓ-INDUSTRIAL

Estados emergentes e vamos estar à frente, pois setores público e privado, quando caminham juntos na indústria, a consequência é benigna, com mais investimentos, empregos e desenvolvimento econômico e social. O AgreGO será desenvolvido a partir da análise de entrevistas com representantes do Setor Produtivo, Fórum das Entidades Empresariais de Goiás e representantes do Governo do Estado de Goiás. O diálogo técnico, na prática, é isso. Convergência de objetivos e transformação de potencialidades. É um passo firme de repensar a revisar a industrialização e planejar seu novo ciclo de expansão. A integração de projetos, ideias e objetivos vai transformar e pode levar um novo salto de expansão da nossa indústria. A grande expansão industrial está ligada a união do setor produtivo e do planejamento e execução de ações do setor público. O AgreGO profissionaliza e moderniza, com inteligência de gestão e processos, essa expansão, ao estudar e entender todos agentes envolvidos e suas vantagens competitivas. Historicamente, a ADIAL trabalha, desde sua fundação, para colaborar para o desenvolvimento de Goiás. Já produziu e se envolveu em dezenas de estudos e projetos de execução para melhoria

dos negócios em Goiás. Estivemos juntos desde a ampliação dos programas à atração de empresas, da capacitação a luta histórica, de décadas, pela legalização dos incentivos fiscais, somos incansáveis nesta luta pela valorização da indústria local. Criada há 25 anos, a ADIAL participou integralmente deste salto da indústria goiana, que figurava entre 13º e 15º maior parque industrial do País, para hoje ser o 7º maior, superando Estados tradicionais. A expansão industrial do Estado nos últimos 20 anos só foi inferior à do Pará, por conta da mineradora Vale, o que nos coloca nessa posição diferenciada, pois temos uma indústria distribuída por mais de 200 municípios e que ocupa, entre trabalhadores, empresários e terceiros, 1,5 milhão de pessoas em Goiás – segundo dados oficiais da RAIS. A indústria é o grande diferencial de crescimento de países e Estados nas últimas três décadas. As fábricas atraem novos negócios, tecnologia, aumenta capacitação de mão de obra, serviços mais qualificados e sofisticados, elevam a arrecadação tributária, distribuem renda privada e pública, via impostos, e, assim, promovem uma reformulação de todos setores nas regiões onde atuam. Queremos mais indústrias para Goiás. O AgreGO é o caminho.

EDWAL PORTILHO 'TCHEQUINHO', presidente-executivo da ADIAL

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LOGÍSTICA

Gigantes do agro criam a

CARGUEIRO

AS TRADINGS DO AGRONEGÓCIO AMAGGI, DREYFUS, CARGILL E ADM, COM O TIP BANK, SE UNIRAM PARA CRIAR EMPRESA DE LOGÍSTICA Em busca de melhorar a eficiência de suas operações, as tradings Amaggi, Louis Dreyfus Company (LDC), Cargill, Archer Daniels Midland (ADM) se juntaram ao TIP Bank para criar uma empresa de logística e pagamentos de fretes rodoviários do agronegócio, avançando em um segmento importante para captar margens de negociação de grãos. A nova empresa, cujo nome será confirmado posteriormente mas cogita-se que será Cargueiro, buscará dar mais eficiência e transparência à logística do agronegócio, setor que movimenta anualmente cerca de 48 bilhões de reais no país, segundo informações divulgadas pelas companhias. Com o acordo, que será submetido à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e seguirá para aprovação do Banco Central, as companhias do agronegócio ADM e Cargill se juntam à Cargueiro, criada em 2019 por Amaggi e Dreyfus, que já conta com cerca de 100 mil caminhoneiros e transportadoras cadastradas. O Tip Bank, por sua vez, é uma plataforma que teve origem em Mato Grosso em 2007, com o propósito de ser um instrumento de meio de pagamentos para o 20

modal rodoviário do campo. Seus usuários têm benefícios como cartão-frete, que oferece descontos no abastecimento de combustível em uma rede de mais de mil postos credenciados. "A revolução digital exige constante atualização e dedicação exclusiva. Queremos ser o parceiro que possibilite que o caminhoneiro, o transportador e o embarcador sejam incluídos nessas transformações sem perder o foco em suas atividades", destacou Luis Barbieri, executivo que está conduzindo a operação, em comunicado. A nova empresa deverá dis-

Nova empresa de logística das tradings ainda terá de ser aprovada pelo CADE e pelo Banco Central

putar mercado com a Bunge, que anunciou em maio uma parceria com a provedora de soluções de logística e tecnologia Target para criar a empresa Vector, com foco na digitalização do processo de contratação de frete rodoviário e outros serviços. A empreitada veio após pouco mais de um ano de funcionamento do aplicativo Vector, desenvolvido pelas companhias para a contratação de fretes da Bunge. PRÓ-INDUSTRIAL


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