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REVISTA DE NEGÓCIOS DA ADIAL
Maio de 2021 - ANO XIII
Indústria goiana supera década difícil e se mantém em 9o 126 PRÓ-INDUSTRIAL
GOIÁS PERDE PARTICIPAÇÃO NO PIB INDUSTRIAL DO CENTRO-OESTE, MAS TEM ALTA MÍNIMA NO NACIONAL. NO ENTANTO, AMPLIA MÃO DE OBRA, QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL E DISTRIBUIÇÃO DO SETOR NO ESTADO
EDITORIAL LIDERANÇA E LEGADOS O mundo dos negócios é bastante competitivo. Experiência, resiliência e um bom planejamento são determinantes para uma estratégia. O mês de maio de 2021 ficará registrado como um mês de uma grande perda, com o falecimento do executivo Raul Paulo Costa, que comandou a ADIAL de 2007 a 2011 como presidente-executivo, uma irreparável perda de um líder fundamental da indústria goiana. Inteligente, educado e diplomático, Raul foi estratégico na negociação e defesa dos incentivos fiscais quando do início da pior fase dos programas dos incentivos fiscais, neste período, já se pôde observar o início de uma gradativa redução dos programas. Para permanecer neste mesmo tema, outra pauta desta edição da Pró-Industrial 126 é a avaliação completa do estudo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) sobre o desempenho da indústria brasileira no ciclo 2008-2018. Ao comparar os resultados de Goiás a outros Estados, se identifica um arrefecimento da expansão goiana, por conta da mudança nas relações setor público e privado, recrudescimento do diálogo com perceptível redução dos incentivos e, evidentemente, enfraquecimento dos programas locais, perda de atratividade, o que beneficiaram diretamente os Estados emergentes que atualizaram seus programas, ficando mais competitivos e em um ambiente de menor conflito (insegurança jurídica). Goiás perde indústrias e projetos de expansão, que migram para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, por exemplo, Estados que têm desempenhos muito superiores ao nosso. Para os programas de incentivos goianos, que durante três décadas enfrentaram uma pressão externa muito forte contra sua política de desenvolvimento regional, na última década, foram combalidos pelo 'fogo amigo', ataques internos, e saíram enfraquecidos, perdendo 5 pontos porcentuais de participação no PIB industrial do Centro-Oeste - apesar de registrar no período uma tímida expansão. Não só pontos porcentuais, mas empregos e investimentos, que nunca mais voltaram como eram no momento que o diálogo puramente desenvolvimentista. Quando o papo ficou fiscalista e o bombardeio foi forte, os investimentos reais e de peso foram embora. Boa leitura, Leandro Resende.
SUMÁRIO
MAIO 2021 Nº 126 ANO XIII
EDITORIAL Liderança e legado 2.// INDUSTRIALIZAÇÃO Do zero ao bilhão 3-7.// HOMENAGEM Raul Paulo: trajetória de um desenvolvimentista 8-9// PRODUÇÃO Indústria goiana volta a fechar no azul 10// NEGÓCIOS CAOA completa 14 anos em Anápolis 11// M&P GSA, Heinz, Perdigão, Piracanjuba, Flora-JBS, Sadia, Minuano, Coca-Cola e Bunge 12-13// SETORIAL Emprego, RRF, Reforma Tributária e Investimentos 14-15.// LEITURA 16.// FOCO NA ENERGIA 17.// OPINIÃO André Abrão - Edwal Portilho Tchequinho 18-19.// LOGÍSTICA Gigantes do Asfalto 20.// 2
EXPEDIENTE Presidente do Conselho de Administração Otávio Lage de Siqueira Filho Conselho Nato Cyro Miranda, José Alves Filho, Alberto Borges e Cesar Helou Presidente-Executivo Edwal Portilho "Tchequinho' Vice-Presidente Financeiro Cesar Helou Vices-Presidentes e Conselheiros Alexandre Baldy Sant’anna Braga, Alfredo Sestini Filho, Ananias Justino Jayme, Angelo Tomaz Landim Júnior, Carlos Luciano Martins Ribeiro, Domingos Sávio Gomes de Oliveira, Domingos Vilefort Orzil, Heribaldo Egídio da Silva, José Alves Filho, José Domingos Francischinelli, José Carlos Garrote de Souza, Márcio Botelho Teixeira, Marley Antônio da Rocha, Maximiliani Liubomir Slivnik, Olímpio José Abrão, Paulo Sérgio Guimarães Santos, Ronaldo Aspesi, Valdo Marques, Vanderlan Vieira Cardoso e Wilson Luiz da Costa. Conselheiro ADIAL-LOG Rivas Rezende da Costa Conselheiro Vice-Presidente ADIAL-LOG Glorivan França e José Costa Pereira Filho Conselho Fiscal - Efetivos André Luiz Baptista Lins Rocha, Antônio Benedito dos Santos, Evaristo Lira Baraúna e Romar Martins Parreira; Conselho Fiscal - Suplentes Luciano Araújo Carneiro, Luiz Alberto Rassi, Ricardo Vivolo e Sebastião Osmar Albertini. Produção e Edição Leandro Resende Ana Manuela Arantes Izabella Pavetits João Paulo Nogueira ANÚNCIOS: (62) 3922-8200 e (62) 99111-7715 PRÓ-INDUSTRIAL
INDUSTRIALIZAÇÃO
Do zero
ao bilhão
INDÚSTRIA GOIANA SE MANTÉM COMO 9a MAIOR DO PAÍS NA ÚLTIMA DÉCADA. MAIS DIVERSIFICADO E MELHOR DISTRIBUÍDO, SETOR MUDA ANTIGO CONCEITO: 'GOIÁS É UM ESTADO AGRO' PARA 'GOIÁS É AGRO E INDUSTRIAL' A formação econômica de Goiás tem vários momentos. Na sua primeira fase, de formação, a mineração do ouro, que atraiu os bandeirantes – ainda no século XVIII. Com o fim deste ciclo, começa a agropecuária de subsistência –
INDUSTRIALIZAÇÃO
agricultura familiar. No século passado, as ferrovias e rodovias inserem Goiás na economia nacional, de fato, e Estado ganha destaque no comércio local e regional. A indústria, por outro lado, é algo distante – com poucas unidades e apenas empresas para atender a própria cidade ou região, como olarias, pequenos frigoríficos e laticínios ou confecções. Mas como Goiás, um Estado incipiente na indústria até o fim dos anos 1970 e importador praticamente de tudo que consumia de produto industrializado, se torna o sétimo maior parque fabril do País e a nona maior economia com participação no PIB industrial brasileiro? Não foi um movimento orgânico. Foram ações de política pública voltadas para atração de investimentos e expansão dos negócios locais que fizeram do setor o maior gerador de empregos formais e indutor da criação de uma dezena de polos econômicos relevantes em todo Estado. Pode-se dizer que o Goiás industrial partiu do zero aos bilhões em três décadas de expansão e, nesta última década, de crescimento mais modesto. De um setor sem expressão e escassos números nos anos 1970, para maior empregador formal, uma cadeia produtiva fortalecida que envolve mais de 1,5 milhão de pessoas entre empresários e trabalhadores, forte arrecadador de tributos e destaque em vários setores no País, indutor do crescimento em regiões do Estado que têm a indústria como âncora da economia e da distribuição, estando 4
"(A indústria) Foi fundamental para economias do interior, para o comércio local, para o comércio exterior, para formação profissional de dezenas de milhares de goianos e, principalmente, para a distribuição de renda produtiva", OTAVINHO, presidente do Conselho de Administração da ADIAL presente em mais de 200 municípios goianos. Mas essa história é contada em vários capítulos, desde os governos de Leonino de Ramos Caiado, com a primeira lei que induzia à industrialização (1975); com Iris Rezende, com o Fomentar (1983); com Marconi Perillo, com o Produzir (1998); e Ronaldo Caiado, com o PróGoiás (2020). Se a história já tem vários capítulos, tem um protagonista: a competência do nosso industrial. Apesar de uma indústria recente, Goiás não foi mero coadjuvante na história atual do setor no País. Empreendedores, locais e os que para cá vieram, ajudaram a reescrever a atual história econômica brasileira. Sem citar milhares e milhares de empresas que surgiram aqui, mas dando alguns poucos exemplos. A Encol, apesar do seu capítulo final triste e judicializado, mudou a construção residencial no Brasil. A JBS, de um açougue em Anápolis,
transformou a industrialização de carnes no mundo. A Hypera, empresa que surge com origem na Arisco – primeira grande marca goiana nas eras dos incentivos – e segue para o case de sucesso mais bem sucedido de fusões e aquisições no País para ser, hoje, a maior indústria de medicamentos do País, com mais de 9 mil colaboradores. Se fosse o caso de alongar essa lista, teríamos aqui mais uns 10 casos representativos para contar em vários setores que Goiás influenciou o recente mercado industrial brasileiro – muitas histórias que ainda estão sendo escritas. Mas, de fato, essa introdução se faz necessária para reforçar a vitalidade da indústria goiana, jogar luz em um modelo de sucesso – o maior da nossa economia, talvez – e destacar nossos programas de incentivos fiscais, copiados por uma dezena de Estados emergentes durante as últimas décadas, mas que muitas vezes são atacados por agentes que pouco se informam ou PRÓ-INDUSTRIAL
INDUSTRIALIZAÇÃO ESTADO A ESTADO
PONTOS IMPORTANTES DO ESTUDO - São Paulo tem pior resultado (26o) da década - SP perdeu quase uma indústria goiana em participação (2,88%) no PIB industrial em dez anos. - Goiás tem leve ganho, mas é só 15o entre Estados no período - Goiás representava 54% da indústria do Centro-Oeste. Perdeu espaço e tem agora, 49%. - O Centro-Oeste teve ganho de participação de 1,68 p.p. no PIB industrial brasileiro. Chegou a 6,70%. - O MS foi 5o no nacional, avançou 0,9 p.p. nacionalmente. - O MT ficou em 7o, avançou 0,58 p.p. - O MT manteve o 15o PIB industrial. - O MS saltou de 19o para 14o. ‘PRÓ-INDUSTRIAL
sabem da importância econômica da industrialização. EMPREGO E RENDA Para o presidente do Conselho de Administração da ADIAL, Otávio Lage de Siqueira Filho, Goiás escreve sua história industrial interagindo e fortalecendo todos setores da nossa economia. "Foi fundamental para economias do interior, para o comércio local, para o comércio exterior, para formação profissional de milhares de goianos e, principalmente, para a distribuição de renda produtiva. Em uma conta simples, se são mais de 400 mil empregos diretos somando indústria da transformação e construção, pela média salarial do setor do Estado, são mais de R$ 800 milhões mensalmente só em salários - mais de R$ 10 bilhões por ano. Falando apenas em CLTs (carteira de trabalho), mas o setor movimenta mais que o triplo de trabalhadores e empreendedores, segundo dado da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), considerando empregadores, colaboradores, coligados e terceirizados. Ou seja, esse número poderia chegar a R$ 30 bilhões por ano somente em geração de remunerações. Mais que 10% do nosso Produto Interno Bruto (PIB). É impressionante a força da indústria goiana, e, mais impressionante, algumas pessoas atirarem pedras em um ativo tão valioso da nossa economia." O presidente-executivo, Edwal Portilho Tchequinho, reforça esse papel de integração do setor: "É difícil imaginar a receita tributária do Estado hoje sem a indústria. Ajuda ao ser um dos maiores 5
INDUSTRIALIZAÇÃO pagadores de impostos, mesmo com os incentivos fiscais, que na ponta da caneta, que dão um desconto real próximo da metade do ICMS para indústrias indutoras, por volta de 600 unidades, que geram mais de 150 mil empregos diretos, e milhares de dezenas de milhares de negócios satélites e centenas de milhares de empregos. Mais de um terço da arrecadação do Estado vem da indústria. O detalhe é que, nas indústrias incentivadas, imposto é pago sem inadimplência, pois quem tem incentivo fiscal não pode atrasar ou descumprir dezenas de obrigações um dia que seja, faça chuva ou faça sol, senão perde o benefício. Adimplência com imposto, com uma carga tributária pesada como é no Brasil, é raro. Empresa incentivada não precisa de Refis do ICMS e mantém uma fiel recorrência arrecadatória que tem um valor que o gestor público, que tanto sofre com sonegação e inadimplência, pode reconhecer." VALORIZAÇÃO Tchequinho entra em um tema que incomoda e é pouco debatido em Goiás: "A indústria precisa ser vista em Goiás por vários ângulos e valorizada. Não é o tanto que deveria. Em outros Estados, é motivo de orgulho regional, um ativo. Aqui em Goiás, muitos insistem em combater, tem hora que industrialização é tratada por alguns como uma doença. Falta de informação, em partes, mas também falta de vontade.” Para Tchequinho, Goiás, mesmo com um período difícil de enfrentamento das crises fiscais desde 2015 e uma tentativa de transferir para a indústria parte 6
MAIS DETALHES DO ESTUDO
do fracasso do desequilíbrio das contas públicas, o setor registrou um desempenho industrial importante – se mantendo como a 9ª maior economia industrial do País, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliando dados de 2008 e 2018. Apesar de ocorrer uma movimentação forte no TOP-10 com troca de posições, saída de alguns e entrada de outros, Goiás ficou firme na mesma posição apesar de
enfrentar uma década, como diz o executivo, de “pressão, reflexão e conflitos internos”. “Criticam os incentivos fiscais, mas sem a receita tributária das indústrias a situação seria dez vezes pior. O que vimos na última década foi um movimento claro de redução dos incentivos e perda de oportunidades de atração de grandes grupos e expansão dos que já estão instalados no Estado. Muitos foram embora e, outros, PRÓ-INDUSTRIAL
INDUSTRIALIZAÇÃO destinaram seus recursos para abrir unidades em outros Estados. Viraram e reviraram os contratos para destruir os incentivos e só fizeram foi destruir a imagem de um Estado que era visto como um novo horizonte industrial. Expulsamos empregos e empresas. Se, em toda última década, a atitude fosse diferente, Goiás seria, no mínimo, a 8ª economia, teria gerado pelo menos mais 100 mil empregos, e a arrecadação tributária estaria, pelo menos, 10% a mais que hoje.” Para Tchequinho, o fato de Goiás não ter saído de 9º lugar não incomoda. “Primeiro, porque avançar, na última década, uma ou duas posições no ranking da CNI seria necessário um grande planejamento e esforço expansionista. Passamos longe disso. Segundo, a manutenção da mesmo posição é até surpreendente, visto a evolução de outros Estados. É mérito exclusivo do empresário, que lutou arduamente, manteve seu negócio no Estado, gerou empregos. Empresário que viu a concorrência mais acirrada, a maioria que suportou não só uma insegurança jurídica de industrializar em Goiás, mas não cedeu aos vários convites para mudar de Estado. Fechar em 9º lugar está de bom tamanho para o Estado. Muitos previam uma queda para 10º ou 11º, o que não ocorreu.” A pesquisa da CNI tem como base dados do IBGE e compara biênios (2007-2008 e 2017-2018). O movimento neste ranking foi forte. Rio de Janeiro perdeu a segunda posição para Minas Gerais; São Paulo continua líder, mas com menor participação; Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tiveram PRÓ-INDUSTRIAL
"A indústria precisa ser vista em Goiás por vários ângulos e valorizada. Não é o tanto que deveria. Em outros Estados, é motivo de orgulho regional, um ativo", EDWAL P. TCHEQUINHO, presidente-executivo da ADIAL
resultados melhores que Goiás, aliás Estados que têm disputado e vencido a ‘concorrência’ com os goianos pelas novas indústrias voltadas para o agronegócio; a Bahia saltou de 11º para 9º para a indústria da transformação, jogando Goiás para 10ª – segmento industrial que Goiás é muito forte. Essa queda na indústria da transformação não foi suficiente para, no indicador geral, alterar a posição final do Estado, que foi a manutenção do 9º lugar. "Tudo é questão de modelo de desenvolvimento. Foi uma década em que mais questionou
a industrialização, algo que até é pouco inteligente, do que estimulou. O Estado, que não tem capacidade de produzir ou de gerar riquezas, precisa estimular a produção, para ter o que distribuir - e até para bancar seu custo. Jogamos contra a razão por uma década e temos certeza que esses números serão considerados em novas abordagens e projetos futuros." O estudo da CNI aponta que Goiás perdeu 7 pontos porcentuais na sua participação no PIB dos Estados no Centro-Oeste e 0,1 ponto porcentual no PIB industrial da região, que, pelo contrário, elevou graças a Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em 1,3 ponto porcentual a força da região no PIB industrial brasileiro. Estudo revela que indústrias goianas respondem diretamente por mais de 20% do PIB de Goiás, com R$ 36 bilhões e um arrecadação tributária muito representativa, com mais de R$ 3 bilhões de receita, respondendo por 31% de todo ICMS arrecadado em Goiás. A este número, soma-se mais R$ 554 milhões em IPI. De acordo com o economistachefe da CNI, Renato da Fonseca, São Paulo continua sendo o principal produtor industrial do País, mas a indústria brasileira tem migrado do Sudeste, que perdeu 7,5 pontos porcentuais na indústria de transformação, principalmente para as Regiões Sul e Nordeste, que aumentaram 3,2 pontos e 2,8 pontos respectivamente. São Paulo responde por 38,14% do valor adicionado da indústria de transformação, o segundo colocado, Minas Gerais, tem 10,10%.
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HOMENAGEM
TRAJETÓRIA DE UM DESENVOLVIMENTISTA RAUL PAULO COSTA, EX-PRESIDENTE EXECUTIVO DA ADIAL, DEIXOU SUA MARCA NA INDÚSTRIA GOIANA Em 18 de maio de 2021, a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (ADIAL) ficou em luto, um dia triste para a indústria goiana. Faleceu o ex-presidente-executivo da entidade, Raul Paulo Costa, de longa, vitoriosa e histórica trajetória de serviços prestados à economia goiana, ao setor industrial. Nascido em novembro de 1933, em Morrinhos (GO), Raul dirigiu e atuou ativamente em grandes indústrias e entidades nacionais. Em seus anos como presidente-executivo, Raul se empenhou na conquista de novos empreendimentos para o Estado, sempre em defesa dos programas de apoio à industrialização. “Continuamos lutando para trazer mais projetos. Evidentemente, tentando mostrar que benefício fiscal não é guerra fiscal”, explicou Paulo em entrevista ao jornal Diário da Manhã, em 2008. Na época, também destacou que o Estado sofria restrições. “Sinto-me à vontade para falar porque sou goiano, mas mudei para São Paulo 8
Raul Paulo Costa foi presidente-executivo da ADIAL entre os anos de 2000 a 2012, atuando em outros ciclos, antes e depois, como consultor jurídico
muito cedo. Vi São Paulo crescendo, e a disputa era para estar perto do porto. Nosso País tem um litoral enorme, mas só escolheram o Porto de Santos. E São Paulo não quer que os outros Estados cresçam.” Em nota de pesar oficialmente publicada pela ADIAL foi destacado que "Raul Paulo Costa sempre foi um excelente planejador, articulador, pensador de políticas para o setor industrial, mas, além de todos predicados profissionais, foi um grande amigo de todos na ADIAL e, por onde passou, marcou a história".
O governador Ronaldo Caiado também prestou solidariedade à família do empresário Raul Paulo Costa: “É com grande consternação e pesar que eu e minha esposa, Gracinha Caiado, recebemos a notícia do falecimento do industrial, e ex-presidente executivo da Associação ADIAL, Raul Paulo Costa. Aos familiares, amigos e profissionais que integram a indústria goiana, manifestamos nossos sinceros sentimentos. Elevamos o pensamento a Deus para que, em sua infinita misericórdia, possa consolar o coração de todos." PRÓ-INDUSTRIAL
HOMENAGEM INCENTIVOS FISCAIS
DEPOIMENTOS "Raul foi importante para a ADIAL e consequentemente para a industrialização de Goiás. Batalhador, focado, e conhecedor dos grandes benefícios que a indústria traria para o Estado. Marcou com seu trabalho uma época importante para a associação e para Goiás" Otávio Lage Filho, presidente do Conselho da ADIAL "O legado do Raul para a ADIAL, para a indústria goiana, é digno da sua história e sua carreira. Sempre será lembrado por todos. Raul conquistou o respeito pelo seu trabalho, suas ideias e sua vitalidade." Edwal Portilho 'Tchequinho', presidente-executivo ADIAL "Perco hoje um grande amigo, trabalhou comigo por 12 anos na nossa querida ADIAL. Vencemos juntos várias batalhas, sempre leal à todas as diretorias e seus associados. Competente, estrategista e focado em suas tarefas. Que Deus o receba em seus braços, pois aqui cumpriu sua passagem com orgulho" Cyro Miranda, ex-presidente da ADIAL "Compartilho minha tristeza com a perda do Raul. Escreveu uma história bonita em prol do desenvolvimento de Goiás. Nesse momento de dor, a minha solidariedade" Alberto Borges, ex-presidente da ADIAL "Uma pessoa que fez muito pela industrialização de Goiás. Vai fazer falta" Cesar Helou, ex-presidente da ADIAL "Dr. Raul era um diplomata por natureza. Em que pese sua eventual irascibilidade (que após nos rendia ótimas risadas), tinha uma grande visão estratégica, um pragmatismo eficiente e um profundo senso de justiça. Foi um verdadeiro embaixador da industrialização de nosso Estado enquanto esteve à frente da ADIAL e a quem eu devo enormes lições de vida que carrego com muito carinho." Flávio Rodovalho, tributarista da ADIAL
‘PRÓ-INDUSTRIAL
“Dr. Raul era brilhante em todos os sentidos. De raciocínio rápido, imensa bagagem cultural e de experiência de vida, era capaz de discutir qualquer assunto, não importasse o tema. Elegante no ser e no tratar, espirituoso, cativava e envolvia a todos com quem queria e precisava se relacionar. Era um homem do mundo, que usou sua mente poderosa e grande capacidade de articulação para o fortalecimento da ADIAL e reconhecimento da Associação pelas instituições públicas.” Neuza Maêve, consultora ADIAL "Raul foi um grande executivo, a quem o Estado de Goiás e o setor produtivo devem muito por uma participação significante no processo de desenvolvimento industrial de Goiás. Era um cavalheiro, homem educado, ao mesmo tempo dotado de uma persistência, um grande ouvinte. Com muita determinação e muita técnica soube dialogar, discutir e debater projetos importantes que resultaram em um melhor desenvolvimento do nosso Estado. Contribuiu muito, não só para a criação, mas para a firmação da ADIAL como uma grande entidade, que somou ao Fórum Empresarial, em busca desse desenvolvimento humano, econômico e social de Goiás" André Rocha, vice-presidente da Fieg e presidente Sifaeg/Sifaçúcar "Uma partida que sinto muito, mas me deixará grandes recordações. Que Deus o acolha a seu lado e traga conforto a sua família" Eduardo Zuppani, empresário "Um grande ser, um amigo. Perdemos, sim, um ser diferenciado!" Pedro Bittar, empresário e presidente da ABRA "Meu conterrâneo, conheço toda a família, pessoas de minha convivência. Quando criança fui muito na casa dos pais dele. Muito triste!" Aurélio Troncoso, economista
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PRODUÇÃO
INDÚSTRIA GOIANA VOLTA AO AZUL DEPOIS DE VÁRIOS MESES FECHANDO NO VERMELHO, INDÚSTRIA GOIANA REGISTRA ALTA DE 1,6% EM MARÇO. É A 2a ALTA SEGUIDA Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam dois meses consecutivos de ampliação industrial no Estado, após quatro meses de retração. Goiás está entre os seis Estados com variação positiva na atividade industrial na passagem de fevereiro para março deste ano. Com aumento de 1,6% em março, o quarto melhor resultado entre os locais pesquisados. Os dados constam na Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada em meados de maio, pelo IBGE. Na comparação com março de 2020, o Estado teve o primeiro resultado positivo dos últimos seis meses (0,4%), com forte influência da fabricação de veículos automotores e fabricação de outros produtos químicos (adubos e fertilizantes). A variação acumulada no ano também vem apresentando melhoras, mesmo mantendo resultados negativos (-5,5%). Ao longo do ano, os setores que se mantêm positivos são fabricação 10
Setor extrativista de minerais e de nãometálicos está entre os melhores resultados de março
de produtos químicos (16,0%) e de produtos de minerais não metálicos (19,2%), com aumento na produção de adubos e fertilizantes e cimento, massas de concreto e telhas de cerâmica, respectivamente. A recuperação acompanha nível nacional, mas conforme pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), há vantagem para as regiões Sul e Sudeste do País. A indústria total (extrativa, transformação, construção e serviços industriais de utilidade pública) está cerca de 80% concentrada nessas regiões. O presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho 'Tchequinho' comemora o avanço dos últimos dois meses, principalmente em cenário de pandemia. Mas destaca a importância do investimento produtivo em Goiás, com a atração
de empresas e suas consequências para o crescimento e destaque do Estado em âmbito nacional. "A geração do emprego distribui renda, melhora a qualificação do trabalhador, aumenta a massa salarial da região e com novos negócios surgem serviços de valores agregados", afirma. Também lembra que com as novas empresas, há mais impostos e arrecadação dos órgãos públicos. "Temos pouca participação ainda de cidades goianas na lista dos melhores lugares para se investir, isso nos preocupa. Por isso, a importância dos incentivos nesse cenário de crescimento, pois poderíamos ter números ainda muito melhores. A saída é trabalharmos juntos, poder público e iniciativa privada em prol do desenvolvimento industrial." PRÓ-INDUSTRIAL
NEGÓCIOS
CAOA
CHEGA A 14 ANOS DE EXPANSÃO MONTADORA INSTALADA EM GOIÁS É DESTAQUE NACIONAL E PREVÊ MAIS R$ 1,5 BI EM INVESTIMENTOS
Associada à ADIAL, a CAOA faz história em Goiás. Neste ano, comemorou 14 anos em Anápolis (GO), com mais de R$ 1,2 bilhões de investimentos próprios. Inaugurada em 2007, a fábrica está inserida no Distrito Agroindustrial (Daia), em uma área de 172 mil m² e colabora ativamente com o desenvolvimento econômico regional. A empresa emprega diretamente mais de 1,5 mil colaboradores, sendo que 92% desse total são da região e muitos deles fazem parte do quadro de funcionários desde a inauguração. Além dos empregos diretos, a montadora é responsável por aproximadamente 25 mil indiretos e tem capacidade para montar 115 mil veículos por ano. Em anúncio recente a CAOA formalizou seu plano de investimentos de R$ 1,5 bilhão na planta de Anápolis. O plano já começou a ser colocado em prática com a chegada de um novo turno de trabalho afim de suprir o crescimento de geração de 2 mil ‘PRÓ-INDUSTRIAL
Ao centro, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, com Mauro Correia (D) e Marcio Alfonso(E) executivos da CAOA: montadora prevê gerar mais 2 mil empregos até 2022
novos empregos diretos, além dos indiretos. “Projetamos 10 novos lançamentos, entre modelos novos e renovação dos atuais, introdução de tecnologias de eletrificação e também a possibilidade do início de produção de nova marca”, explicou o CEO da CAOA, Mauro Correia. Segundo Correia, este projeto engloba ainda a atração de empresas satélites quando a produção anual da CAOA Montadora ultrapassar as 100 mil unidades, potencializando a geração de empregos diretos e indiretos. A previsão de investimentos contempla não somente a área de manufatura, novos produtos e investindo em Pesquisa, valendo-se principalmente da mão de obra qualificada da região. O projeto prevê também a manutenção de investimentos
em marketing, no pós-venda da CAOA e ainda na ampliação de sua rede de concessionárias para maior capilaridade na distribuição. Desde que a CAOA começou a atuar no Brasil, em 1979, suas estratégias e parcerias se tornaram sinônimo de sucesso entre os consumidores. Isso se deve ao know how e ao tino empresarial do seu fundador, Carlos Alberto de Oliveira Andrade. Logo no início de sua trajetória, a CAOA se tornou a maior revendedora de Ford da América Latina e a receita de sucesso se repetiu em 1999, quando firmou a parceria com a Hyundai. Com o início da cooperação estratégica entre a CAOA e a Chery, assinada em 2017, a planta da CAOA Montadora passou a produzir também os modernos SUVs da CAOA Chery. 11
MARKETING & PRODUTOS
Heinz GSA Alimentos A Sandella, marca de produtos da GSA Alimentos, agora pode ser encontrada nas lojas dos Mateus Supermercados e do Mix Atacarejo, no Maranhão. E para comemorar essa chegada, a marca goiana faz um sorteio para os clientes das redes. A promoção Garagem Premiada vai sortear 45 prêmios – são 42 vales-compras de R$200 e três carros Renault Kwid Zero Quilômetro. E para participar é simples. A cada R$ 50 em compras contendo cinco produtos da marca Sandella, o consumidor ganha um cupom. O cliente pode depositá-lo em uma das urnas espalhadas pelas lojas até o dia 30 junho e torcer para levar para casa.
Para sair na frente em um mundo de ações de marketing cada vez mais inovadoras, a Heinz, conhecida mundialmente pelo seu ketchup, lança no Dia do Hambúrguer (comemorado em 28 de maio) um lanche especial que leva o molho no pão, na carne, no bacon e tem até queijo vermelho. A ação é global e acontece em mais de 20 países.No Brasil, esteve disponível em São Paulo (em um raio de 5 km do bairro do Brooklin, na zona sul), via iFood entre os dias 28 e 30.
Sangalo Ivete Sangalo é a nova embaixadora de Perdigão e também de Neutrox - da Flora (JBS). Vale lembrar que recentemente a cantora estrelou nova campanha da Piracanjuba. Na ação ela canta o conceito “Gostamos de fazer bem o que te faz bem” e reforça a mensagem para o ano. Para Perdigão, a cantora participará de campanhas e ativações da marca. Perdigão aposta nas relações humanas no momento das refeições e Ivete deve ajudar a materializar esse posicionamento. Também para Neutrox a cantora vai protagonizar ativações e campanhas já a partir deste mês. O anúncio foi feito durante live de Ivete Sangalo para o Dia das Mães, realizada no último dia 9, para a Neutrox. 12
Sadia
A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, avança cada vez mais no segmento de plant-based com o lançamento de novos produtos Sadia Veg&Tal. Feitas à base de proteína de soja e ervilha, acabam de chegar as VEG almondegas, que se juntam ao VEG burguer e os VEG nuggets, agora com produção 100% nacional e tecnologia proprietária da BRF. Seguindo seu plano estratégico, as novidades não param e, em julho, chegam ao mercado a VEG carne moída e o VEG quibe. PRÓ-INDUSTRIAL
Minuano
A marca Minuano, da Flora, apresenta sua nova linha para limpeza e desinfecção de superfícies. A Flora é uma empresa pertencente a J&F Participações (JBS). São 14 produtos, em três formatos – leitosos, multiusos e aerossóis –, pensados para facilitar as rotinas de cuidados com a casa e objetos. A principal novidade da linha são os desinfetantes em aerossol. De aplicação prática, dispensando o uso de panos. O Multiuso Antibac Minuano chega nas três versões, Tradicional, Lavanda e com Álcool.
Bunge A Bunge, uma das maiores empresas de alimentos e agronegócio do mundo, e a Target, provedora de soluções de logística e tecnologia com atuação na América do Sul, se associaram para criar a Vector, uma nova empresa com foco na digitalização do processo de contratação de frete rodoviário e outros serviços. As duas empresas colaboraram com sucesso no desenvolvimento do aplicativo de contratação de fretes Vector, lançado no ano passado e utilizado nas operações da Bunge no Brasil. Espaço de divulgação de ações de marketing e lançamento de produtos e serviços de empresas associadas. Para participar, envie texto e imagens para proindustrial@adial.com.br. ‘PRÓ-INDUSTRIAL
Coca-Cola A nova Coca-Cola Sem Açúcar chega ao Brasil e apresenta nova identidade visual da marca. Mais icônica, com letras pretas sobre fundo vermelho, e layout informativo mais simples, o design das embalagens da Coca-Cola está sendo renovado em todo o mundo. Essa renovação faz parte da evolução da estratégia de marca única, lançada mundialmente em 2016, quando todos os rótulos passaram a trazer o disco vermelho no centro. Na América Latina, a atualização de design, que eleva o logotipo ao topo do rótulo, começa pela nova CocaCola Sem Açúcar.
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SETORIAL
Volga e ADIAL participam do projeto Pneuma da UFG Conhece o ditado "a união faz a força"? É exatamente com este cenário que um time de instituições públicas e empresas privadas se uniu no começo da pandemia de Covid-19, em março de 2020, para buscar soluções de enfrentamento à doença. À época, em momento em que, entre as únicas certezas, sabia-se que a doença causava crises respiratórias, surgiu o projeto denominado Pneuma, coordenado pela Escola de Engenharia Elétrica, Mecânica e de Computação, da Universidade Federal de Goiás (UFG). O objetivo era oferecer respiradores mecânicos para o sistema de saúde. Em busca de participação da iniciativa privada, a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial) foi procurada pela UFG para indicação de parceiros industriais que pudessem colaborar com o projeto. Entrou na composição, então, a Volga, empresa de soluções elétricas e automação, indicada como associada, para compor o projeto Pneuma. "Desde o início abraçamos a ideia. Lembro do nosso diretor, Eduardo Oliveira, dizer 'não meça esforços' para contribuir", conta o engenheiro e gerente de Contas da Volga, João Carlos Almeida. E foi assim que durante meses do ano de 2020, de forma voluntária, equipes de técnicos da Volga de diferentes áreas da empresa, coordenados pelo professor Sigeo Kitatani Júnior da UFG, colaboraram para a frente de trabalho do Pneuma, a qual desenvolveu
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Frente de trabalho do projeto Pneuma, da UFG, desenvolveu protótipos de ventiladores mecânicos alternativos. ADIAL indicou a Volga, que participou do projeto em várias etapas, atuação reconhecida pela universidade
protótipos de ventiladores mecânicos alternativos., coordenada pelo professor Sigeo Kitatani Júnior da UFG. Equipamentos projetados para atender os requisitos técnicos fundamentais, de acordo com as necessidades clínicas dos enfermos que precisariam dos aparelhos em internações hospitalares - ventiladores de baixo custo de produção e fácil fabricação. O gerente da Volga, João Carlos, explica que a equipe da empresa contribui com aporte financeiro, o qual incluía a logística de compras de equipamentos até chegar à UFG, treinamentos para os professores que atuavam diretamente com a montagem dos protótipos, e a disposição de toda a infraestrutura da fábrica, de metalúrgica,
áreas de teste e técnicos da empresa para aqueles a frente do desenvolvimento do projeto. "Um trabalho realizado em conjunto, com o envolvimento de outras instituições públicas e empresas voluntárias, com resultados práticos e acadêmicos que poderão ser aproveitados por toda a sociedade", acredita. Em abril de 2021, a Volga recebeu ofício da UFG em reconhecimento pela atuação voluntária no projeto e em homenagem aos colaboradores envolvidos: "Aproveitamos para ressaltar a importância da participação da Volga Engenharia neste projeto, fornecendo os recursos financeiros e humanos em tempo hábil, sem os quais não teria sido possível executar o projeto", assinou o professor Sigeo Kitatani no ofício. PRÓ-INDUSTRIAL PRÓ-INDUSTRIAL
No STF, Goiás obtém maioria para RRF No último dia 21, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) formaram maioria para que Goiás ingresse no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) do governo federal, com a permanência da suspensão do pagamento das dívidas junto a bancos públicos federais. O Regime de Recuperação Fiscal foi criado em 2017 e inteiramente reformulado pela Lei Complementar nº 178, sancionada em janeiro, mas ainda não regulamentada. Goiás tenta aderir ao programa de socorro financeiro desde fevereiro de 2019. Débito total do Estado é de R$ 23 bilhões. Porém, nem todo esse montante poderá ser renegociado. Só com bancos oficiais, montante
é de R$ 4 bilhões. Com isso, será possível pagar parcelas menores dos débitos e ter dinheiro para investir em obras e pagamentos dos servidores públicos. Além do ingresso no RRF, Goiás ainda pode ser beneficiado com a permanência da suspensão do pagamento das dívidas junto a bancos públicos federais. Isso porque o Estado moveu quatro ações para interromper a quitação de parcelas de débitos junto às instituições financeiras, além de solicitar que a União não inscrevesse o Estado nos cadastros restritivos federais (Cauc, Siafi, Cadin, entre outros) até o deferimento do pedido de adesão ao RRF.
Lira usa metáfora Investimentos para a "reforma devem gerar 5,5 do possível" mil empregos Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, defendeu, de forma indireta, o fatiamento da reforma tributária ao citar a "reforma do possível" e dizer que a "ambição que é apenas um biombo para não fazer nada". Lira tenta avançar com as mudanças no sistema de arrecadação do País por etapas, com projetos de lei e mudanças constitucionais tramitando pela Câmara e pelo Senado. O fatiamento da reforma, no entanto, é criticado por especialistas. A decisão do Congresso pode abortar a possibilidade de aprovação, ainda este ano, de uma proposta ampla com efeitos duradouros para a melhoria do ambiente de negócios. RÓ-INDUSTRIAL ‘PPRÓ-INDUSTRIAL
O governo estadual assinou seis protocolos de intenção para a instalação e ampliação de atividades de indústrias em municípios de Goiás. A expectativa é que esses empreendimentos – voltados para o ramo alimentício e de placas fotovoltaicas – gerem mais de 5,5 mil empregos diretos e indiretos no Estado. Os investimentos das indústrias ficam na casa dos R$ 305 milhões e devem contemplar Buriti Alegre, Mineiros, Rio Verde, Jataí, Americano do Brasil e Piracanjuba. A Secretaria de Indústria e Comércio (SIC) informou que BRF, que já está instalada em Goiás e é associada da ADIAL, e pretende expandir suas atividades.
PROGRAMA DA ADIAL SOBRE INDÚSTRIA GOIANA COM FOCO SETORIAL E PODCAST NO SITE A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL) passou a ter, desde agosto de 2020, um espaço bi-semanal (às quartas e sextas-feiras), às 11 horas, na Rádio Difusora Pai Eterno, de Goiânia. O programa se chama Desenvolvimento Industrial e tem como convidado semanal o presidente-executivo da entidade, Edwal Portilho "Tchequinho", que debate industrialização, emprego nas fábricas, questões de preço e de câmbio, exportações, entre outros temas industriais e econômicos. A partir deste programa, foi ampliada a parceria aos sites Goiânia Empresas (Goiás) e STG NEWS (Centro-Oeste) para produzir podcasts com os áudios já transmitidos na Difusora para abastecer também os sites com podcasts. "A ADIAL se movimenta em prol do setor", disse Tchequinho.
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LEITURA EMPRESARIAL A EXPERIÊNCIA DO CLIENTE
A gestão da experiência do cliente também invadiu o Brasil: grandes empresas declaram que a experiência é pivô de suas estratégias. Por outro lado, diversas startups brasileiras adotam o modelo de “produto velho, mas com boa experiência”, como central ao seu modelo de negócios. Acompanhe neste livro os grandes blocos necessários que o gestor de experiência deve conhecer para desempenhar seu papel, tudo exposto em linguagem simples, com uma série de exemplos nacionais e internacionais.
GESTÃO DE RISCOS
O propósito de Gestão de riscos com controles internos é contribuir para a especialização e a orientação das melhores técnicas e práticas. Como complemento, a obra apresenta o COSO ERM, a Lei Sarbanes-Oxley e a ISSO 31000:2018 de Gestão de Riscos, que auxiliam no desenvolvimento e na implementação das melhores práticas de gestão de riscos e controles internos.
GUSTAVO FRANCO: LIÇÕES AMARGAS
Gustavo Franco, economista renomado e um dos formuladores do Plano Real, mobiliza sua independência intelectual, domínio dos dados e capacidade analítica para refletir não apenas sobre os problemas do país, mas sobre como a nossa forma de pensar a respeito deles vem se transformando, com profundas e imprevistas consequências.
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EMPRESÁRIO TRADICIONAL VAI VIRAR PEÇA DE MUSEU Sasafdsds
Os dados viraram a moeda mais valiosa das empresas, é a era da Nova Economia. Nesse cenário turbulento e dinâmico, manter-se preso a antigos paradigmas e práticas pode significar ser engolido. Para não correr o risco de se afogar na avalanche de informações desse novo mundo, Diego Barreto, vice-presidente de Finanças e Estratégia do iFood, ensina como navegar nos mares da Nova Economia e utilizar a nova realidade a seu favor.
A RIQUEZA "INVISÍVEL"
Equity é a participação acionária em negócios. A ideia de O poder do equity é a “riqueza invisível” que existe nos negócios e na Nova Economia e que poucos conseguem entender e aplicar. Este livro é uma ferramenta muito importante para quem deseja ter mentalidade equity, investir em startups e desenvolver negócios na Nova Economia.
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PRÓ-INDUSTRIAL
FOCO NA ENERGIA
Paulo H. Magalhães
CRÍSE HÍDRICA, FALHA DE PLANEJAMENTO, DE EXECUÇÃO OU POLÍTICAS PÚBLICAS? Para quem acompanha mensalmente nossa coluna, este assunto não é novidade e soa até repetitivo, mas os alertas não se restringiram apenas aqui, ao longo desses últimos 5 anos diversas foram as reuniões, fóruns e eventos do setor de energia em que participamos e expusemos nossas preocupações, derivadas das análises de informações publicadas pelos próprios órgãos do setor energético (ANEEL, ONS e EPE).
O fato é que quando se trata de infraestrutura, o planejamento e a execução devem trabalhar com no mínimo 10 anos de antecedência, sem contar os fatores “insegurança jurídica” causada por mudanças constantes de regras, demandas judiciais, “burocracia” e “licenciamentos ambientais”, que não raramente chegam a ultrapassar 10 anos para as devidas liberações, inviabilizando projetos o que afugenta a maioria dos investidores. Há mais de 10 anos os reservatórios começaram a indicar perda de volume que não se recompõem plenamente durante o período das chuvas, esses reservatórios são nossas “baterias” denominados no setor de EAR (energia armazenada), pois nossa matriz energética é predominantemente de fonte hídrica. O ciclo é anual, e no período de seca e baixa dos reservatórios, PRÓ-INDUSTRIAL
o Operador Nacional do Sistema “despacha” as usinas térmicas que funcionam como um sistema de emergência, garantindo o fornecimento de energia para atender a demanda. Essas usinas térmicas são custeadas por todos nós consumidores, recebendo mensalmente mesmo quando fora de operação, e quando entram em operação este valor é significativamente elevado, gerando a necessidade do incremento das bandeiras tarifárias em nossas contas de energia. O que surpreende ainda mais, é o fato de que mesmo recebendo mensalmente, os índices de indisponibilidade dessas térmicas dispararam, seja por falhas operacionais e de manutenção, seja por finalização de contratos e até mesmo por recusa formal desses geradores. Claro que o ONS não poderia agir diferente, posicionando-se sempre de forma a demonstrar a segurança do Sistema Integrado Nacional, mas esta conta adicional gerada pelo acionamento das usinas térmicas sempre é paga por todos os consumidores, diretamente no mercado do cativo com a elevação das tarifas e das bandeiras, quanto indiretamente pelo mercado livre com a elevação do valor do MW e do PLD. Entra então o fator “políticas públicas”, propondo alterações nas regulamentações para socorrer as emergências geradas em decorrência da inépcia na execução do planejamento. Nesse ponto o planejamento técnico é deixado ainda mais de lado, em razão da chamada conveniência e oportunidade ou “custo político”. Devemos nos conscientizar e trabalhar para que as políticas públicas, decisões e execuções sejam realizadas com 10 ou 20 anos de antecedência, isso evitaria que os gargalos gerados impedissem nosso crescimento e este custo do atraso seja sempre bancado pelos consumidores.
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"Julgamento do século" e seus efeitos A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) do último dia 13 de maio em que exclui o ICMS da base de cálculo para fins de incidência do PIS e da Cofins é realmente histórica. A Corte Suprema atuou em acordo com o direito objetivo dos contribuintes e atenta ao interesse social ao modular a questão conforme a Constituição Federal de 1988. A partir de agora, os contribuintes podem excluir imediatamente o ICMS da base de cálculo e poderão, aqueles que já não o fizeram, ajuizar ações que restituam o valor pago indevidamente desde 15 de março de 2017. A decisão traz confiança à nossa economia, permitirá investimento, geração de emprego e desenvolvimento com segurança jurídica. Retomemos um pouco o histórico da questão para precisar o que foi decidido no último dia 13. Em 15 de março de 2017, o Supremo concluiu o julgamento do Recurso Extraordinário nº 574.706/PR, definindo que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não compõe a base de cálculo para fins de incidência da Contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/ Pasep) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Ou seja, o mérito, propriamente dito, já estava decidido desde 2017. Acontece que a decisão era gigantesca, com reflexo nas esferas política, econômica e social, e seria capaz de gerar um enorme prejuízo aos cofres públicos. Isso porque, naquele momento, a decisão tinha repercussão geral, o que significa dizer que todos os processos ajuizados no Brasil que reclamavam essa questão teriam de
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obrigatória e automaticamente se ater à decisão do STF. Dessa forma, a União calculava, com base em dados da Receita Federal, um prejuízo imediato de cerca de R$ 229 bilhões e o tema chegou a ser previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020, classificado como grau de alto risco para a União com impacto significativo no orçamento público federal. Diante da decisão de 2017, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional apresentou embargos de declaração ao STF pedindo a modulação dos efeitos da decisão da Corte. E são esses embargos que foram julgados no último dia 13, dando provimento parcial à Procuradoria-Geral. Com a decisão histórica temos que a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Pasep e Cofins pode ser feita de imediato pelos contribuintes com ação judicial; os contribuintes poderão reaver os valores pagos indevidamente a partir de 15 de março de 2017, data da decisão do mérito; que os contribuintes que entraram com ação antes desta data terão seus direitos preservados e, por fim, com a modulação dos efeitos, para reaver os valores pagos indevidamente será necessária ação judicial, para quem já não o fez, ou ainda por meio de compensação administrativa. Outro ponto que gerava conflito e insegurança quanto à decisão de 2017 era se o valor a ser excluído do ICMS dizia respeito ao valor das contribuições destacadas na nota fiscal, que era o pedido dos contribuintes, ou se seria excluído o valor efetivamente recolhido do ICMS - que consiste na diferença entre as entradas (crédito/aquisições) e saídas (débitos/vendas), que era defendido pela União. A decisão do STF é de
que o ICMS a ser retirado da base de cálculo das contribuições é o destacado na nota fiscal unitária. Os efeitos imediatos da decisão serão o aumento do fluxo de caixa das empresas, em virtude da redução na tributação mensal e também em razão da possibilidade de compensação de créditos tributários dos últimos anos e, por consequência, teremos um incremento do investimento no país, com repercussão positiva no emprego e renda. E mais do que isso, a tendência é que o Brasil ganhe muito em confiança com investidores externos e perante à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ao demonstrar que o Brasil tem um posicionamento sério e atento à constitucionalidade nos Tribunais. Sem dúvida alguma a nossa Suprema Corte sai muito credibilizada desse veredito, fortalecendo a confiança técnica em seus julgamentos, sobretudo em temas tributários. A decisão aplicou à risca o entendimento constitucional que proíbe a incidência de tributo sobre tributo, fortaleceu o instituto da não cumulatividade, e auxiliou no equilíbrio fiscal, com repercussão do mais amplo interesse público, social e econômico. Não é para menos que esta decisão tem sido chamada de “julgamento do século”, cujo resultado o Brasil ganha e temos muito a comemorar. Com certeza o impacto no crescimento econômico virá muito em breve. É relevante reforçar: para que a empresa se beneficie do justo efeito amplo da decisão do STF, ela precisa ajuizar ação adequada.
ANDRÉ ABRÃO, advogado especialista em Direito Tributário PRÓ-INDUSTRIAL
PIX de R$ 1 trilhão para contas públicas Em maio deste ano atingimos a fabulosa quantia de R$ 1 trilhão em impostos pagos em 2021. Isso mesmo, R$ 1 trilhão saiu dos bolsos privados para o setor público em menos de seis meses. Podemos dizer que nós, contribuintes brasileiros, empresários e trabalhadores, carregamos o País nas costas. Se observamos a indústria brasileira, no acumulado dos últimos 12 meses, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que ela encolheu 3,1%. E os mesmos números apontam que está se faturando 16,5% a menos que se faturava em abril de 2020 – pico da primeira onda da pandemia. Já o setor de serviços perdeu 8% no acumulado de 12 meses. Se avaliarmos apenas o segmento "serviços prestados à família", a queda, em 12 meses, é de absurdos 46,5%. Vamos falar também dos números oficiais do comércio: nesse mesmo período, o varejo encolheu 0,3%. No ano, teve pequena alta acumulada de 0,6% - mas fechou no vermelho em três das últimas quatro pesquisas mensais divulgadas. Agora, vamos fazer uma comparação com a receita dos governos. Mesmo com as empresas no chão, nos piores patamares de crescimento em mais de uma década, mesmo assim, os brasileiros pagaram mais de R$ 1 trilhão em impostos este ano. O crescimento é espantoso. É um crescimento de economia chinesa. Em 2020, se chegou a essa receita somente em 27 de junho. Ou seja, neste ano gastou-se 140 dias para chegar a 1 trilhão... Foram arrecadados no BraPRÓ-INDUSTRIAL
sil em 2021, R$ 7 bilhões por dia. No ano passado, gastamos 177 dias para chegar a R$ 1 trilhão, o que significa que arrecadamos R$ 5,6 bilhões por dia. Na outra ponta, empresas estão quebrando. Números mais recentes do IBGE mostram que nos últimos doze meses, pela PNAD Contínua, 2 mil CNPJs industriais foram extintos em Goiás. A taxa de desemprego em Goiás saltou de 9% para 13,5%, com mais de 485 mil trabalhadores procurando emprego - apesar do Caged, graças à indústria, dar um saldo positivo de quase 50 mil novos empregos no ano. Ou seja, a procura de emprego está crescendo em um ritmo maior que a geração de vagas. Preocupante, já que a geração está em nível favorável. Enquanto isso, os governos estão nadando em dinheiro e reclamando como nunca. Sem falar que estão investindo como sempre... quase nada. Não melhoramos nossas estradas - temos de pagar pedágio; não melhoramos nossa saúde - temos de pagar plano de saúde; nunca se gastou tanto com segurança privada e a previdência também precisa ser particular. Na mesma proporção, o Poder Executivo, em todas instâncias, só reclama que está quebrado, falido, mas quem estão realmente falidos são empresários e trabalhadores. Se arrecadassem menos e deixassem o dinheiro no setor privado, teríamos mais empregos, mais de vida para o trabalhador, que hoje tira da alimentação, do remédio, da educa-
ção de seus filhos para pagar imposto. De uma forma quase invisível, pois o imposto está embutido no preço dos produtos e paga-se sem perceber - um dos motivos pelos quais reclamamos tão pouco da carga tributária. Há pouco mais de 30 dias, comemoramos o Dia de Tiradentes. Há 229 anos, Tiradentes foi esquartejado, assassinado, porque rebelou contra o pagamento de um quinto de impostos, por pagar 20%. Hoje, mais de 34% do Produto Interno Bruto (PIB) é só de receita de impostos. Se somarmos ao déficit primário (3% do PIB), mais os juros da dívida (7% do PIB), 44% do PIB do Brasil sai do bolso das empresas para pagar impostos, juros e déficits de governo. Com todo esse contexto e com a nova Reforma Tributária proposta - fraca, por sinal - vamos apenas fortalecer a injustiça tributária (o dobro pior que na época de Tiradentes) e perpetuar a péssima distribuição de renda. Aproximadamente 44% vai para a máquina do Estado e os 220 milhões de brasileiros dividem o que sobra. Pronto, está aí um a receita para se fazer um País injusto e pobre. Vamos trabalhar diariamente para bancar um setor público caro e impassível, que enxerga nas empresas e no trabalhador, não um parceiro para o crescimento, mas o contribuinte, o pagante que mantém suas mordomias e desigualdades. Mesmo com atraso, deixo meus parabéns ao Brasil do século 18, Brasil de Tiradentes, que pelo menos teve coragem de reagir.
EDWAL PORTILHO 'TCHEQUINHO', presidente-executivo da ADIAL
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LOGÍSTICA
Gigantes do
ASFALTO
DECRETOS E MPS PUBLICADOS PELO GOVERNO FEDERAL PRETENDEM MELHORAR INFRAESTRUTURA DA LOGÍSTICA RODOVIÁRIA DO PAÍS E MELHORAR QUALIDADE DE TRABALHO DE CAMINHONEIROS Melhores condições de trabalho para os caminhoneiros, equilíbrio da remuneração no âmbito da estrutura logística rodoviária do País, reduzir burocracia e otimizar processos estão entre as principais propostas do Programa de Incentivo ao Transporte Rodoviário de Cargas - Gigantes do Asfalto, instituído pelo Governo Federal, por meio do decreto nº 10.702, no dia 18 de maio de 2021. Na mesma data, também foi instituída, no mês de maio, a Comissão Nacional das Autoridades de Transportes Terrestres (Conatt) - decreto nº 10.703 - que atuará para propor, coordenar e avaliar medidas de eficiência para o setor de transportes terrestres, em consonância com a Política Nacional de Transportes, e duas Medidas Provisórias (MPs). Uma das MPs publicadas - nº 1.051/2021 - institui o Documento Eletrônico de Transporte (DT-e), que nasceu em um contexto de reivindicação dos caminhoneiros para simplificação dos documentos necessários ao transporte. Segundo mapeamento do Ministério da Infraestrutura, a implementação do DT-e permitirá a imediata unificação de diversos documentos exigidos do transportador. 20
Outro dado levantado refere-se ao tempo gasto para fiscalizar se o caminhoneiro está cumprindo as exigências em vigor. Atualmente, por meio de uma fiscalização por amostragem, o caminhão chega a ficar seis horas parado para demonstrar que está regular. Com o DT-e, essa verificação será realizada eletronicamente. A segunda MP promove alterações na legislação de trânsito brasileira a fim de flexibilizar a medição do peso de veículos de transporte de carga e de passageiros por eixo, com manutenção da fiscalização do peso total, e limita as hipóteses de reco-
Novos decretos buscam melhorar a logística no País e regulamentar serviço
lhimento de veículo a depósito. De forma prática, a pesagem por eixo é eliminada quando o peso bruto total está dentro do limite. Isso para veículo até 50 toneladas. Acima desse peso, o peso por eixo segue valendo, mas o limite para o excesso aumentou de 10 para 12,5%. O governo defende que a nova forma de pesagem é mais adequada para a modernização dos sistemas em teste, como o de pesagem em movimento. A medida 1.050/2021 já está valendo. PRÓ-INDUSTRIAL