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PRO-INDUSTRIAL 125

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INDÚSTRIA, A ÂNCORA DO EMPREGO GOIÁS TEM MAIS DE 30% DOS TRABALHADORES EMPREGADOS FORMALMENTE NA INDÚSTRIA, FORA TERCEIROS E INDIRETOS

125 Pró-industrial PRÓ-INDUSTRIAL


EDITORIAL TERMÔMETRO DA ECONOMIA O modelo de desenvolvimento industrial sempre precisa ser avaliado pelos efeitos de longo prazo. Seja este modelo financiamento financeiro ou fiscal – como ocorre em vários Países ou mesmo nos Estados brasileiros – pode parecer aos mais apressados, aos antagônicos a estas políticas ou apenas aqueles que não têm uma vivência econômica, um investimento excessivo e de baixo impacto. Mas, como disse, não se pode investir hoje e já fazer uma análise de resultados ou performance no mês seguinte. Um projeto de governo de expansão industrial de fato tem vários ciclos e todos precisam ativar para ser de fato transformadores. A primeira fase é de captação de um grupo mínimo de empresas, em seguida, a implantação destes primeiros negócios. E o processo é orgânico. Após o primeiro estágio, os efeitos de crescimento e desenvolvimento fluem. Nesta edição 125 da Pró-Industrial, vamos tratar na matéria de capa deste que é o mais representativo de todos efeitos de uma política de investimento industrial, o emprego. O emprego é o termômetro, que sobe seus números na medida em que a política implantada é acertada. Primeiro, normalmente incentivada, vem a empresa âncora. Centenas de empregos diretos. Logo virão as não-incentivadas, satélites que giram em torno dos negócios e que representam hoje, no Estado de Goiás, o setor que mais emprega, o de Serviços. Seguido, claro, do setor industrial. O emprego formal goiano hoje deve mais de 60% das novas vagas, mês a mês, a essa composição: indústrias âncora e serviços satélites. Sem esses dois setores, Goiás seria hoje, no ranking nacional do emprego, entre 16º e 20º. Com eles, indústria e serviços, raramente estamos fora do Top-5. Ou seja, o termômetro sobre nossa política de incentivos fiscais indica seu acerto quando se avalia o maior de todos benefícios destas políticas: emprego industrial e de serviços industriais sempre puxando a liderança em Goiás pelos dados tanto do Caged, Rais e IBGE. Confira este e outros bons temas nessa edição especial da Pró-Industrial. Boa leitura, Leandro Resende.

SUMÁRIO

ABRIL 2021 Nº 125 ANO XIII

EDITORIAL Termômetro da Economia 2.// EMPREGO Indústria, a âncora do emprego em Goiás 9.// COVID-19 Decretos durante a pandemia 10// INFRAESTRUTURA Novos concessionários em Goiás 11// M&P John Deere, Nescau, Kibon, Nestlé, Cargill, Itacolomby, Novo Mundo 12-13// SETORIAL Ação da RG Log, Parcela do FCO, LafargeHolcim, Convênio ICMS 100/97, Taxa de importação 14-15.// EMERGÊNCIA A força da Ambipar 16.// FOCO NA ENERGIA 17.// LEITURA 18.//OPINIÃO Edwal Portilho Tchequinho 18-19.// 2

EXPEDIENTE Presidente do Conselho de Administração Otávio Lage de Siqueira Filho Conselho Nato Cyro Miranda, José Alves Filho, Alberto Borges e Cesar Helou Presidente-Executivo Edwal Portilho "Tchequinho' Vice-Presidente Financeiro Cesar Helou Vices-Presidentes e Conselheiros Alexandre Baldy Sant’anna Braga, Alfredo Sestini Filho, Ananias Justino Jayme, Angelo Tomaz Landim Júnior, Carlos Luciano Martins Ribeiro, Domingos Sávio Gomes de Oliveira, Domingos Vilefort Orzil, Heribaldo Egídio da Silva, José Alves Filho, José Domingos Francischinelli, José Carlos Garrote de Souza, Márcio Botelho Teixeira, Marley Antônio da Rocha, Maximiliani Liubomir Slivnik, Olímpio José Abrão, Paulo Sérgio Guimarães Santos, Ronaldo Aspesi, Valdo Marques, Vanderlan Vieira Cardoso e Wilson Luiz da Costa. Conselheiro ADIAL-LOG Rivas Rezende da Costa Conselheiro Vice-Presidente ADIAL-LOG Glorivan França e José Costa Pereira Filho Conselho Fiscal - Efetivos André Luiz Baptista Lins Rocha, Antônio Benedito dos Santos, Evaristo Lira Baraúna e Romar Martins Parreira; Conselho Fiscal - Suplentes Luciano Araújo Carneiro, Luiz Alberto Rassi, Ricardo Vivolo e Sebastião Osmar Albertini. Produção e Edição Leandro Resende Ana Manuela Arantes Izabella Pavetits João Paulo Nogueira ANÚNCIOS: (62) 3922-8200 PRÓ-INDUSTRIAL


EMPREGO

Indústria,

âncora do emprego

EM GOIÁS, 1 EM CADA 3 EMPREGOS FORMAIS É GERADO DIRETO POR INDÚSTRIAS, SEM CONTAR INDIRETOS E TERCEIRIZADOS O setor industrial goiano tem várias conquistas nas últimas três décadas, mas pode-se dizer que uma das maiores delas é o emprego. Com relação a esse indicador, os números são fartos. Goiás tem na indústria o segundo setor que mais emprega – com carteira assinada – segundo dados do Instituto Brasileiro PRÓ-INDUSTRIAL

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EMPREGO

de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na Pnad Continua, em janeiro de 2021. Trabalham na indústria, em Goiás, atualmente, 419 mil trabalhadores. Se considerarmos na conta a indústria da construção, o setor chega a 664 mil empregos formais – e supera o setor comercial (648 mil), assumindo a posição de maior empregador em Goiás. Essa posição de liderança no emprego formal não considera ainda outro dado muito importante: além destas vagas setoriais (no caso, 664 mil), a indústria ‘soma’ a geração de vagas diretas em outros setores, principalmente no de serviços, que fornece mão de obra direta para trabalho direto e diário dentro das fábricas como terceirizados. No entanto, a vaga é registrada em uma empresa de outro setor. Considerando este aspecto, ou seja, todas as pessoas (empresários, empregados, terceiros, MEIs, fornecedor direto, coligados e outras formas de contratação ou remuneração ligados à indústria), levando em conta dados oficiais do Ministério da Economia/Trabalho coletados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais) , Goiás tem hoje 1,5 milhão de trabalhadores ligados à indústria. Otávio Lage de Siqueira Filho, presidente do Conselho de Administração da ADIAL, destaca que esses números foram conquistados. “Cada indústria, cada emprego, representa a dedicação de empresários e trabalhadores, uma família industrial que se criou em Goiás, que há poucas décadas praticamente tinha pequenas fábricas de produção local, mas com muito profissionalismo e 4

"Cada indústria, cada emprego, representa a dedicação de empresários e trabalhadores, uma família industrial que se criou em Goiás", OTAVINHO, presidente Conselho de Administração da ADIAL

competência, se diferenciou no Brasil, levantando, em pouco tempo, o 7º maior parque fabril do País, a maior geração de trabalho do Estado”, destaca o empresário. “É um número de respeito, pois temos uma responsabilidade muito grande na economia goiana, o que justifica cada passo dado na defesa do setor. Quando nos deparamos com dificuldades, não a enfrentamos apenas pelas empresas, defendemos também pelos empregos. Tanto que em boa parte das ações em prol da indústria goiana, atuamos em conjunto com os representantes dos trabalhadores, que hoje são um dos pilares sólidos da defesa do setor no Estado”, disse Edwal Portilho Tchequinho, presidente-executivo da ADIAL. Para o economista da Unialfa Aurélio Troncoso, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a população de Goiás é de mais de 7 milhões de pessoas e o Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás de aproximadamente R$ 178

bilhões. “A indústria representa em torno de R$ 36 bilhões deste total, participação relativamente razoável. Temos 17.487 indústrias em Goiás, grandes geradoras de emprego, principalmente com mão de obra especializada”, disse. Os trabalhadores têm um nível salarial em torno de R$ 2.500, aponta Aurélio Troncoso, o que mostra que a mão de obra é especializada. “Além do alimentício, também temos vários outros polos que são de importância para o Estado, como o voltado para farmacêutica, onde o índice de empregabilidade é muito grande e o salário também é maior.” Aurélio destaca que a empregabilidade em Goiás está ligada diretamente aos incentivos fiscais, sendo que parte das indústrias (cerca de 600) vieram para Goiás por meio dos incentivos. Tivemos o Feicon em 1975, o Fomentar em 1984/1985, o Produzir em 2001 e, agora, o Pró-Goiás, de 2020. O emprego industrial se apresenta com maior relevância PRÓ-INDUSTRIAL


EMPREGO

RAIO-X

Confira dados sobre emprego em Goiás

CAGED REGIONAL

POR GÊNERO EM GOIÁS, 2019 (RAIS)

56% 44%

EMPREGOS POR SETOR

EM GOIÁS, 2020 (CAGED)

Indústria 10.296 Construção civil 6.252 Comércio 5.377 Agropecuária 2.932 Serviços 1.401

FORÇA REGIONAL

que os demais em razão da agregação que traz consigo, aponta o economista Cláudio Henrique. “Primeiro porque a unidade fabril traz outras atividades com ela, como fornecedores e a prestação de serviços. O emprego industrial exige uma mão de obra mais ‘PRÓ-INDUSTRIAL

"A indústria goiana é hoje um dos grandes ativos da economia do Estado. E o emprego industrial um dos grandes orgulhos e ativos da nossa industrialização", EDWAL P. TCHEQUINHO, presidente-executivo da ADIAL

qualificada e melhor remunerada, pois exige um profissional com mais cursos e treinamentos. A tecnologia desenvolvida nas indústrias de ponta e a questão do maquinário exigem um trabalhador com maior grau de escolaridade, com capacitação técnica.”

Cláudio cita que essa evolução traz como benefício uma melhor remuneração e convivência com os colegas de trabalho, com o ambiente familiar e com o próprio município. “São questões importantes quando pensamos em emprego industrial. Uma fábrica traz outras, traz serviços essenciais, qualificação do trabalhador, melhor remuneração. Além disso, serviços privados, como escola e saúde, educação e segurança que são ofertados com a melhoria na renda. Toda essa rede de negócios em volta da indústria e do emprego industrial só existe com a expansão do setor.” 5


EMPREGO

"A indústria, sem dúvidas, é a campeã de desenvolvimento regional." CARLOS ALBINO, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (Simecat)

Cláudio destaca que o outro lado, o setor público. “A arrecadação de tributos, os investimentos, a questão do mercado imobiliário. Uma indústria se instalando, e com um trabalhador melhor qualificado, a agregação e a proporcionalidade são bem maiores.” “As empresas com incentivos têm uma participação elevada na receita total do Estado e, destacase, na adimplência e no fluxo corrente, pois ao contrário de outros contribuintes, independentemente da situação da economia ou da empresa, uma indústria incentivada não pode atrasar o pagamento dos impostos. Se atrasar um dia, corre risco de sair do programa. Faz uma diferença enorme para o caixa do Estado essa adimplência”, diz Tchequinho. Para o presidente do Sindicato 6

dos Metalúrgicos de Catalão (Simecat), Carlos Albino, nas cidades em que as indústrias se instalam, sobe a qualidade de vida da população, com impacto na distribuição de renda e na redução dos índices de pobreza. Além do emprego, existem outros benefícios na indústria para o trabalhador. “Em muitas empresas, há participação de lucros, plano de saúde, cesta de alimentação, vários benefícios embutidos, que potencializam os municípios e trazem desenvolvimento regional”, diz ele, apontando que os benefícios ultrapassam os muros da empresa, trazem efeitos positivos diretos e significativos para o caixa do governo, ou seja, para toda comunidade. “A indústria, sem dúvidas, é a campeã de desenvolvimento regional. Os segmentos industriais

pagam melhor que o agronegócio ou comércio. Há essa diferenciação.” Para o sindicalista, os programas de incentivos fiscais são decisivos. “Vejo os incentivos essenciais para a sobrevivência das indústrias. Estamos no meio do Brasil, no interior, onde não há porto, não há facilidade de exportar e importar. O governo de Goiás tem de, cada vez mais, que ofertar incentivos fiscais, para manter as indústrias existentes e trazer mais investimentos. Se não houver isso, empresas que poderiam vir para Goiás vão para São Paulo, por exemplo, que está perto do porto, sendo mais fácil de atuar. Então, vejo a importância dos incentivos fiscais, para que possamos disputar com outras indústrias que têm menos despesas para exportar ou importar seus produtos”, disse Carlos Albino. PRÓ-INDUSTRIAL


EMPREGO

Mulheres representam 45% das vagas na indústria goiana

Anny destaca sua valorização desde que entrou na Jalles

Um dos setores que melhor teve a inclusão das mulheres no mercado de trabalho é a indústria. E é o processo de evolução que tem alcançado números bem relevantes. Hoje, as mulheres já representam quase 45% de toda mão de obra da indústria goiana. Pelo último número da Rais que foi divulgado, hoje no Estado são 663 mil mulheres atuando na indústria ante 861 mil homens. “A diferença tem diminuído ano a ano, e, organicamente, por competência, cada vez mais temos mulheres em cargos de gerência e diretoria, uma tendência natural e consolidada”, aponta Edwal Portilho Tchequinho. Anny Paiva, 33 anos, gestora PRÓ-INDUSTRIAL

Joelina, da GSA: "A indústria é minha segunda casa"

de logística e distribuição, está há 3,5 anos na Jalles Machado. “Entrei em outubro de 2017, na Jalles, por uma vaga divulgada como coordenadora de logística. Fui contratada para assumir e estruturar a área de logística na empresa, respondendo direto ao diretor comercial. Quando entrei, já tínhamos uma distribuição forte para exportação, distribuição para saneantes, orgânica para mercado interno e externo. Fizemos todo trabalho de adaptação e implantação de sistema de logística, montamos equipe, e hoje somos um time dessa área de 12 pessoas. Foram implementados controles na área já tem 3 anos e caminhamos

muito bem. Com alguns desafios, mas um caminho satisfatório de estruturação da área”, disse ela Um ano depois, Anny recebeu o convite para cuidar do Centro de Distribuição de Açúcar e Armazenagem (CDA): Desafio aceito. Uma equipe de aproximadamente 250 pessoas, responsável por produção, envase, estoque de produto acabado e atendimento aos clientes. Evolução

“Em um ano de trabalho no CDA, evoluímos bastante com a gestão de estoque, indicadores, entre outros, tenho um grupo de gestores e coordenadores que

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EMPREGO

respondem a mim, com área de planejamento, logística, produção e expedição. Sou, então, gestora de Logística e Distribuição, responsável pelas duas unidades, Otávio Lage e Jalles Machado. Trabalhar na Jalles, que vejo como segunda casa, traz satisfação para mim, tenho muita autonomia com meu diretor, percebo confiança, tenho liberdade de trazer ideias, melhorias. Sempre nos apoiam com investimentos em qualidade, em produtividade, isso é muito motivador.” A realidade de Anny, na Jalles, se espalha pelas indústrias goianas – em todos escalões. Joelina Carvalho de Oliveira, que atua como serviços gerais da GSA Alimentos, também repete a mesma frase: “(A indústria) é a minha segunda casa”, e completa: “Temos creche pra trabalhar, vemos nossos filhos crescer. Com um ano de empresa, se você for um bom funcionário, você tem o privilégio de morar nas casas da empresa. Só gratidão a Deus por essa empresa maravilhosa”, conta, ela, que foi contratada em dezembro de 2016. "Sou muito feliz em trabalhar na GSA.” Para Tchequinho, o número de mulheres nas indústrias goianas pode chegar a 50% da força de trabalho nesta década. "A indústria é democrática e inclusiva. A mão de obra feminina tem características bem positivas, como proatividade, responsabilidade, dedicação e criatividade. O ambiente das fábricas é favorável às mulheres e traz uma diversidade de ideias muito necessária para a empresa." 8

Porta de entrada no mercado de trabalho

Gustavo entrou na GSA aos 18 anos e já subiu de cargo algumas vezes

Davi Costa comemora a primeiro emprego: "A indústria é o futuro"

As fábricas têm sido uma opção cada vez maior de primeiro emprego dos trabalhadores – que antes temiam o setor por quase sempre exigir maior qualificação. Hoje as vagas de menor aprendiz, estagiário ou trainee são bastante disputadas. Muitos trabalhadores entram para contratos curtos, mas acabam se fixando. Gustavo Alexandre Neves Andrade é atualmente supervisor de Produção Júnior da GSA, com 26 anos. Ele entrou na empresa em 2012, com quase 18 anos, como auxiliar de produção. Com 4 meses passou a ser operador de máquinas, e depois de 1 ano, participou de processo seletivo como assistente de qualidade. Posteriormente, se aperfeiçoou na função, passou a ser analista de qualidade júnior e hoje atua como supervisor

de produção júnior. "Eu indicaria o emprego na indústria para quem quer crescer profissionalmente. Ela construiu minha vida, tudo que tenho de crescimento pessoal, profissional, familiar foi advindo da indústria. Por excelentes profissionais que me cercaram, da sede de conhecimento que eles me passaram, fui buscando cada dia mais e, consequentemente, fui subindo esses degraus", aponta Gustavo. "Quando entrei em 2012, adolescente, não sabia o que era um emprego. De lá pra cá, a GSA vem me ensinando a como me comportar, como ser um bom profissional, uma pessoa correta, íntegra. A própria política da GSA, os pilares, reforçam a ética profissional que devemos ter, tratar nossos colaboradores como funcionários, PRÓ-INDUSTRIAL


EMPREGO

INCENTIVOS FISCAIS

pois precisamos deles e eles precisam de nós, colaboração entre empresa e funcionário", disse. "Uma frase que fica muito gravada pra mim é que a maior riqueza de uma empresa são seus colaboradores. A GSA prova isso no dia a dia, quando me acolheu em 2012, aceitou que eu fizesse parte da equipe, um rapaz sem experiência, que não conhecia a indústria. E hoje me tornou o profissional que sou. A indústria, quando ela tem a essência de fazer com que as pessoas cresçam, é diferente, e a GSA tem muito isso". "Temos muitas histórias dentro da GSA semelhantes a minha, eu não sou sortudo, único. Muitos são profissionais com trajetórias semelhantes à minha, na mesma carreira, um pouco mais à frente, mas que começaram debaixo, como eu. Então, eu indicaria a in-

dústria para qualquer pessoa, que tenha determinação, que queira crescer profissionalmente." O caminho de Gustavo percorreu na GSA, Davi Costa começa a percorrer na Piracanjuba. Davi é assistente administrativo e tem 18 anos. “Quando eu entrei na empresa, por volta de julho de 2019, eu exercia o cargo de jovem aprendiz na área financeira, mas, depois de algumas semanas, fui alocado para área de arquivos e processos, onde eu fiquei responsável pela parte de digitalização de documentos e arquivo. Hoje, fui efetivado na minha área como assistente administrativo e cuido de uma forma bem mais aprofundada dos arquivos e documentos. Estou entendendo um mais da área de processos.” Davi revela que esse emprego tem uma grande importância para

ele: “Quando eu comecei nele estava muito ansioso e empolgado, mas ainda sim, sentia um pouco de medo por ser um caminho novo que eu estava seguindo. Chegando na empresa, eu senti um clima muito bom que me incentivava a crescer e não só dentro da empresa, mas como pessoa também, pois lá dentro as pessoas sempre levam a educação como um incentivo ao desenvolvimento. O que é contagiante e sempre leva você a buscar melhorar. Graças à empresa, consigo ter uma certa independência e pagar minha faculdade.” E finaliza: “Acredito que a indústria é o futuro, quanto maior o seu crescimento de forma correta, melhor será, e a empresa promove oportunidades de qualificação que desenvolve o crescimento das pessoas, tanto dentro como fora da empresa.”

Em 2021, Goiás criou 39 mil vagas Os números da geração de empregos em Goiás seguem em alta. Na última semana de abril, foram divulgados os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério da Economia, e mostram saldo positivo de 4.952 novos empregos com Carteira de Trabalho assinadas no mês de março. Com esse resultado, Goiás chega ao saldo de 39.804 vagas de empregos criadas no primeiro trimestre de 2021 e supera o saldo registrado em todo ano de 2020, quando 26.258 carteiras de trabalho foram assinadas. O resultado do primeiro trimestre coloca Goiás na liderança entre ‘PRÓ-INDUSTRIAL

os estados da Região Centro-Oeste, à frente de Mato Grosso (29.142 vagas), Mato Grosso do Sul (15.850) e Distrito Federal (9.809). Os números dos empregos do Caged ainda colocam Goiás na 7ª posição nacional na geração de empregos no primeiro trimestre, atrás de São Paulo (1º/253.460 vagas), Minas Gerais (2º/108.109), Santa Catarina (3º/87.127), Paraná (4º/78.484), Rio Grande do Sul (5º/74.448) e Bahia (6º/42.718). O saldo nos três primeiros meses é de 171.452 admissões contra 131.648 desligamentos. Quando é feita a avaliação apenas do mês de março, Goiás ocupa a segunda posição na Região Centro-

-Oeste e a nona posição nacional. Entre os setores por atividade econômica que mais gerou empregos em março está o de serviços com 2.426 vagas, seguido por agropecuária (1.675), indústria (1.350), comércio (403) e construção civil que ficou no vermelho com (-902). Em janeiro e fevereiro, a indústria puxou a geração de vagas. No acumulado de 12 meses, o saldo de Goiás é 54.644 empregos, um crescimento de 4,4%. O Caged também apontou os dados da geração de empregos no Brasil no mês de março, que apresentou saldo positivo de 184.140. Apesar do número positivo, o País registrou uma perda de 114% em relação a fevereiro. 9


COVID-19

Decretos durante a

PANDEMIA ADIAL DIALOGA COM PODER PÚBLICO PARA NEGOCIAÇÕES FAVORÁVEIS À INDÚSTRIA NOS DECRETOS

Uma segunda onda da pandemia de covid-19 foi motivo, no mês de abril, de conciliação entre o poder público e iniciativa privada para acertar medidas de contenção à disseminação do coronavírus no mês de abril de 2021. O alto índice de novos casos de contaminados, ocupações no limite de leitos de UTIs e todas as consequências para o setor produtivo e economia em Goiás foram cenários que fizeram urgir a necessidade do estabelecimento de decretos estaduais e municipais, inclusive com a instauração da situação de emergência na saúde pública no Estado. Depois de uma série de restrições, com limitação no funcionamento de atividades econômicas durante o fim de semana, seguindo decreto estadual, a Prefeitura de Goiânia, no dia 27 de abril, publicou o decreto nº 2600, que trata de flexibilizações para atividades não essenciais, econômicas e não econômicas. De acordo com a administração 10

Em Goias, a vacinação já superou 15% da população, principamente para idosos e profissionais da saúde

municipal, a decisão foi tomada por estudos técnicos de dados epidemiológicos que permitiram a flexibilização e por diálogo com empresários goianos. Em negociação favorável para provável determinação do poder público para conter o vírus, a Adial, ao lado dos demais representantes do Fórum Empresarial de Goiás, atuou em favor da indústria. Uma videoconferência com o governador de Goiás, também com a participação de prefeitos goianos, foi realizada no dia 13 de abril, e o diálogo e envolvimento com o empresariado foram significativos para a elaboração de um novo decreto mais flexível do que aquele implantando em 2020, em decorrência dos índices de contaminação com o coronavírus. Ocasião em que o presidenteexecutivo da ADIAL, Edwal

Portilho 'Tchequinho' ressaltou o papel da indústria na criação de mais de 40% das vagas de emprego, reforçando que os protocolos de segurança em indústrias goianas têm sido cumpridos, fiscalizados e monitorados, durante a pandemia de covid-19. "Pedimos aos prefeitos resiliência ao lidar com as medidas preventivas para que a produção das indústrias possa continuar ativa, principalmente de alimentos e produtos essenciais". O decreto estadual nº 9.848, que alterou o funcionamento das atividades econômicas, considerou essenciais e exceções os estabelecimentos industriais de fornecimento de insumos, produtos e prestação de serviços à manutenção da saúde ou da vida humana e animal ou aqueles que produzissem equipamentos e insumos para o combate à pandemia. PRÓ-INDUSTRIAL


INFRAESTRUTURA

Novos concessionários

EM GOIÁS CPC-CCR E ECORODOVIAS SÃO DUAS NOVAS EMPRESAS QUE PASSAM A TER ATIVOS EM GOIÁS Dois novos grupos empresariais, vencedores de concessão, vão integrar o mercado goiano, a partir de resultado de leilões, divulgados em abril de 2021. O mais recente, o consórcio ECO153, formado pela Ecorodovias e e pela GLPX, venceu no dia 29 de abril, leilão de concessão da BR153/414/080/TO/GO. O trecho concedido de 850,7 quilômetros liga os municípios de Anápolis (GO) e Aliança do Tocantins (TO). A concessão prevê a duplicação obrigatória de 623,3 quilômetros, sendo 349,2 quilômetros do 3º ao 10º ano, e outros 274,1 quilômetros entre o 19º e o 25º ano. De acordo com nota emitida pelo Ministério da Infraestrutura, no total, o consórcio vencedor vai investir 1,26 bilhão na rodovia, uma vez que investirá 960 milhões de reais numa conta vinculada que deverá ser usada em obras no Tocantins. A concessão é válida por 35 anos, prorrogáveis por mais ‘PRÓ-INDUSTRIAL

A CPC, do Grupo CCR, vai administrar o Aeroporto Santa Genoveva por 30 anos

A BR-153 entre Goiás e Tocantins será gerida pela Ecorodovias-GLPX

cinco anos. O leilão usou o modelo híbrido, oferta de menor valor de tarifa de pedágio e o maior valor de outorga. O consórcio vencedor será responsável pela infraestrutura, recuperação, conservação, operação e implantação de melhorias e ampliação de capacidade das rodovias. O projeto prevê aporte de 14 bilhões de reais entre investimentos e custos operacionais durante o período da concessão. A Companhia de Participações em Concessões (CPC), subsidiária do Grupo CCR, conquistou no dia 7 de abril, após arremate no valor de R$ 754 milhões, o direito

de assumir o controle de seis aeroportos do Bloco Central, que inclui o Aeroporto Santa Genoveva em Goiânia, por um período de 30 anos. Fazem também parte do Bloco os aeroportos de Palmas, São Luís, Imperatriz, Teresina e Petrolina (PE). Os leilões aeroportuários integraram a programação do evento “Infra Week”, semana destinada à concessão de 28 ativos do Governo Federal à iniciativa privada, que garantiu o investimento de aproximadamente R$ 611,9 milhões em cinco terminais portuários brasileiros, além de uma arrecadação aproximada com outorgas de R$ 216,31 milhões. 11


MARKETING & PRODUTOS

Nescau

John Deere Visando contribuir com o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, o Instituto John Deere investe, em 2021, cerca de R$ 8 milhões em projetos sociais de mais de 40 instituições filantrópicas do País. O montante beneficiará organizações que praticam atividades de atendimento aos idosos, acolhimento de crianças e adolescente, profissionalização de jovens em situação de vulnerabilidade social, fomento ao esporte, cultura, educação e o atendimento à saúde. A seleção dos projetos contemplados pelo Instituto John Deere respeitou a pluralidade de atuação de cada instituição, a relevância e penetração junto à população local, assim como ocorreu em 2020, quando a organização realizou diversas ações para mitigar os impactos da pandemia do novo coronavírus.

Nescau traz ao mercado duas novidades em seu portfólio: Nescau Duo e Nescau Intense. Os produtos, acondicionados em latas de aço expandidas de 180 gramas, chegam em edição limitada com distribuição nacional para completar o portfólio de bebidas sazonais da Nestlé. Nescau Duo traz aos consumidores a combinação do achocolatado tradicional da marca com chocolate branco. Nescau Intense tem toque de cacau extra em seu achocolatado.

Seara A Seara apresenta uma nova categoria de produto: Levíssimo Seara. O lançamento une o sabor do presunto com a leveza do peito de peru. Feito com 100% de lombo suíno, Levíssimo Seara passa a ser uma nova opção no segmento de frios, que não apresenta novidades com frequência para o consumidor. Produzido com parte nobre da carne suína, o produto possui baixo teor de gordura e sódio, além de proporcionar fatias firmes e uniformes por ser de fácil corte, entregando suculência e sabor para as receitas do dia a dia. Comparado ao presunto, o Levíssimo Seara tem 30% menos gordura e 38% menos sódio, sendo ainda fonte de proteínas e tem preço mais acessível que o peito de peru. 12

Kibon

A Kibon apresenta o picolé dos Minions, no sabor banana, inspirado nos personagens do filme Meu Malvado Favorito. O sorvete traz como tema os famosos personagens amarelos. O produto chega às geladeiras com as cores azul e amarela, presentes na embalagem e no próprio produto. A embalagem tem o selo “Desenvolvido com Nutricionistas”, e ressalta a promessa da Kibon: “Comunicado de Maneira Responsável, Vendido de Maneira Responsável e Desenvolvido de Maneira Responsável”. PRÓ-INDUSTRIAL


Novo Mundo

Cargill Liza, marca de óleos da Cargill, apresenta seu novo posicionamento: “Na cozinha quem cozinha”, com uma campanha filmada nas casas de consumidores reais. Com a campanha, a marca apresenta sua nova embalagem de PET, que utiliza 12,8% menos material, além do novo rótulo, com identidade visual mais moderna, trazendo de forma clara os benefícios de cada uma das 7 opções de óleos Liza. “O reposicionamento de Liza busca valorizar a cozinha e os cozinheiros do dia a dia. Esse é o maior investimento de marca da categoria e segue a agenda de modernização de portfólio da Cargill”, diz Augusto Lemos, diretor-geral da Cargill Foods na América do Sul.

Fundada há 65 anos, no Centro de Goiânia, a loja Super Loja da varejista novomundo.com, importante player do Centro-Norte do País, agora também é multicanal. Desde o dia 03 de maio, a matriz reabriu suas portas com um novo conceito, totalmente diferente do varejo tradicional de móveis e eletros, e um layout mais moderno, espaço para estoque físico de sellers de e-commerce, além dos ambientes: Espaço Casa Família, Casa Solteiro, Casa Casal, assinadas e decoradas por arquitetos, entre outros.

Itacolomy Chega às gôndolas dos supermercados o Creme de Minas Frescal da Lac Lélo, empresa catarinense que integra a plataforma UltraCheese, detentora também das marcas Cruzília, Búfalo Dourado e Itacolomy. O Creme de Minas Frescal Lac Lélo apresenta consistência cremosa e sabor suave. O produto é feito tendo como inspiração a receita do primeiro queijo produzido no século 18, em Minas Gerais, o Minas Frescal, que era vendido às margens da Estrada Real. Espaço de divulgação de ações de marketing e lançamento de produtos e serviços de empresas associadas. Para participar, envie texto e imagens para proindustrial@adial.com.br. ‘PRÓ-INDUSTRIAL

adialgoias @adialgoias @adiallog adial

@adialgoias @adiallog adialgoias

REDES SOCIAIS DA ADIAL

Acompanhe a ADIAL nas redes sociais. Além do Facebook, onde ADIAL e ADIAL-LOG já estão presentes há quase dois anos, passa agora a contar com o Instagram e LinkedIn, com a proposta de divulgar mais as ações, reuniões e eventos da entidade e da Diretoria, além dos benefícios alcançados com o Clube de Compras da ADIAL, ADIAL Corretora de Seguros, ADIAL Negócios e ADIAL Social. Siga, curta e compartilhe nosso conteúdo e fortaleça o setor industrial. 13


SETORIAL

ADIAL SOCIAL: RGLOG

ajuda distribuir vacinas no Estado A distribuição de vacinas contra covid-19 no Estado de Goiás recebeu reforço, no mês de abril, com a participação da empresa RGLOG, associada da Adial-Log. Parceira do Unidos pela Vacina - movimento empresarial apartidário que tem, entre suas metas, auxiliar os governos estaduais e municipais na campanha de vacinação - a RGLOG adquiriu dois caminhões refrigerados e, desde o dia 23 de abril, leva, de maneira segura, parte dos lotes das vacinas recebidas em Goiás. As doses saem semanalmente da capital goiana para pontos de recebimento de regionais de saúde de Anápolis (GO), Luziânia (GO), Formosa (GO), Posse (GO) e Campos Belos (GO). Os veículos seguem para essas cidades com escolta da segurança pública, fornecida pelo Governo de Goiás. A empresa colocou à disposição um motorista para cada destino das vacinas, e envolveu colaboradores em equipes de plotagem, manutenção e logística, que participam ativamente do processo. De acordo com o gerente Operacional da unidade Anápolis da RGLOG, Henrique Thomazi, a RGLOG tem entre seus pilares a responsabilidade social. "Fomos convidados a participar do movimento Unidos pela Vacina e sentimos como privilegiados em fazer parte, em poder ajudar a nação, por nossa própria iniciativa, sem nenhum incentivo governamental", afirma.

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A empresa goiana RGLOG auxilia o governo goiano na distribuição da vacina da covid-19 e, para isso, adquiriu dois novos caminhões refrigerados. Em poucos dias, foram distribuídas mais de 100 mil dose da vacina PRÓ-INDUSTRIAL PRÓ-INDUSTRIAL


Parcelas do FCO podem ser adiadas Os empreendedores que contrataram empréstimos pelo Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) poderão prorrogar as parcelas de seus financiamentos que já venceram ou que vencerão até o fim deste ano. A medida foi anunciada no fim de abril pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e visa ajudar as empresas em dificuldade por causa do agravamento da pandemia de Covid-19 e evitar a perda de empregos. A prorrogação só vale para as operações contratadas até 31 de dezembro de 2020. De acordo com a Resolução 4.908 do CMN, as instituições financeiras administradoras do FCO estão autorizadas a pror-

rogar por até 12 meses as parcelas com vencimento entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2021, para o segmento empresarial, e entre 1º de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2021, no caso das empresas rurais, vencidas ou vincendas. Isso porque medida semelhante já contemplou parcelas de micro e pequenas empresas ano passado, quando foram prorrogadas 238 operações, que totalizaram R$ 36 milhões. A prorrogação das parcelas só será efetivada para os tomadores de empréstimos da área empresarial em situação de inadimplência até 31 de dezembro de 2020, desde que regularizem essa situação até a data da prorrogação.

Alego aprova prorrogação do Convênio 100/97

Gigante do cimento vai deixar País

Foi aprovada na última semana de abril a proposição Nº 2021004811 que trata, dentre outras deliberações, a prorrogação do Convênio 100/97 em Goiás até 31 de dezembro de 2025. Este convênio isenta o ICMS na comercialização interna e reduz a base de cálculo na comercialização interestadual de insumos agropecuários.

A multinacional franco-suíça LafargeHolcim comunicou à filial brasileira, em abril, que vai vender suas operações locais. Caso seja concretizado, o negócio provocará uma mudança grande no setor, já que a LafargeHolcim é a terceira maior produtora do País, atrás de Votorantim e Intercement. Empresa tem fábrica em Cocalzinho (GO).

PROGRAMA DA ADIAL SOBRE INDÚSTRIA GOIANA COM FOCO SETORIAL E PODCAST NO SITE A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL) passou a ter, desde agosto, um espaço bi-semanal (às quartas e sextas-feiras), às 11 horas, na Rádio Difusora Pai Eterno, de Goiânia. O programa se chama Desenvolvimento Industrial e tem como convidado semanal o presidente-executivo da entidade, Edwal Portilho "Tchequinho", que debate industrialização, emprego nas fábricas, questões de preço e de câmbio, exportações, entre outros temas industriais e econômicos. A partir deste programa, foi ampliada a parceria aos sites Goiânia Empresas (Goiás) e STG NEWS (Centro-Oeste) para produzir podcasts com os áudios já transmitidos na Difusora para abastecer também os sites com podcasts. "A ADIAL se movimenta em prol do setor", disse Tchequinho.

Taxa para importação é suspensa O governo brasileiro suspendeu novamente a alíquota de imposto de importação às compras de milho, óleo e farelo da oleaginosa vindos de países de fora do Mercosul, na tentativa de conter os preços internos, que marcam sucessivas altas mesmo diante de possíveis recordes na produção nacional de grãos. Segundo o comunicado, a medida que zera a Tarifa Externa Comum (TEC) entra em vigor sete dias após a publicação da resolução, sendo válida até 31 de dezembro de 2021. RÓ-INDUSTRIAL ‘PPRÓ-INDUSTRIAL

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EMERGÊNCIA

A FORÇA DA

AMBIPAR

A EXPANSÃO GLOBAL DOS SERVIÇOS DE RESPOSTA A EMERGÊNCIA DA AMBIPAR A Ambipar, líder em gestão ambiental no Brasil e referência global no atendimento a emergências, tem seguido de forma positiva com seu plano de expansão global. Uma das ações foi a aquisição da Allied International Emergency, nos Estados Unidos, em janeiro de 2020. Com a iniciativa, a companhia adentrou o mercado americano de emergências com o objetivo de criar uma estrutura de resposta em nível nacional. A ideia era expandir globalmente e conquistar capilaridade, adquirindo outras companhias do mesmo setor em diferentes estados. Após o IPO, em junho de 2020, o crescimento inorgânico continuou com a aquisição da One Stop Environmental e Intracoastal Environmental em outubro de 2020. Em dezembro, foi anunciada a compra da CES, também de emergência ambiental nos Estados Unidos. Assim, a Ambipar conquistou bases no Texas, Alabama, Flórida, Geórgia e Colorado. Para compor, ainda mais, a estrutura de atendimento emergencial na América do Norte, adquiriu mais uma empresa, dessa vez no Canadá: a Orion, de limpeza industrial e resposta a emergências. A partir de janeiro de 2021, a 16

companhia seguiu com o plano de expansão global alinhado à visão de ser reconhecida como referência mundial em soluções ambientais integradas. O próximo passo foi adquirir a Enviroclear, do País de Gales, passando a contar com 15 bases estrategicamente posicionadas no Reino Unido. No Brasil, o foco é o crescimento orgânico, com abertura de novas bases operacionais e comerciais para ampliar a equipe de força de vendas, promover o cross selling e garantir respostas ainda mais rápidas nos atendimentos emergenciais. Hoje, a Ambipar conta com uma filial comercial em Goiás, para atender aos mais diversos setores do mercado e garantir o melhor atendimento a sua carteira de clientes, além de possuir três bases de emergências estrategicamente posicionadas para responder a emergências ambien-

Ambipar fez IPO no ano passado e vem realizando aquisições. No Brasil, foco é expansão orgânica

tais em todo o Estado de Goiás. Segundo a gerente comercial de Goiás, Cláudia Brum, a estrutura consolidada permitiu levar a expertise das equipes de atendimento emergencial para todo o mundo, garantindo a mitigação dos impactos ambientais. “A Ambipar não tem medo de crescer. Investimos em novas tecnologias e desenvolvemos projetos que promovem a preservação do mundo para as futuras gerações”, afirma. A Ambipar conta com escritórios comerciais no Pernambuco, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Paraná, além de possuir mais de 150 bases próprias estrategicamente localizadas em 16 países para prestar serviços padronizados e de qualidade aos cliente. PRÓ-INDUSTRIAL


FOCO NA ENERGIA

Paulo H. Magalhães

Leilão de infraestrutura de transmissão para dezembro No dia 29/04 a ANEEL abriu a Consulta Pública 019/2021, para coleta de sugestões e propostas visando a estruturação do Edital de Transmissão 02/2021, referente à quatro lotes para construção e manutenção de linhas de transmissão de 700 MVA. O Leilão deve acontecer no mês de dezembro deste ano, e os projetos têm previsão de investimentos que podem superar R$ 1,9 bilhão, além da criação de mais de 5,7 mil empregos, o que deve ser executado pelo vencedor do certame em até 5 anos.

DISTRIBUIDORA ENEL EM GOIÁS - ENTRE AS PIORES

Apesar de todo o investimento em infraestrutura de distribuição realizado pela concessionária ENEL em Goiás desde 2017, quando iniciou suas operações após vencer o leilão que privatizou a estatal goiana CELG-D, os indicadores que medem a quantidade de quedas e a duração das interrupções de energia aos consumidores ainda estão acima do limite máximo tolerado pela ANEEL. Em função disso, a ENEL está colocada como uma das piores no ranking de fiscalização da ANEEL, que acompanha nacionalmente os indicadores DEC / FEC das distribuidoras. Os problemas no fornecimento de energia se acentuam ainda mais nos meses entre novembro e março, correspondente ao período das chuvas, causando enormes prejuízos aos consumidores, incluindo aqui os que possuem contratos no Mercado Livre de energia, pois estes também dependem da rede de distribuição da concessionária. A tendência é que a quantidade de interrupções (FEC) para o ano de 2021 fique próximo de operar no limite máximo tolerado pela ANEEL, mas os indicadores que medem duração das interrupções (DEC), ainda necessitam de cuidados e investimentos intensivos, principalmente em zonas rurais e em municípios menores. Chance para a concessionária demonstrar sua capacidade técnica, de planejamento e de investimentos para reverter esse quadro, visto que apenas iniciamos o período de seca do ano.

GERAÇÃO SOLAR – MAIS RECORDES REGISTRADOS

Não é novidade que a geração solar fotovoltaica vem demonstrando seu potencial e sua capacidade de impactar na matriz energética, especialmente no Brasil, tanto pela incidência da irradiação solar quanto pelas políticas públicas com benefícios específicos para o desenvolvimento do setor. Tanto é verdade que recordes de geração são batidos constantemente, os números relativos à quantidade de projetos e de carga vêm aumentando exponencialmente, seja em usinas centralizadas com maior capacidade de geração ou em projetos de Geração Distribuída (GD), que atendem consumidores residenciais e pequenas empresas. A energia gerada por projetos solares pode atingir 2,3% da matriz energética do país já em 2021, esse crescimento vertiginoso especificamente dos projetos de GD, criou a figura do Prossumidor, que é aquele que produz e consome a própria energia, se tornando quase que uma figura independente e autossuficiente. Este crescimento e alterações na matriz energética vêm causando preocupações nos agentes do setor elétrico, principalmente das distribuidoras, que apresentam justificativas técnicas alegando fatores como a instabilidade causada no sistema e a necessidade da cobrança pela utilização das redes de distribuição e transmissão. Essas e outras alegações vêm sendo discutidas pela ANEEL e pelo Congresso Nacional em audiências públicas, com a participação dos agentes do setor elétrico, de representantes dos consumidores, de geradores e de toda a sociedade. O fato é que os benefícios econômicos, ambientais e sociais trazidos pela geração solar possuem um peso maior nessa balança, sendo necessário o acompanhamento e a participação de todos nessas discussões, para que os consumidores que são os principais interessados, tenham seus direitos e benefícios garantidos. PRÓ-INDUSTRIAL

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LEITURA EMPRESARIAL AMBEV E FALCONI: A HISTÓRIA

O desafio do impossível: A história de como a Ambev e a Falconi revolucionaram uma das maiores cervejarias do mundo. Como uma empresa conseguiu solucionar um problema de alta complexidade e ultrapassar a fronteira do que se considera um nível de excelência para o setor? A resposta é simples: desafiando o impossível. Neuza Chaves e Viviane Martins apresentam ao leitor a jornada desenvolvida para inspirá-lo em seu negócio.

VOCÊ, EU E OS ROBÔS

A revolução digital invadiu o cotidiano das pessoas, que se sentem angustiadas com o ritmo frenético das transformações experimentadas diariamente em todas as dimensões da vida. Por outro lado, aqueles que não conseguem navegar na nova realidade digital enfrentam inúmeros desafios e riscos conforme o mundo se digitaliza. Como lidar, então, com essas transformações e suas consequências em nossa vida?

CIÊNCIA DO MARKETING

Nesse universo de possibilidades e de conexão instantânea com seus clientes, é angustiante ver o tempo passando sem obter os resultados que seu negócio precisa. É preciso voltar para a base do marketing: vender o produto, vender para mais pessoas, vender mais vezes e vender pelo maior valor.

LGPD E GOVERNANÇA CORPORATIVA

ASDAFSDFASDFASD FDASDF Sasafdsds

Neste mundo VUCA em que vivemos ― acrônimo, em língua inglesa, para um ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo ―, a proteção de dados pelas instituições se transformou na verdadeira garantia de todas as pessoas que habitam o universo digital. Esta obra surge como um guia completo para uma jornada em segurança para aqueles que buscam atuar com integridade e eficiência em todos os setores da sociedade.

FRANQUEADO FELIZ VENDE MAIS

O que um franqueado precisa saber e fazer para alcançar suas metas? Quais atitudes podem auxiliá-lo e são responsáveis por deslanchar o negócio? No momento de publicação desta obra, o autor Alexandre Sita, que tem a resposta para essas e diversas outras perguntas, possui quase 500 unidades franqueadas em atendimento. Sua metodologia, bem explicada nestas páginas, tem um conjunto de processos desenvolvido especialmente para franquias, vivenciado em praticamente dez anos de sucesso.


A Inconfidência Brasileira No último dia 21 de abril, o País celebrou o feriado do Dia de Tiradentes. Para alguns, mais uma data anual comum do Brasil. Mas para os empresários, um dia de reflexão, de avaliação do nosso papel social e da nossa ação na construção do País. A Inconfidência Mineira, ocorrida em Minas Gerais em 1789, foi um dos grandes eventos da nossa história. Provavelmente, o maior ato de revolta do povo brasileiro contra a injustiça do Estado com o excesso de tributos. Tanto que os revoltosos pretendiam proclamar uma República independente do Estado de Minas Gerais, na qual São João del Rei seria a capital – um movimento prévio à independência do Brasil. Porém, descobertos, os líderes foram condenados à morte, entre eles, Tiradentes, que, no fim, foi o único sacrificado. Um marco para os contribuintes, infelizmente lembrado mais pela repressão do que pela evolução. A pressão do poder público contra o contribuinte, a omissão da contrapartida do que se paga de tributos, a indiferença pelo destino dos recursos são características históricas do Brasil. Em uma analogia com os dias de hoje, percebemos que, o que gerou revolta àquela época foi a cobrança de 20% de todo ouro extraído, negociado, em pagamento à Coroa Portuguesa, uma revolta à carga tributária, chamada de "quinto do ouro". E hoje, que praticamente 40% de tudo que os brasileiros produzem é retido, vira imposto, para custear serviços e as despesas operacionais do setor público, com pequena parPRÓ-INDUSTRIAL

cela para investimentos. O Brasil ainda não era um País independente. E hoje, estamos acompanhando o cotidiano das discussões da reforma tributária, que tratam exatamente disso: pagamento de impostos. Atualmente, na média, nós, cidadãos brasileiros, pagamos quase 50% da nossa produção em impostos, em torno de 46%. Na energia elétrica que pagamos ou no combustível que compramos, temos embutido em torno de 50% de impostos. Também nos medicamentos, alguns chegam a 35% de tributos. Outros casos, como alimentos e bebidas, giram em torno de 20 a 50%. Na época, a Inconfidência Mineira se deu por conta da “carga tributária” ser o quinto (20%) - o que mostra que estamos acomodados e bem menos inconfidentes (palavra que quer dizer traidor, no caso ao Fisco do Império) que antes. O brasileiro se acostumou a pagar imposto alto e a ter serviço público de péssima qualidade, como transportes, saúde, educação e assim por diante. Para o contribuinte, é mais fácil pesar a carga de impostos do que aliviar. No Congresso Nacional, a discussão para a reforma tributária é realizada com legisladores que nos representam, mas a verdade é que a maioria deles não produzem, e nunca tiveram nem sequer uma loja, não têm funcionários ou negócios. É difícil discutir esse cenário de tributos com quem não tem experiência do quanto é caro pagar impostos no Brasil, seja pelos empresários, pelas

empresas ou pelos trabalhadores. Por isso, temos repetido na Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL) que não se pode fazer uma reforma tributária, focada na receita do setor público, se não modificar primeiro na despesa, fazendo, assim, uma reforma da administração pública. A tributária precisa ser precedida pela discussão reforma administrativa. Esta, sim, precisa ser muito bem elaborada para reduzir a carga de despesas nos Estados, União e municípios. Só depois disso poderemos falar de um modelo que conseguirá diminuir os impostos pagos pela população. Porque a regra é simples, menos impostos, mais produção, mais empregos. Essa é a equação que devemos buscar – mas a visão do Congresso não é essa. O País não precisa de uma "Inconfidência Brasileira", necessita corrigir seus erros históricos pacificamente e equilibrar as relações. Mas se afrontar o contribuinte, como tem feito há décadas, vai chegar aos movimentos e protestos, pois a carga tributária está muito perto do limite. Precisamos de reformas corajosas que corrijam os equívocos que estamos cometendo, desde Tiradentes. Reforma tributária sem reforma administrativa é mais do que ampliar exploração de quem produz, é empobrecer a geração de riquezas, renda e distribuição do País. Não podemos enforcar as empresas e sacrificar a fonte de recursos que, de fato, faz o roda girar.

Edwal Portilho 'Tchequinho', presidente-executivo da ADIAL

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