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Pró-Industrial 124

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Pró www.adial.com.br

REVISTA DE NEGÓCIOS DA ADIAL

Março de 2021 - ANO XIII

GOIÁS: VITÓRIA SUPREMA

APÓS DUAS DÉCADAS, STF EXTINGUE AÇÃO DE SÃO PAULO CONTRA INCENTIVOS FISCAIS DE GOIÁS

124 Pró-industrial PRÓ-INDUSTRIAL

FERROVIA NORTE-SUL ENTRA EM OPERAÇÃO APÓS 30 ANOS


EDITORIAL DIÁLOGO COM O FUTURO A história é escrita todos os dias do presente para os dias do amanhã. Daqui dez, quinze ou mais anos, quando os filiados ou diretores da ADIAL entrarem, por meio de qualquer Big Data usando a inteligência artificial do seu smartwatch, talvez em um ou dois segundos, apareça a edição 124 da revista Pró-Industrial, lançada em março de um distante 2021. Possivelmente o motivo da busca seja a vitória histórica da ADIAL e, com certeza, vai encontrar aqui, nesta publicação, detalhes desta longa guerra (não a fiscal, que é uma narrativa implantada pelos paulistas que tentam negativar a bandeira dos incentivos) nos tribunais e parlamentos. Guerra de centenas de duras batalhas e um vencedor: Goiás. Era, em 2001, quando do início da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) de São Paulo contra Goiás, uma indústria forte em gestão que os paulistas, avessos à concorrência, tentavam abortar. Goiás, líder dos emergentes, lutava para ter direito a usar seus recursos para se industrializar - pois já havia esperado apoio por um século do governo federal para uma política de desenvolvimento regional que nunca veio. Criou seu caminho. É, por sua 'culpa' e risco, o sétimo maior Estado industrial do País, com uma indústria jovem, moderna, que emprega 500 mil trabalhadores diretos e 1,5 milhão indiretos. Uma vitória maiúscula, uma vitória suprema. Leia essa e outras matérias, hoje e sempre, nesta edição a seguir. Boa leitura, Leandro Resende.

SUMÁRIO

MARÇO 2021 Nº 124 ANO XIII

EDITORIAL Diálogo com o Futuro 2.// INCENTIVOS FISCAIS Vitória histórica de Goiás no STF 3-6.// PANDEMIA Empresas se unem pela vacina 9.// PRODUÇÃO Mais um ano de Pibinho 10// M&P Piracanjuba, Suzuki, Gatorade, GSA, BRF, Nestlé, Hypera Pharma 12-13//SETORIAL Caramuru contrata bancos para IPO, Indústria abre ano em queda, /FCO com renegociação 14-15.// LOGÍSTICA Disparada do diesel 16.// FOCO NA ENERGIA 17.//LEITURA 18.// OPINIÕES Marilene Queiroz/Helga Castro - Edwal Portilho Tchequinho 19-20. NORTE-SUL

APÓS 30 ANOS, RUMO INAUGURA FERROVIA 1O//

EXPEDIENTE Presidente do Conselho de Administração Otávio Lage de Siqueira Filho Conselho Nato Cyro Miranda, José Alves Filho, Alberto Borges e Cesar Helou Presidente-Executivo Edwal Portilho "Tchequinho' Vice-Presidente Financeiro Cesar Helou Vices-Presidentes e Conselheiros Alexandre Baldy Sant’anna Braga, Alfredo Sestini Filho, Ananias Justino Jayme, Angelo Tomaz Landim Júnior, Carlos Luciano Martins Ribeiro, Domingos Sávio Gomes de Oliveira, Domingos Vilefort Orzil, Heribaldo Egídio da Silva, José Alves Filho, José Domingos Francischinelli, José Carlos Garrote de Souza, Márcio Botelho Teixeira, Marley Antônio da Rocha, Maximiliani Liubomir Slivnik, Olímpio José Abrão, Paulo Sérgio Guimarães Santos, Ronaldo Aspesi, Valdo Marques, Vanderlan Vieira Cardoso e Wilson Luiz da Costa. Conselheiro ADIAL-LOG Rivas Rezende da Costa Conselheiro Vice-Presidente ADIAL-LOG Glorivan França e José Costa Pereira Filho Conselho Fiscal - Efetivos André Luiz Baptista Lins Rocha, Antônio Benedito dos Santos, Evaristo Lira Baraúna e Romar Martins Parreira; Conselho Fiscal - Suplentes Luciano Araújo Carneiro, Luiz Alberto Rassi, Ricardo Vivolo e Sebastião Osmar Albertini. Produção e Edição Leandro Resende Ana Manuela Arantes Izabella Pavetits João Paulo Nogueira ANÚNCIOS: (62) 3922-8200

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PRÓ-INDUSTRIAL


INCENTIVOS FISCAIS

GOIÁS

VITÓRIA SUPREMA AÇÃO QUE QUESTIONAVA INCENTIVOS GOIANOS É ENCERRADA NO STF APÓS DUAS DÉCADAS DE BATALHAS A distância histórica dá a impressão de que a extinção no Supremo Tribunal Federal (STF) da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pelo Estado de São Paulo, que contestava os programas de incentivos fiscais goianos, poderia ser mais um capítulo ou uma batalha entre tantas travadas durante duas décadas que se seguiram desde 2001. A ministra do Supremo, Rosa Weber,

PRÓ-INDUSTRIAL

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INCENTIVOS FISCAIS julgou, em fevereiro, que a ação estava prejudicada porque houve mudança na legislação nos últimos anos. Ou seja, assunto encerrado: vitória goiana. Entre idas e vindas, a disputa foi repleta de ameaças, articulações, embargos, recursos e enfrentamentos que ora ficavam no jurídico ora no político. No fim, a vitória do desenvolvimento industrial e da expansão da industrialização por todo País ante a concentração na Região Sudeste foi dupla e se consolidou. Esta foi dupla porque veio no Legislativo e no Judiciário. Primeiro, em 2017, com uma aprovação histórica da Lei Complementar de número 160, no Congresso Nacional, e o Convênio ICMS de número 190, que trataram da convalidação dos incentivos fiscais, com atuação decisiva dos parlamentares goianos e do governo de Goiás; e depois, enfim, no Judiciário, agora em 2021, com a extinção no STF. Uma está ligada à outra. No caso da decisão no Judiciário, a decisão ocorreu até em virtude da legislação de 2017, que provocou a perda do objeto da ação já que foi reconhecida anteriormente no Congresso. Por duas décadas, aponta o presidente do Conselho de Administração da Associação PróDesenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL), Otávio Lage de Siqueira Filho, todos os nossos presidentes, diretores, filiados e industriais goianos convivemos com o risco real de ter hoje uma política de incentivos fiscais extinta, a qualquer momento, por sair uma decisão desta ADI no STF. 4

"Essa vitória mostra e reforça que todo nosso entendimento (sobre os incentivos fiscais) sempre esteve certo. Entendíamos que o nosso Estado tinha o direito a crescer, se desenvolver e gerar empregos."

"Se não a maior, uma das maiores batalhas jurídicas envolvendo setor privado de Goiás. Hoje parece tranquilo, mas nunca dormimos um dia tranquilo nestes vinte anos. A ADIAL lutou todos os dias. Incansavelmente."

OTAVINHO, presidente Conselho de Administração da ADIAL

CESAR HELOU, Ex-presidente e conselheiro da ADIAL

“Essa ação de São Paulo contra nossos incentivos fiscais mostra quanto nossa política foi acertada. Incomodou um Estado rico e muito industrializado como São Paulo e fez com que este entrasse com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade há vinte anos, ação que nos preocupou durante todo esse tempo. E essa vitória mostra que, melhor ainda, nosso entendimento sempre esteve certo. Entendíamos que o nosso Estado tinha o direito a crescer, se desenvolver e gerar empregos. Estes benefícios são fundamentais para que a industrialização aconteça, assim como aconteceu em São Paulo”, diz Otavinho.

“Nunca dormimos um dia tranquilo nestes vinte anos. A ADIAL lutou todos os dias. Os nossos presidentes que aqui estiveram ou que agora comandam a entidade e até nas indústrias, em nossos planejamentos estratégicos, nós éramos obrigados a traçar sempre um cenário com incentivos e outro sem, pois esta ADI de São Paulo, ao ser julgada, seria irreversível. E a ADIAL batalhou dia e noite para alcançar essa vitória, nossos consultores monitoravam cada passo e a entidade articulava política e juridicamente para evitar sua votação”, diz ex-presidente e conselheiro da ADIAL, Cesar PRÓ-INDUSTRIAL


INCENTIVOS FISCAIS

CRIAÇÃO DO FOMENTAR

FUNDAÇÃO DA ADIAL

Programa de incentivos fiscais criado por Goiás no governo Iris Rezende que foi referência para outros Estados e um marco na primeira fase da industrialização de Goiás. Também serviu de base para outros programas de Estados emergentes.

Em 11 de setembro de 1995 um grupo de empresários criou a ADIAL (Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás), entidade sem fins lucrativos, cujo compromisso principal é trabalhar continuamente para o crescimento da economia goiana, buscando a consolidação do seu parque industrial por meio do fortalecimento dos seus programas de desenvolvimento industrial.

POR MUITO POUCO, JULGOU A ADI* C

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Em março, o julgamento estava na pauta do dia 08 e não se realizou porque a ministra Rosa Weber deferiu na mesa do plenário, momentos antes, o adiamento do julgamento com uma petição conjunta assinada pelos governadores de Goiás e São Paulo. Julgamento seria fatal e irreversível. Decisão também tenderia a ser favorável aos paulistas, seguindo às anteriores. Nos bastidores, uma imensa e tensa mobilização ocorreu. Esse dia, que poderia ser o

* A referida ADI 2441 contou com a seguinte explicação da Min. Rosa Weber:

“OS GOVERNADORES DO ESTADO DE SÃO PAULO e DO ESTADO DE GOIÁS vêm, respeitosamente, perante Vossa Excelência, tendo em vista que a ação em epígrafe consta da pauta de julgamentos da sessão do Pleno de 8 de março de 2017, requerer conjuntamente o sobrestamento do julgamento designado, diante do compromisso de apreciação, em regime de urgência, do Projeto de Lei Complementar n. 54 pela Câmara dos Deputados (DOC.01) e grande possibilidade de sua aprovação iminente, uma vez que já aprovado perante o Senado Federal, o que poderá implicar prejuízo na apreciação dos argumentos postos nesta ação.”

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último dos incentivos fiscais, foi marcante. Governador e vice-governador, senadores e deputados, José Eliton, Ronaldo Caiado, Lúcia Vânia, Wilder de Morais, Alexandre Baldy, entre outros. Entidades. O então governador Marconi Perillo atuando direto com então ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, convencendo-o a assinar a petição conjunta de adiamento da matéria, conseguindo na última hora. No fim, a melhor decisão para Goiás. Alívio.

APROVAÇÃO DA LEI DOS INCENTIVOS FISCAIS NO CONGRESSO Em julho de 2017, o Congresso Nacional aprovou lei complementar para regularizar os incentivos fiscais dos Estados referentes ao ICMS. Em agosto, a lei foi sancionada (LC 160/2017) e autoriza os Estados a convalidarem os incentivos fiscais que já foram concedidos sem a aprovação do Confaz. No Congresso, com relatoria do deputado Alexandre Baldy, na Câmara, e da senadora Lúcia Vânia, no Senado, a articulação da bancada e do governo de Goiás foi decisiva na aprovação da LC 160.

CRIAÇÃO DO PRODUZIR Programa de incentivos fiscais com viés financeira goiano criado pelo governador Marconi Perillo que também serviu de base para outros Estados emergentes e alvo de ações de Estados industrializados, principalmente São Paulo.

TRABALHADORES, GOVERNO E INDÚSTRIA VÃO AO STF A Força Sindical Goiás, juntamente com a UGT, CUT, CTB, Nova Central e as federações FTIEG e FTIAEGO entregaram um requerimento à ministra Rosa Weber em que pediram que a ADI não fosse julgada. ADIAL e ADIAL Brasil acompanharam de perto movimentação.

PUBLICAÇÃO NO CONFAZ No final do ano, o Confaz publicou o Convênio ICMS 190, com procedimentos e prazos para os Estados legalizarem os incentivos. Os benefícios dependem da publicação dos Estados em seus Diários Oficiais e, para isso foram estipulados prazos, conforme cada situação. Essa publicação era determinante para valer a LC 160. Para os atos normativos vigentes em 8/8/2017, o prazo de publicação é 29/3/2018.

SÃO PAULO ENTRA NO STF COM ADI CONTRA GOIÁS ADI 2441 – Ação judicial na qual o governador do Estado de São Paulo questiona benefícios fiscais concedidos pelo governo goiano.

AMICUS CURIAE DO DF A ministra Rosa Weber admitiu como amicus curiae na ADI 2441 o governo do Distrito Federal, que tinha interesse sobre a repercussão dos benefícios impugnados neste processo, concedidos por Goiás, tendo inclusive ajuizado uma ação direta questionando incentivos análogos - a ADI 4589.

EXTINTA ADI NO STF Em março de 2021, o STF extinguiu a ADI 2441, na qual São Paulo pedia o fim dos incentivos fiscais de Goiás. A perda do objeto foi reconhecida porque foi considerado nesses casos a Lei Complementar de número 160, de 2017, e o Convênio ICMS de número 190, que trataram da convalidação dos incentivos fiscais.

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INCENTIVOS FISCAIS

"A mobilização empresarial esteve presente ao longo do tempo. Líderes políticos que assumiram a causa, entre eles os governadores Íris Rezende, Maguito Vilela, Marconi Perillo, Alcides Rodrigues, José Eliton e Ronaldo Caiado."

"Em 2012, no Senado, descobri que o STF iria pautar a ADI. Reuni-me na ADIAL e tomei uma decisão. Pedi ao então presidente do Senado, José Sarney, para me acompanhar junto ao então presidente do STF, o ministro Ayres de Britto. Lá resolveu."

ALBERTO BORGES, Ex-presidente e conselheiro da ADIAL

CYRO MIRANDA, Ex-presidente e conselheiro da ADIAL

Helou. “A decisão da Ministra Rosa Weber, arquivando a ADI de São Paulo contra Goiás, conclui a nossa trajetória exitosa”, aponta Alberto Borges, também expresidente e conselheiro da ADIAL. Para o empresário, a política de desenvolvimento goiana gerou empregos, novas indústrias, empreendimentos e crescimento profissional. “Os resultados da política pública do Fomentar, Produzir e ProGoiás, além de programas complementares foram muito além do que se previa. Esses programas foram políticas de Estado e fortaleceram Goiás. Os desafios para manter o Fomentar, Produzir e agora o ProGoiás foram 6

enormes, ao longo do tempo. A mobilização empresarial esteve presente. Registramos os líderes políticos que assumiram a causa. Foram vários, entre os quais cito os governadores Íris Rezende, Maguito Vilela, Marconi Perillo, Alcides Rodrigues, José Eliton e Ronaldo Caiado.” “Assumi o Senado em dezembro de 2010. Em 2011, fizemos várias incursões a São Paulo com o então governador Marconi Perillo através dos governadores José Serra e, depois, o Alberto Goldman, que era vice. Infrutiferamente. Eles prometiam tomar atitudes sobre a ADI que o Estado havia movido contra Goiás, mas, na verdade, nada faziam. Em 2012, se não me engano,

"A ADI de São Paulo levou muitos de nós, empresários de Goiás, governadores e trabalhadores, a noites em claro, preocupadíssimos com o rumo que uma decisão do STF poderia provocar sobre a economia do Estado." JOSÉ ALVES FILHO, Presidente da ADIAL Brasil e Ex-presidente e conselheiro da ADIAL a minha assessoria descobriu que o STF iria pautar esta ADI. Reunime na ADIAL e tomei uma decisão. Pedi ao então presidente do Senado, José Sarney, para me acompanhar junto ao presidente do STF, na época, o ministro Ayres de Britto. Em uma conversa, expliquei a ele o desastre que poderia acontecer caso essa ADI fosse levada adiante. Avisei que, por uma falta de política regional de desenvolvimento industrial, os governadores foram obrigados a tal medida. Depois de uma conversa de 40 minutos, saímos de lá e soubemos que ele resolveu engavetar a ADI até os dias de hoje. Essa foi a grande salvação, quando foi tomada essa decisão. Agradecemos profundamente ao PRÓ-INDUSTRIAL


INCENTIVOS FISCAIS

"Não existe vaidade, um responsável pela ação. A vitória é do Estado e do desenvolvimento regional. A derrota implicaria em uma retomada da concentração industrial, em alguns anos, no Sudeste do País."

"Nunca a união entre setor produtivo e administração pública foi tão forte e tão pragmática em Goiás. Passando por diversos governos, estadual e mesmo federal, políticos de todas as matizes e inclinações ideológicas ou partidárias."

EDWAL 'TCHEQUINHO', Presidente-Executivo da ADIAL

FLÁVIO RODOVALHO, Advogado tributarista e consultor da ADIAL

ministro Ayres de Britto”, relembra o empresário Cyro Miranda, também ex-presidente e conselheiro da ADIAL e ex-senador da República, uma das reviravoltas da ADI 2441. “A ADI de São Paulo contra Goiás levou muitos de nós, empresários de Goiás, governadores e trabalhadores, a noites em claro, preocupadíssimos com o rumo que uma decisão do STF poderia provocar sobre a economia do Estado”, disse o empresário, ex-presidente e conselheiro da ADIAL e presidente da ADIAL Brasil, José Alves Filho. “Com a convalidação dos incentivos fiscais no dia 7 de agosto de 2017, pela Lei Complementar nº 160, a chamada Lei da Convalidação, tivemos a PRÓ-INDUSTRIAL

blindagem que buscávamos para que a indústria, o comércio e o trabalhador de Goiás não tivessem um destino ruim.” José Alves Filho ressalta o importante papel do trabalho articulado entre os vários atores envolvidos na defesa do Estado, públicos e privados, empresários e trabalhadores. “E isso se deve muito a essa base que tanto trabalhou pelo sucesso da convalidação dos incentivos fiscais. À ADIAL Brasil, na pessoa de Herculano Anghinetti, que fez um trabalho excelente na articulação no Congresso. Ao apoio incontestável dos trabalhadores, que foram parceiros tanto nas ações junto ao STF visando evitar, naqueles momentos essenciais, que

"A ação não extinguiu apenas a ADI 2441, mas também se tornou jurisprudência da Suprema Corte do País para ações movidas contra outros Estados." NEUZA MAÊVE, Advogada tributarista e consultora da ADIAL

as 'Adins' fossem julgadas. Pessoas como o Rodrigo Alves Carvelo, da Força Sindical, a Ilma Maria de Oliveira, da CTB, o Manuel Bonfim, da UGT, nosso prezado Luiz Lopes Lima, da Ftieg, o Seixas, nosso saudoso Reginaldo, pessoas que somaram muito conosco.” No setor público, José Alves Filho destacou a liderança do ex-governador Marconi Perillo, que atuou diretamente na Lei Complementar 160 e, consequentemente, blindagem dos incentivos - derrubada da ADI 2441. “Estivemos todos muito unidos nesse período. Ou seja, a união das forças das classes produtiva, trabalhadora e política - temos que lembrar também de Alexandre

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INCENTIVOS FISCAIS Baldy, que, na época, exerceu uma liderança muitíssimo importante no Congresso junto à Câmara”, disse o empresário, citando ainda da importância da fundação da ADIAL Brasil, que aponta ter sido um alicerce na vitória que tivemos com a convalidação e com outras vitórias que tivemos, como a subvenção de investimentos e, atualmente, trabalhando pela reforma do ICMS. Para o presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho Tchequinho, é uma vitória maiúscula e que deve ser visualizada com o sentimento de muito orgulho. “Somos um Estado que teve coragem de empreender essa disputa, a um custo muito elevado, com risco gigante, envolvendo as principais bancas jurídicas do País, além de uma articulação política pesada, por duas décadas. A extinção, com sentimento de vitória, é um troféu para Goiás.” Tchequinho divide com várias gestões que estiveram à frente da entidade e reforça o papel de entidades co-irmãs. “Não existe vaidade. A vitória é do Estado e do desenvolvimento regional. A derrota implicaria em uma retomada da concentração industrial, em alguns anos, no Sudeste do País. Venceu a industrialização no interior do País”, disse. “Se eu for resumir as ações da ADIAL nestes vinte _anos de defesa aos incentivos fiscais e contra a ADI de São Paulo, eu resumiria em duas palavras: lucidez e resiliência. Lucidez nos propósitos de defender a competitividade nas regiões de desenvolvimento do País, interiorizando a geração de emprego e renda e assim por diante. E resiliência por ter enfrentado durante todo esse tempo os mais 8

RAUL PAULO COSTA, ex-presidente executivo da ADIAL durante os primeiros anos da "batalha da ADI 2441", responsável por ajudar a construir a articulação da defesa de Goiás no STF. diversos desafios frente aos mais diferentes ministros no STF, governadores em São Paulo e em Goiás e parlamentares, além de ministros do Poder Executivo”, completou. Para Flávio Rodovalho, tributarista e consultor da ADIAL, essa ADI foi um divisor de águas na história de nossos incentivos fiscais. “Nunca a união entre setor produtivo e administração pública foi tão forte e tão pragmática. Passando por diversos governos, estadual e mesmo federal, políticos de todas as matizes e inclinações ideológicas ou partidárias, empenhados em garantir a sobrevivência de nossos programas de desenvolvimento industrial através dos incentivos fiscais. Foi uma postura unânime em nosso Estado, até os mais resistentes críticos à política de incentivos fiscais, apoiaram a posição de combater a ADI 2441.”

“Para mim, pessoalmente, houve três momentos marcantes, a primeira vez que estivesse no STF com o ex-governador Marconi Perillo para despachar com o ministro Gilmar Mendes. A segunda, quando acompanhei 18 governadores na visita a nove ministros da Suprema Corte, manifestando contra a Proposta de Súmula Vinculante 69, que acabaria com todos os incentivos fiscais do País, e, por último, o dia 08 de março de 2017, data que estava pautado o julgamento em plenário da ADI, eu, na condição de advogado das partes amicus curiae, e o procuradorgeral do Estado prontos para fazer a sustentação oral, quando a ministra Rosa Weber resolveu tirar o processo de pauta, minutos antes de iniciar o julgamento. Aquele dia foi tenso. Ver agora o arquivamento de tal feito, que, tal qual uma alma penada jurídica nos assustou por 20 anos, mais que uma satisfação, ela é um alívio. Tal processo me acompanhou por boa parte de minha vida profissional”, relata. Neuza Maêve, consultora da ADIAL, reforça o papel da decisão histórica. “Neste caso, a ação não extinguiu apenas a ADI 2441, mas se tornou jurisprudência da Suprema Corte do País para ações movidas contra outros Estados. Para Rosa Weber, não existia mais “a controvérsia submetida a análise”, pois o governo procedeu à regularização dos benefícios tributários questionados nesta ação direta.” Goiás, que foi vanguarda ao criar as políticas de incentivos fiscais e ser referência no País, foi, décadas depois, responsável por manter sua existência jurídica com essa vitória suprema. PRÓ-INDUSTRIAL


PANDEMIA

Empresas se unem pela

VACINA Identificar gargalos e entraves à ampla vacinação contra a covid-19 e sugerir soluções em questões logísticas, de transporte e armazenamento dos insumos, em apoio ao o Programa Nacional de Imunização, é a proposta do movimento Unidos pela Vacina. Com a adesão expressiva de lideranças da sociedade civil e prefeitos goianos, entre eles a Associação Pró Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), no mês de março, reunião foi realizada com empresários, de forma remota, para alcançar o objetivo do movimento de vacinar toda a população brasileira até setembro de 2021. Lançado no Brasil em fevereiro deste ano, a liderança nacional da iniciativa apartidária é realizada pela empresária Luiza Helena Trajano. Embora o objetivo central seja audacioso, a mobilização de empresários e de entidades tem surpreendido. O movimento já tem ações concretas, com sub grupo que faz interface com os estados, outro focado nos municípios e secretarias de saúde municipais mapeando os possíveis pontos que exigem atenção. De acordo com dados divulgados no perfil do Instagram @unidospelavacina, atualizados em 22 de março, 100% dos municípios em Goiás responderam à pesquisa ‘PRÓ-INDUSTRIAL

ADIAL APOIA MOVIMENTO QUE ARTICULA MEDIDAS JUNTO A GOVERNANTES E À SOCIEDADE CIVIL

Movimento ganha a adesão dos 246 municípios do movimento, o que contribuirá para fazer as pontes necessárias para a vacinação em massa. Para o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho, a participação no movimento aponta a vantagem da união, com os diferentes conhecimentos e especialidades dos setores envolvidos, para ações efetivas contra a covid-19. "Está entre as premissas do Unidos pela Vacina: não reclamar nem procurar culpados; olhar para a frente, o que pode ser feito no futuro. É de nosso interesse, vamos trabalhar para que nenhum entrave, de diversa natureza, impeça que as vacinas cheguem a qualquer ponto do País", ressalta. Também é objetivo do movimento Unidos pela Vacina conscientizar a população de que a solução para o momento que vivemos é a vacina. De acordo com Sandra Méndez, do Colegiado

de Líderes do Núcleo Mulheres do Brasil, apesar de pesquisas apontarem que caiu muito, ainda existe resistência à vacina e em todos os níveis sociais. "Temos um trabalho de combate às fake news, pois o que sustenta esse medo são elas. Aqui em Goiás fazemos também esse trabalho de esclarecimento, junto com professores da Universidade Federal de Goiás", explica. Outro desafio que precisa ser superado para o sucesso do movimento e, consequentemente, o controle da pandemia, é a falta de consciência por parte de alguns estratos da sociedade, especialmente de pessoas mais jovens, em relação à importância do distanciamento social e outras formas de prevenção, a exemplo do uso correto de máscaras. Material de divulgação e informações de como participar do movimento estão disponíveis no site www.unidospelavacina.org.br. 9


PRODUÇÃO

Mais um ano de

PIBINHO O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil tombou 4,1% em 2020, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início do março. Com a pandemia da covid-19, a queda forte já era prevista e a retração da atividade econômica é a maior desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996. O PIB per capita também teve queda recorde, de 4,8%. Apenas a agropecuária cresceu; indústria recuou 3,5% e serviços, 4,5%. Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 7,4 trilhões. Já o PIB per capita (por habitante) em 2020 foi de R$ 35.172, com queda de 4,8% – a maior já registrada em 25 anos. Se avaliar o resultado de 2020, a economia brasileira voltou ao patamar do início de 2019 – ou seja – praticamente voltou dois anos na escala de expansão econômica. O IBGE identificou um ritmo de recuperação desacelerado no 4º trimestre. Na indústria, a queda foi até menor que a média geral da economia brasileira, mas interrompeu dois anos seguidos de alta. A queda do setor também foi a mais forte desde 2016, quando caiu 4,6%. Na indústria, o pior resultado no ano passado foi o da construção civil, com queda de 7%, seguido das indústrias de transformação (-4,3%) e de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%). Segundo o IBGE, os principais destaques negativos que pressionaram a queda da indústria

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PIB DESPENCA E INDÚSTRIA TEM MAIOR QUEDA EM 5 ANOS. TOMBO EM 2020 FOI DE 4,1%

DÉCADA PERDIDA PIB ANO A ANO (EM %)

em geral, partiram da produção automotiva, de outros equipamentos de transporte, da metalurgia, de máquinas e equipamentos e de artigos de vestuário. Por outro lado, as indústrias extrativas avançaram 1,3%, devido à alta na produção de petróleo e gás que compensou a queda da extração de minério de ferro. No acumulado do ano, o PIB em valores correntes totalizou R$ 7,4 trilhões, dos quais R$ 6,4 trilhões se referem ao valor a preços básicos e R$ 1,0 trilhão aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. A taxa de investimento em 2020 foi de 16,4% do PIB, acima do ob-

servado em 2019 (15,4%). Já a taxa de poupança foi de 15,0% (ante 12,5% em 2019). O PIB cresceu 3,2% no 4º trimestre de 2020 na comparação com o trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal). A Indústria e os Serviços apresentaram variação positiva de 1,9% e 2,7%, respectivamente, enquanto a Agropecuária recuou 0,5%. Entre os componentes da demanda interna, a Despesa de Consumo das Famílias (-3,0%) e a Despesa de Consumo do Governo (-4,1%) tiveram retração, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo teve alta (13,5%) em relação a igual período do ano anterior. PRÓ-INDUSTRIAL


FERROVIA NORTE-SUL

A Rumo Logística inaugurou oficialmente na primeira semana de março o trecho da Ferrovia Norte-Sul de São Simão (GO) a Estrela D'Oeste (SP). A solenidade, que aconteceu em São Simão, marcou o início da operação do corredor ferroviário ligando o Estado de Goiás ao Porto de Santos, por meio da conexão entre as malhas da Ferrovia Norte-Sul e a Malha Paulista. A concessionária investiu, em 2020, R$ 711 milhões e entregou a operação cinco meses antes do prazo. O presidente da Rumo, João Alberto Abreu, apontou que a conclusão do trecho Sul da concessão – mais de 30 anos depois do seu anúncio oficial – demonstra que os projetos do setor de infraestrutura no Brasil vêm sendo destravados. De acordo com o Ministério da Infraestrutura, esse trecho da ferrovia tem 172 quilômetros, corta três estados, e é operado pela empresa Rumo, que investiu R$ 711 milhões, incluindo a construção de uma ponte ferroviária de 530 metros sobre o Rio Paranaíba. A concessionária arrematou, em leilão de março de 2019, os tramos central e sul da ferrovia. Com duração de 30 anos, o contrato compreende 1.537 quilômetros da concessão Malha Central da ferrovia, entre Porto Nacional (TO) e Estrela D’Oeste (SP), que, segundo o governo federal, estarão 100% operacionais até o fim de julho. Antes de a Rumo vencer o leilão, se encontrava em operação apenas o tramo Norte, entre Açailândia (MA) e Porto Nacional (TO). CARAMURU ALIMENTOS

Também foi inaugurado o Terminal Rodoferroviário de São Simão, interligado à Ferrovia Norte-Sul. Ele foi construído e será ‘PRÓ-INDUSTRIAL

Goiás entra nos

TRILHOS

RUMO INICIA OPERAÇÃO DA NORTE-SUL CINCO MESES ANTES DO PRAZO E TORNA UMA REALIDADE APÓS MAIS DE 30 ANOS DO INÍCIO DAS OBRAS, EM 1987

Recém-inaugurado Terminal de São Simão é utilizado para o transbordo de grãos e farelo de soja. Atende diversos clientes e escoa parte da produção da Caramuru

administrado pelas empresas Rumo e Caramuru Alimentos. O local será utilizado para o escoamento da produção de cargas como soja, milho e farelo de soja. A previsão é movimentar mais de 5,5 milhões de toneladas de produtos por ano. A Ferrovia Norte-Sul, projetada durante o governo José Sarney (1985-1990), foi desenhada para

ser a espinha dorsal do sistema ferroviário nacional. Segundo uma projeção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a demanda potencial da Norte-Sul é de movimentar 22,73 milhões de toneladas de cargas até 2055 e o projeto é aumentar a participação do modal ferroviário de 15% para 35% na matriz nacional de transporte nos próximos anos. 11


MARKETING & PRODUTOS

BRF Heineken A subsidiária da Heineken no Brasil e a Danone Águas fecharam parceria para venda e distribuição dos produtos da marca Bonafont nas regiões Sul e Sudeste. O início da parceria está previsto para abril e, de acordo com Ricardo Vasques, presidente da Danone Águas Brasil, o objetivo é aumentar em 50% a penetração da categoria. “O desafio estava em encontrar um parceiro à altura e estamos bastante confiantes que essa união de forças trará grandes benefícios para ambas as empresas e conseguiremos juntos revolucionar a categoria em outras regiões”, diz Vasques.

Nestlé Em mais uma ação para comemorar os cem anos da fábrica de Nestlé no Brasil, a Farinha Láctea Nestlé traz três latas litografadas colecionáveis inspiradas na fauna e flora ao redor do mundo: Oceania, Floresta Amazônica e Savana Africana, com atividades para os pais fazerem com seus filhos. A edição limitada é fruto da parceria com a FutureBrand São Paulo, e traz de uma forma divertida o aprendizado às embalagens com atividades e curiosidades sobre cada localidade. O conceito adotado pela marca para a criação das latas litografadas foi “A curiosidade desenvolve”. As embalagens trazem perguntas e respostas para entreter e educar as crianças. 12

A Perdigão traz ao mercado pratos prontos que não precisam de refrigeração. O lançamento está disponível em nos sabores estrogonofe de frango, feijoada, coxa e sobrecoxa com mostarda e peito de frango com mandioquinha. A Perdigão realizou pesquisas com consumidores e, durante oito meses, desenvolveu as novidades considerando, principalmente, o crescimento de refeições realizadas no lar, assim como o espaço de armazenamento na geladeira ou freezer.

Hypera

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), e a farmacêutica Hypera Pharma assinaram um protocolo de intenções que prevê cooperação técnica, institucional e financeira para o desenvolvimento e a realização do Programa Juntos pelo Araguaia. O acordo vai destinar R$ 11 milhões em investimento para atividades de recuperação ambiental das nascentes da Bacia do Rio Araguaia, impactada pelas atividades vinculadas à agricultura. PRÓ-INDUSTRIAL


Gatorade

Piracanjuba

A promoção Experiência Gatorade usa as embalagens da bebida para promover experiências de consumidores com a FC Barcelona. A marca do isotônico adicionou códigos premiados no verso dos rótulos de suas embalagens de 500 mililitros e promete dar aos consumidores prêmios instantâneos, semanais e um prêmio final. A promoção ocorre até 11 de abril, em todo o território nacional. Para participar, o consumidor deve procurar garrafas de 500 mililitros de Gatorade com embalagem especial e compartilhar o código localizado no verso do rótulo da garrafa via WhatsApp da promoção.

A Piracanjuba acaba de lançar o Protein + Whey, acondicionado em embalagens Tetra Stelo Aseptic Edge da Tetra Pak de 1 litro, inéditas no mercado brasileiro. O novo formato é ergonômico e arredondado, o que facilita o manuseio, sendo prático e funcional. Outra inovação está presente na tampa, desenvolvida com tecnologia para garantir aderência e um ponto de abertura, facilmente identificável. “O Protein + Whey chegou para contribuir com o aporte diário de proteínas. É rico em cálcio, zero lactose, sem adição de açúcares, livre de gordura trans e com proteína de alto valor biológico”, ressalta a gerente de Marketing, Lisiane Campos.

Suzuki Produzido em Goiás, o Suzuki Jimny chega a sua linha 2022 com atualizações nas quatro versões: a 4Work, com preço de R$ 100.990, a 4All, a R$ 104.990, a 4Sport, a R$ 112.990 e a 4Sport Forest, a R$ 119.990. Todas as quatro são produzidas na cidade goiana de Catalão, na fábrica da HPE Automotores – representante oficial das marcas Mitsubishi Motors e Suzuki Veículos no Brasil.

Espaço de divulgação de ações de marketing e lançamento de produtos e serviços de empresas associadas. Para participar, envie texto e imagens para proindustrial@adial.com.br. ‘PRÓ-INDUSTRIAL

adialgoias @adialgoias @adiallog adial

@adialgoias @adiallog adialgoias

REDES SOCIAIS DA ADIAL

Acompanhe a ADIAL nas redes sociais. Além do Facebook, onde ADIAL e ADIAL-LOG já estão presentes há quase dois anos, passa agora a contar com o Instagram e LinkedIn, com a proposta de divulgar mais as ações, reuniões e eventos da entidade e da Diretoria, além dos benefícios alcançados com o Clube de Compras da ADIAL, ADIAL Corretora de Seguros, ADIAL Negócios e ADIAL Social. Siga, curta e compartilhe nosso conteúdo e fortaleça o setor industrial. 13


SETORIAL

Caramuru contrata bancos para venda de ações na Bolsa O Grupo Caramuru, dono da marca Sinhá e uma das maiores processadoras de grãos de controle brasileiro, também deu início aos preparativos para fazer ofertas públicas inicial de ações (IPO) – consolidando uma tendência de indústrias goianas em 2021, como Jalles, que já realizou seu IPO, e São Salvador Alimentos, que já está na reta final para seu leilão inaugural. Segundo informações da imprensa especializada, a Caramuru contratou os bancos XP, Bradesco BBI, Itaú BBA e UBS-BB para coordenar seu IPO. Ainda de acordo com informações do Pipeline, o novo site de negócios do Valor Econômico, a companhia já tem dois membros independentes no conselho de administração: o economista goiano Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, e o especialista em energia Adriano Pires. A companhia iniciou sua aproximação com investidores ao final de 2020, ocasião em que emitiu Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). A Caramuru aponta que “avalia as condições de mercado e não tem nada comentar sobre a matéria”. SOBRE A EMPRESA Fundado em 1964 por Múcio de Souza Rezende, na cidade de Maringá, no Paraná, atualmente, o Grupo Caramuru é goiano, tem sede em Itumbiara, e pertence à família Borges de Souza. Quem comanda

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a companhia e tem a maior participação acionária é Alberto Borges de Souza, o mais novo de quatro irmãos. Presente hoje nos estados de Goiás (Itumbiara, Ipameri e São Simão), Paraná (Apucarana), Mato Grosso (Sorriso), São Paulo (porto de Santos), Espírito Santo (Porto de Tubarão), Porto de Itaituba (Pará) e Porto de Santana (Amapá), o grupo nos segmentos animal, industrial, produtos de consumo, commodities, biodiesel e logística. Por meio de diversas linhas de produtos naturais à base de soja, milho, girassol e canola, o Caramuru atende consumidores de diversas regiões do Brasil. Além disso, é fornecedora de

O faturamento bruto do Grupo Caramuru supera R$ 4 bilhões

matéria-prima para fabricantes de biscoitos, massas, cervejarias, fabricantes de ração e até mineradoras. Nesses segmentos, utiliza bandeiras como Nekmil, Flocomil, Hi-Fiber, Cermil e Lécet. Segundo material apresentado a investidores na distribuição de CRA, em 2019, o Grupo Caramuru apresentou receita líquida de R$ 4,2 bilhões, ante R$ 4 bi em 2018, e margem Ebitda de 4% – nos primeiros seis meses de 2020, estava em 6,19%. (Redação com informações de Pipeline e Empreender em Goiás) PRÓ-INDUSTRIAL PRÓ-INDUSTRIAL


Indústria abre ano com ritmo lento Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao mês de janeiro de 2021, aponta que a produção industrial no País cresceu 0,4% em relação a dezembro - desenvolvimento menos disseminado e acentuado do que no fim de 2020. Neste cenário, Goiás apresentou em janeiro de 2021 queda de 0,5%, com base nos dados do mês imediatamente anterior, e registrou a quinta maior queda do País (-9,3%), na comparação com o mesmo mês do ano de 2020. A ausência de estímulos fiscais é apontada por especialistas como fatores para a desaceleração, o

que deve permanecer no primeiro trimestre de 2021, diante dos aumentos de casos de contaminados pela covid-19. A queda também é pressionada fortemente pela fabricação de veículos, cuja produção caiu quase 60%. A pesquisa do IBGE ainda destacou que 14 dos 26 ramos de bens de capital pesquisados ficaram no campo negativo. Já a influência de crescimento mais relevante veio de produtos alimentícios, que avançou 3,1%. O setor foi um dos únicos a não sofrer grandes perdas no início da pandemia e vinha recuando no fim de 2020, com queda acumulada de 11% no último trimestre. (Com informações do IBGE)

FCO: renegociação de dívidas Desde o último dia 19, os Ministérios do Desenvolvimento Regional (MDR) e da Economia (ME) estabeleceram os procedimentos e as condições gerais das propostas de renegociação extraordinária para a recuperação de créditos e concessão de descontos e prazos dos tomadores das linhas de créditos dos Fundos Constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), perante as agências financeiras. As renegociações podem ser feitas por tomadores que tenham realizado a contratação original entre 7 e 10 anos desde a última renegociação, bem como tenham sido integralmente provisionadas há pelo RÓ-INDUSTRIAL ‘PPRÓ-INDUSTRIAL

menos um ano ou lançadas como prejuízo integral nas demonstrações financeiras do FCO. A portaria abrange as parcelas das operações que estejam inadimplentes até 18 de dezembro de 2020, devendo o acordo ser solicitado junto aos bancos administradores do Fundo, até 31 de dezembro deste ano. O prazo de quitação será de até 120 meses, com descontos de até 70% do valor total dos créditos a serem renegociados e atualização da dívida pelo encargo previsto no último instrumento contratual. O mutuário deverá fornecer informações econômico-financeiras que permitam à instituição financeira avaliar as condições de renegociação.

PROGRAMA DA ADIAL SOBRE INDÚSTRIA GOIANA COM FOCO SETORIAL E PODCAST NO SITE A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL) passou a ter, desde agosto, um espaço bi-semanal (às quartas e sextas-feiras), às 11 horas, na Rádio Difusora Pai Eterno, de Goiânia. O programa se chama Desenvolvimento Industrial e tem como convidado semanal o presidente-executivo da entidade, Edwal Portilho "Tchequinho", que debate industrialização, emprego nas fábricas, questões de preço e de câmbio, exportações, entre outros temas industriais e econômicos. A partir deste programa, foi ampliada a parceria aos sites Goiânia Empresas (Goiás) e STG NEWS (Centro-Oeste) para produzir podcasts com os áudios já transmitidos na Difusora para abastecer também os sites com podcasts. "A ADIAL se movimenta em prol do setor", disse Tchequinho.

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LOGÍSTICA

Disparada do custo da

logística

DESDE NOVEMBRO CUSTO DO ÓLEO DIESEL SUBIU 49,78%, SEGUNDO A PETROBRÁS A ADIAL-Log observa com preocupação a elevação do preço do diesel, que entre novembro de 2020 e março de 2021, acumula 49,78%, e está sendo responsável por malabarismos entre as empresas responsáveis pelo transporte de cargas e logística no Brasil. O setor, que movimenta grande parte da economia, tem seus custos fortemente impactados pela elevação dos preços dos combustíveis, embora esse não seja o único fator que tenha impactado na alta do valor final do frete. As altas do óleo diesel foram determinantes para elevar o preço 16

do fretamento e está cada vez mais difícil contratar autônomos, aponta representantes do setor, como registrou o Portal Camaqua. O óleo diesel representa em média 40% do custo de uma operação de transporte. O valor varia conforme o tamanho e o consumo do caminhão, bem como o caminho que ele fará para transportar a carga. A compra de pneus também tem sido um problema para o setor. A falta de estoque e a ausência de um preço fixo estão entre as dificuldades enfrentadas. O tempo pode variar conforme a distância percorrida pelo veículo. Os pneus tiveram um aumento de preço médio de 35% entre 2020 e 2021. Fornecedores do produto comunicam que o valor pode sofrer alterações na semana da entrega em razão da taxa cambial e do preço do petróleo. O pneu é o segundo maior custo da transportadora e a falta

de um preço fixo remete ao início da década de 1990, quando muitos produtos tinham seus preços atualizados constantemente. INFLAÇÃO Os efeitos da altas dos combustíveis se propaga sobre outros produtos da economia. Os dados do IBGE mostram que prévia da inflação de março disparou, com a forte pressão do preço dos combustíveis e seus impactos nocivos sobre os itens alimentação e transportes, principalmente. O gás de botijão teve alta recorde de 18,2% nos últimos doze meses, até março. E somente nos primeiros três meses deste ano o aumento foi de 10,5%, sendo 4,6% só em março. O reflexo da alta do gás de cozinha foi sentido no item alimentação e bebidas, que aumentou 14,5% em doze meses, ou 2,2% em janeiro/março. PRÓ-INDUSTRIAL


FOCO NA ENERGIA

Consulta pública ANEEL

Paulo H. Magalhães

Devolução de créditos tributários Esta aberta até o dia 29 de março, consulta pública proposta pela Agência Nacional de Energial Elétrica (ANEEL) para contribuições sobre a definição da devolução de créditos tributários aos consumidores e concessionárias distribuidoras. São mais de R$ 50 bilhões em créditos acumulados, originados de decisão do STF proferida em 2017, sobre demandas judiciais que propuseram a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS nas contas de energia elétrica. A proposta apresentada pela ANEEL sugere que a devolução se dê através de abatimento nos reajustes tarifários dos próximos cinco anos. Um pequeno alento aos consumidores neste momento de crise persistente.

ENERGIA ELÉTRICA - BALANÇO 2020

Análises relativas aos números do ano de 2020 divulgados pelo ONS – Operador Nacional do Sistema, demonstram que apesar do segundo semestre ter apresentado sinais positivos, no acumulado dos últimos 12 meses houve uma variação negativa de 1,1% na carga de energia, trocando em miúdos, houve uma redução da quantidade de energia consumida e que trafega no sistema. Já o monitoramento do SIN – Sistema Interligado Nacional, para o mês de janeiro deste ano de 2021, apresentou crescimento de quase 2% comparado ao mesmo mês do ano anterior, puxado principalmente pelas elevadas temperaturas e pelo desempenho do setor industrial, mas que pode sofrer impacto diante do agravamento da pandemia e novo fechamento das atividades em vários estados, a depender da adesão da população.

MERCADO CATIVO OU MERCADO LIVRE DE ENERGIA: DEVO MIGRAR ?

Persistem o desconhecimento e a insegurança numa boa parcela dos médios consumidores industriais e comerciais com potencial para migração do Mercado Cativo para o Mercado Livre de Energia. O perfil conservador facilita a permanência no Mercado Cativo, por ser um ambiente de contratação regulada onde o consumidor contrata consumo e demanda diretamente da Concessionária Distribuidora local, seguindo tarifas estabelecidas pela ANEEL. Já no Mercado Livre, como o próprio nome já diz, o consumidor tem a liberdade de escolher seu fornecedor de energia, podendo contratar através de comercializadora ou diretamente do gerador, e em razão da concorrência deste mercado, acaba por gerar economia desde que feito com planejamento. O conhecimento da curva de consumo e a possibilidade de firmar contratos de médio e longo prazo são fatores relevantes para a viabilidade econômica da migração, agregando a previsibilidade nos custos, pois o consumidor passa a negociar valores, volumes e prazos. Quem pode migrar? Consumidores em qualquer tensão, com demanda contratada igual ou superior a 500 kW até 1.500 kW, chamados de Consumidores Especiais, que devem adquirir energia de fontes incentivadas (eólica, solar, PCHs ou biomassa), ou consumidores com demanda contratada igual ou superior a 1.500 kW, chamados de Consumidores Livres. PRÓ-INDUSTRIAL

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LEITURA EMPRESARIAL BIOGRAFIA: RUBENS OMETTO

A biografia de Rubens Ometto Silveira Mello é indissociável da trajetória da Cosan, empreendimento familiar que ele transformou num dos maiores grupos empresariais do Brasil. Neste livro, Ometto narra seu percurso de herdeiro de usinas antiquadas no interior de São Paulo a presidente do conselho de administração e controlador de um conglomerado internacional de empresas líderes.

OS NOVOS FORA DA CURVA

Ebanx, Voxus, QuintoAndar, Mastertech, Trinus, Gera Capital, VTEX, Movile, iFood, Stone, Brex, 99, Wildlife Studios. Essas start-ups oferecem diferentes serviços e têm objetivos distintos, mas uma característica é comum a todas: estão modificando setores inteiros e expandindo os horizontes do mercado. O terceiro volume da série Fora da curva traz doze líderes brasileiros à frente de unicórnios e start-ups que estão inovando em diferentes mercados.

MERCADO DE PAGAMENTOS: REFORMULAÇÃO

Renomados especialistas do mercado de meios de pagamento trazem sua visão sobre a atualidade e as forças que estão transformando o mundo dos pagamentos e seus efeitos. São abordados assuntos como a desmaterialização, digitalização e desintermediação dos meios de pagamento, refletindo sobre as tendências desse mercado em um futuro próximo.

O PODER DAS COMUNIDADES

ASDAFSDFASDFASD FDASDF Sasafdsds

Neste milênio é preciso, mais do que nunca, estar conectado e utilizar o poder das comunidades para permanecer relevante como profissional ou empresa. Em O Poder do PeopleChain, você terá a oportunidade de aprender os cinco passos do método P-L-A-C-E sobre construção de comunidades e grupos de alta performance. O que podemos aprender com as empresas mais valiosas do mundo? O que você pode fazer para se tornar um dos profissionais mais valiosos do mundo?

O CASE STONE: MUDOU MERCADO FINTECH

Criada em 2012, a Stone foi a primeira empresa independente a desafiar o duopólio do mercado de adquirentes de cartão de crédito no Brasil. Bem antes de o termo fintech entrar na moda, seus fundadores decidiram inovar em um setor que vinha se transformando no mundo todo. Neste livro, Augusto Lins, presidente e sócio da companhia, relata essa trajetória e compartilha insights sobre o jeito de fazer da Stone com o intuito de inspirar outros empreendedores brasileiros.


A saúde mental dos funcionários no ‘radar’ das empresas O Coronavírus veio aprofundar o que já era tido como uma pandemia silenciosa – a dos transtornos mentais. Bem antes da Covid-19 ser oficialmente declarada uma emergência mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) previu que a depressão seria a doença mais incapacitante do mundo até 2020. Pesquisas reforçam este cenário. Um levantamento realizado em maio de 2020 pelo Instituto Bem do Estar e pela NOZ Pesquisas e Inteligência mostrou que 53% dos quase 2 mil entrevistados estão sofrendo alteração de humor. Outro estudo, do Instituto de Psicologia da Universidade Estadual do RJ (UERJ) em parceria com a Universidade Yale dos Estados Unidos da América, revelou que os índices de estresse, ansiedade e depressão estão muito acima das médias estabelecidas como aceitáveis pela OMS. E as empresas estão no meio desse turbilhão de sentimentos, com colaboradores, mesmo em cargo de liderança, fragilizados. Como lidar com isso? Entre tantas incertezas, uma questão é latente: não há mais espaço para a cultura workaholic, em que as organizações e as pessoas sacrificam a saúde mental em nome da produtividade. Na verdade, não é de hoje que se defende ampliar os investimentos em saúde mental nas empresas, mas infelizmente o tema ainda é tabu social e consequentemente nas organizações. Dados recentes da Secretaria Especial da previdência e trabalho revelam que em 2020 os transtorPRÓ-INDUSTRIAL

nos de ansiedade e depressão lideraram o ranking nas justificativas de concessão de auxílio-doença. A relevância da saúde mental nas empresas também foi tema do Fórum Econômico Mundial de 2019, em Davos, na Suíça. Na ocasião, o bem-estar psicológico do indivíduo foi incluído pela primeira vez no relatório que trata dos fatores de risco à economia global. Estimativas mostram que gastos relacionados a doenças emocionais podem ultrapassar 6 trilhões de dólares em todo mundo até 2030 – isso significa mais que a soma das despesas com diabetes, doenças respiratórias e câncer, segundo dados do Fórum. Considerando o crescimento da economia baseada na era do conhecimento, como esta do século 21, será a capacidade das organizações de construir ambientes de trabalho acolhedores e seguros psicologicamente que farão a diferença. Algumas empresas de grande porte no Brasil saíram na frente. A cervejaria Ambev criou em junho de 2020 uma diretoria de saúde mental para lidar com as angústias dos funcionários. Desse modo, é inegável que a segurança psicológica melhora o ambiente de trabalho e o engajamento do funcionário, pois o estado emocional e a saúde psicológica influenciam diretamente na percepção, na concentração e no comportamento do indivíduo, as-

sim não dá para dissociar a saúde mental de resultados positivos. O Instituto Habiens de Neurociência e Comportamento defende uma gestão que acolha o indivíduo na sua singularidade, reconhecendo que nenhuma pessoa em sofrimento emocional consegue produzir com excelência e as empresas precisam entender isso, visto que a segurança psicológica está relacionada a um ambiente de confiança, onde a saúde integral do trabalhador deve ser prioridade. Para isso, os especialistas desenvolveram programas estruturados de acordo com a necessidade da empresa, utilizando metodologias para avaliar a saúde emocional dos colaboradores, o clima organizacional, a cultura e o modelo de liderança e assim planejar ações de prevenção e tratamento alinhados as estratégias organizacionais da empresa. O desafio é desconstruir a mentalidade atual de saúde corporativa, focada na compensação dos prejuízos causados pelo dia a dia profissional à saúde física e emocional e criar um ambiente favorável ao crescimento do empregado e da organização. É urgente que os gestores entendam que o capital humano é o ativo mais importante das empresas, porque profissionais que se sentem cuidados e valorizados são mais presentes, engajados, criativos e comprometidos com a missão e os valores da empresa.

Marilene de A. Martins Queiroz – Psicóloga, Mestre em Psicologia, Diretora do Instituto Habiens - CRP 09/003957 Helga Castro, Psicóloga Clínica e Organizacional - CRP 09/3126

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Hora de propor a reindustrialização Industrializar é um desafio para poucos e de décadas. É preciso construir todas as criteriosas condições para se atrair grandes players nacionais e internacionais para investir, capacitar mão de obra e, após a chegada de alguns segmentos, criar polos convergentes que possam ter sinergia para novas expansões e atração de setores complementares, como logística, tecnologia, utilities, consultorias, assessorias, entre outras dezenas que vão chegando às cidades industriais a cada nova fábrica que se instala. Os municípios se renovam com a industrialização. Novos empregos em áreas que vão exigir capacitações e formações que mudam a realidade de vida e história das famílias. Goiás caminhou neste sentido e é um dos Estados em que mais se espalhou polos industriais por regiões distintas. Não é característica da indústria se espalhar por várias regiões de um País ou Estado – normalmente, se fortalece mais atuando concentrada em poucos polos. Goiás conseguiu, por ter várias vocações industriais, ter diversificados polos, disseminados em regiões distintas. É um diferencial no mapa industrial brasileiro. Mas tem o outro lado da moeda: A desindustrialização. Desindustrializar é consequência de fatores adversos da empresa ou do ambiente para produzir. A economia brasileira tem favorecido a desindustrialização com a perda de dinâmica industrial. Em resumo: cria seus próprios problemas. Merece uma reflexão mais ampla de causas e, principalmente, de efeitos. O que dizer de um País que consegue estrangular (um autoestrangulamento, vamos dizer) a sua própria indústria por mais de uma década, ignora implantar qualquer política 20

industrial sem se sentir culpado e fortalece dezenas de políticas que incentivam a desindustrialização de setores de base para sofrer com a importação com dólar inflado? O que dizer se esse mesmo País assiste pacífico a ataques públicos ao setor industrial do alto comando do órgão de assessoramento econômico da Presidência da República e adota políticas econômicas na contramão de qualquer estratégia de país que planeja ser industrial ou é desenvolver seu parque fabril? E nem falamos da carga tributária, dos juros e spread bancários, burocracia, licenças ambientais, corrupção, falta de infraestrutura e tantas outras variáveis que desafiam a manter a indústria de pé no Brasil. São tempestades perfeitas diárias que muitas vezes explicam os números ruins das últimas duas décadas – e explica porque o Brasil perde 17 fábricas por dia (mais de 1,3 milhão de empregos em cinco anos) e se empobrece, a ponto de travar o País durante a pandemia por uma crise de desabastecimento de insumos para embalagem (alumínio e plástico, por exemplo). Bom lembrar que hoje, entre outros setores, o Brasil é dependente de insumos para embalagens da China para atender toda sua demanda e que já foi uma indústria forte no Brasil nos anos 1980 e, sem qualquer apoio, desacelerou até perder completamente sua força. Mas é preciso de um ponto de virada. Aquele momento que a ficha vai cair. Se vai dar tempo de recuperar o que foi perdido é que não sabemos, mas vai ter o momento que “não vai ter mais aquele tanto de indústria pagando imposto como tinha antes” e os mais velhos vão co-

mentar nos gabinetes: “época boa”. A indústria é uma das forças da arrecadação em várias pontas. Primeiro porque paga diretamente mais de 40% dos impostos arrecadados do setor empresarial. Segundo, porque um dos setores que mais arrecada, o de Energia, tem a indústria como seu cliente ‘vip’, paga indiretamente muito imposto neste setor. E no setor de Combustíveis, outro forte, na base de arrecadação, a indústria além de ser também parte da cadeia de produção com etanol, é forte consumidora (movimenta a geração de impostos). Sem indústrias, paralisa toda essa geração tributária acima. Estados já perderam milhões e vão perder muito mais com essa redução do potencial industrial brasileiro. Ano a ano, enterramos milhares de indústrias, centenas de milhares de empregos. Enterramos estratégia e dinheiro por falta de visão. Por uma questão de inteligência, combater o movimento de desindustrialização deveria ser não uma bandeira maior apenas da indústria, mas do setor público, já que este não produz, não gera riqueza, não paga imposto. Estrangular a indústria, assim como o comércio e o setor de serviços, é diminuir o caixa e vai faltar dinheiro para pagar a conta. Reindustrializar é o caminho. Lutar contra o desinvestimento, a desindustrialização. Buscar setores que foram embora e reincentivá-los, seria uma boa estratégica de futuro. Precisamos pensar décadas a frente, pois as passadas nos condenam. E, se as futuras repetirem o mesmo fiasco, não vão condenar apenas a indústria. É a hora certa de lançar a reindustrilização do Brasil.

Edwal Portilho 'Tchequinho', presidente-executivo da ADIAL PRÓ-INDUSTRIAL


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