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Revista Pro-Industria 122

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Pró

GUIA ADIAL www.adial.com.br

REVISTA DE NEGÓCIOS DA ADIAL

Janeiro de 2021 - ANO XIII

Retrospectiva da indústria

um ano sem precedentes PANDEMIA DA COVID-19, DESDE MARÇO, IMPACTA ECONOMIA: QUARENTENA, DECRETOS, ISOLAMENTO, DEMISSÕES E FALTA DE INSUMOS NA CONTRAMÃO DA INDÚSTRIA NACIONAL, SETOR EM GOIÁS EXPANDIU DURANTE SEIS PRIMEIROS MESES DA PANDEMIA E EVITOU DESABASTECIMENTO

ADESÃO AO RRF NÃO AFETARÁ INCENTIVOS GOVERNADOR RONALDO CAIADO AFIRMA QUE OS CORTES NOS INCENTIVOS FISCAIS EM GOIÁS NOS ÚLTIMOS DOIS ANOS JÁ ESTÃO DENTRO DO EXIGIDO

28 mil

VAGAS ABERTAS NO ANO EM GOIÁS, MAIS DE 40% NA INDÚSTRIA

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EDITORIAL 2020, O PIOR DE TODOS OS ANOS Há mais de uma década da existência deste espaço editorial ou mesmo da experiência das várias décadas de mercado de especialistas consultados, jamais se teve um momento tão complexo para a economia – deveras, para sociedade – como foi 2020. Talvez seja, com certeza, será, aquele ano, em que as crianças de 2040 vão ficar falando “porque vocês falam tanto de 2020? O que teve em 2020 que foi tão grave, assim?” Pois é? 2020 será para todos países ou setores econômicos um divisor de águas. Será antes ou depois de 2020. Essa edição da Pró-Industrial 122 traz um balanço da indústria goiana do ano 2020, seus altos e baixos, e surpreendente ela foi na contramão da indústria nacional – subiu quando a nacional tombou e caiu quando a mesma subia. Tem ainda a aprovação no Congresso do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), mas também alterou o RRF, de 2017, dando a Goiás o direito de adesão e seus efeitos para a indústria por conta dos incentivos fiscais – o governo estadual já manifestou que os programas de incentivos já foram ajustados e não vão sofrer alterações. A edição tem matéria completa. Fechamos mais um ano com sua leitura qualificada e agradecemos sempre sua atenção com a Pró-Industrial. Obrigado. Feliz 2021. Boa leitura. Leandro Resende.

SUMÁRIO

JANEIRO 2021 Nº 122 ANO XIII

EDITORIAL O ano da covid-19 2.// AJUSTE FISCAL Recuperação com equilíbrio 3-6.// RETROSPECTIVA A covid e os efeitos na indústria 7-11.//M&P Nestlé, CAOA, Sadia, JBS, Coca-Cola, Novo Mundo e Hypera Pharma 12-13//SETORIAL Receita Federal, Difusora, Emprego e Refis, 14-16.// LEITURA 18.// OPINIÕES Otávio Lage de Siqueira Filho - Edwal Portilho Tchequinho 19-20. FERROVIA NORTE-SUL

INAUGURADA PONTE QUE LIGA GO-MG 17//

EXPEDIENTE Presidente do Conselho de Administração Otávio Lage de Siqueira Filho Conselho Nato Cyro Miranda, José Alves Filho, Alberto Borges e Cesar Helou Presidente-Executivo Edwal Portilho "Tchequinho' Vice-Presidente Financeiro Cesar Helou Vices-Presidentes e Conselheiros Alexandre Baldy Sant’anna Braga, Alfredo Sestini Filho, Ananias Justino Jayme, Angelo Tomaz Landim Júnior, Carlos Luciano Martins Ribeiro, Domingos Sávio Gomes de Oliveira, Domingos Vilefort Orzil, Heribaldo Egídio da Silva, José Alves Filho, José Domingos Francischinelli, José Carlos Garrote de Souza, Márcio Botelho Teixeira, Marley Antônio da Rocha, Maximiliani Liubomir Slivnik, Olímpio José Abrão, Paulo Sérgio Guimarães Santos, Ronaldo Aspesi, Valdo Marques, Vanderlan Vieira Cardoso e Wilson Luiz da Costa. Conselheiro ADIAL-LOG Rivas Rezende da Costa Conselheiro Vice Presidente ADIAL-LOG Glorivan França e José Costa Pereira Filho Conselho Fiscal - Efetivos André Luiz Baptista Lins Rocha, Antônio Benedito dos Santos, Evaristo Lira Baraúna e Romar Martins Parreira; Conselho Fiscal - Suplentes Luciano Araújo Carneiro, Luiz Alberto Rassi, Ricardo Vivolo e Sebastião Osmar Albertini. Produção e Edição Leandro Resende Izabella Pavetits João Paulo Nogueira Contemporânea (Leitura Estratégica) ANÚNCIOS: (62) 3922-8200

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PRÓ-INDUSTRIAL


AJUSTE FISCAL

RECUPERAR COM EQUILÍBRIO

Aprovado no Senado Federal por 55 votos a 1 e aguardava para ser sancionado SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSFFDSDFD pelo presidente Jair Bolsonaro (tinha até 13 de janeiro), o projeto de Lei Complementar 101/2020 que criou o Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), que é o plano de ajuda fiscal a Estados e municípios. O texto amplia de seis para até nove anos a permanência dos Estados no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que é de 2017, além

PRÓ-INDUSTRIAL

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AJUSTE FISCAL de alterá-la, o que permite a entrada de Goiás com a flexibilização. O governo goiano, que articulou desde o iniciou da tramitação do projeto, prepara sua adesão e já está em contato com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) tratando detalhes técnicos do plano. A proposta traz requisitos para que os Estados e municípios entrem no Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal e no Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal, alterando de 70% para 60% o nível mínimo de comprometimento da receita corrente líquida com despesas com pessoal para que possam aderir ao regime. Além disso, abre a possibilidade de adesão a entes com despesas correntes superiores a 95% da receita corrente do ano anterior ao do pedido de adesão. Para fazerem jus ao Regime de Recuperação Fiscal, Estados devem cumprir uma série de medidas como a redução de 20% de incentivos ou benefícios tributários que decorram de renúncias de receitas, adoção de regras de aposentadoria da União nos regimes próprios de previdência social, realização de leilões de pagamento para quitação de obrigações inscritas em restos a pagar ou inadimplidas. “São pontos técnicos e de contas públicas, que também estamos acompanhando, por conta dos incentivos fiscais, com nosso corpo técnico. Fizemos contas durante semanas e concluímos que já cumprimos com sobras essa meta nos últimos dois anos. O governo também tem este mesmo pensamento e já se manifestou. Os ajustes com os incentivos fiscais 4

"Quanto aos cortes de incentivos fiscais, já fizemos no primeiro e segundo anos de governo. Cortes foram fortes (...) Agora vamos fazer o IPO da Saneago" Ronaldo Caiado, governador de Goiás em entrevista a CBN Goiânia, quando perguntado se faria novos cortes em incentivos fiscais para o enquadrar no RRF

entre 2018 e 2020 foram feitos. Cortes duros foram realizados”, disse o presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho Tchequinho. Entre outras entrevistas na imprensa, a coluna Giro do jornal O Popular divulgou: “O governador Ronaldo Caiado tranquilizou os empresários a respeito da possibilidade de novos cortes nos incentivos fiscais.” Segue a nota: “O governador disse ao Fórum que os cortes nos incentivos já eram suficientes e que o único entrave ao RRF era a privatização da Saneago.”

A afirmação confirmava a sinalização técnica que a ADIAL já havia recebido anteriormente. Com relação à Saneago, a barreira de exigência da privatização da estatal foi sanada pois o plano exige a privatização total ou parcial de empresas públicas, sociedades de economia mista, serviços e ativos. A medida atende ao governo goiano, pois permite a venda de parte (e não total) das ações da empresa – o que já está em estudo há tempos da estatal por meio de um IPO na Bolsa de Valores. A Secretária da Economia, Cristiane Schmidt, afirmou, em entrevista ao Opção, que diante da nova realidade, basta agora a aprovação do regime jurídico único, que já passou em 1ª votação antes do encerramento das atividades no fim do ano da Assembleia Legislativa de Goiás. O Estado tenta desde o ano passado entrar no plano de recuperação do governo. Para isso, o governo aponta que já adotou uma série de medidas exigidas pela PRÓ-INDUSTRIAL


AJUSTE FISCAL

OPERAÇÃO APROVADA PELA UNIÃO

"O que esse governo tem é isso, estratégia e planejamento financeiro". Cristiane Schmidt, secretária da Economia, que negocia em Brasília, desde as duas últimas semanas de dezembro, a adesão de Goiás ao plano de recuperação fiscal. Ela tem destacado queda nas despesas correntes do Estado, elevação na receita e atração de novos investimentos.

União como pré-requisitos, como o corte de incentivos fiscais, cortes na folha de pagamento e custeio do Estado. A aprovação do regime jurídico único também segue esse caminho. No ano passado, durante as discussões do Estatuto do Servidor, os deputados deixaram de fora os servidores do Legislativo, Judiciário e órgãos autônomos. Em dezembro, representantes dos três poderes se reuniram e chegaram um acordo para que todos aderissem ao regime jurídico unificado. “O PLP 101/2020 substitui o Plano Mansueto, concede alívio ‘PRÓ-INDUSTRIAL

Pelo texto aprovado, em 2021, União pagará em nome dos estados e municípios com Capacidade de Pagamento A, B ou C, as prestações de operações de crédito, inclusive com instituições multilaterais. Esse ranking é definido pelo Tesouro Nacional, que classifica os estados com notas de A a D, conforme sua capacidade de pagamento. O pedido deve ser feito pelo ente federado até 31 de dezembro de 2020; e a União assinará contrato, até 31 de dezembro de 2021, para financiar essas parcelas em 360 meses com juros de 4% ao ano e atualização monetária pelo IPCA. A proposta vai congelar, em 2021, os índices atuais de endividamento adicional aos estados e municípios das categorias A e B e permite aos entes da categoria C contraírem dívidas equivalentes a 3% da receita corrente líquida de 2020 se aderirem ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal, no âmbito do Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal criado pelo projeto.

aos estados mediante a concessão de crédito com o compromisso dos estados realizarem os ajustes fiscais necessários. Neste momento, é uma medida muito

"O PLP 101/2020 substitui o Plano Mansueto, concede alívio aos estados mediante a concessão de crédito com o compromisso dos estados realizarem os ajustes fiscais necessários". Vanderlan Cardoso, senador goiano, relator do projeto de renegociação das dívidas dos Estados

importante para o nosso país que enfrenta inúmeros desafios em decorrência da pandemia do novo coronavírus”, explicou o senador goiano Vanderlan Cardoso, relator do projeto. “Estados e o Distrito Federal devem, hoje, mais de R$ 637 bilhões de reais para a União. Apenas São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul devem, juntos, quase 90% desse total. Mas 24 Estados e o Distrito Federal estão em débitos com a União e não poderíamos virar as costas para essa situação”, finalizou Vanderlan. A nova lei (PLP 101) faz 5


INOVAÇÃO

também uma alteração no RRF, que abre uma flexibilização que seria para Estados que não atingirem – quando avaliados pela STN – os três requisitos mínimos para se enquadrarem no regime. Neste caso, o Estado pode aderir sem o benefício de ter a suspensão do pagamento da dívida administrada pelo Tesouro Nacional, tendo alterada a regra sobre poupança corrente e permitindo que este não atinja o requisito sobre dívida consolidada para sua adesão. Essa seria considerada uma versão light da RRF. Goiás e a STN estão em tratativas, mas não foram divulgados detalhes. Ao O POPULAR, a secretária de Economia, Cristiane Schmidt, afirmou que o Estado buscará a adesão ao RRF com a suspensão das dívidas. O RRF garante aos Estados que farão adesão a liberação para contratar empréstimos e a suspensão de pagamento de parcelas de dívidas com os bancos até 31 de dezembro de 2021 (mas Goiás, por meio de liminar no STF, já não tem pago desde meados do ano passado). No que se refere a empréstimos, pelo fato do Estado de Goiás estar com nota C em capacidade de pagamento, não tem o aval do STN, o que deve tornar o custo de crédito maior. Na última vez que o governador falou sobre valores de novos empréstimos foi ao POPULAR, no ano passado ainda, quando estimou em cerca de R$ 3 bilhões. Para o presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho Tchequinho, o momento é de 6

"A economia goiana deve chegar no início da retomada econômica muito competitiva" Edwal Portilho Tchequinho, Presidente-executivo da ADIAL

equilíbrio e retomada. "Será um movimento importante, pois o setor público vai alcançar o equilíbrio fiscal, com planejamento de médio e longo prazos para manter uma saúde fiscal perene, além de ter recursos novos para investir, e, ao mesmo tempo, o setor privado, por já ter dado relevante parcela de contribuição nos últimos anos com cortes de incentivos, atuará agora com papel não menos importante que é com investimentos e geração de empregos. A economia brasileira deve ter dois anos de grandes investimentos com a retomada da economia. Goiás está pronto para absorver parte destes investimentos." Tchequinho destaca ainda que

além de um grande investimento, o País mudou nos últimos dez anos. "Temos mais Estados com apetite industrial e com programas industriais captando investimentos. Mas mantidas as condições atuais de Goiás, com programa novo, condições fiscais ajustadas e discurso forte de união público-privado na busca de novos investimentos, Goiás tem sempre um valor diferenciado nas mesas de negociações", destacou o executivo. Para Flávio Rodovalho, consultor jurídico da entidade, considerando os aspectos legais, os incentivos fiscais convalidados pelo Confaz, não há necessidade de redução deles. " A futura lei exigirá como contrapartida a sua adesão, a redução dos benefícios fiscais em 30% nos próximos três anos, ainda que não diga qual base isso se dará. Porém, traz a importante consideração que não se inclui nessa condição os benefícios fiscais que tenham sido aprovados pelo Confaz (e em Goiás, pós Lei Complementar 160/17, a lei da convalidação, todos os benefícios o foram), assim como, não se incluem aqueles que se enquadram na condição do artigo 178 do CTN, que diz que benefício concedido com prazo certo e sob condições, não pode ser simplesmente revogado ou diminuído. De modo que, a princípio, os nossos benefícios não seriam “obrigatoriamente” reduzidos caso Goiás adira o plano. Ou seja, o governo não terá a obrigatoriedade de reduzi-los, só o fará se quiser. O problema está aí: e se quiser-se aproveitar do momento e reduzi-los?", explicou. PRÓ-INDUSTRIAL


INOVAÇÃO

RETROSPECTIVA DA INDÚSTRIA

2020 A COVID

e os efeitos na indústria

SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSFFDSDFD O comportamento dos indicadores industriais segue um padrão sazonal com alterações pontuais e conjunturais. A pandemia da covid-19 criou uma mutação nesse sistema produtivo nacional. Se vez ou outra, em um ou outro mês, ocorria dos números


RETROSPECTIVA fugirem da curva, 2020 reformulou essa lógica na indústria brasileira, que teve um ou outro mês dentro da curva e os demais, bem fora. Goiás, aliás, trilhou o ano todo na contramão da indústria nacional durante a pandemia da covid-19, que teve início em 11 de março, quando declarada pela OMS. Nesta matéria, um balanço de indicadores de indústria goiana em 2020 mês a mês. Confira a seguir:

JANEIRO

A produção industrial goiana começa o ano em alta, fechando janeiro com alta de 1,3% na comparação com o mês anterior. Segundo s dados divulgados pelo IBGE, a média alcançada pela indústria local superou a expansão nacional no mês, que foi de 0,9%. Na comparação com outros Estados, Goiás foi só o 9º melhor resultado. Os melhores resultados foram Bahia (10,3%) e Pernambuco (8,7%). No acumulado dos últimos doze meses, Goiás registrou um crescimento de 2,5%, enquanto a indústria nacional teve uma queda de 1,0%. Sete dos quinze locais pesquisados também assinalaram taxas negativas em janeiro de 2020. No acumulado de janeiro a janeiro, o resultado goiano foi negativo em 2,0%, assim como a indústria nacional que registrou queda de 0,9%. Metalurgia e produtos de metais puxaram a produção industrial em Goiás em janeiro, com 32,4% e 21,2% respectivamente, no comparativo mensal, sendo que, no acumulado de 12 meses, o maior destaque é 8

produção de veículos, que em na indústria goiana havia crescido 16,1%.

FEVEREIRO

O avanço em fevereiro foi mais modesto que em janeiro na indústria goiana, com alta de 0,3%. Desta vez, ficou abaixo do resultado alcançado pela média da produção nacional, que teve expansão de 0,5%. Na comparação de fevereiro contra fevereiro do ano anterior, Goiás e Brasil registraram quedas de produção de 1,4% e 0,4%, respectivamente. Novamente, a conta estadual sendo pior. Além de metalurgia (22,8%), desta vez entrou na lista das atividades de maior avanço de produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (36,8%). De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM/ IBGE), na passagem de janeiro/20

Com juros baixos, o ano começou com vendas altas para o setor de veículos. Goiás comemorava. A pandemia travou a produção e fábricas voltaram a parar. O setor foi um dos que tiveram os piores números durante o auge da Covid-19, entre março e julho

36%

ALTA DO SETOR DE PETRÓLEO E BIOCOMBUSTÍVEIS NO ESTADO NO MÊS para fevereiro/20, série com ajuste sazonal, a produção industrial goiana obteve crescimento de 0,3%. Na mesma comparação, a produção industrial brasileira cresceu 0,5%. Neste mesmo mês, a confiança industrial goiana chegou a 64 pontos, voltando ao patamar de dezembro de 2019, com alta de 2,2 pontos em comparação a janeiro. PRÓ-INDUSTRIAL


RETROSPECTIVA

MARÇO

11 de março de 2020. Antes e depois de pandemia. Essa data divide o ano, divide talvez a década, talvez gerações. Na indústria goiana, parecia marcar a virada do positivo do primeiro bimestre para negativo de 1,1% em março. O ganho acumulado se esvaiu em um só mês, com efeitos parciais da pandemia que já paralisava a economia com quarentena, isolamento e decretos com centenas de limitações para empresas, pessoas e produtos. Apesar da queda goiana, um sinal do que viria acontecer, aparecia ali em março: na série com ajustes sazonais, apesar da queda no valor nominal, Goiás apresentou o 3º maior crescimento do País (2,3%), perdendo para os Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro, 3,6% e 2,9% respectivamente. No entanto, quando analisado o acumulado nos últimos 12 meses, Goiás teve o pior resultado do País (-4,1%), devido à grande sequência de quedas sofridas pela indústria no ano anterior. Em bases trimestrais, o setor industrial, ao recuar 1,7% no primeiro trimestre de 2020, intensificou a queda verificada no quarto trimestre de 2019 (-0,5%) e permanece negativo desde o último trimestre de 2018 (-1,3%), contra

‘PRÓ-INDUSTRIAL

igual período do ano anterior. Oito dos quinze locais pesquisados assinalaram perda de dinamismo, com destaque para Amazonas (de 9,3% para -1,2%), Goiás (de 6,5% para -1,2%), Santa Catarina (de -1,2% para -5,1%), Ceará (de 1,8% para -1,4%) e São Paulo (de 0,6% para -2,3%) apontaram as reduções mais acentuadas, enquanto Espírito Santo (de -23,8% para -13,3%), Bahia (de -2,4% para 7,1%), Pernambuco (de -0,2% para 5,6%) e Região Nordeste (de 0,7% para 4,3%) mostraram os principais ganhos entre os dois períodos.

ABRIL

O primeiro mês completo da pandemia foi caótico. Lojas fechadas, decretos limitando mobilidade, fiscalização nas ruas, shoppings proibidos de abrir, escolas e praças esportivas fechadas. Abertos, apenas, comércio e indústria de produtos essenciais (alimentos, remédios, combustíveis e poucos outros). No entanto, foi suficiente para manter praticamente boa parte da nossa indústria aberta, pois mais de 60% se enquadra em essencial e um bom porcentual é fornecedora de insumo para estas que são essen-

Decretos estaduais e municipais direcionaram a abertura e fechamento do setor produtivo durante a quarentena. Setores essenciais sempre estiveram abertos

ciais. E, como estes estabelecimentos abertos, tiveram altas vendas, o setor industrial em Goiás não teve retração nestes seis primeiros meses da Covid – como foi no resto do País. Goiás foi a exceção. A indústria alavancou, em abril, o emprego no Estado – respondendo por 52% das novas vagas geradas no mês.

MAIO

E Goiás saltou na frente de novo. Foi o único Estado em que a indústria cresceu em maio. Todos os demais fecharam no vermelho. Enquanto Goiás expandiu 3%, outros Estados registraram tombos históricos: Ceará (-50,8%), Amazonas (-47,3%), Espírito Santo (-31,7%), Santa Catarina (-28,6%), Rio Grande do Sul (-27,3%) e São Paulo (-23,4%). Dois mundos diferentes. Relembrando que o ciclo da pandemia, neste momento, estava em elevação, protocolos acirrando, governos sobre pressão, sociedade em quarentena e favorável (apon9


RETROSPECTIVA tavam pesquisas) ao fechamento. Alimentos puxam esse diferencial da indústria goiana.

JUNHO

A indústria goiana atravessou junho com nova alta na produção. Ou seja, desde o início da pandemia, o setor só não registrou expansão em março, justamente o mês que a pandemia foi decretada e iniciaram as medidas de isolamento social. Segundo o IBGE, em junho, a alta foi de 0,7%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 5,4% - o maior avanço do ano e também o maior do País. Junho só confirma que em Goiás a indústria segue em caminho oposto ao do setor no cenário nacional. Neste mesmo mês, a média foi de retração da produção de 9%, sendo a oitava queda consecutiva da série histórica. O fechamento do segundo trimestre de 2020 foi de -19,4% e, o acumulado do primeiro semestre do ano, foi de -10,9%. Em Goiás, outro cenário: acumulado de 0,9% no primeiro semestre do ano. Apenas dois Estados possuem acumulado no ano positivo, mostrando que nesses locais a indústria no primeiro semestre de 2020, foi melhor que o de 2019. Os únicos locais que possuem acumulado positivo no ano são Rio de Janeiro (2,3%) e Goiás (0,9%). Em Goiás, para junho, se destacam, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (19,2%), sendo o maior aumento desde outubro de 2019 (20,5%); seguido da fabricação de produtos alimentícios (10,7%), sendo o melhor resultado desde maio de 2019 (16,4%); e da fabrica-

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ção de produtos de minerais não-metálicos (3,5%), sendo o primeiro resultado positivo, depois de três quedas consecutivas.

JULHO

O problema que iria assolar a segunda metade de 2020 e gerar problemas imprevistos já começa, ainda de leve, a aparecer: falta de insumos. Com crescimento da demanda por conta do auxílio emergencial, os fornecedores dependendo em parte ou totalmente de produtos importados, não conseguem entregar alguns insumos industriais. Isso vai refletir no resultado do setor e afetar, inclusive, números macroeconômicos do País no fim do ano. Mesmo assim, o ritmo de crescimento da indústria goiana continua positivo. Pelo quarto mês consecutivo em relação ao ano anterior. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM/IBGE), na comparação com julho de 2019 a indústria goiana obteve uma expansão de 4%. Em paralelo, a produção industrial brasileira apresentou recuo de 3%. Junto com Goiás mais seis Unidades da Federação apresentaram taxas positivas, com destaque para Pernambuco (17%) e Amazonas (6%). Estados que estavam registrando queda de dois dígitos começam a ter altas fortes – na comparação com meses de forte queda. Goiás mantém números menores, pois oscilou pouco. No acumulado dos últimos 12 meses, Goiás registra expansão constante: 1,4% em maio, 2,3% (junho) e 2,5% (julho) – sempre na comparação com mês anterior.

O setor de medicametos é um dos destaques do primeiro semestre

A indústria goiana é a segunda colocada no acumulado dos últimos doze meses com 2,5% de crescimento, e fica atrás apenas do Rio de Janeiro (4,1%). Todos os demais Estados pesquisados tiveram percentual negativo. O Brasil, nesse caso, registrou índice de -5,7%.

AGOSTO

Em agosto, nova expansão. Goiás cresce 3,1% comparado a agosto de 2019. No entanto, a falta de matéria-prima já não é um ou outro caso isolado. As reclamações se espalham sobre falta de matéria-prima, como algodão e alguns alimentos, além de aço e papelão. Na comparação mensal, a alta é de 1,2% segundo o IBGE. Este é o quinto mês consecutivo de alta, sendo o único Estado com este desempenho industrial durante a pandemia da covid-19. As indústrias intensificaram os PRÓ-INDUSTRIAL


RETROSPECTIVA protocolos de segurança e continuaram produzindo. No acumulado do ano, Estado acumula alta de 1,8%. No País, número é bem pior: queda de 8,6%. Neste mês, um terceiro Estado se torna positivo, que é o Pernambuco, que supera o tombo da pandemia e acumula alta de 0,9%. Em Goiás, puxaram o crescimento industrial, em agosto, as indústrias de produtos alimentícios, farmoquímicos e farmacêuticos, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. Nos demais produtos pesquisados, não há retração, mas expansão é menor. A retração, de fato, está em um setor que antes da pandemia puxava a expansão local: fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-19,6%). Também têm queda: produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-18,9%) e indústrias extrativas (-14,7%).

SETEMBRO

O resultado de setembro fecha o primeiro semestre da economia em um ciclo pandêmico. E Goiás registra nova expansão na indústria, com alta de 2,5%, assume a liderança da expansão do setor no País e ocupa o segundo lugar no acumulado dos últimos 12 meses, com 3,4% - colando no Rio de Janeiro (3,6%). O acumulado no País ainda é de forte queda: -7,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, o Brasil sofreu retração de 5,5% da sua indústria. Na comparação com setembro de 2019, o crescimento foi alto: 5,3%, mas o Estado ficou apenas em sétimo no País. É que os demais Estados começam a se recuperar de ‘PRÓ-INDUSTRIAL

Metalurgia foi um dos setores que durante a pandemia não conseguiu manter em alta

tombos de dois dígitos e as bases de comparação são bastante baixas. Já na comparação de setembro com agosto de 2020, o crescimento foi de 0,4%.

OUTUBRO

O tombo. Depois de uma sequência única de altas no País durante a pandemia, o resultado da indústria goiana em outubro foi de forte queda. O mês fechou com retração de 9,6%, devolvendo parte do ganho acumulado durante a pandemia. E, invertendo os sinais, a indústria nacional, que vinha em queda, fechou o mês com uma alta média de 0,3%, a primeira deste ciclo. Em relação a setembro, a produção industrial goiana caiu 3,2%. Foi a segunda maior queda entre as regiões pesquisadas, atrás somente do Rio de Janeiro (-3,9%). O tombo não tirou Goiás dentre os líderes de crescimento de janeiro a outubro: com alta de 0,7% na produção física das indústrias, ficava atrás de Pernambuco e do Rio de Janeiro, que somam alta de 2,4% e 1,4%, respectivamente. No País, a indústria acumulava em outubro queda de 6,3%. Em 12 meses, Goiás cresceu 1%, e a mé-

dia nacional é de -5,7%. Os números ainda são favoráveis a Goiás. A queda foi em razão da falta de insumos, que desaqueceu a produção, e desaquecimento da procura por dois motivos: a redução do auxílio do governo, que era direcionada ao consumo de bens essenciais (alimentos e medicamentos), e forte alta da inflação nestes itens.

NOV/DEZ

Os dados de novembro a dezembro serão divulgados apenas entre janeiro e março de 2021 seguindo o cronograma da pesquisa do IBGE. No entanto, a confiança dos industriais (com índices da Fieg e da CNI) segue em alta – não se abalando com os resultados de outubro. O primeiro impacto da pandemia não foi de retração. Este segundo ciclo, de alta de preços e falta de insumo, preocupa, mas tende a se dissipar ao longo do primeiro trimestre. Não é problema localizado, ocorre em todo País. O controle da inflação também é uma preocupação de política monetária, que está no radar do governo e tende a ser controlado em alguns meses. Indústria fecha o ano com previsões boas para 2021. 11


MARKETING & PRODUTOS

Sadia CAOA

O grupo CAOA anunciou em dezembro investimento de R$ 1,5 bilhão nos próximos cinco anos na fábrica de Anápolis (Goiás) para a produzir dez novos carros entre modelos inéditos (incluindo os elétricos) da marcas Hyundai e Chery, reestilizações de modelos atuais e criar uma nova marca no País. A previsão é de gerar 2 mil novos empregos, com atração de empresas satélites, quando a produção anual ultrapassar as 100 mil unidades. Hoje, a fábrica emprega 1,5 mil trabalhadores e tem capacidade de produzir 86 mil unidades.

Novo Mundo A rede goiana Novo Mundo projeta fechar o ano com 40 lojas no conceito multicanal Omnichannel, que busca integrar as suas vendas presenciais (offline) e pela internet (online). Para 2021, sua meta é chegar aos 100%. São 140 lojas em nove estados e no Distrito Federal. A informação é de Rildo Pereira, Diretor de Operações da Novo Mundo, ao reinaugurar de hoje (18/12) até segunda-feira nove lojas em Goiás com este conceito. “Já somamos 35 filiais em Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Pará e Amazonas”, frisou Pereira. 12

A Sadia anuncia o lançamento de três novos sabores da linha de sobremesas Miss Daisy: torta de creme de avelã, goiabada com cream cheese e uma edição exclusiva para os kits de Natal, a torta mousse de doce de leite com castanha caramelizada. As novidades completam o portfólio da linha, que inclui torta mousse de chocolate com raspas, mousse de limão e torta holandesa. Os novos produtos marcam a entrada de Sadia no segmento de sobremesas quentes e complementam o cardápio da marca.””Trata-se de três novos itens que vem complementar a ceia e que vão ao encontro de alguns de nossos objetivos, o de oferecer um portfólio cada vez mais completo para o consumidor que busca qualidade, praticidade, sabor e procedência reconhecida”, diz Rosângela Barbosa, diretora de marketing de categorias da BRF.

JBS

A JBS concluiu a aquisição dos ativos de margarina e maionese da Bunge Alimentos, por meio de sua controlada Seara Alimentos. A aquisição das unidades produtivas e de diversas marcas, entre elas Delícia, Primor e Gradina, fortalece a posição da Seara no mercado de margarinas no Brasil, além de otimizar a sua plataforma de distribuição. Ainda segundo o fato relevante, a compra está em linha com a estratégia da companhia de expandir seu portfólio de produtos de maior valor agregado e com marca. PRÓ-INDUSTRIAL


Nestlé

Coca-Cola

Nescau anuncia mais um importante passo em seus cuidados com o meio ambiente. A partir desse mês, a marca vai substituir 100% dos canudos plásticos de suas bebidas por alternativas de papel. A iniciativa é uma continuação da jornada iniciada em 2019, com o anúncio da retirada de parte dos canudos plásticos de Nescau Prontinho. Até agora, cerca de 7% das embalagens cartonadas de Nescau Prontinho vinham comm o canudo de papel. Toda a produção do Nescau prontinho passa a ser feita na fábrica da Nestlé em Feira de Santana (BA), em uma nova linha de envase de embalagens cartonadas assépticas, adquirida da Sig Combibloc.

A Coca-Cola lançou um briefing criativo para transformar suas latas em uma oportunidade de “mudanças positivas” para 2021. A campanha, intitulada Open To Better, convida criativos de qualquer parte do mundo a usar sua “icônica tela vermelha” para criar “uma resolução, promessa ou uma melhoria” para o ano que vem. “A Coca-Cola quer inspirar as pessoas a serem mais abertas e criativas. Quando estamos abertos a mudanças, tudo é possível“, detalha a empresa no briefing e acrescenta: “Juntos, esperamos iniciar um movimento para uma mudança positiva. Juntos, podemos estar abertos para o melhor. Como você estará aberto para melhorar?”.

Hypera Pharma A goiana Hypera Pharma anunciou a aquisição da Simple Organic, marca de cosméticos naturais, orgânicos e veganos. A operação, cujo valor não foi divulgado, é o primeiro investimento do Hypera Ventures, programa corporativo de venture capital da companhia. O fundo pretende investir até R$ 200 milhões em startups nos próximos anos. Com a aquisição, a Hypera pretende aumentar o alcance da marca de beleza limpa em todo o País, adicionando ao seu portfólio cosméticos sustentáveis e livres de ingredientes nocivos. Espaço de divulgação de ações de marketing e lançamento de produtos e serviços de empresas associadas. Para participar, envie texto e imagens para proindustrial@adial.com.br. ‘PRÓ-INDUSTRIAL

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Acompanhe a ADIAL nas redes sociais. Além do Facebook, onde ADIAL e ADIAL-LOG já estão presentes há quase dois anos, passa agora a contar com o Instagram e LinkedIn, com a proposta de divulgar mais as ações, reuniões e eventos da entidade e da Diretoria, além dos benefícios alcançados com o Clube de Compras da ADIAL, ADIAL Corretora de Seguros, ADIAL Negócios e ADIAL Social. Siga, curta e compartilhe nosso conteúdo e fortaleça o setor industrial. 13


SETORIAL

Receita Federal volta com o tema da tributação dos incentivos fiscais A Receita Federal publicou, no último dia 22, a Solução de Consulta nº 145/2020, trazendo de volta um assunto que todos julgavam já pacificado, inclusive pela própria Receita: a tributação dos Incentivos Fiscais. Anteriormente, em março de 2020, foi publicada a a Solução de Consulta nº 11/2020 que reafirmava que os incentivos fiscais concedidos pelos Estados eram considerados subvenção para investimento e, portanto, não passíveis de tributação. Nada de novo, pois é o que diz a Lei 160/2017. Mas, para surpresa de todos, na SC 145/2020, a Receita voltou a dividir as subvenções em custeio e investimento, tal qual ocorria antes da entrada em vigor da Lei 160/2017, considerando que os incentivos fiscais concedidos pelos Estados são passíveis de tributação, caso não se comprove que são subvenção para investimentos. Na Solução de Consulta 11/2020, o Fisco federal expunha que a Lei Complementar nº 160/17 havia inaugurado um novo paradigma, mitigando o antigo PN Cosit nº112/1978 e deixando claro que se deveria respeitar a vontade do legislador quando acrescentou novos parágrafos no artigo 30 da Lei 12.973/2014, para que todos os incentivos concedidos pelos Estados passassem a ter natu-

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reza de subvenção para investimento. Esta interpretação representou um alívio para as empresas que vinham sendo autuadas pela Receita Federal por não oferecerem seus incentivos à tributação. O debate que se travava até então é se o benefício é subvenção para investimento ou custeio. Se é para custeio, tributa-se IRPJ e CSLL. Se é para investimento, não. "A Lei 160/17 trouxe um novo paradigma ao dizer que os incentivos são subvenção para investimento. O que modifica o tratamento dado aos incentivos de ICMS, não apenas quanto ao FOMENTAR e PRODUZIR, mas também em relação a redução de base cálculo, crédito outorgado, isenções e etc.", aponta Fernanda Terra, advogada, Mestre em Direito Tributário. Sobre a Solução de Consulta, ela diz: o auditor faz toda fundamentação encaminhando para conclusão já pacificada no contencioso administrativo, ele ratifica a mitigação do antigo Parecer, fala de novo Paradigma e das exigências do Art. 30, mas aparentemente volta atrás afrontando uma Lei Complementar, e trazendo uma limitação sem fundamento legal. Contrariando, inclusive, posicionamento da jurisprudência administrativa que diz: " A Lei Complementar n° 160, de

FERNANDA TERRA:"Não são exigíveis outros requisitos para o reconhecimento da subvenção para investimento, além dos enumerados pelo artigo 30."

2017, inseriu o §4°, no artigo 30, da Lei n° 12.973/2014, para impedir a exigência de outros requisitos ou condições, além daqueles estabelecidos pelo próprio artigo 30". (Câmara Superior de Recursos Fiscais do CARF Acórdão de nº 9101-003.841, de 03 de outubro de 2018). Ela acrescenta: Com a publicação, registro e depósito do incentivo perante o CONFAZ, não são exigíveis outros requisitos para o reconhecimento da subvenção para investimento, além dos enumerados pelo artigo 30, ou seja, se constituindo as reservas de maneira adequada, não distribuindo o resultado vinculado ao incentivo aos sócios/acionistas, o risco de autuação é pequeno, e havendo autuação a probabilidade de êxito do contribuinte é alta. Além disto, relembra: É importante registrar que o STJ tem precedente PRÓ-INDUSTRIAL PRÓ-INDUSTRIAL


PROGRAMA DA ADIAL SOBRE INDÚSTRIA GOIANA RETOMA AGORA EM JANEIRO

FLÁVIO RODOVALHO: "O entendimento da Receita Federal nesta Solução de Consulta está errado em sua conclusão final."

dissociado da LC 160/2017, reconhecendo que incentivos fiscais do ICMS não devem compor a base de cálculo do IRPJ e CSLL, sob pena de ofensa à segurança jurídica, ao pacto federativo e à imunidade recíproca. Para o professor de Finanças da UnB e especialista em tributos e incentivos, Cecílio Daher, esta Solução de Consulta é bastante preocupante. "Na verdade, o auditor deu nova interpretação à vontade do legislador, dizendo que os efeitos da Lei 160/2017 somente valem para aquelas subvenções para investimento que tiverem sido concedidos como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos, devendo ser registrados contabilmente conforme determina o citado dispositivo. Isto é o oposto do entendimento geral e da prática atual. Se esta posição prevalecer, reRÓ-INDUSTRIAL ‘PPRÓ-INDUSTRIAL

CECÍLIO DAHER: "Se esta posição prevalecer, retornaremos à fase pré-2017, onde a insegurança quanto à tributação dos incentivos pela Receita era a regra"

tornaremos à fase pré-2017, onde a insegurança quanto à tributação dos incentivos pela Receita era a regra", diz Cecílio Daher. Para o tributarista Flávio Rodovalho, o entendimento da Receita na consulta está errado na sua conclusão final. "Reforça a questão do artigo 10, da Lei Complementar 160/2017, de que todo incentivo ou benefício fiscal é subvenção para investimento, mas o que a própria lei traz são as condições, como não poder ser distribuído, não poder fazer redução de capital, e não precisar passar pelo Lalur (livro de apuração de lucro real) para não ser tributado, mas obviamente não poder ser distribuído. Ocorre que lá, ele faz a colocação que, desde que, seja em implantação ou expansão de atividade econômica. E a LC 160 não fala isso. Essa exigência não existe na lei."

A ADIAL (Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás) passou a ter, desde agosto, um espaço bi-semanal (às quartas e sextas-feiras), às 11 horas, na Rádio Difusora Pai Eterno, de Goiânia. O programa se chama Desenvolvimento Industrial e tem como convidado semanal o presidente-executivo da entidade, Edwal Portilho "Tchequinho", que debate industrialização, emprego nas fábricas, questões de preço e de câmbio, exportações, entre outros temas industriais e econômicos. A partir deste programa, foi extendido a parceria aos sites Goiânia Empresas (Goiás) e STG NEWS (Centro-Oeste) para produzir podcasts com os áudios já transmitidos na Difusora para abastecer também os sites com podcasts. "A ADIAL se movimenta em prol do setor", disse Tchequinho.

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SETORIAL

Aberto Refis Indústria lidera em impostos geração de empregos deestaduais O ano de 2020 deve fechar com um saldo próximo a 30 mil novos empregos em Goiás com carteiras assinadas, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério da Economia. É uma das boas notícias do ano, considerando que as previsões eram de um desemprego acima de 20% para o ano (fechou abaixo de 14% em Goiás) e um crise histórica no mercado de trabalho – o que não se consolidou. O último resultado divulgado, de novembro, aponta saldo de 28.200 novas vagas com carteira assinada no Estado acumulado nos primeiros onze meses do ano e 6.413 somente em novembro – que tradicionalmente é um mês de redução. Resultado é o total de admissões menos os desligamentos do período. Os números acompanham a indústria – onde Goiás liderou a produção durante a pandemia e sempre esteve entre as três maiores expansões do setor no País durante o ano. Até novembro, Goiás é sexto maior “superávit” do emprego no País, liderando no Centro-Oeste. No País, Goiás fica atrás apenas de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pará e Minas Gerais. Para o presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho Tchequinho, parte destes empregos se devem ao setor industrial diretamente e/ou a terceirizados, ocorreu devido a expansão industrial que tivemos durante o ano. 16 16

“Muitos setores estiveram fechados, enquanto a indústria de bens essenciais teve, em muitos casos, até que ampliar turno de produção e equipes, pois a demanda aqueceu. Goiás tem uma indústria recente, com fábricas modernas e com capacidade de ampliação – estávamos com boa margem para expandir a capacidade produtiva pois a economia está há um longo período sem crescer. Conseguimos atender a demanda evitar desabastecimento de produtos, que, no início da pandemia, chegou a ser uma preocupação.” Segundo o Caged, a indústria de Goiás segue puxando a recuperação da economia e gerando emprego. Os dados mostram no painel por setores da economia que o setor industrial produziu um saldo de 11.258 postos de trabalho entre janeiro e novembro. Na segunda posição por setor aparece a construção civil, com 9.190 vagas de empregos criadas nesse período, seguida pela agropecuária, com 3.760 novas vagas. Como construção é um dos ramos da indústria, o setor somou 20.448 vagas (72% do total). Comércio e serviços apresentaram dados positivos, 3.537 e 455, respectivamente. Com os números registrados em novembro, o Estado recupera os empregos perdidos nos meses mais críticos da pandemia – março, abril e maio –, quando sofreu queda de 30.211 vagas.

O Estado de Goiás publicou no Diário Oficial de 29 de dezembro a Lei 20.939, que institui medidas facilitadoras para que o contribuinte negocie seus débitos relacionados ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). Os parâmetros abrangem o crédito tributário com inscrição em dívida ativa até 31 de dezembro de 2012 e com montante apurado por processo, antes da aplicação das reduções previstas na nova lei, não superior ao valor de R$ 25,5 mil. Para usufruir dos benefícios, o contribuinte deve aderir ao programa de renegociação fiscal em até sessenta dias, contados a partir do início da vigência da lei. MAIS ÓRGÃOS

Além do ICMS, as anistias e as condições de parcelamento previstas pelas novas regras também se aplicam aos créditos referentes à imputação de multa e débitos emitidos pela Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR), Programa Estadual de Orientação e Proteção do Consumidor (Procon-Goiás), Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (DETRAN-GO). PRÓ-INDUSTRIAL PRÓ-INDUSTRIAL


FERROVIA NORTE-SUL

Atravessou o

PARANAÍBA

EM UM ANO, RUMO CONCLUI PONTE QUE LIGA GOIÁS E MINAS GERAIS A ponte Ferrovia Norte-Sul sobre o Rio Paranaíba, em São Simão, foi finalizada em dezembro, ligando Goiás e Minas Gerais. O local foi estrategicamente escolhido, abaixo da Usina Hidrelétrica de São Simão, onde o rio tem largura de 300 metros. No total, a ponte tem 550 metros de comprimento, sendo que o vão central tem 100 metros. A Ferrovia Norte-Sul é dividida em três trechos, chamados de tramos. A ponte sobre o Rio Paranaíba faz a ligação entre o Tramo Sul, que vai de Ouro Verde de Goiás a Estrela d’Oeste (SP), com 682 km de extenPRÓ-INDUSTRIAL

são, e o Tramo Central, que começa em Porto Nacional (TO) até Anápolis (GO), com 855 km de extensão. O trecho sul que tem como trajeto principal as cidades de Goiás até Estrela d’Oeste (SP) é de suma importância para a empresa, em especial porque a linha que sai da cidade paulistana e chega até o porto de Santos também é de domínio da empresa RUMO. As obras no Tramo Sul estavam paralisadas, parte em 2014, e 2016. As obras da ponte foram retomadas em dezembro de 2019 e entregues um ano depois. Os trechos são de concessão da empresa RUMO, que venceu leilão histórico ocorrido no ano de 2019. A RUMO Logística é atualmente a principal empresa investidora em ferrovias, com cerca de 13 mil km de extensão de linha ferroviária, pouco menos da metade da totalidade de toda a malha ferroviária brasileira,

que atualmente possui uma quilometragem na casa dos 29 mil km. Neste ano, com investimentos de R$ 80 milhões, a empresa já havia anunciado e iniciado o Terminal Rodoferroviário do Consórcio Rumo/ Caramuru entrará em operação no primeiro semestre de 2021, gerando cerca de uma centena de empregos diretos definitivos na região. Segundo projeções, o terminal poderá movimentar mais de 5,5 milhões de toneladas por ano de soja, milho e farelo de soja, o que equivale a mais de 80 mil caminhões por ano. O novo terminal rodoferroviário de transbordo de São Simão receberá cargas de Goiás, Mato Grosso e Triângulo Mineiro. O empreendimento deve começar a operar com capacidade estática de 42 mil toneladas, dividida em seis silos, descarga rodoviária de 850 toneladas/hora (20 mil toneladas/dia).

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LEITURA EMPRESARIAL

NIALL FERGUSON: O DINHEIRO E SUA ASCENSÃO

Considerado pela revista Time uma das cem pessoas mais influentes do mundo, o historiador Niall Ferguson traz um estudo da história financeira em A ascensão do dinheiro, e explica por que os aspectos financeiros só fazem sentido se soubermos sua origem.

GUIA PRÁTICO DOS CEOS

Considerado um clássico entre os livros de negócios e obra de cabeceira de importantes líderes da atualidade, o livro ensina tudo o que um gestor precisa saber sobre como criar e sustentar uma empresa de alto rendimento. Escrito por Andrew Grove, que por mais de trinta anos atuou na Intel, tanto como CEO quanto como presidente do conselho, o livro é um guia prático que traz lições atemporais para gestores de todas as áreas, inclusive para CEOs e fundadores de startups.

FATOR HUMANO NA ERA DO DIGITAL

A tecnologia chegou ao mundo corporativo não apenas para aumentar a produção ou apresentar uma marca nas redes sociais, mas para revolucionar a gestão de pessoas e a maneira como se trabalha com os recursos humanos. Esta terceira edição da obra, que foi totalmente revista e atualizada, adota a perspectiva da tecnologia como fator de mudança radical e disruptiva: uma mudança na forma de pensar, de fazer negócios, de trabalhar e de se relacionar.

ASDAFSDFASDFASD FDASDF POLÍTICA COMERCIAL NO BRASIL

Sasafdsds

Conciliando uma abordagem rigorosa do ponto de vista acadêmico a uma linguagem acessível, livre jargões e de fórmulas matemáticas, o livro oferece uma perspectiva ampla dos vários aspectos da política comercial do país, apoiada em explicações técnicas e em um profundo conhecimento das pesquisas internacionais sobre o tema.

O INVESTIDOR EM AÇÕES (EXPERIÊNCIA E DICAS)

Howard Marks, fundador da Oaktree Capital, é reconhecido mundialmente por sua incrível habilidade no mercado de ações. Depois de quatro décadas se destacando como um dos gestores que mais deu retorno na Bolsa de valores americana, ele partilha sua estratégia vencedora sobre como avaliar os melhores papéis e aplicar o seu dinheiro de maneira inteligente. Este volume único reúne dicas valiosas para o investidor experiente.


OPINIÕES

POR UM ANO NOVO MELHOR O ano de 2020 vai nos acompanhar por décadas. Vamos falar sempre deste ano tenebroso como o se fosse divisão entre dois tempos, uma marca na história, o fechamento de um capítulo. E de fato, para todos nós, que atravessamos este estranho ano, testemunhamos tantas angústias, tristezas e fatídicas perdas, podemos dizer que foi o pior ano que as atuais gerações, da nossa e a de nossos filhos e netos, tenham vivido. E foi na dor e na insegurança que todos deram as mãos. Em momentos difíceis, diante de todo trauma que vivíamos, diante de um desafio sem precedentes, diante de um adversário invisível e mortal, vimos pessoas anônimas e empresas valentes se levantarem – muitas fechadas pela quarentena e sem data para abrir – proporem soluções para pessoas que precisavam. Ações individuais e coletivas fizeram a diferença para famílias que ficaram completamente desamparadas, sem condições, pois muitos estavam no subemprego ou na informalidade, sem renda fixa ou formal. Estas pessoas se abrigaram e tiveram apoio, evitando um caos maior. Essa é uma sociedade de valor, pois não espera para ajudar, não ajuda para aparecer. Não é marketing social. É solidariedade. Nós somos um país solidário. A pandemia nos confirmou esse título. Não é uma questão apenas empresarial, é pessoal. O brasileiro é solidário. Claro, praticamos em nossas empresas, mas, porque temos esse DNA. Foi muito bom assistir isso e participar, incentivar tantas ações. Neste ano, destaco que tivemos grande orgulho da indústria goiana, PRÓ-INDUSTRIAL

que durante a pandemia não registrou nenhum motivo de reclamação ou crítica, respeitando e seguindo protocolos rigidamente, e, desde março, quando foi decretada a pandemia pela OMS, assumiu a liderança do indicador do IBGE de crescimento industrial e foi, por meses seguidos, o único Estado que não registrou retração da produção durante pandemia da covid-19. Apesar de ter em vários setores um desaquecimento, o perfil agroindustrial do nosso Estado manteve nossos números no azul e foi fundamental para manter em bons níveis de abastecimento os lares pelos País. Essa força industrial de Goiás foi importante para mostrar que a convergência que o Brasil precisa é fruto de uma união industrial ampla e não de uma divisão de forças. A interiorização da industrialização foi benéfica para o Brasil pois temos capacidade produtiva, com características próprias, cada uma com suas vantagens competitivas e potencialidades, e podemos sim ser um Estado industrial. Provamos isso. Hoje, de um Estado agropecuarista de trinta anos atrás, com poucas fábricas, passamos a ser o sétimo maior parque industrial brasileiro e, com mais dez anos, podemos e vamos ser o quinto, pois acredito na retomada do investimento e novas expansões e na força da agroindústria. E quando falo da agroindústria, vamos destacar o agroindustrial. Se cultivamos, com orgulho, a força do agricultor, vamos aos poucos também valorizar e cultivar a força do nosso agroindustrial. Esse segmento

não é formado apenas de grandes conglomerados. Hoje temos milhares de pequenos e médios agroindustriais que vão surgindo pelo interior do Estado, pois a indústria que já se instalou no Estado trouxe junto cursos e formação técnica que muito contribui para disseminar a cultura industrial, além claro, das famílias empreendedoras, que são, historicamente, que formaram a industrialização de Goiás – e não as multinacionais, que vieram depois. Então, neste início de ano, eu destaco o papel da agroindústria em 2020, fundamental, e das famílias da agroindustrial, tanto os empreendedores quanto seus colaboradores. Foram tão essenciais quantos os produtos que colocam nas nossas mesas. Esse Goiás industrial que tanto vivenciamos não foi só líder em produção apenas como apontou o IBGE, mas foi bravo, determinado e cumpriu seu papel social quando foi chamado durante a crise. Orgulhou-nos. Essa é uma das alegrias internas que tenho em meio a este ano triste. Também compartilho com todos a satisfação de ter na ADIAL uma equipe que peço licença a todos para agradecer aqui, mas preciso destacar que é uma diretoria batalhadora, associados presentes, colaboradores dedicados e um comando muito profissional do nosso presidente-executivo Edwal Portilho Tchequinho. A todos, quero desejar um feliz ano novo, um ano de atenção total aos desafios que não serão poucos, mas de muito amor e saúde a todos.

Otávio Lage de S. Filho, presidente do Conselho de Administração da ADIAL

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2020: ANO DE REFLEXÃO E AÇÃO Virada de ano é um momento de grande reflexão. O ano de 2020 foi tão diferente que para muitos nem parece que dezembro para janeiro é virada de ano, parece passagem de mês. O vírus da covid-19 nos incomoda que não dá para descansar, parar e pensar na vida. O mundo não será o mesmo enquanto, de uma vez por todas, este vírus, não fizer mais parte dos nossos problemas. E, por enquanto, ele ainda faz. E fez, durante 2020, quase o tempo todo – desde março, oficialmente, como pandemia. Mas 2020 não foi só o vírus. Nossa indústria se mostrou forte, o desemprego não disparou, alguns investimentos de grande porte voltaram, a ferrovia destravou, o aeroporto se tornou internacional e agora será privatizado, a agroindústria foi uma das âncoras e, com desabastecimento de insumos, vimos que temos muito a corrigir no futuro, tanto na matéria-prima quanto na indústria da base – lembra quando falávamos de desindustrialização deste segmento anos atrás. Nossa economia demonstrou força e união. Destaco o papel social das empresas durante a pandemia. Foi um capítulo especial. Milhares de ações realizadas, boa parte em suas comunidades, espontânea e anonimamente, sempre focada no bem estar social e no socorro a pessoas desamparadas pelo desemprego e renda, questões de saúde, entre outros. A resposta da sociedade como um todo foi valiosa, inspiradora. Pais, filhos e famílias inteiras, empresas, assim como todos que estiveram e estão na linha de frente do combate à pandemia, são exemplos de luta e de dedicação à vida.

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Fizeram a diferença. Nosso respeito absoluto. No campo econômico, as empresas fizeram sua parte. Não deixamos a produção cair. Não tivemos registro de desabastecimento de produtos ou demissão em massa. Não tivemos surtos que fugissem ao controle social e que as próprias empresas não pudessem com suas equipes colocar em quarentena e dar assistência, porque a orientação foi tão firme quanto os protocolos e insistentemente ressaltamos que as tensas negociações com o poder público, que sempre agiu com seriedade pela vida, foram rígidas. Repassamos cada passo do que era negociado junto ao poder público e acompanhamos as movimentações, sempre ficando disponíveis para atender demandas e dúvidas. Meses depois vimos que tudo deu certo e que a rigidez e o equilíbrio foram importantes para o êxito. Goiás foi um dos Estados com menos casos no País, mesmo que cada caso registrado e cada óbito é uma perda inestimável. E, em nome da ADIAL, solidarizo com todas as famílias que perderam seus entes nesta pandemia e registro nossa homenagem aos que hoje não estão entre nós, sempre serão lembrados. Olhar para 2021 com otimismo é necessário. Vamos vencer esse vírus. O governo estadual prestes a ajustar as contas com um novo plano de renegociação das dívidas com o governo federal, com mais recursos para investir, e o setor privado com novas prospecções de investimentos para o Estado e um princípio de retomada do crescimento que pode chegar já

neste novo ano, pode nos garantir uma recuperação econômica rápida, com geração de mais de 100 mil empregos em dois anos, e atração de alguns bilhões em grandes investimentos industriais. O ponto positivo é que a economia goiana se uniu na crise e os agentes econômicos estão com o propósito de fazer a diferença pelo desenvolvimento. O foco é o mesmo e a determinação de todos, com a energia produtiva a favor da expansão da economia, vai transformar Goiás em um dos grandes polos de atração de novos negócios nos próximos anos no País. Converso com líderes de vários setores, tanto no público quanto no privado, e boas ideias e projetos não faltam – muitos já em execução. Seguimos muito otimistas com os caminhos de Goiás. A ADIAL agradece o apoio irrestrito que recebeu neste ano de seus associados. Em todas as demandas fomos atendidos, o que mostra o quanto estamos unidos no mesmo propósito. Uma entidade forte é aquela que o pensamento é único e as ações são proativas. A ADIAL se orgulha de ter associados tão presentes e proativos. Agradecemos aos diretores, que da mesma forma, dedicam-se aos seus compromissos com a entidade diuturnamente e com competência ímpar. Aos colaboradores, já reconhecidos por toda nossa diretoria e por mim por sua capacidade e dedicação, e ao nosso presidente do Conselho de Administração, Otávio Lage de Siqueira Filho, nossa referência na direção da ADIAL. Obrigado e um feliz 2021 a todos.

Edwal Portilho 'Tchequinho', presidente-executivo da ADIAL PRÓ-INDUSTRIAL


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