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Pró-Industrial 120

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GUIA

INDÚSTRIA ADIAL GOIANA AVANÇA E SUPERA PATAMAR PRÉ-COVID

Pró

www.adial.com.br

REVISTA DE NEGÓCIOS DA ADIAL

Outubro de 2020 - ANO XII

ProGoiás e os investimentos

PROGRAMA É REGULAMENTADO E ABRE BUSCA POR NOVOS PROJETOS

NOVO CAPÍTULO DA INFLAÇÃO EM 2020: INSUMOS INDUSTRIAIS

ALEMANHA ENTRA NO RADAR GOIANO DE INVESTIMENTOS

120 PRÓ-INDUSTRIAL


EDITORIAL INDÚSTRIA EM PAUTA A pauta industrial está repleta de temas importantes neste mês de outubro – em sua grande maioria, abordados nesta edição 120 do Pró-Industrial. Inflação, insumos, expansão, emprego, empresa de alto desempenho, investimentos, logística, ações sociais, bilateralismo comercial, energia e tributos mostram o vigor do setor e sua capacidade de gerar notícias e promover debates. Importante observar que as variáveis têm componentes positivos em sua maioria, mas a que faz o contraponto, a negativa, que seria a inflação, tem um peso e reflexo negativo devastador, ainda mais com o histórico hiperinflacionário com o qual a economia brasileira sofreu nas décadas de 80 e 90. Ela tem o poder detonador, no médio prazo e se 'embalar', de derrubar expansãoda economia, o emprego e os investimentos industriais. No entanto, conter a inflação, desta vez, não será fácil. Ela tem como agravantes o desequilíbrio cambial, que provoca excesso de exportação de produtos alimentares e inibe importação pelo preço em dólar supervalorizado, e o desabastecimento de insumos, com efeito extra de uma desindustrialização do setor de base, que produz resinas, plástico, papelão, alumínio, entre outros. Nesta edição, nosso conteúdo mostra o histórico recente e os caminhos para a indústria e soluções para a economia. Acompanhe. Boa leitura.

SUMÁRIO

OUTUBRO 2020 Nº 120 ANO XII

EDITORIAL Indústria em pauta 2.// INCENTIVOS FISCAIS Pró-Goiás já está valendo 3-5.// INDICADORES Indústria goiana avança pelo 5o mês seguido 6-7.// SOCIAL Empresas oferecem internet grátis 8// IMPOSTOS Alíquotas zero para baixar preços 9-10.// OPINIÃO Edwal Portilho Tchequinho 11.// VEÍCULOS MP das montadoras inclui Goiás 12-13.// M&P Neslté, GSA, Vigor, Piracanjuba, Heineken e Heinz 16-17// SETORIAL Arrecadação, IPOs, Caramuru 18-19.// LEITURA 20.// FOCO NA ENERGIA Carros elétricos 21.// ADIAL-LOG Apagão Logístico 22.// NEGÓCIOS

ALEMANHA ENTRA NO RADAR GOIANO 14-15//

EXPEDIENTE Presidente do Conselho de Administração Otávio Lage de Siqueira Filho Conselho Nato Cyro Miranda, José Alves Filho, Alberto Borges e Cesar Helou Presidente-Executivo Edwal Portilho "Tchequinho' Vice-Presidente Financeiro Cesar Helou Vices-Presidentes e Conselheiros Alexandre Baldy Sant’anna Braga, Alfredo Sestini Filho, Ananias Justino Jayme, Angelo Tomaz Landim Júnior, Carlos Luciano Martins Ribeiro, Domingos Sávio Gomes de Oliveira, Domingos Vilefort Orzil, Heribaldo Egídio da Silva, José Alves Filho, José Domingos Francischinelli, José Carlos Garrote de Souza, Márcio Botelho Teixeira, Marley Antônio da Rocha, Maximiliani Liubomir Slivnik, Olímpio José Abrão, Paulo Sérgio Guimarães Santos, Ronaldo Aspesi, Valdo Marques, Vanderlan Vieira Cardoso e Wilson Luiz da Costa. Conselheiro ADIAL-LOG Rivas Rezende da Costa Conselheiro Vice Presidente ADIAL-LOG Glorivan França e José Costa Pereira Filho Conselho Fiscal - Efetivos André Luiz Baptista Lins Rocha, Antônio Benedito dos Santos, Evaristo Lira Baraúna e Romar Martins Parreira; Conselho Fiscal - Suplentes Luciano Araújo Carneiro, Luiz Alberto Rassi, Ricardo Vivolo e Sebastião Osmar Albertini. Produção e Edição Leandro Resende Izabella Pavetits João Paulo Nogueira Contemporânea (Leitura Estratégica) ANÚNCIOS: (62) 3922-8200

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PRÓ-INDUSTRIAL


INCENTIVOS FISCAIS

PROGOIÁS já está valendo

NOVO PROGRAMA DE INCENTIVOS FISCAIS DE GOIÁS FOI REGULAMENTADO O Decreto n° 9.724, que regulamenta o Programa de Desenvolvimento Regional, o ProGoiás, novo programa de incentivos fiscais, foi publicado no Diário Oficial do Estado este mês. O ProGoiás promete desburocratizar a concessão de benefício para PRÓ-INDUSTRIAL

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INCENTIVOS FISCAIS o setor industrial, com validade até 2032 e passa a ser o programa oficial do Estado. Além de atrair novas empresas, o programa espera atrair indústrias que estão hoje no Fomentar e no Produzir. O documento é extenso, ocupa cerca de oito páginas com dois anexos e apresenta todas as regras para os empresários do Fomentar e do Produzir migrarem ao novo programa. Lá estão os procedimentos para a operacionalização dos benefícios fiscais em Goiás a partir de agora (confira o documento completo no site da ADIAL). De acordo com o governador Ronaldo Caiado em seu discurso de apresentação do decreto, o caráter social que o novo programa carrega como missão, ao conceder benefício fiscal diferenciado para 68 municípios apontados pelo Instituto Mauro Borges como prioritários em relação à necessidade de maior aporte de recursos financeiros é um dos grandes diferenciais. Nessas localidades, no Norte e Nordeste do Estado, a carga tributária do ICMS das empresas será de 1,8%. “Governo é feito para levar condições para as pessoas poderem, no seu potencial, produzir e ampliar sua capacidade e, para os mais carentes, você deve ter a mão do Estado para socorrê-los”, disse o governador. Para o presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho Tchequinho, Goiás precisa agir rápido e se posicionar no tabuleiro do investimento industrial brasileiro, visto que ao fim deste ciclo recessivo da pandemia a economia tende a crescer e as empresas acelerarem 4

A indústria da alimentação e suas fabricantes de insumos representam mais de 50% do parque industrial de Goiás. Com o novo programa de incentivos, o Estado deve buscar novos players do setor para transferir sua produção ou abrir nova unidade no Estado. O setor de carnes é destaque nos segmentos aves, suíno e bovinos.

investimentos. "As decisões já estão sendo tomadas. No entanto, o investidor privado de grande porte não se sentiu estimulado a optar pelo Estado. Precisamos reverter e mostrar que temos vantagens competitivas, como matéria-prima, mão-de-obra, logística, segurança jurídica e um novo programa de incentivos fiscais", disse. A secretária de Estado da Economia, Cristiane Schmidt, reforçou a importância da desburocratização dos processos prevista na lei que criou o ProGoiás.

“Temos que tirar pedras do caminho para que o setor privado mova a economia”, destacou. Na avaliação dela, um dos pontos fortes do programa é a celeridade nos processos que devem ser feitos em média de 12 meses, ao contrário dos antigos, que duravam até dois anos. “O novo programa de incentivos fiscais é fruto de amplo e intenso debate entre setores público e privado, os quais buscaram o ponto de equilíbrio entre contas públicas e uma iniciativa com competitividade para atrair e manter empresas no Estado”, comentou Tchequinho. “A desburocratização atrairá novas empresas e dará condições para os empresários agregarem valor e beneficiarem a população, por meio da oferta de empregos”, acrescentou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Lissauer Vieira. A expectativa da Secretaria da Economia é atrair a adesão PRÓ-INDUSTRIAL


INCENTIVOS FISCAIS de cerca de 500 empresários do Fomentar, Produzir, Microproduzir e Progredir ao ProGoiás. A primeira adesão foi feita no Palácio pelo CEO da Montreal e presidente do grupo Novo Mundo, Carlos Luciano Martins Ribeiro. O PROGRAMA O ProGoiás segue o modelo adotado no Mato Grosso do Sul e o Convênio ICMS do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), além da Lei n° 20.367/18, ou seja, oferece incentivo fiscal tradicional, isto é, crédito outorgado, sem financiamento. São ainda objetivos do programa estimular a formação ou o aprimoramento de arranjos produtivos locais e ampliar o aproveitamento da cadeia produtiva existente no Estado. O pedido para enquadramento no ProGoiás deve ser feito por meio eletrônico, mediante o preenchimento de requerimento residente nos sites da Secretaria de Estado da Economia e da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços. A Secretaria de Estado da Economia expedirá o Termo de Enquadramento. Logo após a vigência do decreto, o sistema para a migração será disponibilizado e, a partir de 1º de novembro, está prevista a possibilidade de adesão para os empreendimentos que não são beneficiários dos antigos programas. Estabelecimentos que exerçam atividades industriais no Estado, interessados em realizar investimentos para a implantação de novo empreendimento industrial, ampliação de estabelecimento industrial já existente e ainda ‘PRÓ-INDUSTRIAL

"Precisamos mostrar que temos vantagens competitivas, como matériaprima, mão-deobra, logística, segurança jurídica e um novo programa de incentivos" EDWAL PORTILHO TCHEQUINHO Presidente-Executivo da ADIAL revitalização de estabelecimento industrial paralisado podem ser beneficiários do ProGoiás. Há regras com base de inscrição no Cadastro de Contribuintes do Estado para as três fases de participação. Os investimentos previstos no programa devem ser de valor correspondente, no mínimo, ao percentual de 15% do montante do crédito outorgado previsto no artigo 4º da Lei 20.787, estimado para os primeiros 36 meses de fruição do benefício. Devem ser discriminados em terrenos, obras civis, veículos, máquinas, softwares, equipamentos, instalações e demais investimentos relacionados à implantação, ampliação ou revitalização. A aplicação da verba deve ocorrer e ser comprovada no prazo de até três anos, contados do mês seguinte ao do início da fruição

do benefício do crédito outorgado. A contribuição ao Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege Goiás) de 15% será reduzida de forma escalonada, nos seguintes percentuais sobre o valor do benefício efetivamente usufruído em cada período de apuração: 10% até o 12º mês; 8% a partir do 13º até o 24º mês, e 6% a partir do 25º mês. A Lei 20.787 também cria o Conselho de Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás, cuja presidência é do governador Ronaldo Caiado, para tratar de assuntos relacionados ao ProGoiás. O colegiado reúne pastas estaduais, além do Conselho Consultivo de Desenvolvimento Industrial, que tem a função de assessorar a administração na avaliação dos projetos apresentados. 5


INDICADORES

INDÚSTRIA goiana lidera expansão INDÚSTRIA CRESCE EM 11 LOCAIS EM SETEMBRO E NOVE SUPERAM PATAMAR PRÉ-PANDEMIA. GOIÁS Com altas em 11 dos 15 locais pesquisados entre agosto e setembro, o setor industrial vem ampliando o retorno à produção, após as paralisações devido à pandemia de Covid 19. Nove estados recuperaram em setembro o patamar de produção pré-pandemia: Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Pará, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Os resultados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-Regional), divulgada pelo IBGE. No acumulado no ano, a indústria ainda registra, porém, queda de 7,2%. Em 12 meses, a baixa acumulada é de 5,5%, indicando uma desaceleração frente ao mês anterior (-5,7%). Goiás lidera expansão nacional nos primeiros 10 meses de 2020, com alta de 2,5%. A CNI estima que o PIB industrial deverá crescer 10% no terceiro trimestre e encolher 4,1% no ano. São Paulo, Estado com o maior peso na indústria, teve também o principal impacto positivo no índice nacional do mês (2,6%). Segundo o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida, a influência paulista veio do setor de veículos automotores, que também foi a principal atividade na 6

Índice Acumulado no Ano - Goiás (Base: igual período do ano anterior)

10,4

Outros produ tos químicos

7,5

Produt os farmoquímicos e farmacêuticos

4,7

Produt os alimentícios Indú stria geral

2,5

Coque, prods. deriv. do petróleo e biocombust ível

2,2

Produt os de minerais não-metálicos

1,9

Metalu rgia

1,8

-1,4

Indú strias extrat ivas

-11,7

Produt os de metal Veículos automotores, reboques e carrocerias

-50,0

-38,7 -40,0

-30,0

-20,0

%

-10,0

0,0

10,0

20,0

A indústria goiana passou o primeiro trimestre da Covid-19 (março a maio) com resultados acima do nacional e o que lhe garante hoje um resultado anual, em setembro, de acumulado de 2,5%. Acima os setores que estão puxando a alta industrial de Goiás em 2020

PRÓ-INDUSTRIAL


INDICADORES

O setor automotivo em Goiás ainda puxa para baixo o indicador de expansão industrial goiano. Até setembro, a queda foi de 38,7%, A retração iniciada em março - até então setor registrava crescimento. Fábricas tendem a recuperar nos próximos meses por conta da baixa taxa de juros

média nacional. “A alta de 5,0% foi a quinta taxa positiva consecutiva de São Paulo. Nesse período, o estado já acumulou um ganho de 46,6% e está 4,4% acima do patamar de produção de fevereiro de 2020.” “O resultado de Goiás fortalece a expectativa de superar, na Economia, mas não na Saúde, a fase crítica da Covid-19. Mas, por senso de responsabilidade, a ADIAL orienta a todos industriais a redobrar a atenção”, analisa o presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho Tchequinho. Segundo o executivo, os resultados são bons sinais, mas é preciso manter em vista a retomada responsável, protegendo famílias e trabalhadores. ‘PRÓ-INDUSTRIAL

A indústria de Goiás continua em expansão. O setor industrial do Estado alcançou crescimento de 2,5% no último mês de setembro, ao ser considerado o período acumulado do ano de 2020 na comparação com o mesmo período de 2019. Esse porcentual coloca Goiás na primeira posição entre os Estados pesquisados pelo IBGE. Das 15 unidades federativas avaliadas, apenas três apresentaram resultados positivos – os outros dois são Rio de Janeiro (2,2%) e Pernambuco (1,8%). Considerado este mesmo período, o Brasil teve saldo negativo de -7,2%. Além de driblar as dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19 e continuar a se expandir,

levando em consideração os números de 2019, a indústria goiana tem apresentado crescimento mês a mês em 2020. A pesquisa do IBGE ainda indicou que o setor cresceu 3,4% no acumulado dos últimos 12 meses, ficando na segundo posição nacional, só perdendo para o Rio de Janeiro, que teve crescimento de 3,6%. Nessa variação, o Brasil sofreu retração de 5,5% da sua indústria. Na variação comparativa de setembro de 2020 com setembro de 2019, a indústria goiana também apresentou crescimento de 5,3%, o que coloca o Estado na sétima posição. Já na comparação de setembro com agosto de 2020, o crescimento foi de 0,4%. 7


SOCIAL

INTERNET GRÁTIS para "Mães da Favela ON"

SSA ALIMENTOS APOIA AÇÃO DA CENTRAL ÚNICA DAS FAVELAS (CUFA) A Central Única das Favelas (CUFA) e a São Salvador Alimentos (SSA), em parceria com operadora TIM, distribuirão 20 mil chips de acesso gratuito à internet em 22 municípios goianos. A iniciativa faz parte do projeto social “Alô Social: Mães da Favela ON”, lançado nacionalmente pela CUFA, Comunidade Door e o Alô Social. Os chips de telefonia móvel serão distribuídos gratuitamente para as famílias previamente cadastradas, as quais terão direito a 2 gigas de internet por mês, ligações e WhatsApp ilimitados, além de acesso (sem usar o limite de internet) a conteúdos digitais de educação, negócios e cultura com curadoria realizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Este benefício é válido por seis meses. “É com muito prazer que a SSA apoia e participa deste projeto social, que tem o principal objetivo de democratizar o acesso digital. Somente em Itaberaí, vamos beneficiar mais de 1 mil pessoas, especialmente as crianças, que terão melhores condições de participarem de aulas remotas e receberem conteúdo digital das escolas públicas e de parceiros credenciados pela Unesco”, 8

afirma Ana Flávia Perillo, gerente de Responsabilidade Social da SSA. A iniciativa nasceu a partir do relato de mães atendidas pela CUFA que, além das dificuldades corriqueiras e as impostas pela crise, veem seus filhos sem a opção de se adequarem ao ensino remoto imposto pelo isolamento social, simplesmente por não terem os equipamentos necessários ou internet disponível para as aulas. O presidente da CUFA em Goiás, Breno Cardoso, afirma que o principal objetivo é combater o isolamento digital, agravado neste período de pandemia. O foco especial, segundo ele, é nas crianças, já que muitas delas, em condições de vulnerabilidade social, não têm condi-

Após este período de seis, os beneficiados ainda terão direito a um plano mensal subsidiado pela operadora, em que o custo será quase a metade do plano (linha celular e internet) mais barato

ções de continuar seus estudos de forma remota ou acessar conteúdos educativos diversos, ajudando assim a compensar a ausência de aulas presenciais nas escolas. Para Marlova Jovchelovitch Noleto, Diretora e Representante da UNESCO no Brasil, o apoio institucional ao projeto Mães da Favela e à plataforma de democratização digital, além das demais ações da CUFA, reflete a confiança na credibilidade e na transparência da organização. PRÓ-INDUSTRIAL


IMPOSTOS

ALÍQUOTA ZERO para baixar preços GOVERNO ZERA ALÍQUOTA DE IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO DE ARROZ, MILHO E SOJA A inflação tem castigado o bolso dos brasileiros e, segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a categoria “alimentação e bebidas”, com variação positiva de 2,24% em outubro, é a principal responsável pelas altas. Assim, tendo em vista, segundo o Ministério da Economia, a meta de controlar o aumento de preços e evitar o desabastecimento do mercado nacional, o Governo Federal decidiu zerar temporariamente as alíquotas de importação do arroz, soja e milho. O primeiro a ter os impostos zerados, no início de outubro, foi o arroz em casca, cuja isenção será válida até 31 de dezembro deste ‘PRÓ-INDUSTRIAL

ano. Em seguida, no decorrer do mês, a soja e o milho. No caso da primeira, a redução valerá até 15 de janeiro de 2021 e incluirá grão, farelo e óleo. Para o milho, o corte ficará em vigor por mais tempo, até 31 de março. A decisão foi tomada pelo comitê-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), colegiado do governo que tem entre suas atribuições definir alíquotas de importação e exportação e fixar medidas de defesa comercial. De acordo com o governo, a proposta da soja foi apresentada pelo Ministério da Agricultura e, a do milho, pela pasta da Economia. Vale lembrar que soja e milho são a base para a ração animal.

Preços em alta assustam especialistas e industriais, que temem retomada da inflação na Economia brasileira. Falta de insumo encarece produto e até inibe investimentos.Inflação é uma "doença" econômica que a economia brasileira se curou mas corre risco de uma recaída

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GUIA ADIAL

As tarifas tradicionais aplicadas aos produtos são de 6% para farelo de soja, 8% para soja e milho, e 10% para óleo de soja. No caso do arroz, a redução temporária está restrita à cota de 400 mil toneladas, incidente no arroz com casca não parboilizado e arroz semibranqueado ou branqueado, não parboilizado, de acordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Até então, a taxa incidente sobre o produto era de 12%, para o arroz beneficiado, e 10% para o arroz em casca. ALTA NOS PREÇOS O gerente de pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov, afirmou que a alta nos preços do arroz e do óleo está relacionada à valorização do dólar e à maior demanda interna durante a pandemia, influenciada principalmente pelo pagamento do auxílio emergencial. “O câmbio num patamar mais elevado estimula as exportações. Quando se exporta mais, reduz os produtos para o mercado doméstico e, com isso, temos uma alta nos preços. Outro fator é a demanda interna elevada, que, por conta dos programas de auxílio do governo, tem ajudado a manter os preços num patamar elevado”, diz. No caso do grão de soja, Kislanov relacionou a alta à forte demanda da indústria de biodiesel. Análise do Banco Inter sobre a inflação vai na mesma linha ao apontar que, embora a produção agrícola brasileira tenha apresentado bom desempenho nos últimos meses, parte desse excedente tem sido destinado à exportação, mais vantajosa para produtores com o real depreciado e maior demanda da China. 10

Preços na indústria têm maior alta desde 2014 O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a inflação de produtos na saída das fábricas brasileiras, registrou inflação de 3,28% em agosto deste ano. Foi a maior alta de preços em um mês desde o início da pesquisa, em janeiro de 2014, segundo dados divulgados no mês de outubro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho, o IPP teve inflação de 3,22%. Com o resultado de agosto, o índice acumula taxas de inflação de 10,80% neste ano e de 13,74% em 12 meses. As 24 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE tiveram alta de preços em agosto, com destaque para os alimentos (4,07%). “Foram quatro produtos que mais impactaram o resultado da indústria alimentar: farelo de soja, óleo de soja, arroz descascado branqueado e leite este-

A alta expressiva no preço dos alimentos em domicílio que vem ocorrendo desde março, início da pandemia da Covid-19 no Brasil, e prejudica sobretudo as famíliase baixa renda, que gastam uma parte maior de seu orçamento com essas despesas. “Inflação é um assunto que nos incomoda, pois modifica o comportamento do principal agente

rilizado UHT longa vida”, disse o gerente do IPP, Manuel Campos Souza Neto. COMBUSTÍVEIS Outras altas de preços importantes foram refino de petróleo e produtos de álcool (6,24%), indústrias extrativas (8,43%) e outros produtos químicos (4,13%). Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, o destaque ficou com os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (4,03%). As outras três categorias de produtos também tiveram alta de preços: bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (1,62%), os bens de consumo semi e não duráveis (2,94%) e os bens de consumo duráveis (0,60%).

econômico, que é o consumidor”, afirma o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho Tchequinho. “São remédios para curar “dores” recentes da nossa economia, problemas que podem agravar, e muito, o nosso atual quadro econômico. Mas essas medidas podem ajudar de alguma forma essa redução nos preços dos produtos?”, questiona. PRÓ-INDUSTRIAL


OPINIÃO

INFLAÇÃO: O PROBLEMA VAI ALÉM DO ARROZ Nas últimas semanas, o risco inflacionário vem rondando a economia brasileira. Quando estes primeiros sinais se tornaram temas de conversas entre as famílias e nas empresas, artigos de jornais e debates entre especialistas, já se tinha a dimensão do tamanho do problema, que se alastra em processo de ampla difusão na economia. O sinal amarelo acendeu com a alta forte do arroz, que gerou um baque na sociedade, levantando uma série de interrogações, que foram se agravando a cada novo produto que anunciava majoração. Quando da alta no preço do arroz, já prevíamos na ADIAL que o mesmo poderia ocorrer e, aliás, já vem ocorrendo, com o preço da soja, do milho e de seus derivados. A situação se agravou e voltamos ao assunto, capa da edição passada da Pró-Industrial, porque a inflação é algo muito sensível para a indústria brasileira, sempre uma parceira direta da nossa economia, que hoje é pressionada por movimentos inflacionários que o setor industrial não tem condições de controlar. Desde 2015, com longos ciclos de recessão e estagnação, a indústria segurou repasses de reajustes menores que ocorriam no interior da cadeia produtiva. Primeiro, não teria demanda, pois a renda do trabalhador estava achatada e a concorrência puniria diretamente qualquer ação oportunista. E, em segundo lugar, a cultura da estabilidade de preços já estava implantada. Reajustes excessivos, oportunistas e aleatórios seriam punidos pelo mercado, com fornecedores e indústrias perdendo clientes para outras as empresas que praticam concorrência leal e justa. Diferente dos últimos anos, este ‘PRÓ-INDUSTRIAL

recente ciclo inflacionário que a sociedade enfrenta é mais profundo e com maior risco. Ele, aliás, chegou antes na indústria e causou pânico. A preocupação do setor é que o repasse de aumento de preços implica na queda de vendas, o que já tem ocorrido. E, perder vendas agora, neste momento, tem sido um baque para o industrial. Os fornecedores alegam falta de matéria-prima, que vai da embalagem aos insumos produtivos. A questão é que não faltam apenas milho, soja e arroz, exportados em abundância por conta de um câmbio favorável, mas faltam também papelão, plástico, cobre, alumínio, resinas, entre outros itens essenciais para o produto ser fabricado, embalado e entregue. Este desabastecimento de insumos eleva os preços ao teto. E, ainda assim, mesmo pagando o reajuste de até 30%, não se tem garantia de fornecimento. Um exemplo simples, como caixas de papelão, item essencial na indústria para embalar as encomendas: para quem consegue comprar, mesmo pagando o preço reajustado, os prazos de entrega subiram de 15 dias, em média, para 60 dias ou 90 dias. Com a oferta baixa e a procura altíssima, os preços disparam. E não tem negociação. Priorizam quem já era cliente. Novos clientes? Fica na fila de espera para 2021. O problema está estabelecido. São situações que afetam toda indústria de bens de consumo. Lutar contra este problema exige uma força coletiva, de governos e setores do mercado que acelerem a importação e a produção local. Agora vamos falar de um as-

sunto que a ADIAL bate na tecla há mais de cinco anos: a desindustrialização da indústria de base. Repetidas vezes reclamamos do descaso de não ter uma política indústrial, vários setores foram dizimados, ficando poucas indústrias, gerando altíssima dependência da importação. Estamos de mãos atadas. Centenas de fábricas nacionais foram fechando pois não eram competitivas contra, principalmente, os chineses. Agora, para importar insumos com o dólar nas alturas e a demanda mundial aquecida, o Brasil entra na fila e espera. O fabricante estrangeiro escolhe para onde enviar seu produto e a que preço quiser. Neste caso, estamos refém destas manobras de mercado. É um elo da nossa indústria que foi enfraquecido e que muito nos afeta. Importante, agora, é separar o joio do trigo. O industrial brasileiro não tem culpa se grande parte do nosso insumo agrícola sai in natura para o exterior, aliás, com imposto zero; que o câmbio disparou nos últimos anos; e, que a desindustrialização parcial de setores da indústria de base e a consequente dependência da importação destes itens nos afete tanto neste momento. O industrial vai pagar a conta também, pois seu custo de produção ficou muito caro, a margem de lucro de novo foi esmagada e as vendas, tombaram. Aos poucos e com muita dor, vamos entender porque países que estão crescendo tratam a indústria como setor altamente estratégico. Ao Brasil, cabe repensar ou chorar, aprender com seus erros, voltar o foco para o desenvolvimento, e valorizar sua indústria.

Edwal Portilho 'Tchequinho', presidente-executivo da ADIAL 11


VEICULOS

AGORA SIM

MP das Montadoras inclui GO

INCENTIVOS

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PRÓ-INDUSTRIAL


VEÍCULOS

INCENTIVOS FISCAIS PARA MONTADORAS, ENFIM, SÃO AMPLIADOS AO CENTRO-OESTE, NORTE E NORDESTE

‘PRÓ-INDUSTRIAL

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, no último dia 28, a lei que prorroga os incentivos fiscais a montadoras de veículos ou fabricantes de autopeças instalados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A lei, decorrente da conversão da Medida Provisória 987/2020 aprovada em setembro no Congresso, deve ser publicada no dia seguinte no Diário Oficial da União. A Medida Provisória 987/20 inclui a emenda do deputado federal goiano Glaustin da Fokus, que prorroga até 2025 a concessão de incentivos fiscais, e contou com amplo trabalho da bancada goiana. A ADIAL, desde o primeiro momento, esteve engajada no Legislativo para reverter situação de desequilíbrio com indústrias locais. O prazo para apresentação dos projetos pelas empresas interessadas no regime passou de 30 de junho para 31 de outubro. A estimativa da renúncia fiscal com a mudança é de R$ 150 milhões. O benefício para as empresas se dá por meio de crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) como ressarcimento da Contribuição para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), incidentes sobre as vendas de veículos. De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, a lei sancionada possibilita que os créditos tenham validade de 1º de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2025. Durante esse período, as empresas precisam respeitar patamares mínimos

de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica nas regiões. Como compensação à renúncia fiscal com a prorrogação dessa isenção, a nova lei prevê a cobrança de Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, e Relativas a Títulos e Valores Mobiliários (IOF), entre 2021 e 2025, sobre as operações de crédito realizadas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). “A sanção integral dessa norma é mais uma das iniciativas do Poder Executivo para amenizar os efeitos negativos provocados pela pandemia da covid-19 na economia do país, ao mesmo tempo em que impulsiona o desenvolvimento socioeconômico das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com potencial de promoção do aumento do nível de empregos, da desconcentração industrial no País, bem como de atração de investimentos externos”, disse a Secretaria-Geral em nota Ao participar da sanção da MP, em Brasília, o governador Ronaldo Caiado afirmou que a expectativa é de que sejam investidos pelo menos R$ 2 bilhões em Goiás nos próximos anos e assegurados mais de 27 mil empregos diretos e indiretos. “Significa a sobrevivência e, mais do que isso, a expansão das indústrias automobilísticas”, disse Caiado sobre os efeitos da nova legislação no Estado. Segundo o governador, já está previsto que a Caoa, em Anápolis, invista cerca de R$ 1,5 bilhão e a Mitsubishi, em Catalão, R$ 500 milhões. “Ao mesmo tempo, a John Deere, como também outras [empresas] que virão”, destacou. 13


DESENVOLVIMENTO

ALEMANHA

ENTRA NO RADAR GOIANO PARCERIA ESTRATÉGICA VAI BENEFICIAR SETORES DE ENERGIAS RENOVÁVEIS, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, AGRICULTURA, LOGÍSTICA, INFRAESTRUTURA E INDÚSTRIA A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Inovação (Sedi) assinaram em setembro, em reunião remota, um protocolo de intenções para atuarem em conjunto no desenvolvimento de ações de caráter científico, tecnológico e de inovação no Estado de Goiás. Trata-se de uma parceria estratégica firmada entre as partes para unir esforços e atrair investimentos e cooperação alemã de base tecnológica, em especial nas áreas de energias renováveis, inteligência artificial, agricultura, logística, infraestrutura e modernização para a indústria. Durante a reunião, o secretário 14

Márcio César Pereira destacou que Goiás vive um momento de muita dependência em relação a alguns setores econômicos e que é preciso agregar maior valor aos produtos exportados. E afirmou que o Governo de Goiás, por meio da Sedi, tem usado todos os instrumentos para atrair investimentos privados nas áreas de ciência, tecnologia e inovação para o Estado. “A UFG, em Goiânia, tem o primeiro curso superior de inteligência artificial do País, curso iniciado no ano passado. Essa se-

Nos primeiros debates, a privatização do Aeroporto Santa Genoveva, de Goiânia, despertou interesse dos alemães. A previsão é que leilão ocorra nos próximos meses

mana, duas empresas de tecnologia de São Paulo anunciaram que vão transferir para Goiânia suas operações, atraídas pela mão de obra capacitada que temos na capital do Estado.” ADIAL e Sedi, juntamente com PRÓ-INDUSTRIAL


NÚMEROS

DESENVOLVIMENTO

No ano passado, a balança comercial do Estado de Goiás com a Alemanha foi de US$ 576 milhões. Houve uma redução de 6% esse ano, por conta da pandemia. Tendência de alta forte em 2021

a embaixada da Alemanha no Brasil, passam a formar um grupo que dará maior impulso à atração de empresas para o Estado, especialmente aquelas voltadas para as áreas de tecnologia, agrotech e logística. Grupos alemães, destaca o secretário, já demonstraram forte interesse de trazer tecnologia e investimentos para Goiás. O protocolo de intenções firmado com a ADIAL abre a possibilidade de ampliar a parceria de Goiás não só com a Alemanha, afirma Márcio César Pereira, mas também com outros países, para a atração de investimentos e tecnologia de ponta. “Uma empresa que administra o aeroporto de Frankfurt, por exemplo, já demonstrou interesse de investir no antigo aeroporto de Goiânia, no setor Santa Genoveva, que pode se transformar num grande e moderno terminal de cargas em Goiás e no Brasil.” Tchequinho salientou que todas as iniciativas para estreitar as rela‘PRÓ-INDUSTRIAL

ções entre Goiás e Alemanha trouxeram bons resultados. Ele acredita que existe espaço para avançar mais com essa abertura feita pela embaixada da Alemanha no Brasil. “Temos um parque logístico consolidado em Anápolis e mais dois em construção em São Simão e Rio Verde. Podemos avançar muito mais na construção de outros parques logísticos e trazer tecnologia de ponta para os parques já instalados ou em instalação no Estado.” O presidente-executivo da Adial defende que esse é o momento de avançar nas parcerias, intercâmbio e nas relações de negócios entre Goiás e Alemanha e destaca que as empresas associadas à Adial representam 80% do PIB industrial de Goiás. “As principais multinacionais no Estado e as grandes empresas goianas são filiadas à entidade. A Adial está à disposição para ajudar nessa relação com as empresas da Alemanha, para alcançarmos resultados efetivos a curto, médio e longo prazos.”

Também convicto dos benefícios da parceria estabelecida, Johanes Thomas, 1º secretário de Assuntos Econômicos da Embaixada da Alemanha no Brasil, afirmou estar muito satisfeito de participar do protocolo de intenções entre o Governo de Goiás e a ADIAL. Disse que possível avançar em parcerias e negócios entre Goiás e Alemanha e destacou a longa relação bilateral entre o Estado e o seu país, que tem se fortalecido a cada ano. “Somos o segundo maior parceiro comercial de Goiás. Houve uma redução de 6% na balança comercial Goiás-Alemanha, por conta da pandemia, mas acredito que, a partir de iniciativas como a formação desse grupo, vamos iniciar uma rápida recuperação dessa perda na relação comercial, mas, principalmente, vamos avançar muito nos próximos anos. E não só na relação comercial, mas também no intercâmbio de tecnologias e em outras áreas, como ciência, cultura e transporte.” 15


MARKETING & PRODUTOS

GSA

Nestlé A Nestlé, por meio da marca Nesfit, traz para o mercado de bebidas vegetais o novo Nesfit Sabor Natural. O lançamento traz para os consumidores uma bebida vegetal com 7 gramas de proteína por porção e fonte de cálcio e de vitaminas A e D. Nesfit Sabor Natural é destinado ao público que busca aumentar o consumo de proteína de origem vegetal mantendo uma alimentação equilibrada. O produto está disponível em embalagens cartonadas assépticas de 1 litro. A novidade de Nesfit vem para suprir a dificuldade que o consumidor tem de a encontrar produtos com mais proteína na categoria de bebidas vegetais.

Dona Raiz recicla 100% das suas embalagens. Marca goiana fez a compensação ambiental dos resíduos gerados Há um ano a goiana Dona Raiz recebeu o selo eureciclo e durante esse período a marca fez a compensação de 100% dos resíduos gerados pelas suas embalagens, comprovando sua preocupação com o meio ambiente e o futuro.

Vigor O Leite Fermentado Vigor Minons ganha uma edição com personagens monstruosos. Cada garrafinha traz no rótulo termoencolhível um Minion vestido como um monstro diferente. Ao todo são doze personagens: Dave’Acula, Múmia, Sarcófago, Noiva do FrankenBob, Monstro Mel, FantasMinion, LobiMinion1, LobiMinion2, FrankenBob 1, FrankenBob 2, Tom Invisível 1 e Tom Invisível 2. A edição é limitada e ficará disponível até o final de outubro ou enquanto durarem os estoques. 16

Piracanjuba O Piracanjuba Whey, lançado em 2018, ganha dois novos sabores: Batata Doce com Gengibre e Pasta de Amendoim. Com 23 gramas de proteínas e 5 gramas de BCAAs, o produto contém colágeno, é rico em cálcio, fonte de fibras, baixo em gorduras, zero açúcar e ainda, zero lactose. A bebida é acondicionada em embalagens cartonadas assépticas de 250 mililitros e já tinha as versões Banana, Baunilha, Cacau e Frutas Vermelhas. “O Piracanjuba Whey se tornou o queridinho do mundo fitness”, disse a gerente de Marketing da Piracanjuba, Lisiane Guimarães. PRÓ-INDUSTRIAL


Heinz Heineken Os copos plásticos da cerveja Heineken utilizados no Rock in Rio 2019, realizado em outubro do ano passado, voltam agora ao mercado, mas na forma de tampas de produtos da Natura. Parceria entre a Natura, a Heineken e o Rock in Rio realizou uma operação de reciclagem na Cidade do Rock, focada no reaproveitamento dos copos utilizados pelo público. Cerca de 10 toneladas de copos plásticos deram origem a tampas de novos produtos da Natura. A iniciativa resultou na produção de 670 mil unidades de tampas do novo Desodorante Corporal Spray de Natura Humor e evitou a emissão de 15 toneladas de CO2 no meio ambiente. A ação promoveu a reciclagem dos copos em três fases. O primeiro passo, a coleta dos resíduos, foi dado pelo Rock in Rio, com atuação de cooperativas parceiras do evento, responsáveis pela triagem dos materiais. Após o processo de separação dos copos, o plástico foi convertido em resina reciclada, com apoio da petroquímica Braskem, parceira da Natura no fornecimento de matérias-primas plásticas utilizadas nas embalagens da marca. Espaço de divulgação de ações de marketing e lançamento de produtos e serviços de empresas associadas. Para participar, envie texto e imagens para proindustrial@adial.com.br.

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Para celebrar o Halloween nos Estados Unidos, comemorado em 31 de outubro, a Heinz criou o Heinz Tomato Blood Ketchup, ou “ketchup de sangue”. Em homenagem ao feriado, a Heinz reformulou a embalagem do ketchup, que apresenta gotas de sangue no rótulo, que brilha no escuro. Os frascos têm edição limitada – apenas 570 unidades foram produzidas – e não estarão disponíveis para venda no varejo. Os fãs da marca poderão ganhar uma embalagem através de um desafio no aplicativo TikTok.

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REDES SOCIAIS DA ADIAL

Acompanhe a ADIAL nas redes sociais. Além do Facebook, onde ADIAL e ADIAL-LOG já estão presentes há quase dois anos, passa agora a contar com o Instagram e LinkedIn, com a proposta de divulgar mais as ações, reuniões e eventos da entidade e da Diretoria, além dos benefícios alcançados com o Clube de Compras da ADIAL, ADIAL Corretora de Seguros, ADIAL Negócios e ADIAL Social. Siga, curta e compartilhe nosso conteúdo e fortaleça o setor industrial.

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SETORIAL

Arrecadação em Goiás cresce 13,5% em setembro Depois das fortes quedas durante os decretos de isolamento social, a retomada da atividade econômica no Estado, maior fiscalização e o pagamento de alguns tributos que foram postergados do primeiro para o segundo semestre fizeram a arrecadação estadual crescer 13,5% em setembro, na comparação com o mesmo período de 2019. Entraram R$ 2,052 bilhões nos cofres públicos goianos no mês passado, entre recursos de ICMS, IPVA, ITCD, outros tributos (taxas e contribuições) e o Fundo Protege Goiás, contra R$ 1,8 bilhão no mesmo período de 2019. Vários fatores contribuíram para o bom desempenho. O primeiro é que a arrecadação estadual está atrelada à atividade econômica. O subsecretário da Receita Estadual, Aubirlan Borges Vitoi, lembra que

o recolhimento de ICMS, que cresceu 13,1% em setembro, é resultado do poder de compra e consumo da população. Nos três primeiros meses de 2020, segundo ele, houve um crescimento médio mensal de 4,5%.

Mas, com a pandemia e a queda na atividade econômica, a arrecadação caiu 11% em abril e 17% em maio. Após a retomada de alguns setores, o recolhimento de impostos registrou alta de 13,4% em agosto.

Jalles Machado ainda avalia se fará IPO Em outubro, o jornal Valor Econômico noticiou que a Jalles Machado, empresa goiana que é a maior produtora e exportadora de açúcar orgânico do país, teria contratado quatro bancos para sua oferta pública inicial de ações (IPO). Entretanto, em nota assinada pelo diretor-presidente Otávio Lage de Siqueira Filho e diretor financeiro Rodrigo Penna de Siqueira, a companhia negou que haja decisões tomadas sobre o assunto. “A Jalles Machado, desde sua fundação, em 1980, busca os melhores caminhos para a perpe18

tuidade e sucesso da Companhia, não medindo esforços para a evolução de suas atividades, otimização da estrutura de capital e melhores práticas de governança corporativa, além da transparência na condução de seus negócios e relacionamento com seus stakeholders. Neste sentido, cabe à administração da Companhia estar continuamente atenta às oportunidades de emissões no mercado de capitais. No entanto, não há, neste momento, qualquer decisão definitiva sobre tal assunto”. Criada para pro-

dução de combustível de cana, a Jalles Machado começou a produzir também açúcar cristal na década de 1990, dona da marca Itajá, e logo depois agregou cogeração de energia a partir do bagaço da cana. Atualmente é a segunda maior produtora do mundo de açúcar orgânico, com produção basicamente destinada à exportação, especialmente para o mercado americano. Também produz açúcar branco e VHP, saneantes e levedura seca, etanol anidro, hidratado e orgânico, além de vender energia. PRÓ-INDUSTRIAL


COM PROGRAMA DE RÁDIO E PODCAST, ADIAL COMENTA SOBRE INDÚSTRIA GOIANA A ADIAL (Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás) passou a ter, desde agosto, um espaço bi-semanal (às quartas e sextas-feiras), às 11 horas, na Rádio Difusora Pai Eterno, de Goiânia. O programa se chama Desenvolvimento Industrial e tem como convidado semanal o presidente-executivo da entidade, Edwal Portilho "Tchequinho", que debate industrialização, emprego nas fábricas, questões de preço e de câmbio, exportações, entre outros temas industriais e econômicos. A partir deste programa, foi extendido a parceria aos sites Goiânia Empresas (Goiás) e STG NEWS (Centro-Oeste) para produzir podcasts com os áudios já transmitidos na Difusora para abastecer também os sites com podcasts. "A ADIAL se movimenta em prol do setor", disse Tchequinho.

Caramuru Alimentos é destaque na área ambiental A Caramuru Alimentos ganhou mercados depois de um amplo trabalho de monitoramento ambiental e social das 14 mil propriedades produtoras que lhe fornecem grãos. A empresa, que atua em processamento de soja, milho e girassol e nos segmentos de consumo, nutrição animal, industrial e biocombustíveis, exporta agora também para Canadá, Austrália, México e Equador. “A demanda por sustentabilidade antecede a conversa sobre o produto. Os compradores querem saber como ele é feito e de onde vem”, diz Davi Depiné, diretor de Fomento. Após três anos consultando listas de embargos ambientais e de trabalho análogo à escravidão, a empresa utiliza, desde 2019, uma plataforma da agtech Agrotools que oferece imagens de satélite e ampla base

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de dados para descartar sobreposição de lavouras e unidades de conservação e terras indígenas, embargos de CPF por questões ambientais ou sociais e desmatamentos recentes. Hoje, dos 5,5 mil produtores com os quais a Caramuru se relaciona, 74% atingiram o nível máximo de conformidade. O plano é chegar a 100% em março de 2021. Com mais clientes, a Caramuru espera ver sua receita de exportação crescer até 15% em 2021. Neste ano, o faturamento total deve se aproximar dos R$ 5,9 bilhões, quase R$ 1,7 bilhão ou 39% a mais do que em 2019 – os derivados de soja são 89% do total. O incremento de 2020 virá, em boa medida, da valorização do dólar ante o real, já que 49% do faturamento resulta de vendas externas.

Simplificações da Receita Fededral A Receita Federal, com o objetivo de simplificar o procedimento de vinculação das compensações e facilitar a emissão de DARF considerando os valores compensados, promoveu alterações na DCTFWeb, a partir da integração com o PERDCOMP Web. Foram criadas duas novas funcionalidades que permitem importar os dados da Declaração de Compensação (DComp) transmitida no PERDCOMP Web, dispensando a digitação na DCTFWeb. São elas: “Abater Dcomp” e “Importar da RFB”. As novas funcionalidades promovem significativa simplificação no preenchimento da DCTFWeb, principalmente para as empresas que possuem elevado número de Declarações de Compensação transmitidas no PERDCOMP Web.


LEITURA EMPRESARIAL

DA IDEIA AO BILHÃO

A partir do mergulho em processos internos e em quase uma centena de entrevistas com profissionais, parceiros, investidores e fundadores das dez start-ups unicórnio do Brasil – 99, Arco Educação, Ebanx, Gympass, iFood, Loggi, Movile, Nubank, QuintoAndar e Stone – Da ideia ao bilhão traça um perfil primoroso do jovem ecossistema de inovação brasileiro. Cheio de histórias divertidas e surpreendentes que envolvem ousadia, conflitos, reviravoltas, personagens instigantes e, sobretudo, lições valiosas para profissionais de qualquer setor.

GESTÃO DE ALTA PERFORMANCE

Considerado um clássico entre os livros de negócios e obra de cabeceira de importantes líderes da atualidade ensina tudo o que um gestor precisa saber sobre como criar e sustentar uma empresa de alto rendimento. Escrito pelo lendário Andrew Grove, que por mais de trinta anos atuou na Intel, tanto como CEO quanto como presidente do conselho, o livro é um guia prático que traz lições atemporais para gestores de todas as áreas, inclusive para CEOs e fundadores de startups.

ESTRATÉGIA ADAPTATIVA

Os modelos estratégicos desenvolvidos no passado foram importantes para um mundo mais linear. Agora, Sandro Magaldi e José Salibi Neto apresentam pela primeira vez um novo modelo de pensamento estratégico muito mais alinhado com as demandas exponenciais do mundo em que vivemos. Para ajudá-lo no processo de adaptação bem-sucedida de sua organização a esse novo contexto, os autores trazem neste livro o modelo da estratégia adaptativa, primordial para fazer as inovações necessárias e se manter competitivo no jogo atual.

ASDAFSDFASDFASD FDASDF LGPD: SUA EMPRESA ESTÁ PRONTA?

Sasafdsds

Neste livro, você tem acesso ao que há de mais amplo no contexto da LGPD. Além do texto da lei, encontra informações sobre como mitigar riscos, de que modo as inovações trazidas pela legislação afetam o seu dia a dia, seja você um empresário ou particular. Os autores abordam desde os temas corriqueiros, do cotidiano, até os complexos com explicações bem didáticas.

QUEM PENSA, ENRIQUECE

“Quem Pensa Enriquece” é baseado no resultado de mais de 20 anos de estudo e análise de indivíduos que acumularam fortunas pessoais. Napoleon Hill estudou os hábitos de 16.000 pessoas, entre elas 500 milionários e os homens mais ricos de sua época, e chegou às “leis” que devem ser aplicadas para a conquista do sucesso. “Quem Pensa Enriquece” condensa essas leis dando a você os 13 princípios na forma da “Filosofia da Conquista”.


FOCO NA ENERGIA

VEÍCULOS ELÉTRICOS - O FUTURO CHEGOU

Paulo H. Magalhães

Conceitualmente falando, veículos ou carros elétricos são aqueles que utilizam a propulsão através de motores elétricos, substituindo os modelos movidos à combustão que emitem gases poluentes. Os principais entraves para o desenvolvimento deste mercado, que são o custo elevado para aquisição e a autonomia, estão gradativamente sendo superados. Os preços dos veículos elétricos ainda são superiores quando comparados aos modelos à combustão, mas são compensados pela redução das manutenções dos veículos elétricos, a autonomia já chega aos 200 Km e em alguns modelos pode ultrapassar 300 km. As maiores montadoras e as principais marcas de tecnologia do mundo estão disputando o promissor mercado mundial de veículos elétricos e suas baterias, que promete se tornar realidade nos próximos anos incentivado pelas metas de redução de poluentes, mudanças nas matrizes energéticas e o crescimento exponencial de geração de energia de fontes limpas (hídrica, solar fotovoltaica e eólica). Investimentos bilionários destas empresas em P&D (Pesquisa & Desenvolvimento) vem contribuindo no desenvolvimento de baterias mais eficientes, a utilização de novos materiais que possibilitam o aumento da capacidade de armazenamento de energia, recarga cada vez mais rápida e a produção em escala poderão reduzir ainda mais os custos aos consumidores. Estas mesmas empresas também tem realizado parcerias estratégicas entre si, associando suas marcas ou criando novas, além de movimentar o mercado de startups, fazendo aquisições com o intuito de reduzir o tempo em pesquisas e desenvolvimento, se apresentando rapidamente no mercado de veículos elétricos. Com isso, a demanda tem surgido gradativa e progressivamente, tanto que praticamente todas as principais montadoras de veículos já possuem e comercializam seus modelos elétricos, incluindo também caminhões para o transporte de cargas e ônibus para o transporte coletivo de pessoas.

PONTOS DE CARREGAMENTO

Uma das vantagens dos veículos elétricos é que podem ser carregados nas tomadas das garagens residenciais, se tornando mais vantajoso quando as residências possuem em seus telhados projetos de geração solar. Como os veículos elétricos possuem baixa autonomia, serão necessárias instalações de pontos/postos de carregamento em vias públicas urbanas e em rodovias “eletrovias”. PRÓ-INDUSTRIAL

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ADIAL-LOG

Teremos apagão

LOGÍSTICO?

O “apagão logístico” previsto há alguns anos por especialistas e empresários do setor poderá estar mais perto do que se imagina. O sonho de ser caminhoneiro não desperta mais o interesse nos jovens, e essa pode ser uma das grandes causas desse possível apagão logístico. Um levantamento inédito feito NTC&Logística aponta um déficit de motoristas em relação à frota de caminhões é de 12,1% – ou seja, faltam aproximadamente 100 mil motoristas para suprir a carência de profissionais. Hoje 63% de todas as cargas transportadas no país se utiliza do caminhão para chegar até seu destino. Mas não é só isso, devido a pandemia do novo Coronavírus esse “apagão” está mais perto de acontecer, pois as fábricas de insumos para o transporte de cargas, como é

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o caso dos pneus, ficaram paralisadas e com isso havendo um déficit de até 90 dias para entrega desses produtos. As transportadoras e os caminhoneiros têm enfrentando dificuldades para adquirir pneus para seus veículos e quando encontram, acabam se deparado com valores exorbitantes. Outro fator que têm preocupado o setor de transportes são os próximos eventos, como a Black Friday e o Natal, que movimentam números consideráveis da nossa economia e esse ano seguirão uma tendência que vem crescendo cada vez mais, as compras on-line, que devido a Pandemia cresceram exponencialmente nesses últimos meses. Além disso ainda há outros problemas, como: o aumento na volumetria em todos os segmentos, principalmente fármacos e bens de

consumo; as indústrias do eixo Sul e Sudeste estão prevendo um aumento de 37% no volume de vendas comparado com último bimestre 2020 e o mercado de veículos-pesados novos não tem equipamentos disponíveis até segundo semestre 2021. Para o empresário Julio Albieri, da Alfa Transportes, o principal motivo é o achatamento do frete e alto valor do diesel que acaba tornando o negócio inviável, principalmente para os autônomos, que cada vez mais deixam as estradas. Conforme Albieri, cada ano que se passa a safra de grãos vem batendo recordes de aumento de produção e as frotas cada vez mais diminuindo. Sem um planejamento de atuação a médio prazo, conheceremos um verdadeiro colapso logístico neste último bimestre do ano.

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