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PRÓ-INUDUSTRIAL 119

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GUIA ADIAL

EFEITOS DA COVID-19 NO MERCADO DE TRABALHO REGIONAL E NACIONAL. TAXA DE DESEMPREGO JÁ PASSA DE 14% NO PAÍS

Pró www.adial.com.br

REVISTA DE NEGÓCIOS DA ADIAL

Setembro de 2020 - ANO XII

Inflação tem raiz cambial Preços de alimentos sobem por efeitos do câmbio e commodities

INDÚSTRIA GOIANA REGISTRA 3O AVANÇO SEGUIDO

FIM DA DESONERAÇÃO DA FOLHA É USADA PARA BARGANHAR REFORMA

ADIAL TEM AGORA PROGRAMA DE RÁDIO E PODCAST EM SITE

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PRÓ-INDUSTRIAL


EDITORIAL INFLAÇÃO, COVID E PRODUÇÃO A edição 119 da revista Pró-Industrial está eclética no que se refere a variáveis. Vai de inflação, produção industrial, exportação, tributos, emprego e investimentos. E não está somente em volume, mas também em qualidade. Todos assuntos têm potencial de ser capa da edição, mesmo porque foram explorados a fundo e, de forma direta, tiveram grande impacto na indústria goiana nestes últimos 60 dias. Neste momento de turbulência na economia, a Pró-Industrial dedicou a capa e mais três páginas internas para compreender o atual repique inflacionário e seus efeitos para economia, bem como avaliar e apresentar em detalhes que a indústria não pode ser responsabilizada pelo momento de elevação nos preços da economia. A reportagem mostra que existe efeito de sazonalidades, mas que boa parte da ‘inflação’ atual é motivada por causas cambiais, excesso de exportação de commodities de alimentação, em uma fase que produtos estão valorizados no mercado internacional e o câmbio sobrevalorizado. Na edição, mais duas variáveis importantes: pesquisa mensal de produção industrial e a PNAD COVID, ambas do IBGE. Na primeira, o desempenho de Goiás, que se manteve constante na expansão da produção de suas fábricas, mesmo com a ocorrência da pandemia, e o reflexo desta nas empresas. A taxa de desemprego, que foi prevista para 20% por alguns analistas, não se confirmou, felizmente, mas em Goiás, está em 13,5%, abaixo da média nacional, que já ultrapassa 14%. Enfim, ter uma boa leitura dos dados econômicos já nos dá uma boa previsibilidade do que está por vir. Boa leitura, editor Leandro Resende.

SUMÁRIO

SETEMBRO 2020 Nº 119 ANO XII

EDITORIAL Inflação, Covid e Produção 2.// PREÇOS A origem da atual inflação é cambial 3-5.// INDICADORES Indústria goiana avança pelo 3o mês seguido 6-7.// TRIBUTOS Fim da desonerçação gera críticas 8-9// GUIA ADIAL A covid-19 nas empresas 10-12.// OPINIÃO Edwal Portilho Tchequinho 13.// DESENVOLVIMENTO Mais Empregos, mais crédito 1415.//SETORIAL Parcelamento, Rádio, Licença ambiental e Exportação 1819.// LEITURA 20.// FOCO NA ENERGIA Balanço da energia 21.// ADIALLOG Homenagem aos caminhoneiros 22.// MARKETING & PRODUTOS

CAOA CHERY: MAIS DE 20 MIL TIGGOS 8 17.//

EXPEDIENTE Presidente do Conselho de Administração Otávio Lage de Siqueira Filho Conselho Nato Cyro Miranda, José Alves Filho, Alberto Borges e Cesar Helou Presidente-Executivo Edwal Portilho "Tchequinho' Vice-Presidente Financeiro Cesar Helou Vices-Presidentes e Conselheiros Alexandre Baldy Sant’anna Braga, Alfredo Sestini Filho, Ananias Justino Jayme, Angelo Tomaz Landim Júnior, Carlos Luciano Martins Ribeiro, Domingos Sávio Gomes de Oliveira, Domingos Vilefort Orzil, Heribaldo Egídio da Silva, José Alves Filho, José Domingos Francischinelli, José Carlos Garrote de Souza, Márcio Botelho Teixeira, Marley Antônio da Rocha, Maximiliani Liubomir Slivnik, Olímpio José Abrão, Paulo Sérgio Guimarães Santos, Ronaldo Aspesi, Valdo Marques, Vanderlan Vieira Cardoso e Wilson Luiz da Costa. Conselheiro ADIAL-LOG Rivas Rezende da Costa Conselheiro Vice Presidente ADIAL-LOG Glorivan França e José Costa Pereira Filho Conselho Fiscal - Efetivos André Luiz Baptista Lins Rocha, Antônio Benedito dos Santos, Evaristo Lira Baraúna e Romar Martins Parreira; Conselho Fiscal - Suplentes Luciano Araújo Carneiro, Luiz Alberto Rassi, Ricardo Vivolo e Sebastião Osmar Albertini.

Produção e Edição Leandro Resende Izabella Pavetits Contemporânea (Leitura Estratégica) ANÚNCIOS: (62) 3922-8200

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PREÇOS

Inflação tem origem cambial

CÂMBIO E COMMODITIES TIVERAM EFEITO SOBRE PREÇOS DOS ALIMENTOS A pressão dos preços na economia brasileira nas últimas semanas gerou uma série de especulações e, até mesmo, ocorreram acusações de que pudesse estar originando na indústria. De fato, uma parte dos bens comercializáveis, com destaque para produtos alimentícios, teve reajuste de preço recente, mas é bom observar as causas e não apenas a etiqueta. Não precisa aprofundar muito para identificar no câmbio – e não na fábrica – a maior parte da origem inflacionária.

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PREÇOS Os preços de alimentos para consumo no domicílio foram afetados pelo impacto do grupo de alimentação e bebidas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em agosto, o IPCA atingiu 2,4% no acumulado em 12 meses, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados foram divulgados em conteúdo da Agência Senado, que destaca o relatório de acompanhamento mensal pela Instituição Fiscal Independente (IFI) do próprio Senado. Para o IFI, em relação exclusivamente aos preços dos alimentos e bebidas em agosto, a variação foi de 0,78% e impacto de 0,15 ponto percentual na inflação cheia. As maiores altas foram do grupo de transporte (variação de 0,82% em agosto e impacto de 0,16 ponto porcentual), influenciado pelo aumento nos preços dos combustíveis de veículos (gasolina, óleo diesel e etanol). Quando se faz o recorte por segmentos, se percebe o tamanho do reajuste da conta Alimentos. Em 12 meses, o conjunto de itens englobados em “alimentação no domicílio” teve alta de 8,6% em julho para 10,8% em agosto, enquanto os preços de serviços registraram variação 0,9%, contribuindo para manter a inflação em patamar reduzido. No ano, a inflação oficial acelerou bem menos: 2,4%. O relatório da IFI, do Senado, aponta que os bens comercializáveis são bastante afetados pelo comércio externo, enquanto os bens não comercializáveis (incluindo os serviços) são produzidos no País e voltados para o mercado interno. 4

IPCA: Acima a variação da IPCA desde julho de 2015 - a infação oficial do País, calculado pelo IBGE. Avalia, em cada ponto, a taxa acumulada de 12 meses. O IPCA é mais amplo, como diz o nome (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), considera 9 categorias e 90% dos hábitos de consumo do brasilieiro. Não sofre diretamente e de imediato efeitos de variações cambiais - cesta mais diversificada de produtos.

IGP-M: Observe abaixo o comportamento, no mesmo período, do IGP-M. Avalia, em cada ponto, a taxa acumulada de 12 meses. É calculado pela FGV-Ibre, calculado pela média de três índices: IPA, INCC e IPC. Considera mais a variação de preço em bens de produção que de consumo. Mais afetado pela variação cambial - só observar o momento. Em regra, é o índice que calcula o reajuste de contrato de aluguéis no Brasil.

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PREÇOS A IFI, segundo divulgou a Agência Senado, avalia que a dinâmica distinta desses preços pode ser creditada ao repasse do câmbio e das commodities agrícolas para os preços de bens comercializáveis. Adicionalmente, ao incluir serviços, a trajetória dos preços de bens não comercializáveis tem sido afetada pela contração da demanda além do usual. O relatório indica que apesar da queda nas perspectivas para a taxa Selic e a taxa de inflação, o aumento das incertezas gerado pela situação atual mantém a curva de juros mais inclinada em relação ao que se observava no início do ano, antes da crise. O câmbio ajuda a explicar a diferença entre preços no atacado e ao consumidor. Entre janeiro e agosto, a taxa de câmbio do real (R$) para o dólar (US$) passou de 4,27 para 5,47 (depreciação de 28,1%). Esse movimento tem contribuído para pressionar os preços no atacado e, consequentemente, para explicar a grande diferença (de 12,8 pontos percentuais) existente entre as dinâmicas dos índices IPCA e o IGP-DI que, em agosto, registrou alta de 3,9% no mês e variação acumulada de 15,2% em 12 meses.

INFLAÇÃO NA INDÚSTRIA FOI DE 3,2%, MAS CHEGOU MAIOR NA PRATELEIRA Os preços da indústria subiram 3,22% em julho frente ao mês anterior, registrando a maior alta ‘PRÓ-INDUSTRIAL

" Em relação às grandes categorias, foram os bens intermediários, como aço (foto), que têm grande influência no índice (2,26 pontos porcentuais), que deram um grande salto nos custos, passando a taxa de -0,32% em junho para 4,19% em julho."

desde o início da série histórica, em janeiro de 2014, do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo IBGE. O resultado reflete, principalmente, a elevação no custo dos alimentos e das atividades relacionadas aos derivados de petróleo e biocombustíveis. Na comparação mensal, esse é o décimo segundo aumento consecutivo do indicador, que mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. No ano, o IPP acumula alta de 7,28%. Já nos últimos 12 meses a inflação da indústria foi de 11,13%, sendo o primeiro índice acima de

10% desde novembro de 2018. A atividade de alimentos, após retroceder em junho (-0,73%), voltou a registrar alta (3,69%) e acumula 12% no ano, sendo essa a maior taxa para o setor desde julho de 2012. Ante julho de 2019, os preços mais estavam 23,7% maiores. O setor foi impactado pelas altas no açúcar demerara, na carne de aves, na soja e no óleo de soja. Esses produtos sofreram a influência do câmbio, mas também de outros fatores. No caso do açúcar, houve um crescimento da demanda externa. No caso do frango, alta no consumo interno, além de reajuste do milho e do farelo de soja, que são insumos para as aves. No caso da soja, houve crescimento da demanda por óleo de soja, que é matéria-prima para o biocombustíveis. 5


INDICADORES

Indústria goiana avança pelo 3 mês o

MESMO COM QUEDA EM RELAÇÃO A JUNHO, RESULTADO É POSITIVO FRENTE A JUNHO DE 2019 E INDÚSTRIA GOIANA ACUMULA ALTA Em julho de 2020, a produção industrial goiana variou -0,3% frente a junho do mesmo ano (série com ajuste sazonal), sendo o primeiro mês de estabilidade após a crise da Covid-19. Entretanto, no acumulado de 2020, a indústria goiana teve crescimento de 1,7% em relação a 2019, indicando que mesmo com pandemia, a indústria goiana produziu mais. As informações são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física referente ao mês de julho, divulgada no início de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda de acordo com o estudo, na comparação com julho de 2019, Goiás avançou 4,0%, terceira taxa positiva, isto é, mesmo com a pandemia, a indústria goiana teve o mês de julho de 2020 melhor que o mesmo mês do ano passado. Resultados por setor As atividades que tiveram os maiores avanços foram a fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (35,4%), sendo o maior crescimento desde setembro de 2017; a fabricação de pro6

dutos alimentícios (5,8%), sendo o quinto aumento consecutivo na base de comparação e acumulando no ano e; por fim, a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (3,9%) que acumula um crescimento de 3,1% em 2020. Os produtos que tiveram mais influência para o crescimento dessas atividades foram medicamentos; açúcar

Este quadro é um panorama da indústria brasileira. Veja que Goiás negativa levemente em julho, mas está forte no julho/20 x julho/19 (3o), no acumulado do ano (2o) e no acumulado de 12 meses (2o). A indústria goiana, avaliando todos indicadores (ano, semestre e mês), é um dos destaques do indicador do IBGE.

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INDICADORES

Observe a comparação da linha de expansão da indústria goiana em um ano e a do Brasil. Se avaliar bem, não parece que teve pandemia em Goiás. Aliás, o indicador, que tomba no primeiro trimestre da Covid no País, em Goiás, faz é subir. Influência da forte produção de bens essenciais no Estado.

vhp e biocombustível, respectivamente. Por outro lado, as atividades que apresentaram maiores quedas de produção foram a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-36,8%), registrando a maior queda desde janeiro de 2018; seguida das Indústrias extrativas (-19,8%) que apresentaram, mesmo com queda no mês de julho, crescimento de 2,7% no ano de 2020 e; por fim, ‘PRÓ-INDUSTRIAL

a fabricação de outros produtos químicos (-15,0%), que registra a quarta queda consecutiva na mesma base de comparação. Os produtos que tiveram mais influência para a queda dessas atividades foram latas de ferro e aço para embalagem de produtos diversos, minérios de cobre em bruto ou beneficiados e adubos ou fertilizantes com fósforo e potássio, respectivamente. Nacionalmente, o resultado de

julho deste ano avançou (8,0%) em relação ao mês anterior, indicando que a indústria nacional ainda se recupera da pandemia. Contudo, o resultado é 3% menor do que o alcançado por julho de 2019. Os índices apresentaram taxas positivas na produção industrial frente a junho, na série com ajuste sazonal, em 12 dos 15 locais pesquisados. Os maiores avanços foram no Ceará (34,5%) e no Espírito Santo (28,3%). 7


TRIBUTOS

Crítica ao fim da

desoneração

REFORMAS TRIBUTÁRIAS PROPOSTAS ELEVAM PREÇO DA CESTA BÁSICA As propostas de reforma tributária que tramitam no Congresso Nacional não têm sido bem avaliadas tanto entre o setor produtivo (empresas e trabalhadores) quanto por especialistas. Atualmente, estão em discussão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45, na Câmara dos Deputados, a PEC 110, que está no Senado, e também o projeto de lei enviado pelo Governo Federal com a proposta de criação de uma Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), unificando Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade (Cofins). A PEC 45 propõe a criação de um novo tributo sobre consumo no modelo de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), com alíquota única, não cumulativo, cobrado no destino e dando fim aos incentivos fiscais existentes hoje. O novo imposto unificaria não somente PIS, Cofins e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) como também o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual e o Imposto sobre Serviço (ISS) municipal. Enquanto isso, a PEC 110 tem como um dos seus objetivos, a eli8

minação de nove tributos e a criação de um único, o IBS (Impostos sobre Bens e Serviços), contendo também as características de um IVA. Ou seja, caso a proposta seja aprovada, serão extintos IPI, Cofins, Cofins-Importação, PIS, PIS-Importação, IOF, salário-educação, ICMS e ISS e criado o IBS. Em roda de conversa organizada pelo Valor Econômico, o professor

Congresso corre com uma reforma tributária que pode marcar a história dos impostos do País como a mais demorada de todas e a realizada para salvar as contas públicas e afogar os contribuintes, elevando tributos e, consequentemente, preços.

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TRIBUTOS

Fernando Rezende, da Fundação Getúlio Vargas, afirma que o IVA foi criado quando o processo de produção se assemelhava a uma linha ferroviária, na qual em cada “estação” era agregado um valor cada vez maior à medida que se avançava no percurso, o que não ocorre hoje em dia. Na forma como o processo se dá atualmente, diz, não há como se estabelecer origem e destino e nem há sentido em se falar em não cumulatividade, algo buscado tanto pela CBS quanto pelas PECs que tramitam no Congresso. Para além da questão federativa, ao retirar autonomia política e financeira dos entes, avalia a advogada Tathiane Piscitelli, a unificação de tributos com eliminação absoluta de benefícios fiscais, é um modelo que não se adequa ao Brasil, muito complexo social e economicamente. Além disso, destaca ela, o novo IVA poderá ter uma alíquota muito alta. “Se a CBS tiver sucesso, teremos um dos mais elevados IVAs do mundo, entre de 30% a 32%, o que irá reverberar nos itens da cesta básica”. Tanto a PEC 45 quanto a 110 preveem o fim da desoneração da cesta básica, o que pode sobrecarregar o setor produtivo e provocar mais reajustes de preços. O impacto deve ser sentido em toda indústria alimentícia. Na proposta do Governo Federal, produtos que compõem a cesta básica são isentos de impostos, contudo, particularidades do projeto podem elevar o custo final para o consumidor. A isenção, pelo projeto, fica limitada à etapa de produção. Custos como embalagem e maquinário, por exemplo, podem ser taxados em 12% –alíquota proposta para o CBS. ‘PRÓ-INDUSTRIAL

ARRECADAÇÃO: tombo superado A maioria dos Estados brasileiros registrou queda na arrecadação tributária no primeiro semestre de 2020 quando comparado com o mesmo período do ano anterior. Nacionalmente, o tombo foi de 4,2% entre janeiro e junho, uma diminuição de R$ 13 bilhões. Os dados, informados pelo Tesouro Nacional, mostram que 21 Estados e o Distrito Federal tiveram um desempenho negativo, sendo que a maior queda foi registrada no Ceará, - 15,1%. Por outro lado, Mato Grosso (+14,6%), Mato Grosso do Sul, Amazonas, Pará e Tocantins, em ordem decrescente, apresentaram ganho na arrecadação tributária no período em estudo, mesmo em meio aos efeitos da crise do Covid-19 nos cofres públicos. Ao considerar apenas para o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), principal tributo para os Estados, houve recuo acumulado de 3,8%, ou R$ 9,3 bilhões. Ainda assim, de acordo com o relatório, a receita, em junho, já mostra sinais de recuperação, após ter sido mais profundamente afetada em maio. “A principal receita tributária estadual já cresce, em junho de 2020, no comparativo com o mesmo mês de 2019, 5,4% no Centro-Oeste e 0,1% na região Norte”, analisou o Tesouro. Nas demais regiões, a arrecadação de ICMS ainda apresenta quedas superiores a 10% na compa-

ração entre junho de 2020 e 2019. Entretanto, essas retrações são consideravelmente menores do que as observadas na comparação entre maio de 2020 e maio de 2019.

Arrecadado entre janeiro e agosto de 2020, em Goiás, supera toda arrecadação de 2019 Ainda que tenha um resultado negativo nos dados divulgados pelo Tesouro Nacional e relativos ao primeiro semestre (janeiro a junho), se considerado de janeiro a agosto de 2020 em comparação ao mesmo período do ano anterior, Goiás teve um acréscimo de R$ 171,926 milhões. FORÇA DA INDÚSTRIA Conforme dados da Secretaria da Economia, o Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege) foi o principal item que contribuiu para aumento da arrecadação, + 26,99%. Além disso, o Protege é correlato ao ICMS, que também teve impulso. “O benefício fiscal está vinculado à apuração do imposto e faturamento das empresas”, afirma o subsecretário da Receita, Aubirlan Vitoi. Por isso, pontua que setores que obtiveram melhor resultado contribuíram mais. A indústria goiana, que tem apresentado bons resultados apesar da pandemia, segurou e impulsionou 9


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A covid-19

e o efeito nas empresas IBGE DIVULGA OS IMPACTOS MAIS RECENTES DA COVID-19 NAS FAMÍLIAS BRASILEIRAS. CONFIRA DETALHES NO GUIA ADIAL DESTA EDIÇÃO O desemprego na pandemia atingiu seu maior patamar da série histórica, iniciada em maio, na quarta semana de agosto. A taxa de desocupação alcançou 14,3% e acompanha o aumento na população desocupada na semana, cerca de 1,1 milhão a mais de pessoas à procura de trabalho no país, o que totaliza 13,7 milhões de desempregados. Os dados foram divulgados pela edição semanal da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Covid-19 (PNAD COVID), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entretanto, já na edição mensal referente a agosto, o total de pessoas desocupadas foi de 12,9 milhões. No Estado de Goiás, em agosto, esse número foi de 478 mil. Com isso, a taxa de desocupação goiana saiu de 12,6% em maio para 13,5%. A PNAD COVID também indica mudança no comportamento da população em relação às medidas de isolamento social. Em Goiás, os moradores de 2,7 milhões de 10

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domicílios, 38,1% da população total do Estado, afirmaram ter permanecido em casa e só saído por necessidades básicas. Já 39,9% atestaram ter apenas reduzido o contato, mas continuaram saindo e recebendo visitas, 2,1% declararam não ter tomado nenhuma restrição e 19,2% garantiram ter adotado o isolamento rigoroso. A coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, afirma que há

relação entre o aumento das pessoas em busca de trabalho e a flexibilização do isolamento. “A gente está vendo uma maior flexibilidade das pessoas, uma maior locomoção em relação ao mercado de trabalho, pressionando-o, buscando emprego. E esses indicadores ficam refletidos no modo como eles estão se comportando em relação ao distanciamento social”, explica.

Ocupação e afastamento do trabalho A PNAD COVID19 estimou em 82,1 milhões a população ocupada do país. O nível (48,2%) caiu em relação à semana de 3 a 9 de maio (49,4%). Em comparação com o mês anterior, o indicador apresentou ligeiro aumento nas estimativas em todas as Regiões, sendo Nordeste e Norte as que possuíam os menores índices. O número de pessoas ocupadas que estavam afastadas do trabalho por causa das medidas de isolamento social foi reduzido e apenas 4,1 milhões da população ocupada fazem parte deste contingente. O Centro-Oeste possui 4,6% do total nacional e Goiás registrou 157 mil casos. Estes indicadores vêm apresentando quedas sucessivas desde o início da pandemia, à medida em que as restrições de isolamento vão sendo abrandadas pelo Brasil. Vale ressaltar que entre os não afastados, há aqueles que estavam trabalhando de forma remota (à distância, home office), os quais representavam 11,1% da população 12

ocupada que não estava afastada (8,4 milhões de pessoas). No Estado, esse grupo representava 7,2% do total de pessoas ocupadas que não se afastaram do trabalho. Fora da força de trabalho A pesquisa do IBGE indica, ainda, 75,2 milhões de pessoas fora da força de trabalho, isto é, não estavam trabalhando nem procurava por trabalho. O marco representa estabilidade quanto ao primeiro resultado da série histórica. Dentre essa população, disseram que gostariam de trabalhar cerca de 36,1%. Além disso, 23,3% das pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho, não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Quando somada a população fora da força de trabalho que gostaria de trabalhar, mas que não procurou trabalho com a população desocupada, chega-se a um total de 40,1 milhões de pessoas que estão

pressionando o mercado de trabalho em busca de alguma ocupação ou que estariam se tivessem procurado trabalho. Empréstimos Segundo os dados da PNAD COVID19, 191 mil domicílios de Goiás solicitaram empréstimos durante o período da pandemia até agora. Isso representa 8,2% dos domicílios no Estado. Desse total, 156 mil domicílios conseguiram os empréstimos solicitados, enquanto 35 mil não conseguiram. A grande maioria dos solicitadores de empréstimos recorreu aos bancos ou financeiras. Em 111 mil domicílios, ou 71,1% do total, essas foram as fontes do empréstimo. Já em 26,7% dos casos, ou seja, 42 mil domicílios, as fontes foram parentes ou amigos. A pesquisa ainda averiguou que 2,1 milhões de domicílios, ou 91,8% dos domicílios de Goiás, não solicitaram empréstimos até o mês de agosto. PRÓ-INDUSTRIAL


OPINIÃO

Indústria brasileira, uma década de derrotas A indústria no Brasil vive o pesadelo de não encontrar o rumo, não ter uma política industrial nacional específica há praticamente uma década, fora outras três décadas de equívocos no planejamento estratégico para o setor no País. Estar de pé hoje, produzindo e ativo, pode ser considerada uma anormalidade. Um agente econômico que, sufocado, luta para sobreviver. Depois das fortes recessões em 2009/10 e 2014/15, o setor ensaiou se recuperar (2017 e 2018), com frágil crescimento de 3,5% acumulados em dois anos, e tombou de novo em 2019 e, bem provável, em 2020 – quando se encontra, para variar, dentro de um novo ciclo recessivo. De todas décadas perdidas para a indústria nacional, a atual é a mais violenta. Pode-se considerar que são três recessões pesadas. Como, em regra, uma recessão demora um ano para passar e, pelo menos mais 18 meses estagnada, para retomar o ritmo anterior, temos um processo natural de início ao fim de um ciclo recessivo, em média, de dois ano e meio. Com três recessões, passamos, na década, entre 2010 e 2020, 75% do tempo com nossa indústria escolhendo ou estagnada. Para se ter uma ideia, hoje, em setembro de 2020, segundo dados do Iedi/IBGE, estamos mais de 10% abaixo do nível de produção anterior à recessão de 2014. De lá para cá, encolhemos tanto que não conseguimos voltar ao antigo patamar. Caímos no poço, ao fundo, e mais de seis anos depois, não voltamos à superfície. A indústria brasileira não consegue acompanhar o desenvolvimento industrial ao redor do mundo. Estamos encolhendo e perdendo espaço ‘PRÓ-INDUSTRIAL

para economias bem menores que a brasileira, mas que valorizam sua industrialização. Antes, nas décadas anteriores, crescemos aos trancos e barrancos, mas crescemos. O quadro atual é crítico e não há qualquer movimento governamental para revalorizar a produção industrial doméstica. Muito pelo contrário, o olhar é enviesado para o industrial. E falta de tudo. Organização setorial, políticas públicas de médio e longo prazos, investimentos privados, segurança jurídica, políticas fiscais transparentes e sólidas, infraestrutura, mão de obra qualificada, proteção contra produtos importados que desindustrializam setores de base, entre outras dezenas de descuidos com um setor que é estratégico em qualquer lugar do mundo, menos no Brasil. Passou tanto da hora que precisamos mais do que uma política industrial, mas de um plano de salvamento da indústria brasileira. E não falo por Goiás, que tem, em todo este ciclo recessivo, um comportamento minimamente diferenciado e conseguiu resultados sempre superiores à media brasileira. Mas não tem como desgrudar da crise. Goiás poderia ter crescido muito mais se a indústria nacional não tivesse tombado tanto. Hoje, no Estado, por exemplo, o setor tem a segunda maior representatividade em empregos formais, atrás do setor de serviços, que tem a indústria como um dos seus principais contratantes. Goiás, que luta para se manter entre as 10 maiores economias estaduais do País, já tem o sétimo maior parque industrial. A indústria brasileira reponde

hoje por 20% do PIB. No entanto, já representou 45% do PIB em meados dos anos 1980. Sabe a representatividade da indústria no PIB chinês? Isso mesmo, 45%. A indústria chinesa não cabe na China, hoje ela é mundial. E o contrário ocorre no Brasil. Sem rumo, nossa indústria vai se recolhendo ao mercado doméstico, isolada, e, aos poucos, sendo engolida por produtos importados. Nossa indústria não é competitiva, tem baixa capacitação e investimento, inovação precária e uma dinâmica comprometida por uma política tributária que tem foco em salvar as contas públicas. Perdemos boa parte do tempo tentando desamarrar a indústria dos transtornos causados pelo setor público. Mais tempo fazendo isso do que desenvolvendo nosso parque fabril e nossa produção - essa sim, se deslanchasse, salvaria as contas públicas. Atualmente, estamos despreparados para concorrer com estrangeiros, mesmo em nosso território, em mais de 75% dos setores. Estamos no risco. Na parte de insumos industriais, parte do que se produzia aqui fechou e, hoje, dependemos de importação. Isso, traduzindo, é a desindustrialização chegando. Hoje, no campo industrial, o Brasil joga para perder. Não se movimenta, não reage e não está incomodado. Enquanto a dor do industrial e do trabalhador da indústria não for a dor de todos brasileiros, vamos destruir silenciosamente este gigante ativo econômico. E os chineses, vietnamitas, sul-coreanos, paraguaios, entre outros que apostam na industrialização, nos agradecem.

Edwal Portilho 'Tchequinho', presidente-executivo da ADIAL 13


DESENVOLVIMENTO

MAIS EMPREGO E MAIS CRÉDITO PROGRAMAS VISAM PROMOVER CONEXÕES NECESSÁRIAS PARA MANTER AS CONTRATAÇÕES DE MÃO DE OBRA PELAS MPES GOIANAS

O Governo de Goiás lançou, no último dia 14, dois programas de emprego e crédito às empresas, na tentativa de recuperar a situação econômica do Estado. Denominado Mais Empregos, o programa vai conectar os empresários que ofertam vagas, com os trabalhadores que buscam recolocação no mercado, e parceiros que oferecem cursos gratuitos de capacitação. Já o Mais Crédito é voltado aos micro e pequenos empreendedores que querem regularizar as dívidas para conseguir linhas de financiamento. Os programas foram desenvolvidos pela Secretaria da Retomada, em parceria com a GoiásFomento, a Secretaria de Indústria e Comércio (SIC), a Secretaria de Desenvolvi14

César Moura, secretário da Retomada: "Vamos trabalhar para identificar oportunidades e firmar parcerias"

mento e Inovação (Sedi) e a Goiás Turismo, além de ter a realização da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), como agente do Fórum Empresarial na concepção e execução. A proposta é promover conexões necessárias para manter as contratações de mão de obra pelas micro e pequenas empresas goianas, a partir

Edwal 'Tchequinho' destaca o ineditismo de 'dar' adimplência ao empreendedor e o crédito em um mesmo ambiente

da negociação de dívidas e acesso ao crédito. Ao mesmo tempo, espera-se atender a demanda do mercado ao qualificar os trabalhadores para que ocupem as vagas oferecidas. Os empresários interessados na regularização de dívidas devem agendar atendimento pelo telefone (62) 3237-2630 ou pelo WhatsApp (62) 9-9640-3244. Será necessário PRÓ-INDUSTRIAL


NÚMEROS

DESENVOLVIMENTO

informar a lista de credores e apresentar uma proposta de plano de recuperação. Na primeira quinzena de execução do plano, quase 2 mil empressários foram atendidos nos canais disponíveis. O atendimento presencial para os dois programas vem sendo realizado na sede da Acieg. Após o agendamento, uma banca de conciliação montada pela Acieg tem entrado em contato com os credores para dar início às negociações. “O que queremos, nessa ação, é criar um ambiente de renegociação e parcelamento desses débitos, dentro de uma realidade em que o microempresário consiga honrar as parcelas e acessar uma linha de crédito. Assim, continuarão a gerar empregos e movimentar a economia”, anunciou o titular da Secretaria da Retomada, César Moura. Junto com a campanha de conciliação será realizada uma maratona de crédito, para que os empresários interessados possam se habilitar a linhas de crédito disponíveis – via Banco do Brasil, Agência de Fomento de Goiás (GoiásFomento) e Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) por meio do Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), além de BB, Caixa e BRB. Os empresários contarão ainda com uma consultoria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para a retomada. O titular da Retomada ressaltou que os programas são fruto de uma conexão entre instituições financeiras, entidades de classe e fornecedores de microempresas, incentivada pelo governo. ‘PRÓ-INDUSTRIAL

Durante o lançamento dos programas, o governador Ronaldo Caiado disse que “não é hora de politizar. A minha preocupação é com mais empregos, mais créditos”, garantiu. Segundo ele, a recuperação econômica de Goiás no pós-pandemia é prioridade em seu governo. “Estarei em Brasília também tratando de condições para que o Estado sobreviva, para que busquemos mais empréstimos, junto a todas as políticas do governo federal. A nossa visão de governo é trabalhar para oferecer resultados à população. Essa é a nossa pauta principal”, destacou. Na ocasião, o governador mecionou que a recuperação de incentivos fiscais destinados a empresas do segmento automobilístico, que foram perdidos no final de 2018 e deixou Goiás em desvantagem em relação aos Estados do Norte e Nordeste do País, é uma de suas prioridades. Para o governador, o Estado demonstra, diariamente, sua capacidade de recuperação e crescimento. De acordo com ele, os novos programas de governo refletem o compromisso e a responsabilidade de sua gestão, ao buscar crescimento econômico sem comprometer vidas. “Nós sabemos que ainda temos muito trabalho pela frente, tanto em relação às sequelas da Covid-19, como no desemprego e na demanda social que nós vamos enfrentar nos próximos meses”, ponderou. Para o presidente-executivo da ADIAL, Edwal Portilho "Tchequinho", o momento é de unir forças, públicas e privadas, para resgatar a todos que movimentam a econo-

mia. "Estas empresas estão no limite de suas existência. Sem capital para girar o negócios e sem forças para iniciar uma negociação de pendências. O programa oferece as duas formas de defesa, pois negócia, limpa o nome e oferece, de imediato, o crédito. Solução inédita no País, pois transforma a empresa em um ambiente, dá adimplência e crédito." De acordo com o presidente da Acieg, Rubens Fileti, uma das mais importantes características dos programas lançados é permitir que os pequenos e microempresários possam negociar suas dívidas, ter consultoria e, se necessário, obter crédito em um só lugar, tudo isso auxiliado por mediadores preparados para atendê-los. “Vamos marcar, com este projeto, um caminho para a retomada com impacto real na vida das empresas. Ajudar o empresário abrir espaço para novos investimentos, empregos e expansão. Isso é ser desenvolvimentista. Esse programa é único no Brasil”, salientou Fileti. Em Goiás, o Sistema Nacional de Emprego (Sine) é responsável pela ponte entre empresários e trabalhadores ao monitorar e oferecer vagas de emprego. Entretanto, desde o lançamento dos programas, o processo do Sine foi simplificado e os empresários terão postos de atendimento do Mais Empregos disponíveis dentro da Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (ADIAL), da Acieg e da Fecomércio, o que evitará a necessidade de deslocamento até o Vapt Vupt para ofertar as suas vagas. 15


MARKETING & PRODUTOS

Nestlé

Sadia

A Nestlé apresenta o Nescau Orgânico pronto para beber, em garrafa de PET asséptico, decorada com rótulo termoencolhível. A nova bebida chega para atender a um público que busca por produtos com conceito de naturalidade e saudabilidade agregada, uma vez que traz em sua composição apenas três ingredientes: leite orgânico, cacau orgânico e açúcar demerara. “Além de trazer uma opção mais natural, o Nescau Orgânico também traz o selo Clean Label, por possuir em sem rótulo apenas ingredientes conhecidos pelos consumidores e nada mais”, explica Abner Bezerra, Head de Marketing de Nescau e Bebidas Nestlé.

A Sadia anuncia o lançamento de cortes de frango orgânico. Com nove opções congeladas – filé de peito, filezinho, coração, fígado, sobrecoxa, asa, coxa, tulipa e o frango inteiro –, a linha Sadia Orgânico chega ao mercado para complementar o portfólio da marca. Os produtos contam com o Selo Orgânico Brasil, uma das mais importantes e reconhecidas certificações mundiais. Isso se deve ao fato da linha manter um processo de criação e cultivo que segue critérios rigorosos, entre os quais: todos os frangos têm acesso ao campo e podem circular com maior liberdade, recebem uma alimentação 100% vegetal e orgânica, com todos os cuidados das melhores práticas de bem-estar animal.

Coca-Cola A Cola-Cola Brasil vai lançar uma garrafa de água mineral produzida apenas com resina PET reciclada no País. Como consequência, a Crystal deixará de fabricar 400 milhões de novas embalagens por ano, segundo a empresa. A marca de água mineral também terá uma nova identidade visual e usará material reciclado em suas peças publicitárias nos pontos de venda. A foto do rótulo foi publicada pela agência Studio Dot Design. 16

Kibon A Kibon lança mais uma novidade em parceria com a Mars, fabricante do chocolate Twix. O sorvete sabor Twix chega ao mercado em potes de 800 mililitros. O sorvete cremoso tem sabor e calda de caramelo e pedaços do chocolate Twix. PRÓ-INDUSTRIAL


Piracanjuba

Caoa Chery Com Tiggo 8, montadora comemora 20 mil carros produzidos em Anápolis Antes produzindo a linha do Hyundai Tucson, a fábrica do Grupo Caoa em Anápolis (GO) passou a montar também os carros da Caoa Chery desde o final de 2018, quando a empresa brasileira assumiu a operação da marca chinesa no país. Quase dois anos depois da primeira unidade do Tiggo 5X sair da linha de produção, a fabricante alcança a marca de 20 mil unidades produzidas e se prepara para aumentar a produção com a chegada dos carros da divisão de luxo Exeed, prevista para janeiro de 2021. O veículo número 20.000 a ficar pronto na fábrica em Anápolis (GO) foi uma unidade do recém-lançado Caoa Chery Tiggo 8, na cor branca perolizada, que deixou a linha de produção no último dia 09. O complexo também é responsável por montar os Tiggo 5X e o Tiggo 7, focando na produção dos SUVs, enquanto a fábrica de Jacareí (SP) ficou com os sedãs Arrizo 5 e Arrizo 6, além do crossover Tiggo 2. Segundo a Caoa, o complexo em Anápolis tem 172 mil m², empregando 1.500 funcionários e com capacidade de montar 86 mil unidades/ano. Espaço de divulgação de ações de marketing e lançamento de produtos e serviços de empresas associadas. Para participar, envie texto e imagens para proindustrial@adial.com.br.

‘PRÓ-INDUSTRIAL

A Piracanjuba apresenta a Manteiga Flor de Sal, em lata de aço com 200 gramas. “Pensando em surpreender os consumidores, fomos atrás de uma opção refinada, que mantivesse as características de qualidade e tradição da Manteiga Piracanjuba e, ao mesmo tempo, tivesse a experiência gourmet. O resultado é um produto que permite a suave sensação de cristais de sais derretidos na boca, o que proporciona um sabor diferenciado, com tempero na medida do paladar”, diz o diretor de Refrigerados, Cláudio Henrique Sales Costa.

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SETORIAL

15 mil parcelamentos reativados pela Secretaria da Economia O Governo de Goiás, por meio da Secretaria da Economia, reativou quase 15 mil parcelamentos cancelados (denunciados) a partir de 13 de março. Dessa forma, os contribuintes que tinham perdido as condições especiais de descontos de negociação fiscal por terem atrasado mais de três parcelas podem retomar o pagamento de ICMS, IPVA e ITCD, normalmente, enquanto durar a suspensão. A previsão é uma das medidas contidas na lei 20.840, de setembro deste ano, uma iniciativa do governador Ronaldo Caiado que o Governo de Goiás editou em função da situação de emergência em face da pandemia de Covid-19. "Com a retomada econômica, nossa expectativa é que máximo de pessoas consigam quitar os atrasos", enfatizou a secretária da Economia, Cristiane Schmidt. "A intenção dessa medida é dar ferramentas ao contribuinte para ajudá-lo a se reerguer

da crise", destacou. O gerente de Processos e Cobranças, Reginaldo Gonçalves, salienta que a Pasta dispõe do serviço de call center para atender o contribuinte que precisa de informações sobre suas dívidas. O atendimento é das 7h às 19h, de segunda a sexta, no número central 62 3309 6700. Para acertar as parcelas, o con-

tribuinte deve imprimir o boleto Documento de Arrecadação Fiscal (Dare), no site da secretaria (www. economia.go.gov.br). Após acessar o site, clicar no ícone "pagamento de tributos" se quiser emitir as parcelas de ICMS, ITCD e outros. Mas, se a dívida for de IPVA, clicar ícone "Parcelamento de IPVA".

Estado emite 1a licença ambiental pelo Sistema Ipê A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) emitiu nesta quarta-feira (23/09), a primeira licença ambiental dentro do novo regramento implantado pelo Governo do Estado no início do ano. Por meio do Sistema Ipê, a gestão de processos ficou mais célere, e os prazos para concessão de licenças, que em alguns casos demoravam até oito anos, agora são 18 finalizados em menos de um mês.

De acordo com a secretária Andréa Vulcanis esse é um dia especial para toda a Semad, pois marca o início de um processo de simplificação e desburocratização dos processos de emissão de licenciamento ambiental em Goiás. A primeira licença impressa é de uma Central Geradora Hidrelétrica (CGH), que é um tipo de usina hidrelétrica de tamanho e potência ainda menores que as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

“No caso específico dessa CGH, o processo foi iniciado na Semad no dia 28 de agosto e a formalização do requerimento foi concluída no dia 19 de setembro. E hoje, dia 23, nós já estamos expedindo a licença. Ou seja, em menos de 30 dias entre a data do pedido, subida de toda a documentação e requisitos que foram exigidos do empreendedor, já estamos emitindo a licença”, destaca a PRÓ-INDUSTRIAL secretária Andréa Vulcanis.


COM PROGRAMA DE RÁDIO E PODCAST, ADIAL COMENTA SOBRE INDÚSTRIA GOIANA A ADIAL (Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás) passou a ter, desde agosto, um espaço bi-semanal (às quartas e sextas-feiras), às 11 horas, na Rádio Difusora Pai Eterno, de Goiânia. O programa se chama Desenvolvimento Industrial e tem como convidado semanal o presidente-executivo da entidade, Edwal Portilho "Tchequinho", que debate industrialização, emprego nas fábricas, questões de preço e de câmbio, exportações, entre outros temas industriais e econômicos. A partir deste programa, foi extendido a parceria aos sites Goiânia Empresas (Goiás) e STG NEWS (Centro-Oeste) para produzir podcasts com os áudios já transmitidos na Difusora para abastecer também os sites com podcasts. "A ADIAL se movimenta em prol do setor", disse Tchequinho.

Goiás é o 9o Estado mais relevante em exportações Goiás tem fortalecido o foco exportador. Recentemente, o governo goiano lançou o Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE). O Estado é um dos primeiros do País a iniciar oficialmente a execução do projeto do Governo Federal, que tem como objetivo ampliar o número de exportadores brasileiros. O desafio é dar ao pequeno e médio empresário a competência de disputar no mercado lá fora. Os números são muito favoráveis, no entanto, ainda precisamos incrementar a agregação de valor no produto in natura que exportamos. Qualquer política que tenha esse foco terá amplo sucesso e maior geração de negócios e empregos no Estado. Goiás foi, em julho, o 9º colocado como Estado mais relevante na exportação. No acumulado do primeiro semestre, ficou em 8º lugar.

PRÓ-INDUSTRIAL

A balança comercial brasileira registrou superávit, no ano, exportações de US$ 146,445 bilhões e as importações, US$ 106,791 bilhões, com saldo positivo de US$ 39,654 bilhões e corrente de comércio de US$ 253,236 bilhões. Nas exportações, comparadas a média diária até a segunda semana de setembro de 2020 (US$ 1.015,51 milhões) com a de setembro de 2019 (US$ 966,59 milhões), houve crescimento de 5,1%, em razão do aumento nas vendas em Agropecuária (8,3%) e em Indústria Extrativista (42,8%). O preocupante é que, por outro lado, houve queda nas vendas de Produtos da Indústria de Transformação (-9,1%). Ou seja, a exportação in natura avança forte, a ponto de elevar os preços ao consumidor. O aumento nas exportações foi puxado, principalmente, pelo cres-

cimento nas vendas de milho não moído, exceto milho doce (+ 26,0%); café não torrado (+ 22,1%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+ 29,4%); animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (+ 43,0%) e produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (+ 139,2%). Já em relação à Indústria Extrativista, o aumento das exportações foi puxado, principalmente, por minério de ferro e seus concentrados (+ 74,5%); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+ 12,6%); minérios de cobre e seus concentrados (+ 55,8%) e outros.


LEITURA EMPRESARIAL UM MILHÃO DE SEGUIDORES

Estrategista digital Brendan Kane responde conversa com quem quer ganhar espaço na mídia digital em pouco tempo, através de um método testado e aprovado. Este livro é o guia definitivo de como construir uma marca ou um nome nas mídias digitais, aproveitando todos os benefícios que a internet tem a oferecer para você ou seu negócio.

SETE MERCADOS CAPITAIS

Faça a jornada pelos sete mercados e compreenda por que a concorrência vai se tornando cada vez mais irrelevante à medida que você e a sua empresa prosperam, ampliam as possibilidades e conquistam resultados mais plenos.

UNICÓRNIO VERDE-AMARELO

Reconhecida como o primeiro unicórnio brasileiro — status que uma startup ganha ao ser avaliada em mais de um bilhão de dólares —, em 2018, a 99 foi vendida para o conglomerado chinês de mobilidade Didi Chuxing. Mas o caminho até a venda internacional foi repleto de altos e baixos, trabalho árduo e desafios. Paulo Veras mostra bem de perto como a 99 partiu do zero e, em apenas cinco anos, se tornou um unicórnio.

ASDAFSDFASDFASD FDASDF LGPD: NOVO CENÁRIO

Sasafdsds

Neste mundo VUCA em que vivemos ― acrônimo, em língua inglesa, para um ambiente volátil, incerto, complexo e ambíguo ―, a proteção de dados pelas instituições se transformou na verdadeira garantia de todas as pessoas que habitam o universo digital. Esta obra surge como um guia completo e inevitável para uma jornada em segurança para aqueles que buscam atuar com integridade e eficiência em todos os setores.

A REGRA É NÃO TER REGRAS

A partir de centenas de entrevistas com funcionários da Netflix e relatos nunca antes compartilhados, Hastings, CEO da empresa, explica como seus princípios controversos fizeram da Netflix um exemplo de inovação e sucesso global. Uma obra fascinante sobre uma empresa que desafiou tradições e expectativas e dominou as premiações do cinema e da TV, além do imaginário de milhões de pessoas, uma tela por vez.


FOCO NA ENERGIA

Como a eletricidade é consumida no Brasil? O brasileiro consome eletricidade no País através dos setores, por ordem de volume: industrial, residencial, comercial, público, agropecuário, etc. Cerca de 80% da energia elétrica disponibilizada no País em 2018 foi consumida pelos setores industrial, residencial e comercial, conforme observado na Gráfico 1. A geração de energia elétrica no Brasil em 2018 atingiu 601,4 TWh, segundo os dados consolidados mais recentes pelo Ministério de Minas e Energia (MME). O maior setor consumidor, a Indústria, tem alguns segmento altamente dependentes de grande volume de eletricidade para sua operação. São eles, principalmente, os segmentos de Alimentos & Bebidas, Metalurgia (Não Ferrosos), Papel & Celulose e Química. Do consumo total de eletricidade, cerca de 83% foram provenientes de fontes renováveis. Na verdade, a capacidade instalada de geração elétrica renováveis no Brasil é originada de hidráulicas (62%), usinas a biomassa (11%), eólicas (9%) e parques de energia solar (2%). De acordo com o planejamento feito antes da crise do coronavírus, o Brasil pretendia seguir nos próximos dez anos com uma oferta de geração de eletricidade predominantemente renovável, com cerca de 80% do parque gerador. Para complementar a energia elétrica renovável, o Brasil pretende investir na construção de maiores termoelétricas a gás natural, considerado o hidrocarboneto menos poluente, e, por isso, o energético a ser usado na Transição Energética. As térmicas a gás servem para complementar a oferta com baixo custo, pois o gás natural está bem barato. Ao mesmo tempo garantir a segurança do abastecimento em caso de emergência, devido a alguma interrupção causada pela intermitência de geração de algumas fontes renováveis ou baixo nível dos reservatórios das hidroelétricas. O sistema de transmissão brasileiro tem um total de linhas de transmissão de 154,4 mil km. A maior densidade se concentra nas Regiões Sudeste, Sul, Nordeste, mas recentemente houve grande integração da Região Centro-Oeste, sendo a Região Norte conectada ao sistema através de longas linhas de alta voltagem que trazem energia elétrica de hidroelétricas distante dos centros de consumo. De fato, o consumo por região é divido em subsistemas. O maior consumidor é o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que agrega as duas regiões, sendo a Região Sudeste a responsável pelo maior volume de consumo de eletricidade. Este subsistema demanda em média 60% do consumo nacional. Em seguida, temos o subsistema Sul, que demanda cerca de 20% do total. Os subsistemas Nordeste e Norte demandam, respectivamente, 16% e 4% do consumo nacional. (Fonte: CBIE) PRÓ-INDUSTRIAL

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LOGÍSTICA

Guerreiros das estradas AS

No dia 16 de setembro foi celebrado o Dia do Caminhoneiro. Esta data é uma homenagem a todos os profissionais que atravessam as longas estradas nacionais e internacionais, transportando as mais diversas mercadorias e movimentando a economia do nosso País. Em plena pandemia da Covid-19, esses guerreiros das estradas não cessaram seus esforços um só minuto, para que não faltasse o alimento na casa de cada brasileiro que se viu de repente em completo isolamento. Passaram por várias dificuldades, principalmente no ápice do isolamento, com a falta de postos de abastecimento, oficinas para manutenção de seus veículos e até mesmo um restaurante para fazer suas refeições. A ADIAL LOG tendo conhecimento dessa situação se 22

movimentou o mais rápido possível junto ao governo do Estado de Goiás para que uma atitude fosse tomada e o governador Ronaldo Caiado tendo conhecimento da situação complicada desses profissionais decretou de imediato a reabertura das atividades essenciais às margens das rodovias goianas. Mas, tem muito a melhorar. A falta de infraestrutura nas estradas ainda é um grande desafio para esses heróis, que em vários momentos não contem se quer com local para descanso, tendo de arcar com custos para dormir, e até tomar um banho.

A ADIAL LOG não poderia deixar de homenageá-los, pois é graças a eles que as nossas operadoras logísticas estão de pé, trabalhando cada dia para melhorar o transporte de cargas do nosso País. A atividade que reúne 2 milhões de trabalhadores garantiu o abastecimento da população em tempos tão conturbados e incertos. Registramos aqui nosso parabéns. PRÓ-INDUSTRIAL


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PRÓ-INUDUSTRIAL 119 by Leandro Resende - Issuu