GUIA ADIAL
A PROPOSTA DO MINISTÉRIO DA ECONOMIA PARA REFORMA TRIBUTÁRIA CHEGA AO CONGRESSO. GUIA TRAZ EM DETALHES
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REVISTA DE NEGÓCIOS DA ADIAL
Agosto de 2020 - ANO XII
PLATAFORMA SÃO SIMÃO ABRE RETOMADA RUMO E CARAMURU ALIMENTOS INVESTEM NA CRIAÇÃO DE TERMINAL RODOFERROVIÁRIO. GOIÁS CRIA SECRETARIA DA RETOMADA
LAGEXPRESS É VENDIDA PARA BBM LOGÍSTICA
GOÁS RECEBE INICIATIVA DO 'MOVIMENTO NÓS'
INDÚSTRIA SEGURA ECONOMIA GOIANA, MAS DESEMPREGO ACELERA
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EDIÇÃO DIGITAL
EDITORIAL UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL Se a pandemia fecha o quinto mês e não dá nenhum sinal que está perto do fim, a economia goiana reage e por ações e reações, mostra o quanto é forte. No lado das ações, há muito o que comemorar, como os altos investimentos da parceria privada entre a Rumo e a Caramuru, que lançaram em São Simão, extremo Sudoeste do Estado, o maior terminal rodoferroviário para transporte multimodal de cargas. De alto impacto para produção industrial e agropecuária goiana, o movimento marca ainda uma sinal de recomeço da expansão de investimento acabou vindo em um momento também de boa reação, com iniciativas decisivas neste sentido: governo estadual cria a Secretaria da Retomada, com Cesar Moura, um gestor público alinhado com o desenvolvimento estando a frente da pasta, e, em reunião presencial (o que demonstra o diferencial e a representatividade do evento) o governador faz reunião de trabalho com empresários de vários setores para debater uma agenda de investimentos e expansão industrial. É um evento que marca uma retomada, de fato, e envia sinais aos investidores produtivos de todo País da visão propositiva da gestão pública em Goiás, que, além de bons projetos, é fator decisivo de direcionar o investimento. Nesta edição ainda temos a venda da LagExpress para a BBM, o mercado de gás, o Movimento Nós, os bons números do emprego (Caged) e da expansão industrial no Estado (IBGE), entre outros. Boa leitura. Leandro Resende, editor.
SUMÁRIO
AGOSTO 2020 Nº 118 ANO XII
EDITORIAL Uma luz no fim do túnel 2.// INVESTIMENTO Terminal RumoCaramur em São Simão 3-5.// INDICADORES A indústria e agro evitam tombo da Economia goiana e Retomada a caminho 6-9.// GUIA ADIAL Tributos: a reforma sai 10-11.//OPINIÃO Edwal Portilho Tchequinho -Eléia Alvin- Otávio Lage de Siqueira Filho 12-15.//MARKETING & PRODUTOS Lançamentos 16-17.//SETORIAL Movimento Nós, Dívidas, Selic, Pontos de Parada, Juceg, Emprego 18-19. //LEITURA 20.// FOCO NA ENERGIA Novo marco para o gás 21.// LOGÍSTICA
EXPEDIENTE Presidente do Conselho de Administração Otávio Lage de Siqueira Filho Conselho Nato Cyro Miranda, José Alves Filho, Alberto Borges e Cesar Helou Presidente-Executivo Edwal Portilho "Tchequinho' Vice-Presidente Financeiro Cesar Helou Vices-Presidentes e Conselheiros Alexandre Baldy Sant’anna Braga, Alfredo Sestini Filho, Ananias Justino Jayme, Angelo Tomaz Landim Júnior, Carlos Luciano Martins Ribeiro, Domingos Sávio Gomes de Oliveira, Domingos Vilefort Orzil, Heribaldo Egídio da Silva, José Alves Filho, José Domingos Francischinelli, José Carlos Garrote de Souza, Márcio Botelho Teixeira, Marley Antônio da Rocha, Maximiliani Liubomir Slivnik, Olímpio José Abrão, Paulo Sérgio Guimarães Santos, Ronaldo Aspesi, Valdo Marques, Vanderlan Vieira Cardoso e Wilson Luiz da Costa. Conselheiro ADIAL-LOG Rivas Rezende da Costa Conselheiro Vice Presidente ADIAL-LOG Glorivan França e José Costa Pereira Filho Conselho Fiscal - Efetivos André Luiz Baptista Lins Rocha, Antônio Benedito dos Santos, Evaristo Lira Baraúna e Romar Martins Parreira; Conselho Fiscal - Suplentes Luciano Araújo Carneiro, Luiz Alberto Rassi, Ricardo Vivolo e Sebastião Osmar Albertini.
Produção e Edição Leandro Resende Izabella Pavetits Contemporânea (Leitura Estratégica) BBM COMPRA LAGEXPRESS 22.//
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ANÚNCIOS: (62) 3922-8200 PRÓ-INDUSTRIAL
INVESTIMENTOS
TERMINAL
INTERLIGARÁ 3 ESTADOS SÃO SIMÃO TERÁ TERMINAL RODOFERROVIÁRIO: PARCERIA RUMO E CARAMURU A nova parceria entre as empresas Rumo e Caramuru Alimentos terá como resultado um terminal de transbordo rodoferroviário para transporte multimodal de cargas, interligado à Ferrovia Norte-Sul. Com o investimento, o terminal será instalado no município de São Simão, no extremo Sudoeste goiano, e poderá movimentar mais de 5,5 milhões de toneladas por ano de soja, milho e farelo de soja - o equivalente a mais de 80 mil caminhões por ano.
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INVESTIMENTOS
O governador Ronaldo Caiado, representantes das empresas e da ADIAL no lançamento do terminal de São Simão (abaixo, já em obras)
O novo terminal de transbordo rodoferroviário receberá cargas de Goiás, Mato Grosso e Triângulo Mineiro. Ao fazer o anúncio da parceria, no último dia 21, o governador Ronaldo Caiado destacou que a nova operação permitirá que grãos e produtos industrializados do setor produtivo de Goiás mantenham preços competitivos ao chegar no Porto de Santos (SP). O ganho em competitividade para o agronegócio da região também foi ressaltado pelo diretor comercial da Rumo Logística, Pedro Palma, que acredita que a novidade ajudará no desenvolvimento não só do Estado, mas de todo o País. “Essa é uma operação que vai, sem dúvida alguma, valorizar a produção do agricultor e de todo agronegócio de Goiás. E também de toda a região do Sudoeste de Goiás com geração de emprego e renda”, acrescentou. O terminal de São Simão deve gerar 290 empregos diretos e 4
mais de mil indiretos no período de obras, e outros 90 empregos diretos definitivos quando o terminal estiver em operação. Além disso, promete impulsionar diversos setores com o estímulo ao comércio local. Isto é, além de proporcionar facilidades a clientes e consumidores da produção regional de grãos, minimizará impactos ambientais e promoverá crescimento socioeconômico para a
região do município. “Será um terminal de alta capacidade e está entre os três maiores terminais do interior do Brasil que vai ligar rodovias à ferrovia e ao Porto de Santos. Essa operação é altamente competitiva, uma vez que em São Simão já existe ferrovia operando e os dois sistemas de transportes mais competitivos, mais baratos, são a hidrovia e a ferrovia”, explicou o presidente PRÓ-INDUSTRIAL
INVESTIMENTOS do Conselho de Administração da Caramuru Alimentos, Alberto Borges de Souza. A Rumo e a Caramuru Alimentos já são parceiras do Terminal XXXIX no Porto de Santos (SP) e reforçam essa união investindo em Goiás. Com previsão para inaugurar no primeiro semestre de 2021, o terminal de São Simão terá capacidade estática de 42 mil toneladas, dividida em seis silos, descarga rodoviária de 850 toneladas/hora (20 mil toneladas/ dia) e carregamento ferroviário de 3 mil toneladas/hora. As empresas que possuírem interesse e escala para direcionar seus produtos poderão utilizar dos serviços do novo terminal de transbordo rodoferroviário, garante o representante da Caramuru Alimentos, Alberto Borges de Souza. Para o secretário Geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima, a combinação entre tecnologia, com uma logística bem formatada e a posição geográfica do Estado, são fatores determinantes para o desenvolvimento. “A logística estruturada faz com que os custos despenquem e você consiga colocar o preço muito mais competitivo e com isso alavancar sua produção”, avaliou. Demonstrando a consonância entre o setor produtivo e o governo, o presidente Executivo da Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Edwal Portilho, assegurou que o segmento atua em total sinergia com o Estado, que tem hoje o sétimo maior parque industrial do País e o objetivo de atrair novos “players”. ‘PRÓ-INDUSTRIAL
"Está entre os três maiores terminais do interior do Brasil. É uma operação altamente competitiva" ALBERTO BORGES,
PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA CARAMURU
"Essa é uma operação que vai, sem dúvida alguma, valorizar a produção do agricultor e de todo agronegócio de Goiás" PEDRO PALMA,
DIRETOR COMERCIAL DA RUMO LOGÍSTICA
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Indústria e agro evitam tombo da economia goiana DESEMPENHO DO EMPREGO E PRODUÇÃO É FAVORÁVEL EM GOIÁS. SEGUNDO IBGE, ESTADO PUXA EXPANSÃO INDUSTRIAL NA PANDEMIA A pandemia da covid-19 ainda gera efeitos diversos na economia mundial e o Estado de Goiás não fugiu à regra. Enquanto a indústria apresentou sinais de recuperação em maio e junho, saindo pela primeira vez do vermelho, o que segue evitando a queda acentuada do desempenho econômico estadual, de maio a junho, a taxa de desocupação cresceu mais uma vez em Goiás. Segundo a mais recente pesquisa “Produção Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF)” do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de junho, a produção industrial goiana avançou 0,7%. É maior, alta de 5,4%, se comparado ao resultado do mesmo período em 2019 – a maior expansão da indústria brasileira neste comparativo. O resultado de maio de 2020 da PIM-PF do IBGE, quando produção industrial goiana avançou 3% frente a abril de 2020 (série com 6
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Observe com atenção a linha do gráfico ao lado. A variação mensal da expansão industrial vem estável por trimestres, com a Covid-19 (mar/20), vem o tombo, e, em seguida a recuperação a patamares acima do que ciclo pré-crise.
ajuste sazonal) e foi a segunda alta consecutiva após a queda de 2,5% em março, já colocava Goiás como o único Estado, considerando o trimestre Covid (março, abril e maio) que registrou expansão industrial. Na média nacional, a situação é diferente: apesar do avanço significativo em junho (8,9%), resultado de ainda não foi suficiente para recuperar o nível de produção que o setor tinha antes da pandemia. No primeiro semestre, perda é de 10,9%. Foi o segundo mês seguido de forte alta. A produção industrial nacional também avançou (7%) na mesma base de comparação em maio. Dos quinze Estados pesquisados, doze apresentaram variações positivas, sendo Goiás, 3%, com a menor alta e o Paraná, 24,1%, com a maior. Entretanto, no confronto com maio de 2019, Goiás foi a única unidade da Federação cuja indústria apresentou taxa positiva (1,5%), sendo que, em nível nacional, a produção diminuiu consideravelmente (-21,9%). De acordo com o IBGE, os números se devem principalmente à fabricação de alimentícios, que teve a maior alta em doze meses em Goi‘PRÓ-INDUSTRIAL
ás. Os principais produtos que impactaram esse avanço foram açúcar VHP, açúcar cristal e óleo de soja refinado. Outros avanços importantes ocorreram nas Indústrias extrativas e em Metalurgia. Ainda avaliando o resultado de junho, o maior parque industrial do País, São Paulo segue puxando a média nacional (8,9%), com alta de 10,2% em comparação com maio. É a segunda taxa positiva consecutiva na indústria paulista, que apresenta -14,2% no acumulado do ano. Em comparação com junho de 2019, a taxa de São Paulo foi de -11,8%. Em junho, Amazonas (65,7%) e Ceará (39,2%) assinalaram as maiores altas na comparação com maio, com ambos marcando a segunda taxa positiva consecutiva e acumulando ganhos de 95,1% e 42,5% nesse período, respectivamente. Emprego De maio para junho, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios COVID-19 (PNAD COVID) do IBGE registrou um aumento de 17,6 mil pessoas desocupadas em Goiás, chegando a 466 mil. Com isso, a taxa de desocupação goiana saiu de
12,6% para 13,1%, acima da média nacional que registrou 12,4% em junho. No país, essa taxa era de 10,7% em maio, são 11,8 milhões de pessoas desocupadas em todo o Brasil. Além disso, em junho de 2020, 403 mil pessoas não ocupadas deixaram de procurar trabalho devido à pandemia no estado de Goiás, registrando um percentual de 19% das pessoas fora da força de trabalho. Ainda de acordo com o IBGE, com 1,1 milhão de pessoas ocupadas informalmente, Goiás registrou uma taxa de informalidade de 36,8% que, mesmo superior à nacional (34,8%), é a 11ª menor taxa entre as unidades da Federação. Por outro lado, Goiás registrou 635 mil pessoas ocupadas e não afastadas que referiram ter trabalhado menos horas em junho do que normalmente trabalham, o que representava 24,5% do total. Somente 74 mil pessoas ocupadas e não afastadas trabalharam efetivamente mais horas do que normalmente trabalham, representando 2,8% do total. Ambos percentuais foram menores do que a média nacional (27,3% e 3,7% respectivamente). 7
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RETOMADA A CAMINHO GOVERNO ESTADUAL SE REÚNE COM ADIAL PARA TRATAR DA RETOMADA ECONÔMICA DE GOIÁS Focado na recuperação do Estado, o governador Ronaldo Caiado se reuniu no último dia 4 com representantes do segmento empresarial e industrial goiano, na Associação Brasileira Pró-Desenvolvimento Regional Sustentável (ADIAL). O encontro teve como objetivo a troca de experiências com vistas a impulsionar Goiás na agenda da retomada. “Sou uma pessoa preparada pra ouvir as coisas, até porque não sou dono da verdade, não conheço sobre as áreas de vocês nem um milésimo do que vocês têm experiência”, reconheceu o governador. Em sua fala, Caiado solicitou aos presentes que tenham total liberdade e abertura para encaminhar propostas ao governo. “Um projeto para mim custa seis meses para ser elaborado, com todas as dificuldades. Se vocês evoluem e me entregam um projeto, eu tenho 8
Na ADIAL, o governador Ronaldo Caiado e discutiu com empresários uma agenda de retomada da economia. Tchequinho, presidente-executivo da ADIAL, propôs união de forças
muito mais facilidade e já coloco em licitação”, explicou. O governador observou que as dez empresas goianas representadas no encontro possuem histórias bem sucedidas, com reconhecimento nacional e até internacional. Hoje a ADIAL conta com 130 filiados, entretanto um grupo de poucos empresários participou da reunião e representou os diversos segmentos, tendo em vista os proto-
colos recomendados para o momento de crise sanitária. Referindo-se à visita do governador e agradecendo pela abertura do governo para dialogar com o setor, o presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho (Tchequinho), anfitrião da noite, enfatizou o esforço e a qualidades da equipe de governo, comandada por Caiado, e colocou a entidade à disposição do Estado para um trabalho conjunto. “Nós PRÓ-INDUSTRIAL
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ressaltamos a necessidade e a vontade de trabalharmos de mãos dadas e sinergicamente essa retomada, esse novo momento que estamos vivendo”, observou. A data escolhida para a reunião com Caiado não poderia ser mais emblemática, na manhã da mesma terça-feira (4 de agosto), o governador sancionou a criação da Secretaria da Retomada, voltada especificamente à recuperação da economia no pós-pandemia, com políticas destinadas à geração de emprego, renda e qualificação profissional. Para Tchequinho, os empresários têm muito a contribuir com o governo, já que o segmento é marcado historicamente pela necessidade constante de retomadas. “Nós deixamos à disposição do governo o nosso know how, nosso conhecimento, nossas experiências nesse momento”, ressaltou. Segundo ele, em Goiás 220 municípios contam ao menos com uma indústria. Dessa maneira, o conhecimento acumulado por grandes empresários goianos pode contribuir para um diagnóstico mais profundo da vocação e da capacidade de cada região, gerando mais crescimento e desenvolvimento. “Nesse momento de retomada, nós apresentamos essa disposição para trabalharmos juntos”, frisou. Presidente da Jalles Machado S/A e do Conselho de Administração da ADIAL, Otavio Lage de Siqueira Filho lembrou que em seus 25 anos de existência, a ADIAL tem como premissa agregar experiências capazes de impulsionar o segmento industrial e, consequentemente, o Estado de Goiás. “O gesto do Governo do Estado de vir aqui em ‘PRÓ-INDUSTRIAL
Cesar Moura assume Secretaria da Retomada
César Moura, secretário da Retomada: "Vamos trabalhar para identificar oportunidades e firmar parcerias"
nossa sede para poder demonstrar que juntos a gente pode ir mais longe e mais rápido, é engrandecedor”, avaliou. Para ele, um amplo debate é fundamental para a estruturação de projetos. Outro representante do setor, o presidente da Caramuru Alimentos e ex-presidente da ADIAL, Alberto Borges, reforçou que o mundo vive uma realidade desafiadora que exige muito diálogo. Também participaram do encontro os secretários Adriano da Rocha Lima (Geral da Governadoria), Adonídio Vieira (SIC), Cristiane Schmidt (Economia), César Moura (Retomada) e Tony Carlo (Comunicacão); e os empresários José Garrote (SSA); Paulo Sérgio Guimarães (Agroquima e GEM Alimentos); Heribaldo Egídio (Equiplex); Ozires Ribeiro (AGT Log); Carlos Luciano Ribeiro (Novo Mundo); e Adriano Baraúna (Grupo Cereal).A Secretaria
da Retomada é primeira estrutura de Estado no Brasil, com status de secretaria, voltada especificamente à recuperação da economia no pós-pandemia. “A retomada não tem o objetivo da vaidade, mas de planejamento, com solidariedade e amor ao próximo. Nossa gestão é feita com espírito público, onde todos os homens e as mulheres que compõem o governo têm dois órgãos que funcionam entrelaçados, muito fortes: o cérebro e o coração. Diferentes de outros, que tinham o cérebro ligado ao seu próprio bolso”, frisou o governador. CONEXÕES União, colaboração e integração serão os pilares que vão sustentar a Secretaria da Retomada, conforme colocou, instantes antes da posse, o ex-subsecretário de Fomento e Competitividade da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC), César Moura, que a partir de agora será o responsável pela pasta. “Desde o começo da pandemia, ficou claro para todos nós que a realidade mudaria de forma drástica e muito rápida, e não podemos ficar parados. Será nosso papel criar conexões, acelerar a retomada do Estado de Goiás. Vamos trabalhar para identificar oportunidades e firmar parcerias, com foco nas regiões mais afetadas”, detalhou. 9
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TRIBUTOS: A REFORMA SAI?
REFORMA TRIBUTÁRIA: GOVERNO FEDERAL PÕE NA MESA PROJETO QUE PREVÊ SUBSTITUIÇÃO DO PIS E COFINS POR NOVO IMPOSTO 11 PONTOS DA REFORMA DO GUEDES Confira alguns pontos da reforma tributária proposta pelo governo
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1.
Criação da CBS, com alíquota de 12%
2. A CBS passará a ser destacada na Nota Fiscal (NF), assim como o ICMS e o ISS. 3. Serão concedidas isenções para serviços em saúde, transporte público, cesta básica e até para a energia elétrica fornecida por Itaipu. 4. Permanece a sistemática de incidência monofásica para alguns setores e a não cumulatividade como regra geral.
Entregue pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, o Parlamento recebeu em julho a proposta de reforma tributária do Governo Federal. O Projeto de Lei (PL) 3887/20, que tramitará paralelamente às demais propostas sobre o tema que estão em análise no Congresso Nacional, cria a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com alíquota de 12%, em substituição ao PIS/Cofins. O projeto marca a primeira fase do cronograma da reforma tributária proposto pelo governo de Jair Bolsonaro. De acordo com a equipe econômica, as mudanças desta eta10
5.
Tributação "por fora" sobre o valor de serviço ou do produto.
6. Impacto direto sobre as empresas de serviços, cujo maior custo é a folha de pagamento: esse custo não estará sujeito a crédito de CBS. 7. As empresas de market place passam a ser a responsáveis pelo recolhimento do CBS, nas hipóteses em que a PJ vendedora não registre a operação mediante a emissão de documento fiscal eletrônico. 8. Reconhece que realmente não é devido CBS sobre os tributos (ISS, ICMS e Inclusive a própria CBS). 9. Não haverá a incidência da CBS quando da venda de imóveis a pessoas naturais. 10. As transportadoras passarão a tomar crédito de transportadores autônomos. 11. Para as instituições financeiras, como os bancos, a alíquota de CBS será igual a 5,80%
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pa encerram a cobrança de tributos diferenciados para vários setores, o processo de tributação cumulativo e regimes especiais, o que geraria um ambiente de negócios mais favorável. De apuração e recolhimento mensal pelas empresas, a CBS incidirá sobre operações com bens e serviços no mercado interno e em importações, isto é, receitas decorrentes de exportação estão isentas da nova contribuição. A base de cálculo será a receita bruta do faturamento empresarial em cada operação, excluindo o ICMS, o ISS, a própria CBS e descontos incondicionais indicados no documento fiscal. Assim como ocorre com o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), cada empresa só paga a CBS sobre o valor que agrega ao produto ou serviço. O contador Luiz de Souza, destaca onze pontos (ver box página 10) e observa que permanece a sistemática de incidência monofásica para alguns setores e a não cumulatividade como regra geral. De acordo com o PL, o novo imposto entraria em vigor seis meses após a publicação da lei, caso aprovada, e está previsto um período de transição em que créditos de PIS/ COFINS permanecerão válidos e utilizáveis, mantida a fluência do prazo para sua utilização. A CBS não incidirá sobre entidades beneficentes de assistência social (imunes), produtos in natura – não industrializados nem embalados –, templos religiosos, partidos políticos, sindicatos, federações, confederações e condomínios residenciais. Também são isentas receitas obtidas com a venda de produtos da cesta ‘PRÓ-INDUSTRIAL
básica e com a prestação de serviços de transporte público coletivo municipal de passageiros. Além disso, a nova contribuição não incide ainda sobre a venda de imóvel residencial novo ou usado para pessoa natural nem sobre valores recebidos do SUS a título de prestação de serviços de saúde por entidades particulares. Estão igualmente isentas receitas de operações entre as cooperativas e associados. REPERCUSSÃO Na avaliação da tributarista e presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB/GO, Eléia Alvim, o governo prometeu demais e entregou de menos. “A primeira percepção é que a CBS gera um aumento direto de carga tributária, sem que nos seja dada a tão esperada simplificação. Não foram tratadas a ineficiência, a má gestão dos recursos públicos e a redução das burocracias das obrigações acessórias”. Ainda de acordo com Eléia, o PL carece de pontos importante e há muito o que ser debatido. “No entanto, estamos trilhando um caminho sem volta e isso não é uma crítica. A alíquota de 12% é alta, mas percebe-se que pode ser uma margem de negociação nas votações.” Conforme o planejamento do Governo Federal, a segunda etapa da proposta da reforma trará alterações nos impostos de renda de pessoas físicas e jurídicas e, na terceira, serão abordadas a desoneração da folha de pagamentos e a criação de imposto sobre transações digitais.
Em editoria, o Valor Econômico apontou que há pouca transparência envolvida neste texto (proposta do governo). Em primeiro lugar, gostaria de enfrentar a proposição de que não haverá aumento de carga tributária. Como se sabe, há hoje dois regimes principais de tributação para o PIS e a Cofins,sendo um cumulativo, com alíquota de 3,65%, e outro não cumulativo, com alíquota de 9,25%. A CBS teria uma alíquota de 12% e ampla possibilidade de apropriação de créditos: todas as entradas de bens e serviços seriam passíveis de creditamento do valor da contribuição destacado na nota fiscal. Atualmente, há um grande contencioso em torno dos créditos passíveis de apropriação no regime não cumulativo do PIS e da Cofins e tal debate seria, em tese, eliminado. Há um detalhe, porém: as empresas que hoje estão no regime cumulativo e se valem do uso intensivo de mão de obra, como as integrantes do setor de serviços, teriam severas dificuldades na apropriação de créditos. Isso porque o creditamento depende de as aquisições serem acobertadas por nota fiscal – o valor do crédito é o da CBS destacado na nota fiscal. Aqui está, então, a primeira falácia: haverá sim aumento da carga tributária, ao menos para aquelas pessoas jurídicas prestadoras de serviços que recolhem as contribuições pelo regime cumulativo. A fala de que não haverá aumento de carga, que provavelmente se refere à proporção arrecadação x PIB em nível nacional, esconde o fato de que o novo sistema poderá reduzir a tributação de alguns setores, mas aumentará a de outros. 11
OPINIÃO
Um plano diretor para a indústria goiana A economia brasileira, em outros tempos, se reerguia sozinha, e foi assim por décadas. Desde 2015, quando o País entrou em crise, alterna entre estagnação, recessão e paralisia. Nos últimos meses, o governo estadual começa a construir pontes para a retomada do crescimento ao reestabelecer a captura de sinergia entre o público e o privado. A recém-criada Secretaria de Retomada traz como propósito “a conexão entre indústria, comércio, economia, Secretaria de Agricultura, EMATER, gabinetes de resultados e de ações sociais.” Agora, qual a retomada no nosso entendimento? A que ocorra em prol da melhoria do ambiente de negócios, onde a ADIAL oferece a sua experiência de gestão, planejamento, elaboração de projetos e discussões relevantes. É preciso fortalecer a vocação industrial disseminada por Goiás. Estudo da ADIAL mostra que dos 246 munícipios goianos, 220 têm indústrias. É preciso ampliar este diagnóstico e identificar pontos de melhoria, explorar a geração de empregos regionais. A indústria é o motor da empregabilidade, com vagas que qualificam e remuneram mais. É virtuoso valorizar o parque instalado. Goiás tem o 7º parque fabril do País, sem excessiva concentração, mesmo sabendo que a vocação de dos municípios vai sempre preponderar. Estes são espelhos para os demais e devem estar no foco deste inédito planejamento direcional. Além deste grande mapa da indústria goiana, precisamos agir nos pontos de gargalos operacionais e burocráticos. Atacar questões que possam trazer insegurança é demonstrar ao mercado uma nova visão desenvolvimentista e ágil, como as relativas aos incentivos fiscais, que
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precisam sempre ser vistas e revistas para melhorar os resultados. O ProGoiás deve ser regulamentado em breve. Para atingir seus objetivos, além de atrair mais empresas e alcançar a migração almejada, precisa ser balanceado, pois as empresas vão avaliar o andamento e sua operacionalização para decidir. É preciso que os dois lados atuem, para alcançar o seu máximo. Não se faz um programa deste porte para ser mais ou menos – ele precisa ser o melhor. A própria alíquota de 15% do Protege que foi estrategicamente adotada para fortalecer a migração, mas para a maioria das atividades, é inviável. Neste meio tempo, engavetou-se uma série de projetos ou se forçou a busca de aquisição ou expansão em filiais fora de Goiás. Temos de pensar soluções quando temos algum gargalo à frente. Em qualquer situação futura, esta alíquota é uma anomalia no sentido operacional e, de forma proativa, precisa estar sempre na pauta desenvolvimentista do governo e da Secretaria da Retomada. O mérito deste novo momento de integração de ideias é que será proposto um novo olhar para a industrialização. Passamos a limpo a relação. A indústria é um ativo de Goiás e precisa, como fazem os principais países do mundo, valorizar e proteger as suas fábricas. Nenhum país desenvolvido abre mão da sua indústria. Vamos olhar para vários cenários e variados períodos. Vamos ter um plano diretor para nossa indústria e, com certeza, seremos copiados por todos no Brasil. A regulamentação do ProGoiás e da lei ambiental, ambos já aprovados, vão destravar investimentos.
Sem demora, é preciso agir na finalização destes processos para abrir novas frentes de trabalho, de atração de empresas e de geração de empregos. Historicamente, uma das grandes travas de investimentos são os processos de licenciamento e outorgas ambientais no Estado. Temos bilhões de reais represados e outros tantos bilhões que já perdemos para outros Estados, por falta das liberações formais necessárias. Com a retomada, vamos criar condições para ampliar a agregação de valor na commodities. É a forma natural que temos de ampliar emprego (pois a fábrica está aqui), gerar imposto (pois a exportação in natura é isenta) e atrair novos negócios, pois toda fábrica precisa de fornecedores de insumos e serviços satélites. Virar essa chave é ampliar o ganho do produtor, fortalecer a indústria local e elevar as receitas tributárias. E, melhor momento não há, pois vamos oportunizar a nossa cadeia produtiva os modais ferroviários, com o hub em Anápolis, mas com interligação em Rio Verde e São Simão, com modais e terminais. É o cenário benigno viável ao desenvolvimento, somado a um plano diretor industrial, teremos condições de duplicar nossa indústria em uma década. A indústria goiana está ansiosa para retomar o crescimento. Podemos sair na frente. Faltam poucas amarrações para destravar nosso potencial. Temos o aval da sociedade e com o apoio dos agentes públicos, entregaremos riqueza por meio de impostos e empregos. A palavra de ordem é desenvolver – e só ocorre quando todas as forças constroem juntas este caminho.
Edwal Portilho 'Tchequinho', presidente-executivo da ADIAL PRÓ-INDUSTRIAL
Emprego industrial sobreviveu à Covid-19 Emprego é caso de urgência econômica. Toda vez que a linha da taxa de desemprego segue um rumo de alta, podemos listar seus efeitos nefastos para o comércio, serviços, indústrias e receitas tributárias. Desde o início da pandemia da Covid-19, os diversos setores industriais ligados à ADIAL seguraram ao máximo as demissões e reduziram o impacto na economia. Alguns setores, ligados a produtos essenciais até ampliaram seus quadros. Foi um dos fatores determinantes para que não tivéssemos neste período de cinco meses de pandemia um quadro mais crítico – pois boa parte dos trabalhadores que estão perdendo o emprego não conseguem retornar ao mercado de trabalho. A indústria é o segundo setor com mais empregos formais no Estado, segundo o IBGE, ficando atrás apenas do setor de serviços. Com as medidas de isolamento social, o setor de serviços puxou as demissões, seguido do comércio. A força da indústria e da logística goiana nos setores essenciais da economia (alimentos, medicamentos e logística), segmentos com alta representatividade na ADIAL, fez com que a indústria do Estado fechasse os primeiros 90 dias, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, como a única que registrou uma pequena expansão – ato heroico para o regime de exceção que enfrentamos. Destaca-se também o setor
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"O industrial e seu colaborador sabem que são sócios no sucesso do setor, ampliando a receita da indústria e também o número de empregos, e, no caso de fracasso, os dois lados também perdem"
de transporte e logística não deixou de operar um dia sequer e não se tem notícias, mesmo que com queda de 45% do volume de transporte nos três primeiros meses da pandemia, que alguma cidade brasileira tenha sofrido com desabastecimento de alimentos e medicamentos, por exemplo. Com muito diálogo entre setores público e privado que se evitou crise maior de desemprego e desabastecimento na economia goiana. Os setores da indústria e da logística atenderam a todos chamados dos agentes públicos, ponderou e foi atendida pontualmente no que precisava para não paralisar. É preciso também destacar o papel do industrial e de seus colaboradores. Cada empresa, dentro
da sua autonomia, poderia paralisar suas atividades e promover grandes demissões, mas isso não ocorreu. As indústrias atenderam ao chamado da ADIAL e mantiveram o foco no trabalho, com segurança e responsabilidade. Os trabalhadores da indústria, da mesma forma, também compreenderam o papel essencial dos produtos para a sociedade. O amadurecimento da relação entre operários e industriais é um diferencial no setor em Goiás. É uma evolução que a maioria dos Estados não alcançaram, pois a relação de confiança não é forçada, mas de convergência do diálogo de uma entidade empresarial e sindicato de trabalhadores fortalecidos, que mantendo suas diferenças naturais, mas são alinhados em defender a indústria. A consciência é real hoje. O industrial e seu colaborador sabem que são sócios no sucesso do setor, ampliando a receita da indústria e também o número de empregos, e, no caso de fracasso, os dois lados perdem. A ADIAL se orgulha de ter ajudado a construir essa forte relação, de respeito pelo colaborador e seus representantes nas áreas de interesse comum. A transparência e o respeito são propósitos construídos nesta relação, onde todas as partes ganham mais, inclusive, os Estados que elevam a arrecadação em todas as pontas. Que assim seja sempre.
Otávio Lage de Siqueira Filho, empresário e presidente do Conselho da ADIAL 13
OPINIÃO
Reforma Tributária Em julho, o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional a primeira fase, de um total de três, da Reforma Tributária, através do PL 3.887/2020. Importante dizer que o governo decidiu pelo envio de uma proposta de alteração legislativa ao invés de uma proposta de emenda constitucional, o que seria mais dificultoso para aprovação, devido a um quórum de votação mais rigoroso. Esse primeiro PL 3.887/2020 unifica o PIS e a COFINS na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) com uma alíquota única de 12%. No entanto, para bancos, planos de saúde e seguradoras a alíquota permanece 5,9%. Sua base de cálculo será o valor da receita bruta auferida em cada operação, sem a inclusão do ICMS ou ISS. A CBS irá incidir sobre a receita bruta e seus acréscimos, como multas e encargos e não incidirá sobre as exportações, todavia, tendo assegurada a apropriação dos créditos a elas vinculadas. Existe no projeto uma regra de transição. Os créditos de PIS/COFINS permanecerão válidos e utilizáveis, mantida a fluência do prazo para sua utilização. Estes não poderão ser utilizados para desconto da CBS, mas poderão ser compensados com o novo tributo, nos termos da legislação aplicável. Se não vier qualquer modificação, ficarão mantidas as isenções da Zona Franca de Manaus, templos 14
"A primeira percepção é que a CBS gera um aumento direto de carga tributária, sem que nos seja dada a tão esperada simplificação. Não foram tratadas a ineficiência, a má gestão dos recursos públicos e a redução das burocracias."
religiosos, sindicatos e, ainda, partidos políticos. Para o setor agrícola, tem-se a isenção das receitas de produtos in natura, podendo o adquirente dos produtos agrícolas apropriar do crédito presumido da CBS, nos termos do art. 23 do PL. Chama a atenção alguns setores. Por exemplo, o setor de incorporação imobiliária não terá cobrança da CBS. O RET está mantido com alíquota de 4,12%. Também não haverá mudança na tributação para habitação de interesse social. Por outro lado, a primeira percepção é que a CBS gera um aumento direto de carga tributária, sem que nos seja dada a tão esperada simplificação. Não foram tratadas a ineficiência, a má gestão dos recursos públicos e a redução das burocracias das obrigações acessórias.Percebe-se, também, que o PL será motivo de muito debate antes de sua aprovação. É visível que o
governo federal tem apoiado a adoção de um IVA moderno no Brasil. Ainda há muito pra ser debatido, o PL carece de pontos importantes e existe, ainda, a questão do pacto federativo. No entanto, estamos trilhando um caminho sem volta e isso não é uma crítica. A alíquota de 12% é alta, mas percebe-se que pode ser uma margem de negociação nas votações. A segunda etapa da proposta de Reforma Tributária abarcará alterações no IRPJ e no IRPF. Na terceira etapa serão tratados a desoneração da folha de pagamentos e a criação de imposto sobre transações digitais. É importante dizer que a expectativa pela Reforma era alta, tendo o governo prometido demais e entregue de menos. Mas estamos às margens de uma nova forma de tributação e isso deve ser amplamente debatido com a sociedade.
Eléia Alvim, advogada tributarista e presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB/GO- artigo publicado no POPULAR de 23/07/2020. PRÓ-INDUSTRIAL
NÚMEROS
ESTADO
INDUSTRIALIZADO MAIS DE 90% DAS CIDADES GOIANAS TÊM PELO MENOS UMA INDÚSTRIA, APONTA ESTUDO DE INDICADORES REALIZADO PELA ADIAL EMPREENDER EM GOIÁS De cada dez municípios goianos, nove possuem pelo menos uma indústria em atividade. É o que revela levantamento inédito realizado pela Adial Goiás, cruzando os dados mais recentes disponíveis do IBGE, do Ministério da Indústria e Comércio e da Junta Comercial e Industrial do Estado de Goiás (Juceg). Existem 12,7 mil indústrias ativas em 220 dos 246 municípios goianos, portanto, em 89,4% do total. Juntas, estas indústrias geram 185,8 mil empregos diretos e mais 557,3 mil indiretos (fornecedores, terceirizados, etc), totalizando 743,1 mil trabalhadores (12% do total da população no Estado) que dependem diretamente ou indiretamente da atividade industrial em Goiás. A média é de 58 indústrias por município goiano, que geram (em média) 844 empregos diretos e 2,5 mil indiretos em cada uma das 220 cidades que contam com atividade industrial em Goiás. “O levantamento mostra que a indústria tem impacto muito significativo para a economia e para a geração de empregos em quase todos os municípios goianos. É uma parcela muito pequena no Estado que não tem atividade industrial, ‘PRÓ-INDUSTRIAL
A indústria está disseminada no Estado e com forte diversificação de segmentos
por diversas razões como falta de vocação, questões de logística ou distância geográfica de centros consumidores ou corredores de escoamento”, afirma o presidente-executivo da Adial Goiás, Edwal Portilho. Embora a presença da indústria esteja em quase todo o Estado, há maior número de empresas do setor nos maiores municípios. Em Goiânia existem 4,5 mil indústrias em atividade (35,6% do total em Goiás), que empregam 29 mil trabalhadores (15,5% do total no setor); em Aparecida são 1,1 mil indústrias (9,1% do total) que empregam 14,2 mil (7,7% do total); em Anápolis são 928 indústrias (7,2%), que empre-
gam 23 mil trabalhadores (12,4%). Portanto, 51,9% das indústrias em Goiás estão em atividade nos três maiores municípios goianos, mas respondem por apenas 35,6% do total dos empregos gerados pelo setor no Estado. “A concentração de maior número de indústrias em Goiânia, Aparecida e Anápolis tem vários fatores: concentram os maiores mercados consumidores, têm maior mão de obra disponível, reúnem maior número de instituições de ensino tecnológico e superior, possuem maior infraestrutura como rodovias duplicadas, ferrovias e aeroporto, dentre outros diferenciais competitivos”, afirma Edwal Portilho. 15
MARKETING & PRODUTOS
Nestlé
Bunge
O Creme de Leite Nestlé ganha uma renovação completa em sua identidade visual. Inspirado em atributos como cremosidade e versatilidade, o projeto de branding e design foi desenvolvido pela CBA B+G e passa a estar presente em todas as embalagens e na comunicação, destacando como o produto pode ser o ingrediente especial para o preparo de diversas receitas, doces e salgadas, muito além de seu uso tradicional. “O Creme de Leite Nestlé é uma referência não só na categoria, mas na culinária brasileira”, explica Luis Bartolomei, CEO e head de criação da CBA B+G.
A Bunge, companhia de alimentos e agronegócios, anuncia a venda de seus ativos relacionados à produção de molhos de tomate no Brasil para o Grupo Predilecta. A transação inclui três marcas - Salsaretti, Etti e Cajamar. A operação faz parte de uma estratégia de otimização do portfólio global e permite obter maior foco em seus principais negócios. O objetivo da Bunge é fortalecer sua posição no processamento de oleaginosas e a parceria de soluções para óleos comestíveis, commodities e ingredientes, para agricultores e clientes finais.
Coca-Cola A Coca-Cola Brasil traz ao mercado brasileiro o primeiro suco em embalagem retornável do País. A marca Del Valle será a pioneira, com o lançamento de Del Valle Frut nos sabores laranja e uva, em garrafas de PET retornáveis de dois litros, que podem ser reutilizadas até 25 vezes. De acordo com a empresa, se comparada à embalagem descartável de 1 litro, a nova garrafa chega a ser até 35% mais econômica. O produto foi lançado em Manaus, com expansão para o território nacional prevista para 2021.
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Lançado globalmente no segundo semestre de 2019, acaba de chegar ao mercado brasileiro o Tic Tac Coca-Cola. O lançamento, que acontece hoje (1/7), é uma parceria única entre duas marcas icônicas no setor de bens de consumo. Essa edição especial já foi lançada em mais de 70 países em todo o mundo. Tic Tac Coca-Cola está disponível na caixinha icônica de 14,5 gramas de Tic Tac. O rótulo tem um apelo visual diferenciado.
PRÓ-INDUSTRIAL
GPTW AGRO 2020
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REDES SOCIAIS DA ADIAL
Acompanhe a ADIAL nas redes sociais. Além do Facebook, onde ADIAL e ADIAL-LOG já estão presentes há quase dois anos, passa agora a contar com o Instagram e LinkedIn, com a proposta de divulgar mais as ações, reuniões e eventos da entidade e da Diretoria, além dos benefícios alcançados com o Clube de Compras da ADIAL, ADIAL Corretora de Seguros, ADIAL Negócios e ADIAL Social. Siga, curta e compartilhe nosso conteúdo e fortaleça o setor industrial. Espaço de divulgação de ações de marketing e lançamento de produtos e serviços de empresas associadas. Para participar, envie texto e imagens para proindustrial@adial.com.br.
‘PRÓ-INDUSTRIAL
Em 2020, o ranking "As Melhores Empresas Para Trabalhar" no agronegócio chega a sua 2ª edição. Para comemorar, o Great Place to Work e a revista Globo Rural se uniram e fizeram um evento online entre 6 e 10 de julho, com a divulgação das premiadas e conteúdo de especialistas. Quem perdeu as lives dos palestrantes, pode conferir tudo lá no canal do Globo Rural no YouTube. As estrelas deste evento, claro, foram as empresas reconhecidas no ranking: um total de 30 organizações, sendo 20 de porte pequeno e médio e 10 de porte grande. Vale ressaltar que esta edição contou com 111 inscritas, representando 78.476 funcionários. Entre as premiadas, três associadas da ADIAL: John Deere, Grupo Otávio Lage e ADM. Segundo a GPTW, o perfil destas organizações, destaca-se que as premiadas possuem, em média, 35 anos de existência e 68 delas têm operações no exterior. Em média, estão em 4 Unidades Federativas. Quando analisamos as práticas corporativas, alguns números de destaque são: 87% das premiadas oferecem bolsas de estudos para graduação ou pós, 77% têm programas de coaching, 67% oferecem bolsa para cursos de idiomas e 30% possuem universidade corporativa. Outro dado que chama atenção diz respeito ao índice de rotatividade. Enquanto a média de turnover geral no Brasil é de 20%, de acordo com o relatório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) de 2018, nas Melhores Empresas GPTW Agro essa taxa é de 4%. Aliás, sobre esse tema, vale destacar que a rotatividade voluntária representou, no período, cerca de 22% do total de demissões e que 37% das pessoas que compõem os quadros de funcionários das empresas premiadas foram admitidas no último ano. Quando questionados por que permanecem na empresa, os colaboradores dessas organizações premiadas apontaram a oportunidade de crescimento como o principal fator (44% dos respondentes). Qualidade de vida aparece logo depois, sendo o segundo fator mais citado. 17
SETORIAL
“Movimento Nós”: Goiás recebe iniciativa do setor Lançada em maio deste ano, a coalizão criada por oito empresas de alimentos e bebidas para apoiar o pequeno varejo está distribuindo kits de saúde, condições comerciais individuais especiais e agora estimula o consumo seguro em filme O Movimento NÓS, coalizão criada por oito das principais companhias de alimentos e bebidas do país para apoiar a retomada dos negócios do pequeno varejo — assim que liberadas as atividades, em cada estado — lança, através de um filme veiculado nas plataformas digitais, um convite aos consumidores para juntar-se ao movimento e incentivar o pequeno comerciante de seu bairro. O NÓS é composto por Ambev, Aurora Alimentos, BRF, Coca-Cola Brasil, Grupo Heineken, Mondelēz International, Nestlé e PepsiCo. A coalizão está beneficiando mais de 300 mil pequenos comércios em todo o Brasil, que empregam cerca de 1 milhão de pessoas e pro-
porcionam impacto positivo em aproximadamente 3 milhões de vidas, incluindo as famílias destes empreendedores. As ações tiveram início na segunda quinzena de junho nos locais onde a reabertura dos estabelecimentos foi autorizada. Pequenos varejos vão receber kits com cartilhas, cartazes, máscaras e álcool em gel para se
manterem em segurança durante a retomada das atividades, além de terem acesso às demais frentes de apoio propostas pela coalizão. A campanha é resultado de um trabalho de cocriação de três agências, que estão apoiando o Movimento NÓS pro bono e juntas assinam esse trabalho: AlmapBBDO, DPZ e WMcCann.
Mais de 2,5 mil empresas abertas em julho no Estado Mesmo com uma pandemia em curso, Goiás conseguiu bater mais um recorde na área econômica. Neste último mês de julho, foi registrado o maior número de empresas constituídas no Estado nos últimos cinco anos. O crescimento em relação ao mesmo período de 2019 é de 18% (2.524 contra 2.135) e de quase 70% (2.524 contra 1.512) quando o parâmetro é 2016, ou seja, 18 um acréscimo superior ao compu-
tado em julho de um dos anos que mais movimentou obras, serviços e comércio em todo o País, por causa da realização das Olimpíadas no Brasil. Os dados divulgados pela Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) também apontam que o acumulado de janeiro a julho de 2020 lidera o ranking de abertura de empreendimentos desta série desde 2016. São 14.048 contra 13.817
(2019), 12.228 (2018), 11.955 (2017) e 10.981 (2016).“Somos o primeiro Estado a estender a mão ao cidadão para que ele possa comandar a própria vida. Estamos num momento de mostrarmos resultado para a população”, reforçou o governador Ronaldo Caiado, que, no caso específico de MPEs, relembrou as linhas de créditos disponibilizadas pela GoiásFomento, de forma desburoPRÓ-INDUSTRIAL cratizada.
GOIÁS TEM QUATRO CIDADES ENTRE AS 20 QUE MAIS GERARAM EMPREGOS NO PAÍS NO 1O SEMESTRE Rio Verde é a quinta cidade que mais gerou empregos formais no Brasil no primeiro semestre de 2020. Além de Rio Verde, entre as 20 primeiras colocadas, estão mais três cidades goianas: Goianésia (9o), Cristalina (13o) e Anápolis (19o). A informação é do Ministério da Economia. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), Rio Verde tem um saldo positivo de 1.869 postos de trabalho, uma variação relativa de 3,51% nos seis primeiros meses do ano, enquanto Goianésia tem 1.488; Cristalina, 1313; e Anápolis, 1154. A lidernança do ranking foi a cidade gaúcha de Venáncio Aires (3.778 empregos), seguida de
Paraupebas (PA), Santa Cruz do Sul (RS) e Pontal (SP). Entre os Estados, São Paulo teve 5 cidades; Goiás, 4;Paraná, 3; e Rio Grande do Sul, 2. Rio Verde, a melhor posicionada por Goiás, teve a geração de empregos puxado pela edificação da segundo maior plataforma multimodal da Ferrovia Norte-Sul do País: a construção foi o setor que mais gerou vagas, com 3.342 contratações para 1.379 desligamentos. Agropecuária, Indústria e Serviços também tiveram saldo positivo. A partir do próximo semestre, com o funcionamento da Plataforma Multimodal em Rio Verde, outros milhares de empregos serão gerados, aponta a o prefeito da cidade, Paulo do Vale.
SANCIONADA RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS TRIBUTÁRIAS DE MPE
COPOM REDUZ TAXA BÁSICAS DE JUROS DA ECONOMIA PARA 2% AO ANO
O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou no dia 05 o PLP 9/2020. O projeto facilita a renegociação de dívidas dessas empresas com a União nos termos da Lei do Contribuinte Legal. A lei, sancionada em abril deste ano, permite ao governo fazer negociações chamadas de transações resolutivas de litígios quanto a dívidas com a União, seja em fase administrativa, judicial ou em fase de créditos inscritos em dívida ativa. O Contribuinte Legal visa a regularização e resolução de conflitos fiscais entre a administração federal e os contribuintes devedores. PRÓ-INDUSTRIAL
Em meio à crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus, o Banco Central (BC) diminuiu os juros básicos da economia pela nona vez seguida. Por unanimidade, o Copom reduziu a taxa Selic para 2% ao ano, com corte de 0,25 ponto porcentual. A decisão era esperada pelos analistas financeiros. O Copom informou não descartar futuros ajustes nos juros básico. "O espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno", destacou o comunicado.
GOVERNO CERTIFICA PONTOS DE PARADA E DESCANSO EM RODOVIAS O Ministério da Infraestrutura certificou nove locais como pontos de parada e descanso para motoristas de transporte de cargas e passageiros nas rodovias brasileiras. A portaria foi publicada dia 6. Foram certificados os estabelecimentos que cumpriram integralmente os requisitos e condições mínimas sanitárias, de segurança e conforto estabelecidos por atos normativos dos ministérios da Infraestrutura e da Economia. A certificação tem validade por quatro anos e pode ser renovada. Os formulários de requerimento estão disponíveis no site do Ministério.
LEITURA EMPRESARIAL BOA ECONOMIA PARA TEMPOS DIFÍCEIS
Desigualdade, imigração, desaceleração do crescimento, mudança climática, automação do trabalho, comércio internacional e distribuição de renda são temas econômicos e políticos tão centrais quanto contestados no debate público atual ― seja na Europa, nos Estados Unidos, na América Latina ou no Vietnã. Neste livro, os ganhadores do prêmio Nobel de economia de 2019 apresentam o que os melhores economistas de hoje têm a dizer a respeito das questões fundamentais que desafiam as sociedades.
EXPORTAÇÃO DESCOMPLICADA
Este livro é destinado a quem quer aprender, se aprofundar ou se atualizar sobre práticas eficientes para realizar projetos de exportação com excelência ― o que é um grande desafio. A proposta de Kleber Fontes é mostrar como se tornar um exportador, passando por todas as etapas da internacionalização.
A BIBLIA DO VAREJO
Com a maioria crescente dos consumidores cada vez mais “plugados” em seus smartphones, a missão de manter de pé uma operação de varejo tradicional, com loja física, tornou-se uma prova de fogo. É nesse cenário que Constant Berkhout, em A Bíblia do Varejo, nos brinda com sua visão estratégica, conhecimento e experiência em varejo, trazendo estratégias de marketing e vendas que contribuirão para a prosperidade do negócio, e não apenas para a sua sobrevivência
ASDAFSDFASDFASD FDASDF AGRICULTURA: FATOS E MITOS
Sasafdsds
A contemporaneidade exige a formulação de um caminho capaz de unir a produção rural com a conservação ambiental. Essa é a nova agenda da sustentabilidade: manter a qualidade de vida planetária para uma demanda crescente de alimentos. O livro vislumbra uma solução efetiva para o futuro se ocorrer uma fusão entre as duas visões. Tal fusão, entre produção rural e conservação ambiental, geraria uma vigorosa produção agropecuária alicerçada exatamente na sustentabilidade.
MEIOS DE PAGAMENTO
Realizar pagamentos por vias eletrônicas tem se tornado um ato comum. A popularização dessas ferramentas ganhou nova forma e força por meio da ação das autoridades concorrenciais e regulatórias. Por meio de um estudo aprofundado, Carlos Ragazzo apresenta conceitos relevantes, os papéis dos agentes, bem como um breve histórico recente da evolução concorrencial e regulatória no setor de meios de pagamentos eletrônicos e algumas de suas implicações.
FOCO NA ENERGIA
NOVO MARCO PARA O GÁS NATURAL
Paulo H. Magalhães
Uma das principais apostas do Governo Federal para auxiliar na retomada da economia pós-pandemia, chamado pelo Ministro da Economia de “choque de energia barata”, o novo Marco Regulatório do Gás esta em trâmite em regime de urgência na Câmara Federal. O projeto propõe alterar o regime de concessão para autorização, permitindo que novas empresas ingressem e atuem no mercado, aumentando a oferta do insumo com o objetivo de reduzir seu valor aos consumidores, incentivando a implantação de novas plantas industriais a partir do gás natural. Estima-se que a aprovação do novo marco do gás natural poderá destravar investimentos na ordem de R$ 43 bilhões.
ENERGIA SOLAR – 6 GW DE POTÊNCIA INSTALADA No mês de julho o país atingiu a marca de 6 GW de potência em geração de energia solar fotovoltaica, sendo 2,9 GW em projetos de geração centralizada e 3,1 GW de geração distribuída. O crescimento exponencial dos últimos anos foi reduzido tanto em razão da pandemia quanto pela alta do dólar, mas ainda sim em alguns a quantidade de projetos instalados no primeiro semestre de 2020 já superou o volume instalado no ano de 2019.
CONSUMO DE ENERGIA RECUA 3% EM 2020 A segunda revisão quadrimestral, elaborada conjuntamente pelo Operador
PRÓ-INDUSTRIAL
Nacional do Sistema (ONS), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), estima uma redução de 3% no consumo de energia para o ano de 2020, projetando a carga para 65,774 MWmédios. Ainda há muita incerteza com os possíveis cenários quanto à retomada da economia e do PIB, mas a previsão de crescimento médio da carga para o próximo quinquênio foi mantida em 1,2% ao ano. Já para o decênio 2020/2030 a EPE aponta um crescimento de 3,6% ao ano, saindo dos atuais 65,7 GW para 93,7 GW em 2030. COMERCIAL A classe de consumo que deverá ser a mais impactada no ano de 2020 é a Comercial, com previsão de queda de 7,1%, seguido pela Industrial com queda de 3,3% e Residencial que deverá ser de 0,7%.
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LOGÍSTICA
BBM compra LagExpress A empresa goiana Translag Transporte e Logística, a LagExpress, foi adquirida pela BBM Logística, listada na BOVESPA. A BBM está presente em 21 Estados e 73 filiais e unidades operacionais no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia e, com a aquisição da LagExpress, agora avança para a região Centro-Oeste e deve ultrapassar R$ 1 bilhão de reais de receita consolidada, buscando ser uma das maiores operadoras logísticas da América Latina. 22
A negociação foi concluída no último dia 22, com fechamento sujeito a certas condições precedentes, e o fato relevante traz: “A BBM Logística comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que assinou contrato de compra e venda de quotas para a aquisição da totalidade das quotas de emissão da Translag Transporte e Logística Ltda,. sociedade empresária limitada, com sede na cidade de Aparecida de Goiânia," Ainda segundo comunicado a acionistas e ao mercado, a BBM in-
AQUISIÇÃO DA EMPRESA GOIANA FAZ PARTE DO PLANO DE EXPANSÃO DA BBM NO CENTRO-OESTE forma que a aquisição está alinhada com a estratégia da empresa de consolidação e crescimento por aquisições, incluindo a expansão geográfica e entrada em novos segmentos de atuação. O preço da aquisição está sujeito a alterações e verificações adicionais e será informado ao mercado no fechamento da transação. Na operação, os vendedores foram assessorados pela Magma, consultoria de fusões e aquisições e da qual o advogado Marlos Nogueira é associado e foi o assessor legal. PRÓ-INDUSTRIAL