GUIA ADIAL
ESTUDO DO IBGE DETALHA RESULTADOS DO SETOR INDUSTRIAL NO ESTADO E SUA EXPANSÃO NA DÉCADA
Pró www.adial.com.br
REVISTA DE NEGÓCIOS DA ADIAL
Junho de 2020 - ANO XII
A FORÇA DA INDÚSTRIA GOIANA
O PESO DA ARRECADAÇÃO DO SETOR PARA A RECEITA TRIBUTÁRIA DE GOIÁS O RISCO DE COLAPSO DA INDÚSTRIA E OS EFEITOS PARA O ESTADO, QUE, EM ABRIL, AVANÇOU
117
PRÓ-INDUSTRIAL
Confira os decretos de nova quarentena em Goiás EDIÇÃO DIGITAL
EDITORIAL TEMPESTADE PERFEITA O Brasil é um País desassossegado. Nos últimos anos, não tem conseguido completar um ciclo de crescimento completo, ao mesmo tempo em que sua Economia tem entrado em queda livre a cada dois anos. Em 2014 e 2105, entrou em forte recessão. Quando começou a ter um fôlego, em 2018, uma greve geral de caminhoneiros, paralisou o País por mais de 30 dias, provocando estragos de grandes proporções, além de revelar um gargalo e alta dependência do modal rodoviário perto de um colapso. Em 2020, quando os indicadores econômicos davam sinais de melhora, a pandemia mundial da covid-19, que cai como uma bomba em todo sistema econômico mundial, com um caos ou tempestade perfeita – como dizem os especialistas – que seria o “pior cenário possível” de uma crise. Nesta edição da Pró-Industrial, os primeiros resultados do período do coronavírus para um mês completo (abril), já que a divulgação até então era março, que tivemos parte do mês com pandemia e outra, sem. E a queda foi forte, com retração recorde em vários Estados setores. O fato de Goiás ter, na parte industrial, se descolado nestes primeiros números, até registrando alta no indicador de expansão da indústria (do IBGE), não alivia, pois, como mostra a matéria principal, os efeitos de médio e longo prazos, principalmente pela redução a massa salarial, não pouparam ninguém. O Guia ADIAL desta edição é um retrato da indústria goiana, com resultados consolidados de 2018, também do IBGE. Outra matéria importante é a conferência que a entidade participou com o vice-presidente Hamilton Mourão, entre outras pautas que refletem a situação da indústria e da logística em Goiás. Boa leitura. Leandro Resende, editor.
SUMÁRIO
JUNHO DE 2020 Nº 117 ANO XII
EDITORIAL Tempestade perfeita 2.// PRODUÇÃO Risco de colapso industrial 3-5.// INDICADORES A indústria e seu peso na arrecadação 6-7.// GUIA ADIAL Dados da indústria goiana 2018 7-9.//IMPOSTOS Balanço mensal 10.//PRODUÇÃO Hamilton Mourão elogia indústria 1213// OPINIÃO Edwal Portilho Tchequinho - Otávio Lage de Siqueira Filho 14-15.//MARKETING & PRODUTOS Lançamentos 16-17.//SETORIAL Doação Adial e Leilão do Fomentar 18-19. //LEITURA 20.// FOCO NA ENERGIA Conta Covid e retomada 21.// Decretos da quarentena 23-29// LOGÍSTICA
EXPEDIENTE Presidente do Conselho de Administração Otávio Lage de Siqueira Filho Conselho Nato Cyro Miranda, José Alves Filho, Alberto Borges e Cesar Helou Presidente-Executivo Edwal Portilho "Tchequinho' Vice-Presidente Financeiro Cesar Helou Vices-Presidentes e Conselheiros Alexandre Baldy Sant’anna Braga, Alfredo Sestini Filho, Ananias Justino Jayme, Angelo Tomaz Landim Júnior, Carlos Luciano Martins Ribeiro, Domingos Sávio Gomes de Oliveira, Domingos Vilefort Orzil, Heribaldo Egídio da Silva, José Alves Filho, José Domingos Francischinelli, José Carlos Garrote de Souza, Márcio Botelho Teixeira, Marley Antônio da Rocha, Maximiliani Liubomir Slivnik, Olímpio José Abrão, Paulo Sérgio Guimarães Santos, Ronaldo Aspesi, Valdo Marques, Vanderlan Vieira Cardoso e Wilson Luiz da Costa. Conselheiro ADIAL-LOG Rivas Rezende da Costa Conselheiro Vice Presidente ADIAL-LOG Glorivan França e José Costa Pereira Filho Conselho Fiscal - Efetivos André Luiz Baptista Lins Rocha, Antônio Benedito dos Santos, Evaristo Lira Baraúna e Romar Martins Parreira; Conselho Fiscal - Suplentes Luciano Araújo Carneiro, Luiz Alberto Rassi, Ricardo Vivolo e Sebastião Osmar Albertini.
Produção e Edição Leandro Resende Contemporânea (Leitura Estratégica) O IMPACTO DA COVID-19 NO SETOR 11.//
2
ANÚNCIOS: (62) 3922-8200
PRÓ-INDUSTRIAL
O RISCO PRODUÇÃO
DO COLAPSO INDUSTRIAL NÚMEROS DE GOIÁS DESCOLAM, POR ENQUANTO, DO TOMBO NO PAÍS UM TOMBO HISTÓRICO EM ABRIL. Esse é o retrato da indústria brasileira no primeiro mês completo após a declaração de pandemia em março, quando se pode medir os efeitos da adoção de medidas de redução da mobilidade, distanciamento físico e isolamento social ao redor do mundo. As exceções à retração na produção industrial da pesquisa do IBGE, em abril, foram Goiás e Pará, que seguiram na contramão. No entanto, os demais números beiram ao colapso: Amazonas, -46,5%; Ceará, -33,9%; Paraná, -28,7%; Bahia, -24,7%; São Paulo, -23,2%; e, Rio Grande
PRÓ-INDUSTRIAL
3
PRODUÇÃO
do Sul, -21,0%. As excelentes taxas positivas de Goiás e Pará, 2,3% e 4,9%, respectivamente, devem ser destacadas, mas não comemoradas, pois são exceções em um sistema que desacelera muito rápido e, se continuar, pode caminhar a uma retração geral histórica. A situação dos outros Estados que não estão nas duas pontas, do tombo quase absoluto e da alta, mostra que o setor acendeu a luz amarela, pois também foram quedas intensas – também a maior desde o início da série histórica, como, no caso Rio de Janeiro (-13,9%), e dos Estados do Espírito Santo (-16,7%), Minas Gerais (-15,9%), Santa Catarina (-14,1%), Pernambuco (-11,7%) e Mato Grosso (-4,3%). Um vendaval varreu a indústria brasileira em abril de 2020, como nunca se viu na recente história do indicador do IBGE – considerando todos momentos de crise já enfrentados no País.Na média nacional, a produção industrial brasileira registrou recuo de 18,8% da atividade industrial de março para abril de 2020. Goiás e Pará seguiram rumo oposto neste momento que reflete o isolamento social por conta da pandemia da COVID-19 porque suas indústrias, neste momento, têm características próprias. No caso de Goiás, a diversificação industrial contribuiu, pois os produtos mais consumidos na quarentena, alimentos, produtos de limpeza e medicamentos, representam mais de 60% da sua base industrial (ver matéria do Guia ADIAL nesta edição sobre o retrato da indústria goiana). “Goiás registrou expansão industrial em meio a um momento ‘pandêmico’, que, com 4
O TOMBO DA INDÚSTRIA NACIONAL
isolamento social, paralisou a indústria brasileira, que vinha em um bom momento, tanto que nosso PIB trimestral, como o IMB (Instituto Mauro Borges) verificou, crescia a mais de 3% ante uma retração nacional. Não só aqui, mas nos indicadores nacionais, os setores de alimentos e farmacêutico, vão na contramão dos demais. O diferencial é que aqui, a maior produção – em volume – de medicamento do País, e um polo agroindustrial diferenciado, com uma cadeia de produção independente. São setores que Goiás é referência nacional”, explica Edwal Portilho Tchequinho, presidente-executivo da ADIAL (Associação PróDesenvolvimento Industrial do Estado de Goiás). “Não há motivos para comemorar. Nossa indústria é forte enquanto membro de um sistema que funciona interligado em todo País. Se todo sistema entrar em colapso, e os números nacionais são preocupantes, também seremos
levados para baixo. Assim como dependemos de outras variáveis que já demonstram forte queda, como massa salarial e emprego. Acompanhamos apreensivos e cobramos medidas que fortaleçam e protejam a economia, pois não podemos focar em resultados isolados, mas no macro. Hoje a situação da indústria brasileira é de alerta”, completou. O recuo foi generalizado na indústria: atingiu 84% de seus ramos e 87% dos parques regionais acompanhados pelo IBGE. Todos os macrossetores industriais ficaram no vermelho, com bens de consumo duráveis (-79,6% ante mar/20) e bens de capital (-41,5%) apresentando as quedas mais intensas. É bom destacar que a indústria nacional não caiu em abril apenas. O setor vem com trajetória predominando dados negativos desde outubro do ano passado. O índice de média móvel trimestral do IBGE mostra que abril, frente a março, teve retração PRÓ-INDUSTRIAL
PRODUÇÃO
"Acompanhamos apreensivos e cobramos medidas que fortaleçam e protejam a economia" EDWAL PORTILHO TCHEQUINHO,
PRESIDENTE-EXECUTIVO DA ADIAL
de 8,8%. Nessa mesma média móvel, março caiu 2,4% frente ao ‘trimestre’ fechado em fevereiro. Neste caso, sempre considerando os três meses anteriores e não do calendário tradicional anual – sempre base da pesquisa do IBGE. Considerando ainda a média móvel trimestral, confirma a posição do presidente-executivo da ADIAL, de que é preciso avaliar números macros e de maior prazo: todos os 15 locais pesquisados pelo IBGE registram queda quando, com a redução mais acentuada para o comparativo desde o início da série histórica. Destaques negativos para o período foram: Amazonas (-18,6%), Ceará (-17,1%), Rio Grande do Sul (-12,2%), Paraná (-10,2%), Santa Catarina (-10,2%), Bahia (-9,8%) e São Paulo (-9,5%). O tombo se acentua quando se compara abril deste ano com ‘PRÓ-INDUSTRIAL
o de 2019. A média de queda foi de 27,2%. Neste comparativo dos meses de abril, novamente, só Goiás e Pará escampa dos tombos, com 0,4% e 37,6%, respectivamente. As quedas, que são mais intensas que as quedas verificadas no comparativo mensal, ocorreram no Amazonas (-53,9%), Ceará (-53,0%), Rio Grande do Sul (-35,8%), Região Nordeste (-33,1%), São Paulo (-31,7%), Santa Catarina (-30,8%), Paraná (-30,6%), Pernambuco (-29,1%) e Bahia (-26,5%). Espírito Santo (-23,9%), Minas Gerais (-20,4%), Mato Grosso (-11,6%) e Rio de Janeiro (-5,4%). Para o IEDI (Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial), os dados do IBGE evidenciam a gravidade do impacto econômico destas medidas, bem como do medo do desemprego, da perda de renda em muitas famílias e do
forte aumento da incerteza que acompanham a crise sanitária. “A indústria caiu 18,8%; o comércio varejista ampliado, -17,5%; e, o setor de serviços, -11,7%, já corrigidos os efeitos sazonais. No somatório de março e abril, as perdas foram maiores nos setores econômicos: -29% para o varejo ampliado, -26% para a indústria e -18% para os serviços. “Ou seja, não há quem se salve integralmente: atividades mais ou menos intensivas em mão de obra, consideradas mais ou menos essenciais, ou então com maior ou menor capacidade de recorrer ao teletrabalho ou a vendas online vêm tendo seu desempenho prejudicado pela pandemia. Além de intensa, a crise de Covid-19 mostra-se de grande amplitude. O Banco Central, por meio de seu índice IBC-Br, que funciona como uma proxy do PIB, avalia que o nível geral de atividade econômica tenha se reduzido em -9,73% na passagem de março para abril, com ajuste sazonal. Com isso, o efeito da pandemia já somaria perda de -15,3% para a economia entre fevereiro e abril”, avalia o IEDI. "À semelhança da indústria, no comércio varejista os resultados mais adversos frente ao mês de março couberam a ramos que comercializam bens duráveis, cujo consumo normalmente exige recurso ao crédito e pode ser adiado pelas famílias em momentos de recuo da confiança. Foram os casos de veículos e autopeças e de materiais de escritório e informática, mas também de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que incluem as vendas das lojas de departamento, e tecidos, vestuário e calçados", aponta. 5
INDICADORES
A INDÚSTRIA E SEU PESO NA
ARRECADAÇÃO
EM GOIÁS, A FRASE "INDÚSTRIA PAGA POUCO IMPOSTO" É FALSA. SETOR RESPONDE POR UM TERÇO DA RECEITA AO SOMAR INDÚSTRIA DE TRANFORMAÇÃO, PROTEGE E PARTE DE COMBUSTÍVEIS E ENERGIA A indústria goiana se expandiu mais fortemente nas últimas três décadas. Alcançou a posição de 7º maior parque fabril do País e já alcança o status de Estado industrializado. Até os anos 1980, a situação era bem diferente. Boa parte dos produtos industrializados eram importado de outros Estados ou países, enquanto a ‘exportação’ de produtos locais manufaturados era mínima. O peso da indústria para Goiás pode ser observado por vários ângulos. Um deles é a arrecadação tributária. Divulgado periodicamente, os Boletins Semanal (último de maio) e Mensal (último avaliando abril) da Receita Estadual, produzido pela Secretaria de Economia do Estado de Goiás, trazem informações relevantes para uma avaliação direta da receita tributária do Estado por setores e sua relação direta com empregos e a sua repercussão da atividade econômica. Importante destacar que o ICMS representa cerca de 83,9% das receitas do Estado neste momento de pandemia. Este valor, somado ao Protege pago por indústrias incentivadas arrecadado no período (6,3%), chega a 90,2%. No ano pas6
A FORÇA DA INDÚSTRIA EM NÚMEROS
Baseado em informações do Boletim Semanal da Receita Estadual, da Secretaria de Estado da Economia de Goiás. ARRECADAÇÃO DE ICMS EM GOIÁS em maio (de 1º a 23/05) 2019 2020 Variação (R$) % RECEITA 1.07 bi 0,895 bi (182 milhões) -16,9% PROTEGE 78 mi 73,2 mi (4,8 milhões) -6% PARTICIPAÇÃO POR SETORES E SEGMENTOS 1º) COMBUSTÍVEIS* 23,4% 2º) INDÚSTRIA 18,3% 3º) ATACADO/DISTRIBUIDOR 16,6% 4º) VAREJO 14,4% adadsfasdfasdf asdfsa fadsfsdafasdfadssadsfdsfasdf dsfsadasdfafsd 5º) ENERGIA ELÉTRICA* 13,7% * Os segmentos de Combustíveis e Energia englobam operações de vários setores, da produção (Indústria), distribuição (Atacado) e venda (Varejo). Considerando apenas setores econômicos, a indústria tem puxado a arrecadação tributária em Goiás.
sado, sem efeito da pandemia, a relação de dependência do ICMS não foi tão diferente: 82%. Com o Protege, mais 5,5%, daria 87,5%. Tomando como base o mês de abril, o último divulgado no boletim da Secretaria de Economia, a queda de arrecadação do ICMS foi
de 17% (R$ 252 milhões a menos), na comparação 2020/2019. O movimento se explica pela redução da atividade econômica em razão da quarentena imposta pela pandemia da Covid-19, que desacelerou os negócios em todos setores. No mesmo período, a arrecadação total regisPRÓ-INDUSTRIAL
INDICADORES
trou queda foi de 19,6% (perda de R$ 339 milhões). Considerando esse dado mensal de abril, observa que, a participação por setores econômicos e por segmentos (que inclui mais de um setor) fica assim dividida na arrecadação total do ICMS no Estado: Indústria (18,3%), Atacado/distribuição (16,6%) e Varejo (14,4%), como setores econômicos; e Combustíveis (23,4%), Energia Elétrica (13,7%) e outros (13,4%), estes três últimos, representando segmentos mistos (que envolvem receitas de indústrias, atacado e varejo). A indústria, considerando apenas o ICMS, puxa entre os setores econômicos a arrecadação do Estado. Considerando que o Protege é cobrado apenas das indústrias incentivadas, se considerasse o mesmo nesta conta, a diferença setorial seria bem maior. A indústria, representou sozinha, R$ 198 milhões em impostos para o Estado. Neste período, o Protege, teve receitas de R$ 74 milhões. Somados, a indústria teria, sozinha, porcentual próximo a um quarto da receita do ICMS do Estado. Não incluímos nesta conta acima, por exemplo, a arrecadação de combustíveis, que é bem representativa na indústria goiana, com produção de Etanol. Bem possível, se setorizasse este segmento, que a indústria responderia próximo a um terço de todo ICMS arrecadado em Goiás. Mas, com dados apresentados, não é possível chegar a este número. TRIBUTOS Por setor, a indústria goiana lidera a arrecadação de tributos em Goiás – sendo assim uma das principais fontes de financiamento do ‘PRÓ-INDUSTRIAL
37
bilhões de reais é o PIB industrial de Goiás, o 9o maior do País custeio, serviços e investimentos públicos em Goiás, com repasse mensal direto, mesmo na pandemia, descontado combustíveis, de mais de R$ 270 milhões (setor líder em repasses) em impostos. Se nesta conta incluísse a parte industrial dos combustíveis e da energia, como a industrialização do etanol, este número poderia ser ampliado em mais de R$ 100 milhões – por baixo. Antes da pandemia, em abril do ano passado, o repasse da indústria (sem combustíveis e energia), foi de 325 milhões. Essa conta simples (e inquestionável) mostra claramente que a política de incentivos fiscais, que industrializaram Goiás nas últimas décadas. “Com uma política eficaz de atração de indústrias, com o Fomentar, depois o Produzir e, agora, como ProGoiás, o Estado tem agregado valor a sua produção primária (alimentos e minérios, por exemplo), criou e consolidou seu parque fabril e ajudou a melhorar o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado, com uma receita tributário do setor superior a R$ 4 bilhões por ano e emprego que geraram, em 2019, mais de R$ 13 bilhões em salários. A indústria é estratégica para Goiás”, pontuou o presidente-executivo da ADIAL.
“É importante reforçar estes números. Em hipótese alguma, podese dizer que a indústria paga pouco imposto em Goiás. Muito pelo contrário, se tivéssemos hoje o nível industrial da era pré-incentivos fiscais, o Estado seria um dos mais atrasados do País. A nossa produção industrial era incipiente, hoje é destaque no País. Somos líderes em receita tributária no Estado e o segundo maior empregador com carteira assinada. Aliás, se somados nossos empregos diretos à indústria da construção e os terceirizados que atuam nas fábricas, somos também líderes em empregabilidade em Goiás”, EDWAL PORTILHO TCHEQUINHO,
PRESIDENTE-EXECUTIVO DA ADIAL
7
INDICADORES
GUIA ADIAL
OS DADOS DA INDÚSTRIA GOIANA
Anualmente, o IBGE atualiza dados e números referentes a cada setor. Os números se referem sempre aos períodos anteriores. No caso, a Pesquisa Anual da Indústria, divulgada agora em junho, se refere ao ano de 2018 – afetado pelos efeitos da recessão e da greve dos caminhoneiros, ocorrida em meados daquele ano. O Guia ADIAL desta edição traz o balanço do IBGE sobre os dados de Goiás. Segundo o estudo do IBGE, em Goiás, cresceram o número de empresas do setor industrial e número de pessoas ocupadas no setor. Aquele ano, ensaiava uma recuperação, que não ocorreu, de fato, mas se trabalhou com indicadores melhores que os anos anteriores, onde a recessão foi mais dura. Goiás, em 2018, apresentou avanço de 1,0%, em relação a 2017, sendo a primeira variação positiva após quatro quedas consecutivas no número de unidades locais de empresas industriais com 5 ou mais pessoas ocupadas, passando de 6.521 para 6.589 unidades locais, números compatíveis com a realidade da indústria goiana no ano de 2011 (6.513 unidades locais). Neste indicador, não se considera empresas com menos de cinco empregados, MEI ou do setor da construção - que tem indicador próprio. No Brasil, em 2018, havia 187.725 empresas industriais com 5 ou mais pessoas ocupadas, número 0,6% maior que em 2017, quando eram cerca de 186.626. Ocorreu a ampliação no número de empresas e também de colaboradores. Verificou-se, em Goiás, um crescimento de 1,4% na quantidade de pessoal ocupado no ano de 2018, passando de 231.323 pessoas ocupa8
das em 2017 para 234.655 em 2018, patamar este também semelhante ao ano de 2011 quando o setor ocupou 231.074 pessoas. Em nível nacional a indústria empregou 7,22 milhões de pessoas em 2018, avanço de 0,6% em relação a 2017 (7,18 milhões). O salário médio mensal da indústria goiana cresceu, em 2018, após três quedas consecutivas e se aproxima do patamar de 2016, passando de 2,54 salários mínimos em 2017, para 2,59 salários mínimos em
2018. Este é o 1º avanço após três recuos consecutivos para esta variável. Os valores observados para Goiás acompanharam o ritmo nacional, que registrou avanço de 0,7% em 2018, quando as pessoas ocupadas receberam 3,31 salários mínimos. Para o Brasil, verifica-se a segunda menor média salarial da indústria desde o início desta série em 2007. Os salários, retiradas e outras remunerações tiveram alta, crescendo 5,3% entre 2017 e 2018 no Estado de PRÓ-INDUSTRIAL
INDICADORES
Goiás e 3,1% no Brasil no mesmo período. Já a receita líquida de vendas industriais teve um crescimento de 7,6% no período em Goiás e 15,7% no Brasil. Em 2018, a Indústria de transformação foi responsável por 94,6% do valor da transformação industrial no estado de Goiás (R$ 30,9 bilhões), crescimento de R$ 1,6 bilhão em relação a 2017 (R$ 29,3 bilhões). Dentre as atividades desse setor, o maior destaque em Goiás, foi a indústria de fabricação de produtos alimentícios, que sozinha respondeu por 39,1% do valor de transformação industrial de todo Estado (R$ 12,77 bilhões). Além disso, essa atividade contava com o 2º maior número de unidades locais (1.315), 20,0% do total do estado, com a maior participação em pessoal ocupado (35,5% do pessoal ocupado em Goiás), 33,1% dos salários, retiradas e outras remunerações e 50,3% da receita líquida industrial do Estado. A atividade de confecção de artigos de vestuário e acessórios se destacou, em 2018, como a atividade com o maior número de unidades locais do estado (1.392), 21,1% do total de Goiás, mesmo com a queda em relação aos anos de 2017 (1.516 unidades) e 2016 (1.606 unidades). Essa atividade teve o 3º maior número de pessoas ocupadas em 2018, 20.703, representando 8,8% do total do Estado. Outro destaque foi a atividade de fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com 25.054 pessoas ocupadas, alcançando a 2ª posição estadual na variável (10,7%), bem como a 2ª posição no valor de transformação industrial, com 4,6 bilhões (14,1%). Apesar do avanço em quatro das sete variáveis avaliadas, o setor de fabricação de máquinas e ‘PRÓ-INDUSTRIAL
GUIA ADIAL equipamentos foi o que registrou algumas das maiores quedas em três importantes indicadores para o ano 2018 em comparação com 2017 (-23,5% em unidades locais, -19,1% em pessoal ocupado; -10,6% em salários, retiradas e outras remunerações). Outros setores que sofreram retração em 2018 foram os de atividades de apoio à extração de minerais, que registrou a maior queda no número de unidades locais (-33,3%); de fabricação de celulose, papel e produtos de papel, que registrou queda de 13,7% em pessoal ocupado, e registrou a maior queda em receita líquida de vendas industrial (-4,4%); de extração de minerais não-metálicos, que registrou a maior queda no custo de opera-
ções industriais (-17,5%); e de Fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos, com queda de 14,7% no Valor de transformação industrial, sendo a maior entre as atividades pesquisadas. Por outro lado, a manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos foi a atividade que apresentou avanços mais significativos no ano 2018, sendo que todos os indicadores apresentaram variações positivas superiores (40,8% em número de unidades locais; 12,4% em pessoal ocupado, 19,8% em salários, retiradas e outras remunerações, 47,3% na receita líquida industrial; 64,2% nos custos de operações industriais; 47,6% no valor bruto de produção industrial e 41,3% no valor de transformação industrial). Outras atividades que se destacaram em 2018 na comparação com 2017 foram a fabricação de produtos de madeira, com avanço de 114,1% na receita líquida de venda industrial, 208,9% no custo das operações industriais e 114,0% no valor bruto da produção industrial; Fabricação de produtos têxteis, com aumento de 33,9% em número de unidades locais, 24,8% em pessoal ocupado e 29,2% em salários, retiradas e outras remunerações; Fabricação de equipamentos de informática, e fabricação de móveis com os maiores avanços no valor da transformação industrial (80,9% e 43,6%, respectivamente); fabricação de bebidas, que teve maior variação positiva para número de unidades locais (45,5%), e também avançou 15,4% em pessoal ocupado; e Impressão e reprodução de gravações, com variações positivas significativas em pessoal ocupado (14,5%) e salários, retiradas e outras remunerações (21,3%). 9
IMPOSTOS
TRIBUTOS:
BALANÇO MENSAL REFORMA TRIBUTÁRIA DEVE AVANÇAR NO CONGRESSO E AMEAÇA INCENTIVOS. NO STF, DEVE CAIR UNAMINIDADE DO CONFAZ
acrescentou. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que participou do debate, estimou ser possível ter um texto pronto para discussão e votação em comissão especial da Casa em agosto. Na avaliação de Canado, é "muito difícil" que Congresso e governo não se entendam, já que todos são a favor de um sistema tributário mais progressivo, no qual os que ganham mais pagam mais.
No Congresso, os projetos que tratam da reforma tributária já começam a ganhar força para ser o principal foco dos parlamentares neste segundo semestre. Seria no primeiro, mas a Covid-19 não permitiu. Além dos projetos já existentes, tanto na Câmara quanto no Senado, ambos com uma linha contra a guerra fiscal – ou seja, eliminando o ICMS -, tem ainda o projeto do governo, muito comentado mas sempre na gaveta. A previsão é que o ministro da Economia, Paulo Guedes, divulgue nas próximas semanas os planos do governo para a reforma tributária, segundo afirmou a assessora especial do Ministério da Economia para o tema, Vanessa Canado. Em recente debate online promovido pelo ‘Congresso em Foco’, ela afirmou que não está trabalhando em nenhuma recriação de CPMF, mas pontuou
CONFAZ O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a apreciar, em julgamento virtual, se é constitucional a exigência de unanimidade para que o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) permita que estados concedam incentivos fiscais de ICMS. Depois de o placar atingir 3×2 no sentido de derrubar a necessidade de aprovação unânime, pediu vista, em 12 de junho, o ministro Alexandre de Moraes. O ministro Edson Fachin abriu divergência para declarar inconstitucional a obrigatoriedade de votação unânime. Segundo apontou o portal Jota, o magistrado, pela lógica da unanimidade o poder de cobrar o ICMS e a autonomia sobre o tributo passaria a pertencer ao Confaz, e não a cada estado individualmente. Nova data para finalizar votação ainda não foi divulgada.
10
Paulo Guedes: ministro da Economia vai mandar sua reforma tributária ao Congresso
que qualquer decisão nesse sentido será de Guedes. "Tecnicamente falando, a gente está trabalhando em outros elementos que não envolvem CPMF, inclusive na tributação dos dividendos", disse Canado, acrescentando que a ideia é tributar dividendos em conjunto com uma reforma para a renda corporativa. "Via de regra, o lucro é tributado antes de ser distribuído para os sócios, com alíquotas muito distintas que não deveriam ser distintas entre as empresas",
PRÓ-INDUSTRIAL
LOGÍSTICA
A LOGÍSTICA NO
PÓS-COVID EMPRESAS SE ADAPTAM AO MOMENTO SEM PARALISAR OPERAÇÕES Um dos setores que não teve trégua desde o início da pandemia foi o setor de transportes. Não houve um só dia que o transporte de carga parou, seja ele, aéreo, rodoviário, ferroviário e até mesmo o marítimo. Mas o que podemos esperar da logística do nosso País pós-COVID-19? O que será que vai mudar, ou já está mudando? O transporte também entrará no que está sendo chamado de o “novo normal”? São muitas dúvidas e poucas certezas. Um coisa é certa, todos tiveram que se adaptar para esse período, novas atitudes tiveram que ser tomadas, novas estratégias tiveram que ser adotadas, tudo isso para que o setor de transporte pudesse continuar suas atividades, isso sem contar as adversidades que foram encontradas por conta do fechamentos de atividades essências as margens das estradas, como restaurantes, oficinas, borracharias e demais serviços. Para o diretor da ADIAL-Log e CEO da Lagexpress, Hebert Martins, o que veio para ficar é a logística de e-commerce, do fracionado, da carga pequena e, como o mesmo afirmou, as empresas estão ‘PRÓ-INDUSTRIAL
EFEITO GENERALIZADO Confira o impacto do transporte da Covid-19 para os setores da economia
COMÉRCIO Como empresas compram com meses de antecedência, o impacto vai depender dos estoques.
ELETRO 57% das empresas apresentam problemas no recebimento de materiais, como telas de TVs e celulares.
preparadas para esse “novo normal”. "As grandes empresas deverão estar mais próximas do consumidor final e com isso utilizarão os centros de distribuição locais e não mais somente nos grandes centros, como na Grande São Paulo ou em Salvador." Em meio a essa turbulência, ainda é possível ver algum lado positivo. "A Lagexpress, por exemplo, conseguiu contrato com uma empresa de brinquedos, que tinha
AGROPECUÁRIA Um dos mais expostos a um cenário de queda futura das exportações. Soja e carnes no risco.
como seus clientes principais pequenas lojas de varejo e passou a vender direto ao consumidor final por meio de e-commerce, serviço esse que nunca havíamos feito. Foi necessário uma adaptação, pois esses produtos, são de certa forma pequenos, sempre trabalhamos com cargas de volume maior", disse Hebert, que completou: “Essa é visão do empresário que trabalha com cargas de alimentos, medicamentos, vestuários, eletro eletrônicos.” 11
PRODUÇÃO
MOURÃO defende indústria
EM CONFERÊNCIA COM FÓRUM EMPRESARIAL, VICE-PRESIDENTE HAMILTON MOURÃO DEFENDE MODERNIZAÇÃO DA INDÚSTRIA Em conferência online promovida pelo Fórum Empresarial de Goiás, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, mostrou uma visão otimista sobre o futuro da indústria brasileira no pós-pandemia, vislumbrando uma janela de oportunidade para atrair novos investimentos para o País. Questionado pelo presidente do Conselho de Administração da Adial, Otávio Lage Filho, sobre as políticas do governo para gerar mais valor agregado às matérias-primas produzidas aqui, modernizando a indústria nacional, Mourão afirmou que o Brasil tem que se posicionar estrategicamente para buscar negócios que devem migrar da Ásia para outras regiões do planeta. “Não há sombra de dúvida que muita coisa que era produzida na Ásia vai sair de lá, porque os grandes players concluíram que não podem colocar todos os ovos na mesma cesta. Então temos que nos apresentar como um parceiro confiável para essa produção vir para cá. Temos que trazer esses investimentos, aproveitando nossa capacidade ociosa instalada”, afirmou o vice-presidente. “Temos infraestrutura energética ociosa e podemos avan12
Vice-presidente Hamilton Mourão durante videoconferência com líderes goianos çar mais na produção de energia limpa e renovável. Podemos começar a produzir utilizando os insumos que temos aqui, para exportar produtos com alto valor agregado, que nos garantam retorno também pelo conhecimento que está embutido na tecnologia dessa produção”, disse. Mourão ressaltou que, para isto se concretizar, é preciso asse-
gurar um ambiente político mais tranquilo, sem o que ele classificou como “clima de Fla x Flu”, para passar segurança aos investidores internacionais. Ao falar sobre as medidas de socorro financeiro ao setor produtivo devido à pandemia da Covid-19, o vice-presidente admitiu que o governo não conseguiu ainda destraPRÓ-INDUSTRIAL
var as linhas de crédito para auxiliar as empresas afetadas com as medidas de isolamento, especialmente as micro e pequenas. “Hoje mesmo o ministro Paulo Guedes (Economia) estava discutindo este assunto, para ver como colocar o combustível para fluir por este duto, porque travou. Um fundo federal de investimentos, na minha visão, é uma solução para isto. Vamos também atuar junto aos bancos públicos, com os quais temos maior liberdade de trabalhar do que os privados, para facilitar o acesso ao crédito”, disse. Ao responder pergunta do presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas (FCDL), Valdir Ribeiro, Mourão também admitiu que as medidas estruturantes para fortalecer a economia estão paradas desde o ano passado. “Parece que ficamos numa ressaca após aprovarmos a reforma da Previdência, no ano passado”, avaliou, dizendo que a pandemia da Covid-19 atrapalhou outros projetos do governo, como a reforma tributária. “Precisamos simplificar tributos. O excesso de burocracia ainda continua a perturbar o empreendedorismo no Brasil. O governo também precisa fazer o crédito chegar na ponta, porque há dinheiro para as micro e pequenas empresas”. O general Mourão avaliou que a retomada do crescimento econômico no Brasil deverá ser diferente para cada setor. “Não será linear para todos, para alguns será mais rápido, para outros vai demorar mais. O agronegócio terá crescimento mais rápido do que o setor de serviços, por exemplo, que sofre da falta de demanda e de oferta”, disse. Um dos maiores problemas, na opinião do vice-presidente, é que muitas famílias sairão da pandemia endividadas e com forte per‘PRÓ-INDUSTRIAL
Lideranças do Fórum Empresarial durante videoconferência com o vice-presidente
da de renda, o que vai ter impacto no consumo. Ele assegurou que o cooperativismo no Brasil será incentivado pelo governo de Jair Bolsonaro, inclusive para maior e mais rápida recuperação das atividades econômicas do País para o período pós-pandemia. A afirmação foi feita em resposta à pergunta do presidente do Sistema OCB/SESCOOP-GO, Luís Alberto Pereira. “O cooperativismo é muitas vezes mal entendido. Existe a visão da esquerda, que olha apenas as pequenas cooperativas, mas é preciso ver o setor de forma macro. Temos um largo campo para atuar. O conceito do cooperativismo é muito claro: todos vão ganhar e crescer mais se atuarem em conjunto do que individualmente. O papel do governo é fomentar o setor e fazer com que suas experiências bem-sucedidas, principalmente no Sul e Centro-Oeste, cheguem em outros Estados e regiões do País, incentivando as melhores práticas, como nas operações de crédito e no agronegócio”, afirmou o vice-presidente. Luís Alberto Pereira enfatizou ainda que o cooperativismo no Brasil é responsável por 12% do Produto Interno Bruno (PIB) nacional e influencia a vida de quase 60 milhões de pessoas. Em resposta ao presidente da
Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, o vice-presidente disse que há uma discussão no governo sobre o processo da retomada da economia, mas frisou que precisa ser dentro do limite da responsabilidade fiscal. “Estávamos no rumo liberal, mas em determinado momento tivemos de mudar a rota para uma posição mais keynesiana, injetando recursos públicos para complementação de renda dos brasileiros e ajuda à diversos segmentos econômicos. Não Vamos descartar a política de incentivos”, disse. Para Mourão, os investimentos em infraestrutura devem ser a prioridade no plano nacional de retomada econômica, buscando recursos externos para suprir a baixa capacidade do governo de fazer investimentos com recursos próprios. “Infraestrutura gera emprego em massa, movimenta a indústria e todos os outros setores. Temos que atrair parceiros privados de fora. O mundo tem dinheiro sobrando, então temos que ser mascates dos nossos projetos para apresentar ao planeta as oportunidades que temos no Brasil, temos que atrair esse povo para investir aqui”, defendeu o vice-presidente ao responder questionamento do presidente da Acieg, Rubens Fileti. 13
OPINIÃO
Produtor rural faz a diferença em Goiás Durante as reuniões empresariais e sindicatos rurais, nos anos 1980 e 1990, se debatia ativamente como agregar valor à produção agropecuária de Goiás. Tínhamos bons números na produção primária, com fortes safras de grãos, principalmente, e de carnes, mas pífios na secundária, que é parte industrial do processo. O volume da produção agropecuária era até modesta se comparada ao que temos atualmente – mas já era suficiente para fomentar o debate. E, naquele momento, Goiás começava a compreender o seu papel industrializador e os ganhos reais para a sociedade com sua implantação. Até então, grande parte da produção agrícola e pecuária era embarcada em um caminhão e transportada até uma indústria em São Paulo, Minas Gerais ou outros Estados e países mundo afora. Esse era nosso papel, quase colonial, de só produzir a matéria-prima. Bem pouco era industrializado aqui. Dos debates para a realidade. A expressão ‘agregar valor à produção’ foi ganhando força, com expansão dos programas de incentivos fiscais para as indústrias locais e a atração de empresas. Goiás saltou de uma indústria incipiente até meados dos anos 1980 para o 7º maior parque fabril do País, e de um arrecadação pífia do setor indústria, no início dos anos 1980, para mais de R$ 300 milhões por mês – mesmo com a pandemia Covid-19 e sem contabilizar a este montante o valor arrecadado pela indústria da construção, pelas usinas do setor sucroalcooleiro e pelo setor de produção de energia, que são contabilizados setorialmente pelo Fisco. Este cenário é suficiente para fazer um recorte e compreender que a evolução da industrialização em Goiás
14
é puxada pela força das empresas incentivadas, e que ocorrem em paralelo e são os motores do setor industrial, respondendo por entre 65% e 70% da receita tributária da indústria. Se os números da indústria se multiplicaram exponencialmente, os da agropecuária seguiram também no mesmo rumo. A vocação econômica de Goiás favoreceu e muito, mas a ação conjunta dos setores em busca de maior produtividade, com investimento em novas tecnologias e convergência entre produtores, agregados, fornecedores e industriais, fez do agronegócio no Estado líder vários segmentos da agricultura e pecuária. Goiás aparece em pelo menos dez culturas agrícolas e processamento de proteína entre os cinco mais produtivos do País, liderando em vários. Essa atuação só ocorre quando ambos, setores primário e secundário, trabalham pelo mesmo propósito, com uma cultura empreendedora estabelecida e planejamento. Em grande parte dos casos, ação do poder público com órgãos da área de pesquisa agrícola e sanitária, além de forte envolvimento da academia, com destaque da atuação por décadas da UFG, acompanhada por outras instituições de ensino, com destaque as atuações da rede de Escolas Agrotécnicas (IF Goiano), EMGOPA e ESUCARV ( UNIRV). Posso falar muito bem deste tema pois já estive de todos os lados do balcão, como produtor rural, com histórico familiar sempre mantive essa relação e convivência direta produtor rural, também sou técnico em Agropecuária e Zootecniata; ex-secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Rio Verde, no começo da minha car-
reira profissional; em seguida, pela indústria, contratado como primeiro funcionário da Perdigão em Goiás, para atuar diretamente na implantação e na execução o projeto – que hoje integra a plataforma de negócios da BRF no Estado; e, atualmente, como presidente-executivo de uma entidade da linha de frente das lideranças privadas estaduais, a ADIAL, que congrega e debate diariamente a produção e transformação de matéria-prima em produto final. Um histórico que vivenciou toda essa metamorfose da agroindústria, seja na visão agropecuária seja na visão industrial. Por isso, reforço sempre minha admiração ao produtor rural, parceiro incondicional de todo dia da indústria, e dedico tempo que for necessário para estudar, entender, defender e posicionar a favor desta categoria, seja em qual segmento do agronegócio, pois são os responsáveis diretos não apenas pelo alimento farto que as famílias recebem diariamente ou que as indústria processam, mas são um grupo social, muito bem representado pela Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg) e seus sindicatos rurais, de alto nível de conhecimento, responsabilidade e dedicação. Chego a afirmar que são os produtores rurais uma das categorias menos vistas pela população, mas uma das mais laborais e realizadoras dentre todas. Que dia faltou comida na sua casa? Essa pergunta resume nossa reverência ao setor. Conheço de perto a realidade e, em nome da indústria da transformação goiana, os felicito e dedico aos produtores rurais esta reflexão e homenagem.
Edwal Portilho 'Tchequinho', presidente-executivo da ADIAL PRÓ-INDUSTRIAL
"Um olho no gato e o outro na frigideira" Os números do primeiro trimestre já mostram o ano de 2020 seria o ano da retomada dos negócios em Goiás. Os indicadores já divulgados do emprego, PIB, comércio exterior, safra, entre outros, convergiam para que Goiás fechasse com expansão da economia, no mínimo, a mais expressiva desde 2012, quando cresceu 4,5% - e possivelmente repetindo o descolamento do PIB nacional, que naquele ano, avançou 1,9%. No primeiro trimestre deste ano, fechado em março, o PIB goiano expandiu 3,4%, dado projetado pelo Instituto Mauro Borges (IMB), ante uma retração de 0,3% no indicador nacional, divulgado pelo IBGE. Mas a expectativa positiva foi frustrada pela pandemia da Covid-19, declarada em 11 de março, que só não comprometeu mais o resultado trimestral de Goiás porque já estava nas últimas semanas e o agronegócio, grande puxador desta performance, não se abalou com as medidas restritivas e, em boa parte, o seu resultado já estava precificado. No Informe Técnico do IMB, o setor agropecuário expandiu 18% no período, o que fomentou diretamente o resultado das exportações e, indiretamente a agroindústria, que tem como insumo básico o setor primário. Em outra pesquisa, do IBGE, a indústria goiana e a paraense foram as únicas expansões do setor no fechamento de abril – primeiro mês completo após início do ciclo pandêmico. No outro lado, demais Estados em queda e um recuo médio da indústria brasileiras da ordem de 18%. Na contramão, Goiás cresceu 2,3% no período. Essa vitalidade é o diferencial da nossa economia. En‘PRÓ-INDUSTRIAL
quanto o PIB do País recua, o nosso cresce forte no trimestre ou enquanto a indústria desaba no País, Goiás surpreende com alta considerável. Essa resposta das indústrias goianas ocorre no momento ideal, em que a economia tanto precisa de reforço dos agentes econômicos. Como mostra matérias e estudos desta edição da Pró-Industrial, o setor é responsável por mais de 300 mil empregos formais no Estado e, em arrecadação de ICMS, somente de fonte industrial, superior a R$ 4 bilhões ao ano. Com isso, o setor atua com distribuição de renda e redução de desigualdades sociais de duas formas: Direta, com geração de emprego e renda; e indireta, com impostos que dão condições aos governos para investirem em serviços públicos e custeio. Destacamos sempre o quanto o setor industrial é estratégico. Ampliar estes números de 300 mil empregos industriais e R$ 4 bilhões em ICMS é promover desenvolvimento e bem estar social. Deixar desaquecer o setor com medidas que reduzem sua competitividade é também enfraquecer esse modelo de desenvolvimento regional que, de fato, entrega resultados na ponta. Nas últimas décadas, Goiás não teve sossego na defesa da sua plataforma de desenvolvimento regional via incentivos fiscais. A trajetória para manter os programas sempre foi um desafio, que vai dos primeiros embates entre Estados às ações judiciais em várias instâncias e no STF aos enfrentamentos no Legislativo até a luta e aprovação da convalidação no Congresso. No entanto,
essa frente de defesa dos programas não tem fim, porque mesmo convalidados, se ocorrer uma reforma tributária ampla, por exemplo, com a extinção do ICMS, os programas atuais perdem sentido. O ditado popular ‘um olho no gato e o outro na frigideira’ é muito próximo do que vivenciamos hoje. Ao mesmo tempo que buscamos zelar pelas conquistas já convalidadas, enfrentando uma longa negociação de um ano e meio, até chegarmos aos melhores termos para ambos os lados, e aprovar o ProGoiás, o novo programa de incentivos fiscais do Estado, acompanhamos e atuamos para evitar que no Congresso avance um modelo de reforma que destrua os incentivos fiscais dos Estados emergentes. Reforçamos sempre que os programas de incentivos fiscais só existem porque mais de uma dezena de Estados dependem deles para se desenvolver, pois, historicamente, foram abandonados pelas ralas políticas federais para o desenvolvimento regional, desde épocas imperiais, que concentraram recursos e transferências para os Estados já industrializados, que sempre tiveram forte influência no Executivo e Legislativo federais. Os programas de incentivo estaduais, criados por Goiás ainda nos anos 1970, modificou este padrão e essa relação, dando aos Estados a força e independência para autofinanciarem seu desenvolvimento. Aliados a deputados federais e senadores goianos e de Estados em desenvolvimento, seguimos de olho, sempre atentos.
Otávio Lage de Siqueira Filho, empresário e presidente do Conselho da ADIAL 15
MARKETING & PRODUTOS
Mitsubishi
Cargill
Numa época em que os cinemas estão fechados as exibições de drive-in tem sido uma opção para entretenimento e manter um distanciamento social seguro. A Mitsubishi e o The Luna Cinema no Reino Unido estão se unindo para oferecer uma competição que oferece aos amantes do cinema a chance de ganhar uma experiência VIP. Em uma picape Mitsubishi L200, um par de participantes ganhará uma experiência de triagem de próximo nível, completa com uma cesta de piquenique e móveis macios. O Luna Drive In Cinema será lançado no início de julho no Reino Unido em cinco locais com centenas de exibições.
A Cargill anuncia nova embalagem para o seu portfólio do tradicional extrato de tomate Elefante. O produto agora está disponível em pote plástico reutilizável de 340 gramas, com tapa abre e fecha. A nova embalagem é fruto de pesquisa feita pela BP Associados e o Instituto Ipsos, indicando que os consumidores da marca buscam uma opção que tenha uma vida útil pós-consumo maior que a tradicional lata, já que o pote plástico pode ser reutilizado. Para Augusto Lemos, diretor geral da Cargill Foods para América do Sul, ouvir a opinião dos consumidores é uma ferramenta essencial para Elefante. “Estamos
BRF
Nestlé
"Como é o sabor de Perdigão aí na sua casa?" é o mote que conduz a nova campanha da Perdigão, marca da BRF, estrelada pelo apresentador Luciano Huck. Na iniciativa, a fabricante convida os consumidores a compartilharem receitas no "Hub Comer Junto". A plataforma digital da Perdigão passou a contar com um espaço para uploads de receitas. Segundo a marca, a comunicação está associada ao crescimento do hábito de cozinhar em casa.
Como parte da estratégia global de redução de impactos ambientais da Nestlé, a Nespresso anunciou que suas cápsulas serão produzidas com 80% de alumínio reciclado. A mudança ocorrerá de forma gradativa em toda a linha de cafés da companhia. As primeiras cápsulas a serem adaptadas ao novo modelo serão as da variedade Master Origin Colombia, um dos cafés da linha regular da marca. A transformação já começou na Europa no Brasil terá início em julho.
16
PRÓ-INDUSTRIAL
Heinz A Heinz apresenta edições especiais do seu molho mais tradicional: ketchup com vinagre balsâmico (Balsamic Vinegar&Sun Ripened Tomato), ketchup com ervas finas (Herbs&Sun Ripened Tomato) e o ketchup com um toque de alho (Roasted Grlic&Sundried Tomato). Com a embalagem em vidro, remetendo à icônica garrafa Heinz, as versões especiais do ketchup já são sucesso no exterior e chegam ao Brasil como parte da estratégia de inovação. “Nossas edições especiais chegam para garantir uma experiência de sabor exclusiva e oferecer um momento delicioso aos nossos consumidores”, diz Raquel Lo-Buono, gerente de Brand Building na Kraft Heinz Brasil. “Temos buscado cada vez mais por oportunidades de levar a experiência para dentro da casa de nossos consumidores e esses novos produtos serão apenas o começo da nossa caminhada”, finaliza.
adialgoias @adialgoias @adiallog adial
@adialgoias @adiallog adialgoias
REDES SOCIAIS DA ADIAL
Hypera Miorrelax, relaxante muscular da linha de medicamentos isentos de prescrição da Hypera Pharma, e o aplicativo Weburn, plataforma de vídeo aulas sobre saúde e bem-estar, uniram forças para incentivar que as pessoas se movimentem e se mantenham saudáveis mesmo dentro de casa, em tempos de isolamento social. Para isso, estão oferecendo três meses de acesso gratuito à plataforma para as primeiras dez mil pessoas que se cadastrarem. O Weburn possui mais de 400 videoaulas de diferentes modalidades, lideradas por professores renomados como Thiago Pugliesi e Camila Sachs. O aplicativo facilita a prática de atividades físicas em casa e inclui treinos para todos os gostos e necessidades. ‘PRÓ-INDUSTRIAL
Acompanhe a ADIAL nas redes sociais. Além do Facebook, onde ADIAL e ADIAL-LOG já estão presentes há quase dois anos, passa agora a contar com o Instagram e LinkedIn, com a proposta de divulgar mais as ações, reuniões e eventos da entidade e da Diretoria, além dos benefícios alcançados com o Clube de Compras da ADIAL, ADIAL Corretora de Seguros, ADIAL Negócios e ADIAL Social. Siga, curta e compartilhe nosso conteúdo e fortaleça o setor industrial. Espaço de divulgação de ações de marketing e lançamento de produtos e serviços de empresas associadas. Para participar, envie texto e imagens para proindustrial@adial.com.br.
17
SETORIAL
Corrida da Solidariedade da Alego tem adesão da ADIAL A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) já realizou a entrega e a distribuição dos alimentos arrecadados na Corrida da Solidariedade. Mais de 21 toneladas de alimentos serão encaminhadas a quatro instituições filantrópicas de Goiás, sendo elas: Casa de Eurípedes, Núcleo Assistencial a Caminhos para Jesus, Ministério Filantrópico Terra Fértil e Associação Nosso Amiguinho. O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Lissauer Vieira, destacou a importância da campanha, diante da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). “Estamos enfrentando tempos difíceis em razão dessa grave crise sanitária e, com certeza, todos esses alimentos ajudarão muito essas instituições, que também estão passando por dificuldades. É através da solidariedade e da união de forças que conseguiremos superar essa bata-
NOTA ADIAL A Associação Pró-DesenvolvimA Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) esclarece que o mandado de segurança concedido pelo Tribunal de Justiça de Goiás beneficia diretamente milhares de trabalhadores nas indústrias incentivadas no Estado. Com maior segurança jurídica agora, estas indústrias poderão aderir ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, instituído 18
lha, e o Poder Legislativo de Goiás está fazendo a sua parte”, ressaltou Lissauer. A primeira Corrida da Solidariedade da Alego aconteceu entre os dias 8 e 10 de junho e contou com ampla participação dos servidores da Casa, parlamentares, diretores, empresários e da comunidade em geral. A ADIAL participou com a arrecadação de mais 2 toneladas de alimentos. No total, a quantidade de alimentos arreca-
dados, que ultrapassou 21 toneladas, superou as estimativas iniciais da organização, que tinha como meta dez toneladas. O resultado final da corrida, apresentado durante a live realizada pela Alego, ficou com a seguinte colocação: Procuradoria-Geral em 3º lugar com 2.498 toneladas; Diretoria de Comunicação em 2º com 3.217 toneladas e Presidência da Casa em 1º, com 5.419 toneladas de alimentos arrecadados.
pela Medida Provisória 936 do governo federal, que visa preservar o emprego e a renda dos trabalhadores durante a pandemia da Covid- 19. Até então, as indústrias evitaram esta adesão por conta da possibilidade de entrar em vigor o decreto do governador Ronaldo Caiado. A Adial ressalta, inclusive, que desde a publicação do decreto, esteve em constante diálogo com o governo estadual, esclarecendo os prejuízos que a medida causaria para milhares de trabalhadores
nas indústrias em Goiás, caso entrasse em vigor. Por conta até deste diálogo, a Secretaria Estadual de Economia sequer regulamentou o referido decreto, algo necessário para que entrasse em vigor. A Adial mantém permanente diálogo com o Governo de Goiás em busca das melhores soluções para a retomada das atividades das indústrias e do crescimento econômico no Estado, que vão garantir a manutenção e crescimento dos empregos e da renda dos trabalhadores nas indústrias em Goiás. PRÓ-INDUSTRIAL
GOVERNO DE GOIÁS DECRETA VOLTA DA QUARENTENA, GOIÂNIA ADOTA Em vídeoconferência com os setores público e privado, o governador Ronaldo Caiado apresentou dados atuais da Covid-19 no Estado e seguiu a recomendação da UFG e o Comitê Estadual de Crise para adotar o modelo de quarentena 14x14, com fechamento rígico pelos próximos 14 dias, a partir de 30 de junho, com abertura, por 14 dias - com este ciclo de trocas ser repetindo a cada duas semanas. Essa será a recomendação do Estado aos prefeitos goianos, sugerindo seguir com medidas de isolamento, mantendo ativo apenas serviços essenciais. “Os prefeitos que estiverem de
acordo terão respaldo. Os que acharem que devem seguir outro caminho, comuniquem a população e arquem com as responsabilidades", disse o governador. Caiado afirmou que não é mais possível ampliar leitos de UTI - no máximo, chegaria a 600, segundo a Secretaria de Saúde. Conforme estudo da UFG, haveria necessidade de 2 mil UTIs para não colapsar o sistema, que a universidade previa para meados de julho, caso não ocorra isolamento social. No dia seguinte (30), o prefeito de Goiânia, Iris Rezende, assinou decreto que praticamente segue as
determinações do decreto de governo estadual. O comércio da capital, que havia liberado shoppings, varejo de rua, escritórios e comércio popular, volta a fechar novamente por mais duas semanas. Assim, todas as atividades comerciais e industriais não essenciais na capital devem ser suspensas. Até junho, Goiânia registrou 6.837 casos positivos. 270 pacientes seguiam internados, enquanto outros 5.563 se recuperaram da infecção. O número de óbitos registrados na capital é de 164 pessoas. (Confira entre as páginas 22 e 26, os decretos do governo estadual e da Prefeitura de Goiânia)
LEILÃO DO FOMENTAR: EDITAL DE OFERTA PÚBLICA O Estado de Goiás, através da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços / Fundo de Participação e Fomento à Industrialização do Estado de Goiás – FOMENTAR, via da Comissão Permanente de Licitação – CPL, instituída pela Portaria nº 179/2019-SIC, tendo em vista as disposições legais do Decreto nº 5.036, de 16/04/1999 e alterações introduzidas pelos Decretos nº 5.059/99 e nº 5.799, de 16 de julho de 2003, vem a público comunicar aos interessados em geral, que nos dias 08, 09 e 10 de julho de 2020, através do 43º LEILÃO ADMINISTRATIVO, procederá a liquidação antecipada dos saldos devedores, apurados de 1º de novembro de 2019 a 30 de abril de 2020, e oriundos dos contratos de empréstimo firmados com as empresas beneficiárias do FOMENTAR (venda de títulos, art. 17, II, d., da Lei nº 8.666/93). As propostas deverão ser apresentadas via e-mail, nos termos dos Decretos citados, nas datas previstas, no limite do horário de expediente comercial, onde deverão ser digitalizadas as propostas de forma visível, assinadas com reconhecimento de firma e comprovação do seu representante legal e encaminhadas, juntamente com os Documentos de Arrecadação - DARE pagos, nos termos dos Decretos citados, as quais serão avaliadas pela Comissão Permanente de Licitação e pela Comissão Supervisora e só terão validade após o retorno do recebimento com a devida assinatura da Comissão Permanente de Licitação. Devido a atual conjuntura do país, será permitida também o cadastro de propostas com autenticação eletrônica através de certificado digital, que também deverão ser encaminhadas por e-mail, desde que contenha o código de verificação da autenticação. Alternativamente, em caso da empresa não possuir certificado digital, poderá adotar o sistema de registro no SEI! - Sistema Eletrônico de Informações do Estado de Goiás, o qual deverá seguir o procedimento no link http://sei.goias.gov.br/como_se_cadastrar.php. e após recebimento da proposta via e-mail e devido cadastro da empresa no SEI, será disponibilizado pela Comissão Permanente de Licitação, durante o prazo de 5 (cinco) dias úteis, a liberação para assinatura da proposta recebida pelo responsável da empresa diretamente dentro do sistema supramencionado. Importante ressaltar que essa assinatura será notificada via e-mail de cadastro da empresa que pleiteará a proposta. As informações necessárias poderão ser obtidas no endereço supra ou nos e-mails - luciano.dantas@goias.gov.br; ilma.ferreira@goias.gov.br; eliane.albuquerque@goias.gov.br.
PRÓ-INDUSTRIAL
LEITURA EMPRESARIAL TRÊS BOMBEIROS
Um relato claro e conciso da catástrofe financeira de 2008-9 pelos três homens que arquitetaram as saídas para a crise. Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, Tim Geithner, presidente do Federal Reserve Bank de Nova York, e Henry Paulson, secretário do Tesouro, estavam à frente de políticas de socorro drásticas e controversas, mas que se provaram necessárias para estabilizar o sistema financeiro. Neste livro, eles examinam as causas da crise, explicam por que ela foi tão impactante e relatam uma a uma as medidas necessárias para evitar uma depressão como a de 1929.
MOEDAS: DOS POVOS PRMITIVOS AO BITCOIN Este livro nos leva desde a conceituação do dinheiro vivenciado pelos povos primitivos quando da criação da moeda para facilitar as trocas entre as pessoas. E segue até os dias atuais onde as pessoas são interligadas digitalmente pela internet e pelo celular. O dinheiro se torna moeda virtual autogerido por computadores e coloca em xeque a soberania dos países.
O 7 A 1 NA ECONOMIA
Se o placar de 7 1 na copa de 2014 foi inesperado para uma partida entre Brasil e Alemanha, nas relações econômicas bilaterais essa disparidade é a regra. Historicamente, a balança comercial entre os dois países é uma goleada em favor dos alemães. E o esquema de jogo é conhecido: enquanto compramos máquinas e produtos industrializados, vendemos matérias-primas.
ASDAFSDFASDFASD FDASDF HOMENAGEM A AFFONSO CELSO PASTORE
Em nove artigos e uma entrevista inédita, o percurso intelectual e o legado de um dos maiores economistas brasileiros. Com textos de Antonio Delfim Netto, Arminio Fraga Neto, Celso Lafer, Edmar Bacha, Ilan Goldfajn, José Júlio Senna, Marcos Lisboa, Mário Magalhães Mesquita e Samuel Pessôa.
LÍDERES E O NOVO OLHAR O livro traz uma abordagem coletiva, por meio de histórias, princípios e experiências, que busca ajudar a criar as condições nas quais uma liderança forte pode florescer e os resultados aperfeiçoarem positivamente. A obra deixa claro que a liderança é principalmente uma questão de remover barreiras para que as pessoas possam agir com liberdade e independência, incentivando e estimulando a ação de profissionais, inovando-os nas atividades de planejamento e tomada de decisão.
Sasafdsds
FOCO NA ENERGIA
ENERGIA: CONTA COVID
Paulo H. Magalhães
Sem sombra de dúvidas a pandemia do Coronavírus deixará marcas permanentes em todos os segmentos da economia e setores da sociedade, o que irá gerar a necessidade de grandes projetos, reestruturações, modernizações e mudanças culturais, incluindo nesse bojo os serviços essenciais e projetos fundamentais como os de infraestrutura, telecomunicações, e energia. Tratando especificamente do Setor Elétrico, o que o diferencia dos demais setores é a capacidade de mobilização dos seus agentes e representantes dos consumidores, que de forma ágil e estruturada, apresentaram e discutiram os problemas decorrentes da redução do consumo causados pela pandemia, os impactos nos contratos vigentes, mas também apresentaram sugestões e soluções, que com a mesma agilidade foram e continuam sendo implementadas. Exemplo disso é a publicação da Resolução Normativa nº 885, feita pela ANEEL no último dia 23 de junho, que regulamentou a chamada “Conta-Covid”, estabelecendo critérios e condições para que as empresas do setor possam captar recursos junto à instituições financeiras lideradas pelo BNDES. O empréstimo dos bancos ao setor poderá totalizar R$ 16,1 bilhões, prazo de 60 meses para pagamento, amenizando a perda de arrecadação das distribuidoras e de faturamento para as demais empresas, diluindo o impacto da pandemia ao longo dos próximos 5 anos para os consumidores, sendo um exemplo aos demais setores pois não utilizará recursos do Tesouro Nacional. ESTAMOS PREPARADOS PARA A RETOMADA DA ECONOMIA Alguns projetos possuem a capacidade de auxiliar na retomada acelerada da economia, dentre eles estão os projetos de geração, distribuição e transmissão de energia, tanto pela demanda sempre crescente, cujo reflexo é a constante ampliação dos sistemas de infraestrutura, quanto pelos valores e pela grande quantidade de empregos diretos e indiretos gerados. Soma-se a isso, outros fatores que mesmo em tempos de pandemia continuam favoráveis ao Brasil, como a redução da Taxa Selic para o menor índice histórico, a taxa do dólar e a disponibilidade de recursos externos ávidos por bons projetos de infraestrutura. O principal desafio para que isso ocorra é conseguir alinhar e unificar os esforços dos setores público e privado com foco nesse objetivo, fomentar e acompanhar os projetos prioritários para que sejam implantados da forma mais célere possível, não só durante o período da retomada pós-Covid, mas que esta nova cultura do desenvolvimento se perpetue de forma permanente. NÚMEROS POSITIVOS Mesmo em plena crise, alguns números do setor elétrico chamam a atenção, como o recorde de geração eólica instantânea na região Nordeste e a quantidade de novos projetos de geração solar fotovoltaica. No dia 21 de junho a geração eólica na região Nordeste chegou a ultrapassar 10,1 mil MW, operando a 68% da capacidade e sendo capaz de suprir 100% da energia consumida na região e exportar 1,1 mil MW no sistema para outras regiões. PRÓ-INDUSTRIAL
21
22
PRÓ-INDUSTRIAL
Confira nas páginas a seguir, os decretos do governo estadual e municipal (Goiânia) sobre o novo isolamento social.
‘PRÓ-INDUSTRIAL
23
24
PRÓ-INDUSTRIAL
‘PRÓ-INDUSTRIAL
25
26
PRÓ-INDUSTRIAL
‘PRÓ-INDUSTRIAL
27
28 DIARIO OFICIAL DO ESTADO DE GOIAS Assinado digitalmente pela ABC - AGENCIA BRASIL CENTRAL
PRÓ-INDUSTRIAL
‘PRÓ-INDUSTRIAL
29