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Leitura Estratégica vol.9

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MARCAS DA PANDEMIA GEOPOLÍTICA, SEGURANÇA SANITÁRIA, NOVAS TECNOLOGIAS E URBANISMO: O QUE VOCÊ E SUA EMPRESA PRECISAM ENTENDER PARA O PÓS-COVID-19

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8 . Leitura EstratĂŠgica


EDITORIAL LEANDRO RESENDE - CEO e Diretor de Redação

Na saúde e

na doença

Bem-vindo à era do caos mental, do isolamento social, da reflexão individual e do medo da morte. E sua empresa em meio a isso tudo. Em um liquidificador mental, seu sentimento como empresário, como pai e como empregador, está triturando. Seu patrimônio pode estar por um fio e diante de decisões que nunca enfrentou, que não viu no YouTube e não tem no Google. Bem-vindo à nova ordem mundial, inaugurada com uma pandemia que nos pega com as calças nas mãos: no social, uma nação excessivamente polarizada e medrosa, sem lideranças e projetos. Um País em transe, que atira pedras e memes no jornalismo e não nos contraventores; na economia, uma recessão histórica, de meia década, paralisa empregos e projetos; e, na política, com governos pobres de dinheiro e de conteúdo, um misto de neófitos e salvadores da pátria em seu debut no poder, descobrindo da pior forma e no pior momento (para nós) que ganhar eleição é mais saboroso que governar. E aí, José? Amanhã, quando relembrarmos os dias de hoje, vamos contar centenas de milhares de mortos, famílias despedaçadas. Não menos triste será o cenário das empresas, com milhares de mortes (falências) e empregos que deixaram de existir. Para muitos pesquisadores, ali, 2020, "foi" o ponto da virada de muitas empresas, uma pivotada de 360o na forma de relacionar com clientes e colaboradores.

Nesta edição de setembro de 2020, a Leitura Estratégica traz um panorama desta virada, tentando fotografar o futuro, de como será em várias áreas a relação empresa e sociedade. Da comunicação ao neuromarketing, da geopolítica a padrões sanitários, da forma de produzir ao consumo. A manchete desta edição dá dois passos à frente, repensa as várias relações, testa nosso sistema de vida e prevê que choque não vai depender do empresário - como sempre - mas do consumidor. AGRADECIMENTO A edição tem conteúdos relevantes, mas destaco que a fizemos novamente com todo respeito à qualificação do nosso leitor. Quero, neste espaço, agradecê-lo, que nos atiça e força sempre a buscar o melhor. Quero também dividir o agradecimento ao grupo de empresários que atendeu o nosso chamado, nessa virada da revista, que com sucesso no impresso, investe agora forte no digital - já que a distribuição física seria complexa por conta do isolamento. Nova plataforma, novo site e a mesma disposição de propor e promover esse diálogo: empresas e sociedade. Estamos juntos, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza.

DIGITAL ILUSTRAÇÃO Antônio Carlos Schonarth Diagram Design leituraestrategica.com.br CEO E DIRETOR DE REDAÇÃO Leandro Resende

COLUNISTAS Leandro Coutinho Leandro Resende

TEXTOS e REVISÃO Eula Lôbo Iara Nunes Izabela Pavetits Paula Falção

PROJETO GRÁFICO Juliano Rodrigues

FOTOS E TRATAMENTO Jota Eurípedes Joãozimar Oliveira

APOIO OPERACIONAL Lorena Resende

A Leitura Estratégica é uma publicação da Leandro Resende Publisher, marca da Contemporânea, parte do portfólio da rede STG News. O conteúdo dos artigos e colunas é de responsabilidade dos autores.

Leandro Resende, editor e publisher

SITES stgnews.com.br goianiaempresas.com.br brasiliaempresas.com.br palmasempresas.com.br rondonopolisempresas.com.br campograndeempresas.com.br

CONTATOS Redação - (62) 99125-9526

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Leitura Estratégica . 9


36 DA GEOPOLÍTICA À SEGURANÇA SANITÁRIA, DOS MODELOS URBANISTAS À REVIRAVOLTA TECNOLÓGICA, O QUE MUDA NAS EMPRESAS E AS MARCAS DA PANDEMIA

10 . Leitura Estratégica

COMO SERÃO AS EMPRESAS NO PÓS-COVID


SETEMBRO 2020 - No 09

+ REPORTAGENS 14 | DIGITALIZAÇÃO

58 | SOLUTI

Goiana Proarquivo amplia serviço de arquivamento

Destaque nacional, empresa de certificação goiana cresce mais de 40% durante a crise

28 | ENTREVISTA

61 | ESPECIALISTAS RESPONDEM

José Roberto Nunes apresenta a sólida expansão da Planalto Invest

Caderno Especial com temas que vão do marketing, turismo ao big data

34 | JORNALISMO

74 | HENRIQUE COE

STG News, novo portal de notícias de negócios que atua em quatro Estados e no Distrito Federal

A história do varejo em Goiás passa pela trajetória centenária da Henrique Coe e da sua Casa Iracema

48 | SEGURANÇA PRIVADA Referência no setor, TecnoSeg aposta em alta tecnologia e controle remoto

52 | INDÚSTRIA A receita de sucesso da Piracanjuba, uma das líderes nacionais de lácteos

56 | UNICENTRO BRASILEIRA

80 | RELÓGIOS DE LUXO

Cooperativa é a quarta maior do sistema Sicoob e chega a R$ 3 bilhões de ativos.

Alta relojoaria se expande e confira os favoritos dos goianos e brasilienses

+ MATÉRIAS

+ COLUNAS

+ OPINIÕES

12 | HUMOR 19 | FUJIOKA 22 | MAXXSOFT 32 | POKEA PRTE 46 | POTÊNCIA 68 | LEADERSHIP 72 | TERRA SANTA

20 | DIRETORIA 60 | EXECUTIVOS 78 | MEMÓRIA 84 | VEÍCULOS 86 | BSB.NEGÓCIOS 89 | NEGÓCIOS.MT 90 | NEGÓCIOS.TO

91 | PEDRO BITTAR 92 | LUIZ A. DE SIQUEIRA 93 | JOSÉ M. SCHREINER 94 | WALMIR CUNHA 95 | WAGNER PATRUS 96 | LUÍS ALBERTO PEREIRA Leitura Estratégica . 11


HUMOR

SR. SCHONARTH

RIR DE QUÊ, A REVISTA NÃO É DE NEGÓCIOS? É SÓ UMA PÁGINA, AGUENTA AÍ. O MUNDO NÃO É SÓ IMPOSTO, INFLAÇÃO, CRISE...

DIÁLOGO

FALE COM A LEITURA ESTRATÉGICA

Envie sua opinião, críticas e sugestões para a publicação. Pode ser via WhatsApp (62 99125-9526) ou mensagem no Facebook (facebook.com/Leitura-Estrategica). Informe ainda seu nome, cidade onde mora, cargo e empresa. Por motivos de clareza ou espaço, os textos poderão ser publicados resumidamente. Para contatos comerciais, use também o WhatsApp (62 99304-1860).

12 . Leitura Estratégica


TECNOLOGIA| DIGITALIZAÇÃO

VOCÊ É DA ÉPOCA DO

'ARQUIVO MORTO'? Empresa goiana Proarquivo amplia serviço de digitalização de documentos em Goiás

14 . Leitura Estratégica


Se a tendência das empresas, consolidada nesta era da covid-19 (e no pós, com certeza), é home office, o que dizer dos arquivos? Essa não é a dúvida de centenas de empresários goianos e não será para muitos que vão migrar para o serviço de digitalização e arquivamento dos documentos. Arquivo morto e depósito para guardar papelada e documentação são tão ultrapassados quanto máquina de escrever manual. Essas palavras já saíram do vocabulário dos empresários que descobriram a Proarquivo, empresa goiana que presta serviços de digitalização e guarda de documentos há 16 anos. Só em 2019, ano travado da economia brasileira, a Proarquivo cresceu quase 50%, em grande parte com o serviço de digitalização. Com a covid-19 e a revisão dos formatos de gestão, a previsão para 2020 é uma alta procura também no armazenamento físico que pode chegar a 200%, se comparado a 2019. “O aumento na procura pela digitalização está diretamente ligado a consciência e inserção dos empresários e empresas na tecnologia. Com escritórios menores e a força do home office, a gestão segura dos documentos não é custo, é investimento”, comentou Everson Júnior, sócio fundador da Proarquivo. ERA DIGITAL A informação, reforça Everson, é fator estratégico para o sucesso corporativo. Vivemos na era digital e várias ferramentas e serviços podem nos auxiliar na gestão documental, como: sistemas de gerenciamento eletrônico

Rogério Moura e Everson Júnior, sócios e fundadores da Proarquivo: comemoram expansão

Em estudo recente patrocinado pela Xerox Corporation, chegou-se a conclusão que:

90%

das organizações não têm controle sobre os valores gastos anualmente sobre a produção de processos/ tarefas que envolvem documentos;

82%

das organizações acreditam que os documentos são essenciais para o sucesso das operações organizacionais;

70%

dos executivos afirmam que uma Gestão Documental ineficiente, torna a organização mais lenta;

45%

do tempo dos executivos é utilizado com documentos (produção, acesso, recuperação, uso, etc.)

de documentos (GED); gerenciamento de processos de negócios (BPM); workflow e cloud storage, que são alguns exemplos das possibilidades na aplicação da gestão da informação. “As empresas precisam tratar os dados com profissionalismo.” Empresas como a Proarquivo ajudam outros negócios a utilizarem os documentos digitalizados integrados em seus processos, sem se esquecer, é claro, do legado físico. “Tão importante quanto ter o documento digital é tê-lo devidamente arquivado no mundo físico, uma vez que a história de cada documento deve ser preservada e servir de repositório para questões gerenciais e legais ao longo de seu ciclo de vida”, afirma Rogério Moura, sócio fundador da Proarquivo. O Decreto Presidencial nº10.278 de 18 de março de 2020 veio para sa-

cramentar práticas em relação a digitalização dos documentos e, além disso, validar as técnicas e os requisitos a fim de que os documentos digitalizados produzam os mesmos efeitos legais dos documentos originais. “Tanto os documentos que já foram originados no meio digital quanto os do meio físico se beneficiaram deste decreto”, acrescenta Everson Júnior. Implantar a gestão digital e física de arquivos pode ser uma tarefa simples para algumas empresas. Porém, para tantas outras, essa tarefa precisa de ajuda de especialistas, uma vez que essa rotina não faz parte do core business das companhias. Nos deparamos com uma infinidade de informações que precisam de tratamento para garantir a correta recuperação quando o documento é requisitado, também chamados de metadados. Leitura Estratégica . 15


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TECNOLOGIA | NEGÓCIOS

FUJIOKA ATACADO, EMPRESÁRIO PAGA MENOS

Facilidade em comprar produtos de tecnologia com preço de atacado, em qualquer quantidade e pagamento facilitado Em um ponto, todos os empresários brasileiros concordam: são muitos os desafios enfrentados por quem decide empreender no País. Em todo o tempo - não apenas o que vivemos agora diante de uma pandemia – seguir o sonho de ter o próprio negócio e mantê-lo vivo exige um esforço fora do comum. Um malabarismo sob diversos aspectos para que tudo corra bem. O empresário, profissional liberal, autônomo ou microempreendedor in-

dividual (MEI) dos mais variados ramos de atividade - desde um pequeno açougue, oficina, salão de beleza a um grande hotel ou hospital - podem usufruir das vantagens do Fujioka Atacado em dois endereços: um em Goiânia e outro em Anápolis. Ou ainda pelo site fujiokaatacado.com.br. A vantagem fica por conta de poder comprar produtos de tecnologia pagando mais barato. Seja para montar um negócio do zero, para ampliar a empresa ou simplesmente repor um pequeno item. No Fujioka Atacado, quem é empresário e tem CNPJ paga menos e conta com uma enorme variedade de produtos de tecnologia das maiores e mais importantes marcas mundiais.

"O preço de atacado vale para qualquer quantidade e o pagamento também é facilitado. É claro que conduzir um negócio ao sucesso, vários fatores estão relacionados. Mas quando o assunto é fazer economia, os empresários têm no Fujioka Atacado um grande aliado", destaca a empresa. Entre tributações, legislações, mudanças econômicas, equipes e equipamentos o empreendedor se vê, diariamente, tomando decisões importantes que impactam na rotina do seu negócio - muitas vezes familiar - no dia a dia de colaboradores, fornecedores, clientes e da sociedade como um todo. "Em meio a essa pressão, qualquer alívio, qualquer benefício é muito bem-vindo. Imagine então uma grande vantagem." 19 www.bankr.it Leitura Estratégica .


DIRETORIA

EMPRESA QUE FORNECE TECNOLOGIA AO PENTÁGONO NASCEU EM GOIÂNIA

Os engenheiros Iron Daher e José Alberto Canedo, formados pela Universidade Federal de Goiás (UFG), abriram seu negócio em 2002: a Griaule, que, na ficção, é o nome de um dragão. Os jovens goianos, que investiram inicialmente R$ 6 mil, desenvolveram uma solução de captura, cadastro e reconhecimento eletrônico de impressões digitais de forma rápida e segura. No ano seguinte (2003), levaram a empresa para a Incubadora de Base Tecnológica da Unicamp, em Campinas (SP). A empresa de biometria dos dois goianos cresceu. Hoje, 18 anos depois, a Griaule é responsável por criar tecnologia biométrica (rosto, impressões digitais, íris dos olhos e palmas das mãos) para caçar terroristas e prevenir sequestros. Além do cadastro biométrico do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos caixas eletrônicos espalhados pelos quatro cantos do Brasil, os softwares da 20 . Leitura Estratégica

empresa estão em 70 países, entre eles, nos Estados Unidos, no Pentágono, sede do Departamento de Defesa americano, usado para identificar terroristas no Iraque e Afeganistão. Simplesmente, a Griaule acumula várias certificações do FBI e é reconhecida pelo Departamento de Justiça do Governo Americano, na área de biometria, como a melhor tecnologia do mundo. Para João Weber, sócio e diretor-executivo da Griaule, as ferramentas da empresa são poderosas para a investigação policial e segurança nacional. Com cinco anos, a Griaule dava sinais de que era uma empresa sem fronteiras. Goiânia (2002), Campinas (2003) e San Jose, EUA (2008), ganhava filiais da brasileira. Na época, o fundador José Alberto Canedo, que ficou na empresa até 2009, já relatava exportações para a Costa Rica, Israel, Estados Unidos, México, Chile e Venezuela. Os negócios externos então respondiam por 80% da receita. O outro

fundador, Iron Daher, permanece na presidência, mas não está mais no dia a dia da empresa. Em entrevista na época da abertura da filial nos EUA, os goianos destacaram que estavam animados com o futuro, mas ambos afirmam que só sentiam falta de uma coisa, desde que deixaram Goiás para tocar o próprio negócio em Campinas: "um bom prato de arroz com pequi." Hoje, em 70 países e mais de 4 mil clientes, a Griaule construiu um algoritmo que trabalha com vários métodos biométricos, como íris, impressões digitais e palmares, imagens faciais, entre outros. Ela não desenvolve hardware, mas integra sua plataforma a qualquer equipamento. "Nos EUA, o uso é para segurança nacional. O nosso sistema é usado para Iraque e Afeganistão. É um contrato muito grande tanto de tecnologia quanto de capacidade do sistema", disse João Weber, CEO e sócio da empresa.


LEANDRO COUTINHO e LEANDRO RESENDE

AGROBRASIL É VENDIDA PARA CORRETORA FRANCESA A resseguradora francesa SCOR comprou participação majoritária da corretora AgroBrasil, voltada para a agricultura familiar. A entrada na empresa é estratégica para área de seguros especiais da Scor e abre acesso a um mercado crescente e lucrativo para suas operações de resseguro e operações especializadas de P&C. Para Laurent Rousseau, vicepresidente executivo da Scor Global P&C e CEO da unidade de seguros especializados, com a aquisição, a Scor está construindo ainda mais seu know-how em seguros especializados e a plataforma MGA. "A Scor fortalecerá sua experiência em seguros agrícolas, uma especialidade altamente complexa: estar na vanguarda do conhecimento técnico de riscos e promover a inovação de produtos para o benefício de nossos clientes em todo o mundo é parte integrante de nosso DNA. ” Após o fechamento da transação, as operações da AgroBrasil permanecerão inalteradas, e Laura Neves continuará como CEO da empresa. A negociação está sujeita à aprovação regulatória.

BLAU FARMACÊUTICA COMPRA A PHARMA LIMIRIO

EUROCHEN FINALIZA AQUISIÇÃO DA FERTILIZANTES TOCANTINS A Fertilizantes Tocantins (FTO), empresa com sede administrativa em Goiânia, finalizou a venda da negócio para a EuroChem Group, grupo originário na Rússia, com sede na Suíça, e empresa líder mundial em fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos. Iniciada em 2016, quando a multinacional europeia adquiriu o controle majoritário da FTO, a parceria já previa a completa consolidação, parte da evolução natural do negócio. O acordo de hoje está sujeito à aprovação regulatória e deve ser concluído no terceiro trimestre deste ano. O CEO da FTO, José Eduardo Motta,

será conselheiro estratégico do grupo. Fundada em 2003, a Fertilizantes Tocantins está estrategicamente localizada nas regiões agrícolas que mais crescem no País como Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. A empresa tem apresentado crescimento de vendas de dois dígitos por sete anos consecutivos, atingindo 2,4 milhões de toneladas de fertilizantes vendidos em 2019. A FTO tem nove fábricas localizadas em Porto Nacional (TO), São Luís (MA), Querência (MT), Sinop (MT), Rondonópolis (MT), Barcarena (PA), Catalão (GO), Araguari (MG) e em Luis Eduardo Magalhães (BA).

A farmacêutica Blau concluiu a aquisição da Pharma Limirio Indústria Farmacêutica, no valor de R$ 150 milhões. “A aquisição reforça a estratégia da Blau de crescimento de sua capacidade de produção e da expansão de novas linhas de produtos”, afirma Marcelo Hahn, CEO da BLAU Farmacêutica, que registrou um crescimento acima de 25% e fechou ano com R$ 978 milhões. A Pharma Limirio é uma empresa referência na fabricação de medicamentos injetáveis, pertencente à família Limirio. A fábrica foi implantada em outubro de 2013 e começou a operar em abril de 2014. Leitura Estratégica . 21


DIRETORIA

Rubens Fileti (E) e Leonardo Sobrinho: Um passo gigante para o mercado nacional para o software goiano

GOIANA MAXXSOFT ENTRA NO PORTFÓLIO DA SENIOR SISTEMAS Dizer que o Agronegócio não parou em meio à atual crise sanitária, político e econômica pode parecer redundante. Afinal, o desenvolvimento das plantas, os ciclos dos cultivos e a produção de alimentos para a humanidade, não param. A agricultura segue seu ciclo biológico e não vai parar. O agro vive sim um impulsionamento digital, talvez acelerado por todas estas questões. Quem ainda não era digital, se viu forçado a ser, e rapidamente, já que a profissionalização no agro impacta direta, e positivamente, na performance do PIB nacional. Neste cenário, a Senior Sistemas lançou oficialmente novas soluções para o setor e, entre elas, a plataforma CRM da goiana MaxxSoft que tem o foco de fortalecer a gestão de relacionamento dos canais de 22 . Leitura Estratégica

distribuição do agronegócio com seus agricultores. O CRM Maxxsoft traz ao mercado algo inédito, com um software que reúne as melhores práticas dos programadas de relacionamentos oferecidos por multinacionais ao setor há mais de 20 anos. AGILIDADE A ferramenta apresenta o que há de melhor de cada um destes programas de relacionamento, mas vai além, entrega de uma forma simples, com alta eficiência, facilidade e assertividade em relação ao controle de dados, gestão de relacionamento e geração de proposta de valor aos agricultores pela força de vendas. Permite também, através do sistema, a gestão de informações de mercado sobre a área plantada e

o potencial de vendas de insumos agropecuários por tipo de cultivo e região. Tudo de forma mobile. “Um marco na evolução e transformação digital dos canais de distribuição que ainda faziam a gestão destas informações em Excel ou de forma manual”, diz Rubens Fileti, CEO e sócio da MaxxSoft, da Senior Advanced e presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg). “Na Senior, cada empresário do segmento é acolhido de forma especial e diferenciada. Analisamos suas necessidades e fazemos recomendações feitas sob medida. Não falamos de sistemas, mas sim em soluções de negócios. São os clientes que movem o nosso negócio”, diz Cintia Leitão, Head do segmento Agro.


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Leitura Estratégica . 23

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Grande império Hypera A goiana Hypera, antiga Hypermarcas, comprou por US$ 825 milhões o portfólio latino da japonesa Takeda Pharma, com 18 medicamentos de prescrição e isentos de prescrição (OTC). Este portfólio inclui produtos em áreas terapêuticas como cardiologia, diabetes, endocrinologia, gastrenterologia, sistema respiratório e clínica geral, além de marcas como Neosaldina e Dramin. O conjunto de medicamentos teve receita líquida de cerca de 900 milhões de reais e será, ao fim da operação até dezembro, a maior aquisição da história da empresa, reconhecida por ter foco estratégico de expansão de market share e investimento em marcas líderes com alto potencial de crescimento. Meses antes, a Hypera havia comprado a linha de medicamentos Buscopan e Buscofem, que pertencia à farmacêutica Boehringer Ingelheim, por R$ 1,3 bilhão. Os dois remédios estão entre os mais vendidos sem prescrição no Brasil. Somente as vendas do medicamento para cólicas Buscopan chegam a quase R$ 300 milhões por ano.

24 . Leitura Estratégica


DIRETORIA EMPREGO Goiânia, no primeiro Caged após a declaração de pandemia, foi muito mal no indicador emprego – ficou entre as 15 piores cidades do País. São Paulo foi a que mais perdeu vagas (84.921 vagas) em abril, seguida do Rio de Janeiro (77.552 vagas), Belo Horizonte (25.939), Brasília (18.030) e Porto Alegre (15.891). Goiânia foi 12ª pior cidade, com 9.206 empregos destruídos em um mês. TELGO O isolamento social ajudou nas expansões de alguns negócios. Entre eles, a oferta de conexão de internet. Em Anápolis, destaca-se neste segmento a Telgo, que há mais de 17 anos é uma das empresas locais pioneiras em levar internet banda larga. “Estamos expandindo nossa rede, mesmo nas regiões já atendidas com ampliação de disponibilidade devido à alta demanda. Fora de Anápolis, a Telgo já tem chegado com fibra óptica em outros municípios”, acrescentou Maxwell Guimarães, diretor executivo da empresa. COTY A operação da francesa Coty, empresa instalada em Goiás adquirida da divisão de cosméticos da Hypera (Hypermarcas) em 2015, foi colocada à venda ano passado. O Boticário, que pretendia incluir marcas como a Wella e Clairol na unidade de negócios Multi B, demonstrou interesse. Também queriam o negócio: Unilever, a Henkel e firmas de private equity. Não avançou. Em maio último, a Coty desistiu de vender a operação no Brasil. CARGILL Goiânia foi escolhida pela Cargill Nutrição Animal para instalar seu novo centro de distribuição - no Condomínio Logístico LOG, na BR 153, próximo ao Aeroporto Santa Genoveva. A capital goiana também 26 . Leitura Estratégica

OUTBACK Outra empresa que paralisou as negociações para a venda da operação no Brasil foi o restaurante Outback. Sua controladora, a norte-americana Bloomin’ Brands, vai esperar novo cenário póscovid. Até lá, a controladora busca “alternativas para maximizar o valor para seus acionistas”. Dois interessados em comprar o Outback são a rede paranaense Madeiro e a rede de fast food Burger King. São mais de cem restaurantes avaliados entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões.

será base logística para expansão dos negócios da Nutron, marca da empresa no segmento. Sendo assim, a empresa dobra capacidade de armazenamento e adota padrões da logística 4.0. A fábrica da empresa fica em Goianira e contribui para fluxo logístico. JBS A foco da JBS é abrir capital nos EUA. A afirmação é do CEO global da marca, Gilberto Tomazoni, que alega que mais de 70% do faturamento de R$ 204 bilhões da JBS em 2019 é de receita no exterior. “Será diferente porque teremos uma empresa americana. Esse é um grande projeto que queremos fazer”, diz Tomazoni, sem revelar a data. A gigante, nascida em Anápolis, tem hoje 240 mil funcionários pelo mundo.

SANTA GENOVEVA Até segunda ordem, o leilão da concessão do Aeroporto Santa Genoveva está programado para ocorrer no 4º trimestre de 2020. A rodada conta com 22 aeroportos, nos blocos Sul, Central e Norte I, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e faz parte da 6ª rodada de concessões de aeroportos. Oficialmente, ainda não existe um consórcio de empresas goianas interessadas no equipamento, apesar de algumas movimentações nos bastidores.

“Se você olhar a história da JBS, ela é uma empresa que foi formada por aquisições. Então, vislumbrar oportunidades de mercado é uma prática nossa desde sempre”, destacou. PRIMA FOODS O irmão mais velho do Wesley e Joesley Batista (da JBS), José Batista Júnior, conhecido como Júnior da Friboi, também segue no mesmo rumo. A sua empresa, a processadora de carnes Prima Foods, pediu registro para IPO junto à CVM. Prima Foods, que não tem relação direta com a JBS, tem capacidade de abate de 2.600 cabeças de gado por dia em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, e registrou receita de 2 bilhões de reais em 2019 e um lucro líquido de 241,2 milhões de reais.


A NOVA ONDA DE COMPRA E VENDA DE EMPRESAS NO BRASIL A economia mundial poucas vezes encontrou um dilema tão gigante, que transformasse qualquer projeção de curto prazo em mera especulação. Esse cenário cinza e imprevisível, com mais perguntas do que respostas, exige das empresas um replanejamento estratégico, aponta o executivo Rondinely Leal, atualmente, CEO da Duro PVC. Para ele, o tabuleiro mudou, as peças se misturaram. “Empresas que lideravam, hoje podem estar em insolvência. O foco durante a pandemia, no mundo executivo, também é a prevenção, ou seja, evitar que a empresa vá para UTI, seja entubada. Reduzido o risco, protegidas as finanças, colaboradores e clientes, muitas empresas vão para o ataque, e, muitas, vão buscar fusões e aquisições – por oportunidade ou por necessidade. Será este um momento de reformatar os mercados.” Para Rondinely, a economia será uma retomada em estágios, que vai ocorrer de forma gradativa e por regiões. “Reabrir o comércio é uma primeira etapa, não significa o retorno do consumidor e dos negócios no mesmo patamar de antes da crise. Esse retorno exige uma adaptação ao comportamento do consumidor.” Quanto às operações de M&A, o radar está ligado. Para especialistas, o momento continua sendo de atenção. Em contratos assinados antes da pandemia, discutiu-se os efeitos adversos relevantes (MAE), que afetam a conclusão de várias negociações – pois ainda se debate se esta cláusula cobre ou não o fenômeno pandemia. "O ritmo das operações de M&A só será maior com a redução das incertezas quanto ao cenário de negócios. Quando a poeira baixar, vai se

"Neste momento, a atenção de quem quer comprar e quem busca vender é com os níveis de solvência e liquidez dos negócios. O preço dos ativos até a crise da Covid-19 era um, agora o cenário mudou."

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ter maior noção do impacto desta crise mundial sem precedentes no balanço patrimonial das empresas, no caixa e na carteira de clientes", aponta Rondinely. Mas o mapa de negócios já está desenhado. Investidores já identificaram oportunidades dentro e fora do setor. As adequações e novos comportamentos – culturais e regulamentares – podem sinalizar também, aponta Rondinely, setores mais e menos atraentes no póspandemia. “Devem ser repensados e agregar valor em projetos nas áreas de

saúde, assistência básica, educação à distância, compliance e reputação, alimentos, negócios on-line e finanças”, disse o executivo. As cadeias de suprimentos industriais podem ganhar força, com a abertura para novos fornecedores e novos processos e modelos de contratação. “A dependência de poucos fornecedores e risco de momentos de desabastecimento e majorações excessivas acendem o alerta para revisão de política de suprimentos e fidelidade.” Leitura Estratégica . 27


UM.PARTICULAR

28 . Leitura Estratégica


O JOVEM CONSTRUTOR DE CIDADES IARA NUNES E LEANDRO RESENDE Aos 34 anos, José Roberto Nunes de Castro conquistou lugar de destaque no mercado imobiliário. Sua empresa, a Planalto Invest, vem batendo recorde de vendas durante a pior crise vista nos últimos anos. Palestrante e empreendedor nato, entrou no setor imobiliário como estagiário e hoje possui o que talvez seja o maior case de sucesso do segmento: o complexo Terra Santa. Localizada a 35km de Goiânia, a Cidade do Lazer, como é chamada, é composta por condomínios de chácaras, parque aquático, resort e clube de férias. O empreendimento conta com 1.885 unidades, distribuídas em seis empreendimentos, com tamanhos entre mil e cinco mil metros quadrados. Uma verdadeira cidade voltada para o lazer. Os números são surpreendentes, em quatro anos, a valorização foi de mais de 140% sobre o valor de mercado. Ávido leitor desde a adolescência, José Roberto Pereira Nunes se inspirou no trabalho de Walt Disney. Durante as suas visitas aos Estados Unidos estudou como o empreendedor norte-americano investiu na compra de fazendas no sul da Flórida e as transformou no refúgio de Disney. Ele viu que era possível replicar este conceito no Brasil. Não perdeu tempo: firmou parcerias com diversas áreas em uma região de Trindade e levantou

o empreendimento. José Roberto é ambicioso, já estuda a possibilidade de repetir o projeto tanto no entorno de Brasília como em outros Estados. Busca, agora, terrenos e parceiros para esta jornada. Pretende também construir um hotel ainda neste ano, a princípio com 60 unidades, mas já tem em andamento um planejamento maior, com 250 unidades. E mais: O CEO da Planalto Invest planeja fechar a década com cinco ‘cidades’ pelo País, com um Valor Geral de Vendas (VGV) inicial de R$ 300 milhões cada uma. Já são mais de R$ 285 milhões em imóveis vendidos. Confira a seguir os principais trechos de mais das duas horas de conversa sobre história, família e negócios:

Você vem de uma família historicamente empreendedora em Goiás. Seu avô Alberto Pereira Nunes foi um pioneiro. Como isso influenciou a sua trajetória profissional? JOSÉ ROBERTO NUNES: Meu bisavô veio de Portugal, mas meu avô já nasceu no Brasil, começou a trabalhar muito cedo e logo montou uma concessionária de veículos. A oportunidade que ele enxergou naquele momento foi trabalhar com a mecanização do campo por meio da Planalto Máquinas Agrícolas, hoje Planalto Tratores.

Leitura Estratégica . 29


UM.PARTICULAR Ele acabou sendo peça fundamental para o agronegócio goiano. Foi pioneiro em técnicas como fertilização in vitro, inseminação artificial e transferência de embriões. Fundou também a Planalto Indústria Mecânica, hoje a maior indústria de coletores de lixo de equipamentos para coleta e tratamento do resíduos da América Latina. Acho que nasci com essa veia empreendedora. Acredito que o empreendedorismo pode ser aprendido e pode ser ensinado. O meu caso talvez tenha sido um pouco mais fácil porque desde os dez anos de idade eu já vendia doces no meu prédio e escola, e, aos 14 anos, fui trabalhar com o meu avô. No entanto, quando eu estava com 17 anos ele faleceu e eu precisava tomar uma decisão sobre o meu futuro, foi quando veio a necessidade de construir algo que fosse fruto do meu esforço. Como você entrou no setor imobiliário? Além de várias leituras, meu pai sempre me incentivou a ir para este mercado. Comecei como corretor estagiário, até chegar a empreendedor imobiliário. Eu ingressei no curso de Engenharia mas vi que não era para mim, fiz Publicidade mas senti que faltava um pouco da parte de gestão, transferi para Administração e Marketing e concluí. Posteriormente fiz duas especializações, uma em Direito Imobiliário e outra em Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil. Eu vi que o mercado imobiliário era a área em que eu queria atuar, mas ser corretor não era o caminho para mim. Ser construtor se tornou muito atrativo, mas ainda me faltava o conhecimento, o que sempre enxerguei como a ponte para me conectar onde eu queria chegar. Naquela época eu liderava uma startup para o mercado imobiliário, fun30 . Leitura Estratégica

cionava como espécie de classificados online. O modelo tomava força em São Paulo, mas em Goiás ainda não tinha chegado nada parecido. Fiz um business plan e o apresentei ao Paulinho (o empresário Paulo Roberto da Costa) da Tropical Imóveis, um dos maiores empreendedores imobiliários do País. Mas ele me fez um convite para ser Gestor de Empreendimentos na Tropical. Fiquei quatro anos, até que surgiu a oportunidade de construir em terrenos em Morrinhos e Jataí. Era a hora de seguir sozinho. Eram investimentos grandes, 200 unidades em cada município, eu não tinha recursos, mas não deixei de tentar. Aluguei uma pequena sala e comecei a viabilizar recursos com investidores. Essa entrega foi concluída em três anos. Nesta época, fui convidado para ser sócio em uma empresa que desenvolveria vários empreendimentos para o Sandro Mabel, e entrei como o especialista em urbanismo. Ficamos juntos por volta de três anos nesta empresa. Quando este ciclo estava se encerrando minha mãe já havia recebido a fazenda perto de Goiânia, local que abrigaria o Terra Santa. Foi quando iniciamos o projeto.

Nos fale mais do Terra Santa? A Cidade do Lazer Terra Santa é uma comunidade planejada formada pelos condomínios Monte Sinai, Canaã, Monte Hermon, Galileia, Monte Sião e o Monte das Oliveiras, condomínio de chácaras com muito espaço, contato com a natureza e vista privilegiada. As chácaras vão de mil a cinco mil metros quadrados e os condomínios possuem, cada um, mais de 100 mil m2 de área verde e preservação, playground, pista de caminhada, praça com espelho d’água, pergolado e convivência, fazendinha com horta, pomar e praça com árvores frutíferas. As chácaras levam o conceito de segunda moradia, pertinho da cidade e longe das preocupações, com total segurança por contar com portaria e controle de acesso 24 horas, além de ronda armada e cerceamento perimetral. Como nasceu este projeto?? Inspirado na história bíblica de Moisés, a promessa de uma terra onde os oprimidos viveriam os melhores momentos de suas vidas. O Terra Santa cumpre exatamente este propósito, de


"O Terra Santa cumpre este propósito, de pegar pessoas que estão na cidade estressadas, on-line o tempo todo, desconectadas das famílias e levá-las para um outro mundo onde elas estão sintonizadas com o que realmente é importante para elas."

pegar pessoas que estão na cidade estressadas, on-line o tempo todo, desconectadas das famílias e levá-las para um outro mundo para que se sintonizem. com o que realmente é importante para elas. Além do mais Trindade tem esse peso religioso, ao receber milhões de pessoas anualmente que buscam contato com essa história de fé. Como está o projeto hoje? O Terra Santa foi lançado em 2015, e apesar da grave crise econômica que passávamos acabou sendo um sucesso de vendas. Desde então foram lançados outros cinco empreendimentos, todos vendidos rapidamente. Em setembro do ano passado saiu o sexto, que está com 85% das unidades vendidas. Grande parte desse volume comercializado neste período de pandemia. Apenas nos últimos três meses foram quase 200 unidades, com ticket médio de R$ 150 mil. Estamos falando de 30 milhões de reais em 90 dias. O projeto inicial já foi ampliado em cinco vezes. O Arca Parque, por exemplo, recebeu 65 mil pessoas no ano passado. O local funciona em sistema híbrido: tem o condômino,

que é o associado, e o cliente day use que paga R$ 78,00 para passar o dia com a família. Todos os condomínios da Terra Santa têm acesso ao parque, que conta com piscinas adulto e infantil, com água quente, e ainda com lagos e quiosques de pesca. Além disso, o Parque oferece diversas atrações de entretenimento como o “Arca Splash” com pedalinho, caiaque, stand up paddle, water ball, a “Fazendinha do Noé” uma mini fazenda com diversos animais exóticos e mini, onde a as crianças podem passear de pônei, de miniboi, de charrete e cavalgada. Na pandemia a Planalto Invest não ficou parada... Não mesmo. Há três meses nós viabilizamos a locação com hospitalidade das casas por meio do Airbnb, permitindo ao proprietário não apenas pagar as suas despesas como ganhar algum dinheiro. Tivemos casos de pessoas que lucraram 15 mil reais durante a pandemia. Criamos o projeto Construplano, que oferece dez benefícios para que os clientes construam suas casas e agilizem a sua experiência em seu refúgio. O proprietário recebe sete opções de plan-

tas para que ele escolha como será a sua casa, o que já representa uma economia. Fizemos parceria com uma construtora que garante um valor fechado e conseguimos máquina de terraplanagem a um preço muito subsidiado. Além disso, nós nos encarregamos de aprovar o projeto junto a Prefeitura, o que economiza tempo e tira o cliente de tarefas burocráticas. Lançamos também o Programa Terra Próspera. Boa parte dos nossos clientes são empresários, e na pandemia, assim como a maioria da população está passando por um momento delicado. Este projeto foi a forma que encontramos de conectá-los a produtos e serviços que os demais proprietários necessitem. Já temos mais de 100 cadastrados. É uma forma de ajudar essas pessoas e levar prosperidade neste cenário de dificuldade. Como temos o lazer como nosso guia, concebemos o Terra Santa Clube de Férias. Disponível a todos que comprarem uma chácara, o programa é fruto de uma parceria com a RCI, a maior intercambiadora de hotéis do mundo. O programa oferece dois anos de filiação para que a pessoa escolha entre os mais de quatro mil hotéis conveniados. Leitura Estratégica . 31


MEIOS DE PAGAMENTO | VAREJO

POKEA RECEBE ON-LINE, À DISTÂNCIA E SEM MAQUININHA Plataforma POKEA chega para ajudar empresários que desejam digitalizar seus negócios e manter operações mesmo em meio à pandemia

"Além de diminuir os riscos do contágio da Covid-19, a POKEA é uma solução simples tanto para os empresários quanto para os clientes."

IZABELLA PAVETITS Devido à pandemia da Covid-19, negócios dos mais diversos segmentos precisaram se reinventar para manter as operações sem colocar em risco a segurança de colaboradores e clientes. Com as orientações de distanciamento social, o costumeiro ato de fazer um pagamento em dinheiro ou até mesmo passar um cartão de crédito de uma mão à outra podem ser motivos de ansiedade. Para resolver esse problema e possibilitar que empresários adequem seus negócios ao “novo normal”, a PRTE - Tecnologia e Soluções, empresa goiana de soluções em tecnologia da informação, lançou a plataforma on-line POKEA. “Sentimos uma demanda para ajudar os empresários com a questão do pagamento nos serviços de delivery, que aumentaram muito com a pandemia. Restaurantes, farmácias, até açougues estavam atrasando entregas por ter só uma máquina de cartão, por exemplo”, explica o diretor financeiro e chefe de 32 . Leitura Estratégica

RUAN SANTANA DIRETOR DA PRTE

marketing da PRTE, Ruan Ferreira de Santana. Trata-se de um site que possibilita o pagamento de vendas feitas pela internet por meio do simples envio de um link ao cliente. A POKEA funciona da seguinte maneira, a empresa faz seu cadastro gratuito na plataforma e, quando precisar cobrar algum produto ou serviço, acessa sua conta, cadastra a operação e gera um link que pode ser mandado pelas redes sociais ou aplicativos de mensagem. O consumidor só precisa clicar no endereço, escolher sua forma de pagamento e problema resolvido.

Para fazer parte da POKEA, não são cobradas taxas de adesão nem mensalidades, apenas um percentual sobre cada venda feita. A segurança da operação é garantida pela parceria com a Wirecard Brasil, e são aceitas as principais bandeiras de cartões. A operação dispensa armazenamento de dados dos clientes, os quais não precisam fazer nenhum cadastro. “Os problemas com máquinas de cartão, como precisar de mais de uma - o que aumenta custos -, recarregar bateria, eventuais quebras e sinal ruim são passado.


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ESTRATÉGIA | JORNALISMO

STG: INFORMAÇÃO COM LEANDRO RESENDE EDITORIAL Ao esmagar nossa soja e vender o óleo, ao transformar o nosso leite e industrializar na região mais de 150 produtos lácteos, ao vender nossa carne pedaço a pedaço ao invés do gado em pé estamos agregando valor à nossa matéria-prima, enriquecendo nossa economia, nossas empresas e trabalhadores. No Centro-Oeste brasileiro, aprendemos, por conta própria, a agregar valor aos nossos produtos do agronegócio. Hoje, exportamos cada vez mais industrializados. Somos autossuficientes e valorizamos o produto aqui. E quanto à informação? O que se faz com essa matéria-prima essencial no mundo empresarial de hoje? A informação é um produto. Não agregamos valor, não exportamos, somos importadores e reféns da boa vontade da ‘grande’ imprensa de cidades do Sudeste, que aqui só vem, em sua maioria, para buscar “informação” para fins publicitários e, na sequência, mandam a fatura para pagar. Assim, embarcamos nossa informação empresarial (in natura) para São Paulo para comprá-la industrializada, dez vezes mais cara. Neste ponto, estamos quatro décadas atrasados, mas indiferentes. Chega a ser um assunto ‘morto’, menor, dentro das nossas empresas. O STG NEWS, o primeiro portal de notícias e estratégias empresariais focado na região central do Brasil, vai na contramão deste modelo histórico de dependência e transferência de valor. Vamos industrializar nossa informação, agregar valor à nossa notícia, consumir aqui nossa produção – e, porque não, qualificá-la para exportar já com maior valor agregado. Um produto nosso, feito por nós e conosco. Essa é a missão do STG NEWS: Usar o jornalismo de negócios para valorizar as nossas empresas, nossos produtos, especialistas, líderes, trabalhadores e cidades sem fazer hoje para cobrar amanhã. Não tem preço, não tem dia certo – é todo dia. O STG NEWS é jornalismo ético, sério e de qualidade, com a gestão de mais de duas dezenas de notícias diariamente, agregando valor por acreditar em nossa região. Um detalhe fortalece nosso compromisso com o setor privado e marca nossos produtos (o portal STG News, os sites Empresas e a revista Leitura Estratégica) têm como regra básica: Em nenhuma situação, sem exceção, vendemos anúncio e/ou espaço para o setor público, municipal, estadual ou federal. Somos 100% setor privado. Com o portal regional, os novos sites e a expansão da família Goiânia e Brasília Empresas – reformatamos o território para cinco Estados, ampliando nosso raio de ação para Palmas Empresas, Rondonópolis Empresas e Campo Grande Empresas. Vamos falar de nós. 34 . Leitura Estratégica


ALTO VALOR AGREGADO

Leitura Estratégica . 35


CAPA | NOVA ORDEM MUNDIAL

O MUNDO DEPOIS DA

COVID-19


NEUROMARKETING, GEOPOLÍTICA, SEGURANÇA SANITÁRIA, URBANISMO, TECNOLOGIAS E OUTRAS MARCAS QUE SUA EMPRESA PRECISA ENTENDER PARA O PÓS-COVID-19 E PARA UMA NOVA ORDEM MUNDIAL DOS NEGÓCIOS

LEANDRO RESENDE

Uma imensa cicatriz se formará no mundo pós-Covid. Essa trágica marca carregará memórias de toda uma geração assustada. Mas se você é uma pessoa que vive em nosso futuro, décadas a frente deste fatídico 2020, e, por algum motivo, em uma pesquisa no buscador de sua época (o Google, em nosso tempo, que mandava) e está lendo esta matéria, estamos hoje - setembro de 2020 - ainda muito assustados. Todos, que estejam em uma vila de azeris de uma minoria étnicas de tártaros da Crimeia, no interior do Azerbaijão à uma rica família tradicional paulistana em seu luxuoso apartamento no belo bairro dos Jardins. Todos. Não tem lugar preservado pela infecciosa síndrome respiratória aguda grave 2 (SAR-

GEOPOLÍTICA Nossa geração vai reescrever os manuais e bulas de negócios no pós-Covid - seja ele como e quando será. Mas tudo precisa começar pela geopolítica. Sem compreendê-la, é navegar na escuridão. Para o professor Gustavo Alberto Trompowsky Heck, ex-presidente da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG) nacional, foi se a época que só governos se preo-

S-COV 2), o mesmo que Coronavirus Disease 2019, ou só Covid-19, para os íntimos. Mas saiba que desde o fatídico 11 de março de 2020, dia da declaração da pandemia, passamos a separar tudo como antes e depois da Covid. Nas empresas, o efeito foi drástico. Quando não se mudou por uma atitude interna, mudou-se para acompanhar o comportamento do consumidor. Aproveitando sua atenção, meu leitor do futuro, te apresento um pouco dos efeitos transformadores em algumas áreas afetadas e que já estão ganhando outra visão no pós-Covid (tendências sem volta), a se tornar referência quando não uma obrigação. Praticamente, espontaneamente, nasce uma nova ordem mundial no comportamento social e empresarial. Selecionamos alguns destes temas e contamos com especialistas renomados para traduzi-los.

"A Europa sofre com um processo de migração incontrolável, que deve se acentuar na fase pós-Covid" GUSTAVO HECK, ESTRATEGISTA


CAPA | NOVA ORDEM MUNDIAL

cupavam com as movimentações geopolíticas. Se as estratégias das nações afetam o consumo e a produção, empresários e consumidores devem antecipar consequências das mesmas. Sobre este momento de pandemia e indefinição, o professor é direto: “China, primeiro. Pede-se ajuda prioritariamente ao gigante asiático, e não para os Estados Unidos. A China foi o lugar de origem deste vírus e, portanto, o primeiro país a sofrer suas consequências. Mas, após esse momento, superou a crise de maneira muito efetiva. A porcentagem de afetados e mortos em comparação com a sua população é mínima, diferente do que acontece em outros lugares do mundo. Demonstrou capacidade para vencer com eficácia esta batalha. Sai reforçada a nível global.” Se a China sai favorecida, não temnha dúvida. Mas, para o futuro? “A China tem uma economia forte e um planejamento estratégico bem efetivo. Segue comprando tudo, principalmente ativos financeiros em várias partes do mundo. Contudo, apesar dos esforços que vem empreendendo para reforçar seu poder militar, a supremacia norte-americana é considerável, e deve prosseguir pela próxima década.” Heck explica melhor os EUA: “O neoliberalismo, como racionalidade, não serve. O salve-se quem puder não funciona. A cooperação se impõe frente à concorrência. Os mercados não sabem se regulamentar sozinhos. Os EUA não irão abandonar sua proposta liberal, fundamental suporte de sua economia.” O professor critica a estratégia da Europa: “Já não é um espelho a ser imitado. Mais uma vez, e já são muitas, volta a perder uma oportunidade para mostrar ao mundo que está na vanguarda em

temas importantes. O Estado de bem-estar é muito mais frágil do que presumia. A soberba eurocêntrica fez com que subestimasse tudo o que vinha do Extremo Oriente. É de fato um mercado único econômico e monetário, mas está muito longe de ser um projeto social comum.” Gustavo Heck aponta que os europeus não conseguiram fazer frente às mudanças que se impunham ao Estado de Bem Estar Social. Os movimentos separatistas seguirão crescendo em vários países do velho continente, que produzirão efeitos negativos na continuidade da União Europeia. Para o Mercosul, impõe-se uma re-

"Aplicativos e jogos na área de saúde mental foram muito baixados, tanto para depressão quanto para aprimoramento das emoções." LEONARDO ALVES, CIENTISTA DE DADOS

visão do modelo aplicado (união aduaneira). A consolidação da tão desejada integração sul-americana só será efetiva quando o Brasil reconhecer e assumir sua liderança natural. “Tanto o Mercosul, quanto a UNASUL se perderam nas discussões de cunho ideológico, em detrimento de uma maior atenção ao comércio regional.” TECNOLOGIA E CONVIVÊNCIA Para Leonardo Alves, cientista de dados, o legado da pandemia nas empresas já é visível. Em boa parte, não estavam digitalizadas, e tiveram de rapidamente se digitalizar, trazendo para si tecnologias da informação que permitissem continuar suas atividades de forma remota. "Uma vez percorrido esse caminho, não existe mais volta. Algumas ficarão remotas, outras terão mais facilidade em abrir para home-office e contratar pessoas fisicamente distantes de sua sede. Isso significa que você pode trabalhar em qualquer parte do mundo de sua casa hoje." A necessidade levou as pessoas a buscarem ferramentas e testá-las, destaca Leonardo. Houve sim, um grande salto em várias áreas, com aberturas que nem imaginávamos que iriam ocorrer. "Posso citar, por exemplo, a telemedicina que hoje já é uma realidade na vida das pessoas. O avanço das compras on-line", diz Leonardo, apontando que o medo da pandemia venceu o medo de ter dados clonados, por exemplo. "Testaram de forma forçada e aderiram às compras on-line ou pelo menos aos aplicativos de delivery. Grande mudança de comportamento que afeta diretamente a gestão dos negócios e suas estratégias." O especialista aponta que historicamente, em épocas de guerra e em perí-


CAPA | NOVA ORDEM MUNDIAL

"Edifícios de escritórios não deixarão de existir, mas serão repensados. O que antes era ocupado exclusivamente como área de trabalho passará a atender necessidades de convivência, áreas comuns, o que diminuirá a rentabilidade de locação para investidores." JULIANA MESQUITA, URBANISTA

odos de grande pressão, a humanidade dá saltos evolutivos. "Nesse momento o grande envolvimento digital das pessoas e uma maior presença digital de todos, com certeza farão saltar alguns degraus no uso de tecnologia e forçarão um aprimoramento tecnológico (das empresas). Se não for a revolução em si, será um estopim para ela." As tecnologias de telecomunicação e de interconexão estão sendo testadas no limite, pois é um número muito grande de pessoas usando redes de comunicação. "Temos que ressaltar o uso das inteligências artificiais no auxílio da aceleração da busca por tratamentos mais rápidos para a Covid-19, separando as possibilidades de tratamento que seriam descartadas das que têm chance de 40 . Leitura Estratégica

darem certo." Vários aplicativos foram desenvolvidos para a pandemia, como captura de dados, comunicação de dados e também foi aprimorado o modo de coleta. Jogos sofreram uma grande ampliação de uso, para a indústria foi um “mês de julho” prolongado. Para aplicativos de meditação e relaxamento, foi um salto imenso em seu uso de centenas para milhares de downloads nas lojas de aplicativos. ESPAÇO URBANO Antes da Covid-19, aponta Juliana Mesquita, CEO da Koncept, já existia um forte movimento de urbanistas e empreendedores em direção à construção de comunidades planejadas, baseadas no conceito de cidades para pessoas, mais humanizadas, proposta pelo arquiteto e urbanista dinamarquês, Jan Gehl. O movimento deve acelerar, destaca. “O mercado imobiliário por muito tempo vem determinando a forma de ocupação das cidades, e a grande maioria das lideranças políticas não tem conhecimento suficiente, nem interesse, para criar planejamentos de ocupação que avaliem de tempos em tempos as consequências que o crescimento adensado e desmedido provoca”, diz Juliana que é arquiteta e urbanista. “As cidades modernistas convidam as pessoas a estarem sempre sentadas, ora no banco de um automóvel, ora em mesas de trabalho. Não praticam exercícios. Isso está deixando a população doente, custando muito mais para os sistemas de saúde. A forma de construir tem uma enorme influência na vida e na qualidade de vida das pessoas.” Projetos urbanísticos são definidos com diretrizes de uso e ocupação, os quais são direcionados para investidores e especuladores imobiliários que

buscam na valorização dessas áreas e no aproveitamento máximo das edificações e seus resultados financeiros. "Entendo que situações como essa, de isolamento e fuga de grandes aglomerações advindas dessa pandemia, serão cada vez mais frequentes, e daí se fazem necessárias análises, revisões e reconceituação dos planos diretores urbanos." A tendência de comportamento das pessoas é buscar qualidade de vida e isso vai mudar prioridades como a localização. Com a possibilidade de trabalhar remotamente, as pessoas não se importarão em viver um pouco mais afastadas, onde o custo para a aquisição de um imóvel, ou até mesmo aluguel será mais acessível. "Os bairros serão estruturados de forma independentes para descentralizar escolas, supermercados, hospitais, entre outros. Teremos estruturas menores em maior quantidade.” Estamos diante de um momento, explica a urbanista, de crises, mas também de grandes oportunidades, onde o poder de realização que estava muito concentrado nas mãos de poucos agora começa a se estender para novos proprietários de áreas, novos incorporadores, enfim, não são mais os empreendedores centralizados que ditam as regras do mercado imobiliário, e sim os usuários. “A higienização se tornou um protocolo fundamental para a operação de empreendimentos hoteleiros. Acredito que os ambientes privativos deverão ser adequados para proporcionar a melhor experiência aos hóspedes, fornecendo possibilidades, com segurança sanitária, de entretenimento, alimentação, conforto e serviços de excelência.” Alternativas tecnológicas evitarão, aponta, grandes aglomerações em check-in e check-out. “A multipropriedade imobiliária tu-


Leitura EstratĂŠgica . 41 www.zwolf.capital


CAPA | NOVA ORDEM MUNDIAL

rística alia em sua estrutura múltiplos elementos da economia compartilhada, com foco em transformar um bem inicialmente escasso – a segunda residência de férias – em algo de mais amplo acesso. Em tempos de pandemia, o setor do turismo está sendo duramente penalizado pela necessidade de isolamento e fechamento dos hotéis, o que cortou suas receitas provocando até mesmo o encerramento de atividades de inúmeros empreendimentos. Nesse momento, a multipropriedade tem sido considerada a sustentabilidade econômica e social da indústria da hospitalidade, já que conta com taxas de condomínios que garantem o fluxo financeiro do negócio." “Hoje as pessoas não compram produtos, preferem experiências. A experiência é, na realidade, 'como' você entrega o seu produto, seja vendendo um relógio ou um imóvel, recebendo o hóspede em um hotel, recebendo o cliente em um restaurante para um jantar, para um procedimento médico, para um momento para cuidar da sua saúde e bem estar ou para um bolo com café. O fato e a experiência são como você entrega o momento e como você faz com que as pessoas se conectem e se emocionem com aquilo. Isso é o que importa.” SEGURANÇA SANITÁRIA A pandemia da Covid-19 resultou numa mudança comportamental da sociedade como um todo, globalmente, aponta a professora e pesquisadora Cristiana Toscano. “Hoje é claro para todos que ações individuais impactam no coletivo, e que a proteção e segurança de todos dependem das ações individuais de cada um. Além disso, com a pandemia ficou ainda mais latente a importância da ciência e da pesquisa – na produção de conhecimento e desenvolvimento de tecnologias." 42 . Leitura Estratégica

"Todos têm de fazer sua parte para o bem e saúde da sociedade como um todo. Essa é uma mudança positiva que espero que tenha vindo para ficar." CRISTIANA TOSCANO, PROFESSORA E PESQUISADORA DA UFG

Cristiana é professora do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás e participou do Grupo Estratégico Internacional de Experts em Vacinas e Vacinação (SAGE – Strategic Advisory Group of Experts for vaccines and vaccination) da Organização Mundial da Saúde (OMS) em seu Grupo de Trabalho de Vacinas para Covid-19. Cristiana Toscano é a única brasileira, além de representante inicial da América Latina, que compõe este grupo restrito de especialistas mundiais. “Medidas de proteção individual e coletiva como lavagem de mãos, distanciamento, uso de máscaras e isolamento quando doente ou ao ter contato com alguém doente agora são parte da rotina de todos. Esses cuidados gerais são fundamentais não só para prevenção contra a Covid-19, mas para todas as doenças infecciosas de transmissão respiratória, e devem ser tomados sempre. Ir trabalhar com febre, mandar a criança resfriada para a escola, não vacinar seu filho (exceto em situações em que há uma contraindicação), são atitudes egoístas e que colocam em risco a saúde dos outros e da sociedade. Todos têm de fazer sua parte para o bem e saúde da sociedade como um todo. Essa é uma mudança positiva que espero que tenha vindo para ficar.”

Há diversas formas das empresas ajudarem, tanto no âmbito interno quanto no âmbito do coletivo, aponta Cristiana. "No âmbito interno, é importante promover a divulgação e comunicação de questões relacionadas à saúde pública, sempre baseadas em evidências. Com esta pandemia ficou evidente que uma série de ações e cuidados com a saúde, no sentido de proteção do coletivo, minimização de risco de transmissão de doenças, importância de vacinação em dia, entre outros, são importantes e muitas vezes não suficientemente divulgadas." Para Cristiana, com a ampliação do uso de tecnologias digitais, as empresas podem ser proativas nesta comunicação e divulgação de conteúdo de qualidade já disponível ou que pode ser preparado considerando as particularidades de cada empresa. "Além disso, a conscientização das empresas e funcionários quanto à importância de não ir trabalhar quando estiverem doentes, pelo risco de transmissão aos outros, deve ser reforçada. Isso implica em confiança mútua e possibilidade de trabalho remoto enquanto o profissional estiver no período de transmissão de uma doença infecciosa”, diz a pesquisadora.


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Leitura Estratégica . 43


2008 Inauguração da unidade Bueno

2000 Inauguração da Faculdade ALFA

UNIALFA ESTÁ DE PARABÉNS! O Centro Universitário Alves Faria completa 20 anos nesse mês de agosto. Muitos desafios foram rompidos, vitórias alcançadas e uma contínua evolução do modelo de ensino. Afinal, o título de Melhor Escola de Negócios do Centro-Oeste é sinal de excelência no serviço prestado ao longo de todo esse período. O propósito da UNIALFA é formar cidadãos

a UNIALFA tem uma infraestrutura digna

Goiânia-GO. A unidade sede está localizada na

conscientes e profissionais protagonistas na

dos

Todos

região Noroeste, e há também uma unidade

vida em sociedade e no mundo dos Negócios,

os

instalações

no setor Bueno – ambas projetadas dentro do

sempre orientados para resultados. Essa

atualizadas e confortáveis, salas climatizadas

mesmo padrão de qualidade, tanto na estrutura

finalidade não poderia ser diferente, afinal a

e laboratórios amplos, modernos e em

física como na organização do ensino.

instituição de ensino é uma das empresas

adequação permanente. Possui um Núcleo de

do Grupo José Alves – esse grupo que tem

Práticas em Tecnologia e Inovação (unidade

História

longa tradição empresarial e de credibilidade

Perimetral) para que os acadêmicos possam

Tudo começou com três cursos de Graduação,

no mercado. Conhecido internacionalmente

criar, experimentar e assim se tornarem mais

no

por ser concessionário da fabricação e

criativos e inovadores no mercado de trabalho.

ALFA. Hoje, o Centro Universitário Alves

distribuição dos produtos Coca-Cola em Goiás

Com

Faria oferta

e Tocantins.

ISO 9001, a UNIALFA desenvolve suas

separados

Referência no ensino voltado para a prática

atividades acadêmicas em duas unidades

Negócios;

e por métodos inovadores em sala da aula,

estrategicamente localizadas na cidade de

Informação;

44 . Leitura Estratégica

países campi

nota

de

primeiro

mundo.

são

dotados

de

4

no

MEC

e

certificação

ano

2000,

como ainda Faculdades

na Graduação, 18

por

áreas:

Engenharias Arquitetura

e

cursos

Comunicação

e

Tecnologia

da

e

Urbanismo;


2016 Se tornou Centro Universitário Alves Faria

2009 Aquisição da FADISP

2019 Inauguração do Colégio ALFA

Educação e Pessoas e Direito. Na Pós-

2016. A partir desse mesmo ano começou

parceiros fortes como Escola da Inteligência

Graduação Lato Sensu são mais de 20 cursos

o

das

idealizada pelo Drº Augusto Cury para ajudar

segmentados para as áreas de Negócios;

instituições UNIALFA e FADISP – processo que

no desenvolvimento emocional e pessoal dos

Engenharia e Tecnologia, Direito, Educação e

garante intercâmbios e grande credibilidade,

alunos e o DSOP para auxiliá-los com educação

Pessoas. Na Pós-Graduação Stricto Sensu são

especialmente,

financeira. Robótica e empreendedorismo

três

ofertadas.

em

mestrados:

Mestrado

Desenvolvimento

Regional;

Profissional Mestrado

Profissional em Administração e o Mestrado Acadêmico em Direito. Desde 2009 atua também em São PauloSP com a FADISP, oferecendo cursos de graduação, pós-graduação Lato e Stricto

processo

de

internacionalização

para

as

Pós-graduações

“É na UNIALFA que cada aluno dá seus primeiros passos rumo a um futuro brilhante.”

também estão em pauta como ainda inglês todos os dias e espanhol três vezes por semana. É perceptível os muitos aprendizados e avanços para toda a comunidade acadêmica, não é mesmo!? Então, que venham muitos outros 20 anos para a UNIALFA e que tanto

Sensu em Direito (mestrado e doutorado) e

No final de 2019 foi inaugurado o Colégio

ela como a FADISP e o Colégio ALFA possam

também cursos de extensão.

ALFA. Voltado para a Educação Básica (ensino

cumprir com o papel de contribuir para

A alteração de Faculdades ALFA para Centro

médio) essa instituição nasce inovadora,

a melhoria social por meio de um ensino

Universitário Alves Faria ocorreu por meio

pois dá protagonismo para os estudantes

edificador e emancipador.

de credenciamento junto ao MEC no ano de

e autonomia para os professores. Tem

Leitura Estratégica . 45


SERVIÇOS | UTILITIES

POTÊNCIA MEDIÇÕES: NOVO PLANO ESTRATÉGICO Empresa goiana, que tem expertise em utilities no setor de energia, tem novo diretor e estuda novos mercados para expansão A Potência Medições, empresa goiana que chega aos 15 anos com forte atuação no ramo de utilities (com mão-de-obra e serviços para os setores de energia, água e gás), promove uma virada na gestão. "Chegou o momento de dar um up grade para alcançarmos novos horizontes. Claro que essa nova visão passa por um plano de negócios de longo prazo, criação de uma governança corporativa, reestruturação administrativa e financeira, fazer o dever de casa, como cortar custo. Nosso maior objetivo será automatizar os processos e otimizar o tempo nas áreas operacional e administrativa", aponta o novo diretor-executivo da Potência, Fábio Ferreira. O executivo acumula 20 anos de experiência atuando nas áreas administrativas, financeiras e contábeis, tendo como cases de sucesso, emissão de debentures, venda de empresa, criação de governança corporativa e uma forte expertise em Planejamento Estratégico atuando em vários Estados. Foi realizada a contratação de um gerente de contrato, José Antônio, com grande experiência com atuação de relevância na CEMIG, onde atuou por 46 . Leitura Estratégica

"Estamos implementando um Departamento de Qualidade com auditorias para a ISO 9001 e alinhando com o mercado de São Paulo, no qual pretendemos atuar" FÁBIO FERREIRA, DIRETOR EXECUTIVO DA POTÊNCIA

35 anos. "Nosso sócio Maurilio Gratão possui enorme experiência em licitações em todo território nacional, atuando por mais de três década em contratos com empresas públicas e privadas", disse Fábio.

A Potência revisa o modelo de negócios e, segundo o executivo, enxerga enormes oportunidades no mercado. "Vamos nos adequar às mudanças afim de aumentarmos o nosso market share, pois somos referência na área e podemos citar exemplos de parcerias CEMIG, Copel, EletroAcre, Celg, CEA, Cepisa, Amazonas Energia, Enel, entre outras. Esse ramo está passando por uma grande mudança, em que algumas concessionárias foram privatizadas e outras estão nesta direção. A Potência Medições está atenta a esses novos rumos e está atuando na implementação de um Departamento de Qualidade com auditorias para a ISO 9001 e alinhando com o mercado de São Paulo que pretendemos atuar", disse.


NEGÓCIOS.+

OLHO ELETRÔNICO: ALTA TECNOLOGIA NA SEGURANÇA PRIVADA A segurança privada vai muito além do olho humano. TecnoSeg aposta há 25 anos em tecnologia de pont

48

52

MOVIMENTOS ESTRATÉTICOS DA PIRACANJUBA

56 SICOOB UNICENTRO BATE R$ 3 BI


SEGURANÇA PRIVADA | TECNOLOGIA

O QUE OLHO NÃO VÊ,

A CÂMERA FILMA TecnoSeg aposta em controle remoto e investe em equipamentos de alta precisão. Empresa goiana, pioneira em gestão de segurança privada, chega aos 25 anos

EULA LOBO Visitas estão mais raras em tempos de pandemia, mas caso você precise ir até a casa de um amigo ou parente, pode se deparar com uma portaria remota. Muitas pessoas já experimentaram este serviço em condomínios e entraram em contato com um porteiro que não estava ali fisicamente, mas em uma central online onde ele tem acesso às imagens em tempo real via as câmeras instaladas. 48 . Leitura Estratégica

Condomínios com inúmeros moradores necessitam de um suporte na hora de permitir que visitantes e até mesmo entregadores tenham acesso aos moradores. É consenso que apenas o interfone não é um aparato tecnológico suficiente nos dias atuais. A portaria remota traz como vantagens uma menor chance de erros, um padrão no atendimento, gravações das conversas e agora entra na lista dos benefícios o não contato direto com o porteiro. Após a pandemia, serviços com baixo to-

que humano são um diferencial na retomada das atividades econômicas. O Grupo TecnoSeg é pioneiro no oferecimento de soluções tecnológicas para a portaria remota e para outros serviços de segurança privada. Em 2012 fez a aposta da instalação da tecnologia de ponta nas portarias de condomínios residenciais ou comerciais com uma central de atendimento única. Hoje este nicho é o serviço principal para as franquias. Ao longo de 25 anos de atuação na


segurança privada, o líder da TecnoSeg, Ivan Hermano Filho, acompanhou a evolução do segmento em novas tecnologias, mas principalmente as mudanças no comportamento de clientes, usuários e demais pessoas. “Hoje há a compreensão de que só a segurança privada pode oferecer um serviço personalizado, com atendimento diante de demandas específicas.”

25 ANOS DE TECNOSEG: PIONEIRA Em 1995, Ivan Hermano Filho tinha 21 anos e precisava trabalhar como um jovem em busca de sua independência financeira. Após um curso em eletrônica, conheceu o que havia mais moderno para época em sistemas de segurança para propriedades privadas. E assim, ele decidiu comercializar estas soluções, o que inicialmente incluía câmeras e alarmes. Prospectar clientes, fechar negócios, conduzir a central de monitoramento e responder pelas finanças da empresa: Ivan Hermano passou os primeiros anos sabendo tudo do seu próprio negócio, entendendo rotinas e principalmente a gerar valores aos seus clientes. Em 1998, já vieram os condomínios horizontais que se tornaram além de clientes, o verdadeiro estímulo para a grande expansão da companhia. “Com a rotina nos condomínios, a proximidade com colaboradores e gestores, treinamentos para a equipe lidar com os sistemas de segurança, fui criando um vínculo que me permitiu avançar para

"Hoje, já temos drones, operações remotas, patrulhamento à distância como uma realidade em nossa empresa e estamos prontos para expandir nossa atuação" IVAN HERMANO FILHO PRESIDENTE DO GRUPO TECNOSEG

os novos projetos”. Ivan conclui que foram os próprios clientes que confiaram em seu trabalho e por meio do relacionamento investiram na TecnoGuarda. Desde então, a empresa ampliou a prestação de serviços por meio de recursos humanos especialistas em segurança, vigilância (seja ela armada ou não) e até mesmo a escolta. Desta maneira, a companhia cresce exponencialmente, principal-

A EMPRESA GRUPO TECNOSEG FUNDAÇÃO: 1995 ÁREA: SEGURANÇA PRIVADA SERVIÇOS: PORTARIA REMOTA, MONITORAMENTO, SEGURANÇA ELETRÔNICA, ESCOLTA E VIGILÂNCIA ARMADA OU NÃO.  COLABORADORES: 2.500    

Leitura Estratégica . 49


SEGURANÇA PRIVADA | TECNOLOGIA

mente em número de funcionários e investe na capacitação dos mesmos. “Todo projeto da EBM, quando ainda está em desenvolvimento, recebe a consultoria do Ivan. Com esta avaliação prévia, verificamos se há pontos de melhoria em relação a segurança, seja no posicionamento de uma câmera, posicionamento de árvores, portarias… Esta atenção especial nos permite garantir mais segurança em nossos projetos, o que é um item valorizado ao cliente que vê a proteção de um condomínio também como sinônimo de qualidade e conforto”, afirma a gerente de desenvolvimento de produtos da EBM Construtora, Lyvia Mendonça Queiroz. Seguindo a legislação, a TecnoGuarda possui todas as regulamentações, até mesmo a autorização da Polícia Federal. Ivan Hermano Filho, o diretor e funda-

dor da companhia tem a certificação internacional CPP (Certified Protection Professional) emitido pela ASIS (American Society for Industrial Security), além de ASE (Analista de Segurança Empresarial), emitida pela ABSEG (Associação Brasileira de Segurança). ENTENDENDO O CLIENTE Nos anos 90, a TecnoSeg comercializava equipamentos de segurança eletrônica como câmeras e alarmes, mas desde o início Ivan Hermano compreendeu que precisava ir além e ser uma referência no assunto. “Desde os meus primeiros clientes, me dispus a ser um consultor de segurança, compreender qual era o problema e como eu poderia resolvê-lo. Lembro que tive experiências iniciais em proteger uma obra de condomínio para depois avançar na gestão da

segurança dos prédios residências. Com isso, você entende se o cliente está satisfeito, o que precisa melhorar e garante uma relação de longo prazo”, disse. Desta maneira, em um negócio com 25 anos de atuação e pujança para os próximos anos, mesmo em um cenário mundial de incertezas devido à pandemia, Ivan Hermano Filho levanta alguns tópicos para que qualquer empreendedor se atente durante a gestão de seu empreendimento. São conhecimentos de quem tem prática no assunto e sabe que algumas atitudes nunca caem no desuso, ainda mais quando se é líder da própria companhia: "Qualidade do serviço prestado, foco nos avanços da tecnologia, contratos longevos, agilidade para resolver os problemas, contas grandes e privadas, além de atenção na saúde financeira dos negócios."

2021 já chegou para a segurança privada Com aproximadamente 2500 colaboradores, o Grupo TecnoSeg não deixou de atuar durante a crise do Covid-19. Muitos de seus serviços são considerados essenciais, o que garante proteção, zelo e cuidado pela propriedade privada seja em condomínios domiciliares ou comerciais. E de agora para frente, as projeções são de mais crescimento. A companhia está ali50 . Leitura Estratégica

nhada aos comunicados das principais organizações mundiais que preveem uma demanda maior e mais cautelosas por segurança. A Europool, uma das agências de aplicação da lei e que é referência na gestão de combate à criminalidade na Europa, levantou a pandemia como uma ameaça à segurança mundial. Devido ao desemprego e a desacelera-

ção da economia como um todo, novas medidas cautelares e de manejo aos crimes devem ser estrategicamente colocadas em ação. Para corresponder a demanda prevista, mais serviços tecnológicos e com alta qualidade devem ser entregues. A TecnoSeg prepara-se com cada vez mais treinamento humano e investimento em tecnologia.


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INDÚSTRIA | DESTAQUE NACIONAL

INSPIRAÇÃO É

PI-RA-CANAcreditar em qualidade, tradição e inovação é uma ótima receita para o sucesso. Foco na qualidade transformou um pequeno negócio familiar em uma das quatro maiores empresas de laticínios do País 52 . Leitura Estratégica

Em 1955, no interior de Goiás, uma história de sucesso começou a ser escrita. Quando empreendedorismo ainda não era palavra usual, a família decidiu produzir manteiga em uma pequena fábrica. Mas o que poderia parecer simples e comum nasceu com um pensamento que faria toda a diferença no destino da empresa – decidiram fazer um produto que primeiro deveria ser consumido e aprovado pela própria família, e só aí estaria pronto para ir para a mesa de todas as famílias brasileiras.


-JU-BA O tempo passou e o que era um pequeno negócio de família é hoje um imenso complexo fabril, com sete fábricas em diversas regiões do País, capaz de processar mais de seis milhões de litros de leite por dia, mobilizando quase 3,2 mil colaboradores diretos, com um portfólio de mais de 160 produtos pre-

sentes em todo o território nacional. A empresa cresceu, mas o compromisso assumido no início se mantém vivo nas mãos dos irmãos Marcos e Cesar Helou, que juntos comandam a Laticínios Bela Vista e continuam a escrever a história que seus pais iniciaram. Ao longo do tempo, surgiram novos

compromissos e um deles, muito importante, é com a inovação. Isso pode ser comprovado com lançamentos de produtos nutritivos e inovadores, extremamente importantes na história da marca, como Linha Zero Lactose, para pessoas com intolerância à lactose, e o Piracanjuba Whey, com 23g de proteína e 5g de BCAA. É justamente esse compromisso de lançar produtos inovadores e nutritivos que levou à criação da Divisão Piracanjuba Health & Nutrition, uma área de excelência totalmente estruturada, com profissionais altamente Leitura Estratégica . 53


INDÚSTRIA | DESTAQUE NACIONAL

A EMPRESA  LATICÍNIOS BELA VISTA  MARCAS: PIRACANJUBA E LEITBOM  FUNDAÇÃO: 1955  ÁREA ATUAÇÃO: NACIONAL  COLABORADORES: 3.200  FATURAMENTO (2019): R$ 4,5 BI

qualificados e equipamentos de última geração voltados para a pesquisa e desenvolvimento de produtos, para suprir as necessidades nutricionais das pessoas de todas as idades sem abrir mão do sabor e da qualidade. A Divisão Piracanjuba Health & Nutrition já nasceu grande. São 7 unidades fabris e vários postos de recepção de leite em todo o país, totalizando 44 laboratórios de análises com 300 colaboradores, que atuam nos departamentos da Garantia da Qualidade, Pesquisa & Desenvolvimento e Qualidade de Leite. Todos os profissionais possuem embasamento técnico-científico necessário para o desenvolvimento de produtos de alto padrão de qualidade e são 100% dedicados a garantir que a matéria-prima vinda dos mais de 8.600 produtores de leite fique dentro dos critérios esta-

belecidos. A seriedade e o resultado do trabalho são garantidos e avalizados pelas certificações e autorizações dos mais exigentes segmentos (registro no SIF - Ministério da Agricultura, alvará sanitário - Anvisa, certificações halal e kosher), além de auditorias como a FSSC 22000, que atesta a segurança do alimento, e a SMETA, que verifica quatro pilares: padrões de trabalho, saúde e segurança, meio ambiente e ética do negócio. A estreia da Divisão Piracanjuba Health & Nutrition se deu com o lançamento de um produto pra lá de inovador, que chega em hora muito oportuna – IMUNODAY, bebida desenvolvida para fortalecer o sistema imunológico. As pesquisas com a beta-glucana de levedura comprovam que ela atua fortemente na melhora do sistema imunológico, em especial em infecções e sintomas relacionados ao trato respiratório. Ao juntar a beta-glucana de levedura com a eficiência do leite, a Piracanjuba chegou a um produto saboroso, rico em vitaminas C, D e B12, que ainda oferece proteínas e fibras solúveis. Os consumidores encontram IMUNODAY nas versões original, chocolate com aveia e chocolate zero lactose, em embalagens de 200 ml, que é a dose diá-

LIÇÃO N0 1

“O produto deve ser colocado primeiro na mesa da própria família, e só aí estaria pronto para ir para a mesa de todas as famílias brasileiras”, Frase era sempre repetida pelo Sr. Salé, pai de Marcos e Cesar Helou, diretores da Piracanjuba.

PRODUÇÃO Piracanjuba tem 7 fábricas: Bela Vista de Goiás (GO), Governador Valadares (MG), Maravilha (SC), Sulina (PR), Araraquara (SP), Três Rios (RJ) e Carazinho (RS)

ria exata para ajudar a aumentar as defesas do organismo. Essa é a evolução natural de uma empresa especialista em leites – buscar novos produtos que, além de saborosos e nutritivos, ofereçam ou contribuam para saudabilidade e bem-estar dos consumidores.

NOVA DIVISÃO O compromisso de lançar produtos inovadores e nutritivos levou à criação da Divisão Piracanjuba Health & Nutrition.

IMUNODAY: Mais uma inovação da Piracanjuba. Uma dose diária para aumentar as defesas do organismo. 54 . Leitura Estratégica


Leitura EstratĂŠgica . 55


FINANCEIRO | COOPERATIVA

UNICENTRO BRASILEIRA:

R$ 3 BI

EM ATIVOS Sicoob UniCentro Brasileira alcança a marca de R$ 3 bilhões em ativos. Há 28 anos no mercado, a cooperativa com o auxílio da diretoria, associados e de colaboradores é hoje a quarta maior no sistema Sicoob A Sicoob UniCentro Brasileira alcançou R$ 3 bilhões em ativos. O marco foi conquistado graças ao trabalho e dedicação dos diretores, conselheiros, associados e colaboradores, e evidencia a trajetória de 28 anos atuando no mercado e na comunidade. Sobre a importante conquista, Raimundo Nonato Leite Pinto, diretor-presidente da cooperativa, declarou: “esse valor indica a robustez e a solidez da Sicoob UniCentro Brasileira, mas, principalmente, ratifica a confiança dos nossos associados e o crescimento conjunto que o cooperativismo promove. Essa é uma importante marca que só foi possível atingir por meio da soma de esforços”, afirmou Raimundo Nonato Leite Pinto. Além da solidez que o valor representa, a Sicoob UniCentro Brasileira alcançou o patamar de 4ª colocada no ranking nacional do Sicoob que ran56 . Leitura Estratégica

queia os ativos das quase 400 cooperativas do Sistema Sicoob. A Sicoob UniCentro Brasileira conta também com mais de 37 mil associados que colaboram com o crescimento para que essa marca fosse alcançada. A cooperativa atua em três estados, sendo esses Goiás, Tocantins e São Paulo, além do Distrito Federal. São 38 agências espalhadas pelo Brasil. Os bons números não refletem apenas excelência no desempenho econômico, mas ressaltam o trabalho em equipe e a influência positiva que a cooperativa possui na comunidade. Além disso, inspira confiança para que novas metas sejam traçadas e que objetivos ainda maiores sejam atingidos. “A Sicoob UniCentro Brasileira possui um histórico de conquistas alcançadas através da união de esforços. A cooperativa nasceu do sonho de 32 médicos que queriam, por meio da cooperação,

criar uma instituição financeira com produtos e serviços mais justos. Hoje, somos mais de 37 mil associados, além de colaboradores e diretores que, juntos, solidificam uma instituição completa. É também em conjunto que promovemos uma transformação positiva na comunidade, estando em harmonia com o 7º princípio do cooperativismo (interesse pela comunidade)”, finalizou Raimundo Nonato Leite Pinto. RESPONSABILIDADE A atuação na sociedade se concretiza por meio de projetos como o Instituto Cultural, presidido pelo médico e escritor Hélio Moreira. O Instituto


procura trazer reflexões sobre cultura e as artes goianas, contando com o apoio da Academia Goiana de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás. Conta também com projetos como “Palestras culturais nas escolas” e o “Espaço de Leitura”. Tendo em mente também a situação atual, a Sicoob UniCentro Brasileira abraçou a campanha “Juntos pelo HC-UFG contra a Covid-19”, na qual foi doado mais de R$1 milhão para equipar o Hospital das Clínicas de Goiás para o enfrentamento do coronavírus. Além dessa ação, a cooperativa ainda doou 2,5 mil máscaras em Botucatu (SP), materiais de limpeza e higiene pessoal no Distrito Federal e 15 mil sabonetes em Goiás, pela campanha do Dia de Cooperar da OCB Goiás.

Raimundo Nonato Leite Pinto, presidente da Sicoob Unicentro Brasileiro, comemora expansão. Abaixo, diretores durante doação de equipamentos para o HC-UFG

Leitura Estratégica . 57


NEGÓCIOS | CERTIFICAÇÃO DIGITAL

SOLUTI DESCOLA DA CRISE Em abril, o mês com maior índice de isolamento e de queda no comércio e indústria, a empresa goiana de certificação digital cresceu 40%. No País, setor havia encolhido 15,3%. Soluti atua em todo território nacional O mercado de Certificação Digital apresentava boas expectativas para o ano até a chegada da Covid-19, que afetou todos os setores da economia. De acordo com os números do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), o mês de abril teve uma queda de 15,3% em relação ao mesmo período em 2019. Mesmo nesse cenário, a empresa brasileira especializada em tecnologia da informação, Soluti - uma das principais do segmento de Certificação Digital - continua crescendo. A companhia obteve um aumento de aproximadamente 37% entre janeiro e maio deste ano, comparado ao mesmo período do ano passado. Com o uso do Certificado Digital é possível realizar transações eletrônicas de forma segura e em conformidade com as leis, além de assinar 58 . Leitura Estratégica

quaisquer tipos de documentos como petições, contratos, laudos, receituários e procurações, com a mesma validade jurídica daqueles que são assinados à mão e lavrados em cartório. O crescimento da Soluti se dá devido às boas estratégias desenvolvidas e, também em função da criação de soluções para a área da saúde, uma aposta da empresa que a preparou para entregar tecnologia aos médicos, hospitais e clínicas neste momento de alta demanda. Atualmente, os médicos são os profissionais que mais têm procurado o Certificado Digital e isso se deve a aprovação da prática da telemedicina pelo Ministério da Saúde, em que é obrigatório o uso da tecnologia para a realização de teleconsultas ou atendimentos pré-clínicos, de suporte assistencial ou diagnóstico vitualmente, seja no SUS ou

na rede privada, além de emitir remotamente receitas e atestados, com segurança e validade jurídica. Segundo Júlio Mendes, diretor comercial da Soluti, “a Certificação Digital é essencial para todo o processo de saúde, pois somente por meio do Certificado é que temos a garantia de que quem está atendendo e prescrevendo é de fato o médico. Sem ele, qualquer um


"É possível fazer a aquisição do primeiro Certificado Digital por videoconferência, realizar todo processo de forma 100% on-line, da compra, validação e até a emissão do Certificado." VINICIUS SOUSA CEO DA SOLUTI

Júlio Mendes, diretor da Soluti, destaca que o avanço durante a crise e ao uso da certificação digital para validar as relações e operações on-line

que tiver as informações para o acesso (usuário e senha) poderia se passar pelo médico”, explica. Outra ação que impulsionou o crescimento da empresa foi a aprovação das resoluções que permitem a emissão e renovação de Certificados Digitais por videoconferência. Desde o início da pandemia, a empresa vem otimizando os processos operacionais

e evitando aglomerações nos pontos de atendimento autorizados. Segundo Vinicius Sousa, CEO da Soluti, “as empresas ganham em agilidade e comodidade, pois com a nova resolução nº 170, publicada em 24 de abril de 2020, que permite a aquisição do primeiro Certificado Digital por videoconferência, passamos a realizar todo processo de forma 100% on-line, da compra

à emissão do Certificado. Com isso, é possível contribuir para a redução do fluxo de pessoas nas ruas”. Durante esse período de quarentena, a Soluti também passou a oferecer gratuitamente a profissionais e empresas o Assine.Online, plataforma de assinatura digital, que proporciona validade jurídica e segurança para a assinatura de quaisquer tipos de documentos eletrônicos, além de permitir compartilhá-los de forma segura e legítima. E lançou recentemente, a Doutor Prescreve, uma plataforma para assinatura digital das prescrições eletrônicas, por meio do Certificado Digital Bird ID, com intuito de auxiliar os médicos no processo de validação de documentos eletrônicos após a teleconsulta.

A EMPRESA SOLUTI  SEGMENTO: CERTIFICAÇÃO DIGITAL  FUNDAÇÃO: 2007  ÁREA ATUAÇÃO: 26 ESTADOS E DF  MARKET SHARE: 34,5%  AÇÃO: 1000 CERTIFICADOS DOADOS PARA O PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DE HOSPITAL DE CAMPANHA NO COMBATE À COVID-19.

Leitura Estratégica . 59


EXECUTIVOS CENÁRIOS PARA EXECUTIVOS GOIANOS EM 2020 O goiano Leonardo Massuda assumiu, em março, como vice president & partner da Fesa Group. Especialista em recolocação de executivos no mercado de trabalho, Massuda prevê que, em Goiás, os impactos da pandemia são grandes na contratação de executivos. "A natureza desse vírus levou a economia a quase completa paralisia por meses, como boa parte da cadeia do comércio e serviços, que possuem alta representatividade na geração de empregos. Por outro lado, há segmentos que têm alta representatividade da atividade econômica do Estado que se apresentaram quase como um “oásis” frente a essa pandemia. O Brasil tem precisado e se apoiado muito no agro, essencial para que o alimento chegue às mesas, e a aptidão que Goiás tem para produção agrícola tem favorecido positivamente esse mercado, principalmente ligado às grandes culturas de alimentos como soja e milho, que também têm se beneficiado das exportações com a desvalorização do real ante o dólar. "Para Massuda, dentro dessa onda, tem aumentado o apetite de crescimento das empresas que estão ligadas à cadeia de distribuição e revendas de insumos agrícolas. "A mensagem que fica é que eles não tiraram o pé do acelerador em 2020, mesmo em meio à pandemia, e estão investindo milhões de reais com aberturas de novas lojas e consequentemente aquecendo a demanda por profissionais."

UNIALFA Carlos Eduardo Trindade é a nova liderança das empresas do ramo educacional do Grupo José Alves. Ele assumiu recentemente a reitoria da UNIALFA, a diretoria do Colégio ALFA e a superintendência da FADISP. Como diretor de TI e Desenvolvimento Organizacional na Holding do GJA faz uma gestão focada na sustentação das operações. Já liderou equipes multiculturais e multidisciplinares no Brasil, América Latina e EUA. Sua formação é em Física. Possui mestrado em Engenharia Nuclear e especializações. Também é diretor executivo na Acieg. 60 . Leitura Estratégica

ADIAL Uma nova missão para Edwal Portilho "Tchequinho", que assumiu no primeiro semestre como presidente-executivo na Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (ADIAL), onde atuava como diretor-executivo desde 2011. A entidade passa a ter um executivo no comando e o então presidente, Otávio Lage de Siqueira Filho, vai presidir o Conselho de Administração. Tchequinho, antes da ADIAL, atuou por 15 anos na Perdigão, depois BRF, na unidade de Rio Verde, inicialmente, e depois lácteos, da mesma empresa, nos Estados de Goiás, Minas Gerais e Pernambuco.

RIZZO Ana Paula Rodrigues, até então diretora de Controladoria e Finanças da Rizzo Imobiliária. passa a ser CEO da empresa. Dalton Carvalho, que estava no cargo há alguns anos, torna-se co-presidente do grupo, dividindo a presidência com o fundador Leonardo Rizzo. TIM O brasiliense Rafael Nakamura, 32 anos, é o novo gerente de marketing nas Regiões Centro-Oeste e Norte da TIM. HYPERA Monica Linhares, ex-gerente de RH da Coty, assumiu recente posição de gerente de RH da planta da Hypera. Voltou para casa novamente. INQUIMA O ex-gerente de Vendas Canal Indireto na Indigo, Ivandro Granetto , assumiu a Gerência Comercial MT/RO na Inquima - Nutrição e Agrotecnologia.


DEZEMBRO 2019

ESPECIALISTAS IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIRESPONDEMIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

RESPOSTA RÁPIDA AOS EMPRESÁRIOS

RENATA VIEIRA

FINANÇAS

REFIS DA CRISE

COMUNICAÇÃO

Consultores de renome e experientes, de áreas distintas, respondem questões relevantes para empresas levantadas por editores da Leitura Estratégica. 62 a 67

MARCONDES BRAGA

DARLAN DA COSTA

BIG DATA

GESTÃO

TURISMO

FLÁVIO PALMERSTON

MARCOS FREITAS

ATAUALPA RORIZ


IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIESPECIALISTA

TEMA: ESTRATÉGIA

O QUE FAZER PARA MONTAR UMA ESTRATÉGIA VENCEDORA NESTE CENÁRIO DE RETRAÇÃO E PANDEMIA?

MARCONDES BRAGA DE MORAES Profissional com carreira consolidada na área estratégica empresarial, em empresas de grande porte, atuando em todo o processo de planejamento estratégico e Negócios Internacionais. MBA´s em Gestão Comercial e Gestão Empresarial pela FGV; e Finanças para Executivos pela Indiana State University.

62 . Leitura Estratégica

Duas mudanças são necessárias: diversificação e cultura de gestão. É fundamental que toda empresa entenda os vários mercados potenciais. Neste cenário de ‘guerra’, então, vital. A empresa precisa olhar diferente para cada produto que possui, entender que cada um tem seu ciclo de vida e de maturação. Muitos produtos “morrem”, alguns “morrem” ainda jovens. Neste cenário de transformação que vivemos, é importante considerar que o mercado internacional veio para ficar, assim como o e-commerce. Mas as negociações virtuais, que há tempos dominaram espaço nas negociações internacionais, hoje fazem parte da rotina da maioria das empresas que lutam para despontar no cenário adverso que a Covid-19 impôs às empresas. Por este motivo, vale a máxima de “não colocar todos os ovos em uma mesma cesta”, com a implementação de uma estratégia diversificada na estruturação de um portfólio de estratégias comerciais aplicadas em mercados diversificados. Os primeiros passos para o sucesso de uma estratégia vencedora: estabelecer objetivos, abraçar seus problemas como um meio de desenvolvimento pessoal, diagnosticá-los, projetar soluções

"Aliar, novos mercados internacionais e vendas virtuais, são questões que a Covid-19 acelerou nas estratégicas de negócios. " e segui-las. E, não menos importante: conte com os outros para ajudá-lo em todas essas etapas. Palavras de Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, que sigo em cada projeto novo desenvolvido seja na vida pessoal seja na vida profissional. Planejamento de estratégias e diversificação de mercados, onde abrimos os olhos para o mercado internacional, é o novo normal que devemos não apenas acostumar, mas buscar incessantemente nos negócios.


RESPONDEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

TEMA: REFIS DA PANDEMIA

QUAIS AS EXPECTATIVAS DE UM REFIS PÓS-PANDEMIA? JÁ HÁ ALGUMA INICIATIVA CONCRETA NESSE SENTIDO?

Há grande expectativa, no âmbito federal, no deferimento de um Programa de Recuperação de Dívidas Tributárias, em condições mais favoráveis do que as já deferidas, no passado. O ambiente para a propositura de Refis, antes da pandemia, se encontrava muito desfavorável. A meta de ajuste fiscal dava a tônica no governo federal. Era notória a percepção instalada, no meio político, de que a sucessão de programas de parcelamento acabavam por incentivar as empresas ao inadimplemento e desestimulava os contribuintes mais pontuais. Contudo, o cenário tem mudado. A queda histórica do PIB e demais consequências advindas da paralização das empresas, como fechamento de postos de trabalho, endividamento crescente e aumento de pedidos de recuperação judicial acabaram por sensibilizar uma boa parte dos parlamentares, que já sinalizam como inevitável o deferimento de um parcelamento, em condições inovadoras. Há, no entanto, um embate entre aqueles que defendem um programa aberto a todos contribuintes e os que se posicionam a favor de um direcionamento às empresas mais necessitadas, mediante análise prévia de determinadas condições. No último dia 3 de junho, foi apresentado requerimento de urgência para a votação do projeto de lei 2.735/2020, que institui o programa de regularização de tributos federais em decorrência dos

efeitos da Covid-19. O referido projeto abrange todas as empresas, independentemente de terem ou não o faturamento afetado. Prevê que os interessados poderão aderir ao programa de parcelamento, no prazo de até 90 dias após o fim do estado de calamidade pública e parcelar os débitos gerados, até o mês de competência em que o mesmo foi declarado, 31 de dezembro de 2020. Permite o pagamento de débitos em até 120 parcelas mensais, iguais e sucessivas para os débitos das pessoas físicas. Em relação à pessoa jurídica, a proposta não prevê um número fixo de parcelas. Apenas, informa que o valor de cada parcela é determinado em função do percentual da receita bruta do mês anterior. Além disso, o texto aplica a redução de 90% das multas de mora e de ofício, das isoladas, dos juros de mora e do valor de encargo legal. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, antes contrário a edição de um novo Refis, agora pondera a necessidade do mesmo. Entretanto, considera que se dê, pela última vez e dentro do contexto da Reforma Tributária. O governo federal deve estar sensível ao anseio do setor, com vistas a garantir a sobrevivência das empresas e consequente manutenção de suas atividades. Afinal de contas, uma empresa fechada não recolhe tributos.

FLÁVIO PALMERSTON Advogado tributarista especializado em restituição de tributos e sócio da Caldeira, Palmerston & Vasconcelos Advogados Associados.

"A inevitável crise econômica mundial decorrente da pandemia da Covid-19 resultará em inúmeros desafios para que as empresas não fechem as portas."

Leitura Estratégica . 63


IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIESPECIALISTA

TEMA: BIG DATA

COMO OS DADOS TE AJUDAM A NAVEGAR E CONDUZIR SEU NEGÓCIOS EM TEMPOS DE CRISE, COMO AGORA?

ATAUALPA RORIZ Ataualpa Roriz é mestre em Ciências Contábeis com pesquisas em mercado financeiro pela Universidade Federal de Goiás e estudante de Big Data na Faculdade Sul-Americana - Fasam

"Se pergunte e se coloque no lugar de cada cliente seu."

64 . Leitura Estratégica

O momento é crítico. A adaptação a uma nova realidade é vital e urgente a qualquer atividade. Delivery, Home Office, Take Away, Drive Thru passaram a fazer parte da rotina de todo mundo e controlar essas atividades pode ser um desafio para quem muitas vezes nunca ouviu essas palavras. O controle e administração de dados já é uma realidade de grandes e até de médias empresas, mas muitas pequenas empresas ainda trabalham como trabalhavam a 10 ou até 20 anos atrás e em momentos como esse sofrem os efeitos de uma adaptação repentina, como descontrole, mau atendimento, perda de clientes e prejuízos. O que fazer então para minimizar esses efeitos uma vez que não se estava preparado para essas mudanças? As palavras chaves são: Parar e planejar. A gestão de dados pode ser feita através de softwares sofisticados com linguagens de programação como R, Python, Scala, mas também pode ser feita com sistemas conhecidos pela maioria dos empresários como o amigável Excel. Para isso basta ter claro quais informações eu preciso ter dos meus dados. Preciso saber quais produtos os meus clientes que compram cerveja compram em conjunto com ela? O que a senhora do grupo de risco está comprando para se manter em quarentena? Como posso ajudar essas

pessoas que não querem sair de casa a se protegerem? Como posso mostrar um pouco mais de cuidado a esses clientes que estão preocupados com o vírus? Se pergunte e se coloque no lugar de cada cliente seu. E assim comece a gerar dados para fazer esse controle para validar essas informações. O Big Data é formado da soma de pequenos dados e cada pequeno dado pode fazer a diferença nesse momento. Os dados econômicos disponíveis na internet também podem ajudar muito nas decisões de qualquer empresário. Dados de consumo federal, estadual e municipais podem auxiliar no momento de investir mais ou menos em estoque (principalmente no caso de perecíveis) e prevenir grandes prejuízos. Conhecer o seu setor de atuação e sua concorrência, e como eles estão agindo no momento de crise ajuda muito a traçar estratégias e pode ser a diferença entre ter lucro ou grandes prejuízos em instabilidades econômicas como a que vivemos. Vivemos a era da informação e ela está à disposição de todos. Precisamos cada vez mais aprender a administrar e controlar os dados. Gerar informação desses dados auxilia na tomada de decisão e será para o gestor uma ferramenta cada vez mais importante nos próximos anos.


RESPONDEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

TEMA: COMUNICAÇÃO

POR QUE OS CORTES COMEÇAM, DURANTE A CRISE, PELA AGÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO? Essa pergunta me intriga desde sempre. Por qual motivo pequenas, médias ou grandes empresas suspendem ou encerram seus contratos com a agência de comunicação corporativa exatamente na crise, uma vez que é neste momento que a comunicação dará o suporte para a virada? O que justifica uma empresa deixar de cuidar de sua imagem, e de se relacionar com seus públicos? No momento de crise é quando as empresas deveriam investir em comunicação, se aproximar de seu público por meio de um relacionamento genuíno, verdadeiro e que tenha identificação direta com sua marca. Ouvi certa vez de um cliente que é na crise que nascem as grandes oportunidades, e é exatamente isso o que temos feito pelos nossos clientes. Buscamos, juntos, oportunidades, janelas importantes para o posicionamento institucional, para a venda de seus produtos e para construir o que é mais valioso para uma marca: sua reputação. Pensar a comunicação no momento em que vivemos é desafiador, mas ele nos oferece um caminho novo para fortalecer projetos, criar uma comunicação mais afetiva e próxima, trazer para as marcas a emoção do momento, e gravar essa estratégia como um DNA na imagem da em-

"Buscamos, juntos, oportunidades, janelas importantes para o posicionamento institucional e para vendas"

RENATA VIEIRA Jornalista e empresária, diretora da Kasane kasane.com.br

presa. Uma reputação que tem bases sólidas, que se identifica com seu público, que cria apoiadores entre seus colaboradores e parceiros, e que faz com que a empresa se torne desejada, respeitada e querida. Portanto, agora é o momento de manter e fortalecer o vínculo com a agência que já tem a identidade da companhia, que tem conhecimento profundo da empresa, que abraça as causas e usa as ferramentas de comunicação disponíveis para planejar, posicionar e fortalecer a reputação da marca. Ou o momento de buscar por uma que se identifique com seu negócio e que consiga traduzir sua essência numa comunicação eficiente. Leitura Estratégica . 65


IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIESPECIALISTA

TEMA: FINANÇAS

QUAL A INFLUÊNCIA DA RESERVA DE CAIXA PARA ENFRENTAR UMA TURBULÊNCIA NA ECONOMIA?

A pandemia do novo coronavírus gerou uma das maiores crises mundiais da história, que vai muito além de saúde. Os impactos mudaram a economia, a vida e o comportamento da sociedade. Sem ter a cura da Covid-19, a única maneira de prevenir e impedir um maior contágio da população foi o distanciamento e o fechamento das atividades comerciais. A economia global vem sofrendo com essas mudanças. As dificuldades enfrentadas pelos empresários neste cenário atual, é a falta de reserva de caixa para superar os dias sem faturamento, e ou, redução brusca de suas receitas. Isso na economia se chama “efeito em cadeia”, que, não está restrito somente aos empresários. Se observamos a região da 44, uma das maiores regiões geradoras de emprego e com um dos maiores PIBs do Estado de Goiás, os efeitos da pandemia no ciclo econômico da região tem sido um desastre para os negócios. O fechamento durante um longo período dos Shoppings e Galerias da região, teve consequências graves como, cancelamento e fechamento de diversas lojas e desemprego. Tivemos lojistas saindo da formalidade e seguindo o caminho da informalidade para tentar se reerguer, mais um efeito trágico da pandemia. As perguntas mais difíceis de res66 . Leitura Estratégica

"Tivemos lojistas saindo da formalidade e seguindo o caminho da informalidade para tentar se reerguer."

ponder neste momento são: “Como sairemos dessa? Como será o pós-pandemia?” Não temos fórmulas mágicas! Além de toda mudança de comportamento do consumidor, o empresário deve se adaptar de forma rápida para não perder oportunidade de reerguer seu negócio. O que se deve buscar neste momento é entender o “novo normal”. Temos uma carga de impostos, que sufoca e uma legislação trabalhista ultrapassada, que engessa as empresas. Os caminhos para fomentar os negócios devem ser construídos com pilares fortes e com sustentação para girar a economia: desburocratização, financiamento para inovação e reforma tributária, são alguns desses pilares.

DARLAN DA COSTA Graduado em Administração de Empresas pela Universo, MBA em Finanças e Controladoria pela FGV e Pós-graduando em Gestão de Negócios pela FDC-Fundação Dom Cabral. Já atuou em grandes empresas do segmento Industrial e atualmente CFO nas empresas Planalto Indústria e Shopping Gallo.


RESPONDEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

TEMA: TURISMO

O SETOR DE TURISMO DO BRASIL ESTÁ ENTRE OS MAIS PREJUDICADOS COM A PANDEMIA. COMO SERÁ A RETOMADA?

O setor do turismo no mundo e no Brasil foi um dos setores mais afetados pela crise sanitária, crise sem precedentes da nossa geração. O setor de turismo saiu incólume das crises do subprime de 2007/2008 e da crise do Governo Dilma (2015/2016), porém, não conseguiu a mesma sorte na crise da Covid-19. De um dia para outro, a ocupação de hotéis saiu de 60%, em média, para zero, com a suspensão de operação de muitos deles, principalmente os de lazer; vendas de passagens aéreas reduziram 95%; parques temáticos e aquáticos foram fechados e destinos turísticos foram isolados no mapa do mundo e do Brasil através da decretação do isolamento. A bolsa de valores do Brasil refletiu imediatamente a crise do turismo, as ações negociadas de empresas do setor tiveram grande queda nos seus preços no mês de março, já prevendo o desastre que seria para o setor. Após 100 dias da decretação dos primeiros isolamentos no País, a economia começa a respirar, bem como, o setor de turismo angustia a sua volta. Alguns destinos turísticos retornam as suas atividades de forma restritiva e limitada, os primeiros resultados já começam a aparecer. O recomeço inicia-se com um novo normal do turismo. Os serviços estão sendo restritivos e limitados e acom-

panhados com protocolos de higiene e preservação à saúde. O novo normal preconiza uma nova forma de prestar serviços, uma forma mais individualizada que permitirá um melhor atendimento com mais cuidado, com mais solidariedade e acima de tudo com mais respeito, o relacionamento humano não será o mesmo de antes da pandemia, tanto no aspecto comercial como no aspecto pessoal. Analisando o retorno do turismo tomo emprestado o termo utilizado pelos economistas, acreditando que a retomada será no formato em V, ou seja, uma queda abrupta, como aconteceu, e um crescimento acelerado. O que nos faz pensar assim é a demanda reprimida pelos serviços de turismo, foram mais de 100 dias em isolamento, as pessoas necessitam de lazer, qualidade de vida e relaxamento. O retorno em Gramado das nossas atividades, em junho, atingiu o nível de 50% das vendas quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. Com isso, acredito que podemos afirmar que o verão de 2021 estará muito próximo do verão de 2020 para o turismo de lazer. Mais uma vez a bolsa de valores do Brasil preconiza esta recuperação, as ações das mesmas empresas que tiveram quedas acentuadas são as ações agora que lideram a recuperação do mercado.

MARCOS FREITAS

Mestre em Finanças pela Universidade Alcalá – Espanha – 2011, MBA Executivo Internacional – Unip e Universidade de Alcalá – 2011, graduado em Economia pela PUC-SP 1988, pós-graduado na Universidade Corporativa do Grupo Algar, e doutorando em Turismo. Atualmente atua como Sócio da WAM Brasil. freitas@wambrasil.com

"O recomeço inicia-se com um novo normal do turismo."

Leitura Estratégica Leitura Estratégica . 67 . 67


LEADERSHIP

Antes do

AMANHECER

Kawatare-doki é uma expressão em dialeto regional japonês que significa “a hora do ‘quem é você?’”, que se refere ao momento do crepúsculo, quando não é nem dia nem noite, e o contorno das pessoas começa a ficar borrado, dificultando ver seus rostos. Costumo me referir aos momentos iniciais de uma crise como Kawatare-doki, ou kataware-doki, no chamado japonês polido. Crises, quer seja econômica, política, pandêmica, emocional, conjugal, entre tantas outras, costuma ter o condão de trazer à tona quem realmente somos ou como realmente estamos. É muito comum ouvir que determinada pessoa mudou em uma crise, algumas mostrando o seu “pior lado” e outras a sua maior potencialidade positiva. Não tenho isso como uma verdade plena. Crises, desafios, problemas, conflitos, e outras circunstâncias tidas como negativas, trazem à tona o “quem é você” de fato, o que você traz de vulnerabilidade ou potencialidade. Quem tem perfil pessimista, vai se mostrar ainda mais pessimista, quem tem o impulso de superação, vai buscar oportunidades e soluções, quem tem o hábito de se vitimizar, vai culpar a tudo 68 . Leitura Estratégica

e a todos, se eximindo de qualquer responsabilidade. A pergunta que faço é “quem é você”, verdadeiramente? Quem você tem se mostrado neste momento ímpar da humanidade em que todos estamos sendo atingidos pelos efeitos diretos e indiretos da Covid-19? Em uma consultoria que realizei em uma empresa que estava sofrendo os impactos das medidas que o Brasil tomou para contenção do coronavírus, notei que a liderança do grupo estava com uma visão limitada a respeito do contexto macro da pandemia e seus efeitos colaterais, atuais e possivelmente os vindouros, com uma visão mais midiática do que pragmática. Eu acessei pela internet com meu celular uma pintura chamada A grande onda de Kanagawa, do artista japonês Katsushika Hokusai, e mostrei aos participantes e pedi que definissem em uma palavra aquela imagem. Unanimemente responderam: tsunami. Um tsunami é antecedido por um nítido sinal: o recuo da água. Quando a água recua, podemos


nos ver e avaliar como estamos: alguns com simples roupas de banho, outros com equipamentos de mergulho, alguns em barcos, outros com pranchas, alguns são exímios nadadores, outros sequer sabem nadar o básico para sobreviver. A onda pode até ser a mesma para todos nós, mas definitivamente não estamos “todos no mesmo barco” como muitos dizem, isto não se aplica como regra geral. A segunda reflexão que propus foi se o que eles estavam vivenciando naquele momento era a onda de fato ou o recuo da água. A cada reflexão o silêncio na sala aumentava. Então comentei que a pintura retratava uma grande onda, não necessariamente um tsunami, mas nem por isso deixava de trazer perigos. Um tsunami se caracteriza como uma onda de grande proporção, um maremoto. Contudo, grandes ondas, embora não tendo a proporção de um tsunami, podem vir de forma sequencial e é exatamente essa sequência de ondas que pode culminar no afogamento. Então conclui a reflexão sobre o conjunto de efeitos colaterais que a Covid-19 ainda poderia trazer, tanto de forma direta citando um exemplo mais nítido como a economia, gerando efeitos secundários como falências e desempregos e outros efeitos, como de forma indireta com o aumento de criminalidade e violência doméstica, alertando para uma visão macro dos efeitos sociais, responsabilidade de todos nós. O grande perigo do impacto de uma onda é o tempo que vamos permane-

cer debaixo da água. A falta de conhecimento do fato de estarmos lidando com uma única onda, com um único impacto, ou uma sequência de ondas menores. Ambas podem ser letais. A nossa percepção dos fatos é um dos pontos determinantes para uma resposta adequada. Para não deixar os líderes daquele grupo empresarial em situação de desespero, compartilhei um mindset comum às grandes pessoas que superaram grandes crises ao longo da história, nos mais variados contextos e situações: desenvolver um propósito de vida. Citei como exemplo o neuropsiquiatra austríaco Victor Frankl que sobreviveu a um campo de concentração nazista em Auschwitz, e relatou sua experiência no livro “Em busca de sentido”. Em situações extremas não necessariamente se sobressaem os mais aptos ou mais resistentes, ou os mais inteligentes, mas sim que tem algo pelo que viver, algo pelo que continuar, não importam as circunstâncias. Os maiores vultos da humanidade compreenderam e tornaram isso uma filosofia de vida e isto molda quem nós somos. O Kataware-doki, o crepúsculo, traz a reflexão sobre quem de fato somos ou como estamos. A jornada pela noite é o momento de decisão e posicionamento, se iremos permanecer da mesma forma, se iremos retroagir ou se sairemos melhores. Antes do amanhecer, a noite ainda atingirá seu ponto mais escuro, a segunda pergunta é: quem você escolherá ser e como você estará ao amanhecer.

AKIRA NINOMIYA JÚNIOR Empresário e empreendedor social. Consultor em estratégias para business. Perito em ressignificação de crises e conflitos (Negociador e Mediador – Harvard University). Escritor, palestrante internacional.

Leitura Estratégica . 69


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SUCESSO DO COMPLEXO TERRA SANTA

A HISTÓRIA DO EMPRESÁRIO HENRIQUE COE


IMÓVEIS | EMPREENDIMENTO

TERRA SANTA SE CONSOLIDA Sucesso no mercado imobiliário goiano, o Complexo Terra Santa e o Arca Parque são cases que devem ser implantados em outros Estados A busca por mais qualidade de vida em meio ao verde, ao sossego e à natureza é uma realidade cada vez mais frequente, em especial para os habitantes dos grandes centros urbanos, que cada vez mais têm investido em imóveis afastados da mancha urbana das cidades, para se refugiar do dia a dia estressante e desfrutar de momentos de lazer e descanso com suas famílias. Exemplo desta tendência são os números da Planalto Invest, empresa 72 . Leitura Estratégica

goiana que atua na área de desenvolvimento imobiliário, urbanismo, resorts e entretenimento. Em maio deste ano, o Valor Geral de Vendas (VGV) de terrenos no Complexo Terra Santa, a 35 minutos de Goiânia, no município de Trindade, teve um aumento de 20% em relação a abril de 2020 – mês que já tinha sido o melhor em vendas nos últimos dois anos. Outro dado que impressiona é o incremento de 270% nas vendas em abril e maio deste ano em relação ao primeiro trimestre de 2020, somente no mês de junho o grupo registrou um total de R$ 14,8 milhões em VGV. Os números comprovam que, apesar da pandemia do novo coronavírus, que obrigou a população a manter-se

em isolamento social, o que teve reflexos altamente negativos na economia como um todo, incluindo o mercado imobiliário, esse nicho de mercado de second place (segunda moradia) com as chácaras, está cada vez mais em voga, o que já tinha sido detectado há tempos pelo Grupo Planalto Invest. Monitorando essa tendência de mercado, a Planalto Invest que se especializou na construção de cidades e destinos, prepara um investimento de R$ 100 milhões para criação de cinco novas Cidades do Lazer Terra Santa pelo País, investimento esse que deve alcançar R$ 500 milhões até o 2025 para criação e consolidação de novas Cidades do Lazer, com regiões já mapeadas pela empresa, como Brasília, Uberlândia, Cuia-


100% dos lotes vendidos. “O condomínio de chácaras tem o conceito de segunda moradia, com mais espaço e por um preço mais acessível. É ideal para as pessoas que não abrem mão de estar ao lado da escola do filho ou do trabalho nos dias de semana por conta de logística, porém sentem falta de ter espaço, um quintal para viver muitas experiências entre amigos, famílias, animais, jardins, horta e pomar. Os filhos conseguem ser criados com espaço, lazer, saúde e ter o estilo de vida que os pais tiveram, com mais liberdade”, explica o CEO da Planalto Invest, José Roberto Nunes.

Lazer e moradia é uma combinação que deu muito certo nos projetos da Planalto Invest no setor imobiliário

bá, Campo Grande e São Paulo. A Planalto Invest é uma empresa da área de desenvolvimento imobiliário, urbanismo, resorts e entretenimento, que oferece empreendimentos com propósito, com projetos inovadores que, com conceito, entregam soluções para a vida dos clientes. Assim é o caso do Terra Santa e do Arca Parque em Trindade, Goiás. Um empreendimento que é um dos maiores cases de sucesso do Brasil, pelo seu conceito inovador desenvolvido pela Planalto Invest e batizado de Cidade do Lazer. A solidez e a tradição da Planalto Invest vêm desde 1961, quando o patriarca Alberto Pereira Nunes Filho fundou a Planalto Máquinas Agrícolas e, desde então, a família tradicional de

Goiás não parou mais de empreender e de ser pioneira em diversos segmentos de negócios, como indústria mecânica, shopping centers e outros. COMPLEXO TERRA SANTA O Complexo Terra Santa é um empreendimento da Planalto Invest que consiste em seis condomínios de chácaras localizados em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, a apenas 35 km da capital. Atualmente o complexo é formado pelos condomínios Monte Sinai, Canaã, Monte Hermon, Galiléia, Monte Sião e o recém-lançado Monte das Oliveiras. Os números do Terra Santa são superlativos: com superfície total de 3.606.309,85 m2, possui área verde de 664.554,63 m2 e de preservação permanente total de 315.786,47 m2. Ao todo, são 1.885 unidades em meio a mais de sete mil árvores já plantadas e doze nascentes de água preservadas. O primeiro condomínio lançado foi o Monte Sinai, em outubro de 2015. Desde então, todos os outros lançamentos também foram sucesso, com

O ARCA PARQUE O Arca Parque faz parte da Cidade do Lazer Terra Santa, um conjunto de condomínios de chácaras. O projeto inovador é um complexo de lazer e diversão, em meio à natureza, que proporciona experiências incríveis aos visitantes. Com quatro anos de existência, o Arca vem se destacando no cenário do entretenimento goiano, pela estrutura e pelo atendimento, sendo o destino ideal de muitas famílias. O Arca Parque está localizado em Trindade, Goiás, na Rodovia dos Romeiros, km 30, a cerca de 35 minutos de Goiânia. O local conta com piscinas de água quente adulto e infantil, restaurante, Arca Burguer, fazendinha, arca splash, playground infantil e aquático, redário, haras, pesque-pague e encantário de aves. Com área total de 87.241,56 m2, o parque já conta com 2.315,23 m2 de área construída, sendo que a próxima expansão será de 5 mil m2 e contará com um spa, dois quiosques de bebidas e novos brinquedos aquáticos destinados a adultos e crianças. O complexo de diversão também conta com outras atrações, como pedalinho, caiaque, stand up paddle, water ball, passeio de pônei, a cavalo, de miniboi, de charrete e cavalgada. Leitura Estratégica . 73


HISTÓRIA | VAREJO

HENRIQUE COE UM SÉCULO DE PIONEIRISMO A história do saudoso empresário Henrique Coe se confunde com a trajetória do comércio goianiense e das entidades da capital goiana IARA NUNES Trabalhador e destemido, Henrique Coe foi um reflexo do povo brasileiro. Filho de pai inglês e mãe portuguesa, nasceu em Magé (RJ) em 1918, ainda jovem se mudou para a Bahia e lá conheceu a dona Luísa de Mello Coe, sua futura esposa, natural do interior do Ceará. Ainda novos, sem filhos, os recém-casados souberam da fundação da nova capital de Goiás. Não pensaram duas vezes, vieram para a recém fundada Goiânia em busca de novas oportunidades. Em 1942, seguiram um longo caminho. “Meu avô contava que o jeito mais fácil vir para Goiás era embarcar em um navio em Salvador, descer no porto de Santos (SP) e de lá vir por terra”, conta o neto Fernando Razuk. Contudo, como eram tempos de guerra o casal ficou receoso com as notícias de que havia submarinos alemães na costa bombardeado embarcações brasileiras. “Vir pelo mar deixou de ser uma opção. Fizeram uma viagem 74 . Leitura Estratégica


de barco pelo Rio São Francisco até Pirapora (MG), pegaram um trem, e chegaram na capital após um mês na estrada”, continua. PIONEIRO EM GOIÁS Seu Henrique, como era chamado, acabou sendo pioneiro no território goiano. Naquele ano fundou, em parceria com o sogro Pedro Roldão Melo, a primeira loja da Casa Iracema, na Avenida Anhanguera. O palpite de Vera Lúcia Coe Razuk, sua filha, é que o nome seja uma homenagem à caçula de mesmo nome. “Eu acho que foi a forma que ele encontrou de homenageá-la." Coe veio com a visão de que como a cidade estava surgindo, ela precisaria ser estruturada. Por isso comercializava de tudo um pouco, conforme os anos passaram, focaram na venda de materiais para a construção civil até que se especializaram na revenda de material hidráulico. Brasília também abriga, até hoje, uma unidade da quase octogenária Casa Iracema. Inclusive sua primeira loja por lá foi fundada antes mesmo da inauguração da capital federal. Algo passou pela lembrança de todos: Incansável, ia para lá sempre que havia um feriado municipal em Goiânia. Em seu auge, a loja chegou a possuir sete unidades: duas em Goiânia, uma em Anápolis, três em Brasília, e uma Aparecida de Goiânia. Atualmente, a Casa Iracema conta com uma unidade no setor Rodoviário, em Goiânia, sua matriz, e uma na capital federal. No escritório, a filha Vera Lúcia, que hoje está à frente da empresa juntamente com o sócio Hermógenes Ferreira Coelho Neto, guarda emoldurada uma nota fiscal com a inscrição de número 1 na Secretaria da Fazenda

de Goiás, no governo de Pedro Ludovico, antes do recadastramento e da nova numeração. Seu negócio sobreviveu a transformações econômicas, políticas e culturais. Ditadura militar, Plano Real, redemocratização, dois impeachments, e até mesmo a transformação digital.

Fotos históricas: primeira sede da Casa Iracema, na Avenida Goiás, e uma nota fiscal emitida há mais de 68 anos, em 1952

Leitura Estratégica . 75


HISTÓRIA | VAREJO

Ao lado, uma mensagem de Natal e ano novo para o clientes da Casa Iracema em 1950 e abaixo, outra nota fiscal histórica da empresa

Mas Coe soube conduzi-lo com maestria para não o levar à falência. “Ele foi um comerciante nato, soube trabalhar o portfólio da empresa e a pensar estrategicamente. Teve sabedoria para analisar quando expandir e quando encolher a empresa”, lembra Fernando. Hermogenes entrou empresa ainda jovem e conta como era a relação com o pioneiro. “Eu convivi com meu pai por apenas 20 anos e com ele (Henrique Coe) foram mais de quatro décadas de vivência diária. Sou muito grato 76 . Leitura Estratégica

a dedicação e a paciência que ele teve de me ensinar, porque não é fácil. Trabalhamos na mesma sala por alguns anos, e jamais o vi destratar ninguém. Tinha uma visão muito além, mesmo depois da idade mais avançada.” Mesmo após se afastar, conta o sócio, ele se fazia presente na loja. “Ele vinha bastante aqui, queria saber de tudo, só de olhar notava o que estava fora do lugar. Era uma pessoa muito querida, de uma simplicidade e educação fora da realidade." Henrique Coe deixou quatro filhos,

14 netos e 12 bisnetos. Caloroso, o patriarca sempre gostou da casa cheia. “Meus avós reuniam a família todos os sábados no almoço e no domingo iam para um restaurante comigo, minha mãe e meus irmãos ”, conta Leonardo Razuk, outro dos netos. Um consenso: O patriarca sempre foi uma inspiração. Conhecido pela bondade, chamado muitas vezes de ‘coração mole’, diferente da avó, que segundo os netos sempre foi mais rígida. “Nunca vi meu pai se exaltar, ofender alguém. Se tivesse qualquer contratempo com uma pessoa, a chamava discretamente e pontuava o que lhe desagradava”, lembra a filha. Após Vera Lúcia perder o marido, seu Henrique se tornou uma presença ainda mais forte na vida dos filhos da dona Vera Lúcia. Acompanhou de perto formaturas e casamentos dos netos que perderam o pai ainda na juventude. Sempre com vestimentas elegantes, andava impecável, cabelo cuidadosamente penteado, lembrado como um exemplo de pessoa, e de trabalhador. Sempre muito focado, passava o dia na empresa até completar 95 anos, quando decidiu parar de trabalhar para se dedicar à esposa. Grande fã de filmes de ação, Coe era um frequentador assíduo de cinemas e um leitor fervoroso, lia três, quatro


livros ao mesmo tempo, uma mente inquieta. “Era o esteio da casa, ninguém fazia nada sem que ele desse a palavra final”, comenta a filha. Curioso e participativo, ele se inteirava sobre os mais diversos temas para que tivesse assuntos com todos os membros da família. “Meu avô nunca foi fã de futebol, mas meu filho é apaixonado no esporte. No entanto ele lia sobre o que estava acontecendo no meio para que tivessem sobre o que conversar quando se encontrassem", lembra Leonardo. LIDERANÇA EM GOIÁS Além de empresário, Henrique Coe foi um dos fundadores da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Católica de Goiás, onde lecionou por muitos anos. Teve uma intensa atuação em entidades classistas, presidindo, a Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), a Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio) e foi ainda fundador e primeiro presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Comércio Atacadista de Material de Construção (Sindimaco). Em 2008, aos 90 anos de idade e ainda à frente da Casa Iracema, chegou a ser eleito Homem Dinâmico do Ano pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL). Segundo o neto Leonardo, o pioneiro costumava dizer que “velho não pode deitar, se deitar morre”. Sempre muito ativo, trabalhou até os 95 anos e nunca pensou em se aposentar, até que sentiu a necessidade de cuidar da sua esposa. Ele faleceu de causas naturais, aos 100 anos, em maio do ano passado. Um pai e avô muito presente e carinhoso. “Eu acho que o meu pai deixou marcado o seu caráter, sua forma amorosa de tratar a todos, e a sua mente atual”, comenta Vera Lúcia.

Hermogenes Neto (acima) e, ao lado, a filha Vera Lúcia e o neto Leonardo Razuk, todos acompanharam o seu Henrique na Casa Iracema, onde trabalhou até os 100 anos, quando faleceu. Brincava: "Velho não pode deitar, se deitar, morre"

Leitura Estratégica . 77


"A lembrança da marca da minha infância era a Brahma porque patrocinava o jogo. Chopp Brahma, aquele negócio ficou na minha cabeça. A outra era a Gillette, muito legal, Gillette, barba e tal... Ah, outra era o Biotônico Fontoura. Para eu crescer, ficar forte e conseguir carregar aquele peixe nas costas, teria que tomar o Biotônico Fontoura e assim tomei, durante muito tempo. Essas coisas ficam marcadas..."

"Muitas marcas comerciais fazem parte da minha infância e poderia me referir a várias delas e ainda assim cometeria injustiças. Assumindo isso, vou falar do refrigerante Jaó. Presença certa no almoço de domingo que vez por outra fazíamos na casa de uma tia querida. O sabor preferido era o de tubaína. Instantaneamente vem a lembrança das músicas, dos tios e tias, da alegria das brincadeiras infindáveis com os primos, aspectos determinantes na minha formação." Edwar Madureira, Reitor da UFG

Leonardo Rizzo, Presidente da Rizzo Imobiliária

MEMÓRIA As histórias da maioria das empresas se perdem, quase nunca são contadas. Exemplo evidente de um País que pouco ou em nada valoriza suas empresas. Esta coluna resgata boas experiências e lembranças de clientes, funcionários e proprietários, que citam marcas que permanecem em sua memória décadas depois. Conheça os relatos de quatro personalidades do mundo dos negócios sobre empresas que fizeram parte de suas vidas, em momentos diferentes.

"Eu sou mineira de BH e as lembranças de marcas são leite da Itambé na porta de casa; chocolateria Kopenhagen na Avenida Afonso Pena , o sorvete Kibon comprado nas Lojas Americanas . Serviria um texto assim para uma revista goiana? Sobre esses tenho lembranças muito afetuosas e vivas..."

Marília Vecci Advogada na Terra & Vecci

"Algumas lembranças da minha infância são de quando eu estudava no Grupo Modelo. Lembro que estava fazendo prova e tinha uma questão para citar o nome de uma rádio em Goiânia. Não sabia a resposta e, da minha sala de aula, olhei pela janela e vi sobre o prédio do Cine Capri um luminoso em que estava escrito “Rádio Musical”. Outra lembrança bacana é quando as Lojas Americanas chegaram em Goiânia, em frente ao Jóquei. Neste local, tinha um cachorro quente, o melhor que conheci na minha vida, muito acebolado, pimentão, era inconfundível. E, por fim, me lembro do Estádio Olímpico, de quando fui a primeira vez, por volta de 12 anos, quando fui assistir Goiás e Santos, em que o Goiás, ganhou por 2 a 0. Boas lembranças desta época." Paulo Silas, Sócio na Sim Engenharia

78 . Leitura Estratégica


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Leitura Estratégica . 79


CONSUMO | LUXO

RELÓGIOS: A HORA DE INVESTIR Mercado da alta relojoaria mostra que tempo é dinheiro quando o assunto é um modelo de luxo do objeto secular 80 . Leitura Estratégica

IZABELLA PAVETITS Engana-se quem pensa que o relógio está limitado a ser um simples marcador de horas. As versões produzidas por empresas como Rolex, Tag Heuer, Ômega, MontBlanc, Audemars Piguet ou Pane-

rai, carregam consigo anos de tradição, materiais de altíssima qualidade, minúcia nos detalhes, estética digna de obras de arte e, é claro, precisão cirúrgica. Para o diretor da Danglar Luxury Store, em Goiânia, Flávio Lima, os “verdadeiros” relógios de luxo devem guar-


dar relação com a Suíça, onde a tecnologia, mão de obra e o conhecimento são características essenciais no segmento. “A Suíça é o berço da alta relojoaria. É onde o processo de fabricação é desenvolvido dentro dos mais rigorosos padrões de qualidade e aprovado por se-

los de certificação - desenvolvidos por lá mesmo”, explica. Outra característica que diferencia um produto da alta relojoaria é o material usado na fabricação. Cristais, couro de alta qualidade, metais especiais e até pedras preciosas entram em jogo para

garantir qualidade, inovação e design únicos. Já pensou em andar pela cidade com uma moto, carro ou até uma casa pendurada no próprio pulso? A frase pode soar absurda, mas os valores do mercado da alta relojoaria mostram que as cifras não Leitura Estratégica . 81


CONSUMO | LUXO

são um problema na hora de investir em um modelo premium do objeto secular. Como em qualquer outro bem de luxo, o preço também é um aspecto relevante na hora da diferenciação - é possível encontrar versões na casa dos milhares até a dos milhões. O relógio mais caro do mundo, um modelo único da Patek Philippe vendido durante um leilão beneficente em Genebra (Suíça) no ano de 2019, custou a bagatela de 31 milhões de dólares. Ele é de aço inoxidável com mostradores reversíveis em ouro de 18 quilates revestidos com ouro rosa de um lado e ébano do outro, e pulseira de couro de jacaré preta. Tudo isso culmina na característica final dos relógios de luxo: a história das marcas, conforme conta o empresário da Pedrart, em Brasília, Marcos Vinícios Attie. A maioria das empresas especializadas no segmento (como algumas das citadas no início da matéria) são centenárias e, durante anos, se especializaram na fabricação desses produtos, o que traz lhes traz a “força de um legado familiar”. Os pequenos objetos são considerados joias de família tanto para quem os produz tanto para quem compra. MAS QUEM COMPRA? Em Goiás, o público de compradores de relojoarias de luxo é composto por pessoas que buscam, sobretudo, posicionamento profissional e/ou social, desvenda Flávio Lima, da Danglar Luxury Store. “São pessoas de faixa etária entre 30 e 60 anos, de alto poder aquisitivo, sendo 60% composto por homens e 40% por mulheres – ambos oriundos das mais diversas atividades profissionais: empresários, executivos, artistas, profissionais liberais, dentre outros. São pessoas ativas, viajadas, bem informa82 . Leitura Estratégica

OS FAVORITOS Conheça os relógios de luxo preferidos dos goianos e brasilienses. Confira modelos e preços (sugeridos pelos sites e estimativas)

Linha Rolex Submariner R$ 54.250

Linha Rolex Cosmógrafo Daytona R$ 79.850

Summit, o smartwatch da MontBlanc R$ 5.900

Linha Diver coleção 007 da Ômega R$ 35.300

das, com um estilo marcante, decididas e com alta personalidade”, completa. E no Distrito Federal, a clientela não é muito diferente, segundo Marcos Vinícios Attie, representante da loja Pedrart, que tem três unidades por lá.

Linha Fórmula 1 da TagHeuer R$ 5.900,00

Linha Speedmaster da Ômega R$ 27.000

Preferido do colecionador Panerai Luminor Due - modelo pam00729 A PARTIR DE R$ 50.000

“O perfil de compradores são pessoas que buscam qualidade e história. Geralmente são empresários, profissionais da área de saúde e funcionários públicos”. Para o empresário, o mercado brasileiro leva vantagem sobre os demais pela


"“As pessoas querem um acessório marcante que imprima personalidade e estilo” FLÁVIO LIMA DIRETOR DA DANGLAR

possibilidade de parcelamento, o que não costuma ser possível em outros lugares e se torna uma vantagem porque as marcas globais têm preços padronizados pelo mundo. A Danglar está há cinco anos no panorama goianiense e, nesse tempo, o coração do público, antes dominado por modelos esportivos, passou a dar espaço também aos clássicos. Além disso, a motivação para a compra também mudou, revela o diretor da loja, que afirma que a busca é motivada por um posicionamento social/profissional, “as pessoas querem um acessório marcante que imprima personalidade e estilo”, conclui. O modelo mais caro vendido pela loja foi um Rolex Skydweller de ouro everose que custou por volta de R$ 260 mil. Porém há, hoje, uma lista de espera de três clientes para a chegada de um modelo da Rolex que custa R$ 600 mil. Está claro que o objeto vai além da funcionalidade, os relógios de luxo

têm história e personalidade, e foi justamente esse aspecto que encantou o diretor de tecnologia e colecionador de relógios Aldo Zuquini Júnior. Sua coleção começou em 2005 quando o executivo começou a viajar para convenções no exterior e, o acervo que já teve mais de 30 relógios, hoje conta com 19 unidades. Para Júnior, colecionar relógios não se trata de um investimento, mas sim um hobby, o faz porque gosta. “Tenho preferência por modelos vintage porque o que mais me atrai é a história por trás do produto. Por exemplo, me interesso pelo primeiro diver (de mergulho), o primeiro relógio a ir par ao espaço, o primeiro automático…”, ilustra. Outro motivo que pesa em sua preferência por modelos antigos é a facilidade de usar no dia a dia porque, segundo ele, são menos visados por assaltantes. O colecionador conta que, em São Paulo, já foi abordado por um criminoso que disse apenas “passa o Rolex”, sem pedir

carteira ou celular, indicando que estava especificamente atrás do relógio. Apesar de ser frequentemente questionado por seu gosto em colecionar objetos tão caros, Aldo Zuquini Júnior conta que já fez muitas amizades por conta do interesse comum. O executivo participa, inclusive, do Grupo Redbar, um clube para amantes da horologia (estudo relacionado aos instrumentos de medição do tempo) e relógios de luxo. A primeira versão surgiu em Nova York e, desde então, existem células por todo mundo. Além de se comunicar por redes sociais, a unidade brasileira do grupo se encontra anualmente para conversar sobre novidades do segmento e estreitar laços. “Não fazemos nada disso pelo luxo, vai muito além. Quem é apaixonado pelos relógios entende cada etapa do processo de produção, sempre tem uma história para contar e acaba fazendo muitos amigos. O amor em comum une muita gente”, finaliza. Leitura Estratégica . 83


VEÍCULOS

TIGGO 8, A VIRADA O Grupo Caoa já começa a reescrever sua história com a Chery, na mesma toada que fez com a Hyundai – que era uma sem a parceria com o grupo brasileira e se transformou. E usando a mesma fórmula de carros bonitos e baratos. Os ‘feios’ chineses da Cherys estão sendo redesenhados e chegam cada vez mais bonitos no mercado. O Tiggo 8 que o diga. SUV de luxo de sete lugares chegou imponente. A marca sino-brasileira já disparou a produção (300 carros por dia na fábrica em Anápolis) para atender a possível demanda, já que seu preço sai por surpreendente R$ 168,6 mil, com desconto de lançamento caindo para R$ 156,9 mil. A Caoa Chery foi para a guerra neste nicho de SUVs de sete lugares, que representa 5% do mercado. Seu Tiggo 8 tem um novo motor 1.6 turbo GDI (injeção direta de gasolina), 187 cavalos de potência (5.500 rpm) e 275 Nm de torque (2.000 a 4.000 rpm). O câmbio é automatizado de dupla embreagem com sete marchas e a alavanca é bem pequena, do tipo joystick. Pode acelerar a produção porque 300 carros por dia vai ser pouco.

DRIVE, O RETORNO Drive-in, Drive-thru, Drive-show. A pandemia isolou as pessoas em casa e, depois de um tempo, até para garantir uma saída com segurança, o carro se tornou a opção de deslocar, ir ao cinema, a um show ou compras sem sair do carro. Viva o drive. VENDAS As vendas de veículos novos apresentaram recuperação pelo terceiro mês seguido, depois da queda recorde registrada em abril. Foram licenciados em julho 174,5 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, 31,4% a mais que no mês anterior, mas 28,4% menos do que igual mês de 2019. NO ANO No acumulado do ano, as vendas somam 983,3 mil unidades, 36,7% inferior ao do mesmo período do ano 84 . Leitura Estratégica

PORSCHE

passado. No pior mês do ano, em abril, primeiro completo da pandemia, foram vendidos apenas 55,7 mil veículos. SMAFF Adaptando-se a Covid-19, setor de automóveis não ficou estacionado. Em agosto, o Grupo Smaff realizou pregão digital com veículos novos (Volkswagen, Hyundai e Ford) e semi-novos, no Distrito Federal.

A alemã Porsche desembarcou em Goiânia oficialmente em 17 de agosto, com o início das operações do Porsche Center Goiânia. A montadora nomeou o grupo Eurobike como seu parceiro na região. A marca lança no Brasil, já em pré-venda, o Taycan, primeiro esportivo de propulsão totalmente elétrica do modelo. O Taycan desembarca em três versões, já como modelo 2021 no País. A Porsche posiciona o esportivo Taycan 4S com valor a partir de R$ 589.000; Taycan Turbo por a partir de R$ 809.00; e o Taycan Turbo S custa quase R$ 1 milhão – é a partir de R$ 979.000.


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BSB.NEGÓCIOS AVIAÇÃO

NELLA, A AÉREA COM DNA BRASILIENSE O Aeroporto Internacional de Brasília será sede da Nella Linhas Aéreas, a nova low-cost do mercado de aviação brasileiro, que foca neste primeiro momento nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Com 140 funcionários, a Nella foi idealizada pelo brasileiro Maurício Souza, CEO da JKL Holdings, e tem como ‘lema’ chegar a cidades não atendidas pelo serviço aéreo e, já encaminha a compra inicial da frota de quatro aviões ATR. Quer se tornar referência no transporte aéreo regional do País. mas afirma já ter encaminhado a compra de quatro aeronaves ATR 42 que serão usadas nas primeiras rotas. A companhia, que se prepara para solicitar registro à ANAC e operar em 2021, tem 100% do capital pertencente à Voe Nella Holdings que, por sua vez, pertence ao grupo JKL Investimentos. Constituída recentemente, a nova empresa, afirmam os executivos, faz parte de um planejamento de três anos de estudos dos melhores benchmarks de empresas regionais e low-cost, low fare no mercado internacional. Maurício Souza, que hoje reside nos Estados Unidos, aposta que o setor, principalmente o regional, no póspandemia, "estará desassistido e que há uma grande oportunidade de entrar para atender a esse nicho com qualidade e uma abordagem client-centric, cujo foco de todas as ações está no cliente. O slogan da empresa 'It’s not just about flying' ou 'não se trata apenas de voar', em português, reflete esse DNA." O executivo queria lançar uma companhia aérea regional primeiro nos EUA. “A gente está em negociação com uma empresa em recuperação judicial há um tempo para poder lançar uma regional aqui”.

ELFA Com operação, que será coordenada por Citi, Santander, Itaú BBA, BTG Pactual, XP e Morgan Stanley, a fornecedora de medicamentos genéricos Elfa pediu registro para uma oferta inicial de ações (IPO). A empresa é sediada em Brasília. Operação também envolve a venda de ações detidas pelo Pátria, controlador da companhia. A companhia afirma distribuir medicamentos, produtos médicos e hospitalares de alta complexidade oriundos de mais de 400 fabricantes. Criada em 1989, a companhia entrou nos últimos seis anos num ritmo de crescimento via aquisições. Foram sete ao todo. No primeiro semestre, a Elfa teve receita líquida de R$ 1 bilhão, alta de 25,8% em relação à mesma etapa de 2019. Nos mesmos períodos de comparação, o Ebitda subiu 150%, para R$ 41 milhões. 86 . Leitura Estratégica

NOVO BAIRRO O projeto do novo bairro residencial ao Exército Brasileiro foi entregue pelo GDF. O empreendimento será construído na área chamada de Pátio Ferroviário de Brasília, nas proximidades da antiga Rodoferroviária. Com uma área de 4,2 milhões de m2, o empreendimento deve abrigar 63 mil moradores em 21 mil imóveis. A previsão é de que no próximo ano já ocorram as vendas de imóveis.


LEANDRO RESENDE

BRB-MENGO: CANDIDATO À ESTRATÉGIA DO ANO Não há dúvidas que uma reforma do sistema bancário brasileiro virá. Se caminha para concentrar, desconcentrar, fim dos juros, open banking, banco e conta digital, limites de atuação, entrada de estrangeiros entre outras possibilidades, só o tempo dirá sobre o novo formato. Neste ponto, as peças estão no tabuleiro e os principais atores, jogando, nos bastidores. O que chama e merece a atenção é o movimento do BRB. O banco do Governo do DF, fadado à privatização, que tem cerca de 1 mil funcionários, receita de quase US$ 850 milhões (em dólar, dado de 2017), capital aberto em Bolsa, e todos problemas e gargalos de um banco com perfil estatal. Não é que faz um movimento ousado, lança uma conta digital com o Flamengo, maior clube do futebol do País em torcida, e ganha troféu de estratégia do ano (candidata-se, no mínimo). Imagina cada torcedor (dizem

ser mais de 50 milhões) podendo ter uma conta digital do seu time de coração? É isso que o BRB-Flamengo lançou em 15 de julho. No mesmo pacote, o Flamengo vai lançar seu próprio banco digital em parceria com o BRB. De 750 mil clientes, a maior parte funcionário público de Brasília, pode facilmente quadruplicar esse número em um ano. “Os clientes do futuro Banco do Flamengo, poderão contar com cartão de crédito e débito, cartão pré-pago, conta digital e opções de investimentos. Também estarão disponíveis títulos de capitalização e a previdência privada”, divulgaram. Com este novo parceiro, o Flamengo deu cartão vermelho e tirou da camisa o patrocínio da Caixa e da Petrobras (histórico). “A expectativa é que o novo projeto se torne o principal lucro que será dividido igualmente entre o clube e o banco.” O patrocínio do BS2 (outro banco digital) também foi suspenso. Este apoiador rendia

ao Flamengo R$ 15 milhões por ano e tinha participação na venda de produtos financeiros. "A administração desse novo projeto será realizada de forma compartilhada entre Flamengo e BRB, com a participação de dirigentes de ambos os lados. Se a operação não der certo, existe uma garantia de R$ 32 milhões ao Flamengo, que será retirado dos dividendos do banco”, revelam as partes. Mais: "Os torcedores do Flamengo que aderirem a nova conta digital do time, vão contar com atendimento 24 horas, produtos personalizados, programa de relacionamento, não pagará tarifas e terá ainda vantagens para acompanhar os jogos fora do Rio de Janeiro. Além disso, também haverá uma unidade de atendimento do BRB nas dependências do time." Ou seja, o campeonato brasileiro de estratégias bancárias, em 2020, já tem um favorito. Leitura Estratégica . 87


BSB.NEGÓCIOS

PORTAL E CEDRO A startup Portal de Compras Públicas recebeu um aporte de R$ 2,5 milhões do Fundo Venture Brasil Central, gerido pela Cedro Capital. Especializada em compras públicas pela internet, atende cerca de 450 prefeituras de todo País (8% dos 5.570 municípios brasileiros). Quer triplicar.

DF GANHA 2ª LOJA DA REDE DE CARNE SUÍNA PORKS No início de Agosto, a cidade de Águas Claras, região administrativa do Distrito Federal, ganhou uma nova e saborosa opção gastronômica, que vai democratizar o consumo de carne suína: o Porks – Porco & Chope. A rede, que conta atualmente com dez unidades, próprias e franqueadas, espalhadas por Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) e Brasília (DF), escolheu a cidade para sediar sua décima primeira loja no País, e segunda unidade no Distrito Federal. “A carne suína voltou a ser uma tendência em todo o mundo. No Porks oferecemos preparos desenvolvidos com receitas exclusivas e muita excelência sem deixar de lado os preços acessíveis. Com essa fórmula democrática, estamos conquistando nosso espaço no mercado nacional”, comenta José Araújo Netto, fundador da rede Porks – Porco & Chope. “Agora, queremos expandir nossa atuação no Distrito Federal”, complementa.

PARKSHOPPING BRASÍLIA

88 . Leitura Estratégica

O ressegurador IRB Brasil-Re anunciou a conclusão da venda de toda a sua participação no ParkShopping Brasília, incluindo as torres um e dois, o ParkShopping Corporate, por R$ 243 milhões. A companhia detinha participação de 20% em cada unidade. De acordo com comunicado do IRB, do valor total de venda, R$ 130,5 milhões já foram pagos e os outros R$ 112,5 milhões serão pagos em até 180 dias, corrigidos a 120% do CDI.

VENTURE O Fundo Venture Brasil Central foi criado em 2016 para investir em empresas nacionais sediadas na região Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), Minas Gerais e Tocantins que tragam inovação tecnológica às áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), Saúde e Agronegócio. DUBOIS Quem é Richard Dubois? Ele é o empresário que quer comprar a cidade de Brasília. E já começou. Comprou, com sua consultoria RNGD, comprou o autódromo Nelson Piquet e estádio Mane Garrincha. Na fila, a rodoviária, Torre da TV, o aeroporto executivo e o metrô da cidade. E QUEM É ELE? Richard Dubois trabalhou mais de dez anos em consultorias que formataram concessões em diversas áreas. Se tornou especialista e também “comprador”. COVID-19 X VAREJO Mesmo com as duas altas seguidas, o setor de varejo do Distrito Federal fechou o primeiro semestre de 2020 com queda de 3,1% na comparação com o mesmo período de 2019, refletindo as medidas de isolamento social para conter o avanço do coronavírus. Segundo dados divulgados pelo IBGE, as vendas do varejo cresceram 8% em junho ante o mês anterior, após a alta recorde de 14,4% em maio


NEGÓCIOS.MT CERVEJARIA PETRÓPOLIS PODE TROCAR MATO GROSSO POR GOIÁS O embate entre o Grupo Petrópolis e governo do Mato Grosso acirrou com a Covid-19, com a anulação dos incentivos fiscais concedidos de R$ 400 milhões, e pode ter um fim triste para a economia matogrossense. A empresa, que já investiu R$ 600 milhões no Estado, ameaça ir embora para Goiás. Além da fábrica em Rondonópolis, a cervejaria possui 17 centros de distribuição. Segundo prefeito da cidade, José Carlos do Pátio, a informação, do deputado federal José Medeiros, seria verdadeira e o Grupo Petrópolis já teria sido contatado pela Secretaria de Indústria e Comércio de Goiás, que estaria disposta a conceder os incentivos fiscais que a empresa quer. Em maio, a empresa teria demitido 179 trabalhadores e deve demitir, em agosto, mais 101. Empresa e governo brigam por meio de notas à imprensa. Em uma delas, o Governo do Estado explica por que a companhia foi retirada do Prodeic (programa de incentivos): "Desde 2008, o Grupo Petrópolis passou a usufruir do Prodeic, após instalar sua fábrica em Rondonópolis. O benefício concedido foi de crédito presumido sobre o ICMS de 60% por um período de 10 anos, finalizado em 30 de junho de 2018. O grupo Petrópolis passou a usufruir de benefício de 90%, acima do legalmente autorizado dentro do programa e também sem respeitar a isonomia com as demais empresas do setor, que era de 60%. Convém lembrar que o próprio ex-governador Silval Barbosa confessou que houve pagamento de propina pela empresa Petrópolis, o que está em apuração nos órgãos competentes”, diz trecho da nota do governo estadual. Poder Judiciário foi acionado e decidiu, em ação proposta pela empresa, que o benefício fiscal concedido sempre foi de 60% por 10 anos, até junho de 2018, e não de 90%. Ampliou o imbróglio. A fábrica da Petrópolis chegou ao Mato Grosso em 2008, atraída pelos incentivos fiscais, e emprega cerca de 750 trabalhadores - produzindo marcas como Itaipava, Crystal, Petra, entre outras. Antes da crise, a Petrópolis divulgava que emprega 1.516 pessoas no Estado, além da estimativa de seis mil empregos indiretos. A empresa aponta que no ano passado, foram quase R$ 125 milhões em impostos (ICMS, ST, IPI, etc), R$ 36 milhões investidos em instalações, ativos e maquinário, R$ 10 milhões gastos somente com combustível e mais de R$ 72 milhões na contratação de frete terceirizado no Mato Grosso. Sob o interesse de Goiás em atrair a Petrópolis, o governo estadual não se manifestou até o fechamento desta edição.

DENOFA A trading agrícola brasileira Amaggi anunciou troca no comando da Denofa, unidade da empresa na Noruega: entra Hans Olsen; sai Bjørn Rask Thomsen após nove anos no cargo. Olsen, de 48 anos, trabalhou pelos últimos 12 anos na multinacional Jackon, onde atuava como CEO para a região da Escandinávia desde 2018. A unidade industrial e portuária da Amaggi no país nórdico, a Denofa, foi integralmente adquirida pela companhia brasileira em 2013. SICRED SUL MT A cooperativa Sicredi Sul MT, fundada há 30 anos, chega neste ano a R$ 1 bilhão em recursos totais, carteira de crédito de R$ 600 milhões e 40 mil associados, com 11 agências em sete municípios da região sul de Mato Grosso. Leitura Estratégica . 89


NEGÓCIOS.TO MEDICAMENTOS A 4BIO, empresa especializada na comercialização de medicamentos especiais, abriu uma unidade atacadista no Tocantins para atender clínicas e hospitais. A empresa comercializa medicamentos especiais usados em tratamentos mais complexos, como reprodução humana e oncologia. EMPREGOS O investimento na implantação é de mais de R$ 1 milhão e a expectativa é de que sejam gerados, de imediato, 30 empregos diretos. “Estávamos atendendo apenas a pessoas físicas, no varejo, e nossa meta é ampliar o negócio, passando a ofertar estes medicamentos para hospitais, por meio de uma nova unidade”, explicou o diretor da 4BIO, André Kina. INDÚSTRIA Industrial tocantinense retoma confiança aos poucos. Em agosto, a Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto) divulgou os indicadores de Evolução da Produção e do Número de Empregados da Sondagem Industrial do 2º trimestre, que registraram 54 e 52 pontos, respectivamente, o que indica sinais de recuperação do segmento no período. Pela metodologia da pesquisa, 50 pontos é a linha que divide ‘confiança’ e ‘desconfiança’. ABRE E FECHA A pandemia da Covid-19 não afetou o índice de fechamento de empresas no Tocantins, mas número de abertura caiu. O primeiro semestre deste ano bateu 2019, com menos empresas fechadas neste ano. Em 2019, foram extintas 3.731 empresas. Neste ano, 2.825. Na outra ponta, se abriu mais empresas no primeiro semestre do ano passado: 9.922 ante 9.348 deste ano. 90 . Leitura Estratégica

VENDE-SE UMA USINA HIDRELÉTICA

Decidido: o Governo do Tocantins publicou lei para vender suas ações na empresa Lajeado Energia, que compõe o consórcio Investco. O Estado possui 23% das ações da empresa, que são de categoria B e representa um pagamento de um dividendo pré-estabelecido e fixo. A Lajeado é responsável pela operação da Usina Hidrelétrica Luiz Eduardo Magalhães. Pelo ativo, o governo espera arrecadar entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões. O destino da receita com a venda já está estipulado na lei: áreas de saúde, infraestrutura e moradia.

GALINHA CAIPIRA Tocantins inaugura primeiro abatedouro de aves caipiras melhoradas em Palmeirante, localizado na região norte do Estado, distante 339 km de Palmas. O empreendimento, administrado pela Associação dos Produtores Extrativistas de Palmeirante (Aprate), iniciará com o abate de 200 aves/dia podendo chegar a sua capacidade máxima que é de 500 aves diariamente.

ASSOCIAÇÃO DO JALAPÃO Empresários de 11 municípios do Tocantins fundaram, antes da pandemia, a Associação Comercial e Industrial, Turismo e Agronegócio da região do Jalapão. A sede será em Mateiros e Armando Castro, de

Pindorama, assumiu a Presidência e explicou que o principal objetivo da ACIRJA é o de fortalecer o comércio, a indústria e o agronegócio nos municípios que compõem o Jalapão. Atualmente pelo menos 200 empresas atuam em diversos ramos no Jalapão.


CADERNO DE OPINIÃO PEDRO BITTAR Empresário, diretor do MBC e presidente da ABRA (Associação Brasileira de Reciclagem Animal)

O 'nós' venceu o MUNDO EGOÍSTA Como o homem entrou na era da Covid-19 nós já sabemos, mas como sairá, impossível dizer. Muitos vão entrar bem e sair melhores, vão compreender os ensinamentos dessa guerra, as perdas, os dilemas humanos e, principalmente, como somos falhos e temos atitudes egoístas. Muitos, infelizmente, não sobreviverão às batalhas. Já passam de uma centena de milhares de mortos. Em nenhum outro episódio da sua história o Brasil perdeu tantos brasileiros em tão pouco espaço de tempo. É um momento crítico que exige reflexões individuais de todos, mas fundamentalmente, daqueles que lideram processos, sejam nas empresas, na política ou no seu bairro. Ser líder é ser relevante, exemplo e transformador. Se não tiver uma cultura de fortalecer estes três laços com seus liderados, passe a vez. Não seja gerente ou diretor apenas por você; não seja vereador, prefeito ou governador para saciar vaidades e objetivos pessoais; não seja nem mesmo síndico ou mesmo líder da turma da escola sem pensar no seu papel de atuar coletivamente. A vida cobra caro de quem age pelo ‘eu’, e remunera com valor muito elevado de reconhecimento quem despersonaliza sua luta, quem vai para guerra para defender seu país, sua cidade, seu bairro. É o momento do novo homem, que como disse no início do texto, pode fazer (durante essa pandemia) a revisão correta de seus conceitos e, na dor, se adaptar. Particularmente na política, pois vamos ter novo processo eleitoral, vamos inaugurar um momento que a sociedade vai reagir. Não será uma reação em cadeia, mas em onda. Vamos superar as fakes news, filtrar melhor nosso conteúdo e punir

comportamentos inadequados e fraudulentos com a informação. É preciso um salto neste sentido. Mas vamos reagir por ondas por que nos unimos em coletivos, que, na nossa nova forma de comunicar, replicar e dialogar em grupos sociais e de mensagens, como entidades profissionais e empresariais, organizações sociais, igrejas e, de fato, todos, interligados em grupos de mensagens. Isso, bem ou mal utilizado, é transformador. A pandemia nos isolou por muito tempo, ampliou para alguns e acelerou para outros a digitalização das conversas, compras e empregos. Aprendemos a conversar, comprar e trabalhar no desktop e até pelo celular. Nossa vida é mobile, mais coletiva, mais informada. Pessoas da geração antecessora à minha, por exemplo, entraram leigas em tecnologia, e hoje dão aula em interação e integração. Precisamos vencer a Covid-19, a guerra não acabou, mas precisamos vencer o passado e, principalmente, reescrever nossa história no que se refere a escolher nossos líderes (no bairro, na empresa e na política). Sermos mais seletivos e exigentes é o ponto. Não adianta ter tecnologia para nos dominar, pois se a sociedade se omitir, a tecnologia de informação se torna de dominação. Se não nos especializarmos, vamos é cair na armadilha de achar que somos dominantes, mas, de fato, seremos dominados. Que as pessoas do bem sejam todas guardiãs da liberdade, da democracia e da impessoalidade dos nossos líderes e dos espaços coletivos. Não lutamos, perdemos e ganhamos tanto, para entregar o mundo pior do que antes. Uma eleição mais reflexiva e honesta é o caminho dessa mudança. Leitura Estratégica . 91


LUIZ ANTÔNIO DE SIQUEIRA Advogado na LAS Advogados Associados e contador

CADÊ O

GUARDA-CHUVA? O Brasil é um País que não consegue voltar ao normal. A cada dois anos, uma crise violenta assola e atropela projetos pessoais, empresarias e de gestão pública. São crises tão gigantes, que afetam todo processo de construção de um País. Sem voltar muito, avaliando só os últimos anos, tivemos uma grande recessão, com pico em 2016; uma greve de caminhoneiros que travou o País e fez grandes estragos, dois anos depois, em 2018; e, agora, em 2020, uma pandemia sem precedentes no mundo, que deve ter o Brasil, no fim, como epicentro e entre os três mais afetados entre óbitos e contaminados. Mas as crises sempre foram pródigas em mostrar quem são os parceiros e quem são os que viram as costas e fogem na dificuldade. Como todas as vezes anteriores, o sistema bancário bateu em retirada para se proteger e, mesmo sendo estratégico para a proteção da economia, se isolou, fechando o cofre para famílias e empresas. Prevalecendo a velha máxima: “quando está tempo bom, os bancos lhe oferecem o guarda-chuva. Mas, se chover, a primeira medida é tomar o guarda-chuva de volta.” O Banco Central e Ministério da Economia, ao primeiro sinal da pandemia, assinaram decretos e normas para flexibilizar compulsórios e regras interbancárias para que o setor tivesse caixa suficiente para socorrer as empresas e famílias. Foi o

92 . Leitura Estratégica

primeiro setor atendido antes mesmo de pedir. E o que fizeram? Alongaram as dívidas dos clientes, para proteger o que estava contratado, mas cobraram juros reais em cada centavo deste alongamento. Quanto aos novos empréstimos, de R$ 40 bilhões destinados às empresas, apenas R$ 1,6 bilhão foi contratado até meados de maio, contemplando 4% dos pedidos. A meta era proteger o setor produtivo, mas até agora, o dinheiro está parado, pois os bancos evitam novos contratos, uma política do risco zero. O atendimento ao cliente tem sido um fiasco. Fica uma pessoa barrando na porta giratória, liberando um por vez, e, na maior parte dos casos, jogando o cliente para o autoatendimento do caixa eletrônico ou na internet – que também restringe a liberação de recursos. Na outra ponta, uma carga excessiva de marketing dos bancos invadiu a mídia. Nessa imensa cortina de fumaça, foge da sua função econômica, se protege, e ainda capitaliza sua imagem. Com este comportamento insidioso, os bancos se blindaram mais uma vez, com apoio do poder público que age lerdamente com cara de paisagem – pois no Brasil há de haver um governo que vai se meter com os bancos, que financiam a rolagem de seus déficits. Essa passividade atropelou milhares de empresas e pais de família, que, na chuva, quando mais precisavam, tiveram sua proteção retirada.


JOSÉ MÁRIO SCHREINER Presidente do Sistema Faeg/Senar, vice-presidente da CNA, deputado federal e produtor rural

Os benefícios do USO DO ETANOL A nova realidade mundial tem provocado impactos muito grandes na vida das pessoas. O momento é difícil e esse novo cenário ampliou a necessidade de cuidarmos - ainda mais - da nossa saúde e do planeta. Uma das iniciativas que podemos tomar individualmente é decidir que combustível usar em nossos veículos. Basta observar a tamanha melhoria da qualidade do ar por ocasião da quarentena, quando os carros permaneceram nas garagens. Com isso, a atenção para os poluentes veio à tona mais uma vez. Aí vem a questão: é possível ter-mos carros nas ruas e o ar ser de boa qualidade? A resposta é, definitivamente, sim! Use etanol! Segundo dados da IEA (Agência Internacional de Energia), a utilização de etanol produzido através da ca-na-de-açúcar reduz em média 89% a emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa – como dióxido de carbo-no (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (NO2) – se comparado com a gasolina. O etanol de outras fontes tam-bém contribui com a diminuição do problema, porém em menor escala, sendo 46% a redução do etanol produ-zido por beterraba e 31% no etanol de grãos. Em todo o ciclo do combustível o etanol lança menos C02 à atmosfera pelo fato dele ser extraído da cana-de-açúcar. Durante a fotossíntese, as plantas absorvem o gás carbônico da atmosfera, fazendo com que quase todo o gás seja absorvido pela própria cana. Em combustíveis fósseis, é lançado o CO2 extraído da terra (petró-leo), ocasionando um aumento do teor desse gás presente na atmosfera. Entretanto, as características do etanol por si só não garantem que ele polua menos que os outros combus-tíveis. A tecnologia empregada no veículo é um fator importantíssimo à diminuição do nível de substâncias nocivas lançadas à atmosfera. Por isso, carros novos movidos à gasolina geralmente são menos nocivos que carros velhos

movidos a álcool. Além disso, carros com motor flex (que aceitam gasolina e etanol), costumam ser melhor adaptados à queima do combustível fóssil, resultando que a poluição seja praticamente a mesma, e em alguns casos até menor da gasolina em relação ao álcool. Estima-se que em meados desse século estarão extintas todas as fontes de petróleo já descobertas. Mes-mo que surjam novas fontes, é fato que um dia o petróleo acabará, e consequentemente não mais existirão com-bustíveis como gasolina e diesel. Com o etanol, entretanto, não há limite de tempo para sua existência. Sendo utilizado pela humanidade há milhares de anos antes de Cristo, bastam apenas terras agricultáveis para que se plante a cana-de-açúcar e outros insumos capazes de produzir o álcool. Um outro grande benefício do etanol é que sua produção também gera outras fontes de energia. O bagaço e a palha, substratos da cana-de-açúcar com enorme poder calorífico, produzem vapor que é transformado em energia térmica, mecânica e elétrica, chamada de bioeletricidade devido à sua matéria prima ser composta por produtos orgânicos. A eletricidade é utilizada para abastecer a própria usina (que chegam a quase 100% de auto sustentabilidade) e seu excedente pode ser vendido ao sistema elétrico brasileiro. São diversas as vantagens do uso do etanol de cana-de-açúcar, o combustível mais limpo do mundo. E po-deríamos citar dezenas de outras além da melhoria da qualidade do ar e, consequentemente, impactos na saúde pública, como: a geração de emprego e renda na cidade e no campo e arrecadação de impostos que proporcio-nam mais investimentos nas cidades e melhoria na qualidade de vida de milhões de brasileiros. O etanol é Brasil! Use etanol e contribua com o meio-ambiente e com a economia nacional. Leitura Estratégica . 93


WALMIR CUNHA Advogado especialista em Direito Público e Empresarial e presidente do Instituto de Compliance Aplicado (ICA)

A LGPD e o

EMPRESÁRIO

A atividade empresarial no Brasil é desenvolvida em meio a um cipoal jurídico e burocrático, cujas normas imputam aos empresários obrigações das mais diversas e variadas, sejam de natureza tributária, trabalhista, previdenciária, civil, administrativa, consumerista, ambiental, dentre outras. Em meio ao crescente volume de atividades empresariais na internet, com avanço do e-commerce, redes sociais, e plataformas tecnológicas de captação de clientela, surge a necessidade de regulamentar a forma de tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais. E para garantir proteção aos direitos fundamentais à privacidade, intimidade, honra e à imagem de todos indivíduos, considerando que a maior parte da população trafega na rede mundial de computadores, surge a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – Lei nº. 13.709, de 14 de agosto de 2018, a qual estabelece diversas obrigações às pessoas naturais ou jurídicas de direito público e privado, que façam o tratamento de dados pessoais coletados dentro do território nacional. Em síntese, o tratamento de dados pessoais sujeito à regulamentação da LGPD consiste na captação, armazenagem, divulgação ou qualquer forma de gestão de informações relacionadas à pessoa natural, identificável ou identificada. Importante destacar ao empresário que, no regular desenvolvimento de sua atividade econômica, o tratamento de dados pessoais de seus clientes, fornecedores, parceiros e colaboradores faz parte de rotinas administrativas, seja em maior ou menor medida. Por isso, as empresas devem implantar mecanismos de controle e critérios para a gestão e tratamento de dados, sob risco de incorrer nas severas penalidades 94 . Leitura Estratégica

legais. Em regra geral, para as sociedades empresárias realizarem o tratamento de dados pessoais de forma legítima e adequada aos contornos legais, deve-se obter o prévio e expresso consentimento do titular dos dados, informando-lhe a finalidade e a necessidade de captação e gestão de suas informações pessoais aos propósitos a que se pretende utilizar. Cabe destacar, ainda, que ao titular dos dados pessoais deve ser assegurado o direito à retificação de informações incorretas, incompletas ou inverídicas, além da impossibilidade de realização do tratamento para fins discriminatórios ou abusivos. Por isso, as sociedades empresárias devem implantar ferramentas de tecnologia da informação em sites e formulários para captar o válido e prévio consentimento, bem como implantar rotinas administrativas baseadas em governança corporativa e de boas práticas voltadas ao atendimento dos direitos dos titulares de dados pessoais. A Lei nº. 13.853, de 08 de junho de 2019, criou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, que tem por atribuição, dentre outras providências, impor sanções em face ao descumprimento das obrigações estabelecidas na LGPD, destacando-se o pagamento de multa de até 2% do faturamento no seu último exercício, excluídos os tributos, limitada, no total, a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) por infração. Dentre outras sanções previstas em lei, destacam-se a publicização da infração, após devidamente apurada e confirmada, bem como o bloqueio dos dados pessoais a que se refere a infração, até sua regularização, podendo, inclusive, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados impor a suspensão ou proibição nas atividades relacionadas ao tratamento de dados.


WAGNER PATRUS Presidente da Máxima Sistemas

Quando começa o futuro das

NOVAS GERAÇÕES A Logosofia, ciência que estudo e pratico, sempre me convidou a refletir sobre a importância de preparar minhas filhas para o futuro. Como pai de duas jovens, e também como empresário que emprega mais de 180 jovens profissionais, observo em nossa juventude um clima de insegurança e inquietude, principalmente na escolha dos caminhos profissionais, econômicos e familiares. Nós, os pais, também nos questionamos sobre como orientar os mais novos para que seus dias vindouros sejam melhores que os atuais. Penso que minha missão de pai e gestor é promover reflexões e elementos de juízo para que nossos jovens possam enfrentar com valentia e inteireza os sobressaltos e desafios que a vida nos oferece como oportunidade para evoluirmos como seres humanos. Mas quando começa o futuro das novas gerações? E o dos nossos filhos? É quando passam no vestibular? Quando ingressam no primeiro emprego? Quando decidem que vão se casar ou sair de casa? Hoje compreendo que esse futuro começa antes, bem antes. Quanto mais cedo iniciarmos o preparo dos jovens que estão próximos de nós, maiores serão as probabilidades de êxito. Tenho aprendido que o ser humano é uma sucessão de seres, e que a formação do caráter de uma pessoa inicia-se na infância, ou seja, as virtudes e valores morais cultivados na infância favorecerá a formação de seres mais conscientes e capazes na juventude e fase adulta. Enfim, o quanto antes ensinarmos nossas crianças que elas têm a possibilidade de construir seu próprio destino, mais cedo elas despertarão os atributos necessários para fazê-lo. Recordo aos catorze anos, meus pais me incentivaram a abrir minha primeira conta bancária. Nesta época, na loja de minha mãe, já trabalhava durante as

férias na seção de embrulhos. Depois, graças a meu esforço, fui promovido ao caixa e ao controle de estoque. Eu era estimulado a comprar doces nos atacados do centro da cidade e vender na calçada de casa. Percebo hoje como tais iniciativas, estimuladas pelos meus pais, foram imprescindíveis para a formação de valores como a obediência e a disciplina. E, principalmente, me ajudaram a combater o temor, infundindo em mim a confiança. Quando falamos do futuro de nossos filhos, geralmente a primeira preocupação que surge é a profissional. Claro, pois vivemos num mundo em que é preciso trabalhar para sobreviver. Dentro dessa perspectiva, há uma busca quase exclusiva pelas competências e conhecimentos técnicos. Entretanto, tenho aprendido que tais competências, por mais importantes que sejam, não são suficientes para a formação integral do indivíduo. Hoje, na minha experiência profissional, observo como a maior parte dos problemas apresentados pelos jovens não está relacionada ao conhecimento técnico, mas à capacidade de conviver, de enfrentar desafios, de se portar e comportar diante das situações. Refinar o próprio comportamento exige um outro tipo de conhecimento, um que transcenda o mero aprimoramento técnico e toque fundo a mente, o coração e a vida dos jovens. O conhecimento amplia a vida. E o que é um conhecimento transcendente? São os conhecimentos que propiciam benefícios e resultados reais nos diversos campos da vida (familiar, social, profissional, econômico, espiritual, individual, etc.). Por isso a Logosofia estabelece que eles são ferramentas auxiliares que podem se tornar grandes aliados de nossos jovens para que desfrutem no futuro a felicidade tão almejada pelo ser humano. Leitura Estratégica . 95


LUÍS ALBERTO PEREIRA Presidente do Sistema OCB/GO, que reúne o Sindicato, OCB/GO e o Sescoop/GO

A superação PASSA PELO

cooperativismo

Quando estamos no olho do furacão, como agora, sentindo e sofrendo os impactos de uma das maiores crises econômicas e de saúde das últimas décadas, parece difícil saber o que vem após a tempestade. Entretanto, mesmo sem enxergar o fim da estrada, para quem está no cooperativismo, o para-brisas não fica embaçado. Afinal, seguimos princípios muito sólidos, natos do nosso movimento, da nossa filosofia, que fazem total diferença nessas situações de instabilidade e que nos permitem enxergar o horizonte. Basta observarmos o cenário atual, para percebermos isso mais claramente. Muitas das ações difundidas no mercado e na sociedade, hoje, como forma de sobrevivência nesse período, já são praticadas no nosso modelo há mais de século. As parcerias que as empresas têm buscado entre si para se ajudarem no enfrentamento da crise têm nome no cooperativismo: é a intecooperação, nosso sexto princípio. Economias solidária, compartilhada, colaborativa são nomes recentes para uma característica que é parte do DNA do cooperativismo. Outro exemplo são as correntes de solidariedade que estão sendo organizadas, temporariamente, por pessoas e empresas, para auxiliar os mais vulneráveis. Atitudes assim fazem parte da rotina das cooperativas, que exercitam o sétimo princípio, o interesse pela comunidade, a qualquer tempo ou fase. Recentemente, cooperativas goianas e o Sistema

96 . Leitura Estratégica

OCB/GO uniram-se para doar mais de 22 toneladas de alimentos e de produtos de higiene e limpeza a um dos grupos mais afetados pela pandemia: o de trabalhadores da reciclagem. Mas essa é apenas uma das inúmeras ações realizadas ao longo de todo o ano pelo nosso movimento. E assim, os princípios da intercooperação e do interesse pelas pessoas, junto com os demais do cooperativismo – adesão voluntária e livre, gestão democrática, participação econômica dos membros, autonomia e independência, educação, formação e informação –, são responsáveis por um modelo de negócios mais justo e resiliente, capaz de criar soluções e sair mais forte de quaisquer crises e, portanto, de ser exemplo para a retomada da economia e para o desenvolvimento sustentável das cidades. É evidente que o abalo econômico impacta todos nós e as cooperativas não passarão incólumes. Mas estamos certos de que a recuperação será mais rápida e vigorosa no segmento cooperativista que em outros. E o ponto fundamental para isso é que as cooperativas são sociedades de pessoas, não de capital. O capital pode mudar de mãos ou perder valor, mas as pessoas permanecem juntas, mantendo a força e a resistência do conjunto. Tudo isso, somado, é o que nos dá credibilidade e nos fortalece para a superação. O cooperativismo sempre sairá mais forte das crises.


Leitura EstratĂŠgica . 97


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Leitura Estratégica vol.9 by Leandro Resende - Issuu