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Revista Leitura Estratégica vol.08

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TEST DRIVE EXECUTIVO: O NOVO TOYOTA RAV4 HIBRYD

NEUROCIÊNCIA DO CONSUMIDOR

Decifre o cérebro do cliente Quase 95% do nosso processamento cerebral estão no nível não consciente, o que inclui a tomada de decisão de compra. Ou seja, ela ocorre na escuridão do inconsciente humano. Entenda o cérebro do seu cliente para vender mais e melhor.

+

CASES MULTIDATA PRIMORDIALLE HERREIRA

TONINHO MAIA E KATSUME

ENTREVISTA

Dentre vários nomes que escreveram a história do varejo em Goiás, seu Toninho Maia (Saga) e Katsume (Fujioka) merecem destaque e serão sempre lembrados.

WALDO PALMERSTON E O SALTO DA WAM BRASIL

ENEC - ARENA - RIZZO - CAL - NECTAR - REPÚBLICA DA MODA - EBM - RECUPERAÇÃO JUDICIAL - ARBITRAGEM

NO 8 - DEZ/JAN 2020

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4 . Leitura EstratĂŠgica


EDITORIAL LEANDRO RESENDE - CEO e Diretor de Redação

Independência:

quanto vale?

De onde é a sua empresa? Local, regional, nacional, multinacional? Esta resposta tem se tornado menos importante a cada dia. Quem compra, aquele do outro lado do balcão, sempre será mais relevante, pois ele determina a existência da relação do consumo – ou seja, do produto ou serviço. Assim, o local de produção não pesa nessa equação de consumo. Uma suave adaptação do ditado tradicional: “Diga-me quem te compra e te direi quem tu és.” Partindo desta premissa, a Leitura Estratégica segue sua trajetória de evolução e tendo muito a comemorar. Nosso público nos revela forte e fortalece nosso propósito. Por identificar que os dois lados (revista e leitores) ainda têm muito a avançar nesta parceria, nos sentimos responsáveis e motivados nessa missão. Mas, se comemoramos por nossos objetivos alcançados, é preciso dizer que lamentamos pelo ambiente de negócios fragilizado e imaturo de Goiás. O Estado recua em competitividade e faltam investimentos, não atendendo nem mesmo o básico, como energia, água e burocracia (tipo a morosidade das licenças ambientais). Não é problema de um governo, mas de uma cultura de gestão pública defasada. Bom dizer e repetir sempre que a Leitura Estratégica não tem preferência política e, em nossas pá-

CEO E DIRETOR DE REDAÇÃO Leandro Resende CONSULTOR DE NEGÓCIOS Jun Hasegawa PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Dobson Borges CONSELHO EDITORIAL Carlos Luciano M. Ribeiro Fernando Maia José Alves Filho

Leandro Coutinho Leandro Resende Pedro Bittar Rubens Fileti TEXTOS Carla Oliveira Eula Lôbo Iara Nunes Izabela Pavetits Leandro Resende Luisa Dias Thaillyne Rodrigues Vinicius Serbeto

ginas, não fazemos deferência nem batemos continência a nenhum deles. Pelo contrário, temos resistência de A a Z, pois adotamos o nosso modelo “Revista Sem Partido” – fazendo uma suave analogia à “igreja” e “escola” sem partido. Aliás, registra-se: a Leitura Estratégica rejeita publicidade estatal que não tenha foco informativo-empresarial, recusando assim qualquer ingerência, banalização da notícia e submissão editorial. Se nossa caminhada ainda está começando, nosso propósito de transformar é de longo prazo, convergindo mídias e buscando respeitar nosso consumidor final: empresários, executivos, técnicos e gestores de áreas nos mais variados negócios. Estrategicamente e seguindo tais princípios, chegamos à nossa 8a edição. Com foco na qualidade do que entregamos, estamos dando nossos passos e mantendo a filosofia de valorizar as empresas locais (GO e DF), sendo já citadas mais de 1.650 empresas em quase 700 páginas publicadas. Estamos trilhando nosso caminho, escrevendo nossa história e, felizmente, já somos reconhecidos por isso. Somos independentes e nosso leitor nos apoia. Que assim continue. Leandro Resende, editor e publisher

COLUNISTAS Leandro Coutinho Leandro Resende

DIGITAL Diagram Design Quântico

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Juliano Rodrigues

APOIO OPERACIONAL Lorena Resende

ILUSTRAÇÃO Antônio Carlos Schonarth FOTOS E TRATAMENTO Jota Eurípedes Joãozimar Oliveira

GRÁFICA Flex Gráfica

Redação - Pautas (62) 99125-9526

Comercial - Anúncios (62) 99125-9526

jornalismo@leituraestrategica.com.br

comercial@leituraestrategica.com.br

A Leitura Estratégica é uma publicação da Leandro Resende Publisher (LRP), marca da Contemporânea. O conteúdo dos artigos e colunas é de responsabilidade dos autores.

SITES goianiaempresas.com.br brasiliaempresas.com.br Leitura Estratégica . 5


28 A EVOLUÇÃO DA NEUROCIÊNCIA VOLTADA PARA O CONSUMIDOR FORTALECE UMA REVISÃO DA POLÍTICA DE COMUNICAÇÃO E MARKETING. 95% DAS DECISÕES DE COMPRAS ESTÃO NO NÍVEL NÃO CONSCIENTE.

6 . Leitura Estratégica

CONVERSE COM O CÉREBRO DO SEU CLIENTE


DEZ/JANEIRO 2020 - No 08

+ REPORTAGENS 14 | BEM REPUBLICANA

48 | RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Com investimento de R$ 5 milhões, República da Moda quer ser a “Amazon do Cerrado”.

Boa parte dos empresários entra com pedido no momento errado.

22 | ENTREVISTA: WALDO PALMERSTON

50 | HERREIRA, SEM FRONTEIRAS

A história da WAM Brasil: o antes, o agora e o depois. Da Pousada à internacionalização do grupo.

Indústria goiana de semijoias é destaque no mercado nacional e exporta para vários continentes.

34 | O VOO DA NECTAR

72 | SETOR OESTE

A NectarCRM deu mais um salto. Startup goiana recebe aporte de R$ 12 milhões e chama atenção fora do Estado.

Bairro tradicional da capital ganha empreendimentos modernos e luxuosos. EBM lança o 'The Sun' Luxury Style.

38 | ARENA DE CAMPEÕES

76 | CARRÕES MAIS VENDIDOS

O Colégio Arena, destaque na educação privada em Goiás, alcança rápido reconhecimento.

Land Rover, Audi e BMW puxam emplacamento de carros que custam mais de R$ 500 mil.

41 | ENEC, 40 ANOS

70 | ODONTOLOGIA PRIME

Com mais de 2,5 milhões de metros quadrados de obras, ENEC se posiciona entre as grandes do Estado.

Grupo Primordialle lança serviço Smile Host voltado para público premium.

44 | TEMOR DA DESINDUSTRIALIZAÇÃO

78 | TEST: NOVO RAV4 HYBRID

Diretores da CAL Engenharia comemoram resultados da empresa, mas estão preocupados com futuro da indústria no Estado.

Com apoio da Lince Toyota, testamos o novo modelo que consolida a liderança da montadora em carros elétricos e híbridos.

+ MATÉRIAS

+ COLUNAS

+ OPINIÕES

46 | MULTIDATA 54 | RIZZO 65 | KATSUME FUJIOKA 66 | MEMÓRIA SAGA 84 | ARBITRAGEM 89 | DRONES BSB

08 | QR-LEITURA 16 | DIRETORIA 57 | ESPECIALISTA RESPONDE 69 | MEMÓRIA 75 | VEÍCULOS 82 | EXECUTIVOS 86 | BSB.NEGÓCIOS

90 | PEDRO BITTAR 91 | JOSÉ M. SCHREINER 92 | LUIZ A. DE SIQUEIRA 93 | SANDRO WALDECK 94 | RUBENS FILETI 95 | GIOVANNA DUTRA 96 | LUÍS ALBERTO PEREIRA Leitura Estratégica . 7


QR-LEITURA NÚMEROS + NÚMEROS + CONVERGÊNCIA: VEJA NO IMPRESSO E LEIA MATÉRIA COMPLETA NO DIGITAL (VIA QR-CODE)

,

8 . Leitura Estratégica


QR-LEITURA

DIÁLOGO E-MAILS E MENSAGENS ENVIADAS À LEITURA ESTRATÉGICA

FALE COM A LEITURA ESTRATÉGICA Envie sua opinião, críticas e sugestões para a publicação. Pode ser via WhatsApp (62 99125-9526) ou mensagem no Facebook (facebook.com/Leitura-Estrategica). Informe ainda seu nome, cidade onde mora, cargo e empresa. Por motivos de clareza ou espaço, os textos poderão ser publicados resumidamente. Para contatos comerciais, use também o WhatsApp (62 99125-9526).

10 . Leitura Estratégica


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Peterson Demes, CEO da República: Nova experiência de compra

A AMAZON DO

CERRADO

Startup goiana República da Moda é a 1a loja de vendas 100% no atacado, voltada para o mercado da moda, com o uso do sistema omnichannel. Investimento de R$ 5 milhões THAILLYNE RODRIGUES Gigante do comércio mundial e a empresa mais valiosa do mundo. É assim que é conhecida a Amazon. E é essa inspiração da República da Moda, um novo modelo de venda no atacado. Instalada na Estação da Moda Shopping, na Região da 44, no Centro de Goiânia, reconhecida como um dos polos de moda mais importantes do País, a startup goiana adota um conceito inovador, baseado na convergência de físico e digital, na utilização simultânea e interligada de diferentes canais de comunicação e venda. A nova plataforma recebeu investimentos de R$ 5 milhões e começou a 12 . Leitura Estratégica

operar em novembro, após dois anos de desenvolvimento. No Brasil, essa será a primeira loja de vendas 100% no atacado voltada para confecções de calçados, vestuário e acessórios com o uso do sistema omnichannel. A República da Moda integra a loja física com a loja virtual, além de compradores e fornecedores. Os clientes podem consumir sem sentir a diferença entre o mundo on-line e off-line, com segurança e comodidade. O novo modelo oferece oportunidade para o cliente comprar presencialmente ou via WhatsApp, site e televendas, com todas as peças a pronta entrega. “O espaço une centenas de marcas

a milhares de revendedores. Sendo que a loja física compreende um espaço de 1.600 m2, com um estoque de capacidade para 100 mil peças, expansível para até 1 milhão de peças e com um espaço de exposição no formato de showroom. Tudo foi projetado para trazer uma nova experiência de compras com conforto, segurança e maior comodidade para os clientes”, disse o CEO da República da Moda, Peterson Demes. Paulo Roberto Costa, diretor da Tropical Urbanismo, um dos investidores da República da Moda, é direto: “Queremos ser a Amazon da moda no Cerrado”. Paulinho, como é conhecido, destacou no lançamento da plataforma que mais


de 100 confecções goianas aderiram à plataforma. Fomos ao mercado e não encontramos nenhum software que nos atendesse integralmente. Tudo o que pesquisamos atendia entre 30% e 70% das necessidades. Então, optamos em desenvolver internamente”, explica. A intenção, explica o CEO, é se tornar um grande hub de distribuição no mercado de moda para atacado no Brasil. “O objetivo é proporcionar para compradores e revendedores a melhor experiência de compra. Ao invés de rodarem por vários pontos de vendas, várias galerias, ter que ficar andando uma longa jornada cansativa de baixo de sol, chuva, tumulto de pessoas, eles poderão encontrar isso tudo em um só lugar, com conforto, comodidade, segurança e a melhor experiência de compra possível em uma loja climatizada, e claro, fazendo uso da tecnologia”, justifica Peterson, destacando que o sistema seleciona automaticamente a forma mais eficiente de frete – Correios ou transportadoras. A plataforma foi desenvolvida pensando nos fornecedores, que apontavam o alto custo de investimento e manutenção para manter uma loja em operação, seja física ou on-line. “Na República, o custo para investimento com infraestrutura é zero”, relata, explicando que, pelo contrato, ele recebe o produto, assume a responsabilidade de estocagem, se tornando um marketplace físico e digital. “É uma vitrine para vender produtos das marcas parceiras. Porém, com um diferencial: sem cobrança da taxa fixa mensal mínima. Mas recebendo uma comissão apenas sobre o que for vendido, que vai reduzindo na medida em que o confeccionista for atingindo o volume de vendas. O confeccionista foca em produzir moda e a comercialização fica conosco”, disse. Goiânia é o quarto polo de confecções no País e ocupa o segundo maior polo de moda e confecção do Brasil, sen-

do a Região da 44 a impulsionadora deste dado divulgado pela Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério da Economia. Apenas durante o final de semana, Goiânia recebe aproximadamente 300 ônibus que chegam à cidade de todo Brasil, com compradores e revendedores em busca de produtos. Em média, uma movimentação de 40 a 50 mil turistas. APPS A startup entrega dois aplicativos. Um é o APP do varejista que está em loja, e o outro é o que o confeccionista usa para gerenciar, em tempo real, o seu estoque e recebíveis dentro da República da Moda. Com este acompanhamento por peças, pode dar maior ou menor escala aos produtos de acordo com o estoque e venda. “Temos ainda uma equipe digital responsável pela catalogação e variação de modelos e cores no mostruá-

rio virtual, entre outras medidas.” Para o revendedor que optar por comprar na loja física, não precisa sair empurrando um carrinho ou carregar as peças nos braços. Tudo é feito por meio do aplicativo da loja. Basta apontar o leitor de QR Code para as peças escolhidas com seu próprio smartphone ou tablet operado por consultoras e selecionar a quantidade, cor e tamanho. Ao passar pelo caixa, indica a forma de pagamento e como deseja retirar a mercadoria, optando por levar na hora ou receber no endereço escolhido. “Vale ressaltar que a República entrega em todo o Brasil e os compradores têm a opção de comprar totalmente on-line sem sair de casa", disse. Peterson Demes aponta que o lema da República da Moda é: “Da fábrica para as suas mãos. A República é o melhor caminho para que você compre pelo melhor preço direto da fábrica”.

CONHEÇA A REPÚBLICA Loja tecnológica de atacado da moda muda a forma de comprar e distribuir no setor

Investimento Localização Espaço Marcas Mix Compra mínima

R$ 5 milhões Estação da Moda, Centro (Goiânia) 1.600 metros quadrados 100 confecções goianas 10 mil peças diferentes R$ 2 mil ou 24 peças

DIFERENCIAIS  1ª loja de moda de atacado em plataforma omnichannel do País.  Une as duas pontas: confeccionista e comprador atacadista.  Todas as peças a pronta entrega.  Se comprar na loja, dispensa o carrinho: com QR-Code, escolhe as peças e retira na saída ou recebe em sua cidade.  Se comprar on-line, entrega em todo País. COMO COMPRAR  Presencialmente  WhatsApp

 Site  Televendas

Leitura Estratégica . 13


INDEX EMPRESAS, INSTITUIÇÕES E EXECUTIVOS CITADOS NA EDIÇÃO

EMPRESAS ABC ABBT 8 ABIH-GO 69 Acieg 65, 94 Agropecuária Palma 86 Águas Claras Shopping 87 Ahpaceg 16 Airbnb 96 Albert Einsten 87 Alianzo 33 Alice Salazar Store 86 Amazon 7, 12, 96 Amarillo Gold 20 AmBev 82, 83 AMP Propaganda 28, 29, 31, 32 Anatel 60 Aneel 59 ANP 19 Apple 19 Arena Capa, 7, 37, 38, 39 Arisco 24, 42 Audi 7,76,77 Aulore 51, 52 B Hotel 86 Bamaq Máquinas 75 Banco Central 24,95 Banco do Brasil 24,82 Basf 42 Bayer 42 BMW 7, 76, 77 Boeing 69 BR Trip 25, 26 Brasal 75 Brasília Shopping 87 BRHC 17 BRMalls 29, 31 Brazil Minerals 20 BSSP 11 Cal Engenharia Capa, 7, 44, 45 CAM-CCBC 84,85 Caoa 82 Carmen Steffens 83 Casa Show 17 CBIC 95 CDI 16 Cebrom 16 Cerveja Praya 87 Cifarma 82 Chopp Brahma Express 83

14 . Leitura Estratégica

Clínica Cettro 86 Clínica da Imagem 16 Clínica do Coração 42 Clínica São Camilo 16 Clínica São Marcelo 16 CLP/Tendências 10 Clube Cia. 25 Clube Jaó 82 CNA 91 Coca-Cola 28, 29 Coleman Parkes Research 82 Compre Certo 20 Conjunto Nacional 87 Correios 13 CRD Med. Diagnóstica 16 DEF Danglar 69 D&D 16 Dell EMC 46 Detran-GO 76, 77 Dom Filmes 89 Dow DuPont 42 Drone Brasília 89 EBM Capa, 7, 73, 74, 75 Emplavi 87 Encol 24 Enec Capa, 7, 41, 42, 43 Enel Goiás 16 Enredo 83 Estação Goiânia 12, 13 Extra 89 Facebook 96 FAEG 91 FAPEG 35 Fenabrave 76 Ferrari 75,76 Fesa Group 82 FGV 62 Fiat 75 Fida 88 Flamboyant S. Center 19, 52 Forbes 8 Ford 75 ForeBrain 29, 30, 31 Foto Sakura 65 Fujioka Capa, 7, 63, 65, 98 GHI Gad'Branding 83 Gennesys 97 Globo 28, 29, 89

WALDO PALMERSTON (WAM BRASIL) u Capa, 7, 23,24,25,26,27

Go Gaming 18 Google 46 GPA 17 GPTW 67 Grupo Elfa 87 Grupo Mitsui 83 Grupo Natureza 83 Grupo Nobile 19 Grupo Prezotto 87 Grupo Prive 23, 24, 25, 26 Harley-Davidson 87 Heineken 45 Hemolabor 16 Herreira Capa, 7 HOB 87 Honda 75 Hosp. Amparo 16 Hosp. Clínica do Esporte 16 Hosp. da Criança 16 Hosp. da Visão 16 Hosp. Daher 42 Hosp. de Acidentados 16 Hosp. do Coração de Goiás 16, 42, 43 Hosp. do Coração Anis Rassi 16 Hosp. do Rim 16 Hosp. Evangélico Goiano 16 Hosp. Infantil de Campinas 16 Hosp. Nasr Faiad 16 Hosp. Ortopédico de Goiânia 16 Hosp. Premium 16, 45 Hosp. Samaritano de Goiânia 16 Hosp. Santa Bárbara 16 Hosp. Santa Helena 16

Hosp. Santa Mônica 16 Hosp. São Francisco de Assis 16 Hosp. São Nicolau 16 Hosp. Santa Terezinha 16 Hosp. Sírio-Libanês 87 Hosp. Ver 42 Hosp. Visy 45 Hotel Cristal 24 Hotel Nacional 24, 25, 26 HP Transportes 20 Hypermarcas 42, 43 IBGE 8 IDC 46 IESB 86 IHG 16 IN Press 88 Indiana State University 62 Inhai? 18 Inst. de Neurologia de Goiânia 16 Inst. Mazini 69 Inst. Ortopédico de Goiânia 16 Inst. Panamericano da Visão 26, 42 Iplace 19 Ipos/Marplan 32 IRG Hospital 42 Isabel Jácomo Arquitetura 74 Ita 81 Itown 19 ITSS SAP 53 JKL Jaguar 77 KFC 87

Kraft Heinz 82 Lamborghini 75,76 Land Rover 7,76,77 LAS Adv.Ass. 92 Leblon Equities 17 LETS 86 Lince Toyota 7, 78,79,80 London Eye Offices 20 Loreal 29 Lundin Mining 20 MNO Mackie Research CC 20 Maqcampo John Deere 83 Marlos Nogueira 84,85 Marol 2,3, 48, 49 Maternidade Ela 16, 42 Maxxsoft 64 MBC 90 Mercedes Benz 75 Mineração Maracá 20 Minerva 19 Ministério da Economia 13, 61 Mobile Peugeot 75 Mold Engenharia 89 Monark 69 Multidata Capa, 7, 46, 47 Nativas Grill 88 NectarCRM Capa, 7, 34, 35, 36 New Holland 75 Nicolândia 89 Nielsen 32 Novo Mundo 19


Nobile Inn London O Boticário OAB-DF OCB/Sescoop-GO Odebrecht Oi ONU Opty Orbi Gaming

20 29, 83 89 96 89 29, 60 88 87 18

PQR Pacto Energia 83 PagSeguro 58 ParexGroup 45 Park Shopping 89 Pernambucanas 20 Pioneira Borrachas 69 Piracanjuba 24 Porsche 75, 77 Primordialle Capa, 7, 70, 71 Prive Hoteis 23, 24, 25, 26 PROIN-UEG 35 Quantico 4, 27, 69, 89 Quem Disse Berenice 83 QuintoAndar 54, 55, 56 Red River College 86 Renault 86 Rensga eSport 18 República da Moda Capa, 7,12, 13 RCI 25 Ricardo Eletro 83 Rio Quente Resorts 23, 24 Rizzo Capa, 7, 54, 55, 56 Rolex 69 STU Saga Capa, 7, 63, 66, 67, 68 Saga Malls 68 Santa Marta 49 Saraiva 19 SartreGumo 83 Schaefer 87 SCM 87 Secex 61 Senar 91 Serra Bonita Sementes 82 Shopping Iguatemi BSB 87 Shopping Gallo 19 Shopping Passeio das Águas 52 Shopping Pier 21 86 Shopping Sul 20

Sicoob Engecred 96 Sicoob Uni 96 Spotfy 89 Supermercados Marcos 49 Syngenta 42, 89 Tecar 75 Tecnoseg 74, 82 Telebras 88 Teleco 59 TendTudo 17 The Economist 10 TG Core 9,95 Tilix 58 TIM 28, 29 Today (agência) 56 Toyota 63,78,79,80 Trade Providers 61 Tropical Urbanismo 12 TV Serra Dourada 43 Uber 89, 96 Unilever 42, 90 UOL 58 Urban System 10 Use Móveis 21 VXZ Vale Varig ViaSat Videre Vila Mix Vitessse Vivence Hotéis Volvo Yamana Gold XP Investimentos Zahav Investments ZHdK Zwölf Capital

19 69 88 48, 49 89 50, 51 69 77 20 26 34, 35, 97 83 58

W Waldeck Adv. Ass. 93 WAM Brasil Capa, 7, 23, 24, 25, 26 WBG 83 Weg 86

EXECUTIVOS ABC Ademar Moura (Inhaí?) 18 Alexandre Caramaschi (Herreira)50, 51, 52

Alexandre Normanha (Mobile) 75 Alexandre Palmerston (WAM) 26 Ana Carolina Maia (Saga) 67, 68 André Esteves (BTG) 8 André Ladeira (WAM) 24, 25 Antônio Maia (Saga)Capa, 7, 63, 66, 67, 68 Candido Koren (Hapvida) 8 Carlitos Verano 67 Carlos Bouhid (DuSol) 57, 59 Carlos Luciano (Novo Mundo) 19, 83 Carlos Magalhães (Cifarma) 82 Carlos Moreira (Drone BSB) 89 Carlos Sicupira (3G) 8 Cassius Pimenta (Marol) 48, 49 Claudio A. P. Daher (Enec) 41, 42, 43 Claudio A. P. D. Filho (Enec) 41, 42, 43 Cleyton Azevedo (Lince) 80

DEF Danilo Brito (Quantico) 69 Danilo Reis (AMP) 28, 31, 32 Dalton Carvalho (Rizzo) 54, 55, 56 Dayrelly D. Assunção (Vitesse) 52 Diorgil Júnior (Multidata) 46, 47 Djary Veiga (Go Gaming) 18 Dov Gilvanci (Zahav) 35 Eduardo Abreu (Zwölf) 58 Eduardo Saverin (Facebook) 8 Elbio Moreira (EBM) 73,74,75 Emanuel Messias (Maqcampo) 83 Eneas Pestana (GPA) 17 Evandro Maia (Saga) 68 Everson Jr (Zwölf) 58 Fabiano Ramos (Nectar) 35 Fernanda Moura (BR Malls) 29, 31 Fernando Baldocchi (Inhaí?) 18 Fernando Franco (TradeProviders) 57, Fernando Maia (Saga) 66, 67, 68 Flávio Lima (Danglar) 69 Flávio Lima (Primordialle) 70, 71 Flávio Maia (Saga) 66, 68 Francis Lima (Primordialle) 71 Francisco Alcanfor (Cal) 44, 45

Franciso Filho (Saga) Francisco Maia (Saga) Frederico Palmerston (WAM)

67 66 26

GHI Gabriel Braga (QuintoAndar) 55, 56 Gerson Rosolim (Multidata) 47 Geraldo Maia (Saga) 67 Giovanna Dutra (TG) 7,95 Gláucia F. Lemes (Vitesse) 52 Gustavo Moura (Enredo) 83 Gustavo Sardinha (Zwölf) 57, 58 Henrique de Oliveira (Arena)38, 39, 40 JKL João Augusto M. Campos (Nectar) 35 João Solér (I. Manzini) 69 Joesley Batista (JBS) 8 José Guimarães (Novo Mundo) 83 José M. Schreiner (Faeg) 7,91 José P. Lemann (3G) 8 Joseph Safra (Safra) 8 Josi de Q. Moreira (Herreira) 51 Jullyano Mendes (Inhaí?) 18 Ibaneis Rocha (Gov.DF) 19 Igor Santerine 57, 60 Katsume Fujioka (Fujioka)Capa, 7, 63, 65 Leonardo Massuda (Fesa) 82 Luís A. Pereira (OCB) 7, 96 Luís G.A. Martins (Videre) 48, 49 Luiz A. de Siqueira (LAS) 7,92 Luiz Frias (Folha/Uol) 8

MNO Marcel H. Telles (3G) 8 Marcio Micheli 70 Marcondes Braga 57, Marcos Freitas (WAM) 24, 25 Marlos Nogueira (MNAN) 84,85 Murilo Leitão (Cal) 44, 45 Nathalia Yunes (ForeBrain)29, 30, 31, 32 Nelson Hiroshi (Kraft Heinz) 82 PQR Paulo Roberto Costa (Tropical) 12 Patrícia Caramaschi (Herreira) 51, 52 Patrícia Kobayashi (CAM-CCBC) 84,85 Pedro Bittar (MBC) 7, 65, 90 Pedro Ivo Medeiros (Nectar) 35 Peterson Demes (R.da Moda) 12 Rafael Prado (Natureza) 83 Renata C. Balduíno (Aulore) 51 Roberto Bertino (Nobile) 20 Rodrigo Evangelista (Lince) 78,80 Rodrigo Ludovico 78,79 Rubens Fileti (Acieg) 7, 65, 94 STU Sandro Waldeck (Waldeck) 7, 93 Samuel "Argentino" (Arena) 38, 39, 40 Sérgio Maia (Saga) 66, 67, 68 Sussumi Fujioka (Fujioka) 65 Tarcísio Hübner (Serra Bonita) 82 Tarsício Gomes (Min. Infraestratura) 19 Teruo Fujioka (Fujioka) 65 Thiago Araújo (HP) VW Vanessa Morales (Vivence/ABIH) 69 Waldyr Roma (Harley-Davidson) 87 Wendell Sullyvan (Arena) 38, 39, 40 Wesley Batista (JBS) 8 Wilder de Moraes 25

Leitura Estratégica . 15


DIRETORIA

SAÚDE EM RISCO POR FALHAS NO FORNECIMENTO DE ENERGIA Hospitais privados alertam que oscilações e falhas no fornecimento de energia elétrica pela Enel são recorrentes. Segundo Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg), o problema causa transtornos, prejuízos às instituições e risco aos pacientes. Segundo a Associação, mesmo equipados com geradores, os 33 hospitais de grande porte representados em Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Rio Verde e Catalão têm aparelhos de alto custo danificados, além do aumento da manutenção de outros equipamentos, como aparelhos de ar-condicionado

e elevadores. Falhas atingem ainda laboratórios, clínicas de imagem, bancos de sangue e serviços de oncologia, essenciais à rede de saúde do Estado. Somente em outubro, aponta a Ahpaceg, dois grandes hospitais em Goiânia tiveram seus tomógrafos danificados em decorrência de oscilações no fornecimento de energia. Por isso, a associação encaminhou ofícios ao governo do Estado e à diretoria da Enel solicitando soluções imediatas para o problema, que, “além de causar transtornos e prejuízos às instituições, ameaça a segurança e a resolutividade do atendimento

prestado, podendo, por exemplo, retardar a realização de exames”. Protocolos com pedidos de correção dos serviços já foram abertos em diversas ocasiões, sem qualquer melhoria na prestação do serviço da Enel. Após ação da Ahpaceg, a concessionária de energia Enel informou que procurou a Associação para verificar as reclamações e providenciar as soluções. Na mesma nota, a empresa apontou que hospitais, clínicas e outras instituições ligadas à saúde são mapeadas e cadastradas como clientes com atendimento prioritário em casos de falhas no fornecimento de energia.

REDE AHPACEG Goiânia CDI Cebrom Clínica da Imagem Clínica São Camilo Clínica São Marcelo CRD Medicina Diagnóstica Hemolabor IHG Hospital Amparo Hospital Clínica do Esporte

16 . Leitura Estratégica

Hospital Hospital Hospital Hospital Hospital Hospital Hospital Hospital Hospital Hospital Hospital

do Coração de Goiás do Coração Anis Rassi da Criança de Acidentados Infantil de Campinas Ortopédico de Goiânia Premium do Rim Samaritano de Goiânia Santa Bárbara Santa Helena

Hospital São Francisco de Assis Hospital da Visão Instituto de Neurologia de Goiânia Instituto Ortopédico de Goiânia Instituto Panamericano da Visão Maternidade Ela Anápolis Hospital Evangélico Goiano

Aparecida de Goiânia Hospital Santa Mônica Catalão Hospital Nasr Faiad Hospital São Nicolau Rio Verde Hospital Santa Terezinha


LEANDRO LEANDROCOUTINHO COUTINHOeeLEANDRO LEANDRORESENDE RESENDE

TENDTUDO, ASCENSÃO E QUEDA Basta uma simples busca na internet para ver a acelerada queda da varejista de material de construção BR Home Centers, dono das redes TendTudo e Casa Show. Notícias de 2014 apontam que a empresa prepara para abertura de capital na Bolsa de Valores. Já em 2017, várias notícias de expansão, abertura de lojas em vários Estados brasileiros e até aquisição de outras empresas, como a D&D. A sede da empresa ainda permanecia em Goiânia. Receita anual ultrapassa R$ 700 milhões. Com maior caixa, estendeu prazo com fornecedores e quitou parte de dívidas bancárias. Nesta época, vários grupos, inclusive estrangeiros, sondavam a empresa para aquisição. Essa expansão acelerada, alavancou mais ainda a empresa com fornecedores. Queda no consumo, concentração em produtos de acabamento e restrição para investir em pesadas ações de marketing – além de novos atrasos com fornecedores, muda o quadro. Em 2018, sem a reação das vendas e das margens, fabricantes deixam de fornecer. Ruptura nas lojas (falta de mercadorias) chega a 40%. As notícias são de prejuízo, forte retração na receita e no patrimônio líquido, mudança da administração para São Paulo, cortes e demissões. Em comunicado na Bovespa, em 28 de fevereiro de 2018, BRHC informa sobre a contratação do executivo renomado Enéas Pestana, ex-CEO do GPA. Muda sede

para São Paulo. Mais cortes de pessoal. No novo projeto, o plano era uma espécie de modelo de consignação. Indústria deu apoio, mas o executivo saiu, em agosto, após atritos internos. Várias lojas são fechadas e a sede volta para Goiânia – mas nenhuma loja ‘sobreviveu’ em Goiás. Em agosto de 2019, a BR Home Centers tem aceito o seu pedido de recuperação judicial pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Controlada pela gestora brasileira Leblon Equities e pela família Aguinaga, a empresa, que chegou a ter sete centros de distribuição e 26 lojas no País (5º maior do segmento Home Center no Brasil), soma hoje 14 pontos e tem faturado 60% da sua receita anual. As dívidas totais atingem R$ 253,6 milhões, sendo 90% com fornecedores. O prejuízo do primeiro semestre atingiu quase R$ 30 milhões. Com nove unidades da Casa Show e cinco TendTudo na Bahia, no Rio de Janeiro e interior de São Paulo, a empresa encolheu para passar a tormenta e, no médio e longo prazos, voltar a crescer.

Leitura Estratégica . 17


DIRETORIA INHAÍ?, A 1a LOJA DE MODA PARA PÚBLICO GAY DE GOIÂNIA

A Inhaí? Look & Fashion, primeira loja voltada exclusivamente para o público gay em Goiânia, foi inaugurada em outubro, no mall do New Business Style, na Avenida Jamel Cecílio. Empreendimento anuncia mix de multimarcas estilosas, visual colorido e clima divertido.A iniciativa, inédita na capital goiana, surgiu de um grupo amigos e empresários, formado pelo publicitário e especialista em marketing Ademar Moura; o advogado Jullyano Mendes; e o DJ e personal dancer Fernando Baldocchi. “Foi diante da nossa própria dificuldade de encontrar peças que melhor nos atendessem que surgiu a ideia de criar a Inhaí. E por mais que o público gay seja a nossa prioridade, queremos mostrar como esse universo é democrático e amistoso”, afirma Ademar. O acervo de moda da loja aposta em marcas

ORBI GAMING Qual esporte mais cresce no País: futebol, tênis ou vôlei? A respostas é: nenhum deles. O que vai conquistando adeptos e ampliando sua relevância no mercado são os “esportes eletrônicos”. Tanto que Goiás, distante de ser relevante nestas modalidades, recebe investimento especializado, o Orbi Gaming. A equipe goiana de LoL (League of Legends), a Rensga eSports ganhou um complexo de 800 m2, com ‘Arena’, que é o espaço para realização de eventos e competições; um ‘Game Center’, um centro com equipamentos, conexão de alta velocidade e jogos abertos aos visitantes; um centro de formação de atletas (Academy); e, por fim, um centro de treinamento para times profissionais de esportes eletrônicos. A iniciativa é de um grupo de empresários locais, apenas o 2º do segmento no Brasil e a 1º no Centro-Oeste. “A Orbi faz parte de um projeto que nasceu com um objetivo muito claro: regionalizar o esporte eletrônico", explica o CEO da Go Gaming, Djary Veiga. 18 . Leitura Estratégica

nacionais e vai além, ofertando também um espaço receptivo, com playlist exclusiva, identidade olfativa, ambientes que priorizam o aconchego e a praticidade, inclusive com cuidados minuciosos, desde a presença de camarim com secador de cabelos até um atendimento personalizado. É uma proposta de informalidade que convida e aproxima, e isso vem desde o nome. Inhaí é uma expressão e cumprimento surgidos no meio gay, mas popular no cotidiano das pessoas independente de orientação sexual, significa o mesmo que ‘olá, como vai?’. “O clima da loja é esse, de amistosidade e integração. Por mais que estejamos invertendo a prioridade ao trazer o público gay como foco, não queremos segregar ou impor nada. Somos um espaço livre e democrático”, enfatiza Ademar.


FERROVIA NO CENTRO-OESTE A mineradora Vale vai construir para o governo federal a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). A construção do trecho de 383 quilômetros, que ligará Campinorte (GO) a Água Boa (MT), deverá receber investimento de R$ 2,7 bilhões, como contrapartida pela renovação de todas as concessões de ferrovias operadas pela empresa atualmente. O anúncio do investimento foi feito pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, em encontro com empresários no Rio de Janeiro em outubro. MINERVA Desde o primeiro semestre de 2019, a Minerva está fazendo novos investimentos em seus negócios no setor de biodiesel. A empresa recebeu autorização, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), para quadruplicar sua capacidade produtiva na usina em Palmeiras de Goiás. SHOPPING GALLO Um processo de seleção com ofertas de 1.000 vagas para as lojas do Shopping Gallo, na Região da 44, deu mostras do tamanho do desemprego no Estado. No total, foram quase 70 mil inscritos. As vagas eram para as mais de 500 lojas no centro de compras, que tem foco no atacado de moda. A maioria delas era para atendente, vendedor e caixa. APPLE A nova loja Apple de Goiânia foi inaugurada no Flamboyant Shopping Center de Goiânia. A iPlace chega a sua quinta loja no Estado, a segunda na capital – também tem unidade no Goiânia Shopping. A rede iTown, que estava instalada no shopping, pertence à Saraiva que fechou, no último ano, dezenas de unidades pelo País. A iPlace ainda tem unidades em Rio Verde,

“Estamos estudando adquirir uma área no Polo JK e vamos investir mais de R$ 50 milhões, inicialmente”, CARLOS LUCIANO, presidente do Conselho do Grupo Novo Mundo

GOIÁS EXPORTA EMPREGOS O Centro de Distribuição do Grupo Novo Mundo para e-commerce, idealizado para Goiânia, vai abrir mesmo é no Distrito Federal – e junto, 1 mil empregos "vão" embora. Enquanto o governo goiano bate cabeça e manda sinais de insegurança jurídica para o mercado, com apoio de uma CPI dos incentivos fiscais e fortalecendo apenas atitudes fiscalistas, as empresas vão reavaliando novos investimentos. O Grupo Novo Mundo, ao abrir o CD em Brasília, faz o que muitos já fizeram em 2019 ou já planejam fazer em 2020. A rede varejista de móveis e eletro, que tem matriz em Goiás, vai investir mais de R$ 50 milhões e levará a operação de e-commerce nacional para Brasília. Serão cerca de 1 mil empregos, entre diretos e indiretos, além de aumento na arrecadação de impostos. Já foi assinado o termo de compromisso para adesão do Novo Mundo ao Programa de Incentivo Fiscal à Industrialização e Desenvolvimento Sustentável do Distrito Federal (Emprega-DF). “Brasília tem uma logística privilegiada. Estamos levando para Brasília nossas vendas pela internet, um segmento que cresce muito em todo o mundo”, explicou o empresário Carlos Luciano Ribeiro. Ele planeja em seis meses construir um galpão de 10 mil m2 para armazenamento e distribuição dos produtos. “Estou certo de que aqui poderemos atender melhor, e, com mais eficiência, não apenas o consumidor da região, mas de todo o Brasil”, completou, destacando que mesmo sem o galpão definitivo, a empresa vai começar a operação de imediato. Para isto, reforçou a estrutura do centro de distribuição local e vai alugar, temporariamente, um outro espaço maior. A ida do e-commerce do Novo Mundo para Brasília vai colocar a capital da República na rota dos grandes centros de distribuição de vendas on-line. “Estamos trabalhando para trazer mais e mais investimentos. O Distrito Federal precisa de emprego e renda para nossa população e é disto que estamos atrás”, afirmou o governador Ibaneis Rocha. “Estamos conversando com um laboratório chinês que quer vir pra cá exatamente porque estamos no Centro da América Latina”, completou. Ibaneis disse acreditar que estímulos fiscais associados à localização privilegiada são os ingredientes necessários para o desenvolvimento socioeconômico da região. “Estamos buscando parcerias, estimulando a vinda de grandes empresas. Estou certo de que esse é o caminho”, afirmou. Leitura Estratégica . 19


DIRETORIA Aparecida de Goiânia e Anápolis. NOBILE ANÁPOLIS Com um investimento de R$ 35 milhões, o Grupo Nobile chega a Anápolis, com o Nobile Inn London Hotel, que ficará dentro de um centro de negócios. A bandeira, hotel midclass, fica no complexo London Eye Offices, inaugurado em outubro. Obra da Construtora Proeng, o Nobile Inn London Hotel conta com 165 apartamentos, que variam de tamanho entre 18 e 42 m2. Além disso, reforçando a tendência ao setor Mice, a área de eventos recebe até 300 pessoas, incluindo eventos sociais. As metas para os seis primeiros meses são de R$ 160 na diária média, R$ 65 de RevPar e 40% em ocupação média. NOVOS INVESTIMENTOS Além do empreendimento em Anápolis, Roberto Bertino, presidente da Nobile, afirmou que outras cidades da Região Centro-Oeste devem ser contempladas com hotéis Nobile. A lista inclui: Palmas (TO), Rio Verde (GO), Goiânia (GO) e Brasília (DF), com negociações mais avançadas com os dois últimos e com previsão para o primeiro semestre de 2020. PERNAMBUCANAS A Pernambucanas chega a 14ª loja em Goiás e 355 unidades em todo País. A última, inaugurada há dois meses, no Shopping Sul, em Valparaíso de Goiás, tem quase 750 m2. A marca própria, Pernambucanas Casa, também integrará o mix de produtos com mais de 300 itens. CITYBUS 2.0 Goiânia foi destaque em painel do 26º Congresso Mundial de Sistemas Inteligentes de Transporte, em Singapura, em outubro. No evento, o gerente de inteligência de mercado da HP Transportes, Thiago Araújo, apresentou o CityBus 2.0 entre os modelos de transporte coletivo sob demanda. 20 . Leitura Estratégica

MINERAÇÃO

AMARILLO A Amarillo Gold anunciou a assinatura de contrato para a emissão de 25 milhões de ações para a Mackie Research Capital Corporation por um capital de US$ 5 milhões. Os recursos, de acordo com o comunicado da empresa, serão usados para ajudar na conclusão de estudo de viabilidade e para a solicitação da Licença de Instalação (LI) para o projeto de ouro Mara Rosa. BRAZIL MINERALS A Brazil Minerals anunciou projetos de terras raras compreendendo três direitos minerários e totalizando mais de 5 mil hectares no Brasil. Dois direitos minerários estão em Goiás e outro, no Tocantins. O Brasil é um dos poucos países onde se conhecem terras raras em concentrações que permitem a recuperação econômica. GOIÁS NO RADAR A estimativa das mineradoras que atuam em Goiás é gerar, nos próximos três anos, R$ 30 bilhões em renda e ofertar 175 mil empregos para o setor, segundo dados da mineração no Estado. A mineração goiana corresponde a 4,34% das empresas extrativas de minerais do Brasil e ocupa a segunda posição no ranking dos produtos exportados, representando 39% do total das exportações em 2017. Goiás ocupa o primeiro lugar na produção de vermiculita (82,13%) e na produção de níquel (45,47%); e aparece em segundo como produtor brasileiro LUNDIM A Lundin Mining anunciou meses atrás que fechou a aquisição de 100% de participação na Mineração Maracá Indústria e Comércio S/A, que detém a mina de cobre e ouro de Chapada, no Brasil, da Yamana Gold. A mina de Chapada, em Goiás, iniciou a produção em 2007 e deve produzir cerca de 54.500 toneladas de cobre e 100 mil onças de ouro este ano. A contraprestação em dinheiro paga pela Lundin foi de US$ 800 milhões, financiada por dinheiro em caixa e pela linha de crédito rotativo de US$ 550 milhões da Companhia. A Yamana retém royalties de retorno de fundição líquida (NSR) de 2,0% sobre a futura produção de ouro do depósito de ouro Suruca, recebe contraprestação contingente de até US$ 125 milhões ao longo de cinco anos, se determinados limites de preço do ouro forem atingidos, e contingência de US$ 100 milhões na potencial construção de ouro um torrador de pirita. COMPRE CERTO A franqueadora de drogarias Compre Certo abriu uma loja no Centro da cidade de Goiatuba (GO) no segundo semestre do ano passado. Com mais de 150 pontos de venda espalhados pelos Estados de Minas Gerais, São Paulo,

Goiás, Mato Grosso e Pernambuco, a rede tem o objetivo de entrar em 2020 com um aumento de 5% acima da média prevista para o mercado, que é de alta de 20%. Em 2019, foram abertas unidades em Franca (SP), Marcelândia (MT) e em Uberlândia (MG).


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Leitura Estratégica . 21


UM.PARTICULAR

22 . Leitura Estratégica


UMA PÉROLA DE GOIÁS LEANDRO RESENDE A WAM Brasil é jovem, seis anos, e até por isso nem todos goianos a conhecem. Questão de tempo. No entanto, os primeiros capítulos da trajetória dos Palmerstons e sua influência na formação e expansão do turismo regional do País não têm como esconder. Foram nas mãos desta família, que entra agora na quarta geração dedicada ao setor, que surgiu a Pousada (hoje Rio Quente Resorts), a qual vendeu nos anos 80, e também o Grupo Prive, uma das empresas da WAM, líder absoluta no segmento de multipropriedades no País. O desafio atual: a internacionalização. Melhor não duvidar que em dois ou três anos a bandeira de Goiás, via WAM Brasil, vai estar fincada em Orlando, Miami ou Lisboa. Questão de tempo. Em entrevista exclusiva à Leitura Estratégica, Waldo Palmerston (Waldinho), relata a história da família, da ligação com Caldas Novas e Rio Quente, dos passos para formação da WAM Brasil e dos projetos em execução e consolidação no Brasil e também do futuro, que, admite, é a internacionalização do grupo. Em sua quarta geração no negócio, vale aos Palmerstons o preceito da pérola, que, antigamente, estava ligada à força

fundamental da vida. O valor está em seu brilho. Nos olhos de Waldinho, a WAM brilha, reluz à distância - aliás, além das fronteiras brasileiras. Confira a seguir os principais trechos de mais de duas horas de conversa sobre história, família e negócios:

Como começou a trajetória da WAM Brasil? WALDO PALMERSTON: Toda nossa origem no turismo começou em Caldas Novas. Meu avô era médico e cirurgião na cidade e em toda a região. Depois mudamos para Araguari (MG), onde nasci. Quando meu avô faleceu, meu pai começou todos os negócios em Caldas Novas. Mas antes, meu avô fez um negócio que chamou a atenção na época. O pessoal falou: “Ué, o doutor Ciro está doido? Ele se desfez de algumas fazendas e comprou uma área muito ruim, cheia de morros só porque tem um ribeirão com água quente lá dentro”. Foi um visionário. Sua estratégia mudou o rumo do turismo no Brasil central, no interior do País. Hoje é a cidade de Rio Quente. Para você ter uma ideia do tamanho desta área, tínhamos de Morrinhos a Caldas Novas 50 mata-burros. Eram 60, 70 quilômetros de terra... Leitura Estratégica . 23


UM.PARTICULAR

Lá surgiu a Pousada do Rio Quente, hoje Rio Quente Resorts? Exato. Meu pai começou em 1964. Ele ainda era funcionário do Banco do Brasil, em Brasília. Ele chamou os irmãos e falou: “Vamos fazer esse negócio aqui. Vocês vendem 200 títulos em Goiânia e eu vendo 200 para os meus amigos aqui no Banco do Brasil e no Banco Central”. Conseguiram dinheiro para fazer 24 apartamentos de madeira. Surgia a Pousada do Rio Quente. Quando ele, acho que 1980, vendeu a empresa para o doutor Francisco, já tinha 400 apartamentos. Existia o hotel de baixo e o de cima. Depois, fizeram o Hotel Cristal. Nesse tempo que eles fizeram o Hotel Cristal, eu fiz 4 mil apartamentos em Caldas Novas. E depois da venda? Eu, que já trabalhava com meu pai, o chamei para conversar: “Vamos continuar o negócio”. Eram seis irmãos e só nós continuamos no negócio de construção civil, entretenimento e lazer. Criamos o Grupo Prive e o Clube Privé. Eu comecei com a incorporação e comprei o Hotel Privé, que tinha 12 apartamentos na época. Nós não saímos do negócio. Agora, em 2019, a WAM Brasil recomprou o Grupo Prive dos demais familiares e reformatamos a sociedade. Quando passou a dirigir o grupo? Meu pai morreu há sete anos, mas, nos últimos 20 anos, eu já que estava na cabeça do negócio. De lá de Caldas Novas, fomos para Olímpia (SP), Porto Seguro (BA), Gramado (RS), São Pedro (SP), Campos de Jordão (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Búzios (RJ). Hoje temos 60% do mercado de multi24 . Leitura Estratégica

"Somos mais conhecidos fora de Goiás do que dentro do Estado. Temos escritório em São Paulo, mas a “cabeça” do negócio é em Goiânia."

propriedades no País. A WAM Brasil é uma empresa nova, de seis anos, e surgiu quando eu trouxe o Marcos Freitas e André Ladeira para serem sócios. A empresa deu um salto gigantesco. E o foco do grupo na multipropriedade, como se deu? Em uma dessas vezes que fui ao exterior, entrei em uma sala de timeshare em Cancún, há 30 anos, e para sair da sala minha mulher falou: “Assina logo esse negócio!”. No fim, acabei usando e até recomprei. Nós não inventamos a roda, só adaptamos a roda ao mercado brasileiro. O que é que os caras estavam vendendo na época? Apartamentos de 3 quartos, casas. Depois eu estive em Miami e em Orlando, o pessoal continuava vendendo. Hoje, eles já estão nos copiando porque foram baixando o ticket médio. Nesse mercado, vendemos à prestação, vendemos o sonho do turismo, não vendemos o financei-

ro. Vendemos é o turismo mesmo, estamos focados nisso. E como foi esse salto do Grupo Prive para a WAM? Como foi a ideia de começar a WAM? Quando chamei o André e o Freitas, estávamos vendendo timeshare no Prive, em Caldas Novas. Se você falar de timeshare, fracionado e/ou multipropriedade, tudo começou em Caldas. Fomos nós que começamos. Já estávamos vendendo o timeshare com outro grupo. Chamei o André e o Freitas e falei: “Cara, vamos montar uma empresa e começar lá em Olímpia também”. De Olímpia, nós já fomos para outros lugares. Nós éramos felizes e não sabíamos porque apenas vendíamos. Éramos comercializadores. Até a hora que decidimos entrar em uma incorporação lá em Porto Seguro, depois em Gramado. Começamos do chão, do zero. A WAM Brasil então começou a ser incorporadora, não só a vendedora. Foi nesse momento que ela deu um grande salto. Hoje ela está nesses projetos todos, do Hotel Nacional, ícone do Rio de Janeiro, e de Búzios. Na verdade, WAM deu um salto na hora certa e que hoje é difícil uma empresa repetir. Goiás sempre teve, no cenário nacional, empresas líderes como a Arisco e a Encol. Hoje tem a Piracanjuba e no setor de turismo temos marcas em forte expansão. A WAM ainda é uma pérola não descoberta da economia goiana? É verdade. Somos mais conhecidos fora de Goiás do que dentro do Estado. Temos escritório em São Paulo, mas a “cabeça” do negócio, pratica-


[

NÚMEROS DE RESPEITO

mente 99,9%, é em Goiânia. Temos outros pontos que são apenas de venda. A tendência é que, até o final de 2020, cheguemos a 4 mil apartamentos. E a BR Trip e o Clube Cia, o que seriam? Ambas fazem parte do grupo. A BR Trip é uma empresa de hotelaria, é uma bandeira. Acabamos de abrir. É a bandeira que vai para o Hotel Nacional, Búzios e os hotéis de Caldas Novas. Eu estava em São Paulo, com o pessoal da RCI, quando eu fui mudar a chave do timeshare e de multipropriedade. Eu conversei com o pessoal dessa forma: “Você tem de cobrar 250 dólares por contrato”. Aí eu estava al-

Nome: WAM Brasil Fundação: 2013 (6 anos) Vendas: mais de 160 mil contratos VGV Total: R$ 8 bilhões VGV 2019: R$ 2,1 bilhões Expansão: Seis Estados Destinos turísticos: 9 Empreendimentos: 19 Sala de vendas: 20 Colaboradores: 3.000

moçando e pensei: “Não. Vou mudar a chave. Vamos trabalhar junto”. Quando cheguei aqui, chamei esses moços e falei: “Cara, vamos criar uma RCI para nós”. E criamos o Clube Cia, que é uma empresa hoje que está voando alto, com mais de 75 mil associados na carteira e resultado respeitável para pouco tempo de vida. E o Hotel Nacional, como surgiu? Em conversas com amigos empresários. Tenho apartamento no Rio de Janeiro e pensava em fazer uma incorporação por lá. O Wilder (de Moraes, empresário e político) conhecia meus negócios. Ele levou os sócios do Hotel Nacional para ver o empreen-

dimento da WAM em Olímpia (SP). Viram 2 mil apartamentos no meio do mato. Lógico que quiseram saber como vendi. Expliquei que tem um parque ali que leva lá quase 3 mil pessoas por dia. Inauguramos agora 922 apartamentos, tinha pouco mais de 400. E tem mais mil em obras, com 90% de vendas e 50% em obra. Na verdade, foi um ano e dois meses de conversa. Então eles não queriam vender, queriam parceria? Eles queriam fazer uma parceria, mas depois viram que não queriam participar de um negócio de longo prazo. Cara, eu não tenho longo praLeitura Estratégica . 25


UM.PARTICULAR zo. Você para, faz a carteira numa XP da vida, num fundo, desconta isso. Com a carteira paga, pega o dinheiro, põe no bolso e resolve o problema. É o que fiz. Nós inauguramos o hotel em setembro de 2019 e está um burburinho no Rio de Janeiro. Nós ficamos quatro semanas para catalogar o que tem dentro do Hotel Nacional. Tem 25 mil copos, 50 mil talheres. O equipamento do Hotel Nacional hoje é o melhor do Rio em relação a cozinhas, restaurantes, churrascaria e obras de arte. O heliporto estamos viabilizando a liberação. O Hotel Nacional será uma grande vitrine para nós. A WAM Brasil tem limite territorial? Já pensam em algo fora do Brasil? Já estamos pensando sim. Já pensamos em Orlando e Portugal (Lisboa ou Porto). Mas temos muita coisa para consolidar agora no Brasil. Chegamos a Fortaleza também, com hotel pronto (425 apartamentos). Qual diferencial da WAM Brasil? O pulo do gato é a comercialização. Todo mundo faz, mas bem como nós fazemos, não é todo mundo não. A WAM sabe fazer muito bem, mas depois precisa carregar esse cliente 80, 90 meses junto. Por que nós criamos as bandeiras? Nós já temos uma série de hotéis que estão funcionando nesse sistema. O cara chega lá e fala: “Eu vou pegar um apartamento desse e entregar para uma bandeira qualquer.” Não pode. Tem de entregar para uma bandeira que saiba fazer isso. É um negócio que precisa ter começo, meio e fim. Terceirizar não adianta. A intenção não é ganhar dinheiro com um condomínio caro, é receber a carteira 26 . Leitura Estratégica

"Fui criado dentro de hotel, praticamente nasci dentro disso (...), a nossa quarta geração esta vindo aí"

“bonitinha” e poder gerar um segundo, terceiro, quarto negócio. A negociação entre a WAM e o Grupo Prive muda o conceito do grupo? Não muda muito. O que muda é a gestão. A gente entrou com uma gestão nova – a WAM comprou 40% do grupo e eu continuo com a outra parte –, mas vamos juntar as forças dos executivos atuais com os da WAM e da BR Trip. A empresa familiar, na verdade, é muito ruim. Então, como eu fiquei sozinho agora, trouxe pessoas que não são da família. Já estamos trabalhando nisso mesmo antes de comprar o grupo. A Lei da Multipropriedade, que é nova, vai mudar inclusive a parte empresarial, estão surgindo novas empresas... Antes da Lei do Fracionado, teve a Lei do Timeshare, pois qualquer um estava vendendo de qualquer jeito.

Isso foi importante para o mercado brasileiro. Tem muita gente que acha que consegue fazer isso e, na prática, não consegue. E isso até respinga em nós, porque somos preocupados em fazer sempre a coisa muito certinha e, quando vemos um negócio feito de qualquer jeito, sabemos que o cara vai lançar e não vai entregar. Isso mancha o mercado. O que sente quando você avalia seus negócios do início até hoje? É um sentimento muito bacana porque o meu pai foi meu grande guru. Meu pai dirigia muito bem. Mas, morávamos em Brasília e ele já me colocava para dirigir para a Pousada do Rio Quente. Eu ainda com 18 anos. Vinha dentro do carro ouvindo sua conversa com os executivos. Fui criado dentro de hotel, praticamente, nasci dentro disso. Às vezes fico pensando, a nossa quarta geração que está vindo aí. No meu avô, que comprou; depois no meu pai, que fez; e eu, que peguei a empresa e joguei para cima, nacionalizei o negócio. Agora está vindo o Alexandre e o Frederico (filhos) junto com o Freitas e o André (sócios). Os meninos já estão grudados comigo. Já estão dirigindo (risos). O Freitas tem uma bagagem gigante, desde a Superintendência do Rio Quente Resorts, quando meu pai vendeu a empresa, ele ficou lá por anos. Acho que temos uma história bonita e com responsabilidade. E, daqui para frente, nos próximos três anos, temos um desafio gigante. Qual? Hoje dentro do Brasil, nós já fazemos muita coisa boa. A tendência é irmos para fora mesmo.


Leitura EstratĂŠgica . 27


CAPA | NEUROCIÊNCIA

ENTRE

NO CÉREBRO DO SEU CLIENTE A neurociência do consumidor vai fundo no inconsciente humano para determinar a melhor forma de marketing e comunicação das marcas. Estudos apontam que 95% das decisões de compra estão no nível não consciente. Globo, Coca-Cola, TIM e outras grandes marcas buscam respostas cerebrais para direcionar seus produtos

EULA LOBO Danilo Reis é head de planejamento e integração da AMP Propaganda, agência de publicidade em Goiânia, com 25 anos de mercado. Em sua trajetória profissional, é convicto: uma campanha assertiva precisa ser direcionada ao seu público-alvo. “Saber como o consumidor pensa, suas necessidades e motivações, é uma arma poderosa para achar o argumento certeiro e estimular o comportamento de compra”, esclarece o executivo da AMP. Pesquisas com questionários, entrevistas, grupos focais, detalhamento dos hábitos de compras e a própria expertise dos departamentos comerciais das empresas são técnicas que captam informações dos consumidores e buscam assim delimitar um perfil. Todas estas atividades observam as declarações do grupo analisado: o que eles fa28 . Leitura Estratégica

lam, escrevem e toda forma de comunicação que o corpo humano expressa. Na complexidade de entender o ser humano, há o espaço para o que não é expresso fisicamente. Desta maneira, novos estudos revelam: a chave para entender o consumidor está nos comandos cerebrais e no inconsciente humano. E assim, a neurociência deixou de ser um assunto restritamente científico para ter importância nas estratégias de marketing e comunicação das empresas. “Por que o consumidor reage desta maneira? Por que prefere esta marca? Por que escolhe este produto? Estas questões sempre me intrigaram. Muitas destas respostas, obtive ao optar pelos estudos em neurociência aplicada ao marketing. Comandos cerebrais instintivos e autônomos podem explicar o comportamento do consumidor. Desta maneira, agora vejo menos “achismo” nas decisões corporativas”, diz a publi-


citária goiana Fernanda Martins Moura, 26 anos, analista de marketing sênior da BRMalls, atualmente em São Paulo. “Existe a crença que nós somos extremamente racionais e que tomamos decisões a partir desta racionalidade. A verdade é que cerca de 95% do nosso processamento cerebral estão no nível não consciente, o que inclui o processo de tomada de decisão de compra”, explica Nathalia Daflon Yunes, diretora de pesquisas da ForeBrain, empresa de consultoria sobre o comportamento do consumidor através do uso de ciências comportamentais e neurociência. Assim, a neurociência alia-se ao desafio das empresas em compreender melhor o consumidor. Grupo Globo, O Boticário, Coca-Cola, Loreal, Oi e TIM são algumas companhias que utilizam técnicas para avaliar respostas cerebrais e assim serem mais assertivas em suas campanhas de comunicação e marketing. Branding de marca, design de embalagem, filme, publicidade, pontos

de venda, entre outros, fazem parte do mix de marketing que pode ser impactado pela neurociência. ESTUDO A Forebrain realiza um estudo anual das campanhas que conseguiram chamar a atenção do consumidor em três categorias: engajamento, motivação e memorização. A da Coca-Cola liderou os rankings de Atenção, que mede a captação e sustentação da atenção do telespectador, e Memorização, que identifica como o cérebro consegue armazenar, reter e recuperar diferentes tipos de informação ou experiências. Já a do Bradesco liderou na categoria Motivação, que revela a emoção do telespectador diante do filme, seja ela positiva ou negativa. O levantamento é feito com base em tecnologia EEG, que analisa ondas cerebrais, e eye-tracking, que monitora os movimentos dos olhos de consumidores que avaliaram filmes publicitários. Leitura Estratégica . 29


CAPA | NEUROCIÊNCIA

30 . Leitura Estratégica


Vários caminhos levam ao cérebro do consumidor A compreensão sobre o inconsciente é inerente às pesquisas em neurociência. Quando a abordagem se direciona ao consumo e a relação com as marcas corporativas, o termo passa a ser NeuroMarketing. Nesta área de estudo, testes e laboratórios com tecnologias de ponta são utilizados. Nathalia Daflon, da ForeBrain, explica que as pesquisas tradicionais po-

dem somar aos testes do inconsciente. O relato verbal, muitas vezes, vem carregado do viés: “as pessoas convidadas para as pesquisas convencionais expressam aquilo que é socialmente aceito. Já com os testes há uma percepção do inconsciente, o que realmente agrada ou desagrada, qual experiência tem maior aceitação e, por ser assim, registra a experiência de memória.”

Os testes acessam as respostas implícitas e assim podem revelar a disponibilidade mental diante dos estímulos. A análise dos resultados esclarece qual a probabilidade para o consumo e a lembrança da marca. Sendo que os testes avaliam o cérebro, mas principalmente como os seus comandos impactam comportamentos e funções cognitivas.

Não existe o botão de compra, mas.... Os testes apresentados na página anterior são recomendáveis após análises específicas de campanhas de publicidade, sejam elas off-line ou on-line, lançamento de novos produtos e embalagens, além de outras demandas particulares após análise criteriosa dos objetivos de cada corporação. Pilotos de peças de propaganda, por exemplo, podem ter sua efetividade colocada à prova em cada um destes testes. “Podemos averiguar se há disponibilidade mental e as reações do organismo humano perante ao material. Com a análise podemos sugerir mudanças ou reforçar os pontos assertivos”, explica Nathalia Daflon, diretora de pesquisas da Forebrain. Porém, algumas técnicas de neurociência já se tornaram dicas para a aplicação de ações de comunicação e marketing mais assertivas. Fernanda Martins Moura projeta a campanha do

"A neurociência pode contribuir decisivamente ao ajudar as marcas a entenderem as emoções. Mas não existem soluções mágicas" Danilo Reis, da AMP

Natal nos shoppings administrados pela BRMall em todo País com os conhecimentos adquiridos na pós-graduação em NeuroMarketing.

Leitura Estratégica . 31


CAPA | NEUROCIÊNCIA “Atuo diretamente com o varejo e tento estabelecer uma experiência direta com este consumidor. Para fortalecer este vínculo de maneira emocional, aposto em projetos que se atentem aos cinco sentidos do ser humano: visão, olfato, paladar, tato e audição. Nem sempre é possível contemplar todos, mas no Natal 2019, tivemos uma ação que corresponde a este objetivo. Desta maneira, criamos um ambiente propício ao inconsciente humano, o que nos leva inevitavelmente à conexão com os consumidores”, explica a publicitária. “A neurociência não se resume ao cérebro, suas conexões neurais e seus comandos físicos como fazer um coração bater ou a respiração involuntária. O nosso cérebro está intimamente ligado ao nosso comportamento e a maneira como lidamos com o mundo”, com esta declaração a doutora em Neurofisiologia, Nathalia Yunes, explica como toda pesquisa científica também está a favor das relações humanas.

Embalagens e seu poder de venda

Segundo a empresa de pesquisa Nielsen, dos mais de 500 novos produtos conceitos na América Latina, 23% estavam prontos para serem lançados no mercado com probabilidade de sucesso, ou seja, 77% tinham grandes probabilidades de fracassarem no mercado se tivessem sido lançados conforme planejados. O estudo publicado em 2018 ainda revela que 65% dos consumidores latinos relatam que já experimentaram produtos novos com base apenas em sua embalagem e, ainda, 41% dos consumidores latinos estão dispostos a repetir

32 . Leitura Estratégica

"A verdade é que cerca de 95% do nosso processamento cerebral estão no nível não consciente" Nathalia Daflon, da ForeBrain

sua escolha de itens porque gostam do que veem por fora. A Ipsos/Marplan em seu relatório sobre estágio da inovação (Innovation Early Stage), publicado em outubro de 2019, esclarece que é preciso entender as pessoas além do consumo, portanto compreender profundamente as emoções humanas e suas conexões, pois só assim haverá uma quebra do piloto automático. "Mais 10% de incremento na experiência do cliente propiciam US$ 1 bilhão de crescimento em faturamento." “A neurociência pode contribuir decisivamente ao ajudar as marcas a entenderem as emoções, os gatilhos corretos e o que importa para o consumidor em todos os momentos da jornada de compra, criando momentos marcantes para o público. Porém é preciso ter em mente que não existe solução mágica”, declara

Danilo Reis, head de planejamento e integração da AMP Propaganda. Nathalia Yunes concorda que não há botão de compra, mas que o futuro do marketing passa pelo entendimento do comportamento do consumidor. “A rapidez dos acontecimentos nos dias atuais e a utilização de ferramentas digitais não fazem com que o cérebro mude, mas sim possibilita que tenhamos mais experiências. A apreensão do conhecimento torna-se mais ágil e assim há alteração do comportamento humano. As companhias precisam estar atentas, ter proximidade e clareza com o consumidor.”


WW W. AL IA NZO.C OM .B R Leitura EstratĂŠgica . 33


TECNOLOGIA | INOVAÇÃO

STARTUP GOIANA RECEBE APORTE RECORDE

Fabiano Ramos (E), Pedro Ivo (C) e João Augusto (D): fundadores da NectarCRM

INVESTIMENTO SUPERA MÉDIA DE APORTE EM PROJETOS E É UM DOS MAIORES PARA SETOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO DO PAÍS A trajetória da NectarCRM chama atenção no setor de tecnologia brasileiro e quer ser a primeira startup unicórnio goiana – categoria de empresas que chegam a um valuation bilionário antes de abrir capital em bolsas de valores. Se o caminho ainda é longo, é verdade também que a Nectar, com 3 anos de mercado, já chama a atenção de grupos de investidores globais. A startup goiana assinou contrato para receber investimentos recordes de R$ 12 milhões com a gestora global Zahav Investments, dos quais R$ 4 milhões já foram desembolsados. A NectarCRM atua fornecendo um software que organiza, controla e acelera as vendas de empresas que possuem processos comerciais mais rebuscados e complexos. O volume de investimentos é represen34 . Leitura Estratégica

RESUMO NECTAR A NectarCRM é uma startup goiana e oferece para o mercado uma plataforma focada para as empresas escalarem suas vendas, proporcionando os recursos necessários para a construção de relacionamentos de valor. Aliar processos, pessoas e tecnologia é a grande missão da empresa.


sultados, que condiciona nosso contrato com os investidores.”

Fabiano Ramos (E), Pedro Ivo (C) e João Augusto (D): fundadores da NectarCRM

tativo no setor de tecnologia e servirá para acelerar a execução do plano de negócios, já que a Nectar está em negociação avançada com uma grande multinacional norte-americana de capital aberto, revelou João Augusto Martins Campos, um dos três sócios-fundadores do negócio, juntamente com Fabiano Ramos e Pedro Ivo Medeiros. “Temos um rigoroso plano de metas (milestones) de receitas e re-

MERCADO INTERNACIONAL A Zahav Investiments atua globalmente em países como Singapura, Rússia, Israel e EUA, e, com consultoria, experiência e recursos, pretende acelerar o plano de expansão no Brasil da NectarCRM, além de lançar também o software na Colômbia, Argentina, Chile e Peru nos próximos 12 meses, mirando Portugal e Espanha nos próximos dois anos. Os objetivos da Zahav são ter no portfólio 20 startups da Região Centro-Oeste até 2021 e investir US$ 30 milhões no período. Atuando com startups há mais de 15 anos, especialmente em Israel, segundo o sócio Dov Gilvanci Najman, o planejamento é fortalecer o ecossistema de startups no Centro-Oeste. “Queremos trazer recursos e fundos de Venture capital especialmente do Oriente Médio pra investir nas startups do cerrado”, afirma o investidor. A startup goiana NectarCRM já usou recursos da FAPEG e foi acelerada pelo PROIN-UEG no formato não residente. Também recebeu um investimento anjo há dois anos, que ajudou na definição do produto que seria oferecido ao mercado e a atuar nacionalmente, tendo triplicado o faturamento nos últimos três anos. “A Nectar toma por base processos e melhores práticas vindas do Vale do Silício e dos maiores polos de tecnologia do mundo e é atualmente um dos principais players brasileiros no mercado de CRM”, afirmou João Leitura Estratégica . 35


TECNOLOGIA | INOVAÇÃO

Durante a BSB Experience, o stand da NectarCRM foi o maior dentre patrocinadores

Augusto, que define como objetivo ter 200 mil usuários em dois anos, tornando a companhia global e plataforma base para dar suporte comercial para outras empresas mundo afora. A NectarCRM está inserida em um mercado que conversa diretamente com um dos setores que possuem os maiores investimentos em tecnologia e estratégia dentro de uma corporação, que é a área comercial. Assim, possuindo soluções para os motores

de vendas de grande parte das empresas, o mercado em potencial que pretendem explorar com o último aporte recebido se torna muito mais palpável em um curto espaço de tempo. B2B Prova da referência que já possuem mediante ao universo comercial para chegar nesse mercado em potencial, aconteceu no maior evento sobre vendas corporativas do Brasil,

o Vendas B2B Experience, em 17 de outubro de 2019, que reuniu os maiores nomes do Brasil e do mundo no assunto. Na feira, a NectarCRM possuía o maior estande dentre os mais de 10 patrocinadores oficiais do evento, conseguindo atrair a atenção de todo o público presente, firmando-se como um produto e uma marca com visibilidade e qualidade aos padrões internacionais.

IMPACTOS NO ECOSSISTEMA E EMPREGOS Como consequência desse projeto em execução de crescimento da startup goiana, a empresa pretende chegar a 200 funcionários até dezembro de 2020, o que irá impactar diretamente na geração de empregos da região. Oferecendo um ambiente disruptivo, colaborativo e de ambientação próxima às empresas do Vale do Silí36 . Leitura Estratégica

cio, a NectarCRM se constitui como referência para quem está ingressando no mercado de trabalho e também para quem pretende mudar o foco da carreira, uma vez que possui treinamentos internos para transformar pessoas leigas no assunto em especialistas no mundo de vendas corporativas. Além do impacto direto na gera-

ção de empregos, o plano de ação da empresa também tem como resultado almejado a atração de foco de grandes centros do Brasil e do mundo, tanto na área de investimentos quanto na área de construção de novos mercados na Região Centro-Oeste, fomentando não só o próprio business mas como também o de outras empresas.


NEGÓCIOS.+

UMA HISTÓRIA BEM LAPIDADA Conheça a estimulante história da jovem indústria goiana de semijoias Herreira, que já ganha o mundo

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COLÉGIO ARENA: AULA DE EXPANSÃO

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RECUPERAÇÃO JUDICIAL: HORA CERTA


EDUCAÇÃO | NEGÓCIOS

ARENA DE

CAMPEÕES Forte e humano. Assim nasceu o Colégio Arena, idealizado por três jovens professores que enxergaram a necessidade de formar seus alunos para além dos concursos de ingresso no ensino superior

38 . Leitura Estratégica


CARLA OLIVEIRA

Wendell, Argentino e Henrique, nesta ordem, comemoram resultados do Arena

Quando três professores amigos decidiram montar um curso pré-vestibular, há 5 anos, tinham a exata noção do que gostariam de oferecer: ensino de qualidade, formação sólida e humana. Somadas, as bagagens de décadas na docência no ensino médio e as experiências em coordenações pedagógicas e direção permitiram que o sonho de professor virasse realidade. Três anos depois do pré-vestibular de Wendell Sullyvan, Henrique de Oliveira e Samuel Araújo, mais conhecido como Argentino, nasceu o Colégio Arena. De áreas diferentes, os três professores tinham em comum, além da vivência em sala de aula desde muito cedo, uma visão diferenciada do educar: ensino que incentiva a autonomia crítica dos alunos, visando formá-los mais do que para uma prova de acesso ao ensino superior, mas também para a vida. Wendell é das Letras. Henrique, da Geografia. Argentino, da Matemática. E os três incentivadores do pensar por si mesmo e do caminhar pelas próprias pernas. Com uma visão plural de mundo, respeitando as diferenças, o resultado não podia ser diferente: juntos criaram o Arena, nome que remete a um lugar de luta. “A vida traz uma série de dificuldades e é preciso estar capacitado para enfrentá-las. Cremos nessa luta, tanto nas provas e nos processos seletivos, quanto no campo da educação socioemocional”. E com essa definição, Wendell dá todo sentido ao nome escolhido. “O Arena surgiu da necessidade de oferecer um material mais forte, de melhorar a carga horária de estudo e de cuidar da saúde mental dos alunos”, completa Henrique, com a experiência de quem atuou nos principais colégios de ensino médio de Goiânia, como professor e gestor. Para Argentino, que vive a educação desde muito cedo por ser filho de professora, a proximidade com os alunos faz toda a diferença não só do ponto de vista acadêmico, mas em suas vidas. “O acolhimento e a proximidade nos permite ajudar o aluno a alcançar melhor desempenho, ter clareza das suas ideias e contar com suporte emocional." O Arena nasceu grande, forte e humano. Essa é a definição mais objetiva e ao mesmo tempo mais completa do que o colégio se propõe a ser. Seu principal diferencial, na visão de quem levantou essa arena, é a proposta pedagógica. “Uma escola não é um prédio. Uma escola é um conjunto de fluxo das pessoas que a criaram. Nesse sentido, já é antigo”, diz Wendell. Para ele, Goiânia sempre valorizou muito escolas que potencializam o aluno a entrar numa boa universidade. “Nós fazemos isso, é o que fazemos com professores preparados, resultados expressivos em vestibulares e Enem, em cursos concorridos”, assinala, acrescentando: “mas havia carência de uma escola que ratificasse no dia a dia. E nós também fazemos isso, ao trabalhar habilidades como empatia, res-

Leitura Estratégica . 39


EDUCAÇÃO | NEGÓCIOS

peito pelo próximo, capacidade de falar em público, de olhar os outros nos olhos, que são cada vez mais valorizadas pelo mercado." Henrique frisa que o colégio tem um foco grande no atendimento às demandas individuais do aluno. “Entender que cada aluno vem de uma família diferente, com compreensão de mundo e propósitos diferentes. E permitir que cada um explore o melhor do seu potencial. Foco em que sentido? Nas aspirações que ele tem, discutir o pluralismo do mundo atual. Nós (eu, Wendell e o Argentino) somos bons exemplos disso. Somos de cursos tidos como secundários que, em tese, não produziriam resultados materiais e nem trariam felicidade para ninguém. Eu sou professor, gosto muito do que eu faço e me vejo em reais condições de replicar e fazer isso no Brasil inteiro.” “Estamos ali para ajudar os alunos a ter foco no que eles querem”, completa Argentino, que tem parte do seu trabalho dirigido a fazer vir à tona o que o aluno tem de melhor em habilidades.

COMPETITIVIDADE COM SENTIDO “Goiânia não tinha força e nem destaque em competições científicas”, lembra Argentino. Hoje os alunos do Arena são destaque em competições do tipo. “Tem muita gente talentosa que, na maioria das vezes, não conhece essas competições e nem há pessoas dispostas a coordená-las”, lamenta. E engana-se quem pensa que as competições são centradas em áreas de Exatas. Há olimpíadas para todos as áreas e disciplinas: Matemática, Física, Biologia, História, Geografia, Economia. Isso só para citar alguns exemplos. “Hoje é gratificante ver outras escolas participando de competições científicas e Goiânia aparecendo entre as grandes”, comemora. O professor destaca que a participação nesse tipo de atividade é um incentivo para os

alunos, porque desperta a curiosidade, a criatividade, a vontade de ir além da sala de aula, além de estimular a pesquisa e o estudo. E não é só isso. Participar deste tipo de competição tem sido um diferencial na hora de tentar vagas em grandes universidades. Algumas delas já criaram processos específicos para alunos com medalhas. Para um aluno que participa das competições científicas, o vestibular se torna um detalhe, diz Argentino. “É o menor dos problemas deles, porque acaba fincando fácil. Aqui no Arena temos alunos que passam 8 horas semanais em laboratórios, pesquisando e produzindo conhecimento. Além das aulas normais, temos aulas extras semanais, o Arenão. Investimos muito nessas aulas e nesse trabalho”, frisa.

O QUE O ARENA TEM? Sistema Poliedro Sistema de ensino que utiliza livros, softwares e simulados. Apresenta os conteúdos de forma transdisciplinar e multidisciplinar.

Competições Científicas Prepara e incentiva os alunos a participarem de olimpíadas e outras competições.

Laboratórios de Física e Química Aula semanal, que permite ao aluno ver sentido no que estuda e vivenciar a prática.

Ciclos de Palestras Realiza encontros com pais e alunos com profissionais de diferentes áreas para conversar sobre o caminho de ingresso na universidade e suas dificuldades, empatia, bullying, entre outros.

Disciplinas eletivas Astronomia (curso certificado) e Yoga, sempre às sextas-feiras, antes das provas. Eagle Disciplina que prepara alunos para estudar em universidades norteamericanas. Escola Viva Acolhe projetos dos alunos e ajuda a colocar em prática.

40 . Leitura Estratégica

Núcleo de Apoio Psicológico Equipe formada por psicopedagoga, psicóloga e orientador profissional.

Laboratório de Inteligência de Vida A partir de 2020, será oferecida aula semanal com psicóloga sobre inteligência socioemocional.


CONSTRUÇÃO | CASE DE SUCESSO

Duas gerações da Enec: Claudio Perillo Daher e Claudio Perillo Daher Filho

ENEC, 40 ANOS DE CONSTRUÇÃO Empresa é reconhecida pelos projetos de excelência nos mais diversos segmentos: residencial, comercial, hospitalar e industrial. Enec lança o residencial Hauz Marista Leitura Estratégica . 41


CONSTRUÇÃO | CASE DE SUCESSO

CARLA OLIVEIRA

ENEC 40 ANOS Entre centenas de obras, entregas residenciais e empresariais

Quando em 1979 o engenheiro Claudio Augusto Perillo Daher se juntou a outros dois colegas de trabalho para fundar a Enec, não imaginava o que estava por vir. Com o apoio do pai, Cecílio José Daher, ele daria início a uma história de sucesso na construção civil em Goiás. Hoje, a empresa é reconhecida pela qualidade de seus projetos e transparência de sua atuação, qualidades que abriu as portas do segmento de construções industriais e hospitalares. A primeira obra hospitalar que a Enec executou foi a construção da Clínica do Coração, no Setor Oeste em Goiânia, um prédio em concreto aparente, uma tendência da época. Este seria o primeiro de pelos menos outros 20 que se seguiriam neste segmento. Agora com o nome de Hospital do Coração, o espaço passou por reforma executada pela Enec e, recentemente, a construção do novo prédio, em frente ao antigo, mostrou que a expertise viria para ficar. Muitos outros hospitais se seguiriam: Hospital Pan Americano da Visão, Hospital Ver, Clínica Ela, o Instituto do Rim de Goiânia (IRG Hospital), todos em Goiânia, e o Hospital Daher, em Brasília, para citar alguns. A ampliação da atuação para as construções industriais não demoraria. Não demoraria também este se tornar o setor de atuação com maior quantidade de metros quadrados construídos pela Enec, que atua exclusivamente em projetos da iniciativa privada. Unilever, Hypermarcas, Syngenta, Bayer, Basf e Dow DuPont são apenas algumas das redes para as quais a Enec trabalhou. E se tem uma coisa que eles sabem fazer bem, é construir. Quando entram num negócio, difícil é sair. Isso porque o trabalho vai além de executar um projeto. A Enec propõe soluções inovadoras para 42 . Leitura Estratégica

atender as necessidades de cada cliente e agrega tecnologias específicas que facilitam e otimizam a atividade fim. Prova disso é o Hospital do Coração, onde executaram todas as obras desde a primeira sede, a Unilever, de quem é parceira desde a época da antiga Arisco. “Levamos para as construções industriais a dedicação e o cuidado dos trabalhos executados nos hospitais, que são obras complexas, e dos condomínios”, cita Claudio Augusto Perillo Daher Filho, diretor de Incorporações da Enec. Desde então, foram inúmeras obras para indústrias farmacêuticas, alimentícias e agroindústrias, entre outras. Para ele, a qualidade e a transparência na exe-

cução dos projetos são as principais qualidades da Enec e os motivos que a faz permanecer tanto tempo atuando para os mesmos clientes. Qualidades que o presidente Claudio Daher diz ter aprendido com o pai. “Meu pai foi fundamental para empresa. Era muito conhecido e respeitado. Ele nos transmitiu responsabilidade e honestidade. Se não fosse por ele, não teríamos o sucesso que temos hoje”, diz, com visível gratidão. Somada a isso, Claudio Filho lembra que a diretoria está sempre muito envolvida com as obras, visitando-as constantemente. E credita ainda, ao sucesso da empresa, o fato de contar com um corpo técnico muito competente, nos setores


de planejamento, técnico e engenharia. E não é só isso. Quem trabalha na Enec já incorporou o padrão da empresa, que mantém em seus quadros funcionários que a acompanha desde o seu início. Outros começaram como estagiários e não saíram mais, como é o caso do atual gerente de Engenharia, Sérgio Guimarães. A construção de condomínios verticais segue firme, desde o primeiro edifício levantado, o Santarém, no Setor Aeroporto. O edifício Alhambra, no Setor Oeste, é exemplo de tudo que a Enec propõe em seus projetos residenciais: qualidade, acabamento superior, beleza e funcionalidade. Da construção de condomínios por indicação, eles passariam

a lançar projetos e ingressar no ramo de incorporação. “Este edifício é um marco para nós, por ser uma obra muito bonita”, diz Claudio Daher. HAUZ MARISTA Agora, a empresa se dedica, no ramo residencial, ao seu mais novo lançamento, o Hauz Marista Definitive Home, localizado em um dos endereços mais privilegiados e cobiçados de Goiânia, a Rua 147, no Setor Marista. O projeto de alto padrão tem 87 apartamentos, de 171 m2 e 186 m2, com tudo o que há de melhor e mais bonito em arquitetura e design. São três suítes e três garagens, com opção de vaga elétrica, elevador privativo e uma

vista de tirar o fôlego. A localização privilegiada inclui uma vizinhança com todo tipo de serviço e lazer que desejar. E se você é do tipo que quer aproveitar e se divertir sem sair de casa, o Hauz Marista tem mais de 2 mil m2 de lazer: piscinas adulto e infantil, sauna com piscina interna, churrasqueira, espaço gourmet, salão de festas. Se quiser relaxar, o condomínio possui espaço para massagem e spa. Se o assunto é esporte, tem quadra poliesportiva e a academia. Agora, se opção é por brincar e socializar, as opções são a sala de jogos, praça de convivência, brinquedoteca e playground. Um projeto completo, dentro e fora dos apartamentos. Leitura Estratégica . 43


CONSTRUÇÃO | INVESTIMENTOS

FUGA INDUSTRIAL PREOCUPA SETOR UMA DAS PREOCUPAÇÕES DE EMPRESAS DA CONSTRUÇÃO É A REDUÇÃO DE INVESTIMENTOS E ATÉ FUGA DE INDÚSTRIAS PARA OUTROS ESTADOS THAILLYNE RODRIGUES Se 2019 foi um ano de frustração para vários setores da economia, para a indústria da construção foi estratégico. Juros caíram e desemprego começou a ceder, impulsionando uma corrida por lançamentos, alguns ocorridos no ano passado e muitos programados para este ano. Mas, apontam empresários, em Goiás, as obras empresariais preocupam. O diretor comercial da Cal Engenharia, Francisco Alcanfor, resume este temor: "Estamos em contato direto com o industrial de médio e grande portes e só ouvimos reclamação. O setor passou um 2019 incerto e não quer arriscar qualquer investimento em Goiás, neste ano, sem ter a certeza de que os programas de incentivos fiscais serão preservados", aponta o empresário. Os industriais, aponta Francisco, temem que a falta de uma compreensão dos gestores públicos de que os incentivos são ponto de equilíbrio do preço local no mercado nacional. "Produzir em Goiás e transportar para grandes mercados tiram a competitividade do produto goiano. Ou se tem incentivo ou não se industrializa aqui. Já estivemos com empresários que estão transferindo aos poucos a fábrica para outros Estados. Para nós, da construção é um péssimo cenário. Goiás tem o 7o parque fabril do País e nós ajudamos a construir", diz. 44 . Leitura Estratégica

Murilo (E) e Francisco, da Cal Engenharia: empresa jovem mais reconhecida no Estado

A TRAJETÓRIA DA CAL ENGENHARIA Uma mistura de “experiência com juventude”, essa é a expressão usada pelo fundador da Cal Engenharia e diretor comercial, Francisco Alcanfor, para definir o atual momento da empresa que completa a sua primeira década de atuação. Com quase 40 anos de experiência no mercado imobiliário e de construção, Francisco fundou a empresa em 2009, com o objetivo de mostrar aos clientes soluções criativas e empreendedoras na construção. A juventude, apontada pelo fundador, é o jovem engenheiro Murilo

Cunha Leitão que, em 2016, se tornou seu sócio e diretor técnico. Murilo, admite o sócio Francisco, revigorou o negócio, mantendo sempre a estratégica inicial de “pé no chão”, mas com a execução de um planejamento estratégico gradativo e inserção de novas parcerias. “Estamos retomando lentamente depois dessa crise do mercado, apesar de uma forte carteira de clientes”, pontua o engenheiro. Além de prestar serviços na área habitacional, construindo condomínios


Uma das obras da Cal foi o Hospital Visy, hoje Premium, na T-4, além de galerias comercais e fábricas. Em São Paulo, executa obra para um grupo chinês de 80 mil m2

de alto padrão, a Cal Engenharia tem projetos relevantes nas áreas comercial e industrial. A Cal é responsável pela construção de galpões na Perimetral Norte, região Noroeste de Goiânia, manutenções estruturais na Heineken e na ParexGroup, entre outros empreendimentos de médio e grande portes. Apesar do foco da Cal Engenharia ser Goiás e Distrito Federal, a empresa possui obras em andamento em outros Estados, como em Sumaré, interior de São Paulo. “Essa é a maior delas, com mais de 80 mil m2, um grande centro comercial, construído para um grupo chinês, que deve ficar pronto em dois anos”, aponta Francisco, destacando que a empresa atua em um projeto para construção de um posto de combustível com área de 13 mil m2, na BR-153, em Aparecida. Desde sua criação, a empresa passou por diversas situações. Empreendedorismo, reviravoltas e muita resiliência. Seu início se deu pelo desejo de um pai criar um negócio para seus filhos, que na época estavam cursando engenharia. Em sociedade, decidiram montar sua própria empresa. Assim nasceu a

Cal Engenharia. Era o boom do mercado imobiliário, que durante o período de 2008 a 2011, teve uma valorização anual acima dos 20%. EXPANSÃO Nessa época, a Cal participou da construção do Hospital Visy, hoje Premium, na Avenida T-4; galpões; plantas industriais e prédios comerciais. Entretanto, alguns anos depois os sócios de Francisco deixaram a parceria. Sozinho, tempos depois, este propôs sociedade ao irmão, que logo veio a falecer. Novamente, o fundador da Cal se viu sozinho à frente dos negócios. As reviravoltas foram alguns dos obstáculos pelos quais Francisco e a Cal Engenharia passariam. Com a incerteza e instabilidade da economia, o mercado imobiliário teve uma queda nos anos seguintes. O cenário econômico apresentou sinais de desaquecimento. Em 2015, houve um agravamento da crise no setor da construção, puxado pelas incertezas políticas e pelo enfraquecimento na economia nacional. Tudo isso refletindo na existência e permanência da Cal Enge-

nharia no mercado. Apesar da fatídica queda, na qual grandes construtoras nacionais e regionais entraram em recuperação judicial, a Cal passou ilesa pelo momento crítico da crise. Nem a crise econômica e a ausência de sócios desanimaram Francisco, que conseguiu manter seu empreendimento firme. Em 2016, entrou Murilo. E foi justamente a crise que inspirou uma nova guinada. “Por algum tempo, as indústrias ficaram sucateadas, sem manutenção estrutural. Então, quando o setor percebeu que era preciso retomar as manutenções, estávamos lá. Conseguimos aproveitar esse mercado, e assim suprir as necessidades de vários clientes em suas indústrias”, ressalta o engenheiro. Apesar da instabilidade econômica, a tendência do mercado imobiliário e de construções é melhorar, avalia Francisco. “Com a expectativa de retomada dos investimentos, vamos buscar parcerias maiores com grandes construtoras e terceirização de alguns serviços. Já estamos com propostas para 2020”, admite. “Temos muitas consultas de manutenção, de construção. Temos uma equipe montada com experiência. Trabalhamos muito com energia sustentável, captação da água da chuva, foco na questão ambiental e mão de obra atualizada, com uma equipe jovem. Juntou experiência com a juventude”, enaltece. Além de se dedicar a área de construção, a Cal atua na busca do terreno, localização, assessoria e construção de acordo com o perfil do negócio. O projeto é feito em parceria com arquitetos. “Da compra do terreno à entrega da chave na mão do cliente”, destaca o diretor, reforçando que, em breve, a Cal vai inaugurar seu braço imobiliário. Leitura Estratégica . 45


INFRAESTRUTURA | DIGITAL

SUA EMPRESA ESTÁ SEGURA? CEO da Multidata aponta que a segurança da informação é um quesito fundamental. Uma infraestrutura de TI bem montada é prioridade na estratégia do negócio

IARA NUNES A segurança da informação vem ganhando relevância nas organizações, justamente pelo valor que os dados que circulam dentro da empresa assumiram nos últimos anos. Segundo uma pesquisa da Dell EMC e da IDC, até 2020 existirão cerca de 44 zettabytes de dados em todo o mundo. Para ter uma ideia do volume, considere que um zettabyte é igual a um bilhão de terabytes. Atualmente, a cada minuto são enviados 156 milhões de e-mails e 16 milhões de mensagens de texto; 3,5 milhões de buscas são feitas no Google e mais de 46 . Leitura Estratégica

"Neste mercado competitivo, a informação cada vez mais ganha valor como ativo da empresa", aponta Diorgil Júnior

700 mil dólares são gastos em compras on-line. Toda essa movimentação deve ser armazenada, o que explica esse montante esperado para os próximos anos. Para que uma empresa mantenha a sua integridade e possa se desenvolver de forma saudável, a segurança de dados deve ser tratada com muito cuidado, já que muitas informações são decisivas para a sobrevivência de um negócio. A boa notícia é que as empresas goianas começaram a se atentar ao assunto. Segundo o diretor executivo da Multidata, Diorgil Júnior, o tema vem sendo inserido no planejamento estratégico das organizações. “Antigamente utilizava-se

os conhecidos quatro “Ps” do marketing (produto, preço, promoção e prazo). Hoje fala-se em cinco, com a inserção da tecnologia lidando com privacidade como um novo ‘P’ e como parte essencial para esses negócios”, afirma. LGPD De acordo com o estudo Cyber Security Insights, espera-se que sejam gastos US$ 6 trilhões na área de segurança da informação em todo o mundo até o ano de 2021, com foco em evitar o vazamento de dados e invasões de sistemas e redes. Se até pouco tempo atrás o cliente se dirigia até uma loja, realizava uma com-


PRINCIPAIS RISCOS PARA EMPRESAS EXPOSTAS Sequestro de conta Hackers mal-intencionados podem invadir contas, interceptar atividades, enganar funcionários e roubar informações valiosas.

Violação de dados Projetos e documentos podem ser comprometidos, colocando todo o cotidiano da empresa em risco.

Funcionários mal treinados

API’s hackeadas As API’s são essenciais para a comunicação entre aplicações e para permitir que algumas funcionalidades sejam implementadas. Mas, elas podem ser violadas, e isso foge da responsabilidade direta de quem utiliza.

pra e ia embora com seu produto sem maiores interações, hoje o varejista de lojas físicas ou virtuais já têm em mãos dados pessoais, suas preferências, seu histórico de compras, entre outras informações valiosas. “Se esse conteúdo é importante para as empresas, também é para criminosos. Isso porque existem muitas finalidades para esses arquivos, desde pessoas dispostas a pagar por bases de dados até infratores que fraudam cartões de crédito”, pontua Diorgil. É preciso zelar pela segurança e privacidade da empresa, do colaborador, do mercado. Antes de se falar na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entra

Acessos indevidos Pelo fato de uma arquitetura em nuvem ser compartilhada por diversas organizações, existe o risco de pessoas erradas acessarem documentos confidenciais de uma empresa.

em vigor em 2020, havia pouco controle sobre o tratamento das informações pessoais. A lei estabelece parâmetros relativos a como os dados poderão ser coletados, processados, armazenados e destruídos ou descartados. As organizações devem, desde já, tomar as medidas necessárias à sua adequação, pois demandará um trabalho amplo e complexo, cujo o não cumprimento implicará multas que podem chegar a 2% do seu faturamento. Neste contexto, o diretor comercial da Multidata, Gerson Rosolim, ressalta como é fundamental garantir que uma informação transite de ponta a ponta

Funcionários despreparados podem ser prejudiciais, pois eles podem expor os sistemas e informações da empresa a alguma vulnerabilidade que afetará todo o ambiente de armazenamento.

sem modificações. “É preciso certificar que esses dados não foram capturados por alguém, se não sofreram desvios. O papel das empresas de tecnologia é garantir que o usuário saia ‘ileso’ de qualquer transação que fizer no meio virtual.” Seja por meio de servidores locais, na nuvem ou com um sistema híbrido, os gestores de TI devem atuar com vigor na formação de uma infraestrutura de TI bem protegida, criando uma política forte para a segurança da informação. Afinal, com a evolução das tecnologias de Big Data e Big Data Analytics, a informação se consolidará como um dos ativos mais valiosos no mundo dos negócios. Leitura Estratégica . 47


JUSTIÇA | RECUPERAÇÃO JUDICIAL

QUAL É A HORA DE

RECUPERAR A EMPRESA?

Boa parte dos empresários goianos desconhece mecanismo e faz pedido de RJ na hora errada CARLA OLIVEIRA A imagem de um tempo em que solicitar apoio judicial para uma empresa se reerguer era um atestado de fracasso ainda é forte na cabeça dos empresários, o que faz com que muitos não lancem mão de um instrumento, criado em 2005, para ajudar na recuperação das empresas. Trata-se da Recuperação Judicial (RJ), um mecanismo que a empresa pode utilizar para conseguir pagar suas dívidas, com benefícios previstos em lei. É um instrumento muito diferente da antiga Lei de Concordatas e Falências, que tinha uma fórmula pronta para todos os casos. Na Recuperação Judicial, o processo considera as especificidades de cada empresa e as dificuldades que ela enfrenta. Não existe uma receita pronta. Cada proposta é elaborada pela empresa e submetida ao juiz. Se o pedido for deferido, começa um processo que envolve todos os credores, que dura em média dois anos, até o início dos pagamentos, conforme previsto em plano. O auditor Cassius Pimenta, sócio da Marol Auditoria e Consultoria, explica 48 . Leitura Estratégica

RECUPERAÇÃO JUDICIAL O objetivo é fazer com que as empresas que estejam em crise financeira não fechem as portas COMO FUNCIONA? Para entrar com o pedido, a empresa precisa encaminhar para o Judiciário uma petição inicial com os documentos descritos no artigo 51 da Lei 11.101/2005 QUEM PODE PEDIR? Empresas de qualquer porte com algumas exceções como empresas púbicas de economia mista, cooperativas de crédito, planos de assistência à saúde, entre outras. FALÊNCIA Caso o plano não seja cumprido, o juiz poderá decretar por sentença a falência da empresa

que a RJ é um processo pelo qual o empresário em dificuldade chama seus credores, mostra sua efetiva situação financeira e propõe uma forma de pagamento, que pode ser aceita ou não. O especialista em Administração Judicial, Luís Gustavo Alves Martins, da Videre Administração Judicial, lembra que o empreendedorismo acarreta riscos, que são assumidos pelo empresário ao atuar como um facilitador da atividade mercantil com grande importância para o desenvolvimento social. “O risco

faz parte do negócio, mas ele deve ser dividido com toda a sociedade, pois toda ela se beneficia. O governo ganha impostos, o banco que fornece capital ganha juros, o trabalhador consegue emprego, fornecedor consegue entregar seus insumos.” Por isso, quando a saúde da empresa vai mal, nada mais justo que ela tenha mecanismos para se proteger e, com isso, garantir a continuidade da estrutura econômica da comunidae que ela está inserida. Luís Gustavo destaca que, nos momentos de crise, é necessário que se busque as ferramentas de proteção existentes, que podem permitir que empresas viáveis consigam se reerguer. Um dos primeiros sintomas de que a empresa não vai bem, alerta o auditor Cassius Pimenta, é quando começa a haver atrasos nas obrigações financeiras, de forma recorrente e volumosa. É hora de acender o alerta e buscar saber se esse problema pode ser corrigido com ajustes internos ou se o caso é mais complicado e necessita de um levantamento rigoroso das questões contábeis, por exemplo. “Com uma boa assessoria financeira, o rearranjo de prazos de pagamentos e de recebimentos podem solucionar. Mas se não for suficiente, a empresa deve se preparar para a recuperação, o que inclui uma organização contábil, preparação de documentação, separação detalhada dos débitos, análise, por advogados, do arcabouço financeiro anterior ao pedido


Luís Gustavo aponta que o risco faz parte do negócio: "Deve ser dividido com a sociedade"

de recuperação”, enumera Cassius. Tudo isso, acrescenta, é fundamental para que o juiz defira o pedido. Luís Gustavo completa: “empresário precisa ficar atento à situação do negócio para não perder o timing do pedido de recuperação”. Isto porque, diz, a empresa começa a dar sinais de que algo não vai muito antes de chegar ao ponto de necessitar de uma recuperação judicial. Em muitos casos, um olhar mais atento permite identificar as fragilidades e corrigi-las em tempo. A nova lei veio para proteger a empresa, mas a visão que ainda domina é a contrária. “Uma empresa que está sendo atacada por vários credores, por uma crise momentânea, que é viável e útil para a sociedade, conta com os mecanismos da lei para se reerguer. A legislação permite a suspensão de 6 meses de qualquer execução e cria ambiente para que a empresa realize seu plano de RJ”, explica Luís Gustavo. Caso o processo de RJ seja o caminho, o empresário não precisa ter receio em relação a ele. A recuperação judicial é uma forma de remediação, frisa, lembrando que a recuperação não deve ser a

Para Cassius Pimenta, a empresa deve se organizar antes de um pedido de RJ: "Faz diferença"

última alternativa do empresário. O auditor Cassius Pimenta explica que praticamente todo tipo de empresa pode recorrer à Lei de Recuperação Judicial e que não existe um segmento mais suscetível. O que ocorre, assinala, é que dependendo da economia, alguns setores sentem mais. SUCESSOS E INSUCESSOS A Recuperação Judicial não é instrumento milagroso. É preciso que a empresa faça o dever de casa e apresente um plano racional, que possa ser cumprido. Apesar de ter entrado em vigor em 2005, quando se trata do meio jurídico, é considerado recente. Por isso, há muitas questões para serem resolvidas e sua eficácia não é a mesma em todo o País. O auditor Cassius Pimenta lembra que em Estados onde existem varas especializadas, o sucesso costuma ser maior. É o caso da Região Sudeste. Em Goiás, diz, temos exemplos conhecidos de sucesso e outros em que o processo não conseguiu resolver os problemas da empresa. A rede de Drogarias Santa Marta é um caso bem conhecido de recuperação judicial que deu certo. A empresa entrou

em dificuldade, fechou lojas e a maioria acreditava que fecharia de vez as portas. Não foi o que aconteceu. A empresa entrou com pedido de recuperação judicial, que foi deferido, e conseguiu se reerguer. Hoje, passa por processo de expansão, o que revela que as coisas vão bem, obrigada. Já a rede de Supermercados Marcos não teve o mesmo sucesso e fechou. Talvez o segredo seja ficar atento e utilizar o instrumento no momento certo. “Tem volume muito grande de empresas que perde o 'timimng' do pedido de recuperação judicial, quando teria um fôlego maior. Muitas vezes isso ocorre por conta do orgulho do empresário, que faz com ele passe um, dois anos pagando juros para depois entrar com o pedido. Esse tempo perdido pode fazer com ele não consiga mais”, explica. Para Luís Gustavo, a nova lei é uma revolução recente e, por isso, ainda precisa de ajustes. E é justamente isso que um projeto de lei no Congresso Nacional pretende fazer. “Trazer para dentro da lei as melhores práticas que foram sendo adotadas a partir de decisões da Justiça. A reforma quer incorporar parte da legislação jurisprudencial para a lei.” Leitura Estratégica . 49


NEGÓCIOS | MODA

HERREIRA, UMA

JOIA GOIANA Empreendedorismo feminino, criatividade e perseverança tornam a história da Herreira um sucesso compartilhado por várias mulheres

LUISA DIAS Brincos com design, pulseiras que saltam aos olhos, colares que são desejados. Faltam adjetivos para enumerar o poder de uma semijoia. No Brasil, existem cerca de três mil empresas do segmento em atividade, com faturamento anual estimado em R$ 600 milhões. E há uma previsão de expansão destes ganhos 50 . Leitura Estratégica

com a exportação dos produtos brasileiros. Cerca de 70% vão para Alemanha, Canadá e Estados Unidos. E ainda há mercado na França e na Itália. O que há de atraente nas semijoias brasileiras, além da qualidade dos folheados a ouro, é algo recente. Até o início dos anos 2000, as peças de fundição eram feitas de forma industrial, sem preocupação com design ou novos modelos.

Mas uma pequena revolução começou no setor e os acessórios, em uma fatia do mercado, ganharam um design que ressaltou sua presença no exterior e uma ousadia que não se encontra na maioria das joias. No mercado desde 2008, a Herreira Semijoias pode ser um exemplo de como o Brasil conquista espaço e é cada vez mais o queridinho para a escolha


Alexandre, Patrícia e Josi destacam a força da Herreira no mercado brasileiro e expansão no exterior

destes acessórios. Criada pelas amigas Patrícia Pessoa dos Santos Caramaschi e Josi de Queiroz Assunção Moreira, a indústria inicialmente voltada apenas para o atacado foi o pulo do gato na vida das empresárias, que já trabalhavam no ramo e decidiram criar a própria empresa apenas com garra e experiência. O que aconteceu a partir desta decisão revolucionou a vida delas, das suas famílias e de quem trabalha no setor. A empresa começou com apenas um funcionário, em uma sala do Setor Marista, em Goiânia. As duas receberam o apoio da família para se jogarem no negócio, ainda de modo intuitivo. Existia um sonho das sócias sem um plano de negócios. A produção era destinada para feiras, principalmente em São Paulo.

Atualmente a realidade é outra. São dez mil peças produzidas por mês, que exibem a marca da Herreira, além da empresa fornecer e criar para outras marcas. O endereço da indústria é em um espaço luxuoso no Setor Bueno, onde além da criação e da produção, existe um salão para receber clientes em eventos exclusivos, como o lançamento da última coleção, em outubro. Já são mais de 145 funcionários, divididos entre Herreira e as duas outras empresas ligadas à marca, a Aulore e a Vitessse, que atuam em todo território nacional e em outros países, como Estados Unidos, México, Itália e África do Sul. A indústria replicava a lógica de mercado, mas passados os dois primeiros anos entendeu que teria que ser diferente para ganhar o público. E elas apostaram, inicialmente, no atendimento. O estande da Herreira, em duas das grandes feiras da época, Folheados e Associados

e Bijoias, passou a fazer sucesso com o uso de recursos como decoração, brindes e presentes para os clientes. Uma das ações que mais deu visibilidade foi uma bolsa que as clientes levaram por toda a feira com as outras compras. O nome ficou conhecido e o crescimento chegou. Neste período, em 2011, a empresa já contava com trabalho de terceirizados na montagem das peças, mas decidiu trazer para a empresa uma das terceirizadas com todos os funcionários. A Herreira passa a ter 25 funcionários, uma folha de pagamentos grande e responsabilidades. A empresa entra com tudo nas redes sociais e investe no relacionamento virtual com os consumidores. Tanto a Herreira como as duas empresas são referências na área e tiveram neste universo o diferencial para superar a crise de 2014. Atualmente um departamento de criação de conteúdo funciona em Goiânia e produz conteúdo exclusivo diariamente para a Herreira. A experiência em criação e o sucesso da Herreira mostraram que era possível ir além da marca, inclusive do atacado. O sangue empreendedor e a coragem da Patrícia tornaram a empresa uma referência em criatividade e sofisticação em um nicho de mercado, mas e os outros? Em 2012, surge uma nova marca, a Aulore, que tem como sócios Alexandre Augusto Caramaschi e Renata Cristina Balduíno. A criação é feita dentro da Herreira, mas a produção passa a ser produzida principalmente no Oriente, onde eles criaram uma rede ampla de contatos e de fornecedores, que é usada pelas duas empresas. A Aulore foca mais em brilho e cravação, o que a difere da Herreira em busca de um novo público. Ela se constrói na experiência da primeira marca e já nasce com investimentos e trabalha com importação, muitas das peças são compraLeitura Estratégica . 51


NEGÓCIOS | MODA

das na China. “Ninguém consegue hoje no Brasil comprar da forma como a gente compra, direto de quem produz, sem tantos intermediários, fruto do nosso relacionamento com os agentes do exterior”, conta Alexandre, diretor da Aulore. A marca também passou a atender o varejo, uma novidade que exigiu estratégia dos empresários à frente do negócio por conta das atacadistas. A primeira experiência começou em 2017, quando abre a primeira loja no Flamboyant Shopping Center, apesar da resistência do mercado. Mas atingida pela crise de 2014, com várias revendedoras sem condição de levar os produtos para a cliente final, cria uma opção para garantir o atendimento destas pessoas e consegue se estabelecer em outro nicho de mercado. O caminho aberto pela Aulore é seguido no ano seguinte pela Herreira, que abre uma loja experiência no Passeio das Águas, também em Goiânia, no formato de arca. O objetivo é, a partir desta vivência, franquiar a loja da marca e torná-la ainda mais forte no mercado de semijoias no Brasil. A crise trouxe outra oportunidade: para atender as revendedoras sem o mesmo capital é criada a Vitesse, que tem como sócias Gláucia Ferreira Lemes e Dayrelly Diamantino Assunção. A Vitesse traz uma linha de produtos mais clássicos e básicos, mas com a qualidade já usada nas duas outras empresas. Os produtos vindos do Oriente trouxeram velocidade para o negócio, que aliás é o significado do nome escolhido. As três empresas trabalham de maneira colaborativa, porque compartilham o poder criativo de Patrícia. A cultura humana e a criação das três empresas mostram o poder de Goiás no setor. Apesar de atenderem públicos diferentes, as empresas formam uma cadeia produtiva interesssante. As marcas 52 . Leitura Estratégica

CADEIA PRODUTIVA Marcas: sinergia e independência

Marca de revenda de semijoias de luxo. Tem loja no Flamboyant Shopping Center, de Goiânia.

Fábrica de semijoias que trabalha com parceiros de revenda no atacado.

Empresa atacadista de semijoias e folheados, atuando em todo País.

SAIBA MAIS - Você sabe a diferença?

Joias As peças são produzidas com metais nobres e usa pedras preciosas em seu design.

Semijoias Inicialmente era somente indústria e atacado, mas passa a ter marcas próprias e desenvolvimento de coleção. Envolve fundição e há uma linha de produção.

trabalham com distribuidora, em Goiás, Espírito Santo, Brasília e Rio Grande do Sul, com o atacado em Goiânia, São Paulo e no meio digital, incluindo a exportação, e nas feiras de semijoias no Brasil. Hoje a criatividade de Patrícia, presente em coleções como a recém-lançada pela Herreira, se alimentam com viagens, participação em semanas de moda e uma relação olho no olho com as clientes. Para se diferenciar em um mercado que hoje recebe a concorrência da China, a empresa investe no desenho 3D e no uso de insumos de qualidade, como o bronze e as pedras naturais. Com cuidado, são peças que podem durar a vida toda. O uso de tecnologia garante à Herreira produtos mais leves e que seguem o desenho da sua criadora com cautela, desde a garra que segura a pedra até o detalhe no feixe de um colar. Na indústria criada por Patrícia e Josi, que fornece as peças também para Aulore e para outras marcas, existe um forno específico que trabalha com a fundição das peças. A marca goiana hoje está exposta em vários países e, a partir dela, outras duas

Bijouterias Trabalha com coleções e é artesanal. Não usa pedras ou metais preciosos e sem fundição.

marcas foram criadas e trazem diferentes formas de trabalho para o mercado de semijoias. A força criativa da Herreira está sobretudo na sua fundadora, Patrícia Caramaschi. “A Herreira representa 50% da minha vida, esta foi a empresa que eu mais sonhei quando entendi que eu queria ter uma empresa”. Ligada no 220, ela já planeja a próxima coleção da Herreira, em fevereiro, que será baseada em Jardim Secreto e trabalhará o romantismo com flores, borboletas e muitos metais. As clientes que conheceram a última coleção viveram uma experiência única, que mostra muito da estratégia da marca. Elas foram convidadas para vir à Goiânia e comemorar os 40 anos de Patrícia com o lançamento da coleção Essência, que fala da metamorfose e traz o voo da borboleta como símbolo máximo. A viagem foi paga pela marca e foi um sucesso que terminou em festa e reforçou o contato com essas principais clientes, que sabiamente Patrícia chama de “deusas”. Apesar de que é ela que tem o toque de Midas.


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IMÓVEIS | INOVAÇÃO

ALUGUEL EM ALGUNS

CLIQUES Parceria da Rizzo Imobiliária com a plataforma digital QuintoAndar permite que imóveis sejam alugados on-line rapidamente. Parceria teve boa aceitação

IZABELLA PAVETITS Alugar um imóvel é um processo que envolve diversas etapas que podem dar dor de cabeça tanto ao locador quanto ao locatário. A burocracia é um entrave à agilidade dos negócios, mas a parceria da Rizzo Imobiliária com a plataforma digital QuintoAndar promete acabar com esse problema. Fundado em 2013, o QuintoAndar oferece uma experiência mais simples e eficiente para alugar imóveis. O aplicativo desburocratiza todo o processo, facilitando a busca pelo apartamento ou casa ideal, eliminando a necessidade de fiador ou seguro-fiança e garantindo o recebimento em dia do valor do aluguel. Toda a negociação, documen54 . Leitura Estratégica

tação e a assinatura do contrato são feitas digitalmente. A Rizzo fará captação de imóveis, relacionamento presencial na imobiliária com atendimento personalizado e representação dos proprietários no processo de locação na plataforma. A combinação dos benefícios do QuintoAndar com a expertise da imobiliária dará ritmo mais acelerado à mudança do mercado de aluguel residencial em Goiânia, fomentando o conceito de moradia como serviço capitaneado pela plataforma. Em 20 dias de parceria, a Rizzo afirma que sua captação de imóveis já dobrou. “Desde a fundação, apostamos em um atendimento diferenciado, sempre buscando as melhores opções para os nossos clientes.


"Desde a fundação, apostamos em um atendimento diferenciado, sempre buscando as melhores opções para nossos clientes. A parceria com o QuintoAndar faz muito sentido," Dalton Carvalho, Diretor Geral da Rizzo Imobiliária

Sendo assim, a parceria com o QuintoAndar faz muito sentido, uma vez que nos permite oferecer o que há de melhor e mais moderno quando se pensa em aluguel residencial”, diz Dalton Carvalho, diretor geral da Rizzo Imobiliária. Quem já teve uma experiência positiva foi Mara Rubia Salles, empresária, que colocou seu imóvel no Jardim Goiás para alugar pelo QuintoAndar e em 20 dias assinou o contrato com o locatário. “Foi tudo excelente, fizeram umas fotos muito legais do apartamento, que recebeu várias visitas todas agendadas diretamente com o corretor. Fechei sem burocracia, sem sair de casa. Só precisei ligar o computador para assinar o contrato. Super recomendo”, conta. Na outra ponta da negociação, o inquilino também encontra muitas vantagens ao alugar pelo aplicativo. Caso do fotógrafo Emmanuel Gonçalves Dias, que, depois de uma separação, tinha urgência em encontrar um imóvel e concluiu o processo em 10 dias. “É muito vantajoso e rápido. Não precisar da intermediação de ninguém, pois você melhor do que ninguém sabe o quanto pode pagar, onde quer morar. É do meu jeito.” O co-fundador e CEO do QuintoAndar, Gabriel Braga, conta que a união proporciona potencializar o melhor dos dois empreendimentos. “A parceria combina nossos serviços de garantia e gestão e plataforma digital ao relacioLeitura Estratégica . 55


IMÓVEIS | INOVAÇÃO

namento próximo que a Rizzo mantém há anos com os clientes, assim como sua expertise em seus mercados locais”. INOVAÇÃO A percepção da necessidade de um modelo de gestão imobiliária que esteja em dia com a realidade de um mercado que busca, por meio da inovação, melhorar a jornada dos clientes, foi o que motivou a parceria, relata o diretor geral da Rizzo Imobiliária, Dalton Carvalho. “Locação não é nosso carro-chefe, mas, enxergamos uma oportunidade na mudança de comportamento dos novos consumidores, a geração digital, onde 8 em cada 10 preferem alugar ao invés de comprar um imóvel, conforme aponta, entre outras, pesquisa da agência Today; comparativamente a outros mercados, há um potencial de se multiplicar por três o porcentual de moradias alugadas em relação as moradias totais em nosso País. A parceria já trouxe alguns ganhos, para citarmos apenas um caso, tivemos um imóvel que foi locado em quatro dias úteis, entre captação, divulgação e locação”, completa. Carvalho revela, ainda, que essa não é a única medida adotada pela Rizzo para promover a revolução e crescimento na empresa. “Entre as medidas a serem adotadas estão a transformação do espaço onde encontra-se a sede da empresa em um coworking, o qual tem por objetivo estimular a criatividade e a inovação da equipe de colaboradores; nesse espaço também estarão abrigadas boa parte das empresas que orbitam em entorno da Rizzo, o que vai nos permitir cuidar melhor desses parceiros. A empresa também implantou um programa de gamificação da área comercial, trazendo modernidade no desenvolvimento da equipe, ampliando o engajamento da mesma. Na área de inovação, 30% da equipe dedicam 20% do seu tempo, em um ambiente fora da empresa, em um hub de inovação, para pensar em inovação. ” 56 . Leitura Estratégica

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DEZEMBRO 2019

ESPECIALISTAS IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIRESPONDEMIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII NOVO CADERNO

RESPOSTA RÁPIDA AOS EMPRESÁRIOS Consultores de renome e experientes, de áreas distintas, respondem questões relevantes para empresas levantadas por editores da Leitura Estratégica 58 a 62

GESTÃO

COMEX

MARCONDES BRAGA

TELEFONIA

FERNANDO FRANCO

IGOR SANTERINI

STARTUP

ENERGIA

GUSTAVO SARDINHA

CARLOS BOUHID


IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIESPECIALISTA

TEMA: STARTUP

QUAIS OS MAIORES OBSTÁCULOS ENCONTRADOS PELAS STARTUPS NA FASE DE TRAÇÃO (ESCALABILIDADE)?

GUSTAVO SARDINHA Consultor, mentor e investidor de Startups. Advogado de M&A e novos negócios. Sócio da Zwölf Capital. www.zwolf.capital

"(a tração) é um momento de enorme fragilidade, pois se o dinheiro não entra, a empresa quebra"

58 . Leitura Estratégica

Sem dúvida, a maior dificuldade do founder na "tração" é a busca do investimento. Existe um descompasso entre as intenções de investidores e investidos que nem sempre permite o investimento entrar no momento certo dentro da empresa. Aqui, a principal dica é: sempre tenha a empresa pronta para receber o investimento. Isso inclui a contabilidade e todos os documentos societários (acordo de sócios; stock option; mútuos e outros direitos concedidos a investidores iniciais, entre outros). Mas é importante sempre ter em mente que não é a quantidade de dinheiro que resolve o problema; mas sim tê-lo na quantia e nos momentos adequados. Dinheiro em excesso é tão nocivo quanto a falta dele em uma empresa startup. Note que, tanto a questão do dinheiro, como o momento e a forma estão intimamente ligadas à questões societárias. Seja formatando o modelo de entrada de novos sócios, seja estabelecendo as regras de saída de cada um dos investidores. Enfim, no momento de tração o

modelo de negócio já está validado, no entanto, a startup não consegue o “fôlego” que precisa sozinha; ainda nem se cogita falar em break even. Por isso, é um momento de enorme fragilidade, pois se o dinheiro não entra, a empresa quebra. É nesse contexto que a terminologia “smart money” se encaixa e, a busca por ele, é um ativo que os founders devem investir algum tempo para o sucesso do negócio. Passei por essa experiência recentemente, juntamente com outros sócios, ao investir na startup Tilix, de tecnologia em meio de pagamentos, que vendemos para a PagSeguro, empresa do Grupo UOL. Para alcançarmos esse exit foi determinante a participação de investidores que dedicaram tempo e compartilharam experiências de outros negócios. Foi lá que conheci meus sócios Eduardo Abreu e Everson Jr, e conseguimos ter muita sinergia trabalhando juntos. Essa sinergia resultou em mais uma empresa que estamos investindo juntos, a Zwölf Capital, fundo que estruturamos para investirmos em novos negócios.


RESPONDEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

TEMA: ENERGIA

COM AS POSSÍVEIS MUDANÇAS NA REGULAÇÃO, VALERÁ A PENA INVESTIR EM ENERGIA SOLAR?

De 2012 para cá, vimos surgir e crescer uma nova fonte de energia no Brasil. A energia solar, antes desconhecida de muitos, passou a ser comum em telhados de residências, empresas, indústrias e no solo de produtores rurais. O poder de gerar sua própria energia, economizando e contribuindo para o meio ambiente, conquistou os brasileiros, insatisfeitos com o constante aumento da tarifa de energia. No entanto, isso afetou o mercado de energia elétrica, gerando insatisfações, principalmente, por parte das concessionárias de distribuição, que viram na nova possibilidade uma perda de mercado. Consequência disto, está em discussão na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a proposta de cobrar a mais dos consumidores com geração distribuída (GD), aqueles que geram sua própria energia, pelo uso do sistema de distribuição. A proposta da agência vai na contramão das boas práticas realizadas nos países com maior penetração da GD na matriz energética. Nesses lo-

cais, houve discussão semelhante, porém, tão somente quando a modalidade de geração já se encontrava estabelecida. No Brasil, a GD representa menos de 1% da matriz elétrica, com cerca de 0,2% apenas das unidades consumidoras. No entanto, mesmo com o tratamento extemporâneo, o que enxergamos é um futuro promissor para a fonte solar. As perspectivas são de que o custo da tarifa de energia continue a subir, tornando mais atrativa as soluções alternativas. A crescente preocupação ambiental e necessidade de investimentos em fontes limpas também contribuirá. Por fim, a evolução tecnológica que devemos vivenciar nos próximos anos, com a chegada de baterias, blockchain e IoT, poderá nos levar para a total disrupção do modelo atual. Não há caminho de volta. A energia solar veio para ficar e o investimento, hoje muito atrativo, não poderá ser impactado por qualquer que seja a mudança se avaliarmos um horizonte de longo prazo.

CARLOS BOUHID Engenheiro civil, mestre em construção civil e sócio da DuSol Engenharia Sustentável www.dusolengenharia.com.br

"O poder de gerar sua própria energia conquistou os brasileiros"

Leitura Estratégica . 59


IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIESPECIALISTA

TEMA: TELEFONIA

QUAL BALANÇO PODEMOS FAZER DA TELEFONIA BRASILEIRA EM 2019? QUAIS OS DESAFIOS?

IGOR SANTERINE Empreendedor com 20 anos de experiência em vendas. Liderando times com experiência em diversas áreas como: Marketing e Vendas, Canais de Distribuição e Vendas Indiretas, no segmentos de Telecomunicações, TI, Turismo e Educação.

60 . Leitura Estratégica

Para se ter referência, precisamos recuar um pouco mais para ter efeito de comparação. Em 2016, os serviços de telefonia eram apontados como ruim ou péssimo por 47% dos clientes – segundo dados da Teleco. Em 2019, o número recuou bastante: 22%. Está o ideal? Não. O número de ótimo/bom alcança só 45% na mesma pesquisa. O setor aponta que 2019 teve vários pontos positivos, entre eles, principalmente, o avanço na licitação da frequência para 5G, avanço da legislação que permitirá a migração de concessões de telefonia fixa para o regime de autorização e a evolução do plano de recuperação judicial da Oi. Com aprovação da PLC 79, muda a Lei Geral de Telecomunicações, o que permite, além da migração da telefonia fixa do regime público para o privado, a renovação de outorgas sem novas licitações. Ao migrar, o concessionário de telefonia fixa terá liberdade de venda de ativos, além das tarifas deixarem de ter o controle tarifário – o que pode gerar maior concorrência. A expectativa é a redução de pagamentos ao governo e maior investimento em redes. Este mecanismo, da troca de pagamento em licenças por investimento em infraestrutura própria, já está descrito na nova legislação. O que se debate nos bastidores: uma corrida por fusões e aquisições entre

"Competição é vital para o setor de telefonia. Foi o diferencial desde a privatização, ao contrário do setor de energia" provedores regionais e grandes operadoras, que, para chegar mais perto das áreas a serem atendidas, vão às compras. Outro ponto: ações das companhias telefônicas tendem a disparar na Bolsa. Os efeitos das medidas, positivos ou negativos, devem ser sentidos parcialmente até o fim de 2020. Mas especialistas temem que pode limitar a concorrência com uma rápida onde de fusões e aquisições, prejudicando a universalização dos serviços em áreas ainda não atendidas. A nova regra abre a possibilidade de investimentos em redes de banda larga, o que não era possível pelas regras impostas às concessionárias, em áreas sem competição. Cabe à Anatel acompanhar este movimento e resguardar a competitividade do setor e atendimento de qualidade em áreas de pouco interesse das operadoras.


RESPONDEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

TEMA: COMÉRCIO EXTERIOR

NO ATUAL CENÁRIO, COMO TRATAR AS OPORTUNIDADES DO COMÉRCIO INTERNACIONAL? No dia 28 de novembro de 2019, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revisou os equívocos nos dados da exportação de novembro. Trouxe um certo alívio, reequilibrou a lógica e diminuiu a apreensão do mercado com o fluxo das entradas cambiais. Além disso, nos despertou para as estatísticas do comercio exterior brasileiro. E como estamos? Em 2018 o Brasil ficou em 27º lugar no ranking mundial de exportações. As vendas externas somaram US$ 239.523 bilhões, cerca de 10% a mais do que foi comercializado em 2017. Conforme os dados do Ministério da Economia, em 2019 o Brasil exportou US$ 205.863 bilhões até novembro, 6,4% menos que os US$ 219.919 bilhões do mesmo período de 2018. Em relação às importações observamos o mesmo, queda de 2,9% no mesmo período. Em 2019, o Brasil participou menos do comércio internacional, indo na direção contrária do desejável. Menos comércio exterior, menos contribuição do setor externo com a recuperação do nosso PIB. Como explicar a disparidade entre sermos a nona economia global, e estarmos tão distantes no que diz respeito à participação no comércio exterior, atrás de Vietnã, Polônia e Tailândia? O fato é que o Brasil tem uma economia fechada para o mundo, temos muito a evoluir, os dados evidenciam isso. Temos jogado fora oportunidades importantes no decorrer do tempo, e não podemos mais. A internacionalização das nossas empresas é o caminho mais

eficiente para dinamizar nossa economia, nenhum caminho é mais promissor, nenhuma opção mais abrangente, aumentar nossa integração com o mundo é urgente! Mas sempre esperamos pelos outros, pelas iniciativas do governo, pelos investimentos em infraestrutura, pela redução do “Custo Brasil”, pelos acordos internacionais, pelas facilitações dos agentes paralegais, e um monte de outras questões transferem a terceiros a nossa responsabilidade de agir. Nossas empresas precisam priorizar as relações externas, seja mercado para exportar, oportunidades para importar, avaliação de parcerias, joint ventures, troca de tecnologias, operações financeiras, internacionalização laboral, e todas as interações que favoreçam ampliação da presença internacional na dinâmica dos nossos negócios. As oportunidades vinculadas à internacionalização são imensuráveis, mas a responsabilidade pela efetivação disso é de cada um de nós do setor produtivo, passa muito mais pela prioridade que damos do que pelas ações de terceiros, sejam quais forem. O fato é que o acesso a outros mercados nunca foi tão descomplicado, mas nada avança sem a iniciativa empresarial, pela conscientização dessa importância e pela efetivação das ações. Mãos a obra, há uma avenida larga de oportunidades esperando sua decisão de internacionalizar o seu negócio! Não espere por ninguém, aja rápido, aproprie o seu direito de crescer!

FERNANDO FRANCO Administrador de Empresas, especialista em atração de investimentos e comércio exterior. www.tradeproviders.com.br

"O setor privado precisa sair dessa inércia, o protagonismo é nosso"

Leitura Estratégica . 61


IIIIIIIIIIIESPECIALISTAIIII RESPONDEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII TEMA: GESTÃO

MUITAS EMPRESAS SÃO EXCELENTES PARA PLANEJAR, MAS MEDÍOCRES PARA EXECUTAR. POR QUE ISSO ACONTECE?

MARCONDES BRAGA DE MORAES Profissional com carreira consolidada na área estratégica empresarial, em empresas de grande porte, atuando em todo o processo de planejamento estratégico e Negócios Internacionais. MBA´s em Gestão Comercial e Gestão Empresarial pela FGV; e Finanças para Executivos pela Indiana State University.

62 . Leitura Estratégica

Independentemente do tamanho da empresa ou do ramo do negócio, essa é uma realidade de grande parte das empresas brasileiras. O planejamento estratégico é uma ferramenta de gestão conhecida e aplicada no mundo corporativo há décadas, com o intuito de estabelecer ações pensadas para a sustentabilidade futura do negócio. Entretanto, é nítido que a maioria das empresas acaba por esquecer dos pilares básicos na elaboração do plano, como a definição da estratégia e análise do ambiente externo, e partem direto para a execução das suas ideias. Não existe uma estratégia sem a definição de um objetivo claro e suas etapas com o cronograma de execução, sem isso você apenas ficará dando voltas em círculos, com a sensação de que nunca chegará em algum lugar. Se fosse possível definir estratégia em uma única palavra, podemos dizer que estratégia é uma escolha: uma escolha de opções dentro de um universo de caminhos que possam ser seguidos. Agora, como definir a melhor escolha para se transformar na melhor estratégia? A maneira mais simples seria testando todas as opções disponíveis, mas ela não é a mais fácil de ser aplicada. Com isso, criamos fatores de seleção, utilizando um termo tecnológico moderno seria dizer que utilizamos filtros para escolher

"Estratégia é uma escolha" as opções; ou seja, definindo critérios escolhemos a estrada. No mundo corporativo essa definição é conhecida como indicadores, que são as informações essenciais a serem analisadas na escolha certa para o seu negócio. Contudo, ainda assim é importante uma análise do ambiente externo, onde temos sempre que lembrar que vivemos no mundo VUCA (Volatile, Uncertain, Complex and Ambiguous, em inglês, com livre tradução para Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo). Tendo esse conceito em mente, a construção de cenários é uma das melhores ferramentas para uma avaliação do ambiente onde o negócio está inserido. Mesmo com tudo isso, ainda é mais que necessário uma implementação estratégica do plano e deixar de lado o conceito: “começamos a fazer e depois vemos como ficou (...)” Hoje, uma das ferramentas fundamentais na implementação do planejamento estratégico é o BSC (Balanced ScoreCard). E você, já usou o BSC na sua empresa?


GESTÃO.+

UM CAPÍTULO DO VAREJO EM GOIÁS Antônio Maia (Saga) e Katsume (Fujioka) são dois nomes da maior relevância na formação do varejo goiano em sua era profissional. Ambos faleceram em 2019, mas deixaram um legado para as novas gerações. 65 e 66

76 OS MAIS VENDIDOS ACIMA DE R$ 500 MIL

78 TESTAMOS O TOYOTA RAV4 HÍBRIDO


LUTO | VAREJO

O LEGADO

KATSUME Katsume Fujioka foi um visionário do comércio varejista e atacadista de Goiás PAULA FRANÇA E THAILLYNE RODRIGUES No fim dos anos 1940, a família Fujioka chegou a Goiás, vinda do Japão, pós-guerra. Katsume nasceu no Brasil, já em Goiás, em 1950. A família de imigrantes marcaria a história do comércio goiano profundamente a partir dos anos 1960. Katsume, aos 69 anos, faleceu em novembro de 2019, mas será lembrado por várias gerações de empresários que acompanharam sua carreira. O empresário faleceu após uma complicação cirúrgica. Katsume Fujioka começou a trabalhar como oficce-boy na empresa dos primos, Teruo Fujioka e Sussumi Fujioka, em 1964. Os primos começaram como fotógrafos em Goiânia, no início da década de 1960, em uma época onde as máquinas fotográficas eram de caixotes, e as fotos só eram feitas em estúdios. Além de festas e eventos, um dos sucessos dos Fujiokas foi fazer fotos 3x4, já que todos os documentos precisavam de fotografias. Ainda na década de 1960, os Sussumi e Teruo fundaram a empresa que daria origem ao Fujioka, a Foto Sakura. Katsume passa a fazer parte do quadro societário do Fujioka no fim dos anos

Teruo, Shiguero e Sussumi: irmãos Fujioka e a loja Foto Sakura, nos anos 1960

1970 - quando a empresa expandiu para Brasília. A empresa, que em maio de 2019, completou 55 anos de história, se adaptou às mudanças da economia e da tecnologia como a entrada da informática, telefonia, eletro, revelação de fotos, se tornando uma das maiores redes de varejo e atacado-distribuidor do Brasil. "Em vários momentos tivemos de antecipar o mercado e mudar o rumo da empresa", explicou Katsume em palestra na Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) – onde entrou e permaneceu como diretor e conselheiro por décadas. “Muitas empresas iam ficando pelo caminho porque perdiam o momento

da mudança”, disse. A paciência e educação oriental de Katsume fugiam ao espírito aguerrido e empreendedor, dinâmico e conquistador, destaca o presidente da Acieg, Rubens Fileti. “Pela simplicidade e inteligência, conquistou respeito, admiração e amizade de todos na Acieg, dos colaboradores e de todos os presidentes e diretores que aqui estiveram nas últimas três décadas. Com sempre o fez, Katsume inspirou e emocionou nossa diretoria em meados do ano passado, quando, por duas horas, contou toda sua trajetória empresarial e a do Grupo Fujioka. Foi uma aula de como uma empresa pode durar mais de cinco décadas em uma economia instável como a nossa. Ele foi claro: ‘precisa se reinventar a cada mudança’. De fato, uma perda irreparável. A história do varejo em Goiás passa pela família Fujioka, pela mente brilhante de Katsume.”, declarou Rubens. “Perdemos um grande amigo. Um homem que amava ser empresário e a todos passava esse sentimento. Um lutador e um professor. Uma referência histórica da Acieg, onde sempre esteve presente", destacou Pedro Bittar, ex-presidente da Acieg. Leitura Estratégica . 65


MEMÓRIA | GRUPO SAGA

O DNA DA SAGA A história de Antônio Maia, principal líder do Grupo Saga, se mistura a expansão dos negócios de uma das maiores empresas goianas

LUISA DIAS A saga de um homem é marcada por suas escolhas e por seus valores. E, em alguns casos, é maior do que sua própria vida. Esta é uma das formas de introduzir a história de Antônio Ferreira Maia, morto no começo de 2019, aos 86 anos. Mais conhecido como Toninho, é dele o DNA da Saga, hoje uma das maiores concessionárias do país e que segue com a marca deixada pelo seu maior líder: a simplicidade visionária. Falar deste empresário, que contava com pouco mais de 1 metro e meio, é fácil. Sorrisos largos se abrem na lembrança do homem que chamava os funcionários pelo nome, assim como maridos, esposas e filhos. Um mineiro de trato fácil, mas que não descansava enquanto não cumprisse suas metas. Casado com Aparecida, com quem teve cinco filhos, ele dedicou a vida a construir o império Saga, que hoje tem 105 lojas e representa 22 marcas, assim como a construir uma família forte e unida. Em ambos os desafios, com pulso firme e alegria conseguiu. Não que ele soubesse o tamanho do 66 . Leitura Estratégica

Toninho Maia e colaboradores do Grupo Saga: otimismo e trabalho

negócio, mas porque para ele o trabalho era sagrado e agia como aprendeu com o pai, Francisco Avelino Maia, um líder empresarial e político conhecido no sul de Minas Gerais pela ousadia e pelo empreendedorismo. Mineiro de Passos, Antônio mudou para Goiânia depois da morte do pai, em 1973. Ele chega a Região Centro-Oeste, a terra prometida, em 1975, aos 43 anos, pronto para recomeçar, como conta o primogênito, Fernando Maia. A ideia inicial era investir em pecuá-

ria, no oeste goiano. “Meu pai herdou do meu avô o otimismo, irradiava confiança, ele era literalmente um bola pra frente”, conta. Junto com ele vieram outros dois irmãos, a esposa e os filhos Fernando, Flávio e Sérgio. Chegaram a capital com 400 mil habitantes e tiveram uma identificação imediata devido ao grande número de imigrantes, sobretudo outros mineiros. Na época, duas novidades mudam a vida dos Maias. Primeiro o convite para se incorporar a Saga, concessio-


nária exclusiva da Voslksvagen, feito pelo conterrâneo Hélio Campos. Chega em Goiás com essa meta. E, na sequência, a chegada dos filhos gêmeos, Geraldo e Carolina, a única menina do clã. Além de pai de menina, ele se torna presidente da empresa, que tinha sede na Avenida T-7 e ainda era só promessa de um grupo empresarial, formado por vários negócios e presente em várias Estados do País. O carisma de seu Toninho é responsável pelo DNA e pelo atendimento diferenciado da Saga, mas também pelo slogan usado até hoje pelo Grupo. “Casa de amigos”, criado pelo publicitário Carlitos Verano, traduz o jeito como o empresário era com as pessoas e se tornou o pilar principal do negócio: o tom pessoal no relacionamento com os colaboradores e com os clientes. Não à toa a empresa foi inclusa na lista Great Place to Work, durante vários anos. A experiência é compartilhada por Francisco Monteiro Filho, o Chico, que hoje coordena a manutenção do Grupo Saga. Ele começou na empresa em 1972, antes do seu Toninho chegar, como servente de empresa e, depois da construção da Avenida T-7, passou para o setor de limpeza. O então jovem pernambucano soube do novo chefe pelo irmão, que era segurança. Quando conheceu, já em meados de 1977, logo criou um laço que durou a vida toda. Seu Antônio procurava Chico no pátio da loja e os dois conversavam. A relação patronal deu lugar a uma amizade e a troca de confidências e sonhos. Talvez fosse o fato dos dois serem imigrantes. Ou a simplicidade de dizer sempre a verdade. “Ele me perguntava quantos carros ia faturar e eu dizia que hoje nenhum, e ele falava que gostava

da minha sinceridade”. Ele fala do patrão que se tornou amigo com carinho. “Ele incentivava todo mundo a crescer, mas também cobrava compromisso e respeito”. Foi assim que seu Chico mudou de área algumas vezes e hoje é coordenador. Com o trabalho na Saga ajudou a formar os dois filhos, um engenheiro e outro advogado. “Só não cresceu quem não quis”. E, hoje com tranquilidade, mantém o relacionamento próximo com os filhos e com a viúva de Toninho. O NEGÓCIO Toninho Maia se encontrou na Saga. Fez o negócio de uma só loja prosperar e se tornar o mais importante no ramo de venda de carros no Brasil. Até a década de 1990, as concessionárias trabalhavam com exclusividade para as marcas. Mas com a abertura externa, o incentivo para modernização da indústria e novas marcas no mercado, os players ganharam autonomia e Toninho alavancou o negócio. A expansão de lojas acompanhou a geografia. Para garantir o atendimento Saga, ele buscou se manter na rota do agronegócio, onde o perfil cultural do cliente era mais semelhante. Ele sempre foi diretor-presidente da empresa, presidente executivo e presidente do conselhos, só se afastou do cargo aos 80 anos quando adoeceu. Mesmo assim, visitava a empresa e, como diz o filho Fernando, como uma mão invisível continuou tocando os negócios. “O forte do meu pai era o crescimento”, diz Sérgio, que foi o sucessor do pai. Formado em Economia e com especialização em Finanças, ele começou na empresa aos 20 e poucos anos, mas antes ouviu um não do pai. Quando caLeitura Estratégica . 67


MEMÓRIA | GRUPO SAGA

sou, pediu para o pai uma vaga na Saga, no que foi recusado. “Ele disse para eu continuar no banco e estudar”, lembra. Os caminhos profissionais dos dois só se cruzaram anos depois e Sérgio não começou como gestor. Trabalhou e muito para alcançar o cargo de presidente, seguindo os passos do pai. A presença dele na vida compensou a ausência na infância, quando Toninho trabalhou na usina e ficava muito tempo longe dos filhos. Foram anos dividindo reuniões, viagens e lançamentos. Destes momentos, Sérgio guarda com carinho as celebrações. “Ele como presidente, como líder maior da empresa, quando era chamado ao palco, as pessoas levantavam e gritavam, isso em um ambiente de 500 pessoas. Então você percebia que isso era de coração. Era uma relação de amor, de respeito”. A meritocracia que fez Sérgio assumir a empresa foi didaticamente ensinada pelo pai a todos os filhos. A moeda de troca foi respeitar o caminho escolhido por cada um. O filho Flávio, que faleceu uma semana antes do pai, era professor de inglês e um artista, segundo os irmãos. A filha Ana Carolina é professora e apaixonada por educação. Os outros três seguiram o empreendedorismo do pai. TRABALHO Aos que o sucederam, restou seguir a sua cultura genuína, um trabalho que parecia natural a todos eles. Os filhos foram criados dentro das festas da Saga e tendo o trabalho como a honra maior. “Soma de experiências voltada para empreendedorismo e para pessoas”, afirma Fernando Maia. Com a caçula, a paixão pela educação foi incentivada pelo pai. “A educação é a minha paixão, estudar sobre o desenvolvimento infantil. A gente tem 68 . Leitura Estratégica

"Ele incentivava todo mundo a crescer, mas também cobrava compromisso e respeito" Francisco Monteiro Filho (Chico), que trabalha na Saga desde 1972

que fazer o que gosta, o que se sente bem e ele me apoiou”, conta ela, que teve a oportunidade de montar uma escola, que era objeto constante de interesse do pai. O filho mais velho só voltou para a empresa há sete anos. Antes abriu seu próprio negócio como engenheiro e hoje comanda o braço da Saga que constrói shoppings. “Sempre fiz parte do Conselho, mas com a Saga Malls agora passo a estar no dia a dia da empresa”. Ele conta que a dupla Sérgio e o primo Evandro Maia, com suporte de um grupo de executivos profissionais e engajados, deram uma dinâmica diferente ao negócio e se-

Fernando, Geraldo e Sérgio, três dos quatro filhos vivos do Seu Toninho Maia: Nova geração com DNA empreendedor

guiram os passos do pai na expansão. A simplicidade de Toninho também estava nos gestos e no dia a dia. Devoto de Santo Antônio, ia a missa todos os domingos e gostava de reunir filhos e netos sempre. A filha Ana Carolina, que há 17 anos mora nos Estados Unidos, conta com saudades sobre a delicadeza do pai, que todos os sábados “surpreendia” a mãe com flores. O mesmo homem que levava os filhos mais novos para os parques Mutirama e Zoológico e que, com cada filho, usou a sabedoria na hora de apoiá-los na vida adulta. Os filhos o descrevem como agregador. Ele era um elo muito forte com os irmãos, sobrinhos. “Meu pai era um cara que não sabia dançar e dançava a festa inteira, muito animado”, conta Fernando. Por isso, deixava a família sempre por perto. O que hoje é mantido pelos filhos, por meios de telefonemas, encontros e um bem querer enorme. Seu Toninho fez da sua saga um capítulo feliz da história dos Maias sem fechar ara.


“Infância querida que não volta mais... Apesar de sermos eternamente crianças em momentos especiais, nada como andar de bicicleta “Monark” aos 10 anos de idade pelo setor Bueno, dando voltas com os irmãos, primos e vizinhos sem qualquer preocupação. Esta marca, como algumas outras especiais, está em minha memória marcando época."

"Em 1968, eu era um menino de 10 anos quando Urashima Taro, um pobre pescador japonês, salvou uma tartaruga e, como prêmio, ela o trouxe ao Brasil. Aqui, ficou encantando e resolveu ficar. Depois de muitos anos, a saudade chegou e um grupo de sereias lhe deu de presente uma passagem da VARIG para o Japão. Essa história passava na TV, uma propaganda em desenho animado de quando a VARIG inaugurou a rota para o Japão. Na época, usavam um Boeing 707. Ouvia falar que era uma empresa glamorosa. Serviam até caviar para os passageiros." João Solér, CEO do Instituto Mazini (Brasília)

Vanessa Pires Morales, Diretora da Vivence Hotéis e Resorts e presidente da ABIH-GO

MEMÓRIA As histórias da maioria das empresas se perdem, quase nunca são contadas. Exemplo evidente de um País que pouco ou em nada valoriza suas empresas. Esta coluna resgata boas experiências e lembranças de clientes, funcionários e proprietários, que citam marcas que permanecem em sua memória décadas depois. Conheça os relatos de quatro personalidades do mundo dos negócios sobre empresas que fizeram parte de suas vidas, em momentos diferentes.

"A memória que tenho de empresa é da Pioneira da Borracha, que ficava em Taguatinga, quando meu pai me levou para comprar um carrinho de bombeiro movido à pilha. Aquilo me marcou muito porque sempre que era Natal e, mais ou menos nessa época do ano, meu presente era sempre ir na Pioneira da Borracha escolher um brinquedo de presente." Danilo Brito, CEO da Quantico

"A Rolex já me conquistou desde a infância. Como meus pais já representavam a marca desde meus 6 anos, era um nome recorrente para mim. Confesso que não valorizava o produto, afinal era criança e crianças não pensam em relógios. A marca chegou até mim pelo paladar. Meus pais traziam sempre uma caixinha de chocolates dos eventos da marca e eu amava! Imagine nos anos 1970, tempo em que a importação era fechada no Brasil, receber uma caixa com chocolates suíços. Hoje estou à frente da marca em Goiás, sou apaixonado pela marca (agora, perdidamente apaixonado pelos relógios também), frequento os eventos da marca e, é claro, ganho caixinhas do chocolate, com o mesmo sabor da minha infância! Flávio Lima, Empresário e diretor da Danglar Leitura Estratégica . 69


ODONTOLOGIA | PREMIUM

VIP, DENTRO E FORA DO CONSULTÓRIO Smile Host, serviço do Grupo Primordialle, reúne o que o paciente de outras cidades brasileiras e países precisa, do tratamento qualificado ao transfer e hospedagem CARLA OLIVEIRA Falta de tempo não é mais desculpa para deixar o sonho do sorriso perfeito para depois. Serviço lançado em Goiânia, no segmento de Odontologia Premium, reduz o tempo de tratamento e oferece uma experiência única. Atendimento personalizado e exclusivo, com a excelência de uma equipe multiprofissional, que atua de forma intensiva e com o que há de mais moderno e avançado. Foi essa promessa que atraiu o coach Márcio Micheli, de Brasília para Goiânia. Márcio, que é especialista em inteligência emocional e comportamento humano, conheceu o Smile Host, serviço oferecido pela Primordialle Oral Cllinic, e não teve dúvidas ao utilizá-lo. 70 . Leitura Estratégica

Ele só precisou fazer o primeiro contato para que a equipe do Smile Host cuidasse de todo o resto, desde a recepção no aeroporto, traslado e hospedagem em hotel-parceiro da clínica. Sem poder dispor de muitos dias para o tratamento, já que sua rotina inclui viagens, eventos e palestras por todo País, Márcio agendou o tratamento e não se arrependeu. “Minha agenda é extremamente apertada e, sempre que eu procurava, a informação que eu tinha é que passaria quatro semanas indo ao dentista”, conta, o que tornava a opção inviável para ele. Foi quando conheceu o cirurgião-dentista Flávio Lima, um dos sócios da Primordialle, que lhe apresentou o serviço. “Eu fui para Goiânia e em três dias havia concluído a colocação das lentes de contato dental. É extremamente prático e eu fiquei 100% satisfeito”, ressalta. Para ele, o Smile Host possui vários diferenciais, mas ele chama a atenção para três deles: “O primeiro é a agilidade. Em três dias eu fiz um tratamento que todos diziam ser possível em apenas quatro semanas. O segundo é ter um lugar para

"Objetivo é oferecer atendimento de excelência, exclusivo e personalizado" Flávio Lima, cirurgião-dentista e sócio da Primordialle ficar, não precisar preocupar com hospedagem, reserva de hotel. E é um lugar super agradável. E o terceiro é o cuidado especial de toda a equipe. Eu sempre tive receio de dentista, até da agulha da anestesia, e eles fizeram de uma forma que eu fiquei totalmente à vontade, não senti nada de dor”, destaca. Flávio Lima, cirurgião-dentista há 12 anos, explica que esses diferenciais são justamente a essência do Smile Host: agilidade, atendimento personalizado e de excelência e comodidade para


que o paciente foque no seu tratamento, sem precisar se preocupar com o resto. A ideia de criar um serviço tão completo surgiu justamente das necessidades dos pacientes da clínica que sempre apontam a falta de tempo como uma das dificuldades para realizar o tratamento. Essa preocupação com o tempo de tratamento sempre esteve presente na Primordialle Oral Clinic, que Flávio mantém há 3 anos em sociedade com o pai, Francis Lima, dentista que acumula 35 anos de atuação profissional, reconhecido no meio por seu trabalho como cirurgião-dentista, professor e autor de obras na área da Odontologia. Flávio conta que a clínica possui muitos pacientes de fora de Goiânia, do Estado e do País. São pacientes oriundos de várias cidades de Goiás, de outros estados brasileiros e de países da Europa, América Latina e dos Estados Unidos. “Essas pessoas nos procuram atrás de um tratamento de alta qualidade, mas sempre possuem questões com o tempo”, diz. Percebendo isso e o alto potencial de Goiânia, referência na área de Odontologia, bem como outras áreas da saúde, eles apostaram em atrativos como comodidade, conforto, qualidade e agilidade para ampliar o raio de atuação do serviço. Além disso, afirma, o Brasil é reconhecido pela qualidade dos tratamentos estéticos, mais avançados do que em muitos países europeus e nos EUA. “Nosso objetivo é oferecer um atendimento de excelência, exclusivo e personalizado, feito por uma equipe de alto padrão, com dedicação intensiva ao paciente. E, ao transformar sorrisos, também mudamos histórias, contribuímos para aumentar a autoestima”, destaca. Esse objetivo permitiu que tratamentos que normalmente necessitam de 10 a 15 dias para serem executados sejam concluídos em até quatro. “Nós mobili-

zamos a equipe para focar no paciente. Além disso, possuímos laboratório próprio, com o que há de mais novo em tecnologia, o que permite reduzir o tempo de produção das peças necessárias para o tratamento”, explica. O contato inicial com o paciente é feito via site, mídias so-

ciais e telefônico. Após iniciadas as conversas, é feito uma indicação prévia do tratamento, com base nas necessidades do paciente, fotos e conversas. A partir disso, é feito o agendamento e o paciente é recebido com toda a comodidade que o Smile Host pode oferecer. Leitura Estratégica . 71


URBANISMO | TRADIÇÃO

OS FILHOS DO

SETOR OESTE

Praticidade e elegância chamam a atenção dos goianienses pelo bairro, que ganha empreendimentos modernos. Na Praça do Sol, EBM lança The Sun Luxury Style LUISA DIAS Nas décadas de 1980 e 1990, o Setor Oeste era a localização favorita de muitas famílias goianas. Assim que abriu gabarito no Plano Diretor de Goiânia, ganhou construções importantes, que o tornaram referência para as classes mais altas com prédios em volta do Bosque dos Buritis e do Lago das Rosas, além da Rua 9 e da Avenida Portugal. Junto com o Setor Sul, receberam os moradores que até então ocupavam o Centro de Goiânia, e procuravam apartamentos e casas bem localizadas, que fugissem da já anunciada decadência da região central. É nesta época que começa a história do empresário da construção civil com o setor. Elbio Moreira, presidente da EBM, era recém-formado em Engenharia e assinava os primeiros contratos da empresa, quando construiu o segundo prédio da construtora, o Condomínio Himalaia. Ele levou os pais para morarem lá. “Era uma geração que saía do Centro, onde tinha toda sua vida, amigos, banco, serviços. Meu pai passou uma contrariedade, mas nunca se arrependeu”, conta o empresário.

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Foi assim que Elbio começou uma trajetória de sucesso com o Setor, que se tornou sua casa também quando casou. "Minha esposa compra pão até hoje na mesma padaria e em alguns momentos, tínhamos conta no comércio local", conta ele. Esta característica que lembra o interior e, urbanisticamente, mescla serviços e comércio com residências é até hoje o grande atrativo do setor. O empresário, que trabalha no Setor Bueno, consegue almoçar todos os dias em casa, com os filhos em volta da mesa, um diferencial de qualidade de vida inestimável nestes tempos modernos. Esta foi a primeira migração para o Setor Oeste, que tinha bons prédios, apartamentos espaçosos e um diferencial importante. No Plano Diretor, eram exigidas áreas maiores para a construção dos prédios. Enquanto o Setor Bueno, que começava a ser ocupado, tinha um gabarito que permitia prédios muito próximos e que não garantia privacidade aos moradores. Já o Setor Sul ficou caracterizado por casas e pelo projeto Cura, que se inspirava no modelo de cidades-jardins adotado nos Estados Unidos, e depois acabaram sendo desvalorizadas pela falta de segurança.


"Há um isolamento para quem vive em condomínios horizontais. Muitos optam por criar os filhos mais próximos da diversidade e da vida urbana" Elbio Moreira, presidente da EBM e morador do Setor Oeste

OCUPAÇÃO Em quase 40 anos, são 24 prédios da EBM construídos no bairro, que na década de 2000 dividiu atenção com Setor Bueno e os condomínios verticais, mas volta a atrair quem busca maior qualidade de vida. A localização estratégica, próximo a região central e a importantes equipamentos sociais, como escolas e clínicas médicas, as vias largas que garantem um trânsito mais tranquilo e o conforto de um setor cheio de vida, com serviços e comércio, trouxeram de volta "os filhos do Setor Oeste". É assim que a EBM observa, pelos olhos do seu fundador, Elbio, que já mora em seu terceiro endereço no Setor Oeste, a migração de moradores para a região. São filhos que criados no local compram sua nova moradia em novos empreendimentos ou outros que resolvem mudar para apartamentos maiores, sem sair de perto da padaria já conhecida. Essa migração acontece dentro do mesmo setor, com uma mudança dos empreendimentos abaixo da Avenida Assis Chateaubriand para os que estão acima, e também daqueles que retornam de uma experiência em condomínios horizontais, após não se adaptarem a questões como logística e vida social. O Setor Oeste volta a ser o queridinho destas famílias, em especial, no entorno da Praça do Sol, que teve seu gabarito aberto a partir de 2010 e ganha edifícios que valorizam a integração com a área verde. “O goiano não tem o mar, mas tem parques e a praças”, ressalta. A Praça do Sol foi revitalizada em 2016 e a possibilidade de tê-la como vista definitiva atraiu inúmeras pessoas. O espaço de lazer valorizou o metro quadrado, incluindo imóveis próximos. Elbio conta que os primeiros prédios, no Setor Oeste, são característicos da década de 1980 e não valorizavam a integração com o verde, como acontece no entorno do Lago das Rosas com muretas altas e visão parcial do parque. Mas com a mudança das necessidades e do padrão de consumo, os novos prédios se integram às áreas de verde, com fachadas de vidro e paisagismo.

Leitura Estratégica . 73


URBANISMO | TRADIÇÃO

EBM LANÇA 'THE SUN', NA PRAÇA DO SOL A EBM chega ao auge no Setor Oeste, depois de prédios como o Aton Business, Sol de la Plaza e o Ventanas del Sol, agora com o lançamento do Residencial The Sun Luxury Style, em frente à Praça do Sol, com apartamentos de 445m2, 4 suítes, acabamento diferenciado, exuberância no projeto paisagístico e setorização inteligente dos ambientes. O novo projeto que ficará pronto em 2023 terá 29 unidades, cada um com pé direito livre de 2,90 m nos quartos, 2,70 na sala, alta tecnologia com sonorização no forro dos banhos, gerador para todo o apartamento, sistema de câmera para entrada social e cozinha, botão de pânico médico e de segurança e infraestrutura central de aspiração. As áreas comuns incluem brinquedoteca, piscina aquecida, espaço fitness, salão de festas, salão de jogos e outros e um sistema de segurança que deve garantir o título de mais seguro de Goiânia. A tecnologia será desenvolvida em parceria com a Tecnoseg. A fachada terá um movimento, incluindo iluminação, que deve destacá-lo na Praça do Sol. O projeto é do escritório Isabel Jácomo Arquitetura. “Movimento é o que traduz nossa arquitetura, criando caminhos infinitos de observação. Dinamismo, deslocando os terraços a cada piso, possibilitando ao observador uma experiência especial de multiplicidade de imagens”, explica ela. O empreendimento atende um público de alto padrão e marca a nova fase do Setor Oeste, com a assinatura da EBM. 74 . Leitura Estratégica


VEÍCULOS MOBILE PEUGEOT É TECAR A Peugeot prepara um plano de expansão para o Brasil, com meta de dobrar número de lojas no País, chegando a 364 lojas, e crescer 30% em quatro anos. Goiânia, com a Mobile Peugeot, na T-63, abre esse novo ciclo da montadora francesa. A nova concessionária, que conta com todos os modelos da marca a pronta entrega, lançou o programa Peugeot Total Care, com compromisso de que o cliente não paga pelo serviço se não estiver satisfeito. Alexandre Normanha é diretor da nova unidade, ampliando o leque de negócios do Grupo Tecar, que já atua com bandeiras Fiat, Renault, Honda e Mercedes Benz, com mais de 20 concessionárias em Goiás, Distrito Federal e Minas Gerais.

NEW HOLLAND A New Holland Construction, marca da CNH Industrial, expande sua atuação no Centro-Oeste com a inauguração da Bamaq Máquinas em Aparecida. Integrante do Grupo Bamaq, presente em 12 Estados, a marca assume a representação da New Holland em Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Tocantins. VAGA VERDE Com menos de 400 carros elétricos ou híbridos, Goiânia não ostenta muitos pontos de recarga. Como campanha de lançamento de um novo empreendimento, a Brasal disponibilizou uma vaga verde, na Avenida Portugal com a Rua 12, para “abastecimento” gratuito. COMPARATIVO Pela conta de especialistas, o dono de um carro elétrico gasta muito menos do que um carro a combustão pagaria para rodar pelo mesmo trecho. Ou seja, R$ 200 em combustível sairia por R$ 50 em energia elétrica. No posto de recarga rápida, o objetivo é possibilitar

recarregar 80% da carga em 25 minutos (em uma bateria base de 22 kWh).

FÁBRICA PIRATA DE CARRO DE LUXO É FECHADA EM SC No Brasil, falsifica-se de tudo. Até carro de luxo. Em agosto, uma montadora pirata, em Itajaí, que produzia cópias de carros que são o sonho de consumo dos brasileiros. Na linha de produção (de fundo de quintal), tinha Porsche 993, Lamborghini Murciélago, Ford GT40 e Ferrrari F355. Feitos sob encomenda para todo País, custavam 8% do original: de até R$ 3 milhões, por R$ 200 mil. A carenagem era plástico reforçado com fibra de vidro, e a parte mecânica "emprestada" de carros velhos, como o motor de um Omega em uma Ferrari. Empresa se defende e diz que são réplicas e está regular. Empresário foi solto.

CARRO EUROPEU O acordo Mercosul e União Europeia pode dar frutos para o mercado de veículos. Previsto para zerar alíquotas em 15 anos, governos sul-americanos topam já cortar as taxas pela metade de imediato por uma cota de veículos – proporcional ao volume importado no ano passado. MAIS PCDS A venda de carros para pessoas com deficiência mais que triplicou nos últimos cinco anos no Brasil. Modelos, que são comercializados com isenção, saltaram de 84 mil unidades (2014) para 264 mil (2018). O maior motivo foi a abertura de compra, em 2013, para familiares ou responsáveis de PCD que não podem dirigir. Os modelos precisam ser nacionais e custar até R$ 70 mil para ter os descontos. Em Goiás, a isenção total do ICMS é a cada dois anos na compra desta categoria. Na maioria dos Estados, ocorre a cada quatro anos. Leitura Estratégica . 75


LUXO | VEÍCULOS

CARRÕES MAIS VENDIDOS EM GOIÁS Segundo dados do Detran-GO, o registro de veículos acima de R$ 500 mil é pouco representativo no órgão. BMW, Audi e Land Rover se deram melhor em 2019 no Estado

LEANDRO RESENDE Apesar de muito se falar que a crise econômica atingiu com menor impacto os mais ricos, na ponta do lápis, essa ‘pancada’ pode não ter sido tão suave assim. Um indicador informal são bens de consumo duráveis de luxo, como carros com valor acima de R$ 500 mil. Em Goiás, no acumulado dos primeiros dez meses de 2019, o registro de veículos deste porte até que foi pequeno – segundo dados do Departamento de Trânsito de Goiás (Detran-GO) – pela quantidade de afortunados no Estado. Os dados foram elaborados a pedido da Leitura Estratégica. Outro ranking, da Fenabrave para carros premium, mostra uma retração (-3,4%) na venda de modelos premium de R$ 300 mil a R$ 2,4 milhões, na comparação de janeiro a setembro de 2019 com o mesmo período no ano anterior. Foram registrados 207 veículos que custaram acima de meio milhão no Estado neste período, sendo que boa 76 . Leitura Estratégica

parte não é de carro de passeio, mas de ônibus e de caminhões. Os carrões ficaram restritos a 15 unidades emplacadas em 10 meses, com liderança absoluta da Land Rover, seguidos da BMW e Audi. FERRARIS? Símbolos maiores de ostentação, os superesportivos Ferraris e Lamborghinis zero quilômetros podem até ter dado o ar da graça em Goiás, mas foram ‘importados’ de outros Estados, comprados e emplacados por lá. A ausência de concessionárias no Estado destas cobiçadas marcar favorece a ter poucos carros novos destas marcas registradas aqui. Por outro lado, a Land Rover, BMW e Audi já têm revendas no Estado.

BMW X6 MOTOR: 3.0 V6 e 4.4 V8 POTÊNCIA: 306 CV a 407 CV TORQUE: 400 a 750 N PESO: 2.265 KG VELOCIDADE MÁXIMA: 250 KM/H PREÇO SUGERIDO: DE R$ 473.950 A R$ 692.950


AUDI Q8 MOTOR: 3.0 TFSI POTÊNCIA: 340 CV TORQUE: 500 N PESO: 2.270 KG VELOCIDADE MÁXIMA: 250 KM/H PREÇO SUGERIDO: DE R$ 494.950 A R$ 531,990

Dentre estas marcas, a Land Rover venceu disparada. Foram seis Land Rover Range Rover TDV6 Vogue, seguido de perto pela ‘irmã’ Land Rover Range Rover Sport 3.0 TC HSE, com cinco emplacamentos. Com desempenho menor, seguem a BMW X6 M e o Audi Q8 3.0 TFSI, cada um com dois emplacamentos no período. No acumulado do País, as marcas premium tiveram outro desempenho. No ranking da Fenabrave, o Volvo

X90 lidera (que varia no valor de R$ 309 mil a R$ 519 mil) com 82 unidades vendidas. A Land Rover, que no Detran goiano liderou absoluta, também vai muito bem nos dados nacionais. Ficou com a 2a (Land Rover Discovery), 4a (Land Rover Velar) e 5a (Land Rover Range Rover Sport), com preços variando entre R$ 376 mil a R$ 792 mil. A BMW, que aparece bem na lista goiana, fica na lista nacional ocupando

LR RANGE ROVER SPORT

três das 15 posições entre SUVs premium. A Audi ocupou apenas uma vaga. Entre os esportivos premium da lista da Fenabrave de janeiro a novembro de 2019, considerando modelos acima de R$ 300 mil, Ford Mustang liderou, seguido de dois Porsches, o 911 e o Boxster. Em quarto, o BMW Z4, com Camaro e Porsche Cayman na sequência. Fecham a lista a BMW M2, o Jaguar F-Type e Audi TT.

LR RANGE ROVER VOGUE

MOTOR: 3.0 V6 E 5.0 V8 SUPERCHARGED

MOTOR: 3.0 TDV6 e 4.4 SDV8

POTÊNCIA: 306 CV a 575 CV

POTÊNCIA: 258 CV a 339 CV

TORQUE: 700 N

TORQUE: 640 a 740 N

PESO: 2.184 KG

PESO: 2.215 KG a 2.467 KG

VELOCIDADE MÁXIMA: 280 KM/H PREÇO SUGERIDO: DE R$ 469.950 A R$ 792.375

VELOCIDADE MÁXIMA: 250 KM/H PREÇO SUGERIDO: DE R$ 592.200 A R$ 707.600 Leitura Estratégica . 77


TEST DRIVE EXECUTIVO | LINCE TOYOTA

RAV4, UM HÍBRIDO COM PREÇO JUSTO Novo modelo chega forte no mercado e consolida posição de liderança da Toyota em carros elétricos e híbridos IARA NUNES E VINÍCIUS SERBETO O Toyota RAV4 2020 disputa espaço no segmento SUV médio, um dos mais difíceis do mercado brasileiro. Quase todas as marcas têm um representante (ou vários), e isso inclui desde as marcas chinesas até as desejadas marcas premium. Contudo, em sua quinta geração, o carro da Toyota chega completamente renovado, com mais requinte, espaço e, claro, desempenho. E um diferencial: híbrido, com preço justo. O novo modelo está disponível aos clientes nas versões S e SX. Nesta edição da Leitura Estratégica, na coluna Test Drive Executivo, o advogado Rodrigo Ludovico testou o novo RAV4 para a revista, com apoio e suporte operacional da Lince Toyota (confira na página seguinte). Muito mais moderno do que a geração anterior, o RAV4 agora é um modelo híbrido, ou seja, tem dois tipos de unidades de potência, cada uma com uma matriz energética: gasolina e eletricidade. Com seus três propulsores elétricos aliados a um motor 2.5 a gasoli n a , o RAV4 Hybrid entrega 222cv de po78 . Leitura Estratégica

tência combinada, mas com um consumo assustadoramente pequeno para os padrões da categoria (e também do segmento). A Lince Toyota recebe o modelo com muita expectativa, destaca Rodrigo Evangelista, gerente Comercial da concessionária. "É um carro muito esperado. Vai quebrar paradigmas quanto a inserção do carro híbrido no País."

Uma das principais diferenças entre os motores híbridos e convencionais é a presença de cabos grossos na cor laranja no cofre do motor e maior quantidade de componentes eletroeletrônicos. O veículo possui duas baterias, uma de baixa tensão de 12V para alimentar o sistema eletroeletrônico convencional e outra de 244,8V de alta tensão dedicada ao sistema híbrido.


AVALIAÇÃO Rodrigo Ludovico, Advogado Trabalhista

"O RAV4 HYBRID EM UMA PALAVRA? EXCEPCIONAL" Este é o meu terceiro RAV4 da Toyota, mas sinto como se a versão 2020 fosse um carro totalmente novo, ainda que possua a mesma identidade, o mesmo DNA. A motorização híbrida imprime uma arrancada diferente, o carro é silencioso, e seu consumo baixo. A posição de dirigir mudou, trazendo mais conforto. Eu sou um entusiasta de carros e por isso presto muita atenção. Tenho a sensação de que o carro transmite uma segurança e conforto muito acima do seu preço. Analisando o custo-benefício do produto, revenda, o pacote como um todo, percebo que ele consegue aliar toda a conveniência que se espera, como por exemplo com os sensores, o kit multimídia, preço justo e durabilidade. Já fui abordado na rua por curiosos quanto a aspectos como o consumo e preço, e todos se surpreenderam com os dois. Além desses carros, já tive outras marcas e modelos, mas nenhum deles me deu a confiança quanto à sua durabilidade como os da Toyota, nos quais eram necessárias apenas as manutenções padrão, como troca de

pneus e pastilhas. Para ser sincero, nunca tive nada que me aborrecesse com relação à marca, pelo contrário, tive boas surpresas. Eu tenho dois filhos, uma menina de 7 anos, e um menino de 11 meses. O carro veio com o sistema Isofix para fixação da cadeirinha, que facilita consideravelmente a instalação do bebê conforto e do assento de elevação, aumentando a eficiência do sistema. Além disso, o carro conta com um bom espaço interno, que comporta tranquilamente três adultos, as duas crianças, as bagagens, e o carrinho de bebê. Um carro de uso misto atende e dá conforto para quem anda dentro da cidade, por ter um porte que ainda não dificulta na hora de estacionar, e para quem anda no campo, pela sua robustez. Do ponto de vista da sua evolução em relação às versões anteriores falo sem hesitar que os maiores ganhos foram em dirigibilidade e o consumo. Conseguiram o mais difícil, que foi aprimorar juntamente a esses fato-

res a performance do carro, que de um motor que de 170 cavalos evoluiu para um de 222 cavalos. O RAV4 entrega respostas rápidas. Tem arrancada e torque excelentes, e devido ao seu câmbio ser CVT, a passagem de marcha é suave e tranquila. É interessante que no painel é possível ver como está o funcionamento do motor, e isso reeduca o motorista na forma de dirigir. A gente acaba apendendo a ter uma condução mais eficiente. Como sou eu verdadeiro fã de carros, eu leio e procuro informações do segmento constantemente. Já tinha visto que o carro chegaria ao Brasil, optei por aguardar e acredito que eu tenha sido um dos primeiros a adquirir o RAV4. Muitos me perguntam, por que Toyota? Eu digo que a marca é superior por sua durabilidade, confiabilidade, consumo e principalmente revenda. Sempre foi muito fácil passar o carro para a frente. Se eu pudesse resumir o RAV4 em uma palavra seria: excepcional. Leitura Estratégica . 79


TEST DRIVE EXECUTIVO | LINCE TOYOTA

LIDERANÇA NA VENDA DE HÍBRIDOS EM GOIÁS O gerente comercial da concessionária Lince Toyota, Rodrigo Evangelista, destaca a importância dos veículos híbridos da montadora japonesa neste novo cenário enfrentado pela indústria automobilística. O executivo ressalta que os veículos híbridos há muito tempo deixaram de ser o “carro do futuro” e passaram a ser mais que tendência, uma realidade. Evangelista ainda diz que o novo RAV 4 Hybrid alia economia de combustível, ótimo custo-benefício, baixo custo de manutenção e desempenho esportivo. A Toyota emplacou seu SUV médio como o segundo mais vendido no segmento com 29% do market-share, ficando atrás apenas do Kia Sportage (31%) e à frente do Hyundai Tucson (27%) e Honda CR-V (7%). "O RAV 4 é o SUV médio híbrido mais vendido do mundo." O gerente comercial lembra que a Toyota, em novembro de 2019, obteve 37% de participação no mercado nacional de carros híbridos. O sedan Corolla lidera o ranking com 35%, seguido pelo Prius, também da Toyota, com 11%, e pelo Ford Fusion, com apenas 0,5%. No mercado goiano, a marca japonesa lidera no segmento de sedans com 55%. No segmento de sedans convencionais, o Corolla liderou no nacional com 46%, enquanto que seu principal concorrente, o Civic, tem 22%. "Em Goiás, o Toyota ficou com 52% e o Honda com 30%." O RAV4 se destaca em segurança e recebeu nota máxima (5 estrelas) pelo Latin NCap. As duas versões recebem sete airbags, controles eletrônicos de 80 . Leitura Estratégica

Acima, fotos do novo carro em vários ângulos. Para Rodrigo Evangelista (foto), da Lince: "Até 2025, a Toyota pretende ter a maior parte do seu catálogo composta por veículos híbridos e elétricos."

estabilidade e tração, sistema Isofix para prender cadeirinhas infantis e controles eletrônicos de estabilidade e tração. A versão topo de linha SX do RAV4 Hybrid traz o pacote Toyota Safety Sense (TSS), que inclui sistema de alerta de mudança de faixa, controlador automático de velocidade adaptativo (ACC), sistema de pré-colisão frontal, comutador automático de faróis (alto-baixo) e frenagem autônoma de emergência. "A transmissão é automática e controlada eletronicamente." No novo modelo, a climatização da cabine ocorre mesmo com o motor termodinâmico desligado. "O carro híbrido é mais econômico na cidade do que na estrada, ao contrário do carro à

combustão, enquanto que o baixíssimo ruído de funcionamento exige bastante atenção dos pedestres, já que é difícil ouvir a aproximação do veículo", disse Cleyton Azevedo, especialista da Lince Toyota. O profissional destaca que a concessionária tem realizado cursos de capacitação para bombeiros em casos de resgate em acidentes envolvendo carros híbridos. "Este tipo de veículo é muito seguro, pois é resistente à água, em casos de enchente, e desarma diversos dispositivos em casos de impacto."


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EXECUTIVOS CENÁRIOS PARA EXECUTIVOS GOIANOS EM 2020 Qual o cenário para os executivos da região Centro-Oeste para 2020 e o qual balançao de 2019? Perguntamos ao director e partner do Fesa Group, Leonardo Massuda, que traduz da seguinte forma. Em 2019, houve uma retomada de contratações de posições executivas na região Centro-Oeste, sobretudo em empresas familiares que estão passando por um processo de amadurecimento de gestão, implantação da governança corporativa e muitas vezes a decisão de subida dos sócios que estavam na operação para o conselho. As áreas mais demandadas foram para as cadeiras de Presidência, Diretorias Financeira e Comercial de empresas de capital familiar e também por companhias investidas por capital estrangeiro. Na FESA Group, consultoria de recrutamento e estratégias de capital humano da qual sou Sócio Diretor, tivemos um aumento neste ano, na região, de 55% de clientes que possuem perfil de estrutura societária familiar. Para 2020, acreditamos que o Agronegócio, que sempre se mostrou uma economia pujante no Centro-Oeste, continuará se destacando, sendo que haverá uma forte demanda de contratações nas áreas comerciais para as revendas de insumos agrícolas, que estão em fase de consolidação no mercado e um movimento crescente de expansão do setor de maquinário agrícola. Teremos também uma forte retomada do mercado de veículos pesados, setor que em 2019 já possui uma expectativa de consolidação de crescimento na ordem de 33,8% no Brasil, e que no Centro-Oeste presenciamos vários grupos concessionários fazendo mudanças e ajustes na sua estrutura de pessoas para poder acompanhar esse crescimento, e que tende a refletir nos resultados do próximo ano.

SERRA BONITA SEMENTES O economista Tarcísio Hübner assumiu como CEO da Serra Bonita Sementes, de Formosa, após cumprir uma quarentena de quase um ano. Hübner era vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, onde também atuou como diretor de Distribuição. No banco estatal, o executivo ficou nove anos e acumulou ainda os cargos de superintendente no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. KRAFT HEINZ O químico industrial Nelson Hiroshi Nucada, após temporada em Portugal, foi contratado com Supply Chain Finance Specialist da Kraft Heinz. Nelson tem longa passagem pela AmBev (15 anos) e Farmácia Artesanal. 82 . Leitura Estratégica

NA PAUTA DOS CEOS A transformação digital de fato entrou na pauta e nas estratégias das médias e grandes empresas. Pelo menos, é o que apresenta a estudo da Coleman Parkes Research, com 1.400 executivos pelo mundo e 200, no Brasil. Até pouco tempo, os projetos da área digital eram encarados com ressalvas pelas lideranças. Recado aos CEOs: “O novo estudo identificou que aquelas empresas que conseguem gerenciar devidamente as expectativas das pessoas, manter os líderes seniores alinhados e garantir a colaboração com os parceiros certos terão maior sucesso.” O ROI leva cerca de um ano: 29% observaram um retorno comercial mensurável da transformação digital em menos de seis meses; 38% o observaram de seis a 12 meses; e 31%, de um a três anos. Apenas 2% disseram que o retorno demorou mais que isso.

CIFARMA A farmacêutica Cifarma tem novo gerente de Operações. Carlos Maga-

lhães, formado em Administração, com passagens pela Carta Industrial , CAOA, TecnoSeg e Clube Jaó.


MAQCAMPO JOHN DEERE Emanuel Messias da Silva é o novo gerente Corporativo de Serviços na Maqcampo (John Deere), de Brasília. Ele já atua há quase três anos na empresa e acumula passagem, como coordador regional da John Deere, onde respondeu pelas unidades Norte e Nordeste do grupo.

GRUPO NATUREZA Com experiência de cinco anos como gerente regional de expansão e supervisão da Carmen Steffens, Rafael Prado assumiu a Gerência Comercial do canal varejo do grupo goiano Natureza, onde vai cuidar de 44 operações das franquias, entre elas O Boticário, Quem Disse Berenice e Chopp Brahma Express.

GRUPO NOVO MUNDO José Guimarães é o primeiro executivo a assumir como CEO do Grupo Novo Mundo que não pertence a família Martins Ribeiro. Carlos Luciano, que ocupava o cargo, passa para a presidência do Conselho. Guimarães vai comandar 145 lojas, cinco centros de distribuição, e um faturamento superior a R$ 1,3 bilhão, com um detalhe que representa uma virada nos negócios no varejo. Deste faturamento total, 30% são resultado de vendas no canal on-line. O novo CEO do Novo Mundo tem mais de 20 anos de experiência no varejo nacional e está na empresa desde 2014. Antes, trabalhou quase uma década na Ricardo Eletro, metade deste período como diretor de Vendas.

ENREDO A expansão da Enredo ganha um reforço de peso. Gustavo Moura, sócio-fundador da SartreGumo Branding e com experiência em mercados de Zurich e São Paulo, chega na Enredo como sócio-diretor de Branding. Com a abertura do escritório em São Paulo, há um ano, Gustavo vai ajudar neste momento de nacionalização da Enredo, que atende, além dos clientes regionais, marcas como AmBev, Grupo Mitsui e Pacto Energia. Gustavo tem formação em identidade corporativa pela Academia de Artes em Zurique (ZHdK) e passagem pela WBG na Suíça e Gad’ Branding em São Paulo. "O objetivo é continuar apoiando clientes a serem mais competitivos", disse o executivo.

PEQUENO DICIONÁRIO EXECUTIVO Algumas palavras do mundo dos grandes negócios. Approach: Abordagem. ASAP: Sigla para a expressão “as soon as possible”, que significa “o mais rápido possível”. BPF: sigla para “Boas Práticas de Fabricação”. Comitê draft: Comitê de planejamento. Corporate purpose: Objetivo da empresa. Missão. Country Manager: Diretor geral em nível nacional. Disrupção: Inovações que criam novos mercados consumidores. Intern: Estagiário. JIT: Just-in-time, no momento exato. Técnica de gestão mercadorias para minimizar os estoques. Estoque zero. Primeiramente vende-se o produto para depois fabricá-lo. Visa minimizar os custos nas operações de estoque. Just-in-time knowledge: Ferramentas que reduzem as barreiras de tempo e espaço no acesso ao conhecimentos. E-learning, por exemplo. Kaizen: Conceito japonês de administração que significa aprimoramento contínuo -baixos investimentos aliados ao bom senso. Meetup: Encontro informal de empreendedores ou executivos para networking e discussão de negócios. MVP: Sigla de Minimum Viable Product – produto viável mínimo. Versão mais simples de um produto que pode ser lançada com o menor investimento de esforço. Leitura Estratégica . 83


JUSTIÇA | AGILIDADE

ARBITRAGEM, PARA MAIORES Especialidade e independência dos árbitros, confidencialidade, celeridade e flexibilidade são as principais vantagens da arbitragem. Empresas descobrem a arbitragem para soluções de conflitos complexos

LEANDRO RESENDE Se a arbitragem no Brasil e na maior parte dos países mundo afora é percebida como uma opção natural para a resolução de conflitos empresariais complexos e de grande porte, ou seja, para aquelas questões mais estratégicas dos negócios, em Goiás é preciso um esforço maior para não confundir com as cortes de conciliações criadas nos anos 1990, que formou um conceito distorcido na cultura jurídica e empresarial local. Mas os passos para essa nova compreensão estão sendo dados e, cada vez mais, empresas goianas de médio e grande portes recorrem aos grandes centros de arbitragem, a maioria em São Paulo, para solucionar conflitos de maior complexidade. Para Patrícia Kobayashi, secretária-geral do Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CAM-CCBC), referência no País, essa realidade já amadurecida no cenário de resolução de controvérsias se deve, entre 84 . Leitura Estratégica

Patrícia lista várias vantagens da arbitragem: rapidez, neutralidade e sigilo

vários fatores, à ampla liberdade que a arbitragem proporciona às partes para a escolha do profissional imparcial e independente mais qualificado para a resolução da disputa, além de permitir a adaptação do procedimento às necessidades do caso. O advogado goiano Marlos Nogueira diz que em Goiás a arbitragem teve problema de origem – foi inicialmente compreendida como um apêndice do Judiciário, similar a um juizado de “pequenas causas”, com uma dezenas de cortes em que o usuário ficava des-

confortável - desconfiado por ser em ambiente ligado à questão do conflito (como sindicatos, associações, etc). “Apesar de hoje já termos avançado com essa visão da arbitragem criada inicialmente em Goiás, de que não era uma alternativa à Justiça comum, ela cumpriu o seu papel: ajudou a desafogar o judiciário, induziu conciliação. E hoje a cultura jurídica goiana já avança para uma compreensão de que a arbitragem é, na verdade, uma ‘justiça privada’.” Patrícia Kobayashi aponta que a neutralidade, a flexibilidade, a celerida-


de e a confidencialidade deram forte ritmo de avanço da arbitragem moderna. “Desenvolveu-se para atender as necessidades da expansão das relações econômicas globais, sobretudo o aumento de acordos comerciais internacionais. As empresas que buscam arbitragem como método de solução de conflitos, prezando pela celeridade do procedimento e pela especialidade na definição de sua controvérsia, concentram-se em áreas como infraestrutura, indústria, logística, construção, imobiliário, farmacêutico e hospitalar, comércio nacional e internacional, bancário e financeiro”, disse ela. Para Marlos Nogueira, Goiás está avançando em enxergar a arbitragem como alternativa segura para casos mais complexos. “E acredito que, como escritório, a gente cumpre um papel nisso, porque sempre recomendamos arbitragem para nossos clientes quando o assunto é pertinente e o nível de valores é adequado”, disse, destacando que disputas de interesses econômicos acima de R$ 2 milhões a R$ 3 milhões já teriam custo-benefício justificável para compensar taxas e honorários de árbitros. O cliente tem uma celeridade muito maior com a arbitragem. Em média, 15 meses, enquanto que, em um mesmo processo na Justiça, pode ultrapassar 15 anos - com todas possibilidades de instâncias e recursos. "Eu atuo em um caso desde que formei, há 22 anos, em que não houve ainda solução. Por outro lado, na arbitragem não cabe recurso. A decisão é final”, disse Marlos, citando que, nas conversas informais, os profissionais 'simplificam' o conceito com uma analogia com o sistema de saúde, apontando que o processo no Judiciário é como se fosse o atendimento no SUS, e a arbitragem um plano de saúde particular. “Ou seja, na arbitragem o atendi-

Marlos: "Os árbitros são os profissionais que escrevem os livros que estudamos"

mento tem de ser diferente e, de fato, ser uma alternativa de solução de conflito, além de desafogar o Judiciário e resolver questões relevantes, que podem impactar a história da empresa, em um prazo curto. Dependendo da ação judicial, os recursos financeiros ou patrimonial são bloqueados por anos até julgamento definitivo, comprometendo até a gestão do negócio”, disse. “Quando você olha os nomes dos árbitros listados sugeridos por esses centros de arbitragem, como a Câmara de Comércio Brasil-Canadá, você vê profissionais que escrevem os livros em que estudamos, os doutrinadores. Isso representa a característica de independência da arbitragem. Eu atuo como advogado em arbitragens, mas também tive a experiência de ser árbitro, indicado por uma das partes - e os assuntos, na sua maioria se relacionam a fusões e aquisições. Ter essa visão de ambos os lados da mesa é bem importante. Essa

é outra vantagem da arbitragem: a indicação de árbitro pela parte. Quando um árbitro é indicado, a maioria dos regulamentos prevê que o presidente do Centro de Arbitragem tem de validar o seu nome, avaliar o histórico e atuação. Com isso, espera-se um julgamento por um especialista, e não por alguém que, ainda que excelente jurista, seja um generalista ou tenha pouco conhecimento/experiência do tema em discussão. O CAM-CCBC é a instituição arbitral brasileira com maior projeção no exterior, atendendo empresas de vários países segundo as melhores práticas da Arbitragem Internacional. Criado em 1979, já administrou mais de mil casos.

Neste QR-Code, leia entrevista completa da secretária-geral da CAMCCBC, Patrícia Kobayashi Leitura Estratégica . 85


BSB.NEGÓCIOS

LEANDRO RESENDE

CARROS ELÉTRICOS

O projeto VEM DF, lançado pelo governo do Distrito Federal, é inédito no País. Agora, pode-se compartilhar veículos movidos a eletricidade para frotas públicas (para servidores). O VEM DF oferece 16 carros elétricos do modelo Twizy, da marca Renault. Para garantir o carregamento dos veículos, serão instalados, por todo o Distrito Federal, 35 eletropostos (pontos de recarga) gratuitos e de uso coletivo, fabricados pela empresa WEG. Os veículos elétricos têm autonomia de até 100 Km e velocidade de até 80 Km/h. Os carros são monitorados pelo app e, para usálo, o servidor precisa de um cartão que seja cadastrado no sistema.

IESB/ RED RIVER COLLEGE O Centro Universitário IESB e o Red River College, do Canadá, assinam parceria que dará aos alunos da instituição brasileira a possibilidade de ter experiências em terras estrangeiras, além de abrir as portas para estudantes canadenses. A parceria ainda envolve cooperação na área de pesquisa e extensão. PALMA A Agropecuária Palma colocou no mercado uma linha especial, totalmente lac free, incluindo queijo Minas frescal e padrão, queijo prato, queijo tipo cottage e coalhada natural. Com mais de 50 anos, a empresa brasiliense chega em um novo momento na produção de laticínios a partir do leite tipo A, se firmando como referência de produtos de qualidade no CentroOeste graças ao investimento em 86 . Leitura Estratégica

ALICE SALAZAR STORE Alice Salazar Store escolheu o Pier 21 para abrir sua primeira loja na capital federal. A maquiadora e influencer tem 4,5 milhão de seguidores no Instagram e YouTube, há dois anos entrou no mercado de franquias. Multimarcas, com 30 linhas diferentes, a Alice Salazar tem também linha própria. Além de espaço para curso e treinamento profissional, loja tem um mini coworking para maquiadoras da capital.

melhoramento genético para chegar ao gado ideal das raças Gir Leiteiro e Holandês, que unidas deram origem a Girolando. Essa é exatamente a aposta da Palma, procedência natural a partir do leite 100% tipo A e produção de mais itens sem lactose, além do cuidado no trato animal.

LETS A plataforma de streaming genuinamente brasileira, a LETS, foi apresentada ao público brasiliense, no B Hotel, e chega com a promessa de favorecer a produção audiovisual nacional, além de fortalecer a cadeia do audiovisual do Centro-Oeste.


Por R$ 12,90, terá acesso a títulos dos grandes estúdios nacionais e internacionais, com mais de 2 mil filmes e séries, e já começa com uma meta ousada de, no primeiro ano, alcançar 1,5 milhão de assinantes. Primeira produção própria será filmada em Brasília, de Paulo Echebarria, com temática policial – estreia em junho de 2020. ALBERT EINSTEIN A Clínica Cettro, em Brasília, agora faz parte da Rede Einstein. A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein lançou, em 2019, a Rede Einstein de Oncologia e Hematologia – rede de instituições de tratamento oncológico que levará a qualidade e excelência do Centro de Oncologia e Hematologia Einstein Família Dayan–Daycoval pelo Brasil, que vai da prevenção ao home care, passando por todas etapas do tratamento do câncer. EMPLAVI O Platinum Mall, empreendimento comercial lançado em novembro de 2019 pela Emplavi, aposta na localização estratégica – na primeira avenida do Sudoeste – e conceito arquitetônico moderno. Lojas e salas corporativas têm de 44m2 a 97m2, com possibilidade de integração e adaptação a diversos tipos de negócios. KFC Já em sete Estados brasileiros, a KFC, rede norte-americana de frango frito no pote, desembarcou em Brasília. A previsão é chegar a cinco unidades: Conjunto Nacional, Águas Claras Shopping, Brasília Shopping e Iguatemi Brasília. A primeira unidade, no Pátio Brasil, vai bem, obrigado. HOB O Hospital Oftalmológico de Brasília, empresa do Grupo Opty, ampliou sua área de atuação com o

SÍRIO-LIBANÊS CONTA COM CD DO GRUPO ELFA Com um projeto que envolve um modelo de gestão colaborativa, o Grupo Elfa construiu, no Gama, o seu primeiro Centro de Distribuição e Operação Logística em Brasília. O projeto é integrado com o Hospital Sírio-Libanês. O modelo de distribuição inclui a SCM e Logística hospitalar, desenho holístico, otimização de custos no modelo de custos, planejamento, implantação de S&OP, otimização de estoques - considerando alavancas de capacidade e lead time de pedidos, e utilização de armazenamento semiautomático que possibilita um nível de serviço de 99%. As diretorias de Supply Chain da Elfa e de Logística do Sírio Libanês se envolveu por dois anos no projeto. O Centro de Distribuição Integrado Hospitalar da Elfa Brasília possui 4.000 m2, com 12m2 de verticalização, WMS Unilog (armazenagem, controle beira leito, unitarização, farmácias e pixels), armazenagem semiautomática Schaefer, mais de 2.500 posições paletes, localizada em um Condomínio Logístico capaz de possibilitar maior controle de acesso e segurança.

Centro de Estética HOB, localizado na 607 Sul. No espaço, são oferecidos tratamentos de Botox à Lipo de Papada, passando por cirurgia plástica ocular. O Opty é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 14 empresas oftalmológicas, 1500 colaboradores e mais de 450 médicos oftalmologistas.

HARLEY-DAVIDSON Waldyr Roma, ex-aluno de Administração da UnB, assumiu como diretor-geral da HarleyDavidson para América Latina. Com 43 anos e com passagem por GM, Toyota, Triumph e a própria Harley, o executivo chefiará os escritórios de São Paulo e Monterrey, no México. Leitura Estratégica . 87


BSB.NEGÓCIOS

DE SEDE NOVA VIASAT A empresa norte-americana Viasat, que procura parceiros no Brasil, anunciou abertura de um escritório em Brasília, estratégico para a companhia ficar mais próximo da Telebras, de quem é parceira. Em São Paulo, terá novas instalações. A Viasat é uma operadora de satélites e oferece serviços de conectividade. A empresa quer viabilizar a banda larga para empresas e residências; serviços de conectividade a bordo para aviação comercial e jatos executivos; e Wi-Fi comunitário para regiões mal atendidas.

NATIVAS GRILL ABRE UNIDADE EM BRASÍLIA A Nativas Grill, depois de se destacar no mercado goiano, continua sua expansão no Centro-Oeste. Em novembro de 2019, abriu sua primeira unidade em Brasília. A churrascaria tem também casas em Cuiabá, Ribeirão Preto e São Paulo (capital). A marca é do Grupo Prezotto, que detém mais quatro unidades com outro nome e dois hotéis. A unidade brasiliense segue o formato já conhecido pelos goianos, com rodízio de carnes, além de mesas de comida japonesa, de frutos do mar, de massas, de petiscos e de frios. A nova Nativas está localizada no SIA Trecho 15 e atende 500 pessoas.

CERVEJA PRAYA A cerveja artesanal Praya, com ingredientes naturais e posicionamento sustentável, segue o estilo de vida de seu idealizador e de seus três sócios, companheiros de copo e de esportes na areia, que se juntaram ao empreendimento em 2016. Com 2 mil pontos de venda, nos Estados do Sudeste, Paraná e Santa Catarina, Brasília é a primeira cidade fora do eixo Sul-Sudeste que a cerveja desembarca, com a meta de chegar a 6 mil pontos de venda. 88 . Leitura Estratégica

FIDA O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida) também abriu escritório em Brasília. A unidade brasileira será responsável também pelas operações da agência no Chile e funcionará como Centro de Conhecimento Sul e Triangular para América Latina e Caribe. O novo escritório funciona na Casa da ONU. O Fida promoverá intercâmbio de informações e experiências, trazendo novas soluções que possam ser facilmente replicadas em outros países, como iniciativas públicas para reduzir a pobreza rural. IN PRESS A agência de comunicação corporativa In Press Oficina, do Grupo In Press, empresa brasiliense mas de atuação nacional, inaugurou novo escritório em Brasília. A In Press Oficina conta com mais de 110 colaboradores e 50 clientes ativos, apenas na capital federal e vai aproveitar o novo espaço para implantar novos serviços, como produtos audíveis e de consultoria sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), além de continuar sua atuação em campanhas de causa e propósito.


NOVOS NEGÓCIOS | DRONES

BRASÍLIA POR

UM OUTRO ÂNGULO

De entretenimento, drone ganha status de negócio, conquista espaço em várias áreas da economia, da arquitetura ao agro Até pouco tempo, pilotar um drone era um entretenimento. Hoje, também é um negócio. Na capital federal, um dos destaques do segmento é a Drone Brasília, fundada em 2013. “Estamos prontos para mostrar os acontecimentos por outra perspectiva. Os drones ou vants são os novos preferidos da tecnologia. São como mini-helicópteros com câmeras de alta resolução que fazem vídeos 4K

e fotos em alta definição. Proporcionam mobilidade pelo seu tamanho reduzido e são capazes de imagens únicas”, afirma Carlos Moreira, diretor da empresa, destacando que os equipamentos são registrados e homologados na Anatel e Anac. A Drone Brasília atende clientes de várias áreas, com vídeos institucionais de empresas, ensaio e festa de casamento e qualquer evento social, construção civil, loteamentos, reportagens jornalísticas, propaganda política, cobertura de solenidades e de eventos esportivos. Entre os clientes da Drone Brasília estão: Rede Globo, OAB-DF, Mold En-

genharia, Uber, Odebrecht, Dom Filmes, Atacadão, Syngenta, Spotfy, Extra, Quantico, Nicolândia, Vila Mix, Park Shopping e mais dezenas de clientes. "Não só Brasília, somos procurados para atender clientes em todo País", disse. O que antes era voltado para fotografia, a diversidade das atividades de aeronaves não tripuladas está se multiplicando, de rastreamento de suspeitos de crimes a fiscalização de rodovias. Com as novas tecnologias, soluções estão sendo desenvolvidas para negócios urbanos e no agronegócio. "É um serviço que exige experiência e equipamento de ponta", disse Carlos Moreira. Leitura Estratégica . 89


CADERNO DE OPINIÃO PEDRO BITTAR Empresário e diretor do MBC

O novo modelo:

QUAL?

A reforma tributária é a “mãe de todas as reformas”, pois tem o poder de remodelar todo sistema de produção do País. Remodelar é, antes de tudo, modificar para melhorar ou para piorar. Porque, de fato, mexer neste tabuleiro seria traçar um novo roteiro da industrialização do País para as próximas décadas. Os tributos, via ICMS, redefiniram a expansão industrial do País nos últimos 40 anos. Como serão as próximas décadas da indústria brasileira? Só a reforma tributária dirá. Vai centralizar nos Estados ricos ou descentralizar, que foi mérito dos incentivos fiscais? Essa resposta, vai depender do encaminhamento do novo modelo tributário do País. Do outro lado do balcão, a reforma, para os governos, deveria ser como um pacto federativo, contrabalancear a distribuição de recursos arrecadados dos contribuintes. Assim teria também o poder de reformular o sistema de financiamento da manutenção da gigantesca estrutura estatal brasileira. Reformular o sistema de produção privada do País é “osso”, diria, um desafio. É como enfiar a mão na caixa de marimbondos. A longa, mas atual, crise econômica que passa o País limitou não apenas o setor privado, mas impôs um limite na expansão da arrecadação. Para muitos, reformar os impostos no País também tem troféu de dizimar a guerra fiscal, ou seja, o uso do ICMS por Estados menos desenvolvidos para se industrializar e crescer. É ponto pacífico, reformar tributos é dar aos Estados ricos mais força retirando o poder de Estados remediados e pobres de usarem o imposto estadual para financiar seu fortalecimento econômico. 90 . Leitura Estratégica

Mesmo neste longo ciclo de quase seis anos de recessão-estagnação, alguns Estados, como Goiás, expandiram suas receitas em dois dígitos. Mas não foi uma expansão pura, com elevação das receitas de impostos diretamente ligados à produção. Entre malabarismos e contorcionismo, Goiás, por exemplo, improvisou receitas extraordinárias para sobreviver à crise, com privatização, elevados empréstimos, renegociação da dívida e depois, recente, judicialização da dívida negociada para suspender pagamento, além de, principalmente, vários ataques aos incentivos fiscais, que de força do desenvolvimento, foi se tornando – pela inescrupulosa conveniência dos governos e incapacidade de se assumir ineficiente – o vilão das contas públicas. Tampa-se o sol com a peneira, usa verba de publicidade e cargos para barganhar, "demonizando" os incentivos, mas a conta chega com baixo investimento e alto desemprego industrial. As gestões a frente dos governos goianos mexeram tanto nos desembolsos dos programas de incentivos fiscais que os deformaram. Empobreceram-no a ponto de massacrar seu diferencial competitivo na captação de indústrias. Só para ilustrar, Goiás perdeu a Unilever e não colocou nada proporcional no lugar. Tivemos outras perdas, mas a maior delas foi a confiança dos investidores em Goiás. Ficam as perguntas: Como investir no Estado com atitudes bipolares diante das empresas? Sem este modelo de crescimento, qual será a nova política econômica desenvolvimentista? Ficamos no aguardo.


JOSÉ MÁRIO SCHREINER Presidente do Sistema Faeg/Senar, vice-presidente da CNA, deputado federal e produtor rural

Agro forte do CAMPO À CIDADE Fomentar oportunidades de negócios e parcerias com pesquisa sempre foram iniciativas para alavancar a tecnologia no campo. Com a nova gestão da Faeg, eleita no dia 4 de novembro de 2019, a missão é intensificar o processo de inovação e fortalecer as cadeias produtivas da agropecuária. O plano de trabalho vai da excelência na representação do produtor rural ao fortalecimento da classe, com o objetivo de tornar o ambiente rural cada vez mais competitivo e produtivo. A nova diretoria se compromete a aprimorar as ações de fortalecimento do setor, a capacitação da mão de obra, ampliar o assessoramento técnico com o objetivo de melhorias na produção e geração de renda a todos os produtores independente do porte. A inauguração do Campo Lab como um laboratório na sede da Federação chega para impulsionar a questão tecnológica do campo à cidade. As startups são importantes ferramentas que vão beneficiar o produtor rural. Outro destaque de trabalho ainda para este ano é a divulgação do aplicativo multiuso denominado “Porteira”, cuja plataforma é pioneira e proporciona integração dos serviços utilizados pelo produtor como: parte comercial, capacitações, segurança pública e eventos realizados pelo Sistema e Sindicatos Rurais.

No País, de acordo com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), existem cerca de 15 mil startups. O Brasil é o 6º maior mercado de atuação de startups e Goiás almeja concentrar boa parte desses negócios. Vamos trabalhar juntos para aumentar as possibilidades ao produtor visando a busca da evolução das políticas públicas e segurança jurídica, focados na produção rural sustentável e moderna. A Faeg completou 68 anos de fundação representando 60 mil produtores goianos e o trabalho de expansão tecnológica da agricultura e pecuária é realizado em conjunto com diversas parcerias públicas e privadas que estão sendo mobilizadas. Como deputado federal quero também ampliar a assistência técnica e gerencial, bem como a extensão rural, evoluirmos na questão tributária, e melhoria da logística e segurança, além de desenvolver as cadeias produtivas para que o ambiente seja ainda mais favorável à geração de emprego e renda. O desenvolvimento da agropecuária está presente em cada dirigente, produtor, na sociedade, lembrando que os desafios existem, mas serão superados com união e muito suor. Muitos desafios precisam ser superados para que o Agro seja reconhecido e se configure cada vez mais, no setor que orgulha este Estado e a Nação.

Leitura Estratégica . 91


LUIZ ANTÔNIO DE SIQUEIRA Advogado na LAS Advogados Associados e contador

Reformas

DA REFORMA

A reforma trabalhista de 2017 é um marco na evolução das relações trabalhistas no País. Até chegar à esta ampla reforma, foram décadas de evolução no formato dos negócios no Brasil e no mundo, além de distorções e judicializações. Essas centenas de interferências na velha lei trabalhista criaram, na prática, regras trabalhistas ancoradas em jurisprudências e, em algumas situações, práticas não previstas na legislação que foram sendo adotadas em comum acordo entre os dois lados, trabalhadores e empregados. A página foi virada há dois anos, com as novas regras dando poder de negociação entre as partes no que se refere à remuneração, plano de carreira e jornada de trabalho, entre outras. A nova norma, aprovada para flexibilizar o mercado de trabalho e simplificar as relações entre trabalhadores e empregadores, não é algo pronto e acabado. Desde então, movimentações no sentido de alterá-la, ampliando ou reduzindo sua ação, foram frequentes. Duas delas, mais recentes, têm maior impacto. Em setembro, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei da Liberdade Econômica, que, entre outras medidas, traz um minireforma trabalhista, ao trazer novas alterações com o intuito de desburocratizar e simplificar as relações de trabalho e, assim, acelerar o crescimento da economia. Nesta nova leva de mudanças de 2019, destaca-se a Carteira de Trabalho digital, o controle de 92 . Leitura Estratégica

jornada obrigatório somente para empresas com mais de 20 empregados e a extinção do e-social. A outra medida que prevê mudanças ainda está em andamento, mas já avançou bastante. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, no fim de outubro, um projeto de lei que revoga trecho da reforma trabalhista para restabelecer restrições à concessão da jornada de 12 horas de trabalho por 36 horas. Com isso, se aprovada, a jornada de 12 por 36 será restrita e só poderá ser aplicada em caráter excepcional e em atividades que a demandem por características especiais. Pela lei atual, permite que seja feita em acordo individual escrito, acordo ou convenção coletiva. Esse Projeto de Lei do Senado segue agora para análise na Comissão de Assuntos Sociais, em decisão terminativa. É um passo atrás retirar o direito do trabalhador ou categoria negociar sua jornada de trabalho com as empresas. Discutir mudanças e adotar correções é natural em qualquer lei, mas é preciso dar maior espaço de tempo para que a modernização da legislação trabalhista seja de fato implantada e o melhor embasamento seja formado sobre seus principais temas. Nem as viúvas da velha CLT têm condições de avaliar seriamente o impacto das novas regras, muito menos propor o retorno ao atraso. Vamos dar tempo ao tempo.


SANDRO WALDECK Advogado na Waldeck Advogados Associados

Brasil e o acordo EUA-CHINA Dia e noite, o noticiário econômico toca no assunto do acordo entre as potências econômicas China e Estados Unidos. Aliás, fechou agora a primeira fase acordo – após 18 meses de tensa conversa. O que temos a ver com essa briga? Vamos lá. Para o Brasil, melhor seria sem o acordo. É que um acerto comercial força os chineses a comprarem, entre outros, produtos agrícolas norte-americanos – um dos motivos dessa queda-de-braço – o que pode ser um míssil perdido no agronegócio brasileiro. O acordo vai vingar? Tem enorme chance, basta o interesse dos dois lados quererem. Na pancada, formou-se um bloco econômico. Essa guerra comercial prevê um compromisso de compra de US$ 30 bilhões a US$ 50 bilhões dos produtores norte-americanos. A China aceitou e vai poder vender sem tarifas seu produto nos EUA. É uma trava gigantesca do poder de compra chinês, que tem liquidez e condições, de comprar onde quiser. Os EUA querem colocar uma camisa de força nos chineses, que querem vender aos norte-americanos. Donald Trump, presidente dos EUA, sofre grande pressão interna dos agricultores. Aliás, são com eles que o presidente norte-americano conta para a reeleição. E quanto mais o debate político se aproxima, quanto mais a pressão interna fecha o cerco, maior é a necessidade do governo mostrar serviço. Se para uns, o serviço no passado era caçar Bin Laden, para os produtores americanos, mostrar serviço é algemar neles o mercado chinês. Trump colocou a China na parede. Nessa, o Bra-

sil pode ficar só com o troco, já que o país asiático hoje é o mercado comprador forte do agronegócio brasileiro, levando um terço de tudo que os brasileiros vendem no comércio internacional. É certo que este acordo, em primeira fase, deve aliviar a pressão que está guerra comercial provocou, uma tensão recorrente, com indicadores e cotações andando sem rumo certo. Mas nada se pode declarar sobre o pós-acordo ou do que será a segunda fase. Porque o mercado chinês, após a acerto com os EUA, pode encolher para todos fornecedores agrícolas, e crescer para os norte-americanos, artificialmente. Em economia, nada artificial dura ou se estabelece sem efeitos colaterais. É a isso que se precisa ficar atento. Com o acordo, muda toda estratégia comercial mundial de exportação. É um novo tabuleiro, um novo panorama na batalha de negócios internacionais. Nos EUA, o acordo com a China é um caminho dos norte-americanos para fortalecer sua posição no mercado internacional do agronegócio. O olhar deles é no Brasil, com quem divide a posição de maiores fornecedores mundiais de commodities agrícolas. É fato que o acordo Mercosul-União Europeia, que o presidente Jair Bolsonaro não é tão apoiador, isolou os EUA e gerou incômodo. A China, neste mapa dos compradores mundiais, seria a melhor resposta para os concorrentes – um troféu. Os chineses compram, anualmente, US$ 100 bilhões do Brasil. Imagina essa “cota” americana sendo exercida, o risco para o Brasil perder mercado é gigantesco e os chineses, de pagarem mais caro. Leitura Estratégica . 93


RUBENS FILETI Empresário e presidente eleito da Acieg

Mais valor ao

EMPRESÁRIO

Empreender é um ato de coragem. É o enfrentamento forçadamente amistoso de três lados opostos: empresários encurralados, setor público falido – independente da instância ou região do País – e de uma sociedade paralisada, que encara o empresário com distanciamento e feroz antipatia, ao mesmo tempo que tem um olhar de respeito ao setor público, apesar de uma crescente raiva e ânsia de protesto. O recorrente desajuste das contas públicas está enraizada na forma de construção do poder no Brasil por séculos, com os governos no centro do “universo” da sociedade brasileira, exigindo respeito por bem ou por mal, uma devoção e respeito oriunda dos primórdios imperiais. As contas públicas falidas originam daí, do pouco questionamento e da subserviência, da aceitação de um discurso pronto. O passado de armas e leis aos inimigos e cargos, benesses e desvios para amigos e parentes vive hoje no inconsciente social – se é que as coisas, disfarçadamente, não funcionem assim. Se do Século XVIII até hoje, o poder estatal é praticamente inquestionável, boa parte da raiva se direcionou para outro oposto, os empresários. Séculos de uma vingança incentivada pelos poderosos de todas as épocas. O mal da polarização. Tirar o foco da sua falcatrua é essencial e, claro, toda sociedade precisa de um vilão. Justo o empresário, que produz riquezas, assume riscos, não tem seguro nem imprime dinheiro (...) mas ostenta uma condição melhor, fruto de trabalho e trazendo contigo dezenas e centenas de pessoas. No erro de poucos e na ostentação de alguns, criou um ser do mal, um monstro social e pecaminoso, um destruidor: o empresário. Em outros países, admirado, valorizado. No Brasil, no mínimo, suspeito número um. Mas o Brasil real, bem informado e com cabresto reduzido – porque os mandatários têm perdido o po-

94 . Leitura Estratégica

der de influência e o terror social funciona menos em populações mais ‘estudadas’ – começa a conhecer a figura do empresário. E, surpreendentemente, adere às ideias empreendedoras, percebe que se de um lado gera riqueza, do outro, quase nada – consome superfluamente quase tudo que arrecada, sem quase nada devolver, entregar ou agregar para o social. Aos poucos a sociedade brasileira está se aproximando das ideias positivas e empreendedoras, da eficiência de gestão e conhecendo os riscos que correm o sujeito que se mete a empresariar. Quebrando tabus, rompendo com regras prontas e “endeusamentos”. E neste novo modelo, o da vida real (sem reis e realeza), desconfiar é fundamental. Por isso, já se tem um princípio básico, de vencer preconceito: nem todo empresário é bom; nem todo político é ruim. E, observe, que o empreendedorismo é crescente. Os modelos de inclusão (com foco inicial no imposto, claro) do Simples e no MEI, criados há 20 anos e 10 anos, respectivamente, mudam essa questão conceitual. Isso é um choque social. O sujeito que vivia a criticar ou policiar o empresário, passa a ter seu negócio e entender que a faca está no seu pescoço 24 horas, o risco é só seu. Qual o risco do Fisco? Quem paga a conta? E as questões vão se multiplicando e as luzes acendendo. O empresário não é um ser do mal. Junto aos trabalhadores, carregam o País nas costas e geram riquezas. A questão é como estas riquezas são administradas. É uma onda gigantesca de empresários que surge diariamente. E, com eles, um novo pensamento. Em mais 10 ou 20 anos, teremos um novo Brasil. Precisamos falar mais disso para que prós, contras, verdades e mentiras sejam redefinidas, que se interrompa o preconceito e se estimule a reflexão, que levará a ação. Nós, da Acieg, propomos o debate.


GIOVANNA DUTRA Sócia na TG Core

Fundos imobiliários no

CENÁRIO ATUAL Apesar do tom mais restritivo da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central do Brasil, a mediana das expectativas de mercado para a meta da taxa Selic encontra-se em 4,50% a.a. para os anos de 2019 e 2020, um corte adicional de 0,5 ponto percentual sobre a taxa atual que já encontra-se na mínima histórica. O último dado disponível na série de expectativas é 2023 e aponta para uma meta para a taxa Selic em 6,50%, muito inferior ao observado nos últimos anos. O referido cenário para os juros tende a impulsionar sobremaneira o setor imobiliário, que já vinha ensaiando recuperação após longo período em baixa. De acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), os lançamentos e vendas de unidades residenciais no primeiro semestre de 2019 superaram em 15,4% e 12,1%, respectivamente, os dados do mesmo período de 2018. O cenário acima descrito também guarda especial relação com um dos tipos de investimentos que mais tem crescido no Brasil, o de Fundos de Investimento Imobiliário (FII), por um simples motivo: quanto menor a taxa Selic, menor a rentabilidade absoluta dos investimentos tradicionais em renda fixa. Desta forma, ao procurar oportunidades de investimento que ofereçam prêmios com relação à renda fixa tra-

dicional e com perfil de risco controlado, o investidor acaba se deparando com os FII e encontra algumas características interessantes, como o fato de os ativos dos fundos serem lastreados em imóveis, a familiaridade que a maioria das pessoas possui com o mercado imobiliário, além da renda recorrente proporcionada pelas distribuições de resultados que, na grande maioria dos fundos, é mensal e isenta de Imposto de Renda . Além do exposto acima, sempre é válido citar a liquidez do investimento em FII que, sendo negociado em bolsa de valores, tem a venda de suas quotas infinitamente mais fácil que a venda de um imóvel. Por último, e não menos importante, os FII contam com gestores especializados que observam diuturnamente aspectos como pulverização da carteira, vacância, além de analisar o perfil de risco de devedores e locatários. Com tantas vantagens, o número de investidores em FII saiu de próximo a 100 mil no início de 2018 para 470.098 até o fim de setembro de 2019, compostos, preponderantemente, por pessoas físicas. Em termos de volume, também até setembro, a média diária de negociações foi de R$ 96 milhões, contra R$ 46 milhões apurados em 2018. O ano de 2019 já superou 2018 em termos de número de ofertas públicas, o que deve trazer ainda mais investidores, inclusive os institucionais, chancelando os FII como uma excelente maneira de poupar para os brasileiros.

Leitura Estratégica . 95


LUÍS ALBERTO PEREIRA Engenheiro civil, presidente do Sistema OCB/SESCOOP-GO, vice do Sicoob Uni e um dos fundadores do Sicoob Engecred-GO

As cooperativas DE PLATAFORMA

estão chegando Nunca se falou tanto em tecnologia nas cooperativas como agora. Também, pudera, a transformação digital está mudando nossas vidas e deve alterar o futuro do cooperativismo. Mas o setor não encara essa mudança de uma forma passiva e muito menos intimidada. As cooperativas já estão se mobilizando para mostrar que há uma nova maneira de construir essa economia digital, mas seguindo o conceito cooperativista: um modelo de negócio a serviço das pessoas. Uber, Airbnb, Facebook, Amazon, além de serem empresas de altíssimo valor de mercado, têm algo em comum: todas são estruturadas com base em plataformas digitais. E nesta mesma base o cooperativismo começa a desenvolver e aplicar o seu modelo de negócios. O cooperativismo precisa criar seu próprio jeito de inovar. Para isso, no Sistema OCB/SESCOOP-GO estamos estruturando o coworking de inovação – Inovacoop, visando produzir uma ambiência favorável às novas tecnologias e inovações, estimulando, inclusive a criação de cooperativas de plataforma. Mas o que são as cooperativas de plataforma? Os princípios cooperativistas já são naturalmente baseados no contexto de economia compartilhada. Mas faltava um conceito para fazer o cooperativismo pegar carona na economia digital e colaborativa, e esse modelo é o cooperativismo de plataforma, uma proposta de empreendimento que combina os princípios e os valores do cooperativismo com o imenso potencial disruptivo das novas tecnologias da informação. O conceito “cooperativismo de plataforma” foi utilizado pela primeira vez por Trebor Scholz, professor 96 . Leitura Estratégica

de cultura e mídia e autor de livros sobre o tema. Basicamente, ele defende que a ideia de economia compartilhada que temos hoje vende ao público a noção de que é possível ganhar mais, tendo liberdade de escolher quando e por quanto tempo se quer trabalhar, com a vantagem de não estar subordinado a um chefe direto. Mas, segundo o autor, essa nova forma de trabalho ofertada por alguns aplicativos de serviço pode ser, na verdade, uma armadilha para a precarização dos direitos do trabalho. Hoje, por exemplo, um motorista de aplicativo de transporte de passageiros divide o resultado de seu trabalho com os donos da plataforma que utiliza. Desse modo, inova, mas acaba por conservar um modelo de trabalho que aproveita a mão de obra do trabalhador em busca do maior lucro possível, sem lhe dar nenhuma garantia ou segurança jurídica. Essa questão alertou pesquisadores dos EUA e da Europa que começaram a se perguntar: não seria mais justo que os motoristas fossem os verdadeiros donos do negócio? E foi aí que o cooperativismo de plataforma ganhou espaço. Ao redor do mundo, a ideia pegou. Existem pelo menos 350 cooperativas de plataforma atuando em 26 países. Nos EUA, por exemplo, as cooperativas de plataforma têm impactado tão positivamente que Nova York foi a primeira cidade do país a criar um fundo exclusivo para o financiamento desse tipo de empreendimento. Por aqui, há muito o que se fazer ainda, mas já demos o primeiro passo. E temos certeza de que esse é só o começo de mais uma história de sucesso do cooperativismo.


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gennesys.com Leitura Estratégica . 97


98 . Leitura EstratĂŠgica *Imagens ilustrativas. Consulte modelos disponĂ­veis.


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