MERCADO DE MOTOS PREMIUM IGNORA CRISE. BOAS OPÇÕES DE COMPRA
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OS MAIORES SALÁRIOS DE GO E DF Médico, gestor, engenheiro, tabelião? Confira as categorias que ficaram na frente na corrida pelos melhores salários em 2018, em Goiás e no Distrito Federal. Leitura Estratégica apresenta estudo inédito, com dados oficiais.
+ ENTREVISTAS: IAN BAIOCCHI MARCELO 'PIQUIRAS' HAIKAL HELOU
NO 7 - MAIO 2019 R$ 25,00
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GSA, A CAMPEÃ DE GESTÃO
Empresa estreia série de matérias especiais da Leitura Estratégica que vai trazer cases reconhecidos pelo mercado como campeã de gestão. GSA saltou de faturamento de R$ 7 milhões (2002) para R$ 220 milhões (2018).
Leandro Resende Publisher
LIXO Na nova economia, lixo não é problema, é negócio. E a Resíduo Zero Ambiental sabe disso.
PARQUE DO CERRADO – LEDWAVE – VIVENCE – DESINDUSTRIALIZAÇÃO – HOTEL BANDEIRANTES – SISTEMA B
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EDITORIAL LEANDRO RESENDE - CEO e Diretor de Redação
O dedo na
ferida
Peço licença e permissão ao nosso qualificado púbico leitor para desviar do assunto. Este espaço poderia ser ocupado para falar do desempenho da nossa publicação, cada vez mais forte e chegando à 7ª edição enquanto dezenas de títulos de impressos são fechados todo ano, ou mesmo da nossa chegada a Brasília, além dos nossos veículos digitais – lançados com pompa no DF em dezembro. Poderia usar cada linha para avançar sobre os temas desta edição, escolhidos e executados a dedos por nossa habilidosa equipe. Mas, não. Prefiro aqui me dedicar a colocar o dedo onde muitos podem dizer que não devo – mesmo porque, podem tentar dizer, nem cobrimos política. A questão é que existe uma ferida aberta, sangrando – podemos passar com cara de paisagem ou chamar atenção para a necessidade de uma reflexão individual: a quem interessa jogar pedra na imprensa? Primeiramente, não é corporativismo. Não somos da imprensa tradicional e, comercialmente, nos valorizamos quando empresários elevam nosso papel de “nicho”, “diferenciado”, “imprensa com foco” e quaisquer adjetivos que nos dão para diferenciar. Mas não importa, pois é um ativo social que está sendo depredado. A pergunta por trás das pedras é: a quem interessa desqualificar a imprensa? A imprensa vive um momento complicado do
CEO E DIRETOR DE REDAÇÃO Leandro Resende CONSULTOR DE NEGÓCIOS Jun Hasegawa PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Dobson Borges CONSELHO EDITORIAL Beyle de Abreu Freitas Carlos Luciano M. Ribeiro Fernando Maia
José Alves Filho Leandro Coutinho Leandro Resende Pedro Bittar Rubens Fileti Salvador José Pinto Neto TEXTOS Annelise Justo Carla Oliveira Iara Nunes Izabela Pavetits Leandro Resende Luisa Dias
Karine Rodrigues COLUNISTAS Fernando Dantas Leandro Coutinho Leandro Resende Francisco Carlos PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Juliano Rodrigues ILUSTRAÇÃO Antônio Carlos Schonarth
próprio rumo do seu conteúdo. Do rádio, jornal e TV há uma fuga do conteúdo qualificado, que leva ao empobrecimento da cobertura, em sua maioria. É visível que a internet, um novo e poderoso canal, abalou o consumo de conteúdo e afetou a produção do veículo tradicional e a política comercial. É fato. Mas, e as pedradas? Como usou muito (e funcionou), o ex-presidente Lula, sempre se valeu de uma parábola futebolística. Há uma década, a narrativa anti-imprensa acirrou. Foi exatamente quando políticos ganharam cartão vermelho da sociedade por roubalheiras. A imprensa era inimiga da corrupção e não da nação. Expulsos, os políticos, tentando não serem expulsos sozinhos, passaram a agredir a imprensa, para levá-la junto. E, na eleição e após, surfando neste antagonismo já nascente, os políticos repetiram a estratégia. Tirar a imprensa do jogo é quebrar uma perna do binômio de defesa da democracia (justiça + imprensa), que questiona e se opõe ao poder. Temos de corrigir práticas na imprensa, melhorá-la, cobrar qualidade, assim como na política. Mas, quase ninguém ganha com estas agressões – a não ser os que sabem que a mudança os tirará do jogo. O editor. FOTOS E TRATAMENTO Jota Eurípedes Joãozimar Oliveira SITE Diagram Design Quântico APOIO OPERACIONAL Lorena Resende
Redação - Pautas (62) 99125-9526
Comercial - Anúncios (62) 99125-9526
jornalismo@leituraestrategica.com.br
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A Leitura Estratégica é uma publicação da Leandro Resende Publisher (LRP), marca da Contemporânea. O conteúdo dos artigos e colunas é de responsabilidade dos autores.
GRÁFICA Flex Gráfica
Leitura Estratégica . 7
SALÁRIOS CAMPEÕES
28| EM ESTUDO INÉDITO, LEITURA ESTRATÉGICA AVANÇOU EM DADOS OFICIAIS DO CAGED E MINISTÉRIO DO TRABALHO PARA MOSTRAR OS MELHORES CONTRATOS DE TRABALHO ASSINADOS EM GOIÁS E DISTRITO FEDERAL, NO ANO PASSADO.
8 . Leitura Estratégica
MAIO 2019 - No 07
REPORTAGENS 14 | FUSÕES E AQUISIÇÕES Desde o ano passado, mercado está aquecido para compra, venda e fusões de empresas.
23 | ENTREVISTA: IAN BAIOCCHI Dono de quatro restaurantes em Goiânia, o jovem chef fala sobre carreira, futuro e sonhos profissionais.
34 | O VALOR DO LIXO Empresa goiana se destaca com tecnologia e modelo de padrão internacional para tratar resíduos.
38 | CAMPEÃS DE GESTÃO Matérias especiais sobre a GSA, empresa destaque, e análise de especialista sobre gestão de alto desempenho.
46 | AGRONEGÓCIO COM TECNOLOGIA Automação de processo tem ajudado empresas agrícolas a serem mais eficientes e produtivas.
52 | MOTOS PREMIUM, MERCADO SEM CRISE Motos de alta cilindrada fazem parte do sonho de consumo do brasileiro e molda estilo de vida dos clientes.
62 | PARQUE DO CERRADO Maior parque urbano de Goiânia está na gaveta, faltando detalhes para ganhar forma e atrair investimentos.
65 | HISTÓRIA Tudo de importante em Goiás girava em torno do Hotel Bandeirantes, forte na cidade entre os anos 60 e 80.
72 | CONVERSA COM CEOS O bate-papo foi de Marcelo Batista, do Restaurante Piquiras, com Haikal Helou, do Hospital Santa Mônica.
+ MATÉRIAS
+ COLUNAS
+ OPINIÕES
45 | STARTUPS: APOIO
10 | DIÁLOGO 12 | MEMÓRIA 18 | DIRETORIA 48 | GESTOR RURAL 56 | VEÍCULOS 58 | VENDER OU VENDER 60 | EXECUTIVOS 80 | BSB.NEGÓCIOS
84 | PEDRO BITTAR 85 | JUSCIMAR RIBEIRO 86 | LUIZ A. DE SIQUEIRA 87 | SANDRO WALDECK 88 | WALMIR CUNHA 89 | GIOVANNA DUTRA 90 | LEONARDO PRANDINI
50 | SISTEMA B 68 | DESINDUSTRIALIZAÇÃO 70 | VIVENCE HOTÉIS 82 | LEDWAVE
Leitura Estratégica . 9
DIÁLOGO E-MAILS E MENSAGENS ENVIADAS À LEITURA ESTRATÉGICA
CONEXÃO GO-DF
Conheci a Leitura Estratégica em dezembro e já a considero uma leitura indispensável para os residentes do trecho Brasília-Goiânia. O conteúdo da revista é atual, dinâmico e reflete o que está acontecendo no mercado. A matéria sobre os empresários da região mostra que, independente da diferença comportamental, tanto os empresários goianos como os brasilienses estão empenhados em aumentar a produtividade, gerar mais empregos e atrair mais riquezas para seus Estados, cada um, com o seu "jeito de ser". O retrato feito pela edição nos motiva a aplaudir os empresários e lhes desejar muito sucesso. Nahyana Viott, da Fernandes, Figueiredo, François e Petros Advogados (DF)
CORAGEM
"Como sou nova em Goiás, estou aprendendo um pouco mais da cultura desse Estado. E percebo que a revista Leitura Estratégica têm muito a investigar e ter coragem de falar a verdade, é o grande desafio de um jornalista." Miria Feliciano, coordenadora de Custos e Patrimônio CAOA (Anápolis)
REGIÃO DA 44
A matéria “Vamos Vestir o Brasil!” acertou no ponto e na análise em relação ao que representa a Rua 44 para a economia de Goiás. Uma região cuja escala é dos milhões em negócios realizados, vendas e investimentos e mobiliza dezenas de milhares de pessoas, e tem o potencial de realizar o objetivo, proposto no texto, de “desbancar o Brás, em São Paulo”. O desafio é enorme, pois demanda investimento e o desenvolvimento de soluções tecnológicas e urbanas cujo escopo é maior que a capacidade dos atores diretos envolvidos: os comerciantes, os clientes e os empreendedores. Será necessário o envolvimento dos setores público e privado. Mário Neto, diretor do Grupom
OBRIGATÓRIA
A Leitura Estratégica é um projeto ousado e diferenciado, uma referência em revista de negócios. Uma leitura obrigatória para se manter atualizado com as novidades e com o que de mais importante acontece no mundo empresarial. Marley Rocha, diretor da Goiarte FALE COM A LEITURA ESTRATÉGICA Envie sua opinião, criticas e sugestões para a publicação WhatsApp (62 99125-9526) ou mensagem no Facebook (facebook.com/ Leitura-Estrategica). Informe ainda seu nome, cidade onde mora, cargo e empresa. Por motivos de clareza ou espaço, os textos poderão ser publicados resumidamente. Para contatos comerciais, use também o WhatsApp (62 99125-9526).
10 . Leitura Estratégica
"ESPELHO MEU"
O relacionamento entre pessoas e organizações se transformou. A evolução da tecnologia é um fator que contribuiu para este processo, pois, o cliente tem acesso a informações com facilidade e por isso se tornou mais exigente, mais questionador tanto quanto ao preço, qualidade, causas e valores. Neste novo cenário, é possível observar Cias mais inovadoras, admiradas e lucrativas do que outras? Por que algumas despertam lealdade por parte de clientes e funcionários? A reportagem “Espelho, Espelho Meu” da revista Leitura Estratégica edição de nº 6, discorre sobre a mudança de perfil dos gestores neste novo cenário. Acredito que as respostas estão relacionadas, intimamente, a um propósito que as inspiram a dar o melhor de si em prol de uma causa – o seu porquê. Maicon A. de Oliveira, gestor em Controladoria e Processos na Agro Ferragens Luizão, Rondonópolis (MT)
"Uma campanha que marcou muito a minha infância foi a da Faber Castell com a música “Aquarela” do Toquinho. Lembro-me de assistir a letra da música sendo transformada em uma animação colorida na tela da TV. Como era uma canção que gostava e costuma ouvir com frequência, as cenas me encantavam, pareciam sair da minha imaginação. O comercial marcou a minha infância unindo tudo o que me atraía quando eu era criança: música, cores e desenho"
“Tenho lembrança de duas grandes marcas, a Disneylândia e a TAM. Na primeira visita ao parque temático fiquei impressionado com a organização e o funcionamento do complexo sem interrupções e com todo o fluxo de público, como é até hoje. E a TAM com toda a história de empreendedorismo do Rolim Amaro. São dois fortes exemplos de gestão empresarial”. Rodrigo Abreu e Lima, Diretor Geral do Hospital DF Star e Regional do Grupo Oncologia D'Or
Lídia Abdala, Presidente Executiva do Sabin Medicina Diagnóstica
MEMÓRIA As histórias da maioria das empresas se perdem, quase nunca são contadas. Exemplo evidente de um País que pouco ou em nada valoriza suas empresas. Esta coluna resgata boas experiências e lembranças de clientes, funcionários e proprietários, que citam marcas que permanecem em sua memória décadas depois. Conheça os relatos de quatro personalidades do mundo dos negócios sobre empresas que fizeram parte de suas vidas, em momentos diferentes.
"Puxando pela memória, a primeira empresa que vem a minha mente é o Armazém Martins. Quando pequeno, em Corumbaíba, lembro-me dos caminhões. A cidade era rota deles. Também abasteciam o comércio local, de pequenas mercearias. Recordo-me até da figura de vendedores do Martins, dos palms para fazer pedidos, uma inovação fora do normal para aquela época." Munir Calaça, Gerente de Relações Institucionais do Rio Quente Resorts (Aviva)
12 . Leitura Estratégica
"Vem a minha memória a Blockbuster (em Goiânia, a principal era na Praça Tamandaré, depois adquirida pela Americanas). Era uma empresa que durante muito tempo a gente frequentava, principalmente, aos fins de semana para locar filmes. Mas com a evolução da TV a cabo e de serviços de streaming, como a Netflix, caiu em desuso. Algumas locadoras continuam resistindo heroicamente, mas a Blockbuster sumiu do mercado." Mauro Machado Médico, diretor da Clinica dos Esportes e vice-presidente do Goiás E.C.
tg core
NEGÓCIOS | FUSÕES E AQUISIÇÕES
CAPITAL ESTRANGEIRO FAZ A FEIRA NO BRASIL Crise favorece busca de sócio para empresa e até comprador. Operações nem sempre ganham a mídia. No trimestre, foram mais de 230 negócios, um quarto com estrangeiros As operações envolvendo compra e venda de negócios no Brasil não saem das páginas dos jornais e revistas de economia. No entanto, ganham manchete as operações que envolvem bilhões, empresas icônicas e que, além de gigantes, envolvem várias bandeiras, multinacionais. No entanto, este mercado de fusões e de compra de empresas não se restringe ao que aparece na imprensa. Em paralelo às negociações mais divulgadas, existem, em um ritmo bem ativo, um universo diverso de operações, também nas casas das centenas de milhões de reais, que são aquisições e fusões de grupos menos conhecidos, mas de relevância regional e nacional. Envolvida em várias operações, a Treze Capital, uma butique financeira goiana que, entre outras especializações, é um ativo player neste mercado de M&A. Sabe-se que a Treze atuou diretamente na venda de 30% da Foco Agro para a Adama e também na alienação de 70% da atividade agrícola da Sinagro (por meio da empresa 3SB) para a Brasil Agro, entre outras operações que o mercado fica sabendo depois – quando fica, pois muitas vezes se une ou vende negócios em que a melhor estratégia é se dar o mínimo de publicidade. A Treze, por exemplo, não comenta sobre as operações, a pedido dos clientes, das negociações que atuou. Apesar de pouco ter se comentado 14 . Leitura Estratégica
sobre fusões e aquisições neste primeiro trimestre do ano, é um mercado que movimentou R$ 29, 5 bilhões. Discreto, mas operante. Foram, em três meses, 223 novos negócios, segundo dados da Transactional Track Record (TTR), em parceria com a LexisNexis. Para o executivo Rondinely Leal, que já participou de negociações e transições de operações de grande porte, alguns setores dominam o M&A no País, concentrando mais de 50% das operações: tecnologia, financeiro, transporte e logística. “O que cresceu, de janeiro a março, foram operações com empresas de internet, que avançou 6%”, disse. O que tem expandido também é a compra de participação de empresas brasileiras por companhias estrangeiras, que o mercado identifica como operações inbound. Somente no último trimestre, foram 58 transações, avanço
também de 6%. “O momento de dificuldade da economia faz com que o empresário busque um sócio, nacional ou estrangeiro, ou até mesmo que se desfaça de algumas empresas ou marcas”, disse Rondinely. Os norte-americanos seguem como investidores mais ativos no País, com 23 operações, que somadas ultrapassam a marca dos R$ 3 bilhões em investimentos. Espanha e México também enxergam no Brasil uma oportunidade de negócios. "Os ativos brasileiros estão baratos. E este movimento só não é maior por dois motivos: insegurança com a economia, se a estagnação vai se prolongar por muito tempo, e questões de compliance, pois muitas estrangeiras têm evitado países com histórico de corrupção e desvios. E o Brasil foi destaque mundial com a Lava Jato, o que acende o sinal de alerta para investidores."
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INDEX EMPRESAS, INSTITUIÇÕES E EXECUTIVOS CITADOS NA EDIÇÃO
EMPRESAS ABC 3SB 14 1929 Tratoria Moderna 24, 25 Abic 48 Abissal C. Sustentável 50, 51 Abrelpe 34 Aché 60 Acieg 60, 61 Adama 14 Adial 68 Agener 80 Agro Ferragens Luizão 10 Agrodefesa 48 Ahpaceg 72 Albert Einstein 73, 74, 76 Algar 61 Algar Tech 21 Amor FM 22 Anfavea 56 Aparecida Shopping 76 Arisco 84 Armazém Martins 12 Associação Hospitais de Portugal 73 Atlanta Music Hall 21 Aviva 12, 19 B Cerrado 51 B Hotel 81 Bahren 76 Banco Central 86 Bilenge Engenharia 22 Biosev 21 BLab 50 Blockbuster 12 BMW 49, 52, 53, 54 Bob’s 80 Bozano 22 BR Home Center 60 Bradesco 74 Brascan 74 Brookfield 74 Broward University 80 Caged 8, 30 Cambury 61 Casas Bahia 57 Caoa 10, 56 Cave Piano’s Bar 67 CBEXs 61 Cevel 60 Chery 56
16 . Leitura Estratégica
Chez Monino 24, 25, 26 CJ Selecta 61 Clarion Biociências 21 Clínica dos Esportes 12 CNA 22 CNM 57 Coca-Cola 61 Coco Bambu 73 Codese 73, 76 Conab 46 Costa do Sauípe 11, 19 Coty 61 Country Clube Goiânia 75 DEF Dasa 80 Deustche Bank 61 Diagram Design 7 Disneylândia 12 Do.iT 60 Doing Business 41 Dona Raiz 39 Ecoblending 36 Ecofarmacos 36 Ecologic 36 EcoVR 36 Elanco 80 Eli Lilly 80 Embrapa 48 Embratel 61 Empreender em Goiás 83 EMS 60 Enredo 60 Euroamérica 61 Externato São José 61 Faber Castell 12 Faeg 45 Falconi Capital 19 Fecomércio DF 81 Fecomércio GO 74 Fesa Group 30 FFFP Advogados (DF) 10 FGV 42, 61, 85 Filigrama 70, 71 Fieg 60 Flamboyant S. Center 18, 63, 73 Flyworld 22 Foco Agro 14 Fogo de Chão 75 Fonte da Vida FM 22 Ford 56, 57 Frutos de Goiás 19
SAGA u 49, 52, 53, 54, 61, 84
Frutíssimo 19 Fundação Aroeira 61 Fundação Dom Cabral 61 GHI Geolab 60 Goiânia Shopping 63 Goiás E.C. 12, 61 Goiás Rã 48 Goiarte 10 Govendas 20 GPA 60 GSA Alimentos Capa, 9, 38, 39, 40 Grá Bistrô e Rooftop 25, 26 Grande Hotel Araxá 66 Grupo Cereal 46 Grupo D’or 74, 81 Grupo Ecoparticipações 34 Grupo The1 61 Grupom 10 Hard Rock Hotel 18 Hard Rock Café 18 Havan 21 Hotel Bandeirantes Capa, 9, 62, 65, 66, 67 Hospital DF Star 12, 32 Hospital Santa Mônica 9, 72 Hospital Sírio Libanês 32 Hunt‘s 19 Hypera 61, 84 Hyundai 56 Iate Clube RJ 67 IBGE 29, 46, 68
ICA 88 Icatu Seguros 81 ICNA 22 Icon Aviation 57 Idag 85 Ideb 40 Ifag 45 IGDC 85 Instagram 75, 76 Instituto Flamboyant 61 Instituto Total 50 ITA Transportes 55 ITSS SAP 43, 46, 47 Íz Restaurante 25, 26 JKL Jaime Câmara 60, 84 Jeep 57 Juceg 61 Kalunga 22 KBL 91 KPMG 40, 45 La Place 70, 71 Laboratório Atalaia 80 LAS Advogados 86 Ledwave Capa, 9, 77, 82,83 LexisNexis 14 LG 61 Lojas Americanas 12 Louis Dreyfus 21 MNO Mabel 39
Macro Rótulos 81 Mackenzie 61 Marlos Nogueira Adv. 20, 50, 51 Marol 3,4, 20 Maxxsoft 44, 60 MBC 84 McDonald’s 22 Medley 60 Mellore Alimentos 19 Meridional TCS 90 Ministério do Trabalho 8, 29, 30 Ministério Púbico GO 35, 36 Moinho Goiás 67 Monino Buffet 25 Monsanto 80 MPL 60 Mubadala 21 Netflix 12 NewInc 51 Nissan 57 Novo Mundo 84 O Globo 42 O Popular 73 OAB GO 85, 88 Oba Hortifruti 22 Oncologia D'Or 12 Oracle 80, 81 PQR Pão de Açúcar 60 Passarela das Artes 71 PepsiCo 39 Petz 22
Pier 21 78, 79 Piquiras 9, 72, 73, 74, 75, 76 Piracanjuba 81 Polo Empresarial Goiás 39 Porsche 56 Pousada das Cavalhadas 70, 71 Primordialle 27 PUC GO 61 Quântico 4, 5, 81 RAP Vida 73 Receita Federal 86 Red White 60 Rede D’or 32 Rede Fonte de Comunicação 22 Refresco Bandeirante 60 Renault 57 Resíduo Zero Capa, 34, 35,36 Rio Quente Resorts 12, 19 Romanhol Advogados 19 Romanhol Business 41, 42 STU Sabin 12 São Francisco (Hosp.) 73 SBDP 85 Seapa 48 Sebrae GO 45 Senac GO 61 Senac SP 24 Senar GO 22, 45, 48 Senior Advanced 60 Sementes Goiás 20 Sepe Goiânia 73 Shopping Estação Cuiabá 22 Sinagro 14, 61 Sírio Libanês 73, 74, 75 Sistema B Capa, 49, 50, 51 Sociedade Americana de Jornalismo76 Soma Desenvolvimento 31 Somos Todos Gigantes 50 Super Safra 20 TAM 12, 67 Tauá 21 TCU 85 TecAgro 20 Terra Mundi 50, 51 TecnoShow 57 TG Core 13, 89 Transactional Track Record (TTR) 14 Transoft 81 Treze Capital 14
Triumph 49, 52, 53, 54 UFG 48, 61 UFU 61 Unialfa 61 União Química 80 Unilever 61 Unimed 75 Univem 61 University of Edinburgh 90 VXZ Vega 61 Vetoquinol 21 Villa Mix 71 Vivence H e Resorts Capa, 9, 70, 71 Vivence H. Suites Palmas 70, 71 Vivence H. Suites Goiânia 70, 71 VCI Holding 18 VW 57 WY Waldeck Advogados Associados 87 Warburb Pincus 22 World Bank Group 41
Carlos Alberto Oliveira (Caoa) Christiano Quinan (CBEXs) Cláudio Carvalho (NewInc)
56 61 51
DEF Cesar Augusto 22 Cleber Gouveia 66 Delson Leone 37 DJ Oliveira 66 Domingos Neto (Monino) 26 Eike Batista 21 Enéas Pestana (BRHC) 60 Euclides Barbo (Juceg) 61 Fábio Tinel (Sinagro) 61 Fernanda Terra (Terra & Vecci) 68, 69 Flávio Faria (GSA) 39, 40 Flávio Castro (Sepe) 73 Francisco Carlos 58, 92 Francisco C. Neto (Aviva) 19 Frei Confaloni 66 GHI Geraldo Maia (Saga)
52, 53, 54
EXECUTIVOS ABC Aksel Krieger (BMW) 52 Aldo Grassi (Moinho Goiás) 65, 67 Alejandro Echeagaray (BMW) 53 Alessandro Reis (CJ Selecta) 61 Alessandro Sisan (Vega) 61 Amadeu Lettieri (Bandeirantes)65, 66, 67 Amado Batista (Amor FM) 22 Anderson Schemberg (Fesa) 30 Anibal Freitas (LG) 61 Antônio Fagundes 67 Antônio Lima Neto (Seapa) 48 Arthur Rezende 66 Beto Rassi 74 Bruno Zafalão (ITSS) 47 Caetano Veloso 67 Camila Storti (Abissal) 51
Geraldo Rocha 63 Gladstone Souza 21 Giovanna Dutra (TG Core) 9, 89 Guilherme Takeda 63 Haikal Helou Capa, 59, 72,73,74,75,76 Hélio Lage Poli (Bandeirantes) 65 Ian Baiocchi Capa, 9, 23, 24, 25, 26 Irapuan Costa Jr 66 JLK Jaime Diogo (MPL) 60 Jefferson Ramos 37 Joaquim Machado (Bandeirantes) 65 João Alves (Arisco) 84 João Grego (DoiT) 60 João Paulo Lemann (3G) 19 João Ricardo Gusmão (Flamboyant)63 Johann Schimidit 66 José Mário Screiner 45
Jordana Morales Juscimar Ribeiro Leonardo Prandini Lídia Abdala (Sabin) Liz Marilia Vecci (Terra & Vecci) Lourival Lousa (Flamboyant) Luiz A. de Siqueira Luziano Martins (Novo Mundo)
70, 71 9, 85 9, 90 12 69 62 9, 86 84
MNO Maicon Oliveira (Agro Luizão) 10 Marcelo Piquiras (Piquiras) Capa, 59, 72,73,74,75,76 Marcello Antunes 81 Marco Antônio Fernandes (Geolab) 60 Marcos Tateishi (Piracanjuba) 61 Maria Betânia 67 Mário Neto (Grupom) 10 Marley Rocha (Goiarte) 10 Marlos Nogueira 50, 51 Maurice Silva Rosa (Rede Fonte) 22 Mauro Borges 67 Mauro Machado (Clínica dos Esportes) 12 Miria Feliciano (Caoa) 10 Munir Calaça (Aviva) 12 Nahyana Viott (FFFP) 10 Nauginel Prado 37 Otávio Lage Filho (Adial) 68 PQR Paulo Batista (ITSS) 47 Paulo Guedes (Economia) 22 Pedro Bittar (MBC) 9, 84 Ralf Magalhães (Deustche Bank) 61 Roberto Carlos 67 Rodrigo A. e Lima (DF Star) 12 Rodrigo Santos (Cereal) 46 Rogério Mendes (Piracanjuba) 61 Rolim Amaro (TAM) 67 Rommel Sena (Passeio) 61 Ronaldo Caiado 48, 68
Rondinely Leal Rose Barbosa (Soma) Rubens Fileti (Acieg)
14 32 60
STU Sandra Persijn (Fieg) 60 Sandro Mabel (Fieg) 60 Sandro Scodro (GSA) 39, 40 Sandro Waldeck 9, 87 Sérgio Roriz (Resíduo Zero) 34, 35, 36, 37 Siron Franco 66, 67 Toninho (Saga) 84 VXZ Vanessa Morales (Vivence) 70, 71 Vicente Falconi 21 Victor Leal 38, 39, 40 Viviane Lettieri 65, 66,67 WY Walmir Cunha Wanessa Romanhol
9, 88 19
Wellington Romanhol Wesley Marques Werner Schaal (Porsche) Willian do Vale Willian Falcomer
41, 42 37 56 60 81
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DIRETORIA HARD ROCK CALDAS NOVAS: ESFRIOU Para se hospedar em um dos 355 luxuosos quartos e suítes do Hard Rock Hotel Caldas Novas o turista precisará, antes de tudo, ter imaginação. O texto que divulgava o megaempreendimento no Cerrado goiano ainda alertava: “chegue de carro, de avião ou com o seu próprio helicóptero (...)”. O oásis das águas termais, como citava o texto, não está mais nos planos imediatos da franquia norte-americana – pelo menos extraoficialmente. O resort em Caldas Novas pode até não sair do papel, mas o restaurante no Shopping Flamboyant está nos planos – o mesmo formato (restaurante em shopping) vai ser adotado em Fortaleza. O projeto de um hotel da bandeira americana em Caldas Novas surgiu após uma sequência de vai e volta na política de investimentos. Até dezembro de 2017, o hotel seria em Brasília, quando foi redirecionado para a “cidade das águas termais”. Foi lançado site, política comercial, com foco também no modelo de férias compartilhadas. Mas, já no fim de 2018, após captar R$ 371 milhões em debêntures e de fundos de investimento asiático, o grupo VCI Holding, que toca os projetos, anunciou que vai construir dois hotéis no Brasil: São Paulo e Natal. As recentes matérias da empresa, quando fala em uma
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terceira cidade para expansão, cita Recife. Assim, o projeto de Caldas Novas, com “quatro piscinas termais, bar molhado, três restaurantes, três VIP lounges e um centro de eventos totalmente equipado com o que há de mais moderno em termos de som e iluminação”, esfriou. Especialistas do setor e empreendedores do setor de turismo das regiões não acreditam na viabilidade do projeto. O projeto de São Paulo será no bairro Jardins, com 240 quartos, enquanto o de Natal, terá 500 quartos, no município de Extremoz. A VCI tem obras de hotel em Fortaleza e está programado para começar projeto no Paraná – Ilha do Sol. Ao contrário dos projetos do Ceará e do Paraná, que o Hard Rock comprou empreendimentos em dificuldades financeiras, o projeto de Caldas Novas iria começar do zero. Especialistas em turismo apontam que os projetos Lagoinhas (CE) e Ilha do Sol (PR), assim com Caldas Novas, são de mercados secundários ou regionais, sem o poder de atração, por exemplo, do Rio de Janeiro ou capitais do Nordeste. A meta da VCI é ter 2400 quartos em operação até 2025 – até lá, quem sabe, Caldas Novas volte a fazer parte dos planos do Hard Rock Café.
LEANDRO COUTINHO e LEANDRO RESENDE
MELLORE APROVA PLANO DE RECUPERAÇÃO
AVIVA: A HOLDING DO RIO QUENTE A aquisição da Costa do Sauípe pelo Rio Quente Resorts levou a uma necessidade: unir todos os produtos turísticos e hoteleiros do novo grupo. Aviva, nova marca do grupo, é a holding detentora das marcas Rio Quente, Costa do Sauípe, Hot Park e Aviva Vacation Club (antigo Rio Quente Vacation Club). "Em 2015 iniciamos uma jornada para transformar a indústria do turismo e dobrar a empresa de valor. Com a aquisição da Costa do Sauípe atingimos esse objetivo e nos tornamos um gigante nacional", discursou Francisco Costa Neto, CEO do Grupo Rio Quente. "Hoje temos 2,7 mil apartamentos e a previsão de investir mais de R$ 1 bilhão até 2025. Mas isso não nos satisfaz. E é só o começo", completou. Outro projeto revelado pelo Grupo é o funcionamento do Hot City, previsto para 2021. O novo produto do Rio Quente Parques será uma atração para o público adulto, com um centro de atrações gastronômicas, de entretenimento e lazer no horário da noite.
A Mellore Alimentos conseguiu aprovar seu Plano de Recuperação Judicial, com o apoio de 96,54% dos credores presentes. A empresa do ramo frigorífico, com sede em Betim (MG), possui atuação nas Regiões Sudeste e CentroOeste do Brasil e teve seu Plano de Recuperação Judicial (PRJ) elaborado pela equipe da Romanhol Advogados – de Goiânia. Dentre os principais pontos do Plano de Recuperação Judicial, está uma redução de R$ 48 milhões no endividamento da empresa, além de um alongamento de 15 anos para o pagamento da dívida. Segundo Wanessa Romanhol, advogada da Mellore, após a aprovação do PRJ com o maciço apoio dos credores, a empresa conseguirá formar novas parcerias estratégicas, superando, assim, a crise imposta ao setor de frigorífico.
GOIANA HUNT’S VIRA FRANQUIA A Hunt‘s é uma loja especializada em produtos de pesca, camping, airsoft, militaria, tabacaria e cutelaria que estreou no mercado de franquias. Atualmente, a rede tem lojas em Anápolis, Aparecida e Brasília, que atua na venda de acessórios, vestuários, equipamentos táticos, munições (BBs) e até venda e manutenção de armamentos airsoft para caça, pesca e camping. A loja alcança 90% do mercado local desse esporte.
FRUTOS DE GOIÁS A marca goiana Frutos de Goiás, de picolés e sorvetes, que se espalhou pelo Brasil passa por uma nova mudança de nome. De Frutos do Cerrado foi para Frutos de Goiás e, inicia um novo ciclo, com o nome Frutíssimo. Leitura Estratégica . 19
DIRETORIA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA VENDER O goVendas é fruto de mais 10 anos de P&D em Big Data e Inteligência Artificial (IA). A solução foi criada por uma equipe de doutores e mestres em computação que tem como propósito hackear o que se conhece de Inteligência em Vendas promovendo a transformação digital do comercial de seus clientes. Atualmente, na carteira, indústrias e distribuidores sugerindo quais clientes o vendedor tem de contatar com maior chance de vender, diariamente. Se for vendedor de campo, ainda sugere a melhor rota. Explorando o que há de melhor em Inteligência Computacional, o goVendas ajuda clientes a atender 100% da carteira e aumentar o faturamento sem aumentar o custo operacional. Todos os dias, o goVendas analisa o histórico de vendas dos últimos anos, perfil do
cliente por porte, número de funcionários, frequência de atendimento ideal, dia preferencial do cliente, restrições de entrega, dentre outros, para determinar qual cliente tem maior potencial de compra. Humanamente, é impossível fazer isto uma vez por mês para cada vendedor. O goVendas faz isso diariamente.
ASSALTO A BANCO: “DORMINDO COM O INIMIGO”
GRUPO TEC AGRO E SUPER SAFRA UNEM NEGÓCIOS Dois grandes grupos empresarias goianos ligados ao agronegócio uniram operação em dezembro. Com exclusividade, o Brasília Empresas – site de negócios da Leitura Estratégica – apurou que a operação conjunta começou em janeiro, com previsão de consolidação e integração da plataforma de atuação ainda no primeiro trimestre. O valor da operação não foi revelado. O grupo Tec Agro, fundado em Rio Verde, há 22 anos, é composto por três empresas: Tec Agro, Sementes Goiás e Armazéns Tec Agro, com mais de 400 colaboradores e negócios em várias cidades do Estado. Já a Super Safra é especialista em insumos agrícolas de grandes marcas, com canais de distribuição no Sul e Sudoeste do Estado, e matriz em Goiatuba. O assessoramento legal da operação, por parte do Grupo Super Safra, foi realizado pelo escritório goiano Marlos Nogueira Advocacia Corportariva e a Marol cuidou da parte contábil e financeira. 20 . Leitura Estratégica
Existem várias formas de roubar um banco. A mais comum, ainda do tempo dos faroestes e dos bang-bangs, é entrar no banco, ameaçar com um revolver no caixa e pedir para colocar a grana em um saco. Mas, com o tempo, várias modalidades surgiram – desde explodir caixa, carro-forte a assaltos digitais. Mas, a Polícia Federal descobriu e prendeu uma organização criminosa que fazia diferente. Recrutava gente do banco (estagiários e terceirizados), que instalavam equipamentos para permitir a invasão e as fraudes. Onde foi isso? Goiânia, Brasília e São Paulo. Se fosse escolher um nome de filme para essa história, seria: “dormindo com o inimigo.” Só em 2018, a estimativa é que o grupo desviou R$ 30 milhões. Sete foram presos. A operação da PF foi batizada de Bandeirantes como uma referência à denominação dada aos sertanistas do período colonial que, a partir do início do século 16, penetraram no interior do Brasil em busca de riquezas minerais, sobretudo, ouro e prata.
A DUDA, DA ALGAR A inteligência artificial vai ocupando seus espaços. Robôs, bots e personagens virtuais que interagem com clientes já estão disseminados. Um bom exemplo é a Duda. Ela é agente virtual de cobrança da Algar Tech – multinacional brasileira especializada em gestão de tecnologia, relacionamento com cliente e serviços de telecom. No primeiro ano de “trabalho” da Duda, a assistente com inteligência cognitiva realizou mais de 285 mil atendimentos com 73% de taxa de retenção, ou seja, sem a necessidade de atendimento humano. Em seu primeiro ano, a tecnologia também foi capaz de um número de acordos de dívidas superior à 33 mil, com um recorde de 526 negociações fechadas em um único dia – número 17 vezes do que a média de um atendimento humano. No total, os valores envolvidos superaram R$ 24 milhões. A Duda é capaz de elaborar uma proposta de pagamento em menos de 20 segundos ao se utilizar de tecnologias como inteligência artificial e métodos preditivos, além de integração com plataforma de CRM e contextos de negócios.
FALCONI Vicente Falconi sempre orientou grandes compradores – entre eles, Jorge Paulo Lemann. Agora, o consultor é que vai às compras. O fundo Falconi Capital tem R$ 300 milhões para aquisições. Foco inicial: agronegócio. TAUÁ As obras de um resort da rede Tauá em Alexânia já estão avançadas – com previsão de inaugurar em julho de 2020. É o primeiro projeto do grupo fora da Região Sudeste e estão previstos investimentos de R$ 130 milhões. Empreendimento terá 400 apartamentos. SAÚDE PRIVADA O espólio do império de Eike Batista foi parar nas mãos do fundo Mubadala, de Abu Dhabi, e um dos mais capitalizados do mundo. Além de vários negócios no Brasil, o foco agora é saúde privada, começando por compra de hospital em São Paulo – mas não vai parar por lá.
VETOQUINOL FINALIZA AQUISIÇÃO DA GOIANA CLARION Em abril, a francesa Vetoquinol confirmou a aquisição da Clarion Biociências, laboratório veterinário goiano. Com faturamento de R$ 84 milhões por ano e fundada em 1998, a Clarion está entre os 15 maiores do País. O valor do negócio não foi revelado e a multinacional teria comprado 90% da empresa. O diretor comercial, Gladstone Souza, deve permanecer à frente da operação.
LOUIS DREYFUS A reorganização da trading global de commodities Louis Dreyfus, com redução do endividamento, inclui a venda de usinas de etanol e açúcar no Brasil, por meio da sua empresa no País, a Biosev. Sem revelar quais unidades podem ser vendidas, fontes apontam para uma no Centro-Oeste e outra em São Paulo. Considerando uma paralisada no Mato Grosso do Sul, a Biosev tem nove unidades no Brasil.
HAVAN A rede de lojas Havan, enfim, vai desembarcar em Goiânia. Ensaiou há dois anos, não deu certo. Agora é definitivo e já procura dois terrenos que possam ser instaladas as duas primeiras lojas na Grande Goiânia. Espaços nas BRs e GOs que cortam Goiânia estão sendo avaliados. O que emperra é que a rede catarinense tem um padrão de prédio, bem diferente dos prédios nos imóveis até então oferecidos. Leitura Estratégica . 21
DIRETORIA
PETZ A rede de pet shop Petz avança no mercado brasileiro – que, segundo o IBGE, tem mais de 132 milhões de animais de estimação e movimenta R$ 32,9 bilhões. Após entrada do fundo americano Warburb Pincus, em 2013, empresa saltou de faturamento de R$ 200 milhões para perto de R$ 1 bilhão. Em Goiânia, expandiu para o endereço tradicional, na T-63, parte do terreno que ocupava o McDonald's.
OBA A segunda unidade da Oba Hortifruti, em Goiânia, foi aberta em dezembro, no Bueno, na Avenida T-63, mantendo forte o seu slogan “uma fazenda na cidade”, o conceito “farm”. É vizinha do Petz. O cliente se sente dentro da fazenda, com ambientações cênicas, personagens interativos e instalações personalizadas.
BILENGE Tanto a Oba Hortifruti quanto o Petz, na Avenida T-63, teve a Bilenge Engenharia à frente da obra.
moedas estrangeiras e venda de pacotes personalizados.
AMADO BATISTA Um fenômeno no rádio por décadas, o cantor Amado Batista agora é dono de uma. O artista comprou a emissora de rádio Fonte da Vida FM, de Anápolis, e mudou o nome para Amor FM. A rádio, tradicional na música gospel e programação evangélica, se tornou desde o fim do ano passado em rádio sertaneja. De Anápolis, o sinal da rádio é captado em toda Grande Goiânia. O estúdio, que era na capital, foi transferido para Anápolis. O veículo, que está no ar há 16 anos, pertencia ao pastor César Augusto, da igreja Fonte da Vida, e do empresário anapolino, Maurice Silva Rosa, pertencente à Rede Fonte de Comunicação. FLYWORLD A franquia de viagens Flyworld chegou em Palmas, com unidade que comercializa viagens nacionais, internacionais, passagens aéreas, além de cruzeiros marítimos, intercâmbio, hotéis e locações. A operação também oferece assessoria para vistos consulares, compra de 22 . Leitura Estratégica
CHOCOLATERIA O recém-construído Shopping Estação Cuiabá ganhou ponto de venda da franquia Chocolateria Brasileira. No Centro-Oeste, a marca já tem unidades no Mato Grosso e Distrito Federal. KALUNGA Também em Cuiabá, o mesmo shopping entrou no plano de expansão da Kalunga, rede varejista de suprimentos para escritório, informática, material escolar e papelaria. 40 ANOS A rede Oba acelerou sua expansão e tem entre seus acionistas o fundo Bozano (que tem à frente o ministro da Economia, Paulo Guedes). A rede completa, em 2019, 40 anos de mercado e, com 40 lojas, está presente em Goiás, Distrito Federal e São Paulo. CHILE Desde 2010, o Chile não importa mais carne do Mato Grosso. Na época, focos de febre aftosa foram descobertos. Sinalizando bom gesto de boa vontade com o governo Bolsonaro, uma dia após sua posse, os chilenos deram sinal verde para voltar a importar a carne do Mato Grosso.
DESAFIO AGRO STARTUP A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está de olho nas startups existentes em todo o País voltadas para o agro. A entidade iniciou em fevereiro um mapeamento com objetivo de conhecer o grau de maturidade das agtechs e, posteriormente, ampliar para o resto do Brasil, trazendo a metodologia de mapeamento para o Instituto CNA (ICNA). O primeiro passo foi nivelar a equipe técnica das Administrações Regionais do Senar e das Federações de Agricultura e Pecuária da Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rondônia. Os representantes desses cinco Estados, onde serão feitos os primeiros levantamentos, conheceram a metodologia de trabalho em workshop realizado na sede do Sistema CNA, em Brasília.
UM.PARTICULAR
CARA DE MENINO,
VISÃO DE GENTE GRANDE Chef Ian Baiocchi é referência da alta gastronomia goiana. Seu nome já é sinônimo de boa comida e de sucesso garantido
Leitura Estratégica . 23
UM.PARTICULAR CARLA OLIVEIRA Aos 29 anos, Ian Baiocchi conquistou lugar de destaque na alta gastronomia goiana. Em pouco mais de 3 anos empreendendo no setor, já abriu quatro restaurantes que, mesmo em período de crise, conquistaram o público goianiense e se tornaram sinônimo de boa comida, ambiente agradável e atendimento acolhedor. Formando em Gastronomia pelo Senac de São Paulo, uma das principais escolas de gastronomia do País, com pós-graduação no Brasil e na Europa, Ian tem na família e em receitas que remontam a gerações as principais referências que fazem das suas cozinhas as mais reconhecidas da capital goiana. Começando muito cedo na carreira, aos 22 anos assumiu a cozinha do Palácio das Esmeraldas, residência oficial do governador de Goiás, o chef com cara de menino, mas com visão de futuro invejável, virou sinônimo de sucesso. Para o caçula de três irmãos, cozinhar continua sendo seu principal hobby e é na cozinha de casa, preparando pratos para familiares e amigos, que ele encontra inspiração para suas criações, que agradam até os paladares mais exigentes. Ian divide seu tempo livre entre a cozinha, a quadra de basquete e pequenas viagens, onde revigora as forças e alimenta sua veia criativa, que transforma alimentos em verdadeiras experiências afetivas. Com que idade foi seu primeiro contato com a cozinha? Cozinha sempre fez parte da minha vida, desde muito cedo, sou muito interessado por comida. Comer sempre foi minha paixão, desde muito novo, gostava de comer coisas diferentes, que crianças não comiam. Através disso, fui me interessando sobre como fazer, as transformações que ocorriam e a beleza dos alimentos. Aos poucos, entendi o que era o ato de cozinhar. Essa relação com a comida é algo de família? Tem bastante, porque minha família foi quem mais me incentivou e me inspirou a cozinhar. Hoje aqui no Íz tem receita da minha mãe, revisitada. No Tratoria 1929 tem receita da minha avó, que chama macarronada da minha vó. No Chez, nosso restaurante novo, tem um arroz que chama arroz de verão, que é receita da minha bisavó por parte de pai. Minha família inteira sempre me influenciou muito diretamente no estilo de cozinhar. Eu peguei muito esse jeito de caseiro, de casa, de tempero, de cheiro verde, que é uma coisa muito regional goiana. Por mais que eu faça uma cozinha de alta gastronomia, eu sempre trago isso, dessa genialidade do regional goiano para dentro da nossa cozinha e talvez esteja aí o segredo de as coisas terem dado certo. Não é só uma comida bonita, tem o sabor, aquela 24 . Leitura Estratégica
lembrança afetiva que remete a uma comida de vó, de casa. Quando a paixão pela comida se tornou em algo profissional? Isso foi na época de definir a profissão, no final do ensino médio. Desde o começo da adolescência eu tinha o hábito de cozinhar, de chamar os amigos e fazer o jantar, no final de semana em família. Naquela época eu ainda tinha muito receio de encarar a cozinha como profissão. Não era algo que se falava tanto, não tinha tanta mídia. Então eu busquei entender o que era a profissão. Fui a São Paulo, conversei com alguns chefs que me explicaram como tinha sido a trajetória deles. Foi quando decidi e sabia que não seria fácil. Sabia que trabalharia anos de graça para aprender, como estagiário, auxiliar de cozinha. Que teria que viajar, que teria que começar de baixo. As faculdades parecem que plantam na cabeça que você vai sair da faculdade chef de cozinha. Infelizmente isso é um entrave, porque a mão de obra poderia ser mais bem preparada e orien-
GRUPO MONINO Íz Restaurante l 1929 Trattoria Moderna l Grá Bistrô e Rooftop l Chez Monino l Monino Buffet l Público mensal 10 mil pessoas nos quatro restaurantes Ticket médio R$ 110 (sem bebida alcoólica) R$ 180 (com bebida alcoólica)
tada, como eu acredito que eu fui no passado. Uma vez que você sabe o que vai encarar, você encara com maior naturalidade. Com seis anos de cozinha profissional, eu virei chef de cozinha. Quando veio esse clique do empreendedorismo? Primeiro que eu gosto de uma gastronomia muito diversificada. Não gosto simplesmente de fazer uma alta gastronomia contemporânea. Eu gosto de homenagear os clássicos, gosto de uma cozinha muito técnica. Então, por isso eu sempre tive vontade de abrir um restaurante francês e um italiano. Então muito cedo eu entendi que eu não queria ter só um restaurante, que fosse um ambiente bacana, dentro de um padrão de alta gastronomia, de alta qualidade. Quando abri o Íz em 2015, continuei sendo consumidor de muitos restaurantes e indo nesses restaurantes, de dez mesas eu cumprimentava oito. Embora eu não soubesse o nome, eu reconhecia que eram clientes do Íz e eu comecei a ver um mercado muito aberto. Pensei que se abrisse o italiano que sempre quis, havia espaço, público, que o
mercado era carente. Por mais que frequentasse o Íz, eles não deixavam de ir a outros restaurantes. Quando se trata de gastronomia, as pessoas gostam de variedade. Foi quando vi que tinha mercado e abri o Trattoria 1929, foi muito bacana, ficou além da expectativa. Vendo o espaço que tinha e a carência do mercado de Goiânia, deu vontade de fazer mais e abrimos o Grá e o Chez Monino e devemos ficar esse ano só com esses. Confesso que começou a ficar mais trabalhoso pra mim. Em 2019 não deve ter novidades. Há previsão de expansão para outros mercados? Pelos próximos anos não tenho vontade de criar novas marcas. Acho que cada marca tem uma identidade bacana dentro do grupo. Eu vejo o mercado muito aberto em Brasília, Belo Horizonte. São Paulo e Rio são mais saturados, mas eu tenho vontade. Acredito que seja mais difícil, mas um negócio consolidado em São Paulo manteria, os negócios aqui consolidados para sempre. Mas eu penso nisso com muita cautela. Tudo tem que estar funcionando extremamente bem para a gente conseguir empreender fora daqui. Se já é difícil com a gente aqui, vivendo aqui, com a proximidade que os restaurantes têm, em que qualquer coisa que acontece é fácil socorrer. Mão de obra para alta gastronomia é um pouco complicado. Tem dificuldade de encontrar esses profissionais? Eu nunca coloco a culpa em ninguém. Acredito que a equipe é reflexo da chefia. Então, se você não dá oportunidade de crescimento, de treinamento, eles não vão se desenvolver sozinhos. Então, é difícil, mas, na minha opinião, é como seria em qualquer outro lugar do mundo. Acho que a grande diferença é que não temos um renome internacional, que faz com que gente nos procure, como já ocorre em alguns grandes restaurantes do Brasil. O importante é que nos adequamos à nossa realidade. E com quatro restaurantes, quem faz o nosso negócio de fato, no dia a dia, é justamente nossas equipes. É difícil encontrar ingredientes de qualidade em Goiânia? É um desafio. Quando fui abrir o primeiro negócio em Goiânia, imaginava que compraria as carnes aqui, por ser o Estado do agronegócio, mas me deparei com quase nada de qualidade. Infelizmente, hoje, ainda, 85% da proteína que usamos são compradas fora do Estado, desde pescado, pato, carne bovina, cordeiro, leitão. O que é bacana aqui são os produtores orgânicos, tem uma parte de cereal interessante, grãos, laticínios. Qual o segredo de suas casas? O que tem de diferente Leitura Estratégica . 25
UM.PARTICULAR que permitiu que crescessem quando outros restaurantes tradicionais fecharam as portas? Acho que o segredo é essa reinvenção. Acho que nesses quase quatro anos do Íz a gente mudou o cardápio umas 40 vezes. Lógico que o que é muito bom e se torna clássico vai ficando. Eu entendo, sou cliente e gosto do que tem de tradicional em Goiânia. Acho que alguns estão tentando se readequar ao mercado, eu os vejo cada vez mais reconquistando seu público. É diferente do eixo Rio-São Paulo que 80% do seu público são viajantes. Eu tenho clientes que vêm três vezes por semana. E a mudança que temos que preparar em nossos restaurantes é bem maior do que um do Rio ou São Paulo. O que você aprendeu com o Íz que levou para as outras casas? Acho que o principal é o bom atendimento. Quando fui abrir restaurante em Goiânia, eu imaginava que a gente ia conseguir ter um ambiente legal, uma comida bacana, mas que não conseguiria fazer o atendimento ser bom. Hoje eu considero o atendimento em nossas casas muito bom. Criou-se uma identidade, um acolhimento que os garçons promovem, a satisfação que eles têm de atender, que faz com que todo mundo se sinta a vontade. Sem presunção, mas é um atendimento que eu gosto muito mais do que o do Eixo Rio-São Paulo, que é um atendimento muito esnobe. Isso me afeta muito. Eu como cliente ia nesses restaurantes e eu novo, com essa cara de novo, peço um vinho bacana e o sommelier olha pra mim e faz a cara de quem ele é pra beber isso. Aqui, é um atendimento universal, democrático, e que isso foi o principal para que a gente mantivesse um público legal. 26 . Leitura Estratégica
Você já tinha atuado como gestor antes de empreender? Não. Realmente foi um desafio muito grande. Eu devo muito ao meu sócio Domingos Neto, que é o gestor administrativo e financeiro do grupo. Ele consegue suprir minha ausência nisso aí de uma maneira sensacional. Gestão operacional é toda minha, com a ajuda do meu sócio Domingos Neto. E a gestão financeira é toda dele, obviamente com meu suporte muito mais de conversa, para determinadas atitudes. Como define seu público? Por desenvolvermos um trabalho bem legal, a gente não se limita a uma classe. Às vezes uma pessoa que não tenha uma condição social tão bacana, ela frequenta uma das casas no aniversário de casamento, num pedido de namoro. Na sua rotina diária, você visita todos os restaurantes no mesmo dia? Geralmente sim. Em algumas épocas existe uma demanda de ficar mais em um restaurante. O Chez acabou de abrir, o Grá
mudou o menu. Então eu estou ficando mais nessas duas casas. Até porque o Íz e o 1929 estão muito consolidados, as equipes estão consolidadas. Então, às vezes, eu passo um dia sem ir, mas não mais de dois. Já pensou em abrir uma casa com perfil um pouco mais popular? Eu tenho muita vontade de fazer isso, inclusive a gente meio que já tentou. O 1929 nasceu um pouco mais simples, mas rapidamente a gente viu que nosso cliente não queria isso, que busca a experiência mais sofisticada dentro do que a gente faz. Meu maior problema é o péssimo hábito, entre aspas, de só trabalhar com produto bom, que é muito caro. Para abrir um lugar mais popular, teríamos que trabalhar com um volume grande. Acho que ainda não é o momento. O seu cliente visita todas as unidades? O Grá tem um público viajante. Às vezes vou lá, diferente do Íz que eu saio cumprimentando as pessoas, lá não conheço ninguém. Nos quatro restaurantes, são públicos que conversam.
CARREIRA | PROFISSÕES
28 . Leitura Estratégica
MAIORES SALÁRIOS DE GO E DF Leitura Estratégica levanta números inéditos sobre mercado de trabalho de Goiás e Distrito Federal LEANDRO RESENDE A remuneração é sempre um tabu, ora uma mera curiosidade ora um parâmetro para comparações ou renegociações. Avançar neste universo dos salários pode apontar quanto ganha diretores, gerentes, médicos ou engenheiros, mas também serve para verificar ciclos maiores, apontando melhorias e perdas, identificar profissões que estão em extinção e outras que vão surgindo. Em estudo inédito, a Leitura Estratégica foi além dos dados convencionais da taxa de desemprego, apontando número de admitidos e demitidos. Após longo trabalho, refinou estudos do IBGE e do extinto Ministério do Trabalho, para listar as profissões com maiores salários em Goiás e no Distrito Federal no ano passado. Avaliando o melhor contrato de cada mês em Goiás, sempre baseado em números oficiais dos registros na carteira de trabalho, ficou em uma faixa muito ampla, de R$ 14 mil a R$ 40 mil, tendo como exceção de um contrato específico, que bateu a faixa de R$ 75 mil. No Distrito Federal, onde a fama de me-
lhor sempre existiu, a faixa do “campeão” do mês não ficou tão distante da goiana: de R$ 20 mil a R$ 44 mil. No entanto, em nenhum mês o melhor salário ficou abaixo de R$ 20 mil, sendo que em grande parte das vezes (nove de doze meses) o melhor superou R$ 25 mil, enquanto, em Goiás, essa proporção foi menor (sete de doze). O estudo, apresentado em gráficos nas páginas seguintes, identifica os cargos com maiores salários sendo diretores de empresas, médicos, engenheiros, tabeliões, jogadores e treinadores de futebol, e, em alguns casos, gerentes, mas também aponta profissões que mais movimentaram trabalhadores e respectivos salários e as que mais perderam vagas, além de mostrar os mercados onde estão sobrando vagas e os que mais encolheram. A avaliação, por exemplo, não capta os ganhos de empresários (pois não são contratos de trabalho), artistas renomados (não são empregados, são empregadores), cargos estatutários, servidores públicos e os adicionais e salários, como comissões ou participações nos resultados. Apesar desta linha de corte, a proposta da matéria é jogar luz num cenário de empregabilidade regional pouco apresentada, com dados oficias e, a partir deles, propor o debate. Nas páginas a seguir, um balanço do estudo em Goiás e no Distrito Federal.
Leitura Estratégica . 29
CARREIRA | PROFISSÕES
Goiás: cargo na diretoria em alta
O ano de 2018 não foi o do emprego nem da economia. Sem uma aceleração dos negócios, aguardada há algum tempo, o ritmo dos salários no mercado de trabalho é definido por quem contrata. O excesso de mão de obra procurando pelas mesmas vagas favorece quem contrata na negociação. E, assim, tivemos um ano de altos e baixos em Goiás. Mais baixos que altos. O levantamento da Leitura Estratégica, com dados oficiais de valores assinados na carteira de trabalho, do Caged e do Ministério do Trabalho, aponta, durante o ano, a liderança do ranking, no mês a mês, com jogador de futebol, treinador, médico, tabelião, mestre na produção farmacêutica (duas vezes), diretores comercial, executivo, financeiro, produção, planejamento es30 . Leitura Estratégica
"Percebemos maior abertura das empresas em contratar executivos de mercado, movimento atrelado, em partes, devido a presença de fundos de investimento e multinacionais na região" ANDERSON SCHEMBERG
tratégico e operação (cada um, uma vez). Observando atentamente, percebem-se que oito ‘vencedores’ são cargos de empresa, diretos, enquanto, quatro são profissionais liberais.
Para Anderson Schemberg, sócio consultor da FESA Group, consultoria especializada em executive search e estratégia de capital humano, outros pontos chamam a atenção. De acordo com os projetos realizados pela FESA ao longo de 2018, os setores que mais demandaram contratações foram: Agronegócios, Alimentos e Bebidas, Mineração, Siderurgia, Farmacêutico, Atacado e Varejo. “Ainda de acordo com a base interna da consultoria, quando comparado a 2017, houve um aumento de cerca de 6% nas contratações, sendo que mais da metade está relacionada a cargos seniores, como gerência, diretoria e presidência.” Anderson destaca que dados do Caged apontam que Goiás gerou, em 2018, 26.256 vagas de emprego com carteira assinada. “O resultado, melhor desde 2013, posiciona o Estado em sétimo lugar entre as todas as federações. Ainda de acordo com o levantamento, o setor de serviço foi o que mais criou empregos no passado, seguido por comércio, agronegócio, construção civil, indústria da transformação e extrativismo mineral.” Os dados da FESA na Região de Goiás indicam um aumento nas demandas para posições de Presidência/CEO e Diretoria Executiva, muito motivado por um momento de profissionalização e estruturação da governança que algumas empresas estão passando, além de um olhar mais positivo frente ao ano de 2019 e à economia. Por outro lado, percebeu-se um movimento forte de contratações para posições de Supervisão, Gerência e Diretoria Comercial, que representaram aumento de 37% quando comparado ao ano de 2017. Para o especialista, muito do resultado está atrelado a um a expansão que algumas empresas do agronegócio vêm passando.
Leitura EstratĂŠgica . 31
CARREIRA | PROFISSÕES
DF tem média salarial maior
A realidade dos mercados de trabalho de Goiânia e Brasília é diferente. O estudo da Leitura Estratégica acrescenta mais tempero nesta diferenciação, fortalece com dados oficiais o que, na prática, é perceptível. A predominância de cargos de diretoria na liderança do ranking é forte em Brasília. No ranking mensal dos doze meses de 2018, liderou, em dez vezes, cargos relativos à diretoria e gerência – completando o ano com um médico e um professor. Para Rose Mary Barbosa, diretora de Negócios da Soma Desenvolvimento Humano, a área de riscos, principalmente “Risco em Investimentos” está em alta. “É um cargo muito específico, 32 . Leitura Estratégica
"No levantamento, achei os salários um pouco acima. Eu diria 20% a 30%. Talvez a média foi puxada por grandes empresas" ROSE BARBOSA devido novas exigências na legislação, principalmente em fundos de pensão e a criação de Comitês de Riscos, por exemplo. O mercado é limitado de profissionais nesta área, muitas vezes,
temos que buscar fora do Distrito Federal.” O estudo da Leitura Estratégica trabalha com média salarial, aponta Rose, o que nivela muitas vezes os números. Quando o contratante registra o salário, não especifica o porte da empresa e, muitas vezes, este não reflete o nível de exigência, se é uma empresa média ou uma multinacional. “Depende muito do porte da empresa para obtermos a definição melhor de salário e remuneração. Por exemplo, o salário de diretor executivo encontrado hoje é um pouco maior. Eu diria que os dados da pesquisa nesse cargo podem ter prevalecido os de médias empresas. As de maior porte, o salário fica em torno de R$ 20 mil a R$ 25 mil”, destaca. Rose observa também um número considerável de vagas executivas na área de Saúde. “Foi algo pontual em 2018, devido a vinda do Hospital Sírio Libanês para Brasília e o movimento da Rede D'or, com aquisições de hospitais na cidade - além da construção do DF Star, Hospital da Rede com diferencial enorme no mercado”, explicou, destacando mesmo aquecimento nas áreas operacionais e técnicas. “As profissões mais procuradas são, em sua maioria, as de maior tournover e também as mais operacionais. Por mais que a formação seja a menor e com menos pré-requisitos exigidos, são os profissionais mais difíceis de serem encontrados. Chega a ser contraditório. Cargos que não se exigem qualificação e muitas vezes nem experiência, temos volume de vagas grande. Contudo, o volume de demissões é alto porque o comportamental destes profissionais deixa a desejar e são mais facilmente demitidos”, analisa.
Leitura EstratĂŠgica . 33
MEIO AMBIENTE | ATERROS
QUANDO LIXO NÃO É
PROBLEMA Destinação de resíduos é um desafio para os municípios e uma oportunidade para o mercado. Empresa goiana se destaca com tecnologia e modelo de padrão internacional
CARLA OLIVEIRA E LUISA DIAS Chegamos a 2019 ainda com um grande desafio: dar melhor destinação aos resíduos sólidos. Quando o lixo produzido é tratado de forma correta pode promover ganhos ambientais e econômicos, mas, para isso, é preciso o engajamento e o compromisso das administrações municipais. O Brasil tem quase 3 mil lixões funcionando em 1.600 cidades, segundo dados do relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Lixão é o nome dado aos locais onde o lixo é descartado sem tratamento, gerando polui34 . Leitura Estratégica
ção e riscos para a saúde pública. Desde 2014, de acordo com a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (2010), todos os lixões do Brasil deveriam ter sido fechados. Mas... Nestas reticências incluímos grande parte do País e de Goiás. No Estado, estima-se que existam apenas oito aterros sanitários em seus 246 municípios. Uma experiência promete revolucionar esse cenário com uso da tecnologia e empreendedorismo. Nos municípios de Guapó, Abadia e Aragoiânia, no Estado goiano, uma parceria entre as administrações públicas e uma empresa privada permitiu a implantação de um modelo que segue padrões internacionais e
será a solução para a destinação do lixo. A Resíduo Zero Ambiental, empresa do Grupo Ecoparticipações, já tem experiências em andamento. Os três municípios fazem parte do seleto grupo das cidades goianas que encerraram os lixões a céu aberto e passaram a cumprir as exigências legais previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos. A empresa possui aterro sanitário classe I e II com destinação adequada para resíduos urbanos e de saúde que não podem ser processados ou reciclados. “Havia, na Região Metropolitana de Goiânia, os lixões e um grande problema com a destinação do lixo. Em Guapó conseguimos uma Unidade de Valori-
Sérgio Roriz aponta que a Unidade de Valorização Sustentável (UVS) Resíduo Zero, em Guapó, realiza um importante trabalho ambiental e social
zação Sustentável (UVS) Resíduo Zero para receber resíduos da Grande Goiânia, em um trabalho social e ambiental muito importante, em parceria com Ministério Público e as Prefeituras”, explica Sérgio Roriz de Oliveira, empresário responsável pelo projeto. Os projetos têm duração de até 30 anos, período em que poderão cuidar do destino de até duas mil toneladas/dia de lixo da Grande Goiânia e de outras 20 cidades. Os locais estão preparados para receber lixo urbano e hospitalar. Hoje, a Resíduo Zero já recebe 300 mil toneladas de lixo por dia. Neste período, os técnicos acreditam que surgirão novas tecnologias capazes de destinar
melhor os resíduos não-recicláveis. “Eventualmente, lixo não é um problema. Agora lixo e esgoto não tratados trazem vários problemas. A maior dificuldade é a falta de recursos das prefeituras”, explica Sérgio, lembrando que a contratação é dificultada pela burocracia. Para Sérgio Roriz, um Estado como Goiás, que necessita de investimentos e atração de indústrias, é preciso estar atento às questões ambientais. “Nenhuma grande indústria gostaria de montar unidade industrial em uma cidade onde não há coleta, tratamento ou destinação adequada de lixo.” Com o tratamento adequado, ex-
plica Sérgio Roriz, os municípios têm ganhos ambientais, já que previnem a contaminação do solo e do lençol freático, e sociais, com a melhoria da vida da população. As três cidades envolvidas, Guapó, Abadia e Aragoiânia, vão usar o aterro gratuitamente em contrapartida ao impacto provocado pela instalação dos aterros nos municípios. No depósito, em Guapó, uma célula é responsável por receber o lixo recolhido pelas Prefeituras. Em seguida, o material é compactado e impermeabilizado. A partir da sua decomposição é gerado o gás metano que pode ser transformado em energia. A ideia, segundo Sérgio, é criar estrutura para geração Leitura Estratégica . 35
MEIO AMBIENTE | ATERROS
ATERRO SANITÁRIO DA RESÍDUO ZERO EM GUAPÓ
e distribuição de energia elétrica, a ser ofertada na rede local. Como o projeto é modular, esta parte será instalada nos próximos seis meses, quando o volume recolhido já for suficiente para a geração de energia. A empresa deve ampliar sua área de atuação para cidades-polo no Entorno do Distrito Federal e em Rio Verde. “Elas têm potencial para receber o projeto”, explica Sérgio. O Brasil deveria seguir exemplo dos países desenvolvidos, como Portugal, Espanha e França, onde 100% do lixo recolhido nas cidades são devidamente destinados a aterros sanitários ou utilizados em reaproveitamento energético. Outro projeto em desenvolvimento é o aproveitamento do lixo domiciliar urbano para ser transformado em combustível alternativo, seja para fábricas de cimento ou geração de energia elétrica, por meio de utilização de equipamentos de gaseificação. A experiência é atestada na Ecoparticipações, que tem vários projetos para gestão e tratamentos de resíduos industriais, transporte e comercialização destes resíduos. O grupo, da qual a Resíduo Zero faz parte, trabalha com coprocessamento, recuperação fiscal, logística, valorização de resíduos e aterro sanitário. Experiências que mostram a potencialidade do lixo, um luxo ainda subutilizado no País. 36 . Leitura Estratégica
"Lixo não é um problema. Agora lixo e esgoto não tratados trazem vários problemas. A maior dificuldade é a falta de recursos das prefeituras" SÉRGIO RORIZ
MP E GESTORES ACOMPANHAM INSTALAÇÃO DE ATERRO O Ministério Público do Estado de Goiás acompanhou de perto a instalação da Resíduo Zero em Guapó. A planta foi visitada por promotores e gestores municipais, que conheceram o projeto e seu funcionamento. De acordo com o promotor Wesley Marques Branquinho, da 2ª Promotoria de Justiça de Guapó, o Ministério Público acompanhou desde o início a regularidade de instalação do empreendimento privado. “Mais do que garantir uma solução ambientalmente correta, sabemos que será possível que haja a indução
de políticas públicas, com base nesta economia. Portanto, poderá haver investimentos em questões ambientais e sociais de relevância para o cidadão”, afirmou. Para o coordenador do CAO Meio Ambiente, Delson Leone, “a adoção de práticas sustentáveis é norteadora para a atuação dos promotores de Justiça, que sempre vão contar com o apoio da população, em benefício da melhoria da qualidade de vida”. O secretário de Meio Ambiente de Guapó, Jeferson Ramos, lembrou o cui-
dado dispensado pela promotoria local ao tema que está beneficiando os municípios e todos os seus cidadãos. “Cada um está assumindo seus riscos e estamos avançando juntos”, afirmou. Para o prefeito de Abadia de Goiás, Romes Gomes e Silva, a proposta significa respeito ao meio ambiente e economia para o município. “Além disso, com estas adequações, poderemos alcançar uma maior pontuação para obtenção do ICMS Ecológico”, destacou. Segundo o prefeito de Aragoiânia, Nauginel Antunes do Prado, é fundamental que o município se empenhe nas adequações propostas, que trarão benefícios para o município e para todos os cidadãos. Leitura Estratégica . 37
GESTÃO | ALTO DESEMPENHO
GSA: EMPRESA CAMPEÃ DE GESTÃO A GSA chega em 2019 mantendo uma alta produtividade, com investimentos em equipamentos novos e lançamento de duas marcas
IARA NUNES A revista Leitura Estratégica fará, a partir desta edição, uma matéria com um case de uma empresa premiada – por metodologias reconhecidas – por serem destaques de gestão. Nesta primeira edição vamos conhecer o que a GSA Alimentos tem feito para ter conquistado – pela segunda vez – o prêmio elaborado pela Deloitte, divulgado pela Revista Exame: “As 100 Empresas que Mais Crescem no País”. Fundada em 1984, começou a trilhar o caminho do crescimento em 2002, quando o jovem empresário Sandro Marques Scodro assumiu o comando do negócio. A companhia teve sua origem ligada a outra empresa que pertencia à família Scodro, a Mabel – vendida para a PepsiCo há alguns anos. Para assegurar o crescimento e garantir os compromissos com a socieda38 . Leitura Estratégica
de e seus colaboradores, a GSA implantou um modelo de gestão empresarial que orienta profissionais a atuarem conforme os valores, missão e visão definidos. Com forte atuação no Centro-Oeste, Norte e Nordeste do País, seu progresso se deu em ritmo acelerado atingindo uma média próxima aos 30% ao ano. Para 2019 a projeção chega a 22%. É este modelo que a coloca em destaque cada vez maior na indústria nacional e na casa dos brasileiros. Para ilustrar o quanto esse desenvolvimento foi significativo, naquele ano, em 2002, quando a liderança do negócio foi para as mãos de Sandro, seu faturamento era de 7 milhões por ano, 2018 fechou com 220 milhões. O ritmo forte do avanço nos últimos anos demandou aumento no espaço de produção. Entre construir uma
nova fábrica ou adquirir uma pronta, ficaram com a primeira opção, se estruturando em um terreno de 40 mil m2, localizado no Polo Empresarial de Aparecida de Goiânia. Este momento foi, inclusive, bastante delicado para a GSA, que estava simultaneamente construindo uma sede, operando em dois endereços, em processo de transição, crescendo 30% a.a., iniciando vendas diretas e buscando eficiência em linha. “Todas essas atividades acontecendo acabaram gerando uma espécie de indigestão na empresa. Pela primeira vez na história da GSA houve prejuízo”, relata o diretor administrativo-financeiro da empresa, Victor Leal. PRESSÃO Diante da crise a diretoria mergulhou nos números, na estrutura, e os resultados da fábrica feita sob medida começaram a aparecer. Houve redução maciça de estrutura, excluindo vários cargos de gerência e contenção de gastos, o que a ajudou a voltar a ter números melhores. “Em um momento de pressão por geração de resultados, com uma necessidade de virada de chave na empresa, quanto menos níveis hierárquicos, mais rapidamente as decisões acontecem”, diz Victor. Segundo ele, um dos motivos para o sucesso da gestão da empresa se deve
"Acreditamos que dar autonomia e responsabilidade é uma forma de fazer o trabalho da pessoa aparecer " Sandro Scodro, diretor-presidente da GSA
Victor Leal (E), Sandro Scodro (C) e Flávio Faria: Equipe unida e projeto de expansão consistente
ao que ele chama de modelo de informalidade com responsabilidade. “É bem genuíno, ‘o jeito GSA de ser’, algo que foi acontecendo, que parte do próprio presidente, uma pessoa bem preparada, de fácil acesso e respeitosa.” Internamente, a empresa conta com um ambiente descontraído, mesas de jogos espalhadas pela sala, além de ambientes de descanso, leitura e interação. Os colaboradores têm liberdade para se divertirem desde que cumpram com as responsabilidades para qual foram contratados, assegura o diretor. E mais do que isso, hierarquia não é algo pregado. As pessoas se respei-
tam por quem são e pelo que deve ser entregue. A sala da diretoria é aberta, e qualquer colaborador tem liberdade para entrar. O ritual de gestão garante disciplina para geração de resultados, e a informalidade do ambiente gera pessoas participativas. “As metas são amplamente divulgadas e os resultados positivos muito comemorados. Pessoas mais estratégicas são vinculadas ao lucro, e as mais operacionais são vinculadas aos indicadores operacionais da empresa”. Em 2018 quando o endividamento já estava equalizado, e a empresa já conseguia respirar partiu-se para uma
nova etapa do planejamento: voltar a crescer. Foram investidos 14 milhões de reais em novas linhas de produção, e lançamento de produtos e marcas, como a Sanditos, de salgadinhos à base de milho e uma linha de produtos saudáveis, a Dona Raiz, atendendo à demanda por uma alimentação mais saudável. OLHAR PELO PRÓXIMO Algo muito forte internamente é a cultura de cuidar das pessoas. A empresa dispõe de um conjunto de casas, que abriga aproximadamente 70 famílias. Os moradores passam por um proLeitura Estratégica . 39
GESTÃO | ALTO DESEMPENHO
cesso seletivo, e assim que aprovado o colaborador reside no local por cinco anos, período para que ele economize o dinheiro do aluguel e junte a entrada ou compre sua casa própria. Há outros incentivos como bolsa de estudos, centro de convivência, creche, biblioteca e centro de informática. A GSA entende a importância da educação, e por isso assiste, há cerca de dez anos, o Colégio Estadual Itagiba Laureano Dorneles, localizado em Aparecida de Goiânia. O auxílio é financeiro e ela mantém, ainda, um coordenador pedagógico em sua folha de pagamento. A escola tinha um dos piores Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da cidade, e atualmente apresenta um dos melhores resultados. Victor crê que todas essas ações aproximam os colaboradores da diretoria e criam uma cultura de participação.
GSA
40
mil m2
Terreno
7
milhões
de receita em 2002
220
milhões
de receita em 2018 Marcas
CAPACITAÇÃO Uma das crenças do presidente Sandro Scodro é que independente da experiência e formação, as pessoas que
possuem capacidade, vontade e têm desenvolvido um bom trabalho internamente, podem assumir mais responsabilidades. Por exemplo: tanto o diretor de gestão e controle, Flávio Faria, quanto o próprio Victor Leal, adquiriam funções comerciais na empresa. Cada um deles comanda parte das vendas indiretas e uma equipe de vendas diretas com mais de 50 membros, otimizando o faturamento e agregando força ao negócio. “Nós reconhecemos o colaborador, independente da sua função, mas que vem desempenhando um bom papel e que tenha a vontade de crescer e aprender. Há vários casos de pessoas que ingressaram na empresa como estagiários e se destacaram, como o atual gerente financeiro, que operava como auxiliar de cobrança e crédito. A Diretoria da GSA acredita que ao delegar funções com maiores responsabilidades surtem mais efeitos do que colocar esse colaborador preso em salas de aula. Acreditamos que dar autonomia e responsabilidade é uma forma de fazer o trabalho da pessoa aparecer ”, diz Sandro.
GSA FORMA LIDERANÇAS Victor considera que o papel da liderança da empresa é dar vazão ao talento das pessoas, ser a guardiã dos KPIs (Indicadores-Chave de Desempenho), exercer um trabalho de engajamento e fazer com que todos participem e construam resultados juntos. A empresa, diz, não para de pé se não tiver performance e de fato motivar as pessoas para que elas façam essa caminhada junto com a diretoria. “Fazemos questão de divulgar continuamente quais são os objetivos da empresa. Se nós entendermos que existem profissionais que estão partici40 . Leitura Estratégica
pando ativamente, vamos dar espaço e torná-los mais robustos para assumir os desafios maiores que vêm pela frente”. O compliance exige verificação permanente de aderência, eficácia e efetividade das atividades e processos da organização no atendimento a estes aspectos. Seguir os procedimentos recomendados, agir em conformidade e sentir o quanto são fundamentais a ética e a idoneidade em todas as atitudes internas. Para isso, os colaboradores precisam estar em harmonia com as diversas esferas que regem as atividades, sem en-
trar em conflito com princípios e valores. O compliance da GSA evoluiu conforme o tamanho que o negócio atingia. Apesar de não ter necessidade, a empresa é auditada pela KPMG desde 2010, época em que o faturamento era de 70 milhões. “Os acionistas entendem o quanto é relevante possuir auditoria externa, interna, ter um conselho, ritual de gestão e revisão fiscal, por que? Porque se a empresa cresce gerando passivo não é interessante, o crescimento deve ocorrer de forma estruturada”.
GESTÃO | ESPECIALISTA
CAMINHO PARA SER CAMPEÃO O que o empresário brasileiro precisa mudar para evoluir? Especialista em gestão, Wellington Romanhol aponta erros e acertos das empresas para gestão em alto desempenho IARA NUNES O ambiente de negócio brasileiro melhorou, mas ainda não está bom. Em outubro de 2018 foi publicada pelo World Bank Group a edição 2019 do relatório Doing Business. O documento tem publicação anual e aborda a facilidade de se fazer negócios em 190 países, apresentando análises e classificação. O relatório é bastante utilizado por empresas, por pesquisadores acadêmicos e pelos governos interessados no entendimento do ambiente de negócios em regiões diversas. O estudo traz em números uma série de hábitos do empresário brasileiro bem como problemas estruturais no que tange impostos e burocracia presentes no País. Os aspectos abordados foram: começar um negócio, permissões para construções, acesso à eletricidade, registro de propriedade, acesso ao crédito, proteção a investidores Para Wellington Romanhol, empresas campeãs não esperam o sufoco para se estruturarem
minoritários, pagamento de tributos, comércio internacional, impor contatos e solução de falências. Na classificação geral, o Brasil ocupa a 109º posição com um total de 60,01 pontos. A pontuação ficou um pouco abaixo da média (63,57) e da mediana (63,59) do grupo. A Romanhol Business Consulting tem como um de seus focos a reestruturação de empresas, e atende, em sua grande maioria, negócios em situações bastante complicadas, visto que seus executivos esperam esgotar seu último recurso para buscar por ajuda. “Isso atrapalha bastante a ser uma empresa campeã de gestão porque, ao contrário de outras culturas, que enxergam quando algo vai errado, no Brasil se acha normal o não pagamento de impostos, sob o argumento das altas cargas tributárias”, explica o sócio Wellington Romanhol. No entanto, ele continua, o valor do tributo já foi recebido, mas não colocado na conta. Ele gasta esse dinheiro, e gera esse problema interno, mas acha "normal" ficar sem pagar. O Brasil teve desempenho inferior à média do grupo de países de renda média alta no indicador geral de facilidade de fazer negócios e nos indicadores que medem a facilidade para Leitura Estratégica . 41
GESTÃO | ESPECIALISTA
começar um negócio, fazer comércio internacional, registrar propriedades, acessar crédito, obter permissão para construir e pagar tributos. Ficamos acima da média nos quesitos: acesso a eletricidade, fazer valer contratos, proteção a investidores minoritários e solução de falências. Não é um bom desempenho. Há muito a melhorar para criar um ambiente de negócios saudável que permita o surgimento e crescimento de novos negócios, que trarão inovações e, por meio da competição, vão induzir as empresas estabelecidas a adotar tecnologias mais modernas e usar de maneira mais eficiente as tecnologias existentes. "Um dos grandes desafios para melhorar nosso ambiente de negócios é enfrentar grupos de interesse formados pela burocracia estatal e por empresas estabelecidas no mercado", disse. COMO SER UMA 'CAMPEÃ'? Segundo Romanhol, o empresário brasileiro precisa mudar a cabeça, ter visão mais aberta e analisar seu negócio com mais objetividade. “Observamos que grande parte do empresariado leva seu negócio no feeling, tem as histórias de sucesso, mas a maioria é de fracasso. O que chamamos na cultura empresarial de negação porque eu não aceito estar com problemas, quem dá a notícia fica com a fama de ser agoireiro, e a pessoa vai atrás de outra opinião”. No início do ano passado foi publicado um estudo pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido de O Globo, quemostra que o Brasil continua na lanterna da produtividade do trabalho. Segundo o levantamento, um empregado brasileiro gera, em média, US$ 16,80 (cerca de R$ 65) por hora trabalhada, o que o coloca na 50ª posição em uma lista que inclui 68 países. Na Alemanha, por exemplo, país modelo em produtividade e o 5o do ranking, os empregados são quase qua42 . Leitura Estratégica
BOLETIM VERMELHO Entre 200 países pesquisados, Brasil vai mal em todas matérias
Começar um negócio Obter permissão para construção Obter energia elétrica Registrar propriedade Obter crédito Proteção ao acionista minoritário Pagar impostos Comércio exterior Cumprir contratos Resolver insolvência
140º 175º 40º 137º 99º 48º 184º 106º 48º 77º
LONGE DOS “CAMPEÕES” 1) Nova Zelândia 2) Cingapura 3) Dinamarca 4) Hong Kong 5) Coreia do Sul 6) Georgia 7) Noruega 8) Estados Unidos 9) Reino Unido 10) Macedônia 31) Rússia 46) China 54) México 77) Índia 82) África do Sul 95) Uruguai 109) Brasil 114) Paraguai 119) Argentina 188) Venezuela
86,59 85,24 84,64 84,22 84,14 83,28 82,95 82,75 82,65 81,55 77,37 73,64 72,09 67,23 66,03 62,60 60,01 59,40 58,80 30,61 Fonte: Banco Mundial
tro vezes mais produtivos do que os brasileiros (produzem US$ 64,40 por hora), e trabalham, em média, 340 horas menos por ano que o trabalhador no Brasil. Romanhol destaca que a cultura do trabalhador brasileiro não é de produtividade, nossa cultura é de salário. “É um ciclo em que o empresário não quer par-
tilhar do lucro, dos resultados, mesmo que seja uma parte pequena. Ele não vê que essa parte distribuída incentivará o colaborador a produzir mais. Por outro lado, também o funcionário fica com a ideia de que está dando lucro para empresa, de que apenas trabalha lá, de que não quer dar dinheiro para ninguém. ”
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CONGRESSO | INOVAÇÃO
MAIS INCENTIVO PARA AS STARTUPS Projeto de Lei quer conceder isenção a empresas de tecnologia do agronegócio Já faz tempo que o campo virou modelo de avanço tecnológico no País. Foi com ele que o agronegócio passou a evidenciar cifras e bater recordes de produtividade ano a ano. Uma prova disso é o avanço de startups voltadas para o setor, criadas para ajudar o produtor rural a produzir e gerenciar melhor seu negócio. Hoje, com um celular nas mãos, produtores e pecuaristas conseguem negociar produtos e até alugar equipamentos e máquinas agrícolas, reduzindo os custos de produção. Apesar de todo esse avanço, um levantamento realizado pela consultoria KPMG, em 2018, mostra que de um total de sete mil startups no Brasil, apenas 135 atuam exclusivamente no setor de agronegócio. A fim de incentivar o desenvolvimento de soluções inovadoras que possam fazer essa diferença no campo, o deputado federal e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner (DEM-GO), apresentou na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), Projeto de Lei (PL) que concede isenção de impostos federais para as startups. O PL 477/2019 dispõe de uma série de diretrizes que têm como princípio considerar nova empresa de startup, as microempresas e empresas de pequeno porte novas ou embrionárias, mesmo que ainda em fase de constituição, que conta com projetos ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras no setor do agronegócio. A empresa que se enquadrar nestas definições pode-
DEPUTADO FEDERAL J0SÉ MÁRIO SCHREINER: INCENTIVO À STARTUP
rá optar por aderir a tratamento tributário especial pelo prazo de dois anos, mediante inscrição junto à Receita Federal. O deputado argumenta que a excelência do agronegócio é fruto de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. “Para que possamos manter os excelentes resultados do agro, é de extrema importância que incentivemos ainda mais inovações no setor, principalmente aquelas provenientes de empresas nascentes, normalmente de pequeno porte, voltadas para o desenvolvimento de novos projetos e tecnologias”, afirma José Mário. Schreiner lembra, na justificativa do seu projeto, que atualmente o universo de startups no País é pequeno, considerando a relevância do setor para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional. “Nossa intenção é propor um tratamento tributário diferenciado, ainda que temporário, a essas empresas que denominamos ‘Star-
tup Agro’. Propomos também que somente empresas que entrarão em operação após a vigência da Lei possam usufruir do benefício”, explica. Goiás já é destaque quando o assunto é startup. Lançado em 2017, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás), juntamente com a Faeg, o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Goiás), o Desafio Agro Startup mobilizou centenas de pessoas em todo o Estado. Ao todo, a competição contou com quatro fases. A primeira, de capacitação, teve conteúdos sobre inovação, empreendedorismo e desenvolvimento de modelos de negócios ministrados via EAD. Cerca de 600 alunos participaram da formação on-line. O Desafio registrou ainda mais de 2.200 participantes nas palestras em todo Estado. A segunda etapa foi a abertura de inscrições para os planos de negócios: 115 projetos foram inscritos. Desses, 50 foram selecionados. Já a segunda edição do Desafio Agro Startup foi no formato hackinnovation (maratona de desenvolvimento). O Desafio consistiu em mais de 34 horas em imersão para que os grupos formados a partir da congruência de interesses desenvolvessem plataformas e aplicativos com soluções para as demandas do campo. Foram 236 inscritos e 80 selecionados, divididos em equipes, que tiveram acompanhamento de mentores especialistas em tecnologia e empreendedorismo. (NAYARA PEREIRA) Leitura Estratégica . 45
AGRONEGÓCIO | TECNOLOGIA
Bruno Zafalão, diretor da ITSS: "No agronegócio, a palavra é otimizar recursos"
Agronegócio
CONECTADO Como a automação de processos ajuda empresas agrícolas a serem mais assertivas Segundo o IBGE, o setor agro impulsionou um avanço no PIB (Produto Interno Bruto) positivo em 2018, crescendo 2,5% e registrando R$ 61,9 bilhões. As novas tecnologias são grandes aliadas para que este potencial seja ainda maior, oferendo monitoramento contra perdas e fraudes, automatizando trabalhos que antes eram feitos por vários colaboradores e mitigando riscos de falhas humanas. O cenário demanda criatividade para escoar, armazenar e controlar 46 . Leitura Estratégica
todo o processo logístico demandado pela indústria do Agronegócio, da fazenda ao armazém, indústrias e portos. Com essa concentração nos centros produtores, durante a safra a demanda por transporte tem picos altíssimos, fazendo com que o volume de caminhões e entregas supere a casa de mais de 25 mil veículos vindos de seus produtores em pouco mais de dois meses. O desafio exige mudanças e problemas precisam ser resolvidos: Como ser eficiente neste momento em que todos
querem prioridade e como controlar todo o processo sem erros? Foi diante de tais fatos que o Grupo Cereal adotou em sua operação a solução ITSS Agro. A empresa, localizada em Rio Verde, acumula mais de 30 anos de atuação com insumos agrícolas, commodities, focados principalmente em aquisição de soja e venda de farelo e óleo degomado bruto. Rodrigo Santos Silva, supervisor de TI do Grupo, conta que eles utilizam a suíte Gestão de Commodities ITSS Agro, e que antes da aquisição a empresa utili-
zava outros sistemas, além do SAP ERP. “O (ITSS) Agro promoveu a unificação da plataforma. Hoje, toda a informação inserida no sistema - desde a armazenagem até a comercialização - são lançadas automaticamente no SAP”, explica. A empresa ganhou agilidade na armazenagem, credibilidade e segurança nas informações. AGRO AUTOMATIZADO O gerente de operações da ITSS Tecnologia, Paulo Batista, explica que a solução adquirida pelo Grupo Cereal foi elaborada para operar também em modo off-line, de forma que, assim que a conexão for reestabelecida, os dados registrados sejam inseridos e sincronizados com o SAP ERP, gerando toda movimentação física e fiscal necessária. “A solução dispõe de ferramentas que permitem monitorar as movimentações de commodities de forma assertiva”, diz. A solução ITSS Agro é uma suíte composta por três pilares: Gestão de Commodities, Gestão de Pátio e App do Produtor. A Gestão de Commodities contempla toda a movimentação de mercadorias, entradas e saídas, gerando um romaneio na portaria e já identificando o fluxo do processo que será realizado de maneira simples e intuitiva. O módulo da solução possui também toda a Gestão de Royalties, Quebra Técnica (padrão CONAB) e Controle de Serviços de Armazenagem, Cockpit de Compra e relatórios de gestão de contratos e saldos de mercadoria de terceiros e próprio. No segundo pilar, a Gestão de Pátio, há o controle de veículos dentro da empresa, monitorando cada etapa a partir do registro do romaneio, registro de senhas, sequência de entrada para carga e descarga, pesagens automáticas com cartão de RFID até a saída do veículo.
Rodrigo Santos (E), da Cereal, aponta vantangens para setor agrícola com a adoção de tecnologia de ponta. Paulo Batista, da ITSS, destaca a variedade de ferramentas
Desenhada para ser flexível, a solução possibilita configurar fluxos de processos, inclusão de formulários de check-list de veículos, documentos e requisitos de segurança para transporte de mercadorias de risco, fornecendo painéis de gestão que indicam a existência de gargalos. Além disso, fornece informações como local em que o carregamento está parado, quem é o motorista ou responsável por aquela etapa em tempo real. Já o APP do Produtor contribui para o estreitamento da relação entre os fornecedores e a indústria. Esta solução, um aplicativo móvel, permite que o fornecedor tenha acesso ao extrato de mercadorias entregues nos armazéns, quantidade negociada, saldos de mercadoria por safra, motoristas, veículos e fazendas, dando transparência e segurança ao produtor do que foi recebido on-line. Outra função é o registro de intenção de compra pela indústria com notificações aos produtores da plataforma, permitindo o registro do produtor a intenção
de venda, encurtando di -stância e fornecendo mais um canal de negociação. O diretor da ITSS Tecnologia, Bruno Zafalão, explica que dessa forma é possível agir estrategicamente e otimizar o fluxo de caminhões recepcionados pelas empresas. Em época de safra o fluxo de caminhões se intensifica. “Todo o processo manual na execução das operações de entrada e saída de grãos no SAP é automatizado pelo módulo Gestão de Commodities. Uma vez no pátio, as etapas percorridas pelo caminhão são monitoradas pelo módulo Gestão de Pátio, eliminando gargalos e reduzindo o potencial de formação de filas na portaria. O módulo mobile gera transparência e credibilidade com os produtores, levando informações importantes de todo este processo para a palma da sua mão. Enfim, é uma solução bem interessante.” Para Bruno, a intenção é que futuramente haja ainda módulos relacionados à gestão de plantio e acompanhamento do que ocorre nas fazendas. (IARA NUNES) Leitura Estratégica . 47
GESTOR RURAL FERNANDO DANTAS | gestorrural@leituraestrategica.com.br
CAFÉ EM ALTA O consumo de café em nível mundial foi estimado em 165 milhões de sacas de 60 quilos num período seguido de doze meses. E, no Brasil, maior produtor e exportador de café, o consumo foi calculado em 21 milhões de sacas anuais, número que representa em torno de 13% da demanda mundial, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Com essa performance, o Brasil se mantém em segundo lugar no consumo, próximo dos Estados Unidos. BEBIDA DE MAÇÃ Pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) e da Embrapa Uva e Vinho (RS) desenvolveram uma bebida de maçã com lactobacilos vivos e que não precisa de refrigeração. Até agora, no Brasil, somente alimentos lácteos contêm esse microrganismo benéfico à flora intestinal. O novo produto atende consumidores com alergias e intolerâncias a leite e derivados ou pessoas com restrições alimentares. A Embrapa está em busca de parceiro para finalizar o desenvolvimento tecnológico e colocar o produto no mercado. POLINIZAÇÃO A maior parte – 76% - das plantas utilizadas para produção de alimentos no Brasil é dependente do serviço ecossistêmico de polinização realizado por animais. É o que aponta o 1º Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil. O documento mostra os impactos econômicos, ambientais e sociais da polinização para a agricultura do País e as ameaças a esse serviço, e serve de base para gestores públicos e instituições de pesquisa. Os 48 . Leitura Estratégica
INCENTIVO À RANICULTURA Com previsão inicial de implementação em 23 municípios goianos, o projeto ‘Rede de cooperação de empreendimentos econômicos solidários em ranicultura de Goiás’ pretende articular, formar e fortalecer a cadeia produtiva de ranicultura no Estado. A intenção é criar um Centro de Pesquisa, na Universidade Federal de Goiás (UFG), fortalecer a atuação da Associação de Ranicultores do Estado de Goiás (Goiás Rã) e estruturar polos nas cidades goianas com potencial para sediar módulos de produção solidária familiar.
serviços prestados por esses animais, especialmente as abelhas, à agricultura brasileira foi estimado em R$ 43 bilhões, em 2018, sendo associado principalmente a quatro cultivos de grande importância agrícola: soja, café, laranja e maçã. Na Amazônia, o maior exemplo é a castanha-do-Brasil, que depende totalmente das abelhas para sua reprodução. SECRETARIA É RECRIADA A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) foi recriada em Goiás, após a sanção pelo governador Ronaldo Caiado da Lei nº 20.417. Graduado em Engenharia Agronômica e com passagens pelo Senar Goiás, Antônio Carlos de Souza Lima Neto assume como secretário.
VACINAÇÃO Todos os criadores de bovinos e bubalinos devem imunizar as fêmeas de três a oito meses de idade contra a brucelose. O alerta é da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. A previsão da Agrodefesa é que neste semestre sejam imunizadas 1,2 milhão de bezerras bovinas e bubalinas. O prazo de vacinação neste semestre vai até 31 de maio. Já no segundo semestre, o prazo vence em 30 de novembro. ABAIXO DE 2018 O valor bruto da produção agropecuária (VBP) está estimado em R$ 564,3 bilhões para este ano, previsão de janeiro. O resultado está pouco abaixo do registrado em 2018, quando foi tingido o valor de R$ 570,3 bilhões.
APAIXONADOS POR MOTOS Mercado de motos premium acelera forte em Goiás. Saga Motos, com BMW e Triumph, é destaque 52
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SISTEMA B: EMPRESAS GOIANAS ADEREM
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AÇÕES PRÁTICAS PARA VENDER MAIS
MAIO 2019 - EDIÇÃO 03
MERCADO.A
SUSTENTABILIDADE | CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL
O "B", DAS EMPRESAS DO BEM Empresas goianas aderem ao Sistema B, a nova certificação que visa interligar boas práticas KARINE RODRIGUES Um escritório de advocacia teve uma revolução há menos de cinco anos, quando por meio de um cliente conheceu o Sistema B. O advogado especialista em Direito Empresarial, Marlos Nogueira, líder do escritório MN Advocacia Corporativa, relata que entre 2012 e 2013 fazia uma consultoria à incorporadora NewInc. “Na época eles desenvolveram um sistema diferenciado que buscava dentro do segmento tradicional de incorporação imobiliária criar algo que fosse 50 . Leitura Estratégica
de impacto. Era um projeto com ímpeto ambiental, social e tudo isso fazendo sentido do ponto de vista econômico. Que fosse o melhor, mas nem por isso o mais caro. Mas tinha de ser competitivo e com lucro. Então esse produto foi gerado. Eles logo começaram a trabalhar e serem premiados e reconhecidos”, estava criado o projeto Terra Mundi. Influenciado pela experiência do cliente, Nogueira foi conhecer mais profundamente o que era o Sistema B e se identificou com os pilares da certificação. Contrataram a Abissal Capitalismo Saudável e o Instituto Total para conduzir o processo, que ainda não foi finalizado, e no momento passa por auditoria para certificar. A novidade é que o escritório será um dos primeiros do Brasil a ter esta
ADVOGADO MARLOS NOGUEIRA CONHECEU O 'SISTEMA B' EM CLIENTE E INOVOU AO IMPLANTAR NO ESCRITÓRIO
certificação, mas os desafios são muitos. De acordo com Marlos Nogueira, o mais difícil é ter toda a cultura organizacional transformada e garantir que essa mudança permaneça. “Eu trouxe o modelo para dentro do escritório e isso foi bem assimilado pelos demais colegas. As pessoas que estão aqui comigo têm os mesmos princípios”, explica ele. Outro desafio são as questões ambientais, que no caso do escritório são limitadas para atender. O advogado destaca que tem contado muito na avaliação do escritório o impacto social gerado por um projeto fomentado pela família, amigos e colegas de trabalho. Trata-se do portal Somos Todos Gigantes, onde são expostos temas relacionados ao nanismo, síndromes raras e combate ao preconceito. “O portal é uma referência no Brasil para as pessoas e famílias afetadas com o nanismo. Esse é um investimento privado, o escritório que banca o projeto”, explica. O que o envolvimento no processo de certificação ou na manutenção disso traz de benefício para a organização como um todo? Não é uma certificação que traz um
CAMILA STORTI, DA ABISSAL, JÁ CONTABILIZA VÁRIOS PROJETOS EM GOIÁS
O QUE É O SISTEMA B Confira o que é e como funciona a certificação Criação O Sistema B foi criado em 2006 nos Estados Unidos e chegou ao Brasil em 2012, mas apenas em 2016 foi institucionalizado aqui. O que é Trata-se de um sistema global cujo órgão certificador se encontra EUA, o B Lab. Todas as empresas certificadas têm como objetivo principal serem melhores para o mundo. Trata-se de uma rede de empresas que contribui com a nova economia, mais inclusiva, que trata as pessoas e o meio ambiente de forma especial. Também é sobre gerar lucro, retorno para o acionista, além de fomentar a melhoria da qualidade de vida das pessoas que fazem parte direta ou indiretamente dessas empresas. Auditorias Todos os requisitos, os processos e a metodologia são americanas. Auditoria é feita por eles remotamente. Ao ser certificada, a empresa assina uma declaração de interdependência com o sistema, faz uma alteração no seu estatuto social incluindo cláusulas que vão resguardar o empresário, já que esse tem uma missão socioambiental importante, além de gerar lucro.
São cinco os pilares que sustentam o Sistema B Governança: Avalia toda a governança. Relacionamento: Direciona melhorias para o ambiente de trabalho. Meio Ambiente: Busca entender todas as suas práticas em relação a isso. Comunidade: Tenta entender como a empresa lida com a comunidade em torno do seu negócio, seus clientes, fornecedores e outros. Modelo de negócio: Avalia negócios de impacto ou um modelo de negócio convencional. Todas as empresas certificadas têm como objetivo principal serem melhores para o mundo.
resultado econômico imediato, como é que isso garante o propósito. Projetado para propor uma economia mais inclusiva, o Sistema B busca formar uma rede de empresas que usam a força dos seus negócios para melhorar a sociedade, tornando-a mais justa, ética e responsável pelas as ações que realiza –-na comunidade global. Com a missão de direcionar as empresas no caminho da sustentabilidade, a Abissal Capitalismo Saudável é uma empresa de consultoria que se propõe a implantar o conceito de equilíbrio entre as questões sociais, ambientais, econômicas e culturais. “Se não for socialmente justo e economicamente viável, não é sustentável. Pode até ser ecologicamente correto, mas não é sustentável”, ressalta a sócia-fundadora da Abissal, Camila Storti. Novamente a NewInc deu o pontapé inicial para integrar a Abissal ao Sistema B. “Foi depois de uma palestra que o sócio-fundador da NewInc, Claudio Carvalho, proferiu em São Paulo e apresentou o Terra Mundi, que é uma construção sustentável, e um dos mediadores disse que a empresa era a cara do Sistema B. “Ele me pediu para saber mais sobre essa certificação, fui pesquisar e entender. Entrei em contato com o Sistema B Brasil e após pouco mais de um ano, certificamos a NewInc.”. Ela diz que o papel da Abissal foi entender como é o processo de certificação e submeter a NewInc dentro desse contexto. Em 2014, quando a certificação se consolidou, Storti se aproximou do Sistema B Brasil que fica em São Paulo e, em 2016, se tornou conselheira, participando de eventos com players internacionais, além do convite, pelo BLab, para liderar a comunidade B Cerrado. Leitura Estratégica . 51
VEÍCULOS | MOTOS
EXPERIÊNCIA E EMOÇÃO EM DUAS RODAS O mercado de motos premium acelerou e deixou crise para trás. Clientes chegam a ter quatro motos na garagem LEANDRO RESENDE Nos últimos anos, o significado de moto ultrapassou o trivial veículo de duas rodas para transporte de pessoas e cargas. Ainda ausente no dicionário, mas presente no universo do motociclista está uma série de novos sinônimos: paixão, velocidade, sensação de liberdade e amizade. Todos ao mesmo tempo. E o segmento de motos premium é o que melhor reflete estas definições, pois as “máquinas” são adoradas e os objetos de desejo acessíveis quando se comparados a outros sonhos do mercado de veículos de luxo. Se um supercarro pode passar fácil de R$ 1 milhão, compra-se uma supermoto com menos de R$ 100 mil. A Saga Motos transita bem neste bom momento do setor, com vendas em alta. Por mês, as três concessionárias 52 . Leitura Estratégica
da rede em Goiânia (BMW, Triumph e uma de motos seminovas multimarcas) comercializam 70 motos premium por mês. O espaço, na BR-153 em frente ao Paço Municipal, se tornou o maior polo regional do segmento, abrigando, além da parte comercial e de serviços de assistência, peças e acessórios, um ponto de encontro que chega a receber 300 clientes e admiradores das duas rodas aos fins de semana. Geraldo Maia, diretor da Saga Motos, destaca que o segmento premium é diferenciado não apenas pela alta qualidade e tecnologia do produto, mas por toda atmosfera que envolve a compra (ou, melhor, as compras). “O nosso cliente busca novas experiências. Hoje é normal a primeira moto ser uma premium. E também é comum, falando neste público, o cliente ter, por exemplo, quatro
motos diferentes na garagem, uma para cada atividade ou de marcas diferentes. Uma big-trail para viagem, um naked e uma esportiva para velocidade e uma custon, para o fim de semana e passeios de clube de motos”, destaca. A expansão do segmento, em 2018, elevou a previsão de crescimento das montadoras de motos. A BMW planeja crescer 30%, com novos produtos, e esta trazendo ‘line-up’ repaginado, oferecendo ainda uma estrutura de um produto 310 HP, que não trabalhava. Na Triumph, a previsão de crescimento também está nos dois dígitos: até 15%. "Serão mais de 20 novos produtos (carros e motos) e serviços que acompanham as transformações da indústria premium da mobilidade e o prazer de dirigir”, afirma o presidente e CEO do BMW Group no Brasil, Aksel Krieger,
MAIS QUE UMA MOTO, UM ESTILO DE VIDA Complexo da Saga na BR-153. Três concessionárias em um único espaço. Líder absoluto de vendas. Na foto acima, Geraldo Maia, diretor da Saga
comentando sobre lançamentos. Nesse ano novas unidades serão produzidas na fábrica do BMW Group Brasil para a produção de motocicletas. “A qualidade e agilidade de produção em nossa fábrica própria nos permite ter a melhor e mais rápida resposta do mercado. Novas unidades serão introduzidas como a F 850 GS Adventure e, no último trimestre, começam a ser vendidas a R 1250 GS e a R 1250 GS Adventure e a nova S 1000 RR."
“Será um ano de manete puxado e de alto giro”, afirma Alejandro Echeagaray, presidente da fábrica do BMW Group em Manaus (AM). “A estratégia de ter a única fábrica exclusiva para produção de motocicletas do BMW Group fora da Alemanha será vital para nossos negócios no País nos próximos anos”, reforça Alejandro. Para Geraldo Maia, da Saga, cenário não poderia ser melhor. "Lançamentos são sempre muito aguardados."
O amigo compra uma moto premium e junto, em pouco tempo, traz mais amigos para comprarem as suas. O prazer de dirigir uma moto grande foi criando comunidades, que organizam viagens em grupos, participam de eventos e se reúnem para falar de, entre outros assuntos, motos. É, como dizem os especialistas em negócios, a maior carta do baralho: consumo de experiência – não se compra uma moto, se adere a um estilo e comportamento, com serviços e produtos complementares a este “mundo da moto”, como bares, roupas, clubes e até empresas especializadas em pacotes de Leitura Estratégica . 53
VEÍCULOS | MOTOS turismo de motos, com roteiros para grupos viajar pela Europa, Estados Unidos, Austrália, África do Sul, entre outros. O diretor da Saga Motos, Geraldo Maia, aponta que, juntamente com o produto, o setor evoluiu muito. Antes, o motociclista começava por uma moto menor, de 125 cilindradas, até chegar às motos maiores. “Hoje, já se começa com uma moto grande, com tecnologia de altíssimo nível. Praticamente pilota sozinha. Por isso, a montadora investiu muito em redução de riscos, enquanto a concessionária investe em uma série de ferramentas de segurança do cliente, entre elas, orientação e cursos de pilotagem no autódromo de Goiânia.”
GOIÁS, UMA LONGA HISTÓRIA COM AS MOTOS O diretor da Saga Motos, Geraldo Maia, aponta que mesmo durante os períodos mais difíceis do setor, na recente recessão econômica, o mercado recuou menos em Goiás que no restante do País. Geraldo destaca que a segurança e a força do agronegócio fortalecem as vendas de motos premium no Estado. “O registro de roubos de motos deste porte é próximo de zero, com eficiência da Segurança Pública para este crime, ao contrário de outros Estados, onde se tem inclusive quadrilhas especializadas.” As últimas supersafras de grãos fortaleceram a economia do Centro-Oeste. “Foi a região menos impactada com a crise. Tanto que existe um equilíbrio de vendas para a capital e o interior”, aponta Geraldo Maia. O histórico da relação dos goianienses com motos é antigo e de cumplicidade. Nos anos 60, corridas de motos eram realizadas em plena Avenida Goiás. Nas 54 . Leitura Estratégica
duas décadas seguintes, as motos tomaram conta de espaços importantes da capital, como a Praça Tamandaré. Nos anos 80, Goiânia foi a cidade brasileira escolhida para receber as duas únicas provas do Mundial de Motovelocidade – e, desde então, o Autódromo de Goiânia é apontado como o melhor do País para a categoria. “Os indicadores de motos por habitante, em todo País, sempre apontam Goiânia como líder nacional. Vários fatores favorecem, como o bom histórico e aceitação do veículo, clima quente
e pouco chuvoso o ano todo, renda per capita, modelo de trânsito e baixo índice de roubo”, destaca Geraldo. O executivo ressalta também o valor de revenda das motos premium. “Uma moto de valor agregado maior, pouco envelhece. A customização e a preservação muitas vezes fazem com que a revenda possa até ter um ágio na venda. Isso, quando ocorre, porque neste mercado é muito comum o proprietário acumular mais de uma moto na garagem do que vender”, aponta.
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VEÍCULOS CAOA CHERY, SUBIU O SARRAFO Os chineses da Chery já sentem o cenário mudar para a montadara, nas mãos do empresário Carlos Alberto Oliveira Andrade (Caoa). Quando o assunto é vender carro, ele é o especialista. Principal responsável pelo fortalecimento da coreana Hyundai no Brasil, há pouco mais de uma década, Carlos Alberto comprou 50% da operação chinesa no País. A diferença é que agora, com a Chery, é sócio, enquanto na coreana, produz sob licença. A meta de 2018 foi superada. A marca asiática, que prevê investir R$ 2 bilhões até 2023, vendeu 170% mais que no ano anterior e passou de 0,19% de participação no mercado para 0,55%. Para 2019, a meta é vender 38 mil carros – alta de 280%. Na linha de produção da Caoa/Chery, o SUV Tiggo 7 e Tiggo 8, já produzidos na planta industrial de Anápolis. E a rede de revendas, já se espalha: de 25, em 2018, serão 111, neste ano.
UMA SOMBRA DE DÚVIDAS Mas se para a Chery, o momento é para comemorar, para o Estado de Goiás, é de roer unhas. O descontentamento da indústria goiana - entre elas, as montadoras com a política fiscalista e a redução dos incentivos, somada a ação estratégica da Caoa na negociação de compra da fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo. BASTIDORES Consolidando este passo da Caoa em São Paulo, com o governo paulista agressivo na política de desenvolvimento, é questão de tempo para uma "transferência" (silenciosa) de linhas de produção, esvaziando a unidade goiana. Sem apoio no Estado, pode não ser a única fábrica automobilística a dizer "adeus" a Goiás. GOIÁS FORA DA ROTA O Programa Rota 2030, que extingue o Inova-Auto e traça diretrizes da produção de carros no Brasil, sancionado pelo governo federal no ano passado, excluiu as 56 . Leitura Estratégica
montadoras de Goiás do processo e deu uma dor de cabeça para Anfavea, associação dos fabricantes. Passou no Legislativo e Executivo Federal sem reação dos parlamentares goianos e do executivo estadual.
PORSCHE GOIÂNIA A Porsche Brasil já acelera para expandir sua presença com lojas no País. Dois meses após celebrar a abertura da Porsche BH, a marca alemã já anunciou a inauguração da próxima: Porsche Goiânia – a segunda da marca no CentroOeste, pois já está em Brasília. “O mercado brasileiro mostra bom potencial e a marca Porsche já possui uma base de clientes muito fiel no País. Queremos expandir nossa presença e nos aproximar cada vez mais de nossos clientes", afirma Werner Schaal, diretor de vendas da Porsche Brasil.
O PROGRAMA O Rota 2030 determina regras para o setor e benefícios. Vão de economia de combustível e matriz energética a segurança. Por outro lado, empresas recebem descontos tributários, com desconto de IPI, por exemplo, para metas de eficiência energética ou carros híbridos e elétricos. Além de concessão de até R$ 1,5 bilhão para a montadora que investir R$ 5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. Importadores não terão acesso aos benefícios do programa. JUSTIÇA Mas, por incrível que pareça, o Congresso representa todos os Estados e suas leis têm essa abrangência, e o Governo Federal não deveria selecionar ou excluir, o Estado de Goiás não foi incluído
no texto do programa – apesar de incluir o Nordeste de última hora. Depois da mancada, governo goiano tenta reverter e montadoras locais ameaçam ir à Justiça, pois benefícios goianos acabam em 2020. NOVA FRONTIER A Nissan participou da Tecnoshow Comigo, em Rio Verde, e o destaque no estande foi a picape da montadora japonesa, a Nissan Frontier - além do compacto March, do sedã Versa, e o crossover Kicks, todos fabricados em Resende (RJ). FRAUDE GO E DF Mais uma operação da PF que envolve venda de carros. Desta vez foi a Operação Cosplay, para combater crimes de falsidade ideológica e de lavagem de dinheiro envolvendo a compra e venda de veículos usados em Goiás e no Distrito Federal. Grupo criava empresas fictícias em nome de “laranjas” para atividades empresariais fraudulentas. As ações ocorriam em duas cidades goianas, Brasília e onze cidades-satélites. ICON AVIATION A família Klein, donos de 25% das Casas Bahia e gestora de imóveis, investe pesado no mercado de aviação executiva, com a Icon Aviation. Michael Klein colocou mais de R$ 60 milhões, em 2018, na empresa. A expectativa é crescer 40% no ano. FROTA NA CAPITAL Pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) concluiu que a capital goiana tem 1 carro para cada 2,42 habitantes. Goiânia tem 605 mil carros e possui a 6ª maior frota do país, apesar de ter a 11ª maior população. Goiânia fica atrás das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba. No número de motos, a cidade fica em 4º no ranking, com 291 mil veículos.
Espaço dos CLÁSSICOS A Leitura Estratégica lança o Espaço dos Clássicos dentro da coluna Veículos. Sempre na linha de olhar para o futuro e valorizar o passado, a revista trará, a cada edição, um veículo (carro, moto, caminhão, avião ou bicicleta) que marcou história.
FORD CORCEL, O CINQUENTÃO
Nesta primeira edição, um cinquentão: Ford Corcel. Valente, como muitos os chamava, o Corcel foi lançado em 1968. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Renault. Na França, chamou de Renault 12. Um ano antes, em 1967, a Ford brasileira deu um grande salto: comprou o controle da Willys Overland – que veio no pacote os modelos Rural, Aero Willys e os Jeeps. A montadora americana aproveitou e lançou o Corcel – que já estava no forno. Por que o nome Corcel? Homenagem ao irmão de Ford, o mito e já famoso “Mustang” – lançado quatro anos antes. O Corcel primeira geração é muito difícil ver nas ruas. Já o Corcel II, versão atualizada do “valente”, em 1977, ainda é comum, na periferia e cidades do interior, topar com algumas relíquias. O primeiro Corcel apareceu como um sedã de quatro portas. O cupê veio em 1969 e em seguida a perua Belina. Gente, a Belina. Lembra? Logo faremos uma coluna com a Belina, certeza. Em 2018, o Ford chegou a 50 anos de história. Na época do projeto, ainda na gestão Willys, era denominado de “Projeto M”. Ele chegava no mercado para concorrer com o Fusca, da VW. Os carros pequenos eram a revolução da época, surgindo nos anos 60 e 70, o DKV, SP2, Brasinca, Gordini, Kombi, Puma e Opala. É só lembrar dos carros que rodavam nas ruas, eram verdadeiros “barcos”, como Cadilac Eldorado (rabo de peixe), Studebaker, Impala, “cachambo”, Itamaraty, Democrata e o Ford Landau, entre outros. Ainda sobre o Corcel 68, foi fabricado até 1986, com versão GT, Corcel II, Del Rey, Scala, Belina e Pampa. Os pioneiros vieram com o modesto motor 1.3, de 62 cavalos, mas logo chegou a 85 cavalos (padrão a partir de 1972). Nos anos 80, o modelo ruiu diante dos “modernos” Monza (Chevrolet) e Passat (VW). O Corcel se aposentou, em 86, cedendo espaço ao Escort. Leitura Estratégica . 57
VENDER OU VENDER FRANCISCO CARLOS | Especialista em vendas B2B no setor de software
AÇÕES PRÁTICAS QUE VÃO TE AJUDAR A BATER METAS! Todas as empresas buscam bater as metas e aumentar as vendas. É assim que ocorre o crescimento: através de uma busca constante por melhora. Existem diversos conceitos e teorias que podem ser aplicados para alcançar esses objetivos, mas, por trás deles, existem ações práticas que podem ajudar bastante. Vamos ver algumas delas a seguir! A relação com o cliente O relacionamento profissional começa a partir do relacionamento pessoal. Por isso, além das ideias mais básicas, como o bom atendimento, ações bem simples como o uso de brindes e de descontos ou certos benefícios pessoais são uma ótima forma de aumentar muito o número de vendas. A fidelização de clientes é um ponto primordial no qual deve-se investir. É um fato bem conhecido que conquistar um cliente novo é muito mais caro do que manter um cliente antigo. Portanto, qualquer ação para fidelizá-lo e garantir compras recorrentes deve ser feita com muito capricho. Assim como a fidelização de clientes existentes é importante, a recuperação de clientes inativos também é. Isso é uma ótima forma de aumentar as vendas. Na maioria das vezes, esses clientes ainda lembram da experiência positiva que tiveram com a sua empresa e precisam apenas de um “empurrãozinho” para voltar a usar o seu serviço. Um contato ou uma oferta bem tentadora podem parecer ações simples, mas eficazes para aumentar as vendas. Por fim, a prospecção de clientes é um dos principais objetivos e um dos maiores alavancadores de vendas. Esse jogo é o jogo dos “números”. Quanto mais prospectos você aborda, maior é a sua chance de sucesso. Porém, esses números caminham também para o outro lado, e se você aborda um número muito grande de clientes, sem nenhum ou 58 . Leitura Estratégica
pouco critério, acaba perdendo o tempo de todos. É fundamental, então, tomar ações práticas que encontrem esse equilíbrio. Procure contatar o máximo de clientes possíveis, mas foque naqueles que têm as chances mais reais de fechar um negócio. Visite feiras, palestras e quaisquer eventos que podem aumentar o seu networking. Até mesmo eventos que não tenham ligação direta, mas onde muitos dos seus clientes podem estar, são uma ótima forma de conquistar novas vendas e mostrar que você se importa bastante com o setor no qual ele se encontra. O diferencial da sua empresa É muito importante, também, se diferenciar. Sua empresa precisa ser única e ter uma característica que a defina como especial. Por exemplo, uma empresa menor, muitas vezes, não tem como competir com grandes corporações, que podem praticar um valor que beira o desleal. Portanto, a solução pode ser apostar em outra característica, como um atendimento personalizado e ágil. Cada empresa precisa usar o que tem de especial. As ações de marketing Por fim, as vendas são a etapa final de um processo bem longo. Toda a interação com a sua empresa contribui para uma experiência positiva, que pode resultar em uma venda. O marketing está na outra etapa do processo, e começar com o pé direito ajuda bastante a ter um final bem forte. Portanto, fazer um investimento nessa etapa é uma ótima forma de conquistar mais vendas e bater as suas metas. Vender é sempre o maior objetivo e este deve ser alcançado através de ações inteligentes e positivas. Com a nossa consultoria, você pode aumentar as suas vendas e ter ainda mais sucesso. Confira a nossa lista de espera para o próximo treinamento e aprenda outras ações ainda mais eficazes.
MAIO 2019 - EDIÇÃO 03
GESTÃO.+
O HISTÓRICO BANDEIRANTES Ícone do Centro de Goiânia por décadas, a Leitura Estratégica relembra a saga do Hotel Bandeirantes 65
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PARQUE DO CERRADO VAI SAIR DO PAPEL
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PAPO DE MARCELO PIQUIRAS E HAIKAL
EXECUTIVOS OLHO GREGO O executivo João Grego está acostumado a desafios. Formado em Ciência do Computação, na UFG, Grego foi acumulando logomarcas no currículo. Entre 2005 e 2011, foi CIO da Coca-Cola (Refrescos Bandeirantes) e CEO da Red White. Mais recente, por 18 meses, foi gestor de Marketing do Goiás Esporte Clube, onde saiu recentemente com uma aprovação altíssima com a torcida e um legado de profissionalização do marketing do clube. Sua saída, e da sua equipe, foi o pontapé inicial de um novo projeto. "Criamos uma fábrica de experiências. Assim que surgiu a Do.iT Experience. Nosso objetivo é propor e implementar - executar é crucial - ações de ativação de marca focada em experiências que sejam relevantes e inesquecíveis para as marcas e principalmente para os consumidores dessas marcas", disse João Grego. "Não estamos apenas no segmento esportivo, que é nosso berço, claro, mas pensamos em todos os tipos de evento. Contamos com um braço forte de produção de conteúdo audiovisual e gestão de redes sociais", completou.
TEND TUDO O conselho de administração da BR Home Centers, dona da rede de lojas de materiais de construção Tend Tudo, contratou Enéas Pestana como diretor-presidente para o lugar de Willian do Vale. Experiente, Pestana foi presidente-executivo do GPA, ex-Pão de Açúcar entre 2010 e 2014.
ACIEG Rubens Fileti é o novo presidente da Associação Comercial (Acieg). Há 13 anos na entidade, Rubens é empresário no setor de TI, com as empresas Senior Advanced e Maxxsoft. Na Acieg, onde era vice-presidente, ocupou vários cargos, como a Câmara de Inovação e Tecnologia, onde organizou vários eventos e missões da entidade ao exterior.
GRUPO MPL Jayme Diogo, publicitário e professor de MBA, assumiu a Gerência de Marketing do Grupo MPL (M.Pollo, Paco e PkPaco). Jayme já passou pela Enredo, Saga, Jaime Câmara, Cevel e deu aula em várias faculdades e pós-graduações da capital.
Antônio Fernandes, executivo que já atuou em vários grandes laboratórios, como Aché, EMS e Medley.
GEOLAB Foi contratado pela Geolab, Marco
FIEG O novo presidente da Fieg, Sandro
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Mabel, contratou a jornalista Sandra Persijn, como nova gerente de Comunicação da Federação. Sandra passou quase três anos na Presidência da República, em Brasília, no período Temer, e outros três anos na Câmara dos Deputados.
JUCEG O empresário Euclides Barbo de Siqueira, que presidiu a Acieg de 2016 a março de 2019, assumiu a Presidência da Junta Comercial do Estado de Goiás. PASSEIO DAS ÁGUAS O gestor de Marketing Rommel Sena assumiu a gestão do Marketing do Shopping Passeio das Águas. Além do Flamboyant Shopping Center, Rommel, formado pela PUC em Administração e pós na Dom Cabral, atuou em voos solos e pelo Marketing da Cambury, Fundação Aroeira, Instituto Flamboyant, BrasilCenter Embratel e Senac Goiás. PIRACANJUBA Para a Gerência Nacional de Congelados, a Piracanjuba foi buscar Marcos Tateishi, que trabalhou 14 anos na Unilever, onde começou como vendedor e chegou a gerente regional de vendas da Kibon. Tateishi formou em Administração em Marília (SP), na Univem, e fez especializações pela FGV.
e Compliance da Coty, por dois anos . O executivo, formado na UFU, tem experiência de mais de quatro anos na Hypera e outros cinco na Algar. SINAGRO Após experiência no Grupo Scodro, na Syngenta e banco Original, o engenheiro agrícola Fábio Tinel assume o cargo de Head de Barter & Operações Estruturada do Grupo Sinagro – que tem 12 unidades de distribuição e atua em quatro Estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia. VEGA O gestor de Marketing Alessandro Sisan deixou a Euroamérica e já está em nova casa, no Grupo Vega. CJ SELECTA O economista Alessandro Reis assumiu a cadeira de Chief Operating Officer (COO) na CJ Selecta. Ele está na empresa desde 2007. LG
PIRACANJUBA II Outra cara nova na Piracanjuba é Rogério Mendes, que assumiu a TI do grupo. Mendes é professor do MBA da Unialfa e atuou na área de Tecnologia
CBEXS
Anibal Freitas assina agora como novo Diretor de Serviços da LG - empresa goiana de tecnologia. Faz parte da sacudida que a empresa promoveu na diretoria desde o ano passado.
A palavra de ordem na saúde brasileira em 2019 é gestão. Com este objetivo, Goiás inaugurou, em fevereiro, o Capítulo do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs), principal entidade associativa de gestores da área da saúde no mundo, com 45 mil sócios. O professor Christiano Quinan assumiu a presidência do Chapter Goiás do Colégio. Ele é consultor, professor da FGV e sócio-fundador do Grupo The1 (Brasil e EUA).
GOIANO ASSUME VP DE BANCO ALEMÃO EM NY, AOS 30 ANOS Um goiano em Nova York. Não é título de filme, mas a trajetória do administrador Ralf Magalhães tem um roteiro impressionante, porém inacabado. Aluno do Externato São José, no Setor Oeste, o goiano foi para São Paulo, onde se graduou na Mackenzie, com pós em administração bancária na FGV. Aos 30 anos, já trabalhando em Nova York, assumiu, em janeiro deste ano, uma das vices-presidências do Deustche Bank – onde entrou há mais de uma década, ainda quando morava e estudava no Brasil. A Leitura Estratégica tentou uma entrevista com o executivo, mas por questões de compliance, o pedido não avançou – a revista usou informações públicas. O cargo de VP na estrutura de alguns bancos nos EUA é diferente do usual no Brasil, mais comparável à uma superintendência que ao segundo nome da instituição. Ralf assumiu a área de contas institucionais para transações globais do Deustche – VP Sales & Client Manager. Leitura Estratégica . 61
GOIÂNIA | URBANISMO
PARQUE DO CERRADO
SAI DA GAVETA Anunciado em 2015, o projeto do Parque do Cerrado está pronto e aprovado, no entanto estava na gaveta. Abertura de ruas marca nova etapa
IARA NUNES Goiânia abriga uma das maiores áreas verdes do País e por isso deveria ser capaz de oferecer bons espaços públicos e qualidade de vida aos seus moradores: calçadas, comércios, bancos, árvores, todos esses elementos fazem diferença no deslocamento e na fruição das atividades diárias. Se as praças estão inseridas nos bairros e na vida cotidiana, são os parques que proporcionam outra experiência: a possibilidade de ‘sair’ da cidade por algum tempo, relaxar, se exercitar ou apenas sentar com calma embaixo de uma árvore.
Os parques têm funções paisagísticas, neutralizam os efeitos da população em consequência do processo de oxigenação, reduzem a poluição sonora, diminuem a temperatura externa, promovem sombra, além de contribuírem significativamente para a valorização do seu entorno. Na verdade, a capital tem sim bons exemplos a serem citados. Um deles é o Parque Flamboyant. Inaugurado em 2007, a área foi doada à Prefeitura pelo empresário Lourival Lousa. À época, o bairro Jardim Goiás, apesar de antigo, era pouco povoado e não tinha muita estrutura.
"Os parques são o retrato da cidadania e da qualidade de vida para a população das cidades" Geraldo Rocha, executivo que atuou na criação do Parque Vaca Brava
62 . Leitura Estratégica
O superintendente do Flamboyant Shopping Center, João Ricardo Gusmão Ladeia, conta que o projeto foi desenvolvido pelo Flamboyant e doado para o município. “Sem dúvida é um ambiente que só traz benefícios. A urbanização é incrível, uma área que anteriormente estava degradada ou sem utilização e foi transformada em um equipamento que a comunidade toda pode usufruir. ” O espaço promove recreação, esportes e lazer. Além disso, trouxe valorização imobiliária para a região. Hoje, o setor é um dos mais valorizados da capital, beneficiando a própria prefeitura via arrecadação de IPTU. Uma referência não apenas para o setor como para a própria cidade. O Parque do Cerrado, retirado da gaveta em abril, será construído nas proximidades do Paço Municipal e promete transformar a região. Ao contrário dos demais, é grande, gigante, para se ter uma ideia, o espaço destinado à sua construção ocupa uma área oito vezes superior à do Vaca Brava. O maior da cidade, localizado no Parque
Lozandes, na região Sul da capital. Todas as grandes cidades têm um grande parque: Em São Paulo, o Ibirapuera, em Belo Horizonte, o Pampulha, em Brasília, o Parque da Cidade. Goiânia conta apenas com parques de bairros, pequenos, sobrecarregados pela ausência de um parque maior, mas que mesmo assim têm efeito acelerador e de grande benefício para a população no desenvolvimento urbano e social, alterando hábitos, práticas esportivas, todos os efeitos positivos trazidos por esses espaços. O Parque Vaca Brava é outro caso de sucesso. Geraldo Rocha, presidente do grupo Partner Corporate, participou ativamente da obra e lembra da degradação do local. “A nascente estava poluída e gerava um grande acúmulo de resíduos urbanos com mau cheiro e lixo”, conta. Ele relata ainda que a sua construção foi idealizada com o intuito de melhorar a qualidade de vida dos moradores da região do alto do Setor Bueno e criar uma interação entre a comunidade e o Goiânia Shopping. “Estas áreas são o
retrato da cidadania e da qualidade de vida principalmente para metrópoles como Goiânia e outras capitais." São hoje os cartões postais da cidade, beneficia a população e a Prefeitura, por serem equipamentos urbanos - assim que eles são citados - que contribuem para o desenvolvimento imobiliário, com fomento de serviços empresariais e receita recorrente de taxas e tributos municipais, como ITBI, ISS e IPTU. Sua manutenção, uma das travas citadas pela Prefeitura antes do início da sua construção, se paga quase que de imediato. O Parque Flamboyant e o Vaca Brava, por exemplo, elevaram os tributos municipais em suas regiões. PARQUE DO CERRADO O Parque do Cerrado terá uma área verde de 700 mil m2 e pela primeira vez no Brasil o desenvolvimento de um projeto de parque contou com a participação da sociedade. Estudantes, moradores da capital, ambientalistas e esportistas contribuíram para a sua elaboração.
"Trata-se de uma referência não apenas para o setor como também para a própria cidade"" João Ricardo Gusmão, executivo do Flamboyant Shopping Center, idealizador do Parque Flamboyant
Leitura Estratégica . 63
GOIÂNIA | URBANISMO
O projeto, assinado pelo renomado arquiteto e paisagista Guilherme Takeda, referência no País neste tipo de trabalho, conta com ambientes que como horta comunitária, cinema ao ar livre, mirante, teleférico, biblioteca, teatro, espaços fitness, pista de skate e patins, ciclovia, passarela, quadras esportivas e muito mais (ver info abaixo). Segundo Takeda, uma obra desta envergadura costuma passar por inúmeras solicitações de órgãos municipais até ser liberado para execução.
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“Isso é normal. E é feito para alcançarmos o melhor resultado possível, tanto para o Parque do Cerrado, quanto para o município”. Foram realizadas, continua, alterações solicitadas pelos técnicos da Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia (Amma), -para adequação das soluções por eles propostas, afim de, não somente preservar a vegetação existente, como estimular o ecossistema da região. A Associação do Parque do Cerrado foi criada em 2015 para acompanhar e
vistoriar a execução. O seu presidente, Paulo Sérgio Simão Junior, lembra que o projeto esteve travado por muitos anos, mas está otimista com o início do trabalho. “A discussão foi iniciada apenas no fim do governo do prefeito Paulo Garcia, e com a entrada de Iris Resende houve alteração de grande parte de sua estrutura. No entanto, este começo tem sido excelente, estou acompanhando as obras e logo iremos executar uma nova etapa."
MEMÓRIA | HOTEL BANDEIRANTES
NO TOPO DA ANHANGUERA Hotel Bandeirantes atravessou quatro décadas no Centro como ícone de Goiânia e referência dentro e fora do Estado. Fundado em 1959, fechou as portas em 2003 LUISA DIAS Planejamento e muito trabalho, esta foi a fórmula de sucesso usada durante praticamente quatro décadas pelos sócios Amadeu Lettieri, Joaquim Machado e Hélio Lage Polli, que em 1959 abriram o Hotel Bandeirantes, localizado na principal avenida da jovem capital goiana. Outros dois proprietários chegaram a fazer parte da sociedade, mas rapidamente o negócio ficou na mão dos três empresários. Em frente ao monumento em homenagem aos bandeirantes, os pretensos colonizadores de Goiás, na Avenida Anhanguera, o prédio com quatro andares e subsolo, cravou parte da história da hotelaria goiana. Joaquim Machado era tesoureiro do projeto e foi quem convidou Amadeu Lettieri, no Rio de Janeiro, para tocar o negócio em Goiás. Hélio Polli respondia pela contabilidade e pelas finanças. O profissionalismo começou com uma pesquisa de mercado, seguida pela formação de uma equipe com profissionais do Rio e investimento em um empreendimento que reunia hospedagem e lazer, que se tornou referência de negócios e também da cultura goiana. Às vésperas da fundação de Brasília, em 1960, foi no Hotel Bandeirantes que várias personalidades da história do País cravaram seus nomes, hospedadas em seus quar-
Etiqueta de mala oferecida no Hotel Bandeirantes a seus clientes. Hoje, etiqueta é comercializada em site de vendas na internet por R$ 35
tos, divididos em três pavimentos. O trabalho era marcado pela obstinação e dedicação do trio, que tornou o local referência de Goiás dentro e fora do Estado. O hotel de quatro estrelas recebeu artistas, políticos, escritores e um público ávido por investir e fomentar a região. Era o caso do senhor Aldo Grassi, que morava na Itália, mas tinha investimentos em Goiás. É dele o primeiro nome registrado no livro do Hotel Bandeirantes, guardado por uma das herdeiras de Lettieri, sua filha Viviane, que como administradora atuou na empresa a partir da década de 1980. Ele se hospedou no dia 26 de maio de 1959 e partiu quatro dias depois.
Em seu auge, o hotel chegou a contar com 73 apartamentos com hóspedes, que movimentavam a cidade durante viagens de negócios, turismo ou mesmo visitas familiares. Aberto apenas com um piso inicialmente, o hotel tinha um restaurante amplo e na sequência, teve boate, salão de festas, bar e locais para eventos empresariais. Sua história foi registrada pelo escritor Ubirajara Galli, no livro A história da hotelaria em Goiás - Dos pousos dos bandeirantes ao século XXI. É dele o relato do apogeu e da decadência do negócio, assim como causos que fizeram do local o cenário de histórias peculiares e outras tantas importantes. “Eu mesmo frequentei o hotel.” Leitura Estratégica . 65
MEMÓRIA | HOTEL BANDEIRANTES
No relato do seu livro, publicado em 2005, ele conta a história, por exemplo, do senhor Johann Schimidit, recebido com honras pelo governo de Irapuan Costa Júnior, com tratamento de outros visitantes europeus. Com o carro oficial e hospedagem no endereço do Hotel Bandeirantes, ele dizia que iria ser o grande padrinho da indústria goiana. Depois foi revelado que ele havia fugido de um manicômio em Santa Catarina. Nas memórias do jornalista e colunista social Arthur Rezende, o Hotel Bandeirantes marca o início da sua carreira. “Era o point onde todos se encontravam. O atendimento era muito bom e o local luxuoso, prático e de muitas amizades, onde ocorriam inclusive negócios. O mundo político também se encontrava lá. Eu era muito jovem e comecei a escrever, então buscava bons locais, de encontros da sociedade. Os acontecimentos do hotel se tornaram notícia”, explica ele.
Entre as notícias estava o Clube da Feijoada, que marcou os sábados da capital, em especial na década de 1970. “Tivemos um prato do dia e, no sábado, a feijoada. A comida tinha um sabor sofisticado, que nunca mais senti”, explica Viviane Lettieri. Inicialmente, os chefs, o maitre, o confeiteiro e outros profissionais eram trazidos do Rio de Janeiro e treinados pelo senhor Amadeu. Nos demais dias, o restaurante sempre oferecia o prato do dia, que depois seria copiado por outros estabelecimentos. O local também foi o alicerce da carreira de diversos artistas plásticos, que além de exposições, deixavam nos corredores e nos quartos do hotel suas obras. Entre eles, Siron Franco, Cléber Gouveia, DJ Oliveira e Frei Confaloni. “Era um espaço dos artistas goianos, que muitas vezes não podendo custear os coquetéis, negociavam com as obras”, explica Viviane. Parte do acervo foi per-
dido durante as negociações da venda do hotel, nos anos 2000, para a família Calil. A decadência do hotel, que foi importante formador de mão de obra do Estado, começa com abertura do Castro’s, na década de 1990, já no Setor Oeste, mas combina outros fatores. “O Centro mudou de perfil. Não era mais o lugar refinado que costumava ser e hotel não se adaptou”, explica Viviane. A sua análise é confirmada pela história da capital, que em diversos momentos buscou revitalizar o Centro, relegado ao comércio popular. A retirada do canteiro central da Avenida Anhanguera e a circulação dos ônibus, acrescidos da falta de estacionamento, marcam o final do sucesso do Hotel Bandeirantes. “O Centro deixou de ser um lugar importante. Essa clientela migrou para o Setor Oeste”. Durante 15 anos, Eliane Ribeiro Machado, filha de Machadinho, trabalhou no hotel e chegou a ocupar o cargo de diretora financeira. Ela lembra com carinho que até a década de 1990, o hotel era o melhor de Goiânia e reunia as tradicionais famílias goianas no restaurante ou nas festas noturnas. A decadência foi marcada pela chegada da concorrência, mas também pela mudança da cidade. “A implantação do eixo Norte-Sul na avenida Anhanguera atrapalhou muito o andamento do hotel. Não tínhamos como expandir e (em 2003) veio a fechar suas portas. As gerações que frequentaram o Bandeirantes jamais o esquecerão.”
HISTÓRIA COMEÇA EM MINAS
É da família do senhor Amadeu Lettieri parte das memórias do Hotel Bandeirantes, que fechou no ano 2000, seguido em poucos anos pela morte de um dos seus mais brilhantes fundadores. Era na parte do atendimento que seu Amadeu, formado em hotelaria em Nice, na França, tinha destaque. Nascido em Minas Gerais, o em-
presário aprendeu parte do ofício no Grande Hotel de Araxá, onde conheceu o presidente Juscelino Kubistchek, que na época era governador do estado. Foi dele a ideia de levar o jovem Amadeu para França estudar hotelaria, já que o hotel era estadual. Ao voltar da França, Amadeu prestou serviço em Minas Gerais, como
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UM POUCO MAIS SOBRE "O BANDEIRANTE" A primeira exposição individual de desenhos do artista Siron Franco foi no salão do Hotel Bandeirantes. A boate do Hotel Bandeirantes foi inaugurada pelo show da Maria Betânia, que ainda era uma cantora no início da carreira. Ela era localizada no subsolo. Na década de 1980, houve uma reforma e deixou de ser boate para ser Cave Piano’s Bar. No governo de Mauro Borges, o hotel era responsável pelo buffet oferecido nas festas no Palácio das Esmeraldas. Na década de 1970, o hotel chegou a contar com uma sala de cinema, com exibição de filmes do circuito comercial. Vários casamentos foram realizados no Hotel Bandeirantes. O restaurante do Hotel Bandeirantes era ponto de encontro da sociedade goiana, com buffet primoroso e atendimento impecável. O primeiro hóspede foi o empresário Aldo Grassi, italiano e proprietário do Moinho Goiás, que voltaria muitas vezes ao hotel. Vários artistas frequentaram a casa, como Caetano Veloso, Roberto Carlos e Antônio Fagundes. Rolim Adolfo Amaro, fundador da TAM, era cliente do hotel quando ainda pilotava.
parte do acordo com o governo, depois seguiu para o Rio de Janeiro, onde trabalhou no Iate Clube, mudou-se para Uberlândia, onde se casou e abriu um restaurante, para em seguida aceitar o convite de Joaquim Machado para abrir o Hotel Bandeirantes. “Sempre pudemos ver uma grande paixão no que ele fazia, e o zelo e a de-
dicação que ele tinha para com o Hotel só era superada pela maneira como ele tratava seus filhos. Eu mesmo passei grande parte de minha infância correndo pelos corredores do hotel, pois acho que meu pai queria sempre ter por perto suas duas grandes paixões, os filhos e o hotel”, conta o filho Amadeu Lettieri, que herdou o nome do pai.
Entre os hábitos de seu Amadeu estava a checagem de todos os apartamentos, o que fazia usando as escadas, porque não gostava de elevador. Para ele, mais do que uma empresa, o hotel era uma extensão da sua casa. Almoçava todos os dias no restaurante, sempre na mesma mesa, próxima à cozinha, de onde observava todo o salão. Leitura Estratégica . 67
INDÚSTRIA | TRIBUTOS
RISCO REAL DE GOIÁS DESINDUSTRIALIZAR Estado regride nos índices de expansão industrial e corre o risco de perder grandes investimentos no setor. Para especialistas e líderes, momento é crítico para Goiás LUISA DIAS Primeiro lugar em expansão industrial no cenário brasileiro entre 2000 e 2016, este era o título que Goiás fazia questão de ostentar. Mas o cenário pós-eleitoral e ainda no encalço dos efeitos da crise econômica, corre o sério risco de perder as conquistas das últimas décadas e sofrer o processo inverso, a desindustrialização. De novembro de 2016 a novembro de 2017, a indústria goiana cresceu 17% e apresentou o maior crescimento dentre 15 Estados avaliados, segundo a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Goiás saiu à frente com índice de crescimento de 17%, e o Estado do Pará se destacou em segundo lugar, com aumento industrial de 10,7%. Mas o último ano foi de desaceleração e chegou a índice negativo na mesma pesquisa. Goiás foi o Estado brasileiro que mais recuou na industrialização e atingiu a taxa de -2,6%. Se há um ano, o IBGE constatou o crescimento da indústria em Goiás impulsionado principalmente pelos setores de produtos alimentícios e de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico e biodiesel), agora a pesquisa começa 68 . Leitura Estratégica
"No geral, ainda falta no setor público essa visão de longo prazo que sempre deve existir dentro da empresa" Otávio Lage de Siqueira Filho, presidente da Adial a somar as perdas e já mostra o anúncio da retirada de empresas do cenário industrial goiano - no entanto, a maioria prefere adotar uma saída silenciosa e gradativa. Resultado de uma política de incentivos fiscais que tornou Goiás atraente para as indústrias, a industrialização dos últimos 30 anos se tornou uma incógnita para investidores e para a sociedade. O novo governador do Estado, Ronaldo Caiado, diante do anúncio das dívidas do Estado, constrói uma narrativa que os incentivos são uma política de renúncia fiscal bilionária, levando o debate para dentro da Assembleia Legislativa, que criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o tema. Mas o que pode acontecer se essas indústrias partirem em retirada? Entre os beneficiados diretos pelo setor estão mais de 400 mil empregados, fora terceirizados e toda a infraestrutura envolvida nas operações de marcas como multi-
nacionais e nacionais que têm fábrica em Goiás. Com a constante migração de empresas entre os Estados, o resultado é uma disputa tributária federativa sem precedentes, que precisa de estratégia e competência dos gestores para não gerar perdas para a sociedade. Um acordo entre industriais e o governo goiano, com uma redução da política de incentivos fiscais no Estado, dever gerar, em um ano, uma receita de R$ 1,3 bilhão, segundo a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial). Na contramão de outros Estados próximos, como Minas Gerais e Distrito Federal, que buscam atrair empresas insatisfeitas neste novo cenário político e econômico. No caso do Distrito Federal foi sancionada legislação de convalidação dos incentivos fiscais e outras medidas tributárias. A advogada Fernanda Terra de Castro Collicchio, da Terra e Vecci, que trabalha diretamente atração e adequação
"Só justifica a grande indústria em Goiás com incentivos. Nosso mercado consumidor é irrelevante" Fernanda Terra, advogada tributarista
"Nenhum governo quer ter a desindustrialização como marca" Liz Marília Vecci , advogada tributarista de incentivos fiscais em âmbito estadual para novos investimentos. É um mercado que comporta hoje 50 mil indústrias e 200 mil empresas, sendo que deste total, menos de 600 são incentivadas. E da lista dos 100 maiores arrecadadores do Estado, 68 são incentivadas. Este é o resultado, sobretudo, das obrigações legais das empresas beneficiadas, que devem estar em dia com os tributos para receber os descontos. Essas empresas são resultado do Fomentar, programa de incentivo ainda da década de 1980, e depois do Produzir, quando o governo assumiu uma postura mais agressiva de captação de investimentos e acelerou o desenvolvimento industrial, a partir de 1998. “Nós não te-
mos um mercado consumidor relevante, não temos infraestrutura para escoamento, mas temos matéria-prima e precisamos equilibrar isso. Nós equilibramos dando incentivo fiscal e tornando o Estado atraente para a indústria que não viria para cá”, explica Fernanda Terra. O contraponto também é justificado pela mão de obra mais barata e qualificada em outros Estados. Um xeque-mate para o empresário é uma redução na tributação, que seria devolvida ao Estado com outros investimentos, como a geração de emprego. Os incentivos legalizados a partir da Lei Complementar 160, batalha vencida pelos empresários de Goiás, que legalizou as operações e diluiu a insegurança
jurídica em todas as negociações, não foram suficientes para garantir a presença das empresas no Estado. Desde 2017, quando a guerra fiscal ganhava um novo porte com a mudança da legislação, o Estado passou a recrudescer nas operações por causa do déficit fiscal e uma campanha de demonização dos incentivos. “No Brasil, a empresa que cresce, sofre ataques. A sociedade passa a ver você como inimigo, vilão, muito por causa da desigualdade social. O Fisco te vê com olhos diferentes, vê o empresário como sonegador e não como parceiro”, lamenta Fernanda. O receio do setor é a redução dos empregos e do investimento em tecnologia, que devem afetar o desenvolvimento em Goiás. As melhorias em cidades, como Itumbiara, Quirinópolis e Senador Canedo, vão da rede hoteleira à presença de escolas de línguas. Em um Estado com vocação agrária, as indústrias trazem um sopro de modernidade e oportunidade para a população local. Para Liz Marília Vecci, da Terra e Vecci, o início do governo mostrou que o Estado passará por mudanças, por conta da situação financeira. “Hoje, o sinal para o mercado, para investidores, por enquanto não é bom. Mas não acredito que Goiás vai abrir mão de empresas, empregos e impostos. Sem falar que, sem incentivos, os preços vão subir. São os sintomas da desindustrialização. Nenhum governo quer ter isso como marca." Leitura Estratégica . 69
NEGÓCIOS | HOTELARIA
VIVENCIAR EXPERIÊNCIAS Administradora incorpora dois novos empreendimentos em seu portfólio e planeja chegar a dez até 2020 ANNELISE JUSTO O mercado de hotelaria em Goiás enfrenta tempos difíceis. O censo hoteleiro realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis - Goiás (ABIH-GO) revela que Goiânia ganhou 1.253 novos leitos de 2015 para 2018, enquanto a taxa média de ocupação diminuiu de 53,4% em 2016 para 44,4% em 2017. A oferta aumentou, mas a procura diminuiu, trazendo prejuízos para os empresários. A Vivence Hotéis e Resorts, empresa especializada na gestão de hotéis, resorts e pousadas, foi à luta e está conquistando bons resultados. A administradora está à frente do Vivence Suítes Hotel Goiânia há 10 anos, sempre dando lucro aos seus investidores. “Nós nunca solicitamos aporte de capital, mesmo passando por crise. E desde o quarto mês de operação nós distribuímos lucro para os investidores”, pontua a diretora administrativa-financeira, Jordana Pires Morales. O sucesso na gestão da unidade em Goiânia trouxe mais dois empreendimentos para a administradora. Desde dezembro a Vivence é responsável pela administração da Pousada das Cavalhadas, em Pirenópolis; e, em fevereiro, começou a operação do Vivence Suítes Hotel Palmas, que é administrado pela bandeira desde 2013. O segredo para ter bons resultados? 70 . Leitura Estratégica
A diretora Operacional, Comercial, Marketing e de Expansão da Vivence, Vanessa Pires Morales, aposta na equipe altamente qualificada e no planejamento estratégico, com plano de ação, análises estatísticas e da concorrência, estudo de possibilidades e oportunidades. “Começamos a planejar o ano seguinte em agosto ou setembro. Traçamos toda a parte financeira e comercial, definimos nosso posicionamento, fazemos levantamento do que vai acontecer na cidade, e começamos a buscar parcerias para fechar grupos, eventos e hospedagens.” A expectativa da Vivence Hotéis e Resorts é chegar a dez até o final de 2020, prospectando pousadas, hotéis e resorts de proprietários independentes de qualquer categoria, inclusive de luxo. “O foco é crescer em camadas, começando por Goiás, mas nada impede de atuarmos em outras regiões. Já estamos em Palmas e captando outros dois empreendimentos fora, um no Nordeste e outro no Sudeste. O objetivo é levar nossa experiência, que está dando certo, para quem está precisando também”, explica Vanessa. Vivence Hotéis e Resorts atua em todos os setores de um empreendimento hoteleiro ou oferece apenas módulos: marketing, comercial, operacional e administrativo-financeiro. “Hoje o que faz com que as empresas permaneçam no
Vanessa (E) e Jordana apostam em equipes altamente qualificadas como um dos diferenciais
mercado é justamente a adaptação às necessidades do cliente, por isso, trabalhamos com esta flexibilidade”. A gastronomia também tem se mostrado uma boa alternativa para fomentar os lucros. Os restaurantes La Place, em Goiânia, e Filigrana, em Palmas, atendem tanto os hóspedes dos hotéis quanto o público externo. “Nossos restaurantes atendem não só café da manhã, mas almoço e jantar também, além dos eventos. Em Palmas já estamos com um bom movimento, recebendo hóspedes e também os moradores da cidade”, comemora Vanessa. Os restaurantes também recebem eventos fechados ou podem atender o cliente em eventos externos. Outra aposta da Vivence é a propor_cio-
MAIS DETALHES DA BANDEIRA VIVENCE Vivence Suítes Hotel Goiânia Localizado na região comercial, em frente à Praça do Sol. Possui área de lazer com piscina, sauna, academia e sala de jogos. A sala de eventos é modular e comporta até 200 pessoas. La Place Restaurante Atende hóspedes do Vivence Suítes Hotel e moradores de Goiânia no café da manhã, almoço e jantar, com cardápio variado que inclui grelhados, massas e pratos internacionais. Também realiza eventos, seja em sua sede com dois ambientes, um climatizado e um externo com vista para Praça do Sol ou na casa do cliente. Vivence Suítes Hotel Palmas Localizado na avenida principal da capital, a 3 minutos da Praça dos Girassóis, segue conceito de alto padrão, com apartamentos espaçosos de até 35m2. A área de lazer tem piscina panorâmica com vista para o Lago Tocantins, spa, sauna e academia. Filigrana Restaurante Aberto para os hóspedes do Vivence Suítes Hotel Palmas e moradores da capital tocantinense com café da manhã e chá da tarde, além das opções do menu a la carte. Também está disponível para eventos.
nar experiências positivas para os hóspedes. Vanessa Pires Morales explica que o novo turista quer conhecer a região que está visitando, saber o que os nativos fazem e vivenciar as experiências do lugar. “Em Goiânia, o turista que chega ao Vivence Suítes Hotel recebe um e-mail com a programação cultural da cidade: dicas de passeio, rota turística e gastronomia. Na Pousada das Cavalhadas, a Vivence Hotéis e Resorts já planeja a criação de um bicicletário seguro para atrair os ciclistas que vão percorrer o caminho de Cora, além de atrativos como aulas de forró e de confecção das famosas máscaras usadas nas Cavalhadas. Em Palmas, a Vivence chegou com vários diferenciais.
O hotel está localizado no centro comercial da cidade, o prédio é um dos mais imponentes, os quartos são amplos e a decoração valoriza o artesanato local. As empresárias também criaram a Passarela da Arte do Tocantins by Vivence, um evento realizado em parceria com as artesãs locais que acontece sempre no primeiro sábado do mês, em uma passarela que fica na lateral do hotel. A Vivence Hotéis e Resorts ainda estruturou vários roteiros para os hóspedes de Palmas, com a intenção de levá-los para conhecer as belezas naturais do Jalapão, o capim dourado em Natividade e a cerâmica de Lajeado. “Já estamos fechando pacotes para receber os turistas em Palmas e levá-los para estas cidades. Assim, quem vai
Pousada das Cavalhadas Localizada no centro histórico de Pirenópolis, em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário e na esquina da Rua do Lazer. O casarão em estilo colonial tem área de lazer com piscina ao ar livre e spa. O café da manhã e estacionamento estão inclusos na diária.
para o destino com intenção de ficar um dia ou dois, acaba ficando pelo menos mais um dia”, afirma Vanessa. Todo este cuidado em promover uma gestão eficiente e proporcionar experiências positivas aos clientes resulta em lucro para os investidores. “Tudo que fazemos é pensando em agregar receita porque não adianta ter um faturamento maravilhoso, mas no fim do mês apresentar um lucro pequeno. Temos muito respeito pelo investidor”, defende a diretora administrativa-financeira Jordana Pires Morales. Leitura Estratégica . 71
CONVERSACOMCEOS
A GESTÃO COMO ELA É:
TENSA CARLA OLIVEIRA
Nome: Haikal Helou Idade: 50 anos Empresa: HOSPITAL SANTA MÔNICA Setores distintos, dores semelhantes. Unimos, no Conversa de CEOs desta edição, dois líderes goianos reconhecidos pelos setores estratégicos: de saúde privada, Haikal Helou, e alimentação fora de casa, Marcelo Oliveira “Piquiras”. Durante a longa conversa, que motivou a inédita ampliação de páginas da coluna, ambos entraram em assuntos delicados de cada setor, como concorrência, liderança, recuperação judicial, falta de comunicação com o cliente, relação com consumidor goiano e com empresas de fora, comportamento de profissinais da categoria, entre outros. As páginas a seguir merecem uma boa leitura.
PAPEL DO LÍDER NA EMPRESA MARCELO PIQUIRAS: Eu, na minha situação, tenho de motivar os meus colaboradores. O que eu mais tive que fazer foi motivar, porque a gente passou por momentos drásticos. Mas graças a Deus que respeito todos eles, acho que eles também me respeitam, porque a coisa mais importante para mim hoje é pagá-los 100% em dia. Nunca atrasei mesmo com todos os problemas que tive, não cheguei a prejudicá-los, porque sei 72 . Leitura Estratégica
que o ganha pão deles é aqui. Então tento ser o mais honesto possível, o mais transparente com eles. O líder tem de ser assim, transparente, botar a pessoa para frente. É isso que eu penso de ser líder. E tem dado resultado bom pra mim. A gente passou por momento bem complicado nestes três anos de recuperação judicial e esse ano a gente está saindo bem, principalmente com o buffet. HAIKAL HELOU: O papel que tivemos nos últimos anos, na Associação de Hospitais de Alta Complexidade (Ahpaceg), foi o de fazer de conta de que não era tão feio, não era tão ruim, que havia esperança mesmo quando a gente já não tinha mais esperança. Nós somos um grupo, uns vinte e poucos caras. Entre nós foi difícil criar uma aliança porque nós somos concorrentes. O dia que entendemos que antes de ser concorrentes éramos parceiros e que dependíamos um do outro, veio a nossa força. Então a minha força é o meu grupo. É difícil, tem hora que eu tenho vontade de desistir mesmo, porque isso toma sábado, domingo, feriado e principalmente, você ser o cara que acredita quando às vezes é difícil acreditar.
Nome: Marcelo Batista "Piquiras" Idade: 58 anos Empresa: PIQUIRAS RESTAURANTE
A REALIDADE DO SETOR MARCELO: Eu acredito que no nosso setor de Bar e Restaurante não tem ninguém ganhando dinheiro. Às vezes a pessoa não sabe fazer conta. Eu tenho dois restaurantes, um empório e um buffet. Hoje aqui no Flamboyant nós temos quase 500 lugares, é um restaurante grande demais, eu faturo muito. Eu acho que assim, o faturamento não é sinal de que tá ganhando dinheiro não. Sai demais, parece que a porta que sai é maior. Os impostos estão matando, é muito imposto. O nosso setor aqui está muito prejudicado (pela carga tributária). Aqui no Flamboyant nós temos o Polo Gastronômico, essa parte aqui de cima aqui. Hoje o Coco Bambu, entre nós, é o que mais fatura, mas também é o maior, tem 3 mil m2. Eu tenho 1500 m2. O Coco Bambu, acho que um dos piores resultados do grupo deles é aqui de Goiás. Porque enquanto Brasília está 3% o imposto de refeição, aqui era 7%, subiu pra 17%, depois baixou pra 12%, hoje eu acho que é 10%.
HAIKAL: Eu aprendi muito com o Codese. Acho que ele teve duas funções muito importantes pra mim, para o meu crescimento. A primeira foi conviver com outros setores. A gente tem sempre a ideia que o setor do outro é melhor. Você não tem ideia de quantas vezes eu ouvi dizer que bom é restaurante. E aí o que você descobre? Basicamente são três coisas, que percebi – isso é pessoal. A primeira é o intervencionismo estatal. Ele é brutal. Outra é a concorrência desleal. A concorrência do amador. O cara compra uma casa e monta uma escola, ou compra uma casa e monta um restaurante, ou um hospital. Hospital em Goiânia é de quatro leitos, tem hospital em Goiânia de dois leitos. Não existe em lugar nenhum do mundo. Se você for na Juceg você vai ver 147 instituições com o nome de hospital. Meses atrás teve o maior Congresso Brasileiro de Hospitais. Veio o ministro da Saúde de Madri, é uma área independente o ministro da Saúde, seria o secretário nosso. Tem 31 hospitais em Madri, com 6 milhões de habitantes. Veio o presidente da Associação de Hospital de Portugal, são 225 hospitais em Portugal. Goiânia, não é a região metropolitana não, somente Goiânia tem 147. Então o intervencionismo estatal, a concorrência desleal e os impostos arrebentam com a gente. Independente da área. Eu vi isso conversando com o Flávio Castro, presidente do Sindicato das Escolas (Sepe). Ele disse “nós temos 40% de ociosidade e inadimplência hoje. De cada 10 cadeiras na sala, quatro nós não recebemos”. Quer dizer, conversa com o pessoal da construção civil, eles vão dizer “nós não estamos vendendo, a gente constrói, mas está tudo encalhado, não vende”. Na área hospitalar é a concorrência desleal mais grave de todas, além da falta de reconhecimento da nossa clientela. Isso pra gente, assim, quando alguém diz “fulano tava morto e foi pra São Paulo e voltou andando”, é terrível. Eu escrevi um artigo há 8 anos em O Popular, desde então eu não vi nenhuma mudança, por mais que a gente tenha trabalhado. Falando sobre isso, às vezes não dá tempo. Às vezes você vai ficar longe da sua família doente a 1 mil km daqui. E muitas das vezes você vai tratar a doença e vem tratar as complicações aqui. CONCORRÊNCIA HAIKAL: Mudança traz ansiedade. E Goiânia viveu na nossa área numa bolha e essa bolha se rompe de 2018 pra 2019. Então nós temos o Einstein. Eu tive uma reunião com o Sírio (Sírio Libanês), que quer expandir pra Goiânia usando a base de Brasília. Nós temos a RAP Vida querendo entrar em Goiânia. Nós temos o São Francisco querendo entrar em Goiânia. Leitura Estratégica . 73
CONVERSACOMCEOS gerador nessa instituição? Porque em Goiânia falta energia E uma negociação ferrenha de um grande grupo nacional elétrica o tempo inteiro. A Comissão de Infecção Hospitalar se tentando comprar uma unidade grande em Goiânia. De uma reúne com frequência? Que certificações que vocês têm? Qual hora pra outra você tem isso. Mais seis grandes hospitais que é a titulação do seu pessoal? As pessoas não perguntam isso, abrirão em Brasília, que é do nosso lado. Então o nosso mercom medo de ser antipática. Então cabe cado muda de uma hora pra outra. Tem a nós divulgarmos de alguma forma, que dois períodos dessa ansiedade. Um durou essa informação chegue ao cliente e ele até uns três anos atrás. Eu fui jantar na saiba o que procurar. Aí o hospital do Zé casa do Beto Rassi, meu primo. Nós estados Anzóis deixa de ser um problema. mos em uma ansiedade total, com a possiDo jeito que está hoje não se sabe difebilidade de chegada de um grande grupo. renciar o que é uma boa estrutura de E eu “Beto, eu tô apavorado, eu tô muito uma estrutura ruim. preocupado” e ele falou assim: “Nós passamos por isso na construção civil”. Ele FALTA DE COMUNICAÇÃO disse há dez anos, essa conversa nossa HAIKAL: Não só em quantidade tem uns dois anos, que o pior mercado como em qualidade, é absurdo. Nós não de construção civil era Vitória. O segunconseguimos durante anos essa comudo pior mercado de construção civil era nicação com o cliente. Nós não conseGoiânia. Quando nós recebemos notícia guimos. Nós tentamos de algumas forde que a Gafiza, a Brascam, a Brookfield mas. Nós estamos modificando agora, estavam vindo para Goiânia. Ele disse começamos a conversar com os grandes “bom, nosso mercado já é péssimo, com a compradores. Aquilo que o Marcelo favinda deles, vai acabar”. E aconteceu juslou dos funcionários dele. Então o que é tamente o contrário. A vinda deles pra cá alguém que compra planos de saúde pra elevou o sarrafo. A vinda deles pra cá mucentenas ou milhares de pessoas quer dou o tipo de jogo. Melhorou o mercado, saber? Qual é a previsibilidade de conmelhorou a concorrência. Então a minha MARCELO PIQUIRAS ta? Qual é o mapa de utilização? Qual é expectativa, com a perspectiva deles da a inflação do setor? Quem foi atendido e vinda pra Goiânia e com a estrutura, eu quem não foi? Então nós começamos primeiro com a Fecomértenho certeza melhorará o mercado. Então, tentando rescio. A ideia é que nós possamos orientar o grande comprador, o ponder, a preocupação não é o Einstein ou o Sírio, a preoque procurar. Depois o comprador individual, a pessoa que tem cupação é o hospital do Zé dos Anzóis, que abre às 8 horas um plano pessoa física. Mas nós falhamos retumbantemene fecha às 18 horas. Que não tem complexidade nenhuma e te. Nós não conseguimos angariar a confiança da maioria da quer competir com o mercado. Esse é o cara que nos lesa. O clientela. Tanto que é muito comum inclusive na classe médiEinstein, o Sírio, o grupo D´or, eles vão levantar o mercado, eu ca ter dois planos de saúde, você ter Unimed pra ser atendido tenho certeza disso. Se você me perguntar, e agora eu vou ser em Goiânia e Bradesco pra ir pro Sírio e pro Einstein. Isso não amargo, o mais difícil é a clientela. É a educação da clientela. acontece em Porto Alegre, isso não acontece em Curitiba, não Se o cliente goianiense souber o que perguntar, os problemas acontece em Belo Horizonte, mas acontece aqui. Vamos pegar acabam. Nós fizemos uma pesquisa, custou caro, levou um a Região Metropolitana de Goiânia. 35% têm plano de saúde, ano. Se você perguntar para o cliente goianiense como ele inmas desses, 40% são o patrão dele que paga. É empresarial. E terpreta que o hospital é bom, ele tende a lhe dar duas resposaí você tem do chão de fábrica à presidência da empresa. E o tas: beleza da estrutura e a educação das pessoas que o atengrau de informação, ele não é linear. É estimular que a pessoa de. É “o médico de lá, eu adoro”, é “o pessoal da recepção é tão pergunte o que é importante. educado, tão gentil, me serviram champanhe” – acredite, tem lugar que serve champanhe na recepção, eles estão distriMARCAS DE FORA buindo bebida alcoólica. Se essa pessoa perguntasse coisas, e MARCELO: Eles vieram pra salvar. A gente fica mais ela não vai perguntar, mas se ela perguntasse o seguinte: tem
"O pessoal que vem de fora está sofrendo, porque o ticket médio aqui é muito baixo. Mais ou menos uns R$ 80."
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que que aconteceu? Seis meses depois ele começou a ter compreocupado é com os botequins que chamam de pé sujo, que plicações da cirurgia, e ele voltou no colega que eu tinha indivendem cervejinha barata nas esquinas, vendem produtos cado inicialmente porque os R$ 400 mil tinham ido embora. falsificados. Eles são piores, os concorrentes mais desleais. Então essa pessoa entendeu que R$ 400 mil reais no Sírio era Agora, o pessoal que vem de fora está sofrendo, porque o tibarato, R$ 27 mil em Goiânia era caro. cket médio aqui é muito baixo. Mais ou O cliente tem que entender o valor no menos uns R$ 80. A gente trabalha hoje negócio. A marca tem o nome por um com executivo, no horário do almoço, a motivo, é óbvio que tem. Mas aí você R$ 49,90. Eu acho caro, porque tem ounão pode pressupor que aquela marca tros aí que vendem a R$ 21. Como é que o com aquele nome é tudo, e quem não cara vende um prato de comida a R$ 21? tem aquele nome é nada. Isso é muito O pessoal fala “ah, o Fogo de Chão vem”. de Goiânia. E se você pega por exemplo O Fogo de Chão não veio, porque a hora na área de saúde. Goiânia é uma cidade que ele chega aqui, não vai botar o preço muito nova. A vasta maioria dos hospique ele cobra lá, porque o pessoal não vai. tais tá na mão da primeira ou segunda Eles vão lá pra conhecer e depois não vão geração. Então assim, é uma coisa de mais. O pessoal quer pagar barato. Por que Goiânia. Goiânia em tudo, vocês anao Piquiras agora tá cheio? Porque a gente lisam a economia, Goiânia tá entre o tá trabalhando com preço muito defasanono ou o décimo lugar. Você vai para a do. A gente optou por baixar um pouco o área de saúde, nós estamos em trigésipreço, tirar um pouco do glamour, fazer mo lugar. Houve uma pulverização do prato pra duas pessoas, cervejão, que a mercado. Há uma baixa especificidade. gente não trabalhava há anos, porque o Nós começamos a mudar isso, mas o chopp fica caro. Foi o que encheu de novo reconhecimento é lento. o Piquiras. Então, tá lotado, mas eu tô pasMARCELO: Eu acho que o povo sando apertado. de Goiânia, assim, tem muita gente que HAIKAL: Vai mudar no setor dele tem dinheiro, mas hoje, eu não sei. Eu assim como no meu o dia que nós pasHAIKAL HELOU acho que eles estão saindo pouco. Eu tô sarmos a discutir valor ao invés de preço. ficando velho, também, tenho 58 anos. O pessoal eu acho que Qual é o valor agregado? Quando se discute preço você cometá saindo pouco, se gasta pouco. ça a comparar banana com laranja, aí o negócio não funciona. A gente tem que começar a discutir a qualidade. Como é que FAKE NEWS funciona? MARCELO: Hoje a rede social é uma coisa dificílima. Teve uma dessas blogueiras, ela estava lá no Country, aí vieCONSUMIDOR VALORIZA? ram almoçar aqui. Chegaram, ela e o marido, aí pediram uma HAIKAL: Ele não reconhece o valor. Ele acha que não entradinha, e pediram um prato que era individual pra divale. Te conto uma história de um parente meu. Câncer hevidir. E aí dividiu e ela falou “não, mas tá muito pouco”. E o pático, ele me procurou. Eu falei: olha, tem um cirurgião que garçom falou que não estava pouco, que era pra uma pessoa e eu admiro, um cara especialista em transplante. Foi nele, pra duas pessoas ficou pequeno. Aí ela colocou no Instagram com a carteirinha da Unimed. Foi nele, e ele disse “olha, pra “Não venham no Piquiras, que é assim, assim e assado”. Hoje esse tipo de cirurgia eu preciso de dois bisturis, o de argôa gente tem que pagar uma pessoa pra monitorar, essa pessoa nio e um ultrassom. Então tem várias empresas que aluna mesma hora já me mandou “oh, tem uma influenciadora gam, procure elas e aí nós vamos operar. Ele veio pra mim que acabou de publicar algo de vocês”. Por sorte eu conheci indignado, dizendo “pô, aquele médico quer que eu alugue a menina, vim aqui e falei “o que está acontecendo?”. “Não, é bisturi, que ele não tem, e eu quero uma segunda discussão”. porque o garçom me tratou mal”, mas não tinha nada daquiArrumei um lá do Sírio. Ele voltou feliz da vida. Olha, lá no lo. Não tinha nada de errado, e na hora que ele me explicou Sírio tem tudo, e assim, quanto foi sua conta? R$ 400 mil. O
"Mas nós falhamos retumbantemente. Nós não conseguimos angariar a confiança da maioria da clientela."
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CONVERSACOMCEOS e tal. Aí eu falei “nossa, mas você podia apagar esse negócio, não faz isso com a gente não”. Aí apagou, mas já tinha tido umas 500 visualizações. Tem gente aí que tem não sei quantos milhões de seguidores. Eu acho que daqui uns dias vai ter que ter uma lei ou alguma coisa porque a pessoa também não pode denegrir assim. HAIKAL: O que me incomoda mais é porque essa pessoa é um irresponsável sem informação. Eu vi uma entrevista perguntando qual era o papel da imprensa formal hoje em dia. Era o presidente da Sociedade Americana de Jornalismo, e ele dizendo “o nosso papel é de validação. As pessoas veem uma coisa no Instagram ou em um site onde quer que for, e entram no site do jornal ou ligam a televisão pra ver se aquilo é verdade”. Essa imprensa perdeu a qualidade. Na tentativa de ter velocidade na mesma forma que blogueiros e influenciadores digitais têm, eles falam coisas sem a menor averiguação, e isso me incomoda muito mais. Porque saiu na televisão é verdade. Na internet as pessoas têm dúvida, saiu na televisão é verdade. Então é execração pública, destrói reputação. O brasileiro tem que aprender sobre consequência, seja boa ou ruim. Você denegriu, agora, a reparação quando você vive do seu bom nome ou da sua imagem, em um hospital não há dúvida a pessoa não vai pra ele. Hospital tem um pouco menos porque a pessoa tem medo de ter que voltar e ser reconhecida. EMPRESÁRIO GOIANO HAIKAL: A minha área tá muito atrasada. MARCELO: Nós estávamos falando agora mesmo, eu tenho um amigo que acho que é o grupo que mais sobressaiu em Goiânia hoje financeiramente. Eles são atacados de secos e molhados. 76 . Leitura Estratégica
"Quando se discute preço você começa a comparar banana com laranja, aí o negócio não funciona." HAIKAL HELOU
"Eu tô ficando velho, tenho 58 anos. O pessoal que tá saindo pouco, se gasta pouco." MARCELO PIQUIRAS Eu acho que ninguém ganhou dinheiro igual a eles em Goiânia nos últimos dez anos. Mas aí a gente estava falando de negócio, e a gente sempre olha pro lado, a grama do vizinho é mais verde, né? E ele foi pro lado de shopping e falou: “Vou pegar o dinheiro e vou botar no shopping”. Abriu um shopping em Brasília e abriu aqui o Aparecida Shopping. Ele não conseguiu tirar nem um centavo lá de dentro do shopping. HAIKAL: Na minha área, (o empresário) é extremamente amador. Eu te conto uma coisa, eu acho que é quando eu ganhei a discussão no Codese. Estava todo mundo chorando as mágoas, construção civil, escola... Eu falei, então vamos fazer o seguinte: me mostra uma escola que alguém construiu porque o sonho dele é dar aula, me mostra uma empresa de engenharia civil que o cara comprou ou construiu porque ele quer fazer projetos, porque eu lhe mostro 15 hospitais que o cara é dono porque ele quer atender pronto socorro, ou quer
atender consultório ou quer operar. Então na nossa área ainda tem um resquício, ele é forte, diminuiu mas é forte, do indivíduo que compra uma cota no hospital porque ele quer ganhar dinheiro como médico, não como empresário. E que ele interpreta que um ano bom é um ano que ele empata. Então é um indivíduo que o sonho dele é ser caixa de supermercado, que compra o supermercado pra ser caixa de supermercado. Na minha área isso existe. Não tem aquele toque, a vasta maioria ainda de médicos, a vasta maioria não tem formação na área empresarial. Acha que ter a ajuda de um administrador, de um executivo, é despersonalizar o negócio dele. Esse modelo não sobrevive no que está por vir. Grupos grandes entrando. Nós conhecemos do Einstein quatro diretores de áreas diferentes, inclusive área de relacionamento com o mercado. Esse profissionalismo não se sustenta no mercado. ATENDIMENTO HAIKAL: Melhorou, mas ainda é ruim. Porque às vezes a primeira impressão do cliente é a última. Ele entra em um consultório e é mal atendido, ele não volta mais. Em um hospital todo mundo está com medo de morrer, com dor, então a paciência já está diminuída. É difícil esse relacionamento, a paciência é curta. Então nós temos investido muito nessa linha de frente, e ainda há muito a conquistar. MARCELO: Tenho 33 anos de gestão. É capaz que eu sou o cara que mais formou gente aqui em Goiânia. Você vai lá no Bahren tem maître que trabalhou comigo dez anos. Onde você for tem um ex-funcionário do Piquiras. Tanta gente trabalhou comigo que é engraçado demais. Às vezes tô passando em um lugar de carro e o cara me grita, é pra todo lado.
SINISTRO: QUE SUPERTELA!! Goiana LedWave inaugurou painel em Brasília com 1.125 metros quadrados, maior da América Latina
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BSB.NEGÓCIOS TRAZ NOTÍCIAS DE SETORES, COM LANÇAMENTOS E INVESTIMENTOS
MAIO 2019 - EDIÇÃO 02
DIRETORIA.DF
BSB.NEGÓCIOS
LEANDRO RESENDE
UNIÃO QUÍMICA, RUMO À INTERNACIONALIZAÇÃO Enquanto todos estão vindo, a União Química (UQ) já esta dando a volta. Com a depreciação do real, estrangeiros abrem a carteira e compram negócios no Brasil. A farmacêutica brasileira, que concentra parte da produção em fábricas no DF e unidades em mais três Estados, não apenas não foi vendida, mas, ao contrário, comprou, nos Estados Unidos, a divisão de saúde animal da americana Eli Lilly, a Elanco. É o primeiro passo para internacionalização. A fábrica de biotecnologia da Elanco foi adquirida em 2008, da Monsanto, por US$ 300 milhões. Hoje está preparada também para negócios de saúde humana. A fábrica fica em Augusta (Geórgia) e produz, entre outros, suplemento hormonal injetável (gado leiteiro). Só tem um concorrente neste segmento. No Brasil, a UQ tem uma divisão animal, a Agener. Hoje, a empresa brasiliense concentra seus negócios nas linhas de oftalmologia, dor, isentos de OTC, genéricos e sistema nervoso central – e realizou quatro aquisições desde 2012.
BOB´S Percebendo cenário favorável para grandes redes de franquias, a rede de lanchonete Bob's vê o momento com bons olhos. A previsão é inaugurar 11 pontos de vendas na Região Centro-Oeste, sendo três destes em Brasília, até o final de 2019. Além disso, a rede promove, desde abril, um roadshow na região, voltado para empresários e pessoas interessadas em abrir franquias da marca.
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DASA Em reestruturação desde 2015, o gigante de diagnóstico Dasa investe na internacionalização e mira aquisições na América Latina (Colômbia, México e Argentina) e Ásia. Lançou, em 2018, um projeto piloto de remuneração em Brasília – que paga hospitais, médicos e laboratórios por quantidade de vidas e não por procedimentos realizados. Objetivo é reduzir a realização de procedimentos desnecessários. Em Goiás, o Dasa é dono do Laboratório Atalaia. BROWARD UNIVERSITY Após chegar no Brasil por Belo Horizonte, a Broward International University anunciou que vai abrir unidades em Brasília e São Paulo.
As aulas são ministradas 100% em inglês e com metodologia de ensino e currículo aplicados nos EUA. Entre os cursos de bacharelado, destacamse aviação, medicina nuclear, engenharia, artes, arquitetura e veterinária. BROWARD UNIVERSITY II Presente em 13 países e 60 anos de mercado, a Broward apresenta como diferencial o fato de não ser uma instituição brasileira filiada a uma norte-americana. Ao matricular, o aluno é registrado na Flórida e usufrui do sistema americano – mesmo estando em outro país. ORACLE Oracle abre laboratório em Brasília, com foco em transformação
digital do setor público e cidades inteligentes. Denominado de Oracle Customer Innovation Labs, unidade busca promover a inovação e co-criação de soluções baseadas em tecnologias emergentes, como internet das coisas, inteligência artificial, blockchain, entre outras, em conjunto com clientes e parceiros da empresa. REDE D’OR A Rede D’Or São Luiz investirá R$ 3,5 bilhões até o final deste ano em várias áreas, mas dará prioridade à oncologia. O R$ 1 bilhão restante vai para dois hospitais premium em obras em São Paulo e Brasília, além da reforma da Clínica São Vicente (RJ). LEI DO SILÊNCIO Donos de bares e restaurantes em Brasília se sentem prejudicados pela Lei do Silêncio, que estabelece limite para poluição sonora em áreas predominantemente residenciais do Distrito Federal. Empresários sustentam que esses limites prejudicam a cultura local e a economia da cidade por acabar desempregando músicos e trabalhadores que atuam em horário noturno. CHIQUINHO SORVETES Um negócio mais enxuto. Essa é a pauta interna na gestão da Chiquinho Sorvetes, empresa brasiliense que teve força de expansão por todo País. A franquia, que custa ao parceiro algo em torno a R$ 250 mil, terá uma modalidade mais enxuta, nos padrões de loja de rua. Foco é ampliar operação em Minas Gerais (onde já tem 50 lojas das 400 unidades no País). GUESS A americana Guess, uma das grifes mais reconhecidas no mundo,
LEITURA ESTRATÉGICA ESTREIA EM BRASÍLIA Em dezembro, a Leitura Estratégica lançou oficialmente sua inserção em Brasília, no B Hotel, com a expansão do conteúdo impresso, além da digital, com o site www. brasiliaempresas.com.br. O diretor da revista, Leandro Resende (foto), destacou que a expansão para o mercado brasiliense é orgânica e gradativa. "Não temos metas agressivas de volumes de audiência ou leitores na revista que ultrapasse milhões. Nosso mercado é focado em executivos e acionistas de médias e grandes empresas. Não existem milhões de executivos no Centro-Oeste. Buscamos o mercado de influência", disse o executivo, que é CEO da Contemporânea e da Leandro Resende Publisher, empresa e marca responsáveis pelas publicações. Em Brasília, o evento contou com o apoio organizacional da Quântico, Marcello Antunes e Willian Falcomer. Colaboraram com o lançamento, Leite Piracanjuba, B Hotel e Macro Rótulos e Etiquetas (Anápolis).
faz parte agora do mix de lojas no Outlet Premium Brasília. Famosa pelas calças jeans, a marca adaptou suas peças para os padrões nacionais e caiu no gosto das mulheres brasileiras.A Guess possui 1.651 lojas próprias em mais de 98 países, com 20 lojas em 11 Estados brasileiros. TRANSOFT A Transoft expande operação para São Paulo. A empresa é especializada em software de gestão para o segmento de transportes, com matriz sediada em Brasília. Entre seus negócios está a Transnet, solução que engloba controle de transporte de cargas e passageiros por câmeras, GPS e monitoramento, mais funções de gestão.
FECOMÉRCIO E ICATU A Fecomércio-DF e a Icatu Seguros lançaram o projeto Troco Premiado, com abertura de adesão para os sindicatos do comércio. Com o programa, consumidor concorre a prêmios por meio de doações a instituições filantrópicas. Para participar, basta instalar o APP e realizar a primeira recarga no valor mínimo de R$ 10. COBASI A varejista pet Cobasi já está com quatro filiais no DF. Duas foram inauguradas quase de uma vez. Uma delas, no DF Plaza, com sala de quase 1.000 m2. Além de Brasília, Cobasi tem 73 lojas distribuídas, a maioria em São Paulo, 56 lojas; Rio de Janeiro; Paraná e Rio Grande do Sul. Leitura Estratégica . 81
COMUNICAÇÃO| LEDWAVE
A MAIOR TELA DA AMÉRICA LATINA Painel de LED de 1.125 metros quadrados, da LedWave, traz mídia inovadora para Brasília. Empresa goiana vai investir R$ 40 milhões e abrir escritórios nos Estados Unidos
IZABELLA PAVETITS O projeto tem como inspiração o formato de telas presentes em lugares como a Times Square, em Nova York, e a Piccadilly Circus, em Londres. O Boulevard Live, maior painel digital da América Latina, acaba de ser inaugurado em Brasília. A novidade, de responsabilidade da LedWave, fica no Setor de Diversões Sul, mais conhecido pelos brasilienses como CONIC. O local está entre a Rodoviária e o Setor Comercial Sul, próximo à Esplanada dos Ministérios. Com o tamanho aproximado de 1500 televisões de cinquen82 . Leitura Estratégica
ta polegadas, a mídia proporciona audiência real para mais de 3 milhões de pessoas por dia. No prédio em que o telão está instalado, bem no coração da capital nacional, funciona um centro de comércio e entretenimento onde é possível encontrar de tudo, desde bares e restaurantes até lojas, clínicas de exame médico, cinema e uma faculdade de teatro. O Boulevard Live estabelece, com o diverso público da região, uma forma de comunicação inovadora e em dia com a era da revolução digital. O objetivo principal da plataforma é a instauração de um canal de mídia para
criar experiências de marca em um nível mais profundo com os clientes. São 1.125 metros quadrados de tela, o que equivale a aproximadamente 140 carros agrupados e ultrapassa as médias de tamanho de apartamentos de luxo. A LedWave, empresa responsável pela novidade, está no mercado há 20 anos e oferece um mix diverso de produtos em LED. Com o novo empreendimento, a empresa amplia a possibilidade de experiências sensoriais em visualização digital. LedWave vai investir R$ 40 milhões nos próximos dois anos e iniciar o processo de internacionalização de
seu negócio pela América Latina e no mercado dos Estados Unidos, segundo informações publicadas no portal Empreender em Goiás. A empresa conta com escritórios em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro e faz projetos para grandes marcas e eventos, além de trabalhos especiais como a instalação de cenários e projeções do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Outros casos de sucesso da LedWave estão na reformulação de cenários para telejornais da Globo e Bandeirantes. “Estamos ampliando nosso projeto 360 e essa internacionalização está nesse contexto. Vamos iniciar esse pro-
cesso via distribuidores parceiros para em seguida abrir escritórios próprios no exterior”, disse o diretor da empresa, Tiago Brito, ao portal. A LedWave foi fundada em Goiânia em 2008 a partir da aquisição de uma pequena fábrica de painéis de LED monocromáticos. TECNOLOGIA LED Famosos centros turísticos de cidades como Nova York, Londres e Paris já têm “telões gigantes” semelhantes ao Boulevard Live. Essa forma de publicidade conta com a tecnologia LED (light emitting diode, diodo emissor de luz, em inglês). Isto é uma maneira de
conduzir luz através de energia elétrica - diferente das lâmpadas incandescentes convencionais, que utilizam um modelo de filamentos metálicos e descarga de gases. A tecnologia e a iluminação de LED estão cada vez mais presentes na vida cotidiana em, por exemplo, televisões, lâmpadas e semáforos de trânsito. Agora, os imensos telões de LED não estão apenas na Times Square, nos Estados Unidos, na Piccadilly Circus, na Inglaterra, ou na Champs Elysées, na França. O brilho e as cores dessa mídia inovadora estão em Brasília, no Plano Piloto. Leitura Estratégica . 83
CADERNO DE OPINIÃO PEDRO BITTAR
- Empresário e diretor do MBC
'LÍDER-HUMANO' faz a diferença O líder de uma empresa, sozinho, tem muito mais questões a responder do que se imagina. O líder questiona o processo, mentaliza soluções e tenta compreender os mecanismos do negócio, da economia, dos impostos, entre outros. Mas, a pulga sempre está ali, morando atrás da orelha: as pessoas. Pessoas são necessárias para produzir, comprar, vender, tributar. As pessoas são a chave de tudo, das uniões e das desuniões, dos sucessos e dos fracassos. Se o líder, de fato, compreende o processo, é um líder técnico. Mas se o líder compreende o maior número de nichos de pessoas, ele é um líder nato. Porque dominar técnicas é prática, exercício de uma boa execução, treinada à exaustão e, em algum momento, chegará próximo à perfeição. Essa liderança é essencial para gestão, onde tempo e produtividade fazem a diferença. Saber usá-la e adaptá-la para cada etapa do processo produtivo, obtendo ganhos de eficiência, tornará a empresa mais robusta, preparada. É o domínio pleno das técnicas de produção e, cada vez menos, se produz líderes com estas características. Agora, dominar pessoas livres, por mais que se tenham técnicas para isso, não é simples. O comando de um líder carismático é tão ou mais poderoso que um técnico. O ideal é ter, no mesmo modelo, vários ‘tipos’ de lideranças, mas é imprescindível que se compreenda o ser humano para tomar decisões. É um humano que extrai e vende a matéria-prima. São humanos que recebem esta matéria-prima e a transforma em produtos. São humanos que revendem e que compram estes produtos. E, para 84 . Leitura Estratégica
atualizar esta cadeia produtiva, são humanos que decidem reciclar ou poluir com os resíduos do produto consumido. Da extração, transformação, venda, compra e descarte, vários nichos de pessoas. Gente que pensa e age parecido dentro do seu grupo, mas se diferencia, em seus modelos mentais, enquanto nicho. Penetrar nestas mentes e liderá-las, transformar é o papel do líder. Se não se compreende o consumidor, como vender? Se não ‘fala a língua’ do operário, como produzir? Se se tem oposição do revendedor, como levar o produto ao mercado? Ou mesmo, se não tem a confiança do consumidor, como convencê-lo a reciclar? O líder fala vários idiomas, conversa e convence. Ao líder técnico, exige-se técnica. Ao líder humano, humanidade. Ter coração aberto e olhar atento aos gestos, aos desejos das pessoas. A liderança humana sofre com a dor alheia sem se abater, pois, se estiver forte, pode ser agente de transformação. A liderança humana se veste de gente, traduz realidades, reescreve relações. Ele não é o chefe, o presidente ou CEO, mas alguém que as pessoas admiram e confiam. Grandes grupos empresariais goianos, em suas primeiras gerações, foram formados por líderes humanos, dezenas deles. Cito, de lembrança sabendo que a lista é muitas vezes maior, Luziano Martins (Novo Mundo), seu Toninho (Saga), Jaime Câmara (GJC), seu João (Arisco-Hypera), entre centenas, apenas para mostrar que eram pessoas comuns, mas líderes incríveis. Aliás, líderes humanos.
JUSCIMAR RIBEIRO Advogado especializado em Administrativo e Constitucional, membro de Conselho Federal da OAB, da OAB-GO, do IDAG e do IGDC
O TCU e o controle
DA “RES PUBLICA” A prestigiada Fundação Getúlio Vargas (FGV) acaba de divulgar, em parceria com a Sociedade Brasileira de Direito Público (SBDP), uma análise de relevantes decisões proferidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ao longo de 2018, em que faz um diagnóstico do reflexo de tais decisões no tocante a suas atribuições constitucionais de fiscalização da aplicação de recursos públicos da União, suas contratações e até mesmo de políticas públicas. A importância da atuação do TCU é inconteste! Não é crível que, em um País com as dimensões continentais do Brasil, os recursos públicos da União nãco sejam fiscalizados por um órgão de controle, com normas estabelecidas nos artigos 33, §2º, 70, 71, 72, §1º, 74, §2º e 161, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988. Além das competências constitucionais e privativas do TCU, outras leis específicas trazem em seu texto atribuições conferidas ao Tribunal. Entre essas estão a Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2001), a Lei de Licitações e Contratos (8666/93) e, anualmente, a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Esse é o papel do TCU, órgão de controle externo do governo federal e auxiliar do Congresso Nacional na missão de acompanhar a execução orçamentária e financeira do País e contribuir com o aperfeiçoamento da Admi-
nistração Pública em benefício da sociedade. O Tribunal é responsável pela fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos órgãos e entidades públicas do País quanto à legalidade, legitimidade e economicidade. Para isso, deve ter como meta ser referência na promoção de uma Administração Pública efetiva, ética, ágil e responsável. Ao analisar o estudo da FGV/SBDP sobre atuação do TCU, em artigo recente a jornalista Ana Conceição, do jornal Valor, conclui que em alguns momentos o órgão extrapolou suas atribuições, tomando decisões que causaram insegurança jurídica e decididas de forma política e não técnica, mas de outro lado, aponta que o órgão contribuiu para tornar mais eficientes processos licitatórios e para que os administradores de recursos públicos se tornassem mais atentos e criteriosos na aplicação da “res publica”. Como dito, é imprescindível a boa atuação do Tribunal de Contas da União, porém, essa ação tem de ser pautada no sentido auxiliar a atuação de gestores públicos honestos e inovadores, atuando não somente no controle formal, mas avaliando a aplicação dos recursos públicos considerando sua finalidade, seus resultados em favor da sociedade brasileira, tudo isso como manda a Constituição Federal. Leitura Estratégica . 85
LUIZ ANTÔNIO DE SIQUEIRA Advogado na LAS Advogados Associados e Contador
País rico,
PAÍS POBRE O Brasil é um País de contradições. Enquanto de um lado, a população sobrevive à míngua com baixos salários, a maioria ganhando a remuneração mínima, abaixo 300 dólares mensais, do outro, a fartura, três bancos privados que distribuíram às famílias acionistas R$ 37 bilhões em 2018. Mais da metade da renda da camada pobre da população ficam em impostos e contribuições, como ICMS, INSS, ISS e outros. De fato, depois que desconta aluguel, água, energia e impostos, sobra muito pouco para a família pobre usufruir. Do outro lado, novamente, a família rica, ligadas aos três maiores bancos privados do País, recebeu repasse líquido de R$ 37 bilhões por ano. No total, o lucro líquido ajustado dos três bancos chegou a R$ 59 bilhões – que é maior que o Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, tudo que se produz durante um ano, que alguns Estados brasileiros. É nosso velho e injusto Brasil, que desde sua fundação deixou claro a divisão da ‘casa grande’ e ‘senzala’. Mesmo que seja eminente, inevitável e indispensável, em vários momentos da reforma previdenciária apresentada, traz o aprofundamento desta separação. A reforma, que é chamada de nova Previdência, em méritos. Aperta o cerco em al86 . Leitura Estratégica
gumas categorias que antes pouco se mexia, como servidores públicos e até políticos “futuros” – não vale para quem já foi eleito alguma vez, mas os regimes eram evidentes. Será que vai mexer com os militares? Na outra ponta, para não avançarmos em todos longos temas dentro do projeto, que, como disse, é emergente e bem desenvolvido, vamos falar das famílias pobres, que mais precisam do benefício para se alimentar e sobreviver. Um idoso que não tem meios para se sustentar, o que é muito comum no País, terá de espera até os 70 anos para receber aposentadoria de um salário mínimo. Antes, era de 65 anos. No proposto, partir de 60 anos, poderá receber R$ 400, mas atendendo uma cláusula nova, além de não ter condição financeira, não poderá ter patrimônio até R$ 98 mil em seu nome. Dentro da boa proposta apresentada, é preciso atenuar estas travas a famílias na linha da pobreza. Não é uma questão puramente assistencialista, mas a terceira idade, principalmente, precisa de uma atenção diferenciada – pois boa parte destes idosos carregou o País nas costas em décadas difíceis no passado e precisam ser valorizados. Que sobrecarregue setores com maiores condições, como o setor financeiro, e famílias que têm o que oferecer.
SANDRO WALDECK Advogado na Waldeck Advogados Associados
Cruzar dados: PREPAREM-SE No mundo digital uma coisa é certa: perdemos boa parte da privacidade. E isso se aplica também às empresas e aos seus sócios, os quais, cada vez mais encontram seus dados disponíveis de modo, digamos, pouco confortável, em vários ambientes digitais. Um desses ambiente é o ambiente digital governamental, o qual, na condição de fiscal de um sem número de aspectos, encontrou na seara tributária uma ferramenta incrível de fiscalização. Foi através dessa ferramenta que surgiu um derivativo, qual seja, o cruzamento de dados. E olha que não são poucas as possibilidades. Considerando que já são muitos os caminhos possíveis de se cruzarem no digital, é cada vez mais apertado o cerco do setor público sobre os contribuintes empresariais, na intenção única de incrementar a arrecadação pública. Num primeiro momento, a dúvida se há motivos para preocupação se o estado está no dever dele. Todavia, o problema é mais complexo do que se imagina. O cruzamento de dados de forma digital é extremamente eficiente do ponto de vista da rapidez com que se consegue o resultado pretendido, mas traz um problema a mais do ponto de vista da qualidade desses dados, uma vez que ainda não se tem um sistema perfeito de sincronizado entre eles e, muito menos, uma exatidão de tudo o que nele é inserido. Daí a preocupação mais que pertinente. Se não há uma preocupação na empresa com tudo que está sendo divulgado nos diversos setores onde esses dados podem ser buscados, não tenham dúvidas de que problemas virão, e de modo pecuniário, concretizados nas
autuações e temidas multas. Essas sanções são acompanhadas de procedimentos administrativos e judiciais, custosos ao empresário, interferindo na formação do preço. E como diriam os mais antenados, se globalização é “preço e qualidade”, afetou-se diretamente essa equação. Esse é o nítido problema. E olha que nem adentramos em águas mais profundas, e aqui nos limitamos a discutir apenas o tributário. Imaginem o que pode ser feito nas esferas federal, estadual e municipal quando englobarmos, por exemplo, questões ambientais e sociais. Salvo melhor juízo, como se diria nos tribunais, há necessidade ímpar de todo empresário que seja minimamente cauteloso de monitorar de modo minucioso a inserção dos dados da empresa no universo digital, de maneira a evitar eficazmente qualquer tipo de autuação e multa, advindas de erros básicos e evitáveis. Citemos como exemplo as informações do Imposto de Renda Pessoa Jurídica juntamente com a de seus sócios ou sócio, as vendas de bens da empresa, a obtenção dos alvarás pertinentes, as informações bancárias e até a inserção nas mídias sociais, de cunho patrimonial ou fiscal, levando-se em consideração que hoje são instrumentos de pesquisas dos mais diversos órgãos governamentais. Deste modo, se o caminho digital trouxe muitas e incontestáveis melhorias à vida moderna, inclusive na vida empresarial, é preciso estar atento ao que nele é inserido, seja de modo voluntário ou por terceiros, considerando que o resultado pode ser amargo e difícil de ser revertido. É preciso estar preparado! Leitura Estratégica . 87
WALMIR CUNHA Advogado empresarial e palestrante. Conselheiro da OAB-GO e presidente do Instituto de Compliance Aplicado
Delação premiada e ACORDO DE LENIÊNCIA A consolidação de medidas anticorrupção exige efetividade na recuperação de recursos públicos desviados nas mais diversas formas de lesão ao erário, sendo que, na maioria das vezes, demanda a colaboração de envolvidos no sentido de possibilitar a identificação de todos os autores, coautores e partícipes que estejam alinhados nos sofisticados arranjos criminosos. A dificuldade na identificação dos verdadeiros beneficiários das práticas de inconformidade estimula os agentes a operarem dentro de um âmbito de atribuições estabelecidas a partir de um complexo labirinto de níveis hierárquicos na corporação, onde se vê inserido, não se permitindo segregar, com clareza, onde residem interesses sociais da pessoa jurídica ou dos agentes. Além disso, de pouca efetividade teria a lei anticorrupção caso não fossem implantados mecanismos jurídicos que permitissem a identificação do paradeiro dos recursos que gravitam ao redor dessas práticas criminosas, diante da costumeira ocultação de bens e outros fenômenos ligados à lavagem de capitais, umbilicalmente ligados às condutas de corrupção. É nesse contexto que entrou em vigor a Lei no 12.850/2013 em sequência ao advento da Lei Anticorrupção (Lei n. 13.846/2013), pela qual estabeleceu-se a previsão da colaboração premiada aos agentes envolvidos nas práticas de corrupção, estejam ou não inseridas dentro de um contexto hierárquico das pessoas jurídicas, em paralelo ao acordo de leniência previsto na Lei Anticorrupção. Em relação à colaboração premiada, com maior flexibilidade na negociação entre o titular da ação penal pública e os agentes envolvidos (autor, coautor e partícipe), a Lei no 12.850/2013 veio para consolidar o 88 . Leitura Estratégica
entendimento de que a delação premiada não pode ser vista como mera ferramenta de barganha para redução de pena, mas sim como verdadeiro e legítimo meio de obtenção de provas, já que seu intuito maior é de alcançar novos elementos que sirvam de parâmetro de colheita de prova. É por isso que a Lei no 12.850/2013, em seu art. 4º, §16, estabelece que nenhuma sentença condenatória será prolatada com fundamentação apenas na delação premiada, oriunda do agente colaborador, o que deixa em total evidência que a delação não pode ser considerada como prova em si mesma, mas como meio para alcance de novas provas. O acordo de leniência, da mesma forma que a colaboração premiada, é valoroso instrumento de apuração de ilícitos, que tem previsão na Lei Anticorrupção (Lei no 12.846/2013). O instituto permite que determinada pessoa jurídica envolvida em alguma organização criminosa possa apontar coautores, o modus operandi e a destinação do proveito econômico auferido em geral por muitos anos, de forma que traz enorme economia para o estado no combate à corrupção, lavagem de dinheiro e crimes relacionados à concorrência, ordem econômica e financeira, que trazem prejuízos sociais de grande monta. O acordo de leniência e a delação premiada são ferramentas jurídicas eficazes na medida que permite desvendar as entranhas de complexas organizações criminosas, conferindo maior celeridade e eficácia na recuperação de recursos públicos desviados e desmantelamento da estrutura criminosa, diante do envolvimento das pessoas naturais e jurídicas, autores, coautores e partícipes, diretos ou indiretos, nas infrações investigadas.
GIOVANNA DUTRA Sócia na TG Core
Novo cenário de
INVESTIMENTO Com a Taxa Selic nominal em 6,50%, inflação acumulada em 12 meses abaixo de 4,00% e o Ibovespa próximo à barreira histórica dos 100 mil pontos, é notório que há algum otimismo por parte do mercado. Apesar dos bons patamares de juros, inflação e bolsa, os principais indicadores reais da economia, como PIB e emprego, ainda se encontram longe de refletir tal sentimento. Todavia, é fato que, desde o último governo, tem sido construído no País um ambiente reformista, visando remover empecilhos ao crescimento sustentável da economia brasileira. Em grande parte, a concretização das reformas contribuirá para tornar o Brasil um país mais competitivo e menos burocrático, onerando menos o setor produtivo e tornando o ambiente de negócios mais favorável. A cereja do bolo é a reforma da Previdência que, caso seja aprovada sem mudanças expressivas em seu texto original, trará a trajetória fiscal de volta aos trilhos, viabilizando o ingresso em um novo ciclo de crescimento. Nesse cenário, a confiança dos agentes acirraria a trajetória de retomada que já se iniciou no último quarto de 2018, além de destravar os investimentos e a elevação do consumo, principalmente de bens duráveis e semiduráveis. A situação acima descrita, com o êxito na
reforma da Previdência, será a coroação de um processo cujo início se deu com o Plano Real. Querendo ou não, ao se comparar a situação hodierna com a realidade pré-1994, houve um notório amadurecimento jurídico-institucional, econômico e também financeiro, que trouxe uma nova realidade, principalmente, ao investidor pessoa física. A realidade com a qual nos deparamos hoje, em termos de juros, inflação e oferta de produtos financeiros, suscita naturalmente uma mudança no jeito de poupar e investir. Investimentos que há duas décadas mostravam-se atraentes em termos de rentabilidade, ou até mesmo de proteção do poder de compra da moeda, hoje não fazem mais sentido. Unindo isso à velocidade com a qual as informações circulam nas mídias digitais e ao amadurecimento de uma nova geração, sem os traumas inflacionários, se tem observado um grande crescimento no mercado de investimentos. Contribui também para tanto o relevante crescimento do número de gestoras independentes de recursos, que competem com as alternativas de investimento oferecidas pelos grandes bancos, gerando competição e reduzindo as taxas cobradas dos clientes. E você, já pensou sobre como será sua aposentadoria, ou mesmo como rentabilizar melhor sua poupança? Já achou que precisava investir?
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LEONARDO PRANDINI Mestre em Agrobusiness pela University of Edinburgh e diretor da Meridional TCS Ingredients em Goiânia
Agro: Exportação de DENSIDADE TECNOLÓGICA A contribuição do agro brasileiro para o mundo é inquestionável, onde Goiás destaca-se com resiliência pela capacidade produtiva, infraestrutura para exportar, e superar as constantes instabilidades do ambiente econômico nacional. Desenvolve-se um moderno parque industrial com número expressivo de empresas processadoras da produção agrícola regional e dos estados vizinhos. A exemplo da indústria farmacêutica e automobilística, a agroindústria local tem competitividade crescente, atraindo cada vez mais importantes grupos internacionais para a demanda por insumos, serviços, equipamentos, tecnologia, logística, processamento e exportação. Distinto do modelo habitual de commodities in-natura, a cadeia agroindustrial avança estrategicamente na diversificação e especialização em agregar valor. Indústrias de óleo e proteína vegetal, biodiesel, etanol de cana e milho, bioeletricidade, borracha, carnes, entre outras, são exemplos de sucesso e com excelentes perspectivas para a demanda nacional e exportação em escala. Resistentes às adversidades externas e internas, as exportações de derivados agrícolas são importantes geradoras de renda e desenvolvimento. O Estado é estrategicamente localizado, tem infraestrutura adequada e excelente potencial logístico. A exploração da Ferrovia Norte-Sul traz oportunidade ímpar aos exportadores para viabilizar o acesso direto aos portos com custos e operações competitivos. É realmente um sonho ter o acesso ferroviário direto ao Porto de Santos. Conforme processados, soja, milho e cana geram coprodutos de alto valor e crescente demanda internacional para segmentos alimentícios, ração animal e
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oleoquímico. Em processos especializados, a “química verde” transforma as commodities em ingredientes de alta tecnologia para alimentos e ração de alto nível nutricional, medicamentos, cosméticos, plásticos, lubrificantes, insumos para construção civil, etc. Sendo 100% vegetais e renováveis, podem substituir petro-químicos importados aplicados à itens de consumo diário, produtos de higiene pessoal, limpeza, roupas, tintas, borrachas, colchões e até mesmo asfalto, cumprindo as mais recentes exigências internacionais de sustentabilidade. Entre os principais países asiáticos em desenvolvimento, China e Índia são grandes importadores de soja e seus derivados, e diferenciam-se pela alta capacidade de processamento local. Ao contrário do Brasil, 75% das exportações chinesas são industrializadas. Mesmo não sendo os maiores produtores agrícolas, China e Índia são os principais fornecedores de ingredientes de alta tecnologia derivados de soja, onde o Brasil “re-importa” o que consome a valores infinitamente mais altos, sobretudo a indústria de farmo-cosméticos. A exportação do agro atende um mercado fiel, crescente, dinâmico e muito rentável. Goiás detém a densidade tecnologica que multiplica a oferta de itens e valor agregado na direção das tendências mundiais. Garante, indiretamente, a estabilidade de renda e minimiza severos impactos de oscilações de preços de commodities ao longo da cadeia. Com inovação e especialização do agronegócio e de agroindústria, o Estado tem todas as condições para – rapidamente – explorar novas oportunidades internacionais na direção do futuro.
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