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QUEM SOU
eu? Quem são os empresários goiano e brasiliense? Como pensam? Agem? Negociam? A Leitura Estratégica foi atrás. Em estudo inédito, ouviu 50 consultores e executivos em busca dos traços da personalidade e comportamento
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EDITORIAL LEANDRO RESENDE - CEO e Diretor de Redação
O silencioso
Centro-Oeste
Quem são os empresários goianos ou brasilienses? Quem são os executivos? A Leitura Estratégica há dois anos convive com essa pergunta – que admitimos, é muito valiosa e não precisa ser respondida de supetão. Essa descoberta nos fortalece a caminhar sempre no caminho do desconhecido, apresentar hipóteses e buscar informações. E, nesta trajetória e missão, a revista se empenha em propor um diálogo maior nesta silenciosa caverna que existe entre estes dois mundos. A revista teria outras razões para existir, mas escolhemos ser um dos elos, entre os possíveis, que podem interligar a região – que, além do universo Goiás e Distrito Federal, temos mais territórios silenciosos. Um passo de cada vez. No passo atual, a revista embarca para Brasília, com visão, consistência e planejamento. Visão de que o mercado suporta e deseja essa interconexão. Consistência de manter o que construímos no jornalismo sério e produção gráfica de qualidade. E planejamento, dentro de um projeto que consumirá pelo menos uma dezena de edições. Muitas vezes, sinceramente, me pergunto: será que estamos muito tímidos? Não poderíamos fazer mais barulho, mais festa que conteúdo? Não. Reforço nosso propósito de ser mais orgânico que industrial. Orgânico por uma questão de coerência com nosso público, diretores e acionistas de médias e grandes empresas regionais, que por tanto tempo se desiludiu com projetos que prometeram demais, fizeram muito CEO E DIRETOR DE REDAÇÃO Leandro Resende CONSULTOR DE NEGÓCIOS Jun Hasegawa PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Dobson Borges CONSELHO EDITORIAL Beyle de Abreu Freitas Carlos Luciano M. Ribeiro Fernando Maia
barulho, para abandoná-los, com fraudes financeiras e de convicções, para depois restabelecer o silêncio. Somos contra o silêncio mortal e o barulho vazio. Somos pela estratégia de caminhar e unir pessoas, projetos e sonhos. Nesta edição, apresentamos um estudo que a própria revista realizou, ouvindo 50 consultores – boa parte de consultorias e de fora da região – e executivos que atuam em Goiás e no DF, para saber como enxergam os empresários locais (de ambos lados). Não é um estudo científico. Aliás, é o objetivo: que se estimule ao estudo do comportamento regional deste importante agente econômico. Trazemos números já dizem muito, rompem o silêncio, abrem um diálogo. Além das matérias, todas relevantes e cumprindo nossa meta de um Index com mais de 200 empresas e 150 executivos regionais citados por edição (algo que só tem aqui), avançamos no projeto. Como disse antes, um passo por vez: demos dois. Lançamos o caderno fixo de Brasília: o Diretoria.DF, e inauguramos uma proposta digital, com o site exclusivo da revista, responsivo (evitamos até então a estratégia do ‘PDF para anunciante’ ver), e seu irmão, o Opinião Estratégica, um versão só de conteúdo opinativo que andará em paralelo e com o espírito do projeto matriz. Recomendamos, no digital e impresso, factual ou opinião, nossas leituras estratégicas.
José Alves Filho Leandro Coutinho Leandro Resende Pedro Bittar Rubens Fileti Salvador José Pinto Neto
COLUNISTAS Fernando Dantas Leandro Coutinho Leandro Resende Francisco Carlos Daniel de Moura
FOTOS E TRATAMENTO Jota Eurípedes Joãozimar Oliveira
TEXTOS Carla Oliveira Iara Nunes Izabela Pavetits Leandro Resende Luisa Dias Marina Romagnoli
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Juliano Rodrigues
APOIO OPERACIONAL Lorena Resende Danilo Brito
ILUSTRAÇÃO Antônio Carlos Schonarth
GRÁFICA Poligráfica
SITE Diagram Design
Redação - Pautas (62) 99125-9526
Comercial - Anúncios (62) 99125-9526
jornalismo@leituraestrategica.com.br
comercial@leituraestrategica.com.br
A Leitura Estratégica é uma publicação da Leandro Resende Publisher (LRP), marca da Contemporânea. O conteúdo dos artigos e colunas é de responsabilidade dos autores.
Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 9
ANO III - No 06
REPORTAGENS 16 | MAIS ESTRATÉGICA Revista Leitura Estratégica apresenta novos canais, como o digital da revista e o Opinião Estratégica, site de artigos da publicação
34 | MGC: VALOR DA GESTÃO Legado do Movimento Goiás Competitivo e a nova abordagem da MBC para manter atuação firme de Goiás na plataforma que pensa gestão no País
38 | GOIÂNIA, CAPITAL DA MODA Goiânia sempre teve laços fortes com a confecção e setores ligados a moda. Nos últimos anos, a cadeia se estruturou e profissionalizou
64 | URBANISMO Nova proposta de desenvolvimento urbano com maior qualidade de vida ao cliente está no DNA da Adros Urbanismo, do experiente Jorge Ferreira
66 | HISTÓRIA Rua 7 com a Avenida Anhanguera, Centro de Goiânia. Esse é o endereço do Café Central, que por décadas foi palco de debates e negócios da capital
70 | MARKETING A inserção do digital na vida das pessoas mudou os planos de marketing das empresas, que busca acertar a convergências entre as mídias
74 | CONVERSA COM CEOS
QUEM SÃO ELES?
26|
Consultores e executivos revelaram à Leitura Estratégica detalhes da personalidade e comportamento dos empresários de Goiás e do Distrito Federal. Estudo foi realizado em maio e junho
10 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
Juan Zamora e Bill O´dwyer batem um papo sobre liderança, negócios regionais e avanços das políticas de abertura comercial
77 | COOPERATIVA FINANCEIRA Central Sicoob Uni fortalece e passa de oito para 20 cooperativas, atingindo nove Estados e mais de R$ 6 bilhões em ativos
SETEMBRO | 2018
DIRETORIA.DF - UM NOVO OLHAR 85 | Leitura Estratégica inaugura novo caderno com foco no mundo dos negócios em Brasília, com coluna, cases e matérias
48 | TEST DRIVE: LEXUS NX 300 Acompanhamos o Test Drive do advogado Aldrovando Castro Júnior no novo NX 300, da Lexus, marca premium da Toyota que ganha espaço no Brasil
44 | AGRONEGÓCIO - Faeg e o frete 55 | PRÊMIO - NEW Propaganda 73 | TECNOLOGIA - Máxima Sistemas 80 | FUNDO IMOBILIÁRIO - Rodrigo Meirelles 82 | INVESTIMENTO – Marco Harbich 89 | BRASÍLIA - Apoio das entidades 90 | SAÚDE - Flávio Lima 91 | HIPERCONECTADOS- Quântico
COLUNAS 12 | DIÁLOGO 14 | MEMÓRIA 18 | INDEX 20 | DIRETORIA 25 | UM.PARTICULAR 42 | GESTOR RURAL 52 | VEÍCULOS 58 | UVA&VINUM 60 | VENDER OU VENDER 62 | EXECUTIVOS 86 | BSB.NEGÓCIOS
OPINIÕES 92 | PEDRO BITTAR 93 | WALMIR CUNHA 94 | LUIZ ANTÔNIO DE SIQUEIRA 95 | MARLOS NOGUEIRA 96 | SANDRO WALDECK
ALDEIA: O ALTO DO ALTO PADRÃO 54 | Capa do caderno Mercado.A é o lançamento da última etapa do condomínio Aldeia do Vale
Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 11
DIÁLOGO E-MAILS E MENSAGENS ENVIADAS À LEITURA ESTRATÉGICA
NECESSÁRIA
A revista Leitura Estratégica traz informação e análise no contexto econômico goiano, embora entre as dez maiores economias brasileiras, nem sempre nossa realidade ecoa além de nossas fronteiras, o que nos deixa fora dos grandes veículos de comunicação e carentes de dados para tomada de decisões estratégicas. Num País que “não é para amadores”, uma revista feita por profissionais competentes retratando e traduzindo nossas peculiaridades, não é apenas bem-vinda, é necessária. Fernanda Terra, sócia no Terra & Vecci Advogados Associados
TESTAMOS O BMW 540I M SPORT - UM LEGÍTIMO E PODEROSO SÉRIE 5
Jatos e helicópteros:
cortando caminho Goiás tem a 2a maior frota de aviões executivos do País. Empresários, executivos e artistas reduzem tempo de espera e viagem para ampliar negócios pelo Brasil
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Goiás está na mira da Infinity, que investirá mais de R$ 500 milhões para processar lítio no País
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Projeto InCasa Residence inclui casas luxuosas, atendimento exclusivo e intercâmbio de férias
Terceirização de frota deve crescer forte em 2018 e empresa goiana quer aproveitar expansão
Certificação de soja ganha força no Brasil e produtores goianos conhecem modelo
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LEITURA PARA LÍDERES
A Leitura Estratégica tem destacada importância por resumir os fatos mais relevantes e os principais impactos na nossa economia e consequentemente em toda a sociedade. A curadoria do conteúdo e a redação são bastante eficazes otimizando o tempo de leitura. Os leitores são em sua maioria líderes empresariais, tornando importante sua leitura até mesmo para um alinhamento de conhecimento, promovendo uma sincronia e gerando um mindset orientado para o lado bom do empreendedorismo, da inovação e do crescimento do ecossistema de nosso Estado. Hdir Gondim, CEO da HD Tecnologia em Informações
REGIONAL
A Leitura Estratégica é uma ótima revista. Definitivamente faltava em nossa região uma revista com um conteúdo tão bom e assertivo para os empresários e para nossa economia. Podemos saber pela revista as novidades do nosso mundo de negócios regional, sem perder de vista o que está acontecendo também no Brasil e no mundo. Todo o conteúdo é muito bem pensado e organizado, mantendo um alto nível de relevância. Os editores e toda a equipe estão de parabéns, continuem com o bom trabalho! Ronaldo Guedes, sócio-diretor da Lure Consultoria FALE COM A LEITURA ESTRATÉGICA Envie sua opinião, criticas e sugestões para a publicação por e-mail (leitor@leituraestratégica.com.br), WhatsApp (62 99125-9526) ou mensagem no Facebook (facebook.com/Leitura-Estrategica). Informe ainda seu nome, cidade onde mora e cargo-empresa. Por motivos de clareza ou espaço, os textos poderão ser publicados resumidamente. Para contatos comerciais, use também o e-mail comercial@leituraestrategica.com.br.
12 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
AVIAÇÃO EXECUTIVA Excelente matéria de capa da Leitura Estratégica n° 5. Com o avanço nas negociações, cada vez mais os empresários são dependentes de aproximar dos seus clientes e parceiros e a aviação executiva veio facilitar cada vez mais o fechamento de grandes negócios. Isso justifica a posição do Estado de Goiás no ranking. O "termômetro" para medir essa situação é perceptível através da quantidade de aeródromos ou pequenos aeroportos instalados ou que serão instalados dentro da região metropolitana de Goiânia. Anderson Santos Gonçalves, CEO da GAMMA Inteligência de Negócios
DIVERSIFICAÇÃO
A revista Leitura Estratégica tem um conteúdo diversificado e com grandes informações de destaque local. Deixo aqui meus parabéns e agradecimento por uma leitura tão enriquecedora. Rondinely Leal, Controller da Potência Medições
O CAMINHO MAIS RÁPIDO PARA ALCANÇAR O SUCESSO REVISÃO DE PROCESSOS Com base nas melhores práticas de mercado e foco na melhoria da rentabilidade, trabalhamos na revisão das margens da operação. Analisamos com máximo de detalhe os preços, as receitas, os custos e as despesas para capturar as maiores oportunidades. Tudo com 100% de integração com o sistema operacional (ERP).
SUPORTE A GESTÃO
Com visão sistêmica e foco na tomada de decisão mais eficaz, comparamos e detalhamos o resultado operacional com a evolução do caixa, através de uma gestão financeira completa. Mapeamos todas as possíveis oportunidades (produto, região e aquisição) e detalhamos como será esse crescimento ao longo do tempo (recursos e necessidades).
FUSÕES E AQUISIÇÕES Utilizando da experiência de transações de M&A concluídas, assessoramos de forma completa investidores e potenciais investidas em operações de M&A. Atuamos desde o entendimento da empresa e mercado, valuation, captação e negociação com investidores, até a conclusão do negócio.
Diante do cenário atual e da lacuna existente no mercado de consultoria de gestão, os sócios da Agrega Consultoria decidiram juntar suas experiências e habilidades complementares para: l Agregar valor ao negócio dos seus clientes de forma eficiente, com resultados a curto prazo e com prazos definidos de inicio e fim; Rua João de Abreu, nº 116, sala1501 B, Setor Oeste, Ed. Euro Working Concept - Goiânia – GO – Brasil contato@agrega.com.br (62) 3942-6663
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l Fazer uma consultoria estratégica com “hands on” e com apoio de equipe interna para garantir a continuidade dos resultados; lE ainda conectar a contabilidade ao financeiro de forma a entender o efeito dos resultados no caixa da companhia.
“Eu não sou goiana de nascença, mas sou de espírito. Mudei para cá aos seis anos, nascida em Jabuticabal (SP). Minhas primeiras lembranças na cidade são do Centro de Cultura e Tradições Goianas, onde tinha empadão e minha família, na hora que a gente provou, foi um deslumbre. Outros lugares eram o Restaurante Bologna, com a lasanha e o bife à parmegiana, e a cozinha do Hotel Umuarama, onde moramos até comprar uma casa e a minha primeira referência da cozinha goiana. São muito fortes as minhas lembranças do Centro de Goiânia, da fartura, da comida e das pessoas que até hoje me encantam”. Emiliana Azambuja, chef
“A TV Anhanguera está gravada na minha história em Goiânia. A emissora abriu suas portas para a mineira vindo da TV Globo em BH e o Estado me recebeu de braços abertos. Na telinha da TV gerei meus dois filhos, e os telespectadores acompanharam cada momento. Nos anos que passei na Anhanguera fiz grandes amigos que os levo até hoje junto de mim. Contei histórias, as vivi e com elas ainda me emociono”. Renata Vieira, jornalista e sócia da Kasane
14 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
“Na minha chegada à Goiânia, lembro-me especialmente de três lojas familiares, que são das famílias Kallouf e Tomeh. As lojas São Jorge Tapeçaria, Oriente Decorações e a Casa Íris, na Avenida 85, que se dedicam à venda de tapetes e tecidos, respectivamente. Observei uma particularidade como a família toda estava em volta, irmãos e cunhados, em um projeto de comércio, como a maioria dos árabes fez quando chegou ao Brasil.” Rafael Magul, pároco da Igreja Católica Ortodoxa São Nicolau em Goiânia e da Igreja Ipameri
MEMÓRIA As histórias da maioria das empresas se perdem, quase nunca são contadas. Exemplo evidente de um País que pouco ou em nada valoriza suas empresas. Esta coluna resgata boas experiências e lembranças de clientes, funcionários e proprietários, que citam marcas que permanecem em sua memória décadas depois. Conheça os relatos de quatro personalidades do mundo dos negócios sobre empresas que fizeram parte de suas vidas, em momentos diferentes.
“Quando era criança, tinha um concurso de desenho da margarina Claybom, daquela menininha loirinha do vestido vermelho. Quem fizesse o melhor desenho da mascote podia ganhar um tanto de minutos de compras no supermercado Alô Brasil. Isso marcou minha infância, porque era um período difícil da nossa vida. Meu pai já tinha falecido e minha mãe sustentava quatro filhos. Meu irmão, que desenhava muito bem, ganhou essas compras. Eu me lembro dele e da minha mãe chegarem com o carro cheio de produtos em casa. São duas marcas que ficaram na minha memória: a Claybom e o Alô Brasil, que foi um supermercado muito respeitado, do Grupo José Alves”. Rubens Fileti CEO da Senior Advanced
REVISTA | CANAIS
CADA VEZ MAIS
ESTRATÉGICA
LEITURA ESTRATÉGICA TRAZ TRÊS NOVIDADES: AMPLIAÇÃO DA REVISTA PARA MERCADO DE BRASÍLIA, REVISTA DIGITAL RESPONSIVA E O SITE DE ARTIGOS OPINIÃO ESTRATÉGICA
Após dois anos de atuação e cinco edições, a revista Leitura Estratégica segue sua proposta de crescimento gradativo e orgânico, mas aproveitando as oportunidades de mercado. Nesta sexta edição, a publicação dá um passo estratégico, como diz o CEO e diretor de Redação da revista, Leandro Resende, rumo ao digital e, ao mesmo tempo, também territorial, caminhando para Brasília. "Nunca estivemos fora da internet ou distantes do mercado brasiliense, mas precisávamos criar e consolidar processos contínuos para estes conteúdos. O caderno e os sites foram as melhores opções. Temos leitores e parceiros em Brasília, mas não tínhamos o caderno. Estamos muito bem nas redes sociais, temos um bom site de notícias, mas sem a revista responsiva como gostaríamos. Agora temos as duas coisas: um caderno fixo de Brasília na revista impressa, e um site específico da publicação, exclusivo", destacou Leandro. A dinâmica do site da revista, como reforçou o diretor da Leitura Estratégica acima, é diferente dos demais sites de notícias existentes no mercado. 16 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
"Primeiro, teremos apenas as matérias publicadas na revista, valorizando o amplo conteúdo (que envolve quase 100 páginas impressas) e as empresas e profissionais que participaram de cada edição. O conteúdo não estará em PDF, como ocorre nos veículos impressos, e poderá ser copiado o texto ou link e replicado em redes sociais." Leandro Resende destaca que as matérias factuais, que não entraram na revista, serão aproveitadas em outros sites do grupo: goiasempresas. com.br (notícias) e opiniaoestrategica.com.br (opinativo), este último que será lançado no pacote de novidades de setembro, com vários colunistas fixos, como Pedro Bittar, Sandro Waldeck, Jorge Ferreira, Francisco Carlos e Rondinely Leal. GOIÁS E BRASÍLIA Ainda neste semestre, a estrutura digital do Grupo Estratégica terá três reforços, reformulação gráfica e comercial dos sites goiasempresas. com.br e do leandroresende.com.br e lançamento do brasiliaempresas. com.br. "É uma virada digital", aponta o diretor.
INDEX EMPRESAS, INSTITUIÇÕES E EXECUTIVOS CITADOS NA EDIÇÃO
EMPRESAS ABC ABIEC 42 ABL Prime 23 Abrasel-DF 89 AbSolar 86 Accenture Brasil 86 Acieg 34, 63 Adama do Brasil 23, 42 Ademi-DF 88 ADIAL 63 Adeguita 58 Adros Capa, 10, 64, 65 AER44 39 Aeroporto de Brasília 88 Agener 86 Agrega 13 AirBnb 86 Aldeia do Vale Capa, 11, 47, 54, 55, 56 Amcham Brasil 62 Anbima 83 Âncora Empreendimentos 46 Aneel 21 Ânima Educação 23 ANTT 45 Associação de Frigoríficos 42 Azul Linhas Aéreas 24 Babson College 62 Banespa 67 Bar Royal 68 Biapar 88 Biotic 88 Bipar Investimentos 63 Box Comunicação 15 BR Home Center 22 Brasal 88 Bulls Hamburgeria 86 Café Cairo 67 Café Central Capa, 10, 66, 67, 68, 69 Carreta Cronnos 42 Casa Íris 14 CCP-Cyrela 88 CCR 24 Cecan 23 CEM 23 Centro de Cul. e Tradições Goianas 14 Central Sicoob Uni Capa, 10, 77, 78, 79 Cepalgo 63 Cereali 21 CerradinhoBio 63
18 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
Cervejaria Goyaz 22 Cesuc 23 Cine Casablanca 68 Château Latour 58 Château Margaux 58 Chiquinhos Sorvetes 88 CNA 44 CNC 36, 82 CNI 36 Codese 76 Colégio de AaZ 23 Colégio Visão 23 Colombina 22 Comeli 24 Concept 23 Concreta 23 Conselho de Cons.de Energia 21 Coty 24 CRC-DF 33 Credimobi 62 Credit Suisse 63 Cris Barros 86 CVM 81 DEF DAF Somafertil 53 Dakang 24 DConsumer 63 Detran 53 Diagram Design 9 Dínatos 23 Domani 62 Dudalina 38, 41 EBM 80 Elanco 86 Electro Motors 52 Eli Lilly 86 Empreender em Goiás 52 Endurance/Hostgator 62 Enel Goiás (Celg) 21 Epsodio 40 Espaço Brasília 86 Estilo Empresarial 28 Euroamérica 74 Facieg 35 Faculdade Poli. de Uberlândia 23 Faeg 11, 44, 45, 63 Fecomércio 63 Femitaxi 87 Fenabrave 53 Fesa Group 53, 62 Fertilizantes Tocantins 63
CAFÉ CENTRAL u
Capa, 10, 69, 76, 77
FGV 30, 62 Fibra 89 Fieg 21, 63 Firjan 22 Focoagro 23 Fórum Empresarial 21 Friagil 24 Friato 23 FPSB 82 GHI Gamma 12 Gerdau 23 Giraffas 88 Grupo Anadiesel 75 Grupo Cobasi 88 Grupo José Alves 62,63 Grupo Sinagro 62 Gol Linhas Aéreas 87 Google 25 Govesa 41 Gympass 86 Hatiha 88 HD Tecnologia 12 Hering 38, 41 Highpar Real State 80, 81 Hotel Umuarama 14 HPE Automóveis 52, 53 Hypermarcas 24 IBGE 95 ICA 93 Ideb 35, 37 IEL 36
iFood 23 Iguatemi Brasília 87 Inframérica 87 Instituto Politécnico 23 Instituto Skinner 72 Intel 25 Ipiranga 52 Isead Business School 63 Ita Transportes 51 Itaú 83 JKL JAC Motors 52 Jaraguá Bahia 53 Jeep Dodge 53 Johnnie Burger 88 Juceg 63 Kasane 14 KBL 97 Kinross Gold 23 Kraft Heinz 63 Kremon 22 Lady Driver 87 Lallemand 63 Latam 87 Lexus Capa, 11, 47, 48, 49, 50 Life Apps 73 LG Household & Healthcare 62 Long Island University 62 Luiz Argenta 58 MNO Mabel/Pepsico 63
Magazine Luiza 24 Marol 4,5 Máxima Sistemas 11, 63, 73, 84 Máximo 23 MaxxRural 43 MBC 10, 34, 35, 36, 37, 92 Mega Moda Hotel 40 Mega Moda Shopping 40, 41 Mega Moda Park Capa, 40, 41 Mensch 42 Metropolitan Mall 21 Ministério dos Transportes 88 Ministério Público 25, 69 Mitsubishi 52, 53 MGC 10, 34, 35, 36, 37 Mococa 22 Modern Logistics 87 Monsanto 86 MOS Organic Hair Spa 21 New Holland 53 New 11 Nova Nicolândia 88 Novo Mundo 57 Nubank 25 Oriente Decorações 14 OnNet System 73 PQR Papelaria Central 67 P&G 24 Pedrart 87 Pepsico/Mabel 63 PetroChina 87
Philip Martin’s Poligráfica Porto-Seco de Anápolis Potência Medições PUC-GO PUC-RJ Pueri Domus Quântico QuintoAndar Rappi Receita Federal Rede Globo Renault-Nissan RenovaBR Restaurante Bologna Restaurante Clô Rio Quente Resort Rolex Royal Numico
21 9 62 12 30 65 23 11 23 23 94 40 53 63 14 58 17 87 22
STU Sá+Spessatto 21 Saalva 55,56 Sabin 30 Saga Toyota 48, 49, 50, 52, 59 Santander 62, 83 São Jorge Tapeçaria 14 SEB 23 Sebrae-DF 33 Senior Advanced 2,3, 8, 14, 63 Sense Bike 52 Serasa 83 SHC do Brasil 52 Shopping dos Cosméticos 41 Sindhobar DF 87 Sindilojas 63 Sindivest-GO 38, 40 Sinduscon 63 Souza Cruz 67 Soluti 62 Stonia Ice Creamland 88 Suzuki 52 Swift Carbon 52 TBO Holidays 87 Teatro Goiânia 68 Terra & Vecci A.A. 12 Teuto Brasileiro 63 Transzilli Logística 53 Triunfo Concebra 24 Tron 31 Tropical Urbanismo 56
TSE TV Anhanguera TV Globo Uber UFG União Química UPL Use Móveis
86 14 14 52 25, 63 86 62 6,7, 32
VXZ Venux Votorantim Zotye Motors
Chrystiano Camara (Mega Moda)40, 41 Cibele Gayoso (Estilo) 28, 29 Cláudio Gastal (MBC) 36 Clidenor G. Filho (Sicoob Uni) 77, 78 Cynnara Maria (Acieg) 63 DEF Dalva Cavarzan (Café Central) Danilo Brito (Quântico)
65 91
87 63 52
EXECUTIVOS ABC Adriana Mundim (Mezzo) 54, 55,56 Aldrovando Castro Jr. 11, 49 Alexandre Baldy (Min. das Cidades) 37 Alexandre Torres (Soluti) 62 Aline Moura (Espaço Brasília) 87 Alisson Gratão (Sinagro) 63 Ana Carla Abrão (ex-Sefaz) 35 Ananda Giordani (Senior Advanced)63 Anderson Santos (Gamma) 12 Anderson Schemberg (Fesa Group)62 Andressa Suita 70, 71 Antônio Machado (C. Central) 66, 67,68 Arnaldo Teixeira Júnior (Sicoob Uni)79 Artur Lovo Jr. (Use Móveis) 32 Bartolomeu Braz (Faeg) 44, 45, 63 Bill O’dwyer (Anadiesel) 10, 74, 75, 76
Camila Hermano (Acieg) 63 Carla Sampaio 40 Carlos Luciano (New e Novo Mundo)57 Carlos Pirovani (Estuda.com) 24 Celso Mateba 69 Chris Taveira (Acieg) 63
Débora Guerra 69 Dejan Rodrigues (Sicoob Uni) 77, 78 Dilton Junqueira (Brasal) 87 Dobson Borges (Domani) 62, 63 Edwal Tchequinho (ex-Adial) 63 Eduardo Bilemjian Filho (Sinduscon)63 Eduardo Gomes (Sindilojas) 63 Emiliana Azambuja 14 Égio Arruda (Credmobi) 62 Fábio Valois (Sebrae-DF) 33 Fábio Estuqui (Abrasel-DF) 89 Flávio Lima 11, 90 Flávio Silva (Instituto Skinner) 72 Felipe Schucman (QuintoAndar) 23 Fernanda Terra (Terra&Vecci A.A.) 12 Fernando Galvão (Mezzo) 54, 55,56 Fernando Peres (Saga Toyota) 49 Francisco Carlos 16, 47, 60, 98 Francisco Machado (Café Central) 65
Hdir Gondim (HD Tecnologia) Hélio de Oliveira
12 69
JKL Jael Silva (Sindhobar-DF) 87 Jairo Gomes (AER44) 39, 41 Jamal Bittar (Fibra) 89 João Gonçalves (QuintoAndar) 23 João Bosco Maia (Café Central) 69 Joathan Sodré (Acieg) 63 Jorge Ferreira (Adros) 10, 16, 64, 65 Jorge Gerdau (Gerdau) 35, 36 José Divino (Sindivest) 38, 39, 41 José Evaristo (CNC) 36 José Freitas (MGC) 37 José Mário Schreiner (Faeg) 45 José Mendonça Telles 67 José Roberto Brucelli 45 Josete Roriz (Café Central) 67 Juan Djedjeian (Inframérica) 87 Juan Zamora (Euroamérica)10, 74, 75, 76 Juliana Yamin (Mos Organic) 21 Kátia Balbino (Justiça Federal) 42 Leandro Goyaz (Acieg) 63 Leandro Rodrigues (Lallemand) 63 Lênio P. Filho (Box Comunicação)70, 71 Leonardo Massuda (Fesa Group)30, 62 Leonadro Prandini (Acieg) 63
Lucas Wilson (Fesa Group) 62 Luiz Antônio de Siqueira (LAS) 11, 94 Luiz Augusto (CerradinhoBio) 63 Luiz Augusto Sampaio 69 Luiz Biazi 53 Luiz C. Araújo (New e Novo Mundo) 57 Luiz Lyra (Teuto Brasileiro) 63 Luiza Trajano (Magazine Luiza) 24 GHI Gelson Ozório (Tron) Gustavo da Cruz (Epsodio) Gusttavo Lima
31 40 70
MNO Marcelo Almedia (Gympass) Marcelo Baiocchi (Fecomércio) Marcelo Quinta (UFG e MP-GO)
87 63 25
Marcelo Nascimento (Acieg) 63 Marcelo Sousa (F. Tocantis) 63 Marco Harbich (Neo) 11, 82, 83 Marconi Perillo (ex-governador)35, 36,37 Marcos Dutra (Sicoob Uni) 78 Marcos Severo (Acieg) 63 Marlos Nogueira 11, 95 Matheus Suassuna (Acieg) 63 Millena Fragoso (Saalva) 55, 56 Milton P. Júnior (Grupo José Alves) 62 Noel Uvinha (Café Central) 65 PQR Patrícia Mercês (Colombina) 22 Paulo Afonso Ferreira (CNI) 36 Paulo Motta Júnior (CerradinhoBio) 63 Paulo Muniz (Ademi-DF) 87 Paulo Roberto Costa (Tropical) 56 Pedro Bittar 11, 16, 34, 35, 36, 37, 92 Priscila Zocolli (Soluti) 62 Rafael Magul (Igreja Ortodoxa) 14 Rafael Martins (Life Apps) 73 Rafael Lousa (Ex-Juceg) 63 Renata Vieira (Kasane) 14 Ricardo Santos (Acieg) 63 Rodrigo Meirelles (Highpar)11, 23, 80, 81 Rodrigo Alvin (LG) 62 Rodrigo Kono (Acieg) 63 Rodrigo Sauaia (Absolar) 87 Ronaldo Guedes (Lure) 12 Rondinely Leal (Potência) 12, 16 Rubens Fileti (Senior Advanced) 14,63 STU Sandro Mabel (Fieg) 63 Sandro Waldeck 11, 16, 96 Sérgio Roriz 68, 69 Sylvia Serabion (Sicoob Uni) 79 Thiago Peixoto (Deputado Federal) 37 Tonico Toqueiro 68 VXZW Victor Yudi (DConsumer) 63 Wagner Patrus (Máxima Sistemas) 73 Walmir Cunha 11, 93 Walter Oliveira (C. Central) 65, 66, 67,68 Willian do Vale (BR Home Center) 22 Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 19
DIRETORIA LEANDRO COUTINHO e LEANDRO RESENDE
O MAPA DO EMPREGO EM GOIÁS Os números do emprego no Brasil são de tirar o sono de empresários, trabalhadores e planejadores econômicos. Em Goiás, por exemplo, que costumava chegar a meados do ano com uma geração de 80 mil a 100 mil empregos – depois desacelerava no fim do ano – atualmente, registra um número pífio. Neste ano, por exemplo, o Estado acumulou no primeiro semestre 31.725 empregos novos. Foram contrata-
dos 309 mil trabalhadores no período, com 278 mil demitidos. O saldo é maior que o primeiro semestre de 2017 (2,6%). A situação é pior quando se avalia os últimos 12 meses: foram gerados em Goiás apenas 16.247 novos empregos. Os destaques foram Goiânia e Cristalina, com saldo superior a 3 mil vagas. Em Goiânia se destaca o setor de serviços e, em Cristalina, o agronegócio – com tendência a fortes sazonalidades por conta da safra. Em uma segunda faixa de cidades com abertura de empregos encontram-se economias que geraram acima de 1 mil vagas, mas abaixo de 2 mil no semestre, na ordem: Goianésia, Anápolis, Quirinópolis, Rio Verde e Jataí. Aparecida de Goiânia, que até a greve dos caminhoneiros era destaque da lista, derrapou, perdeu o acumulado de mais de 2 mil empregos no começo do ano e fechou o semestre com resultado modesto (297 vagas). Para o tamanho da economia aparecidense, o resultado é frustrante. Os piores são os mesmos desde o começo: Caldas Novas, Goianira, Mineiros, Morrinhos e Senador Canedo – todos com resultados negativos. TROCA-TROCA Com relação aos setores, o comércio é de longe, atacadista e varejista, o que destoou dos demais. A retração forte nas vendas fez com que as contratações minguassem e o setor apenas tem realizado a reposição dos demitidos. Em todo primeiro semestre, foram desligados 68.422 pessoas no setor e, ao mesmo tempo, foram contratados 68.469. Em todo semestre, o comércio goiano, considerando todos os municípios do Estado, não conseguiu criar 50 vagas formais de emprego. É um sinal claro que o setor vai mal. Na construção, foram criadas 4 mil vagas. No serviço público, empatou, não abrindo novas vagas. A indústria, serviços e agropecuária registraram resultados mais expressivos, com, respectivamente, 8 mil, 9 mil e 10 mil novos empregos formais abertos.
20 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
MOS Orgânico, vegano, natural. Essa mudança de comportamento para alimentação e vida saudável também influencia e define estratégias em outros segmentos de negócios. Tanto que a capital ganhou o primeiro salão de beleza 100% orgânico do CentroOeste, o MOS Organic Hair Spa. A unidade é a terceira no Brasil da marca italiana Philip Martins, reconhecida internacionalmente por fabricar produtos biocompatíveis e seguros - inclusive aplicar no cabelo de mulheres grávidas. O MOS fica no térreo do Metropolitan Mall, no Jardim Goiás, e é comandado pela empresária Juliana Yamin, que já atua no segmento há oito anos. O novo espaço foi projetado pelo escritório Sá+Spessatto.
VEGANOS
Com foco em produtos naturais e veganos, a Cereali inaugurou sua primeira loja em Goiânia (T-1, quase esquina com a T-10, no Bueno) trazendo criações que inovam o mercado de açougue vegano com a picanha e costelinha vegetal, além de hambúrgueres premium, salsichas e linguiças. São produtos artesanais, sem conservantes, soja, ou qualquer ingrediente de origem animal. Além dos veganos e vegetarianos, o público-alvo é qualquer pessoa que queira algo diferente ou diminuir o consumo de carne. A loja conta ainda com queijos, leites, iogurtes veganos e inúmeras opções a granel como castanhas, grãos, farinhas e temperos.
ENEL QUER 25% DE REAJUSTE PARA INDÚSTRIA O reajuste solicitado pela Enel Goiás (Celg) à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para revisão tarifária periódica beira ao absurdo. A empresa quer um aumento médio de 15,75% - com elevação que pode ultrapassar 25% para as indústrias e chegar a 12% para consumidor residencial. Se aprovado, passa a valer a partir de outubro. Esta revisão tarifária não tem a ver com os reajustes realizados anualmente. A revisão ocorre a cada cinco anos e está prevista em contrato de concessão. No entanto, nos últimos cinco anos, a economia patinou, com recessão e estagnação durante todo período, mas ao contrário das outras empresas privadas, as de energia foram preservadas e tiveram reajustes anuais acima da inflação. A alegação da revisão tarifária está em manter o equilíbrio das tarifas com base na remuneração dos investimentos da empresa – que, considerando os investimentos da Celg e Enel, foram muito aquém do necessário, com a empresa ocupando, já há um bom tempo, a última colocação no ranking nacional do setor (divulgado pela Aneel). Não há registro na economia goiana, a oitava maior do País, em que um setor da economia seja o pior do Brasil – exceção feita à energia, ranking elaborado pela Aneel. As reclamações foram isoladas – exceções do Fórum Empresarial, a Fieg e ao Conselho de Consumidores de Energia Elétrica. CELG AGORA É ENEL? Um ano após a Enel assumir o comando da Celg, a empresa saiu com uma campanha de que "Agora Celg é Enel" - talvez se referindo apenas ao nome. De fato, a marca. Mas é bom sempre destacar que a Celg há mais de um ano já está sob controle privado, da multinacional italiana, que não conseguiu reverter o quadro de pior empresa do País no setor - aliás, piorou segundo dados da agência que regula o setor. Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 21
DIRETORIA TEND TUDO E MOCOCA SE MUDAM A BR Home Center, dona da varejista Tend Tudo, mudou a matriz da empresa da região da Avenida Rio Verde, na Vila Brasília, em Aparecida. A área de negócios da empresa, que inclui o CEO, William do Vale, foi para a nova sede em São Paulo. Para lá, foram também Comercial e Marketing. O backoffice, que inclui TI e parte do administrativo, fica em Goiânia, no Connect, na T12, Setor Bueno – que deve contar com cerca de 90 colaboradores; 60 'empregos' vão migrar para a capital paulista. Segundo a BRHC, a proximidade com fornecedores de produtos para revenda e serviços e também de tecnologia motivaram a mudança. MOCOCA - A Mococa, tradicional laticínio que completa 100 anos em 2019, e foi adquirida por grupo goiano Kremon (ligados ao setor atacadista) dos holandeses da Royal Numico, em 2003, também não está mais com escritório comercial em Goiânia. Manteve apenas a estrutura comercial e administrativa em São Paulo. A empresa entrou em recuperação judicial com dívidas de R$ 140 milhões e fechou o ano passado com receita de cerca de R$ 600 milhões.
GOIÂNIA, O TOMBO
22 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
COLOMBINA
Ângela Macario/Prefeitura
Quem procurar Goiânia e Brasília entre as 100 cidades mais desenvolvidas do Brasil vai se decepcionar. O Índice Firjan de Desenvolvimento Regional (IFDM) avalia Emprego-Renda e Saúde-Educação de 5.471 municípios brasileiros. De Goiás, são apenas três cidades: Itumbiara, Ceres e Chapadão do Céu. Do DF, nenhuma. Indicador revelou disparidades regionais e efeitos da crise na dinâmica das cidades. A situação de Goiânia no indicador piora a cada ano, não conseguindo se enquadrar nem mesmo entre as dez melhores do Estado – ficando apenas em 11°. O estudo é realizado com base em três indicadores: Educação, Saúde e Emprego/Renda. Aliás, em todos os três indicadores, a capital registra um recuo na comparação com a pesquisa anterior no ranking estadual. Com relação à Educação, foi de 5° para 11°; com relação à Saúde, tombou de 13° para 20°; e, no item Emprego/Renda, ocorreu também recuo, de 7° para 12°. E por aí vai, ladeira abaixo.
Colombina concretizou o processo de exportação de rótulos para a Europa, embarcando a primeira remessa da bebida, desde o fim do ano passado--, somando 6,5 mil garrafas. A marca de cervejas artesanais de Goiás é produzida pela Cervejaria Goyaz há quatro anos. A cerveja ganhou grande espaço no mercado goiano, com ingredientes característicos do Cerrado, como cagaita, murici, pimenta bode, castanha de baru, baunilha do cerrado e até pequi. Hoje, como a primeira cerveja artesanal produzida em solo goiano, será comercializada em países europeus. Com entrada pelo porto de Hamburgo, na Alemanha, a Colombina segue para a Áustria. “Todos os passos que demos com a criação da Colombina nos levaram até este momento. Vivemos hoje a realização de um sonho. Ver nosso produto chegando a um mercado tão reconhecido de produção de cervejas é algo que muito nos orgulha”, afirma a diretora-geral da cervejaria, Patrícia Mercês.
ÂNIMA EDUCAÇÃO A Ânima vai acumulando aquisições no setor da educação. Primeiro, comprou a Faculdade Politécnica de Uberlândia (MG) e Instituto Politécnico, de Catalão (GO), por R$ 24 milhões. Em julho, o grupo comprou o Centro de Ensino Superior de Catalão (Cesuc), em Goiás, por R$ 31,25 milhões. COLÉGIO VISÃO Assediados por grupos de fora, o primeiro dos grandes colégios de Goiânia a trocar de mãos foi o Visão. Tradicional, reconhecido e com 1 mil alunos, foi vendido ao Grupo SEB – maior rede de escolas de educação básica do Brasil. Detalhes da operação não foram divulgados, mas o mercado aponta que o valor ficou na faixa de R$ 30 milhões – incluindo operação e instalações. Foco agora é comprar no Nordeste, onde tem poucas operações. GRUPO SEB Em dez Estados e 18 cidades, o novo dono do Colégio Visão, o SEB, é multimarcas: Concept, presente em São Paulo, Salvador e Ribeirão Preto; Pueri Domus, em São Paulo, com quatro unidades; Colégio de AaZ, com sete unidades no Rio de Janeiro; Sar-
tre, em Salvador, com cinco escolas; Dínatos e Cecan, no DF; e Escola SEB, com dez unidades espalhadas pelo País. São 45 mil alunos em 43 escolas. RAPPI Em Goiânia, o iFood ganhou mais um concorrente de peso – que já briga diretamente em várias capitais: o Rappi. Além de restaurantes, o App (que tem origem na Colômbia) comanda uma rede de entregas de farmácias, conveniência, supermercados e bebidas 24h. A proposta da empresa é cumprir a promessa de entregar tudo em até 1 hora. GERDAU O grupo siderúrgico Gerdau vendeu para a mineradora canadense Kinross Gold duas centrais hidrelétricas por R$ 835 milhões. Os complexos hidrelétricos de Caçu e Barra dos Coqueiros têm capacidade instalada total de 155 megawatts e foram inaugurados em 2010. A Gerdau soma R$ 6 bilhões em desinvestimentos nos últimos quatro anos. FRIATO Com investimentos de R$ 230 milhões na expansão de todo o processo de produção verticalizada, em
Pires do Rio, Grupo Friato deve ampliar abate de 330 mil aves/dia para 420 mil aves/dia. Ao completar o novo ciclo de crescimento, empresa quer gerar 500 novos empregos diretos e 2 mil indiretos, além de exportar 30% mais. A sede de Goiânia, no Jardim América, expandiu e foi para o Polo Empresarial, em Aparecida de Goiânia. FOCOAGRO A Adama Brasil, uma das principais empresas de proteção de cultivos do mundo, anuncia participação acionária na Foco Agronegócios (Focoagro), distribuidor em forte expansão no Tocantins e Maranhão. Na negociação consta a não exigência de exclusividade na distribuição dos seus produtos. 60 POLO Aparecida de Goiânia tem cinco distritos empresariais. Neste ano, ganhou o sexto. É o Complexo Empresarial Metropolitano Norberto Teixeira (CEM), na Região Leste da cidade, com área de 2,2 milhões de m2 e espaço para até 400 empresas. ABL Prime e as construtoras Concreta e Máximo venceram a licitação e são responsáveis pelo custo de comercialização, obras e gestão do empreendimento.
QUINTOANDAR Em fase de expansão, a startup QuintoAndar iniciou suas atividades em Goiânia, Brasília e Belo Horizonte. A empresa elimina a necessidade de apresentação de fiador, seguro-fiança ou chequecaução pelo inquilino, ao mesmo tempo que oferece a segurança do recebimento em dia ao proprietário e a integridade do imóvel garantida em um valor de até R$ 50 mil ao final do contrato. O site e o aplicativo do QuintoAndar (para iOS e Android) estão abertos para pesquisa de imóveis para aluguel na capital com as mesmas facilidades que fizeram sucesso em São Paulo e Rio de Janeiro. O diretor de Marketing e Expansão, João Gonçalves, e o diretor de Desenvolvimento de Negócios, Felipe Schucman, estiveram em Goiânia para apresentar a novidade. Eles vieram a convite do parceiro e especialista em investimentos imobiliários Rodrigo Meirelles.
Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 23
DIRETORIA MAIS UMA FURADA CHINESA COMELLI A Comelli Florestal, do Grupo Comelli, de Rio Verde, tem crescido de 20% a 25% ao ano, de olho no mercado de cogeração. Empresa já tem uma produção média mensal, em 2018, de 220 mil m3 de cavaco de madeira para abastecer caldeiras de indústrias de alimentos em Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Os chineses já desembarcaram com seus negócios no mercado brasileiro. Compraram empresas e se instalaram. Vão ficar? Vão dar conta do recado? Essa é a pergunta que precisa de algum tempo para ser respondida. No setor automotivo, patinaram feio. Bancário, também. Em cada um dos setores, tem suas explicações, tem seu tempo de maturação. Vamos esperar as
próximas jogadas neste tabuleiro. No agronegócio, os chineses também estão em xeque: há dois anos a gigante chinesa Dakang comprou a Fiagril, no Mato Grosso. Agora, decidiu vender a operação de originação de grãos – quer apenas distribuir insumos para a lavoura. De revés em revés, os chineses vão começando a entender o desafio de ser empresário no Brasil.
PEDÁGIOS A CCR, grande do setor de infraestrutura, está de olho nas concessões públicas e licitações de aeroportos e rodovias. As estradas goianas, federais e estaduais, estão na sua mira. Empresa cita Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul como seus novos focos de atuação – já atua forte em São Paulo e Rio de Janeiro. TRIUNFO CONCEBRA A recuperação judicial da Triunfo Concebra, concessionária da BR 153 e outros projetos, como o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), abre espaço para negociações. A CCR se interessa pelo setor e está pronta a conversar. O governo federal prefere a venda da concessão a novo um investidor a um processo de relicitação. AZUL LINHAS AÉREAS O crescimento da demanda do Aeroporto Santa Genoveva tem registrado crescimento acima da média nacional. No trimestre, avançou 5,7%. As companhias começam a direcionar melhores planos de voos para o Estado. A Azul substituiu o Embraer 195, de 118 lugares, pelos A320neo, de 174 assentos. LEITE Executivos apontam que o setor de lácteos deve passar por nova onda de fusões e aquisições. Multinacionais e empresas médias devem puxar movimentos – que devem ocorrer após definição do quadro eleitoral. 24 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
MAGAZINE LUIZA O Magazine Luiza fez um forte investimento em Goiás neste ano. Em junho, inaugurou nove lojas de uma vez: quatro na capital, duas em Anápolis, duas em Aparecida de Goiânia e uma em Jataí. Luiza Trajano esteve no Estado e estimou o investimento total nas novas unidades em R$ 90 milhões, com a geração de 900 empregos diretos. COTY A francesa Coty, que no Brasil comprou os cosméticos da Hypermarcas (Senador Canedo) e 43 marcas da P&G, é a 8ª maior fabricante de produtos de beleza e cuidados pessoais do País – com Risqué e outras marcas lidera entre esmaltes (30% do mercado). Não descarta novas compras, mas o foco é investir em desodorantes.
EDTECH CUIABANA Startup de educação de Cuiabá chega a um milhão de usuários e recebe aporte. A Estuda.com trouxe uma nova abordagem para uma prática de alunos focados em Enem e vestibular: a resolução de provas antigas. O aplicativo foi criado, em 2013, pelo analista de sistemas Carlos Pirovani para ajudar o irmão a estudar para o Enem.
UM.PARTICULAR Natural de Jussara, interior de Goiás, Marcelo Quinta chegou em Goiânia ainda novo. O domínio de tecnologia veio depois. Ao contrário do que ocorre com muitos, seu contato mais intenso com computadores aconteceu apenas quando já cursava Ciência da Computação, na Universidade Federal de Goiás (UFG). Foi no estágio que teve o primeiro contato com o segmento de celulares, num momento em que o interesse pelo setor praticamente não existia. No mestrado, recebeu o seu primeiro prêmio, o de 3º lugar em um concurso de teses e dissertações promovido pela Sociedade Brasileira de Computação. Em 2015 integrou o Google Developers Experts, formado por pessoas da comunidade de desenvolvedores com ampla e reconhecida capacidade técnica em uma tecnologia específica que demonstra paixão por inovação e se preocupa em compartilhar seu conhecimento. E em 2017, foi premiado, também pelo Google, como o engenheiro fora da empresa que mais contribuiu para o ecossistema de startups do mundo. A Intel foi outra empresa a reconhecer, por meio do Intel Inovation, seus trabalhos feitos na área para a sociedade, e o ensino e impacto para disseminação de conhecimento sobre tecnologia, principalmente no Brasil. Marcelo foi, ainda, um dos primeiros do País a trabalhar junto ao Google no Launchpad Accelerator, um programa focado em ajudar startups a criar produtos e tecnologias atraentes, escaláveis e impactantes, chegando a auxiliar empresas como a Nubank. Atualmente é professor da UFG e desenvolve soluções em segurança para universidades e Ministério Público. Confira trechos da entrevista da Leitura Estratégica com o Marcelo: Como você começou a se interessar pelo universo dos computadores? Quando jovem meu interesse era o mesmo dos colegas da minha idade. Lembro de quando a minha família adquiriu um computador em casa. Nós comprávamos aqueles CDs com 40 ho-
MARCELO QUINTA,
O CARA
ras de internet, muito caros na época, o que me despertou curiosidade. Quando estava perto de escolher minha profissão, achei que computação seria interessante. Nunca havia manuseado, nem tinha ideia de como desenvolver um programa, mas achava estimulante a ideia e parecia ter futuro. Em 2004 ingressei na universidade sem saber quase nada, era um usuário comum. Mas no final não fez muita diferença, foi bom, é como quando você começa a dirigir e aprende na autoescola, sem vícios e do jeito certo. Goiás precisa evoluir na produção de tecnologia? Acredito que vem evoluindo. Tive experiência como empresário, como desenvolvedor e como professor acompanhando a área e posso dizer que o Estado ainda tem muito a progredir em tecnologia. Estamos aprendendo a enxergar como uma realidade e como
diferencial, assim como se vê fora do País. Ganhamos bastante, considerando o que já temos, muito já foi construído, principalmente na parte agrícola. O problema é o recurso ser utilizado sempre na mesma área, deveria haver maior diversificação, mas já vejo mudança neste sentido. A formação tradicional do País está em sintonia com a realidade da inovação global? Em relação à universidade, pública ou privada, em tecnologia especificamente, diria que está em sintonia total, pois o conteúdo é o mesmo tanto aqui quanto no exterior. Se for falar de áreas como computação, design ou comunicação, digo que a nossa realidade, social e do mercado, força o profissional a ser mais criativo e a criar mais com menos. O Brasil recebe muitos estrangeiros para aprender conosco. (IARA NUNES) Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 25
CAPA | PERFIL EMPRESARIAL
Espelho,
espelho meu LEITURA ESTRATÉGICA REALIZA ESTUDO QUE REVELA PERSONALIDADE E COMPORTAMENTO DE EMPRESÁRIOS GOIANOS E BRASILIENSES CARLA OLIVEIRA Duzentos quilômetros separam Goiânia e Brasília. Cravadas no coração do Brasil, as duas cidades nasceram planejadas, para serem capitais, e receberam contribuições de brasileiros dos quatro cantos do País. Jovens, mas consolidadas, suas populações cultivaram características bem diferentes, que se estendem para o modo de vida e de atuação no trabalho. No meio empresarial não é diferente. Estudo inédito realizado pela Leitura Estratégica, com consultores renomados de todo o País, mostra as diferenças e semelhanças entre empresários goianos e brasilienses, desde a estrutura física de suas empresas a hábitos e competências no gerenciamento do negócio. O que não se pode negar é que cada um do seu jeito conhece o caminho do sucesso.
CAPA | PERFIL EMPRESARIAL
ESTUDO REFLETE A REALIDADE Empresária e psicanalista, Cibele Ramos Gayoso conhece bem o empresariado, principalmente de Goiás, onde atua há mais de 13 anos na área organizacional. Para ela, o resultado do estudo realizado pela Leitura Estratégica sobre o perfil de empresários goianos e brasilienses é bem pertinente com o que ela vê na prática. (Confira o resultado do estudo abaixo - e pelas próximas cinco páginas). Diretora da Estilo Empresarial, empresa com atuação em Goiânia, Brasília e São Paulo, ela afirma que é possível perceber bem a diferença de perfil e comportamento dos dois públicos, desde a relação com horários, ambiente de trabalho e forma de atuação. O goiano, diz, costuma não cumprir horários, tem um ambiente de trabalho mais simples e familiar e não dá muita importância à formação. Já o brasiliense, afirma, até mesmo pela questão geográfica da cidade, é mais atento aos horários, atua em empresas com ambientes ergonomicamente pensados para o trabalho e tenta acompanhar os aspectos de modernização e gestão do eixo Rio-São Paulo, com o qual tem uma comunicação muito forte. Estas diferenças, no entanto, não têm uma relação direta com o sucesso ou fracasso do negócio. Segundo ela, os empresários, na maioria das vezes, estão cercados por uma equipe profissional, onde tudo funciona.
28 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
ENTREVISTA Cibele Ramos Gayoso A psicanalista Cibele Ramos Gayoso trabalha com empresários goianos e brasilienses. Especialista na área organizacional, a diretora da Estilo Empresarial Gestão de Pessoas, sediada em Goiânia, frisa que goianos e brasilienses possuem características bem definidas, mas que elas não são determinantes para o sucesso ou fracasso do negócio. Chefe ou líder? Em qual destes perfis enquadram-se os empresários goianos e brasilienses? Ambos ainda são chefes. O goiano é mais chefe, não tem consciência do que é liderança. O empresário brasiliense também não chega a ser um líder. É um chefe mais preocupado com ferramentas, em oferecer condições de trabalho, mas não um líder.
Como se relacionam com a concorrência e com seus pares? O goiano é mais resistente. Só procura parceria com os pares na crise, em situações anormais de pressão, quando se sente ameaçado e percebe que não dará conta de resolver sozinho. O brasiliense se espelha muito no eixo Rio-São Paulo. Sente-se mais próximo de lá do que de nós. Tenta acompanhar as tendências desse eixo. Como você definiria, em poucas palavras, os empresários goiano e brasiliense? O goiano eu diria que é mais discreto, reservado, considera-se autossuficiente e é tradicionalista, conservador. Já o empresário brasiliense é mais agressivo, gosta de ostentar, mas é mais seguro e aberto a mudanças.
“Os resultados do estudo são bem pertinentes, coerentes com que vivencio há 13 anos”, Cibele Gayoso
Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 29
CAPA | PERFIL EMPRESARIAL
MUDANÇA A PASSOS LARGOS Senso comum. Para Leonardo Massuda, sócio-consultor, especialista do time de Goiânia, da Fesa Group, consultoria de executive search e de estratégia de Capital Humano, algumas das impressões sobre Goiás e seus empresários habitam este ambiente. Para ele, Goiás vive uma mudança acelerada do perfil de negócios e de empresas, muitas vezes confundido com informalismo e parecido com o que ocorre em Minas Gerais. Essa transformação acelerada, diz, ocorre em função de uma demanda de empresas sendo compradas em Goiás com participação de capital estrangeiro, além da instalação de novas, o que mexe com os processos e o jeito de se trabalhar. Segundo assinala, o agronegócio é um setor que desperta grande interesse de fundos externos. “Quando entra essa participação externa, melhora os processos de auditoria, compliance, há um nível de exigência maior e isso acelera as mudanças. Começa a surgir uma série de exigências, pressões. O
executivo de fora chega trazendo uma orientação mais profissional”, assinala. Leonardo Massuda, graduado em Publicidade e Propaganda pela PUC-GO e especialista em Gestão Empresarial pela FGV, percebe em Goiás um movimento empresarial maior, em função da cadeia do agronegócio. Outro elo desta cadeia que tem atuação importante e desperta interesse, diz, é o formado pelas revendas agrícolas. “As empresas estão fazendo um trabalho forte de consolidação no Brasil, principalmente em Goiás e no Mato Grosso, com a união e aquisição de empresas menores em dificuldades. Na agricultura e na pecuária, especialmente na nutrição animal, este movimento é muito forte”, afirma. Na avaliação de Massuda, esse movimento em Brasília é mais tímido onde o potencial e modelo de gestão é muito pautado no serviço e na relação com o governo. “Existe um pool de empresas, há o Sabin, que é uma referência nacional, mas a política de fomento
não está muito focada”, acrescenta. Boa parte das empresas, frisa o consultor, foi criada por fundadores simples, visionários, que conquistaram o sucesso com muito trabalho. Hoje, a preocupação com a sucessão já está na pauta dessas empresas, cujas gerações seguintes tiveram oportunidades de estudar, de ter experiências fora, que contribuíram para uma percepção diferente. “São empresas com bases de valores e cultura muito fortes.”
TECNOLOGIA PERMITIU CONHECER Há 25 anos radicado em Goiânia, Gelson Garcia Ozório vê em Goiás um potencial de crescimento e profissionalização acelerado nos últimos três anos. Com formação em Processamento de Dados e pós-graduações em Marketing, Sistema de Informação e Formação de Executivos, esta última por uma instituição espanhola, o CEO da Tron Secure Eletronic Mail, relata que há uma busca maior por inovação e alterações nos procedimentos internos das empresas, que acompanha os movimentos que ocorrem no resto do mundo. Segundo compara, em Brasília existem startups mais estruturadas, um ambiente empresarial mais formal e de difícil acesso, mas o que não significa que em Goiás, por ser um pouco menos formal, seja menos eficiente. “Esta certa informalidade não prejudica. O empresário goiano é muito bom de negócio. É um negociador nato. E é até bacana ter um ambiente um pouco mais leve”, assinala. Gelson aponta que há um despertar
para a necessidade de formação e muitas escolas de negócios estão tendo sucesso com a oferta de cursos voltados a empresários. Além disso, ele aponta um grande desenvolvimento na área de tecnologia em Goiás, com um movimento consistente, com adesão e engajamento de muita gente. “Toda vez que levo empresários para fora, o pessoal fica muito impressionado e quer participar. Percebo uma grande mudança e com seriedade. Há empresas de Goiás fazendo a diferença, desenvolvendo produtos interessantes, que vão além da simples terceirização, atuando mais na parte da controladoria”, diz. O CEO da Tron afirma ainda que a tecnologia encurtou distâncias, permitindo que os mercados se conheçam e, com isso, derrubem rótulos e estigmas. Hoje, afirma, as histórias de sucesso chegam rapidamente a todo canto. As brincadeiras em relação às raízes goianas, diz, ainda existem, mas o respeito cresceu. “Somos respeitados de igual para igual com os grandes centros”.
“O empresário goiano é muito bom de negócio. É um negociador nato” Gelson Ozório
CAPA | PERFIL EMPRESARIAL
AMBIENTE REVELA PERFIL DA ADMINISTRAÇÃO
“O perfil da empresa reflete o perfil da sua direção e impacta diretamente no corpo de colaboradores”, Artur Lovo Estadeu Júnior
A diferença de perfil entre empresários goianos e brasilenses é visível também no ambiente organizacional e tem reflexos diretos no perfil da empresa. Enquanto empresas genuinamente goianas são consideradas familiares, mesmo aquelas de grande porte e alcance, as brasilienses apresentam ambientes mais formais, muitas vezes influenciados pelo que se observa no eixo Rio-São Paulo, que tem forte influência na região. Para o arquiteto e urbanista Artur Lovo Estadeu Júnior, pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho e projetista da Use Móveis, o ambiente de cada empresa reflete o perfil de sua direção e impacta diretamente no corpo de colaboradores, que pode responder positiva ou negativamente no perfil da empresa. Segundo assinala, empresas goianas são mais familiares, “desde a relação entre contratado e contratante até a presença diária de diretores e donos no ambiente corporativo, incluindo eventos e confraternizações”. Isso, diz,
não é um problema. “Essa relação estreitada no ambiente é agradável e dispõe de mútua confiança, impactando no retorno de ambas as partes”, analisa Artur. Já em Brasília, tem-se um clima mais formal nas relações, o que não impacta de forma simbólica nos resultados. “Quando se nacionaliza a análise governamental, temos um aspecto de cultura que participa ativamente no clima e as empresas brasilienses, principalmente em Estados mais desenvolvidos e habitados, tem uma relação mais enrijecida”, diz. De acordo com o arquiteto e urbanista, os resultados obtidos por uma empresa permitem medir todo o desenvolvimento do trabalho realizado e o ambiente tem participação fundamental no sucesso desses resultados. Conforme acrescenta, a credibilidade está muito associada à satisfação do cliente, que vai propagar a experiência, seja ela positiva ou negativa. Ser recebido num ambiente adequado contribui para isso.
UM OLHAR DO DF: COMPETÊNCIAS DIFERENTES Facilitador do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em Brasília e avaliador da Fundação Nacional de Qualidade, Fábio Macêdo Valois conhece de perto os empresários brasilienses. Para ele, a capacidade de potencializar as características do comportamento empreendedor é o principal diferencial entre um empresário e o outro. E elas englobam desde a autocrítica e senso de responsabilidade a planejamento, aproveitamento de oportunidades, de correr riscos calculados, persistência e conhecimento, entre outras. Tudo isso deve estar alinhado a conhecimentos de gestão para que o negócio tenha sucesso. Fábio Valois destaca que, em Brasília, os empresários buscam capacitar a equipe e tratar bem o cliente, mas isso nem sempre significa bom atendimento. “Fazendo alguns trabalhos de cliente oculto, percebo que o atendimento aqui ainda tem muito que melhorar, principalmente quando comparado a outros mercados, como São Paulo”, diz,
o especialista em Controladoria, Auditoria em Perícia Contábil e em Gestão de Pessoas por Competências. FALTA DE INFORMAÇÃO O contador, que é vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do Conselho Regional de Contabilidade do Distrito Federal (CRC-DF), acredita na existência de diferenças regionais no perfil de empreendedores, mas pondera que a falta de informação é um dos fatores que impactam nesta diferença. Para ele, não é apenas o empresariado goiano que é informal, mas o brasileiro como um todo e que é preciso aumentar a busca por conhecimento e a forma como potencializam os resultados empresariais do negócio. Fábio também destaca que, em Brasília, há muito serviço agregado à atividade pública e poucas indústrias, características bem diferentes do perfil de negócios em Goiás. “Há muito que melhorar em termos de oferta de negócios, mas há oportunidades também”, assinala.
“Há muito que melhorar em termos de oferta de negócios, mas há oportunidades também”, Fábio Macêdo Valois
GESTÃO | COMPETITIVIDADE
MGC: NOVOS HORIZONTES Movimento encerra ciclo, com mais de 100 mil empresas beneficiadas, mas mantém projetos via MBC, com Pedro Bittar na direção nacional IARA NUNES Passa o tempo e fica cada vez mais claro que o diferencial competitivo das empresas está diretamente ligado à gestão, buscando qualidade e produtividade. O negócio deve ser olhado sob a ótica da maximização do seu desempenho onde a energia vital está na melhoria da produtividade e no aumento da participação no mercado em que atua. O foco deve ser no aperfeiçoamento, no amadurecimento e na melhoria contínua em tudo o que se presta a fazer. O Movimento Goiás Competitivo (MGC) foi criado no ano de 2005 e integrou uma rede organizada em todo País, pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), em prol da gestão. Seu objetivo? Atuar junto a administradores, privados ou públicos, contribuindo para avanço na entrega dos produtos e dos serviços para promover ações em prol da qualidade, produtividade e competitividade. 34 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
Até então não havia no Estado uma entidade que trabalhasse diretamente para a disseminação e adoção de tecnologias de gestão, seja pública ou privada, nos mais variados segmentos, que acelerasse o processo de desenvolvimento sustentável de Goiás em todos os níveis. O empresário Pedro Bittar foi o nome escolhido para ser o líder do Movimento. Na época, ele estava à frente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) e tinha a intenção de se dedicar integralmente apenas à entidade. “Antes do meu mandato, o presidente da Acieg assumia também a Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias de Goiás (Facieg), mas optei por não acumular as funções para dar maior foco”, conta Bittar. Um grupo de amigos entrou em sua sala propondo que ele assumisse um movimento novo em Goiás. “Expliquei que naquele momento eu não teria condições. Eles me passaram o te-
lefone que estava com o (Jorge) Gerdau, o então presidente e fundador do MBC, na linha, que me pediu que eu tomasse frente do projeto. Eu aceitei”, relembra Pedro. Os primeiros dois anos foram de formatação do projeto, que cresceu exponencialmente após o período. Foram realizadas pesquisas, desenvolvimento, coordenação e ações estruturantes com foco na implantação de projetos de alta visibilidade e contribuindo para elevar a competitividade da economia e o padrão de vida da sociedade goiana. Além disso, foram realizados congressos, feiras, cursos e palestras para difundir novos métodos de gestão com foco em qualidade, produtividade e competitividade, que contribuíram para o desenvolvimento econômico e social de Goiás. Empresas privadas de todos os segmentos e portes, empresas públicas, associados: Fundadores (pessoas físicas e jurídicas) e mantenedores (contribuíram financeiramente com o MGC) compunham o público-alvo do Movimento. O MGC focou em variadas frentes de atuação com entes públicos e privados por meio de programas de incentivo à gestão, como forma de obter competitividade. Promoveu os prêmios MPE Brasil e PEGG, e também o PMGP (Programa Modernizando a Gestão Pública). Foram mais de mil ações, não apenas próprias como também fruto de convites e parceiras. “Esses negócios recebiam um consultor treinado por nós, para poder fazer a sua gestão, sem custo algum. Hoje este trabalho custaria para uma microempresa no mínimo R$ 15 mil. Em seguida, era selecionado um finalista regional para participar nacionalmente.” O Prêmio da Excelência em Gestão em Goiás (PEGG) reconhecia as organizações, de todos os portes e segmentos, públicas ou privadas, que se
"O MGC fez história e, sob seu legado, faremos mais pela gestão em Goiás." PEDRO BITTAR empresário e diretor do MBC
“O MBC tem muito orgulho de ter sido parceiro do Movimento Goiás Competitivo desde o início, uma relação de proximidade e sucesso. O MGC surgiu com a ideia de aprofundar os temas da competividade que o MBC traz, como gestão pública, da modernização do Estado e da desburocratização, com uma ação focada em Goiás. Sob a liderança do Pedro Bittar nós alcançamos vários resultados. Cabe destacar os resultados na Secretaria de Educação, na época com o secretário Thiago Peixoto, onde se obteve resultados tangíveis no IDEB de Goiás. Também houveram projetos e ações na última gestão do ex-governador Marconi Perillo, ajudando a Secretária Ana Carla, na Fazenda, nos projetos de melhoria da arrecadação e gasto público. Goiás tem uma gratidão com o MGC por ter alinhado essa relação entre o público e o privado. Temos muita satisfação nesta parceria entre o MGC e o MBC e vamos continuar avançando. ” JORGE GERDAU JOHANNPETER empresário e presidente do MBC
Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 35
GESTÃO | COMPETITIVIDADE
O Estado de Goiás, especialmente o setor público, é grato ao MGC por ter feito essa relação pública e privada. Indiscutivelmente, se queremos avançar como País, temos que retomar cada vez mais o diálogo dos dois setores para busca de soluções, e o MGC conseguiu fazer esta arena de diálogo e soluções alcançando resultados tangíveis. ” Cláudio Gastal Presidente executivo do MBC “O MGC, em Goiás, teve grande importância para inúmeros seguimentos da economia. Seja na educação do trabalhador, do empresário ou em parcerias com o governo. Com a gestão do competente empresário Pedro Bitar à frente de profissionais de boa formação, observamos resultados positivos em curto prazo. ” José Evaristo dos Santos Vice-presidente da CNC 36 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
destacaram em suas práticas de gestão, conforme o Modelo de Excelência da Gestão (MEG). Entre os benefícios da premiação estavam o reconhecimento público da excelência da qualidade de gestão das organizações, recebimento de relatório de avaliação com diagnóstico dos pontos fortes e oportunidades de melhorias – possibilitando a elaboração de um plano de ação para aperfeiçoamento da gestão e reconhecimento como organização alinhando gestão com critérios da excelência. As organizações tinham a oportunidade ainda de aproveitar a condição do reconhecimento para a divulgação de seu negócio, disponibilizar suas práticas bem-sucedidas de gestão para benchmarking, além de submeter o sistema de gestão a uma avaliação externa e independente, que tinha como metodologia critérios reconhecidos internacionalmente, executados por profissionais competentes, com investimento mínimo, viabilizando ações objetivas de melhoria da gestão. “Todas as empresas que ganharam tiveram upgrade muito grande, hoje são negócios consolidados
no mercado regional e nacional”, pontua. O Movimento expandiu sua carteira de produtos absorvendo alguns já realizados pelo MBC como o Programa de Melhoria de Gestão Pública, que tinha como objetivo realizar no Estado o que era feito nas empresas. Goiás foi o Estado que assumiu maior número de frentes de serviços no Brasil, sendo cinco: Saúde, Educação, Meio Ambiente, Segurança e Gestão de despesa e receita da Secretaria da Fazenda. Na época, esse projeto custou cerca de R$ 17 milhões, valor pago integralmente por empresários goianos. O MGC nunca perdeu o foco na micro e pequena empresa, se por um lado focava na gestão pública, também focava na área privada. Na Secretaria de Educação, por exemplo, buscou-se uma empresa de referência mundial para prestar consultoria, era feito um diagnóstico, orçamento e apresentação dos dados em reuniões periódicas e abertas, inclusive algumas no Palácio das Esmeraldas com o Jorge Gerdau e o então governador Marconi Perillo e vários empresários.
“Por anos tive o privilégio de acompanhar as ações do MGC, presidido pelo amigo, líder e empresário Pedro Bittar. Reconheço o legado que contribuiu significativamente para o crescimento de Goiás, por meio da aglutinação articulada e planejada de forças empresariais, visando criar um ambiente integrado, com uma cultura de gestão planejada, desburocratizada, eficiente”. Paulo Afonso Ferreira Vice-presidente da CNI e diretor-geral do Instituto Euvaldo Lodi (IEL)
“No encontro era mostrado que se o modelo de gestão do Estado avançasse bem as empresas avançariam também. O empresariado enxergou a situação e conseguimos levantar a quantia. Em pouco tempo, Goiás, que ocupava o 16º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), subiu para 1º, recebendo destaque nacionalmente. O secretário de Educação na época, Thiago Peixoto (hoje deputado federal), levou o projeto para dentro do gabinete dele, o que fez toda a diferença”. O MGC realizava, anualmente, rodadas do Ciclo de Palestras Caminhos para a Competitividade. Abordavam temas como enfrentamento de grandes desafios do empreendedorismo, estratégias e planos na tomada de decisões e na melhoria da excelência em gestão das empresas goianas, e o conhecimento em relação a clientes e mercados, por meio da análise de necessidades, expectativas e comportamentos. As palestras focavam nos formatos colaborativos e na gestão ‘fora da caixa’. Segundo Pedro, as palestras eram uma “oportunidade de aprender, estimular e compartilhar formas de
alavancar o desenvolvimento econômico e fomentar a competitividade.” FIM DE UM CICLO Após 13 anos de atuação, o MGC encerra o seu ciclo de atuação e parte para uma ação mais expressiva dentro do MBC. “Não fazia sentido eu acumular duas funções em gestão, sendo que eu poderia exercer as duas dentro do MBC. Resolvemos unificar e dar um exemplo de gestão ao País, iniciando uma tendência de entidades mais enxutas e profissionais, focando não apenas em grande estrutura, mas em grandes resultados”, aponta Pedro Bittar. “Uma organização que auxiliou mais de 100 mil empresas e secretarias do governo estatual precisava ser moderna na sua gestão, sem repetir erros comuns. Fechamos o ciclo neste formato, mas mantendo a atuação, plataforma e projetos com a marca MBC. Mas realizamos, e demos publicidade, à doação tanto do mobiliário quanto de todo recursos financeiros do MGC para entidades com os mesmos princípios, ou semelhantes, sem fins lucrativos.”
“O Movimento Goiás Competitivo inovou junto ao Governo do Estado de Goiás e ao setor privado, com iniciativas para melhoria de gestão, governança, entrega de serviços e a perseguição dos melhores resultados para cada área atendida. O Movimento deixa legado por onde passa. ” Alexandre Baldy Ministro das Cidades
"O MGC nasceu como uma iniciativa de vanguarda no Estado. Sob o comande do brilhante empresário e líder classista Pedro Bittar, o MGC orienta instituições públicas e privadas na definição das iniciativas prioritárias para o desenvolvimento econômico e humano goiano." Marconi Perillo Ex-governador de Goiás “O MGC trouxe o apoio da sociedade civil organizada para transformarmos a Educação goiana. Contribuiu para a implementação da grande virada promovida no sistema.” Thiago Peixoto Ex-secretário de Educação "O MGC se mostrou um significativo instrumento promotor de melhoria de gestão em Goiás." José Freitas Membro do Comitê Técnico (MGC) Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 37
NEGÓCIOS | CAPITAL DA MODA
VAMOS VESTIR O BRASIL! Setor da Moda no Estado cresce e Goiânia se candidata à capital da moda no Brasil LUISA DIAS Milhares de pessoas visitam Goiás mensalmente. Mas não são as águas quentes de Caldas Novas ou as cachoeiras de Pirenópolis que atraem este público. Eles vêm diariamente à Goiânia para encher as malas e as caixas de roupas, se acotovelam na Rua 44 entre ambulantes e lojinhas que trazem as novidades e os lançamentos da estação. Estima-se que mais de 250 mil pessoas visitam a capital a negócios ligados ao setor da moda por dia. A localização 38 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
centralizada do Estado, a produção já tradicional da indústria da moda goiana desde a década de 1980, a presença de indústrias tradicionais como Hering e Dudalina em Anápolis e Aparecida de Goiânia, incentivada por benefícios fiscais, e as facilidades comerciais fizeram da capital de Goiás uma candidata a desbancar, pelo menos ameaçar, a supremacia do Brás, em São Paulo. O caminho ainda é árduo. O bairro paulistano recebe diariamente 300 mil pessoas. Mas Goiás corre a passos largos para ampliar sua presença com novos
centros comerciais, desfiles, hotéis, serviços especializados e outros atrativos para o consumidor. Para o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Goiás, José Divino Arruda, o desafio é envolver os poderes públicos estadual e municipal para oferecer estrutura de atendimento aos turistas de negócios, como transporte, segurança e, principalmente, uma agência de divulgação do Estado. “O sucesso e o crescimento do setor são resultados exclusivos do trabalho dos empresários mesmo com todas as difi-
culdades”, afirma. A opinião é compartilhada pelo presidente da Associação Empresarial da Região da 44, Jairo Gomes. Ele reafirma a necessidade de investimento em infraestrutura e na divulgação do polo em outros Estados. “Estamos a um passo de ‘furar o olho’ de São Paulo, como se diz. Mas precisamos de investimentos”, afirma ele. As araras com roupas, prateleiras com sapatos e acessórios das milhares de lojas na Região da 44, como ficaram conhecidas ruas do Centro próximo à Praça do Trabalhador, o maior polo da moda goiana, recebem a maior visitação de turistas em compras. Os números da região impressionam e confirmam a vocação de Goiás para a moda. São mais de 20 mil empreendimentos, 12 mil lojas e 150 mil pessoas empregadas, além dos empregos indiretos nas confecções e na assessoria de vendas. Os clientes são, na sua grande maioria, das regiões Norte, Nordeste e do próprio Centro-Oeste, mas as lojas já começaram a receber turistas do Sudeste e Sul e de países do Mercosul, como Argentina, Chile e Paraguai. Os estudos da Associação Empresarial da Região da 44 mostram que, diferente de outras épocas, o transporte escolhido fica dividido igualitariamente entre ônibus de excursão, avião e carro próprio. “O perfil do consumidor mudou nestas duas décadas. Antes, ele vinha basicamente por causa da Feira Hippie, mas com o surgimento da 44 e da rede hoteleira, o turista de compras percebeu que pode vir durante a semana e se programar para ficar na cidade até três dias enquanto confere as novidades e atualiza o estoque”, explica Jairo. Muitos destes consumidores ainda se lembram da Feira Hippie, da Fama e da Avenida 85, os principais locais de exposição da produção goiana até o come-
ço do século. A feira, que foi considerada a maior da América Latina realizada a céu aberto, foi transferida para a Praça do Trabalhador, onde ainda é realizada no fim de semana. Atualmente, a expansão do setor criou diferentes referências para compras, que vão desde as mais simples para atender os tradicionais sacoleiros aos comerciantes com lojas
estruturadas no Estado e fora dele. “O potencial de crescimento é muito grande. Temos percebido que muitos lojistas estão abrindo mais unidades e novos empreendedores chegando à região. Há muitos cases de empresários que mudaram de vida e hoje possuem confecção própria e investem muito no desenvolvimento de coleções, o que influencia na Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 39
NEGÓCIOS | CAPITAL DA MODA
250
60
200
570
mil clientes/ semana em Goiânia
milhões de peças produzidas por mês em Goiás
mil empregos diretos no comércio e na indústria da moda
milhões de reais por mês em vendas*
*Dado da Região da 44
empregabilidade”, conta Chrystiano Camara, Superintendente do Mega Moda. Gustavo da Cruz Ribeiro, da loja de moda masculina Epsodio, localizada no Mega Moda Shopping, começou com um ponto na Feira Hippie onde vendia as peças produzidas pela confecção dos pais. “Em 2006, comprei minha primeira loja na Região da 44 e, em 2010, montei minha fábrica própria. Hoje tenho 70 funcionários (loja e fábrica) e continuo investindo para continuar crescendo”, conta ele, que segue a produzir. Às 7 da manhã, de segunda a segunda, os lojistas começam os negócios com oferta de roupas e acessórios com preços populares, que garantem clientes atacadistas, mas também atraem clientes do varejo. Esteve no cinema, nas passarelas, na última novela da Rede Globo e logo ganha as vitrines, às vezes pequenas e outras maiores, da 44, da Avenida 85, da Fama e de outros pontos. Os clientes chegam cedo porque estão, em sua maioria, hospedados na região, outra vantagem de Goiânia, que também oferece serviços de assessoria nas compras e transfers, um diferencial para quem tem pressa e quer fazer negócios. É o caso da empresária Carla Sampaio, do Mato Grosso, que leva para Dourados as novidades em roupas de Goiânia. Ela se programa para vir em um ônibus comercial a cada dois meses e chega a faturar, de porta em porta, R$ 8 mil por mês. “Já tenho minhas clientes cativas e compro sabendo quem poderei 40 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
José Divino aponta que o desafio é envolver o poder púbico na política de desenvolvimento da moda em Goiás
atender com cada peça”. Cliente há anos de Goiânia, ela pouco sai da Região da 44, onde faz negócios e conhece diversas marcas. “Algumas já deixam separados as peças com o perfil que eu compro”. É assim que ela compensa a distância, que também é uma preocupação dos empresários da região. Os lançamentos de coleções chegam a ser mensais e são disponibilizados nas redes sociais, que facilitam a reserva e a compra das peças por quem está distante. Algumas empresas enviam por transportadora as peças e evitam que o estoque fique parado. No polo da moda, como é chamada a Região da 44, são 36 hotéis com mais de 5 mil leitos, entre eles o Mega Moda Hotel com 270 apartamentos e considerado o maior da capital – com a maior taxa de ocupação do Estado. É a facilidade para quem realiza vindas rápidas, no estilo bate e volta, para garantir o abas-
tecimento das lojas e das cidades onde moram. Com o aumento frequente de demanda dos hóspedes, o hotel, aberto em 2015, lançou este ano uma praça de serviços para atender os clientes hospedados ou não, onde funcionam restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos que facilitam a vida de quem vai passar o dia na região. “Ter um espaço de serviços mais completo e com toda a segurança e infraestrutura faz a diferença para quem busca um hotel na região. Além de ter um acesso exclusivo ao Mega Moda Shopping, o hóspede curte um happy hour, enquanto os filhos se divertem na brinquedoteca. A ideia de ter áreas interligadas é justamente para promover uma maior comodidade”, diz Chrystiano Camara, superintendente do Mega Moda. Na Grande Goiânia, milhares de famílias trabalham há décadas com moda. São eles que alimentam as lojas e as feiras da capital. Na Região da 44, são estimados meio bilhão de reais de negócios por mês, sendo que 90% das roupas vendidas no local são produzidas em Goiás. São pelo menos dez shoppings e até novembro será aberto o maior deles, o Mega Modas Park, com 800 lojas. Outros três empreendimentos, de grupos diferentes, também serão abertos até 2019. A previsão, segundo o Sindicato das Indústrias do Vestuário de Goiás, é aumentar em 12% as vendas do setor este ano. As peças são produzidas em Goiás, na sua grande maioria, no fundo de
Até novembro será inaugurada a primeira etapa do Mega Moda Park, shopping atacadista que chega para ampliar o complexo do Grupo Mega Moda. Lançado em abril de 2018, um dos diferenciais do empreendimento será o primeiro subsolo de Goiânia com 80
vagas para ônibus, além das 800 lojas, 3 praças de alimentação, praça de eventos, painéis de LED, e mais de 1.000 vagas de estacionamento para carros. O novo shopping, que fica na Avenida Independência (antigo espaço da Govesa), amplia a Região da 44 para uma avenida tradicional da capital. O
novo empreendimento oferecerá torres comerciais com mais de 120 salas de escritórios e uma passarela sobre a futura Avenida Leste-Oeste. Além de marcas de moda atacadista, o empreendimento terá uma grande loja do Shopping dos Cosméticos. As lojas terão de 5 m2 a 50m2, algumas com a possibilidade de construção de mezanino. Os lojistas também poderão adquirir escaninho, para armazenamento do estoque, que é uma novidade na região. A aposta de empresários na Região da 44, importante polo de moda atacadista do País, tem chamado atenção. “Muitos empreendedores acreditam no potencial da região e estão comprando novas lojas para continuar crescendo. O Grupo também acredita no desenvolvimento local e o retorno em vendas vem ao encontro deste objetivo”, comenta Chrystiano Camara, superintendente do Mega Moda. No total, o novo empreendimento receberá investimento total de R$ 160 milhões. O empreendimento pertence ao Grupo Mega Moda, formado também pelo Mega Moda Shopping, referência na região, inaugurado em 2011.
quintal à confecção mais elaborada. Um diferencial é a qualidade. Enquanto São Paulo vive uma crise pela invasão dos produtos produzidos na China, cuja estética e a qualidade são questionados, Goiás investe em peças diferenciadas, do básico ao requintado. “Costumo dizer que o Brasil faz roupa e Goiás faz moda”, explica Jairo, sobre o trabalho na área de confecção. O setor garante empregabilidade e deve crescer entre 8 a 10% nos próximos anos, evidenciando que é uma
saída para a crise econômica enfrentada em outros setores. “Além de Goiânia, temos também outros polos como Jaraguá, Pontalina, Trindade, Aparecida de Goiânia, Taquaral, Catalão, onde o crescimento foi significativo nos últimos anos apesar da crise econômica que o País enfrenta”, explica o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Estado de Goiás, José Divino Arruda. Outras referências estão em Anápo-
lis e Aparecida de Goiânia, onde estão situadas a fábrica da Hering e o centro de distribuição da Dudalina. As marcas nacionais encontraram incentivo para investir no setor de confecções de Goiás, além de mão de obra qualificada. A Dudalina, indústria de confecções de camisas com matriz em Blumenau (SC), anunciou investimento de R$ 3 milhões na construção do seu centro de distribuição em Aparecida de Goiânia. São 200 empregos diretos.
INVESTIMENTO DE R$ 160 MILHÕES
Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 41
GESTOR RURAL FERNANDO DANTAS | gestorrural@leituraestrategica.com.br
CAFÉ VERDE Rico em nutrientes e propriedades benéficas à saúde, as funcionalidades do café vão muito além da bebida e podem trazer diversas vantagens, também, em outros formatos. Apostando em inovação e sustentabilidade no uso de matérias primas naturais, a Mensch, marca brasileira de cosméticos masculinos, lançou uma linha exclusiva de itens para barba, pele e cabelo desenvolvidos a partir da semente de café verde. FUNRURAL Em ação conjunta movida pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Associação Brasileira de Frigoríficos, as instituições conseguiram decisão favorável para seus associados não precisarem reter ou recolher o Funrural. A decisão da juíza Kátia Balbino de Carvalho Ferreira, da 3a Vara da Justiça Federal de Brasília, de junho deste ano, garantiu a antecipação de tutela para que não sejam exigidos a “retenção e o recolhimento por sub-rogação dos débitos referentes à contribuição do Funrural e do seguro acidente de trabalho”. FERRUGEM ASIÁTICA Com o objetivo de dar continuidade às ações voltadas ao combate da ferrugem asiática nas lavouras de soja, a Adama, empresa global do setor de agroquímicos, está levando aos agricultores de todo o Brasil a Carreta Cronnos, fungicida voltado exclusivamente para o combate da doença. O veículo percorrerá 70 cidades de todo o País, levando aos agricultores, revendedoras e cooperativas diversas informações, dicas e demonstrações, de forma 42 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
NOVOS HÍBRIDOS Com o desafio de tornar a agricultura cada vez mais competitiva, a Sementes Biomatrix lança para a safra 2018/19 quatro híbridos (BM 950 PRO 3, BM 815 PRO 2, BM 3051 e Glyfos RR) com características de alto desempenho produtivo, elevado grau de adaptação para as diversas regiões do País, além de novidades como um híbrido específico para o mercado de milho verde profissional e outro para uso em refúgio. Os híbridos são desenvolvidos com genética própria, o que confere aos materiais características específicas e diferenciadas em relação aos que já existem no mercado.
interativa, sobre a atuação contra a ferrugem asiática. A ação deve se estender por cinco meses, e começou em junho, por Mato Grosso. AGRONEGÓCIO: MULHERES Trazer novidades do setor, destacar cases de sucesso, reproduzir conhecimento e promover networking entre mulheres de todo o País são algumas das principais características do 3° Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, que será realizado nos dias 23 e 24 de outubro, em São Paulo, no Transamérica Expo Center. Para este ano, são aguardadas 1.500 congressistas de todas as localidades do País. Com o tema central "2030 – o Futuro agora, na Prática", o evento trará cases inéditos.
CARNE PARA ISRAEL Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), no mês de maio, o Brasil realizou a sua primeira exportação de carne bovina resfriada para Israel. O embarque foi possível por causa de uma série de garantias técnicas fornecidas pelas empresas associadas à ABIEC, o que elevou o prazo de validade da carne bovina resfriada para aquele país para 85 dias. Com isso, apesar de os volumes ainda serem pequenos, a expectativa é de que o início da exportação desse tipo de produto represente uma oportunidade para o Brasil ampliar sua participação no mercado de Israel, um dos 20 maiores importadores de carne bovina do mundo.
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AGRONEGÓCIO | LOGÍSTICA
TABELA DE FRETE,
A ENCRENCA Tabelamento de fretes prejudica setor produtivo e vai causar impactos para toda sociedade Desde o final de maio de 2018 o País vem sofrendo os impactos da greve dos caminhoneiros. Além dos prejuízos no período de paralisação, que durou cerca de dez dias, neste momento o que mais afeta toda a atividade produtiva nacional é a aprovação do tabelamento de fretes. Publicado inicialmente por meio de uma Medida Provisória, o texto foi transformado em Lei pelo Congresso Nacional no mês de julho. A medida vem sendo amplamente questionada por diversos setores, pois vai gerar encarecimento nos custos do 44 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
transporte, causando efeitos negativos a todas as cadeias produtivas e consequentemente aos consumidores finais. Segundo estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os efeitos do tabelamento de fretes já vêm impactando a inflação oficial brasileira (IPCA), principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos. Conforme divulgado pelo IBGE, o índice de inflação avançou 1,26% no mês de junho, revertendo uma tendência de estabilidade observada nos primeiros meses de 2018. O mesmo estudo aponta que o custo da cesta básica teve alta de 12,1% após o tabelamento, impactando diretamente o poder de consumo da população, em especial das classes de menor renda. “O setor produtivo é contra o tabe-
Bartolomeu Braz diz que reajuste no frete já chega ao consumidor final
lamento do frete. Infelizmente quem vai pagar essa conta é a sociedade. A dona de casa está gastando mais para comprar alimentos. O feijão já está 20% mais caro”, afirmou Bartolomeu Braz Pereira, presidente em exercício da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). Desde a paralisação dos caminhoneiros e da publicação da tabela de fretes pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), o setor rural vem sofrendo impactos diretos. O mercado de grãos está com fluxo de negócios bastante afetado devido à falta de definição do custo do transporte de cargas. Com parte da soja ainda estocada nos armazéns, os produtores estão enfrentando problemas também para guardar a segunda safra de milho, que está sendo colhida nas principais regiões produtoras do País. Outro problema tem sido o atraso nas entregas de fertilizantes para o cultivo da nova safra e a forte elevação nos preços causada pela alta do custo do frete. “Logo depois da greve dos caminhoneiros, o preço de venda do saco de soja para o produtor caiu de R$ 70,00 para R$ 63,00. A diferença de R$ 7,00 foi o que as empresas diminuíram para pagar o frete. Outro exemplo é o aumento de cerca de 30% no preço do adubo. Nós apoiamos os caminhoneiros, mas a situação do frete hoje tem trazido muitos prejuízos para o campo”, lamentou José Roberto Brucceli, produtor de grãos em Rio Verde. A definição dos preços pagos nos fretes sempre foi realizada em livre negociação entre as partes interessadas, levando em consideração fatores como a distância percorrida, a qualidade da carga, as condições das estradas e o tipo de veículo utilizado. Desta forma, o mercado se ajustava de acordo com a demanda por transporte nas diferentes épocas do ano e a disponibilidade
"Se mantida a obrigatoriedade da tabela de fretes, com certeza voltaremos aos tempos de inflação alta." Bartolomeu Braz, presidente em exercício da FAEG
TRANSPORTADORAS “Desde aquele que tem uma carreta, um bi-trem, aos autônomos que têm um caminhão, com certeza não vão ter acesso a esse tabelamento de frete. As grandes transportadoras é que vão ditar as regras. Agora coloca todos os setores que utilizam o transporte na berlinda, nessa dúvida. É claro que defendemos um preço de referência para o frete. Não uma tabela sem observar a distância transportada, os eixos que cada veículo usa”, disse José Mário Schreiner, produtor e líder classista.
Com a determinação de uma Tabela de Frete com caráter obrigatório, estes procedimentos naturais do mercado ficam afetados. O setor considera que tal medida é inconstitucional, pois viola os princípios da livre iniciativa e livre concorrência. Como alternativa, os representantes do setor rural defendem reduções nos tributos de insumos do transporte rodoviário, como combustíveis, pneus, lubrificantes, peças de reposição, entre outros. Além disso é preciso criar um planejamento amplo para a melhoria da infraestrutura logística do País, incentivando a utilização de outros modais de transporte, em especial nas movimentações de cargas em longas distâncias.
O produtor José Brucelli aponta que tabela tem trazido prejuízo ao campo
José Mário Schreiner, líder classista e produtor: "Coloca todos na berlinda"
de caminhões para tal, dando condições para formação de preços justos aos contratantes e aos contratados.
Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 45
SETEMBBRO 2018 - EDIÇÃO 02
MERCADO.A
MIRANTE DO ALDEIA Pioneiro e admirado entre os condomínios de alto padrão de Goiânia, Aldeia do Vale chega a 5a etapa
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VEÍCULOS: LEXUS APRESENTA NX 300
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FRANCISCO CARLOS: NOVO COLUNISTA
TEST DRIVE EXECUTIVO | LEXUS NX300
Prazer,
LEXUS
Novo modelo, NX 300, já está disponível na SagaToyota, na Avenida T7. A Lexus, divisão premium da montadora japonesa, acelera expansão no País
IARA NUNES No mundo automotivo, a marca Lexus é associada à qualidade e ao luxo de seus carros, aliada a um foco diferenciado no cliente, com atendimento exclusivo e personalizado. São valores, inclusive, que o consumidor brasileiro se identifica e que tem fortalecido a expansão da marca no País, onde desembarcou em 2015. O Lexus NX 300FSport reforça os
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valores da marca. Além de mudanças visuais e uma versão de entrada batizada de Dynamic, o modelo ganha uma versão híbrida que chega ao Brasil agora em setembro. Para aqueles que têm um estilo de vida urbano, o ousado crossover une estética atualizada a um design e tecnologia intuitivos, para uma experiência de condução melhorada. O NX 300 FSport, que já chegou a Saga Toyota, na Avenida T-7, (a Lexus é a divisão premium da mon-
AVALIAÇÃO tadora japonesa), passou por transformações em sua estética, ganhou um novo para-choque dianteiro, um visual mais agressivo e harmônico do que o anterior, acrescentando entradas de ar laterais com a finalidade de melhorar a aerodinâmica. Na frente, o crossover de luxo também traz uma nova grade estilizada em formato de “X”, que ficou mais larga, recebendo frisos modificados nas versões Dynamic, que é a versão de acesso e novidade neste lançamento, e Luxury, enquanto a opção FSport adota uma grade com estilo colmeia. Os faróis de LED também foram atualizados, com tamanhos maiores que os anteriores. As lanternas traseiras, igualmente compostas por diodos emissores de luz, também são novas. O conjunto recebeu ainda novos faróis de neblina em LED com luzes de conversão estática. Todas as versões do NX 300 são equipadas com tração integral e motor 2.0 de quatro cilindros turbo a gasolina com 238 cv e torque de 35,7 kgfm. O SUV compacto chega aos 100 km/h em 7,1 segundos e registra média de consumo de 8,3 km/l na cidade e 10 km/l na estrada, de acordo com dados do Inmetro. O gerente comercial da Saga Toyota, Fernando Peres dos Santos, conta que a marca Lexus aposta na tendência mundial de oferecer ao cliente experiência de consumo diferenciadas, com o máximo que produto pode dar, em luxo e performance, e atendimento ao cliente. “Neste ponto, a Saga é referência no mercado brasileiro.” LUXO NOS DETALHES No Lexus NX 300 2018, quando em versão Luxury, o acabamento inclui guarnições em madeira Shimamoku. O detalhe desse material é seu polimento, feito à mão para garantir brilho único em cada veículo. Por fim, a F-Sport adota revestimen-
Aldrovando Castro Junior
EXPERIÊNCIA PRAZEROSA Em primeira mão, ao olhar para o Lexus NX 300, os olhos saltaram aos sentidos, foi paixão a primeira vista, um SUV com olhar de sedã esportivo. Nos primeiros olhares é um SUV que aparenta ser muito esportivo e rápido e é a mais pura verdade. Um carro alto, rápido, seguro, confortável e preciso. Parece uma flecha. Acelera rápido, freia mais rápido ainda, seguro nas curvas e o mais importante é que o estilo, acabamento, qualidade e riqueza dos detalhes, trazem um sentimento de que é um carro de altíssimo padrão em que o valor seria altíssimo, mas ao questionar o preço se vê que é um carro hoje em valor similar aos SUV’s premium que aí estão. O interior combinando o couro vermelho e preto, o painel de instrumento também envolvido em couro com costuras aparentes, tudo contribui para a luxuosidade e esportividade. O carro é altamente silencioso, o rodar é leve, sem trancos, a suspensão traz uma sensação de segurança e firmeza, o que só se vê em veículos de altíssimo custo. Toda a eletrônica, display, comodidades, som e aparatos tecnológicos aparentam estar conectados com o que há de mais moderno em tecnologia automotiva e o melhor, estão todos ao alcance da mão. Sim, você dirige e sem ter de tirar a mão, alcança todos os comandos, o que em alguns carros é impossível. Todo o conjunto do carro é harmonioso, chique e de muito bom gosto, nada exagerado e considero um carro para ir ao supermercado, no banco, em uma aventura de fim de semana com muito conforto e espaço, além de que você chega bem em qualquer reunião de negócios.
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TEST DRIVE EXECUTIVO | LEXUS NX 300 tos em alumínio com corte exclusivo Naguri, que é uma técnica japonesa que permite à superfície ter acabamento e brilho superiores. “Nas versões mais caras, o modelo contém as seguintes cores internas: bege, preta e ocre. Já o revestimento em couro pode ser nas cores branca, preta ou vermelha”, explica o gerente da concessionária, Fernando Peres. A multimídia conta com tela de 10,3 polegadas, mas apenas nas versões Luxury e F-Sport, enquanto a Dynamic tem display de 8 polegadas. Preserva reprodução de CD/DVD, além de conexões USB, auxiliar, Bluetooth, entre outras. Ar-condicionado dual zone, HUD (F-Sport), revestimento em couro, bancos com ajustes elétricos e três memórias (F-Sport e Luxury), entrada sem chave e partida por botão, retrovisores com rebatimento elétrico e aquecimento, retrovisor eletrocrômico, bem como teto solar elétrico padrão (Luxury) ou panorâmico (F-Sport) e acionamento elétrico
da tampa do bagageiro são itens que garantem conforto e elegância ao modelo. Segundo o gerente da Saga Toyota, o SUV tem oito airbags, mais controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, câmera de ré, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, entre outros. HOSPITALIDADE Omotenashi, a palavra que direciona a Lexus para a composição do interior de seus novos modelos, significa hospitalidade em japonês. Ao entrar no NX 300, fica clara essa proposta. A marca entrega um habitáculo com acabamentos exclusivos e personalizados, que impressiona o cliente. Além de novos acabamentos para portas, painel e botões diversos de seleção e comando, a marca traz um novo posicionamento do descanso dianteiro para braços e ampliação da área de controle do touchpad (usado para acesso as funções do sistema multimídia com o toque dos dedos).
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VEÍCULOS Como dizia a propaganda da Ipiranga dos anos 90, "todo brasileiro é apaixonado por carros". A frase ficou popular, simplesmente, porque é uma grande verdade.
TOYOTA YARIS
A Toyota lançou as versão hatch e sedã do Yaris brasileiros, que já estão sendo produzidos no País. Em junho, a Saga Toyota apresentou o carro para a imprensa e clientes em Goiânia. O modelo, que fica posicionado entre o Etios e o Corolla, conta com motores 1.3 e 1.5, com preços que variam entre R$ 59.590 e R$ 79.990. No lançamento, a montadora prevê vender 5.800 unidades por mês, sendo 45% da opção sedã e 55% da versão hatch. Com a chegada do Yaris, as versões XLS e Platinum do Etios saem do mercado. O Yaris brasileiro é diferente do europeu e baseado no modelo da Tailândia. Nas versões XS e XLS, o computador de bordo conta com tela maior e mais funções e os motores do Etios foram recalibrados: o 1.3 com 94 e 101 cavalos, enquanto o 1.5, tem opções de 105 e 110 cavalos.
BIKE A Sense Bike pagou R$ 20 milhões pela Swift Carbon, empresa da África do Sul, especializada em bicicletas de fibra de carbono e com presença em 20 países – com linha de produção em Porto (Portugal). A Sense Bike é de Belo Horizonte. As bikes da Swift custam na faixa de R$ 10 mil, com mercado predominante na Europa. UBER Indiscutível que as corridas do Uber são baratas. No entanto, o aplicativo estuda adotar um recurso que pode deixar a viagem mais em conta. Funcionaria assim: quando o usuário chamar o carro, o aplicativo poderá sugerir outra opção de horário com um valor menor. GOLPE Com mais de 300 golpes pelo Brasil, uma quadrilha que atuava na venda de carros no Distrito Federal e Goiás foi presa na Operação Falsum. Os criminosos compravam carros anunciados na internet com cheques fraudulentos e os revendia. 52 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
MOTO ELÉTRICA A primeira fábrica de motos elétricas no Brasil será goiana. A fábrica da Electro Motors, que está sendo instalada em Goianésia, prevê produzir quatro modelos de motos, duas de scooters e dois modelos de bicicletas elétricas nacional. Os primeiros modelos já estão à venda pelo site da empresa e produção de estoque já está em preparação para, em breve, chegar a representantes. A planta vai empregar 250 pessoas e receber R$ 240 milhões em investimentos. Em etapa futura, a fábrica também produzirá furgões e dois modelos de automóveis – em parceria com projetos da chinesa Zotye Motors.
JAC MOTORS GOIÁS A chinesa JAC Motors sondou desembarcar em Goiás no fim do ano passado. Em abril, fechou parceria com a HPE Automóveis, que produz Mitsubishi e Suzuki. A empresa quer montar carros nos próximos dois anos no Estado e prevê produzir 35 mil unidades por ano e gerar 820 empregos, entre diretos e indiretos. Inicialmente os investimentos serão de R$ 120 milhões. ITUMBIARA-ANÁPOLIS A JAC Motors, representada pelo grupo SHC no Brasil, de início, montará o SUV T40 usará a fábrica de Catalão (Mitsubishi) para soldagem e pintura e o acabamento em Itumbiara (planta antes usada pela Suzuki). Próximos carros a serem montados na parceria, segundo o site Empreender em Goiás, são o crossover T5 (que se chamará agora T50) e a nova versão do T40. IDAS E VINDAS Em 2012, a JAC anunciou projeto na Bahia – com plano de investir R$ 1 bilhão. Abriu, de uma vez, 46 concessionárias. Vendeu bem no
JEEP 1942: USUCAPIÃO
Depois de quase 30 anos estacionado em sua garagem, o mecânico Luiz Biazi, de 62 anos, conseguiu, na Justiça de Porangatu, o direito a usucapião de um Jeep Dodge, ano 1942, cor verde, produzido para abastecer as tropas americanas durante a 2a Guerra Mundial. Com isso, ele tornou-se o legítimo proprietário do veículo, doado por um amigo seu, há cerca de 20 anos, e terá, por parte, do Detran, a alteração do documento do Jeep. O requerente disse que sempre dedicou sua vida à mecânica de automóveis e que, na década de 80, um amigo o procurou para reformar o Jeep. Contudo, ele aguardou o seu aval para iniciar a reforma e ela nunca foi acenada pelo proprietário do veículo.
primeiro ano e só. No fim de 2011, o governo elevou o IPI em 30 pontos porcentuais para importados – para combater o ataque justamente das chinesas. Desistiu do plano em 2017. Os carros hoje, em sua maioria, são importados. MITSUBISHI A aquisição do controle da Mitsubishi (34%) pela aliança RenaultNissan chegou a preocupar analistas de mercado quanto à operação no Brasil, tocada em conjunto com a HPE Automóveis. Logo a sinalização mostrou sinal inverso, com interesse em expansão da atuação da Mitsubishi no Brasil, que começaria com o lançamento global do novo Eclipse, reposicionamento do ASX e do Outlander. CATALÃO E Goiás tem muito interesse no andamento desta ‘conversa’, nippofrancesa-brasileira: a história da Mitsubishi no Brasil, representado pela HPE Automóveis, começou em 1991, trazendo carros via importação e, a partir de 1998, produzindo a picape L200 na fábrica de Catalão. Atualmente, a unidade produz, além da picape L200: SUVs ASX, Outlander e Pajero e também sedã Lancer. DAF SOMAFERTIL A DAF Somafertil, concessionária da rede DAF Caminhões Brasil, realizou
a venda de 40 caminhões para a Transzilli Expresso e Logística. A empresa, localizada em Aparecida de Goiânia, é um dos clientes DAF com maior número de veículos da marca. Ao todo, a transportadora possui 143 caminhões DAF em sua frota, todos no modelo XF105 versão 6x2 com motor de 460cv. CAMINHÕES A greve dos caminhoneiros, em maio, acendeu o sinal amarelo para transportadoras, produtores rurais e
indústrias, que aceleraram a compra de caminhões. Venda de caminhões cresceu 16% - aponta Fenabrave. IPVA: LOCADORAS O Estado de Goiás reduziu a alíquota do IPVA dos veículos de locadoras de Goiás para 1%. A legislação iguala a carga tributária de Goiás a de estados vizinhos, como Minas Gerais, Tocantins e o Distrito Federal. A alíquota anterior variava de 3% a 3,75% dependendo da categoria do veículo, se carro de passeio, utilitário e outros.
NEW HOLLAND A maior colheitadeira fabricada pela New Holland no Brasil (CR8.90) conquistou o primeiro recorde mundial em colheita de soja. Em oito horas foram colhidos 439.730 quilos. O desempenho inédito foi obtido na fazenda Irmãos Mingori, município de Formosa do Rio Preto (BA), no dia 5 de abril de 2017, e aferido pela empresa RankBrasil. A colheita, equivalente a 7.329 sacas de soja, aconteceu das 10h30 às 18h30 com apenas um operador. O suporte da concessionária Jaraguá Bahia foi fundamental para o sucesso. Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 53
IMÓVEIS | ALTO PADRÃO
O DIFERENCIAL DE MORAR NO ALDEIA Pioneiro no segmento, Aldeia do Vale conclui projeto original com lançamento de sua quinta e última etapa, com total satisfação dos moradores
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CARLA OLIVEIRA As facilidades da vida urbana sem perder o charme e a beleza da natureza. Há 20 anos, esta proposta ganhava campo em Goiânia e abria um dos mais promissores nichos do mercado imobiliário na jovem capital. Nascia o Aldeia do Vale, empreendimento pioneiro que mudou o conceito de condomínios fechados ao aliar conforto com preservação ambiental. A ênfase na sustentabilidade do meio ambiente fez surgir um projeto imobiliário que prima pela preservação dos recursos naturais existentes na área e prioriza a ocupação sem desmatamentos, além de atuar para a recuperação de áreas degradadas. Depois de sua criação, vários outros condomínios surgiram em Goiâ-
nia, consolidando na cidade um novo modelo de morar, que atrai cada dia mais pessoas que buscam, nesses espaços, ambiente para garantir comodidade e segurança para suas famílias. De acordo com o arquiteto Fernando Galvão, Goiânia é uma das cidades com maior número de condomínios fechados do Brasil. Para ele, não há dúvida de que a busca por segurança é um dos principais atrativos para quem decidi morar em condomínios. “Os condomínios estão consolidados. É um modelo de ocupação que não tem volta, apesar de existirem críticas”, assinala Fernando, acrescentando que pelo menos mais 20 empreendimentos deverão ser lançados na capital nos próximos anos. Também arquiteta, Adriana Mundim acrescenta que a liberdade para
5
1100
etapas
lotes
750
3000
casas construidas
moradores
1.500.000 m2 de área verde permanente
ESTRUTURA ADMINISTRATIVA Associação dos Amigos do Residencial Aldeia do Vale (Saalva) Estatuto Social Assembleia Geral Diretoria Executiva composta por 8 membros Conselho Deliberativo composto por 26 membros
crianças e a convivência com vizinhos também são considerados na hora da escolha. “As áreas de lazer dentro dos condomínios facilitam o uso e, por estarem espalhadas, são mais tranquilas”, diz Adriana, que lembra que a relação dos condomínios com a administração pública e vizinhança é complexa e gera questionamentos das duas partes. Na cidade, encontram-se condomínios de diferentes portes, tanto na quantidade quanto no tamanho dos lotes. Para os arquitetos, no entanto, o Aldeia do Vale se destaca, principalmente, pela integração, relevo e vegetação da área. Presidente da Associação dos Amigos do Residencial Aldeia do Vale (Saalva), Milena Fragoso de Oliveira não tem dúvidas de que o Aldeia contribuiu para o desenvolvimento
da região e funciona como indutor do crescimento e implantação de novos condomínios. “O Aldeia é pioneiro, onde tudo começou”, lembra. EMPREGOS Atualmente, a administração do residencial emprega mais de 150 pessoas. Diariamente, revela, cerca de 2 mil prestadores de serviços atuam no Aldeia, incluindo trabalhadores domésticos, funcionários de obras, de paisagismo e outros terceirizados. Há 14 anos ela mudou-se do Setor Jaó para o Aldeia do Vale atrás de segurança, conforto e maior contato com a natureza. Não se arrependeu da escolha. Milena foi atraída pela proposta diferenciada de ocupação do espaço urbano, com uma forte vertente de preservação ambiental e in-
tegração homem-natureza. “Acho que os maiores diferenciais são o verde, a integração que você consegue ter, a privacidade. Tudo isso faz com que você se conecte com o lugar. Há uma harmonia e um incentivo a atividade na comunidade, incentivo ao esporte e atividades sociais”, frisa. Além disso, ela destaca a comodidade de ter tudo dentro ou próximo ao condomínio e uma boa relação com a vizinhança. “Temos muitos trabalhos sociais na vizinhança. O grupo de empreendedores e um grupo de moradores construíram e mantêm uma creche do Residencial Vale dos Sonhos. Vários moradores colaboram com a creche e outras ações, participam de campanhas, bazares, construção de casas populares”, cita Milena. Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 55
IMÓVEIS | ALTO PADRÃO
O QUE FAZ O ALDEIA DIFERENTE? O Aldeia do Vale garante um ambiente de harmonia entre moradores e natureza, o que hoje permite aos moradores e visitantes se deparar, num simples passeio pelo condomínio, com animais silvestres e plantas típicas do cerrado brasileiro, inclusive nos projetos de paisagismos dos imóveis. A baixa taxa de ocupação dos terrenos e a existência de áreas livres e de preservação completam o cenário de um novo conceito de morar e viver em Goiânia. Com uma média de 678 m2 de área verde por habitante, o Aldeia conta com reserva ambiental, 18 lagos com nascentes próprias, cerca de 700 espécies de plantas catalogadas e 70 de fauna, criatório de emas e é o único condomínio com hípica da Região Centro-Oeste. Todos os lotes foram projetados para assegurar total privacidade aos moradores. Por isso, o afastamento mínimo entre as casas é de 10 metros e o frontal, de 15 metros, o que permite um melhor aproveitamento do espaço e construções que não precisam se ladear. Além disso, outros equipamentos de infraestrutura contribuem para maior conforto aos moradores: heliponto e heliporto, transporte interno, centro de compras na entrada do condomínio, várias opções de lazer e esporte, clube equestre, academia com piscina semiolímpica, nove quadras de tênis, quatro campos de futebol, quatro quadras de peteca, duas quadras de squash, uma quadra de areia para vôlei e futevôlei, uma quadra de areia para badminton e beach tênis, quatro playgrounds, três quadras poliesportivas, um half para skate e patins e até uma 56 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
Adriana e Fernando destacam relevo, integração e vegetação do Aldeia
Milena destaca pioneirismo do Aldeia e sua força no desenvolvimento da região
cancha de bocha, pistas de caminhada e lagos para pesca. Com a conclusão da quinta etapa do projeto, prevista para 2022, o condomínio somará mais dois parques e dois lagos. O projeto contempla o Parque das Aves e o Parque dos Macacos, onde será criada toda uma ambientação para que os animais e pássaros existentes possam ter um habitat natural no local.
e segurança, somada à melhor e mais alta vista do condomínio. São mais 141 lotes disponíveis para comercialização, com espaços entre 1,8 a 6 mil m2. Diretor da Tropical Urbanismo e um dos idealizadores do projeto, Paulo Roberto da Costa frisa que o condomínio foi pensado para preservar o conforto e a privacidade de seus moradores. “Quando lançamos a primeira fase do Aldeia do Vale, há mais de 20 anos, extraímos o que há de melhor em qualidade de vida em condomínios horizontais no Brasil. Hoje, o Aldeia é exemplo de infraestrutura e qualidade de vida para quem escolhe viver em um ambiente tão particular mesmo dentro de uma metrópole como Goiânia.”
ÚLTIMA ETAPA A quinta etapa do condomínio, o Aldeia do Vale, Lado Alto, finaliza o projeto original, que previa 1.100 lotes, garantindo todos os diferenciais já consolidados e reconhecidos do empreendimento: conforto, tranquilidade
COMUNICAÇÃO | PRÊMIO
BÃO DE
TRABALHAR!
New é apontada entre as melhores empresas para se trabalhar em Goiás. No País, é a 30a Nem millennial, nem coxinha, nem grisalha, nem salada de fruta. Um só rótulo define o trabalho da New: "Feita para vender". A agência de marketing e propaganda criada pelos sócios Luiz Cláudio Araújo e Carlos Luciano Martins Ribeiro, no final de 2015, tem o fôlego do carcará. A ave do sertão que compõe a marca da agência goiana mostra parte dos valores da marca, que se jogou no mercado para vender e não só fazer bonito. Com 40 funcionários e uma carteira de cerca de 15 clientes de Goiás com atuação nacional, ela oferece resultados diferentes e, por isso, faz diferente. Foi assim que a agência se tornou uma entre as 30 do segmento reconhecidas com a certificação Great Place To Work, em 2018. É a única do Centro-Oeste a receber o prêmio, concedido às organizações que oferecem aos funcionários excelente ambiente de trabalho. O ranking das Melhores Empresas para Trabalhar é a definição padrão de excelentes ambientes de trabalho e é realizado em 53 países. No Brasil, o GPTW promove, além do ranking nacional, mais de 20 setoriais e regionais. São realizadas duas frentes de pesquisa. O Índice de Confiança é avaliado a partir de questionário respondido pelos funcionários sobre cinco dimensões: Credibilidade, Respeito, Imparcialidade, Orgulho e Camaradagem. Já o Culture Audit analisa as práticas culturais, respondido pela empresa, que avalia a visão
da liderança, a organização e o trabalho em equipe. Luiz Cláudio Araújo, diretor executivo e head da criação da New, mostra que o resultado é concreto e torna realmente a agência uma excelente opção para profissionais de propaganda e marketing. A agência, situada na Cidade Empresarial em Aparecida, tem criatividade estampada nas paredes e conforto por todos os cantos. Nos intervalos da jornada, os colaboradores podem assistir um filme, deitar na sala de descanso ou ainda compartilhar a refeição na copa. “Este é um prêmio ao método. É difícil agradar mercadólogos e comunicólogos, mas conseguimos mesmo que haja alguma divergência”, conta Luiz Cláudio, que soma 30 anos de carreira nas áreas de marketing, antropologia de consumo, publicitário e professor de
Psicologia Positiva. Na empresa, investiu na diversidade, no respeito e na formação dos colaboradores. O espaço recebe frequentemente cursos ou workshops. “Sou exigente, a New é exigente”, diz Luiz Cláudio. A diferença é o exemplo. Além de se manter junto a cada desafio, reconhece a importância de cada colaborador, o que ele chama de “meritocracia de verdade”. Os horários são flexíveis, porque o que importa de fato é o resultado. A New oferece estrutura e suporte para dividir os conhecimentos. “É uma agência viva”, define seu mentor, que viu na crise de 2014 uma oportunidade. Até então, ele era diretor de Marketing do Novo Mundo, com sete agências on-line e offline. Neste cenário de desafio, atendendo uma das maiores varejistas do País, surgiu a New. (LUISA DIAS) Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 57
UVA&VINUM DANIEL DE MOURA | consultor de vinhos
LUIZ ARGENTA Exatamente um ano atrás, resolvi fazer um tour ligando enologia e gastronomia no Estado do Rio Grande do Sul, região do Vale dos Vinhedos, com foco na cidade de Bento Gonçalves. Fui extremamente bem acolhido em uma cidade que tem uma grande variedade de vinícolas, algumas grandes e outras bem familiares, além de restaurantes de culinária rica e saborosa. Mas foi numa vinícola localizada no município de Flores da Cunha, a 60 quilômetros de Bento Gonçalves, que encontrei minha vinícola favorita desse tour de vinhos: a Luiz Argenta. É uma vinícola que encanta pela arquitetura, pela variedade de linhas e pela qualidade de seus vinhos. Sobre a arquitetura e interiores do prédio principal da vinícola, a sala de degustação é tão impressionante que foi considerada pelo sommelier e jornalista italiano Roberto Rabachino como a melhor do mundo, melhor, inclusive, que as salas de degustação de grandes vinícolas francesas, como do Château Margaux e do Château Latour. É uma vinícola jovem, fundada em 1999, porém em uma propriedade antiga onde foram plantadas uvas que deram origem aos primeiros varietais de vinhos finos no Brasil, do ano de 1929. Como informado por fontes da vinícola, os vinhedos lá existentes foram replantados a partir de mudas importadas da Europa, dispondo atualmente de 16 variedades diferentes de uvas viníferas, como por exemplo Cabernet Sauvig-
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non, Cabernet Franc, Merlot, Pinot Noir, Gewurztraminer, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Ancelota, entre outras. E são três as linhas de vinhos por eles produzidos: a jovem, a clássica e a cave. Entre elas, a que mais me chamou a atenção, pela ousadia e design italiano de suas garrafas, é a linha jovem. Como o próprio nome diz, são vinhos que esbanjam jovialidade e leveza, proveniente de safras mais recentes, com frescor, sabores e aromas frutados. Além de uma variedade de vinhos brancos (que se destacam o Sauvignon blanc e o Gewurztraminer), são produzidos tintos como o Shiraz e o Pinot Noir, um refrescante rosé e espumantes brut, brut rosé e moscatel. É possível reservar um tour da vinícola pelo site e, uma vez lá, faça uma refeição no restaurante Clô, que tem um serviço, pratos e vista de tirar o fôlego. E a renomada revista Adega selecionou a Luiz Argenta como uma das dez vinícolas mais bonitas do mundo. Por isso, e claro, pela qualidade de seus vinhos, vale a visita. Tim tim.
Av. Milão, 1454 - Res.@adeguitavinhos Celina Park, Goiânia. Instagram: @adeguitavinhos
NOVIDADES DE SÉRIE:
VENDER OU VENDER FRANCISCO CARLOS | Especialista em vendas B2B
SEUS PRODUTOS NÃO VENDEM? Cuidado, a responsabilidade pode ser, apenas, sua! Antes de cobrar a baixa performance da sua equipe comercial, ou mesmo dar descontos pra bater a meta, analise alguns critérios que podem estar na sua frente sem que você perceba. Frequentemente sou questionado em minhas palestras e mentorias sobre esse assunto. Mesmo fazendo tudo o que é necessário, alguns produtos e serviços não vendem como esperado. Preço justo, qualidade e marketing feitos apropriadamente, enfim, como "manda o figurino” e, mesmo assim, não vende. Por que? O primeiro passo é revisitar o lançamento desse produto ou serviço e lembrar quais benefícios ele traz e quais os diferenciais diante de seus concorrentes. Você consegue tangibilizá-los? O que você faz para comprovar esses diferenciais? Inúmeras vezes, a maneira como divulgam esses produtos ou serviços não são claras e não demonstram suas vantagens. São tão generalistas que fazem o cliente, em sua maioria, acreditar que todos são iguais. Se os clientes não sabem o porquê deveriam comprar esse produto ou serviço de você, ele pode simplesmente adiar a compra ou comprar de outro. Melhor qualidade, confiabilidade e outros adjetivos não são diferenciais e não comprovam para o seu cliente potencial o que a sua empresa tem a oferecer. Benefícios e diferenciais únicos conduzem à valorização do seu produto ou serviço pelo seu cliente. Se o cliente potencial não reconhece, tudo o que ele 60 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
vai comparar é preço, no entanto seu preço pode estar desmotivando a compra. Neste momento a última coisa que deve fazer é conceder descontos. Pois essa atitude irá desvalorizar mais o seu produto ou serviço. Observe o que sua concorrência oferece, quais os preços? Que benefícios oferecem? Todo cliente vai comparar o seu produto com a sua concorrência antes de tomar qualquer decisão de compra. A decisão de compra é tomada de acordo com o valor percebido e o valor que o cliente está disposto a pagar em relação a usabilidade e a importância que dá ao produto ou serviço. Se é algo que compraria por conveniência ou ociosidade, naturalmente irá focar no preço, logo sua mensagem e seus diferenciais não terão repercussão. Mas, se o que você vende for capaz de resolver um problema ou apresentar relevância ao seu cliente, diferenciais e benefícios serão imprescindíveis. O valor gerado e o que está disposto a pagar, dependem do interesse e comportamento de cada cliente. Diversas vezes seu produto ou serviço, apesar de ter caraterísticas específicas e preços competitivos, não consegue ser vendido por estar direcionado ao público errado. Se sua mensagem não consegue atingir seu público-alvo, suas chances de fechar negócio caem bruscamente. Este pode ser um dos motivos pelo qual você não consegue vender, pois, está oferecendo privilégios a quem não os valoriza.
SETEMBRO 2018 - EDIÇÃO 02
GESTÃO.+
O CENTRO E SUAS HISTÓRIAS Leitura Estratégica retoma matérias históricas e 'visita' o Café Central, no antigo Centro de Goiânia 66
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CONVERGÊNCIA DE MÍDIAS DIGITAIS
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CONVERSA COM CEOS: JUAN E BILL
EXECUTIVOS Várias empresas a cada avenida, por rua ou por andar. Mas os negócios são tocados por quem? Quem está por trás da marca? Quem está no topo do organograma? Revelar e discutir este cenário é a meta da coluna Executivos. Acompanhe e mande sugestões.
VIRADA NA CARREIRA
O executivo Rodrigo Alvin, que tem longo histórico profissional em Goiás e nos EUA, assumiu relevante projeto na gigante de eletrônicos sul-coreana LG, na América do Sul. Rodrigo, que estava morando em Goiânia, se mudou para São Paulo – pois a logística não permitiu que a operação fosse rentável com a base no Centro-Oeste. Formado e pós-graduado na Long Island University, foi executivo do Porto-Seco de Anápolis, em 2012, quando transferiu parte de seus negócios de comércio exterior de Nova York para Goiás. O PROJETO Rodrigo Alvin está à frente da ampliação no País dos negócios da LG, com a LG Household & Healthcare, com a importação e distribuição (em parceria com a empresa Farmax) de nove linhas de produtos de cosméticos e domésticos para o Brasil – já começando agora no segundo semestre. Estão na lista: linha capilar, detergente, maquiagem e produtos faciais. A chegada é no amplo varejo: supermercados, farmácias, loja de departamentos e on-line.
SOLUTI Para a Diretoria de TI, a Soluti foi buscar Alexandre Torres, ex-CEO do marketplace de venda de consórcios Investio. Segundo dados divulgados no mercado, a Soluti faturou R$ 54 milhões no ano passado, uma alta de 42% frente aos resultados de 2016 e liderou alguns meses neste ano a emissão de certificado digitais no Brasil. a Gerência Nacional de Marketing está sob comando de Priscila Zoccoli. CREDIMOBI O analista de sistema Égio Arruda Júnior assumiu como CTO da Credmobi, uma promissora fintech sediada em São Paulo. Égio, envolvido em projetos relevantes nesta área também em Goiás, tem experiência nas áreas de desenvolvimento de software, gerenciamento de projetos, metodologias ágeis, design sprint, processos de inovação e gestão empresarial. 62 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
GRUPO JOSÉ ALVES O executivo Milton Penna Junior assumiu a Diretoria Financeira Corporativa do Grupo José Alves. Formado em Administração, com pós na FGV e Babson College, Milton foi superintendente-executivo do Santander, responsável pelo corporate banking nas Regiões Norte e CentroOeste.
DOMANI O administrador de empresas e estrategista Dobson Borges divide seu tempo entre aulas e a gestão da Domani, onde é o CEO. Entre seus clientes, médias e grandes empresas regionais e nacionais nos setores de tecnologia, varejo, indústria e agronegócio. Dobson, que também é escritor, assessora a gigante norte-americana Endurance/Hostgator.
FESA GROUP Anderson Schemberg é o novo associado da Fesa Group no CentroOeste. O escritório regional existe desde 2014, conduzido pelo executivo Leonardo Massuda e que conta ainda com Lucas Wilson, tem mais de 180 projetos de seleção de executivos. Assim como Massuda, Schemberg também passou pela Amcham Brasil em Goiás. SINAGRO O Grupo Sinagro, que é de Primavera do Leste (MT) e está
trazendo sua sede para Goiânia, contratou Alisson Gratão para Gerência do RH. A empresa, que atua no setor de defensivos, fertilizantes, sementes e originação de grãos, vendeu 45% para a indiana UPL (2015) e outros 46% para um private equity neste ano – ficando 9% para os fundadores.
RENOVA.BR O Movimento RenovaBR tem em Goiás alguns representantes concorrendo a cargos no Legislativo, entre eles o diretor-executivo licenciado da ADIAL, Edwal Portilho Tchequinho (a deputado federal) e o empresário e ex-presidente da Juceg, Rafael Lousa (a deputado estadual). TEUTO BRASILEIRO O Laboratório Teuto Brasileiro contratou o executivo Luiz Lyra para assumir como novo CFO. Formado em Economia, com MBA em Administração na Isead Business School, Luiz foi diretor Financeiro de Relacionamento do Grupo José Alves, mais recentemente, e também da Bipar Investimentos, de Cuiabá. CERRADINHOBIO Luiz Augusto Nascimento assumiu em maio como diretor de Operações Agroindustrial CerradinhoBio, em Chapadão do Céu. O executivo atuou em várias áreas da Votorantim Siderurgia, desde 2002, ocupando a Diretoria Industrial nos últimos três anos. Luiz é formado em Engenharia pela UFG. Antes de Luiz, Paulo Motta
Júnior, também ex-Votorantim, assumiu como executivo da empresa – que caminha para faturar R$ 1 bilhão nas próximas safras. SENIOR ADVANCED A gestora Ananda Giordani trabalha há 10 anos com soluções Senior Sistemas na Região CentroOeste, conduzindo equipes de vendas, relacionamento e projetos. Assumiu a gerencia comercial e relacionamento da Senior Advanced cujo propósito é ser o elo de soluções para a melhor gestão de negócios. FERTILIZANTES TOCANTINS O ex-controller da Cepalgo Embalagens e com passagem pela Mabel/Pepsico, Marcelo Sousa Oliveira, agora atua como gestor corporativo de custos da Fertilizantes Tocantins. ENTIDADES Entidades passam por mudanças no comando: assumem Marcelo Baiocchi, na Fecomércio; Eduardo Bilemjian Filho, no Sinduscon; e, Eduardo Gomes, no Sindilojas. Na Faeg, em exercício, assumiu Bartolomeu Braz. Para a Fieg Sandro Mabel foi definido, mas assume somente no próximo ano. MÁXIMA SISTEMAS Na área de tecnologia, muitas vezes, as cadeiras são ocupadas e desocupadas com alta rapidez. A Máxima Sistemas buscou no mercado e teve em sua equipe o desenvolvedor Victor Yudi por seis meses. A proposta de ser CEO da DConsumer levou o jovem para Florianópolis. KRAFT HEINZ O Credit Suisse foi duro com análise ao modelo do ‘ambeviano’, que inspira o modelo 3G em suas empresas. Foi em recomendação a Kraft Heinz, do grupo, que cita ‘turnover’ e sua dificuldade em reter talentos – referindo-se a matriz. “Crescimento orgânico não é a expertise da Kraft Heinz”.
ACIEG: TI E INOVAÇÃO O empresário Joathan Sodré assumiu a presidência da Câmara de Ciência, Tecnologia e Inovação da Acieg, transição comandada pelo vice-presidente da entidade, Rubens Filete e ex-presidente da Câmara. Junto com Joathan, estão na Câmara: Ricardo Santos, Marcelo Nascimento, Dobson Borges, Rodrigo Kono, Leandro Resende, Camila Hermano, Chris Taveira, Marcos Severo, Matheus Suassuna, Leandro de Goyaz, Leonardo Prandini e Cynnara Maria.
LALLEMAND O gestor Leandro Rodrigues, que trabalhou duas décadas na PepsiCo/Mabel e por último coordenava a área de Planejamento Logístico, assumiu a Gerência de Produção da canadense Lallemand Animal Nutrition, sediada em Aparecida de Goiânia.
Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 63
SETORIAL | URBANISMO
ORGULHO DE MORAR Percepção cultural e formação diferenciada apontam caminho de novo negócio no mercado imobiliário
64 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
LUISA DIAS Na Grécia, a ilha de Andros possui um famoso farol, construído em 1897, destruído durante a Segunda Guerra Mundial, e reconstruído em 1994. É um dos mais belos faróis do mundo, que se mantém em pé sobre a pouca rocha que sobrou depois do ataque, iluminando a costa. É o cuidado com o seu entorno que tornou a palavra Andros referência para a criação da Adros Urbanismo, do engenheiro civil Jorge Ferreira. O
"Nosso propósito é diferente. Queremos gerar orgulho para quem vai morar no lugar." JORGE FERREIRA diretor da Adros Urbanismo
português, radicado em Goiânia, tem 30 anos de experiência no mercado imobiliário e se lança em um novo trabalho para desenvolvimento de projetos urbanístico em todo o Brasil, que resgatem o orgulho de morar. “Queremos, como o farol, cuidar dos espaços à nossa volta." A experiência de vida de Jorge é definitiva no desenvolvimento da Adros Urbanismo. Com uma história peculiar, ele traz para o Brasil um conceito que viveu em outros endereços pelo mundo. Nascido na Angola, onde moraram os pais antes da Guerra Civil, a sua infância é marcada por ruas onde moravam ricos e pobres, em casas que nada lembram barracos ou favelas. Depois da guerra, em Lisboa, ele passa a entender o estilo de vida europeu, onde as diferenças sociais não separam as pessoas na cidade, que acolhe todos os moradores de forma digna. “Não existe uma distinção social tão agressiva nos bairros”, conta ele, que ainda morou nos Estados Unidos durante a formação superior, concluída na PUC do Rio de Janeiro. Goiânia, onde a Adros nasceu, entra na vida de Jorge já profissionalmente, mas foi onde ele formou família e começou a solidificar sua trajetória. A empresa começa com três projetos goianos, em Goiânia, Guapó e Trindade, dois com padrão popular e um de alto padrão. Com a cara e a marca nova no mercado, a colheita já começou. O teste foi feito com corretores, que compraram a ideia. “Nosso propósito é diferente. Queremos gerar orgulho para quem vai morar no lugar”, explica ele. A adesão da corretagem aumenta a velocidade das vendas. É assim que a Adros Urbanismo surge em um
mercado competitivo com o desafio de desenvolver projetos de empreendimento com um formato diferente de trabalho, foco na dignidade das moradias e na comercialização dos produtos. “Vamos oferecer um cuidado com este espaço físico que será vendido direto para o público ou para os empreendedores”. A gestão do processo inclui o estudo da vocação da área, a segmentação e a definição da estratégia comercial. A segmentação significa, segundo Jorge, entender o que o público quer e não convencê-lo de que o desejo é o que foi inicialmente planejado. “Eu preciso atender o desejo do consumidor, não o meu desejo”. Um dos exemplos é o projeto em desenvolvimento em Guapó, que inclui centro de saúde, creche e parque. Além disso, inclui barreiras naturais contra barulho, projeto com baixo impacto de drenagem e realimentação do lençol freático. Responsabilidades social e ambiental caminham juntos na integração do projeto à cidade e aos novos moradores. Para Jorge, o que a legislação exige hoje das empresas é o mínimo. “O padrão do consumo mudou. As pessoas começaram a ter mais conhecimento sobre o mercado com as facilidades de obter informação e estão mais céticas sobre as ofertas. É preciso direcionar o produto para o público-alvo”, conta ele, que investe em pesquisas na segmentação e na definição de valores. Se a fórmula for seguida à risca pelos empreendedores, a Adros Urbanismo oferece 95% do sucesso, medido com valor geral da venda e taxa de retorno. É uma oferta e tanto para um mercado que tem colhido insucesso de empreendimentos que não saem do papel. Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 65
HISTÓRIA | EMPRESARIAL
CAFÉ CENTRAL: A HISTÓRIA DA CAPITAL NO BALCÃO Fundada em 1940, cafeteria foi palco de decisões políticas e empresarias por décadas. Leitura Estratégica resgata história deste ícone empresarial de Goiás
LUISA DIAS O clássico samba Conversa de Botequim, de Noel Rosa, retrata o Rio de Janeiro na década de 1930, mas poderia ter sido baseado nos inúmeros diálogos vividos no Café Central, na jovem Goiânia, das décadas de 1950 a 1980. O local era o ponto de encontro dos homens na capital goiana e era palco de muitas negociações de todo o Centro-Oeste. “Seu garçom faça o favor de me trazer depressa uma boa média que não seja requentada”, diria um dos clientes para logo ser atendido por um dos funcionários do lugar, que chegou a empregar no auge da sua trajetória até 24 pessoas. Situado na Rua 7 com a Avenida Anhanguera, no Centro de Goiânia, o espaço foi aberto no ano de 1940, quando a cidade ainda não tinha completado a primeira década. Era um café à moda antiga, só com 66 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
balcão, onde os clientes eram atendidos desde cedo até à noite. O traje era social e a conversa bem goiana. O lugar, em duas décadas, se tornaria referência para fazendeiros, comerciantes, investidores, jornalistas, políticos e artistas, em busca das últimas novidades, que se ouvia na conversa do lado ou se lia em uma das publicações vendidas na banca do Alemão. O negócio, que fez sucesso até meados da década de 1980, passou pela mão de vários proprietários e acumulou histórias que retratam um pouco da trajetória e dos costumes de Goiânia na época. Parte desta história é protagonizada pelo aposentado Antônio Machado, 88 anos, que comprou o Café em 1963 e chamou para serem sócios Francisco José Machado e Walter Salvador de Oliveira, que assumiria os negócios com a saída do sócio em 1969. Bancário, Antônio decidiu empreender na
área do comércio, onde já tinha uma experiência anterior como proprietário de um depósito de ferro, na Avenida Goiás com a Rua 4. Já conhecia o estabelecimento comercial dos tempos que tinha sido soldado do exército na década de 1940 e, na porta do local, não tinha dinheiro nem para a xícara de café por causa do salário restrito. Machado, como era conhecido, resolveu comprar o estabelecimento, que já era movimentado, mas fez uma reforma importante antes de começar o trabalho. A propriedade pertencia então ao português Noel Uvinha, que transformou o boteco em café e se tornou o primeiro dono. Ele era primo de Dalva Cavarzan, que é esposa de Antônio e que passou a ser a proprietária legalmente. O antigo dono queria vender o café para aproveitar a estabilidade econômica com a família em São Paulo. O valor do negócio foi de 81 milhões e 500 mil cruzeiros, moeda da época.
Visão da Avenida Anhanguera, nos anos 60 e 70, já com boa circulação de veículos, muitos hotéis, bicicletas e os principais pontos de comércio da capital: entre eles, o Café Central, uma referência por cinco décadas
Os sócios foram convidados para tocar o negócio, tendo como grande investidor Machado, que ainda trabalhava no Banespa e decidiu em família não abandonar a carreira de bancário. Mesmo assim abria e fechava o caixa do Café Central diariamente e dividiu os sócios em dois turnos de trabalho. A tradição depois foi passada para Walter, que se tornou único proprietário a partir da década de 1970 até mais ou menos 1985. Depois ele se dedicou à Papelaria Central, na Rua 3, outro ponto marcante do comércio local. Tão imponente e importante para o comércio local, foi o primeiro a ostentar uma fachada patrocinada pela marca de café, Cairo, então a mais importante do Estado. Vendia 3 mil cafés e 1 mil vitaminas por dia, o que é um marco ainda não superado em outros estabelecimentos comerciais da cidade. O volume era tão alto que o estoque precisava ser reposto diariamente para garantir o fres-
cor dos alimentos. Também tinha o que era chamado de melhor fumo da cidade, que era usado para fazer cigarros de palha. Como a venda era alta, de domingo a domingo, o fumo era mais fresco e, por isso, mais desejado pelos consumidores. Na década de 1960, foi reconhecido pela Souza Cruz, indústria de cigarro, como o maior revendedor do Centro-Oeste. Neste ambiente dominado pelos homens, as mulheres não eram nem funcionárias, mas passavam na porta do local para serem vistas em um movimento típico de cortejo. Josete Roriz, 63 anos, viúva de Waltinho lembra bem da rotina do marido, que na década de 1970 abria e fechava o café. Mesmo assim, foi poucas vezes ao local, que não era considerado apropriado para mulheres. “Não tinha nem mesa”, conta ela, que via o marido sair cedo e voltar tarde, enquanto criava os filhos. “Era um lugar que exigia muito de quem trabalhava lá”.
“Caminho pelas avenidas Araguaia e Tocantins, recordo o tempo em que os flamboyants floriam o asfalto e os carros passavam tão devagar que nem assustavam os pardais alvoroçados. Caminho agora pela Anhanguera, paro no Café Central, converso com velhos companheiros, mostro a eles que também estou enxuto, que as rugas que machucam o meu rosto são passageiras, assim como as nuvens no céu de brigadeiro”. José Mendonça Teles, trecho do livro a Cidade do Ócio Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 67
HISTÓRIA | EMPRESARIAL
NEGÓCIO FECHADO NO BALCÃO É célebre a história de que um fazendeiro muito rico perdeu a fazenda jogando dado no capô de um carro. Ele estava bem em frente ao Café Central. E talvez, mesmo que não confirmada, o que virou uma lenda da época, seja mesmo verdade. Segundo Machado, os grandes negócios de fazenda da década de 1960 foram fechados no local. O gado era o grande negócio de Goiás e atraía gente de outros Estados. Entre um e outro negócio, também se fazia ali acordos e desavenças sobre propriedades e desfechos para alguns impasses. Quando seu Antônio assumiu o local, abriu um escritório na parte de cima do café, que era cedido para os fazendeiros e os comerciantes fecharem negócios. Além da linha de telefone e de mesa disponível, o bancário tinha na ponta da língua o valor da cabeça de gado em Araçatuba ou em São José do Rio Preto, o preço do café em grão, arroz ou feijão ou do alqueire em São Paulo. “Eram informações preciosas em uma época que os fazendeiros não tinham comunicação nas fazendas e chegavam em Goiânia direto no Café, onde já encontravam os interessados”, conta ele com orgulho do trabalho realizado. Walter manteve a tradição e o filho mais velho, Sérgio Roriz Oliveira, se lembra como o pai, falecido em 1995, ajudava nos negócios de muitos empresários. “Meu pai era muito comunicativo e uma pessoa extremamente correta, em quem os clientes podiam confiar. Lembro-me que alguns fazendeiros, como Tonico Toqueiro, eram semianalfabetos e meu pai era quem preenchia o cheque dos negócios. Eles só assinavam na confiança”. Outra tradição do Café Central era que os fazendeiros, chegados da zona rural, descontavam cheques no sábado, 68 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
"A saudade que eu tenho é da juventude e do trabalho, que era muito" Antônio Machado, ex-dono do Café Central
quando os bancos já tinham fechado. Para isso, Antônio Machado e seu Walter deixavam de depositar o dinheiro do Café Central a partir de quarta-feira para depositar os cheques só na segunda, depois das transações necessárias. Apesar dos cheques, no Café, os negócios eram em sua maioria feitos em dinheiro, em maletas que facilmente eram avistadas nas mãos dos clientes, enquanto esperavam um café, um pingado e até uma vitamina no balcão. Do lado de fora, o Centro de Goiânia era valorizado pela presença de pessoas tão importantes e locais como o Teatro Goiânia, o Cine Casablanca e o Bar Royal, todos pontos de encontro da sociedade goianiense. Ainda na década de 1960, do lado de fora do Café Central, como conta Antônio Machado, alguns fazendeiros se juntaram para abrir um escritório, que facilitava a negociação dentro do café. Outra vantagem era a segurança. A casa, nesta época, não registrou nenhum assalto, apesar de só receber em
dinheiro, para depois já nos anos 2000 ser apontada como ponto de venda de drogas e prostituição, um declínio que é também retrato do que aconteceu em todo Centro de Goiânia. “A saudade que eu tenho é da juventude e do trabalho, que era muito”, conta Antônio Machado, que deixou o estabelecimento depois de passar por um drama familiar e perder um dos três filhos ainda criança. Mesmo com sucesso, o então empresário entendeu que deveria se dedicar à família e apoiar a esposa em um momento difícil. Preferia não voltar ao local. Diferente de Waltinho, que mesmo depois de vender o Café Central, passava pelo local onde ainda tomava café com alguns amigos ou mesmo comprava os jornais na banca em frente. Frequentado por homens, o Café não era um bar, apesar de fechar à meia-noite. A única bebida vendida era uísque, mas só a garrafa fechada. Então os clientes preferiam mesmo o café quente, com a prosa toda em volta.
Em 2006, passou a funcionar em um estabelecimento do lado e, para os antigos frequentadores, foi descaracterizado com a colocação de computadores para uma lan house, como ainda se chama os lugares para locação de computadores e internet. Talvez tenha sido o começo do fim, que foi sentenciado com a decadência do Centro goianiense. Um dos donos, João Bosco Maia, operava o Café Central com lucro, mas já atendendo outro perfil de clientela. Os casos foram parar no Ministério Público e se tornaram evidentes quando foram instaladas câmeras na Avenida Anhanguera, que flagravam diariamente pequenos delitos. A clientela tradicional, em parte, abandonou o ponto por desânimo ou porque o tempo a levou. Parte do local foi cedido para uma joalheria e o estabelecimento foi totalmente descaracterizado. Em 2010, Celso Mateba gravou um
documentário sobre o Café Central, com roteiro de Débora Guerra. O filme, disponível no Youtube, traz depoimentos de personalidades como Luiz Augusto Sampaio, autor do primeiro livro de crônicas editado em Goiânia, chamado Café Central e que sempre defendeu que o local foi tombado pelo Patrimônio Histórico. Se não foi tombado, ganhou a eternidade na memória de José Mendonça Telles, que escreveu o conto A Cidade do Ócio, que se passa no Café Central, ou nas fotos de Hélio de Oliveira, que registrou Goiânia. O cheiro do fumo do Café Central ainda chega à memória de Sérgio Roriz Oliveira, que hoje mora em Portugal. Ele conta saudoso que o pai Walter mandava buscar a palha nas tabacarias de Sales de Oliveira (SP). Na década de 1970, quando o pai já era o único proprietário, ele ia visitá-lo com os irmãos e, sentado no balcão, observava Walter preparar vitamina de abacate.
A família vivia no Centro e o caminho era percorrido várias vezes ao dia para verem o patriarca, que abria e fechava o negócio. “Meu pai adorava o lugar e o Centro. Continuou frequentando mesmo depois que vendeu o negócio. Infelizmente com o tempo Goiânia acabou com a arquitetura, o centro foi sendo degradado e perdeu a vida”, lamenta Sérgio. Seu Walter viu parte deste término, mas morreu em 1995, antes que o Café perdesse sua característica principal. Em um tempo em que as informações e as amizades acontecem tão dinamicamente, longe de uma conversa boa, o Café Central chegou ao fim, longe dos seus clientes preferidos. “A cidade expandiu e já não tinha mais a necessidade de se encontrar no café. Tinha acesso ao telefone, à informação e cedeu à evolução do tempo, muda tudo”, conta Machado, que se orgulha de ter feito história no local.
Até os anos 80, o Centro concentrava as principais empresas de Goiânia e, no Café Central, se discutiam os assuntos da cidade
Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 69
MARKETING | CONVERGÊNCIA
O CONSUMO NA ERA VIRTUAL Alcance de influenciadores digitais abre mercado para humoristas, youtubers e celebridades que ganham mais do que antigos jabás. É um mercado que movimenta milhões CARLA OLIVEIRA O ano é 1969. Quando foi criada nos Estados Unidos, com o nome Arpanet, dificilmente alguém arriscaria dizer no que essa rede, então restrita aos ambientes acadêmicos, se tornaria. Quase 50 anos depois, difícil é imaginar um mundo sem internet. Para os nativos digitais, praticamente nem existe mundo antes dela. Seus efeitos, no mundo virtual e real, são inegáveis. Sua popularização, a partir de 1992, mudou a forma de se relacionar, de comunicar e de vender. Se havia o medo de que os livros virariam lenda com sua popularização, também é verdade que o receio era de que os meios de comunicação tradicionais se transformassem em assunto de museu. Nenhum deles se concretizou. Hoje, ano 2018, ambientes virtual e real convivem, nem sempre em harmonia, mas juntos. E assim também caminham o marketing e a publicidade. Comerciais na TV, anúncios em jornais e outdoors espalhados pelas cidades dividem espaço e audiência com blogs, vlogs, podcasts e influenciadores digitais. Sozinhas ou combinadas, as mídias digitais 70 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
"As mídias vivem momento de convergência" LÊNIO PRUDENTE FILHO, diretor da Box Comunicação e tradicionais seguem firmes e em evolução, para alcançar um consumidor cada vez mais informado e exigente. Um dos meios de venda com grande alcance hoje, sem dúvida, são as divulgações feitas por influenciadores digitais. Fashionistas, musas fitness, youtubers e humoristas entraram com força no setor de marketing. A maioria utiliza sua imagem ou resultado alcançado, seja estético ou pelo perfil cômico, transformando-se em verdadeiros midas, em que tudo que toca vira ouro. Mas nem tudo são flores. O cuidado com o que se posta deve ser redobrado, já que uma palavra mal escrita pode desencadear uma avalanche de dislikes e fuga de marcas,
que cortam qualquer relação. Aos 30 anos, a modelo goiana Andressa Suita é seguida por 4,1 milhões de pessoas em seu instagram. Produtos de beleza, acessórios, roupas e locais frequentados por ela se transformam em objeto de desejo de seus seguidores. Mãe de dois filhos com o cantor sertanejo Gusttavo Lima, o perfil da beldade mistura vida pessoal com divulgação de produtos, uma receita adotada por boa parte dos influenciadores digitais. Se o desejo dos seguidores se transforma em consumo, só as marcas podem afirmar, mas a exposição, sem dúvida, tem público garantido. Desde cedo no meio artístico, An-
dressa Suita ressalta que o ambiente das redes sociais é muito diferente do meio quando ela começou, por influência da mãe. Segundo ela, seus clientes perceberam, antes dela mesma, que valia a pena investir na divulgação dos produtos feitas em seu perfil. “Na medida em que os números de seguidores começavam a aumentar foi havendo uma maior procura para divulgações”, lembra. Apesar de considerar que existe uma separação muito clara dos seus gostos e do seu trabalho, ela afirma que devido ao alcance do seu perfil hoje, consegue divulgar as marcas que realmente gosta e usa. “Toda parceria que vou iniciar, só faço se me identificar com o produto. Não torno minhas redes sociais um trabalho, mas faço uma soma do que gosto de mostrar e dar essas dicas de produtos ou marcas que eu uso no meu dia a dia.” A escolha das parcerias, no entanto, é bem profissional. Andressa conta com uma pessoa que faz um filtro do que chega. Em seguida, fazem uma análise da parceria e só depois fecha.
"Acho que o segredo é você se identificar primeiro, ver se tem realmente a ver com você, e fazer porque você usa e confia." ANDRESSA SUITA - Influenciadora digital
MESMO OBJETIVO: CONSUMIDOR Diretor da Box Comunicação, de Goiânia, Lênio Prudente Filho acompanhou de perto boa parte das transformações ocorridas nas formas de apresentar e vender um produto. Com 20 anos de atuação na área, formado em Propaganda e Marketing, especialista em Publicidade, considera que não dá para separar as mídias digitais das tradicionais. “O mais importante a se observar é a relação entre objetivo de comunicação e a capacidade de investimento, assim conseguimos direcionar o que deve ser feito”, assinala, lembrando que o movimento é de convergência e não de exclusão de um ou outro tipo de recurso. Para Lênio Filho, o poder de influenciadores digitais é inegável,
similar ao trabalho que “as mídias tradicionais fazem quando investem em cachês de personalidades para protagonizar as campanhas publicitárias na televisão ou os testemunhais dos locutores de rádio”. Segundo assinala, hoje se busca a força dos influenciadores digitais e leva-se para campanhas dos meios tradicionais como televisão ou revista. “É bem relevante esta discussão sobre a veracidade nos números porque ter seguidores, likes e visualizações é o ativo mais valioso de um influenciador digital, mas é preciso ter cuidado, já que existem meios e engenharias que podem linkar uma campanha publicitária de uma marca a altos resultados
de visualizações que vieram de uma associação à paginas com um alto tráfego por conteúdos ligados à pornografia ou cenas de violência terrorista”, alerta. “Quando tem um trabalho sério de curadoria para a escolha dos nomes onde serão investidos e se planeja bem o conceito, a criação e a mídia, acredito muito no efeito prático de eficiência em uma campanha feita pelos influenciadores digitais e tudo que pode gerar de share of mind para as marcas”, frisa. Lênio Filho acrescenta que mídias tradicionais e digitais vivem um movimento de convergência, num mundo que está em constante mudança e que quer atingir consumidores e marcas cada dia melhor informados e exigentes. Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 71
MARKETING | CONVERGÊNCIA
INFLUENCER CORRE RISCO DE FAZER UM ESPETÁCULO DA PRÓPRIA INTIMIDADE Mestre em Psicologia, o professor universitário e psicólogo do Instituto Skinner-Goiânia, Flávio da Silva Borges assinala que para discutir a questão do marketing no contexto atual é preciso considerar o que as redes sociais conseguiram e o que nenhuma outra forma de divulgação conseguiu alcançar: a atenção total, quase uma devoção do consumidor. “Nessa disputa pela atenção dos consumidores, que estão cada vez mais informados e conectados, as empresas vem se adequado, utilizando uma grande variabilidade de estratégias para sensibilizar e motivar o consumo. Neste contexto, tem surgido o papel dos influenciadores digitais, personagens que se utilizam das mais diversas estratégias que possam ser revertidos em curtidas, visualizações, seguidores, compartilhamento. A questão que surge é qual o limite que deve ser empregado nessa relação entre esta forma de marketing e seus efeitos sobre os consumidores?” Para ele é preciso cuidado e o que se observa como estratégia para alavancar o consumo é uma “espetacularização da intimidade”. “Assim os influenciado-
72 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
res procuram criar uma imagem ideal a ser copiada, oferecem não um produto, mas um estilo de vida. Os consumidores passam a almejar o status social e os sentimentos e a aprovação apresentados por estas pessoas. As pessoas que se comportam se expondo para influenciar o consumo muitas vezes perdem o referencial entre o comportamento de divulgar o produto ou estilo de vida com sua própria intimidade e, como consequência, se sentem invadidos, pressionados a manter um personagem, muitos reclamam de solidão, depressão, estresse.” Para o psicólogo, as redes sociais podem provocar efeitos discordantes, dependendo do uso que se faz delas. Segundo ele, se por um lado elas podem ser ferramentas extremamente úteis e potencializar as relações, de outro podem provocar afastamento e isolamento social. “Nossas redes sociais não são vilãs dos nossos relacionamentos interpessoais, mas a maneira como nos comportamos em relação a elas podem se caracterizar como um problema. Acredito que seja um processo sem volta, não no sentido de que os problemas não pos-
sam ser resolvidos nesta área, mas que essas ferramentas precisam ser otimizadas e utilizadas de maneira sustentável e saudável por todos os usuários, consumidores e influenciadores.” LIMITES Flávio frisa ainda a urgência da discussão sobre “os limites e possibilidades do marketing atual e a formação do consumidor ainda no ensino formal. A falta de limites e a negligência na educação estão resultando em sérios problemas que comprometem a saúde de influenciadores e consumidores. Atualmente observa-se uma supervalorização e exposição das habilidades de interação virtual versus habilidades de interação social presencial. É preciso incentivar e valorizar interações onde a presença e o contato social ao vivo ocorram genuinamente.”
TECNOLOGIA | VAREJO DIGITAL
E-COMMERCE: APOSTA DO GRUPO MÁXIMA Aplicativo móvel para o varejo, que economiza tempo e traz comodidade ao consumidor final, e plataforma de comércio on-line B2B para o mercado atacado distribuidor são as novidades da holding Unir o conhecimento e a experiência de mercado ao novo conceito de compra on-line do varejo e consumidor final é o objetivo do Grupo Máxima. A estratégia da holding dialoga com a grande transformação digital vivenciada em diversos mercados econômicos atualmente, sem deixar de entender e impulsionar as vendas de acordo com as particularidades dessas duas importantes pontas da cadeia de abastecimento. Recém anunciada, a holding Grupo Máxima - que compreende as empresas Máxima Sistemas, Life Apps e OnNet System - passa a atender de ponta a ponta toda a cadeia de abastecimento. Esta estratégia de venda digital contará com o apoio de duas das três operações. Em relação à Life Apps, as expectativas da holding são grandes, uma vez que esta operação inaugura a frente de atendimento ao cliente final do grupo. A porta de entrada para esse universo será a plataforma SuperON, um serviço
"A transformação digital é uma realidade em outros mercados e países", WAGNER PATRUS presidente da Máxima
de vendas on-line que possibilita ao varejista alavancar o seu negócio, levando a loja física para o meio virtual por meio de aplicativo no celular e portal web. Com interface simples, o usuário seleciona o que quer comprar e ainda pode trocar mensagens com o estabelecimento, especificando os pedidos ao seu gosto. A interação é detalhada, podendo, por exemplo, caracterizar exatamente a preferência do produto, e o pagamento pode ser realizado diretamente pelo celular. De acordo com Rafael Martins, diretor da Life Apps, o comportamento do consumidor tem mudado em função da transformação digital. Atualmente, o cliente está à procura de uma experiência única de compra com o varejo em qualquer canal, seja no virtual ou no presencial. “A plataforma SuperON vem para auxiliar o varejista a levar o seu cliente nesta nova jornada de compra. É como ir ao mercado, só que pelo celular, e com a comodidade de que os produtos
serão entregues onde o cliente estiver.” Já no processo para a venda on-line do distribuidor para o varejista, a Máxima, companhia líder na criação de soluções para o atacadista distribuidor, consolida sua atuação através do maxB2B. A ideia é oferecer um novo canal para complementar a venda do representante externo, além de impulsionar este novo conceito de consumo neste setor. A solução maxB2B conecta o varejo ao distribuidor a partir de um site e aplicativo de compras disponível 24 horas. “Essa transformação digital é uma realidade em outros mercados e países, o que confirma a inevitabilidade dessa evolução, ou seja, a pergunta não é “se” e sim “quando” este canal de vendas se tornará o principal. Nosso objetivo é reforçar e contribuir com esse crescimento, através de uma ferramenta ágil, simples e, principalmente, especialista para o atacado distribuidor", completa Wagner Patrus, presidente da Máxima . Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 73
CONVERSACOMCEOS A coluna Conversa com CEOs retoma, após o descanso de uma edição, com dois nomes representativos no que se refere à área empresarial e à diplomocia. Juan Zamora e Bill O´dwyer, um espanhol e um brasileiro, também são cônsules em Goiás, da Espanha e da Alemanha, respectivamente - o que lhes dão autoridade para uma boa prosa sobre negócios, liderança e economia goiana, mas também aos temas ligados a abertura e integração do Estado ao comércio internacional e os entraves dos investimentos. Juan é espanhol, com negócios na Europa e no Brasil, e comanda a construtora Euroamérica. Bill também é empresário, de família tradicional em Anápolis, do Grupo Anadiesel, com ampla atuação na política de comércio exterior do governo goiano. Confira, a seguir, os principais trechos da conversa.
O PAPEL DO CEO JUAN ZAMORA: Passou a época em que existia um líder único e absoluto, possuidor de um conjunto de virtudes que conseguia impor sua decisão sobre a das pessoas do entorno. Hoje em dia o mundo cresceu tanto que as pessoas não conseguem ser especialistas em tudo. Então, acredito que o papel do líder é o de coordenador. É aquele que une as vontades para que a equipe consiga desempenhar uma função. Isso funciona para a liderança tanto em empresas quanto na própria sociedade. BILL O'DWYER: Eu comungo desse pensamento. Nunca se precisou tanto do apoio de uma equipe como hoje, nunca se falou tanto em consultorias e auditorias, por exemplo. Essas são ferramentas que o líder de um grupo, segmento ou empresa pode usar hoje. Antigamente, as decisões eram realmente unilaterais, os 'CEOs do passado' possuíam um perfil muito diferente do que encontramos atualmente. É como o Juan falou, nós lideramos, hoje, com muitas lideranças ao nosso lado. O crescimento dos conselhos deliberativos e consultivos nas empresas é um retrato da atual situação. Nós não lideramos sozinhos, mas precisamos saber liderar e ter a palavra final. GLOBALIZAÇÃO DOS NEGÓCIOS BILL: Sentimos a globalização no dia a dia das nossas atividades. A globalização vem assumindo um papel preponderante em um cenário onde o mundo se torna cada vez menor, as decisões mais rápidas e mais responsáveis. Hoje, a decisão tomada por um líder não só influencia sua equipe, região e empresa, mas também a própria economia do País. Isso porque tudo está tão interligado que o que falamos agora já gera uma repercussão 30 segundos depois. Então, essa globalização veio 74 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
Nome: Juan Zamora Idade: 66 anos Empresa: Euroamérica
para ajudar essa integração e, ao mesmo tempo, servir como alerta. Não podemos mais tomar decisões sozinhos. É preciso pensar um pouco com os outros. A globalização é esse fenômeno que tem trazido os cidadãos para mais perto uns dos outros e que, ao mesmo tempo, coloca uma responsabilidade no que fazemos muito maior que antes. JUAN: A comunicação ficou extremamente mais fluida com a internet e as redes sociais. Como o Bill falou, temos um efeito imediato de extensão global para qualquer ação que tomamos e é preciso levar isso em conta no momento de tomar decisões. A globalização é necessária e tem sido fundamental para muitos negócios porque expande o horizonte das empresas. Nós, na Espanha, atravessamos um período de crises profundas com todas as variáveis econômicas “afundadas” e um dos pilares que serviu para a recuperação da economia foi justamente o crescimento das exportações. Outro fator que contribuiu foi o turismo. Essas questões, principalmente a exportação, fizeram com que a Espanha saísse da crise muito mais rápido que outros países da União Europeia.
panha e a Alemanha, grandes líderes da União Europeia, têm muito a oferecer. JUAN: O Brasil precisa de investimento internacional para acelerar o crescimento. Acho que esses governos que tivemos recentemente em Goiás tiveram uma visão muito boa e foram capazes de potencializar os recursos para passar a imagem de um Estado com base sólida para o exterior. Nossos governantes têm realizado diversas missões comerciais para fora do Brasil. Uma das coisas que eu pediria para o próximo governador que vai entrar em Goiás é que continue entendendo que essa globalização é mais necessária do que nunca. Tanto para o Estado quanto para o País. O Brasil é enorme e os desafios são imensos, por isso é necessário trabalhar os recursos internos com a ajuda externa, para acelerar o crescimento.
Nome: Bill O'dwyer Idade: 66 anos Empresa: Grupo Anadiesel
E GOIÁS NESSE CONTEXTO BILL: Juan e eu sabemos que a Espanha e a Alemanha nos confiaram esses nossos cargos de cônsul aqui justamente por acreditarem que é um Estado com o potencial a curto prazo muito grande. Posso falar em termos de comércio exterior porque lidero essa área do governo e já tivemos 55 meses de superávit positivo na nossa balança comercial. Nossos produtos têm sido bem aceitos no exterior e já estamos com mais de 160 países fiéis. As importações e exportações têm trazido uma movimentação muito grande nessa área internacional. Goiás é um dos Estados mais preparados nesse setor de comércio exterior, já que o governo tem investido em programas de incentivo às exportações e, ao mesmo tempo, na preparação do empresário. Isso tudo tem surtido um efeito muito bom. Por exemplo, a cerveja Colombina foi preparada pela nossa equipe e hoje está exportando para vários países - inclusive, acabou de ser premiada em festival de boas cervejas em Munique, na Alemanha. Esse é um exemplo de que Goiás está bem inserido nesse comércio internacional. A Es-
PAPEL DO CÔNSUL JUAN: É um papel institucional outorgado pelas autoridades dos nossos países quando somos nomeados. No caso da Espanha, o papel é ajudar cidadãos espanhóis em dificuldades que possam ter no Brasil ou oferecer auxílio a brasileiros que tenham algum interesse na Espanha - seja em questões de documentação ou oportunidades. Outra função é a representação da Espanha no território em que estamos localizados. Em geral, entendo que essa parte institucional de “fazer pontes”, de auxiliar a formação de novos negócios, é uma missão que tentei assumir desde o primeiro momento. E estou sempre tentando buscar as oportunidades tanto para quem esteja lá fora e queira conhecer Goiás quanto para o contrário. BILL: Hoje, os conceitos de cônsul, consulado, cônsul honorário são bem diferentes dos que existiam no passado. Nós tivemos aqui, durante vários anos, o consulado honorário da Alemanha, o qual era exclusivamente voltado aos assuntos institucionais e consulares como, por exemplo, o atendimento ao cidadão alemão aqui ou ao brasileiro com interesse de estudar ou ter negócios na Alemanha. Mas, hoje, temos um papel muito mais abrangente. Também somos representantes comerciais - é como se tivéssemos um escritório de representação comercial daquele país em Goiânia - e isso nos dá a oportunidade de sermos captadores de investimentos e indutores de um aspecto turístico, por exemplo. Trabalhamos muito como se fôssemos uma agência de promoção comercial também. JUAN: Exatamente. A intenção é aproximar a embaixada, que fica em Brasília, e criar a melhor conexão possível entre a embaixada, o país e o consulado. Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 75
CONVERSACOMCEOS corporativa vem melhorando muito e com rapidez, em busca DIFERENCIAIS GOIANOS de ferramentas que tenham funcionamento comprovado em BILL: Ambos governos têm muito interesse no agroneoutros lugares do País e do mundo. gócio porque eles mantêm departamentos ativos nessas emBILL: Nas últimas décadas houve uma reação muito pobaixadas. Goiás tem, de modo geral, despertado interesse em sitiva do empresário goiano. Era muito várias áreas de atuação a partir do agroligado ao seu próprio mercado, mas ele negócio, sejam em pesquisas de inovação rompeu as fronteiras. Hoje, ele é moderou até no campo acadêmico. De toda forno e aceita desafios. Basta comparar o ma, há um interesse em que nos qualifiperfil atual de Goiânia com o de 10 anos quemos mais, tanto a Espanha quanto a atrás. Houve um investimento por parte Alemanha, que são grandes investidores do empresariado porque ele acreditava no Brasil, e chamemos mais atenção do no que estava fazendo. E hoje vemos os nosso povo em relação ao que se passa resultados com o novo perfil do empreem Goiás. É uma economia vibrante que sário goiano, é um empresário que aceiestá preparada para receber novos invesBILL O'DWEIR ta desafios. timentos e novos desafios em todas as áreas possíveis. FUTURO DAS EMPRESAS JUAN: Sobre infraestrutura, a EspaJUAN: O Codese, grupo de entinha tem grandes empresas que vem tradades privadas que defendem o desenbalhando em diversos países do mundo. volvimento, está fazendo um trabalho O país teve um desenvolvimento enorme muito bom para traçar as linhas para as na época em que se estabeleceu a União quais a cidade vai caminhar no futuro. Europeia e mudou completamente a sua Mas falar de Goiânia não é falar de Goiinfraestrutura. Essas empresas cresceás, pois o Estado é muito mais do que a ram e adquiriram expertise maquinária cidade. Um ponto que atrapalha é o fato e de tecnologia. Com mão de obra, capital de Goiânia não ter um espaço indushumano e conhecimento em abundânJUAN ZAMORA trial preparado para o desenvolvimento. cia, as empresas espanholas saíram pelo Anápolis aproveitou muito bem e criou mundo. Sendo o Brasil um País carente uma zona industrial potente; Aparecida de Goiânia tem uma de algumas infraestruturas, acredito que haja oportunidaboa evolução, mas Goiânia precisa dessa zona industrial um des por aqui. A única condição é que o País precisa superar pouco mais forte. Esse apoio das instituições é fundamental. a atual falta de recursos vinda dessa crise profunda. Mas há BILL: Concordo com o pensamento do Juan. Nos próxium grande interesse nessa área, o Brasil é um País enorme. mos 20 anos, o empresário precisará, primeiro, de mais conBILL: Só para complementar, a última viagem que o fiança nas instituições governamentais. O que quero dizer com Juan participou, inclusive com o governo goiano, foi à Espaisso? Um governo mais estável em que as políticas que atingem nha para intensificar essa questão da infraestrutura - princio empresário sejam mais definidas em um cenário sem as palmente no “Expresso Pequi”, que seria a sonhada conexão oscilações políticas e econômicas que assolam o País hoje. O Goiânia-Brasília. Esse exemplo só vem para consolidar o que empresariado brasileiro não aguenta mais passar um período ele está dizendo de que, realmente, a Espanha tem se oferecicomo este que está passando agora. Isso é, inclusive, um aspecdo como um grande parceiro nessa questão. to que assustou o empresariado estrangeiro e diminuiu a capacidade de crescimento do Brasil. Eu desejo que, nos próximos EMPRESÁRIO GOIANO 20 anos, o empresariado, em especial o goiano, tenha menos JUAN: O empresário goiano está percebendo essa neburocracia, políticas de amparo ao pequeno e microempresácessidade de abertura ao exterior. As empresas goianas estão rio mais bem definidas, menos oscilações nos mercados camse aperfeiçoando, melhorando seus sistemas. Percebo uma biais. Além de governos mais sólidos e estáveis com dirigentes evolução grande na mentalidade e ferramentas de trabalho preocupados com o desenvolvimento do País. desde quando comecei aqui, em 2005, até hoje. A cultura
"O empresariado brasileiro não aguenta mais passar um período como este que está passando agora"
"No geral, ainda falta no setor público essa visão de longo prazo que sempre deve existir dentro da empresa"
76 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
COOPERATIVA DE CRÉDITO | NOVO CICLO
SICOOB UNI CHEGA A 20 COOPERATIVAS Central Sicoob Uni dobra de tamanho e busca ampliar eficiência de gestão MARINA ROMAGNOLI Cooperativas singulares se unem em centrais para crescer e desenvolver. Centralização de serviços, diminuição de custos, foco na geração de negócio e fortalecimento do cooperativismo são realidade para as cooperativas filiadas à Central Sicoob Uni. Recentemente, a organização passou a ter uma nova formatação com a entrada de mais 12 cooperativas, somando agora 20. Com a ampliação, a Central passa a atender mais de 85 mil associados em nove estados, mais de R$ 6,1 bilhões em ativos e R$ 3,2 bilhões em crédito e outros R$ 3,6 bilhões em depósitos. “Temos, ao mesmo tempo, a honra e o desafio de incorporar 12 novas cooperativas do Sistema Sicoob à nossa Central, ampliando nossa rede de atendimento para quase 100 pontos e nossa força para buscar mais oportunidades e
85
mil
associados às 20 cooperativas ligadas à Central Sicoob Uni, que, com nova formatação, atinge nove Estados, 92 agências e acumula ativos que superam R$ 6 bilhões. São números robustos dentro do sistema cooperativo brasileiro
ganhos para nosso associado, reduzindo o peso da operação e, com maior eficiência de gestão”, disse o presidente da Central Sicoob Uni, Clidenor Gomes Filho. De acordo com ele, a expansão busca alcançar o maior de todos objetivos da instituição: ofertar soluções financei-
ras, via cooperativismo, aos associados, sempre com o máximo de qualidade, segurança, transparência e de forma sustentável. Além disso, como prevê o diretor financeiro da Central Sicoob Uni, Dejan Rodrigues Nonato, os resultados devem evoluir gradativamente, em paralelo ao ganho de escala e eficiência de gestão. “A cooperativa é uma empresa, caracterizada por ser uma sociedade de pessoas, e não de capital. No entanto, deve ter entre seus objetivos os resultados, que são importantes para continuar competindo no mercado e transferir benefícios aos sócios”, disse Dejan, complementando que a cooperativa financeira protege o patrimônio do associado e traz ganhos financeiros, investimentos e antecipa prosperidade com empréstimos e financiamentos de empreendimentos. “Estas são ações que beneficiam o cooperado e a sua comunidade.” Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 77
COOPERATIVA DE CRÉDITO | NOVO CICLO
COOPERATIVISMO FINANCEIRO CRESCE MAIS DE 20% AO ANO Para o diretor Financeiro do Sicoob Uni, Dejan Rodrigues Nonato, o momento agora é para rediscutir as estratégias e formular um plano abrangente para todas cooperativas. “O movimento que culminou com a associação das novas cooperativas à Central Sicoob Uni foi importante para o processo evolutivo das pessoas engajadas. Todos os grupos que foram se formando praticaram o diálogo e buscaram auxílio por meio da arbitragem, evitando rupturas. Enfim, um processo de negociação com firmeza, mas com responsabilidade e com aprendizagem”, disse, ressaltando que foi importante que o rearranjo ocorreu dentro do próprio sistema regional Sicoob, mantendo a unidade da confederação. Para o superintendente de Negócios da Central Sicoob Uni, Marcos Dutra, o cooperativismo financeiro vem crescendo a mais de 20% ao ano e a união das cooperativas fortalece o sistema e possibilita gerar ganhos crescentes para seus associados. “Ao receber as novas filiadas, a Central Sicoob Uni dobrou seus ativos financeiros, suas agências e seus associados. Esta evolução abre a possibilidade de um ganho de escala e uma melhora significativa na eficiência operacional”, destacou. A integração dá mais sustentabilidade para a expansão da Central Sicoob Uni. Com isso, aponta Dejan, os associados passam a ter uma ampliação dos limites operacionais para atender as demandas financeiras. “A união com o grupo de cooperativas iniciais, que foram criadas como segmentos, trará novos conhecimentos. É visível que 78 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
"Temos a honra e o desafio de incorporar 12 novas cooperativas à nossa Central." CLIDENOR GOMES FILHO presidente da Central Sicoob Uni nossos valores, por serem muito parecidos, reforçam a confiança e a união com estes novos associados.” Marcos aponta que a Central Sicoob Uni vai melhorar posições no ranking do Sistema Sicoob e no Sistema Nacional de Crédito Cooperativo. “Fortalece a representatividade e cresce responsabilidade enquanto gestores e dirigentes para conduzir as nossas cooperativas e a Central Sicoob Uni para posições de destaque no cenário do SFN”, disse.
Os ganhos são múltiplos, aponta Dutra, para todas as cooperativas do Sicoob Uni. “Todos cooperam e atuam no mesmo sistema, independente da data de inserção. O ambiente é de integração para todos, não apenas para quem está entrando. Estamos envolvidos no mesmo objetivo e só será alcançado se unirmos forças e não separarmos por grupos. Todos são, na Central, um grupo só”, pediu Dutra. O diretor financeiro também destaca essa integração. “A integração das associadas singulares, por meio de suas lideranças, é um desafio. Será necessário inicialmente um pouco de sacrifício em deslocamento, para conhecer as regiões que compõem nossa ampla área de atuação, ver a realidade do modelo de gestão de outras lideranças, conhecer a estrutura das cooperativas e o meio de atuação destes novos cooperados. Outro desafio é manter o foco, uma vez que tenhamos alinhado as diretrizes e estratégias. Para um grupo que cresce de forma rápida e em valores de ativos, e que está dobrando o número de associados, é grande o risco de dispersão de energia. Como disse nosso presidente Clidenor Gomes, na primeira reunião do Conselho de Administração da Central com todas cooperativas representadas, ‘o foco é fundamental’. Não há vantagens apenas por reunir um grupo maior. Se cada um atuar com diretriz própria e estratégia diferente, pode até gerar conflito e ineficiência. O grupo só é forte se tiver estratégia bem definida e alinhada para que os resultados sejam positivos”, disse Dejan.
Reunião com dirigentes e lideranças das 20 cooperativas que formam a Central Sicoob Uni: novas metas
CENTRAL SICOOB UNI DOBRA RECURSOS ADMINISTRADOS “A nossa Central tem como objetivo absorver os trabalhos de retaguarda para que a cooperativa tenha foco apenas no negócio. Transferindo todos os esforços para o negócio, ela se desenvolve e permite com que o sistema Sicoob Uni todo cresça”, explicou a superintendente operacional, Sylvia Serabion. REPRESENTATIVIDADE “Com a vinda das 12 novas cooperativas para o Sicoob Uni, nós passamos para o 6º lugar em termos de ativos, isso é um salto significativo dentro do ranking do Sicoob”, observou Sylvia. “A nossa Central dobra os
seus recursos administrados e isso demanda uma maior responsabilidade. Dentro do Sistema Sicoob é um ganho importante, aumenta nossa representatividade e, sem dúvida alguma, haverá ganho de escala”, complementou o diretor administrativo da instituição, Arnaldo Teixeira Júnior. Ele ainda destaca o clima organizacional amigável que as novas cooperativas encontram na Central Sicoob Uni. “Isso é um diferencial no nosso sistema onde há uma hiper competitividade. Trabalhamos em um ambiente ameno, onde um se preocupa com o outro e tem o interesse em fazer o outro crescer dentro
do cooperativismo financeiro”. Além disso, o diretor ressalta que são poucas as centrais que têm um portfólio de produtos e serviços oferecidos para as cooperativas iguais aos do Sicoob Uni, o que vai proporcionar uma tranquilidade para que as filiadas façam negócios. Sobre as perspectivas de desenvolvimento, Arnaldo afirma que a Central continua com o objetivo de crescer entre 20% e 30% por ano. “Nós vamos trabalhar juntos com as novas cooperativas, para que continuemos a atingir as metas de acordo com o nosso planejamento estratégico”, finalizou Sylvia. Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 79
INVESTIMENTO | CARREIRA
UM OLHEIRO DOS FUNDOS
IMOBILIÁRIOS Com expertise de mais de 15 anos de atuação numa das maiores incorporadoras do CentroOeste, o engenheiro Rodrigo Meirelles redesenha sua trajetória profissional para fomentar segmento ainda pouco explorado no Brasil, os Fundos de Investimentos Imobiliários (FII’s) DEIVID SOUZA E RAQUEL PINHO Um olhar treinado para perceber as tendências e fomentar as inovações. À frente dos lançamentos de uma grande incorporadora, foi impossível para o engenheiro Rodrigo Meirelles, de 37 anos, não aprimorar essa habilidade para entender as nuances do mercado imobiliário, que, em sua maioria, eram reveladas nas sutilezas, em respostas não verbalizadas, no exercício contínuo da observação do consumidor e na interpretação dos números. Assim ele atuou no desenvolvimento de mais de 50 empreendimentos, ao lado de arquitetos e engenheiros, e depois no trabalho de engajamento da equipe de vendas para a comercialização em uma das maiores empresas do setor no Centro-Oeste, a EBM Desenvolvimento Imobiliário. Do estágio em engenharia civil ao cargo de sócio-diretor da EBM, Meirelles acumulou uma expertise de 15 anos, o que permitiu identificar alguns importantes gargalos e desenvolver mo80 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
Meirelles usa experiência no setor imobiliário para atuar em outras frentes
delos de negócios que trariam solução para os mesmos. “Sou só gratidão a este tempo, em que pude aprender e somar ao propósito maior da empresa, o de encarar o desafio de se fazer uma leitura real das necessidades do público e produzir imóveis que surpreendessem suas expectativas”,
conta. Uma vez aguçada a percepção, foi impossível também deixar de enxergar as lacunas do mercado imobiliário e os sinais que apontavam para um cenário de mudanças. Dominado pela inquietude dos empreendedores, ele partiu para um novo modelo de negócios, concretizado com a Highpar Real State, uma
boutique de investimentos especializada em Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs). “Os FIIs ainda representam no País apenas 2% de todos os investimentos financeiros, mas irá crescer muito nos próximos anos. O setor inclusive prepara-se para bater um novo recorde de negócios em 2018”, diz. Nos Estados Unidos, este é um investimento já consolidado, com quase 60 anos. O número ainda é pequeno, mas não intimida Meirelles, que credita ao esporte esta disposição para enfrentar desafios e buscar novos marcos - quando adolescente, ele integrou profissionalmente a Seleção Brasileira de Natação. Os FIIs, considera o especialista, são fonte alternativa de captação de recursos para as incorporadoras, especialmente para operações customizadas. Também passarão a ser, em curto período, o investimento mais interessante para brasileiros, que são tão afeitos ao imóvel. Com a Highpar Real State, Meirelles atua agora a serviço de vários FII’s, com a missão de identificar projetos de incorporação com potencial para receber investimentos ou participar da customização de uma operação de crédito para incorporadoras. Da mesma forma que os olheiros do mercado da moda e do futebol procuram talentos, ou os headhunters buscam executivos que se destacam, seu trabalho de consultoria também tem esse viés. O know how de ter participado de mais de 50 lançamentos, o que resultou na comercialização de mais de 11 mil imóveis, qualifica Meirelles a identificar projetos de alta qualidade e competitividade e colocá-los em contato com grandes e importantes carteiras de investidores imobiliários. “Basicamente eu levei para a gestora do fundo a minha
“De prédios para locação a megaempreendimentos comerciais, como shoppings e hotéis, os papéis com lastros em propriedades oferecem extensa diversidade de títulos e é uma opção bastante acessível e satisfatória para os investidores de qualquer porte” Rodrigo Meirelles expertise de chão de fábrica, uma visão do outro lado do balcão”, explica. Ele lembra que Goiás, por ter um mercado imobiliário que demonstrou resiliência frente à crise econômica, tem sido observado por FII’s nacionais. “Somente nós temos mandato de investimento de mais de R$ 200 milhões para serem aplicados no setor imobiliário”, diz Meirelles. NOVO PERFIL DE INVESTIDOR Na outra ponta deste negócio estão as pessoas físicas - e também empresas -, que buscam investir suas economias em algo que lhes dê rentabilidade e segurança. Para ele, os fundos imobiliários são a alternativa mais viável e interessante para pequenos e médios investidores, especialmente o brasileiro, que tem a cultura de investir em imóveis mas está mudando seu perfil. “Diferente daquele investidor que comprava um imóvel como patrimônio objetivando obter renda via locação,
hoje já surge um novo perfil de alguém que não quer ter o trabalho de gerir esse patrimônio, com reforma, pagamento de impostos, relacionamento com inquilinos, a fim de que ele continue gerando renda. Os papéis com lastro em imóveis trazem essa vantagem, pois têm uma gestão profissional que visa sempre resguardar o investidor, garantindo mais assertividade e liquidez, ficando para os participantes do fundo apenas o recebimento da rentabilidade”, explica Meirelles. Outra vantagem para o público é a possibilidade de participar dos rendimentos de grandes empreendimentos, como um shopping, desenvolvimento de apartamentos de luxo, ou de um complexo de logística, outrora restrito a apenas grandes investidores. Ele lembra que, ao longo dos últimos três anos, chegou a 65,5%, ante uma variação de 42,9% do CDI, uma das aplicações financeiras mais populares no País. Outro fator de atratividade é a isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física sobre rendimentos e a possibilidade, em caso de necessidade, de fazer liquidez vendendo apenas parte das cotas, o contrário do investimento direto em um imóvel onde seria necessária a venda do total do ativo para promover o desinvestimento. Regulamentados por lei federal e por normativas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os FIIs são recursos financeiros privados aplicados em projetos imobiliários com objetivo de adquirir os direitos reais sobre os imóveis, que passam a ser o lastro de cotas ofertadas no mercado financeiro. No Brasil, a regulamentação chegou apenas em 1993, por meio da Lei Federal 8668, e com a regulamentação das instruções normativas da CVMs em 1994. Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 81
INVESTIMENTO | PLANEJAMENTO "O brasileiro tem acesso à educação financeira, mas não tem o hábito de procurar ajuda." MARCO HARBICH
POR QUE PLANEJAR SUAS
FINANÇAS?
Apesar da procura por planejadores financeiros ter aumentado, brasileiro ainda não busca suporte IARA NUNES Numa época de dúvidas e preocupações cada vez maiores com o futuro, em que reviravoltas econômicas e crises aparecem do nada, a educação e planejamento financeiros são essenciais para uma vida tranquila e segura. Esse não é mais um assunto apenas para investidores, mas para todos que querem poupar e investir dinheiro com segurança e garantir um futuro financeiro estável para sua família. Após três anos consecutivos em queda, a proporção das famílias brasi82 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
leiras endividadas voltou a crescer no ano passado, alcançando a média anual de 60,8%, acima dos 60,2% apurados em 2016, de acordo com o estudo "O perfil de endividamento das famílias brasileiras em 2017", divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O número é expressivo e mostra como o brasileiro não sabe como administrar seu dinheiro de forma consciente. Ainda desconhecido pela maioria, há um profissional especialista em finanças que pode orientar o uso racional do dinheiro. Esse profissional é o Planejador Financeiro que começa a ser reconhecido e valorizado no País. O Brasil alcançou a 10º posição no ranking mundial de planejadores financeiros com a certificação CFP (Certi-
fied Financial Planner). Os dados são da FPSB (Financial Planning Standards Board), entidade que reúne todas as instituições no mundo que têm o direito de conceder o título. Por aqui, quem certifica os profissionais é a Planejar, a Associação Brasileira de Planejadores Financeiros. Segundo os dados da FPSB, foram certificados 409 profissionais no Brasil em 2017, com crescimento de 16,8%. No total, o País tem 3.800 planejadores. O primeiro lugar no ranking fica com os Estados Unidos (80.035 no total), seguido pelo Japão (21.151 no total). A certificação CFP é um selo internacional de excelência em planejamento financeiro mantido pela FPSB. Este ano, há previsão de que a profissão cresça ainda mais no Brasil. Há uma
COMO O BRASILEIRO SE RELACIONA COM O DINHEIRO? O que é investimento para quem tem renda? 75% Não fez investimento 11% Bens duráveis e imóveis 9% Aplicações financeiras 4% Empreendimentos 1% Estudo Conseguiu economizar em 2017? O que fez? 59% Corte de gastos 25% Fazendo economia 13% Produtos bancários 9% Trabalhando mais Destino do dinheiro economizado 42% Aplicou em produtos financeiros 8% Comprou imóveis, lotes, terrenos 7% Comprou carro/moto 7% Reformou/construiu uma casa 6% Fez uma viagem/passeio 5% Estudos 5% Pagou dívida 1% Não sabe Intenção de investimentos 51% Pretende fazer algum tipo de investimento ou aplicação 49% Não pretende Fonte: Pesquisa ‘Raio –X do Investidor Brasileiro”, da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e Capitais (Anbima) ao Datafolha.
demanda crescente de clientes que começam a entender que existe um profissional para ajudá-los a trilhar o melhor caminho para suas finanças através de uma análise holística e sem conflito de interesses, diferente do suporte oferecido por bancos e instituições financeiras. Apesar do crescimento da profissão, o brasileiro ainda não aciona esta ajuda como deveria. Com uma longa trajetória por bancos como Itaú e Santander, o planejador financeiro Marco Harbich, se especializou e acumula conhecimentos sobre os diferentes instrumentos financeiros disponíveis no mercado de capitais, seguros, previdência pública e privada, tributação, entre outros. Uma pessoa educada financeiramente é aquela que está preparada para fazer boas escolhas com o seu dinheiro e usar corretamente os produtos financeiros. “O brasileiro tem acesso à educação financeira, mas não tem o hábito de procurar ajuda. Basta pensar, quando temos um problema físico não buscamos um médico? Pois então, eu sou o médico das suas finanças", aponta. Para ele, é preciso sim ter habilida-
de para números, mas também deve-se saber lidar com o “fator humano”. No momento do atendimento, cada caso é avaliado individualmente, não há um pacote. “Toda solução é customizada, visto que cada um possui um perfil, projetos, sonhos, prazos, valores, e pensamento distintos. Não basta olhar entradas e saídas, é preciso estar atento ao padrão comportamental dessa pessoa, entender quem é esse cliente, e só então partir para suas finanças”. EDUCAÇÃO FINANCEIRA O dinheiro está presente na vida de todos nós, dá para imaginar as consequências de não saber usá-lo corretamente. Um dos efeitos mais visíveis é a inadimplência. No Brasil, são 60 milhões de pessoas com contas em atraso, segundo a Serasa. É quase metade da população adulta do País. O alto índice de inadimplência tem várias origens. As principais são a recente bancarização, com a inclusão de um grande número de pessoas no sistema financeiro, a expansão do crédito e o longo período de hiperinflação vivida pelo
País, que deixou como saldo um comportamento imediatista, de ganhar hoje e correr para gastar antes que o dinheiro perdesse o valor. Além do bolso, a falta de conhecimento, de planejamento e de organização financeira afetam outros aspectos da vida, independentemente da renda, como a saúde, trabalho, família e estudos. Engana-se quem pensa que apenas pessoas com renda alta necessitam de ajuda. É neste momento em que se faz necessário, segundo o planejador, mudar a maneira de pensar. “O planejador financeiro não é indicado apenas para pessoas de classes mais altas. Todos, independentemente da sua renda, deveriam buscar esta ajuda.” Marco Harbich acrescenta que o mais importante é que se procure profissionais devidamente capacitados, como é o planejador CFP® (Certified Financial Planner). Ele possui uma enorme vantagem em cima dos seus colegas não certificados. Isso porque adquirir o direito de utilizar as marcas CFP, demonstra que passou por um processo de certificação internacional, padronizado e rigoroso. Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 83
Foto: Marcel Gautherot
NOVO DIÁLOGO Leitura Estratégica inaugura caderno de negócios no DF. Primeiro de vários projetos de integração
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BSB.NEGÓCIOS: MOVIMENTAÇÃO NO DF
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LÍDERES DO DF ELOGIAM REVISTA
SETEMBRO 2018 - EDIÇÃO 01
DIRETORIA.DF
BSB.NEGÓCIOS LEANDRO RESENDE
UNIÃO QUÍMICA, RUMO À INTERNACIONALIZAÇÃO Enquanto todos estão vindo, a União Química (UQ) já esta dando a volta. Com a depreciação do real, estrangeiros abrem a carteira e compram negócios no Brasil. A farmacêutica brasileira, que concentra parte da produção em fábricas no DF e unidades em mais três Estados, não apenas não foi vendida, mas, ao contrário, comprou, nos Estados Unidos, a divisão de saúde animal da americana Eli
BULLS Brasília-Goiânia-Brasília. A Bulls Hamburgeria, que começou sua trajetória no Gama, abriu sua segunda unidade na capital goiana, para a terceira, agora, voltar ao DF, com nova loja na 405 Sul. A Bulls alia estilo americano aos ingredientes regionais, como a batata com molho de pequi. O espaço de dois andares tem capacidade para 300 pessoas. CRIS BARROS A marca Cris Barros, que inaugurou loja no Shopping Iguatemi Brasília no início do ano, já comemora o primeiro semestre de atuação. Referência no mercado de luxo nacional, a marca tem unidades também em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. 86 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
Lilly, a Elanco. É o primeiro passo para internacionalização. A fábrica de biotecnologia da Elanco foi adquirida em 2008, da Monsanto, por US$ 300 milhões. Hoje está preparada também para negócios de saúde humana. A fábrica fica em Augusta (Geórgia) e produz, entre outros, suplemento hormonal injetável (gado leiteiro). Só tem um concorrente neste segmento. No Brasil, a UQ tem uma divisão animal, a Agener. Hoje, a empresa brasiliense concentra seus negócios nas linhas de oftalmologia, dor, isentos de OTC, genéricos e sistema nervoso central – e realizou quatro aquisições desde 2012.
GYMPASS O executivo de Brasília Marcelo Almeida, com passagem pela 99 e pela Accenture Brasil, assumiu a direção regional Centro-Oeste da Gympass, o “AirBnb” do exercício físico que dá acesso a 35 mil academias pelo mundo, mais de 200 em Goiânia e mais de 300 em Brasília. Com diárias avulsas ou mensalidade, o usuário vai encontrar local para treinar em mais de 1.250 cidades pelo mundo.
ESPAÇO BRASÍLIA Inspirado na arquitetura brasiliense, o Espaço Brasília, na 904 Sul, é o mais novo local de festas da capital federal, com a aposta no diferencial de ser modular e o cliente poder montar adaptado ao perfil do seu evento. Não há exclusividade de fornecedores. O empreendimento é da empresária Aline Moura, em parceria com a Asceb. ENERGIA SOLAR A sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, instalou um sistema de energia solar fotovoltaica no telhado. O presidenteexecutivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, lembrou que, na área pública, os projetos também estão se
desenvolvendo. “É o primeiro prédio da Esplanada dos Ministérios com energia solar fotovoltaica. Abastece de 5% a 7% da demanda elétrica do prédio.” LADY DRIVER Lançado há um ano em São Paulo, APP de mobilidade para mulheres quer atuar em Porto Alegre, Brasília, Recife e Salvador. A startup de mobilidade urbana Lady Driver, que atende exclusivamente o público feminino, recebeu um aporte de R$ 500 mil de investidores anjos ao completar seu primeiro ano de atuação, em março. Os recursos foram usados para atualizar o layout e corrigir questões técnicas. Agora, a equipe planeja atrair uma nova rodada de investimentos, desta vez para expandir a área de atuação. CONCORRENTES As plataformas Femitaxi e Venux, também criadas no Brasil em 2017, destinam-se ao mesmo público. A primeira atua na capital paulista e nas cidades de Campinas (SP), Santos (SP), Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Goiânia. A Venux opera em Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Belém. CHINA NA GASOLINA PetroChina comprou 30% de empresa pernambucana de combustíveis, que possui distribuidora, importadora, terminais e empresa de logística, passando a ser 5º maior distribuidor de gasolina e 6º de diesel do País. Atende 2,2 mil postos e clientes industriais, com clientes também em Goiás e DF, além do Nordeste e Sudeste do País. PEDRART A renomada marca brasiliense Pedrart, fundada em 1979, tem agora unidade no Iguatemi Brasília. A Pedrart é especializada em joalheria e alta relojoaria, com
MODERN LOGISTICS
Com frota própria de aeronaves, a Modern Logistics passou a operar voos regulares, além dos voos fretados que já realiza para atender as demandas dos clientes, com hub em Brasília. O Boeing 737-400F da empresa começou voando uma vez por semana entre Campinas (Viracopos), Brasília e Manaus. Somente no primeiro trimestre, a empresa fechou cinco novos contratos de logística integrada nos segmentos de bens de consumo duráveis, hospitalares, correlatos e farmacêuticos, contemplando todos os serviços da cadeia. Em abril, passou para uma frequência de duas vezes, com opção, para subir para três em meados do ano. A Modern conta com armazéns em importantes polos industriais no Brasil, uma frota de três aeronaves e mais de 90 parceiros rodoviários. A meta é chegar a 15 aviões em 2020.
espaços exclusivos de marcas de luxo internacionais. Entre outras marcas, é distribuidor oficial Rolex. TBO HOLIDAYS Brasília e Vitória são os dois novos escritórios no Brasil da TBO Holidays. Para a nova unidade da capital, Lucas Barbosa, executivo de vendas para agências de viagens, prevê um gerenciamento e ampliação de carteira de clientes, além de novos relacionamentos com o trade local.
GOL A Gol Linhas Aéreas começa a montar sua estrutura na Flórida, nos Estados Unidos. A companhia está iniciando nova rota de voos para Orlando e Miami, a partir de Fortaleza e Brasília.
LEI DA CAMISINHA O governo distrital vetou, mas a Câmara Legislativa do DF derrubou o veto. Assim, está valendo a lei que obriga bares, restaurantes, boates e casas de show a vender camisinhas. PASSAREDO Lei, que fere a livre iniciativa e A Passaredo Linhas Aéreas tem avança em área que compete à União, ampliado sua oferta de voos e Brasília desagradou empresários brasilienses. agora tem opção de voo direto para “Não tem o mínimo sentido. O que Vitória da Conquista (BA). São seis é que nós temos a ver com venda voos por semana, com possibilidade de de camisinha? Nossa expertise é conexão com as parceiras da empresa, alimentação e bebida”, reclamou o Latam e Gol. Antes, os voos para presidente do Sindicato de Hotéis, Vitória da Conquista dependiam de Bares e Restaurantes (Sindhobarconexões com Salvador e Barreiras. DF), Jael Silva. Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 87
BSB.NEGÓCIOS AEROPORTO DE BRASÍLIA: 1O LUGAR Check-in, raio-x, controles migratório e aduaneiro foram os quatro critérios que garantiram ao Aeroporto de Brasília a melhor avaliação entre todos terminais que embarcam acima de 15 milhões de passageiros por ano. A premiação Aeroporto+ também verifica a satisfação dos passageiros, realizada pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil - e Brasília também foi o melhor. “Para nós esta premiação é o resultado de todo um esforço de nossas equipes para trazer a melhor experiência para o passageiro”, comenta Juan Djedjeian, diretor de operações da Inframerica, empresa privada que administra o aeroporto. O Aeroporto de Natal, também concessão da empresa, foi eleito o melhor na categoria até 5 milhões de passageiros por ano.
BIOTIC Entre a Granja do Torto e o Parque Nacional de Brasília, foi erguido o Parque Tecnológico para abrigar instituições de ensino voltadas para a tecnologia, empresas do setor e startups. O Edifício de Governança do Biotic recebeu investimentos de R$ 40 milhões dos governos Federal e do DF. A meta é unir biotecnologia e TI e mudar a matriz econômica local – criar uma bioeconomia. BRASAL O mercado imobiliário de alto padrão brasiliense está aquecido. A Brasal Incorporações fará o lançamento e a entrega de três luxuosos empreendimentos imobiliários na capital. Só os três projeto tem o VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 500 milhões. O executivo da construtora, Dilton Junqueira, destacou o otimismo. “A demanda por imóveis de alto padrão tem subido muito.” ADEMI-DF O DF tem o terceiro metro quadrado mais valorizado do País – com valor médio de R$ 8.238, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. O IVV (Índice de Velocidade de Venda) de abril foi o segundo melhor da história, com 7,5%. Mercado está reaquecendo no DF. A curva do IVV cresce de forma ascendente, disse o presidente da 88 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
e no DF. O grupo CCP, vendedor na negociação, é focado no segmento de imóveis comerciais no Rio de Janeiro e São Paulo, mas tem participação em projetos em Goiás.
NICOLÂNDIA No dia 12 de outubro de 2018, a Nova Nicolândia completa 40 anos de funcionamento na capital. Idealizado pelo Seu Nico, o parque tem atrações para toda a família, como a Ferris Wheel, roda gigante com 40 metros de altura. Com brinquedos tradicionais e novos investimentos a cada ano, a Nova Nicolândia preza por um lazer seguro, mágico e memorável para pessoas de todas as idades. Ademi-DF, Paulo Muniz. “Investir em imóveis é o melhor ativo.” BIAPAR A Biapar comprou o controle da Hatiha, do grupo imobiliário CCP e Cyrela. A compradora é gestora dos imóveis do Grupo Cobasi, que têm 66 lojas no País de comércio e serviços no segmento Pet Shop em quatro Estados
3a FRANQUEADORES Entre as 50 maiores redes de franqueadores do País, Brasília se destaca com duas marcas. Além de "importar" muitas marcas, o empresariado brasiliense "exporta" a Giraffas e o Chiquinhos Sorvetes, duas redes destaques entre as 50 maiores. Brasília é a 3a do ranking, com 6%, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro, o celeiro das franquias nacionais. JOHNNIE BURGER Agora na Asa Norte, a hamburgueria brasiliense Johnnie Burger chega à 5a unidade, com lojas na Asa Sul, Águas Claras, Sudoeste e Guará. A primeira unidade é de 2011, sempre focada no burgers artesanais. STONIA ICE CREAMLAND Na mesma linha da Johnnie, a Stonia Ice Creamland ignora a crise e se expande no DF. Acaba de abrir novas unidades e prevê mais quatro para os próximos 12 meses. Em agosto, abriu Pontão do Lago Sul (com 48 lugares) e no Taguatinga Shopping (modelo quiosque).
NEGÓCIOS | INTEGRAÇÃO GO-DF
'ESTRATÉGICA' TEM APOIO NO DF Leitura Estratégica aterrissa no mercado brasiliense. Em sua 6a edição, publicação passa a tratar também de negócios no Distrito Federal
Cristiano Costa/Sistema Fibra
IZABELLA PAVETITS Após cinco edições e dois anos de circulação no Estado de Goiás, a Revista Leitura Estratégica está pronta para pousar no mercado editorial de Brasília. Com a tiragem atual de três mil exemplares, a publicação agora contará não só com distribuição, mas também com produção de conteúdo e informações voltadas ao Distrito Federal (DF). O objetivo da expansão é fortalecer a conexão entre os empresários goianos e os brasilienses. Ao tratar de negócios, gestão e carreira, a Leitura Estratégica pretende fazer da informação o elemento integrador entre as principais redes de empreendedorismo da região Centro-Oeste. “São mercados muito próximos, mas, ao mesmo tempo, muito distantes. Queremos que o crescimento do nosso público leitor simbolize a integração entre Goiás e DF”, explica Leandro Resende, editor-chefe e diretor-executivo da Revista. O esforço já conta com apoio de entidades representativas dos negócios no mercado brasiliense. O presidente da
Jamal Bittar: “Será uma ponte para conectar negócios entre o DF e Goiás”
Fábio Estuqui aponta que é um momento relevante para integração
Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), Jamal Jorge Bittar, acredita que a chegada da Leitura Estratégica à capital federal e regiões do entorno é benéfica. “Ao ampliar seu conteúdo e sua distribuição para o DF, será uma ponte para conectar negócios daqui e de Goiás e, futuramente, um meio de integração entre negócios de todo o Centro-Oeste. Nossa região tem muito potencial para crescer e localização privilegiada. Temos de trocar ideias e nos ajudar, assim todos saem ganhando”, afirma. Além disso, o diretor-executivo da Associação dos Bares e Restaurantes
do Distrito Federal (Abrasel-DF), Fábio Estuqui, defende que o momento é de transformação na dinâmica dos negócios e a conexão empresarial, aliada a comunicação e a gestão de relacionamentos, visa estabelecer uma rede de colaboradores a nível local e nacional frente aos desafios. “Por isso, a iniciativa irá trazer como resultado um conhecimento mais abrangente das tendências da atualidade. Com certeza será um insumo primordial para tomada de decisões e para o alcance de uma gestão mais eficiente”, completa. Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 89
SAÚDE | NEGÓCIOS
SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO... Filmado, observado ou mesmo dispensado. A ligação entre sorrir e empreender não é tão distante quanto pode parecer Embora seja o cartão de visitas de qualquer pessoa, o sorriso nem sempre é valorizado como merece. No entanto, estudos mostram o quanto o sorriso pode abrir portas de negócios e empregos. Um trabalho publicado em uma das mais importantes revistas especializadas em odontologia do mundo, a American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, mostra os reflexos da dentição ideal em características como honestidade e eficiência no trabalho. Durante o estudo, realizado por pesquisadores brasileiros, mostraram 10 pessoas sorrindo para 100 profissionais de RH, com diversos problemas dentais e, ao mesmo tempo, imagens destes mesmos candidatos com seus dentes corrigidos (via computador). Os recrutadores, julgando pela imagem, escolheram as fotos com sorrisos ideais quando questionados quais eram os mais honestos, eficientes, inteligentes e, por fim, quem contratariam. Considerando estudos como este e a experiência de consultório, o dentista e consultor estético-empresarial, Flávio Lima, desenvolveu um modelo de negócios que possibilita a aproximação com seus pacientes, entendendo suas dores e ajudando-os a reencontrarem a autoconfiança perdida. “Um sorriso que não satisfaz pode provocar problemas que afetam diretamente a vida pessoal e profissional, acarretando a perda de autoestima e desmotivação para atingir 90 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
novas metas”, disse o profissional, que atualmente desenvolve um trabalho de palestras e consultoria na área de empreendimento destacando a relação e harmonia entre a vida profissional e os vários aspectos do bem-estar pessoal. Com o nome de Estética Funcional, Flávio Lima uniu o conhecimento e entusiasmo pela odontologia estética com o perfil empreendedor para criar um programa que une tratamentos específicos e resultados efetivos. Em uma plataforma on-line, é possível entender melhor os procedimentos odontológicos disponíveis, conhecer histórias reais e satisfação de pacientes, marcar consultas de forma simples e rápida e ter acesso ao blog ‘Estética Funcional - Dr. Flávio Lima’, repleto de entrevistas com autoridades da área. “Dentre os depoimentos que mais chamam a atenção, está a história de um empresário que por anos teve problemas com a aparência dos dentes e, com a ajuda da Estética Funcional, conseguiu voltar a criar conexões com seus clientes e recuperou a autoconfiança, o que impactou em seus negócios. Mais do que devolver a saúde bucal e o bem-estar para seus pacientes, a Estética Funcional tem como princípio influenciar positivamente em todas as áreas da vida."
COMUNICAÇÃO | TECNOLOGIA
CÂMBIO,CÂMBIO... HIPERCONECTADOS Perda de comunicação com os hiperconectados gera crise nas empresas A pergunta que os empresários passam o dia inteiro pensando e não conseguem desvendar é: “como conversar com a nova geração de consumidores?” E não estamos falando de idade, apenas da garotada, pois esta nova geração inclui todos os hiperconectados – de crianças a idosos – que acordam e vão dormir com um aparelho mobile grudado nas mãos. Como conversar com eles? Muitas empresas já estão sofrendo financeiramente com a perda repentina de comunicação com essa nova horda de ‘hiperconectados’, os humanos tecnológicos - que têm, ao alcance das mãos, a capacidade de gerar e consumir dados (produtos e serviços, também) em tempo real. E vão falar de velocidade, complexidade, conflito de idades, mas, para o diretor da consultoria de comunicação Quântico Reconnect, Danilo Brito, é preciso compreender, internamente, porque a empresa não consegue mais acompanhar o
seu público-cliente. “Existem falhas de comunicação entre esses dois mundos, a empresa e o cliente. O desafio diário é retomar a normalidade com esse novo comprador, visto que falta no mercado um conhecimento aprofundado sobre seu comportamento. As empresas estão em estado de alerta.” Danilo destaca que sua agência, que tem sede no Distrito Federal, especializou-se em soluções para reestabelecer conexão entre empresa e estes novos consumidores. “Realizamos diversos estudos e pesquisas até criarmos um protocolo de conversação responsável por reestruturar essa comunicação. Atualmente a Quântico atua na região de Brasília e Goiânia, implantando a nova metodologia para diversos segmentos empresariais. Cada projeto leva de seis a oito meses e envolve da comunicação interna a, em alguns casos, reorganização de preços e logística. A empresa precisa se redescobrir para se reapresentar ao cliente.” Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 91
CADERNO DE OPINIÃO PEDRO BITTAR
- Empresário e diretor do MBC
OBRA PÚBLICA: Venenos e remédios Quando passamos por uma obra pública no Brasil, a sensação primeira que nos dá é que foi superfaturada e está atrasada. Quanto maior a obra e o investimento, maior é essa deprimente sensação. O investimento público, um dos maiores predicados para retomada do crescimento e para geração de emprego no País, é a peça que falta para destravar nossa economia anêmica. É o remédio. Só que, infelizmente, o assimilado e aceito destrato com o dinheiro público, em todas as instâncias, esferas, Estados, âmbitos e partidos, nos faz pensar que licitação e obra pública, na cabeça dos gestores do setor público, são o bônus do poder, o prêmio do cargo e do mandato, a “hora de lavar a égua”, como diz o ditado popular. De fato, para a sociedade brasileira, é o veneno. O dinheiro para obra é escasso. Parte da bilionária arrecadação de impostos vai, no automático, para pagar juros da dívida. Outra pancada, para o custo previdenciário – que vai nos quebrar em uma década, se não a reformá-la. Custeio operacional da máquina, outro tanto. À inchada folha de pagamentos do serviço público, outro naco. Sobra quanto no caixa? 5% a 10%, quando sobra. Essa sobra vai para investimentos, que como as obras, em boa parte, são superfaturadas, repletas de aditivos e armadilhas, enrolam. Quanto mais demora, mais aditivos. Junto à escassez do dinheiro público no Brasil, impera a escassez de honestidade de quem gere este recurso. Impera o destrato com a ‘coisa pública’, predomina as vontades partidárias e a ânsia de construir o patrimônio particular, de “garantir” o seu. Não é 92 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
história recente, é cultural. E tem sido para a sociedade, cada vez mais difícil separa o joio do trigo, visto que não existe qualquer ânimo social para pensar o País – tamanho o desalento. Este complicador não pode nos atrapalhar a investigar nossa história e revisar o quanto já fomos melhores no passado, quando se começava e terminava grandes obras. O País precisa aproveitar este hiato que a Lava-Jato nos impôs e, com urgência, evoluir uma legislação rigorosa quanto a obras públicas, elencando consequências reais e rígidas aos executores e empresas, do gestor da licitação ao que sobe no palanque para anunciar – muitas vezes, sem estar finalizada. Uma saída é a empresa que vencer a licitação, ser também a responsável pelo projeto, evitando desvio de responsabilidade e “criação” de aditivos – que deveriam ser autorizados em casos extremos. Obras precisam ter valor real, o que não ocorre hoje, e orçamento cumprido. Não raro, hoje, o investimento inicial é, em média, quatro a cinco vezes menor que o investimento final. É a maior brecha da corrupção que precisa ser revista. A China, sempre ela, tem dado lições de que o investimento público, racional e inteligente, tem a capacidade de mudar a história de uma nação. No Brasil, tem mudado a história apenas de algumas pessoas e quadrilhas inescrupulosas - que se perpetuam em volta e no poder público. Enquanto a China avança, nós, reféns de corruptos, engatinhamos, humildemente calados. A mudança começa por eleger um Executivo e um Legislativo descentes. Ali começa a mudança.
WALMIR CUNHA presidente do Instituto de Compliance Aplicado (ICA) e advogado na Walmir Cunha & Advogados
Compliance e a Lei
ANTICORRUPÇÃO O tema relacionado ao combate à corrupção encontra-se presente de forma constante na agenda política e na pauta legislativa do Brasil. Ao mesmo tempo, frequentes operações policiais deflagradas sob rótulos variados obtiveram significativos resultados práticos nos contextos político-econômico e social no País, o que permitiu aos brasileiros um respiro de alento e renovada esperança no combate à corrupção em diversos setores e órgãos públicos envolvidos. Nos aspectos legais e na seara do direito brasileiro, novas perspectivas, análises e abordagens quanto ao alcance, efetividade e relevância dos programas de compliance ganham terreno e a atenção dos empresários como mecanismo de proteção à integridade empresarial. Impulsionado pelo advento da Lei 12.846, de agosto de 2013, a Lei Anticorrupção, certos institutos jurídicos ganharam destaque na órbita normativa brasileira, por conferir instrumentos negociais de prevenção, repressão e punição às práticas de corrupção, em destaque os acordos de leniência, acordos de delação e programas de integridade corporativa, intimamente relacionados com os propósitos e finalidades maiores do compliance. O compliance tem sua etimologia proveniente da língua inglesa (“to comply”) e significa, em resumida análise, “estar em conformidade”, “adequar-se”, ou seja, estar ou agir de acordo com a lei em seu sentido mais amplo do termo. Na Lei Anticorrupção, foi incluso como atenuante de pena, desde que observados os requisitos regulamentados.
Para que haja a implantação efetiva de um programa de compliance nas empresas, independente da área de atuação e tamanho da corporação, devem ser observados alguns elementos imprescindíveis para a efetividade do programa, tais como: implantação de Código de Ética e de Conduta, estabelecendo políticas e procedimentos; criação de uma estrutura interna independente de controladoria e com autonomia perante os diretores; estabelecer políticas de treinamento e comunicação constante para incorporação da cultura e dos valores estabelecidos no Código de Ética; aprimorar ferramentas e rotinas de fiscalização e auditoria em todos os setores e níveis hierárquicos; criação de canal de denúncias, com respeito à confidencialidade das fontes de informação; estabelecer criterioso processo de sindicância e investigação isenta e imparcial, norteada pelo Código de Conduta; implantar campanhas educativas de combate à corrupção junto aos colaboradores, fornecedores e demais agentes que operem na empresa, dentre outros. Tudo isso para preservar a integridade da empresa que pode sofrer abalos em sua reputação por desvio de conduta de seus agentes, razão pela qual o programa de compliance deve ser efetivo, contínuo e adequado à cultura da empresa a ser aplicado. Não se pode imaginar um programa efetivo de compliance que seja mera cópia ou reprodução de outro programa de integridade que tenha sido implantado pelo concorrente. É preciso respeito à cultura de negócio existente dentro de cada empresa, de modo que se trata de um serviço customizado. Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 93
LUIZ ANTÔNIO DE SIQUEIRA Advogado na LAS Advogados Associados e Contador
O radar do
FISCO
Cruzar informações e rastrear dados são ações de rotina nos órgãos de arrecadação de impostos, como Receita Federal e secretarias da Fazenda. O que muitos perguntam é o tamanho do poderio destas ferramentas e como será, em breve, a relação Fisco e contribuinte com a evolução da tecnologia. Neste caso, o futuro já chegou. O Banco Central implantou o Hal, há um ano e meio, um supercomputador que monitora on-line todas as contas bancárias e suas transações, divididas por CPF e CNPJ, usando inteligência artificial como base do software. O cérebro eletrônico mais poderoso do País trabalha 24 horas, reunindo, atualizando e fiscalizando todas as contas bancárias das 182 instituições financeiras do Brasil, indistintamente, arquivando um milhão de operações bancárias por dia. Com a força do Hal e outras duas supermáquinas que já atuavam, Harpia e T-Rex, o governo cruza on-line informações que envolvem pessoas físicas e jurídicas no que se refere a cartórios, Detrans, capitania dos portos, bancos, cartões de crédito e débito, aplicações financeiras, financiamentos, folha de pagamento, FGTS, INSS, chegando inclusive a operações de compra e venda de mercadorias e serviços básicos, como água, luz e telefone. Em quatro dias de processamento, o Hal criou 150 milhões pastas diferentes, uma
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para cada correntista no País, com respectivos CPFs, CNPJs e procuradores e operações realizadas por cada conta. Este sistema brasileiro supera até os mais eficientes dos governos francês e alemão. Em um teste rápido, cruzando dados de cartão de crédito e débito dos clientes e as informações prestadas por um grupo de varejistas, acarretou em autuações fiscais a maioria das empresas. Dados não bateram. Do teste a ampliação a um número maior de contribuintes é um pulo, pois esse “radar” eletrônico dispensa fiscais – é como furar o sinal e ser fotografado. Não tem como contestar a “foto” do Hal. Todo investimento realizado, R$ 20 milhões, tem o objetivo maior de incrementar as ferramentas de combate a fraudes, caixa dois e lavagem de dinheiro no País. Mas, diante de tamanha vantagem da fiscalização com as novas tecnologias, recomenda-se aos contribuintes que revisem e melhorem os procedimentos e sistemas de gerenciamento contábil e bancário. Não haverá espaço para fraudes e amadorismo. Mesmo porque, o sistema não distingue bons e maus, amadores e corruptos, empresa desorganizada e organização criminosa. Se caminhar para onde se aponta, o sistema rastreia, verifica incongruências e autua no automático.
MARLOS NOGUEIRA Advogado na Marlos Nogueira Advocacia de Negócios
Governança EDUCACIONAL O Brasil é um País cuja história se desenrola com um dinamismo impressionante. Em poucos anos, um fator crucial para a nossa produtividade passou de bônus, para ônus. Trata-se do “b(ônus)” demográfico. Esse bônus é a situação em que o número de habitantes em idade ativa supera o total de idosos e crianças. Em 2013, o IBGE previu que esse fenômeno, que amplia a capacidade produtiva do País e que havia se iniciado por volta de 1980, acabaria em 2023. Porém, agora, em 2018, o IBGE constatou: o bônus demográfico acabou. Agora, é ônus. Estamos envelhecendo. Haverá menos jovens na sociedade. De locomotiva passaremos a ser vagão. Para maior dramaticidade, quase 20% dos jovens são absolutamente improdutivos. São conhecidos por “nem-nem”: não trabalham nem estudam. Cerca de dois terços dessa faixa etária gostariam de deixar o País. Ou seja: o País envelhece, perde força produtiva e a capacidade de se reciclar porque seus jovens ou se tornaram “zumbis”, ou imigrantes. Os efeitos são dramáticos também dentro das empresas (90% delas de matrizes familiares). É no seio das mesmas famílias que surgem as empresas que, pelas idênticas razões do País, estão ameaçadas pela “zumbização psicoativa” ou pela “exportação” dos (jovens) talentos humanos. Por que tantos jovens, inclusive filhos de empresários, não trabalham, nem estudam? Por que tantos querem se mudar do país? Será que a sa-
ída para as empresas (e consequentemente para o país) não estaria em que aquelas assumissem a responsabilidade de dar aos jovens o que eles buscam para que eles lhes devolvam o que elas necessitam? Como a governança da empresa familiar deve encarar o que vem pela frente? Como os jovens empresários sucessores têm sido formados? Quais oportunidades lhes estão sendo concedidas e quais os desafios lhes têm sido apresentados? Há, na organização, um planejamento sucessório que lhes dê perspectivas reais do ponto de vista de pertencimento, vocação e propósito, evitando que sejam nem-nens, ou que desejem sair do País? Alguém, na empresa, dá ouvidos a esses jovens? Abrindo esse canal geracional, o que o negócio ganharia em contrapartida? Sim, há uma troca, um ganha-ganha. Todo o atual enredo de negócios desta “era 4.0” se desenvolve em um mundo que, muito provavelmente, só os jovens serão capazes de entender. Eles buscam a chance de afetar essas realidades, fazer a diferença, e têm de ser ensinados sobre responsabilidade. Não adianta reclamar de ninguém. A responsabilidade é de todos, pais ou filhos. Salvar os sucessores, educando-os a suceder o negócio com responsabilidade, é salvar a empresa. Salvar a empresa é, no final do dia, salvar o País. Sem investir nesse viés de governança empresarial, continuaremos como zumbis que lamentam a própria sorte. Sem isso, continuaremos transformando nossos bônus em ônus. Leitura Estratégica | Setembro de 2018 . 95
SANDRO WALDECK Advogado na Waldeck Advogados Associados
O Brasil no olho
DO FURACÃO Céus escuros e ventos nada agradáveis têm dado o tom no comércio internacional entre países e no meio dessa quase tempestade muitos são os questionamentos sobre quão forte são as asas desse avião que carrega nossa balança comercial. O compasso é ditado pela instalada guerra de tarifas entre EUA e China, causando certo pânico nos mercados internacionais, por tratar-se de uma queda de braço entre as duas maiores potências comerciais internacionais. Então, onde ficamos nesse campo de batalha do comércio exterior? Certamente não nos é dada uma relevância que ao menos fosse digna de nossa posição econômica mundial, por estarmos entre as maiores economias do globo terrestre, mas com uma fatia medíocre de pouco mais de 1% de todo o comércio internacional do planeta. Aliás, é a velha retórica de que o Brasil só é grande porque é grande. Mesmo assim, o expectador mais atento vai perceber de cara que algumas boas oportunidades podem surgir desse cenário, sendo que a maior probabilidade emerge justamente naquilo que somos referência: as chamadas commodities. Uma China obtusa em não ceder às pressões do presidente norte-americano Donald Trump acena com o aumento de importações de grãos e minérios de origem brasileira, em nítido movimento provocativo. Todavia, também surge a dúvida se esse movimento repentino não estaria unicamente ancorado numa atitude provisória do governo chinês, o que de fato poderia causar uma alta nas nossas exportações mas sem um viés de longevidade des96 . Leitura Estratégica | Setembro de 2018
sas operações, gerando um quadro de oportunidade imediata sem nenhuma garantia de durabilidade. Somem-se a isso as crises pontuais em países emergentes (como a Turquia) que, muito longe de cooperar, lançam no ar mais dúvidas ainda acerca do grau de robustez dessas economias, com constante queda das moedas frente ao dólar americano e dificuldade de estabilização de políticas internas capazes de garantir o fomento da produção desses produtos, que são moeda internacional. Outra preocupação recai sobre a própria China, que por sua vez, embora não pareça, depende dos EUA em inúmeros setores, trazendo à tona uma certa fragilidade, que por sua vez fomenta muito os discursos televisivos, mas traz muita dúvida sobre quão profundas serão essas buscas por “novos mercados”. Particularmente quanto ao Brasil, em que pesem todos esses fatores já discutidos, ainda temos um governo federal bastante enfraquecido, em fim de linha, e uma certeza de que, qualquer que seja o próximo a governar, encontrará um País esfacelado financeiramente, politicamente e moralmente. Se em algumas áreas, como o agronegócio, somos competitivos, nos faltam, de longa data, políticas sólidas de exportação, financiamento, infraestrutura, planejamento (...). Portanto, se por um lado é nítida a oportunidade de crescer nas exportações, facilitadas inclusive por um câmbio mais favorável, por outro continuaremos lutando contra fatores internos e externos bem conhecidos. E aí aflora nossa triste realidade: estamos sobrevivendo mais de migalhas e não há muito interesse na cesta de pães!
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Francisco Carlos é o novo colunista da revista Leitura Estratégica, assinando a coluna Vender ou Vender
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